A VERDADE QUE NÃO TE CONTAM SOBRE AS FESTAS JUNINAS com Rodrigo Silva
22/06/2026
A VERDADE QUE NÃO TE CONTAM SOBRE AS FESTAS JUNINAS com Rodrigo Silva
A verdadeira origem das Festas Juninas é um tema que desperta curiosidade, debates e muitas dúvidas entre cristãos nesta época do ano. Por isso, neste estudo, eu convido você a investigar comigo a história por trás da Festa Junina, das celebrações de São João, Santo Antônio e São Pedro, analisando evidências da história e da Bíblia para compreender melhor como essas tradições surgiram e se desenvolveram ao longo do tempo.
Ao examinarmos textos bíblicos e o contexto histórico dessas festividades, surgem questões importantes: A Festa Junina é pecado? Cristãos podem participar das celebrações? A origem de uma prática determina seu significado? Existe diferença entre tradição cultural e prática religiosa?
⏱️ Capítulos:
00:00 – Introdução
01:56 – Qual é a verdadeira origem das Festas Juninas?
03:08 – A Polêmica da Festa Junina
06:55 – A Origem da Quadrilha e a Hora Social na Igreja Adventista
15:40 – Festivais da Colheita e as Festas Pagãs no Mundo Bíblico (Baal e Aserá)
33:15 – Como a Igreja Católica Adaptou a Festa
48:00 – Os Festivais de Colheita na Bíblia
56:33 – Análise Bíblica: O que o Novo Testamento (Romanos 14) ensina
59:19 – Conclusão: O Cristão pode participar das Festas Juninas?
GLOSSÁRIO:
Paganismo: Termo que descreve as religiões politeístas da antiguidade, cujos rituais frequentemente celebravam ciclos da natureza.
Solstício: Fenômeno astronômico que marca o dia mais longo (verão) ou mais curto (inverno) do ano, data central para muitos festivais antigos.
Ressignificação: Processo cultural de atribuir um novo significado a uma prática ou festa já existente, como a cristianização de festivais pagãos.
Quadrille: Dança de salão francesa do século XVIII, que deu origem à quadrilha brasileira.
Romanos 14: Capítulo da Bíblia que estabelece princípios para lidar com questões de consciência, onde não há um mandamento divino explícito.
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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Nós estamos juntos para mais um bate-papo sobre Bíblia, Teologia, Religião e assuntos afins. Eu estou muito feliz porque desde o último vídeo até esse, nós já passamos ah de 3.700.000 inscritos aqui no canal Rodrigo Silva Arqueologia. Então muito obrigado a você que está participando, que se inscreveu no canal. Agora lembro que eu falei no vídeo anterior. Eh, tem muitos vídeos que o YouTube, pelas mudanças da política de tratamento do do canal da plataforma, muitos vídeos não estão sendo entregues. Então eu vou contar ainda com você naquele exercício analógico ainda, antigo, né? Onde cada um vai fazendo o papel da máquina. Se você gosta do conteúdo do Rodrigo Silva Arqueologia, então por favor, que você mesmo mande o link desse vídeo para o seu pai, para a sua mãe, para a sua namorada, para a sua tia, para o seu colega de faculdade, para alguma pessoa que você acha que deva ouvir esse conteúdo, tá bom? Coloca lá no grupo de família, aquele grupo de WhatsApp que às vezes fica discutindo política ou falando de de algumas coisas assim de piadinha, alguma coisa assim. Coloca uma coisa boa ali, coloca um conteúdo bíblico para eles. E eu vou agradecer penhoradamente. E se você gostar do conteúdo, como sempre, deixa o seu like, eu agradeço muito e também ah o seu comentário. Aliás, eu estou muito feliz porque mais uma vez eu estou sendo indicado pelo Ibest para algumas categorias eh de divulga divulgador religioso e também, se eu não me engano, youtuber do ano. Então vou agradecer muito se você entrar lá no Ibest e votar no meu nome, caso você ache que eu deva estar eh entre os primeiros lugares ou em primeiro lugar, como aconteceu agora em 2026 relacionado a 2027 a 2025, tá certo? Porque o prêmio é sempre em relação ao ano seguinte. Eu vou agradecer muito. E o assunto de hoje, vamos falar sobre festa junina. É, muita gente, eu sou mineiro, lembra das festas juninas, é, é o, o, o, para quem bebe bebida alcoólica é o quentão, é, tem a canjica, tem a festa junina tradicional também do nordeste, lá da, da, do folclore do nordeste, né, que o próprio Luiz Gonzaga canta tanta música e gritava viva São João e quem é católico tem uma, uma fascinação pelas festas juninas, que ganham esse nome justamente porque são relacionadas tanto a São João, quanto ao mês de junho, juninas, tá bom? Juninas, é, juninas de junho e também em relação a São João, um santo da igreja católica, mencionado na Bíblia, que é João Batista. Um detalhe para corrigir alguns que, é, às vezes entendem errado. Festa junina não tem a ver com São João evangelista, não é o, o que escreveu o evangelho, o discípulo amado, é João Batista, aquele parente de Jesus que anunciou a chegada do Messias, que pregou no deserto e depois foi decapitado. Festa junina tem a ver com ele. Mas a pergunta que fica é, quem não é católico, por exemplo, quem é evangélico, quem é, é protestante ou de alguma outra igreja, agremiação, é, que não seja católica, pode participar de festa junina? Seria a festa junina uma, uma idolatria? A festa junina começou realmente no mundo pagão? Será que é errado dançar quadrilha? Então, vamos discutir um pouquinho esse assunto hoje, porque quando fala de festa junina, é, o tema realmente chama bastante atenção. O cenário é bonito, né? Quem nunca viu as bandeirinhas, aquela fogueira ali e as comidas típicas que eu já mencionei, além, é claro, da música, seja música nordestina, música de Minas, enfim, do Brasil inteiro. Tem também a música lá do do do do do norte, você tem em Belém, tem várias várias formas ah regionais de celebrar as festas juninas. Então, Rodrigo, eu não sou católico. Eu ouvi falar que é idolatria participar disso. O católico também pode se ofender? Então, eu tenho que tomar muito cuidado com a resposta que vou dar aqui. Em primeiro lugar, eu tenho um compromisso com você e com Deus, acima de tudo, de dar respostas bíblicas. E mesmo dando as respostas bíblicas, eu estou sendo honesto em dizer que eu estou apresentando a Bíblia como eu a interpreto, como eu vejo, a partir da ótica bíblica. Então, espero dar essa resposta com muita sabedoria, porque eu posso receber pedrada dos dois lados. E não que eu queira ser isentão ou comprometer uma verdade apenas pelo pelo pelo bom nome na internet, para evitar a lacração. Ação, aí você fica querendo ficar isentão. Não se trata disso. Mas eu tenho que ter também um respeito pela fé do outro, pela maneira de interpretar do outro. E aqui eu fico entre a cruz e a espada com esse tema das festas juninas, porque se eu falo, não, não tem problema nenhum, muitos evangélicos, olha, idolatria, você tá falando que pode ir agora? É, se eu falar, não, essa festa é pagã, ela tem idolatria, aí muitos católicos falam, você tá ofendendo São João, tá ofendendo a nossa cultura. Qual o problema as crianças brincarem ali? Não tem nada demais. Se eu falo que você pode participar, mesmo ela tendo uma origem cris é pagã, alguns podem falar, tá, então posso participar do carnaval também, que também tem ali um um pé no paganismo? Como é que a gente explica isso? Então, fique comigo até o final. Eu espero esclarecer essa dúvida sua à luz da Bíblia e também do contexto histórico da festa junina. E enquanto eu estou falando aqui, eu quero o seu o seu comentário já de cara. E E você, antes que eu emita qualquer opinião, antes que eu abra a Bíblia, durante todo o nosso bate-papo, eu gostaria que você fosse colocando o seu comentário aí. Você católico, você fala: "Eu sou católico, eu não sou católico, eu sou evangélico, eu sou da Assembleia de Deus, eu sou batista, eu sou da Deus é Amor, não, eu não frequento igreja nenhuma, eu sou espírita", né? É, você, independente da sua religião, mórmon, testemunha de Jeová, várias que eu poderia citar aqui, você participaria da festa junina ou não? Você a considera uma uma idolatria? Você acha que ela tem um lugar na cultura brasileira sem ofender o cristianismo, é, de vertente não católica? Então, eu queria a sua opinião. Só vou pedir uma coisa, escreva a sua opinião com muito tato e educação em relação à posição do outro. Você pode ser firme, mas firme com com com como disse assim, com delicadeza, sabe? Que dá para a gente falar aquilo que pensa sem necessariamente dar agulhada no outro. E se você discordar do que alguém escreveu também, responda com a mesma educação. Assim a gente vai construindo uma família muito legal de se conviver, a despeito das divergências de compreensão. Eu quero já provocar esse tema que foi pedido por vocês, inclusive, com uma experiência minha particular. Eu, quando criança, eu tenho até foto lá em cima, devia ter trazido uma uma foto minha da época de de quadrilha, de festa junina, mas acabou ficando, agora já era. Uma hora eu mostro para vocês. Eu lembro que eu coloquei um bigode postiço, eu tinha uma espingarda, eu fazia o papel de pai da noiva, no outro ano eu fiz o papel de noivo e tinha o casamento na roça, né? Um lá vestia de padre, um tinha uma menina, tinha a prenda, tinha uma série de de coisas assim. E quando eu me tornei adventista, em 1984, eu achei interessante que tinha na igreja adventista, agora já, assim, em grande parte do Brasil, é, essa tradição está bem diminuída, infelizmente, já estou de adiantando que infelizmente que era de dançar quadrilha. Como assim Rodrigo? É, é a famosa hora social. Tá bom? As, a, aquilo, aqui inclusive eu achei no, no, ali no YouTube, um site que tem várias músicas da hora social adventista, né? Era um bolinho sem sal, era um bolinho sem sal, era um bolinho sem sal, era um bolinho de bacalhau. Eu estava na janela aprendendo a lição, passou o meu benzinho e me chamou de coração. Era um, é, é muito interessante essas músicas. É, não estou falando que essas músicas são adventistas, alguém pode falar, não, essa música existe em tal e tal lugar. Eu estou aqui, essa lista ela mostra músicas que na igreja adventista é, eram muito usadas nos sábados à noite, depois do, do pôr do sol, depois do shabat para fazer hora social no fundo da igreja, na quadra de uma escola, a gente fazia muito lá em Belo Horizonte. E era muito legal aquela, eram, eram danças de quase de salão podia dizer, sabe? Os casais se revezavam. Por que que eu chamei de, é, dançar quadrilha? Alguém pode falar, não Rodrigo, mas isso não é dançar quadrilha, dançar quadrilha é a festa junina dos católicos. Nós tínhamos hora social. Era a mesma coisa. E eu vou explicar daqui a pouco, eu vou justificar você por que que eu falei que a hora social e dançar quadrilha é a mesma coisa. Sabe por que que é? Pelo seguinte, o estilo daquela dança que os adventistas tinham, quari, qui, qui, qui, qui, qui, qui, quari, quá, quá, quá, quá, quá, quari, qui, quari, quá, quem é adventista? Coloca aí no comentário se você lembra da, da hora social na igreja. É, havia alguns mais conservadores que torciam o nariz, mas de um modo geral, os irmãos gostavam, os idosos participavam, os mais velhos, as crianças, os juvenis, os adolescentes. Eu confesso até para você uma coisa da minha época de adolescência, sempre quando a gente ia na hora social numa outra igreja adventista que não é a que você frequentava, porque tinha uma, por exemplo, no bairro São Paulo, eu era do bairro Santo Inês, tinha outro no bairro Planalto, tinha outro na Concórdia, tinha nos bairros de Belo Horizonte. E naquela época, 14, 15, 16 anos, a gente ia a outra igreja, assistia o culto, até para ver as meninas bonitas de outra igreja, né? Que diferença do do que acontece muito hoje em dia. E quando chegava ali na hora social, a a era a chance que você tinha de pegar na mão daquela menina e dançar com ela um pouquinho, sabe? E e e né? Seja a época da da festa junina também da igreja católica, era a mesma coisa, era a oportunidade de pegar na mão de uma menina bonita. Então vinha lá, quando trocava os pares, tinha uma roda às vezes interna, era muito legal. Mas Rodrigo, você não respondeu por que você chamou isso de quadrilha? Por causa da França. Eu vou mostrar para vocês aqui, olha. Eh, no século XVIII, final do século XVII para o século XVIII, começou a surgir na França um estilo de música, de dança, onde os casais ficavam dançando e trocavam os pares, sabe? A menina passava para esse, esse passava para o outro, dançava ali danças de salão, como esse desenho que você está vendo a época. E essas danças da França do século XVIII, como eu falei, século final do século XVII, século XVIII, elas eram chamadas de eh quadrille, quadrille, eh com o meu francês mal pronunciado, quadrille, seria quadrilha em português. E por que que tinha esse nome quadrille, eh quadrille ou quadrilha? Porque você fazia na dança do salão, lembra que geralmente os salões eram quadrados? Você fazia uma roda no meio de um lugar quadrado e às vezes, dependendo do canto que estava, trocava o par. Então, como era feito num lugar assim, eh num lugar quadrado, era chamado de quadrilha, uma dança de salão. E os jovens participavam, ah, nos bairros também, nas regiões mais pobres da França, havia a as famosas quadrilhas. E o nome brasileiro, português, vindo através de Portugal, para as nossas danças de quadrilha, vem da França. Tá bem? Então, por isso que fala quadrilha. Agora eu vou falar mais uma coisa. Para quem não é adventista, saiba que as horas sociais da igreja adventista não eram exclusivas da igreja adventista. Então, se você é da Assembleia de Deus, Evangélico Quadrangular, Batista, coloca nos comentários aí, principalmente se você for mais velho, no e você viveu nos anos 60, 70, você vai ver que havia também nessas igrejas horas sociais. A própria Associação Cristã de Moços, eh, YMCA, né? Famosa Associação Cristã de Moços, promovia esses bailes cristãos, onde os jovens iam ali com o fim de que um rapaz cristão conhecesse uma moça cristã no baile. Eram bailes cristãos, em forma de quadrilha. Eu vou mostrar algumas fotos para vocês, que isso até ficou muito forte nos Estados Unidos. E lá, a quadrilha, em inglês, era chamada de square dance. Square dance. Square dance é dança quadrada, né? Ou dança de praça. Que square pode ser uma praça, ou pode ser algo meio quadrado. Então, square dance, você está falando justamente de quadrilhas. É a versão inglesa do termo francês. E aqui nós temos uma igreja de negros do Colorado, acho que é do Colorado, fazendo uma hora social. Olha lá atrás o sujeito, eh, tocando. Isso aí já deve ser na época da integração racial, porque tem um branco tocando num baile de negros, né? Mas você tinha também os brancos com a sua hora social. Olha aí, nos Estados Unidos. E essas horas sociais que eu estou mostrando para vocês eram agremiações de igrejas protestantes americanas que que esses encontros sociais para que os jovens pudessem dançar, pular, brincar, conhecer, quem sabe, a sua futura esposa, o seu futuro esposo. Então, a primeira parte da pergunta eu já falo, né? Se é errado eh essas brincadeiras de dança, de roda, danças de roda que tinha, eh de ficar brincando, eh tinha casal e tinha, mas não era dança colada não, tá? Eu quero deixar bem claro. Era uma dança muito respeitosa, o corpo não contatava com o corpo. Era uma da a dança de casal que eu falo das horas sociais assim, o rapaz pegava na mão da moça e os dois ficavam assim, sabe? Eh bailando. Alguns americanos eram mais avançadinhos assim, já era uma coisa mais de baile. Mas de qualquer maneira, o que eu quero acentuar é que igrejas evangélicas americanas, de certa forma, pegaram a tradição da quadrilha francesa, aplicaram para a square dance e começaram a fazer também a sua forma, ah, evangélica ou protestante de ter um baile para moços e moças cristãs. E a igreja adventista brasileira, como ela vem do da cultura americana, ela importou para o Brasil aquilo que foi chamado de hora social. Ficou claro até aí? Agora, se você pegar só o formato da hora social e o formato das festas juninas, o formato é praticamente o mesmo. Na hora social, quando a gente fazia num clube, às vezes ao ar livre, a gente também acendia fogueira, tinha o fogo do conselho nos desbravadores. Havia havia fogueira também. Só não tinha, eh, talvez as as todas as comidas da da da festa junina, nem o vestir a caráter, vestir de caipira, como na festa junina tem. Mas a dança é muito parecida, aquela dança de roda, sabe? Todo mundo se descontraindo ali e tudo mais. Eu coloco isso já de cara, por quê? Se você fala que aquela aquele formato ali é uma coisa que ofende a Deus, então você vai ter um problema com uma uma parte considerável da história das igrejas evangélicas e protestantes que vieram ou beberam em fonte norte-americana. Tá certo? E até no Brasil também. Agora, a festa junina tem uma outra diferença em relação a essas horas sociais, seja da da adventista, da batista, dos metodistas, enfim. Por quê? Enquanto essas horas sociais evangélicas bebem na cultura americana, que por sua vez bebeu na cultura francesa, das quadrilhas francesas, a festa junina já tem uma tradição bem mais antiga, bem mais antiga, talvez ali do por volta do quarto século de nossa era, que foi uma adaptação cristã a festividades pagãs. E essas festividades pagãs, por sua vez, também tem uma tradição que vai que vem desde a época bíblica, desde a época de Moisés e dos hebreus chegando em Canaã. Mas calma que eu vou explicar devagar isso para você, tá bom? Olha essa fotografia, esse essa pintura de um túmulo egípcio. Que que você está observando aí nesse túmulo? É um é um túmulo egípcio da 18ª dinastia, onde mostra vários eh empregados do faraó, do vizir ali, eh cumprindo aquilo que em egípcio era chamado de o período mais alegre do humano, que é o solstício de verão, que é quando eles colhiam o trigo. Olha a felicidade de todo mundo aí com aqueles montes de trigo sendo colhidos e eles contando trigo e pesando trigo e tudo mais. Isso era tão festivo, que virava uma festa. Essa outra imagem para você, ela pode não parecer muita coisa, mas nos tempos bíblicos, isso aí é a imagem de IA, tá? Tanto é que o os grãos de trigo aí tão bem, bem maiores do que o normal. Mas hoje, para nós que estamos acostumados a uma vida de supermercado, de ah, de grandes centros, de atacadão, de na geladeira e tirar um copo d'água, alguns elementos da comida diária, eles não têm o mesmo efeito cultural que havia no passado. Lembre-se, no passado, não havia o supermercado que você vai lá uma vez por semana, uma vez por mês, faz toda a compra do mês e guarda em estoque na geladeira. A maior parte das pessoas para sobreviver, elas tinham que ter, ademais das suas profissões, o trabalho de agricultores, ou seja, era uma uma sociedade majoritariamente agro pas toril, que vivia especialmente de eh, gado ou gado de pequeno porte, se você quiser chamar, por exemplo, eh, quando você pega uma ovelha, uma cabra ou naqueles que tinham mais condições, uma vaca, um boi, uma coisa assim. Eles tinham que ter o seu o seu o seu pe o seu o seu pequeno rebanho ali. E além disso, tinham que ter uma terra para plantar e colher. E a o plantio e a colheita era a garantia da sobrevivência daquele povo. Então, se tinha duas coisas que a população tinha que ter, senão todos iam morrer, era água, água e plantio. Só que essas coisas não não eram tão fartas assim. Lembre-se, especialmente a história bíblica que acontece no Oriente Médio, grande parte do Oriente Médio, na verdade, a maior parte do território do Oriente Médio, do Levante, da Península do Sinai, eh, toda aquela região ali da Mesopotâmia, grande parte é desértica. Então, numa situação dessa de água rara, a água era pouca, você tem que economizar água. E de pouca boa terra, plantar e colher quando a safra sai bem rufa, é um grande alívio. Mesmo hoje, em pleno século XX, quando tem um problema numa, numa, numa praga que acaba com uma grande plantação de soja, de trigo, cevada, qualquer coisa, nós temos um grande problema com, na balança comercial, os preços ficam mais caros. É que hoje que com os métodos, os meios de transporte e divulgação, às vezes assim, tivemos um problema com a safra brasileira, aí o Brasil importa a safra de outro país e tá tudo resolvido. Você vai perceber, talvez, o preço mais caro no supermercado, mas você não vai deixar de comer pão todo dia. Mas naquela época não. Se você não tinha o que colher, não tinha o que co, não tinha, perdão, se você não tinha o que colher, não tinha o que comer. Por essa razão, o dia da colheita era um dia de grande celebração em vários povos. Então, você encontra povos, os egípcios celebravam, os hititas celebravam, os, os, eh, mesopotâmicos, todos eles, sírios, os babilônios, os elamitas, todos esses povos que viveram no entorno da Bíblia, sempre celebravam a colheita. E eles gostavam de fazer fogueira, dançar em torno da fogueira, eh, fazer, eh, danças típicas, música típica e celebrar aquela grande fartura. Por quê? Se agora eu colhi e estou com os vasos cheios de trigo ou cevada e outros, eh, elementos que eles plantavam, isso significa que a minha família não vai passar fome. Eu eu comida em casa. A menos que aconteça uma tragédia, um exército inimigo vir e a e a devastar a minha a minha casa e roubar o meu trigo, a menos que isso aconteça, minha família está garantida. Então é motivo de celebração. Agora lembre-se bem, tudo isso que eu estou contando para você aconteceu no hemisfério norte do planeta. E lá o os as estações do ano são diferentes da nossa. Enquanto para nós o o inverno é agora, no mês de junho, julho, para eles o inverno é dezembro, novembro, janeiro. Em nesse momento agora é o verão. E havia alguns momentos certos para fazer o plantio e também para colher. E a época do verão era o época que eles colhiam o trigo. Porque tinha o solstício, quando o sol estava no ponto mais alto em relação à terra, então os dias ficavam mais longos. Depois ele vai diminuindo até o próximo inverno, né? Mas o dia mais longo do verão é o dia melhor para para para para colher. Então eles faziam festa. E como muitos desses povos eram pagãos, eles misturavam essa festa de alegria pela pela colheita com a religião deles. Eles aproveitavam para misturar aquela aquela dança e aquelas festas com as os mitos pagãos, com a história dos deuses, com a adoração aos deuses e a visagero, por exemplo, a Bíblia fala de povos cananeus que sacrificavam seus filhos a Moloch, por exemplo, sempre na busca de de eh eh uma boa colheita. Lembra a adoração de Baal na época do profeta eh Elias, Elias? Eh lá na época da Jezabel? Baal era o Deus da colheita. Eu vou falar mais sobre ele daqui a pouquinho. Então esses povos pagãos tinham essas danças. Eles sempre faziam isso para comemorar. Vou mostrar para vocês aqui, eh, um quadro de como seria mais ou menos o calendário da época. Era um calendário baseado praticamente nas luas e no plantio. Eles marcavam o calendário deles pelo comportamento da agricultura. Então, você tinha, por exemplo, os anos geralmente começavam na primavera. Assim também é na Bíblia, que seria mais ou menos mês de março, abril, aproximadamente. Março, abril. É que nessa época as as plantas começam a brotar, as raízes se fortalecer. Então, em maio é a época para colher a cevada. E eles começam em maio a colheita do trigo, que se estende até junho. Junho é o ápice da colheita do trigo. Tá certo? Depois você tem outros elementos, eh, em julho você tem a secagem, armazenamento dos grãos, eh, setembro é época de colheita da da uva. E quando vai esfriando ali no outono, outubro, vai esfriando agora o tempo e tudo, aí você tem, em outubro você armazena os frutos e começa a preparar a terra. Você planta alguns cereais na terra antes do inverno. A semente passa o inverno todo na terra. Ah, os primeiros frutos começam a dar na primavera. E depois você vai ter o o a colheita do trigo em junho, que é a época justamente do verão ou do pico do verão. Agora, veja bem, o nome da festa é festa junina. Então, não pense com as categorias do hemisfério sul onde estamos. Junina, já mostrei aqui no calendário, porque junho era o mês do verão, era o mês de colher o trigo. E o trigo era o principal de todos os grãos. Porque é do trigo que você fazia o pão. E o pão para eles é como se fosse o o arroz com feijão do brasileiro. Era comida que não podia faltar. Lembra que na oração do Pai Nosso, Jesus até ora assim, ora assim, é, não nos deixe, é, que o pão nosso de cada dia nos dai hoje. Também no livro de Atos dos Apóstolos fala que os cristãos quando se encontravam para uma, para uma comida, para uma ceia, diziam, eles se encontraram para repartir o pão. Para repartir o pão. A gente sempre fala partir o pão com o semelhante. Então o símbolo da comida era o pão. Assim como o arroz e o feijão nunca podem faltar na mesa do brasileiro, para eles era o pão. Porque o pão era garantido. O que viesse depois, uma carne, um outro tipo de cereal, aí era uma iguaria. E o melhor pão, o mais nutritivo, era o feito de trigo. Um pão de qualidade inferior era feito de, de cevada. Então os mais pobres comiam pão de cevada. Os que estavam em melhor condição, pão de trigo. E o trigo era colhido em junho. Então junho era o mês que tinha uma grande festa da colheita. Da colheita do trigo. Então a festa de junho, festa da colheita que vários povos pagãos tinham e continuaram mantendo, eu falei da época dos hititas, dos elamitas, dos cananeus, mas é, é, esse, essa festa das colheitas também existiu no meio dos persas, dos gregos, dos romanos. Chegando até a época da, da Roma bizantina, a época de Constantino e quando o cristianismo começou a, a cristianizar vários elementos, começou agora a adequar algumas festas de junho, festas pagãs da colheita e dar um toque cristão a elas e aí foi virando as festas de São João. Tá tudo bem até aqui, gente? Tá claro? É, só para vocês terem noção como é que são antigas, eu falei da época ali bíblica da, do, do Êxodo, mas se eu voltar até antes, você lembra da Stonehenge? Fica lá na Inglaterra? O Stonehenge. Eu gravei um Evidências uma vez. É lindo esse lugar. Alguns acreditam que o Stonehenge seria uma espécie de santuário. Alguns pensam que é um observatório astronômico, mas ele tem a ver com as festividades de celebração da colheita. Ou seja, muita festa junina, pensando em junho, aconteceu ali no Stonehenge. Tá bom? Isso lá antes da invenção da escrita. E eles, como eu falei, também gostavam muito de colocar fogueiras, porque entendiam que aquele era o renascimento, alguma coisa. Os celtas, por exemplo, tinham muitas, eh, práticas nas suas, nas suas festas, que hoje nós vemos nas festas juninas, por exemplo. Os celtas tinham o costume de, eh, dançar em volta da fogueira, ah, tomar bebidas quentes, mesmo sendo verão, mesmo sendo quente. E muitas das culturas dos celtas estão hoje nas festas juninas que nós temos no Brasil. Porque, eu já falei, através do, do mundo romano, elas vieram para dentro do cristianismo. Agora, deixa eu falar um pouquinho de algumas práticas pagãs que houve nesse tempo aí, para ilustrar para você como é que as, ah, ah, as festas, os festivais de, de, de colheita eram praticados. Eh, vamos ver, por exemplo, os, deixa eu ver quem eu tenho aqui. Os gregos. Tem os famosos mistérios de Elêusis. Ele, Elêusis era uma cidade grega, acho que uns 50 km de Atenas, que ficava, que fica, aliás, Elêusis. E tem os mistérios eleusianos. Até hoje nós não sabemos o que que acontecia nos cultos de mistério eleusiano. Não sabemos. Porque se alguém que participou contasse, seria morto. E eles guardaram muito bem o segredo. Nós sabemos que havia os, os mistérios de Elêusis, mas havia várias mulheres que também saíam em procissão nas ruas com tochas ou e feixes de trigo para comemorar a celebração da vida, o ciclo da vida, a colheita. E esses mistérios de Elêusis que essas mulheres participavam era em homenagem à deusa Deméter. Deixa eu contar para vocês a história de Deméter. Deméter era a deusa da agricultura para os gregos. Os romanos que plagiaram a religião dos gregos chamavam Deméter de Ceres. De onde vem a palavra cereal. Porque Deméter era a deusa da agricultura. Irmã de Zeus. Então a versão romana, Deméter vira Ceres, de onde vem a palavra cereal. E a há uma mitologia grega que certa vez Hades, o deus do, do submundo foi até o Monte Olimpo e se apaixonou pela sobrinha dele porque Hades era irmão de Deméter, irmão de Zeus. E Deméter tinha uma filha chamada Perséfone. E Hades se apa, se apaixona pela, pela própria sobrinha. E ele rapta Perséfone do, do mundo dos deuses. A Deméter fica irada, vai até Zeus. Zeus amarela, não quer enfrentar o irmão. Ela fala: "Tá bom, enquanto você não devolver minha filha, eu não vou deixar que nenhum broto de trigo ou cevada ou qualquer outro alimento surja na terra. A humanidade vai morrer e vão todos para o mundo do inferno para adorar o seu irmão". Aí houve toda uma, uma questão que envolve até é, é o, o herói grego, é, Hércules que ele vai até o, o, o submundo e consegue reverter a, a situação. Uma versão diz que foi Teseu, outra fala que foi Hércules. Ele vai lá e consegue reverter a situação e no final das contas, igual Celso Russomanno no, estando bom para ambas as partes, né? Celso Russomanno aqui agora, lembram disso? Ficou mais ou menos acertado assim: durante uma parte do ano, Perséfone ficava com a mãe dela no Monte Olimpo. Noutra parte do ano, ela ficava com o seu amante, Hades, no inferno. Então, todas as vezes que na terra tinha seca, que o plantio não estava bem, a explicação que eles davam era: "Ora, Perséfone está com Hades lá no inferno". E quando a coisa estava bem, que a a agricultura era farta, "Opa, Perséfone está com a mãe dela". Então, a maneira de aplacar a ira de a ira de Deméter era sempre fazer cultos de festival, agradecendo a Deméter pela colheita, para que ela não fique irada e puna a humanidade com fome. Então, aí você tem outro festival grego, os os festivais eleusinos. Os romanos tinham também a Saturnália, que eu já falei num vídeo anterior, que tem ligação com o carnaval, tá bom? Era uma honra ao deus Saturno. Eh, o que que justamente o deus Saturno é o deus da agricultura. É uma história interessante também, ligada à mitologia grega, mas que os romanos depois acabaram, eh, pegando essa história para eles e adaptando. Agora, essa festa, a Saturnália, ela acontecia geralmente no solstício de inverno. Mas ela celebrava, mais uma vez, o plantio, eh, o descanso da terra e e outras práticas agrícolas que também tinham a ver com, eh, o mundo o mundo pagão. Bom, com tudo isso aí que eu que eu apresentei, eu volto à pergunta que eu quero o comentário de vocês. "Rodrigo, se você tá admitindo, mesmo que você contou lá no início, que tinha a hora social da Igreja Adventista, que outras igrejas evangélicas também tinham a sua hora social, e a Igreja Católica tem a festa junina, mas você admitiu que a hora social da Igreja Adventista e as as horas sociais das das igrejas evangélicas têm uma origem diferente da festa junina. É isso mesmo. O formato é o mesmo. Dança de quadrilha. A, a dança em forma de quadrilha é o mesmo. Dança de grupo, dança de roda. Mas a origem é diferente. Enquanto essas festas, eh, evangélicas, protestantes, têm origem na, na França, nas quadre, nas quadrilhas francesas, a outra tem origem aqui nesse mundo pagão. E então? Então já tá acertado que eu não posso participar disso? Calma. Vamos com calma. Vamos ver exatamente o que que aconteceu. Eh, a partir do quarto século, como eu falei para vocês, eh, a igreja católica começa a cres, expandir muito, so, principalmente depois de Constantino, especialmente na Europa, tá? E aí ocorreu um, um, um processo frequente. Ela não eliminou completamente determinadas festas populares que ela encontrou nos lugares, mas ela reinterpretou essas festas dentro de uma moldura cristã. Foi o mesmo fenômeno observado em várias festas do calendário europeu. Então aqui, eu tenho que ser preciso com a fonte histórica para poder, eh, não cometer um, um, uma improcedência nas palavras. Vamos lá. Não que a igreja católica pegou essas festas e rebatizou para o cristianismo. Algumas festas estavam acontecendo já independe, ah, sim, e outra, outra correção também. Não que a igreja católica inventou festas pagãs. Essas festas já existiam na Roma pagã. Tá certo? Na Roma bizantina, que é aquela pós-Constantino, onde o imperador agora é cristão e, ou disse cristão, e começa a, a, a dar várias benesses para o cristianismo, várias festas populares da Europa foram toleradas pela igreja e ressignificadas ao longo do tempo. Não foi um uma um um ressignificado por decreto. O papa falou: "A partir de hoje, a festa da Saturnália vai virar a festa junina em junho". Não não há isso. Foi uma coisa paulatina, onde muitas pessoas que eram pagãs, se tornavam cristãs ou católicas, mas não deixavam de todo algumas práticas culturais que eles tinham. Essas práticas começaram a entrar para a igreja, você entendeu? Seria mais ou menos como algumas práticas que nós temos na África, pagãs, que algumas pessoas, mesmo depois de se tornarem cristãs, elas elas continuam trazendo essas práticas. Quem já foi missionário na África sabe o que eu tô falando. Eu já passei em alguns países, por exemplo, eh eu conheço lugares onde uma pessoa tava dentro da igreja já há um bom tempo. Nem foi na igreja Adventista, não era uma igreja, se eu não me engano, Batista. E essa pessoa, ela tinha uma uma coisa aqui no no braço, que era um uma que chamavam de grigri. Grigri. E essa pessoa já tava batizada, tava na igreja há muitos anos, mas ela não tirava o grigri, que o grigri era uma coisa que foi amarrada no braço dela na época que o pai dela era pagão e fez uma promessa pro demônio lá que aquilo era um amuleto de proteção. Mas o demônio falou que o dia que ela cortasse aquilo, ela morreria. Então ela batizou na igreja, se tornou eh eh cristã, mas ela ainda não tirava o grigri, com medo de morrer. Então sabe que algumas questões assim culturais, elas vão adentrando aos poucos. Então foi assim que muitas dessas festas começaram a ter um caráter mais cristianizado, digamos assim. Quando eu falo cristianizado, é aculturamente cristão, tá certo? Eh nós temos uma declaração muito antiga de Santo Agostinho de Hipona, que é um testemunho de que, pelo menos na época de Santo Agostinho, já havia, isso no quarto século, já havia a celebração a celebração da festa junina em homenagem a São João Batista. Porque Agostinho fala assim, olha: "A igreja celebra o nascimento de João", ele não diz aqui, mas é o João Batista, "de modo especial. Não se encontra nenhum outro santo cujo nascimento celebremos solenemente. Celebramos o nascimento de João e também o de Cristo". Aí vem a expressão em latim, né? "Nativitate Ioannis celebrati ecclesia, nativitate Christi celebrati ecclesia". Ou seja, assim como a igreja celebra o nascimento de João, também celebra o nascimento de Cristo. É porque quem é católico sabe disso, normalmente o dia do santo está atrelado ao dia da sua morte ou do seu martírio, aqueles que foram mártires. É, mas no caso João Batista tem uma exceção. A igreja católica tem duas datas no calendário para, eh, para João Batista. Uma, a festa junina que é relacionada ao nascimento dele e outra que é relacionada ao seu martírio. Então eles fazem um cálculo, como a igreja católica oficialmente acredita que Jesus nasceu em 25 de dezembro então eles fazem a conta, eh, Maria eh, ficou grávida de Jesus quando Isabel já estava no sexto mês de gravidez de João Batista. Então começa a fazer uma conta a partir de 24 para 25 de dezembro para trás, você vai chegar exatamente no dia 24 de junho que é o feriado de São João Batista, festa junina, tá certo? Eh, tem uma outra passagem de João, de de Agostinho também, que explica algo interessante porque o evangelho de João diz que São João Batista afirmou o seguinte a respeito de Cristo "Que ele cresça e eu diminua". Então, eh, Agostinho explica que naquela época os os os pregadores cristãos davam a seguinte explicação, olha que curioso, João Batista falou que Jesus cresça e eu diminua. E curioso que o dia 24 de junho que coincide, dependendo do ano, dependendo do ano, com o solstício é, de verão momento mais alto do sol, do sol a partir do solstício de verão, os dias vão paulatinamente ficando mais curtos. Mais curtos, eles vão ficando mais curtos até chegar o, o solstício de inverno. Que de acordo com a Igreja Católica é quando Jesus nasce, de 24 para 25 de dezembro. Lembre, estou falando do hemisfério norte, tá certo? Então, como os dias ficam mais curtos desde o, o, o solstício de verão até o solstício de inverno, tem uma ligação simbólica com a declaração de João Batista que ele cresça e eu diminua. Ou seja, João Batista vai diminuindo à medida que Jesus vai chegando, a festa do advento, da vinda de Cristo. E quando Jesus nasce aí acontece o evento, o efeito inverso porque é o inverno aí os dias vão aumentando, vão ficando maiores até o, o verão. É uma explicação é, folclórica, poética, não é exegética e quem já assistiu outros vídeos meus sabe que eu não acredito que Jesus nasceu dia 25 de dezembro. Só estou colocando aqui para vocês isso para para explicar a razão da festa, tá bom? Mas eu não vejo motivo histórico para falar que Jesus nasceu 25 de, 24 para 25 de dezembro. Depois a gente entra nesse, nesse detalhe. Com relação à, à fogueira uma tradição é, católica medieval vai dizer, isso não está na Bíblia, que quando Isabel estava grávida de João Batista, a maneira que ela teve de avisar isso para Maria que estava lá em Nazaré foi acendendo uma fogueira. Então, por isso que eles acenderam a fogueira de e João. São João Batista, Isabel mãe dele, fogueira de São João, tá bom? Agora, embora São João seja o padroeiro principal dessa festividade junina, há outros dois que acabaram entrando aí na igreja católica também. No dia 13 de junho você tem Santo Antônio de Pádua, um santo português, então a gente tem esse pecado de Portugal e dia 29 de junho você tem São Pedro. Por isso que o pessoal vai ver lá São Pedro, viva São João e o Santo Antônio de Pádua. É o famoso santo casamenteiro. Sabe que minha mãe tinha uma prima que é perto de Belo Horizonte tem uma cidade chamada Roça Grande. E a minha mãe tinha uma prima é é a perdão, o nome da cidade é Santo Antônio de Roça Grande. Quem é de Belo Horizonte conhece aí, né? Você vai ali para Sabará e tem Santo Antônio de Roça Grande. E minha mãe teve uma prima que um dia ela queria casar porque queria casar porque queria casar, ela era meio tantando da cabeça e ela entrou na igreja católica, não me pergunte como, e ela entrou e lá no meio do altar tinha uma imagem de Santo Antônio de Pádua, ela roubou o menininho porque o Santo Antônio geralmente ele algumas imagens dele tem um menino Jesus no colo dele. Ela roubou o menino Jesus dele para poder obrigar o santo a arrumar um casamento para ela. E é lógico que foi uma confusão, ela quase foi presa depois que descobriram, mas eu eu era bem pequeno nessa época, eu era eu lembro da história, mas eu nem me entendia por gente, todo mundo contando a fulana quase foi presa e tudo. Depois comprovaram que ela tinha problemas mentais. Mas havia muitas moças do interior que acreditavam em São Santo Antônio casamenteiro, colocavam o santo de cabeça para baixo como promessa que ela ia desviar a desvirar a imagem dele só quando ela se casasse, colocavam o santo dentro de um copo d'água. É isso tudo aconteceu porque o famoso Santo Antônio de Pádua, o histórico ou ele diz uma das histórias que ele é, quando as moças tinham que casar, mas não tinham dinheiro para ter um dote, ele ajuntava dinheiro e dava o dinheiro para moça para ela conseguir um um noivo. Algumas versões dessa história diz que Santo Antônio fez isso com uma menina, outros dizem que foram foi com várias moças. E aí que ele se tornou o santo padroeiro, o santo casamenteiro, como eles dizem, né? Ok. Mas a pergunta fica: Será que você pode participar de uma festa dessa, você que não é católico? E como é que tudo isso foi se construindo para chegar na versão brasileira? Vamos mais uma vez ao século 13. Em Portugal, eles começaram a celebrar a Santo a o a a o dia de de São João do Porto, São João do Porto, no século 13. E eles tinham o costume de fazer festas juninas e acendiam fogueira, tinham algumas algumas algumas danças, algumas músicas especiais dessas festas em homenagem a São João Batista. Festa junina. E tinham o costume, como você está vendo nesse quadro aí, das pessoas pegarem alho poró e começarem a bater umas nas outras com alho poró. E cada um que ganhava uma pancada de alho poró era uma benção que ele ia ter do Santo Antônio, do perdão, do São João, São João do Porto. E hoje, aí até hoje tem essa festa junina em Portugal, só que eles trocaram hoje o alho poró por esses martelinhos de de plástico, que cada um sai na rua brincando e tudo mais. É uma festividade popular muito interessante. Mas os portugueses quando vieram para o Brasil, trouxeram então a festa junina, que foi adaptada ao estilo brasileiro, com seus eh diferentes modos, né? O nordestino, lá representado especialmente pela tradição que marcou o Luiz Gonzaga, o mineiro dos causos, dos caipiras, os gaúchos também tem a a sua quadrilha ali, cada um tem o seu estilo de dançar quadrilha. O goiano, o Brasil todo espalhou e ficou uma marca da festividade brasileira ah do nosso calendário. E aí? Como é que a gente agora pode resolver isso? Para entrar na na Bíblia, eu tenho que primeiro começar com o mundo bíblico. Falando de arqueologia. Deixa eu mostrar para vocês um achado arqueológico do ano, não sei se foi o ano passado ou retrasado, que eu eu tinha que ter sido o ano retrasado. Tá vendo a minha foto aí, a a da nossa escavação em Laquis? Eu estava ali na mão com um pedaço de uma estatueta da deusa Asera que a gente tinha acabado de encontrar ali. É ali só apareceu a cabeça dela. Olha na minha mão aí. Mas se o corpo todo tivesse sido encontrado, ela seria como essa estátua do meio. Nós temos aqui no Museu do Mabe é uma uma originais. É é dessa dessa estatueta. Não a Não essa que está na minha mão, essa ficou em Israel porque a gente não tinha autorização para trazer, mas outras que foram legalmente é importadas de Israel, nós temos aqui no acervo do nosso museu. E você tem a deusa Asera que está segurando os peitos, ela era uma deusa da agricultura. Juntamente com o seu marido que aparece aí, que é o deus El. El era o deus da agricultura e Asera era a esposa dele. Várias vezes na Bíblia fala de Asera. Eu não sei se eu vou ter fácil aqui que eu esqueci de dizer Aqui, olha. Sabe uma coisa que eu achei, vou mostrar para vocês uma coisa que está na minha gaveta ali. Asera, deusa da agricultura, esposa do deus El. Correto? E muitos judeus quando embarcavam na idolatria iam atrás de Asera. E Asera com El eram pais desse sujeito aqui, ó. Reconhece? Sabe quem é esse? Baal. O Deus Baal, o Deus fenício e também adorado pelos filisteus e outros povos cananeus, os ugaríticos. Baal. E alguns textos dão a entender que Aserá, além de mãe de Baal, também foi amante dele. Ah, na a bem da verdade, só uma notinha de rodapé, alguns alguns estudiosos modernos que querem agora redimir Aserá dizendo que eh essa essa demonização da cultura cananeia é coisa dos dos cristãos conservadores, que não é bem assim, mas para mim a coisa ainda tem é muito trágica mesmo os tipos de rituais que eles faziam, inclusive com sacrifícios, outras coisas que eram consideradas abominação ao Senhor. E eu acho que legal quando a gente traz essas questões da arqueologia, porque ajuda a entender melhor a Bíblia Sagrada. Eh por exemplo, olha quando Jeremias 44, versículo 17 e 18 fala sobre algumas festas de colheita que havia na época. "Queimemos incenso à rainha dos céus". Embora rainha dos céus, segundo muitos comentaristas, fosse Istar da Babilônia, há alguns outros especialistas que acreditam que a Istar foi uma forma sincrética do culto a Aserá. Tá bem? E aí Jeremias já denunciava o povo, né? O povo afirma: "Queimemos incenso à rainha dos céus, porque não tínhamos fartura de pão". Então aqui aparece explicitamente a ideia de uma deusa que garantia a prosperidade da agricultura. Oséias 2, verso 8. "Ela não conheceu que fui eu, o Senhor, quem lhe dei o cereal, o vinho e o azeite". Esse verso sozinho resume toda a controvérsia entre o culto bíblico e os festivais pagãos da fertilidade, aquelas festas que havia ali entre os povos pagãos. Agora, construindo isso a partir da arqueologia, e Israel? Israel podia ter festivais da agricultura ou não? O que é que você acha? O que é que você acha? Eu já falei que tinha uma história pagã, que os pagãos celebravam a agricultura para os deuses, já mostrei alguns exemplos aqui envolvendo inclusive Baal também, que era um deus da agricultura. Enquanto você vai respondendo aí, que que você acha de Israel, se Israel podia ter festivais de agricultura ou não? Eu vou contar para você uma história do Baal. Eles acreditavam, os pagãos, que o Baal era um deus que morria todo o inverno e ressuscitava todo o verão. Então, eles tinham que fazer um culto sempre para que o deus ressuscitasse. E se ele ressuscitasse, aí a agricultura era farta. Tanto é que Baal, em algumas versões dele, ele está com uma foice na mão, outras ele está com um raio, outras ele está com um feixe de trigo na mão, porque era o deus da agricultura, assim como a Aserá era a deusa da agricultura. E enquanto você vai respondendo aí, eu quero fazer um convite para você. Quer estudar a Bíblia comigo? Então, entre na plataforma A Bíblia Comentada. Tudo que eu passo aqui toda segunda-feira é apenas uma ínfima parte do que está aguardando você lá. E muita gente fala assim: "Rodrigo, eu quero até assinar A Bíblia Comentada, o problema é que não tenho tempo". Bom, para começo de conversa, quem quer dar um jeito, quem não quer dar uma desculpa. E a Bíblia é algo sério que você tem que levar a sério na sua casa. Mas fica tranquilo que eu vou ajudar você. Sabia? E se alguém está me assistindo agora que é aluno da Bíblia Comentada, dê o seu depoimento aqui se o curso está sendo válido. Eu nem gosto de chamar de curso, que é um estilo de vida A Bíblia Comentada. Todos os dias desse ano, todos os dias desse ano, eu estou colocando um estudo bíblico de 8 minutos, mais ou menos, um pouquinho mais ali, todos os dias, para que você possa ouvir uma explicação bíblica em doses pequenas, adaptadas ao seu tempo. Todos os dias. Não é verdade? Você que é aluno Bíblia Comentada, comenta aqui. E além disso, para quem quer aprofundar mais, quer ter mais tempo, nós temos mais de 400 aulas guardadas, gravadas ali. E e e e questões de busca, você tem a minha participação e de outros especialistas e você ajuda assinando o Bíblia Comentada, primeiro lugar a você mesmo, que vai ter conhecimento da palavra de Deus. É, você vai ver que eu apresento a minha opinião quando tem opinião divergente, eu apresento a outra também com respeito, então não é uma coisa manipulada. E você vai beneficiar a sua vida espiritual e de sua família. E além disso, você sabe que o Bíblia Comentada ajuda em causas humanitárias, ajuda a manter o MAB, o nosso Museu de Arqueologia Bíblica, outras pesquisas que trazem mais informação como essas para você. Nós estamos indo agora com a equipe de arqueologia para Israel e uma parte dos das das passagens aéreas, dos que estão a escavar comigo, é o Bíblia Comentada que está mantendo. Tá bem? Então, que tal você fazer parte dessa família também? Pronto para responder sobre Israel? Israel tinha celebração festival da agricultura ou não? Eu vou ler com uma passagem bíblica. Deuteronômio, capítulo 16, versículos 16 e 17. Olha a lei que Deus deu através de Moisés. Três vezes por ano celebrarás festa ao Senhor teu Deus nos lugares que o Senhor escolher. Nas festas dos pães ázimos, na festa das semanas e na festa dos tabernáculos. E nenhum se apresentará diante do Senhor de mãos vazias. Cada um conforme a dádiva que lhe der o Senhor de acordo com a bênção que o Senhor teu Deus te fizer concedido. Ou seja, durante três vezes no ano, três datas do ano, todas as tribos deveriam sair do seu lugar de domicílio e ir até o centro onde estava o santuário, primeiro em Siló, depois quando a arca vem para Jerusalém, passa a ser em Jerusalém, diante do templo do Senhor. E olha essa imagem aí de Iá, que dá para você ter uma ideia. Todo mundo vai para lá levando os feixes das do dos primeiros plantios, do dos primeiros frutos. Olha como é que era parecido o calendário agrícola judaico com o calendário dos outros povos que eu mencionei para vocês. Aqui tem os meses do calendário, né? O mês de Abib, que é é o início da primavera. Então você tem ali a a colheita da cevada, que eu havia mencionado para vocês. Depois começa, é, a e seguindo a primavera até o o o verão, a colheita de outros cereais, especialmente o trigo. Aí você tem no mês de Tamuz, que é a primeira colheita da uva, que equivale mais ou menos ao nosso mês de de perdão, de setembro. E você então tem em todo esse processo as festas, a festa da Páscoa, que era a festa festa da primavera. A festa dos pães ázimos, que era o início da colheita da cevada. Você tinha a festa do Pentecostes, também chamado de Shavuot, ou festa das semanas, colheita do trigo, de maio e junho. E você tem a festa dos tabernáculos, ou Sucot, que era a festa final dos frutos e da uva. Então você vê que as principais festas do calendário judeu, dado por Deus, eram festas relacionadas à agricultura. Então a primeira coisa que eu aprendo aqui é que Deus nem tudo tratou preto no branco. Falou assim: "Olha, não, então se os pagãos fazem isso, vocês não podem fazer nada parecido". Não. Deus deixou, por exemplo, os pagãos tinham sacrifício de animais. Deus também instituiu sacrifício de animais. Os pagãos tinham templo. Os hebreus tinham templo. O O é que a gente aprende? Muitas vezes o que o pagão faz é o pagão que tá está distorcendo uma prática que vem desde Adão. Adão foi o primeiro a celebrar a a com o sacrifício de animal. Então, quando o mundo pagão faz sacrifício de animais na época de Moisés, na época dos hebreus, eles é que estavam deturpando a tradição adâmica. Então, Deus, em vez de falar assim: "Já que os pagãos fazem sacrifício, vocês não vão matar animal nenhum". Deus falou: "Não, vocês também vão sacrificar como os pagãos". Sacrificar como eles sacrificam, mas de um modo diferente do que eles fazem. Entendeu aqui o trocadilho? Quando eu falo: "Vão sacrificar como eles sacrificam", no sentido de: "Os pagãos sacrificam, vocês também sacrificam. Eles sacrificam ovelhas, vocês vão sacrificar ovelhas, mas não do modo como eles sacrificam. Não será para idolatria nem nada". Mas eu noto, quando eu comparo, eh a prática do do festival de de colheita dos hebreus e do mundo pagão, era muito parecido em alguns aspectos. Em termos de estrutura. Por exemplo, a frequência. Ah, em Ugarit e nos cananeus, era vinculada rigidamente aos ciclos da fertilidade e do ciclo de Baal. Nos hititas, grandes festivais de primavera e de outono. Aí você tem lá o mandamento, né? Três vezes ao ano. Ah, a geografia do culto. Na prática cananita, os santuários, locais chamados de bamot, e o templo real na acrópole de Ugarit, o povo tinha que se dirigir para esse lugar. Também nos hititas, tinha peregrinação obrigatória das províncias para cidade sagrada, por exemplo, Arinna. E os os hebreus tinham que ir até Jerusalém. Exigência de ofertas. Os pagãos, quando iam para as suas festividades religiosas de colheita, eles tinham que levar algo para entregar no santuário. Os hebreus também. Então, eu noto que a a postura de Deus não era tanto de se os os eles fazem vocês não podem fazer. Vocês podem fazer, mas de um modo diferente, tá bem? Diferente. E o que que a Bíblia coloca como modo diferente? Bom, primeiro que a festa deles é fruto do paganismo, mas a de vocês é de uma aliança. Deus promete: "Eu darei a chuva da vossa terra a seu tempo. Recolherás o teu cereal, o teu vinho e o teu azeite". Deuteronômio, capítulo 11, versículos 13 a 17. Então, o que que a Bíblia condena? Ela condena culto a outros deuses, práticas religiosas dirigidas a ídolos, atribuir bênção e fertilidade a divindades que não sejam o próprio Deus. Depois você dá um um um um print nessa tela aí e e lê cada um dessas passagens, tá bom? Tentar adorar a Deus por meio de práticas pagãs. É isso que a Bíblia condena, é isso que nós não podemos nos misturar. Tudo bem? Agora, indo no Novo Testamento. Como é que Jesus orientou e os apóstolos também? Olha que interessante a o que que eu percebo no Novo Testamento. Eh, a pergunta que se fazia na cultura bíblica, diferente da que muitos cristãos fazem hoje, não é: "De onde isso veio?" A pergunta é: "O que isso significa agora?" Eu estou colocando porque muita gente eh fala o seguinte: "Não, se isso aqui tem origem pagã, então não posso ter". Igual Natal. "Como o Natal tem uma origem pagã, então não posso ter". Não, não é essa pergunta. A pergunta é: "O que que eu faço com isso agora? Qual o significado disso agora?" Vou dar um exemplo. Você que tem medo de coisas de origem pagã, tá bom? Se quando alguém espirra, você fala saúde, isso é uma prática pagã. Começou com o paganismo. Na época pagã, acreditava que quando uma pessoa espirrava, a alma saía pela boca, então você tinha que falar eh saúde pra alma voltar. Só que hoje, quando eu falo saúde com uma pessoa, eu não estou falando isso por uma motivação pagã, porque o o o os o o símbolo hoje mudou de estrutura. Outra questão que tem símbolo pagão, origem pagã, aliança. Podem estudar aí depois, ver no GPT aí ou qualquer site ou ou IA. A aliança, a origem da aliança é uma origem pagã. Mas hoje, eu não uso a aliança por uma razão pagã. Então, a pergunta que deve nos nortear não é de onde isso veio. É o que isso significa hoje. Porque senão a gente vai cair, gente, num num num fanatismo sem sem igual, por exemplo, você não pode chamar você não pode entrar numa farmácia. Sabe por quê? A palavra farmácia vem do grego pharmakeia, que significa feitiçaria. Então, você vai entrar num lugar chamado feitiçaria pra comprar droga. Então, você não deveria. Se você chama eh, por exemplo, eh, Augusto, Denise, eh, quais outros nomes que eu posso pegar? Eh, eh, Augu- Augu- eu tô lembrando aqui, Augusto, Denise, eh, o eh, Isadora, são todos nomes pagãos. Denise é o deus do vinho, Dionísio. Eh, Isadora significa presente de Ísis. Ó, Isadora, presente de Ísis. Você não pode ter. Se você fala espanhol, você não pode nem chamar os dias do do do ano, porque são nomes pagãos, lunes, martes, miércoles, viernes. O nome dos planetas também é pagão, Marte, Plutão, Plutão é o deus dos infernos. Você também não pode se referir aos meses do ano, porque eles também têm origem pagã. Percebeu? Então, a gente não pode entrar num fanatismo, nem num liberalismo achando que nada conta, que Deus não se importa com nada. Quando eu vejo os exemplos do Novo Testamento, me chama atenção algumas coisas. Na época de Jesus, os os babilônios, os judeus, quando vieram da Babilônia, eles mudaram completamente o calendário. Os meses do ano agora tinham nomes pagãos. Por exemplo, o primeiro mês que no calendário judaico antigo era o mês de Abib, às vezes chamado de primeiro mês, agora virou mês de Nissan, que é um nome babilônico relacionado à idolatria. Tamuz. Tamuz era um deus tão tão terrível que tem até, eu acho que é Isaías ou Jeremias que fala: "As mulheres de Jerusalém estão chorando por Tamuz", um deus pagão. E um deus pagão deu origem ao entrou com o nome do mês de re referente a feve a setembro. É o mês da colheita da uva. Origem pagã. E eu não encontro no Novo Testamento Jesus se recusando a usar o calendário que os hebreus herdaram da Babilônia. Quer outro exemplo? A língua que Jesus falava no Novo Testamento durante o dia a dia não era o hebraico, era o aramaico. E de onde veio o aramaico? O aramaico veio da Babilônia. A Babilônia, a mãe de todas as idolatrias, a mãe de todas as prostituições, segundo o Apocalipse. Babilônia legou ao povo judeu o idioma no lugar do sagrado idioma hebraico. Tanto é que nós temos no Talmude vários rabinos discutindo por que que o povo de Deus deixou o hebraico para para para falar o idioma siríaco, que é uma variante do do aramaico da Babilônia. Muitos questionavam também. Eh, outra coisa também que na época de Jesus eh tinha muita origem pagã. O o nome, eu já falei, né, dos meses do ano. Alguns a escrita. O hebraico que eles escreviam na época de Jesus, a forma de escrever o hebraico não era como o paleo-hebraico não, era com os caracteres herdados da Babilônia. Então, se fosse para abolir tudo que tem origem pagã, Jesus não aceitaria falar aramaico. Ele só falaria em hebraico. Percebeu? Jesus não aceitaria chamar os meses do ano pelo nome pagão. Jesus também não aceitaria que o Novo Testamento fosse escrito em grego, porque essa também é uma uma língua que vem do mundo pagão. Então, a questão, eu volto, não é se a origem é pagã. É qual o significado daquilo hoje. Deixa eu dar mais um exemplo para vocês. Olha essa foto aí. Sabe o que que é isso? Essa é a famosa festa do Purim. Festa do Purim. A festa do Purim, onde as crianças vestem, igual um carnaval, né? Elas vestem fantasias. Até os os ultraortodoxos têm a festa do Purim. Eh, ela nasceu com o livro de Ester, com a história da rainha Ester. Quando o Mardoqueu, eh, conclama todos agora a celebrarem a festa do Purim. Agora, olha que interessante. Embora a festa do Purim seja uma festa de judeus, criada por judeus, no contexto da rainha, eh, da rainha Ester, essa festa trouxe para cultura judaica muitas práticas do mundo persa. O próprio nome Purim significa sorte em persa. Em persa, na língua persa. E a, o, eh, muitas das coisas que até hoje os os judeus têm do Purim, beberam na fonte persa. Ou seja, ela não tem origem pagã, ela nasceu com os judeus, mas ela nasceu num ambiente persa, ela traz muita coisa da cultura persa. Sendo assim, o que que eu percebo no no Novo Testamento de maneira muito clara? Paulo, por exemplo, Paulo faz referência aos aos jogos olímpicos da sua época que tinha uma conotação pagã muito grande. E Paulo usa aquilo ali como ilustração, ele fala das corridas, ele fala das das Olimpíadas, Paulo cita autores pagãos às vezes para reforçar o pensamento dele. Então, a minha questão não é se a coisa teve origem pagã, é o que que aquilo significa. O que que está claro para mim na Bíblia? Por mais que eu respeite a a fé católica, por eu não concordar que haja outros intercessores entre nós e Deus Pai, além de Jesus Cristo, ele é o único intercessor, então eu particularmente não vou aceitar gritar "Viva São João!" e soltar um foguete em homenagem a São João. Ou fazer uma novena para São João, ou Santo Antônio, São Pedro, seja lá qual santo for. Porque não faz parte da maneira como eu entendo a Bíblia. Percebe? Então, eu não gostaria de participar eh de uma festa assim, colocando um outro intercessor junto a Jesus ou rezando para ele. Eu não faria isso. Eu não faria isso. Eu não faria uma homenagem a São João, nenhuma homenagem a Santo Antônio, nenhuma homenagem a não. Agora, o ato de brincar ali, de acender uma fogueira com as pessoas, qual seria o problema? Embora que mesmo assim, eu ainda tenho que tomar cuidado com algo que Paulo falou e com isso eu vou terminar a minha explicação aqui. Evitar o escândalo. Eu vou contar para você, que você que está aqui, talvez já até já fervilhando o dedo para poder fazer uma nota e me detonando, quem sabe algum católico que ficou chateado de eu falar que não acredita em São João, São Pedro. Tá desrespeitando os santos, tá Santa Madre Igreja Católica. Não, não tô, eu estou falando da minha opinião. Eu tô dando direito de você discordar de mim. Tá certo? Ou você que é evangélico: "Rodrigo tá falando que pode dançar quadrilha, que que contradi, que contraste, ao mesmo tempo que ele admitiu que tem origem pagã, explicou, explicou e tal, que absurdo, é Babilônia mesmo". O assunto é polêmico, eu reconheço, e divide as opiniões. Mas deixe-me terminar com um assunto igualmente polêmico da época de Paulo, que vai servir de referencial para terminarmos esse diálogo de uma maneira bíblica. Se você tiver sua Bíblia, abra comigo em Romanos, capítulo 14. Deixe eu explicar o contexto. Nessa época, aconteceu o seguinte: muitos cris, muitos judeus foram expulsos de Roma na época do imperador Cláudio. Eles foram expulsos de Roma, mas depois de alguns anos, eles voltaram para Roma. E aqueles judeus que foram expulsos de Roma, por instigação de Cristo, então alguns Crestos, como diz o o Tácito, muitas pessoas pensam que eram judeus cristãos que foram expul expulsos de Roma, na época de Cláudio. E quando eles voltam a morar em Roma, as igrejas que que eles cristãs que eles frequentavam, [limpando a garganta] mesmo as sinagogas que eles frequentavam que tinham eh muitos eh cristãos judeus, agora começou a ter um número maior de cristãos de origem pagã. Entendeu a questão? Antes havia um grupo maior de judeus cristãos. Mas como eles foram expulsos de Roma, aumentou o número de pagãos cristãos de origem pagã. E como esses cristãos de origem pagã não tinham as mesmas práticas dos judeus, quando eles voltaram para lá, começou a ter um um racha. Um dos rachas era o seguinte: os judeus tinham muito medo de comer carne do açougue de Roma durante a época das das dos festivais religiosos. Por quê? Essa ideia da comida casher, como a gente tem hoje, do rabino verificar, muitas dessas eh dos conceitos de comida casherut são atuais. Alguns já tem desde a época de Moisés, por exemplo, não comer carne de porco, etc. Mas alguns estilos de comida kashrut que tem até hoje, não não não não pode colocar a o o o hambúrguer com o queijo junto, não pode usar o mesmo talher para partir o queijo e a carne, tudo isso é posterior à época bíblica. Tá certo? Então, nessa época, muitos judeus tinham o outro medo de consumir a carne do açougue, que era o seguinte: durante os festivais religiosos, uma parte das carnes era oferecida para os deuses. E aí essas carnes que sobravam vinham para o açougue para poder vender, para virar dinheiro para os deuses. Então os judeus tinham medo de consumir aquela carne e estar comendo uma carne que foi oferecida a um ídolo. E muitos judeus cristãos tinham o mesmo mesmo peso na consciência. Então quando chegava a época das festividades dos ah romanos, eles preferiam não comer carne, só comiam legumes. Ou faziam um jejum de carne, igual o Daniel. Daniel tem uma época que Daniel recusou comer a carne sacrificada do rei Nabucodonosor e bebeu só água e comeu legumes. Se lembra Daniel? Guarda essa informação que ela é importante. Daniel só comeu legumes. Uma outra passagem do livro de Daniel, acho que é no capítulo 10, se não me engano, é Daniel fala que durante 21 dias, é ele ficou sem beber vinho e sem comer carne. É pro porque ele queria entender melhor uma profecia que Deus lhe lhe lhe havia dado. Tá certo aqui, ó? É Daniel capítulo 10, versículo 2. Naqueles dias, eu Daniel, fiquei de luto três semanas, não comi nada que fosse saboroso, nem provei carne, nem vinho e não me ungi com óleo algum. Então nós temos Daniel tendo essa prática de evitar a carne durante um período. Então muitos judeus e cristãos judeus tinham essa questão, nessa época não vamos comer carne. Pra gente não correr o risco de comer uma carne sacrificada a ídolo. Outros achavam, não tem problema não, porque se eu comer aquela carne, se eu deixar de comer a carne porque ela foi sacrificada a um ídolo, eu tô dando pro ídolo mais importância do que ele tem. Aí a coisa começou a rachar a igreja. A igreja de Roma. Aí Paulo manda a carta pra eles com essa parte que está no capítulo 14 da epístola aos romanos. Acolham quem é fraco na fé, não porém para discutir opiniões. Então, aqui Paulo vai falar de opiniões, não de doutrina. Pegou? Opiniões. Não é doutrina. E vamos ver quais são as opiniões. Um crê que pode comer de tudo. Mas quem é fraco come legumes. Aquele é cristão de origem pagã fala o seguinte, não, eu posso comer de tudo, tá no mercado, é você que é de origem judaica que está com essa coisinha, só come legumes. Aí Paulo fala o seguinte. Quem come de tudo não deve desprezar o que não come. E o que não come não deve julgar quem come de tudo porque o Senhor o acolheu. Quem é você pra julgar o servo alheio? Para o seu próprio dono se ele está em pé ou cai, mas ficará em pé porque o Senhor é poderoso para o manter em pé. Alguns pensam que certos dias são mais importantes do que os demais. Tem gente que pensa que ele tá falando do sábado. Ele tá falando de festividades do calendário ali. Porque se fosse a questão do sábado, Paulo não falaria, que ele está falando de discutir opiniões. Ele está falando de questão doutrinária. Ele não tá falando de lei moral, ele tá falando de opiniões. Questões que não abalam a fé. De usos e costumes. É disso que Paulo tá falando. Ele fala, alguns dizem que é é pensam que certos dias são mais importantes que os demais. Outros pensam que todos os dias são iguais. Que em certos dias eles evitavam não a carne. Cada um tem opinião bem definida em sua própria mente. Quem pensa que certos dias são mais importantes, faz isso para o Senhor. Quem come de tudo, faz isso para o Senhor, porque dá ação de graças. E quem não come de tudo, é para o Senhor que não come. Portanto, nenhum de vós vive para Deus, que vive para Deus, vive para si mesmo. Ou seja, Paulo resolveu a questão assim, ó, você é de é cristão em Roma e você acha que pode comer toda carne do açougue lá sem perguntar procedência. Eu também sou como vocês, que Paulo fala, eu eu não importo com esse negócio da carne sacrificada a ídolo ou não. Então, se para você está tudo bem, tudo bem, coma a carne. Você prefere não comer para não evitar problema? Então, não come. Quem come, para o Senhor come, quem não come para o Senhor não come e um não despreza o outro e ponto final. E em outra situação, o Paulo ainda fala: "Agora, se vai causar escândalo, se vai fazer o seu irmão tropeçar, então é melhor você não comer". Assim que eu faço. Então, eu dou a mesma o mesmo conselho para você. Se você faz parte de uma comunidade que gosta de pegar uma fogueira, acender, brincar ali, brincar de roda e tudo mais, sem falar "Viva São João", sem sem soltar foguete para São João. Olha, soltar foguete é um negócio ruim para os cachorrinhos também, viu? Vamos parar com esse negócio de queima de fogos, que isso é terrível. Se você gosta de a e soltar balão também é não deve, não recomendo. É crime. É, mas se você quer brincar ali, uma dança de roda e e não vê problema naquilo, tudo bem. Se você vê, não participe. Mas quem participa, não despreze quem participe. E se você viu um católico celebrando "Viva São João", respeite o católico na doutrina dele, mesmo discordando, como eu discordo, mas eu respeito. E você que é católico, também não critique o outro porque prefere não rezar para São João. Você reza? Fique em paz. O outro acha que não deve rezar? Fique em paz. O Senhor Deus é que julga os corações. Eu acho que assim nós teremos uma boa maneira de convivência com o assunto. E se for um um caso que vai trazer escândalo, então não participe. Se o Rodrigo Silva vestir de caipira e brincar ali de maneira inocente com os amigos vai trazer escândalo porque eu sou uma figura pública, então é melhor eu não vestir de caipira. Se não vai trazer escândalo, minha consciência não me acusa, qual o problema? Não, mas se minha consciência acusa, então não participo, mas também não desprezo quem participa. Ficou claro? Essa é a resposta que eu dou à questão das festas juninas. E qual sua opinião sobre isso? Deixa aqui nos comentários. Eu quero ouvir a sua opinião, especialmente depois de tudo que nós discutimos. Um grande abraço e até o nosso próximo encontro. Tchau, tchau.