# 75 Graça Comum: A teologia do bem e um mundo caído | Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
24/06/2026
# 75 Graça Comum: A teologia do bem e um mundo caído | Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
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Legendas automáticas:
Que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo estejam com todos. Nós estamos começando mais um estudo da nossa série Pilares da Fé Reformada e nós entramos agora numa parte da soterologia. Sutologia é o estudo da salvação. Nós, como já foi dito, nós vemos isso na perspectiva reformada, mas também fazendo os contrapontos na história para que a gente possa perceber o amadurecimento doutrinário, como que isso foi chegando até aquilo que nós temos hoje, né? E e isso é importante para que a gente possa eh compreender, aplicar e entender eh essas esses aspectos, né, na nossa vida para que a gente não faça eh alguma confusão com o termo graça. Porque normalmente quando definimos graça, nós falamos eh da mesma coisa, né? Às vezes as pessoas entendem sendo a mesma coisa que se está falando, porque na verdade eh a definição sempre seria o favor e merecido. Sim, em todos os aspectos a graça é, mas nós a definimos então como graça comum e graça especial. E é isso que nós vamos ver nesse estudo hoje, tá? Nós vamos pedir a bção de Deus sobre nós e assim nós continuaremos. Senhor nosso Deus, nós queremos, ó Pai, te agradecer pela nossa vida e rogar, ó Deus, que o Senhor nos abençoe. Carecemos, ó Deus, sempre da ação do Espírito Santo. Portanto, que o Senhor nos instrua no entendimento da tua palavra. É a nossa oração em nome de Jesus. Quando a gente olha, então, algumas terminologias bíblicas, a gente precisa voltar eh para essas divisões. Portanto, a graça ela é eh estabelecida na palavra de Deus, agora falando da graça comum, eh como provisão e sustento eh universal, eh fala a respeito do dom da vida como e inteligência e capacidade e a restrição da maldade aqui da ordem social. Olha alguns textos que a palavra de Deus nos mostra. Primeiro Mateus 5 verso 45, ele faz porque ele que faz raiar o seu solus e bons e que derrama chuva sobre justos e injustos, tá? Mateus 5:5, eh, em Atos 14:17 diz: "Contudo, não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo bem, dando-lhes do céu chuvas e estações, colhetas, enchendo o coração de vocês de comida e alegria." O salmo 1459 verso 9 diz: "O Senhor é bom para todos e a sua compaixão alcança todas as criaturas. Portanto, isso é a graça comum de Deus, atingindo então justos e injustos". Nós estamos então no nosso tema, nesse palco da aplicação. Mas diante disso, a pergunta que a gente sempre faz, porque se a palavra de Deus nos diz que não há justo nenhum sequer e que o mundo jigno, eh, e que a humanidade está profundamente corrompida pelo pecado, essa é a doutrina que nós exposamos da depravação total. Então, se o mundo está caído, por que não se tornou um caos absoluto? Essa sempre é uma um questionamento. A realidade histórica então é que a gente vê governos funcionando, descobertas científicas, obras de artes que são feitas, que são magníficas e atos de justiça civil. Como a gente sempre tem a tendência de, como a gente fala, olha, um avião que ele cai, ele dá mais notícia do que todos os outros que levantaram voo, né, que decolaram e aterrizaram em segurança. Eh, não sai no jornal, olha, hoje, né, no final do dia aterrizaram, né, decolaram e aterrizaram sem nenhum problema tantos aviões. você não vai ver essa notícia, mas a notícia da queda de um avião, ela vai ser notícia. Então, a nossa percepção também é um é um quanto embotada, porque a gente olha pro caos da sociedade, as injustiças, sim, nós vemos tudo isso, mas se a gente olhar para aquilo que a palavra de Deus diz, isso poderia ser muito pior, porque há um ato de Deus restringindo o mal sobre a terra. Caso contrário, a Terra seria algo completamente inóspo, né, do ser humano sendo eh deixado eh para que a potencialidade da sua natureza pecaminosa pudesse ser eh ter a sua ação, né? Então, nós vemos que a palavra de Deus, ela restringe. Então, é o freio invisível. Isso aqui é a graça comum. Então, nós temos de lá depravação total e aqui nós temos a corrupção humana no meio. E esse escudo que impede que essa corrupção humana ela tome proporções que inviabilize, né, essa vida na terra até que cumpra os propósitos de Deus. Então ela não é absoluta, porque a graça comum ela atua como um freio, mas ela não nega a depravação. Ela explica porque o pecado se manifesta em sua máxima intensidade o tempo todo, porque ele não, aliás, porque o pecado não se manifesta. Então, a graça comum não torna o coração puro, ela, mas ela coloca freios aqui na impureza do coração. Eh, o texto que nós lemos esse aqui de Mateus 5:45, fala: "Porque ele faz nascer o seu solus e bons e vi chuva sobre justos ejustos". Então, o que é dentro da definição reformada, que é graça comum? da teologia reformada vai dizer que a operação não salvadora da bondade de Deus. Lembre-se disso. E o que que ela faz? Ela concede bênçãos temporais, restringe o pecado e preserva a ordem moral e social. Quem ela alcança? É o que o texto diz: maus e bons, justos e injustos. Tá? Então, ela não é salvadora em sua eficácia. Olhando pra história, então, como que essa doutrina ela vai eh tornando, tomando, aliás, corpo, chegando a uma maturidade naquilo que nós temos hoje como uma teologia reformada e que fala a respeito de graça comum. Agostinho ele diz, ele no século V ele faz uma antítese então de pecado versus graça e o foco total na graça interna e renovadora. Então ele vai entender que virtudes pagãs elas são consideradas pecados por não provirem da fé. Para ele não havia isso. Ele tá começando falar a respeito. Idade Média ali, o catolicismo, como eh tem a natureza versus graça. Eh, o homem perdeu o dom da justiça original sobrenatural, mas sua natureza moral básica permaneceu intacta para o bem comum. Segundo a teologia católica, todo o bem que as pessoas fazem já é algo natural dele, pertence a ele. Nós estamos dizendo que todo bem descende Deus, como palavra de Deus diz em Tiago, descende Deus. Portanto, não é algo inerente do ser humano fazer o bem ou todas as descobertas, questões da arte, aquilo que é feito em prol do ser humano, tudo isso pertence a Deus, não pertence ao homem, como a doutrina católica vai dizer. Lutério, ollo já faz um retorno à antítese aqui de distinção de esferas. Então, o homem decaído pode fazer o bem na esfera esfera terrena, mas é incapaz na esfera espiritual. superior, ele faz essa distinção, mas se a gente for perceber partes da doutrina luterana aqui, ela se assemelha à doutrina católica. Chegamos então à doutrina reformada, que basicamente é sistematizada por Calvino e Abrancai, vai dizer: "Olha, o Espírito Santo ele age na criação não para perdoar, mas para restringir o pecado e possibilitar a vida ordenada. Isso é graça comum operada. Isso é uma ação do Espírito Santo. Nós estamos falando a respeito disso. Portanto, pra gente entender esses aspectos da graça comum, ela pode ser colocada como aspecto da graça universal, estendendo a todas as criaturas. Graça pactual eh eh comum a todos que vivem na esfera da aliança, sejam eleitos ou não, porque é um pacto de Deus. Ou seja, Deus estabeleceu isso com a humanidade criada, com a ordem criada. Portanto, ela também é pactual. E a graça geral que aplica-se à comunidade em geral é a cada membro da raça, aliás, da raça humana indiscriminadamente e graça ordinária, que refere-se a operações naturais e usuais do Espírito Santo em contraste com o sobrenatural. Tudo isso diz respeito à graça comum. No caminho aqui paraa gente entender o arminiano, a visão soteriológica para eles, graça comum é esse degrau. Então ele é suficiente. É a graça comum que habilita para a cooperação, que ele lembra que a visão arminiana de salvação tem uma cooperação do homem, eh, arrependimento e fé, salvação. Então, ela é um degrau aqui, tá? preparatório. Já a doutrina reformada, ela vai mostrar que há uma graça especial que é sobrenatural. É uma ação direta de Deus, da regeneração, a salvação. Ela é monérgica. Tudo isso é é da parte de Deus. Não tem nenhuma dessas questões de participação do homem e ela te leva à salvação. Graça comum é aquilo que Deus faz para que nós possamos viver nessa terra. É uma ação de Deus para que eh a igreja também expanda, para que o nome de Deus seja conhecido, que a igreja tem a condição necessária de fazer isso. Portanto, ela é aplicável aqui nessa visão terrena, tá bom? Então nós temos aqui do lado de lá na humanidade, incluindo réprobos também ou não eleitos, tem os benefícios aqui colaterais indiretos, que é a manutenção da ordem, bênçãos materiais também que Deus dá a todos. E a questão aqui quando vem emanando da cruz é a obra expiatória de Cristo. A isso é apenas dos eleitos, é a graça especial, tá? Então ela remove a culpa e a graça especial é aquilo que eh é a garantia da nossa redenção, tá? Então, nessa obra expiatória de Cristo, eh para que o plano de Deus garantisse a salvação de uma raça eleita no transcurso dos séculos, era estritamente necessário que ele exercesse paciência com a história humana. O bem-estar então temporal dos ímpios é um subproduto providencial da necessidade de manter o palco do mundo intacto para a igreja. Nesses dois aspectos, nós podemos ver aqui que a graça comum, o que que ela impede, certo? Em dois aspectos, o que ela impede e o que ela promove. Ela impede adiamento da sentença, tá? suspende a execução imediata da morte. Lembra que o salário do pecado é a morte. Palavra de Deus sempre mostra essa relação. Portanto, nessa graça comum, Deus restringe a sentença, tá? Eh, restrição do pecado, ela impede que essa corrupção ela ela tome proporções eh maiores sobre a terra. Já o que que ela promove? Nós vamos ver do outro lado. Ela a percepção de verdade. Sim, o incrédulo tem percepção de verdade, preserva moralidade externa e e todas essas questões. A própria ciência, a justiça civil. Sim, ímpios podem fazer justiça, tá? possibilita boas obras, também as relações sociais, as bênçãos naturais, como já foi dito no texto, sol, chuva, provisão, derramados sobre eh maus e bons. Então, quando chove, chove tanto na horta do crente quanto na horta do ímpio. Quando o sol vem para fazer brotar essa semente, o sol vem tanto na horta do justo quanto na horta do ímpio. Então isso é graça comum, tá? Isso é uma é uma ação de Deus, né? Sobre a sua criação. Quando nós falamos da justiça civil, deprav, né? a justiça civil aqui, eh, do ponto de vista boa, do ponto de vista material, então, ações que se harmonizam eh externa e objetivamente com a lei de Deus, por exemplo, pagar impostos, manter a paz civil, descobrir curas médicas, tudo isso diz respeito à graça comum. A questão aqui invisível, depravação, ela é deficiente do ponto de vista formal. Então, base motivacional está corrompida, ação carece de qualidade espiritual, né? Não brota. Então, essa ação não brota do amor de Deus, não provém da fé verdadeira. Portanto, não visa eh essa a glória de Deus em última instância, porque essa glória de Deus, ela é revelada em Cristo, por meio de Cristo, através de Cristo. Isso diz respeito a basicamente a nossa também a nossa salvação. Então a igreja aqui ela é a operação, é o alvo da operação da graça especial, mas ela recebe também a graça comum, certo? A graça comum enriquece a a igreja com bênçãos, terreno, ciência, tecnologia, arte, linguagem. Nós usamos tudo isso que o mundo tem, que descobre. Isso é graça comum, tá? Então a igreja toma os frutos da graça comum e os eleva colocando a cultura e a vida social. Mas agora a igreja faz isso e coloca sobre o senhorio de Cristo. Agora sim, paraa glória de Deus. Nós utilizamos todas as descobertas e tudo aquilo que está dentro dessa ordem da graça comum. Agora, em Cristo Jesus, nós usamos isso paraa glória de Deus, tá? O ímpio não. Algumas críticas aqui. Os armenianos vão criticar essa ideia dessa divisão toda. Eles vão dizer que há a influência desperdiçada, ou seja, a graça a graça de deixa de ser graça se não tem eh intenção salvadora real, tá? Mas a resposta reformada é essa. Ou seja, o favor de Deus tem múltiplas facetas. Termo graça na Bíblia não está confinado apenas a operação soteriológica, como nós já lemos no texto, eh, a crítica hipercalvinista, a oferta universal da graça destrói o decreto da eleição e o ódio ao répro. Mas a resposta reformada, eh, os canos de de Dort ensinam a expiação particular e exigem a proclamação universal. A verdade divina excede a nossa capacidade de harmonização lógica. Então, e a crítica que olhando para anabatistas e a questão de Bart, né, teologia bartiana, eh, a natureza é totalmente corrupta, ou seja, a graça de Cristo apenas aniquila a velha criação e não sustenta o natural. Mas a resposta da teologia reformada é que a graça comum sustenta a criação. A graça não destrói a natureza, mas a aperfeiçoa, tá bom? Então, chegando nisso, nós vemos a balança, eh, favor temporal, longanimidade e a justiça final. Quando nós falamos dessa restrição eh do mal, então isso aqui até responde a gente quando a gente pensa assim: "Por que que Deus não vem ou por que Deus não aniquila eh tantas pessoas mais? Por que que Deus não destrói esse ou aquele outro, né? Eh, a gente sempre tem essa, o salmista já tinha isso, colocava diante de Deus, lê o salmo 137 que você vai ver, tá? Quando há uma uma oração imprecatória, né, no final do salmo, mas isso coloca diante de Deus. Então, eh nós temos aqui o favor de Deus, a longanimidade de Deus, né? Ou seja, Deus agindo com compaixão e paciência, mas ao mesmo tempo aqui levando a reprovação justa e definitiva, tá? Na na questão da aplicação final, tá? Então esse paradoxo aqui parece uma um meio que contraditório, mas não é. Por isso que chamamos de paradoxo. Há muito mais em Deus do que aquilo que podemos reduzir as nossas categorias lógicas. Então, como general que condena o traidor à morte por justiça, mas chora por ele e serve liguarias de sua própria mesa antes da execução por compaixão. O pai que é justo juiz pune, mas ainda assim apieda-se na jornada. Uma boa metáfora, então, pra gente entender a graça comum. Aqui Berkov vai colocar essa figura. É como se fosse um andame que sustenta a construção do templo e o templo seria a graça comum. Lembra que a palavra de Deus relaciona o templo conosco também? Então, nessa construção da ação direta de Deus, né, da dessa obra salvífica de Deus, que diz respeito a aspectos também que são progressivos, a graça comum funciona como um andame que sustenta. Então, ela vai funcionar e de maneira agora temporal, tá? Então, eh, puramente agora pra glória de Deus, mas ela é temporal, né? Ou seja, quando nós estivermos agora na presença de Deus plenamente, não há necessidade. Então aqui a graça especial é a obra eterna, espiritual, indestrutível. Quando o templo for concluído na glória final, o andame da graça comum será totalmente removido, certo? completamente removido. E lembre-se então para que a gente entenda inferno, já pensou então questão do inferno, supressão da graça comum, né? Eh, e exatamente chegar nesse ponto, né, onde eh tudo aquilo que o pecado de fato é, né? Então, a gente tem uma visão do que a palavra de Deus nos fala a respeito da do inferno, tá? a prova da longanidade divina. Então, graça comum, ele mostra essa paciência de Deus, coloca em evidência, né? O mundo, então não é um inferno imediato apenas porque o criador adi o juízo, a dignidade do fazer secular, né? Então, destrói o secularismo radical. A a ciência, a arte, a boa política não são mundanas, mas frutos diretos do Espírito Santo que devem ser eh valorizados. Nós precisamos ter essa essa boa consciência. Sim, boa cultura é feita, boa arte, boa música, é são feitos por por ímpios também, tá? Então, a gente precisa ter essa visão equilibrada daquilo que Deus faz, senão nós estaremos negando a questão da graça comum e a glória aqui do sustentador. Ou seja, toda verdade é verdade de Deus. Portanto, na chuva que cai sobre o ímpio ou no arrependimento do pecador, a glória pertence a Deus que sustenta todas as coisas, tá? Então nós precisamos lembrar disso que são pilares que sustentam a essa doutrina. quatro motores, então, da graça comum, nós já falamos basicamente, mas agora para deixar sistematizado, graça comum preserva eh a criação, ou seja, sustenta ciclos naturais, estações, vida humana, né, e todas as demais coisas, como Gênesis vai nos mostrar, aquele que sustenta, restrição do pecado, que limita o avanço do mal e frustra desígnios malignos. consciência moral mantém noção de certo e errado. Sim, o ímpio tem, tá? O ímpio quando ele faz o errado, por isso que ele não é inocente, ele o faz consciente, porque Deus é que fez isso através da sua graça comum. ele eh mostra exatamente isso. Então, ele não é inocente e governo civil, instituições que protege a ordem pública e pune. Então, barbárie. De novo, eu volto a frisar, nós temos a tendência de olhar sempre o mal, eh, e a nossa sociedade, sim, nós temos tudo isso, justiça corrupta, governos corruptos, uma série de coisas, mas a gente precisa lembrar que se não fosse a graça comum de Deus, eh, o mundo seria completamente inviável, tá? Porque é a graça comum que restringe e que faz sim. Juízes ímpios podem julgar de maneira justa. Ímpios podem fazer boa arte, boa música. Eh, ímpios podem ter descobertas científicas eh boas e que ajudam o ser humano, mas tudo isso é uma obra de Deus por meio do Espírito Santo. E isso diz respeito à graça comum. Então, a linha divisória é essa. Olha por o quadro e você vai perceber graça comum. Qual é a sua ação central? Ela preserva a criação. Com respeito ao pecado, ela restringe a ação do mal. Com respeito à natureza da bênção, ela concede bênçãos temporais ao alcance, justo injustos, bons e maus, como diz o texto bíblico, é o fruto produz justiça civil e ordem, e o coração da doutrina não muda a natureza humana. Olhando pro lado de cá, o contraponto é da graça especial, que normalmente é aquilo que nós entendemos como sendo graça. Ela, a ação central é eh redenção. Ela redime o pecador, ela remove a culpa do pecado, ela concede salvação eterna, ela alcança os eleitos, ela produz santidade espiritual e justificação e regenera o coração humano. Então, toda graça salvadora é divina, né? Mas nem toda manifestação da graça divina ela é salvadora, tá? Três níveis das obras humanas para que a gente vai entendendo, caminhando pro final. Nós temos de lá bem religioso, eh práticas externas de atos morais religiosos, sem regeneração, o bem civil, fazer a justiça, tudo lá, motivado por essa consciência natural. bem espiritual, bem feito por fé e união com Cristo, tá do lado de cá, exclusivamente paraa glória de Deus. Mas o meio de tudo isso, para transpor esse abismo, o homem natural não pode fazer o bem salvador diante de Deus sem a graça regeneradora. É necessária a graça especial, certo? Então, é necessário isso. As obras humanas, nenhuma delas, por melhores que sejam, levam à salvação. É necessário a graça especial. Origem então do talento. Como nós já falamos, o pecado aqui corrompeu nossos usos dos dons, mas quando nós falamos de ciência, arte, medicina, engenharia, gestão, um monte de coisas. Lembra de daquilo que a carta de Tiago diz, que toda boa dádiva descende pai das luzes. Então, nós vemos no texto, por exemplo, de Besalel Êxodo, que Deus dá a ele habilidades artísticas, inteligência, capacidade e diz o texto, o espírito de Deus é pertencer o espírito de Deus. Tiago, então fala da toda boa dádiva, eh, e todo dom perfeito são lá do alto, tá? Então o cristão, ele deve aprender com incrédulos na ciência ou na arte, tá? Ele pode, né? Pois a habilidade que eles possuem é uma dádiva divina não reconhecida. Então, às vezes você vai aprender, eu creio que você eh teve professores que não eram crentes, eles te ensinaram matemática, sei lá, ciência, biologia, e aí você fala: "Não, eh, o ímpio não pode ensinar nada de bom, tudo é mentira". Não, nós estamos negando uma doutrina central da teologia reformada, porque existe a graça comum em última instância, aquela verdade revelada e a permissão do Espírito Santo. Portanto, eh, nós não estamos entrando numa contradição quando nós falamos sim, o ímpio é, ele tem capacidade de fazer coisas boas, mas as coisas boas no final na verdade são produzidas por Deus por meio da graça comum. Então, os erros teológicos que nós temos aqui, a gente acha o ponto de equilíbrio reformado. Então, que toda tudo aquilo que nós fazemos ou toda eh coisa boa que acontece no homem e que o homem faz, ele está dentro dessa graça comum, está dentro desse aspecto. Nós temos o lado oposto, otimismo humanista, que olha pro ser humano como algo bom, que ele produz, só produz coisas boas, a gente sabe que não, né? Então a gente tem o caso clássico, né? Eh, cria-se o avião para que pudesse produzir coisas boas, né? Então, viagens ou mesmo salvar pessoas aí. Mas esse mesmo avião é o avião que leva também. Aí o ser humano falou: "Vamos pôr bomba nele para matar o próprio ser humano". E isso destrói esse otimismo humanista, que o ser humano é bom. O arminianismo transforma a graça como incapacidade salvadora. Isso nós não cremos assim. E o Ana Batista tá do lado de lá. Qualquer bem na ordem criada trata cultura e sociedade eh como puramente impuras. Então, normalmente, quando você tiver essa visão de, sei lá, é música do mundo, música de Deus, música de crente, né, essas coisas, ah, eu não gosto de coisas do mundo, né? Cuidado com essa terminologia, porque esse não é uma terminologia adequada à fé reformada, porque no mundo há uma ação da graça comum. Isso é graça de Deus, pertence a Deus. Portanto, sim, o ímpio pode fazer coisas boas e isso pertence a Deus, tá? A bússola do discernimento cultural é esse, isolamento secário. Aquele crente que acha que ele pode viver num lugar onde só ele só usufrua de coisa que crente faz, só pode ter as coisas que crente faz. Então, se ele pegar um computador desse, ele vai perguntar: "Foi crente que fez, né? Os programas todos, foi crente que fez? Se não for, eu não vou aceitar. Ele vai viver no mundo separado, vivendo sozinho e ele achando que isso produz santidade. E é um erro grave por desconhecer a palavra de Deus. ou o mundanismo ingênuo também lançar de cabeça tudo aquilo que o que o ímpio ou qualquer um faz sem ter um cri de Deus, ele aceitar tudo. Isso basicamente agora cai em em conhecimentos sociológicos, psicológicos. Por isso que nós falamos sempre, cuidado. Sim, o ímpio pode descobrir coisas boas e falar a verdade, mas também não. Ele pode estar falando como algo completamente errado, contrário a aquilo que a palavra de Deus diz. Portanto, tem rebeldia contra Deus. Então nós não podemos ter um mundanismo ingênuo de que tudo que falar, é interessante, a sociedade hoje psicologizada, ela aceita qualquer coisa que fale sem passar por um crio da palavra de Deus. E o chamado é ter o discernimento redentivo. Se passar pelo crio da palavra de Deus, OK, se não passar, né, nós precisamos entender que isso é uma rebeldia contra Deus. Lembre-se do texto de primeira Tessalonicenses, examinai tudo e retende o que é bom, tá? Nós temos essa ordem. Então, do lado de cá idolatrar a cultura, do lado de lá é desprezar a criação. O equilíbrio é ter um discernimento redentivo, né? para que a gente lide com tudo isso. O palco então e a peça propósito grandioso, nós estamos aqui no na graça comum que é o palco, evangelho, redenção, chamado dos eleitos, né? A missão aqui da igreja. Então, a graça comum prepara o palco da história e a graça especial salva o povo de Deus nesse palco, tá? É nesse palco de problemas, de pecados e de mazelas todas que Deus está salvando os seus. Então, a graça comuna é o enfim, em si mesmo. Cristo não morreu para salvar todos indistintamente, mas a história inteira é preservada em função do plano redentor. Lembre-se disso, né? A história continua sendo preservada, o ímpio, sim, mas tudo isso cumprindo o plano redentor. Para que a gente chegue ao final aplicações práticas aqui, primeiro, ter no nosso coração a gratidão profunda a Deus. Você usufrui de comida, medicina, de arte e de paz social e de dádivas incríveis. Tudo isso vem da graça especial. Você tem um compromisso público. A igreja deve buscar o bem na cidade, tá? Sem confundir ação social com salvação da alma. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, tá? Então, eh, fazer ação social, OK, mas lembro que é ação social, não confunda isso. Você falar que tá evangelizando, é uma coisa, você pode mostrar evangelho a partir disso, mas não confunda porque isso é uma eh uma teologia errada, tá? Uma teologia errada. Eh, humildade. Se Deus retirasse seus freos invisíveis, eh, seríamos capazes de males muito maiores, tá? E a urgência evangelística, graça comum dá tempo à humanidade, tá? Mas não garante a salvação. Cada dia é um tribunal que está sendo adiado. Então, por fim, Deus sustenta a criação enquanto realiza em Cristo a redenção dos seus eleitos, tá? Então, concluindo aqui, toda chuva cai, que cai sobre o ímpio, é uma pregação silenciosa da bondade de Deus, mas somente o sangue de Cristo anuncia perdão, reconciliação e vida eterna. Que Deus nos abençoe, que Deus abençoe sua vida para que ao entender a palavra de Deus ela seja aplicada em seu coração e que nós possamos ter uma visão correta do mundo em que vivemos. Que Deus abençoe sua vida em nome de Jesus.