Makários | Aula 01 | Uma só fé – tantas igrejas! |Luiz Sayão
03/06/2026
Makários | Aula 01 | Uma só fé – tantas igrejas! |Luiz Sayão
Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"
Aula 01: Uma só fé – tantas igrejas!
Luiz Sayão
Comunidade Saudável. Cidade melhor!
Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7
Conheça mais:
contato@ibnu.com.br
Siga-nos:
/ ibnusaopaulo
/ ibnusp
Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
[música] [assobiando] [música] เ >> [música] [música] >> Muito boa noite. Boa noite a todos que estão chegando aqui paraa nossa aula um do novo módulo do curso de teologia Macários. Bom receber cada um de vocês. A gente tem eh esse que é o curso de teologia Macários promovido pela IBNU. Ah, e a gente tem feito esse trabalho desde o ano de 2025, o início do ano passado 2025, quando a gente fez um ciclo básico de formação teológica com três módulos, um sobre teologia propriamente dita, a teologia sistemática, doutrina, a gente teve um módulo de Bíblia e um módulo de teologia prática. Esse ano a gente tem um novo ciclo com aulas que começaram no primeiro módulo sobre Bíblia, estudando Romanos. Agora a gente vai iniciar esse novo módulo falando sobre uma só fé, muitas tradições. E a aula de hoje vai ser quase que um panorama daquilo que a gente vai aprofundar também ao longo das próximas 25 aulas. Ah, e a gente vai ter mais um módulo depois, eh, desses três meses estudando o tema que a gente tá iniciando hoje. Então, muito bem-vindo, muito bem-vinda para eh esse encontro de hoje. Boa noite, saião. Bem-vindo aí também paraa nossa aula inaugural desse módulo. [limpando a garganta] >> Boa noite, Áila. Boa noite a todos os nossos queridos que estão aí sintonizados com a gente. Fique ligado que a aula vai ser muito interessante e convide os amigos aí paraa nossa conversa hoje à noite. >> Saão vai dar essa aula inaugural. Mas antes de iniciar o conteúdo da aula de hoje, eu gostaria só de falar a proposta do módulo. Ao falar sobre uma só fer, muitas tradições, o que que a gente tá querendo tratar? O fato de que o cristianismo e a forma de entender, interpretar as escrituras, a história da igreja não começou ano passado, começou aproximadamente 2000 anos atrás. E também olhando para aquilo que é a história de Israel, é um período ainda maior, relevante pra gente compreender o que nós entendemos como escrituras. Mas olhando para esse período cristão, a gente entende que ao longo do tempo foram formadas muitas tradições diferentes. E por isso, pra gente entender e se situar no tempo que nós nos encontramos, compreendendo as diferentes formas de expressar essa fé, a gente precisa entender essas várias tradições. Então, o propósito do nosso módulo é entender algumas das principais tradições cristãs que foram formadas ao longo da história da igreja. A, eu acho que uma ressalva muito importante no começo é a gente não quer simplesmente eh defender o nosso modo de pensar. O propósito desse módulo é permitir que você entenda como outras pessoas pensam e a diversidade do pensamento que existe dentro da igreja. Com que propósito? Em muitos casos, diminuir distância para que você possa interagir dentro desse cenário com mais clareza e compreensão de como outras tradições pensam. O outro objetivo também é que você possa entender quando você está lidando com realidades adversas, a como se posicionar de uma forma respeitosa e adequada dentro de um contexto. Uma motivação pessoal talvez seja também uma forma como o Saião entende isso e os outros professores do módulo. Mas um uma das motivações pessoais para o estudo dessa questão é esse cenário bastante divisivo que a gente vive hoje, em que a gente às vezes está dentro de uma realidade, entende uma determinada maneira e não tem condições de conversar com outras pessoas e entendê-las. E a gente começa a perceber cada vez mais a necessidade de fazer esse esforço, de compreender a aquilo que outras pessoas pensam. Então, só compartilhando a arte aqui do nosso módulo, a gente tem algumas figuras importantes aí, mas a gente vai eh divulgar isso para que vocês também possam compartilhar com outras pessoas. Ah, e a gente inicia essa trajetória hoje. Vamos falar sobre os períodos históricos brevemente no começo do nosso módulo. Depois vamos falar sobre os principais eh sistemas teológicos e por último a gente vai falar sobre alguns movimentos recentes da história do cristianismo. Então, bem-vindos, bem-vindas. Ah, já passo a bola aí para o professor Saião iniciar a nossa aula de hoje. Pois é, pessoal, eh sejam bem-vindos aí. Vamos, eh, sintonizar, né, a nossa reflexão. Então, o que que acontece? Nós temos, né, na nossa fé cristã, aquilo que tem início na pessoa de Jesus com os discípulos ali no contexto da Galileia, da Judeia, da terra de Israel, no começo daquilo que é hoje chamado de Écles, tá? E [limpando a garganta] aí esse, podemos dizer assim, esse movimento, né, de fé acaba se enraizando, se definindo dentro do contexto do antigo império romano e depois se torna uma fé que tem um apelo extraordinário para tudo quanto é eh etnia, grupo específico, atravessa nações, continentes e hoje Hoje você vê, né, a fé cristã como no seu sentido mais amplo, né, a cristandade é o o perfil religioso predominante, maior no mundo todo, né? nós temos aí calcula-se pelo menos 2 bilhões e meio, 2 bilhões 600 milhões de pessoas que se identificam no eixo da cristandade. E aí nós vamos tentar entender, né, por que essa fé e como é que essa estrutura religiosa aí se organizam, né, aí direitinho. Aí eu sei que temos gente aí, eh, a Adri já tá dizendo que era a primeira IBNU de Yeralime aí que começou. Quem sabe, né? Muito bem. Sejam bem-vindos, né? E comecem aí já a preparar as suas perguntas. Então, vamos lá. Que que a gente pode falar da história do cristianismo? Interessante que inicialmente, lendo o próprio Novo Testamento, a fé eh cristã original, ela nem se vê como uma nova religião, né? A própria palavra cristão aparece três vezes no Novo Testamento. Ela vê a si mesma como um movimento que tá dando continuidade àquilo que existe nas escrituras hebraicas, no cumprimento das profecias, né, ligadas à esperança messiânica. E então, num certo sentido, a fé cristã primitiva, ela era como se fosse um tipo de judaísmo mais aberto. Os primeiros discípulos eram todos judeus, a igreja primitiva original era de contexto judaico. E então aos poucos, né, essa fé vai se abrindo para uma realidade que vai além do próprio ah contexto judaico antigo. E aí, que que a gente deve ver? É interessante que você vê nesse cristianismo primitivo a uma devoção total à pessoa de Jesus, uma identificação com Cristo, uma conversão muito definida. a maior parte das pessoas de condição social frágil num império, né, que era bastante marcado por uma estrutura ah cheia de escravos, né, e que dominava um um grupo muito variado e diversificado de povos, né? E a fé cristã original, além dela ter uma proposta fundamentada na morte, ressurreição de Jesus e promessa de salvação, ela também compartilhava com a tradição ética que veio do ensino do Antigo Testamento, a ideia de um Deus único, a uma relação fraternal e social muito desejável. E uma coisa que ia muito além do que nós vínhamos no no contexto judaico da época, que era muito particularista. Essa fera se destinava a qualquer tipo de pessoa independente da sua etnia, né? O grande, vamos dizer, avanço cristão é chamar uma pessoa que não tem nada a ver com você de irmão, né? E assim essa fé cresce. E é interessante vocês olharem esse mapa para vocês observarem aí por volta do ano 300, né? Isso quer dizer dois séculos depois do período apostólico, a quantidade de pessoas, né? Ah, aí eh que já estavam seguindo a fé cristã. Então você tem, por exemplo, em alguns lugares, como por exemplo nessa parte verde onde tá a província da Ásia e a região da Armênia e algumas áreas do norte da África, uma maioria cristã, uma minoria h significativa nessas áreas que estão aí em roxo, né? E as outras áreas você tem presença cristã mais ainda pequena. Mas veja só o avanço para uma fé que não tem poder político, para uma fé que não tem eh recurso financeiro, para uma fé que vai passando de pessoa para pessoa, né, na experiência de fé no contexto da própria comunidade. E aí o que que acontece, né? Você tem uma transição importante na história, porque se discute em que medida isso foi autêntico ou não, mas no século o imperador Constantino vai abraçar formalmente a fé cristã, né? Ah, a fé era perseguida, né? E no ano 325 ele se converte ao cristianismo. Já tinha sido eh promulgado o chamado edito de Milão no ano 313, quando o cristianismo deixa de ser uma fé ilegal e assim se ah para, né, a a perseguição, né, mas ah só mais tarde, um pouco mais tarde, Constantino se converte. O cristianismo então é uma religião agora permitida e vai crescer inclusive ainda no até o final do quarto século, vai ser a religião eh predominante e e a religião oficial do do império na época de Teodósio, por exemplo, né? E algumas coisas, né, acontece, né, eh nesse quto século aqui vai ser adotado oficialmente o domingo como dia de descanso semanal, né? E aí a gente começa a entender o cenário. Então, veja só que coisa importante aqui. Quando a gente menciona esses dois nomes, Niceia e Calcedônia, o que que acontece? Essa fé cristã primitiva é uma fé espontânea, né? As pessoas ouvem falar de Jesus, eh, a mensagem é pregada, eles compartilham dessa fé que vai caminhando espontaneamente na vida das pessoas. Então, nesse sentido, esse cristianismo, ele é muito espontâneo na sua caminhada inicial. E mas só que chega uma hora em que as pessoas começam a ter certas questões, certas dúvidas. demora um tempo, por exemplo, pra gente ter a definição do canon neotestamentário, né, que vai fechar aí também de maneira definitiva no final do quto século. Mas as questões que se levantam nesse momento é a fé judaica monoteísta, vamos dizer plena, né, ou mais, digamos, radical, né, e o mundo greco romano e outras religiões com seu perfil politeísta, né? Então, qual é a discussão? A gente precisa entender direito quem Deus é quem Jesus é. Então a gente começa a compreender esses elementos que vão pautar agora, pensando em termos de doutrina, de teologia e que vai ajudar a caminhar na direção assim de o que que se entende por cristianismo, que vai ser considerado autêntico e genuíno e cristianismo que precisa de ser realinhado. Então, a doutrina da trindade é um dos marcos de praticamente quase qualquer ramo da cristandade, com pouquíssimas exceções. E qual que é a ideia? Existe um Deus só. É um Deus único. Não são mais de um Deus. Não existem nada disso. Mas esse Deus misteriosamente, sendo um só ser, ele subsiste em três pessoas distintas. E aí nós temos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A língua do cristianismo primitivo predominante é grego, né? Também logo nós vamos ter um cristianismo, paralelamente, na verdade até inicialmente aramaico, um cristianismo copta Egito e Etiópia, um cristianismo armênio e um cristianismo no lado ocidental do império que vai ser o cristianismo latino, né? Então, vamos dizer, a cristandade maior, ela vai est presente nesses dois ambientes, digamos assim, grego e latino, que vão marcar a história. Então, qual é a discussão? Nós precisamos definir muito claramente o que que nós entendemos sobre Deus. E também precisamos entender quem é Jesus. Jesus é o quê? É o Messias? Sim. Amém. Jesus é o profeta? Claro que sim. Jesus é o sumo sacerdote que intercede por nós para o perdão dos nossos pecados. Com certeza. Mas Jesus também precisa ser entendido se esse profeta sacerdote ele é um homem comum, né? um ser humano como os demais ou se ele é como parece ser em muitos textos divino. E se ele é isso ou aquilo, como é que a gente entende isso? Por isso, nós vamos ter uma conversa importante [suspirando] que vai eh sinalizar com direção muito nítida aquilo que vai ser um consenso de toda a tradição cristã praticamente a respeito de Deus e de Cristo. E o ponto primeiro na história que marca isso é o famoso concílio de Niceia, né? Isso quer dizer que aquilo que é decidido em Niceia sobre Deus existir numa só pessoa, num só ser, num só Deus, em três pessoas distintas e ao mesmo tempo, entendendo que Jesus é divino e humano, isso vai ser um marco teológico e doutrinário da tradição cristã. Para vocês entenderem, tanto a tradição protestante evangélica, como a tradição católica romana, como a tradição eh ortodoxa grega, concordam plenamente e a maioria dos grupos cristãos minoritários que não se encaixam aí também tem essa convicção. Então é uma referência comum a toda a cristandade. Iseia acontece no ano 325, um concílio que demorou mais de 2 meses, né, com 318 bispos, na verdade mais de 2.000 pessoas no total, né? E a duração aí 41 dias, assim, foi um negócio impressionante. E é a discussão maior foi causada pela dúvida da divindade de Cristo. [roncando] Uma vez que isso é definido, depois [limpando a garganta] de Niceia tem um momento importante e esse momento importante e vai ser o concílio de de Éfeso e o concílio de Calcedônia, né? E aí nós vamos ter, especialmente calcedônia número 451, a definição aí nítida da divindade, humanidade de Jesus. Jesus é totalmente humano, Jesus é totalmente divino. As duas naturezas, né, elas estão aí eh interrelacionadas por aquilo que é chamado de uma união hipostática delas. E a gente não pode separar do fato de que ele é 100% divino e 100% humano ao mesmo tempo, o que é fundamental inclusive para entender a soterologia, a própria redenção. Mas o que que vai acontecer? Aí a gente começa a perceber alguns elementos por a cristandade vai em direções distintas. E aí nós temos alguns motivos paraa gente pensar sobre isso. Uma das razões porque isso acontece e tem a ver com o que a gente pode chamar de aspecto geográfico, histórico e cultural. Então, veja lá, você tem uma tradição cristã original que surge no ambiente semita de Israel. [suspirando] Aí essa tradição ela se desenvolve na direção do Oriente Médio. As igrejas que vão falar aramaico, que predominaram na Síria, no Iraque, no Líbano, em outras regiões. É claro que esse pessoal tem perfil peculiar, tem uma maneira de ser, de pensar, se vai ter um cristianismo árabe antigo de um jeito. Isso vai pro mundo grego. grego cheio de filosofia, com a tradição platônica, aristotélica, vai receber isso de uma maneira. esse mapa que você vê, a expansão da fé cristã agora indo além do império romano. Então, nós temos aí as missões que eh tivemos na Europa com a a alcance, né, de germânicos e de celtas, né, ou seja, os germânicos da a atual Alemanha, da Germânia, né, e depois a expansão, alcançando as ilhas britânicas, particularmente os celtas na Escócia, na Irlanda, né? Então, eh, quando essa fé se define num certo lugar, a gente pode esperar o quê? Contornos geográficos, contornos culturais e linguísticos que favorece, vamos dizer, um caminho de certo distanciamento em relação à outra realidade. Então, o que que acontece? A gente vai agora, por exemplo, entender, nós temos, né, esse esse conceito, vamos dizer, geográfico, histórico, cultural, nós temos um elemento que começa a surgir de discussão institucional, uma vez que você não tem mais um cristianismo espontâneo perseguido, mas um cristianismo de estado. E vamos supor, né, surgindo um outro estado que não tá debaixo da hegemonia desse, que agora tem a fé cristã como a religião oficial, o que que aquele pessoal vai dizer? Então você imagine cristianismo que cresce na Etiópia, que cresce na Armênia ou que se desenvolve em lados diferentes do império, eles vão tender a discutir quem é que tá com a autoridade para definir qual é o caminho mais adequado. O outro elemento tem a ver com liturgia, com o jeito de organizar os os cultos, a maneira de ser. Claro que algo que acontece na Etiópia vai ser diferente daquilo que acontece na Rússia, né? E claro, nós vamos ter também as famosas discussões teológicas. Então, esses elementos estão presentes, né? E com o tempo nós vamos ver aqui onde é que tá os pontos que assim causam um realinhamento de caminhos. Então, a primeira grande, vamos dizer, divisão, apesar de que nós tivemos, né, tradições cristãs menores caminhando paralelamente, como é no mundo aramaico, no mundo eh armênio, no mundo eh etípe, né, e egípcio, né, o que que acontece? A cristandade especialmente herdeira daquilo que se tornou a cristandade do Império Romano, na verdade ela tem dois perfis muito distintos. A cristandade grega, né, com a sua referência maior em Constantinopla, que era chamada Nova Roma. Hoje é a cidade de Istambul e a cidade de Roma, que a cidade de Roma representava o centro da cristandade latina. Então, as diferenças, os descompassos, aquilo que se tornou maneira principal de entender a fé, de começar a organizar a teologia, começa a haver uma distinção maior. Existem conflitos de natureza política. até que isso entra num processo de ah conflito mais aberto, de modo que a gente vai ter o chamado grande cisma, né, da cristandade do antigo império romano, onde você vai ter essa separação eh da igreja ortodoxa grega, da igreja seja a católica romana, né? Isso se dá no século X. Então você vê, né? Não, você tem o cristianismo primitivo até o final do o ano 400, esse cristianismo se estabelece [suspirando] aí, ah, ali você tem uma referência de como a hermenêutica foi predominante. Quando você chega na metade da idade média, você tem essa cisão que vai marcar essa diferença que surge aí. E pouco tempo depois nós vamos ter uma divisão que vai trazer aquilo que vai dar origem a chamada tradição protestante. Então que veio, vamos dar uma olhada nesse nosso quadro aí, né? Ah, o cristianismo vem num perfil razoavelmente unido [suspirando] e você tem, né, essa divisão que vai acontecer. Já existe um desentendimento dos cristãos do ocidente, do oriente. Lembre-se que [suspirando] o que Roma no ocidente vai cair nas mãos dos bárbaros, né? 476, com a invasão que vai acontecer lá na conquista, né, de Alarico e depois de Odoacro. E depois você tem a formação daquilo que é chamado o Sacro Império Romano Gerermânico, né? Enquanto isso, o Ocidente, eh com a sua condição nova, no Oriente as coisas caminham normalmente, né, com a cristandade grega. E esse desentendimento acontece em 1054. 1054, uma data aí marcada, 16 de julho de 1054. E aí você vai ter o quê? a divisão da cristandade entre católicos latinos e ortodoxos gregos, né? As divisões assim teológicas não são tão profundas, mas assim cada um dos grupos vai dizer: "Ó, nós somos, vamos dizer, a referência eh original, né? Primeira. Então, quando você conversa, por exemplo, com alguém muito convicto da tradição católica, ele vai dizer: "Não, nós somos diretamente, né, originários de Jesus e dos apóstolos. E a sucessão eh permanentemente é católica desde o começo." Se você conversar com os gregos ortodoxos, não, de jeito nenhum. A tradição latina vem depois. A gente é que tá na sintonia direta lá, né? essa essa ideia de tentar valorizar a sucessão como um elemento determinador da autoridade institucional, né? Por isso a coisa vai em direções diferentes. E o que que acontece? A Igreja Católica Medievaleval, no final da Idade Média, ela começa a ter uma série de questionamentos e dificuldades de enfrentar um novo cenário econômico, político, social e até mesmo filosófico, intelectual. Isso abre um caminho de novos horizontes que vão acabar abrindo o espaço paraa formação da tradição protestante evangélica, principalmente a partir do século X. Então aí você vê, né, os protestantes, particularmente luteranos, calvinistas, também anglicanos. E depois a gente vai falar da reforma chamada mais eh radical, né, A na Batista e Batista que acontece no cenário. E aqui, olha, eu vou só deixar isso para vocês, pros alunos do curso, né? Vocês podem se divertir aí com a base, né? Essa árvore é muito interessante porque ela começa lá, né? O judaísmo, Jesus, uma igreja, grande divisão. Aí de um lado para cá, armênios e coptas, né? >> [limpando a garganta] >> Reformadores radicais, ruteritas, menonitas, Igreja dos irmãos. Tradição ortodoxa especialmente marcada com russos e gregos de um lado, Igreja Católica do outro. E aí no ramo luterano, subindo pros protestantes, aí você vai ter os anabatista, os reformados, presbiterianos, congregacionais, dos batistas, né, com pietismo luterano, vai ter Moraviano, Quaker e assim por diante, né? E do lado de cá, a partir do ramo metodista que sai dos anglicanos, todas as tradições pentecostais principais. Pessoal, não falta comunidade diferente e grupos religiosos. Aí depois vocês tendo acesso a esse material poderão aí olhar com atenção. Então, o que que acontece? >> [suspirando] >> Bom, a gente falou, olha, a questão fundamental eh tem a ver, né, com os diferentes ambientes onde a fé cristã se desenvolve, os solos [roncando] diferentes vão criar igrejas que têm perfis peculiares. Isso vai trazer a discussão da instituição que se entende como referência eh hegemônica e válida. a gente vai ver as discussões de natureza teológica e doutrinária. Claro que na hora de romper um com o outro, a justificativa quase sempre se apresenta como principalmente teológica. E também os contornos, vamos dizer propriamente eclesiológicos, como é que se estrutura a liturgia e outros elementos, sacramentos, um algo ligado dentro dessa área eclesiológica. E aí o que que acontece? quando surge a reforma. É, por que que vamos falar um pouco sobre a reforma? Porque nós, né, que [limpando a garganta] somos aqui no contexto da IBNU, somos de, digamos, tradição batista que tem a um grande parte da sua teologia vindo da reforma. Apesar do que o movimento batista não é exatamente a mesma coisa que os outros movimentos da reforma, existe uma certa distinção. E ah, do ponto de vista da história, eh nós temos aí, vamos dizer, um elemento um pouquinho paralelo. Temos alguma similaridade com os anabatistas, temos um movimento um pouco à parte, mas muito da teologia da reforma tá presente no contexto das igrejas chamadas batistas. >> [suspirando] >> E quais são os princípios? E aí a gente vai ver eh qual que é a diferença. movimento que aparece nesse contexto europeu do século XV e X entre os precursores e os outros, eles eh vão dizer o seguinte: "Olha, até agora nós estamos vendo uma cristandade que se afastou muito da raiz e uma das razões é porque essa cristandade priorizou a instituição e estabeleceu definições teológicas. que acabam se confirmando mais pela tradição do que pela referência maior. Então, o que que a a reforma vai enfatizar dizendo: "Olha, a gente quando constrói nossa caminhada de igreja de Cristo, alguns princípios são inegociáveis. Então eles vão falar solo a escritura, né? Isso é claramente nítido em Lutero, em Calvino, em toda a tradição da das reformas, né? Quer dizer que nada pode competir com a escritura em termos de autoridade. Só la grácia, que a pessoa é salva por meio da graça de Deus, né? Contra uma teologia de obras e negociação. Solafide, quer dizer, somente a fé. Pessoa é salva pela fé e não por meio de sacramentos e outras práticas militórias. somente Cristo. Não haverá outro paralelo que possa concorrer na intermediação com Cristo. E solo deu glória, somente a Deus toda a glória. E um conceito muito significativo que vai marcar, né, essa realidade da tradição protestante, que é o sacerdócio universal dos crentes. Quer dizer, rejeitando a ideia que você precisa de alguém para intermediar sua relação com Deus. Todos são elevados à condição de um sacerdócio muito direto. Então, [suspirando][limpando a garganta] que que acontece nesse cenário? Surgem ah os chamados anabatistas. Quem são? Eles são chamados de reforma radical. Por quê? Esses diversos grupos que surgiram, especialmente na Alemanha, na Suíça e na Holanda, eles e também na Áustria, eles vão dizer o seguinte: "Olha, ah, a coisa tá tão diferente do padrão original que a gente precisa pegar a coisa lá na raiz". Então, né? Houve um um tal de Andrés Carl Stat na Alemanha, Thomas Munster Munza, que não foi nenhum movimento lá muito saudável, muito controvertido, mas eh nós tivemos nesse contexto dos anabatistaas assim chamados porque batizavam de novo, né? E por isso eram inclusive perseguidos e mortos por coisa por conta disso, porque o protestantismo europeu também era religião estatal, né? E se você não fosse os primeiros anabatiscordavam com a mistura de igreja com estado. Mas destaque importante para Menosimons, que deu origem à tradição menonita, que existe até hoje inclusive no Brasil, né? e alguns nomes importantes, Félix Mants, né, que foi afogado em Zurique pelas suas [suspirando] convicções eh anavatisas e Jacob Huter, né, que teve a sua presença em Insbrook, na Áustria, né, se eles são os antepassados dos batistas em muito sentido, sim, ainda que tivéssemos diferenças e não há uma conexão direta, mas eles fazem parte desse contexto ah de questionamento do tipo de expressão religiosa que nós tínhamos na Europa, especialmente no século X e X7. Como você pode imaginar, grande parte desses anabatis e seus descendentes e batistas acabaram fugindo da Europa. Muitos foram para a antiga região da Rússia, eh para outros países e muita gente microu inclusive paraa América do Sul e especialmente pra América do Norte. Por isso que a gente teve um crescimento grande dessas comunidades fora do ambiente europeu. E o que que os anabatistas diziam e pensavam, né, nessa discussão? Voltar ao ideal da igreja primitiva. Tá vendo esse negócio da institucionalização, do controle da entidade maior, a maneira mecânica como as coisas passaram a acontecer, inclusive do ponto de vista do controle. legal do Estado, ah, a maneira como a fé passou a ser algo ligado, né, a um determinado grupo X que simplesmente pertence à aquele aquela fé, porque ele é daquela etnia, daquele lugar, daquele país, né? E outros elementos que trazem dificuldades na relação entre fé e poder e manipulação de recursos e outros elementos de natureza política. Então, houve uma busca numa direção diferente disso, né? Então, a ideia é voltar ao ideal da igreja primitiva, separar a igreja do estado. O batismo tinha que ser de adultos por imersão. A ideia era de afastar-se do mundo, buscar uma espécie de pureza de vida maior, uma busca no caminho de fraternidade e igualdade entre as pessoas. Alguns desses grupos, inclusive praticaram um igualitarismo radical, né? pacifismo, como é o caso, por exemplo, dos melonitas, que proibiam porte de arma, serviço militar, alguns grupos, eles queriam romper com a estrutura do estado, né? E muitos caminharam na direção de vida comunitária em colônias agrícolas, né? Então, para você ter uma ideia aí do que que aconteceu no cenário, esse quadro ele é interessante. No contexto, na idade moderna, que que você tem? um exercício maior da busca da razão para entender a realidade. Então, a Europa toda passa por processos de mudança na área de educação, cresce, né, o a ideia do uso da razão, inclusive para entender a própria fé. você tem uma diversidade de ambientes, então toda essa efervescência, né, lembre-se que você tem movimentos filosóficos do racionalismo, do eh próprio empirismo, depois do Iluminismo, na Itália vem o renascimento italiano, né, e as diversas reformas. Isso abre uma espécie de espaço para uma ampliação ah de diversidade dentro da cristandade. Então, o que que acontece? A tradição teológica reformada primeira que se consolida é a chamada tradição reformada, que é também chamada de tradição calvinista. [suspirando] Calvino e Zuinglo na Suíça, mas também Farel, John KX, Beda, vão marcar, né, uma maneira de entender especialmente numa numa oposição à teologia católica medieval e numa ideia de centralizar, né, eh, vamos dizer, já com Lutero também isso acontece, né, a glória de Cristo, a glória da cruz contra um antropocentrismo, uma soberania divina. Então isso vai ter bastante influência, né, eh, no mundo luterano, no mundo calvinista, presbiteriano, diversos grupos reformados e também muitas igrejas batistas que vão herdar essa teologia. Mas essa ênfase na soberania de Deus trouxe uma reação do outro lado que foi chamado tradição arminiana, que enfatiza a responsabilidade humana, né? teólogo Jacob Armíos holandês, influenciou muito daquilo que haveria de estar presente na tradição posterior dos metodistas, dos wesleianos, que são um outro tipo de metodista, dos batistas do livre arbítrio, como eles são chamados, e os grupos renovados pentecostais e nazarenos acabam eh herdando também essa tradição. né? E aí que acontece esse elemento todo gera, né, essas duas divisões principais com as diversas tradições reformadas. Você tem principalmente anglicanos, calvinistas, luteranos e gente da tradição anabatista. linhas teológicas mais fortes. De certa forma, você tem uma tradição luterana específica que em parte coincide com vários elementos da tradição calvinista que tem o seu perfil e a tradição armeniana. Quando a gente chega, [roncando] especialmente no século XVI por X, muito valor, a importância da razão em função do Iluminismo traz pra gente o surgimento da tradição liberal. O que que é a tradição liberal? Liberal no sentido teológico do termo. Os liberais eles diziam o seguinte: "A fé cristã é importante do ponto de vista ético e social, mas não dá para acreditar em milagres. Isso não acontece. Não dá pra gente acreditar nas coisas que a Bíblia diz do ponto de vista histórico. A Bíblia é um documento religioso e o seu ponto importante é ético e social. Então essa tradição liberal, ela surgiu e teve muito impacto no mundo de fala alemã e no mundo de fala inglesa e se espalhou por vários ambientes protestantes. Como reação a isso, principalmente nos Estados Unidos no século XX, surgi deu uma tradição que foi chamada tradição fundamentalista, que seria uma tradição muito conservadora, por uma reação ao movimento liberal. Então essa tradição dizer, não, olha, Bíblia fala um negócio, a gente nem pensa, não discute, é assim e acabou. e de preferência leiam-se os textos de modo literal e não considere outras eh reflexões a esse respeito. Então, surgiu todo esse distanciamento e oposição. No meio desse caminho de discussão muito [roncando] ligada à razão, no começo do século XX surge a tradição carismática, que vai dar origem ao movimento pentecostal. Que tem qual ideia? Olha, o importante mesmo é a dimensão da fé intensa a partir da experiência profunda. Experiência profunda com o Espírito Santo. Então, com a ênfase em dons espirituais, em batismo no Espírito Santo, essa tradição se tornou muito forte. Hoje, com mais de um século, ela tem feito diferença de maneira eh significativa em vários ambientes, né? Depois de todo esse negócio, especialmente aí eu diria, na metade dos anos 60 e os anos 70 se consolida o que se chama assim a um consenso da tradição evangélica que vai ser chamada a tradição evangelical. Vamos, vamos conversar sério. A ideia era essa. Olha, a gente pode ter batismo um pouco diferente, a gente pode ter eclesiologia um pouco diferente, a gente pode pensar no Espírito Santo um pouco diferente, a gente pode ter liturgias distintas, mas naquilo que é fundamental e essencial todos nós concordamos. Então, uma das marcas disso, por exemplo, é o movimento de Lausani, a partir de 1974, onde diversos grupos evangélicos são aproximados numa situação de comunhão internacional. De um ponto de vista menos conservador, surge um movimento semelhante do Concílio Mundial de Igrejas, tentando fazer uma aproximação em diversos grupos da cristandade, muito mais amplo do que a o os grupos de tradição evangélica, né? E mais recentemente, né, no alvorecer do século XX, nós temos aí, digamos, um uma presença específica do chamado mundo pós-moderno, que tem trazido aí grupos novos como neopentecostais, igrejas e grupos peculiares com tradições diferentes e ao mesmo tempo quando surgem também eh vamos dizer grupos mais recentes da cristandade que não se encaixam na cristandade padrão e que costumam trabalhar de maneira mais solitária e com perfil inclusive teológico particular e peculiar também. [limpando a garganta] Então vamos aí pra gente ver como é que a gente entende isso, pessoal. Olha lá como a gente vê, né? Diferenças culturais, elementos históricos, geográficos. Por que que tem tantos grupos diferentes da reforma protestante? se a Bíblia é um só, porque esses movimentos surgem em lugares diferentes. Então, o que acontece na Inglaterra não é o mesmo que acontece na Alemanha, não é o mesmo que acontece e na antiga Boia lá em Praga, não é o que vai acontecer na Suíça, não é o que vai acontecer na França, não é o que vai acontecer na Alemanha. Quer dizer, surgem lugares diferentes e vai ter peculiaridades a partir da própria liderança, a partir de como ele se define, né? Aí nós temos a questão da instituição, nós temos a questão eclesiológica, temos a questão cultural. Então você vai tendo diversificações em função desses diversos elementos aí. Mas o que que a gente pode dizer que é um consenso no ambiente da realidade, especialmente das igrejas protestantes e evangélicas? Que que a gente pode dizer? >> [suspirando] >> Durante o nosso curso, nós vamos olhar todas as tradições e ver pontos de contato e pontos de diferenças em aspectos eh peculiares, né? A teologia fundamental da cristandade, atenção, vem dos pais da igreja. E aí não importa se o indivíduo é ortodoxo, se ele é católico romano, se ele é protestante, se ele é evangélico, se ele é protestante calvinista, se ele é meniniano, se ele é de linha batista, se ele é pentecostal. Praticamente todas as linhas da cristandade concordam com a cristologia básica, a doutrina de Deus que nós temos em Niceia e Calcedônia. Então, não há dúvida sobre isso. Agora, quando a gente olha sobre a soteriologia, ou seja, a doutrina da salvação e a bibliologia, o que nós entendemos sobre as escrituras sagradas, quase toda a totalidade das igrejas protestantes e evangélicas que procedem teologicamente da reforma vão concordar com Lutero e Calvino. Em que sentido? que a salvação é pela graça e pela fé, unicamente através da fé no sacrifício de Cristo Jesus em nosso lugar e que somente as escrituras são a autoridade final sobre a fé. Nesse sentido, outros grupos da cristandade colocam a escritura lado a lado com a tradição. E às vezes até mesmo dizem que a escritura só vai poder ser usada se for devidamente interpretada pela instituição maior. Então, a maneira eh teológica de entender isso das comunidades protestantes e evangélicas não concorda com esse com esse olhar desses grupos. Agora, nós temos outras coisas, mas que coisas são essas? São coisas, atenção, menos fundamentais, não essenciais. Quais? a eclesiologia, a pneumatologia e a escatologia. Quer dizer, como é que organizo a igreja? Ela é mais congregacional, ela é mais episcopal, ela tem bispos, ela tem pastores, ela tem diáconos. Como é que é isso? Pneumatologia, como é que é o papel do Espírito Santo? Existem dons milagrosos hoje? Não. A pessoa precisa de experiência? Não precisa. A escatologia, a pessoa é milenista, pré-milenista, pós-milenista. OK? Essas diversas áreas na história, elas tiveram contribuição de batistas, metodistas, pentecostais, mas elas não são fundamentais e essenciais tanto quanto a compreensão da cristologia e teologia propriamente dita. e também a o que se entende sobre a Bíblia e sobre a salvação. Elas são importantes, mas não tão decisivo assim. E que que a gente vai então entender? Olha como é importante a gente, mesmo que a gente tenha tantos grupos diferentes da cristandade, isso por si só não é um problema. Essa diversidade, ela não necessariamente ameaça a unidade, né? De um lado, é claro, se qualquer grupo cristão for incluído numa relação de fraternidade e de concordância, a gente não tem, vamos dizer, salvaguarda contra coisas estranhas, esquisitas. Por exemplo, um indivíduo surge por aí, fala: "Ó, pessoal, eu sou Jesus Cristo que voltou e eu quero agora fazer parte do grupo e me juntar vocês para que vocês venham me reconhecer". Claro que isso é um ponto teológico innegociável, não é possível isso. Então, existem limites teológicos fundamentais. Por outro lado, diferenças menores, elas não impedem a unidade no corpo de Cristo, sendo que cada comunidade ou grupo ou denominação trabalha dentro da sua tradição. E isso não prejudica o reino de Deus. Então, veja lá, quando nós temos questões teológicas a serem discutidas, elas têm graus diferentes. Tem coisa, por exemplo, que é essencial à salvação. Se a pessoa não acredita na salvação pela fé em Cristo Jesus, na sua morte, na ressurreição, aí fica muito difícil de entrar em sintonia teológica com alguém que pensa assim. Tem coisa que não é essencial a salvação, mas é essencial paraa doutrina, né? Se a pessoa negar a centralidade das escrituras, eu não vou dizer que a pessoa para ser salva, ela precisa entender totalmente a doutrina das escrituras, mas se ela colocar, né, a escritura num pé de igualdade com a experiência dela, por exemplo, ou com a determinação de um grupo X de pessoas na história, fica difícil, né? Eh, nós estamos falando de uma coisa essencial para doutrina e não dá para abrir mão disso. Agora, tem coisa que é importante, mas não essencial. Por exemplo, se você tem uma posição escatológica, ela é importante. Se uma pessoa, por exemplo, acha, né, que Jesus vai voltar amanhã e então ele vai parar de fazer qualquer coisa e ele vai, né, cair inclusive na reprimenda do apóstolo Paulo, que ele que não quer trabalhar num coma também. Então, a doutrina escatológica não é a coisa mais essencial, mas é importante, porque o entendimento equivocado traz desdobramentos práticos, problemáticos, né? Agora, tem coisa que é sem importância. Ah, mas o cristão deve fazer o culto de manhã ou à noite, né? Ah, o cristão deveria usar a roupa azul ou roxa, né? a pessoa eh deve fazer a ceia do Senhor ou a Santa Ceia num copo grande ou pequeno. Tem que ser cálice de madeira, de oliveira, ou pode ser copo de plástico. Quer dizer, tem muita gente discutindo coisas inú, secundárias, irrelevante, desnecessárias, como coisa que se tivesse importância. Às vezes são só costumes, usos e costumes desnecessários. E tem coisa que literalmente, meus queridos, né? Viagem na maionese é pura especulação. Pessoas falando de coisas, não, talvez tenha vido em outros planetas e a Bíblia fala alguma coisa sobre isso. Quer dizer, não dá, né? A gente então tem que fazer uma distinção. Aqueles que estiverem fazendo o curso vão poder ter os slides disponibilizados, só para informar todos aí que estão bastante, né? Então, o que que a gente pode dizer? que apesar de tanta diversidade, aqueles que estão nessa ampla tradição evangélica, eles acreditam em algumas coisas muito básicas, no Deus triuno da Bíblia, [suspirando] em Jesus Cristo, totalmente divino, totalmente humano, na Bíblia como palavra de Deus, na salvação em Cristo pela graça e pela fé e na vida eterna e volta de Cristo. Se a gente pudesse fazer a doutrina mais resumida possível, eu diria, olha, esses cinco pontos, eles marcam o que a gente pode chamar de essência daquilo que envolve a nossa fé cristã. Então, diante desse cenário, a gente interrompe aqui o nosso PowerPoint e encerra esse momento dizendo o seguinte: "Olha, é muito importante a gente na nossa caminhada ter convicções muito claras. Você precisa estudar, conhecer e entender, entender a sua fé em Jesus, aquilo que é a doutrina fundamental e juntar, né, a a sua convicção de fé com a devoção de vida no coração e com a prática da fé no âmbito da comunidade. Nós precisamos, ao mesmo tempo em que temos convicção, eh, fazermos uma distinção naquilo que é muito fundamental e essencial e aquilo que é secundário, pelo qual não vale a pena discutir nem brigar. >> [limpando a garganta] >> No mundo de hoje, tão confuso e tão polêmico, muito importante que, apesar de termos convicção muito firme na fé, a gente tenha a condição de conversar com pessoas de posicionamento diferente dentro da cristandade e fora da cristandade, de maneira respeitosa, amorosa e ao mesmo tempo autêntica. E também entender que certas coisas que surgem em outras tradições, elas surgem em certos ambientes que a gente não entende aquilo até que a gente olhe com atenção de perto para entender o que tá acontecendo. Por exemplo, se você vai para alguns lugares do mundo, na Ásia, na África, é comum você ver pessoas na hora de estar num culto, ah, louvando a Deus, estarem dançando assim muito, vamos dizer, ah, entusiasticamente. E, por exemplo, eu, na minha tradição de fé, nunca a dança fez parte do momento de culto. Então, o primeiro momento você olha isso, você fala: "Nossa, que coisa meio esquisita". Porque a gente não associa a dança com o que é sagrado, né? Pois então, lá a gente vai entender como isso tem uma pertinência cultural que é diferente da nossa realidade aqui, né? A gente vai, por exemplo, visitar alguns lugares do mundo, do cristianismo, do da tradição ortodoxa, aí você vai ver algo que você não vê na tradição evangélica protestante. Quer dizer, muitas figuras, desenhos, igrejas com pinturas e mosaicos, né? E você pensa: "Puxa, mas não é pra gente fazer imagem de nada". Aí quando você conversa com eles, eles dizem: "Olha, os povos antigos que foram evangelizados aqui, eles não tinham escrita. O único jeito de anunciar o evangelho era desenhar e pintar, porque não dava tempo até traduzir, mostrar a Bíblia para eles." Então, criou-se toda uma tradição icônica para falar da fé. Então, não necessariamente aquelas pessoas que fazem aquela arte estão eh praticando um ato de adoração diretamente. Eles estão também trabalhando aquilo de maneira didática. Só para dar dois exemplos como uma coisa, né, diferente paraa gente. E a gente depois que entende o cenário histórico e entende certas configurações, a gente não precisa nem concordar paraa pessoa com a pessoa, mas a gente vai compreender. E essa conversa amigável e ao mesmo tempo marcada por pessoas que têm a sua convicção muito nítida, elas certamente serão pacíficas e promissoras. para abençoar todas as pessoas que Deus ama e deseja abençoar com o evangelho, tanto na cristandade como fora dela, através do poderoso nome de Cristo Jesus, nosso Senhor. Então, a gente termina aqui a nossa exposição. Acho que o Áila deve est na sintonia aí pra gente poder conversar com os queridos aí que estão junto com a gente. >> Isso aí. Se você que tá assistindo a aula tem alguma dúvida, algum questionamento, pode colocar no chat que a gente vai separar os próximos minutos para falar um pouquinho com vocês. Algumas informações que a gente colocou no começo e outras complementares, mas como muitas pessoas chegaram ao longo da aula, vou retomar aqui. O nosso curso, ele vai durar esse módulo 3 meses. Vão ser 26 aulas. A aula de hoje mais 25 aulas divididas em três etapas. a gente vai falar sobre os períodos históricos da tradição cristã. Então, a gente vai falar sobre pais da igreja, período da idade média, período da idade do da reforma protestante e depois idade moderna junto com o período contemporâneo. Nós vamos falar sobre os principais sistemas teológicos e esse vai ser o maior bloco das nossas aulas. Então, a teologia da Igreja Católica Ortodoxa, a teologia reformada, teologia wesleiana arminiana, dispensacionalismo, vamos falar sobre teologia liberal, neoortodoxia, vamos falar também sobre pentecostalismo. E aí já é a ponte para o nosso terceiro bloco, que é os são os movimentos mais recentes eh dentro do cristianismo. Então, a gente vai ter esse terceiro momento para falar de movimentos recentes, em especial daqueles com maior relevância na realidade brasileira. Esse é o corpo do que a gente vai tratar nas 26 aulas desse módulo. Nós vamos disponibilizar essa ementa no nosso site de ensino, o ensino.ibibnu.com.br. Ah, até o a próxima aula a gente vai estar com tudo já. preparado ali para colocar a ementa, o acesso às aulas, aos questionários. Eh, e também você vai poder acompanhar qualquer outra informação que a gente disponibilize sobre o nosso ah sobre o nosso curso. Gostaria de reforçar algo que Saon já falou, que é os slides dessa aula vão ser compartilhados. Como a gente vai compartilhar por lá, tá bom? Então, a gente vai colocar na nossa plataforma de ensino. Só para retomar aqui, a gente fez essa imagem bonita, interessante para divulgação. Eu vou pedir para que vocês, a gente vai divulgar isso nas redes sociais da IBU, saiam já divulgou no seu próprio perfil pessoal aí também. Então, se você puder ajudar a gente a divulgar esse módulo, vai nos ajudar muito a poder alcançar outras pessoas, tá? Muito obrigado aí para todo mundo que já deu seu boa noite, que chegaram depois do iniciozinho da aula e falaram aqui no chat. E a gente então vai seguir aqui com vocês no que vocês colocaram no chat. Vamos ver aqui só uma outra pergunta já nessa parte de avisos que surgiu. Conseguimos acessar as aulas passadas? Se sim, como acessar, Carla? É possível por dois caminhos. Você pode acessar direto no canal da IBNU no YouTube. Nós temos playlists com as aulas do Macários do ano passado por módulo, módulo 1, 2 e 3. E também desse ano. A gente já concluiu o módulo de romanos e todas as aulas estão na playlist do Macários Romanos. Essa aula também vai ficar disponível lá. A outra maneira de acessar não só a aula, mas o conteúdo do curso é entrando nesse site que a gente já falou e colocou aqui no chat, ensino.com.br. Deixa eu ver mais o que aqui. [roncando] Eh, bom, a gente não teve muitas perguntas sobre o conteúdo. A Bet só perguntou se é aqui no chat mesmo que pode perguntar. É isso, Bet. Mas a gente eh vai então a esperar aí só para ver se teremos alguma outra questão em particular. E eu quero dar uma eh reforçada no que Saião colocou no fim da aula, que vai ser o assunto da nossa próxima aula. A gente vai falar sobre os pais da igreja na aula que vem, o período patrístico, que vai de aproximadamente do ano 100 do período cristão até o ano 430, 450 do período cristão. Então, eh nosso convite aqui para todo mundo poder eh retomar a as aulas do nosso curso a partir do próximo encontro. Bom, saião, eu acredito que a gente vai caminhando para o fim do nosso encontro de hoje. Gostaria muito de agradecer a sua aula, reforçar que esse é um tema de implicações práticas muito diretas, é a possibilidade de entender o pensamento e a fé de outras pessoas e realizar um dos ministérios mais relevantes para esse momento de tensões e de muitas cisões que vivemos, que é poder construir aproximações com pessoas de tradições diferentes, ainda que tenha em muitos casos a mesma fé que nós temos, né? Então, obrigado, Saião, por essa aula inicial que nos deu um panorama de tudo isso e a nosso convite para que todo mundo retorne aí para as próximas aulas. >> Bom, então muito obrigado, Áila. Acho que tá fazendo eco. >> Desculpa, vou cortar aqui. >> Opa, obrigado, Áila. Obrigado a todos vocês. Eh, fiquem então sintonizados com a IBNU. Inscrevam-se aí no canal, divulguem, né? Alguns que assistiram a aula, você pode se inscrever nesse curso gratuitamente, né? E depois também mande as suas perguntas. Vamos ter muitas aulas, toda essa eh questão, né, tão importante para esse entendimento histórico, teológico e doutrinário e fraternal, né, e também com as devidas distinções, serão muito importantes para todos. Então, grande abraço para todos. Obrigado, Áila. Eh, obrigado todos que estão em sintonia conosco e Deus abençoe. Boa noite,