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PORQUE LECIONÁRIO NÃO É COISA (SÓ) DE CATÓLICO | Baixo Clero #58 | Quarta Temporada

PORQUE LECIONÁRIO NÃO É COISA (SÓ) DE CATÓLICO | Baixo Clero #58 | Quarta Temporada

PORQUE LECIONÁRIO NÃO É COISA (SÓ) DE CATÓLICO | Baixo Clero #58 | Quarta Temporada

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Legendas automáticas:

Você eu ia botar uma cola polo aí você
tá de camisa. Aí cara, eu botei a minha
insider, né, para fazer o jabá. Não vou
falar nada não. Deixa
>> deixa eu ver.
>> Pô, cara, botou camisa também. Vou ter
que botar a camisa. Não, não vou botar
camisa não. Tu tá de inside, cara. Aí
tem um negócio, tem uma parada da inside
aqui também.
>> V aqui queago deixou aqui. Vou pagar
para mim. Ó, é uma camisa, é um Apollo
Insider. Uma camisa de botão Insider.
Iago, se isso aqui ficar três dias aqui
sem ninguém pegar, vai ser meu, hein?
Garçon, cancela o goró. Desce aí um copo
com dois dedos de teologia.
Seja muito bem-vindo ao Baixo Clero. Nós
estamos de volta depois de eu nem sei
quanto tempo nós ficamos fora do ar sem
tempo para gravar, mas estamos aqui a
pedidos de vocês. Sei quantos pedidos
também, mas faltamos. Voltamos para o
baixo claro, esse podcast do Dois Dedos
de Teologia. Então, uma alegria estar
aqui com vocês de novo. Eu estou
acompanhado hoje de João Guilherme e
Daniel. Eles vão já se apresentar aqui
para vocês. Mas antes eu gostaria de
lembrar dos nossos patrocinadores,
daqueles que fazem o baixo clero
acontecer com melhor qualidade, dois de
teologia também. Então, se você está
aqui assistindo, por favor, se você for
comprar suplementos, isso fala mal
demais, né? suplementos aí para sua vida
fitness, para você meter o shape,
melhorar sua saúde. Grof Cupom Jesus
está aparecendo aqui para você. Não se
esqueça de ir lá no site da Grove usar o
cupom, pegar um desconto e ainda ajudar
ao trabalho teológico aqui no Dois Dedos
de Teologia. E eu soube que o João, deu
para ele chamar para ser chamado de
João. João está usando Insider hoje no
nosso podcast. Fala aí, João, da tua
insider. Olha aí. É uma insider roxa.
Isso é preto?
>> Então ela é treta, cara. Mas a câmera é
ruim.
Então tô com problema aqui nos meus
olhos, né? Masider é preta, então
olider.
Estou de insider, cara. Vestido vocês
estão aí de camisa social e tal, mas
quem tá vestido de gala sou eu.
>> É, você tá bem, cara. Tô com um pacote
da Inside aqui que o Iago deixou, ó. Tem
umas coisas legais aqui dentro. Se ele
não vier pegar, vai ser meu isso aqui,
viu? Ser meu.
>> Insider. O cupom está aparecendo aí
também na tela. Tuler acabou de colocar.
Vai na Insider, né? Eu gosto muito das
roupas da Insider, cara. Quando tem um
cuponzinho assim, quando tem aquelas
promoções que o Iago fica anunciando, eu
vou lá e fico doido para comprar mais
peças de roupas. Estou namorando aí com
com a calça da Insider. Quando o canal
tiver quase de graça, eu eu compro, eu
uso eu uso o cupom e compro. Mas tô tô
querendo, hein, gente. Vamos então manda
a calça para nós. Manda a calça para
nós. Não manda só pro Iago, não.
>> É, manda só camisa. Não, manda a calça.
Manda cueca. Cueca da Inside é boa,
cara.
>> É, pessoal fala.
>> É meia da Inside. Meia da Inside é boa
também, cara. Enfim, GR. Sid, muito
obrigado pela participação de vocês,
pela toda essa ajuda e o pessoal aqui
com certeza tá chegando junto aí. E o
Iago tá até viajando pra Europa por
causa da galera comprando. Então o
pessoal está chegando junto. Continue
chegando junto. Bom, gente, para vocês
fortalecerem aqui e agora nós vamos
entrar no nosso conteúdo deste podcast,
deste baixo clero. Nós vamos falar gente
sobre vida devocional e o lecionário
aqui. Estou aqui com o meu lecionário,
lecionário devocional e quem está aqui
comigo é o João, João Guilherme, mais
conhecido como João, e o Daniel também.
Então vou pedir que eles se apresentem.
Talvez você não conheça nenhum dos dois,
ou você conhece, não sei, mas o João é
aqui da casa, certo? O Iago não está
aqui comigo, mas está o João. E eu
queria que o João se apresentasse e
dissesse o que que ele faz no dois de
teologia, né? E para você conhecê-lo,
diz aí, João. Seja muito bem-vindo.
>> Muito bem, muito bem, muito bem.
Brincadeira. Eh, eh, um abraço, Bibo.
Então, eu eu contribuo aqui na eu
contribuo aqui na na equipe dois dedos,
eh, fazendo revisão de texto no
principalmente textos do mundo cópia
também, eh, questões de segurança
jurídica, do que é dito e publicado como
Flávio, e também participo de edições de
livros. A gente tá igual baixo clero,
poucas pouca produção eh ultimamente,
mas ainda temos aí e é, né, como editor
de livros. E
>> tá falando mal do programa aqui, cara.
Já que aí
>> não, eu sou você que falou.
>> É, não sabia, não sabia que tu era um
dos responsáveis pela como é segurança
jurídica. Você faz um trabalho tão eu
procurei usar um termo bonito, né? É, a
gente um verdadeiro amigo do Iago.
>> É, eu sou de Então a gente faz. Ig,
>> o Iago dorme na cama de tá aquele cara
assim, ó, protegendo ele aqui, ó.
>> É. E é isso. Estamos aí. Vai ser uma
alegria e eu gosto demais desse tema. Eu
fiquei muito feliz com essa publicação
do lecionário. Uma alegria receber o
Daniel. É um querido.
>> Daniel, seja muito bem-vindo.
Apresente-se aí também de onde você é,
quem você é, qual o seu papel no
lecionário, pode nos dar uma introdução
aí sobre Vossa Excelência, por favor.
>> Maravilha. Satisfação imensa eu estar
aqui conversando com vocês. Acompanho o
trabalho de vocês já há vários anos.
Admiro-se o alcance que vocês têm,
empenho, dedicação e os frutos que vem
desse trabalho, né? Uma alegria
satisfação para nós. Eu sou o Daniel, eu
sou servidor do judiciário federal aqui
em Goiânia. Ã, sou graduado em direito,
especialista em direito e mestre em
filosofia. Estudei a área da filosofia
política e da ética aqui na Universidade
Federal de Goiás. coordena um ministério
que surgiu com a publicação de uma série
de livretos que nós chamamos de
fascículos de um devocionário litúrgico
que nós criamos aqui para nossa
plantação de igreja aqui em Goiânia e
que um alcance da internet chegou para
muitas pessoas através também do PDF, do
Arquivo Digital e chegamos agora ao
ponto de publicar um volume único
definitivo do nosso devocionário que a
gente está apresentando aí para todo
mundo.
>> Qual Qual sua igreja aí em Goiânia,
Daniel? Eu faço parte da igreja Sal da
Terra aqui, Salda Terra Pátio, é uma
congregação na região norte da cidade.
Participo com os irmãos aqui a bastante
tempo nessa congregação há um ano e
meio.
>> Fiquei com uma curiosidade aqui, Daniel.
Então o lecionário surgiu ah dentro do
contexto da igreja e a igreja usando ali
o lecionário, o calendário litúrgico.
>> Sim. Há alguns anos eu participei da
plantação da igreja Farol Esperança, que
é aqui em Goiânia, que faz parte do
Ministério Só da Terra, que faz parte
desse dessa aliança de igreja. Então,
foi nesse contexto de plantação de
igreja que nós procurávamos algum
material que pudesse conectar e ajudar
tanto a experiência devocional diária
com o culto que nós estávamos
estruturando e organizando nessa fase de
plantação.
>> Legal, cara. Não sabia disso.
Interessante. Bom ver um projeto que
nasce ali do chão da igreja. né, da
necessidade da igreja ter algo desse
tipo que você descreveu, né, de devoção,
de culto, de acompanhar a igreja, assim,
não só na semana, mas também no domingo.
Isso é bem bem interessante.
>> Cara, o o diz, pode falar
>> a época também é interessante, né? Nós
começamos essa plantação em 2012 e 2013,
né? 2012 era pequeno grupo ainda. Em
2013 já começou a plantação da igreja e
foi numa fase em que nós tínhamos já
passado por aquela influência e do
debate da conversa da igreja emergente e
as respostas que as várias outras
tradições teológicas tinham dado,
especialmente a tradição reformada.
Então, foi acompanhando essa discussão,
o lançamento de livros, as tendências,
das discussões sobre pós-modernidade,
foi que nós pesquisamos e procurávamos
algo que pudéssemos nos orientar pro
futuro, ao mesmo tempo que nos desse
algum enraizamento. Veja, não somos
parte de uma igreja tradicional, né? Mas
queríamos buscar um enraizamento na
tradição, na história, para que
pudéssemos desempenhar um papel
relevante aí no século XX. Bacana
demais, cara. E você, quem surgiu essa
curiosidade agora conhecer o relato que
eu não conhecia, se você conhecia, já
sabia desse universo de do lecionário,
da da devoção diária com nesse formato
antes ou se você foi aprendendo conforme
foi fazendo assim, por que você na
igreja, né? Porque você gostava e
conhecia e deu a ideia e fala: "Gente,
eu tenho um negócio aqui legal". Ou é o
pessoal, gente, não sabemos o que fazer
e você foi no Google, pesquisou, achou e
começou a aprender. Como foi esse
processo? Então, antes indo na fase de
plantação de igreja, quando éramos um
pequeno grupo de jovens adultos, tinha
muitos recém-casados e eu um pouquinho
mais velho, estava conversando sobre
teologia com o pastor, pastor Carlão,
né, pastor Carlos Henrique. E eu disse
para ele que eu tinha muito interesse na
área da teologia litúrgica, porque eu
achava que era um ponto fraco, uma coisa
que tinha pouca pesquisa e pouco
interesse no nosso contexto aqui, mas
que era algo importante pro ministério
cristão no presente. E aí eu acompanhava
alguns movimentos, alguns autores,
algumas publicações no exterior
especialmente. E começamos assim a
pesquisar e verificar. Surgiu uma
necessidade de como fazer o culto. As
pessoas que tinham vindo do pequeno
grupo não tinham experiência e não
tinham conhecimento sobre liturgia.
Sabíamos conduzir um pequeno grupo, mas
não sabíamos organizar um culto. Então
não tínhamos tantas referências assim,
porque queríamos também fazer algo
diferente daquilo que a maioria de nós
já sabíamos por observar, por vivenciar.
Uma outra questão foi que eu percebi que
cada membro tinha ali um aplicativo do
Universal e tinha um plano de leitura
diferente. Aí eu fui verificar na minha
pesquisa nos sites aí internacionais,
especialmente em alguns centros de
estudo, né? O o centro Calvin de
Pesquisa de Culto, né? É uma deles, mas
outro site de várias denominações, eu
percebi que elas todas usavam um mesmo
lecionário. Eu tive acesso também a um
material de uma autora americana, Philis
Stickle. Ela é da igreja, era da igreja
piscopal e ela tinha feito uma espécie
de um breviário, que seria, é, vários
orações escritas pro dia com inspiração
da tradição monástica. E aí num dado
momento, um dia eu tive assim um
insight, uma epifania, eu percebi aqui
onde ela diz uma leitura e ela colocava
uma passagem do evangelho, eu pensei
aqui poderia ser a leitura do
lecionário. Também existe uma influência
grande da tradição anglicana com o livro
de oração comum e diversas outras e
ferramentas para oração diária,
especialmente o ofício diário, né? Mas
eu percebi que muitos reformados, até
melonitas, tinham algum livro de oração.
Então isso me despertou muita
curiosidade até que a gente desenvolveu
eh esses vícios diário e colocamos ele
lado a lado com o salmo do lecionário. E
aí o pastor topou de pregar os
evangelhos no domingo e aí deu muito
certo o experimento e a gente foi
percebendo que poderia ajudar muita
gente com dificuldade em constância, em
habitualidade.
duas coisas que eu eu não sei se eu
entendi e eu acho que são coisas que
ficam meio obscuras para para quem é da
dessa cultura evangélica ainda mais dos
Estados Unidos, né? Tende a a pensar que
isso é coisa de católico, né? Porque eu
acho que numa tradição anglicana ali
luterana mais europeia isso talvez seja
mais presente, mais batistas assim, né?
Assembleianos pensar essa coisa de
ofício diário, né? Que que é um ofício
diário? Eh, não sei se essas palavras
fazem sentido para para uma pessoa que
tá nos ouvindo informação evangélica um
pouco mais distante desse contexto. Aí
também você falou assim: "Ah, o pastor
topou pregar os evangelhos domingo". Ué,
mas legal assim não era para ser assim,
>> não. É porque assim, ele poderia pregar
o epístolo, ele poderia pregar o salmo,
poderia pregar o Antigo Testamento, mas
o lecionário, ele dá quatro passagens
para cada domingo. Ele indica, né? Ele
indica uma passagem do Antigo
Testamento, um salmo que responde essa
passagem do Antigo Testamento, oferece
um texto das epístolas e oferece uma
passagem do dos Evangelhos. E essa
seleção de textos é estruturada de
acordo com a época do calendário
litúrgico. Então, se nós estamos na
Páscoa, o lecionário não vai trazer um
texto sobre o nascimento de Jesus. Se
nós estamos no domingo, se nós estamos
celebrando o Natal, não vai trazer um
texto sobre a ascensão de Cristo, ele
vai trazer um texto sobre o Natal. Então
isso me pareceu ser uma coisa muito
interessante quando você fala sobre o
nosso caldeirão cultural aí, né,
evangélico, que tem uma certa sentimento
de que observar um quinto domingo depois
da Páscoa é uma coisa católica, é porque
a gente não tem muito conhecimento do
universo luterano, anglicano e de mesmo
de outras denominações metodista. Eu eu
sou de origem metodista, é uma coisa
talvez vocês não saibam, né? É, eu
entrei numa igreja metodista pela
primeira vez com 9 anos de idade e
deixei a igreja de qual eu fiz parte 15
anos aos 25 quando eu saí de Uberlândia
e vim para Goiás, né? Mas olha que
interessante isso aqui. Isso aqui é um
livro chamado Culto Luterano,
Leionários. Isso é da Igreja Evangélica
Luterana no Brasil. Então, é o mesmo
lecionário, mesmo que eles tenham feito
algumas revisões, mas é o mesmo
lecionário comum revisado, feito por
liturgistas protestantes de várias
denominações na América do Norte, aí em
meados do século XX, eles quiseram criar
um lecionário comum para suas igrejas.
Então veja, nós não éramos assim tão
defensores de que todo mundo tinha que
adotar o lecionário do domingo, mas a
gente defendia que que se nós
adotássemos no nosso no nosso devocional
leituras diárias que tivessem
organizadas conforme as estações do
calendário litúrgico cristão, isso
poderia nos ajudar, nos despertar o
nosso interesse para que todos os dias a
gente tivesse aquela curiosidade de
saber como que a história continua
amanhã e como que de um domingo e as
leituras vão levando pro outro domingo e
vão completando o ano todo. todo. Por
exemplo, nós estamos aqui é aproximando
do quinto domingo após a Páscoa e nós
estamos com o Pentecostes logo ali. Que
leituras fazem sentido para ser lidas
entre a ressurreição de Jesus e o
Pentecostes? Se nós não temos um evento
da ascensão 40 dias depois, depois mais
10 dias para chegar em Pentecostes, e se
as nossas leituras bíblicas fossem
organizadas para que a gente tivesse
assim acompanhando o um storytelling,
né, a a história, drama da salvação.
Então eu entendi que isso poderia ajudar
muito nossas igrejas e poderia ajudar
muito a nossa devoção diária. Então, um
livro que fosse ferramenta que te
indicasse as leituras diárias e te
ajudasse, te incentivas a orar todos os
dias, poderia ser aquilo que todo
pastor, todo professor, todo líder quer
que os cristãos façam todos os dias, ler
a Bíblia e fazer a sua oração.
>> Poxa, Daniel, muito essa sua introdução,
né, muito boa assim, ver a preocupação
que surgiu na igreja, né, e o propósito
de um lecionário, de um ofício diário. E
eu queria entrar no tema aqui com você,
porque eu tô aqui com o meu meu exemplar
lecionário, inclusive, parabéns, cara,
porque isso aqui tá muito bonito, muito
bonito mesmo. Isso aqui é a capa, né?
Mas ele vem aqui, ó. Olha só. Isso aqui
tá sensacional, cara. Box, né? Aí ele
ele tem a capel de bib, né? Não, não é
não é de bíbia, é mais grosso, mas
parece uma bíblidas delou bem, porque
eles realmente toparam o projeto e
fizeram o melhor que tava disponível,
né? Se você for ver a primeira página
aí, Pedro, onde tá aí o nosso nome dos
autores, você vai ver aí o nome do Pedro
Henrique Carvalho. Ele é o designer.
>> Olha aí, cara. Ficou parabéns, Pedro
Henrique, que ficou muito muito bonito
por dentro, ó. Muito bonito, colorido. E
aí, cara, eu estou com ele aqui, certo?
Eu estou com ele aqui, mas eu sou um
completo leigo sobre o lecionário. Como
um bom batista, não entendo nada de
lecionário. Eu entendo minimamente de
calendário litúrgico. E inclusive o João
tem uma história interessante aí com
Leonário que ele pode já dizer. Mas eu
queria que você fosse o mais básico
possível. Eu entendi a preocupação aqui,
entendi o propósito. Eu acho muito
bacana e bonita a ideia de você ir
acompanhando as leituras e orações ao
longo do ano pela história da redenção,
principalmente do ministério de Jesus.
Mas cara, o que é o lecionário? Porque
eu vi aqui, aqui tem o aqui na frente,
né, desse material tem o lecionário
comum, o saltério, o ofício diário e o
catecismo, né? Então o o que é o
lecionário, qual a o que é o ano
litúrgico, né? Qual é a relação do
lecionário com o ano litúrgico? E depois
a mais pro final, eu eu peço que todo
mundo aqui assista até o final, porque
eu queria que você explicasse também a
importância da vida devocional, das
orações, de conectar a vida devocional
na semana com o domingo. Mas vamos
começar, né? Vou ser o eu vou ser o
orelha aqui desse podcast, porque
realmente eu sou um legoigo completo.
Então, o que é o lecionário? com a
relação dele com o ano litúrgico, enfim,
nos dá uma uma aula básica aí mesmo
sobre o material.
>> Obrigado por essa oportunidade.
>> A palavra lecionário pode adquirir
significados diferentes. Nós demos pro
nosso nosso devocionário litúrgico o
nome de lecionário devocional. Por quê?
Porque a gente queria que a pessoa
tivesse uma noção do que se trata pelo
título, né? Mas o lecionário em si pode
ser chamado de leionário o livro de
leituras bíblicas que as igrejas antigas
tradicionais usam para ler as passagens
lidas no culto aos domingos, aos 52
domingos do ano. Então, lecionário é
aquele livro. Leionário também a própria
tabela em si de textos bíblicos. Qual
texto é indicado para ser lido na
Páscoa? Qual é o salmo adequado da
Páscoa? Qual é o evangelho da Páscoa?
Quando você monta uma tabela
selecionando períope, são as passagens
bíblicas indicando, essa é o texto para
ser lido, esse é o texto para ser lido,
é você tem um lecionário, então, que é
essa tabela. O nosso livro tá com esse
título e dentro dele você tem várias
partes. Uma parte que a gente fez o
esforço para colocar o título aí na capa
é o lecionário comum, revisado,
expandido. A gente quis indicar qual é o
lecionário que nós estamos usando,
porque existem vários lecionários na
igreja cristã ao redor do mundo. Se você
for na igreja batista da Sibéria,
provavelmente eles vão ter um lecionário
lá que talvez não seja esse mesmo
lecionário aqui, embora tenha textos que
se encontre, porque há passagens
clássicas. Por exemplo, o salmo 118 é um
salmo clássico pr pra Páscoa, assim como
o Salmo 96 é um salmo muito clássico
para o Natal e o salmo 104 clássico
Pentecostes. Então essa seleção de
textos indicativos de quais passagens
são apropriadas para cada dia festa ao
longo do domingo é um lecionário.
>> Deixa eu só mostrar aqui, Daniel pro
pessoal conseguir visualizar, só para
mostrar aqui. Deve ser essa parte que
você tá fal isso aqui é o Isso aqui tem
a Páscoa, né? E aqui tá as semanas, né?
e cada texto, cada leitura pro pessoal
fazer, né? Seria, esse é o lecionário
revisado e expandido, né? Revisado
expandido.
>> Isso. O desafio do design é de colocar
muita informação de referência bíblica
em pouco espaço. Aí ele colocou um mês
de leituras em cada página. No livro que
eu tenho aqui, você tem ali uma semana
em cada página. Então, um livro muito
espesso, só com as tabela. Aí eles
costumam às vezes colocar também um
título para cada passagem, né? Jesus
cura o cego, o tanque de Betesda.
aqueles títulos que a gente tem nas
nossas Bíblias que não faz parte do
texto sagrado, né? Então, às vezes os
lecionários tem também às vezes até um
resuminho de qual que é a passagem, mas
no nosso caso, a gente colocou as
referências nessa sessão do livro.
Então, tem uma sessão do livro que são
as tabelas para três anos. O nosso
lecionário é trial, ano A, ano B e ano
C. Digo isso porque os lecionários mais
antigos, eles são de um ano só. Em
muitas igrejas ainda lá do mundo que
usam lecionários usam lecionários de um
ano e não de três anos. Mas ô, ô,
Daniel, na tradição católica eles usam o
ano A, B e C, né?
>> É,
>> sim.
>> Daí cada ano, cada ano é um evangelho,
não tem isso? Os luteranos mesmo, eles
chamam o lecionário de um ano de
lecionário histórico, por ele é o mais
antigo que a igreja cristã passou toda o
período antigo, a idade média todinha e
entrou na idade moderna até a reforma
protestante com aquele leionário. Os
luteranos conservaram o lecionário
fazendo algumas modificações em algumas
perícopes, mas os luteranos nunca
deixaram de usar o lecionário histórico
que os cristãos usavam antes da reforma
protestante, né? Então, permaneceu
basicamente o mesmo lecionário até o
século XX. No século XX, um movimento
que existiu entre os estudiosos,
especialistas na área de liturgia, é o
movimento de renovação litúrgica. Ele
afetou tanto teólogos protestantes como
teólogos católicos que estavam num
diálogo nesse movimento de renovação
litúrgica. Para vocês entenderem, a
editora Carpintaria tá lançando alguns
livros agora sobre o da época escrito
pelos movimentos de inovação litúrgica,
uma editora católica que tá lançando.
Mas os pessal na Europa você tem uma
cidadezinha na Suíça. Um teólogo
protestante da universidade protestante
ele conversa com o teólogo católico. Na
Alemanha você tem católicos luteranos.
Os teólogos conversam. Muitas vezes o
professor de uma dá aula da outra, às
vezes tomam café e conversam. Nessa
conversa, todos estavam querendo
explorar as descobertas que estavam
sendo feitas sobre o cristianismo
antigo. Você tem, por exemplo, a
liturgia de Hipólito sobre a Santa Ceia.
É uma coisa que os teólogos dessa época
exploraram muito. Então eles propuseram
reformas na liturgia. Uma dessas
reformas é expandir as leituras do culto
ou da missa, né? Para quem não sabe, na
igreja luterana também eles usam o termo
missa, que significa envio, né? Em
alguns lugares usam esse termo também.
Mas então eles estavam propondo que mais
leituras fossem feitas no culto ou nai,
expandindo mais leituras do Antigo
Testamento, porque durante grande
período da história, passagens do Antigo
Testamento não eram lidas nos cultos e
nas mías. Então houve essa interesse de
expandir e ler mais passagens que não
estavam selecionadas para um ano. Então
colocar em três anos, observando os
evangelhos sinóticos, né, em Mateus no
ano A, Marcos no ano B e Lucas no ano C,
iria expandir a quantidade de leituras.
você teria então três oportunidades, né,
de expandir. Então, os teólogos
católicos e os teólogos protestantes
desse movimento, dessa conversa,
propuseram o trienal, mas nem ver o
concílio Vaticano II e eles fizeram a
reforma primeiro na Igreja Católica e
propuseram o lecionário de 3 anos. Só
que esse essa proposta não era uma
proposta somente, um estudo somente dos
teólogos católicos. Teólogos
protestantes estavam pesquisando junto
com os católicos antes dessa proposta. A
Igreja Católica adotou. Percebam, a
gente acompanha alguns movimentos
tradicionalistas hoje na Igreja Católica
que são muito críticos do Concílio
Vaticano Io. Eles vão ser críticos
também do leionário trienal, que eles
vão propor que se volteário de um ano na
missa tridentina, né? Não sou
especialista nesse assunto, mas ó,
quando os católicos conseguiram fazer
essa reforma no Vaticano II, os colegas
protestantes falaram: "Olha, fizeram a
reforma lá, vamos criar um lecionário e
com o termo e não fiquem preocupados,
né, os os ouvintes." Significa que se
você senta um luterano, um batista, um
presbiteriano e um metodista numa mesa e
fala: "Vamos construir um livro para
nossas igrejas que seja de uso comum, de
modo que se eu for pregar na sua igreja
um dia a convite, eu vou saber já o
texto que vocês usam no culto de vocês."
Isso é um trabalho ecumênico nesse
sentido. Então, surgiu na América do
Norte. Eu falo América do Norte porque
envolve o Canadá, envolve Estados Unidos
e envolveu ministros de várias
denominações que a gente conhece e umas
que a gente nem conhece. Reuniram-se e
propuseram as primeiras versões de um
lecionário comum e depois foi passando
por revisões, revisões até chegar no
lecionário comum revisado. Agora, em
2024, foi publicado um trabalho proposto
por uma comissão da igreja de um
seminário episcopal para que todos os
dias tivessem quatro leituras. Por quê?
Porque numário comum revisado, você tem
quatro leituras nos dias de festa e nos
domingos, mas no mês da semana você
tinha só três, Antigo Testamento, Novo
Testamento e Salmo. Eles sentiam falta
de ter o evangelho todos os dias,
especialmente aquelas igrejas que
celebram a Eucaristia no meio de semana
e fazem leitura do evangelho nesse
momento. Então o lecionário foi
expandido e aí a gente aproveitou que
deu muito certo na época que nós
estávamos elaborando nossa tabela e já
incorporamos essa proposta de expansão
que ainda não é tão conhecida assim
mesmo nas igrejas que usam o lecionário
como revisado. De modo que o nosso
material tem novidade até mesmo para
quem no Brasil já usava o lecionário
comum revisado nos cultos.
>> É, então quando a gente lê aqui
lecionário comum revisado e expandido,
não é revisado pela Thomas Nelson,
expandido pelo Daniel. Isso é um Isso
você está eh usando algo que foi feito
historicamente, revisado por um grupo de
pessoas interdenominacional. A única
edição que nós fizemos a nossa tabela
foi não apresentar passagens
alternativas de livros deuterocanô.
>> Em alguns dias, o dionário comum
revisado, que é usado por anglicanos,
luteranos, eles têm a seguinte
entendimento. Os livros deuterocanônicos
não podem ser usados para estabelecer
doutrina, mas neles contém instruções
úteis paraa vida de fé. Então você é
possível você ir você pode ir num culto
anglicano e alguém vai ler lá sabedoria
de Salomão. Nós evangélicos ficamos
brasileiros até arrepiam com o negócio
desse, né?
>> Então nós simplesmente para não causar a
fadiga e para poder ajudar o material a
chegar em mais pessoas, nós suprimimos
essas leituras alternativas. Elas
aparecem, elas nunca aparecem como
únicas leituras, elas fazem assim: "Aqui
você pode ler o salmo tal ou sabedoria
do Salomão." A gente tirou porque a
gente não viu necessidade e mas algumas
pessoas e são poucas, né? e
comparativamente que poderiam sentir
falta desses textos podem nos criticar
por isso. Mas o nosso objetivo esse não
é o nosso público, né? Nosso público é o
cristão evangélico quer enraizar um
pouquinho na tradição litúrgica para
ajudar a sua vida devocional e formação
espiritual.
>> Cara, eu tava com essa parte aqui
aberta, os livros deoconônicos no
lecionário. Me chamou atenção, ia
perguntar, mas você falou, né? E aqui
tem justamente essa justificativa de que
esses livros apócrifos não foram, né,
colocados, né, fizeram essa revisão. E
aqui tem a justificativa de que nós
estamos seguindo nós aqui, o lecionário,
vocês, né, a perspectiva protestante
sobre o canon bíblico. Então, esse é um
lecionário, né, de de perspectiva de
tradição protestante, né, com essa
justificativa aqui ficou bem bem claro
isso. Interessante.
>> O que que o evangélico faz? Evangélico
teólogo, ele faz assim: "A minha Bíblia
aqui no púlpito, ela não tem os
Deutoroconômicos, mas eu tenho lá em
casa uma Bíblia que tem os
deutoranômicos, porque eu sou estudioso,
eu quero saber história, eu quero saber
o que aconteceu ali naquele período e eu
eu leio." Então o teólogo lê, mas o
cristão comum nunca vai ler porque não
não pode tal. Mas veja, é o lecionário
que a gente tá usando, ele ele é para
várias lugares do mundo e e várias
épocas em que as pessoas às vezes nem
sabiam ler. Então, as pessoas só
saberiam desses textos se elas ouvissem
sendo lidas no culto. Então, é isso, é
antigo, é diferente de hoje em dia que a
gente tem softwares para poder consultar
tudo, né?
>> Tem 100 versões no celular, né?
>> É, temos, mas nós temos uma dificuldade
imensa de nos concentrar e de tirar 15
minutos ali para ter uma leitura orante.
Palavra
>> Isso é verdade. É, é isso aí. Essa
questão dos 15 minutos é é muito
interessante porque as pessoas às vezes
têm o hábito de de falar: "Ah, não tenho
tempo, eu não leio a Bíblia toda, né?
Não consigo ler a Bíblia toda em um ano
que eu não tenho tempo. A vida é muito
corrida". Mas, cara, se você for parar
para medir mesmo, assim, o tempo que
você vai gastar para ler a Bíblia toda
em um ano é muito pequeno, assim, é 15
minutos do seu dia ali, você consegue
fazer uma leitura da Bíblia todo dia e
15 minutos não é o que vai atrapalhar a
rotina de ninguém. Isso aí é é muito
interessante, mas eu queria só fazer uma
uma observação, Daniel, porque você e
falou nos dias de festa, né? E aí eu
acho que você tá muito acostumado com
essa linguagem assim da da formação
espiritual. E aí como eu tenho lidado
com isso, tenho aprendido sobre isso na
minha igreja e e eu também tenho um
amigo que é católico, praticante, ele me
explica várias coisas da da da teologia
católica e ele me explica com essa
questão dos dias de festa, dias de
penitência e tal, né? Aí aí eu um
evangélico que não não saiba saiba menos
que eu, ele pode ouvir você falando nos
dias de festa e e sei lá pensar num numa
festa assim no no como é que é isso dia
de festa. Quarta-feira à noite a gente
vai pra igreja e e come
litúrgica, né?
>> E aí a ideia é de festa litúrgica, né?
Que eh eu entendi que é que é isso
assim, que tem dia que o domingo é
sempre um dia de festa porque é o dia da
ressurreição, não é isso?
>> Sim. Domingo é dia de festa, mas nós
temos outros dias de festa. Por exemplo,
dia da ascensão do Senhor.
>> Tem um dia, como é que é? Tem algum dia
depois da Páscoa que é é oitavo dia?
Não,
>> os católicos usam muito a expressão
oitava de Páscoa, que são é é uma
semana, né? Dá oito dias assim que
repete o primeiro dia,
>> que aí a única sexta-feira de de festa,
não é?
>> É, eles vão, por exemplo, e celebrar a
Páscoa no domingo, aí vem a
segunda-feira de Páscoa, terça-feira de
Páscoa, quarta-feira de Páscoa e vão até
chegar no né? fazem isso também no Natal
e alguns outros momentos, mas dias de
festa, agora falei da ascensão do
Senhor, mas tem algumas também que nós,
nossa cultura não celebra muito, mas por
exemplo, apresentação do Senhor no
templo, que é em fevereiro, a visitação
de Maria para Isabel, que também existe
igrejas que celebram o dia que Maria foi
lá visitar Isabel, e o dia também da
anunciação do Senhor. Essa aqui, se você
for consultar os as confissões do século
protestante do século X, você vai ver
que a a confissão por exemplo, e dá
valor nessas festas. Mas a visitação é
25 de março. E foi por causa da da
visitação, não, anunciação do Senhor.
Foi por causa da anunciação do Senhor
que o Natal foi marcado para 25 de
dezembro. São 9 meses depois do dia 25
de março. Existia uma crença de que
Jesus tinha
>> aí Pedro, você não sabia disso.
>> É que é a conceção do Senhor. Então o 9
meses antes do dia 25 de dezembro é
anunciação. Inclusive na capa nós temos
aí uma imagem de Maria. João dessa aí.
Dessa aí eu sabia cara, não sou tão
burro assim não.
>> Ah cara poxa,
podia ter falado que não sabia para
chamar. Mas veja só, se você faz um
culto na sua igreja celebrativo da
reforma protestante, no dia da reforma e
ela andar no meio de semana e você faz
um culto da reforma protestante, é um
dia de uma festa litúrgica. Sim,
>> é uma festa litúrgica. Aí você tem
leituras para esse dia no lecionário,
por exemplo, luteranos celebram muito o
dia da reforma protestante, né? Eu já
fui aqui em Goiânia, Goiás, num culto da
reforma da Igreja Luterana e eles
fizeram um culto cantado. É, eles usaram
a forma litúrgica mais tradicional e
fizeram aquele culto cantado como era
antigamente, né? Então são coisas que
existem, que a gente tinha essas coisas
ficavam muito separadas naquela tradição
na Sulu, mas hoje hoje o mundo
globalizou muito, né? você tá ensinando
muita coisa pra gente. Eu acredito que
tem pessoas que estão nos assistindo e
estão aprendendo também, mas quando você
lançou lá em 2017, eu acredito que era
um ambiente muito mais árido, né, de
muito mais desconhecimento. Você tá há 9
anos aí e colocando várias pedrinhas
nesse edifício. E eu queria que você
compartilhasse com a gente como tem sido
esse processo. E aí o Pedro pediu para
eu compartilhar a minha experiência com
o lecionário. Pediu não, né? falou que
eu tinha essa história boa para contar,
que eu compartilhei antes de gravar, que
é lá em 2017, quanto você lançou, eu eu
tive contato, né, fiquei sabendo e tal,
eu não sei se já tinha um site, enfim,
eu sei que eu eu tive um um exemplar, eu
achei a ideia interessante, eu não sabia
o que era leonário, não sabia de nada. E
aí foi atrás, né, quando eu vi, eu
falei: "Não, legal uma questão aqui
devoção diária, liturgia". Eu acho que
vai me ajudar na minha vida devocional,
porque é isso, né? uma luta, estamos
todos na luta, a gente tem uma
regularidade de vida devocional e se
surge um instrumento algo que vai te
ajudar nisso, legal, eu quero, né? E aí
eu, aí eu falei: "Não, beleza, eu eu
acho legal a ideia, vou vou usar". Aí eu
fui empolgadíssimo, né? Nós achei a
solução aqui. Eu tenho um livro, eu amo
livros e eu achei um livro que vai me
ajudar na minha vida devocional. Aí eu
abri, cara, assim, eu não entendi nada,
assim, eu não entendi nada, nada
rigorosamente nada, assim, eu fiquei
perdida, eu falei: "Caramba, cara, o que
que é isso aqui? Meu Deus do céu, não
faço ideia de como usar, que que esse
cara tá falando assim, é ofício diário,
que que isso, né, assim, esses textos aí
e enfim, tinha uns quadradinhos que
ainda tem os quadradinhos que você pode
marcar e tal, mas eu não não fazia
ideia, cara. E aí eu acho quando eu
recebi este exemplar aqui, aí fica o
elogio, né? É, não, não é uma crítica ao
primeiro, porque era, eu acho que sempre
foi muito bem feito. Eu tive essa
impressão de que era algo feito com
muito cuidado, né, com muito esmero
assim, apesar de você tá lá fazendo
narraça, exprimindo assim com muita
dificuldade, né, mas eu sempre percebi
muito esmeriro. Mas o que eu gostei
muito neste aqui, cara, é que não tem
como a pessoa dizer que não fez porque
não entendeu, porque eu eu acho que a
parte assim de explicação deste aqui
ficou ficou assim fantástico, cara. Eu
acho que é um material assim muito rico.
Eu acho que vai muito além do do
lecionário, do Eu acho que esse material
aqui ele ficou de forma que vai além do
do instrumento pra sua devoção, pra
prática litúrgica. Ele ensina muita
coisa, né? Como o Pedro mostrou uma
parte aí falando dos delterocanônicos e
tal, explica de forma muito competente
várias coisas. Então eu queria que você
compartilhasse como foi esse processo,
como era a sua percepção do público lá
em 2017 e como é hoje, se você sente uma
evolução ou se tem muito caminho para
andar ainda? Como como é? Nós começamos
em 2017 esses faciclos, esses livretos
que eram trimestrais, eles eram para 3ês
meses, mas assim, primimos no máximo
1000 cópias, nunca fizemos mais de 1000
cópias, então a distribuição era
pequena, tava na fase de teste, mas o
projeto foi sustentável porque existia
um download gratuito, mas existia também
esses livretos vendidos, né? Então, as
pessoas que compraram nos ajudaram muito
a continuar produzindo. Então, a gente
começou a fazer esses livretos e fomos,
terminamos o ciclo de 3 anos e fizemos
novamente outro ciclo, aperfeiçoando,
melhorando, avançando aqui sempre nas
horas vagas, né? Tô dizendo para vocês,
tanto meu quanto Pedro somos servidores,
temos outros trabalhos. Eu também dei
aula em 2020, 2021, mas conseguimos
produzir continuamente esse esse
projeto. Até que em 2022 a gente teve a
ideia de produzir um volume que seria
reunião de tudo, seria os três anos do
lecionário, um livro só, e ele fosse sem
datas que pudesse ser usado em qualquer
qualquer ano, porque o o lecionário vai
se repetir, mas nem todas as datas vão
ser idênticas, né? As datas vão mudar.
Por quê? Porque os domingos caem dias
diferentes e também porque a data da
Páscoa é móvel. Nós não temos um dia da
Páscoa e várias semanas do calendário
litúrgico são baseadas na Páscoa. Todo o
período de quaresma que vem antes do dia
da Páscoa e todo período depois até
chegar em Pentecostes se movimenta de
acordo com a data da Páscoa. A data
Páscoa determinada pelo primeiro domingo
de lua cheia depois do equnócio de
outono aqui no nosso hemisfério e
primavera no hemisfério norte. Então
assim, só só te cortando, Daniel, para
esclarecer isso. O ponto fixo do
calendário é a Páscoa. E não é o
nascimento de Jesus. Metade dela é
baseada na Páscoa. Nós temos outras
partes mais móveis depois de Pentecostes
e ali também é no começo do ano, antes
de chegar na quarta-feira de cinza, nós
temos umas datas mais fixas, assim, uns
domingos mais fixos.
>> Mas as datas do advento lá do do Natal,
elas vão ser definidas como só também
para fazer esse dizer.
>> É, a estação do Advento, ela se baseia
assim, são os quatro domingos antes do
dia 25 de dezembro. Então, o primeiro
domingo do advento é o domingo mais
próximo do dia 30 de novembro. Domingo
mais próximo do dia 30 de novembro é o
primeiro domingo do advento. Mas a data
que vai ser no dia 30 de novembro, vai
ser no dia 1 de dezembro ou 2 de
dezembro, varia de ano para ano. Então
você tem primeiro domingo do advento que
pode cair dependendo do ano num dia
diferente, mas ali a diferença é
pequena, é fácil se localizar. O mais
difícil é saber os domingos próximos da
Páscoa, porque a data da Páscoa é um é
determinada por um fenômeno astronômico
e ela varia de ano para antes. Hoje nós
temos tabelas prontas aí pelos
astrônomos aí o futuro, né? Se você
abrir aqui o calendário do seu
computador, você vai ver que a Páscoa de
qualquer ano já tá determinada, já foi
estabelecida pelos cálculos
astronômicos. Ah, existe até uma
intenção de se estabelecer uma data fixa
da Páscoa para que ortodoxos e e latinos
possam celebrar os que observam o
calendário juliano e os que observam o
calendário gregoriano possam ter um dia
único, né? Eh, nós não sabemos
exatamente isso. Criamos um livro que
pudesse ter o lecionário completo,
porque o lecionário completo tem
instruções para você encontrar. Então,
essa era a nossa intenção, produzir um
livro no volume um. Apresentamos essa
proposta pra editora e aí nós
imaginávamos que em se meses estaríamos
prontos. Nós levamos três anos para
fazer esse livro e no ano passado já
tava em produção e já tá disponível para
todo mundo aí e eu acho que vai acabar
em breve, eu espero, né, para poder
entender. É sempre assim, é sempre
assim, viu, Daniel? A editora, a editora
fala comigo aqui, aí, Pedro, você
consegue entregar esse livro aí em seis
meses? Eu, claro, consiga. É menos. Aí
depois de um ano e meio eu entrego. Ah,
>> para nós é a primeira experiência assim,
né, com produz com editora, né, e tem
sido uma oportunidade muito boa, porque
a gente não quis colocar também uma cor
denominacional. Seja, se nós
publicássemos ele como uma perspectiva
bem reformada, o metodista, o luterano,
o assemblaiano poderia não se sentir
muito familiar, né? Então a gente não
quis colocar uma cor denominacional,
embora toda a tradição reformada,
metodista, anglicana, luterana se vê
presente nessa obra, né? Então eu tava
dizendo que o livro é assim, primeira
parte ali, as 80 páginas iniciais, a
gente explica as várias partes e conta
um pouco do histórico, instruindo como
que usar. Depois começa as tabelas com
os 3 anos A, B e C, em que as datas
litúrgicas se repetem, mas você tem uma
escolha diferente de textos bíblicos
para ela. Alguns dias vai ser os mesmos
textos, como na Semana Santa, por
exemplo, né? Vai ser os mesmos textos
nos três anos, mas geralmente na maior
parte você tem passagens diferentes. O
evangelho de João é distribuído nos três
anos, especialmente no ano B, que o
Evangelho de Marcos é mais curto, mas
existem algumas. O Evangelho de João não
é sinótico, é bem diferente, então ele
tá muito importante na semana santa, em
outros dias. E aí você tem uma outra
sessão maior do livro que é o saltério
que a gente colocou e saltério pontuado.
Eu já explico porque pontuado, mas o
saltério é simplesmente o livro dos
Salmos, o livro litúrgico mais
importante, tanto do judaísmo quanto do
cristianismo. E nós valorizamos muito os
salmos da nossa tradição, nossa
teologia, mas nós não temos ferramentas
assim que nos colocam ele dia a dia pra
gente ler sempre um salmo todos os dias
para que a gente possa memorizar. Esse
livro apresenta todos os 150 salmos do
lado direito da da página. Do lado
esquerdo nós temos uma liturgia, uma
oração guiada, curta, simples,
minimalista, até que é um ofício diário,
a gente chama ela de ofício diário, que
é essa oração guiada, mas também essa
prática de você ter uma uma leitura
orante da Bíblia todos os dias. Tá aí o
saltério, essa sessão maior. Então
mesmo, Pedro, a pessoa que não quer
seguir a leitura do lecionário, mas
quer, por exemplo, e orar um salmo por
dia e ela vai avançando, né, uns 150
salmos, a pessoa pode usar essa oração
do lado esquerdo ali para poder ir
orando. A gente até colocou dentro do
livro um plano pra pessoa passar pelo
salter em 90 dias. Tem aí uma página com
o salter em 90 dias. Então isso tudo tá
aí. Se a pessoa também quer e usar o
salmo no culto, ela pode usar os versos
aí do ofício diário como eh introdução,
abertura, colocar esse salmo dentro de
uma estrutura de oração e não
simplesmente apresentar o salmo. Ele
também apresenta o saltério aí em cada
salmo com a formatação, com negritos,
com recuos. Isso pode facilitar muito
quem quer fazer leitura responsiva na
liturgia. Então o livro é bem versátil.
A parte final que a gente chama de
catecismo é simplesmente a oração do
Senhor, o Pai Nosso, né? a oração do
Senhor, o credo apostólico e os 10
mandamentos. Esses três documentos
juntos é o cerne do catecismo cristão.
Está presente em vários catecismos. Por
exemplo, na época que a gente começou
aqui o trabalho de plantação da igreja
Farol em Goiânia, a gente decidiu usar o
catecismo de Heidelberg nas nossas
pequenos grupos, nossas reuniões. E se
vocês for perceber, o catecismo de
Heidelberg é ele indica algumas
perguntas e respostas para cada domingo,
para cada dia do Senhor do ano. Então o
catecismo de Heidelberg é um lecionário,
porque ele diz assim: "Nesse dia do
Senhor você vai ler e responder essa
pergunta e essa resposta. E cada
pergunta e cada resposta é embasada por
várias passagens bíblicas. Então a
afirmação que eu faço aqui é que o
catecismo de Heiderberg é um lecionário.
>> Cara, eu achei essa parte aqui do do
salmo do salério sensacional. Eu gosto
muito pessoalmente de ler e orar os
salmos, né? Então aqui tem, por exemplo,
o ofício diário, né, que vai guiar aí o
devocional e o salmo. Eu achei legal que
tem os tipos de salmos aqui, tipo salmo
dois é um louvor comunitário. Aí salmo
três, um lamento individual. Cara, que
bacana. Eu vou vou testar isso aqui no
meu dia a dia, porque eu já faço isso
assim só com a Bíblia, né? Mas vou
tentar usar aqui da ajuda do do
lecionário para para fazer aqui o meu
saltério, né? Achei isso bem bem
interessante.
>> Não, o livro do Tibot Keller, Os
Cânticos de Jesus nos inspirou muito,
porque ele pegou 150 salmos e dividiu
para 365 dias. Então, de acordo com a
extensão, alguns salmos você vai ficar
com ele vários dias. É a mesma coisa que
a gente faz aí. O leicionário, ele tem a
seguinte dinâmica. Ele apresenta um
texto do Antigo Testamento, uma epístola
e o Evangelho para cada dia. Mas o salmo
ele se repete a cada meia semana.
Quinta, sexta, sábado e domingo é um
salmo. É o salmo que vai te preparar pro
culto de domingo. Segunda, terça e
quarta é outro salmo. É o salmo que vai
refletir nas leituras do domingo
anterior e vai acompanhar essas leituras
que são reflexão do domingo anterior.
Então, para cada semana você tem apenas
dois salmos. Um fica quatro, outro três.
Por quê? Porque a semana é ímpar. 4 3 4
3. Essa é a dinâmica. Então você tem o
salmo. Com base nisso, a gente propõe
uma um ofício diário para cada salmo.
Então você vai abrir a tabela, localizar
o dia em que você está. Nós agora
estamos no na semana do quarto domingo
da Páscoa, ano A. Aí na página da Semana
Santa, ó, página 99. Na página 99 nós
estamos no bloco, nós temos o bloco
semanal. Então, nós estamos aí no no
último bloco QSD,
que é quinta, sexta, sábado, domingo,
segunda e terça. Nesse bloco nós estamos
aí na quarta-feira, que é a última linha
da página 99, Jeremias 23, Hebreus 13,
João 16 e Salmo 100. O importante é a
pessoa saber que o salmo de hoje é o
Salmo 100. Aí ela coloca uma fita aqui,
guarda aqui as passagens bíblicas, vai
lá no Salmo 100 que tá em ordem num
médico, na página 425, tá? O salmo 100.
A outra fita fica na página 425. A
proposta é que você use o ofício diário
do Salmo 100. E quando chegar no miolo
aí do ofício, que é oração, você vai
fazer as leituras e vai buscar as
referências lá na página 99. Então essa
é a dinâmica litúrgica que a gente
propõe. Algumas pessoas estão
acostumadas com isso, ficam encantadas.
Algumas pessoas estranham, mas ficam
curiosas. Algumas pessoas estranham e
sentem alguma certa repulsa. E algumas
pessoas ficam indiferentes. Não sei
porque que vocês estão gastando uma hora
para falar desse negócio. Não vejo nada
demais.
>> Não, mas eu tô assim. A gente, eu e o
Pedro estamos no grupo de pessoas
empolgadas aqui e eu falei que ninguém
tinha desculpa para não entender porque
tá bem explicado. E agora tem menos
desculpa ainda, né? Porque você
>> pegou na mão aqui e e e nos conduziu.
Muito obrigado. Assim fica aí, ó.
Agradeço aí nos comentários esse serviço
que o baixo Cléri está prestando para te
ajudar na sua vida devocional. tome
vergonha e tenha uma vida devocional
regular, porque você não tem mais
desculpa, não é? E e não e não vai
gastar muito tempo, não é, Daniel?
>> Não vai, é rápido. E também eu eu sugiro
todo mundo que tem curiosidade, que tem
interesse ou que precisa de ajuda na
vida devocional, vida de oração,
experimente a ferramenta. É um método,
não vai ser excelente para todo mundo,
mas para uma grande parte das pessoas é
um método que não foi testado, não foi
experimentado. Eu costumo dizer assim,
algumas pessoas falam: "Gente, mas para
vocês precisam para um livro para orar?"
Eu digo, se a tua vida de oração tá boa,
talvez você não precise mesmo disso
aqui. Continue. Mas se você eh vê que
precisa de ajuda para ter regularidade,
para ter est realmente interessado e
constante, experimente a tradição
litúrgica. E aqui ninguém precisa ser de
igreja muito litúrgica, alta igreja. Na
proposta essa nós produzimos o material
é pro evangelho, é para todos nós
podemos assim ter um um contato, uma
aproximação com a tradução litúrgica em
serviço da vida devocional, sempre
focando que a gente possa crescer
espiritualmente, possa desenvolver
virtudes, virtudes cristãs e ser
parecido com Cristo. O alvo é esse. Isso
aqui é um instrumento. Isso aqui não é
um fim em si mesmo. Isso aqui é um
instrumento. É uma disciplina, é uma
liturgia. Tudo isso é instrumento.
>> O João falou uma coisa interessante,
Daniel, e é verdade mesmo, que tem uma
introdução aqui no lecionário muito boa.
Então, as primeiras páginas aqui, né,
são introduções excelentes sobre o ano
litúrgico, o ano cristão, a liturgia, a
devoção. E eu queria ler uma parte aqui,
cara, que que eu acho que resume bem o
que é esse ano litúrgico, depois fazer
um comentário em cima dela. Tu lê, por
favor, uma voz angelical litúrgica aqui
para mim. Eu vou ler aqui o segundo
parágrafo e parte do terceiro. Diz
assim: "O ano cristão, um calendário
litúrgico estruturado, segmenta o tempo
em diversas celebrações e temporadas,
conduzindo os adoradores ao longo de um
ciclo anual repleto de memórias e
expectativas, centrada nos momentos
decisivos da vida de Jesus Cristo. Esses
eventos são aliceces das doutrinas
fundamentais sobre a trindade e a
divindade de Cristo, conforme declarado
no credo de Niceia. Este calendário é
ancorado nos marcos da história da
salvação, revelando uma teologia
abrangente que enriquece a compreensão
da vivência cristã. É lá no outro
parágrafo, ele diz assim: "O ano cristão
oferece uma estrutura temporal para a
celebração do evangelho, permitindo que
o culto aborde de maneira equilibrada os
diversos temas da fé cristã, mantendo a
mensagem centrada em Cristo." É isso.
Muito bonito, muito interessante. E o
comentário que eu queria fazer, cara, é
que o evangélico mainstream, né,
brasileiro, a nossa cultura evangelical,
ela perdeu esse calendário litúrgico
como um todo. Acho que ela perdeu também
não só o calendário litúrgico no sentido
não não de você fazer igual o lecionário
tá propondo, não é isso, mas ela perdeu
principalmente aqui as grandes
festividades cristãs. Então hoje em dia
eu acho triste assim demais quando eu
vejo um pastor, um teólogo dizendo: "A
gente não deve comemorar o Natal. Que
história é essa de se fazer um advento?"
Entendeu, cara? Eu fico assim, o que que
nós estamos ensinando então pros nossos
filhos, pros nossos membros, né? E eu
tenho, Daniel, uma escola cristã
clássica, né? Nós fundamos uma escola
aqui cristã confessional que segue uma
metodologia mais clássica. E aqui nós
temos, por exemplo, duas grandes
festividades no ano em que a escola se
foca muito nisso, que é o advento, é o
Natal e a Páscoa. E no advento a gente é
ainda mais intencional, a gente faz um
tempo, né, como se fosse um lecionário
mesmo de advento. Nós ensinamos isso
pras famílias para elas começarem desde
o primeiro domingo, segundo, terceiro, o
Natal, né? Na Páscoa nós também
preparamos sempre algo, material para
essa festividade, né? aqui em casa e
aqui na minha igreja já é muito comum
que as pessoas façam pelo menos o tempo
do advento com as suas famílias, com
leituras, né, a guiadas, com geralmente
lendo a história de Jesus Cristo, do
nascimento até a sua morte e
ressurreição. Então eu acho que esse
resgate ele é importantíssimo, porque
nós nós precisamos passar a a nossa fé
cristã em todas as áreas, né? O
evangélico ele às vezes ele é muito ele
é um cristão muito assim ah, não é
nominal a palavra que eu tô dizendo, mas
assim, eu vou pra igreja no domingo,
entendeu? Mas e aí o que que eu faço
durante a minha semana? Quais são as
minhas festas, né? Quais o que que eu
celebro durante o ano? Quais são as
minhas tradições familiares? A gente
perder um pouco dessa tradição cristã e
isso para mim é muito rico, né? Então,
pelo menos para mim, eu acho que nós
deveríamos estar, né, investindo, nem
que seja nessas duas grandes
festividades cristãas, nessas duas
grandes datas que, como a gente leu
aqui, não são coisas inventadas. Nós
estamos seguindo os grandes
acontecimentos da história de Jesus
Cristo, né, e logicamente da história da
salvação, que é a Páscoa, né, e aqui o
Natal, né, a nascimento de Jesus. Então,
eu acho pelo menos esses dois momentos
muito interessantes pra gente criar
realmente leituras, festividades, cultos
voltados para esses temas, orações, né?
Eu acho isso sensacional, né? e o o
lecionário pode ajudar no entendimento
sobre esse ano cristão, sobre essas
essas festividades.
>> Ô Pedro, e se você observar algo que eu
acho curioso e que talvez surja, né, a
percepção da das pessoas, é que e essa é
uma preocupação de Deus, eh, de nos eh
propor um um calendário, uma uma forma
de observar a adoração ao longo do
tempo. Porque Deus fez isso com o povo
de Israel. Quando eles saem da da
escravidão no Egito, Deus estabelece
festas que vão marcar o tempo. Então
assim, vocês vão celebrar aqui a
libertação do Egito. E aí os judeus
celebram, né, até hoje lá de Estéia, né,
a a de Namã lá, existe essa observação
de adoração ao longo do tempo. Isso é
didático, né? Isso fala conosco. Isso é
fala de uma forma que que nos forma de
uma maneira muito especial. E aí o que a
gente tá fazendo é basicamente isso, é
seguir esse padrão. Só que ao invés de a
gente celebrar a libertação do Egito, o
livramento lá com Esté ou qualquer outra
festa que seja, a festa dos
tabernáculos, né, da colheita, enfim, é,
a gente tá celebrando a vida de Cristo e
isso nos forma, né, não apenas nos
informa, mas nos forma e nos faz mais
parecidos com Cristo, que é o que a
gente quer na na verdade, não no final.
Então eu acho muito precioso mesmo,
muito precioso. E aí, só para fazer um
registro que eu não posso deixar de não
deixar passar isso, mas um elogio aqui a
edição, Daniel, que eu achei muito
precioso o trabalho de vocês de colocar
essas pinturas aqui, as artes. Cara,
isso lindo, isso é lindo. É, tem vários
dele, mas tem de outros também, né?
>> Tem alguns outros também. Mas assim,
cara, isso aqui ficou lindo demais,
sério. Ficou muito precioso. Eu imagino
o trabalho que deu para vocês fazerem
essa curadoria aqui. Tô mostrando aqui
pro pessoal aí várias páginas vai ter
vão ter esses essas gravuras. É, a
maioria não sei se tudo é estilograva,
né? Mas a maioria
>> não, todas são estilogravura e quase
todas são do Gustavo Dor.
>> Eu ia fal, eu ia falar também, cara,
desses gráficos aqui que são muito
legais, ó. esse gráfico do ano aqui do
ano litúrgico, ó, a gente tá aqui então
hoje nesse período de Páscoa, né? Tá,
estamos chegando em maio, né? E aí vai
ter depois ascensão, Pentecoste,
Trindade em junho. E aqui tem esse
diagrama também explicando as as partes
do ano, né? Que é as estações do ano.
Ficou bem legal, cara. Isso aqui me
pegou, ó. Aqui o Leonário ganhou pontos
comigo,
>> o Credo Niceno ao longo do ano.
Sensacional, cara. sabe que eu sou
apologético também, porque realmente a
gente assim e existem algumas tradições
que resistem um pouco, né? A gente tem
algumas vertentes reformadas que são bem
reticentes, né? A gente teve um artigo
do C Truman criticando a observação da
quaresma, né? Então a gente precisa
enfrentar isso também. Quem mais podia
nos ajudar às vezes tá tá fazendo
apologética.
Pedro tem parte dura, cara. Tem partura
a melodia do salmo. Isso aqui é
sensacional, cara. Uma introdução a
cantar.
>> Daniel, deixa eu tirar uma dúvida aqui
contigo que pode ser a dúvida de alguém.
As ilustrações estão muito bonitas, mas
que ilustração é essa aqui da capa e da
capa do B.
>> Essa aí ela aparece de novo lá na
página, eu vou até ajudar quem tá com a
dúvida. Ela aparece lá na página de
número, é no advento do primeiro ano.
>> Eu estou perguntando porque eu tenho
certeza que alguém vai olhar e vai
pensar como eu. Botaram Maria aqui na
capa, bicho. Dá essa Bíblia católica
aqui, ó.
>> É aqui. Ela tá aqui também, né?
>> Página 85 tem ela maior, né? Mas ela tá
colorida aqui. Aí é importante a pessoa
procurar aí na na internet, ela vai
achar
>> a versão da Gustavo Dorê. Você acha a
gravura aí em preto e branco completa?
Ela é a cena que o anjo Gabriel aparece
pra Maria e diz: "Salve Graciada", né? E
diz para ela que ela ficará grávida e
terá um filho. Ela e ela conceberá, né?
E ela pergunta: "Como se eu não tenho
relações com homem algum?" Nesse
momento, segundo a celebração
tradicional, Maria concebeu do Espírito
Santo. Então, ela disse: "Seja feita em
mim conforme, né, você falou, né?" Eu
achei que
>> essa é isso, essa resposta de Maria é a
resposta do discípulo, que o Senhor seja
formado em nós. O apóstolo Paulo falava
que ele sentia dores de par até Cristo
ser formado nos seus, né, no no nos seus
destinatários da sua carta. Então, Maria
é o arquétipo do cristão que quer ser
transfigurado na união mística com
Cristo, né, união com Cristo. Então,
Maria foi escolhida aí, mas também por
razões de design. A figura dela é dentre
as figuras disponíveis. essa figura,
pela sua proporção, pelas suas
características, daria para fazer o
relevo da capa, né? Então, foi escolhida
por isso, algumas pessoas vão se
escandalizar, mas de novo vão ter a
oportunidade de examinar. Assim como a
pessoa vai abrir a capa, vai ver Maria,
vai abrir o crédito eh apostólico, vai
ler, crer na Santa Igreja Católica, a
pessoa vai examinar um pouco o seu
anticatolicismo. Ele é mais baseado em
esclarecimento, instrução, ou se é mais
baseado em preconceito, né? Eu acho que
a gente precisa crescer nisso bastante.
>> O católico aí, na verdade é o sentido de
a igreja universal, né, de de Jesus em
todos os lugares no no crédito
>> eu acho, eu acho que as pessoas o
pessoal usa também, né? Mas aí fica
outro nome complicado também, né?
>> Para todas as palavras que os católicos
usam no vocabulário deles, não vamos
dizer,
>> né? Não vai poder falar pai, não vai
poder falar céu, não vai poder falar
>> o Ed Macedo foi um gênio, né? Porque
todas as pessoas, todos gênos, um
continuemente esse nome até século XX.
>> Todo mundo é da igreja da de Macuma com
essa, Pedro.
Ô, ó, Daniel, a gente tá caminhando aqui
pro final. Eu queria que você deixasse
assim uma uma mensagem sua de como você
vê a vida devocional e a importância
disso. Eu acho que o lecionário ele ele
indica muito a conexão da vida
devocional com a vida litúrgica, né, da
igreja. Talvez liturgia é outra palavra
que é bem eh desconhecida dos
evangélicos, né? A gente fala liturgia,
o pessoal vai também pensar católicos,
anglicanos, luteranos, mas não, aquilo
que a gente tá fazendo no domingo ali é
algo litúrgico. Existe o debate aqui das
liturgias diárias, né? Enfim, dessa
estrutura de vida que a gente se
organiza em relação a Deus, ao
religioso, ao divino, como culto, né?
Enfim, vamos discutir isso agora. Mas
como é, como você vê essa importância da
vida devocional, da vida devocional
conectada com os momentos de adoração
comunitária, com a liturgia? Vamos
encerrar com isso assim. Como você vê a
formação espiritual nesse?
>> Pedro, a gente ouve muitas críticas ao
individualismo, né? Muitas vezes a vida
devocional é muito individualista, né?
Eu tô cuidando aqui da do meu
devocionário, da minha vida, não tem
conexão nenhuma com a minha congregação.
E eu penso que o lecionário, ele aponta
pra ideia de que a sua vida devocional
pode ser conectada com o culto. Eu sei
que muitas pessoas que usam o lecionário
não participam de igrejas que usam o
lecionário no culto, mas isso fica
apenas como um sinal apontando. É
possível resgatar aos poucos algumas
coisas. Sei também que muitas pessoas
não vão querer mexer na liturgia da sua
igreja, né? Pastores não vão permitir
que isso aconteça para poder usar a
leionária. Olha, nossa batalha não é
essa. Nossa batalha é para que o a vida
devocional do cristão comum tenha
qualidade. Tenha qualidade. Não seja
negado pro cristão comum acessos ao
melhor da igreja de todos os tempos, da
igreja universal. Não é essa que a gente
quer ajudar as pessoas. Porque ao ter
regularidade, ao fazer uma leitura
orante, ao recitar a palavra de Deus,
existem várias disciplinas meio
tradicionais aí, né? A L Divina, que,
né, muitos grupos fomentam isso. O livro
do Timoth K sobre oração, no capítulo 15
fala sobre a prática da oração diária.
Ali ele vai citar Fistico, a autora que
a gente eh utilizou para poder se
inspirar na construção dos ofim. E ele
vai citar algum debate que existiu entre
os puritanos sobre o uso ou não de
orações escritas. E ele vai mencionar
ali autores que dizem orações escritas
escritas podem sim nos ajudar. Tanto que
ao longo desses ofícios diários, todos
eles terminam com uma coleta, que é um
tipo de oração litúrgica encontrada no
livro de oração comum, baseada nos
sacramentários medievais e antigos,
seja, tá tudo lá. Se você for olhar
livro litúrgico, presbiterianos,
metodistas, todos também se baseiam
nessas mesmas tradições. Uma influência
que eu tive também, além você quando
abriu aí a página 23, você viu ali a
citação de Van Roser, James K Smith,
Kevin Van Roser, mas também e na já
tradição caiperiana, a gente viu ali
Michael Go e Craig Bartolomeu falando
tanto do drama das escrituras, isso
também nos viu, a gente percebeu que
casa muito com a proposta do lecionário,
né? Outra coisa, na nossa tradição
cristã, nós temos, por exemplo, no
templo dos puritanos, existia uma
crítica muito forte a maneira como o
estado seiscuía com a com a igreja e
como que a conservação da tradição
medieval poderia prejudicar os
princípios reformados de sola escritura
e e e não se depender tanto dessas
tradições. Naquele na época existia
muitos abusos litúrgicos e os os
puritanos forçaram puxaram a igreja com
muita força na outra direção. Nos tempos
que nós vivemos atualmente, nós temos
ameaça oposta, que é o secularismo.
Então, ao deixar de celebrar o Natal e a
Páscoa, nós estamos facilitando é o
secularismo. Natal e Páscoa são festas
nossas. Mas perceba, você citou aqui na
escola, onde você citou seus filhos, est
tudo, né? Vocês conseguem celebrar o
advento, mas existe um bloqueio para
celebrar a Páscoa verdadeiramente,
porque você tem um período de preparação
que conduz até a Páscoa, que chama
quaresma. Quem não gosta da palavra
quaresma pode usar lent em inglês, que é
outra outra origem, né? Mas o quaresma
vem de quadragmaa em latim, que é 40
dias. E depois você tem um período de 50
dias de Páscoa ampliando e e expandindo
o significado da Páscoa depois da Pa. E
quando a gente abandona essa celebração
e nós não temos um questionário para nos
ajudar com isso, a gente tá celebrando o
qu agora? já que se passou tantos dias
da Páscoa e o Natal tá tão longe ainda.
Então isso nos ajuda. Mas você pensa,
tudo bem, cheguei em Pentecostes, aí
terminou esse período da vida de Cristo,
eu tenho agora uma segunda semestre do
ano cristal até chegar no advento. Eu
tenho que continuar com lecionário. Tem
muitas igrejas que aí começam séries
temáticas e não seguem aquelas leituras
do tempo comum ou tempo ordinário.
Existe igrejas que fazem então o uso
parcial do lecionário. Não lê os quatro
domingos um culto, lê apenas um ou
seleciona, né? tem ali como uma
referência, mas não obrigatório. Então
assim, também não é uma coisa rígida.
Igrejas que fazem então segundo
semestre, elas já escola do leionário,
depois voltam no Advento. Eu queria
terminar dizendo eh sobre eh quando às
vezes a gente conversa sobre o
lecionário, muitos eh líderes bem
treinados e bem preparados na faculdade
de teologia pensa: "Eu não quero ficar
preso a um sistema que que determina os
textos do culto". Então, a gente pensa
muito nas igrejas que t ministros muito
bem preparados, mas a gente deixa a
grande massa das pequenas igrejas
pararramadas nos grandes centros e no
interior do país, onde você tem
ministros que não estão tão bem
preparados assim, pregando ano após ano
as suas passagens favoritas e nunca vai
passar por outros grandes temas ou temas
que às vezes ele vai precisar estudar um
pouco para poder pregar. Então, para
poder privilegiar as igrejas que podem
fazer muito, tem mais liberdade de de
manobra, a gente eh não favorece uma
cultura onde você colocar talvez um um
um material que pode eh ser um controle
de qualidade, um piso, que não é
obrigatório, mas você tem uma referência
ao abandonar essa tradição de ter e
passagens indicadas para cada domingo,
você prejudica uma massa muito grande de
igreja, onde você vai ficar ali 10, 30,
20, 30 anos e vai ficar com as passagens
favoritas do pastor. agora talvez as
passagens do pregador que ele escuta no
YouTube favoritas, né? Então assim, eu
eu e conclamo assim as pessoas a a
repensarem um pouco isso, mas o nosso
foco ao produzir esse material é a vida
devocional mesmo, né? É indicando que as
pessoas escolham um horário, escolham um
local, escolham uma postura física e
faça isso diariamente. Você vai criar um
hábito. Ao criar um hábito, você vai ser
impelido a dobrar o seu joelho para
orar, mesmo que você não tenha tido
aquela inspiração, né? não escutou um
podcast, não escutou uma pregação do
pastor Pedro Pamplona e ficou
entusiasmado. Não, agora vou orar, agora
vou orar. Li o livro dele do
cristianismo leve, agora eu vou viver
leve, né? Não, você ou então um livro
sobre trindade, né? Você sabe, você
trabalha com isso, você sabe como que
existem doutrinas e existem perspectivas
que precisam ser clareadas. A gente
também no nosso campo aqui trabalha com
isso, que a pessoa encontre um horário
local, uma postura, dobre o seu joelho e
abra a Bíblia com a expectativa de Deus
falar com você, ouvir Deus, né? Eu
fiquei feliz. É, hoje você falava sobre
livro sobre liturgia. Editora Pronob
lançando o livro sobre culto cristão na
perspectiva batista. Aí você tem agora
sobre ouvir Deus. Editora Temélios está
lançando ouvir a Deus de Dallas Willer,
um autor que nos inspira tanto, né?
Então abra a sua Bíblia para ouvir a
Deus, né? E isso é o que a gente
estimula as pessoas a fazerem com esse
tipo de disciplina espiritual, de
prática espiritual.
>> Muito bom, meu amigo. Eu não sigo o
calendário litúrgico, né? Minha igreja
também não segue, mas é aquilo que eu
falei, eu acho que o o lecionário ele
nos ajuda a resgatar algumas coisas que
para mim são importantes. Eu acho que
para todo cristão deveria ser. Você
citou, por exemplo, uma leitura orante.
Muita gente não sabe o que é isso. É de
você orar lendo a palavra de Deus. Eu
acho que os salmos são eh leituras
orantes excelentes, né? você usar de
textos bíblicos para orar, você ter uma
certo um certo calendário. Aí eu
concordo muito quando você diz, é quando
a gente vai esquecendo dessas festividad
de um calendário cristão, mesmo que
Natal e Páscoa, Natal, Páscoa e
Pentecostes, sei lá, a gente vai se
secularizando mesmo, né? Porque o
cristianismo ele é uma fé completa. Ele
não é só ir na igreja no domingo e fazer
algumas coisas, né, de crente, né? Como
o nosso imaginário é formado, como os
nossos hábitos são formados, né? Como a
gente passa pra próxima geração as
coisas, né? Essas coisas importam muito.
Como a gente, o que que a gente festeja
ao longo do ano? Então, por exemplo, o
catolicismo moldou a cultura brasileira
em relação a isso, né? Nós temos várias
festividades católicas, né? Inclusive
muitos crentes até participam, né? né?
Aí se eles estão certo ou não é outro
debate, mas a gente, nós protestantes
também precisamos do nosso imaginário,
né, social sendo construído, logicamente
a partir da palavra de Deus, mas com
esses elementos de hábitos elementos
semanais que o o lecionário ele ele pode
ajudar, né, e conteúdos parecidos com do
lecionário também. Então ficou ficou um
material ah bem bacana aqui, né? E que
bom que nós estamos tendo essa essa
conversa. Mesmo que talvez eu não vá
aplicar tudo, né? não vá usar o ano
litúrgico. Eu tenho eu tenho outras
preocupações assim em relação, será que
a gente vai fazer uma quaresma? Neria
debater isso depois, né? Mas mas o
material eu acho que ele tem partes
muito importantes aqui, né? E tá muito
muito bem feito.
>> Eu encaro quaresma igual o advento. É um
tempo de preparação, sabe? Com a nossa
cultura, as pessoas associam a quaresma
com práticas asséticas muito intens e e
não é isso como os os luteranos da
Noruega fazem. É, eu acho legal, cara,
se preparar também para a Páscoa. Acho
muito bacana, né, a gente fazer algum
tipo de preparação pra Páscoa também.
Isso é isso é muito verdadeiro.
Catecismo também é outra palavra, né,
que quando eu falo muito aqui na igreja
já é muito comum, a gente usa catecismo,
a gente usa catecismo de Heidberg, a
gente usa o catecismo batista, catecismo
de west. Então aqui a gente faz os
nossos próprios catecismos às vezes, né?
Esse sistema de perguntas e respostas,
principalmente para criança, a gente usa
muito. Então aqui já é normal, mas
muitos crentes ainda tem. Na escola
também a gente usa catecismo, a gente
tem, ih, catecismo é coisa de católico,
mas também me importo muito com os
catecismos. São ferramentas, né,
desenvolvidas princialmente ao longo da
reforma protestante, né, para ajudar a o
povo de Deus. Seu João, diga alguma
coisa aí para nós encerrarmos.
>> Não é isso? Eh, endosso aí o que o
Daniel falou. Eu acho que é importante a
gente criar uma cultura e eu acho que é
um trabalho de formiguinha mesmo, já vem
aí há 9 anos, Daniel, né? Eh, esse esse
volume, esse essa publicação acho que
comina esse trabalho muito dedicado,
perene e eh longo, né? E que as pessoas
possam se inspirar por este podcast e
adquirir uma vida devocional, porque o
objetivo é sempre este, né? Sermos mais
parecidos com Jesus. Eh, temos uma vida
devocional, mais intimidade, buscar a
santidade em Deus, não é para ser uma
pessoa mais culta, para dizer que sabe
mais alguma coisa, enfim. É, é, é
somente isso, sermos mais parecidos com
Jesus. É simples, mas também dá exige e
dedicação, né? Exige dedicação, exige
entrega. E a criação do hábito é algo
desafiador, né? É o que o Daniel falou,
essa questão tem o hábito, né? Criar o
hábito é desafiador. Depois que o hábito
está estabelecido, é é mais tranquilo,
segue o fluxo, né? Mas criar o hábito
pode dar um trabalho. Então não desista.
Fico com essa mensagem assim, tente ter
uma vida devocional e não desista. A
vida não é simples, né? A rotina não é
fácil. Aqui em casa a gente tem duas
crianças pequenas, é uma rotina pesada,
mas se a gente quiser, a gente acha um
TB que que você seja inspirado por este
episódio para ter sua vida devocional
usando o lecionário, que é um
instrumento cabuloso. Parabéns, Daniel.
Parabéns ao Pedro Henrique também. Quer
você esteja usando orações puritanas,
quer você esteja usando orações
anglicanas, né, tudo isso pode
enriquecer a nossa oração diária.
Obrigado pela oportunidade de falar
sobre o dionário aqui, Pedro Guilherme.
>> Eu quero agradecer demais pela presença,
Daniel. Esse livro da Pronób você
mostrou aí, eu gosto muito dele. Eu já
já usei em em cultos, né, na presença do
Deus vivo. São orações, a gente faz
isso, a gente leva a às vezes eu termino
as minhas pregações com algumas orações
dos puritanos, lendo alguma oração dos
puritanos. E aí usa esse livro, usa
aquele da Monergismo também, que eu
sempre esqueço o nome,
>> o Vale da Visão.
>> Isso. O Vale da O Vale da Visão.
Exatamente. Eu tenho esses dois e e eu
uso eles aqui na pregação, na liturgia,
em alguns momentos. Ele dá um senso de
profundidade, seriedade e devoção muito
grande quando a gente lê essas orações.
Então, obrigado. Eu insiro esse material
às vezes dentro do ofício. Você tem
sempre um espaço em branco, janelas ali
para respirar, você pode inserir outros
materiais.
>> Legal demais. Gente, muito obrigado. Eu
quero dizer que o link do devoacionário
está aqui embaixo na descrição aqui do
vídeo desse podcast. Então vá lá, se
você se interessou, pesquisa lecionário,
link tá aí para você conhecer mais. E é
isso. Muito obrigado, Daniel, muito
obrigado, João. Vou pedir pro pessoal
>> Pedro nas redes sociais, não sei se vai
falar isso, mas se alguém Eu acho que
tem um, não sei se tem um Instagram do
Leionário ou do Daniel, se ele quiser
compartilhar, tem lecionar
>> leoná.com na internet.
>> Leionário.com
e @lecionário. É isso,
>> Lecionário do Instagram. Aí o cara, o
cara conseguiu o @lecionário, meu irmão.
Parabéns. Eu queria ter o @pedro, mas é
impossível, né? Nem o Pedro Pampona eu
tenho.
Mas beleza. Então segue aí gente conheç.
Meu nome é João, eu não vou nem falar
nada.
>> Ai ai. Sigam o Leonário. Por favor, se
você não tá não está inscrito nesse
canal, se inscreva com des teologia. Ah,
like no vídeo. Momento blogueiro aqui,
né? Compartilha com alguém que pode se
estressar por esse conteúdo, quer
aprender sobre isso e por favor deixa o
teu comentário aí que a gente sempre
gosta de ler os comentários de vocês
sobre esse tema, ok? Vamos ficando por
aqui. Já temos uma outra gravação quase
marcada, então não vai ser só esse
episódio aqui, a gente não vai voltar a
desaparecer de novo. Então espera um
pouquinho aí que daqui a pouco tem outro
podcast aqui do baixo clero aparecendo,
tá bom? Para você. Valeu, gente.
Obrigado por assistir até o final.
Fiquem com Deus. Deus abençoe a vida de
vocês.

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