Entre a Dor e a Bondade de Deus | Josemar Bessa | Manhã de Domingo 14 de Junho de 2026
15/06/2026
Entre a Dor e a Bondade de Deus | Josemar Bessa | Manhã de Domingo 14 de Junho de 2026
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Fonte: Josemar Bessa
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Às vezes, às vezes as pessoas, mesmo aquelas que conhecem eh o evangelho verdadeiro, o evangelho da graça soberana de Deus, ainda não compreende o coração do Deus da graça. Então eles pensam na graça de Deus de uma maneira menor, apesar de ver ela como soberana e tem uma dificuldade em ver a beleza de Deus em todos os seus as cores desse prisma, não é? Há pessoas que dizem: "Ah, eu gosto de mensagem que vai lá". E o que ele tá dizendo é que ele não compreende muito quem Deus é. E ele acha que realmente para se diferir, não é, da diluição da verdade dos nossos dias, [roncando] ele, sei lá, gosta de uma pregação eh ferro e fogo, não é? Isso não muda muito ele, mas ele acha que pelo menos está ouvindo algo, algo confrontador simplesmente. Mas nós precisamos conhecer Deus, queridos, de forma eh total. para realmente contemplarmos ele na face de Cristo de verdade. Contemplar Deus na face de Cristo é ver Deus em tudo que Cristo é. A revelação perfeita. Um texto famoso, o Salmo 236, diz: "Porque a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida". Agora, nós eh compreendemos o que é a bondade e a misericórdia nos seguindo todos os dias da nossa vida. ou pensamos em Deus de uma maneira um pouco um pouco diferente dessa realidade. É sobre isso que nós queremos falar. Eu queria meditar em Jeremias, capítulo 32, versículo 40 e 41, que diz algo maravilhoso. Diz assim: "E farei com eles uma aliança eterna. É a aliança da graça. E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar, de fazer-lhes o bem. E porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me ei deles, fazendo-lhes o bem, e plantá-los ei nesta terra firmemente com todo o meu coração e com toda a minha alma. Olha, é difícil você encontrar um texto mais eh transformador, maravilhoso, com uma visão mais profunda de Deus do que esse. Então, há uma diferença imensa entre um Deus que faz o bem e um Deus que ama fazer o bem. Há um diferença entre um Deus que sempre faz o bem e um Deus que se deleita completamente em fazer isso. E muitas vezes as pessoas não vem a diferença. O escândalo da graça não é apenas que o Senhor socorre pecadores indignos, merecedores do inferno. Não é só o escândalo da graça que ele preserve pecadores, sustente pecadores e derrame benefícios sem fim sobre pecadores. O escândalo da graça é que ele sente alegria nisso. Ele sente prazer, ele se deleita em fazer isso. Não um prazer distante, não uma benevolência burocrática. Isso é o certo a ser feito. Não uma bondade sem calor. Deus tem um prazer santo, intenso, pessoal. Isso muda tudo porque significa que o povo de Deus não vive apenas de atos corretos divinos. Deus fazendo o correto, Deus fazendo, o povo de Deus vive do coração de Deus. E há promessas bíblicas que parecem grandes demais para serem lidas numa vida como a nossa, tão curta, ou seja, grande demais para ser lida com pressa. Jeremias 32 é uma dessas. O Senhor diz: "Farei com eles uma aliança eterna. Jamais pense nisso. Pense em quem está falando isso. Jamais deixarei de lhes fazer o bem. Eu vou fazer o bem a eles o tempo todo. Nessa aliança eterna terei alegria em fazer-lhes o bem. Será o meu deleite. Essa frase não tem nada de superficial. Ela não é um enfeite devocional. Jeremias nada chegado a isso, né? Ela é uma janela aberta para o próprio coração pactual de Deus. E isso é compreender a aliança da graça. Jamais deixarei de fazer-lhes o bem. Pense no peso disso. Deus não diz apenas que fará o bem por um tempo. Farei um bem por uma vou fazer pelo máximo de tempo possível o bem para eles. Não diz que fará o bem enquanto o seu povo estiver emocionalmente forte. Deus não disse que fará o bem enquanto a resposta humana for correta, suficientemente bonita para ele se animar de continuar fazendo o bem. Ele disse: "Jamais deixarei de fazer o bem. Jamais no pior dia, no dia que eles forem piores. Isso é é perseverança divina. Isso é muito pouco visto. Por isso que talvez bondade e misericórdia me seguirão todos os dias. Não, não é o que as é a poesia, mas não é eh o cerne da vida com Deus que muitas pessoas dizem ou vem, falam da graça, mas estão sempre pensando em Deus, eh, tendo que fazer essas coisas boas, porque é um, é o certo a ser feito. [roncando] Isso é bondade com nervo, é com continuidade, é bondade com estabilidade, bondade com e e irrevogabilidade. Ele tá dizendo assim: "Eu nunca vou revogar a aliança de que eu vou fazer bem a eles. Não importa o que acontecer, não importa o que eles fizerem, não importa. Nós, queridos, nos cansamos. a gente faz o bem para outro, mas nós nos cansamos muito rápido. Essa é a verdade. Nossa disposição falha, nosso amor oscila. Nosso ânimo sofre erosão, as pessoas nos decepcionam e mesmo quando elas não decepcionam, tem dia que a gente não tá muito bem, né? Nossa constância quebra sobre o peso do tempo. E mas Deus não sofre desgaste moral, que a Bíblia diz. Ele não perde o fôlego em sua bondade, ele não se cansa. Ah, já cansei. Cansei de Pedro, cansei do Josemar, cansei. Quantas vezes ele voltou para esse lugar aí? Tô cansado de fazer o bem para ele. Ele não acorda um dia menos generoso do que ontem. Ele não entra em exaustão afetiva. Tô cansado de dar tanto e receber tão pouco. Ele não suspende seu cuidado porque a história ficou muito difícil. Ele não é bom quando nossa resposta é maravilhosa. Ele não se desvia de fazer o bem nunca. Isso significa que a bondade de Deus não é episódica, não depende do nosso dia, do dia do seu povo. Ela não aparece em surtos em que você sabe quando você acorda bem disposto, está paciente com todo mundo, fazendo bem o máximo de pessoas, tem dia que você acorda diferente? Então, não funciona em ciclos emocionais variáveis, não depende da meteorologia, das circunstâncias que ficam mudando e eu mudo junto. Ele é pactual. Farei com eles uma aliança eterna. Ele é perseverante. Ele faz isso de maneira invencível. E isso precisa ser dito com sobriedade, porque muitos crentes interpretam as providências apenas pelo tato imediato da dor. Se dói, eles concluem que Deus recuou. Deus hoje tá tá bravo, né? Hoje ele acho que ele tá cansado. Se a noite se prolonga, suspeitam que o pai se afastou. Se a porta fecha, pensam que a bondade naquele dia meio que se sua. Não conseguem ver. Mas Jeremias 32 desmonta essa leitura infantil da vida. Se Deus disse que jamais deixará de fazer o bem, então a dor do santo não pode significar suspensão da sua bondade. Pode significar pó da disciplina, demora providencial, demora sábia. Sabe quando Jesus chegou, dizia: "Não chegou a minha hora". Então, eh, demora sábia de Deus pode significar travessia escura, pode significar Deus quebrando ídolos na minha vida, pode significar condução por um caminho que o coração natural jamais escolheria. Como ele falou para Pedro, um dia te levarão para onde você não quer ir, mas não pode significar abandono ou falta de derramar da bondade. A providência pode ferir sem deixar de ser boa, pode apertar sem deixar de amar, pode desmontar sem deixar de edificar, o que é estranho, né? Pode esvaziar a mão da gente para libertar nosso coração. Pode matar nossas ilusões porque quer ressuscitar nossa fé. Então mata para ressuscitar. Pode fechar fontes falsas para levar a gente para o manancial de águas vivas. O santo nem sempre consegue interpretar imediatamente o que Deus está fazendo. Se tem alguém que passou por todo tipo de sofrimento, é Jeremias, não é? mesmo quando ele estava ali obedecendo. Essa é uma das grandes guerras da fé, crer na bondade de Deus quando a estrada não coopera com os nossos sentidos, com nossos órgãos semivos do que está acontecendo. Crer na fidelidade do Pai quando a alma ainda não entende o desenho todo, o propósito. crer que por trás da providência severa há um coração, há um coração que diz: "Eu jamais vou deixar de fazer-lhes o bem". Porque crentes, o o crente não está nunca no dia mais escuro, mais claro, menos debaixo da bondade de Deus, nem entregue a forças cegas. Ele está nas mãos de um Deus que jurou: "Eu nunca vou deixar de fazer-lhes o bem". Então, a mão que fere o santo é a mesma que jurou que nunca fará algo que não seja bom, que não seja o bem para ele. Talvez alguém ouça tudo isso e ainda pense de forma reduzida. E eu penso que grande parte de nós pensa de forma reduzida. Talvez imagine a bondade divina como uma função, uma uma uma operação, sabe? Um dever. Deus cumpre o seu dever. Sabe quando você faz aquilo que é certo? Mas só porque é certo, é porque você tem que fazer aquilo é o que você tem que fazer. Muitos cristãos pensam em Deus assim, porém você faz aquilo certo porque é certo, mas teu coração não está cheio de felicidade em fazer aquilo. Mas a escritura não deixa você pensar em Deus dessa forma. Jeremia 32 não diz apenas que Deus fará o bem, diz, diz que ele terá alegria em fazer o bem ao seu povo. Ele se deleita em fazer o bem. Ele não disse: "Caramba, vou ter que perdoar o pecado desse cara de novo". Não, não. Ele se deleita em perdoar. Não é relutante. Sabe quando as pessoas dizem: "Vou ter que perdoar aquela pessoa". Ter que perdoar porque Deus fala que tem que perdoar. Mas você vê que a luta da pessoa é exatamente porque ela não quer, ela não tem prazer no que ela vai fazer. É um dever. É estranho. Isso nunca acontece com Deus. Essa palavra muda o clima inteiro da doutrina porque ela nos obriga a sair de uma visão mecânica de Deus. Deus faz as coisas porque ele tem que fazer, porque ele tem que fazer tudo que é certo. Deus não faz o bem como um funcionário cósmico, cumprindo um código. Tem que perdoar o outro. Ah, mas essa pessoa chata. Ou então ela ela ela ela está sempre fazendo as mesmas coisas. Vou ter que perdoar ela de novo. Me ajuda. É horrível, mas eu vou ter que perdoar. Deus não perdoa assim. Ele não age como quem responde. É uma obrigação, um livro, alguém que tá dizendo a ele que ele tem que fazer, que aquilo é certo. Não é pressionado por uma lei. Ele não é coagido por uma carência. Ser um perdoado. Não vou ser perdoado. Não é forçado por uma expectativa alheia de que ele sempre faça o certo. Ele é obrigado a fazer o certo. Nada fora de Deus move. contra a sua vontade. Deus nunca faz algo porque ele tem que fazer. Ele nunca faz algo tendo vontade de fazer outra. Ele nunca faz algo tendo vontade de fazer outra, mas tendo que fazer o que é certo. Ele faz o bem porque ele quer. Ele faz o bem porque ele se alegra. Isso é santo demais para simplesmente passar batida na nossa vida, mas passa. Muitos conseguemar um Deus poderoso, imaginam um Deus justo, muitos conseguem imaginar um Deus que salva, mas muito poucos para para contemplar isso com temor. Deus se alegra em abençoar os seus. Eu me alegro. A gente pensa pro Israel, olha o que Israel está fazendo depois de 40 anos. estão fazendo isso de novo. Deus já não deve suportar mais. Ele se alegra em perdoar Israel, se alegra em levá-los para a terra. Isso é incrível. Muitas pessoas quando falam: "Ah, eu gosto de bem sermões só como eh pecadores nas mãos de um Deus ir de Jonath Edwards." Mas o sermão mais maravilhoso Jonath Erd é: "O céu é o mundo de amor." É porque as pessoas às vezes só conhecem aquele sermão, aí pensam que aquilo era o que ele pregava. Tem gente que é assim, né? Só prega pecadores das mãos de um Deus irado. Ele não apenas tolera a misericórdia. Deus não diz: "Vou ter que usar de misericórdia de novo". Ele ama a misericórdia. Isso é maravilhoso. Não apenas concede graça, ele se inclina com prazer. Ele sente o prazer imenso em derramar sua graça. Não é incrível? Você pode, eu vou ter que agir de maneira graciosa. Mas que luta, hein? Que sentimentos contrários. ele recebe, né, eh, e faz todas as coisas como expressão do seu próprio coração glorioso. Isso nos protege de um erro comum, o erro de imaginar o Pai como menos gracioso, por exemplo, do que o Filho, como se Cristo precisasse arrancar do pai alguma benevolência escondida. O pai não queria, mas o filho fez todas essas coisas por amor. Então, eh eh eh ao filho, ele vai ter que fazer coisas que ele não faria, como se Cristo precisasse arrancar, como se Jesus fosse a face amável de um Deus relutante, como se a cruz tivesse transformado o Pai em alguém mais disposto. Não, a cruz não criou a bondade de Deus, nem sua misericórdia. nem sua graça. O filho não, a obra do filho não convence o pai a amar. O filho foi enviado porque o pai amou. Em amor ele nos predestinou. A cruz é fruto do amor de Deus. A a cruz não capacita Deus a ter misericórdia e amor. A a cruz é o fruto do seu amor e misericórdia. Quando Deus faz bem ao seu povo, esse bem não jorra de um reservatório frio, como Deus eu faço coisas certas. jorra do seu próprio coração. Cada misericórdia de Deus jorra da sua liberdade soberana, da sua beleza, da sua plenitude, da sua disposição eterna de ser Deus para o seu povo. Isso também significa que a graça não é distribuída com uma vontade. Deus nunca diz: "Vou ter que vou ter que dar graça de novo. Vou ter que ser gracioso com com aquemar novamente. Ah, vou ter que usar de misericórdia. Já usei de misericórdia 1 milhão de vezes, mas vou ter que usar de novo. Nunca, nunca. Deus nunca perdoa resmungando. Sabe as pessoas que perdoam? Ah, eu perdoei. Mas, mas isso, mas aquilo, mas aquilo? Deus nunca perdoa resmungando. Deus nunca resmunga a quantidade de vezes que ele te perdoou. Nunca. Deus não sustenta em eh eh em seu tom cansaço, não carrega eh eh eh eh eh nos carrega com quem diz: "Mais uma vez, vou ter que ajudá-los novamente sobre o mesmo assunto. Vou ter que falar a mesma coisa. Deus nunca se irrita com a necessidade dos redimidos como um benfeitor humano fica irritado com a dependência pronal. Eu ajudei esse cara ano passado, mas agora esse ano tem que ajudar de novo. Eu ajudo ele há 10 anos, ele nunca sai disso. Eu sempre preciso ajudar ele de novo. Deus nunca, Deus nunca fica irritado com a prolongada dependência da sua ajuda. A necessidade do seu povo não esgota o coração de Deus, não pega ele num dia e que ele não se deleita tanto nisso. Quanto mais entendemos isso, mais a vida cristã muda de tom. Mas realmente o evangelho nos transforma. Porque deixamos de correr para Deus como quem invade um ambiente hostil e começamos correr para ele como filhos ao Pai. Não pensamos: "Ah, vou ter que pedir perdão a Deus de novo. Que situação! Deus deve tá não suporta mais eu chegar com essa história lá, né? Não, um pai indulgente, não é isso no sentido fraco, mas um pai cuja santidade nunca elimina a sua ternura. É incrível isso. E cuja majestade não congela o seu afeto. Nunca há distância em sua majestade. Isso cura o coração, cura a confiança, cura a adoração, cura o nosso arrependimento. Nós já sabemos que vamos a um Pai que está disposto. Porque o pecador quebrantado não volta para um Deus que distribui graça, porque ele é obrigado, que é misericordioso, porque tem um livro que diz que ele tem que ser. volta para um Deus que se alegra em mostrar misericórdia, se deleita com base na obra perfeita de Cristo. Deus não faz o bem, nunca com mão pesada. Deus sempre faz o bem ao seu povo com alegria santa em seu coração. Quando a escritura fala da bondade de Deus, ela nunca trata isso como algo passivo, como uma atmosfera vaga. Ele é bom. Então, a bondade vai saindo como uma construção teológica parada no ar. A bondade divina se move, ela busca, ela cerca, ela sustenta, ela guarda. A bondade de Deus nos acompanha com intenção, nos acompanha de perto. Por isso Davi diz: "Porque eu sei que a bondade e a misericórdia me acompanharão todos os dias da minha vida". Não é Davi que está acompanhando a bondade de Deus e a misericórdia. é a bondade e a misericórdia que tá acompanhando ele. Mas o sentido aqui é ainda mais forte, porque a bondade e misericórdia não simplesmente me acompanham, ou seja, vai junto comigo, ela me persegue. É o que ele tá dizendo. Virão atrás, seguirão de perto, como os cães pastores fazem com as ovelhas, não como uma ameaça, mas como uma insistência de aliança. Deus nunca cansa da sua aliança. Essa é uma das imagens mais belas da segurança do crente. A bondade de Deus não fica esperando que o santo alcance. Agora eu vou esperar que ele faça isso e que ele faça aquilo outro para que minha bondade chegue até ele, para que minha misericórdia chegue lá. A bondade é que nos persegue com misericórdia e graça. Todo dia ele vai atrás. Isso confronta a nossa leitura natural da vida, porque nós tendemos a pensar a existência cristã como um esforço exaustivo para que Deus eh eh não perder Deus. Parece que a vida é uma tentativa contínua de fazer coisas para não perder Deus. Porque se a gente não correr atrás, se a gente não corre atrás, não vai, não vai, a gente perde Deus, porque Deus tá meio que escapando assim. Tem gente que falando que tá eh querendo descobrir a vontade de Deus há 20 anos. Pois é, a vontade de Deus tá tão escondida, essa pessoa tá caçando em todo lugar, ela nem acha. Como se a salvação dependesse no final da estabilidade da nossa resposta. Quando na verdade eh não é nada assim que as coisas funcionam, como se tudo estivesse suspenso sobre alguma firmeza de nossas mãos, mas a verdade é muito mais profunda. O crente persevera, sim, o verdadeiro filho de Deus persevera, mas persevera porque ele é perseguido pela bondade de Deus. Se a bondade de Deus deixasse de perseguir ele, ele logo estava perdido. Ele é guardado pela fidelidade de Deus. Ele é cercado pela misericórdia de Deus. A bondade e a misericórdia perseguem ele. Ele é sustentado pela intercessão contínua de Cristo. Agora ele é preservado porque o espírito de Deus habita nele. A segurança dos santos não repousa em seu em sua temperatura eh espiritual ou sua temperatura emocional, nem sua disciplina. Ah, esse cara percevar a perseverança dos santos é porque eles são disciplinados. Não. Ou nem sua lucidez ininterrupta. Ninguém na Bíblia tem lucidez ininterrupta. Nenhum, nenhuma história, nem sua capacidade de manter a alma organizada o tempo todo. Se dependesse disso, ninguém chegaria ao fim. Ninguém. Nem eu, nem vocês, nem ninguém. Nossa esperança repousa na persistência da bondade de Deus. Eu nunca vou me cansar. de lhes fazer o bem. Na aliança que Deus não quebra, é por isso que essa aliança nos salva. Ele nunca quebra. Na promessa que Deus não esquece, ele disse: "Eu nunca deixarei de lhes fazer o bem". Ah, mas e agora Davi fez isso? Eu nunca vou deixar de fazer o bem a ele. Na mão que Deus não abre para nos deixar cair nunca. Nossas mãos fecham, abrem, fecham, cansam. A mão de Deus não. Na misericórdia que se renova a cada manhã, não é que Deus levanta de mã e pensa: "Vou ter que ser misericordioso hoje". na fidelidade que não envelhece, na graça que corre atrás do cansado. A graça e a bondade, a misericórdia corre atrás do confuso, do ferido, do crente que tropeça. Mas essa bondade pertence ao pastor. Aquelas ovelhas pertencem ao pastor, eu nunca cansarei de lhes fazer o bem. Isso não encoraja a frostidão. Isso encanta nossa obediência. Como Davi está encantado, a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida. Porque quem entende que vive debaixo dessa persegição santa da bondade de Deus, não usa isso para brincar e ofender Deus. Fica amaravilhado. Não usa isso. Ele usa isso para adorar com lágrimas. A adoração já não é um dever. Ó, temos que adorar a Deus. Essa pessoa está vendo esse Deus que diz: "Eu não canso de perdoar você. Eu não canso de ter misericórdia. E isso, isso constrange o coração para odiar o mal que ainda carrega, que sabe que é contra Deus que disse: "Eu nunca vou deixar de fazer o bem, nem quando você está fazendo o mal contra mim, para voltar correndo ao Deus que nunca desiste, nunca cansa, nunca vai dizer: "Agora já foi demais". A bondade divina nos alcança na conversão. A bondade divina nos sustenta na peregrinação. A bondade divina nos corrige na rebeldia. A bondade divina nos consola em nosso sofrimento, em nossa dor. E a bondade divina nos disciplina em amor, nos livra dos perigos visíveis. E a bondade divina nos livra de mil perigos invisíveis que nunca vimos. E finalmente nos leva a todos para casa. A bondade de Deus. O crente não é alguém que um dia encontrou a graça e depois teve que seguir. A graça continua perseguindo ele. A misericórdia. Deus, o coração de Deus nunca cansou de lhe fazer o bem. é alguém que continua sendo seguido pela graça. Não é que a graça me elegeu na eternidade, me chamou no tempo. A cada vale a graça está me seguindo. A cada noite, a cada prova, a cada fraqueza, a cada batalha interna, a cada ameaça externa, a cada queda, essa perseguição da bondade divina não falha porque não nasceu no homem. Você vê, nós nos cansamos, nós mudamos, nós não somos constantes, mas o problema é que a bondade de Deus nasce de Deus. Eu nunca vou me cansar de lhes fazer o bem. E é por isso que o povo de Deus pode atravessar a história sem desespero final. Não porque nós sejamos naturalmente fortes ou tenham qualquer força, mas porque está cercado para uma bondade que não é só uma bondade vaga, é uma bondade ativa, perseguidora, incansável. E quando chegar o último dia, o santo verá que nunca caminhou num terreno sem num terreno neutro, que a bondade estava sempre lá, a misericórdia também. sempre caminhou seguido pela bondade, pela fidelidade de Deus. O crente chega ao fim, não porque segurou Deus o bastante, mas porque Deus nunca cansou de lhes fazer o bem. Deus nunca resmungou por lhes perdoar mais uma vez. Deus nunca se cansou de lhes livrar da sua insensatez. E esse ponto de partida que nós precisamos ter, o Deus da aliança não apenas faz o bem, não apenas faz o bem a você, nunca faz o bem a quem lhe escolheu, dizendo: "Vou ter que fazer de novo, vou ter que perdoar de novo, vou ter que ter paciência de novo". Ele se alegra em ter paciência, ele se alegra em fazer o bem, ele se alegra em perdoar, ele se alegra em term as misericórdia de Deus se renovam a cada dia como se fosse uma renovação difícil. Eles se alegra em derramar novas misericórdias. Isso é incrível. Isso muda a leitura da vida inteira. Muda a forma de sofrer, muda a forma de orar, muda a forma de esperar, muda a forma de cair e levantar. Porque no fim o povo de Deus não vive apenas de de de sob promessas verdadeiras. Ele sabe que Deus não está fazendo só porque prometeu. Sabe quando você prometeu algo e você já não tava com vontade de fazer? Mas eu prometi, né? Tem que cumprir. Fiz uma promessa. Bem que eu queria não ter feito. Não, não, não. O povo de Deus não vive apenas sobre promessa verdadeira. Ele vive sobre o prazer santo do pai que se alegra em cumprir a promessa, se alegra em perdoar, se alegra em ter nova misericórdia. se alegra em ter paciência, se alegra em começar de novo. Ele tem prazer. A grande crise da fé quase nunca começa quando Deus nos dá, começa quando Deus tira, né? Quando ele toca no que sustenta nosso imaginário, no que organiza os nossos afetos, no que parecia indispensável. A alma é levada ao lugar onde não pode mais viver de de slogans. Deus é soberano, mas viver com medo, não é? E aí que a pergunta aparece com força real. Deus continua sendo bom mesmo agora? Essa é uma das guerras mais profundas da vida cristã. Porque é fácil falar da bondade divina quando a mesa está posta, quando as coisas funcionam. Uma das mentiras mais cruéis que o coração caído acredita é esta: se dói, a bondade de Deus não está atuando. Deus tá furioso. É só isso. Eu vou ter que eh resolver isso. Se a perda entrou, é porque a bondade saiu. Se a lágrima veio, o amor recuou. Se a providência ficou amarga, a aliança foi suspensa. Mas a escritura não permite interpretar assim: "O povo de Deus pode atravessar vales escuros sem sair 1 mm da fidelidade divina que diz: "Eu me alegro em te fazer o bem. Eu estou te fazendo o bem. pode andar nas noites escuras, pode sofrer aflições profundas sem que isso nunca seja um tenha o significado de que Deus está cansado. Aliança de Deus não é frágil quanto a nossa leitura emocional da vida. E nós costumamos ler a vida com a nossa leitura emocional, né? Ele não desfaz é o primeiro golpe, não enfraquece porque os sentidos se confundiram, não evapora porque a providência se tornou difícil de decifrar. E quase sempre a providência de Deus é difícil de decifrar. O problema é que nós quase sempre julgamos o amor de Deus pelo imediato da circunstância. E aí parece quando você vê a vida de todos os personagens bíblicoso em ser misericordioso, mas ele está sendo. Há aflições eh eh que são poda, não é? Num não é abandono. Há perdas que não é rejeição, são purificação. É a bondade agindo. Há fechamentos de portas que não é crueldade, são livramentos. Há noites escuras que são sinal não do esquecimento, mas é a oficina santa de Deus. A Bíblia diz que Jesus aprendeu obediência por aquilo que sofreu. O Pai não desperdiça nenhum dos nossos sofrimentos. Ele é tão bom que ele decidiu que nenhuma lágrima nossa será só uma um sofrimento em si mesmo, sem propósito. Eh, ele governa elas. Eh, ele não se deleita na dor em si, mas no que ele está fazendo. E a bondade eh eh se manifesta assim, expõe ídolos escondidos, arranca autossuficiência, purifica amores desordenados, ensina uma dependência maior dele. Eh, isso não torna nossa dor mais leve, não é? E de forma nenhuma. Não romantiza, não chama o mal na nossa vida de bem, mas afirma algo profundo. Eu nunca deixo de te fazer o bem. Eu nunca estou de mau humor. Eu nunca estou cansado de lhe fazer o bem. Nunca pense em mim como alguém que não está com um coração totalmente alegre em derramar misericórdia e te perdoar de novo e de novo e de novo. O crente não honra a Deus fingindo que não sofre. Honra a Deus recusando concluir no meio do sofrimento que Deus deixou de ser quem ele é. A aflição pode escurecer o caminho, mas não cancela essa realidade. Ah, aqui a fé é provada de verdade. Não quando Deus entrega exatamente o que queríamos, mas quando a providência coincide com nossos desejos, nós tendemos a achar que Deus tá mais satisfeito. Não quando o céu parece eh assinar, tem planos que a gente faz, que é o que Deus quer. Então a gente parece que o céu tá assinando simplesmente, mas quando a vontade de Deus atravessa a vontade da carne, contradiz o que nós queríamos, achávamos. Nesse ponto, o coração precisa decidir o que ele chama de bom, como ele vê Deus. Um dia com a testa franzida, um dia, como são nossos arrobos emocionais. A carne chama de bom. O que conforta, o que preserva, o que faz, eh, o que responde rápido e não fica 20, 30 anos como Abraão. Às vezes você vai esperando, o que mantém controle, o que poupa a estrutura do nosso eu, mas a fé aponta para outro vocabulário. Isso não é estoicismo, não é frieza religiosa, não é resignação vazia. A fé bíblica é mais profunda, ela confia. Deus disse: "Eu nunca, eu tenho prazer em fazer bem a você. Eu tenho prazer em te perdoar. Eu tenho prazer em usar de misericórdia. Eh, esse é o ponto mais difícil da rendição cristã. Aceitar que a vontade de Deus é melhor do que a nossa. Não só quando coincide com a nossa ou supera além do que podemos imaginar, não é? Mas especialmente quando ela nos contradiz. Jó conheceu essa guerra, não é, de como ver que Deus se alegra em fazer o bem a ele o tempo todo, em todas as suas circunstâncias. O próprio Cristo, em sua perfeita humanidade entrou nessas na na e eh nesse vale, não é? Meu pai, se possível, afasta de mim este cálice. Contudo, não seja como eu quero. A fé madura cresce justamente aqui quando para de exigir que Deus explique tudo antes de poder sentir sua bondade, quando para de fazer da compreensão total, a base da confiança. Quando deixa de medir o amor de Deus pelo conforto do momento, o teste mais profundo da fé não é louvar e ser grato quando recebemos. Não ser grato é trágico, mas é continuar se curvando quando perde, continuar dizendo: "Tu és bom. Tu és bom. Tu disseste que nunca se cansaria de me fazer o bem. Isso me firma, isso me consola na noite escura. Eu sinto tua bondade. Eu provei e sinto sua bondade. Isso não é uma fé teatral. Você vê, é uma fé crucificada. É uma fé que não que não eh eh eh que não acha que Deus é comandado pela minha crença. A minha crença é comandada pelo caráter bom de Deus. O grande problema do nosso coração é que quase sempre definimos o bem de uma maneira muito rasa. Chamamos bem num alívio que preserva da estabilidade. Chamamos que alguém achamos que alguém nos ama, nossos pais, muitos filhos. Ah, meu pai não me ama porque certamente não fez o que ele quis. Porque essa é uma definição caída de bondade, não é? O que não nos empurra para dependência. Em outras palavras, muitas vezes chamamos de bem aquilo que protege o nosso conforto, não aquilo que serve ao propósito eterno de Deus. Mas Deus não administra a vida dos seus com essa superficialidade. Ele realmente vai fazer o bem a você. Ele realmente se alegra em perdoar. Ele se alegra em ter misericórdia. Ele se alegra em santificar. Sabe, Romanos 8:28 não diz que todas as coisas serão imediatamente agradáveis, mas que ele vai agir todas elas para o bem. Ele está dizendo: "Essa é a minha aliança eterna. Eu nunca vou deixar de lhes fazer o bem." O alvo é a semelhança com Cristo, não é alívio. Nós pensamos que servir a Deus, o alvo de Deus é nos aliviar das coisas. O alvo dele é fazer o bem. O bem. O bem é nós sermos a imagem do seu filho. Isso reorganiza tudo. Se a glória de Deus é o bem supremo, e se ser conformado a Cristo é o grande bem, é o maior bem que ele podia nos fazer, nos colocar em seu filho, nos fazer como seu filho. Então, lágrimas podem servir profundamente a esse amor de Deus. Esperas longas pode ser como nós vamos ser pacientes como Cristo. Perdas reais podem servir o amor de Deus. Frustrações podem servir, não porque o sofrimento seja bom, mas porque Deus é bom e toma essas coisas em suas mãos para fazer o bem a nós. A carne quer conforto imediato e eh Deus quer santidade real. E santidade real é nos fazer o bem. Conforto imediato não é. A carne quer explicações rápidas. Deus quer formar Cristo em nós, que confiou o Pai estando debaixo da sua ira. Deus quer uma alma que veja ele como um tesouro. E aqui está uma das verdades mais difíceis de engolir. Se a glória de Deus é conformidade do santo a Cristo, ou seja, de cada um de nós exigirem lágrimas, então a bondade de Deus nos dá lágrimas. Se nossa transformação exigir noites, as noites saem da sua graça e da sua bondade, não da sua falta de humor, não da sua irritação, mas da sua alegria, do seu prazer em nos fazer o bem. Nós ainda lemos mal muitas coisas. Chamamos de crueldade o que depois veremos ser misericórdia severa. Chamamos de silêncio que depois veremos ser paciência de Deus. A misericórdia paciente de Deus chamamos de perda o que depois veremos ser libertação. O céu interpretará corretamente dores que nós não sabemos ler. Não tá na língua que nós entendemos. Na presença de Deus, veremos quantas lágrimas estavam a serviço da glória, quantas não foram formas de cuidado e como Deus estava sendo totalmente bom e como Deus estava se alegrando em ser bom na nossa vida. E não, olha, Deus agora está furioso. O bem de Deus é mais profundo do que nosso diagnóstico, mais santo que nossa definição emocional de cuidado. Nossas definições emocionais são péssimas. E bendito seja Deus por isso, porque se o bem que ele nos desse fosse apenas conforto, nós viveríamos para os nossos ídolos. E Deus não promete mimar os seus, mas promete glória, promete bondade, promete alegria em perdoá-los, promete nunca mesmo murmurar, né? Diz eh eh ele nunca murmura por perdoar mais uma vez e mais uma vez e mais uma vez. Então há homens que parecem grandes porque conseguem meter medo. É assim quase sempre que o homem parece grande. Há poderes que impressionam porque esmagam. anronos que sustentam, humilhando os fracos para mostrar e sua força, mas Deus não revela sua grandeza dessa forma. Sua majestade não se torna menor quando ele se inclina. [roncando] Sua glória não perde altura quando ele sustenta o indigno. Ele se alegra em fazer isso. Sua supremacia não enfraquece quando ele faz o bem. Ao contrário, é justamente onde ela resplandece mais. Sua graça, sua prontidão a perdoar de novo não diminui. Ele gosta de mostrar a glória da sua graça. Isso é maravilhoso. O mundo caído tem uma definição doentia de grandeza. para os poderes da terra ser grande quase sempre significa impor, subjulgar, eh cobrar reverência pela força. Os reinos humanos gostam de produzir uma certa distância para eh evocar importância. É assim, entre reis, impérios, sistemas. O escritório do se vai ser a última coisa lá no prédio. Quase ninguém vai chegar lá. Uma distância. É assim muitas vezes nos pequenos tronos cotidianos, mas Deus não é assim. A grandeza de Deus não aparece esmagando o fraco para provar que é forte. Ela aparece derramando sua misericórdia. Ela parece levantando quem não conseguia ficar de pé. Por isso ele faz isso. Ele diz: "Eh, Deus escolheu os fracos, os que nada são." Aparece sendo refúgio, rocha, pastor, escudo, torre forte. Esse é um dos contrastes mais belos da revelação bíblica. Essa visão de um Deus sempre aborrecido, ah, com o seu povo, eh, suportando. O Altíssimo não humilha o quebrado para exibir seu poder. O santo não usa a miséria humana como palco para crueldade. Por isso, a glória de Deus brilha de modo tão singular na cruz. Porque ao salvar, ele não apenas demonstra que pode destruir seus inimigos. Ele podia simplesmente mostrar o seu poder de destruir seus inimigos. E não pense em Satanás, pense em você que nasceu inimigo de Deus. Ele demonstra algo mais belo que pode transformar inimigo em filhos, culpado em justificados, imundos em puros, fracos, em pessoas sustentadas pela sua destra, caídos e restaurados. A majestade divina aparece com força terrível no juízo, mas ela aparece com beleza irresistível na graça. Por isso diz: "Eu mostrarei a glória da minha graça." O plano final dele é mostrar essa beleza irresistível. Ele também mostrará a força terrível do seu juízo. Mas eh o plano final é mostrar a glória da sua graça. Ele tem prazer. Quando Deus levanta o abatido, o universo não vê menos glória, vê mais. Quando Deus fortalece o cansado, não há diminuição eh do seu trono. Ah, vou de novo ter que levantar esse cansado, esse fraco, a revelação do seu coração. Quando Deus se torna a beleza do seu povo, ninguém pode dizer que isso o diminuiu, que a que quagésima misericórdia o diminui, porque ele está porque qualquer poder criado pode destruir dentro de um certo nível. Só a majestade infinita pode erguer pecadores sem comprometer sua justiça, sua santidade, sua bondade, sua alegria, seu prazer. Só a glória divina pode se inclinar sem perder nada. Só é a única. Só Deus é tão alto que pode descer até o pó e ser o Altíssimo. A graça de Deus nunca para no perdão inicial. O perdão inicial é o começo. Muitos querem um evangelho que apenas alivie culpa, que resolva a a condenação, a calme a consciência e depois deixa o homem basicamente como tá. Mas esse não é o modo de Deus salvar. Ele não sente alegria nisso. Ele sente alegria em derramar sua graça até fazer de alguém igual ao seu filho, ou seja, de ser bom. Deus não apenas livra da culpa, ele transforma, adorna, embeleza, forma um povo que passe a carregar em medida de criatura, não é? Que nós sempre seremos os traços da sua beleza moral, daquilo que é bom. Essa é uma verdade poderosa demais para ser tratada de forma rasa, porque significa que a salvação não é mudança de status apenas. Vai pro inferno, não vai pro inferno. É também o início dessa dessa bondade sem limites que não para enquanto o melhor não é feito. A escritura fala disso com imagem de adorno, pureza, formosura, vestes limpas, noiva preparada, frutos santos são metáforas. Nada disso é acidental. Deus quer mostrar a sua graça, não apenas no decreto externo. Então, não vou levar sua culpa em consideração. É uma ação que invade a pessoa e começa a refazer tudo que o pecado deformou, porque ele não se cansa de fazer o bem. E enquanto aquilo não tivesse exatamente perfeito, faltaria bem ali. O pecado desfigura, torce nossos afetos, desordena todos os nossos amores, embrutece a alma, deforma a imagem moral, mas a graça ela vem e ela nunca deixa de nos perseguir. Ela não deixa intactos, não nos deixa intactos da nossa feiura. pelo menos o destino deles não vai ser terrível. Ela ela nos trabalha, nos corrige, nos purifica, nos poda, nos quebra. Agora o espírito forma em nós um monte de coisas assim: alegria, a paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Ah, queridos, todas essas coisas são Deus não cansando de nos fazer o bem. Não só vou perdoá-los, vou fazer pacientes. Não vou só perdoá-los, vou fazer alegres. Não vou só perdoá-los, vou dar eles a paz. Não vou só perdoá-los, vou dar eles mansidão. Vou dar eles domínio próprio. Essas coisas não são enfeites. São reflexos da beleza de Cristo. São a bondade de Deus sendo derramada. Ele sentir esse prazer e é mesmo isso do começo ao fim. Você vê Deus quando está me fazendo paciente, não está dizendo: "Ah, ele é tão impaciente, não suporta impaciência, agora vou ter que de novo usar de paciência para tentar levá-lo. Ele está se alegrando. Nunca deixarei de lhes fazer o bem." Tudo que o espírito opera agora em meio à luta, a carne remanescente, as lágrimas, as quedas combatidas, a antecipação que um dia será consumado. Todas as belezas são belezas eh eh eh como feto do que será um dia. Hoje a beleza ainda floresce entre as rachaduras. Hoje as santidades ainda parecem misturada com a nossa fraqueza, mas Deus não se cansa disso. Ah, tô cansado da minha santidade misturado com a fraqueza dele. Já faz 20 anos. Ele se alegra. >> [roncando] >> Hoje o santo ainda geme, ainda guerreia, ainda se arrepende, ainda carrega marcas da velha corrupção, mas Deus se alegra num alvo muito maior. Ele prepara um povo sem mancha, um povo conformado ao filho, um povo cuja beleza não virá de ornamentos terrenos, de ornamentos externos. Isso significa que a graça não está interessada em te livrar apenas da ira. Ah, sim. A graça nos livra da ira vindora. nos livra da ira que nós merecíamos, mas a graça não se satisfaz nisso. Ah, gestão livre da ira. O que podia ser melhor? Não é a graça está interessada em nos tornar belos, nos tornar lindos como o pai vê o filho. Belos como a beleza da santidade. Por isso o crente não pode tratar santificação como um detalhe ou como uma exigência de um Deus duro. A santificação é Deus dizendo: "Eu nunca vou deixar de te fazer o bem. Nunca. Eu não, a santificação não é uma exigência de um Deus que perdeu a paciência, eh, que tá cansado de ter que nos perdoar e pelo menos quanto mais santificado a gente for, menos ele vai ter que nos perdoar. O Deus que absolve é um Deus que embeleza. Enquanto ele não embele, a bondade dele quer nos embelezar, quer nos fazer lindos. É isso. A bondade de Deus não termina na sustentação do caminho. [roncando] A bondade de Deus avança até a consumação. A ideia de que Deus salvou alguém e essa pessoa se perde é uma ideia louca, né? Eu nunca deixarei de lhes fazer o bem. Essa é a aliança eterna que eu faço com eles. Ele não apenas acompanha o santo na peregrinação. Ele conduz ao fim glorioso. É dele o compromisso de nos levar à glorificação. Não é? Eu te justifiquei agora. Fique aí, hein? Eu tô cansado já. Sem paciência. Se você não for o que você deve ser, não vai ter glorificação nenhuma. Essa é uma das verdades mais consoladoras da fé cristã. Deus não está nos levando apenas para um lugar melhor, melhor que a terra, um lugar sem dor, sem aflição. Está nos levando para um estado final de plenitude. Por quê? Porque ele nunca cansa de nos fazer o bem. nos livrar da ira é nos fazer o bem. Mas ele não tá cansado. Ah, agora já fiz. Me pendurei numa cruz para livrar eles da ira. Não, não. Ele quer nos levar paraa perfeição da redenção, para restauração completa, para alegria ser rachadura. Isso não, porque ele está de mau humor e fica exigindo as coisas. Hoje ainda lágrimas, ainda há luto, ainda há guerra interior, ainda há fraqueza, doença, perda, cansaço, perplexidades, tentações, memória ferida, corpo abatido, coração apertado. Hoje ainda há pecados remanescentes. Um mundo quebrado pressiona você por todos os lados e principalmente por dentro. Mas isso isso tá longe de ser: "Ah, mas eu estou livre da ira". Deus diz: "Não, não, não, não. Eu nunca me canso de te fazer o bem. Não era só te livrar da ira. Não, não. Haverá um dia em que não haverá mais lágrima e eh nada. Não haverá uma, uma dor que a gente vai pensar, não sei o que que Deus está pretendendo fazer com isso, né? Nenhum luto ficará de pé, nenhum defeito moral sobreviverá, nenhum gemido resterá. A bondade de Deus não descansará enquanto não chegar aí. e depois continuará não descansando. A bondade e a misericórdia nos seguirão para sempre. Não é durante a vida, é por toda a eternidade. Ele não nos deixará parcialmente curados. O propósito divino é inteiro, completo, final. Por isso, a esperança cristã é tão robusta. Não tem nada a ver conosco. Tem a ver com ele dizendo: "Eu nunca vou me cansar de fazer o bem a você, mesmo sendo quem você é". Nunca vou me cansar de te perdoar, de te purificar, de usar da minha misericórdia, de começar novamente. Ele olha para um futuro em que a própria estrutura da miséria será completamente desmantelada. A morte é vencido, o pecado erradicado, a vergonha desaparecerá, não haverá mais separação. Isso é o que nós falamos na metáfora de que quando a noite terminar, não haverá mais noite. Quando a Bíblia diz que não haverá mais noite, apenas dia. A noite é linda. A noite foi criada por Deus, né? Está falando sobre isso. E mais do que isso, a alegria final dos redimidos não será apenas ausência de sofrimento, será participação na alegria perfeita de Deus. Será participação na própria alegria. O pai verá o seu povo completo em Cristo, sem mancha, sem mácula. Que pensamento alto. O Deus que hoje se alegra em nos fazer o bem, um dia contemplará a obra terminada e dizer: "Eu fiz o bem". Eu não só livrei eles da ira, do inferno, do que eles mereciam. Eu diariamente, minuto após minuto, lhes fiz o bem. Minuto após minuto não tive misericórdia. Eu me alegrei em ter misericórdia. Eu me alegrei em usar da minha graça. Nós veremos então que nenhuma tribulação foi desperdiçada, nenhuma poda foi arbitrária, nenhuma disciplina foi excessiva, nenhum vale era sem direção, porque simplesmente estavam fora do caminho. Tudo estava levando a esse fim. Deus não vai descansar enquanto seu povo não estiver completo. Não vai, não vai se cansar. Não vai cansar de perdoar, não vai cansar de ter misericórdia. Mas não é só que ele não se cansa, ele vai se alegrar em cada passo, em cada instante, em cada perdão, em cada misericórdia, em cada graça. Ele não faz isso porque ele tem que fazer, porque um livro diz que um Deus justo, correto e santo tem que fazer isso. Não existe esse livro. A bondade de Deus só termina sua obra quando não houver nada em nós que precise chorar ou nada em nós que não esteja se deleitando plenamente. Ou seja, isso vai começar e vai ser realmente sem fim. Então, a promessa agora sobe mais alto. Não basta dizer que Deus faz o bem. Não basta dizer que Deus se alegra em fazer o bem. Deus fazer o bem é maravilhoso. Agora, pensar que Deus se alegra a cada perdão, em vez de ser perdoar de novo, ele sente um deleite. A escritura vai além, ela nos coloca diante de uma frase que quase parece grande demais para ser suportada. Hoje à noite nós vamos sear e eu espero que você esteja aqui. E essa celebração nos mostra isso de maneira tão grande, né? Deus faz o bem ao seu povo com todo o seu coração e com toda a sua alma. A gente tá acostumado com essa expressão, né? Amarás o Senhor teu Deus com todo o seu coração, em toda a sua alma. Mas aqui a graça deixa de parecer apenas generosa, ela se torna avaçaladora. Ele diz: "Eu vou fazer isso de toda a alma e de todo coração". Ele está falando sobre constituições que nós temos para nós entendermos. Então, Jeremias 32:41 não é um texto, talvez seja um dos maiores textos, é um abismo de consolo. O Senhor diz: "Terei alegria em lhes fazer o bem". Não só lhes farei o bem, eu sinto prazer depois. E certamente os plantarei nesta terra como de todo o meu coração e de toda a minha alma. Essa linguagem é deliberadamente intensa. Ela foi dada para esmagar nossas suspeitas pequenas sobre Deus. Deus nunca está eh nunca tem um pensamento realmente pequeno sobre nos fazer o bem. Sempre é de toda a sua alma. Imagine de Deus. Nossa alma é uma coisa pequena de criatura, queridos. Não é? Aqui está falando sobre o coração de Deus, todo o meu coração. E vou fazer o bem a eles de toda a minha alma. Deus quer que o seu povo saiba que sua bondade não é superficial. Eu não faço bondade para você com o meu grande coração. Eu faço, eu derramo minha bondade sobre você com todo o meu coração. Imaginem, todo o coração de Deus é infinito. Toda a alma, ou seja, Deus tá dizendo, não é protocolar. Eu não te perdoo mais uma vez, um bilhão de vezes, porque eu tenho que fazer isso. Eu faço isso com todo o meu coração, com toda a minha alma. Não é fria, não é burocrática, não. Tem que ser feito. Não é uma ação correta, realizada sem envolvimento, porque aquilo é correto, eu tenho que fazer. Não é um movimento externo desconectado do ser. Quando Deus faz o bem, ele nunca faz, a não ser de todo o seu coração. Quem dera nós pudéssemos dizer que realmente louvamos Deus de todo o nosso coração, toda a nossa alma, toda a nossa força, toda a nossa mente. Mas ele disse: "É assim que eu faço bem a você. É assim que eu te perdoo. Eu não te perdoo porque é uma coisa ai que eu tenho que fazer. Ele não faz. Deus tá dizendo o seguinte: "Eu não tenho afeto dividido. Vocês quando me louvam ainda, você diz: "Tu é soberano, Deus. Amanhã vocês estão com medo como se eu não tivesse dirigindo as coisas. Vocês dizem: "Tu és a rocha. Amanhã vocês agem como se o mundo não tivesse um chão para vocês pisar. Eu não tenho afeto dividido. Não faz. Eu nunca faço nada para vocês com distância. Eu nunca oro. Sabe como vocês oram para mim? Vazios com distância. Então isso nunca acontece. Minha bondade nunca é distante. Ele não faz enquanto outra parte permanece retraída. Em nós. Isso acontece o tempo todo. Fazemos coisas boas sem desejo inteiro. É, nós temos que fazer determinadas coisas, mas naquele dia a gente não tá querendo fazer não. Parte de nós não quer. Parte acha que tem que fazer. Ajudamos, mas ficamos cansados. Servimos, mas também queremos ser servidos. Eh, damos, mas com um resto de relutância. Damos, mas pensamos, hum, será que não é um pouco demais? Falamos palavras certas com coração ausente. Às vezes falamos: "Te amamos". Mas não é nosso ato e nosso afeto raramente andam perfeitamente juntos. Nossos melhores atos muuit das vezes estão um tanto que divorciados dos afetos. >> [roncando] >> Mas em Deus não há esse descompasso. Nele, o que ele faz, o que ele ama é completo. Converge da sua alma, do seu coração, da sua mente. O bem que ele realiza vem carregado de um deleite, de uma alegria. Não um pouco de alegria. Vou sinto uma alegria em perdoá-los. Sente toda a alegria. Sua providência não corre na frente de um coração atrasado. Sua aliança não é sustentada por mera decisão. Não, eu prometi, tem que cumprir. Como se o afeto fosse um detalhe dispensável. O importante é eu ser fiel. Se eu tô sentindo alegria em perdoá-lo, isso não é importante. Vou perdoá-lo porque que ele quer mais. Não, não, não. Quando Deus nos faz o bem, ele diz: "Eu faço com toda a minha alma. Eu faço com todo o meu coração quando eu tenho misericórdia cada nova manhã. Eu faço com toda a minha alma, com todo o meu coração, com toda a minha alegria, com todo o meu prazer. Essa verdade é quase insuportavelmente doce, porque ela nos diz que a bondade divina não sai de uma zona periférica do ser de Deus. a sua bondade para conosco. Sai do seu coração, da sua mente, da sua alma, de todo o coração. Sai do centro do coração, da alma, da plenitude. Eu te eu eu me alegro em te perdoar com todo o meu coração. Isso não significa mutabilidade emocional, como se Deus fosse arrastado por impulsos instáveis. Significa a intensidade santa, inteireza perfeita do seu ser, deleite indiviso, bondade desenrachadura. O Senhor quer que o seu povo saiba disso. Nunca venha me pedir perdão achando que eu estou relutante. Nunca se aproxime de mim eh eh clamando por misericórdia, pensando depois de mil vezes. Eu nunca estou cansado. Eu nunca. Eu sempre te perdoo de todo o coração, de toda a minha alma. Isso é incrível. Quer que os redimidos deixem de correr para ele como quem se aproxima de uma fonte que talvez esteja meio fechada naquele dia. Quer que saibam, quando ele ama, ele ama por inteiro, ele ama para sempre. Por isso a aliança é eterna. Quando faz o bem, ele faz com plenitude. Quando planta, ele sustenta. Se ele não fosse sustentar, ele não plantava. Quando ele chama, ele nunca mais, o amor dele nunca mais larga aquela pessoa. Senão, ele não chamava. Quando ele disciplina, ele sempre restaura. Não há outro propósito, não há mau humor na disciplina. Ele não está apenas sendo coerente. Eu tenho que ser coerente. Eu sou Deus. Eu tenho que ser coerente com o que eu falei. Não, não. Ele está fazendo aquilo com todo o seu coração, com toda a sua alegria. Isso muda a forma como o crente lê a própria fraqueza. Porque quando o coração acusa, quando a consciência acusa, ela entende imaginar Deus numa versão reduzida. Um Deus de pouca disposição, um Deus que talvez ajude, mas meio que desgostoso. Perdoar, misericórdia, um Deus que continua fiel. Mas sabe quando você é fiel, mas já tá cansado? Então tem crente que diminui Deus assim. Deus tá sendo fiel. É só porque ele tá sendo fiel. Ele se alegra em ser fiel. >> [roncando] >> Um Deus que cumpre o que prometeu, as pessoas diminuem Deus, mas sem prazer. Não, não, não, não. Jeremias 32 destrói essa caricatura. O Deus da aliança não ama com meia medida. Ele não salva pela metade. Ele não salva alguém para essa pessoa no final acabar no inferno. Ou salva essa pessoa, mas ela só me deu desprazer. não sustenta com metade do coração. Ele é inteiro em sua bondade. A outra imagem que a escritura usa para nos libertar de pensamentos estreitos sobre Deus. Isaías 62 4 e5 diz: "Você já não será chamada abandonada, mas será chamada minha delícia, pois o Senhor terá prazer em você." Assim como o noivo se alegra com a noiva, assim o seu Deus se alegrará com você. Essa é uma linguagem ousada, belíssima, santa demais, eh, para ser tratada sem reverência, porque ele troca a imagem da mera absolvição. O juiz que diz absolvido, não vai ser castigado. Não é que a absolvição desapareça, ela continua essencial. É óbvio, não é? A culpa precisa ser removida, a condenação precisa cair. A justiça precisa dizer satisfeita. A lei precisa dizer OK. Mas Deus não quer que o seu povo pare aí. Deus deve encantar seu coração pela sua beleza. [roncando] Ele não quer ser conhecido apenas como o juiz que cancelou a sentença, o juiz que teve misericórdia. quer ser conhecido como o Deus que se compra em seu povo, que sente alegria nele. Às vezes as pessoas estão falando tanto da igreja, da igreja, não é? Que parece que a igreja é um fardo para Deus, que Deus pensa: "Tomara que essa história acabe logo, não suporto mais a igreja. Tô cansado, 2000 anos e erros entram e desvios e que canceira. Por isso que as pessoas pensam que mensagens maravilhosas são simplesmente esses broncas de Deus quando tá malumorado, né? Isso mexe profundamente com a imaginação espiritual do crente, porque muitos ainda vivem diante de Deus como se tivessem apenas sendo tolerados por Deus. Deus me tolera. Sabe que às vezes a gente tá tolerando pessoas, né? como se a salvação fosse uma espécie de acordo jurídico frio, necessário, correto. Como se depois de resolvida a culpa, restasse apenas Deus suportar a nossa presença inconveniente e chata. Mas Isaías destrói esse pensamento. Deus não salva para te suportar. Deus te salva para se alegrar em você. A linguagem do noivo não é linguagem de tolerância, suportar. É linguagem de afeição, de prazer, de deleite, de comunhão. Isso não sentimentaliza Deus. Isso só exalta a beleza da aliança. Ele não fez nada disso, a não ser de todo o seu coração, porque quis soberanamente é nos trazer para a comunhão da alegria do próprio Deus. É isso que Jesus disse. A minha alegria vai estar em vocês. O céu não será apenas um tribunal onde fomos inocentados. Um monte de inocentes caminhando. Será a casa de Deus, a casa do Deus que se comprais de de eh eh de seu povo purificado, belo, lindo em Cristo. Veja a força disso. O Senhor tomou um povo que merecia o nome de abandonada no texto, repudiada e disse: "Seu nome será minha delícia. Não, simplesmente não mais abandonada. Minha delícia! Tomo que era digno de vergonha e envolve numa linguagem de prazer. Tomo que foi rebelde, introduz imagens de uma aliança jubilosa, de alegria. Isso só é possível por causa da obra de Cristo. Nunca por nada bom em nós. Nunca por encantamento natural no homem. Nunca por que a noiva tenha uma beleza própria, natural. O que há é graça soberana. Mas você vê, é uma graça feliz. >> [roncando] >> A graça que perdoa. Podia ser a graça que perdoa, mas cansada, não é? Não. A graça que perdoa, ela lava, veste, a adora com santidade. Então, cria aquilo em que o próprio Deus se compra. A alegria de Deus sobre o seu povo. Então, não é uma alegria cega. Deus não está não cansado com você, porque você Ele não tá vendo eh aquilo em você que não o glorifica. Ainda ele não ignora a justiça, não atropela a santidade. Isso significa que o crente não vive apenas sobre sentença cancelada. É isso. Não é só sobre a dívida que foi riscada, que foi rasgada. Não é assim que ele vive. vive sob um deleite pactual, não apenas sobre aceitação jurídica, mas sobre comunhão, alegria, prazer, não apenas como um réu absolvido, mas como seu povo amado. E entre nós, quase tudo sofre erosão. O entusiasmo nosso varia, estamos entusiasmados, que nós estamos mais. A intensidade diminui. O afeta esfria, encanto se desgasta. A repetição todo dia das mesmas coisas cansa. A convivência expõe limites. A paciência falha tantas vezes na convivência, a alegria perde o vigor. Essa é uma marca da criatura caída. Nós começamos fortes e muitas vezes estamos esgotados. Tô esgotado. Aquilo que era prazeroso me esgotou. Tô, tô esgotado. Prometemos com fervor e depois seguimos numa marcha sem fervor. Podemos prosseguir, mas sem fervor. Amamos de verdade, mas a gente tem que admitir que nosso amor mais verdadeiro é cheio de flutuações, com fadiga, com interrupções. Mas em Deus isso não existe. O céu não conhece tédio. O amor de Deus nunca tá entediado. Ah, de novo. Vou ter que fazer essas coisas de novo. Não conhece monotonia da sua bondade. A bondade dele nunca é monótona. não conhece desgaste, o amor de Deus não envelhece. Isso acontece porque Deus não sofre perda. Sua plenitude não diminui. Ele era o Deus bendito antes de nos criar. Ele ainda é o Deus bendito. Sua glória não entra em decadência. Não existe queda de intensidade na alegria dele em nos fazer o bem. Essa é uma das implicações mais preciosas dessa da perfeição divina. Deus é infinitamente pleno. Ele não precisa de nada. Portanto, nada dele se gasta. Ele não ama porque precisa ser completado. Ele ama a partir da sua perfeição. Nós amamos o outro. Estamos esperando que o outro nos complete. O outro, coitado, não é capaz de nos completar. Então nós começamos a declinar. O amor, ele ama da abundância e não da falta, não da necessidade. Ele ama da plenitude. Por isso, o seu amor não sofre nenhuma erosão. Não importa o que aconteça. Essa verdade consola de modo profundo, porque nós conhecemos neste mundo a dor do afeto humano falhar, do nosso afeto falhar. Conhecemos relações em que o entusiasmo virou apenas manutenção, cansada. Mas isso não existe em Deus. Ele não persevera conosco, porque ele tem que fazer isso. Ele sempre está com a mesma alegria no bilionésimo perdão, na bilionésima graça e misericórdia que ele está mostrando. Sua alegria sobre o seu povo não sofre deteriorização conforme foi a nossa semana. Isso significa que a esperança do crente está ancorada em algo muito mais sólido do que sentimentos humanos. repousa nessa constância eterna do deleite de Deus, não do Deus fazer o que é certo, mas dele se deleitar em fazer essas coisas. A igreja não é sustentada por amor divino que eh diminui, que está em queda, é sustentado por um amor que nunca sofre redução. Deus não ama mais a igreja do século X, 17, 18, século ele ama a igreja. E quando finalmente estivermos na glória, não descobriremos um Deus cansado de ternos salvado. Que luta salvar vocês, hein? Quanta misericórdia, quanto pecado vocês, vocês me cansaram de fazer o bem. >> [roncando] >> Descobriremos um Deus eternamente satisfeito em sua obra, um Deus totalmente feliz no que fez, em cada misericórdia, em cada perdão, em cada vez que a bondade e a misericórdia nos [roncando] agarrou. E aqui a alma realmente treme. O Deus infinito não ama em versão reduzida, não se alegra nunca, sempre é de todo coração, sempre é de toda a sua alma. E a promessa é gloriosa, mas não é genérica. É assim que a gente quer terminar. Deus não se deleita do mesmo modo em todos. Ele não distribui seu prazer como se não houvesse diferença entre fé e idolatria, entre temor e autossuficiência. Há um povo sobre quem Deus canta e só sobre esse povo. Esse povo é marcado por uma coisa. Eles foram chamados por essa bondade infinita e soberana. E esse povo então espera nele, não em si, não em seus recursos. Sempre que há um ensino que supostamente é o evangelho, em que o homem espera em si mesmo conseguir ser de determinada maneira para que Deus possa cumprir o que a sua bondade determinou. Isso é um falso evangelho. O Salmo 147 diz algo que confronta diretamente o coração humano. Não é a força do cavalo que lhe dá satisfação, nem a agilidade do homem que lhe agrada. O Senhor se agrada dos que o temem, dos que colocam sua esperança no seu amor leal. Deus faz o seguinte: Ele se deleita em quem realmente acredita no que ele é. Um Deus que não se cansa de fazer o bem, que nunca está indisposto, que nunca, esse texto não está demonizando a força do cavalo. Foi Deus que fez o cavalo forte. Deus, um dos textos mais maravilhosos assim sobre eh a criação é Deus falando sobre o cavalo com Jó. Vê como ele corre, vê a sua crina, vê como ele não tem medo de nada. Você já viu o cavalo Jó? Você viu como ele é maravilhoso? é Deus falando sobre uma obra dele, eh, mostrando assim, eh, a maravilha dela, né? O problema não é a existência de recursos, o problema é o lugar que damos ali. O cavalo naquele mundo era símbolo de poder, [roncando] de vantagem militar, sabe? É como se você tivesse os os melhores foguetes, os F35 de hoje, tem os melhores cavalos. É a capacidade de vencer, de controlar o cenário, de impor um resultado com suas bombas. As pernas falam da prontidão humana, da velocidade, da competência, da força. Deus diz: "Nada disso é neutro quando o coração entra em cena". Porque o coração humano sempre tenta converter meios em deuses. E é aí que nasce a concorrência espiritual. Não porque Deus esteja disputando espaço com coisas, não é? Mas porque o homem é tolo bastante para misturar Deus e compará-lo a coisas infinitamente menores. Quando o homem espera em recursos, desempenho, poder, estrutura, capacidade, reputação, inteligência, currículo, influência, controle, previsibilidade, ele está só comparando Deus a criaturas. Todas essas coisas fazem parte da criação. Todas essas coisas quando o homem compara a Deus está diminuindo. Esse é o pecado da confiança concorrente, que nem sempre é declarado, mas se você sente mais tranquilidade quando tem alguma coisa criada ao seu lado, então você está exatamente aqui. Os lábios ainda falam em Deus, mas o coração repousa no cavalo, nas pernas do homem. E é por isso que Deus não se agrada da força do cavalo, nem da agilidade das pernas, porque a confiança nelas não é apenas um erro psicológico, é uma desordem teológica final no coração. Deus não divide com ídolos o lugar da sua esperança. Sua esperança não pode estar em nenhuma das coisas que ele criou, por mais maravilhosas que elas sejam. Somente ele pode suportar o peso da esperança humana. A esperança humana sempre será um horror quando ela não está em Deus. Só ele pode suportar o peso sem falhar, semitir, sem envelhecer. O homem, porém, insiste em construir seguranças paralelas. Confia no nome até que aquele nome seja esquecido. Confia eh na técnica até que aquela técnica encontre o seu limite. Confia numa explicação da sua alma até que outra pessoa crie outra teoria. E toda vez isso acontece, Deus está nos demonstrando com severa misericórdia que a esperança em qualquer outra coisa que não seja nele, que tem alegria e nos fazer o bem, apodrece. O Senhor não se agrada da confiança concorrente. É isso. Depois de negar a falsa segurança, o salmo mostra a marca do povo sobre quem Deus toma prazer. O Senhor se agrada dos que o temem, do que colocam sua esperança no seu amor leal, ou seja, no seu amor que nunca se cansa de fazer. eh eh de de se alegrar em fazer o bem. Essa frase é devastadora, linda e ao mesmo tempo devastadora, porque mostra o tipo de resposta que nossos corações podem dar para honrar Deus. E é devastador porque destrói nossa autossuficiência religiosa. Deus se agrada dos que o temem, isto é, dos que reconhecem seu peso, sua santidade, seu amor leal, sua alegria em nos perdoar. em continuar nos perdoando. Temor não é pânico, né? É a alma finalmente colocada em ordem diante de Deus. Mas o texto continua: Deus se agrada dos que esperam no seu amor leal. Aqui o temor ganha força prática, né? É refugiar-se na sua misericórdia que nunca cansa, na sua alegria de fazer o bem. E não só fazer o bem, porque esse é o certo. É depender. A marca do povo de Deus não é autossuficiência refinada, é uma dependência. Eu sei que ele ama me fazer o bem, ter misericórdia de mim. E sei que ele está sempre fazendo isso. O mundo admira quem parece bastar-se. A carne admira quem consegue se manter de pé. E a gente se alegra apenas em que Deus faz o bem o tempo todo para nós e faz isso com alegria, prazer, invencível, interminável. Então, eh, do coração que sabe que precisa da misericórdia, mas que Deus nunca usa da misericórdia porque ele tem que usar, mas ele usa porque tem um prazer infinito em fazê-lo. Do coração que não negocia com ídolos de segurança, do coração que sempre foge para Deus porque entendeu que nele há abrigo. E Deus não nos abriga em nossa fraqueza, cansado da nossa fraqueza. Não, não, não. Ele espera, a Bíblia diz, no amor leal do Senhor. É conhecer que tudo em nós é insuficiente. Mas Deus não simplesmente eh suporta essa insuficiência. e se alegra em suprir todas as coisas que nossos melhores dias não consegue sustentar nada, mas que ele se alegre nos sustentar em vez de ficar cansado de ter que fazer isso sempre. Aliança estável, amor que não mente, bondade que não se dissolve, fidelidade que não falha. Esse é o tipo de resposta que agrada a Deus. [roncando] Mas um pecador reverente, com mãos vazias, olhando para o Senhor e dizendo: "Tu és o meu único socorro, o teu amor leal. Eu sei que as tuas misericórdias não se renovam. É porque e é tu tens que fazer isso. É porque tu tens um prazer enorme em fazer isso. Eh, tu és minha única segurança e é tratá-lo como Deus. E Deus não está nos salvando, cansado, aborrecido, distante, contando quantas vezes nos perdoou, quantas vezes teve que usar de misericórdia. Não servimos um Deus bom, mas cansado, que às vezes se esgota. Esse povo pode ser fraco, pode estar em lágrimas, pode não ter cavalo, pode não ter pernas ágeis, pode atravessar dias escuros. Mas há uma marca nele. Seu coração corre para Deus. Queridos, Deus é essa beleza infinita. Quando nós pensamos em Deus perdoando, cansado, irritado, nós sentimos dificuldades e pensamos que sempre a nossa vida de santificação é algo tentando eh fazer Deus eh se alegrar e não ficar tão cansado com a nossa vida. Não estamos entendendo e não somos mudados porque não há beleza nos encantando. Esperar no amor leal do Senhor agora é esconder-se em Cristo. É abandonar qualquer outro nome. É parar de se apresentar diante de Deus com qualquer currículo, como se isso fosse agradá-lo, com a própria moralidade, disciplina, piedade, história, força. É deixar o seu próprio nome cair. Deus se alegra em fazer o bem. Amém. Ele não depende de nenhuma dessas coisas. Perdão porque nele o pecado foi carregado. Justiça porque nele a obediência é perfeita. Reconciliação porque nele a ira foi satisfeita. Mas ele nunca para. Segurança porque a aliança não falha. Se a aliança falhasse, tudo isso não era, mas ela só podia falhar se Deus cansasse de fazer o bem. Mas ele não cansa. E então ele canta sobre o seu povo, porque nele o povo redimido se torna um povo sobre quem Deus se alegra. Deus não está cansado da igreja. Deus se alegra na igreja. Deus se alegra em salvar pessoas como nós. É isso que nos leva à santificação. É isso que nos encanta. É isso que nos transforma de glória em glória. Em Cristo o refúgio se torna a salvação. O nome santo que antes nos expunha se torna o nosso abrigo. Esse é o ponto mais belo. Em Cristo, a glória de Deus e o bem do pecador não competem mais. Porque quanto mais Deus derrama o seu bem, mais ele mostra a sua beleza. Ele se alegra em fazer isso. Para Deus é uma grande alegria salvar o seu povo, uma grande alegria em perdoá-lo, em ter misericórdia. Ele foi pra cruz pela alegria que ele estava proposta. O nome de Deus é honrado e o pecador é salvo. A justiça permanece inteira. A santidade não recua e a graça nunca falha. Por isso o coração que eh percebe que Deus é gracioso, mas cansado, é gracioso, mas está sempre tentando eh compensar porque pensa que Deus pode estar cansado de de fazer essa obra contínua de graça e misericórdia não se encanta e não é mudado pelo evangelho. As pessoas pensam, eh, eu gosto de ser irmãos que só dão a ideia de que Deus está aborrecido. E finalmente encontra-se entre aqueles que sobre quem o próprio Deus canta. Isso é maravilhoso. O Deus que ama seu nome, acima de tudo, se alegra naqueles nos quais ele pôs o seu nome, em seu filho. E em Cristo, esse refúgio deixa de ser teoria e se torna salvação, alegria e canto no coração de Deus. Deus está cantando sobre o seu povo, está cantando sobre a igreja. Ele está dizendo: "A igreja é a minha delícia". Nós temos que ter cuidado, queridos, porque ao combatermos o erro, nós começamos a achar que a própria igreja, a existência dela é um problema, é um cansaço, que a própria existência da igreja, com todos os seus problemas é um desprazer para Deus, que nos salvar é um cansaço para ele, que nos fazer como seu filho é um grande esforço cansativo e muitas vezes desagradável, quando na verdade Deus se deleita profundamente em nos salvar, em nos perdoar, em ter misericórdia, em ter uma paciência sem fim, em ter um amor que nunca se cansa. Eu nunca vou me cansar de lhes fazer o bem. Nunca venham a mim achando que eu estou cansado. Nunca venham pedir misericórdia, achando que eu estou cansado da igreja, cansado do meu povo, cansado do meu corpo. Eu nunca estou. Eu estou sempre alegre em lhes fazer o bem pela milésima vez, por bilhões de vezes. Eu estou mostrando a glória da minha graça. Aqui a história termina como só a graça poderia fazer terminar. pecado e o o o pecador escondido em Jesus descobre que Deus diante de quem ele tremia, não só o salva, se alegra nele, tem prazer nele. E é essa alegria, é essa misericórdia na qual ele se deleita em fazer o bem, que diz: "Nunca vai dar errado, porque eu me alegro em ter misericórdia e nunca me canso de lhes fazer o bem. Nunca me busquem achando que eu estou cansado de perdoá-los de novo, de ter misericórdia de novo, de santificar-los de novo, de purificá-los de novo. Eu estou sempre alegre, feliz em fazer isso. A igreja nunca é um cansaço para o meu coração. Vamos ficar de pé, vamos cantar. O que mais poderíamos fazer diante de um Deus assim?