Davar Live – 26/06
27/06/2026
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, boa noite. Bem-vindos a mais uma live. Estamos aí para conversar um pouco sobre Bíblia, sobre religião, sobre cultura, sobre o que que vocês tiverem afim de conversar hoje, né? A gente não teve live semana passada, mas cá estamos nós. Então, bem-vindos aí os que estão na na live hoje. Semana passada, inclusive teve jogo, né? >> [risadas] >> Também foi por isso que eu não fiz live, não sabia se ia ter alguém para assistir, mas não por mim, eu mesmo não assisti o jogo na sexta, né? Eu não sou tão ligado assim a futebol, mas de qualquer forma nós estamos aí, tá bom? É sexta-feira eu tava sexta-feira passada eu tava muito mal da garganta. Engraçado, né? Eu eu comecei a ficar mal na segunda-feira, passei o fim de semana muito ruim. a semana, o fim de semana muito ruim e até hoje ainda tô com a garganta mais ou menos assim. Tô até com uma água aqui do lado para ir tomando de vez em quando eu não verde. Eh, tá, o meu OBS deu um problema aqui. Eh, Fábio de Jesus Correia, boa noite. Evans, Evanston e Rui Rui Glan, boa noite. Boa noite para vocês. Tem um pessoal aí que eu não lembro de outras lives, deve ser novos aí ou pelo menos não costumam comentar. Eh, o Henrique Menezes também deu um olá aqui. Eh, o Carlos Muniz é Carlos, boa noite. Deu uma travadinha, deu? O meu OBS aqui aconteceu alguma coisa, mas ele voltou a funcionar sozinho. Mas vamos lá. [limpando a garganta] Camila também. Nossa, que legal encontrar uma live sua. Obrigado, Camila. Estamos aí toda sexta-feira à noite às 8:30 a gente normalmente começa por aí, né? Hoje acho que atrasou, né? Um minutinho, dois, mas é 8:30, sexta-feira normalmente estamos aí, tá bom? Eh, boa noite pro Gil também, para pro Gil ou paraa Gil. Não consigo ver aqui pela imagem, muito pequenininha para mim aparece. Mas boa noite, gente. Eu tava pensando no que falar com vocês hoje. Eu dei uma olhada em algumas coisas, algumas coisas eu acho que ia ser meio que repetir coisas que já foram faladas aqui há pouco tempo atrás, que eu tava pensando em um tema que talvez eu escreva depois numa forma de sermão, né? Aí talvez em algum lugar eu acabe pregando isso algum dia, não sei. Normalmente eu eu gosto de gosto de pensar sermão assim. Quando eu tô pensando sobre um assunto, eu acho bacana, olho no texto bíblico, acho umas conexões que eu gosto, aí começo a pensar naquele tema em forma de sermão. Que a gente conversou aqui há um não faz muito tempo sobre Primeiro Coríntios, capítulo 13, que fala do amor como o dom maior, né? E uma coisa que sempre me pegou, sempre me pegou nesse texto é que ele tá falando do amor. A gente comentou, acho que isso rapidamente esses tempos quando a gente falou sobre esse texto. É aquele texto famoso, né, para quem não tá lembrando, ainda que eu falasse língua dos homens, a língua dos anjos, se não tiver amor, nada seria, etc e tal. Esse texto do amor, ele termina falando sobre, parece que ele muda de assunto no meio. Eh, então ele tá falando que o amor todo suporta, o amor é paciente e tal, não não não faz o mal e tal. Aí de repente ele fala: "Eh, quando eu era menino, eu falava como menino, eu vivia como menino. Aí depois eu me tornei adulto, me tornei homem e deixei para trás as coisas de menino, né? Eh, e eu sempre pensei qual é a conexão dessa segunda parte com a primeira parte do texto. E uma coisa que eu tava pensando essa semana é que normalmente aí para entender essas questões de Paulo é importante você saber eh que Paulo tem uma questão assim, a gente a gente costuma fragmentar muito o texto bíblico, né? A gente dividiu o texto em versículos para estudar melhor, que foi uma coisa boa, para conseguir encontrar eh frases, pensamentos mais facilmente dentro do texto para sistematizar mais o estudo. Mas ao mesmo tempo isso deixou o texto mais fragmentado. A gente costuma a se referir a ideias bíblicas como versos. Então a gente pega só um versinho. Aquele que não ama não conhece a Deus porque pois Deus é amor. Primeira João 4:8. Tá, mas o que que ele tava falando antes? o que que ele tá falando depois, qual o que que isso significa dentro do contexto do que ele tá falando? E essa parte do amor, a conexão entre essas duas partes, para mim tem a ver com isso, porque Paulo costuma fazer eh ele [limpando a garganta] costuma fazer argumentos mais longos, entende? Então os argumentos de Paulo costumam se estender um pouco mais. Então ele começa falando de uma coisa, depois ele fala de outra, fala de outra, depois ele retorna aquele argumento inicial, porque ele não tá, ele não mudou totalmente de assunto, ele tá desenvolvendo ainda aquele primeiro assunto que tá, sei lá, três, quatro capítulos atrás, sabe? >> [tosse] >> Isso é bem comum dentro de Paulo, a esses esses esse raciocínio que se estende por muito mais do que só um verso. Por isso não é muito bom a gente falar, comentar sobre Paulo citando versos. Normalmente o verso é só um pedaço de uma coisa que ele quer falar, mas que ele vai concluir de uma forma. E a conclusão só faz sentido se você entender todo a conexão dos argumentos, da lógica que ele tá fazendo. Então aqui em Primeiro Coríntios, capítulo 13, essa segunda parte que fala, vamos abrir o texto, né? Eu fico aqui falando um monte sobre o texto e e eu gosto de ler o texto com vocês. Ah, devia ter aberto antes para já deixar tudo certinho aqui, né? Fica mais fácil. Então, Primeiro Coríntios, capítulo 13. Vocês vem que eu falo bastante ultimamente desse verso, né? Eh, sabe que para mim esse verso, deixa eu colocar a versão que eu gosto aqui, Nova Almeida atualizada. Eh, para mim, esse essa passagem toda, né, de Primeiro Coríntios, capítulo 13, é o argumento que eu uso contra quem não gosta de Paulo. Porque tem gente que não gosta de Paulo, fala: "Ah, não, Paulo tem um pensamento muito diferente de Jesus. Paulo fala contra as mulheres. Paulo é eh eh eh Paulo que inventou sei lá o que da graça. Pessoal faz, tem uns argumentos aí contra Paulo, mas para mim, primeiro Primeiro Coríntios, capítulo 13 e é um, é uma, talvez seja o ápice, é um dos textos que tá tocando no ápice da revelação bíblica e é um texto de Paulo. Assim, eu é que eu eu costumo ficar em épocas refletindo sobre textos específicos. Agora eu tô refletindo sobre primeiro primeiro Coríntios 13. E é difícil você pensar em outro texto tão forte quanto Primeiro Coríntios 13, inclusive incluindo os evangelhos. Parece que Paulo aqui ele sintetiza a o pensamento de Jesus de uma forma muito intensa, né? Então, quando alguém fala que não gosta de Paulo, eu eu normalmente pergunto: "Ah, o que que você acha de Primeiro Coríntios 13? Que que você faz com esse texto? Como você tá falando de Paulo? É porque para mim joga Paulo lá em cima, né? Então vamos lá. Primeiro Coríntios 13. Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se eu não tiver amor, serei como o bronze que sou ou como o símbolo que retine. Ainda que eu tenha um dom de profetizar, que conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tamanha fé a ponto de transportar montes, se eu não tiver amor, nada serei. Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará. O amor é paciente, o amor é bondoso, não arde em ciúmes, não se envaidece. Eh, aí vai lá pro 6 7 8, né? Não se alegra com injustiça, tudo sofre, tudo crê, tudo espera. E aí eu acho que aqui ele começa um raciocínio novo aqui no verso oito, o amor jamais acaba. E eu vou, antes da gente continuar aqui, eu vou entender um pouco o contexto de Primeiro Coríntios 13, que a gente já comentou da outra vez, mas é sempre bom lembrar, ele tá vindo diretamente de Primeiro Coríntios 12, que é aquele texto que fala sobre os dons espirituais que o espírito envia para eh pro benefício da comunidade da igreja, né? Então ele vai falar dos dons de dom de língua, dom de profecia e etc e tal. Falar: "Não, um dom não é mais importante do que o outro e tal", né? E vai falar como o corpo, né? Assim como o corpo tem vários membros. Um membro não é mais importante que o outro. Todos eles fazem parte do corpo. Assim, todos os dons são importantes. Eles fazem parte aqui da igreja. Eh, e ele vai terminar. Todo mundo tem o dom de curar, todo mundo fala língua, todo mundo tem o dom de interpretar essas línguas. Procurem com zelo os melhores dons. Inclusive, parece que aqui eh o a discussão é trazida porque a igreja de Corinto discutia sobre um dom ser mais importante do que o outro. Provavelmente eu acho que aqui é o dom de língua, se eu não me engano, que parece que é o que eles todo mundo achava que era o melhor e tal. Todo mundo queria ter esse dom. E Paulo vai terminar então essa parte do do dos dons falando: "Olha, todos têm um dom de curar, todos falam línguas, todos têm o dom de interpretar essas línguas. Entretanto, procurem com zelo os melhores dons, mas eu vou lhes mostrar um caminho ainda mais excelente." Então, ele tá falando dos diversos dons que tem na igreja e ele fala: "Olha, eu vou mostrar uma coisa ainda melhor para vocês do que ficar buscando os melhores dons". E aí a gente vai para Primeiro Coríntios 13, né? Eh, eu vou lhe mostrar um caminho ainda mais excelente. Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos. Se eu não tiver amor de de nada vai adiantar. Se eu entregar meu corpo para ser queimado, isso daí não vai fazer nenhuma diferença e tal. Eh, e aí vai essa parte toda que a gente falou, né? O amor não se alegra com injustiça. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Ele jamais acaba. E aí o verso oito, o amor jamais acaba. Havendo profecias, desaparecerão. Lembra que ele tá falando dos dons? Ele volta a falar dos dons de novo. Havendo línguas, elas cessarão. Havendo ciência, conhecimento, ele passará. Pois o nosso conhecimento é incompleto e a nossa profecia é incompleta. E aí vem a ideia, né? Mas quando vier o completo, então o que é incompleto será aniquilado. Quando eu era menino, eu falava como menino, sentia como menino, pensava como menino. Quando cheguei a ser homem, desistir das coisas de menino. E essa parte é interessante, é porque hoje a gente vê como se fosse num espelho de forma obscura. O espelho é ele faz parte das discussões platônicas porque ele ele mostra ele mostra a realidade, embora ele mesmo não seja a realidade, entende? Você vê os objetos no espelho, mas o que você tá vendo no espelho não são os objetos reais. Os objetos, os objetos reais estão fora do espelho, né? Então ele vai falar, nós vemos como num espelho de forma obscura. A gente tá vendo uma coisa que a gente acha que é realidade, mas não é. Mas depois nós vamos ver face a face. Agora meu conhecimento é incompleto, mas depois eu vou conhecer assim como eu sou conhecido. Agora, pois permanecem a fé, a esperança e o amor, esses três, porém o maior deles é o amor. A gente tinha comentado da outra vez que a gente falou desse texto de uma conexão aqui com o livro de Jó, porque ele falava: "Olha, eu te conhecia só de ouvir falar, agora meus próprios olhos te vêm". ali no final do livro de Jó, quando ele conhece a quando ele reconhece a Deus através de todas as perguntas que Deus joga para ele. Mas aqui acho que tem uma, tava pensando essa semana sobre esse texto aí. Eu acho que tem uma outra questão interessante aqui também que é [limpando a garganta] todos os dons que são dados pra igreja fazem parte de um mundo incompleto, de uma realidade incompleta, de um universo que falta alguma coisa. Então, todos esses dons, eles são por natureza incompletos. Eu tenho dom de curar as pessoas, eu encosto nelas, elas são curadas. Beleza? Eh, trazendo uma reflexão aqui do Kirkard, né? Você vai curar a pessoa, mas daqui a 20, 30, 50 anos ela vai morrer. Fez diferença? Ah, eu sei interiu tenho dom de línguas no sentido de que se alguém falar uma língua estrangeira na minha frente, eu consigo entender. Eu consigo falar, conversar com ele na minha própria língua e ele vai entender como se fosse na língua dele. É um dom espiritual, uma coisa sobrenatural. Beleza? Mas ele tá falando aqui um dia as próprias línguas vão acabar, vai chegar uma época que isso vai sair relevante. Então o que ele tá falando que essa discussão sobre os dons, quem tem os melhores dons da igreja, essa discussão ela faz parte de um de uma realidade que que tá fad de existir. Existe uma outra discussão que é mais importante, que é o amor, porque o amor não faz parte dessa realidade, desse mundo. O pessoal tá jogando bola lá fora, né? O amor não faz realidade, não faz parte dessa realidade, desse mundo. O amor faz parte de uma outra realidade. O amor faz parte de um outro universo que vai chegar, que vai ser quando tudo vai ser completo. E aí a gente vai ver as coisas de uma outra forma. Então, quando eu era criança, eu vi as coisas como como da forma de criança de ver as coisas. Eu me tornei adulto. Agora eu eu consigo entender melhor as coisas. Eu vejo mais do que eu vi. vai chegar essa época, mas o amor faz parte dessa época que vai chegar, não faz parte do agora, entende? Então isso que eu acho interessante. O amor coloca uma perspectiva temporal nas coisas, porque o amor dá sentido para uma coisa, pra eternidade. Eu amei uma pessoa, eu morri e ela morreu e deixamos de existir. Aquele amor continua fazendo sentido, mesmo que as pessoas deixaram de existir, entendeu? Então, eu não sei, tava refletindo sobre essa conexão entre a primeira e a segunda parte aqui de Primeiro Coríntios, capítulo 13. [limpando a garganta] Aí eu lembro até do dos 13 atributos divinos, né? Quando Moisés pede para ver o para ver a Deus, que a gente fala que ah, hoje a gente vê em parte, um dia a gente vai ver face a face. E Deus fala: "Olha, eu vou, ninguém viu minha face, viveu e tal. Eu vou revelar toda a minha toda a minha bondade para você. E aí Deus passa diante de Moisés e declara: "Senhor, Senhor, Deus misericordioso, bondoso, tardio em irar-se e tal". Então, o ver a Deus não é ver o rosto de Deus. O ver entender a bondade de Deus, é entender o amor de Deus. O amor é o que faz a gente ver face a face. O amor é que conecta a gente nesse tempo incompleto com um tempo futuro que vai ser pleno, que vai ser completo, entende? Então, entre todos os dons possíveis, sobrenaturais, dados pelo Espírito Santo de Deus, o amor tá à disposição de todos e é o único que dá sentido às coisas. Ele que dá sentido. As os outros dons, eu posso ter eles e não fazer sentido. Cara, tem um dom sobrenatural, continua sendo sem sentido. Se não tiver o amor ali, ele perde o sentido. É o amor que dá o sentido, porque ele conecta as eras do mundo, essa era incompleta com a era que vai vir, que é uma era completa, né? Bom, é isso que eu tinha pensado, gente. Eh, David Silva, boa noite. O que você sente? que falta nos filmes e séries sobre a vida de Jesus. Ah, legal, David. Olha, eu [limpando a garganta] não conheço muitos. Eh, eu vi o The Chosen, não vi também todo ele, apesar de ter eu ter gostado bastante do The Chosen, sabe? Mas eu eu não sei, quando eu leio a Bíblia, é por causa da linguagem da Bíblia também, que é uma linguagem antiga e tal, mas eu tenho uma sensação diferente de Jesus do que o que eu vejo nas séries. Eh, que acontece, as séries tenta, para você criar uma conexão com um personagem, as séries normalmente deixam esse personagem mais contemporâneo. Então ele coloca características que hoje são muito importantes num personagem que viveu numa época em um dia de essas características não eram importantes. Então que eu quero dizer com isso? Eh, eu lembro um tempo atrás que teve uma campanha de uma campanha de de política. Eu quem que era o cara? Romeu Tuma, eu não lembro quem era o o político, mas que era um cara que era é um cara que eu eu não lembro se a carreira dele foi na polícia, alguma coisa assim. Então ele queria passar a ideia de que ele era um cara duro, um cara firme, um cara forte, né? Um cara que agia de forma mais assertiva. E aqui eu vou usar assertivo. Aliás, isso daqui é uma militância pessoal minha, viu, gente? A palavra assertivo não quer dizer uma alguém que acerta muito, tá? A palavra assertiva escrita com dois Ss, porque ela não vem de acertar, ela vem de asserção. Asserção com dois Ss, que é você ser duro, ser direto, ser incisivo. Isso é ser assertivo e não ser uma pessoa certeira, né? Certeiro é uma coisa, assertivo é outra. Bom, fecho o parênteses, né? Mas ele queria passar essa sensação de ser uma pessoa mais dura, mais firme e tal, eh, mais rígida. E aí ele não sorria na no nos cartazes de campanha, mas o fato dele não sorrir eh foi muito ruim pra campanha dele. Então teve um momento que deu uma guinada em toda a imagem de campanha dele que ele passou a distribuir um monte de cartaz na época acho que ainda tinha outdoor em São Paulo. Então tinha um monte de outdoor dele sorrindo, feliz e tal. Tiveram que mudar isso para mudar a sensação da campanha dele. Que que eu acho interessante nisso? A gente hoje se conecta muito com o sorriso. É uma coisa característica da nossa época. Você pega e eh imagens de pessoas antigamente, até quando começou a tirar a tirar fotos, as pessoas não costumavam sorrir pra foto. Hoje você tá parado, você não tá achando graça em nada, você não está particularmente feliz, mas na hora de tirar uma foto, você dá um sorriso. Por que que você quer mostrar uma expressão específica na hora de registrar o seu rosto? Então é uma questão cultural. Isso é porque hoje essa expressão cria uma conexão maior com as pessoas. Isso não era no passado. Então um uma foto de uma pessoa sem sorrir era mais comum no passado. Onde eu quero chegar com tudo isso? Eu acho que a gente transforma Jesus muito numa peça publicitária moderna. Eh, eu não acho que necessariamente Jesus era tão sorridente, o que não significa que ele era uma pessoa chata, que ele era uma pessoa de mal com a vida. Eu acho que é uma característica mais da época. A gente não tem textos bíblicos de falando de Jesus rindo, a gente tem Jesus chorando, né? Eh, lá no na naquela na ressurreição de Lázaro, né? Eh, mas eu não sei, eu acho que eu tenho uma impressão muito moderna dos dos Jesuses, das das dos filmes e séries hoje. E eu penso nele como um sábio da da antiguidade do judaísmo do primeiro século. E eu não vejo ele fazendo piada. Não que isso seja ruim, viu? Talvez se Jesus viesse hoje, ele ia ser fazer piada, ia ser mais sorridente. Mas esse transporte quebra um pouco a minha, pessoal de gaming que fala, quebrou minha imersão, né? Às vezes quebra um pouco a minha imersão que me parece uma pessoa muito moderna do jeito no jeito dela agir, sabe? É bobagem minha. Isso não é o mais importante. Isso daí, sem dúvida nenhuma, não é o mais importante. E claro que se fizesse um Jesus desse jeito que eu tô falando, talvez eu ia gostar e mais ninguém, né? Mas essa é uma coisa que eu essa é uma coisa específica que eu não sei. Eu crio menos conexão com Jesus de série e de filme por causa disso. Ele me parece muito muito ele age como uma pessoa moderna e eu esperava que ele agisse como uma pessoa da antiguidade, entende? O jeito de se relacionar com as pessoas e tal. E acho que falta um pouco também de um Jesus mais eu, como que eu vou expressar isso? Eu vou usar um um um outro exemplo. Quando saiu o Senhor Anéis, uma coisa que me chamou muito atenção é porque você tinha um personagem que era idoso, o que não é comum em filmes de ação, obviamente. Eh, e era um personagem extremamente carismático, que é o Gandalf, porque ele era um sujeito bom, ele tá lá, é um herói, só que ele é um herói que dá bronca, que tem coisas que ele não aceita, entende? Ele vê uma coisa, ele ele fala: "Não, lá o Bilbo que Bilb o Bilbo não, o Pipping, né? Eh, o que vivia fazendo besteira lá e dava uma bronca assim do caramba. Você até ficava meio constrange: "Nossa, mas que bronca! Será que precisava de tanto assim?" Eh, mas ele, quando você vê esse personagens, se identifica um pouco com as figuras, né, que você tinha na infância, sei lá, com um avô seu que você gostava muito. A minha avó, no meu caso, né? Eh, a minha avó por parte de pai, que era uma pessoa mais dura, mas isso fazia parte de uma personalidade dela que a gente gostava, sabe? Então, não, não é que eu queria um Jesus mais duro, mas eu acho que falta nesses nesses Jesus de série, um Jesus que tipo dá uma resposta séria e que dá autoridade para ele quando ele fala, o cara tipo fica até sem graça de responder, sabe? Isso. Eu tenho essa sensação várias vezes quando eu li o texto bíblico que ele deu uma resposta tão forte que o cara fica até meio sem graça, porque ele foi muito, ele foi muito direto naquilo que ele falou, entendeu? Então, e eu não sei, é difícil explicar como seria isso em termos de atuação e tal, mas eu eu não tenho tanto essa impressão de que é uma coisa que aparece de vez em quando no texto bíblico, ah, Jesus era diferente dos outros porque ele falava com autoridade aquilo que ele falava. Então, não sei, pensava num Jesus talvez até maior fisicamente, que se impusesse mais em alguns discursos, não em todos, né? Não quero um Jesus macho alfa, né? Mas que em algumas situações, alguns discursos, ele fala de uma forma assim com muita certeza do que ele tá falando, que confere muito a autoridade, sabe? A gente tem muitos Jesus que cada época você cria uma uma sensação sobre Jesus, né? E eu acho que por muito tempo a gente teve uma sensação muito do aspecto da sensibilidade de Jesus, que faz parte do texto bíblico também. Jesus era uma pessoa extremamente sensível, mas esse aspecto da dureza também, eu acho que eu sinto falta às vezes, mas é difícil também, né? você, a gente hoje esse aspecto da dureza tá muito eh tá muito popular entre um discurso que eu discordo também muito, né, que é o que é justamente o pessoal do Jesus Macho Alfa que ah, não, Jesus eh, lembra lá, Jesus saiu derrubando todo mundo lá no templo e tal e tal. O pessoal sempre cita esse exemplo para para justificar atitudes que as pessoas mesmo mesmo têm, que é de passar por cima de todo mundo, sabe? Não, porque ser cristão é isso daqui, sabe? E eu acho também equivocado essa essa percepção. Então, é difícil explicar essa impressão de Jesus que eu tenho lendo o texto, que não é nem esse lado, nem aquele também, mas ao mesmo tempo que você ouve ele falando, você dá autoridade para aquele cara, ele não é um um sujeito duro, ele também é sensível. É difícil explicar. Eh, mas eu não, dificilmente eu tive essa sensação vendo Jesus em série ou em filme. Eu vou dar uma puladinha aqui, eh, pra gente continuar no mesmo tempo. Depois eu vou voltar. Acho o Carlos coloca aqui, acho Jesus do Jen muito nervosinho, impaciente, sem controle das situações. Talvez, talvez seja, talvez seja isso, Carlos, que eu esteja falando. É muito, muito emocional. Não que o Jesus da Bíblia não seja emocional, claro que ele era também, mas talvez [limpando a garganta] não tão emotivo, não tão levado pelas emoções, que é uma característica da nossa época também, né? A gente valoriza muito a pessoa fazer tudo por emoção. Isso é uma característica muito forte da nossa época, né? Então, quando a pessoa chora e ri e tal, ela cria muito mais conexão com as pessoas do que alguém que tá mais contemplativo, mais pensativo, que pensa antes de falar e tal. Normalmente as pessoas criam mais conexão com quem é mais espontâneo no sentido emocional mesmo. É mais de chorar e de rir e de gritar de nervoso. Eh, essas coisas as pessoas costumam criar mais conexão com com pessoas mais emotivas. fazendo emotiva, não só no sentido de chorar, mas no sentido de demonstrar todas as emoções eh escancaradamente, né? >> [limpando a garganta] >> Aí o Carlos também coloca aqui, as pessoas não sorriam nas fotos antigas porque elas demoravam para ser tiradas, não eram instantâneas como hoje. E eu acho que também pode ser, Carlos, mas também tem uma questão de de cultura, porque, por exemplo, quando as pessoas pintavam as pessoas antes da foto, eh, era mais comum elas serem retratadas sérias do que sorrindo. Por mais que você não precisasse ficar sorrindo o tempo inteiro quando a pessoa fosse te pintar, a pessoa te pintava não você parado exatamente na mesma pose o tempo todo, porque você olhava pro lado, você se mexia um pouco e tal, mas ele retratava a a sensação que as pessoas queriam passar sobre elas. Então, o sorriso é uma coisa muito mais moderna. Eh, a a ideia de você querer ser registrado sorrindo é uma ideia mais moderna. por mais que tenham essas questões técnicas também, mas o sorriso em si é um é uma é uma expressão que que tem eh no nosso tempo, ela tem muito mais força, assim, é sempre o a imagem da pessoa é sempre ela sorrindo, entende? Aí o Fábio coloca aqui: "Acredito que a série pode ajude a aproximar Jesus para pessoas que estão começando na sua caminhada cristã ou pessoas que ainda tenham dificuldade de ler com consistência a Bíblia". Ah, sem dúvida. Eu não tenho dúvida nenhuma disso. Eu não tenho dúvida nenhuma disso. Eh, inclusive o próprio The Chosen, acho que ele faz um bom serviço nisso para quebrar a impressão, porque o é é difícil, né? Ah, as pessoas já, como que eu vou falar? Isso é uma coisa que também é um assunto recorrente aqui. Quando o Novo Testamento foi escrito, o grande desafio do cristianismo era fazer Jesus se tornar conhecido, que as pessoas não conheciam, nunca tinham ouvido falar de Jesus. Ah, então vamos pregar a mensagem de Jesus. Hoje no mundo ocidental o desafio não é esse. As pessoas já conhecem Jesus, os avós conheciam, os tataravós conheciam e as pessoas já não querem mais nem saber. mais disso. Então, a gente não vive numa era pagã, onde as pessoas têm outras religiões e não conhecem o cristianismo, mas a gente vive numa era pós-cristã, onde o cristianismo eh já foi o padrão, tá deixando de ser. Eh, e não porque tem exatamente outra religião tomando lugar, mas porque ele tá cansando. Então, assim, todo mundo já ouviu falar de Jesus, todo mundo conhece um aspecto de Jesus, mas pouca gente leu os evangelhos para saber exatamente por que as pessoas gostam tanto de Jesus, né? O que que Jesus falou e que você achava que não, eu não pensava que Jesus diria uma coisa dessa, né? Acho que todo mundo quando começa a ler a Bíblia mais a sério vai se pegar em algumas passagens, nossa, não sabia que Jesus chegava a falar isso daqui, né? É sempre interessante isso. E acho que essas séries ajudam muito a isso para as pessoas terem uma, pelo menos as que são mais bíblicas, né? Terem uma impressão de um Jesus que é mais que que é o Jesus que tá sendo descrito na Bíblia e que não é normalmente o que as pessoas esperam de Jesus. As pessoas pensam muito nos cristãos quando pensam em Jesus. E quando elas olham pro Jesus da Bíblia, elas vem que o Jesus não tem nada a ver com os cristãos, como também não tem nada a ver com os não cristãos. É, ele é divino, ele age de uma outra forma, né? Eh, então eu eu eu concordo plenamente aqui que eh filmes, séries ajudam, podem ajudar as pessoas a se aproximarem de Jesus, né? Sabe o que eu lembro? Que eu tinha visto num lugar que quando o pessoal fez aquele primeiro filme do Benhur, que é foi um filme muito importante na época, porque tinha um uma escala épica que não era muito comum e tal. E e o sujeito queria fazer a história de um de um homem que de vez em que ele passava pela história de Jesus. Só que ele queria fazer isso de uma forma crítica ao cristianismo, mas para isso ele precisou entrar em contato com o material e começou a ler a Bíblia, né? O o diretor roteirista, não sei exatamente, eu ouvi falar essa história, eu nem tenho certeza se é verdade. Tô espalhando aqui coisas sem eu saber se é verdade. Mas quando ele leu o texto bíblico, ele mudou a impressão que ele tinha sobre Jesus. E ele ele retratou de um jeito diferente naquele filme original lá de sei lá, 1960, não sei de quando é o o Ben eh, o que é interessante que Jesus nunca aparece o rosto de Jesus, ele sempre aparece de costas, né? Eh, que é um jeito que eu gosto muito de retratar Jesus. eh ter uma ideia do Deus que não tem rosto, do Deus que não que não eh que não se restringe a uma forma humana, ao mesmo tempo que é um homem também, né? Bom, de qualquer forma, eh, então eu acho que o que qualquer coisa que faz as pessoas entrarem em contato com Jesus, que muitas vezes não vai ser dentro de uma igreja, podem fazer elas terem uma percepção diferente de Jesus, né? Se for o Jesus da Bíblia, for o Jesus que tá descrito na Bíblia, é legal, né? Porque Jesus pode ser qualquer coisa, né? Infelizmente Jesus pode ser qualquer coisa. A pessoa pode, sei lá, o cara é um militante político. Então Jesus é esse militante aqui igual eu. Aí faz um Jesus que é igualzinho ele ali, que é militante de direita conservador ou de esquerda revolucionária, sei lá, tanto faz. Eh, não, mas Jesus não era isso. Jesus era. Então, você, as pessoas sempre tentam projetar o que que elas pensam, o que que elas gostam em Jesus, porque afinal das contas Jesus é Deus, é tudo de bom. Então, o o que eu gosto é Jesus. Mas eh e aí não é interessante, né? Porque tem filmes também que fazem um que tentam contar a história de Jesus de uma de uma forma que que é muito da visão do diretor, que não tem nada a ver, que a proposta não é ter a ver com Jesus bíblico, né? De vez em quando aparece um filme assim que pá polêmico e tal, mas aí para mim perde a graça, né? Porque aí que que é Jesus? Jesus é qualquer coisa, né? É interessante você ter um uma referência, um lastro quando você tá falando de Jesus. Sabe que essa é uma das críticas que eu tenho, por exemplo, com o Caio Fábio, que ele é muito crítico ao texto bíblico. Eu até entendo até certo ponto a crítica que ele tem, as pessoas ficarem presas a um texto bíblico e não terem um relacionamento de verdade com Deus. Mas eu acho que ele dá um passo a mais e ele é crítico à ideia de texto bíblico em si de um jeito que beleza, se eu tirar o texto bíblico da jogada, quem é Jesus? Então de que Jesus eu tô falando? Porque Jesus não é o que tá escrito no texto. Jesus é aquilo que eu acho que ele é. Então Jesus não é uma descrição histórica de 2000 anos de pessoas que conviveram com alguém. Não. Jesus é um fruto de uma imaginação. Eu imagino o que é Jesus. né? Aí eu me relaciono com o fruto da minha imaginação. Se eu não tenho um lastro, um que que esteja fora de mim para me relacionar com Jesus, eu não tô me relacionando com Jesus, tô me relacionando com uma ideia minha, né? Aí o Daniel também coloca aqui: "Jesus dos filmes não parece fisicamente com um com um judeu da época". É, realmente, talvez esse do The Chosen seja o que eu lembro pelo menos que mais se parece com um judeu, né? Com alguém que tem um tem um semblante de alguém do do Oriente Médio, alguma coisa assim. Eh, sobre Jesus se destacar fisicamente dos demais. Não acredito que que eu não acredito a luz a luz de Isaías. Acredito que ele tinha um rosto e compleão física bem negativa. Desculpa, tava lendo aqui, aí começou a descer o negócio. Me perdi sobre Jesus se destacar fisicamente dos demais. Não acredito a luz de Isaías. Acredito que ele tinha um rosto e uma compleão física bem comuns. Eh, entendo, eu entendo, não é? Quando eu digo, talvez um ator até maior e tal, eh, não é porque eu acho que Jesus era fisicamente uma pessoa extraordinária. Eu acho que eu também entendo, de acordo com Isaías e até a própria ausência total de qualquer descrição física de Jesus na Bíblia, eh, devia ser que Jesus devia ser o mais comum dos comuns, o que desaparece na multidão, que você olha e é só qualquer um no meio da multidão. Também acho isso. Mas quando ele abria a boca, as coisas mudavam, entende? Então é difícil um ator passar isso sem ter um pouco de de físico, entendeu? Eh, no sentido de que essa essa autoridade que davam para Jesus nos discursos dele é é como termina o sermão do monte, né? Quando o sermão do monte termina, eh, Mateus faz um comentário, olha, todo mundo ficou maravilhado porque ele era diferente dos outros, porque ele falava com autoridade. Então, eu acho que isso é mais do jeito de falar do que necessariamente do corpo físico, mas como um uma ferramenta eh de teledramaturgia, digamos assim, o físico ajuda a compor essa figura, né? Não que eu não tô falando de um Jesus necessariamente fiel historicamente, mas que passe essa impressão, né? Eh, deixa eu voltar um pouco então, porque o pessoal tinha feito uns outros comentários de outras coisas. Eh, e aí, deixa eu ver aqui. Aí o Ricardo coloca aqui: "O que você acha da King James?" Olha, eu não sei, Ricardo, eu tenho coisas que eu não entendo muito bem da King James, que a King a King James é uma versão em inglês da Bíblia, uma versão clássica em inglês da Bíblia. Eu não sei exatamente por os protestantes americanos, ingleses, eles meio que sacralizaram essa tradução no sentido de que, nossa, tem isso, eu já vi, já vi gente falando, não é só a impressão que eu tenho, já vi gente falando, não, a tradução real da Bíblia é a King James, qualquer outra tradução pro inglês tá errada e tal. Então tem um negócio assim, uma aura que criaram que eu já não gosto. E aí o pessoal vem e faz uma King James em português. Aqui para mim não faz nenhum sentido, que a King James é uma tradução em inglês. Eu vou fazer uma King James em português. Não, eu eu não preciso traduzir da King James em português, traduzo dos originais. Então, não sei exatamente qual é a proposta da King James em português. Eh, não sei se eles querem seguir a mesma lógica da King James para traduzir o texto bíblico, mas por que qual é a lógica da King James que é melhor do que as outras? Então assim, eu nunca li a King James em inglês, não tenho um inglês eh tão natural que eu que sei lá, que eu perceberia talvez alguma coisa muito especial numa tradução ou outra em inglês, até porque a King James é uma tradução mais antiga, né? Tem uns termos mais difíceis em inglês. Mas então eu não tenho assim uma uma opinião muito específica da King James. A minha opinião é mais uma dúvida. Por que que a King James é tão especial? Não sei. De fato, eu não sei. Talvez seja uma tradução realmente muito boa, mas eu não sei, né? Eu eu, por exemplo, eu gosto da Ferreira de Almeida, mas eu entendo totalmente a limitação dela. Eu con reconheço vários problemas na na Ferreira de Almeida e e gosto muito de outras propostas de tradução também. Então, para mim, não faz sentido a gente sacralizar uma tradução. O texto original é o que foi escrito. A tradução é o que ajuda a gente entender o texto original. Então, não, traduções não são o ponto, né? O Ozel falou o quê? Feliz aniversário. É, no domingo passado foi meu aniversário. Obrigado, Oziel. Eh, o Fábio fala que eh podemos pensar com amor ágape, que é o que eh a gente tá falando do amor de Primeiro Coríntios 13. Deixa eu até confirmar uma coisa, eh, Fábio, porque eu acho que o amor, inclusive, quando ele fala aqui [roncando] o amor, eu acho que inclusive no grego é a palavra ágape que ele usa em Primeiro Coríntios, capítulo 13. Eh, eu tenho quase certeza disso. Se não for, eu vou ficar assim surpreso. Mas só pra gente saber, Primeiro Coríntios, capítulo 13. Deixa eu ver aqui o Strongs agapem. É, então não é nem que a gente pode pensar com amor ágape. A palavra que foi traduzida como amor, literalmente em primeiro Coríntios, capítulo 13, é a palavra ágape, né? O que o Fábio provavelmente tá se referindo aqui é que existe mais de uma palavra em grego que a gente traduz como amor, né? Eus, fil, eh, não lembro das outras palavras, mas são aspectos diferentes de amor. E normalmente a palavra ágape é que se usa para falar desse amor divino, né? E é exatamente isso que Primeiro Coríntios 13, a palavra usada para amor é a palavra ágape, né? Então é isso mesmo, confirmado. Eh, tá aí. Vamos voltar aqui que a gente tava falando das séries, né? Aí o Fábio coloca aqui. Acredito que não, isso daqui a gente já leu. O o Rui, o Rui ou a Rui, eu não tenho certeza. Rui Glan. Também precisamos considerar que o Jesus escrito nos evangelhos representa a percepção dos escritores. Ser duro ou ser mais empático nos foi transmitido pelos olhos deles também. É, sem dúvida. Sem dúvida. Boa noite. Você acha que nossos professores e pastores não deveriam não deveriam participar de debates para defender a verdade? Será que a ausência não passa uma imagem negativa? Ah, Glarisson, olha, é boa pergunta, viu? Eu vejo debates na internet, mas eu eu mesmo não sei se eu participaria de um debate. Depende muito, depende muito de de algumas coisas, porque eh debate nos moldes que a gente tem debate. Então o cristão versus o ateu debatendo sobre a existência de Deus. Um defende a existência, outro defende a não existência. Então, esse tipo de debate, eu acho interessante participar para aprender alguma coisa, mas eu não sei se é uma coisa muito construtiva, porque o que acontece, tem uma coisa que a gente chama de viés, né? Então, sei lá, eu sou cristão, então já vejo umas as coisas com um viés, eu já parto de um pressuposto quando vejo uma coisa. Eh, quando eu eu assumo a a a figura de cristão, ainda vou debater, muito dificilmente eu vou eu vou tratar as coisas de forma eh de forma racional dentro do do debate, porque eu já tô assumindo um papel dentro daquele debate, então vou ter sempre que defender a mesma coisa, entende? Então, o que eu quero [limpando a garganta] dizer é que existem argumentos dos ateus que não são maus argumentos e que talvez nem existem boas respostas para ele e que dificilmente alguém que vai num debate ouvir um argumento desse falar: "Não, isso é um excelente argumento, é isso, não tenho resposta não, ele vai ter que inventar uma resposta, sabe?" E a mesma coisa do outro lado. Existiam bons argumentos sobre Jesus, sobre Mas quem tá debatendo numa posição contra, ele vai. Então assim, o debate ele fica muito engessado. Eu não gosto de de conversar desse jeito. Eu gosto de quando conver quando eu converso também fazer concessões, sabe? Eh, sobre coisas que eu acredito ou não. Se eu tivesse conversando com um ateu, ele falasse uma coisa que eu discordo, eu falar: "Não, isso faz muito sentido. É legítimo pensar assim. Eu discordo, talvez eu nem tenha um argumento ainda para pensar disso. Eu tenho uma intuição de que não faz muito sentido, mas eu nunca parei para pensar nesse assim, mano. Tá bom, tá ótimo, aceito seu argumento. Entendi. Porque eu acho que não, essas questões da como é que você colocou aqui para defender a verdade? A verdade, eu acho que [limpando a garganta] a verdade não é tão simples e tão clara e defensável do ponto de vista retórico assim, sabe? Eh, existem coisas que são questões difíceis. Eu já eu já tive muito, eu já entrei muito em parafuso, pensando muitas coisas sobre cristianismo e não achando respostas para bons argumentos ateus. Eh, por que que Deus agiu desse jeito e não daquele? Muita coisa realmente não faz sentido. Não adianta a gente tentar achar um sentido que não faz. Isso significa que tá errado, que a Bíblia tá errada, que Deus não existe. Não. Isso significa que se a gente tá falando sobre um Deus que tá além da própria compreensão da da do própria percepção racional humana, vai ter coisas necessariamente que ele vai fazer que não vão fazer sentido pra gente. Se tudo que Deus faz sentido, então Deus é menor do que a capacidade do raciocínio humano. Entende o que eu quero dizer? Então, acreditar em Deus, eu acho que também é tipo abrir mão de querer ter resposta para tudo. Se você acredita em Deus, então você nesse Deus que tá descrito na Bíblia, então você também acredita que tem coisas na Bíblia que são inexplicáveis, que não tem bons argumentos. E acabou. O cara pode brigar, falar que é, não é e tal. Is única que você vai fazer é bom, você tem um bom argumento, tem um bom ponto aí, mas é, né? Eh, questões difíceis, como, por exemplo, ah, como é que Deus prega o genocídio dos midianitas? Bom, não sei. Eu eu se eu tivesse no lugar de Deus, eu não faria isso. Mas quem sou eu? Não entendi. Eh, eu consigo assim quebrar alguns contraargumentos, mas eu não consigo dar uma resposta definitiva, entende? A pessoa para para aceitar aquele texto, ela tem que tá de boa vontade. Se ele não estiver de boa vontade, ele não consegue aceitar aquele texto, porque ele é um texto difícil mesmo. Tem vários textos difíceis na Bíblia que você só aceita se você tiver de boa vontade e não tem jeito, entende? Então eu não sei até que ponto esse tipo de discussão é realmente você eh levar a verdade adiante. Eu vou eu vou dar um outro exemplo. Tem um um teólogo que eu gosto, né? Um teólogo da minha igreja chamado Jax Ducan. Ele é ele é um judeu argelino, argino, se eu não me engano. E ele é de família judaica. ele começou a fazer, né, o o que seria o o o seminário eh judaico, né, Maia Shivá, para se tornar rabino e tal. E depois, por várias coisas, ele acabou eh se tornando cristão e tal. Eh, mas ele e ele se tornou um grande teólogo, né? E aí ele dava uma aula que era sobre o Messias e ele mostrava vários aspectos do Antigo Testamento e mostrava como eles apontam para Jesus. E ele tava contando uma vez que um um aluno chegou e falou: "Nossa, é muito interessante isso. Como é que os judeus não aceitam a Jesus? É tão claro?" E aí ele virou pro cara e falou: "Não, mas pera aí, você já era cristão antes de você ver essa palestra, não era?" Era. Então você não virou cristão por causa disso daqui, não é isso que torna as pessoas cristãs. E ele começou a falar: "Olha, o os judeus que eu conheço que se tornaram cristãos, eles não se tornaram cristãos porque alguém deu um argumento racional para ele bíblico e que era irrefutável". Não, eles se tornaram cristãos porque eles foram eh às vezes um ato muito grande de bondade de um cristão quebrou ele. Às vezes ele conviveu com cristãos falou: "Nossa, eu queria ser igual a essas pessoas". Então o que converte as pessoas não são necessariamente argumentos racionais, ainda que a gente tá fazendo uma de ainda que a gente esteja falando de uma racionalidade dentro da teologia, né? de argumentos teológicos muito bem embasados, porque a gente, eu não me tornei cristão porque encontrei argumentos teológicos muito bem embasados a favor do cristianismo, entende? São outras coisas que fazem a gente ter a nossa fé. Então, então eu penso mais nisso. A verdade não é necessariamente um argumento lógico. Eu eu tô falando a verdade. Aqui você falou para defender a verdade. Essa a verdade eh essa a verdade religiosa não é um argumento, um argumento muito bem embasado teologicamente, não é isso que é a verdade. Eh, a Bíblia fala dessa verdade, mas ela não se restringe a um argumento teológico, entende? Ela vai mais do que isso. Eh, ela vai, ela vai para além da Bíblia e às vezes ela vem antes da Bíblia. [limpando a garganta] Por isso que a gente tem a parábola do bom samaritano, por exemplo, que o sujeito eh a gente pode um dia falar mais detidamente, a gente pode, eu acho que ia ser legal, um dia a gente fala melhor da palavra da parábola do bom samaritano. Nossa, hoje eu tô embolado com as palavras. Eh, o sujeito era sacerdote no caminho entre Jerusalém e Jericó, ou seja, um sacerdote que oficiava no templo. Ele vê um sujeito que, de acordo lá com o texto de Lucas, tava igual morto na beira da estrada. E a obrigação dele como sacerdote era não encostar num morto. A obrigação dele lá em Levítico 21, se eu não me engano, quando a gente for falar desse texto mais especificamente, a gente pega todas as passagens e vê isso. Não podia encostar em morto. Ele tava cumprindo a obrigação dele. O levita quando passa, ele não tinha a mesma obrigação do sacerdote, mas se ele tocasse no morto, ele não podia eh participar do templo, né? Ele não podia cumprir as suas funções dentro do templo, então ele também não deveria encostar no morto. [tosse] Só um segundo. Então eles tinham argumentos bíblicos para não encostar, para não chegar perto daquela pessoa que parecia estar morta. O que o texto vai falar é quem que fez a vontade de Deus? O que cumpriu o que estava escrito na Bíblia. ou o sujeito que é pode ser todo equivocado teologicamente, que era o caso dos samaritanos, mas que fez o que o que que era realmente a vontade de Deus naquele momento. Então, quem cumpriu a vontade de Deus, né? Então, é por isso que eu digo que eu não quero cair no que eu que eu falei agora a pouco do Caio Fábio, né, de ignorar absolutamente o texto bíblico, mas que vai para além do texto. Se você ficar preso só no texto, você não tá falando da verdade, você não tá encostando na verdade, entende? Eh, para usar uma linguagem comportamental aqui da psicologia comportamental, você não tá tateando a verdade, você tá falando sobre um conceito. A verdade não é um conceito, um conceito lógico, um conceito racional, é mais do que isso, entende? A, a, aí as pessoas podem falar: "A verdade é uma pessoa, é Cristo." É, mas ao mesmo tempo, eh, você pode estar falando da verdade sem necessariamente falar, tá falando da pessoa de Cristo, como muitos textos bíblicos mostram a verdade, falam sobre a verdade, mas não estão falando diretamente sobre Jesus, entende? Então, Jesus é a verdade, mas a verdade ela ela não se reduz a a uma explicação lógica assim, ah, é Jesus, verdade é igual a Jesus e pronto, acabou. Não, as coisas são mais complexas do que isso. Tem a ver com relacionamento com Deus. Me estendi bastante aqui. Eu não sei se eu fui claro também, porque eu acho que não é claro, esse assunto não é fácil, porque a gente não tá falando só de conexões racionais, lógicas e diretas, entende? Eh, eu acho que é esse o ponto. Eu acho que defender a verdade é muito mais o sujeito deixar cuspirem na cara dele e não revidar do que ele ir num debate e vencer no argumento, entende? Eh, é mais nesse sentido que eu quero dizer. Isso falta para alguns pastores e para alguns líderes, tipo perder. Não, eu não tenho problema de perder, eh, porque a minha vitória não não é essa, entende? Eu acho que esse que é o ponto. Eu acho que esse é o ponto. Eh, aí o Osel até fala aqui, acho que em resposta, quando o alguém comenta lá em cima que são quatro evangelhos, né? que cada um tem a sua visão sobre Cristo. Da mesma forma também não existe um evangelho definitivo. São quatro, são quatro perspectivas diferentes, né? Isso é bem interessante. Muitas vezes, tendo como exemplo essa visão romantizada da bondade de Jesus, eu acabei fugindo de conflitos com a desculpa de ser pacífico, confundindo bondade com covardia. Poxa, Eduardo, isso é esse o ponto. Puxa, é isso. É muito difícil. O que eu acho interessante que a Bíblia descreve é um Jesus que é forte e bondoso ao mesmo tempo. E essas coisas não estão em contradição. Ele é fortemente bondoso, entende? Eh, Jesus não foge do conflito, pelo contrário, se alguém fala alguma coisa, ele revida. Mas ele também sabe o momento de ficar calado. Quando ele tava lá diante de Pilatos também bateram, cuspiro e tal e ele ficou quieto. Mas não é porque ele tinha medo ali, não era por covardia, pelo contrário, aquilo era uma mais uma prova de coragem. Estar em silêncio naquele momento era um era uma prova de coragem. Então eu acho que isso é um é um é uma bondade que não é covarde. Eu acho que você usou o termo aí excelente. Ser bondoso, ser amoroso sem ser covarde. Eu acho que isso descreve muito esse Jesus que eu imagino que eu não tava conseguindo descrever direito. Ótima sua descrição aqui. Acho que é isso. Acho que é isso. Muitas vezes a gente confunde bondade com covardia, né? Eu acho engraçado, tem um texto que fala: "Os tímidos não herdaram o reino". Eh, e eu não sei exatamente o termo em grego, deve ter alguma explicação mais hum muito melhor do que a que eu vou dar aqui, mas eu penso nessa timidez no sentido de não se posicionar em relação à aquilo que é certo e o que é errado. Às vezes a bondade é você confrontar, você confrontar, por exemplo, quem tá causando o mal para alguém. E ser bondoso não é chegar e dar um abraço nele, não é confrontar diretamente. Você tem que parar de fazer isso com essa pessoa. Eu não aceito que você faça essa maldade com essa pessoa, né? E é difícil a gente achar esse equilíbrio, né? Eh, eu adoro o texto que Jesus fala: "Olha, vocês têm que ser eh astutos como a serpente." E a astúcia da serpente é é o é o termo que aparece em Gênesis para se referir diretamente a Satanás. Você tem que ser igual Satanás nesse aspecto. Eh, você tem que ser astuto como a serpente, ao mesmo tempo sem malícia como a pomba. Você não tem que ser astuto como a pomba, né, dentro do do contexto que tá se falando, que é um animal bobo. Não é para você ser bobo, é para você ser esperto, ser astuto, ser firme, inclusive às vezes. Mas ao mesmo tempo não é para você ser e ter a malícia da serpente. Então, é difícil conciliar as duas coisas. é a bondade da pomba e a astúcia da serpente. [limpando a garganta] O Fábio de Jesus coloca aqui: "A face de Cristo está descrito em Primeiro Coríntios 13. Fato é os romances televisíbos esquecem de retratar essa imagem como cerne principal." É, muitas vezes, muitas vezes. Eh, o Carlos coloca aqui ág ágap, filel, erros e store. Não lembro desse stor que que era, mas são as várias palavras em grego que a gente traduz como amor, né? N fil seria o amor mais eh fraternal, né? Que acho que inclusive é o termo em latim fraternos, né? Ero seria o amor, mais o amor lá de Cantares, o amor de homem e mulher, né? Da onde vem a palavra erótico também. Eh, esse storio eu não sei de onde é. Eh, Eduardo, para nós, o o esse DJ, ah, ele falou comigo lá no e é o Alex, se eu não me engano. Eh, Eduardo, para nós homens pode ser algo negativo mesmo. No meu caso, eu aprendi a ver Cristo sobre as várias faces. leão, príncipe, rei, guerreiro, juiz, são arquétipos masculinos fundamentais. É, acontece às vezes da gente necessariamente ver Cristo como uma figura feminina. Inclusive, muitas vezes ele é retratado na nas imagens como uma figura feminina. E não é necessariamente uma coisa ruim, porque gente, vocês estão me vendo? Ah, voltou, caiu e voltou. Bom, voltando aqui, eh, Jesus muitas vezes é retratado como uma figura feminina nos quadros mesmo. Ele tem aspectos femininos de delicadeza e de e de sensibilidade e tal. Eh, o que não é necessariamente uma coisa ruim, porque esses aspectos existiam também em Jesus. Mas a gente tá numa época que a a própria masculinidade tá muito em discussão, né? E muita gente vê a masculinidade em si como uma coisa negativa, embora tem aspectos da masculinidade que são negativos e precisam ser calibrados, digamos assim. Mas é difícil achar esse esse ponto. Como vê Cristo como uma figura forte, até masculina, entre aspas, eh ao mesmo tempo de não deturpar o que é o Jesus bíblico. Se alguém te bater numa face, oferece a outra. É engraçado isso, né? pensar nessa expressão como uma como uma expressão de de afirmação eh mais enfática, não necessariamente de fraqueza. Eu, se alguém bater na minha face, eu vou oferecer a outra face com coragem, com força, não por covardia, não por medo, mas por convicção e por amor, por esse amor religioso, né? Eh, e isso não é necessariamente uma coisa masculina, né? Tipo, acho isso, acho que isso vale também para paraas mulheres, para pessoas que são mais femininas, né? Eh, por que Jesus não respondeu a Pilatos quando ele perguntou o que era a verdade? Boa pergunta. [risadas] Boa pergunta. Eu nem sei se a pergunta de Pilatos era de fato uma pergunta ou era mais uma retórica, sabe? Uma pergunta retórica. É. Mas tem gente, se se não me engano, Niet diz que são as passagens, das melhores passagens bíblicas, tá? Beleza. A verdade, que que é a verdade do ponto de vista de de eh filosófico, tá? A gente defende a verdade, a verdade tá, tá, mas o que que é a verdade? Ah, isso é extremamente legítimo, né? A gente tá defendendo o tempo todo esse valor. A verdade, ah, mas o que que é a verdade? Já parou para pensar sobre isso antes de sair defendendo a verdade? É legítimo, né? O João coloca aqui: "Cheguei atrasado. Boa noite. Esse texto ajudou no que você está falando. Evita discussões insensatas, genealogias, contendas, debates sobre a lei, porque não tem utilidade e são fúteis. É, eu acho que o o João tá falando aqui, talvez talvez de quando a gente tava falando sobre a sobre a verdade, né? eh sobre participar de debates para defender a verdade. Eu acho que pode ser, João, mas eu acho que no caso Paulo tava falando mais sobre eh discussões dentro da igreja, dentro da igreja. Eh, e essa é uma grande coisa. [risadas] Olha, eh, esse texto, acho que quem não participa de uma igreja não consegue entender bem o que que ele quer dizer, porque muitas vezes dentro das igrejas a gente perde um tempo imenso, perde um tempo, perde uma energia e participando de discussões absolutamente sem sentido infrutíferas, sem motivo nenhum para existir. E as pessoas perdem um tempo com aquilo, perdem uma energia com aquilo. Olha, isso é comum. Eu acho que qualquer igreja, porque todas que eu frequentei, né, eh, em algum aspecto tinha isso, né? Hoje eu frequento uma igreja que eu gosto bastante, tem menos, bem menos disso daí. Eh, a igreja, eu digo, a congregação em si, né? Não, a a a denominação. Eh, eu sempre fui da mesma denominação, mas acho que em todas as denominações vai ter isso. Acho que todas as igrejas, todas as congregações, vai ter um pouco disso. Gente que fica discutindo coisas que tá beleza, mas esse não é o ponto, entende? Eu acho que é isso que Paulo tá falando. Eh, discussões insensatas, genealogias, contendas, debates sobre a lei, não tem, não tem utilidades, são fúteis. É um pode e não pode que, meu amigo, faz o que você quiser, deixa o outro em paz. Eh, é uma discussão sobre o que que sabe, quem é de igreja sabe do que eu tô falando. Aí o DJ fala aqui, Davi um bom, exemplo, guerreiro, rei, mas poeta e músico também. É, mas eu acho que talvez Cristo, eh, o próprio Jesus é um grande exemplo disso, porque assim, Davi, no final das contas, apesar de ser um homem segundo o coração de Deus, ele também é impedido de construir o santuário porque a mão, as mãos dele estavam cheias de sangue. Então ele, o fato dele ser um guerreiro muito habilidoso trouxe muita prosperidade para Israel, mas ao mesmo tempo não é esse o caminho que Deus acha o ideal. Então eu gosto de pensar em Cristo nesse aspecto que a gente tá falando, sabe? de eh porque [tosse] quando a gente passa por essas discussões, né, o que que é ser mulher, o que que é ser homem, Cristo é um bom exemplo para todos os aspectos, porque é alguém que cuida dos outros, que tá preocupado, eh, e que sabe ceder, sabe servir, mas servir com convicção. Eu tô aqui para servir todo mundo. Eu tô aqui para lavar o teu pé. Não, não, eu que vou lavar. Não, se você não deixar eu lavar teu pé, você não tem parte comigo. Eh, é ser direto às vezes em algumas coisas, é defender o que é justo, né, de forma enfática, mas isso sempre agindo a favor de quem é injustiçado. Então, eu não sei. Eu acho que quando a gente pensa masculinidade, esses aspectos tem que tem que tá em em voga. a gente tem um problema hoje com, acho que um problema que a gente tem muito sério com masculinidade hoje, eh, é a falta de serviço. Eh, porque muitos dos discursos que a gente tem aí de um grande exemplo de masculinidade é uma masculinidade que é servida. Eu quero uma mulher que saiba me servir, né? Porque eu sustento ela e ela me serve. Mas esse sustentar no sentido de dar dinheiro e tal, eh, não é cuidar. Então, uma crítica que se faz muito à masculinidade, eu concordo com ela, é que homens desaprenderam a cuidar das pessoas. Normalmente, quando isso eu eu fiz estágio em uma escola eh no no nesse semestre que passou, né? Tô estudando psicologia. Eh, e a gente tava conversando sobre as crianças com eh com algum tipo de transtorno e tal na escola. Isso todo mundo que trabalha na escola fala: "Olha, um problema que a gente tem é que quando a criança apresenta algum transtorno, é muito comum o pai sair fora e quem cuida daquela criança no dia a dia tem que resolver os problemas é a mãe." Então, pode ser até que o pai pague ali a pensão, pague as obrigações, mas eh pagar conta diferente de cuidar e o homem tem que reaprender a cuidar, porque essa não era uma a ideia de que o homem não é quem cuida. É uma coisa que a gente inventou hoje. Não é assim. Foi assim na história, eh, saber cuidar das pessoas, saber perder tempo para cuidar de alguém, eh, eh, saber ter paciência para cuidar de alguém que que às vezes nem merece ser cuidado, que não sabe eh que não tem percepção de que está sendo cuidado, sabe essas coisas. Eh, esse é um elemento da masculinidade que tá em falta hoje, né? Isso é uma crítica que eu acho que é bem pertinente a à masculinidade moderna. E é um assunto que tá muito em voga hoje, né? As pessoas falam muito de masculinidade, mas eu acho que as pessoas falam muito de masculinidade em termos que não fazem sentido, não são esses, né? Eh, e principalmente bíblica, né? E [limpando a garganta] talvez seja esse um aspecto. O homem que cuida dos outros, isso é ser homem de verdade com H maiúsculo, sabe? Eu acho, pelo menos. E eu percebo essa falta quando o cara não sabe cuidar de alguém para isso não é o homem mesmo de verdade de valor. Bom, gente, é muito redpill essa conversa ou antirpill, né? Eh, o Daniel coloca aqui: "Verdade é realidade, revelação e a pessoa de Deus". É, eh, mas é, eu concordo. E tem alguns outros aspectos aí também. A palavra verdade no Antigo Testamento normalmente não seria traduzida como verdade. A palavra é met. muitas vezes ela traduzida como fidelidade. Então, eh, é meio que a ideia de que algo que você possa contar. [limpando a garganta] Um exemplo bem clássico é o pôr do sol. Pera aí. É o nascer do sol, aliás, né? Um exemplo bem clássico é o nascer do sol. Porque por mais que esteja de noite, você sabe que o sol vai nascer, porque ele sempre nasceu e ele vai nascer. E por mais que o céu esteja nublado, o sol vai est nascendo ali. Por mais que você não consiga ver, ele vai tá, ele vai nascer. Então essa certeza que você tem que o sol vai nascer, a ideia dessa certeza é o é é esse conceito hebraico de em. Por isso que é traduzido como fidelidade também, que é algo que você pode contar com aquilo, você não tem dúvida sobre aquilo. Independente das ideias, das discussões, das das eh eh das eh das teorias e tudo, aquilo vai acontecer. Depende do que você acha, do que eu acho, de tudo que você fala. Aquilo a gente que a gente sabe que vai acontecer. O sol vai nascer amanhã. Isso é em Emet. E por isso Deus é em, porque Deus vai continuar sendo o que ele sempre foi e o que ele é e o que ele vai ser sempre, entende? Então Deus é met nesse sentido. Deus é o que ele é da mesma forma como que o sol nasce todo dia. Então independendo do que você acha, do que eu acho e das discussões, das teorias e tal. Então esse é um conceito de met que eu eu gosto, eu gosto dessa explicação que é verdade e ao mesmo tempo fidelidade, no sentido que você pode contar com aquilo. Aquilo não é uma coisa que você vai pisar naquele chão e ele vai ceder, não. Aquilo é rocha firme. Você sabe o que esperar daquilo. Então [limpando a garganta] a ideia de verdade é uma ideia composta de muitas camadas. Então eu concordo aqui, verdade, realidade, eh, realidade também, acho que até em um conceito até meio platônico de realidade, é revelação. Concordo, e é a pessoa de Deus também, né? Eh, é essas três coisas, mas tem mais camadas sobre o que que é a verdade. O que eu falei também é mais uma camada o conceito de met, mas tem mais coisas que é verdade também. De certa forma bondade é uma verdade que ela ela resiste a coisas que outras coisas não resistem, né? Aí o João coloca aqui: "Ouvi um historiador da história da igreja dizendo que a Igreja oriental, a visão sobre o Espírito Santo é feminina. Já ouviu a respeito? Não ouvi falar na Igreja Oriental. Eh, eu não sei direito como funciona aqui no grego, na expressão pneuma. Eh, eu sei que tem que os substantivos no grego também tem masculino e feminino. Eh, mas o que eu sei e o que é interessante é que em hebraico a palavra espírito, o espírito de Deus, eh, a palavra espírito é é no feminino, palavra rua, né? Então, eu acho verímilio isso daí. Não sei se é verdade, mas é verossímio que exista uma compreensão sobre o espírito de Deus, sendo como uma expressão feminina de Deus. Acho que é sim. Acho que sim. E é engraçado, a gente comenta tanto de masculinidade e femininidade, né? Eh, para trazer um dado aqui mais mais [roncando] da de ciência e psicologia e tal, o fato é o seguinte, eh, existem diferenças entre homem e mulher. Isso daí tem muito debate e tal. Então vou dizer até onde eu sei é que existem diferenças que são tão sutis que elas elas se dissolvem na na população em geral. Então a diferença entre os indivíduos é maior do que a diferença média entre homens e mulheres, entende? Então, por exemplo, eh homens costumam ser mais agressivos. Quando você pega uma média geral, você percebe uma diferençazinha de de agressividade masculina. Eh, mas ao mesmo tempo entre indivíduos essa diferença é muito maior. Por exemplo, eu sou um homem que eu não sou uma pessoa agressiva. Eh, inclusive me falta agressividade em algumas coisas. Algumas coisas eu devia ser mais enfático e tal. Talvez eu seja em outras, né? né? Agressividade também é um é um é uma ideia meio difícil, mas de fato eu conheço muita muitas mulheres que são mais duras, mais diretas, né? Eh, que é uma característica que a gente costuma associar a masculinidade. Conheço muitas mulheres que são mais do que eu, pelo menos na forma de se expressar. Eh, e muitas vezes eu também não vejo sentido em ser duro, ser direto, uma coisa que eu não acho que vai dar resultado. Então, eu desisto facilmente de ser agressivo quando eu não vejo não vejo resultado. Então, não é da minha característica mesmo, apesar de eu ser obviamente um homem. Eh, mas ao mesmo tempo que essa diferença entre os indivíduos é muito pequena, quando você pega os indivíduos mais agressivos da sociedade, quando você vai pro extremo, aí você tem, sei lá, as pessoas que cometem os crimes mais 10 pessoas que cometem crimes mais violentos da sociedade, normalmente são tipo 100% homens ou 90% homens. Então existem características que na média da população elas somem, não faz muita diferença homem e mulher. Eh, mas quando você vai pros extremos, você vê uma ênfase mais no masculino e feminino e tal. A aí a grande pergunta é: essas características são características biológicas de homens e mulheres ou são características sociais? É a pergunta que não adianta a gente debater aqui, ninguém tem essa resposta. Não tem como fazer um experimento e dizer com certeza isso, né? O fato é que existem algumas diferenças sutis, mas existem algumas diferenças na anatomia neurológica entre homens e mulheres, em algumas estruturas específicas ligadas a à sobrevivência. Inclusive, eu não lembro o nome da da estrutura, mas tem uma estrutura que normalmente os homens na nos no cérebro masculino essa estrutura é muito maior do que no cérebro feminino e tal. E isso se manifesta de alguma forma no na no comportamento, eu não sei dizer, né? Mas muito dessa discussão do que quer ser homem é uma discussão artificial, é uma discussão que não tem um um contraponto no mundo real, é só uma coisa que tá dentro da nossa cabeça. No final a gente é ser humano, entende que eu quero dizer? Não que não exista homem, né? Mas que muito do que a gente entende ser homem faz diferença. Faz diferença. Então, talvez a própria discussão de o que que é ser homem, o que que é a função do homem e tal, talvez grande parte dessa discussão seja só perda de tempo também, seja igual a gente estava falando aqui, discussões insensatas genealogias contendas e debates sobre a lei, entende? Eh, então pode ser pode ser que muito disso é é só uma discussão cultural, mas que não é realmente não tem um só faz diferença para quem tá inserido dentro dela, entende? Bom, gente, é isso. Eu acho minha garganta não aguenta muito mais não. [limpando a garganta] Vocês estão vendo, né, que eu tô de vez em quando bebendo água aqui. Minha garganta também tá meio assim. Não sei se a gente, a discussão de hoje também foi meio meio [limpando a garganta] sem pé nem cabeça para vocês. Eh, mas é isso. Eu gosto, eu gosto sempre de fazer essa live aqui, de conversar com você, sempre questões que para mim são interessantes. Mas é isso. Eu acho que então a gente se vê na semana que vem. Eu vou pensar alguma coisa aí pra gente falar. Talvez a gente possa falar sobre a parábola do bom samaritano, né? Que que vocês acham? Gente, eu sempre falo coisas que a gente pode falar e esqueço. [risadas] É, é uma característica minha, viu? Eh, sempre tem coisas que eu acabo esquecendo depois, né? O Eduardo coloca aqui, mas tem uma passagem de onde Davi diz ao seu filho, seja homem. Eu [limpando a garganta] não conheço essa passagem, mas não não duvido. Posso posso ter, mas eu acho que isso depende muito da cultura de qualquer forma, entendeu? Esse seja homem, que que ele quer dizer com isso? Eh, quer dizer, o que que é o conceito de homem na época? Eh, seja homem, seja um bom ser humano, eh, seja o que se espera de que um homem deveria ser. Eu não sei exatamente, não sei se isso, isso é um um elemento que fala: "Não, essa discussão não está restrita a cultura". Acho que não sei. Então tá, gente. [limpando a garganta] Então a gente se vê então semana que vem, se eu me lembrar a gente conversa sobre a a parábola do bom samaritano. Hoje a gente não conversou também, não não tiveram assim questões muito específicas na nenhum comentário essa semana. Então assim, eu vejo, eu sempre leio os comentários que são colocados no eh se alguém responde, comenta algum algum vídeo que tem no no canal, eu sempre dou uma olhada. Às vezes eu não respondo, eu não paro para responder. Às vezes eu eu vejo quando, sei lá, eu tô no ônibus, aí eu penso, não vou escrever agora, depois escreve e tal e aí eu acabo não respondendo. Mas eu vejo todos os comentários. Essa semana não tinha nenhum comentário que eu achava que era um assunto pra live aqui, mas se alguém tiver alguma dúvida, algum assunto, alguma coisa que queira comentar, pode comentar em qualquer vídeo que não seja só o comentário aqui da dentro do chat da live, eh porque aí eu não eu não vejo esses comentários no mesmo lugar onde eu vejo todos os comentários do do de que são feitos em qualquer vídeo, mas fiquem à vontade para comentar alguma coisa pra gente trazer aí semana que vem. Se tiver alguma questão que tiver aí incomodando vocês, vocês querem que a gente comente aqui. Não necessariamente que eu vou trazer uma resposta definitiva e correta sobre o assunto, mas pelo menos a gente pode conversar um pouco sobre ela. Então fiquem à vontade e aí a gente se vê semana que vem. Obrigado aí para todo mundo que participou. Teve bastante gente participando hoje, né? Teve um pessoal até que eu nem vejo sempre aqui, mas é legal estar com vocês. Uma boa noite para todo mundo e então e até semana que vem. Uma boa semana, um bom sábado e até mais. Ciao. Ciao.