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A fé vem pelo ouvir

UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO I Rodrigo Bibo I BTDay Lisboa

UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO I Rodrigo Bibo I BTDay Lisboa

UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO I Rodrigo Bibo I BTDay Lisboa

Palestra de Rodrigo Bibo no BTDay Lisboa, gravado na igreja Casa da Cidade em Lisboa/Portugal.

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Legendas automáticas:

Mas é isso, gente. O tema Igreja
Perfeita, a gente pensa junto, é, nessa,
nessa ideia. Inclusive, a gente entra
aqui na Casa da Cidade e já tá a placa
lá, né? Proibida a entrada de pessoas
perfeitas. E, obviamente, quando nós
pensamos a palavra perfeita, ah, dá um
certo, ainda mais se você tem mais de
dois anos de igreja,
perfeita? Hum, onde? Me mostra, né? Ou
aquela ideia, né? Se você achar uma
igreja perfeita, não entre nela, você
vai estragar ela.
Tem essa ideia de que igrejas perfeitas,
nós que temos mais de dois anos de
igreja, a gente sabe que não existe
igreja perfeita, porque não existem
pessoas perfeitas e ainda mais um
ajuntamento de pessoas imperfeitas. Mas,
a ideia de perfeição, biblicamente
falando, não é essa ideia de que, como
muitas vezes, pelo menos no Brasil, a
gente tem da palavra perfeito. Ou seja,
isto está perfeito, sem erro, sem
mácula, sem arranhão,
sem defeito algum. A ideia bíblica de
perfeição, e por isso o apóstolo Paulo
fala sobre ela, por exemplo, em
Filipenses, no capítulo três,
Jesus vai falar: "Sede perfeitos como
vosso Pai no céu é perfeito". As nossas
traduções, pelo menos, acabam nos
enganando um pouco enquanto a isso. Mas,
obviamente, que quando diz respeito ao
povo de Deus, a perfeição não está
ligada a sem defeitos, sem rachaduras,
ah, não, está ligado a maturidade,
a encontrar a finalidade. Então, em
última análise, uma igreja perfeita é
uma igreja que caminha em maturidade,
caminha para este lugar onde descobre
qual é a sua finalidade. A famosa
pergunta: "O que estou fazendo aqui? Por
que eu nasci?
Qual é o meu propósito?" Eu não sei como
é aqui, mas no Brasil, a maioria dos
jovens e alguns até de cabelos brancos
estão perguntando: "Senhor, qual é a tua
vontade para a minha vida? Qual é o meu
propósito?" Essas perguntas estão ali,
né? Sempre nos debates, sempre nos
retiros de jovens, as dúvidas.
Então, qual é a finalidade do porquê eu
estou aqui? E ao pensar um pouco sobre
esse tema,
eu sou remetido a Atos, capítulo dois.
Quando eu sou do movimento pentecostal,
eu cresci espiritualmente na Assembleia
de Deus, ah, cheguei à fé em 2000 e
2000 e
2000 e quanto que eu cheguei à fé? 2000
99, estreia de Matrix.
Cheguei em 99, estreia do filme Matrix,
melhor filme feito até hoje.
Hã?
Fala, pastor Tiago.
Não é?
Eu tomei a pílula vermelha, com certeza.
Né? Às vezes dá vontade de tomar a azul,
né?
Mas a gente tomou a pílula vermelha.
Então, 99 cheguei à fé.
Aqui um parêntese, já que é cultura pop,
só um pequeno parêntese, irmãos. Eu
cheguei à fé num movimento muito
legalista, que não podia ver televisão,
não podia ir ao cinema. Eu perdi Senhor
dos Anéis nos cinemas.
É, eu perdi, irmãos. Mas graças a Deus
foi, né, dito sempre lançado todo ano.
Eu já consegui ver O Retorno do Rei nos
cinemas agora.
Mas enfim, fecho esse parêntese. Cheguei
à fé em 99.
E era muito interessante que quando você
vai estudar um pouco da história do
movimento pentecostal, e assim ele é
conhecido,
você tem lá os fundadores, como por
exemplo, Charles Fox Parham, ah, William
Seymour, que era aluno do Parham. Uma
ideia assim: "Gente,
nós precisamos ser como a igreja de
Atos".
Tanto que os teóricos pentecostais no
seu início,
eles ignoram a história da igreja,
reforma,
qualquer, até mesmo até mesmo movimentos
de avivamento, como o do Wesley,
"Não, nós vamos para
Atos 2.
Então eles fazem um salto histórico.
Então não tem teologia sistemática,
teologia histórica. Vamos olhar para
Atos. Então na escola bíblica eh de
Betel era basicamente o livro de Atos
era o livro texto.
E coincidentemente, enfim, começa todo o
movimento que vai chacoalhar o mundo,
vai espalhar pelo mundo.
E nós hoje, quando pensamos em igreja
pentecostal, até mesmo pela
nomenclatura, nós atribuímos a
Assembleia de Deus ou alguma outra
igreja de vertente pentecostal.
E isso acontece justamente porque foi o
movimento que cresce
se dizendo como esse herdeiro direto,
né, de Atos capítulo 2. Então a nossa
história
não está na Europa, não está na América
Latina, a nossa história está em
Jerusalém.
É como pensavam os primeiros
pentecostais.
E de alguma forma o movimento que acaba
crescendo acaba tendo esse nome,
movimento pentecostal.
É quase como se eles, né,
trouxessem para eles, nós somos a igreja
pentecostal.
E somos porque
seguimos Atos 2.
Agora, obviamente, que nós não podemos
deixar
que somente igrejas ditas pentecostais
sejam pentecostais. Não, porque se nós
olharmos
para o livro de Atos,
as igrejas, elas nascem, a igreja nasce
aqui em Atos 2. Então de alguma forma
toda igreja está autorizada
a, como herdeiras da Reforma
Protestante, a olhar para as fontes.
Então nosso objetivo não é olhar para a
Reforma ou para qualquer outro
movimento. De fato, é olharmos para a
Bíblia Sagrada, para o Evangelho.
E por mais que a igreja de Atos não seja
uma igreja perfeita, como às Às se
pintava também, eu lembro que quando
jovem, eu cantava uma música.
É que eu não canto bem, então eu já
quero pedir desculpas por isso.
Mas nós cantávamos assim: "Ó meu Deus".
Não filma essa parte irmão, pelo amor de
Deus.
"Ó meu Deus, reaviva a tua igreja de
novo, faz a chama arder neste povo, como
foram os primeiros cristãos".
A gente cantava, tem gente aí ó, glória
a Deus. Daqui a pouco já, tô me sentindo
em casa. Aí o que acontece? A gente e se
falava muito sobre isso, né? A igreja
perfeita, a igreja de Atos, temos que
voltar a ser como os cristãos
primitivos.
De fato, a igreja de Atos,
ela é uma, é a pri, é o, é o primeiro
movimento, é o primeiro agrupamento de
irmãos e irmãs, que estão vivendo as
palavras de Jesus na prática, ali no dia
a dia.
Mas também já é uma igreja que precisa a
todo momento voltar para o evangelho.
Então, no fundo, não é nem voltar para
Atos, é voltar para o evangelho, que já
era o movimento que a igreja de Atos
fazia.
Mas em Atos capítulo dois, eu quero
passear um pouquinho com vocês aqui,
pode abrir a sua Bíblia em Atos capítulo
dois.
Porque aqui nós temos de fato,
né? O surgimento da igreja
perfeita.
Em que sentido? A igreja que agora
é dinamizada pelo espírito. Eu vou
tentar explicar isso para vocês, para
vocês entenderem onde eu quero chegar.
Mas Atos capítulo dois,
nós temos aqui um grupo de irmãos, 120
irmãos, provavelmente.
E aí tá dizendo o seguinte, versículo um
de Atos dois.
"Quando chegou o dia de Pentecostes,
estavam todos reunidos em um só lugar.
De repente veio do céu um som,
como de um vento muito forte e encheu
toda a casa na qual estavam sentados.
Apareceram línguas de fogo que se
separaram e pousaram sobre cada um
deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e
começaram a falar em outras línguas.
Aqui
começa então algo muito novo.
No Antigo Testamento já há um desejo
muito forte
de que o Espírito de Deus
encha todo o povo.
Nós temos em Números capítulo 11, o que
alguns teóricos pentecostais chamam de o
Pentecostes no Antigo Testamento. O
Espírito então é repartido pela na
liderança de Israel.
A gente tem o Espírito que desce sobre
profetas, reis, sacerdotes, alguns
artistas.
É como se no Antigo Testamento o
Espírito Santo ele fosse meio que a
conta-gotas para algumas situações
especiais.
Mas no Antigo Testamento a todo momento
os profetas estão falando de um tempo
em que o Espírito Santo
vai descer sobre todos, né? A profecia
de Joel capítulo 2, por exemplo, que é a
que Pedro vai trazer na sua pregação.
Mas aquela ideia também de que a lei já
não estará, né, em em tábuas, em em
pedras, vai estar no coração. Então há
um desejo no Antigo Testamento
de que Deus
ele não esteja no meio do povo por meio
de tendas, por meio do templo, mas que
Deus habite realmente no meio do povo.
Então quando começa a acontecer
este movimento aqui em Atos capítulo 2,
que é a promessa de Jesus, que já tinha
soprado o Espírito sobre os seus
discípulos, mas tinha dado também essa
promessa antes de ascender aos céus,
ele fala o seguinte: "Olha, fiquem em
Jerusalém,
né?
Fiquem aqui.
E vocês vão receber poder
ao descer sobre vocês o Espírito Santo".
E com qual objetivo que o Espírito Santo
desce
para serem minhas testemunhas.
É o texto áureo, né?
Do pentecostal, pelo menos assim a gente
aprende, mas não, ele é o texto, é um
texto chave para a igreja de Jesus.
Fiquem em Jerusalém e vocês vão receber
o Espírito Santo. Então quando começa a
acontecer esse barulho, esse calor, essa
presença de Deus aqui,
é como se
as promessas, como se não, né? As
promessas do Antigo Testamento estão se
cumprindo
ao ponto de provavelmente esses 120 que
estavam na casa
e o Espírito enche a casa, enche cada um
deles e todos, então barreiras sociais,
né? É barreiras de gênero, de idade,
tudo é quebrado ali. Por quê? Porque o
Espírito Santo vem sobre homens e
mulheres, é anciãos e crianças,
vem sobre rico e pobre.
As barreiras são quebradas.
Provavelmente a sensação que Pedro
e os discípulos, os que caminhavam com
Jesus,
a sensação é:
chegamos.
Chegamos. Sabe aquela sensação? Não sei
vocês, mas eu, eu não sou um bom
motorista, dirijo muito mal.
Ah, tem uma piada muito machista,
inclusive, no Brasil, quando tem algum,
alguém fazendo alguma coisa errada no
trânsito, a piada machista é: deve ser
mulher.
É a piada muito machista que nós temos
no Brasil.
E eu sempre ou fico quieto ou defendo,
porque eu faço muita coisa errada no
trânsito. Então e eu não sou mulher.
Mas eu não gosto de dirigir em outra
cidade.
Eu tenho um certo, eu eu começo a suar
quando eu penso em dirigir em outra
cidade, porque
eu não sei me guiar ali, né? Aquela rua
e mesmo com o GPS, que no fundo a gente,
quem nunca perdeu uma rua sendo guiado
por GPS? Nossa, era para ter entrado
ali, né?
Quem nunca? Um abraço para o meu amigo
Amilton que está aqui, né? Então assim,
a gente perde, né? A gente
E aí você, de repente, você sabe que tem
um ponto de referência. Olha, quando
chegar naquele prédio vermelho, aí você
vira à esquerda, você chegou.
Aí você está naquela cidade, naquela
espera, quando você vê o prédio
vermelho, nossa, não sei não sei vocês,
mas eu me dá aquele chegamos, que
alívio. Nossa, eu lembro que eu até
relaxo o ombro assim, sabe? E é porque
tem a minha mulher que é copiloto. É
sempre difícil dirigir do lado de alguém
que dirige.
E aí quando também é é é o seu
companheiro, sua companheira, fica mais
difícil ainda, porque ele tem liberdade
para falar: "Para, segura, vai, né?"
E aí chegamos, nossa, dá até um alívio,
viramos para a esquerda, chegamos ao
nosso destino. Dá um alívio quando nós
terminamos uma espera, terminamos uma
jornada.
Talvez seja um pouco essa sensação, N.T.
Wright fala isso, que talvez a sensação
dos discípulos fosse essa: "Chegou!
Aconteceu!
Estamos no tempo em que o espírito vem
sobre toda carne. Os últimos tempos
estão acontecendo".
A ideia então que vai começar a
perpassar a mente, o comportamento dos
primeiros discípulos é:
"Deus está entre nós.
Ele está entre nós pelo poder do seu
espírito e a promessa se cumpriu".
Pensa os discípulos, eles viram tantas
coisas acontecerem diante dos olhos
deles.
Muitas coisas, presenciaram milagres,
presenciaram a ressurreição, tiveram um
intensivão com Jesus, né? Ó, gente, eu
ressuscitei mesmo. Vamos agora retomar
algumas coisas, agora que vocês
acreditam mesmo?
Agora que vocês acreditam que tudo que
eu falei é verdade, vamos retomar aqui,
vamos fazer um intensivão de 40 dias.
Agora fiquem aqui em Jerusalém e recebam
o poder do Espírito Santo. Nasce então
aqui uma igreja que o Espírito Santo
desce sobre toda a carne. E essa é a
marca de uma igreja perfeita, de uma
igreja madura, ou seja, ela tem a
presença do Espírito Santo. E por que
que é possível nós falarmos de um
crescimento em direção à maturidade? Por
quê? Se Deus está no nosso meio por meio
do seu Espírito,
a gente não se guia mais pelo presente,
a gente se guia pelo futuro que invadiu
o presente. Ou seja, o novo de Deus vem
sobre nós. A nova criação já vem sobre
nós. Por isso que Paulo pode falar que
em Cristo nós somos nova criação.
Porque já tem algo que não depende de
nós, mas que é externo a nós.
E que vai nos mudando de dentro para
fora, tirando o velho de dentro de nós.
Já?
E ainda não, por isso que Paulo fala,
olha, não que eu tenha alcançado, mas eu
já estou seguindo para cá. E ele sabe
que é justificado por Cristo,
mas
ainda está num processo. Porque a grande
meta é
a salvação escatológica, é quando o
Cristo voltar
e pegar o seu, né, e transformar o
mundo.
Mas enquanto esse mundo não é
transformado, tem uma igreja
transformada
que já está agindo neste mundo.
Essa é a igreja perfeita, é a igreja
madura, é uma igreja que sabe a sua
finalidade
e é uma igreja que sabe que sem o
Espírito Santo ela nada pode. Por isso
que Pedro então começa a fazer aqui uma
pregação, falando que os últimos dias
chegaram, ou seja, eles tinham essa
consciência de que estão nos últimos
dias.
E que o qual é a marca deste último dia?
Deus está no nosso meio operando grandes
maravilhas.
Deus está no nosso meio salvando.
Tanto que quando Pedro, ele termina o
seu sermão,
lá no versículo 37, eu não vou passar
pelo sermão de Pedro,
mas quando Pedro termina o seu sermão,
um sermão completamente cristocêntrico,
né, que ou seja, vai localizando para
aquela audiência
o que está acontecendo,
fala, né, enfatiza a morte e
ressurreição de Jesus Cristo, são as
grandes tônicas da pregação de Pedro.
Ou seja,
uma igreja
que começa na casa, vai para praça
e vai para o mundo.
É esse movimento que o espírito faz.
Ou seja, é um movimento que vai mostrar
que o Cristo crucificado é o rei deste
mundo. É um movimento que sai da casa,
sai das pessoas, alcança a praça e
alcança o mundo
para dizer
que a salvação somente em Jesus Cristo.
Então, depois que ele prega, que mostra
que Jesus Cristo é o cumprimento das
profecias,
vai mostrar para esses irmãos, né,
judeus,
que, de fato, e aqui tem uma tensão, né,
eles mataram Jesus, homens ímpios
mataram Jesus, mas ao mesmo tempo é o
plano de Deus. Como é que resolve essa
tensão? Não resolve.
Ao mesmo tempo que é plano de Deus,
todos são culpados do que fizeram.
Então, a pregação de Pedro
é uma pregação que,
ao final,
vai ferir aquela audiência.
Porque uma igreja madura
prega Cristo e este crucificado,
fala da ressurreição,
mas aponta também o pecado, aponta onde
aquele grupo está distante da vontade de
Deus.
Então, uma igreja madura, uma igreja
perfeita, tem uma pregação
cristocêntrica,
uma pregação que sempre está apontando
para Cristo a partir das escrituras.
Uma pregação que vai denunciar o pecado
daquela geração.
Por isso que quando eles terminam de
ouvir
a pregação de Pedro lá no versículo 37
eles falam o seguinte: "Quando ouviram
isso, ficaram profundamente aflitos".
Aqui o texto ele está meio que dizendo
assim, é como se eles tivessem sido
feridos mesmo.
Então não é uma igreja que tem pregações
que afagam o ego,
uma pregações moles,
sabe? Pregações água com açúcar, como
vai dizer C.S. Lewis.
Mas uma igreja madura que prega a
palavra de Deus, ela vai ter uma
pregação que vai ferir
o nosso velho homem, a nossa velha
natureza, o nosso eu interior corrompido
pelo pecado.
E quando eles ouvem então, eles ficam
aflitos, é uma sensação de estarem
feridos, eles perguntaram a Pedro e aos
outros apóstolos: "Irmãos, o que
faremos?"
Uma igreja madura
ela tem uma pregação para o seu tempo,
onde ela consegue localizar Cristo nesse
tempo
e ela desperta então essa pergunta na
sua audiência: "Tá, diante desta
palavra, o que nós faremos?"
É como se diante de uma pregação
bíblica
a sensação que podemos ter muitas vezes
é
"Eu estou
caindo
e nada pode me segurar a não ser a
graça".
Essa é a sensação.
Tá.
O que faremos?
Então Pedro ele é muito claro no que ele
diz: "Olha,
arrependam-se".
Né? Deixem-se
ferir por essa mensagem.
Deixem-se ferir por essa mensagem.
Vocês vão se arrepender.
Outra coisa, vocês serão batizados.
Vocês vão pertencer a uma comunidade.
Farão uma declaração pública da fé de
vocês.
Arrependam-se
porque vocês estão longe de Deus.
Mas agora o espírito é para todos,
homens, mulheres, crianças.
É para todos. Arrependam-se.
A é possibilidade de um novo caminho.
Sejam batizados.
Ou seja, pertençam a uma a comunidade de
fé. Sejam batizados em nome de Jesus.
Porquê? Porque com isso vocês terão
perdão de pecados de vocês.
Vocês reconhecem o caminho mau e esse
caminho mau que está levando vocês
para o buraco, levando vocês para o para
a morte, só Jesus pode parar esse
caminho que vocês estão.
É um caminho que vocês não conseguem
brecar o carro, frear o carro. Não, é
o acidente, é a tragédia, mas Cristo
pode parar vocês
e colocar vocês no caminho, afinal ele é
o caminho, a verdade e a vida. Então, se
sejam batizados
para perdão dos pecados e tenham perdão
dos pecados.
Depois, vocês vão receber o quê? O dom
do espírito. O espírito que desce sobre
os discípulos, o derramamento do
espírito
não é um evento único,
mas é uma promessa
para todo aquele que confessa Jesus
Cristo.
Aquele que se arrepende, é batizado, vai
ter o dom do espírito, ou seja, a
presença de Deus em si.
E algo comunitário e individual. Para o
Novo Testamento, essas duas coisas elas
são inseparáveis. Porquê?
Ao mesmo tempo que você é templo do
Espírito Santo,
é verdade. Só que muitas vezes,
e hoje em dia acontece muito isso, já
acontecia no tempo do Novo Testamento,
mas hoje a gente vê muito isso. Eu não
preciso de igreja.
Eu sou o templo do Espírito Santo.
Por que que eu preciso de igreja? Não,
aquilo lá é só um prédio, só um
ajuntamento de gente, cadeiras. Eu sou
casa,
né?
Nosso amigo Marcos Almeida, inclusive,
cantava, né? Eu sou casa, lugar de Deus.
No encontro que nós tivemos, ele falou:
"Nossa, hoje eu queria recompor essa
música". Para falar que nós somos casa,
lugar de Deus.
Porque de fato, quando Paulo fala em
primeira Coríntios 6 que o corpo é o
templo do Espírito Santo, e sim, ele
está falando do corpo do indivíduo,
mas lá no capítulo 3, ele vai falar da
igreja como habitação do espírito. Isso
é possível ser habitação do espírito
individualmente pertencendo ao corpo,
porque o espírito desce em Atos 2
sobre toda a casa, sobre a casa, mas
ainda que vai encher cada um
individualmente. Sobre cada um tem o
calor do espírito, é isso que línguas,
né? Aqui um hebraísmo, enfim, mas a
ideia é que é o calor da presença de
Deus que está ali sobre cada um. Mas só
está sobre cada um porque estão no
corpo. Então, recebam o dom do espírito.
Ou seja, vocês
vão receber
um poder, um dínamo,
que vai o quê? Fazer com que vocês
também sejam testemunhas.
O que fazer?
Sejam batizados, arrependam-se e sejam
batizados, recebam o dom do espírito.
Pois a promessa é para vocês, para os
seus filhos,
para todos os que estão longe,
para todos quantos Senhor, nosso Deus,
chamar.
Até mesmo para Pedro,
que prega essa mensagem, isso foi
difícil de entender no começo.
É para todos mesmo ou é só para nossa
galerinha judeu aqui?
Só para nós de Jerusalém.
O próprio Pedro parece ter um pouco de
dificuldade, eu faço essa leitura, não
sei o que os meus amigos acham disso,
mas para ele ir para casa de Cornélio,
Deus tem que mandar de novo uma visão,
né? Deus tem que fazer, né, uma
aparição, um milagre,
para Pedro poder, né? Não, vamos lá
falar com gentio, então.
Mas essa é a ideia.
A própria pluralidade de línguas que nós
temos aqui, afinal nós tínhamos gente de
tudo quanto é canto na festa de
Pentecostes e eles começam a entender o
que aqueles irmãos cheios do Espírito
estão falando.
Então, o que acontece? É como se nós
tivéssemos ali uma reversão de Babel.
Se em Babel, lá em Gênesis 11, Deus
confunde
aqueles,
né? Aquelas pessoas, aqueles homens,
para que eles não fizessem um
empreendimento, um nome para si,
há uma confusão de línguas ali. Então,
por eles não se entenderem,
eles dispersam e o projeto deles é
cancelado.
No capítulo seguinte, Deus chama Abraão
para, de um homem, fazer toda uma nação,
fazer um nome para si.
Mas é um projeto de Deus. Então, é como
se aqui agora tivesse uma diversidade
e é para todos os povos. E é isso, uma
igreja madura, ela prega para todos os
povos. É uma igreja espalhada pelo
mundo, cheia do Espírito, que não vai
pregar somente para os seus, mas vai
pregar para todos. Por quê? Porque o dom
do Espírito é para filhos, filhas, para
quem está perto, para quem está longe. É
para todos.
E é a continuidade da promessa de que
esse Espírito será derramado sempre.
O espírito sempre será derramado sobre
aquele que se arrepender, sobre aquele
que se batizar, sobre aquele que estiver
junto no corpo. O espírito sempre será
derramado. Não à toa nós temos vários
derramamentos do espírito no próprio
livro de Atos.
Porque é isso, é a presença de Deus.
E é isso que nós pregamos, é uma
pregação que leva ao arrependimento,
que leva ao querer pertencer a essa
comunidade, porque ali eu tenho o dom do
espírito.
Isso quer dizer o quê?
Quer dizer que eu já não sou mais guiado
só pelo presente momento.
Não, eu sou guiado
pela presença do futuro na minha vida.
Eu não me movo mais pela pela cultura
deste mundo, mas por algo novo que está
sendo plantado em mim, gerado em mim.
E este novo, ele vai se desenvolvendo na
minha vida conforme eu caminho em
comunidade,
e isso quer dizer o quê?
Que a promessa é para todos e depois ele
continuava advertindo o povo e ele dizia
o seguinte no versículo 40:
"Salvem-se dessa geração perversa". Ou
melhor traduzido: "Deixem-se salvar
dessa geração perversa".
No caso para essa audiência
que ouviu esse sermão: "Salvem-se dessa
geração que crucificou a Jesus Cristo,
que não reconheceu o filho da irmã Maria
como o Messias. Salvem-se dessa geração
que não reconhece Deus. Salvem-se,
deixem-se salvar dessa geração".
Agora, isso vale para cada tempo, para
cada cidade, para cada país.
Do que precisamos ser salvos?
Qual é a idolatria que precisamos
combater?
Uma igreja madura é a igreja que sabe
ler o seu tempo, sabe ler o seu espaço,
sabe ler a sua cidade, sabe ler o seu
bairro,
onde a presença do espírito
vai ser
eficaz. Ou seja, como a presença do
espírito vai causar aqui neste meio
arrependimento, batizados e o dom do
espírito ser entregue.
Como que as pessoas desse nosso tempo,
desse nosso ambiente vão perguntar: "Tá,
e o que que a gente faz agora?"
Uma igreja madura
é uma igreja
que sabe
pregar a Cristo no seu tempo,
sabe reconhecer as promessas que foram
cumpridas em Cristo e aplicá-las na sua
realidade.
Uma igreja que prega para todos os
povos, línguas, nações.
Uma igreja que sabe que vai para fora.
Inclusive quando a igreja se acomoda,
quem sabe Deus mande até uma
perseguição.
Alguns até gostam de fazer o para o
paralelo. Atos 1:8,
Deus manda a promessa do espírito e
vocês vão ser minhas minhas testemunhas
em Jerusalém, Samaria,
Judeia, confins da terra.
Aí a galera talvez fica um pouco
acomodada.
Vamos mandar uma perseguiçãozinha aqui.
Atos 8:1.
Começa uma perseguição na igreja,
eles se espalham.
Ou seja, é como se Deus tivesse: "Ei,
não é só para vocês e não é só para os
filhos de vocês, é para quem está longe
também.
Vamos pregar aos gentios". O apóstolo
Paulo enfrenta essa dificuldade.
Ou seja, a igreja perfeita de Atos não é
uma igreja sem defeitos. Já no capítulo
5 a gente tem um grande problema,
Ananias e Safira.
A gente vai ter outros problemas ao
longo do livro de Atos, perseguições.
Então não é uma igreja sem defeito, mas
é uma igreja que entendeu a sua
finalidade e nós precisamos romper
e sair de Jerusalém, porque é para
todos.
Isso foi muito difícil, mexeu com os
confortos e privilégios,
mas é o que Deus faz com a sua igreja.
Uma igreja que entende a sua finalidade
vai estar sempre indo
e pregando o evangelho ou está sempre a
ir e pregar o evangelho e ensinar. E aí
eu caminho para o fim dizendo o
seguinte, que essa igreja cheia do
espírito,
inclusive nós temos aí
3.000 pessoas, que sermão, hein? Que
sermão? Só Billy Graham é, teve mais
êxito.
Isso foi uma piada, desculpa, tá?
Então, o que acontece? 3.000 pessoas.
De alguma forma, ah, no mundo evangélico
brasileiro
se enfatizou demais o crescimento de
igreja e essa questão numérica mesmo,
porque a minha igreja tem tantos mil
membros. Não, porque fizemos um evento
para tantas mil pessoas. E, e a gente
gosta e tem um certo orgulho, né, do do
número de pessoas que foram alcançadas
pela nossa pregação, pela nossa
conferência e a nossa igreja tem tantos
mil membros.
Mas
isso, obviamente, é um erro, é um
equívoco.
Ah, uma igreja madura não é uma fábrica
de discípulos.
Uma igreja madura é uma igreja onde
discípulos são forjados na comunidade e
na, sabe, no dia a dia. Então, se fosse
para pensar em igreja, não é uma
indústria, é mais do, talvez, uma
marcenaria ou não sei qual seria o
correspondente aqui em Portugal, uma
coisa mais manual, mais artesã, sabe,
trabalho mais manual, não industrial.
Agora, é inegável que o Lucas, ele faz
questão de, pelo menos, uns três
momentos falar do número da igreja que
está crescendo.
Porque sim, uma igreja madura
vai ter pessoas sendo batizadas.
Porque uma igreja também que passa um
tempo sem batizar ninguém,
talvez tenha algo acontecendo.
É de se pensar.
Ao mesmo tempo que a gente não pode cair
naquele espetáculo pentecostal de que
uma igreja pentecostal é cheia de
barulho, é cheia de coisas, né, enfim,
muito diferentes.
A gente também não pode ficar acuado de
achar que não tem poder numa igreja
cheia do espírito. Há poder, o evangelho
é poder.
Há manifestações de Deus que fogem a
alguns, algumas compreensões nossa.
A gente também não pode se fechar a
isso.
Porque tem, tem vezes
que não vai adiantar argumentação, não
vai adiantar auxílio, seja qual for.
É o Espírito Santo que vai convencer a
pessoa daquele pecado. E isso é um
milagre.
E a igreja precisa estar aberta a isso,
a esse convencimento.
E aí, nós temos o quê? Essa ideia de que
uma igreja madura, ela batiza pessoas.
Não estou dizendo para se aqueles
batizam, como muitas igrejas lá no
Brasil fazem, né? Estamos agora
batizando 280 pessoas por batismo no mês
e tal. Camiseta 80 reais. Oi?
Tobogã. É quase um batismo por tobogã,
né?
Desculpa pela outra piada, gente.
Tem gente que entendeu, que se você não
entendeu, você não está perdendo nada,
tá? Mas o que eu quero dizer? Não é, é
isso. Então a gente faz um, uma
propaganda que estamos batizando 280.
Não, gente, infelizmente câncer também
cresce, não é uma coisa boa.
Né? Nem tudo que cresce é bom. Não é
esse o que marca uma igreja madura, não
é o seu crescimento astronômico.
Agora, uma igreja madura cresce.
No seu ritmo, na sua velocidade, no seu
local, nas suas dificuldades.
Mas ela cresce. Por quê? Porque o
Espírito Santo quebra todas as barreiras
humanas.
O Espírito Santo, ele consegue entrar em
todas as culturas. O Espírito Santo
consegue falar com todas as pessoas
deste mundo.
E a igreja precisa estar atenta e
confiar nisso.
Deus, a gente é canal, a gente é cheio
de ti.
Ajude-nos nessa missão. Então, sim, uma
igreja madura, ela cresce.
Por isso que alguns vão dizer, o Lesslie
Newbigin, ele vai falar no livro dele,
que eu esqueci o nome, que números são
importantes.
Eles não são a marca decisiva, não é o
que, olha como cresceu, então é de Deus,
não. Nem tudo que cresce é de Deus.
Mas os números são importantes.
Pelo menos o que diz esse missiólogo, e
eu concordo com ele. E aí termino
dizendo o seguinte, então tá, uma igreja
cheia do Espírito, uma igreja que prega
o Cristo ressurreto, uma igreja que é
cristocêntrica, uma igreja que tem uma
pregação bíblica, uma igreja que tem,
né, uma pregação, ou seja, o ensino da
palavra, a revelação é trata nada de tal
maneira que sabe que isso vai ferir o
coração do pecador,
ela acolhe esse pecador, como também é
acolhida.
Isso tem a conversão, o arrependimento,
o dom do Espírito, a gente pode então
ser salvo dessa geração corrupta, por
quê? Porque aquilo que não é corrupto
está em nós, agindo em nós.
Como a gente cantava lá no Brasil, não
sei se vocês cantam aqui, ele está em
você, o Espírito Santo assim move em
você, até com gemidos. Ou seja,
tem a eternidade em nós.
Não é pouca coisa.
O criador do universo, quem nos criou,
nos conhece melhor do que nós mesmos.
Ele está em nós, porque estamos numa
comunidade. O que que sugere em nós?
A partir do versículo 42, a gente tem
aquilo que poderia ser o DNA de uma
igreja madura.
Eles perseveravam de coração
ao ensino dos apóstolos. Eles se
dedicavam, né? Essa palavra traz
justamente essa ideia de um exercício
constante.
Ou seja, mesmo Espírito Santo morando em
nós,
nos colocando numa comunidade, ou seja,
aquilo que é povo de Deus e se
convencionou chamar igreja,
mesmo com tudo isso,
se espera uma dedicação
na doutrina dos apóstolos, ou seja, não
podemos ignorar a palavra, aquilo que
Jesus Cristo falou.
E a dedicação traz essa ideia de que
é constante.
Eu preciso me dedicar. Não é algo tão
natural.
Por exemplo,
né, alguns que caminham comigo sabem que
eu eu como, eu tenho seletividade
alimentar, ou em outras palavras, eu
como como uma criança.
Mas eu tô melhorando. Eu comi bacalhau
lá no pastor Paulo.
Primeira vez na minha vida.
Se eu voltasse de Portugal sem ter
comido bacalhau, a minha esposa talvez
pedisse o divórcio.
Por justa causa, inclusive. Não, a
igreja ficaria do lado dela.
Mas eu foi um esforço, né? O Cacau
falando, vi o Paulo cozinhando.
Ele não botou azeitonas, agradeço por
isso.
Mas seria um mais esforço, mas ou seja,
é uma dedicação.
Academia.
Fazer academia. Quem é que gosta de
academia?
Não tem. Você não é normal.
Acordar às 5:00 para ir para academia
não não é normal. Você tem problemas.
Que inveja que eu tenho de você. Mas
academia para mim é um esforço.
Entende? Por exemplo, o Cacau também se
dedicou à academia. Perdeu quantos
quilos, Cacau? Uns 10?
12? Ainda diminuiu a barba, mais 1 kg.
Né? Então, ou seja, mas para mim a o
Cacau é motivado, porque o Cacau é
competitivo. Vou contar um pecado do
Cacau para vocês aqui.
O Cacau é competitivo, tem lá tem um
aplicativo chamado Gym Rats, no Brasil,
não sei se veio para cá, mas que é tipo
uma gamificação, galera, quem for mais
para academia ganha e tal. E o Cacau não
perdia, não, ele ele não ele não podia
perder para ninguém, ele ia ele ia para
o culto, pregava e ia para a academia
domingo à tarde.
Entende?
É, mesmo o apóstolo Paulo tendo falado
que o exercício físico é de pouco
proveito.
É.
Mas o que acontece? Para mim é um grande
desafio a academia,
baixar meu aplicativo de academia, vocês
veem como eu estou ficando bom.
Mas é um exercício, ou seja, é a prática
constante. A vida de fé, a vida cheia do
Espírito
vai é não vou ter vontade de fazer às
vezes.
Porque eles se dedicavam de coração à
oração.
Gente,
não dá para orar às vezes, não dá, não
tem como. A gente vai ler um Pai Nosso
ali, Deus abençoe o McDonald's, amém.
Vem.
É isso, mas não é dedicação, é esforço.
Eles se dedicavam à comunhão, ao partir
do pão, ou seja, leiam depois que eu
tenho que finalizar, mas olha como uma
igreja cheia do Espírito Santo ela é
bondosa.
Porque ela reparte o que tem, por isso
que eu fiz a brincadeira que o Tony
Stark não era crente, porque ele teria
repartido um pouco da riqueza dele,
né, com o Falcão principalmente que
estava passando necessidades, com a casa
hipotecada, né? Então o que acontece?
Eles repartiam, não tinha o não é meu,
não é nosso.
Obviamente que ter propriedade privada
não era um problema também. O pecado de
Ananias e Safira não foi
eles não terem dado tudo, foi eles terem
mentido, terem mentido para o próprio
Deus.
E aí a gente percebe, e com isso eu
encerro, que
como Jesus
ele aliena o seu nome, ou seja, quem ele
é, a sua história, porque no nome de
Deus não é o nome Iavé, Javé, não, é uma
história, é quem ele está se tornando
para o seu povo, eu serei o que vocês
precisam, eu serei o que serei, eu sou o
eterno.
Ou seja, olha como Deus, ele aliena o
seu nome
a uma
a um grupo de pessoas nesse mundo.
É, ou seja, quando ele chega para Paulo,
o que que ele fala? Paulo, por que
me persegues? Quem que Paulo perseguia?
A igreja. Ananias e Safira mentiram
para Deus, mas eles mentiram para a
igreja. Por que? Porque nós somos a voz
de Deus, a mão de Deus, o abraço de
Deus, o ouvido de Deus. Uma igreja
madura, ela encarna Jesus no seu tempo.
E uma igreja madura que encarna Jesus no
seu tempo, ela vai ser bondosa.
Vai ser firme com o pecado, mas vai ser
bondosa.
É Jesus
olhando a mulher pega em adultério.
Quem não tem pecado que atire a primeira
pedra.
Mas ao mesmo tempo ele fala para ela:
vai, não peques mais.
É bondosa, uma igreja madura é bondosa,
mas é firme.
Faz uma apologética com gentileza.
E acima de tudo vai ganhar o mundo com a
sua bondade.
Foi a grande estratégia da igreja, desse
povo meio esquisito. Imagina, gente,
jovens, pescadores, mulheres,
pessoas complicadas.
Foi essa turma que estavam perturbando o
império romano,
a religião judaica.
É essa turma de pescadores, jovens,
rebeldes,
que vai chacoalhar o mundo
e vai fazer com que a gente esteja aqui
agora em Portugal, num evento, falando
da presença de Deus no mundo.
E eles chegaram até aqui com bondade.
Como o nosso amigo Davi Lago sempre
fala,
menos cruzados e mais crucificados.
Os cruzados queriam impor o reino de
Deus na força, na violência.
Os crucificados,
eles não impõem o reino de Deus, eles
manifestam em amor e bondade.
E é assim que Deus ia acrescentando as
pessoas
à sua igreja. E é assim que ele faz até
hoje.
Deus vai acrescentar pessoas a uma
igreja madura.
É um movimento natural do espírito.
Onde tiver um povo de Deus, cheio do seu
espírito, ele há de chamar os seus para
estar neste rebanho.
Que o Senhor nos ajude, que o Senhor nos
encha do seu espírito, para que a gente
testemunhe até que ele venha, para a
glória dele, em nome de Jesus. Amém.
>> Amém.

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