🔴AULIVE: VIDA OU CAPITAL? VERDADEIRO DILEMA A SER ENFRENTADO
20/06/2026
🔴AULIVE: VIDA OU CAPITAL? VERDADEIRO DILEMA A SER ENFRENTADO
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] >> Bom dia. Tudo bem com vocês? Como é que vocês tão? >> [música] >> Ah, bom dia, bom dia, bom dia. Não vai ter copa, pelo menos não agora, neste momento, mas mais tarde sim. Bom dia, como é que vocês estão, meus queridos, minhas queridas? Ajeitar o som aqui, para não ficar demasiadamente alto em vossos ouvidos. E vamos aqui de livezinha surpresa. Livezinha semanal. Que a semana não tinha dado para gravar, mas agora vai dar. Então, sem muito alarde, bora lá. E já aproveitar para convidá-los, convidá-las, convidá-les para nossa live da semana que vem, quarta-feira, né? Começar com esse anúncio. Nós teremos uma live especial. Uma live intitulada Um Bruno versus cinco calvos brancos. E vai ser bem interessante. De verdade. Convido vocês a estarem conosco na semana que vem. Também na na quarta-feira, nós teremos a nossa live Um Bruno versus cinco calvos brancos. Já fizemos a seleção dos cinco calvos brancos. E será bem interessante. Quem quiser tentar adivinhar quem são esses que serão contestados, criticados, pode tentar. Pera aí que eu, deixa eu ajeitar as coisas aqui. Tô praticamente sem voz, que dei aula essa semana inteira, no frio, à noite. Aulas subsequentes. E a voz fica daquele jeito, e ainda tava no meio do mato, fica mais geladinho. Ai, ai, pera aí, pera aí, pera aí, deixa eu pegar os trem aqui. Vocês tão bem? O áudio tá bom? Tá muito alto? Tá atrapalhando vossa experiência musical? Deixa eu baixar aqui. Se você não conhece nosso canalzinho, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda, muito bem-vinde. Você que tá assistindo aqui sincronamente ou que vai assistir depoismente, assincronamente. Meu nome é Bruno Rickdal, sou doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia e pretendo produzir algum conteúdo aqui com relativa qualidade e que também tenta ter um, um mínimo de entretenimento ou um pouquinho de humor. O humor é um pouco quebrado. Esse canalzinho é um canalzinho pequeno, mas totalmente excelente e que produz um conteúdo aí relativamente qualificado. Então, considere ser membro, membra, membre e membresia aqui do canal, porque é quem sustenta esse canalzinho. Nós temos um grupo pequeno, mas fiel e resistente de pessoas que nos auxiliam a manter aqui essas atividades com uma live semanal e conteúdos exclusivos para você, para você e para todas as outras pessoas que forem membros, membras, membres e membresia aqui do canalzinho, que são os nossos cursos, como Marx e Religião, Evangelicos e Política no Brasil, Como Fazer o Seu Projeto de Pesquisa e outras coisinhas que tão chegando cada vez mais por aí. Em breve eu vou adicionar algum outro curso que eu gravei aqui no, na plataforma, para quem é da membresia, que fala um pouquinho sobre Fundamentos de Economia Política, e acho que vai ficar bem bacana. Então, chega mais com a gente, não esquece de curtir esse vídeo aqui também, de comentar para ajudar o engajamento e de espalhar a palavra por aí, compartilhando o vídeo pro o Então, vale a pena, vale a pena. E não esquecendo que se você virar membro, membro, a membresia aqui do canalzinho, você ainda pode participar da nossa, do nosso grupo exclusivo do Zap. Nós temos um grupo do WhatsApp, que é da primeira igreja barista do WhatsApp. E aí você pode estar lá com a gente conversando, trocando ideia. É um grupo bem bacana, com pessoal bastante saudável, bastante, pessoal bastante gentil, assim como o nosso chat, que está aqui. O nosso chat, que não é um chatinho, é um chatão. O chatão maravilhoso, com pessoas incríveis, que trocam ideias com a gente. Tudo bem? Então, é isso. Hoje não poderei me estender demasiadamente, mas cá estaremos. Bom dia, querido Tiago, tudo bem com você? Como é que você está? Espero desejo que bem. Cadê as pessoas? As, eu, eu não planejei essa live tão bem, né? Eu não fiz na quarta-feira, que é o nosso dia do culto adequado. E soltei meio de surpresa, né? Preparamos aí apressadamente para poder cumprir os nossos, nossas tarefas, nossas metas. E além disso, é uma sexta-feira de manhã, maior parte do sul, sudeste desse país, que, onde está concentrado consideravelmente as pessoas que acompanham esse canal, tá frio, né? É dia de jogo do Brasil. Tudo se une para a gente, a gente não esteja de pé às 8:30 da madrugada. Então, tudo aí tá, todo mundo procurando seu atestado médico para poder não ir ao trabalho. Todo mundo buscando aí, de alguma maneira, perdão, resolver esse problema, né? Então, cá aí, cá estamos. Mas é isso. Bom dia, querido Borduna, como é que você está, meu querido? Espero desejo que bem, espero desejo que o papo hoje seja bacana. Tudo bem com você? Que isso, querido Tiago? O senhor estava em situação de quilombo. Exatamente, estava dando aula lá no quilombo, na aldeia. É, foi, foi massa, foi massa. Só que é longe, né? E aí tava frio. E a aula é à noite e foram alguns dias subsequentes e a minha garganta foi pra casa do chapéu. Pode ver que, né, parece ter um um tem um Como é que é o nome daquele negócio? Tem um pedal aqui ligado, né? Distorcendo minha garganta. >> [risadas] >> Não sei se a voz fica melhor ou pior assim. Às vezes melhora, vai saber. Mas deixa eu ajeitar aqui que tem uns trem pra gente ver hoje, que vai ser bacana, né? Peraí, espera aí. Um minutinho que eu deixei meu café muito longe de mim. Deixa eu pegar aqui. Pecado, né? Deixar o café longe de mim. Agora sim. Pararam tam tum. Sempre é. Sempre é. Sempre é bacana? Talvez. Espero que Deus sim. Tá bom? É, meu povo, mas ó, vou dizer um negócio pra vocês. É, o vídeo que a gente gravou fazendo na semana passada, né, fazendo react daquele péssimo debate entre os chamados relativistas e os autodenominados universalistas rendeu, hein? Rendeu legal. Não bem de views aqui no canalzinho, que ele, né, não tô conseguindo fazer conteúdos tão atrativos e menores, é só as lives longas. Mas no Instagram os cortezinho foram bem, teve uns cortezinho legal. Chegou bastante gente lá na nossa página. O que é legal. Ficou bacana. Parece que o pessoal gosta de treta. >> [risadas] >> Aparentemente interessa às pessoas a treta. >> [música] >> Fazer react de vídeo ofendendo gratuitamente. Aliás, eu tenho recebido algumas indicações de reacts em vídeo, mas eu tô fugindo do react já faz um, quase dois anos, né? O canal começou como um canal de reacts, dada a estratégia de angariar pessoas rapidamente. Mas eu tô fugindo um pouco dos reacts já faz aí um tempinho. Por alguns fatores. Entre eles que eu não consigo fazer cortes, né? Então. Não tô conseguindo fazer os cortes de react e aí não, não dá. Eh, se tivesse mais tempo, quem sabe. Mas semana que vem não vai ser bem react, mas vai ser treta. A gente vai ter aí um Bruno versus cinco calvos. Cinco calvos brancos, é bom destacar isso. E quem quiser tentar acertar quem são os cinco calvos brancos com antecipação, boa sorte. Mas [risadas] vai ficar legal. Essa, esse conteúdo, essa ideia do, do do vídeo do um Bruno versus cinco calvos brancos que vai sair na semana que vem. A gente vai fazer a live na semana que vem, né? Um Bruno versus cinco calvos brancos. Surgiu numa conversa no trabalho. A gente começou a perceber vários produtores de conteúdo que influenciam bastante as pessoas, sejam de esquerda, de direita e tal. E que tem certo espaço na mídia e na internet, né? Na mídia tradicional e na internet. E que, cara, é muito ruim assim, muito ruim mesmo. E aí a gente percebeu que essas pessoas tinham um traço em comum. Elas eram calvas, homens e brancos. Então quer dizer. Algo não pode não ser uma necessidade, todo homem calvo branco ser problemático, mas que tem a tendência aí, vou combinar. Ó, rapaz, você acertou de primeira. Tiago já acertou dois aqui, Sapatil é um deles, é um dos cinco. Pondé é outro dos cinco, já somos, já são dois. Link, não, o Link não tá no, na nossa lista de cinco homens calvos brancos. Não tá, não tá. Mas o Safatle e o Pondé estão, o que significa que nós não estamos aqui fazendo acepção de pessoas, de grupo, de, de posições políticas distintas, né? Gente de esquerda, de direita, a calvície branca atinge qualquer pessoa. A, qualquer espectro político. Calvície branca não respeita espectros políticos. Ela pode afetar muitas pessoas aí. >> [risadas] >> Cara, tem muito conteúdo problemático assim nessa, nessa parada, né? Meu pai amado. Tem um em especial, dois em especial, que já apareceram aqui no canal. O Safatle nunca apareceu, o Pondé não lembro. Mas os outros dois já, os outros dois estão na minha cabeça já. Complicadinho, né? Complicadinho para dizer o mínimo. Deixa eu ajeitar aqui nosso texto de hoje. Hoje tem hect de texto. E deixa eu pegar aqui. Pronto. Cara, o, nosso papo de hoje, inclusive afeta alguns dos calvos brancos que serão criticados na semana que vem, é, o nosso papo de hoje, ele para mim foi uma, uma das, acho que foi uma das coisas mais impactantes que eu tive na minha trajetória. Né? Eu tava precisando pensar, pô, o que que a gente pode discutir na, na livezinha na sexta, na livezinha improvisada, que não tá dentro do nosso cronograma regular das quartas-feiras. E, é, e cara, foi, foi um, um, um dos temas mais impactantes para mim, assim, na minha trajetória. Que foi quando eu a bendita da frase, dessa frase, né? Ah, o dilema que a gente tem que enfrentar hoje é vida ou capital. Isso me, quando eu li essa frase, ela acendeu tantos alertas, ligou tanta coisa ao mesmo tempo, como diria a famosa expressão de Kant diante da crítica de Hume, me despertou do meu sono dogmático. Uma frase que me, me despertou do meu sono dogmático. E eu queria trazer ela para cá, porque foi por, como a gente vai dar essa, relativa improvisada, acho que vai, vai auxiliar. Olá, querido Psilorenço Serpa, ou Psilo renço Serpa. Tudo bem com você, cara? Espero, desejo que sim. Bom dia, meu camarada. Seja muito bem-vindo ao nosso chatão, né, que é o nosso grande chat, que tá aqui do lado, nosso chatão. Nosso chat maravilhoso com pessoas incríveis e muito gentis. Bom, o, o, o, e, e eu vi, cara, um texto, né, do Franz, o Franz J. Hinkelammert, nem era um texto dele, era uma coletânea, que tinha uma entrevista com ele. E nessa coletânea, o título da coletânea era vida ou capital. E na entrevista o Franz fala isso, né? Ele fala essa frase. Ele fala, "Olha, o nosso verdadeiro dilema hoje", isso eu, a entrevista foi no de ano, é uma coletânea que junta, que, que, conteúdo dos anos 90 e início dos anos 2000. E o Franz utiliza essa frase, ele fala assim, "Olha, nosso verdadeiro dilema hoje é vida ou capital". É isso, 40. E para mim foi um despertar do sono dogmático, né? Acordei, falei, "Meu Deus, é verdade, não tinha me dado conta disso". Porque até então parecia que, na minha cabeça, o, chamada polarização, né? Ah, nós vivemos numa polarização, ah, as pessoas hoje não sabem conversar, o problema é esquerda e direita. É o PT e o, sei lá. Na época ainda existia o falecido PSDB, mas ele já faleceu, né? Então, não sei. Bolsonarismo e petismo, e vai, sei lá que nome mais que a gente vai dar. Só que aí você vai olhando para o mundo e tem vários desses polos, né? Mas o Franz ele chama atenção de algo muito mais im- potente, né? Que ele falou assim: "Cara, não, não, não, não, o nosso problema é vida ou capital". Ou a gente consegue reestruturar as condições de produção e reprodução dessa vida, ou o capital vai comer a gente. Assim, vai vai literalmente destruir a gente. Seremos alimentados por essa bagaça. E isso me despertou do meu sono dogmático. Eu falei: "Caramba, velho, é verdade. Peraí, é essa a o dilema, né? É esse o polo fundamental. É ou você mantém a reprodução de capital ou você garante as condições de vida, porque o capital destrói essas condições". E é óbvio que quem faz uma crítica ao capitalismo, às estruturas de mercado, vai estar à esquerda ou à chamada esquerda, sei lá que nome que a gente vai dar para isso. Vai estar mais conectado a movimentos ligados à crítica do capitalismo. Os movimentos anticoloniais, ah, os anticoloniais, os movimentos, eh, comunistas, os movimentos socialistas, né? Que vão tentar pelo menos intervenções sistemáticas no mercado. E isso abre uma janelinha na cabeça. Abre assim, impressionantemente. E aí eu queria ler um alguns textinhos e fazer alguns recortes de texto em que a gente pudesse discutir essa temática. O verdadeiro dilema que a gente tem que enfrentar é vida ou capital. E daí sim a gente começar a ter uma observação relativamente pragmática no mundo, né? Quem é meu aliado, quem é meu adversário, quem é inimigo. Inimigo é diferente de adversário, diga-se de passagem. Então, acho que é um um ponto bacana, assim. Acho que esse é um um papo legal. Fala, querido Filipe Souza. Filipe Souza, primeira pessoa beatificada em vida, santificada em nosso canal. Seja muito bem-vindo. Bom dia, meu querido. Tudo bem com você? Espero e desejo que sim. Até daqui a pouco. >> [risadas] >> Então, é acho acho que é bacana esse esse papo de desse dilema, né? Trazer ele para cá. Não sei se faz sentido para vocês, mas para mim foi muito impactante. Muito impactante mesmo. Você sacar e falar: "Caraca, velho. Pode crer". É vida ou capital? É isso que em última instância está em jogo, né? É isso que em última instância tem que auxiliar a gente a tomar decisão. Ah, já em um passo radicalizado, já nessa coisa toda, isso realmente me me despertou muito assim. Muito, muito, muito, muito, muito, muito. Então, a gente precisa considerar esse esse elemento. Esse elemento de oposição efetiva. Vida ou capital. É isso que estamos falando, é disso que estamos tratando. Não é Como é que é que fala? Esquerda e direita. Né? Esquerda e direita vem depois. Primeiro é vida ou capital. De que estamos falando? Bom dia, querida Jéssica. Tudo bem com você? Espero e desejo que sim. Seja muito bem-vinda a mais um papo aqui pela manhã. Espero que curta a nossa conversa de hoje. Espero que ela contribua de alguma maneira relativamente significativa. Tá bom? Mas vai valer a pena. Vai vai ser massa. Vai ser massa. Ah, pegar até alguns textinhos aqui que nós vamos fazer react de texto para a gente poder papear. Poder papear. Vida ou capital. É esse o nosso grande dilema. Ah, e antes de eu ler até o texto, né? Tem um um um elemento muito interessante no no capital chamado livro um, que para Marx era o único, porque ele não publicou os outros três os outros dois, né? Então, é só um mesmo. Então, [risadas] o capital tem um um um texto muito interessante, um trecho muito interessante, que a gente vê se eu leio para vocês aqui para o canal. Que Marx diz assim: E é muito mal, muito pouco utilizado pelos marxistas, diga-se de passagem. Marx diz assim: O capital, né, o desenvolvimento das forças produtivas sobre o capitalismo, desenvolver a tecnologia, o uso da força de trabalho, né, o desenvolvimento da força produtiva, no capitalismo ele só se dá, apenas se dá, destruindo, frase de Marx, as duas fontes de riqueza. Ou seja, as duas condições fundamentais para a produção de qualquer riqueza. A terra e o trabalhador. Se quisermos atualizar, as pessoas e a natureza. Não tem como você desenvolver força produtiva, desenvolver tecnologia, aumentar sua produtividade, sem considerar que essas duas fontes são fundamentais. E Marx percebe algo relativamente óbvio, é que sobre o capitalismo, essa, o desenvolvimento das forças produtivas se dá única e exclusivamente destruindo essas fontes de riqueza. Destruindo esses dois elementos. Porque não calcula as condições de produção e reprodução da terra ou, né, da natureza, se a gente for essa atualizadinha mais ampla, e nem das pessoas, não garante as condições de produção e reprodução da, de vida das pessoas. E isso é muito interessante da gente considerar. Marx no século XIX está falando esse elemento, o que na cabeça ou no, de um monte de gente vai soar como se fosse, é, coisa de ecologia, né? Assim, ah, isso aí foi recente, tal. Não, ele já tinha isso. E se você levar a sério esse critério, possibilita dentro da própria teoria marxista, você fazer uma crítica importante ao nosso planejamento de de de forças produtivas mesmo em propostas ou projetos alternativos ao capitalismo. Que é um risco que a gente corre. No desespero pelo desenvolvimento, por encontrar as forças os caminhos para a gente poder desenvolver as forças produtivas, nós reproduzirmos a destruição das condições de produção e reprodução da vida. Ou melhor, destruir a terra e o trabalhador. Então, quando se opõe vida ao capital, é um freio muito importante, cara. Muito importante. Para a gente sair de um das ilusões, né? Acordar do sono dogmático. Ah, não, a gente só precisa de indústria, precisa de desenvolvimento, [ __ ] Massa, verdade, fala, também acho, sou dentro do negócio. Mas eu não posso esquecer de uma coisa. Esses recursos são limitados. E ao não consi ao considerar apenas a competição pelo desenvolvimento das forças produtivas, aumento de produtividade, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, sabe o que acontece? A gente destrói junto as condições de reprodução da vida dos seres humanos. E eu não sei se já perceberam, a terra é um planeta, ela é um globo, ela não é plana, é um sistema fechado e fumaça não respeita fronteira. Então, há que se pensar. Disse o querido Felipe: "Socialismo ou barbárie". Exato, essa seria a oposição clara colocada pela nossa querida Rosa, Rosa Luxemburgo. Socialismo ou barbárie. Que está plenamente correto, diga-se de passagem. Com uma diferença de que quando a gente olha socialismo ou barbárie, entra no âmbito de uma organização eh de civilização, né? Organização mínima dos seres humanos ou loucura e doideira. O que está correto. Quando a gente coloca a oposição vida ao capital, a gente põe um elemento material mais profundo que escapa das preferências. É uma necessidade. E isso eu acho tipo É isso que me acorda do sono dogmático. A vida não não é uma opção nesse sentido, entendeu? É uma necessidade material. Eu tenho que garantir as condições de produção e reprodução da vida. O socialismo ou barbárie passa por alguma preferência ideológica. A vida ou capital não. Ela me força a ter que ter que Ela me força a ter que assumir um critério que é válido para todo mundo. Potencialmente válido para todo mundo. E aí eu acho massa porque aí dá conteúdo para própria oposição entre socialismo e barbárie. Não é qualquer socialismo. É um que considere as condições de produção e reprodução da vida. Pode ser um socialismo que é o essas maluquices acelera aceleracionista de esquerda, né? A famosa acelera aceleracionismo de esquerda. Ah Como é que é o o ca comunismo automatizado, não sei o quê, o luxurioso. É vai desenvolvendo, desenvolvendo e não percebe que está destruindo as condições de produção e reprodução da vida. Aí, meu amigo. Aí a brincadeira fica outra. Bom dia, querido Guilherme. Como é que você tá? Bom dia, faiolosofeiros. Faiolosofeiros. Como é que vocês estão, faiolosofeiros? Nós somos aqui faiolosophers. Feiolosophers. Feiolosopher também é legal, né? Tem tipo um trocadilho até em português. Fica bom. Feiolosophers. Que bonitos não somos, mas tentamos. >> [risadas] >> Bom dia, querido Felipe. Como é que você tá? E diz Felipe. Bom dia a todas as pessoas presentes. As ausentes, vocês que se lasquem. Não, né? Bom dia, querido Felipe. Tudo bem, mano? Borduna diz. Socialismo ou extinção. Exatamente. Só que nesse socialismo, novamente, a gente vai ter que dar um um critério material para ele. Exatamente pelas muitas gamas de opções que ele tem, né? Se for o socialismo de aceleracionista maluco, aí lascou-se. Lascou-se. Diz Felipe. Endrick entrando aos 53 e fazendo dois gols é o mínimo que eu espero. É o mínimo que eu espero. Cara, eu vi Vocês viram a entrevista do Ai, perdão por cortar isso. Vocês viram a entrevista do Ancelotti Ancelotti Ancelotti falando sobre o Endrick. Ai, cara, eu vi hoje de manhã o corte. Que deprimente. Que deprimente. Desculpa, Ancelotti. Com todo o respeito aí, Ancelotti, com o seu todas as cinco Champions que você tem nas costas. Ele me mete um "O Matheus Cunha é mais associativo". Sim, verdade. "O Thiago ele é um fixo, um centroavante lá na frente, grande, forte". Sim. "O Endrick é outra coisa". Sim. É E o o motivo de eu querer o Endrick ali como titular é porque ele é outra coisa. Exatamente [risadas] É exatamente esse o motivo. Só que na cabeça dele ele é outra coisa, então ele é reserva. Na minha cabeça ele é outra coisa, então ele tem que estar lá. É óbvio. É o maluco que faz a dife Ai, que raiva. Tomar um gole de café, velho. Cara, como é que pode? Como é que pode você ter um Hum. A gente só deu pedreira pro coitado do Endrick também, né? O moleque é um monstro, velho. É um monstro. Tudo bem. Tias querido Felipe. "Vidal capital é mais próximo daquele papo sobre ruptura metabólica". Sim. Sim, sim, sim, sim, sim. Perfeitamente. É de saber o limite, cara. Tem uma uma linha que não dá pra cruzar e a gente já cruzou, né? A Po- o O pior é isso. Tem uma linha que não dá pra cruzar e a gente já cruzou. Tanto que a gente agora, nesse exato momento, tá com esse papo aí que a gente tá sofrendo com esse super El Niño, né? Que era super Normalmente era pra ser uma coisa boa, mas no nosso caso o super ficou ruim. Que [ __ ] O filho da bexiga que tá aqui, mano. O inverno só começa semana que vem. Faz duas, três semanas que eu tô sofrendo. É. É complicado. Deixem o like na live, deixem o like na live, eu sempre esqueço disso. Deixem o like na live, dá o seu like, eu falo uma vez isso e eu esqueço, né? Eu falo uma vez, like, lá no comecinho, e depois eu paro de pedir like. Mendigo do like. Pararam, pararam, pararam. Ga, diz Gabriel, bom dia, Gabriel, como é que você tá, meu querido? Tudo bem? Espero, desejo que sim, seja muito bem-vindo. Bom dia pra você. Para você e todos os baristas do Brasil, da América Latina e do mundo. E de Cabo Verde em especial. Bom dia, baristas de Cabo Verde. Que tomam o café feito pela vovózinha. Diz Guilherme, é outra coisa que tá faltando. Agora eu não lembro o que tá faltando. Mas deve ser. Muito obrigado, querido Psi Lourenço Serpa, ou Psi Lourenço Serpa. Bom dia, cara, obrigado, obrigado aí pelo carinho, pelo apoio, pelo encontro compartilhado. Deus abençoe. É doideira, né? Ai, meu Jeová. O Endrick, exato, o Endrick é o, é uma coisa que falta, falta pra gente. Falta pra gente. E eu acho legal também que a, o fato da gente querer o Endrick e de que 90% da população brasileira quer o Endrick, demonstra que o problema com o Neymar não é uma questão de se o Neymar é de direita ou bolsonarista. Porque o Endrick, ele completa toda a tabela do crente conservador, assim. De A a Z. Né? Isso já mostra que a nossa questão é futebolística mesmo. Futebolística. >> [risadas] >> É complicado isso. Ai, Jeová, queremos Endrick, queremos, queríamos. Cara, eu queria tanto um, ai, desculpa, vou, antes de abrir o texto, Alisson, pode ser Danilo, pode ser qualquer poste na direita. Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos. Tranquilo. Eu preferia o Ederson, já que ele foi convocado, mas pode ser Fabinho, Bruno Guimarães, Danilo, tá tranquilo, tá de boa, certo? Aí você escolhe qual pontinha burra a gente vai querer, se a gente vai querer o Rafinha, se a gente vai querer o Luiz Henrique, a gente vai querer, não importa. Bota lá, bota o Rafinha que ele gosta de voltar para ser assistente a lateral. E Vini Júnior do outro lado. E Endrick na frente. Qual a dificuldade? Ah, mas o Endrick não é um atacante fixo forte que nem o Ti, o o Igor Thiago. É exatamente por isso que eu queria ele ali. Exatamente por isso. Ah, não, então pera aí, mas é que tem um pontinha burro. Tira o pontinha burro então, tira o pontinha burro. Abre o End, um Endrick para direita, Vini e Endrick abrindo, Matheus Cunha na frente, e aí deixa o Endrick de ponta para entrar em diagonal, deixa o Endrick de ponta, Matheus se associando mais com Endrick e puxando a marcação para a entrada do Danilo, que aparece ali como um quarto do ataque, respeitando 4-4-2, o Danilo chegando de trás. É, é difícil gostar de futebol, eu sofro. Mas que é estamos. E hype, não é difícil, ah, mas a gente vai hoje com o Igor Thiago mesmo, vai ser a escalação daqui a pouco sai. Igor Thiago, Rafinha, ah, sofrimento da bexiga. E o Endrick lá, sozinho, solitário, esperando sua oportunidade. É, é triste. Mas vamos lá, vamos lá. Deixa eu pegar o nosso textinho. Vou começar com um texto de minha autoria e depois vou pegar um outro texto. Mas eu vou com um textinho de minha autoria para poder iniciar o nosso tema. É um um textinho desse livrinho aqui. Ah, diz o que ele disse "Eu odeio o Rafinha". >> [risadas] >> Eu gosto do Rafinha. É que na seleção é ou Rafinha ou Vinícius, porque o Rafinha rende na esquerda, jogando na posição que o Vini joga. Só que aí você tem que escolher se você quer alguém ali para ser o o a válvula de escape, de fazer, tentar fazer mágica, que é o Vinícius, ou se você quer alguém ali para cumprir tarefa de pressão em cima, pressionar muito a defesa adversária e ter gatilho para atacar o espaço, né? Então, para correr que nem um maluco ali na na esquerda. Você escolhe. Rafinha e Endrick não me não me irrita, eu acho legal, porque o Rafinha faz o trabalho que o Vini não faz. A gente aceitou que o Vini não precisa voltar para marcar, né? A gente aceitou que o Vinícius pode fazer absolutamente nada em com em taticamente. Nós aceitamos com uma relativa facilidade. O cara é um jovem, um touro e a gente fala "Não, não, ele não precisa marcar, não". O Rafinha ali renderia mais do ponto de vista tático. Aí eu preferiria o Endrick como o cara que faz a diferença. Mas eu duvido que nosso querido Ancelotti tenha cojones para poder fazer isso. Ele não vai barrar o Vini nem lascando. Eu acho difícil que ele barre o tartaruga do o jabuti, né? Chamar de tartaruga é o Mbappé. O jabuti Casemiro, O volante mais lento da história. E diz o Felipe "Hoje é 6 a 0 ou barbárie". Concordo. Não, o cara, no mínimo quatro, de verdade. Se hoje não tiver uma sacoladinha de quatro, 4 a 0, eu já falo ó, é crise, tem que ter ônibus queimado, brincadeira. >> [risadas] >> Tem Invasão de CT com acabou a paz, né? Tem que [risadas] ter esse tipo de coisa. Já não é possível, não é possível. Não é que eu esteja incentivando a violência e agressividade, mas tô no mínimo 4 a 0, no mínimo. Não aceito menos que isso. É crise, crise. >> [risadas] >> Ai, meu pai amado. Deixa eu colocar aqui. Ó, o nosso textinho hoje tá nesse nesse livrinho aqui, ele é fácil de encontrar na internet, porque eles foi disponibilizado em PDF. Mas se você for membro membro a me me ver se é da da nossa do nosso canalzinho aqui e quiser fazer parte do grupo do zap, a gente sempre solta os PDF lá no grupo do zap, tá? Então você pode chegar com a gente lá. Que a gente faz essa. A gente sempre faz essa, facilita aí o acesso a livros. Pra que a gente possa trocar ideias e você também possa tê-los como referência. Mas no caso aqui eu vou pegar o opa. Um textinho como ponto de partida e depois eu vou pegar outros pra gente poder fazer uma paradinha aqui. É, exatamente. Diz aqui Guilherme, acabou o sossego, acabou, acabou a paz. Se não for 4 a 0 hoje acabou a paz. Não tem mais essa. Invadir a granja com Maria. Não tem ninguém lá nesse exato momento, mas é isso que a gente tem que fazer. >> [risadas] >> Ah, e aí aqui, ó, dentro desse livrinho, que é uma coletânea que a gente fez. Que era recompensa. Do livro que a gente publicou pela editora. Pague 1. A gente publicou um livro chamado Antologia Antidolatria. Inclusive vai ter um curso. Aliás, deixa eu já pegar aqui pra mostrar pra vocês. Acho que eu tenho que fazer isso também. Tenho um dever moral aqui, pera aí. Esqueci disso. Tenho um dever moral de apresentar pra vocês um negócio. Tururu ruru tum. >> Tenho o dever moral de mostrar para vocês um trem aqui. Aqui, ó. O CEBI, Centro de Estudos Bíblicos de Minas Gerais, está lançando um curso. Um curso bem bacana. Tá lançando um curso. Hã. Para quem se interessar sobre o tema, o curso tá bem bom. Vou dizer para vocês que o curso tá bem bom. Aqui, ó. Aí, fala. O curso tá bem bom, ó, no CEBI, CEBI underline MG, você pode ver ele pelo Instagram, que é o Centro de Estudos Bíblicos de Minas Gerais, tá lançando um curso que é o curso, como é que eu tiro isso aqui da Ai. Aí, pronto. Que é o curso Introdução Latino-americana à Crítica da Religião, que é um curso. E aí, quando você faz esse curso, você ganha o livro, você ganha o livro quando se inscrever. O livro Antologia Anti-idolatria. Se inscreveu, ganha o livro. Simples assim. Se inscreveu no curso, ganha o livro. E o curso, ele vai ser do dia 1º de julho, ou seja, está chegando, até o dia 29 de julho, é, sincronamente. Eu acho que é síncrono e ainda fica um tempinho depois. Mas sincronamente fica nesse período para você acompanhar ao vivo, participar lá do Zoom, debate junto com o pessoal que tiver facilitando. E aí, você se inscreve nesse, nesse curso e ganha o livro, Antologia Anti-idolatria, imediatamente. E aí, a gente vai ter aula com quem? Com a Nancy Cardoso, a sumidade, sumidade da teologia feminista latino-americana. Sumidade, né? Eu, eu não tenho o que falar de Nancy. Ela é uma lenda viva, uma pessoa sagrada que estará entre nós e vai dar a primeira aula no dia 1º de julho. No dia 8 de julho com o nosso querido André Castro, que está aí no hype dos corredores da USP e do pessoal da teoria crítica brasileira, que tá aí criticando a crítica crítica criticante, que lançou um livro agora recente, bem bacana. Eh, eis aí o povo brasileiro, livro bem massa, ele tá lançando esse livro nesse exato momento, aí Brasil afora. André vai tá com a gente e ele vai ver o texto de Marx a Teologia da Libertação e fazer uma análise crítica e propor a aula, né? Porque cada um desse, tirando a primeira aula da Nancy, que é um panorama e uma discussão específica, cada uma das aulas subsequentes é um capítulo do livro do Antologia Antidolatria, tá? Então você se inscreve, ganha o livro e vai ter um curso bem massa. O curso tá bem bom mesmo. O segundo, Lendo a Bíblia com Marx, que é um outro artigo que a gente tem lá no no texto, que vai falar um pouco sobre Marx e seus comentários aos textos bíblicos, que é bem massa, com o nosso querido André Canaciro, editor e fundador da revista Zelota. Eh, e que recentemente, inclusive, a Zelota ganhou um prêmio internacional por seu trabalho, ou seja, estamos aí, além de tudo, premiados. Então o primeiro encontro com o André Castro, segundo com o nosso querido André Canaciro, editor e fundador da revista Zelota, e também conhecido como Jesus nipônico. É, se você olhar aí, Jesus. Nosso Jesus nipônico. O nosso outro encontro, Marx e os profetas, que a gente discutindo, inclusive, um artigo do Henrique Dussel, que tem original ali no nosso, na nossa tradução, Antologia Antidolatria, com a nossa querida Talita, Talita do Centro de Estudos Bíblicos de Minas Gerais, que recentemente fez a defesa de seu mestrado totalmente excelente sobre mulheres evangélicas, então teremos ali o o papo com a Talita. Depois com esse tal de Bruno Reikdal, na o dia 29 de julho, falando sobre a crítica marxista da religião e vendo o último capítulo do livro, que é o livro, o capítulo do Franz Jinkelemert, em que há uma grande introdução ao capital. Então, ficou massa. E aí você faz o curso, parceria ali da CEBIC com a editora Boitempo, você ganha o livrinho, vale a pena e ainda tem uns uns bônus aqui que é uma aula com o Michel Löwy e o magazine da Nancy Cardoso. Tá bom? Então, o curso tá massa, tem bastante coisa legal, vale a pena. Estão todos, todos aí convidados para poder participar. Vale, o curso tá legal, curso tá legal. Beleza? Não posso esquecer. Dito isso, voltemos aqui para o nosso texto, para o nosso react de texto. E eu falei isso porque o outro texto lá foi lançado pela revista, pela editora Boitempo, que é esse livrinho aqui, para a gente poder ler junto. Tá bom? Então, fica aí a o convite para quem quiser participar do curso. Custa bem bom, cara. Diz, Guilherme, esse Bruno Breakdown aí é bom? É, às vezes ele acerta. Normalmente às quartas-feiras. E aí eu não sei que dia que é que é o curso. Espero que seja uma quarta-feira. Porque se não for, corre risco de ficar ruim. Ele normalmente acerta nas quartas-feiras. Dá para saber o que vai acontecer. Tá bom? Mas é isso, minha gente. Agora aqui, ó. Tem um capítulo nesse livrinho, nesse PDF, que é o a vida, o capital e o suicídio coletivo. E isso é onde a gente vai começar o nosso papo de hoje. Depois vamos avançar. E deixa eu ler um um trechinho para vocês. Ah, vamos ler juntos, fazendo comentários, a gente vai acabar passando sobre reflexões filosóficas e de outros âmbitos do conhecimento humano, né, das das humanidades. E o textinho tá massa. A vida, o capital e aqui um conceito específico o suicídio coletivo. Como esse livro é uma coletânea, ele foi publicado originalmente em 18 de março de 2020 no GGN, tá? Um artigo que eu publiquei em março de 2020 no GGN e a gente deu uma atualizada, uma ajeitadinha para publicar o livro posteriormente e cá está. Comecemos. >> [limpando a garganta] >> Desde a década de 1970, a partir de um livro livro intitulado As armas ideológicas da morte, inclusive nós temos aqui no canal uma playlist, uma playlist, vale a pena depois você ver, lendo o primeiro capítulo desse livro. A gente leu, fez um uma leitura comentada do primeiro capítulo inteiro. E é excelente, com todo o respeito aqui e falsa modéstia, o a playlist está muito boa, lógico, porque o livro é muito bom. E vale a pena depois olhar. Então procura aqui a playlist das armas ideológicas da morte, porque vale muito a pena, muito a pena. A gente fez uma leitura comentada e é sensacional. Então fica fica a dica. Inclusive acho que é do começo do ano passado essa leitura comentada. Linha a linha ali do primeiro capítulo, né? Então desde a década de 70, a partir do livro intitulado As armas ideológicas da morte, a respeito do qual nós temos uma playlist aqui exclusiva no nosso canalzinho, fica a recomendação. Escrito pouco depois do golpe de Pinochet e da necessária fuga do Chile após ser ameaçado de morte, porque isso que acontece, Franz Hinkelammert, né, o autor referência aqui desse dicotomia vida ou capital, ele tá no Chile no período ele desde 1963 apoia a unidade popular, radicaliza junto com o movimento do MAPU e aí ele dá o tem o golpe do Pinochet, ele recebe um pouquinho antes do golpe ele recebe uma carta e a carta dizia assim: "A isso aqui vai virar Jacarta", que era em em ao massacre que tinha acontecido na Indonésia pouco tempo antes. E ele já sacou: "Estamos sendo ameaçados". Aí vem o golpe, no que vem o golpe ele tenta fugir do Chile, vai para o consulado. Aliás, tem uma história interessantíssima. História interessantíssima. O Franz, quando ele tá lá no Chile e tem o golpe do Pinochet, ele sabe que ele tá em risco, ele tinha recebido a carta, ele e um outro um outro grupo de pessoas, né? E ele então vai para o consulado alemão, porque ele era alemão, para tentar fugir. E o responsável pelo consulado alemão na época era um cara que tinha sido apoiador do partido nazista na Alemanha na década de 30 e 40. E quando o Franz vai para o consulado buscar refúgio, o esse esse esse cara do consulado, ele recebe o Franz, recebe o o Andre Gunder Frank também, né, o um dos pais aí da teoria da dependência e mais uma galerinha ali que tava tava no Chile nesse período buscando refúgio. E ele o Franz conta que esse cara disse para ele assim: "Eu não vou cometer o mesmo erro que eu cometi antes". "Eu não vou cometer o mesmo erro que eu cometi antes", em referência ao período que ele apoiou o partido nacional socialista da Alemanha. Considerando o que Pinochet estava fazendo como um uma reprodução desse fascismo. Então ele vê o que tá acontecendo, o golpe no Chile, esse processo todo e ele fala: "Não vou fazer a mesma coisa que eu fiz antes". E aí ele ele dá abrigo para o Franz, dá abrigo para o para o Andre Gunder Frank. E aí eles conseguem fugir, vão para a Alemanha e depois cada um retoma seus caminhos. Mas é muito doido, né, cara? Tipo, o o cara teve essa percepção e consciência do que o que de que o que estava acontecendo no Chile ali era um fascismo tal qual aquele que ele tinha vivido 30, 40 anos antes. Cara, é doideira. Eu quando eu eu tava lendo esses documentos e também as entrevistas e tal, falei: "Caramba, mano, que loucura". Que loucura. É a história. Então é esse texto, né, esse livro As Armas Ideológicas da Morte, ele é publicado em 74, quatro anos ah depois ou três anos depois do golpe, né, mais ou menos. E inclusive a primeira edição desse livro, ela vem com uma dedicatória para alguns amigos do Franz que tinham sido assassinados durante o as ditad- eh na pelas ditaduras. Em especial alguns argentinos. Então ele também faz essa marcação histórica que é por isso que é legal de ver até as primeiras edições, né, tem esses detalhes importantes da gente ir reconhecendo. Franz Hinkelammert passa a discutir sobre o núcleo irracional da racionalidade que orienta o mercado capitalista. Então o Franz ali na década de 70, espe- já nesse livro aqui As Armas Ideológicas da Morte, ele discute o que ele chama de núcleo irracional da racionalidade que orienta o mercado capitalista. Então o ponto importante da gente ver essa frase é que a análise do Franz percebe que a racionalidade capitalista, a racionalidade de mercado, tem dentro dela um núcleo irracional. E essa frase é é muito massa, assim, para você pensar. Não é só uma crítica à racionalidade tal qual um pós-moderno faz, né? A pós-modernidade diante dos limites da razão ou da racionalidade moderna, fala: "Então isso aqui não serve para nada". Aí joga fora e o que quer é vontade. Vai vontade, chega de racionalidade, vai vontade, vai desejos. Vai desejos e vontades e não sei o quê. Reproduzindo ainda essa dualidade, né? Entre desejo de um lado e razão do outro. Ou seja, não ajudou em nada. O Franz já faz uma crítica muito mais interessante, fala: "Dentro da racionalidade há irracional". Então ele não reproduz a dualidade, ou é vontade ou é racionalidade, ou é desejo ou é razão, ou é sentimentos ou é razão, não faz isso, não reproduz essa dualidade, senão que ele olha dentro da racionalidade e percebe seus limites, põe ela em crise e fala: "Ó, dentro dessa própria racionalidade há um núcleo irracional". Só que ele precisa de um critério para mostrar esse núcleo irracional. E a solução dele não é buscar uma razão melhor, né? Tipo um cálculo mais adequado. É mostrar qual é o limite da estrutura racional do mercado capitalista que é hegemônico dentro da modernidade. Gênios operam de outra maneira na história, né? Então veja que é é sofisticado, são poucos comentários aqui que eu tô fazendo, mas é muito sofisticada essa argumentação e esse modo de pensar. Diz Guilherme: "Racionalidade e irracional me parece um bom nome para álbum de rap". Sim, álbum de rap dos anos 80, 90, né? Racionalidade e irracional. Aí a gente pode meter um um um um um quase um bom bepzinho, né? Fazendo um bom Racionalidade e irracional, para vocês aí, todos os mano aí da zona sul que tão colando com a gente, todos os movimentos sociais da quebrada. Racionalidade e irracional, 15 pessoas falando ao mesmo tempo, o microfone longe, aí fica aquela voz que a gente não sabe bem de quem tá falando, né? Racionalidade e irracional. Né? Anos 80, 90, o rap tava nesse pique. Massa. >> [risadas] >> Diz Guilherme, é uma crítica muito melhor. Ah, sem dúvida, sem dúvida, sem dúvida. É uma crítica muito mais sofisticada, muito mais interessante, muito mais interessante. Diz querido Tiago, lembrei de um calvo, Carnal. É, tá, hum, será que Carnal está aqui? A grande pergunta se Carnal é calvo ou ele é careca. Carnal é calvo ou ele é totalmente careca? Fica aqui um questionamento, que é uma diferença substancial. >> [risadas] >> Ai, ai. E agora eu não lembro se o Carnal tá entre os cinco. Eu acho que não. É o Pondé, que vocês já descobriram, né? Porque semana que vem, para quem não tava aqui antes, a gente vai ter uma live, que é a live é, um Bruno versus cinco calvos brancos. E aí, já descobriram dois calvos, né? Que é o, o Pondé, o Safatle, o Tiago acabou de descobrir o outro, Professor Roque. São três calvos brancos. Já. Faltam dois para vocês descobrirem. Já chegou três. Eu não lembro se o Carnal tá neles. Então, quer dizer, talvez eu esteja [risadas] falhando miseravelmente. Mas tá aí, tá aí. Semana que vem tem Bru, um Bruno versus cinco calvos brancos. Esses calvos brancos só atrapalham nós. Diz querido Gabriel, e os calveludos? É, calveludo é um conceito recente, né? O Alisson, goleiro da seleção brasileira, é um calveludo, né? Ele, ele deixa o cabelo crescer para trás, mas aqui tá ficando sem. Então, é uma situação particular, né? Tem uma coisa Cada um com seu estilo também, né? Quem sou eu para ficar aqui dando pitaco. Afinal, não sofro da calvície. Sacanagem de minha parte ficar zoando o calvo aí. >> [risadas] >> Ai, meu Deus. Não, então, transpassa a discutir sobre o núcleo irracional da racionalidade que orienta o mercado capitalista. Crítica muito mais adequada, como nós criamos também, percebe. E essa racionalidade do que orienta o mercado capitalista, ela é muito bem expressa por nosso querido Max Weber, em seu livro Economia e Sociedade, tá? O Weber, ele sintetiza muito bem, por isso que ele é uma referência muito boa. Ele tem a capacidade de síntese incrível, Max Weber. Sintetizada por Weber, essa racionalidade opera na coordenação de meios para a obtenção de um fim, de modo mais eficiente possível. Então, o que que é o núcleo dessa racionalidade, efetivamente? Qual o núcleo não, qual é o o a estrutura básica dela? Coordenar meios para a obtenção de maneira ótima de um fim. Você coordena os meios para obter de maneira ótima o fim. É isso que estrutura a ação racional, que muitas vezes em Weber é chamada de ação racional eh formal, né? Ou a gente chama de instrumental. E que o França percebeu o limite, o núcleo irracional dela, né? O uso ótimo de recursos, você conseguir da maneira máxima, né? Garante que o resultado desejado apareça como racional. Porque se você utiliza de maneira ótima os meios para obter o fim, o fim vai ser atingido da maneira ótima, economizando o máximo, a gente até eh tornou adjetivo, né? A gente a gente criou se tornou sinônimo, economizar com o uso ótimo de recursos. Se utilizar o menos possível para obter o máximo. A gente chama isso já de economia. A gente fala: "Ah, você tá economizando?" Quer dizer, você tá guardando para depois para conseguir ter mais, né? A gente já já até tornou sinônimo esses dois movimentos. É isso que uma racionalidade de mercado capitalista pretende, utilizar o mínimo possível para obter o máximo. Então, o França percebe isso. Essa essa racionalização, essa otimização garante então que você seja racional. Porque aparece, você percebe, é meio óbvio, você utilizou o mínimo, conseguiu obter da melhor maneira possível o seu resultado e o obteve, ao obter o seu resultado significa que você con, necessariamente foi racional. Então se você obteve o seu, o seu resultado, conseguiu ganhar a competição e olha para trás, nesse, o teu resultado demonstra que você foi o, o mais racional. Isso inclusive dá um problema danado, quer dizer a demonstração de que você tá sendo racional é a obtenção do resultado. Ao obter é porque você foi racional, você é racional porque você obtém esse resultado. Cria um ciclo quase fechado, que se auto justifica. E aí você não consegue perceber os limites dessa racionalidade, ela cria um circuito fechado, ela cria um, um modo de perceber o mundo em que ao, se você obteve significa que você foi mais racional que os outros. Então provavelmente você teve uma, um, um uso ótimo de recursos, então você obteve mais rápido que o outro. E ao obter você demonstra ser racional, então a racionalidade é utilizar os meios para obter o fim, quando você obtém e ganha dos demais na competição do mercado significa que você foi mais racional que os outros. Ela se auto demonstra por obter o resultado que ela pretendia. É um ciclo fechado. Ela se fecha bonitinho ali. Uso ótimo de recursos garante o resultado desejado apareça como racional, ele sempre vai aparecer como racional, porque você atingiu ele, né? Dessa forma, a ação é racional quando coordena meios para obter fins. E a realização do fim, seja ele qual for, justifica a racionalidade da ação e o uso de seus meios. Ao obter o fim significa que você conseguiu o que você queria. Se você conseguiu é porque você foi racional, então. Realmente cria, como mostra Frans e Kennett, uma estrutura tautológica. Ela se auto resolve, de maneira simples. Você bota todo mundo para competir. Aquele que ganha a competição foi mais racional. E você tem como forma da ação racional, use o ótimo dos meios para obter o fim. Obter o fim demonstra que você foi mais racional que os demais. Independentemente do fim e independentemente do caminho ali no meio. É uma doideira. Tudo bem. Por isso inclusive que a gente tem uma loucura de imaginar que porque o cara é rico, né? A pessoa tem dinheiro, significa que ele tem alguma coisa mais especial que a gente. Ele com certeza é melhor do que nós. Ele conseguiu vencer, então ele é mais inteligente. Aí vem essas adoração a rico, né? O Ah, o Elon Musk é um gênio. Por quê? Porque ele tem dinheiro. Olha o tanto de dinheiro que ele tem. O fato de ter dinheiro parece que o cara tem uma racionalidade especial. Ele tá ganhando no mercado, ele tá cumprindo com esses critérios. E a gente reproduz isso para todo canto. O cara é famoso, o cara tem grana, ele deve ser bom. Ele deve ser inteligente. Ele deve ter moralmente alguma coisa especial. >> [risadas] >> A gente faz isso com relativa frequência, o que é uma loucura. No mercado capitalista, ademais, o fim está determinado de antemão, o lucro, né? Que aí é um outro problema. Aqui é o segundo problema. Ação racional, ela é racional quando ela utiliza de maneira ótima os meios, o melhor uso dos meios para obter o fim. Só que o fim no mercado já tá determinado, lucro. Então você não tem outro fim. Qual é a finalidade de uma ação no mercado? Ganhar. Ter mais que os outros. Então o fim já tá determinado. Você tem uma forma de ação racional, uso ótimo dos meios para obtenção do fim e o fim já é pré-determinado, obtenção de lucro. Você não quer outra coisa no mercado. Como você queria outra coisa? E quer ganhar mais? Então, além de ser um um circuito tautológico e fechado, que se auto demonstra, a finalidade não pode ser outra que não o lucro, que não o ganho, o ganho com esse mais valor, com esse excedente, com esse ganhar mais que os outros. Nem que seja contabilmente, né? Então, já a forma da ação racional já tá delimitada e a finalidade também. Realmente você fechou a ação racional, não dá para ser racional de outro jeito. É uma loucura, mas a gente aceita isso com relativa tranquilidade. Faz sentido, né? Nem a escolha do fim, ela também não é possível. Você só vai ser racional dentro da relação de mercado se o fim for o lucro, obtenção máxima. Bom dia, querido Fazer o Ótimo, como é que você tá? Diz Fazer o Ótimo. Bom dia a todos os irmãos em barismo. Bom dia, querido Fazer o Ótimo. Fazer o quê? Que é ser Fazer o Ótimo. Bom dia, meu querido, tudo bom? Você. Então, a gente vai encontrando um uma racionalidade que é hegemonizada, ela é muito intuitiva, muito simples, num circuito fechado e que já determina qual é o fim que você deve buscar. Isso meio que determina as ações humanas hoje no planeta. O valor que se valoriza, o capital, valor que se valoriza. Essa é uma das definições de Marx. Valor que se valoriza. Valor que se valoriza, é uma das definições de Marx. Diz querido Guilherme, racionalidade, fazer o ótimo é basicamente isso. O seu uso ótimo dos recursos para obtenção do fim. Melhor uso dos meios para obter o fim. Isso é ser racional. Só que o fim, ele, qualquer fim em abstrato, você poderia eleger qualquer fim. Só que o fim dentro de uma relação de mercado é o lucro. Então, ele também já tá determinado. É racional obter o de maneira ótima o fim desejado, obter de maneira ótima o lucro. Ei, coisa doida. Fazer o quê? Fazer o ótimo. >> [risadas] >> Excelente, excelente. Fazer o quê? Fazer o ótimo. É ótimo, ótimo. Gostei. O valor que se valoriza, como definiu Marx, >> [roncando] >> né? Expropriado do trabalho não pago de massas inteiras, estabelece qual o objetivo de toda competitividade exigida pelo mercado, né? Então, o capital decide qual é o objetivo. O objetivo é o lucro, obviamente, né? Então, e aqui, de propósito, o valor que se valoriza. Capital é um valor que se valoriza, como definiu Marx. Expropriado do trabalho não pago de massas inteiras, estabelece qual o objetivo de toda competitividade exigida no mercado. Dessa forma, não havendo outro critério para orientar as ações dos sujeitos que não a própria ação racional que se basta na coordenação dos meios para obtenção de um fim ótimo de um fim, Toda vez que a ação resulta em lucro, ela é racional, válida. Toda vez que ela atinge o fim, que é o lucro, ela é racional. Ela se valida, ela ela tá resolvida. Então, não tem o que discutir. E se a gente aceita isso sem fazer uma crítica a essa estrutura de racionalidade, ela vai passando. Passa a boi e passa a boiada. E, inclusive, boa parte dos nossos limites enquanto esquerda é de não discutir esses temas aqui, viu? Diga-se de passagem. Então, toda vez que ela atingiu o lucro, né, resulta em lucro na competição de mercado, ela é racional, válida e, sob os critérios da ética burguesa, é muito boa, porque é óbvio. Qual que é o objetivo? Gente, é mercado não tem ética. Não tem o [ __ ] É lógico que tem. Eu eu não gosto disso também. Tem uma parte da esquerda que faz essas divisões estranhas, em que diz assim: "Não, mas o capitalismo ele não não é ético, ele não tem ética". Lógico que tem. Lógico que tem, ele tem valores orientadores para as ações humanas. Valores altamente destrutivos. Mas ele tem. É bom, né? O que que é ética? Decidir aquilo que é bom, o que que a gente vai fazer, o que é que aceitar, o que é justo, que deve ser realizado. Você tem que competir. Então, a competição é um valor orientador. Então, todos se organizam competindo. E você tem que agir de maneira racional, ótima. A competição utilizando o os meios da maneira ótima para obter ter o seu fim. Essa racionalidade mais a competitividade estruturam como deve se comportar os seres humanos no mercado. Conforme uma ética capitalista. Que depois ainda vai ser acrescida de respeito à propriedade privada, não deve ser questionada. A mercantilização de tudo, tudo pode ser comprado, trocado. E aí esse combo organiza o modo como deve ser realizado o mercado capitalista. Dito e feito. E aí o pessoal: "Ah, não, não tem ética". Tem, cara, e a gente tem que expor. E é uma ética e é uma ética merda, né? Eu tenho que dizer. Por que que essa ética é merda? É uma ética ruim. É uma ética que não cumpre com as necessidades, por exemplo, de garantir as condições de produção e reprodução da vida dos seres humanos. Ao contrário, ela destrói essas condições. Exatamente porque orienta como valor das ações humanas a competição e o uso ótimo dos recursos para obter seu fim, sem nenhum critério para decidir qual é o fim, porque o fim já está dado que é lucro. E pronto. Daí para frente é só para trás, meus amigos. Então, do ponto de vista da burguesia, de uma ética burguesa, de um mercado, é ótimo, isso aqui tá ótimo, é assim que se vive, é o bom viver. Vive-se bem desta maneira e assim deve ser realizado. E agora a gente tem que criticar nesse âmbito também, né? Mostrar essa operação, que ela tem um núcleo irracional, ela não é racional. E aí a gente começa a discutir o elemento ético efetivo de orientação das ações dos sujeitos. Porque senão a gente cai numa ilusão onde que o capitalismo, ele ele é técnico, ele é puro, ele é neutro, ele não. Ele tem valor. Ele tem ética, ele tem modo de conduta dos seres humanos e tem que ser criticado, pô. Tem que ser criticado. A fuga disso é aceitar que eles são mais racionais. A fuga da discussão dos elementos éticos do modo de vida capitalista, do mercado capitalista, é a gente aceitar que eles operam de maneira técnica e não, não operam de maneira técnica, eles têm valores, eles têm moral. E esse valor, essa moral tem que ser criticada. Pô, mano. Diz que ele ia fazer o ódio. Vai, Bruno, bate na esquerda. Não é, nem precisa muito, ela se bate sozinha. Não sei se vocês já perceberam, ela consegue se bater e se debater sozinha. Oh, Jesus Cristo. É complicado. Exato, exato, Gabriel. Chamam de moralismo e acaba aí. É isso. Ah, não, não, não, esse debate é moralista. >> [risadas] >> Então eu tenho que discutir ele. Então eu tenho que botar ele pro jogo. Ele continua orientando a vida dos seres humanos. Eu vou aceitar que o mercado é técnico? Eu vou aceitar que o que o mercado é é frio e calculista? Não, ele não é. >> [risadas] >> Mas não mesmo, não mesmo. Não mesmo e esse é um dos problemas, ele se finge neutro. Perdão, não sei o que você tá pedindo perdão, Thiago, mas perdão. Exagerei, não sei o que você exagerou, mas tá perdoado. Diz Gabriel Dias marxismos ou Gabi El Dias marxismos. Tudo bem, cara? Como é que você tá? Bate na esquerda que ela tá merecendo. Ih, nem precisa, né? Nem é por merecimento. Ela já nem nem é por merecimento. É por limitação mesmo. Diz, querido Gabriel. Principalmente em quem colocou a carapuça com a fala do Luletas. Quem colocou a carapuça com a fala do Luletas? Eu não me lembro. Ah, mas a fala de que ele não é de esquerda, que ele não é esquerdista? Ele fala isso desde que o mundo é mundo. Ai, eu não entendo porque as pessoas ficam chateadas. O cara é honesto. O Lula >> [risadas] >> Esse tipo de sempre foi muito honesto. Você falou: "Cara, eu só queria que o pessoal tivesse seu pãozinho, tivesse sua comidinha, tivesse sua casinha". Sempre no diminutivo. É e é isso. E tudo certo. Ele sempre falou isso. Não sei quem espera mais também é muito auto iludido, né? Vai entender. Diz, querido Guilherme. Que é o que os pós modernos acabam fazendo, aceitando que o capital é técnico e toda técnica é ruim. Exato. E aí são burros, né? São burros. Porque se é seu Se é essa crítica que você tem, você simplesmente dá a faca e o queijo na mão para os outros fazerem o que eles querem, né? É uma burrice sem limite. Porque você diz assim: "Não, ó, o capitalismo, ele é técnico. Capital, mercado, ele é técnico, ele é ele é neutro, ele é frio e calculista" e tal. O pessoal: "Pô, que bom, né? Então significa que ele não tem ideologia, que ele não tem moral, que ele não tem ética". [ __ ] velho. Se você Se você faz isso, é burro. Porque você tem que falar: "Não, o problema é que ele é profundamente ideológico. O problema é que ele tem ali falta ciência para o mercado capitalista. Falta ciência para o capitalismo. Falta, falta ciência, falta critério material científico para o planejamento da sociedade". É isso que a gente tem que fazer. É isso que Marx fez, inclusive. Mas aí também o pós-moderno já não quer muito saber de Marx, nem quer saber muito sobre ciência. Ele só precisa dançar. Então, assim, eh é uma burrice, porque a gente não pode fazer isso. E e veja, não é uma abandono Os o pós-modernismo, que na verdade é a modernidade estendida, né, a modernidade se debatendo em sua crise, ele tem uma uma crítica correta de observar a racionalidade moderna e observar como ela estrutura sua epistemologia vê que ela separa o corpo o ser humano em duas partes, corpo e alma, vê que eh não dá para reduzir toda todas as ações humanas a essa racionalidade moderna, tá correto, que ela é extremamente abstrata, tá correto, que ela tem efeitos terri tá correto. Qual é o problema? O problema é que aí ao invés então de fazer uma crítica eles fazem o que vale então é a vontade. Aí, de novo, cai de novo no dualismo. Tudo é vontade, tudo é pulsão, tudo é desejo, tudo não tem critério, não tem verdade, não tem O que tem é força, o que tem é poder, o que tem é desejos, o que tem é libido, o que tem é impulsos, o que tem é pulsões. Aí pronto, aí você só tinha uma polaridade e foi para a outra. E e e perde qualquer critério. É bom para porque auxilia quem tá querendo fazer uma crítica decente, mas é ruim para quem fica nessa bobagem. Então não é jogar fora a crítica correta e o elemento interessante do do nisso que é o pós chamado pós-modernismo, né, a pós-modernidade, que na verdade a modernidade se debatendo em si mesmo crítica correta mas eu não posso dessa cri dessa percepção dos limites cair numa loucura do então isso aqui não serve para nada. Não, não, animal. Seja crítico, prático, pragmático, observe o que que é útil, o que que não é, critério para resolução de problema. Nós precisamos de espaço de comunicação, de racionalidade, de dar razões uns para os outros, é importante. Essas coisas, né? Calcular, né? Fazer conta. Fazer conta é importante. Aprender a fazer conta é importante. Disse o Gabriel: "E ainda te chamam de tecnocrata". Exato. >> [risadas] >> Ainda te chamam de tecnocrata. Aí você fala: "Gente, tem uma coisa para dizer para vocês. Não dá para deixar todo mundo feliz. Não dá. Alguém vai sofrer". "Ah, seu tecnocrata. Tem que aceitar os desejos de todos". Aí não dá, meu querido. Tem coisa que não dá, não dá. Toda ação que você faz, você alimenta outras, né? Todo Se você escolhe um projeto, você elimina todos os outros possíveis. A vida é assim. "Ele só precisa dançar", diz Tiago. Perdi tudo aqui. >> [risadas] >> É, a vida tem dessas coisas. Disse o Guilherme: "Não há nada mais moderno que a pós-modernidade". Tipo isso. Para mim é Não tenho dúvida. O Franz fala isso. O Franz, o Dussel percebe isso, né? Ele fala assim: "O chamado pós-modernismo ou pós-modernidade é a modernidade tardia, é a modernidade pós sua crise, né? Ela tenta se manter viva de alguma maneira. E aí fica se debatendo, né? Porque é uma É uma produção europeia. Aí o Dussel, em 1970 e dois, quando ele publica Filosofia de la liberación, né? Filosofia da libertação, porque quando ele acha que ele vai morrer, porque está sendo perseguido e ele produz o projeto de filosofia dele, ele, naquele momento, colocava a filosofia dele como pós-moderna, mas ainda não existia esse conceito de pós-moderno. E depois ele ele corrige, quando ele vê o que que o pessoal tá chamando de pós-moderno. Ele fala: "Não, isso aí eu não sou não. Pera aí. Calma lá. Calma lá que eu não sou isso não". E ele fala: "Não, não, pós-moderno o cacete". E aí ele corrige isso e tenta ajustar falando: "Não, eu queria chamar de pós-moderno porque eu estava tentando superar os limites da modernidade, mas o que o pessoal tá chamando de pós-moderno aí é a modernidade se debatendo, especialmente centrada no pensamento europeu". Ou produzido na Europa, né? Na Europa Central, diga-se de passagem, que também é uma uma abstração, Europa, né? Ninguém pensa o Europa como pensamento ucraniano, pensamento búlgaro, né? Ah, o que que o filósofo albanês disse? Não, é três países, né? França, Alemanha, Inglaterra e acabou. E o o o Dussel chama atenção para isso e ele altera. O problema, a galera do movimento chamado decolonial que surgiu nos anos 90 vai beber só desse âmbito pós-moderno. E aí tem muita gente que tá no movimento crítico que tá no movimento do Sul Global, que tá no movimento de crítica ao eurocentrismo, mas que é puro, puro suco de pós-modernidade europeia. Puro suco, é pegar aquilo e chamar de de de sabor morango. E aí dá errado. E e a gente precisa agora arrumar. Eu tô até chateado com o pessoal aí do pensamento chamado decolonial porque virou Gente, vocês nem entenderam qual que era o passo crítico, né? Ficou loucura, mas a gente vai melhorar. Diz querido Guilherme: "Vamos voltar ao romantismo". Deus me livre. >> [risadas] >> Diz querido Borduna: "Ministros, técnicos, Damares, técnicos, vai entrar o técnicos". É, exatamente. >> [risadas] >> A vírgula no do medo e delírio para quem não entendeu. É, pode crer. >> [risadas] >> Isso é bom. Diz querido Fazer o Art: "Europa não existe, é tudo Ásia". É, esse é um outro debate importante, né? Aquela divisão de continente ah não faz nenhum sentido. Vamos combinar que não faz sentido nenhum, mas tá para o outro dia. Ai, doideira. Eu já consegui arranjar quantos inimigos tem essa última frase que eu falei do dos pós-modernos e dos modernos. É, alguns, né? Mas como ninguém assiste o nosso canalzinho, estamos safe. Vamos lá. >> [risadas] [roncando] >> Como nos lembra Hinckelammert constantemente, qualquer princípio que opere como valor limitante da ação racional, sobre esses termos, é descartado como irracional, ingênuo ou, quando não, mítico e religioso, antiquado, e e é isso que acontece. Se você Porque aí que acontece, do ponto de vista dessa ação racional que usa os meios de maneira ótima para obter o fim, se você faz uma crítica ao fim determinado ou aos meios, o que que ela o que que essa racionalidade vai fazer? Ah, isso aí que você tá fazendo é uma preferência sua. É ideologia. Ah, isso que você tá fazendo é uma crença sua. Ah, você tá querendo limitar a ação racional, você é ingênuo. Ah, você tá achando que não é só a coordenação dos meios para obter o fim, você é um religioso aí que crê em crê em em valores de fraternidade. Por quê? Porque ela se apresenta como neutra, como sem valores, como sem critérios, né? Ela simplesmente é uma operação. E não é. Ela tem critérios, a gente já falou da competitividade. É um critério fundamental dessa coordenação dos meios para obter o fim. É um critério fundamental. Respeitar a propriedade privada é um critério fundamental. Ela Ela opera como valores. Opera como valores orientadores das ações humanas. Não é técnico, diga-se de passagem. Inclusive falta técnico, inclusive para a seleção brasileira. Mas esse é um outro problema. Como o próprio Weber indicava, né? Que que o Weber disse em alguns de seus textos, para explicar o porquê os, abre aspas, "homens modernos", fecha aspas, preferiam deixar de lado as ações racionais normativas em nome da ação racional instrumental, a respeito da qual estamos tratando aqui. Que é mais ou menos isso que ele faz, né? O Weber fala de o Weber diferencia numa ação racional formal ou instrumental e uma ação racional de conteúdo ou normativa. Que a diferença é? Para você limitar a ação racional, você pode criar algum critério, seja ele critério religioso, de preferência, não sei o quê. Qualquer critério que você limite a escolha de um fim, qualquer critério que você limite o que pode ou não pode ser feito, pro Weber, ele percebe que do ponto de vista da ação racional, esse critério vai ser ideológico, vai ser de preferência, vai ser externo àquilo que é puramente racional, que é a coordenação dos meios para obter o fim. Tudo bem? É do ponto de vista desta racionalidade. Importante distinguir isso. Por quê? Porque o que o Rickenbach vai chamar atenção é que nesta racionalidade há um núcleo irracional que ela não percebe. Só isso. Porque o Frank está procurando uma ação racional adequada. Não está abandonando a racionalidade, né? O problema é que a redução da racionalidade a uma operação que não tem outro valor além de seu próprio funcionamento, muito bem apropriada pelo mercado capitalista e sua estrutura competitiva, resulta no absurdo de sermos capazes de eliminar as condições que garantem qualquer ação futura. O sujeito pode, desse modo, racionalmente destruir a base material que torna possível a manutenção de sua vida após a obtenção do fim estipulado. Veja. Você pode escolher um fim que, ao ser realizado, impede qualquer outro projeto futuro, porque destrói as condições de reprodução da sua vida. E esse fim não vai ser irracional. Do ponto de vista da ação racional, se você coordenou de maneira ótima e obteve o fim, tá certo. Só que se você faz isso, destrói as condições de reprodução da vida, qualquer outra pessoa vai dizer: "Mas que burrice, hein? Você também foi escolher um negócio que te mata, pô?" Só que esta racionalidade que tem como o único critério a coordena a ação ótima, a coordenação dos meios para obtenção do fim, ela ela é incapaz de perceber sua limitação, incapaz. Significa que é uma racionalidade que tem um núcleo que é irracional. E é aí que o Franz brilha. É aí que o Franz brilha. É aí que a brincadeira fica legal. Marx afirmava que o capitalismo em seu funcionamento destrói as duas fontes de riquezas possíveis, a vida humana e a natureza, que é o que a gente falou. Acho que é a passagem da mais-valia relativa para mais-valia para mais-valia absoluta ou mais-valia absoluta para mais-valia relativa, eu já esqueci a ordem dos fatores. Mas nessa passagem o Marx fala, né? >> [roncando] >> O capital só desenvolve as forças produtivas destruindo as fontes de riqueza, terra e trabalhador. Pessoas e natureza. Não tem como produzir riqueza se você abre mão de quem vai produzir, que é a pessoa, quem vai consumir, que é a pessoa, e o meio que ela utiliza, a natureza. Você destrói uma dessas duas coisas, não tem economia possível. Simples assim. Mas a racionalidade do mercado capitalista é incapaz de fazer esse julgamento. Ela é incapaz, ela é incapaz, ela é burra, ela é burra. E aí você tem que falar: "É uma razão burra, ela não é racional suficiente". Em última instância é isso, não é dizer: "Ai, a razão é limitada, então vamos jogar fora a razão e vamos ficar apenas com a vontade". Não, é dizer: "Esta razão, ela é imbecil, ela é burra, eu preciso de uma racionalidade melhor". Eu preciso de critérios racionais mais adequados. Eu preciso de critérios racionais que superem esse limite irracional. Então não é um abandono de razão, é uma busca pela razão. Uma racionalidade material mais adequada. Porque esta racionalidade formal de coordenação de meios para obtenção de fim é insuficiente. Ai, cara, que raiva. A gente não estuda essas coisas. É triste. É tão mais adequado, né? Aí a gente fica falando sozinho aqui. Que os outros tão tudo discutindo se existe princípio universal ou não existe. Essas bobagens. >> [risadas] >> Vamos lá. Em Kilomet, nessa discussão, apresenta a seguinte anedota. E aí eu adoro essa anedota, a gente já trouxe ela para o canal. Dois competidores racionais, né? Ou seja, aqueles que vão coordenar os meios de maneira ótima para obter o fim. Escolhem como finalidade cortar os galhos sobre os quais estão firmados. Então tão sentado em determinados galhos. Sentado no galho. Você já sentou no galho? Fica a pergunta aí. Eles tão sentados no galho e o objetivo deles é nesta madeira, neste galho, quem vai cortar melhor o galho. Né? Quem eles tão sentado cada um em seu galho. Eles vão cortar o galho. Eles escolheram como fim cortar o galho. Os dois escolhem suas ferramentas, calculam o uso ótimo dos meios disponíveis e competem para a obtenção do fim. São eficientes. Um mais que o outro. Mas realizam a tarefa, né? Os dois conseguem realizar. Contudo caem junto com os galhos cortados e morrem na queda. Um morre primeiro e o outro morre depois. O que morrer primeiro foi mais eficiente. O que morrer primeiro foi mais eficiente. Faz sentido? Você fala: "Nossa, será que eles foram racionais?" Você fala: "Não, é que burro, né? Por que que ele escolheu cortar o galho sobre o qual ele tava sentado? Ninguém faria isso. A gente faz isso todo dia. Tá esse frio da bexiga aqui com super El Niño porque a gente escolhe todo dia destruir os o cortar o galho sobre o qual a gente tá sentado. Todo dia. Porque a limitação que a gente tem é o raio da racionalidade. [ __ ] A razão do mercado capitalista é uma bosta. Porque ela não é racional suficiente. Ela é incapaz de ter outro fim que não obtenção de lucro. Ela é incapaz. Ela é incapaz de ver os limites. Diz meu querido Renan Eduardons. Bom dia, querido Renan Eduardons ou Re nané Eduardons. Como é que você tá, Renané Eduardons? >> [risadas] >> Bom, Bruno, essa discussão sobre a racionalidade vai na esteira do que Adorno discute em Dialética do Esclarecimento, ela vai para além do que Adorno discute na Dialética do Esclarecimento. Para além dessa dialética negativa, infinitamente negativa, crítica, crítica, criticante, crítica que não encontra limite na crítica criticante da crítica. O Adorno e o Horkheimer, né, o Adorno e o Horkheimer, ambos, inclusive, têm esse problema com a racionalidade burguesa, né? Inclusive tem um um texto interessantíssimo, eu acho que é do Horkheimer. Interessantíssimo sobre o iluminismo, a burguesia e o renascimento. Ele faz uma Eu esqueci o título do livro. Interessantíssimo. Em que ele fala sobre a formação dessa racionalidade e tal. Qual que é o problema? A galera da Escola de Frankfurt, eles percebem a limitação da razão. Eles percebem que a realização da racionalidade moderna, sem nenhum outro freio ou crítica ou sei lá o quê, resulta num uso do cálculo ótimo, um uso da industrialização, um uso dessas coisas para uma guerra totalmente destrutiva. É a aplicação da guerra moderna, né? É uma guerra industrial, primeira e segunda grande guerra. E o surgimento dos nazis. Isso é um choque de realidade dentro da da modernidade. Porque o final do século XIX é um deslumbramento com a ciência, especialmente nos âmbitos nos ambientes acadêmicos, né? Os ambientes acadêmicos, o ambiente de produção científica, ele tá deslumbrado e fala: "É só seguir produzindo que a gente vai chegar no paraíso". "É só seguir aqui com a razão que ela resolve tudo. É só seguir aqui com a ciência moderna que a gente vai chegar nesse lugar incrível". É o Júlio Verne, né? A volta ao mundo em 80 dias, viagem ao centro da terra, é o esses sonhos de utopia vitoriana, futurista, essas paradas todas. Ao mesmo tempo, ao mesmo tempo, final do século XIX, começo do século XX, quando você tem a Belle Époque rolando aí nesses ambientes acadêmicos, você tem uma super exploração bizarra do trabalho. As pessoas se lascando, a industrialização tirando as condições de vida, os meios de vida dos trabalhadores que tão em choque, que tão em busca de alguma solução para a sua vida. E que vão apelar para algum freio. Uns vão virar comunista, uns vão virar socialista, os outros vão cair pro facho. Porque eles tão vendo que eles tão lascados e vão tentar encontrar a culpa e um movimento. >> E na competição uns com os outros nos estados nacionais, aquela loucura toda, né? Que aí também tem o esse outro âmbito. É legal porque se você tem por um lado esse surgimento dessa razão no século XIX pro século XX, você e esse deslumbramento nos ambientes acadêmicos, essa coisa toda, se você vai pra literatura, a gente vai ver da passagem do século XIX pro século XX um tipo de horror que já tá assustado com essa modernidade. Frankenstein, por exemplo. Que que que que que que é o Frankenstein? Desespero com essa loucura dessa ciência, né? Os efeitos negativos dela, que não era percebido do do ambiente acadêmico. Você vai ter os horrores fantásticos, tipo Tururu, né? Tipo, eu não sei falar isso, como é que ficou o Tururu, que isso cuspe que sai esse termo. E essas essas coisas que que que essas coisas cósmicas que estão para além dessa ciência que é incapaz de dar conta e que ela vai chegar e põe tudo em risco. Você vai ter uma outra percepção, né? Da da realidade. Ambas constituem ali essa modernidade. Esse horror e esse deslumbramento. E esse deslumbramento está mais no ambiente acadêmico, de produção científica. O Adorno, o Horkheimer, a Escola de Frankfurt, está dentro desse ambiente acadêmico e eles vivem esse choque. Eles vivem esse choque. E aí o que que eles observam? Os limites dessa racionalidade. Só que eles se prendem nela. E aí eles viram um anti-razão, assim, viram um negócio anti-ciência. Abre margem para algo muito perigoso. Que é uma perda de critérios para a ação humana. Ao mesmo tempo, eles produzem um conteúdo muito importante e central, que é a tal da teoria crítica, do ponto de vista da de de tentar buscar as limitações desse projeto moderno. Então, é uma abertura interessantíssima. O Franz Fanon, por exemplo, ele é muito influenciado pela teoria crítica alemã. Mas como ele está na América Latina, ele também percebe um outro lado que na Europa o pessoal não via. Porque na Europa era depressão, tristeza, morte, frio, sangue, não sei o quê. Na América Latina, vem os movimentos de ebulição social. A luta pela terra, a os trabalhadores se organizando contra a industrialização. Não era só pró-industrialização. Ao contrário, a luta na América Latina durante os anos 50, 60, 70, ela vem nos trabalhadores como resistência ao processo de industrialização capitalista e busca de alternativas de desenvolvimento socialistas. Que vem de camponeses que estão sendo expulsos do campo. Que vem de que que organiza as ligas camponesas, vai organizar depois o Movimento do sem terra, por exemplo. Essa galera tá surgindo como uma alternativa ao desenvolvimento capitalista. E aí apela para um desenvolvimento socialista. A teoria da dependência, a parada que vai surgir nessa nessa ebulição, que é outro pique, outro pique, tem nada a ver com o que tá acontecendo lá, né? Então, a teoria crítica, eh, da escola de Frankfurt, é uma crise da modernidade com ela mesma e a galera se debatendo ali, que é o que a gente tava comentando sobre os pós-modernos, eles tão debatendo ali. Então, eu tenho que saber esse limite e esse recorte. Ele tem influência para essa discussão que a gente tá fazendo? Tem, mas ele não se identifica com ela, porque a galera ali vai entrar numa depressão profunda e crítica da crítica, crítica, crítica, anticriticosa, que não tem nenhum outro critério para poder limitar esse passo e propor algo de maneira positiva. São incapazes de propor algo de maneira positiva. E aí quando a galera aqui no Brasil, hoje, século XXI, tá reproduzindo teoria crítica como se a gente tivesse na mesma condição, no mesmo contexto e só traz aplicar aqui no Brasil, dá bosta. Tá errado, tá errado, dá errado assim, erradíssimo, que é o que a gente vai ver inclusive com um dos calvos brancos com o qual nós vamos discutir semana que vem, porque aí semana que vem a live é um Bruno versus cinco calvos brancos. E um deles é reprodutor de teoria crítica sem mais. A gente vai vai criticar ele. Tudo certo contigo, tá tudo bem aqui, Renan. Tamo junto, tamo junto. Diz querido Gabriel, dialética do esclarecimento. Eh, Tchutchuco, tchutchuco é um bom nome. >> [risadas] >> Eh, eu não sei falar Tuculo, Tucu, é é um cuspe aquele nome. É o tchutchuco, é esse mesmo. E diz Guilherme, não à toa que a solução dos caras vai ser vai virar crítico de arte. É, eles não tem mais é mais ou menos isso, cara. Eh, eles vão perder um um um, eles vão perder a noção mesmo, assim, vão perder, eles não tem critério. Entra numa depressão profunda ali e tal. Excelente, Bruno, muito obrigado, mas não fui eu que fiz sozinho não. Foi o isso já vem desses estudos que eu faço nos últimos anos, mas muito influenciado pela percepção do Dussel, né? Que eu sempre cito aqui, do Hinkelammert, que ele também já fez essa percepção, traz esses elementos, do Juan José Bautista Segales, da Katia Colmenares. Ah, essa produção latino-americana que que bebe muito da teoria crítica, mas sabendo seus limites, saca? Sabendo que ela não resolve josta nenhuma. E josta nenhuma, sozinha ela não resolve. A gente tem que trazer para a América Latina, você tem que trazer pro pé do lugar que você tá e tem que buscar o projeto alternativo, né? Senão você vai ficar preso, ela te prende. Então você tem que ter uma teoria crítica mesmo, efetiva, com substância. Tanto que o o grupo de pesquisa que o Franz Hinkelammert funda antes de falecer chama Grupo do Pensamento Crítico Latino-americano. Em referência à teoria crítica, claro, óbvio, mas tentando pensar agora também a partir da América Latina. E aí são elementos legais de de trazer pro debate, né? E o que significa que a gente tem que estudar esses caras, pô. Eu tô eu não não entro na pilha do, "Ah, não lê esses caras que não servem pra nada". Serve, pô, serve pra caramba. Eu uso Benjamin pra caramba em reflexões sobre o tempo, sobre, eh, não a narrativa da história, que aí eu acho que tem um uma armadilha, mas sobre a compreensão da história, que eu acho legal, né? Né? Transformar a história em narrativas, aí é bobagem, mas compreensão da história eu acho interessante. Então são coisas legais assim pra gente ver. O próprio Adorno, Horkheimer, me influenciam bastante. O Horkheimer tem uma discussão de recuperação do âmbito da teologia no âmbito secular que eu acho muito legal, muito legal mesmo assim. Influencia bastante. O Marcuse tem umas paradas muito interessantes que ele tenta recuperar algum elemento de vida, né? De critério material de vida, que é muito importante pra a né? Para você poder limitar essa racionalidade, é legal, pô. Entendeu? A gente não pode jogar fora. Tem que receber com críticas. Crítica da crítica, crítica criticante crítica. Diz querido Guilherme: "É tipo teoria crítica se fosse boa". >> [risadas] >> É tipo isso, é tipo isso. É tipo isso. Cara, mas é bom. A gente sempre vai ter limitação, né? É que o fã clube é complicado. Fã clube é complicado. Leia de tudo. Seja moderado. >> [risadas] >> Realizam, portanto, ah, é, ah, é aqui tá. Então, se a gente corta o galho sobre o qual a gente tá sentado, o que a gente tá fazendo? Realizam, portanto, um suicídio, que é isso, né? A gente tá se matando, racionalmente justificado. Que hoje eu me preocupo até com o pessoal aceleracionista de esquerda, que faz a mesma coisa, né? Realizam o suicídio coletivo racionalmente justificado. Mesmo que como efeito não intencional de uma ação válida sobre os critérios indicados anteriormente. Então, é, se eu utilizo os critérios da ação racional, coordenação dos meios para obter o fim, destrói as condições de sua própria vida, você tá realizando um suicídio coletivo. Ah, mas eu não queria. É, mas mesmo que você não quisesse, não é sobre intenções, é sobre efeitos reais, né? Efeitos objetivos e práticos. Se você destrói as condições de reprodução da sua vida, você falece. É. Ah, mas eu não queria. É, mas eu não queria também, mas eu olho para fora aqui o frio desgraçado que tá por causa de um super El Niño do sul, de aquecimento global, de mudança climática no planeta. É, eu não queria, mas [ __ ] se você fez, acontece, né? Todo o projeto futuro está impossibilitado, pois as condições de vida de ambos, né, dos que cortaram o galho, não foram garantidas no final da tarefa racionalmente selecionada. Se realiza a tarefa, mas aí você destruiu suas condições de vida. A partir daí vemos que, deixada por si, sem nenhum valor orientador, a racionalidade dominante do mercado capitalista, que opera com finalidades pré-determinadas, pode realizar a eliminação das condições de produção, reprodução e manutenção da vida das comunidades humanas. Que é o critério que eu sempre vou trazer aqui. Ah, Bruno, você fala isso direto, mas é até colar no seu cérebro. Se você age de modo a destruir as condições de produção e reprodução da vida humana em comunidade, você está destruindo as condições de produção e reprodução da sua própria vida e, portanto, é burrice. Então, é um critério para você limitar a sua ação racional. Ou melhor, para você agir racionalmente do ponto de vista material, não do ponto de vista formal. E isso não tem a ver com preferência. Ah, não, mas eu posso escolher. Não, você não pode escolher. Se você destrói as condições de reprodução da vida, você morre. Não não tem escolha possível. Não é uma preferência. Ah, não, não, eu tava preferindo ali. Mas você quer destruir sozinho? Se se mata sozinho, você não precisa afetar os outros, né? >> [risadas] >> Porque basicamente isso, quando a quando a gente produz as con realiza uma sociedade inteira orientada pelo mercado e as ações de todos os sujeitos é coordenar meios para ter fim e não tem nenhum critério para escolher esse fim, os sujeitos agem, atuam destruindo as condições de reprodução da vida dos outros sujeitos. E aí o que acontece como efeito? Todo mundo falece. Boa, velho. Racionalmente justificado. Na novamente, racionalmente justificado. >> [risadas] >> Ai, meu Deus. Esse absurdo é o que o Enrique Dussel chama de irracionalidade do racionalizado ou núcleo irracional da racionalidade moderna. Então, o que que quando você critica a irracionalidade do racionalizado ou o núcleo irracional da racionalidade moderna, o que que você tá querendo? Tá querendo uma racionalidade melhor. Tá querendo ser mais racional. Eu não quero ser burro. Eu quero agir de modo a garantir as condições de produção e reprodução da vida dos seres humanos, porque eu não quero ser burro. Eu quero no final da minha tarefa, quando eu realizar ela, eu ter condições de continuar fazendo outras. O sujeito humano realizou seu objetivo, quer continuar a manter vida. Se você destrói essas condições, não tem como ficar em vida, meu Jesus Cristo. Então é burrice, né? Então, sendo burrice, eu não quero ser burro. Eu quero ser mais racional. Quero continuar em racionalidade, né? Em racionalidade. [limpando a garganta] Viu como dá para criticar a modernidade e a racionalidade moderna sem ser pós-moderno? Sem ser burro? É. Em um primeiro momento, a proposta do germano-latino-americano, que é coitado do Franz, ele é latino-americano por por foi outorgado a ele esse direito. Parecia descolada do mundo de maravilhas proposto pelo projeto institucional liberal dos anos de 1990, tendo a globalização capitalista e suas prerrogativas como grande vencedora da história, que encontraria seu fim. Porque é isso, o Franz tá falando isso nos anos 70 e isso entra em conflito com a ideia de globalização capitalista que vai vir depois. Entretanto, depois de algumas voltas que esse mundo ainda dá, né? A gente ainda tá dando umas voltas. Vemos frente às crises que se intensificaram nos últimos anos expressões cada vez mais claras do absurdo, né? Cada vez mais óbvio que é uma loucura isso que a gente tá fazendo, de manter todas as relações sobre o mercado, pô. É basicamente isso. Bom dia, querido Gabriel Montolese. Querido Gabriel Montolese ou querido Gabriel Montolese, tudo bem com você? Espero, desejo que sim. >> [risadas] [roncando] >> Diz querido Guilherme. Resumindo, galera se convenceu de que é bonito ser feio. É. Pessoal achou que é legal ser feio. De que é inteligente ser burro. Pessoal con se convenceu de que é inteligente ser burro. E aí é complicado. Dos efeitos cada vez mais drásticos das mudanças climáticas, de desastres ambientais, até o modo como funcionaram campanhas eleitorais e vitórias de determinados projetos claramente estúpidos. De quem será que eu estou falando? Não é Ricardo Salles e Bolsonaro. Um projeto claramente estúpido, né? O que me irrita mais é que é um projeto claramente estúpido que, ao ser apoiado por pessoas em massa, normalmente 1/4 da população, é mais ou menos 1/4 da população que apoia essa desgraça até hoje, claramente estúpida, né? Então nós temos 1/4 da população que é claramente estúpida, assim, claramente burra. >> [risadas] >> Desculpa, mas você é burro. E tem que lembrar que o burro que ele é burro. Você é burro. Ah, mas o pessoal vai se ofender. Assim você não convence essa pessoa. E talvez eu não convença a ela mesmo, mas eu quero que as o outro 75% perceba que aquele 25% é burro. Não é eles que eu quero convencer. É os outros 75. Falar: "Gente, tá vendo isso aqui? Beber detergente é burrice. Então assim, por favor, não beba detergente. Não seja burro". Olha, destruir as condições de reprodução da vida, teu filho vai sofrer. Então não seja burro, entendeu? Não é os 25. É os 75. O que me interessa é os 75. Falar: "Gente, nós aqui, 75. Aqueles 25 ali é burro. Então não vamos ficar com os burros. Vamos tentar ajeitar aqui nossa vida de um jeito bacana. Eles são minoria, beleza?" A racionalidade é importante. Lembrar do burro que ele é burro. Então e o daí os outros 75, não seja burro como esse burro. É basicamente isso. Assim como as primeiras reações de governos frente à crise dos coronavírus, né, porque lembra que o texto é de 2020, e as exigências de mudanças de hábitos e regras sociais que se fizeram necessárias, né, era meio que obrigatório. A irracionalidade do mercado capitalista e seus seu modus operandi estão cada vez mais evidentes. É óbvio, né? É óbvio que naquele período tá cada vez mais evidente que se você não freia e faz lockdown, ia dar merda. Se você não garante vacina, dá merda. É óbvio. Mas tem burro suficiente tomando decisão. Embaçado. O resultado das operações hegemônicas dessa desse totalitarismo de mercado, que é uma expressão do Franz, né? Ele chama de totalitarismo de mercado para criticar o pessoal que fala de totalitarismo do Estado, né? Ah, o Estado totalitário. Fala, meu, o totalitário é o mercado, que inclusive quer transformar todas as ações da vida humana em ações mediadas pelo mercado. E isso é querer ser total. Em referência a termos todas as instituições e relações humanas reduzidas aos critérios do mercado capitalista, né? Eh, o que que o Correio tem que fazer como objetivo? Que que os Correios tem que fazer? Que que um serviço de Correios e entregas tem que fazer? Entregar em tudo quanto é lugar o que foi enviado. Dar lucro? Não. Não. Levar lá para o interior do sabe Deus onde não dá lucro. De verdade. Mas o negócio tem que chegar lá. Isso é o função dos Correios é fazer chegar. Mas aí vem um imbecil e faz assim: "Não, mas não tá dando dinheiro. Isso aí não tá dando lucro. Ó, os Correios não dão lucro". Mas eles não foram feitos para dar lucro. Eles foram feitos para fazer as coisas chegar onde tem que chegar. Aí o imbecil, que tá reduzido ao ao ao à racionalidade de coordenação de meios para obter fim no lucro, não entende a função dos Correios. E que ele não precisa dar lucro, ele precisa cumprir o seu papel. Se ficou no zero a zero, mas entregou para todo mundo, tá show. É isso que ele precisa fazer. Mas o mercado se pretende total, ele quer totalizar todas as relações e toda mercadoria, ou transformar tudo em mercadoria. Então vai transformar o caio do Correio em mercadoria. É simples. É simples. Saúde, não é para dar lucro, é para atender a necessidade das pessoas. Pode ficar no zero a zero, desde que todo mundo esteja bem. Desde que a gente garanta as condições de reprodução da vida das pessoas. Inclusive vai ficar bem melhor, né? Saúde preventiva, diminui fila no hospital. [ __ ] velho. Mas é muita burrice mesmo. Diz que ele é o Guilherme. Na época do corona, a gente viu a China preparando várias fábricas de smartphones para produzir respiradores e máscaras. Enquanto Hong Kong, o preço de tudo aumentava 10 vezes. É isso. Um tem uma racionalidade que faz mais sentido, o outro é burrice. Diz o Borduna: "1/4 da população atuaria como quinta coluna em uma intervenção dos EUA aqui". Tranquilamente. Tudo maluco, bebendo detergente e feliz. Diz o Guilherme: "Casar e fazer filho não costuma dar lucro também, mas a família tradicional tá lá". Exatamente. [risadas] Ai, ai, ai. Mas é um exemplo, cara, assim, durante o período da do coronavírus, eu creio que eu vi artigo mostrando o raio de burri, o tanto de burrice que tava acumulada é impressionante. É isso. Já, já chegaremos lá. >> [suspirando] >> Ah, então é isso, né? O mercado que quer dominar tudo é o totalitarismo de mercado para o França, que é uma expressão muito boa e provocativa. É para o Henk Lammert o chamado suicídio coletivo, né? As ações políticas submetidas ao capital e seus donos trazem como resultado o colapso, no qual as condições necessárias para garantia da vida das populações inteiras são eliminadas. Sem intenção, ninguém tava ali querendo, mas você destruiu. No limite, a possibilidade de manutenção da vida humana está ameaçada, enquanto racionalmente é justificada. Desse modo, aí vem a frase, "Vida ou capital", título de um livro de Franz J. Hinkelammert, é o dilema humano que está em jogo. Vida ou capital. É esse o dilema. Não é esquerda ou direita. Não é, não é, não é. O nosso convencimento não é esquerda ou direita. Não é PT ou bolsonarista. Não é comunismo sei lá o quê. Eu contar [limpando a garganta] uma parada para vocês, para terminar aqui a nossa base. Eu sou um filiado a um partido comunista. Eu defendo o comunismo. Eu pretendo como projeto alternativo ao capitalismo. E por quê? Porque eu acredito? Não, é o que eu acredito é porque eu sou crente, aí eu vou na minha religião, é outra fita. Porque historicamente, realizado na história, efetivamente, o projeto alternativo que vinga, que vingou, que tem estofo e que é capaz de mobilizar, é o projeto comunista. Ponto. Se tiver outro, eu abraço o outro, mas o que a gente tem é esse. Sociedade moderna, tal qual nós temos, com a organização de mercado, instituições de estado moderno, o que existe, qual é o projeto alternativo ao capitalismo? Comunismo. É isso que eu vou. Por quê? Porque precisamos de uma sociedade que entenda que destruir as condições de produção e reprodução da vida é burrice. Que o dilema é vida ou capital. Buscando o fundamento desse dilema, ou seja, a sou a adepto, sou defensor, sou agente pró uma sociedade comunista, porque imagino que por meio dela a vida esteja garantida contra o capital. Mas o fundamento é porque eu pretendo garantir condições de produção e reprodução de vida. A oposição é vida ou capital. O capital, ele é inimigo da vida humana. Ele em sua realização, ele mantendo e reproduzindo o seu funcionamento, destrói a vida, as condições de vida. E é por isso que eu busco alternativa. Em busca de alternativa que eu encontro na história possível, viável e com estofo, comunismo. Ótimo. Vamos por aí, mas o meu objetivo é vida. A partir disso, minha conversa com qualquer outro camarada não é: "Veja como é legal o sonho de uma sociedade comunista". Falo: "Não, meu amigo, tem que frear o capitalismo". Por quê? Porque ele destrói as condições de produção e reprodução da vida. A gente quer vida, a gente quer viver. Tem filho, tem filha? Eu quero que eles possam viver. Tem sobrinho, tem sobrinha? Tem gente que você ama, que pretende que no futuro viva? Então, tem que frear essa desgraça de capital. O problema é o capital. O capital destrói as condições de produção e reprodução da vida. Não dá para transformar tudo em mercado, não dá para sair privatizando. E não é: "Ah, não vamos privatizar. Ai, não vamos privatizar porque não é legal, é feio, porque um socialista não gosta de privatização". Não, a gente não privatiza porque existem limites para esse mercado. A gente não privatiza porque se tudo virar relação de mercado, destrói as condições da sua vida. Você não vai ter condição de viver. Teu filho não tem condição de viver. É a vida o elemento. É a vida o elemento fundamental. Aí dá para trocar ideia com a galera. Mas o pessoal não acha que é levantar bandeira porque é legal. Ah, porque somos trabalhadores. Sim, somos trabalhadores, que precisamos estar vivo. >> [risadas] >> E aí vem a brincadeira. O elemento é isso, é estar vivo, pô. É isso. Agora a gente consegue papear. Saca? Ah, velho. Eu É isso, cara. É defensor de vida mesmo. Não, tem que defender as condições de produção e reprodução da vida. E o capital tá comendo ela. Tá acabando com ela. E aí, a gente precisa recuperar, pô. Hum. E como respondemos a ele, né? A esse dilema. Capital vida ou capital é o dilema humano que tá em jogo? Como respondemos a ele cotidianamente determina a cada instante o quão próximos estamos de impedir a existência de futuras gerações ou de abrir, de alguma maneira, uma janela para a vida respirar. E é isso. Como a gente responde a esse dilema é o que tá determinando nossas possibilidades de futuro. Não é ser comunista porque eu gosto da bandeira vermelha atrás com a estrela branca ou amarela. Não é ser comunista porque eu acho legal a União Soviética ou a China. Não é ser É ser comunista porque é um projeto viável e alternativo ao capitalismo com estoque histórico e realização recente que possibilita a gente buscar meios para frear o capitalismo. Frear o capital. Porque a reprodução do capital está destruindo as condições de produção e reprodução da nossa vida. E a gente tem que escolher. A gente quer viver ou a gente quer capital? E o capital nem tá com a gente. Discurso do Gabriel. Tem gente colocando a culpa na peraí, tem gente colocando a culpa por pessoas morrerem de infarto sendo eles jovens por causa da vacina". Aí tem gente culpando tanta coisa, meu amigo. A irracionalidade dominou o mundo. E aí você fica maluco. Disse o querido Borduna: "Exato". Disse o querido Guilherme: "Então quer dizer que o problema não é estético, doideira né?" É, não é estético. Não é estético. Nem é de ódio, nem é de mobilização dos sentimentos. Ai, ódio, ódio. Mas isso fica o papo pra semana que vem pra combater calvos, né? Combater a calvície branca. Calvície branca tá afetando a galera aí, viu? Tá. Tá fazendo mal pra um pessoal. >> [risadas] >> Beleza, minha gente. Mas é isso, preciso partir. Hoje tem jogo da seleção e infelizmente não veremos Endrick de titular. Infelizmente, infelizmente. Você vê como a irracionalidade atinge até a seleção brasileira. >> [risadas] >> Mas vamos lá. Minha gente, sexta-feira, sexta-feira, literalmente próximo ao fim de semana, tem jogo do Brasil. Vamos ganhar? Não [música] sei. Não sei, não sei, não sei. E exatamente, como disse o Guilherme, é calvície não só de cabelos, é calvície calvície de ideias e soluções. Calvície branca, calvície branca tem atingido muitas pessoas e a gente vai tentar combater na semana que vem. Semana que vem a live o Bruno versus cinco calvos brancos. Fiquem preparados que vai ser incrível. Beleza? Minha gente, preparem-se, se ajeitem, desfrutem do dia e o Brasil hoje possa ganhar no mínimo de 4 a 0, senão é >> [música] >> papo pra virar carro, botar fogo em ônibus, mas dia a gente ri. Piada, piada. Mas a gente segue Seguimos trazendo [música] a boa nova todo dia útil, todo dia útil, até até até a vitória final. Por isso que eu não posso esquecer de colocar nossa musiquinha e eu não achar ela. >> [música] >> E nós seguimos aqui. >> [música] >> Até a vitória final. >> [música] >> Até a vitória Vocês dão um toque no chat. >> [música] >> Seguimos aí. É, manda uma merreca aí no pix ou vira membro do canal, convida a gente para ser membro do canal e seguimos. [música] Um grande abraço, um grande beijo, se cuidem. É menos. Tchau.