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A fé vem pelo ouvir

Deus que transforma corações – REV. GABRIEL JUNQUEIRA

Deus que transforma corações – REV. GABRIEL JUNQUEIRA

Deus que transforma corações – REV. GABRIEL JUNQUEIRA

Por que Deus permite crises em nossa vida?

Ao analisar a história de José, seus irmãos e Jacó em Gênesis 42–43, esta mensagem mostra que Deus frequentemente utiliza circunstâncias difíceis para trabalhar profundamente em nosso coração. As crises não apenas revelam quem somos, mas expõem aquilo que ocupa o lugar de Deus em nossa vida.

Nesta exposição bíblica, veremos como Deus confronta a idolatria escondida no coração humano, redireciona nossos afetos e transforma nossas motivações. A história de Jacó, Benjamim, Judá e seus irmãos revela que muitas vezes nossos maiores medos estão ligados exatamente às coisas que mais amamos.

O sermão também apresenta o verdadeiro significado do amor bíblico, contrastando a adoração a Deus com o egoísmo e a idolatria, mostrando que a única segurança duradoura está em confiar plenamente no Senhor.

INFORMAÇÕES:
Pastor: GABRIEL JUNQUEIRA
Passagem: Gênesis 42.25-43.14
Série: José, prenúncio do Salvador

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Uma Crise Pode Produzir Algo Bom?
01:24 – Leitura de Gênesis 42:25–43:14
07:39 – Contexto: José Testa Seus Irmãos
10:51 – Como Deus Molda o Coração nas Crises
11:56 – Deus Expõe Nossas Idolatrias
12:45 – O Dinheiro nos Sacos e o Teste de José
13:41 – “O Que É Isto que Deus Nos Fez?”
15:30 – O Que é Idolatria Segundo a Bíblia?
17:11 – A Idolatria dos Irmãos de José
19:21 – A Idolatria de Jacó por Benjamim
22:07 – A Idolatria de Rúben pelo Poder e Controle
26:32 – A Crise Revela o Que Adoramos
28:28 – Deus Confronta os Ídolos do Coração
30:27 – O Perigo de Amar Algo Mais que Deus
32:34 – Deus Redireciona o Nosso Amor
33:06 – O Verdadeiro Significado do Amor Bíblico
34:25 – Egoísmo: O Amor Voltado Para Si Mesmo
36:03 – O Amor Desordenado de Jacó
38:24 – A Fome Continua e a Transformação Começa
39:25 – Judá Assume a Liderança
41:23 – O Crescimento Espiritual de Judá
42:07 – Um Coração Disposto a se Sacrificar
43:23 – Jacó se Rende à Vontade de Deus
44:29 – Amar a Deus Acima de Tudo
45:05 – O Antídoto Contra a Idolatria
46:19 – Deus Reorganiza Nossos Afetos
48:18 – Deus Transforma Nossas Motivações
49:05 – Do Medo à Confiança em Deus
50:32 – Entregar o Controle ao Senhor
51:21 – “Confia no Senhor e Faz o Bem”
53:26 – Jeremias 17: A Fonte da Verdadeira Confiança
54:56 – Guardem-se dos Ídolos
55:21 – Oração Final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Eu queria perguntar paraos irmãos o
seguinte:
será que pode vir alguma coisa boa de
uma grande crise?
Será que em grandes conflitos, em
situações de dificuldades, será que pode
sair alguma coisa boa disso?
Ou talvez um pouquinho mais a fundo?
Será que se em uma grande crise
você fosse forçado a tomar uma decisão
que fosse difícil?
Que decisão será que você tomaria? Por
exemplo, o que você faria se Deus nessa
crise
fizesse com que você tivesse decidir
entre ter ou não aquilo que você mais
ama?
O que você faria se Deus tocasse
exatamente
naquilo que você mais teme perder?
Aliás, pense na sua vida, pense nas
pessoas que você ama. Existe alguém ou
algo na sua vida que você pensa assim:
"Sem essa pessoa eu não vivo? Se essa
pessoa sumir, se essa pessoa morrer, a
minha vida acabou".
Pensa nisso. Há algo ou alguém na sua
vida que está neste local? Nós falaremos
sobre isso hoje. Falaremos sobre isso
lendo um texto que está em Gênesis,
olhando paraa vida de Jacó e de José,
tentando compreender o que Deus espera
de nós em situações em que nós somos
confrontados com aquilo que ocupa o
maior lugar do nosso coração. Eu queria
convidar a igreja, então, abrir a
palavra de Deus em Gênesis, no capítulo
42.
Vamos ler versículos 25 em diante
até o versículo 40, versículo 14 do
capítulo 43.
Gênesis 42 versículo 25 até Gênesis 43
versículo 14.
Diz assim a palavra de Deus.
José ordenou que lhes enchessem de
cereal os sacos e lhes restituíssem o
dinheiro a cada um no saco de cereal e o
suprissem de comida para o caminho. E
assim foi feito. E carregaram o cereal
sobre os seus jumentos e partiram dali.
Quando um deles abriu o saco de cereal
para dar de comer ao seu jumento na
estalagem, encontrou o dinheiro na boca
do saco de cereal. Então disse aos
irmãos: "Devolveram o meu dinheiro. Está
aqui na boca do saco de cereal." O
coração dos seus irmãos se encheu de
medo e tremendo, entreolhavam-se,
dizendo: "O que é isto que Deus nos
fez?"
E vieram para Jacó, seu pai, na terra de
Canaã, e lhe contaram tudo o que havia
acontecido, dizendo:
"O homem, o Senhor da Terra, falou
conosco de maneira ríspida e nos tratou
como espiões da terra. Dissemos a ele:
"Somos homens honestos e não espiões.
Somos 12 irmãos, filhos de um mesmo pai.
Um já não existe e o mais novo está hoje
com o nosso pai na terra de Canaã. Então
o homem, o Senhor da Terra, respondeu:
"Nisto saberei que vocês são homens
honestos. Deixem comigo um de seus
irmãos, peguem o cereal para remediar a
fome de suas casas e vão embora. Mas
tragam-me o seu irmão mais novo. Assim
saberei que vocês não são espiões, mas
homens honestos. Então entregarei o
irmão de vocês e vocês poderão negociar
na terra."
Aconteceu que quando foram despejar o
cereal que havia nos sacos, cada um
tinha a sua trouxinha de dinheiro no
saco de cereal. Ao ver as trouxinhas com
o dinheiro, eles e o seu pai ficaram com
medo. Então Jacó, o pai deles, disse:
"Vocês vão me deixar sem filhos? José se
foi, Simeão se foi, agora querem levar
Benjamim.
Todas essas coisas aconteceram contra
mim."
Mas Ruben disse ao seu pai: "O Senhor
pode matar os meus dois filhos se eu não
trouxer Benjamim de volta. Deixe que eu
tome conta dele e o trarei de volta para
o Senhor." Mas Jacó respondeu: "O meu
filho não irá com vocês. O irmão dele
está morto e ele é o único que ficou. Se
lhe acontece algum desastre no caminho,
vocês farão descer os meus cabelos
brancos com tristeza a sepultura."
A fome continuava gravíssima na terra.
Quando eles acabaram de consumir o
cereal que tinham trazido do Egito, Jacó
disse aos filhos: "Voltem e comprem mais
um pouco de mantimento para nós". Mas
Judá lhe disse: "Aquele homem nos
advertiu solenemente, dizendo: Vocês não
verão o meu rosto se o outro irmão não
vier com vocês. Se o Senhor resolver
enviar conosco nosso irmão, iremos e
compraremos mantimento para o Senhor.
Mas se o Senhor não o enviar, não
iremos. Pois o homem nos disse: "Vocês
não verão o meu rosto se o outro irmão
não vier com vocês". Israel respondeu:
"Por que vocês me fizeram esse mal,
dando a saber aquele homem que vocês
tinham outro irmão?" Eles responderam:
"O homem nos fez perguntas específicas a
respeito de nós, de nossa parentela,
dizendo: "O pai de vocês ainda é vivo?
Vocês têm outro irmão?" Nós apenas
respondemos o que ele nos perguntou.
Como podíamos adivinhar que ele nos
diria: "Tragam o seu outro irmão". Então
Judá disse a Israel, seu pai: "Deixem o
deixe o jovem ir comigo e nos
levantaremos e iremos para que vivamos e
não morramos, nem nós, nem o Senhor, nem
os nossos filhinhos. Eu serei
responsável por ele. Da minha mão, o
Senhor poderá requerê-lo. Se eu não o
trouxer de volta e não o pisar diante do
Senhor, serei culpado para com o Senhor
pelo resto da minha vida.
Se não nos tivéssemos demorado, já
teríamos ido e voltado duas vezes. Então
Israel, seu pai, disse: "Se é assim,
então façam o seguinte: peguem do mais
precioso da terra, ponham nos sacos para
o mantimento e levem de presente para
este homem um pouco de bálsamo e um
pouco de mel, especiarias e mirra, nozes
de pistásia e amêndoas. Levem dinheiro
em dobro e devolvam o dinheiro
restituído na boca do saco de cereal. É
possível que tenham havido algum engano.
Levem também irmão de vocês, levantem-se
e voltem àquele homem. Deus todo-
poderoso lhes dê misericórdia diante do
homem, para que restitua o outro irmão e
deixe que Benjamim volte com vocês.
Quanto a mim, se eu perder os filhos,
sem filhos ficarei. Vamos orar.
Pai amado, nós lemos a tua palavra que
nos mostra a verdade, nos ensina, Pai,
por meio de diretrizes e por meio de
histórias que aconteceram. Essa é uma
delas. O Senhor agiu nessa história e a
Tua ação nos ensina. Pedimos, Pai, que o
Senhor nos capacite a entender o que o
Senhor fez e dessa maneira também
compreender como o Senhor age em nossas
vidas. Rogamos isso, gratos ao Senhor
por tudo e certos de que o Senhor nos
ensinará no nome do Senhor Jesus. Amém.
Queridos, nós lemos aqui um pedaço do
texto passando o último sermão que nós
tivemos. Não, no último sermão, a
história foi no momento em que os irmãos
de José foram até o Egito para comprar
cereal, porque havia acabado a comida
tanto na terra do Egito, a não ser o que
José tinha segurado, e também em outros
locais. E de todas as regiões da terra,
o pessoal tava indo para buscar algum
tipo de comida lá no Egito. Os irmãos
José foram até José. José reconheceu os
seus irmãos, mas os seus irmãos não
reconheceram. Nessa conversa, nós vimos
que José, ao invés de ser vingativo com
os seus irmãos, destruir seus irmãos,
acabar com aqueles que haviam feito
muito mal a ele, ele decide testar os
irmãos. Então ele não se apresenta, já
havia passado 20 anos. Era difícil
reconhecer José com o cabelo raspado,
sem barba e agora um pouco mais velho. E
então, sem ser reconhecido, ele começou
a tratar do coração dos seus irmãos.
Enquanto ele tratava, para fazer isso,
ele faz acusações. Então, ele olha pros
irmãos e diz: "Vocês não vieram aqui de
boa fé. Vocês vieram aqui para espiar a
terra. Vocês querem roubar a comida do
Egito, vocês não são boa coisa. Os
irmãos, então, para se defender dizem
assim: "Não, nós somos sim, nós somos
honestos. Nós somos homens bons, filhos
de um homem lá em Canaã, de um mesmo
homem, e temos ainda um outro irmão.
Todos nós somos pessoas boas. José já
conhecia a família, mas nesse momento
José diz: "De modo algum e para testar
vocês, na verdade, se vocês forem até lá
e trouxerem o seu outro irmão, o mais
novo, eu vou acreditar em vocês. Mas se
não fizerem isso, eu não vou permitir
que vocês fiquem aqui fazendo negócios."
E então José coloca todos os irmãos na
prisão, eles ficam lá durante três dias.
Nesses três dias, o coração deles começa
a ser incomodado e eles começam a
perceber que tem alguma coisa diferente
acontecendo. A mão de Deus tá
trabalhando em alguma área, porque no
meio daquele momento eles dizem: "Isso
tá acontecendo com a gente porque o
nosso irmão clamava e nós não demos
ouvido a ele. Nós acabamos com a vida de
José e Deus está agora requerendo isso
de nossas mãos."
Eles começaram a compreender isso, mas
essa compreensão inicial ainda não era
suficiente para gerar o arrependimento e
para que José confiasse nesses irmãos. É
nesse momento que José então continua o
seu teste. José quer ter certeza de que
seus irmãos mudaram, de que seus irmãos
agora são pessoas diferentes antes de
ser conhecido por eles. E é por isso que
José então cria uma crise, uma
dificuldade pros irmãos para que consiga
trabalhar o coração dos irmãos. Então,
hoje eu queria conversar com vocês
trazendo a seguinte pergunta e pensando
nesse tema.
Como que Deus molda o nosso coração em
meio às crises? De que maneira o nosso
coração pode de fato ser moldado em meio
à crises? Será que Deus faz isso? E a
minha resposta para isso é: sim. Deus
molda o nosso coração em meio à crises.
E ele faz isso pelo menos de três
maneiras. Primeiro, ele expõe a nossa
idolatria, ele expõe o nosso coração. Em
segundo lugar, ele redireciona o amor do
nosso coração. E em terceiro lugar, ele
transforma as nossas motivações. Isso
acontece no nosso coração. É Deus
trabalhando enquanto nós estamos
passando por circunstâncias difíceis. Se
no sermão passado, texto passado, nós
vimos que Deus trabalha por meio das
circunstâncias difíceis, agora eu queria
aprofundar um pouquinho mais para que
nós entendêsemos que Deus trabalha não
só na circunstância, naquilo que
acontece ao redor de nós, mas também
trabalha em nosso coração. Primeira
coisa que o texto ensina para nós é que
Deus expõe as nossas idolatrias. Como eu
falei, José, não satisfeito com o que os
irmãos mostraram para ele, decidiu gerar
uma crise maior. Então ele fala pros
seus servos, eles vieram comprar comida
de nós, deram dinheiro, peguem o
dinheiro e coloquem nos sacos de comida
para que eles levem embora. E então os
servos fizeram isso. Quando José faz
isso, é claro que ele tem em mente
ajudar a sua família. É claro que ele
tem em mente também os seus irmãos que
estavam indo para lá, o seu pai que
ficou lá. Mas isso fazia parte desse
teste que José queria fazer com os seus
irmãos. Na verdade, José, se vocês não
perceberam ainda, tá recriando toda a
situação que ele mesmo passou. Pensem
nisso. José foi um irmão que foi
separado dos outros em troca de
dinheiro. E agora os irmãos estão indo
embora.
Um irmão está ficando Simeão, e eles
estão recebendo em de volta dinheiro.
Isso que tá acontecendo é para gerar na
cabeça dos irmãos um tipo de ligação com
aquilo que aconteceu lá em Gênesis 37. E
você fala: "Pastor, isso aqui tá muito
longe". Será que eles iam compreender
isso quando eles vissem o dinheiro? Será
que eles iam fazer a ligação da prata
com o irmão que fica? Eu creio que sim.
Eu creio que sim, porque José já tava na
cabeça deles quando eles estavam presos
lembrando de José, do que fizeram com
José. E agora indo embora, deixando o
irmão para trás, novamente, certamente
na cabeça deles de novo. E eu sei disso
porque chega o momento que eles falam o
seguinte: "Devolveram o nosso dinheiro,
tá na boca aqui do saco de cereal". E
eles com medo se olhavam e disseram: "O
que é isto que Deus nos fez?
O que é isto que Deus nos fez? Essa
pergunta mostra que eles sabiam que o
que estava acontecendo era da parte de
Deus. Eles entendiam que havia um
julgamento da parte de Deus, uma punição
por aquilo que eles haviam feito. E o
medo deles nesse momento é muito
compreensível. Pensa no seguinte, eles
foram até o Egito, a nação mais
poderosa, e eles foram acusados de
espionagem. Agora eles estão indo embora
para voltar e provar que eles são
honestos. Nesse caminho eles estão com
dinheiro de novo. E pense que vai
aparecer agora. Vai parecer que além de
espião a gente é ladrão também. E se a
gente voltar, a gente pode morrer. E se
a gente não voltar, a gente morre de
fome.
Pensa no tamanho da crise e o tamanho do
medo que esses homens estão passando.
Quando eles perguntam: "O que é isso que
Deus nos fez?" Tudo isso está no coração
deles. E aqui Deus começa a expor a
idolatria que está no coração dos irmãos
de José. A palavra diz para nós lá em
Mateus que onde está o seu tesouro, aí
também está o seu coração. A palavra diz
também que a boca fala do que o coração
está cheio. E não é só as palavras que
saem da boca, não é só isso, mas também
tudo aquilo que a gente faz que vem do
nosso coração, que é a fonte ah da vida.
Estão ali estão as fontes da vida. Tudo
isso mostra o que está no nosso coração.
E o coração deles estava com idolatria.
E de novo, idolatria aqui, meus irmãos,
não é só você fazer uma estátua de barro
ou de bronze ou de ouro e se prostrar
diante dessa estátua. Não é só isso.
Idolatria é muito mais do que isso.
Idolatria é você colocar qualquer coisa
no lugar de Deus. Idolatria é você
esperar de qualquer outra coisa criada
que não é o criador, algo que só o
criador pode dar. Isso é idolatria.
Idolatria é você tornar qualquer coisa
criada o motivador e a razão de sua
existência. é você tornar essa coisa
criada, o núcleo da sua identidade. Ou
seja, você deriva quem você é, não de
Deus, mas desta coisa. Isso é idolatria.
E tem muita coisa que se encaixa nessa
categoria aqui. A verdade, meus irmãos,
é que só Deus é a nossa fonte de
segurança e de prazer. Só Deus é a nossa
razão última de viver. É ele quem nos dá
identidade. É ele quem dá sentido paraa
nossa vida. Coisas criadas podem
conceder de maneira temporária uma
versão mais frágil, uma versão limitada
do que só Deus pode dar. E quando a
gente quer essas coisas e a gente busca
essas coisas na criação, isso é
idolatria. O problema é que uma hora ou
outra isso acaba,
isso não permanece. E então nós nos
vemos vazios, sem chão, perdidos.
Idolatria é isso e tem um preço caro,
mas o coração deles havia idolatria. Há
20 anos atrás, quando eles venderam
José, já fica claro isso. Por que que
eles venderam José? Primeiro eles
queriam matar José, depois decidiram:
"Vamos jogar José no poço". Em terceiro
lugar decidiram: "Para que só jogar no
poço? vão vender porque a gente ganha
dinheiro. Isso é avareza. Segundo Paulo
em Efésios, avareza é idolatria, amor ao
dinheiro. É você querer o dinheiro acima
de todas as coisas. Havia idolatria no
coração desses homens. Eles estavam
idolatrando várias coisas. E nesse
momento também isso fica muito claro. E
é possível que na cabeça deles isso
estivesse começando a rodar. Pensa,
pensa o seguinte.
Eles saíram do Egito, andaram um pouco e
então pararam para alimentar os animais.
Quando isso aconteceu, eles percebem que
tem dinheiro ali. Depois desse momento,
eles viajam até a cidade, até a cidade
do seu pai, até Canaã, até Hebrão, onde
eles estavam.
Esse caminho é pelo menos 20 a 30 dias.
Então você imagina o seguinte, eles
passaram 20 a 30 dias pensando, veio
dinheiro aqui. Isso aqui não foi a gente
que colocou, veio da parte de Deus. Isso
tem a ver com José. E isso aqui tudo tá
mostrando alguma coisa do meu coração.
Lembra que Paulo para ser convertido,
passou três dias cego pensando na vida.
Eles passaram 20, 30 dias refletindo,
discutindo e com medo. Nesse momento,
Deus estava trabalhando no coração
deles. Quando eles chegam em casa, eles
então conversam com o pai deles e dizem
o que aconteceu nessa situação toda.
Desde o versículo 29 paraa frente mostra
como que foi esse encontro. Foram para
Jacó, o pai deles, conversaram sobre
tudo que aconteceu. Disse que havia um
homem lá no Egito. Esse homem governava
a terra. Esse homem desconfiou deles e
então pediu para que eles trouxessem o
irmão mais novo. E aqui a gente começa a
perceber toda a idolatria, não só no
coração deles, mas também no pai deles.
Então Jacó, o pai deles, disse,
versículo 36,
vocês vão me deixar sem filhos.
José se foi, Simeão se foi, tava preso.
Agora vocês querem levar Benjamim.
É interessante aqui que Jacó já começa a
culpar os seus filhos pelo que
aconteceu. Aqui talvez o indicativo de
que José já começou a desconfiar, eh,
Jacó já começou a desconfiar do que
aconteceu com José. Possivelmente já
começou a pensar que talvez os irmãos
tivessem feito algo com o seu filho.
Isso não é certo, mas é possível. E
agora
os irmãos foram pro Egito e voltaram sem
Simeão. Deixou um filho lá. Não só isso,
votaram com dinheiro.
Que que pode rolar na cabeça de Jacó?
Venderam Simeão.
E depois de vender Simeão, vão levar
agora e vender também Benjamim. Eles
estão já acabaram com José, levaram
Simeão e agora vai levar o meu terceiro
filho que eu mais amo, que é Benjamim.
No versículo 36, no finalzinho, ele
fala: "Todas essas coisas aconteceram
contra mim".
Mas Ruben disse ao seu pai, versículo
37, e aqui é a proposta indecente de
Ruben, "O Senhor pode matar os meus dois
filhos se eu não trouxer Benjamim de
volta. Deixe que eu tome conta dele e
trarei de volta para o Senhor." Mas Jacó
respondeu: "O meu filho não irá com
vocês. O irmão dele está morto e ele é o
único que ficou. Aqui a gente percebe já
como que ele amava muito mais a José e
Benjamim e não os outros. Os outros não
eram filhos, apenas os dois. Se lhe
acontece algum desastre no caminho,
vocês farão descer os meus cabelos
brancos com tristeza a sepultura. Nesse
momento, Deus está expondo a idolatria
do coração de Jacó. Ele havia perdido
José e agora diante dessa dizente levar
também Benjamim ao Egito, ele reage como
se tivesse diante da perda definitiva de
tudo. Se levasse Benjamim, ele pensa: "A
minha vida acabou". Se Benjamim for
também, eu não tenho mais razão de
viver. Eu vou descer a cova e eu vou
triste. Esse era o pensamento de Jacó,
porque ele tinha uma idolatria
pelo seu filho Benjamin, como também
teve por José. Há uma idolatria no
coração de Jacó, porque ele coloca
Benjamim acima dos irmãos e ele coloca
em Benjamim a razão da sua vida e não em
Deus. Mas aqui também Deus expõe a
idolatria do coração de Ruben. Eu falei
dessa proposta indecente de Ruben e é
muito interessante porque Ruben diz o
seguinte: "Pai,
eu vou levar o Benjamim e eu trago de
volta. Se eu não trouxer, você pode
matar os meus dois filhos."
E aqui é interessante porque qual seria
a lógica e qual seria o benefício para
um avô matar os seus dois filhos porque
ele perdeu os seus dois netos porque ele
perdeu um outro filho? Não tem lógica
nenhuma. Mas Ruben faz isso porque o que
ele quer aqui é tentar manipular o seu
pai. Ruben, meus irmãos, não sei se dá
para perceber aqui, mas Ruben, em
princípio, quando a gente começa a ler a
história, parece que ele é o mais
sensato dos irmãos e o mais bom, o
melhor, né? O mais bom. Por quê? Porque
lá em Gênesis 37, que que ele faz? Os
irmãos tentam matar José. Ruben é aquele
que vai no meio e separa. Não matem. Não
faz isso, não. Vamos colocar lá na
cisterna. Ruben fez isso. Parece que ele
é bom. O Ruben é aquele que queria fazer
isso para depois voltar lá e levar José
de volta pro pai. Ele queria fazer isso.
É uma atitude boa. Ele queria fazer
isso. Ele queria salvar José, não é? E
aí depois quando o Ruben volta para onde
José deveria estar, não encontra José,
ele desespera,
ele tá preocupado.
E então a palavra diz que Ruben naquele
momento diz: "O que é que eu vou fazer?
Porque José não tava mais lá no poço.
Meus irmãos, parecem ser boas atitudes,
mas na verdade tudo o que Ruben tinha no
coração era um medo
do seu pai, do que é que ele iria dizer
pro seu pai, qual seria a consequência
sobre ele quando o seu pai soubesse que
José não existia mais ou havia morrido.
E Ruben, o irmão mais velho, estava lá.
Ele era o responsável. A preocupação de
Ruben não era José, era o que seria
dele. E eu sei disso por vários motivos.
Um desses é esse. Outro motivo é o
seguinte: se Ruben quisesse salvar José,
que que ele faria?
Ele pegaria
alguma montaria e sairia correndo atrás
daquela caravana. Mas ele não faz isso.
Ele não está disposto a se esforçar, a
arriscar a vida que fosse para salvar o
seu irmão. O que importa para ele não é
José. O que importa para ele é a sua
própria vida e o controle e a autoridade
que ele queria ter como irmão mais
velho. Tudo que ele faz na vida é tentar
ter a autoridade do pai dele. Isso é tão
verdade que alguns capítulos antes a
palavra diz que Ruben se deitou com a
concubina de seu pai. Por quê? Ele
queria ser como o pai dele ou ter a
autoridade que o pai dele tinha. Ele era
o primogênito, filho de Lia. E ele
demonstra tudo isso por meio da história
dele. De modo que nesse momento também o
desejo dele não é salvar Benjamim, o
desejo dele é manipular o pai para que
ele consiga pro Egito comprar comida e
voltar para que ele viva e ele continuar
sendo aquele que tem alguma autonomia,
autoridade sobre os seus irmãos. De
alguma maneira, a gente pode dizer que
Ruben aqui, ele é um idólatra do poder e
da honra. Ele quer ter o poder de filho
mais velho, ele quer ter a honra de pai,
ele quer ter tudo isso e de maneira
errada, porque ele dá passos errados
para conseguir essas coisas. No bom, não
no bom sentido, mas ah, ele quer tomar o
lugar do seu pai. Isso aqui fica muito
evidente nessa oferta, porque veja, se
ele tivesse tão preocupado em
no bem dos outros, porque é que ele
ofereceria os dois filhos dele ao invés
de oferecer a própria vida? Ele sempre
está oferecendo outras coisas, pensando
em si mesmo em primeiro lugar. Nunca tá
disposto a se colocar no jogo e se
colocar em risco pelo bem dos outros.
Veja, isso só fica evidente por meio da
crise. Se não fosse a crise, a gente não
saberia que Ruben tem essa idolatria no
seu coração. Mas isso aparece por meio
daquilo que acontece em nossa vida.
Quando é uma situação difícil, nós
detectamos as idolatrias, porque a gente
coloca em jogo aquilo que a gente adora.
Pensa no seguinte, quando a idolatria
veio, quando a crise veio, Jacó se viu
na possibilidade de perder aquilo que
ele mais amava, Benjamim.
Isso é medo. Isso vem da idolatria. Da
idolatria vem também uma cegueira. Essa
cegueira veio para Jacó. Pense no
seguinte, Jacó não se importou em ver os
outros filhos. Ele só se importou com
Benjamim. E quando ele age, ele não age
pensando no bem de todos, mas ele age só
em benefício do seu filho Benjamim.
Ruben também. A idolatria dele mostra,
isso fica muito claro na crise, com o
medo que ele tem, com a cegueira que ele
tem, com a sua reação desordenada, ele
tem medo de não sobreviver. Então, ele
quer de todo jeito ir até o Egito. Ele
tenta manipular o seu pai. Ele não
enxerga o próprio pecado. Lembra que
antes eles estavam presos? Ruben é o
único, é o primeiro que fala assim:
"Gente, eu falei pra gente não fazer mal
pro menino, ou seja, quem fez mal, os
outros. Não foi ele não. Ele se exentou
daquela culpa. Isso é cegueira por conta
da idolatria. E ele não enxerga o
absurdo da proposta que ele fez pro pai
dele de matar os seus dois filhos caso
não trouxesse o Benjamim."
Queridos, a idolatria ficou muito clara
aqui no coração destes dois homens.
E a verdade é que a crise tornou isso
possível.
E eu percebo, meus irmãos, que Deus
frequentemente
faz isso em nossas vidas. Ele propõe
crises
que nos ameaçam
perder algo que nós amamos. É mais ou
menos assim. Se você ama muito alguma
coisa a ponto de idolatrar, não é
incomum
tirar isso de você.
Ele fez isso. Ele fez isso com Jacó,
porque Jacó idolatrava José, então ele
tira José. Lembra que a história aqui
não é nem de José, de Jacó. Gênesis 37
começa falando: "Essa é a história de
Jacó". A gente olha pensando, é de José,
é de Jacó. E Deus tá ensinando Jacó.
Como é que ele faz isso? José vai
embora. E Jacó já começa a ter uma
crise. Depois de algum tempo, Jacó tem
que ser tratado. O que que Deus faz
agora? Quem vai sair é Benjamim. Você
vai perder Benjamim. Você não aprendeu
com José, vai aprender com Benjamim
agora. Você não pode ter nada acima de
mim.
Você não pode idolatrar nada. É Deus
quem você deve amar em primeiro lugar.
Mas Deus frequentemente ameaça tirar
coisas de nós quando nós as amamos mais
do que nós amamos a Deus. Deus quer que
você ame a Deus acima de todas as
coisas. E não há o que você tem, não há
pessoas que estão ao redor. É Deus e
somente Deus. Sabe o que eu conversei
disso? Lembra de Abraão? Que que Deus
pediu para Abraão?
Sobe no monte, me entrega teu filho. Ele
não queria matar Isaque. Ele queria que
Abraão entregasse tudo para ele e não
tivesse nada acima de Deus. Lá em
Filipenses capítulo 3, Paulo considera
perda todas as coisas por causa de
Cristo.
Esse é o coração que Deus quer de nós.
Um coração que ama a Deus acima de todas
as coisas e as outras coisas no lugar de
criação, não como o criador. Por isso,
meus irmãos, cuidado com o que você ama.
Cuidado com o que você ama muito, porque
isso pode ser uma idolatria no seu
coração. A pergunta aqui, então, é,
quando você passa por uma crise,
o que é que isso revela sobre o seu
coração?
Quando você se depara com uma situação
que você deve escolher, Deus ou alguma
outra coisa, como é que você reage? O
que é que você ama tanto que você tem
medo de perder? O que é que você ama
tanto que pensa que a vida terá acabado
se você perder? O que é que você ama
tanto que lhe dá a sua identidade e
motiva as suas ações? Essa coisa pode
ser uma idolatria na sua vida. Avalia a
sua vida para você não cair no mesmo
erro que estes homens caíram. Tome
cuidado porque Deus vai pesar a mão
sobre aqueles que são idólatras.
E se você é filho dele, ele vai pesar a
mão para que você olhe para ele. Ele não
queria o mal de Jacó. Ele queria salvar
Jacó. Ele queria unir a família. Ele
queria um povo que amasse a ele. Ele
quer um povo que venha a ser o povo da
salvação. Mas para isso, ele tem que
confrontar a idolatria do coração. E
tudo isso, meus queridos, como vocês já
perceberam, tem a ver com o amor.
Idolatrias, frequentemente
são amores legítimos que se tornaram
desordenados.
Nós amamos algo que nós poderíamos amar,
mas nós passamos a amar isso mais do que
nós deveríamos e isso ocupou o local
central de nossas vidas. E agora tudo o
que nós somos vem deste ser amado quando
não é Deus.
Por isso que a segunda coisa que Deus
faz para trabalhar o nosso coração é
redirecionar o nosso amor. Primeira
coisa, ele denuncia a idolatria. Segunda
coisa, ele redireciona o nosso amor. A
raiz da idolatria, meus queridos, é este
amor desordenado. Ah, e aqui, só pra
gente entender isso aqui,
a gente tem que entender o que que é o
amor. De fato, quando eu falo amor, amor
nos tempos de hoje é bem difícil
compreender. Tem gente que fala que é um
sentimento, que é uma emoção boa, tudo
isso faz parte. Mas amor, quando eu
penso em amor bíblico, eu estou pensando
em abnegação.
O maior demonstração de amor deste
universo foi Jesus, que veio a este
mundo e se entregou por nós. Isso é
amor. É você entregar algo que é seu
para outro. pensando numa imagem aqui,
seria mais ou menos como o amor, é como
se fosse uma uma mangueira e uma bomba.
Essa mangueira e essa bomba estão sempre
posicionadas para algum lugar. Quando
você ama, a bomba está em você e a
mangueira apontando para fora e você
tira de você e lança pro outro.
Isso é amor. Você tira de você e você
lança pro outro.
Uma mãe ama seu filho, literalmente, ela
entrega o próprio físico dela pro filho.
Um marido tem que amar a sua esposa,
como Cristo amou a igreja, entregar a
sua vida por ela. O amor é um ato de
você retirar de si e entregar pro outro.
Por isso, de novo, que a maior
demonstração de amor é Cristo se
entregando por nós.
E de mesma maneira, quando nós viramos
essa bomba e essa essa mangueira, o
amor, ao invés de levar de nós pro
outro, ele faz o quê? Tira do outro e
joga para nós. O amor nunca pode ser
apontado pros dois lados. Ou você ama
aquilo ou você ama a você mesmo. Quando
a essa mangueira é virada para você,
quando você coloca a bomba no outro para
retirar do outro, isso se chama amor
próprio e que nós comum chamamos de
egoísmo.
Ou você ama o outro, ou você é egoísta,
ou você entrega, ou você retira. O
egoísta é isso. Ele, ao invés de doar de
si pro outro, ele tira do outro para si.
Ele é como que um buraco negro que suga
tudo e todos que estão à sua volta. Isso
é o egoísmo que é o oposto deste amor
correto. Em última instância, ao invés
de amar a Deus, o ser humano ama a si
mesmo. Em última análise, ele tenta
colocar a bomba em Deus e receber de
Deus aquilo que é só de Deus. Então,
esse ser humano egoísta tenta se colocar
no lugar de Deus, sendo o centro e o
recebedor de todas as coisas. Isso é
idolatria pura e tem a ver com amor. Ou
você ama para fora ou você se ama.
Quando você se ama, isso é idolatria. E
é deste amor a si mesmo que surge a
idolatria. Porque pensa no seguinte,
pense em Jacó. Jacó amava
a Benjamim. Jacó amava a José.
Mas quando ele perde José e quando ele
vai perder Benjamim, a preocupação dele
não é assim: "Coitado do meu filho".
Olha o que ele fala que olha que
interessante.
Ele diz assim no versículo no capítulo
42, no finalzinho, ele fala: "Vocês vão
me deixar sem filhos".
Olha o centro. Quem que é ele? Me deixar
sem filhos. Depois ele fala: "Todas
essas coisas aconteceram contra mim. Ele
é o centro." Versículo 38. O meu filho
não irá com vocês. Ele é o único que
ficou.
Vocês farão descer os meus cabelos com
tristeza, sepultura. Tudo é ele. Ele tá
olhando pro que ele vai perder, o que
ele vai sentir e como ele vai ficar. Ele
não se importa necessariamente,
principalmente com o outro.
Isso acontece com idolatrias. A
idolatria é assim, nós temos o ídolo e
esse ídolo nos dá coisas. Em última
instância, quem nós amamos não é o
ídolo, somos nós mesmos. O ídolo serve
para nos suprir daquilo que nós
queremos.
A preocupação aqui de Jacó não era
somente Benjamim, mas era ele que
ficaria sem Benjamim. Eu já vi isso aqui
algumas vezes erros. Eu acho muito
interessante isso. Em alguns enterros
que eu já fui, isso é muito comum. Eu
vejo a pessoa
ao lado do caixão dizendo mais ou menos
assim: "O que é que vai ser de mim
agora?
Como é que você poôde me deixar?" Eu
entendo, às vezes é uma força da
expressão. Por outro lado, pode indicar
um coração que tá preocupado agora, que
que eu vou fazer? Eu tinha, eu era
feliz, agora não sou mais porque eu
perdi aquilo que eu gostava. O centro é
você. Queridos, a idolatria não é o amor
necessariamente ao ídolo, mas é o amor a
si mesmo e o ídolo servindo a você
mesmo. Isso mostra que o centro não é
Deus, não é o próximo, é você mesmo.
Isso é idolatria. E aí no capítulo 43
começa a ter uma virada aqui. No
capítulo 43 a gente percebe que Deus
começa a trabalhar nesses corações.
Lá no versículo um começa a falar que a
fome continua. Então aqui Jacó decide
não entregar o filho dele. Passa um
tempo, a comida acaba e quando eles
acabam de consumir o cereal, então Jacó
fala pros filhos: "Voltem e comprem mais
um pouco de mantimento para nós". E note
a cegueira aqui, veja, Jacó sabia que
teria que entregar Benjamim, mas aqui
ele parece que se engana. Ele fala: "Vai
lá pegar mais mais cereal que tá
acabando a comida". Ele literalmente
deixa de lado o critério, a necessidade
que era entregar ao seu próprio filho.
Isso aqui é cegueira por conta da sua
idolatria. Note o amor próprio. A comida
tá acabando. Em breve ele vai morrer.
Por isso ele é motivado a mandar de novo
agora os filhos para ir lá buscar mais
comida, o que ele não faria
anteriormente. O que ele tá preocupado é
com a sua própria morte. Versículo 3.
Então, continua. E Judá agora, olha que
interessante, agora não é mais o Ruben,
o mais velho, que fala com o pai dele.
Agora é Judá. E Judá fala pro pai dele,
a gente não vai. Nós só vom, nós só
iremos se nós pudermos levar Benjamim.
Se Benjamim não for, a gente não vai,
porque se a gente chegar lá, ele não vai
querer ver a gente, ele não vai vender
pra gente e não vai dar em nada. Então,
a gente precisa levar Benjamim. E é
interessante porque Judá aqui ele assume
a liderança. Até esse momento Ruben era
o cabeça, mas agora Judá assume. Qual
que é a razão aqui?
Provavelmente a idolatria de Judá. Judá,
a idolatria de Ruben. Ruben, que era
aquele homem que fez tantas coisas ruins
e não chegou à altura de ser um bom mais
velho, aquele que poderia assumir a
família. Agora Deus tira da equação.
Depois tirar Ruben, ele coloca Judá.
Agora, Judá é aquele homem que vai
assumir a liderança da família. E Judá,
veja, não é que ele era perfeito, ele
também tá sendo trabalhado. No capítulo
37, quando eles vendem José, a ideia de
vender José vem de quem? Judá, idólatra.
Ele queria dinheiro em troca de José. No
capítulo 38 tem uma história de Judá com
Tamar. Quem conhece a história sabe como
é que foi. Ao invés de Judá fazer o que
é correto com a sua nora e entregar o
seu outro filho para ela, ele não faz
isso. E a nora passa dificuldades
não suficiente. Judá vai e tem relações
com ela sem saber que é. E ele faz tudo
isso sabendo que é errado diante de
Deus. Mas por quê? porque ele não se
preocupa com o outro e ele só quer saber
dele mesmo. Ele quer prazer próprio. Ele
não se preocupa com aquela mulher.
E aqui no capítulo 43,
finalmente ele parece alguém mais maduro
e mais sensato. Parece que Deus foi
trabalhando na vida dele. E aqui ele tá
disposto a amar os outros mais do que a
si mesmo. Olha só que interessante. Judá
lembra o seu pai de que Benjamim deveria
ir junto. Jacó de novo lamenta a
situação, culpa os filhos e ainda se
coloca no se falando: "Me fizeram mal.
Mas aqui, aqui Jacó ah dá uma ideia e
faz uma outra proposta e mostra um
coração diferente de Ruben. Ruben havia
dito o seguinte: "Se eu não voltar com
Benjamim, pode matar meus dois filhos".
Provavelmente Jacó não ia fazer isso.
Judá fala o seguinte, olha só, versículo
oito. Deixe o jovem ir comigo e nos
levantaremos e iremos para que vivamos e
não morramos. Nem nós, nem o Senhor, nem
nossos filhinhos. Tá pensando em todo
mundo. Eu serei responsável por ele. Da
minha mão, o Senhor pode requerê-lo da
minha mão. Se eu não o trouxer de volta
e não o puser diante do Senhor, serei
culpado para com o Senhor pelo resto da
minha vida. A proposta aqui de Judá não
é colocar outros no lugar de Benjamim, é
colocar ele mesmo a vida dele e ele como
o responsável diante de Deus. Veja, isso
é um coração que pensa nos outros e que
se coloca abaixo, oferecendo a própria
vida para salvar pessoas. Então aqui
Jacó mostra um coração que começa a ter
o seu amor reordenado.
Tudo que antes era voltado para ele,
pensando apenas nele, agora Jacó também,
assim como Judá, passa a ter o seu amor
transformado. Transformado. Judá que
ajuda Jacó a entender a situação. E
então Jacó muda de ideia para enviar o
seu filho. Veja, versículo 11. E esse
aqui é um é um centro aqui da nossa
história, porque é a hora que ele que
Jacó finalmente entende a situação e se
rende a Deus. E isso é adoração e não
idolatria. Então Israel, seu pai disse:
"Se é assim, então façam o seguinte:
peguem do mais precioso desta terra,
ponham nos sacos para mantimento e levem
de presente a este homem um pouco de
bálsamo, um pouco de mel, manda várias
coisas para ele. E então levem dinheiro
também no versículo 12, devolvam o
dinheiro, restituam o dinheiro. Ah, e
levem também versículo 13, o irmão de
vocês. Levantem-se e voltem à aquele
homem. E olha o versículo 14 agora. Deus
todo- poderoso, El Shadai, lhes dê
misericórdia diante do homem, para que
restitua o outro irmão e deixe que
Benjamim volte com vocês. Quanto a mim,
se eu perder os filhos, sem filhos
ficarei. Aqui o coração dele começa a
ser transformado, porque ele para de
olhar só para Benjamim e a alegria dele
e ele olha para o todo e ele olha aqui
pra continuidade da família dele. Isso
aqui é amor a Deus. Sabe por quê? Deus
havia prometido para Abraão, Isaque e
Jacó, a promessa era: "Eu farei de ti
uma grande nação. Em ti serão benditas
todas as famílias da terra". É a
promessa. Abraão, Isaque e Jacó. Jacó,
se não enviasse Benjamim, ele iria estar
cortando
essa promessa de Deus. Mas aqui ele
entende isso. Ele ama a Deus acima dele
mesmo. Ele ama o próximo que são os seus
filhos, sua família, como a si mesmo.
Isso aqui, meus irmãos, é a essência da
adoração a Deus. Isso aqui é o antídoto
para a idolatria. Pensa o seguinte: se a
idolatria é o amor a si mesmo e se
servir de coisas como ídolos para trazer
coisas boas para si, a resposta para
isso é amar a Deus de todas as coisas e
amar o próximo como a nós mesmos. Quando
nós fazemos isso, nós estamos tirando a
idolatria da equação e nós estamos
adorando a Deus.
Se você acha que você é idólatra em
alguma medida, essa é a resposta. E isso
se resume, n resume a lei do Senhor. E é
dessa maneira que nós podemos de fato
entregar nossa vida a Deus e não sermos
mais idólatras. Isso é muito claro no
Novo Testamento, quando Cristo fala
sobre a lei dizendo que a gente precisa
amar a Deus e ao próximo como a nós
mesmos. Na verdade, quando quando o
coração dele começou a ser provado
nisso, Deus começou a ensiná-lo, a
enxergar as necessidades dos outros
acima das dele mesmo. E isso Deus faz
conosco também. Quando nós estamos na
crise, quando nossa idolatria é
demonstrada, quando o nosso amor começa
a ser confrontado e a gente tem que ser
reordenado, então Deus nos ensina a
olhar pro outro e parar de olhar somente
para nós.
Aqui Judá e Jacó fazem isso e Jacó
começa a pensar no todo e não somente na
própria barriga dele. Deus transforma o
amor possessivo de Judá, de Jacó, em um
amor sacrificial.
Aqui Judá diz: "Vou ser responsável por
ele. Se alguma coisa acontecer, eu vou
me entregar no lugar dele." Queridos, a
graça de Deus aqui remove ídolos. Não
somente isso, ela reorganiza os nossos
afetos, o nosso amor. Ele tira de nós o
amor
e nos ensina a amar o outro de maneira
sacrificial. E aqui é uma pergunta
importante. Como é que tem sido o seu
amor?
Você tem amado aos outros e a Deus ou
você tem amado a você mesmo?
Essa pergunta é central para você
entender se você é de fato alguém que
idolatra coisas ou se você é alguém que
ama a Deus. Ou você idolatra coisas para
si mesmo e é um egoísta. Ou você ama a
Deus e ao próximo e é um altruísta. E
dessa maneira segue a lei do Senhor. E é
claro, quando nós seguimos a lei do
Senhor, apesar de não buscarmos os
benefícios, tão somente nós recebemos.
Quando nós buscamos fazer a vontade de
Deus e não a nossa própria vontade,
então Deus nos dá os benefícios. Quando
nós buscamos nossa vontade receber tudo
de Deus e dos outros, então Deus tira de
nós para que nós aprendamos. Em segundo
lugar, Deus transforma o amor do nosso
coração e reordena, tirando de nós e
apontando para fora. Em último lugar,
aqui de maneira muito mais rápida, nós
vemos Deus também transformando as
motivações desses irmãos. Por que que eu
falo isso? Veja, Jacó, ele era governado
pelo amor próprio, pelo amor e pelo medo
de perder Benjamim. Isso governava ele.
Tudo que ele fazia era por conta disso.
Quando ele se depara com a decisão, o
medo dele paralisa ele. Ao invés dele
fazer alguma coisa para salvar a
família, ele fica paralisado com o medo
de perder aquilo que ele ama, aquilo que
ele idolatra, ao invés de amar a Deus e
ao próximo. Quando ele tem o coração
transformado, passa a amar a Deus e ao
próximo o amor lança fora o medo que ele
tinha.
O temor que ele tinha dá lugar à
esperança.
Quando nós passamos a amar a Deus e ao
próximo, isso faz com que nós lancemos
fora também o medo que nós temos e de
sermos controlados por esse medo. O medo
de autoproteção, o medo de evitar alguma
dificuldade, o medo de perder aquilo que
nós amamos. Essas coisas controlam a
gente. E quando isso controla a gente, a
gente não é controlado por Deus. Ou você
é controlado por Deus, amando a Deus, ou
você é controlado pela criação,
adorando, idolatrando a criação.
O que é que controla? O que é que motiva
o seu coração? O medo muitas vezes
paralisa a gente, não somente isso, mas
faz a gente agir de maneira errada. Mas
a correção deste amor faz com que nós,
ao invés de temer perder, pensando em
nós, nós entregamos para Deus, confiando
que este Deus está no controle. Ao invés
de temor, confiança. E a confiança que
Jacó teve é a confiança que nós podemos
ter também. Confiança de que Deus está
no controle e vai fazer aquilo que deve
ser feito. A confiança de Jacó em Deus
se mostrou no final. No final, Jacó não
simplesmente cede, mas ele cede, dá
passos corretos e espera em Deus. Olha
só o que ele faz. Ele decide: "Eu vou
enviar Benjamim,
mas faça o seguinte: mande presentes,
devolve o dinheiro, envia em dobro e
leva Benjamim. vão fazer de tudo paraa
coisa dar certo. Mas no final ele diz
que o Senhor Deus todo poderoso cuide da
situação. E é interessante porque ele
usa o termo El Shadai. É o Shadai. É
isso, o Deus que tem poder. A confiança
dele em Deus fez que ele tomasse essa
atitude. E a confiança aqui não elimida
a nossa ação. Nós agimos de maneira
correta com a confiança. Ela não elimina
a ação, mas a confiança purifica a nossa
ação. Salmo 37 nos diz assim: "Confia no
Senhor e faz o bem. Entrega o teu
caminho ao Senhor, confia nele e o mais
ele fará. Nós confiamos em Deus,
entregamos a Deus e nós deixamos nas
mãos de Deus.
E a nossa disposição tem que ser como a
de Jacó. Ele disse: "Se eu tiver de
ficar sem filhos, eu ficarei, mas eu
faço a vontade de Deus". É nessa hora,
nesse momento que ele entrega
o seu coração a Deus. É nesse momento
que a idolatria some do seu coração. E o
que domina Jacó é o amor a Deus e o amor
ao próximo.
O amor enraizado no nosso amor próprio
diz: "Preciso controlar tudo para eu não
perder". A confiança baseada no amor a
Deus diz: "Eu preciso obedecer e
entregar. O resultado é do Senhor. Eu
faço o que eu posso, mas eu entrego nas
mãos de Deus." E aqui a grande questão
para nós de novo, é como tem sido suas
decisões? Qual tem sido a motivação do
seu coração? Reter tudo para você,
controlar para você não perder. Você se
é aquele que governa as coisas para não
perder aquilo que você ama ou é de fato
entregar nas mãos de Deus? O que você
confia, isso determina como será a sua
vida, seus sentimentos e suas ações. Se
você confia em você
para governar as coisas, você vai viver
em temor e medo. Se você confia em Deus,
você vai viver em alegria e liberdade.
Confia no Senhor, no todo-eroso, no El
Shadai, que é o termo que ele usa.
Confia neste Deus e você certamente terá
tranquilidade no seu coração. Eu queria
terminar esse tempo nosso apenas
lembrando aos irmãos de um de um pequeno
texto que está lá em Jeremias. É um
texto que a gente conhece bem. Jeremias
17,
dos versículos 5 até o versículo 10.
É um texto que mostra para nós aonde
deve estar a nossa confiança.
E Jeremias escreve o seguinte: Assim diz
o Senhor:
Maldito aquele que confia no ser humano,
que faz da carne mortal o seu braço e
cujo coração se desvia do Senhor, porque
ele será como um arbusto solitário no
deserto e não verá quando vier o bem.
Pelo contrário, morará nos lugares secos
do deserto, na terra salgada e
inabitável. Versículo 7 diz: "Bendito
aquele que confia no Senhor e cuja
esperança é o Senhor, porque ele é como
a árvore plantada junta às águas, que
estende as suas raízes para o ribeiro, e
não receia quando vem o calor, porque as
suas folhas permanecem verdes e no ano
da seca não se perturba, nem deixa de
dar fruto. Enganoso é o coração mais do
que todas as coisas e desesperadamente
corrupto. Quem o poderá entender? Eu, o
Senhor, som do coração. Eu provo
a cada um segundo seus caminhos, segundo
o fruto de suas ações.
O que Deus espera de nós é amor total,
integral a ele e amor ao próximo como a
nós mesmos. Quando fazemos isso, nós nos
guardamos dos ídolos, cumprindo também o
que João falou. Filhinhos, guardai-vos
dos ídolos. Quando isso acontece, nós
temos a esperança e a alegria que vem do
Senhor. Vamos orar.
Pai amado, nós somos gratos a ti porque
o Senhor nos trouxe mais uma vez um
ensinamento da Tua palavra. Pedimos ao
Senhor, Pai, que este confronto que o
Senhor faz ao nosso coração, aos nossos
amores, à nossa idolatria, não seja um
confronto que acabe aqui, mas que nós
possamos levar para nossa vida. Dê-nos a
graça, Pai, de realmente olhar para
dentro de nós e com os corações sendo
sondados por ti, que nós compreendamos
aquilo que o Senhor deseja, que nós
entreguemos a Ti controle de nossas
vidas, que nós entreguemos a Ti controle
de tudo aquilo que nós somos. que nós
coloquemos no Senhor a razão de nossa
existência, a razão de nosso
significado, a razão de nossa
identidade, que nós encontremos em ti
tudo aquilo que nós precisamos e dessa
maneira que nos livremos de toda a
idolatria e entreguemos nossa vida ao
Senhor. Nós pedimos a Tias graças, a
graça que somente o Senhor pode
conceder. E pedimos isso no nome do
Senhor Jesus, aquele que nos amou
verdadeiramente e já nos deu todas as
coisas que nós precisamos. No nome dele
nós oramos. Amém. Yeah.

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