Podemos Confiar na NVI23? – BTCast 645
14/05/2026
Podemos Confiar na NVI23? – BTCast 645
👉 Use o cupom BIBOTALK na Insider!
Acesse https://creators.insiderstore.com.br/BIBOTALK
#insiderstore
👉 Baixe o ebook https://forms.gle/P6jTmFUmJUaua83b6
👉 Inscreva-se para a Conferência Teológica EBT — “O Cristo COMPLETO” aqui: https://doity.com.br/conferenciaebt
Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Marcelo Berti para uma conversa franca e aprofundada sobre a Nova NVI, os desafios da crítica textual e os bastidores de uma comissão de tradução bíblica. Como surgem as decisões que moldam o texto que lemos hoje? O que está em jogo quando diferentes manuscritos apresentam variações? E até que ponto uma tradução consegue equilibrar fidelidade ao texto original, clareza e linguagem contemporânea? Também conversamos sobre os limites e possibilidades da crítica textual, mostrando como ela não busca enfraquecer a confiança na Bíblia, mas compreender com mais precisão a transmissão do texto ao longo da história. Em meio a exemplos práticos, curiosidades e discussões teológicas, este episódio é um convite para enxergar a tradução bíblica não apenas como um trabalho técnico, mas como um esforço coletivo de serviço à igreja e ao povo de Deus.
Torne-se mantenedor ou mantenedora do Bibotalk: https://bibotalk.com/mantenedores/
Compre na Amazon pelo link do Bibotalk: https://bibotalk.com/amazon
Torne-se um Prime na Amazon: https://amzn.to/43cww5F
Vantagens de ser Prime: (1) frete grátis nos produtos enviados pela Amazon; (2) séries e filmes originais e um variado catálogo de outros filmes e séries; (3) descontos especiais; (4) tudo isso por cerca de R$20 mensais
Acompanhe as novidades nos nossos canais:
Instagram https://www.instagram.com/channel/AbZi28Coo0zurkY4/?igsh=MW0xeG1uaXRleXB2dw==
WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029Va9mh5j9Bb66vk6dFT1P
Playlists legais para você maratonar:
– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC/ve aqui em Bibotalk. Bibotalk no canal no YouTube, bibotalk.com, Bibotalk em todos os lugares, menos na Dieser. Na Dieser tá difícil atualizar a Dieser aí, porque gente, o problema não é nosso. Atenção você que é cliente da TIM e tem o Dieser gratuito no seu pacote e você ouve o BTC por lá. Ah, não tá atualizando na Dieser. Não sei. Abrimos um chamado, tá tudo certo, a gente não sabe o que acontece, galera. Vai pro Spotify que lá tá funcionando. Vai paraa Amazon Music, lá tá funcionando. O aplicativo de podcast da Apple, a gente tá lá, tem no nosso site, tá aqui no YouTube. Bem-vindo a mais este BTC aqui. Hoje vamos novamente falar sobre a tradução bíblica, crítica textual, vamos falar sobre NVIS, NVIs. Vamos falar sobre NVIS. Muito legal. Esse assunto de hoje é um tema que agora aí por meados de março de 2026 veio de novo à tona esse tema da NVI23 e a gente tá aqui hoje com Marcelo Bert. Seja bem-vindo ao palco do Bibotalk para conversarmos mais um pouco sobre isso. >> Muito obrigado por me receber aqui, Bib. É um privilégio estar aqui sempre com vocês e eu espero que nesse nosso encontro a gente possa aprender um pouquinho mais sobre as traduções bíblicas e como que nós podemos ah interagir com a questão da crítica textual e as nossas traduções brasileiras. >> Muito. É, nossas traduções brasileiras, afinal nós somos daqui, né, Bert? Acho que a primeira bem quem acompanha Já o Bibotal, que já conhece o Bert, já participou de vários episódios, Marcelo Bert é pastor, professor e também a um grande e acadêmico aí das do línguas. É, o teu lance é mais e nt ou ou AT, Bert, eu não lembro. Eu eu sou primariamente Novo Testamento, mas ensino exegés do hebraico, também trabalho com tradução do Antigo Testamento, mas a ênfase é Novo Testamento. >> Novo Testamento. Inclusive o Marcelo Bert, né, vou aproveitar essa oportunidade, é nosso professor na Escola Bibotal e Teologia com a disciplina de hermenêutica. A maior apostila da história da nossa escola, 4 anos de existência da nossa escola, a maior apostila é óbvio que é a do Bert. E >> bom, eu tenho alguns recordes, né? Eu tenho o recorde da apostilha e o do podcast. >> Exato. Que tá ainda imbatível. A gente tem a maior gravação de BTC. Foi 6 horas de gravação que renderam dois episódios de 2 horas cada. Então assim, antes de Inteligência Limitada fazer episódios de 12 horas [risadas] com Iago Martins e Pirula e e acho tem episódios até maiores. Nós já fizemos de seis quando ainda era só Skype, né? Quando era, né? Só Skype, nós lá aprendendo sobre Jesus histórico maravilhoso. É isso. Então, Bertar que participou também aí agora aí da comissão que fez a revisão na NVI e foi lançada agora pela bíblica. E aí as editoras pegam da bíblica e lançam, né, as bíblias com a nova tradução aí da NVI, a NVI e revisada, por assim dizer, a NVI 23, como ficou popularmente ah conhecida. E ela voltou agora, né, enfim, a ser uma discussão. Ah, por conta, Bert, eu só vou aqui ambientar um pouquinho a galera. Mas eh a NV23 quando ela foi lançada teve um barulho. Teve um barulho e ela voltou agora, né, a para o centro aí das discussões aqui na internet porque a editora Vida lançou um uma nov, né, algumas versões de Bíblia e tal, algumas capas com o texto da NV 23, mas colocou o prefácio do professor Luiz Saião, que foi o líder, né, ou participou da comissão das NVIs anteriores e não participou agora dessa nova revisão. E obviamente o Luiz Saião, ah, certo, né? Ele se manifestou, olha, usar o meu prefácio, mas não é essa NVI que eu participei do trabalho e tal. E aí a gente vai conversar um pouquinho mais sobre isso. Desencadeou vários outros assuntos e tal. Mas Bert, a primeira pergunta que eu quero fazer para ti é que é isso. A gente tá falando da NVI 23 em 2026. Interessante isso, [risadas] né? Interessante, né? Voltou aí pro palco da discussão e tal. E como toda discussão envolvendo o crente é uma coisa muito afetiva, né? e a galera compra partido e aquela coisa assim onde eh o amor vai embora e só fica mesmo as convicções, né? E e os afetos afetados, não pelo amor de Cristo, mas pela postura do quem tá certo e quem tá errado, né? Quem é o herege? Quem a gente vai queimar, galera? Hum. Ai, quem que a gente põe na fogueira? Tô louco para acender uma fogueira. É isso que pauta a maioria dos debates aqui na internet. Mas a primeira pergunta, Bert, para nós aquecermos é: tu tem quantos anos? Só para eu saber aqui. >> 43. >> Caramba, a gente, cara, mas tu é crente desde cedo, né? >> Isso >> é tu é. Então assim, tu é Eu não, eu fui ser crente em 99. Mas por que que eu tô perguntando a nossa idade aqui? A gente tem a mesma idade? É porque toda vez que se lança uma nova tradução aqui no Brasil é a mesma coisa, né, mano? Quando não tinha internet, já tinha essa discussão. Vou te dar um exemplo. Eu cheguei à fé em 99, com 17 anos, né? Você já devia estar pregando já com 17 anos ou incomodando. Não sei que tipo de jovem você foi na congregação. Talvez as duas coisas simultaneamente. >> Exato. Dá para ser, né? >> Dá para ser, né? Então assim, Bet, eu lembro, eu novo convertido, não envolvido com teologia, né? Assim, de maneira mais eh eh profunda, já tinha essa discussão nos anos 2000. Ó, cuidado com a tradução. Quando eu fui comprar minha primeira Bíblia, eu lembro até hoje, ó, tem que ser Almeida de 85 ou de 90. 95. Teve alguma tradução? >> Tem a revista a revista corrigida de 95. >> Então essa aí que eu tinha que comprar. Então assim, percebe, outras não, outras não, não pode. Você vai comprar uma palavra, a palavra de Deus. Assim, naquela época já tinha isso. Naquela época eu não lembro se tinha NTLH, que é uma tradução que eu gosto muito hoje, mas na época tinha aquela Bíblia viva que, se eu não me engano, a Adonepe usava, né? Ela tinha uma Bíblia chamada amor, não sei o quê. Eh, nossa bandeira é o amor, acho que era o nome da Bíblia. E era esse texto da da vida, né? A Bíblia viva, se eu não me engano, que é tipo uma NTLH, mas é outra. Mas cuidado, cuidado. Então já tinha naquela época, né? Tu deve ter vivido visto, vivido mais isso, né, Bert? E aí a pergunta é por que que sempre dá Rebu quando lança uma nova tradução? Sempre toda a presta, olha para mim aqui, toda a tradução lançada no Brasil dá faz barulho, dá agito. É, tem gente contra, tem gente falando mal, tem gente acendendo fogueiras. Por qu, Bet? Por quê? Eu eu acho que o elemento primário do nosso movimento evangélico brasileiro é que nós somos, ah, de certa forma muito influenciados pela escritura. Os nossos cultos, muitos são centrados na escritura, a leitura pública, a leitura privada. Ah, nós temos as igrejas ah utilizando, né, que utilizam leitura pública quando não usam algum sistema de telão, alguma coisa assim. É todo mundo com a Bíblia aberta. E por isso é importante que todo mundo tenha a mesma tradução. E porque a escritura é querida demais para nós e nós estamos memorizando, guardando essa palavra no nosso coração. Nós temos a tendência de achar esquisito aquela tradução que vem que é diferente do comum, aquela tradução que é diferente do normal. A gente tende a achar que a a aquela alteração é uma mudança significativa demais para que aquilo seja considerado a minha Bíblia. Então, pensando num aspecto positivo, é que positivamente a gente tem um um amor muito grande por esse texto. É o material que a gente usa. Por um outro lado, tem um aspecto negativo também, que é o aspecto de você olhar para aquilo que é diferente do que veio e e automaticamente achar aquilo como ruim ou aquilo não coube na minha tradição. Ah, e aí começam a a as informações equivocadas, né? No mundo da internet, isso acontece muito rápido. Então, informações negativas sobre traduções são disponibilizadas e e e às vezes uma um simples abrir a Bíblia para procurar os livros citados resolveria algumas dessas tretas, né? Ah, mas mesmo antigamente, antes da da internet, essa informação, ela caminhava lado a lado com a publicação dela. Ah, e recentemente eu aprendi um princípio que eu levei pro coração. Bíblia, eu é o seguinte, eu entendi que no que se refere à tradução bíblica não existe concorrência. por exemplo, aquilo que uma tradução vai fazer, a o modo como ela vai traduzir, o zelo que ela vai ter com a palavra, com o método que ela usa, com o texto que ela usa, isso tudo tem a ver a com o ambiente onde ele é formado, com as convicções que ele tem, mas isso é fidelidade e a pessoa que faz isso faz isso pro reino. A de todos os tradutores com quem eu conversei até hoje, eu não vejo nenhum delesmados com novas ah traduções sendo produzidas, porque isso isso faz bem pro reino. Isso é é o nosso modo de servir a igreja brasileira. Esse é o nosso dom sendo utilizado para o benefício do reino. Então, quando >> quando eu vejo o povo da nossa igreja, vejo >> as pessoas a se dividindo ou brigando por causa de Bíblia, eu fico muito chateado porque eu realmente acredito nisso, B, eu acredito que não existe competição. Ah, nós temos boas traduções, graças a Deus por isso. E nós podemos usar as diferentes traduções, nós podemos nos beneficiar a a das diferentes nuances das diferentes traduções. E o uso conjunto, o uso comunitário de traduções é muito importante para um amadurecimento cristão. E eu realmente acredito nisso. Então, embora exista esse calor, esse amor, essa paixão pelo texto e tal que a gente gosta, a a vez a gente ainda não conseguiu entender que nós não estamos competindo, nós estamos construindo coletivamente. E porque o corpo de Cristo recebeu a multiforme sabedoria de Deus. A, a, e nós recebemos diferentes dons de Deus. Eventualmente nós vamos ter visões diferentes, perspectivas diferentes, mas nós estamos fazendo esse trabalho pro reino. >> E no fundo, eu acho que é isso que importa, né? >> Legal. Muito bom. É, o fato de nós termos diferentes traduções já deveria acender um alerta, né, pra galera que às vezes é muito enfática, né? Você pode, inclusive, assim, vamos lá, você quer torcer por uma tradução, você até pode, né? Você tem direito de achar uma tradução melhor do que a outra, inclusive, né? Mas eu lembro que quando, por exemplo, veio a NVT em 2015, ah, mano, deu muito barulho, né? Ou seja, porque tem uma galera que é um pouco mais preciosa, não, porque tem que ser eh Mas a NVT usou qual manuscrito original para fazer a sua tradução? De onde veio, né? a NVI em 2011, acho que teve uma atualização em 2011 da NVI, né, que ela é ela é ela foi lançada em 93, >> 93, Novo Testamento, >> 2000, a Bíblia completa pela primeira vez e 2011 >> a primeira revisão. >> Sim, esse aqui não é o meu escritório. Eu estou em mais uma sala, em mais um aeroporto para mais uma viagem. Hoje, né, no momento que gravo esse vídeo, indo para Recife atender uns irmãos lá. E, galera, é o seguinte, vai ser um voo, né, muito rápido e eu já vou chegar lá, já vou ter que atender os irmãos. Então, como é que eu viajo? confortável e ao mesmo tempo fico bem apresentado para estar lá diante da plateia. Insider, é óbvio. Inclusive essa roupa que eu tô aqui agora, ó, vou mostrar para vocês, tá? A minha CT shirt, que eu sou apaixonado por ela, e a minha é Future for calça é que é pau para toda a obra, galera. Inclusive, deixa eu ver se tá tá enquadrado. Eu estive em Portugal e com essa mesma roupa aqui, eu andei por muralhas de castelo. Sério, foi bem legal. Lá fui numa muralha bem bacana, andei uma hora andando, subindo, né? Suei um monte e logo depois, olha onde eu tava palestrando pros irmãos lá em Cintra. Pergunta se eu tava fedido, pergunta se tinha cheiro, se tinha coisa molhada. Não. Por quê? Porque a Insider ela tem um tecido altamente transpirável, lida bem com o meu suor, tem tecnologia antiodor, então suave, suave. Eu pude andar um monte e ainda lá palestrar porque eu tava de inside. Inclusive me salva muito nessas viagens, nesses compromissos. A rotina tá estabelecida e você também precisa de uma roupa que acompanha aí essa rotina sua. Você tem que est bem vestido. Às vezes você pode estar com uma roupa que tá para uma reunião, depois já emenda uma academia, só muda o tênis às vezes e a Insider te acompanha nessa. Galera, o seguinte, tem desconto na Insider com o meu cupom Bibotalk, tá aqui esse QR Code. O cupom é Bibotalk. Ele dá 15% de desconto para novos CPFs. Ou seja, se você nunca comprou nesse site ou se esse CPF nunca foi utilizado, 15% de desconto. Para compras recorrentes, 10% de desconto. Só que se soma a outros descontos que já estão lá no site, tá bom? Link aqui no comentário fixado ou na descrição deste vídeo ou também nesse QR code aqui usando o cupom bibotalk. Se ajuda firma, aproveite a inside porque ela te acompanha, te dá conforto e te deixa bem vestido. Tem para homem, tem para mulher. Corre lá. Mano, olha, eu vou chutar agora, mas eu aposto que se a NVI completa saiu nos anos 2000, eu tenho certeza que teve gente dizendo o seguinte: "Mano, ó, é o fim dos tempos mesmo, nova Bíblia, estão atualizando a Bíblia aí, com certeza deve ter tido um comentário, eu tenho certeza." O o barulho que foi feito na época foi tão grande que os os responsáveis pela tradução tiveram que escrever. E naquela época, você tem que lembrar disso, não existia internet como nós temos hoje. >> Existiam grandes mecanismos. Eles publicaram materiais em defesa dela, fizeram palestras em defesa dela. Eles precisaram interagir. Um dos professores, meus professores, o Carlos Osvaldo, foi um dos membros desse do primeiro comitê e ele contava pra gente, eu estava em sala de aula quando essas coisas estavam acontecendo. Ah, e ele trazia pra gente essas informações. Então, eles passaram por isso, né? Eles encantaram isso. É car todas. Eu não sei quem participou da da NVT, não conheço nem o nome de de quem participou do comitê da NVT, mas com certeza foi gente séria e tal, eh, porque é uma boa tradução e, cara, isso é muito, então o fato de existir já muitas traduções já deveria sinalizar isso para nós, cara, não é uma coisa tão preto no branco, né? Ou seja, há uma margem para decisões diferentes e tal. Isso eu acho muito sensacional assim, porque E aí, ah, tem esse lance, Bert, vamos lá. Eh, dá pra gente falar de uma tradução original, tipo, essa é a tradução original, né? Sendo que toda e existe isso de original de quer dizer que tem uma tradução que é falsa, >> esse, né? Tipo, às vezes é, a gente pode ouvir essa expressão, né? Tradução original, não. Essa aqui é a original, tipo, mas tá original em que sentido? Quer dizer que as outras são falsas, né? Porque tem muito esse clubismo também, né? Por exemplo, antes de tu responder, eu lembro que a Naa saiu. Quando a Naa saiu, algumas pessoas torceram o nariz, né? Isso porque eu sei como esse bebê faz algumas coisas, né? Esse bebê, ela, né? A envolve a igreja também no processo de atualização, de tradução e tal. Muito legal. Mas ela não consegue envolver toda a igreja, obviamente, né? Então, assim, ainda assim, não, porque tem muita gente que decorou a Bíblia com Almeida Revista Corrigida ou atualizada. Os profetas na Assembleia de Deus só profetizam na corrigida. E aí você vem vem trazer uma atualizada e depois uma uma nova Almeida atualizada. Aí a galera fica nervosa, né? Mas só para dizer que até mesmo dentro da escadinha das almeidas não há um consenso. Tem gente que vai dizer: "Não, a melhor almeida é essa fiel. A melhor almeida é essa corrigida". Não, não. A Almeida 21 é inegável, inegavelmente a melhor, entende? Mas cara, tá tudo bem você ter preferência, mas dizer que uma é a, né? Tipo, essa é a tradução original, essa aqui é a melhor. Mano, essa pergunta, qual é a melhor tradução? Ela tem tantos dependes que quem vem e afirma: "A melhor tradução é essa, não tá sendo honesto. É a melhor tradução segundo a sua perspectiva. Aí tudo bem, né? Mas e aí? Vamos lá." O o lance é: existe uma tradição que uma tradução que é melhor que outras. É claro que existem traduções melhores que outras, é óbvio que existem. Ah, mas melhor é sempre para quem? É sempre para alguém. Então, se você perguntar para alguém que é um leitor assído da ACF, defensor da ACF, ele vai achar que qualquer tradução que seja divergente dela em duas em dois quesitos principais, né, numa tradução que não é tão literal quanto ACF, ou em uma tradução que não seja feita dos textos clássicos, né, hebraico e texto recebido, ele vai achar que essa outra tradução não é ruim por razões ou por convicções teológicas ou razões que tem para definir esses dois métodos. Mas sem essa definição prévia desses dois métodos, é impossível você dizer a qual é a aquela que é a original. você tem que partir ah de algum lugar para isso. E e uma das coisas que a gente vai perceber quando nós analisamos a a quando nós fazemos análise dessas diferentes ah traduções é que os critérios que são mais significativos, que são mais importantes ah para se definir uma tradução boa, para se definir a um uma tradução adequada, nem sempre estão ao alcance das pessoas que estão fazendo análise, né? Eu eu, por exemplo, eu sou um torcedor fanático de futebol. né? Eu pelo menos eu já fui mais, né? Já fui um são paulino mais mais um são paulino mais participativo, mas eu não sou um técnico, eu não tenho as informações técnicas, eu tenho opinião de de torcedor. E como torcedor, eu eu tenho direito às minhas opiniões, mas provavelmente as minhas opiniões não serão as mais adequadas para resolver os problemas, né? não significa que eu erro todas, não significa que eu acerto todas. Eu sou torcedor. E às vezes o o cristão comum, ele olha pra escritura da mesma maneira. Ele acha que porque ele presumiu um método ou um texto, ele ele é um a a um alg um técnico para fazer a a aquela leitura. Mas assim, sem sombra de dúvidas, existem traduções melhores que outras, baseadas nos métodos e nos critérios que você vai ter. Mas o que tem acontecido nos últimos tempos é que o critério que tem sido usado para definir uma boa tradução é o modo como ela usa eh variantes eh variantes textuais ou como ela lida com essas variantes textuais. E eu acho que esse é um ponto, Bibo, que precisa de um pouquinho mais de atenção e alguma coisa que acho que a gente precisava conversar até mais, porque esse é um detalhe que deixa as pessoas bastante preocupadas, né? Por exemplo, >> é. E aí, Bert? Pera aí, eu vou te interromper, Bert, porque acho que agora a gente entra no ponto central da desse nosso podcast aqui, porque vamos lá, seja qual for a NVI, seja qual for e a Almeida, NVT, NTLH, se diz que ela é a tradução dos originais. >> Uhum. >> Né? Então assim, então a NVI já é uma tradução, né? Aliás, ela [limpando a garganta] inclusive tem a primeira versão éem inglês, né? N. A própria NVT também ela tem uma versão em inglês e tal, né? ainda que os comitês aqui trabalharam com o texto original e tudo mais e alguma outra coisa se apoiando também no texto americano. Enfim, mas vamos lá, todas elas são traduções que a gente tem um texto original da Bíblia porque e aí eu queria que tu explicasse mesmo, igual a gente fala quando o pessoal antes, quando surgiu o GPT, né? A gente olha, explique como se eu fosse uma criança de 12 anos. [risadas] Então agora eu vou pedir isso mesmo, Berg. Eu sei que tu não é o GPT, tu é melhor e mais confiável que ele. Eh, cara, porque esse que pega assim, até alguém comentou aqui, acho que foi a Thaís, né? L de TM, TC, essas coisas, né? Texto crítico, texto massorético ou eh eh majoritário, enfim, eh enfim, recépticos. Que o que que é esse lance de texto original? Entende? Porque muito vem daí, não, essa tradução não é boa porque usou o, né, o texto tal, né? Que textos são esses, né? Quais são os originais que a gente tem? Então, por gentileza, na linguagem mais simples que tu puder para o Cleiton, que mora em Osasco, entender [risadas] isso. Ah, então, Bibo, esse é um assunto muito interessante. Quando nós olhamos paraa evidência disponível do Novo Testamento, nós vamos ter a nós temos aí a um altíssimo nível de certeza sobre grande parte do texto. Quando eu digo grande parte, eu quero dizer 95, 94, 96% do texto. Se você fizer uma comparação de textos entre aqueles que são o texto bizantín e o texto crítico, fizer uma comparação de de variação textual, você vai chegar à conclusão que eles são entre 94 e 96% similar, dependendo do livro, dependendo do método utilizado, tá bom? Isso significa que o nosso texto do Novo Testamento e todas as nossas disputas, eles dizem respeito a um número muito pequeno de variação, o número ínfamo de variações. Nós estamos falando de 4 a 6% de todo o Novo Testamento. Nós precisamos conversar a respeito. A a o texto bizantino e o texto crítico, eles são 96%, 94% iguais. Ah, o que sobrou, que é um texto grande, nós estamos falando de alguma coisa perto de 138 e 140.000 palavras, dependendo da edição que você vai usar, sobram muitas variações, mas mesmo assim, ah, e quando você olha as diferenças que sobraram, elas são muito pequenas. Ah, é de fato tem questões importantes que nós vamos conversar e divergir, mas essas divergências que sobraram são pequenas arestas em todo o campo, ah, em todo o texto do Novo Testamento. E essas pequenas arestas que ficam, nós somos bastante passionais, a gente gosta da escritura e nós vamos defender o nosso ponto. E eu acho que isso é muito válido. Eu acho que isso é importante, mas é importante colocar isso em dimensão também. Eu acho que é importante dimensionar isso de uma maneira mais h mais clara. Por exemplo, se você comparar a a quantidade de variantes que nós precisamos ah lidar em todo o Novo Testamento, você vê que é um número absolutamente pequeno de de variantes que são necessárias para serem discutidas. Por isso que quando nós conversamos sobre essa tradução removeu isso ou essa tradução adicionou aquilo, quando nós temos essa conversa em nível popular, o que tá acontecendo é que nós estamos presumindo que qualquer uma dessas versões que nós temos nas nossas mãos representam 100% do texto. E eu tô dizendo, olha, a minha versão tem 100% do texto, portanto aquela outra vai remover ou adicionar a a coisas que são da Bíblia. Por que que eu digo da Bíblia fazendo aspas? Porque ela tá usando uma tradução que foi utilizado um método, um texto e que foi utilizado decisões editoriais no meio do caminho. E aquela Bíblia que ela tem na mão dela é uma excelente tradução, mas ela inclui o elemento humano do tradutor e do comitê, os métodos que foram empregados e assim por diante. Então, quando eu digo aquela tradução tá removendo ou aquela remoção, a a a ela tá aquela tradução tá adicionando informações, o que na verdade eu estou apontando é que eu sei exatamente qual é o original. Deixa eu tentar ilustrar isso para vocês. Falou para ilustrar como se fosse para uma criança. Imagina o seguinte, imagina que você tivesse jogando jogos do o jogo dos sete erros. Você lembra? O jogo dos sete erros é uma excelente ilustração para isso, porque você sabe que a imagem da esquerda é a imagem correta. Então você vai para o jogo dos sete erros e começa a assinalar na na imagem da da direita onde estão os defeitos. Por exemplo, a Mônica está segurando uma banana. Na imagem da da esquerda ele tem três pontinhos na banana. Na da esquerda tem apenas dois. Então houve uma remoção. E é isso que nós estamos fazendo, comparando as escrituras. E o que tá acontecendo é o seguinte. Nós estamos presumindo que a nossa tradução favorita é a da esquerda. Ela vai servir como um padrão em métrica para tudo. E agora eu vou criticar a todas as demais traduções. >> Ou seja, então é uma briga de traduções de metodologia, porque todas estão olhando para o texto original, só que o texto original ele tem várias tem variações, né? Então o que que é dá pra gente dá para te perguntar agora sobre isso, Marcelo? O que que é texto recépticos, texto. >> Eu eu acho que eu quero eu acho que eu quero chegar lá. Só queria deixar bem bem claro isso, que você só pode dizer que o outro acrescenta se você souber qual é o original em todos os lugares. É lógico. Aí você tem que dizer: "Então, pera aí, como é que eu sei qual é o original para eu colocar do lado certo? E aí a gente vai comparar com as demais e todo mundo vai saber." >> Hum. >> E e é exatamente isso que você tá falando. Como é que eu vou saber? E via de regra, Bíblia, nós temos três diferentes interpretações ou ou definições do texto original. a a igreja cristã, o cristianismo de maneira geral, ele tem diferenças, por exemplo, de natureza eclesiológica, de como que a igreja funciona. Existem naturezas teológicas, né? Nós temos calvinistas, arminiianos, nós temos pessoal da escatologia, do pessoal da escatofobia, nós temos de tudo, porque nós temos diferença de opinião. Ah, e da mesma maneira nós temos diferentes hermenêuticas. nós, se todo mundo lesse mesmo texto, a gente teria algumas questões hermenêuticas para discutir, mas nós também temos diferença de opinião em termos de igreja evangélica, igreja nacional, ah, do que o que o texto original. E existem três principais. Por exemplo, existem aqueles que vão dizer que o texto crítico é a melhor representação do texto original. E geralmente eles estão dizendo aquilo que foi pro texto, aquilo que foi pra nota de rodapé no texto crítico, é a o que nós temos dos nossos especialistas com a melhor explicação pro texto original, >> né? E no Brasil nós temos duas principais. Nós temos a Tindale que publicou pela editora Vida Nova, e nós temos a UBS Onestle Alland que é publicado pela sociedade bíblica do Brasil. Esse é o nosso texto crítico, né? Fal >> tá? Esse é, ou seja, o que que é o texto crítico? Então, eh, são escolas, né, pensadores cristãos que analisaram os manuscritos antigos e tal e selecionaram, tipo, ó, nós entendemos que esses capítulos e esses versículos são provavelmente o mais próximo do original. E aí é isso, por exemplo, então o texto crítico, >> só o manuscrito, né? O o texto crítico eh lida especialmente com a variação. Então, nesse nesse ponto de variação, essa é >> a melhor leitura possível baseada nos muitos manuscritos que nós temos acesso. >> Isso. Isso pro pessoal entender variação. Tem um manuscrito importante que, por exemplo, sei lá, tem a um versículo X e no outro manuscrito do mesmo livro não tem aquele versículo. Então, e aí? Esse versículo tá ou não no original? Olha, pelo número de variantes é provável que sim. ou pelo número de vari ou pelo número de manuscritos, né? É provável que não. Então, no fundo, não dá para saber. É um meio que um estudo, olha, né? Provavelmente sim, provavelmente não, mas no fundo é uma decisão editorial no no frigir dos ovos, né? >> É, não é assim que não dá para saber. a a diferença entre nós é exatamente isso. Nós acreditamos que dá para saber por vias diferentes. >> Então, >> aqueles qu 6% que a gente tem de diferença de opinião sobre a forma do texto, ela vai ser diferente em função do método e do da usando uma linguagem mais simples e da interpretação que a gente vai dar para as evidências disponíveis. Por exemplo, o pessoal que eh da Team Dale House, que publicou com a editora Vida Nova recentemente, aquele texto que eles usam, ah, ele basicamente, eh, usa manuscritos mais antigos. Eles preferiram usar manuscritos mais antigos, não só primariamente, mas é basicamente. Eles têm alguns manuscritos tardios incluídos. Por quê? Porque faz parte do método. Esse é o método que eles vão usar. Por exemplo, >> esse é o texto crítico, é o que for, é o que formou deles, né? Outro, por exemplo, Nestle Alland vai dizer: "Não, a gente tem que usar todos os manuscritos da tradição, os antigos, os recentes, os que estão em latim, os que estão em cópta e todas as traduções antigas tem que fazer parte. A gente vai chamar os pais da igreja para essa conversa também." Então, o texto crítico é de fato a única a o único método que usa realmente todas as variantes disponíveis. >> E é por isso que tem tantos adeptos e é por isso que é tão influente nas nossas traduções em português a esse texto. >> Uma pergunta. Hum. >> Mas não, pera, pera, pera, pera, porque texto crítico, a gente tá falando de Antigo e Novo Testamento ou só do Novo Testamento? >> Nós usamos a expressão texto crítico pro Novo Testamento, mas existe uma disciplina da crítica textual que trabalha com antigo. É um pouco diferente, mas nós estamos falando sobre Novo Testamento, >> tá? Porque essa discussão parece que se concentra mais com os manuscritos do Novo Testamento, né? No Antigo parece uma coisa um pouco mais estabelecida e tal, né? É interessante isso. O Antigo Testamento também passa por um processo de de variação textual. Eles também têm esse processo. É que via de regra as pessoas prestam mais atenção nas variações do Novo Testamento do que do Antigo Testamento. O Antigo Testamento é muito grande >> e e embora a gente tenha memorizado muitos versículos, a gente não tem assim, a gente esquece um pouquinho da dimensão, né? Ele é muito grande. E nós temos tradições importantes do Antigo Testamento, ah, que são usad e tem suas variações. A própria tradição massorética chegou até nós com algumas dessas variações marcadas nos próprios manuscritos que eles têm. Nós temos as versões antigas em grego. Assim, esse é um processo que também precisa ser feito, mas nós também temos diferenças de opinião lá, >> né? Então tem temos pelo menos dois grupos principais pro Antigo Testamento que vai usar o chamado texto crítico do Antigo Testamento, a BHS, ou aqueles que vão chamar os textos mais o texto consonantal e aí temos algumas outras versões. >> A BHS é a de Stuttgartência lá. >> Isso, essa mesmo. >> Nossa, essa foi que eu usei na na faculdade. Eu tinha uma Bíblia bonita, mano. Eu tinha uma Bíblia dessa caríssima que eu ganhei. A gente a gente comprou direto de não sei que da Alemanha lá. Meu seminário era luterano, né? Eu tinha uma uma BHS maravilhosa, mano. Eu dei para alguém lá, não sei para quem que eu dei depois isso, mas vamos lá. Então tá no Novo Testamento, aí a gente tem o texto crítico. Esse é é um é um conjunto de textos também que que é chamado de texto crítico, muito usado aí nos processos de tradução. Depois >> aí tem um segundo grupo que eu vou agrupar outros três grupos, que é o texto bizantino. texto bizantino, eh, são aqueles nossos irmãos que entendem que a tradição bizantina, ou seja, aquela tradição que começa aí a partir do 5º século, que vai se eh se solidificar e se consolidar no 9o século e vai se tornar representante aí da maioria dos manuscritos, essa é a igreja bizantina. Se você lembra um pouquinho da história da igreja, você vai lembrar que desde o início a igreja tinha uma certa diferença de opinião entre lado ocidental e oriental, né? O lado ocidental vai se tornar a Igreja Católica, que hoje nós conhecemos, que é a igreja que basicamente usa latim depois de Jerônimo, e a igreja oriental, que basicamente usa grego e se torna aí a mais importante a protetora do texto grego do Novo Testamento, que foram eles que continuaram a a transcrever esses documentos no decorrer do tempo. Então, nós temos muitos manuscritos que são da eh de origem dessa dessa tradição que nós chamamos bizantina. Mas existem três formas de lidar, porque como são muitos manuscritos, a gente [risadas] de encontrou diferentes maneiras de lidar com ele. Um dos grupos chama texto majoritário. O que que eles vão dizer? Nós vamos pegar a maioria dos manuscritos. Então, se num determinado versículo tiver uma mudança, uma diz Jesus e a outra diz Deus, mas a maioria dos versículos de diz Deus, então Deus vai ser a leitura favorita. É isso que o texto fal. Eu gosto, eu gosto desse critério aí. Acho simples, eu gosto. Quem fala mais >> você vai lá, faz a análise de quantos tem e faz a a definição. >> Pronto. >> É uma é uma é uma definição mais simples, mas em alguns momentos são decisões difíceis. Por exemplo, nas edições impressas, nós ainda teríamos mais ou menos umas 500 decisões a serem tomadas porque em mais ou menos 500 lugares no Novo Testamento, nós não temos ampla maioria. Então você tem que falar: "Puxa, e agora quando empata, que que você faz?" Isso fica muito perto de empatar. Como que você faz, né? >> Olha, >> então tem e existem decisões que são importantes, né? >> E essas decisões, ou seja, vai ter a influência, né, da da religião, não, né, da teologia do tradutor, né? A teologia do tradutor nessas horas acabo a evidência disponível, ela precisa ser interpretada. Então, a pessoa que desenvolveu o texto majoritário, ela desenvolveu um método de desempate. >> Exato. >> O método é completo. Então ele tem isso. Em alguns lugares você vai descobrir que o texto majoritário tem leituras minoritárias. Por quê? Porque quando a diferença era muito próxima, eles entenderam que a menor, a que tinha menos, era mais relevante. >> Não dá pra gente entender o porquê ou nem vale a pena entrar nisso agora, porque isso já é >> porque é porque são os são os critérios secundários. Quando a impar, você tem que ter critérios secundários de desempate e via de regra eles vão trabalhar com os o os termos críticos, né? Qual que é a versão que pode ter dado origem às demais? Qual é o evento histórico que pode ter influenciado nessa direção? Qual é por que ele foi lido em diferentes idiomas? E aí você vai fazer análise a com pouquinho mais de detalhamento, porque existe um critério de desempate, tá bom? >> A prioridade bizantina é um segundo elemento. A prioridade bizantina vai dizer o seguinte: "Olha, a Igreja bizantina como instituição cuidou do texto grego do Novo Testamento e eles são responsáveis por fazê-lo". E existem dois eh tipos diferentes de manuscritos que eh podem contribuir para esse processo. Os manuscritos de texto corrido e os lecionários, que são aqueles usados na liturgia da igreja. Eles vão dizer: "Olha, aqueles que são usados na liturgia da igreja são porções de textos. Então nós não vamos seguir por esse caminho. Nós vamos ficar com o texto corrido e nós vamos priorizar os mais antigos". Então, a a prioridade bizantina vai dizer o texto bizantino que nós conhecemos hoje era o texto original, porque nós vamos presumir que esse texto que é maioria ah no período posterior foi maioria no período anterior, ah, especialmente do 5º século. E e com isso nós vamos demonstrar a originalidade dele. E aí eles vão fazer um trabalho de variante por variante, demonstrar a superioridade da a leitura bizantina, priorizando especialmente os manuscritos antigos. Embora ele pudesse usar toda a tradição, ele prioriza os manuscritos mais antigos da tradição, que estão aí nosto século até o 9º século. E, claro, complementando. E por fim, tem o pessoal chamado família 35, que tá dentro desse grupo, que diferente dos demais opta por um grupo de manuscritos bem da parte mais final, da parte mais tardia. vão dizer: "Olha, esse grupo específico mais tardio é o que representa o texto mais original, mais antigo". Ah, então eles vão olhar para um grupo menor de manuscritos, mas eles são todos manuscritos dentro da própria tradição bizantina. E quando você coloca esses três textos do lado, >> eles vão ser aí 97, 98% similares. Eles são muito parecidos, mas eles ainda têm lugares onde eles vão precisar trabalhar com diferenças. E por fim, >> mas isso dentro da categoria, a primeira categoria que a gente falou, o grupo é o texto crítico, pá. Beleza. >> A gente explicou já um pouquinho anteriormente. O segundo os bizantinos ali. Beleza. >> Isso. E por fim, eu tô chamando que não não é categoricamente eles são bizantinos também, tá bom? Ah, eles são do texto tradicional, mas é o pessoal do texto recebido. Eu coloco eles à parte porque diferente dos outros três ah que eu mencionei do texto bizantino, o texto recebido não tem um método propriamente dito. O texto recebido é existe existem algumas edições que são importantes, considerando, por exemplo, Erasmo, Teodoro Besa, Robert Estiene, Eusevi, Scner, que são os principais produtores ou ou editores desse ah desse texto chamado texto recebido. >> Pera aí, pera aí. O Erasmo é o cara lá da reforma já 1500 e é o >> Isso. O texto ele não chamava texto recebido, mas é ele que começa o processo. >> Então ele é o primeiro a publicar um texto grego, né, a de maneira paralela, complutência e tá acontecendo na Espanha, mas ele é o primeiro que publica >> e a sua publicação vai se tornar tão importante pro mundo que depois dele todo mundo segue o seu trabalho. >> Hum. não, mas tem uma tradição que vai seguir primariamente o trabalho dele. Esses cinco que eu citei, >> ah, são os mais importantes dessa tradição. Existem outros, mas esses são os mais importantes. >> Temos um bet sobre isso, né, Bert? Temos um bett sobre isso. Temos um bet sobre Erasmo de Rotterdam e essa essa parada aí da escrita dele. Sensacional. Esse é chamado texto recebido. Então, Erasmo, esse conjunto não é um método propriamente dito. Eles eles presumem que uma dessas versões vai ser geralmente é de Scrivner. Scrivner foi a última, geralmente ela que é a mais utilizada, por exemplo, a Almeida corrigida e fiel. O Novo Testamento é traduzido direto desse material produzido por Scriven em 1881. Então, é ele, é o texto dele que vai ser usado como base nessa tradução. Então, esses três grupos principais, Bibo, vão definir o texto original de maneira diferente. Eles vão dizer que existem diferentes lugares, diferentes pontos de variação e vão resolver as variantes textuais de diferentes maneiras. E o que isso vai gerar pro tradutor? Bom, agora o tradutor tem que tomar uma série de decisões, porque o tradutor vai ter que decidir qual é a desses modelos de texto que ele vai usar, qual é o método que ele vai empregar ou o comitê. E baseado nesses elementos, eles precisam tomar decisões que vão influenciar aquilo que nós leitores vemos nas nossas Bíblias na igreja. >> Bert, eu vou te fazer uma pergunta, galera. Isso aqui, esse BTC tá sendo gravado ao vivo e eu não combinei essa pergunta com o Bert. Então, eh, como pode ser uma pergunta complicada, o Bert talvez não responda essa pergunta, então não pressione nos comentários, porque eu não combinei com ele antes, então eu também não quero colocá-lo em maus lençóis, né? Não quero que ele arrume mais e não quero que briguem com ele, né? Tadinho, o cara já tá aguentando um monte de coisa aí. Mabert, tu falou que o texto recebido é o texto que ah dá origem à Sociedade Bíblica Trinitariana utiliza, né, a ACF, >> aumenta corrigida e fiel. Cara, vou te fazer uma pergunta, porque assim, eu já ouvi alguns representantes dessa tradução realmente assim, tipo, falando que eles são a tradução correta e tal, e tá tudo bem eles falar isso, mas eles dão um ar assim de porque nós utilizamos o texto recépticos e tal, como se o majoritário e o crítico fossem inferiores ao recépticos e tal, assim. Então eu não é todo mundo, mas eu já ouvi duas pessoas diferentes da internet, né, quando vão criticar as traduções, né, mais atuais, tá? Eu vi a galera falando isso com a NVT, vi a galera já falando com essa NVI23, porque na verdade tradução boa mesmo é somente a ACF, né? Então assim, a ACF tem uma galera que realmente é bem eh bem torcedora, né, e defensora dessa tradução. Eh, por que que o texto recépticos ele, né, por parte de alguns grupos da igreja, ele recebe assim essa aura de ser realmente o original. Lembrando, Bert, se tu não quiser responder, eu te respeito, a nossa audiência respeita e a gente continua dentro da pauta que tu colocou ali, bem de boa, tá, >> Bibo? Esse é um assunto super complicado. A gente já tocou nele em um podcast que a gente fez chamado fundamentalismo textual. Você lembra dele? >> Não, não, eu não lembro, mas eu lembro que a gente gravou e faz muita e tem muito a ver com esse assunto. Boa, vou >> Não, no final é o seguinte, existem eh essas três que eu citei, existem defensores apaixonados, tá bom? Não, eh, acho que não é não é certo dizer que é só o pessoal do texto recebido. Existem defensores apaixonados do texto majoritário, defensores apaixonados da família 35. Ah, ainda não vi defensores apaixonados da prioridade bizantina. Prioridade de bizantina é um pouco mais difícil. Eh, as outras são mais simples de compreender o processo, né? Ah, e isso acontece, acho que é uma é um desdobramento daquilo que a gente conversona com o início, né? Nós somos apaixonados pela escritura e nós temos as nossas convicções. Nós usamos as nossas convicções a com a Finco também. E para algumas pessoas essa definição é fundamental. Se eu não tiver um texto perfeito na minha mão, eu não consigo falar sobre teologia, eu não consigo dialogar. E porque eu não consigo fazer isso, eu eh eh com outras traduções, eu preciso me segurar em alguma coisa que me dê uma estabilidade. Ah, e eu acho que isso acontece, e aqui os irmãos que defendem a escritura, eh, esse texto podem me corrigir depois, mas eu acho que isso acontece em parte, em parte, porque é mais simples de compreender quando você tem dois. Você fala: "Olha, existe o certo, existe o errado e eu vou ficar com o certo, porque o seu é o errado." É mais simples. É, essa simplificação facilita a compreensão e a defesa. Então, eu não preciso investigar, eu já tenho a definição, ela tá resolvida. E parte desse eh dessa desse clamor público, eu não tô falando das defesas mais sérias, existem defensores sérios ah desses textos também. São minoria, mas existem. Ah, mas essa essa postura que você tá descrevendo, eu acho que tem a ver com o nosso cenário de internet, de Brasil, de um fundamentalismo que divide a igreja entre a minha e a sua e começa a brigar com os irmãos como se eles fossem todos hereges, que é no texto, que é na na igreja, que é a no tipo de música que usa. E essa mentalidade combativa que o fundamentalismo deixou pra gente, né? O fundamentalismo, não aquele movimento que se levantou contra o liberalismo, mas o fundamentalismo de hoje que se levanta contra os irmãos, né? que às vezes a gente vê isso acontecendo, ah, e às vezes a gente, eh, sente um pouco desse, desse, dessa situação. Então, eu tendo a pensar que esse elemento em particular está dentro desse conjunto. Existem mais coisas, mas acho que tá dentro desse conjunto ah >> bem brasileiro de ser ah de tomar decisões com o grupo, de ser mais simples, de ser mais defensável. E eu acho que >> mas agora e Bert agora e essa toda essa torcida, essa convicção, toda essa luta, toda essa agressão que às vezes acontece, né, verbal e teológica, né, infelizmente a gente vivencia tempos de agressões teológicas, ah, que graças a Deus não consegue se materializar em fogueiras e, né, e por aí vai, mas tem queima de reputação, uma série de coisas. Mas essa, esses três conjuntos de textos, né, que você trouxe para nós, o o crítico, o o majoritário e o e o recebido, eles são diferentes assim, tipo, mano, tem muita diferença ou eles são mais próximos do que a gente imagina e às vezes a gente briga, tá, por alguns detalhes, eh, por coisas que não são tão assim, eh, significativas. Faz sentido a minha pergunta? Faz, faz sentido, mas você tem que lembrar que para pra pessoa que é apaixonada pela sua convicção a respeito do texto original, todas as coisas são profundamente significativas. Então a menor diferença é profundamente significativa. >> Verdade. >> Mas de fato, ah, se você comparar a o texto bizantino, seja o majoritário, prioridade bizantina, família 35 ou até mesmo texto reco, você fizer uma comparação, uma análise, você vai descobrir que eles são aí vão ficar entre 97 e 98% de texto igual. Eles têm uma é muito pequena divergência. Então, e o o quem fez essa análise foi o Maurício Robinson. Maurício Robinson é o editor a da Prioridade bizantina e ele fez o o cotejamento. O que que ele fez? Ele pegou todas essas edições e colocou lado a lado. Todas não, mas as principais colocou lado a lado e ele comparou as diferenças e ele quantificou as diferenças e depois ele qualificou as diferenças. E o que que ele descobriu? Que texão muito parecidos, né? O que é realmente distinto desses demais é o texto crítico, que vai ser esse que eu mencionei no início para você, que vai ficar entre 94 e 96% de diferença com esse texto da prioridade bizantina que que a gente tá analisando. Realmente o texto mais diferente que nós temos é o texto crítico e ainda assim é muito pouco. Ah, existem eh é um número muito reduzido, é, é um número muito reduzido de variantes que se realmente importam, né? Mas elas fazem diferença. Por exemplo, quando nós trabalhamos com o comitê da NVI na revisão de 23, eh, eh, nós fizemos uma análise de 352 variantes textuais. Nós olhamos para o Novo Testamento inteiro e de todas as muitas variantes possíveis, as estimativas são aí entre meio milhão de variações que existem entre os manuscritos, nós vemos 352 que eram mais próximas do texto. Dessas 350, mais quase 200 delas, elas nem aparecem nas notas. E elas são importantes. Claro que elas são importantes na hora de expor um texto, na hora de escrever um comentário, vai, elas vão fazer diferença, mas mesmo nesses lugares ainda tem muita variação que sequer ganha uma nota de rodapé. Então assim, existe diferença? Existe diferença. É claro que existe diferença, mas a a diferença é pequena, Bibo. Na minha opinião, a diferença é pequena. Por isso que eu falo que não existem concorrentes, por isso que eu falo que não existem competidores. >> Eh, eu consigo ler, eu consigo, não, eu posso ler. Eu tô usando uma ACF todos os dias. A minha leitura bíblica esse ano está sendo com a ACF e com a revista e corrigida. E tá sendo uma bção paraa minha vida. >> Eh, a gente pode, >> mas tu tem português, mas tu tem português para isso, né? [risadas] Não, eu brinco que eu acho muito difícil ler, mano. Tem umas palavras aí que eu nuncacível não dá não. Mesóclises para rola de eu leio e eu preciso pensar e eu acho ótimo porque se eu leio a Bíblia sem ter que pensar também eu perdi alguma coisa no meio do caminho. >> Entendi. Ô Bert, uma pergunta muito sério para não prestar atenção. >> Exato. Bert. O Luís fez uma pergunta aqui que até eu pensei em fazer para ti. Eu ia conversar no off topic e não conversei. Agora vamos fazer ao vivo aqui de novo. Se tu não quiser responder, não respondo. Tá tudo bem. Tá tudo tranquilo. >> Eu gosto de você, Bo, que além da minha caveira você quer o meu funeral, né? >> Exato. Não, a gente quer o bem dos amigos. Não é falando sério. É porque essa conversa começa porque teve o prefácio do saião que foi erroneamente colocado numa numa Bíblia com a tradução de vocês, por assim dizer, né? Ah, tem algum prefácio que vocês fizeram explicando a metodologia de vocês e tal? Então, tem, né? vocês fizeram e algum documento maior assim, tipo, explicando mais profundamente, vai ser lançado, a bíblica tem algum interesse nisso e tal, que seria legal, né, que às vezes o pessoal também fica acusando vocês que falta metodologia e tal. E eu tenho certeza que vocês pensaram, né, para fazer as coisas que fizeram e tem um porquer né, isso vai se ser tornado público, já foi a gente que não tá sabendo, >> na verdade, no prefácio da edição impressa, né? Edição impressa tem o privilégio de vir com prefácio e com as notas que foram feitas, né? As tem alguns materiais adicionais que foram só e só aparecem na versão impressa, tá bom? Mas lá tem a descrição a de tudo que nós fizemos, o trabalho que foi feito, todo o caminho percorrido, mas é tudo bastante resumido. >> Ah, nós teremos, e aguardem aí, vem vem coisa boa por aí. Nós teremos os nossos tradutores falando sobre a tradução, os desafios da tradução. Ah, nós estamos planejando um evento para explicar com mais clareza sobre isso e sonhamos com escrever a respeito também. Mas tudo isso ah nos próximos capítulos, né? São cenas do próximo capítulo, Bibo. >> É isso. É bom, é bom, é bom a galera saber. Legal. Então como é que, qual é esse desafio, né? Diferentes soluções para as variantes textuais. A gente tem, né? Então vocês estão trabalhando com é que como é que vocês optaram por >> o que eu acho que eu quis mostrar até aqui, Bibo, é que existem eh nós temos interpretações diferentes sobre o que é o texto original e como a gente lida com as variantes e isso afeta a tradução. >> Então nós temos três modos principais de traduções, né? Quando a gente o o tradutor ele vai lidar e falar: "Olha, eu vou fazer uma tradução". Ele tem que tomar umas decisões na saída sobre como ele vai lidar com variantes textuais. Uma das uma dessas alternativas é dizer: "Olha, eu vou ignorar todas as variantes e vou pegar um texto base e vou traduzir o texto base." Por exemplo, a CF faz isso. Ela vai pegar o texto da de Scrivner, né, o TR, o último que foi produzido e vai traduzir o Novo Testamento seguindo aquele texto. O autor dise que tem variantes textuais, eles vão colocar? Não. O autor mencionou que tem diferença de opinião sobre aquela variante, vai colocar não. Por quê? porque eles vão fazer a tradução do texto impresso como está. É esse o ponto B. Outras traduções vão dizer o seguinte: "Olha, vamos pegar, por exemplo, especialmente as ecléticas, né? As nossas traduções brasileiras são majoritariamente ecléticas e as traduções ecléticas vão dizer: "Não, a gente precisa identificar isso aqui de uma maneira". É, que é o que a NVT faz e é o que a NVI faz. A gente vai, olha, vai colocar uma nota ah para dizer que a gente vai acrescentar uma informação aqui. E existe um outro procedimento que é o procedimento de questionar. Em alguns lugares você vai, em algumas traduções, você vai encontrar o colchete. Lembra? Ara fez isso, a NVT fez isso também. Você coloca colchetes. Então você diz: "Olha, esse texto aqui talvez não não tem não esteja no original." Na ara o colchete só era explicado no início, né? No começo só apareceu uma notinha lá no início. Textos entre colchetes são textos questionáveis, alguma coisa assim, né? Texto que nós não temos certeza, né? E essa é uma das maneiras diferentes. >> Não, pera aí, ô chutei. Pera aí. Não é porque eu tinha uma ára que eu lembro, acho que o episódio clássico é João 8, né? João 8 tem conchetes lá. Eu acho que tinha uma nota de roda pé, eu tinha uma Bíblia João, acho que oito tem nas novas na na Eu tinha uma Almeida atualizada de estudo que ela era até pequena assim, bem legal aquela Bíblia ficando e ela tinha lá essas e marcos também tinha observ alguns textos tinha lá colchetezinho e tal, né? Se você procurar todos os textos que tem colchetes na a na ára e verificar as traduções ecléticas, você vai fazer um mapeamento do Novo Testamento e vai perceber qual que é o perfil de cada tradutor, porque a Ara ela basicamente colocou colchetes onde o texto crítico e essas versões bizantinas discordam. Olha só, consegue enxergar, seja, ela manteve, mas ela considera o que outros pensadores eh, né, pensaram e e raciocinaram e e colocaram como estudo. Eles consideraram, mas mantiveram dentro do texto, mas com a observação, né? OK. >> Com uma observação, tem diferença aqui. Então, presta atenção. >> E a gente sabe, né, Bert, que isso confunde o povo. Eu lembro, Bert, quando eu tava explicando isso uma vez eh para alguém e eu abri, pedi pra pessoa abrir a Bíblia, falei: "Ó, tá vendo esses conchetes aqui, ó? Eu não tô inventando nada. lê o que tá aqui na notinha de rodapé. Aí a pessoa leu e tava falando: "Então isso quer dizer que, né, eu do meu jeito simples falei: "Olha, isso quer dizer que em alguns manuscritos esse texto aqui ele não está. Então assim, pode ser que ele seja original, pode ser, pode ser que ele não seja, não sabe?" Jesus talvez tenha falado isso, a gente não sabe. Agora, pessoas que estudaram acharam por bem, não acharam que Jesus disse isso, né? Aí eu sempre terminava dizendo: "Olha, mas vamos lá, se Jesus não disse, tá OK, assim, tem algum mal isso aqui que a gente tá lendo?" Não, né? Não vai mudar a nossa teologia, não tá incentivando a gente fazer nada de errado, né? Se Jesus disse, ok, também tá tudo certo, né? Mas só para dizer que não é assim, tem lá aquele original, de lá a gente traduz, não, mas tem muitos manuscritos e tal e tem algumas diferenças aí, que era uma forma de simples tentar explicar pra galera, né? Mas também tá tá bem simples agora. Acho que tá todo mundo entendendo. Vamos lá, continuando. >> É, então o que eu queria mostrar para você, Bibo, é o [limpando a garganta] que acontece nesse processo. Ah, considerando as as nossas traduções. Eu peguei aqui, até tentar mostrar para vocês aqui. Ah, certo, meu sisteminha aquela g aquela gama, ó. Olha aí, ó. >> Ó, só você na tela, hein? Tá só você na tela. Vai lá. >> O cara vem pra live preparado, hein. Que que é isso? Até câmera de cima. >> Gente, o que que é isso aqui? Essa daqui >> uma bíblia velha caindo aos pedaços. Não, continua. É exatamente isso. Essa daqui é a primeira Bíblia que a minha esposa usou aqui, ó. Tem até o nome dela quando ela era criança, ó. Ó, recebeu, ganhou do pai aqui, ó. Tá? Não sei se dá para ver direitinho aqui, ó. >> Dá sim. Não, tava dando para ver ali. Ah, >> aqui, ó. Recebeu um presente do próprio pai. Essa daqui é uma é uma versão da NVI >> que foi impressa no ano de 2000, mas é referente à NVI de 1993. Esse daqui é o prefácio. É, essa daqui é original. Essa aqui se tem uma que é primeira, pelo menos no Novo Testamento, é essa daqui. Tá bom? Ah, quando eles escreveram o prefácio dessa edição, eles disseram que uma das coisas mais importantes que essa tradução precisava trazer era a questão do Deixa eu ver que acho que embaçou aí, né? >> Embaçado, mas eh acho que tu botou a mão, não sei se vai conseguir focar agora. F. Eh, bonitão. Mas a gente vai acreditar em ti. Vai lá, vai lendo e a gente acredita em ti. Tá bom, [risadas] tem problema. >> Ver se dá uma melhorada aqui. Vamos ver. Ó, >> agora dá. >> É, agora dá para ler, né? É, a primeira coisa que eles fizeram foi trabalhar com manuscritos antigos. O ponto de partida do trabalho e das diferenças que eles estavam vendo que eram necessárias de acontecer tem a ver com o uso de manuscritos antigos. E é isso que eles estão falando. Então, o comitê de de eh de 93 era um comitê formado de estudiosos evangélicos, de diversas denominações, especialistas em línguas originais, aí na língua pátria, para produzir um texto fiel ao mesmo tempo contemporâneo. Esse foi chamado de esse grupo foi chamado de comissão. Então eles que produziram esse material e essa aqui é a primeira aparição da NVI no Brasil. E o que eu vou mostrar para vocês hoje é é como que eles trabalharam com esse processo para mostrar para vocês que o método que eles usaram é muito parecido com o nosso próprio método. Ah, e o que o que que eu queria mostrar para vocês aqui? Deixa eu ver se eu consigo aproximar que a minha gambiarra claramente não tá funcionando. >> Não, mas quando tu põe perto a gente consegue, tá? Mas também se quiser deixar longe, mano, a gente confia em ti. Pode o que for mais fácil para ti. >> Bom tentar. Seria tão bom se pegasse o foco aqui. Mas, ó, nossa, tá vendo esse pontinho vermelho? Pelo menos o pontinho vermelho dá para ver, né? >> Dá. Aham. >> O pontinho vermelho aqui é onde o comitê antigo denunciou que existia uma variante textual a a no texto de Atos, capítulo 15, versículo 18, que por alguma razão só tá mostrando o lado que não é que eu gostaria, né? Mas está tudo bem. >> Desencana. >> Pessoal, vamos fazer o seguinte, vocês vão ter que acreditar em mim. Eu vou eu vou tirar. Exato. Você não tem que acreditar em mim. Mas o que eu queria mostrar para vocês é o seguinte. aqui conhecidos desde os tempos antigos, é o final da citação desse texto. Ah, e nós não e nós temos aqui uma nota de rodapé e aqui embaixo nós vamos encontrar o resto desse versículo que tá aqui embaixo. E aqui embaixo eles disseram: "Alguns manuscritos dizem conhecidos do Senhor desde os tempos antigos é o seu trabalho, que é a basicamente a leitura do texto bizantino. você lê uma ACF, o que você vai encontrar e o comitê original entendeu que esse essa parte do versículo deveria ser adicionada aqui na nota de rodapé, porque faz parte do processo. Ah, se você olhar as evidências, por exemplo, você vai perceber que essa expressão que essa frase extra que foi a que eu acabei de citar, ela ela vai aparecer pela primeira vez no quto século e ela não aparece exatamente com a mesma com a mesma forma. Por exemplo, em vez de Senhor, vários manuscritos vão dizer, especialmente posteriores, vão dizer Deus. A alguns desses têm o verbo é, né? O verbo de ligação aqui explícito versículo. É o versículo 18, Bert, você tá lendo, >> né? O capítulo 15 de Atos, versículo 18, tá bom? >> Conhecido desde os tempos antigos. Isso ou então as tuas obras são conhecidas desde o antigo ou desde os tempos antigos é conhecido o teu trabalho, que é a variante que tem aqui embaixo. >> Aqui em cima eu marquei uma outra tradução, um outro pontinho. O que que tá acontecendo aqui é Atos 14 a 24. O texto tá dizendo o seguinte: "Só sabemos que alguns saíram do nosso meio sem a nossa autorização e os perturbaram transtornando as mentes com o que disseram". Mas o texto não diz exatamente o que foi que eles disseram. Ele só disse que eles falaram alguma coisa. >> Uhum. >> Mas eles não dizem exatamente o que que é. Se você for a em outras outras versões mais antigas, você vai descobrir que o que eles falaram ah era a algo mais ou menos assim, dizendo-vos que vocês não devem se circuncidar e devem guardar a lei. essa a essa variante textual que tem aí vários termos, ela ela vai ser ah omitida, por exemplo, na revista e corrigida, na NVI, em todas as NVIs, ah, em todas as acho que a própria ARA também não tem. Ah, mas a ACF novamente vai trazer ela aqui junto com outras traduções a a mais antigas também, dizendo que aquilo que foi dito por essas pessoas, nós não temos nenhuma nota de rodapé aqui e nós não temos ah nós não temos também uma explicação, é simplesmente o a forma do texto como ele é incluído. Mas eu trouxe essa outra versão aqui embaixo que é o versículo 34. E aqui, ó, se você acompanhar o texto da NVI, como eu apresento na tela para vocês, você vai perceber que existe o versículo 30, o versículo 31, o versículo 32, o versículo 33 e o versículo 35. Aí você fala: "Opa, pera um pouquinho, >> tá faltando o versículo 34". >> Pois é, >> tiraram um versículo da tradução. E é nesse caso, Bibo, que as coisas ficam um pouco passionais. Por quê? Porque para algumas pessoas isso é inadmissível. Isso daqui é assim é algo inaceitável. Onde já se viu tirar a uma parte do texto. Entretanto, o verso que tá a a ou parte do texto que tá faltando aqui diz o seguinte, né? Alguns manuscritos vão dizer que Silas decidiu ficar ali, que é exatamente como nós vemos aqui. Alguns manuscritos acrescentam Silas decidiu ficar ali. Esse é o finzinho da nota. Esse é o que nós estamos a havendo aqui, né? a nessa nota de rodapé adicionada. O que que o o que que nós vemos aqui? Nós estamos vendo uma variante que é pequena em termos de quantidade de informação apresentada. Nós estamos olhando para uma variante textual que não é das mais significativas pra gente ficar discordando e brigando e tendo problema, mas ela afetou uma versificação. Então, se você contar as palavras que estão ausentes no capítulo eh no capítulo 15, versículo 18 ou no capítulo 15, versículo 24, você vai perceber que o texto é muito maior e o conteúdo é muito mais importante. Mas a afirmação de que Silas teria decidido ficar ali, porque afeta a versificação, isso às vezes exalta o coração das pessoas. E aí nesse texto bíblico que eu quero mostrar para você uma coisa que acontece >> que a às vezes as pessoas não conhecem isso. Por exemplo, se você perguntar pros editores eh quais são as evidências que vocês têm paraa tomada de decisão de que essa porção de texto ela não é original. E você vai lá olhar as evidências e você vai perceber que todos os manuscritos antigos não tem, os mais antigos não tem. Aí o pessoal vai falar: "Tá vendo coisa do texto crítico". Texto crítico tira versos da Bíblia. Eles falaram: "Não, pera um pouquinho, deixa eu continuar as evidências aquiendo." Opa, a maioria dos manuscritos também não tem, ou seja, os mais antigos e todos os da maioria. Ou seja, a tradição bizantina não tem. Se você fizer uma análise de todas as versões bizantinas que eu citei para você e você olhar pro texto majoritário, você vai perceber, eles não colocam. Se você perceber a prioridade bizantina, eles não colocam. Se você procurar família 35, que é Wilbr Picking que edita, eles não colocam. Willbron Pck coloca uma nota explicando porque esse esse versículo ou essa porção de texto não é original. Ou seja, os únicos defensores dessa pequena porção de texto são os defensores do texto recebido, que vão dizer: "Olha, Scrivner colocou, a Almeida traduziu, portanto é correta." E agora eles vão dizer: "Todas as outras versões removem versículos da Bíblia". E aqui entra um dilema que é muito importante a gente lembrar >> que nós só podemos falar tiram versículos da Bíblia se nós presumirmos que os apóstolos escreveram com [risadas] versículos o que eles não fizeram. >> Eles não fizeram. Exato. Exato. Tirar. essa tradução, essa pequena porção de texto que afetou uma veificação moderna, que não foi incluída pelos editores da NVI 93, que não foi incluída pelos editores da NVI 2023, essa pequena e essa pequena alteração causa um reboliço, quando na verdade nós temos no mesmo capítulo uma variante muito mais importante que não estava com nota de rodafé, que não foi observada e que tá faria mais diferente, mas as pessoas ficaram preocupadas porque faltou o número 34. Fez sentido? >> Olha, fez, fez não. Muito bem explicado, como diz aqui o nosso amigo Cacau Marques e tal. Sensacional, cara. Isso tudo para mostrar como às vezes e primeiro que é um monte de gente que não entende do assunto querendo opinar, se deixa levar, né, e não vai atrás. Muito passional. Aí às vezes pessoas que entendem poderiam ajudar na comunicação às vezes também complicam um pouco mais, né, nitidamente afetadas, né, por amor e paixão, ah, pelo seu trabalho. Enfim, isso é um pouco complicado. Mas vamos lá, Bert. Como é que a gente encerra? Eh, tem algum na tua pauta aqui, um homem muito organizado e tal, você falou aqui de Atos 15 e tal. Ah, tem as questão, tem tem os botou uma série de textos aqui, não sei se a gente quer eh >> acho que nem precisa, Bib. Acho que o ponto é o seguinte, vamos pra conclusão. É, vamos pra conclusão. >> O que eu queria fazer, Bíber, era o seguinte, a gente precisa ter bastante cautela quando quando nós fazemos críticas a a traduções de maneira geral. >> Ah, porque nós estamos tomando a nossa como preferida e às vezes a gente não sabe o por que elas são preferidas, né? No exemplo que eu citei especialmente do versículo 34, ah, fica evidente que é uma pequena minoria de manuscritos. Eh, é é um texto relativamente pequeno em comparação às duas outras variantes. No mesmo capítulo, é uma porção pequena. É uma porção importante de texto, é uma é importante, sim. Mas eu acho que não compensa a gente ficar olhando para isso e dividindo a igreja, dizendo: "Olha, vocês são uns monstros porque vocês estão tirando versículos ou colocando versículos." Eu acho que essa não é a a a o modo de fazer. E eu usei a NVI a 93 porque a NVI 93 foi a primeira NVI feita no Brasil com atenção especial aos manuscritos e eles entenderam que essa era uma importante decisão. Em 2011, quando 2000, quando a revisão acontece, eles voltam o versículo 34 e na versão de 2011 eles confirmam o texto a ali. Mas essa é uma um uma variante textual passível de acordo. é uma é uma variante textual que se você lê o o texto majoritário publicado pelo Paulo eh Odair Olivete, que fez a publicação desse texto em português e que trabalhou no primeiro comitê, você vai perceber que ele também não acha que esse texto é original. Então, às vezes a gente per, deixa eu ver se eu entendi, >> deixa eu ver se pera aí, pera aí. Tu falou uma parada aqui que agora achei interessante. Pera aí, várias coisas. Mas agora, especificamente diante do cenário. Aí, quer dizer, a de 93 fez a omissão e explicou ali um pouquinho porque fez a omissão. A de 2000 resolveu trazer o versículo de novo porque, e tá tudo bem trazer porque, de certo estudaram, pegaram outras influências e tal. É a questão editorial. Exato. >> Porque sem o versículo 34 é original também tem base, né? Não é, não é porque alguém resolveu, cara, vamos tirar porque a gente quer enganar o povo e a gente quer deturpar a palavra de Deus. Não. A própria NVI 93 tirou por questões metodológicas e resolveu colocar por questões metodológicas e manteve assim, certo? >> Então é isso, são decisões editoriais, algumas decisões editoriais de falando sobre comitê, algumas decisões elas são tomadas nem sempre por causa da convicção primária do comitê. Eles são tomados por uma série de fatores, né? O público alvo, o contexto teológico, tem uma série de de influências que fazem parte, incluindo a a as próprias questões que são de quem tá trazendo a versão. Por exemplo, se você for trabalhar com a sociedade bíblica trinitariana como um tradutor, não adianta você querer chegar lá e fazer uma versão eh fluída ah contemporânea. Eles não trabalham assim. A instituição, ela tem um jeito de trabalhar e ela vai convidar pessoas que estão prontas para trabalhar debaixo com as com as com os princípios limitadores da tradução. >> A bíblica é muito flexível nesse sentido. A gente tem muita liberdade para fazer, mas existem limites. Existem limites. Tem coisas que eles têm interesse em não fazer, tem coisas que eles têm interesse em fazer. Isso faz parte. Isso faz parte do processo editorial de uma tradução. E é importante a gente desmistificar o trabalho do tradutor. Ele é ele tá tomando decisões editoriais. É, o comitê tá tomando decisões editoriais. >> Então, o primeiro comitê, por exemplo, >> que podem ser boas ou ruins, né, tem gente pode achar ruim, entendeu? Então, eu vou te dar um exemplo. O a Scrivner é talvez é o grande nome entre os críticos textuais do século passado. Ele investigou e analisou manuscritos e e e versões ah dos textos impressos ah de quase todo mundo. E aí ele pegou o primeiro texto de Erasmo de Rotan e comparou com o segundo. E ele fala assim: "Foram 400 mudanças, 300 para piorar." E você fala: "Puxa vida, como que pode o cara revisar e piorar, né?" É possível. É sempre possível. Um processo de revisão não é garantia de que o processo é correto e nem garantia de que o texto que foi revisado estava correto ou precisava ser corrigido, né? No nosso caso, a o comitê primeiro da NVI fez um trabalho fantástico. Eles entraram no mercado brasileiro com uma tradução corajosa, ah, com uma equipe incrível para apresentar uma tradução fantástica. A NVI é uma excelente tradução e é um marco. Ah, mas por ser pioneiro isso não significa que eles conseguiram fazer tudo o que podia ser feito. Nós que somos do segundo comitê, nós não estamos fazendo uma revisão porque nós achamos que a tradução é ruim muito. Pelo contrário, >> a gente partiu do ponto de >> É. Não, mas a gente partiu do ponto que a tradução é boa e nós queremos dar continuidade a esse trabalho, nós queremos dar voz a esse trabalho e continuar com esse trabalho. >> É por isso que o time que foi montado é um time, um excelente time de comitê. >> Nós temos o o pessoal conhece o Vailat como pessoa da internet e esquece que ele é um dos maiores ebareaístas do Brasil. Ele escreveu o maior com, acho que o melhor comentário exegético de Jonas que nós temos em português, foi ele que escreveu. Ah, nós temos o Danilo. Danilo, as pessoas não conhecem ele muito bem, Danilo Santos, mas o Danilo Santos já está escrevendo um texto exegético de comentário do Novo Testamento e um projeto que vai demorar 10 anos para sair. Não é um negócio que ele assum não é um texto qualquer, ele tá fazendo um trabalho de ponta. Thiago Abidala tá terminando o doutorado, vai ser um dos maiores hebraístas da nossa da nossa geração. Nós temos, cara, Johana e a Cláudia, que as pessoas nem ouviram falar delas, mas se eles tivessem a noção o quanto essas mulheres conhecem o texto hebraico e conhecem a da língua hebraica, eles ficariam assim, é, é assim, eles ficaram assustados porque porque não são pessoas de internet, não são pessoas de escrever posts de internet, são pessoas que estão trabalhando no bastidor, mas estão fazendo um trabalho acadêmico de altíssimo padrão, né? Nós temos no Novo Testamento, o Marcelo Dias, o cara escreveu gramática já, ele tem material de exegese grega para servir a igreja brasileira trabalhando há anos nisso. A gente tem gente fera trabalhando nesse comitê. E quando nós entramos no trabalho, nós nenhum de nós pensou: "Nossa, olha, aqui tem um trabalho ruim, nós precisamos melhorar". Não, aqui tem um trabalho excelente. O que é que a gente pode fazer para melhorar esse trabalho? E o que nós fizemos, você pode observar, eh, são pequenas, pequenos ajustes no decorrer do obra. Ah, isso significa que todo mundo vai gostar ou que todo mundo vai achar que é melhoria? Claro que não. >> Algumas pessoas vão achar que é retrocesso em alguns lugares, que andou para trás, mas tudo bem. Mas como comitê, a gente consegue dizer onde o texto estava e para onde ele foi. E como comitê, a gente sabe os porquês que nós tomamos essas decisões e aos poucos a gente vai ter oportunidade de explicar isso melhor também. >> Legal. É, muitas perguntas, Bert, era sobre isso. Ah, qual foi o critério que vocês usaram para tirar esse versículo, não tirar o outro? Muitas perguntas assim, gente, lembrando que eles mesmos não tiram nada, né? Acho que já ficou claro nessa. A a esse comitê não tirou nenhum versículo da Bíblia, tá, gente? Tá. Então isso já ficou bem bem claro. >> É se você fizer a comparação entre o que nós fizemos como trabalho ah e o que foi feito no comitê da primeira, né, na em 93, se você a a achar uma versão dessa impressa, você vai perceber que em termos de textos que pararam na nota de rodapé, variantes textuais em nota de rodapé, o texto é muitíssimo semelhante. >> Nós fizemos, nós tomamos virtualmente as mesmas decisões. E melhor, nós tomamos essas decisões sem conhecimento do trabalho deles, tá? A gente não é que a gente pegou isso aqui e falou: "Vamos voltar lá". >> Nós tomamos as nossas decisões e comparamos no final. Eles falam: "Nossa, em muitos lugares nós paramos exatamente no mesmo lugar. Muit e aquela coisa, né, Bert? É muito versículo, é muito texto. Com certeza vocês deixaram passar alguma coisa que, tipo, às vezes, mano, aquil lá a gente podia ter, pô, uma palavra seria melhor essa palavra. A gente até brincou, né, Bert? O meu, o texto do meu segundo livro, né? Eh, o a parábola do servo inútil, né? Pô, poderia ali ter uma tradução, talvez, né, um pouquinho melhor ali e tal, porque mas não não porque é muita coisa, gente. Por isso que precisa de revisão. Muita coisa e muita coisa, >> muita coisa. >> A escritura ela é viva. É, é você ler a escritura na língua original oferece pra gente uma perspectiva tridimensional da escritura. É diferente. Você lê ela em português, você tá lendo ela no em no em 2D. Você consegue ver, você consegue aproveitar, você consegue, mas às vezes falta a dimensão da profundidade que aquilo tem. Quando você abre o texto em em na língua original, você começa a perceber a profundidade, a dinâmica. Aquele texto que é vivo, ganha novas formas de vida. você quando você entra nesse mundo, tudo que você quer fazer é ficar ali e trabalhar ali e investir ali, >> porque é realmente algo, é algo profundamente ah assim eh maior que você, eh, é incapaz de dom, nós somos incapazes de domar essa escritura em todos os detalhes. Eh, a gente não pode domesticar a escritura para para algumas palavras no nosso idioma. Não dá. E essa e essa percepção, essa humilhação que a gente tem diante do texto faz com que a gente faça esse trabalho com um afinco violento, porque a gente sabe que é impossível acertar tudo e a gente vai fazer o todo possível para fazer isso, entendeu? Eh, eh, esse, esse é o desafio do tradutor, é saber que não vai dar para fechar um uma tradução perfeita, mas se esforçar o máximo para fazer isso. Esse é o esse acho que é o desafio do tradutor. >> É isso. >> Mas como conclusão, Bibo, o que que eu poderia dizer, já que os nossos amigos estão nos chamando aqui, >> vai, >> Bibo, não existe nenhuma tradução eclética que não tome decisões desse tipo. Se você ah, ou qualquer um de nós for fazer um estudo das variantes textuais do Novo Testamento, qualquer, se você pegar os textos bizantino, você pegar texto recebido e você comparar, você vai encontrar a variação textual. Isso vai afetar as nossas traduções. Os nossos comitês vão precisar processar essas informações. E é por isso que cada comitê toma uma decisão diferente. É possível dizer que uma tradução ou uma decisão de tradução é melhor em relação a outra? Sim, dependendo do teu método, da tua perspectiva, é aquela ilustração dos jogos dos sete erros. Se você tem aquela que é a a a que serve como parâmetro, né, todas as outras podem ser julgadas a partir dela. A minha sugestão não é que você deixe de fazer esse tipo de análise, é que você seja gentil ao fazê-las. Você olhe para aquilo e entenda. Esses são nossos irmãos servindo o Senhor, produzindo um texto pro reino, né? Não tem liberal sacrificando o texto, cortando. Estamos falando de irmãos sérios que amam o Senhor, ah, que querem trabalhar ah pelo bem do reino e estão entregando em integridade, que foi o que nós fizemos, de maneira íntegra aquilo que nós entendemos ser uma boa decisão ah pra igreja. Então, a pergunta que a gente fez, né, a NVI23 remove versículos da escritura? Tudo vai depender do modo como você vai definir. Se você usar NVI 93 como pan, como base de comparação, você vai dizer: "Não, a gente não mudou". Se você usar a [risadas] a a Almeida revista e corrigida de 1995, vocês mudaram o texto no exemplo de hoje? Não, se você for lá, você vai perceber que o versículo 34 também não está naquela versão. Mas se você usar o texto majoritário, o texto bizantino, família 35, no texto que nós vimos hoje, você vai perceber que eles seguiram o nosso exemplo. Mas se você tomar o texto recebido, a King James, a NVI 2011 ou a ACF, aí você vai falar: "Não, aqui tem um, de fato apareceu uma variante que afetou uma versificação". Então, eu acho que esse é o modo como nós temos que conversar sobre isso. Acho que faz parte a a da nossa convivência ah cristã diante das diferenças que nós temos, a saber que os diferentes comitês estão buscando ser fiéis ao Senhor a partir de diferentes perspectivas. Isso vai causar diferenças. E é por isso que nós temos várias traduções. >> Então, se uma tradução dessas de alguma maneira ofende as suas convicções pessoais, >> pelo amor de Deus, não usa, pega outra. Mas se eu pudesse fazer um convite, é, não crie briga por causa diversão, porque aquilo que nós fizemos hoje, o comitê de amanhã vai tirar, vai vir um outro comitê, vai falar: "Olha, tem uma tradução melhor, apareceu um novo manuscrito, apareceu um novo princípio e faz parte do desenvolvimento da igreja". Ah, e sendo bem honesto, eu anseio com um dia em que a nova geração vai se levantar e vai mostrar isso pra gente. É por isso que eu trabalho como professora. É por isso que eu quero ver a os nossos irmãos sendo formados em grego, em hebraico, para que eles se juntem a nós nessa tarefa, que a tarefa da tradução é uma tarefa incrível, subdimensionada, esquecida. As pessoas ah criticam a gente para caramba, mas pensa numa coisa que vale a pena, pensa numa coisa que é duradora e e impacta a vida da igreja do lado de dentro. >> Que legal. Muito bom. Quem sabe um dia os nossos irmãos aí, os nossos alunos se juntem a nós nessa grande tarefa da tradução. >> A gente pegou três BTCs onde o Marcelo Bert inclusive participa sobre tradução da Bíblia, retirada de versículos da Bíblia. Ah, gravamos um com parte da equipe de revisores da NVI23, tem muita coisa legal lá. E a gente pegou esses três e podcasts, Bert, e montamos um e-book que tá disponível gratuitamente para você baixar aqui na descrição deste podcast. Já tá aqui na descrição deste podcast. É, tá ali, a gente montou um e-book para você ter um panorama sobre crítica pessoal, sobre tradução, tá? Bem legal. Você pode baixar esse ebook ali gratuitamente, tem o link, tá bom? Só preenche o formulário ali, autoriza e quando vier a mensagem de gratidão, você tem o link para você baixar este e-book. São 16 páginas, simples, direto, bem dinâmico, para você entender um pouquinho melhor esse assunto, inclusive até levar pra mesa discussão e tal, vai te dar umas noções bem legais desse ebook que a gente criou, a toque de caixa para dar para vocês aqui, eh, depois para quem ficou até o final, hein? Aquele presentinho para quem assistiu até o final. Bert, obrigado pelo teu trabalho, pelo reino, cara, de verdade. Segue firme, tá bom? Pela tua, >> pelo teu caráter, pela tua firmeza, né? Pelo teu amor e bondade, né? Enfim, muito obrigado. Segue firme, mano. É isso. Tem precisamos de uma nova geração mesmo aí tocando o barco. E que Deus abençoe vocês, tá bom? Deus abençoe muito vocês. Sigam firmes e que venham novas revisões, né? E aqui venham novas revisões. Eu até brinquei com o pessoal da SBB, ô, quando é, quando é que vai ter uma nova, uma nova revisão aí da NTLH, que eu amo a NTLH, né? Gosto muito mesmo. E talvez, já faz tempo, né? Talvez o português já deu uma avançada aí, alguma coisa um pouco mais dinâmica. Tá na hora de uma nova NTLH. Até brinquei com ele, né? Mas enfim, que veio novas revisões e outra, né? Tenho várias traduções da Bíblia na sua casa, né? Você pode ter a sua preferida, mas tenha outras traduções. Sempre tenha, >> sempre tenha, né? Isso é muito bom. É saudável. Bem engraçado você falar, né, das suas versões e tal, mas eh eu prego com a NVI 23 desde que saiu. Eu pregava com a NVI antes já, >> mas quando saiu a 23 eu comecei a pregar todo domingo com a 23. E uma coisa que o pessoal da minha igreja já percebeu é que quando eu tô empolgado pregando e eu cito o versículo, só sai revista e atualizada. >> Olha aí, né? [risadas] Foi >> eu tô lendo o texto, eu tô pregando o texto, mas se eu falar assim de memória, sai revista atualizada. Eu decorei tudo na revista atualizada. É, eu acho que é, acho que da galera da nossa geração, essa foi a que mais marcou mesmo. É a que era >> é a que ficou. Cara, eu fiz todo o meu trabalho de seminário com ela. >> É, >> não, até entrar no na língua grega e tal, pra gente mudar um pouquinho de ambiente, foi aquela ali. >> É a >> os primeiros anos todos de ministério com aquela ali. Eu mudei pra NG assim, relativamente de ma tardio até. Eu usava sempre, mas para pregar eu usava a ara, né? >> Sim. É, sim. Muito bom, gente. Ficamos por aqui. Voltamos a semana que vem, se Deus quiser e assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. Mas vai sair um documento, né, Bert que vai responder essas perguntas. No perfil do Bert já tem várias postagens, tá? No perfil do Instagram do Bert já tem várias postagens. Lá no Instagram do Bertubsteck do do Bert, ou seja, textos que ele produz e tal. Vai ter muita coisa lá. Então você que tá com dúvida sobre a NV23, dá uma varrida no perfil do Bert, depois vai pro substeck dele, que tenho certeza que essas perguntas estão todas respondidas lá. Se não todas, com certeza a maioria. Tá bom? Obrigado a vocês que eh assistiram essa live. Ficamos por aqui e até a próxima, tá bom? Deus abençoe, gente. Valeu, >> até mais, pessoal. Valeu,