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Cosmovisão e Política 05/06 – Jonas Madureira

Cosmovisão e Política 05/06 – Jonas Madureira

Cosmovisão e Política 05/06 – Jonas Madureira

Curso de Teologia Online:

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Legendas automáticas:

Wow. [música]
Então, hoje nós vamos terminar nosso
trajeto,
parte três da nossa reflexão sobre
cosmovisão e política. Meu desejo é que
a solução
que a gente eh vai apresentar hoje para
essa relação entre cristianismo e
política, não seja uma solução tão
desastrosa assim, mas que seja uma
solução
capaz de a gente perceber o tamanho do
cuidado que a gente tem que eh
considerar
quando a gente trabalha. trabalha a
relação entre
cristianismo
e política, a relação entre o cristão e
a política, porque de fato essa relação
não é uma relação muito óbvia, não é uma
relação muito fácil, muito simples,
muito tranquila de se estabelecer, de se
de se sustentar.
Ah,
a gente vai falar um pouco sobre essa
solução, a partir dessa solução
que o Gruden apresenta no livro
Política, segundo a Bíblia,
que é uma solução baseada num conceito
que ele vai chamar de influência
expressiva.
Nós vimos
que a relação do cristão com a política
não pode ser uma relação de imposição.
Portanto, não podemos defender a
imposição religiosa.
Vimos também que a omissão
tampouco poderia ser a atitude esperada
do cristão em relação à política.
Ou seja, manter o silêncio diante dos
grandes desafios que a política a eh de
alguma forma representa para os
cristãos.
Também vimos
que
uma saída como retirar-se do governo, se
afastar do governo e não se envolver com
o governo,
tampouco seria uma boa atitude, porque
consideraria o governo como algo
demoníaco e, por isso indigno de receber
a nossa atenção. Também vimos que não é
uma boa atitude ou uma uma atitude que
represente uma postura bíblica
dedicar-se exclusivamente ao evangelismo
em detrimento ah dos grandes desafios e
do trabalho eh do cristão na política.
Também vimos
que a postura bíblica, tampouco
vai exigir de nós uma dedicação
exclusiva da política em detrimento da
evangelização,
porque não acreditamos em hipótese
alguma que a salvação
da humanidade esteja no governo, de que
nenhuma ideologia,
nenhuma forma de governo
Nenhuma visão de mundo estritamente
eh ideológica do ponto de vista
político, reserva em si uma esperança
que possa ser e brilhar mais do que a
esperança do evangelho do reino de Deus
pregado e anunciado por Jesus Cristo.
cristãos, portanto,
não impõem a sua religião, não se omitem
tão pouco diante dos desafios da
política, não vão ficar em silêncio
diante a dos eventos públicos, não vão
se retirar do mundo da política porque
considera os governos do mundo, todos
eles obra de Satanás. tampouco vão se
dedicar ao evangelismo porque entende
que essa seria a função mais e a ação
mais importante da igreja e que a
política é, portanto, irrelevante dentro
da missão da igreja e tampouco
consideraria exclusiva o papel
importante e missão fundamental da
igreja, fazer política.
Sendo assim, se não é nenhum desses
cinco pontos, então qual é a melhor
maneira de se lidar com a política? Como
o cristão deve lidar com a política e
com as ideologias?
Em outras palavras, o que é
influência
expressiva?
O que Gruden vai dizer é que de acordo
com o conceito de influência expressiva,
os cristãos devem procurar influenciar o
governo civil
conforme os padrões morais de Deus e
conforme os propósitos de Deus
para o governo revelados na Bíblia e
devidamente compreendidos. que ele vai
entender
é de que a influência expressiva
é a atitude do cristão que de alguma
forma no mundo em que ele vive, ele vai
influenciar
fazendo bem.
e como influenciar
no que diz respeito às leis e padrões
morais
é uma maneira de se fazer o bem.
Então o Gruden entende que o cristão faz
o bem não apenas quando ele distribui,
por exemplo, sopão ou quando ele eh está
ali cuidando de uma pessoa carente ou
quando ele está dando um prato de comida
para uma pessoa que está com fome. Mas
ele está fazendo bem quando ele lida
também com as estruturas de corrupção da
sociedade, quando ele é uma voz para
criticar todas as instâncias de
injustiça social que está diante a da
comunidade que ele vive, justamente
porque os padrões do cristão são os
padrões bíblicos, são padrões elevados,
não só apenas do ponto de vista daquilo
que diz respeito ao certo e ao errado,
mas sobretudo aos padrões morais que que
fundamentam o certo e o errado.
Então, nesse sentido, a melhor maneira
do cristão se relacionar com a política
não é outra senão através da influência
que ele pode exercer, acompanhando de
perto tudo o que o governo ou de alguma
forma o governo está realizando
e que
em certa medida ou de uma forma também
explícita, esteja contrariando
a padrões que sejam eh padrões bíblicos
e, obviamente padrões bíblicos, como ele
diz, devidamente
compreendidos.
Queria ler com vocês duas passagens.
Essas duas passagens bíblicas são
passagens clássicas para falar da
relação do cristão a com a política, com
o governo.
Uma é a de Romanos 13, que a gente vai
ler agora, e a outra de Primeira Pedro.
Veja o que Paulo diz.
Todos
devem sujeitar-se
às autoridades governamentais,
pois não há autoridade
que não venha de Deus.
As autoridades que existem
foram por ele estabelecidas.
Portanto, aquele que se rebela contra a
autoridade está se colocando contra o
que Deus instituiu.
E aqueles que assim procedem trazem
condenação sobre si mesmos.
Pois os governantes
não devem ser temidos, preste atenção, a
não ser
pelos que praticam o mal. Você quer
viver livre do medo da autoridade?
Pratique
o bem e ela o enaltecerá, pois é serva
de Deus para o seu bem.
Mas se você praticar o mal, tenha medo,
pois ela não porta a espada sem motivo.
É serva de Deus, agente da justiça para
punir quem pratica o mal.
Portanto, é necessário que sejamos
submissos às autoridades,
não apenas por causa da possibilidade de
uma punição, mas também por questão de
consciência.
É por isso também que vocês pagam
imposto, pois as autoridades estão a
serviço de Deus, sempre dedicadas a esse
trabalho.
Deem a cada um o que lhe é devido. Se
imposto,
imposto. Se tributo, tributo. Se temor,
temor. Se honra, honra.
O outro texto de Primeira Pedro,
capítulo 2, do versículo 13 ao 17.
Por causa do Senhor,
sujeitem-se a toda a autoridade
constituída entre os homens, seja ao rei
como autoridade suprema, seja aos
governantes como por ele enviados, para
punir os que praticam o mal e honrar os
que praticam o bem. Pois é da vontade de
Deus que praticando o bem, vocês
silenciem a ignorância dos insensatos.
Vivam como pessoas livres, mas não usem
a liberdade como desculpa para fazer o
mal. Vivam como servos de Deus. Tratem a
todos com devido respeito. Amem os
irmãos.
Temam a Deus e honrem o rei.
É muito interessante esses dois textos,
não? A gente esquece deles o tempo todo,
principalmente naquela parte em que eles
convocam, os dois textos convocam os
cristãos a praticarem o bem. Uma das das
expressões, das palavras
eh que eu considero importantíssima na
reflexão sobre a relação entre
pensamento e ação e que faz parte de um
dos elementos constitutivos
daquilo que a gente tem trabalhado. Já
trabalhamos aqui quando a gente falou
sobre a inteligência humilhada,
sobre essa relação entre ação e
pensamento. é o conceito de fronesesis
ou o conceito de prudência, se você
quiser pensar já na tradição latina
romana.
Uma das coisas que a gente não pode
perder de vista quando a gente fala
sobre a frôesis ou sobre a prudência e e
principalmente pensando na sua relação
com Cristo, uma coisa que a gente nunca
pode perder de vista é que Afrôesis
jamais é uma atitude
sem a consciência
do bem,
de que a Frônesis jamais poderia ser a
mera consciência do bem,
de que Afrôesis tampouco poderia ser um
sentimento desejoso de fazer o bem. Por
isso, quando Paulo escreve a epístola
aos Filipenses, no capítulo 2, a partir
do versículo 5, onde se trata de uma da
de uma das doutrinas mais importantes da
cristologia, que é a doutrina do
esvaziamento,
quando Paulo diz exatamente isso, tende
em vós a mesma
sentimento,
razão,
atitude,
modo de pensar.
Do que Paulo está falando quando ele usa
o fronete ali,
do que Paulo está aqui, aqui o Paulo
está se referindo quando ele diz:
"Tenham vocês a mesma atitude de Jesus"
ou tem um sentimento de Cristo Jesus
como usa como é atualizada ou atitude
como é a NVI. Eu acho que se não me
falha a memória, a nova tradução na
linguagem de hoje que traduz como modo
de pensar.
Vejam, são três palavras distintas para
traduzir uma expressão grega que não tem
um correlato eficiente no português.
Se você disser simplesmente tenha o
mesmo sentimento que houve em Cristo
Jesus, o que você está dizendo é que
basta você sentir, basta você querer
agir bem e ponto.
Você não precisa agir, você não precisa
efetuar o bem.
No entanto, a frôniones cristã ou a
prudência cristã, ela é marcada pela
combinação de três elementos
fundamentais constitutivos daquilo que
seria a prudência cristã, a prudência do
ponto de vista bíblico,
que não é apenas desejar fazer o bem
para o próximo, nem tampouco a mera
consciência do que é fazer o bem para o
próximo, mas é fazer o bem para o
próximo. Porém, não é simplesmente fazer
o bem, mas é fazer o bem, tendo a
consciência de que se está fazendo bem e
desejandoose fazer o bem. Ninguém pode
simplesmente fazer um bem que não tinha
consciência de que estava fazendo bem,
de repente, sem querer, fez o bem, não
é? De repente tava ali, passou, deu uma
de chaves, virou e aí salvou uma criança
de um acidente terrível. Você pergunta:
"Nossa, mas o você vocês vocês estão me
louvando por isso, mas eu não sei do que
que eu fiz". Não é porque quando você
virou, você bateu esse cabo de vassoura
num lugar e aí você salvou uma criança.
Ah, mas isso foi sem querer. Eu nem
sabia, não foi voluntário, eu não queria
fazer isso. Na verdade, tava querendo
fazer outra coisa. Isso não é frôes.
Você fazer o bem sem ter a consciência
de que o que você está fazendo é um bem
e sem desejar fazer o bem, não é
prudência. A prudência cristã, ela vem
acompanhada desse movimento de não
somente fazer o bem, querer fazer o bem
e desejar fazer o bem. E o cristão
entende que a prudência nunca vai ser
uma obra meramente intelectual, como a
tradição latina, grega e latina vai
trabalhar a o conceito de froneses. A
frôesis para um Aristóteles,
como a frôniones ou a prudência para um
Cícero, vai ter uma conotação muito
semelhante e um e de um intelectualismo
muito forte.
Traduzindo sempre para o homem que todas
as vezes que o homem tiver a consciência
e compreender bem a realidade, ele vai
agir bem. Mas o cristão entende que por
força do pecado, e daí a importância de
se ter uma cosmovisão cristã e uma
cosmovisão bíblica, que por causa do
pecado, a nossa inteligência foi afetada
de uma tal maneira que não temos
condições de, por nós mesmos e pela
nossa mera reflexão, simplesmente ter a
consciência do bem. desejar o bem e
fazer o bem. A gente sabe que todas as
vezes que a gente deseja fazer o bem e a
gente tem a consciência do bem, faz o
bem, foi fruto da graça de Deus. Porque
todos nós olhamos no espelho e porque
somos
controlados pela visão cristã de mundo,
que é uma visão bíblica. Olhamos no
espelho e lembramos todos os dias quando
nos olhamos no espelho, todos pecaram e
por isso carecem.
e são carentes de Deus, são carentes da
graça, da obra, da operosidade do
Espírito Santo. Então, nenhum de nós
aqui será capaz de fazer o bem bíblico
se não for pela graça de Deus. A
prudência cristã,
a atitude fronética, a frôes, a
prudência do cristão, só vai ser
possível se ele confiar inteiramente de
que tudo que nasce de bom no coração
dele vem de Deus.
Por isso, quando a gente faz o bem, é
uma maneira de a gente também perceber o
quanto a graça de Deus tem trabalhado
com o nosso egoísmo, com toda a nossa,
aquilo que é tão claro e presente na
natureza de um homem marcado pela queda.
Então, em outras palavras, ninguém fica
assim, ai não fica um comichão, não vejo
a hora de fazer um bem para alguém.
Tá entendendo? Você nunca vai ver
ninguém assim num ônibus, né? Ai, nossa,
eu tô com uma vontade de orar. Ai, não
tô me controlando. Vou orar aqui mesmo.
A gente tem que aprender a se olhar no
espelho e perceber que dentro de nós
existe as marcas e os efeitos da queda
e que a gente depende da graça de Deus
mesmo para fazer o bem. E é por isso que
não existe cristão convertido,
porque tem cristão endemoniado, cristão
convertido, eu tô falando cristão
rendido à palavra de Deus, que ao fazer
o bem não dobre os seus joelhos e
glorifique a Deus por ter vencido a si
mesmo pela graça do Espírito Santo. Por
isso, todas as vezes que um crente faz
um bem, ele percebe o poder do Espírito
Santo de vencer todas as estruturas de
pecaminosidade que envolvem a natureza
caída que a gente tem.
Por isso é um grande desafio pros
cristãos fazer o bem. Por isso é um
grande desafio para mim e para você
fazer o bem. Por isso, nós cristãos não
podemos aceitar o silêncio diante da
maldade, das estruturas de
pecaminosidade, sejam elas em nós
mesmos, na nossa igreja, na comunidade à
nossa volta, porque nós não fomos
regenerados para viver uma vida ainda
plantada, enraizada no reino das trevas,
se somos os filhos da luz, se nosso
coração prova as marcas da obra
redentora de Cristo Jesus que nos
regenerou para uma nova realidade e uma
nova vivência do reino e da realidade do
reino de Deus em nossa vida. Em algum
momento a gente vai precisar entender
que fazer o bem se torna uma implicação
das verdades do evangelho marcadas em
nossa mente, marcadas em nosso coração e
marcadas em nossas atitudes.
Por isso, fazer o bem para o cristão não
é um uma opção, não é uma alternativa
que ele pode se furtar.
é consequência da operosidade da graça
divina que redimiu o homem para uma nova
realidade. A realidade que toma como
padrão paraa vida, não mais a si mesmo.
E nem os santos deste mundo, mas toma
como padrão pra vida o único que merece
ser imitado,
que é Jesus de Nazaré.
A imitácse o Criste, a tradição da
imitação de Cristo, de fazer de Cristo
modelo da vida.
Tem que ser aquilo que persegue todo
cristão
que foi convertido.
Por isso que é difícil dizer que a gente
se converte.
É melhor a gente entender que a gente é
convertido,
que a gente é fruto sempre da graça de
Deus,
de que o homem miserável,
Romanos 7, e aí a gente deixa um
pouquinho de lado toda aquela discussão
se Romanos 7 de fato está tratando se o
homem miserável é de fato Paulo antes ou
depois.
Mas independente disso, seja ele antes
ou depois, não importa qual qual das
duas correntes você se adeque. O fato é
que a característica do homem miserável
é a incapacidade da prudência, é a
incapacidade da frôises, porque ele tem
a consciência do bem. Ele deseja fazer o
bem e o bem que ele tem a consciência e
o bem que ele deseja ele não faz. O
desencontro da atitude com a consciência
do bem e o desejo do bem é exatamente o
oposto.
É a antítese da prudência cristã. Por
isso que o bem que se deseja fazer e se
tem a consciência de se fazer e não se
faz, é a marca da miséria humana, da
carência humana da graça de Deus.
A gente viu nesse livro que vai ser em
breve publicado por Edições da Nova,
Visões Políticas, Visões e Ilusões
Políticas, um panorama e crítica cristã
das ideologias contemporâneas.
O Coises, ele trabalhou a relação entre
visão e ilusão.
E vamos repetir novamente o que ele
disse. Vai ser importante para essa essa
transição que a gente vai fazer agora.
Toda visão está sujeita à distorção e
damos o nome de
ilusões a visões distorcidas. Você é um
cristão, você sabe, portanto, que fazer
o bem é algo que está implicado na
transformação que o evangelho fez em sua
vida e que, portanto, uma vez que o
evangelho é operoso em seu coração,
os frutos desse evangelho está eles,
eles estão expressos exatamente na luta
contra as estruturas de pecaminosidade e
de autonomia do indivíduo em relação à
busca da felicidade, da salvação de si
mesmo.
O evangelho só é aceito ou vivido
por aqueles que se consideram
incompetentes
para salvarem a si mesmos.
Mas a gente pode encontrar
várias propostas no mundo que são
chamadas de ideologias,
que são propostas que tentam lidar com
as estruturas de pecaminosidade,
são propostas que tentam lidar com a
questão da injustiça. São propostas que
tentam lidar com as questões
relacionadas à justa causa pela justiça
social.
São ideologias, são princípios, são
maneiras de se ver o mundo que de alguma
forma tentam lidar com as questões mais
importantes relacionadas à vida em
sociedade.
E por isso o cristão, como alguém que
tem
por natureza
a vivência da frôesis ou o padrão da
prudência bíblica, da prudência cristã
para exercer no mundo.
Então, de alguma forma, o cristão pode
se ver diante do mercado, das ideologias
e das propostas que o mundo oferece como
uma possibilidade
de resolver os problemas sociais e as
injustiças e o problema da corrupção de
sua comunidade, sua sociedade.
No entanto,
toda a visão,
como diz o Coises, está sujeita à
distorção.
Porque toda a visão, como a gente viu e
tem falado nesses dias, ela é sempre uma
visão parcial e nunca consegue dar conta
do todo.
Mas existe uma gravidade
em relação
à estrutura,
eu diria,
eh,
falciável
de toda e qualquer visão em face
exatamente dessa inclinação que nós
temos
de poder encontrar e até mesmo desejar
uma salvação para os problemas que
estamos vivendo que não seja em Cristo.
E todas as vezes que a gente busca a
salvação para além daquilo que o
evangelho nos ofereceu como a salvação
do homem, nós estamos iludidos.
Portanto, cristãos podem se iludir,
cristãos podem abraçar visões que tentam
resolver o problema do mal no mundo
e se iludir de uma tal forma com essas
visões
e seria incapaz de perceber que essas
ilusões nos dão uma falsa interpretação
do mundo,
uma ilusão.
Como a gente viu nesses dias, ela pode
ser tão persuasiva que ela pode nos
convencer
e convencer um sem número de pessoas,
como diz Coisas, de que as suas
pretensões
de levar e conduzir a humanidade ou uma
sociedade, a felicidade,
representam, na verdade não uma parcela,
umas uma certa visão da realidade, mas
uma visão
totalitária de tudo, de toda a realidade
humana.
Nesse sentido,
as ideologias e as visões,
elas batalham pela tua mente.
Elas querem a tua mente,
mas o evangelho
não vai dividir a tua mente com outras
ideologias,
porque a nossa mente,
ela precisa ser cativa ao evangelho de
Cristo Jesus.
Nossa mente não pode ser cativa de
nenhuma ideologia
que não seja
a palavra de Deus.
Tem um livro, você não pode passar dessa
vida para outra sem ler. Chama-se
Invasão Vertical dos Bárbaros, escrito
por um filósofo
brasileiro
chamado Mário Ferreira dos Santos.
O que que é a invasão vertical dos
bárbaros? Olha o que ele diz.
A invasão,
que é a penetração gradual e ampla dos
bárbaros,
não só se processa horizontalmente pela
penetração no território civilizado,
ou seja, a invasão do bárbaro não é só
uma invasão que domina territórios, que
quer ocupar territórios, que quer ocupar
um espaço de terra, não é? Não é só uma
luta por terra, não é só uma luta por
espaço. A invasão bárbara é também uma
invasão vertical, porque ela também
busca penetrar a cultura,
solapar os seus fundamentos e preparar
para uma cultura civilizada a corrupção
mais fácil do ciclo natural, como
aconteceu no Império Romano.
Quando os os bárbaros invadem o Império
Romano, não é só as terras que eles vão
invadindo,
mas eles vão deturpando e destruindo e
corrompendo todo o padrão cultural, todo
o padrão espiritual e intelectual que
Roma até então tinha.
E a tese do Mário Ferreira dos Santos é
que o bárbaro está entre nós,
de que já vivenciamos uma experiência de
barbárie cultural,
ou seja,
de uma corrupção
da moral, dos costumes,
da maneira de se ver a realidade de uma
maneira em que se tenha padrões
absolutos e eternos. e que garantam a
dignidade do indivíduo de uma tal
maneira que a gente consegue perceber e
qualquer um pode perceber
a degradação cultural que vivemos hoje,
de que a corrupção que vemos, ela já se
tornou endêmica, de uma tal forma que
determinadas atitudes que deveriam ser
reprovadas por nós, em vez de ser vistas
como ruins, elas são muitas muitas vezes
até louvadas como atitudes eh eh
inteligentes,
porque afinal de contas o mundo é dos
espertos.
Mário Ferreira dos Santos, ele vai dizer
uma coisa interessantíssima. Ó o que ele
vai dizer.
Primeiro, ele vai dizer que a tese dele
é uma obra de denúncia.
E é necessário caracterizar a cultura
cristã ocidental,
que enquanto cristã
se caracteriza por uma cosmovisão
que inclui diversos princípios
fundamentais, como o mundo criado por
Deus, povos que têm, portanto, que são
iguais perante a Deus e uma série de
outros padrões que constituem a
cosmovisão cristã. E aí ele conclui
dizendo: "Os princípios da cosmovisão
cristã são constituintes da espinha
dorsal desta cultura que é chamada a
cultura ocidental, cultura cristã
ocidental.
O que não impede que nela sobrevivam
resquícios de uma cosmovisão grega ou de
uma cosmovisão latina ou islâmica ou
hebraica.
Contudo, todas elas deveriam estar
subordinadas em graus
intensistas maiores ou menores à
concepção cristã. Se a gente lembrar do
que a gente viu ontem, antes de ontem,
sobre a relação entre cosmovisões
majoritárias e cosmovisões minoritárias,
o que o Mário Ferreira está tentando
mostrar é que de alguma forma a gente
precisa compreender que uma uma
sociedade, se é uma sociedade que ela
está sendo governada sobre padrões e
princípios que sejam eh correspondentes
a princípios bíblicos e cristãos, é
nesse necessário
que a cosmovisão majoritária seja
cristã. E a gente sabe que a cosmovisão
majoritária não é necessariamente a
quantidade de pessoas de um país ou de
uma sociedade, mas sim aqueles que de
fato representam a maneira de pensar e a
cultura e a inteligência de um povo. Por
isso, nunca subestime o poder dos
intelectuais numa cultura.
Todas as vezes que os pensadores
cristãos, aqueles que deveriam ter o seu
coração e a sua mente cativos à palavra
de Deus, se perdem no mundo da vida e se
esquecem do comprometimento do
evangelho, eles tornam cada vez mais o
mundo à nossa volta, presa fácil de
outras intelectualidades, de outros
pensamentos que, por sua vez, podem se
tornar cosmovisões majoritárias que vão
dominar e vão controlar todas as outras
cosmovisões, como controlam, por
exemplo, hoje a cosmovisão de muitos e
talvez da maioria de brasileiros que são
cristãos do nosso país. Não importa se
são católicos ou protestantes.
De que maneira a gente poderia se
proteger contra essa invasão ideológica,
contra essa, parece que cosmovisão
majoritária?
Se existe nesse país
algum ordenamento, obviamente esse esse
ordenamento ele é
elaborado, desenvolvido por uma
cosmovisão majoritária. E a pergunta que
eu lhes faço é: qual é a cosmovisão
majoritária de nosso país?
Eu não estou dizendo qual é a quantidade
maior de pessoas que creem em uma ideia.
Eu tô dizendo é qual é a ideia, ainda
que seja defendida por uma minoria que
tem governado esse país, que tem
governado a mente dessa desse país, que
tem dominado a mente e o coração de
estudantes universitários nas seja nas
universidades públicas e pasb, seja
também nas universidades privadas,
não só nos ambientes ditos seculares,
mas uma cosmovisão que inclusive tem
dominado a mente e o coração de
pastores.
Como a gente poderia se proteger
da influência de cosmovisões que não são
compatíveis ao cristianismo e, ao mesmo
tempo com a cosmovisão cristã
influenciar a nossa cultura, influenciar
a política,
influenciar a realidade à nossa volta.
Tem um livrinho
espetacular.
Você não pode passar dessa vida para
outra sem ler. Esse livro
ele é pequenininho. Você tá vendo? Você
lê rapidinho ele,
mas vai passar um filme na sua cabeça na
hora que você lê esse livro. Esse livro
foi escrito por Andrei Pleix,
que foi um romeno
que viveu na Romênia
no contexto
daquilo que a gente poderia chamar muito
bem de uma invasão
marxista do seu país.
Se você ler esse livro,
você vai conseguir enxergar, não a
Romênia, você vai enxergar o seu país.
Mas o pior de tudo é que você não vai só
enxergar aqui o seu país hoje, você vai
enxergar o seu país amanhã.
Você vai ver o que está acontecendo hoje
e que aconteceu lá na Romênia. E você só
vai precisar somar os fatos como você
como você calcula quando 2 + 2 ig 4.
Então eu quero desafiar você a ler esse
livro.
Chama-se da alegria no Leste Europeu e
na Europa Ocidental e outros ensaios.
Ele fala sobre exatamente isso, a
vivência debaixo de um de um governo e
de uma política
que se tornou idólatra.
Porque não se considerou mais uma visão
parcial do mundo diante de tantas
outras, mas se considerou a única visão
verdadeira, a única que dá conta do
todo, a única que consegue lidar com o
problema do pobre, a única que consegue
resolver o problema da justiça social no
país, a única que consegue resolver as
dificuldades enfrentadas no país.
Olha o que ele diz.
Uma
primeira forma de proteção contra a
invasão ideológica
é o pensamento autônomo. E aqui
pensamento autônomo, precisa fazer um
parêntese. Ele não está defendendo aqui
aquele princípio de autonomia do
pensamento, que é justamente o oposto da
inteligência humilhada, aquela ideia de
que o o a mente ela é independente da da
revelação de Deus para conhecer a
verdade. Não. Aqui o o pensamento
autônomo que ele está se referindo é
essa ideia, o pensamento por conta
própria.
O pensamento
que não é entregue para você mastigado e
faz você pensar o que o outro quer que
pens. É o pensamento que é o teu
pensamento. É o pensamento que você
chega à conclusão. Você pensa. Não é
alguém pensando por você. Não é um
partido político pensando por você. Não
é um grupo pensando por você. Não é uma
massa pensando por você. Não é uma
ideologia pensando por você, é você
pensando a despeito de todas as outras
comunidades, de toda e de toda a
realidade comunitária à sua volta.
Então, olha o que ele diz. Uma primeira
forma de proteção contra a invasão
ideológica é o pensamento autônomo.
Qualquer ideia vinda de fora, qualquer
produto pronto para usar, qualquer moda
lançada ciclicamente na cena pública,
tem de ser pesada com uma suspeção
saudável.
As ideologias são de regra, pensamento
massificado. O sujeito deixa de ser
proprietário de seus próprios
pensamentos. Por Rquier diz que toda a
ideologia é esquemática.
Toda ideologia é esquemática. Porque ele
diz o seguinte: "A ideologia é muito
fácil, é muito simples de entender." Ela
é tão simples de entender que te impede
de pensar. Então, como não te faz
pensar? Ótimo, gostei dessa ideologia,
não precisei pensar.
Quem não gostaria de fazer uma faculdade
que você não pudesse pensar?
Você sa diploma sem pensar?
Bom, hoje em dia tem, né?
Se tornar proprietário dos pensamentos
significa
que chega um momento da tua vida
em que você não pode mais
acreditar. em verdades porque alguém
disse,
mas porque você chegou às conclusões,
você pensou.
Chega um momento da vida da gente e aí
eu quero falar em especial. Quem aqui é
crente desde pequenininho?
Ah, que bonitinho.
Ó lá, lá em cima tem mais, né? Olha que
coisa curiosa.
Você aprende desde pequenininho o
evangelho.
Posso ser um missionáriozinho. Não serve
para nada hoje, porque hoje você tá
fazendo outra coisa na vida.
Mas enfim, canta lá os Samuel. Samuel,
não lembro? Lembra dessa ou não?
Não, essa é só do meu tempo mesmo.
Você cresce com toda a história bíblica
na cabeça, com as pregações e os ensinos
da Escola Bíblica Dominical, e você
recebe isso.
Mas chega uma hora na tua vida que se
você não pensar e não chegar às
conclusões de que essa verdade que você
repetiu por toda a tua vida é de fato
uma verdade, você simplesmente não vai
saber o poder que essa verdade tem. E o
como essa verdade pode transformar não
só a tua vida, como pode transformar a
vida de pessoas à tua volta e é até
mesmo a vida de uma comunidade.
A coisa mais difícil do mundo
é a gente ter o nosso próprio
pensamento,
a gente chegar determinadas conclusões
pro que a gente pensou
e não porque alguém deu mastigadinho pra
gente um esquema. Olha, muito simples. É
só a gente chegar no poder e você vai
prosperar.
Ô, essa esse esquema é maravilhoso.
Maravilho. Quem não quer um esquema
desse?
qualquer esquema que prometa para você
uma felicidade do tipo, olha, você vai
ser feliz aqui.
Uma outra maneira de se proteger,
o pleer
de proteção
é o esforço de pensar as coisas até o
fim.
Quando você escuta uma ideia pela
primeira vez,
você acha o máximo, né? Por isso que o
seminário acaba às vezes com a vida da
gente,
porque hora vem um professor e conta uma
ideia pra gente, a gente acha o máximo.
Aí vem outra, nossa, que legal. Aí vem
outra, que legal. E aí uma ideia atrás
da outra, um monte de ideia legal.
Mas qual é a maior tarefa da tua vida?
e a fundo até o final para ver as
consequências dessa ideia. É por isso
que um dia você acorda calvinista, outro
dia acorda arminiano, no outro dia vira
molinista, aí depois volta, vira
universalista, aí depois fica crente de
novo, se converte de novo,
né? Porque aí berou a apostasia, aí não
dá, né? Apostasia não dá. Aí você fala:
"Não, verdade, não dá para falar um
negócio desse aqui. Eu sou crente, eu
tinha esquecido desse detalhe.
Não, aí você volta pro caminho de novo,
não vou mudar de novo, não dá. Essa
teologia não cabe.
E aí a gente fica mudando de ideia o
tempo todo. A gente precisa aprender a
quando achar uma ideia legal, não ficar
muito animada com ela.
Vem uma ideia legal, você, nossa, que
legal, nunca pensei nisso, cara. Vai até
o fim com essa ideia, porque às vezes
ela pode ser bonitinha, mas as
implicações dessa ideia podem ser
mortais paraa sua vida.
É muito interessante você condenar, por
exemplo, a ideia de um Deus todo-
poderoso
diante do mal que existe no mundo.
E por isso é muito interessante você
achar legal a ideia de que é melhor que
Deus seja só amoroso e não seja
todopoderoso, porque pelo menos é melhor
ficar com Deus todo amoroso que está
comigo na hora da luta, do que um Deus
que seja todopoderoso, mas que não me
livra do mal.
Pode parecer muito bonitinha essa ideia.
Ai, que legal essa ideia. Eu tô dizendo
para você, vá até o final com essa
ideia. Veja se você consegue sustentar a
tua fé em Deus com essa ideia. Veja se
você consegue sustentar o real, o mundo
real com essa ideia.
Então, o grande desafio que o Pleixo
apresenta pra gente é todas as vezes que
a gente ouvi uma ideia, calma, não seja
ligeiro, não pega essa ideia que você
achou legal e já começa a dizer: "Olha,
gente, a encontrei a salvação do mundo,
achei uma ideia para resolver o problema
do mal".
Um segundo exercício de proteção é o
esforço de pensar as coisas até o fim,
para além da evidência de primeira
instância, sem atalhos e correrias
lógicas ou sentimentais.
Em algum momento a gente precisa deixar
todos esses detalhes de lado,
porque as ideologias
elas são pensamentos burocratizados,
assim como fast food é alimentação
burocratizada.
O pensamento esquemático
é pensamento para quem não está
acostumado a comer.
Pensamento esquemático é para quem tem
muita pressa.
Pensamento esquemático é para aquele que
não aguenta comida de verdade, por isso
como besteira.
Aí fica com essa pança horrorosa.
Faz mal. Fast food faz mal. faz mal,
porque é rápido demais.
Você tem que engolir, você não come,
você engole.
Então, o que acontece muitas vezes com a
gente é isso. A gente pode simplesmente
engolir ideias e achar que elas são
maravilhosas.
Mas olha como ele conclui o raciocínio
dele. A ideologia é pensamento espectral
de espectro, de fantasma. Fantasma
agórico.
Não é real, tá entendendo? Uma ideia
muito mirabolante, muito legal. Mas a
pergunta é: cadê o vínculo com a
realidade?
Reduz a riqueza do real a inconsistência
fantasmagórica.
É a tal da proposta que é muito linda,
que é maravilhosa. Quantos e quantos
aqui em algum momento de suas vidas não
caíram no canto da sereia,
naquele projeto lindo e maravilhoso.
Você olha e você fala: "Meu, que coisa
linda". Aí você tinha um outro projeto
de vida que não era tão assim glamoroso,
não era tão belo assim, mas você olhou o
mais bonito que tinha promessas e nossa,
a aparência é linda. Olha, o discurso é
maravilhoso. Compra. Quando você compra,
você compra, na verdade, uma bucha
porque você não consegue vender depois o
automóvel,
não é? porque ele é ruim, porque o
discurso era maravilhoso, mas
simplesmente não existe aquilo que você
comprou. Aquilo que você comprou é outra
coisa.
Por isso é muito bonito ouvir discursos
do tipo: "É possível uma humanidade
linda e maravilhosa e bundosa? É
possível encontrarmos paz na terra?
A gente precisa ter um confronto com o
real. A gente precisa olhar pro mundo
real o tempo todo da nossa da nossa
vida. A gente precisa manter os olhos
abertos o tempo todo pra gente não cair
na falácia de acreditar que esse mundo e
as pessoas todas do mundo, inclusive
nós, estamos blindados contra o mal.
não se propaga por persuasão. Ou seja,
as pessoas não são persuadidas quando
uma ideologia as conquista.
Mas ronda inquietante, é uma epidemia, é
viral.
Todo mundo tem que pensar igual. Todo
mundo tem que falar a mesma linguagem.
Todo mundo tem que falar do mesmo jeito.
Se o líder da ideologia tem a mão torta,
todo mundo vai ficar com a mão torta.
Mas ele teve um acidente de carro, os
outros não.
O jeito de falar tem que ser o mesmo. O
jeito de vestir tem que ser o mesmo.
Cansei de ver na PUC de São Paulo os
carinhas lá, né, chegando lá na na PUC,
né, naquele ambiente efervescente.
Parecia que o cara tava entrando
entrando na PUC de maio de 64.
O cara saindo de um Corolla do novinho.
Ele sai de lá com aquele chinelo de
couro, com a caça toda surrada, uma
camisa vermelha. Que vara? Viva lá
revolucion
até assim, meu. Qualquer um vira
revolucionário, bicho.
O que faz um indivíduo que tem
massa cefálica entre as orelhas?
sair de dentro de um automóvel desse e
pregar uma ideologia que ele não vive,
senão a ilusão. Ele vive em um mundo que
não existe,
não é real o mundo que ele prega. Ele
vive em 64 ainda. Ele não percebeu que o
mundo mudou.
Ele esqueceu que o muro de Berlim caiu.
Ele esqueceu do totalitarismo, do
comunismo, do nazismo, de todos os
socialismos que destruíram e ceifaram
milhões e milhões de pessoas. Ele
esqueceu de ler jornal. Ele esquece de
ver jornal. esquece de olhar pra pessoa
que tá do lado.
Ele esquece de se ver, de se olhar no
espelho.
A ideologia é tão cega,
ela é tão, ela tem um poder de cegar tão
grande
que vem acompanhado de uma extrema
confiança, a confiança
de que os de que as pessoas não pensam,
de que as pessoas elas de alguma forma
podem ser conduzidas e controladas pela
ideologia.
Por isso, o tempo todo eu tô te dizendo,
a gente vive uma batalha onde a tua
mente é o grande objetivo, o grande
tesouro das ideologias.
E a pergunta que eu te faço é hoje, é
onde está tua mente? Tua mente sempre
vai ser cativa. A minha pergunta para
você é: de quem ela é cativa? Qual é o
senhor da tua mente?
Que a tua mente sempre vai ser cativa?
Não tenha dúvida. Mas a grande pergunta
que você tem que responder hoje é: "De
quem a tua mente é cativa?"
A ideologia oferece o lugar no lugar de
uma presença límpida e analisável, o
concreto, a sensação vaga de uma
presença sem corpo, a ilusão, o
simulacro de uma presença.
As ideologias são difíceis de agarrar
com os instrumentos correntes da razão.
Para resistir a ela, tens de permanecer
vivo, reativo,
não arregimentável
e sobretudo você tem que manter o bom
humor.
Nada é mais ridículo do que um fantasma
que provoca o riso.
A gente tem que aprender a perceber
em toda a ideologia
esse tom risível da ideologia que vendo
em parte se diz capaz de ver o todo, se
diz capaz de falar sobre o todo e de
governar sobre tudo e sobre todos, não
reconhecendo a multiplicidade de esferas
de soberania que uma sociedade possui.
J Keller disse, a gente repete novamente
o que ele foi, o que a gente usou nesses
dois dias aí, a palavra ideologia pode
ser usada para designar qualquer
conjunto de ideias sobre um assunto, mas
também pode ter uma conotação negativa
próxima de uma palavra parecida, a
idolatria. uma ideologia, assim como um
ídolo, é uma descrição parcial e
limitada da realidade que foi promovida
ao nível de palavra final sobre as
coisas. Ideólogos acreditam que sua
escola ou partido tem a resposta real e
completa para os problemas da sociedade.
A gente precisa rir desses caras.
A gente precisa aprender a rir de todos
aqueles que prometem pra gente uma
salvação que não é Cristo Jesus.
A gente tem que aprender a ter a
confiança de que qualquer qualquer
proposta que nos dê a felicidade e que
não parta de Cristo é a felicidade de um
anticristo.
De que vivemos numa sociedade repleta de
anticristo,
repleto de movimentos que são contrários
a todo estabelecimento de uma nova
maneira de se pensar a realidade do
mundo e de da nossa volta que o
evangelho provoca e realiza.
E isso só acontece porque o evangelho
quer tirar você, quer me tirar de nossa
zona de conforto.
A pior prisão da tua mente é o conforto.
A pior prisão da tua mente são os
pensamentos, as pregações idiotizantes.
A pior prisão da tua mente são aqueles
movimentos mesmo dentro da igreja que te
impedem de usar a tua mente para
glorificar Deus.
A pior de todas as prisões é o conforto
de receber mensagens mastigadas,
de receber palavras mastigadas.
Se a gente quer encontrar um pensamento
verdadeiro e aprofundar um pensamento
verdadeiro, a gente tem que aprender a
mastigar o pensamento. Ninguém pode
mastigar por você. Não aceite que
pessoas mastiguem por você.
Quem aqui acreditaria em mim se eu
olhasse para você agora com um chapéu
aqui na minha cabeça e com uma voz meio
rouca, com drive aqui na garganta,
olhasse para você e dissesse assim: "Se
você não tem fé, eu vou ter fé por você.
Quem aqui se entregaria e confiaria em
mim?" E eu lhe faço outra pergunta,
porque então você é capaz de confiar sua
mente?
a sua inteligência para que outras
pessoas pensem por você.
Famoso clichê.
Deus tirou o teu pecado, não a tua
inteligência. Use-a paraa glória de
Deus.
Para terminar essa primeira etapa, a
gente vai pro intervalo.
Se a gente fizer uma análise do nosso
país hoje, pergunta que você vai fazer a
seguinte: Jonas, de que ideologias você
tá falando? Existe alguma ideologia,
tipo liberalismo, conservadorismo,
anarquia, nacionalismo, democracia?
Ah, existe alguma ideologia que seja
compatível com a palavra de Deus, com a
Bíblia?
Tem um artigo
publicado
na teologia, no site de teologia
brasileira, publicado recentemente pelo
Franklin Ferreira. Chama-se
Totalitarismo, o culto do Estado e a
liberdade do evangelho. Ele fez um
estudo bem interessante e ele diz o
seguinte: "O conservadorismo ou
liberalismo, por exemplo, não são
apropriadamente representados por nenhum
dos 32 partidos que existem atualmente
no Brasil."
Ou seja, a gente tem uma cosmovisão
majoritária.
Todos os principais partidos políticos
brasileiros são esquerdistas ou
antiliberais.
Uma amostra ajuda a visualizar o atual
quadro político da nação.
PCB, extrema esquerda lenista,
leninista. PCDB, extrema esquerda
leninista, estalinista. PSC centro
direita PSD centro PSTU extrema esquerda
al leninista trotquista PT esquerda,
gramixiana PSDB centro esquerda, DEM
centro direita, PMDB centro, mas esse é
o centro que pega tudo. PDT, centro
esquerda, PPS, centro esquerda, Pessol,
extrema esquerda, al leninista,
trotisquista,
PP, centro, PTB, centro esquerda, PV,
não é a palavra da vida, PV centro
esquerda.
É claro que tem que ter pluridade
partidária, gente. É claro que tem que
existir o contraditório, mas isso aqui é
uma hegemonia
de um jeito de pensar. Isso é uma única
maneira de pensar.
E aí a gente se pergunta: "Puxa, mas
toda hora eu escuto no país falarem de
direita e de esquerda?" A gente precisa
repensar isso também. Para isso,
tem um um artigo magistral, acabou de
ser publicado pelo Teologia Brasileira,
magistral, de uma lucidez incrível,
escrito por André Venâncio, esposo da
Norma Norma Braga.
Ele escreveu um texto que chama
Armadilhas do vocabulário político. É um
texto extremamente esclarecedor
essa maneira da gente identificar a
discussão política entre direita e
esquerda. E aí pergunta assim: "Bom, com
que que os evangélicos têm que se
identificar? Com a direita ou com a
esquerda?" No Brasil, a gente tem que
primeiro se perguntar o seguinte: com
qual esquerda a gente vai se
identificar? Esse é o primeiro ponto,
porque direita simplesmente não tem.
Direita para valer, como a gente poderia
pensar, não tem. E aí, para pensar o que
tem de direita, a gente precisaria
primeiro ter um conceito de direita que
pudesse ser de fato genuíno e
verdadeiro, ou um conceito de esquerda
que pudesse ser genuíno e verdadeiro. E
isso não tem, não é aqui, não é nos
Estados Unidos, não é na Europa, não
tem. É difícil, muito complexo de se
definir, de se classificar
posicionamentos.
No entanto, o que eu quero dizer para
você hoje,
não importa
qual seja a ideologia,
seja uma ideologia liberal, seja uma
ideologia nacionalista, seja uma
ideologia conservadora, seja uma
ideologia marxista,
todas elas são potencialmente
idolatrias.
Nenhum partido político vai salvar sua
alma,
nem seu corpo, nem a integralidade da
tua vida.
Não existe uma ideologia
que seja compatível ipses líteres com a
palavra de Deus.
O que você vai encontrar são ideologias
que podem ter vários elementos que podem
ser compatíveis e podem ser semelhantes
à visão bíblica do mundo.
Mas nenhum desses partidos serão tão
grandiosos
ao ponto de terem a grandeza da visão
cristã do mundo. Por isso o cristão ele
não pode, em primeira instância, e aí eu
quero dizer, o cristão que quer se
identificar em primeiro lugar com a
Bíblia, ele não pode, em primeira
instância, se identificar com nenhuma
ideologia,
porque a mente dele já está cativa. E
está cativa ao modo de pensar da palavra
de Deus e entendida de uma maneira
correta,
devidamente entendida. Entretanto,
se [roncando]
não podemos nos identificar com nenhum
partido político, se não podemos nos
identificar com nenhuma ideologia, a
pergunta é: então como é que a gente vai
influenciar?
Como é que a gente vai influenciar se
nós ah não nos identificamos
com ah nenhum partido político? Eu
preciso me identificar com um partido
político.
Vamos para o intervalo.

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