PORQUE LECIONÁRIO NÃO É COISA (SÓ) DE CATÓLICO | Baixo Clero #58 | Quarta Temporada
15/05/2026
PORQUE LECIONÁRIO NÃO É COISA (SÓ) DE CATÓLICO | Baixo Clero #58 | Quarta Temporada
Compre o lecionário:
https://amzn.to/3R0AZIn
Estude conosco:
https://institutoschaeffer.com/cursos/
Compre na Growth e use o cupom JESUS:
https://bit.ly/49OgJhw
Aproveite as promoções da Insider:
Favoritos | Creators Insider
Seja membro e mande perguntas para os vídeos – https://www.youtube.com/channel/UCzGwyAyWLB2Si6VDFpq8rjw/join
ACESSE O SITE: https://doisdedosdeteologia.com
+ NOSSAS REDES
– Twitter: https://twitter.com/doisdedosdeteo
– Facebook: https://www.facebook.com/doisdedosdeteologia/
– Instagram: https://www.instagram.com/doisdedosdeteologia/
+ PLAYLISTS DO CANAL
– DOIS DEDOS DE TEOLOGIA: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8Qkipu-tZcL-LBe516QbiUM
– PERGUNTE AO PASTOR: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8RiYOvgtthDIqG_74kNNBOy
– PODCAST: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8SdjEdBT40Ij_ZcosEF565H
– POR TEMAS: https://www.youtube.com/user/doisdedosdeteologia/playlists?shelf_id=13&view=50&sort=dd
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Você eu ia botar uma cola polo aí você tá de camisa. Aí cara, eu botei a minha insider, né, para fazer o jabá. Não vou falar nada não. Deixa >> deixa eu ver. >> Pô, cara, botou camisa também. Vou ter que botar a camisa. Não, não vou botar camisa não. Tu tá de inside, cara. Aí tem um negócio, tem uma parada da inside aqui também. >> V aqui queago deixou aqui. Vou pagar para mim. Ó, é uma camisa, é um Apollo Insider. Uma camisa de botão Insider. Iago, se isso aqui ficar três dias aqui sem ninguém pegar, vai ser meu, hein? Garçon, cancela o goró. Desce aí um copo com dois dedos de teologia. Seja muito bem-vindo ao Baixo Clero. Nós estamos de volta depois de eu nem sei quanto tempo nós ficamos fora do ar sem tempo para gravar, mas estamos aqui a pedidos de vocês. Sei quantos pedidos também, mas faltamos. Voltamos para o baixo claro, esse podcast do Dois Dedos de Teologia. Então, uma alegria estar aqui com vocês de novo. Eu estou acompanhado hoje de João Guilherme e Daniel. Eles vão já se apresentar aqui para vocês. Mas antes eu gostaria de lembrar dos nossos patrocinadores, daqueles que fazem o baixo clero acontecer com melhor qualidade, dois de teologia também. Então, se você está aqui assistindo, por favor, se você for comprar suplementos, isso fala mal demais, né? suplementos aí para sua vida fitness, para você meter o shape, melhorar sua saúde. Grof Cupom Jesus está aparecendo aqui para você. Não se esqueça de ir lá no site da Grove usar o cupom, pegar um desconto e ainda ajudar ao trabalho teológico aqui no Dois Dedos de Teologia. E eu soube que o João, deu para ele chamar para ser chamado de João. João está usando Insider hoje no nosso podcast. Fala aí, João, da tua insider. Olha aí. É uma insider roxa. Isso é preto? >> Então ela é treta, cara. Mas a câmera é ruim. Então tô com problema aqui nos meus olhos, né? Masider é preta, então olider. Estou de insider, cara. Vestido vocês estão aí de camisa social e tal, mas quem tá vestido de gala sou eu. >> É, você tá bem, cara. Tô com um pacote da Inside aqui que o Iago deixou, ó. Tem umas coisas legais aqui dentro. Se ele não vier pegar, vai ser meu isso aqui, viu? Ser meu. >> Insider. O cupom está aparecendo aí também na tela. Tuler acabou de colocar. Vai na Insider, né? Eu gosto muito das roupas da Insider, cara. Quando tem um cuponzinho assim, quando tem aquelas promoções que o Iago fica anunciando, eu vou lá e fico doido para comprar mais peças de roupas. Estou namorando aí com com a calça da Insider. Quando o canal tiver quase de graça, eu eu compro, eu uso eu uso o cupom e compro. Mas tô tô querendo, hein, gente. Vamos então manda a calça para nós. Manda a calça para nós. Não manda só pro Iago, não. >> É, manda só camisa. Não, manda a calça. Manda cueca. Cueca da Inside é boa, cara. >> É, pessoal fala. >> É meia da Inside. Meia da Inside é boa também, cara. Enfim, GR. Sid, muito obrigado pela participação de vocês, pela toda essa ajuda e o pessoal aqui com certeza tá chegando junto aí. E o Iago tá até viajando pra Europa por causa da galera comprando. Então o pessoal está chegando junto. Continue chegando junto. Bom, gente, para vocês fortalecerem aqui e agora nós vamos entrar no nosso conteúdo deste podcast, deste baixo clero. Nós vamos falar gente sobre vida devocional e o lecionário aqui. Estou aqui com o meu lecionário, lecionário devocional e quem está aqui comigo é o João, João Guilherme, mais conhecido como João, e o Daniel também. Então vou pedir que eles se apresentem. Talvez você não conheça nenhum dos dois, ou você conhece, não sei, mas o João é aqui da casa, certo? O Iago não está aqui comigo, mas está o João. E eu queria que o João se apresentasse e dissesse o que que ele faz no dois de teologia, né? E para você conhecê-lo, diz aí, João. Seja muito bem-vindo. >> Muito bem, muito bem, muito bem. Brincadeira. Eh, eh, um abraço, Bibo. Então, eu eu contribuo aqui na eu contribuo aqui na na equipe dois dedos, eh, fazendo revisão de texto no principalmente textos do mundo cópia também, eh, questões de segurança jurídica, do que é dito e publicado como Flávio, e também participo de edições de livros. A gente tá igual baixo clero, poucas pouca produção eh ultimamente, mas ainda temos aí e é, né, como editor de livros. E >> tá falando mal do programa aqui, cara. Já que aí >> não, eu sou você que falou. >> É, não sabia, não sabia que tu era um dos responsáveis pela como é segurança jurídica. Você faz um trabalho tão eu procurei usar um termo bonito, né? É, a gente um verdadeiro amigo do Iago. >> É, eu sou de Então a gente faz. Ig, >> o Iago dorme na cama de tá aquele cara assim, ó, protegendo ele aqui, ó. >> É. E é isso. Estamos aí. Vai ser uma alegria e eu gosto demais desse tema. Eu fiquei muito feliz com essa publicação do lecionário. Uma alegria receber o Daniel. É um querido. >> Daniel, seja muito bem-vindo. Apresente-se aí também de onde você é, quem você é, qual o seu papel no lecionário, pode nos dar uma introdução aí sobre Vossa Excelência, por favor. >> Maravilha. Satisfação imensa eu estar aqui conversando com vocês. Acompanho o trabalho de vocês já há vários anos. Admiro-se o alcance que vocês têm, empenho, dedicação e os frutos que vem desse trabalho, né? Uma alegria satisfação para nós. Eu sou o Daniel, eu sou servidor do judiciário federal aqui em Goiânia. Ã, sou graduado em direito, especialista em direito e mestre em filosofia. Estudei a área da filosofia política e da ética aqui na Universidade Federal de Goiás. coordena um ministério que surgiu com a publicação de uma série de livretos que nós chamamos de fascículos de um devocionário litúrgico que nós criamos aqui para nossa plantação de igreja aqui em Goiânia e que um alcance da internet chegou para muitas pessoas através também do PDF, do Arquivo Digital e chegamos agora ao ponto de publicar um volume único definitivo do nosso devocionário que a gente está apresentando aí para todo mundo. >> Qual Qual sua igreja aí em Goiânia, Daniel? Eu faço parte da igreja Sal da Terra aqui, Salda Terra Pátio, é uma congregação na região norte da cidade. Participo com os irmãos aqui a bastante tempo nessa congregação há um ano e meio. >> Fiquei com uma curiosidade aqui, Daniel. Então o lecionário surgiu ah dentro do contexto da igreja e a igreja usando ali o lecionário, o calendário litúrgico. >> Sim. Há alguns anos eu participei da plantação da igreja Farol Esperança, que é aqui em Goiânia, que faz parte do Ministério Só da Terra, que faz parte desse dessa aliança de igreja. Então, foi nesse contexto de plantação de igreja que nós procurávamos algum material que pudesse conectar e ajudar tanto a experiência devocional diária com o culto que nós estávamos estruturando e organizando nessa fase de plantação. >> Legal, cara. Não sabia disso. Interessante. Bom ver um projeto que nasce ali do chão da igreja. né, da necessidade da igreja ter algo desse tipo que você descreveu, né, de devoção, de culto, de acompanhar a igreja, assim, não só na semana, mas também no domingo. Isso é bem bem interessante. >> Cara, o o diz, pode falar >> a época também é interessante, né? Nós começamos essa plantação em 2012 e 2013, né? 2012 era pequeno grupo ainda. Em 2013 já começou a plantação da igreja e foi numa fase em que nós tínhamos já passado por aquela influência e do debate da conversa da igreja emergente e as respostas que as várias outras tradições teológicas tinham dado, especialmente a tradição reformada. Então, foi acompanhando essa discussão, o lançamento de livros, as tendências, das discussões sobre pós-modernidade, foi que nós pesquisamos e procurávamos algo que pudéssemos nos orientar pro futuro, ao mesmo tempo que nos desse algum enraizamento. Veja, não somos parte de uma igreja tradicional, né? Mas queríamos buscar um enraizamento na tradição, na história, para que pudéssemos desempenhar um papel relevante aí no século XX. Bacana demais, cara. E você, quem surgiu essa curiosidade agora conhecer o relato que eu não conhecia, se você conhecia, já sabia desse universo de do lecionário, da da devoção diária com nesse formato antes ou se você foi aprendendo conforme foi fazendo assim, por que você na igreja, né? Porque você gostava e conhecia e deu a ideia e fala: "Gente, eu tenho um negócio aqui legal". Ou é o pessoal, gente, não sabemos o que fazer e você foi no Google, pesquisou, achou e começou a aprender. Como foi esse processo? Então, antes indo na fase de plantação de igreja, quando éramos um pequeno grupo de jovens adultos, tinha muitos recém-casados e eu um pouquinho mais velho, estava conversando sobre teologia com o pastor, pastor Carlão, né, pastor Carlos Henrique. E eu disse para ele que eu tinha muito interesse na área da teologia litúrgica, porque eu achava que era um ponto fraco, uma coisa que tinha pouca pesquisa e pouco interesse no nosso contexto aqui, mas que era algo importante pro ministério cristão no presente. E aí eu acompanhava alguns movimentos, alguns autores, algumas publicações no exterior especialmente. E começamos assim a pesquisar e verificar. Surgiu uma necessidade de como fazer o culto. As pessoas que tinham vindo do pequeno grupo não tinham experiência e não tinham conhecimento sobre liturgia. Sabíamos conduzir um pequeno grupo, mas não sabíamos organizar um culto. Então não tínhamos tantas referências assim, porque queríamos também fazer algo diferente daquilo que a maioria de nós já sabíamos por observar, por vivenciar. Uma outra questão foi que eu percebi que cada membro tinha ali um aplicativo do Universal e tinha um plano de leitura diferente. Aí eu fui verificar na minha pesquisa nos sites aí internacionais, especialmente em alguns centros de estudo, né? O o centro Calvin de Pesquisa de Culto, né? É uma deles, mas outro site de várias denominações, eu percebi que elas todas usavam um mesmo lecionário. Eu tive acesso também a um material de uma autora americana, Philis Stickle. Ela é da igreja, era da igreja piscopal e ela tinha feito uma espécie de um breviário, que seria, é, vários orações escritas pro dia com inspiração da tradição monástica. E aí num dado momento, um dia eu tive assim um insight, uma epifania, eu percebi aqui onde ela diz uma leitura e ela colocava uma passagem do evangelho, eu pensei aqui poderia ser a leitura do lecionário. Também existe uma influência grande da tradição anglicana com o livro de oração comum e diversas outras e ferramentas para oração diária, especialmente o ofício diário, né? Mas eu percebi que muitos reformados, até melonitas, tinham algum livro de oração. Então isso me despertou muita curiosidade até que a gente desenvolveu eh esses vícios diário e colocamos ele lado a lado com o salmo do lecionário. E aí o pastor topou de pregar os evangelhos no domingo e aí deu muito certo o experimento e a gente foi percebendo que poderia ajudar muita gente com dificuldade em constância, em habitualidade. duas coisas que eu eu não sei se eu entendi e eu acho que são coisas que ficam meio obscuras para para quem é da dessa cultura evangélica ainda mais dos Estados Unidos, né? Tende a a pensar que isso é coisa de católico, né? Porque eu acho que numa tradição anglicana ali luterana mais europeia isso talvez seja mais presente, mais batistas assim, né? Assembleianos pensar essa coisa de ofício diário, né? Que que é um ofício diário? Eh, não sei se essas palavras fazem sentido para para uma pessoa que tá nos ouvindo informação evangélica um pouco mais distante desse contexto. Aí também você falou assim: "Ah, o pastor topou pregar os evangelhos domingo". Ué, mas legal assim não era para ser assim, >> não. É porque assim, ele poderia pregar o epístolo, ele poderia pregar o salmo, poderia pregar o Antigo Testamento, mas o lecionário, ele dá quatro passagens para cada domingo. Ele indica, né? Ele indica uma passagem do Antigo Testamento, um salmo que responde essa passagem do Antigo Testamento, oferece um texto das epístolas e oferece uma passagem do dos Evangelhos. E essa seleção de textos é estruturada de acordo com a época do calendário litúrgico. Então, se nós estamos na Páscoa, o lecionário não vai trazer um texto sobre o nascimento de Jesus. Se nós estamos no domingo, se nós estamos celebrando o Natal, não vai trazer um texto sobre a ascensão de Cristo, ele vai trazer um texto sobre o Natal. Então isso me pareceu ser uma coisa muito interessante quando você fala sobre o nosso caldeirão cultural aí, né, evangélico, que tem uma certa sentimento de que observar um quinto domingo depois da Páscoa é uma coisa católica, é porque a gente não tem muito conhecimento do universo luterano, anglicano e de mesmo de outras denominações metodista. Eu eu sou de origem metodista, é uma coisa talvez vocês não saibam, né? É, eu entrei numa igreja metodista pela primeira vez com 9 anos de idade e deixei a igreja de qual eu fiz parte 15 anos aos 25 quando eu saí de Uberlândia e vim para Goiás, né? Mas olha que interessante isso aqui. Isso aqui é um livro chamado Culto Luterano, Leionários. Isso é da Igreja Evangélica Luterana no Brasil. Então, é o mesmo lecionário, mesmo que eles tenham feito algumas revisões, mas é o mesmo lecionário comum revisado, feito por liturgistas protestantes de várias denominações na América do Norte, aí em meados do século XX, eles quiseram criar um lecionário comum para suas igrejas. Então veja, nós não éramos assim tão defensores de que todo mundo tinha que adotar o lecionário do domingo, mas a gente defendia que que se nós adotássemos no nosso no nosso devocional leituras diárias que tivessem organizadas conforme as estações do calendário litúrgico cristão, isso poderia nos ajudar, nos despertar o nosso interesse para que todos os dias a gente tivesse aquela curiosidade de saber como que a história continua amanhã e como que de um domingo e as leituras vão levando pro outro domingo e vão completando o ano todo. todo. Por exemplo, nós estamos aqui é aproximando do quinto domingo após a Páscoa e nós estamos com o Pentecostes logo ali. Que leituras fazem sentido para ser lidas entre a ressurreição de Jesus e o Pentecostes? Se nós não temos um evento da ascensão 40 dias depois, depois mais 10 dias para chegar em Pentecostes, e se as nossas leituras bíblicas fossem organizadas para que a gente tivesse assim acompanhando o um storytelling, né, a a história, drama da salvação. Então eu entendi que isso poderia ajudar muito nossas igrejas e poderia ajudar muito a nossa devoção diária. Então, um livro que fosse ferramenta que te indicasse as leituras diárias e te ajudasse, te incentivas a orar todos os dias, poderia ser aquilo que todo pastor, todo professor, todo líder quer que os cristãos façam todos os dias, ler a Bíblia e fazer a sua oração. >> Poxa, Daniel, muito essa sua introdução, né, muito boa assim, ver a preocupação que surgiu na igreja, né, e o propósito de um lecionário, de um ofício diário. E eu queria entrar no tema aqui com você, porque eu tô aqui com o meu meu exemplar lecionário, inclusive, parabéns, cara, porque isso aqui tá muito bonito, muito bonito mesmo. Isso aqui é a capa, né? Mas ele vem aqui, ó. Olha só. Isso aqui tá sensacional, cara. Box, né? Aí ele ele tem a capel de bib, né? Não, não é não é de bíbia, é mais grosso, mas parece uma bíblidas delou bem, porque eles realmente toparam o projeto e fizeram o melhor que tava disponível, né? Se você for ver a primeira página aí, Pedro, onde tá aí o nosso nome dos autores, você vai ver aí o nome do Pedro Henrique Carvalho. Ele é o designer. >> Olha aí, cara. Ficou parabéns, Pedro Henrique, que ficou muito muito bonito por dentro, ó. Muito bonito, colorido. E aí, cara, eu estou com ele aqui, certo? Eu estou com ele aqui, mas eu sou um completo leigo sobre o lecionário. Como um bom batista, não entendo nada de lecionário. Eu entendo minimamente de calendário litúrgico. E inclusive o João tem uma história interessante aí com Leonário que ele pode já dizer. Mas eu queria que você fosse o mais básico possível. Eu entendi a preocupação aqui, entendi o propósito. Eu acho muito bacana e bonita a ideia de você ir acompanhando as leituras e orações ao longo do ano pela história da redenção, principalmente do ministério de Jesus. Mas cara, o que é o lecionário? Porque eu vi aqui, aqui tem o aqui na frente, né, desse material tem o lecionário comum, o saltério, o ofício diário e o catecismo, né? Então o o que é o lecionário, qual a o que é o ano litúrgico, né? Qual é a relação do lecionário com o ano litúrgico? E depois a mais pro final, eu eu peço que todo mundo aqui assista até o final, porque eu queria que você explicasse também a importância da vida devocional, das orações, de conectar a vida devocional na semana com o domingo. Mas vamos começar, né? Vou ser o eu vou ser o orelha aqui desse podcast, porque realmente eu sou um legoigo completo. Então, o que é o lecionário? com a relação dele com o ano litúrgico, enfim, nos dá uma uma aula básica aí mesmo sobre o material. >> Obrigado por essa oportunidade. >> A palavra lecionário pode adquirir significados diferentes. Nós demos pro nosso nosso devocionário litúrgico o nome de lecionário devocional. Por quê? Porque a gente queria que a pessoa tivesse uma noção do que se trata pelo título, né? Mas o lecionário em si pode ser chamado de leionário o livro de leituras bíblicas que as igrejas antigas tradicionais usam para ler as passagens lidas no culto aos domingos, aos 52 domingos do ano. Então, lecionário é aquele livro. Leionário também a própria tabela em si de textos bíblicos. Qual texto é indicado para ser lido na Páscoa? Qual é o salmo adequado da Páscoa? Qual é o evangelho da Páscoa? Quando você monta uma tabela selecionando períope, são as passagens bíblicas indicando, essa é o texto para ser lido, esse é o texto para ser lido, é você tem um lecionário, então, que é essa tabela. O nosso livro tá com esse título e dentro dele você tem várias partes. Uma parte que a gente fez o esforço para colocar o título aí na capa é o lecionário comum, revisado, expandido. A gente quis indicar qual é o lecionário que nós estamos usando, porque existem vários lecionários na igreja cristã ao redor do mundo. Se você for na igreja batista da Sibéria, provavelmente eles vão ter um lecionário lá que talvez não seja esse mesmo lecionário aqui, embora tenha textos que se encontre, porque há passagens clássicas. Por exemplo, o salmo 118 é um salmo clássico pr pra Páscoa, assim como o Salmo 96 é um salmo muito clássico para o Natal e o salmo 104 clássico Pentecostes. Então essa seleção de textos indicativos de quais passagens são apropriadas para cada dia festa ao longo do domingo é um lecionário. >> Deixa eu só mostrar aqui, Daniel pro pessoal conseguir visualizar, só para mostrar aqui. Deve ser essa parte que você tá fal isso aqui é o Isso aqui tem a Páscoa, né? E aqui tá as semanas, né? e cada texto, cada leitura pro pessoal fazer, né? Seria, esse é o lecionário revisado e expandido, né? Revisado expandido. >> Isso. O desafio do design é de colocar muita informação de referência bíblica em pouco espaço. Aí ele colocou um mês de leituras em cada página. No livro que eu tenho aqui, você tem ali uma semana em cada página. Então, um livro muito espesso, só com as tabela. Aí eles costumam às vezes colocar também um título para cada passagem, né? Jesus cura o cego, o tanque de Betesda. aqueles títulos que a gente tem nas nossas Bíblias que não faz parte do texto sagrado, né? Então, às vezes os lecionários tem também às vezes até um resuminho de qual que é a passagem, mas no nosso caso, a gente colocou as referências nessa sessão do livro. Então, tem uma sessão do livro que são as tabelas para três anos. O nosso lecionário é trial, ano A, ano B e ano C. Digo isso porque os lecionários mais antigos, eles são de um ano só. Em muitas igrejas ainda lá do mundo que usam lecionários usam lecionários de um ano e não de três anos. Mas ô, ô, Daniel, na tradição católica eles usam o ano A, B e C, né? >> É, >> sim. >> Daí cada ano, cada ano é um evangelho, não tem isso? Os luteranos mesmo, eles chamam o lecionário de um ano de lecionário histórico, por ele é o mais antigo que a igreja cristã passou toda o período antigo, a idade média todinha e entrou na idade moderna até a reforma protestante com aquele leionário. Os luteranos conservaram o lecionário fazendo algumas modificações em algumas perícopes, mas os luteranos nunca deixaram de usar o lecionário histórico que os cristãos usavam antes da reforma protestante, né? Então, permaneceu basicamente o mesmo lecionário até o século XX. No século XX, um movimento que existiu entre os estudiosos, especialistas na área de liturgia, é o movimento de renovação litúrgica. Ele afetou tanto teólogos protestantes como teólogos católicos que estavam num diálogo nesse movimento de renovação litúrgica. Para vocês entenderem, a editora Carpintaria tá lançando alguns livros agora sobre o da época escrito pelos movimentos de inovação litúrgica, uma editora católica que tá lançando. Mas os pessal na Europa você tem uma cidadezinha na Suíça. Um teólogo protestante da universidade protestante ele conversa com o teólogo católico. Na Alemanha você tem católicos luteranos. Os teólogos conversam. Muitas vezes o professor de uma dá aula da outra, às vezes tomam café e conversam. Nessa conversa, todos estavam querendo explorar as descobertas que estavam sendo feitas sobre o cristianismo antigo. Você tem, por exemplo, a liturgia de Hipólito sobre a Santa Ceia. É uma coisa que os teólogos dessa época exploraram muito. Então eles propuseram reformas na liturgia. Uma dessas reformas é expandir as leituras do culto ou da missa, né? Para quem não sabe, na igreja luterana também eles usam o termo missa, que significa envio, né? Em alguns lugares usam esse termo também. Mas então eles estavam propondo que mais leituras fossem feitas no culto ou nai, expandindo mais leituras do Antigo Testamento, porque durante grande período da história, passagens do Antigo Testamento não eram lidas nos cultos e nas mías. Então houve essa interesse de expandir e ler mais passagens que não estavam selecionadas para um ano. Então colocar em três anos, observando os evangelhos sinóticos, né, em Mateus no ano A, Marcos no ano B e Lucas no ano C, iria expandir a quantidade de leituras. você teria então três oportunidades, né, de expandir. Então, os teólogos católicos e os teólogos protestantes desse movimento, dessa conversa, propuseram o trienal, mas nem ver o concílio Vaticano II e eles fizeram a reforma primeiro na Igreja Católica e propuseram o lecionário de 3 anos. Só que esse essa proposta não era uma proposta somente, um estudo somente dos teólogos católicos. Teólogos protestantes estavam pesquisando junto com os católicos antes dessa proposta. A Igreja Católica adotou. Percebam, a gente acompanha alguns movimentos tradicionalistas hoje na Igreja Católica que são muito críticos do Concílio Vaticano Io. Eles vão ser críticos também do leionário trienal, que eles vão propor que se volteário de um ano na missa tridentina, né? Não sou especialista nesse assunto, mas ó, quando os católicos conseguiram fazer essa reforma no Vaticano II, os colegas protestantes falaram: "Olha, fizeram a reforma lá, vamos criar um lecionário e com o termo e não fiquem preocupados, né, os os ouvintes." Significa que se você senta um luterano, um batista, um presbiteriano e um metodista numa mesa e fala: "Vamos construir um livro para nossas igrejas que seja de uso comum, de modo que se eu for pregar na sua igreja um dia a convite, eu vou saber já o texto que vocês usam no culto de vocês." Isso é um trabalho ecumênico nesse sentido. Então, surgiu na América do Norte. Eu falo América do Norte porque envolve o Canadá, envolve Estados Unidos e envolveu ministros de várias denominações que a gente conhece e umas que a gente nem conhece. Reuniram-se e propuseram as primeiras versões de um lecionário comum e depois foi passando por revisões, revisões até chegar no lecionário comum revisado. Agora, em 2024, foi publicado um trabalho proposto por uma comissão da igreja de um seminário episcopal para que todos os dias tivessem quatro leituras. Por quê? Porque numário comum revisado, você tem quatro leituras nos dias de festa e nos domingos, mas no mês da semana você tinha só três, Antigo Testamento, Novo Testamento e Salmo. Eles sentiam falta de ter o evangelho todos os dias, especialmente aquelas igrejas que celebram a Eucaristia no meio de semana e fazem leitura do evangelho nesse momento. Então o lecionário foi expandido e aí a gente aproveitou que deu muito certo na época que nós estávamos elaborando nossa tabela e já incorporamos essa proposta de expansão que ainda não é tão conhecida assim mesmo nas igrejas que usam o lecionário como revisado. De modo que o nosso material tem novidade até mesmo para quem no Brasil já usava o lecionário comum revisado nos cultos. >> É, então quando a gente lê aqui lecionário comum revisado e expandido, não é revisado pela Thomas Nelson, expandido pelo Daniel. Isso é um Isso você está eh usando algo que foi feito historicamente, revisado por um grupo de pessoas interdenominacional. A única edição que nós fizemos a nossa tabela foi não apresentar passagens alternativas de livros deuterocanô. >> Em alguns dias, o dionário comum revisado, que é usado por anglicanos, luteranos, eles têm a seguinte entendimento. Os livros deuterocanônicos não podem ser usados para estabelecer doutrina, mas neles contém instruções úteis paraa vida de fé. Então você é possível você ir você pode ir num culto anglicano e alguém vai ler lá sabedoria de Salomão. Nós evangélicos ficamos brasileiros até arrepiam com o negócio desse, né? >> Então nós simplesmente para não causar a fadiga e para poder ajudar o material a chegar em mais pessoas, nós suprimimos essas leituras alternativas. Elas aparecem, elas nunca aparecem como únicas leituras, elas fazem assim: "Aqui você pode ler o salmo tal ou sabedoria do Salomão." A gente tirou porque a gente não viu necessidade e mas algumas pessoas e são poucas, né? e comparativamente que poderiam sentir falta desses textos podem nos criticar por isso. Mas o nosso objetivo esse não é o nosso público, né? Nosso público é o cristão evangélico quer enraizar um pouquinho na tradição litúrgica para ajudar a sua vida devocional e formação espiritual. >> Cara, eu tava com essa parte aqui aberta, os livros deoconônicos no lecionário. Me chamou atenção, ia perguntar, mas você falou, né? E aqui tem justamente essa justificativa de que esses livros apócrifos não foram, né, colocados, né, fizeram essa revisão. E aqui tem a justificativa de que nós estamos seguindo nós aqui, o lecionário, vocês, né, a perspectiva protestante sobre o canon bíblico. Então, esse é um lecionário, né, de de perspectiva de tradição protestante, né, com essa justificativa aqui ficou bem bem claro isso. Interessante. >> O que que o evangélico faz? Evangélico teólogo, ele faz assim: "A minha Bíblia aqui no púlpito, ela não tem os Deutoroconômicos, mas eu tenho lá em casa uma Bíblia que tem os deutoranômicos, porque eu sou estudioso, eu quero saber história, eu quero saber o que aconteceu ali naquele período e eu eu leio." Então o teólogo lê, mas o cristão comum nunca vai ler porque não não pode tal. Mas veja, é o lecionário que a gente tá usando, ele ele é para várias lugares do mundo e e várias épocas em que as pessoas às vezes nem sabiam ler. Então, as pessoas só saberiam desses textos se elas ouvissem sendo lidas no culto. Então, é isso, é antigo, é diferente de hoje em dia que a gente tem softwares para poder consultar tudo, né? >> Tem 100 versões no celular, né? >> É, temos, mas nós temos uma dificuldade imensa de nos concentrar e de tirar 15 minutos ali para ter uma leitura orante. Palavra >> Isso é verdade. É, é isso aí. Essa questão dos 15 minutos é é muito interessante porque as pessoas às vezes têm o hábito de de falar: "Ah, não tenho tempo, eu não leio a Bíblia toda, né? Não consigo ler a Bíblia toda em um ano que eu não tenho tempo. A vida é muito corrida". Mas, cara, se você for parar para medir mesmo, assim, o tempo que você vai gastar para ler a Bíblia toda em um ano é muito pequeno, assim, é 15 minutos do seu dia ali, você consegue fazer uma leitura da Bíblia todo dia e 15 minutos não é o que vai atrapalhar a rotina de ninguém. Isso aí é é muito interessante, mas eu queria só fazer uma uma observação, Daniel, porque você e falou nos dias de festa, né? E aí eu acho que você tá muito acostumado com essa linguagem assim da da formação espiritual. E aí como eu tenho lidado com isso, tenho aprendido sobre isso na minha igreja e e eu também tenho um amigo que é católico, praticante, ele me explica várias coisas da da da teologia católica e ele me explica com essa questão dos dias de festa, dias de penitência e tal, né? Aí aí eu um evangélico que não não saiba saiba menos que eu, ele pode ouvir você falando nos dias de festa e e sei lá pensar num numa festa assim no no como é que é isso dia de festa. Quarta-feira à noite a gente vai pra igreja e e come litúrgica, né? >> E aí a ideia é de festa litúrgica, né? Que eh eu entendi que é que é isso assim, que tem dia que o domingo é sempre um dia de festa porque é o dia da ressurreição, não é isso? >> Sim. Domingo é dia de festa, mas nós temos outros dias de festa. Por exemplo, dia da ascensão do Senhor. >> Tem um dia, como é que é? Tem algum dia depois da Páscoa que é é oitavo dia? Não, >> os católicos usam muito a expressão oitava de Páscoa, que são é é uma semana, né? Dá oito dias assim que repete o primeiro dia, >> que aí a única sexta-feira de de festa, não é? >> É, eles vão, por exemplo, e celebrar a Páscoa no domingo, aí vem a segunda-feira de Páscoa, terça-feira de Páscoa, quarta-feira de Páscoa e vão até chegar no né? fazem isso também no Natal e alguns outros momentos, mas dias de festa, agora falei da ascensão do Senhor, mas tem algumas também que nós, nossa cultura não celebra muito, mas por exemplo, apresentação do Senhor no templo, que é em fevereiro, a visitação de Maria para Isabel, que também existe igrejas que celebram o dia que Maria foi lá visitar Isabel, e o dia também da anunciação do Senhor. Essa aqui, se você for consultar os as confissões do século protestante do século X, você vai ver que a a confissão por exemplo, e dá valor nessas festas. Mas a visitação é 25 de março. E foi por causa da da visitação, não, anunciação do Senhor. Foi por causa da anunciação do Senhor que o Natal foi marcado para 25 de dezembro. São 9 meses depois do dia 25 de março. Existia uma crença de que Jesus tinha >> aí Pedro, você não sabia disso. >> É que é a conceção do Senhor. Então o 9 meses antes do dia 25 de dezembro é anunciação. Inclusive na capa nós temos aí uma imagem de Maria. João dessa aí. Dessa aí eu sabia cara, não sou tão burro assim não. >> Ah cara poxa, podia ter falado que não sabia para chamar. Mas veja só, se você faz um culto na sua igreja celebrativo da reforma protestante, no dia da reforma e ela andar no meio de semana e você faz um culto da reforma protestante, é um dia de uma festa litúrgica. Sim, >> é uma festa litúrgica. Aí você tem leituras para esse dia no lecionário, por exemplo, luteranos celebram muito o dia da reforma protestante, né? Eu já fui aqui em Goiânia, Goiás, num culto da reforma da Igreja Luterana e eles fizeram um culto cantado. É, eles usaram a forma litúrgica mais tradicional e fizeram aquele culto cantado como era antigamente, né? Então são coisas que existem, que a gente tinha essas coisas ficavam muito separadas naquela tradição na Sulu, mas hoje hoje o mundo globalizou muito, né? você tá ensinando muita coisa pra gente. Eu acredito que tem pessoas que estão nos assistindo e estão aprendendo também, mas quando você lançou lá em 2017, eu acredito que era um ambiente muito mais árido, né, de muito mais desconhecimento. Você tá há 9 anos aí e colocando várias pedrinhas nesse edifício. E eu queria que você compartilhasse com a gente como tem sido esse processo. E aí o Pedro pediu para eu compartilhar a minha experiência com o lecionário. Pediu não, né? falou que eu tinha essa história boa para contar, que eu compartilhei antes de gravar, que é lá em 2017, quanto você lançou, eu eu tive contato, né, fiquei sabendo e tal, eu não sei se já tinha um site, enfim, eu sei que eu eu tive um um exemplar, eu achei a ideia interessante, eu não sabia o que era leonário, não sabia de nada. E aí foi atrás, né, quando eu vi, eu falei: "Não, legal uma questão aqui devoção diária, liturgia". Eu acho que vai me ajudar na minha vida devocional, porque é isso, né? uma luta, estamos todos na luta, a gente tem uma regularidade de vida devocional e se surge um instrumento algo que vai te ajudar nisso, legal, eu quero, né? E aí eu, aí eu falei: "Não, beleza, eu eu acho legal a ideia, vou vou usar". Aí eu fui empolgadíssimo, né? Nós achei a solução aqui. Eu tenho um livro, eu amo livros e eu achei um livro que vai me ajudar na minha vida devocional. Aí eu abri, cara, assim, eu não entendi nada, assim, eu não entendi nada, nada rigorosamente nada, assim, eu fiquei perdida, eu falei: "Caramba, cara, o que que é isso aqui? Meu Deus do céu, não faço ideia de como usar, que que esse cara tá falando assim, é ofício diário, que que isso, né, assim, esses textos aí e enfim, tinha uns quadradinhos que ainda tem os quadradinhos que você pode marcar e tal, mas eu não não fazia ideia, cara. E aí eu acho quando eu recebi este exemplar aqui, aí fica o elogio, né? É, não, não é uma crítica ao primeiro, porque era, eu acho que sempre foi muito bem feito. Eu tive essa impressão de que era algo feito com muito cuidado, né, com muito esmero assim, apesar de você tá lá fazendo narraça, exprimindo assim com muita dificuldade, né, mas eu sempre percebi muito esmeriro. Mas o que eu gostei muito neste aqui, cara, é que não tem como a pessoa dizer que não fez porque não entendeu, porque eu eu acho que a parte assim de explicação deste aqui ficou ficou assim fantástico, cara. Eu acho que é um material assim muito rico. Eu acho que vai muito além do do lecionário, do Eu acho que esse material aqui ele ficou de forma que vai além do do instrumento pra sua devoção, pra prática litúrgica. Ele ensina muita coisa, né? Como o Pedro mostrou uma parte aí falando dos delterocanônicos e tal, explica de forma muito competente várias coisas. Então eu queria que você compartilhasse como foi esse processo, como era a sua percepção do público lá em 2017 e como é hoje, se você sente uma evolução ou se tem muito caminho para andar ainda? Como como é? Nós começamos em 2017 esses faciclos, esses livretos que eram trimestrais, eles eram para 3ês meses, mas assim, primimos no máximo 1000 cópias, nunca fizemos mais de 1000 cópias, então a distribuição era pequena, tava na fase de teste, mas o projeto foi sustentável porque existia um download gratuito, mas existia também esses livretos vendidos, né? Então, as pessoas que compraram nos ajudaram muito a continuar produzindo. Então, a gente começou a fazer esses livretos e fomos, terminamos o ciclo de 3 anos e fizemos novamente outro ciclo, aperfeiçoando, melhorando, avançando aqui sempre nas horas vagas, né? Tô dizendo para vocês, tanto meu quanto Pedro somos servidores, temos outros trabalhos. Eu também dei aula em 2020, 2021, mas conseguimos produzir continuamente esse esse projeto. Até que em 2022 a gente teve a ideia de produzir um volume que seria reunião de tudo, seria os três anos do lecionário, um livro só, e ele fosse sem datas que pudesse ser usado em qualquer qualquer ano, porque o o lecionário vai se repetir, mas nem todas as datas vão ser idênticas, né? As datas vão mudar. Por quê? Porque os domingos caem dias diferentes e também porque a data da Páscoa é móvel. Nós não temos um dia da Páscoa e várias semanas do calendário litúrgico são baseadas na Páscoa. Todo o período de quaresma que vem antes do dia da Páscoa e todo período depois até chegar em Pentecostes se movimenta de acordo com a data da Páscoa. A data Páscoa determinada pelo primeiro domingo de lua cheia depois do equnócio de outono aqui no nosso hemisfério e primavera no hemisfério norte. Então assim, só só te cortando, Daniel, para esclarecer isso. O ponto fixo do calendário é a Páscoa. E não é o nascimento de Jesus. Metade dela é baseada na Páscoa. Nós temos outras partes mais móveis depois de Pentecostes e ali também é no começo do ano, antes de chegar na quarta-feira de cinza, nós temos umas datas mais fixas, assim, uns domingos mais fixos. >> Mas as datas do advento lá do do Natal, elas vão ser definidas como só também para fazer esse dizer. >> É, a estação do Advento, ela se baseia assim, são os quatro domingos antes do dia 25 de dezembro. Então, o primeiro domingo do advento é o domingo mais próximo do dia 30 de novembro. Domingo mais próximo do dia 30 de novembro é o primeiro domingo do advento. Mas a data que vai ser no dia 30 de novembro, vai ser no dia 1 de dezembro ou 2 de dezembro, varia de ano para ano. Então você tem primeiro domingo do advento que pode cair dependendo do ano num dia diferente, mas ali a diferença é pequena, é fácil se localizar. O mais difícil é saber os domingos próximos da Páscoa, porque a data da Páscoa é um é determinada por um fenômeno astronômico e ela varia de ano para antes. Hoje nós temos tabelas prontas aí pelos astrônomos aí o futuro, né? Se você abrir aqui o calendário do seu computador, você vai ver que a Páscoa de qualquer ano já tá determinada, já foi estabelecida pelos cálculos astronômicos. Ah, existe até uma intenção de se estabelecer uma data fixa da Páscoa para que ortodoxos e e latinos possam celebrar os que observam o calendário juliano e os que observam o calendário gregoriano possam ter um dia único, né? Eh, nós não sabemos exatamente isso. Criamos um livro que pudesse ter o lecionário completo, porque o lecionário completo tem instruções para você encontrar. Então, essa era a nossa intenção, produzir um livro no volume um. Apresentamos essa proposta pra editora e aí nós imaginávamos que em se meses estaríamos prontos. Nós levamos três anos para fazer esse livro e no ano passado já tava em produção e já tá disponível para todo mundo aí e eu acho que vai acabar em breve, eu espero, né, para poder entender. É sempre assim, é sempre assim, viu, Daniel? A editora, a editora fala comigo aqui, aí, Pedro, você consegue entregar esse livro aí em seis meses? Eu, claro, consiga. É menos. Aí depois de um ano e meio eu entrego. Ah, >> para nós é a primeira experiência assim, né, com produz com editora, né, e tem sido uma oportunidade muito boa, porque a gente não quis colocar também uma cor denominacional. Seja, se nós publicássemos ele como uma perspectiva bem reformada, o metodista, o luterano, o assemblaiano poderia não se sentir muito familiar, né? Então a gente não quis colocar uma cor denominacional, embora toda a tradição reformada, metodista, anglicana, luterana se vê presente nessa obra, né? Então eu tava dizendo que o livro é assim, primeira parte ali, as 80 páginas iniciais, a gente explica as várias partes e conta um pouco do histórico, instruindo como que usar. Depois começa as tabelas com os 3 anos A, B e C, em que as datas litúrgicas se repetem, mas você tem uma escolha diferente de textos bíblicos para ela. Alguns dias vai ser os mesmos textos, como na Semana Santa, por exemplo, né? Vai ser os mesmos textos nos três anos, mas geralmente na maior parte você tem passagens diferentes. O evangelho de João é distribuído nos três anos, especialmente no ano B, que o Evangelho de Marcos é mais curto, mas existem algumas. O Evangelho de João não é sinótico, é bem diferente, então ele tá muito importante na semana santa, em outros dias. E aí você tem uma outra sessão maior do livro que é o saltério que a gente colocou e saltério pontuado. Eu já explico porque pontuado, mas o saltério é simplesmente o livro dos Salmos, o livro litúrgico mais importante, tanto do judaísmo quanto do cristianismo. E nós valorizamos muito os salmos da nossa tradição, nossa teologia, mas nós não temos ferramentas assim que nos colocam ele dia a dia pra gente ler sempre um salmo todos os dias para que a gente possa memorizar. Esse livro apresenta todos os 150 salmos do lado direito da da página. Do lado esquerdo nós temos uma liturgia, uma oração guiada, curta, simples, minimalista, até que é um ofício diário, a gente chama ela de ofício diário, que é essa oração guiada, mas também essa prática de você ter uma uma leitura orante da Bíblia todos os dias. Tá aí o saltério, essa sessão maior. Então mesmo, Pedro, a pessoa que não quer seguir a leitura do lecionário, mas quer, por exemplo, e orar um salmo por dia e ela vai avançando, né, uns 150 salmos, a pessoa pode usar essa oração do lado esquerdo ali para poder ir orando. A gente até colocou dentro do livro um plano pra pessoa passar pelo salter em 90 dias. Tem aí uma página com o salter em 90 dias. Então isso tudo tá aí. Se a pessoa também quer e usar o salmo no culto, ela pode usar os versos aí do ofício diário como eh introdução, abertura, colocar esse salmo dentro de uma estrutura de oração e não simplesmente apresentar o salmo. Ele também apresenta o saltério aí em cada salmo com a formatação, com negritos, com recuos. Isso pode facilitar muito quem quer fazer leitura responsiva na liturgia. Então o livro é bem versátil. A parte final que a gente chama de catecismo é simplesmente a oração do Senhor, o Pai Nosso, né? a oração do Senhor, o credo apostólico e os 10 mandamentos. Esses três documentos juntos é o cerne do catecismo cristão. Está presente em vários catecismos. Por exemplo, na época que a gente começou aqui o trabalho de plantação da igreja Farol em Goiânia, a gente decidiu usar o catecismo de Heidelberg nas nossas pequenos grupos, nossas reuniões. E se vocês for perceber, o catecismo de Heidelberg é ele indica algumas perguntas e respostas para cada domingo, para cada dia do Senhor do ano. Então o catecismo de Heidelberg é um lecionário, porque ele diz assim: "Nesse dia do Senhor você vai ler e responder essa pergunta e essa resposta. E cada pergunta e cada resposta é embasada por várias passagens bíblicas. Então a afirmação que eu faço aqui é que o catecismo de Heiderberg é um lecionário. >> Cara, eu achei essa parte aqui do do salmo do salério sensacional. Eu gosto muito pessoalmente de ler e orar os salmos, né? Então aqui tem, por exemplo, o ofício diário, né, que vai guiar aí o devocional e o salmo. Eu achei legal que tem os tipos de salmos aqui, tipo salmo dois é um louvor comunitário. Aí salmo três, um lamento individual. Cara, que bacana. Eu vou vou testar isso aqui no meu dia a dia, porque eu já faço isso assim só com a Bíblia, né? Mas vou tentar usar aqui da ajuda do do lecionário para para fazer aqui o meu saltério, né? Achei isso bem bem interessante. >> Não, o livro do Tibot Keller, Os Cânticos de Jesus nos inspirou muito, porque ele pegou 150 salmos e dividiu para 365 dias. Então, de acordo com a extensão, alguns salmos você vai ficar com ele vários dias. É a mesma coisa que a gente faz aí. O leicionário, ele tem a seguinte dinâmica. Ele apresenta um texto do Antigo Testamento, uma epístola e o Evangelho para cada dia. Mas o salmo ele se repete a cada meia semana. Quinta, sexta, sábado e domingo é um salmo. É o salmo que vai te preparar pro culto de domingo. Segunda, terça e quarta é outro salmo. É o salmo que vai refletir nas leituras do domingo anterior e vai acompanhar essas leituras que são reflexão do domingo anterior. Então, para cada semana você tem apenas dois salmos. Um fica quatro, outro três. Por quê? Porque a semana é ímpar. 4 3 4 3. Essa é a dinâmica. Então você tem o salmo. Com base nisso, a gente propõe uma um ofício diário para cada salmo. Então você vai abrir a tabela, localizar o dia em que você está. Nós agora estamos no na semana do quarto domingo da Páscoa, ano A. Aí na página da Semana Santa, ó, página 99. Na página 99 nós estamos no bloco, nós temos o bloco semanal. Então, nós estamos aí no no último bloco QSD, que é quinta, sexta, sábado, domingo, segunda e terça. Nesse bloco nós estamos aí na quarta-feira, que é a última linha da página 99, Jeremias 23, Hebreus 13, João 16 e Salmo 100. O importante é a pessoa saber que o salmo de hoje é o Salmo 100. Aí ela coloca uma fita aqui, guarda aqui as passagens bíblicas, vai lá no Salmo 100 que tá em ordem num médico, na página 425, tá? O salmo 100. A outra fita fica na página 425. A proposta é que você use o ofício diário do Salmo 100. E quando chegar no miolo aí do ofício, que é oração, você vai fazer as leituras e vai buscar as referências lá na página 99. Então essa é a dinâmica litúrgica que a gente propõe. Algumas pessoas estão acostumadas com isso, ficam encantadas. Algumas pessoas estranham, mas ficam curiosas. Algumas pessoas estranham e sentem alguma certa repulsa. E algumas pessoas ficam indiferentes. Não sei porque que vocês estão gastando uma hora para falar desse negócio. Não vejo nada demais. >> Não, mas eu tô assim. A gente, eu e o Pedro estamos no grupo de pessoas empolgadas aqui e eu falei que ninguém tinha desculpa para não entender porque tá bem explicado. E agora tem menos desculpa ainda, né? Porque você >> pegou na mão aqui e e e nos conduziu. Muito obrigado. Assim fica aí, ó. Agradeço aí nos comentários esse serviço que o baixo Cléri está prestando para te ajudar na sua vida devocional. tome vergonha e tenha uma vida devocional regular, porque você não tem mais desculpa, não é? E e não e não vai gastar muito tempo, não é, Daniel? >> Não vai, é rápido. E também eu eu sugiro todo mundo que tem curiosidade, que tem interesse ou que precisa de ajuda na vida devocional, vida de oração, experimente a ferramenta. É um método, não vai ser excelente para todo mundo, mas para uma grande parte das pessoas é um método que não foi testado, não foi experimentado. Eu costumo dizer assim, algumas pessoas falam: "Gente, mas para vocês precisam para um livro para orar?" Eu digo, se a tua vida de oração tá boa, talvez você não precise mesmo disso aqui. Continue. Mas se você eh vê que precisa de ajuda para ter regularidade, para ter est realmente interessado e constante, experimente a tradição litúrgica. E aqui ninguém precisa ser de igreja muito litúrgica, alta igreja. Na proposta essa nós produzimos o material é pro evangelho, é para todos nós podemos assim ter um um contato, uma aproximação com a tradução litúrgica em serviço da vida devocional, sempre focando que a gente possa crescer espiritualmente, possa desenvolver virtudes, virtudes cristãs e ser parecido com Cristo. O alvo é esse. Isso aqui é um instrumento. Isso aqui não é um fim em si mesmo. Isso aqui é um instrumento. É uma disciplina, é uma liturgia. Tudo isso é instrumento. >> O João falou uma coisa interessante, Daniel, e é verdade mesmo, que tem uma introdução aqui no lecionário muito boa. Então, as primeiras páginas aqui, né, são introduções excelentes sobre o ano litúrgico, o ano cristão, a liturgia, a devoção. E eu queria ler uma parte aqui, cara, que que eu acho que resume bem o que é esse ano litúrgico, depois fazer um comentário em cima dela. Tu lê, por favor, uma voz angelical litúrgica aqui para mim. Eu vou ler aqui o segundo parágrafo e parte do terceiro. Diz assim: "O ano cristão, um calendário litúrgico estruturado, segmenta o tempo em diversas celebrações e temporadas, conduzindo os adoradores ao longo de um ciclo anual repleto de memórias e expectativas, centrada nos momentos decisivos da vida de Jesus Cristo. Esses eventos são aliceces das doutrinas fundamentais sobre a trindade e a divindade de Cristo, conforme declarado no credo de Niceia. Este calendário é ancorado nos marcos da história da salvação, revelando uma teologia abrangente que enriquece a compreensão da vivência cristã. É lá no outro parágrafo, ele diz assim: "O ano cristão oferece uma estrutura temporal para a celebração do evangelho, permitindo que o culto aborde de maneira equilibrada os diversos temas da fé cristã, mantendo a mensagem centrada em Cristo." É isso. Muito bonito, muito interessante. E o comentário que eu queria fazer, cara, é que o evangélico mainstream, né, brasileiro, a nossa cultura evangelical, ela perdeu esse calendário litúrgico como um todo. Acho que ela perdeu também não só o calendário litúrgico no sentido não não de você fazer igual o lecionário tá propondo, não é isso, mas ela perdeu principalmente aqui as grandes festividades cristãs. Então hoje em dia eu acho triste assim demais quando eu vejo um pastor, um teólogo dizendo: "A gente não deve comemorar o Natal. Que história é essa de se fazer um advento?" Entendeu, cara? Eu fico assim, o que que nós estamos ensinando então pros nossos filhos, pros nossos membros, né? E eu tenho, Daniel, uma escola cristã clássica, né? Nós fundamos uma escola aqui cristã confessional que segue uma metodologia mais clássica. E aqui nós temos, por exemplo, duas grandes festividades no ano em que a escola se foca muito nisso, que é o advento, é o Natal e a Páscoa. E no advento a gente é ainda mais intencional, a gente faz um tempo, né, como se fosse um lecionário mesmo de advento. Nós ensinamos isso pras famílias para elas começarem desde o primeiro domingo, segundo, terceiro, o Natal, né? Na Páscoa nós também preparamos sempre algo, material para essa festividade, né? aqui em casa e aqui na minha igreja já é muito comum que as pessoas façam pelo menos o tempo do advento com as suas famílias, com leituras, né, a guiadas, com geralmente lendo a história de Jesus Cristo, do nascimento até a sua morte e ressurreição. Então eu acho que esse resgate ele é importantíssimo, porque nós nós precisamos passar a a nossa fé cristã em todas as áreas, né? O evangélico ele às vezes ele é muito ele é um cristão muito assim ah, não é nominal a palavra que eu tô dizendo, mas assim, eu vou pra igreja no domingo, entendeu? Mas e aí o que que eu faço durante a minha semana? Quais são as minhas festas, né? Quais o que que eu celebro durante o ano? Quais são as minhas tradições familiares? A gente perder um pouco dessa tradição cristã e isso para mim é muito rico, né? Então, pelo menos para mim, eu acho que nós deveríamos estar, né, investindo, nem que seja nessas duas grandes festividades cristãas, nessas duas grandes datas que, como a gente leu aqui, não são coisas inventadas. Nós estamos seguindo os grandes acontecimentos da história de Jesus Cristo, né, e logicamente da história da salvação, que é a Páscoa, né, e aqui o Natal, né, a nascimento de Jesus. Então, eu acho pelo menos esses dois momentos muito interessantes pra gente criar realmente leituras, festividades, cultos voltados para esses temas, orações, né? Eu acho isso sensacional, né? e o o lecionário pode ajudar no entendimento sobre esse ano cristão, sobre essas essas festividades. >> Ô Pedro, e se você observar algo que eu acho curioso e que talvez surja, né, a percepção da das pessoas, é que e essa é uma preocupação de Deus, eh, de nos eh propor um um calendário, uma uma forma de observar a adoração ao longo do tempo. Porque Deus fez isso com o povo de Israel. Quando eles saem da da escravidão no Egito, Deus estabelece festas que vão marcar o tempo. Então assim, vocês vão celebrar aqui a libertação do Egito. E aí os judeus celebram, né, até hoje lá de Estéia, né, a a de Namã lá, existe essa observação de adoração ao longo do tempo. Isso é didático, né? Isso fala conosco. Isso é fala de uma forma que que nos forma de uma maneira muito especial. E aí o que a gente tá fazendo é basicamente isso, é seguir esse padrão. Só que ao invés de a gente celebrar a libertação do Egito, o livramento lá com Esté ou qualquer outra festa que seja, a festa dos tabernáculos, né, da colheita, enfim, é, a gente tá celebrando a vida de Cristo e isso nos forma, né, não apenas nos informa, mas nos forma e nos faz mais parecidos com Cristo, que é o que a gente quer na na verdade, não no final. Então eu acho muito precioso mesmo, muito precioso. E aí, só para fazer um registro que eu não posso deixar de não deixar passar isso, mas um elogio aqui a edição, Daniel, que eu achei muito precioso o trabalho de vocês de colocar essas pinturas aqui, as artes. Cara, isso lindo, isso é lindo. É, tem vários dele, mas tem de outros também, né? >> Tem alguns outros também. Mas assim, cara, isso aqui ficou lindo demais, sério. Ficou muito precioso. Eu imagino o trabalho que deu para vocês fazerem essa curadoria aqui. Tô mostrando aqui pro pessoal aí várias páginas vai ter vão ter esses essas gravuras. É, a maioria não sei se tudo é estilograva, né? Mas a maioria >> não, todas são estilogravura e quase todas são do Gustavo Dor. >> Eu ia fal, eu ia falar também, cara, desses gráficos aqui que são muito legais, ó. esse gráfico do ano aqui do ano litúrgico, ó, a gente tá aqui então hoje nesse período de Páscoa, né? Tá, estamos chegando em maio, né? E aí vai ter depois ascensão, Pentecoste, Trindade em junho. E aqui tem esse diagrama também explicando as as partes do ano, né? Que é as estações do ano. Ficou bem legal, cara. Isso aqui me pegou, ó. Aqui o Leonário ganhou pontos comigo, >> o Credo Niceno ao longo do ano. Sensacional, cara. sabe que eu sou apologético também, porque realmente a gente assim e existem algumas tradições que resistem um pouco, né? A gente tem algumas vertentes reformadas que são bem reticentes, né? A gente teve um artigo do C Truman criticando a observação da quaresma, né? Então a gente precisa enfrentar isso também. Quem mais podia nos ajudar às vezes tá tá fazendo apologética. Pedro tem parte dura, cara. Tem partura a melodia do salmo. Isso aqui é sensacional, cara. Uma introdução a cantar. >> Daniel, deixa eu tirar uma dúvida aqui contigo que pode ser a dúvida de alguém. As ilustrações estão muito bonitas, mas que ilustração é essa aqui da capa e da capa do B. >> Essa aí ela aparece de novo lá na página, eu vou até ajudar quem tá com a dúvida. Ela aparece lá na página de número, é no advento do primeiro ano. >> Eu estou perguntando porque eu tenho certeza que alguém vai olhar e vai pensar como eu. Botaram Maria aqui na capa, bicho. Dá essa Bíblia católica aqui, ó. >> É aqui. Ela tá aqui também, né? >> Página 85 tem ela maior, né? Mas ela tá colorida aqui. Aí é importante a pessoa procurar aí na na internet, ela vai achar >> a versão da Gustavo Dorê. Você acha a gravura aí em preto e branco completa? Ela é a cena que o anjo Gabriel aparece pra Maria e diz: "Salve Graciada", né? E diz para ela que ela ficará grávida e terá um filho. Ela e ela conceberá, né? E ela pergunta: "Como se eu não tenho relações com homem algum?" Nesse momento, segundo a celebração tradicional, Maria concebeu do Espírito Santo. Então, ela disse: "Seja feita em mim conforme, né, você falou, né?" Eu achei que >> essa é isso, essa resposta de Maria é a resposta do discípulo, que o Senhor seja formado em nós. O apóstolo Paulo falava que ele sentia dores de par até Cristo ser formado nos seus, né, no no nos seus destinatários da sua carta. Então, Maria é o arquétipo do cristão que quer ser transfigurado na união mística com Cristo, né, união com Cristo. Então, Maria foi escolhida aí, mas também por razões de design. A figura dela é dentre as figuras disponíveis. essa figura, pela sua proporção, pelas suas características, daria para fazer o relevo da capa, né? Então, foi escolhida por isso, algumas pessoas vão se escandalizar, mas de novo vão ter a oportunidade de examinar. Assim como a pessoa vai abrir a capa, vai ver Maria, vai abrir o crédito eh apostólico, vai ler, crer na Santa Igreja Católica, a pessoa vai examinar um pouco o seu anticatolicismo. Ele é mais baseado em esclarecimento, instrução, ou se é mais baseado em preconceito, né? Eu acho que a gente precisa crescer nisso bastante. >> O católico aí, na verdade é o sentido de a igreja universal, né, de de Jesus em todos os lugares no no crédito >> eu acho, eu acho que as pessoas o pessoal usa também, né? Mas aí fica outro nome complicado também, né? >> Para todas as palavras que os católicos usam no vocabulário deles, não vamos dizer, >> né? Não vai poder falar pai, não vai poder falar céu, não vai poder falar >> o Ed Macedo foi um gênio, né? Porque todas as pessoas, todos gênos, um continuemente esse nome até século XX. >> Todo mundo é da igreja da de Macuma com essa, Pedro. Ô, ó, Daniel, a gente tá caminhando aqui pro final. Eu queria que você deixasse assim uma uma mensagem sua de como você vê a vida devocional e a importância disso. Eu acho que o lecionário ele ele indica muito a conexão da vida devocional com a vida litúrgica, né, da igreja. Talvez liturgia é outra palavra que é bem eh desconhecida dos evangélicos, né? A gente fala liturgia, o pessoal vai também pensar católicos, anglicanos, luteranos, mas não, aquilo que a gente tá fazendo no domingo ali é algo litúrgico. Existe o debate aqui das liturgias diárias, né? Enfim, dessa estrutura de vida que a gente se organiza em relação a Deus, ao religioso, ao divino, como culto, né? Enfim, vamos discutir isso agora. Mas como é, como você vê essa importância da vida devocional, da vida devocional conectada com os momentos de adoração comunitária, com a liturgia? Vamos encerrar com isso assim. Como você vê a formação espiritual nesse? >> Pedro, a gente ouve muitas críticas ao individualismo, né? Muitas vezes a vida devocional é muito individualista, né? Eu tô cuidando aqui da do meu devocionário, da minha vida, não tem conexão nenhuma com a minha congregação. E eu penso que o lecionário, ele aponta pra ideia de que a sua vida devocional pode ser conectada com o culto. Eu sei que muitas pessoas que usam o lecionário não participam de igrejas que usam o lecionário no culto, mas isso fica apenas como um sinal apontando. É possível resgatar aos poucos algumas coisas. Sei também que muitas pessoas não vão querer mexer na liturgia da sua igreja, né? Pastores não vão permitir que isso aconteça para poder usar a leionária. Olha, nossa batalha não é essa. Nossa batalha é para que o a vida devocional do cristão comum tenha qualidade. Tenha qualidade. Não seja negado pro cristão comum acessos ao melhor da igreja de todos os tempos, da igreja universal. Não é essa que a gente quer ajudar as pessoas. Porque ao ter regularidade, ao fazer uma leitura orante, ao recitar a palavra de Deus, existem várias disciplinas meio tradicionais aí, né? A L Divina, que, né, muitos grupos fomentam isso. O livro do Timoth K sobre oração, no capítulo 15 fala sobre a prática da oração diária. Ali ele vai citar Fistico, a autora que a gente eh utilizou para poder se inspirar na construção dos ofim. E ele vai citar algum debate que existiu entre os puritanos sobre o uso ou não de orações escritas. E ele vai mencionar ali autores que dizem orações escritas escritas podem sim nos ajudar. Tanto que ao longo desses ofícios diários, todos eles terminam com uma coleta, que é um tipo de oração litúrgica encontrada no livro de oração comum, baseada nos sacramentários medievais e antigos, seja, tá tudo lá. Se você for olhar livro litúrgico, presbiterianos, metodistas, todos também se baseiam nessas mesmas tradições. Uma influência que eu tive também, além você quando abriu aí a página 23, você viu ali a citação de Van Roser, James K Smith, Kevin Van Roser, mas também e na já tradição caiperiana, a gente viu ali Michael Go e Craig Bartolomeu falando tanto do drama das escrituras, isso também nos viu, a gente percebeu que casa muito com a proposta do lecionário, né? Outra coisa, na nossa tradição cristã, nós temos, por exemplo, no templo dos puritanos, existia uma crítica muito forte a maneira como o estado seiscuía com a com a igreja e como que a conservação da tradição medieval poderia prejudicar os princípios reformados de sola escritura e e e não se depender tanto dessas tradições. Naquele na época existia muitos abusos litúrgicos e os os puritanos forçaram puxaram a igreja com muita força na outra direção. Nos tempos que nós vivemos atualmente, nós temos ameaça oposta, que é o secularismo. Então, ao deixar de celebrar o Natal e a Páscoa, nós estamos facilitando é o secularismo. Natal e Páscoa são festas nossas. Mas perceba, você citou aqui na escola, onde você citou seus filhos, est tudo, né? Vocês conseguem celebrar o advento, mas existe um bloqueio para celebrar a Páscoa verdadeiramente, porque você tem um período de preparação que conduz até a Páscoa, que chama quaresma. Quem não gosta da palavra quaresma pode usar lent em inglês, que é outra outra origem, né? Mas o quaresma vem de quadragmaa em latim, que é 40 dias. E depois você tem um período de 50 dias de Páscoa ampliando e e expandindo o significado da Páscoa depois da Pa. E quando a gente abandona essa celebração e nós não temos um questionário para nos ajudar com isso, a gente tá celebrando o qu agora? já que se passou tantos dias da Páscoa e o Natal tá tão longe ainda. Então isso nos ajuda. Mas você pensa, tudo bem, cheguei em Pentecostes, aí terminou esse período da vida de Cristo, eu tenho agora uma segunda semestre do ano cristal até chegar no advento. Eu tenho que continuar com lecionário. Tem muitas igrejas que aí começam séries temáticas e não seguem aquelas leituras do tempo comum ou tempo ordinário. Existe igrejas que fazem então o uso parcial do lecionário. Não lê os quatro domingos um culto, lê apenas um ou seleciona, né? tem ali como uma referência, mas não obrigatório. Então assim, também não é uma coisa rígida. Igrejas que fazem então segundo semestre, elas já escola do leionário, depois voltam no Advento. Eu queria terminar dizendo eh sobre eh quando às vezes a gente conversa sobre o lecionário, muitos eh líderes bem treinados e bem preparados na faculdade de teologia pensa: "Eu não quero ficar preso a um sistema que que determina os textos do culto". Então, a gente pensa muito nas igrejas que t ministros muito bem preparados, mas a gente deixa a grande massa das pequenas igrejas pararramadas nos grandes centros e no interior do país, onde você tem ministros que não estão tão bem preparados assim, pregando ano após ano as suas passagens favoritas e nunca vai passar por outros grandes temas ou temas que às vezes ele vai precisar estudar um pouco para poder pregar. Então, para poder privilegiar as igrejas que podem fazer muito, tem mais liberdade de de manobra, a gente eh não favorece uma cultura onde você colocar talvez um um um material que pode eh ser um controle de qualidade, um piso, que não é obrigatório, mas você tem uma referência ao abandonar essa tradição de ter e passagens indicadas para cada domingo, você prejudica uma massa muito grande de igreja, onde você vai ficar ali 10, 30, 20, 30 anos e vai ficar com as passagens favoritas do pastor. agora talvez as passagens do pregador que ele escuta no YouTube favoritas, né? Então assim, eu eu e conclamo assim as pessoas a a repensarem um pouco isso, mas o nosso foco ao produzir esse material é a vida devocional mesmo, né? É indicando que as pessoas escolham um horário, escolham um local, escolham uma postura física e faça isso diariamente. Você vai criar um hábito. Ao criar um hábito, você vai ser impelido a dobrar o seu joelho para orar, mesmo que você não tenha tido aquela inspiração, né? não escutou um podcast, não escutou uma pregação do pastor Pedro Pamplona e ficou entusiasmado. Não, agora vou orar, agora vou orar. Li o livro dele do cristianismo leve, agora eu vou viver leve, né? Não, você ou então um livro sobre trindade, né? Você sabe, você trabalha com isso, você sabe como que existem doutrinas e existem perspectivas que precisam ser clareadas. A gente também no nosso campo aqui trabalha com isso, que a pessoa encontre um horário local, uma postura, dobre o seu joelho e abra a Bíblia com a expectativa de Deus falar com você, ouvir Deus, né? Eu fiquei feliz. É, hoje você falava sobre livro sobre liturgia. Editora Pronob lançando o livro sobre culto cristão na perspectiva batista. Aí você tem agora sobre ouvir Deus. Editora Temélios está lançando ouvir a Deus de Dallas Willer, um autor que nos inspira tanto, né? Então abra a sua Bíblia para ouvir a Deus, né? E isso é o que a gente estimula as pessoas a fazerem com esse tipo de disciplina espiritual, de prática espiritual. >> Muito bom, meu amigo. Eu não sigo o calendário litúrgico, né? Minha igreja também não segue, mas é aquilo que eu falei, eu acho que o o lecionário ele nos ajuda a resgatar algumas coisas que para mim são importantes. Eu acho que para todo cristão deveria ser. Você citou, por exemplo, uma leitura orante. Muita gente não sabe o que é isso. É de você orar lendo a palavra de Deus. Eu acho que os salmos são eh leituras orantes excelentes, né? você usar de textos bíblicos para orar, você ter uma certo um certo calendário. Aí eu concordo muito quando você diz, é quando a gente vai esquecendo dessas festividad de um calendário cristão, mesmo que Natal e Páscoa, Natal, Páscoa e Pentecostes, sei lá, a gente vai se secularizando mesmo, né? Porque o cristianismo ele é uma fé completa. Ele não é só ir na igreja no domingo e fazer algumas coisas, né, de crente, né? Como o nosso imaginário é formado, como os nossos hábitos são formados, né? Como a gente passa pra próxima geração as coisas, né? Essas coisas importam muito. Como a gente, o que que a gente festeja ao longo do ano? Então, por exemplo, o catolicismo moldou a cultura brasileira em relação a isso, né? Nós temos várias festividades católicas, né? Inclusive muitos crentes até participam, né? né? Aí se eles estão certo ou não é outro debate, mas a gente, nós protestantes também precisamos do nosso imaginário, né, social sendo construído, logicamente a partir da palavra de Deus, mas com esses elementos de hábitos elementos semanais que o o lecionário ele ele pode ajudar, né, e conteúdos parecidos com do lecionário também. Então ficou ficou um material ah bem bacana aqui, né? E que bom que nós estamos tendo essa essa conversa. Mesmo que talvez eu não vá aplicar tudo, né? não vá usar o ano litúrgico. Eu tenho eu tenho outras preocupações assim em relação, será que a gente vai fazer uma quaresma? Neria debater isso depois, né? Mas mas o material eu acho que ele tem partes muito importantes aqui, né? E tá muito muito bem feito. >> Eu encaro quaresma igual o advento. É um tempo de preparação, sabe? Com a nossa cultura, as pessoas associam a quaresma com práticas asséticas muito intens e e não é isso como os os luteranos da Noruega fazem. É, eu acho legal, cara, se preparar também para a Páscoa. Acho muito bacana, né, a gente fazer algum tipo de preparação pra Páscoa também. Isso é isso é muito verdadeiro. Catecismo também é outra palavra, né, que quando eu falo muito aqui na igreja já é muito comum, a gente usa catecismo, a gente usa catecismo de Heidberg, a gente usa o catecismo batista, catecismo de west. Então aqui a gente faz os nossos próprios catecismos às vezes, né? Esse sistema de perguntas e respostas, principalmente para criança, a gente usa muito. Então aqui já é normal, mas muitos crentes ainda tem. Na escola também a gente usa catecismo, a gente tem, ih, catecismo é coisa de católico, mas também me importo muito com os catecismos. São ferramentas, né, desenvolvidas princialmente ao longo da reforma protestante, né, para ajudar a o povo de Deus. Seu João, diga alguma coisa aí para nós encerrarmos. >> Não é isso? Eh, endosso aí o que o Daniel falou. Eu acho que é importante a gente criar uma cultura e eu acho que é um trabalho de formiguinha mesmo, já vem aí há 9 anos, Daniel, né? Eh, esse esse volume, esse essa publicação acho que comina esse trabalho muito dedicado, perene e eh longo, né? E que as pessoas possam se inspirar por este podcast e adquirir uma vida devocional, porque o objetivo é sempre este, né? Sermos mais parecidos com Jesus. Eh, temos uma vida devocional, mais intimidade, buscar a santidade em Deus, não é para ser uma pessoa mais culta, para dizer que sabe mais alguma coisa, enfim. É, é, é somente isso, sermos mais parecidos com Jesus. É simples, mas também dá exige e dedicação, né? Exige dedicação, exige entrega. E a criação do hábito é algo desafiador, né? É o que o Daniel falou, essa questão tem o hábito, né? Criar o hábito é desafiador. Depois que o hábito está estabelecido, é é mais tranquilo, segue o fluxo, né? Mas criar o hábito pode dar um trabalho. Então não desista. Fico com essa mensagem assim, tente ter uma vida devocional e não desista. A vida não é simples, né? A rotina não é fácil. Aqui em casa a gente tem duas crianças pequenas, é uma rotina pesada, mas se a gente quiser, a gente acha um TB que que você seja inspirado por este episódio para ter sua vida devocional usando o lecionário, que é um instrumento cabuloso. Parabéns, Daniel. Parabéns ao Pedro Henrique também. Quer você esteja usando orações puritanas, quer você esteja usando orações anglicanas, né, tudo isso pode enriquecer a nossa oração diária. Obrigado pela oportunidade de falar sobre o dionário aqui, Pedro Guilherme. >> Eu quero agradecer demais pela presença, Daniel. Esse livro da Pronób você mostrou aí, eu gosto muito dele. Eu já já usei em em cultos, né, na presença do Deus vivo. São orações, a gente faz isso, a gente leva a às vezes eu termino as minhas pregações com algumas orações dos puritanos, lendo alguma oração dos puritanos. E aí usa esse livro, usa aquele da Monergismo também, que eu sempre esqueço o nome, >> o Vale da Visão. >> Isso. O Vale da O Vale da Visão. Exatamente. Eu tenho esses dois e e eu uso eles aqui na pregação, na liturgia, em alguns momentos. Ele dá um senso de profundidade, seriedade e devoção muito grande quando a gente lê essas orações. Então, obrigado. Eu insiro esse material às vezes dentro do ofício. Você tem sempre um espaço em branco, janelas ali para respirar, você pode inserir outros materiais. >> Legal demais. Gente, muito obrigado. Eu quero dizer que o link do devoacionário está aqui embaixo na descrição aqui do vídeo desse podcast. Então vá lá, se você se interessou, pesquisa lecionário, link tá aí para você conhecer mais. E é isso. Muito obrigado, Daniel, muito obrigado, João. Vou pedir pro pessoal >> Pedro nas redes sociais, não sei se vai falar isso, mas se alguém Eu acho que tem um, não sei se tem um Instagram do Leionário ou do Daniel, se ele quiser compartilhar, tem lecionar >> leoná.com na internet. >> Leionário.com e @lecionário. É isso, >> Lecionário do Instagram. Aí o cara, o cara conseguiu o @lecionário, meu irmão. Parabéns. Eu queria ter o @pedro, mas é impossível, né? Nem o Pedro Pampona eu tenho. Mas beleza. Então segue aí gente conheç. Meu nome é João, eu não vou nem falar nada. >> Ai ai. Sigam o Leonário. Por favor, se você não tá não está inscrito nesse canal, se inscreva com des teologia. Ah, like no vídeo. Momento blogueiro aqui, né? Compartilha com alguém que pode se estressar por esse conteúdo, quer aprender sobre isso e por favor deixa o teu comentário aí que a gente sempre gosta de ler os comentários de vocês sobre esse tema, ok? Vamos ficando por aqui. Já temos uma outra gravação quase marcada, então não vai ser só esse episódio aqui, a gente não vai voltar a desaparecer de novo. Então espera um pouquinho aí que daqui a pouco tem outro podcast aqui do baixo clero aparecendo, tá bom? Para você. Valeu, gente. Obrigado por assistir até o final. Fiquem com Deus. Deus abençoe a vida de vocês.