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A fé vem pelo ouvir

SUPERANDO A APATIA – LUCAS SABATIER | PODCAST VIDA NOVA #93

SUPERANDO A APATIA – LUCAS SABATIER | PODCAST VIDA NOVA #93

SUPERANDO A APATIA – LUCAS SABATIER | PODCAST VIDA NOVA #93

🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com Lucas Sabatier sobre o livro Superando a apatia, de Uche Anizor.

Ao longo da conversa, exploramos temas centrais da obra, como:

😴 O que é apatia espiritual e como ela afeta a vida cristã hoje?
🔥 Quais são as principais causas da falta de interesse pelas coisas de Deus?
📖 Como a Bíblia orienta o cristão a vencer a apatia espiritual?
🙏 Quais práticas podem ajudar a restaurar o desejo por Deus e fortalecer a vida cristã?

Adquira o livro: ⁠https://bit.ly/4si9WVS

#VidaCristã #Aconselhamento #SaúdeMental #apatia #podcast #edicoesvidanova
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Legendas automáticas:

E aí, eu sou Saor Lucena e seja
bem-vindo ao podcast da editora Vida
Nova. Você sabe o que é apatia? Apatia é
silenciosa, mas pode estar esfriando a
fé de muitas pessoas sem [música] que
sequer elas percebam. Você se sente
apático em relação às coisas da vida e
em relação a Deus. Qual é a diferença
entre apatia e depressão? como redes
sociais, excesso de informação [música]
e uma idolatria do lazer alimentam a
nossa apatia e, principalmente, como
podemos vencê-la. É sobre isso e muito
mais que vamos falar no episódio de hoje
a partir do livro Superando a apatia, a
esperança do evangelho para a frieza
espiritual do Anisor. Se você quer
aprender mais sobre esse assunto, você
precisa adquirir esse livro e ouvir a
nossa conversa de hoje. [música] Então
já se inscreva aí na sua plataforma de
podcast favorita, deixa o seu like,
comentário e vamos ao nosso bate-papo de
hoje com o nosso convidado Lucas
Sabatier. Lucas, seja muito bem-vindo. É
um prazer ter você aqui com a gente mais
uma vez, meu irmão.
>> Saur, é sempre um privilégio e uma
alegria poder participar com vocês.
>> Legal, cara. E por mais que você já
tenha participado, vale a pena uma nova
apresentação? Tem gente que vai chegando
agora pela primeira vez. Então, fala um
pouco aí da sua vida e ministério, meu
irmão.
>> Claro. Ah, eu sou professor do seminário
bíblico Palavra da Vida em Atibaia, ah,
especialmente nas áreas de
aconselhamento bíblico e teologia
sistemática.
Ah, a gente já tá aqui há 3 anos, né?
Passamos aí um longo período fora do
país, estudando teologia e depois
voltamos aqui pro pro ambiente da
educação teológica, da formação ah
ministerial, ah, imersiva, né? porque o
seminário aqui trabalha com a questão do
programa residente, então tem sido aqui
um um o o o nosso campo de atuação
primário, né? Trabalho também junto da
Igreja Batista Revive em Etibaia,
[música] onde eu tenho liderado ali o o
ministério Vila da Alma, que é o nosso
ministério de aconselhamento ah bíblico.
Ah, estamos trabalhando ainda na
implementação desse ministério, mas tem
sido aí duas das frentes principais dos
nossos esforços ministeriais. Eu sou
casado com a Bela, já faz 15 anos. E
temos três filhos, a Ana Luía, a Sofia e
o Timoty, 10, 8 e 5 anos. Ah, essa é um
pouquinho da nossa família aí.
>> Muito bom, meu irmão. E eu soube que tem
novidade chegando por aí.
>> Pois é. Agora no começo do ano a gente
firmou uma parceria aí com a editora
Vida Nova, ah, para a lança para um
lançamento de um livro, né? Os outros,
os detalhes ainda eles vêm mais para
frente, mas se Deus quiser aí em breve
teremos algumas novidades.
>> Maravilha. O pessoal com certeza vai
ficar sabendo pelas redes sociais da
Vida Nova, pelo site, claro. E a gente
também vai sentar aqui para conversar
mais uma vez, hein, Lucas, sobre dessa
vez sobre o seu livro. Vai ser muito
legal essa experiência, cara. Que Deus
continue abençoando aí tanto o processo
de escrita como todo o seu ministério e
vida, meu irmão.
>> Se Deus quiser. Se Deus quiser. Orem.
Orem pelo projeto.
>> Amém. Amém. E vamos falar de um assunto,
cara, que eu acho que tá muito
relacionado a um pouco de tudo que você
citou, que faz, né, essa ênfase no
aconselhamento, a o trabalho na igreja,
a gente sempre se depara, ainda que não
nomeando necessariamente, mas a gente se
depara com a questão da apatia. E esse
livro Superando a Apatia, a esperança do
evangelho para a frieza espiritual é
muito relevante. Inclusive um livro que
eu tô pensando em usar para trabalhar
com o pessoal aqui da igreja no nossos
PGs, né? Eu tô pensando em chamar pra
gente usar porque é muito importante.
Agora, antes da gente seguir, vale a
pena a gente enfatizar a definição de
apatia que o próprio autor fala. O que é
apatia, que a gente vai definir aqui
para toda a conversa. Então, Lucas, o
que é a apatia?
>> Sauror, antes de definir a apatia, eu
preciso definir a pronúncia do nome do
autor, porque no
>> a gente aqui no no backstage, a gente já
tava conversando sobre a dificuldade,
né? E eu já vi outras pessoas promovendo
o livro e também tendo dificuldade com a
pronúncia. Então,
>> até essa hor tá fácil, né? Até saa tá
fácil agora perto desse nome aqui.
[risadas]
>> Mas é anizor.
Anizor.
>> Ah, então a gente vai chamar ele
carinhosamente aqui pelo primeiro nome
dele, o Ui. Ele é um professor na
Universidade de Teologia da Baiola, né?
Ah, na Talbot School. ah, formado em Wht
PhD ali. E, de fato ele traz aqui um
tratado que é importante e que e de
relevância imediata, né? a gente vai
lendo aqui a a obra e você vai
imediatamente pensando em como ela é
aplicável às a aos nossos dias de apatia
e como ela é aplicável também aquelas
outras pessoas que têm sofrido com essa
apatia de maneira visível ao nosso
redor. Ah,
>> me parece que não é raro, né, da gente
eh ter que lidar com esse problema, né?
Mas vamos lá. Se a gente, para ser bem
socrático, né? Se a gente tá falando que
a gente sabe que a gente sente apatia ou
que a gente tem apatia e que a gente
enxerga apatia, então definitivamente a
gente tem que saber o que que é a
apatia, né?
>> É isso aí. O que é que é a apatia?
>> O que que é a apatia? Deixa eu, deixa eu
ler a definição formal dele aqui na
página 65.
Para ele, a, pro She, a apatia é uma
doença psicológica e espiritual, em que
eh experimentamos um amortecimento
prolongado da motivação,
do esforço e da emoção, bem como uma
resistência às coisas que nos fariam
desabrochar, assim como a outros. É um
pecado
que se expressa sob a forma de
inquietação,
falta de objetivo, preguiça e falta de
alegria pelas coisas de Deus. Ah,
algumas várias coisas chamam a atenção
aqui. A definição dele é é bem
construída, né? Ah, quando ele fala
sobre doença psicológica, ele não tá
categorizando aqui de maneira clínica a
apatia, mas ele tá dizendo que é uma
condição que afeta a nossa vida
interior, a vida da alma, a vida da
psique humana, né? Ah, e aqui ele
aproxima, então essa essa afetação, essa
essa ah o que ele chama de doença aqui
do aspecto espiritual, porque ele eh
quando ele fala que a apatia é pecado,
ele tá trazendo pro mundo espiritual,
pro âmbito espiritual, a essa ah a esse
amortecimento prolongado das motivações,
do esforço e da emoção. Ele não tá
distanciando a definição de apatia do
contexto que é o próprio Deus. Ah,
algumas páginas a antes, o capítulo
inteiro, segunda, eh, dedicado à
definição do que é a apatia,
ele diz que a a
a apatia pode ser aproximada da questão
da preguiça e da a assédia, né? Ah, e
ele vai falar aqui que a essa preguiça é
uma tristeza opressiva, até citando o
Tomás de Aquina, não é? Que pesa sobre a
mente da pessoa de modo que ela não
queira fazer nada. Essa tristeza é
sempre má quando diz respeito a alguma
coisa que na realidade é boa. É ausência
de alegria e de amor pelo que é
verdadeiramente bom.
Ah, e aqui em última análise ele ele
define, então, apatia é preguiça em
relação a Deus, as coisas de Deus e à
vida de Deus em nós. Ah, ou seja, no
coração da definição que ele oferece
aqui sobre a apatia, tá? A relação com
Deus. Ah, a, se a gente eh quebrar a
etimologia da palavra aqui, você vê que
ela começa com uma negação, né? Eh, a,
então você tem um não e o pato seria a
afetação ou a paixão, né? Ah, é a falta
de afetação. Ou seja, nós somos apáticos
quando nada nos afeta. E em alguns eh
contextos isso é visto como algo
positivo,
porque se não me afeta, eu sou
indestrutível, né? Pode acontecer o que
for ao meu redor, eu tô bem, né? Eu tô
na minha, eu não tô nem feliz, nem
triste, eu não tô afetado por nada, eu
simplesmente sigo adiante.
>> É quase a ataraxia dos estoicos, né?
Aquela coisa ali do exatamente
diferença. Exatamente. Exatamente.
>> Porque a tranquilidade da alma, que é
essa ataraxia, ela é obtida pela pelo
cultivo da apatia, né? Então você
eh abaixa, coloca os seus desejos num
volume mínimo, né, no mudo para que você
não desejando ou não criando
expectativas, esses desejos ou essas
expectativas não venham a ser frustrados
e você seja afetado pela realidade ao
seu redor. Ah,
nesse caso aqui, o o a apatia, do jeito
que ele define, em relação a Deus,
parece que Deus e as coisas de Deus não
nos afetam. Nós não somos convocados por
Deus ou pela sua presença ou pelas suas
promessas ou pelas suas bênçãos a
qualquer tipo de reação, né? Então, a a
apatia eh é tratada aqui pelo seu viés
teológico, né? ah, pelo seu aspecto
transcendente,
sou eu diante de Deus, não sendo afetado
por ele, né? Ah, então a para mim a a o
a parte da definição, pelo menos do
tratado, da definição que me chamou mais
atenção, foi essa apatia, a preguiça em
relação a Deus, as coisas de Deus e a
vida de Deus em nós.
>> Nossa, é forte mesmo. Inclusive, um
outra expressão forte que foi dada na
primeira definição que você apresentou é
a de pecado, né? Não é qualquer coisa,
mas ela é um pecado. E aí eu eu trago
para você a pergunta que é acho
importante a gente definir pro pessoal,
que é eh por que que essa apatia é
pecado? Por que que a apatia é um
problema? Qual é o problema da apatia?
>> Uhum. O autor faz um tratado eh no final
desse capítulo dois ainda, ah, sobre a
definição de pecado, né? Porque se a
gente eh
corriqueiramente nos nossos meios
evangélicos, a gente tende a pensar em
pecado como aquilo que é agido e
deliberado, né?
>> Uhum. Uhum.
>> Então [limpando a garganta] o apático
ele não para, ele não acorda num dia e
fala assim:
>> "Ã, hoje eu vou ficar apático", né? Ele
simplesmente é.
Aham.
>> Porque ele tá,
com toda a ironia que carrega essa
afirmação, ele tá afetado
[limpando a garganta]
>> Aham.
>> pela realidade de um jeito que que a
gente chama pecado, né? A a condição
caída o afeta de tal forma que ele não
consegue mais ser afetado por aquilo que
ele foi feito para ser afetado. Deus.
>> Olha só,
>> né?
Então, hã, dentro da condição da nossa
da maldição do pecado, a a Shalom foi,
eh, corrompida, né? Ele fala aqui sobre
a a rebelião humana como disruptiva em
termos de shalom, né?
Ah, então o o pecado que ele coloca aqui
não é simplesmente ah para descrever uma
ação deliberada pessoa que sofre de
apatia, mas de uma corrupção que lhe
aflige, né, e pela qual sim, essa pessoa
é responsável.
>> Ah, a Bíblia trata de pecado em termos
que vão além da deliberação e da
escolha, né? Claro,
>> a gente olha pro Antigo Testamento e a
gente vê os pecados não intencionais,
que também exigiam sacrifícios e e
expiação, né?
>> Então, a muito do que a gente lida em
termos de emoção não são
escolhas processadas cognitivamente, né?
São resultados de um ser que tá
corrompido, que tem o o shalom, a a a
completude e a perfeição para a qual foi
criado para desfrutar. de alguma maneira
ah afetada, né? Então, nesse sentido, é
que ele coloca que a apatia é pecado,
>> é você deixar de se encantar com Deus e
com as coisas de Deus, né? Eh, no final
das contas, você deixa inclusive de
cumprir mandamentos do Senhor, como
alégrem-se no Senhor, né? Cantai com
júbilo ao Senhor e tantas. Ah, e não só
a questão da alegria em si, né? que é
talvez uma das maiores respostas que a
gente possa pensar quando a gente pensa
em apatia, a gente pensa o um contraste
à aquela pessoa alegre. Mas não só isso,
é a questão talvez de uma tristeza
diante do pecado, né, de de você não ser
essa pedra de gelo espiritual, né, essa
frieza espiritual. E até bom enfatizar,
né? Aqui a gente tá falando não só de
uma perspectiva, ah, pentecostal ou algo
do tipo, ah, como reformado, por
exemplo, a apatia é pecado. Nós não
devemos viver numa frieza espiritual,
mesmo sendo, sei lá, presbiterianos,
batistas, reformados, o que for, nós
temos que nos encantar com a beleza do
Senhor, né? Agora, o que é interessante
também, o que me desperta eh a atenção
nesse livro é que ele vai se focar
principalmente numa apatia espiritual,
mas ele não tá olhando somente para ela,
ele tá falando de um nível de apatia que
existe com relação à vida, né, eh, com
coisas em geral. E aí, onde que nós
podemos ver essa apatia no nosso dia a
dia, Lucas?
Ah, eu a aproximação da da apatia com a
preguiça faz muito sentido, né? Então,
ele fala aqui, por exemplo, que ela se
manifesta num desassossego, numa
incapacidade de terminar um livro, de
passar um tempo bom em oração e concluir
uma tarefa, ah, de uma de quando existe
produtividade. Essa produtividade é
acompanhada de raiva ou tédio em
relações às coisas que devem ser feitas.
ah, uma inclinação ao sono, a comida, a
preocupação e a distração, né? Então, a
as maneiras em que a apatia se
manifesta, ah,
evidenciam que que ela não tá só
presente no no aspecto teológico com
relação a Deus, mas eh esse aspecto
teológico ele se desdobra ah em aspectos
que dizem respeito à criação e a vida no
mundo que Deus criou, né?
H, se o mundo foi criado por Deus, né? E
a preguiça que o o Shei aqui coloca é em
relação a Deus, as coisas de Deus e a
vida de Deus em nós, né? O segundo
elemento são as coisas de Deus, né?
mundo fez o o Deus fez o mundo para que
nós eh usufruíssemos da beleza, ah, do
dos sabores,
ah, do descanso e e enxergássemos todas
essas coisas como graças, né, ah, dadas
por ele, o pai das luzes, desfrutássemos
dessas coisas e enxergássemos beleza e
bênção em tudo isso. O apático não
consegue, né? Ele não consegue, ele ele,
ele não consegue ver a beleza da
natureza. Ele não consegue ver a beleza
de uma obra de arte, ele não consegue
desfrutar do sabor, porque ele não é
afetado, né, nem por Deus e nem pelas
coisas de Deus. Ah, então ele ele
permanece é tipo o azulejo, né? Ele não
absorve, ele não ele ele ele ah ele ele
bate a água ali e desliza a a sem
qualquer tipo de afetação. Ah, é
basicamente isso, né? A o o a reação
apática que às vezes a gente demonstra
para com a realidade de criada por Deus.
>> Sim, sim. É verdade. A gente tem que
perceber que, por mais que até na
definição dele, ele ele enfatiza esse
aspecto contínuo, mas existe algum outro
sentido que a gente possa dizer que ah
nós também a ao longo do dia podemos ter
momentos de apatia, né? Momentos dessa
frieza, às vezes num culto ao Senhor,
né? Eh,
eu recentemente tava conversando com o
pessoal da igreja sobre isso, como às
vezes é triste você tá ali cantando uma
música dizendo, né, eh, alegrai-vos com
júbilo ao Senhor, né, e a pessoa tá
cantando isso e ela tá alegrai-vos com
júbilo ao Senhor, né? Aquela coisa assim
fria, sem prestar atenção, tal. Isso é
um dos tipos de manifestação de apatia
que nós vemos no contexto mais
relacionado a a Deus, uma frieza no
louvor ao Senhor, no adorar a Deus, não
é verdade?
>> E e de fato, Saur, eu acho que muitas
vezes no no nos nossos círculos
reformados isso acaba sendo mais
verdade, né? Porque a gente reage a ao
emocionalismo
de que é adotado em alguns cultos, onde
o sentimento do participante da
celebração ou da liturgia é é a
prioridade absoluta, né? E ali você tem
um êxtase de emoções.
>> Ah, porque tudo é gira em torno em
afetar os sentimentos, né?
>> Sim. a
>> a luz, a música, tudo
>> isso. E só que no o o culto a Deus, ele
não pode ser marcado eh nem por um
exagero emocionalista, mas também ele
não deveria ser marcado por uma apatia,
né?
>> Porque
>> tudo o que se faz no culto como corpo de
Cristo reunido na presença de Cristo e
paraa adoração de Cristo deveria
absolutamente nos afetar. É verdade.
>> Ah, então não existe nada mais glorioso
do que você sentar do lado de alguém que
respeitosamente
ah canta alto de tão empolgado que ele
tá.
>> Aham. ah, de alguém que reage para o
pregador quando você diz algo que é
glorioso e você vê os sorrisos se
abrindo no auditório
>> ou quando você diz algo que é
confrontativo, algo que é de fato ah
consolador e você vê as lágrimas
escorrendo.
>> Sim, verdade.
>> Por quê? Porque a verdade impacta o
coração. Ela deve impactar. A comunhão e
a presença com Deus deve nos afetar.
É verdade, meu irmão. Eh, eu acho que
você falou muito bem, a gente vê uma
muitas vezes, né, esse essa tentativa de
fugir de um emocionalismo caindo quase
que numa apatia ou muitas vezes numa
apatia meio reformado também, outras
igrejas. Ao mesmo tempo, me passou pela
cabeça aqui que ah, por mais que igrejas
reformadas às vezes possam cair nisso
com mais frequência, talvez, ou pelo
menos de forma mais visível, mesmo em
igrejas
eh com um contexto mais pentecostal ou
mais, eu nem vou classificar pentecostal
aqui, vamos simplesmente falar de mais
emocional, com mais elementos, tentando
despertar emoções. A gente pode dizer
que existe uma apatia ali também, porque
o que tá emocionando eles é a luz, é a
batida, mas as coisas do Senhor em si
parece que ainda eles ainda estão
apáticos para elas. O que deveria nos
emocionar
não deveria ser a batida de uma música e
o piscar de luzes, mas o saber que o
Senhor é Deus, foi ele quem nos fez e
dele somos. Somos o seu povo e rebanho
do seu pastoreio, né? Era isso, é o
olhar para Deus que deve nos emocionar.
E quando uma igreja também deve acaba
enchendo demais a seu o seu culto, a sua
liturgia com esses elementos externos,
já é uma própria demonstração de que ela
reconhece algum nível de apatia, que
para superar essa apatia, ela vai tentar
manipular questões externas ao invés de
mostrar simplesmente Deus e deixar que
aquele coração que está cheio de Deus se
encante com a beleza dele, né? Você
concorda com isso?
>> Absolutamente. O o as nossas emoções
elas são regidas por valores, né? Nós
nos emocionamos de acordo com os valores
que nós carregamos.
Ah, eu me entristeço quando algo que eu
amo é perdido. Eu fico com medo quando
algo que eu amo é ameaçado, né? Eu fico
feliz quando algo que eu amo é
conquistado ou quando aquilo eh é
restaurado. Ah, então as nossas emoções
elas giram em torno da dos nossos
amores, dos nossos valores, né? Ah, e a
busca do crente não é por eh por
ausência de emoções, não é por essa
apatia, né? Não é por essa ataraxia via
apatia. A a busca do crente é por
emoções redimidas que fluem a partir dos
valores que são os valores de Deus.
Então aquilo que Deus valoriza, nós
devemos valorizar. E quando
valorizarmos, amarmos aquilo que Deus
ama, então seremos emocionados do jeito
certo. Fomos criados com emoções, né? E
Jesus, que é o o o ser humano por
excelência, ah, que demonstrou que é de
fato ser humano, ah, ele chorou,
né? Ele se irou, ele sofreu angústias
ali no Getsêmane. A, as emoções naqueles
momentos são expressões de santidade de
Jesus, que nunca pecou, nem naqueles
momentos.
Ah, então a a o crente não pode enxergar
a apatia como algo a ser buscado como os
estóicos, né? Parece que antigamente os
nossos até os nossos as representações
de Jesus nos filmes eram uma
representação meio que apática, aquele
Jesus meio que branco que não é afetado
por nada nem ninguém, né? Ah, ele não
sorri, ele não chora, ele eh como se a
ausência das emoções fossem ah, fosse
algo a ser eh louvável, né? Mas ah de
outro lado, você tem agora nas
representações atuais um Jesus que é tão
humano, que faz piada, que dá risada,
que chora. E acho que de alguma maneira
isso aproxima o Jesus de fato humano,
né? Ah, com emoções apropriadas a partir
de valores que são e os valores do
próprio Deus, né?
>> É verdade. Afinal de contas, o sorriso,
a alegria, as emoções não são fruto do
pecado, né? São algo que o Senhor nos
deu, a própria escritura, claro que
usando de uma linguagem antropopática,
atribuindo sentimentos humanos à
divindade, mas fala de um Deus que se
alegra, um Deus que se entristece, um
Deus que eh se emociona diante do do que
está presenciando, né? Então fica aí uma
lição para todos nós desse aspecto.
Agora você até enfatizou em certo
momento da nossa conversa a palavra
convertido, um cristão, né? Eu acho que
foi cristão, na verdade, só que você
destacou, mas eu queria pegar justamente
por causa de uma dúvida que muitas vezes
surge. Até recentemente estava
conversando com o pessoal de uma outra
igreja e eu falando com eles: "Olha,
como é que vocês fazem uma entrevista de
membresia para ver quem é que vai entrar
na igreja e tal?"
eh, e no acompanhamento de alguém para
fazer uma distinção entre um cristão
apático, um cristão que parece sempre
frio as coisas do Senhor e tal. Talvez
um cristão imaturo, mas vamos chamar de
cristão apático aqui e um não
convertido, porque de certa forma ambos
têm esse nível de apatia. não
convertido, ele também não se emociona
com as coisas de Deus, porque ele nem se
agrada do Senhor. Agora, o cristão
apático, ele muitas vezes se assemelha.
Como distingui-lo? Acho que é uma
questão tão complexa, né?
>> É. E acho que às vezes a gente não vai
conseguir, Saur. Ah, de qualquer
maneira, se a gente tentar fazer essa
distinção teologicamente,
ah, o cristão
é aquele que foi recriado em Jesus.
né? Eh, e em Jesus ele tem um novo
coração.
Esse novo coração, ele é orientado para
Deus e paraas coisas de Deus por
natureza. Esse coração foi dado a ele.
Ah, então eu diria que nenhum cristão é
absolutamente apático. E eu vou
enfatizar o absolutamente aqui, tá bom?
Ah, ele, em outras palavras, o o
cristão, ele não pode ser 100% apático.
Ah, e o 100% apático é aquele que é
apático e ele é apático acerca da sua
própria apatia.
>> É verdade,
>> né? Ah,
eu o que eu vejo que são que o crentes
apáticos eles se incomodam essa apatia
em algum nível.
>> Boa distinção,
>> né? em algum nível, eles eles não estão
conformados com essa apatia. Como é que
eu conheço a Deus e isso não me afeta?
>> Uhum.
>> Só de ter só esse pensamento já é uma
mínima afetação
>> que indica algum resquício de vida. se a
apatia é um um certo resquício de morte
ou que a gente carrega, né, por eh e a
gente ainda carrega um pouquinho desse
ah ou carrega o pecado remanescente com
a gente ainda nessa ah nesse nesse ah
interlace de eras aqui do já, mas ainda
não, né? Ah, se existe ainda o um
desafio nessa intersecção dos tempos.
Ah, então a apatia não é algo que
deveria ser absolutamente eh não não
deveria nos surpreender por completo,
né? Por quê? Porque a gente ainda tem
que lidar com a a a nossa falta de amor,
com a nossa falta de afeição por aquilo
que deveríamos amar e e e nutrir a
afeição.
Às vezes a gente acha que o fato de
termos apatia ou sofrermos com depressão
ou alguns tipos de de ah sentimentos de
falta de propósito, que essas coisas são
indicativas de que a gente não tem fé ou
que a gente não ama a Deus. Ah, e aí o
meu desafio que eu faço, Saur, é, será
que a gente precisa tratar tudo eh no
zero ou 100? Ou eu tenho fé ou eu não
tenho fé. Ou eu tenho amor, ou eu amo ou
eu não amo a Deus, né? O o que me parece
é que é a a a o anseio do cristão é mais
como a oração do centurião, né? Eh, eu
creio, mas me ajuda na minha falta de
fé. Eu amo, mas eu ainda não amo como
deveria.
Então, a fé e o amor, não como um
interruptor que tá ligado ou desligado,
mas mais como um dimer aí, ah, que que
que controla ali diferentes níveis de fé
e de amor. Ah, e às vezes em alguns
momentos da nossa vida, o dimer tá bem
baixinho e a gente vai experimentar
algum nível de apatia, algum nível de ah
indiferença, né? Acho que indiferença é
uma boa palavra pra gente trazer. E o
autor trazã
falta de motivação, a gente perde vista
o propósito, a gente ah começa a ficar
então indiferente as coisas ao nosso
redor e e às vezes sair da cama começa a
ficar cada vez mais difícil, né? Ah,
então a apatia não é não não
eh difere por por completo o crente do
não crente, né? O crente não fica
apático. Não, o não crente fica apático.
Não, eu diria que o não crente ele é
apático por natureza. Ele não é afetado
por Deus, né? Ah, ele não quer ser
afetado por Deus. E se existe um Deus,
ele prefere negá-lo.
Mas o crente, ainda que ele carregue
esses resquícios de morte na sua apatia,
ele já começou a ser afetado por Deus,
por um Deus que superou a apatia e as
resistências desse crente, desse, desse,
dessa pessoa, né?
>> Uhum. Eu acho que você fez uma excelente
distinção, meu irmão, aquela coisa, né?
Fé pequena também é fé verdadeira. Pode
ser uma fé imatura, mas não deixa de ser
uma fé verdadeira, né? Eh, eu acho que
isso é o Jon fala, desculpa te
interromper, mas o J
>> o J Carson fala que graças a Deus que a
gente não é salvo pela qualidade da
nossa fé, mas pelo objeto da nossa fé,
né? Perfeito.
>> E talvez na ajuda do apático, eu vou ter
que lembrar ele que nos dias em que ele
se sente indigno ou de ele se sente
carregando uma fé indigna de salvação.
Ah, eu vou lembrar ele que ele tem um
salvador que é digno de salvá.
>> É verdade. Nossa, que que definição
maravilhosa. Essa é daquelas que dá para
guardar, né? E que eh vamos citar muitas
vezes aí pela vida, conversando com
irmãos no meio da pregação. Dá os
créditos, né? J Carson lá, porque o
Senhor o capacitou a pensar nisso, mas é
é uma maneira muito bonita de colocar eh
a gente lembrar que não é por obras, não
é pela obra da minha fé, né, mas é por
uma graça da fé que o Senhor me conduziu
a ter. Isso faz toda a diferença na
maneira que a gente enxerga como é que
nós nos achegamos ao Senhor. Perfeito.
Agora, olhando para esse aspecto, você
até citou a questão da depressão. E eu
acho que essa é uma pergunta que alguns
podem estar se fazendo agora, mas e aí,
será que eu estou apático ou será que eu
estou depressivo? Né? É claro que existe
todo um debate sobre como é que fica a
depressão no cristão, mas a partir do
que o livro vai falar e ah como é que a
gente pode fazer uma distinção entre
essa apatia e uma depressão?
>> O autor ele fala que muitas vezes as
coisas estão ligadas, né? Então, ah, ele
ele apresenta lá na página 60 um gráfico
onde ele coloca o círculo da apatia e o
círculo da depressão. E ele coloca que a
o interesse reduzido, a energia
reduzida, a o insight reduzido, né?
Talvez a capacidade de de raciocínio e
de pensamento de ah deliberação
reduzida.
H, e o retardamento psicomotor,
esses aspectos ele coloca como
na área de intersecção entre depressão
ah e apatia, mas ele fala que a
depressão inclui aspectos que não
necessariamente fazem parte da apatia,
ou pelo menos da definição que ele nos
traz, né? Então, a questão do humor
depressivo ou deprimido, a desesperança,
a culpa e autocrítica,
ideais ou ideias suicidas, ah, tudo isso
ele vai incluir como questões, aspectos
exclusivos da depressão e que não
necessariamente fazem parte daquilo que
ele chama de apatia. Mas talvez vale a
pena eu eu ler brevemente aqui o o o
trecho que segue, né? Ele diz: "Tanto a
apatia quanto a depressão não parecem
ter um gatilho perceptível.
Muitas vezes, ambas parecem surgir do
nada. Contudo, embora alguns sintomas da
apatia, como a diminuição de interesse
ou de energia, sejam também sintomas de
depressão, a apatia poderá estar
presente mesmo quando não haja sinais
evidentes de depressão, como
desesperança ou humor deprimido, né?
Então, existe uma intersecção aí, uma
sobreposição,
eh, mas elas, essas coisas não são
idênticas, né? Elas estão muitas vezes
acompanhadas.
>> Faz sentido. Agora, nós falamos muito do
que é a apatído, como ela se manifesta e
de alguma maneira começamos a falar de
causas, mas vale a pena a gente
enfatizar aqui quais as principais
causas de apatia.
>> O autor traz sete que ele destaca,
>> tá? Eu vou mencionar elas aqui, talvez a
gente pode considerar algumas delas de
maneira um pouco mais focalizada, né?
>> Mas ele vai falar sobre a dúvida, ele
vai falar sobre a angústia, ele vai
falar sobre trivialidade,
sentimentos de inadequação,
falta de disciplina,
fragilidade
>> e falta de propósito, né? interessante.
>> Quando você nutre, quando essas
a dúvida, angústia, trivialidade,
inadequação, falta de disciplina,
fragilidade, falta de propó, quando
esses elementos são nutridos, ah, a
gente cultiva eles, a tendência é que a
gente cresça em apatia e em indiferença,
né?
>> Interessante. E desses sete, quais
aqueles que assim você acha que mais
chamaram sua atenção, né, para o que a
gente experimenta, principalmente até na
nossa cultura e tudo mais?
Eh, talvez o que mais me chamou atenção
foi o aspecto da trivialidade, que eu
acho que é a
ahola
o nosso tempo, né, por conta da
>> Quando eu penso em trivialidade, eu
penso em desatenção.
>> Olha,
>> é realmente na época do TDAH para todo
lado é um é um ponto bem importante
>> na época eh do algoritmo, eu diria, né?
>> Aham. Porque o algoritmo ele sabe o que
chama a minha atenção. Uhum.
>> E eu treino ele todos os dias na medida
que eu vou descendo o feed do da minha
rede social para que ele entenda as
coisas que me afetam. Olha aí, né? Ah,
ou seja, ele começa a ver que as coisas
que eu curto e que eu comento e
compartilho são as coisas que de alguma
maneira falam comigo. O problema é que o
Fed Saor, ele tem
no em 30 segundos ele me apresenta um
vídeo chocante da guerra na Ucrânia, né?
Ah, os coelhinhos que acabaram de nascer
andando no campo verdejante, ah, o gol
do meu time de futebol que me leva ao
êxtase e depois uma notícia política
sobre o o último escândalo. Ah, e aí
então os estímulos
ah que mexem comigo, eles são meio que
padronizados.
a o escândalo na igreja vizinha e o fato
de terem
ah do sei lá arrancado uma árvore
querida no numa comunidade X Y Z me
afeta da mesma maneira, né? A gente
começa a ter a as nossas os nossos
valores meio que planificados.
A nossa atenção começa a se devotar a
tudo e quando ela se devota a tudo, ela
já não se devota a mais nada.
a gente não tem mais essas afetações
ordenadas e proporcionais. Aqui talvez a
palavra ser destacada é é a
proporcionalidade dos nossos valores,
né? a trivialidade ela ela destrói essa
proporcionalidade e a gente começa a ter
a nossa atenção convocada a todos os
cantos, a todos os assuntos, a todos os
interesses. Ah, e aí talvez ao longo do
tempo, se tudo nos afeta, então não vale
mais a pena ser afetado por nada.
>> É, quando você tá olhando para todas as
coisas, você deixa de prestar atenção ao
que se destaca, né? realmente numa época
de redes sociais, acesso de informação,
tudo mais, isso isso mexe muito, né?
Essa cultura que nós temos hoje, então
esse apego a às redes, esse monte de
informação, você acha então que tem a
ver com essa trivialidade e é um dos
grandes indicadores, um dos grandes
fortalecedores da apatia no nosso
coração?
É, e eu achei muito legal que ele
trabalha aqui com a algumas obras. O o o
autor ele trabalha com eh teólogos e com
Bíblia, mas ele tá sempre dialogando com
cultura pop, com filósofos, com ah
psiquiatras, com medicina. E nesse
trecho ele trabalha com o o
texto do Neo Postman, né, do Amusing
Your toath lá do Divertindo-se até a
morte. Ah, inclusive,
>> pois é, né? E e do tratado que ele faz
do George Orwell do 1984
e do Huxley, né, do admirável Mundo Novo
e da contraposição entre esses dois
autores, né? Ah, parece que a cultura do
nosso tempo dá mais razão pro Huxley do
que pro Orwell,
>> porque nós não fomos impelidos ou
dominados por uma tirania que proíbe os
livros. E aqui o a o ele ele ele traz
uma citação justamente desse aspecto.
>> Eu acho que vale a pena, inclusive a a
citação, se você tiver com ela em mãos,
eu acho, eu dei uma olhada nesse trecho
também, foi um trecho que me chamou
muito atenção. Inclusive, eu já li esses
dois livros e na hora eu fiz rapaz, faz
todo sentido isso daqui.
>> Ele diz assim, ó. Orwell temia os que
proibiam os livros. Huxley temia que não
houvesse motivo para que um livro fosse
proibido, porque não haveria ninguém que
quisesse lê-lo. Orwell temia que os que
pudessem nos privar de das informações.
Huxley temia os que nos dessem tanta
informação que ficaríamos reduzidos à
passividade e ao egoísmo. Orwell temia
que a verdade fosse ocultada de nós.
Huxley temia que a verdade fosse
mergulhada em um oceano de irrelevância.
Orwell temia que nos transformássemos em
uma cultura de reféns. Huxley temia que
nos transformássemos em uma cultura de
banalidades. E acho que a cultura da
banalidade é a cultura do nosso tempo,
onde a gente vive de memes e piadas para
poder de alguma maneira lidar com os
sofrimentos. Sim, não tô dizendo que não
existe nenhuma validade nisso, mas a
gente, né, a gente banaliza, a gente
nivela as nossas afetuações de tal forma
que a gente acaba ah experimentando uma
apatia pela causa da trivialidade, que é
uma das causas citadas pelo o Shei.
>> É aquela coisa, né, na no tédio do
silêncio, a gente prefere se se matar de
rir do que ficar ali parado, né? Então,
realmente [limpando a garganta]
não, eu achei fantástica essa citação e
descreve muito bem a nossa sociedade.
Ah, não é preciso nenhuma proibição, o
pessoal não tem interesse. Ah, e que
assim, com a inteligência artificial
chegando, aumenta também mais produção
de conteúdos aleatórios, de informações,
ah, falsas e muitas coisas por aí, fora
tudo que a gente já experimentava, né?
uma cultura do lazer e do conforto que
faz com que no final das contas nós não
consigamos nem sequer ah aproveitar o
verdadeiro lazer e um verdadeiro
conforto, né, de tanto que a gente tá
viciado com o exagero.
>> E acho que a revolução tecnológica, eu
vou destaqui destacar aqui outras duas
causas e talvez fazer a conexão com essa
mesma revolução tecnológica, né? Ah, o
Shei coloca os sentimentos de
inadequação.
Ah, na era da conectividade, onde eu
consigo acessar a padrões que estão além
daqueles que eu enxergo fisicamente ao
meu redor,
eu vou sempre achar alguém que faz mais
e melhor.
>> É verdade.
>> Então, eu vou sempre me enxergar ou se
me sentir inadequado
>> quando eu me comparar com aqueles
padrões, né?
>> Uhum. Ah, você pode ser o melhor pastor
do mundo. Se você entrar na internet,
vai ter um pastor que faz mais e melhor
e que tem uma igreja mais bonita e mais
cheia do que a sua.
>> É verdade.
>> Você pode ser o melhor crente do mundo,
mas você vai abrir na internet, você vai
descobrir alguém que sabe mais teologia
do que você.
>> Uhum. Ah,
isso pensando aqui em termos de
religiosidade,
>> mas em termos de beleza, em termos de
produtividade, em termos de propriedades
e economia, em tudo. Você sempre vai
achar alguém diante de quem você é
inadequado. E nós crentes acreditamos
que nós somos fundamentalmente
inadequados nessa condição, né? Ah, mas
nós e essa inadequação não tem a ver com
beleza, dinheiro ou produtividade ou
qualquer outra coisa. Ela tem a ver com
a questão da piedade, da santidade, da
conformação com Jesus. Ele é a nossa
referência. Então, quando a gente eleva
esses outros pontos de referência, esses
outros padrões e eles estão à torta e à
direita no nosso Fig, mais uma vez, ah,
a gente acaba por nutrir e cultivar esse
sentimento de inadequação.
>> Perfeito. Faz sentido. E aí são,
>> e eu conectaria
>> sim, perfeito. Por favor,
>> eu conectaria com a falta de propósito
também,
>> que é o terceiro aí que você destacaria.
Eu destacaria como o o terceiro aqui que
me chamou atenção e pensando num numa
aplicação, ah, inclusive para tempos de
inteligência artificial, porque quando a
gente pensa em propósito, a não ser que
a gente tenha um propósito que
transcende a realidade criada,
né? Ou seja, glorificar Deus, aquele que
tá além da criação.
Ah, eventualmente outros propósitos
podem vir por terra e a inteligência
artificial vai trazer alguns desses por
terra, né? Aquilo que só você sabia
fazer e fazer muito bem, agora a
inteligência artificial faz em 30
segundos, né?
Ah, ou seja, a os nossos propósitos eles
precisam,
estar vinculados,
ah, eles precisam residir no próprio
Deus. Então, não é só fazer uma obra de
arte, uma pintura, mas é pintar paraa
glória de Deus, porque isso a
inteligência artificial não consegue
fazer, né? É aconselhar. Eu, poxa, eu
trabalho no mundo do aconselhamento e
vejo alguns tentando criar um robô para
aconselhar as pessoas, né? Ah,
>> é isso é traico, né? Quase um negócio de
de black eh black mirror, né?
>> É. Ah, o a inteligência artificial não
tem transcendência, né? O homem foi
feito para viver para além do aqui e do
agora. Agora, se tudo o que eu faço e
que eu enxergo com propósito tem a ver
com aquilo que eu consigo tocar e
enxergar com os meus olhos, ah,
eventualmente pode ser que tenha alguém
ou algo, né, um um computador que faça
melhor do que eu. Ah,
então a falta de propósito é uma das
outras causas que o Shei destaca aí pra
nossa apatia, não? Com certeza você não
saber eh o que é que lhe motiva
realmente a sair da cama, fazer o que
você faz. Ah, isso realmente nos traz,
nos faz apáticos, nos faz viver no
automático, não pensarmos mais no porquê
das coisas, simplesmente fazermos. E
quando a gente só faz, só faz sem pensar
direito, aí vive nessa apatia. Mas eu
acho que esse ponto que você trouxe da
IA é muito relevante, porque muitos
colocam propósito de vida como sinônimo
de trabalho, né? Então, meu propósito de
vida é o meu trabalho e considerando
como a IA já começou a fazer e por mais
que alguns, eu sei que aqui entra espaço
para debate, mas ah, muito provavelmente
vai derrubar ainda mais trabalhos, né?
Vai, vai tirar a vaga de alguns
trabalhos, pode até criar outras, OK?
Mas vai derrubar outras. Isso faz com
que pessoas que estão colocando o
propósito da sua vida na profissão
enfrentem essa falta de propósito de
alguma maneira, né? Eh, os grandes nomes
da IA estão falando sobre isso, sobre
tá, se as pessoas não tiverem mais que
trabalhar, qual é o propósito de vida
delas, né? Mesmo que elas tenham tempo
para se divertir, mas qual é o propósito
de vida delas? Então, é uma loucura
isso. Se o nosso propósito for
passageiro, ele ele não se mantém. Temos
que atrelá-lo a um propósito eterno, a
um Deus eterno, né? E aí eu acho que vem
uma chave do livro que é quando ele vai
falar de como o evangelho é que vai nos
responder
como vencer a apatia. O evangelho vai
ser o caminho para isso. E de maneira
mais específica, como é que isso
acontece? Como é que o evangelho é a
solução para a apatia?
>> Eh, o evangelho é boa notícia pro
apático, inclusive, né?
Eh, Jesus veio para a nos tirar da das
nossas das nossas escravidões
e nos levar para um novo amor. Então, de
certa forma, quando a gente é unido com
Jesus por meio do evangelho, a gente eh
a gente recebe uma nova afeição. O Oswal
Chalmers falava do poder expulsivo de um
novo afeto, né? Eh, quando esse Cristo
vive em nós, então a gente é despertado
para novas realidades que agora a gente
consegue perceber e ver, né? Ah,
isso só é possível por causa dessa união
com Cristo que é efetuada pelo Espírito
em nós, né? Existe uma nova vida agora
que pulsa para Deus, que não é
preguiçosa em relação a Deus, à coisas
de Deus e as vidas e a vida de Deus em
nós. Pelo contrário, a gente responde à
voz de Deus. Nós escutamos a voz do
nosso bom pastor e a gente segue ele,
né? as nossas afeições seguem a voz eh
que dele que nos convida para ah para
amá-lo, para encontrar o nosso descanso,
a nossa satisfação nele. Ah, o autor ele
ele ele volta para aquela questão do
shalom, ah, que tinha sido corrompido,
né? Ah, e ele fala que o evangelho, ah,
restabelece esse shalom. Então, a ele
trabalha da da a questão do evangelho
como a solução da apatia em três níveis.
Ele fala a ele fala do do
da apatia vencida,
da apatia ah curada e da apatia
perdoada, tá? Então, a apatia vencida é
o shalom restabelecido. A obra de
Cristo, ah, morte e ressurreição, ah,
vencem aquilo que causa mais, de maneira
mais fundamentalmente a condição que
leva à apatia, né, que é o pecado em
nós. Ah, de maneira pessoal, Cristo
perdoa esse meu, essa minha apatia, né?
Não o pecado de maneira mais ampla, mas
a minha apatia. Ele perdoa isso e a
partir dessa união que a gente desfruta
com ele no espírito dele em nós, a gente
encontra cura dessa apatia. Por quê?
Porque quando o sagrado ou quando o
divino nos toca, a gente não consegue
permanecer igual. Pelo contrário, quando
ele nos toca, ele nos cura, ele nos
recria, ele nos regenera. E a gente
começa a ter agora um coração que pulsa
para Deus, né? Que pulsa para Deus em
alguma medida, pelo menos que pulsa para
Deus.
>> Amém. Amém. O evangelho, então, é essa
solução para apatia por nos levar para
aquele que quando nós realmente
conhecemos, não temos como viver
apáticos, mas encantados com com a
beleza dele, né? Quando os nossos olhos
da fé, quanto mais nítidos eles
estiverem, mais nós nos encantaremos com
o Senhor. E isso por mais coloca aqui,
Sa.
>> Pode falar.
>> Ele coloca aqui uma alguns algumas
expressões em contraposição com as
causas. Ele fala que o evangelho, a, no
evangelho, a dúvida encontra a
paciência,
a angústia se encontra com a esperança,
a trivialidade encontra a perspectiva,
a inadequação encontra a importância,
a falta de disciplina encontra o fardo
leve, a fragilidade encontra a paz e a
falta de propósito encontra uma razão de
ser.
Ah, ou seja, o evangelho
em em alguma medida ele ele ou talvez na
medida perfeita, ele vai de encontro
para destruir todas essas causas que nos
levam à apatia, né? Então, quando a
gente lida com alguma apatia, seja na
pessoa que a gente tá aconselhando ou
ajudando ou a nossa própria, a gente não
pode simplesmente tentar solucionar
externamente essa questão. a gente
precisa olhar para a pras dúvidas, pra
angústia, pra a trivialidade, para aí na
todas essas causas que ele cita e e
levá-las aos pés da cruz para que ali
elas sejam tratadas com paciência, com
esperança, com uma perspectiva nova, com
importância, com fardo leve, com paz e
com razão de ser. O evangelho nos coloca
ali para uma nova leitura de todas essas
coisas, né?
Amém. E é aquela coisa que a gente não
tá falando de evangelho como ah, a
mensagem que um dia você ouviu, se
converteu e é isso. E talvez alguém
diga: "Não, mas eu conheço o evangelho,
eu fui convertido". Mas a gente fala do
evangelho com uma mensagem que devemos
ouvir e meditar todos os dias o
evangelho como aquela que não é apenas a
mensagem que deu início à nossa vida,
mas aquela que direciona a nossa vida
para o seu verdadeiro alvo e que ao
lembrarmos e ao continuamente nos
envolvermos com ela, aí sim nós podemos
experimentar isso. Eu acho que é
importante, né, nós enfatizarmos isso,
porque alguns podem dizer: "Tá, mas eu
eu sou cristão, eu já ouvi o evangelho e
eu tenho momentos de apatia". Não, mas é
justamente o continuamente se encher
dessa mensagem, dessa boa notícia, o se
deleitar em Deus, não é verdade?
>> Se a nossa apatia é um uma pontinha ou
uma grande parte de incredulidade,
ah, então a gente precisa evangelizar a
nossa apatia, né? O evangelho não é
simplesmente a base ou fundamento da
nossa justificação.
Ele é o fundamento da nossa salvação por
completo. Então, a cada dia, a cada
momento da nossa caminhada de
santificação,
eh, é um momento novo para se crer. E se
crer em quê? No evangelho, que é o poder
de Deus para me salvar, inclusive da
apatia, né? Das das cadeias ali, das
algemas da apatia. Amém. Jesus Cristo,
que é o evangelho, é o caminho para para
essa salvação, não só da condenação do
pecado, mas também da dessa apatia.
Muito bom. E além de enfatizar esse
aspecto central do evangelho, ele
desenvolve um pouco disso, né? Eh, até
para questões práticas de estratégias
que nós podemos usar para vencer a
apatia no nosso dia a dia. Eh, quais são
as estratégias que ele dá aqui?
Ah, ele, o último capítulo, ele
basicamente delineia ali algumas eh
alguns eh elementos que precisam ser
cultivados, né? E ele fala que cultivar
esses elementos é como ah o exercício
proposto pelo senhor Miag lá no Caracid,
né,
>> do coloca a cera e tira a cera, né?
Aham.
>> Você coloca o casaco, tira o casaco,
coloca o casaco, tira o casaco, porque
são aspectos eh litúrgicos de hábitos
que precisam ser nutridos. Não adianta
você querer vencer a apatia que foi
nutrida por anos em termos de valores,
em termos de, né, da de todas essas
causas contextuais que estão ao seu
redor e e ali, inclusive a ah
em resposta pecaminosa a essas
realidades contextuais. Não adianta que
a gente querer resolver isso aqui numa
formulazinha e pragmática,
>> tomar um comprimido e resolver minha
apatia. É, então ele é cuidadoso aqui
para fazer algumas ressalvas. Ele fala:
"Ah, o combate à apatia envolve
disciplina, envolve diligência, envolve
lutar uma luta
>> Uhum.
>> E que é repetitiva. Coloca o casaco,
tira o casaco. Coloca o casaco, tira o
casaco.
>> Então é cultivar. Cultivar é a palavra
que ele usa para todos os elementos.
Excelente.
>> Antes de entrar no em quais elementos se
deve cultivar, ele destaca lá na página
140
que tudo o que se diz sobre práticas,
hábitos e virtudes será subcristão
se a obra de Cristo não estiver em
primeiro lugar, bem como o poder do
espírito.
Então assim, o o talvez a ressalva dele
aqui precisa ser destacada, porque a
nossa tendência, Saor, quando a gente
fala sobre vencer algum tipo de hábito
escravizador ou algum tipo de tendência
emocional que nos oprime, nos nos eh
afeta, ah, vencer a apatia, aqui no
nosso caso, a nossa tendência é achar
que a gente precisa de sete passos
técnicos, mecânicos, que se eu cumprir,
não tem jeito, é receita de bolo, vai
sair um bolo, né? Ah, e o que ele tá
falando aqui é que nada disso acontece
se não tiver graça, se não for baseado
naquilo que Cristo fez por nós e faz em
nós por meio do seu espírito, né? Eh, em
última instância, qualquer tipo de
atitude ou comportamento
disciplinado e diligente é também um
comportamento que precisa ser encarado
como absolutamente dependente.
Em outras palavras, se o Senhor não
edificar a casa, em vão trabalham os que
é edificam, né? Se o Senhor não te
livrar da apatia, o seu trabalho vai ser
vão, né? E o fato de você querer lutar
contra a apatia, olha pro alto e
agradece a Deus, porque já existe
vontade para superá-la. Lembra da
apatia, a apatia da do apático, né? Ele
é apático à própria apatia.
>> Ele não se importa de ser apático, né?
>> É, mas aqui ele destaca então que a
gente tem que cultivar honestidade em
comunidade.
>> Hum.
>> A gente tem que cultivar os afetos. A
gente tem que cultivar um sentido de
missão. A gente tem que cultivar
generosidade sacrificial e a gente tem
que cultivar firmeza, né? Ah,
em todos eles você vai notar que que a
palavra inicial é cultivar, porque
envolve um passo diligente e muitas
vezes pro apático esse passo já é
difícil. E acho que então é
significativo o fato dele falar que o
colocar como primeiro aspecto aqui a
honestidade e a incomunidade. A igreja é
essencial pro apático vencer a sua
apatia.
>> Olha,
>> a gente precisa de gente, a gente
precisa de gente ao nosso redor para
continuar torcendo ali, né? Eh, eu não
sei se você é bom de corrida, Saor,
>> mas eu sempre tive muita dificuldade com
a minha respiração, né? Bronquite.
>> Sempre fui muito ruim de correr.
>> Ah, se eu tiver que correr sozinho, eu
vou desistir rapidinho. Ali, eu c os
meus 500 m ali, e eu já falo: "Ah, já
deu, acabou".
>> Agora quando eu tô correndo com alguém
que tá torcendo por mim e às vezes a
gente fazia aqui uma corrida
ministerial,
>> olha que legal,
>> quanto mais eu corresse, mais a gente
conseguia levantar de recurso pros
missionários.
>> Olha que legal. [risadas]
[limpando a garganta]
Quando eu tô correndo ah motivado, as
coisas mudam por aqueles que estão ao
meu redor falando: "Vai, Lucas, eh, não
desiste, né? A luta ainda não acabou,
você perdeu a batalha, mas não perdeu a
guerra. Vamos lá,
>> né?" Ah, então essa comunidade que que
conhece, que tem acesso a à minha pessoa
e as e as minhas emoções, né? de maneira
honesta, de maneira verdadeira, essa
comunidade é muito importante. Ah,
então, ah, se você lida com uma apatia
espiritual, ah, lembre-se que você não
vai vencer a apatia espiritual sozinho.
Você precisa de gente por perto de você.
Ah, gente motivada que vai te motivar a
estar motivado com eles para fazer as
coisas em grupo. É muito mais gostoso
trabalhar em grupo do que sozinho, né?
Ah, por causa da motivação que os outros
nos incentivam,
>> não? Com certeza. Isso vale até para uma
corrida da vida, pra vida da igreja,
rapaz, é outra coisa você buscar ao
Senhor, tendo irmãos que estão
aconselhando, que estão incentivando,
que estão pastoreando, é totalmente
diferente de você tentar ser cristão
sozinho em casa. Na verdade, o cristão
sozinho em casa, ele já tá inadequado,
né, por causa das ordens da escritura
para que a gente viva em comunhão uns
com os outros. Mas não é só uma questão
de cumprir uma ordem, é de aproveitar
uma bênção, porque é nessa irmandade que
a gente consegue ficar firme para seguir
no caminho, apesar das lutas, né?
>> Ah, o segundo ponto que ele levanta é a
o o cultivo dos afetos. E aqui eu queria
destacar talvez a questão da da dos
nossos momentos devocionais de leitura
bíblica, porque muitas vezes eh o
apático pode ser tentado a pensar: "Eu
vou ler a Bíblia" e vai resolver, né?
Talvez a maneira com que a gente lê a
Bíblia deveria
ser questionada também. A gente deveria
ler a Bíblia de tal maneira que ela vai
moldar os nossos afetos.
O que que quando eu leio a Bíblia, o que
que ela me revela sobre Deus?
O que que ela me revela sobre a
majestade de Deus, a santidade de Deus,
a glória de Deus, a beleza de Deus?
O que que ela me revela sobre a
majestade, glória, beleza de Deus vista
em vistas em Jesus? Porque quando eu
olho para as coisas que a Bíblia exalta
como valorosas em Deus e em Jesus, eu tô
diante de uma convocação dos meus
afetos. Eu tô diante de algo que é
incapaz de não me afetar, que é o
próprio Deus.
Então, eu acredito que a gente deveria
incentivar o apático a ler a Bíblia para
encontrar-se com Deus e não simplesmente
para encontrar a instrução do próximo
passo, da próxima disciplina, do próximo
mandamento, mas para tentar entender ou
crescer em conhecimento de Deus, porque
é esse conhecimento que nos transforma.
Ah, de certa forma seria o o o encontrar
com Deus no Monte Sinai de de Moisés,
né? Ah, o rosto dele resplandece.
Quando a gente se encontra com Deus nas
páginas da Escritura, a o conhecimento
dele nos ilumina, nos irradia, né? nos
nos faz resplandecer,
transforma a nossa disposição com para
com a realidade, ou seja, nos afeta por
completo. Ah, então
[limpando a garganta] o cultivo dos
afetos aqui precisa acontecer por meio
da escritura, onde a gente tem acesso ao
conhecimento de Deus.
>> Com certeza. Com certeza. Até porque é
esse conhecimento que envolve um
relacionamento. Não é apenas um
conhecimento teórico, mas é um
conhecimento de um filho conhecendo um
pai. o pai que conhece o filho, né? É o
desfrutar do amor desse pai. É o que faz
sentido, né? Eu falo muito aqui que a
gente não pode querer alcançar em outros
aquilo que a gente não alcançou, nem nós
mesmos, né? Querer que outros ah se
deleitem em Jesus Cristo quando nós
mesmos não fazemos isso não faz muito
sentido. Eh, a gente vai pregar, a gente
vai anunciar, mas como é que tá a nossa
vida com o Senhor? O quanto nós estamos
nos alegrando com o Senhor antes de
falarmos para outros se alegrarem, né?
E eu acho que foi por isso, dentre
outros motivos, que esse livro chamou
tanto a minha atenção e que eu vejo a
relevância de usá-lo, por exemplo, como
eu falei aqui no PG da igreja, mas a de
meditar nele, de recomendar para outras
pessoas pra gente buscar isso numa época
de apatia, ah, que claro, não é agora
somente que a apatia surgiu, ela sempre
esteve presente de alguma maneira, mas
numa época cada vez mais apática que nós
possamos ah cultivar a palavra do livro.
livro do autor aqui, a cultivar esse
relacionamento com Deus que nos encanta
e nos desperta dessa frieza, não é
verdade, Lucas? Agradeço demais a
conversa. Sei que ainda tem muitas
outras coisas que a gente poderia
destacar do livro, mas fica aqui a deixa
para o pessoal adquirir, ler com calma.
É lá que eles vão conseguir se
aprofundar, né? Mas eu queria agradecer,
meu irmão, por esse tempo de conversa aí
com você. Eh, sempre é muito edificante
bater esse papo aqui com você, meu
irmão.
>> E para mim é sempre um prazer poder
conversar com você e destacar bons
materiais. Esse livro é realmente muito
bom. Ah, eu recomendo aí a tanto paraas
paraas pessoas que estão sofrendo com a
apatia que pode ser notada nelas mesmas.
Ah, e para outras pessoas que estão
querendo ajudar conselheiros bíblicos,
esse é um recurso aí que que pode ser
utilizado inclusive por vocês.
>> Amém, meu irmão. Que Deus continue te
abençoando, abençoando sua vida, seu
ministério e a escrita do seu livro, que
eu espero que logo logo a gente esteja
aqui batendo um papo sobre o livro que
você escreveu aí pra vida nova. Vai ser
muito legal. Amém.
>> Amém.
>> Deus abençoe você, Sa.
>> Amém. Amém. Você de casa que nos ouviu,
gostou dessa conversa, não foi apá a
ela, mas ficou interessado. Então,
adquira esse livro. superando a apatia,
com certeza vai ser bção na sua vida por
tudo que nós falamos aqui, pelo que o
Lucas destacou no final e por muitos
outros motivos. E também se você gostou
dessa conversa, se inscreva aí no
podcast da Vida Nova, seja em qual
plataforma você prefere, na sua
plataforma preferida de podcast.
[música] Deixa aí o seu like, seu
feedback, nos mostre que você gostou, se
alegrou, né, aqui desse bate-papo e
também dê uma olhada nas outras dezenas
de episódios que nós temos gravado,
gravados, além de ficar de olho nos
próximos que vem por aí. É isso aí, até
a próxima. Valeu,

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