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5 Atitudes que Podem Dificultar o Desenvolvimento da Comunicação no TEA – Aline/ Wendley Gaspareti

5 Atitudes que Podem  Dificultar o Desenvolvimento da Comunicação no TEA – Aline/ Wendley Gaspareti

5 Atitudes que Podem Dificultar o Desenvolvimento da Comunicação no TEA – Aline/ Wendley Gaspareti

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เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Bom dia, boa tarde, boa noite a todos.
Sejam bem-vindos mais uma live do
projeto Tesouro Azul com apoio da IBNU.
É uma alegria receber cada um de vocês.
Enquanto o pessoal vai chegando aí,
escreva aqui no nosso chat de onde vocês
estão nos acompanhando. Será um prazer
conhecer vocês essa noite. Antes de
começarmos, eu quero fazer um convite
especial para vocês. Siga o nosso
Instagram do Tesouraz Oficial e também
da IBNU. Assim vocês acompanham nossas
próximas lives, conteúdos sobre a
inclusão, eventos e tudo que preparamos
com carinho para vocês. Se essa live faz
sentido para você, compartilhe com
outras famílias, profissionais e líderes
de ministérios. Estamos aqui à
disposição de vocês. Vamos levar essa
essa informação com qualidade para para
as pessoas e mostrar um olhar além do
diagnóstico e trazer essa a comunicação
de uma forma mais efetiva, trazendo essa
conscientização através das nossas
lives. Para quem ainda não me conhece,
eu sou a Aline Cariri, sou psicóloga, eu
sou terapeuta ABA, mãe atípica do
Guilherme e também do Arturzinho. Sou
fundadora do projeto Tesouro Azul,
autora do livro Inclusão aos Olhos de
Jesus e idealizadora do curso Inclusão
aos Olhos de Jesus, voltado à
capacitação da de igrejas, líderes e
voluntários de igrejas e famílias para a
inclusão fundamentada dentro da palavra
de Deus, baseadas em práticas
acolhedoras. É uma alegria conduzir esse
momento com vocês e compartilhar
conteúdos que fortalecem famílias,
profissionais e igrejas que promovem a
inclusão. Hoje vamos conversar sobre um
tema muito importante, a comunicação no
autismo. Muitas famílias têm dúvidas
sobre esse tema.
Eh, procuro, muitas vezes procuro como
estimular seu filho na comunicação,
muitas vezes tem dificuldade de de
entender como é a comunicação
alternativa e aumentativas.
Vamos falar agora com uma pessoa, foi
convidada uma pessoa muito especial aqui
conosco, o Andendre Casparete. Wendre,
seja muito bem-vindo. Muito obrigada por
você aceitar o nosso convite. Tenho
certeza que essa live vai ser uma bção
para todos nós. Você pode se apresentar,
meu querido?
Claro, claro. É uma alegria, uma
felicidade fazer parte desse momento que
eu digo sempre que informação deve ser
passada pra frente. Então, tudo aquilo
que faz parte das nossas vidas, que
ajuda famílias, que traz conhecimento, é
muito importante. Então, meu nome é
Wendley, eu sou fono audiólogo, trabalho
com a parte do desenvolvimento infantil.
a minha especialização e trabalhando o
transtorno do desenvolvimento. Tenho a
graduação em pedagogia, trabalho com
letramento alfabetização e gosto muito,
sou apaixonado por essa área,
principalmente porque eu sempre falo que
a linguagem é uma caixinha de surpresa.
Então, toda a família que vai pro
consultório, eu sempre falo para elas
entenderem a criança, não somente a a
dificuldade que a criança tem. Então,
gosto muito de linguagem por conta
disso. Então, hoje a gente vai falar
exatamente sobre o tema de cinco erros.
a gente fala cinco erros, existem outros
erros? Claro que existem. Então a gente
coloca, a gente coloca os cinco mais
comuns. E o que eu mais gosto nessa
proposta de pensar em cinco erros é que
são cinco oportunidades para que você
possa estimular o seu filho de forma
correta. Então a gente não vê como cinco
erros. São cinco coisas que eu fazia
errado, que agora eu vou fazer certo pro
desenvolvimento do meu filho ou da minha
filha. Então, a ideia é não pontuar o
erro, mas poder falar assim: "Olha, isso
poderia ser isso e isso ajudaria muito
mais do que isso". Porque a gente sabe
que a igual uma das coisas que a gente
vai falar é sobre as telas. Então, a
gente sabe que no dia, na correria,
nessa loucura que a gente vive todos os
dias, ela ela acaba sendo um recurso.
Então, falar pro pai assim: "Não usa
>> é impossível, não pode." Aí tem que
falar assim: "Mas, mas você tem filho?"
Então assim, você como é que é na sua
casa também? Porque nesse é igual a
chupeta. A chupeta por um tempo era um
problema. Não usa chupeta, não pode
superar. Eu conheço vários casais que
levantavam a bandeira de eu não vou dar
chupeta. Mas depois de uns dois, três
meses, tá lá a chupeta. Então assim, a
gente só quem passa, só quem passa sabe
a dor,
>> só quem vive a realidade sabe o quão
profundo é. Então, o que a gente tá aqui
é para aconselhar, poder orientar, para
que você possa criar uma medida na sua
vida daquilo que você vai se aproximando
do melhor e se e se distanciando do
pior. Essa que é a ideia hoje, né, pra
gente poder bater esse papo, conversar
sobre possibilidades de desenvolvimento,
entender mais sobre a comunicação, os
erros e aprender com os erros. Essa é a
principal parte do que a gente vai fazer
hoje. Ah,
>> então excelente, Wendre. Então, a gente
vai começar com com um conceito que é
uma parte fundamental desse momento, né,
que é muito comum sua as pessoas
associarem a comunicação apenas com a
fala, quando na verdade a comunicação
envolve diversas formas de interação.
Você poderia explicar o que exatamente é
comunicação? Ela é a mesma coisa que
fala?
é que quando a gente fala sobre
desenvolvimento de comunicação,
>> para muitos pais eles pensam apenas só
sobre a fala,
>> que é uma das principais queixas no
consultório onde eu trabalho. Eh, as
famílias sempre vem falando: "Meu filho
não fala, meu filho fala errado, meu
filho não consegue falar com outras
pessoas". Então, a gente sempre atrela a
comunicação à fala, mas não é isso. Na
verdade, a comunicação ela é muito mais
do que isso. Então, quando a criança se
expressa, quando a criança pede, quando
a criança responde, quando a criança
compartilha, quando a criança gesticula,
quando a criança se expressa, o próprio
choro, a vocalização, tudo isso é meios
de comunicação. Então, a comunicação ela
não tá aterrelada só à fala, ao uso
verbal, né, a sons de palavras, não. A
fala ela é todo meio de comunicação. Na
verdade, a comunicação, né, ela tá
atrelada a várias várias formas de você
poder expressar aquilo que você sente.
Então, a ideia é como que a gente faz
para entender se meu filho ele já se
comunica. Porque a gente não precisa se
se prender à fala em si. Mas, por
exemplo, seu filho, ele já olha, ele já
tem gestos, ele já aponta, ele tem
expressões faciais, ele usa figuras, né?
Então ele tem a comunicação alternativa,
ele tem o uso de vocalizações. Então
isso que a gente vai entender. Então
quando a gente fala assim, a comunicação
ela é só é por fala? Não. A comunicação
é por várias formas da criança poder se
expressar e aí que você vai começar a
entender se seu filho ele já tem uma
comunicação com você. Então esse esse é
um ponto. Então a um dos primeiros, um
dos um dos um dos erros que a gente tem
é exatamente esse, que muitos pais
entendem que a comunicação é só fala e
não é. Então não é só fala. Então tinha
até colocado aqui que toda tentativa de
comunicação, ela merece ser reconhecida
e incentivada. Então, a fala é apenas
uma forma possível da comunicação.
Então, no caso, eu sempre falo para as
famílias, pensando nesse primeiro erro,
então, o primeiro, o primeiro ponto de
atenção para as famílias, não achar que
o seu filho não falar não está se
comunicando. Então, esse é o primeiro
ponto. Eu sempre falo pros pais, o fato
dele não falar não quer dizer que ele
não esteja compreendendo. O fato dele
não falar não quer dizer que ele esteja
se expressando de alguma maneira. O fato
dele não falar não quer dizer que ele
não esteja tentando criar vínculos e
interações. Então, o fato de não falar
não quer dizer que seu filho não tenha
autonomia, que seu filho não tenha a
questão da consciência daquilo que ele
está fazendo, a consciência do que você
está fazendo com ele, pelo fato dele não
falar. Então, em [limpando a garganta]
terapia, eu sempre falo pras famílias,
vamos pensar primeiro como a gente vai
fazer com que a criança tenha opinião,
como eu vou fazer com que a criança
mostre aquilo que ela quer, que ela
tenha o poder de escolha, que ela possa
decidir por algo, porque ela pode não
falar, mas ela tem vontade, ela tem
desejo. Então, assim, tudo isso tem que
ser levado em consideração. Então, um
dos erros que a gente procura orientar
as famílias é: não ache que seu filho,
pelo fato de não falar, não tenha
comunicação. Então, a grande diferença
entre comunicação e fala é que
comunicação ela pode estar atrelada a
várias coisas e a fala aos sons.
>> Então, entra nesse nesse ponto.
>> Sim.
Ah, então a gente, então quando a gente
fala de crianças neurodivergente, a
criança com terra, quando ela não se
comunica assim, quando ela não tá nos
mostrando algo, ela não tá falando ou
ela tá,
>> porque quando quando muitas muitas mães
chegam em mim e falam assim: "Ah, meu
filho, ele não aponta, ele não não
apresenta o que ele quer e eu vou lá e
tenho isso e vou lá e resolvo para ele."
Mas isso também não é uma comunicação. A
criança tentar se comunicar, mas a
pessoa não deixa ela se comunicar, que a
mãe toma à frente. Isso
>> muito bom,
>> né?
>> Isso. Então aí a gente acaba entrando no
segundo erro. Então, o segundo erro é
quando os pais se antecipam as
necessidades da criança. Então, a
criança apontar é sim um meio de
comunicação. Na verdade, eu incentivo os
pais a estimular primeiro o gesto, até
mesmo porque vamos pensar no
desenvolvimento. Quando você quando você
trabalha o desenvolvimento de fala, é
natural que você desenvolva primeiro o
gesto, depois você vai associar o gesto
com a fala e depois você se desprende do
gesto e fica só com a fala. Então, se eu
quero a caneta, eu vou apontar paraa
caneta. Numa numa segunda fase, eu vou
apontar paraa caneta, que eu já aprendi
a apontar e vou falar caneta. E numa
terceira fase eu só falo caneta, já não
preciso mais apontar. Então, a gente
espera sim que a criança tenha o gesto,
a ponte, que ela de certa forma mostre
aquilo que ela quer. Então isso é muito
importante. Os pais precisam criar
situações dentro de casa ou em qualquer
lugar onde eles estiverem, onde onde
você impulsiona a criança a mostrar
algo, apontar algo, que seria a primeira
forma de comunicação. Agora, quando os
pais se precipitam, quando os pais se
antecipam a criança, a necessidade de
criança, e eu sei que é uma forma de
carinho, eu sei que é uma forma de zelo,
eu sei que é uma forma de algo com
proteção, eu tenho certeza disso, até
mesmo porque eh cria essa angústia na
vida dos pais, o a criança não se
comunicar de forma eficiente para aquilo
que a gente acha que seria um padrão,
né? Eu quero que meu meu filho fale:
"Oi, tudo bem?" É o que ele quer? Então,
tudo que foge disso causa um desespero.
Então, quando a gente pensa assim os
pais agirem de forma precipitada, né, de
forma antecipada as necessidades da
criança, eh ele ele fazer antes da
criança demonstrar aquilo que ela quer.
Então, eu sempre brinco com os pais que
eles vêm com uma configuração de fábrica
do da tela da tecla SAP, né? Então, a
criança fala
e a mãe fala assim: "Ah, não, ele quer
leite meio moro com uma torradinha na
manteiga". Aí você não não eu não
entendi isso. Então os pais,
>> os pais eles conseguem, eles conseguem,
eles têm esse dom. Deus Deus aproveitou
os pais a entenderem seus filhos. Então
a gente a gente acaba colocando a
criança nessa posição. Você não precisa
se comunicar diferente do que você está
fazendo porque eu já entendo. Só que
esse é um problema. Então assim, se a
criança ela é capaz demais, se a criança
tem autonomia para desenvolver as
funções, né, funções exutivas, se a
criança ela tem eh disposição a criar
uma independência,
então que eu possa caminhar ela para
isso. Eu tive um caso no consultório
muito muito assim pontual em que eu
estava conversando com os pais, a
criança foi até o armário de brinquedo e
falou: "Esse
>> eu virei pra criança e falei assim:
"Você pode pegar, abre". Aí ele
continuou: "Esse". Eu falei assim: "Você
pode abrir?" E continuei com os pais. E
a criança insistiu isso algumas vezes e
os pais se incomodaram. Então os pais
viraram para mim e falaram assim: "Ah, é
que em casa a gente abre". Eu falei para
ele, mas aí eu falei pros pais: "Mas não
tem nada que empeça. Ele conseguia
abrir, então o armário tava na altura
dele. Então era um puxador simples, não
tinha trava. Então assim, era só o
abrir. E nessa nessa troca dele falar
que quer eu falar, abre, ele falar que
quer, eu falar, abre. E chegou uma hora
que ele abriu. Quando ele abriu, ele
apontou pro brinquedo e falou: "Esse
tava na altura dele." Eu falei: "Você
pode pegar, você pode pegar, pega isso".
E continuei com essa insistência e
conversando com os pais e os pais
novamente falaram: "Olha, é que em casa
a gente pega para ele". Eu falei assim:
"Eu tudo bem, mas tá na altura dele,
então se ele vai conseguir pegar". Só
que aconteceu já tem autonomia, né?
É, só que aconteceu aconteceu que a
sessão ela já tava por fim e a criança
não pegou o brinquedo e a e aí aí a
criança desregulou e ficou irritada
porque não consegui ninguém pegou o
brinquedo para ela. Mas nas sessões
seguintes a criança ela entendeu que ela
era capaz. Então nas sessões seguintes a
criança entendeu que ela pode ir lá e
pegar o que ela quer. Então a gente fala
assim: "Ah, mas que que isso tem a ver
com a fala?" tudo. Na verdade, se você
não cria o meio de comunicação, como a
gente falou, o primeiro ponto, a
comunicação não é só fala. A comunicação
é você fazer com que a criança
desenvolva autonomia. Então, a autonomia
tá relacionada ao quê? Se a criança não
fala nada, mas ela gesticula, ela ela
tem expressão, isso já é já é muito
significativo. Na verdade, a a gente tem
esse dom. Quando algo tá ruim na no
nosso dia, a gente faz, fecha aquela
cara,
>> é,
>> fala aquela, a pessoa encontra com a
gente, fala: "Tá tudo bem, você fala:
"Tá tudo bem". Tudo bem. Então assim,
não não não. Na verdade tudo que tudo
que compete a vida são formas de
expressões, são formas de comunicações.
Então quando a gente fala assim, os pais
eles têm que ter cuidado para não se
precipitar. E aí eu não tô eu não tô
indo contra aos pais no sentido de olha,
o que você está fazendo é ruim. Lembra?
A gente começou
>> a a nossa live dizendo que
>> o erro ele ele é uma medida
>> daquilo que que você vai mudar paraa sua
vida. Nada que nós estamos falando aqui
tem que ser levado a ferro e fogo,
porque você sabe a sua vida, você
conhece o seu filho, a ideia é, você tá
fazendo tudo por ele, você tá dando
espaço para que ele mostre aquilo que
ele quer? Você tá dando autonomia para
que ele desenvolva por conta própria
vontades e desejos? Porque às vezes
quando você vê a criança torcina e você
leva água, então assim, ele escolheu,
então era necessário, era preciso para m
>> que essa necessidade da criança nesse
momento, né?
>> Exatamente. Porque aí a gente pode
entrar, a gente pode fazer até uma ponte
para um outro lado em relação à
linguagem.
>> Então quando a gente pega na linguagem,
você vira para uma criança e fala: "Você
tá, você quer água?" E a criança fala:
"Quero". Aí você vira para ela e fala:
"Você tá com sede?" a criança, não.
Então, entra nesse mesmo ponto, a
repetição de uma fala associada a a um
comando, a uma ação,
>> pedido, né? A um
>> Isso. Então, a criança ela vai ela vai
decorar aquilo. Então, não quer dizer
que ela tenha ela entenda isso de formas
diferentes. Então, se a criança faz e
você dá água para ela, ela entende que
toda vez que ela faz
[limpando a garganta] é água. E às vezes
ela não tá tcindo porque tá com a
garganta seca ou com uma inflamação ou
um resfriado. Não, ela tá torcindo
porque ela acha que isso é pedir água.
>> Sim.
>> Então ela então ela começa. Então porque
deu certo na primeira, eu vou fazer isso
na segunda. Então aí os pais acham que
ela não tá se comunicando, não está. Só
que a forma como você criou essa
resposta, a forma como você estimulou
esse essa esse esse aprendizado foi
diferente. Então, respondendo a
pergunta, sim, quando os pais se
antecipam, eles acabam atrapalhando no
desenvolvimento da comunicação da
criança em relação a ao meio social, a
interação dela. E agora a gente pensando
pro outro lado, Andre, cada quando a
gente escuta assim, ah, cada criança tem
seu tempo, a gente sabe que embora a
criança aconteça de uma forma, a
comunicação acontece de uma forma
individual, né, sabemos que existe essa
essa falha, né, que os pais acabam ai
>> que que momento a gente procura
entender, essa uma avaliação, um
desenvolvimento como que quando eu
preciso entender entender que o meu
filho ele precisa de uma avaliação para
o seu desenvolvimento na comunicação.
Como que é?
É, eu acho que eu acho que o ponto
principal dessa conversa que seria
também a esse é o terceiro erro. Então,
nós já falamos, nós já falamos sobre a a
comunicação como fala, né? Então, a
comunicação é apenas fala, não é? Nós já
falamos também sobre você se precipitar
e antecipar e você fazer tudo antes que
a criança demonstre a necessidade disso.
E esse terceiro ponto ele é muito
importante, por existe uma diferença
entre uma intervenção precoce e um
diagnóstico precoce.
Então, eu não preciso de um diagnóstico
para minha intervenção. Eu não preciso,
mas eu preciso da intervenção quanto
antes, eh, antes mesmo, até mesmo de um
diagnóstico eu preciso ter intervenção.
Então, eu sempre falo pros pais de uma
forma bem clara e eu acho que e também
fácil de entender, simples, seria o que
é o atraso. Então, quando se você pensa
nos marcos do desenvolvimento de uma
criança, o que é um atraso? é quando a
criança ela não está dentro do que é
esperado. E o que são dificuldades? É
aquilo que é esperado paraa criança
dentro do desenvolvimento.
Então a gente sempre fala no consultório
que a gente não quer fazer comparativos.
Você não precisa comparar o seu filho à
outra criança, mas é inevitável que você
consiga perceber diferenças no
desenvolvimento de de crianças que estão
no seu convívio em relação ao seu filho.
E e isso isso é isso é visível. Então,
quando buscar ajuda? Quando você percebe
que algo tá fora do normal, assim,
quando você sente que ao falar com a
criança ela não ouve, ela não demonstra
atenção à sua fala, ela não demonstra
compreensão à sua fala, mesmo para
comando simples, como dá, como pega ou
apontar. Então, assim, quando buscar uma
ajuda, né? Então, esse papo de que a a
criança tem o seu tempo, eu sempre
coloco, faço um comparativo pros pais no
sentido de você, você tá desempregado e
você precisa de um emprego, mas você vai
ficar em casa esperando a empresa bater
na sua porta. Assim, não, na verdade eu
preciso de um emprego, então eu tenho
uma eu tenho uma necessidade, eu tenho
uma demanda e o que eu posso fazer para
que isso mude, né? Então assim, eu não
vou esperar em casa até a empresa bater
na minha casa, não. Eu vou eu vou em
empresas em empresas até conseguir uma
oportunidade. Quando a gente pensa
assim, espera, esperar o tempo da
criança, exatamente isso. O que você
poderia antecipar, o que você poderia
encurtar de tempo, você tá prolongando,
porque a dificuldade em si, ela precisa
de intervenção. Então, quando a gente
fala de intervenção precoce, é quando
você percebe qualquer diferença. Então,
o que seria o principal? Vamos pensar
assim, o que hoje atrapalha o
desenvolvimento de fala? você tem a
parte auditiva,
a parte articulatória e o cognitivo.
Ponto. Então é um desses três pontos que
vai atrapalhar o desenvolvimento da fala
auditivo. Então você tem tanto a questão
fisiológica quanto a capacidade da
criança de discriminar, de compreender,
de analisar os sons. A parte
articulatória você tem a musculatura e
os movimentos e o próprio cognitivo do
quanto a criança compreende. Então
assim, quando buscar ajuda, quando você
sente que o desenvolvimento do seu filho
está estagnado, então você sente que a a
mesma criança de se meses continua sendo
a criança de agora, que as mesmas coisas
que ele fazia seis meses atrás, ele
continua fazendo agora, que coisas
novas, sons novos, né, eh, até mesmo
dentro do próprio desenvolvimento
questão de coordenação motora, noção
espacial, isso continua da mesma forma,
assim. Então aí é um ponto de atenção.
Você não precisa ser nenhum [roncando]
experto no sentido de a não deixa, eu
preciso, ele tá falando banana, mas ele
não tá falando maçã, não. No sentido no
sentido de que o que ele usa de fala, o
que ele usa de som, não tá, não tá tendo
ganho. Então quando a gente fala de
a criança tem o seu tempo, tem mesmo,
sem dúvida. Assim, cada criança vai
desenvolver dentro daquilo que ela tem
particularidades. Então, já tive
crianças na mesma faixa etária no
consultório, onde uma criança
desenvolveu muito mais rápido pelo
auditivo e outra pelo visual.
>> Então, o que o que muda aí? A
particularidade da criança. Então, tudo
bem. Então, a criança que é visual e eu
tô fazendo um treino auditivo, ela vai
desenvolver? vai, mas até até ela criar
gosto, até ela ter interesse pelo
auditivo, vai levar um tempo e aí depois
desse tempo a gente tem ganhos. Então, o
que difere de uma criança para outra,
quando a gente fala de tempo, a criança
tem o seu tempo, é as suas
particularidades,
aquilo que a criança tem como como
individualidade mesmo dela. Então, tem
crianças que chega no consultório
apaixonada por Sonic e mas aí ela não
gosta de superherói. Aí a criança que é
superherói não gosta do Sonic. Então
assim, é interessante sim você saber o
que o que o que dessa frase é
importante, o que o seu filho gosta, né?
aquilo que facilita o desenvolvimento do
seu filho, aquilo que de certa forma
prende a atenção do seu filho, aquilo
que você consiga criar uma interação,
tempo de de estímulo com o seu filho,
que eu gosto muito de falar assim que
brincar, brincar é coisa séria. Brincar
é coisa séria. Então assim, a hora da
brincadeira estimular o seu filho é para
levar a sério. Não é assim, eu volto a
dizer, a gente não tá aqui para falar
nada, nada da vida de ninguém. Não te
bota pitaco na vida de ninguém. Tá aqui
para para ajudar. para ajudar. Mas eu
sei que todo mundo chega em casa
cansado, todo mundo chega em casa
tarifado, com muitas coisas, fala assim:
"Ah, mas ele já já teve o tempo da
escola, ele já ficou na escola, ele já
brincou na escola."
Ele falou assim: "Não, brincar é coisa
séria. Então, ter um tempo com a
criança, separar um momento onde você
possa eh
ter esse olhar paraa criança. Isso é
importante. É isso que vai definir que
momento eu tenho que buscar ajuda pro
meu filho. Porque às vezes você seu
filho tem a necessidade de um
acompanhamento e você não percebeu
ainda. E aí às vezes você percebeu que
seu filho tem uma dificuldade, mas você
não encara isso como uma dificuldade,
também é um problema. Então aí, então
você tem os dois lados, aquele que não
separa tempo com a criança e não percebe
as dificuldades que a criança tem e
aquele que percebe a dificuldade da
criança, mas não leva a sério. Então
fala assim: "Ah, vai passar, é fácil".
Que é um um exemplo que eu gosto de
colocar muito, que que clareia a mente
dos pais. Então, pensa assim,
>> se a criança se se a dificuldade da
criança é auditiva, vamos pensar assim,
a criança ela tem dificuldade em
compreender um som.
Então significa que se eu se eu falar
essa palavra 30 vezes, vai chegar o
momento em que ele vai compreender
melhor a palavra, porque eu tô
estimulando a parte auditiva.
>> Beleza?
>> Só que se a dificuldade da criança for
articulatória,
>> eu posso repetir a palavra 30 vezes que
ela não vai conseguir mudar.
>> Sim.
>> Então assim, fal fala pros pais o que o
que muda muito. Ah, meu filho falava
errado e começou a falar certo, então
não precisou. Tudo bem. Então, a
dificuldade do seu filho era maior
auditiva. E aí com a repetição da
palavra, a cobrança da palavra deu
certo. Mas eu tenho n casos no
consultório onde a dificuldade da
criança é articulatória. Então eu peço
pra criança fazer o som e ele faz o
movimento errado. Então tem que mostrar
para ele qual é o movimento certo
>> para ele conseguir pronunciar o som.
Então ele não tá ouvindo o som errado,
ele tá ouvindo o som certo, mas ele não
tá conseguindo fazer o movimento certo.
Então não importa quantas vezes eu vou e
eu eu repita para ele a palavra. Eu
preciso parar e falar para ele: "Olha,
abre a boca, sobe a língua, vamos
movimentar, vamos fazer". Então então
>> o tempo não vai adiantar, na verdade o
tempo vai criar mais vício referente ao
movimento que ele já tá acostumado.
Então se ele fala com a língua para
baixo, ele vai falar mais por mais tempo
com a língua para baixo e fica cada vez
mais difícil de você tirar o vício.
>> Sim. quando fal assim de de quando
começar, quando você perceber qualquer
sinal de
atraso, vamos pensar atraso seria assim,
a dificuldade ela é esperada, todo mundo
vai ter dificuldade durante a vida
inteira, mas essa dificuldade ela é
persistente,
então ela ela ela ela continua, né?
Então aí é um é um sinal de alerta.
Andre, eh, você falando assim do sinal
de sinais de alerta, eh, qual é a idade
certa para criança se comunicar assim,
começar para bucear, falar? Você tem
como trazer essa essa explicação? Porque
eh quando eu tive o diagnóstico do
autismo do Artur, ele ele só foi falar
com uns 4 anos de idade, mamãe. Então
ele só balbuceava, ele tinha gesto de
comunicação que ele queria, ele levava a
gente no canto. Mas qual é o momento
qual é o sinal de alerta dos pais para
entender isso? Sabe quando o meu filho
tá falando, não tá como se comunicando,
não tá falando, será que eu devo levar
ou será que eu preciso esperar? Por isso
que muitos pais pensam, ah, é o tempo
dele, né? Então, acho que seria
importante ver qual é a idade adequada
pra gente levar a criança na
fonudiologia.
>> É, quando [roncando] quando se a gente
for pensar na questão da fala, é muito
comum entre um ano, 1 ano e 2 meses sem
a quem já começar a desenvolver a fala.
Nesse nessa nessa fase, eu sempre falo
pros, é difícil os pais buscarem nessa
fase de de um ano e meio, é mais comum
dois anos porque o vocabulário é maior,
mas toda a a fase natural do
desenvolvimento eh você começar com os
bbulos, vem as vocalizações, depois vem
as nomeações, aumento de vocabulário,
consciência fonológica e assim vai indo.
Então o primeiro ponto seria, bom, até
um ano é importante que a criança emita
sons. Então, emitir sons, seja por
vocalizações ou balbucios. Então, quais
são as vocalizações? Vogais prolongadas,
então sons labiais. Então, é muito comum
a criança adquirir fonemas labiais, mã,
p, b, são fonemas de lábios, são mais
fáceis e os sons explicativos. Então, a
gente coloca sempre assim, se a gente
for pensar em aquisições, existem fases
de aquisições e grupos de fonemas,
>> mas eles não são o ideal, porque é comum
que a criança tenha dificuldade dentro
desses grupos. O que é esperado? É
esperado que a criança tenha imitação. É
esperado que dentro daquilo que você
fala paraa criança, ela tenha padrões
parecidos de sonoridade. Então, quando
você tá brincando com a criança, seja
com um ano, até mesmo de um ano a dois
anos, vamos colocar de um ano a dois
anos para ficar mais fácil. Quando você
tá brincando com a criança, o que é
esperado? Que tenha sonoridade, melodia,
que tem essa questão da repetição do
som. Então, não que seja uma questão
articulatória, mas se você falar: "Ai,
olha o sorriso". Hum. Então você vê essa
sonoridade mais próxima. Isso é
esperado, porque a gente coloca que a
atenção auditiva ela ela tá atrelada a
discriminação dos sons. Então a criança
ela vai ter essa imitação. Então o que
que eu espero até um ano que ela tenha a
questão dos bbos? O que eu espero até 2
anos que ela já tenha fala? Que que
seria essa fala? Palavras que ela já já
traga d da dá ma ma. Então assim, é
muito é muito comum entre o processo de
aquisição você ter harmonia consental.
Amaria consonantal é quando você duplica
sílabas. Isso se estende até os 3 anos,
quando a criança fala, você fala assim,
sapato, a criança é papato. Então, por
isso que é muito comum a criança fazer
repetições de sons, ba bá, dá dá. Então,
essas repetições de sílabas, ela é muito
importante. Então, até um ano a criança
não emite nenhum som. É preocupante até
um ano nos sons. Ah, mas ela chora, tudo
bem. Mas além do o choro também é uma
forma de comunicação.
>> Sim. Sem dúvida, sem dúvida alguma. Mas
além do do choro, existe outro som que a
criança emite? Então assim, eu sempre
falo pros pais, toda a primeira ah
quando quando os pais chegam no
consultório e a criança fala muito
pouco, eu sempre falo pros pais, vamos
treinar as vogais. Aí os pais falam
assim, mas ele já faz as vogais. Eu falo
assim, mas ele faz de forma consciente.
Quando você pede para ele fal assim,
fala a ele faz o a. Quando você pede
para ele fal assim, faz assim, ó. Ah, a
ah a ele faz o a a. Então assim, isso é
forma consciente. Eu tô dando um padrão,
eu quero que a criança emite.
>> Então todo estímulo que você dá pra
criança, a espera é que esse esse
estímulo ele tem um reflexo.
Então a criança ela tem que trazer esses
sons de forma de forma mais natural no
próprio desenvolvimento. Então quando a
gente fala de aquisições de fonemas até
5 anos de idade, a gente espera que a
criança tenha aquisições até 5 anos.
Então ele ele começa a partir de um ano,
então ele vai até os 5 anos.
>> E aí isso pode mudar em cada em cada em
cada faixa. Então poral uma criança de 4
anos, ela pode já ter todos os fondemas
de uma criança de cinco? Pode. E esse é
o terror do fono, porque aí me
atrapalha, né? Eu tô aqui para trabalhar
com criança que que tem dificuldade, aí
a criança fala de tudo um pouco, aí não
dá. Eu
eu conheço um monte de de casais que a
criança, o filho deles fala de tudo,
assim, três aninhos e fala tudo
corretamente, perfeitamente. Então,
fala, esse já não é um
paciente que vai ser meu, não dá.
>> É isso mesmo.
>> Então, a criança pode sim em com 3 anos
falar sons de quatro, com certeza, assim
como uma criança de 3 anos pode estar
falando sons com dois, o que seria
inspirado para dois. Então significa
assim, o que fica mais fácil para os
pais entenderem é a criança precisa
variar em som. Seria o primeiro ponto.
Eles precisa variar os sons. Esses
balbos, essas localizações, elas têm que
acontecer, né? Agora paraa aquisição,
cada fase de idade tem um grupo
específico para que a criança consiga
adquirir, mas o principal é balbucio,
vocalizações e a aí ela começa com as
nomeações. Que que seria a nomeação? A
nomeação ela não precisa ser perfeita.
Mas é um som específico. Então, vamos
supor, ela não vai falar dá para isso e
falar dá para outra coisa. A ideia é que
ela fale dá para isso. Isso é uma
nomeação.
>> Aí se ela começa a falar dá para tudo,
ela tem uma simplificação. Então ela tá
reduzindo o vocabulário dela. Aí isso
também atrasa no desenvolvimento da
fala. Por isso que é legal saber
direitinho.
Ó,
>> a gente tá aqui, eu entrei com a Josimar
Martins, ela é do Rio de Janeiro e
Araruama,
da cidade que ela fala, mora.
>> Uhum.
>> Eu muito. Seja bem-vinda, Josimar. Eh,
eu eu gostaria também de pedir para
vocês que estão nos assistindo colocar
aí qual é a maior dificuldade que vocês
enfrentam quando o assunto é
comunicação. É extremamente importante
pra gente depois a gente fazer essa ore
responder aí para vocês, tirar essas
dúvidas de vocês. Ô Andrey, também tem
um tema que é que desperta muitas
dúvidas entre as famílias que seria a
comunicação alternativa e aumentativa.
Infelizmente ainda existe aquela crença,
Wendry, que o uso desse recurso pode
impedir a criança no seu desenvolvimento
da fala e também pode deixar essa
criança robotizada
diante desse desse recurso, né? Com base
na ciência, na nessa experiência
clínica, o que você pode nos falar sobre
esse essa comunicação? Ela realmente
atrapalha a fala funcional ou esse é um
mito precisa ser esse mito precisa ser
desconstruído? O que você acha disso,
>> precisa, precisa ser desconstruído. Eu
acho que cada caso deve deve ser
avaliado de forma bem específica. Eu eu
sei que tem crianças que tem potencial
para começar com recurso, Ca e depois
se atrelar dele e usar de forma verbal.
a fala, mas tem crianças que de certa
forma não vão conseguir usar a fala, a
fala como um meio de comunicação. Então
você precisa procurar um recurso. Então
não tem jeito.
>> Não tem jeito. Então vamos supor, mas
meu filho não fala agora ele vai falar,
tudo bem? Então assim, mas ele tem dado
sinais disso. Dentro das avaliações.
Existem sinais, né? Então você tem
resultados onde ele te dá margem para
esse uso verbal? Não, não tem. Então, o
meio principal é a comunicação. Então,
assim, é importante saber que a o
recurso, qualquer tipo de recurso, ele
não vai substituir a interação humana.
Então, assim, ah, e ele tá ele tá ele,
ele vai robotizar, não vai robotizar se
a criança não tiver socialização,
interação, se você não contextualizar o
uso do recurso dentro do dia a dia, se
você não colocar isso de forma
funcional. Então aí sim, então a criança
vai fazer por fazer e como qualquer
outra coisa. Então, eu sou super a favor
sim do recurso, eu sou super a favor sim
da de você poder usar como meio de
comunicação para criança, porque já tive
casos no consultório que eu comecei com
as estimulações de de com foco principal
na oralidade.
>> E o que a gente começou a ter muito
ganho foi compreensão.
>> Então, o meu meu o meu foco principal
com a criança era desenvolver a fala em
questão verbal.
E fui, fui, fui em um, dois anos. E o
que, o que a gente viu assim que tava
desenvolvendo muito, muito rápido,
compreensão. Então, ele tava
compreendendo tudo que eu tava falando,
ele tava compreendendo tudo que tava
sendo proposto. Quando eu fazia pedidos
para ele, quando quando eu trabalhava
ordens para ele, ele executava tudo
muito bem, mas a fala para ele não
acontecia. Então foi a hora que eu falei
pra mãe dele, falou assim: "Olha, eu
acho que o o caminho agora é a gente
seguir por um recurso, um CA, então
começar com com com a gente começou
primeiro com as planilhas, a gente
começou primeiro com,
>> a gente usou o PCs
>> como recurso,
>> depois que a gente foi pro uso da tela
mesmo do do próprio tablet como como os
aplicativos. E aí, porque ele ele
aumenta muito mais a possibilidade. E
deu muito certo. Então assim, deu muito
certo. Aí você aí você pega essa família
que passou por dois anos, onde a gente
onde eu tava me me eu acho que aí tá um
ponto importante também que é um outro
um outro
erro que a gente comete bastante, achar
que a terapia ela é suficiente. Então
assim, e o profissional, o profissional
ele também não pode se sentir absoluto,
>> na verdade. Isso tá muito errado. Então,
a gente tem que ser muito sensível ao
ponto de poder parar e falar assim:
"Olha, o que eu tô fazendo não tá dando
certo e eu acho que é muito importante
seguir por um outro caminho." Então,
assim, do que martelar em cima. Eu acho
que isso também tem que ser um olhar
muito dos pais.
>> Eu falo muito pros pais sobre isso. Falo
assim: "Olha, eh, você está acompanhando
a terapia?
>> Você está ouvindo o que o Fo tá dizendo
e fazendo uma análise sobre isso tem a
ver? Isso faz sentido no meu dia a dia,
sabe? o que ele tá dizendo sobre meu
filho. Eu consigo perceber isso na
semana, sabe? O que ele tá, o que ele tá
dizendo é coerente, que eu já tive
muitos casos, muitos casos, muitos casos
mesmo da família falar assim: "Ah, o
falou que a ele disse dá".
>> Aí eu perguntei pra família: "Mas você
já ouviu dá?" Não, nunca ouviu dar.
Então ela falou assim: "Tá, então em que
momento ele falou dá?" "Ah, disse que
falou para dar para dar". Mas ele já
pediu em casa, ele já falou dá? Não,
nunca falou dá. Então assim, que milagre
que é esse? Assim, você fal assim, o
fono, fono, terapeuta ocupacional,
psicólogo,
>> eh todo mundo, eh o próprio
psicomotricista,
psicopedagoga, neuro a equipe toda, todo
mundo tem o tem o seu valor,
>> tem o seu peso, tem o seu espaço,
ninguém sobressai ninguém. Então, eu não
faço um papel de uma psicopedagoga, não
faço um papel de um psicólogo, não faço
papel de uma terapeuta ocupacional, não
faço. Cada um tem o seu conhecimento,
cada um sabe do do doquilo que que pode
atuar.
>> Então, todo mundo tem o seu peso. E a
soma de tudo isso é é ainda melhor.
>> Isso, exatamente. É ainda melhor, que aí
você tem a família como como apoio.
Então, assim, não é um problema. As
telas nunca foram um problema. A gente
estava falando sobre isso agora a pouco
aqui as telas elas não é um problema, o
problema é o excesso da tela. Então
quando a gente fala assim, ah, ah,
porque os pais vão vão fazer essa
relação, né,
>> do ca com o celular da tela, né? Isso
mesmo.
>> Não tem nada, não tem nada a ver. Não
tem nada a ver. Fala, é, eu falo assim,
ah, não, ele já fica muito tempo no
celular. Não quero mais uma coisa não.
Ele fica muito tempo no celular porque
falta intenção.
>> Isso mesmo.
>> Porque falta você brincar.
Né?
>> Você você está ali. Então assim, as
telas elas elas não ensinam a
comunicação da mesma forma que as
pessoas. Então, quem tá ensinando a
comunicação por meio de um recurso?
Pessoas.
>> Sim. Então eu estou ensinando como a
criança se comunicar por meio disso.
Então impossível você falar que você
está robotizado, não tem como. Então
essa essa é a grande diferença. Agora,
quando você pega o celular e a criança
tá na frente de uma de um de um
aparelho, isso não desenvolve uma
comunicação, isso não desenvolve uma
interação, isso não desenvolve
desenvolvimento.
Então assim, a criança ela tá ela tá
consumindo tempo.
>> Eu não vou nem falar que ela tá perdendo
tempo, porque quando, como a gente tá
falando muito sobre sobre
neurodivergências, sobre o tema em
relação à comunicação terra, então a
criança até ela vai espelhar muito, ela
vai copiar muito se ela for verbal,
>> se ela for verbal, ela vai copiar. Não
quer dizer que essa cópia seja
funcional.
a gente vai entrar nesse nesse outro
ponto. Então, não vou dizer que a que a
o celular é tempo perdido, até mesmo
porque muita criança vai copiar fala,
vai copiar uma frase, vai copiar uma
melodia, vai copiar um som. Então assim,
vai ter essa cópia.
>> Então imagine isso no na Icolalia, como
funcionaria essa comunicação? Ecolalia?
Então, então ent ela entraria como uma
repetição sem funcionalidade. Isso
pensando numa ecolia imediata ali.
Então, onde a criança ela não entende de
fato aquilo que ela está dizendo. Ela só
está repetindo por algo que chamou
atenção. Às vezes ela tá, ela tá só
repetindo pela melodia, pela sonoridade
assim. Tanto que os pais falam assim:
"Por que meu filho aprendeu inglês, mas
não aprendeu português?" Eu falo assim:
"Porque no inglês ninguém cobra ele,
porque em casa, [risadas] em casa você
não tá lá." A criança fala blue, você
não tá lá. Blue. Que que é blue? Me fala
que que é blue. Não, a criança fala
blue, você fala assim: "Ah, tá bom,
porque você não sabe." E aí e flui e
flui. Na nossa na nossa na nossa fala, a
gente a gente quer enquadrar a criança.
A criança fala
>> fala qualquer coisa e já começa. Mas por
que que é? Que é isso? Quem fala de
novo? Repete assim.
>> Isso mesmo. É muita ansiedade dos pais
de
>> essa pressão. Nossa, essa pressão com a
criança coitada. Até eu ia deixar de
falar. Eu falou: "Não, eu tô [risadas]
tô me sentindo muito pressionado. Tô me
sentindo muito pressionado. Chega, chega
por hoje, chega para Então, a criança
ela aprende uma outra língua, não porque
ela entende o que essa língua quer
dizer. Então, assim, na repetição, na
repetição, ela pode até entender a a
o significado dessa fala,
>> mas a funcionalidade dessa fala no
sentido assim de pegar essa fala e
aplicar de uma outra forma e de uma
outra maneira, de forma espontânea, né?
Então ela vai pegar essa fala. Então
vamos supor a ó, eh que eu não mande
nada de inglês, vamos supor que a
criança tenha falado o abrir em inglês e
aí ela entende que quando ela faz o
movimento, ela tem que falar isso e tudo
bem. Então ela entendeu, mas ela não faz
a mesma associação, por exemplo, uma
outra porta. Se a porta não tem
maçaneta, ela não vai falar mais porque
ela só tela ao movimento.
>> Sim. Então, então você pensa, ela tem,
ela, ela falou, ela falou, ela falou no
momento certo, falou, ela faz relação
disso com outra coisa que teria a mesma
funcionalidade? Não. Então, não teve
compreensão.
>> Não houve compreensão.
>> Então, quando a gente fala assim, ah,
>> é,
>> quando a gente fala do CA, né?
é quando a gente fala do CAA, então
assim, o que difere muito o recurso para
celular, a maneira como isso é ensinado.
Então, geralmente quando você dá um
celular pra criança, você não tá do lado
dela vendo o que ela tá vendo, falando o
que ela tá vendo, eh, estimulando o que
ela tá vendo, não. Você, você dá e sai,
sai, sai de perto. Agora, quando a gente
trabalha com o recurso, eu preciso
mostrar pra criança o que eu estou
falando sobre o que ela está vendo,
mostrar para ela que quando ela aperta
remete a isso e fazer isso de forma
repetitiva. Então assim, não tem como
você falar: "Ah, é igual, não é igual".
Pelo contrário, existe uma bagagem, uma
carga de repetição e estímulo muito
grande paraa criança conseguir se
comunicar dessa forma. Então não tem
como falar que vai ser robotizado. O que
pode acontecer é todo o processo de
aprendizagem de aprendizagem sobre
qualquer coisa, a gente não tem aquela
aquela aquele domínio.
>> Então no no começo é mais na repetição
ali, mais sistemático, né? mais
grosseiro, depois vai aprimorando e aí a
criança consegue criar frases, consegue
dizer o que quer de forma específica,
consegue se expressar de forma mais
eficiente. Então é balela esse negócio
de de a atrapalha, não atrapalha
atrapalha não procurar maneiras de
desenvolver o seu filho.
Atrapalha. É,
>> mas eh eu vejo que quando as pessoas
falam que é robotizar,
>> eles estão falando do quando a gente tá
no início, a gente tá apresentando o
item e apresentando para entender o que
a gente tava mostrando. A gente tá
mostrando a figura da bola e
apresentando o item da bola. Isso é como
se fosse um ah, mas você tá robotizando
essa criança saber sair desse item. Aí
você viu que você trouxe aqui, precisa
generalizar, precisa entender se você
tem funcionalidade em outro em outros
ambientes para ela ter essa compreensão,
essa interpretação, né? Eu vejo que com
Artur,
>> quando a gente iniciou a comunicação com
ele, iniciamos também com PEX. O PEX a
gente chegou na o nível um, que seria a
apresentação do item figura. No nível
dois, ele já sairia e saía de um
ambiente pro outro para se comunicar.
Então tinha essa interação conosco. Já o
três já vinha o que você quer, o que
você, o que você, o que você quer comer,
ele já apresentava o que ele queria. Aí
quando começou a aumentar os atributos,
a crian ele já não entendeu mais, né?
Então ele já passou, não conseguiu
passar dessa fase. Hoje a gente tentou
trazer a comunicação alternativa e
oativa com ele,
>> só que ele vai para outras telas, tá?
[risadas]
Já ele já vai pro outro, pro YouTube,
não, ele não foi funcional. Então a
gente tá trabalhando a comunicação
expressiva para ele trazer essa
expressão, né? Então você vê que cada
criança tem sua singularidade, uma forma
diferente de se trabalhar. Então tudo
bem, tudo bem, né?
>> Sim. E e isso e não quer dizer que que
ele não que ele não não vá que ele não
vai desenvolver essa capacidade. Pelo
contrário, nesse momento, na fase dele,
nesse momento, ele não tem interesse.
>> Então a gente vai buscar por uma outra
forma de estimular as mesmas
competências.
>> Agora pode ser pode ser que daqui se
meses num outro salto de desenvolvimento
ele se interesse.
>> Sim. E aí, e aí tem, por isso que a
gente fala, os pais, eles têm que ficar
atento a as possibilidades, as
oportunidades que a criança vai dando.
Então isso, isso é muito bacana. Então
assim, o mesmo mesmo criança que eu
falei de não conseguir abrir a porta e
não pegar o próprio brinquedo, é a mesma
criança que hoje entra sessão, a empurra
a cadeira, sobe, pergunta que que vai
fazer. Quando eu pergunto para ele quem
vai começar, ele fala: "Ô Pedro, eu que
vou começar. Então assim, então assim,
é, é uma é uma criança que mudou
completamente, mas por quê? A gente viu
dentro daquilo que ela era capaz. Eu
sempre falo paraas paraas famílias, pros
pais, cobrar da criança aquilo que ela
não é capaz de fazer é errado. Sim.
>> Você tá pressionando a criança e você
não vai chegar a lugar nenhum. Agora, se
você entende que a criança é capaz de
fazer, é é sua responsabilidade.
Então, deixar com que a criança faça,
>> é fazer que ela evolua, né, nessa
>> evolua. Exatamente. Então assim, tem tem
que ter essa tem que ter essa autonomia.
Então assim, hoje pode ser que ele não
queira, mas não quer dizer que daqui
daqui se meses ele ele tope, então por
isso que eu tenho que estar atento. Bom,
hoje ele não quis, beleza, deixa um
anotadinho, mand uma outra oportunidade.
Pera aí, será que agora rola? Deixa eu
tentar de novo, porque o que não pode
acontecer é colocar na gaveta e
esquecer. Ah, eu tentei,
>> eu tentei, não deu certo e ficou por
isso. Não, você tentou numa fase, num
momento onde a criança teve uma recusa,
não quer dizer que isso se sustente.
Então, no num outro momento, você tem
que trazer isso de volta, você tem que
tentar isso de novo. Então, assim, a
gente tem que tem que ter tem que se
cobrar sobre isso. tem que me cobrar
como pai, como fono, me cobrar como
auxiliador de sala, no sentido de que se
não deu certo agora, não quer dizer que
não vá dar certo nunca. Não é sobre
isso. Então assim, é sobre
>> eu vejo uma coisa importante, o Andre
falar pros pais, porque você trouxe isso
conosco, que teve uma criança que você
tentou a comunicação e não e ela não
conseguia se comunicar, aí você trouxe o
a comunicação alternativa e aumentativa
para ela.
>> Porque muitos pais ele tem essa
ansiedade, sabe? Ansiedade de o filho
falar, falar o meu nome, falar mamãe,
falar papai. Pode ser criança que não
tem esse atributo, né? Não tem esse
recurso paraa fala. Então, para que eles
entendam que a comunicação alternativa e
aumentativa é uma comunicação paraa
criança. Você não tira isso dela, né? Dá
esse essa oportunidade para que ela
possa se comunicar no seu contexto
social e trazer autonomia, né? Então
você você tem como dizer mais alguma
coisa nesse sentido pros pais entenderem
a importância de desse olhar pro filho,
não por não ficar pressionando essa
criança algo que ela pode ser que ela
não tenha, mas que a gente possa ter
oportunidade de ensino, de comunicação
de forma funcional para ela, que ela
possa se comunicar conosco, né? Porque
muitos pais tendem essa essa
necessidade, buscam essa necessidade. Eu
como mãe, né, eu queria sempre ouvir a
voz do Artur falar mamãe. Hoje ele fala
mamãe pelo tempo todo, mas tem cri
quando ele não falava, eu falava assim:
"Tá bom, ele não é não, ele não tem esse
repertório". Eu comecei a entender que
ele não teria esse repertório, mas aí
ele foi desenvolvendo. Mas tem criança
que não vai desenvolver, né? a gente vê
pessoas com eh com autismo que não
desenvolve a fala, né?
>> Uhum. A gente coloca, né? Não é à toa
que o nome se chama espectro,
>> porque varia de cada caso a um caso.
Então, e e essa questão de nível um,
nível dois, nível três, não, eu todos os
níveis t as suas complexidades, todos os
níveis tm os seus desafios. Então assim,
ah, mas o nível um é tranquilo, não é
tranquilo. Na verdade,
ter uma criança, ter um filho, já não é
tranquilo. De modo, de um modo geral.
Então, assim, você já tem uma
responsabilidade muito grande. Então, a
gente entende que a cobrança,
autocobrança, essa questão de você
projetar muitas coisas daquilo que tá
sobre a sua vida na criança, é um
problema. Até mesmo porque eu sempre
falo pros pais, a gente não pode eh
esperar o amanhã. A gente tem que tratar
do hoje. Então assim, eu eu não eu não
sei o que vai ser na próxima sessão. Eu
não sei como que a criança vai fazer na
próxima sessão. Eu tenho o hoje, eu
tenho o agora. Eu vou ver o que a
criança é capaz, se o que a criança me
dá de resposta e beleza. E também não
trazer as dificuldades da criança desse
momento, projetar já pro futuro. Ah,
como que foi que a gente acabou de
falar? Ah, a criança não quis pintar,
não vou mais trazer o pintar. Não,
criança não quis pintar, mas vou trazer.
Vamos pintar, vou tentar de outra coisa.
Ah, não quis pintar com lápis. Vamos
pintar com o dedo? Não, não quis. Vamos
usar um uma canetinha? Não, não quis.
Vamos fazer um rabisco? Não, não quis.
Então assim, essa é a ideia. Então
assim, eu entendo que os pais eles
buscam o acompanhamento fon. Vou colocar
dentro da minha esféria, né? Os pais
buscam o acompanhamento fonadiodiológico
não pela criança,
>> por eles mesmos.
>> Isso mesmo.
>> É o primeiro, a a maior demanda quando o
pai chega falando assim: "Ah, ah, meu
filho tá falando errado". Aí eu viro pro
filho e falo assim: "É um problema para
você?
A C tem do tr anos que é um problema
para você falar errado. Me conta. Você
tá falando errado, que que tá
acontecendo? Me fala tá sendo um
problema para você, né? Porque assim,
não se trata da criança, se trata dos
pais. Então assim, a criança falar
errado é um problema? Não é um problema.
Na verdade não é um problema. O problema
é se isso afeta o desenvolvimento da
criança, então a relação dela com outras
crianças, a autonomia dela dentro da
escola, se isso faz com que ela se
diminua, com que ela se sinta inferior,
com que isso aferte a autoestima dela,
aí é um problema. Mas falar errado, por
falar errado não é um problema. Então,
mas na visão dos pais é um problema. AF
tá falando errado, quero que se resolva.
Então, assim, é interessante pros pais
entender o que é um problema, o que de
fato é um problema. Então, o que de fato
acaba sendo algo preocupante, porque não
pensa assim: "Meu filho não fala, mas
ele me entende, ele me compreende, ele
mostra o que ele quer, ele ele escolhe a
própria roupa, ele brinca com os
coleguinhas, ele se envolve nas
brincadeiras, ele puxa alguém para
brincar. Então, a fala realmente não é
um problema. Eu não vejo a fala como um
problema nessa situação. Então assim, a
ideia é o que de fato é um problema,
porque a gente coloca muito sobre o que
eu acho que é, mas não leva em
consideração pra criança, pro
desenvolvimento dela.
>> Então assim, eu sempre falo pros pais,
antes de pensar na fala, você já pensou
se seu filho enxerga bem? Antes de
pensar na fala, você já pensou se seu
filho ouve bem? Então assim, se já foi
atrás, porque é aí que tá o um, talvez
uma das dificuldades,
>> é uma das dificuldades que acaba sendo
muito invisível, né? Aquilo que não é
visível, aquilo que não é auditivo
passa. Então assim, tem outras coisas,
tem outros pontos importantes. Então,
quando um pai entra na no no atendimento
fonológico, eu sempre brinco com eles
pensando, eu sempre pergunto para eles:
"O que vocês esperam da fonologia? O que
vocês esperam que seu filho desenvolva
aqui? E a e é unânime e fala assim: "É,
fala bem." Então, então e aí eu devolvo
para eles o que é falar bem? Então, toda
vez que eles vão me falando, vou
devolvendo para eles para entender se se
de fato eles sabem o que eles querem,
porque assim, a criança não quer nada, a
criança quer quer ser criança, né? El
assim [risadas] fala assim: "Ah, ah, eu
tenho eu tenho uma família que eu gosto
muito no consultório
que ela aprendeu a cumprimentar. Então
agora ela tá, ela cumprimenta na hora
que ela chega e ela cumprimenta na hora
que ela que ela vai embora. E o
interessante é que a ela ela tá
desenvolvendo a fala aos pouquinhos e a
gente vê assim, o que fez uma diferença
na família foi que ela criou um laço
afetivo com o irmão, porque na verdade o
irmão se sentiu eh eh envolvido com ela
por conta do cumprimento.
>> Então assim, ela ela precisou falar,
não. Então assim, foi algo que ela
aprendeu que teve um significado muito
maior do que palavras. Então foi foi
tanto que eu postei esses dias no
Instagram do consultório um vídeo com
ela. Então foi a primeira, eu tô com ela
mais ou menos um, vai completar um ano
que eu tô com ela e foi a primeira vez
que ela me abraçou. Então quando eu saí
para para chamar ela, falei assim: "E aí
Júlia, vamos?" Aí ela veio e me abraçou.
Aí eu saí andando, ela foi atrás atrás
de mim. Então assim, a primeira coisa
então eu falo assim, isso isso é maior
do que palavras, isso é maior do que a
fala, né? ela me vê como uma pessoa, ela
entender que eu tô ali para ajudar ela,
que é o momento de de brincar, um
momento de lazer. Então assim, isso sim
é significativo. Então os pais eles
precisam ter o mesmo olhar. O meu filho
me enxerga como como alguém importante
para ele, né? O meu filho se enxerga,
meu filho se sente bem estando comigo,
eu consigo puxar do meu filho o máximo.
Assim, porque eu sempre falo pros pais,
a criança pode não falar. Se ela fala
dá, vamos aproveitar o dar. É o dá que a
gente tem.
>> Vamos usar o dá. É o dá. É o que tem
hoje, o que tem para hoje. Tem para hoje
é o dar. Vamos no D. Vamos no D. Porque
senão a gente a gente se cobra demais.
Então quando a gente fala assim a a os
erros que a gente falou até agora, né?
Então quando a gente fala sobre a o
tempo da criança, então de fato a
criança tem o seu tempo, mas eu não
preciso esperar o tempo da criança para
entrar com a intervenção.
>> Então
>> não que isso. Se eu já vejo que ela tem
dificuldade, ela pode desenvolver.
>> Já podemos trabalhar a intervenção, né?
Exatamente. É a mesma, é, é a mesma
perspectiva de falar assim: "Ah, eu vou
dar morri e faca". Aí a pessoa tá vendo,
dando, dando morri em faca, a pessoa
fala: "Ah, uma hora ela vai perceber,
mas eu não posso chegar lá e falar para
ela: "Não, não faça isso é
>> eu posso. [risadas] Pode chegar láem,
vem, deixa ela descobrir. Ela vai
descobrir.
>> Não, mas deixa ela machucar. Se machucar
>> é [risadas] então a gente tem, a gente
tem esse esse lado assim como ser humano
de de ser um pouco individualista para
assim: "Ah, aconteceu comigo, ela que se
vire". Não, pelo contrário, se isso
aconteceu com você, é, então é a mesma
perspectiva do desenvolvimento.
Exatamente. Então assim, os pais
>> eles vêm muito preocupado com um ponto
específico e esquecem o todo. Então você
você pensa assim, a fala a fala ela faz
ela faz parte do desenvolvimento da
criança. Então antes da fala você tem
que ter interação, socialização, a parte
comportamental, linguagem, cognitivo.
Então quando o pai fala assim, ele ele
não desenvolveu a fala, tá? Eí, como é
que a interação, a socialização, então
assim, existem outras questões além da
fala que é tão importante enquanto a
fala, ou melhor, coisas que são que vão
ser estrutura pro desenvolvimento da
fala. Então, ah, ele ele aponta, não
aponta, e eu preciso que ele aponte pra
gente começar a desenvolver a fala.
>> Assim, ah, então não então o problema
não é a fala, é o problema de não
apontar.
Então assim, nesse momento, né, a gente
a gente pensa assim como como um exemplo
mais simples, mas a ideia que eu falo
sempre pros pais de um modo geral é não,
ó, veja seu filho como um todo. Assim,
falo assim, fala pr seu filho como um
todo. Então assim, aí você começa a ver
que, por mais que ele não fale, existe
outras características tão importantes
quanto que podem potencializar aquilo
que ele não tem. Aí fica mais fácil. Aí
vocês vão ajudar para que eu consiga
exercer o meu trabalho de forma mais
correta. Você fal eu falo pros pais,
vocês vão ter dois caminhos como como
pacientes do consultório, né? Sempre
falou, não é só criança, os pais é é é
plano, é plano familiar. Eu trabalho com
a criança e com os pais. Eu falo para
eles, vocês têm dois caminhos. Vocês têm
o caminho de me ajudar e de me
atrapalhar. Sempre falo. Então assim, aí
o o me atrapalhar atrapalha quem de
verdade? Eu falo vocês. Porque você tá
me atrapalhando a desenvolver, eu vou
ficar mais tempo com seu filho. É mais
tempo de terapia e aí você que vai ter
que trabalhar mais para conseguir bancar
a terapia que eu tô fazendo. Então vamos
lá.
Ajuda. [roncando] Então, então acho
melhor você me ajudar que vai ser mais
vantajoso. Porque é exatamente isso.
Qual, qual, qual que é o melhor momento
pro fórum? Eu digo por mim, por mim, né?
A alta. Então assim, a alta não tem nada
mais gostoso do que a alta.
>> Não tem nada mais gostoso. Então assim,
fala assim, se você faz um trabalho bem
feito, se você tem um planejamento
terapêutico, a alta ela ela é resultado.
Ela vai ser um resultado. Então assim, a
gente fala assim: "Ah, a família tá indo
embora. de partir o coração muito. Acho
que eu tenho contato com tod ah com
todas as famílias que que já passaram
comigo. Eu tenho eu tenho contato.
>> Eu tenho contato porque cria cria esse
esse vínculo.
>> Esse vínculo, né?
Exatamente. Então, acho que é muito
importante pensar sempre nos erros como
também uma forma de você poder enxergar
criança de uma forma diferente.
>> Então, quando a gente pensa na questão
da questão do do dos erros, então o
tempo da criança, como a gente falou,
antecipar nas imenas ações,
>> a fala, achar que a comunicação é só
fala, não é? a questão da telas em
excesso e e não estamos dizendo sobre os
recursos, não é recurso. O recurso, na
verdade, ele é mais que necessário e
quanto mais tempo de uso, melhor. Desde
que tem o mediador ali, a pessoa
mostrando pra criança.
>> Isso que eu queria fazer, perguntar para
você, Wendy, qual é o impacto das telas,
das telas comunicação? Você pode nos
trazer essa esse impacto? Como? Eu acho
que o ponto é o ponto principal o ponto
principal da quando vamos vamos sempre
separar, né, a tela que a gente tá
falando de de aparelho, né?
>> Sim. Celular, essas coisas.
>> Celular de vídeos, de de joguinhos e
tudo mais. Jinho,
>> oh, o problema, o problema assim, se eu
fosse colocar em uma única palavra a
questão do mediatismo, então assim, a
criança ela se torna impaciente,
ela se torna inquieta e desatenta.
Então, essas três características, elas
são assim visíveis em questão do excesso
eh das telas. Por quê? Se você for para
ver mesmo me observar, a criança ela não
fica num vídeo. Então ela começa num
vídeo, daqui a pouco ela pula para
outro, pula para outro, a daqui a pouco
vai para outro, daqui a pouco ela baixa,
tira do YouTube, cria que numa outra
coisa, depois volta pro YouTube e assim
vai indo. Então a questão é nada, nada
satisfaz, nada preenche. Então ela se se
torna um movimento de repetição. Aí você
fala assim: "Ah, não é bem assim". Não,
nós somos assim,
>> somos.
a gente pega, a gente pega no celular, a
gente vai pá pá pá. Tanto que a
plataforma, né, do Instagram, do
Facebook, eles eles diminuíram, né, os
vídeos para prender o tempo. Então
assim, você vê a maioria dos vídeos, 15
segundos. Por que 15 segundos? Porque a
gente não consegue ficar mais tempo que
isso, Venon.
>> Sim.
>> Passa de 15 segundos falar passa ponto
aí. Aí tá, tá lá. Ah, vou te ensinar uma
receita. Pega o ovo, não sei o quê. Não
demorou. Então assim, a gente faz, a
gente faz o tempo, o tempo todo, o tempo
todo. Ah, não, já foi. Igual uma coisa
que deixa a gente tão impaciente,
anúncio.
>> A gente tá assistindo o vídeo, aí entra
no anúncio, aí você já começa, ai que
porcaria, pelo amor de Deus. 30
segundos, 30 segundos tem que esperar.
Aí tá, deu 15 segundos. Fala, meu filho.
>> Não tem fim nenhum. Aí na hora na hora
que, na hora que chegou um segundo já
aperta, ufa, ela acabou bem de novo.
Então assim, o problema é que isso isso
já interfere nas nossas vidas como
adultos, consciência,
>> traz ansiedade. Então, quer dizer, a
criança fica mais ansiosa, o que mais?
>> Aham. Ela fica inquieta, ela fica
>> e aí fica impaciente, paciente, que é
tudo na hora, né? e desatenta, porque a
a atenção, a gente fala de atenção, não
é só tempo, atenção, atenção é
compreensão. Então você demanda a
atenção quando você entende aquilo que
que tá sendo trazido para você como uma
linguagem receptiva. Então, quando a
gente fala, quando você conversa com
alguém ou que prende a sua atenção ao
outro, é o quanto você entende do que a
pessoa tá falando.
>> Sim.
Se a pessoa tá falando e você tá tá
boiando, você vai perder atenção. Então
assim, a a atenção ela não é só tempo,
ela é compreensão, o quanto você tá
compreendendo disso. Então a atenção ela
é ela é importantíssima, seja para
aquilo que você faz ou para aquilo que
você recebe de informação. Então a
criança que fica muito tempo na tela,
ela se torna um problema por conta
disso. Ela não tem tempo para fala do
outro, ela não tem tempo para
compreensão, ela não tem tempo pra
própria execução de atividade, ela não
tem tempo para fazer funções de rotina.
Então assim, escovar o dente,
>> ela só faz o tiendo,
né?
>> O é o próprio comer. Exatamente. A minha
esposa, ela muito assim, todo lugar que
a gente vai para comer, tem uma família
onde a criança tá comendo com celular.
Então a gente vê o o qu o quão
problemático é isso, porque a criança
ela nem mastiga direito, na verdade ela
ela nem anseia pela engolindo, né? Tá
engolindo. Importante a mastigação, né?
Pra comunicação também, né? Exatamente.
Então ela tá ocupada naquilo. Então a
tela ela tem esse problema não só para
criança, mas para qualquer pessoa
>> qualquer pessoa que tem qualquer pessoa
>> que tem exposição e a gente não tiver
não tiver esse controle não tem jeito.
Então assim, eu sou contra telas, não
sou contra telas, mas eu prefiro que
você use então o o a sua televisão. Você
vai usar a sua televisão e não vai dar o
controle na mão da criança. Você vai
colocar algo e deixar e deixa lá. Então
assim, vai ter o começo, o meio e o fim.
E é aquilo e ponto. Então assim, eu eu
sou a favor desse tipo assim, porque o
celular na mão da criança, ela não vai
não vai entender o que o que ela tá
fazendo, quão importante aquilo é ou
deixa de ser. Então o que vai acontecer
é você vai estar alimentando nela um
comportamento eh que mais desregula ela
do que desenvolve.
>> E também a gente vê crianças que ela
traz a tem a comunica tem o colali
tardia, né? Ela tenta, ela traz um
contexto do desenho do que ela tá
assistindo paraa comunicação. Isso não é
uma comunicação funcional, isso não se
torna uma comunicação. Mas tem a
mitigada, né, Andre? Que a aquela
criança que a gente já tá trazendo no
contexto que a gente tá falando com, por
exemplo, eu derrubei o vaso e a criança
quando ela vêu, a gente vê fala quando a
gente derruba um vaso, a gente fala
assim: "Qebrou, né?" A criança muitas
vezes quando ela tá nessa nessa ecolalia
mitigada ela fala: "Bachucou, levar o
médico, né? Então a criança ela traz uma
funcionalidade", mas é uma comunicação
que ela tá tentando, né?
>> Então isso é isso é muito importante
entender essa parte da da ecolia eh
imediata, tá? Earia tardia e a mitigada,
que a mitigada é uma forma de
comunicação, né? Uma coisa também que eu
queria compreender com você, como seria
a rotina, como que é a forma da rotina
diante com os pais, porque os pais eles
leva as crianças para para terapia e aí
você traz uma atividade porque também
tem atividade de casa que os pais têm
que fazer. Como funciona essa essa
rotina em si?
É, na, eu sempre falo pros pais que o,
no, pelo menos no, no consultório, no
consultório, a gente tem uma política de
uma hora de sessão, 45 minutos é da
criança e 15 minutos é dos pais sempre.
Então, os pais eles são obrigados
a ouvir a gente por 15 minutos. Eu não
abro mão disso. Então, eh, então quando
termino a sessão, eu chamo o pai,
explico para ele aquilo que foi feito.
Eu sempre falo pros pais,
>> se você tá buscando um acompanhamento,
você precisa entender esse
acompanhamento.
Então, o porquê desse acompanhamento?
Porque a levar a criança até o
consultório e ela tem um tempo de
terapia,
depois você traz na semana seguinte, mas
não fazer nada nesse nesse meio tempo,
tá errado, porque o que vai fazer o
desenvolvimento acontecer é o tempo que
a criança tem de estímulo dentro de
casa, fora de casa. Então, quanto você
pode colaborar em potencializar isso.
Então, como que a gente trabalha? Toda
sessão ela vai ter esse tempo da
criança. Dentro desse tempo com a
criança é pra gente saber se o que deu
certo e o que deu errado. Aquilo que deu
certo a gente tem que explicar pros pais
para poder usar isso como prática na
semana. Então não adianta eu pegar uma
atividade
>> e falar pro pai: "Ó, eu fiz isso, isso,
isso. Quero que você faça". Não, eu vou
falar pro pai: "Pai, eu fiz isso, isso,
isso para desenvolver na criança a um
som X".
Então é legal em casa, quando você for
trabalhar com isso, isso, isso de casa,
que tem o mesmo som, trazer esse mesmo
movimento. Então você não vou falar para
ele assim, pega isso aqui e repete,
repete, repete. Não, no dia a dia,
>> isso. Então, no dia a dia, você pode
pegar esse som e trabalhar dentro das
ações de casa, com os móveis, com tanã e
tarã. Quando você tiver dentro do carro,
você pode perguntar paraa criança se ela
está vendo algo que tem esse som ou
fazer o som com ela. Então assim, trazer
isso pra rotina, porque a gente sabe que
o pai não vai, não vou dizer todos, não
vou generalizar, porque no consultório
tem muitas famílias que são muito muitos
assim regradas. Exatamente. Eu falar
assim: "Faça isso". E ele separar um
tempo para isso.
>> Então temos esse esse essas famílias,
mas na maioria dos casos são famílias
que não têm tempo para sentar com a
criança, então tem que aproveitar do
tempo que está com a criança para
estimular. Então a ideia seria trazer de
forma mais prática dentro da proposta.
Então por isso que a gente separa esses
15 minutos para poder explicar pro pai o
que foi feito e o que eles precisam
fazer durante a semana. Porque de uma
semana para outra o que a gente espera
que a criança já esteja mais próxima de
de um de acertos referente à aquele som
pra gente poder
avançar ou ou tá trabalhando por
palavras, trabalhar por frases,
trabalhar da fala espontânea. Então
seria essa ideia de de gancho. Mas como
já tem casos que a gente ensina a
criança na na sessão, os pais não fazem
nada durante a semana e na semana
seguinte eu tenho que reforçar aquilo
que eu fiz na semana seguinte.
Aí já é um trabalho, é retrabalho, né?
Tem que voltar retalho.
>> Então assim, de rotina, é quando fala
pros pais rotina, eu não, eu eu
particularmente não trabalho da forma de
sistemática, sabe? Tem que separar
[limpando a garganta] 3 horas, 1 hora de
manhã, 1 hora à tarde, 1 hora à noite
para fazer o treino. Eu não sou assim.
Eu procuro falar assim: "Como é a rotina
de vocês?"
>> Sim.
>> Qual é o tempo que você tem com a
criança, né? que momento você está com
ela e como a gente pode aproveitar esse
tempo para você estimular isso de forma
mais simples.
>> Essa é a ideia, porque eu prefiro o
simples bem feito do que o complexo mal
feito. Então assim, de você dar
atividade, explicar de tudo um pouco e e
os pais acabar não fazendo. Então não
adianta. Então a ideia, tô fazendo isso
por isso, isso e isso. Então sempre
explico de forma mais simples, aplicada
pro dia a dia, para que eles consigam
dar continuidade na semana, porque é daí
que vem o ganho. Então assim, a
>> dessa parceria
>> hoje eu tive um ganho desse, sabe que eu
com Artur hoje a gente teve a gente tá
tá trabalhando a comunicação expressiva,
né? Eu abracei o Artur, só que eu
abracei forte, sabe? Apertei, ai meu
amor, eu abi ele assim e aí ele falou,
falou assim: "Você não pode fazer isso?"
Aí eu respondi: "Eu não posso, mas eu
fiz ele: "Você não pode." Eu apertei
ele, sabe? [risadas]
E ele, sabe? Houve uma comunicação ali,
eu fiquei tão empolgadas, não tem noção.
Eu queria apertar de novo, mas ele ele
já falou que não podia, né? Então
[risadas] eu já obedeci.
Mas você viu a importância, né, quando a
gente traz uma atividade que seja no
contexto da família. Eu acho muito
importante isso, porque a aquela criança
fica robotizada fazendo aquela
atividade, chega na na na terapia ali,
fica desgostosa, não vai querer
participar, né? E é muito importante o
jeito que você faz. Ah, eu gostei,
Andrei. Achei top.
esse momento os pais até se envolvem na
terapia, né? Então eles se envolvem,
fala assim: "Ó, meu filho, tô
trabalhando isso com meu filho, meu
filho vai se comunicar, vai traz mais
motivação pros pais. Agora, se você
falar, traz uma atividade, vai fazer
isso, a criança não quer sentar para
fazer isso. A criança não vai, não vai
parar e o pai vai ficar estressado. Aí
volta naquela, na terapia, todo mundo
estressado e ninguém funciona. A
comunicação que era boa para aquela
semana foi um um desastre.
[risadas]
>> Então, ah, muito bom. Gostei mesmo. A
gente tem uma uma fala aqui da Fabiana
Esperdião, ela é do nosso projeto
Tesouro Azul. Oi, Fabi. Ela faz uma
pergunta. Há orientações específicas
para professores e auxiliares de
educação infantil que possam favorecer o
desenvolvimento da comunicação da
criança no ambiente escolar?
>> Ixe, é que é que a gente vai a gente vai
[risadas] de forma de forma
>> foi bem ampla, né? é conseguir trabalhar
de forma objetiva, acho que é mais
complicado. Eu acho assim,
um caminho que é muito bacana, eu sempre
falo paraas paraas professoras quando eu
faço o treinamento, eh criar criar o
reflexo de atenção. O que que seria o
reflexo de atenção? Então eu não eu
falar o nome da criança mesmo que ela
não tenha necessidade. Então eu vou
falar: "Artá tudo bem, Artur dizendo o
quê? Artur quer me ajudar? atu tanã atu
tanã. Então vou fazer, vou vou falar
essa palavra de forma repetitiva para
quando eu falar eu ter a atenção da
criança. Então assim, eu vou induzir a
atenção dela para quando eu falar quando
necessário
ela ter atenção direcionada. Então é
difícil quando quando você vai pro lado
da criança e você quer que ela faça uma
atividade, mas ela não tá condicionada a
isso. Então o que você vai fazer e de
certo modo é forçar a barra. né, no
sentido de vamos fazer, tem que fazer,
vamos terminar. Só que a criança ela não
tava condicionada a isso. Então acho que
dentro da sala de aula a parte mais
complicada é tudo que se torna
competitivo, a atenção. Então as
próprias crianças, o material em cima
das da da mesa, os sons, a tudo aquilo
que ela vê, né, em questão visual. Então
tudo isso compromete. Então como é que
eu trago a atenção da criança pra fala?
para fala. Quando eu pego uma palavra
que tem um peso, não sei igual, porque
para criança o não é tão tão doloroso
>> o não
>> que tem um
>> porque a gente fala tanto é tanto não, é
tanto não é tanto na verdade na na vida,
né? É tanto não na vida que a gente tá
calejado, né? Tanto não a gente tá
acostumando. Ouvindo não não
>> não quando quando a gente ouve o sim, a
gente fica até surpreso para falar
assim: "Mas
>> nossa, fica tão tão feliz que alegria".
>> É mesmo, é mesmo. A gente até duvida. É
mesmo, tem certeza? Não é um não, não,
não é um não. Então assim, a então a
criança ela ouve muito não, por isso que
ela acaba criando uma resistência, uma
resistência assim de de
reativa, né? Sim.
>> Então, então eu posso virar pra criança
e fala assim para ela: "Agora não, eu
não tô dizendo que não, tô dizendo que
agora não". e ela vira o hul
fica louco. Mas eu não disse que não
iria fazer, eu só disse que agora não,
mas fala dela ouvir o não, todo o resto
desaparece. Então quando a gente fala
assim, como como que eu como que eu
posso trabalhar a atenção da criança
>> na sala de aula, a minha fala quando eu
faço a vamos supor, eu eu sempre atrelo
ao nome da criança porque o nome da
criança ela compreende mais rápido.
Então quando eu falo: "Ah, tanã, tá tudo
bem? Ah, então tá bom. Tanã. E aí? Tá
conseguindo fazer? Ah, então tanã. E aí,
como é que tá a atividade? Tananã. E
tãã. Então, quando eu quando eu trago o
tanã para algo significativo, eu já
tenho essa atenção maior, a criança já
tá mais condicionada a isso. Então,
sempre fala assim, é legal de você criar
essa essa atenção à fala. Eu acho que
vai ser o ponto o ponto principal.
Então, se a criança não está atenta à
sua fala, mesmo que ela esteja olhando
pra folha, pode ser que ela não esteja
compreendendo o que ela tá vendo que
assim, quando fala assim, a sala, a sala
de aula, ela é muito complicada por
conta dessa competição.
Tanto que a gente fala, eh, para as
escolas, qual que é o maior desafio?
Como é que eu vou trabalhar uma
metodologia individualizada dentro de um
grupo onde já existe uma grade e tudo
mais? assim é complicado. Então, a
metodologia da escola é trabalhar
alfabetização por método alfabético, mas
o TEA vai atender melhor pelo método
fônico. E aí, como é que eu faço? Como é
que eu vou trabalhar dentro da sala de
aula o método fônico sendo que a
apostila é o método alfabético? Aí você
fala assim, é, tem que ter o o a
adaptação, né? Então você vai ter que
trabalhar por cima disso. É é delay, tá?
Mas como então assim, como que eu vou
fazer isso? Como é que eu vou trabal?
Então é desafiador. É desafiador. Eu
acho que o mais fácil é criar uma rotina
em sala de aula, onde cada criança
exerça um papel diferente. Vamos supor,
hoje o fulano vai dar as folhas para
todo mundo, aí ele vai entregando a no
dia seguinte agora a outra pessoa vai
dar as folhas, porque a ideia inserir a
criança dentro dessa responsabilidade.
>> Contexto social também, né? Tá trazendo.
>> E o brincar não seria interessante
trazer o brincar também? se que ela tá
falando desenvolvimento infantil,
acredito que são crianças pequenas, né?
Então, se a gente trabalhar o brincar ou
música, a a funciona também?
>> Funciona muito, muito. É que na verdade
a criança a criança ela vai muito pela
cópia também. A gente vai colocar assim,
ela vê uma criança fazendo algo, ela vai
querer fazer sem entender o que é.
Então, a brincadeira, eu acho que ela
ela é um recurso muito gostoso, porque
ela é simples, ela é lúdica, então fica
mais fácil da criança entender uma
repetição, a um um até mesmo uma a regra
estabelecida dentro da proposta. Então,
acho que o lúdico, a brincadeira, ela
ela é ela é bem eficiente desde que você
tenha o padrão, né? seria de você fazer
fazer a rotatividade das crianças, de
colocar a criança em atenção à outra
criança, de de trabalhar essa questão do
coletivo. Aí sim, eu acho super bacana e
principalmente se for atrelado ao
desenvolvimento infantil, eh, colocar
muito muito sensorial, então assim,
muita atividade que trabalha a questão
da coordenação, porque aí aí ajuda
diretamente na, como a gente falou, no
gesto, né, da nessa questão do controle.
>> Sim,
>> foi,
>> tá? Ah, tá. Voltou.
Teve um momento que você deu uma parada
aqui. [risadas]
Uhum.
>> Uma coisa que que eu queria perguntar
assim para você, Andre, porque um
sempre acontece aqui, né, das dos pais
falarem comigo que, ah, meu filho, ele
tem ele tem autismo nível três, ele não
tem comunicação,
ele nunca vai falar. É mito isso. A
criança com autismo vai, nunca vai
falar. vai falar porque já ouvi na
terapia, já ouvi na terapia de
profissionais falando assim para mim:
"Seu filho nunca vai falar porque ele é
nível três,
>> não é mito".
É, até mesmo porque o nível o nível não
define o nível cognitivo.
>> Então assim, essa essa eu já tive
crianças de nível um com um rebate
cognitivo. Então o fato dele ser nível
um,
>> então quer dizer que ele vai falar não,
por conta do nível cognitivo dele. Então
assim, a gente tem que pensar que o
nível um, nível dois, nível três é só a
o nível de suporte que a criança
precisa. Mas antes disso, eu preciso
também saber o quanto de compreensão, o
quanto de de associação, o quanto de
desenvolvimento a criança tem, porque aí
me possibilita sim saber se existe o uso
de fala verbal funcional ou não, porque
a fala, a fala em si, ela só funciona
porque ela é uma troca. Eu só falo
porque existe uma troca, porque você
perguntou sobre algo, eu vou falar sobre
isso. Então é sempre uma troca, na
verdade. Ah, eu sempre falo pr os pais
que a fala ela existe por conta do
outro. Então assim, eu não vou falar
comigo mesmo, eu até posso, né? A gente
a gente até faz isso no dia a dia, mas
digo assim, eu não, a fala ela existe
por conta do outro, então isso precisa
ter essa compreensão. Então de certa
forma é mito, porque o que vai depender
mais da criança se tornar verbal ou não
verbal, ou até mesmo verbal, mas não
funcional, ou verbal funcional, ou só
por meio de qualquer tipo de
comunicação, eh o quanto ela compreende
sobre aquilo que é proposto. Então aí aí
entra um outro ponto desafiador, né?
Então assim, o qu o quanto ou quanto eu
preciso buscar por uma avaliação
neuropsico, eh neuropsic neuro, então é
psiconeurológica, né? Da
>> neurops avaliar neuropsicóloga. Isso,
isso mesmo.
>> Isso. [limpando a garganta] Para para
avaliar, porque aí ela que vai fazer
todo o levantamento e e os dados
estatísticas. Então assim, quando que eu
devo, quando que eu vou, então é é outro
ponto muito importante. Então assim,
sempre buscando entender o nível do
desenvolvimento da criança. Então já
tive crianças que não falavam em terra e
começaram a verbalizar e já tão com a
fala funcional e tinham tenho crianças
que também não tiveram desenvolvimento.
Então assim, aí é sempre dentro do que a
criança traz de possibilidade. Então não
dá para você generalizar, falar nível
três não vai falar não, eu tenho o nível
três que conversa de boa. O que ele tem
dificuldade é a habilidade de
compreensão.
>> Sim.
>> Então, mas a mas a mas para frases
simples, para ordem simples, ele se
comunica super bem.
Então não.
>> Então agora o que gostaria de entender
com você, quais são os principais sinais
que indicam que uma criança está
evoluindo na comunicação, mesmo quando
ainda ainda fala pouco ou ainda fala
ainda fala ainda está no desenvolvimento
da fala. E como os pais podem reconhecer
e valorizar esses pequenos avanços no
dia a dia? Como seria isso, Andre?
>> É, eu assim, os principais os principais
sinais não tá nem relacionado
a
ao que a criança fala, mas a imitação
dela. Acho que acho que entra nesse
ponto,
>> sim. Então, vamos supor, se eu tô em
sessão e eu faço um som e a criança
imita esse som, isso é um ganho. Ah, mas
ela não trouxe isso na fala, mas a fala
ela é mais difícil mesmo. Então não eu
não vou ver a criança quando ela fala o
som da chuva. Então aí ela aí ela fala
comigo chupeta. Mas no dia a dia quando
ela vai falar chupeta, falou peta. Mas
por quê? A chupeta dentro da frase é
mais difícil de você ter atenção. Então
assim eu acho que o Quais são os sinais
importantes? a imitação, a imitação seja
daquilo que você fala, o que você faz, o
que você ensina, o que você mostra.
Então assim, a imitação, o quanto a
criança consegue imitar aquilo que você
está propondo, que seria a questão da
aprendizagem. E aí a execução disso vai
ser algo gradual. Aí aí que eu acho que
é importante você ver o quanto quanto
tempo a criança leva para automatizar,
para sistematizar algo, porque aí você
pode precisar de recursos para isso.
Então, ah, ela entendeu como que faz o,
mas ela não tá conseguindo fazer o na
frase. Que que eu posso fazer? Ah, então
você pode usar um recurso visual, usa
uma figura. Então, usa a figura para
falar estava. Aí você mostra chuva para
aquelas fal chovendo. Ah, e aí tinha um
barulho da Aí você mostra a figura de
novo, ela faz chuva. Então assim, usar
um recurso para que ela consiga
automatizar. Então quais são os sinais
do desenvolvimento da comunicação da
criança? o quanto de atenção ela tem
para imitação e o e o e o quanto ela
sustenta disso,
>> porque eh é uma diferença muito grande
quando você fala de palavras e frases e
principalmente fala em fala espontânea,
é mais complicado ainda, né? Porque aí
compete muito a parte da atenção. Então,
quanto maior a atenção da criança na
imitação, melhor vai ser a atenção dela
na questão da do das construções de
frases, no desenvolvimento de linguagem
sobre o que ela compreende, a forma como
ela transmite aquilo que ela quer. Acho
que ainda tá nesse ponto.
>> Então, ô Andrey, quais são os erros ou
atitudes mais comuns que pode dificultar
a comunicação da criança com terra?
Isso. Então, a gente falou sobre
o tempo, né? Esperar o tempo da criança.
Sim,
>> que a gente falou que isso não existe. A
gente falou também sobre a questão de
antecipar as necessidades da criança.
Então, os pais que são super
extremamente altos protetores da criança
e aí impedem com que a criança
desenvolva a própria autonomia. Falamos
também sobre a comunicação, não só
relacionada à fala. Então, os pais não
podem pensar na comunicação só como
fala. Falamos também sobre o uso esse
cío das telas, o quanto isso acaba sendo
prejudicial e que as terapias elas não
são suficientes se a família não tiver
colaborando com o desenvolvimento da
criança. Então os principais erros são
esses. Tempo, esperar o tempo da
criança, não. Aí antecipar a fala da
criança, né? Eu vou antecipar as
necessidades da criança. A fala só como
único meio de comunicação, as telas e
achar que a terapia por si só é
suficiente. Não, você você faz parte
desse dessa equipe multidisciplinar.
>> E agora, o que a família pode fazer para
estimular a comunicação de uma forma
mais simples?
Como que será? Poderia fazer.
>> É, eu acho assim, aumento de
vocabulário. O que que seria aumento de
vocabulário?
usa, usa as coisas do dia a dia. Então
assim, às vezes a criança não fala sofá
porque ela nem entendeu o que é um sofá,
porque por mais que você sente com a
criança, você nunca virou para ela,
falou assim: "Isso é um sofá, isso aqui
é um sofá". Então assim, você tá, você
tá ali com ela, você senta com ela, você
brinca com ela e às vezes você fala para
ela: "Cola, o controle tá no sofá e ela
não sabe o que é sofá". Então assim, é
você fala, pros pais, a criança sabe o
que é o controle? Sabe. Então pega o
controle e coloca em cima da cama do
quarto. E quando a criança quiser ligar
a TV, você fala: "Está em cima da cama
do quarto".
Então assim, essa é a ideia. Então
assim, ah, a criança sabe o que é
controle, sabe? Ela consegue entender
ambiente aonde onde ele está. Então,
controle está em cima da cama do quarto.
Pega lá. Você fala pr os pais assim:
"Ah, tomou água." A que eles tomou água,
fala: "Coloca lá na pia da cozinha".
Assim, é diferenciar. Eu gosto de usar
semântica, vamos supor a pia do
banheiro, a piazinha. Então, vamos supor
a escova de dente, a escova de cabelo.
Então, trabalhar aumento de vocabulário,
aumento de significante para que a
criança entenda que existem coisas que
podem ser iguais, mas são diferentes,
como por exemplo, o próprio sofá,
cadeira, banco. Então, assim, aumentar o
vocabulário da criança, usar aquilo que
você tem em casa como como uma forma de
estimulá-lo.
>> Estímulo de comunicação. Existe uma
idade limite para desenvolver a
comunicação, Andre?
>> Não, não.
Na verdade
>> é Não, todo todo o tempo é tempo. Então
assim, todo o tempo é é é é uma
oportunidade de você desenvolver algo a
mais. Então assim, até até para nós a
comunicação ela ela ela é ela é uma um
saquinho cheio de possibilidades.
Então quanto mais joias você vai
guardando dentro desse saquinho, melhor.
Então assim, ai às vezes me comunico
melhor pela fala, mas é péssimo por
expressão. Então você não adianta de
nada. Você você tá falando, mas você tá
falando não condiz com o que você tá
fazendo. Então assim, não dá, não dá.
>> Imagina trabalhar mímica aí. Trabalhar
mímica não
>> não dá não dá. É assim, então querendo
não, não, não, não existe um um limite.
Pelo contrário, eu acho que todas as
formas de comunicações, elas são válidas
quando você trabalha tudo de uma forma
atrelada, né? Então, quando quanto mais
quanto mais meios de comunicação,
melhor. Então, assim, ah, eu sou muito
gesticulado, então assim, eu falo falo
me movimentando, sou muito expressivo,
assim, tudo vale. Na verdade, dizem que
tudo tudo é um recurso para você manter
a atenção da pessoa, né? Então, vale a
pena.
>> Sim. Eu gostaria de ouvir agora,
Wendley, sobre a sua a sua clínica, como
funciona sua clínica, porque você falou
aqui da interação dos pais, participação
dos pais na clínica. Me fala um pouco
mais da sua clínica, da como que é o
nome mesmo da clínica? Me conta o nome.
>> É o consultório pequeninos.
>> Pequeninos. Isso. Então, o consultório
ele ele é uma resposta de oração assim
como 99,99999
de tudo na minha vida, né? a gente pode
até falar 100% porque ele tá acima de
tudo. Então, a a o consultório ele foi
resposta de oração. Ah, quando eu e
minha esposa começamos com com propósito
de oração do consultório, a gente sabia
que que o consultório seria ah um lugar
acolhedor, então que não tivesse voltado
só paraa criança, mas a família. Então,
a gente entende que toda família que tem
uma criança com dificuldade é uma
família que tem dificuldade. Não é a
criança que tem dificuldade. Os pais
vivem uma dificuldade. Então, quanto
maior o suporte das famílias, quanto
maior a o tempo de escuta dessas
famílias, melhor o lar, melhora a
estrutura, melhor a educação da criança,
melhor a forma como eles se respeitam,
respeitar o tempo da criança, como a
gente falou, eu não preciso esperar a
criança ter tempo para desenvolver, mas
eu preciso respeitar a criança dentro
daquilo que ela é capaz de fazer. Então,
o consultório quando ele surgiu, a gente
já sabia que a o foco seria famílias,
não crianças, né? Então, a criança ela é
um ponto onde a gente trabalha, mas o
ponto principal são famílias. Tanto que
a gente comentou antes da live que as
famílias são as são os principais meios
de divulgação do próprio consultório.
Então, as famílias ocupam esse espaço de
falar sobre nós, sobre divulgar o nosso
trabalho, porque elas se sentem
acolhidas de fato.
>> Esse é o ponto de trazer para as
famílias essa sensação de uma extensão
do lar, né? Então, eu tô indo para um
lugar onde eu aprendo algo melhor pro
meu lar. Então essa essa é a ideia do
consultório. Então, por isso que a gente
trabalha com sessões de 1 hora, sendo 45
minutos com a criança e 15 minutos com
os pais. Então, às vezes esses 15
minutos tem que até se prolongar. Então,
às vezes a gente encurta o tempo de
sessão para poder ter mais tempo com o
pai. Então assim, porque a gente entende
a importância dos pais entenderem sobre
os seus filhos, entenderem sobre si
mesmo, do que eu faço, quais são as
minhas atitudes, o quanto isso reflete
da vida do meu filho. A gente teve
várias situações no consultório onde
famílias estavam passando por situações
complicadas de relacionamento, pensaram
na questão do divórcio e graças a Deus
eh entenderam que não era isso esse o
caminho. Conseguiram restituir o lar,
conseguiram restituir a relação. hoje
vivem maravilhosamente bem. Por quê?
Porque um problema às vezes quando ele
não é ouvido, ele ele ele é
potencializado.
>> Esse problema ele vai se tornando cada
vez maior porque você vai remoendo ele,
ele vai ocupando mais espaços, né? Então
hoje o consultório ele tem como
proposta, sem dúvida alguma, desenvolver
a criança como foco, sem dúvida alguma,
mas sem deixar de lado a família. Então
esse esse é o ponto principal. Então
como a gente trabalha, qual que é a
nossa metodologia no consultório? a
gente foca muito na questão do
desenvolvimento da criança, mas também
com um todo, que seria a escola, a
equipe multidisciplinar, a gente faz
esse essa parceria e com os pais a gente
trabalha mais em relação da próprio do
próprio acolhimento. Então assim que a
gente tem trabalhado hoje, tem dado
muito certo, a gente tem resultados
significativos, todo não temos nenhum
ponto negativo até até o momento. É,
então vamos ter, se Deus quiser, não
vamos,
>> mas também com todo esse acolhimento,
esse esse cuidado, com certeza não vai
ter nada negativo.
>> Uhum.
>> E me fala também seu Instagram, tem
Instagram? Qual? Qual a região que tá?
>> Tem é o nome. O nome vai bem simples.
Então vai ficar @consultóqueninos.
Bem simples.
>> @ Onde fica, qual região?
No bairro do Limão fica na Avenida
Deputada Emílio Carlos, então é bem
próximo da Barrafa, é bem próximo da
Marginal. Então quem quem mora no bairro
Porto de Santana para cá deve ser uns 20
minutos. Perdizes para cá também 20
minutos. Quer dizer, a gente fala 20
minutos, mas dia na loucura do tempo a
gente coloca nada mais 20 minutos, né?
Meia hora, vamos colocar meia hora. Hoje
para tudo é meia hora. Meia hora, meia
hora ou uma hora. Mas mas é bem rápido.
Da barra Funda pro consultório. Tem a
localização é bem tranquila.
Nossa, Andre, eu só queria agradecer
agradecer o seu seu cuidado aqui nessa
live, o seu, sua parceria com Tesouro
Azul, o quanto você nos abençoa com a
sua vida, com a sua, com o seu cuidado
de trazer a a importância da comunicação
de forma cuidadosa com os pais.
Extremamente
>> me deixa me deixa muito emocionada, tá?
Você, você sabe que você é precioso, a
Pâmera também é preciosa. Daqui a pouco
vamos ver os filhinhos aí. [risadas]
>> Verdade.
>> Eu tô querendo ver um monte de criança
correndo,
>> se Deus quiser. E
>> que e que você você expressa muito amor,
sabe, irmã Andre? Quando você fala na
sua profissão, quando você fala com os
pais, assim, você traz amor. Isso que é
que é importante na terapia, é
importante na com os pais. Eles muitas
vezes estão sofrendo, como você trouxe
aí, casos de pais querendo se separar e
ali teve um acolhimento e teve esse
amor. Então essa resposta de oração tá
transportando
a graça de Deus em outras vidas, né?
Então
>> eh eu tô muito muito feliz de ver ouvir
tudo isso e me sinto honrada com a sua
presente presença aqui no Tesouro Azul,
tá?
Gostaria que você desse você que você
colocasse suas considerações finais e
aqui para, né, para nós. [risadas]
>> Não, você fala minhas considerações
finais é até a próxima. Até até logo.
>> É, [risadas] até daqui a pouco. Fal até
até daqui a pouquinho.
>> Ah, então tudo bem. Então, até daqui a
pouco a gente se encontra e você não
deixa de se inscrever no nosso canal, no
Tesouro Azul Oficial aqui no canal da
IBNU para você receber mais informações
do do Tesouro Azul e também das da
programação da IBNU. E nós aguardamos na
próxima live, que será daqui um mês,
estaremos até nos encontraremos até lá.
Deus abençoe e obrigada. Ciao
>> ciao ciao
>> ciao.

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