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A fé vem pelo ouvir

Romanos 15:32 nem tudo que parece é!

Romanos 15:32 nem tudo que parece é!

Romanos 15:32 nem tudo que parece é!

Romanos 15.32

Legendas automáticas:

para prestar ao Senhor nosso Deus o
culto que lhe é devido. Amém. Amém.
>> Nosso texto hoje é Romanos,
capítulo 15 versículo 32,
que diz o seguinte:
"E assim,
se Deus quiser,
>> chegarei em Roma, cheio de alegria, e
lhes farei uma visita que me dará um
novo
ânimo.
E assim, se Deus quiser, chegarei aí em
Roma, cheio de alegria, e lhes farei uma
visita que me dará um novo ânimo. Amém.
>> Amém.
Bom, Romanos 15:32
é um texto que parece muito tranquilo,
mas ele tem de ser lido com muito
cuidado,
porque nele Paulo não está apenas
expressando o seu desejo piedoso de
viagem.
Ele está revelando o desenho espiritual
de seu próprio plano missionário. Ele
tem um plano missionário.
E aí ele diz: "Para que pela vontade de
Deus
chegue a vós com alegria
e possa recriar-me convosco."
Ele está escrevendo aos irmãos de Roma
que ele não conhece e que ele pretende
conhecer.
E já escreveu uma carta se apresentando,
apresentando a sua mensagem e já dizendo
aos irmãos que depois de visitá-los, ele
quer chegar na Espanha, levar o
evangelho até a Espanha.
E aí essa é a fala dele.
Pela vontade de Deus.
chegue a vós com alegria e possa
recriar-me convosco.
O texto no original concentra uma
esperança nessas palavras. A esperança é
que ele venha aos romanos em alegria
pela vontade de Deus e seja juntamente
reanimado com eles. Essa é a ideia.
Esta frase quando isolada pode parecer
apenas uma expressão religiosa, tipo se
Deus quiser, chegarei
mas quando colocada ao lado de Romanos
15
30 e 31,
que diz: "Eu peço, irmãos, pelo nosso
Senhor Jesus Cristo e pelo amor que o
Espírito dá, que me ajudem.
orando com fervor por mim.
Orem para que eu escape das pessoas da
Judeia que não creem em Cristo e também
para que a ajuda que eu vou levar a
Jerusalém
seja bem aceita pelo povo que vive ali.
E assim,
se Deus quiser, chegarei aí em Roma,
cheio de alegria, e lhes farei uma
visita que me dará um novo ano. Então,
quando você junta o 32 aos dois
versículos anteriores, que são os
versículos 30 e 31,
a fala de Paulo se torna muito mais
dramática.
Orem por mim,
me ajudem,
me ajudem em oração.
Paulo pede aos irmãos de Roma que lutem
com ele em oração
para que seja livre dos desobedientes da
Judeia. Ele vai paraa Judeia levar a
oferta que ele recolheu. Pessoal tá com
fome e ele decidiu
suscitar nas igrejas da Ásia uma oferta
para ajudar os irmãos em Jerusalém. E a
igreja, as igrejas da Ásia correspondem
e mandam as ofertas para ajudar
Jerusalém. Então ele vai para Jerusalém
para levar essa oferta. Mas ele sabe
que em Jerusalém as coisas não são
fáceis.
Não são fáceis.
Então ele pede oração para quê? para que
a sua ministração em Jerusalém
seja bem aceita pelos santos, pelos
irmãos e irmãs. E então para que ele
possa chegar a Roma com alegria.
Portanto, a chegada alegre a Roma
não era no coração de Paulo
o que aconteceu.
Ou seja, não era uma chegada de um preso
arrastado por processos, acusações
falsas, abandono e violência.
Lembra que nós visitamos o versículo lá
de Atos em que Paulo chega a Jerusalém
e aí o Tiago diz para leva leva a
oferta. O Thaiago diz para ele que os
irmãos judeus estão achando que o Paulo
não obedece mais a lei.
E aí o Tiago pede pro Paulo
ir com mais quatro irmãos pro templo
para fazer a purificação.
E ele vai e quando ele chega lá, os
judeus da Ásia o reconhecem.
o reconhecem e dizem que ele está
desvirtuando a lei, que ele está
desvirtuando os judeus e o cercam e ele
é preso.
Ele é preso.
E aí para não ser morto ali, ele apela
para Roma, porque ele era cidadão
romano.
Então, preso, ele vai
eh ser atendido pelo rei Festo.
E aí o rei Festo vai sugerir para ele
voltar a Jerusalém. Ele diz: "Não, não
vou. Eu apelo para César".
Que era um direito dele como cidadão
romano. E aí começa então a ida dele
para Roma. Ou seja, ele vai para Roma,
mas vai. Não foi isso que ele pediu.
Não foi isso que ele pediu.
Ele não pediu para chegar lá preso.
Ele não chegou, não pediu para chegar lá
arrastado por processos, por acusações
falsas,
por abandono e por violência.
Ele queria que fosse a chegada de um
missionário
que depois de cumprir a missão delicada
de levar levar as ofertas pros gentios,
dos gentios aos santos pobres de
Jerusalém,
depois de fazer esse trabalho, que não
era um trabalho fácil, porque quando
Paulo chega, ele já está numa situação,
Israel já tá numa situação brava. Por
quê? Porque os elotes já estão se
rebelando.
Em alguns lugares, os elotes não
permitem mais a circulação da moeda da
moeda romana.
Então eles estão já
fomentando o que depois vai virar a
guerra eh que começa no ano 66
e vai terminar no ano 70, que é Roma
destruindo Jerusalém. Então, quando o o
Paulo chega em Israel com as ofertas em
Jerusalém, a situação lá já tá muito
tensa. E aí ele vai tentar agradar o
Thago.
E aí na tentativa de agradar o Thiago
ele é preso.
E depois disso, nunca mais,
nunca mais o Paulo estará sem estar
acorrentado.
>> Depois que ele sai de lá preso, nunca
mais até a sua morte, nunca mais ele
deixará de estar acorrentado.
Ele apela para César e chega em Roma
para morrer
e morre como criminoso.
E ele nem sabe por ele tá sendo eh morto
como criminoso.
Mas é porque os judeus da Ásia disseram
que ele estava subvertendo os judeus
porque tava convencendo os judeus de que
eles não precisavam seguir a lei.
E é essa é a situação, uma situação
tensa. Então ele esperava chegar em Roma
como um missionário.
que depois de cumprir essa delicada
missão de levar oferta dos gentios aos
irmãos pobres de Jerusalém,
ele então esperava chegar em Roma e lá
em Roma encontrar descanso, comunhão
e renovação
para prosseguir a sua obra no ocidente,
sua obra de pregação do evangelho.
E isso não aconteceu. O que aconteceu?
foi que ele foi preso em Jerusalém,
acusado pelos judeus de est subvertendo
a lei. Aí para não morrer em Jerusalém,
ele apelou como cidadão romano para ser
eh julgado como cidadão romano. E aí
quando o rei Festo sugeriu que ele
voltasse a Jerusalém para ser julgado em
Jerusalém, ele disse: "Não, eu apelo
para Roma, eu apelo para César, que era
um direito dele como cidadão romano.
E aí começa a viagem dele paraa Roma e
ele vai passar anos assim esperando
julgamento,
preso em Roma,
anos
até ser decaptado.
Nunca mais, a partir de dessa viagem
dele a Jerusalém, nunca mais ele saberá
o que é estar sem correntes nos pés.
Então aqui
a gente precisa ler com cuidado, porque
muita gente
trabalha tudo que aconteceu com Paulo,
o fato dele ter sido eh
confundido em Roma, acusado eh em
Jerusalém, acusado falsamente,
ah, fustigado,
eh, Ah, tentaram matá-lo. Muita gente
diz, é a vontade, foi a vontade de Deus
para ele ir para Roma. Vamos trabalhar
isso com calma. Primeiro,
isso, essa afirmação não é necessária
nem teologicamente,
nem de forma alguma. Não é saudável
dizer que o que Paulo sofreu em
Jerusalém simplesmente foi a vontade de
Deus.
Como se cada engrenagem da injustiça,
cada manipulação religiosa,
cada omissão dos irmãos e cada violência
do sistema fosse uma peça moralmente
querida por Deus para fazer Paulo chegar
a César.
Tem que tomar cuidado com isso.
Romanos 15:32 aponta para um plano
apostólico legítimo,
feito em oração,
apoiado pela comunidade
em um plano missionário.
Mais Atos de 21 a 28 mostra como este
plano foi atravessado por advertências
ignoradas, por decisões ambíguas, por
pressões institucionais, por injustiça
religiosa e por uso defensivo dos
direitos civis, que foi tudo que
aconteceu lá.
A providência de Deus aparece sim, mas
não como necessidade divina da
injustiça.
Ela aparece como redenção do que a
injustiça produziu
e não como quem utiliza a injustiça. Tem
que tomar muito cuidado com isso, porque
senão a gente não vai entender como é
que Deus age na história.
E pior, a gente vai atribuir a Deus
todas as mazelas da história.
E isso não é verdade.
Não é verdade. Os seres humanos vão pro
inferno com suas próprias pernas.
>> É uma escolha humana.
Então, a providência de Deus apareceu
sim,
mas não como se Deus estivesse
necessitando da injustiça. Não, ela
aparece justamente
para
curar essa situação.
Então ela aparece como redenção
do que a injustiça produziu.
Deus não precisa que seres humanos
mintam.
Deus não precisa que seres humanos
manipulem.
Deus não precisa que seres humanos se
acovardem.
Deus não precisa que seres humanos
violentem
para realizar a sua vontade.
Deus não precisa da maldade para fazer a
sua vontade.
Contudo, quando os homens mentem,
manipulam, se acovardam e violentam e
violentam, Deus é poderoso para entrar
nessa história ferida e transformá-la em
testemunho,
sem transformar o pecado em virtude, nem
a injustiça em vontade santa.
Tem que tomar cuidado com isso, porque
senão
você vai começar a ser tentado a dizer
que toda a maldade aconteceu, porque
Deus quer, Deus vai usar a maldade. Deus
não usa a maldade. Deus não precisa.
As escrituras dizem que Deus é o pai das
luzes,
que nele não há sombra de mudanças e nem
variação. E as escrituras dizem que Deus
não é tentado
e não tenta a ninguém.
Tem de saber isso com muita clareza,
porque muita gente trabalha pensando que
o mal, ah, é mal, mas é a vontade de
Deus. Deus não precisa do mal para fazer
a vontade dele.
Deus não precisa da maldade para fazer a
vontade dele. Ele não precisa da
violência para fazer a vontade dele. Ele
não precisa da mentira para fazer a
vontade dele.
São coisas diferentes.
Agora ele entra na história e transforma
a história em testemunho,
sem transformar pecado em virtude, nem
justiça em vontade santa.
Outra coisa que esse texto nos leva a
entender, a advertência de Ágabo em Atos
21 é um ponto
decisivo.
Lembra de Ágapo, o profeta que vai até
Paulo, pega o cinto do Paulo, amarra as
próprias mãos dele e diz assim: "Vão os
judeus vão tratar este o dono desse
cinto,
ele vai ser manietado, vai ser preso e
vai ser entregue aos gentios". Foi
palavra de Ágar.
Agora eu quero que vocês prestem atenção
nisso.
Você não pode ouvir um profeta do Novo
Testamento do mesmo jeito que você ouve
um profeta do Velho Testamento.
O profeta do Velho Testamento que tá
registrado nas Escrituras,
o profeta do Velho Testamento, que tá
registrado nas Escrituras, trouxe uma
palavra normativa.
Os profetas do Novo Testamento trazem
profecias que precisam ser julgadas e
interpretadas.
Se você não souber fazer diferença entre
o que aconteceu no Velho Testamento e o
que acontece no Novo Testamento, você
vai pensar que os profetas do Novo
Testamento t o mesmo peso dos profetas
do Velho Testamento. Não é verdade?
Porque os profetas do Velho Testamento
estavam sendo usados por Deus para
escrever as Sagradas Escrituras.
Tá certo?
Jeremias, Isaías, Ezequiel, Daniel,
os profetas menores, Naum, Abacu,
Sofonias,
Ageu, Zacarias, Malaquias, eles estavam
escrevendo a Bíblia. Amós,
Oséias, eles estavam escrevendo a
Bíblia, profetizando que haveria de vir
e a chegada de Jesus, o Redentor.
profetas do Novo Testamento.
A Bíblia diz que as profecias deles
precisam ser julgadas,
porque a Bíblia já está escrita,
a revelação já está dada.
Então, tudo que eles disserem tem de ser
conferido com as escrituras.
E quando eles falam, eles falam paraa
gente interceder,
a gente buscar o Senhor.
Então, quando o Ágabo falou, ele falou
nessa perspectiva,
ó, vai acontecer isso. O que que ele tá
dizendo? Comece orar.
Que que ele tá dizendo pro Paulo? Toma
cuidado.
Presta atenção no que vai acontecer lá.
Não entre, não entre naquilo que eles
vão sugerir a você, porque se você
entrar, você vai ser preso.
Ou seja, presta atenção, dissirna.
Então, quando você ouviu uma profecia
agora nos nossos tempos, no Novo
Testamento, é para você discernir, é
para você orar,
é para você buscar o Senhor, é para você
avaliar,
entendeu?
A primeira conferência é óbvio, é se o
que a pessoa tá dizendo bate com a com a
palavra de Deus.
Nós temos profetas entre nós. Graças a
Deus, os nossos profetas estão sempre
falando de acordo com a palavra de Deus.
Aleluia.
Mas eu já vi profetas que não falaram
sobre a palavra a partir da palavra de
Deus e e que não aguentavam a palavra de
Deus como conferência. Aqui não tem
problema.
Todas as irmãs e irmãos que tem aqui,
que tem o dom de profecia, eu nunca os
vi falar qualquer coisa que a palavra de
Deus não sustenta.
Mas
é preciso
sempre saber que o que nós estamos
ouvindo é para nós orarmos,
para nós discernirmos,
para nós avaliarmos.
Tá certo? Então, antes mesmo do ágabo
entrar em cena, o Lucas já havia narrado
que em Tiro
os discípulos diziam a Paulo pelo
Espírito Santo
que ele não fosse a Jerusalém.
Depois, em Cesareia, Ágapo, como eu
disse, tomou o cinto do Paulo, amarrou
os seus próprios pés e mãos e disse:
"Assim diz o Espírito Santo: Desta
maneira, os judeus em Jerusalém, em
Jerusalém, amarrarão o homem a quem
pertence esse cinto e o entregarão na
mão do nas mãos dos gentios."
Então, muita gente lê isso, eh, e pensam
que essa palavra é uma profecia
inexorável, não é verdade?
Jesus Cristo, quando falou dos do
abominável da desolação, ele disse:
"Orem."
Ele diz: "Quando vocês virem o
abominável da desolação no lugar onde
ele não deveria estar, orem,
fujam e orem.
Orem para que não aconteça nem no sábado
e nem no inverno. Ou seja, interfiram na
na na história. Peçam para Deus não
permitir que isso aconteça numa época em
que não dá para fugir.
Então isso é que dá o tom das profecias
a partir do Novo Testamento. A própria
palavra de Jesus. Jesus deu uma profecia
e disse: "Orem sobre isso".
Orem sobre isso.
Esse é o tom das profecias no Novo
Testamento.
Então vamos orar sobre isso.
Então não é inexorável como é um a
profecia do Antigo Testamento.
Então, Paulo estava determinado
a ir,
mas a profecia não dizia que ele estava
determinado a ser preso,
não disse: "Ó, presta atenção, o que
aguarda você é isso. Quando chegar lá,
toma atento,
perceba o que tá acontecendo
e tome a melhor decisão."
Então, todos os acontecimentos seguintes
não foram simplesmente o cumprimento
inevitável de uma decisão divina
fechada. Não,
não,
essa não é a melhor leitura do texto.
É preciso ter uma leitura a partir do
caráter pastoral das advertências
proféticas.
No Novo Testamento, as advertências
proféticas são pastorais.
Sabe o que é uma advertência pastoral?
É cuidado com o que você vai fazer com a
sua vida.
Cuidado com as decisões que você vai
tomar.
Se você tomar a decisão errada, as
consequências ser são estas, estas e
estas.
É o Senhor dando um um uma prévia para
você, uma prévia para nós. Presta
atenção. É isso mesmo que você vai
fazer?
Tem certeza?
Se você fizer desse jeito, vai ser
assim, assim, assim, assim.
Qual é a orientação divina? Ore.
Decida com o que você já recebeu do
Espírito Santo.
Discirna.
Peça discernimento ao Senhor. Peça
discernimento aos irmãos cuja sabedoria
você conhece e reconhece.
Essa é a ideia de viver em comunidade.
Então,
a profecia bíblica não é uma fotografia
do futuro no Novo Testamento apenas.
É também uma intervenção de Deus no
presente para provocar arrependimento,
oração,
vigilância.
e discernimento.
Então, quando Deus adverte, ele não está
dizendo, ó, isso acontecerá de modo
inevitável.
Não, muitas vezes o que o Senhor está
dizendo é: "Veja o perigo,
despertem,
orem,
vigiem,
não caminhem ingenuinamente,
ingenuamente
dentro da armadilha".
Como foi que Jesus disse?
Seja sagaz como a serpente, mas continue
simples como a pomba.
Não entra ingenuamente para dentro da
armadilha.
Presta atenção.
Essa distinção é fundamental.
Se a palavra de Ágabo for lida como uma
advertência misericordiosa
e não como um decreto fatalista,
então a atitude correta diante dessa
palavra não é de resignação, mas de
intercessão.
Intercessão.
Nós temos muitas pessoas entre nós que
têm a palavra profética. Você vai falar
com elas e elas dizem para você: "Ó, o
senhor tá dizendo isso, isso, isso,
isso." O que que o senhor tá dizendo
para você? O senhor tá dizendo, "Presta
atenção,
ore,
dissirna,
veja logo o que você vai fazer.
Tô te dando uma prévia dos riscos que
você tá correndo,
porque graças à vitória de Jesus Cristo
e a habitação do Espírito Santo em você,
coisa que os irmãos do Antigo Testamento
não tinha,
você tem o Espírito pronto para decidir
segundo a vontade de Deus.
Além do que, e acima de tudo, você tem
as escrituras sagradas. Pelo amor de
Deus, você tem as escrituras sagradas,
você lê, você conhece as escrituras?
Pois devia.
Então,
não veja como um decreto fatalista.
A atitude não é de resignação, mas de
intercessão,
de revisão de rota
e discernimento comunitário. Por isso é
importante você ter irmãos e irmãs cuja
sabedoria você reconhece para te ajudar
a discernir o que você ouviu.
A própria reação dos irmãos em Cesareia,
inclusive sugere isso. Quando ouviram a
palavra, eles rogaram a Paulo que não
subisse a Jerusalém.
Eles não ouviram a profecia como quem
diz: "Nada pode ser feito".
Não ouviram na como quem percebe percebe
um perigo real
e tenta impedir que o servo de Deus
entre nesse perigo.
É verdade que muitos intérpretes
distinguem revelação espiritual do
perigo da conclusão humana que Paulo não
deveria ir. Sim, tem gente que acha, não
era a vontade de Deus. Não, não, não,
não. Errado.
Errado. Deus não precisa da maldade para
que a sua vontade seja feita. Cuidado
para não cair
no desvio
de julgar a injustiça como vontade de
Deus, de julgar a maldade como vontade
de Deus, de julgar o assassinato como
vontade de Deus. Cuidado com isso.
Cuidado com isso, porque isso é
irresponsabilidade na história.
Então,
ah,
claro que a advertência era divina
e a insistência paulina de ir para
Jerusalém
era uma decisão
dele.
Agora, sabendo tudo que sabia.
Muito bem.
Os irmãos acharam que ele não deveria
ir.
Ele achou que deveria.
Então essa distinção é importante.
A grande pergunta é sempre quando você
recebe como Paulo recebeu uma
advertência espiritual.
E se essa advertência espiritual estiver
sendo dada para que eu não trate esse
caminho como inevitável, mas como algo
que pode ser discernido e deve ser
discernido à luz da minha missão.
Tem um bocado de gente que recebe
palavras e aí pensa que então vai ser
assim. Não vai ser assim.
pergunta: "Isso tem a ver com a missão
que o Senhor me deu?
Isso tem a ver com o que diz as
escrituras?
Se eu tomar essa decisão,
o que é que isso vai fazer com a missão
que Deus me deu?"
Esse é o ponto.
Então, o problema aqui não é negar a
coragem do Paulo. Paulo é um sujeito de
uma coragem assustadora.
E o Paulo tava disposto a sofrer e até
morrer pelo nome do Senhor Jesus. o que
o Espírito Santo espera produzir em
todos nós.
O problema é confundir a disposição para
sofrer por Cristo com a obrigação de
entrar em toda situação perigosa,
inclusive quando o perigo nasce de uma
trama religiosa que desviaria o apóstolo
do centro da sua mensagem, porque foi
isso que aconteceu.
Paulo não era covarde. A história prova
o contrário,
mas a coragem,
quando não é acompanhada de
discernimento,
pode se aproximar perigosamente da
obstinação.
É preciso ter discernimento.
O mártir cristão não procura o
sofrimento como se sofrimento em si
fosse sacramento de fidelidade.
Não,
essa elergia,
esse apego ao sofrimento
é um jeito romano de ver a fé cristã.
Por isso que você vê mais gente indo na
procissão do Senhor morto do que indo na
celebrar a ressurreição.
É um estilo, é um jeito.
Porque para os romanos o sofrimento é um
sacramento.
Porque os romanos entendem que quando
você recebe o batismo infantil, o pecado
original sai de você. E aí agora você
tem de continuar cristão. Bom, então
como é que você continua cristão se você
não precisa ter um encontro pessoal com
Cristo? Então como é que você continua
cristão? Você obedece os sacramentos.
Ponto.
O principal deles é estar em todas as
missas e participar da Eucaristia.
Porque os romanos acreditam que a
eucaristia é sacrificar Jesus de novo
pelos pecados dos que confessaram os
pecados na sacristia.
OK? É o jeito romano.
Nós não vemos assim nas escrituras.
Nós entendemos que Jesus Cristo morreu
de uma vez por todas, como diz Hebreus.
>> Amém. que ele não pode ser sacrificado
de novo,
não pode ferir a rocha duas vezes,
como Deus disse para Moisés,
na primeira vez você fere a rocha, na
segunda vez você fala a rocha
e depois o Paulo explica que a rocha era
Cristo.
Então ele feria a rocha que se que
tipificava Cristo uma vez que é a cruz.
Na segunda vez ele não pode ferir de
novo. Ele tem de falar a rocha.
E aí ele perdeu a paciência,
o povo acoçando ele. Ele perdeu a
paciência, foi lá e feriu. Feriu,
terminou de fazer a água jorrou. O
Senhor o chamou e disse: "Sobe pro Monte
Nebro.
Prepara o Josué para te substituir
e sobe pro Monte Nebro. De lá você vai
ver a terra prometida e de lá você não
desce mais.
Porque eu disse para você:
"Fala
e você feriu.
Você sobe no Monte Neba, vê a terra
prometida.
e avisa os teus irmãos que de lá você
não desce mais.
acabou aqui.
Então não é uma coisa pra gente não
levar a sério.
Então o Paulo é um homem corajoso,
mas sofrimento não é sacramento de
fidelidade,
não.
Claro que ele aceita sofrer,
eh, quando a obediência o exige. Todo
mártir cristão é assim.
Quando a obediência ao Senhor exige
sofrimento, exige sofrimento.
Paciência,
paciência na tribulação.
Mas nem todo sofrimento que sobrevém a
um servo fiel decorre de uma obediência
bem discernida. Às vezes o servo sofre
porque obedeceu.
Aleluia. Outras vezes sofre porque
entrou numa circunstância
que a própria graça tentou advertir-lo
de que evitasse:
"Não faça, presta atenção. Se você
fizer, vai acontecer isso. Cuidado,
cuidado.
Seu adversário
está andando ao derredor de você,
procurando quem possa tragar.
Então, a tese, claro, aqui não diminui o
Paulo, só humaniza o Paulo, que, aliás,
é o óbvio o Lulante. Ele é um homem eh
como todos nós.
Ele é um ser humano.
Ele não é uma máquina infalível de
indecisões apostólicas. Ele é um homem
real, santo e falível, profundamente
comprometido com Cristo e ainda assim
vulnerável à pressão, a expectativa
institucional e ao desejo de preservar a
unidade a qualquer custo, que foi o que
pegou o Paulo
quando o Thiago disse para ele, olha, tá
todo mundo falando que você não obedece
mais Moisés, que você não segue a lei e
que Você ainda fica dizendo pros irmãos
que não é para obedecer a lei, que não
precisa mais da lei para ser salvo. E é
verdade, não precisa mesmo mais da lei
para ser salvo.
É salvo pela graça.
Ah, então para não ter problema, você
faz o seguinte,
vai pro templo junto com os outros
quatro irmãos que vão fazer a
purificação
e pronto. Aí você dá um testemunho de
que você não é um cara que desobedece a
lei. Só que a ir pro templo,
fazer a a purificação era contra o que o
Espírito Santo tinha dito pro Paulo.
O Senhor Jesus disse pro Paulo,
não tem mais nada a ver com a lei.
O templo não tem mais nenhuma função.
Inclusive Jesus Cristo disse que do
templo não ficaria pedra sobre pedra.
Mas o Paulo, pressionado pelo grande
Tiago,
decidiu
fazer tudo pela unidade.
Não pode haver unidade que não seja em
torno da cruz de Cristo.
Não pode haver unidade que não seja em
torno da cruz de Cristo.
Tem de lembrar que antes de qualquer
coisa nós somos adoradores de nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo.
>> Amém.
>> Então, nós não fazemos concessões
a aquilo que desafia
a cruz.
aquilo que tira a cruz do centro.
Pela graça sois salvos mediante a fé.
E isto não vem de vós, é dom de Deus,
não de obras, para que ninguém se
glorie.
Ponto.
Então, é nesse ponto que o episódio com
Tiago e Jerusalém se torna central no na
história do Paulo. Quando Paulo chega,
ele se reúne com Tiago. A gente já falou
isso aqui,
Tiago e os demais presbíteros. E aí eles
glorificam
a Deus pelo que havia sido feito entre
os gentios com a mensagem de Paulo, de
Tiago, de Banabé, de Marcos, de Lucas. e
de tantos. Mas imediatamente apresentam
a Paulo uma preocupação. Milhares de
judeus, crentes, zelosos da lei,
haviam ouvido dizer que Paulo ensinava
os judeus entre os gentios, a abandonar
Moisés, a não circuncidar os filhos e a
não andar segundo os costumes da lei.
A proposta de Tiago e dos presbíteros,
como nós já vimos, é que Paulo se
associasse a quatro irmãos que iam que
iam cumprir os seus votos, iam fazer as
purificações
e que ele fosse com eles e pagasse as
despesas do templo para que todos
soubessem que os rumores eram falsos e
que ele também vivia guardando a lei.
Mas ele não vivia guardando a lei,
porque a lei de Cristo é superior à lei
de Moisés.
Moisés diz: "Não matarás". Cristo diz:
"Se você ficar com raiva de alguém, já
matou".
Moisés diz: "Não cobiçarás a mulher do
próximo".
que tá totalmente certo. Só que aí em
Moisés a mulher ainda é a mulher do
próximo.
Mas em Jesus não. Jesus é: "Se você
olhar para qualquer mulher,
transformando-a
num objeto, você pecou
e você já cometeu pecado contra Deus e
você já é réu do inferno."
Primeira coisa que a lei de Jesus faz,
dignifica a mulher e transforma a mulher
na personagem de si mesma. Ela
não é mais a esposa do fulano, do
ciclano ou do trajano.
Ela é fulana.
Verdade.
>> Pronto. Filha de Deus, serva de Deus,
criatura de Deus.
olhar para ela como se ela fosse um
objeto. Fere Deus e Deus vai fazer você
saber que foi ferido.
Simples assim.
E eu não aconselho ninguém a ter de
ouvir Deus dizer: "É, meu filho, você me
feriu.
E agora nós vamos conversar.
Não sugiro isso para ninguém. Se eu
posso se eu posso dar uma sugestão do do
longo, ao longo dos meus 70 anos,
mais de 50 como pastor
e quase 60
como cristão.
Não faça isso.
>> Não faça isso.
não cri uma situação em que a trindade
tenha de dizer para você,
senta aqui que nós vamos conversar.
>> Pastor, eu eu vejo assim que
seguir a Jesus
a gente às vezes pensa na lei, mas é
ultrapassar
essas coisas, não é? É
quando a gente segue Jesus, o espírito
do Senhor nos leva
ao padrão do Cristo.
O padrão do Moisés é ótimo para segurar
o povo, tirar o povo da barbárie.
Mas o padrão de Cristo
é para fazer o ser humano semelhante a
Jesus Cristo. Porque em Jesus Cristo a
gente vê a gente como gente, como gente
deve ser.
>> Então, como gente deve ser? Como Jesus
Cristo, como Jesus de Nazaré.
Simples assim.
>> Como é que chega lá? Pelo poder espírito
santo? É óbvio.
>> É um padrão altíssimo.
>> É, graças a Deus.
Melhor arrancar um olho, pastor.
>> É, pode arrancar um, dois, faz
diferença. Contanto vai,
>> contanto que você não tenha de ouvir o
senhor chamar você para conversar.
>> Então,
>> eu nunca vi um pastor,
>> eu também não. Aliás, eu não vi pastor
fazer um montão de coisa.
Eu não vou nem entrar nesse assunto
porque se eu for entrar nesse assunto os
irmãos vão dizer que eu saí do texto.
Vou ficar aqui. Então a primeira vista
aquilo que o Paulo quis fazer era uma
estratégia diplomática, uma espécie de
gesto de pacificação, mas não deu certo.
Como Moisés tentou fazer com faraó.
A primeira vez o Senhor disse pro
Moisés: "Chega lá pro faraó e diz o
seguinte: Israel é meu primogênito.
Você deixa o meu primogênito embora.
Se você não disse o meu primogênito
embora, eu levo o seu primogênito."
Pronto, foi direto pra última praga,
acabou.
Chegou lá na frente do do faraó, Moisés
amarelou.
E aí tentou uma saída diplomática. Qual
foi a saída de Moisés? Olha, eh, deixa a
gente ir três, três dias pro deserto
para prestar culto para Deus, porque o
Deus dos Hebreus nos encontrou no
deserto?
Porque se a gente não for, ele vai ferir
a gente com peste, vai, a gente vai
ficar doente, a gente vai morrer e você
vai perder a sua mão de obra. Então,
para você não perder a sua mão de obra,
a gente vai três dias dentro do deserto,
adora a Deus, depois volta. Essa é a
proposta. Claro que quando chegasse lá,
ele ia mandar outro recado pro faraó.
Mas Deus não tem nada a ver com isso,
meu filho. Não foi isso que eu mandei
você falar.
E aí, claro que o faraó respondeu como
um um politeísta.
Falou: "Eu não sei quem é esse Deus que
você tá falando".
Ele se achava um deus. do faraó tinha
mais 10 deuses com ele, pelo menos,
ou que ele julgava serem deuses.
Aí vem o o o
Moisés que diz: "E Yahé,
o Deus dos hebreus,
disse para você deixar a gente adorá-lo
no deserto".
O faraó disse: "Não sei quem é Yahé".
Quem é Yahvé? para que eu faça o que ele
tá pedindo. Eu não conheço esse Deus.
Para ele era mais um Deus qualquer, um
Deus tribal, que tinham muitos deuses
tribais.
Aí manda piorar a situação dos hebreus.
Os anciãos hebreus ficam com raiva de
Moisés.
O que salvou toda a situação foi que
Moisés pensou que Deus ia ficar muito
bravo com ele, mas Deus não é pego de
surpresa.
Então Deus disse para Moisés: "Olha,
faraó pediu para eu me apresentar.
Eu
vou me apresentar para ele.
Volta lá.
Faz as proesas que eu fiz você fazer no
monte,
lá no monte Oreb, e diz para ele que eu
só vou parar
quando ele perceber que só há um Deus.
Ele não pediu para me apresentar.
Eu vou me apresentar.
Então,
as escrituras são fartas em dizer isso
pra gente.
Então essa parece uma estratégia
diplomática, um gesto de pacificação,
uma tentativa de evitar escândalo,
mas era uma situação muito grave pro
próprio Paulo, porque o Paulo
não estava sendo convidado apenas a
receber uma a respeitar uma
sensibilidade cultural. Ele estava sendo
pressionado a participar de uma
encenação pública,
cujo efeito seria provar sua ortodoxia
perante os zelosos da lei. E ele não era
um ortodoxo da lei, ué.
E é aqui que a gente pode falar com a
dureza que a tese exige da esparrela de
do Thiago. Depois, inclusive, eu acho
que o Thiago muda depois disso, porque o
Thiago que vai escrever a carta de
Thiago depois é outro.
Então, a impressão que eu tenho é que a
a situação foi tão dramática que o
próprio Thago mudou.
E aí quando você lê a carta de Thago,
ele mudou totalmente.
É outro homem que escreveu aquela carta.
Isso é a história da igreja, irmãos.
Vocês têm de lembrar que a história da
igreja é a história que vem sendo
escrita pelo Espírito Santo
e que o único herói das Escrituras
Sagradas chama-se Jesus de Nazaré.
verdadeiramente Deus e verdadeiramente
homem que veio em carne para nos
libertar. É o único herói nas
escrituras.
Todos os demais, de Moisés até o último
cristão,
estão em torno de Jesus Cristo.
Jesus Cristo é o Senhor.
>> Ponto.
Todo o joelho se dobrará diante dele e
toda a língua confessará que Jesus
Cristo é o Senhor para a glória de Deus
Pai.
Ponto.
E os três apóstolos
quando estavam com Jesus no monte da
transfiguração
e o Senhor e e disseram para Jesus: "Nós
vamos construir três tendas, uma pro
Senhor, outra para Elias, outra para
Moisés". ouviram o Pai dizer: "Este é o
meu filho amado.
A ele ouviste
>> ponto.
Então
o Paulo eh
caiu numa esparrela sutil, né? Porque o
o Thiago não queria prejudicar o Paulo
de jeito nenhum. Ele também achava que
tava fazendo o melhor
e aí ele muda porque não era o melhor.
Então é uma solução institucional que
que parecia prudente, mas era
espiritualmente perigosa.
Uma tentativa de administrar tensões
internas sacrificando a clareza do
evangelho. Nunca sacrifique o evangelho,
porque o evangelho é o poder de Deus pra
salvação de todo aquele que crê. Glória
a Deus. É verdade.
>> Não tem como facilitar isso. Não tem. A
pior coisa que pode acontecer para
qualquer um de nós é no dia do juízo, o
Senhor Jesus disse: "Ô, ô, ô, Ari, vem
cá."
Sim, senhor. Sim, senhor. Ó, esse moço
aqui tá dizendo que você falou para ele
que ele tá salvo, mas eu nunca o
conheci. Por que que você falou que ele
tava salvo?
Você tinha autoridade para isso ali?
Você
não olhou para o que ele tava vivendo.
Você não disse para ele que quem nasce
de novo não vive desse jeito?
Você não contou para ele o que é ser
pleno do Espírito Santo? Você não falou
para ele?
Agora ele tá aqui dizendo que ele tá
salvo porque você falou. Mas eu nunca
conhecia esse moço.
Por que que você falou?
Então, a clareza do evangelho não pode
ser negociada.
>> Ponto. Então, a mensagem recebida por
Deus, pronto, não pode ser ambígua.
O Paulo caiu numa situação
em que ele foi convencido
a ir contra tudo que ele tava pregando.
Paulo recebeu uma mensagem clara que
dizia: "Em Cristo, judeus e gentios são
reconciliados pela fé, não pelas obras
da lei. A justiça de Deus se manifesta à
parte da lei, fora da lei. é
testemunhada pela lei e pelos profetas.
A circuncisão não é fundamento de
pertencimento ao povo messiânico.
Os gentios não devem ser submetidos ao
julgo judaizante.
O próprio projeto da oferta para
Jerusalém em Romanos 15 tinha o
propósito de manifestar a comunhão entre
cristãos, gentios e judeus, não de
submeter a a missão gentílica a uma
validação ritual judaica.
coisas diferentes.
>> A questão, portanto, não é se Paulo
podia em algum em algum contexto
tornar-se como judeu para ganhar judeus,
como ele mesmo diz em primeiro Coríntios
9. A questão é se naquele contexto
específico de Jerusalém, sob acusação
pública, diante de uma multidão zelosa
da lei e sob orientação dos líderes
locais, o gesto proposto não comunicava
algo mais profundo e problemático,
que Paulo precisava provar sua
fidelidade a Deus por meio de uma
conformidade ritual pública.
Não podia, não devia.
>> Ele pensou que a igreja de Jerusalém
precisava paziguar os elosos da lei, mas
a igreja em Jerusalém precisava corrigir
os elosos da lei e dizer para eles: "A
lei não salva, só Jesus Cristo salva". A
lei foi usada pelo Espírito Santo para
trazer vocês até Jesus Cristo. Agora que
Jesus Cristo chegou, vocês têm de nascer
de novo.
E isso só é possível pelo Espírito
Santo.
Então,
não era para paz igualar os velosos da
lei, era para defender a verdade do
evangelho.
A unidade da Igreja só pode ser
preservada pelo Espírito Santo e não por
performance religiosa, que esconde
a verdade escandalosa da graça. Pela
graça sois salvos
mediante a fé. E isso não vem de vós,
é dom de Deus.
Então, Paulo sabia por revelação
e por convicção teológica que o
evangelho não pode ser subordinado a
esse tipo de exigência. Por isso dizer
que ele consentiu em fazer algo
contrário à vontade divina não é
acusá-lo de apostasia. Claro que não.
Ele não apostatou, mas reconheceu uma
falha grave de discernimento no momento
de pressão.
O apóstolo que resistiu a Pedro em
Antioquia, quando este se afastou da
mesa com os gentios em Jerusalém,
aceitou a solução que o deslocou do foco
da sua mensagem.
Essa mensagem pode soar dura,
mas ela é coerente com a própria maneira
como a escritura trata a gente. A Bíblia
não precisa proteger seus personagens,
não.
Toma cuidado com isso. Isso inclusive é
que faz hoje um bocado de crente fazer o
que quiser e dizer: "É, mas eu sou
salvo.
>> Eu sou salvo. Jesus é meu Senhor.
Eu me lembro de um camarada que tive uma
vida desgraçada.
Chegou para mim, eu disse: "Ó, filho,
você precisa se arrepender. E isso que
você tá pedindo para eu fazer, eu não
posso, porque se eu for falar lá com a
sua esposa, eu vou dizer que ela tá
certa. É melhor você não me levar para
falar com ela."
Falou: "Não, você não pode falar isso
para mim porque eu sou cristão". Eu
falei: "Não, você tem um erro aqui".
Ele falou: "Qual?" Você não pode,
vivendo a porcaria de vida que você
vive, chegar aqui e sentar-se à mesa e
dizer que é cristão. Você não entendeu?
Não é você que diz que é cristão.
Você não pode viver essa porcaria de
vida que você vive, que não dá para
confiar em você nem enquanto o diabo
pisca o olho. E sentar aqui e dizer que
é cristão.
Você sabe o que significa ser cristão?
Significa, como disse a irmã, ser
pequenos Cristos. Eu não consigo ver
Cristo em você de jeito nenhum. E olha
que eu tô tentando desesperadamente ver
onde é que Cristo aparece na sua vida e
não consigo ver em nenhum movimento seu
Jesus Cristo.
Que que aconteceu?
Ou Jesus Cristo mudou e eu não fui
avisado,
ou você nunca andou com Jesus Cristo.
Porque os que andam com Jesus Cristo não
é que os que andam com Jesus Cristo não
não pecam.
Mas se arrependem.
A fé cristã não é a fé daqueles que
nunca pecam, é a fé daqueles que sempre
se arrependem. E a cada arrependimento
eles crescem.
>> Glória a Deus.
>> E se tornam mais parecidos com Jesus.
Então não pensa que a Bíblia protege os
personagens dela, não. O Senhor não faz
isso. Abraão creu em Deus e mentiu por
medo.
Moisés falou com Deus face a face e
feriu a rocha em desobediência e morreu.
Davi foi homem segundo o coração de
Deus, mas caiu em adultério e em
homicídio.
E pensa que a Bíblia escondeu?
Não só não escondeu, como Natã foi lá
dizer para ele, você
vai voltar paraas cavernas onde Deus te
encontrou,
porque lá você vai lembrar quem você é e
quem você deveria ser.
Porque Cristo veio para salvar a gente,
não veio para passar a mão na nossa
cabeça.
O cara tá nas trevas, ele precisa de
luz.
Não adianta chegar para um cara nas
trevas e dizer: "É, as trevas é
complicado, hein?" Mas olha, quem sabe
tem dá para achar um cantinho aqui mais
tranquilo. Não tem cantinho tranquilo
nas trevas.
O único jeito de sair das trevas é ser
arrancado paraa luz.
Então o Pedro confessou a Cristo e o
negou
e depois teve de ser repreendido por
Paulo por incoerência prática em relação
aos gentios. Por que que Paulo tem de
ser visto como infalível em cada decisão
dele? Não é como qualquer um de nós. A
grandeza de Paulo não informa que não
exige que a gente transforme os seus
passos em expressão perfeita da vontade
de Deus. Pelo contrário, a grandeza da
graça aparece mais claramente quando a
gente reconhece que Deus sustentou e
usou Paulo até quando Paulo se viu preso
a consequências de decisões tomadas num
ambiente de pressão religiosa. E isso
pode acontecer com qualquer um de nós.
Autoridade.
>> Qualquer um de nós. Eu já vi muito irmão
que virou para mim e disse: "Eu não vou
ali nesse caminho que você tá indo".
Porque eu não vou aguentar aparião.
Tá bom.
Teve um outro camarada que disse: "Você
tá certo, mas se eu for com você, eu não
consigo mais sustentar a minha missão."
Tá bom.
OK. Isso é isso é entre é entre nós e o
Senhor Jesus. Não tem quem sou eu para
dizer qualquer coisa para você. A prisão
de Paulo confirma o caráter injusto da
situação. Ele sofreu uma injustiça.
Ele entra no templo como parte do acordo
proposto, mas os judeus da Ásia o
reconhecem. Agitam a multidão, acusam-no
de ensinar contra o povo, contra a lei,
contra o templo, além de supor
falsamente que ele havia introduzido o
Trófimo, o Efésio, no templo. Mentira.
Ele não fez nada disso.
E a acusação é construída sobre uma
suspeita, não sobre a verdade. O
resultado é tumulto. A cidade se
alvoroça, o povo corre. Paulo é
agarrado, arrastado para fora do templo.
As portas são fechadas, a violência
coletiva toma o lugar da justiça. O que
começou como uma tentativa de
pacificação religiosa termina como
explosão de ódio.
E nesse momento chama atenção o silêncio
narrativo dos irmãos judeus cristãos que
não fizeram nada. Onde estão aqueles que
deveriam defender Paulo? Onde estão
aqueles que haviam recebido a oferta,
ouvido seu relato missionário e proposto
essa estratégia? Cadê eles?
O texto não os mostra protegendo Paulo,
explicando a situação ou assumindo
publicamente a responsabilidade pelo
gesto que ele tava praticando. Ele ficou
sozinho.
Irmãos, não romantize o ser humano. Pelo
amor de Deus, não romantize o ser
humano.
O ser humano não pode ser romantizado.
Ele tem de ser salvo.
não romantize o ser humano.
Às vezes eu eu tô falando com a a os
irmãos e eles dizem: "Ah, que uma
camarada é gente boa, apesar de tudo".
Falei: "Não, bom é Deus", disse Jesus
Cristo.
Vamos por etapa aqui. Bom é Deus, disse
Jesus Cristo.
O irmão é como eu
irmão.
>> É, o irmão é como eu. Tem dia que acerta
e tem dia que erra. Tem dia que tá com
as melhores intenções e tem dia que tá
tentando só se salvar.
E se não fosse a misericórdia de Deus,
nenhum de nós chegaria ao fim da
estrada.
>> Vamos parar com esse romantismo bobo.
Somos só seres humanos precisando da
misericórdia de Deus.
E assim era o Paulo, assim era o Pedro,
assim era o Moisés, assim era todo
mundo, só gente, pelo amor de Deus, é só
gente.
É Deus que reveste gente.
>> Aleluia.
>> Por isso, a honra e a glória pertencem
ao Altíssimo.
>> Tá certo?
Então, Paulo que foi a Jerusalém
carregando um sinal concreto de comunhão
entre gentios e judeus, ficou só diante
da fúria religiosa.
Essa solidão é teologicamente
significativa. Ela impede que a gente
transforme a prisão de Paulo numa cena
de providência divina.
Não, não tem nada a ver com providência
divina. Houve omissão, houve covardia,
houve falha comunitária, houve líderes
que sugeriram um caminho e não aparece
quando o caminho se torne perig se torna
perigoso. Houve uma multidão que
preferiu o boato, a verdade. Houve
autoridades religiosas e civis que
trataram Paulo como um problema
político. Houve um sistema romano que,
embora protegesse Paulo da morte
imediata, também o prendeu, interrogou,
transferiu e o manteve preso por
conveniência.
Nada disso deve ser chamado de vontade
de Deus. Isso é que eu quero deixar
claro para você. Tem um bocado de irmão
olhando para tudo quanto é mazela, tudo
quanto é injustiça, tudo quanto é
mentira, tudo quanto é violência e
dizendo: "Ah, é a vontade de Deus". Deus
não precisa da maldade para fazer a sua
vontade.
>> Ponto. Maldade é maldade.
Mentira é mentira. Violência é
violência.
Deus entra para salvar a situação.
Graças a Deus, né?
Graças a Deus.
Mas não é a vontade dele, porque Deus
não é tentado e a ninguém tenta, diz as
escrituras sagradas.
>> Glória a Deus.
>> Tá certo? Deus é o pai das luzes, não
das trevas.
>> Amém. Amém.
>> Então, nada disso deve ser chamado
apressadamente de vontade de Deus.
A gente tem de entender que vontade de
Deus é aquilo que expressa o caráter
santo de Deus, o caráter justo de Deus,
o caráter verdadeiro de Deus.
Chamar a injustiça de vontade de Deus
pode parecer piedade, mas é apenas uma
forma religiosa de absolver os agentes
humanos e de endurecer a consciência
diante do mal.
É só isso.
Nunca digam a uma pessoa injustiçada:
"Paciência é a vontade de Deus". Não
vamos buscar o Senhor para socorrer você
em meio a essa injustiça.
>> Porque o Senhor é o justo juiz de toda a
terra.
Então
não é para dis absolver os os agentes
humanos e endurecer a consciência diante
do mal. O mal é o mal.
A apelação a César em Atos 25 tem de ser
compreendida nessa mesma fase, nessa
mesma chave. Paulo não apela a César
porque tenha descoberto finalmente o
suposto plano original de Deus de
levá-lo ao imperador. Não. Ele apela a
César porque ele tá encurralado num
processo jurídico injusto,
festo, querendo agradar os judeus.
Pergunta se Paulo quer subir a Jerusalém
para ser julgado ali. O Paulo percebe o
perigo. Esse cara vai me matar.
E responde que está diante do Tribunal
de César. Sou sou cidadão romano.
Então é no tribunal de César que eu devo
ser julgado.
Eu não cometi nenhuma injustiça contra
os judeus, como o próprio Festo sabia
muito bem. E aí ele declara: "Se eu
cometir algum mal crime digno de morte,
não recuso morrer. Mas se nada há das
coisas que estes me acusam,
ninguém pode me entregar a eles.
Você não pode me entregar a esses caras
que estão me acusando falsamente. Então
eu apelo para César."
Essa fala é profundamente jurídica e
defensiva. Paulo não invoca um oráculo,
invoca o seu direito.
Ele não tá espiritualizando a injustiça,
ele tá resistindo à injustiça
e tá usando um instrumento civil que sua
cidadania romana lhe oferecia.
Portanto, a apelação a César não tem que
ser usada para provar que todo o caminho
anterior era o plano ideal do Senhor.
Não.
Ela prova outra coisa. Quando os seus
irmãos não o defenderam, quando os seus
acusadores mentiram, quando as
autoridades locais buscaram conveniência
política, Paulo usou o direito que
possuía para impedir que fosse entregue
à morte.
A frase apelo para César não é um
suspiro místico de alguém que finalmente
entende que a injustiça era necessária.
É o recurso de um cidadão romano que
sabe que se for devolvido a Jerusalém
vai ser morto.
Eh, me lembra muito aquela frase, né?
Deus permitiu porque ele quer te ensinar
alguma coisa nesse nesse processo.
>> É, não, não tem nada disso. Não
tem nada disso não. O senhor tá dizendo
sempre assim, você vai semear isso aí na
sua vida,
você vai colher.
>> Agora você vai poder apelar pro Senhor
sempre. Graças a Deus.
sempre.
E o senhor entrará na história para para
salvar o que dá para salvar ali.
Mas eu fiz, eu decidi,
eu orei, não orei, conversei com gente
mais sábia do que eu, não conversei. Eu
decidi,
o senhor tava onde? ali, ah, assistindo,
né? Porque eu não chamei ele para
conversa.
Muitas vezes ele fala: "Você não quer
conversar comigo sobre isso antes? Não,
não, pode deixar que eu me defenda."
Quem
defenda-se.
Então,
a providência de Deus pode se valer
desse recurso. Claro, o Senhor entra na
história que está lá, não a história que
ele gostaria que estivesse, porque
senão, amados, não vai ter juízo.
É simples. Eu me lembro que falei com um
irmão que dizia assim: "Não, tudo
acontece de acordo com a vontade de
Deus". É mesmo? É.
Então, tudo que acontece é porque Deus
quis que acontecesse. É.
OK.
>> Falei: "Tudo bem, OK. Não vou nem entrar
na Bíblia com você,
porque nós vamos ficar gastando
eh eh vela com defuto ruim. Não vou
entrar na Bíblia. Vou só fazer uma
pergunta para você.
Pode fazer. Quando você peca,
você peca porque Deus mandou você pecar.
Aí não, isso não. Fala. Pronto. Aí
descobrimos uma coisa que você faz que
não é da vontade de Deus.
>> Acabamos de descobrir uma. Olha aí. Seu
argumento acabou de naufragar aqui.
Como é que você sustenta seu argumento
agora?
Tem gente que pensa que Deus sabe tudo
porque escreveu tudo. Não, Deus sabe
tudo porque é Deus. Ele vê de cima e vê
de uma vez só. Isso chama-se
onisciência.
Soberania é o atributo que permite a
Deus entrar na história. A história que
a gente fez.
e trabalhar com essa história, tendo em
vista a redenção.
Se ele não fizesse isso, nós nunca
chegaríamos a lugar nenhum. E se não
fosse assim,
baseado em que que o senhor fala em
juízo, se todo mundo só tá fazendo o que
ele quer?
>> Julgar o quê?
Imagina que fosse assim, eu chegasse lá
diante de Deus ou você chegasse diante
de Deus e Deus dissesse: "Muito bonito,
hein, seu Ari?
O senhor viu que o o o que o senhor
fez?"
Eu ia dizer: "Mas foi o senhor que quis
que eu fizesse
o teu desejo.
>> A gente não faz só a tua vontade.
>> Desejo caral para
>> Então o senhor tá me julgando pelo quê?
Foi o senhor que quis.
Por que que eu tenho de pagar por uma
coisa que o senhor que quis?
>> Você ficou louco de pensar que você é
posto por Deus numa situação dessa em
que você pode simplesmente chegar para
Deus e dizer: "Ó, não tenho nada a ver
com isso.
Foi o senhor que quis?
Imagina isso.
Não, irmãos, não é assim.
Você decide e o Senhor vem conversar com
você.
>> Amém.
>> Mas vem sempre com misericórdia. Vamos
sair dessa situação. Você tem perdão
para você, tem transformação para você.
Você precisa reconhecer que você tá
fazendo bobagem.
>> Mas desde o Éden o homem se justifica
desde o Éden
>> por causa dos seus desejos, cara.
Exatamente.
>> Então, os motivos de de a providência de
Deus pode se valer disso. Claro que ele
entra na história como a história tá lá,
como a gente fez a história.
Então, os motivos de festo, as acusações
judaicas,
a estratégia do Thago, que achava que
esse era um bom caminho, ah, ou a
decisão do Paulo em participar disso,
Deus pode transformar tudo isso numa
estrada
para o para o caminho dele, a estrada
torta. Aliás, o Agostinho já dizia que
Deus escreve certo por linhas tortas em
caminho de testemunho, mas isso não quer
dizer que ele declara que a a existiu
retidão
na tortura moral que entortou aquele
caminho.
Que Jesus diz é: "Você entortou o
caminho, eu vou endireitar para você".
Mas foi você que entortou. Então, 1532
de Romanos volta com toda a sua força.
Paulo havia pedido oração para chegar em
Roma com alegria, pela vontade de Deus,
ser reanimado juntamente com os irmãos.
O verbo ligado ao descanso é sinana
palmai, que significa refrigério,
compartilhamento,
repouso,
companhia dos irmãos, renovação
relacional.
Então, não é o vocabulário de alguém que
chega algemado,
não é o como o o desejo de alguém que
chega numa cadeia processual.
É o vocabulário de uma vocação
missionária, de comunhão missionária.
Paulo imaginava Roma como um lugar de
encontro, descanso e possível apoio pra
missão dele paraa Espanha. Ele queria ir
para Espanha e nunca foi.
Então, a introdução de Romanos reconhece
esse cenário.
Paulo escrevia quando estava prestes a
Jerusalém com uma coleta pros cristãos
pobres. Depois disso, pretendia visitar
Roma, seguia adiante em sua missão no
ocidente.
Assim, quando a história de Atos mostra
Paulo chegando a Roma como prisioneiro,
a gente não pode ler aquilo como se
fosse simplesmente a forma normal do
cumprimento de Romanos 15:32. Não, a
gente tem de perceber atenção.
Paulo pediu uma chegada alegre e
descansada.
Ah, mas não aconteceu isso. Ele chegou
preservado, sim, mas marcado por
cadeias, atrasos, injustiças,
interrogatórios, naufrágio.
Essa tensão não enfraquece a providência
de Deus.
Ela purifica a gente de uma leitura
fatalista.
A providência bíblica não significa que
tudo que acontece é moralmente desejado
por Deus.
Do mesmo modo, significa que Deus
permanece o Senhor da história da
redenção.
Então, quando a história comum vai ferir
a história da redenção, o Senhor entra
na história comum para fazer valer a
história da redenção. É assim que tem
sido desde tempos perdidos na memória.
É por isso que o apocalipse fala em
juízo das nações.
Um Deus que julga não pode ser um Deus
que determina.
Ele não pode determinar uma coisa e
julgar o que ele mesmo determinou. Ele
não seria justo.
E a primeira verdade que se fala sobre
Deus foi Abraão que falou. Deus é o
justo juiz de toda a terra.
Não foi isso que o Abraão falou
quando apelou, orou por por Sodoma?
Então,
primeira declaração do caráter de Deus
significa que Deus é senhor da história
da redenção. E quando a história é
ferida por pecados humanos, ele entra na
história para fazer valer a redenção.
Então, há uma diferença entre dizer que
Deus quis a injustiça para cumprir o seu
plano e dizer Deus entrou na injustiça e
a transformou em ocasião de testemunho.
>> Isso é outra mudança.
A primeira
formulação, essa de Deus quis a
injustiça para cumprir seu plano,
aproxima Deus da necessidade do mal.
Deus não precisa do mal.
A segunda preserva a santidade de Deus,
exalta o seu poder redentor. Se Deus
precisasse da mentira dos acusadores, da
omissão dos irmãos, da covardia
institucional, da manipulação política e
da violência romana para cumprir sua
vontade, então a injustiça deixaria de
ser oposição ao caráter de Deus e se
tornaria ferramenta indispensável da sua
ação.
Isso não é a visão bíblica da
providência
e é uma forma perigosa de determinismo
religioso.
>> Determin
>> é perigosíssima.
A escritura oferece uma linguagem melhor
na história de José. José viveu isso. Os
irmãos venderam ele. Aquilo foi mal.
Eles intentaram mal contra ele. Deus
por, porém, tornou o mal em bem. Ele
mesmo falou isso pros irmãos,
preservando muitas vidas. O texto não
diz que o mal dos irmãos era bem desde o
começo. Não diz que a traição dos irmãos
era santa porque Deus a redimiu. Não diz
que Deus precisava da inveja e da
incrueldade deles como quem depende do
pecado para governar. Deus não depende
do pecado da gente para governar.
O que o texto diz é mais profundo. A
intenção humana era amar, mas a ação
soberana de Deus foi capaz de sobrepor
ao mal com uma finalidade salvadora.
entrou na história.
Então essa distinção é decisiva para ler
Paulo, Tiago, todo mundo.
Paulo, Tiago pode ver errado, Paulo pode
ter cedido, os judeus podem ter sido
injustos, Roma pode ter sido violenta e
ainda assim Deus pode transformar tudo
isso em bem, levando Paulo a testemunhar
diante das autoridades,
fortalecendo igrejas, escrevendo cartas,
encorajando irmãos. fazendo com que até
a prisão se tornasse um público.
Entendeu? A própria visita do senhor a
Paulo em Atos 23:11 deve ser lida nessa
chave redentora, não como absolvição
automática de todos os passos
anteriores. O Senhor aparece para ele e
diz: "Coragem,
pois do modo porque deste testemunho a
meu respeito em Jerusalém, assim importa
que o faças em Roma". Pronto.
Essa palavra é consolo, é direção no
meio do caos. Mas consolo depois do erro
não significa aprovação de tudo que
levou ao erro. Direção depois da
injustiça não significa que Deus é o
autor da injustiça. Deus encontra Paulo
dentro da história que existe agora.
A partir daquele ponto Paulo tá preso,
ameaçado, envolvido em processos,
conspirações. O senhor não abandona. O
senhor não diz: "Ah, Paulo, como você
errou, minha missão terminou?" Não, ao
contrário, ele entra naquela realidade e
redireciona.
Você ainda testemunhará em Roma. Ponto.
Isso é providência de Deus, providência
redentora.
Deus não apenas governa trajetórias
ideais, ele também resgata a gente das
trajetórias danificadas.
Essa é a nossa esperança.
Então, essa leitura tem consequências
pastorais importantes. Muitas vezes,
quando a pessoa sofre as consequências
de uma decisão precipitada, de uma
pressão institucional, de uma
manipulação espiritual ou de uma
injustiça praticada por outras, a
comunidade religiosa tenta resolver tudo
isso com uma frase: "Foi a vontade de
Deus". Essa frase, quando usada sem
discernimento, pode ferir ainda mais.
Ela pode fazer a vítima sentir que a
violência que sofreu era necessária, que
a omissão dos irmãos era sagrada, que a
mentira dos acusadores era instrumento
santo e que a covardia dos líderes era
parte inevitável do plano divino.
>> Cuidado com isso.
A Bíblia nos permite falar de modo mais
verdadeiro e mais santo. tipo, isso foi
mal, isso foi injusto, isso não expressa
o caráter de Deus, isso não deveria ter
acontecido assim e ainda assim Deus não
foi derrotado por isso.
>> Essa confissão preserva duas verdades ao
mesmo tempo. A responsabilidade humana e
a soberania redentora de Deus.
Também é necessário aplicar essa leitura
à figura do Tiago. A tradição cristã
tende a tratar os líderes com reverência
e essa reverência tem seu lugar. Tiago
foi uma liderança importante da igreja
em Jerusalém. Atos mostra ele como
referência entre os irmãos. Paulo
reconhece em todos os contextos como
figura significativa, mas nenhuma
liderança eclesiástica,
nenhuma liderança eclesiástica está
acima do evangelho.
Quando a liderança para administrar
tensões internas conduz um servo de Deus
a um gesto que obscurece a mensagem que
esse servo recebeu, tem de ser avaliada
criticamente.
A prudência pastoral pode se tornar
pragmatismo religioso. O zelo pela paz
pode se tornar medo dos elotes
e medo dos zelosos da lei. A tentativa
de evitar escândalo pode produzir
escândalo maior. A proposta de Thiago
talvez tenha parecido uma solução
conciliatória, mas terminou colocando
Paulo exatamente no lugar onde os
inimigos o agarrariam.
Isso não prova que Thiago desejava o
mal, ele não desejava.
Prova que uma estratégia eclesiástica
pode ser sinceramente equivocada e
espiritualmente desastrosa.
Do mesmo modo, é preciso aplicar essa
leitura a Paulo, com respeito e
honestidade. Paulo não deixa de ser
apóstolo porque errou, como Pedro não
deixou de ser apóstolo porque errou.
Sua mensagem não deixa de ser divina,
porque em certo momento ele pode não ter
se mantido focado plenamente nela. A
autoridade do evangelho não depende da
impecabilidade psicológica ou
estratégica do mensageiro. Aliás, a
própria força do evangelho está em que
Deus deposita tesouros em vasos de
barro.
Paulo continuou sendo servo de Cristo,
testemunha fiel, teólogo da graça,
instrumento poderoso, mas justamente
porque sua teologia era tão clara, sua
participação no arranjo de Jerusalém foi
tão doloroso.
Ele sabia que a justificação não vinha
da lei. Sabia que os gentios não deviam
ser compelidos a se judaizar. sabia que
Cristo havia derrubado a parede da
separação. Sabia que sua missão não era
pedir autorização simbólica dos elosos
da lei, mas anunciar que em Cristo a
nova criação havia começado. Por isso, a
sua concessão em Jerusalém tem de ser
vista como uma queda de foco, não como
modelo normativo. Já disse para vocês,
tem de entender que o que norm que é
normatizado nas escrituras é o que tem a
ver com a redenção. Se não tem a ver com
a redenção, é porque os apóstolos
decidiram resolver o problema de um
jeito. Fica lá como exemplo para nós.
Mas o que é normativo é disso depende a
redenção ou não?
Se sim, então é normativo.
Se não, é ilustrativo.
Tem que saber ler as escrituras, amados.
O que que é normativo e o que que é
ilustrativo?
Ilustrativo é como o irmão resolveu o
problema com a igreja grega.
Se amanhã eu tiver de enviar
missionários para para territórios onde
onde o Islam manda, eu vou usar a
técnica do Paulo,
porque é o único jeito de lidar com
aquela cultura,
mas é ilustrativo, não tem nada a ver
com
redenção
e é sacrifício misiológico.
e não redentor
tem de saber ler as escrituras.
Então, a grande beleza da história está
em que Deus não abandonou Paulo dentro
daquele problema. Deus o preservou
quando a multidão queria matá-lo. Deus
permitiu que sua cidadania romana
impedisse abusos maiores. Deus o
sustentou diante das autoridades. Deus o
livrou de conspirações. Deus o conduziu
pelo mar, pelo naufrágio, pela longa
espera. Deus esteve com ele na ida a
Roma, ainda que não da maneira que
Romanos 15:32 queria.
E chegando a Roma, Paulo poôde receber
irmãos, ser encorajado e continuar
anunciando o reino de Deus, embora não
conseguiu mais ir à Espanha, porque
fazia isso enquanto prisioneiro.
Atos termina mostrando Paulo em Roma sob
custódia, mas pregando o reino de Deus,
ensinando a respeito do Senhor, a
ensinando a respeito de Jesus Cristo, o
Senhor, com intrepidez, sem impedimento.
A palavra final dele não é a cadeia, é o
evangelho sem impedimento. Mas isso não
significa que as cadeias eram moralmente
necessárias. Não eram. Significa que o
evangelho é mais forte do que as
cadeias.
Romanos 15:32. Então, não deve ser usado
para suavizar a tragédia de Atos, deve
ser usado para iluminá-la. Paulo pediu
oração para ser livre dos desobediências
da Judeia. Ele não foi livre deles no
sentido simples. Foi agarrado por eles,
acusado por eles, quase morto por eles.
Paulo pediu que seu serviço fosse aceito
pelos santos. A narrativa sugere que ele
teve uma recepção formal, mas logo
revela que a comunhão em Jerusalém
estava contaminada por suspeitas,
pressão e medo dos legalistas.
pediu para chegar a Roma com alegria e
descanso. Chegou a Roma sim, mas depois
de anos de prisão, processos e
naufrágio. Presta atenção nisso para
você entender um pouco da sua vida,
das suas decisões, das minhas decisões,
porque é isso que nos leva ao
arrependimento,
é poder dizer para Deus: "Fiz muita
bobagem.
Fiz muita bobagem
e quero te agradecer porque o Senhor me
salvou apesar das minhas bobagens,
>> porque senão eu vou pegar e dizer: "Ah,
eu fiz bobagem". Mas foi Deus que quis
que eu fizesse bobagem. Desculpa,
companheiro.
Desculpa, amado irmão. Tem algum
problema na sua na sua lógica? Aí
tem algum problema na sua lógica?
Isso me faz lembrar um pastor que eu fui
falar uma vez com ele e eu disse: "Não,
nós temos de atacar as obras do diabo
como Jesus Cristo disse". Ele falou:
"Não". Falei: "Ué, não".
Falou: "Não, Deus criou o diabo para
mostrar a ira dele." Eu falei: "Você
ficou louco?"
O diabo é um rebelde.
Você ficou louco?
Jesus Cristo disse que veio para
destruir as obras do diabo. Você ficou
doido. Da onde você tirou essa teologia
aí?
Cuidado, irmãos.
Deus preservou Paulo, levou o testemunho
a Roma, mas a forma histórica dessa cheg
dessa chegada carrega erros e injustiças
que não devem ser batizadas como vontade
ideal de Deus.
A resposta de Deus não consentiu em
aprovar o mal, mas em vencê-lo
do lado de dentro. Ele foi lá dentro da
história e venceu o mal.
E essa distinção liberta a teologia
cristã de uma resignação doenta.
Nem tudo que acontece deve ser chamado
de vontade de Deus no mesmo sentido. Há
vontade moral de Deus que ama justiça,
verdade, fidelidade e misericórdia.
As permissões divinas misteriosas em uma
em uma história onde seres humanos
realmente decidem, realmente pecam, não
é permissão para pecar, é permissão para
decidir.
Essa permissão eu tenho e você tem.
Então, saiba como decidir.
E ação redentora de Deus que não se
limita a cenários perfeitos, mas entra
nos escombros.
E eu sei nos escombros que ele entrou na
minha vida
e constrói testemunho onde havia ruína.
Quando confundimos essas dimensões, a
gente corre o risco de chamar Herodes
Pilatos, multidões manipuladas, líderes
omissos, sistemas injustos de
instrumentos necessários no sentido
moral, como se Deus fosse dependente
deles.
Mas o Deus bíblico não é refém da
maldade humana.
Ele não precisa da injustiça, ele julga
a injustiça. Ele não precisa do pecado,
ele vence o pecado. Ele não precisa da
covardia dos irmãos, ele a expõe. Ele
não precisa da violência do império, ele
transforma até tribunais imperiais em
lugares onde Cristo é anunciado.
Por isso, a frase pela vontade de Deus
em Romanos precisa ser lida não como um
carimbo antecipado sobre todos os
acontecimentos posteriores, mas como a
submissão do plano de Paulo ao Deus,
cuja vontade é boa, santa e redentora.
Paulo desejava chegar com alegria. Deus
desejava a expansão do testemunho. Entre
o desejo apostólico e o testemunho em
Roma entraram a advertência de Ágapo, a
pressão de Thago, a concessão de Paulo,
a violência dos acusadores, a omissão
dos irmãos, a custódia romana e a
apelação a César.
A vontade de Deus não pode ser
identificada com isso, não.
A vontade de Deus se manifesta antes no
fato de que nenhum desses elementos
conseguiu destruir a missão de Paulo.
Essa é a vitória de Deus. Deus não foi
autor daquela esparrela. Foi o redentor
do homem que caiu na esparrela.
Deus não foi o autor da acusação falsa,
foi o defensor do acusado.
Deus não foi o autor da omissão
fraterna, foi a presença fiel quando os
irmãos não apareceram. Deus não foi o
autor da cadeia injusta, mas fez da
cadeia uma plataforma de testemunho.
Isso é sensato, isso é bíblico e isso é
pastoral.
Nos impede de acusar Deus, de precisar
do mal para fazer o bem.
nos impede de absolver, Thago de toda
responsabilidade, apenas porque Deus
continua agindo depois e nos impede de
tornar Paulo infalível apenas porque
Paulo era apóstolo. Ela nos impede de
transformar Roma em instrumento da
vontade de Deus apenas porque Paulo
chegou a Roma e ao mesmo tempo nos
impede de cair no desespero como se o
erro humano tivesse o poder de cancelar
a missão de Deus.
A providência redentora não é
determinismo frio, é fidelidade divina
em uma história quebrada.
E eu tenho que história quebrada, você
talvez não, mas eu sei o que é ter uma
história quebrada. Deus não chama o mal
de bem.
Deus não transforma o mal em ocasião de
bem. Deus não chama injustiça de
justiça.
Deus faz justiça avançar apesar da
injustiça. Deus não chama confusão de
obediência. Deus não encontra seus
servos dentro da confusão e ainda lhes
diz: "Coragem nessa confusão, né?" E vem
salvar.
Então, Romanos 15:32 nos torna nos dá
uma chave preciosa para reler toda a
trajetória. Pelo amor de Deus, o plano
original de Paulo era chegar em Roma com
alegria, liberdade missionária, descanso
comunitário. A história efetiva levou
levou a Roma por outro caminho, um
caminho que expôs tensões profundas
entre Jerusalém e missão gentílica.
revelou fragilidade das lideranças,
mostrou a violência e por aí vai.
Dizer que Deus precisou desse caminho
justo para cumprir sua vontade é muito
perigoso
e eu diria desnecessário.
O Deus de Paulo é maior que os erros de
Paulo, assim como o seu Deus é maior que
os seus erros.
O deus da missão é maior do que as
estratégias equivocadas de um grande
líder como Thago.
O Deus do evangelho é maior que a que as
multidões enfurecidas,
maior que os tribunais convenientes e os
impérios violentos.
Deus não é cúmplice da injustiça.
Ele é o Senhor que entra na história,
confronta o mal, preserva os seus servos
e faz com que até aquilo que foi
planejado para silenciar a palavra de
Deus acabe servindo para que a palavra
corra.
No fim, essa leitura não diminui a
soberania de Deus, que é o atributo de
Deus entrar na história para fazer valer
a redenção.
Não, ele engrandece.
Um Deus que precisa da injustiça é
pequeno
porque depende do pecado para realizar
seus planos.
O Deus bíblico é infinitamente maior.
Ele não precisa da injustiça, ele é
capaz de vencê-la. Ele não precisa do
erro, é capaz de corrigi-lo. Não precisa
da omissão, é capaz de suprir o
abandonado. Não precisa da cadeia, mas é
capaz de transformá-lo em púlpito. E eu
tô dizendo isso, eu mando tanto tempo de
vocês, porque eu tô ouvindo cada dia
mais crentes viverem uma droga de vida.
tomarem as piores decisões,
jogarem fora o testemunho de Cristo,
zombarem da cruz
e quererem ser aplaudidos
como se eles estão dentro da vontade de
Deus. Porque a vontade de Deus não pode
ser quebrada, é a vontade de Deus que
seja assim. Mentira.
Eles estão assim porque desobedeceram,
porque mentiram,
porque roubaram.
É mentira.
E todos nós estaremos diante do juízo de
Deus.
Isso tem de ficar guardado.
Deus vai salvar o seu nome e glorificar
o seu filho.
Ponto.
Não existe essa esse fatalismo de tudo
tinha de acontecer assim, logo tudo foi
vontade de Deus.
Não,
o que a providência redentora diz é:
"Muita coisa não deveria ter acontecido
assim, mas Deus foi fiel apesar disso."
Ponto. E eu quero dizer claramente para
vocês,
Deus é santo, Deus é justo, Deus é
misericordioso.
>> Deus não é o autor do mal.
>> Amém.
>> Deus é o redentor poderoso de histórias
quebradas.
Todos nós tomamos decisões certas e
decisões erradas.
As decisões certas, nós glorificamos a
Deus. Nas decisões erradas nós
glorificamos a Deus com o nosso
arrependimento.
Deus não volta para se vingar de nós.
Ele volta, ele vem para nos salvar.
>> Inclusive das nossas decisões
equivocáveis.
Por isso ele aceita arrependimento,
porque ele sempre vem com perdão, ele
sempre vem com misericórdia, ele sempre
vem com salvação, ele sempre vem com
redenção,
mas ele não vem com cumplicidade com o
mal,
senão não dava para confiar nele.
Não dá para confiar naquele que é senhor
da sua vida e pode simplesmente jogar
você na mão do diabo, pro diabo fazer o
que quiser, porque é a vontade dele.
Isso não existe nas escrituras.
Quando eu fui pras trevas, eu fui com as
minhas pernas,
mesmo sabendo tudo que eu sabia.
A bênção é que o Deus Redentor nunca
desistiu de nenhum de nós
>> e não desistirá nem hoje, nem amanhã,
nem nunca. Essa esse é o o ódio de
Satanás. Deus não vai desistir da gente.
>> Amém.
>> E ele vai nos buscar onde a gente tiver.
>> Amém.
e vai nos resgatar de todas as
besteiras,
inclusive as que nós mesmos fizemos.
>> Amém.
>> Amém. Glória a Deus.
>> Então, tenham paciência comigo, porque
hoje eu tinha de dizer para vocês, tende
de reaprender a ler a história,
inclusive a sua própria história. Senão
você vai ser manipulado, isso vai virar
uma tragédia.
Amém.
>> Amém. Amém.
>> Então, que a graça de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo,
a unidade da Trindade,
a comunhão maravilhosa do Espírito
Santo, a cura de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo seja com cada um dos irmãos
e irmãs, com toda a igreja de Deus
espalhada pela face
e que alcance toda a humanidade como
Deus prometeu a Abraão. Amém.
Glória a Deus.
Tchau.
>> Tchau, gente. Paz e graça.
Deus abençoe.

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