Conexão: Filhos, Família e Deus. – Sharah Lyn – 17/06/2026
18/06/2026
Conexão: Filhos, Família e Deus. – Sharah Lyn – 17/06/2026
Fonte: IASD Vila Olímpia
Legendas automáticas:
Olá, boa noite a todos. Deus seja louvado por mais uma oportunidade de nos unirmos em oração, né? De intercedermos um pelo outro e também de, obviamente, ouvirmos a palavra de Deus, que será compartilhada eh, a pou, em em poucos momentos aqui eh, com a nossa irmã Sara, tá bom? Eh, nós estamos no mês de junho, mês da família. Tem sido um mês muito abençoado, nós temos falado de conexão. Já falamos sobre eu e Deus, o casal e Deus. Sábado que vem agora falaremos sobre os filhos e Deus. E no último da série falaremos sobre a comunidade, a missão, né? E Deus. Nessa conexão que envolve tudo isso aí de forma sistêmica, tá ok? Então, eu convido você, inclusive, para estar conosco no próximo sábado não só de manhã, mas à tarde, às 17:00 nós teremos um culto muito especial com uma confraternização logo em seguida, nesse friozinho ali, vai ter, enfim, um momento muito legal para família e eu espero poder abraçar você lá ou até mesmo te conhecer pessoalmente, se você aí ainda não nos visitou aqui na nossa comunidade de Vila Olímpia, tá ok? Eu sou, antes de fazer a oração e anunciar a música inicial eu vou fazer assim um resumo de dois textos que eu li do livro eh, de, do Tim Keller Caminhando ah, Desvendando o Casal. Bom, eu, se eu lembrar o nome aqui eu falo. Tá ok? Eu lembro que um era deuses falsos e esse está me falhando a memória, caminhada com Deus, tá? Tim Keller. Eu vou fazer um resumo de dois textos que eu acho que resume bem todo o mês de junho e todo esse foco de conexão e família. A família, eh, não é o lugar onde encontramos pessoas perfeitas. É o lugar onde aprendemos a amar pessoas imperfeitas com a mesma graça que Deus derrama sobre nós mesmos todos os dias. Isso aqui, isso aqui é sensacional. E o outro texto fala assim, ó: "O evangelho transforma a família porque nos lembra que cada membro da casa é ao mesmo tempo mais pecador do que imagina e mais amado por Deus do que ousa sonhar". Isso aqui resume o que nós falamos no último sábado e eu acho que é um, tem toda uma conexão com tudo que a gente vai falar aqui ao, no mês de junho voltado para toda a família e tem sido uma bênção pelo feedback que eu tenho recebido, né? Da, o retorno assim das famílias, dos casais, pessoas que assistem o sermão depois. Então, a família é, é precioso demais, né? Eu tenho um, um sermão que eu falo de prioridades. E a prioridade número um é o Senhor Jesus quem fala, buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, enfim, vocês conhecem o texto. E a segunda prioridade, nessa ordem de importância para mim, é família. E é, eu não vou pregar esse sermão agora que eu estou fazendo apenas uma abertura. Família é importantíssima e a gente tem que investir pesado nessa instituição que é sagrada. Que Deus abençoe a sua família e que esse culto seja uma bênção para o seu lar no dia de hoje. Eu vou fazer uma oração, se vocês me permitirem, e logo em seguida nós vamos ouvir uma linda música. Deus todo-poderoso, abençoa-nos com a sua santa presença e aceita esse culto. E que tudo aqui seja para para a honra e glória do seu santo nome. Oramos em nome de Jesus. Amém, Senhor. Amém. >> [música] [música] >> Eu te agradeço, [música] Senhor, >> [canto] >> pelo carinho, >> [música][canto] >> pelo amor, pelo [música][canto] cuidado que tens por [música][canto] mim. >> [música] >> Toma minha vida [canto] em tuas mãos. Meu [música][canto] coração vem transformar em Cristo [música][canto] um novo ser, >> [música] >> cada [canto] vez mais. Eu te agradeço, [música][canto] Senhor, pelo [música][canto] carinho, pelo amor, pelo [música] cuidado >> [música] >> que tens [canto] por mim. Toma [música] a minha vida >> [canto] >> em tuas mãos, meu coração [música] vem transformar em Cristo um novo >> [música] >> ser. Cada vez [música][canto] mais. Quanta esperança, >> [música] >> santa [canto] harmonia. >> [música] >> Ouço [música] uma voz me chamar, voz [música][canto] de perdão, >> [música] >> brilho celeste, então. >> [música] >> Toca a minha face [música][canto] com ternura, "Meu filho, descanso [música] e paz em >> [música][canto] >> mim vais achar". >> [música] >> Cristo, [canto] te amo. Tu és minha luz. >> [canto][música] >> Eu te agradeço, >> [música] [música] >> Boa noite, pessoal. Espero que estejam todos bem. Que quem veio do trabalho já tenha chegado em casa, já esteja com as suas famílias. E espero que quem esteja no caminho, que também chegue em segurança. E que nesse momento aí de trânsito que tiver, que esse culto possa trazer paz e possa trazer segurança nesse caminho de volta para casa. É, agora é o nosso momento de oração. Temos aqui alguns pedidos. Hoje nós temos bastante pedidos. Então, a gente não vai citar cada pedido aqui, né, dentro dos seus detalhes. Mas eu vou citar o nome de todas as pessoas. E eu vou encaminhar depois todos os pedidos aqui, um resumo de todos, no nosso grupo de oração. E para que não só eu aqui ore, mas para que quem se sentir tocado possa orar por cada um desses pedidos também depois da sua casa, na semana, para que eles não fiquem só nesse espaço aqui. E então, sendo assim, a gente se une agora em oração. Peço que você feche seus olhos e entre em espírito de oração comigo aqui. Vamos falar com o nosso Deus. Pai querido, nosso Senhor, pedimos aqui a tua atenção aos pedidos desses teus filhos, Senhor. Temos aqui, Senhor, pedidos da Eliane, da Camila, da Bete, da Cleis, da Sol. Temos pedidos da Jude, da Cirlene e da Ellen, senhor. O senhor sabe cada pedido desses. O senhor já tem, com certeza, escutado o clamor dos teus filhos sobre esses pedidos mais de uma vez. E eu peço aqui, senhor, que volte teus ouvidos para essas orações mais uma vez. Nós oraremos também por esses pedidos, nós particular, na nossa casa, com a nossa família. Mas eu peço uma atenção, senhor, especial. E a tua misericórdia para que esses pedidos, se for da tua vontade, possam ser atendidos, recebidos por ti, como um cheiro suave, senhor. Essa semana é uma semana importante que estamos falando da conexão de nossos filhos. Nossos filhos contigo, senhor. Algo tão importante, a missão tão solene. Para a qual pedimos a tua sabedoria. O teu ânimo, perseverança. Que possamos ter calma, paz, possamos ter mansidão, amor. Para que possamos ajudar esses que são pequeninos ou os que já estão mais velhos também. Ajudá-los a se conectar a ti. Possamos aconselhá-los, guiá-los. Sempre com muito amor, com muito carinho. Eu peço que dê essa sabedoria, senhor, a cada pai aqui. Que se há culpa por não estar fazendo um trabalho como acha que devia. Eu sei que a paternidade e maternidade é algo que muitas vezes carrega muita culpa, mas se há alguma culpa, senhor, alivie esse peso no coração desse pai, dessa mãe. Mas restaura a energia, o vigor, o ânimo. Para que eles saibam que sempre há um momento de fazer o certo e o momento é sempre o agora e o daqui para frente. Peço Senhor que perdoe os pecados dessa tua comunidade, da tua igreja. Que volte seus ouvidos para nós, tua misericórdia sobre nós, Senhor, para que mais ainda nossas orações subam ao teu altar, estejam agradáveis a ti, Senhor. É pela tua misericórdia e no doce nome de Cristo que eu peço essas coisas. Amém. >> Olá, boa noite, tudo bem? Eu sou Sara ou Xara, não é que os meus alunos normalmente me chamam, e eu sou mãe de duas filhas, Lara e Ilana, e também sou professora de inglês. Então, todo dia eu tenho muito contato com crianças e jovens, né? Então eu tenho experiência de dar aula para as crianças desde três anos até 18 anos, então desde pequenininho no no maternal, jardim, até a ensino médio. E hoje à noite gostaria de perguntar para vocês quem tem filhos, quantos filhos você tem, coloca lá no chat. Se vocês não tem filhos, quantos sobrinhos, sobrinhas, primos que você tem mais, ah, assim, assim, que você são mais chegados, né? Pode colocar lá no no chat para eu ver quantos filhos, ah, quantos pais, mães, tias, tios, vovó por aqui neste, ah, hoje à noite. Então, eh, quando eu estava estava preparando para falar hoje à noite, eu pensei, nossa, a gente vai falar sobre filhos, né? Porque e filhos, eh, pode ser de zero até adulto, são filhos. Aí sou uma filha também, né? Então eu tava pensando, nossa, em em qual faixa etária que eu eu vou falar pra pra quem, né? Pra mais de ah pra pras famílias com crianças menores ou pros adolescente ou ou pra adultos. Enfim, aí eu pensei assim, nossa, deixa eu fazer umas umas pesquisa pra ver qual que a gente tem que que todos tem em comum. Aí quando eu fiz as minhas pesquisas o que que todos tem em comum? É que é todos estão aqui dentro dessa geração digital. Então de desde bebês, antes que nasceu, já tem esse contato digital. Depois que nasceu tem mais esse contato digital. E aí depois a crescendo, adolescentes, nós somos adultos também, todos tem esse contato digital. Então ah o foco dessa dessa fala dessa desse sermão de hoje à noite é ah como exibir amor relacional de Deus, modelar a fé e resiliência de nossos filhos nessa era digital. Então ah eu vou dividir a minha fala hoje à noite com três grandes tópicos. Vou falar um pouquinho sobre esse propósito divino de de conexão, né, da nós como pais e as famílias com os filhos e também nessa vez de parentalidade de hoje e depois vou falar sobre sete passos práticos pra nutrir relacionamentos. Então vamos para o próximo tópico. E cada tópico, depois que eu falo, eu vou colocar uma situação e uma pergunta pra a refletir, né? Ah, com cada um aqui de nós. Então eu tô vendo aqui na, no chat do, do YouTube, eh, tem duas filhas, três filhos, três, três sobrinhos. Então, a gente sabe que os filhos são bênçãos, né? Então, quando eh, eu tava com o Tony, meu marido, a gente quis o primeiro filho, a gente demorou um pouquinho, um ano para ter. Aí aí, o segundo demorou muito mais. A gente esperou quatro anos para a Lana nasceu, para a Lana nascer. Então, eh, quando ela nasceu, né, tanto Lara como Lana, foram bem, bem-vindas assim, porque elas foram planejadas, a gente quis mesmo. E aí, depois que elas nasceram, vieram os desafios da vida como mãe, como pai, ah, para criar os filhos. E aí, o desafio maior ainda, como criar filhos nesse mundo digital, né? Porque você sabe, os, os menores, as crianças pequenas, os bebês, você não precisa nem ensinar eles o que que é celular, eles já percebem, pegam o celular, já colocam, né? Você sabe o que tem que fazer assim, ou já colocam no, no, no, na orelha, no ouvido para, para falar com alguém, ou fazem assim, porque o vídeo, né? Ah, para conversar com outras pessoas. Então, eh, antes de falar sobre esse desafio, vamos voltar para o propósito divino dessa conexão das famílias com os filhos. Você sabe que hoje em dia, hoje em dia, eh, difícil, ah, a gente competir, né? Com o TikTok, >> [risadas] >> com Instagram, com influencers por aí. E às vezes a gente fica meio, ah, será, o que, como eu vou, o que que eu vou falar ouvintes, como que eu vou, acompanha tudo que ele tá, tá, tá passando, né, com a, a mídia, com a tecnologia. Então, é, pra compreendermos o tamanho do desafio atual, precisamos voltar ao plano original. Fomos criados por um Deus essencialmente relacional, à sua imagem e semelhança, ah, e semelhança. Ah, como a gente sabe, em, em Gênesis, que nós, nós fomos criados à semelhança a Deus, né? Então, e ele cria uma relação harmoniosa entre o pai, o filho e o Espírito Santo. Então, o pai, o filho e o Espírito Santo desfrutam de um relacionamento harmonioso, amoroso e perfeitamente sintonizado. E Deus projetou a família humana pra esperar essa mesma comunhão. Então, a Bíblia nos mostra em Deuteronômio 6, versos 6 e 7, eu vou ler aqui, vou pegar minha Bíblia. Fala assim: "Que todas essas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e, em, seus portões". Então, como o Deus não, não nos chamou pra uma parentela de distantes ou de momentos isolados. Na verdade, ele nos chamar como a é uma parentalidade ativa. Né? Então, ele fala aqui na na Deuteronômio que tem ensinamento, tem conversa e ele não fala só só sentado. Ele fala assim, em qualquer momento, quando a gente tá andando, quando a gente tá caminhando, é quando a gente levantar. Então, essa participação ativa, né, entre as famílias, entre os pais, ah, com os filhos. E ele nos chamou para compartilhar o tempo, o espaço e a vida. No entanto, quando falamos em estar emocionalmente sintonizadas com os nossos filhos, abrimos espaço para o que que um termo aqui em inglês, ah, chama, é ah, traduzido para português, negligência emocional na infância. A negligência emocional é necessariamente agressão física, o abuso verbal. Ela é um ato de omissão. E a falha dos pais em perceber, atender ou responder adequadamente às necessidades emocionais de uma criança. Ah, então, o que acontece é às vezes, a gente gostaria de, ah, ter nosso momento com família, como pai, e essa, ah, né, a tela, celular, é muito fácil de entreter as crianças, adolescentes, até adultos. Você sabe quando, é, eles ficam, ah, a tela, né? Tem, ah, na verdade, os programas, os os os vídeos, é tudo, já, já foi tudo ah, feito para que prenda a, prenda a atenção das pessoas que estão ah, vendo o filme, o vídeo, ou, ou, ou as danças do TikTok, já tá tudo programado para fazer isso. Então, muitas vezes a gente, talvez os pais também tem tendência assim, ai, tá dando muito barulhento, ai, tá me perturbando demais, ah, tá me perturbando, aí deixa a criança para assistir por muito tempo. Então, isso pode se tornar uma negle, negle, ah, negligência emocional para as crianças. Então, precisamos ficar atenta com, como que a gente age com ah, as crianças e esses jovens, né? Então, ah, Ellen White, nos alerta em Lar Adventista, página 195, fala assim, "O coração do lar deve ser o amor. Onde [limpando a garganta] amor não é cultivado, ali se manifestam a desunião e toda a sorte de males". Então, ah, o cuidado que a gente precisa começar a perceber, é, será que, o que que eu estou fazendo, estou fazendo essa negligência emocional para meus filhos? Será que o fato que quero que ele ficar quieto, quer ficar lá sentada e eu dou meu celular, isso é uma coisa que eu acho que vai ser bom para mim, mas como que seria isso para os filhos, né? E quando o adolescente, ah, parece que não dá trabalho, só fica no quarto, isolado, será que ele realmente tá quieto porque ele é quieto? Ou será que ele tá se isolando? Tá sofrendo algo sozinho, né? Então, eu gostaria de fazer essa pergunta para o grupo. Ou pensem na seguinte situação: um adolescente passou o dia trancado no quarto. Ele não quebra regras, tirando as as etapas e não responde aos pais. Os pais, sobrecarregados com o trabalho e as tarefas da igreja, pensam: "Graças a Deus, ele é um menino calmo e não nos dá trabalho". No entanto, esse jovem se sente invisível em suas lutas internas. E aí eu pergunto para o grupo: "Olhando para o que a a Bíblia nos pede em Deuteronômio, de que forma o nosso silêncio ou a nossa distração diária pode se transformar em negligência emocional, mesmo quando achamos que estamos provendo tudo para os nossos filhos? Como podemos confundir um filho que não dá trabalho com um filho que está sofrendo em isolamento?" Então, coloco essa pergunta para para a gente ponderar. E agora eu vou a continuar com o o segundo tópico da minha fala. Eh, desafios da parentalidade hoje. Hã Como eu falei já no começo, que a hoje em dia o desafio das das das famílias é competir com a tecnologia. Né, a gente tem agora smartphones, o Wi-Fi, eles se tornam as peças bem importantes ah dentro de casa. E aí, ah muitos pais concordam que sentem que precisam competir com tecnologia para conseguir algum tempo de qualidade com seus filhos adolescentes. E acredita acreditamos que hoje mais do que nunca na história vale a pena todo o esforço criativo que um pai e uma mãe tem que fazer para criar um relacionamento emocionalmente sintonizado com seus filhos, ajudar a protegê-los de experimentar os debilitantes sintomas de saúde mental que afligem tantos de seus colegas. Eu vou compartilhar um pouquinho como professora na na escola é, estou atuando como professora de de ensino fundamental dois e ensino médio está crescente as questões de saúde mental, né? Dessas faixetaria bastante gente, eu vou ler alguns dados que a Organização Mundial da Saúde coletou que uma em cada sete pessoas entre 10 e 19 anos apresenta um transtorno mental representando os 15% da carga global de doenças neste grupo etário. A depressão, a ansiedade e os transtornos comportamentais estão entre as principais causas de doença e incapacidade entre os adolescentes. O suicídio é a terceira principal causa da morte entre jovens de 15 a 29 anos. E as consequências de não tratar as condições de saúde mental dos adolescentes se estendem para a vida adulta prejudicando tanto a saúde física quanto mental e limitando as oportunidades de levar uma vida plena na vida adulta. Hum eu li um livro da do autor ah de anxious generation, em português é a geração ansiosa Jonathan Haidt, né? Ele é um autor do best-seller do New York Times com esse livro. Se vocês ainda não leram esse livro, eu encorajo que leiam. Acho que é muito importante para entender o cenário do que que os jovens estão passando hoje em dia. Né? Então, os pais que têm filhos pequenos, eu acho que é muito bom também ler isso. Na verdade, todo mundo. As tias, os tios, os avós, as avós, os avós para ler esse livro para realmente abrir um pouquinho a nossa perspectiva de o que que os jovens estão passando hoje em dia, né? Para para ter essa consciência. Então, o que que ele escreve? Ele fala assim: "A minha principal afirmação neste livro é que essas duas ah que essas duas tendências, superproteção no mundo real e subproteção no mundo virtual, são as principais razões pelas quais as crianças nascidas após ah 1995 se tornam a geração ansiosa". Então, é é é muito interessante isso o que ele falou. E ah um tempo atrás, em março, na minha escola, ah a juíza Vanessa Cavalieri, eu não sei se você já viu alguns vídeos dela. Ela é a juíza da vara de infância e juventude do Rio de Janeiro e é especial especialista em ah crimes digitais. Ela nos alertar sobre ah o uso, né? Do ah a mídia e mundo digital sem supervisão. Porque ah ele ela falou que os casos de violência estão aumentando na nas classe média e média alta. É muito interessante isso, né? E e aí mais casos para adolescentes eh dessas famílias que atuou a violência, vieram das famílias que aparecem são famílias bem estruturadas. Então, é muito interessante essa essa pesquisa que ela fez depois que ela ah com os jovens é que passa ah ah pelo ah pelo varal. Eh o que que ela fala que ah quando tem adolescentes que ataca as escolas, né? Não acontece de uma hora para outra. Já aconteceram algumas coisas, alguns, pode alguns anos antes. Eh aconteceu normalmente isolamento social desse jovem. Aí aí recebem bullying na escola e não não é tratado, ninguém ninguém ajudou, ninguém viu e aí começa a sofrer, tem sofrimento psíquico que é ignorado pela família. Aí ah tem também família que são ah disfuncional. Então, aí aí o que acontece? Esse jovem gostaria de ser pertencer a um grupo e aí entra na mídia, entra no grupo de chat das pessoas que também estão sofrendo a mesma coisa. E infelizmente tem os vários grupos que eles contra, por exemplo, contra a mulher. Eh e e vai para a a violência e aí eles ah até que eles falam: "Nossa, se você consegue, né, atacar essa escola, pega a arma, vai lá, entra". E eles são aplaudidos. E aí outra coisa, isso ah também ah a questão de suicídio. Tem os grupos para aí que encoraja para que isso aconteça. E também a violência doméstica. Ah, agora tem a tá aumentando a os números de violência contra mulheres, mães e os avós dentro da igreja, dentro da das casas pelos jovens. Então, gente, então essa esses dados que foram trazidos, né? Isso, nossa, isso chamou muito a atenção, né? Minha atenção, né? Essas violências são sintomas. E aí a nosso nosso papel na sociedade é para a gente prevenir. E para ah para que teremos relacionamentos com as nossas crianças de verdade, tete a tete, olho a olho, né? Não é só não é só ah através da digital, mandando mensagem para a minha filha, minha filha para os outros, mas realmente tem essa relação de presencial mesmo, né? Ah, outra coisa que está acontecendo agora que tá aumentan- tá está aumentando as plataformas que se chamam companheiros de IA. O que que é isso? Eu não sei se vocês já ouviram falar, ah não ah Replika ou Replika, nome, character.ai, Chai. O que que essas companheiros de IA ah oferecem? É O que que eles oferecem? É São disponibilidade pela escuta. Eles estão sempre disponíveis. Eles estão disponíveis 24 ah 24 horas, quando se quiserem, os jovens, as crianças podem acessar, podem conversar. São chatbots, né? Que a gente não sei se você conhece o que é chatbot. Igual chat GPT, mas o que tem essa função de ajudar emocionalmente as pessoas que estão lá dentro conversando. Eles ouvem sem julgar. E eles nunca rebatem. Então, eles ouvem sem julgar, esses companheiros de IA foram programados para imitar a empatia e a preocupações humanas. Os adolescentes relatam que se sentem ouvidos e compreendidos sem julgamento severo, algo que muitas vezes falta em suas interações com pais e ou outros adultos. E eles também nunca rebatem. Então, os companheiros de companheiros de IA também são programados para serem agradáveis e afirmativos, o que é obviamente muito reconfortante para os adolescentes que estão passando por as emoções intensas e dinâmicas sociais complicadas. Então, no tanto, por outro lado, eles também são programados para desafiar pensamentos distorcidos ou destrutivos. Então, tem um caso, por exemplo, aqui nos Estados Unidos, ah, um jovem se chama Suicide Setter. Ele tinha 14 anos. Ele cometeu, infelizmente, ele cometeu suicídio após um chatbot de IA a qual ele havia desenvolvido uma ligação emocional, supostamente, incentivá-lo a tirar a própria vida. Então, eu só estou trazendo o que que está na realidade, gente. Aqui está o que que os jovens têm de acesso, para a gente ficar alerta, para tomar cuidado. Ah, uma pergunta, você você deixaria seu filho de 7 anos, 8, 9, 10, 12, andar na, assim, ir para a padaria para comprar pão, comprar pão sozinhos. Você deixaria isso? Deixaria eles fazerem isso? Mas por que que você deixaria seus filhos, talvez, que já tem acesso no celular, 7, 8, 9, 10 anos, 12 anos, sozinhos olhando os vídeos no YouTube, o TikTok da vida, a Instagram? Por que que a gente deixa eles ter acesso sozinhos? Se a gente não deixa eles andar na padaria, você sabe por quê? O perigo dentro do celular, aqui, quando eles acessam o YouTube, é o mundo inteiro entra dentro desse, ah, desse, desse lugar. E aí, gente, eu não sei se alguns pais já perceberam, às vezes você assiste o desenho Frozen. Quando você assiste o desenho Frozen no YouTube, aparecem várias opções de outros vídeos. E eu já peguei, eu fiquei assim, nossa, que interessante, tem esse outro Frozen com a Anna, com Olaf, igualzinho o desenho. Aí cliquei. Sabe o que eu tava dentro desse vídeo? Para a minha surpresa, que eles estavam fazendo algumas, algumas falas adultas. Falando alguma coisa assim, para as crianças não seriam adequadas, mas usando as imagens da Anna, da Elsa, do Olaf, com as conversas adultas. Então, eh, não, nunca é seguro, na verdade. Eh, nunca é seguro. Aí não sei se você também conhece o que que é deep web. Deep web é um outro lugar que a gente não vê, que está dentro, aqui, deep, você sabe como é que é, mais profundo ainda do que a gente tá vendo, que eles que tem coisas assim que a gente ah coisa horrorosa, gente, que eu vou falar. Ah, e aí a gente não vê que essas coisas que eles ah que a gente não tá vendo aparecem pras nossas filhas, pros nossos jovens, eh pra afetar, né, pra influenciar, influenciar eles com com quando eles têm acesso com as coisas que eles tão vendo. Então, eh é muito importante nós, como os adultos, acompanharmos o que está acontecendo. Às vezes a gente fala: "Ai, eu não consigo, eu não entendo mais o que que está acontecendo", mas acompanha. É, porque é importante pra saber o que que está ah porque tá tá o que tá tá lá fora. Eh eu acho que eu estou ah ah como eu sou professora, né, na na escola e aí consigo aprender as coisas que eles tão ah fazendo, acompanhando os trends que está tá lá borbulhando. Então, eh felizmente estou nesse lugar que consigo ver o que está acontecendo, mas eu acho que os pais também têm que tá bem, tem que assim com os os olhos abertos, ouvidos, né, realmente abertos pra conhecer o que que está acontecendo agora ah dentro desse mundo digital. E aí, gente, com tudo isso, eh que que a gente faz? O que que a gente faz com tudo isso? Então, então, agora que é o ponto que eu quero chegar. De os alguns passos práticos, né, das minhas pesquisas pesquisas que eu ah recebi, que eu compilei ah compilei aqui pra nós, são as coisas que eu também eu preciso aprender também, que eu preciso ah pensar também. Então, mas eu vou a compartilhar aqui Opa, aqui. Alguns passos que a gente pode fazer. Então, o primeiro que eu coloquei aqui na tela é busque estar emocionalmente sintonizado com seu filho. O que que é isso que dizer? Isso quer dizer que é importante a gente ajudar a nossos filhos a se sentir seguro protegido e compreendido. E que é vital para o desenvolvimento saudável. Exige que o pai esteja sintonizado com suas próprias emoções primeiro. Quando os pais estão sintonizados com suas próprias emoções e gatilhos emocionais, eles podem entender e se conectar com mais sucesso as emoções e experiências dos seus filhos. Eh, felizmente a gente sabe que às vezes nossa infância, né, ou nossa vida não era a foram uns desafios assim para a gente aprender o que que a as questão de emocional. E felizmente pais que foram emocionalmente negligenciados podem curar-se e aprender como se conectar e processar suas emoções e gatilhos de maneira saudável e responsável. Né? Tem profissionais que a gente pode procurar, tem livros que nos pode ajudar a a e aí conversar. Eu acho que conversar também com a os outras outras famílias que a gente tem uma afinidade, né, para compartilhar as nossas angústias. Acho que isso é bem importante para para ter uma comunidade que nos ajuda. Então a segunda modelo é a abertura emocional você mesmo. Então é tudo bem, as nossas filhas podem podem podem podem ver que não nós somos pais perfeitos, né? Ah, a gente se se sente cansado, a gente também sente tristeza, a gente também fica angustiada, a gente também fica feliz com as coisas. Então é tudo bem para a gente falar o que que estamos sentindo para os nossos filhos. A terceiro, identifica e fale a a principal linguagem do amor do seu filho. Então é é interessante acho que alguns ano passado, se não me engano, o Fulvio, né, e Dani trouxeram ah um casal que falou sobre os cinco cinco linguagens do amor. E que são palavras de afirmação, tempo de qualidade, receber presentes, atos de serviço e toque físico. É um um um meio para nós ah para a gente ver como que ah a gente consegue ah ficar mais perto com os nossos filhos, o que que eles gostam e o que a gente gosta. Isso é também importante saber no que que a gente gosta e também saber no que que nossos filhos ah sente, como que eles se sentem amados, né? O quem quem ah escreveu sobre essas linguagens de amor é Gary Chapman. E ele ele sugere que a maioria de nós tem uma ou duas linguagens primárias de amor. Embora alguns possam experimentar uma sensação de serem amados em múltiplas linguagens. A quarta aqui, não desanime se seu filho porque for quieto ou tímido. >> [risadas] >> Não todo mundo são extrovertidos, né? Não todo mundo fala facilmente sobre si mesmo. O que que é importante? É momentos, momentos juntos, momentos juntos durante o dia. Caminhar juntos, desenhar, fazer coisas juntos, ir de carro a algum lugar ou preparar uma refeição juntos. Isso pode se transformar em espaços de aproximação. A próxima. O quinto, né? Praticar a escuta ativa. Gente, eu posso falar, a minha filha que está aqui do lado. >> [risadas] >> Não toda vez eu escuto ela. É, as vezes ela fala assim: "Ai, eu disse que você dorme, mãe". Quando você fala você dorme, sabe? De cansaço pega, né, gente? Como mãe e pai, pai, você sabe como que é isso, a gente trabalha o dia inteiro quando chega em casa, adolescente gostaria que quisesse conversar e eu sei que já peguei assim ela dormindo, ela Lara fica assim: "Mãe, você está dormindo, como que é isso?". Mas vamos fazer esse esforço, gente, com essa escuta ativa com as nossas filhas. O que que isso significa? Então, quando eles falam, a gente escuta. Assim, 100%. Então, quando eu tenho a TV ligada, você desliga. Quando você tem o celular aqui do celular, você desliga. Olha, eu coloco de lado. É e é isso que eu estou fazendo com a filha. É, quando eu tenho música rolando, você desliga a música também. E aí dá 100% de de escuta, isso é muito muito importante. Eu sei, eu posso falar isso também por causa dos meus alunos na escola, né? Quando eles vem até mim e quer falar sobre alguma coisa, quer um abraço, quer Gente, o computador fica de lado, o celular fica de lado, o que que eu vejo somente eles assim, fica um na frente do outro e tem essa essa essa assim, eu eu sinto sinto assim a troca de energia entre um e outro. Acho que isso é muito importante. O sexto, reserve momentos em família sem torno de tecnologia e cheios de diversão. Ah, fica um desafio as vezes aqui em São Paulo, né? O nossa, a nossa vida é um, é corrida, gente, mas é, a gente pode ver as trilhas, em, ao, caminhar junto. Fora, gente, assim, pelo bairro. Ah, é bacana, preparar a janta junto, né? Lava a louça junto. Então, pensa um momento, você pode ser mais simples pra gente, é, pode pensar junto com as meninas, vai indo nos parques, é, quando a gente pode até se juntar com as outras famílias. Ah, eu gosto bastante as minhas famílias da igreja, né? No Roda do Berço, as mães, às vezes fazem, "Gente, ah, vai ter feriado, vamos no parque com os, nossos filhos". Olha, vai, topa, faz esse esforço, às vezes é frio, às vezes, "Ai, eu tô muito cansada", mas vamos fazer esse esforço pra gente ter esse, mas cria momentos, né? Momentos em conjunto, sem tecnologia. E sétimo, conecte-se por meio de atividades divertidas. Se você não sabe o que fazer, gente, a gente tem, tem bastante recurso, ah, lá na internet mesmo, que a gente pode, pode ver, pode ver o que que funciona, o que já tá funciona, funcionando, né? E, ah, a gente também pode perguntar pra os nossos amigos, "O que que eu posso fazer"? Conversa, conversa, isso que, isso que, que é Deus que quer que a gente faça, tenha esse relacionamento, assim, presencialmente, né? >> [limpando a garganta] >> Olho no olho. Então, a gente não sabe o que faz, per, pergunta pra seus amigos, o que que a gente pode fazer juntos. Eu acho que isso, isso que, esse tema que estamos trazendo agora na, hoje na igreja é esse mês, essa conexão. Vamos criar essa criar essas conexões. Por que a gente tenta né, a a ajuda também a comunidade nos ajuda ajuda também com essas os nossos esforços como pai. A gente eu tô passando por algumas dificuldades, claro com os nossos filhos e o que me ajudou bastante ela era apoios de vários círculos de amizades ao nosso redor e também a igreja Vila Olímpia. Eu vou te falar, a gente a gente ficou nessa igreja porque uma pessoa que João ah era professor de da da da Lara falou que ela ele é membro da da igreja de Olímpia adventista e ele ela falou assim olha, eu quero visitar sua igreja. E quando ela chegou na igreja, gente sabe quem ela encontrou? O Guilherme. O Guilherme fez a escola sabatina deu a lição da escola sabatina e sabatina que eles fizeram debate, fala sobre isso para aquilo lá. E alguma coisa que assim deixa a escola sabatina mais viva, né, para ela, para a Lara na naquele momento. Ah e aí nós fomos acolhidos assim super com as pessoas dentro da igreja. Por isso estamos aqui. Na igreja na na igreja Vila Olímpia. E essas conexões que foram criadas me ajudam também como mãe e ajuda também também como pai para ajudar no criar os nossos nossos filhos, né, dentro da igreja. Então com tudo isso que eu falei, nosso tempo já tá acabando. Ah gostaria de fazer uma pergunta para o grupo e depois vou concluir. Ah, depois que a gente ouviu dos, ah, os, os passos cinco, seis, sete, né, escuta ativa, momento sem tecnologia e conexão divertida, qual é a mudança mais urgente que você precisa fazer hoje na rotina da sua casa para que o altar familiar deixe de ser um ritual mecânico e passe a ser um momento de sintonização real com Deus e entre vocês? É, deixa essa pergunta para vocês antes que concluímos. Ah, então, meus amados, a tecnologia e os companheiros digitais foram programados estar disponíveis 24 horas por dia. Eles não se cansam, não se estressam e simulam uma empatia perfeita. Mas você sabe, tem um caminho de 24 horas também, né, que a gente sempre tem. A gente com Deus. Voltamos no primeiro tópico que a gente ativemos neste mês, minha conexão com Deus primeiro. Certo? Isso precisa cultivado. E nós, como seres humanos caídos, falhamos, nos cansamos, erramos, mas nós temos algo que nenhum algoritmo jamais terá, né? Nós somos resgatados pelo sangue de Jesus. Somos habitados pelo Espírito Santo e fomos chamados para para amar com amor real, sacrificial e transformador. Não permitimos que os nossos filhos máquinas acolhimento que deverão encontrar em nossos abraços e nos nossos corações, que nesta semana passamos tomar a firme decisão de desligar os aparelhos para ligar os corações. E só para finalizar aqui que o amor de Cristo curador refletido seja refletido na vida daqueles que caminham com ele. Que isso é nossa proposta aqui na terra. Como que a gente pode refletir esse amor de Cristo para os outros? Através de mim do meu cônjuge dos meus filhos da minha família. E isso que é nosso legado aqui na terra. Focar na missão que qualquer pai pode decidir hoje legar aos seus filhos e netos de geração em geração. Vamos fazer oração? Vamos orar? Deus, muito obrigada pela pelo pela oportunidade que temos hoje para conseguir falar sobre os nossos filhos, para para conseguir falar sobre o seu amor. Por favor, nos ajuda, nos oriente a para conseguir ser pais famílias, tias, tios, avós, avôs, educadores para os nossos filhos. Para que elas eles sigam a dentro de seu caminho. Muito obrigada por nos ouvir. Em nome de Jesus, amém. Boa noite.