Tomando posse da herança – REV. LUCAS PREVIDE
06/05/2026
Tomando posse da herança – REV. LUCAS PREVIDE
Nesta mensagem baseada em Gálatas 4:1–11, somos conduzidos a uma das verdades mais profundas do evangelho: a nossa identidade como filhos de Deus.
O apóstolo Paulo confronta um falso evangelho baseado em obras, ritos e esforço humano, mostrando que a salvação não é conquistada — é recebida pela fé em Cristo Jesus.
Através de uma poderosa analogia entre escravidão e herança, aprendemos que antes éramos escravos do pecado, mas, na plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho para nos resgatar e nos adotar como filhos.
O que significa, então, “tomar posse” das promessas de Deus? Não se trata de conquistas materiais, mas de viver com a certeza da nossa filiação, desfrutando da intimidade com o Pai e da segurança da salvação.
Uma mensagem essencial para quem deseja compreender o verdadeiro evangelho e viver com identidade, liberdade e esperança em Cristo.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Lucas Previde
Passagem: Gálatas 4.1-11
Série: A Justiça da Fé
Pregação número: X de X
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução: A justiça da fé (Gálatas 4)
00:34 – Leitura bíblica: Gálatas 4:1–11
02:37 – Oração e dependência do Espírito
03:17 – Contexto da carta aos Gálatas
03:56 – O problema dos judaizantes
05:01 – O papel da lei na salvação
06:05 – Justificação somente pela fé
07:09 – O coração humano buscando redenção
08:47 – Pergunta central da mensagem
09:53 – Herdeiros: reconhecer a condição de escravidão
10:24 – A analogia do herdeiro e do escravo
11:40 – Escravidão espiritual e incapacidade humana
12:50 – A lei revela o pecado
13:48 – Escravidão aos “rudimentos do mundo”
14:53 – O falso evangelho da dependência humana
15:52 – A realidade da escravidão espiritual hoje
17:02 – Aparência de fé sem transformação real
18:27 – Transição: da escravidão para a filiação
18:50 – Herdeiros: reconhecer os méritos da filiação
19:07 – A plenitude do tempo
20:01 – Revelação progressiva de Deus
21:44 – O contexto histórico da vinda de Cristo
22:57 – Cristo nascido de mulher e sob a lei
24:18 – A obra ativa e passiva de Cristo
25:22 – A finalidade: adoção como filhos
26:11 – O resgate: libertos da escravidão
27:16 – Salvação pela graça, não por mérito
28:08 – Nem todos são filhos de Deus
28:58 – Descansar na obra de Cristo
29:12 – João 1: o poder de se tornar filho de Deus
30:12 – A identidade do herdeiro
31:30 – Tomar posse da herança (significado bíblico)
32:01 – O Espírito Santo em nós
32:27 – “Aba Pai”: intimidade com Deus
33:45 – Tomar posse além do material
34:22 – A disciplina como parte da filiação
35:07 – A verdadeira herança espiritual
36:34 – A suficiência da obra de Cristo
37:14 – O perigo de voltar à escravidão
38:06 – Deus nos chama pelo nome
39:03 – Ouvir a voz do Pastor
39:33 – Segurança da filiação em qualquer circunstância
40:17 – Três aplicações práticas
41:25 – A ceia: privilégio dos filhos
41:54 – Chamado final: viver como filhos
42:16 – Oração final
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Convido você a abrir a sua Bíblia na carta de Paulo aos Gálatas para darmos continuidade à exposição das Escrituras na nossa série intitulada A justiça da Fé. Nessa noite nos deteremos ao capítulo 4 versos de 1 a 11. A epístola de Paulo aos Gálatas capítulo 4 versos de 1 a 11. Se você tem o nosso guia de pregação, esta mensagem está contida nele, na série intitulada, como eu já disse, a justiça da fé. Você está nos visitando, ainda não tem o nosso guia de pregação. Depois pode procurar os membros da junta diaconal na página 303. É a exposição, será a exposição desta noite. Acompanhe atentamente e com fé. A palavra do Senhor diz assim: "Digo, porém, o seguinte: durante o tempo em que o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, mesmo sendo o senhor de tudo, mas está sob tutores e curadores até o tempo pré-determinado pelo Pai. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos rudimentos do mundo. Mas quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E por você, e porque vocês são filhos, Deus enviou o espírito de seu filho ao nosso coração. E esse espírito clama: "Aba, pai". Assim você já não é mais escravo, porém filho. E sendo filho, também é herdeiro por Deus. Mas no passado, quando não conheciam a Deus, vocês eram escravos de deuses que por natureza não são deuses. Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, como é que estão voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo querem servir como escravos? Vocês guardam dias, meses, tempos e anos. receio que o meu trabalho por vocês tenha sido em vão. Até aqui a palavra do nosso Deus. Vamos orar. Ó Senhor, estamos diante da tua palavra e cremos no poder dela para nossa vida. Cremos também que o Senhor conhece os nossos dias, os nossos pensamentos e sentimentos. Por isso pedimos que nesta noite o teu Santo Espírito nos conduza, Senhor, para aquilo que precisamos receber de ti. Cremos que isso é possível porque Cristo morreu, para que assim pudéssemos, ó Pai, desfrutar da tua revelação e da tua obra em nossa vida. Oramos no nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina eternamente. Amém. Aqui estamos dando continuidade à carta tão tensa ou a ácida do apóstolo Paulo aos Gálatas. Se você já está acompanhando conosco a exposição desta carta, você vai lembrar que essa carta é a única carta do apóstolo Paulo que ele não começa com elogios à igreja a quem ele está escrevendo. Provavelmente essa tenha sido a primeira carta escrita pelo apóstolo Paulo após as suas viagens missionárias. E nós vimos em nossas últimas exposições que há na igreja da Galácia uma grande, uma forte corrente de judaisantes adentrando a essa igreja e pervertendo ou corrompendo o evangelho que Paulo havia pregado. Então Paulo escreve primeiramente contra este falso evangelho dos chamados judaizantes. Lembrando que judaisantes eram judeus que se diziam convertidos ao cristianismo, mas não queriam abandonar as práticas, os ritos religiosos como meio de se alcançar a salvação. Principalmente a discussão aqui estava também em torno da circuncisão. judaisantes, chegando à igreja da Galácia, uma igreja de gentios, ou seja, de pessoas que não vinham do judaísmo, estavam recebendo ou sendo pressionadas a não abandonar ou na verdade a adotar práticas judaicas como meio para sua salvação. Paulo então irá argumentar com relação a isso de que a lei não tinha este propósito. No capítulo 3, nós vimos Paulo lembrando que a lei foi escrita muitos anos depois da promessa feita a Abraão. E Abraão foi justificado porque creu. Então Paulo diz: "Não há cabimento da lei ser o meio pelo qual irá conduzir vocês à salvação". Mas Paulo então oferece ou apresenta qual é o papel da lei. E nós vimos que o papel da lei na nossa última exposição é caracterizar o nosso pecado, caracterizar a nossa total falta de capacidade de salvação, mas também nos conduzir à salvação. Paulo utiliza a expressão guardião. Então a lei tinha estes dois papéis, dizer que você é um pecador, que você não consegue alcançar a sua salvação pelo seus próprios méritos, mas que por meio da observância da lei você seria conduzido à salvação em Cristo Jesus pela fé. Salvação mediante a fé. Este é o cerne da carta de Paulo aos Gálatas. Somente pela fé em Cristo Jesus somos salvos. No verso 24 do capítulo 3, Paulo conclui: "De maneira que a lei se tornou nosso guardião para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé. Mas agora que veio a fé, já não permanecemos subordinados a este guardião. E por isso a nossa filiação em Cristo Jesus se assemelha a Abraão. Lembre-se que a igreja da Galácia era uma igreja de gentios, ou sejam de pessoas que não tinha o lastro histórico, cultural e religioso do judaísmo. Eram pessoas que não conheciam a Torá ou que não conheciam os mandamentos ou que não estavam apegados aos ritos. E Paulo, então diz: "Em Cristo Jesus fomos feitos descendentes de Abraão, quer judeu, quer gentil. Mas e nos dias de hoje, o que isso impacta? Impacta que muitas pessoas querem se aproximar do cristianismo, querem se aproximar de Deus, estipulando como esta relação se dará. Muitas igrejas ou denominações que se dizem evangélicas continuam se apegando a ritos, a ordenanças, a simples observação da lei como forma de garantir a sua salvação ou redenção. Muitas pessoas apenas querem uma lista do que precisam fazer para alcançar a sua redenção. Eu preciso fazer parte de uma igreja, OK? Eu preciso dar o dízimo, OK? Eu preciso fazer parte de uma sociedade interna, OK? É isso que eu tenho que fazer? Então eu farei isso para então conquistar a minha redenção. E o coração humano vagueia por este mundo perdido neste sentimento. Há pessoas que encontram certa satisfação ao fazer isso, pertencer a alguma igreja, alguma seita, algum movimento espiritual e acharem que nisso encontram a sua redenção. Outros estão perdidos tatiando este mundo atrás do poder financeiro, do status. O coração humano busca a sua redenção, mas longe de Cristo Jesus continuará assim como esses judais antes, apenas vislumbrando, vislumbrando o que é a redenção em Cristo Jesus. Por isso, nessa noite, eu gostaria que respondêssemos à luz das Escrituras uma pergunta principal a respeito do que Paulo diz. E essa pergunta é: Como entender as consequências da afirmação que somos filhos de Deus e herdeiros de suas promessas? Como entender essa afirmação que o apóstolo Paulo diz de que somos filhos de Deus e herdeiros de suas promessas? Voltando ao contexto, é muito importante lembrar do que estes irmãos da Galácia estavam ouvindo e do que esses judaisantes também estavam ouvindo. Aqueles que não tinham lastro nenhum com o judaísmo, aqueles que não tinham no seu histórico familiar nenhum rito judaico, estavam sendo chamados de herdeiros, assim como Abraão. E o contrário também os judaisantes que estavam tentando pressionar essa igreja estavam ouvindo que aqueles gentios não precisavam mais da lei para serem considerados herdeiros a semelhança de Abraão. Então, como como compreendermos essa afirmação de que somos filhos de Deus e, por consequência herdeiros de sua promessa? E o primeiro ponto é que como herdeiros devemos reconhecer a nossa condição de escravidão. Sim, como herdeiros reconhecemos ou devemos reconhecer a nossa condição de escravidão. E Paulo vai utilizar a analogia do da herança ou em se tornar herdeiro quando ele diz: "Digo, porém, o seguinte: durante o tempo em que o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, mesmo sendo senhor de tudo." O que Paulo está querendo trazer aqui é a analogia de que quando você é feito o herdeiro, não foi você que conquistou aquilo que você irá herdar. Alguém trabalhou, alguém levantou cedo, alguém poupou para que você pudesse desfrutar. É algo que não foi conquistado por você, algo que será dado a nós a despeito dos nossos méritos, algo que nos pertence, mas que só possuiremos em tempo determinado. Normalmente é assim, após a morte daquele que possui, ou mesmo após a morte, em determinado tempo, tem que completar tantos anos, tem que fazer tal coisa para receber. Enquanto aguarda o herdeiro é como se fosse um escravo. Paulo diz. Mas em que em sentido? Em sentido de que ele não está livre. Ele não está livre para usufruir daquilo que lhe foi dado. Enquanto aguarda o período estabelecido, o herdeiro é conduzido, é guardado, é tutelado. Verso dois. está sob tutores e curadores até o tempo predeterminado pelo Pai. Sim, torna-se semelhante a um escravo no sentido de estar preso a uma condição a qual não importa o que ele faça, não importa quem ele seja, ele não conseguirá desfrutar. Mas Paulo no verso 3 nos dá a aplicação deste exemplo. Ele diz que nós somos como escravos. Por quê? Ele diz assim também nós o quê? Quando éramos menores estávamos escravizados aos rudimentos do mundo. Essa é a nossa situação enquanto estávamos debaixo da lei, presos em nossa incapacidade de cumpri-la. Na nossa exposição anterior, nós dedicamos tempo a isso. A lei vinha para mostrar que nós não conseguimos cumpri-la e, por consequência, não há justificativa. Todos pecaram e carecem da glória de Deus. Não há um ser só sequer que pode, pelos seus próprios méritos, alcançar a salvação. E a lei vinha como um outdoor, um cartaz, um grande letreiro dizendo: "Você não pode, você não consegue." Mas Cristo veio e cumpriu a lei para que pudéssemos usufruir dos benefícios da nossa redenção. Paulo então usa essa analogia dizendo: "Olha, quando nós éramos ainda menores de idade ou quando nós estávamos ainda sobre esse julgo da lei, nós não podíamos cumpri-la". Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos rudimentos do mundo. E aqui, rudimentos do mundo, o que significa essa expressão? Ela tem como significado tanto a imposição da lei aos judeus. A lei impunha isso, uma escravidão de que ela, eles estavam presos à certeza de que eram pecadores, como os gentios também estavam escravizados aos rudimentos do mundo, enquanto serviam a deuses falsos. Rudimentos do mundo tem tudo. A sua significância é toda encorpada com aquilo que não é a salvação em Cristo Jesus. rudimentos do mundo, a lei, deuses, pagães, mas também os espíritos malignos que constantemente tinham autoridade e tem autoridade neste mundo e que nos acusam do nosso pecado. Sim, a lei acusava-nos dos nossos pecados de uma forma correta, mas também o inimigo nos acusa de nossos pecados tentando nos distanciar de Deus. E éramos escravos. Paulo reforça que o outro evangelho que era pregado pelos judaisantes estava extremamente fidelizado a isto. Escravidão. Vocês são completamente dependentes daquilo que o mundo diz que você tem que fazer para a salvação. E Paulo diz: "Esse é um outro evangelho que eu não preguei." Como herdeiros, nós devemos reconhecer a nossa condição de pecadores. Nós devemos reconhecer a nossa condição de incapacidade. Aqueles que são apresentados ao evangelho devem ser apresentados a um evangelho que traz esta realidade da nossa condição de filhos da ira de Deus, da natureza pecaminosa, incapaz de alcançar a redenção. Muitos quando se convertem ou são chamados de alguma forma esquecem o seu histórico. E não estou dizendo que nós devemos ficar presos à nossa condição passada, mas não podemos extingui-la da realidade de que éramos escravos. Não conseguíamos fazer a vontade de Deus. Estávamos sujeitos aos nossos prazeres. Quantos ainda vivem debaixo dessa escravidão? buscando sua redenção em lugares que não encontrarão, em denominações espiritualizadas, em ritos, ou mesmo dentro de uma igreja reformada, mas não compreendendo a sua condição. Quantos se aproximam da lei de Deus, mas não conseguem ser conduzidos por ela. O ministério de Jesus na Terra, nós vimos constantemente Jesus sendo seguido por multidões. E as multidões seguiam a Jesus, mas nem todos reconheciam Jesus como seu único e suficiente salvador. Estavam ali no meio, estavam ali ouvindo as palavras de Jesus, mas não se deixavam ser conduzidos por aquilo que Jesus ensinava. Quantos se aproximam de Deus? Quantos se sentam em bancos de igreja, mas não são transformados pelo evangelho ou não se submetem ao evangelho. Aceita Jesus até aonde não precisam abdicar sua vontade. Eu aceito estar com Jesus desde que não precise fazer isso. Eu aceito Jesus, mas não estou disposto a isso. Eu até vou à igreja, mas não me peça para fazer isso. Não compreenderam, não compreenderam a sua condição de escravos. continuam sendo escravos dos seus próprios pecados e sujeitos à condenação. Quantos acham que estão bem, mas na verdade estão presos e sujeitos aos rudimentos deste mundo? Quantos estão confortáveis apenas porque vem a sua conta bancária com um saldo satisfatório? Quantos se sentem confortáveis porque atingiram certo nível em sua carreira? Quantos se sentem confortáveis apenas visitando uma igreja ou fazendo um ritual espiritual? Na verdade, continuam presos porque não compreenderam a sua condição de escravos. Mas aqueles que compreendem o seu tempo de escravidão, como herdeiros, experimentam o que é ser filho de Deus. Este é o nosso segundo ponto. Se o primeiro ponto é que herdeiros compreendem a sua condição de escravos, como herdeiros também reconhecemos os méritos da nossa filiação. Como herdeiros, nós conseguimos, por meio da palavra de Deus conhecer aquilo que nos foi dado, afiliação, sermos filhos de Deus. O texto nos diz que na plenitude do tempo, no verso 4, mas quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu filho. Paulo fala sobre essa plenitude do tempo como uma virada na nossa condição, como uma mudança de perspectiva a respeito da nossa condição diante de Deus. Plenitude do tempo está atrelada à vinda de Cristo ao mundo. Mas por que este nome plenitude do tempo? Porque foi por Deus escolhido desta forma que em Cristo Jesus a sua obra fosse plenamente revelada. Nós lembramos do termo a revelação progressiva. É quando Deus se revela desde o Antigo Testamento de forma progressiva, em que Cristo Jesus todas as coisas se tornam claras. Então, se você está acostumado com essa terminologia, mas nunca a compreendeu, plenitude do tempo significa a revelação completa de Deus aos homens em Cristo Jesus. Foi o tempo que Deus escolheu em sua soberania e propósito eterno para consumar a adoção dos seus filhos em Cristo Jesus. foi consumada a nossa adoção como filhos de Deus. Aprove a Deus que assim fosse. Deus decidiu desta forma. Deus podia muito bem decidir a consumação da nossa filiação logo após a queda, três dias após Adão pecar. Mas ele não quis assim. Ele nos revelou progressivamente ao homem a sua obra, quem ele é, a sua condição de santo, e ao mesmo tempo apresentou-nos o pecado. Dentro do propósito de Deus encontra-se o processo escolhido por ele para nos demonstrar isso. Revelação progressiva e aprofundada. Aprendemos por meio da palavra de Deus a criação, como Deus criou tudo bom, perfeito. Aprendemos qual é o protótipo, aprendemos qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Aprendemos também sobre a queda. Aprendemos também sobre a nossa incapacidade. Mas na plenitude do tempo aprendemos sobre a redenção em Cristo Jesus. Vejam só que interessante. Dentro do propósito de Deus, Deus escolheu em Cristo Jesus apresentar-nos a nossa redenção, porque somente Cristo poderia nos conduzir a ela. Mas Deus também planejou, arquitetou e executou para que tudo convergisse para isso. Vejam só questões seculares. Por exemplo, a língua falada quando Cristo é encarnado, grego conhecido por todo o mundo conhecido, para que o evangelho pudesse ser transmitido a diversos povos. Na plenitude do tempo, havia uma única língua sendo falada ou mundialmente conhecida. Você tinha outras línguas, mas o grego era conhecido por toda a extensão. Você tinha a PX Romana, por exemplo, sob o domínio do Império Romano, você tinha acesso a todo o império. Aqueles que pregavam o evangelho podiam ser enviados. Nós vimos hoje pela manhã o reverendo Daniel falando sobre o envio. Deus proporcionou em seu tempo, em sua escolha, a plenitude da sua revelação. Mas Paulo não para só por aí, dizendo que em Cristo nós aprendemos sobre a nossa filiação, mas ele nos dá o modo ou os méritos pelo qual nós nos tornamos filhos. Quando ele diz: "Deus enviou seu filho nascido de mulher. Por que Paulo precisou falar isso? Por que trazer o foco a isso? Deus enviou o seu filho nascido de mulher. Uma referência clara ao próevangelho de Gênesis 3:15. Como sendo Cristo aquele que iria cumprir a promessa de que o descendente da mulher viria para salvar. Porém, inimizade entre você e a mulher, diz Gênesis 3:15, entre a sua descendência, a descendência da serpente e a descendência da mulher. Este lhe ferirá a cabeça e você lhe ferirá o calcanhar. Paulo está demonstrando como a nossa filiação se deu. Como você pode dizer que é filho de Deus por meio dos méritos de Cristo único e exclusivamente. Cristo se encarnou como homem nascido de mulher, mas também nascido sob a lei. Paulo lembra? Nascido sob a lei. Cristo precisava nascer de uma mulher para assumir a nossa natureza e realizar aquilo que não conseguiríamos realizar. É dessa forma que você se torna filho de Deus. Não é pela sua filiação a uma família que está muitos anos na igreja ou porque você faz parte de uma igreja, mas por conta de Cristo, que nasceu como homem e pagou o preço que nós não conseguiríamos pagar. Ele nos representou ao tornar-se como um de nós. Se fez pecador sem ter pecado. Era necessário que Cristo encarnasse como homem, assumisse a natureza humana, sofresse as dores sujeitas aos homens por conta do pecado, mas sem pecar. Mas não apenas de forma passiva, mas agisse de forma ativa em relação à lei. Cristo não somente esteve debaixo da lei, como também buscou cumpri-la de forma ativa em todos os aspectos, todas as ordenanças. Portanto, Deus enviou o seu filho para resgatar os que estavam sob a lei. E aí Paulo então conclui: "Com qual finalidade a fim de que recebêssemos adoção de filhos?" Final do verso 4. Qual a finalidade da encarnação de Cristo? de ele se sujeitar à lei, de lhe pagar o preço pelos nossos pecados com a finalidade de nos tornar filhos de Deus, nos resgatar, nos resgatar a fim de que recebêssemos adoção de filhos. E porque vocês são filhos, Deus enviou o espírito de Deus ao nosso coração. Resgatar. descrição prática aqui do que naquele tempo era você comprar a liberdade de um escravo. Você comprar a liberdade de um escravo, você resgatar o escravo da sua condição de escravos. No verso 4, ele diz: "Para resgatar os que estavam debaixo da lei. Cristo nos resgatou de nossa condenação. Às vezes eu penso ou acho que isso se distancia muito da nossa realidade prática de comunhão com Deus. Nós nos esquecemos dos detalhes ou do alicerce pelo qual a nossa fé deveria ser construída e na qual deveríamos viver. em relembrarmos os aspectos principais da nossa fé. É muito mais do que estar um domingo numa igreja, fazer parte de uma igreja, mas é constantemente trazer a memória o que Paulo está fazendo aqui, trazendo a memória à igreja da Galáia. Quais são as bases nas quais a nossa fé deve estar construída? Resgatados como escravos da lei e dos rodimentos desse mundo. Cristo pagou o preço da nossa liberdade. Como? Assumindo a nossa culpa. Não por méritos, mas por graça. Não merecíamos. É dom de Deus. É dádiva. Tome, experimente. Usando uma expressão tão depreciada dos nossos dias. Receba. Receba a salvação em Cristo Jesus como aquilo que lhe é suficiente para uma nova vida. Seja filho de Deus, mas compreenda como você se tornou o filho de Deus. Não há expressão mais errada a relação a este tópico do que o dito popular. Todos são filhos de Deus. Mentira. Todos somos criados por Deus, criaturas de Deus, mas nem todos são filhos de Deus. Não há como sermos adotados como filhos de Deus, senão por meio do eterno filho de Deus. Não há como você ser um filho de Deus se não for por meio daquele que é o eterno filho de Deus. Este evangelho é bem diferente do que estava sendo pregado. E Paulo tem que dizer isso. O que Paulo está demonstrando é: "Olha, vocês receberam um outro evangelho que não o que eu preguei". E a diferença principal é essa, que o evangelho ao qual vocês estão tendendo a aceitar é um evangelho que dá a vocês o poder, que dá vocês a autonomia, que dá vocês ao senso de que vocês podem. Mas o verdadeiro evangelho diz: "Descanse". descanse em Cristo. O evangelho de João nos lembra a respeito disso no capítulo 1, a partir do verso 10, quando diz: "O verbo estava no mundo, o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, não precisam ser da linhagem judaica, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus, a todos que o receberam. Se você quer usar essa expressão, receba, utilize dessa forma. Receba a sua filiação por meio de Cristo Jesus. Receba a sua condição de herdeiro única e exclusivamente por meio de Cristo Jesus. Ser herdeiro é reconhecer a confirmação da sua afiliação. Um herdeiro sabe que é herdeiro. Mesmo ainda não podendo desfrutar plenamente da sua herança, ele vive como um herdeiro. Ele é tutoriado como um herdeiro. Ele é guardado como um herdeiro. Ele sabe exatamente o que lhe fez ser um herdeiro. Ele sabe que esse título ou essa posição ou esse status de herdeiro está completamente atrelada ao seu pai, nesse caso aqui expresso. Portanto, como herdeiros, nós precisamos reconhecer esta filiação ou os méritos desta filiação. É ter a convicção do que lhe foi dado por direito, não pelos seus méritos, mas por algo que fora conquistado por outro. Sim, por Cristo Jesus. Portanto, ser herdeiro é compreender o tempo que se passou da nossa escravidão. Para então reconhecermos os méritos da nossa filiação. O que te faz ser um filho de Deus? O que permite você dizer que você é um filho de Deus é o quanto você reconhece os méritos de Cristo neste processo. E por último, o nosso terceiro ponto. Como herdeiros, reconhecemos o significado de tomar posse da nossa herança. Aqui é um outro termo que, infelizmente, foi tão descaracterizado nos dias de hoje, tomar posse. Mas é um termo que Paulo nos ensina aqui. Se ele não utiliza essa expressão, mas o seu princípio, quando diz: "E por que vocês são filhos?" Deus enviou o espírito de seu filho em nosso coração. Porque vocês são filhos? Deus enviou este esse espírito. Por ser, por sermos filhos, o mesmo espírito que habita em Cristo habita em nós. Você já parou para pensar nisso? que o mesmo espírito que habita em Cristo habita em você como filho de Deus. O mesmo espírito que habita em Cristo habita nos filhos de Deus. Por meio desse espírito podemos dizer abapai. E esta é uma expressão que veio para mudar completamente no Novo Testamento a compreensão de intimidade, de relacionamento com Deus. Jesus Cristo utiliza por diversas vezes esta passagem ou esta expressão aba pai. Uma expressão que muitos a traduzem como paizinho ou pai querido, mas eu prefiro em ficarmos com o princípio dela, que é um princípio de extrema intimidade. O mundo até então conhecia a Deus como aquele que cuida, que protege o seu povo, mas por meio da plenitude da revelação, por meio do filho que nos pega pela mão e nos ensina agora como podemos chamar o nosso pai que está nos céus, pai querido, pai que cuida, pai que ouve as nossas orações. Essa é a certeza e a confiança que recebemos como herdeiros de Cristo de poder chamar Deus de pai, de poder chamar Deus de pai e saber que ele ouve os seus filhos, de experimentar o amor, cuidado e atenção. Normalmente, quando essa expressão toma posse da bênção é utilizada, ela sempre está atrelada ou geralmente atrelada a conquistas materiais. Há conquistas financeiras. Toma posse da vitória, toma posse dos seus bens. Você é um filho de Deus, toma posse. Mas Paulo nos ensina aqui que tomar posse é tomar posse da nossa filiação. Tomar posse é descansar em nosso pai. Tomar posse é saber que quando oramos o nosso pai nos ouve. Tomar posse é saber que a sua disciplina quando exercida é para o nosso bem. Ninguém quer tomar posse da disciplina, né? É interessante isso, mas é tomar posse disso. Senhor, se for preciso, me discipline. Se for preciso, para que eu tenha mais comunhão com o Senhor, para que eu esteja mais perto do Senhor. Eu sei que é duro, mas me discipline, Senhor. Qual Pai que não disciplina o filho a quem ama? Tomar posse, tomar posse das bênçãos do Senhor ou das promessas é saber que agora podemos nos relacionar com Deus como filhos, porque o filho assim nos fez. É experimentar da certeza de que o eterno filho deu a sua vida para que agora fôssemos eternos filhos. Também essa herança não foi dada àeles que não nasceram de novo como filhos de Deus. Novamente, nem todos são filhos de Deus. Esse poder ou esse reconhecimento do significado do que é tomar posse das bênçãos e da herança, foram dados somente aqueles que nasceram novamente como filhos de Deus e não mais são filhos da sua ira. Como Paulo escreve aos Efésios no seu capítulo dois, esta é a herança a qual devemos tomar posse. Segurança da nossa salvação, repulsa e arrependimento pelos pecados cometidos, abrigo e consolo em tempos de adversidade, louvor e honra àele que nos fez filhos por meio do seu único filho. Não se trata de conquistas terrenas, não se trata de vitórias no tempo presente, porque a vitória já nos foi dada em Cristo Jesus. Então, tome posse dessa bênção, tome posse dessa promessa de ser filho de Deus e receber a salvação, o consolo, o arrependimento de pecados, a certeza da salvação. Concluindo a carta do Paulo, apóstolo, aos Gálatas, é um manifesto da suficiência da obra de Cristo Jesus. E esta é a conclusão a qual Paulo desejava chegar nessa parte da carta, quando no verso 8 ele coloca: "Mas no passado, quando não conheciam a Deus, vocês eram escravos de deuses, por natureza, não deuses." Paulo queria que a igreja da Galácia reconhecesse o seu estado, o seu estado de escravidão, que viviam antes de serem feitos filhos de Deus. Por isso que no verso 9 ele então conclui dizendo: "Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, é que Paulo faz um jogo de palavras no sentido de agora que vocês se aproximaram de Deus, quer dizer, agora no momento em que Deus trouxe vocês como filhos, como vocês devem viver agora que Deus conheceu vocês, agora que Deus os fez filhos, Vocês estão voltando pros rudimentos. Agora que Deus fez de vocês filhos, agora que vocês reconheceram ser herdeiros, vocês querem voltar para aquilo que fazia vocês filhos da ira de Deus? Paulo então diz: "Não faz sentido nenhum. Isso não é o verdadeiro evangelho. Vocês foram conhecidos, vocês foram chamados pelo nome. Isaías 43 nos lembra desta relação de paternidade que Deus estabelece conosco. No Isaías 43:1 nos lembra quando Deus diz ao povo de Israel: "Não tenha medo, porque eu o remi, eu o chamei pelo seu nome. Você é meu." É isso que Deus diz para aqueles que creem em Cristo Jesus como seu único e suficiente Salvador. Você é meu. E aqui esses irmãos estavam querendo sair completamente desta característica em viver uma vida que não condiz com você ser de Deus. João nos lembra disso quando diz que as ovelhas, no capítulo 10, as ovelhas ouvem a voz do pastor. Eles a chama pelo nome e elas obedecem a voz do seu pastor. João 10 de 3 a 5. Mas de modo nenhum seguirão outro estranho, pelo contrário, fugirão dele, porque conhecem a voz dos estranhos e a voz do pastor. Você conhece a voz do teu pai que está nos céus? Você está ouvindo a voz do teu pai que está nos céus. Se você crê ser filho de Deus, você compreende os méritos que lhe conduziu a isso e você descansa nisso no tempo de adversidade. Mesmo que a situação não se resolva no tempo presente, você continua se alegrando em saber que você é filho de Deus. Mesmo quando o mundo ou falsas religiões dizem que o termômetro para você ser filho de Deus é o quanto você tem, o quanto você recebe, o quanto você conquista nesse mundo. Mas quando olhamos pra palavra de Deus, é completamente ao contrário. A despeito do que você conquista nesse mundo, a despeito do que você consegue de vitória nesse mundo, você continua sendo filho de Deus por toda a eternidade, pois o eterno filho assim o fez. Portanto, três aplicações que eu gostaria que nós conseguíssemos ou pudéssemos refletir nessa noite. Tomar posse da nossa herança passa pela compreensão de nossa incapacidade de conquistá-la. Tomar posse da nossa herança é quando conseguimos entender aonde estamos neste processo, incapazes de alcançá-la pelos nossos próprios méritos, mas ao mesmo tempo é reconhecer a legitimidade da obra de Cristo neste processo. Eu não sou capaz, mas em Cristo eu sou completamente capacitado como herdeiro. Eu não posso, mas em Cristo eu recebi. Eu não conseguiria, mas em Cristo me foi dado. E por último, desta forma, conseguirmos desfrutar dos privilégios da herança que nos foi dada em Cristo Jesus. Ser herdeiro, ser filho de Deus é algo que deveria nortear os nossos dias enquanto aguardamos a bendita esperança e o retorno de Cristo Jesus para estarmos com nosso Pai eterno. Nessa noite teremos a ceia do Senhor, o momento que relembramos e recebemos de forma sobrenatural esta graça e essa certeza. Só senta à mesa quem é filho. Só senta à mesa aquele que o pai fez filho por meio de Cristo Jesus. Que essa seja a nossa alegria em sabermos que somos filhos, mas como fomos tornados filhos. Que esta seja a nossa pregação a este mundo caído, que Deus tem um povo e faz filhos por meio de Cristo Jesus. Que o mundo conheça a nossa filiação pelos méritos que ela realmente se deu. Vamos orar. Senhor, obrigado, ó Deus. Obrigado pelo tempo que o Senhor nos dá. A tua palavra nos ensina, Senhor, dos perigos que nos rondam, dos perigos que podem brotar do nosso próprio coração, Senhor. Sonda-nos, Senhor. O Senhor conhece os nossos dias. O Senhor conhece os nossos pensamentos. E certamente o Senhor conhece a forma como estamos lidando no relacionamento contigo. Pedimos que o teu Santo Espírito nos mostre, Senhor, aonde temos errado. Ou também, Senhor, que revigore, nos fortaleça na certeza daquilo que temos nos apropriado de forma correta. Queremos, Senhor, sim, tomar posse das nossas bênçãos que nada mais são, Senhor, do que a nossa filiação a ti. E depois disso, Senhor, nada mais nos importa. Como lemos nesta noite no Salmo 16, o Senhor é a nossa porção. O Senhor é tudo o que precisamos e em Cristo Jesus agora temos. Que o nosso coração seja preenchido dessa alegria, que nos momentos de fraqueza, de tristeza, de angústia, o teu Santo Espírito nos lembre sobre a nossa filiação e a certeza da nossa herança. Esta é a nossa oração que fazemos em nome de Cristo Jesus. Amém. M.