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ACONSELHAMENTO A PARTIR DA CRUZ – GILSON SANTOS | PODCAST VIDA NOVA #94

ACONSELHAMENTO A PARTIR DA CRUZ – GILSON SANTOS | PODCAST VIDA NOVA #94

ACONSELHAMENTO A PARTIR DA CRUZ – GILSON SANTOS | PODCAST VIDA NOVA #94

🎙️ Chegou mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com Gilson Santos sobre o livro Aconselhamento a partir da cruz, de Elyse M. Fitzpatrick e Dennis E. Johnson.

Ao longo da conversa, exploramos temas centrais da obra, como:

✝️ O que torna o evangelho e a cruz de Cristo essenciais para o aconselhamento cristão?
❤️ Como ajudar pessoas que enfrentam culpa, sofrimento e lutas espirituais à luz da obra de Cristo?
📖 Qual é a diferença entre o aconselhamento bíblico e outras abordagens de cuidado emocional?
🌱 Como a mensagem da cruz promove transformação real na vida cristã?

Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/aconselhamento-a-partir-da-cruz

Edições Vida Nova: https://www.vidanova.com.br/

Versão Bíblica Almeida Século 21: https://bibliaalmeida21.com.br/

Teologia Brasileira: http://www.teologiabrasileira.com.br/

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Legendas automáticas:

E aí, eu sou Saor Lucena e seja
bem-vindo ao podcast da editora Vida
Nova. Você já aconselhou alguém? Você já
foi aconselhado?
Afinal de contas, como é que nós
deveríamos aconselharmos uns aos outros?
Como nós devemos nos aconselharmos, como
a Escritura [música] nos ensina a fazer
no livro Aconselhamento a partir da
cruz, conectando pessoas ao poder
curador do amor de Cristo, a Elise Fitz
Patrick e o Dennis Johnson nos trazem
algumas ênfases importantes que nós não
podemos deixar de lado quando nós
falamos do aconselhamento e menos
[música] ainda quando nós o praticamos.
Afinal, como é que nós deveríamos
conduzir uma sessão de aconselhamento?
Quais são as questões centrais [música]
que devem estar presentes em todo o
aconselhamento que nós fazemos? Quando
olhamos para uma sociedade que cada dia
mais nos define por sopas de letrinhas,
como TDH, como toque, como bipolaridade
e outros rótulos a mais, como é que a
cruz deveria ser aquela onde nós
encontramos a nossa identidade? Se você
quer aprender mais sobre como colocar o
evangelho no centro do seu
aconselhamento e entender de forma
prática como isso acontece, esse livro e
a conversa de hoje sobre ele vai ser uma
bênção na sua vida. Então, se você gosta
de conteúdos assim, já deixa aí o seu
like, seu comentário, seu feedback pra
gente. Se inscreva na sua plataforma de
podcast preferida para que você não
perca nenhum dos episódios que vem por
aí e também dê uma olhada nas outras
dezenas que nós já gravamos. Mas agora
vamos à conversa de hoje e quem vai nos
ajudar é o pastor Gilson Santos. Gilson,
seja muito bem-vindo ao podcast da
editora Vida Nova. É uma alegria ter
você aqui com a gente.
>> É um prazer saor estar com vocês. É um
prazer estar com todos que eh desfrutam,
né, desse podcast. É muito bom estarmos
juntos.
>> E o senhor tá aí em Portugal, né? É
muito legal esse esse essa oportunidade
que a tecnologia nos dá de podermos
gravar mesmo nessa distância. Mas isso
tem a ver inclusive com a próxima
pergunta que eu quero que o senhor
responda, que é quem é o Gilson, que o
senhor se apresente um pouco mais pra
gente, apresente um pouco do seu
ministério e até o que é que o senhor tá
fazendo aí em Portugal agora.
>> Muito bem, Sa. Eu sou pastor Batista,
tenho quase 60 anos, eu sou na turma de
casado com dono Nadia, tenho duas
filhas, tenho dois netos. Estou há quase
40 anos no Ministério Pastoral. Eh,
servi no servi
do Rio de Janeiro, de onde eh o estado
em que nasci, também pastoreei no
Espírito Santo. E nos últimos 27 anos
pasturei a Igreja Batista da Graça em
São José dos Campos. Ah, é uma igreja
que cresceu bastante, tornou-se bem
consolidada, com liderança forte. Ao
longo dos anos tenho trabalhado com
pregação, com aconselhamento, com
formação de liderança, com plantação de
igrejas. E o meu contato com Portugal eh
teve início em 2001. Eh, desde então
venho aqui com alguma frequência. Nos
últimos anos venho atuando como
professor também do seminário Martin
Booster. Aqui fui, tenho sido professor
eh no seminário Martin Boer no Brasil,
que aliás nasceu em nossa igreja. E
aqui, desde que o seminário teve início,
aqui em Portugal, hã, eu tenho servido
como um dos professores. Isto eu vinha
servindo no Brasil como um professor à
distância e vindo aqui para módulos eh
frequentes, inclusive na área de
aconselhamento para os alunos do
seminário. Isso aqui quanto no Brasil,
>> nos últimos anos, surgiu a oportunidade
de virmos trabalhar como missionários,
missionários de nossa igreja. A nossa
igreja então entrou num processo de
sucessão ministerial me recomendando ao
ministério missionário aqui. De tal
maneira que hoje aqui em Portugal estou
ligado a três a três instituições.
Primeiro, como pastor associado da
Primeira Igreja Batista de Lisboa, em
cujas instalações eu me encontro aqui. O
seminário, na verdade, está na
>> instalações da da igreja.
Essa biblioteca, parte dela que você vê
aqui atrás de mim, é parte da biblioteca
do nosso seminário.
H integro, então, a, sou hoje
vice-presidente do seminário Martinbal
e também integro o Conselho da Rede
Reformada aqui em Portugal. É uma
instituição eh cooperativa. Atualmente é
essa instituição juntamente com o
Ministério Fiel no Brasil, que que
organiza a conferência fiel aqui em
Portugal. Aliás, não sei se se todos
estão cientes, mas a edições Vida Nova
teve início aqui em Portugal, não é?
>> Que legal. Éou aqui e é bom é muito bom
perceber essa essa coincidência, esse
esse essa confluência de fatores. Então,
Dr. Chat esteve aqui, Dr. Chat conheceu
esse país, serviu esse país. Algum dos
líderes mais antigos de edições Vida
Nova estiveram aqui, serviram aqui como
a Lampan Palista e outros, não é? Enfim,
é muito bom e falar de aconselhamento
para mim particularmente é muito
entusiasmante, viu?
>> Muito bom. Que Deus continue abençoando
o seu ministério, essa nova etapa na sua
vida, né, que já vinha surgindo, mas que
agora realmente se tornou o foco do seu
ministério. Que Deus o abençoe aí em
Portugal, o Senhor, a sua família, a
igreja, o seminário, tudo aí que eh
vocês têm se envolvido. E obrigado por
mesmo em meio a essa correria, né? Foi
agora a pouco que o senhor se mudou.
Mesmo em meio a essa correria, dá um
jeito de arranjar um tempo pra gente
conversar, né?
>> Um mês atrás.
>> É isso.
>> Olha aí. pouquinho, pouquinho. Tá ainda
desempacotando as coisas.
>> Exatamente. O que eu estou fazendo hoje
é servindo ao ministério e a minha
esposa. [risadas]
Exatamente.
>> Muito bom. Muito bom. Faz parte. Que
Deus o abençoe.
>> Exatamente.
>> E vamos então falar do assunto que eh
tanto anima, tanto empolga, que é um
assunto importantíssimo pra igreja, o
assunto do aconselhamento. E vamos fazer
isso a partir do livro Aconselhamento a
partir da cruz, conectando pessoas ao
poder curador do amor de Cristo, da
Elise Fitz Patrick e do Denis Johnson. E
eu acho que a gente poderia começar
falando um pouco dos autores. Eles já
são relativamente conhecidos aqui no
Brasil. Esse livro, inclusive já é um
livro muito recomendado para
aconselhamento, mas vale a pena a gente
apresentar para os nossos ouvintes quem
são esses autores e o que é que os traz,
o que é que os levou a escrever um livro
como esse, né?
>> A Elise Fitspetrick, ela eh ela é
conselheira e tem já escrito e
palestrado, já penso que já esteve no
Brasil. Eh,
>> sim,
>> ela ela é conselheira ligada ao CCF, que
é uma instituição eh eh muito muito
importante, muito crucial aí para o
aconselhamento bíblico e a autora de uma
obra chamada Ídolos do Coração, uma obra
bem conhecida, bem influente,
>> também da vida nova, né? também de vida
nova, bem influente para a o
aconselhamento, em que o foco eh já aí
nesse livro, ela chama-nos não para
apenas uma reorientação de de
comportamento, não é? aquilo que seria
uma uma proposta mais moralista, mais
brievurista, mas chamando-nos para um
aconselhamento que considere o coração,
né? Ah, e essa ênfase tem sido muito
importante dentro do aconselhamento
bíblico. Então, ela é autora bastante
conhecida, palestrante bastante
conhecida. O outro é é o Denis Johnson,
não é? ele já é um um professor na área
de teologia prática, que é uma área,
aliás, também com a qual me identifico
profundamente. E ele é professor no
seminário eh teológico Westminster na
Califórnia, ou seja, na costa oeste. A o
seminário está na costa leste, na costa
oeste. Ele é professor então da unidade
da Califórnia. E a teologia prática eh
envolve o ministério pastoral, envolve
as dimensões do ministério pessoal ah na
igreja e e nesse campo eh se inclui aí o
aconselhamento.
>> Perfeito. E é interessante porque o tema
aconselhamento, graças a Deus, tem se
tornado mais influente. As pessoas têm
procurado saber mais sobre essa que é
uma prática que a escritura nos chama a
fazer, né? Aconselharmos uns aos outros.
Mas aqui nós temos uma proposta
específica, aconselhamento a partir da
cruz. Esse é o título do livro e é a
ênfase. Agora, o que é que isso quer
dizer? Por que esse nome para esse
livro, para esse tipo de aconselhamento?
>> A impressão que tenho assim a a pela
leitura do livro é que o livro não quer
a eh primeiro, o aconselhamento é uma
área do cuidado, não é? é uma área do
cuidado mútuo na no Novo Testamento,
expresso basicamente em dois conceitos.
Por exemplo, o conceito de paracleses,
que é o conceito de caminhar junto, né?
Caminhar ao lado, eh, traduzido
normalmente em nossas versões por eh
aconselhar, admoestar,
encorajar. Por exemplo, quando se fala
de Barnabé, eh, José, não é filho da
consolação, a palavra consolação ali é
tem a ver com paracléses. Jesus fala que
enviará outro consolador. O apóstolo
João, por exemplo, traduz eh Paráclito
como advogado. Aquele está ao lado.
Então, no Novo Testamento, essa é uma
ideia muito forte, ou seja, a ideia de
nós nos aconselharmos mutuamente, não é?
de nós nos admoestarmos mutuamente, os
mandamentos mútuos, não é? Também uma
outra ideia muito muito importante para
o conceito de aconselhamento é a ideia
de notesia, ou seja, a ideia de
admoestação,
de correção, de repreensão, como o pai
que ama repreende ou corrige o filho,
não é? Jesus Cristo insere a admoestação
no contexto da disciplina. Ou seja, o
aconselhamento está nesse trabalho eh de
nós cuidarmos uns dos outros no contexto
do povo de Deus. E no caso do ministério
pastoral,
eh, faz parte do cuidado pastoral. O
pastor cuida e porque cuida, oferece
cuidado, não é? Eh, esse Deus é a grande
matriz de do cuidado, ele é o grande
cuidador. E o aconselhamento então
perpassa no Antigo Testamento uma ênfase
muito importante, é o tema da sabedoria,
não é? Eh, é um tema muito crucial ao
aconselhamento na teologia do Velho
Testamento, a o a sabedoria, não é? eh
valorizando essa esta palavra eh no
temor de Deus, em medida, em
discernimento,
não é? Eh, em em compreensão,
ah, ou seja, eh a a imprudência, não é?
E aí, tomando todo esse acervo, nós
temos então a a esse conceito eh de
aconselhamento, que é uma palavra que
está muito mais ligado aí a a uma
palavra moderna, mas que é usada para
traduzir esses conceitos bíblicos. E
quando os autores trazem aqui para nós
aconselhamento a partir da cruz, o que
eles propõem não é apenas um manual de
técnicas, ou seja, de técnicas
pastorais, de técnicas de
aconselhamento, mas uma um esforço, um
uma tentativa de recentrar
o cuidado das almas, o cuidado múo, o
ministério pessoal na totalidade do
evangelho de Cristo. Ou seja, o livro me
parece mover-se em torno de uma tese
fundamental.
Muitos modelos de aconselhamento cristão
ainda utilizam a Bíblia, alguns às vezes
utilizam a Bíblia como buscando versos
isolados,
eh respostas, apenas citação de
versículos ou por vezes apenas
funcionalmente,
ou seja, apenas apenas reorientando o
comportamento, como eu disse lá atrás,
eh afastando, entretanto, o aconselho
ou o aconselhados preferidos da
centralidade contínua de Cristo
crucificado, desse Cristo ressurreto,
desse Cristo assunto aos céus, desse
Cristo presente. Então, eu penso que o
que o que os autores pretendem com esse
livro é trazer para nós o Evangelho como
o o habitate do aconselhamento, a cruz
como o paradigma do aconselhamento.
>> Maravilha. com quão profundo é. Eh, tem
a ver inclusive com esse foco que a
própria Eliz tem também com ídolos do
coração, né? Não fazer algo meramente
externo, meramente eh focado em
comportamento, né? Perfeitamente. Alguns
inclusive t assim às vezes uma leitura
do aconselhamento bíblico, especialmente
na fase inicial, como sendo muito ligado
ao isso não é uma leitura unânime, é de
alguns, muito ligado a a a ao aos
mandamentos e e muito ligado à ética
mais comportamentalista
e essa ênfase no coração, que aliás foi
uma ênfase do Dr. David Paulinson, não
é? de quem é pesquis é uma é uma
legatária, não é? Essa ênfase no coração
que ele trouxe a partir de 2009, 2010,
2011, que então vem marcando o
aconselhamento bíblico. Não que antes
não houvesse, talvez estamos aqui a
falar muito mais de ênfases, entende? De
de momentos, de enfoques. Ah, mas desde
então isso tem sido algo muito marcante,
não é? hã, eh, essa ênfase em em não
apenas eh não desprezando a obediência,
não é isso?
>> Mas sim trazendo essa obediência para o
coração, para o foco no coração, para os
afetos, não é? Para aquilo que para
aquilo que governa o nosso coração. Isso
é muito importante, não é? E o que
governa o nosso coração governa a nossa
vida. E aí que entram entram então essas
essas hermenêuticas dos do coração,
essas arqueologia do coração e e também
essa preocupação que alguns conselheiros
têm t demonstrado em em chamar para o
fato de que o coração a acolhe ídolos.
Aliás, baseando-se numa numa expressão
do João Calvino, que o coração humano é
uma fábrica de ídolos.
>> Ah, ou seja, o que é o ídolo? O ídolo é
aquilo que eu amo tanto que não consigo
deixar. O ídolo é aquilo que está acima
de tudo. É, é, é a grande questão que é
o grande motor, não é? Que conduz a
minha vida.
>> É o que nós priorizamos acima de todas
as outras coisas, né?
>> Perfeito. Perfeito. Eu amo tanto que não
consigo deixar. E o aconselhamento
precisa chegar aí. Esse é um ponto
importante, ou seja, o aconselhamento
precisa precisa chegar a esse ser com os
os seus amores, os seus afetos, entende?
Neste terreno aí tão tão
>> tão é de onde brota a vida, as fontes da
vida, aliás, como a palavra de Deus diz.
Perfeito. Então, no final das contas,
nós vemos várias vantagens nesse método,
que não olha apenas para o que é
externo, não apenas a ações morais, mas
também para o coração, para lembrar-nos
da importância do evangelho, como aquilo
que nos norteia, que nos guia, nos
capacita tudo isso, né? E porém, por que
que é tão comum, é tão fácil mesmo
dentro da igreja nós cairmos em um
aconselhamento moralista, muito focado
apenas em comportamentos, muito focado
em isso não pode e isso pode, ao invés
de nós voltarmos a um aconselhamento
como esse descrito no livro, ou melhor,
até como o aconselhamento descrito na
palavra, melhor dizendo. Eh, bem, nós
temos uma tendência muito grande à
justiça própria, né? Tem uma citação que
eu considero bastante assim importante,
eh, do autor na apresentação. Será que
eu poderia fazer uma uma breve leitura?
Com toda certeza.
>> Eh, ele, na verdade, na introdução do
livro, ele cita o Bibi Warfare, que foi
um teólogo de Princeton, eh, do século
XIX. E o Bib escreveu assim:
"Não há nada em nós ou feito por nós em
qualquer estágio do nosso
desenvolvimento terreno
que nos torne aceitáveis a Deus.
Devemos sempre ser aceitos por causa de
Cristo
ou não podemos ser aceitos de forma
alguma.
Esse fato a nosso respeito. Agora,
observe aqui que eu acho que isso isso é
muito crucial porque e eh aqui eh ela
descreve ele o autor, perdão, descreve
uma tese central.
Nós somos aceitos diante de Deus.
exclusivamente por causa de Cristo. E
aqui ele ele chama para isso. Ou seja,
esse fato a nosso respeito não é
verdadeiro somente quando cremos.
Ele continua a ser verdadeiro depois que
tivermos crido
>> e permanecerá sendo verdadeiro enquanto
vivermos.
Nossa necessidade de Cristo não cessa
quando passamos a crer. Sem a natureza
da nossa relação com Ele ou Deus, por
meio dele jamais se altera. Nem a
natureza da nossa relação com ele ou com
Deus por meio dele jamais se altera. Não
importa quais possam ser nossas
conquistas nas graças cristãs ou nossas
realizações no comportamento, é sempre
somente em seu sangue e justiça que nós
podemos confiar. Ou seja, isso aqui,
isso aqui chama a para algo importante,
ou seja, o a força que é mostrar que o
evangelho continua verdadeiro mesmo
depois que nós cremos. Ou seja,
>> o livro parece querer impedir que a
santificação
se torne ou se transforme em uma
tentativa sutil de nós nos
autojustificarmos
numa reconstrução da nossa
autojustificação, entende? Que aliás foi
o problema dos Gálatas, não é?
Lembra-se, eles começaram crendo em
Cristo, confiando em Cristo e em algum
momento eles eles passaram a confiar na
carne, que Paulo, aliás, chama de de
outro evangelho, não é?
>> Uhum. Então o o que penso é que eles
trazem aqui a necessidade de que o
aconselhamento
Saul se norte por esse princípio. Ou
seja, o aconselhamento na medida em que
contempla esse indivíduo crente, esse
homem, esta mulher, esse jovem, essa
criança, esse idoso, eh, precisa levar
para a confiança em Cristo o tempo todo,
para a dependência da justiça de Cristo
e não tanto para uma dependência das
nossas obras, dos nossos feitos, da
nossa moralidade,
do nosso comportamento.
Ou seja, o os o seu menino não é aceito
diante de Deus porque ele hoje é mais
obediente,
ele é obediente aos pais. Ou seja, isso
é uma expressão do amor de Cristo. Isto
a obediência é importante, mas a gente
não pode inverter esses polos. Não sei
se entende. Ou seja,
>> Sim, sim. Isso, isso é muito importante.
Ou seja, nós não podemos transformar
como pastores e como conselheiros a
nossa abordagem e aconselhamento
numa abordagem moralista que no final
das contas era o problema dos, foi o
problema dos gartas, foi o problema dos
fariseus, não é? de de inverter essa
polaridade. Isso é o princípio da
justiça própria, que aliás é um tema
bastante significativo para o
aconselhamento. Então, sim, ah, ao
trazer a cruz, eles, os autores trazem a
eles colocam aqui, né, conectando
pessoas ao poder curador do amor de
Cristo. Eh, a cruz é a expressão máxima
desse amor. cruz. Então aqui
aparece como centro
hermenêutico, o centro interpretativo do
aconselhamento. Ou seja,
>> a cruz não aparece apenas como doutrina
da salvação,
>> mas como chave para para quê? para
interpretar o sofrimento, ah, a o
pecado, a culpa, a vergonha, o medo, o
fracasso, a transformação
humana, ou seja, o aconselhamento
construído
eh a partir da cruz, isto é, a partir da
obra objetiva de Cristo, não é meramente
uma reorganização.
comportamental da vida.
>> Então aqui eles trazem
um um conceito basilar para a doutrina
do aconselhamento e sim eh perder esse
foco e no final das contas eh eh assumir
um atalho, uma via, não é? eh colateral,
eh moralista, eh legalista,
eh no final das contas, é nós fugirmos
dessa cruz e caminharmos por uma por uma
via de justiça própria, de
autojustificação.
>> E por isso a cruz precisa se manter no
meio aí desse desse método, no
princípio, no meio e no fim. Faz
sentido? Bom, precisa ser oito aí
interpretativo do aconselhamento.
>> A medida que o senhor tava falando, eu
tava lembrando aqui, né, como as pessoas
não colocam isso numa frase, elas não
dizem eu penso assim, mas elas agem em
conformidade com isso. Que isso é esse?
>> Eh, a ideia de que, ah, o evangelho ele
me salva pela graça, certo? Mas uma vez
salvo eu tenho que continuar me
provando, né? Uma vez salvo agora eu
tenho que me provar. É como se Cristo
tivesse pago os pecados anteriores à
conversão, mas não os posteriores.
Isso tem a ver com uma teologia que vai
eh trazer esse foco paraa nossa
responsabilidade e acaba tirando de
ênfase a soberania de Deus em tudo isso,
né? E eu eu vejo, perdão, fica à
vontade.
>> E não e não estabelece a doutrina da
justificação
como fundante, não apenas não apenas uma
doutrina eh e ela é ela é certamente uma
doutrina forense, ou seja, estabelece lá
de desde início a nossa a nossa
convicção de que a a nossa justiça não
está em nós, não é? não está nem fusa em
nós. Ela está a ela está fora de nós,
ela está em Cristo. Eh, ela é como
vestes, né? Mas também ela é uma
doutrina fundante na medida em que eu
caminho nessa confiança, ou seja, eu vou
adiante em confiança nessa justiça de
Cristo. E o grande lema é que eu posso
acordar todo dia. Eh, eu geralmente faço
isso, talvez não não sei quanto isso é
forte na sua experiência, mas é na
minha. E penso que na experiência de
nossos pecadores muito arraigada, que é
nós começarmos a em algum momento
exatamente por essa via aí de confiarmos
em nós mesmos, de perdermos a confiança
em Cristo e no final das contas
trazermos
a eh a pra doutrina da santificação um
conceito moralista, legalista. E aí, de
fato, nós estamos nos desviando do da
centralidade do evangelho, da cruz de
Cristo.
>> Perfeito. A santificação não é para que
sejamos aceitos diante de Deus, mas
porque já fomos aceitos, né? Eu acho que
isso precisa ser enfatizado. E eu vejo
que ah muitas vezes esse foco moralista
ele tem a ver com a causa, né, com o
problema. As pessoas vem problemas
morais surgindo como decorrência de
diversos fatores na vida. Então, ah, eu
quero um aconselhamento porque eu estou
com problema no casamento. Eu quero um
aconselhamento porque eu estou lutando
contra um pecado, com uma pornografia ou
outro. Eu quero aconselhamento por causa
de problemas. Então, elas chegam pra
gente para que nós aconselh as
aconselhemos e elas querem não resolva
meu problema. E aí às vezes a gente
chega e diz: "Mas pera aí, como é que
seu coração está descansando nas
verdades do evangelho?" E a pessoa
parece até ser surpreendida e dizer:
"Não, mas minha questão não é evangelho.
Eu continuo crente, eu quero que resolva
o meu problema no casamento. Eu quero
que resolva esse problema, não é
verdade?"
>> E ela ex ela desconecta, não é?
>> O evangelho do problema da vida.
>> Exato.
>> E aqui, Saul tem a essa esse ponto da
nossa conversa aqui traz a gente a uma
lembrança importante.
>> Uhum. Em aconselhamento, nós precisamos
entender o seguinte, que não há como
divorciar
aconselhamento de teologia,
entende?
>> OK? Ah, no final das contas, a minha
perspectiva teológica, perspectiva
teológica sua, daquele que assiste a
gente agora nesse nesse podcast, daqu de
de de todos, não é? do pastor, do
crente, a perspectiva sempre chega ao
aconselhamento. Ou seja, se se a
teologia é é carismática, é pentecostal,
é fundamentalista, é reformada, é é
católico romana, ou seja, não é liberal,
não imaginemos que eh aconselhamento
e teologia podem se divorciar. Não é
possível isto. Ou seja, a matriz do
aconselhamento é teológica sempre. OK?
Então, nós sempre vamos eh eh encontrar
ali no aconselhamento
a os princípios hermenêuticos, os as os
grandes pontos teológicos, a
compreensão, eh, as ênfases, às vezes as
superênfases, por vezes as omissões, por
vezes as distorções, por vezes as
heresias, por vezes a as compreensões,
eh, a em algumas delas oriundas de
cosmovisões que antagonizam com a
palavra de Deus, não é? Ah, então sim,
ah, isso que que você está trazendo
agora é muito importante, ou seja, nós
precisamos conectar o evangelho a todas
as dimensões da nossa vida, não é? O
evangelho está no centro da nossa fé,
mas não apenas no centro da nossa fé
enquanto eh enquanto eh um mosteiro, não
é? Ah, isolando a nossa fé do mundo, eh,
apenas na dimensão religiosa. Aqui é um
ponto dos autores, não é? O que os
autores querem é é não fazer do
aconselhamento apenas uma um
departamento religioso da vida.
entende? O que eles querem não é apenas
uma visão monástica
do aconselhamento, ou seja, é uma é uma
compreensão que traga o aconselhamento
para o tecido da vida. Ou seja, o
evangelho não é nem apenas uma um
departamento,
não é? a um segmento, uma dimensão, um
recorte,
como também não é apenas a eu acho que
esse é uma, essa é uma outra ênfase
importante desses autores, não é apenas
uma
alguma coisa etérea, apenas um conjunto,
>> mera mera teoria, né? mera teoria, mera
abstração.
Ou seja, o evangelho precisa chegar eh e
ser interlocutor necessário. Espelho,
martelo, água, fogo, precisa ser vida em
todas as questões da nossa existência. E
isso diz respeito ao aos temas que são
frequentes no aconselhamento. Quais
alguns que você já acabou de introduzir?
casamento, eh criação de filhos,
finanças, adições, vícios, eh o que
mais? Eh eh a a questão da sexualidade
de um modo geral, a todas estas questões
são atinentes ao evangelho. Todas essas
questões dizem respeito a à cruz. Então,
eh, eu penso que talvez esse seja o
grande mérito desses autores. E nesse
sentido,
e esse é um livro Saor que traz pra
gente
uma espécie de resgate de uma
compreensão reformada do cuidado das
almas, entende? Ou seja, na medida em
que traz e também eu diria que podemos
colocar esse livro como situando-se
dentro desse grande movimento mais
recente de de
eh gospel cent de de evangelho no
centro, não é? de evangelho centrado, do
evangelho, eh esse centro no evangelho.
Então, sim, se pudermos situar esse
livro dentro desse contexto, podemos,
penso que podemos situá-lo
adequadamente, porque o que o que esses
autores querem trazer para nós é
novamente essa centralidade do evangelho
em assuntos como pornografia,
eh depressão,
divórcio,
abatimento, eh, emocional, crises
relacionais, são coisas no chão da
igreja, do dia a dia da igreja. Então, é
a pergunta implícita é como a encarnação
de Cristo, a morte de Cristo, a
ressurreição de Cristo, a ascensão de
Cristo, o fato de que Cristo é hoje
reina, é cabeça da igreja, como essas
coisas,
como essas realidades, melhor dizendo,
alcançam
concretamente
as nossas vidas, essas dores humanas.
Eh, eu penso que esse seja um um grande
um grande ponto, não é, desses autores
aqui neste livro.
>> Com certeza. A ideia de que as nossas
crenças moldam as nossas ações, né? O
que nós cremos a influenciam o nosso
agir e às vezes um bom aconselhamento
vai acabar até mesmo se focando em antes
de resolver o problema em si. Vamos lá,
vamos abrir a Bíblia aqui. Vamos meditar
no Evangelho, vamos aprender boa
teologia, vamos desfazer essas crenças
teológicas erradas, que parecem tão
inocentes na sua mente, mas que estão
sendo fundamento para ações que estão
trazendo problemas na sua vida, né? Isso
é muito relevante, muito relevante.
Agora, em um dia em que nós vemos as
pessoas buscando não só aconselhamento
propriamente dito, um aconselhamento
bíblico, vamos dizer, mas a todos os
tipos de aconselhamento, terapias e
coisas do tipo, e onde a terminologias,
rótulos, eh, de problemas ah que
envolvem a pisquê estão cada vez mais
comuns. Então, ah, o que o que é que
você tem? Não, eu tenho bipolaridade. E
você? Não, TDH. E aí você toque e você e
cada um tem o seu rótulozinho, tem a sua
sopinha de letrins. A questão é como a
cruz é relevante para falar para o
cristão sobre a sua identidade, falar da
identidade do cristão numa época em que
as pessoas se identificam por rótulos
como esses?
>> Essa essa é uma excelente pergunta.
Aliás, é uma pergunta crucial, não é,
para esses tempos. E e vamos lá. Por um
lado, então, como nós vínhamos a
enfatizando até aqui, ah, os autores
eles eh eh trabalham aí um risco em
transformar o aconselhamento
em mera administração de deveres eh
espirituais, não é?
Ah, mas também agora eles trazem e aqui
a a ênfase de que a transformação da
vida, e isso é muito importante, nasce
da união com Cristo, OK?
>> E não apenas de uma intensificação da
vontade humana. Isso é muito importante.
Ou seja, em termos paulinos, o que os
autores parecem trabalhar continuamente
é a importância de nós identificarmos
quem somos em Cristo.
Primeiro isto, quem nós somos em Cristo,
chamando-nos para nossa identidade para
então em como nós devemos viver. Então,
Cristo aqui recebe eh essa centralidade,
a intercessão de Cristo, o governo de
Cristo, a presença ativa de Cristo, eh,
são assim fundamentais eh no no
aconselhamento, como nas dimensões do
cuidado e particularmente do cuidado
pastoral.
Mas aqui, e isso é um aspecto, aqui os
autores também trazem, né, debaixo dessa
mesma luz um outro enfoque que é fazer
do ministério eh de aconselhamento um
ministério cristocêntrico,
isso é importante, e não apenas
terapêutico,
OK? Ou seja, o livro parece então aqui
nesse sentido rejeitar tanto uma uma um
psicologismo
secularizado,
entende? Uhum. Nós abraçarmos
a uma
cosmovisão,
eh, eu nem cosmovisão, nós abraçarmos eh
paradigmas das psicologias
>> que não encontram fundamento eh em
Cristo, não encontram, não alinham-se,
não abrigam-se debaixo eh da da obra de
Cristo, da verdade de Cristo, da palavra
de Cristo.
como também, por outro lado, não é, um
um aconselhamento que seja de um
biblicismo
mecanicista. Então, talvez o que a gente
possa dizer é o esse livro ele procura
situar-se entre essas duas matrizes
aqui, que são que são que que aliás são
duas abordagens muito comuns em
aconselhamento, ou seja,
>> uma abordagem em aconselhamento que se
submete
às vezes até um pouco a de forma
acrítica a um psicologismo secularizado,
quanto também a uma abordagem em
aconselhamento que se degenere num
biblicismo
mecanicista,
entende?
>> OK? Então aqui
>> e esse é um ponto, o alvo do
aconselhamento
em rigor não é apenas ou simplesmente
reduzir sintomas,
não é? Então, e e com quanto eh isso
possa ter o seu lugar, também o alvo do
aconselhamento não é apenas restaurar
eh uma funcionalidade
social,
mas e esse é o é e esta é uma ênfase dos
autores.
O o alvo do aconselhamento deve ser
reconduzir pessoas
à comunhão viva com Cristo. Ou seja, eh
e e é na medida em que esta pessoa
encontra-se com Cristo, esse Cristo que
que transforma, esse Cristo que salva,
esse Cristo que reordena o seu universo,
esse Cristo que eh reorganiza, oferece
uma reinterpretação para toda a sua
visão de mundo. É nesse momento que a
que o aconselhamento pode se tornar mais
fértil. E não apenas quando eu inseriro
ali uma um um retalho de uma psicologia
secular ou quando eu simplesmente, por
outro lado, no outro extremo, ofereço
uma recomendação eh mecanicista de um de
um mandamento. Cito ali um versículo eh
como se isso oferecesse eh resposta às
angústias das pessoas. Mas eh,
exatamente quando eu trato
o problema o o humano, não é problema
que o sofrimento humano não apenas como
um problema técnico, deu para entender?
não apenas com um entrave técnico a ser
resolvido, mas quando eu eh busco
compreender o sofrimento,
o sofrimento humano em sua ampla gama,
em suas dimensões as mais variadas,
dentro de uma estrutura redentiva e uma
estrutura relacional. E aí,
>> que que isso é importante? É importante
porque coisas, realidades como a dor,
não é? Realidades como o medo,
realidades como a perda, realidades como
a desordem, não são apenas
fenômenos psicológicos
isolados,
>> mas são vistos dentro de uma dentro de
um tecido da queda do ser humano caído,
não é? Desses desse ser humano que está
eh eh criado à imagem de Deus.
Entretanto, caiu e está sujeito à
idolatria. Eh, esse esse esse esse ser
humano que precisa ter a precisa ter a
sua a precisa do arrependimento, precisa
da fé, precisa chegar a a uma a uma um
amor altruísta, a uma fé operosa, a uma
esperança firme, ou seja, precisa
aportar nessa redenção e nessa
restauração em Cristo. Então, eu penso
que é nesse contexto
que as os autores trazem a cruz para que
a cruz não fique em segundo plano. A o
evangelho não fique com apenas um
adereço, apenas um enfeite. Penso que
agora voltamos a que dizemos lá atrás,
apenas um detalhe, não é?
>> Uhum.
>> O evangelho é e a cruz é paradigma da
vida. do existir, do viver, do servir,
do adorar, do cultuar, eh do estar em
família. Nós dois aqui de sermos
pastores, nós dois de sermos pais, de
sermos esposos, esposas, de sermos
membros da igreja, cidadãos deste mundo,
ou seja, cidadãos do reino dos céus.
Nós, a cruz precisa estar nisso tudo. E
eu penso que os autores trazem esse
livro, ou seja,
>> busca formar conselheiros, mas também
confrontar esses conselheiros, eh, a fim
de que esses conselheiros adquiram uma
mente bíblica para aconselhar e a um
alerta contra o risco ministerial. Esse
é um ponto de falar continuamente
eh sobre mudanças, mas sem permanecer
fascinado por Cristo, sem
se manter focado em Cristo, entende? E
como isso é tentador,
nós nós buscarmos um tipo de
transformação
desprezando Cristo. Então, o ponto não é
aqui de eh inteiramente jogar no lixo,
jogar na eh jogar na lixeira eh todas as
contribuições das ciências eh seculares,
das contribuições eh modernas eh para a
as dores dos seres humanos, o sofrimento
dos seres humanos. Eh, não é esse o
ponto. O grande ponto aqui é nós eh
darmos atenção a essas coisas eh e
tirarmos a cruz disto, entende? Nós
>> Sim. Sim. e eh eh lidarmos com aquele
pai, por exemplo, que tem um filho, que
está eh que tem um problema do autismo,
que tem um problema com a atenção, que
tem um problema com a hiperatividade,
que tem um problema com a agitação, que
tem um problema com isso, com aquilo
outro, ou aquele que está vivendo um
quadro lá e que a nozologia chamaria de
um quadro depressivo ou que estaria
vivendo um quadro eh de de decisão, de
de enfim, de de visão da da eh ou seja,
seja, do seu psiquismo, eh eh de não de
não estar integrado, não é, eh
emocionalmente, de estar com
relacionamentos feridos, eh
relacionamento pais e filhos e nós
apanharmos toda essa gama ou ou problema
pornográfico, que é que desde os anos
2000 se tornou endêmico, não é, no mundo
todo, cresceu, exponenciou, é nós é nós
trazermos a a nossa abordagem para todas
essas áreas.
sem eh não o ponto é não vamos não
negamos as contribuições
eh seculares eh nesse respeito das
ciências e tudo mais. O que a grande
questão aqui que me parece, eu posso eh
pelo menos essa é a minha leitura que os
autores trazem, é que nós precisamos
lidar com tudo isto sem desprezar a
cruz, sem sem entender que não há
verdadeira transformação eh sem a cruz,
sem Cristo, e que no final das contas,
para a transformação essencial do ser
humano. O evangelho basta, não é?
>> O, ou seja, no dia que o Senhor nos deu
Cristo, nos deu o evangelho, nos deu
tudo que precisar, não é?
>> A partir daí, eh, eh, podemos a a são
arrumações da casa e tudo isso é
importante, eh, tem seu lugar, melhor
dizendo, mas nós não podemos perder de
vista eh Cristo, não é? E o livro então
parece querer assim pastorear aqueles
que pastoreiam, não é? Ou seja, essa é a
ideia, que nós façamos o nosso trabalho
mantendo o nosso nosso deleite, o nosso
fascínio em Cristo e que isto também
esteja eh alcance aqueles que são
objetos do nosso trabalho de
aconselhamento.
>> Excelente. A ideia é que o evangelho
deve definir a nossa identidade, não
rótulos. do evangelho deve nortear a
maneira que nós analisamos as coisas da
vida, inclusive essas contribuições que
outras ciências seculares possam trazer
e não a deveríamos reinterpretar o
evangelho ou o que a escritura ensina a
partir desses paradigmas externos, né? o
que deveria ser a base e o norte é o
evangelho, não o contrário. Agora,
quando a gente fala dessa desse método
de aconselhamento, eh como é que nós
podemos fazer isso na prática? Como
conduzir uma sessão de aconselhamento
centrada na cruz? alguns exemplos que
nós poderíamos pensar aqui.
>> Penso que algumas sugestões práticas,
uma delas é sim, nós nós precisamos
sempre como como conselheiros
eh ouvir, não é? Eh, acho que esse é o
primeiro passo, ouvir.
>> Eh, quando nós ouvimos, Saur, nós e
ouvir não é um trabalho fácil,
>> não. Somente para pastores, viu? Que a
gente sempre quer falar.
>> Exatamente. Nós, nós pastores, aliás,
somos ensinados a falar.
>> Uhum. Eu, por exemplo, eh preciso dizer
eh com bastante honestidade que fui eh,
no seminário, me ensinaram a falar, não
sei se aprendi bem, mas pelo menos eles
tentaram,
>> eh eh ensinaram a falar, a pregar a a
tudo isso, mas eh eu não fui ensinado a
ouvir. Eu tive bom bom seminário, tive
bons professores.
E eu devo dizer com bastante com alguma
ponta de tristeza que fui aprender a
ouvir com os descrentes. Assim, eu acho
que um um trabalho importante
da cruz é é nós eh nós conselheiros nos
mortificarmos,
entende? Porque quando eu ouço Saur,
quando você me ouve e você aí atrás na
sua entrevista tão bem feita, aliás,
você dá um passo atrás e e ouve esse
pastor aqui, eh eh dá ouvidos. O que é
isto? É você permitir que de certa
maneira ah você está dizendo assim: "Ah,
eu quero ouvir você. Veja Deus, não é?
Deus, ele não faz isto. Eh, Deus que
tudo sabe, que é onisciente, que é
onipotente, que é onipresente,
eh, que que, enfim, que que já entende
tudo, que que é um Deus de eternidade a
eternidade. E ele ele pergunta: "Adão,
onde estás? Caim, que fizestes? Eh,
mulher, por que choras? João, quem são
estes?" Ou seja, eh no caminho de Emaús,
o Cristo faz ali pergunta: "O que que
vocês vão, o que que vocês estão
tratando? À medida que vocês caminham,
ele sabe tudo isso. Quando nós ouvimos,
>> quando nós ouvimos, estendemos o nosso
ouvido, isso é uma expressão de amor.
>> Ou seja, nós não ouvimos só porque
queremos respostas.
Nós ouvimos porque ouvir é uma maneira
de ajudar o outro, entende?
Então, a, e aqui a cruz está, ou seja, a
cruz está em que ela mortifica o meu
ego, Gilson Santos, de querer falar o
tempo todo, de querer estar no centro. A
palavra sempre ativa, a palavra sempre
em preeminência, a palavra sempre ah,
sempre ditando o ritmo, ditando o tom,
ditando a frequência, ditando a melodia,
a música da vida. Então, quando eu ouço
o outro, eu estou a dar a minha
contribuição ao outro, ajudar o outro.
Porque quando o outro fala e eu estou
ali ouvindo e como você mesmo está aqui,
não é? Eu estou falando e você está
oferecendo os seus impactos, as suas
contribuições, as suas as suas
percepções, me ajudando inclusive a
formular os meus raciocínios. Quando nós
ouvimos o outro, nós estamos ajudando o
outro. Então, o aconselhamento, o
conselheiro precisa ouvir e não vir com
apenas com respostas prontas,
pré-formuladas,
eh pré-concebidas, porque às vezes pode
acontecer de nós não estarmos a oferecer
a resposta eh para a dor que está ali
real, entende? Eh, nós estamos tratando
de uma pessoa que é
>> que é fruto muito mais das nossas
préconções,
mas ela mesma não se expressou, não é? E
quando eu ouço como eu como eu eu vou me
inteirando da realidade? Então, ouvir,
não é? e ouvir também uma um segundo
ponto importante nesse evangelho, nesse
ouvir eh no paradigma da cruz, ouvir a
partir da cruz, não é? Como como os
autores colocam aqui, conectando pessoas
ao poder curador do amor de Cristo, com
esse elementamento a partir da cruz.
Eh, eu penso que também é é é eu fazer o
reconhecimento
daquilo que o meu aconselhando traz, que
já é uma expressão de graça, porque às
vezes, Saur, ele ele sim, às vezes ele
está mal, às vezes ele está ele estar
ali vivendo um drama muito grande no
casamento, às vezes ele não está a
conseguir lidar com o seu vício
pornográfico. às vezes ele não está a
conseguir lidar com a desejos, não é,
que ele sabe que não são
concupiscências, não são eh são pecados,
ele sabe disso, mas às vezes ele já traz
também algumas expressões de graça,
movimentos que ele já tem feito,
atitudes que ele já tomou, percepções
que ele já adquiriu, que são
importantes.
ao ouvir
eh e e ao constatar essas coisas
eh e eu reconhecer também aquilo de
verdade, ou seja, eh eu eu estar em paz
com a verdade quando ele traz, isto é
muito importante. Ou seja, é também um
um reconhecimento
desse meu trabalho de mortificar, de
preparar o caminho do Senhor no
aconselhamento, ouvir a pessoa eh com
paciência, ver o que que ela traz, o que
que movimentos ali ela já faz. Às vezes
ela já conta com uma mãe que está ali
oferecendo uma ajuda importante, um
crente, um irmão, um amigo, entende? Ela
já já ela já na noite anterior ela já
pensou em orar, ela já pensou ali em em
em vir, ou seja, o próprio ato de buscar
o aconselhamento, o próprio a a própria
iniciativa de buscar um conselheiro já é
um ato importante. Então, fazer esses
reconhecimentos
das expressões de graça que já
encontramos no consulente, que já
encontramos no conselheiro, é alguma
coisa também muito importante em uma
sessão de aconselhamento.
Uma outra coisa importante é perceber se
o ele está muito mais fundado numa
confiança
em justiça própria, em méritos próprios,
em em esforços próprios, eh em do que
ele confiar em Cristo, não é? Entende?
Ah, ah, e como as como as pessoas chegam
assim pro nosso meio. Ah, e penso então
que, e ouv, eh, dando atenção a essas
coisas, nós fazemos um grande trabalho.
Além disto, uma vez que nós
identificamos, é preciso nós nós
ouvirmos o coração, não é isso?
>> O que que está ali essa pessoa?
Ela tem medo de quê? E por que que ela
tem esse medo? medo de medo de se expor.
Ela tem o medo de se expor por quê?
Porque ela tem temor dos homens. Porque
ela ela ama mais a si. Ela ela ama mais.
Ouviste pornográfico, por exemplo, ele
ele está ali na sua solidão e aí ele
reclama da solidão. Observa, ele
reclama. Ah, eu estou sozinho. Ah, vivo
sozinho. Não tenho muitos amigos na
igreja.
As pessoas nesta igreja não se aproximam
de mim. Mas é interessante que vamos
pensando na pornografia agora como uma
situação de caso aqui. É interessante
que a pornografia, por exemplo, ela ela
ela ela precisa do isolamento, ela
precisa da solidão. E quando a pessoa é
arrastada para esse pecado, ela é
arrastada pra solidão. Então observe,
essa mesma pessoa que reclama
>> reclama da de uma de não estar em
comunhão, de não de estar
relacionalmente isolada, ela, por outro
lado, pode ser que ela fortaleça de uma
maneira ambivalente
atitudes em que ela se isola, em que ela
se se coloca em um universo isolado.
Inclusive, ela ama isso. Observa, ela
ama essa condição de estar sozinha em
seu pecado quando ela quando ela está
ali eh, por exemplo, eh, eh, se
deleitando na pornografia, se
masturbando, coisa desse tipo. Então
observa esse tipo de leitura é muito
importante a gente fazer porque o ser o
ser humano pecador é um ser de
ambivalências, é um ser de contradições,
ele não é um ser simples, ele é um ser
com as suas complexidades.
E esse olhar para as ambiguidades, para
as ambivalências, para a e essas esses
comportamentos paradoxais,
contraditórios do ser humano pecador, é
muito importante. E isto geralmente o
conselheiro maduro adquire para que ele
não caia em simplismos, não é? Muitas
vezes aquele adolescente chega e diz:
"Aqui nessa igreja ninguém me ama, eh,
ninguém fala comigo". E às vezes o
problema em algum momento pode acontecer
de que no final das contas ele é que se
ama tanto, se preserva tanto, é tão
narcísico que precisa que todos venham
até ele, mas ele não consegue fazer
movimentos de transcendência em relação
ao próximo. Então, eh, num
aconselhamento e esses olhares mais
eh esses olhares um pouco mais refinados
e não tanto para colher essa primeira
queixa, ficou claro essa primeira
demanda e eh essa essa primeira
narrativa,
eh, e essa isso que o consulente às
vezes traz é muito importante,
>> é ouvir tanto o que ele fala como o que
ele não colocou em palavras, mas tá ali
no coração dele, né? E as palavras
acabam expressando por trás, né? Como
diz plano de fundo, né?
>> Ex. E é preciso chegar nesse coração,
então, para que a gente efetivamente
ofereça eh ofereça ajuda, não é? Do
contrário, eh, pode ser que nós não não
vamos suficiente e simplesmente, eh,
vamos dizer: "Faça isso, não faça
aquilo, passemos uma tarefa, passamos
aquilo outro". E aí podemos não chegar
ao coração e aí
eh adentramos aquele campo que nos
referíamos lá atrás de transformar
o aconselhamento em alguma coisa
moralista. reverista comportamental.
Fica claro?
>> Então, nós temos que ouvir com atenção
não só as palavras, mas sondando o que é
que elas podem guardar ali em seu
coração. E então apresentaremos o
Evangelho como resposta aquilo e
instruções e posteriormente eh
instruções práticas, né? Até pegando,
por exemplo, o exemplo aí da
pornografia. Eu sempre quando vou
aconselhar alguém que está lidando com
isso, primeira coisa que eu quero tratar
são esses afetos, né? Esse amor, o que é
que tá dominando o seu coração? Então,
primeiro o relacionamento com o Senhor e
só depois é que a gente vai tratar
questões práticas, como por exemplo, ah,
não fique sozinho no seu quarto com o
dispositivo, questões práticas assim
secundárias, né? Ficou claro exatamente
isto? Ou seja, e quando nós lidamos
então com pessoas cansadas, pessoas
abatidas, pessoas culpadas, pessoas
confusas,
eh isso isso é muito importante no final
das contas.
>> E eu eu diria que nunca nunca perdermos
que que a nossa relação de
aconselhamento, e o aconselhamento é uma
relação, não é? Eh, a gente sabe como o
aconselhamento começa, a gente nunca
sabe muito claramente como ele termina.
Verdade.
>> Eh, então vamos lá. eh, nunca perdermos
nessa relação a clareza de que nós
dependemos de Cristo. Por isso, amém,
>> orar com aconselhando,
>> ler a palavra de Deus com aconselhando.
Ontem, por exemplo, estava com alguém e
pedi, me você é capaz de lembrar agora
uma um texto da Escritura, eh, que foi
muito importante no contexto para lidar
com essa situação que você me trouxe.
Eh, e ele trouxe então o assunto e aí
ele me ele me trouxe lá uma ênfase num
eh num capítulo do Evangelho de João
muito importante, que foi tão tão tão
bom para aquele momento. Por quê? Porque
naquele momento ah trazia ali alguma
coisa a palavra de Deus que vinha bem ao
encontro do do da questão que ele me
trazia. Então, não perdermos
eh no no aconselhamento,
não nos tornarmos marinheiros e e
perdermos o lugar, mas eh é em todo
tempo eh nós ancorarmos a nossa
abordagem eh eh poimênica de de cuidado
pastoral, é nessa dependência de Cristo.
E daí a palavra de Deus e a oração devem
estar presentes nos nossos
aconselhamentos, não é? E eh eh devem
estar presentes porque norteiam, não é?
eh delimitam eh não apenas eh
estabelecem eh o que é o oxigênio dessa
relação de aconselhamento. Então assim,
ah aqui penso que é eh é importante isto
e e eu diria também, Saur, esse é um
tempo em que as pessoas estão é muito
tensas. Eh, esse é um tempo de muitos
estímulos,
>> de muitos eh muita agitação, muita
correria, não é? Eh, nós estamos
altamente interconectados,
eh, altamente demandados.
Nós temos esses esses aparelhos que não
param de de funcionar. Olha, o meu caso
é tão grave que eu tô com três. Olha,
olha essa
de gravidade que estamos. Então, nós
estamos com essas coisas.
E eu penso que é muito importante,
pastor, você que me ouve, os
conselheiros que agora nos ouçam aqui,
que nós ofereçamos um setting, quer
dizer, um lugar, um ambiente tranquilo.
>> Uhum. ah, tranquilo para que a gente
consiga desfrutar de um tempo muito
positivo no aconselhamento, um tempo sem
pressa.
Eu penso que aconselhamentos apressados
têm feito muito mal. As pessoas já
chegam eh eh esgotadas, cansadas. Então,
tira o pé do acelerador,
eh, vá com calma. Eh, pastor, não não
não vá não não se não tente resolver
todos os problemas daquela pessoa numa
primeira sessão, no primeiro encontro.
Às vezes o que é mais importante é um
trabalho consistente,
é um acompanhamento pastoral metódico, é
muito mais é importante a consistência
do que a explosão. Ficou claro? É, seja,
eu penso que em aconselhamento hoje, eu
diria que essa é uma é uma dica aí que
eu considero bastante importante,
caminhar. Eu fico, eu gosto de de dar
aula em aconselhamento, pensar como Deus
é paciente ali com Adão, como Jesus é
paciente com aqueles dois homens no
caminho de Emaú, caminhando aqueles
quilômetros todos com aqueles dois
homens ali com seus problemas vários.
Ah, como Deus caminha conosco, não é?
Como como a a escritura é pródiga, é
rica em nos em nos lembrar que as
benignidades do Senhor duram para
sempre, que as longanimidades do Senhor
não têm fim, não é? que ele tem uma
paciência profunda.
Eu penso que estas coisas deveriam estar
presentes, iluminando a relação de
aconselhamento. Aconselhamentos
apressados, precipitados, receitas
prontas, diagnósticos muito rápidos, ah,
generalistas,
superficiais, têm feito muito mal,
entende? Por isso, um trabalho mais
paciente, mais pastoral,
eh é é muito bem-vindo eh nesses tempos.
Eh o os autores trazem isso aí em
diversos pontos, mas aqui isso é muito
mais uma ênfase que estou a trazer
pessoalmente. Vamos trazer isto eh vamos
fazer do aconselhamento
ah um trabalho. Vamos lembrar de Cristo,
não é? Lembra? Eh, as pessoas estavam
agitadas. Ele diz lá o texto bíblico que
vendo ele as multidões,
compadeceu-se delas imediatamente
começou a ensinar as multidões, não é? E
ele teve compaixão delas porque estavam
cansadas, aflitas e exaustas ou cansadas
e sobrecarregadas, dependendo da da
versão, não é? Ou seja, era um mundo de
pessoas sobrecarregadas com os seus
pecados. Porque o ser humano está
sobrecarregado de pecados mesmo. E aí o
que que ele faz? Ele disse: "Vinde a
mim, vós que estais cansados e
oprimidos. Vinde a mim e eu vos
aliviarei. Aprendei de mim que porque
sou manso e humilde coração,
encontrareis descanso para as vossas
almas. Porque o meu pardo, o meu meu
julgo é suave, meu fardo é leve. Eu
penso que nós precisamos como
conselheiros, traduzir
esta esta atitude, essa postura de
Cristo em nossos aconselhamentos,
entende? Ou seja, e isto, Saul, isto já
é a cruz,
>> entende? Esse Cristo que faz isto à
medida que se encaminha pra cruz. É
verdade. Verdade.
>> Eu acho que isso é de uma beleza. Então,
ou seja, o aconselhamento pastoral, o
aconselhamento do membro da igreja na
sua medida, nas suas possibilidades,
todos podem oferecer a sua cota de ajuda
ou como dizem aqui em Portugal, todos
podem oferecer os seus 10 cêntimos, não
é? Eh, todos podem todos podem
contribuir para o crescimento, a
promoção, o bem do próximo. Então
>> aqui
>> eu penso que um aconselhamento que em
que o conselheiro reflita Cristo e a
cruz esteja ali eh sombreando essa
relação fará muito bem a a nosso tempo,
ao nosso às nossas igrejas, aos nossos
contextos eclesiásticos.
>> Muito bom. E para quem o senhor
recomendaria então esse livro? Eh, quem
poderia realmente aprender com ele um
pouco mais sobre como aconselhar dessa
forma a partir da cruz? Eu eu diria que
em primeiro lugar, se possível, eh, se
você que me ouve aqui não é o pastor da
igreja ou não é um pastor, não é um dos
líderes, eu diria que o ideal é que ah,
o pastor, alguém que trabalhe com
aconselhamento, com supervisione o
aconselhamento, tenha esse acesso. Por
quê? Porque nós queremos um
aconselhamento,
eh, eh, essa orqué
integrado a vida da igreja, OK? Então,
sim, primeiro lugar, se possível
pastores e líderes terem acesso, eh,
aceder a esse conteúdo, eh seria muito
bom, não é? Eh, para que também possam
colocar em questão a sua teologia,
eventualmente, um pouco da sua
abordagem. eh serem sensíveis, pensarem
como isso se tornará prático na vida da
igreja. Então, eu recomendaria que isso
começasse ali. Mas em segundo lugar,
isto isto é para todos. Eu diria que
qualquer crente que queira ajudar um
outro com um pouco mais de graça, com
mais sabedoria, com mais discernimento,
com mais sobriedade,
com mais eh discernimento, critério e
medida, que são as expressões da
prudência, da sabedoria,
eu diria que eh esse livro poderá ser de
boa ajuda, entende? Então, sim, eh, eu
não vou reduzir esse livro a um, a
classe de seminário. Alunos de teologia,
sim, podem ler, pessoas em curso de
aconselhamento podem ler, mas eu diria
que é um livro para ser considerado por
pelos membros da igreja.
>> Excelente, pastor Gilson, muito obrigado
por esse tempo de conversa. Ainda
haveriam muitas outras coisas que nós
poderíamos trazer aqui, mas o tempo de
gravação aqui não dá, mas foi muito bom.
Eh, conselhos valiosíssimos, muito bom
contar com a sua experiência aí no
aconselhamento, seus insightes, as
coisas também que o senhor destacou do
livro e que o Senhor continue abençoando
a sua vida aí no novo ministério ou
melhor, no mesmo ministério, um novo
local. Que Deus o abençoe.
>> Muito obrigado. Muito obrigado. Obrigado
por esse tempo. Obrigado pela
oportunidade. Obrigado a todos que
participaram conosco aqui.
>> E aí, você aí de casa que assistiu essa
conversa ou ouviu na sua plataforma
preferida de podcast, gostou? Deixa aí
um comentário pra gente, um feedback.
Fique ligado nas próximas nos próximos
episódios que vem por aí. Dê uma olhada
nas outras dezenas que nós já gravamos.
E também se você gostou desse assunto,
quer realmente aprender mais sobre ele,
não deixe de adquirir o livro
Aconselhamento a partir da Cruz. Tenho
certeza que ele vai ser bênção na sua
vida. É isso aí, até a próxima. Valeu,

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