Deus que transforma corações – REV. GABRIEL JUNQUEIRA
24/06/2026
Deus que transforma corações – REV. GABRIEL JUNQUEIRA
Por que Deus permite crises em nossa vida?
Ao analisar a história de José, seus irmãos e Jacó em Gênesis 42–43, esta mensagem mostra que Deus frequentemente utiliza circunstâncias difíceis para trabalhar profundamente em nosso coração. As crises não apenas revelam quem somos, mas expõem aquilo que ocupa o lugar de Deus em nossa vida.
Nesta exposição bíblica, veremos como Deus confronta a idolatria escondida no coração humano, redireciona nossos afetos e transforma nossas motivações. A história de Jacó, Benjamim, Judá e seus irmãos revela que muitas vezes nossos maiores medos estão ligados exatamente às coisas que mais amamos.
O sermão também apresenta o verdadeiro significado do amor bíblico, contrastando a adoração a Deus com o egoísmo e a idolatria, mostrando que a única segurança duradoura está em confiar plenamente no Senhor.
INFORMAÇÕES:
Pastor: GABRIEL JUNQUEIRA
Passagem: Gênesis 42.25-43.14
Série: José, prenúncio do Salvador
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Uma Crise Pode Produzir Algo Bom?
01:24 – Leitura de Gênesis 42:25–43:14
07:39 – Contexto: José Testa Seus Irmãos
10:51 – Como Deus Molda o Coração nas Crises
11:56 – Deus Expõe Nossas Idolatrias
12:45 – O Dinheiro nos Sacos e o Teste de José
13:41 – “O Que É Isto que Deus Nos Fez?”
15:30 – O Que é Idolatria Segundo a Bíblia?
17:11 – A Idolatria dos Irmãos de José
19:21 – A Idolatria de Jacó por Benjamim
22:07 – A Idolatria de Rúben pelo Poder e Controle
26:32 – A Crise Revela o Que Adoramos
28:28 – Deus Confronta os Ídolos do Coração
30:27 – O Perigo de Amar Algo Mais que Deus
32:34 – Deus Redireciona o Nosso Amor
33:06 – O Verdadeiro Significado do Amor Bíblico
34:25 – Egoísmo: O Amor Voltado Para Si Mesmo
36:03 – O Amor Desordenado de Jacó
38:24 – A Fome Continua e a Transformação Começa
39:25 – Judá Assume a Liderança
41:23 – O Crescimento Espiritual de Judá
42:07 – Um Coração Disposto a se Sacrificar
43:23 – Jacó se Rende à Vontade de Deus
44:29 – Amar a Deus Acima de Tudo
45:05 – O Antídoto Contra a Idolatria
46:19 – Deus Reorganiza Nossos Afetos
48:18 – Deus Transforma Nossas Motivações
49:05 – Do Medo à Confiança em Deus
50:32 – Entregar o Controle ao Senhor
51:21 – “Confia no Senhor e Faz o Bem”
53:26 – Jeremias 17: A Fonte da Verdadeira Confiança
54:56 – Guardem-se dos Ídolos
55:21 – Oração Final
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Eu queria perguntar paraos irmãos o seguinte: será que pode vir alguma coisa boa de uma grande crise? Será que em grandes conflitos, em situações de dificuldades, será que pode sair alguma coisa boa disso? Ou talvez um pouquinho mais a fundo? Será que se em uma grande crise você fosse forçado a tomar uma decisão que fosse difícil? Que decisão será que você tomaria? Por exemplo, o que você faria se Deus nessa crise fizesse com que você tivesse decidir entre ter ou não aquilo que você mais ama? O que você faria se Deus tocasse exatamente naquilo que você mais teme perder? Aliás, pense na sua vida, pense nas pessoas que você ama. Existe alguém ou algo na sua vida que você pensa assim: "Sem essa pessoa eu não vivo? Se essa pessoa sumir, se essa pessoa morrer, a minha vida acabou". Pensa nisso. Há algo ou alguém na sua vida que está neste local? Nós falaremos sobre isso hoje. Falaremos sobre isso lendo um texto que está em Gênesis, olhando paraa vida de Jacó e de José, tentando compreender o que Deus espera de nós em situações em que nós somos confrontados com aquilo que ocupa o maior lugar do nosso coração. Eu queria convidar a igreja, então, abrir a palavra de Deus em Gênesis, no capítulo 42. Vamos ler versículos 25 em diante até o versículo 40, versículo 14 do capítulo 43. Gênesis 42 versículo 25 até Gênesis 43 versículo 14. Diz assim a palavra de Deus. José ordenou que lhes enchessem de cereal os sacos e lhes restituíssem o dinheiro a cada um no saco de cereal e o suprissem de comida para o caminho. E assim foi feito. E carregaram o cereal sobre os seus jumentos e partiram dali. Quando um deles abriu o saco de cereal para dar de comer ao seu jumento na estalagem, encontrou o dinheiro na boca do saco de cereal. Então disse aos irmãos: "Devolveram o meu dinheiro. Está aqui na boca do saco de cereal." O coração dos seus irmãos se encheu de medo e tremendo, entreolhavam-se, dizendo: "O que é isto que Deus nos fez?" E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e lhe contaram tudo o que havia acontecido, dizendo: "O homem, o Senhor da Terra, falou conosco de maneira ríspida e nos tratou como espiões da terra. Dissemos a ele: "Somos homens honestos e não espiões. Somos 12 irmãos, filhos de um mesmo pai. Um já não existe e o mais novo está hoje com o nosso pai na terra de Canaã. Então o homem, o Senhor da Terra, respondeu: "Nisto saberei que vocês são homens honestos. Deixem comigo um de seus irmãos, peguem o cereal para remediar a fome de suas casas e vão embora. Mas tragam-me o seu irmão mais novo. Assim saberei que vocês não são espiões, mas homens honestos. Então entregarei o irmão de vocês e vocês poderão negociar na terra." Aconteceu que quando foram despejar o cereal que havia nos sacos, cada um tinha a sua trouxinha de dinheiro no saco de cereal. Ao ver as trouxinhas com o dinheiro, eles e o seu pai ficaram com medo. Então Jacó, o pai deles, disse: "Vocês vão me deixar sem filhos? José se foi, Simeão se foi, agora querem levar Benjamim. Todas essas coisas aconteceram contra mim." Mas Ruben disse ao seu pai: "O Senhor pode matar os meus dois filhos se eu não trouxer Benjamim de volta. Deixe que eu tome conta dele e o trarei de volta para o Senhor." Mas Jacó respondeu: "O meu filho não irá com vocês. O irmão dele está morto e ele é o único que ficou. Se lhe acontece algum desastre no caminho, vocês farão descer os meus cabelos brancos com tristeza a sepultura." A fome continuava gravíssima na terra. Quando eles acabaram de consumir o cereal que tinham trazido do Egito, Jacó disse aos filhos: "Voltem e comprem mais um pouco de mantimento para nós". Mas Judá lhe disse: "Aquele homem nos advertiu solenemente, dizendo: Vocês não verão o meu rosto se o outro irmão não vier com vocês. Se o Senhor resolver enviar conosco nosso irmão, iremos e compraremos mantimento para o Senhor. Mas se o Senhor não o enviar, não iremos. Pois o homem nos disse: "Vocês não verão o meu rosto se o outro irmão não vier com vocês". Israel respondeu: "Por que vocês me fizeram esse mal, dando a saber aquele homem que vocês tinham outro irmão?" Eles responderam: "O homem nos fez perguntas específicas a respeito de nós, de nossa parentela, dizendo: "O pai de vocês ainda é vivo? Vocês têm outro irmão?" Nós apenas respondemos o que ele nos perguntou. Como podíamos adivinhar que ele nos diria: "Tragam o seu outro irmão". Então Judá disse a Israel, seu pai: "Deixem o deixe o jovem ir comigo e nos levantaremos e iremos para que vivamos e não morramos, nem nós, nem o Senhor, nem os nossos filhinhos. Eu serei responsável por ele. Da minha mão, o Senhor poderá requerê-lo. Se eu não o trouxer de volta e não o pisar diante do Senhor, serei culpado para com o Senhor pelo resto da minha vida. Se não nos tivéssemos demorado, já teríamos ido e voltado duas vezes. Então Israel, seu pai, disse: "Se é assim, então façam o seguinte: peguem do mais precioso da terra, ponham nos sacos para o mantimento e levem de presente para este homem um pouco de bálsamo e um pouco de mel, especiarias e mirra, nozes de pistásia e amêndoas. Levem dinheiro em dobro e devolvam o dinheiro restituído na boca do saco de cereal. É possível que tenham havido algum engano. Levem também irmão de vocês, levantem-se e voltem àquele homem. Deus todo- poderoso lhes dê misericórdia diante do homem, para que restitua o outro irmão e deixe que Benjamim volte com vocês. Quanto a mim, se eu perder os filhos, sem filhos ficarei. Vamos orar. Pai amado, nós lemos a tua palavra que nos mostra a verdade, nos ensina, Pai, por meio de diretrizes e por meio de histórias que aconteceram. Essa é uma delas. O Senhor agiu nessa história e a Tua ação nos ensina. Pedimos, Pai, que o Senhor nos capacite a entender o que o Senhor fez e dessa maneira também compreender como o Senhor age em nossas vidas. Rogamos isso, gratos ao Senhor por tudo e certos de que o Senhor nos ensinará no nome do Senhor Jesus. Amém. Queridos, nós lemos aqui um pedaço do texto passando o último sermão que nós tivemos. Não, no último sermão, a história foi no momento em que os irmãos de José foram até o Egito para comprar cereal, porque havia acabado a comida tanto na terra do Egito, a não ser o que José tinha segurado, e também em outros locais. E de todas as regiões da terra, o pessoal tava indo para buscar algum tipo de comida lá no Egito. Os irmãos José foram até José. José reconheceu os seus irmãos, mas os seus irmãos não reconheceram. Nessa conversa, nós vimos que José, ao invés de ser vingativo com os seus irmãos, destruir seus irmãos, acabar com aqueles que haviam feito muito mal a ele, ele decide testar os irmãos. Então ele não se apresenta, já havia passado 20 anos. Era difícil reconhecer José com o cabelo raspado, sem barba e agora um pouco mais velho. E então, sem ser reconhecido, ele começou a tratar do coração dos seus irmãos. Enquanto ele tratava, para fazer isso, ele faz acusações. Então, ele olha pros irmãos e diz: "Vocês não vieram aqui de boa fé. Vocês vieram aqui para espiar a terra. Vocês querem roubar a comida do Egito, vocês não são boa coisa. Os irmãos, então, para se defender dizem assim: "Não, nós somos sim, nós somos honestos. Nós somos homens bons, filhos de um homem lá em Canaã, de um mesmo homem, e temos ainda um outro irmão. Todos nós somos pessoas boas. José já conhecia a família, mas nesse momento José diz: "De modo algum e para testar vocês, na verdade, se vocês forem até lá e trouxerem o seu outro irmão, o mais novo, eu vou acreditar em vocês. Mas se não fizerem isso, eu não vou permitir que vocês fiquem aqui fazendo negócios." E então José coloca todos os irmãos na prisão, eles ficam lá durante três dias. Nesses três dias, o coração deles começa a ser incomodado e eles começam a perceber que tem alguma coisa diferente acontecendo. A mão de Deus tá trabalhando em alguma área, porque no meio daquele momento eles dizem: "Isso tá acontecendo com a gente porque o nosso irmão clamava e nós não demos ouvido a ele. Nós acabamos com a vida de José e Deus está agora requerendo isso de nossas mãos." Eles começaram a compreender isso, mas essa compreensão inicial ainda não era suficiente para gerar o arrependimento e para que José confiasse nesses irmãos. É nesse momento que José então continua o seu teste. José quer ter certeza de que seus irmãos mudaram, de que seus irmãos agora são pessoas diferentes antes de ser conhecido por eles. E é por isso que José então cria uma crise, uma dificuldade pros irmãos para que consiga trabalhar o coração dos irmãos. Então, hoje eu queria conversar com vocês trazendo a seguinte pergunta e pensando nesse tema. Como que Deus molda o nosso coração em meio às crises? De que maneira o nosso coração pode de fato ser moldado em meio à crises? Será que Deus faz isso? E a minha resposta para isso é: sim. Deus molda o nosso coração em meio à crises. E ele faz isso pelo menos de três maneiras. Primeiro, ele expõe a nossa idolatria, ele expõe o nosso coração. Em segundo lugar, ele redireciona o amor do nosso coração. E em terceiro lugar, ele transforma as nossas motivações. Isso acontece no nosso coração. É Deus trabalhando enquanto nós estamos passando por circunstâncias difíceis. Se no sermão passado, texto passado, nós vimos que Deus trabalha por meio das circunstâncias difíceis, agora eu queria aprofundar um pouquinho mais para que nós entendêsemos que Deus trabalha não só na circunstância, naquilo que acontece ao redor de nós, mas também trabalha em nosso coração. Primeira coisa que o texto ensina para nós é que Deus expõe as nossas idolatrias. Como eu falei, José, não satisfeito com o que os irmãos mostraram para ele, decidiu gerar uma crise maior. Então ele fala pros seus servos, eles vieram comprar comida de nós, deram dinheiro, peguem o dinheiro e coloquem nos sacos de comida para que eles levem embora. E então os servos fizeram isso. Quando José faz isso, é claro que ele tem em mente ajudar a sua família. É claro que ele tem em mente também os seus irmãos que estavam indo para lá, o seu pai que ficou lá. Mas isso fazia parte desse teste que José queria fazer com os seus irmãos. Na verdade, José, se vocês não perceberam ainda, tá recriando toda a situação que ele mesmo passou. Pensem nisso. José foi um irmão que foi separado dos outros em troca de dinheiro. E agora os irmãos estão indo embora. Um irmão está ficando Simeão, e eles estão recebendo em de volta dinheiro. Isso que tá acontecendo é para gerar na cabeça dos irmãos um tipo de ligação com aquilo que aconteceu lá em Gênesis 37. E você fala: "Pastor, isso aqui tá muito longe". Será que eles iam compreender isso quando eles vissem o dinheiro? Será que eles iam fazer a ligação da prata com o irmão que fica? Eu creio que sim. Eu creio que sim, porque José já tava na cabeça deles quando eles estavam presos lembrando de José, do que fizeram com José. E agora indo embora, deixando o irmão para trás, novamente, certamente na cabeça deles de novo. E eu sei disso porque chega o momento que eles falam o seguinte: "Devolveram o nosso dinheiro, tá na boca aqui do saco de cereal". E eles com medo se olhavam e disseram: "O que é isto que Deus nos fez? O que é isto que Deus nos fez? Essa pergunta mostra que eles sabiam que o que estava acontecendo era da parte de Deus. Eles entendiam que havia um julgamento da parte de Deus, uma punição por aquilo que eles haviam feito. E o medo deles nesse momento é muito compreensível. Pensa no seguinte, eles foram até o Egito, a nação mais poderosa, e eles foram acusados de espionagem. Agora eles estão indo embora para voltar e provar que eles são honestos. Nesse caminho eles estão com dinheiro de novo. E pense que vai aparecer agora. Vai parecer que além de espião a gente é ladrão também. E se a gente voltar, a gente pode morrer. E se a gente não voltar, a gente morre de fome. Pensa no tamanho da crise e o tamanho do medo que esses homens estão passando. Quando eles perguntam: "O que é isso que Deus nos fez?" Tudo isso está no coração deles. E aqui Deus começa a expor a idolatria que está no coração dos irmãos de José. A palavra diz para nós lá em Mateus que onde está o seu tesouro, aí também está o seu coração. A palavra diz também que a boca fala do que o coração está cheio. E não é só as palavras que saem da boca, não é só isso, mas também tudo aquilo que a gente faz que vem do nosso coração, que é a fonte ah da vida. Estão ali estão as fontes da vida. Tudo isso mostra o que está no nosso coração. E o coração deles estava com idolatria. E de novo, idolatria aqui, meus irmãos, não é só você fazer uma estátua de barro ou de bronze ou de ouro e se prostrar diante dessa estátua. Não é só isso. Idolatria é muito mais do que isso. Idolatria é você colocar qualquer coisa no lugar de Deus. Idolatria é você esperar de qualquer outra coisa criada que não é o criador, algo que só o criador pode dar. Isso é idolatria. Idolatria é você tornar qualquer coisa criada o motivador e a razão de sua existência. é você tornar essa coisa criada, o núcleo da sua identidade. Ou seja, você deriva quem você é, não de Deus, mas desta coisa. Isso é idolatria. E tem muita coisa que se encaixa nessa categoria aqui. A verdade, meus irmãos, é que só Deus é a nossa fonte de segurança e de prazer. Só Deus é a nossa razão última de viver. É ele quem nos dá identidade. É ele quem dá sentido paraa nossa vida. Coisas criadas podem conceder de maneira temporária uma versão mais frágil, uma versão limitada do que só Deus pode dar. E quando a gente quer essas coisas e a gente busca essas coisas na criação, isso é idolatria. O problema é que uma hora ou outra isso acaba, isso não permanece. E então nós nos vemos vazios, sem chão, perdidos. Idolatria é isso e tem um preço caro, mas o coração deles havia idolatria. Há 20 anos atrás, quando eles venderam José, já fica claro isso. Por que que eles venderam José? Primeiro eles queriam matar José, depois decidiram: "Vamos jogar José no poço". Em terceiro lugar decidiram: "Para que só jogar no poço? vão vender porque a gente ganha dinheiro. Isso é avareza. Segundo Paulo em Efésios, avareza é idolatria, amor ao dinheiro. É você querer o dinheiro acima de todas as coisas. Havia idolatria no coração desses homens. Eles estavam idolatrando várias coisas. E nesse momento também isso fica muito claro. E é possível que na cabeça deles isso estivesse começando a rodar. Pensa, pensa o seguinte. Eles saíram do Egito, andaram um pouco e então pararam para alimentar os animais. Quando isso aconteceu, eles percebem que tem dinheiro ali. Depois desse momento, eles viajam até a cidade, até a cidade do seu pai, até Canaã, até Hebrão, onde eles estavam. Esse caminho é pelo menos 20 a 30 dias. Então você imagina o seguinte, eles passaram 20 a 30 dias pensando, veio dinheiro aqui. Isso aqui não foi a gente que colocou, veio da parte de Deus. Isso tem a ver com José. E isso aqui tudo tá mostrando alguma coisa do meu coração. Lembra que Paulo para ser convertido, passou três dias cego pensando na vida. Eles passaram 20, 30 dias refletindo, discutindo e com medo. Nesse momento, Deus estava trabalhando no coração deles. Quando eles chegam em casa, eles então conversam com o pai deles e dizem o que aconteceu nessa situação toda. Desde o versículo 29 paraa frente mostra como que foi esse encontro. Foram para Jacó, o pai deles, conversaram sobre tudo que aconteceu. Disse que havia um homem lá no Egito. Esse homem governava a terra. Esse homem desconfiou deles e então pediu para que eles trouxessem o irmão mais novo. E aqui a gente começa a perceber toda a idolatria, não só no coração deles, mas também no pai deles. Então Jacó, o pai deles, disse, versículo 36, vocês vão me deixar sem filhos. José se foi, Simeão se foi, tava preso. Agora vocês querem levar Benjamim. É interessante aqui que Jacó já começa a culpar os seus filhos pelo que aconteceu. Aqui talvez o indicativo de que José já começou a desconfiar, eh, Jacó já começou a desconfiar do que aconteceu com José. Possivelmente já começou a pensar que talvez os irmãos tivessem feito algo com o seu filho. Isso não é certo, mas é possível. E agora os irmãos foram pro Egito e voltaram sem Simeão. Deixou um filho lá. Não só isso, votaram com dinheiro. Que que pode rolar na cabeça de Jacó? Venderam Simeão. E depois de vender Simeão, vão levar agora e vender também Benjamim. Eles estão já acabaram com José, levaram Simeão e agora vai levar o meu terceiro filho que eu mais amo, que é Benjamim. No versículo 36, no finalzinho, ele fala: "Todas essas coisas aconteceram contra mim". Mas Ruben disse ao seu pai, versículo 37, e aqui é a proposta indecente de Ruben, "O Senhor pode matar os meus dois filhos se eu não trouxer Benjamim de volta. Deixe que eu tome conta dele e trarei de volta para o Senhor." Mas Jacó respondeu: "O meu filho não irá com vocês. O irmão dele está morto e ele é o único que ficou. Aqui a gente percebe já como que ele amava muito mais a José e Benjamim e não os outros. Os outros não eram filhos, apenas os dois. Se lhe acontece algum desastre no caminho, vocês farão descer os meus cabelos brancos com tristeza a sepultura. Nesse momento, Deus está expondo a idolatria do coração de Jacó. Ele havia perdido José e agora diante dessa dizente levar também Benjamim ao Egito, ele reage como se tivesse diante da perda definitiva de tudo. Se levasse Benjamim, ele pensa: "A minha vida acabou". Se Benjamim for também, eu não tenho mais razão de viver. Eu vou descer a cova e eu vou triste. Esse era o pensamento de Jacó, porque ele tinha uma idolatria pelo seu filho Benjamin, como também teve por José. Há uma idolatria no coração de Jacó, porque ele coloca Benjamim acima dos irmãos e ele coloca em Benjamim a razão da sua vida e não em Deus. Mas aqui também Deus expõe a idolatria do coração de Ruben. Eu falei dessa proposta indecente de Ruben e é muito interessante porque Ruben diz o seguinte: "Pai, eu vou levar o Benjamim e eu trago de volta. Se eu não trouxer, você pode matar os meus dois filhos." E aqui é interessante porque qual seria a lógica e qual seria o benefício para um avô matar os seus dois filhos porque ele perdeu os seus dois netos porque ele perdeu um outro filho? Não tem lógica nenhuma. Mas Ruben faz isso porque o que ele quer aqui é tentar manipular o seu pai. Ruben, meus irmãos, não sei se dá para perceber aqui, mas Ruben, em princípio, quando a gente começa a ler a história, parece que ele é o mais sensato dos irmãos e o mais bom, o melhor, né? O mais bom. Por quê? Porque lá em Gênesis 37, que que ele faz? Os irmãos tentam matar José. Ruben é aquele que vai no meio e separa. Não matem. Não faz isso, não. Vamos colocar lá na cisterna. Ruben fez isso. Parece que ele é bom. O Ruben é aquele que queria fazer isso para depois voltar lá e levar José de volta pro pai. Ele queria fazer isso. É uma atitude boa. Ele queria fazer isso. Ele queria salvar José, não é? E aí depois quando o Ruben volta para onde José deveria estar, não encontra José, ele desespera, ele tá preocupado. E então a palavra diz que Ruben naquele momento diz: "O que é que eu vou fazer? Porque José não tava mais lá no poço. Meus irmãos, parecem ser boas atitudes, mas na verdade tudo o que Ruben tinha no coração era um medo do seu pai, do que é que ele iria dizer pro seu pai, qual seria a consequência sobre ele quando o seu pai soubesse que José não existia mais ou havia morrido. E Ruben, o irmão mais velho, estava lá. Ele era o responsável. A preocupação de Ruben não era José, era o que seria dele. E eu sei disso por vários motivos. Um desses é esse. Outro motivo é o seguinte: se Ruben quisesse salvar José, que que ele faria? Ele pegaria alguma montaria e sairia correndo atrás daquela caravana. Mas ele não faz isso. Ele não está disposto a se esforçar, a arriscar a vida que fosse para salvar o seu irmão. O que importa para ele não é José. O que importa para ele é a sua própria vida e o controle e a autoridade que ele queria ter como irmão mais velho. Tudo que ele faz na vida é tentar ter a autoridade do pai dele. Isso é tão verdade que alguns capítulos antes a palavra diz que Ruben se deitou com a concubina de seu pai. Por quê? Ele queria ser como o pai dele ou ter a autoridade que o pai dele tinha. Ele era o primogênito, filho de Lia. E ele demonstra tudo isso por meio da história dele. De modo que nesse momento também o desejo dele não é salvar Benjamim, o desejo dele é manipular o pai para que ele consiga pro Egito comprar comida e voltar para que ele viva e ele continuar sendo aquele que tem alguma autonomia, autoridade sobre os seus irmãos. De alguma maneira, a gente pode dizer que Ruben aqui, ele é um idólatra do poder e da honra. Ele quer ter o poder de filho mais velho, ele quer ter a honra de pai, ele quer ter tudo isso e de maneira errada, porque ele dá passos errados para conseguir essas coisas. No bom, não no bom sentido, mas ah, ele quer tomar o lugar do seu pai. Isso aqui fica muito evidente nessa oferta, porque veja, se ele tivesse tão preocupado em no bem dos outros, porque é que ele ofereceria os dois filhos dele ao invés de oferecer a própria vida? Ele sempre está oferecendo outras coisas, pensando em si mesmo em primeiro lugar. Nunca tá disposto a se colocar no jogo e se colocar em risco pelo bem dos outros. Veja, isso só fica evidente por meio da crise. Se não fosse a crise, a gente não saberia que Ruben tem essa idolatria no seu coração. Mas isso aparece por meio daquilo que acontece em nossa vida. Quando é uma situação difícil, nós detectamos as idolatrias, porque a gente coloca em jogo aquilo que a gente adora. Pensa no seguinte, quando a idolatria veio, quando a crise veio, Jacó se viu na possibilidade de perder aquilo que ele mais amava, Benjamim. Isso é medo. Isso vem da idolatria. Da idolatria vem também uma cegueira. Essa cegueira veio para Jacó. Pense no seguinte, Jacó não se importou em ver os outros filhos. Ele só se importou com Benjamim. E quando ele age, ele não age pensando no bem de todos, mas ele age só em benefício do seu filho Benjamim. Ruben também. A idolatria dele mostra, isso fica muito claro na crise, com o medo que ele tem, com a cegueira que ele tem, com a sua reação desordenada, ele tem medo de não sobreviver. Então, ele quer de todo jeito ir até o Egito. Ele tenta manipular o seu pai. Ele não enxerga o próprio pecado. Lembra que antes eles estavam presos? Ruben é o único, é o primeiro que fala assim: "Gente, eu falei pra gente não fazer mal pro menino, ou seja, quem fez mal, os outros. Não foi ele não. Ele se exentou daquela culpa. Isso é cegueira por conta da idolatria. E ele não enxerga o absurdo da proposta que ele fez pro pai dele de matar os seus dois filhos caso não trouxesse o Benjamim." Queridos, a idolatria ficou muito clara aqui no coração destes dois homens. E a verdade é que a crise tornou isso possível. E eu percebo, meus irmãos, que Deus frequentemente faz isso em nossas vidas. Ele propõe crises que nos ameaçam perder algo que nós amamos. É mais ou menos assim. Se você ama muito alguma coisa a ponto de idolatrar, não é incomum tirar isso de você. Ele fez isso. Ele fez isso com Jacó, porque Jacó idolatrava José, então ele tira José. Lembra que a história aqui não é nem de José, de Jacó. Gênesis 37 começa falando: "Essa é a história de Jacó". A gente olha pensando, é de José, é de Jacó. E Deus tá ensinando Jacó. Como é que ele faz isso? José vai embora. E Jacó já começa a ter uma crise. Depois de algum tempo, Jacó tem que ser tratado. O que que Deus faz agora? Quem vai sair é Benjamim. Você vai perder Benjamim. Você não aprendeu com José, vai aprender com Benjamim agora. Você não pode ter nada acima de mim. Você não pode idolatrar nada. É Deus quem você deve amar em primeiro lugar. Mas Deus frequentemente ameaça tirar coisas de nós quando nós as amamos mais do que nós amamos a Deus. Deus quer que você ame a Deus acima de todas as coisas. E não há o que você tem, não há pessoas que estão ao redor. É Deus e somente Deus. Sabe o que eu conversei disso? Lembra de Abraão? Que que Deus pediu para Abraão? Sobe no monte, me entrega teu filho. Ele não queria matar Isaque. Ele queria que Abraão entregasse tudo para ele e não tivesse nada acima de Deus. Lá em Filipenses capítulo 3, Paulo considera perda todas as coisas por causa de Cristo. Esse é o coração que Deus quer de nós. Um coração que ama a Deus acima de todas as coisas e as outras coisas no lugar de criação, não como o criador. Por isso, meus irmãos, cuidado com o que você ama. Cuidado com o que você ama muito, porque isso pode ser uma idolatria no seu coração. A pergunta aqui, então, é, quando você passa por uma crise, o que é que isso revela sobre o seu coração? Quando você se depara com uma situação que você deve escolher, Deus ou alguma outra coisa, como é que você reage? O que é que você ama tanto que você tem medo de perder? O que é que você ama tanto que pensa que a vida terá acabado se você perder? O que é que você ama tanto que lhe dá a sua identidade e motiva as suas ações? Essa coisa pode ser uma idolatria na sua vida. Avalia a sua vida para você não cair no mesmo erro que estes homens caíram. Tome cuidado porque Deus vai pesar a mão sobre aqueles que são idólatras. E se você é filho dele, ele vai pesar a mão para que você olhe para ele. Ele não queria o mal de Jacó. Ele queria salvar Jacó. Ele queria unir a família. Ele queria um povo que amasse a ele. Ele quer um povo que venha a ser o povo da salvação. Mas para isso, ele tem que confrontar a idolatria do coração. E tudo isso, meus queridos, como vocês já perceberam, tem a ver com o amor. Idolatrias, frequentemente são amores legítimos que se tornaram desordenados. Nós amamos algo que nós poderíamos amar, mas nós passamos a amar isso mais do que nós deveríamos e isso ocupou o local central de nossas vidas. E agora tudo o que nós somos vem deste ser amado quando não é Deus. Por isso que a segunda coisa que Deus faz para trabalhar o nosso coração é redirecionar o nosso amor. Primeira coisa, ele denuncia a idolatria. Segunda coisa, ele redireciona o nosso amor. A raiz da idolatria, meus queridos, é este amor desordenado. Ah, e aqui, só pra gente entender isso aqui, a gente tem que entender o que que é o amor. De fato, quando eu falo amor, amor nos tempos de hoje é bem difícil compreender. Tem gente que fala que é um sentimento, que é uma emoção boa, tudo isso faz parte. Mas amor, quando eu penso em amor bíblico, eu estou pensando em abnegação. O maior demonstração de amor deste universo foi Jesus, que veio a este mundo e se entregou por nós. Isso é amor. É você entregar algo que é seu para outro. pensando numa imagem aqui, seria mais ou menos como o amor, é como se fosse uma uma mangueira e uma bomba. Essa mangueira e essa bomba estão sempre posicionadas para algum lugar. Quando você ama, a bomba está em você e a mangueira apontando para fora e você tira de você e lança pro outro. Isso é amor. Você tira de você e você lança pro outro. Uma mãe ama seu filho, literalmente, ela entrega o próprio físico dela pro filho. Um marido tem que amar a sua esposa, como Cristo amou a igreja, entregar a sua vida por ela. O amor é um ato de você retirar de si e entregar pro outro. Por isso, de novo, que a maior demonstração de amor é Cristo se entregando por nós. E de mesma maneira, quando nós viramos essa bomba e essa essa mangueira, o amor, ao invés de levar de nós pro outro, ele faz o quê? Tira do outro e joga para nós. O amor nunca pode ser apontado pros dois lados. Ou você ama aquilo ou você ama a você mesmo. Quando a essa mangueira é virada para você, quando você coloca a bomba no outro para retirar do outro, isso se chama amor próprio e que nós comum chamamos de egoísmo. Ou você ama o outro, ou você é egoísta, ou você entrega, ou você retira. O egoísta é isso. Ele, ao invés de doar de si pro outro, ele tira do outro para si. Ele é como que um buraco negro que suga tudo e todos que estão à sua volta. Isso é o egoísmo que é o oposto deste amor correto. Em última instância, ao invés de amar a Deus, o ser humano ama a si mesmo. Em última análise, ele tenta colocar a bomba em Deus e receber de Deus aquilo que é só de Deus. Então, esse ser humano egoísta tenta se colocar no lugar de Deus, sendo o centro e o recebedor de todas as coisas. Isso é idolatria pura e tem a ver com amor. Ou você ama para fora ou você se ama. Quando você se ama, isso é idolatria. E é deste amor a si mesmo que surge a idolatria. Porque pensa no seguinte, pense em Jacó. Jacó amava a Benjamim. Jacó amava a José. Mas quando ele perde José e quando ele vai perder Benjamim, a preocupação dele não é assim: "Coitado do meu filho". Olha o que ele fala que olha que interessante. Ele diz assim no versículo no capítulo 42, no finalzinho, ele fala: "Vocês vão me deixar sem filhos". Olha o centro. Quem que é ele? Me deixar sem filhos. Depois ele fala: "Todas essas coisas aconteceram contra mim. Ele é o centro." Versículo 38. O meu filho não irá com vocês. Ele é o único que ficou. Vocês farão descer os meus cabelos com tristeza, sepultura. Tudo é ele. Ele tá olhando pro que ele vai perder, o que ele vai sentir e como ele vai ficar. Ele não se importa necessariamente, principalmente com o outro. Isso acontece com idolatrias. A idolatria é assim, nós temos o ídolo e esse ídolo nos dá coisas. Em última instância, quem nós amamos não é o ídolo, somos nós mesmos. O ídolo serve para nos suprir daquilo que nós queremos. A preocupação aqui de Jacó não era somente Benjamim, mas era ele que ficaria sem Benjamim. Eu já vi isso aqui algumas vezes erros. Eu acho muito interessante isso. Em alguns enterros que eu já fui, isso é muito comum. Eu vejo a pessoa ao lado do caixão dizendo mais ou menos assim: "O que é que vai ser de mim agora? Como é que você poôde me deixar?" Eu entendo, às vezes é uma força da expressão. Por outro lado, pode indicar um coração que tá preocupado agora, que que eu vou fazer? Eu tinha, eu era feliz, agora não sou mais porque eu perdi aquilo que eu gostava. O centro é você. Queridos, a idolatria não é o amor necessariamente ao ídolo, mas é o amor a si mesmo e o ídolo servindo a você mesmo. Isso mostra que o centro não é Deus, não é o próximo, é você mesmo. Isso é idolatria. E aí no capítulo 43 começa a ter uma virada aqui. No capítulo 43 a gente percebe que Deus começa a trabalhar nesses corações. Lá no versículo um começa a falar que a fome continua. Então aqui Jacó decide não entregar o filho dele. Passa um tempo, a comida acaba e quando eles acabam de consumir o cereal, então Jacó fala pros filhos: "Voltem e comprem mais um pouco de mantimento para nós". E note a cegueira aqui, veja, Jacó sabia que teria que entregar Benjamim, mas aqui ele parece que se engana. Ele fala: "Vai lá pegar mais mais cereal que tá acabando a comida". Ele literalmente deixa de lado o critério, a necessidade que era entregar ao seu próprio filho. Isso aqui é cegueira por conta da sua idolatria. Note o amor próprio. A comida tá acabando. Em breve ele vai morrer. Por isso ele é motivado a mandar de novo agora os filhos para ir lá buscar mais comida, o que ele não faria anteriormente. O que ele tá preocupado é com a sua própria morte. Versículo 3. Então, continua. E Judá agora, olha que interessante, agora não é mais o Ruben, o mais velho, que fala com o pai dele. Agora é Judá. E Judá fala pro pai dele, a gente não vai. Nós só vom, nós só iremos se nós pudermos levar Benjamim. Se Benjamim não for, a gente não vai, porque se a gente chegar lá, ele não vai querer ver a gente, ele não vai vender pra gente e não vai dar em nada. Então, a gente precisa levar Benjamim. E é interessante porque Judá aqui ele assume a liderança. Até esse momento Ruben era o cabeça, mas agora Judá assume. Qual que é a razão aqui? Provavelmente a idolatria de Judá. Judá, a idolatria de Ruben. Ruben, que era aquele homem que fez tantas coisas ruins e não chegou à altura de ser um bom mais velho, aquele que poderia assumir a família. Agora Deus tira da equação. Depois tirar Ruben, ele coloca Judá. Agora, Judá é aquele homem que vai assumir a liderança da família. E Judá, veja, não é que ele era perfeito, ele também tá sendo trabalhado. No capítulo 37, quando eles vendem José, a ideia de vender José vem de quem? Judá, idólatra. Ele queria dinheiro em troca de José. No capítulo 38 tem uma história de Judá com Tamar. Quem conhece a história sabe como é que foi. Ao invés de Judá fazer o que é correto com a sua nora e entregar o seu outro filho para ela, ele não faz isso. E a nora passa dificuldades não suficiente. Judá vai e tem relações com ela sem saber que é. E ele faz tudo isso sabendo que é errado diante de Deus. Mas por quê? porque ele não se preocupa com o outro e ele só quer saber dele mesmo. Ele quer prazer próprio. Ele não se preocupa com aquela mulher. E aqui no capítulo 43, finalmente ele parece alguém mais maduro e mais sensato. Parece que Deus foi trabalhando na vida dele. E aqui ele tá disposto a amar os outros mais do que a si mesmo. Olha só que interessante. Judá lembra o seu pai de que Benjamim deveria ir junto. Jacó de novo lamenta a situação, culpa os filhos e ainda se coloca no se falando: "Me fizeram mal. Mas aqui, aqui Jacó ah dá uma ideia e faz uma outra proposta e mostra um coração diferente de Ruben. Ruben havia dito o seguinte: "Se eu não voltar com Benjamim, pode matar meus dois filhos". Provavelmente Jacó não ia fazer isso. Judá fala o seguinte, olha só, versículo oito. Deixe o jovem ir comigo e nos levantaremos e iremos para que vivamos e não morramos. Nem nós, nem o Senhor, nem nossos filhinhos. Tá pensando em todo mundo. Eu serei responsável por ele. Da minha mão, o Senhor pode requerê-lo da minha mão. Se eu não o trouxer de volta e não o puser diante do Senhor, serei culpado para com o Senhor pelo resto da minha vida. A proposta aqui de Judá não é colocar outros no lugar de Benjamim, é colocar ele mesmo a vida dele e ele como o responsável diante de Deus. Veja, isso é um coração que pensa nos outros e que se coloca abaixo, oferecendo a própria vida para salvar pessoas. Então aqui Jacó mostra um coração que começa a ter o seu amor reordenado. Tudo que antes era voltado para ele, pensando apenas nele, agora Jacó também, assim como Judá, passa a ter o seu amor transformado. Transformado. Judá que ajuda Jacó a entender a situação. E então Jacó muda de ideia para enviar o seu filho. Veja, versículo 11. E esse aqui é um é um centro aqui da nossa história, porque é a hora que ele que Jacó finalmente entende a situação e se rende a Deus. E isso é adoração e não idolatria. Então Israel, seu pai disse: "Se é assim, então façam o seguinte: peguem do mais precioso desta terra, ponham nos sacos para mantimento e levem de presente a este homem um pouco de bálsamo, um pouco de mel, manda várias coisas para ele. E então levem dinheiro também no versículo 12, devolvam o dinheiro, restituam o dinheiro. Ah, e levem também versículo 13, o irmão de vocês. Levantem-se e voltem à aquele homem. E olha o versículo 14 agora. Deus todo- poderoso, El Shadai, lhes dê misericórdia diante do homem, para que restitua o outro irmão e deixe que Benjamim volte com vocês. Quanto a mim, se eu perder os filhos, sem filhos ficarei. Aqui o coração dele começa a ser transformado, porque ele para de olhar só para Benjamim e a alegria dele e ele olha para o todo e ele olha aqui pra continuidade da família dele. Isso aqui é amor a Deus. Sabe por quê? Deus havia prometido para Abraão, Isaque e Jacó, a promessa era: "Eu farei de ti uma grande nação. Em ti serão benditas todas as famílias da terra". É a promessa. Abraão, Isaque e Jacó. Jacó, se não enviasse Benjamim, ele iria estar cortando essa promessa de Deus. Mas aqui ele entende isso. Ele ama a Deus acima dele mesmo. Ele ama o próximo que são os seus filhos, sua família, como a si mesmo. Isso aqui, meus irmãos, é a essência da adoração a Deus. Isso aqui é o antídoto para a idolatria. Pensa o seguinte: se a idolatria é o amor a si mesmo e se servir de coisas como ídolos para trazer coisas boas para si, a resposta para isso é amar a Deus de todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos. Quando nós fazemos isso, nós estamos tirando a idolatria da equação e nós estamos adorando a Deus. Se você acha que você é idólatra em alguma medida, essa é a resposta. E isso se resume, n resume a lei do Senhor. E é dessa maneira que nós podemos de fato entregar nossa vida a Deus e não sermos mais idólatras. Isso é muito claro no Novo Testamento, quando Cristo fala sobre a lei dizendo que a gente precisa amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Na verdade, quando quando o coração dele começou a ser provado nisso, Deus começou a ensiná-lo, a enxergar as necessidades dos outros acima das dele mesmo. E isso Deus faz conosco também. Quando nós estamos na crise, quando nossa idolatria é demonstrada, quando o nosso amor começa a ser confrontado e a gente tem que ser reordenado, então Deus nos ensina a olhar pro outro e parar de olhar somente para nós. Aqui Judá e Jacó fazem isso e Jacó começa a pensar no todo e não somente na própria barriga dele. Deus transforma o amor possessivo de Judá, de Jacó, em um amor sacrificial. Aqui Judá diz: "Vou ser responsável por ele. Se alguma coisa acontecer, eu vou me entregar no lugar dele." Queridos, a graça de Deus aqui remove ídolos. Não somente isso, ela reorganiza os nossos afetos, o nosso amor. Ele tira de nós o amor e nos ensina a amar o outro de maneira sacrificial. E aqui é uma pergunta importante. Como é que tem sido o seu amor? Você tem amado aos outros e a Deus ou você tem amado a você mesmo? Essa pergunta é central para você entender se você é de fato alguém que idolatra coisas ou se você é alguém que ama a Deus. Ou você idolatra coisas para si mesmo e é um egoísta. Ou você ama a Deus e ao próximo e é um altruísta. E dessa maneira segue a lei do Senhor. E é claro, quando nós seguimos a lei do Senhor, apesar de não buscarmos os benefícios, tão somente nós recebemos. Quando nós buscamos fazer a vontade de Deus e não a nossa própria vontade, então Deus nos dá os benefícios. Quando nós buscamos nossa vontade receber tudo de Deus e dos outros, então Deus tira de nós para que nós aprendamos. Em segundo lugar, Deus transforma o amor do nosso coração e reordena, tirando de nós e apontando para fora. Em último lugar, aqui de maneira muito mais rápida, nós vemos Deus também transformando as motivações desses irmãos. Por que que eu falo isso? Veja, Jacó, ele era governado pelo amor próprio, pelo amor e pelo medo de perder Benjamim. Isso governava ele. Tudo que ele fazia era por conta disso. Quando ele se depara com a decisão, o medo dele paralisa ele. Ao invés dele fazer alguma coisa para salvar a família, ele fica paralisado com o medo de perder aquilo que ele ama, aquilo que ele idolatra, ao invés de amar a Deus e ao próximo. Quando ele tem o coração transformado, passa a amar a Deus e ao próximo o amor lança fora o medo que ele tinha. O temor que ele tinha dá lugar à esperança. Quando nós passamos a amar a Deus e ao próximo, isso faz com que nós lancemos fora também o medo que nós temos e de sermos controlados por esse medo. O medo de autoproteção, o medo de evitar alguma dificuldade, o medo de perder aquilo que nós amamos. Essas coisas controlam a gente. E quando isso controla a gente, a gente não é controlado por Deus. Ou você é controlado por Deus, amando a Deus, ou você é controlado pela criação, adorando, idolatrando a criação. O que é que controla? O que é que motiva o seu coração? O medo muitas vezes paralisa a gente, não somente isso, mas faz a gente agir de maneira errada. Mas a correção deste amor faz com que nós, ao invés de temer perder, pensando em nós, nós entregamos para Deus, confiando que este Deus está no controle. Ao invés de temor, confiança. E a confiança que Jacó teve é a confiança que nós podemos ter também. Confiança de que Deus está no controle e vai fazer aquilo que deve ser feito. A confiança de Jacó em Deus se mostrou no final. No final, Jacó não simplesmente cede, mas ele cede, dá passos corretos e espera em Deus. Olha só o que ele faz. Ele decide: "Eu vou enviar Benjamim, mas faça o seguinte: mande presentes, devolve o dinheiro, envia em dobro e leva Benjamim. vão fazer de tudo paraa coisa dar certo. Mas no final ele diz que o Senhor Deus todo poderoso cuide da situação. E é interessante porque ele usa o termo El Shadai. É o Shadai. É isso, o Deus que tem poder. A confiança dele em Deus fez que ele tomasse essa atitude. E a confiança aqui não elimida a nossa ação. Nós agimos de maneira correta com a confiança. Ela não elimina a ação, mas a confiança purifica a nossa ação. Salmo 37 nos diz assim: "Confia no Senhor e faz o bem. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará. Nós confiamos em Deus, entregamos a Deus e nós deixamos nas mãos de Deus. E a nossa disposição tem que ser como a de Jacó. Ele disse: "Se eu tiver de ficar sem filhos, eu ficarei, mas eu faço a vontade de Deus". É nessa hora, nesse momento que ele entrega o seu coração a Deus. É nesse momento que a idolatria some do seu coração. E o que domina Jacó é o amor a Deus e o amor ao próximo. O amor enraizado no nosso amor próprio diz: "Preciso controlar tudo para eu não perder". A confiança baseada no amor a Deus diz: "Eu preciso obedecer e entregar. O resultado é do Senhor. Eu faço o que eu posso, mas eu entrego nas mãos de Deus." E aqui a grande questão para nós de novo, é como tem sido suas decisões? Qual tem sido a motivação do seu coração? Reter tudo para você, controlar para você não perder. Você se é aquele que governa as coisas para não perder aquilo que você ama ou é de fato entregar nas mãos de Deus? O que você confia, isso determina como será a sua vida, seus sentimentos e suas ações. Se você confia em você para governar as coisas, você vai viver em temor e medo. Se você confia em Deus, você vai viver em alegria e liberdade. Confia no Senhor, no todo-eroso, no El Shadai, que é o termo que ele usa. Confia neste Deus e você certamente terá tranquilidade no seu coração. Eu queria terminar esse tempo nosso apenas lembrando aos irmãos de um de um pequeno texto que está lá em Jeremias. É um texto que a gente conhece bem. Jeremias 17, dos versículos 5 até o versículo 10. É um texto que mostra para nós aonde deve estar a nossa confiança. E Jeremias escreve o seguinte: Assim diz o Senhor: Maldito aquele que confia no ser humano, que faz da carne mortal o seu braço e cujo coração se desvia do Senhor, porque ele será como um arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem. Pelo contrário, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Versículo 7 diz: "Bendito aquele que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor, porque ele é como a árvore plantada junta às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, porque as suas folhas permanecem verdes e no ano da seca não se perturba, nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto. Quem o poderá entender? Eu, o Senhor, som do coração. Eu provo a cada um segundo seus caminhos, segundo o fruto de suas ações. O que Deus espera de nós é amor total, integral a ele e amor ao próximo como a nós mesmos. Quando fazemos isso, nós nos guardamos dos ídolos, cumprindo também o que João falou. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Quando isso acontece, nós temos a esperança e a alegria que vem do Senhor. Vamos orar. Pai amado, nós somos gratos a ti porque o Senhor nos trouxe mais uma vez um ensinamento da Tua palavra. Pedimos ao Senhor, Pai, que este confronto que o Senhor faz ao nosso coração, aos nossos amores, à nossa idolatria, não seja um confronto que acabe aqui, mas que nós possamos levar para nossa vida. Dê-nos a graça, Pai, de realmente olhar para dentro de nós e com os corações sendo sondados por ti, que nós compreendamos aquilo que o Senhor deseja, que nós entreguemos a Ti controle de nossas vidas, que nós entreguemos a Ti controle de tudo aquilo que nós somos. que nós coloquemos no Senhor a razão de nossa existência, a razão de nosso significado, a razão de nossa identidade, que nós encontremos em ti tudo aquilo que nós precisamos e dessa maneira que nos livremos de toda a idolatria e entreguemos nossa vida ao Senhor. Nós pedimos a Tias graças, a graça que somente o Senhor pode conceder. E pedimos isso no nome do Senhor Jesus, aquele que nos amou verdadeiramente e já nos deu todas as coisas que nós precisamos. No nome dele nós oramos. Amém. Yeah.