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A fé vem pelo ouvir

Podemos Confiar na NVI23? – BTCast 645

Podemos Confiar na NVI23? – BTCast 645

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Marcelo Berti para uma conversa franca e aprofundada sobre a Nova NVI, os desafios da crítica textual e os bastidores de uma comissão de tradução bíblica. Como surgem as decisões que moldam o texto que lemos hoje? O que está em jogo quando diferentes manuscritos apresentam variações? E até que ponto uma tradução consegue equilibrar fidelidade ao texto original, clareza e linguagem contemporânea? Também conversamos sobre os limites e possibilidades da crítica textual, mostrando como ela não busca enfraquecer a confiança na Bíblia, mas compreender com mais precisão a transmissão do texto ao longo da história. Em meio a exemplos práticos, curiosidades e discussões teológicas, este episódio é um convite para enxergar a tradução bíblica não apenas como um trabalho técnico, mas como um esforço coletivo de serviço à igreja e ao povo de Deus.

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Legendas automáticas:

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Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
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aqui em Bibotalk. Bibotalk no canal no
YouTube, bibotalk.com, Bibotalk em todos
os lugares, menos na Dieser. Na Dieser
tá difícil atualizar a Dieser aí, porque
gente, o problema não é nosso. Atenção
você que é cliente da TIM e tem o Dieser
gratuito no seu pacote e você ouve o BTC
por lá. Ah, não tá atualizando na
Dieser. Não sei. Abrimos um chamado, tá
tudo certo, a gente não sabe o que
acontece, galera. Vai pro Spotify que lá
tá funcionando. Vai paraa Amazon Music,
lá tá funcionando. O aplicativo de
podcast da Apple, a gente tá lá, tem no
nosso site, tá aqui no YouTube.
Bem-vindo a mais este BTC aqui. Hoje
vamos novamente falar sobre a tradução
bíblica, crítica textual, vamos falar
sobre NVIS, NVIs. Vamos falar sobre
NVIS. Muito legal. Esse assunto de hoje
é um tema que agora aí por meados de
março de 2026 veio de novo à tona esse
tema da NVI23 e a gente tá aqui hoje com
Marcelo Bert. Seja bem-vindo ao palco do
Bibotalk para conversarmos mais um pouco
sobre isso.
>> Muito obrigado por me receber aqui, Bib.
É um privilégio estar aqui sempre com
vocês e eu espero que nesse nosso
encontro a gente possa aprender um
pouquinho mais sobre as traduções
bíblicas e como que nós podemos ah
interagir com a questão da crítica
textual e as nossas traduções
brasileiras.
>> Muito. É, nossas traduções brasileiras,
afinal nós somos daqui, né, Bert? Acho
que a primeira bem quem acompanha Já o
Bibotal, que já conhece o Bert, já
participou de vários episódios, Marcelo
Bert é pastor, professor e também a um
grande e acadêmico aí das do línguas. É,
o teu lance é mais e nt ou ou AT, Bert,
eu não lembro. Eu eu sou primariamente
Novo Testamento, mas ensino exegés do
hebraico, também trabalho com tradução
do Antigo Testamento, mas a ênfase é
Novo Testamento.
>> Novo Testamento. Inclusive o Marcelo
Bert, né, vou aproveitar essa
oportunidade, é nosso professor na
Escola Bibotal e Teologia com a
disciplina de hermenêutica. A maior
apostila da história da nossa escola, 4
anos de existência da nossa escola, a
maior apostila é óbvio que é a do Bert.
E
>> bom, eu tenho alguns recordes, né? Eu
tenho o recorde da apostilha e o do
podcast.
>> Exato. Que tá ainda imbatível. A gente
tem a maior gravação de BTC. Foi 6 horas
de gravação que renderam dois episódios
de 2 horas cada. Então assim, antes de
Inteligência Limitada fazer episódios de
12 horas [risadas] com Iago Martins e
Pirula e e acho tem episódios até
maiores. Nós já fizemos de seis quando
ainda era só Skype, né? Quando era, né?
Só Skype, nós lá aprendendo sobre Jesus
histórico maravilhoso. É isso. Então,
Bertar que participou também aí agora aí
da comissão que fez a revisão na NVI e
foi lançada agora pela bíblica. E aí as
editoras pegam da bíblica e lançam, né,
as bíblias com a nova tradução aí da
NVI, a NVI e revisada, por assim dizer,
a NVI 23, como ficou popularmente ah
conhecida. E ela voltou agora, né,
enfim, a ser uma discussão. Ah, por
conta, Bert, eu só vou aqui ambientar um
pouquinho a galera. Mas eh a NV23 quando
ela foi lançada teve um barulho. Teve um
barulho e ela voltou agora, né, a para o
centro aí das discussões aqui na
internet porque a editora Vida lançou um
uma nov, né, algumas versões de Bíblia e
tal, algumas capas com o texto da NV 23,
mas colocou o prefácio do professor Luiz
Saião, que foi o líder, né, ou
participou da comissão das NVIs
anteriores e não participou agora dessa
nova revisão. E obviamente o Luiz Saião,
ah, certo, né? Ele se manifestou, olha,
usar o meu prefácio, mas não é essa NVI
que eu participei do trabalho e tal. E
aí a gente vai conversar um pouquinho
mais sobre isso. Desencadeou vários
outros assuntos e tal. Mas Bert, a
primeira pergunta que eu quero fazer
para ti é que é isso. A gente tá falando
da NVI 23 em 2026. Interessante isso,
[risadas] né? Interessante, né? Voltou
aí pro palco da discussão e tal. E como
toda discussão envolvendo o crente é uma
coisa muito afetiva, né? e a galera
compra partido e aquela coisa assim onde
eh o amor vai embora e só fica mesmo as
convicções, né? E e os afetos afetados,
não pelo amor de Cristo, mas pela
postura do quem tá certo e quem tá
errado, né? Quem é o herege? Quem a
gente vai queimar, galera? Hum. Ai, quem
que a gente põe na fogueira? Tô louco
para acender uma fogueira. É isso que
pauta a maioria dos debates aqui na
internet. Mas a primeira pergunta, Bert,
para nós aquecermos é: tu tem quantos
anos? Só para eu saber aqui.
>> 43.
>> Caramba, a gente, cara, mas tu é crente
desde cedo, né?
>> Isso
>> é tu é. Então assim, tu é Eu não, eu fui
ser crente em 99. Mas por que que eu tô
perguntando a nossa idade aqui? A gente
tem a mesma idade? É porque toda vez que
se lança uma nova tradução aqui no
Brasil é a mesma coisa, né, mano? Quando
não tinha internet, já tinha essa
discussão. Vou te dar um exemplo. Eu
cheguei à fé em 99, com 17 anos, né?
Você já devia estar pregando já com 17
anos ou incomodando. Não sei que tipo de
jovem você foi na congregação. Talvez as
duas coisas simultaneamente.
>> Exato. Dá para ser, né?
>> Dá para ser, né? Então assim, Bet, eu
lembro, eu novo convertido, não
envolvido com teologia, né? Assim, de
maneira mais eh eh profunda, já tinha
essa discussão nos anos 2000. Ó, cuidado
com a tradução. Quando eu fui comprar
minha primeira Bíblia, eu lembro até
hoje, ó, tem que ser Almeida de 85 ou de
90. 95. Teve alguma tradução?
>> Tem a revista a revista corrigida de 95.
>> Então essa aí que eu tinha que comprar.
Então assim, percebe, outras não, outras
não, não pode. Você vai comprar uma
palavra, a palavra de Deus. Assim,
naquela época já tinha isso. Naquela
época eu não lembro se tinha NTLH, que é
uma tradução que eu gosto muito hoje,
mas na época tinha aquela Bíblia viva
que, se eu não me engano, a Adonepe
usava, né? Ela tinha uma Bíblia chamada
amor, não sei o quê. Eh, nossa bandeira
é o amor, acho que era o nome da Bíblia.
E era esse texto da da vida, né? A
Bíblia viva, se eu não me engano, que é
tipo uma NTLH, mas é outra. Mas cuidado,
cuidado. Então já tinha naquela época,
né? Tu deve ter vivido visto, vivido
mais isso, né, Bert? E aí a pergunta é
por que que sempre dá Rebu quando lança
uma nova tradução? Sempre toda a presta,
olha para mim aqui, toda a tradução
lançada no Brasil dá faz barulho, dá
agito. É, tem gente contra, tem gente
falando mal, tem gente acendendo
fogueiras. Por qu, Bet? Por quê? Eu eu
acho que o elemento primário do nosso
movimento evangélico brasileiro é que
nós somos, ah, de certa forma muito
influenciados pela escritura. Os nossos
cultos, muitos são centrados na
escritura, a leitura pública, a leitura
privada. Ah, nós temos as igrejas ah
utilizando, né, que utilizam leitura
pública quando não usam algum sistema de
telão, alguma coisa assim. É todo mundo
com a Bíblia aberta. E por isso é
importante que todo mundo tenha a mesma
tradução. E porque a escritura é querida
demais para nós e nós estamos
memorizando, guardando essa palavra no
nosso coração. Nós temos a tendência de
achar esquisito aquela tradução que vem
que é diferente do comum, aquela
tradução que é diferente do normal. A
gente tende a achar que a a aquela
alteração é uma mudança significativa
demais para que aquilo seja considerado
a minha Bíblia. Então, pensando num
aspecto positivo, é que positivamente a
gente tem um um amor muito grande por
esse texto. É o material que a gente
usa. Por um outro lado, tem um aspecto
negativo também, que é o aspecto de você
olhar para aquilo que é diferente do que
veio e e automaticamente achar aquilo
como ruim ou aquilo não coube na minha
tradição. Ah, e aí começam a a as
informações equivocadas, né? No mundo da
internet, isso acontece muito rápido.
Então, informações negativas sobre
traduções são disponibilizadas e e e
às vezes uma um simples abrir a Bíblia
para procurar os livros citados
resolveria algumas dessas tretas, né?
Ah, mas mesmo antigamente, antes da da
internet, essa informação, ela caminhava
lado a lado com a publicação dela. Ah, e
recentemente eu aprendi um princípio que
eu levei pro coração. Bíblia, eu é o
seguinte, eu entendi que no que se
refere à tradução bíblica não existe
concorrência. por exemplo, aquilo que
uma tradução vai fazer, a o modo como
ela vai traduzir, o zelo que ela vai ter
com a palavra, com o método que ela usa,
com o texto que ela usa, isso tudo tem a
ver a com o ambiente onde ele é formado,
com as convicções que ele tem, mas isso
é fidelidade e a pessoa que faz isso faz
isso pro reino. A de todos os tradutores
com quem eu conversei até hoje, eu não
vejo nenhum delesmados com novas ah
traduções sendo produzidas, porque isso
isso faz bem pro reino. Isso é é o nosso
modo de servir a igreja brasileira. Esse
é o nosso dom sendo utilizado para o
benefício do reino. Então, quando
>> quando eu vejo o povo da nossa igreja,
vejo
>> as pessoas a se dividindo ou brigando
por causa de Bíblia, eu fico muito
chateado porque eu realmente acredito
nisso, B, eu acredito que não existe
competição. Ah, nós temos boas
traduções, graças a Deus por isso. E nós
podemos usar as diferentes traduções,
nós podemos nos beneficiar a a das
diferentes nuances das diferentes
traduções. E o uso conjunto, o uso
comunitário de traduções é muito
importante para um amadurecimento
cristão. E eu realmente acredito nisso.
Então, embora exista esse calor, esse
amor, essa paixão pelo texto e tal que a
gente gosta, a a vez a gente ainda não
conseguiu entender que nós não estamos
competindo, nós estamos construindo
coletivamente. E porque o corpo de
Cristo recebeu a multiforme sabedoria de
Deus. A, a, e nós recebemos diferentes
dons de Deus. Eventualmente nós vamos
ter visões diferentes, perspectivas
diferentes, mas nós estamos fazendo esse
trabalho pro reino.
>> E no fundo, eu acho que é isso que
importa, né?
>> Legal. Muito bom. É, o fato de nós
termos diferentes traduções já deveria
acender um alerta, né, pra galera que às
vezes é muito enfática, né? Você pode,
inclusive, assim, vamos lá, você quer
torcer por uma tradução, você até pode,
né? Você tem direito de achar uma
tradução melhor do que a outra,
inclusive, né? Mas eu lembro que quando,
por exemplo, veio a NVT em 2015, ah,
mano, deu muito barulho, né? Ou seja,
porque tem uma galera que é um pouco
mais preciosa, não, porque tem que ser
eh Mas a NVT usou qual manuscrito
original para fazer a sua tradução? De
onde veio, né? a NVI em 2011, acho que
teve uma atualização em 2011 da NVI, né,
que ela é ela é ela foi lançada em 93,
>> 93, Novo Testamento,
>> 2000, a Bíblia completa pela primeira
vez e 2011
>> a primeira revisão.
>> Sim, esse aqui não é o meu escritório.
Eu estou em mais uma sala, em mais um
aeroporto para mais uma viagem. Hoje,
né, no momento que gravo esse vídeo,
indo para Recife atender uns irmãos lá.
E, galera, é o seguinte, vai ser um voo,
né, muito rápido e eu já vou chegar lá,
já vou ter que atender os irmãos. Então,
como é que eu viajo? confortável e ao
mesmo tempo fico bem apresentado para
estar lá diante da plateia. Insider, é
óbvio. Inclusive essa roupa que eu tô
aqui agora, ó, vou mostrar para vocês,
tá? A minha CT shirt, que eu sou
apaixonado por ela, e a minha é Future
for calça é que é pau para toda a obra,
galera. Inclusive, deixa eu ver se tá tá
enquadrado. Eu estive em Portugal e com
essa mesma roupa aqui, eu andei por
muralhas de castelo. Sério, foi bem
legal. Lá fui numa muralha bem bacana,
andei uma hora andando, subindo, né?
Suei um monte e logo depois, olha onde
eu tava palestrando pros irmãos lá em
Cintra. Pergunta se eu tava fedido,
pergunta se tinha cheiro, se tinha coisa
molhada. Não. Por quê? Porque a Insider
ela tem um tecido altamente
transpirável, lida bem com o meu suor,
tem tecnologia antiodor, então suave,
suave. Eu pude andar um monte e ainda lá
palestrar porque eu tava de inside.
Inclusive me salva muito nessas viagens,
nesses compromissos. A rotina tá
estabelecida e você também precisa de
uma roupa que acompanha aí essa rotina
sua. Você tem que est bem vestido. Às
vezes você pode estar com uma roupa que
tá para uma reunião, depois já emenda
uma academia, só muda o tênis às vezes e
a Insider te acompanha nessa. Galera, o
seguinte, tem desconto na Insider com o
meu cupom Bibotalk, tá aqui esse QR
Code. O cupom é Bibotalk. Ele dá 15% de
desconto para novos CPFs. Ou seja, se
você nunca comprou nesse site ou se esse
CPF nunca foi utilizado, 15% de
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descontos que já estão lá no site, tá
bom? Link aqui no comentário fixado ou
na descrição deste vídeo ou também nesse
QR code aqui usando o cupom bibotalk. Se
ajuda firma, aproveite a inside porque
ela te acompanha, te dá conforto e te
deixa bem vestido. Tem para homem, tem
para mulher. Corre lá. Mano, olha, eu
vou chutar agora, mas eu aposto que se a
NVI completa saiu nos anos 2000, eu
tenho certeza que teve gente dizendo o
seguinte: "Mano, ó, é o fim dos tempos
mesmo, nova Bíblia, estão atualizando a
Bíblia aí, com certeza deve ter tido um
comentário, eu tenho certeza." O o
barulho que foi feito na época foi tão
grande que os os responsáveis pela
tradução tiveram que escrever. E naquela
época, você tem que lembrar disso, não
existia internet como nós temos hoje.
>> Existiam grandes mecanismos. Eles
publicaram materiais em defesa dela,
fizeram palestras em defesa dela. Eles
precisaram interagir. Um dos
professores, meus professores, o Carlos
Osvaldo, foi um dos membros desse do
primeiro comitê e ele contava pra gente,
eu estava em sala de aula quando essas
coisas estavam acontecendo. Ah, e ele
trazia pra gente essas informações.
Então, eles passaram por isso, né? Eles
encantaram isso. É car todas. Eu não sei
quem participou da da NVT, não conheço
nem o nome de de quem participou do
comitê da NVT, mas com certeza foi gente
séria e tal, eh, porque é uma boa
tradução e, cara, isso é muito, então o
fato de existir já muitas traduções já
deveria sinalizar isso para nós, cara,
não é uma coisa tão preto no branco, né?
Ou seja, há uma margem para decisões
diferentes e tal. Isso eu acho muito
sensacional assim, porque E aí, ah, tem
esse lance, Bert, vamos lá. Eh, dá pra
gente falar de uma tradução original,
tipo, essa é a tradução original, né?
Sendo que toda e existe isso de original
de quer dizer que tem uma tradução que é
falsa,
>> esse, né? Tipo, às vezes é, a gente pode
ouvir essa expressão, né? Tradução
original, não. Essa aqui é a original,
tipo, mas tá original em que sentido?
Quer dizer que as outras são falsas, né?
Porque tem muito esse clubismo também,
né? Por exemplo, antes de tu responder,
eu lembro que a Naa saiu. Quando a Naa
saiu, algumas pessoas torceram o nariz,
né? Isso porque eu sei como esse bebê
faz algumas coisas, né? Esse bebê, ela,
né? A envolve a igreja também no
processo de atualização, de tradução e
tal. Muito legal. Mas ela não consegue
envolver toda a igreja, obviamente, né?
Então, assim, ainda assim, não, porque
tem muita gente que decorou a Bíblia com
Almeida Revista Corrigida ou atualizada.
Os profetas na Assembleia de Deus só
profetizam na corrigida. E aí você vem
vem trazer uma atualizada e depois uma
uma nova Almeida atualizada. Aí a galera
fica nervosa, né? Mas só para dizer que
até mesmo dentro da escadinha das
almeidas não há um consenso. Tem gente
que vai dizer: "Não, a melhor almeida é
essa fiel. A melhor almeida é essa
corrigida". Não, não. A Almeida 21 é
inegável, inegavelmente a melhor,
entende? Mas cara, tá tudo bem você ter
preferência, mas dizer que uma é a, né?
Tipo, essa é a tradução original, essa
aqui é a melhor. Mano, essa pergunta,
qual é a melhor tradução? Ela tem tantos
dependes que quem vem e afirma: "A
melhor tradução é essa, não tá sendo
honesto. É a melhor tradução segundo a
sua perspectiva. Aí tudo bem, né? Mas e
aí? Vamos lá." O o lance é: existe uma
tradição que uma tradução que é melhor
que outras. É claro que existem
traduções melhores que outras, é óbvio
que existem. Ah, mas melhor é sempre
para quem? É sempre para alguém. Então,
se você perguntar para alguém que é um
leitor assído da ACF, defensor da ACF,
ele vai achar que qualquer tradução que
seja divergente dela em duas em dois
quesitos principais, né, numa tradução
que não é tão literal quanto ACF, ou em
uma tradução que não seja feita dos
textos clássicos, né, hebraico e texto
recebido, ele vai achar que essa outra
tradução não é ruim por razões ou por
convicções teológicas ou razões que tem
para definir esses dois métodos. Mas sem
essa definição prévia desses dois
métodos, é impossível você dizer a qual
é a aquela que é a original. você tem
que partir ah de algum lugar para isso.
E e uma das coisas que a gente vai
perceber quando nós analisamos a a
quando nós fazemos análise dessas
diferentes ah traduções é que os
critérios que são mais significativos,
que são mais importantes ah para se
definir uma tradução boa, para se
definir a um uma tradução adequada, nem
sempre estão ao alcance das pessoas que
estão fazendo análise, né? Eu eu, por
exemplo, eu sou um torcedor fanático de
futebol. né? Eu pelo menos eu já fui
mais, né? Já fui um são paulino mais
mais um são paulino mais participativo,
mas eu não sou um técnico, eu não tenho
as informações técnicas, eu tenho
opinião de de torcedor. E como torcedor,
eu eu tenho direito às minhas opiniões,
mas provavelmente as minhas opiniões não
serão as mais adequadas para resolver os
problemas, né? não significa que eu erro
todas, não significa que eu acerto
todas. Eu sou torcedor. E às vezes o o
cristão comum, ele olha pra escritura da
mesma maneira. Ele acha que porque ele
presumiu um método ou um texto, ele ele
é um a a um alg um técnico para fazer a
a aquela leitura. Mas assim, sem sombra
de dúvidas, existem traduções melhores
que outras, baseadas nos métodos e nos
critérios que você vai ter. Mas o que
tem acontecido nos últimos tempos é que
o critério que tem sido usado para
definir uma boa tradução é o modo como
ela usa eh variantes eh variantes
textuais ou como ela lida com essas
variantes textuais. E eu acho que esse é
um ponto, Bibo, que precisa de um
pouquinho mais de atenção e alguma coisa
que acho que a gente precisava conversar
até mais, porque esse é um detalhe que
deixa as pessoas bastante preocupadas,
né? Por exemplo,
>> é. E aí, Bert? Pera aí, eu vou te
interromper, Bert, porque acho que agora
a gente entra no ponto central da desse
nosso podcast aqui, porque vamos lá,
seja qual for a NVI, seja qual for e a
Almeida, NVT, NTLH, se diz que ela é a
tradução dos originais.
>> Uhum.
>> Né? Então assim, então a NVI já é uma
tradução, né? Aliás, ela
[limpando a garganta] inclusive tem a
primeira versão éem inglês, né? N. A
própria NVT também ela tem uma versão em
inglês e tal, né? ainda que os comitês
aqui trabalharam com o texto original e
tudo mais e alguma outra coisa se
apoiando também no texto americano.
Enfim, mas vamos lá, todas elas são
traduções que a gente tem um texto
original da Bíblia porque e aí eu queria
que tu explicasse mesmo, igual a gente
fala quando o pessoal antes, quando
surgiu o GPT, né? A gente olha, explique
como se eu fosse uma criança de 12 anos.
[risadas] Então agora eu vou pedir isso
mesmo, Berg. Eu sei que tu não é o GPT,
tu é melhor e mais confiável que ele.
Eh, cara, porque esse que pega assim,
até alguém comentou aqui, acho que foi a
Thaís, né? L de TM, TC, essas coisas,
né? Texto crítico, texto massorético ou
eh eh majoritário, enfim, eh enfim,
recépticos.
Que o que que é esse lance de texto
original? Entende? Porque muito vem daí,
não, essa tradução não é boa porque usou
o, né, o texto tal, né? Que textos são
esses, né? Quais são os originais que a
gente tem? Então, por gentileza, na
linguagem mais simples que tu puder para
o Cleiton, que mora em Osasco, entender
[risadas] isso. Ah, então, Bibo, esse é
um assunto muito interessante. Quando
nós olhamos paraa evidência disponível
do Novo Testamento, nós vamos ter a nós
temos aí a um altíssimo
nível de certeza sobre grande parte do
texto. Quando eu digo grande parte, eu
quero dizer 95, 94, 96% do texto. Se
você fizer uma comparação de textos
entre aqueles que são o texto bizantín e
o texto crítico, fizer uma comparação de
de variação textual, você vai chegar à
conclusão que eles são entre 94 e 96%
similar, dependendo do livro, dependendo
do método utilizado, tá bom? Isso
significa que o nosso texto do Novo
Testamento e todas as nossas disputas,
eles dizem respeito a um número muito
pequeno de variação, o número ínfamo de
variações. Nós estamos falando de 4 a 6%
de todo o Novo Testamento. Nós
precisamos conversar a respeito. A a o
texto bizantino e o texto crítico, eles
são 96%, 94% iguais. Ah, o que sobrou,
que é um texto grande, nós estamos
falando de alguma coisa perto de 138 e
140.000 palavras, dependendo da edição
que você vai usar, sobram muitas
variações, mas mesmo assim, ah, e quando
você olha as diferenças que sobraram,
elas são muito pequenas.
Ah, é de fato tem questões importantes
que nós vamos conversar e divergir, mas
essas divergências que sobraram são
pequenas arestas em todo o campo, ah, em
todo o texto do Novo Testamento.
E essas pequenas arestas que ficam, nós
somos bastante passionais, a gente gosta
da escritura e nós vamos defender o
nosso ponto. E eu acho que isso é muito
válido. Eu acho que isso é importante,
mas é importante colocar isso em
dimensão também. Eu acho que é
importante dimensionar isso de uma
maneira mais h mais clara. Por exemplo,
se você comparar a a quantidade de
variantes que nós precisamos ah lidar em
todo o Novo Testamento, você vê que é um
número absolutamente pequeno de de
variantes que são necessárias para serem
discutidas. Por isso que quando nós
conversamos sobre essa tradução removeu
isso ou essa tradução adicionou aquilo,
quando nós temos essa conversa em nível
popular, o que tá acontecendo é que nós
estamos presumindo que qualquer uma
dessas versões que nós temos nas nossas
mãos representam 100% do texto. E eu tô
dizendo, olha, a minha versão tem 100%
do texto, portanto aquela outra vai
remover ou adicionar a a coisas que são
da Bíblia. Por que que eu digo da Bíblia
fazendo aspas? Porque ela tá usando uma
tradução que foi utilizado um método, um
texto e que foi utilizado decisões
editoriais no meio do caminho. E aquela
Bíblia que ela tem na mão dela é uma
excelente tradução, mas ela inclui o
elemento humano do tradutor e do comitê,
os métodos que foram empregados e assim
por diante. Então, quando eu digo aquela
tradução tá removendo ou aquela remoção,
a a a ela tá aquela tradução tá
adicionando informações, o que na
verdade eu estou apontando é que eu sei
exatamente qual é o original. Deixa eu
tentar ilustrar isso para vocês. Falou
para ilustrar como se fosse para uma
criança. Imagina o seguinte, imagina que
você tivesse jogando jogos do o jogo dos
sete erros. Você lembra? O jogo dos sete
erros é uma excelente ilustração para
isso, porque você sabe que a imagem da
esquerda é a imagem correta. Então você
vai para o jogo dos sete erros e começa
a assinalar na na imagem da da direita
onde estão os defeitos. Por exemplo, a
Mônica está segurando uma banana. Na
imagem da da esquerda ele tem três
pontinhos na banana. Na da esquerda tem
apenas dois. Então houve uma remoção. E
é isso que nós estamos fazendo,
comparando as escrituras. E o que tá
acontecendo é o seguinte. Nós estamos
presumindo que a nossa tradução favorita
é a da esquerda. Ela vai servir como um
padrão em métrica para tudo. E agora eu
vou criticar a todas as demais
traduções.
>> Ou seja, então é uma briga de traduções
de metodologia, porque todas estão
olhando para o texto original, só que o
texto original ele tem várias tem
variações, né? Então o que que é dá pra
gente dá para te perguntar agora sobre
isso, Marcelo? O que que é texto
recépticos, texto.
>> Eu eu acho que eu quero eu acho que eu
quero chegar lá. Só queria deixar bem
bem claro isso, que você só pode dizer
que o outro acrescenta se você souber
qual é o original em todos os lugares. É
lógico. Aí você tem que dizer: "Então,
pera aí, como é que eu sei qual é o
original para eu colocar do lado certo?
E aí a gente vai comparar com as demais
e todo mundo vai saber."
>> Hum.
>> E e é exatamente isso que você tá
falando. Como é que eu vou saber? E via
de regra, Bíblia, nós temos três
diferentes interpretações ou ou
definições do texto original. a a igreja
cristã, o cristianismo de maneira geral,
ele tem diferenças, por exemplo, de
natureza eclesiológica, de como que a
igreja funciona. Existem naturezas
teológicas, né? Nós temos calvinistas,
arminiianos, nós temos pessoal da
escatologia, do pessoal da escatofobia,
nós temos de tudo, porque nós temos
diferença de opinião. Ah, e da mesma
maneira nós temos diferentes
hermenêuticas. nós, se todo mundo lesse
mesmo texto, a gente teria algumas
questões hermenêuticas para discutir,
mas nós também temos diferença de
opinião em termos de igreja evangélica,
igreja nacional, ah, do que o que o
texto original. E existem três
principais. Por exemplo, existem aqueles
que vão dizer que o texto crítico é a
melhor representação do texto original.
E geralmente eles estão dizendo aquilo
que foi pro texto, aquilo que foi pra
nota de rodapé no texto crítico, é a o
que nós temos dos nossos especialistas
com a melhor explicação pro texto
original,
>> né? E no Brasil nós temos duas
principais. Nós temos a Tindale que
publicou pela editora Vida Nova, e nós
temos a UBS Onestle Alland que é
publicado pela sociedade bíblica do
Brasil. Esse é o nosso texto crítico,
né? Fal
>> tá? Esse é, ou seja, o que que é o texto
crítico? Então, eh, são escolas, né,
pensadores cristãos que analisaram os
manuscritos antigos e tal e
selecionaram, tipo, ó, nós entendemos
que esses capítulos e esses versículos
são provavelmente o mais próximo do
original. E aí é isso, por exemplo,
então o texto crítico,
>> só o manuscrito, né? O o texto crítico
eh lida especialmente com a variação.
Então, nesse nesse ponto de variação,
essa é
>> a melhor leitura possível baseada nos
muitos manuscritos que nós temos acesso.
>> Isso. Isso pro pessoal entender
variação. Tem um manuscrito importante
que, por exemplo, sei lá, tem a um
versículo X e no outro manuscrito do
mesmo livro não tem aquele versículo.
Então, e aí? Esse versículo tá ou não no
original? Olha, pelo número de variantes
é provável que sim. ou pelo número de
vari ou pelo número de manuscritos, né?
É provável que não. Então, no fundo, não
dá para saber. É um meio que um estudo,
olha, né? Provavelmente sim,
provavelmente não, mas no fundo é uma
decisão editorial no no frigir dos ovos,
né?
>> É, não é assim que não dá para saber. a
a diferença entre nós é exatamente isso.
Nós acreditamos que dá para saber por
vias diferentes.
>> Então,
>> aqueles qu 6% que a gente tem de
diferença de opinião sobre a forma do
texto, ela vai ser diferente em função
do método e do da usando uma linguagem
mais simples e da interpretação que a
gente vai dar para as evidências
disponíveis. Por exemplo, o pessoal que
eh da Team Dale House, que publicou com
a editora Vida Nova recentemente, aquele
texto que eles usam, ah, ele
basicamente, eh, usa manuscritos mais
antigos. Eles preferiram usar
manuscritos mais antigos, não só
primariamente, mas é basicamente. Eles
têm alguns manuscritos tardios
incluídos. Por quê? Porque faz parte do
método. Esse é o método que eles vão
usar. Por exemplo,
>> esse é o texto crítico, é o que for, é o
que formou deles, né? Outro, por
exemplo, Nestle Alland vai dizer: "Não,
a gente tem que usar todos os
manuscritos da tradição, os antigos, os
recentes, os que estão em latim, os que
estão em cópta e todas as traduções
antigas tem que fazer parte. A gente vai
chamar os pais da igreja para essa
conversa também." Então, o texto crítico
é de fato a única a o único método que
usa realmente todas as variantes
disponíveis.
>> E é por isso que tem tantos adeptos e é
por isso que é tão influente nas nossas
traduções em português a esse texto.
>> Uma pergunta. Hum.
>> Mas não, pera, pera, pera, pera, porque
texto crítico, a gente tá falando de
Antigo e Novo Testamento ou só do Novo
Testamento?
>> Nós usamos a expressão texto crítico pro
Novo Testamento, mas existe uma
disciplina da crítica textual que
trabalha com antigo. É um pouco
diferente, mas nós estamos falando sobre
Novo Testamento,
>> tá? Porque essa discussão parece que se
concentra mais com os manuscritos do
Novo Testamento, né? No Antigo parece
uma coisa um pouco mais estabelecida e
tal, né? É interessante isso. O Antigo
Testamento também passa por um processo
de de variação textual. Eles também têm
esse processo. É que via de regra as
pessoas prestam mais atenção nas
variações do Novo Testamento do que do
Antigo Testamento. O Antigo Testamento é
muito grande
>> e e embora a gente tenha memorizado
muitos versículos, a gente não tem
assim, a gente esquece um pouquinho da
dimensão, né? Ele é muito grande. E nós
temos tradições importantes do Antigo
Testamento, ah, que são usad e tem suas
variações. A própria tradição
massorética chegou até nós com algumas
dessas variações marcadas nos próprios
manuscritos que eles têm. Nós temos as
versões antigas em grego. Assim, esse é
um processo que também precisa ser
feito, mas nós também temos diferenças
de opinião lá,
>> né? Então tem temos pelo menos dois
grupos principais pro Antigo Testamento
que vai usar o chamado texto crítico do
Antigo Testamento, a BHS, ou aqueles que
vão chamar os textos mais o texto
consonantal e aí temos algumas outras
versões.
>> A BHS é a de Stuttgartência lá.
>> Isso, essa mesmo.
>> Nossa, essa foi que eu usei na na
faculdade. Eu tinha uma Bíblia bonita,
mano. Eu tinha uma Bíblia dessa
caríssima que eu ganhei. A gente a gente
comprou direto de não sei que da
Alemanha lá. Meu seminário era luterano,
né? Eu tinha uma uma BHS maravilhosa,
mano. Eu dei para alguém lá, não sei
para quem que eu dei depois isso, mas
vamos lá. Então tá no Novo Testamento,
aí a gente tem o texto crítico. Esse é é
um é um conjunto de textos também que
que é chamado de texto crítico, muito
usado aí nos processos de tradução.
Depois
>> aí tem um segundo grupo que eu vou
agrupar outros três grupos, que é o
texto bizantino. texto bizantino, eh,
são aqueles nossos irmãos que entendem
que a tradição bizantina, ou seja,
aquela tradição que começa aí a partir
do 5º século, que vai se eh se
solidificar e se consolidar no 9o século
e vai se tornar representante aí da
maioria dos manuscritos, essa é a igreja
bizantina. Se você lembra um pouquinho
da história da igreja, você vai lembrar
que desde o início a igreja tinha uma
certa diferença de opinião entre lado
ocidental e oriental, né? O lado
ocidental vai se tornar a Igreja
Católica, que hoje nós conhecemos, que é
a igreja que basicamente usa latim
depois de Jerônimo, e a igreja oriental,
que basicamente usa grego e se torna aí
a mais importante a protetora do texto
grego do Novo Testamento, que foram eles
que continuaram a a transcrever esses
documentos no decorrer do tempo. Então,
nós temos muitos manuscritos que são da
eh de origem dessa dessa tradição que
nós chamamos bizantina. Mas existem três
formas de lidar, porque como são muitos
manuscritos, a gente [risadas]
de encontrou diferentes maneiras de
lidar com ele. Um dos grupos chama texto
majoritário. O que que eles vão dizer?
Nós vamos pegar a maioria dos
manuscritos. Então, se num determinado
versículo tiver uma mudança, uma diz
Jesus e a outra diz Deus, mas a maioria
dos versículos de diz Deus, então Deus
vai ser a leitura favorita. É isso que o
texto fal. Eu gosto, eu gosto desse
critério aí. Acho simples, eu gosto.
Quem fala mais
>> você vai lá, faz a análise de quantos
tem e faz a a definição.
>> Pronto.
>> É uma é uma é uma definição mais
simples, mas em alguns momentos são
decisões difíceis. Por exemplo, nas
edições impressas, nós ainda teríamos
mais ou menos umas 500 decisões a serem
tomadas porque em mais ou menos 500
lugares no Novo Testamento, nós não
temos ampla maioria. Então você tem que
falar: "Puxa, e agora quando empata, que
que você faz?" Isso fica muito perto de
empatar. Como que você faz, né?
>> Olha,
>> então tem e existem decisões que são
importantes, né?
>> E essas decisões, ou seja, vai ter a
influência, né, da da
religião, não, né, da teologia do
tradutor, né? A teologia do tradutor
nessas horas acabo
a evidência disponível, ela precisa ser
interpretada. Então, a pessoa que
desenvolveu o texto majoritário, ela
desenvolveu um método de desempate.
>> Exato.
>> O método é completo. Então ele tem isso.
Em alguns lugares você vai descobrir que
o texto majoritário tem leituras
minoritárias. Por quê? Porque quando a
diferença era muito próxima, eles
entenderam que a menor, a que tinha
menos, era mais relevante.
>> Não dá pra gente entender o porquê ou
nem vale a pena entrar nisso agora,
porque isso já é
>> porque é porque são os são os critérios
secundários. Quando a impar, você tem
que ter critérios secundários de
desempate
e via de regra eles vão trabalhar com os
o os termos críticos, né? Qual que é a
versão que pode ter dado origem às
demais? Qual é o evento histórico que
pode ter influenciado nessa direção?
Qual é por que ele foi lido em
diferentes idiomas? E aí você vai fazer
análise a com pouquinho mais de
detalhamento, porque existe um critério
de desempate, tá bom?
>> A prioridade bizantina é um segundo
elemento. A prioridade bizantina vai
dizer o seguinte: "Olha, a Igreja
bizantina como instituição cuidou do
texto grego do Novo Testamento e eles
são responsáveis por fazê-lo". E existem
dois eh tipos diferentes de manuscritos
que eh podem contribuir para esse
processo. Os manuscritos de texto
corrido e os lecionários, que são
aqueles usados na liturgia da igreja.
Eles vão dizer: "Olha, aqueles que são
usados na liturgia da igreja são porções
de textos. Então nós não vamos seguir
por esse caminho. Nós vamos ficar com o
texto corrido e nós vamos priorizar os
mais antigos". Então, a a prioridade
bizantina vai dizer o texto bizantino
que nós conhecemos hoje era o texto
original, porque nós vamos presumir que
esse texto que é maioria ah no período
posterior foi maioria no período
anterior, ah, especialmente do 5º
século. E e com isso nós vamos
demonstrar a originalidade dele. E aí
eles vão fazer um trabalho de variante
por variante, demonstrar a superioridade
da a leitura bizantina, priorizando
especialmente os manuscritos antigos.
Embora ele pudesse usar toda a tradição,
ele prioriza os manuscritos mais antigos
da tradição, que estão aí nosto século
até o 9º século. E, claro,
complementando. E por fim, tem o pessoal
chamado família 35, que tá dentro desse
grupo, que diferente dos demais opta por
um grupo de manuscritos bem da parte
mais final, da parte mais tardia. vão
dizer: "Olha, esse grupo específico mais
tardio é o que representa o texto mais
original, mais antigo". Ah, então eles
vão olhar para um grupo menor de
manuscritos, mas eles são todos
manuscritos dentro da própria tradição
bizantina. E quando você coloca esses
três textos do lado,
>> eles vão ser aí 97, 98% similares. Eles
são muito parecidos, mas eles ainda têm
lugares onde eles vão precisar trabalhar
com diferenças. E por fim,
>> mas isso dentro da categoria, a primeira
categoria que a gente falou, o grupo é o
texto crítico, pá. Beleza.
>> A gente explicou já um pouquinho
anteriormente. O segundo os bizantinos
ali. Beleza.
>> Isso. E por fim, eu tô chamando que não
não é categoricamente eles são
bizantinos também, tá bom? Ah, eles são
do texto tradicional, mas é o pessoal do
texto recebido. Eu coloco eles à parte
porque diferente dos outros três ah que
eu mencionei do texto bizantino, o texto
recebido não tem um método propriamente
dito. O texto recebido é existe existem
algumas edições que são importantes,
considerando, por exemplo, Erasmo,
Teodoro Besa, Robert Estiene, Eusevi,
Scner, que são os principais produtores
ou ou editores desse ah desse texto
chamado texto recebido.
>> Pera aí, pera aí. O Erasmo é o cara lá
da reforma já 1500 e é o
>> Isso. O texto ele não chamava texto
recebido, mas é ele que começa o
processo.
>> Então ele é o primeiro a publicar um
texto grego, né, a de maneira paralela,
complutência e tá acontecendo na
Espanha, mas ele é o primeiro que
publica
>> e a sua publicação vai se tornar tão
importante pro mundo que depois dele
todo mundo segue o seu trabalho.
>> Hum.
não, mas tem uma tradição que vai seguir
primariamente o trabalho dele. Esses
cinco que eu citei,
>> ah, são os mais importantes dessa
tradição. Existem outros, mas esses são
os mais importantes.
>> Temos um bet sobre isso, né, Bert? Temos
um bett sobre isso. Temos um bet sobre
Erasmo de Rotterdam e essa essa parada
aí da escrita dele. Sensacional. Esse é
chamado texto recebido. Então, Erasmo,
esse conjunto não é um método
propriamente dito. Eles eles presumem
que uma dessas versões vai ser
geralmente é de Scrivner. Scrivner foi a
última, geralmente ela que é a mais
utilizada, por exemplo, a Almeida
corrigida e fiel. O Novo Testamento é
traduzido direto desse material
produzido por Scriven em 1881.
Então, é ele, é o texto dele que vai ser
usado como base nessa tradução. Então,
esses três grupos principais, Bibo, vão
definir o texto original de maneira
diferente. Eles vão dizer que existem
diferentes lugares, diferentes pontos de
variação e vão resolver as variantes
textuais de diferentes maneiras. E o que
isso vai gerar pro tradutor? Bom, agora
o tradutor tem que tomar uma série de
decisões, porque o tradutor vai ter que
decidir qual é a desses modelos de texto
que ele vai usar, qual é o método que
ele vai empregar ou o comitê. E baseado
nesses elementos, eles precisam tomar
decisões que vão influenciar aquilo que
nós leitores vemos nas nossas Bíblias na
igreja.
>> Bert, eu vou te fazer uma pergunta,
galera. Isso aqui, esse BTC tá sendo
gravado ao vivo e eu não combinei essa
pergunta com o Bert. Então, eh, como
pode ser uma pergunta complicada, o Bert
talvez não responda essa pergunta, então
não pressione nos comentários, porque eu
não combinei com ele antes, então eu
também não quero colocá-lo em maus
lençóis, né? Não quero que ele arrume
mais e não quero que briguem com ele,
né? Tadinho, o cara já tá aguentando um
monte de coisa aí. Mabert, tu falou que
o texto recebido é o texto que ah dá
origem à Sociedade Bíblica Trinitariana
utiliza, né, a ACF,
>> aumenta corrigida e fiel. Cara, vou te
fazer uma pergunta, porque assim, eu já
ouvi alguns representantes dessa
tradução realmente assim, tipo, falando
que
eles são a tradução correta e tal, e tá
tudo bem eles falar isso, mas eles dão
um ar assim de porque nós utilizamos o
texto recépticos e tal, como se o
majoritário e o crítico fossem
inferiores ao recépticos e tal, assim.
Então eu não é todo mundo, mas eu já
ouvi duas pessoas diferentes da
internet, né, quando vão criticar as
traduções, né, mais atuais, tá? Eu vi a
galera falando isso com a NVT, vi a
galera já falando com essa NVI23, porque
na verdade tradução boa mesmo é somente
a ACF, né? Então assim, a ACF tem uma
galera que realmente é bem eh bem
torcedora, né, e defensora dessa
tradução. Eh, por que que o texto
recépticos ele, né, por parte de alguns
grupos da igreja, ele recebe assim essa
aura de ser realmente o original.
Lembrando, Bert, se tu não quiser
responder, eu te respeito, a nossa
audiência respeita e a gente continua
dentro da pauta que tu colocou ali, bem
de boa, tá,
>> Bibo? Esse é um assunto super
complicado. A gente já tocou nele em um
podcast que a gente fez chamado
fundamentalismo textual. Você lembra
dele?
>> Não, não, eu não lembro, mas eu lembro
que a gente gravou e faz muita e tem
muito a ver com esse assunto. Boa, vou
>> Não, no final é o seguinte, existem eh
essas três que eu citei, existem
defensores apaixonados, tá bom? Não, eh,
acho que não é não é certo dizer que é
só o pessoal do texto recebido. Existem
defensores apaixonados do texto
majoritário, defensores apaixonados da
família 35. Ah, ainda não vi defensores
apaixonados da prioridade bizantina.
Prioridade de bizantina é um pouco mais
difícil. Eh, as outras são mais simples
de compreender o processo, né? Ah, e
isso acontece, acho que é uma é um
desdobramento daquilo que a gente
conversona com o início, né? Nós somos
apaixonados pela escritura e nós temos
as nossas convicções. Nós usamos as
nossas convicções a com a Finco também.
E para algumas pessoas essa definição é
fundamental. Se eu não tiver um texto
perfeito na minha mão, eu não consigo
falar sobre teologia, eu não consigo
dialogar. E porque eu não consigo fazer
isso, eu eh eh com outras traduções, eu
preciso me segurar em alguma coisa que
me dê uma estabilidade.
Ah, e eu acho que isso acontece, e aqui
os irmãos que defendem a escritura, eh,
esse texto podem me corrigir depois, mas
eu acho que isso acontece em parte, em
parte, porque é mais simples de
compreender quando você tem dois. Você
fala: "Olha, existe o certo, existe o
errado e eu vou ficar com o certo,
porque o seu é o errado." É mais
simples. É, essa simplificação facilita
a compreensão e a defesa. Então, eu não
preciso investigar, eu já tenho a
definição, ela tá resolvida. E parte
desse eh dessa desse clamor público, eu
não tô falando das defesas mais sérias,
existem defensores sérios ah desses
textos também. São minoria, mas existem.
Ah, mas essa essa postura que você tá
descrevendo, eu acho que tem a ver com o
nosso cenário de internet, de Brasil, de
um fundamentalismo que divide a igreja
entre a minha e a sua e começa a brigar
com os irmãos como se eles fossem todos
hereges, que é no texto, que é na na
igreja, que é a no tipo de música que
usa. E essa mentalidade combativa que o
fundamentalismo deixou pra gente, né? O
fundamentalismo, não aquele movimento
que se levantou contra o liberalismo,
mas o fundamentalismo de hoje que se
levanta contra os irmãos, né? que às
vezes a gente vê isso acontecendo, ah, e
às vezes a gente, eh, sente um pouco
desse, desse, dessa situação. Então, eu
tendo a pensar que esse elemento em
particular está dentro desse conjunto.
Existem mais coisas, mas acho que tá
dentro desse conjunto ah
>> bem brasileiro de ser ah de tomar
decisões com o grupo, de ser mais
simples, de ser mais defensável.
E eu acho que
>> mas agora e Bert agora e essa toda essa
torcida, essa convicção, toda essa luta,
toda essa agressão que às vezes
acontece, né, verbal e teológica, né,
infelizmente a gente vivencia tempos de
agressões teológicas, ah, que graças a
Deus não consegue se materializar em
fogueiras e, né, e por aí vai, mas tem
queima de reputação, uma série de
coisas. Mas essa, esses três conjuntos
de textos, né, que você trouxe para nós,
o o crítico, o o majoritário e o e o
recebido, eles são diferentes assim,
tipo, mano, tem muita diferença ou eles
são mais próximos do que a gente imagina
e às vezes a gente briga, tá, por alguns
detalhes, eh, por coisas que não são tão
assim, eh, significativas.
Faz sentido a minha pergunta? Faz, faz
sentido, mas você tem que lembrar que
para pra pessoa que é apaixonada pela
sua convicção a respeito do texto
original, todas as coisas são
profundamente significativas.
Então a menor diferença é profundamente
significativa.
>> Verdade.
>> Mas de fato, ah, se você comparar a o
texto bizantino, seja o majoritário,
prioridade bizantina, família 35 ou até
mesmo texto reco, você fizer uma
comparação, uma análise, você vai
descobrir que eles são aí vão ficar
entre 97 e 98% de texto igual. Eles têm
uma é muito pequena divergência.
Então, e o o
quem fez essa análise foi o Maurício
Robinson. Maurício Robinson é o editor a
da Prioridade bizantina e ele fez o o
cotejamento. O que que ele fez? Ele
pegou todas essas edições e colocou lado
a lado. Todas não, mas as principais
colocou lado a lado e ele comparou as
diferenças e ele quantificou as
diferenças e depois ele qualificou as
diferenças. E o que que ele descobriu?
Que texão muito parecidos, né? O que é
realmente distinto desses demais é o
texto crítico, que vai ser esse que eu
mencionei no início para você, que vai
ficar entre 94 e 96% de diferença com
esse texto da prioridade bizantina que
que a gente tá analisando. Realmente o
texto mais diferente que nós temos é o
texto crítico e ainda assim é muito
pouco. Ah, existem eh é um número muito
reduzido, é, é um número muito reduzido
de variantes que se realmente importam,
né? Mas elas fazem diferença. Por
exemplo, quando nós trabalhamos com o
comitê da NVI na revisão de 23, eh, eh,
nós fizemos uma análise de 352
variantes textuais. Nós olhamos para o
Novo Testamento inteiro e de todas as
muitas variantes possíveis, as
estimativas são aí entre meio milhão de
variações que existem entre os
manuscritos, nós vemos 352
que eram mais próximas do texto. Dessas
350,
mais quase 200 delas, elas nem aparecem
nas notas.
E elas são importantes. Claro que elas
são importantes na hora de expor um
texto, na hora de escrever um
comentário, vai, elas vão fazer
diferença, mas mesmo nesses lugares
ainda tem muita variação que sequer
ganha uma nota de rodapé.
Então assim, existe diferença? Existe
diferença. É claro que existe diferença,
mas a a diferença é pequena, Bibo.
Na minha opinião, a diferença é pequena.
Por isso que eu falo que não existem
concorrentes, por isso que eu falo que
não existem competidores.
>> Eh, eu consigo ler, eu consigo, não, eu
posso ler. Eu tô usando uma ACF todos os
dias. A minha leitura bíblica esse ano
está sendo com a ACF e com a revista e
corrigida. E tá sendo uma bção paraa
minha vida.
>> Eh, a gente pode,
>> mas tu tem português, mas tu tem
português para isso, né? [risadas]
Não, eu brinco que eu acho muito difícil
ler, mano. Tem umas palavras aí que eu
nuncacível
não dá não. Mesóclises para rola de eu
leio e eu preciso pensar e eu acho ótimo
porque se eu leio a Bíblia sem ter que
pensar também eu perdi alguma coisa no
meio do caminho.
>> Entendi. Ô Bert, uma pergunta muito
sério para não prestar atenção.
>> Exato. Bert. O Luís fez uma pergunta
aqui que até eu pensei em fazer para ti.
Eu ia conversar no off topic e não
conversei. Agora vamos fazer ao vivo
aqui de novo. Se tu não quiser
responder, não respondo. Tá tudo bem. Tá
tudo tranquilo.
>> Eu gosto de você, Bo, que além da minha
caveira você quer o meu funeral, né?
>> Exato. Não, a gente quer o bem dos
amigos. Não é falando sério. É porque
essa conversa começa porque teve o
prefácio do saião que foi erroneamente
colocado numa numa Bíblia com a tradução
de vocês, por assim dizer, né? Ah, tem
algum prefácio que vocês fizeram
explicando a metodologia de vocês e tal?
Então, tem, né? vocês fizeram e algum
documento maior assim, tipo, explicando
mais profundamente, vai ser lançado, a
bíblica tem algum interesse nisso e tal,
que seria legal, né, que às vezes o
pessoal também fica acusando vocês que
falta metodologia e tal. E eu tenho
certeza que vocês pensaram, né, para
fazer as coisas que fizeram e tem um
porquer né, isso vai se ser tornado
público, já foi a gente que não tá
sabendo,
>> na verdade, no prefácio da edição
impressa, né? Edição impressa tem o
privilégio de vir com prefácio e com as
notas que foram feitas, né? As tem
alguns materiais adicionais que foram só
e só aparecem na versão impressa, tá
bom? Mas lá tem a descrição a de tudo
que nós fizemos, o trabalho que foi
feito, todo o caminho percorrido, mas é
tudo bastante resumido.
>> Ah, nós teremos, e aguardem aí, vem vem
coisa boa por aí. Nós teremos os nossos
tradutores falando sobre a tradução, os
desafios da tradução. Ah, nós estamos
planejando um evento para explicar com
mais clareza sobre isso e sonhamos com
escrever a respeito também. Mas tudo
isso ah nos próximos capítulos, né? São
cenas do próximo capítulo, Bibo.
>> É isso. É bom, é bom, é bom a galera
saber. Legal. Então como é que, qual é
esse desafio, né? Diferentes soluções
para as variantes textuais. A gente tem,
né? Então vocês estão trabalhando com é
que como é que vocês optaram por
>> o que eu acho que eu quis mostrar até
aqui, Bibo, é que existem eh nós temos
interpretações diferentes sobre o que é
o texto original e como a gente lida com
as variantes e isso afeta a tradução.
>> Então nós temos três modos principais de
traduções,
né? Quando a gente o o tradutor ele vai
lidar e falar: "Olha, eu vou fazer uma
tradução". Ele tem que tomar umas
decisões na saída sobre como ele vai
lidar com variantes textuais. Uma das
uma dessas alternativas é dizer: "Olha,
eu vou ignorar todas as variantes e vou
pegar um texto base e vou traduzir o
texto base." Por exemplo, a CF faz isso.
Ela vai pegar o texto da de Scrivner,
né, o TR, o último que foi produzido e
vai traduzir o Novo Testamento seguindo
aquele texto. O autor dise que tem
variantes textuais, eles vão colocar?
Não. O autor mencionou que tem diferença
de opinião sobre aquela variante, vai
colocar não. Por quê? porque eles vão
fazer a tradução do texto impresso como
está. É esse o ponto B. Outras traduções
vão dizer o seguinte: "Olha, vamos
pegar, por exemplo, especialmente as
ecléticas, né? As nossas traduções
brasileiras são majoritariamente
ecléticas e as traduções ecléticas vão
dizer: "Não, a gente precisa identificar
isso aqui de uma maneira". É, que é o
que a NVT faz e é o que a NVI faz. A
gente vai, olha, vai colocar uma nota ah
para dizer que a gente vai acrescentar
uma informação aqui. E existe um outro
procedimento que é o procedimento de
questionar. Em alguns lugares você vai,
em algumas traduções, você vai encontrar
o colchete. Lembra? Ara fez isso, a NVT
fez isso também. Você coloca colchetes.
Então você diz: "Olha, esse texto aqui
talvez não não tem não esteja no
original." Na ara o colchete só era
explicado no início, né? No começo só
apareceu uma notinha lá no início.
Textos entre colchetes são textos
questionáveis, alguma coisa assim, né?
Texto que nós não temos certeza, né? E
essa é uma das maneiras diferentes.
>> Não, pera aí, ô chutei. Pera aí. Não é
porque eu tinha uma ára que eu lembro,
acho que o episódio clássico é João 8,
né? João 8 tem conchetes lá. Eu acho que
tinha uma nota de roda pé, eu tinha uma
Bíblia João, acho que oito tem nas novas
na na Eu tinha uma Almeida atualizada de
estudo que ela era até pequena assim,
bem legal aquela Bíblia ficando e ela
tinha lá essas e marcos também tinha
observ alguns textos tinha lá
colchetezinho e tal, né? Se você
procurar todos os textos que tem
colchetes na a na ára e verificar as
traduções ecléticas, você vai fazer um
mapeamento do Novo Testamento e vai
perceber qual que é o perfil de cada
tradutor, porque a Ara ela basicamente
colocou colchetes onde o texto crítico e
essas versões bizantinas discordam. Olha
só, consegue enxergar, seja, ela
manteve, mas ela considera o que outros
pensadores eh, né, pensaram e e
raciocinaram e e colocaram como estudo.
Eles consideraram, mas mantiveram dentro
do texto, mas com a observação, né? OK.
>> Com uma observação, tem diferença aqui.
Então, presta atenção.
>> E a gente sabe, né, Bert, que isso
confunde o povo. Eu lembro, Bert, quando
eu tava explicando isso uma vez eh para
alguém e eu abri, pedi pra pessoa abrir
a Bíblia, falei: "Ó, tá vendo esses
conchetes aqui, ó? Eu não tô inventando
nada. lê o que tá aqui na notinha de
rodapé. Aí a pessoa leu e tava falando:
"Então isso quer dizer que, né, eu do
meu jeito simples falei: "Olha, isso
quer dizer que em alguns manuscritos
esse texto aqui ele não está. Então
assim, pode ser que ele seja original,
pode ser, pode ser que ele não seja, não
sabe?" Jesus talvez tenha falado isso, a
gente não sabe. Agora, pessoas que
estudaram acharam por bem, não acharam
que Jesus disse isso, né? Aí eu sempre
terminava dizendo: "Olha, mas vamos lá,
se Jesus não disse, tá OK, assim, tem
algum mal isso aqui que a gente tá
lendo?" Não, né? Não vai mudar a nossa
teologia, não tá incentivando a gente
fazer nada de errado, né? Se Jesus
disse, ok, também tá tudo certo, né? Mas
só para dizer que não é assim, tem lá
aquele original, de lá a gente traduz,
não, mas tem muitos manuscritos e tal e
tem algumas diferenças aí, que era uma
forma de simples tentar explicar pra
galera, né? Mas também tá tá bem simples
agora. Acho que tá todo mundo
entendendo. Vamos lá, continuando.
>> É, então o que eu queria mostrar para
você, Bibo, é o [limpando a garganta]
que acontece nesse processo. Ah,
considerando as as nossas traduções. Eu
peguei aqui, até tentar mostrar para
vocês aqui. Ah, certo, meu sisteminha
aquela g aquela gama, ó. Olha aí, ó.
>> Ó, só você na tela, hein? Tá só você na
tela. Vai lá.
>> O cara vem pra live preparado, hein. Que
que é isso? Até câmera de cima.
>> Gente, o que que é isso aqui? Essa daqui
>> uma bíblia velha caindo aos pedaços.
Não, continua. É exatamente isso. Essa
daqui é a primeira Bíblia que a minha
esposa usou aqui, ó. Tem até o nome dela
quando ela era criança, ó. Ó, recebeu,
ganhou do pai aqui, ó. Tá? Não sei se dá
para ver direitinho aqui, ó.
>> Dá sim. Não, tava dando para ver ali.
Ah,
>> aqui, ó. Recebeu um presente do próprio
pai. Essa daqui é uma é uma versão da
NVI
>> que foi impressa no ano de 2000, mas é
referente à NVI de 1993.
Esse daqui é o prefácio. É, essa daqui é
original. Essa aqui se tem uma que é
primeira, pelo menos no Novo Testamento,
é essa daqui. Tá bom? Ah, quando eles
escreveram o prefácio dessa edição, eles
disseram que uma das coisas mais
importantes que essa tradução precisava
trazer era a questão do Deixa eu ver que
acho que embaçou aí, né?
>> Embaçado, mas eh acho que tu botou a
mão, não sei se vai conseguir focar
agora. F. Eh, bonitão.
Mas a gente vai acreditar em ti. Vai lá,
vai lendo e a gente acredita em ti. Tá
bom, [risadas] tem problema.
>> Ver se dá uma melhorada aqui. Vamos ver.
Ó,
>> agora dá.
>> É, agora dá para ler, né? É, a primeira
coisa que eles fizeram foi trabalhar com
manuscritos antigos. O ponto de partida
do trabalho e das diferenças que eles
estavam vendo que eram necessárias de
acontecer tem a ver com o uso de
manuscritos antigos. E é isso que eles
estão falando. Então, o comitê de de eh
de 93 era um comitê formado de
estudiosos evangélicos, de diversas
denominações, especialistas em línguas
originais, aí na língua pátria, para
produzir um texto fiel ao mesmo tempo
contemporâneo. Esse foi chamado de esse
grupo foi chamado de comissão. Então
eles que produziram esse material e essa
aqui é a primeira aparição da NVI no
Brasil. E o que eu vou mostrar para
vocês hoje é é como que eles trabalharam
com esse processo para mostrar para
vocês que o método que eles usaram é
muito parecido com o nosso próprio
método.
Ah, e o que o que que eu queria mostrar
para vocês aqui? Deixa eu ver se eu
consigo aproximar que a minha gambiarra
claramente não tá funcionando.
>> Não, mas quando tu põe perto a gente
consegue, tá? Mas também se quiser
deixar longe, mano, a gente confia em
ti. Pode o que for mais fácil para ti.
>> Bom tentar. Seria tão bom se pegasse o
foco aqui. Mas, ó, nossa, tá vendo esse
pontinho vermelho? Pelo menos o pontinho
vermelho dá para ver, né?
>> Dá. Aham.
>> O pontinho vermelho aqui é onde o comitê
antigo denunciou que existia uma
variante textual a a no texto de Atos,
capítulo 15, versículo 18, que por
alguma razão só tá mostrando o lado que
não é que eu gostaria, né? Mas está tudo
bem.
>> Desencana.
>> Pessoal, vamos fazer o seguinte, vocês
vão ter que acreditar em mim. Eu vou eu
vou tirar. Exato. Você não tem que
acreditar em mim. Mas o que eu queria
mostrar para vocês é o seguinte.
aqui conhecidos desde os tempos antigos,
é o final da citação desse texto. Ah, e
nós não e nós temos aqui uma nota de
rodapé e aqui embaixo nós vamos
encontrar o resto desse versículo que tá
aqui embaixo. E aqui embaixo eles
disseram: "Alguns manuscritos dizem
conhecidos do Senhor desde os tempos
antigos é o seu trabalho, que é a
basicamente a leitura do texto
bizantino. você lê uma ACF, o que você
vai encontrar e o comitê original
entendeu que esse essa parte do
versículo deveria ser adicionada aqui na
nota de rodapé, porque faz parte do
processo. Ah, se você olhar as
evidências, por exemplo, você vai
perceber que essa expressão que essa
frase extra que foi a que eu acabei de
citar, ela ela vai aparecer pela
primeira vez no quto século e ela não
aparece exatamente com a mesma com a
mesma forma. Por exemplo, em vez de
Senhor, vários manuscritos vão dizer,
especialmente posteriores, vão dizer
Deus. A alguns desses têm o verbo é, né?
O verbo de ligação aqui explícito
versículo. É o versículo 18, Bert, você
tá lendo,
>> né? O capítulo 15 de Atos, versículo 18,
tá bom?
>> Conhecido desde os tempos antigos.
Isso ou então as tuas obras são
conhecidas desde o antigo ou desde os
tempos antigos é conhecido o teu
trabalho, que é a variante que tem aqui
embaixo.
>> Aqui em cima eu marquei uma outra
tradução, um outro pontinho. O que que
tá acontecendo aqui é Atos 14 a 24. O
texto tá dizendo o seguinte: "Só sabemos
que alguns saíram do nosso meio sem a
nossa autorização e os perturbaram
transtornando as mentes com o que
disseram". Mas o texto não diz
exatamente o que foi que eles disseram.
Ele só disse que eles falaram alguma
coisa.
>> Uhum.
>> Mas eles não dizem exatamente o que que
é.
Se você for a em outras outras versões
mais antigas, você vai descobrir que o
que eles falaram ah era a algo mais ou
menos assim, dizendo-vos que vocês não
devem se circuncidar e devem guardar a
lei. essa a essa variante textual que
tem aí vários termos, ela ela vai ser ah
omitida, por exemplo, na revista e
corrigida, na NVI, em todas as NVIs, ah,
em todas as acho que a própria ARA
também não tem. Ah, mas a ACF novamente
vai trazer ela aqui junto com outras
traduções a a mais antigas também,
dizendo que aquilo que foi dito por
essas pessoas, nós não temos nenhuma
nota de rodapé aqui e nós não temos ah
nós não temos também uma explicação, é
simplesmente o a forma do texto como ele
é incluído. Mas eu trouxe essa outra
versão aqui embaixo que é o versículo
34. E aqui, ó, se você acompanhar o
texto da NVI, como eu apresento na tela
para vocês, você vai perceber que existe
o versículo 30, o versículo 31, o
versículo 32, o versículo 33 e o
versículo 35. Aí você fala: "Opa, pera
um pouquinho,
>> tá faltando o versículo 34".
>> Pois é,
>> tiraram um versículo da tradução. E é
nesse caso, Bibo, que as coisas ficam um
pouco passionais. Por quê? Porque para
algumas pessoas isso é inadmissível.
Isso daqui é assim é algo inaceitável.
Onde já se viu tirar a uma parte do
texto. Entretanto, o verso que tá a a ou
parte do texto que tá faltando aqui diz
o seguinte, né? Alguns manuscritos vão
dizer que Silas decidiu ficar ali, que é
exatamente como nós vemos aqui. Alguns
manuscritos acrescentam Silas decidiu
ficar ali. Esse é o finzinho da nota.
Esse é o que nós estamos a havendo aqui,
né?
a nessa nota de rodapé adicionada.
O que que o o que que nós vemos aqui?
Nós estamos vendo uma variante que é
pequena em termos de quantidade de
informação apresentada. Nós estamos
olhando para uma variante textual que
não é das mais significativas pra gente
ficar discordando e brigando e tendo
problema, mas ela afetou uma
versificação. Então, se você contar as
palavras que estão ausentes no capítulo
eh no capítulo 15, versículo 18 ou no
capítulo 15, versículo 24, você vai
perceber que o texto é muito maior e o
conteúdo é muito mais importante. Mas a
afirmação de que Silas teria decidido
ficar ali, porque afeta a versificação,
isso às vezes exalta o coração das
pessoas. E aí nesse texto bíblico que eu
quero mostrar para você uma coisa que
acontece
>> que a às vezes as pessoas não conhecem
isso. Por exemplo, se você perguntar
pros editores eh quais são as evidências
que vocês têm paraa tomada de decisão de
que essa porção de texto ela não é
original. E você vai lá olhar as
evidências e você vai perceber que todos
os manuscritos antigos não tem, os mais
antigos não tem. Aí o pessoal vai falar:
"Tá vendo coisa do texto crítico". Texto
crítico tira versos da Bíblia. Eles
falaram: "Não, pera um pouquinho, deixa
eu continuar as evidências aquiendo."
Opa, a maioria dos manuscritos também
não tem, ou seja, os mais antigos e
todos os da maioria. Ou seja, a tradição
bizantina não tem. Se você fizer uma
análise de todas as versões bizantinas
que eu citei para você e você olhar pro
texto majoritário, você vai perceber,
eles não colocam. Se você perceber a
prioridade bizantina, eles não colocam.
Se você procurar família 35, que é Wilbr
Picking que edita, eles não colocam.
Willbron Pck coloca uma nota explicando
porque esse esse versículo ou essa
porção de texto não é original. Ou seja,
os únicos defensores dessa pequena
porção de texto são os defensores do
texto recebido, que vão dizer: "Olha,
Scrivner colocou, a Almeida traduziu,
portanto é correta." E agora eles vão
dizer: "Todas as outras versões removem
versículos da Bíblia". E aqui entra um
dilema que é muito importante a gente
lembrar
>> que nós só podemos falar tiram
versículos da Bíblia se nós presumirmos
que os apóstolos escreveram com
[risadas]
versículos o que eles não fizeram.
>> Eles não fizeram. Exato. Exato. Tirar.
essa tradução, essa pequena porção de
texto que afetou uma veificação moderna,
que não foi incluída pelos editores da
NVI 93, que não foi incluída pelos
editores da NVI 2023, essa pequena e
essa pequena alteração causa um
reboliço, quando na verdade nós temos no
mesmo capítulo uma variante muito mais
importante que não estava com nota de
rodafé, que não foi observada e que tá
faria mais diferente, mas as pessoas
ficaram preocupadas porque faltou o
número 34. Fez sentido?
>> Olha, fez, fez não. Muito bem explicado,
como diz aqui o nosso amigo Cacau
Marques e tal. Sensacional, cara. Isso
tudo para mostrar como às vezes e
primeiro que é um monte de gente que não
entende do assunto querendo opinar, se
deixa levar, né, e não vai atrás. Muito
passional. Aí às vezes pessoas que
entendem poderiam ajudar na comunicação
às vezes também complicam um pouco mais,
né, nitidamente afetadas, né, por amor e
paixão, ah, pelo seu trabalho. Enfim,
isso é um pouco complicado. Mas vamos
lá, Bert. Como é que a gente encerra?
Eh, tem algum na tua pauta aqui, um
homem muito organizado e tal, você falou
aqui de Atos 15 e tal. Ah, tem as
questão, tem tem os botou uma série de
textos aqui, não sei se a gente quer eh
>> acho que nem precisa, Bib. Acho que o
ponto é o seguinte, vamos pra conclusão.
É, vamos pra conclusão.
>> O que eu queria fazer, Bíber, era o
seguinte, a gente precisa ter bastante
cautela quando quando nós fazemos
críticas a a traduções de maneira geral.
>> Ah, porque nós estamos tomando a nossa
como preferida e às vezes a gente não
sabe o por que elas são preferidas, né?
No exemplo que eu citei especialmente do
versículo 34, ah, fica evidente que é
uma pequena minoria de manuscritos. Eh,
é é um texto relativamente pequeno em
comparação às duas outras variantes. No
mesmo capítulo, é uma porção pequena. É
uma porção importante de texto, é uma é
importante, sim. Mas eu acho que não
compensa a gente ficar olhando para isso
e dividindo a igreja, dizendo: "Olha,
vocês são uns monstros porque vocês
estão tirando versículos ou colocando
versículos." Eu acho que essa não é a a
a o modo de fazer. E eu usei a NVI a 93
porque a NVI 93 foi a primeira NVI feita
no Brasil com atenção especial aos
manuscritos e eles entenderam que essa
era uma importante decisão. Em 2011,
quando 2000, quando a revisão acontece,
eles voltam o versículo 34 e na versão
de 2011 eles confirmam o texto a ali.
Mas essa é uma um uma variante textual
passível de acordo. é uma é uma variante
textual que se você lê o o texto
majoritário publicado pelo Paulo eh
Odair Olivete, que fez a publicação
desse texto em português e que trabalhou
no primeiro comitê, você vai perceber
que ele também não acha que esse texto é
original. Então, às vezes a gente per,
deixa eu ver se eu entendi,
>> deixa eu ver se pera aí, pera aí. Tu
falou uma parada aqui que agora achei
interessante. Pera aí, várias coisas.
Mas agora, especificamente diante do
cenário. Aí, quer dizer, a de 93 fez a
omissão e explicou ali um pouquinho
porque fez a omissão. A de 2000 resolveu
trazer o versículo de novo porque, e tá
tudo bem trazer porque, de certo
estudaram, pegaram outras influências e
tal. É a questão editorial. Exato.
>> Porque sem o versículo 34 é original
também tem base, né? Não é, não é porque
alguém resolveu, cara, vamos tirar
porque a gente quer enganar o povo e a
gente quer deturpar a palavra de Deus.
Não. A própria NVI 93 tirou por questões
metodológicas e resolveu colocar por
questões metodológicas
e manteve assim, certo?
>> Então é isso, são decisões editoriais,
algumas decisões editoriais de falando
sobre comitê, algumas decisões elas são
tomadas nem sempre por causa da
convicção primária do comitê.
Eles são tomados por uma série de
fatores, né? O público alvo, o contexto
teológico, tem uma série de de
influências que fazem parte, incluindo a
a as próprias questões que são de quem
tá trazendo a versão. Por exemplo, se
você for trabalhar com a sociedade
bíblica trinitariana como um tradutor,
não adianta você querer chegar lá e
fazer uma versão eh fluída ah
contemporânea. Eles não trabalham assim.
A instituição, ela tem um jeito de
trabalhar e ela vai convidar pessoas que
estão prontas para trabalhar debaixo com
as com as com os princípios limitadores
da tradução.
>> A bíblica é muito flexível nesse
sentido. A gente tem muita liberdade
para fazer, mas existem limites. Existem
limites. Tem coisas que eles têm
interesse em não fazer, tem coisas que
eles têm interesse em fazer. Isso faz
parte. Isso faz parte do processo
editorial de uma tradução. E é
importante a gente desmistificar o
trabalho do tradutor. Ele é ele tá
tomando decisões editoriais. É, o comitê
tá tomando decisões editoriais.
>> Então, o primeiro comitê, por exemplo,
>> que podem ser boas ou ruins, né, tem
gente pode achar ruim, entendeu? Então,
eu vou te dar um exemplo. O a Scrivner é
talvez é o grande nome entre os críticos
textuais do século passado. Ele
investigou e analisou manuscritos e e e
versões ah dos textos impressos ah de
quase todo mundo. E aí ele pegou o
primeiro texto de Erasmo de Rotan e
comparou com o segundo. E ele fala
assim: "Foram 400 mudanças, 300 para
piorar." E você fala: "Puxa vida, como
que pode o cara revisar e piorar, né?" É
possível. É sempre possível. Um processo
de revisão não é garantia de que o
processo é correto e nem garantia de que
o texto que foi revisado estava correto
ou precisava ser corrigido, né? No nosso
caso, a o comitê primeiro da NVI fez um
trabalho fantástico. Eles entraram no
mercado brasileiro com uma tradução
corajosa,
ah, com uma equipe incrível para
apresentar uma tradução fantástica. A
NVI é uma excelente tradução e é um
marco. Ah, mas por ser pioneiro isso não
significa que eles conseguiram fazer
tudo o que podia ser feito. Nós que
somos do segundo comitê, nós não estamos
fazendo uma revisão porque nós achamos
que a tradução é ruim muito. Pelo
contrário,
>> a gente partiu do ponto de
>> É. Não, mas a gente partiu do ponto que
a tradução é boa e nós queremos dar
continuidade a esse trabalho, nós
queremos dar voz a esse trabalho e
continuar com esse trabalho.
>> É por isso que o time que foi montado é
um time, um excelente time de comitê.
>> Nós temos o o pessoal conhece o Vailat
como pessoa da internet e esquece que
ele é um dos maiores ebareaístas do
Brasil. Ele escreveu o maior com, acho
que o melhor comentário exegético de
Jonas que nós temos em português, foi
ele que escreveu. Ah, nós temos o
Danilo. Danilo, as pessoas não conhecem
ele muito bem, Danilo Santos, mas o
Danilo Santos já está escrevendo um
texto exegético de comentário do Novo
Testamento e um projeto que vai demorar
10 anos para sair. Não é um negócio que
ele assum não é um texto qualquer, ele
tá fazendo um trabalho de ponta. Thiago
Abidala tá terminando o doutorado, vai
ser um dos maiores hebraístas da nossa
da nossa geração. Nós temos, cara,
Johana e a Cláudia, que as pessoas nem
ouviram falar delas, mas se eles
tivessem a noção o quanto essas mulheres
conhecem o texto hebraico e conhecem a
da língua hebraica, eles ficariam assim,
é, é assim, eles ficaram assustados
porque porque não são pessoas de
internet, não são pessoas de escrever
posts de internet, são pessoas que estão
trabalhando no bastidor, mas estão
fazendo um trabalho acadêmico de
altíssimo padrão, né? Nós temos no Novo
Testamento, o Marcelo Dias, o cara
escreveu gramática já, ele tem material
de exegese grega para servir a igreja
brasileira trabalhando há anos nisso. A
gente tem gente fera trabalhando nesse
comitê. E quando nós entramos no
trabalho, nós nenhum de nós pensou:
"Nossa, olha, aqui tem um trabalho ruim,
nós precisamos melhorar". Não, aqui tem
um trabalho excelente. O que é que a
gente pode fazer para melhorar esse
trabalho? E o que nós fizemos, você pode
observar, eh, são pequenas, pequenos
ajustes no decorrer do obra. Ah, isso
significa que todo mundo vai gostar ou
que todo mundo vai achar que é melhoria?
Claro que não.
>> Algumas pessoas vão achar que é
retrocesso em alguns lugares, que andou
para trás, mas tudo bem. Mas como
comitê, a gente consegue dizer onde o
texto estava e para onde ele foi. E como
comitê, a gente sabe os porquês que nós
tomamos essas decisões e aos poucos a
gente vai ter oportunidade de explicar
isso melhor também.
>> Legal. É, muitas perguntas, Bert, era
sobre isso. Ah, qual foi o critério que
vocês usaram para tirar esse versículo,
não tirar o outro? Muitas perguntas
assim, gente, lembrando que eles mesmos
não tiram nada, né? Acho que já ficou
claro nessa. A a esse comitê não tirou
nenhum versículo da Bíblia, tá, gente?
Tá. Então isso já ficou bem bem claro.
>> É se você fizer a comparação entre o que
nós fizemos como trabalho ah e o que foi
feito no comitê da primeira, né, na em
93, se você a a achar uma versão dessa
impressa, você vai perceber que em
termos de textos que pararam na nota de
rodapé, variantes textuais em nota de
rodapé, o texto é muitíssimo semelhante.
>> Nós fizemos, nós tomamos virtualmente as
mesmas decisões. E melhor, nós tomamos
essas decisões sem conhecimento do
trabalho deles, tá? A gente não é que a
gente pegou isso aqui e falou: "Vamos
voltar lá".
>> Nós tomamos as nossas decisões e
comparamos no final. Eles falam: "Nossa,
em muitos lugares nós paramos exatamente
no mesmo lugar. Muit e aquela coisa, né,
Bert? É muito versículo, é muito texto.
Com certeza vocês deixaram passar alguma
coisa que, tipo, às vezes, mano, aquil
lá a gente podia ter, pô, uma palavra
seria melhor essa palavra. A gente até
brincou, né, Bert? O meu, o texto do meu
segundo livro, né? Eh, o a parábola do
servo inútil, né? Pô, poderia ali ter
uma tradução, talvez, né, um pouquinho
melhor ali e tal, porque mas não não
porque é muita coisa, gente. Por isso
que precisa de revisão. Muita coisa e
muita coisa,
>> muita coisa.
>> A escritura
ela é viva. É, é você ler a escritura na
língua original oferece pra gente uma
perspectiva tridimensional da escritura.
É diferente. Você lê ela em português,
você tá lendo ela no em no em 2D. Você
consegue ver, você consegue aproveitar,
você consegue, mas às vezes falta a
dimensão da profundidade que aquilo tem.
Quando você abre o texto em em na língua
original, você começa a perceber a
profundidade, a dinâmica. Aquele texto
que é vivo, ganha novas formas de vida.
você
quando você entra nesse mundo, tudo que
você quer fazer é ficar ali e trabalhar
ali e investir ali,
>> porque é realmente algo, é algo
profundamente
ah assim eh maior que você, eh, é
incapaz de dom, nós somos incapazes de
domar essa escritura em todos os
detalhes. Eh, a gente não pode
domesticar a escritura para para algumas
palavras no nosso idioma. Não dá.
E essa e essa percepção, essa humilhação
que a gente tem diante do texto faz com
que a gente faça esse trabalho com um
afinco violento, porque a gente sabe que
é impossível acertar tudo e a gente vai
fazer o todo possível para fazer isso,
entendeu? Eh, eh, esse, esse é o desafio
do tradutor, é saber que não vai dar
para fechar um uma tradução perfeita,
mas se esforçar o máximo para fazer
isso. Esse é o esse acho que é o desafio
do tradutor.
>> É isso.
>> Mas como conclusão, Bibo, o que que eu
poderia dizer, já que os nossos amigos
estão nos chamando aqui,
>> vai,
>> Bibo, não existe nenhuma tradução
eclética que não tome decisões desse
tipo. Se você ah, ou qualquer um de nós
for fazer um estudo das variantes
textuais do Novo Testamento, qualquer,
se você pegar os textos bizantino, você
pegar texto recebido e você comparar,
você vai encontrar a variação textual.
Isso vai afetar as nossas traduções. Os
nossos comitês vão precisar processar
essas informações. E é por isso que cada
comitê toma uma decisão diferente. É
possível dizer que uma tradução ou uma
decisão de tradução é melhor em relação
a outra? Sim, dependendo do teu método,
da tua perspectiva, é aquela ilustração
dos jogos dos sete erros. Se você tem
aquela que é a a a que serve como
parâmetro, né, todas as outras podem ser
julgadas a partir dela. A minha sugestão
não é que você deixe de fazer esse tipo
de análise, é que você seja gentil ao
fazê-las. Você olhe para aquilo e
entenda. Esses são nossos irmãos
servindo o Senhor, produzindo um texto
pro reino, né? Não tem liberal
sacrificando o texto, cortando. Estamos
falando de irmãos sérios que amam o
Senhor, ah, que querem trabalhar ah pelo
bem do reino e estão entregando em
integridade, que foi o que nós fizemos,
de maneira íntegra aquilo que nós
entendemos ser uma boa decisão ah pra
igreja. Então, a pergunta que a gente
fez, né, a NVI23 remove versículos da
escritura? Tudo vai depender do modo
como você vai definir. Se você usar NVI
93
como pan, como base de comparação, você
vai dizer: "Não, a gente não mudou". Se
você usar a [risadas] a a Almeida
revista e corrigida de 1995,
vocês mudaram o texto no exemplo de
hoje? Não, se você for lá, você vai
perceber que o versículo 34 também não
está naquela versão. Mas se você usar o
texto majoritário, o texto bizantino,
família 35, no texto que nós vimos hoje,
você vai perceber que eles seguiram o
nosso exemplo. Mas se você tomar o texto
recebido, a King James, a NVI 2011 ou a
ACF, aí você vai falar: "Não, aqui tem
um, de fato apareceu uma variante que
afetou uma versificação". Então, eu acho
que esse é o modo como nós temos que
conversar sobre isso. Acho que faz parte
a a da nossa convivência
ah cristã diante das diferenças que nós
temos, a saber que os diferentes comitês
estão buscando ser fiéis ao Senhor a
partir de diferentes perspectivas. Isso
vai causar diferenças. E é por isso que
nós temos várias traduções.
>> Então, se uma tradução dessas de alguma
maneira ofende as suas convicções
pessoais,
>> pelo amor de Deus, não usa, pega outra.
Mas se eu pudesse fazer um convite, é,
não crie briga por causa diversão,
porque aquilo que nós fizemos hoje, o
comitê de amanhã vai tirar,
vai vir um outro comitê, vai falar:
"Olha, tem uma tradução melhor, apareceu
um novo manuscrito, apareceu um novo
princípio e faz parte do desenvolvimento
da igreja". Ah, e sendo bem honesto, eu
anseio com um dia em que a nova geração
vai se levantar e vai mostrar isso pra
gente. É por isso que eu trabalho como
professora. É por isso que eu quero ver
a os nossos irmãos sendo formados em
grego, em hebraico, para que eles se
juntem a nós nessa tarefa, que a tarefa
da tradução é uma tarefa incrível,
subdimensionada, esquecida.
As pessoas ah criticam a gente para
caramba, mas pensa numa coisa que vale a
pena, pensa numa coisa que é duradora e
e impacta a vida da igreja do lado de
dentro.
>> Que legal. Muito bom. Quem sabe um dia
os nossos irmãos aí, os nossos alunos se
juntem a nós nessa grande tarefa da
tradução.
>> A gente pegou três BTCs onde o Marcelo
Bert inclusive participa sobre tradução
da Bíblia, retirada de versículos da
Bíblia. Ah, gravamos um com parte da
equipe de revisores da NVI23, tem muita
coisa legal lá. E a gente pegou esses
três e podcasts, Bert, e montamos um
e-book que tá disponível gratuitamente
para você baixar aqui na descrição deste
podcast. Já tá aqui na descrição deste
podcast. É, tá ali, a gente montou um
e-book para você ter um panorama sobre
crítica pessoal, sobre tradução, tá? Bem
legal. Você pode baixar esse ebook ali
gratuitamente, tem o link, tá bom? Só
preenche o formulário ali, autoriza e
quando vier a mensagem de gratidão, você
tem o link para você baixar este e-book.
São 16 páginas, simples, direto, bem
dinâmico, para você entender um
pouquinho melhor esse assunto, inclusive
até levar pra mesa discussão e tal, vai
te dar umas noções bem legais desse
ebook que a gente criou, a toque de
caixa para dar para vocês aqui, eh,
depois para quem ficou até o final,
hein? Aquele presentinho para quem
assistiu até o final. Bert, obrigado
pelo teu trabalho, pelo reino, cara, de
verdade. Segue firme, tá bom? Pela tua,
>> pelo teu caráter, pela tua firmeza, né?
Pelo teu amor e bondade, né? Enfim,
muito obrigado. Segue firme, mano. É
isso. Tem precisamos de uma nova geração
mesmo aí tocando o barco. E que Deus
abençoe vocês, tá bom? Deus abençoe
muito vocês. Sigam firmes e que venham
novas revisões, né? E aqui venham novas
revisões. Eu até brinquei com o pessoal
da SBB, ô, quando é, quando é que vai
ter uma nova, uma nova revisão aí da
NTLH, que eu amo a NTLH, né? Gosto muito
mesmo. E talvez, já faz tempo, né?
Talvez o português já deu uma avançada
aí, alguma coisa um pouco mais dinâmica.
Tá na hora de uma nova NTLH. Até
brinquei com ele, né? Mas enfim, que
veio novas revisões e outra, né? Tenho
várias traduções da Bíblia na sua casa,
né? Você pode ter a sua preferida, mas
tenha outras traduções. Sempre tenha,
>> sempre tenha, né? Isso é muito bom. É
saudável. Bem engraçado você falar, né,
das suas versões e tal, mas eh eu prego
com a NVI 23 desde que saiu. Eu pregava
com a NVI antes já,
>> mas quando saiu a 23 eu comecei a pregar
todo domingo com a 23. E uma coisa que o
pessoal da minha igreja já percebeu é
que quando eu tô empolgado pregando e eu
cito o versículo, só sai revista e
atualizada.
>> Olha aí, né? [risadas] Foi
>> eu tô lendo o texto, eu tô pregando o
texto, mas se eu falar assim de memória,
sai revista atualizada. Eu decorei tudo
na revista atualizada. É, eu acho que é,
acho que da galera da nossa geração,
essa foi a que mais marcou mesmo. É a
que era
>> é a que ficou. Cara, eu fiz todo o meu
trabalho de seminário com ela.
>> É,
>> não, até entrar no na língua grega e
tal, pra gente mudar um pouquinho de
ambiente, foi aquela ali.
>> É a
>> os primeiros anos todos de ministério
com aquela ali. Eu mudei pra NG assim,
relativamente de ma tardio até. Eu usava
sempre, mas para pregar eu usava a ara,
né?
>> Sim. É, sim. Muito bom, gente. Ficamos
por aqui. Voltamos a semana que vem, se
Deus quiser e assim permitir. Fiquem
todos na paz do Senhor Jesus. Mas vai
sair um documento, né, Bert que vai
responder essas perguntas. No perfil do
Bert já tem várias postagens, tá? No
perfil do Instagram do Bert já tem
várias postagens. Lá no Instagram do
Bertubsteck
do do Bert, ou seja, textos que ele
produz e tal. Vai ter muita coisa lá.
Então você que tá com dúvida sobre a
NV23, dá uma varrida no perfil do Bert,
depois vai pro substeck dele, que tenho
certeza que essas perguntas estão todas
respondidas lá. Se não todas, com
certeza a maioria. Tá bom? Obrigado a
vocês que eh assistiram essa live.
Ficamos por aqui e até a próxima, tá
bom? Deus abençoe, gente. Valeu,
>> até mais, pessoal. Valeu,

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