5 Atitudes que Podem Dificultar o Desenvolvimento da Comunicação no TEA – Aline/ Wendley Gaspareti
27/06/2026
5 Atitudes que Podem Dificultar o Desenvolvimento da Comunicação no TEA – Aline/ Wendley Gaspareti
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Fonte: Com IBNU
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เฮ [música] >> [música] [música] >> Bom dia, boa tarde, boa noite a todos. Sejam bem-vindos mais uma live do projeto Tesouro Azul com apoio da IBNU. É uma alegria receber cada um de vocês. Enquanto o pessoal vai chegando aí, escreva aqui no nosso chat de onde vocês estão nos acompanhando. Será um prazer conhecer vocês essa noite. Antes de começarmos, eu quero fazer um convite especial para vocês. Siga o nosso Instagram do Tesouraz Oficial e também da IBNU. Assim vocês acompanham nossas próximas lives, conteúdos sobre a inclusão, eventos e tudo que preparamos com carinho para vocês. Se essa live faz sentido para você, compartilhe com outras famílias, profissionais e líderes de ministérios. Estamos aqui à disposição de vocês. Vamos levar essa essa informação com qualidade para para as pessoas e mostrar um olhar além do diagnóstico e trazer essa a comunicação de uma forma mais efetiva, trazendo essa conscientização através das nossas lives. Para quem ainda não me conhece, eu sou a Aline Cariri, sou psicóloga, eu sou terapeuta ABA, mãe atípica do Guilherme e também do Arturzinho. Sou fundadora do projeto Tesouro Azul, autora do livro Inclusão aos Olhos de Jesus e idealizadora do curso Inclusão aos Olhos de Jesus, voltado à capacitação da de igrejas, líderes e voluntários de igrejas e famílias para a inclusão fundamentada dentro da palavra de Deus, baseadas em práticas acolhedoras. É uma alegria conduzir esse momento com vocês e compartilhar conteúdos que fortalecem famílias, profissionais e igrejas que promovem a inclusão. Hoje vamos conversar sobre um tema muito importante, a comunicação no autismo. Muitas famílias têm dúvidas sobre esse tema. Eh, procuro, muitas vezes procuro como estimular seu filho na comunicação, muitas vezes tem dificuldade de de entender como é a comunicação alternativa e aumentativas. Vamos falar agora com uma pessoa, foi convidada uma pessoa muito especial aqui conosco, o Andendre Casparete. Wendre, seja muito bem-vindo. Muito obrigada por você aceitar o nosso convite. Tenho certeza que essa live vai ser uma bção para todos nós. Você pode se apresentar, meu querido? Claro, claro. É uma alegria, uma felicidade fazer parte desse momento que eu digo sempre que informação deve ser passada pra frente. Então, tudo aquilo que faz parte das nossas vidas, que ajuda famílias, que traz conhecimento, é muito importante. Então, meu nome é Wendley, eu sou fono audiólogo, trabalho com a parte do desenvolvimento infantil. a minha especialização e trabalhando o transtorno do desenvolvimento. Tenho a graduação em pedagogia, trabalho com letramento alfabetização e gosto muito, sou apaixonado por essa área, principalmente porque eu sempre falo que a linguagem é uma caixinha de surpresa. Então, toda a família que vai pro consultório, eu sempre falo para elas entenderem a criança, não somente a a dificuldade que a criança tem. Então, gosto muito de linguagem por conta disso. Então, hoje a gente vai falar exatamente sobre o tema de cinco erros. a gente fala cinco erros, existem outros erros? Claro que existem. Então a gente coloca, a gente coloca os cinco mais comuns. E o que eu mais gosto nessa proposta de pensar em cinco erros é que são cinco oportunidades para que você possa estimular o seu filho de forma correta. Então a gente não vê como cinco erros. São cinco coisas que eu fazia errado, que agora eu vou fazer certo pro desenvolvimento do meu filho ou da minha filha. Então, a ideia é não pontuar o erro, mas poder falar assim: "Olha, isso poderia ser isso e isso ajudaria muito mais do que isso". Porque a gente sabe que a igual uma das coisas que a gente vai falar é sobre as telas. Então, a gente sabe que no dia, na correria, nessa loucura que a gente vive todos os dias, ela ela acaba sendo um recurso. Então, falar pro pai assim: "Não usa >> é impossível, não pode." Aí tem que falar assim: "Mas, mas você tem filho?" Então assim, você como é que é na sua casa também? Porque nesse é igual a chupeta. A chupeta por um tempo era um problema. Não usa chupeta, não pode superar. Eu conheço vários casais que levantavam a bandeira de eu não vou dar chupeta. Mas depois de uns dois, três meses, tá lá a chupeta. Então assim, a gente só quem passa, só quem passa sabe a dor, >> só quem vive a realidade sabe o quão profundo é. Então, o que a gente tá aqui é para aconselhar, poder orientar, para que você possa criar uma medida na sua vida daquilo que você vai se aproximando do melhor e se e se distanciando do pior. Essa que é a ideia hoje, né, pra gente poder bater esse papo, conversar sobre possibilidades de desenvolvimento, entender mais sobre a comunicação, os erros e aprender com os erros. Essa é a principal parte do que a gente vai fazer hoje. Ah, >> então excelente, Wendre. Então, a gente vai começar com com um conceito que é uma parte fundamental desse momento, né, que é muito comum sua as pessoas associarem a comunicação apenas com a fala, quando na verdade a comunicação envolve diversas formas de interação. Você poderia explicar o que exatamente é comunicação? Ela é a mesma coisa que fala? é que quando a gente fala sobre desenvolvimento de comunicação, >> para muitos pais eles pensam apenas só sobre a fala, >> que é uma das principais queixas no consultório onde eu trabalho. Eh, as famílias sempre vem falando: "Meu filho não fala, meu filho fala errado, meu filho não consegue falar com outras pessoas". Então, a gente sempre atrela a comunicação à fala, mas não é isso. Na verdade, a comunicação ela é muito mais do que isso. Então, quando a criança se expressa, quando a criança pede, quando a criança responde, quando a criança compartilha, quando a criança gesticula, quando a criança se expressa, o próprio choro, a vocalização, tudo isso é meios de comunicação. Então, a comunicação ela não tá aterrelada só à fala, ao uso verbal, né, a sons de palavras, não. A fala ela é todo meio de comunicação. Na verdade, a comunicação, né, ela tá atrelada a várias várias formas de você poder expressar aquilo que você sente. Então, a ideia é como que a gente faz para entender se meu filho ele já se comunica. Porque a gente não precisa se se prender à fala em si. Mas, por exemplo, seu filho, ele já olha, ele já tem gestos, ele já aponta, ele tem expressões faciais, ele usa figuras, né? Então ele tem a comunicação alternativa, ele tem o uso de vocalizações. Então isso que a gente vai entender. Então quando a gente fala assim, a comunicação ela é só é por fala? Não. A comunicação é por várias formas da criança poder se expressar e aí que você vai começar a entender se seu filho ele já tem uma comunicação com você. Então esse esse é um ponto. Então a um dos primeiros, um dos um dos um dos erros que a gente tem é exatamente esse, que muitos pais entendem que a comunicação é só fala e não é. Então não é só fala. Então tinha até colocado aqui que toda tentativa de comunicação, ela merece ser reconhecida e incentivada. Então, a fala é apenas uma forma possível da comunicação. Então, no caso, eu sempre falo para as famílias, pensando nesse primeiro erro, então, o primeiro, o primeiro ponto de atenção para as famílias, não achar que o seu filho não falar não está se comunicando. Então, esse é o primeiro ponto. Eu sempre falo pros pais, o fato dele não falar não quer dizer que ele não esteja compreendendo. O fato dele não falar não quer dizer que ele esteja se expressando de alguma maneira. O fato dele não falar não quer dizer que ele não esteja tentando criar vínculos e interações. Então, o fato de não falar não quer dizer que seu filho não tenha autonomia, que seu filho não tenha a questão da consciência daquilo que ele está fazendo, a consciência do que você está fazendo com ele, pelo fato dele não falar. Então, em [limpando a garganta] terapia, eu sempre falo pras famílias, vamos pensar primeiro como a gente vai fazer com que a criança tenha opinião, como eu vou fazer com que a criança mostre aquilo que ela quer, que ela tenha o poder de escolha, que ela possa decidir por algo, porque ela pode não falar, mas ela tem vontade, ela tem desejo. Então, assim, tudo isso tem que ser levado em consideração. Então, um dos erros que a gente procura orientar as famílias é: não ache que seu filho, pelo fato de não falar, não tenha comunicação. Então, a grande diferença entre comunicação e fala é que comunicação ela pode estar atrelada a várias coisas e a fala aos sons. >> Então, entra nesse nesse ponto. >> Sim. Ah, então a gente, então quando a gente fala de crianças neurodivergente, a criança com terra, quando ela não se comunica assim, quando ela não tá nos mostrando algo, ela não tá falando ou ela tá, >> porque quando quando muitas muitas mães chegam em mim e falam assim: "Ah, meu filho, ele não aponta, ele não não apresenta o que ele quer e eu vou lá e tenho isso e vou lá e resolvo para ele." Mas isso também não é uma comunicação. A criança tentar se comunicar, mas a pessoa não deixa ela se comunicar, que a mãe toma à frente. Isso >> muito bom, >> né? >> Isso. Então aí a gente acaba entrando no segundo erro. Então, o segundo erro é quando os pais se antecipam as necessidades da criança. Então, a criança apontar é sim um meio de comunicação. Na verdade, eu incentivo os pais a estimular primeiro o gesto, até mesmo porque vamos pensar no desenvolvimento. Quando você quando você trabalha o desenvolvimento de fala, é natural que você desenvolva primeiro o gesto, depois você vai associar o gesto com a fala e depois você se desprende do gesto e fica só com a fala. Então, se eu quero a caneta, eu vou apontar paraa caneta. Numa numa segunda fase, eu vou apontar paraa caneta, que eu já aprendi a apontar e vou falar caneta. E numa terceira fase eu só falo caneta, já não preciso mais apontar. Então, a gente espera sim que a criança tenha o gesto, a ponte, que ela de certa forma mostre aquilo que ela quer. Então isso é muito importante. Os pais precisam criar situações dentro de casa ou em qualquer lugar onde eles estiverem, onde onde você impulsiona a criança a mostrar algo, apontar algo, que seria a primeira forma de comunicação. Agora, quando os pais se precipitam, quando os pais se antecipam a criança, a necessidade de criança, e eu sei que é uma forma de carinho, eu sei que é uma forma de zelo, eu sei que é uma forma de algo com proteção, eu tenho certeza disso, até mesmo porque eh cria essa angústia na vida dos pais, o a criança não se comunicar de forma eficiente para aquilo que a gente acha que seria um padrão, né? Eu quero que meu meu filho fale: "Oi, tudo bem?" É o que ele quer? Então, tudo que foge disso causa um desespero. Então, quando a gente pensa assim os pais agirem de forma precipitada, né, de forma antecipada as necessidades da criança, eh ele ele fazer antes da criança demonstrar aquilo que ela quer. Então, eu sempre brinco com os pais que eles vêm com uma configuração de fábrica do da tela da tecla SAP, né? Então, a criança fala e a mãe fala assim: "Ah, não, ele quer leite meio moro com uma torradinha na manteiga". Aí você não não eu não entendi isso. Então os pais, >> os pais eles conseguem, eles conseguem, eles têm esse dom. Deus Deus aproveitou os pais a entenderem seus filhos. Então a gente a gente acaba colocando a criança nessa posição. Você não precisa se comunicar diferente do que você está fazendo porque eu já entendo. Só que esse é um problema. Então assim, se a criança ela é capaz demais, se a criança tem autonomia para desenvolver as funções, né, funções exutivas, se a criança ela tem eh disposição a criar uma independência, então que eu possa caminhar ela para isso. Eu tive um caso no consultório muito muito assim pontual em que eu estava conversando com os pais, a criança foi até o armário de brinquedo e falou: "Esse >> eu virei pra criança e falei assim: "Você pode pegar, abre". Aí ele continuou: "Esse". Eu falei assim: "Você pode abrir?" E continuei com os pais. E a criança insistiu isso algumas vezes e os pais se incomodaram. Então os pais viraram para mim e falaram assim: "Ah, é que em casa a gente abre". Eu falei para ele, mas aí eu falei pros pais: "Mas não tem nada que empeça. Ele conseguia abrir, então o armário tava na altura dele. Então era um puxador simples, não tinha trava. Então assim, era só o abrir. E nessa nessa troca dele falar que quer eu falar, abre, ele falar que quer, eu falar, abre. E chegou uma hora que ele abriu. Quando ele abriu, ele apontou pro brinquedo e falou: "Esse tava na altura dele." Eu falei: "Você pode pegar, você pode pegar, pega isso". E continuei com essa insistência e conversando com os pais e os pais novamente falaram: "Olha, é que em casa a gente pega para ele". Eu falei assim: "Eu tudo bem, mas tá na altura dele, então se ele vai conseguir pegar". Só que aconteceu já tem autonomia, né? É, só que aconteceu aconteceu que a sessão ela já tava por fim e a criança não pegou o brinquedo e a e aí aí a criança desregulou e ficou irritada porque não consegui ninguém pegou o brinquedo para ela. Mas nas sessões seguintes a criança ela entendeu que ela era capaz. Então nas sessões seguintes a criança entendeu que ela pode ir lá e pegar o que ela quer. Então a gente fala assim: "Ah, mas que que isso tem a ver com a fala?" tudo. Na verdade, se você não cria o meio de comunicação, como a gente falou, o primeiro ponto, a comunicação não é só fala. A comunicação é você fazer com que a criança desenvolva autonomia. Então, a autonomia tá relacionada ao quê? Se a criança não fala nada, mas ela gesticula, ela ela tem expressão, isso já é já é muito significativo. Na verdade, a a gente tem esse dom. Quando algo tá ruim na no nosso dia, a gente faz, fecha aquela cara, >> é, >> fala aquela, a pessoa encontra com a gente, fala: "Tá tudo bem, você fala: "Tá tudo bem". Tudo bem. Então assim, não não não. Na verdade tudo que tudo que compete a vida são formas de expressões, são formas de comunicações. Então quando a gente fala assim, os pais eles têm que ter cuidado para não se precipitar. E aí eu não tô eu não tô indo contra aos pais no sentido de olha, o que você está fazendo é ruim. Lembra? A gente começou >> a a nossa live dizendo que >> o erro ele ele é uma medida >> daquilo que que você vai mudar paraa sua vida. Nada que nós estamos falando aqui tem que ser levado a ferro e fogo, porque você sabe a sua vida, você conhece o seu filho, a ideia é, você tá fazendo tudo por ele, você tá dando espaço para que ele mostre aquilo que ele quer? Você tá dando autonomia para que ele desenvolva por conta própria vontades e desejos? Porque às vezes quando você vê a criança torcina e você leva água, então assim, ele escolheu, então era necessário, era preciso para m >> que essa necessidade da criança nesse momento, né? >> Exatamente. Porque aí a gente pode entrar, a gente pode fazer até uma ponte para um outro lado em relação à linguagem. >> Então quando a gente pega na linguagem, você vira para uma criança e fala: "Você tá, você quer água?" E a criança fala: "Quero". Aí você vira para ela e fala: "Você tá com sede?" a criança, não. Então, entra nesse mesmo ponto, a repetição de uma fala associada a a um comando, a uma ação, >> pedido, né? A um >> Isso. Então, a criança ela vai ela vai decorar aquilo. Então, não quer dizer que ela tenha ela entenda isso de formas diferentes. Então, se a criança faz e você dá água para ela, ela entende que toda vez que ela faz [limpando a garganta] é água. E às vezes ela não tá tcindo porque tá com a garganta seca ou com uma inflamação ou um resfriado. Não, ela tá torcindo porque ela acha que isso é pedir água. >> Sim. >> Então ela então ela começa. Então porque deu certo na primeira, eu vou fazer isso na segunda. Então aí os pais acham que ela não tá se comunicando, não está. Só que a forma como você criou essa resposta, a forma como você estimulou esse essa esse esse aprendizado foi diferente. Então, respondendo a pergunta, sim, quando os pais se antecipam, eles acabam atrapalhando no desenvolvimento da comunicação da criança em relação a ao meio social, a interação dela. E agora a gente pensando pro outro lado, Andre, cada quando a gente escuta assim, ah, cada criança tem seu tempo, a gente sabe que embora a criança aconteça de uma forma, a comunicação acontece de uma forma individual, né, sabemos que existe essa essa falha, né, que os pais acabam ai >> que que momento a gente procura entender, essa uma avaliação, um desenvolvimento como que quando eu preciso entender entender que o meu filho ele precisa de uma avaliação para o seu desenvolvimento na comunicação. Como que é? É, eu acho que eu acho que o ponto principal dessa conversa que seria também a esse é o terceiro erro. Então, nós já falamos, nós já falamos sobre a a comunicação como fala, né? Então, a comunicação é apenas fala, não é? Nós já falamos também sobre você se precipitar e antecipar e você fazer tudo antes que a criança demonstre a necessidade disso. E esse terceiro ponto ele é muito importante, por existe uma diferença entre uma intervenção precoce e um diagnóstico precoce. Então, eu não preciso de um diagnóstico para minha intervenção. Eu não preciso, mas eu preciso da intervenção quanto antes, eh, antes mesmo, até mesmo de um diagnóstico eu preciso ter intervenção. Então, eu sempre falo pros pais de uma forma bem clara e eu acho que e também fácil de entender, simples, seria o que é o atraso. Então, quando se você pensa nos marcos do desenvolvimento de uma criança, o que é um atraso? é quando a criança ela não está dentro do que é esperado. E o que são dificuldades? É aquilo que é esperado paraa criança dentro do desenvolvimento. Então a gente sempre fala no consultório que a gente não quer fazer comparativos. Você não precisa comparar o seu filho à outra criança, mas é inevitável que você consiga perceber diferenças no desenvolvimento de de crianças que estão no seu convívio em relação ao seu filho. E e isso isso é isso é visível. Então, quando buscar ajuda? Quando você percebe que algo tá fora do normal, assim, quando você sente que ao falar com a criança ela não ouve, ela não demonstra atenção à sua fala, ela não demonstra compreensão à sua fala, mesmo para comando simples, como dá, como pega ou apontar. Então, assim, quando buscar uma ajuda, né? Então, esse papo de que a a criança tem o seu tempo, eu sempre coloco, faço um comparativo pros pais no sentido de você, você tá desempregado e você precisa de um emprego, mas você vai ficar em casa esperando a empresa bater na sua porta. Assim, não, na verdade eu preciso de um emprego, então eu tenho uma eu tenho uma necessidade, eu tenho uma demanda e o que eu posso fazer para que isso mude, né? Então assim, eu não vou esperar em casa até a empresa bater na minha casa, não. Eu vou eu vou em empresas em empresas até conseguir uma oportunidade. Quando a gente pensa assim, espera, esperar o tempo da criança, exatamente isso. O que você poderia antecipar, o que você poderia encurtar de tempo, você tá prolongando, porque a dificuldade em si, ela precisa de intervenção. Então, quando a gente fala de intervenção precoce, é quando você percebe qualquer diferença. Então, o que seria o principal? Vamos pensar assim, o que hoje atrapalha o desenvolvimento de fala? você tem a parte auditiva, a parte articulatória e o cognitivo. Ponto. Então é um desses três pontos que vai atrapalhar o desenvolvimento da fala auditivo. Então você tem tanto a questão fisiológica quanto a capacidade da criança de discriminar, de compreender, de analisar os sons. A parte articulatória você tem a musculatura e os movimentos e o próprio cognitivo do quanto a criança compreende. Então assim, quando buscar ajuda, quando você sente que o desenvolvimento do seu filho está estagnado, então você sente que a a mesma criança de se meses continua sendo a criança de agora, que as mesmas coisas que ele fazia seis meses atrás, ele continua fazendo agora, que coisas novas, sons novos, né, eh, até mesmo dentro do próprio desenvolvimento questão de coordenação motora, noção espacial, isso continua da mesma forma, assim. Então aí é um ponto de atenção. Você não precisa ser nenhum [roncando] experto no sentido de a não deixa, eu preciso, ele tá falando banana, mas ele não tá falando maçã, não. No sentido no sentido de que o que ele usa de fala, o que ele usa de som, não tá, não tá tendo ganho. Então quando a gente fala de a criança tem o seu tempo, tem mesmo, sem dúvida. Assim, cada criança vai desenvolver dentro daquilo que ela tem particularidades. Então, já tive crianças na mesma faixa etária no consultório, onde uma criança desenvolveu muito mais rápido pelo auditivo e outra pelo visual. >> Então, o que o que muda aí? A particularidade da criança. Então, tudo bem. Então, a criança que é visual e eu tô fazendo um treino auditivo, ela vai desenvolver? vai, mas até até ela criar gosto, até ela ter interesse pelo auditivo, vai levar um tempo e aí depois desse tempo a gente tem ganhos. Então, o que difere de uma criança para outra, quando a gente fala de tempo, a criança tem o seu tempo, é as suas particularidades, aquilo que a criança tem como como individualidade mesmo dela. Então, tem crianças que chega no consultório apaixonada por Sonic e mas aí ela não gosta de superherói. Aí a criança que é superherói não gosta do Sonic. Então assim, é interessante sim você saber o que o que o que dessa frase é importante, o que o seu filho gosta, né? aquilo que facilita o desenvolvimento do seu filho, aquilo que de certa forma prende a atenção do seu filho, aquilo que você consiga criar uma interação, tempo de de estímulo com o seu filho, que eu gosto muito de falar assim que brincar, brincar é coisa séria. Brincar é coisa séria. Então assim, a hora da brincadeira estimular o seu filho é para levar a sério. Não é assim, eu volto a dizer, a gente não tá aqui para falar nada, nada da vida de ninguém. Não te bota pitaco na vida de ninguém. Tá aqui para para ajudar. para ajudar. Mas eu sei que todo mundo chega em casa cansado, todo mundo chega em casa tarifado, com muitas coisas, fala assim: "Ah, mas ele já já teve o tempo da escola, ele já ficou na escola, ele já brincou na escola." Ele falou assim: "Não, brincar é coisa séria. Então, ter um tempo com a criança, separar um momento onde você possa eh ter esse olhar paraa criança. Isso é importante. É isso que vai definir que momento eu tenho que buscar ajuda pro meu filho. Porque às vezes você seu filho tem a necessidade de um acompanhamento e você não percebeu ainda. E aí às vezes você percebeu que seu filho tem uma dificuldade, mas você não encara isso como uma dificuldade, também é um problema. Então aí, então você tem os dois lados, aquele que não separa tempo com a criança e não percebe as dificuldades que a criança tem e aquele que percebe a dificuldade da criança, mas não leva a sério. Então fala assim: "Ah, vai passar, é fácil". Que é um um exemplo que eu gosto de colocar muito, que que clareia a mente dos pais. Então, pensa assim, >> se a criança se se a dificuldade da criança é auditiva, vamos pensar assim, a criança ela tem dificuldade em compreender um som. Então significa que se eu se eu falar essa palavra 30 vezes, vai chegar o momento em que ele vai compreender melhor a palavra, porque eu tô estimulando a parte auditiva. >> Beleza? >> Só que se a dificuldade da criança for articulatória, >> eu posso repetir a palavra 30 vezes que ela não vai conseguir mudar. >> Sim. >> Então assim, fal fala pros pais o que o que muda muito. Ah, meu filho falava errado e começou a falar certo, então não precisou. Tudo bem. Então, a dificuldade do seu filho era maior auditiva. E aí com a repetição da palavra, a cobrança da palavra deu certo. Mas eu tenho n casos no consultório onde a dificuldade da criança é articulatória. Então eu peço pra criança fazer o som e ele faz o movimento errado. Então tem que mostrar para ele qual é o movimento certo >> para ele conseguir pronunciar o som. Então ele não tá ouvindo o som errado, ele tá ouvindo o som certo, mas ele não tá conseguindo fazer o movimento certo. Então não importa quantas vezes eu vou e eu eu repita para ele a palavra. Eu preciso parar e falar para ele: "Olha, abre a boca, sobe a língua, vamos movimentar, vamos fazer". Então então >> o tempo não vai adiantar, na verdade o tempo vai criar mais vício referente ao movimento que ele já tá acostumado. Então se ele fala com a língua para baixo, ele vai falar mais por mais tempo com a língua para baixo e fica cada vez mais difícil de você tirar o vício. >> Sim. quando fal assim de de quando começar, quando você perceber qualquer sinal de atraso, vamos pensar atraso seria assim, a dificuldade ela é esperada, todo mundo vai ter dificuldade durante a vida inteira, mas essa dificuldade ela é persistente, então ela ela ela ela continua, né? Então aí é um é um sinal de alerta. Andre, eh, você falando assim do sinal de sinais de alerta, eh, qual é a idade certa para criança se comunicar assim, começar para bucear, falar? Você tem como trazer essa essa explicação? Porque eh quando eu tive o diagnóstico do autismo do Artur, ele ele só foi falar com uns 4 anos de idade, mamãe. Então ele só balbuceava, ele tinha gesto de comunicação que ele queria, ele levava a gente no canto. Mas qual é o momento qual é o sinal de alerta dos pais para entender isso? Sabe quando o meu filho tá falando, não tá como se comunicando, não tá falando, será que eu devo levar ou será que eu preciso esperar? Por isso que muitos pais pensam, ah, é o tempo dele, né? Então, acho que seria importante ver qual é a idade adequada pra gente levar a criança na fonudiologia. >> É, quando [roncando] quando se a gente for pensar na questão da fala, é muito comum entre um ano, 1 ano e 2 meses sem a quem já começar a desenvolver a fala. Nesse nessa nessa fase, eu sempre falo pros, é difícil os pais buscarem nessa fase de de um ano e meio, é mais comum dois anos porque o vocabulário é maior, mas toda a a fase natural do desenvolvimento eh você começar com os bbulos, vem as vocalizações, depois vem as nomeações, aumento de vocabulário, consciência fonológica e assim vai indo. Então o primeiro ponto seria, bom, até um ano é importante que a criança emita sons. Então, emitir sons, seja por vocalizações ou balbucios. Então, quais são as vocalizações? Vogais prolongadas, então sons labiais. Então, é muito comum a criança adquirir fonemas labiais, mã, p, b, são fonemas de lábios, são mais fáceis e os sons explicativos. Então, a gente coloca sempre assim, se a gente for pensar em aquisições, existem fases de aquisições e grupos de fonemas, >> mas eles não são o ideal, porque é comum que a criança tenha dificuldade dentro desses grupos. O que é esperado? É esperado que a criança tenha imitação. É esperado que dentro daquilo que você fala paraa criança, ela tenha padrões parecidos de sonoridade. Então, quando você tá brincando com a criança, seja com um ano, até mesmo de um ano a dois anos, vamos colocar de um ano a dois anos para ficar mais fácil. Quando você tá brincando com a criança, o que é esperado? Que tenha sonoridade, melodia, que tem essa questão da repetição do som. Então, não que seja uma questão articulatória, mas se você falar: "Ai, olha o sorriso". Hum. Então você vê essa sonoridade mais próxima. Isso é esperado, porque a gente coloca que a atenção auditiva ela ela tá atrelada a discriminação dos sons. Então a criança ela vai ter essa imitação. Então o que que eu espero até um ano que ela tenha a questão dos bbos? O que eu espero até 2 anos que ela já tenha fala? Que que seria essa fala? Palavras que ela já já traga d da dá ma ma. Então assim, é muito é muito comum entre o processo de aquisição você ter harmonia consental. Amaria consonantal é quando você duplica sílabas. Isso se estende até os 3 anos, quando a criança fala, você fala assim, sapato, a criança é papato. Então, por isso que é muito comum a criança fazer repetições de sons, ba bá, dá dá. Então, essas repetições de sílabas, ela é muito importante. Então, até um ano a criança não emite nenhum som. É preocupante até um ano nos sons. Ah, mas ela chora, tudo bem. Mas além do o choro também é uma forma de comunicação. >> Sim. Sem dúvida, sem dúvida alguma. Mas além do do choro, existe outro som que a criança emite? Então assim, eu sempre falo pros pais, toda a primeira ah quando quando os pais chegam no consultório e a criança fala muito pouco, eu sempre falo pros pais, vamos treinar as vogais. Aí os pais falam assim, mas ele já faz as vogais. Eu falo assim, mas ele faz de forma consciente. Quando você pede para ele fal assim, fala a ele faz o a. Quando você pede para ele fal assim, faz assim, ó. Ah, a ah a ele faz o a a. Então assim, isso é forma consciente. Eu tô dando um padrão, eu quero que a criança emite. >> Então todo estímulo que você dá pra criança, a espera é que esse esse estímulo ele tem um reflexo. Então a criança ela tem que trazer esses sons de forma de forma mais natural no próprio desenvolvimento. Então quando a gente fala de aquisições de fonemas até 5 anos de idade, a gente espera que a criança tenha aquisições até 5 anos. Então ele ele começa a partir de um ano, então ele vai até os 5 anos. >> E aí isso pode mudar em cada em cada em cada faixa. Então poral uma criança de 4 anos, ela pode já ter todos os fondemas de uma criança de cinco? Pode. E esse é o terror do fono, porque aí me atrapalha, né? Eu tô aqui para trabalhar com criança que que tem dificuldade, aí a criança fala de tudo um pouco, aí não dá. Eu eu conheço um monte de de casais que a criança, o filho deles fala de tudo, assim, três aninhos e fala tudo corretamente, perfeitamente. Então, fala, esse já não é um paciente que vai ser meu, não dá. >> É isso mesmo. >> Então, a criança pode sim em com 3 anos falar sons de quatro, com certeza, assim como uma criança de 3 anos pode estar falando sons com dois, o que seria inspirado para dois. Então significa assim, o que fica mais fácil para os pais entenderem é a criança precisa variar em som. Seria o primeiro ponto. Eles precisa variar os sons. Esses balbos, essas localizações, elas têm que acontecer, né? Agora paraa aquisição, cada fase de idade tem um grupo específico para que a criança consiga adquirir, mas o principal é balbucio, vocalizações e a aí ela começa com as nomeações. Que que seria a nomeação? A nomeação ela não precisa ser perfeita. Mas é um som específico. Então, vamos supor, ela não vai falar dá para isso e falar dá para outra coisa. A ideia é que ela fale dá para isso. Isso é uma nomeação. >> Aí se ela começa a falar dá para tudo, ela tem uma simplificação. Então ela tá reduzindo o vocabulário dela. Aí isso também atrasa no desenvolvimento da fala. Por isso que é legal saber direitinho. Ó, >> a gente tá aqui, eu entrei com a Josimar Martins, ela é do Rio de Janeiro e Araruama, da cidade que ela fala, mora. >> Uhum. >> Eu muito. Seja bem-vinda, Josimar. Eh, eu eu gostaria também de pedir para vocês que estão nos assistindo colocar aí qual é a maior dificuldade que vocês enfrentam quando o assunto é comunicação. É extremamente importante pra gente depois a gente fazer essa ore responder aí para vocês, tirar essas dúvidas de vocês. Ô Andrey, também tem um tema que é que desperta muitas dúvidas entre as famílias que seria a comunicação alternativa e aumentativa. Infelizmente ainda existe aquela crença, Wendry, que o uso desse recurso pode impedir a criança no seu desenvolvimento da fala e também pode deixar essa criança robotizada diante desse desse recurso, né? Com base na ciência, na nessa experiência clínica, o que você pode nos falar sobre esse essa comunicação? Ela realmente atrapalha a fala funcional ou esse é um mito precisa ser esse mito precisa ser desconstruído? O que você acha disso, >> precisa, precisa ser desconstruído. Eu acho que cada caso deve deve ser avaliado de forma bem específica. Eu eu sei que tem crianças que tem potencial para começar com recurso, Ca e depois se atrelar dele e usar de forma verbal. a fala, mas tem crianças que de certa forma não vão conseguir usar a fala, a fala como um meio de comunicação. Então você precisa procurar um recurso. Então não tem jeito. >> Não tem jeito. Então vamos supor, mas meu filho não fala agora ele vai falar, tudo bem? Então assim, mas ele tem dado sinais disso. Dentro das avaliações. Existem sinais, né? Então você tem resultados onde ele te dá margem para esse uso verbal? Não, não tem. Então, o meio principal é a comunicação. Então, assim, é importante saber que a o recurso, qualquer tipo de recurso, ele não vai substituir a interação humana. Então, assim, ah, e ele tá ele tá ele, ele vai robotizar, não vai robotizar se a criança não tiver socialização, interação, se você não contextualizar o uso do recurso dentro do dia a dia, se você não colocar isso de forma funcional. Então aí sim, então a criança vai fazer por fazer e como qualquer outra coisa. Então, eu sou super a favor sim do recurso, eu sou super a favor sim da de você poder usar como meio de comunicação para criança, porque já tive casos no consultório que eu comecei com as estimulações de de com foco principal na oralidade. >> E o que a gente começou a ter muito ganho foi compreensão. >> Então, o meu meu o meu foco principal com a criança era desenvolver a fala em questão verbal. E fui, fui, fui em um, dois anos. E o que, o que a gente viu assim que tava desenvolvendo muito, muito rápido, compreensão. Então, ele tava compreendendo tudo que eu tava falando, ele tava compreendendo tudo que tava sendo proposto. Quando eu fazia pedidos para ele, quando quando eu trabalhava ordens para ele, ele executava tudo muito bem, mas a fala para ele não acontecia. Então foi a hora que eu falei pra mãe dele, falou assim: "Olha, eu acho que o o caminho agora é a gente seguir por um recurso, um CA, então começar com com com a gente começou primeiro com as planilhas, a gente começou primeiro com, >> a gente usou o PCs >> como recurso, >> depois que a gente foi pro uso da tela mesmo do do próprio tablet como como os aplicativos. E aí, porque ele ele aumenta muito mais a possibilidade. E deu muito certo. Então assim, deu muito certo. Aí você aí você pega essa família que passou por dois anos, onde a gente onde eu tava me me eu acho que aí tá um ponto importante também que é um outro um outro erro que a gente comete bastante, achar que a terapia ela é suficiente. Então assim, e o profissional, o profissional ele também não pode se sentir absoluto, >> na verdade. Isso tá muito errado. Então, a gente tem que ser muito sensível ao ponto de poder parar e falar assim: "Olha, o que eu tô fazendo não tá dando certo e eu acho que é muito importante seguir por um outro caminho." Então, assim, do que martelar em cima. Eu acho que isso também tem que ser um olhar muito dos pais. >> Eu falo muito pros pais sobre isso. Falo assim: "Olha, eh, você está acompanhando a terapia? >> Você está ouvindo o que o Fo tá dizendo e fazendo uma análise sobre isso tem a ver? Isso faz sentido no meu dia a dia, sabe? o que ele tá dizendo sobre meu filho. Eu consigo perceber isso na semana, sabe? O que ele tá, o que ele tá dizendo é coerente, que eu já tive muitos casos, muitos casos, muitos casos mesmo da família falar assim: "Ah, o falou que a ele disse dá". >> Aí eu perguntei pra família: "Mas você já ouviu dá?" Não, nunca ouviu dar. Então ela falou assim: "Tá, então em que momento ele falou dá?" "Ah, disse que falou para dar para dar". Mas ele já pediu em casa, ele já falou dá? Não, nunca falou dá. Então assim, que milagre que é esse? Assim, você fal assim, o fono, fono, terapeuta ocupacional, psicólogo, >> eh todo mundo, eh o próprio psicomotricista, psicopedagoga, neuro a equipe toda, todo mundo tem o tem o seu valor, >> tem o seu peso, tem o seu espaço, ninguém sobressai ninguém. Então, eu não faço um papel de uma psicopedagoga, não faço um papel de um psicólogo, não faço papel de uma terapeuta ocupacional, não faço. Cada um tem o seu conhecimento, cada um sabe do do doquilo que que pode atuar. >> Então, todo mundo tem o seu peso. E a soma de tudo isso é é ainda melhor. >> Isso, exatamente. É ainda melhor, que aí você tem a família como como apoio. Então, assim, não é um problema. As telas nunca foram um problema. A gente estava falando sobre isso agora a pouco aqui as telas elas não é um problema, o problema é o excesso da tela. Então quando a gente fala assim, ah, ah, porque os pais vão vão fazer essa relação, né, >> do ca com o celular da tela, né? Isso mesmo. >> Não tem nada, não tem nada a ver. Não tem nada a ver. Fala, é, eu falo assim, ah, não, ele já fica muito tempo no celular. Não quero mais uma coisa não. Ele fica muito tempo no celular porque falta intenção. >> Isso mesmo. >> Porque falta você brincar. Né? >> Você você está ali. Então assim, as telas elas elas não ensinam a comunicação da mesma forma que as pessoas. Então, quem tá ensinando a comunicação por meio de um recurso? Pessoas. >> Sim. Então eu estou ensinando como a criança se comunicar por meio disso. Então impossível você falar que você está robotizado, não tem como. Então essa essa é a grande diferença. Agora, quando você pega o celular e a criança tá na frente de uma de um de um aparelho, isso não desenvolve uma comunicação, isso não desenvolve uma interação, isso não desenvolve desenvolvimento. Então assim, a criança ela tá ela tá consumindo tempo. >> Eu não vou nem falar que ela tá perdendo tempo, porque quando, como a gente tá falando muito sobre sobre neurodivergências, sobre o tema em relação à comunicação terra, então a criança até ela vai espelhar muito, ela vai copiar muito se ela for verbal, >> se ela for verbal, ela vai copiar. Não quer dizer que essa cópia seja funcional. a gente vai entrar nesse nesse outro ponto. Então, não vou dizer que a que a o celular é tempo perdido, até mesmo porque muita criança vai copiar fala, vai copiar uma frase, vai copiar uma melodia, vai copiar um som. Então assim, vai ter essa cópia. >> Então imagine isso no na Icolalia, como funcionaria essa comunicação? Ecolalia? Então, então ent ela entraria como uma repetição sem funcionalidade. Isso pensando numa ecolia imediata ali. Então, onde a criança ela não entende de fato aquilo que ela está dizendo. Ela só está repetindo por algo que chamou atenção. Às vezes ela tá, ela tá só repetindo pela melodia, pela sonoridade assim. Tanto que os pais falam assim: "Por que meu filho aprendeu inglês, mas não aprendeu português?" Eu falo assim: "Porque no inglês ninguém cobra ele, porque em casa, [risadas] em casa você não tá lá." A criança fala blue, você não tá lá. Blue. Que que é blue? Me fala que que é blue. Não, a criança fala blue, você fala assim: "Ah, tá bom, porque você não sabe." E aí e flui e flui. Na nossa na nossa na nossa fala, a gente a gente quer enquadrar a criança. A criança fala >> fala qualquer coisa e já começa. Mas por que que é? Que é isso? Quem fala de novo? Repete assim. >> Isso mesmo. É muita ansiedade dos pais de >> essa pressão. Nossa, essa pressão com a criança coitada. Até eu ia deixar de falar. Eu falou: "Não, eu tô [risadas] tô me sentindo muito pressionado. Tô me sentindo muito pressionado. Chega, chega por hoje, chega para Então, a criança ela aprende uma outra língua, não porque ela entende o que essa língua quer dizer. Então, assim, na repetição, na repetição, ela pode até entender a a o significado dessa fala, >> mas a funcionalidade dessa fala no sentido assim de pegar essa fala e aplicar de uma outra forma e de uma outra maneira, de forma espontânea, né? Então ela vai pegar essa fala. Então vamos supor a ó, eh que eu não mande nada de inglês, vamos supor que a criança tenha falado o abrir em inglês e aí ela entende que quando ela faz o movimento, ela tem que falar isso e tudo bem. Então ela entendeu, mas ela não faz a mesma associação, por exemplo, uma outra porta. Se a porta não tem maçaneta, ela não vai falar mais porque ela só tela ao movimento. >> Sim. Então, então você pensa, ela tem, ela, ela falou, ela falou, ela falou no momento certo, falou, ela faz relação disso com outra coisa que teria a mesma funcionalidade? Não. Então, não teve compreensão. >> Não houve compreensão. >> Então, quando a gente fala assim, ah, >> é, >> quando a gente fala do CA, né? é quando a gente fala do CAA, então assim, o que difere muito o recurso para celular, a maneira como isso é ensinado. Então, geralmente quando você dá um celular pra criança, você não tá do lado dela vendo o que ela tá vendo, falando o que ela tá vendo, eh, estimulando o que ela tá vendo, não. Você, você dá e sai, sai, sai de perto. Agora, quando a gente trabalha com o recurso, eu preciso mostrar pra criança o que eu estou falando sobre o que ela está vendo, mostrar para ela que quando ela aperta remete a isso e fazer isso de forma repetitiva. Então assim, não tem como você falar: "Ah, é igual, não é igual". Pelo contrário, existe uma bagagem, uma carga de repetição e estímulo muito grande paraa criança conseguir se comunicar dessa forma. Então não tem como falar que vai ser robotizado. O que pode acontecer é todo o processo de aprendizagem de aprendizagem sobre qualquer coisa, a gente não tem aquela aquela aquele domínio. >> Então no no começo é mais na repetição ali, mais sistemático, né? mais grosseiro, depois vai aprimorando e aí a criança consegue criar frases, consegue dizer o que quer de forma específica, consegue se expressar de forma mais eficiente. Então é balela esse negócio de de a atrapalha, não atrapalha atrapalha não procurar maneiras de desenvolver o seu filho. Atrapalha. É, >> mas eh eu vejo que quando as pessoas falam que é robotizar, >> eles estão falando do quando a gente tá no início, a gente tá apresentando o item e apresentando para entender o que a gente tava mostrando. A gente tá mostrando a figura da bola e apresentando o item da bola. Isso é como se fosse um ah, mas você tá robotizando essa criança saber sair desse item. Aí você viu que você trouxe aqui, precisa generalizar, precisa entender se você tem funcionalidade em outro em outros ambientes para ela ter essa compreensão, essa interpretação, né? Eu vejo que com Artur, >> quando a gente iniciou a comunicação com ele, iniciamos também com PEX. O PEX a gente chegou na o nível um, que seria a apresentação do item figura. No nível dois, ele já sairia e saía de um ambiente pro outro para se comunicar. Então tinha essa interação conosco. Já o três já vinha o que você quer, o que você, o que você, o que você quer comer, ele já apresentava o que ele queria. Aí quando começou a aumentar os atributos, a crian ele já não entendeu mais, né? Então ele já passou, não conseguiu passar dessa fase. Hoje a gente tentou trazer a comunicação alternativa e oativa com ele, >> só que ele vai para outras telas, tá? [risadas] Já ele já vai pro outro, pro YouTube, não, ele não foi funcional. Então a gente tá trabalhando a comunicação expressiva para ele trazer essa expressão, né? Então você vê que cada criança tem sua singularidade, uma forma diferente de se trabalhar. Então tudo bem, tudo bem, né? >> Sim. E e isso e não quer dizer que que ele não que ele não não vá que ele não vai desenvolver essa capacidade. Pelo contrário, nesse momento, na fase dele, nesse momento, ele não tem interesse. >> Então a gente vai buscar por uma outra forma de estimular as mesmas competências. >> Agora pode ser pode ser que daqui se meses num outro salto de desenvolvimento ele se interesse. >> Sim. E aí, e aí tem, por isso que a gente fala, os pais, eles têm que ficar atento a as possibilidades, as oportunidades que a criança vai dando. Então isso, isso é muito bacana. Então assim, o mesmo mesmo criança que eu falei de não conseguir abrir a porta e não pegar o próprio brinquedo, é a mesma criança que hoje entra sessão, a empurra a cadeira, sobe, pergunta que que vai fazer. Quando eu pergunto para ele quem vai começar, ele fala: "Ô Pedro, eu que vou começar. Então assim, então assim, é, é uma é uma criança que mudou completamente, mas por quê? A gente viu dentro daquilo que ela era capaz. Eu sempre falo paraas paraas famílias, pros pais, cobrar da criança aquilo que ela não é capaz de fazer é errado. Sim. >> Você tá pressionando a criança e você não vai chegar a lugar nenhum. Agora, se você entende que a criança é capaz de fazer, é é sua responsabilidade. Então, deixar com que a criança faça, >> é fazer que ela evolua, né, nessa >> evolua. Exatamente. Então assim, tem tem que ter essa tem que ter essa autonomia. Então assim, hoje pode ser que ele não queira, mas não quer dizer que daqui daqui se meses ele ele tope, então por isso que eu tenho que estar atento. Bom, hoje ele não quis, beleza, deixa um anotadinho, mand uma outra oportunidade. Pera aí, será que agora rola? Deixa eu tentar de novo, porque o que não pode acontecer é colocar na gaveta e esquecer. Ah, eu tentei, >> eu tentei, não deu certo e ficou por isso. Não, você tentou numa fase, num momento onde a criança teve uma recusa, não quer dizer que isso se sustente. Então, no num outro momento, você tem que trazer isso de volta, você tem que tentar isso de novo. Então, assim, a gente tem que tem que ter tem que se cobrar sobre isso. tem que me cobrar como pai, como fono, me cobrar como auxiliador de sala, no sentido de que se não deu certo agora, não quer dizer que não vá dar certo nunca. Não é sobre isso. Então assim, é sobre >> eu vejo uma coisa importante, o Andre falar pros pais, porque você trouxe isso conosco, que teve uma criança que você tentou a comunicação e não e ela não conseguia se comunicar, aí você trouxe o a comunicação alternativa e aumentativa para ela. >> Porque muitos pais ele tem essa ansiedade, sabe? Ansiedade de o filho falar, falar o meu nome, falar mamãe, falar papai. Pode ser criança que não tem esse atributo, né? Não tem esse recurso paraa fala. Então, para que eles entendam que a comunicação alternativa e aumentativa é uma comunicação paraa criança. Você não tira isso dela, né? Dá esse essa oportunidade para que ela possa se comunicar no seu contexto social e trazer autonomia, né? Então você você tem como dizer mais alguma coisa nesse sentido pros pais entenderem a importância de desse olhar pro filho, não por não ficar pressionando essa criança algo que ela pode ser que ela não tenha, mas que a gente possa ter oportunidade de ensino, de comunicação de forma funcional para ela, que ela possa se comunicar conosco, né? Porque muitos pais tendem essa essa necessidade, buscam essa necessidade. Eu como mãe, né, eu queria sempre ouvir a voz do Artur falar mamãe. Hoje ele fala mamãe pelo tempo todo, mas tem cri quando ele não falava, eu falava assim: "Tá bom, ele não é não, ele não tem esse repertório". Eu comecei a entender que ele não teria esse repertório, mas aí ele foi desenvolvendo. Mas tem criança que não vai desenvolver, né? a gente vê pessoas com eh com autismo que não desenvolve a fala, né? >> Uhum. A gente coloca, né? Não é à toa que o nome se chama espectro, >> porque varia de cada caso a um caso. Então, e e essa questão de nível um, nível dois, nível três, não, eu todos os níveis t as suas complexidades, todos os níveis tm os seus desafios. Então assim, ah, mas o nível um é tranquilo, não é tranquilo. Na verdade, ter uma criança, ter um filho, já não é tranquilo. De modo, de um modo geral. Então, assim, você já tem uma responsabilidade muito grande. Então, a gente entende que a cobrança, autocobrança, essa questão de você projetar muitas coisas daquilo que tá sobre a sua vida na criança, é um problema. Até mesmo porque eu sempre falo pros pais, a gente não pode eh esperar o amanhã. A gente tem que tratar do hoje. Então assim, eu eu não eu não sei o que vai ser na próxima sessão. Eu não sei como que a criança vai fazer na próxima sessão. Eu tenho o hoje, eu tenho o agora. Eu vou ver o que a criança é capaz, se o que a criança me dá de resposta e beleza. E também não trazer as dificuldades da criança desse momento, projetar já pro futuro. Ah, como que foi que a gente acabou de falar? Ah, a criança não quis pintar, não vou mais trazer o pintar. Não, criança não quis pintar, mas vou trazer. Vamos pintar, vou tentar de outra coisa. Ah, não quis pintar com lápis. Vamos pintar com o dedo? Não, não quis. Vamos usar um uma canetinha? Não, não quis. Vamos fazer um rabisco? Não, não quis. Então assim, essa é a ideia. Então assim, eu entendo que os pais eles buscam o acompanhamento fon. Vou colocar dentro da minha esféria, né? Os pais buscam o acompanhamento fonadiodiológico não pela criança, >> por eles mesmos. >> Isso mesmo. >> É o primeiro, a a maior demanda quando o pai chega falando assim: "Ah, ah, meu filho tá falando errado". Aí eu viro pro filho e falo assim: "É um problema para você? A C tem do tr anos que é um problema para você falar errado. Me conta. Você tá falando errado, que que tá acontecendo? Me fala tá sendo um problema para você, né? Porque assim, não se trata da criança, se trata dos pais. Então assim, a criança falar errado é um problema? Não é um problema. Na verdade não é um problema. O problema é se isso afeta o desenvolvimento da criança, então a relação dela com outras crianças, a autonomia dela dentro da escola, se isso faz com que ela se diminua, com que ela se sinta inferior, com que isso aferte a autoestima dela, aí é um problema. Mas falar errado, por falar errado não é um problema. Então, mas na visão dos pais é um problema. AF tá falando errado, quero que se resolva. Então, assim, é interessante pros pais entender o que é um problema, o que de fato é um problema. Então, o que de fato acaba sendo algo preocupante, porque não pensa assim: "Meu filho não fala, mas ele me entende, ele me compreende, ele mostra o que ele quer, ele ele escolhe a própria roupa, ele brinca com os coleguinhas, ele se envolve nas brincadeiras, ele puxa alguém para brincar. Então, a fala realmente não é um problema. Eu não vejo a fala como um problema nessa situação. Então assim, a ideia é o que de fato é um problema, porque a gente coloca muito sobre o que eu acho que é, mas não leva em consideração pra criança, pro desenvolvimento dela. >> Então assim, eu sempre falo pros pais, antes de pensar na fala, você já pensou se seu filho enxerga bem? Antes de pensar na fala, você já pensou se seu filho ouve bem? Então assim, se já foi atrás, porque é aí que tá o um, talvez uma das dificuldades, >> é uma das dificuldades que acaba sendo muito invisível, né? Aquilo que não é visível, aquilo que não é auditivo passa. Então assim, tem outras coisas, tem outros pontos importantes. Então, quando um pai entra na no no atendimento fonológico, eu sempre brinco com eles pensando, eu sempre pergunto para eles: "O que vocês esperam da fonologia? O que vocês esperam que seu filho desenvolva aqui? E a e é unânime e fala assim: "É, fala bem." Então, então e aí eu devolvo para eles o que é falar bem? Então, toda vez que eles vão me falando, vou devolvendo para eles para entender se se de fato eles sabem o que eles querem, porque assim, a criança não quer nada, a criança quer quer ser criança, né? El assim [risadas] fala assim: "Ah, ah, eu tenho eu tenho uma família que eu gosto muito no consultório que ela aprendeu a cumprimentar. Então agora ela tá, ela cumprimenta na hora que ela chega e ela cumprimenta na hora que ela que ela vai embora. E o interessante é que a ela ela tá desenvolvendo a fala aos pouquinhos e a gente vê assim, o que fez uma diferença na família foi que ela criou um laço afetivo com o irmão, porque na verdade o irmão se sentiu eh eh envolvido com ela por conta do cumprimento. >> Então assim, ela ela precisou falar, não. Então assim, foi algo que ela aprendeu que teve um significado muito maior do que palavras. Então foi foi tanto que eu postei esses dias no Instagram do consultório um vídeo com ela. Então foi a primeira, eu tô com ela mais ou menos um, vai completar um ano que eu tô com ela e foi a primeira vez que ela me abraçou. Então quando eu saí para para chamar ela, falei assim: "E aí Júlia, vamos?" Aí ela veio e me abraçou. Aí eu saí andando, ela foi atrás atrás de mim. Então assim, a primeira coisa então eu falo assim, isso isso é maior do que palavras, isso é maior do que a fala, né? ela me vê como uma pessoa, ela entender que eu tô ali para ajudar ela, que é o momento de de brincar, um momento de lazer. Então assim, isso sim é significativo. Então os pais eles precisam ter o mesmo olhar. O meu filho me enxerga como como alguém importante para ele, né? O meu filho se enxerga, meu filho se sente bem estando comigo, eu consigo puxar do meu filho o máximo. Assim, porque eu sempre falo pros pais, a criança pode não falar. Se ela fala dá, vamos aproveitar o dar. É o dá que a gente tem. >> Vamos usar o dá. É o dá. É o que tem hoje, o que tem para hoje. Tem para hoje é o dar. Vamos no D. Vamos no D. Porque senão a gente a gente se cobra demais. Então quando a gente fala assim a a os erros que a gente falou até agora, né? Então quando a gente fala sobre a o tempo da criança, então de fato a criança tem o seu tempo, mas eu não preciso esperar o tempo da criança para entrar com a intervenção. >> Então >> não que isso. Se eu já vejo que ela tem dificuldade, ela pode desenvolver. >> Já podemos trabalhar a intervenção, né? Exatamente. É a mesma, é, é a mesma perspectiva de falar assim: "Ah, eu vou dar morri e faca". Aí a pessoa tá vendo, dando, dando morri em faca, a pessoa fala: "Ah, uma hora ela vai perceber, mas eu não posso chegar lá e falar para ela: "Não, não faça isso é >> eu posso. [risadas] Pode chegar láem, vem, deixa ela descobrir. Ela vai descobrir. >> Não, mas deixa ela machucar. Se machucar >> é [risadas] então a gente tem, a gente tem esse esse lado assim como ser humano de de ser um pouco individualista para assim: "Ah, aconteceu comigo, ela que se vire". Não, pelo contrário, se isso aconteceu com você, é, então é a mesma perspectiva do desenvolvimento. Exatamente. Então assim, os pais >> eles vêm muito preocupado com um ponto específico e esquecem o todo. Então você você pensa assim, a fala a fala ela faz ela faz parte do desenvolvimento da criança. Então antes da fala você tem que ter interação, socialização, a parte comportamental, linguagem, cognitivo. Então quando o pai fala assim, ele ele não desenvolveu a fala, tá? Eí, como é que a interação, a socialização, então assim, existem outras questões além da fala que é tão importante enquanto a fala, ou melhor, coisas que são que vão ser estrutura pro desenvolvimento da fala. Então, ah, ele ele aponta, não aponta, e eu preciso que ele aponte pra gente começar a desenvolver a fala. >> Assim, ah, então não então o problema não é a fala, é o problema de não apontar. Então assim, nesse momento, né, a gente a gente pensa assim como como um exemplo mais simples, mas a ideia que eu falo sempre pros pais de um modo geral é não, ó, veja seu filho como um todo. Assim, falo assim, fala pr seu filho como um todo. Então assim, aí você começa a ver que, por mais que ele não fale, existe outras características tão importantes quanto que podem potencializar aquilo que ele não tem. Aí fica mais fácil. Aí vocês vão ajudar para que eu consiga exercer o meu trabalho de forma mais correta. Você fal eu falo pros pais, vocês vão ter dois caminhos como como pacientes do consultório, né? Sempre falou, não é só criança, os pais é é é plano, é plano familiar. Eu trabalho com a criança e com os pais. Eu falo para eles, vocês têm dois caminhos. Vocês têm o caminho de me ajudar e de me atrapalhar. Sempre falo. Então assim, aí o o me atrapalhar atrapalha quem de verdade? Eu falo vocês. Porque você tá me atrapalhando a desenvolver, eu vou ficar mais tempo com seu filho. É mais tempo de terapia e aí você que vai ter que trabalhar mais para conseguir bancar a terapia que eu tô fazendo. Então vamos lá. Ajuda. [roncando] Então, então acho melhor você me ajudar que vai ser mais vantajoso. Porque é exatamente isso. Qual, qual, qual que é o melhor momento pro fórum? Eu digo por mim, por mim, né? A alta. Então assim, a alta não tem nada mais gostoso do que a alta. >> Não tem nada mais gostoso. Então assim, fala assim, se você faz um trabalho bem feito, se você tem um planejamento terapêutico, a alta ela ela é resultado. Ela vai ser um resultado. Então assim, a gente fala assim: "Ah, a família tá indo embora. de partir o coração muito. Acho que eu tenho contato com tod ah com todas as famílias que que já passaram comigo. Eu tenho eu tenho contato. >> Eu tenho contato porque cria cria esse esse vínculo. >> Esse vínculo, né? Exatamente. Então, acho que é muito importante pensar sempre nos erros como também uma forma de você poder enxergar criança de uma forma diferente. >> Então, quando a gente pensa na questão da questão do do dos erros, então o tempo da criança, como a gente falou, antecipar nas imenas ações, >> a fala, achar que a comunicação é só fala, não é? a questão da telas em excesso e e não estamos dizendo sobre os recursos, não é recurso. O recurso, na verdade, ele é mais que necessário e quanto mais tempo de uso, melhor. Desde que tem o mediador ali, a pessoa mostrando pra criança. >> Isso que eu queria fazer, perguntar para você, Wendy, qual é o impacto das telas, das telas comunicação? Você pode nos trazer essa esse impacto? Como? Eu acho que o ponto é o ponto principal o ponto principal da quando vamos vamos sempre separar, né, a tela que a gente tá falando de de aparelho, né? >> Sim. Celular, essas coisas. >> Celular de vídeos, de de joguinhos e tudo mais. Jinho, >> oh, o problema, o problema assim, se eu fosse colocar em uma única palavra a questão do mediatismo, então assim, a criança ela se torna impaciente, ela se torna inquieta e desatenta. Então, essas três características, elas são assim visíveis em questão do excesso eh das telas. Por quê? Se você for para ver mesmo me observar, a criança ela não fica num vídeo. Então ela começa num vídeo, daqui a pouco ela pula para outro, pula para outro, a daqui a pouco vai para outro, daqui a pouco ela baixa, tira do YouTube, cria que numa outra coisa, depois volta pro YouTube e assim vai indo. Então a questão é nada, nada satisfaz, nada preenche. Então ela se se torna um movimento de repetição. Aí você fala assim: "Ah, não é bem assim". Não, nós somos assim, >> somos. a gente pega, a gente pega no celular, a gente vai pá pá pá. Tanto que a plataforma, né, do Instagram, do Facebook, eles eles diminuíram, né, os vídeos para prender o tempo. Então assim, você vê a maioria dos vídeos, 15 segundos. Por que 15 segundos? Porque a gente não consegue ficar mais tempo que isso, Venon. >> Sim. >> Passa de 15 segundos falar passa ponto aí. Aí tá, tá lá. Ah, vou te ensinar uma receita. Pega o ovo, não sei o quê. Não demorou. Então assim, a gente faz, a gente faz o tempo, o tempo todo, o tempo todo. Ah, não, já foi. Igual uma coisa que deixa a gente tão impaciente, anúncio. >> A gente tá assistindo o vídeo, aí entra no anúncio, aí você já começa, ai que porcaria, pelo amor de Deus. 30 segundos, 30 segundos tem que esperar. Aí tá, deu 15 segundos. Fala, meu filho. >> Não tem fim nenhum. Aí na hora na hora que, na hora que chegou um segundo já aperta, ufa, ela acabou bem de novo. Então assim, o problema é que isso isso já interfere nas nossas vidas como adultos, consciência, >> traz ansiedade. Então, quer dizer, a criança fica mais ansiosa, o que mais? >> Aham. Ela fica inquieta, ela fica >> e aí fica impaciente, paciente, que é tudo na hora, né? e desatenta, porque a a atenção, a gente fala de atenção, não é só tempo, atenção, atenção é compreensão. Então você demanda a atenção quando você entende aquilo que que tá sendo trazido para você como uma linguagem receptiva. Então, quando a gente fala, quando você conversa com alguém ou que prende a sua atenção ao outro, é o quanto você entende do que a pessoa tá falando. >> Sim. Se a pessoa tá falando e você tá tá boiando, você vai perder atenção. Então assim, a a atenção ela não é só tempo, ela é compreensão, o quanto você tá compreendendo disso. Então a atenção ela é ela é importantíssima, seja para aquilo que você faz ou para aquilo que você recebe de informação. Então a criança que fica muito tempo na tela, ela se torna um problema por conta disso. Ela não tem tempo para fala do outro, ela não tem tempo para compreensão, ela não tem tempo pra própria execução de atividade, ela não tem tempo para fazer funções de rotina. Então assim, escovar o dente, >> ela só faz o tiendo, né? >> O é o próprio comer. Exatamente. A minha esposa, ela muito assim, todo lugar que a gente vai para comer, tem uma família onde a criança tá comendo com celular. Então a gente vê o o qu o quão problemático é isso, porque a criança ela nem mastiga direito, na verdade ela ela nem anseia pela engolindo, né? Tá engolindo. Importante a mastigação, né? Pra comunicação também, né? Exatamente. Então ela tá ocupada naquilo. Então a tela ela tem esse problema não só para criança, mas para qualquer pessoa >> qualquer pessoa que tem qualquer pessoa >> que tem exposição e a gente não tiver não tiver esse controle não tem jeito. Então assim, eu sou contra telas, não sou contra telas, mas eu prefiro que você use então o o a sua televisão. Você vai usar a sua televisão e não vai dar o controle na mão da criança. Você vai colocar algo e deixar e deixa lá. Então assim, vai ter o começo, o meio e o fim. E é aquilo e ponto. Então assim, eu eu sou a favor desse tipo assim, porque o celular na mão da criança, ela não vai não vai entender o que o que ela tá fazendo, quão importante aquilo é ou deixa de ser. Então o que vai acontecer é você vai estar alimentando nela um comportamento eh que mais desregula ela do que desenvolve. >> E também a gente vê crianças que ela traz a tem a comunica tem o colali tardia, né? Ela tenta, ela traz um contexto do desenho do que ela tá assistindo paraa comunicação. Isso não é uma comunicação funcional, isso não se torna uma comunicação. Mas tem a mitigada, né, Andre? Que a aquela criança que a gente já tá trazendo no contexto que a gente tá falando com, por exemplo, eu derrubei o vaso e a criança quando ela vêu, a gente vê fala quando a gente derruba um vaso, a gente fala assim: "Qebrou, né?" A criança muitas vezes quando ela tá nessa nessa ecolalia mitigada ela fala: "Bachucou, levar o médico, né? Então a criança ela traz uma funcionalidade", mas é uma comunicação que ela tá tentando, né? >> Então isso é isso é muito importante entender essa parte da da ecolia eh imediata, tá? Earia tardia e a mitigada, que a mitigada é uma forma de comunicação, né? Uma coisa também que eu queria compreender com você, como seria a rotina, como que é a forma da rotina diante com os pais, porque os pais eles leva as crianças para para terapia e aí você traz uma atividade porque também tem atividade de casa que os pais têm que fazer. Como funciona essa essa rotina em si? É, na, eu sempre falo pros pais que o, no, pelo menos no, no consultório, no consultório, a gente tem uma política de uma hora de sessão, 45 minutos é da criança e 15 minutos é dos pais sempre. Então, os pais eles são obrigados a ouvir a gente por 15 minutos. Eu não abro mão disso. Então, eh, então quando termino a sessão, eu chamo o pai, explico para ele aquilo que foi feito. Eu sempre falo pros pais, >> se você tá buscando um acompanhamento, você precisa entender esse acompanhamento. Então, o porquê desse acompanhamento? Porque a levar a criança até o consultório e ela tem um tempo de terapia, depois você traz na semana seguinte, mas não fazer nada nesse nesse meio tempo, tá errado, porque o que vai fazer o desenvolvimento acontecer é o tempo que a criança tem de estímulo dentro de casa, fora de casa. Então, quanto você pode colaborar em potencializar isso. Então, como que a gente trabalha? Toda sessão ela vai ter esse tempo da criança. Dentro desse tempo com a criança é pra gente saber se o que deu certo e o que deu errado. Aquilo que deu certo a gente tem que explicar pros pais para poder usar isso como prática na semana. Então não adianta eu pegar uma atividade >> e falar pro pai: "Ó, eu fiz isso, isso, isso. Quero que você faça". Não, eu vou falar pro pai: "Pai, eu fiz isso, isso, isso para desenvolver na criança a um som X". Então é legal em casa, quando você for trabalhar com isso, isso, isso de casa, que tem o mesmo som, trazer esse mesmo movimento. Então você não vou falar para ele assim, pega isso aqui e repete, repete, repete. Não, no dia a dia, >> isso. Então, no dia a dia, você pode pegar esse som e trabalhar dentro das ações de casa, com os móveis, com tanã e tarã. Quando você tiver dentro do carro, você pode perguntar paraa criança se ela está vendo algo que tem esse som ou fazer o som com ela. Então assim, trazer isso pra rotina, porque a gente sabe que o pai não vai, não vou dizer todos, não vou generalizar, porque no consultório tem muitas famílias que são muito muitos assim regradas. Exatamente. Eu falar assim: "Faça isso". E ele separar um tempo para isso. >> Então temos esse esse essas famílias, mas na maioria dos casos são famílias que não têm tempo para sentar com a criança, então tem que aproveitar do tempo que está com a criança para estimular. Então a ideia seria trazer de forma mais prática dentro da proposta. Então por isso que a gente separa esses 15 minutos para poder explicar pro pai o que foi feito e o que eles precisam fazer durante a semana. Porque de uma semana para outra o que a gente espera que a criança já esteja mais próxima de de um de acertos referente à aquele som pra gente poder avançar ou ou tá trabalhando por palavras, trabalhar por frases, trabalhar da fala espontânea. Então seria essa ideia de de gancho. Mas como já tem casos que a gente ensina a criança na na sessão, os pais não fazem nada durante a semana e na semana seguinte eu tenho que reforçar aquilo que eu fiz na semana seguinte. Aí já é um trabalho, é retrabalho, né? Tem que voltar retalho. >> Então assim, de rotina, é quando fala pros pais rotina, eu não, eu eu particularmente não trabalho da forma de sistemática, sabe? Tem que separar [limpando a garganta] 3 horas, 1 hora de manhã, 1 hora à tarde, 1 hora à noite para fazer o treino. Eu não sou assim. Eu procuro falar assim: "Como é a rotina de vocês?" >> Sim. >> Qual é o tempo que você tem com a criança, né? que momento você está com ela e como a gente pode aproveitar esse tempo para você estimular isso de forma mais simples. >> Essa é a ideia, porque eu prefiro o simples bem feito do que o complexo mal feito. Então assim, de você dar atividade, explicar de tudo um pouco e e os pais acabar não fazendo. Então não adianta. Então a ideia, tô fazendo isso por isso, isso e isso. Então sempre explico de forma mais simples, aplicada pro dia a dia, para que eles consigam dar continuidade na semana, porque é daí que vem o ganho. Então assim, a >> dessa parceria >> hoje eu tive um ganho desse, sabe que eu com Artur hoje a gente teve a gente tá tá trabalhando a comunicação expressiva, né? Eu abracei o Artur, só que eu abracei forte, sabe? Apertei, ai meu amor, eu abi ele assim e aí ele falou, falou assim: "Você não pode fazer isso?" Aí eu respondi: "Eu não posso, mas eu fiz ele: "Você não pode." Eu apertei ele, sabe? [risadas] E ele, sabe? Houve uma comunicação ali, eu fiquei tão empolgadas, não tem noção. Eu queria apertar de novo, mas ele ele já falou que não podia, né? Então [risadas] eu já obedeci. Mas você viu a importância, né, quando a gente traz uma atividade que seja no contexto da família. Eu acho muito importante isso, porque a aquela criança fica robotizada fazendo aquela atividade, chega na na na terapia ali, fica desgostosa, não vai querer participar, né? E é muito importante o jeito que você faz. Ah, eu gostei, Andrei. Achei top. esse momento os pais até se envolvem na terapia, né? Então eles se envolvem, fala assim: "Ó, meu filho, tô trabalhando isso com meu filho, meu filho vai se comunicar, vai traz mais motivação pros pais. Agora, se você falar, traz uma atividade, vai fazer isso, a criança não quer sentar para fazer isso. A criança não vai, não vai parar e o pai vai ficar estressado. Aí volta naquela, na terapia, todo mundo estressado e ninguém funciona. A comunicação que era boa para aquela semana foi um um desastre. [risadas] >> Então, ah, muito bom. Gostei mesmo. A gente tem uma uma fala aqui da Fabiana Esperdião, ela é do nosso projeto Tesouro Azul. Oi, Fabi. Ela faz uma pergunta. Há orientações específicas para professores e auxiliares de educação infantil que possam favorecer o desenvolvimento da comunicação da criança no ambiente escolar? >> Ixe, é que é que a gente vai a gente vai [risadas] de forma de forma >> foi bem ampla, né? é conseguir trabalhar de forma objetiva, acho que é mais complicado. Eu acho assim, um caminho que é muito bacana, eu sempre falo paraas paraas professoras quando eu faço o treinamento, eh criar criar o reflexo de atenção. O que que seria o reflexo de atenção? Então eu não eu falar o nome da criança mesmo que ela não tenha necessidade. Então eu vou falar: "Artá tudo bem, Artur dizendo o quê? Artur quer me ajudar? atu tanã atu tanã. Então vou fazer, vou vou falar essa palavra de forma repetitiva para quando eu falar eu ter a atenção da criança. Então assim, eu vou induzir a atenção dela para quando eu falar quando necessário ela ter atenção direcionada. Então é difícil quando quando você vai pro lado da criança e você quer que ela faça uma atividade, mas ela não tá condicionada a isso. Então o que você vai fazer e de certo modo é forçar a barra. né, no sentido de vamos fazer, tem que fazer, vamos terminar. Só que a criança ela não tava condicionada a isso. Então acho que dentro da sala de aula a parte mais complicada é tudo que se torna competitivo, a atenção. Então as próprias crianças, o material em cima das da da mesa, os sons, a tudo aquilo que ela vê, né, em questão visual. Então tudo isso compromete. Então como é que eu trago a atenção da criança pra fala? para fala. Quando eu pego uma palavra que tem um peso, não sei igual, porque para criança o não é tão tão doloroso >> o não >> que tem um >> porque a gente fala tanto é tanto não, é tanto não é tanto na verdade na na vida, né? É tanto não na vida que a gente tá calejado, né? Tanto não a gente tá acostumando. Ouvindo não não >> não quando quando a gente ouve o sim, a gente fica até surpreso para falar assim: "Mas >> nossa, fica tão tão feliz que alegria". >> É mesmo, é mesmo. A gente até duvida. É mesmo, tem certeza? Não é um não, não, não é um não. Então assim, a então a criança ela ouve muito não, por isso que ela acaba criando uma resistência, uma resistência assim de de reativa, né? Sim. >> Então, então eu posso virar pra criança e fala assim para ela: "Agora não, eu não tô dizendo que não, tô dizendo que agora não". e ela vira o hul fica louco. Mas eu não disse que não iria fazer, eu só disse que agora não, mas fala dela ouvir o não, todo o resto desaparece. Então quando a gente fala assim, como como que eu como que eu posso trabalhar a atenção da criança >> na sala de aula, a minha fala quando eu faço a vamos supor, eu eu sempre atrelo ao nome da criança porque o nome da criança ela compreende mais rápido. Então quando eu falo: "Ah, tanã, tá tudo bem? Ah, então tá bom. Tanã. E aí? Tá conseguindo fazer? Ah, então tanã. E aí, como é que tá a atividade? Tananã. E tãã. Então, quando eu quando eu trago o tanã para algo significativo, eu já tenho essa atenção maior, a criança já tá mais condicionada a isso. Então, sempre fala assim, é legal de você criar essa essa atenção à fala. Eu acho que vai ser o ponto o ponto principal. Então, se a criança não está atenta à sua fala, mesmo que ela esteja olhando pra folha, pode ser que ela não esteja compreendendo o que ela tá vendo que assim, quando fala assim, a sala, a sala de aula, ela é muito complicada por conta dessa competição. Tanto que a gente fala, eh, para as escolas, qual que é o maior desafio? Como é que eu vou trabalhar uma metodologia individualizada dentro de um grupo onde já existe uma grade e tudo mais? assim é complicado. Então, a metodologia da escola é trabalhar alfabetização por método alfabético, mas o TEA vai atender melhor pelo método fônico. E aí, como é que eu faço? Como é que eu vou trabalhar dentro da sala de aula o método fônico sendo que a apostila é o método alfabético? Aí você fala assim, é, tem que ter o o a adaptação, né? Então você vai ter que trabalhar por cima disso. É é delay, tá? Mas como então assim, como que eu vou fazer isso? Como é que eu vou trabal? Então é desafiador. É desafiador. Eu acho que o mais fácil é criar uma rotina em sala de aula, onde cada criança exerça um papel diferente. Vamos supor, hoje o fulano vai dar as folhas para todo mundo, aí ele vai entregando a no dia seguinte agora a outra pessoa vai dar as folhas, porque a ideia inserir a criança dentro dessa responsabilidade. >> Contexto social também, né? Tá trazendo. >> E o brincar não seria interessante trazer o brincar também? se que ela tá falando desenvolvimento infantil, acredito que são crianças pequenas, né? Então, se a gente trabalhar o brincar ou música, a a funciona também? >> Funciona muito, muito. É que na verdade a criança a criança ela vai muito pela cópia também. A gente vai colocar assim, ela vê uma criança fazendo algo, ela vai querer fazer sem entender o que é. Então, a brincadeira, eu acho que ela ela é um recurso muito gostoso, porque ela é simples, ela é lúdica, então fica mais fácil da criança entender uma repetição, a um um até mesmo uma a regra estabelecida dentro da proposta. Então, acho que o lúdico, a brincadeira, ela ela é ela é bem eficiente desde que você tenha o padrão, né? seria de você fazer fazer a rotatividade das crianças, de colocar a criança em atenção à outra criança, de de trabalhar essa questão do coletivo. Aí sim, eu acho super bacana e principalmente se for atrelado ao desenvolvimento infantil, eh, colocar muito muito sensorial, então assim, muita atividade que trabalha a questão da coordenação, porque aí aí ajuda diretamente na, como a gente falou, no gesto, né, da nessa questão do controle. >> Sim, >> foi, >> tá? Ah, tá. Voltou. Teve um momento que você deu uma parada aqui. [risadas] Uhum. >> Uma coisa que que eu queria perguntar assim para você, Andre, porque um sempre acontece aqui, né, das dos pais falarem comigo que, ah, meu filho, ele tem ele tem autismo nível três, ele não tem comunicação, ele nunca vai falar. É mito isso. A criança com autismo vai, nunca vai falar. vai falar porque já ouvi na terapia, já ouvi na terapia de profissionais falando assim para mim: "Seu filho nunca vai falar porque ele é nível três, >> não é mito". É, até mesmo porque o nível o nível não define o nível cognitivo. >> Então assim, essa essa eu já tive crianças de nível um com um rebate cognitivo. Então o fato dele ser nível um, >> então quer dizer que ele vai falar não, por conta do nível cognitivo dele. Então assim, a gente tem que pensar que o nível um, nível dois, nível três é só a o nível de suporte que a criança precisa. Mas antes disso, eu preciso também saber o quanto de compreensão, o quanto de de associação, o quanto de desenvolvimento a criança tem, porque aí me possibilita sim saber se existe o uso de fala verbal funcional ou não, porque a fala, a fala em si, ela só funciona porque ela é uma troca. Eu só falo porque existe uma troca, porque você perguntou sobre algo, eu vou falar sobre isso. Então é sempre uma troca, na verdade. Ah, eu sempre falo pr os pais que a fala ela existe por conta do outro. Então assim, eu não vou falar comigo mesmo, eu até posso, né? A gente a gente até faz isso no dia a dia, mas digo assim, eu não, a fala ela existe por conta do outro, então isso precisa ter essa compreensão. Então de certa forma é mito, porque o que vai depender mais da criança se tornar verbal ou não verbal, ou até mesmo verbal, mas não funcional, ou verbal funcional, ou só por meio de qualquer tipo de comunicação, eh o quanto ela compreende sobre aquilo que é proposto. Então aí aí entra um outro ponto desafiador, né? Então assim, o qu o quanto ou quanto eu preciso buscar por uma avaliação neuropsico, eh neuropsic neuro, então é psiconeurológica, né? Da >> neurops avaliar neuropsicóloga. Isso, isso mesmo. >> Isso. [limpando a garganta] Para para avaliar, porque aí ela que vai fazer todo o levantamento e e os dados estatísticas. Então assim, quando que eu devo, quando que eu vou, então é é outro ponto muito importante. Então assim, sempre buscando entender o nível do desenvolvimento da criança. Então já tive crianças que não falavam em terra e começaram a verbalizar e já tão com a fala funcional e tinham tenho crianças que também não tiveram desenvolvimento. Então assim, aí é sempre dentro do que a criança traz de possibilidade. Então não dá para você generalizar, falar nível três não vai falar não, eu tenho o nível três que conversa de boa. O que ele tem dificuldade é a habilidade de compreensão. >> Sim. >> Então, mas a mas a mas para frases simples, para ordem simples, ele se comunica super bem. Então não. >> Então agora o que gostaria de entender com você, quais são os principais sinais que indicam que uma criança está evoluindo na comunicação, mesmo quando ainda ainda fala pouco ou ainda fala ainda fala ainda está no desenvolvimento da fala. E como os pais podem reconhecer e valorizar esses pequenos avanços no dia a dia? Como seria isso, Andre? >> É, eu assim, os principais os principais sinais não tá nem relacionado a ao que a criança fala, mas a imitação dela. Acho que acho que entra nesse ponto, >> sim. Então, vamos supor, se eu tô em sessão e eu faço um som e a criança imita esse som, isso é um ganho. Ah, mas ela não trouxe isso na fala, mas a fala ela é mais difícil mesmo. Então não eu não vou ver a criança quando ela fala o som da chuva. Então aí ela aí ela fala comigo chupeta. Mas no dia a dia quando ela vai falar chupeta, falou peta. Mas por quê? A chupeta dentro da frase é mais difícil de você ter atenção. Então assim eu acho que o Quais são os sinais importantes? a imitação, a imitação seja daquilo que você fala, o que você faz, o que você ensina, o que você mostra. Então assim, a imitação, o quanto a criança consegue imitar aquilo que você está propondo, que seria a questão da aprendizagem. E aí a execução disso vai ser algo gradual. Aí aí que eu acho que é importante você ver o quanto quanto tempo a criança leva para automatizar, para sistematizar algo, porque aí você pode precisar de recursos para isso. Então, ah, ela entendeu como que faz o, mas ela não tá conseguindo fazer o na frase. Que que eu posso fazer? Ah, então você pode usar um recurso visual, usa uma figura. Então, usa a figura para falar estava. Aí você mostra chuva para aquelas fal chovendo. Ah, e aí tinha um barulho da Aí você mostra a figura de novo, ela faz chuva. Então assim, usar um recurso para que ela consiga automatizar. Então quais são os sinais do desenvolvimento da comunicação da criança? o quanto de atenção ela tem para imitação e o e o e o quanto ela sustenta disso, >> porque eh é uma diferença muito grande quando você fala de palavras e frases e principalmente fala em fala espontânea, é mais complicado ainda, né? Porque aí compete muito a parte da atenção. Então, quanto maior a atenção da criança na imitação, melhor vai ser a atenção dela na questão da do das construções de frases, no desenvolvimento de linguagem sobre o que ela compreende, a forma como ela transmite aquilo que ela quer. Acho que ainda tá nesse ponto. >> Então, ô Andrey, quais são os erros ou atitudes mais comuns que pode dificultar a comunicação da criança com terra? Isso. Então, a gente falou sobre o tempo, né? Esperar o tempo da criança. Sim, >> que a gente falou que isso não existe. A gente falou também sobre a questão de antecipar as necessidades da criança. Então, os pais que são super extremamente altos protetores da criança e aí impedem com que a criança desenvolva a própria autonomia. Falamos também sobre a comunicação, não só relacionada à fala. Então, os pais não podem pensar na comunicação só como fala. Falamos também sobre o uso esse cío das telas, o quanto isso acaba sendo prejudicial e que as terapias elas não são suficientes se a família não tiver colaborando com o desenvolvimento da criança. Então os principais erros são esses. Tempo, esperar o tempo da criança, não. Aí antecipar a fala da criança, né? Eu vou antecipar as necessidades da criança. A fala só como único meio de comunicação, as telas e achar que a terapia por si só é suficiente. Não, você você faz parte desse dessa equipe multidisciplinar. >> E agora, o que a família pode fazer para estimular a comunicação de uma forma mais simples? Como que será? Poderia fazer. >> É, eu acho assim, aumento de vocabulário. O que que seria aumento de vocabulário? usa, usa as coisas do dia a dia. Então assim, às vezes a criança não fala sofá porque ela nem entendeu o que é um sofá, porque por mais que você sente com a criança, você nunca virou para ela, falou assim: "Isso é um sofá, isso aqui é um sofá". Então assim, você tá, você tá ali com ela, você senta com ela, você brinca com ela e às vezes você fala para ela: "Cola, o controle tá no sofá e ela não sabe o que é sofá". Então assim, é você fala, pros pais, a criança sabe o que é o controle? Sabe. Então pega o controle e coloca em cima da cama do quarto. E quando a criança quiser ligar a TV, você fala: "Está em cima da cama do quarto". Então assim, essa é a ideia. Então assim, ah, a criança sabe o que é controle, sabe? Ela consegue entender ambiente aonde onde ele está. Então, controle está em cima da cama do quarto. Pega lá. Você fala pr os pais assim: "Ah, tomou água." A que eles tomou água, fala: "Coloca lá na pia da cozinha". Assim, é diferenciar. Eu gosto de usar semântica, vamos supor a pia do banheiro, a piazinha. Então, vamos supor a escova de dente, a escova de cabelo. Então, trabalhar aumento de vocabulário, aumento de significante para que a criança entenda que existem coisas que podem ser iguais, mas são diferentes, como por exemplo, o próprio sofá, cadeira, banco. Então, assim, aumentar o vocabulário da criança, usar aquilo que você tem em casa como como uma forma de estimulá-lo. >> Estímulo de comunicação. Existe uma idade limite para desenvolver a comunicação, Andre? >> Não, não. Na verdade >> é Não, todo todo o tempo é tempo. Então assim, todo o tempo é é é é uma oportunidade de você desenvolver algo a mais. Então assim, até até para nós a comunicação ela ela ela é ela é uma um saquinho cheio de possibilidades. Então quanto mais joias você vai guardando dentro desse saquinho, melhor. Então assim, ai às vezes me comunico melhor pela fala, mas é péssimo por expressão. Então você não adianta de nada. Você você tá falando, mas você tá falando não condiz com o que você tá fazendo. Então assim, não dá, não dá. >> Imagina trabalhar mímica aí. Trabalhar mímica não >> não dá não dá. É assim, então querendo não, não, não, não existe um um limite. Pelo contrário, eu acho que todas as formas de comunicações, elas são válidas quando você trabalha tudo de uma forma atrelada, né? Então, quando quanto mais quanto mais meios de comunicação, melhor. Então, assim, ah, eu sou muito gesticulado, então assim, eu falo falo me movimentando, sou muito expressivo, assim, tudo vale. Na verdade, dizem que tudo tudo é um recurso para você manter a atenção da pessoa, né? Então, vale a pena. >> Sim. Eu gostaria de ouvir agora, Wendley, sobre a sua a sua clínica, como funciona sua clínica, porque você falou aqui da interação dos pais, participação dos pais na clínica. Me fala um pouco mais da sua clínica, da como que é o nome mesmo da clínica? Me conta o nome. >> É o consultório pequeninos. >> Pequeninos. Isso. Então, o consultório ele ele é uma resposta de oração assim como 99,99999 de tudo na minha vida, né? a gente pode até falar 100% porque ele tá acima de tudo. Então, a a o consultório ele foi resposta de oração. Ah, quando eu e minha esposa começamos com com propósito de oração do consultório, a gente sabia que que o consultório seria ah um lugar acolhedor, então que não tivesse voltado só paraa criança, mas a família. Então, a gente entende que toda família que tem uma criança com dificuldade é uma família que tem dificuldade. Não é a criança que tem dificuldade. Os pais vivem uma dificuldade. Então, quanto maior o suporte das famílias, quanto maior a o tempo de escuta dessas famílias, melhor o lar, melhora a estrutura, melhor a educação da criança, melhor a forma como eles se respeitam, respeitar o tempo da criança, como a gente falou, eu não preciso esperar a criança ter tempo para desenvolver, mas eu preciso respeitar a criança dentro daquilo que ela é capaz de fazer. Então, o consultório quando ele surgiu, a gente já sabia que a o foco seria famílias, não crianças, né? Então, a criança ela é um ponto onde a gente trabalha, mas o ponto principal são famílias. Tanto que a gente comentou antes da live que as famílias são as são os principais meios de divulgação do próprio consultório. Então, as famílias ocupam esse espaço de falar sobre nós, sobre divulgar o nosso trabalho, porque elas se sentem acolhidas de fato. >> Esse é o ponto de trazer para as famílias essa sensação de uma extensão do lar, né? Então, eu tô indo para um lugar onde eu aprendo algo melhor pro meu lar. Então essa essa é a ideia do consultório. Então, por isso que a gente trabalha com sessões de 1 hora, sendo 45 minutos com a criança e 15 minutos com os pais. Então, às vezes esses 15 minutos tem que até se prolongar. Então, às vezes a gente encurta o tempo de sessão para poder ter mais tempo com o pai. Então assim, porque a gente entende a importância dos pais entenderem sobre os seus filhos, entenderem sobre si mesmo, do que eu faço, quais são as minhas atitudes, o quanto isso reflete da vida do meu filho. A gente teve várias situações no consultório onde famílias estavam passando por situações complicadas de relacionamento, pensaram na questão do divórcio e graças a Deus eh entenderam que não era isso esse o caminho. Conseguiram restituir o lar, conseguiram restituir a relação. hoje vivem maravilhosamente bem. Por quê? Porque um problema às vezes quando ele não é ouvido, ele ele ele é potencializado. >> Esse problema ele vai se tornando cada vez maior porque você vai remoendo ele, ele vai ocupando mais espaços, né? Então hoje o consultório ele tem como proposta, sem dúvida alguma, desenvolver a criança como foco, sem dúvida alguma, mas sem deixar de lado a família. Então esse esse é o ponto principal. Então como a gente trabalha, qual que é a nossa metodologia no consultório? a gente foca muito na questão do desenvolvimento da criança, mas também com um todo, que seria a escola, a equipe multidisciplinar, a gente faz esse essa parceria e com os pais a gente trabalha mais em relação da próprio do próprio acolhimento. Então assim que a gente tem trabalhado hoje, tem dado muito certo, a gente tem resultados significativos, todo não temos nenhum ponto negativo até até o momento. É, então vamos ter, se Deus quiser, não vamos, >> mas também com todo esse acolhimento, esse esse cuidado, com certeza não vai ter nada negativo. >> Uhum. >> E me fala também seu Instagram, tem Instagram? Qual? Qual a região que tá? >> Tem é o nome. O nome vai bem simples. Então vai ficar @consultóqueninos. Bem simples. >> @ Onde fica, qual região? No bairro do Limão fica na Avenida Deputada Emílio Carlos, então é bem próximo da Barrafa, é bem próximo da Marginal. Então quem quem mora no bairro Porto de Santana para cá deve ser uns 20 minutos. Perdizes para cá também 20 minutos. Quer dizer, a gente fala 20 minutos, mas dia na loucura do tempo a gente coloca nada mais 20 minutos, né? Meia hora, vamos colocar meia hora. Hoje para tudo é meia hora. Meia hora, meia hora ou uma hora. Mas mas é bem rápido. Da barra Funda pro consultório. Tem a localização é bem tranquila. Nossa, Andre, eu só queria agradecer agradecer o seu seu cuidado aqui nessa live, o seu, sua parceria com Tesouro Azul, o quanto você nos abençoa com a sua vida, com a sua, com o seu cuidado de trazer a a importância da comunicação de forma cuidadosa com os pais. Extremamente >> me deixa me deixa muito emocionada, tá? Você, você sabe que você é precioso, a Pâmera também é preciosa. Daqui a pouco vamos ver os filhinhos aí. [risadas] >> Verdade. >> Eu tô querendo ver um monte de criança correndo, >> se Deus quiser. E >> que e que você você expressa muito amor, sabe, irmã Andre? Quando você fala na sua profissão, quando você fala com os pais, assim, você traz amor. Isso que é que é importante na terapia, é importante na com os pais. Eles muitas vezes estão sofrendo, como você trouxe aí, casos de pais querendo se separar e ali teve um acolhimento e teve esse amor. Então essa resposta de oração tá transportando a graça de Deus em outras vidas, né? Então >> eh eu tô muito muito feliz de ver ouvir tudo isso e me sinto honrada com a sua presente presença aqui no Tesouro Azul, tá? Gostaria que você desse você que você colocasse suas considerações finais e aqui para, né, para nós. [risadas] >> Não, você fala minhas considerações finais é até a próxima. Até até logo. >> É, [risadas] até daqui a pouco. Fal até até daqui a pouquinho. >> Ah, então tudo bem. Então, até daqui a pouco a gente se encontra e você não deixa de se inscrever no nosso canal, no Tesouro Azul Oficial aqui no canal da IBNU para você receber mais informações do do Tesouro Azul e também das da programação da IBNU. E nós aguardamos na próxima live, que será daqui um mês, estaremos até nos encontraremos até lá. Deus abençoe e obrigada. Ciao >> ciao ciao >> ciao.