🔴AULIVE: ANIVERSÁRIO DE MARX COM O PRAGMATISMO NECESSÁRIO DE NOSSA PARTE
05/05/2026
🔴AULIVE: ANIVERSÁRIO DE MARX COM O PRAGMATISMO NECESSÁRIO DE NOSSA PARTE
pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] Bom dia. Tudo bem, minha gente? Como é que vocês estão? Bom dia. Bom dia. Bom dia. Me ouvem bem? Tão me ouvindo bem? [música] Ai ai. Pequenos probleminhas técnicos hoje, mas vamos resolvê [música] isso. Ai se fçando eit também. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. [música] Pera aí. Pera aí. Agora vai. Ai, ai, tão me ouvindo bem? Vocês me ouvem bem? Ai, Jesus Cristo, que dia, que dia. Bom dia, querida Jéssica. Tudo bem? [música] Como é que você tá? Tudo em paz? Espero desejo que sim. Espero desejo que esteja tudo tranquilo por aí, assim como nosso querido fazer o watch. Fazer o quê? Que é ser fazer o watch? É, meus amigos, bom dia, meu bom. [música] Bom dia, querido. Alcanretor. [música] Alcanretor, que nome diferenciado, não é? Bom dia, meu bom. Espero que esteja de boa para aí. [risadas] Deixa eu ver se eu ajeito um trem aqui. Pera aí. Ai, perdão aí, gente. O tempo mudou, aquela virada de tempo, né? Esses dias esfriou. Aí o nariz tá daquele jeito em São Paulo, ar seco, [música] uma nuvem de poluição acumulada, quebra gente, quebra gente, [música] mas vai dar tudo certo. Vai dar tudo certo. Deixa eu só espalhar a palavra por aí. Ai ai. [música] Diz nosso querido fazer watch. Eu nunca ouvi Marx dizer nada. Nunca. Falta-lhe espírito para receber a revelação. [risadas] Bom dia, meu bom. Bom dia. Bom dia. Bom dia. [música] Ele escrevia, não gravava vídeo pro YouTube. É. É. Você tem um ponto. Você tem um ponto, [música] talvez. Mas ainda dá para ouvir as palavras de Marx ou ler [música] ou sei lá. Como é que é a voz de Marx na cabeça de vocês? Vocês já criaram ela? A voz para você ler o texto de Marx. Qual que é a voz que vem, né? Você cria uma voz ali para falar com você. [música] Eu recomendo isso nas leituras de textos. Criem vozes paraas autores, autoras e personagens. É interessante esse. Abre aspas. Bom dia. Fecha aspas do general Mouron me acordou aqui. Perdão. Ou não sei se foi bom ou se bom dia. Nada, né? Se bom dia no ouvido. Aí não tem como não acordar. Aí não dá, não dá, não dá, não dá. Bom dia Kevin. Meu querido Kevin. Opa, meu mouse travou. Bom dia, Kevin. Como é que você tá? Ai, meu Deus, meu nariz tá passando muito. Ah, Rinite, você tá bem, cara? Que bom que você tá aqui mais uma vez conosco por esta manhã deliciosa que nós vamos trocar uma ideia sobre o que Marx disse ou não disse ou vamos falar de outra coisa. [música] Calma que tudo tem seu tempo. É nickname. Oi, meu gato derrubou meu microfone. Pô, gato, não faz isso. Pera aí. Cuidado, [música] cuidado, cuidado, cuidado para não ter acidentes. Não quero acidentes, gatotinho. [música] [música] Eh, cadê? É nickname. Faz minha conta do YouTube antes do YouTube virar Google. É, isso acontece. A gente tem alguns amigos e amigas que sofreram com isso. Eu também sofri com isso um pouco. Perdão, dependendo do ponto de vista, porque o meu nome é Bruno Requidal. canal chama Bruno Requal, tudo Requidal. E ninguém sabe escrever esse nome, ninguém sabe falar esse nome. Eu não sei como é que pronuncia esse nome, então [música] às vezes é melhor ter um outro nome, mas eu não tive criatividade para criar. Bom dia, diz querido carapa. Primeira vez na live. Quem é esse Marcos Carapa? Primeira vez se você por aqui. Seja muito bem-vindo. Espero que você goste aqui da nossa casa. Não repara a bagunça. E a gente, né, normalmente ajeita as coisas, mas tá tudo meio na correria. Espero que você curta esse Marcos. Você é uma pessoa aí, um ser humano que talvez você vai conhecer. Já ouviu a palavra de Marx hoje? [música] Disascido Gustavo. Bom dia, Gustavo. Vindo apenas contribuir com o meu engeljamento, só veri a live à noite. Bom trabalho, querido Gustavo. Um bom dia, uma boa semana. Deus abençoe. Diz nosso querido Kevin, seria interessante um curso sobre o que Max falou sobre religião. Tô copiando car. OK. Verdade. Se você que se interessa pelo tema de Marx e o que Marx teria dito sobre religião, marxismo e religião, Marx e religião, essas coisas todas, para você desmistificar um pouco aí os seus conhecimentos eh adquiridos via WhatsApp, você pode fazer o nosso curso eh Max e Religião, que é exclusivo para membresia aqui do canal. Então, considera ser membro, membra, membre, membrezia aqui do canalzinho. O conteúdo é muito bacana, acho que tem mais de 9 horas de conteúdo esse curso, além de outros, como evangélicos e política no Brasil, filosofia latino-americana, né, como fazer seu projeto de pesquisa. A gente tem bastante conteúdo exclusivo para membresia, eh, vídeos, a rádio crític crente, bastantes elementos aí que podem te interessar. Então considere ser membro, membro, membre membresia aqui do canal, porque é isso que sustenta a gente, que garante que com esse canalzinho esteja funcionando e que quem sabe daqui a um mês e meio novamente nós tiremos essa logo daqui e voltemos para o Streamyard eh pago, né? Porque a gente tá utilizando Streamyard não pago. Aí alguém pode dizer: "Mas usa OBS?" Mas é que o OBS não roda, não roda no meu computador. Meu computador é velhinho, ele não suporta, ele sofre. Então eu preciso de alguma coisa que facilite minha vida. Eu usava OBS para gravar vídeo até a hora que o meu computador falou: "Então, eu fui comprado para ser uma máquina de escrever, mas você resolveu fazer outras coisas com ele". E aí ele não funcionou mais, foi deslocado de sua função, que era só ser uma máquina de escrever. Então é por isso que a gente usa streamer, vai que você quer ajudar a gente. E se você quer ajudar a gente também consegere mandar um Pix, ó, tem um passando aqui embaixo para apoiar o nosso trabalho, a chave Pixbrun@rekid.net. Você pode mandar um Pix porque vai que tá sobrando uma merreca por aí, apoia o nosso trampo. Além também de curtir esse vídeo, comentar para engajar, para poder compartilhar a palavra por aí. Espalhe esta palavra por aí, porque a gente tem um canalzinho pequeno com conteúdo qualidade, de qualidade, de qualidade, [roncando] mas que só é viabilizado graças à membresia. Então, se você não tá nesse momento poder, podendo assumir esse compromisso, não tem problema nenhum. Você pode dar curtir, só comentar, engajar essa parada toda. Além de que vai que você se tornando membro, você acaba podendo participar também do nosso canalzinho ali no WhatsApp exclusivo, primeira igreja barista do WhatsApp, [música] que você pode ir lá com a gente, tá bom? Acho que é isso. Não devo ter feito uma propaganda tão boa, mas também não foi tão ruim. Fazer: Salve os corintianos. Salve, salve mesmo. Estamos precisando. Deus nos ajude. Não, mas eu tô crente. Sou fiel do dinismo, né? Então, sou fiel no dinismo. Salve, Gustavo. É, estão conversando entre isso. [música] Fala, querido Thiago. Bom dia a todos baristas e não baristas da América Latina sabendo fazer polenta ou não. É, eu não sei fazer polenta. Thiago sabe, nós também no canal ali do WhatsApp, a gente troca receitas, a gente manda fotos das comidas que nós estamos preparando. Uma comunidade muito saudável, muito gentil, muito educada. esse fim de semana aí a gente estava compartilhando lá o que que nós estávamos cozinhando. Gustavo fez um excelente hambúrguer caseiro. Eu fui alimentar a minha família, fui alimentar meus pais, fiz um assadinho lá com a picanha suína, suína que é mais barata, né? Temperei ela bonitinho, deixei ela preparadinha, [música] umas linguicinhas para fazer um choripã, uns pãozinhos de alho e um espetinho de legumes, só para dar aquele agrado. Bom, bom e barato. [música] Diz Jessica: "Será que Marx teria a voz potente como da pastora que teve coragem de dizer óbvio, de sobre denunciar e violência dentro dos lares cristões?" Pois é. Será que ele teria essa voz potente? Seria massa, hein? Mas já pensou se ele tinha voz fininha? Ia ser muito engraçado, né? Que a gente não sabe. Imagina, você vai ler lá Max, né? [música] Trabalhadores, tonto. Iv-vos. Ia ser maravilhoso. Tem uma voz fininha, não tem uma voz [música] grave. É que a gente sempre imagina uma voz mais de autoridade, né? Mas vai que ele tem uma voz horrível, a gente não sabe. [música] É que ele tem uma voz de coelho de desenho animado. Bom dia, trabalhadores do mundo. Isso aí foi mais Bob Esponja, né? Bom dia, trabalhadoras todo mundo. Agora sim foi mais coelho. Foi uma [música] vozinha de coelho. Trabalhadoras do mundo aí a gente vai tirando essa onda. Bom dia, querido Ruben. Bom dia, Rubens. Como é que você tá, mano? Tudo bem? Espero desejo que sim. Que bom que você tá aqui com a gente novamente. Já vamos ter o nosso papo hoje. Ele terá que ser mais curto por motivos de trabalho. [música] Eu não vivo dessa brincadeira que a gente faz aqui. Essa brincadeira que a gente faz aqui é uma brincadeira divertida. [música] Ah, eu tenho que pegar o texto. Deixa eu separar o meu texto aqui. Deu tudo errado hoje de manhã. Tive problemas técnicos com a minha internet, depois tive problemas técnicos com o Streamyard. Depois eu tive problemas técnicos de tentar acordar a criança que não queria sair da cama, mas também frio dá uma dó. Sou contra esse nosso horário de escola no Brasil tá errado. Eu entendo que é para atender a necessidade do horário comercial dos trabalhadores, das trabalhadoras, mas esse horário também tá errado, né? Não faz sentido nenhum. Tem que acordar 5 hor da manhã para sair de casa às 6, [música] chegar no trabalho às 8. Isso não faz sentido nenhum. Deixa eu pegar aqui. Deixa eu pegar aqui. Pera aí. Pera aí. [música] Pam. Pegar textos, né? Textos, textos. Textos. Diz nossos queridos a fazer o what? Ontem estava tão frio que a casa inteira estava úmida. Parecia inverno. Esse inverno vai ser rigoroso, aparentemente, viu? Ao que tudo indica, teremos um inverno complicado. Cara, pior, eu morei em Curitiba um tempo, né? [música] Pouco tempo. O suficiente para eu descobrir que eu odeio frio, cara. E é muito frio mesmo, né, gente? Como Curitiba é um lugar frio. Que coisa horrível. Eu não me adapto com frio, eu sofro. Eu lembro de estar dentro de casa. A gente tava ass, tava dentro de casa [música] assistindo um filme à noite, no sábado, sei lá o que que era, uma galera e eu dentro de casa, eu estava dentro de casa, eu fiz assim e saiu aquela fumacinha de gelado, de frio, saca, dentro de casa. Isso não existe, gente. Isso não existe. Isso tá errado. Frio da bexiga. Eu morava na periferia de Curitiba perto de um de um ribeiro lá, um riacho, um riozinho, um córico, sei lá que nome que vai dar para aquilo ali. E para chegar no ponto de ônibus, a gente tinha que passar uma ponte que na verdade era uma tábua estendida. Meu Deus, que coisa, que que momento. Hoje tem uma pontezinha lá mais adequada. Parece que o progresso chegou, mas [roncando] aí o o frio da bexiga, cara, era perde um córrego frio, frio, frio. Aí eu lembro de um dia acordar de manhã, [música] eu tinha que para ir pro pro pra faculdade, eu tinha que era no centro, eu morava na periferia, então eu cravava bem cedo, o sol nem tinha saído direito ainda. E aí a minha tática era o seguinte, eu dormia num abeliche, tinha um ano embaixo, dormia na abelix de cima, eu rolava para cair, porque se eu caísse eu ia ter que levantar, né? Então, [música] tal, e tava muito frio, velho. Tava esse dia tava muito frio. E aí eu já caí me preparando para entupir de roupa. Botei uma calça de moletom, uma calça jeans por cima, botei meia de dedinho, coisa quente pra caramba. Botei umas 300 blusa, camiseta, jaqueta, tênis, touca, luva, cachicol e fui, né? Porque no frio a gente não se veste, a gente se defende. É diferente, se protege, né? Você não se veste no frio, você se defende. Você tá ali para lutar contra o ambiente hostil. E aí eu desci, eu lembro de estar descendo, tomei um café rapidinho assim e aí eu, ah, eu tenho essa memória. Era um, era um prédinho de quatro andares, né? Então não tinha, era descer pela escada, tal. Desci pela escada, tipo um conjunto habitacional. Aí desci pela escada, olhei, tinha uma moça com a porta aberta [música] e uma mesa cheia assim repleta. Bolo de fubá, pão, coisas para colocar no pão. Eu falei: "Nossa, que inveja!" E segui minha vida. abri a porta lá do do condomínio para sair do prédio. Na hora que eu abri, mano, aquele golpe de vento gelado, a porta era de vidro e já dava para ver que tava frio, mas na hora que você abre, você sente. E aí eu olhei e a grama estava branca. Aí eu já comecei a sofrer porque a grama tá branca e tá frio. E eu falei: "Mano, grama branca geou essa noite, tá embaçado". Aí saí. Olha os vidrinhos do carro, o vidro do carro com aquela película fina de gelo, fina, bem fininha assim. Ó, mano, geô valendo, tá frio para caceta. Aí d ali na rua, andando na rua, passei pela pontezinha, pela tábua, né, de madeira que chamavam de ponte. Passei pela tábua por cima do córrego, andei e cheguei no tubo lá, que é para pegar o pão de ônibus, né? Em Curitiba tem aqueles tubos que chamam de tubo, que é um pão de ônibus, que é um ponto de ônibus protegido, né? Entrei morrendo de frio. [música] Entrei no buzão. Frio, frio, mano. Eu tava batendo os dentes. Falei: "Meu Deus, que frio". O sol ainda não tinha saído. Saiu o buzão, pá, o biarticulado tá mandando. Aí eu olhei, tava a temperatura lá, o o termômetro marcando temperatura, 0º. Eu não, está errado. A humanidade não deveria viver sob essas condições. E eu refletindo sobre o sofrimento sobre isso. Continua passando para próximo termômetro. Parou no outro tubo, tinha um outro termômetro, um pouco mais paraa frente, menos um. Eu falei: "Não, Deus, eu não nasci para isso. Não nasci menos um. Jesus Cristo, por que isso tá acontecendo? Você tá errado e dentro do ônibus batendo os dentes, frio, aí o sol começa a sair, próximo tubo, menos do Eu falei: "Não, não, [música] isso é impossível. É impossível estar mais frio aqui. Como que não para de baix de de cair essa temperatura?" Eu sei que mais um termômetro a -3. E aí eu fiz o cálculo, falei: "Nesse ritmo eu vou chegar na faculdade, vai est -15". Então [roncando] não, cara, eu odeio frio. Eu odeio frio profundamente, com toda a minha alma. Aí eu falei: "Não, eu não consigo viver aqui não". Jogar bola no frio? Primeira vez que eu fui jogar no timezinho lá, time de Via, né? Time de Via que lá no lá lá em Curitiba, jogar [roncando] com os caras, tinha uns campeonatinhos pra gente jogar na cidade, massa, pá. Primeiro à noite outro time lá, cara, eu tava com muito não foi o primeiro, já devia ser o terceiro jogo, terceiro, quarto jogo. O maluco sentou uma bolada. Eu tava com muito frio esse dia. Tava muito frio. Tava noite, tava muito frio, muito frio. Eu tava em campo tremendo assim, tentando puxar o meião o máximo possível para ver se chegava perto dos shorts. O maluco sentou uma bolada e ela veio na minha coxa. A primeira, primeiro lance, tentou o pé para bater no gol, ela veio na minha coxa. Eu só lembro de fechar o olho [música] e falar: "Não, isso não pode." Eu não devia estar aqui. Eu não devia estar aqui. A bola caiu dura no chão assim com aquele vermelho na perna. Frio, frio. Não, o frio tá errado. Discrito fazer o watch. Isso não é nada, Bruno. Não é nada. Hum. Não é você que vai sofrer. Descarapa. Bem aqui em Belém do Pará. Frio é 24º. Ver gente de casaco. É que aí você tem que dar uma função pro casaco, né? Você tem um casaco lá, nunca usa. Ai, deu 24º. Hum. Vamos botar um casaco. [risadas] Tem que dar função para ele, [música] pô. 24º tá excelente. Excelente temperatura. Excelente temperatura. Ai, gente, mas hoje é 5 de maio, né? 5m, 5 de maio. Não sei se vocês sabem o que significa o dia 5 de maio, né? Eh, mas a gente tá fazendo a live numa terça-feira porque hoje é dia 5 de maio, porque é o dia de nascimento de Carl Marx. Hoje é aniversário de Marquinhos. Hoje é aniversário de Marquinhos. Marquinhos nascido no dia de 5 de maio de 1818. Não sei se vocês tinham essa informação também. Ele tem muitos anos de idade, né? Significa aí que vocês têm que [música] celebrar o dia de hoje, porque é o dia do nascimento do barbudo. O barbudo nasceu no dia 5 de maio. [música] Então hoje é dia 5m. Por isso que a gente vai falar de Marcos. diz nosso querido Thiago, Bruno desistiu da faculdade por causa do frio. Foi um dos motivos, um dos motivos, né, de eu ter deixado a faculdade que eu estava cursando de lado. Outro foi imaturidade, né? Não tinha idade para aquilo. A gente já conversou sobre isso lá no WhatsApp do da igreja barista. A gente conversou lá sobre esse lance da faculdade, como a gente tá todo errado esse lance de entrar na faculdade com 17 anos de idade, 18 anos de idade. Tá errado, tá errado. [música] A gente não tá errado, tá errado. Já conversamos sobre isso. Há uma discussão relativamente interessante lá no nosso grupo sobre isso [música] e a gente precisa desenvolver melhor nossas teses. Diz nosso querido carapa, eu sei que ontem era dia de Star Wars, 4 de maio. Sabia, não era o dia geek lá, aqueles coisas de nerd. Eu me interesso mais pelo barbudo. Eu sou um nerd das humanas e o nerd das ciências sociais, né? [risadas] 5M. Normalmente no dia 5 de maio, 5M tem promoção das dos das editoras de esquerda, né? Que aí elas têm que transformar em mercadoria o pensamento de Marx. E aí no dia 5 de maio, em homenagem a Marx, que era contra essa forma mercadoria, eles dão descontos. Fica aí. [risadas] Ah, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Cadê? [música] Turum. [canto] Hum. Cadê? Eu queria achar [música] Tô procurando o texto, gente. Eu não consegui parar hoje. Perdão, tá? É que eu não consegui pelo motivos técnicos hoje de manhã. H, tá cá. [música] H, pronto aqui. Bom, minha gente, seguinte, dia 5M, Marx disse ou não disse determinada coisa? Hum, não sabemos. [música] Achei o texto, mas o negócio é o seguinte, vai cantar parabéns. Vamos, vamos cantar parabéns em alemão, né? [risadas] Para nosso querido Marcos. Eu não faço ideia como é que é parabéns, alemão. Então, deixa quieto. Vamos, vamos cantar parabéns. Mas gente, o negócio é o seguinte, qual que é o qual que é o ponto, né? Eh, há um problema seríssimo no nosso marxismo ou na esquerda brasileira em geral e como ela tem se dado especialmente aqui no nosso trabalho de internet que a gente precisa avaliar, né? Então, a tamb aqui nesse vídeo, a Marcos nunca disse isso, né? Exatamente. Pra gente poder fazer algumas provocações sobre a nossa esquerda e especialmente por aqui no nosso canalzinho nós temos uma posição de tentar ser bastante ponderado, né? Seja nas críticas, seja nas reflexões, nos apoios, né? Nasas reflexões. Isso não porque seja moralmente mais adequado, né? Olha como uma pessoa boazinha. Aliás, agradecer aqui no nosso querido Ed do esquerdo, departamento de esquerdos autorais, por ter citado a gente em seu último vídeo, dizendo que nós somos pessoas boas, pessoas legais que são ponderadas, se querem trocar ideia de boa. [risadas] Que bom. Obrigado, Ed. Cara, mas o lance é eh a gente tenta ser ponderado, não por uma questão moral, né? Olha como eles são bonzinhos. entra também esse âmbito ético, talvez, de respeito à alteridade, ao outro humaninho, mas é especialmente por uma questão pragmática mesmo, uma questão de avaliação de situações e condições pra gente poder eh tomar uma decisão mais adequada, né, uma decisão mais eficiente. A ideia de eficiência, ela precisa ser considerada eh na nossa esquerda. Se vocês acompanham o nosso canalzinho há bastante tempo, vocês vão ver que a gente tem vários vídeos em que a gente critica racionalidade instrumental, critica um certo uma certa epistemologia cientificista que alguém vai chamar de positivismo, o outro vai chamar de [música] sei lá que nome que vai iluminismo, não sei quê. O Pedro Ivo vai ficar bravo porque a gente vai criticar mesmo essa uma estrutura dogmática. Mas nós somos aqui defensores da ciência, [risadas] como a gente sempre faz ao mesmo tempo, né? Por quê? Porque crítica não é abandono, não é rechaço. É você passar por um filtro, né? Você vai passar qualquer conteúdo, qualquer ideia, qualquer discurso por um filtro. Um filtro que te auxilia a tomar uma boa decisão. A crítica é você pôr em crise, levar até a última consequência e ver o que sobra de bom, o que sobra de ruim, o que dá para aproveitar e o que não dá. E aí a gente pondera. pondera, mas não pondera para ter uma boa ideia, né? Tipo, ah, eu ponderei para ser um, olha a minha inteligência, olha como sou uma pessoa esclarecida. A gente pondera para tomar boas decisões. Tomar boas decisões. Tomada de decisão precisa ser adequada. E isso leva bastante a sério, assim, desde que eu tive contato com pragmatismo estadunidense, desde que eu tive contato com pragmatismo estadunidense, no âmbito da filosofia, né, foi o meu objeto de pesquisa na graduação, né, na minha monografia, foi o estudo sobre o pragmatismo, o método pragmático de John Dey. E eu queria retomar algumas coisas disso, porque tem uma questão de você analisar bem o que tá acontecendo, ter a prova da sua ciência, o resultado, os efeitos dela, né? Os efeitos positivos, negativos, a eficiência em alcançar o seu objetivo e também em alterar o método, em você conseguir aperfeiçoar os resultados. Então você traz pro âmbito da reflexão teórica um espaço de tomada de decisão, de de não é algo meramente de precisão conceitual, de valoração abstrata, é na realidade prática, na relação com os outros, na tomada de decisão que é coletiva, que tem efeitos intencionais e não intencionais na realidade, né? Então é aí, algum algum mauísta poderia já tá ouvindo aí falando assim: "É o que mal disse, o critério da verdade é a prática". A prática é o critério da verdade. Algo assim pode ser. Eu aceitaria, não tenho crise, mas não foi daí que eu tirei, não. Pode podemos encontrar semelhanças e e paralelos, mas o ponto é você trazer para isso, né? E e é uma teoria prática, né? Uma praxis. E isso é muito materialista e tá dentro do âmbito do que Marx propõe em sua teoria, né? Uma teoria que seja um materialismo prático, que traga parais, que veja os efeitos das ideias, dos conceitos, do não sei o quê, nas relações, nesse processo, na na tomada de decisão, na organização da classe trabalhadora, nos efeitos sociais daquilo que a gente tá projetando ou planejando. E o que acontece? O que acontece é que a gente na nossa esquerda, em geral não faz isso. Olha que legal, a gente não considera os efeitos, a gente não considera as condições, a gente tá muito mais apegado, aparentemente a valores abstratos e genéricos que tem que ser encaixados aqui e ali. A definições per, né, definições essenciais e não de relações efetivas, não de uma boa análise das condições paraa tomada de decisão. E aí eu acho que a gente precisa começar a conversar sobre isso, especialmente agora em período eleitoral, porque tem bastante coisa acontecendo e boa parte dessas coisas que estão acontecendo tem a ver com essa falta de praticidade das posições da militância, da nossa militância, especialmente nós que somos de esquerda radicalizada, né, que gosta de andar de skate ou virtually brown. a gente que é mais esquerda revolucionáriiazinha, né, ou que pretende, sonha com a sociedade comunista, a gente também tem que ter bom senso. A gente também tá precisando aí botar o pezinho no chão, especialmente na internet, esse mundo paralelo, né, que parece que tem vida própria. Então, esse é o contexto no qual a gente vai trocar uma ideia, tá bom? Diz nosso querido Kevin, se no idioma inglês o parabéns parece marcha fúnebre, imagino como não deve ser triste o parabéns em alemão. É, provavelmente deve parecer um um um hino bélico, né? Um hino de [música] treta. Da bondinha alemão parece já tá ofendendo a pessoa. Eu vi esses dias o Ricardo Ricardo Ricardo era a Araújo Pereira, né? O rap português, comediante português falando sobre isso. Como a sonoridade ela traz em si algumas sensações estranhas, né? Um alemão falando com aquele ar ríspido, a palavra ela já sai forte, então você já fica, aí meu Deus do céu. Tem uma piada dos Simpsons que é assim também, né? Que a Lisa se perde num na cidade de Springfield e ela vai parar num bairro russo e aí ela faz uma pergunta para uma senhora: "Você pode me ajudar?" Aí a legenda é claro, você pega aquela rua ali à direita, faz assim, assim, assim, você chega onde você quer, tá? Mas ela fala em russo, aí a Lissa: "Ah, parece que ela tá ofendendo batendo na criança. Engraçado, diferentes sonoridades de diferentes línguas, né? Sou estranho para outras pessoas, outros grupos humanos. Bom dia. Bom dia, Gabriel. Como é que você tá, meu querido? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bom dia, outro Gabriel. Bom dia, baristas. Bom dia, Gabriel 2. Tudo bem com você? [risadas] Espero e desejo que sim. Nossa querida Jeseli, como é que você tá, Jesel? Tudo bem? Espero deseja que sim também. Bom dia. Atrasado? Atrasada nada. A gente tá bem. A gente tá bem. Querido Thago Bruno, essa questão pragmática eu vejo pouco no Elias, pois ele abertamente não nega o capitalismo, mas entende como um momento histórico que vai ser superado. Faz sentido pensar assim? Eu acho que o o n do meu ponto de vista aqui, opnologia generalizada tudo lógica, eu gostaria muito de um dia trocar ideia com o Eli, ele é muito pragmático e aí eu falo: "Pô, muitas vezes eu estou alinhado com ele, assim, muitas vezes mesmo, pô, é isso mesmo, bom senso, pé no chão, perna para que tequero, vamos fazer o possível, tal". Mas teoricamente, aí vem o outro lado, aí eu tenho várias divergências nas leituras teóricas, mas que elas têm menos impacto e elas caem para mim como secundárias, por isso que eu não vou ficar toda hora batendo boca, né? Aí o Elias falou que regel disse que o sim, o não, os contrários, não sei o que, ele tá errado, porque eu vou ficar pegando picuinha, ah, não, um dia trocando ideia, num ambiente adequado, numa conversa de bar ou numa conversa acadêmica, num grupo de estudos de regla, a gente pode conversar sobre isso e fazer esses alinhamentos teóricos e ver como é que ele tá falando, por que que ele tá falando isso. Mas no geral fala, não, tá tudo certo na hora dos efeitos práticos, onde é que a gente se alinha, queremos a mesma coisa, bora se ajudar, entendeu? É um exemplo paradigmático, acho que você trouxe. Não tinha pensado nisso, Thago. Elias, do ponto de vista teórico, eu tenho várias divergências, mas muita de precisão conceitual, de uso da filosofia. Gostaria de trocar várias ideias do ponto de vista prático. Estamos junto. [risadas] Eficiência em realização de projeto comum. É nós, Elias. Eu tô contigo. [risadas] Diz querido José. Como é que está José? Tudo bem cara? Espero desejo que sim. Adoro Ricardo. Ricardo é maravilhoso. É maravilhoso. O o Guilherme, Guilherme, que também é membro aqui do canal, adora ele também. O Guilherme também adora. Eu gosto dele demais, cara. Tem umas piadas muito boas. O texto dele é muito bom. Diz que querido, Gabriel. Queria entender melhor que parte do positivismo precisa ser criticada e que parte de pode ser usada em sem frase clichê. Acho que ainda não peguei. Sem fras frase clichê. Água mole, pedra dura. Tanto bate até que cansa. Não, cara. Eh, a ideia de que temos absolutamente tudo sob controle e que o critério vai ser apenas a eficiência, ela é problemática. Então, se eu fosse utilizar uma crítica em outro sentido pro o âmbito desse positivismos, é que o positivismo ou iluminismo ou cientificismo, o nome que quiser dar, para mim pouco importa, o tipo de compreensão de mundo que utiliza da eficiência critério meio fim de maneira instrumental para resolver todo tipo de problema, ele não considera fatores elementares por não ter percebido isso, como por exemplo, que você precisa garantir as condições de produção e reprodução da vida após a realização de um projeto. ou positivismo ou cientificismo ou iluminismo ou se lá que nome a gente vai querer dar para isso que é o aparato científico que se torna hegemônico sob relações de modo do modo de produção capitalista. Não considera esse dado. Esse elemento ele não é relevante. O elemento de condições materiais de reprodução de vida, você consegue abstrair ele. E não é porque eles são burros, incompetentes, porque isso não foi considerado na hora de desenvolver os seus problemas, né? Não foi percebido isso. E aí você desenvolve um tipo de ciência que consegue se sustentar e se legitimar sem considerar esse dado, esse dado fundamental. Mas isso não é porque a teoria tá errada por si só, é pelas relações sociais, o modo de produção capitalista e como se desenvolve a ciência sobesse modo de produção. Então, mais complexo do que dizer gosto ou não gosto, sim ou não. Por isso, por exemplo, que eu jamais abandonaria. É uma teoria crítica não serve para nada. Esse pessoal de Frankfurt é tudo maluco. Não, não é, mano. Tem coisa muito importante da gente considerar lá. Eles perceberam os efeitos negativos de determinadas estruturas eh [música] que não consideram relações subjetivas, por exemplo, na tomada de decisão, que são importantes. São importantes. São vários fenômenos que a gente tem que considerar, mas são limitados em outros. Quando eles colocam toda a culpa no cientificismo ou na racionalidade ou não sei o quê, aí tá errado também. Aí você faltou-lhe pernas. Então, ó, pezinho aqui, pezinha ali. O critério é resolver problema. Precisamos resolver alguns problemas. Diz nosso querido Rubens, eu acho que o que gera problema do positivismo é abre aspas, fechar. Fecha aspas. O modelo que você está usando. Sempre na análise você considera está considerando X variáveis, mas precisa estar aberto a novas variáveis. Também pode ser. É, uma coisa importante da gente sempre lembrar é que conhecimento ele é limitado, óbvio, por óbvio. A ciência também, por óbvio. Nós somos seres extremamente limitados por óbvio. As verdades não serão infinitas, eternas por óbvio, porque as condições mudam, as relações mudam e as novas novos problemas exigem novem novas soluções e a gente precisa resolver, né? Então, óbvio que dentro do método científico moderno isso está a abertura para isso, né? A ideia, inclusive, é isso, né? Que a gente tome cada vez mais as rédias para resolução de problemas, mas ele pode cair em algumas armadilhas. Então a gente tem que estar sempre atento, sempre atento. Diz querido Gabriel. Entendi. Muito obrigado. Muito de nada. Disponha. Diz querida Jéssica, sobre conhecimento, tô refletindo muito lendo teteto. Caraca, lteto, o Teteto é massa. Interessantíssimo, Teto. Essa tradução grega do TTeto, pô, a última vez que eu li o Teto, eu tava na graduação faz muito tempo, mas eu gostei muito. A gente tinha alguns amigos, né? Nós nós éramos em três três camaradas que andavam juntinhos. Eu me chamo Bruno, Pedro e Jarino. Aí por alguma razão, virou o trio Brunócrates, Pedráclito e Jarinales. Pedráclito e Jarinales. É o trio da filosofia antiga. Brunócrates, Pedráclito e Jarinales. Jarinales de Mileto, Pedráclito de Eleia. E Brunócrates de Brunócrates. Pergunta ao nosso querido José. Por falar em Teteto, você teve aula com a Maria Cecília? Ah, ela está traduzindo Teto. Parece que vai publicar a final. Maria Cecília Aquí, irmã nosso queridíssimo Nando Reis. Se sim, não tive aula com ela. Participei de um debate uma vez e ela participou de um minicurso que a gente organizou no Congresso de Filosofia Latino-Americana, filosofia no Brasil e na América Latina, lá na Federal do ABC em 2016. Aquil então foi nessa aí. Mas eu nunca tive aula com a Killa, mas ela é fantástica, né? E ela tem a genética ali deu certo, né? Não do rei. Maria Cecília, nossa querida Kilha. E ali apologia massa, Jéssica, tô lendo o TT, não sei qual a sequência. Ah, a sequência é aquela que Jesus lhe encaminhar. Não lembro também. [risadas] Brunócrates do Capão. Cara, isso aí, minha filha. Eu só que a Luna do Capão. Minha filha meteu essa uma vez. Eu não tenho medo não. Que que é Luna do Capão? Ô meu Deus, minha filha é maluqueira. Diz, querido José. Tive aula com ela no último quadro. Amei ela. Ah, aquilo é incrível. Aquele é muito legal. Aquil é incrível. Hum. Bom, gente, seguinte, o seguinte, seguinte, vamos lá. Qual que é o problema, né? A gente tá tendo uma sequência aí de tretas dentro da esquerda radical, né, que houve. Pergunta, Gabriel, a sequência não é sofista? Eu não faço ideia. Não faço ideia. Não faço ideia. Diz que o Thiago Platão não tem uma sequência. Os livros têm temáticas próprias. Aí, ó, vocês que sabem. É, não sei. Star Wars começa pelos três episódios finais, depois vai pro começo. Uma confusão danada. Vai entender. Então, cara, eu sou muito assim, depende do tipo de estudo que você quer fazer, né? Você quer estudar filosofia antiga que deu vontade, vai ter um tipo de planejamento. Você quer estudar filosofia antiga porque você tá num pesquisa séria, engajada, não sei o quê. Aí eu acho que seguir a ordenzinha pode ser importante. Então fiquem em paz, né? Não não se sintam pressionados. Leiam o que lhe aprover, o que lhe interessar. Sempre, sempre, sempre, sempre, sempre. Cara, mas a nossa esquerda bom dia, querido Guilherme. Olha, eu tô tô toda hora tentando puxar o pap e não tô conseguindo. Bom dia, Guilherme. Acabamos de comentar do nosso querido Rap Rogério Araújo Pereira. Acabamos de comentar dele. Lembrei de você. Bom dia. [risadas] A piada do Rap é muito besta, mas é muito boa. Ele escreveu um texto sobre isso. Ele refletindo sobre eh a linguagem. Não é estranho que exista a palavra uns? Uns é um no plural. Uns. Para que isso? É um no plural. Não existe contrário. Por exemplo, doi, que é dois no singular, né? Não tem necessidade disso. Por que que a gente criou um, né? Um no plural. Eu acho maravilhoso isso. Eu acho maravilhoso isso. [risadas] Diz que do José diz o Pedro que Menon, Protágoras, república são livros relacionados entre si, sendo república o último. Tem potencial. República acho que é o último mesmo. Eu tenho inclusive uma tatu aqui, ó. Calepata. Aquilo que é belo que é bom, né? Aquilo que é belo, que é bom. É duro, é difícil, é árduo. Calata. República de Platão. O Mortuga é bom demais. É bom mesmo. Tem sim. Um par. Você tem um ponto, querido Alan. Você tem um ponto. Um par. Um par é dois de um, né? Olha, olha aí a gente conseguindo superar essa reflexão de de rá para é um que é dois. Mas que é um? Como é que é dois? E agora a gente tem trisal, que é três, mas é um, mas é três. Ó, a reflexão aí diz, querido carapa Bruno, qual a problema da teoria crítica para eu levar pro meu coordenador da posse? [risadas] Ai, ai, ai. [risadas] Você pode falar pro seu coordenador da pós que o problema da teoria crítica é o fã clube, né? O fã clube, pós a estruturação da teoria crítica, começa a perder um pouco a linha e abandona a ciência por completo. Qualquer critério de razão e racionalidade entra num buraco chamado pós-modernidade, que aí, meu amigo, aí é perna para que tequero lá. Ele é gente, vocês vocês são muito muito freudianos, mas aquilo que é belo, que é bom é duro, é árduo, é difícil, é complicado, não é fácil, faz a gente sofrer. É isso. Aquilo que é bom é duro. Lá ele é vocês também não sabem apreciar a dureza. O vídeo do Guilherme tá bom demais. Ah, é, eu tenho que pegar o canal. Esqueci o canal. Ai, como é que era o nome do canal? canal do Guilherme produziu a narração totalmente excelente do vídeo. Discrito Guilherme, ontem estava revendo o nome da Rosa. Bate diferente atualmente. Deve bater. A gente tá tá misturando assuntos. Eu tá me deixando preocupado. Foi de par trisal duro que é bom que bate, bate é bom, bate é diferente atualmente. Eu tô confuso. E são apenas 9:15 da manhã, cara. Mas o que acontece? que acontece, né? Hum. Ó, tem um movimento que eu gostaria de destacar aqui entre nós. Opa, pera, botei o bagulho errado. Espiral da história. [risadas] É tipo isso, tipo isso. Ã, cara, o pior é que é bom mesmo, né? Agora tô pensando no negócio, é massa. Nome da Rosa é muito bom, mas bom, eu eu ai eu tenho tempo exío hoje, tenho que ser direto ao ponto e não tô acertando meu tempo. [roncando] Ah, que acontece, cara? Eu vou pegar aqui um caso, não é pela polêmica e não é para bateção de boca nem coisa do tipo, é porque é um caso exemplar, tá? pegar um caso exemplar, muito exemplar, que é o caso recente da nota saída desligamento. Não sei que nome que a gente vai dar pro aconteceu recente com o Jones no PCBR R. Espiral, Espiral, Espiral é o nome, é o nome do canal. Deixa eu pegar ele já. Eu tô bom. Tudo bem, já vou pegar o canal. Pensar no negócio aqui. Tô confundindo hoje já. Tudo bem. Mas o que acontece para eu não perder minha linha? Meu Deus do céu, tô ficando confuso. O apenas como meramente por uma questão ilustrativa e exemplar o caso de nosques, Manuel. Saindo do PCBR ou sendo saído, já não sei mais em que pé tá a história, mas importante da gente avaliar que acontece. Aqui no canalzinho a gente tem colocado alguns conteúdos que têm sido críticos à posição do pessoal de esquerda, de uma parte da esquerda de internet a radicalizada, cujo verdadeiro inimigo, né, nos conteúdos que tem trabalhado, nas discussões que tem feito, eh, tem a ver com falar mais mal da esquerda existente, né, da esquerda realmente existente, por exemplo, governo Lula, o Partido dos Trabalhadores, essa coisa toda. do que, por exemplo, do fascismo, do que considerar o risco que a gente tem do conservadorismo brasileiro crescendo. Então, a crítica se torna uma crítica que valoriza muito mais um enfrentamento eh teórico ou um enfrentamento sobre questões atuais do governo específicas e tal, diariamente, do que uma um trabalho de base efetivo, do que uma organização da classe trabalhadora em nossas frentes de luta, do que enfrentar a extrema direita, do que considerar o perigo do retorno do fascismo à cadeira presidencial, né? Porque o fascismo está presente na sociedade brasileira, ele não precisa virar presidente para continuar funcionando, ele tá ativo. E aí o pessoal não tem pesado isso, né? Então, vale mais você fazer uma oposição à esquerda para ser a nova esquerda do que você fazer um trabalho de base para tá junto com a classe trabalhadora, criar condições para quem sabe a gente se torne uma força mais interessante dentro da realidade brasileira, né? Efetiva, efetiva. E aí nega-se a nossa história, né? nega-se a esquerda realmente existente, nega-se o a realidade brasileira como ela está disposta, o contexto no qual nós estamos, a conjuntura e vale mais a posição, a performance, vamos dizer assim, de uma esquerda radicalizada em nome de valores, em nome de ideias, em nome de o que a gente quiser, mas sempre muito abstrato e no âmbito muito mais teórico ou moral do que efetivamente prático, né? Então, vamos ser uma esquerda, uma oposição à esquerda, verdadeiramente oposição de esquerda. Por quê? Por uma questão prática, estratégica, pra gente conseguir obter com eficiência determinados objetivos. Quais são eles? O objetivo traçado determina quais são as táticas necessárias para o seu alcance. Qual é o objetivo traçado? Simples assim, entendeu? Se eu traço um objetivo, quais são os meios eficientes para eu alcançar ele? Eu preciso considerar isso. Não posso abandonar, não posso achar que é não, não é pelos meus valores abstratos, genéricos. Tracei um objetivo. Qual é ele? Como alcançá-lo. Simples assim. Esse objetivo, vamos avaliá-lo a partir do impacto que ele tem na sociedade como um todo, no entorno? O objetivo vai ser avaliado pelo benefício que ele traz pro sujeito executante? São coisas que a gente tem que considerar, né? Estratégia, tática, planejamento, ciência, ciência sobre o mundo, um grau de pragmatismo necessário pra gente poder atuar, né, efetivamente na nossa militância e na nossa organização. Isso é fundamental, fundamental. Preciso desses critérios. Preciso de clareza, preciso de pragmatismo. Pragmatismo aqui não no sentido negativo, nem no sentido do da passividade, da aceitação das coisas como elas são. Aceita que dói menos aí essa conjuntura. Não, prmatismo do pera aí, quais são as condições que eu tenho? O que eu preciso fazer para criar condições mais favoráveis? É isso, com eficiência, né? Com eficiência. Então isso é muito importante, seja para quem tá organizando, dirigindo um partido, um coletivo, uma candidatura, seja para quem tá apoiando, seguindo ou se organizando enquanto classe trabalhadora no seu dia a dia, porque não é só uma decisão nas instâncias partidárias superiores, a gente também, como a gente se organiza para dar apoio aqui, para dar apoio ali, para seguir por esse rumo, para seguir por aquele, para se organizar e se fortalecer enquanto classe, né? A gente também precisa de critérios claros para tomada de decisão. A gente precisa dessa estrutura teórica, né, de interpretação da realidade, que seja prática, que considere a prática, o efeito prático e real. Então, é muito importante da gente ter esse tipo de pesos e contrapesos, né? Marcos jamais diria e jamais disse em certo sentido [risadas] que o ponto dele era, olha, nós temos valores aqui inegociáveis e esses valores inegociáveis, eh, perí, deixa eu pegar um negócio aqui. Esses valores inegociáveis, a gente vai considerar eles como o nosso critério de verdade, como aquilo que vai fazer a gente pensar efetivamente, né? Não, não foi isso. Não foi isso que o Marcos falou pra gente, foi outra coisa. Ele não falou pra gente se guiar por uma teoria genérica também. Não, me parece que não era esse bem o objetivo. Me parece que a gente estava discutindo sobre outros termos e outros temas. Me parece que o importante era fazer uma boa análise da realidade social, uma boa análise da conjuntura das estruturas para uma boa tomada de decisão. Não adianta os 300 de Esparta querer se juntar para derrotar o Império Persa, porque sozinho eles não conseguem. Pode ter uma grande batalha, mas todos eles morrem. >> [risadas] >> e não necessariamente foi conduzir para uma grande vitória depois. É, então assim, né, é o o famoso comentário de André Rizeek na Copa de 2014. Brasil e Alemanha, Neymar machucado, aquele time tenebroso do Felipão. Vai para cima, bota 15 pontos aí, vai para cima da Alemanha. 7 a 1 paraa Alemanha. Faltou olhar um pouquinho pra conjuntura, né? Faltou olhar um pouquinho o cenário. Fal: "Não, não, mas a gente vai porque a gente vai, a gente tem vontade, nós temos gana, nós temos gana de ganhar." E tomou 7 a 1. Pragmatismo alemão venceu com sobras, né? E a gente ainda não entendeu isso. Então, é importante, importante da gente levar isso em consideração. E é isso que eu quero conversar um pouquinho. E aí eu vou ler dois textos, tá? um texto eh um texto da minha monografia do da graduação. Então, peço perdão pela escrita. Ela já tem muitos anos atrás isso aí, faz 13 anos já. Então, perdão. E a outra é um textinho recente que eu publiquei, que aí é um textinho interpretando Marx. O primeiro não é sobre Marx, o segundo é. E aí a gente vai fazer um bembolado aqui. Dis diz querida Jéssica Chavoso dizendo que não vai votar no Lula e os jovens que seguem repetem a mesma fala. O censo voou para o outro planeta. Exato. É, por exemplo, isso, né? Por exemplo, isso. Ah, prefiro votar no fulano de tal do que votar no AD. Eu olha, eu eu gostaria meu coraçãozinho aqui, que presidência desse país estivesse junto à unidade popular pelo socialismo, partido do qual seu filiado. Mas sabe quais são as condições históricas disso acontecer em 2026? Não existem. Não tem como, entendeu? Não tem. Ah, mas pode ser que, cara, olha pra realidade. A gente não vai. E nem é esse o objetivo. Tanto que declaradamente lançamento de candidatura no partido sabe que não é para vencer nesse momento, porque porque não tem como, ainda mais um cargo de presidência. Então você constrói de outros meios, por outros modos, utiliza outros espaços, né? Ah, não. Por quê? Porque eu não voto mais nesse cara porque eu tô cansado dele. Tudo bem, tá cansado dele. Aí pode vir uma coisa que você declaradamente a gente já sabe que é pior, tipo Bolsonaro. Então, é uma questão simples, é, é um cálculo muito simples e não adianta você falar: "Não, mas a gente vai fazer uma propaganda". Cara, junta tudos os canalzinho aqui de de YouTube para fazer propaganda, atinge as mesmas pessoas numa bolha que se der dois se der 2 milhões de pessoas, o que não dá, se der, teria que converter esses 2 milhões de votos, que não dá, não dá. E aí você vai ter que enfrentar toda a outra máquina hegemônica que existe, todos os outros canais de direita, toda estrutura de zap, de fake news, a própria mídia hegemônica que vai estar contra qualquer projeto de esquerda e essa parada toda. Ah, não, mas a gente aqui vai ter uma posição moralista individual que diz que nós não fazemos isso com esse cara. Não seja burro, entendeu? Não seja burro. É só isso. É só isso. É só olhar a condição. Ah, eu gosto dela. Não gosto. Eu queria estar diferente. Eu queria não tá preocupado, por exemplo, que a minha filha talvez não tenha ar para respirar quando ela tiver 30 anos de idade. Eu queria que ela vivesse mais do que isso, mas eu olho para fora e essa condição não tá dada nesse momento. Então vai ter que organizar para fazer a parada ser diferente. E não adianta na minha vontade eu sair gritando, maluco, querendo quebrar coisa e botar fogo e não vai funcionar. Eu só vou ser um maluco. Diz querido Rubens. Além de pragmatismo, eu diria racionalidade. Sim, mas aí a gente vai ter que delimitar bem o que nós estamos chamando de racionalidade. Mas você tem razão. Descrito fazer o watch. Primeiro a gente elege o grande líder, depois a gente vê. >> [risadas] >> Não é, mas o problema da gente falar em termos abstratos é que, por exemplo, o Lula é o grande líder que a gente tem hoje. E aí a minha aposta é muito mais nele do que no Partido dos Trabalhadores, apesar de saber que o Partido dos Trabalhadores tem quadros bons, faz uma excelente gestão de capital [risadas] do estado burguês, gere muito bonitinho, tá? Tá legal, extremamente limitado. A vantagem é que a gente ainda tem uma liderança vinda da classe trabalhadora efetivamente que é operário que senta na cadeirinha de presidente. Mas assim, não que eu esteja feliz, né? É o que dá, pô. Diz querido Gabriel, o importante é ser o mais marxista e seguidor do tem uma obsessão com grande líder que fazer o what? Pragmatismo alemão ganhou, ganhou de 7 a 1. Exatamente. Foi esse o comentário do Rizek. Coragem, Felipão. O meio-coampo da Alemanha não marca muito. Escala o William, deixa três volantes para depois. Joga sem medo. Exatamente. 7 a 1 paraa Alemanha. [risadas] É basicamente isso. Não, vamos que a gente consegue. Só taca para cima. 7 a Alemanha. [risadas] Diz que Rubins. Mas tu vai de UP no primeiro turno, Brunão. Ou de PT? Chupê, óbvio, vamos seguir o partido, né? Mas isso significa que a gente vai ficar depreciando a luta dos trabalhadores, a organização de partidos de esquerda de que o nosso grande alvo durante as eleições como um partido antifascista é criticar o Lula e não o fascismo efetivamente que vai est se candidatando como oposição. Seguindo as orientações do partido. Seguindo as orientações do partido, quem é seu alvo? Entende? Unidade Popular pelo socialismo, primeiro partido antifascista declaradamente desse país. Aí, quem é o meu alvo? Não, a questão não é só apoio ou não apoio, é quem é meu alvo na hora que eu vou fazer crítica, na hora que eu vou organizar a classe trabalhadora, na hora que a gente for discutir. Não é só performar a oposição, é entender o que a gente tá fazendo. Mas isso aí faz parte da vida, Gabriel. Isso aí faz parte da vida. Eu passo pando pro FBC porque eu gosto dele. Tomei de 7 anão da Alemanha. Fazer o te disso. Nem o William no auge não ia aguentar o pragismo alemão. Hoje o futebol do William tá feio demais. Tá coitado do William. Tá. Aí vota no MI para variar. É, então exatamente contra tudo que tá aí, contra o sistema. Aí bota o mais antissistema que tiver. O mais antisistema que tiver é o maluco que tiver de peruca performando alguma coisa insana. Isso é antissistema. Aí virou um piadão, uma coisa engraçada, né? É o Trump, é o Milei, é o próprio Bolsonaro, antisistema contra tudo que tá aí, um palhaço, babaca, bolsa de cocô, o Zelensk é contra tudo que tá aí, é contra é antissistema. Vi aqui para para balançar as estruturas, né? Se é isso que nos interessa, essa nossa propaganda, adivinha o que acontece. Diz querido Thiago, a Rita Vonrant nas eleições que o Bolsonaro venceu também mandou essa no primeiro turno, não vai voltar na Hadad. Tudo bem. Eu eu votei, né? [risadas] Votei chateado, mas votei. Mas é isso que a gente faz, né? Discrito fazer o what? 2 milhões na paulista não te pega? Eu nunca vou para paulista. [risadas] Não, não me pega. Diz quido Rubens. É tipo voto de protesto no caneta azul. Exato. Aí vai ver o partido do cara arrasta vários políticos de direito só com votos de protesta. É o efeito tiririca, né? É uma parada que eu acho maluco, que é o lance do pessoal tratar a urna como caixinha de recado, né? Correia elegante. Você vai mandar um recadinho. E eu odeio isso, cara. Vamos dar um recado nas urnas. Eu falei, gente, urna não é correio elegante. Urna dentro da democracia existente de política burguesa, na qual a gente tá jogando, né? A gente quer ganhar, o nosso objetivo é ganhar o jogo burguês, não é superar. Tudo bem, mas enquanto a gente não superou, a gente tá jogando esse joguinho aqui, tá nesse level ainda, né? O nosso nível ainda tá aqui. Nesse nível, para eu passar dessa fase sem sofrer tanto dano ou conseguir pelo menos terminar ela sem ser eliminado e dar game over, que que eu faço? Ah, eu jogo dentro das regras desse joguinho. Dentro das regras desse joguinho, o que é menos maléfico para que a gente continue vivo, atuando e trabalhando na organização militante? OK. faço tal coisa. Ah, não, mas a gente tem que mandar um recado. O que é mandar recado? Manda e-mail, manda um zap, manda uma SMS se você quiser. Mas não é correio elegante. Urna é coisa séria. Então a gente não pode tratar como se a gente tivesse mandando mensagem para alguém. Está decidindo como vai ser administrada a estrutura pública durante 4 anos. Ah, mas eu não gosto desse sistema, eu quero superar a burguesia. Sim, superar a burguesia não é botando um fascista no poder, né? garantindo que um canal vire presidente, vire prefeito, vire governador, que a gente tenha 2/3 da Câmara Conservadora ou de Centrão, né? Centrão e conservador reaça babaca. Ah, é assim que a gente ganha, é assim que a gente supera. Você acha que você vai estar vivo depois, meu amigo? Entendeu? [roncando] Eh, calcula, analisa, analisa as condições, analisa os efeitos. Aí é claro que a frase que vai vir é: "Ah, então aceita tudo que tá aí, mas o Lula fez isso, mas o fulano de tal fez aquilo, mais o não sei o que." Meu irmão, pouco me importa a moralidade e as intenções desses humaninhos. Como é que a gente ganha um respiro para mais quatro tempinho continuar na organização da classe trabalhadora, continuar atencionando, continuar trabalhando com o sindicato, continuar trabalhando com o coletivo, continuar criando condições para que a gente possa aumentar aí as fileiras dessa organização social, né, que que deseje superar o o capitalismo. Revolução a gente não cria por vontades, né? Eu não tenho um planejamento do para fazer a revolução, basta a gente fazer tal coisa. Não, isso isso não existe. A revolução ela acontece, ela é um momento que se chama revolução porque ele é inesperado. Ele é um efeito de um processo inesperado. Ninguém viu tudo que tava ali, de repente, plau, eclodiu uma coisa. Aí o nosso trabalho é criar condições constantes para que isso seja possível, para que, ó, bom, tá aumentando aqui a galera com consciência de classe, compreendendo qual o lugar no mundo, entendendo a necessidade de superação do capitalismo. Show de bola. É isso que a gente faz. De repente, se acontecer uma parada, a gente aproveita. É basicamente isso, mano. Ninguém tem o botãozinho de controle. Não é seguir a voz de um comandante. O comandante vai chegar e vai falar: "Gente, amanhã, hein? Hoje é dia 5 de maio. Amanhã no dia 6 às 4:33 da da tarde nós vamos iniciar o nosso processo revolucionário. Isso não existe. [risadas] Vamos convocar as pessoas para colar com a gente. Não, não existe, gente, pelo amor de Deus. Entendeu? Então é é a vida. Ixe, minha música parou do nada. Volta a música. Isso, exatamente. Nosso querido esquerdos autorais que fala aí, Ed. Importante dizer que se o objetivo fosse só não votar, ele não falaria, mas se fala é para gerar rejeição ao Lula. Exatamente. Entra a esquerda. Logo só prejudica Lula e favorece Flávio. Mas isso é uma questão óbvia, assim, uma questão óbvia, pragmática. É óbvio, é óbvio, óbvio. Mas aí você pensa, não, mas ele tá falando pra esquerda. Quando a gente fala na internet, quando você utiliza esse microfone, isso eu aprendi na igreja, tá? Igreja é um lugar importante pra gente fazer aprendizado político de militância. Quando você vai dar uma pregação, quando você vai falar no microfone para um público, pro púlpito ou vai pregar na rua, você tá falando para um público amplo, [suspirando] não é? Você não tá falando só pros de dentro. Então você tem que pensar nos seus interlocutores de maneira ampla e aí você toma cuidado, você balança o que você vai falar pelo porque pode dar gerar efeito negativo, não intencional. Você calcula, pera aí até aqui não, até ali. Tem coisa que dá para falar, tem coisa que não vai dar para discutir. É, é fácil. Se você fala na internet, um público variado, aleatório que esses, né, vai cair vi de qualquer maluco aí. O cara vai ouvir o que eu tô falando e ele pode ser de esquerda, pode ser de direita, pode não ter nenhuma clareza política, pode simplesmente cada dia estar resolvendo seus BO e meu, o que deu deu, o que não deu, não deu. Não preciso de uma coerência na infidelidade partidária, tô vivendo, vivão e vivendo. E aí ele vê uma fala de um maluco da quebrada de periferia que, ah, mano, mas esse Lula aí não sei que lá, não sei que lá, não sei o que lá, achando que tá fortalecendo a esquerda. O maluco, é verdade, esse Lula é um babaca. Eu vou votar no Flávio. É óbvio, mano. Entendeu? É óbvio. Você acha que porque a gente cria uma oposição legítima dentro da esquerda? Eh, e aí a gente tem que fazer enfrentamentos críticos, a gente tem que botar os limites, tensionar. Óbvio que a gente tem que fazer isso, óbvio. Mas você acha que simplesmente depreciar a figura de uma liderança de esquerda, depreciar os processos históricos realizados, você acha que simplesmente fazer isso vai se converter num tensionamento pra esquerda? Não vai, porque o que vai converter em tensionamento paraa esquerda é trabalho de base. É isso que faz. É relação tete a tete, ombro a ombro, trabalhando, trabalhando conjuntamente. É isso que reverte. O PT é do tamanho que é e tem o efeito que tem, porque ele surge das bases populares de processo de 20 anos de formação de luta de militância sindical nesse país. E não é porque o Lula puxou esse pessoal para ele, não tem o papel do líder carismático, é óbvio que tem, mas o ponto é é das organizações de trabalhadores. É aí que tá o negócio. Ah, quero competir. Quer competir? Trabalho de base. É isso que a gente tem que fazer. Por isso, inclusive, que eu sou muito encantado com a Unidade Popular pelo Socialismo, partido ao qual eu sou filiado. O foca trabalho de base. Diz que esquerdos autorais, no fim das contas, não voto no Flávio, muito menos no Lula, pois só promove queição do Lula. Exatamente. [risadas] [roncando] Bom dia, chat X. Então, bom dia, Prof. Chat Trevoso. Fala, Borduna. Como é que você tá, cara? Tudo bem? Diz querido Gabriel, pessoal fica numa todo mundo é meu alvo e aí parece antipolítica. Mas é antipolítica porque acha que é isso que vai ganhar nessa performance, né? Essa performance não ajuda a gente. Meu Deus do céu. Diz querido Felipe. Bom dia, amigos. Bom dia, Felipe. Bom dia, Felipe. Primeira pessoa santificada nesse canal. A gente tem que sempre lembrar disso. Primeira beatificada em vida. É o voto crítico. Pode crer. [risadas] Bruno Gamer diz quo Borduna. Mas desde antes do maca o Tião e voto em rinocinonte. O macaco. Ah, o macaco tão e o voto macaão. Eu ol confundi. Duant maca o chão e voto em rinceronte. Eu já me perdi tudo, mas estamos junto. Diz querido Rubens. Deixa o like aí rapaziada. É verdade, eu sempre esqueço disso. Deixa o like aí, compartilha, faz cortes e publica. Diz querido Gabriel. Então, o problema é o leninismo, a ideia da vanguarda como entendida hoje. Me parece o que hoje a teoria dos grandes homens, só que vermelha, não. Então, mas o aí que tá o o Gustavo Machado, ele sempre lembra de uma anedota que ela é importante, que duas semanas antes da revolução de outubro acontecer, Lenin tava numa universidade falando para jovens eh numa palestra dizendo: "Olha, vocês vão ver a revolução um dia, né? Pena que eu não vou poder ver isso acontecer, porque apesar da ideia do partido de vanguarda que vai dirigir, e eu gosto da ideia do partido de vanguarda, assim como eu gosto da ideia do líder carismático, né? Não é nem só que eu gosto, ela é eficiente, ela existe, ela acontece, né? Não adiantou lutar contra a realidade. Isso não significa que a revolução é dirigida pelo partido de vanguarda. A revolução ela é popular e o partido de vanguarda entra para auxiliar o processo revolucionário. O que acontece depois é outro jogo. Mas a o partido de vanguarda que tá elaborando, que tá pensando, ele não deflagra a revolução. Ele não deflagra a revolução. E essa galera não entendeu isso. Eles acham que não. A gente deflagra. Só a gente ficar falando que ele deflagra. Em confissão positiva, né? Vai acontecer, vai acontecer, vai acontecer. Bota o William e tira três volantes. A Alemanha nem marca tanto assim. 7 a 1 paraa Alemanha. Pior que é óbvio mesmo, diz Rubens. Eu fico só imaginando onde a gente poderia estar se não estivesse, se não tivéssemos que ficar falando óbvio toda hora. Mas a gente fala e ninguém ouve nada. É o [risadas] o óbvio precisa ser dito com frequência. Dis querido fazer o watch. Mas aí você conhece Marx, não é realidade da favela? [risadas] Perdão, foi elitismo de minha parte. Que escarapa. Mas podemos considerar que hoje o trabalho de base também é a tela a tela. É tela a tela? Não, pois se está tudo automatizado, o trabalho está muito mais na tela que em outro lugar. quando não está trabalhando. Então não, não, eu vou dizer por não, a divulgação, as ideias, o conteúdo, a troca, ela pode rolar tela a tela, ela pode e ela rola tanto que a gente divulga conteúdo, a gente fala, a gente expressa, tal, mas ele tá filtrado por algoritmo, a gente não ganha nesse algoritmo, ele não funciona a nosso favor, ele funciona a favor de mercado, ele funciona na base de mercado e essa galera tá reproduzindo dinâmica de mercado. também em certo sentido, apesar de ficar aqui relutando, como você bem sabe, carapa. Eh, então não ajuda a gente, não fortalece organização de base, não potencializa a classe trabalhadora, divulga ideias, divulga informações, mas não forma base. Base você forma na organização de coletivo, na organização de solidariedade, no ombro a ombro, no nessa confiança que você estabelece no conviver junto, não tá junto. É aí, meu amigo, é aí. Não tem como, não vai ser no discurso, não vai ser a distância. A convivência, ela é muito importante. E aí que coisa acontece? A gente se encontrar, a gente pode depois eu conto sobre isso. Vocês vão ter que confiar em mim agora, porque eu não vou desenvolver a teoria. Fazer o diz: "Infelizmente o líder carismático funciona." Não é infelizmente, é a realidade, né? Me diga uma revolução, uma revolução, uma revolução que não tenha girado em torno de uma liderança carismática fundamental paraa coesão dos trabalhadores ou dos grupos em questão. Uma organização que não tem esse papel importante. Alguém já conseguiu pensar em uma aí? Não tem. Por isso é importante inclusive pensar populismo, a teoria do populismo, como ela é desenvolvida aqui na América Latina. Ernesto Lacla, Chantal Muff, o próprio Henrique Dussell, a galera pensando, pô, meu, esse papel do líder aí, que o pessoal chama de populismo, de uma coisa ruim e tal, já é uma leitura, inclusive errada do Weber, tá? que o Weber fala sobre ser mais racional e funcional, estrutura burocrática do que a carismática, que a carismática você não tem controle, ela não consegue se reproduzir, se manter por muito tempo que ele tá correto, mas isso não significa depreciar o papel do carismático, ele acontece na história e parece que ele é bem importante paraa organização popular, bem importante. Eis a vida. Eis a vida. Aí a gente pode ficar brigando com a realidade ou a gente pode manejar a realidade. Então, diz querida, disquerido Rubens, eurocêntrico demais você aí falando de Marx. É, perdão, fui muito colonizado. Diz: "Querida Geseli, Bruno, só me desalienei e acabei me radicalizando após eleição de Bolsonaro durante a pandemia, principalmente ouvindo o Humberto Matos e os outros web comunistas." Que legal. Então isso é muito massa, diz ali. Eu não nego o papel da produção de conteúdo, tanto que a gente tá aqui, ó, produzindo conteúdo e é excelente. E que bom que essas essa galera produz um efeito bacana da gente se perceber no próprio Jones, cara, com vários amigos e amigas que eu tenho que começaram a a se radicalizar ouvindo o conteúdo do Jones. Isso é massa. Porém, contudo, todavia, porém contudo, todavia, isso não necessariamente faz a formação de base, não faz a gente conseguir se organizar, ter mais noção de quais são os limites que a gente consegue alcançar ou não, né? A internet ela dá uma ilusão de que a gente tem muito poder e a gente não tem, a gente não tem, a gente não tem poder efetivo. Poder efetivo ele se dá na organização pessoal, interpessoal, rua a rua, casa a casa, tá? tá junto. Isso faz muita diferença, muita diferença, muita, muita diferença. Mas é bom que essa galera realmente produz isso. Disquido Rubens, até porque a gestão do bem público não é tela tela também, não é presencial. Exatamente. Mas tela tela ajuda muito a espalhar a palavra. Tipo um jornal. Exatamente. Não, o Marx ia tá animadíssimo com a ideia do dos YouTube, essas coisas. Marc, você tá felicíssimo. Fala, gente, olha queele jeito legal da gente fazer propaganda e agitação. Propaganda e agitação não é necessariamente a gente garantir consciência de classe e organização da classe trabalhadora. Precisa de partido, precisa de coletivo, precisa de sindicato. Um grande sindicatão, né? Igual a igreja demolei, goteiros, grupos orgânicos desse jeito. [risadas] Discrita Jeseli, desde então, lendo e procurando me instruir, escuto o canal do Jones porque eles fazem muita gente boa, é verdade, com conteúdo que não tem vozes em outros lugares. Isso é verdade também, Jeli tem toda a razão. Só vou criticar aqui a linha editorial que até totalmente ou é é totalmente somos alternativa a Lula e não somos alternativa a ao fascismo, né? Críticos ao fascismo, enfrentando aí os riscos da nossa atualidade, é só antiula. E aí é um problema, tem uma certa fixação aí que a gente tem que criticar. Esta última versão do do Lula está entável, só não estão fascistas ainda. Isso tem que ser dito. Então eu eu tenho, mas vou voltar no Lula. Excelente. O resultado final é bom. Gostei, mas vou voltar no Lula, é, acaba acontecendo. Mas é engraçado porque, por exemplo, o que o Lula, o que esse o governo três do Lula tá fazendo é algo que tá me surpreendendo, na verdade. Inclusive, eu achei que ia ser muito pior. A minha perspectiva, depois que a gente ganha eh ganha do fascismo em 2022, né? A minha perspectiva era buraco, assim, ela falou: "Meu, os próximos 4 anos a gente não tem o que fazer, né? Vai ser um inferno na terra". E não foi, não foi. Eu achei, achei na verdade bem impressionante. É que o grande ponto é a gente vai olhar qual a proporção dos problemas, né? Como é que a gente vai pesar a proporção dos problemas. É essa a discussão que eu acho que a gente quer fazer, né? Precisa fazer, né? Mas é, eu vou tentar fazer isso em 30 minutos porque eu tô sem tempo. Diz querido Alcan Retor, eu também vim nessa onda, Giseli. Massa. E estamos junto aí, ó. Estamos nos encontrando. É, agora é aperfeiçoar, é afinar aí, afinar o nossa nossa atuação. Pergunta querida Gis ali. Como atuar sem se filiar a partido? Tem como? Tem tem bastante. Em que comunidade a gente tá envolvido? Comunidade religiosa, comunidade eh de bairro? organização da galera que joga boliche na quarta-feira, futebol do fim de semana, a gente atua coletivamente em associações diariamente ou com frequência. Se não tá atuando, a gente pode acabar se envolvendo mesmo na família, esse tipo de coisa. E é nesses ambientes que a gente também atua militando, né? Em que a gente consegue fazer ações conjuntas, apoiar pautas, chamar o pessoal para participar de manifestação junto com a gente dentro desses espaços, né? promover experimentações de militância, de exercício democrático nesses âmbitos também. Aí que tá, né? Ah, não precisa ser um partido só. Tem outras coisas. A gente lá na revista Zelota dentro do ambiente religioso, por exemplo, na igreja que eu vou, mesma fita, na em coletivos de pesquisador que a gente tá, atua também politicamente. Então, pronto. Tem a gente tá sempre envolvido em instituições, né? E é no dia a dia, nesse conjunto que a gente vai dando, trabalhando essa aproximação e associação entre trabalhadores e a busca por consciência de classe, perceber o nosso lugar do mundo. E aí, mano, é aí, é aí o voto, ele não vai vir pela propaganda só. E se a gente é comunista mesmo, a gente acredita nisso. A gente sabe que, tipo, cara, não é só fazer uma propaganda de quatro em qu anos, não é dizer em quem você vai votar. A gente nem gosta muito dessa ideia. >> [risadas] >> Então, né, a gente procura outros outros outro tipo de de atuação e organização. Bom dia, querido Juan Gabriel, que diz: "Bom dia, Bruno Naval". Naval gostaria de estar na praia nesse momento nadando. Diz: "Querido Thiago, pessoal tá chateado que o Lula não tá de esquerda". É, não tá mesmo. Mas esquece que o governo dele é de contenção e negociação mesmo. E ele mesmo disse, né? Então assim, expectativa realidade, entender qual é o objetivo, o objetivo alcançado, não alcançado e a gente vai tensionando. E é isso, né? Fazer o governo fez uma lasanha sem ter queijo. É pior que foi. Diz que do Borduna. Preciso trocar o óculos. Quero dizer que o voto popular como recadinho vem do tempo de votar no macaco Tião nas urnas. Ah, ok, agora entendi. Teve o caso de votar em um rinoceronte cacarec. votos para vereador. É verdade que tinha uns bilhetinhos, né? Você vota no Zé do Palhaço, [risadas] o pessoal escrevia os nomes aleatório e botava na urna. É, aí é caixinha de recado, né? Diz Rubens. Para mim o que tá pegando mais nesse governo é a questão do endividamento, mas vai rolar o desenrol 2.0. Tomara que eles consigam desenhar bem a política para desafogar o povo, né? Eu tô endividado, mas dito isso, é um problema grave a sendo enfrentado, né? Aí a gente vai enfrentar esse problema como opção A. O Lula é um não sei o quê. Esse governo não ajuda a gente não serve para nada. Conta tudo que tá aí. Pi pi pi p pi po pó que os caras tentando desenrolar alguma parada ou eh olha, já que não serve para nada, né? Né? Aliás, é isso, né? Tudo contra tudo que tá aí, então nada serve para nada. Então não vota em Lula, nem a pau. Tem que ser qualquer outra coisa e pá. Aí, adivinha quem ganha? Fascismo 2.0. Fascismo 2.0. Senta lá na cadeirinha de novo e aí, adivinha o que acontece? Vai ter algum mínimo de respiro? Não, vai piorar. Ai, que legal. Aí a gente vai ter um congresso mais conservador, que é o que tudo tende, é que vai piorar, né? A tendência é que mesmo que se ganhe executivo mais uma vez, o Congresso se mantenha conservador, se mantenha reaça, aí complica, né? Aí complica, aí não ajuda, aí não tem nenhuma força para negociar nada mesmo. Aí pode ter vontade, pode ter 7 a 1 de novo. Descarapa. Eu acredito que a visão de que a internet é só comunicação, talvez simplista para a época. Para muitos jovens ela é convivência, por mais errada que seja, e pode causar erro de estratégia. [risadas] Bote, cara. Ó, eu vou dizer para você, vou dizer para você, não sou um, aqui é opinologia generalizada tudo lógica, porque eu não sou um especialista nisso, mas eu acho que internet é comunicação mesmo. Ponto. Perdão. A gente fetizou esse bagulho aqui. Esse negócio criou vida e a gente e a gente não tá entendendo que ele é um meio. Ele não é um mundo paralelo, não é mesmo? A gente tá descolado da realidade, cara. Eu vou vou sustentar isso. Não vou desenvolver, mas vou sustentar isso em algum momento. Vai ter um papo sobre isso. Diz Kevin, importante não tirar da equação a conjuntura internacional da jogada para analisar o governo também, né? Também muito importante. Aliás, fundamental, né? Não dá para analisar Brasil descolado do resto da história e do que tá acontecendo hoje. Diz que da Giselia, obrigado Bruno. De nada, não, estamos junto. E pode ser que eu tenha falado do Gorosellia, então ouça com filtros, ponderações e críticas. Diz querida Jéssica Borduna falando em códigos tal qual o pastor Dinarne. Esse pastor Dinarne é engraçado, tem um malore próprio. Aqui teve Bod, o Body Oí oyoô ganhou também. Concordo, Jasili. Entregarasgadas e chamar os data center também é ruim demais. Concordo plenamente. Concordo plenamente. Plenamente. Soberania nacional acima de tudo. Temos que buscar nosso nosso enfrentamento. Tem que botar esses limites. Tô contigo. Ao mesmo tempo. Eh, a gente teve recuperação de de posto de trabalho, né? A gente teve melhora de condições de vida nesses últimos, nesses 4 anos, sabe Deus como a gente teve, teve a classe trabalhadora tá conseguindo respirar melhor do que nos outros 4 anos. Porque não sendo isso, hoje realmente efetivamente o que a gente tem eh Flávio Bolsonaro é alguém de direita maluco que além de terra rara e data center vai tirar inclusive condições de reprodução de vida da classe trabalhadora. Então que que eu vou pesar, né? Diz querida Jéssica, lembre-se, o G fato dizendo abre aspas, [ __ ] que tirou o Brasil do mapa da fome, fecha aspas que fala imbecil, fico só no áudio do Caetano. [risadas] É, então, mas eu nem gosto muito de ficar batendo boca nesse sentido. Ah, que o cara falou, que o outro falou, pô, não. Todo mundo tem seu direito de falar grosélia. Eu provavelmente vou falar e já devo ter falado algumas. Acho que o maior problema é a gente ter critério epistemológico de compreensão de mundo, de ciência para analisar a realidade. A nossa ciência maior é a história. Vou entrar no tema. A nossa ciência maior é a história. Nós somos marxistas revolucionários. Nossa ciência maior é a história. Ponto. A história. E a história ela não se dá em abstrato e não se dá no além. Se a nossa ciência maior é a história, é a história de um lugar específico. E nós estamos no Brasil. Brasil no ano da graça de 2026. A história que a gente vai considerar a história do Brasil no na Graça de 2026 com seu passado, sua conjuntura presente e suas possibilidades de futuro. A gente analisa história. É isso. Marxista, materialista, dialético, histórico, dialético, né? marxista, o materialismo histórico dialético. Então, sejamos materialistas, pezinho no chão, olhar as condições de produção e reprodução de vida de todo mundo, da classe trabalhadora e da sociedade como um todo. Olhamos aqui, pé no chão, botamos pé no chão, materialista histórico. Qual é a história deste país no qual nós estamos inseridos? que tem uma república surgida há cento e poucos anos como república, como estado, estado moderno, que em 100 anos se modernizou, criou um mimo de estrutura industrial mínimo, que já tá defasada de novo, sob relações de dependência, sendo um país colonizado por 500 anos, que nem poderia ser chamado de país porque era só colônia, sendo uma colônia por 300 e tantos anos, depois vira uma sede de uma sede até de de metrópole sendo colônia, uma coisa rara na história, com trabalho escravo, escravizados, 300 anos de trabalho escravizado de população negra, marginalizada, violentada, agredida etc, etc, etc. Cento e poucos anos de uma república que segue racista, que segue eugenista, que segue canalha sob relações de dependência em sua inserção no mercado mundial, se insere no mercado mundial como a burguesia que ganha dinheiro dentro da dependência, dentro de relações de dependência. Essa é a história. Lutas internas entre burgueses, lutas internas entre classe trabalhadora e burguesia. burguesia que você alia a classe trabalhadora por seus interesses, depois você separa da classe trabalhadora, conjunturas históricas de capitais conflitando capital industrial contra capital agro, né? Capital eh depois eh bancário, que vai ter a questão dos juros, de finanças, aí capital especulativo, desenvolvimento de uma conjuntura internacional de fim de guerra fria, de limites das lutas trabalhadores, ditadura. Essa é a conjuntura desse país. Tudo bem? Essa é a história. É aí que a gente parte a história desse país. Na história desse país, no início do século XX, pela primeira vez teve um governo de esquerda. Chame de esquerda o que você quiser, né? Progressista, social liberal. Dá um nome, chama de de de faísca. Teve um governo faísca, né? Então, teve [risadas] um governo, teve um governo faísca. Teve um governo Faísca, o governo de Faísca, o governo de Faísca ali no começo do século XX, pela primeira vez com um presidente eleito vindo da organização trabalhadora como operário sindicalizado. Tudo bem, ele tem dois mandatos de 8 anos, de 4 anos. Dão um mandato de 8 anos. Depois a sucessora, uma mulher, primeira mulher presidente da história desse país e única mais 4 anos, depois um golpe depois de dois. Então nós estamos contando aí 8 anos mais 4 12 + 2 16 anos. em 16 anos da história desse país. Em 16, e olha a história que eu contei, em 16 anos, isso aqui era outro país. Simples assim, simples assim. Ah, mas é porque teve o Bond Commodity. Ah, mas é porque teve uma conjuntura favorável. Foi só administração do capital do não sei o quê. Foi show. Bota todas as variáveis aí, beleza? Todas, todas. Foi só, foi só isso. Só isso que fez. Só isso que fez. Se fosse um governo do PSDB, teria isso. Tô nem falando de fascista, tô falando do partido falecido. PSDB. Se fosse um governo de direito, teria isso. Sobre essa conjuntura, sobre essas condições, seria esse país que é outro depois de 16 anos? Não. Isso significa dizer: "Olha, então temos que ser gratos e ajoelhar e agora fazer uma reza e levar umas 15 velas pra Lula". Não, isso significa ter bom senso de entender o impacto que é você ter um governo minimamente de esquerda e o outro que não é. Você entender que teve ganhos reais paraa classe trabalhadora, não foi mentira. Com efeitos intencionais, não intencionais, efeitos positivos, efeitos negativos, tudo isso. Mas teve, é, é objetivo, é real, é factual. Chegou geladeira na nossa casa, chegou TV, deu para comprar carro, deu para fazer faculdade, deu para melhorar condições de vida. Sim, saímos do mapa do Fome duas vezes, uma durante esses 16 anos e a outra depois que o pessoal estragou em quatro. Então assim, é observar a realidade, eh, observação da considere a história. Ao considerar a história, o que foi possível de ser feito como efeito da luta dos trabalhadores, porque querendo ou não, se tem PT, se tem luta, é luta dos trabalhadores. Beleza? Show. Porque chegaram lá pela história do da luta de trabalhadores e trabalhadoras que fundaram o partido, que mobilizaram gente, que lutaram contra a ditadura, que organizaram as condições, inclusive para que a gente tivesse a democracia troncha que a gente tem. Então, olhando essa história, olhando isso, a realidade, como é que você avalia o que tá acontecendo? Como é que você considera quem é o seu inimigo, quem é seu adversário? Porque são coisas diferentes. Quem é aquele que você tem que eliminar, que você tem que fazer isso aqui não pode existir e quem é aquele com quem você vai tensionar? Simples assim. E aí você pesa qual que é o seu sua estratégia, qual o seu objetivo? A meu objetivo é uma revolução brasileira. Excelente. Uma revolução brasileira, ela não vai se dar se a gente destruir todas as condições de vida e reprodução de vida da classe trabalhadora, que é isso que vai rolar se tiver um fascista. Simples assim. Dentro dessa história, como é que a gente avalia? Ciência é dado, é olhar a realidade, porque aí a gente estabelece estratégias que sejam coerentes com aquilo que a gente quer fazer. Não, eu acho extremamente limitado. Excelente. Então, a gente vai fazer trabalho de base, a gente vai se organizar em partidos, a gente vai disputar sindicato, a gente vai disputar associação de bairro, a gente vai tentar refundar as associações de bairro, a gente vai discutir dentro das igrejas, vai tentar organizar núcleo dentro da igreja para poder desenvolver consciência de classe e organização da classe trabalhadora. Show. pra gente conseguir superar inclusive os limites dessa galera que é o Partido dos Trabalhadores, que já não tá atendendo as necessidades da classe trabalhadora dentro de um objetivo maior do que a manutenção do do estado brasileiro. Show de bola. Então, a gente tem um trabalho muito longo pela frente. Enquanto isso, a gente tem um joguinho para fazer. O joguinho de cada 4 anos dentro dessa estrutura tem eleição. E aí se eu fico toda hora considerando como meu grande inimigo o quem conseguiu um mínimo de classe trabalhadora, eu fortaleço aqueles que estão se esforçando ao máximo para derrubar essa força, força vinda da classe trabalhadora. É simples, simples, simples assim. É muito simples. Ah, então tem que sempre baixar a cabeça. Gente, eu estou falando, estamos falando de 16 anos mais 4 agora que vai completar 20 anos. 20 anos numa história de 500. É uma história de 526. Desses 526 anos, nós estamos falando de 20 anos. 20. E aí, nesses 20 anos, ah, mas não atingiu o paraíso que eu gostaria. >> [roncando] >> Aí quebra, né? Vocês não concordam? Estamos falando de 526 anos de história, de uma colônia que depois de 300 e tantos anos vira um estado, um estado que depois de cent e poucos anos se desenvolve sobre relações capitalistas, uma ditadura no meio do caminho, sobre uma condição de imperialismo, eh, guerra frio, escambal a quatro, dentro dessa história, globalização, neoliberalismo, 20 aninhos que você tem um governo de esquerda minimamente progressista. E aí o teu inimigo, esse esse governo, essa estrutura e o que se conquistou dentro dessa história. A gente abandonou a história, a gente abandonou a realidade, a conjuntura, a gente abandonou, jogou fora e falou: "Não, não, é só o que vale é o meu sonho, só o que vale é o que tá na minha cabeça aqui de desejos". Aí tá errado. Aí, qual que é o objetivo? Objetivo é a classe trabalhadora, se fortalecer, crescer, aumentar sua consciência. É esse o nosso objetivo ou não? Não, não. Nosso objetivo é ganhar a eleição. Ah, é de ganhar a eleição. O PT manja tão tão mandando bem. Perderam aí um uns cargos no legislativo, pá, mas no executivo eles estão conseguindo. No pra presidência ganhou. Daí 2022 eles conseguiram ganhar. É, é, o objetivo é ganhar a eleição. Aí é para ganhar eleição em massa, em grande volume ou individual. Não, o objetivo é a gente ter um representante lá. P um representante no meio de 500 lá vai pedrada. Pois isso não faz cócega. A estratégia é burra, o objetivo é burro. Aí a gente ataca toda uma estrutura partidária, todo um governo, uma liderança diariamente no ambiente aqui da internet, que não falo só pra esquerda, não fala só pra bolha. você começa a vazar, né, esse conteúdo para além disso, numa atuação de que é rejeição para que a gente consiga um uma vaga. Então isso é burrice. Isso é burrice por eficiência mesmo, por cálculo, por noção de vida de vida política, de estratégia, de senso de noção. Não dá. a gente tá desconsiderando a história, a realidade, as condições, a conjuntura, as possibilidades que nós temos, né? Então, por exemplo, e aí novamente, não é para criticar o o Jones ou o PCBR ou não sei o quê, é como exemplo paradigmático, assim, como um caso exemplar. O Jones construiu aí nos últimos anos um uma figura política à esquerda, o que é muito bom porque como a Giz ele trouxe, traz a galera pensando, refletindo de maneira mais crítica, não aceitando diretamente que o PT é legal, né? Conseguindo entender melhor quais são os problemas que a gente tem na conjuntura nacional, no neoliberalismo, quem sabe convertendo até em comunista. Show de bola. Show de bola. Mas aí toda a organização é em torno do antiLula, né? Anti PT. ante isso. E aí o problema é todo governo, Lula e tal, e não considerar a conjuntura, o contexto, a história. Aí alternativa alternativa é nós. O nós, na verdade, é uma pessoa. E aí é um purismo. Por quê? Porque não tá cumprindo com a revolução. Mas a revolução ela não vai acontecer porque a gente gosta de uma pessoa ou porque a gente vota nela, né? É prova a casa trabalhadora, não é na eleição que acontece com a revolução. Não, não. Mas aí a gente vai, então ou é revolucionário e discursa, né? Faz discurso revolucionário, tem que ter toda a pauta dentro da cartilha ou a gente rejeita ou a gente rejeita. Show. Aí o que acontece? Essa foi a construção em torno do do Junes. Aí cria-se um partido que ainda não é partido, né? Crisse um um partido não oficial que sai do PCBzão exatamente por questões mínimas ali, porque não tá dentro da cartilha X ou Y. E aí, nessa linha do tensionamento, olha, ou é contra Lula, ou é contra governo, ou é contra o PT, ou não vale. E aí para poder conseguir disputar a eleição, essa candidatura, que no caso é do Jnios, mas poderia ser por qualquer outra pessoa, tem que se afiliar a um partido regularizado e com condições de ganhar a eleição. O pessoal, por exemplo, tem condições, tem condições de garantir uma cadeirinha ali, quem sabe partido ali médio para pequeno, mas médio, né, sei lá. E aí vai lá e se filia, né? Faz a a filiação da sei lá que nome que eles deram, garante lá uma filiação, tá beleza? Só que aí ele não vai poder então para poder fazer isso, ir contra o governo Lula. Ah, mas não vai contra, mas também não vou falar nada. Aí o partido que saiu porque a função é ser antiula, é ser anti, é ser ante tudo que tiver contra a nossa cartilha, se volta contra essa postura e coloca o Jones para fora, sem analisar conjuntura, sem analisar limite, sem aí a galera que segue o Jones por ser um líder carismático, por ser um cara extremamente inteligente, por ser um cara muito capacitado, porque você é alguém que tem condições de ganhar uma eleição, né, de conseguir ali um uma um cargo, tem condições dentro disso, dentro dessa estrutura. A, que que acontece? A galera fala: "Pô, meu, mas o o PCBR aí não tá calculando direito. O cara que puxa é o Jones. Não me diga. Aí o pragmatismo voltou pra realidade. Aí aí o cálculo voltou. Falou: "Pô, mas pera aí, pera aí, não faz sentido essa tomada de decisão, esse purismo". Ah, hum. Agora parece que o o o a sinapse pragmática se conectou com a realidade e fez conta e falou: "Pô, não consegue força, força sim, né?" Porque tava tava em torn divulgação e tal na internet via Jones. Ah, é? Aí o pragmatismo acendeu a luz, falou: "Hum, olha, não dá para seguir cartilha ser purista, né?" Não, não dá. Eis a realidade. Porque qual é o nosso objetivo? E por que que o pragmatismo acendeu? Porque o objetivo era conseguir ganhar uma cadeira. O objetivo, aquilo que a gente pretende, exige da gente uma coerência tática e estratégica. Se o objetivo é a revolução gloriosa, porque sim, você não tá tão distante? E tá tão fora da conjuntura que você não tem meios para fazer isso, então vale só na fé e na crença. Aí uns vão chamar de brabismo, os outros vão chamar de ilusão, os outros vão chamar de sonho. Eu vou chamar de 7 a um, né? Vai tomar de 7 a um da Alemanha. Porque é só você não, porque o nosso objetivo é tal e aí você não precisa considerar as condições. Por quê? Porque as condições elas não estão nem dadas, ela fica numa conversa abstrata. Você vai abandonar a história. Para você poder falar nesses termos, tem que abandonar a história, abandonar a factibilidade, abandonar a realidade. É, vai ser na fé, mano. Vai ser porque aí você vem um discurso moral, você vem uma boa retórica, porque você olha pra realidade, não dá, não dá. Aí você vai apelar pro nosso coraçãozinho. Mas você é revolucionário ou não é? Mas você é marxista de verdade ou não é? Pô, cara, sim, por isso que eu calculo dos objetivos factíveis, né? Qual o objetivo factível para um partido que tem 12.000 filiados? Disputar sindicato. Num país de 220 milhões de pessoas, que que um partido que tem 12.000 filiados faz? Disputa, sindicato, disputa organização, eh, associação civil, poderia tá disputando Conselho Tutelar, a gente não tá, né? E a gente não disputa Conselho Tutelar. Quem ganha são as igrejas evangélicas, elas disputam e Conselho Tutelar tem força na quebrada, viu? Olha o seu tamanho, olha o que você consegue fazer, olha os seus objetivos, volta pra realidade. Então, deixa eu mostrar para vocês. Ai, nem vai dar tempo, mas vou ter que fazer rápido. Serei rápido. [roncando] É importante a gente ter uma racionalidade, uma racionalidade pragmática, né? Pensar uma estrutura racional pragmática, né? Então aqui, ó, aqui é um trechinho da minha monografia de 13 anos atrás. Peço perdão aqui da pela linguagem, né? Mas qual que é o ponto? John Dewy, né? esse pragmático estadunidense, ele percebe que a filosofia ela começa a se descolar da realidade, né? Ela produz conteúdos de experiência do humana, né? Ele percebe uma continuidade entre experiência humana e natureza. Então, o que a gente experimenta é natureza. A natureza, eh, nós somos parte dela, ela é parte da gente, a gente faz experiência com a natureza, a natureza experimenta a gente, é tudo a mesma coisa. Não existe uma experiência que seja fora da natureza. é o materialismo, né? Não existe experiência fora da realidade histórica. Não existe. Não existe. E aí ele começa a fazer essas essas reflexões porque ele fala, se tem um produto secundário da experiência humana, uma teoria, por exemplo, um valor, uma ideia geral, uma filosofia X, ela é secundária, ela é fruto de uma experiência primeira que é uma experiência empírica que cria condições para que você reflita sobre a realidade. Ele vai falar: "A filosofia ela é efeito da relação empírica com a realidade que cria condições para que você pense sobre ela. Só que esse pensar sobre ela, essa segunda reflexão, esse processo metodológico de refletir sobre a realidade, ele é secundário. Ele se distancia de uma experiência primeira, apesar de ser experiência, e que para poder se verificar, para continuar tendo validade, ele tem que voltar para a realidade, pra experiência primeira, pra realidade empírica. Ele cria um ciclo, um ciclo de pensar, refletir aquilo que foi pensado e retornar pra realidade. É meio que isso, entendeu? Então eu penso, eu experimento, experimento empiricamente a a realidade, a natureza, faço experiências. Essas experiências criam condições para experiências secundárias mais refinadas, mais sofisticadas, mas que só tem validade à medida que elas retornam paraa experiência primeira e continuam tendo validade. Você tem que fazer continuamente um processo de verificação, né, vendo seus efeitos, eficiência, essa coisa toda. Se não volta, aí cria problemas. E aí o D diz o seguinte, né? Então vamos lá. O problema do método filosófico tradicional, né, aquele pensar de maneira tradicional na filosofia não é a dependência de teorias, não é bom ter teoria. Sem teoria você não consegue pensar o mundo. No caso, por exemplo, a teoria marxista. Como poderia se compreender equivocadamente a proposta aqui desenvolvida? Mas como aponta o próprio Dewi, qual que é o problema do método tradicional? a sua falha em utilizar os resultados refinados e secundários como uma trilha indicando e reconduzindo a algo na experiência primária. Qual que é o problema do da filosofia tradicional pro Dewi? é que ao ter resultados de uma experiência secundária mais refinada, de uma reflexão filosófica, de uma teoria, ela para aí e ela não retorna paraa experiência ordinária. E aí a filosofia se fecha em si mesma discutindo conceito, discutindo sentido da palavra X e Y, discutindo discussões discutíveis, discutosas da discussão discussável. E o pessoal fica ali preso nessa estrutura teórica e não retorna para obter seus resultados da realidade, né? Quando eu retorno paraa vida ordinária, quando eu reconduzo, essa teoria, ela me reconduz pra realidade, como é que eu percebo ela qualificadamente de outra maneira? é um movimento necessário. Então, por exemplo, para sonhar, para perceber os limites do capitalismo, eu preciso pensar uma sociedade que supera ela. Eu preciso de uma sociedade alternativa, eu preciso vislumbrar a outra. Eu crio uma teoria crítica que, por negação me indica, eu preciso de uma sociedade que supere as relações de mercadoria, de uma sociedade que supere as relações do capital. preciso, vou percebendo isso. Aí eu desenvolvo uma teoria extremamente crítica ao capital e que por antonomáia, ó que bonito, e por negação dessa processo, eu vou pensando uma sociedade alternativa. Essa sociedade alternativa, esse pensamento crítico, essa estrutura, ela tem que retornar pra realidade ordinária. Por quê? Porque ela tem que verificar sua viabilidade. Isso significa negar a teoria, negar o o objetivo, negar o projeto, negar não. Isso significa verificar o possível. verificar o possível, porque senão a gente vai se perdendo nos produtos secundários ou refinados da reflexão e perde a realidade. Aí vai surgir alguém perguntando o seguinte: "No comunismo pode ter piscina?" Essa imbecilidade, essa imbecilidade, ela só é possível porque entrou nesse mundo paralelo da reflexão refinada e secundária que vai discutir algo inexistente, algo não realizado, não realizável amanhã. Seria possível ter piscina na Que pergunta idiota. Eh, e que resposta mais idiota ainda que vem depois e que continuidade de respostas imbecis. Porque é sobre uma coisa completamente hipotética que que que não tem nenhum sentido, que já tá na reflexão secundária, refinadão. Além que fala: "Meu Deus do céu, e o pé no chão, animal. [risadas] Meu irmão, amanhã a gente tem que pagar boleto. Ah, eu não consigo nem ter uma piscina de plástico aqui onde eu moro. Minha casa, minha vida. Aqui não tem piscina. Então já vivo uma sociedade que não tem piscina. [risadas] Para de pensar burrice, sabe? Não, animal, não, não, não. Aí começa a elucubrar sobre como seria o paraíso e o reino dos céus a te lascar. Então isso já é efeito dessa insanidade, que é você parar de pensar, de retornar a teoria, a reflexão pro mundo real, pro mundo ordinário, para falar: "Gente, tem problema para resolver, tem coisa para resolver, né? Eh, quer mudar o mundo, abre e só tem água na geladeira, né, pô?" Sério? É [ __ ] Então, então assim, por favor, não nos percamos nesse mundo secundário, né? Volta pra realidade, olha pra vida. Ah, eu não voto nesse governo por causa disso e daquilo e entra no mundo paralelo. E eu prefiro, E aí faz a frase aí que a Jéssica trouxe pra gente. Ah, Dane-se, se tirou o país do mapa da fome. Como assim Dane-se? você se perdeu, se você tá num mundo paralelo, você entende o que significa isso? Volta pro mundo ordinário, bota o pé no chão, entendeu? Então vamos lá. Entretanto, que consequências o não retorno ao objeto da experiência primária pode causar, né? Você não voltar, pode acontecer o quê? Que que o Dy percebeu? Se você não volta pra realidade, não volta pra Terra, o que que acontece? Você pode pensar em piscina, não? De acordo com o autor, podemos encontrar um malogro tríplice. Meu Deus, que texto horrível. Eu escrevia muito mal. Vamos lá. Qual seria os três problemas, né? Primeiro problema, não há verificação para conferir o resultado, né? Então você não vai observar se aquela tua ideia tem resultados práticos. Você perde o critério de eficiência de verificação. Você perde, perde, perde o critério de verificação. Você fica só na elocubração lá. Fica tranquila, Jéssica. Tá de boa. As coisas da segundo problema, as coisas da experiência ordinária não adquirem a amplitude e o enriquecimento de significação que obtém quando atingidas por intermédio dos princípios e raciocínios científicos. Ou seja, quando você desenvolve uma teoria e você vai voltar paraa realidade, você pode enriquecer a experiência ordinária com uma amplitude muito maior de compreensão de mundo e de possibilidades de ação. Se você não volta, você perde isso, né? Então, ah, eu preciso aumentar minha produtividade ao infinito, porque se eu se eu produzo ao infinito infinitamente infinitesimal, eu consigo produzir muito para vender muito, para escoar muito, para desenvolver muito. E aí você perde uma condição básica. Se você produzir muito, você vai ter um probleminha que é não ter com quem consuma e aí você quebra um ciclo econômico, porque a ideia de consumir o infinito ela é excelente, mas quando você volta pra realidade ordinária, ela pode agora falar: "Pô, tenho que produzir muito, mas veja bem, olha o problema que eu tenho se eu produzir ao infinito." Não tem mundo infinito para isso, né? Então, devagarzinho, devagarzinho. E três, não sendo testado pelo trabalho de reconduzir a novas significações, o objeto é inconsistente e afastado da vida ordinária, o que se chamaria de abstrato em sentido depreciativo. Ou seja, se você não volta a sua teoria ou esse elemento secundário, essa experiência secundária que cria um objeto secundário, que é o pensamento, a reflexão, né, refinado, se você não volta pra realidade, esse objeto ele perde sua significação e ele se torna inconsistente, ele não tem aderência, ele começa a se perder no mundo paralelo e ele deixa de ser efetivo. Isso fica tão forte dentro do pensamento filosófico que tem gente que ao ver isso, ao ver esse descolamento, fala: "Filosofia não serve para nada mesmo e nem tem que servir." Aí eu falo: "Seu imbecil". Tem que servir sim, ela tem que atender necessidades humanas, senão ela não tem motivo para existir. Se você tá produzindo algo que não atende necessidades da vida humana, não, meu amigo, abandona isso, porque isso não tá servindo para nada. Realmente, se não serve para nada, não no sentido só utilitário, né? Hum. Serve porque é útil, atende necessidades, né? Ah, mas ela atende a minha necessidade de produzir. Legal, fica com ela. Mas ela não se torna eh eh ineficaz, né? Eficiente, inútil. Não, filosofia não é inútil, não. Ela tem que resolver problema, senão ela vai se tornar uma parada que realmente vai ser um estorvo pra vida humana, porque a sociedade inteira vai ter que pagar para um cara estudar filosofia na faculdade para ele sair dizendo que não serviu para nada e não serve para nada. Aí o pessoal que pagou o imposto para universidade pública, pro cara sair, vai falar: "Pô, mano, eu gastei meu dinheiro para você dizer que não vai produzir nada". Que sacanagem. [ __ ] estamos aqui juntando, arrecadando imposto uma universidade pública para você estudar e sair da universidade dizendo que filosofia não serve para nada, que você não vai fazer nada com isso. Ah, então quer dizer, tem que voltar pra realidade, tem que botar o pezinho no chão, né? E serve para muita coisa, na verdade deveria considerar melhor para que que serve, mas tudo bem. Mas tudo isso para dar essa volta para dizer, eu preciso de uma epistemologia, de uma compreensão de mundo, de ciência, essa coisa toda que faça essa volta, que retorne pra realidade, que não se perca. Aí você fala: "Bruno, mas é que você tá sendo muito estadunidense, utilitarista, pragmatista, né? Você é uma pessoa aí influenciada por essa coisa de gringo. [risadas] Pera aí, então vamos lá. Ai ai. Porque o gringo ele só pode ser gringo se ele for barbudo e alemão. E hoje é o dia do do barbudo e do alemão que ele nasceu, né? Nasceu hoje. Hã, cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Ã, aqui vou ler para vocês trechinhos importantes e a gente vai terminar. Então, vamos ler o alemão, né? Na verdade, aqui já é um texto eu comentando o alemão. Para que dizer? Para não ser totalmente bait, né? Do Marx não disse isso. Para não ser totalmente bait. Marx nunca disse que você tem que ficar preso na teoria descolado, que você tem que defender a cartilha do partido. Se você não defender a cartilha do partido, se você não defender o comunismo como ou é comunismo ou nada, você tá errado. Não, Marx nunca disse isso. Nunca disse isso. Nunca disse isso. Pera aí, né? Lá vai, hein? Ah, aqui é um é um livrinho Teoria do Fetichismo em em Marx. a teoria do fetismo em Marx, que foi publicado pelo Instituto Conhecimento Liberto e tá disponível na plataforma do ICL, se você quiser ler, é um textinho de minha autoria. Então vamos lá. Eh, fiz um comentário aqui que a Marx criticando o Hegel, né, e a dialética regeliana, dizendo que a dialética regeliana tá mistificada e que ela tem que ser invertida, né? Ela tá de ponta cabeça, tem que botar ela de pé. E aí, o que que é o elemento mistificador? Vamos lá. Marcos comenta que, abre aspas, a mistificação que a dialética sofre nas mãos de Hegel não impede em absoluto que ele tenha sido o primeiro a expor de modo amplo e consciente suas formas gerais de movimento, né? movimento dialético para conhecimento, experiência, realidade do mundo. Desse modo, não se trata de uma mistificação da estrutura geral do procedimento de um método dialético. O problema se encontra de outro modo e Marx explica os pré-requisitos para realizar a metodologia. Aqui dialética é metodologia, é método. Método, método de compreensão do mundo, método científico, tá? dialética que não é um movimento aleatório, abstrato, é método para resolver problema. Resolver problema. Qual que é o método? A dialética que ele utiliza. Dialética é método, tá? Método diz Marx. Sem dúvida, deve-se distinguir o modo de exposição segundo sua forma, do modo de investigação. Então, uma coisa é a pesquisa e como se pesquisa, outra coisa é como você expõe a pesquisa, apresenta ela. Uma coisa é o modo como eu analiso dados, realidade, etc. Outra é como eu apresento eles. São movimentos diferentes que ocorrem de maneiras diferentes, em tempos diferentes. Eu faço a pesquisa, depois eu preciso organizar ela. Organizar para quê? Para que que eu vou organizar? a investigação, né, ou a pesquisa tem de se apropriar da matéria stof em alemão, né, em seus detalhes, analisar suas diferentes formas e desenvolvimento e rastrear seu nexo interno. Somente depois de consumado tal trabalho é que se pode expor adequadamente o movimento do real. Você vai procurar fazer uma pesquisa, entender a realidade ordinária do que ela tá acontecendo. Salta aqui para uma reflexão secundária, né? Transposto para sua cabeça. Vou organizar essa experiência secundária e montar uma teoria que organiza essa bagunça que eu tô vendo ou essas estruturas, esses dados para tentar expor o movimento que eu tô pesquisando, expor de maneira adequada, tá? Esse é o movimento, esse é o processo. Se isso é realizado com sucesso e se a vida da matéria é agora refletida idealmente, porque eu tô refletindo em ideia, em teoria, apresentando de modo expositivo, tentando adequar da melhor maneira, o observador pode ter a impressão de se encontrar diante de uma construção a priori. Fica tão bem montado que parece que você já tá vendo o próprio real. Eu, isso aí tava antes da própria realidade. Por isso que o o Hegel se impressiona tanto com o seu próprio método, com aquilo que ele tá fazendo, que ele fala: "O pensamento já é o real, o real é o pensar. Pensar é real, real é pensar. Pensamento e realidade é a mesma coisa, porque tem a sensação de depois disposto e organizado que é uma estrutura a priori e não que é produto da pesquisa científica do cérebrozinho limitado do ser humano. É uma criação, uma teoria adequada criada para resolver problema. Tudo bem? Destaquemos alguns pontos centrais. Um, há dois movimentos, o de pesquisa e investigação e o de apresentação ou exposição desse conteúdo. Então, e segundo movimento, é necessário encontrar os nexos internos do conteúdo analisado, né? Quais são as conexões internas? E o terceiro, encontrados e sistematizados esses nexos internos, expõe-se de modo adequado ao movimento real. A apresentação desse movimento, se bem feita, aparece para quem observa depois de todo o processo como algo que já estava ali construída e requerendo apenas um equivalente ideal do movimento real, que a bem da verdade se converte em um ponto de partida para acessar a realidade, que é o que no Dewi aparece como essa reflexão, né? No ponto do de o que que é? Eu produzi uma teoria, um uma estrutura e eu retorno pro objeto real. Eu retorno pro para esse mundo ordinário. É esse o movimento. Quando você quando o Marx monta sua teoria, a teoria não para na teoria, ela precisa retornar. É um movimento de ascensão e descenso. Ascensão e descenso. É um movimento constante de ascensão e descenso. Simples pro complexo, pro simples, para complexo, para simples para complexo, para retorno, avanços e retornos. Ele não para. O movimento é constante do desenvolvimento teórico e científico, inclusive dentro do marxismo, senão ele não tem sentido. Meu Deus. Invertendo o processo, o produto ideal da capacidade cognitiva aparece como base para acessar o movimento real, que é o que vai acontecer. Por que que Marx faz uma crítica da economia política? Porque a economia política burguesa se tornou o ponto de partida para entender a realidade social. se tornou. Então, as pessoas olham pro mundo já mediadas pela economia política burguesa. Para desenvolver uma outra ciência crítica, Marx parte desse negócio, vem observar a realidade, passa pelo filtro da realidade, retorna pra pesquisa que ele tava desenvolvendo de maneira crítica, filtrando, volta pra realidade e vai fazer esse movimento constante e ele vai perceber os limites da teoria anteriormente desenvolvida. Tudo bem? Nossa, Bruno, mas por que você está falando isso? Calma. chegaremos lá. Nessa inversão, o caráter mistificador começa a ficar mais claro. Marx comenta que abre aspas para Marx, né? Para Hegel, o processo de pensamento é o demiurgo do processo efetivo, né? O pensar transforma a realidade. O pensar é o criador, o manipulador do real, efetivo, do processo real, o qual constitui apenas a manifestação externa do primeiro, né? Então, primeiro pensou, teve vontades, teve suas ideias e o mundo vai mudando de acordo com o pensador. Olha que incrível. Para mim, ao contrário, para Marx, no caso, né? O ideal não é mais do que o material transposto e traduzido na cabeça. O ideal não é mais do que o material transposto e traduzido na cabeça. A matéria investigada e seus nexos internos, portanto, é em marx o conteúdo e a referência de ponto de partida para a produção teórica. É a matéria, os nexos internos. É a realidade que determina o modo como você vai aprendê-la. Porém, contudo, todavia, o pessoal não está fazendo isso. As pessoas estão só indo para o ideal, pensando que aquilo, se eu pensar direito, o mundo se transforma. Se eu organizar aqui o discurso e a teoria de maneira legal, o mundo fica do jeito que eu achava que ele tinha que ficar e abandona a análise da história para produzir uma reflexão e uma teoria crítica. pelo amor de Jesus Cristo. E mais do que crítica prática, né, que conduza para prática, para ações reais, para o que é possível ser feito e de retorno para sua verificação, sujeita à constante transformação, pois é resultado de determinadas condições materiais e históricas que são dinâmicas e transitórias. Condições materiais históricas que são dinâmicas e transitórias. Então, porém, com tudo Davi, se eu tenho, mesmo que eu tenha, eh, mesmo que eu tenha na minha cabeça uma teoria que critica o capital, e sim eu a tenho porque graças a Deus Marx escreveu o capital, isso tá aqui, ele é meu ponto de partida para análise da realidade como estrutura teórica. Essa estrutura teórica, apesar de ser a melhor ferramenta que nós temos para a crítica do capital, ela não necessariamente conduz a melhor melhor análise das condições materiais, históricas, transitórias efetivas para a melhor tomada de decisão possível na realidade, porque nós estamos num país dependente de 500 anos que tem um sobre seu processo de desenvolvimento um capitalismo específico baseado em mão de obra escrava, com uma industrialização limitada, funcionando como produtora, de acordo com as necessidades externas e não internas do nosso mercado. Eh, depois que sofre com processo de neoliberalismo, globalização, uma financierização potencialmente global desse planetinha aqui, com uma conjuntura muito específica. E aí, quando eu olho essa conjuntura específica, eu preciso fazer uma coisa interessante. Pô, eu tenho uma teoria, eu tenho uma crítica, eu tenho um mundo que eu gostaria que fosse realizado. Quais são as condições que a gente tem para poder fazer acontecer? paraa melhor ação possível. Qual o melhor objetivo inclusive que eu desejo traçar? A galera não tá fazendo isso. Ela tá achando que é pensar. Pensar a crítica do capital faz a realidade acontecer. Pensar a crítica do capital faz acontecer. Pensar a crítica tudo que tá aí faz acontecer. vira moralismo, vira idealismo, vira materialismo contemplativo, não materialismo prático, contemplativo. A saída vai ser o amor, né, que é isso que Marx critica de Ferba, inclusive, né? O materialismo de Forerba é um materialismo contemplativo que percebe as mazelas desse mundo e que a saída é o amor. Só que amor é uma palavra bem vaga. [risadas] Amor não resolve problema. Aí Marx vem com materialismo prático. Os filósofos trataram de pensar desse mundo, agora é hora de transformá-lo. Para transformá-lo, uma boa análise da realidade para poder atuar adequadamente dentro do possível, inclusive prático, efetivo. Organização de classe trabalhadora. Temos missão. Ai, valeu, valeu, [risadas] querido. Querido. Ed mandou cinco conto. É, nós estamos junto. Obrigado pelo cinco conto. Bruno, como o método dialético pressupõe uma realidade que no limite se transforma? Não, vamos lá pra pergunta complexa. Que no limite, oi, perdi aqui, se transforma. Eh, podemos dizer que a dialética também é ontoepistemologia. Meu pai amado, eu não faço ideia o que seria ontepistemologia, mas o que eu diria é a dialética é um método, não o método, é um método possível para produção de ciência. Existem outros métodos também e que a gente pode utilizar, mas é um método muito adequado paraa produção de ciência, movimento dialético, dado que a realidade se transforma, a dialética é inclusive um processo que surge disso, né, que se desenvolve assim, porque assim, dialética pode ser dialética platônica, uma dialética aristotélica, uma dialética escolástica, uma dialética, deixa eu ver que pensou dialética. Tem dialéticas modernas que vão surgindo por aí. Tem um livro do Dúciel chamado Método para uma filosofia da libertação, que ele repassa vários movimentos dialéticos, né, diferentes em diferentes filosofias. Dialética cantiana, né, com a dialética transcendental. A gente vai ter uma dialética e em Ft, vai ter uma dialética em Hegel, vai ter uma dialética em Marx. Dialética, um método, um modo de trabalho, né, que se apresenta de diferentes formas na história, inclusive na nossa como dialética marxista, vamos dizer assim, né? dialética do materialismo histórico dialético. Dialética como método para produção de ciência. Não é o único, nem o melhor. Só depende do objeto, depende do que você quer fazer. Paraa análise do capitalismo, parece que foi o mais adequado pra gente perceber as contradições do movimento real. Mas é isso. Não sei se fez sentido o que eu falei, mas é um método. Tem outros métodos. Analogia é um método, inclusive bem interessante. Tem outros métodos. Dúvida sincera mesmo. Tô escrevendo sobre fiquei inseguro de avançar na questão. Ah, mas aí, meu amigo, boa sorte. [risadas] A minha cabeça é método. É um dos métodos possíveis. O objeto exige mo. O método também, né? Ele tá focado no texto. Acho que verá depois. Ah, perdão. Tá focado mesmo. Acho que só no fim da aula. Nem hoje nem foi aula, né? Foi muita opnologia. Rubens, os ursinhos carinhosos tinham essa mensagem sobre o amor também. também é bem fofo. Tem que aprofundar um pouquinho mais. Tem que também um dia quase pensamento mágico infantil. E é, mas é um pensamento mágico mesmo. É um pensamento desejante, né? Desejoso. Eu penso, desejo, eu quero muito. Confissão positiva. E aí vai acontecer. Se a gente ficar falando em revolução, ela acontece, né? Você não precisa falar em revolução para ela estourar uma revolução. Eu posso fazer propaganda, posso fazer agitação, eu tenho que convocar as pessoas, mas eu é mais impactante eu convocar por uma revolução hipotética ou para eu convocar por uma transformação efetiva no real, em que a pessoa experiencia, ela experimenta a transformação, ela experimenta a luta. Isso, nosso querido esquerdos autorais, ontepistemologia, porque uma epistemologia pressupõe determinada concepção da realidade a ser conhecida. A epistemologia platônica, por exemplo, depende de uma realidade que no limite é estável, justo. E o método dialético me parece depender de uma onte epistemologia que possibilita o método. Depois tento eh levar pro leva pro grupo, não leva pro grupo, leva pro grupo. Mas dito isso, a dialética platônica depende de um mundo estável. A dialética regueliana não, ela depende de mundo contraditório e caótico, né? Bem em constante transformação. Acho que o pragmatismo me pegou forte. O objeto vai determinar. Eu penso menos na nas condições, vamos dizer, existenciais pro método e mais no objeto que requer um método específico. Sei lá, não sei se faz sentido o que eu falei, mas a gente tem que levar lá pro grupo para debater. Galera, acha que revolução é um tipo de feitiço do Harry Potter? É revolucion [limpando a garganta] comunísticos e acontece. Mas era isso, meu povo. Eu preciso partir. A dor do parto é grande, mas eu preciso partir. Já tô atrasado, inclusive. Perdão aí, mas hoje é terça-feira. Terça-feira. Terça-feira, aniversário de Marx. Então, faz um bolinho aí pro Marx, compre uns brigadeiros pro Marx e distribui pro Marx entre a sua família, [risadas] entre as pessoas que você gosta. Faz uma festinha que não é pro Marx, é para nós, pra gente se desfrutar, pra gente comer uma coisinha legal, pra gente ter um guaraná, um negocinho aí para alegrar esse momento e que a gente possa desfrutar da semana. Ainda não tá próximo do fim de semana porque não é quarta-feira, né? Então tá longe ainda, ainda tem toda a terça-feira para passar. Mas é isso aí, minha gente. Seguimos aqui ativos, trocando ideia. Espero que tenha sido útil papo e a gente vai continuar a nossa vida aqui seguindo, trazendo a boa nova. [música] Todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo [música] boa nova todo dia útil >> até a vitória final. Valeu, minha gente. Fiquem bem. Deus abençoe. Espero que esse papo tenha sido útil. Vira membro, membra, membro, membreia, curte, comenta, engajar. Eu sempre esqueço dessas coisas. Mas é isso. Beleza. Ai, ai. Até lá. Valeu, tchau.