A Glória revelada no Amor (João 13.31-35) | Rev. Thiago Santos
02/06/2026
A Glória revelada no Amor (João 13.31-35) | Rev. Thiago Santos
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO
SE INSCREVA NO NOSSO CANAL. CURTA OS VÍDEOS. COMPARTILHE
Website: http://www.pipg.org
Cultos e pregações: http://www.youtube.com/pipgyn
Facebook: http://www.facebook.com/pipgo
Instagram: http://www.instagram.com/pipg.oficial
TikTok: http://www.tiktok.com/@pipg.oficial
Twitter: http://www.twitter.com/pipg1
TV UCP: http://www.youtube.com/pipgkids
Legendas automáticas:
Graça e paz a todos. Vamos abrir a palavra de Deus em João 13, Evangelho de Jesus, segundo escreveu João, capítulo 13. Nós vamos ler do verso 31 ao verso de número 35. João 13 do verso 31 ao verso 305. Ouça com fé, ouça com atenção a leitura da palavra de Deus. Quando ele saiu, disse Jesus: "Agora foi glorificado o filho do homem e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo e glorificá-lo há imediatamente. Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Buscar-me ei o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros. Para onde eu vou, vós não podeis ir. Novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. Pai, nós estamos diante do Senhor e da tua palavra e queremos tão somente ouvir a tua voz e a tua direção, discutindo os nossos ouvidos. Prepara o solo do nosso coração e que a tua palavra venha perfazer todo o nosso ser, vem gerar em nós vida, arrependimento, transformação. Venha nos incomodar, ó Pai, naquilo que precisamos mudar. e que possamos sair daqui edificados, fortalecidos. O Senhor conhece cada um que aqui se encontra, sabe da necessidade, do anseio, da luta, da dificuldade que cada um tem passado. Então, não permita que ninguém saia daqui dessa noite sem ouvir a tua voz, sem ser edificado por ela, sem ser tocado, ó Deus. Mas que a tua palavra nos edifique e que o teu nome seja glorificado e exaltado. Pedimos a tua iluminação. Fala conosco, ó Pai. É o que te pedimos em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos, o que que é glória para você? O que que é glória para o mundo? Todo ser humano busca glória de alguma forma. O atleta busca glória no pódio, o estudante busca glória no seu diploma, o profissional busca glória na sua promoção, o artista busca glória no seu palco. A glória do mundo, se formos observar e analisar, ela tem um endereço certo: fama, poder, dinheiro, reconhecimento e sucesso. O ser humano quer ser notado, ele quer ser admirado, ele quer ser reconhecido. E a glória do mundo se perfça nesse sentido em subir, vencer, aparecer. É uma busca insensante por validação e por um sentido de propósito. No entanto, há uma insatisfação nessa busca. A celebridade do momento, ela é substituída pela próxima. O atleta que descobre e que vence descobre que aquela vitória ela acabou sendo efêmera. O estudante que conquista o seu diploma acaba de perceber que aquilo não preenche o seu vazio existencial e o profissional que chega ao topo da sua carreira ainda não é capaz de satisfazer. A glória humana é como névoa. é algo substancial, é algo que parece sólido, mas ao toque ela se dissipa, ao toque ela se acaba. A glória do mundo, ela é limitada, ela é passageira, ela é incompleta, é uma glória que no seu auge parece promover algo no nosso coração, mas traz sobre nós um vazio ensurdecedor. Todavia, quando nós olhamos aqui pro texto bíblico, nós vemos Jesus apresentando uma definição de glória que define o mundo ou que transforma o mundo de cabeça para baixo. Ele vai mostrar para nós que a verdadeira glória não é ser encontrado na conquista, na vitória e no poder, mas no amor que se entrega. E essa glória se torna o fundamento dessa nova comunidade, dessa igreja marcada agora por um amor tão radical que o mundo não pode ignorar e que vai definir quem de fato é discípulo do Senhor. Para nós entendermos o texto, nós temos que entender o ambiente. Nós estamos aqui na última refeição da Páscoa presencial de Cristo, a celebração da libertação de Israel do cativeiro Egito. um evento selado pelo sangue de um cordeiro que apontava para uma redenção. Então, nessa festa de celebração redentora, Jesus aqui agora, o cordeiro de Deus, está preste a ser sacrificado para promover a redenção final. E Jesus acabou de demonstrar um dos atos mais humilhantes de serviço. Ele lavou os pés dos seus discípulos, incluindo lavou os pés de Judas, demonstrando para nós que a grandeza do reino não se mede por status, não se mede por privilégio, mas se mede por entrega, se mede por amor, se mede por humildade, se mede por alguém que reconhece o seu lugar, fazendo aquilo que é paraa glória do Senhor. Ele acabou de anunciar em seguida o traidor. Ele acabou identificar Judas com um gesto de honra. Ele deu um pedaço de pão molhado e dispensou ele a escuridão. E João termina essa parte no verso de número 30 do capítulo 13, dizendo que ali já era noite, não apenas marcando um momento exato no relógio, mas a condição espiritual daquele que abandonou a luz do mundo. E agora que esse elemento de incredulidade, assim vamos dizer, de traição é removido, o círculo agora está fechado. Jesus está com seus discípulos. E o que que Jesus vai dizer aqui é contracultural. É o início, vamos assim dizer, do seu testamento. É o início aqui das últimas palavras de Jesus, instruindo os seus discípulos antes de morrer na cruz. E Jesus vai declarar para nós que a glória dele agora é revelada no amor, tornando-se então um distintivo, um qualificador e um testemunho que os seus verdadeiros discípulos devem seguir. Nós vamos ver aqui em resumo nessa noite que a glória que o mundo não vê é revelada no amor que Cristo demonstra na cruz e que os discípulos são chamados a refletir, trazendo não só sentido, mas também propósito para nossa vida. E nós vamos ver isso em duas lições bem práticas. A primeira lição que nós encontramos aqui é a glória sacrificial. Quando nós nos aproximamos do texto, essa esse termo glória que o mundo oferece, ela é desafiada diante nós. Aquilo que muitas vezes nós nutrimos e nós trazemos conosco como demonstração de glória é questionada aqui. Quando o Senhor Jesus olha pra cruz, ele diz: "Aqui está a minha glória". De modo que glória para Jesus é amar sacrificialmente e obedientemente. E assim também tem que ser a demonstração do nosso amor, do nosso compromisso e faz parte também da nossa identidade. Note como que a atmosfera do texto vai mudar. Olha o verso 31 e o verso 32. Quando ele saiu, disse-lhe Jesus: "Agora foi glorificado o filho do homem e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo e glorificá-lo há imediatamente." Quem é que saiu? Judas. Desde o lavapés, nós temos aqui Jesus alertando que havia um traidor, um elemento estranho, algo que não fazia parte dos seus discípulos. E este momento agora então chegou, o traidor é indicado, ele sai e ele sai para cumprir o propósito de Deus, a traição de Jesus, cumprindo aquilo que as escrituras prescrevia. E então o discurso de Jesus agora muda. Antes era um discurso incrementado, assim, vamos dizer, de acusações, um discurso pesado, um discurso duro. Agora passa a ser um discurso de consolo, de conforto pros seus discípulos, trazendo para eles agora o que vai marcar desde esse verso até o capítulo 17, os últimos momentos de Jesus antes da sua crucificação. E então, já que esse elemento já saiu, já que esse corpo estranho saiu, Jesus agora vai dizer: "Agora foi glorificado o filho do homem e Deus foi glorificado nele." Jesus agora vai retomar um assunto que ele havia dito antes, lá no capítulo 12, quando os gregos quiseram ver o Senhor Jesus. E Felipe então foi dizer ao Senhor. E ele então responde naquele exato momento: "Agora chegou a hora de ser glorificado o filho do homem". É como se o relógio, a partir desse exato momento, passasse as contar as horas, as últimas horas antes da crucificação do Senhor. E aqui, mais uma vez Jesus aponta para o seu sacrifício. Jesus aponta para o seu sofrimento como um momento de glória. Ele já havia dito antes, agora ele repete, mostrando que glória é reservada tão somente não aqueles que são vitoriosos, mas aqueles que não tinham do que se envergonhar. Daqueles que conseguiam olhar pra cruz e enxergar o maior objeto de glória e de amor, de alguém que se entrega, de alguém que se rende, de alguém que obedece, de alguém que ama genuinamente em prol daqueles que precisavam. Porém, algo nos chama atenção no texto. O verbo glória está no passado. Como, meus irmãos, essa ação já havia completado, a cruz não havia ainda acontecido. O falso julgamento de Jesus ainda não ocorrera, os guspes, as bofetadas, a coroa de espinho ainda não foi dada. Como que isso então é um elemento já de glória na pessoa do Senhor? Como que depois de Judas sair dando início à traição, prisão, julgamento e por fim crucificação como dos crimes mais idiomos, sem ter acontecido já era um momento de glória já bem concretizada. Nós encontramos essa resposta olhando para aquilo que nós vemos nos decretos de Deus. da cruz não era uma possibilidade, não era um plano B, era a vontade de Deus, uma ação certa, concreta, absoluta que tinha que acontecer. É a linguagem divina humana, olhando para o futuro, mas já como um presente concreto e realizado na pessoa do Senhor. O que nós temos aqui nada mais é do que a inevitabilidade da cruz do Salvador. Ela não poderia ser evitada. A saída de Judas deu o pontapé inicial. a um processo que já não tem mais volta, que vai se concretizar, que vai se firmar. Então, agora a cruz vai brilhar com tanta glória, com tanto fugor, de tal maneira que agora pode ser dada como um ato completo, concreto e conquistado. E quando nós olhamos isso para as palavras de Jesus lá no Getsemman, em Mateus 26, pedindo: "Pai, se possível, passe de mim esse cá. Se talvez a gente pensa que seja um tubeteado Senhor, um momento de fraqueza, um momento de desânimo, mas quando nós olhamos aqui para João, nós vemos que não era um momento de fraqueza, não era um momento de desânimo, era ação do próprio redentor, cumprindo aquilo que o Pai já havia decretado e que ele não deixaria de realizar. Jesus completar a obra, ele iria passar pela tempestade, mas diferente de nós, ele não evita. Ele caminha em direção a ela. Outro elemento que nós olhamos pro texto não é apenas a ação do verbo no passado. Há também um elemento interessante. O verbo encontra-se na voz passiva. Jesus aqui ele não se autoglorifica. Quem glorifica é o Pai. Deus Pai é o agente da passiva. A cruz é apenas o palco, aonde que essa glória, essa glória da humilhação, essa glória da entrega, da submissão do filho, à vontade do pai vai ser concretizada. E é nesse exato momento que a gente vê uma harmonia intertrinitária acontecendo na obra redentora, da qual desfruta o pai com filho, o filho com o espírito, o espírito com o pai, mas especificamente focada aqui nas pessoas do pai e do filho. É por isso que Jesus declara glória foi glorificado o filho do homem e Deus glorificado nele. Uma vez que a cruz vai a correr, a glória do filho certamente será exibida e será exibida também na glória do próprio pai, na exaltação do próprio Senhor. E o que que é glória, meus irmãos? Glória nada mais é do que exibição de atributos, exibição de qualidades. É a publicidade de quem Deus é. Calvino vai dizer que aqui nós estamos diante do teatro da glória de Deus. A cruz é o marco e Deus dentro desse teatro promove a sua glória e a sua grandeza. A glória do Pai será exibida, meus irmãos. E será exibida de que forma? Na sua justiça satisfeita. Justiça essa que não pode ser abafada. Justiça essa que não pode ser calada, não pode ser negociada. O Deus todo- poderoso exige que a sua lei seja cumprida nos mínimos detalhes e até o fim. Ou seja, a sua santidade exige que o pecado seja punido. E para pecadores debaixo da ira, somente o redentor poderia cumprir aquilo que o pacto das obras exigia. De maneira exata e concreta, a infidelidade de Adão precisava encontrar a fidelidade na pessoa do redentor e em ninguém mais. Então, a cruz glorifica o Pai, porque a justiça de Deus é demonstrada e cumprida no Filho. O filho não tá inerte a podridão do pecado. Ele não está inerte aqui diante do poder destrutivo que a humanidade está. O pecado vai encontrar a sua barreira final e a a sua destruição completa na cruz de Cristo. O amor fiel e pactual do Senhor. Aqui nós temos o justo morrendo pelos injustos. A principal ansiedade de uma humanidade caída, encontrando o seu ponto final consumado na cruz, na grandeza dessa esperança de todo aquele que crê na pessoa de Cristo, na pessoa do Senhor. Então, a cruz ela continua revelando essa esse aspecto mútuo entre o Pai e o Filho. Se nós temos essa glória já apontando para esse aspecto do passado, Jesus também aponta para essa glória como um aspecto também futuro. No texto, ele diz para nós, trazendo para nós, que essa glória com a qual o pai será glorificado, é a glória com a qual o pai também vai o exaltar, o pai também vai o colocar nas regiões celestes, o pai também vai entronizá-lo. uma perfeita harmonia, uma perfeita relação entre o Pai e o Filho, nada mais do que a demonstração de um amor sacrificial, o cumprimento de um decreto bem estabelecido, bem cumprido na pessoa do Redentor. É por isso que no verso 32 ele diz: "Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo e glorificá-lo há imediatamente." O ele obedece o pai até a morte e o pai glorifica o filho demonstrando a grandeza e a majestade da sua pessoa. É interessante olhar pro texto, ele diz: "Glorificá-lo há imediatamente. Há um aspecto único, um ato concreto de um ato de glorificação. aquilo que João 17 verso 5 vai dizer agora glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. E em que momento isso acontece? No domingo da ressurreição, as ciladas, os ardis de Satanás, por mais que sejam tão bem-sucedidos, na realidade sofreram aqui um baque, uma derrota esmagadora na cruz de Cristo. Satanás foi apenas um argente na salvação do Deus todo- poderoso. O filho do homem crucificado vai demonstrar misericórdia e amor para com pecadores que deveriam sofrer eternamente longe de Deus. É aqui que nós vemos Paulo dizer em Romanos 5 verso 8: Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de Cristo Jesus ter morrido na cruz quando nós ainda éramos pecadores. Jesus revela essa glória sacrificial. E perceba o quanto somos tolos quando nós eh reduzimos ou somos seduzidos pela glória desse mundo, por aquilo que o mundo chama de glória, por aquilo que o mundo chama de reconhecimento. Quão reducionistas somos quando nós minimizamos a ideia de glória, não apenas a vitórias, a nomes escritos, a recordes quebrados. Se houve algum recorde quebrado, é a cruz do redentor, a humilhação, a entrega. É isso que Jesus chama de glória. Será que é isso que você chama de glória paraa sua vida? É isso que é glória para você? Porque a glória da qual Cristo aponta é uma glória e destinada para pecadores aqui que agora são salvos e remidos. A glória de Cristo é revelada em nós quando nós, independente da situação, somos obedientes a Deus. A glória da cruz é revelada em nós quando nós obedecemos a palavra de Deus. A glória da cruz é revelada em nós quando diante de uma discussão entre marido e esposa, você se cala para que não seja mais um momento de briga e de discussão, mas que tudo seja resolvido em paz. Esse é o momento de glória. É a glória daquele que se rebaixa para exaltar ao outro. É a glória daquele que obedece para que outro seja edificado. Para que a glória do Senhor seja vista em nossos atos. Esse é o motivo pelo qual nós gloriamos na cruz de Cristo. E Paulo diz em Gálatas 6:14, "Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." A cruz é o próprio trono dessa glória. E esse amor de Jesus é glorioso porque ele é sacrificial. Não contemple apenas a glória dessa cruz, meus irmãos. Contemple também o amor. Não se envergonhe desse amor de Jesus. Não envergonhe também esse amor. Seja de fato obediente. Obedeça sacrificialmente ao Senhor. Ama como Jesus ama e ama até o fim. A glória de Jesus não é medida por conquistas, mas é medida por disposição de alguém que se entrega em prol do outro. Isso é glória para você? Essa é a glória que Cristo nos mostra, uma glória sacrificial. Mas há uma segunda lição para nós, meus queridos, que é a glória abnegada. Se antes a glória do Senhor evidencia esse amor mútuo entre o Pai e o Filho sacrificialmente, obedientemente. Agora nós vemos o amor de Cristo evidenciado nessa glória multa entre o filho e a sua igreja abnegadamente. Jesus agora literalmente inicia seu discurso de despedida, algo que vai marcar agora deste momento até o capítulo 17. E olha o que que diz o verso 33. Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Buscar-me eii. E o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros. Para onde eu vou, vós não podeis ir. Olha a mudança de Tom. Agora ele sai de uma proclamação de glória redentora e ele se volta agora pros discípulos com a ternura que parte o coração. É a linguagem de um pai para com o filho. É a primeira e a única vez que Jesus usa esse termo filhinhos aqui. Ou seja, mesmo perto da morte, a sua preocupação não é consigo. A sua preocupação é com o bem-estar dos seus discípulos. É como um pai que sabe que o filho vai errar. Mas ele chama o filho para perto de maneira amorosa, de maneira carinhosa, para instruir, para abrir o coração, para mostrar para ele como deve proceder. E esse exemplo aqui é tão marcante que João vai imitar em todas as suas cartas. E vale destacar, meus irmãos, que não é somente uma forma carinhosa, uma forma amorosa, mas também serve para chamar atenção, para exortar os seus discípulos, para reforçar o que ele vai dizer depois. É o que tá na parte B do verso 33. Para onde eu vou, vós não podeis ir. O caminho para o qual Cristo vai é a sepultura, é a crucificação, é a ressurreição, é a ascensão à destra do trono de Deus. E ali eles não poderiam acompanhá-lo, não naquele momento. Muitos já haviam abandonado Jesus por conta do seu discurso duro. Pedro o negaria. muitos dos discípulos o abandonariam em breve. E agora Jesus tá dizendo para esses homens, para esses líderes, olha, vocês vão me procurar, mas não poderão ir aonde eu estarei. A mesma linguagem que ele usa para judeus incrédulos em João capítulo 37, mas com a nuância diferente. Lá no capítulo 7, ele vai usar numa ideia de condenação para judeus incrédulos. Mas aqui pros seus discípulos, ele vai usar como um aspecto de conforto, de separação temporária, mais necessária. Ou seja, vocês precisam cumprir a missão de vocês. Perceba aqui, meus irmãos, que a despedida de Jesus, ela não é abandono, ela é uma preparação, um interlúdio, assim, vamos dizer, para aquilo que vem depois. Ele vai preparar o caminho. A gente vê no capítulo 14, ele vai enviar o Espírito Santo para estar com eles para sempre. um aspecto de glória também que nós vamos ver posteriormente, ou seja, a ausência física vai abrir um espaço gigantesco no coração deles, mas Jesus vai descrever para eles que agora eles vão ter uma relação íntima ainda mais profunda, agora marcada na pessoa do do Espírito Santo, naquele em que vai concluir a obra que Jesus realizaria. Então Jesus tinha apenas pouco tempo aqui antes da sua crucificação. É como se ele dissesse assim: "Portanto, escutem. Mesmo que vocês não possam ir, mesmo que para onde eu vou possam realizar, vocês têm uma missão e a missão de vocês é demonstrar um amor abnegado. Esse é o coração de todo o discurso de Jesus que tá no verso 4, que ele diz: "Olha, novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros." Mesmo que Jesus estivesse partindo, vamos assim ver, os discípulos deveriam amar uns aos outros e certamente os discípulos ficariam admirados com isso, uma vez que a grande maioria era judeu. E eles lembrariam de Levítico, capítulo 19, verso 18, que nos diz: "Não te vingarás, nem guardar a ira contra o filho do teu povo, mas amará o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor." Eles já sabiam que deveriam demonstrar amor. Isso não é novo para eles. Mas qual que é o elemento novo aqui? Qual que é o aspecto aqui vai ressoar aqui? que nós percebemos que é um padrão novo. Esse amor agora, ele é comparado à pessoa do redentor, como a forma que ele ama, como a forma, o exemplo que ele demonstra, que diz: "Ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vós ameis uns aos outros". Nós acabamos de ler na nossa liturgia o que tá em Primeira João, capítulo 4, verso 10 ao verso 12, que diz: "Olha, nisso consiste o amor. Não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos amar uns aos outros." Ninguém jamais iu a Deus. Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é aperfeiçoado. Há um novo nível de amor exigido aqui do Senhor, o nível algo semelhante, assim, vamos dizer, daquele que ama perfeitamente. E a palavra utilizada de amor é amor ágape, é amor sacrificial, é amor ao máximo. Aquele que também faz parte do fruto do espírito. Logo, portanto, meus irmãos, só pode amar assim quem teve a sua vida transformada por Cristo. Só pode amar assim aquele que realmente foi encontrado e entendeu que o amor de Cristo encontrou. O descrente não tem capacidade de amar como Jesus demonstra aqui. Eis porque, meus queridos, esse mandamento é novo. Não porque ele está alicerçado em leis véotestamentárias, mas agora ele é exemplificado e descrito como um novo padrão executado. A régua aqui mudou, o tom aqui mudou. Antes, o padrão é: ame ao seu próximo como a ti mesmo. Havia um padrão humano, é amar o outro na mesma medida que eu amo. Mas agora o padrão de amor é você tem que amar como Cristo ama e como Cristo ama se entregando pros seus amigos. Como que ele demonstra isso? Mesmo sendo o Senhor lavou os pés dos seus discípulos. Como que ele demonstra amor? Mesmo sabendo de uma humanidade pec pecadora, morre por pecadores que não merece. Esse é o amor que Jesus exige, sacrificial, obediente, abnegado, indiscriminado. Indiscriminado agora, meus queridos, porque agora ele junta tanto judeus quanto gentios no mesmo povo que ele elegeu. Agora, não apenas eles deveriam amar os seus conterrâneos, mas também até os piores, como por exemplo, o samaritano. A gente vê isso em Lucas, capítulo 10. O próximo jamais é o o samaritano. Mas Jesus deixa bem claro que aquele que está próximo é aquele que demonstra amor para quem está do lado. Ou seja, foi para todo aquele que nele crê, meus queridos, que Jesus morreu. Não há discriminação com a cruz e muito menos com o amor do Senhor. Em contrapartida, quando nós olhamos para isso e olhamos pro mundo e fazemos uma relação, o amor do mundo se parece mais com um sentimento, com uma emoção, com aquilo que você sente quando alguém lhe agrada, que lhe é útil, que lhe trata bem. Mas o amor de Jesus não é sentimento, meus irmãos. é ação, é entrega, é morte do ego, é esse amor que ele exige, que também ameis uns aos outros. Ele não apenas dá o exemplo dando a vida pelos seus discípulos, mas também ordena como tem que ser esse amor. E João, mais uma vez na sua carta, no capítulo 3, na sua primeira epístola, verso 16, ele diz: "Nisso conhecemos o amor que Cristo deu a sua vida por nós e devemos dar a vida pelos nossos irmãos. Esse amor não nasce naturalmente no nosso coração, irmãos. não produz algo naturalmente. Ele nasce do amor de Cristo derramado em nosso coração. É fruto do Espírito Santo em nós. Porque jamais somos capazes de amar assim. Jamais conseguiremos amar da forma como Jesus ama. E Tin Keller articula de modo perfeito isso. Ele diz: "Olha, a religião diz: "Se eu amar, Deus me aceitará. O evangelho diz: "Deus me aceitou em Cristo, portanto, agora eu posso amar". O amor não é a causa da nossa salvação, é a consequência dela, é a resposta à ação graciosa. E esse amor tem que ser servido de uns para com os outros. Não é um ideal abstrato, mas é algo concreto, meus queridos, dentro da própria comunidade. É algo que flui dessa comunidade que está renascendo. Um povo cuja marca é o amor múto, que vai refletir o próprio amor de Cristo. É um chamado a servir quando nós não queremos servir. É um chamado, meus queridos, a perdoar quando nós queremos guardar rancor, a nos doarmos quando nós queremos reter. Esse é o amor de Cristo. O amor dele é serviço, é perdão, é entrega. Ele amou Judas até o fim, lavou os pés daquele que trairia. Ele morreu por aqueles que rejeitavam. Este é o padrão. Esta é a forma como eu e você temos que amar uns aos outros. E sabe quando você é conhecido pelos outros como discípulos de Jesus? O Senhor vai dizer para nós, quando vocês amarem assim, olha o verso 35. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. Uma vez que o padrão é o amor sacrificial, abnegado, obediente, indiscriminado de Jesus, ele agora vai dizer aos seus discípulos que eles serão conhecidos por praticarem esse mesmo amor. Não serão conhecidos pela ortodoxia doutrinária, pela observância de rituais. Não serão conhecidos pelo poder de milagres, mas serão conhecidos pelo amor. O mundo inteiro, crentes, incrédulos, amigos e inimigos, reconhecerá que o amor de Jesus existe no nosso meio. Enquanto que o mundo, o poder é sinal de distinção, a riqueza é sinal de distinção, a inteligência é sinal de distinção. Jesus dizendo: "Olha, vocês são conhecidos. O que distingue vocês é o amor. Não serão conhecidos pelo conhecimento que vocês têm. Você pode até ter um conhecimento bíblico e teológico profundo, mas se você não tiver amor, você é mais um impostor e não um discípulo de Jesus. não foram e não são escolhidos do Senhor. Ou seja, é o que Jesus deixa claro. Agora, quando você coloca esse amor em prática, renuncia à suas vontades para que outro seja edificado, fortalecido, alcançado por esse amor, vocês serão conhecidos como discípulo genuíno. É assim que o mundo vai reconhecer os discípulos do Senhor. Não pela perfeição doutrinária, não pela imponência de seus templos, mas por essa marca indelével. O amor visível, sacrificial, abnegado, que se entrega, que se doa, que se dá em relação dos outros. Se por um lado os discípulos é conhecidos e identificados quando amam sacrificialmente, abnegadamente, indiscriminadamente, o mundo passa a olhar para nós, meus irmãos, como discípulos realmente do Senhor. É isso que o texto nos mostra. Por que que a gente questiona muitas vezes por que muitas vezes a igreja do Senhor não goza de tanta credibilidade no mundo? Talvez a questão esteja aqui, meus irmãos, porque muitas vezes nós somos cheios de regras e de normas, como fariseus da nossa época, mas destituídos de amor, destituídos de sacrifício, destituídos de entrega, destituídos de demonstração visível daquele que realmente amou e amou até o fim, sem que nós tivéssemos algo a oferecer a ele, sem que nós tivéssemos algo a dar para ele. A glória da igreja, meus irmãos, é exibida como ama, como Jesus. Jesus é glorificado, meus irmãos, quando o mundo reconhece que a igreja ama como ele amou. E vale ressaltar, meus irmãos, o texto não diz se tiver amor por todos, embora isso seja importante, mas o texto diz: "Se tiverdes amor uns aos outros, aonde que começa essa credibilidade? Ela começa aqui dentro. A credibilidade desse amor começa dentro da comunidade. Se antes a igreja eh quer alcançar o mundo, ela primeiro precisa viver esse amor entre os seus irmãos. Agora, se você não é capaz de amar quem está aqui dentro, como que você vai amar quem está lá fora? O amor cristão não é apenas um aspecto vertical meu para com Deus, mas também horizontal de meu para com meu próximo, daquele que está do meu lado. Então, a glória da igreja estar em imitar o amor de Cristo. Agora, se o mundo não vê isso em nós, nós estamos destituídos desse amor. Agora, se o amor de Jesus não é visto em sua vida na maneira sacrificial abnegada, você não é digno de ser discípulo de Jesus. Se você não experimenta esse amor renunciando a você mesmo, à suas escolhas, a sua vontade, aquilo que a Bíblia deixa bem clara que aquilo é pecado e você sabe que é pecado, mas você não ouve, você não é discípulo do Senhor. Se você não renuncia aos seus sonhos, à suas atividades, que agora você sabe que é completamente inapropriada, esse amor não caracteriza você. Você não é discípulo do Senhor. Se o seu amor não fizer abrir mão para os seus irmãos de seu tempo, de sua habilidade, pensando como alguém que pode ser ajudado, você não é discípulo do Senhor. Meus irmãos, o discípulo do Senhor é conhecido quando ama Jesus como ele nos ama. Amor que identifica discípulos, meus irmãos, é o amor semelhante ao Senhor Jesus. Então, nós temos que amar como ele amou. O mundo não sabe e não tem esse amor para oferecer, meus irmãos. Por isso, eu e você temos um compromisso não só de evidenciar, mas de proclamar esse amor, não lá fora, começando aqui dentro, para que ele reverbere lá fora e as pessoas vejam em nós esse amor de Jesus. Algo que poderia muito ser bem prático para nós é se você responder essa pergunta e essa pergunta for algo que te caracteriza da seguinte forma. Se o mundo olhasse para você, pra forma como que você trata as pessoas dentro da igreja, eles vão concluir que você é discípulo do Senhor? Essa é a resposta que vai demonstrar se você é discípulo ou não do Senhor Jesus. Por fim, meus queridos, o que que é glória para você? O que que é glória pro mundo? Porque mesmo na hora mais escura, quando a traição, a negação e a morte estava à porta, Jesus não falou de derrota, mas de glória. E ele redefiniu o que significa ser grande, o que é ter destaque, mostrando que a verdadeira glória é encontrada na cruz do Redentor. Naquele ato sacrificial de amor. Ele não apenas paga os nossos pecados, mas ele estabelece o DNA de uma nova comunidade. A glória da cruz se torna o fundamento do amor da igreja e o amor da igreja se torna o testemunho da glória da cruz no mundo. É um ciclo. Somos amados sacrificialmente, por isso amamos sacrificialmente, abnegadamente. E o nosso amor sacrificial aponta para o mundo, que nós temos um redentor que não apenas nos salvou, mas que nos amou e que nós amamos ele também. Cristo é o centro de tudo isso, meus irmãos, porque sua morte gloriosa é a fonte do nosso amor. A sua ressurreição é o poder para amarmos. E a sua presença por meio do espírito é a garantia que esse amor pode de fato se tornar uma marca registrada em nós. Será que o mundo reconhece isso? Será que verdadeiramente, como Tertuliano, um historiador da história, diz que os pagãos olhavam para os cristãos e diz: "Olha como eles amam, olha a diferença, olha a atitude deles". Quem é você, meu querido? Um glorioso discípulo do Senhor ou um impostor? Um mentiroso que se gloria na sua impiedade, cujo destino é vergonha eterna, ou um genuíno discípulo do Senhor? O amor do cristão, meus queridos, de um para o outro não é manipulação e nem simulação do amor de Cristo. Antes é a manifestação visível do amor de Cristo pelo mundo. E esse glorioso amor só é encontrado em um lugar no amor sacrificial e abnegado do Senhor. É pelo amor de Cristo, meus queridos, que nós somos conhecidos. É assim que você tem sido definido pelos seus amigos, familiares e pelo mundo lá fora? É assim que é glória para você? Porque glória para nós, meus queridos, é a humilhação, mas com a certeza da exaltação, porque em Cristo nós somos mais do que vencedores. Vamos orar. เฮ