SUPERANDO A APATIA – LUCAS SABATIER | PODCAST VIDA NOVA #93
18/05/2026
SUPERANDO A APATIA – LUCAS SABATIER | PODCAST VIDA NOVA #93
🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Lucas Sabatier sobre o livro Superando a apatia, de Uche Anizor.
Ao longo da conversa, exploramos temas centrais da obra, como:
😴 O que é apatia espiritual e como ela afeta a vida cristã hoje?
🔥 Quais são as principais causas da falta de interesse pelas coisas de Deus?
📖 Como a Bíblia orienta o cristão a vencer a apatia espiritual?
🙏 Quais práticas podem ajudar a restaurar o desejo por Deus e fortalecer a vida cristã?
Adquira o livro: https://bit.ly/4si9WVS
#VidaCristã #Aconselhamento #SaúdeMental #apatia #podcast #edicoesvidanova
________________________________________________________________
EDIÇÕES VIDA NOVA
Edições Vida Nova: https://www.vidanova.com.br/
Versão Bíblica Almeida Século 21: https://bibliaalmeida21.com.br/
Teologia Brasileira: http://www.teologiabrasileira.com.br/
Cruciforme: https://cruciforme.com.br/
Instagram: https://instagram.com/edicoesvidanova/
Facebook: https://www.facebook.com/vidanovaedicoes/
Twitter: https://twitter.com/edicoesvidanova
Telegram: https://t.me/edicoesvidanova
Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Você sabe o que é apatia? Apatia é silenciosa, mas pode estar esfriando a fé de muitas pessoas sem [música] que sequer elas percebam. Você se sente apático em relação às coisas da vida e em relação a Deus. Qual é a diferença entre apatia e depressão? como redes sociais, excesso de informação [música] e uma idolatria do lazer alimentam a nossa apatia e, principalmente, como podemos vencê-la. É sobre isso e muito mais que vamos falar no episódio de hoje a partir do livro Superando a apatia, a esperança do evangelho para a frieza espiritual do Anisor. Se você quer aprender mais sobre esse assunto, você precisa adquirir esse livro e ouvir a nossa conversa de hoje. [música] Então já se inscreva aí na sua plataforma de podcast favorita, deixa o seu like, comentário e vamos ao nosso bate-papo de hoje com o nosso convidado Lucas Sabatier. Lucas, seja muito bem-vindo. É um prazer ter você aqui com a gente mais uma vez, meu irmão. >> Saur, é sempre um privilégio e uma alegria poder participar com vocês. >> Legal, cara. E por mais que você já tenha participado, vale a pena uma nova apresentação? Tem gente que vai chegando agora pela primeira vez. Então, fala um pouco aí da sua vida e ministério, meu irmão. >> Claro. Ah, eu sou professor do seminário bíblico Palavra da Vida em Atibaia, ah, especialmente nas áreas de aconselhamento bíblico e teologia sistemática. Ah, a gente já tá aqui há 3 anos, né? Passamos aí um longo período fora do país, estudando teologia e depois voltamos aqui pro pro ambiente da educação teológica, da formação ah ministerial, ah, imersiva, né? porque o seminário aqui trabalha com a questão do programa residente, então tem sido aqui um um o o o nosso campo de atuação primário, né? Trabalho também junto da Igreja Batista Revive em Etibaia, [música] onde eu tenho liderado ali o o ministério Vila da Alma, que é o nosso ministério de aconselhamento ah bíblico. Ah, estamos trabalhando ainda na implementação desse ministério, mas tem sido aí duas das frentes principais dos nossos esforços ministeriais. Eu sou casado com a Bela, já faz 15 anos. E temos três filhos, a Ana Luía, a Sofia e o Timoty, 10, 8 e 5 anos. Ah, essa é um pouquinho da nossa família aí. >> Muito bom, meu irmão. E eu soube que tem novidade chegando por aí. >> Pois é. Agora no começo do ano a gente firmou uma parceria aí com a editora Vida Nova, ah, para a lança para um lançamento de um livro, né? Os outros, os detalhes ainda eles vêm mais para frente, mas se Deus quiser aí em breve teremos algumas novidades. >> Maravilha. O pessoal com certeza vai ficar sabendo pelas redes sociais da Vida Nova, pelo site, claro. E a gente também vai sentar aqui para conversar mais uma vez, hein, Lucas, sobre dessa vez sobre o seu livro. Vai ser muito legal essa experiência, cara. Que Deus continue abençoando aí tanto o processo de escrita como todo o seu ministério e vida, meu irmão. >> Se Deus quiser. Se Deus quiser. Orem. Orem pelo projeto. >> Amém. Amém. E vamos falar de um assunto, cara, que eu acho que tá muito relacionado a um pouco de tudo que você citou, que faz, né, essa ênfase no aconselhamento, a o trabalho na igreja, a gente sempre se depara, ainda que não nomeando necessariamente, mas a gente se depara com a questão da apatia. E esse livro Superando a Apatia, a esperança do evangelho para a frieza espiritual é muito relevante. Inclusive um livro que eu tô pensando em usar para trabalhar com o pessoal aqui da igreja no nossos PGs, né? Eu tô pensando em chamar pra gente usar porque é muito importante. Agora, antes da gente seguir, vale a pena a gente enfatizar a definição de apatia que o próprio autor fala. O que é apatia, que a gente vai definir aqui para toda a conversa. Então, Lucas, o que é a apatia? >> Sauror, antes de definir a apatia, eu preciso definir a pronúncia do nome do autor, porque no >> a gente aqui no no backstage, a gente já tava conversando sobre a dificuldade, né? E eu já vi outras pessoas promovendo o livro e também tendo dificuldade com a pronúncia. Então, >> até essa hor tá fácil, né? Até saa tá fácil agora perto desse nome aqui. [risadas] >> Mas é anizor. Anizor. >> Ah, então a gente vai chamar ele carinhosamente aqui pelo primeiro nome dele, o Ui. Ele é um professor na Universidade de Teologia da Baiola, né? Ah, na Talbot School. ah, formado em Wht PhD ali. E, de fato ele traz aqui um tratado que é importante e que e de relevância imediata, né? a gente vai lendo aqui a a obra e você vai imediatamente pensando em como ela é aplicável às a aos nossos dias de apatia e como ela é aplicável também aquelas outras pessoas que têm sofrido com essa apatia de maneira visível ao nosso redor. Ah, >> me parece que não é raro, né, da gente eh ter que lidar com esse problema, né? Mas vamos lá. Se a gente, para ser bem socrático, né? Se a gente tá falando que a gente sabe que a gente sente apatia ou que a gente tem apatia e que a gente enxerga apatia, então definitivamente a gente tem que saber o que que é a apatia, né? >> É isso aí. O que é que é a apatia? >> O que que é a apatia? Deixa eu, deixa eu ler a definição formal dele aqui na página 65. Para ele, a, pro She, a apatia é uma doença psicológica e espiritual, em que eh experimentamos um amortecimento prolongado da motivação, do esforço e da emoção, bem como uma resistência às coisas que nos fariam desabrochar, assim como a outros. É um pecado que se expressa sob a forma de inquietação, falta de objetivo, preguiça e falta de alegria pelas coisas de Deus. Ah, algumas várias coisas chamam a atenção aqui. A definição dele é é bem construída, né? Ah, quando ele fala sobre doença psicológica, ele não tá categorizando aqui de maneira clínica a apatia, mas ele tá dizendo que é uma condição que afeta a nossa vida interior, a vida da alma, a vida da psique humana, né? Ah, e aqui ele aproxima, então essa essa afetação, essa essa ah o que ele chama de doença aqui do aspecto espiritual, porque ele eh quando ele fala que a apatia é pecado, ele tá trazendo pro mundo espiritual, pro âmbito espiritual, a essa ah a esse amortecimento prolongado das motivações, do esforço e da emoção. Ele não tá distanciando a definição de apatia do contexto que é o próprio Deus. Ah, algumas páginas a antes, o capítulo inteiro, segunda, eh, dedicado à definição do que é a apatia, ele diz que a a a apatia pode ser aproximada da questão da preguiça e da a assédia, né? Ah, e ele vai falar aqui que a essa preguiça é uma tristeza opressiva, até citando o Tomás de Aquina, não é? Que pesa sobre a mente da pessoa de modo que ela não queira fazer nada. Essa tristeza é sempre má quando diz respeito a alguma coisa que na realidade é boa. É ausência de alegria e de amor pelo que é verdadeiramente bom. Ah, e aqui em última análise ele ele define, então, apatia é preguiça em relação a Deus, as coisas de Deus e à vida de Deus em nós. Ah, ou seja, no coração da definição que ele oferece aqui sobre a apatia, tá? A relação com Deus. Ah, a, se a gente eh quebrar a etimologia da palavra aqui, você vê que ela começa com uma negação, né? Eh, a, então você tem um não e o pato seria a afetação ou a paixão, né? Ah, é a falta de afetação. Ou seja, nós somos apáticos quando nada nos afeta. E em alguns eh contextos isso é visto como algo positivo, porque se não me afeta, eu sou indestrutível, né? Pode acontecer o que for ao meu redor, eu tô bem, né? Eu tô na minha, eu não tô nem feliz, nem triste, eu não tô afetado por nada, eu simplesmente sigo adiante. >> É quase a ataraxia dos estoicos, né? Aquela coisa ali do exatamente diferença. Exatamente. Exatamente. >> Porque a tranquilidade da alma, que é essa ataraxia, ela é obtida pela pelo cultivo da apatia, né? Então você eh abaixa, coloca os seus desejos num volume mínimo, né, no mudo para que você não desejando ou não criando expectativas, esses desejos ou essas expectativas não venham a ser frustrados e você seja afetado pela realidade ao seu redor. Ah, nesse caso aqui, o o a apatia, do jeito que ele define, em relação a Deus, parece que Deus e as coisas de Deus não nos afetam. Nós não somos convocados por Deus ou pela sua presença ou pelas suas promessas ou pelas suas bênçãos a qualquer tipo de reação, né? Então, a a apatia eh é tratada aqui pelo seu viés teológico, né? ah, pelo seu aspecto transcendente, sou eu diante de Deus, não sendo afetado por ele, né? Ah, então a para mim a a o a parte da definição, pelo menos do tratado, da definição que me chamou mais atenção, foi essa apatia, a preguiça em relação a Deus, as coisas de Deus e a vida de Deus em nós. >> Nossa, é forte mesmo. Inclusive, um outra expressão forte que foi dada na primeira definição que você apresentou é a de pecado, né? Não é qualquer coisa, mas ela é um pecado. E aí eu eu trago para você a pergunta que é acho importante a gente definir pro pessoal, que é eh por que que essa apatia é pecado? Por que que a apatia é um problema? Qual é o problema da apatia? >> Uhum. O autor faz um tratado eh no final desse capítulo dois ainda, ah, sobre a definição de pecado, né? Porque se a gente eh corriqueiramente nos nossos meios evangélicos, a gente tende a pensar em pecado como aquilo que é agido e deliberado, né? >> Uhum. Uhum. >> Então [limpando a garganta] o apático ele não para, ele não acorda num dia e fala assim: >> "Ã, hoje eu vou ficar apático", né? Ele simplesmente é. Aham. >> Porque ele tá, com toda a ironia que carrega essa afirmação, ele tá afetado [limpando a garganta] >> Aham. >> pela realidade de um jeito que que a gente chama pecado, né? A a condição caída o afeta de tal forma que ele não consegue mais ser afetado por aquilo que ele foi feito para ser afetado. Deus. >> Olha só, >> né? Então, hã, dentro da condição da nossa da maldição do pecado, a a Shalom foi, eh, corrompida, né? Ele fala aqui sobre a a rebelião humana como disruptiva em termos de shalom, né? Ah, então o o pecado que ele coloca aqui não é simplesmente ah para descrever uma ação deliberada pessoa que sofre de apatia, mas de uma corrupção que lhe aflige, né, e pela qual sim, essa pessoa é responsável. >> Ah, a Bíblia trata de pecado em termos que vão além da deliberação e da escolha, né? Claro, >> a gente olha pro Antigo Testamento e a gente vê os pecados não intencionais, que também exigiam sacrifícios e e expiação, né? >> Então, a muito do que a gente lida em termos de emoção não são escolhas processadas cognitivamente, né? São resultados de um ser que tá corrompido, que tem o o shalom, a a a completude e a perfeição para a qual foi criado para desfrutar. de alguma maneira ah afetada, né? Então, nesse sentido, é que ele coloca que a apatia é pecado, >> é você deixar de se encantar com Deus e com as coisas de Deus, né? Eh, no final das contas, você deixa inclusive de cumprir mandamentos do Senhor, como alégrem-se no Senhor, né? Cantai com júbilo ao Senhor e tantas. Ah, e não só a questão da alegria em si, né? que é talvez uma das maiores respostas que a gente possa pensar quando a gente pensa em apatia, a gente pensa o um contraste à aquela pessoa alegre. Mas não só isso, é a questão talvez de uma tristeza diante do pecado, né, de de você não ser essa pedra de gelo espiritual, né, essa frieza espiritual. E até bom enfatizar, né? Aqui a gente tá falando não só de uma perspectiva, ah, pentecostal ou algo do tipo, ah, como reformado, por exemplo, a apatia é pecado. Nós não devemos viver numa frieza espiritual, mesmo sendo, sei lá, presbiterianos, batistas, reformados, o que for, nós temos que nos encantar com a beleza do Senhor, né? Agora, o que é interessante também, o que me desperta eh a atenção nesse livro é que ele vai se focar principalmente numa apatia espiritual, mas ele não tá olhando somente para ela, ele tá falando de um nível de apatia que existe com relação à vida, né, eh, com coisas em geral. E aí, onde que nós podemos ver essa apatia no nosso dia a dia, Lucas? Ah, eu a aproximação da da apatia com a preguiça faz muito sentido, né? Então, ele fala aqui, por exemplo, que ela se manifesta num desassossego, numa incapacidade de terminar um livro, de passar um tempo bom em oração e concluir uma tarefa, ah, de uma de quando existe produtividade. Essa produtividade é acompanhada de raiva ou tédio em relações às coisas que devem ser feitas. ah, uma inclinação ao sono, a comida, a preocupação e a distração, né? Então, a as maneiras em que a apatia se manifesta, ah, evidenciam que que ela não tá só presente no no aspecto teológico com relação a Deus, mas eh esse aspecto teológico ele se desdobra ah em aspectos que dizem respeito à criação e a vida no mundo que Deus criou, né? H, se o mundo foi criado por Deus, né? E a preguiça que o o Shei aqui coloca é em relação a Deus, as coisas de Deus e a vida de Deus em nós, né? O segundo elemento são as coisas de Deus, né? mundo fez o o Deus fez o mundo para que nós eh usufruíssemos da beleza, ah, do dos sabores, ah, do descanso e e enxergássemos todas essas coisas como graças, né, ah, dadas por ele, o pai das luzes, desfrutássemos dessas coisas e enxergássemos beleza e bênção em tudo isso. O apático não consegue, né? Ele não consegue, ele ele, ele não consegue ver a beleza da natureza. Ele não consegue ver a beleza de uma obra de arte, ele não consegue desfrutar do sabor, porque ele não é afetado, né, nem por Deus e nem pelas coisas de Deus. Ah, então ele ele permanece é tipo o azulejo, né? Ele não absorve, ele não ele ele ele ah ele ele bate a água ali e desliza a a sem qualquer tipo de afetação. Ah, é basicamente isso, né? A o o a reação apática que às vezes a gente demonstra para com a realidade de criada por Deus. >> Sim, sim. É verdade. A gente tem que perceber que, por mais que até na definição dele, ele ele enfatiza esse aspecto contínuo, mas existe algum outro sentido que a gente possa dizer que ah nós também a ao longo do dia podemos ter momentos de apatia, né? Momentos dessa frieza, às vezes num culto ao Senhor, né? Eh, eu recentemente tava conversando com o pessoal da igreja sobre isso, como às vezes é triste você tá ali cantando uma música dizendo, né, eh, alegrai-vos com júbilo ao Senhor, né, e a pessoa tá cantando isso e ela tá alegrai-vos com júbilo ao Senhor, né? Aquela coisa assim fria, sem prestar atenção, tal. Isso é um dos tipos de manifestação de apatia que nós vemos no contexto mais relacionado a a Deus, uma frieza no louvor ao Senhor, no adorar a Deus, não é verdade? >> E e de fato, Saur, eu acho que muitas vezes no no nos nossos círculos reformados isso acaba sendo mais verdade, né? Porque a gente reage a ao emocionalismo de que é adotado em alguns cultos, onde o sentimento do participante da celebração ou da liturgia é é a prioridade absoluta, né? E ali você tem um êxtase de emoções. >> Ah, porque tudo é gira em torno em afetar os sentimentos, né? >> Sim. a >> a luz, a música, tudo >> isso. E só que no o o culto a Deus, ele não pode ser marcado eh nem por um exagero emocionalista, mas também ele não deveria ser marcado por uma apatia, né? >> Porque >> tudo o que se faz no culto como corpo de Cristo reunido na presença de Cristo e paraa adoração de Cristo deveria absolutamente nos afetar. É verdade. >> Ah, então não existe nada mais glorioso do que você sentar do lado de alguém que respeitosamente ah canta alto de tão empolgado que ele tá. >> Aham. ah, de alguém que reage para o pregador quando você diz algo que é glorioso e você vê os sorrisos se abrindo no auditório >> ou quando você diz algo que é confrontativo, algo que é de fato ah consolador e você vê as lágrimas escorrendo. >> Sim, verdade. >> Por quê? Porque a verdade impacta o coração. Ela deve impactar. A comunhão e a presença com Deus deve nos afetar. É verdade, meu irmão. Eh, eu acho que você falou muito bem, a gente vê uma muitas vezes, né, esse essa tentativa de fugir de um emocionalismo caindo quase que numa apatia ou muitas vezes numa apatia meio reformado também, outras igrejas. Ao mesmo tempo, me passou pela cabeça aqui que ah, por mais que igrejas reformadas às vezes possam cair nisso com mais frequência, talvez, ou pelo menos de forma mais visível, mesmo em igrejas eh com um contexto mais pentecostal ou mais, eu nem vou classificar pentecostal aqui, vamos simplesmente falar de mais emocional, com mais elementos, tentando despertar emoções. A gente pode dizer que existe uma apatia ali também, porque o que tá emocionando eles é a luz, é a batida, mas as coisas do Senhor em si parece que ainda eles ainda estão apáticos para elas. O que deveria nos emocionar não deveria ser a batida de uma música e o piscar de luzes, mas o saber que o Senhor é Deus, foi ele quem nos fez e dele somos. Somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio, né? Era isso, é o olhar para Deus que deve nos emocionar. E quando uma igreja também deve acaba enchendo demais a seu o seu culto, a sua liturgia com esses elementos externos, já é uma própria demonstração de que ela reconhece algum nível de apatia, que para superar essa apatia, ela vai tentar manipular questões externas ao invés de mostrar simplesmente Deus e deixar que aquele coração que está cheio de Deus se encante com a beleza dele, né? Você concorda com isso? >> Absolutamente. O o as nossas emoções elas são regidas por valores, né? Nós nos emocionamos de acordo com os valores que nós carregamos. Ah, eu me entristeço quando algo que eu amo é perdido. Eu fico com medo quando algo que eu amo é ameaçado, né? Eu fico feliz quando algo que eu amo é conquistado ou quando aquilo eh é restaurado. Ah, então as nossas emoções elas giram em torno da dos nossos amores, dos nossos valores, né? Ah, e a busca do crente não é por eh por ausência de emoções, não é por essa apatia, né? Não é por essa ataraxia via apatia. A a busca do crente é por emoções redimidas que fluem a partir dos valores que são os valores de Deus. Então aquilo que Deus valoriza, nós devemos valorizar. E quando valorizarmos, amarmos aquilo que Deus ama, então seremos emocionados do jeito certo. Fomos criados com emoções, né? E Jesus, que é o o o ser humano por excelência, ah, que demonstrou que é de fato ser humano, ah, ele chorou, né? Ele se irou, ele sofreu angústias ali no Getsêmane. A, as emoções naqueles momentos são expressões de santidade de Jesus, que nunca pecou, nem naqueles momentos. Ah, então a a o crente não pode enxergar a apatia como algo a ser buscado como os estóicos, né? Parece que antigamente os nossos até os nossos as representações de Jesus nos filmes eram uma representação meio que apática, aquele Jesus meio que branco que não é afetado por nada nem ninguém, né? Ah, ele não sorri, ele não chora, ele eh como se a ausência das emoções fossem ah, fosse algo a ser eh louvável, né? Mas ah de outro lado, você tem agora nas representações atuais um Jesus que é tão humano, que faz piada, que dá risada, que chora. E acho que de alguma maneira isso aproxima o Jesus de fato humano, né? Ah, com emoções apropriadas a partir de valores que são e os valores do próprio Deus, né? >> É verdade. Afinal de contas, o sorriso, a alegria, as emoções não são fruto do pecado, né? São algo que o Senhor nos deu, a própria escritura, claro que usando de uma linguagem antropopática, atribuindo sentimentos humanos à divindade, mas fala de um Deus que se alegra, um Deus que se entristece, um Deus que eh se emociona diante do do que está presenciando, né? Então fica aí uma lição para todos nós desse aspecto. Agora você até enfatizou em certo momento da nossa conversa a palavra convertido, um cristão, né? Eu acho que foi cristão, na verdade, só que você destacou, mas eu queria pegar justamente por causa de uma dúvida que muitas vezes surge. Até recentemente estava conversando com o pessoal de uma outra igreja e eu falando com eles: "Olha, como é que vocês fazem uma entrevista de membresia para ver quem é que vai entrar na igreja e tal?" eh, e no acompanhamento de alguém para fazer uma distinção entre um cristão apático, um cristão que parece sempre frio as coisas do Senhor e tal. Talvez um cristão imaturo, mas vamos chamar de cristão apático aqui e um não convertido, porque de certa forma ambos têm esse nível de apatia. não convertido, ele também não se emociona com as coisas de Deus, porque ele nem se agrada do Senhor. Agora, o cristão apático, ele muitas vezes se assemelha. Como distingui-lo? Acho que é uma questão tão complexa, né? >> É. E acho que às vezes a gente não vai conseguir, Saur. Ah, de qualquer maneira, se a gente tentar fazer essa distinção teologicamente, ah, o cristão é aquele que foi recriado em Jesus. né? Eh, e em Jesus ele tem um novo coração. Esse novo coração, ele é orientado para Deus e paraas coisas de Deus por natureza. Esse coração foi dado a ele. Ah, então eu diria que nenhum cristão é absolutamente apático. E eu vou enfatizar o absolutamente aqui, tá bom? Ah, ele, em outras palavras, o o cristão, ele não pode ser 100% apático. Ah, e o 100% apático é aquele que é apático e ele é apático acerca da sua própria apatia. >> É verdade, >> né? Ah, eu o que eu vejo que são que o crentes apáticos eles se incomodam essa apatia em algum nível. >> Boa distinção, >> né? em algum nível, eles eles não estão conformados com essa apatia. Como é que eu conheço a Deus e isso não me afeta? >> Uhum. >> Só de ter só esse pensamento já é uma mínima afetação >> que indica algum resquício de vida. se a apatia é um um certo resquício de morte ou que a gente carrega, né, por eh e a gente ainda carrega um pouquinho desse ah ou carrega o pecado remanescente com a gente ainda nessa ah nesse nesse ah interlace de eras aqui do já, mas ainda não, né? Ah, se existe ainda o um desafio nessa intersecção dos tempos. Ah, então a apatia não é algo que deveria ser absolutamente eh não não deveria nos surpreender por completo, né? Por quê? Porque a gente ainda tem que lidar com a a a nossa falta de amor, com a nossa falta de afeição por aquilo que deveríamos amar e e e nutrir a afeição. Às vezes a gente acha que o fato de termos apatia ou sofrermos com depressão ou alguns tipos de de ah sentimentos de falta de propósito, que essas coisas são indicativas de que a gente não tem fé ou que a gente não ama a Deus. Ah, e aí o meu desafio que eu faço, Saur, é, será que a gente precisa tratar tudo eh no zero ou 100? Ou eu tenho fé ou eu não tenho fé. Ou eu tenho amor, ou eu amo ou eu não amo a Deus, né? O o que me parece é que é a a a o anseio do cristão é mais como a oração do centurião, né? Eh, eu creio, mas me ajuda na minha falta de fé. Eu amo, mas eu ainda não amo como deveria. Então, a fé e o amor, não como um interruptor que tá ligado ou desligado, mas mais como um dimer aí, ah, que que que controla ali diferentes níveis de fé e de amor. Ah, e às vezes em alguns momentos da nossa vida, o dimer tá bem baixinho e a gente vai experimentar algum nível de apatia, algum nível de ah indiferença, né? Acho que indiferença é uma boa palavra pra gente trazer. E o autor trazã falta de motivação, a gente perde vista o propósito, a gente ah começa a ficar então indiferente as coisas ao nosso redor e e às vezes sair da cama começa a ficar cada vez mais difícil, né? Ah, então a apatia não é não não eh difere por por completo o crente do não crente, né? O crente não fica apático. Não, o não crente fica apático. Não, eu diria que o não crente ele é apático por natureza. Ele não é afetado por Deus, né? Ah, ele não quer ser afetado por Deus. E se existe um Deus, ele prefere negá-lo. Mas o crente, ainda que ele carregue esses resquícios de morte na sua apatia, ele já começou a ser afetado por Deus, por um Deus que superou a apatia e as resistências desse crente, desse, desse, dessa pessoa, né? >> Uhum. Eu acho que você fez uma excelente distinção, meu irmão, aquela coisa, né? Fé pequena também é fé verdadeira. Pode ser uma fé imatura, mas não deixa de ser uma fé verdadeira, né? Eh, eu acho que isso é o Jon fala, desculpa te interromper, mas o J >> o J Carson fala que graças a Deus que a gente não é salvo pela qualidade da nossa fé, mas pelo objeto da nossa fé, né? Perfeito. >> E talvez na ajuda do apático, eu vou ter que lembrar ele que nos dias em que ele se sente indigno ou de ele se sente carregando uma fé indigna de salvação. Ah, eu vou lembrar ele que ele tem um salvador que é digno de salvá. >> É verdade. Nossa, que que definição maravilhosa. Essa é daquelas que dá para guardar, né? E que eh vamos citar muitas vezes aí pela vida, conversando com irmãos no meio da pregação. Dá os créditos, né? J Carson lá, porque o Senhor o capacitou a pensar nisso, mas é é uma maneira muito bonita de colocar eh a gente lembrar que não é por obras, não é pela obra da minha fé, né, mas é por uma graça da fé que o Senhor me conduziu a ter. Isso faz toda a diferença na maneira que a gente enxerga como é que nós nos achegamos ao Senhor. Perfeito. Agora, olhando para esse aspecto, você até citou a questão da depressão. E eu acho que essa é uma pergunta que alguns podem estar se fazendo agora, mas e aí, será que eu estou apático ou será que eu estou depressivo? Né? É claro que existe todo um debate sobre como é que fica a depressão no cristão, mas a partir do que o livro vai falar e ah como é que a gente pode fazer uma distinção entre essa apatia e uma depressão? >> O autor ele fala que muitas vezes as coisas estão ligadas, né? Então, ah, ele ele apresenta lá na página 60 um gráfico onde ele coloca o círculo da apatia e o círculo da depressão. E ele coloca que a o interesse reduzido, a energia reduzida, a o insight reduzido, né? Talvez a capacidade de de raciocínio e de pensamento de ah deliberação reduzida. H, e o retardamento psicomotor, esses aspectos ele coloca como na área de intersecção entre depressão ah e apatia, mas ele fala que a depressão inclui aspectos que não necessariamente fazem parte da apatia, ou pelo menos da definição que ele nos traz, né? Então, a questão do humor depressivo ou deprimido, a desesperança, a culpa e autocrítica, ideais ou ideias suicidas, ah, tudo isso ele vai incluir como questões, aspectos exclusivos da depressão e que não necessariamente fazem parte daquilo que ele chama de apatia. Mas talvez vale a pena eu eu ler brevemente aqui o o o trecho que segue, né? Ele diz: "Tanto a apatia quanto a depressão não parecem ter um gatilho perceptível. Muitas vezes, ambas parecem surgir do nada. Contudo, embora alguns sintomas da apatia, como a diminuição de interesse ou de energia, sejam também sintomas de depressão, a apatia poderá estar presente mesmo quando não haja sinais evidentes de depressão, como desesperança ou humor deprimido, né? Então, existe uma intersecção aí, uma sobreposição, eh, mas elas, essas coisas não são idênticas, né? Elas estão muitas vezes acompanhadas. >> Faz sentido. Agora, nós falamos muito do que é a apatído, como ela se manifesta e de alguma maneira começamos a falar de causas, mas vale a pena a gente enfatizar aqui quais as principais causas de apatia. >> O autor traz sete que ele destaca, >> tá? Eu vou mencionar elas aqui, talvez a gente pode considerar algumas delas de maneira um pouco mais focalizada, né? >> Mas ele vai falar sobre a dúvida, ele vai falar sobre a angústia, ele vai falar sobre trivialidade, sentimentos de inadequação, falta de disciplina, fragilidade >> e falta de propósito, né? interessante. >> Quando você nutre, quando essas a dúvida, angústia, trivialidade, inadequação, falta de disciplina, fragilidade, falta de propó, quando esses elementos são nutridos, ah, a gente cultiva eles, a tendência é que a gente cresça em apatia e em indiferença, né? >> Interessante. E desses sete, quais aqueles que assim você acha que mais chamaram sua atenção, né, para o que a gente experimenta, principalmente até na nossa cultura e tudo mais? Eh, talvez o que mais me chamou atenção foi o aspecto da trivialidade, que eu acho que é a ahola o nosso tempo, né, por conta da >> Quando eu penso em trivialidade, eu penso em desatenção. >> Olha, >> é realmente na época do TDAH para todo lado é um é um ponto bem importante >> na época eh do algoritmo, eu diria, né? >> Aham. Porque o algoritmo ele sabe o que chama a minha atenção. Uhum. >> E eu treino ele todos os dias na medida que eu vou descendo o feed do da minha rede social para que ele entenda as coisas que me afetam. Olha aí, né? Ah, ou seja, ele começa a ver que as coisas que eu curto e que eu comento e compartilho são as coisas que de alguma maneira falam comigo. O problema é que o Fed Saor, ele tem no em 30 segundos ele me apresenta um vídeo chocante da guerra na Ucrânia, né? Ah, os coelhinhos que acabaram de nascer andando no campo verdejante, ah, o gol do meu time de futebol que me leva ao êxtase e depois uma notícia política sobre o o último escândalo. Ah, e aí então os estímulos ah que mexem comigo, eles são meio que padronizados. a o escândalo na igreja vizinha e o fato de terem ah do sei lá arrancado uma árvore querida no numa comunidade X Y Z me afeta da mesma maneira, né? A gente começa a ter a as nossas os nossos valores meio que planificados. A nossa atenção começa a se devotar a tudo e quando ela se devota a tudo, ela já não se devota a mais nada. a gente não tem mais essas afetações ordenadas e proporcionais. Aqui talvez a palavra ser destacada é é a proporcionalidade dos nossos valores, né? a trivialidade ela ela destrói essa proporcionalidade e a gente começa a ter a nossa atenção convocada a todos os cantos, a todos os assuntos, a todos os interesses. Ah, e aí talvez ao longo do tempo, se tudo nos afeta, então não vale mais a pena ser afetado por nada. >> É, quando você tá olhando para todas as coisas, você deixa de prestar atenção ao que se destaca, né? realmente numa época de redes sociais, acesso de informação, tudo mais, isso isso mexe muito, né? Essa cultura que nós temos hoje, então esse apego a às redes, esse monte de informação, você acha então que tem a ver com essa trivialidade e é um dos grandes indicadores, um dos grandes fortalecedores da apatia no nosso coração? É, e eu achei muito legal que ele trabalha aqui com a algumas obras. O o o autor ele trabalha com eh teólogos e com Bíblia, mas ele tá sempre dialogando com cultura pop, com filósofos, com ah psiquiatras, com medicina. E nesse trecho ele trabalha com o o texto do Neo Postman, né, do Amusing Your toath lá do Divertindo-se até a morte. Ah, inclusive, >> pois é, né? E e do tratado que ele faz do George Orwell do 1984 e do Huxley, né, do admirável Mundo Novo e da contraposição entre esses dois autores, né? Ah, parece que a cultura do nosso tempo dá mais razão pro Huxley do que pro Orwell, >> porque nós não fomos impelidos ou dominados por uma tirania que proíbe os livros. E aqui o a o ele ele ele traz uma citação justamente desse aspecto. >> Eu acho que vale a pena, inclusive a a citação, se você tiver com ela em mãos, eu acho, eu dei uma olhada nesse trecho também, foi um trecho que me chamou muito atenção. Inclusive, eu já li esses dois livros e na hora eu fiz rapaz, faz todo sentido isso daqui. >> Ele diz assim, ó. Orwell temia os que proibiam os livros. Huxley temia que não houvesse motivo para que um livro fosse proibido, porque não haveria ninguém que quisesse lê-lo. Orwell temia que os que pudessem nos privar de das informações. Huxley temia os que nos dessem tanta informação que ficaríamos reduzidos à passividade e ao egoísmo. Orwell temia que a verdade fosse ocultada de nós. Huxley temia que a verdade fosse mergulhada em um oceano de irrelevância. Orwell temia que nos transformássemos em uma cultura de reféns. Huxley temia que nos transformássemos em uma cultura de banalidades. E acho que a cultura da banalidade é a cultura do nosso tempo, onde a gente vive de memes e piadas para poder de alguma maneira lidar com os sofrimentos. Sim, não tô dizendo que não existe nenhuma validade nisso, mas a gente, né, a gente banaliza, a gente nivela as nossas afetuações de tal forma que a gente acaba ah experimentando uma apatia pela causa da trivialidade, que é uma das causas citadas pelo o Shei. >> É aquela coisa, né, na no tédio do silêncio, a gente prefere se se matar de rir do que ficar ali parado, né? Então, realmente [limpando a garganta] não, eu achei fantástica essa citação e descreve muito bem a nossa sociedade. Ah, não é preciso nenhuma proibição, o pessoal não tem interesse. Ah, e que assim, com a inteligência artificial chegando, aumenta também mais produção de conteúdos aleatórios, de informações, ah, falsas e muitas coisas por aí, fora tudo que a gente já experimentava, né? uma cultura do lazer e do conforto que faz com que no final das contas nós não consigamos nem sequer ah aproveitar o verdadeiro lazer e um verdadeiro conforto, né, de tanto que a gente tá viciado com o exagero. >> E acho que a revolução tecnológica, eu vou destaqui destacar aqui outras duas causas e talvez fazer a conexão com essa mesma revolução tecnológica, né? Ah, o Shei coloca os sentimentos de inadequação. Ah, na era da conectividade, onde eu consigo acessar a padrões que estão além daqueles que eu enxergo fisicamente ao meu redor, eu vou sempre achar alguém que faz mais e melhor. >> É verdade. >> Então, eu vou sempre me enxergar ou se me sentir inadequado >> quando eu me comparar com aqueles padrões, né? >> Uhum. Ah, você pode ser o melhor pastor do mundo. Se você entrar na internet, vai ter um pastor que faz mais e melhor e que tem uma igreja mais bonita e mais cheia do que a sua. >> É verdade. >> Você pode ser o melhor crente do mundo, mas você vai abrir na internet, você vai descobrir alguém que sabe mais teologia do que você. >> Uhum. Ah, isso pensando aqui em termos de religiosidade, >> mas em termos de beleza, em termos de produtividade, em termos de propriedades e economia, em tudo. Você sempre vai achar alguém diante de quem você é inadequado. E nós crentes acreditamos que nós somos fundamentalmente inadequados nessa condição, né? Ah, mas nós e essa inadequação não tem a ver com beleza, dinheiro ou produtividade ou qualquer outra coisa. Ela tem a ver com a questão da piedade, da santidade, da conformação com Jesus. Ele é a nossa referência. Então, quando a gente eleva esses outros pontos de referência, esses outros padrões e eles estão à torta e à direita no nosso Fig, mais uma vez, ah, a gente acaba por nutrir e cultivar esse sentimento de inadequação. >> Perfeito. Faz sentido. E aí são, >> e eu conectaria >> sim, perfeito. Por favor, >> eu conectaria com a falta de propósito também, >> que é o terceiro aí que você destacaria. Eu destacaria como o o terceiro aqui que me chamou atenção e pensando num numa aplicação, ah, inclusive para tempos de inteligência artificial, porque quando a gente pensa em propósito, a não ser que a gente tenha um propósito que transcende a realidade criada, né? Ou seja, glorificar Deus, aquele que tá além da criação. Ah, eventualmente outros propósitos podem vir por terra e a inteligência artificial vai trazer alguns desses por terra, né? Aquilo que só você sabia fazer e fazer muito bem, agora a inteligência artificial faz em 30 segundos, né? Ah, ou seja, a os nossos propósitos eles precisam, estar vinculados, ah, eles precisam residir no próprio Deus. Então, não é só fazer uma obra de arte, uma pintura, mas é pintar paraa glória de Deus, porque isso a inteligência artificial não consegue fazer, né? É aconselhar. Eu, poxa, eu trabalho no mundo do aconselhamento e vejo alguns tentando criar um robô para aconselhar as pessoas, né? Ah, >> é isso é traico, né? Quase um negócio de de black eh black mirror, né? >> É. Ah, o a inteligência artificial não tem transcendência, né? O homem foi feito para viver para além do aqui e do agora. Agora, se tudo o que eu faço e que eu enxergo com propósito tem a ver com aquilo que eu consigo tocar e enxergar com os meus olhos, ah, eventualmente pode ser que tenha alguém ou algo, né, um um computador que faça melhor do que eu. Ah, então a falta de propósito é uma das outras causas que o Shei destaca aí pra nossa apatia, não? Com certeza você não saber eh o que é que lhe motiva realmente a sair da cama, fazer o que você faz. Ah, isso realmente nos traz, nos faz apáticos, nos faz viver no automático, não pensarmos mais no porquê das coisas, simplesmente fazermos. E quando a gente só faz, só faz sem pensar direito, aí vive nessa apatia. Mas eu acho que esse ponto que você trouxe da IA é muito relevante, porque muitos colocam propósito de vida como sinônimo de trabalho, né? Então, meu propósito de vida é o meu trabalho e considerando como a IA já começou a fazer e por mais que alguns, eu sei que aqui entra espaço para debate, mas ah, muito provavelmente vai derrubar ainda mais trabalhos, né? Vai, vai tirar a vaga de alguns trabalhos, pode até criar outras, OK? Mas vai derrubar outras. Isso faz com que pessoas que estão colocando o propósito da sua vida na profissão enfrentem essa falta de propósito de alguma maneira, né? Eh, os grandes nomes da IA estão falando sobre isso, sobre tá, se as pessoas não tiverem mais que trabalhar, qual é o propósito de vida delas, né? Mesmo que elas tenham tempo para se divertir, mas qual é o propósito de vida delas? Então, é uma loucura isso. Se o nosso propósito for passageiro, ele ele não se mantém. Temos que atrelá-lo a um propósito eterno, a um Deus eterno, né? E aí eu acho que vem uma chave do livro que é quando ele vai falar de como o evangelho é que vai nos responder como vencer a apatia. O evangelho vai ser o caminho para isso. E de maneira mais específica, como é que isso acontece? Como é que o evangelho é a solução para a apatia? >> Eh, o evangelho é boa notícia pro apático, inclusive, né? Eh, Jesus veio para a nos tirar da das nossas das nossas escravidões e nos levar para um novo amor. Então, de certa forma, quando a gente é unido com Jesus por meio do evangelho, a gente eh a gente recebe uma nova afeição. O Oswal Chalmers falava do poder expulsivo de um novo afeto, né? Eh, quando esse Cristo vive em nós, então a gente é despertado para novas realidades que agora a gente consegue perceber e ver, né? Ah, isso só é possível por causa dessa união com Cristo que é efetuada pelo Espírito em nós, né? Existe uma nova vida agora que pulsa para Deus, que não é preguiçosa em relação a Deus, à coisas de Deus e as vidas e a vida de Deus em nós. Pelo contrário, a gente responde à voz de Deus. Nós escutamos a voz do nosso bom pastor e a gente segue ele, né? as nossas afeições seguem a voz eh que dele que nos convida para ah para amá-lo, para encontrar o nosso descanso, a nossa satisfação nele. Ah, o autor ele ele ele volta para aquela questão do shalom, ah, que tinha sido corrompido, né? Ah, e ele fala que o evangelho, ah, restabelece esse shalom. Então, a ele trabalha da da a questão do evangelho como a solução da apatia em três níveis. Ele fala a ele fala do do da apatia vencida, da apatia ah curada e da apatia perdoada, tá? Então, a apatia vencida é o shalom restabelecido. A obra de Cristo, ah, morte e ressurreição, ah, vencem aquilo que causa mais, de maneira mais fundamentalmente a condição que leva à apatia, né, que é o pecado em nós. Ah, de maneira pessoal, Cristo perdoa esse meu, essa minha apatia, né? Não o pecado de maneira mais ampla, mas a minha apatia. Ele perdoa isso e a partir dessa união que a gente desfruta com ele no espírito dele em nós, a gente encontra cura dessa apatia. Por quê? Porque quando o sagrado ou quando o divino nos toca, a gente não consegue permanecer igual. Pelo contrário, quando ele nos toca, ele nos cura, ele nos recria, ele nos regenera. E a gente começa a ter agora um coração que pulsa para Deus, né? Que pulsa para Deus em alguma medida, pelo menos que pulsa para Deus. >> Amém. Amém. O evangelho, então, é essa solução para apatia por nos levar para aquele que quando nós realmente conhecemos, não temos como viver apáticos, mas encantados com com a beleza dele, né? Quando os nossos olhos da fé, quanto mais nítidos eles estiverem, mais nós nos encantaremos com o Senhor. E isso por mais coloca aqui, Sa. >> Pode falar. >> Ele coloca aqui uma alguns algumas expressões em contraposição com as causas. Ele fala que o evangelho, a, no evangelho, a dúvida encontra a paciência, a angústia se encontra com a esperança, a trivialidade encontra a perspectiva, a inadequação encontra a importância, a falta de disciplina encontra o fardo leve, a fragilidade encontra a paz e a falta de propósito encontra uma razão de ser. Ah, ou seja, o evangelho em em alguma medida ele ele ou talvez na medida perfeita, ele vai de encontro para destruir todas essas causas que nos levam à apatia, né? Então, quando a gente lida com alguma apatia, seja na pessoa que a gente tá aconselhando ou ajudando ou a nossa própria, a gente não pode simplesmente tentar solucionar externamente essa questão. a gente precisa olhar para a pras dúvidas, pra angústia, pra a trivialidade, para aí na todas essas causas que ele cita e e levá-las aos pés da cruz para que ali elas sejam tratadas com paciência, com esperança, com uma perspectiva nova, com importância, com fardo leve, com paz e com razão de ser. O evangelho nos coloca ali para uma nova leitura de todas essas coisas, né? Amém. E é aquela coisa que a gente não tá falando de evangelho como ah, a mensagem que um dia você ouviu, se converteu e é isso. E talvez alguém diga: "Não, mas eu conheço o evangelho, eu fui convertido". Mas a gente fala do evangelho com uma mensagem que devemos ouvir e meditar todos os dias o evangelho como aquela que não é apenas a mensagem que deu início à nossa vida, mas aquela que direciona a nossa vida para o seu verdadeiro alvo e que ao lembrarmos e ao continuamente nos envolvermos com ela, aí sim nós podemos experimentar isso. Eu acho que é importante, né, nós enfatizarmos isso, porque alguns podem dizer: "Tá, mas eu eu sou cristão, eu já ouvi o evangelho e eu tenho momentos de apatia". Não, mas é justamente o continuamente se encher dessa mensagem, dessa boa notícia, o se deleitar em Deus, não é verdade? >> Se a nossa apatia é um uma pontinha ou uma grande parte de incredulidade, ah, então a gente precisa evangelizar a nossa apatia, né? O evangelho não é simplesmente a base ou fundamento da nossa justificação. Ele é o fundamento da nossa salvação por completo. Então, a cada dia, a cada momento da nossa caminhada de santificação, eh, é um momento novo para se crer. E se crer em quê? No evangelho, que é o poder de Deus para me salvar, inclusive da apatia, né? Das das cadeias ali, das algemas da apatia. Amém. Jesus Cristo, que é o evangelho, é o caminho para para essa salvação, não só da condenação do pecado, mas também da dessa apatia. Muito bom. E além de enfatizar esse aspecto central do evangelho, ele desenvolve um pouco disso, né? Eh, até para questões práticas de estratégias que nós podemos usar para vencer a apatia no nosso dia a dia. Eh, quais são as estratégias que ele dá aqui? Ah, ele, o último capítulo, ele basicamente delineia ali algumas eh alguns eh elementos que precisam ser cultivados, né? E ele fala que cultivar esses elementos é como ah o exercício proposto pelo senhor Miag lá no Caracid, né, >> do coloca a cera e tira a cera, né? Aham. >> Você coloca o casaco, tira o casaco, coloca o casaco, tira o casaco, porque são aspectos eh litúrgicos de hábitos que precisam ser nutridos. Não adianta você querer vencer a apatia que foi nutrida por anos em termos de valores, em termos de, né, da de todas essas causas contextuais que estão ao seu redor e e ali, inclusive a ah em resposta pecaminosa a essas realidades contextuais. Não adianta que a gente querer resolver isso aqui numa formulazinha e pragmática, >> tomar um comprimido e resolver minha apatia. É, então ele é cuidadoso aqui para fazer algumas ressalvas. Ele fala: "Ah, o combate à apatia envolve disciplina, envolve diligência, envolve lutar uma luta >> Uhum. >> E que é repetitiva. Coloca o casaco, tira o casaco. Coloca o casaco, tira o casaco. >> Então é cultivar. Cultivar é a palavra que ele usa para todos os elementos. Excelente. >> Antes de entrar no em quais elementos se deve cultivar, ele destaca lá na página 140 que tudo o que se diz sobre práticas, hábitos e virtudes será subcristão se a obra de Cristo não estiver em primeiro lugar, bem como o poder do espírito. Então assim, o o talvez a ressalva dele aqui precisa ser destacada, porque a nossa tendência, Saor, quando a gente fala sobre vencer algum tipo de hábito escravizador ou algum tipo de tendência emocional que nos oprime, nos nos eh afeta, ah, vencer a apatia, aqui no nosso caso, a nossa tendência é achar que a gente precisa de sete passos técnicos, mecânicos, que se eu cumprir, não tem jeito, é receita de bolo, vai sair um bolo, né? Ah, e o que ele tá falando aqui é que nada disso acontece se não tiver graça, se não for baseado naquilo que Cristo fez por nós e faz em nós por meio do seu espírito, né? Eh, em última instância, qualquer tipo de atitude ou comportamento disciplinado e diligente é também um comportamento que precisa ser encarado como absolutamente dependente. Em outras palavras, se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que é edificam, né? Se o Senhor não te livrar da apatia, o seu trabalho vai ser vão, né? E o fato de você querer lutar contra a apatia, olha pro alto e agradece a Deus, porque já existe vontade para superá-la. Lembra da apatia, a apatia da do apático, né? Ele é apático à própria apatia. >> Ele não se importa de ser apático, né? >> É, mas aqui ele destaca então que a gente tem que cultivar honestidade em comunidade. >> Hum. >> A gente tem que cultivar os afetos. A gente tem que cultivar um sentido de missão. A gente tem que cultivar generosidade sacrificial e a gente tem que cultivar firmeza, né? Ah, em todos eles você vai notar que que a palavra inicial é cultivar, porque envolve um passo diligente e muitas vezes pro apático esse passo já é difícil. E acho que então é significativo o fato dele falar que o colocar como primeiro aspecto aqui a honestidade e a incomunidade. A igreja é essencial pro apático vencer a sua apatia. >> Olha, >> a gente precisa de gente, a gente precisa de gente ao nosso redor para continuar torcendo ali, né? Eh, eu não sei se você é bom de corrida, Saor, >> mas eu sempre tive muita dificuldade com a minha respiração, né? Bronquite. >> Sempre fui muito ruim de correr. >> Ah, se eu tiver que correr sozinho, eu vou desistir rapidinho. Ali, eu c os meus 500 m ali, e eu já falo: "Ah, já deu, acabou". >> Agora quando eu tô correndo com alguém que tá torcendo por mim e às vezes a gente fazia aqui uma corrida ministerial, >> olha que legal, >> quanto mais eu corresse, mais a gente conseguia levantar de recurso pros missionários. >> Olha que legal. [risadas] [limpando a garganta] Quando eu tô correndo ah motivado, as coisas mudam por aqueles que estão ao meu redor falando: "Vai, Lucas, eh, não desiste, né? A luta ainda não acabou, você perdeu a batalha, mas não perdeu a guerra. Vamos lá, >> né?" Ah, então essa comunidade que que conhece, que tem acesso a à minha pessoa e as e as minhas emoções, né? de maneira honesta, de maneira verdadeira, essa comunidade é muito importante. Ah, então, ah, se você lida com uma apatia espiritual, ah, lembre-se que você não vai vencer a apatia espiritual sozinho. Você precisa de gente por perto de você. Ah, gente motivada que vai te motivar a estar motivado com eles para fazer as coisas em grupo. É muito mais gostoso trabalhar em grupo do que sozinho, né? Ah, por causa da motivação que os outros nos incentivam, >> não? Com certeza. Isso vale até para uma corrida da vida, pra vida da igreja, rapaz, é outra coisa você buscar ao Senhor, tendo irmãos que estão aconselhando, que estão incentivando, que estão pastoreando, é totalmente diferente de você tentar ser cristão sozinho em casa. Na verdade, o cristão sozinho em casa, ele já tá inadequado, né, por causa das ordens da escritura para que a gente viva em comunhão uns com os outros. Mas não é só uma questão de cumprir uma ordem, é de aproveitar uma bênção, porque é nessa irmandade que a gente consegue ficar firme para seguir no caminho, apesar das lutas, né? >> Ah, o segundo ponto que ele levanta é a o o cultivo dos afetos. E aqui eu queria destacar talvez a questão da da dos nossos momentos devocionais de leitura bíblica, porque muitas vezes eh o apático pode ser tentado a pensar: "Eu vou ler a Bíblia" e vai resolver, né? Talvez a maneira com que a gente lê a Bíblia deveria ser questionada também. A gente deveria ler a Bíblia de tal maneira que ela vai moldar os nossos afetos. O que que quando eu leio a Bíblia, o que que ela me revela sobre Deus? O que que ela me revela sobre a majestade de Deus, a santidade de Deus, a glória de Deus, a beleza de Deus? O que que ela me revela sobre a majestade, glória, beleza de Deus vista em vistas em Jesus? Porque quando eu olho para as coisas que a Bíblia exalta como valorosas em Deus e em Jesus, eu tô diante de uma convocação dos meus afetos. Eu tô diante de algo que é incapaz de não me afetar, que é o próprio Deus. Então, eu acredito que a gente deveria incentivar o apático a ler a Bíblia para encontrar-se com Deus e não simplesmente para encontrar a instrução do próximo passo, da próxima disciplina, do próximo mandamento, mas para tentar entender ou crescer em conhecimento de Deus, porque é esse conhecimento que nos transforma. Ah, de certa forma seria o o o encontrar com Deus no Monte Sinai de de Moisés, né? Ah, o rosto dele resplandece. Quando a gente se encontra com Deus nas páginas da Escritura, a o conhecimento dele nos ilumina, nos irradia, né? nos nos faz resplandecer, transforma a nossa disposição com para com a realidade, ou seja, nos afeta por completo. Ah, então [limpando a garganta] o cultivo dos afetos aqui precisa acontecer por meio da escritura, onde a gente tem acesso ao conhecimento de Deus. >> Com certeza. Com certeza. Até porque é esse conhecimento que envolve um relacionamento. Não é apenas um conhecimento teórico, mas é um conhecimento de um filho conhecendo um pai. o pai que conhece o filho, né? É o desfrutar do amor desse pai. É o que faz sentido, né? Eu falo muito aqui que a gente não pode querer alcançar em outros aquilo que a gente não alcançou, nem nós mesmos, né? Querer que outros ah se deleitem em Jesus Cristo quando nós mesmos não fazemos isso não faz muito sentido. Eh, a gente vai pregar, a gente vai anunciar, mas como é que tá a nossa vida com o Senhor? O quanto nós estamos nos alegrando com o Senhor antes de falarmos para outros se alegrarem, né? E eu acho que foi por isso, dentre outros motivos, que esse livro chamou tanto a minha atenção e que eu vejo a relevância de usá-lo, por exemplo, como eu falei aqui no PG da igreja, mas a de meditar nele, de recomendar para outras pessoas pra gente buscar isso numa época de apatia, ah, que claro, não é agora somente que a apatia surgiu, ela sempre esteve presente de alguma maneira, mas numa época cada vez mais apática que nós possamos ah cultivar a palavra do livro. livro do autor aqui, a cultivar esse relacionamento com Deus que nos encanta e nos desperta dessa frieza, não é verdade, Lucas? Agradeço demais a conversa. Sei que ainda tem muitas outras coisas que a gente poderia destacar do livro, mas fica aqui a deixa para o pessoal adquirir, ler com calma. É lá que eles vão conseguir se aprofundar, né? Mas eu queria agradecer, meu irmão, por esse tempo de conversa aí com você. Eh, sempre é muito edificante bater esse papo aqui com você, meu irmão. >> E para mim é sempre um prazer poder conversar com você e destacar bons materiais. Esse livro é realmente muito bom. Ah, eu recomendo aí a tanto paraas paraas pessoas que estão sofrendo com a apatia que pode ser notada nelas mesmas. Ah, e para outras pessoas que estão querendo ajudar conselheiros bíblicos, esse é um recurso aí que que pode ser utilizado inclusive por vocês. >> Amém, meu irmão. Que Deus continue te abençoando, abençoando sua vida, seu ministério e a escrita do seu livro, que eu espero que logo logo a gente esteja aqui batendo um papo sobre o livro que você escreveu aí pra vida nova. Vai ser muito legal. Amém. >> Amém. >> Deus abençoe você, Sa. >> Amém. Amém. Você de casa que nos ouviu, gostou dessa conversa, não foi apá a ela, mas ficou interessado. Então, adquira esse livro. superando a apatia, com certeza vai ser bção na sua vida por tudo que nós falamos aqui, pelo que o Lucas destacou no final e por muitos outros motivos. E também se você gostou dessa conversa, se inscreva aí no podcast da Vida Nova, seja em qual plataforma você prefere, na sua plataforma preferida de podcast. [música] Deixa aí o seu like, seu feedback, nos mostre que você gostou, se alegrou, né, aqui desse bate-papo e também dê uma olhada nas outras dezenas de episódios que nós temos gravado, gravados, além de ficar de olho nos próximos que vem por aí. É isso aí, até a próxima. Valeu,