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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: ANIVERSÁRIO DE MARX COM O PRAGMATISMO NECESSÁRIO DE NOSSA PARTE

🔴AULIVE: ANIVERSÁRIO DE MARX COM O PRAGMATISMO NECESSÁRIO DE NOSSA PARTE

🔴AULIVE: ANIVERSÁRIO DE MARX COM O PRAGMATISMO NECESSÁRIO DE NOSSA PARTE

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

[música]
Bom dia. Tudo bem, minha gente? Como é
que vocês estão? Bom dia. Bom dia. Bom
dia. Me ouvem bem? Tão me ouvindo bem?
[música]
Ai ai. Pequenos probleminhas técnicos
hoje, mas vamos resolvê [música] isso.
Ai se fçando eit também. Bom dia. Bom
dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. [música]
Pera aí. Pera aí.
Agora vai.
Ai, ai, tão me ouvindo bem? Vocês me
ouvem bem? Ai, Jesus Cristo, que dia,
que dia.
Bom dia, querida Jéssica. Tudo bem?
[música]
Como é que você tá? Tudo em paz? Espero
desejo que sim. Espero desejo que esteja
tudo tranquilo por aí, assim como nosso
querido fazer o watch. Fazer o quê? Que
é ser fazer o watch? É, meus amigos, bom
dia, meu bom. [música]
Bom dia, querido. Alcanretor.
[música]
Alcanretor,
que nome diferenciado, não é? Bom dia,
meu bom. Espero que esteja de boa para
aí. [risadas]
Deixa eu ver se eu ajeito um trem aqui.
Pera aí.
Ai, perdão aí, gente. O tempo mudou,
aquela virada de tempo, né? Esses dias
esfriou. Aí o nariz tá daquele jeito em
São Paulo, ar seco, [música]
uma nuvem de poluição acumulada, quebra
gente, quebra gente, [música] mas vai
dar tudo certo. Vai dar tudo certo.
Deixa eu só espalhar a palavra por aí.
Ai ai. [música]
Diz nosso querido fazer watch. Eu nunca
ouvi Marx dizer nada. Nunca.
Falta-lhe espírito para receber a
revelação.
[risadas]
Bom dia, meu bom. Bom dia. Bom dia. Bom
dia. [música]
Ele escrevia, não gravava vídeo pro
YouTube. É. É. Você tem um ponto. Você
tem um ponto, [música]
talvez. Mas ainda dá para ouvir as
palavras de Marx
ou ler [música] ou sei lá. Como é que é
a voz de Marx na cabeça de vocês? Vocês
já criaram ela?
A voz para você ler o texto de Marx.
Qual que é a voz que vem, né? Você cria
uma voz ali para falar com você.
[música] Eu recomendo isso nas leituras
de textos. Criem vozes paraas autores,
autoras e personagens. É interessante
esse. Abre aspas. Bom dia. Fecha aspas
do general Mouron me acordou aqui.
Perdão. Ou não sei se foi bom ou se bom
dia.
Nada, né? Se bom dia no ouvido. Aí não
tem como não acordar. Aí não dá, não dá,
não dá, não dá.
Bom dia Kevin. Meu querido Kevin. Opa,
meu mouse travou. Bom dia, Kevin. Como é
que você tá? Ai, meu Deus, meu nariz tá
passando muito. Ah, Rinite, você tá bem,
cara? Que bom que você tá aqui mais uma
vez conosco por esta manhã deliciosa que
nós vamos trocar uma ideia sobre o que
Marx disse ou não disse ou vamos falar
de outra coisa. [música]
Calma que tudo tem seu tempo.
É nickname. Oi, meu gato derrubou meu
microfone. Pô, gato, não faz isso. Pera
aí. Cuidado, [música] cuidado, cuidado,
cuidado para não ter acidentes. Não
quero acidentes, gatotinho. [música]
[música]
Eh, cadê? É nickname. Faz minha conta do
YouTube antes do YouTube virar Google.
É, isso acontece. A gente tem alguns
amigos e amigas que sofreram com isso.
Eu também sofri com isso um pouco.
Perdão, dependendo do ponto de vista,
porque o meu nome é Bruno Requidal.
canal chama Bruno Requal, tudo Requidal.
E ninguém sabe escrever esse nome,
ninguém sabe falar esse nome. Eu não sei
como é que pronuncia esse nome, então
[música]
às vezes é melhor ter um outro nome,
mas eu não tive criatividade para criar.
Bom dia, diz querido carapa. Primeira
vez na live. Quem é esse Marcos Carapa?
Primeira vez se você por aqui. Seja
muito bem-vindo. Espero que você goste
aqui da nossa casa. Não repara a
bagunça. E a gente, né, normalmente
ajeita as coisas, mas tá tudo meio na
correria.
Espero que você curta esse Marcos. Você
é uma pessoa aí, um ser humano que
talvez você vai conhecer. Já ouviu a
palavra de Marx hoje? [música]
Disascido Gustavo. Bom dia, Gustavo.
Vindo apenas contribuir com o meu
engeljamento, só veri a live à noite.
Bom trabalho, querido Gustavo. Um bom
dia, uma boa semana. Deus abençoe.
Diz nosso querido Kevin, seria
interessante um curso sobre o que Max
falou sobre religião.
Tô copiando car. OK.
Verdade. Se você que se interessa pelo
tema de Marx e o que Marx teria dito
sobre religião, marxismo e religião,
Marx e religião, essas coisas todas,
para você desmistificar um pouco aí os
seus conhecimentos eh adquiridos via
WhatsApp, você pode fazer o nosso curso
eh Max e Religião, que é exclusivo para
membresia aqui do canal. Então,
considera ser membro, membra, membre,
membrezia aqui do canalzinho. O conteúdo
é muito bacana, acho que tem mais de 9
horas de conteúdo esse curso, além de
outros, como evangélicos e política no
Brasil, filosofia latino-americana,
né, como fazer seu projeto de pesquisa.
A gente tem bastante conteúdo exclusivo
para membresia, eh, vídeos, a rádio
crític crente, bastantes elementos aí
que podem te interessar. Então considere
ser membro, membro, membre membresia
aqui do canal, porque é isso que
sustenta a gente, que garante que com
esse canalzinho esteja funcionando e que
quem sabe daqui a um mês e meio
novamente nós tiremos essa logo daqui e
voltemos para o Streamyard eh pago, né?
Porque a gente tá utilizando Streamyard
não pago. Aí alguém pode dizer: "Mas usa
OBS?" Mas é que o OBS não roda, não roda
no meu computador. Meu computador é
velhinho, ele não suporta, ele sofre.
Então eu preciso de alguma coisa que
facilite minha vida. Eu usava OBS para
gravar vídeo até a hora que o meu
computador falou: "Então, eu fui
comprado para ser uma máquina de
escrever, mas você resolveu fazer outras
coisas com ele". E aí ele não funcionou
mais, foi deslocado de sua função, que
era só ser uma máquina de escrever.
Então é por isso que a gente usa
streamer, vai que você quer ajudar a
gente. E se você quer ajudar a gente
também consegere mandar um Pix, ó, tem
um passando aqui embaixo para apoiar o
nosso trabalho, a chave
[email protected].
Você pode mandar um Pix porque vai que
tá sobrando uma merreca por aí, apoia o
nosso trampo. Além também de curtir esse
vídeo, comentar para engajar, para poder
compartilhar a palavra por aí. Espalhe
esta palavra por aí, porque a gente tem
um canalzinho pequeno com conteúdo
qualidade, de qualidade, de qualidade,
[roncando]
mas que só é viabilizado graças à
membresia. Então, se você não tá nesse
momento poder, podendo assumir esse
compromisso, não tem problema nenhum.
Você pode dar curtir, só comentar,
engajar essa parada toda. Além de que
vai que você se tornando membro, você
acaba podendo participar também do nosso
canalzinho ali no WhatsApp exclusivo,
primeira igreja barista do WhatsApp,
[música] que você pode ir lá com a
gente, tá bom? Acho que é isso. Não devo
ter feito uma propaganda tão boa, mas
também não foi tão ruim.
Fazer: Salve os corintianos. Salve,
salve mesmo. Estamos precisando.
Deus nos ajude. Não, mas eu tô crente.
Sou fiel do dinismo, né? Então, sou fiel
no dinismo. Salve, Gustavo. É, estão
conversando entre isso.
[música]
Fala, querido Thiago. Bom dia a todos
baristas e não baristas da América
Latina sabendo fazer polenta ou não. É,
eu não sei fazer polenta. Thiago sabe,
nós também no canal ali do WhatsApp, a
gente troca receitas, a gente manda
fotos das comidas que nós estamos
preparando. Uma comunidade muito
saudável, muito gentil, muito educada.
esse fim de semana aí a gente estava
compartilhando lá o que que nós
estávamos cozinhando. Gustavo fez um
excelente hambúrguer caseiro.
Eu fui alimentar a minha família, fui
alimentar meus pais, fiz um assadinho lá
com a picanha suína, suína que é mais
barata, né? Temperei ela bonitinho,
deixei ela preparadinha, [música]
umas linguicinhas para fazer um choripã,
uns pãozinhos de alho e um espetinho de
legumes, só para dar aquele agrado. Bom,
bom e barato. [música]
Diz Jessica: "Será que Marx teria a voz
potente como da pastora que teve coragem
de dizer óbvio, de sobre denunciar e
violência dentro dos lares cristões?"
Pois é. Será que ele teria essa voz
potente? Seria massa, hein? Mas já
pensou se ele tinha voz fininha? Ia ser
muito engraçado, né? Que a gente não
sabe. Imagina, você vai ler lá Max, né?
[música]
Trabalhadores, tonto. Iv-vos. Ia ser
maravilhoso. Tem uma voz fininha, não
tem uma voz [música] grave. É que a
gente sempre imagina uma voz mais de
autoridade, né? Mas vai que ele tem uma
voz horrível, a gente não sabe. [música]
É que ele tem uma voz de coelho de
desenho animado. Bom dia, trabalhadores
do mundo. Isso aí foi mais Bob Esponja,
né? Bom dia, trabalhadoras todo mundo.
Agora sim foi mais coelho. Foi uma
[música] vozinha de coelho.
Trabalhadoras do mundo
aí a gente vai tirando essa onda.
Bom dia, querido Ruben. Bom dia, Rubens.
Como é que você tá, mano? Tudo bem?
Espero desejo que sim. Que bom que você
tá aqui com a gente novamente. Já vamos
ter o nosso papo hoje. Ele terá que ser
mais curto por motivos de trabalho.
[música] Eu não vivo dessa brincadeira
que a gente faz aqui. Essa brincadeira
que a gente faz aqui é uma brincadeira
divertida. [música]
Ah,
eu tenho que pegar o texto. Deixa eu
separar o meu texto aqui.
Deu tudo errado hoje de manhã. Tive
problemas técnicos com a minha internet,
depois tive problemas técnicos com o
Streamyard. Depois eu tive problemas
técnicos de tentar acordar a criança que
não queria sair da cama, mas também frio
dá uma dó. Sou contra esse nosso horário
de escola
no Brasil tá errado.
Eu entendo que é para atender a
necessidade do horário comercial dos
trabalhadores, das trabalhadoras, mas
esse horário também tá errado, né? Não
faz sentido nenhum. Tem que acordar 5
hor da manhã para sair de casa às 6,
[música]
chegar no trabalho às 8. Isso não faz
sentido nenhum.
Deixa eu pegar aqui. Deixa eu pegar
aqui. Pera aí. Pera aí. [música]
Pam. Pegar textos, né? Textos, textos.
Textos.
Diz nossos queridos a fazer o what?
Ontem estava tão frio que a casa inteira
estava úmida. Parecia inverno. Esse
inverno vai ser rigoroso, aparentemente,
viu? Ao que tudo indica, teremos um
inverno complicado.
Cara, pior, eu morei em Curitiba um
tempo, né?
[música] Pouco tempo. O suficiente para
eu descobrir que eu odeio frio, cara. E
é muito frio mesmo, né, gente? Como
Curitiba é um lugar frio. Que coisa
horrível. Eu não me adapto com frio, eu
sofro. Eu lembro de estar dentro de
casa. A gente tava ass, tava dentro de
casa [música] assistindo um filme à
noite, no sábado, sei lá o que que era,
uma galera e eu dentro de casa, eu
estava dentro de casa, eu fiz assim e
saiu aquela fumacinha de gelado, de
frio, saca, dentro de casa. Isso não
existe, gente. Isso não existe. Isso tá
errado. Frio da bexiga. Eu morava na
periferia de Curitiba perto de um de um
ribeiro lá, um riacho, um riozinho, um
córico, sei lá que nome que vai dar para
aquilo ali. E para chegar no ponto de
ônibus, a gente tinha que passar uma
ponte que na verdade era uma tábua
estendida.
Meu Deus, que coisa, que que momento.
Hoje tem uma pontezinha lá mais
adequada. Parece que o progresso chegou,
mas [roncando] aí o o
frio da bexiga, cara, era perde um
córrego frio, frio, frio. Aí eu lembro
de um dia acordar de manhã, [música]
eu tinha que para ir pro pro pra
faculdade, eu tinha que era no centro,
eu morava na periferia, então eu cravava
bem cedo, o sol nem tinha saído direito
ainda. E aí a minha tática era o
seguinte, eu dormia num abeliche, tinha
um ano embaixo, dormia na abelix de
cima, eu rolava para cair, porque se eu
caísse eu ia ter que levantar, né?
Então, [música] tal, e tava muito frio,
velho. Tava esse dia tava muito frio. E
aí eu já caí me preparando para entupir
de roupa. Botei uma calça de moletom,
uma calça jeans por cima, botei meia de
dedinho, coisa quente pra caramba.
Botei umas 300 blusa, camiseta, jaqueta,
tênis, touca, luva, cachicol e fui, né?
Porque no frio a gente não se veste, a
gente se defende. É diferente, se
protege, né? Você não se veste no frio,
você se defende. Você tá ali para lutar
contra o ambiente hostil. E aí eu desci,
eu lembro de estar descendo, tomei um
café rapidinho assim e aí eu, ah, eu
tenho essa memória. Era um, era um
prédinho de quatro andares, né? Então
não tinha, era descer pela escada, tal.
Desci pela escada, tipo um conjunto
habitacional. Aí desci pela escada,
olhei, tinha uma moça com a porta aberta
[música] e uma mesa cheia assim repleta.
Bolo de fubá, pão, coisas para colocar
no pão. Eu falei: "Nossa, que inveja!" E
segui minha vida. abri a porta lá do do
condomínio para sair do prédio. Na hora
que eu abri, mano, aquele golpe de vento
gelado, a porta era de vidro e já dava
para ver que tava frio, mas na hora que
você abre, você sente. E aí eu olhei e a
grama estava branca.
Aí eu já comecei a sofrer porque a grama
tá branca e tá frio. E eu falei: "Mano,
grama branca geou essa noite, tá
embaçado". Aí saí. Olha os vidrinhos do
carro, o vidro do carro com aquela
película fina de gelo, fina, bem fininha
assim. Ó, mano, geô valendo, tá frio
para caceta. Aí d ali na rua, andando na
rua, passei pela pontezinha, pela tábua,
né, de madeira que chamavam de ponte.
Passei pela tábua por cima do córrego,
andei e cheguei no tubo lá, que é para
pegar o pão de ônibus, né? Em Curitiba
tem aqueles tubos que chamam de tubo,
que é um pão de ônibus, que é um ponto
de ônibus protegido, né? Entrei morrendo
de frio. [música] Entrei no buzão. Frio,
frio, mano. Eu tava batendo os dentes.
Falei: "Meu Deus, que frio". O sol ainda
não tinha saído. Saiu o buzão, pá, o
biarticulado tá mandando. Aí eu olhei,
tava a temperatura lá, o o termômetro
marcando temperatura,
0º. Eu não,
está errado. A humanidade não deveria
viver sob essas condições. E eu
refletindo sobre o sofrimento sobre
isso. Continua passando para próximo
termômetro. Parou no outro tubo, tinha
um outro termômetro, um pouco mais paraa
frente, menos um. Eu falei: "Não, Deus,
eu não nasci para isso. Não nasci menos
um. Jesus Cristo, por que isso tá
acontecendo? Você tá errado e dentro do
ônibus batendo os dentes, frio, aí o sol
começa a sair, próximo tubo, menos do Eu
falei: "Não, não, [música]
isso é impossível. É impossível estar
mais frio aqui. Como que não para de
baix de de cair essa temperatura?" Eu
sei que mais um termômetro a -3. E aí eu
fiz o cálculo, falei: "Nesse ritmo eu
vou chegar na faculdade, vai est -15".
Então [roncando] não, cara, eu odeio
frio. Eu odeio frio profundamente, com
toda a minha alma. Aí eu falei: "Não, eu
não consigo viver aqui não". Jogar bola
no frio? Primeira vez que eu fui jogar
no timezinho lá, time de Via, né? Time
de Via que lá no lá lá em Curitiba,
jogar [roncando] com os caras, tinha uns
campeonatinhos pra gente jogar na
cidade, massa, pá. Primeiro à noite
outro time lá,
cara, eu tava com muito não foi o
primeiro, já devia ser o terceiro jogo,
terceiro, quarto jogo. O maluco sentou
uma bolada. Eu tava com muito frio esse
dia. Tava muito frio. Tava noite, tava
muito frio, muito frio. Eu tava em campo
tremendo assim, tentando puxar o meião o
máximo possível para ver se chegava
perto dos shorts. O maluco sentou uma
bolada e ela veio na minha coxa. A
primeira, primeiro lance, tentou o pé
para bater no gol, ela veio na minha
coxa.
Eu só lembro de fechar o olho [música] e
falar: "Não,
isso não pode." Eu não devia estar aqui.
Eu não devia estar aqui. A bola caiu
dura no chão assim com aquele vermelho
na perna. Frio, frio. Não, o frio tá
errado.
Discrito fazer o watch. Isso não é nada,
Bruno. Não é nada. Hum. Não é você que
vai sofrer.
Descarapa. Bem aqui em Belém do Pará.
Frio é 24º.
Ver gente de casaco. É que aí você tem
que dar uma função pro casaco, né? Você
tem um casaco lá, nunca usa. Ai, deu
24º. Hum. Vamos botar um casaco.
[risadas]
Tem que dar função para ele, [música]
pô. 24º tá excelente. Excelente
temperatura. Excelente temperatura.
Ai, gente, mas hoje é 5 de maio, né? 5m,
5 de maio. Não sei se vocês sabem o que
significa o dia 5 de maio, né?
Eh, mas a gente tá fazendo a live numa
terça-feira porque hoje é dia 5 de maio,
porque é o dia de nascimento de Carl
Marx. Hoje é aniversário de Marquinhos.
Hoje é aniversário de Marquinhos.
Marquinhos nascido no dia de 5 de maio
de 1818.
Não sei se vocês tinham essa informação
também. Ele tem muitos anos de idade,
né?
Significa aí que vocês têm que [música]
celebrar o dia de hoje, porque é o dia
do nascimento do barbudo. O barbudo
nasceu no dia 5 de maio. [música]
Então hoje é dia 5m. Por isso que a
gente vai falar de Marcos.
diz nosso querido Thiago, Bruno desistiu
da faculdade por causa do frio. Foi um
dos motivos, um dos motivos, né, de eu
ter deixado a faculdade que eu estava
cursando de lado. Outro foi imaturidade,
né? Não tinha idade para aquilo. A gente
já conversou sobre isso lá no WhatsApp
do
da igreja barista. A gente conversou lá
sobre esse lance da faculdade, como a
gente tá todo errado esse lance de
entrar na faculdade com 17 anos de
idade, 18 anos de idade. Tá errado, tá
errado. [música]
A gente não tá errado, tá errado. Já
conversamos sobre isso. Há uma discussão
relativamente interessante lá no nosso
grupo sobre isso [música] e a gente
precisa desenvolver melhor nossas teses.
Diz nosso querido carapa, eu sei que
ontem era dia de Star Wars, 4 de maio.
Sabia, não era o dia geek lá, aqueles
coisas de nerd. Eu me interesso mais
pelo barbudo. Eu sou um nerd das humanas
e o nerd das ciências sociais, né?
[risadas]
5M. Normalmente no dia 5 de maio, 5M tem
promoção das dos das editoras de
esquerda, né? Que aí elas têm que
transformar em mercadoria o pensamento
de Marx. E aí no dia 5 de maio, em
homenagem a Marx, que era contra essa
forma mercadoria, eles dão descontos.
Fica aí. [risadas]
Ah, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí,
pera aí, pera aí, pera aí. Cadê?
[música]
Turum. [canto]
Hum.
Cadê? Eu queria achar
[música]
Tô procurando o texto, gente. Eu não
consegui parar hoje. Perdão, tá? É que
eu não consegui pelo motivos técnicos
hoje de manhã.
H, tá cá.
[música]
H,
pronto aqui. Bom, minha gente, seguinte,
dia 5M, Marx disse ou não disse
determinada coisa? Hum, não sabemos.
[música]
Achei o texto, mas o negócio é o
seguinte,
vai cantar parabéns. Vamos, vamos cantar
parabéns em alemão, né?
[risadas]
Para nosso querido Marcos. Eu não faço
ideia como é que é parabéns, alemão.
Então, deixa quieto. Vamos, vamos cantar
parabéns. Mas gente, o negócio é o
seguinte, qual que é o qual que é o
ponto, né?
Eh,
há um problema seríssimo no nosso
marxismo
ou na esquerda brasileira em geral
e como ela tem se dado especialmente
aqui no nosso trabalho de internet que a
gente precisa avaliar, né? Então, a tamb
aqui nesse vídeo, a Marcos nunca disse
isso, né? Exatamente. Pra gente poder
fazer algumas provocações sobre a nossa
esquerda
e especialmente por aqui no nosso
canalzinho nós temos uma posição de
tentar ser bastante ponderado, né? Seja
nas críticas, seja nas
reflexões, nos apoios, né? Nasas
reflexões. Isso não porque seja
moralmente mais adequado, né? Olha como
uma pessoa boazinha. Aliás, agradecer
aqui no nosso querido Ed do esquerdo,
departamento de esquerdos autorais, por
ter citado a gente em seu último vídeo,
dizendo que nós somos pessoas boas,
pessoas legais que são ponderadas, se
querem trocar ideia de boa. [risadas]
Que bom. Obrigado, Ed. Cara, mas o lance
é
eh
a gente tenta ser ponderado, não por uma
questão moral, né? Olha como eles são
bonzinhos. entra também esse âmbito
ético, talvez, de respeito à alteridade,
ao outro humaninho,
mas é especialmente por uma questão
pragmática mesmo,
uma questão de avaliação de situações e
condições pra gente poder
eh tomar uma decisão mais adequada, né,
uma decisão mais eficiente. A ideia de
eficiência, ela precisa ser considerada
eh na nossa esquerda.
Se vocês acompanham o nosso canalzinho
há bastante tempo, vocês vão ver que a
gente tem vários vídeos em que a gente
critica racionalidade instrumental,
critica um certo uma certa epistemologia
cientificista que alguém vai chamar de
positivismo, o outro vai chamar de
[música] sei lá que nome que vai
iluminismo, não sei quê. O Pedro Ivo vai
ficar bravo porque a gente vai criticar
mesmo essa uma estrutura dogmática. Mas
nós somos aqui defensores da ciência,
[risadas]
como a gente sempre faz ao mesmo tempo,
né? Por quê? Porque crítica não é
abandono, não é rechaço. É você passar
por um filtro, né? Você vai passar
qualquer conteúdo, qualquer ideia,
qualquer discurso por um filtro. Um
filtro que te auxilia a tomar uma boa
decisão. A crítica é você pôr em crise,
levar até a última consequência e ver o
que sobra de bom, o que sobra de ruim, o
que dá para aproveitar e o que não dá. E
aí a gente pondera. pondera, mas não
pondera para ter uma boa ideia, né?
Tipo, ah, eu ponderei para ser um, olha
a minha inteligência, olha como sou uma
pessoa esclarecida. A gente pondera para
tomar boas decisões. Tomar boas
decisões. Tomada de decisão precisa ser
adequada. E isso leva bastante a sério,
assim, desde que eu tive contato com
pragmatismo estadunidense,
desde que eu tive contato com
pragmatismo estadunidense, no âmbito da
filosofia, né, foi o meu objeto de
pesquisa na graduação, né, na minha
monografia, foi o estudo sobre o
pragmatismo, o método pragmático de John
Dey. E eu queria retomar algumas coisas
disso, porque tem uma questão de você
analisar bem o que tá acontecendo, ter a
prova da sua ciência, o resultado, os
efeitos dela, né? Os efeitos positivos,
negativos, a eficiência em alcançar o
seu objetivo e também em alterar o
método, em você conseguir aperfeiçoar os
resultados. Então você traz pro âmbito
da reflexão teórica
um espaço de tomada de decisão, de de
não é algo meramente
de precisão conceitual, de valoração
abstrata, é na realidade prática, na
relação com os outros, na tomada de
decisão que é coletiva, que tem efeitos
intencionais e não intencionais na
realidade, né? Então é aí, algum
algum mauísta poderia já tá ouvindo aí
falando assim: "É o que mal disse,
o critério da verdade é a prática". A
prática é o critério da verdade. Algo
assim pode ser. Eu aceitaria, não tenho
crise, mas não foi daí que eu tirei,
não. Pode podemos encontrar semelhanças
e e paralelos, mas o ponto é você trazer
para isso, né? E e é uma teoria prática,
né? Uma praxis. E isso é muito
materialista e tá dentro do âmbito do
que Marx propõe em sua teoria, né? Uma
teoria que seja um materialismo prático,
que traga parais, que veja os efeitos
das ideias, dos conceitos, do não sei o
quê, nas relações, nesse processo, na na
tomada de decisão, na organização da
classe trabalhadora, nos efeitos sociais
daquilo que a gente tá projetando ou
planejando. E o que acontece? O que
acontece é que a gente na nossa
esquerda, em geral não faz isso. Olha
que legal, a gente não considera os
efeitos, a gente não considera as
condições, a gente tá muito mais
apegado, aparentemente a valores
abstratos e genéricos que tem que ser
encaixados aqui e ali. A definições per,
né, definições essenciais e não de
relações efetivas, não de uma boa
análise das condições paraa tomada de
decisão.
E aí eu acho que a gente precisa começar
a conversar sobre isso, especialmente
agora em período eleitoral, porque tem
bastante coisa acontecendo e boa parte
dessas coisas que estão acontecendo tem
a ver com essa falta de praticidade
das posições
da militância, da nossa militância,
especialmente nós que somos de esquerda
radicalizada, né, que gosta de andar de
skate ou virtually brown. a gente que é
mais esquerda revolucionáriiazinha, né,
ou que pretende, sonha com a sociedade
comunista, a gente também tem que ter
bom senso. A gente também tá precisando
aí botar o pezinho no chão,
especialmente na internet, esse mundo
paralelo, né, que parece que tem vida
própria. Então, esse é o contexto no
qual a gente vai trocar uma ideia, tá
bom?
Diz nosso querido Kevin, se no idioma
inglês o parabéns parece marcha fúnebre,
imagino como não deve ser triste o
parabéns em alemão. É, provavelmente
deve parecer um um
um
hino bélico, né? Um hino de [música]
treta. Da bondinha alemão parece já tá
ofendendo a pessoa. Eu vi esses dias o
Ricardo Ricardo Ricardo era a Araújo
Pereira, né? O rap português, comediante
português falando sobre isso. Como a
sonoridade ela traz em si algumas
sensações estranhas, né? Um alemão
falando com aquele ar ríspido, a palavra
ela já sai forte, então você já fica, aí
meu Deus do céu. Tem uma piada dos
Simpsons que é assim também, né? Que a
Lisa se perde num na cidade de
Springfield e ela vai parar num bairro
russo e aí ela faz uma pergunta para uma
senhora: "Você pode me ajudar?" Aí a
legenda é claro, você pega aquela rua
ali à direita, faz assim, assim, assim,
você chega onde você quer, tá? Mas ela
fala em russo, aí a Lissa: "Ah, parece
que ela tá ofendendo batendo na criança.
Engraçado,
diferentes sonoridades de diferentes
línguas, né? Sou estranho para outras
pessoas, outros grupos humanos.
Bom dia. Bom dia, Gabriel. Como é que
você tá, meu querido? Tudo bem? Espero
desejo que sim. Bom dia, outro Gabriel.
Bom dia, baristas. Bom dia, Gabriel 2.
Tudo bem com você? [risadas] Espero e
desejo que sim.
Nossa querida Jeseli, como é que você
tá, Jesel? Tudo bem? Espero deseja que
sim também. Bom dia. Atrasado? Atrasada
nada. A gente tá bem. A gente tá bem.
Querido Thago Bruno, essa questão
pragmática eu vejo pouco no Elias, pois
ele abertamente não nega o capitalismo,
mas entende como um momento histórico
que vai ser superado. Faz sentido pensar
assim? Eu acho que o o
n do meu ponto de vista aqui, opnologia
generalizada tudo lógica, eu gostaria
muito de um dia trocar ideia com o Eli,
ele é muito pragmático e aí eu falo:
"Pô, muitas vezes eu estou alinhado com
ele, assim, muitas vezes mesmo, pô, é
isso mesmo, bom senso, pé no chão, perna
para que tequero, vamos fazer o
possível, tal". Mas teoricamente, aí vem
o outro lado, aí eu tenho várias
divergências nas leituras teóricas, mas
que elas têm menos impacto e elas caem
para mim como secundárias, por isso que
eu não vou ficar toda hora batendo boca,
né? Aí o Elias falou que regel disse que
o sim, o não, os contrários, não sei o
que, ele tá errado, porque eu vou ficar
pegando picuinha, ah, não, um dia
trocando ideia, num ambiente adequado,
numa conversa de bar ou numa conversa
acadêmica, num grupo de estudos de
regla, a gente pode conversar sobre isso
e fazer esses alinhamentos teóricos e
ver como é que ele tá falando, por que
que ele tá falando isso. Mas no geral
fala, não, tá tudo certo na hora dos
efeitos práticos, onde é que a gente se
alinha, queremos a mesma coisa, bora se
ajudar, entendeu? É um exemplo
paradigmático, acho que você trouxe. Não
tinha pensado nisso, Thago. Elias, do
ponto de vista teórico, eu tenho várias
divergências, mas muita
de precisão conceitual, de uso da
filosofia. Gostaria de trocar várias
ideias do ponto de vista prático.
Estamos junto.
[risadas]
Eficiência em realização de projeto
comum. É nós, Elias. Eu tô contigo.
[risadas]
Diz querido José. Como é que está José?
Tudo bem cara? Espero desejo que sim.
Adoro Ricardo. Ricardo é maravilhoso. É
maravilhoso. O o Guilherme, Guilherme,
que também é membro aqui do canal, adora
ele também. O Guilherme também adora. Eu
gosto dele demais, cara. Tem umas piadas
muito boas.
O texto dele é muito bom. Diz que
querido, Gabriel. Queria entender melhor
que parte do positivismo precisa ser
criticada e que parte de pode ser usada
em sem frase clichê. Acho que ainda não
peguei. Sem fras frase clichê. Água
mole, pedra dura. Tanto bate até que
cansa. Não, cara. Eh,
a ideia de que temos absolutamente tudo
sob controle e que o critério vai ser
apenas a eficiência, ela é problemática.
Então, se eu fosse utilizar uma crítica
em outro sentido pro o âmbito desse
positivismos, é que o positivismo ou
iluminismo ou cientificismo, o nome que
quiser dar, para mim pouco importa, o
tipo de compreensão de mundo que utiliza
da eficiência critério meio fim de
maneira instrumental
para resolver todo tipo de problema, ele
não considera fatores elementares por
não ter percebido isso, como por
exemplo, que você precisa garantir as
condições de produção e reprodução da
vida após a realização de um projeto.
ou positivismo ou cientificismo ou
iluminismo ou se lá que nome a gente vai
querer dar para isso que é o aparato
científico que se torna hegemônico sob
relações de modo do modo de produção
capitalista. Não considera esse dado.
Esse elemento ele não é relevante. O
elemento de condições materiais de
reprodução de vida, você consegue
abstrair ele. E não é porque eles são
burros, incompetentes, porque isso não
foi considerado na hora de desenvolver
os seus problemas, né? Não foi percebido
isso. E aí você desenvolve um tipo de
ciência que consegue se sustentar e se
legitimar sem considerar esse dado, esse
dado fundamental. Mas isso não é porque
a teoria tá errada por si só, é pelas
relações sociais, o modo de produção
capitalista e como se desenvolve a
ciência sobesse modo de produção. Então,
mais complexo do que dizer gosto ou não
gosto, sim ou não.
Por isso, por exemplo, que eu jamais
abandonaria. É uma teoria crítica não
serve para nada. Esse pessoal de
Frankfurt é tudo maluco. Não, não é,
mano. Tem coisa muito importante da
gente considerar lá. Eles perceberam os
efeitos negativos de determinadas
estruturas eh [música] que não
consideram
relações subjetivas, por exemplo, na
tomada de decisão, que são importantes.
São importantes. São vários fenômenos
que a gente tem que considerar, mas são
limitados em outros. Quando eles colocam
toda a culpa no cientificismo ou na
racionalidade ou não sei o quê, aí tá
errado também. Aí você faltou-lhe
pernas.
Então,
ó, pezinho aqui, pezinha ali. O critério
é resolver problema. Precisamos resolver
alguns problemas.
Diz nosso querido Rubens, eu acho que o
que gera problema do positivismo é abre
aspas, fechar. Fecha aspas. O modelo que
você está usando. Sempre na análise você
considera está considerando X variáveis,
mas precisa estar aberto a novas
variáveis. Também pode ser. É, uma coisa
importante da gente sempre lembrar é que
conhecimento ele é limitado, óbvio, por
óbvio. A ciência também, por óbvio.
Nós somos seres extremamente limitados
por óbvio. As verdades não serão
infinitas, eternas por óbvio, porque as
condições mudam, as relações mudam e as
novas novos problemas exigem novem novas
soluções e a gente precisa resolver, né?
Então,
óbvio que dentro do método científico
moderno isso está a abertura para isso,
né? A ideia, inclusive, é isso, né? Que
a gente tome cada vez mais as rédias
para resolução de problemas, mas ele
pode cair em algumas armadilhas. Então a
gente tem que estar sempre atento,
sempre atento. Diz querido Gabriel.
Entendi. Muito obrigado. Muito de nada.
Disponha.
Diz querida Jéssica, sobre conhecimento,
tô refletindo muito lendo teteto.
Caraca, lteto, o Teteto é massa.
Interessantíssimo, Teto.
Essa tradução grega do TTeto, pô, a
última vez que eu li o Teto, eu tava na
graduação faz muito tempo, mas eu gostei
muito. A gente tinha alguns amigos, né?
Nós nós éramos em três três camaradas
que andavam juntinhos. Eu me chamo
Bruno, Pedro e Jarino.
Aí por alguma razão, virou o trio
Brunócrates,
Pedráclito e Jarinales.
Pedráclito e Jarinales. É o trio da
filosofia antiga.
Brunócrates, Pedráclito e Jarinales.
Jarinales de Mileto, Pedráclito de
Eleia.
E Brunócrates de Brunócrates.
Pergunta ao nosso querido José. Por
falar em Teteto, você teve aula com a
Maria Cecília? Ah, ela está traduzindo
Teto. Parece que vai publicar a final.
Maria Cecília Aquí,
irmã nosso queridíssimo Nando Reis. Se
sim, não tive aula com ela. Participei
de um debate uma vez e ela participou de
um minicurso que a gente organizou no
Congresso de Filosofia Latino-Americana,
filosofia no Brasil e na América Latina,
lá na Federal do ABC em 2016. Aquil
então foi nessa aí.
Mas eu nunca tive aula com a Killa, mas
ela é fantástica, né? E ela tem a
genética ali deu certo, né? Não do rei.
Maria Cecília, nossa querida Kilha.
E ali apologia massa, Jéssica, tô lendo
o TT, não sei qual a sequência. Ah, a
sequência é aquela que Jesus lhe
encaminhar. Não lembro também. [risadas]
Brunócrates do Capão. Cara, isso aí,
minha filha. Eu só que a Luna do Capão.
Minha filha meteu essa uma vez. Eu não
tenho medo não. Que que é Luna do Capão?
Ô meu Deus, minha filha é maluqueira.
Diz, querido José. Tive aula com ela no
último quadro. Amei ela. Ah, aquilo é
incrível. Aquele é muito legal. Aquil é
incrível.
Hum.
Bom, gente, seguinte, o seguinte,
seguinte, vamos lá.
Qual que é o problema, né? A gente tá
tendo uma sequência aí de tretas
dentro da esquerda radical, né, que
houve.
Pergunta, Gabriel,
a sequência não é sofista? Eu não faço
ideia. Não faço ideia.
Não faço ideia. Diz que o Thiago Platão
não tem uma sequência. Os livros têm
temáticas próprias. Aí, ó, vocês que
sabem.
É, não sei. Star Wars começa pelos três
episódios finais, depois vai pro começo.
Uma confusão danada.
Vai entender. Então,
cara, eu sou muito assim, depende do
tipo de estudo que você quer fazer, né?
Você quer estudar filosofia antiga
que deu vontade, vai ter um tipo de
planejamento. Você quer estudar
filosofia antiga porque você tá num
pesquisa séria, engajada, não sei o quê.
Aí eu acho que seguir a ordenzinha pode
ser importante. Então fiquem em paz, né?
Não não se sintam pressionados.
Leiam o que lhe aprover, o que lhe
interessar. Sempre,
sempre, sempre, sempre, sempre.
Cara, mas a nossa esquerda bom dia,
querido Guilherme. Olha, eu tô tô toda
hora tentando puxar o pap e não tô
conseguindo. Bom dia, Guilherme.
Acabamos de comentar do nosso querido
Rap
Rogério Araújo Pereira. Acabamos de
comentar dele. Lembrei de você. Bom dia.
[risadas]
A piada do Rap é muito besta, mas é
muito boa. Ele escreveu um texto sobre
isso. Ele refletindo sobre eh a
linguagem.
Não é estranho que
exista a palavra uns?
Uns é um no plural.
Uns. Para que isso? É um no plural. Não
existe contrário. Por exemplo, doi, que
é dois no singular, né? Não tem
necessidade disso. Por que que a gente
criou um, né? Um no plural. Eu acho
maravilhoso isso. Eu acho maravilhoso
isso. [risadas]
Diz que do José diz o Pedro que Menon,
Protágoras, república são livros
relacionados entre si, sendo república o
último. Tem potencial. República acho
que é o último mesmo. Eu tenho inclusive
uma tatu aqui, ó.
Calepata.
Aquilo que é belo que é bom, né? Aquilo
que é belo, que é bom.
É duro, é difícil, é árduo. Calata.
República de Platão.
O Mortuga é bom demais. É bom mesmo. Tem
sim. Um par. Você tem um ponto, querido
Alan. Você tem um ponto. Um par. Um par
é dois de um, né? Olha, olha aí a gente
conseguindo superar essa reflexão de de
rá para é um que é dois. Mas que é um?
Como é que é dois?
E agora a gente tem trisal, que é três,
mas é um, mas é três.
Ó, a reflexão aí
diz, querido carapa Bruno, qual a
problema da teoria crítica para eu levar
pro meu coordenador da posse? [risadas]
Ai, ai, ai.
[risadas]
Você pode falar pro seu coordenador da
pós que o problema da teoria crítica é o
fã clube, né? O fã clube, pós a
estruturação da teoria crítica, começa a
perder um pouco a linha e abandona a
ciência por completo. Qualquer critério
de razão e racionalidade entra num
buraco chamado pós-modernidade, que aí,
meu amigo, aí é perna para que tequero
lá. Ele é gente, vocês vocês são muito
muito freudianos, mas aquilo que é belo,
que é bom é duro, é árduo, é difícil,
é complicado,
não é fácil, faz a gente sofrer. É isso.
Aquilo que é bom é duro. Lá ele é vocês
também não sabem apreciar a dureza.
O vídeo do Guilherme tá bom demais. Ah,
é, eu tenho que pegar o canal. Esqueci o
canal. Ai, como é que era o nome do
canal? canal do Guilherme produziu a
narração totalmente excelente do vídeo.
Discrito Guilherme, ontem estava revendo
o nome da Rosa. Bate diferente
atualmente. Deve bater.
A gente tá tá misturando assuntos. Eu tá
me deixando preocupado. Foi de par
trisal duro que é bom que bate, bate é
bom, bate é diferente atualmente. Eu tô
confuso.
E são apenas 9:15 da manhã,
cara. Mas o que acontece? que acontece,
né?
Hum.
Ó, tem um movimento que eu gostaria de
destacar aqui entre nós.
Opa, pera, botei o bagulho errado.
Espiral da história. [risadas]
É tipo isso, tipo isso.
Ã,
cara, o pior é que é bom mesmo, né?
Agora tô pensando no negócio, é massa.
Nome da Rosa é muito bom,
mas bom, eu eu ai eu tenho tempo exío
hoje, tenho que ser direto ao ponto e
não tô acertando meu tempo. [roncando]
Ah, que acontece, cara? Eu vou pegar
aqui um caso, não é pela polêmica e não
é para bateção de boca nem coisa do
tipo, é porque é um caso exemplar, tá?
pegar um caso exemplar, muito exemplar,
que é o caso recente da
nota saída desligamento.
Não sei que nome que a gente vai dar pro
aconteceu recente com o Jones no PCBR R.
Espiral, Espiral, Espiral é o nome, é o
nome do canal. Deixa eu pegar ele já. Eu
tô
bom. Tudo bem, já vou pegar o canal.
Pensar no negócio aqui. Tô confundindo
hoje já. Tudo bem. Mas o que acontece
para eu não perder minha linha? Meu Deus
do céu, tô ficando confuso. O
apenas como meramente por uma questão
ilustrativa e exemplar o caso de
nosques, Manuel. Saindo do PCBR ou sendo
saído, já não sei mais em que pé tá a
história,
mas importante da gente avaliar que
acontece.
Aqui no canalzinho a gente tem colocado
alguns conteúdos que têm sido críticos à
posição do pessoal de esquerda, de uma
parte da esquerda de internet a
radicalizada, cujo verdadeiro inimigo,
né, nos conteúdos que tem trabalhado,
nas discussões que tem feito, eh, tem a
ver com falar mais mal da esquerda
existente, né, da esquerda realmente
existente, por exemplo, governo Lula, o
Partido dos Trabalhadores, essa coisa
toda.
do que, por exemplo, do fascismo, do que
considerar o risco que a gente tem do
conservadorismo brasileiro crescendo.
Então,
a crítica se torna uma crítica que
valoriza muito mais um enfrentamento eh
teórico ou um enfrentamento
sobre questões atuais do governo
específicas e tal, diariamente, do que
uma um trabalho de base efetivo, do que
uma organização da classe trabalhadora
em nossas frentes de luta, do que
enfrentar a extrema direita, do que
considerar o perigo do retorno do
fascismo à cadeira presidencial, né?
Porque o fascismo está presente na
sociedade brasileira, ele não precisa
virar presidente para continuar
funcionando, ele tá ativo.
E aí o pessoal não tem pesado isso, né?
Então, vale mais você fazer uma oposição
à esquerda para ser a nova esquerda do
que você fazer um trabalho de base para
tá junto com a classe trabalhadora,
criar condições para quem sabe a gente
se torne uma força mais interessante
dentro da realidade brasileira, né?
Efetiva, efetiva.
E aí nega-se a nossa história, né?
nega-se a esquerda realmente existente,
nega-se o a realidade brasileira como
ela está disposta, o contexto no qual
nós estamos, a conjuntura e vale mais a
posição, a performance, vamos dizer
assim, de uma esquerda radicalizada em
nome de valores, em nome de ideias, em
nome de
o que a gente quiser, mas sempre muito
abstrato e no âmbito muito mais teórico
ou moral do que efetivamente prático,
né? Então, vamos ser uma esquerda, uma
oposição à esquerda, verdadeiramente
oposição de esquerda. Por quê? Por uma
questão prática, estratégica, pra gente
conseguir obter com eficiência
determinados objetivos. Quais são eles?
O objetivo traçado
determina quais são as táticas
necessárias para o seu alcance. Qual é o
objetivo traçado?
Simples assim, entendeu?
Se eu traço um objetivo, quais são os
meios eficientes para eu alcançar ele?
Eu preciso considerar isso. Não posso
abandonar, não posso achar que é não,
não é pelos meus valores abstratos,
genéricos. Tracei um objetivo. Qual é
ele? Como alcançá-lo.
Simples assim. Esse objetivo, vamos
avaliá-lo a partir do impacto que ele
tem na sociedade como um todo, no
entorno? O objetivo vai ser avaliado
pelo benefício que ele traz pro sujeito
executante?
São coisas que a gente tem que
considerar, né? Estratégia, tática,
planejamento, ciência,
ciência sobre o mundo,
um grau de pragmatismo necessário pra
gente poder atuar, né, efetivamente na
nossa militância e na nossa organização.
Isso é fundamental, fundamental.
Preciso desses critérios. Preciso de
clareza, preciso de pragmatismo.
Pragmatismo aqui não no sentido
negativo, nem no sentido do da
passividade, da aceitação das coisas
como elas são. Aceita que dói menos aí
essa conjuntura. Não, prmatismo do pera
aí, quais são as condições que eu tenho?
O que eu preciso fazer para criar
condições mais favoráveis?
É isso,
com eficiência, né? Com eficiência.
Então isso é muito importante, seja para
quem tá organizando, dirigindo um
partido, um coletivo,
uma candidatura, seja para quem tá
apoiando, seguindo ou se organizando
enquanto classe trabalhadora no seu dia
a dia, porque não é só uma decisão nas
instâncias partidárias superiores, a
gente também, como a gente se organiza
para dar apoio aqui, para dar apoio ali,
para seguir por esse rumo, para seguir
por aquele, para se organizar e se
fortalecer enquanto classe, né? A gente
também precisa de critérios claros para
tomada de decisão. A gente precisa dessa
estrutura teórica, né, de interpretação
da realidade, que seja prática, que
considere a prática, o efeito prático e
real. Então, é muito importante da gente
ter esse tipo de pesos e contrapesos,
né?
Marcos jamais diria e jamais disse em
certo sentido [risadas]
que o ponto dele era, olha, nós temos
valores aqui inegociáveis
e esses valores inegociáveis,
eh,
perí, deixa eu pegar um negócio aqui.
Esses valores inegociáveis, a gente vai
considerar eles
como o nosso critério de verdade, como
aquilo que vai fazer a gente pensar
efetivamente, né? Não, não foi isso. Não
foi isso que o Marcos falou pra gente,
foi outra coisa. Ele não falou pra gente
se guiar por uma teoria
genérica também. Não, me parece que não
era esse bem o objetivo. Me parece que a
gente estava discutindo sobre outros
termos e outros temas. Me parece que o
importante era fazer uma boa análise da
realidade social, uma boa análise da
conjuntura das estruturas para uma boa
tomada de decisão.
Não adianta os 300 de Esparta querer se
juntar para derrotar o Império Persa,
porque sozinho eles não conseguem. Pode
ter uma grande batalha, mas todos eles
morrem.
>> [risadas]
>> e não necessariamente foi conduzir para
uma grande vitória depois.
É, então assim, né, é o o
famoso comentário de André Rizeek na
Copa de 2014.
Brasil e Alemanha, Neymar machucado,
aquele time tenebroso do Felipão. Vai
para cima, bota 15 pontos aí, vai para
cima da Alemanha. 7 a 1 paraa Alemanha.
Faltou olhar um pouquinho pra
conjuntura, né? Faltou olhar um
pouquinho o cenário. Fal: "Não, não, mas
a gente vai porque a gente vai, a gente
tem vontade, nós temos gana, nós temos
gana de ganhar." E tomou 7 a 1.
Pragmatismo alemão venceu com sobras,
né? E a gente ainda não entendeu isso.
Então, é importante, importante da gente
levar isso em consideração. E é isso que
eu quero conversar um pouquinho. E aí eu
vou ler dois textos, tá? um texto eh um
texto da minha monografia do da
graduação. Então, peço perdão pela
escrita. Ela já tem muitos anos atrás
isso aí, faz
13 anos já. Então, perdão.
E a outra é um textinho recente que eu
publiquei,
que aí é um textinho interpretando Marx.
O primeiro não é sobre Marx, o segundo
é. E aí a gente vai fazer um bembolado
aqui. Dis diz querida Jéssica Chavoso
dizendo que não vai votar no Lula e os
jovens que seguem repetem a mesma fala.
O censo voou para o outro planeta.
Exato. É, por exemplo, isso, né? Por
exemplo, isso. Ah, prefiro votar no
fulano de tal do que votar no AD. Eu
olha, eu eu gostaria meu coraçãozinho
aqui, que presidência desse país
estivesse
junto à unidade popular pelo socialismo,
partido do qual seu filiado. Mas sabe
quais são as condições históricas disso
acontecer em 2026?
Não existem.
Não tem como, entendeu? Não tem. Ah, mas
pode ser que, cara, olha pra realidade.
A gente não vai. E nem é esse o
objetivo. Tanto que declaradamente
lançamento de candidatura no partido
sabe que não é para vencer nesse
momento, porque porque não tem como,
ainda mais um cargo de presidência.
Então você constrói de outros meios, por
outros modos, utiliza outros espaços,
né? Ah, não. Por quê? Porque eu não voto
mais nesse cara porque eu tô cansado
dele. Tudo bem, tá cansado dele. Aí pode
vir uma coisa que você declaradamente a
gente já sabe que é pior, tipo
Bolsonaro. Então, é uma questão simples,
é, é um cálculo muito simples e não
adianta você falar: "Não, mas a gente
vai fazer uma propaganda".
Cara, junta tudos os canalzinho aqui de
de YouTube para fazer propaganda, atinge
as mesmas pessoas numa bolha que se der
dois se der 2 milhões de pessoas, o que
não dá, se der, teria que converter
esses 2 milhões de votos, que não dá,
não dá. E aí você vai ter que enfrentar
toda a outra máquina hegemônica que
existe, todos os outros canais de
direita, toda estrutura de zap, de fake
news, a própria mídia hegemônica que vai
estar contra qualquer projeto de
esquerda e essa parada toda. Ah, não,
mas a gente aqui vai ter uma posição
moralista individual que diz que nós não
fazemos isso com esse cara. Não seja
burro, entendeu? Não seja burro. É só
isso. É só isso. É só olhar a condição.
Ah, eu gosto dela. Não gosto. Eu queria
estar diferente. Eu queria não tá
preocupado, por exemplo, que a minha
filha talvez não tenha ar para respirar
quando ela tiver 30 anos de idade. Eu
queria que ela vivesse mais do que isso,
mas eu olho para fora e essa condição
não tá dada nesse momento. Então vai ter
que organizar para fazer a parada ser
diferente. E não adianta na minha
vontade eu sair gritando, maluco,
querendo quebrar coisa e botar fogo e
não vai funcionar. Eu só vou ser um
maluco.
Diz querido Rubens. Além de pragmatismo,
eu diria racionalidade. Sim, mas aí a
gente vai ter que
delimitar bem o que nós estamos chamando
de racionalidade. Mas você tem razão.
Descrito fazer o watch. Primeiro a gente
elege o grande líder, depois a gente vê.
>> [risadas]
>> Não é, mas o problema da gente falar em
termos abstratos é que, por exemplo, o
Lula é o grande líder que a gente tem
hoje. E aí a minha aposta é muito mais
nele do que no Partido dos
Trabalhadores, apesar de saber que o
Partido dos Trabalhadores tem quadros
bons, faz uma excelente gestão de
capital [risadas]
do estado burguês, gere muito bonitinho,
tá? Tá legal,
extremamente limitado. A vantagem é que
a gente ainda tem uma liderança vinda da
classe trabalhadora efetivamente que é
operário que senta na cadeirinha de
presidente.
Mas assim, não que eu esteja feliz, né?
É o que dá, pô.
Diz querido Gabriel, o importante é ser
o mais marxista e seguidor do tem uma
obsessão com grande líder que fazer o
what? Pragmatismo alemão ganhou, ganhou
de 7 a 1. Exatamente. Foi esse o
comentário do Rizek. Coragem, Felipão. O
meio-coampo da Alemanha não marca muito.
Escala o William, deixa três volantes
para depois. Joga sem medo. Exatamente.
7 a 1 paraa Alemanha. [risadas]
É basicamente isso. Não, vamos que a
gente consegue. Só taca para cima. 7 a
Alemanha. [risadas]
Diz que Rubins. Mas tu vai de UP no
primeiro turno, Brunão. Ou de PT? Chupê,
óbvio,
vamos seguir o partido, né? Mas isso
significa que a gente vai ficar
depreciando a luta dos trabalhadores, a
organização de partidos de esquerda de
que o nosso grande alvo durante as
eleições como um partido antifascista é
criticar o Lula e não o fascismo
efetivamente que vai est se candidatando
como oposição.
Seguindo as orientações do partido.
Seguindo as orientações do partido, quem
é seu alvo?
Entende?
Unidade Popular pelo socialismo,
primeiro partido antifascista
declaradamente desse país. Aí, quem é o
meu alvo?
Não, a questão não é só apoio ou não
apoio, é quem é meu alvo na hora que eu
vou fazer crítica, na hora que eu vou
organizar a classe trabalhadora, na hora
que a gente for discutir.
Não é só performar a oposição, é
entender o que a gente tá fazendo.
Mas isso aí faz parte da vida, Gabriel.
Isso aí faz parte da vida. Eu passo
pando pro FBC
porque eu gosto dele. Tomei de 7 anão da
Alemanha. Fazer o te disso. Nem o
William no auge não ia aguentar o
pragismo alemão. Hoje o futebol do
William tá feio demais. Tá coitado do
William. Tá. Aí vota no MI para variar.
É, então exatamente contra tudo que tá
aí, contra o sistema. Aí bota o mais
antissistema que tiver. O mais
antisistema que tiver é o maluco que
tiver de peruca performando alguma coisa
insana. Isso é antissistema. Aí virou um
piadão, uma coisa engraçada, né? É o
Trump, é o Milei, é o próprio Bolsonaro,
antisistema contra tudo que tá aí, um
palhaço, babaca, bolsa de cocô, o
Zelensk
é contra tudo que tá aí, é contra é
antissistema. Vi aqui para para balançar
as estruturas, né? Se é isso que nos
interessa, essa nossa propaganda,
adivinha o que acontece.
Diz querido Thiago, a Rita Vonrant nas
eleições que o Bolsonaro venceu também
mandou essa no primeiro turno, não vai
voltar na Hadad. Tudo bem.
Eu eu votei, né?
[risadas] Votei chateado, mas votei. Mas
é isso que a gente faz, né? Discrito
fazer o what? 2 milhões na paulista não
te pega? Eu nunca vou para paulista.
[risadas]
Não, não me pega. Diz quido Rubens. É
tipo voto de protesto no caneta azul.
Exato. Aí vai ver o partido do cara
arrasta vários políticos de direito só
com votos de protesta. É o efeito
tiririca, né? É uma parada que eu acho
maluco, que é o lance do pessoal tratar
a urna como caixinha de recado, né?
Correia elegante. Você vai mandar um
recadinho.
E eu odeio isso, cara. Vamos dar um
recado nas urnas. Eu falei, gente, urna
não é correio elegante.
Urna dentro da democracia existente de
política burguesa, na qual a gente tá
jogando, né? A gente quer ganhar, o
nosso objetivo é ganhar o jogo burguês,
não é superar. Tudo bem, mas enquanto a
gente não superou, a gente tá jogando
esse joguinho aqui, tá nesse level
ainda, né? O nosso nível ainda tá aqui.
Nesse nível, para eu passar dessa fase
sem sofrer tanto dano ou conseguir pelo
menos terminar ela sem ser eliminado e
dar game over, que que eu faço? Ah, eu
jogo dentro das regras desse joguinho.
Dentro das regras desse joguinho, o que
é menos maléfico para que a gente
continue vivo, atuando e trabalhando na
organização militante?
OK.
faço tal coisa. Ah, não, mas a gente tem
que mandar um recado. O que é mandar
recado? Manda e-mail, manda um zap,
manda uma SMS se você quiser. Mas não é
correio elegante. Urna é coisa séria.
Então a gente não pode tratar como se a
gente tivesse mandando mensagem para
alguém. Está decidindo como vai ser
administrada a estrutura pública durante
4 anos.
Ah, mas eu não gosto desse sistema, eu
quero superar a burguesia. Sim, superar
a burguesia não é botando um fascista no
poder, né? garantindo que um canal vire
presidente, vire prefeito, vire
governador, que a gente tenha 2/3 da
Câmara Conservadora ou de Centrão, né?
Centrão e conservador reaça babaca. Ah,
é assim que a gente ganha,
é assim que a gente supera. Você acha
que você vai estar vivo depois, meu
amigo?
Entendeu?
[roncando]
Eh, calcula, analisa, analisa as
condições, analisa os efeitos. Aí é
claro que a frase que vai vir é: "Ah,
então aceita tudo que tá aí, mas o Lula
fez isso, mas o fulano de tal fez
aquilo, mais o não sei o que." Meu
irmão, pouco me importa a moralidade e
as intenções desses humaninhos.
Como é que a gente ganha um respiro para
mais quatro tempinho continuar na
organização da classe trabalhadora,
continuar atencionando, continuar
trabalhando com o sindicato, continuar
trabalhando com o coletivo, continuar
criando condições para que a gente possa
aumentar aí as fileiras dessa
organização social, né, que que deseje
superar o o capitalismo. Revolução a
gente não cria por vontades, né?
Eu
não tenho um planejamento do para fazer
a revolução, basta a gente fazer tal
coisa. Não, isso isso não existe. A
revolução ela acontece, ela é um momento
que se chama revolução porque ele é
inesperado.
Ele é um efeito de um processo
inesperado. Ninguém viu tudo que tava
ali, de repente, plau, eclodiu uma
coisa. Aí o nosso trabalho é criar
condições constantes para que isso seja
possível, para que, ó, bom, tá
aumentando aqui a galera com consciência
de classe, compreendendo qual o lugar no
mundo, entendendo a necessidade de
superação do capitalismo. Show de bola.
É isso que a gente faz. De repente, se
acontecer uma parada, a gente aproveita.
É basicamente isso, mano. Ninguém tem o
botãozinho de controle. Não é seguir a
voz de um comandante. O comandante vai
chegar e vai falar: "Gente, amanhã,
hein? Hoje é dia 5 de maio. Amanhã no
dia 6 às 4:33 da da tarde nós vamos
iniciar o nosso processo revolucionário.
Isso não existe.
[risadas] Vamos convocar as pessoas para
colar com a gente. Não, não existe,
gente, pelo amor de Deus. Entendeu?
Então é é a vida.
Ixe, minha música parou do nada.
Volta a música.
Isso, exatamente. Nosso querido
esquerdos autorais que fala aí, Ed.
Importante dizer que se o objetivo fosse
só não votar, ele não falaria, mas se
fala é para gerar rejeição ao Lula.
Exatamente. Entra a esquerda. Logo só
prejudica Lula e favorece Flávio. Mas
isso é uma questão óbvia, assim, uma
questão óbvia, pragmática. É óbvio, é
óbvio, óbvio. Mas aí você pensa, não,
mas ele tá falando pra esquerda. Quando
a gente fala na internet, quando você
utiliza esse microfone, isso eu aprendi
na igreja, tá? Igreja é um lugar
importante pra gente fazer aprendizado
político de militância. Quando você vai
dar uma pregação, quando você vai falar
no microfone para um público, pro
púlpito ou vai pregar na rua, você tá
falando para um público amplo,
[suspirando] não é? Você não tá falando
só pros de dentro. Então você tem que
pensar nos seus interlocutores de
maneira ampla e aí você toma cuidado,
você balança o que você vai falar pelo
porque pode dar gerar efeito negativo,
não intencional. Você calcula, pera aí
até aqui não, até ali.
Tem coisa que dá para falar, tem coisa
que não vai dar para discutir.
É, é fácil.
Se você fala na internet, um público
variado, aleatório que esses, né, vai
cair vi de qualquer maluco aí.
O cara vai ouvir o que eu tô falando e
ele pode ser de esquerda, pode ser de
direita, pode não ter nenhuma clareza
política, pode simplesmente cada dia
estar resolvendo seus BO e meu, o que
deu deu, o que não deu, não deu. Não
preciso de uma coerência na infidelidade
partidária, tô vivendo, vivão e vivendo.
E aí ele vê uma fala de um maluco da
quebrada de periferia que, ah, mano, mas
esse Lula aí não sei que lá, não sei que
lá, não sei o que lá, achando que tá
fortalecendo a esquerda. O maluco, é
verdade, esse Lula é um babaca. Eu vou
votar no Flávio.
É óbvio, mano.
Entendeu? É óbvio. Você acha que porque
a gente cria uma oposição legítima
dentro da esquerda? Eh, e aí a gente tem
que fazer enfrentamentos críticos, a
gente tem que botar os limites,
tensionar. Óbvio que a gente tem que
fazer isso, óbvio. Mas você acha que
simplesmente depreciar a figura de uma
liderança de esquerda, depreciar os
processos históricos realizados, você
acha que simplesmente fazer isso vai se
converter num tensionamento pra
esquerda? Não vai, porque o que vai
converter em tensionamento paraa
esquerda é trabalho de base. É isso que
faz. É relação tete a tete, ombro a
ombro, trabalhando, trabalhando
conjuntamente. É isso que reverte. O PT
é do tamanho que é e tem o efeito que
tem, porque ele surge das bases
populares de processo de 20 anos de
formação de luta de militância sindical
nesse país.
E não é porque o Lula puxou esse pessoal
para ele, não tem o papel do líder
carismático, é óbvio que tem, mas o
ponto é é das organizações de
trabalhadores. É aí que tá o negócio.
Ah, quero competir. Quer competir?
Trabalho de base. É isso que a gente tem
que fazer. Por isso, inclusive, que eu
sou muito encantado com a Unidade
Popular pelo Socialismo, partido ao qual
eu sou filiado. O foca trabalho de base.
Diz que esquerdos autorais, no fim das
contas, não voto no Flávio, muito menos
no Lula, pois só promove queição do
Lula. Exatamente.
[risadas]
[roncando]
Bom dia, chat X. Então, bom dia, Prof.
Chat Trevoso. Fala, Borduna. Como é que
você tá, cara? Tudo bem? Diz querido
Gabriel, pessoal fica numa todo mundo é
meu alvo e aí parece antipolítica. Mas é
antipolítica porque acha que é isso que
vai ganhar nessa performance, né? Essa
performance não ajuda a gente. Meu Deus
do céu. Diz querido Felipe. Bom dia,
amigos. Bom dia, Felipe.
Bom dia, Felipe. Primeira pessoa
santificada nesse canal. A gente tem que
sempre lembrar disso. Primeira
beatificada em vida.
É o voto crítico. Pode crer. [risadas]
Bruno Gamer
diz quo Borduna. Mas desde antes do maca
o Tião e voto em rinocinonte.
O macaco. Ah, o macaco tão e o voto
macaão. Eu ol confundi. Duant maca o
chão e voto em rinceronte. Eu já me
perdi tudo, mas estamos junto. Diz
querido Rubens. Deixa o like aí
rapaziada. É verdade, eu sempre esqueço
disso. Deixa o like aí, compartilha,
faz cortes e publica.
Diz querido Gabriel. Então, o problema é
o leninismo, a ideia da vanguarda como
entendida hoje. Me parece o que hoje a
teoria dos grandes homens, só que
vermelha, não. Então, mas o aí que tá
o o Gustavo Machado, ele sempre lembra
de uma anedota que ela é importante, que
duas semanas antes da revolução
de outubro acontecer, Lenin tava numa
universidade falando para jovens eh numa
palestra dizendo: "Olha, vocês vão ver a
revolução um dia, né? Pena que eu não
vou poder ver isso acontecer,
porque apesar da ideia do partido de
vanguarda que vai dirigir, e eu gosto da
ideia do partido de vanguarda, assim
como eu gosto da ideia do líder
carismático, né? Não é nem só que eu
gosto, ela é eficiente, ela existe, ela
acontece, né? Não adiantou lutar contra
a realidade.
Isso não significa que a revolução é
dirigida pelo partido de vanguarda. A
revolução ela é popular e o partido de
vanguarda entra para auxiliar o processo
revolucionário. O que acontece depois é
outro jogo.
Mas a o partido de vanguarda que tá
elaborando, que tá pensando, ele não
deflagra a revolução. Ele não deflagra a
revolução. E essa galera não entendeu
isso. Eles acham que não. A gente
deflagra. Só a gente ficar falando que
ele deflagra.
Em confissão positiva, né? Vai
acontecer, vai acontecer,
vai acontecer. Bota o William e tira
três volantes. A Alemanha nem marca
tanto assim. 7 a 1 paraa Alemanha.
Pior que é óbvio mesmo, diz Rubens. Eu
fico só imaginando onde a gente poderia
estar se não estivesse, se não
tivéssemos que ficar falando óbvio toda
hora. Mas a gente fala e ninguém ouve
nada. É o [risadas]
o óbvio precisa ser dito com frequência.
Dis querido fazer o watch. Mas aí você
conhece Marx, não é realidade da favela?
[risadas]
Perdão, foi elitismo de minha parte.
Que escarapa. Mas podemos considerar que
hoje o trabalho de base também é a tela
a tela. É tela a tela? Não, pois se está
tudo automatizado, o trabalho está muito
mais na tela que em outro lugar. quando
não está trabalhando. Então não, não, eu
vou dizer por não, a divulgação, as
ideias, o conteúdo, a troca, ela pode
rolar tela a tela, ela pode e ela rola
tanto que a gente divulga conteúdo, a
gente fala, a gente expressa, tal, mas
ele tá filtrado por algoritmo, a gente
não ganha nesse algoritmo, ele não
funciona a nosso favor, ele funciona a
favor de mercado, ele funciona na base
de mercado e essa galera tá reproduzindo
dinâmica de mercado. também em certo
sentido, apesar de ficar aqui relutando,
como você bem sabe, carapa.
Eh, então não ajuda a gente, não
fortalece organização de base,
não potencializa a classe trabalhadora,
divulga ideias, divulga informações, mas
não forma base. Base você forma na
organização de coletivo, na organização
de solidariedade, no ombro a ombro, no
nessa confiança que você estabelece no
conviver junto, não tá junto. É aí, meu
amigo, é aí. Não tem como, não vai ser
no discurso, não vai ser a distância. A
convivência, ela é muito importante.
E aí que coisa acontece? A gente se
encontrar, a gente pode depois eu conto
sobre isso. Vocês vão ter que confiar em
mim agora, porque eu não vou desenvolver
a teoria. Fazer o diz: "Infelizmente o
líder carismático funciona." Não é
infelizmente, é a realidade, né? Me diga
uma revolução, uma revolução, uma
revolução que não tenha girado em torno
de uma liderança carismática fundamental
paraa coesão dos trabalhadores
ou dos grupos em questão.
Uma
organização que não tem esse papel
importante.
Alguém já conseguiu pensar em uma aí?
Não tem. Por isso é importante inclusive
pensar populismo, a teoria do populismo,
como ela é desenvolvida aqui na América
Latina. Ernesto Lacla, Chantal Muff, o
próprio Henrique Dussell, a galera
pensando, pô, meu, esse papel do líder
aí, que o pessoal chama de populismo, de
uma coisa ruim e tal, já é uma leitura,
inclusive errada do Weber, tá? que o
Weber fala sobre ser mais racional e
funcional, estrutura burocrática do que
a carismática, que a carismática você
não tem controle, ela não consegue se
reproduzir, se manter por muito tempo
que ele tá correto, mas isso não
significa depreciar o papel do
carismático, ele acontece na história e
parece que ele é bem importante paraa
organização popular, bem importante.
Eis a vida.
Eis a vida. Aí a gente pode ficar
brigando com a realidade ou a gente pode
manejar a realidade. Então,
diz querida, disquerido Rubens,
eurocêntrico demais você aí falando de
Marx. É, perdão,
fui muito colonizado.
Diz: "Querida Geseli, Bruno, só me
desalienei
e acabei me radicalizando após eleição
de Bolsonaro durante a pandemia,
principalmente ouvindo o Humberto Matos
e os outros web comunistas." Que legal.
Então isso é muito massa, diz ali. Eu
não nego o papel da produção de
conteúdo, tanto que a gente tá aqui, ó,
produzindo conteúdo e é excelente. E que
bom que essas essa galera produz um
efeito bacana da gente se perceber no
próprio Jones, cara, com vários amigos e
amigas que eu tenho que começaram a a se
radicalizar ouvindo o conteúdo do Jones.
Isso é massa. Porém, contudo, todavia,
porém contudo, todavia, isso não
necessariamente faz a formação de base,
não faz a gente conseguir se organizar,
ter mais noção de quais são os limites
que a gente consegue alcançar ou não,
né? A internet ela dá uma ilusão de que
a gente tem muito poder e a gente não
tem, a gente não tem, a gente não tem
poder efetivo.
Poder efetivo ele se dá na organização
pessoal, interpessoal, rua a rua, casa a
casa, tá? tá junto. Isso faz muita
diferença, muita diferença, muita, muita
diferença. Mas é bom que essa galera
realmente produz isso. Disquido Rubens,
até porque a gestão do bem público não é
tela tela também, não é presencial.
Exatamente. Mas tela tela ajuda muito a
espalhar a palavra. Tipo um jornal.
Exatamente. Não, o Marx ia tá
animadíssimo com a ideia do dos YouTube,
essas coisas. Marc, você tá felicíssimo.
Fala, gente, olha queele jeito legal da
gente fazer propaganda e agitação.
Propaganda e agitação não é
necessariamente a gente garantir
consciência de classe e organização da
classe trabalhadora. Precisa de partido,
precisa de coletivo, precisa de
sindicato. Um grande sindicatão, né?
Igual a igreja demolei, goteiros, grupos
orgânicos desse jeito. [risadas]
Discrita Jeseli, desde então, lendo e
procurando me instruir, escuto o canal
do Jones porque eles fazem muita gente
boa, é verdade, com conteúdo que não tem
vozes em outros lugares. Isso é verdade
também, Jeli tem toda a razão. Só vou
criticar aqui a linha editorial que até
totalmente ou é é totalmente somos
alternativa a Lula e não somos
alternativa
a ao fascismo, né? Críticos ao fascismo,
enfrentando aí os riscos da nossa
atualidade, é só antiula. E aí é um
problema, tem uma certa fixação aí que a
gente tem que criticar.
Esta última versão do do Lula está
entável, só não estão fascistas ainda.
Isso tem que ser dito. Então eu eu
tenho, mas vou voltar no Lula.
Excelente. O resultado final é bom.
Gostei, mas vou voltar no Lula, é, acaba
acontecendo. Mas é engraçado porque, por
exemplo, o que o Lula, o que esse o
governo três do Lula tá fazendo é algo
que tá me surpreendendo, na verdade.
Inclusive, eu achei que ia ser muito
pior.
A minha perspectiva, depois que a gente
ganha eh ganha do fascismo em 2022, né?
A minha perspectiva era buraco, assim,
ela falou: "Meu, os próximos 4 anos a
gente não tem o que fazer, né? Vai ser
um inferno na terra". E não foi,
não foi.
Eu achei, achei na verdade bem
impressionante.
É que o grande ponto é a gente vai olhar
qual a proporção dos problemas, né? Como
é que a gente vai pesar a proporção dos
problemas. É essa a discussão que eu
acho que a gente quer fazer, né? Precisa
fazer, né?
Mas é, eu vou tentar fazer isso em 30
minutos porque eu tô sem tempo. Diz
querido Alcan Retor, eu também vim nessa
onda, Giseli. Massa. E estamos junto aí,
ó. Estamos nos encontrando. É, agora é
aperfeiçoar, é afinar aí, afinar o nossa
nossa atuação. Pergunta querida Gis ali.
Como atuar sem se filiar a partido? Tem
como? Tem tem bastante.
Em que comunidade a gente tá envolvido?
Comunidade religiosa, comunidade eh de
bairro? organização da galera que joga
boliche na quarta-feira, futebol do fim
de semana,
a gente atua coletivamente em
associações diariamente ou com
frequência. Se não tá atuando, a gente
pode acabar se envolvendo mesmo na
família, esse tipo de coisa. E é nesses
ambientes que a gente também atua
militando, né? Em que a gente consegue
fazer ações conjuntas, apoiar pautas,
chamar o pessoal para participar de
manifestação junto com a gente dentro
desses espaços, né? promover
experimentações de militância, de
exercício democrático
nesses âmbitos também. Aí que tá, né?
Ah, não precisa ser um partido só. Tem
outras coisas. A gente lá na revista
Zelota dentro do ambiente religioso, por
exemplo, na igreja que eu vou, mesma
fita, na
em coletivos de pesquisador que a gente
tá, atua também politicamente. Então,
pronto. Tem a gente tá sempre envolvido
em instituições, né?
E é no dia a dia, nesse conjunto que a
gente vai dando, trabalhando essa
aproximação e associação entre
trabalhadores e a busca por consciência
de classe,
perceber o nosso lugar do mundo. E aí,
mano, é aí,
é aí o voto, ele não vai vir pela
propaganda só. E se a gente é comunista
mesmo, a gente acredita nisso. A gente
sabe que, tipo, cara, não é só fazer uma
propaganda de quatro em qu anos, não é
dizer em quem você vai votar. A gente
nem gosta muito dessa ideia.
>> [risadas]
>> Então, né, a gente procura outros outros
outro tipo de de atuação e organização.
Bom dia, querido Juan Gabriel, que diz:
"Bom dia, Bruno Naval". Naval gostaria
de estar na praia nesse momento nadando.
Diz: "Querido Thiago, pessoal tá
chateado que o Lula não tá de esquerda".
É, não tá mesmo. Mas esquece que o
governo dele é de contenção e negociação
mesmo. E ele mesmo disse, né? Então
assim, expectativa realidade, entender
qual é o objetivo, o objetivo alcançado,
não alcançado e a gente vai tensionando.
E é isso, né?
Fazer o governo fez uma lasanha sem ter
queijo. É pior que foi. Diz que do
Borduna. Preciso trocar o óculos. Quero
dizer que o voto popular como recadinho
vem do tempo de votar no macaco Tião nas
urnas. Ah, ok, agora entendi. Teve o
caso de votar em um rinoceronte cacarec.
votos para vereador. É verdade que tinha
uns bilhetinhos, né? Você vota no Zé do
Palhaço, [risadas]
o pessoal escrevia os nomes aleatório e
botava na urna. É, aí é caixinha de
recado, né?
Diz Rubens. Para mim o que tá pegando
mais nesse governo é a questão do
endividamento, mas vai rolar o desenrol
2.0. Tomara que eles consigam desenhar
bem a política para desafogar o povo,
né? Eu tô endividado, mas dito isso, é
um problema grave a sendo enfrentado,
né? Aí a gente vai enfrentar esse
problema como opção A.
O Lula é um não sei o quê. Esse governo
não ajuda a gente não serve para nada.
Conta tudo que tá aí. Pi pi pi p pi po
pó que os caras tentando desenrolar
alguma parada ou
eh olha, já que não serve para nada, né?
Né? Aliás, é isso, né? Tudo contra tudo
que tá aí, então nada serve para nada.
Então não vota em Lula, nem a pau. Tem
que ser qualquer outra coisa e pá. Aí,
adivinha quem ganha? Fascismo 2.0.
Fascismo 2.0. Senta lá na cadeirinha de
novo e aí, adivinha o que acontece? Vai
ter algum mínimo de respiro? Não, vai
piorar. Ai, que legal. Aí a gente vai
ter um congresso mais conservador, que é
o que tudo tende, é que vai piorar, né?
A tendência é que mesmo que se ganhe
executivo mais uma vez, o Congresso se
mantenha conservador,
se mantenha reaça,
aí complica, né?
Aí complica, aí não ajuda, aí não tem
nenhuma força para negociar nada mesmo.
Aí pode ter vontade, pode ter 7 a 1 de
novo. Descarapa. Eu acredito que a visão
de que a internet é só comunicação,
talvez simplista para a época. Para
muitos jovens ela é convivência, por
mais errada que seja, e pode causar erro
de estratégia. [risadas]
Bote,
cara. Ó, eu vou dizer para você, vou
dizer para você,
não sou um, aqui é opinologia
generalizada tudo lógica, porque eu não
sou um
especialista nisso,
mas eu acho que internet é comunicação
mesmo.
Ponto.
Perdão.
A gente fetizou esse bagulho aqui.
Esse negócio criou vida e a gente e a
gente não tá entendendo que ele é um
meio. Ele não é um mundo paralelo, não é
mesmo? A gente tá descolado da
realidade, cara. Eu vou vou sustentar
isso. Não vou desenvolver, mas vou
sustentar isso em algum momento. Vai ter
um papo sobre isso.
Diz Kevin, importante não tirar da
equação a conjuntura internacional da
jogada para analisar o governo também,
né? Também muito importante. Aliás,
fundamental, né? Não dá para analisar
Brasil descolado do resto da história e
do que tá acontecendo hoje. Diz que da
Giselia, obrigado Bruno. De nada, não,
estamos junto. E pode ser que eu tenha
falado do Gorosellia, então ouça com
filtros, ponderações e críticas. Diz
querida Jéssica Borduna falando em
códigos tal qual o pastor Dinarne. Esse
pastor Dinarne é engraçado, tem um
malore próprio.
Aqui teve Bod, o Body Oí oyoô ganhou
também.
Concordo, Jasili. Entregarasgadas e
chamar os data center também é ruim
demais. Concordo plenamente. Concordo
plenamente. Plenamente.
Soberania nacional acima de tudo. Temos
que buscar nosso nosso enfrentamento.
Tem que botar esses limites. Tô contigo.
Ao mesmo tempo. Eh, a gente teve
recuperação de de posto de trabalho, né?
A gente teve melhora de condições de
vida
nesses últimos, nesses 4 anos, sabe Deus
como a gente teve, teve a classe
trabalhadora tá conseguindo respirar
melhor do que nos outros 4 anos.
Porque não sendo isso, hoje realmente
efetivamente o que a gente tem eh Flávio
Bolsonaro
é alguém de direita maluco que além de
terra rara e data center vai tirar
inclusive condições de reprodução de
vida da classe trabalhadora.
Então
que que eu vou pesar, né?
Diz
querida Jéssica, lembre-se, o G fato
dizendo abre aspas, [ __ ] que tirou o
Brasil do mapa da fome, fecha aspas que
fala imbecil, fico só no áudio do
Caetano. [risadas]
É, então, mas eu nem gosto muito de
ficar batendo boca nesse sentido. Ah,
que o cara falou, que o outro falou, pô,
não. Todo mundo tem seu direito de falar
grosélia. Eu provavelmente vou falar e
já devo ter falado algumas. Acho que o
maior problema é a gente ter critério
epistemológico de compreensão de mundo,
de ciência para analisar a realidade. A
nossa ciência maior é a história. Vou
entrar no tema. A nossa ciência maior é
a história. Nós somos marxistas
revolucionários. Nossa ciência maior é a
história. Ponto. A história. E a
história ela não se dá em abstrato e não
se dá no além. Se a nossa ciência maior
é a história, é a história de um lugar
específico. E nós estamos no Brasil.
Brasil no ano da graça de 2026. A
história que a gente vai considerar a
história do Brasil no na Graça de 2026
com seu passado,
sua conjuntura presente e suas
possibilidades de futuro. A gente
analisa história.
É isso. Marxista, materialista,
dialético, histórico, dialético, né?
marxista, o materialismo histórico
dialético. Então, sejamos materialistas,
pezinho no chão, olhar as condições de
produção e reprodução de vida de todo
mundo, da classe trabalhadora e da
sociedade como um todo. Olhamos aqui, pé
no chão,
botamos pé no chão, materialista
histórico. Qual é a história deste país
no qual nós estamos inseridos? que tem
uma república surgida há cento e poucos
anos
como república, como estado,
estado moderno,
que em 100 anos se modernizou, criou um
mimo de estrutura industrial mínimo, que
já tá defasada de novo, sob relações de
dependência, sendo um país colonizado
por 500 anos, que nem poderia ser
chamado de país porque era só colônia,
sendo uma colônia por 300 e tantos anos,
depois vira uma sede de uma sede até de
de metrópole sendo colônia, uma coisa
rara na história, com trabalho escravo,
escravizados, 300 anos de trabalho
escravizado de população negra,
marginalizada, violentada, agredida etc,
etc, etc.
Cento e poucos anos de uma república
que segue racista, que segue eugenista,
que segue canalha sob relações de
dependência em sua inserção no mercado
mundial, se insere no mercado mundial
como a burguesia que ganha dinheiro
dentro da dependência, dentro de
relações de dependência. Essa é a
história.
Lutas internas entre burgueses, lutas
internas entre classe trabalhadora e
burguesia. burguesia que você alia a
classe trabalhadora por seus interesses,
depois você separa da classe
trabalhadora, conjunturas históricas de
capitais conflitando capital industrial
contra capital agro, né? Capital eh
depois eh bancário, que vai ter a
questão dos juros, de finanças, aí
capital especulativo, desenvolvimento de
uma conjuntura internacional de fim de
guerra fria, de limites das lutas
trabalhadores, ditadura. Essa é a
conjuntura desse país. Tudo bem? Essa é
a história. É aí que a gente parte a
história desse país. Na história desse
país, no início do século XX, pela
primeira vez teve um governo de
esquerda.
Chame de esquerda o que você quiser, né?
Progressista,
social liberal. Dá um nome, chama de de
de
faísca. Teve um governo faísca, né?
Então, teve [risadas] um governo, teve
um governo faísca.
Teve um governo Faísca, o governo de
Faísca, o governo de Faísca ali no
começo do século XX,
pela primeira vez
com um presidente eleito vindo da
organização trabalhadora como operário
sindicalizado.
Tudo bem,
ele tem dois mandatos de 8 anos, de 4
anos. Dão um mandato de 8 anos.
Depois a sucessora, uma mulher, primeira
mulher presidente da história desse país
e única
mais 4 anos, depois um golpe depois de
dois. Então nós estamos contando aí
8 anos
mais 4 12 + 2 16
anos.
em 16 anos da história desse país. Em
16, e olha a história que eu contei, em
16 anos, isso aqui era outro país.
Simples assim,
simples assim. Ah, mas é porque teve o
Bond Commodity. Ah, mas é porque teve
uma conjuntura favorável. Foi só
administração do capital do não sei o
quê. Foi show. Bota todas as variáveis
aí, beleza? Todas, todas. Foi só, foi só
isso. Só isso que fez. Só isso que fez.
Se fosse um governo
do PSDB, teria isso.
Tô nem falando de fascista,
tô falando do partido falecido. PSDB.
Se fosse um governo de direito, teria
isso.
Sobre essa conjuntura, sobre essas
condições,
seria esse país que é outro depois de 16
anos?
Não.
Isso significa dizer: "Olha, então temos
que ser gratos e ajoelhar e agora fazer
uma reza e levar umas 15 velas pra
Lula". Não, isso significa ter bom senso
de entender o impacto que é você ter um
governo minimamente de esquerda e o
outro que não é.
Você entender que teve ganhos reais
paraa classe trabalhadora, não foi
mentira.
Com efeitos intencionais, não
intencionais, efeitos positivos, efeitos
negativos, tudo isso. Mas teve, é, é
objetivo, é real, é factual.
Chegou geladeira na nossa casa, chegou
TV, deu para comprar carro, deu para
fazer faculdade, deu para melhorar
condições de vida. Sim, saímos do mapa
do Fome duas vezes,
uma durante esses 16 anos e a outra
depois que o pessoal estragou em quatro.
Então assim, é observar a realidade, eh,
observação da considere a história. Ao
considerar a história, o que foi
possível de ser feito como efeito da
luta dos trabalhadores, porque querendo
ou não, se tem PT, se tem luta, é luta
dos trabalhadores. Beleza? Show. Porque
chegaram lá pela história do da luta de
trabalhadores e trabalhadoras que
fundaram o partido, que mobilizaram
gente, que lutaram contra a ditadura,
que organizaram as condições, inclusive
para que a gente tivesse a democracia
troncha que a gente tem.
Então, olhando essa história, olhando
isso, a realidade, como é que você
avalia o que tá acontecendo? Como é que
você considera quem é o seu inimigo,
quem é seu adversário? Porque são coisas
diferentes.
Quem é aquele que você tem que eliminar,
que você tem que fazer isso aqui não
pode existir e quem é aquele com quem
você vai tensionar?
Simples assim. E aí você pesa qual que é
o seu sua estratégia, qual o seu
objetivo?
A meu objetivo é uma revolução
brasileira. Excelente. Uma revolução
brasileira, ela não vai se dar se a
gente destruir todas as condições de
vida e reprodução de vida da classe
trabalhadora, que é isso que vai rolar
se tiver um fascista.
Simples assim.
Dentro dessa história, como é que a
gente avalia?
Ciência é dado, é olhar a realidade,
porque aí a gente estabelece estratégias
que sejam coerentes com aquilo que a
gente quer fazer. Não, eu acho
extremamente limitado. Excelente. Então,
a gente vai fazer trabalho de base, a
gente vai se organizar em partidos, a
gente vai disputar sindicato, a gente
vai disputar associação de bairro, a
gente vai tentar refundar as associações
de bairro, a gente vai discutir dentro
das igrejas, vai tentar organizar núcleo
dentro da igreja para poder desenvolver
consciência de classe e organização da
classe trabalhadora. Show. pra gente
conseguir superar inclusive os limites
dessa galera que é o Partido dos
Trabalhadores, que já não tá atendendo
as necessidades da classe trabalhadora
dentro de um objetivo maior do que a
manutenção do do estado brasileiro. Show
de bola. Então, a gente tem um trabalho
muito longo pela frente. Enquanto isso,
a gente tem um joguinho para fazer. O
joguinho de cada 4 anos dentro dessa
estrutura tem eleição. E aí se eu fico
toda hora considerando como meu grande
inimigo o quem conseguiu um mínimo de
classe trabalhadora, eu fortaleço
aqueles que estão se esforçando ao
máximo para derrubar essa força, força
vinda da classe trabalhadora.
É simples,
simples, simples assim.
É muito simples. Ah, então tem que
sempre baixar a cabeça. Gente, eu estou
falando, estamos falando de 16 anos mais
4 agora que vai completar 20 anos. 20
anos numa história de 500.
É uma história de 526.
Desses 526 anos, nós estamos falando de
20 anos. 20.
E aí, nesses 20 anos, ah, mas não
atingiu o paraíso que eu gostaria.
>> [roncando]
>> Aí quebra, né?
Vocês não concordam?
Estamos falando de 526 anos de história,
de uma colônia que depois de 300 e
tantos anos vira um estado, um estado
que depois de cent e poucos anos se
desenvolve sobre relações capitalistas,
uma ditadura no meio do caminho, sobre
uma condição de imperialismo, eh, guerra
frio, escambal a quatro, dentro dessa
história, globalização, neoliberalismo,
20 aninhos que você tem um governo de
esquerda minimamente progressista.
E aí o teu inimigo, esse esse governo,
essa estrutura e o que se conquistou
dentro dessa história.
A gente abandonou a história, a gente
abandonou a realidade, a conjuntura, a
gente abandonou, jogou fora e falou:
"Não, não, é só o que vale é o meu
sonho, só o que vale é o que tá na minha
cabeça aqui de desejos". Aí tá errado.
Aí, qual que é o objetivo? Objetivo é a
classe trabalhadora, se fortalecer,
crescer, aumentar sua consciência.
É esse o nosso objetivo ou não? Não,
não. Nosso objetivo é ganhar a eleição.
Ah, é de ganhar a eleição. O PT manja
tão tão mandando bem.
Perderam aí um uns cargos no
legislativo, pá, mas no executivo eles
estão conseguindo. No pra presidência
ganhou. Daí 2022 eles conseguiram
ganhar. É, é, o objetivo é ganhar a
eleição. Aí é para ganhar eleição em
massa, em grande volume ou individual.
Não, o objetivo é a gente ter um
representante lá. P um representante no
meio de 500 lá vai pedrada. Pois isso
não faz cócega. A estratégia é burra, o
objetivo é burro. Aí a gente ataca toda
uma estrutura partidária, todo um
governo, uma liderança diariamente
no ambiente aqui da internet, que não
falo só pra esquerda, não fala só pra
bolha. você começa a vazar, né, esse
conteúdo para além disso,
numa atuação de que é rejeição para que
a gente consiga um uma vaga. Então isso
é burrice.
Isso é burrice por eficiência mesmo, por
cálculo, por noção de vida de vida
política, de estratégia, de senso de
noção.
Não dá. a gente tá desconsiderando a
história, a realidade, as condições, a
conjuntura, as possibilidades que nós
temos, né? Então, por exemplo, e aí
novamente, não é para criticar o o Jones
ou o PCBR ou não sei o quê, é como
exemplo paradigmático, assim, como um
caso exemplar. O Jones construiu aí nos
últimos anos um uma figura política à
esquerda, o que é muito bom porque como
a Giz ele trouxe, traz a galera
pensando, refletindo de maneira mais
crítica, não aceitando diretamente que o
PT é legal, né? Conseguindo entender
melhor quais são os problemas que a
gente tem na conjuntura nacional, no
neoliberalismo, quem sabe convertendo
até em comunista. Show de bola. Show de
bola. Mas aí toda a organização é em
torno do antiLula, né? Anti PT. ante
isso. E aí o problema é todo governo,
Lula e tal, e não considerar a
conjuntura, o contexto, a história. Aí
alternativa alternativa é nós. O nós, na
verdade, é uma pessoa.
E aí é um purismo. Por quê? Porque não
tá cumprindo com a revolução. Mas a
revolução ela não vai acontecer porque a
gente gosta de uma pessoa ou porque a
gente vota nela, né? É prova a casa
trabalhadora, não é na eleição que
acontece com a revolução.
Não, não. Mas aí a gente vai, então ou é
revolucionário e discursa, né? Faz
discurso revolucionário, tem que ter
toda a pauta dentro da cartilha ou a
gente rejeita ou a gente rejeita. Show.
Aí o que acontece? Essa foi a construção
em torno do do Junes. Aí cria-se um
partido que ainda não é partido, né?
Crisse um um partido não oficial que sai
do PCBzão
exatamente por questões mínimas ali,
porque não tá dentro da cartilha X ou Y.
E aí, nessa linha do tensionamento,
olha, ou é contra Lula, ou é contra
governo, ou é contra o PT, ou não vale.
E aí para poder conseguir disputar a
eleição,
essa candidatura, que no caso é do
Jnios, mas poderia ser por qualquer
outra pessoa, tem que se afiliar a um
partido regularizado e com condições de
ganhar a eleição. O pessoal, por
exemplo, tem condições, tem condições de
garantir uma cadeirinha ali, quem sabe
partido ali médio para pequeno, mas
médio, né, sei lá.
E aí vai lá e se filia, né? Faz a a
filiação da sei lá que nome que eles
deram, garante lá uma filiação, tá
beleza? Só que aí ele não vai poder
então para poder fazer isso, ir contra o
governo Lula. Ah, mas não vai contra,
mas também não vou falar nada. Aí o
partido que saiu porque a função é ser
antiula, é ser anti, é ser ante tudo que
tiver contra a nossa cartilha, se volta
contra essa postura e coloca o Jones
para fora,
sem analisar conjuntura, sem analisar
limite, sem aí a galera que segue o
Jones por ser um líder carismático, por
ser um cara extremamente inteligente,
por ser um cara muito capacitado, porque
você é alguém que tem condições de
ganhar uma eleição, né, de conseguir ali
um uma um cargo, tem condições
dentro disso, dentro dessa estrutura. A,
que que acontece? A galera fala: "Pô,
meu, mas o o PCBR aí não tá calculando
direito. O cara que puxa é o Jones.
Não me diga.
Aí o pragmatismo voltou pra realidade.
Aí aí o cálculo voltou. Falou: "Pô, mas
pera aí, pera aí, não faz sentido essa
tomada de decisão, esse purismo".
Ah, hum.
Agora parece que o o o
a sinapse pragmática se conectou com a
realidade e fez conta e falou: "Pô, não
consegue força, força sim, né?" Porque
tava tava em torn divulgação e tal na
internet via Jones.
Ah, é? Aí o pragmatismo acendeu a luz,
falou: "Hum, olha, não dá para seguir
cartilha ser purista, né?" Não, não dá.
Eis a realidade. Porque qual é o nosso
objetivo? E por que que o pragmatismo
acendeu? Porque o objetivo era conseguir
ganhar uma cadeira.
O objetivo, aquilo que a gente pretende,
exige da gente uma coerência tática e
estratégica.
Se o objetivo é a revolução gloriosa,
porque sim,
você não tá tão distante?
E tá tão fora da conjuntura que você não
tem meios para fazer isso, então vale só
na fé e na crença. Aí uns vão chamar de
brabismo, os outros vão chamar de
ilusão, os outros vão chamar de sonho.
Eu vou chamar de 7 a um, né? Vai tomar
de 7 a um da Alemanha. Porque é só você
não, porque o nosso objetivo é tal e aí
você não precisa considerar as
condições. Por quê? Porque as condições
elas não estão nem dadas, ela fica numa
conversa abstrata. Você vai abandonar a
história. Para você poder falar nesses
termos, tem que abandonar a história,
abandonar a factibilidade, abandonar a
realidade.
É, vai ser na fé, mano. Vai ser porque
aí você vem um discurso moral, você vem
uma boa retórica, porque você olha pra
realidade, não dá, não dá. Aí você vai
apelar pro nosso coraçãozinho. Mas você
é revolucionário ou não é? Mas você é
marxista de verdade ou não é? Pô, cara,
sim, por isso que eu calculo dos
objetivos factíveis, né?
Qual o objetivo factível para um partido
que tem 12.000 filiados?
Disputar sindicato.
Num país de 220 milhões de pessoas, que
que um partido que tem 12.000 filiados
faz? Disputa, sindicato,
disputa organização,
eh, associação civil,
poderia tá disputando Conselho Tutelar,
a gente não tá, né? E a gente não
disputa Conselho Tutelar. Quem ganha são
as igrejas evangélicas, elas disputam e
Conselho Tutelar tem força na quebrada,
viu?
Olha
o seu tamanho, olha o que você consegue
fazer, olha os seus objetivos, volta pra
realidade.
Então, deixa eu mostrar para vocês. Ai,
nem vai dar tempo, mas vou ter que fazer
rápido. Serei rápido.
[roncando]
É importante a gente ter uma
racionalidade,
uma racionalidade
pragmática, né? Pensar uma estrutura
racional pragmática, né? Então aqui, ó,
aqui é um trechinho da minha monografia
de 13 anos atrás. Peço perdão aqui da
pela linguagem, né? Mas qual que é o
ponto?
John Dewy, né? esse pragmático
estadunidense,
ele percebe que a filosofia ela começa a
se descolar da realidade, né? Ela produz
conteúdos de experiência do humana, né?
Ele percebe uma continuidade entre
experiência humana e natureza. Então, o
que a gente experimenta é natureza. A
natureza, eh, nós somos parte dela, ela
é parte da gente, a gente faz
experiência com a natureza, a natureza
experimenta a gente, é tudo a mesma
coisa. Não existe uma experiência que
seja fora da natureza. é o materialismo,
né? Não existe experiência fora da
realidade histórica. Não existe. Não
existe.
E aí ele começa a fazer essas essas
reflexões porque ele fala, se tem um
produto secundário da experiência
humana, uma teoria, por exemplo, um
valor, uma ideia geral, uma filosofia X,
ela é secundária, ela é fruto de uma
experiência primeira que é uma
experiência empírica que cria condições
para que você reflita sobre a realidade.
Ele vai falar: "A filosofia ela é efeito
da relação empírica com a realidade que
cria condições para que você pense sobre
ela. Só que esse pensar sobre ela, essa
segunda reflexão, esse processo
metodológico de refletir sobre a
realidade, ele é secundário.
Ele se distancia de uma experiência
primeira, apesar de ser experiência, e
que para poder se verificar, para
continuar tendo validade, ele tem que
voltar para a realidade, pra experiência
primeira, pra realidade empírica. Ele
cria um ciclo, um ciclo de pensar,
refletir aquilo que foi pensado e
retornar pra realidade.
É meio que isso, entendeu? Então eu
penso, eu experimento, experimento
empiricamente a a realidade, a natureza,
faço experiências. Essas experiências
criam condições para experiências
secundárias mais refinadas, mais
sofisticadas, mas que só tem validade à
medida que elas retornam paraa
experiência primeira e continuam tendo
validade. Você tem que fazer
continuamente um processo de
verificação, né,
vendo seus efeitos, eficiência, essa
coisa toda. Se não volta, aí cria
problemas. E aí o D diz o seguinte, né?
Então vamos lá. O problema do método
filosófico tradicional, né, aquele
pensar de maneira tradicional na
filosofia não é a dependência de
teorias, não é bom ter teoria. Sem
teoria você não consegue pensar o mundo.
No caso, por exemplo, a teoria marxista.
Como poderia se compreender
equivocadamente a proposta aqui
desenvolvida? Mas como aponta o próprio
Dewi, qual que é o problema do método
tradicional? a sua falha em utilizar os
resultados refinados e secundários como
uma trilha indicando e reconduzindo a
algo na experiência primária. Qual que é
o problema do da filosofia tradicional
pro Dewi? é que ao ter resultados
de uma experiência secundária mais
refinada, de uma reflexão filosófica, de
uma teoria, ela para aí e ela não
retorna paraa experiência ordinária. E
aí a filosofia se fecha em si mesma
discutindo conceito, discutindo sentido
da palavra X e Y, discutindo discussões
discutíveis, discutosas da discussão
discussável. E o pessoal fica ali preso
nessa estrutura teórica e não retorna
para obter seus resultados da realidade,
né? Quando eu retorno paraa vida
ordinária, quando eu reconduzo, essa
teoria, ela me reconduz pra realidade,
como é que eu percebo ela
qualificadamente de outra maneira? é um
movimento necessário. Então, por
exemplo, para sonhar, para perceber os
limites do capitalismo, eu preciso
pensar uma sociedade que supera ela.
Eu preciso de uma sociedade alternativa,
eu preciso vislumbrar a outra. Eu crio
uma teoria crítica que, por negação me
indica, eu preciso de uma sociedade que
supere as relações de mercadoria, de uma
sociedade que supere as relações do
capital. preciso,
vou percebendo isso. Aí eu desenvolvo
uma teoria extremamente crítica ao
capital e que por antonomáia, ó que
bonito, e por negação dessa processo, eu
vou pensando uma sociedade alternativa.
Essa sociedade alternativa, esse
pensamento crítico, essa estrutura, ela
tem que retornar pra realidade
ordinária. Por quê? Porque ela tem que
verificar sua viabilidade.
Isso significa negar a teoria, negar o o
objetivo, negar o projeto, negar não.
Isso significa verificar o possível.
verificar o possível,
porque senão a gente vai se perdendo nos
produtos secundários ou refinados da
reflexão e perde a realidade. Aí vai
surgir alguém perguntando o seguinte:
"No comunismo pode ter piscina?"
Essa imbecilidade, essa imbecilidade,
ela só é possível porque entrou nesse
mundo paralelo da reflexão refinada e
secundária que vai discutir algo
inexistente,
algo não realizado, não realizável
amanhã. Seria possível ter piscina na
Que pergunta idiota. Eh, e que resposta
mais idiota ainda que vem depois e que
continuidade de respostas imbecis.
Porque é sobre uma coisa completamente
hipotética que que que não tem nenhum
sentido, que já tá na reflexão
secundária, refinadão. Além que fala:
"Meu Deus do céu, e o pé no chão,
animal. [risadas]
Meu irmão, amanhã a gente tem que pagar
boleto. Ah, eu não consigo nem ter uma
piscina de plástico aqui onde eu moro.
Minha casa, minha vida. Aqui não tem
piscina. Então já vivo uma sociedade que
não tem piscina. [risadas]
Para de pensar burrice, sabe? Não,
animal, não, não, não. Aí começa a
elucubrar sobre como seria o paraíso e o
reino dos céus a te lascar. Então isso
já é efeito dessa insanidade, que é você
parar de pensar, de retornar a teoria, a
reflexão pro mundo real, pro mundo
ordinário, para falar: "Gente, tem
problema para resolver, tem coisa para
resolver, né? Eh, quer mudar o mundo,
abre e só tem água na geladeira, né,
pô?"
Sério? É [ __ ] Então, então assim,
por favor, não nos percamos nesse mundo
secundário, né? Volta pra realidade,
olha pra vida. Ah, eu não voto nesse
governo por causa disso e daquilo e
entra no mundo paralelo. E eu prefiro, E
aí faz a frase aí que a Jéssica trouxe
pra gente. Ah, Dane-se, se tirou o país
do mapa da fome. Como assim Dane-se?
você se perdeu, se você tá num mundo
paralelo, você entende o que significa
isso?
Volta pro mundo ordinário, bota o pé no
chão,
entendeu? Então vamos lá.
Entretanto, que consequências o não
retorno ao objeto da experiência
primária pode causar, né? Você não
voltar, pode acontecer o quê? Que que o
Dy percebeu? Se você não volta pra
realidade, não volta pra Terra, o que
que acontece? Você pode pensar em
piscina, não? De acordo com o autor,
podemos encontrar um malogro tríplice.
Meu Deus, que texto horrível. Eu
escrevia muito mal. Vamos lá. Qual seria
os três problemas, né? Primeiro
problema, não há verificação para
conferir o resultado, né? Então você não
vai observar se aquela tua ideia tem
resultados práticos. Você perde o
critério de eficiência
de verificação.
Você perde, perde, perde o critério de
verificação. Você fica só na elocubração
lá.
Fica tranquila, Jéssica. Tá de boa.
As coisas da segundo problema, as coisas
da experiência ordinária não adquirem a
amplitude e o enriquecimento de
significação que obtém quando atingidas
por intermédio dos princípios e
raciocínios científicos. Ou seja, quando
você desenvolve uma teoria e você vai
voltar paraa realidade, você pode
enriquecer a experiência ordinária com
uma amplitude muito maior de compreensão
de mundo e de possibilidades de ação.
Se você não volta, você perde isso, né?
Então, ah, eu preciso aumentar minha
produtividade ao infinito, porque se eu
se eu produzo ao infinito infinitamente
infinitesimal, eu consigo produzir muito
para vender muito, para escoar muito,
para desenvolver muito. E aí você perde
uma condição básica. Se você produzir
muito, você vai ter um probleminha que é
não ter com quem consuma e aí você
quebra um ciclo econômico, porque a
ideia de consumir o infinito ela é
excelente, mas quando você volta pra
realidade ordinária, ela pode agora
falar: "Pô, tenho que produzir muito,
mas veja bem, olha o problema que eu
tenho se eu produzir ao infinito." Não
tem mundo infinito para isso, né? Então,
devagarzinho, devagarzinho.
E três, não sendo testado pelo trabalho
de reconduzir a novas significações, o
objeto é inconsistente e afastado da
vida ordinária, o que se chamaria de
abstrato em sentido depreciativo. Ou
seja, se você não volta a sua teoria ou
esse elemento secundário, essa
experiência secundária que cria um
objeto secundário, que é o pensamento, a
reflexão, né, refinado, se você não
volta pra realidade, esse objeto ele
perde sua significação e ele se torna
inconsistente, ele não tem aderência,
ele começa a se perder no mundo paralelo
e ele deixa de ser efetivo. Isso fica
tão forte dentro do pensamento
filosófico que tem gente que ao ver
isso, ao ver esse descolamento, fala:
"Filosofia não serve para nada mesmo e
nem tem que servir." Aí eu falo: "Seu
imbecil". Tem que servir sim, ela tem
que atender necessidades humanas, senão
ela não tem motivo para existir. Se você
tá produzindo algo que não atende
necessidades da vida humana, não, meu
amigo, abandona isso, porque isso não tá
servindo para nada. Realmente, se não
serve para nada, não no sentido só
utilitário, né? Hum. Serve porque é
útil, atende necessidades, né? Ah, mas
ela atende a minha necessidade de
produzir. Legal, fica com ela. Mas ela
não se torna eh eh ineficaz, né?
Eficiente, inútil. Não, filosofia não é
inútil, não. Ela tem que resolver
problema, senão ela vai se tornar uma
parada que realmente vai ser um estorvo
pra vida humana, porque a sociedade
inteira vai ter que pagar para um cara
estudar filosofia na faculdade para ele
sair dizendo que não serviu para nada e
não serve para nada. Aí o pessoal que
pagou o imposto para universidade
pública, pro cara sair, vai falar: "Pô,
mano, eu gastei meu dinheiro para você
dizer que não vai produzir nada".
Que sacanagem.
[ __ ] estamos aqui juntando,
arrecadando imposto uma universidade
pública para você estudar e sair da
universidade dizendo que filosofia não
serve para nada, que você não vai fazer
nada com isso. Ah, então quer dizer, tem
que voltar pra realidade, tem que botar
o pezinho no chão, né? E serve para
muita coisa, na verdade deveria
considerar melhor para que que serve,
mas tudo bem. Mas tudo isso para dar
essa volta para dizer, eu preciso de uma
epistemologia, de uma compreensão de
mundo, de ciência, essa coisa toda que
faça essa volta, que retorne pra
realidade, que não se perca. Aí você
fala: "Bruno, mas é que você tá sendo
muito estadunidense, utilitarista,
pragmatista, né? Você é uma pessoa aí
influenciada por essa coisa de gringo.
[risadas]
Pera aí, então vamos lá.
Ai ai. Porque o gringo ele só pode ser
gringo se ele for barbudo e alemão. E
hoje é o dia do do barbudo e do alemão
que ele nasceu, né? Nasceu hoje.
Hã, cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
Ã, aqui vou ler para vocês trechinhos
importantes e a gente vai terminar.
Então, vamos ler o alemão, né? Na
verdade, aqui já é um texto eu
comentando o alemão. Para que dizer?
Para não ser totalmente bait, né? Do
Marx não disse isso. Para não ser
totalmente bait.
Marx nunca disse que você tem que ficar
preso na teoria descolado, que você tem
que defender a cartilha do partido. Se
você não defender a cartilha do partido,
se você não defender o comunismo como ou
é comunismo ou nada, você tá errado.
Não, Marx nunca disse isso. Nunca disse
isso. Nunca disse isso. Pera aí,
né?
Lá vai, hein?
Ah, aqui é um é um livrinho Teoria do
Fetichismo em em Marx. a teoria do
fetismo em Marx, que foi publicado pelo
Instituto Conhecimento Liberto e tá
disponível na plataforma do ICL, se você
quiser ler, é um textinho de minha
autoria. Então vamos lá. Eh, fiz um
comentário aqui que a Marx criticando o
Hegel, né, e a dialética regeliana,
dizendo que a dialética regeliana tá
mistificada e que ela tem que ser
invertida, né? Ela tá de ponta cabeça,
tem que botar ela de pé. E aí, o que que
é o elemento mistificador? Vamos lá.
Marcos comenta que, abre aspas, a
mistificação que a dialética sofre nas
mãos de Hegel não impede em absoluto que
ele tenha sido o primeiro a expor de
modo amplo e consciente suas formas
gerais de movimento, né? movimento
dialético para conhecimento,
experiência, realidade do mundo.
Desse modo, não se trata de uma
mistificação da estrutura geral do
procedimento de um método dialético. O
problema se encontra de outro modo e
Marx explica os pré-requisitos para
realizar a metodologia. Aqui dialética é
metodologia, é método. Método, método de
compreensão do mundo, método científico,
tá? dialética que não é um movimento
aleatório, abstrato, é método para
resolver problema.
Resolver problema. Qual que é o método?
A dialética que ele utiliza. Dialética é
método, tá? Método
diz Marx. Sem dúvida, deve-se distinguir
o modo de exposição segundo sua forma,
do modo de investigação. Então, uma
coisa é a pesquisa e como se pesquisa,
outra coisa é como você expõe a
pesquisa, apresenta ela. Uma coisa é o
modo como eu analiso dados, realidade,
etc. Outra é como eu apresento eles. São
movimentos diferentes que ocorrem de
maneiras diferentes, em tempos
diferentes. Eu faço a pesquisa, depois
eu preciso organizar ela. Organizar para
quê? Para que que eu vou organizar? a
investigação, né, ou a pesquisa tem de
se apropriar da matéria stof em alemão,
né, em seus detalhes, analisar suas
diferentes formas e desenvolvimento e
rastrear seu nexo interno. Somente
depois de consumado tal trabalho é que
se pode expor adequadamente o movimento
do real. Você vai procurar
fazer uma pesquisa, entender a realidade
ordinária do que ela tá acontecendo.
Salta aqui para uma reflexão secundária,
né? Transposto para sua cabeça. Vou
organizar essa experiência secundária e
montar uma teoria que organiza essa
bagunça que eu tô vendo ou essas
estruturas, esses dados para tentar
expor o movimento que eu tô pesquisando,
expor de maneira adequada, tá? Esse é o
movimento, esse é o processo.
Se isso é realizado com sucesso e se a
vida da matéria é agora refletida
idealmente, porque eu tô refletindo em
ideia, em teoria, apresentando de modo
expositivo, tentando adequar da melhor
maneira, o observador pode ter a
impressão de se encontrar diante de uma
construção a priori. Fica tão bem
montado que parece que você já tá vendo
o próprio real. Eu, isso aí tava antes
da própria realidade. Por isso que o o
Hegel se impressiona tanto com o seu
próprio método, com aquilo que ele tá
fazendo, que ele fala: "O pensamento já
é o real, o real é o pensar. Pensar é
real, real é pensar. Pensamento e
realidade é a mesma coisa, porque tem a
sensação de depois disposto e organizado
que é uma estrutura a priori e não que é
produto da pesquisa científica do
cérebrozinho limitado do ser humano. É
uma criação, uma teoria adequada criada
para resolver problema.
Tudo bem?
Destaquemos alguns pontos centrais. Um,
há dois movimentos, o de pesquisa e
investigação e o de apresentação ou
exposição desse conteúdo. Então, e
segundo movimento, é necessário
encontrar os nexos internos do conteúdo
analisado, né? Quais são as conexões
internas? E o terceiro,
encontrados e sistematizados esses nexos
internos, expõe-se de modo adequado ao
movimento real. A apresentação desse
movimento, se bem feita, aparece para
quem observa depois de todo o processo
como algo que já estava ali construída e
requerendo apenas um equivalente ideal
do movimento real, que a bem da verdade
se converte em um ponto de partida para
acessar a realidade, que é o que no Dewi
aparece como essa reflexão, né? No ponto
do de o que que é? Eu produzi uma
teoria, um uma estrutura e eu retorno
pro objeto real. Eu retorno pro para
esse mundo ordinário. É esse o
movimento.
Quando você quando o Marx monta sua
teoria, a teoria não para na teoria, ela
precisa retornar. É um movimento de
ascensão e descenso. Ascensão e
descenso. É um movimento constante de
ascensão e descenso.
Simples pro complexo, pro simples, para
complexo, para simples para complexo,
para retorno, avanços e retornos. Ele
não para. O movimento é constante do
desenvolvimento teórico e científico,
inclusive dentro do marxismo,
senão ele não tem sentido. Meu Deus.
Invertendo o processo, o produto ideal
da capacidade cognitiva aparece como
base para acessar o movimento real, que
é o que vai acontecer. Por que que Marx
faz uma crítica da economia política?
Porque a economia política burguesa se
tornou o ponto de partida para entender
a realidade social.
se tornou. Então, as pessoas olham pro
mundo já mediadas pela economia política
burguesa. Para desenvolver uma outra
ciência crítica, Marx parte desse
negócio, vem observar a realidade, passa
pelo filtro da realidade, retorna pra
pesquisa que ele tava desenvolvendo de
maneira crítica, filtrando, volta pra
realidade e vai fazer esse movimento
constante e ele vai perceber os limites
da teoria anteriormente desenvolvida.
Tudo bem?
Nossa, Bruno, mas por que você está
falando isso? Calma.
chegaremos lá. Nessa inversão, o caráter
mistificador começa a ficar mais claro.
Marx comenta que abre aspas para Marx,
né? Para Hegel, o processo de pensamento
é o demiurgo do processo efetivo, né? O
pensar transforma a realidade. O pensar
é o criador, o manipulador do real,
efetivo, do processo real, o qual
constitui apenas a manifestação externa
do primeiro, né? Então, primeiro pensou,
teve vontades, teve suas ideias e o
mundo vai mudando de acordo com o
pensador. Olha que incrível.
Para mim, ao contrário, para Marx, no
caso, né? O ideal não é mais do que o
material transposto e traduzido na
cabeça. O ideal não é mais do que o
material transposto e traduzido na
cabeça.
A matéria investigada e seus nexos
internos, portanto, é em marx o conteúdo
e a referência de ponto de partida para
a produção teórica. É a matéria, os
nexos internos. É a realidade que
determina o modo como você vai
aprendê-la. Porém, contudo, todavia, o
pessoal não está fazendo isso. As
pessoas estão só indo para o ideal,
pensando que aquilo, se eu pensar
direito, o mundo se transforma. Se eu
organizar aqui o discurso e a teoria de
maneira legal, o mundo fica do jeito que
eu achava que ele tinha que ficar e
abandona a análise da história para
produzir uma reflexão e uma teoria
crítica. pelo amor de Jesus Cristo. E
mais do que crítica prática, né, que
conduza para prática, para ações reais,
para o que é possível ser feito e de
retorno para sua verificação, sujeita à
constante transformação, pois é
resultado de determinadas condições
materiais e históricas que são dinâmicas
e transitórias. Condições materiais
históricas que são dinâmicas e
transitórias. Então, porém, com tudo
Davi, se eu tenho, mesmo que eu tenha,
eh, mesmo que eu tenha na minha cabeça
uma teoria que critica o capital, e sim
eu a tenho porque graças a Deus Marx
escreveu o capital, isso tá aqui, ele é
meu ponto de partida para análise da
realidade como estrutura teórica.
Essa estrutura teórica, apesar de ser a
melhor ferramenta que nós temos para a
crítica do capital, ela não
necessariamente conduz a melhor melhor
análise das condições materiais,
históricas, transitórias efetivas para a
melhor tomada de decisão possível na
realidade, porque nós estamos num país
dependente de 500 anos que tem um sobre
seu processo de desenvolvimento um
capitalismo específico baseado em mão de
obra escrava, com uma industrialização
limitada, funcionando como produtora, de
acordo com as necessidades externas e
não internas do nosso mercado. Eh,
depois que sofre com processo de
neoliberalismo, globalização, uma
financierização potencialmente global
desse planetinha aqui, com uma
conjuntura muito específica. E aí,
quando eu olho essa conjuntura
específica, eu preciso fazer uma coisa
interessante. Pô, eu tenho uma teoria,
eu tenho uma crítica, eu tenho um mundo
que eu gostaria que fosse realizado.
Quais são as condições que a gente tem
para poder fazer acontecer?
paraa melhor ação possível.
Qual o melhor objetivo inclusive que eu
desejo traçar?
A galera não tá fazendo isso. Ela tá
achando que é pensar. Pensar a crítica
do capital faz a realidade acontecer.
Pensar a crítica do capital faz
acontecer. Pensar a crítica tudo que tá
aí faz acontecer.
vira moralismo,
vira idealismo, vira
materialismo contemplativo,
não materialismo prático, contemplativo.
A saída vai ser o amor, né, que é isso
que Marx critica de Ferba, inclusive,
né? O materialismo de Forerba é um
materialismo contemplativo que percebe
as mazelas desse mundo e que a saída é o
amor.
Só que amor é uma palavra bem vaga.
[risadas]
Amor não resolve problema.
Aí Marx vem com materialismo prático. Os
filósofos trataram de pensar desse
mundo, agora é hora de transformá-lo.
Para transformá-lo, uma boa análise da
realidade para poder atuar adequadamente
dentro do possível, inclusive prático,
efetivo. Organização de classe
trabalhadora.
Temos missão.
Ai, valeu, valeu, [risadas]
querido. Querido. Ed mandou cinco conto.
É, nós estamos junto. Obrigado pelo
cinco conto. Bruno, como o método
dialético pressupõe uma realidade que no
limite se transforma? Não, vamos lá pra
pergunta complexa. Que no limite, oi,
perdi aqui, se transforma.
Eh, podemos dizer que a dialética também
é ontoepistemologia.
Meu pai amado,
eu não faço ideia o que seria
ontepistemologia, mas o que eu diria é a
dialética é um método, não o método, é
um método possível para produção de
ciência.
Existem outros métodos também e que a
gente pode utilizar,
mas é um método muito adequado paraa
produção de ciência, movimento
dialético,
dado que a realidade se transforma, a
dialética é inclusive um processo que
surge disso, né, que se desenvolve
assim, porque assim, dialética pode ser
dialética platônica, uma dialética
aristotélica, uma dialética escolástica,
uma dialética, deixa eu ver que pensou
dialética.
Tem dialéticas modernas que vão surgindo
por aí. Tem um livro do Dúciel chamado
Método para uma filosofia da libertação,
que ele repassa vários movimentos
dialéticos, né, diferentes em diferentes
filosofias. Dialética cantiana, né, com
a dialética transcendental. A gente vai
ter uma dialética e em Ft, vai ter uma
dialética em Hegel, vai ter uma
dialética em Marx.
Dialética, um método, um modo de
trabalho, né, que se apresenta de
diferentes formas na história, inclusive
na nossa como dialética marxista, vamos
dizer assim, né? dialética do
materialismo histórico dialético.
Dialética como método para produção de
ciência. Não é o único, nem o melhor. Só
depende do objeto, depende do que você
quer fazer. Paraa análise do
capitalismo, parece que foi o mais
adequado pra gente perceber as
contradições do movimento real. Mas é
isso. Não sei se fez sentido o que eu
falei, mas é um método. Tem outros
métodos. Analogia é um método, inclusive
bem interessante. Tem outros métodos.
Dúvida sincera mesmo. Tô escrevendo
sobre fiquei inseguro de avançar na
questão. Ah, mas aí, meu amigo, boa
sorte. [risadas]
A minha cabeça é método. É um dos
métodos possíveis.
O objeto exige mo. O método também, né?
Ele tá focado no texto. Acho que verá
depois. Ah, perdão.
Tá focado mesmo. Acho que só no fim da
aula. Nem hoje nem foi aula, né? Foi
muita opnologia. Rubens, os ursinhos
carinhosos tinham essa mensagem sobre o
amor também. também é bem fofo.
Tem que aprofundar um pouquinho mais.
Tem que também um dia
quase pensamento mágico infantil. E é,
mas é um pensamento mágico mesmo. É um
pensamento desejante, né? Desejoso. Eu
penso, desejo, eu quero muito. Confissão
positiva. E aí vai acontecer. Se a gente
ficar falando em revolução, ela
acontece, né? Você não precisa falar em
revolução para ela estourar uma
revolução.
Eu posso fazer propaganda, posso fazer
agitação, eu tenho que convocar as
pessoas, mas eu é mais impactante eu
convocar por uma revolução hipotética ou
para eu convocar por uma transformação
efetiva no real, em que a pessoa
experiencia, ela experimenta a
transformação, ela experimenta a luta.
Isso, nosso querido esquerdos autorais,
ontepistemologia, porque uma
epistemologia pressupõe determinada
concepção da realidade a ser conhecida.
A epistemologia platônica, por exemplo,
depende de uma realidade que no limite é
estável, justo. E o método dialético me
parece depender de uma onte
epistemologia
que possibilita o método. Depois tento
eh levar pro leva pro grupo, não leva
pro grupo, leva pro grupo. Mas dito
isso, a dialética platônica depende de
um mundo estável. A dialética regueliana
não, ela depende de mundo contraditório
e caótico, né? Bem em constante
transformação.
Acho que o pragmatismo me pegou forte.
O objeto vai determinar. Eu penso menos
na nas condições, vamos dizer,
existenciais pro método e mais no objeto
que requer um método específico. Sei lá,
não sei se faz sentido o que eu falei,
mas a gente tem que levar lá pro grupo
para debater.
Galera, acha que revolução é um tipo de
feitiço do Harry Potter? É revolucion
[limpando a garganta]
comunísticos e acontece.
Mas era isso, meu povo. Eu preciso
partir. A dor do parto é grande, mas eu
preciso partir. Já tô atrasado,
inclusive. Perdão aí, mas hoje é
terça-feira.
Terça-feira.
Terça-feira,
aniversário de Marx. Então, faz um
bolinho aí pro Marx, compre uns
brigadeiros pro Marx e distribui pro
Marx entre a sua família, [risadas]
entre as pessoas que você gosta. Faz uma
festinha que não é pro Marx, é para nós,
pra gente se desfrutar, pra gente comer
uma coisinha legal, pra gente ter um
guaraná, um negocinho aí para alegrar
esse momento e que a gente possa
desfrutar da semana. Ainda não tá
próximo do fim de semana porque não é
quarta-feira, né? Então tá longe ainda,
ainda tem toda a terça-feira para
passar. Mas é isso aí, minha gente.
Seguimos aqui ativos, trocando ideia.
Espero que tenha sido útil papo e a
gente vai continuar a nossa vida aqui
seguindo, trazendo a boa nova. [música]
Todo dia útil até a vitória final.
Seguimos trazendo [música] boa nova todo
dia útil
>> até a vitória final.
Valeu, minha gente. Fiquem bem. Deus
abençoe. Espero que esse papo tenha sido
útil. Vira membro, membra, membro,
membreia, curte, comenta, engajar. Eu
sempre esqueço dessas coisas. Mas é
isso. Beleza.
Ai, ai. Até lá. Valeu,
tchau.

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