Debates Teológicos Geram Vidas Piedosas? (PodCast com Nicolas Borges, Ari Langrafe e Felipe Santos)
28/06/2026
Debates Teológicos Geram Vidas Piedosas? (PodCast com Nicolas Borges, Ari Langrafe e Felipe Santos)
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Deixa eu levar vocês para uma cena. Imagine só, você entra em uma igreja do século I, não há estrutura, não há conforto, não há palco, mas há convicção. E o melhor, pessoas dispostas a morrer por Cristo. Agora, avance para o século X. Você entra em uma igreja forte, estruturada, influente, mas profundamente necessitada de reforma. E agora olhamos para hoje. Hoje a pergunta não é apenas histórica, senhores, é espiritual. Qual dessas igrejas nós somos mais parecidos? E a gente vai tentar olhar um pouquinho. Seja bem-vindo ao podcast da escola Charles Espurion. Eu sou Ari de um acadêmico aqui da ES. É um prazer estar com o pastor Felipe, pastor da Igreja Batista Formada de Araucária e hoje o nosso convidado é pastor Nicolas Borges da Igreja Batista Redenção, coordenador e professor então do Seminário Teológico Redenão. Seja bem-vindo, Nicolas. Muito obrigado, senhores, pelo convite. Prazer estar aqui com vocês falando desse assunto tão relevante. >> Prazer é todo nosso. Seja bem-vindo, Felipe. Animado aí? >> Muito animado. Obrigado pela oportunidade de estar com vocês. É uma alegria ouvir. >> Então vamos lá. >> Aprender um pouco mais. Muito bom. >> Que aprender um pouco mais. Você vai ensinar aqui hoje, né, junto, né? E a gente vai conversar essa conversa boa aqui. Então, aproveita. ofereci café, né, para vocês, mas vocês aí não querem, porque depois depois de uma certa idade que você vai tomar café depois das 5 da tarde, depois um dorme aquela coisa, mas não tem esse problema. >> Eu também não, >> pessoal. Então o o assunto é entre os pais e reformadores o que a igreja esqueceu. A gente vai vai olhar um pouquinho pros pais, os pais da igreja. Depois a gente não vai entrar em teologia medieval agora e aí a gente vai um pouquinho paraa reforma, olhando esses dois grandes momentos. Então vamos lá, porque a nossa proposta aqui não é apenas olhar pro passado, mas permitir que o passado nos confronte. Então vamos lá, Nicolas, antes de falar de reforma, hã, precisamos falar de fundamento, tá? O que a igreja do dos primeiros séculos acertou que nós esquecemos? Então, fazendo esse olhar, né, a pra patrística e pros pais da igreja, para esse momento ali no início da igreja, o que a igreja acertou naquela época e que a gente se esqueceu hoje? Ficou clara a pergunta aí? Então, vamos lá. Eu acredito que uma marca dos crentes dos primeiros séculos que o meio evangélico tem perdido é a convicção de que aquilo que está sendo pregado, de que aquilo tá sendo defendido, de que aquilo que tá sendo proclamado é a verdade de Deus, é a palavra de Deus. >> Uhum. Porque não é apenas uma eh um compilado de autoajuda, como a gente vê hoje em dia, muitas igrejas eh vendo a Bíblia como se fosse um manual de instruções para uma vida mais próspera, para uma vida mais feliz. Era uma coisa que, no caso dos pais da igreja ali dos primeiros séculos, os crentes do primeiro século, eh, era muito custoso para eles manter isso, mas eles tinham naquilo o tesouro deles, a vida e a morte deles estavam naquilo. E essa convicção fazia eles enfrentarem os imperadores, os leões, o que viesse pela frente. E eu acho que a igreja perdeu isso porque houve uma influência muito grande de outras filosofias, outros entendimentos eh seculares dentro da igreja. Então você começou a ter uma mescla muito grande. Não que isso não tenha ameaçado a igreja dos primeiros séculos. >> Tanto que os pais da igreja se levantaram contra muito muito muitas dessas tendências de mescla de filosofias seculares com teologia. Você tem alguns pais falando claramente, né? Ó, eh, os portões de Atenas nada tem a ver com os portões de Jerusalém, deixa as coisas separadas. >> E hoje em dia o que a gente vê é uma tentativa de integrar muito as coisas, porque parece que a Bíblia já não tem mais um espaço exclusivo de autoridade na vida das pessoas, nos púlpitos, na mente das pessoas. Você tem uma integração muito grande das coisas. Isso vai desvalorizando, vai minando a autoridade da Bíblia e vai tirando a convicção que o povo de Deus tem de que aquilo é palavra de Deus de fato, que aquilo é Deus falando com os homens, coisa que os crentes do primeiro século, os primeiros, primeiro, segundo séculos, primeiros séculos, né, eles, eu acho que olhariam pra gente com uma reprovação bem expressiva. >> Uau! E quando a gente olha pra verdade, né, era na minúcia de você olhar pra verdade, de você procurar a verdade, de você não permitir que essa verdade seja o que você tá falando aí hoje, que é um pouquinho relativa, né? Ah, é verdade, mas também tem essa verdade. E vai surgindo verdades, a gente ah, vai diluindo ela com o tempo. E aí você vê a essas teologias que vão chegando e vão no final das contas, Nicolas. Talvez elas vão deixando a verdade um pouquinho de lado, né? Porque não é mais a preocupação da igreja. Então, muito legal a gente olhar e e a verdade fazendo esses homens, né, e até as últimas consequências, a gente vai conversar sobre isso, até que ponto, né, a igreja tá disposta de por causa da verdade e até as últimas consequências. Obrigado, que resposta. Vamos lá falando disso, porque nesse período eu vou pegar o ganço que você falou, porque doutrina, a doutrina ali custava a vida. Muitas vezes é uma doutrina que custava. Tem uma frase de Atanásio. Vamos lá lê essa frase para nós, Felipe. Aí, a frase de Atanásio tá aqui, ó. >> O filho de Deus se fez homem para que nós nos tornássemos participantes da natureza divina. >> E eles estavam defendendo isso a com a própria vida, né? O filho de Deus se fez homem. Então você vai ter todas as controvérsias ali do que significa isso de Deus se fazendo carne. João, o apóstolo já vem com essa ideia, já vem trazendo isso e e nós estamos defendendo o que hoje ou se é que estamos defendendo, como que você enxerga isso? O que que a igreja defende hoje? O que que nós estamos defendendo? A impressão que eu tenho é que de alguns movimentos, talvez da igreja contemporânea, do começo da era contemporânea para cá, né, a igreja tem focado muito numa, vou inventar uma palavra aqui, seque lógico ou não existe, uma desdogmatização, uma desdoutrinização. >> Uhum. >> Em que sentido? Eh, doutrina não é importante. >> Uhum. >> Essas coisas elas só dividem. essas coisas, elas só eu não sou nem de Calvino, nem de Armínio, eu não não ligo para essas coisas, tal, como se tudo isso não tivesse implicações práticas. Então, as pessoas não defendem mais eh as doutrinas, elas não defendem mais um entendimento correto, apurado, claro, elas preferem definir mais movimentos, eventos, uma igreja mais voltada para atividades, modelos eclesiásticos, uma coisa que eles dizem ser mais orgânica, mais isso, mais aquilo, que não tem instituições, todo um discurso que parece muito bonito, mas que na verdade é uma falta de compromisso. com eh a verdade doutrinária, com o que tá sendo exposto ali na escritura, organizado pelos sistemas teológicos e que custou a vida desses desses homens. Aí eles deram a vida por isso, né? >> Mesmo não sendo martirizados, eles se gastaram nisso, né? >> Certo? E a impressão que eu tenho é que a igreja não defende mais a doutrina. E parece que existe uma uma tendência de desprezo desses assuntos. Uhum. como se fosse uma coisa irrelevante, uma coisa que no passado só serviu para divisão, quando na verdade no passado isso serviu justamente para mostrar os limites da verdade. E esses limites parece que estão sendo apagados hoje, porque o pessoal foca muito em questões de conforto, questões numéricas, estratégias de crescimento, eh como você integrar movimentos, estratégias eh de marketing, psicologia, essas coisas todas com a com a igreja, com a vida da igreja. E em termos doutrinários, a gente vê crentes minguando, crentes que estão e eh sedentos e não não encontram não encontram uma igreja que ensine teologia. >> Hum. pessoas que tem que viajar horas porque na cidade delas não tem uma igreja que ensine teologia, tem só eh igreja ensinando eh palestra coach. >> Uhum. >> Teologia coach. >> Tem só a igreja ensinando método de crescimento e tudo mais, essas essas coisas pragmáticas, né? Agora, doutrina, ensino teológico sólido, não tem mais. >> É, e é triste quando a gente ouve, né? Eu nunca vi, não sei se vocês já viram, né? Mas eu já vi pessoas falando que chegam na igreja e o pastor não abre a Bíblia, não tem uma leitura de um texto bíblico no culto de adoração a Deus. Eu não tô falando das intenções dessas pessoas, mas se a gente tá falando de verdade, a gente precisa ter uma base, né? E essa base tem que vir da Escritura. Então, ah, eu vou dizer que é um alívio quando eu tô numa igreja. Às vezes acontece da gente não tá na nossa igreja e o pastor vai lá no púlpito, abre a Bíblia e lê a Bíblia. Falei: "Uau, gostei dessa igreja". Porque ele foi lá, leu e talvez a explicação talvez não seja a a mais sofisticada, mas a Bíblia ela ela fala ah e é o meio da gente conhecer a verdade na medida que a gente se debruça sobre ela. Muito bom, porque teologia gera vida. Mas fale, >> é, eu concordo com isso e com o ponto que você, isso conecta com o ponto anterior que você disse, né? >> Porque quando a igreja ela começa a perder essa identidade da palavra de Deus, começa a ver uma ênfase muito forte no homem >> e o trabalho do pastor em trazer, resgatar a verdade da palavra de Deus, o evangelho puro e simples para a igreja, acaba sendo um trabalho ainda maior. >> Uhum. que vem pessoas carregados destas crenças de outros lugares, carregados dessas ideias, né? E acho que até a gente pode pensar um pouco, né? Gostaria de ouvir você, é como que nós podemos hoje e exercer um trabalho de fortalecer a palavra de Deus em nossas igrejas, a fim de que não permitamos que essas ideias, essas esses pontos que dividem a igreja, que afastam a teologia, que afastam a doutrina, como que nós podemos olhar para isso hoje? Eu acho que o o trabalho do pastor nesse nesse campo é sempre oferecer o alimento puro da palavra de Deus no púlpito, eh nas programações da igreja. Então, sempre ter no pastor a figura de um ministro, eh, que realmente prega o que a Escritura diz e que, como Timóteo, Paulo orienta para Timóteo, né, que não se envolva em questões, em, eh, discussões ali que são infrutíferas, né? Então eu acho que muito isso, muito disso tem a ver com o perfil do ministro, >> porque tem muitos pastores que usam de fato o púlpito como um palco para autopromoção ou um palco para promoção de debates teológicos, como se ali fosse um ambiente para esse tipo de coisa. E não é o pastor, ele tem que estar ali para pregar, para ministrar a palavra de Deus e tudo mais. Então, acho que o caminho para evitar essa desvalorização, para evitar essas confusões todas, começa com o pastor, começa com o perfil do pastor, com a atividade pastoral e o modo como ele vai orientando, ensinando a igreja a respeito disso, né? E é um trabalho que tem que ser de médio a longo prazo. É um trabalho que é lento. É um trabalho que o pastor vai ensinando a igreja pelo método com que ele vai expondo, com que ele vai ensinando. A igreja vai aprendendo e a igreja vai ganhando maturidade para identificar essas coisas. Então a igreja vai vendo, olha, isso daqui que isso aqui que eu ouvi é o pastor faz um jeito diferente, acho que tá errado e tudo mais. Então ele vai eh ganhando parâmetros para esse tipo de de avaliação fora e tudo mais. Isso protege a igreja. é diferente de uma igreja que tem um foco não na pregação, mas em eventos, não em teologia sólida, mas em eh achismos ou modismos, esse tipo de coisa, que como Paulo fala, né, acaba sendo levado de um lado pro outro por qualquer vento de doutrina. Agora, a gente a gente olhando pros pros pais da igreja, a gente vê uma preocupação muito grande neles em expor a palavra de Deus. É impressionante isso. A a prega a teologia da pregação dos pais da igreja é muito enriquecedora pra gente. que a gente olha para um eh João Crisóstomo, a gente olha para um Agostinho, a gente olha mesmo para o controverso origens, né, que tem cometeu aí uns deslizes terríveis, mas a gente vê um coração pastoral, uma preocupação muito grande desses homens em em fazer com que as ovelhas entendessem >> como a palavra de Deus era prática. É interessante que nos sermões de origens, de de outros pais da igreja, eh, Origens nunca foi pai da igreja, mas tá naquele período ali, né? Eh, a gente percebe uma preocupação, um chamado deles para uma vida de santidade, porque, ó, vocês gostam de ir nos espetáculos, mas vocês não vêm na igreja. E não é muito diferente do que a gente vê hoje. Então, qual que é o segredo? Como que esses caras conseguiram manter a igreja nos trilhos naquela época? E como que a gente faz isso? por meio da pregação. Pregação é o é o ponto central ali, é a é a coluna que faz com que a igreja saiba para onde ela tá caminhando, né? E é o é o antídoto pro ataque dos lobos, é o a matériapra pro crescimento espiritual e é uma coisa que é feita gradualmente, tijolinho por tijolinho, pedacinho de pão por pedacinho de pão, né? O pastor vai dando, vai orientando e os outros departamentos da igreja vão assumindo essa roupagem também. >> Uhum. E isso vai protegendo todos os departamentos. Você não vai ter um departamento infantil que é meramente ativista. Se preocupação em fazer atividade para criança, não. Você vai ter um departamento infantil que é preocupado em expor a palavra de Deus para as crianças. Um departamento infantil que tem uma uma eh tendência, uma ênfase evangelística eh de ensinar teologia para criançada. A gente pensa que criança não aprende teologia, mas criança tem que aprender teologia. Quanto mais cedo uma criança aprender teologia sólida, mais protegida ela vai estar numa fase tão vulnerável da vida dela que é a juventude. Então, acho que tudo parte do púlpito. Tudo parte do púlpito. E eu acho que é por isso que esses homens têm tanto a ensinar pra gente. Sim. >> Certo. E quando a gente olha, ah, você falou desse desenvolvimento inclusive a da maturidade, né? E aí essa teologia talvez num primeiro momento, ela não tem o mesmo resultado de que um de um modismo teológico. É, ou não é? Porque o modismo é rapidinho, né? Ele chegou, todo mundo se empolga, mas da mesma forma que ele vem, ele vai e aí você vai caminhando ah nesse nessas ondas, né? Ah, de modismo. E quando a gente olha paraa verdade da palavra de Deus, é uma sementinha que a gente planta, que a gente vai colher. Você fala de ensinar teologia de para crianças, você não vai colher tão cedo, né? Você vai colhendo uma juventude e talvez o fruto mesmo venha na vida adulta ela. Então eu vou dizer para você que teologia gera vida e vou citar aqui o Irineu. Irineu, vamos lá. Cita lá pra gente lá. A glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem consiste em ver a Deus. Quando a gente olha paraa igreja hoje, nossa teologia está produzindo vida ou apenas discussão? Como que você vê? Porque a gente a gente vem de um ambiente de internet que a gente discute muito teologia. >> Agora, o que que isso tá gerando? É a pergunta, né? O que, qual que é o resultado de todo esse fervilhão de debates teológicos, especialmente em rede social, especialmente na a nos meios digitais, né? O que que a gente tá gerando? Porque houveram muitos debates, a gente tem grandes concílios, a gente tem coisa que aconteceu e a gente pode olhar, não sei se vocês concordam comigo, mas os resultados foram muito bons, né? Você vê um arianismo, né? indo embora, né? Ah, com Atanásio ali defendendo a fé. Então, esses os resultados foram bons. Mas será que hoje a gente tá colhendo bons resultados ou só gerando mais discussão? Como que você enxerga esse ambiente? Nossa teologia hoje tá produzindo vida ou discussão? Eu acho que considerando o ambiente virtual, que foi o ponto de partida aí, né, da pergunta, eu acho que não tem gerado vida, não. Acho que tem gerado discussão e mais eu acho que tem gerado até mau testemunho para os de fora. >> Uhum. As pessoas, os incrédulos, devem olhar para muitos crentes, influencers aí e v eles vêm neles um péssimo exemplo de crente. Há pessoas que não têm compostura, não tem educação, não tem reverência pela palavra de Deus. Eu acho que a teologia que dá vida é a teologia feita com piedade. Piedade em termos bíblicos, teológicos, é levar as coisas de Deus a sério. É ter reverência pelas coisas de Deus. E eu acho que os teólogos de internet não têm reverência pelas coisas de Deus. >> Aquela para usar um paralelo, né? Quando Deus fala para Moisés, "Tira as sandálias de onde você tá, porque a terra é santa, né?" Eu acho que todo teólogo tem que ter isso, tem que ter essa reverência. Eu tô entrando num território sagrado. Eu não posso ser leviano, eu não posso ser banal, eu não posso fazer um uso descuidado do que eu tô tratando aqui, porque é uma coisa muito sagrada, são as palavras do próprio Deus. E eu acho que a teologia de internet que a gente tem visto é uma teologia extremamente despreocupada com essas coisas e muitas vezes desassociada desses elementos de piedade, piedade pessoal. Tem pessoas que se pagam de grandes intelectuais, sábios na internet, mas você vai olhar, a vida é uma vida torta. É uma vida questionável. O palavreado, você acha um palavriado estranho, não é um palavriado compatível com o filho de Deus. Você olha a a família da pessoa, você vê uma família que você fala: "Ó, isso aí não parece tá dando um bom testemunho, você vê os problemas que a pessoa tem com eh gente de fora." Então, tudo isso destoa >> da postura que os os pais da igreja tinham, mesmo nesses debates. >> Os debates eram acalorados às vezes, >> mas mesmo assim havia uma reverência, havia um cuidado, eh eh uma preocupação com a palavra de Deus. E mesmo os que foram condenados como hereges, muitos deles eles caíram na heresia, que foi chamado de heresia, por eles estarem extremamente preocupados em defender uma coisa que para eles eles achavam caríssimo. >> Uhum. Então, a gente tem aquela figura do dos condenados nos concílios, como sendo homens maus, que atacavam a igreja em num sentido bem perverso. E não é verdade. Eles eram, muitos deles eram pessoas que estavam tão preocupadas com algumas questões que eles erraram, exageraram, passaram dos limites. Alguns deles foram até mesmo reavaliados mais recentemente. Fala, talvez ele tenha, eles tenham sido mal interpretados nisso, mal interpretados naquilo. ensinaram coisas erradas de fato, mas havia uma atmosfera reverente pela palavra de Deus. Eu vejo isso porque ah quando a gente olha, eu vejo uma preocupação com os pais da igreja que eu não que que acho que a gente precisa ser lembrado. Esse para mim é um ponto. Ah, e eu e eu vou basear isso na escritura porque é a questão da unidade, né? Então, a questão da igreja, unidade, eu não tô falando de de uma igreja ecumênica nos moses de hoje, mas a preocupação da unidade da igreja. E quando eu olho a Efésios, por exemplo, quando tô olhando pra epístola de Efésios, eu vejo que essa é uma preocupação, né? Então você tem Deus tirando aquela barreira, aquele muro de separação entre judeus e gentius, né? Você vem do capítulo um e aí chega no capítulo quatro e diz assim, né? Agora vocês vão viver de modo digno do evangelho. E como que é esse modo digno? É a unidade. Então o que vem viver de um modo digno do evangelho é viver em unidade. Ele vem descrevendo como que Deus mantém essa unidade que ele conquistou por meio de Jesus. Eu acho que esse ambiente de internet ele não tá evidenciando. Por quê? Porque a verdade tá como ela, na medida que ela vai sendo diluída, parece que a a também a igreja vai e aí você não tem consensos mais. E e o resultado para mim ruim de tudo isso é o é o fenômeno, por exemplo, de desigrejados, >> né? Então, a gente muitas vezes não tá gerando vida, a gente tá repelindo as pessoas em vez de ser uma força de atração por esse mau testemunho que o pastor Nicolas colocou. Às vezes também você acaba validando alguém dentro desse perfil e pessoas que não têm o crio para olhar para isso e falar assim: "Não, isso aqui a vida dele não tá de acordo. >> O que ele está falando não está debaixo de uma submissão de uma humildade bíblica debaixo da palavra, guiado pelo Espírito Santo." E essas pessoas que não tm um crio, acaba olhando para este, para estes. E eu tendo como um exemplo de um, de um líder espiritual, de alguém que vai conduzir a palavra de Deus fielmente e miram nele um exemplo. >> Uhum. começam a segui-lo nesse nesse formato e isso não gera vida, porque são pessoas muitas vezes defendendo seus pressupostos e não indo atrás do que a Bíblia diz, né? Então hoje nós temos isso, >> um clubismo, né? Acaba sendo um clubismo. >> Certo. >> E aí, senhores, estão preparado? Agora a gente já lançou a semente um pouquinho atrás, tá? que é o custo do discipulado. A gente tá, eu acho que os pais da igreja tem essa ideia de nos fazer lembrar de algumas verdades importantes. Unidade é uma delas, como a gente colocou, essa questão de da gente olhar pra maturidade na medida que ela vai avançando, na medida que ela conhece a escritura, a verdade. E aí vamos pegar uma frase que é muito famosa, Tertuliano. Vai lá, qual que é a frase? Vai lá, Felipe. >> O sangue dos mártires é a semente da igreja. >> E a igreja crescia quando era pressionado. Pressionada. Nicolas. Ah, isso, isso. A gente vive numa numa era de conforto, comodismo e outros outros aí. Se o custo aumentasse hoje, ainda que ele nunca aumentou, tá? Mas vamos supor, né? Ele é o mesmo desde que Jesus falou, né? Se alguém quer vir a voz mim, assim mesmo, se negue, tome a sua cruz e siga-me. Mas se hoje a a essa forma, a se o custo do discipulado ficasse mais evidente, porque ele não mudou, né? A igreja cresceria ou encolheria? Eu acho que ela encolheria. Se o custo do discipulado, se se ser discípulo de de Jesus exigisse mais, eu acho que talvez nós descobríssemos que as igrejas estavam infladas, mas não crescidas, de fato, >> elas estavam inchadas. Mas claro, isso não de todas as igrejas, não de todos os crentes, mas olhando pro meio evangélico em geral, eh a própria teologia da prosperidade que cresceu no Brasil já denuncia isso. As pessoas vão pra igreja fugindo de desconfortos. >> Elas vão na igreja para buscar conforto >> circunstancial, temporal. E quando Jesus fala, olha, quem quiser vir após mim, tome sua cruz, vai ser perseguido, deu essas garantias, né? E acho que acho, não tenho certeza, as pessoas esqueceram desse desse aspecto. Então, elas acabaram se acomodando num cristianismo meramente eh eh um cristianismo do conforto que não tem custo. O custo é é o quê? É você às vezes eh ser zombado por uma rede de televisão. Esse é o custo. Esse é um custo baixo. >> Uhum. >> Esse é um custo mínimo para nós. Isso daí não vale nada. É um colega da escola fazer uma piadinha com você. Isso daí comparado ao que os homens da igreja antiga passaram, isso daí é cosquinha. >> Uhum. Então eu acho que hoje a gente teria muito disso. E mais eu adicionaria até um outro fator. Nós vivemos dias em que o povo de Deus não sabe lidar com o sofrimento de modo geral. De modo geral. Não só por causa de perseguição, de modo geral, porque nós vivemos uma espécie de busca por anestesia o tempo todo. Então, a gente não olha mais pro sofrimento como uma ferramenta de Deus, por exemplo. >> A gente não olha a gente não olha pro sofrimento como algo que eu tenho que encarar de frente, pegar o boi pelo chifre, vamos lá, porque eh isso isso faz parte da vida cristã e Deus tá usando isso como uma ferramenta. Não. As pessoas fogem do sofrimento a todo custo. >> Uhum. E claro que a gente não tem que ficar buscando sofrimento, sim. >> Mas é verdade que o sofrimento vai chegar, é inevitável. O sofrimento vai chegar até nós. Mas a resposta que o meio evangélico dá é uma resposta de fuga >> a qualquer tipo de sofrimento por causa do conforto. >> Então, às vezes, se você sofre é porque você não teve fé. Se você tá sofrendo, é porque eh de algum modo você recebeu algum tipo de maldição, seja lá o que for, você tem que fazer tal coisa para fugir daquilo, para reverter aquilo e tudo mais. e não tem mais aquela mentalidade de eh encarar o sofrimento como algo que faz parte da vida cristã. Não existe mais isso. Então acho que isso, de modo geral, olhando pro pro perfil do povo de Deus hoje, eu acho que se houvesse um aperto, eu acho que as igrejas diminuiriam bastante. >> E você olha, porque tenho trabalhado isso com os homens lá na nossa igreja e inclusive amanhã eu estarei pregando em Josué 14. >> Uhum. E você vê Calebe, que era um, ele tem duas menções em Números, depois ele volta a falar ali em Josué e ele teve que andar 40 anos no deserto por conta do erro dos seus irmãos. >> Uhum. >> E como ele respondeu a isso, né? E a fala dele com Josué é um é um claro exemplo disso. Ele eu espero no Senhor e o que o Senhor me disse e o que o Senhor me prometeu e eu estou aqui com a mesmo vigor de quando eu tinha, quando eu tava com 40 anos atrás. E se o Senhor estiver comigo, eu expulso aqueles anaquins daquela terra. >> Ele tava com a mesma fé, na mesma perseverança. >> Mas você não vê ele murmurando de ter que voltar pro deserto. Você não vê ele reclamando, você não vê as lamúrias dele. Você vê um cara do mesmo jeito. E hoje em dia, eh, nós vemos as pessoas com dificuldade de abrir mão dos seus sonhos, >> de renunciar ali, muitas vezes, ter que fazer alguns ajustes nas rotas dos seus planos, porque a vontade de Deus muitas vezes nos leva para caminhos que nós não queríamos, né? O Pedro ele fala, né? vai chegar um cara que ele vai te levar para um caminho que você não quer. E é difícil paraa igreja, para as pessoas olhar para isso hoje e demonstrar e pagar, aceitar, renunciar, pegar a cruz e seguir a Cristo. >> É, existe, existe uma uma perda de perspectiva eterna na vida dos crentes. o eu acho que o nosso cristianismo se tornou muito materialista, não no sentido de e querer sempre mais em consumo também, mas não só isso. Quando eu digo materialista, eu penso na na filosofia materialista mesmo, do aqui do agora. O que tem é a matéria, o que tem é os sentidos e é isso daí. O que você vive é o que você tá vendo que você tá tocando. E eu acho que o cristianismo se tornou muito assim, muito assim. Hum. >> E a gente não tem mais aquela perspectiva eterna que os crentes da antiguidade tinham. Ó, eu tô sendo martirizado, mas eu vou me encontrar com o meu rei daqui a pouco. Que confiança é essa? De onde vem o negócio desse? >> Não tem nada. Não tem nenhum remédio, uma pílula mágica, não tem nada. É a convicção de que a eternidade é real. Deus é real. Não só eh eh tem promessas para essa vida de sustento, de amparo, de consolo, mas tem uma promessa de uma herança eterna, imarsecível. Mas acho que o povo de Deus perdeu essa essa dimensão >> que precisa ser lembrado, né? Essa época nos lembra, especialmente porque um discipulado sem custo vai acabar automaticamente nos levando a uma graça barata, né? E a graça barata, o Bonofer vai trazer trazer isso já vindo para para nós aqui. Então, nesse momento, né, a igreja que enfrentava o mundo começou então a se acomodar dentro dele, né? Então isso é história, né? Depois de um tempo, a igreja que enfrentava o mundo, né? E vamos lembrar aqui do Atanásio, Atanásio contra mundo, né? Então isso é muito legal a gente pensar. E ela começou a se acomodar dentro dele e aí a gente vai avançar muitos séculos e aí que a reforma se torna necessária. E a gente vai então para esse para essa parte importante falando um pouquinho sobre a reforma. Nicolás, vamos direto ao ponto. A reforma foi um retorno a exatamente o quê, né? Como que você pensa na reforma? Era algo novo, um ou um retorno. E se for retorno, no quê? >> Era um retorno, não era algo novo. Os reformadores nunca tiveram a noção de inovar, até porque isso pelo próprio pelo próprio modelo de formação deles, isso era uma abominação. Inovação para um escolástico nunca era uma coisa boa. >> Lutério era um escolástico. Ele falar de inovação para ele, ele ia ficar arrepiado, ia ficar avesso a isso. Arrepiado, né? >> É. ia ficar avesso a isso, é porque para eles a tradição era importante, mas o que eles perceberam é que a invenção do romanismo ou as invenções do romanismo eh superaram e silenciaram a boa tradição da igreja. Por isso que você tem, por exemplo, eles recorrendo a a gostinho, eh, Calvino recorrendo a gostinho, porque eles encontraram nos tesouros da patrística aquilo que eles viam que, ó, a igreja não tá mais não tá mais ensinando isso que deveria ensinar. Então, acho que foi um retorno, eh, não uma invenção, mas eu acho que o talvez o ponto principal aí seja um retorno à primazia da escritura. >> Uhum. Quando a gente tem o slogan lá do sola eh sola escritura, né, que posteriormente o pessoal cunhou para resumir um pouco disso, acho que esse é o ponto de partida. >> Uhum. Porque >> eh os reformadores eles se preocuparam muito com a eh autonomia do crente de ter acesso a escritura, com a o rompimento, com aquela ideia da do tripé da autoridade romanista, né, como sendo eh o papa, a tradição e a escritura em como base da autoridade, do ensino, dos dogmas. Eles voltam tudo paraa escritura. uma preocupação de fazer com que o povo entendesse a palavra de Deus, realmente entendesse e praticasse e aplicasse a palavra de Deus. Então, toda essa preocupação pastoral nasce ou ou vem junto com esse desejo de eh fazer a escritura retomar o lugar que ela nunca deveria ter perdido. >> Uhum. Então, acho que é um retorno a essa a essa ênfase, porque tudo que vem tudo que vem junto com a reforma, a questão da soteriologia, a questão da eclesiologia, tudo isso vem porque eles estavam questionando os paradigmas de autoridade da da do romanismo. Pera aí, quem é que manda? São é o que o Papa fala, não? Quem é que tem o poder de mudar? É a escritura. Lutéo falou: "Olha, eu não fiz nada, eu só preguei". A escritura que fez tudo, né? O leão que sai devorando tudo aí aqui diante de si. Então acho que a reforma colocou esse a escritura no centro de novo, >> colocou esse fundamento no centro e as coisas foram acontecendo em decorrência disso. >> Sim. É, e a gente pode pensar a escritura, então ela vem acima de tudo, né? E e é o lugar onde ela tem que tá acima da tradição, né? E aí quando ela tá no lugar certo, a gente vai ter uma boa tradição, porque ela vai regular isso. E aí, vamos lá, vamos citar o Martinho Lutero. Eu quero voz de Lutero aí. Pode Lutero, vai ser difícil, mas [risadas] ele diz: "A minha consciência está cativa à palavra de Deus >> e hoje, >> hoje que está prendendo a consciência da igreja cristã, >> será que hoje a gente pode dizer que a a a minha consciência está cativa à palavra de Deus?" >> Eu acho que a igreja evangélica, quando assim, quando a gente fala de igreja evangélica, a gente tá fazendo uma generalização eh de propósito, né? >> Sim, com certeza. Porque a gente tá considerando aí as estatísticas de BGE da vida, que fala que não sei quantos milhões de crentes no Brasil e tudo mais. E a gente não vê isso refletido na sociedade. A gente vê uma política corrupta, a gente vê eh a violência aumentando, a gente vê problemas, escândalos dentro de igreja. Então a gente faz uma generalização com base na que naquilo que a gente tá vendo. Eu acho que hoje não existe fidelidade, não existe compromisso com a palavra de Deus. O compromisso que Lutero teve, os pastores não têm hoje em dia. >> Uhum. Acho que há um compromisso muito grande com ideologias, há um compromisso muito grande com eh ideias, pensamentos seculares. Então, você tem muitos pastores cedendo ao marxismo, você tem muitos pastores cedendo a a eh a versões mais ou menos light da teologia da prosperidade com essas releituras todas. Você tem que teologia da prosperidade, a teologia coach nada mais é do que uma versão eh espiritualizada da teologia da prosperidade, né? busca do bem-estar e tudo mais. Você tem muitos pastores comprando discursos de movimento, movimento negro, movimento eh social aqui, movimento social ali. Você tem muitos pastores comprando a ideia de uma igreja ou de um uma pregação ecumênica no sentido eh aberto da palavra, né? Então, vamos integrar tudo porque fazer um culto aí em manjar, umas coisas assim. E tudo isso daí mostra que não tem compromisso nenhum com a escritura. é é um compromisso com a ideologia, com a persona, com o o pensamento da época, né? Muito diferente de Lutéo, muito diferente dos pais da igreja e muito diferente do que a escritura diz, né? Quando Elias tá lá no no Monte Carmelo e ele fala pro povo: "Até quando vocês vão ficar eh eh divididos entre dois pensamentos aí, né? Ou servão a Deus ou a Baal". N? O próprio Senhor Jesus também disse: "Não dá para servir aos dois senhores." Então, eu acho que o que a gente tem hoje é um compromisso com outras coisas e não com a escritura. Isso parece muito claro eh numa conversa simples que você tem com um evangélico assim médio. >> Uhum. >> Em que ele fala: "Não, mas a gente precisa levar em conta que o homossexualismo dos dias de Paulo é diferente do homossexualismo hoje. A gente tem que atualizar a Bíblia. Quando você vê um uma coisa dessa sendo falada, você percebe qual é o compromisso que a pessoa tem. Não é com a escritura. Ela ela não pode atualizar a ideologia, ela tem que atualizar a Bíblia. E sempre que isso acontece, evidentemente, a Bíblia é colocado de lado, >> com certeza. Então, olhando para paraa palavra de Deus, acima de tudo, ah, ela vai apontar o centro, né? E a Bíblia toda aponta pro centro. E esse centro ah, é Cristo. E ele precisa ver. Então, a gente vê muita, muitas igrejas hoje ah, muito centradas no homem, né? No que no bem-estar do da pessoa, uma igreja onde a pessoa tem que se sentir bem e você tem programas para que a gente possa atrair pessoas. tem igreja com paleta de cores para que a pessoa se sinta eh dentro da cartela dela, uma coisa toda uma estética, né? Então é isso daí é uma preocupação com isso. >> E aí Cristo às vezes ali não tá sendo o centro, né? E aí vem João Calvino. Agora a sua barba já tá, se você deixar crescer mais um pouco, né? E fazer um um V aqui, ó, eu acho que aí vai chegar. Vai lá. Que que Calvino fala? Enquanto Cristo permanece fora de nós, tudo que ele fez permanece inútil para nós. >> E a gente corre o risco hoje de ter igreja, linguagem religiosa, atividade, mas sem Cristo no centro. Que que você acha disso, pastor? Como que você vê esse movimento? Me parece que as pessoas falam muito de Jesus, mas elas não conhecem Jesus. Porque Jesus eh todo mundo quer roubar Jesus para si. Alguém já disse isso de Agostinho, né? Mas agora a gente pode aplicar isso para Jesus. Todo mundo quer roubar Jesus para si. >> Porque você pega os políticos do nosso país, por exemplo, e eles falam de Jesus em de campanha eleitoral, eles até vão na igreja, eles falam que Jesus é um exemplo e tudo mais. Você tem incrédulos tentando ensinar pros crentes quem é Jesus. E eu acho que isso é culpa da igreja, porque a igreja permitiu que os incrédulos fizessem isso, porque a igreja já não sabe mais quem é Jesus, deixou Jesus do lado de fora. >> Só usa o nome, o nome de Jesus num sentido ralo, raso, que não tem correspondência nenhuma com a escritura. É um Jesus que eles inventaram. É um Jesus paz e amor. Não é aquele Jesus de apocalipse que a gente vê que volta com a espada e o manto dele cheio de sangue, sangue dos seus inimigos. >> É um Jesus que muitas vezes é ele ele é vazio de de eh justiça, de ira contra o pecado. É um Jesus que acolhe qualquer coisa, venha como estás e vai manter assim e vamos caminhar desse jeito mesmo, não tem problema. E eu acho que isso é culpa da igreja. Acho que isso daí eh aconteceu mesmo no meio incrédulo, porque o povo de Deus permitiu que Jesus fosse roubado por essas outras pessoas, >> quando o povo de Deus deu falar: "Não, esse não é o Jesus da Bíblia, isso não é o Jesus". E dentro das igrejas isso assume eh uma linguagem religiosa, como você disse, né? nos cultos, por exemplo, você vê lá eh aquela todo aquele show de pirotecnia, aquela coisa toda, mas tem lá o nome de Jesus no meio lá, tem lá tem lá um louvor, uma coisa bem worship assim para Jesus, né? Tá lá Jesus, palmas para Jesus, tudo é para Jesus, aquela coisa toda, né? A pregação coach se tornou assim, né? De Jesus, você é o centro, esses slogans aí que o pessoal inventa, tudo mais. Uhum. >> Tudo isso daí fez com que Jesus apareça nos discursos, mas não é o Jesus bíblico, é um >> e não é o centro, >> não é o centro. No final das contas, ele só está lá para servir algum outro propósito. >> Certo. Eu venho de um meio religioso, eh, que se julga ser muito tradicional, né? E e esses dois tópicos são muito evidentes do que falta lá. A palavra de Deus não é autoridade e Cristo não está no centro. Então lá você tem novas revelações a cada culto e isso visa atra manter aquelas pessoas confortáveis e voltando todas as vezes para receber doses de emoções. >> Uhum. >> Para que continuem dependendo daquilo, né? Eh, e você vê que Cristo não está no centro, não é pregado. Quando eu compreendi o Evangelho lendo Romanos, em uma das conversas que me então fez decidir sair de lá, eh, a palavra de Deus foi colocada em cheque, né? O nome de Cristo foi colocado em cheque. Você a cruz de Cristo foi colocada em cheque. Por que você fala tanto da cruz? >> Uhum. >> Por que que você não fica na comunhão conosco ao invés de ficar ensinando a Bíblia, dando aula de teologia? Então, essas coisas, por mais entra até em igrejas que ela tem uma roupagem tradicional e que as pessoas olham e falam: "Uau, essa igreja é legal, é bonita por fora". Mas quando você vê, quando você entra, o conteúdo é aquela, é aquele sepulco caiado, né? É muito vazio, não tem conteúdo. >> Aí o Felipe praticamente, Nicolas tá com reformador aqui, né? E ele foi, tava nesse meio de uma igreja que não tinha Bíblia, né? Onde não existia a escritura explicada, lida, né? Então você tinham digressões da escritura, né? >> Sim. >> Mas não era a palavra de Deus pregada. E ele começou a estudar teologia lá mesmo. E no momento que ele começa, né, Felipe, a a falar e ler, e aí isso incomodou muita gente, né? >> Incomodou. E e porque as pessoas quando ouvem falar de Jesus são duas coisas que acontecem. Ou o Espírito Santo entra e converte, ou a raiva se levanta e e alguma coisa acontece, >> né? E aí eu na na minha ignorância procurava me manter lá achando que haveria uma certa reforma dentro daquele local. >> Ah, você tentou, né? >> É, mas a quando você tem a falta de Cristo no centro, você não tem a possibilidade, né? O Espírito Santo vai te levar pro aprisco dele. E uma das coisas que falando da palavra de Deus, quando a gente chega aqui em na Igreja Batista Cavar em Pinhais, uma das coisas que a gente muit >> ou na reformada em Araucária, né? Igreja reformada, é que a palavra de Deus se abre e tem leituras dela ao longo do culto, a gente canta a palavra de Deus, a palavra de Deus é exposta e Cristo está no centro dela. E isso traz alívio pro nosso coração. É isso que nos traz o conforto que precisamos. Nosso conforto não está nessa vida, >> mas está na palavra de Deus, né? Tinha tinha um professor meu no seminário que ele falava que às vezes ele ia nas igrejas e ele fazia o exercício de, ele e a esposa dele fazia um exercício de contar quantas vezes o nome de Jesus era citado na no culto. >> Uhum. E ele falou que teve igrejas que Jesus não foi citado nenhuma vez o culto inteiro. Mas como que pode um culto inteiro não mencionar nada de Jesus, não cantar um hino a Jesus para louvá-lo, não fazer uma leitura que uma leitura bíblica que mencione o nome de Jesus, uma pregação que não mencione o evangelho, portanto, a obra de Cristo. Como pode um negócio desse? Mas você vê, é uma igreja, é uma comunidade ali que não tem Jesus no centro. >> Às vezes é um jargão, né? Lá onde eu estava era isso, é um jargão em nome do Senhor Jesus. Senhor Jesus, me cobre do teu sangue. Eram jargões que se usavam para proteger o meu interesse, aquele egoísmo no meu coração. >> E ter Jesus no centro é muitas vezes hoje remar contra a maré. E aí vem esse esse ponto aqui que é coragem, então que a gente precisa. Que que o Lutero falou? Agora sim você já mostrou aqui você reformador, né? >> E o que aconteceu com o Lutero aconteceu com você também? mesmo camarho. Então você pode se dizer aí, né, que avançou. Vai lá. >> Tudo brincadeira, coitado [limpando a garganta] de mim. >> Não, não é não. >> Vamos lá. Se eu não falar onde a batalha acontece, eu não estou confessando Cristo. >> E aí, onde é que tá a batalha hoje, né? A gente é é é o que a gente tá conversando hoje, mas vamos ouvir do Nicolas, né? Onde que tá essa batalha hoje? E se a gente tá falando sobre ela? O que que você pensa que hoje é a principal batalha? da igreja, porque na patrística ou na reforma nós tivemos grandes batalhas e batalhas muito intensas. Eu acho que isso não mudou para hoje. Onde que tá essa batalha, Nicolas? >> Eu acho que isso, essa batalha continua dentro das igrejas, dentro do povo de Deus. É uma batalha intramuros. >> Uhum. E eu acho que o o campo de batalha, o lugar onde a coisa mais acontece, é na é na parte realmente do ensino da escritura. é é de quem assume o púlpito, é de quem conduz a igreja, é de quem eh ouve o que tá sendo colocado ali. Eu acho que é uma é uma batalha que eh envolve, como aconteceu na reforma, a autoridade. Se a Bíblia falou eh >> Uhum. [limpando a garganta] >> Eh tá falado escritura loucuta, causa finita, né? Não, Roma loucuta, causa finita. Então, eh, a Bíblia falou, a discussão terminou, acho que falta isso no no povo de Deus em modo geral, mas eu acho que a gente tem visto muitos pregadores omissos, negligentes e que não têm eh alimentado o povo de Deus corretamente, não tem ido atrás disso. Eu acho que eu coloco muita responsabilidade nos ministros. Acho que a batalha talvez esteja hoje nesse campo em fazer com que os ministros sejam mais responsáveis pelo que eles falam, pelo que eles ensinam e as igrejas sejam mais zelosas pela eh por quem elas estão ouvindo. Por que eu digo isso? Porque a gente percebe que dentro das igrejas, mesmo igrejas sérias, a gente tem aquele fenômeno do rapaz que ou da moça, né, da senhora, enfim, que tem lá o pastor pastorzinho da igreja local, o pastor Zé. E o pastor Zé, ele é um pastor bom, ele é um pastor presente e tal, mas ela gosta mesmo de ouvir o pastor fulano lá do YouTube. É, gosta. E quem pastoreia ela é o pastor fulano do YouTube. E aí você fala: "É, mas quem é que te pastoreia de verdade? Não é o pastor da igreja local, é o pastor da igreja local. Ah, mas ele não tem a mesma coisa, ele não tem o mesmo negócio e tal. Isso às vezes acaba criando um conflito de autoridade, porque quem é o pastor dessa pessoa? Então, então esbarra nessa questão de autoridade e na questão do púlpito, eu acho que a briga acontece lá porque a gente tem púlpitos muito fracos hoje, muitos muito fracos. Coisa que na reforma não acontecia. >> Uhum. >> Coisa que na patrística não acontecia. Os púlpitos eram fortes. Então, [roncando] acho que a nossa briga está outro, tem outros frontes, mas acho que o fronte que a gente precisa de mais coragem é formar melhores pregadores, ministros, convictos que ensinem aquilo que é a verdade, com clareza, com de modo contundente, acreditando realmente naquilo. E e isso tem sido um aspecto positivo, eu acho, da do da igreja no Brasil, porque a gente tem visto o crescimento de vários seminários locais, de várias escolas, como a própria escola Charles Spuron, que já de anos, né, de fortalecimento de homens do ministério e homens que assessoram os outros pastores para que o púlpito seja protegido, para que a doutrina da igreja seja protegida. Então eu acho que o talvez a batalha aconteça aí a gente tem uma responsabilidade muito grande com a nossa geração de resgatar um púlpito que foi enfraquecido, perdido, esvaziado, >> reduzido, >> reduzido. O pastor como ministro, ele é mais uma voz em meio a tantas outras por aí. >> Ele não tem mais aquela autoridade que não emana dele, mas emana da palavra de Deus. Quando o pastor fala, a ovelha tem que seguir a voz do pastor. Não porque o pastor tem algum poder nele, mas porque enquanto ele está baseado na escritura, é o pastor divino falando. E hoje o pastor é mais um. >> O pastor é um conselheiro, é quase que um terapeuta. >> O pastor é o ministro é um é um filósofo que faz algumas especulações no púlpito, transmite algumas ideias. Ah, ele é um muitas vezes um um debatedor, um mero polemista, que só fica trazendo questões ali, mas não alimenta o povo de Deus de fato. Então, acho que a gente tem uma crise de púlpito. >> Uau! E é muit é isso. Eu concordo. Você concorda, Felipe? Por quê? Os púlpitos estão sendo esvaziados, ah, tão sendo diluídos, estão sendo reduzidos, né? Ah, quando que a gente fala de pôr Cristo no centro, mas pôr Cristo no centro é pôr a palavra no centro, né? É ouvir a voz de Deus ali por meio da palavra. Então, a gente olha cultos de 2 a 3 horas e pregações de 20 a 30 minutos. Eu me pergunto, né, aonde que a gente vai chegar com isso? E se a igreja hoje não tá mais preocupada com entretenimento do que com a exposição da palavra de Deus. Mas tem uma boa notícia, senhores. E aí vocês concordem ou não? Eu sempre falei, ah, a gente sempre tem uma tendência de criticar a geração que tá chegando. É ou não é, né? E eu, pela primeira vez, a gente vai entrar aqui rapidinho, né? Eu sou da geração X, né? Pensa numa geração que trabalha. [risadas] né? É incrível. Ô geração trabalhadora, trabalho até demais. E aí e eu falei assim, pera aí, foi a primeira vez nas últimas semanas que eu falei: "Olha, os millennials, né, os millennials avançaram em questões que a geração X não avançou, né? E eles eles começaram meio mal na época. Eu lembro porque eu fui um crítico, eu falei: "Gente, esses milênios, né, não sabem trabalhar, né, que e eu fui um crítico." Agora, se você se você pega, se você acha que os Millenials, que é o pessoal 94 pra frente, foi criticado, vocês não viram a geração Z, né? >> Sofreu duras críticas, mas agora eu tô com uma esperança. É a primeira vez que eu tô vendo a geração Z, que são que é o pessoal agora de que veio 2010 como geração alfa. É, até os que vieram até 2010, né? >> Ah, ah, eu não lembro agora direito, depois a gente vê essa data. Mas a geração Z, gente, sempre muito criticada. E agora eu tô vendo levantar uma geração depois dos millennials, que é uma geração que tá buscando a palavra, que chega desse negócio de de pulança na igreja, parede preta, gelo seco e luzes, não sei o que. E ainda que isso é muito forte hoje, eu tô eu tô vendo que há uma busca pela palavra e eu tenho tenho visto algumas igrejas muito que tão agregando. Eu tenho uma igreja, igreja casa né, e eles enviaram 20 seminaristas pro seminário, sabe? 20 seminaristas no presencial. E eu falo: "Uau, gente". E e é uma igreja que tá plantando e tá tendo a paciência de plantar uma sementinha. E o cuidado do pastor Júnior, que é o pastor ali da igreja Casa Atatos, né? Ele falou: "Antes de eu mandar o meu o meu o meu membro aqui pro seminário, eu faço um ano, toda terça, das 7 às 10 da escola de excelência". E ele vai lá, eu fui lá a semana, sinei Efésios, né? um panorama de Efésios e e eles estão lá semanalmente se preparando para poder vir. Então eu tô com esperança de que vai que esse movimento >> da palavra de Deus pode se tornar e o pastor Nicolas pastor se acertou em cheio. A gente precisa olhar para esse púlpito e olhar com muito carinho para que ele possa ser parte não só um adereço do culto, mas a parte central do culto. Quantas igrejas que estão ouvindo hoje, pastores, tem? E essa é uma pergunta importante, o púlpito como centro, né, do da adoração a Deus, da palavra de Deus sendo lida, sendo pregada, sendo explicada. Ah, esse é um ponto que eu concordo com o pastor Nicolas, que é a nossa batalha de hoje. Muito bom. Vamos continuar, senhores.Ora. >> Quanto tempo? Não, vamos lá, né? Porque o pastor Nicolas deu aula hoje o dia inteiro e aí a gente faz isso com ele, né? Ele está aqui em Curitiba inclusive, né? Tomando refrigerante de gengibirra, né? Comendo pizza Califórnia. >> Não, >> aí isso é muito curitibano e não pode faltar churrasco, né? Então é coisa de curitibano. Mas vamos lá, vamos, vamos caminhar agora para o último bloco aqui. Eu quero te provocar com uma pergunta difícil. Hoje a igreja precisa mais da profundidade da patrística ou da coragem da reforma? Eu não sei se um ou outro. Acho que eu prefiro reformular a pergunta. Acho que é um outro um e outro. >> É, acho que assim, o que a gente ganha da patrística que a gente tem que retomar é a preocupação em definir as coisas muito bem. >> Uhum. Porque por causa do subjetivismo dos nossos dias, tudo mais, a gente não tem mais as linhas tão claras que a Patrística definiu. Então, a gente consegue eh por causa da internet, a gente percebe isso, né? A pessoa consegue assistir eh um pastor eh presbiteriano e aí ela muda para um pastor neopentecostal e ela termina lendo o dia tomando café com Deus Pai. >> Então ela eh ela ela faz todo esse movimento e ela fala: "Não, isso é bênção de Deus", tudo mais, tal. Ou seja, não existe mais um não existe mais uma linha clara do que é ortodoxo, daquilo que é proveitoso, daquilo que não é, daquilo que tem que ser rejeitado. Então eu acho que os o trabalho dos pais foi nas nos embates teológicos define os limites da coisa. Isso é muito importante. E essa profundidade que foi mencionada, eu acho que ela ela ajuda a a martelar na cabeça do povo de Deus que a revelação é riquíssima. Eu é um oceano que eu não eu vou nadando, nadando, nadando, nadando, nadando e cada vez mais fundo e não chega no final disso. E os pais eles conseguiram os pais da igreja conseguiram transmitir isso muito na na homilética deles. O modo como eles transmitem a mensagem deles, a pregação deles é sempre muito bonita. É, são aquelas, a gente usa de frase de efeito, frase de Instagram, né? Mas aquilo era arroz feijão para eles, essas essas coisas da retórica grega, né, que muita gente critica, mas eu acho que eles entendiam. É uma coisa tão fascinante, é uma coisa tão eh eh tão maravilhosa que a gente precisa transmitir isso, essa beleza e tudo mais. E essa profundidade vem desse desse entendimento. Olha, uma é é é algo maravilhoso, é algo é algo que tem que ser preservado, protegido e tudo mais. Então, as distinções que eles fizeram, eh, era uma distinção que não era apenas não era apenas funcional, mas era para reguardar esse tesouro, resguardar esse tesouro da teologia, da escritura, né? >> Agora, os pais da igreja eram corajosos e os reformadores também foram. Os reformadores também foram preocupados em definir as coisas, em eh marcar os limites das coisas ali. Mas a coragem dos reformadores enromper com um modelo de igreja tão institucionalizado, definido, consolidado, isso daí é realmente algo que a gente tem que ter muita coragem para fazer. >> Uau! Então não é não é então escolher entre uma coisa e outra, mas talvez perceber que nós perdemos essas duas, >> as duas nós nos acovardamos e nós nos tornamos rasos na nossa teologia. >> Então raso no sentido de não encontrar profundidade mais disso, a beleza disso, a majestade disso e rasos no sentido da gente apagar as divisórias que foram tão custosas por os pais da igreja e que nos protegem, tá certo? Algumas pessoas às vezes hoje t dificuldade de falar do evangelho, evangelho que ela creu, que ela tem convicção. Você conversa com ela, ela tem convicção, mas ela chega e fala: "Pastor, precisava de uma ajuda para saber falar do evangelho". E acho que é um pouco disto, essa ousadia, né, que parte de você sair eem confrontar alguém e trazer a verdade. A verdade hoje ela é muito rejeitada, né? Então >> exige muito esse trabalho de coragem, de se aprofundar, de se dedicar. Hoje nós nos dedicamos em tantas áreas da vida, em tantas coisas da das questões terrenas, mas quando se trata de se aprofundar biblicamente, se aprofundar doutrinariamente e passar isso à frente, falta coragem, falta ousadia, né? >> Uau, muito bom. Vamos lá. Ah, última pergunta. Chegou lá. Última pergunta, pastor Nicolas, se você tivesse que começar uma reforma hoje, né? O o aqui a gente já tem o exemplo aqui do Felipe, né? Já foi. E agora vamos ouvir do pastor Nicolas. Se você tivesse começar uma reforma hoje, por onde você começaria? >> Uhum. >> E não tem problema se repetir não alguma coisa, porque a ideia é essa mesmo. >> Sim. Eu eu vou falar de uma grande área. >> Uhum. >> Eu acho que eu começaria uma reforma pelo ministério pastoral. Eu acho que tudo passa, todos esses assuntos que a gente falou, passam pelo ministério pastoral, que envolve a pregação, mas que envolve esse cuidado com as ovelhas. Os pais da igreja, eles eram pastores, os reformadores eram pastores, >> eles eram pastores. Eles brigaram que brigaram pelas ovelhas. Eh, você vê o os pais da igreja preocupados com a santidade das ovelhas. Mesmo quem não era pai da igreja, curioso, origens mesmo, tem uma uma menção dele que na igreja dele era feita uma leitura eh sempre sequencial do Antigo Testamento, eram leituras longas e ele sempre pregava, mesmo que alegorizando. Então, essa parte a gente pode discordar, né? Mas olhando pro coração pastoral dele, ele explicava uma porçãozinha daquelas leituras que eram feitas, né, para que aquilo tivesse conexão com o todo ali. Mas por vezes ele comenta que ele eh se se dedicaria a um outro assunto que não aquele que foi lido na na leitura sequencial lá, na leitura que era feita, né, do Antigo Testamento. Ele ia falar em uma outra parte porque algum irmão, porque o povo de Deus tinha pedido isso, porque a igreja tinha pedido isso. Então você vive uma preocupação pastoral. Quando os pais da igreja brigaram pelas definições lá, eles estavam preocupados com questões de ordem muito prática também pro povo de Deus. Era uma preocupação pastoral também. Os reformadores, a mesma coisa. Eles estavam preocupados com a vida da igreja. Então isso nasce de uma de um coração pastoral. Tudo isso, tudo isso que a gente falou nasce de um coração pastoral. E eu acho que o reformar o ministério pastoral, colocar a teologia pastoral no devido lugar, eh seria o caminho pra gente ter um púlpito mais saudável, seria o caminho pra gente ter a escritura de volta no lugar, seria o caminho pra gente ter eh igrejas que t uma um que tem uma uma vida saudável, uma dinâmica saudável, tudo mais. Então, eh, a gente falou muito aqui de escritura, a gente falou muito aqui do centro de Jesus como centro. E eu acho que olhando o cenário hoje, eu acho que o que muitas igrejas têm feito, muitas instituições têm feito e que eu acho que é o caminho é investir em uma boa formação ministerial. >> Uhum. os pastores serem realmente homens piedosos, zelosos, com uma boa formação acadêmica, com uma boa formação teológica, principalmente. Mas eh quando você faz isso no púlpito, você o impacto disso acho que é é muito grande. E a reforma mostra isso. >> Uhum. Se esses homens eram pastores e fizeram o que fizeram, acho que o caminho tá ali. Eh, vem deles, parte deles, a iniciativa vem deles e o povo de Deus responde. As ovelhas vão atrás, elas ouvem a voz do pastor e vão atrás. >> Uhum. Fenomenal. Felipe, muito obrigado. Pastor Nicolas, muito obrigado. Eu quero terminar aqui porque a Patrística nos ensina o o que lembrar, essas batalhas, tudo que aconteceu. A reforma nos ensina quando corrigir também, porque nós precisamos corrigir e talvez o nosso maior problema hoje seja esse. Nós continuamos estudando essas coisas, mas já não estamos vivendo essas coisas. E a gente precisa sempre voltar, pôr isso em prática e batalhar pela fé. A igreja não se perde uma vez, ela se perde aos poucos e quando deixa de amar aquilo que um dia esteve disposta a morrer. Então, que a gente possa olhar para esse discipulado, para essa centralidade da escritura, que isso possa ser um encorajamento para as nossas igrejas. E quando a gente olha para essa formação ministerial de pastores, líderes, ah, homens se levantando, né, que a palavra de Deus possa estar no centro das nossas vidas e das nossas igrejas. Tô muito animado com isso de poder ter essas conversas com vocês. Não perca o nosso próximo episódio. Então, é episódio, é bom, um bom nome, né? Não, não perca o nosso próximo podcast. A gente vai falar sobre teologia do Antigo Testamento. Tô muito animado com isso. E nos acompanhe, por favor, se você puder nos seguir, deixa aí o seu like também. Deixa o seu like também e você pode colocar qualquer mensagem que vai ser um prazer responder cada um de vocês. Muito obrigado e até a próxima. M.