UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO I Rodrigo Bibo I BTDay Lisboa
08/06/2026
UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO I Rodrigo Bibo I BTDay Lisboa
Palestra de Rodrigo Bibo no BTDay Lisboa, gravado na igreja Casa da Cidade em Lisboa/Portugal.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Mas é isso, gente. O tema Igreja Perfeita, a gente pensa junhia, inclusive a gente entra aqui na casa da cidade e já tá a placa lá, né? Proibida entrada de pessoas perfeitas. E obviamente quando nós pensamos a palavra perfeita, ah, dá um certo, ainda mais se você tem mais de 2 anos de igreja perfeita, hum, onde me mostra, né? Ou aquela ideia, né? Se você achar uma igreja perfeita, não entre nela, você vai estragar. Ela tem essa ideia de que igrejas perfeitas, nós que temos mais de 2 anos de igreja, a gente sabe que não existe igreja perfeita, porque não existem pessoas perfeitas e ainda mais um ajuntamento de pessoas imperfeitas. Mas a ideia de perfeição, biblicamente falando, não é essa ideia de que, como muitas vezes, pelo menos no Brasil, a gente tem da palavra perfeito, ou seja, isto está perfeito, sem erro, sem mácula, sem arranhão, sem defeito algum. a ideia bíblica de perfeição. E por isso o apóstolo Paulo fala sobre ela, por exemplo, em Filipenses, no capítulo 3, Jesus vai falar: "Sede perfeitos como o vosso pai no céu é perfeito". As nossas traduções pelo menos acabam nos enganando um pouco enquanto a isso. Mas obviamente que quando diz respeito ao povo de Deus, a perfeição não está ligada a sem defeitos, sem rachaduras, ah, não está ligado à maturidade, a encontrar a finalidade. Então, em última análise, uma igreja perfeita é uma igreja que caminha em maturidade, caminha para esse lugar onde descobre qual é a sua finalidade. A famosa pergunta: "O que estou fazendo aqui? Porque eu nasci? Qual é o meu propósito?" Eu não sei como é aqui, mas no Brasil a maioria dos jovens e alguns até de cabelos brancos estão perguntando: "Senhor, qual é a tua vontade para minha vida? qual é o meu propósito? Essas perguntas estão ali, né? Sempre nos debates, sempre nos retiros de jovens, as dúvidas. Então, qual é a finalidade do porquê eu estou aqui? E ao pensar um pouco sobre esse tema, eu sou remetido a Atos capítulo 2. Quando eu sou do movimento pentecostal, eu cresci espiritualmente na Assembleia de Deus. Ah, cheguei à fé em 2000 e 2000 e 2000, quanto que eu cheguei à fé? 99, estreia de Matrix. Cheguei em 99, estreia do filme Matrix. Melhor filme feito até hoje. >> Hã, fala, pastor Thago. >> Eu tomei a pílula vermelha, com certeza, né? Às vezes dá vontade de tomar azul, né? Mas a gente tomou a pila vermelha. Então, em 99 cheguei à fé, aqui um parêntese, já que é cultura pop, só um pequeno parêntese, irmãos. Eu cheguei a fé num movimento muito legalista, que não podia ver televisão, não podia ir ao cinema. Eu perdi Senhor dos Anéis nos cinemas. >> É, eu perdi, irmãos. Mas graças a Deus foi, né, de sempre é lançado todo o ano. Eu já consegui ver o retorno do rei nos cinemas agora. Mas enfim, fecha esse parêntese. Cheguei à fé em 99 e era muito interessante que quando você vai estudar um pouco da história do movimento pentecostal e assim ele é conhecido, você tem lá os fundadores, como por exemplo Charles Fox Paran, a William Seor, que era aluno do Paran, uma ideia assim, gente, nós precisamos ser como a igreja de Atos. Tanto que os teóricos pentecostais, no seu início, eles ignoram a história da igreja, reforma, qualquer até até mesmo movimentos de avivamento como do Wesley, não. Nós vamos para Atos 2, então eles fazem um salto histórico. Então não tem teologia sistemática, teologia histórica. Vamos olhar para Atos. Então, na escola bíblica eh de Betel era basicamente o livro de Atos era o livro texto. E coincidentemente, enfim, começa todo o movimento que vai chacoalhar o mundo, vai espalhar pelo mundo. E nós hoje quando pensamos em igreja pentecostal, até mesmo pela nomenclatura, nós atribuímos à Assembleia de Deus ou alguma outra igreja de vertente pentecostal. E isso acontece justamente porque foi o movimento que cresce se dizendo como esse herdeiro direto, né, de Atos capítulo 2. Então a nossa história não está na Europa, não está na América Latina, a nossa história está em Jerusalém, é como pensavam os primeiros pentecostais. E de alguma forma o movimento que acaba crescendo acaba tendo esse nome, movimento pentecostal. É quase como se eles, né, trouxessem para eles nós somos a igreja pentecostal e somos porque seguimos Atos 2. Agora, obviamente que nós não podemos deixar que somente igrejas ditas pentecostais sejam pentecostais, não. Porque se nós olharmos para o livro de Atos, as igrejas elas nascem, a igreja nasce aqui em Atos 2. Então, de alguma forma, toda a igreja está autorizada a, como herdeiras da reforma protestante, a olhar para as fontes. Então, nosso objetivo não é olhar para a reforma ou para qualquer outro movimento, de fato, é olharmos para a Bíblia Sagrada, para o Evangelho. E por mais que a igreja de Atos não seja uma igreja perfeita, como às vezes se pintava também, eu lembro que quando jovem eu cantava uma música, é que eu não canto bem, então já quero pedir desculpas por isso. Mas nós cantávamos assim: "Ó meu Deus, não filma essa parte, irmão, pelo amor de Deus. Ó meu Deus, reaviva a tua igreja de novo. Faz a chama arder neste povo como foram os primeiros cristãos." A gente cantava, tem gente aí, ó. Glória a Deus. Daqui a pouco já tô me sentindo em casa. Aí o que acontece? A gente e se falava muito sobre isso, né? A igreja perfeita, a igreja de Atos, temos que voltar a ser como os cristãos primitivos. De fato, a igreja de Atos, ela é uma é a é o primeiro movimento, é o primeiro agrupamento de irmãos e irmãs que estão vivendo as palavras de Jesus na prática ali no dia a dia, mas também já é uma igreja que precisa a todo momento voltar para o evangelho. Então, no fundo, não é nem voltar para Atos, é voltar para o Evangelho, que já era o movimento que a igreja de Atos fazia. Mas em Atos capítulo 2, e eu quero passear um pouquinho com vocês aqui, pode abrir a sua Bíblia em Atos capítulo 2, porque aqui nós temos de fato, né, o surgimento da igreja perfeita. Em que sentido? A igreja que agora é dinamizada pelo espírito. Eu vou tentar explicar isso para vocês, para vocês entenderem onde eu quero chegar. Mas Atos capítulo 2, nós temos aqui um grupo de irmãos, 120 irmãos, provavelmente. E aí tá dizendo o seguinte, versículo 1 de Atos 2. Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos em um só lugar. De repente, veio do céu um som como de um vento muito forte e encheu toda a casa na qual estavam sentados. apareceram línguas de fogo que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas. Aqui começa então algo muito novo. No Antigo Testamento já há um desejo muito forte de que o Espírito de Deus encha todo o povo. Nós temos em Números capítulo 11 o que alguns teóricos pentecostais chamam de o pentecoste no Antigo Testamento. O espírito então é repartido pela, né, na liderança de Israel. A gente tem o espírito que desce sobre profetas, reis, sacerdotes, alguns artistas. É como se no Antigo Testamento o Espírito Santo ele fosse meio que a contagotas para algumas situações especiais. Mas no Antigo Testamento, a todo momento, os profetas estão falando de um tempo em que o Espírito Santo vai descer sobre todos, né? a profecia de Joel, capítulo 2, por exemplo, que é a que Pedro vai trazer na sua pregação, mas aquela ideia também de que a lei já não estará, né, em tábuas, em em pedras, mas estará no coração. Então, há um desejo no Antigo Testamento de que Deus ele não esteja no meio do povo por meio de tendas, por meio do templo, mas que Deus habite realmente no meio do povo. Então, quando começa a acontecer este movimento aqui em Atos capítulo 2, que é a promessa de Jesus, que já tinha soprado o espírito sobre os seus discípulos, mas tinha dado também essa promessa antes de ascender aos céus, ele fala o seguinte: "Olha, fiquem em Jerusalém, né? Fiquem aqui e vocês vão receber poder ao descer sobre vocês o Espírito Santo. E com qual o objetivo que o Espírito Santo desce para serem minhas testemunhas. É o texto áureo, né, do Pentecostal, pelo menos assim a gente aprende. Mas não, ele é o texto, é um texto chave para a igreja de Jesus. Fique em Jerusalém e vocês vão receber o Espírito Santo. Então, quando começa a acontecer esse barulho, esse calor, essa presença de Deus aqui, é como se as como se não, né? As promessas do Antigo Testamento estão se cumprindo ao ponto de, provavelmente, esses 120 que estavam na casa e o espírito enche a casa, enche cada um deles e todos. Então, barreiras sociais, né? Eh, barreiras de gênero, de idade, tudo é quebrado ali. Por quê? Porque o Espírito Santo vem sobre homens e mulheres, eh, anciãos e crianças, vem sobre rico e pobre. As barreiras são quebradas. Provavelmente a sensação que Pedro e os discípulos, os que caminhavam com Jesus, a sensação é chegamos, chegamos. Sabe aquela sensação? Não sei vocês, mas eu eu não sou um bom motorista, dirijo muito mal. Ah, tem uma piada muito machista, inclusive no Brasil, quando tem algum alguém fazendo alguma coisa errada no trânsito, a piada machista é deve ser mulher. É uma piada muito machista que nós temos no Brasil. E eu sempre ou fico quieto ou defendo, porque eu faço muita coisa errada no trânsito, então e eu não sou mulher, mas eu não gosto de dirigir em outra cidade. Eu tenho um certo, eu eu começo a suar quando eu penso em dirigir em outra cidade, porque eu não sei me guiar ali, né, aquela rua e mesmo com o GPS que no fundo a gente Quem nunca perdeu uma rua sendo guiado por GPS? Nossa, era para ter entrado ali, né? Quem nunca? Um abraço pro meu amigo Hamilton que está aqui, né? Então assim, a gente perde, né? A gente e aí você de repente você sabe que tem um ponto de referência. Olha, quando chegar naquele prédio vermelho, aí você vira a esquerda, você chegou, aí você tá naquela cidade, naquela espera, quando você vê o prédio vermelho, nossa, não, não sei vocês, mas eu me dá aquele chegamos, que alívio, nossa, eu lembro que eu até relaxo o ombro assim, sabe? E é porque tem a minha mulher que é copiloto. É sempre difícil dirigir do lado de alguém que dirige. E aí quando também é é o seu companheiro, sua companheira, fica mais difícil ainda, porque daí tem liberdade para segura, vai. E aí chegamos, nossa, dá até um alívio, viramos pra esquerda, chegamos o nosso destino. Dá um alívio quando nós terminamos uma espera, terminamos uma jornada. Talvez seja um pouco essa a sensação. O Enity Wright fala isso, que talvez a sensação dos discípulos fosse essa: chegou, aconteceu. Estamos no tempo em que o espírito vem sobre toda a carne. Os últimos tempos estão acontecendo. A ideia, então, que vai começar a perpassar a mente, o comportamento dos primeiros discípulos é: Deus está entre nós. Ele está entre nós pelo poder do seu espírito e a promessa se cumpriu. Pensa os discípulos, eles viram tantas coisas acontecerem diante dos olhos deles. Muitas coisas. Presenciaram milagres, presenciaram a ressurreição, tiveram um intensivão com Jesus, né? Ó, gente, eu ressuscitei mesmo. Vamos agora retomar algumas coisas. Agora que vocês acreditam mesmo, agora que vocês acreditam que tudo que eu falei é verdade. Vamos retomar aqui. Vamos fazer um intensivão de 40 dias. Agora fiquem aqui em Jerusalém e recebam o poder do Espírito Santo. Nasce então aqui uma igreja que o Espírito Santo desce sobre toda a carne. E essa é a marca de uma igreja perfeita, de uma igreja madura. Ou seja, ela tem a presença do Espírito Santo. E por que que é possível nós falarmos de um crescimento em direção à maturidade? Por quê? Se Deus está no nosso meio, por meio do seu espírito, a gente não se guia mais pelo presente, a gente se guia pelo futuro que invadiu o presente. Ou seja, o novo de Deus vem sobre nós. A nova criação já vem sobre nós. Por isso que Paulo pode falar que em Cristo nós somos nova criação, porque já tem algo que não depende de nós, mas que é externo a nós e que vai nos mudando de dentro para fora, tirando o velho de dentro de nós já. E ainda não. Por isso que Paulo fala: "Olha, não que eu tenha alcançado, mas eu já tô seguindo para cá". E ele sabe que é justificado por Cristo, mas ainda está num processo. Porque a grande meta é a salvação escatológica. É quando Cristo voltar e pegar o, né, e transformar o mundo. Mas enquanto esse mundo não é transformado, tem uma igreja transformada que já está agindo neste mundo. Essa é a igreja perfeita, é a igreja madura, é uma igreja que sabe a sua finalidade e é uma igreja que sabe que sem o Espírito Santo ela nada pode. Por isso que Pedro então começa a fazer aqui uma pregação falando que os últimos dias chegaram, ou seja, eles tinham essa consciência de que estão nos últimos dias e que qual é a marca deste último dia? Deus está no nosso meio operando grandes maravilhas. Deus está no nosso meio salvando. Tanto que quando Pedro ele termina o seu sermão, lá no versículo 37, eu não vou passar pelo sermão de Pedro, mas quando Pedro termina o seu sermão, um sermão completamente cristocêntrico, né, que ou seja, vai localizando para aquela audiência o que está acontecendo, fala, né, enfatiza a morte e ressurreição de Jesus Cristo. São as grandes tônicas da pregação de Pedro. Ou seja, uma igreja que começa na casa, vai paraa praça e vai pro mundo. É esse movimento que o espírito faz. Ou seja, é um movimento que vai mostrar que o Cristo crucificado é o rei deste mundo. É um movimento que sai da casa, sai das pessoas, alcança a praça e alcança o mundo para dizer que há salvação somente em Jesus Cristo. Então, depois que ele prega, que mostra que Jesus Cristo é o cumprimento das profecias, vai mostrar para esses irmãos, né, judeus, que de fato, e aqui tem uma atenção, né, eles mataram Jesus, homens ímpios mataram Jesus, mas ao mesmo tempo é o plano de Deus. Como é que resolve essa atenção? Não resolve. Ao mesmo tempo que é plano de Deus, todos são culpados do que fizeram. Então, a pregação de Pedro é uma pregação que ao final vai ferir aquela audiência, porque uma igreja madura prega Cristo e este crucificado, fala da ressurreição, mas aponta também o pecado, aponta onde aquele grupo está distante da vontade de Deus. Então, uma igreja madura, uma igreja perfeita, tem uma pregação cristocêntrica, uma pregação que sempre está apontando para Cristo a partir das Escrituras, uma pregação que vai denunciar o pecado daquela geração. Por isso que quando eles terminam de ouvir a pregação de Pedro lá no versículo 37, eles falam o seguinte: "Quando ouviram isso, ficaram profundamente aflitos". Aqui o texto, ele tá meio que dizendo assim: "É como se eles tivessem sido feridos mesmo." Então, não é uma igreja que tem pregações que afagam o ego, uma pregações moles, sabe? pregações, água com açúcar, como vai dizer CS Luiz. Mas uma igreja madura que prega a palavra de Deus, ela vai ter uma pregação que vai ferir o nosso velho homem, a nossa velha natureza, o nosso eu interior corrompido pelo pecado. E quando eles ouvem, então eles ficam aflitos, é uma sensação de estarem feridos. Eles perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: "Irmãos, o que faremos? Uma igreja madura, ela tem uma pregação para o seu tempo, onde ela consegue localizar Cristo nesse tempo e ela desperta, então essa pergunta na sua audiência, tá diante desta palavra? O que nós faremos?" É como se diante de uma pregação bíblica, a sensação que podemos ter muitas vezes é: "Eu estou caindo e nada pode me segurar a não ser a graça." Essa é a sensação, tá? O que faremos? Então, Pedro, ele é muito claro no que ele diz. Olha, arrependam-se, né? Deixem-se ferir por essa mensagem. Deixem-se ferir por essa mensagem. Vocês vão se arrepender. Outra coisa, vocês serão batizados. Vocês vão pertencer a uma comunidade, farão uma declaração pública da fé de vocês. Arrependam-se porque vocês estão longe de Deus. Mas agora o espírito é para todos. Homens, mulheres, crianças, é para todos. Arrependam-se. É possibilidade de um novo caminho. Sejam batizados, ou seja, pertençam a uma à comunidade de fé. Sejam batizados em nome de Jesus. Por quê? Porque com isso vocês terão o perdão de pecados de vocês. Vocês reconhecem o caminho mal. E esse caminho mal que está levando vocês para o buraco, levando vocês para o para a morte, só Jesus pode parar esse caminho que vocês estão. É um caminho que vocês não conseguem brecar o carro, frear o carro, não. É o acidente, é a tragédia. Mas Cristo pode parar vocês e colocar vocês no caminho. Afinal, ele é o caminho, a verdade e a vida. Então, se sejam batizados para perdão dos pecados e tenham perdão dos pecados. Depois vocês vão receber o quê? O dom do espírito. O espírito que desce sobre os discípulos. O derramamento do espírito não é um evento único, mas é uma promessa para todo aquele que confessa Jesus Cristo. Aquele que se arrepende, é batizado, vai ter o dom do Espírito, ou seja, a presença de Deus em si. E algo comunitário e individual para o Novo Testamento. Essas duas coisas, elas são inseparáveis. Por quê? ao mesmo tempo que você é templo do Espírito Santo. É verdade. Só que muitas vezes, e hoje em dia acontece muito isso, já acontecia no tempo do Novo Testamento, mas hoje a gente vê muito isso. Eu não preciso de igreja, eu sou o templo do Espírito Santo. Por que que eu preciso de igreja? Não, aquilo lá é só um prédio, só um ajuntamento de gente, cadeiras. Eu sou casa, né? Nosso amigo Marcos Almeida, inclusive cantava, né? Eu sou casa, lugar de Deus. No encontro que nós tivemos, ele falou: "Nossa, hoje eu queria recompor essa música para falar que nós somos casa, lugar de Deus". Porque de fato, quando Paulo fala em Primeira Coríntios 6 que o corpo é o templo do Espírito Santo, e sim, ele está falando do corpo do indivíduo, mas lá no capítulo 3, ele vai falar da igreja como habitação do espírito. E só é possível ser a habitação do espírito individualmente pertencendo ao corpo, porque o espírito desce em Atos 2, sobre toda a casa, sobre a casa, mas ainda que vai encher cada um individualmente. Sobre cada um tem o calor do espírito. É isso que línguas, né? Aqui é um hebraísmo, enfim, mas a ideia é que é o calor da presença de Deus que está ali sobre cada um, mas só está sobre cada um porque estão no corpo. Então, recebam o dom do espírito. Ou seja, vocês vão receber um poder, um dinamos que vai o quê? Fazer com que vocês também sejam testemunhas. O que fazer? Sejam batizados. Arrependam-se, sejam batizados. Recebam o dom do Espírito, pois a promessa é para vocês, para os seus filhos, para todos os que estão longe, para todos quanto o Senhor, nosso Deus chamar. Até mesmo para Pedro que prega essa mensagem, isso foi difícil de entender no começo. É para todos mesmo ou é só para nossa galerinha judeu aqui? Só para nós de Jerusalém. O próprio Pedro parece ter um pouco de dificuldade. Eu faço essa leitura, não sei que os meus amigos acham disso, mas para ele ir pra casa de Cornélio, Deus tem que mandar de novo uma visão, né? Deus tem que fazer, né? Uma aparição, um milagre para Pedro poder, né? Não, vamos lá falar com gentil, então. Mas essa é a ideia, a própria pluralidade de línguas que nós temos aqui. Afinal, nós tínhamos gente de tudo quanto é canto na festa de Pentecostes. E eles começam a entender o que aqueles irmãos cheios do espírito estão falando. Então, o que acontece? É como se nós tivéssemos ali uma reversão de Babel. Se em Babel, lá em Gênesis 11, Deus confunde aqueles, né, aquelas pessoas, aqueles homens, para que eles não fizessem um empreendimento, um nome para si, há uma confusão de línguas ali. Então, por eles não se entenderem, eles dispersam e o projeto deles é cancelado. No capítulo seguinte, Deus chama Abraão para de um homem fazer toda uma nação fazer um nome para si. Mas é um projeto de Deus. Então é como se aqui agora tivesse uma diversidade e é para todos os povos. E é isso. Uma igreja madura, ela prega para todos os povos. É uma igreja espalhada pelo mundo, cheia do espírito, que não vai pregar somente para os seus, mas vai pregar para todos. Por quê? Porque o dom do espírito é para filhos, filhas, para quem está perto, para quem está longe, é para todos. E é a continuidade da promessa de que esse espírito será derramado sempre. O espírito sempre será derramado sobre aquele que se arrepender, sobre aquele que se batizar, sobre aquele que estiver junto no corpo. O espírito sempre será derramado. Não à toa, nós temos vários derramamentos do espírito no próprio livro de Atos, porque é isso, é a presença de Deus. E é isso que nós pregamos. É uma pregação que leva ao arrependimento, que leva ao querer pertencer a essa comunidade, porque ali eu tenho o dom do espírito. Isso quer dizer o quê? Quer dizer que eu já não sou mais guiado só pelo presente momento, não. Eu sou guiado pela presença do futuro na minha vida. Eu não me movo mais pelas pela cultura deste mundo, mas por algo novo que está sendo plantado em mim, gerado em mim. E este novo, ele vai se desenvolvendo na minha vida conforme eu caminho em comunidade. E isso quer dizer o quê? Que a promessa é para todos. E depois ele continuava divertindo o povo. E ele dizia o seguinte no versículo 40: "Salvem-se dessa geração perversa". ou melhor traduzido, deixemse salvar dessa geração perversa. No caso, para essa audiência que ouviu esse sermão, salvem-se dessa geração que crucificou a Jesus Cristo, que não reconheceu o filho da irmã Maria como o Messias. Salvem-se dessa geração que não reconhece Deus. Salvem-se. Deixem-se salvar dessa geração. Agora, isso vale para cada tempo, para cada cidade, para cada país. Do que precisamos ser salvos? Qual é a idolatria que precisamos combater? Uma igreja madura é a igreja que sabe ler o seu tempo, sabe ler o seu espaço, sabe ler a sua cidade, sabe ler o seu bairro, onde a presença do Espírito vai ser eficaz, ou seja, como a presença do Espírito vai causar aqui neste meio arrependimento, batizados e o dom do Espírito ser entregue. Como que as pessoas desse nosso tempo, desse nosso ambiente vão perguntar, tá? E o que que a gente faz agora? Uma igreja madura é uma igreja que sabe pregar a Cristo no seu tempo, sabe reconhecer as promessas que foram cumpridas em Cristo e aplicá-las na sua realidade. Uma igreja que prega para todos os povos, línguas, nações. Uma igreja que sabe que vai para fora. Inclusive, quando a igreja se acomoda, quem sabe Deus mande até uma perseguição. Alguns até gostam de fazer o o paralelo. Atos 18, Deus manda a promessa do espírito e vocês vão ser minha minhas testemunhas em Jerusalém, Samaria, Judeia, com fins da terra. A galera talvez fica um pouco acomodada. Vamos mandar uma perseguiçãozinha aqui. Atos 8:1. começa uma perseguição na igreja, eles se espalham. Ou seja, é como se Deus tivesse: "Ei, não é só para vocês e não é só pros filhos de vocês, é para quem tá longe também. Vamos pregar aos gentios". O apóstolo Paulo enfrenta essa dificuldade. Ou seja, a igreja perfeita de Atos não é uma igreja sem defeitos. Já no capítulo 5, a gente tem um grande problema, Ananias e Safira. a gente vai ter outros problemas ao longo do livro de Atos, perseguições. Então, não é uma igreja sem defeito, mas é uma igreja que entendeu a sua finalidade e nós precisamos romper e sair de Jerusalém, porque é para todos. Isso foi muito difícil, mexeu com os confortos e privilégios, mas é o que Deus faz com a sua igreja. Uma igreja que entende a sua finalidade vai estar sempre indo e pregando o evangelho ou estar sempre a ir e pregar o evangelho e ensinar. E aí eu caminho pro fim dizendo o seguinte, que essa igreja cheia do espírito, inclusive nós temos aí 3.000 pessoas aproximadamente. Que sermão, hein? Que sermão. Só Biligran eh teve mais êxito. Isso foi uma piada, desculpa. Tá? Então, o que acontece? 3.000 pessoas. De alguma forma, a no mundo evangélico brasileiro se enfatizou demais o crescimento de igreja e essa questão numérica mesmo, porque a minha igreja tem tantos mil membros, não, porque fizemos um evento para tantas mil pessoas. E e a gente gosta e tem um certo orgulho, né, do número de pessoas que foram alcançadas pela nossa pregação, pela nossa conferência e a nossa igreja tem tantos mil membros. Mas isso obviamente é um erro, é um equívoco. Ah, uma igreja madura não é uma fábrica de discípulos. Uma igreja madura é uma igreja onde discípulos são forjados na comunidade, na, sabe, no dia a dia. Então, se fosse para pensar em igreja, não é uma indústria, é mais talvez uma marcenaria ou não sei qual seria o correspondente aqui em Portugal, uma coisa mais manual, mais artesã, sabe? Trabalho mais manual, não industrial. Agora, é innegável que o Lucas, ele faz questão de pelo menos uns três momentos falar do número da igreja que está crescendo, porque sim, uma igreja madura vai ter pessoas sendo batizadas, porque uma igreja também que passa um tempo sem batizar ninguém, talvez tenha algo acontecendo. É de se pensar. Ao mesmo tempo que a gente não pode cair naquele espetáculo pentecostal de que uma igreja pentecostal é cheia de barulho, é cheia de coisas, né, enfim, muito diferentes, a gente também não pode ficar acuado de achar que não tem poder numa igreja cheia do espírito. Há poder. O evangelho é poder. Há manifestações de Deus que fogem alguns algumas compreensões nossa. A gente também não pode se fechar a isso, porque tem vezes que não vai adiantar argumentação, não vai adiantar auxílio, seja qual for, é o Espírito Santo que vai convencer a pessoa daquele pecado. E isso é um milagre. E a igreja precisa estar aberta a isso, a esse convencimento. E aí nós temos o quê? Essa ideia de que uma igreja madura, ela batiza pessoas. Não estou dizendo para ser que eles batizam, como muitas igrejas lá no Brasil faz, né? Estamos agora batizando 280 pessoas por batismo no mês e tal. Camiseta R$ 80. Oi, >> tobogã. É quase um batismo por tobogã, né? Desculpa pela outra piada, gente. Tem gente que entendeu que se você não entendeu, você não está perdendo nada. Tá, mas o que que eu tô dizendo? Não é isso. Então, a gente faz um uma propaganda que estamos batizando 280. Não, gente, infelizmente câncer também cresce, não é uma coisa boa, né? Nem tudo que cresce é bom. Não é esse o que marca uma igreja madura, não é o seu crescimento astronômico. Agora, uma igreja madura cresce no seu ritmo, na sua velocidade, no seu local, nas suas dificuldades, mas ela cresce. Por quê? Porque o Espírito Santo quebra todas as barreiras humanas. O Espírito Santo, ele consegue entrar em todas as culturas. O Espírito Santo consegue falar com todas as pessoas deste mundo. E a igreja precisa estar atenta e confiar nisso. Deus, a gente é canal, a gente é cheio de ti. Ajude-nos nessa missão. Então, sim, uma igreja madura, ela cresce. Por isso que alguns vão dizer, o les newbigan, ele vai falar no livro dele que eu esqueci o nome que números são importantes. Eles não são a marca decisiva, não é o que? Olha como cresceu, então é de Deus. Não, nem tudo que cresce é de Deus. Mas os números são importantes, pelo menos o que diz esse misiólogo e eu concordo com ele. E aí termino dizendo o seguinte: "Então, tá, uma igreja cheia do espírito, uma igreja que prega o Cristo ressurreto, uma igreja que é cristocêntrica, uma igreja que tem uma pregação bíblica, uma igreja que tem, né, uma pregação, ou seja, o ensino da palavra, a revelação é tratada de tal maneira que sabe que isso vai ferir o coração do pecador. Ela acolhe esse pecador, como também é acolhida. Isso tem a conversão, o arrependimento, o dom do espírito. A gente pode então ser salvo dessa geração corrupta. Por quê? Porque aquilo que não é corrupto está em nós, agindo em nós. Como a gente cantava lá no Brasil, não sei se vocês cantam aqui, ele está em você. O Espírito Santo se move em você até com gemidos. Ou seja, tem a eternidade em nós. Não é pouca coisa. O criador do universo, quem nos criou, nos conhece melhor do que nós mesmos. Ele está em nós porque estamos numa comunidade. O que que isso gera em nós? A partir do versículo 42, a gente tem aquilo que poderia ser o DNA de uma igreja madura. Eles perseveravam de coração ao ensino dos apóstolos. eles se dedicavam, né? Essa palavra traz justamente essa ideia de um exercício constante. Ou seja, mesmo o Espírito Santo morando em nós, nos colocando numa comunidade, ou seja, aquilo que é povo de Deus e se convencionou chamar igreja, mesmo com tudo isso, se espera uma dedicação na doutrina dos apóstolos. Ou seja, não podemos ignorar a palavra, aquilo que Jesus Cristo falou. E a dedicação traz essa ideia de que é constante, eu preciso me dedicar, não é algo tão natural. Por exemplo, né, alguns que caminham comigo sabe que eu eu como, eu tenho seletividade alimentar, ou, em outras palavras, eu como com uma criança, mas eu tô melhorando. Eu comi bacalhau lá no pastor Paulo, primeira vez na minha vida. Se eu voltasse de Portugal sem ter comido bacalhau, a minha esposa talvez pedisse o divórcio por justa causa. Inclusive não, a igreja ficaria do lado dela. Mas eu fui um esforço, né? O cacau falando, vi o Paulo cozinhando, ele não botou azeitonas, agradeço por isso. Mas seria um mais esforço. Mas ou seja, é uma dedicação. Academia, fazer academia, quem é que gosta de academia? Não tem. Você não é normal. Acordar às 5 para ir pra academia não é normal. Você tem problemas. Que inveja que eu tenho de você. Mas academia para mim é um esforço, entende? Por exemplo, o cacau também se dedicou à academia. Perdeu quantos quilos? O cacau uns 10. >> 12. Ainda diminuiu a barba? Mais 1 kg, né? Então, ou seja, mas para mim o Cacau é motivado, porque o Cacau é competitivo. Vou contar um pecado do Cacau para vocês aqui. O Cacau é competitivo. Tem lá tem um aplicativo chama Jean Rats no Brasil, não sei se veio para cá, mas que é tipo uma gamificação, galera, quem for mais pra academia ganha e tal. E o Cacau não perdia não. Ele não, ele não podia perder para ninguém. Ele ia, ele ia pro culto, pregava e ia pra academia domingo à tarde, entende? Eh, mesmo o apóstolo Paulo tendo falado com o exercício físico é de pouco proveito, né? Mas o que acontece para mim é um grande desafio a academia baixar meu ó, mas nem estralou para vocês ver como eu tô ficando bom. Mas é um exercício, ou seja, é a prática constante, a vida de fé, a vida cheia do espírito, vai eu não vou ter vontade de fazer às vezes, porque eles se dedicavam de coração à oração. Gente, não dá para orar, às vezes não dá, não tem como. A gente vai ler um Pai Nosso ali, Deus abençoa o McDonald's. Amém. Vem. É isso. Mas não é dedicação, é esforço. Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão. Ou seja, leia depois que eu tenho que finalizar, mas olha como uma igreja cheia do Espírito Santo, ela é bondosa porque ela reparte o que tem. Por isso que eu fiz a brincadeira que o Tony Stark não era crente, porque ele teria repartido um pouco da riqueza dele, né, com o Falcão, principalmente, que tava passando necessidades com a casa hipotecada, né? Então o que acontece? Eles repartiam, não tinha, não é meu, não é nosso. Obviamente que ter propriedade privada não era um problema. Também o pecado de Ananias e Safira não foi eles não terem dado tudo, foi eles terem mentido, terem mentido para o próprio Deus. E aí a gente percebe, e com isso eu encerro, que como Jesus ele aliena o seu nome, ou seja, quem ele é, a sua história, porque o nome de Deus não é o nome Yahvé, Javé, não, é uma história. É quem ele está se tornando para o seu povo. Eu serei o que vocês precisam. Eu serei o que serei. Eu sou o eterno. Ou seja, olha como Deus ele aliena o seu nome a uma a um grupo de pessoas nesse mundo, né? Ou seja, quando ele chega para Paulo, o que que ele fala? Paulo, por me persegues quem que Paulo perseguia? A igreja. Ananita e Safira mentiram para Deus, mas eles mentiram para a igreja. Por quê? Porque nós somos a voz de Deus, a mão de Deus, o abraço de Deus, o ouvido de Deus. Uma igreja madura, ela encarna Jesus no seu tempo. E uma igreja madura que encarna Jesus no seu tempo, ela vai ser bondosa. Vai ser firme com o pecado, mas vai ser bondosa. É Jesus olhando a mulher pega em adultério. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra. Mas ao mesmo tempo ele fala para ela: "Vai, não peques mais". É b uma igreja madura é bondosa, mas é firme. Faz uma apologética com gentileza e acima de tudo vai ganhar o mundo com a sua bondade. Foi a grande estratégia da igreja, desse povo meio esquisito. Imagina gente, jovens, pescadores, mulheres, pessoas complicadas. Foi essa turma que estavam perturbando o império romano, a religião judaica. É essa turma de pescadores, jovens, rebeldes, que vai chacoalhar o mundo e vai fazer com que a gente esteja aqui agora em Portugal num evento falando da presença de Deus no mundo. E eles chegaram até aqui com bondade, como o nosso amigo Davi Lago sempre fala, menos cruzados e mais crucificados. Os cruzados queriam impor o reino de Deus na força, na violência. Os crucificados, eles não impõe o reino de Deus. Eles manifestam em amor e bondade. E é assim que Deus ia acrescentando as pessoas à sua igreja. E é assim que ele faz até hoje. Deus vai acrescentar pessoas a uma igreja madura. É um movimento natural do espírito. Onde tiver um povo de Deus cheio do seu espírito, ele há de chamar os seus para estar nesse rebanho. Que o Senhor nos ajude, que o Senhor nos enchau espírito para que a gente testemunhe até que ele venha para a glória dele, em nome de Jesus. Amém. >> Amém. Yeah.