A graça que passa pelas mãos!
15/06/2026
2 Coríntios capítulos 8 e 9
Fonte: Missão na Íntegra
Legendas automáticas:
Coríntios 8:2 que diz: "Porque no meio de muita prova prova de tribulação manifestaram abundância de alegria e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade." E o outro texto, como eu disse, o texto duplo é também em Coríntios, segunda Coríntios, capítulo 9, versículo 7, que diz: "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama a quem dá >> alegria, >> com alegria." >> Amém. Amém. >> Muito bem. Hoje eu vou usar esse texto que vocês já ouviram n vezes em n igrejas para dizer que lamentavelmente todas as vezes que vocês ouviram estava errado. Meu Deus. De novo, >> de novo. [risadas] Não era sobre o que vocês pensaram que era. >> Então eu quero contar a você uma história que começou há coisas quase 2000 anos numa carta. Essa carta de Coríntios. Esses dois versículos inspiram muita coisa. Aliás, ah, eu enviei para todos vocês, imaginam, paraa maioria, um texto falando sobre a alegria, que é baseado nesses dois capítulos também, mas eu achei que era melhor enviá-los antes e depois deixar esse essa abordagem paraa mensagem. Então, não era uma carta comum, a carta de aos Coríntios era uma carta escrita com lágrimas e com fogo, escrita por um ser humano que tinha o coração dividido entre duas cidades distantes. Uma cidade rica de um lado, do outro lado do mar, uma cidade pobre, faminda, esquecida no coração da Judeia. O homem se chamava Paulo e o que ele tinha nas mãos não era apenas tinta e papel, era um pedido. Um pedido que à primeira vista parecia ser sobre dinheiro, mas que no fundo era sobre algo maior. Era sobre o que faz uma igreja ser igreja. Era sobre o que faz o amor deixar de ser palavra e virar pão na mão de quem tem fome. Imagine a cena. Lá na Judeia havia irmãos passando necessidade, gente que tinha crido em Cristo e que agora enfrentava a fome, a escassez, o apego. E lá em Corinto, do outro lado, havia uma igreja vibrante, cheia de dons, cheia de palavras, cheia de discussões sobre quem era mais espiritual. Paulo olha para essas duas cidades e faz uma pergunta que atravessa os séculos e chega até cada um de nós. Como pode haver mesa faça de um lado, estômago vazio do outro dentro do mesmo corpo de Cristo? Como? Como? Essa é a pergunta que está por detrás destes dois textos. Mas antes de pedir qualquer coisa aos Coríntios, o Paulo faz algo curioso. Ele conta outra história. [roncando] A história de uns cristãos lá do norte, na Macedônia. E é aqui que a coisa fica surpreendente. Os macedônios eram pobres. pobres de verdade. Paulo usa uma expressão forte, a profunda pobreza deles. Eram gente que sofria, que passava por tribulação, que tinha todos os motivos do mundo para dizer: "Agora não posso. Agora é a minha vez de receber". E no entanto, quando ouviram que havia irmãos passando necessidade, aconteceu algo que ninguém esperava. Da pobreza deles transbordou riqueza, da falta deles brotou generosidade. E repare bem, da dor deles nasceu alegria. E essa é a primeira surpresa da história e talvez a mais importante, porque a gente normalmente pensa que a alegria vem primeiro e a partilha depois. Quando você tá bem, sobra-lhe um pouco de bem-estar para repartir. Mas com os macedônios, a ordem se inverteu. Foi no ato de repartir que a alegria explodiu. Eles não doaram porque estavam alegres. Eles ficaram repletos de alegria porque doaram. A partilha não foi o que sobrou. da felicidade deles. Foi o nascedouro da alegria deles. E veja como o círculo se fecha. Essa mesma alegria, depois de nascer da partilha, voltava a empurrá-los a partilhar ainda mais. Quem prova essa alegria de partilhar? não consegue mais ficar parado. Por isso os macedônios imploravam, sim, os macedônios imploravam para participar da ajuda aos santos. Ninguém precisou pressioná-los. Eles pediram, pediram o privilégio de doar. A alegria que a partilha gerou se tornou a fonte de uma nova partilha. E assim o círculo girava. Doar produzia alegria e a alegria produzia o desejo de doar de novo. Aqui está o coração da história. Paulo revela de onde veio aquilo tudo. Antes de darem qualquer moeda, os macedônios fizeram outra coisa. Primeiro, deram-se a si mesmos ao Senhor. Deram-se a si mesmos ao Senhor. Essa é a raiz. Antes da oferta, a entrega, antes do recurso nas mãos de Paulo, a vida nas mãos de Deus. Pare e pense nisso. A generosidade deles não começou na carteira, começou no altar. Quando você se entrega de verdade a Deus, alguma coisa muda dentro de você. Seus bens deixam de ser muralha de segurança e viram instrumento do reino de Deus. Sua casa deixa de ser apenas espaço privativo e vira lugar de hospitalidade. Sua mesa deixa de ser conforto guardado só para você e vira sinal de partilha. O dinheiro que antes era ídolo. E o Alex falou aqui do maior idólatra do mundo. O dinheiro que antes era ídolo vira ferramenta de amor. E a gente descobre que repartir não dói como a gente teme, ao contrário, gera alegria. Por isso a história dos macedônios incomoda, porque ela tira da gente a maior de todas as desculpas. A gente gosta de dizer: "Quando eu tiver mais, eu faço mais. Primeiro eu preciso cuidar de mim. é que a necessidade é muito grande e o que eu tenho é muito pouco. Mas os macedônios chegam pobres como eram e desmontam cada uma dessas frases, porque a generosidade deles não nasceu da sobra, nasceu da graça e se desembocou em alegria. E é exatamente quando a gente está pensando nisso que Paulo eleva a história para outro patamar. Ele diz pra gente que já conhece a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, ele diz: "Vocês, vocês já conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo?" Então ele conta a maior história de todas em uma só frase. E qual é a maior história que ele conta em uma só frase? Cristo sendo [roncando] rico, por amor da gente, por amor de cada um de nós, se fez pobre para que pela riqueza dele a gente ficasse rico. Aqui a história chega no centro, porque toda generosidade humana é apenas eco da generosidade infinita. Então imagine a cena a maior do universo. Havia alguém que era rico de verdade. Não rico de dinheiro, não. Rico de glória, rico de honra, rico de majestade, rico de comunhão eterna com o Pai. Alguém que não devia nada a ninguém, não precisava de nada para si, não dependia da resposta de ninguém. tava completo, pleno, glorioso e mesmo assim ele desceu. Ele não ajudou a gente de longe, mandando socorro pelo correio do céu. Ele desceu, entrou na nossa humanidade, vestiu a nossa fragilidade, nasceu pequeno, viveu entre os humildes, andou pelo pó das estradas, aproximou-se dos rejeitados, tocou os doentes que ninguém tocava, sentou-se à mesa com os pecadores que todos evitavam. alimentou os famintos com as próprias mãos e no fim não deu apenas algo ou alguma coisa, ele deu-se a si mesmo por inteiro na cruz. E a gente não pode perder o detalhe mais importante. Ele fez isso pela alegria que lhe estava proposta. Ele suportou a cruz pela alegria que lhe estava proposta. Até no maior dos sacrifícios foi a alegria que sustentou a entregue. Esse é o nosso Senhor. E é por isso que a história não o deixa em paz. Por quê? Se foi assim que ele amou você, me amou, se foi assim que ele amou cada um de nós, como a gente pode adorar aquele que se fez pobre por amor e ao mesmo tempo virar o rosto para o pobre ao nosso lado? e fanar da posse dessa ignomínia que nós que o Alex nos contou desse homem que sozinho tem mais tem mais dinheiro do que muitos países. Como celebrar a graça que a gente recebeu e negar a graça a quem está com fome na rua que a gente mora? A contemplação de Cristo quebra a dureza do coração. O evangelho consola sim, mas o evangelho também desinstala. Tira a gente do lugar, tira a gente da poltrona e coloca a gente na estrada em direção a quem sofre. E Paulo continua a construir a história agora com um fio antigo. Ele volta lá atrás no deserto, no templo do maná. O povo de Israel andando pelo deserto e do céu caindo aquele pão estranho todas as manhãs. E havia uma regra curiosa. Cada um recolhia e quando media acontecia o milagre. O que muito colheu não teve de mais e o que pouco colheu não teve de medo. Ninguém acumulava. Ninguém acumulava >> e a ninguém faltava nada. Deus ensinava o povo a viver na medida da partilha. Deus ensinava o povo a viver na medida da partilha. Paulo pega essa imagem do deserto e coloca diante da igreja. O alvo, diz ele, é igualdade. Não a igualdade que empobrece todo mundo, nem a caridade vaidosa que só alivia a consciência de quem tem muito, mas a comunhão da suficiência que a abundância de uns supra a falta de outros para que ninguém padeça sozinho, enquanto o outro retém tudo para si sem amor. Essa é a ideia. Comunhão da suficiência. Que a abundância de uns supra de outros, para que ninguém padeça sozinho, enquanto o outro retém para si tudo sem nenhum amor. Onde a mesa farda e estômago vazio lado a lado, a fé precisa se levantar e virar pão. Onde há mesa farta, estômago vazio, lado a lado, a fé precisa se levantar e virar. E é aqui que Paulo entrega a nós, a cada um de nós, a chave do coração de quem doa, porque tem um jeito certo e um jeito errado de doar. Ele diz: "Cada um contribua conforme propôs no coração, não com tristeza, nem por obrigação, porque Deus ama quem dá com alegria." Lembra? O Paulo não tá falando de gasofilá. O Paulo não tá falando da hora dos dízimos e ofertas. O Paulo está falando de compaixão com os necessitados, compaixão com os pobres, compaixão com os famintos, compaixão com os carentes, porque é dessa doação que Deus fala. Não é a doação para construir prédios, mansões, púlpitos de mármore, cadeiras estofadas. Não, >> isso não tem nada a ver com a trindade, não. Ele diz: "Cada um contribui conforme propôs no coração, não com tristeza, nem por obrigação, porque Deus ama quem dá com alegria, a quem doa com alegria a quem?" ao necessitado. Porque eu vou dizer uma coisa, doar no gasofilácio é fantástico, principalmente porque você vira estrela. É verdade. Eu já vi gente que ia doar no gasofilástico e tinha trazido tanto dinheiro que tinha de abrir o gasofilá porque não passava no o dinheiro não passava naquela abertura natural do gasofilá. Então tinha de um diácono lá e abriu a tampa do gasofilácio porque o irmão trouxe tanto dinheiro que não passava no vão. E aí entra e pedir pro irmão separar montinho por mantinho de acordo com a abertura natural e todo mundo vê. O diácono ia lá e todo mundo via do mesmo jeito. Quer dizer, isso é, não dá para mencionar não. Não é disso que o apóstolo Paulo tava falando. Não era disso. Não é desse estrelismo. É do que os macedônios fizeram. Tem alguém com fome? Tem alguém com necessidade? Tem alguém que não vai dormir debaixo de um teto nessa noite? Tem uma criança que não vai ser alimentada? Tem um genocídio acontecendo. Nós não podemos viver como se o mundo, a nossa volta não tivesse nada a ver conosco. Nós não podemos viver com os gritos das crianças de Gaza, como se isso não nos deixasse acordados de noite. Nós não podemos viver com o genocídio que o Estado de Israel está cometendo, como se essa gente fosse menos gente do que nós. Gente, >> nós não podemos como povo de Deus, como nação do reino de Deus, nós não podemos fazer de conta que a gente não tá vendo esse absurdo que enquanto isso um homem sozinho >> Uhum. amealha muito mais do que nações inteiras jamais conseguiramar. Isso faz-nos lembrar a palavra de de do Senhor Jesus no Apocalipse dizendo a João que viria julgar o império romano. Isso é assustador. Assustador. A última vez que nós lemos sobre alguém que amealhou tanto, nós lemos nas escrituras sagradas. E Jesus disse para esse amealhador louco, >> Uhum. >> Esta noite >> eu vou pedir a sua. O que é que você tem para mostrar? Louco, nós estamos num mundo que elogia aqueles que o Senhor chama de louco, aqueles que têm a alma vazia. Então, a alegria volta ao centro do mandamento. Deus não quer ofertas arrancadas pela culpa. Deus não Deus não quer mãos abertas por pressão ou por medo. Ele não está atrás do dinheiro de ninguém. Ele está atrás do coração de cada um de nós. Ele está atrás do coração de cada um de nós. E quando o coração entende a beleza de participar da obra de Deus, >> a doação deixa de ser perda e vira festa. >> Amém. Quando Deus consegue semear em nós esse sentimento, a gente se torna parceiro de Deus. A doação deixa de ser perda e vira festa. E aí o círculo volta a funcionar. A alegria não é só o estado de ânimo que Deus pede da gente na hora de doar. é também o fruto que a doação devolve pra gente depois que a gente doa. Porque o doar para nós cristãos não é ir até o gasofila botar dinheiro, o lugar das ofertas no coração. A doação para nós é ir até onde está a pessoa, olhar no olho dela e dizer: "Jesus ama você e me mandou aqui." >> Amém. Amém. >> Jesus ama você e me mandou vir aqui cuidar de você. Esse é o nosso testemunho. Então, a alegria é um estado de ânimo que Deus pede quando a gente vai doar ao ser humano. Não é aquele montão de ritual que a gente faz e o pastor ora por quem recebeu, deu, doou oferta e se for o dizimista maior, então tem oração especial, vem todos os diáconos, os obreiros, impõe as mãos sobre ele e Jesus Cristo diz: "Eu tô amaldiçoando você porque essas mãos são malditas. Elas amam o dinheiro e o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Não. O estado de ânimo que Deus pede que a gente tenha na hora de doar é a capacidade de olhar no olho do necessitado e ver alguém igual a nós, não alguém inferior igual a nós. E aí a gente olha e diz: Deus em Cristo Jesus ama você. e me mandou aqui para você saber o quanto você é importante para ele. >> Amém. >> É verdade. >> E aí esse esse ânimo é também o fruto que a doação devolve pra gente depois que a gente doa. Então a gente doa com alegria ao necessitado, ao carente, que pode ser alguém do nosso lado, da nossa família, da nossa rua. de outra cidade, como foi Jerusalém para os irmãos da Macedônia e agora de Corinto, não importa, a gente doa com alegria e colhe mais alegria ainda. E esse é o segredo que o avarento nunca descobre, nunca, porque ele retém tudo para si. E ele fica fora dessa alegria. E ele fica fora da alegria que ele mais gostaria de sentir. Porque essa gente não tem alegria, tem medo, tem pavor. [roncando] Esse é o fato. Agora, a gente não pode se enganar. Alegria não quer dizer ausência de sacrifício. Não. A gente tá doando pros irmãos, a gente tá repartindo para os irmãos, a gente tá correndo atrás dos necessitados. Tira a gente do conforto. Tira a gente do conforto. [roncando] Eu lembro que eu dava um estudo bíblico na casa de um moço e um dia eu tava falando a Bíblia e já fazia tempo que eu tava lá. E um dia eu falei, quando eu terminei de falar uma fala desse tipo, ele gritou assim: "Você tira a Ferrari da minha mão?" Eu falei: "Eu não, mas eu sei quem tá tirando". E agora você tá perdido, >> porque agora você tem que responder para ele. Agora ele mandou cobrar de você a sua Ferrari. O que é que você vai fazer? Ele falou: "Não pode não. Agora essa parte já passou. Essa parte já passou. Jesus já para você. Agora você fala com ele, não é comigo. Eu não tenho nada com isso. Eu só tô lendo o texto que diga-se de passagem foi escrito antes que eu sonhasse existir. Então, a a alegria não é ausência de sacrifício. Os macedônios deram em meio à pobreza. Cristo se entregou em meio ao sofrimento. A a alegria da Bíblia não é nem leve nem superficial, não. É a alegria profunda de quem descobre que as suas mãos podem aliviar a dor de alguém. Pensa nisso. A alegria profunda de quem descobre que suas mãos podem aliviar a dor de alguém. Isso não tem preço, irmãos. Isso não tem preço. É alegria de saber que uma criança vai comer hoje, que um idoso vai ser cuidado, que uma viúva não vai ficar desamparada, que um irmão em crise não vai caminhar sozinho. Existe uma bem-aventurança escondida no ato de repartir e só a descobre quem reparte. Então Paulo encerra a história com a imagem mais bonita de todas, a imagem da semente. Pense no no semeo. Ele segura a semente na mão e no momento em que lança a semente na terra, parece que ele perdeu a semente. Tava na mão dele, não tá mais. A semente some, desaparece no escuro do sol. Por um tempo nada acontece. Parece o quê? desperdício. Mas o semeiador sabe de um segredo. Aquilo que parece perdido está apenas escondido. Tá trabalhando, tá crescendo e no tempo certo a terra devolve em fruto muito mais do que foi entregue a ela. Além do >> aquilo que a gente entrega em amor não se perde diante de Deus. Some das mãos, sim, mas reaparece como suprimento na vida de alguém, como gratidão subindo aos céus, como justiça plantada na terra, como louvor ao nome do nosso Senhor. >> E sabe mais uma coisa, reaparece também como alegria dentro do nosso próprio passente ao semeador. Sim. E ele que é poderoso para suprir a gente de novo. >> Para o quê? >> Suprir a gente de novo. >> Simples assim. Eu lembro que uma vez eu tava na América Central, tinha viido um terremoto na Nicaragua e e a o ditador daquele país na época, isso foi idos, eu tinha 25 anos, 26, então você vê que já faz tempo, né? Eh, o ditador da época recebeu dinheiro para recuperar recuperar as os prédios que o que o o terremoto abalou, mas ele tinha umas outras eh tinha outras prioridades e o dinheiro sumiu e os prédios ficaram lá. E aí quem é que foi morar nos prédios? dos crentes que eram escorraçados, foram morar nos prédios. Então eu eu tava estudando na Costa Rica e um grupo de pessoas foi paraa Nicarágua para ver o que tava acontecendo. Então vieram irmãos de vários lugares e aí o irmão que tava me hospedando foi e disse: "Você não quer ir comigo?" por favor. Vou sim, claro. Vamos lá, vamos ver o que que tá acontecendo. Chegamos lá, eles tinham trazido gente de várias partes da igreja eh latino-americana para ajudar os irmãos que não tinham onde morar, que o prédio ia arrebentar e tal. E aí começaram a contar a história e tal, uma história muito triste, angustiante e tal. Aí eu eh conheci um grupo de irmãos que tinha vindo de um dos países da América Central e eles eh já tinham vindo para construir casas. Eles já vinham prontos para construir casa. Aí eu fui falar com um deles e eu disse: "Ah, vocês vocês já vieram prontos para construir casa pros irmãos?" Ele falou: "É, já viemos". Então, logo a gente soube que o que é que tava acontecendo. A gente juntou todo o dinheiro possível e veio aqui construir casa. E aí eu falei: "Ah, vamos vocês tinham dinheiro em caixa?" Aí eles falaram: "Não, não, não tinha dinheiro em caixa nenhum". "Ué, mas como vocês conseguiram construir dinheiro para construir tantas casas?" Eles construir muitas casas. Aí ele falou para mim: "Ué, nós pegamos o dinheiro de Jesus e trouxemos". Aí eu falei: "Como assim um dinheiro de Jesus?" Falou: "Dinheiro de Jesus". Falei: "Desculpa, eh, não entendi o que que é o dinheiro de Jesus". Aí o irmão falou assim, ó: "Tá vendo aquele irmão lá? Ele tava administrando uma fazenda para Jesus. Quando ele soube do do que tava acontecendo aqui, ele falou com Jesus e Jesus disse: "Vende a minha fazenda, vai lá e constrói casa pros irmãos". Aí tá vendo aquele aquele outro moço lá? Ele era dono de um de uma concessionária de carros para Jesus. Quando ele ficou sabendo, ele falou com Jesus, Jesus disse: "Vende a minha concessionária e vai lá construir carro com os irmãos". E assim, vários de nós, uns venderam carro, outros venderam apartamento, que era de Jesus. Jesus disse para vender, vendi aí, claro, eu 25, 26 anos como bom brasileiro, evangelizado pelos gringos, virei para ele e fiz a pergunta mais estúpida que eu podia ter feito, mas eu fiz. Eu disse: "E quando vocês voltarem, como é que vai ser?" >> Ele virou para mim e disse: "Você não acredita que Jesus Cristo é o Senhor, né?" Eu falei: "Pronto, era tudo que eu precisava ouvir hoje." Falei: "Claro que eu acredito que Jesus é o senhor, irmão". Ele falou: "Então, se o senhor decidir que o irmão vai cuidar de outra fazenda dele, ele vai cuidar de outra fazenda dele. Se Jesus decidir que o irmão vai ter outro carro para cuidar para ele, ele vai ter." O irmão ainda não entendeu que Jesus Cristo é o Senhor. Ele não é um ídolo. Ele não é uma estátua. Ele não é um sujeito assentado num trono distante. Presta atenção, irmão. Ele é o Senhor. Ou seja, ele é o dono de mim, ele é o dono de você, ele é o dono de tudo que os seus olhos alcançam e de tudo que os seus olhos jamais verão. Você entendeu, irmão? Jesus Cristo é o Senhor. >> Você é dele, eu sou dele. >> Amém. Tudo que nós estamos pondo a mão é dele. O lugar onde a gente dorme é dele. O lugar onde a gente acorda é dele. A rua onde a gente anda é dele. >> O carro que a gente dirige é dele. >> Jesus Cristo, irmão, é o Senhor. >> Amém. >> O irmão nunca tinha pensado nisso. Aí eu tinha de ficar quieto que eu merecia, né? ouvi aquilo tudo. Depois de ter feito a pergunta idiota que eu fiz, eu tenho mais que ficar apanhar calado. Tem ficar quieto. Panha calado, fica quieto, porque você vai lembrar disso pro resto da vida. E nunca esqueci mesmo. Deus, >> irmão, você prestou atenção? Jesus Cristo é o Senhor. Senhor em Jesus Cristo não é um título, nem é um pronome de tratamento. Entendeu, irmão? Entendeu? Não é assim, a gente chega lá diante de Jesus, não sabe como falar com ele, fala: "Senhor Jesus", não, não, não é, não, não é pronome de tratamento. Quem inventou que Senhor Jesus era pronome de tratamento era o apóstolo Pedro. Mas ele se arrependeu, não é? que o Pedro não tava lá orando. O Espírito Santo mandou eh deu a visão para ele dos animais impuros. E aí o Senhor Espírito Santo disse para ele: "Vai lá, mata e come". E ele disse: "Não, Senhor. Você não pode dizer não e chamar o e chamar o o dito cujo de Senhor. Não dá, né? Senhor, você não diz não. Foi o Pedro que inventou o Senhor como tratamento, pronome de tratamento para Jesus. Mas Jesus disse para ele, vai lá, mata aqueles animais e comeu a proeza de dizer: "Não, Senhor". Você tem a decidir se ele é o senhor, você não pode dizer não para ele. E se você disse não para ele, ele é tudo menos o Senhor. Você tem que decidir. >> Você tem de decidir, ele é o Senhor ou não? >> Isso que aquele irmão disse para mim. Você, você não acredita que Jesus é o Senhor? Não acredito. Então, então você tá falando o quê? Quando a gente voltar, a gente vai perguntar ao senhor se tem mais alguma coisa dele que ele quer que a gente cuide, senão a gente vai fazer outra coisa que ele disser para fazer. E aí ele disse o que acabou comigo. Ele disse: "Você não tem mais poder de decisão". Alguém explicou isso para você? Eu falei: "Como assim? Você pertence ao Senhor, você não decide mais nada". Ninguém te explicou isso? Quando você entregou a sua vida, foi arrebatado do inferno, você tava no inferno. Ninguém falou para você que de agora em diante você não tem mais poder de precisão. Que você fala com o seu senhor e ele diz para você o que fazer, o que que ele quer que seja feito. Ninguém te contou isso. Você teve de vir do seu país até aqui para ouvir isso de mim? Então, aos 26 anos, eu ouvi isso e tenho levado a vida toda para aprender isso. São quase 50 anos tentando aprenderem o óbvio, o lulante. Jesus Cristo é o Senhor de tudo que é maravilhoso de dizer. Mas sabe o que que não é maravilhoso de dizer? É isso significa que ele é o meu senhor. O que ele disser é que é o que eu farei. O que ele permitir, eu faço. O que ele não permitir, eu não faço. É isso mesmo. >> Então, dizer que Jesus é o Senhor de tudo é fácil, mas dizer Jesus Cristo é o Senhor. Quando eu tenho de tratar com a minha esposa, com meu filho, com a minha filha. Ah! Mas o senhor, o senhor se mete até nisso? O senhor se mete até nisso. Então, tudo é doação. Todo relacionamento é doação ou então é exploração. É um negócio brabo esse negócio de Jesus. É o Senhor. Não sei quem inventou isso. >> Então o Senhor dá semente ao semeador e é poderoso para suprir o semeador de novo. Foi isso que aqueles irmãos me ensinaram. Pois um dia eu descobri que eles eram um grupo que eram chamados de catacumbas. E eles eram chamados de catacumbas porque eles não tinham local de reunião. Eles se reuniam na praça, eles se reuniam nas casas e faziam uma grande reunião semanal ou mensal, não sei, nas praças. E e aí eu me lembro que que eu falei com os irmãos que eh ajudavam a igreja sofredora naquela época. E eu perguntei para ele assim: "Escuta, eu ouvi isso de um fulano tal. Você conhece esse grupo?" O Camão falando: "Ah, conheço, conheço. São doidos, né?" Eu falei: "É, pareceu". Aí eu falei, o que ele falou para mim é verdade? Ele falou: "Ah, eu não sei o que ele fala para você, mas deu te dizer uma coisa. Quando a gente tem de ir buscar um irmão nos lugares mais perigosos, a gente liga para eles. E aí a gente diz: "Pisamos de 10 jovens para entrar na selva e buscar um irmão que tá correndo risco de vida". Aí eles dizem: "Onde e quando? Em tal lugar, a tal hora, a gente se encontra com eles. Quantos? 10. 10. Tá bom. No dia prasado, a gente chega lá, tem 10 caras com mochila nas costas dizendo para onde nós vamos. Eu falei: "Você tá brincando comigo?" Ele falou: "Não tô não." Quando a gente precisa de crente para ir buscar aqueles que estão para morrer, a gente sabe para quem que a gente é. Por quê? Porque eles acreditavam nesse negócio. Jesus Cristo é o Senhor. Bom, é simples assim. Então, a gente precisa aprender uma coisa que a gente nunca aprende. Jesus não abençoa a gente paraa bênção terminar na gente. >> Amém. Jesus não abençoa a gente paraa gente, paraa bênção terminar na gente. O Senhor nos preenche pra gente transbordar. Ele doa para que a gente possa doar. E nesse doar a gente encontra alegria que nenhum acúmulo jamais oferece. Glória. >> Agora é complicado porque nós vivemos num mundo que eu não preciso dizer pros amados irmãos e irmãs, [limpando a garganta] que é exatamente o oposto disso tudo. Todo dia nós somos eh encorajados a acumular todo dia. Inclusive esse mundo da meritoriedade, da meritocracia, isso é um negócio assustador, porque o sujeito é medido pelos seus méritos, entre grandes aspas, quando o único mérito que um ser humano tem de tem de ter é de estar vivo, que se não tiver vivo não dá para fazer nada, certo? Pois é, esse mérito não é pro ser humano, esse >> porque quem é que dá vida e quem é que sustenta a vida e quem é que se quiser tira a vida? Então, a começar daí do que é que nós estamos falando mesmo? Então, o final mais surpreendente dessa história é que ela termina em dois lugares ao mesmo tempo. Quando a igreja serve o pobre, o necessitado, o carente, algo acontece na terra. Mas algo também acontece no céu. Na terra, a fome é aliviada, o frio é coberto, a solidão é visitada, o desespero é consolado. E no coração de quem serviu brota alegria. No céu, Deus recebe ações de graças. O alimento que a gente entregou vira louvor. A roupa que a gente doou vira gratidão. A visita que a gente fez em amor vira testemunho. A moeda que a gente colocou a serviço da misericórdia sobe transformada em glória diante da majestade de Deus. >> Glória a Deus. E assim a alegria fecha seu circo. Nasce da partilha, retorna com nova partilha e desemboca por fim a adoração. Essa é a história. Ela não foi escrita só para Corinto, ela continua sendo escrita e a próxima página é de cada um de nós. Porque ainda há pobres distantes, mas também há necessidades perto na nossa rua, no nosso bairro, na nossa família, às vezes dentro da própria comunidade. Graças a Deus. Nós temos comunidade. >> É uma coisa impressionante. Você pode não dar nenhum valor. Eu sei que você dá, mas você poderia não dar nenhum valor, mas você não consegue imaginar o que é qualquer pessoa saber. Eu posso falar com a minha comunidade. >> Verdade. >> Eu posso pedir ajuda. >> Eu posso pedir visita, eu posso pedir oração. Eu posso pedir dinheiro. Eu posso pedir roupa, eu posso pedir comida. Eu posso dizer paraa minha comunidade, eu tô precisando. >> Amém. >> Assim como eu posso doar. >> Amém. Glória a Deus. >> Graças. Você não tem ideia do que o senhor nos deu de presente. >> Glória a Deus. Às vezes a gente encontra irmãos silenciosos que têm vergonha de pedir e que estão enfrentando o desemprego, a fome, o abandono, a doença. E isso eu espero que nunca tenha no nosso meio, porque nós somos o corpo de Cristo. >> Amém. Essa esse negócio da gente dizer que é o corpo de Cristo é uma coisa que todo mundo disse porque é teologia, né? Tá na Bíblia, mas ninguém imagina o que que é. Ninguém pensa do que que nós estamos falando. Por exemplo, tem aqui o meu amigo Jon. Ele é um sujeito extremamente inteligente. É, faz umas coisinas erradas, escolhe o time errado, mas também todo mundo, ninguém é perfeito. Ninguém é perfeito também. Não adianta ficar achando. Agora imagine que eu dissesse pro Jonathan o seguinte: "Você empresta o seu cérebro que eu vou levá-lo até o o o um centro científico que eu conheço, que eu quero que eles avaliem. o o seu cérebro, sabe qual o que ele iria me dizer? Mas como é que eu faço isso? Como é que eu faço isso? Não faz, né? Ou você vem ou você o seu cérebro não vai. Tá certo? Então, quando você diz que nós somos o corpo de Cristo e Cristo é o cérebro da igreja, onde é que Cristo vai? Onde a igreja for, >> onde é que Cristo estará? >> Onde a igreja estiver? Porque um cérebro que tá separado do corpo tá morto. Tá certo? Simples assim. Então não tem jeito não. Claro que eu não tô cometendo a heresia dizer que Jesus Cristo tá preso à igreja. Não, eu só tô falando o que Paulo falou, que o Pai deu Cristo à igreja para ele ser senhor sobre todas as coisas. Tá escrito ou não tá escrito em Efésios 1 22 e 23? Tá ou não tá? Ele deu, >> eu não tô só repetindo o que tá escrito, que ele deu a >> que ele deu a igreja para que ele seja o cabeça sobre todas as coisas. Então, onde Cristo está, a igreja está também. E onde a igreja estiver, quem está lá? Cristo. Por que que nós nos levantamos e oramos e impomos as mãos? É porque a gente eh eh tem poder? >> Não. Nem a Amadinha, nem o Osvaldo que são cheios de dons conseguem fazer isso. >> Esquece. Tá certo? Quem é o Senhor? Quem é que doa a vida? Quem é que cura? >> É ele. >> Quem é que ressuscita? Quem é que ama? Quem é que abençoa? Quem? Jesus Cristo, o Senhor. Bendito seja o nome do Senhor Jesus Cristo, >> de eternidade a eternidade. >> Isso é claro para todos nós. >> Amém. >> Apado e engrandecido seja. >> E toda a doação da gente é doação do Senhor Jesus. Certo? Tem uns caras que Jesus abusa, mas não tem problema. Faz o Alex sair de onde ele tiver para ir aondde, levar não sei quem para buscar não sei aonde. Sorte do Alex. Eu inclusive agradeço que essa minha fase já passou e Jesus disse: "Não, não precisa ter um Alex, ele vai". >> Então fala: "Ah, legal, Jesus. Manda o Alex mesmo que ele tem força, cara batuta e tá sempre pronto. Manda o Alex, manda. Eu oro por ele. Pronto, já tá bom demais. Já tô orando, já tá bom demais. Eu, isso é o corpo. Isso é o corpo. Nós somos juntos porque nós estamos em Cristo e Cristo está em >> nós. >> Nós. Como eu posso tratar mal um sujeito em quem Jesus Cristo pelo Espírito Santo tá? Eu não tenho medo. Jesus morre de amor pelo Denis, pelo outro Denis. Por que que eu vou tratar mal os caras só porque ele é santista? Não, o Neymar já dá conta de fazer isso sozinho. Não preciso de ajudar. Primeiro jogador que eu veio jogar [risadas] treinar. Tá certo. Eu não preciso me preocupar com isso. Entendeu? >> Um dia nós vamos aprender isso, irmãos. Esquece. >> Um dia nós vamos aprender isso. Jesus morre de amor por essa pessoa aqui. Como é que eu vou tratá-la mal? Dá que Jesus fica chateado. Tem um sujeito no universo que eu não quero ver chateado. Então, a pergunta de Paulo atravessa até hoje e fica pairando no ar. A gente está disposto a se entregar primeiro ao Senhor? que essa é a pergunta do Paulo. Pergunta do Paulo não é sobre oferta de dinheiro, não é sobre eu filácio, participar de campanha, ofertas alçadas ou uns truques legais que o o Denis me ensinou, mas eu nunca tive coragem de fazer. Eu dentro de vez em quando ele fica me dizendo, olha Alina onde eu tava tinha uns jeitos que funcionava [risadas] e eu sempre digo >> funciona até hoje lá >> funciona, né? Eu não tenho coragem, mano. Eu não tenho coragem de fazer isso. Então, é disso que nós estamos falando. A pergunta do Paulo para nós é: você tá disposto a se entregar primeiro ao Senhor e depois ao serviço dos que sofrem? Você tá disposto, você tá disposto a transformar conforto em compaixão. Você tá disposto a transformar abundância em suprimento? Você tá disposto a transformar privilégio em responsabilidade? Que esse é o ponto. Essa é a pergunta que a a as escrituras fazem. Você tá disposto a trocar a tristeza de quem retém tudo para si pela alegria de quem aprende a repartir? Entender? O King tava orando ao Senhor para que ele viesse realmente ser o rei, que ele recebesse o nosso louvor, a nossa adoração. Pois pronto, tá aqui a resposta da oração do do King. Você tá disposto a entregar-se ao Senhor e depois a serviço dos que sofrem? está disposto a transformar conforto em compaixão, abundância em sofrimento, privilégio em responsabilidade? Você tá disposto a trocar tristeza, a tristeza de quem retém tudo para si pela alegria de quem aprende a repartir? Que o Senhor nos perdoe pelas vezes em que fomos indiferentes. Que ele nos dê um coração parecido com o de Cristo. Porque Cristo, sendo rico, se fez pobre por amor de cada um de nós, para que pela pobreza dele a gente fosse para sempre rico. >> E a alegria que ele quer que a gente tenha é a alegria de repartir. >> Amém. Amém, Jesus. e repartir carinho, repartir amor, repartir bondade, repartir educação, repartir abraço, repartir atenção o tempo todo. Pois é, amados, que a alegria que nasce da partilha torne a vida da gente toda numa fonte que por repartir sempre nunca seca. >> Aleluia. >> Amém. >> Glória. >> Que a alegria que nasce da partíha torne a vida da gente toda a nossa vidaó >> numa fonte que por repartir nunca cega. Amém. >> Que todo dia a gente se levante, olhe do lado e diga: "O que que eu posso repartir com essa pessoa?" >> Amém. >> Amém. Amém. Glória a Deus. >> Bom, irmãos, Jesus nos deu o segredo da alegria. Se a gente vai usar ou não, é outra história. Que o Senhor nos abençoe. Amém. que a graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a unidade da Trindade, a comunhão materna da rua Cadocho, o Espírito Santo, a terceira pessoa, que a cura que há nas pisaduras de nosso Senhor Jesus Cristo, que a alegria da triunidade santa seja com cada um dos irmãos e irmãs e com toda a igreja do Senhor espalhada por toda a terra e que alcance toda a humanidade, como o Senhor prometeu a Abraão. Amém. >> Amém. Maravilhoso é estarmos em tua presença.