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A VERDADE QUE NÃO TE CONTAM SOBRE AS FESTAS JUNINAS com Rodrigo Silva

A VERDADE QUE NÃO TE CONTAM SOBRE AS FESTAS JUNINAS com Rodrigo Silva

A VERDADE QUE NÃO TE CONTAM SOBRE AS FESTAS JUNINAS com Rodrigo Silva

A verdadeira origem das Festas Juninas é um tema que desperta curiosidade, debates e muitas dúvidas entre cristãos nesta época do ano. Por isso, neste estudo, eu convido você a investigar comigo a história por trás da Festa Junina, das celebrações de São João, Santo Antônio e São Pedro, analisando evidências da história e da Bíblia para compreender melhor como essas tradições surgiram e se desenvolveram ao longo do tempo.

Ao examinarmos textos bíblicos e o contexto histórico dessas festividades, surgem questões importantes: A Festa Junina é pecado? Cristãos podem participar das celebrações? A origem de uma prática determina seu significado? Existe diferença entre tradição cultural e prática religiosa?

⏱️ Capítulos:
00:00 – Introdução
01:56 – Qual é a verdadeira origem das Festas Juninas?
03:08 – A Polêmica da Festa Junina
06:55 – A Origem da Quadrilha e a Hora Social na Igreja Adventista
15:40 – Festivais da Colheita e as Festas Pagãs no Mundo Bíblico (Baal e Aserá)
33:15 – Como a Igreja Católica Adaptou a Festa
48:00 – Os Festivais de Colheita na Bíblia
56:33 – Análise Bíblica: O que o Novo Testamento (Romanos 14) ensina
59:19 – Conclusão: O Cristão pode participar das Festas Juninas?

GLOSSÁRIO:
Paganismo: Termo que descreve as religiões politeístas da antiguidade, cujos rituais frequentemente celebravam ciclos da natureza.
Solstício: Fenômeno astronômico que marca o dia mais longo (verão) ou mais curto (inverno) do ano, data central para muitos festivais antigos.
Ressignificação: Processo cultural de atribuir um novo significado a uma prática ou festa já existente, como a cristianização de festivais pagãos.
Quadrille: Dança de salão francesa do século XVIII, que deu origem à quadrilha brasileira.
Romanos 14: Capítulo da Bíblia que estabelece princípios para lidar com questões de consciência, onde não há um mandamento divino explícito.

#ExclusivoRodrigoSilva #rodrigosilva #festajunina #rodrigosilvaarqueologia

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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

Legendas automáticas:

Olá, você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Nós estamos juntos para
mais um bate-papo sobre Bíblia,
Teologia, Religião e assuntos afins. Eu
estou muito feliz porque desde o último
vídeo até esse, nós já passamos ah de
3.700.000
inscritos aqui no canal Rodrigo Silva
Arqueologia. Então muito obrigado a você
que está participando, que se inscreveu
no canal. Agora lembro que eu falei no
vídeo anterior. Eh, tem muitos vídeos
que o YouTube, pelas mudanças da
política de tratamento do do canal da
plataforma,
muitos vídeos não estão sendo entregues.
Então eu vou contar ainda com você
naquele exercício analógico ainda,
antigo, né? Onde cada um vai fazendo o
papel da máquina. Se você gosta do
conteúdo do Rodrigo Silva Arqueologia,
então por favor, que você mesmo mande o
link desse vídeo para o seu pai, para a
sua mãe, para a sua namorada, para a sua
tia, para o seu colega de faculdade,
para alguma pessoa que você acha que
deva ouvir esse conteúdo, tá bom? Coloca
lá no grupo de família, aquele grupo de
WhatsApp que às vezes fica discutindo
política ou falando de de algumas coisas
assim de piadinha, alguma coisa assim.
Coloca uma coisa boa ali, coloca um
conteúdo bíblico para eles. E eu vou
agradecer penhoradamente. E se você
gostar do conteúdo, como sempre, deixa o
seu like, eu agradeço muito e também ah
o seu comentário. Aliás,
eu estou muito feliz porque mais uma vez
eu estou sendo indicado pelo Ibest
para algumas categorias eh de divulga
divulgador religioso e também, se eu não
me engano, youtuber do ano. Então vou
agradecer muito se você entrar lá no
Ibest e votar no meu nome, caso você
ache que eu deva estar eh entre os
primeiros lugares ou em primeiro lugar,
como aconteceu agora em 2026 relacionado
a 2027 a 2025, tá certo? Porque o prêmio
é sempre em relação ao ano seguinte. Eu
vou agradecer muito.
E o assunto de hoje, vamos falar sobre
festa junina.
É, muita gente, eu sou mineiro, lembra
das festas juninas, é, é o, o, o, para
quem bebe bebida alcoólica é o quentão,
é, tem a canjica,
tem a festa junina tradicional também do
nordeste, lá da, da, do folclore do
nordeste, né, que o próprio Luiz Gonzaga
canta tanta música e gritava viva São
João e quem é católico tem uma, uma
fascinação pelas festas juninas,
que ganham esse nome justamente porque
são relacionadas tanto a São João,
quanto ao mês de junho, juninas, tá bom?
Juninas, é, juninas de junho e também em
relação a São João, um santo da igreja
católica, mencionado na Bíblia, que é
João Batista. Um detalhe para corrigir
alguns que, é, às vezes entendem errado.
Festa junina não tem a ver com São João
evangelista, não é o, o que escreveu o
evangelho, o discípulo amado, é João
Batista, aquele parente de Jesus que
anunciou a chegada do Messias, que
pregou no deserto e depois foi
decapitado. Festa junina tem a ver com
ele. Mas a pergunta que fica é,
quem não é católico, por exemplo, quem é
evangélico, quem é, é protestante ou de
alguma outra igreja, agremiação,
é, que não seja católica, pode
participar de festa junina? Seria a
festa junina uma, uma idolatria?
A festa junina começou realmente no
mundo pagão?
Será que é errado dançar quadrilha?
Então, vamos discutir um pouquinho esse
assunto hoje, porque quando fala de
festa junina, é, o tema realmente chama
bastante atenção. O cenário é bonito,
né? Quem nunca viu as bandeirinhas,
aquela fogueira ali e as comidas típicas
que eu já mencionei, além, é claro, da
música, seja música nordestina, música
de Minas, enfim, do Brasil inteiro. Tem
também a música lá do do do do do norte,
você tem em Belém, tem várias várias
formas ah regionais de celebrar as
festas juninas.
Então,
Rodrigo, eu não sou católico.
Eu ouvi falar que é idolatria
participar disso. O católico também pode
se ofender?
Então, eu tenho que tomar muito cuidado
com a resposta que vou dar aqui. Em
primeiro lugar, eu tenho um compromisso
com você e com Deus, acima de tudo, de
dar respostas bíblicas.
E mesmo dando as respostas bíblicas, eu
estou sendo honesto em dizer que eu
estou apresentando a Bíblia como eu a
interpreto, como eu vejo, a partir da
ótica bíblica.
Então, espero dar essa resposta com
muita sabedoria, porque
eu posso receber pedrada dos dois lados.
E não que eu queira ser isentão ou
comprometer uma verdade apenas pelo pelo
pelo bom nome na internet, para evitar a
lacração. Ação, aí você fica querendo
ficar isentão. Não se trata disso.
Mas eu tenho que ter também um respeito
pela fé do outro, pela maneira de
interpretar do outro. E aqui eu fico
entre a cruz e a espada com esse tema
das festas juninas,
porque se eu falo, não, não tem problema
nenhum, muitos evangélicos, olha,
idolatria, você tá falando que pode ir
agora?
É, se eu falar, não, essa festa é pagã,
ela tem idolatria, aí muitos católicos
falam, você tá ofendendo São João, tá
ofendendo a nossa cultura. Qual o
problema as crianças brincarem ali? Não
tem nada demais.
Se eu falo que você pode participar,
mesmo ela tendo uma origem cris é pagã,
alguns podem falar, tá, então posso
participar do carnaval também, que
também tem ali um um pé no paganismo?
Como é que a gente explica isso? Então,
fique comigo até o final. Eu espero
esclarecer essa dúvida sua à luz da
Bíblia e também do contexto histórico
da festa junina. E enquanto eu estou
falando aqui, eu quero o seu o seu
comentário já de cara.
E E você, antes que eu emita qualquer
opinião, antes que eu abra a Bíblia,
durante todo o nosso bate-papo, eu
gostaria que você fosse colocando o seu
comentário aí. Você católico, você fala:
"Eu sou católico, eu não sou católico,
eu sou evangélico, eu sou da Assembleia
de Deus, eu sou batista, eu sou da Deus
é Amor, não, eu não frequento igreja
nenhuma, eu sou espírita", né?
É, você,
independente da sua religião, mórmon,
testemunha de Jeová, várias que eu
poderia citar aqui,
você participaria da festa junina ou
não?
Você a considera uma uma idolatria?
Você acha que ela tem um lugar na
cultura brasileira sem ofender o
cristianismo, é, de vertente não
católica?
Então, eu queria a sua opinião. Só vou
pedir uma coisa, escreva a sua opinião
com muito tato e educação em relação à
posição do outro. Você pode ser firme,
mas firme com com
com como disse assim,
com delicadeza, sabe? Que dá para a
gente falar aquilo que pensa sem
necessariamente dar agulhada no outro. E
se você discordar do que alguém escreveu
também, responda com a mesma educação.
Assim a gente vai construindo uma
família muito legal de se conviver, a
despeito das divergências de
compreensão.
Eu quero já provocar
esse tema que foi pedido por vocês,
inclusive,
com uma experiência minha particular.
Eu, quando criança, eu tenho até foto lá
em cima, devia ter trazido uma uma foto
minha da época de de quadrilha, de festa
junina, mas acabou ficando, agora já
era. Uma hora eu mostro para vocês. Eu
lembro que eu coloquei um bigode
postiço, eu tinha uma espingarda, eu
fazia o papel de pai da noiva, no outro
ano eu fiz o papel de noivo e tinha o
casamento na roça, né? Um lá vestia de
padre, um tinha uma menina, tinha a
prenda, tinha uma série de de coisas
assim.
E quando eu me tornei adventista,
em 1984,
eu achei interessante que tinha na
igreja adventista, agora já, assim, em
grande parte do Brasil, é, essa tradição
está bem diminuída, infelizmente, já
estou de adiantando que infelizmente
que era de dançar quadrilha.
Como assim Rodrigo? É, é a famosa hora
social.
Tá bom? As, a, aquilo, aqui inclusive eu
achei no, no, ali no YouTube, um site
que tem várias músicas da hora social
adventista, né? Era um bolinho sem sal,
era um bolinho sem sal, era um bolinho
sem sal, era um bolinho de bacalhau.
Eu estava na janela aprendendo a lição,
passou o meu benzinho e me chamou de
coração. Era um,
é, é muito interessante essas músicas.
É, não estou falando que essas músicas
são adventistas, alguém pode falar, não,
essa música existe em tal e tal lugar.
Eu estou aqui, essa lista
ela mostra músicas que na igreja
adventista
é, eram muito usadas nos sábados à
noite, depois do, do pôr do sol, depois
do shabat
para fazer hora social no fundo da
igreja, na quadra de uma escola, a gente
fazia muito lá em Belo Horizonte. E era
muito legal aquela, eram, eram danças de
quase de salão podia dizer, sabe? Os
casais se revezavam. Por que que eu
chamei de, é, dançar quadrilha? Alguém
pode falar, não Rodrigo, mas isso não é
dançar quadrilha, dançar quadrilha é a
festa junina dos católicos. Nós tínhamos
hora social.
Era a mesma coisa.
E eu vou explicar daqui a pouco, eu vou
justificar você por que que eu falei que
a hora social e dançar quadrilha é a
mesma coisa. Sabe por que que é?
Pelo seguinte, o estilo daquela dança
que os adventistas tinham, quari, qui,
qui, qui, qui, qui, qui, quari, quá,
quá, quá, quá, quá, quari, qui,
quari, quá, quem é adventista? Coloca aí
no comentário se você lembra da, da hora
social na igreja. É, havia alguns mais
conservadores que torciam o nariz, mas
de um modo geral, os irmãos gostavam, os
idosos participavam, os mais velhos, as
crianças, os juvenis, os adolescentes.
Eu confesso até para você uma coisa da
minha época de adolescência, sempre
quando a gente ia na hora social numa
outra igreja adventista que não é a que
você frequentava, porque tinha uma, por
exemplo, no bairro São Paulo, eu era do
bairro Santo Inês, tinha outro no bairro
Planalto, tinha outro na Concórdia,
tinha nos bairros de Belo Horizonte.
E naquela época, 14, 15, 16 anos, a
gente ia a outra igreja, assistia o
culto, até para ver as meninas bonitas
de outra igreja, né?
Que diferença do do que acontece muito
hoje em dia.
E quando chegava ali na hora social, a a
era a chance que você tinha de pegar na
mão daquela menina e dançar com ela um
pouquinho, sabe? E e e né? Seja a época
da da festa junina também da igreja
católica, era a mesma coisa, era a
oportunidade de pegar na mão de uma
menina bonita. Então vinha lá, quando
trocava os pares, tinha uma roda às
vezes interna, era muito legal.
Mas Rodrigo, você não respondeu por que
você chamou isso de quadrilha?
Por causa da França. Eu vou mostrar para
vocês aqui, olha.
Eh, no século XVIII, final do século
XVII para o século XVIII, começou a
surgir na França um estilo de música, de
dança, onde os casais ficavam dançando e
trocavam os pares, sabe? A menina
passava para esse, esse passava para o
outro, dançava ali danças de salão, como
esse desenho que você está vendo a
época. E essas danças da França do
século XVIII,
como eu falei, século
final do século XVII, século XVIII, elas
eram chamadas de eh quadrille,
quadrille, eh com o meu francês mal
pronunciado, quadrille, seria quadrilha
em português.
E por que que tinha esse nome quadrille,
eh quadrille ou quadrilha? Porque você
fazia na dança do salão, lembra que
geralmente os salões eram quadrados?
Você fazia uma roda no meio de um lugar
quadrado e às vezes, dependendo do canto
que estava, trocava o par.
Então, como era feito num lugar assim,
eh num lugar quadrado, era chamado de
quadrilha, uma dança de salão. E os
jovens participavam, ah, nos bairros
também, nas regiões mais pobres da
França, havia a as famosas quadrilhas.
E o nome brasileiro, português,
vindo através de Portugal, para as
nossas danças de quadrilha, vem da
França.
Tá bem? Então, por isso que fala
quadrilha.
Agora eu vou falar mais uma coisa. Para
quem não é adventista, saiba que as
horas sociais da igreja adventista não
eram exclusivas da igreja adventista.
Então, se você é da Assembleia de Deus,
Evangélico Quadrangular, Batista,
coloca nos comentários aí,
principalmente se você for mais velho,
no e você viveu nos anos 60, 70, você
vai ver que havia também nessas igrejas
horas sociais. A própria Associação
Cristã de Moços,
eh, YMCA, né? Famosa Associação Cristã
de Moços, promovia esses bailes
cristãos, onde os jovens iam ali com o
fim de que um rapaz cristão conhecesse
uma moça cristã no baile.
Eram bailes cristãos,
em forma de quadrilha. Eu vou mostrar
algumas fotos para vocês,
que isso até ficou muito forte nos
Estados Unidos.
E lá, a quadrilha, em inglês, era
chamada de square dance. Square dance.
Square dance é dança quadrada, né? Ou
dança de praça. Que square pode ser uma
praça, ou pode ser algo meio quadrado.
Então, square dance, você está falando
justamente de quadrilhas.
É a versão inglesa do termo francês.
E aqui nós temos uma igreja de negros do
Colorado, acho que é do Colorado,
fazendo uma hora social.
Olha lá atrás o sujeito, eh, tocando.
Isso aí já deve ser na época da
integração racial, porque tem um branco
tocando num baile de negros, né?
Mas você tinha também os brancos com a
sua hora social.
Olha aí, nos Estados Unidos. E essas
horas sociais que eu estou mostrando
para vocês eram agremiações de igrejas
protestantes americanas que que
esses encontros sociais para que os
jovens pudessem dançar, pular, brincar,
conhecer, quem sabe, a sua futura
esposa, o seu futuro esposo.
Então,
a primeira parte da pergunta eu já falo,
né?
Se é errado
eh essas
brincadeiras de dança, de roda, danças
de roda que tinha, eh de ficar
brincando, eh tinha casal e tinha, mas
não era dança colada não, tá? Eu quero
deixar bem claro.
Era uma dança muito respeitosa, o corpo
não contatava com o corpo. Era uma da a
dança de casal que eu falo das horas
sociais assim, o rapaz pegava na mão da
moça e os dois ficavam assim, sabe? Eh
bailando. Alguns americanos eram mais
avançadinhos assim, já era uma coisa
mais de baile. Mas de qualquer maneira,
o que eu quero acentuar é que igrejas
evangélicas americanas, de certa forma,
pegaram a tradição da quadrilha
francesa, aplicaram para a square dance
e começaram a fazer também a sua forma,
ah,
evangélica ou protestante de ter um
baile para moços e moças cristãs.
E a igreja adventista brasileira, como
ela vem do da cultura americana, ela
importou para o Brasil aquilo que foi
chamado de hora social.
Ficou claro até aí?
Agora, se você pegar só o formato da
hora social
e o formato
das festas juninas, o formato é
praticamente o mesmo.
Na hora social, quando a gente fazia num
clube, às vezes ao ar livre, a gente
também acendia fogueira, tinha o fogo do
conselho nos desbravadores.
Havia havia fogueira também.
Só não tinha, eh, talvez as as todas as
comidas da da da festa junina, nem o
vestir a caráter, vestir de caipira,
como na festa junina tem. Mas a dança é
muito parecida, aquela dança de roda,
sabe? Todo mundo se descontraindo ali e
tudo mais. Eu coloco isso já de cara,
por quê?
Se você fala que aquela
aquele formato ali é uma coisa que
ofende a Deus, então você vai ter um
problema
com uma uma parte considerável da
história das igrejas evangélicas e
protestantes que vieram ou beberam em
fonte norte-americana. Tá certo? E até
no Brasil também.
Agora,
a festa junina
tem uma outra diferença em relação a
essas horas sociais, seja da da
adventista, da batista, dos metodistas,
enfim.
Por quê?
Enquanto essas horas sociais evangélicas
bebem na cultura americana, que por sua
vez bebeu na cultura francesa, das
quadrilhas francesas,
a festa junina já tem uma tradição bem
mais antiga,
bem mais antiga, talvez ali do por volta
do quarto século de nossa era, que foi
uma adaptação cristã
a festividades pagãs.
E essas festividades pagãs, por sua vez,
também tem uma tradição que vai que vem
desde a época bíblica, desde a época de
Moisés
e dos hebreus chegando em Canaã.
Mas calma que eu vou explicar devagar
isso para você, tá bom?
Olha essa fotografia, esse essa pintura
de um túmulo egípcio.
Que que você está observando aí nesse
túmulo? É um é um túmulo
egípcio da 18ª dinastia,
onde mostra vários
eh empregados
do faraó, do vizir ali,
eh cumprindo aquilo que em egípcio era
chamado de o período mais alegre do
humano, que é o solstício de verão,
que é quando eles colhiam o trigo.
Olha a felicidade de todo mundo aí com
aqueles montes de trigo sendo colhidos e
eles contando trigo e pesando trigo e
tudo mais.
Isso era tão festivo, que virava uma
festa.
Essa outra imagem para você, ela pode
não parecer muita coisa,
mas nos tempos bíblicos, isso aí é a
imagem de IA, tá? Tanto é que o os grãos
de trigo aí tão bem, bem maiores do que
o normal. Mas hoje, para nós que estamos
acostumados a uma vida de supermercado,
de ah, de grandes centros, de atacadão,
de na geladeira e tirar um copo d'água,
alguns elementos da comida diária, eles
não têm o mesmo efeito cultural que
havia no passado.
Lembre-se, no passado, não havia o
supermercado que você vai lá uma vez por
semana, uma vez por mês, faz toda a
compra do mês e guarda em estoque na
geladeira.
A maior parte das pessoas para
sobreviver, elas tinham que ter, ademais
das suas profissões, o trabalho de
agricultores, ou seja, era uma uma
sociedade majoritariamente
agro pas toril,
que vivia especialmente de eh, gado ou
gado de pequeno porte, se você quiser
chamar, por exemplo, eh, quando você
pega uma ovelha, uma cabra ou naqueles
que tinham mais condições, uma vaca, um
boi, uma coisa assim.
Eles tinham que ter
o seu o seu o seu pe o seu o seu pequeno
rebanho ali.
E além disso, tinham que ter uma terra
para plantar e colher.
E a o plantio e a colheita era a
garantia da sobrevivência daquele povo.
Então, se tinha duas coisas que a
população tinha que ter, senão
todos iam morrer, era água,
água
e plantio.
Só que essas coisas não não eram tão
fartas assim. Lembre-se, especialmente a
história bíblica que acontece no Oriente
Médio, grande parte do Oriente Médio, na
verdade, a maior parte do território do
Oriente Médio, do Levante, da Península
do Sinai, eh, toda aquela região ali da
Mesopotâmia, grande parte é desértica.
Então, numa situação dessa de água rara,
a água era pouca, você tem que
economizar água.
E de pouca boa terra,
plantar
e colher quando a safra sai bem rufa, é
um grande alívio.
Mesmo hoje, em pleno século XX, quando
tem um problema numa, numa, numa praga
que acaba com uma grande plantação de
soja, de trigo, cevada, qualquer coisa,
nós temos um grande problema com, na
balança comercial,
os preços ficam mais caros. É que hoje
que com os métodos, os meios de
transporte e divulgação, às vezes assim,
tivemos um problema com a safra
brasileira, aí o Brasil importa a safra
de outro país e tá tudo resolvido. Você
vai perceber, talvez, o preço mais caro
no supermercado, mas você não vai deixar
de comer pão todo dia.
Mas naquela época não. Se você não tinha
o que colher, não tinha o que co, não
tinha, perdão, se você não tinha o que
colher,
não tinha o que comer.
Por essa razão,
o dia da colheita era um dia de grande
celebração em vários povos. Então, você
encontra povos, os egípcios celebravam,
os hititas celebravam, os, os, eh,
mesopotâmicos, todos eles, sírios, os
babilônios, os elamitas, todos esses
povos que viveram no entorno da Bíblia,
sempre celebravam a colheita. E eles
gostavam de fazer fogueira, dançar em
torno da fogueira,
eh, fazer, eh, danças típicas, música
típica e celebrar aquela grande fartura.
Por quê?
Se agora eu colhi e estou com os vasos
cheios de trigo
ou cevada e outros, eh, elementos que
eles plantavam, isso significa que a
minha família não vai passar fome. Eu eu
comida
em casa.
A menos que aconteça uma tragédia, um
exército inimigo vir e a e a devastar a
minha a minha casa e roubar o meu trigo,
a menos que isso aconteça, minha família
está garantida. Então é motivo de
celebração.
Agora lembre-se bem, tudo isso que eu
estou contando para você aconteceu no
hemisfério norte do planeta.
E lá o os as estações do ano são
diferentes da nossa.
Enquanto para nós o o inverno é agora,
no mês de junho, julho, para eles o
inverno é dezembro, novembro, janeiro.
Em nesse momento agora é o verão.
E havia alguns momentos certos para
fazer o plantio e também para colher.
E a época do verão era o época que eles
colhiam o trigo.
Porque tinha o solstício, quando o sol
estava no ponto mais alto em relação à
terra, então os dias ficavam mais
longos.
Depois ele vai diminuindo até o próximo
inverno, né? Mas o dia mais longo do
verão é o dia melhor para para para para
colher. Então eles faziam festa.
E como muitos desses povos eram pagãos,
eles misturavam essa festa de alegria
pela pela colheita com a religião deles.
Eles aproveitavam para misturar aquela
aquela dança e aquelas festas com as
os mitos pagãos, com a história dos
deuses, com a adoração aos deuses e a
visagero, por exemplo, a Bíblia fala de
povos cananeus que sacrificavam seus
filhos a Moloch, por exemplo, sempre na
busca de de
eh eh uma boa colheita.
Lembra a adoração de Baal na época do
profeta eh Elias, Elias? Eh lá na época
da Jezabel? Baal era o Deus da colheita.
Eu vou falar mais sobre ele daqui a
pouquinho.
Então esses povos pagãos tinham essas
danças. Eles sempre faziam isso para
comemorar. Vou mostrar para vocês aqui,
eh, um quadro de como seria mais ou
menos o calendário da época. Era um
calendário baseado praticamente nas luas
e no plantio.
Eles marcavam o calendário deles pelo
comportamento da agricultura.
Então, você tinha, por exemplo, os anos
geralmente começavam na primavera.
Assim também é na Bíblia, que seria mais
ou menos mês de março, abril,
aproximadamente. Março, abril. É que
nessa época as as plantas começam a
brotar, as raízes se fortalecer.
Então, em maio é a época para colher a
cevada.
E eles começam em maio a colheita do
trigo, que se estende até junho.
Junho é o ápice da colheita do trigo.
Tá certo? Depois você tem outros
elementos, eh, em julho você tem a
secagem, armazenamento dos grãos, eh,
setembro é época de colheita da da uva.
E quando vai esfriando ali no outono,
outubro, vai esfriando agora o tempo e
tudo, aí você tem, em outubro você
armazena os frutos e começa a preparar a
terra. Você planta
alguns cereais na terra antes do
inverno.
A semente passa o inverno todo na terra.
Ah, os primeiros frutos começam a dar na
primavera.
E depois você vai ter o o a colheita do
trigo em junho, que é a época justamente
do verão ou do pico do verão. Agora,
veja bem,
o nome da festa é festa junina.
Então, não pense com as categorias do
hemisfério sul onde estamos. Junina, já
mostrei aqui no calendário, porque junho
era o mês do verão, era o mês de colher
o trigo. E o trigo
era o principal de todos os grãos.
Porque é do trigo que você fazia o pão.
E o pão para eles é como se fosse o
o arroz com feijão do brasileiro.
Era comida que não podia faltar.
Lembra que na oração do Pai Nosso, Jesus
até ora assim, ora assim, é, não nos
deixe, é, que o pão nosso de cada dia
nos dai hoje.
Também no livro de Atos dos Apóstolos
fala que os cristãos quando se
encontravam para uma, para uma comida,
para uma ceia, diziam, eles se
encontraram para repartir o pão.
Para repartir o pão.
A gente sempre fala partir o pão com o
semelhante. Então o símbolo da comida
era o pão.
Assim como o arroz e o feijão nunca
podem faltar na mesa do brasileiro, para
eles era o pão. Porque o pão era
garantido. O que viesse depois, uma
carne, um outro tipo de cereal, aí era
uma iguaria.
E o melhor pão, o mais nutritivo, era o
feito de trigo.
Um pão de qualidade inferior
era feito de,
de
cevada.
Então os mais pobres comiam pão de
cevada. Os que estavam em melhor
condição, pão de trigo. E o trigo era
colhido em junho.
Então junho era o mês que tinha uma
grande festa da colheita.
Da colheita do trigo.
Então a festa de junho, festa da
colheita que vários povos pagãos tinham
e continuaram mantendo, eu falei da
época dos hititas, dos elamitas, dos
cananeus, mas é, é, esse, essa festa das
colheitas também existiu no meio dos
persas, dos gregos, dos romanos.
Chegando até a época da, da Roma
bizantina, a época de Constantino e
quando o cristianismo começou a, a
cristianizar vários elementos, começou
agora a adequar algumas festas de junho,
festas
pagãs da colheita
e dar um toque cristão a elas e aí foi
virando as festas de São João. Tá tudo
bem até aqui, gente? Tá claro?
É,
só para vocês terem noção como é que são
antigas, eu falei da época ali bíblica
da, do, do Êxodo, mas se eu voltar até
antes, você lembra da Stonehenge? Fica
lá na Inglaterra? O Stonehenge. Eu
gravei um Evidências uma vez. É lindo
esse lugar. Alguns acreditam que o
Stonehenge seria uma espécie de
santuário. Alguns pensam que é um
observatório astronômico, mas ele tem a
ver com as festividades de celebração da
colheita. Ou seja, muita festa junina,
pensando em junho, aconteceu ali no
Stonehenge. Tá bom? Isso lá antes da
invenção da escrita.
E eles, como eu falei, também gostavam
muito de colocar fogueiras,
porque entendiam que aquele era o
renascimento, alguma coisa. Os celtas,
por exemplo, tinham muitas, eh, práticas
nas suas, nas suas festas, que hoje nós
vemos nas festas juninas, por exemplo.
Os celtas tinham o costume de,
eh, dançar em volta da fogueira, ah,
tomar bebidas quentes, mesmo sendo
verão, mesmo sendo quente. E muitas das
culturas dos celtas estão hoje nas
festas juninas que nós temos no Brasil.
Porque, eu já falei, através do, do
mundo romano, elas vieram para dentro do
cristianismo.
Agora, deixa eu falar um pouquinho de
algumas práticas pagãs que houve nesse
tempo aí, para ilustrar para você
como é que as, ah, ah, as festas, os
festivais de, de,
de colheita eram praticados.
Eh, vamos ver, por exemplo, os,
deixa eu ver quem eu tenho aqui. Os
gregos.
Tem os famosos mistérios de Elêusis.
Ele, Elêusis era uma cidade grega,
acho que uns 50 km de Atenas, que
ficava, que fica, aliás, Elêusis.
E tem os mistérios eleusianos. Até hoje
nós não sabemos o que que acontecia nos
cultos de mistério eleusiano. Não
sabemos.
Porque se alguém que participou
contasse, seria morto. E eles guardaram
muito bem o segredo.
Nós sabemos que havia os, os mistérios
de Elêusis, mas havia várias mulheres
que também saíam
em procissão nas ruas
com tochas ou e feixes de trigo para
comemorar a celebração da vida, o ciclo
da vida, a colheita. E esses mistérios
de Elêusis
que essas mulheres participavam era em
homenagem à deusa Deméter.
Deixa eu contar para vocês a história de
Deméter. Deméter era a deusa da
agricultura para os gregos.
Os romanos que plagiaram a religião dos
gregos chamavam Deméter de Ceres.
De onde vem a palavra cereal.
Porque Deméter era a deusa da
agricultura.
Irmã de Zeus.
Então a versão romana, Deméter vira
Ceres, de onde vem a palavra cereal.
E a
há uma mitologia grega que certa vez
Hades,
o deus do, do submundo
foi até o Monte Olimpo e se apaixonou
pela sobrinha dele porque Hades era
irmão de Deméter, irmão de Zeus. E
Deméter tinha uma filha chamada
Perséfone.
E Hades se apa, se apaixona pela, pela
própria sobrinha.
E ele rapta Perséfone do, do mundo dos
deuses. A Deméter fica irada, vai até
Zeus. Zeus amarela, não quer enfrentar o
irmão. Ela fala: "Tá bom, enquanto você
não devolver minha filha, eu não vou
deixar que nenhum broto de trigo ou
cevada ou qualquer outro alimento surja
na terra. A humanidade vai morrer e vão
todos para o mundo do inferno para
adorar o seu irmão".
Aí houve toda uma, uma questão que
envolve até
é, é o, o herói grego, é, Hércules
que ele vai até o, o, o submundo e
consegue reverter a, a situação. Uma
versão diz que foi Teseu, outra fala que
foi Hércules.
Ele vai lá e consegue reverter a
situação e no final das contas, igual
Celso Russomanno no, estando bom para
ambas as partes, né? Celso Russomanno
aqui agora, lembram disso? Ficou mais ou
menos acertado assim:
durante uma parte do ano, Perséfone
ficava com a mãe dela no Monte Olimpo.
Noutra parte do ano, ela ficava com o
seu amante, Hades, no inferno.
Então, todas as vezes que na terra tinha
seca,
que o plantio não estava bem, a
explicação que eles davam era: "Ora,
Perséfone está com Hades lá no inferno".
E quando a coisa estava bem, que a a
agricultura era farta, "Opa, Perséfone
está com a mãe dela".
Então, a maneira de aplacar a ira de a
ira de Deméter
era sempre fazer cultos de festival,
agradecendo a Deméter pela colheita,
para que ela não fique irada e puna a
humanidade com fome. Então, aí você tem
outro festival grego, os os festivais
eleusinos.
Os romanos tinham também a Saturnália,
que eu já falei num vídeo anterior, que
tem ligação com o carnaval, tá bom? Era
uma honra ao deus Saturno.
Eh, o que que justamente o deus Saturno
é o deus da agricultura. É uma história
interessante também, ligada à mitologia
grega, mas que os romanos depois
acabaram, eh, pegando essa história para
eles e adaptando.
Agora, essa festa, a Saturnália,
ela acontecia geralmente no solstício de
inverno.
Mas ela celebrava, mais uma vez,
o plantio, eh, o descanso da terra e
e outras práticas agrícolas que também
tinham a ver com, eh,
o mundo o mundo pagão.
Bom,
com tudo isso aí que eu que eu
apresentei, eu volto à pergunta que eu
quero o comentário de vocês.
"Rodrigo, se você tá admitindo, mesmo
que você contou lá no início, que tinha
a hora social da Igreja Adventista, que
outras igrejas evangélicas também tinham
a sua hora social,
e a Igreja Católica tem a festa junina,
mas você admitiu que a hora social da
Igreja Adventista e as as horas sociais
das das igrejas evangélicas têm uma
origem diferente da festa junina.
É isso mesmo.
O formato é o mesmo. Dança
de quadrilha.
A, a dança em forma de quadrilha é o
mesmo.
Dança de grupo, dança de roda.
Mas a origem é diferente. Enquanto essas
festas, eh, evangélicas, protestantes,
têm origem na, na França,
nas quadre, nas quadrilhas francesas, a
outra tem origem aqui nesse mundo pagão.
E então? Então já tá acertado que eu não
posso participar disso? Calma. Vamos com
calma. Vamos ver exatamente o que que
aconteceu.
Eh,
a partir do quarto século, como eu falei
para vocês,
eh, a igreja católica começa a cres,
expandir muito,
so, principalmente depois de
Constantino,
especialmente na Europa, tá?
E aí ocorreu um, um, um processo
frequente.
Ela não eliminou completamente
determinadas festas populares que ela
encontrou nos lugares,
mas ela reinterpretou essas festas
dentro de uma moldura cristã.
Foi o mesmo fenômeno observado em várias
festas do calendário europeu. Então
aqui, eu tenho que ser preciso com a
fonte histórica
para poder, eh, não cometer um, um,
uma improcedência nas palavras. Vamos
lá.
Não que a igreja católica pegou essas
festas e rebatizou
para o cristianismo.
Algumas festas estavam acontecendo já
independe, ah, sim, e outra, outra
correção também. Não que a igreja
católica inventou festas pagãs. Essas
festas já existiam na Roma pagã.
Tá certo? Na Roma bizantina, que é
aquela pós-Constantino, onde o imperador
agora é cristão e, ou disse cristão, e
começa a, a, a dar várias benesses para
o cristianismo,
várias festas populares da Europa
foram toleradas pela igreja e
ressignificadas ao longo do tempo. Não
foi um uma um um ressignificado por
decreto. O papa falou: "A partir de
hoje, a festa da Saturnália vai virar a
festa junina em junho". Não não há isso.
Foi uma coisa paulatina, onde muitas
pessoas
que eram pagãs, se tornavam cristãs ou
católicas,
mas não deixavam de todo algumas
práticas culturais que eles tinham.
Essas práticas começaram a entrar para a
igreja, você entendeu? Seria mais ou
menos como algumas práticas que nós
temos na África, pagãs,
que algumas pessoas, mesmo depois de se
tornarem cristãs,
elas
elas continuam trazendo essas práticas.
Quem já foi missionário na África sabe o
que eu tô falando. Eu já passei em
alguns países, por exemplo, eh eu
conheço lugares onde uma pessoa tava
dentro da igreja já há um bom tempo.
Nem foi na igreja Adventista, não era
uma igreja, se eu não me engano,
Batista.
E essa pessoa, ela tinha uma uma coisa
aqui no no braço, que era um uma que
chamavam de grigri.
Grigri.
E essa pessoa já tava batizada, tava na
igreja há muitos anos, mas ela não
tirava o grigri, que o grigri era uma
coisa que foi amarrada no braço dela na
época que o pai dela era pagão e fez uma
promessa pro demônio lá que aquilo era
um amuleto de proteção. Mas o demônio
falou que o dia que ela cortasse aquilo,
ela morreria.
Então ela batizou na igreja, se tornou
eh eh cristã,
mas ela ainda não tirava o grigri, com
medo de morrer.
Então sabe que algumas questões assim
culturais, elas vão adentrando aos
poucos. Então foi assim que muitas
dessas festas começaram a ter um caráter
mais
cristianizado, digamos assim. Quando eu
falo cristianizado, é aculturamente
cristão, tá certo?
Eh
nós temos uma declaração muito antiga de
Santo Agostinho de Hipona,
que é um testemunho de que, pelo menos
na época de Santo Agostinho,
já havia, isso no quarto século, já
havia a celebração
a celebração da festa junina em
homenagem a São João Batista.
Porque Agostinho fala assim, olha: "A
igreja celebra o nascimento de João",
ele não diz aqui, mas é o João Batista,
"de modo especial.
Não se encontra nenhum outro santo cujo
nascimento celebremos solenemente.
Celebramos o nascimento de João e também
o de Cristo". Aí vem a expressão em
latim, né? "Nativitate Ioannis celebrati
ecclesia, nativitate Christi celebrati
ecclesia". Ou seja, assim como a igreja
celebra o nascimento de João, também
celebra o nascimento de Cristo.
É porque quem é católico sabe disso,
normalmente o dia do santo está atrelado
ao dia da sua morte ou do seu martírio,
aqueles que foram mártires.
É, mas no caso João Batista tem uma
exceção. A igreja católica tem duas
datas no calendário para, eh, para João
Batista.
Uma, a festa junina
que é relacionada ao nascimento dele
e outra que é relacionada ao seu
martírio.
Então eles fazem um cálculo, como a
igreja católica oficialmente acredita
que Jesus nasceu em 25 de dezembro
então eles fazem a conta, eh, Maria
eh, ficou grávida de Jesus
quando Isabel já estava no sexto mês de
gravidez de João Batista.
Então começa a fazer uma conta a partir
de 24 para 25 de dezembro para trás,
você vai chegar exatamente no dia 24 de
junho
que é o feriado de São João Batista,
festa junina, tá certo?
Eh, tem uma outra passagem de João, de
de Agostinho também, que explica algo
interessante
porque
o evangelho de João diz que São João
Batista
afirmou o seguinte a respeito de Cristo
"Que ele cresça e eu diminua".
Então, eh, Agostinho explica que naquela
época os os os pregadores cristãos davam
a seguinte explicação, olha que curioso,
João Batista falou
que Jesus cresça e eu diminua.
E curioso que o dia 24 de junho
que coincide, dependendo do ano,
dependendo do ano, com o solstício
é, de verão
momento mais alto do sol, do sol
a partir do solstício de verão, os dias
vão paulatinamente ficando mais curtos.
Mais curtos, eles vão ficando mais
curtos até chegar
o, o solstício de inverno.
Que de acordo com a Igreja Católica é
quando Jesus nasce, de 24 para 25 de
dezembro. Lembre, estou falando do
hemisfério norte, tá certo? Então, como
os dias ficam mais curtos
desde o, o, o solstício de verão até o
solstício de inverno, tem uma ligação
simbólica com a declaração de João
Batista
que ele cresça e eu diminua.
Ou seja, João Batista vai diminuindo à
medida que Jesus vai chegando, a festa
do advento, da vinda de Cristo.
E quando Jesus nasce
aí acontece o evento, o efeito inverso
porque é o inverno
aí os dias vão aumentando, vão ficando
maiores até o, o verão. É uma explicação
é, folclórica, poética, não é exegética
e quem já assistiu outros vídeos meus
sabe que eu não acredito que Jesus
nasceu dia 25 de dezembro.
Só estou colocando aqui para vocês isso
para
para explicar a razão da festa, tá bom?
Mas eu não vejo motivo histórico para
falar que Jesus nasceu 25 de, 24 para 25
de dezembro. Depois a gente entra nesse,
nesse detalhe.
Com relação à, à fogueira
uma tradição é, católica medieval vai
dizer, isso não está na Bíblia, que
quando Isabel estava grávida de João
Batista, a maneira que ela teve de
avisar isso para Maria que estava lá em
Nazaré foi acendendo uma fogueira.
Então, por isso que eles acenderam a
fogueira de e João.
São João Batista, Isabel mãe dele,
fogueira de São João, tá bom?
Agora, embora São João seja o padroeiro
principal dessa festividade junina,
há outros dois que acabaram entrando aí
na igreja católica também. No dia 13 de
junho você tem Santo Antônio de Pádua,
um santo português, então a gente tem
esse pecado de
Portugal e dia 29 de junho você tem São
Pedro.
Por isso que o pessoal vai ver lá São
Pedro, viva São João e o Santo Antônio
de Pádua. É o famoso santo casamenteiro.
Sabe que minha mãe tinha uma prima que é
perto de Belo Horizonte tem uma cidade
chamada Roça Grande.
E a minha mãe tinha uma prima
é é a perdão, o nome da cidade é Santo
Antônio de Roça Grande. Quem é de Belo
Horizonte conhece aí, né? Você vai ali
para Sabará e tem Santo Antônio de Roça
Grande.
E minha mãe teve uma prima que um dia
ela queria casar porque queria casar
porque queria casar, ela era meio
tantando da cabeça e ela entrou na
igreja católica, não me pergunte como, e
ela entrou e lá no meio do altar tinha
uma imagem de Santo Antônio de Pádua,
ela roubou o menininho porque o Santo
Antônio geralmente ele
algumas imagens dele tem um menino Jesus
no colo dele.
Ela roubou o menino Jesus dele
para poder obrigar o santo a arrumar um
casamento para ela.
E é lógico que foi uma confusão, ela
quase foi presa depois que descobriram,
mas eu eu era bem pequeno nessa época,
eu era eu lembro da história, mas eu nem
me entendia por gente, todo mundo
contando a fulana quase foi presa e
tudo. Depois comprovaram que ela tinha
problemas mentais.
Mas havia muitas moças do interior que
acreditavam em São Santo Antônio
casamenteiro, colocavam o santo de
cabeça para baixo como promessa que ela
ia desviar a desvirar a imagem dele só
quando ela se casasse, colocavam o santo
dentro de um copo d'água.
É isso tudo aconteceu porque o famoso
Santo Antônio de Pádua, o histórico ou
ele diz uma das histórias que ele
é, quando as moças tinham que casar, mas
não tinham dinheiro para ter um dote,
ele ajuntava dinheiro e dava o dinheiro
para moça para ela conseguir um um
noivo.
Algumas versões dessa história diz que
Santo Antônio fez isso com uma menina,
outros dizem que foram foi com várias
moças. E aí que ele se tornou o santo
padroeiro, o santo casamenteiro, como
eles dizem, né?
Ok.
Mas a pergunta fica:
Será que você pode participar de uma
festa dessa, você que não é católico?
E como é que tudo isso foi se
construindo para chegar na versão
brasileira?
Vamos mais uma vez ao século 13. Em
Portugal, eles começaram a celebrar
a Santo a o a a o dia de de São João do
Porto, São João do Porto, no século 13.
E eles tinham o costume de fazer festas
juninas
e acendiam fogueira, tinham algumas
algumas algumas danças, algumas músicas
especiais dessas festas em homenagem a
São João Batista.
Festa junina. E tinham o costume, como
você está vendo nesse quadro aí, das
pessoas pegarem alho poró
e começarem a bater umas nas outras com
alho poró. E cada um que ganhava uma
pancada de alho poró era uma benção que
ele ia ter do Santo Antônio, do perdão,
do São João, São João do Porto.
E hoje, aí até hoje tem essa festa
junina em Portugal, só que eles trocaram
hoje o alho poró por esses martelinhos
de de plástico, que cada um sai na rua
brincando e tudo mais. É uma festividade
popular muito interessante.
Mas os portugueses quando vieram para o
Brasil, trouxeram então a festa junina,
que foi adaptada ao estilo brasileiro,
com seus eh diferentes modos, né? O
nordestino, lá representado
especialmente pela tradição que marcou o
Luiz Gonzaga, o mineiro dos causos, dos
caipiras, os gaúchos também tem a a sua
quadrilha ali, cada um tem o seu estilo
de dançar quadrilha. O goiano, o Brasil
todo espalhou e ficou uma marca da
festividade brasileira ah do nosso
calendário.
E aí?
Como é que a gente agora pode resolver
isso?
Para entrar na na Bíblia, eu tenho que
primeiro começar com o mundo bíblico.
Falando de arqueologia.
Deixa eu mostrar para vocês um achado
arqueológico do ano, não sei se foi o
ano passado ou retrasado, que eu eu
tinha que ter sido o ano retrasado.
Tá vendo a minha foto aí, a a da nossa
escavação em Laquis?
Eu estava ali na mão com um pedaço de
uma estatueta da deusa Asera que a gente
tinha acabado de encontrar ali.
É ali só apareceu a cabeça dela. Olha na
minha mão aí.
Mas se o corpo todo tivesse sido
encontrado, ela seria como essa estátua
do meio. Nós temos aqui no Museu do Mabe
é uma uma originais.
É é dessa dessa estatueta. Não a Não
essa que está na minha mão, essa ficou
em Israel porque a gente não tinha
autorização para trazer,
mas outras que foram legalmente é
importadas de Israel, nós temos aqui no
acervo do nosso museu.
E você tem a deusa Asera que está
segurando os peitos, ela era uma deusa
da agricultura.
Juntamente com o seu marido que aparece
aí, que é o deus El.
El era o deus da agricultura e Asera era
a esposa dele.
Várias vezes na Bíblia fala de Asera. Eu
não sei se eu vou ter fácil aqui que eu
esqueci de dizer Aqui, olha.
Sabe uma coisa que eu achei, vou mostrar
para vocês uma coisa que está na minha
gaveta ali.
Asera, deusa da agricultura, esposa do
deus El. Correto?
E muitos judeus quando embarcavam na
idolatria iam atrás de Asera.
E Asera com El eram pais
desse sujeito aqui, ó.
Reconhece?
Sabe quem é esse?
Baal.
O Deus Baal, o Deus fenício e também
adorado pelos filisteus e outros povos
cananeus, os ugaríticos. Baal. E alguns
textos dão a entender que Aserá, além de
mãe de Baal, também foi amante dele.
Ah, na a bem da verdade, só uma notinha
de rodapé, alguns alguns estudiosos
modernos que querem agora redimir Aserá
dizendo que eh essa essa demonização da
cultura cananeia é coisa dos dos
cristãos conservadores, que não é bem
assim, mas
para mim a coisa ainda tem é muito
trágica mesmo os tipos de rituais que
eles faziam, inclusive com sacrifícios,
outras coisas que eram consideradas
abominação ao Senhor.
E
eu acho que legal quando a gente traz
essas questões da arqueologia, porque
ajuda a entender melhor a Bíblia
Sagrada.
Eh por exemplo, olha quando Jeremias 44,
versículo 17 e 18 fala sobre algumas
festas de colheita que havia na época.
"Queimemos incenso à rainha dos céus".
Embora rainha dos céus, segundo muitos
comentaristas, fosse Istar da Babilônia,
há alguns outros especialistas que
acreditam que a Istar
foi uma forma sincrética do culto a
Aserá.
Tá bem?
E aí Jeremias já denunciava o povo, né?
O povo afirma: "Queimemos incenso à
rainha dos céus, porque não tínhamos
fartura de pão".
Então aqui aparece explicitamente a
ideia de uma deusa que garantia a
prosperidade
da agricultura.
Oséias 2, verso 8.
"Ela não conheceu que fui eu, o Senhor,
quem lhe dei o cereal, o vinho e o
azeite". Esse verso sozinho resume toda
a controvérsia entre o culto bíblico e
os festivais pagãos da fertilidade,
aquelas festas que havia
ali entre os povos pagãos.
Agora,
construindo isso a partir da
arqueologia, e Israel?
Israel podia ter festivais da
agricultura ou não? O que é que você
acha?
O que é que você acha? Eu já falei que
tinha uma história pagã, que os pagãos
celebravam a agricultura para os deuses,
já mostrei alguns exemplos aqui
envolvendo inclusive Baal também, que
era um deus da agricultura.
Enquanto você vai respondendo aí, que
que você acha de Israel, se Israel podia
ter festivais de agricultura ou não?
Eu vou contar para você uma história do
Baal. Eles acreditavam, os pagãos, que o
Baal era um deus que morria todo o
inverno e ressuscitava todo o verão.
Então, eles tinham que fazer um culto
sempre para que o deus ressuscitasse.
E se ele ressuscitasse,
aí a agricultura era farta.
Tanto é que Baal, em algumas versões
dele, ele está com uma foice na mão,
outras ele está com um raio, outras ele
está com um feixe de trigo na mão,
porque era o deus da agricultura, assim
como a Aserá era a deusa da agricultura.
E enquanto você vai respondendo aí, eu
quero fazer um convite para você. Quer
estudar a Bíblia comigo? Então, entre na
plataforma A Bíblia Comentada.
Tudo que eu passo aqui toda
segunda-feira é apenas uma ínfima parte
do que está aguardando você lá. E muita
gente fala assim: "Rodrigo, eu quero até
assinar A Bíblia Comentada, o problema é
que não tenho tempo".
Bom, para começo de conversa, quem quer
dar um jeito, quem não quer dar uma
desculpa.
E a Bíblia é algo sério que você tem que
levar a sério na sua casa.
Mas fica tranquilo que eu vou ajudar
você.
Sabia? E se alguém está me assistindo
agora que é aluno da Bíblia Comentada,
dê o seu depoimento aqui se o curso está
sendo válido.
Eu nem gosto de chamar de curso, que é
um estilo de vida A Bíblia Comentada.
Todos os dias desse ano,
todos os dias desse ano, eu estou
colocando um estudo bíblico de 8
minutos, mais ou menos, um pouquinho
mais ali,
todos os dias, para que você possa ouvir
uma explicação bíblica em doses
pequenas, adaptadas ao seu tempo.
Todos os dias.
Não é verdade? Você que é aluno Bíblia
Comentada, comenta aqui.
E além disso, para quem quer aprofundar
mais, quer ter mais tempo, nós temos
mais de 400 aulas guardadas, gravadas
ali.
E e e e questões de busca, você tem a
minha participação e de outros
especialistas e você ajuda assinando o
Bíblia Comentada, primeiro lugar a você
mesmo,
que vai ter conhecimento da palavra de
Deus.
É, você vai ver que eu apresento a minha
opinião quando tem opinião divergente,
eu apresento a outra também com
respeito, então não é uma coisa
manipulada.
E você vai beneficiar a sua vida
espiritual e de sua família. E além
disso, você sabe que o Bíblia Comentada
ajuda em causas humanitárias, ajuda a
manter o MAB, o nosso Museu de
Arqueologia Bíblica, outras pesquisas
que trazem mais informação como essas
para você. Nós estamos indo agora com a
equipe de arqueologia para Israel
e uma parte dos das das passagens
aéreas, dos que estão a escavar comigo,
é o Bíblia Comentada que está mantendo.
Tá bem? Então,
que tal você fazer parte dessa família
também?
Pronto para responder sobre Israel?
Israel tinha celebração
festival da agricultura ou não?
Eu vou ler com uma passagem bíblica.
Deuteronômio, capítulo 16, versículos 16
e 17. Olha a lei que Deus deu através de
Moisés.
Três vezes por ano celebrarás festa ao
Senhor teu Deus nos lugares que o Senhor
escolher.
Nas festas dos pães ázimos,
na festa das semanas
e na festa dos tabernáculos. E nenhum se
apresentará diante do Senhor de mãos
vazias. Cada um conforme a dádiva que
lhe der o Senhor de acordo com a bênção
que o Senhor teu Deus te fizer
concedido. Ou seja, durante três vezes
no ano, três datas do ano,
todas as tribos deveriam sair do seu
lugar de domicílio e ir até o centro
onde estava o santuário, primeiro em
Siló,
depois quando a arca vem para Jerusalém,
passa a ser em Jerusalém, diante do
templo do Senhor. E olha essa imagem aí
de Iá, que dá para você ter uma ideia.
Todo mundo vai para lá levando
os feixes
das do dos primeiros plantios, do dos
primeiros frutos.
Olha como é que era parecido o
calendário agrícola judaico com o
calendário dos outros povos que eu
mencionei para vocês.
Aqui tem os meses do calendário, né?
O mês de Abib, que é é o início da
primavera. Então você tem ali a a
colheita da cevada, que eu havia
mencionado para vocês. Depois começa, é,
a e seguindo a primavera até o o o
verão, a colheita de outros cereais,
especialmente o trigo.
Aí você tem no mês de Tamuz, que é a
primeira colheita da uva, que equivale
mais ou menos ao nosso mês de
de
perdão, de setembro.
E você então tem em todo esse processo
as festas, a festa da Páscoa, que era a
festa festa da primavera.
A festa dos pães ázimos, que era o
início da colheita da cevada.
Você tinha a festa do Pentecostes,
também chamado de Shavuot, ou festa das
semanas, colheita do trigo,
de maio e junho.
E você tem a festa dos
tabernáculos, ou Sucot, que era a festa
final dos frutos e da uva. Então você vê
que as principais festas do calendário
judeu, dado por Deus, eram festas
relacionadas à agricultura. Então a
primeira coisa que eu aprendo aqui
é que Deus nem tudo tratou preto no
branco. Falou assim: "Olha, não, então
se os pagãos fazem isso, vocês não podem
fazer nada parecido". Não.
Deus deixou, por exemplo, os pagãos
tinham sacrifício de animais.
Deus também instituiu sacrifício de
animais.
Os pagãos tinham templo.
Os hebreus tinham templo.
O O é que a gente aprende? Muitas vezes
o que o pagão faz é o pagão que tá está
distorcendo
uma prática que vem desde Adão.
Adão foi o primeiro a celebrar a a com o
sacrifício de animal. Então, quando o
mundo pagão faz sacrifício de animais na
época de Moisés, na época dos hebreus,
eles é que estavam deturpando a tradição
adâmica. Então, Deus, em vez de falar
assim: "Já que os pagãos fazem
sacrifício, vocês não vão matar animal
nenhum". Deus falou: "Não, vocês também
vão sacrificar
como os pagãos".
Sacrificar como eles sacrificam, mas de
um modo diferente do que eles fazem.
Entendeu aqui o trocadilho?
Quando eu falo: "Vão sacrificar como
eles sacrificam", no sentido de: "Os
pagãos sacrificam, vocês também
sacrificam. Eles sacrificam ovelhas,
vocês vão sacrificar ovelhas, mas não do
modo como eles sacrificam. Não será para
idolatria nem nada".
Mas eu noto, quando eu comparo, eh a
prática do do festival de de colheita
dos hebreus e do mundo pagão, era muito
parecido em alguns aspectos. Em termos
de estrutura.
Por exemplo, a frequência. Ah, em Ugarit
e nos cananeus,
era vinculada rigidamente aos ciclos da
fertilidade e do ciclo de Baal.
Nos hititas, grandes festivais de
primavera e de outono.
Aí você tem lá o mandamento, né? Três
vezes ao ano.
Ah, a geografia do culto. Na prática
cananita,
os santuários, locais chamados de bamot,
e o templo real na acrópole de Ugarit, o
povo tinha que se dirigir para esse
lugar.
Também nos hititas, tinha peregrinação
obrigatória das províncias para cidade
sagrada, por exemplo, Arinna.
E os os hebreus tinham que ir até
Jerusalém.
Exigência de ofertas. Os pagãos, quando
iam para as suas festividades religiosas
de colheita,
eles tinham que levar algo para entregar
no santuário. Os hebreus também. Então,
eu noto que a a postura de Deus não era
tanto de se os os
eles fazem vocês não podem fazer.
Vocês podem fazer, mas de um modo
diferente, tá bem? Diferente. E o que
que a Bíblia coloca como modo diferente?
Bom, primeiro que a festa deles é fruto
do paganismo, mas a de vocês é de uma
aliança.
Deus promete: "Eu darei a chuva da vossa
terra a seu tempo. Recolherás o teu
cereal, o teu vinho e o teu azeite".
Deuteronômio, capítulo 11,
versículos 13 a 17. Então, o que que a
Bíblia condena? Ela condena culto a
outros deuses, práticas religiosas
dirigidas a ídolos, atribuir bênção e
fertilidade a divindades que não sejam o
próprio Deus. Depois você dá um um um um
print nessa tela aí e e lê cada um
dessas passagens, tá bom?
Tentar adorar a Deus por meio de
práticas pagãs.
É isso que a Bíblia condena, é isso que
nós não podemos nos misturar.
Tudo bem?
Agora, indo no Novo Testamento.
Como é que Jesus orientou e os apóstolos
também?
Olha que interessante a o que que eu
percebo no Novo Testamento.
Eh, a pergunta
que se fazia na cultura bíblica,
diferente da que muitos cristãos fazem
hoje,
não é:
"De onde isso veio?"
A pergunta é: "O que isso significa
agora?"
Eu estou colocando porque muita gente eh
fala o seguinte: "Não, se isso aqui tem
origem pagã, então não posso ter". Igual
Natal. "Como o Natal tem uma origem
pagã, então não posso ter". Não, não é
essa pergunta. A pergunta é: "O que que
eu faço com isso agora? Qual o
significado disso agora?" Vou dar um
exemplo.
Você que tem medo de coisas de origem
pagã,
tá bom?
Se quando alguém espirra, você fala
saúde,
isso é uma prática pagã.
Começou com o paganismo.
Na época pagã, acreditava que quando uma
pessoa espirrava, a alma saía pela boca,
então você tinha que falar eh saúde
pra alma voltar.
Só que hoje, quando eu falo saúde com
uma pessoa, eu não estou falando isso
por uma motivação pagã, porque o o o os
o o símbolo hoje mudou de estrutura.
Outra questão que tem símbolo pagão,
origem pagã, aliança.
Podem estudar aí depois, ver no GPT aí
ou qualquer site ou ou IA. A aliança, a
origem da aliança é uma origem pagã.
Mas hoje, eu não uso a aliança por uma
razão pagã.
Então, a pergunta que deve nos nortear
não é de onde isso veio.
É o que isso significa hoje.
Porque senão a gente vai cair, gente,
num
num num fanatismo sem sem igual, por
exemplo, você não pode chamar você não
pode entrar numa farmácia. Sabe por quê?
A palavra farmácia vem do grego
pharmakeia, que significa feitiçaria.
Então, você vai entrar num lugar chamado
feitiçaria pra comprar droga.
Então, você não deveria.
Se você chama
eh, por exemplo, eh, Augusto,
Denise,
eh, quais outros nomes que eu posso
pegar?
Eh,
eh, Augu- Augu- eu tô lembrando aqui,
Augusto, Denise, eh,
o eh,
Isadora, são todos nomes pagãos.
Denise é o deus do vinho, Dionísio.
Eh, Isadora significa presente de Ísis.
Ó, Isadora, presente de Ísis.
Você não pode ter. Se você fala
espanhol, você não pode nem chamar os
dias do do do ano, porque são nomes
pagãos, lunes, martes, miércoles,
viernes.
O nome dos planetas também é pagão,
Marte, Plutão, Plutão é o deus dos
infernos. Você também não pode se
referir aos meses do ano, porque eles
também têm origem pagã.
Percebeu?
Então, a gente não pode entrar num
fanatismo, nem num liberalismo achando
que nada conta, que Deus não se importa
com nada.
Quando eu vejo os exemplos do Novo
Testamento, me chama atenção algumas
coisas. Na época de Jesus,
os os babilônios, os judeus, quando
vieram da Babilônia, eles mudaram
completamente o calendário.
Os meses do ano agora
tinham nomes pagãos.
Por exemplo, o primeiro mês que no
calendário judaico antigo era o mês de
Abib,
às vezes chamado de primeiro mês,
agora virou mês de Nissan,
que é um nome babilônico relacionado à
idolatria.
Tamuz. Tamuz era um deus tão tão
terrível que tem até, eu acho que é
Isaías ou Jeremias que fala: "As
mulheres de Jerusalém estão chorando por
Tamuz", um deus pagão. E um deus pagão
deu origem ao
entrou com o nome do mês de re referente
a feve a setembro.
É o mês da colheita da uva.
Origem pagã.
E eu não encontro no Novo Testamento
Jesus
se recusando a usar o calendário que os
hebreus herdaram da Babilônia.
Quer outro exemplo?
A língua que Jesus falava no Novo
Testamento durante o dia a dia
não era o hebraico, era o aramaico.
E de onde veio o aramaico?
O aramaico veio
da Babilônia.
A Babilônia,
a mãe de todas as idolatrias, a mãe de
todas as prostituições, segundo o
Apocalipse.
Babilônia legou ao povo judeu
o idioma
no lugar do sagrado idioma hebraico.
Tanto é que nós temos no Talmude vários
rabinos discutindo por que que o povo de
Deus deixou o hebraico para para para
falar o idioma siríaco,
que é uma variante do do aramaico da
Babilônia.
Muitos questionavam também.
Eh,
outra coisa também que na época de Jesus
eh tinha muita origem pagã. O o nome, eu
já falei, né, dos meses do ano.
Alguns a escrita.
O hebraico que eles escreviam na época
de Jesus,
a forma de escrever o hebraico não era
como o paleo-hebraico não, era com os
caracteres herdados
da Babilônia.
Então, se fosse para abolir tudo que tem
origem pagã,
Jesus não aceitaria
falar aramaico.
Ele só falaria em hebraico.
Percebeu? Jesus não aceitaria chamar os
meses do ano pelo nome pagão.
Jesus também não aceitaria que o Novo
Testamento fosse escrito em grego,
porque essa também é uma uma língua que
vem do mundo pagão.
Então, a questão, eu volto, não é se a
origem é pagã.
É qual o significado daquilo hoje.
Deixa eu dar mais um exemplo para vocês.
Olha essa foto aí.
Sabe o que que é isso? Essa é a famosa
festa do Purim.
Festa do Purim.
A festa do Purim, onde as crianças
vestem, igual um carnaval, né? Elas
vestem fantasias. Até os os
ultraortodoxos têm a festa do Purim.
Eh,
ela nasceu com o livro de Ester, com a
história da rainha Ester.
Quando o Mardoqueu, eh, conclama todos
agora a celebrarem a festa do Purim.
Agora, olha que interessante. Embora a
festa do Purim seja uma festa de judeus,
criada por judeus, no contexto da
rainha,
eh, da rainha Ester,
essa festa trouxe para cultura judaica
muitas práticas do mundo persa. O
próprio nome Purim significa sorte
em persa.
Em persa, na língua persa.
E a, o, eh, muitas das coisas que até
hoje os os judeus têm do Purim,
beberam na fonte persa.
Ou seja, ela não tem origem pagã, ela
nasceu com os judeus, mas ela nasceu num
ambiente persa, ela traz muita coisa da
cultura persa.
Sendo assim,
o que que eu percebo no no Novo
Testamento de maneira muito clara?
Paulo, por exemplo, Paulo faz referência
aos aos jogos olímpicos da sua época que
tinha uma conotação pagã muito grande.
E Paulo usa aquilo ali como ilustração,
ele fala das corridas, ele fala das das
Olimpíadas, Paulo cita autores pagãos às
vezes para reforçar o pensamento dele.
Então, a minha questão não é se a coisa
teve origem pagã, é o que que aquilo
significa.
O que que está claro para mim na Bíblia?
Por mais que eu respeite a a fé
católica, por eu não concordar
que haja outros intercessores entre nós
e Deus Pai, além de Jesus Cristo, ele é
o único intercessor,
então eu particularmente não vou aceitar
gritar "Viva São João!" e soltar um
foguete em homenagem a São João.
Ou fazer uma novena para São João, ou
Santo Antônio, São Pedro, seja lá qual
santo for.
Porque não faz parte da maneira como eu
entendo a Bíblia.
Percebe? Então, eu não gostaria de
participar eh de uma festa assim,
colocando um outro intercessor junto a
Jesus ou rezando para ele. Eu não faria
isso. Eu não faria isso. Eu não faria
uma homenagem a São João, nenhuma
homenagem a Santo Antônio, nenhuma
homenagem a não.
Agora,
o ato de brincar ali, de acender uma
fogueira com as pessoas,
qual seria o problema?
Embora que mesmo assim,
eu ainda tenho que tomar cuidado com
algo que Paulo falou e com isso eu vou
terminar a minha explicação aqui. Evitar
o escândalo.
Eu vou contar para você, que você que
está aqui, talvez já até já fervilhando
o dedo para poder fazer uma nota e me
detonando, quem sabe algum católico que
ficou chateado de eu falar que não
acredita em São João, São Pedro. Tá
desrespeitando os santos, tá Santa Madre
Igreja Católica. Não, não tô, eu estou
falando da minha opinião.
Eu tô dando direito de você discordar de
mim. Tá certo? Ou você que é evangélico:
"Rodrigo tá falando que pode dançar
quadrilha, que que contradi, que
contraste, ao mesmo tempo que ele
admitiu que tem origem pagã, explicou,
explicou e tal, que absurdo, é Babilônia
mesmo".
O assunto é polêmico, eu reconheço, e
divide as opiniões.
Mas deixe-me terminar com um assunto
igualmente polêmico da época de Paulo,
que vai servir de referencial para
terminarmos esse diálogo
de uma maneira bíblica.
Se você tiver sua Bíblia, abra comigo em
Romanos, capítulo 14.
Deixe eu explicar o contexto.
Nessa época, aconteceu o seguinte:
muitos cris, muitos judeus foram
expulsos de Roma na época do imperador
Cláudio.
Eles foram expulsos de Roma,
mas depois de alguns anos, eles voltaram
para Roma.
E aqueles judeus que foram expulsos de
Roma,
por instigação de Cristo, então alguns
Crestos, como diz o o Tácito, muitas
pessoas pensam que eram judeus cristãos
que foram expul expulsos de Roma, na
época de Cláudio. E quando eles voltam a
morar em Roma,
as igrejas que que eles cristãs que eles
frequentavam, [limpando a garganta]
mesmo as sinagogas que eles frequentavam
que tinham eh muitos eh cristãos judeus,
agora começou a ter um número maior de
cristãos de origem pagã.
Entendeu a questão?
Antes havia um grupo maior de judeus
cristãos.
Mas como eles foram expulsos de Roma,
aumentou o número de
pagãos cristãos de origem pagã.
E como esses cristãos de origem pagã não
tinham as mesmas práticas dos judeus,
quando eles voltaram para lá, começou a
ter um um racha.
Um dos rachas era o seguinte:
os judeus tinham muito medo de comer
carne do açougue de Roma durante a época
das das dos festivais religiosos.
Por quê? Essa ideia da comida casher,
como a gente tem hoje, do rabino
verificar, muitas dessas eh dos
conceitos de comida casherut são atuais.
Alguns já tem desde a época de Moisés,
por exemplo, não comer carne de porco,
etc. Mas alguns estilos de comida
kashrut que tem até hoje, não não não
não pode colocar a o o o hambúrguer com
o queijo junto, não pode usar o mesmo
talher para partir o queijo e a carne,
tudo isso é posterior à época bíblica.
Tá certo? Então,
nessa época, muitos judeus tinham o
outro medo de consumir a carne do
açougue, que era o seguinte:
durante os festivais religiosos, uma
parte das carnes era oferecida para os
deuses.
E aí essas carnes que sobravam vinham
para o açougue
para poder vender, para virar dinheiro
para os deuses.
Então os judeus tinham medo de consumir
aquela carne e estar comendo uma carne
que foi oferecida a um ídolo.
E muitos judeus cristãos tinham o mesmo
mesmo peso na consciência.
Então quando chegava a época das
festividades dos ah
romanos, eles preferiam não comer carne,
só comiam legumes.
Ou faziam um jejum de carne, igual o
Daniel. Daniel tem uma época que Daniel
recusou comer a carne sacrificada do rei
Nabucodonosor e bebeu só água e comeu
legumes. Se lembra Daniel? Guarda essa
informação que ela é importante. Daniel
só comeu legumes.
Uma outra passagem do livro de Daniel,
acho que é no capítulo 10, se não me
engano, é Daniel fala que durante 21
dias, é ele ficou sem beber vinho e sem
comer carne.
É
pro porque ele queria entender melhor
uma profecia que Deus lhe lhe lhe havia
dado. Tá certo aqui, ó? É
Daniel capítulo 10, versículo 2.
Naqueles dias, eu Daniel, fiquei de luto
três semanas, não comi nada que fosse
saboroso, nem provei carne,
nem vinho e não me ungi com óleo algum.
Então nós temos Daniel tendo essa
prática de evitar a carne durante um
período.
Então muitos judeus e cristãos judeus
tinham essa questão, nessa época não
vamos comer carne.
Pra gente não correr o risco de comer
uma carne sacrificada a ídolo.
Outros achavam, não tem problema não,
porque se eu comer aquela carne, se eu
deixar de comer a carne porque ela foi
sacrificada a um ídolo, eu tô dando pro
ídolo mais importância do que ele tem.
Aí a coisa começou a rachar a igreja.
A igreja de Roma. Aí Paulo manda a carta
pra eles com essa parte que está no
capítulo 14 da epístola aos romanos.
Acolham quem é fraco na fé, não porém
para discutir opiniões.
Então, aqui Paulo vai falar de opiniões,
não de doutrina.
Pegou?
Opiniões.
Não é doutrina.
E vamos ver quais são as opiniões.
Um crê que pode comer de tudo.
Mas quem é fraco come legumes.
Aquele é cristão de origem pagã fala o
seguinte, não, eu posso comer de tudo,
tá no mercado, é você que é de origem
judaica que está com essa coisinha, só
come legumes.
Aí Paulo fala o seguinte.
Quem come de tudo não deve desprezar o
que não come.
E o que não come não deve julgar quem
come de tudo porque o Senhor o acolheu.
Quem é você pra julgar o servo alheio?
Para o seu próprio dono se ele está em
pé ou cai, mas ficará em pé porque o
Senhor é poderoso para o manter em pé.
Alguns pensam que certos dias são mais
importantes do que os demais. Tem gente
que pensa que ele tá falando do sábado.
Ele tá falando de festividades do
calendário ali. Porque se fosse a
questão do sábado, Paulo não falaria,
que ele está falando de discutir
opiniões.
Ele está falando de questão doutrinária.
Ele não tá falando de lei moral, ele tá
falando de opiniões.
Questões que não abalam a fé.
De usos e costumes. É disso que Paulo tá
falando. Ele fala, alguns dizem que é é
pensam que certos dias são mais
importantes que os demais. Outros pensam
que todos os dias são iguais. Que em
certos dias eles evitavam não a carne.
Cada um tem opinião bem definida em sua
própria mente. Quem pensa que certos
dias são mais importantes, faz isso para
o Senhor. Quem come de tudo, faz isso
para o Senhor, porque dá ação de graças.
E quem não come de tudo, é para o Senhor
que não come. Portanto, nenhum de vós
vive para Deus, que vive para Deus, vive
para si mesmo. Ou seja,
Paulo resolveu a questão assim, ó, você
é de é cristão em Roma e você acha que
pode comer toda carne do açougue lá sem
perguntar procedência. Eu também sou
como vocês, que Paulo fala, eu eu não
importo com esse negócio da carne
sacrificada a ídolo ou não.
Então, se para você está tudo bem, tudo
bem, coma a carne.
Você prefere não comer para não evitar
problema? Então, não come.
Quem come,
para o Senhor come, quem não come para o
Senhor não come e um não despreza o
outro e ponto final.
E em outra situação, o Paulo ainda fala:
"Agora, se vai causar escândalo, se vai
fazer o seu irmão tropeçar, então é
melhor você não comer".
Assim que eu faço.
Então, eu dou a mesma o mesmo conselho
para você. Se você faz parte de uma
comunidade que gosta de pegar uma
fogueira, acender, brincar ali, brincar
de roda e tudo mais, sem falar "Viva São
João", sem sem soltar foguete para São
João. Olha, soltar foguete é um negócio
ruim para os cachorrinhos também, viu?
Vamos parar com esse negócio de queima
de fogos, que isso é terrível.
Se você gosta de a e soltar balão também
é não deve, não recomendo. É crime.
É, mas se você quer brincar ali, uma
dança de roda e e não vê problema
naquilo, tudo bem. Se você vê, não
participe. Mas quem participa, não
despreze quem participe.
E se você viu um católico celebrando
"Viva São João", respeite o católico na
doutrina dele, mesmo discordando, como
eu discordo, mas eu respeito.
E você que é católico, também não
critique o outro porque prefere não
rezar para São João.
Você reza? Fique em paz. O outro acha
que não deve rezar? Fique em paz. O
Senhor Deus é que julga os corações.
Eu acho que assim nós teremos uma boa
maneira de convivência com o assunto. E
se for um um caso que vai trazer
escândalo, então não participe.
Se o Rodrigo Silva
vestir de caipira
e brincar ali
de maneira inocente com os amigos
vai trazer escândalo porque eu sou uma
figura pública, então é melhor eu não
vestir de caipira.
Se não vai trazer escândalo, minha
consciência não me acusa, qual o
problema? Não, mas se minha consciência
acusa, então não participo, mas também
não desprezo quem participa.
Ficou claro?
Essa é a resposta que eu dou à questão
das festas juninas. E qual sua opinião
sobre isso? Deixa aqui nos comentários.
Eu quero ouvir a sua opinião,
especialmente depois de tudo que nós
discutimos. Um grande abraço e até o
nosso próximo encontro. Tchau, tchau.

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