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A fé vem pelo ouvir

O MAIOR VILÃO DE TOY STORY 5 NÃO É O QUE VOCÊ PENSA

O MAIOR VILÃO DE TOY STORY 5 NÃO É O QUE VOCÊ PENSA

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Legendas automáticas:

Amigo, estou aqui. Amigo, estou aqui.
Você pode, como é que é? Como é que é?
Como é que é a letra? Como é que eu
esque um crime, né?
>> Você pode conhecer os outros brinquedos.
Podem ser os outros. Isso. Muitos
brinquedos são. É, amigo seu. É coisa
séria. Opção do coração e [canto] vai
passar.
Os anos vão confirmar.
[risadas]
Cara, tua [limpando a garganta] história
mexe com coração. Eu não sei o que é que
pacto com quantas entidades foram feitas
para tua história ser tão poderoso e
falar o coração, principalmente
masculino. Mas mas esse agora deu uma
invertida nisso, mas bom, a gente chega
já nisso aí. Toy Story 5 é um filme de
terror para qualquer pai que tenha o
mínimo de juízo na criação dos seus
filhos. Eita! Tá dizendo que o filme é
ruim? Não, não, mas o filme, o filme dá
um faniquito em qualquer um que se
esforce para não enfiar celular na cara
de criança, entendeu? Você é desses que
dá celular na cara de criança, bo em
TikTok pro teu filho assistir? Ô, rapaz,
Toy Story 5 tem uma mensagenzinha boa
para você. Talvez o pessoal da Pixar
tenha lido Jonathan HDE, geração
ansiosa, sobre os perigos da tecnologia
da internet na mão de criança. Mas bom,
mas o filme não é uma demonização do uso
da tecnologia, não. Eu queria que fosse
uma demonização de tablet na mão de
criança, mas o filme tem uma reflexão
muito mais poderosa do que isso. Existe
conexão pessoal em um mundo digital?
Existe amizade verdadeira nas
solicitações de adicionar amigo das
redes sociais? Toy Story 5 traz essa
discussão para as telas, como sempre, de
forma bem divertida e com aquele momento
impactante que a PXA é especialista em
fazer. Esse quinto filme tem, no
entanto, um diferencial dos demais, uma
maior participação humana aqui nessa
história. Ao fazer isso, nós somos
impactados de uma forma um tanto
diferente daquilo que Toy Story costuma
fazer com a gente. Até o quarto filme, a
reflexão vem em maior parte porque nós
percebemos os nossos vícios e nossas
virtudes por meio dos brinquedos. Os
humanos existem, é claro, mas a história
deles acontece meio que em segundo
plano. Enquanto nós observamos a
história dos brinquedos, nós não
acompanhávamos várias etapas de mudança
de endo filme. Nós não vemos como foi
sua despedida dos seus amigos, não é, e
como é que ele foi impactado por todas
as suas mudanças. Nós não vemos os
detalhes do seu crescimento, da sua
infância, até a sua faculdade. Nós só
sabemos que isso aconteceu por meio dos
bonecos. Nós não sabemos muitas coisas
até ele doar os brinquedos dele pra
Bonnie e nos despedirmos do End. No
quinto filme, no entanto, Bonnie e Jess
dividem o protagonismo e o tempo de
tela. O arco vivido pela Jess é tão
importante quanto o arco de
amadurecimento que é vivido pela Bonnie,
de forma que o amadurecimento de uma
está em paralelo com amadurecimento da
outra. E a gente pode ver como ambas
foram transformadas ao longo dessa
história. Uma história de bonecos, Toy
Story, mas uma história profundamente
humana. Vem comigo nesse mundo cópia
nosso quadro de análise de filmes,
séries, animes e sua relação com a
cosmovisão cristã. Se é sua primeira vez
aqui nesse canal, nós temos vários
programas diferentes aqui no Dois Dedos
de Teologia. O mundo cópia é onde nós
fazemos uma reflexão cristã a partir de
algum elemento da cultura pop, mas nós
temos vários outros formatos de vídeos
aqui de exages bíblica, a reacts, a
coisas que estão viralizando sobre Deus
na internet, a temas teológicos, a
sermões [música] e entrevistas. Se você
gosta de aprender teologia, não deixa de
se inscrever no canal e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. [música] O vídeo
de hoje chega até você graças a Grove
Suplementos. Usando o cupom Jesus lá na
Grove Suplementos. Você patrocina a
nossa produção de conteúdo aqui no
YouTube. A gente tem vídeo quase todos
os dias aqui nesse canal, sempre antes
do almoço. Usando o nosso cupom na
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treino, a creatina, pré-treino, wayen,
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em roupa, estão investindo num way
protein de melhor custo benefício do
mercado. A GRF é a única empresa que
pega grana dos marombeiro para colocar
na boa popularização de teologia na
internet. Então aproveita, usa Grow
Suplementos e quando fizer isso, usa o
cupom Jesus para contar para si mesmo e
pro pessoal da GRF que você cuida da sua
saúde pra glória do Deus vivo. Vai ter
um link na descrição para você ir lá.
Dito isso, simbora pro vídeo de hoje.
Toy Story 5 foca na transformação de
Jess e Bonnie. Aqui a Jess substitui o
Uri como o brinquedo que guia a
história. Eu vou chamar de Wood. Eu vou
me recusar para ser o nome dele certo.
Uri. Não, Uri. Não é Wood. Cresci
chamando de Wood e vai ser o Wood aqui
pra gente aqui, certo? Quem acha ruim
vai fazer curso na Wizard, na no IASD,
no Cambley, sei lá qual qual o curso de
inglês que você faz. Bom, se a Jess é o
wood e quem é que tá no lugar do Buzz
aqui? O novo buz da história se chama
Lily Pad. Você deve lembrar que no
primeiro filme o Buzz era ameaça ao
Wood, né? E aqui o brinquedo
tecnológico, o Lilpadum tablet, perturba
a ordem e se torna o novo preferido da
criança. Eh, rapaz, uma cópia do
primeiro filme. É, não deixe de ser.
Mas, mas calma que tem mais do que isso.
Bonnie não consegue socializar com
outras crianças e por isso os pais
tentam resolver esse problema comprando
um tablet para ela. A Lily pede porque o
aparelho prometia que a filha ia
conseguir fazer novas amizades. Ótima
ideia, né? Você dar um tablet pro seu
filho para ver se filho fica mais
sociável, né? Muito bem, muito bem.
Ótima, ótima ideia. A atratividade dos
jogos da Lil, as amizades virtuais e a
vontade de pertencimento a um grupo
fazem a Bonnie deixar de lado os seus
brinquedos para agora dar toda a sua
atenção às telas, né, do tablet. Uma
história de terror para qualquer um que
é pai, né? Do lado dos brinquedos,
Lilped entra na história como uma
antagonista que se opõe aos brinquedos
por eles não serem tão atrativos quanto
ela. Como é que você pode esperar que a
imaginação seja muito mais legal do que
o mundo da tela na cara de um de uma
criança? Essa disputa de atenção vai
gerar conflitos entre os brinquedos e a
Lilpad, levando a uma separação de Jess
e de bala no alvo,
tá? Eu sei que isso também é bem
semelhante ao primeiro filme, tá?
[risadas] Lembra muito. Há inclusive uma
busca por voltar para casa, né? Como a
coisa mais comum do mundo é os
brinquedos se perder nesse nessa nessa
franquia, né? A saga de Jess é uma saga
de autoconhecimento, né? Um uma saga de
entender o propósito da existência.
Quando Bonnie prefere a Liliped, ela se
lembra da sua primeira dona e de como
ela se sentiu abandonada quando a sua
primeira dona cresceu. Não querendo
passar por isso novamente, ela se
revolta contra a Lilip, tentando fazer
de tudo para que Bonnie ainda brinque
com ela e com os outros brinquedos e
faça amizades por meio da da
criatividade dos brinquedos e não por
meio do tablet. Isso faz com que ela
seja separada da Bonnie, indo parar na
casa onde a sua antiga dona morava e que
no presente é habitada por Blaze e por
sua família. Blaze ainda é uma criança,
uma criança um pouco mais velha que a
Bony e que não brinca mais com seus
antigos brinquedos. E assim como Bonnie,
Blaze tem dificuldade de fazer amizades.
Blaze é alguém que já não brinca mais
com seus brinquedos. uns estão
esquecidos na sua antiga casa de bonecas
e os seus cavalos agora são só um
monstruáho. Na sua casa, Jess vai
conhecer dispositivos eletrônicos não
tão avançados quanto a Lilpad, mas que
vão ajudar na sua caminhada de
transformação. Jess vai perceber que
amizades podem acabar e que novas
amizades podem surgir, mas o que importa
é o que foi vivido no tempo [música] da
amizade. Amizades não são eternas.
amizades, elas muitas vezes vêm e vão
rapidamente, mas elas sempre deixam
alguma coisa na gente. Toy Story sempre
foi uma série sobre amizade. Talvez seja
por isso que afeta tanto o imaginário
masculino mais que o feminino, na minha
percepção, na minha experiência
anedótica. Mas perguntei pra muita gente
sobre isso. Essa questão da da amizade,
né, da perspectiva masculina é uma coisa
que mexe muito com o nosso coração. To
Story sempre falou aos meninos mais do
que as meninas, justamente por falar
profundamente sobre a ascensão e a queda
da amizade, que é inclusive o tema da
nossa resenha de Toy Story 4, que é
talvez um dos vídeos mais vistos desse
canal. Vale muito a pena se ir lá depois
desse vídeo aqui. To Story nos lembra
que pessoas podem mudar de casa, podem
mudar de grupo, podem em última
instância até mudar de plano material,
não é? podem morrer. E isso não quer
dizer que o tempo em que vivemos essa
amizade com aquela pessoa não valeu de
nada. Ao contrário, nossas interações
sociais nos transformam profundamente,
seja para o bem, seja para o mal.
Existem más amizades também. Jess se
deixou definir pelo trauma do abandono.
Isso moldou a forma como ela se
relacionava com Bonnie. Jess percebe
corretamente que a interação virtual que
Bonnie fazia com as outras crianças por
meio da Lilpad não criava vínculos reais
e pessoais, o que é uma crítica muito
importante, muito verdadeira, muito
válida aqui de Toy Story 5. Até quando
Bonnie se reunia com outras crianças,
elas interagiam por meio do tablet. As
brincadeiras saíram do físico e foram
pro virtual. O pega pega deixou de ser
pelo jardim para ser numa tela. É um
filme de terror. Toy Story 5 é um filme
de terror para qualquer um que seja pai,
certo? para pai e mãe, você fica, meu
Deus, ah, transtornado com essas más
decisões, não é, que são tomadas pelos
pais vida da po da Bonnie. Parem de
enfiar a cara do filho de vocês em telo,
pelo amor de Deus. Agora, por trás
disso, a Jess ante vê que Bonnie a
abandonará porque a Lily Pad é muito
mais atrativa, o que evoca a música
tema, né, de Toy Story. Alguns
brinquedos podem ser até bem melhores do
que eu, muitos brinquedos são, não é?
Então assim, surgiram brinquedos
melhores e você às vezes fica para trás.
Às vezes parece amigos melhores, né? Às
vezes parece pretendentes melhores, às
vezes parece igrejas melhores e os
membros da sua vão paraa outra. Às vezes
parece amigos melhores e quem ia na sua
casa agora tá na casa dos outros.
Aparecem outras pessoas que às vezes
você se sente para trás, às vezes você
parece que não é mais, sei lá, um pastor
tão bom quanto poderia ser, porque o
cara, aquele membro que você amava, foi
para outra comunidade. Às vezes você
acha que não é um amigo tão bom quanto
poderia ser, porque aquele amigo que
você tinha foi embora. Talvez você acha
que não é um pai ou uma mãe tão bom
quanto poderia ser, porque seus filhos
preferiram um outro homem ou outra
mulher, né? Casando com outra pessoa,
seguir a própria vida e você ficou para
trás, né? A gente às vezes sente que é
um boneco de pano, enquanto os outros,
não é? Os outros são tablets com memória
RAM e processador Snapdragon e não sei o
quê, né? Mas amigo seu, amigo seu é
coisa séria, canta a música, né? É uma
opção do coração, não é? A verdadeira
amizade não é aquela amizade que é
baseada em quem é melhor, quem é mais
atrativo, no quem dá mais retorno, não
é? Não é porque gera mais emoções.
Amizades dizem respeito a decisões que
são tomadas no coração, a uma escolha de
permanência e de continuar. Não, não é
como um emprego que você troca para
aquele que pagar mais. Você não abandona
um amigo de infância simplesmente porque
você acredita que um outro amigo, uma
outra pessoa pode te fornecer alguma
coisa mais. Isso é ridículo. Aquele papo
de coach, né? Ah, não, mas ah você tem
que se cercar. de águia, águia, andra
com águia e não sei o quê. Cara, amizade
não pode virar networking, sabe? Amizade
não pode ser uma coisa que a gente
abandona e busca em nome daquilo que vai
ser mais vantajoso pra gente. Amizade é
uma opção do coração, é uma, não é
simplesmente em busca daquele que é
melhor ou do melhor brinquedo, não é? As
pessoas não são brinquedos, são seres
humanos criados à imagem de Deus. Se a
gente não usar, abandona, não, não troca
com facilidade. Agora a Jess, a Jess
percebeu que ela falhou em ajudar a
Bonnie a fazer novos amigos e que essas
amizades que ela fez com o tablet agora
por meio da Lilpad, por mais que fossem
amizades bastante superficiais, ainda
eram alguma coisa ainda, ainda era mais
do que ela tinha antes. Jess tinha uma
perspectiva bastante utilitarista de si
mesmo e concluiu que perder utilidade
era perder o seu propósito. Se a gente
pensar como um brinquedo, né, se se que
isso é possível, até faz sentido, né? Se
brinquedos foram feitos para
brincadeiras, quando a gente não brinca
mais com eles, para que que eles servem?
Ou será que já é uma mentalidade errada,
que pensa se uma coisa não serve mais
para mim, então ela não serve mais para
nada, né? Então não servia para ser
brincadeira, então ela tinha que ser
descartada e muitas vezes nem é doada,
né? Por pensarmos que não pode ter nem
valor para ninguém, né? Tá quebrado
demais, tá velho demais, vira é
descartado, vira lixo mesmo. É uma
mentalidade que acarreta pelo menos dois
problemas, né? O primeiro problema é o
de tratar as amizades como algo
dispensável, quando a pessoa não cumpre
mais a função que a gente designou que
ela tinha que ter. a gente deixa de
chamar alguém de amigo se passarmos a
considerar que essa pessoa não é mais
útil pra gente. O segundo problema é nos
objetificarmos e assim todo o
relacionamento que estabelecermos é
guiado por uma dependência emocional ou
por uma vontade exagerada de agradar o
outro. Porque a gente pensa que se a
gente não for útil a gente vai ser
descartado. Conheci pessoas que viviam
dando presente pros amigos porque
acreditavam que era a única forma de
manter aquela amizade, o que é uma
coisa, uma forma muito triste, né, de
viver a vida. A gente acaba aprendendo
alguma coisa com a Jess, né? A gente
aprende que o nosso valor não pode ser
definido pela nossa utilidade. Mesmo
inúteis, a gente ainda vale alguma
coisa. É, é, é, é o que o pessoal do
Twitter nunca vai entender, né? Quando
defende eutanásia, quando defende que um
idoso deveria ter o suporte vital e
desligado, quando a pessoa fica
paraplégica, tetraplégica, o que que
seja e acham que era melhor que a pessoa
tivesse morta do que viver naquela vida.
As pessoas muitas vezes olham para as
outras pessoas por uma ética
utilitarista, como se caso elas não
sejam úteis de alguma forma, elas não
têm valor mais. Elas têm que ser
descartadas e jogadas fora. Mas nosso
valor não é definido pela nossa
utilidade. Nosso valor é definido pela
imagem de Deus em nós. Jess precisou de
uma jornada de amadurecimento para
entender isso. Não é exatamente isso,
que ela não é imagem de Deus, ela é um
boneco, um filme da da Pixa, entendeu?
Mas mas você entendeu onde é que a gente
tá querendo chegar, né? Bom, ele passa
para uma jornada parecida, né? Ela
também tem uma jornada de amadurecimento
de aprendizado. Ela se entende como uma
garota criativa e amorosa, uma garota
divertida e alegre, mas ela fica triste
por não conseguir fazer amizades e por
isso ela se encanta com a promessa da do
tablet, né, do Lilpad. Eu te darei
amigos, mas a promessa veio com custos,
não é? Se submeta aos meus meios. Os
jogos da Lily Pad não são diferentes das
trends do TikTok ou do Instagram. A
promessa é que ela vai ter vários
seguidores, vai ter várias curtidas ou
publicação, desde que você faça essa
dancinha, fale sobre X, não fale sobre
Y. A promessa da conectividade das redes
sociais molda a forma como nós pensamos
e nos portamos, né? O Samuel James no
livro Liturgias Digitais diz que a
tecnologia não apenas encena o mundo,
mas também nos ensina como o mundo deve
ser encenado. Então é bem possível que
estejamos nos tornando o tipo de pessoas
que nem sabe quem é até que decida se
autocompor. De acordo com ele, a gente
está no meio de inúmeras narrativas que
competem entre si, clamam por nossa
atenção, moldam o nosso pensamento e o
nosso comportamento. A internet tem um
poder de transformar nossa identidade, o
nosso propósito. Nós nos guiamos por
trends, mas nunca sabemos ao certo onde
é que a gente vai chegar com isso. Nós
passamos de narrativa em narrativa sem
nunca chegar a lugar nenhum. sem um fim
definido, nós acabamos só nos
autocompondo de acordo com o momento e
assim somos moldados ainda mais
rapidamente pelo espírito do tempo que
sopra como um tipo de tempestade. Se nós
não tivermos ao que nos agarrar, se não
tivermos um abrigo para nos refugiar, a
gente vai ser só levado pelas marés,
seja como propagação de notícias
envieszadas, fake news, trends, a
internet só quer saber de nos confundir
muitas vezes. Essa confusão vem porque
são tantas informações o tempo todo que
não dá tempo nem de processar
adequadamente o que a gente vê, porque
passando o dedo na tela, a gente já tem
mais e mais informações, muitas delas
completamente inúteis. Isso nos leva a
conceder autoridade a essas narrativas.
Bunnie queria brincar de pega-pega no
jardim, mas a nova narrativa era que a
nova forma de brincar de pega-pega era
pelo Tablet. Ô Iago, que besteira, Iago,
normal, coisa de criança. Será? O quanto
da sua percepção sobre família, sobre
política, sobre lazer, sobre uma boa
vida, é moldada pelas coisas e pelas
pessoas que você curte e segue. O quanto
da sua percepção de tempo já é afetada
pela ansiedade de ter tudo na mão, assim
como você rola a tela do celular e já
tem novidades. O quanto de silêncio você
suporta em uma conversa presencial,
hein? Você sabe me responder? quanto
você consegue ficar, sabe, aquele aquele
silêncio junto com alguém, batendo papo,
olhando alguma coisa, contemplando algo,
sem ter que pegar o celular para ver
qualquer coisa que no fundo não vai
acrescentar em nada na sua vida e vai só
te separar daquele momento. Toda essa
carga é demais pra gente suportar e
consequentemente a gente acaba só só
exausto. O esforço de acompanhar todas
essas informações, todas essas formas de
pensar e de agir promete que
potencializaremos nosso eu, mas só
entrega exaustão, tristeza, solidão.
Samel James aponta que esse esforço
autocativo é exaustivo porque se baseia
no que é desconhecido. Qual é a linha de
chegada para aquilo que a gente pode se
tornar, não é? Qual é o objetivo final
que a gente almeja conseguir? Se sempre
há novos objetivos surgindo aos montes?
Qual é a nossa real meta de vida? Se
sempre podemos dobrar a meta? A gente
não para muito para refletir sobre
aquilo que a gente realmente quer e onde
é que a gente quer chegar nessa vida. A
gente passa mais tempo escolhendo um
filme do que assistindo o filme no
stream. E no fim e e muito
frequentemente a gente só escolhe entre
os recomendados para você. aquilo que é
o primeiro lugar no Netflix ou o que
quer que seja. A gente deixa os outros
escolherem por nós. O algoritmo decide
por nós. A tela é uma intermediação
paraos nossos relacionamentos. Afinal,
dá muito trabalho olhar pro próprio
coração para tentar descobrir os
próprios desejos. O autor diz o
seguinte, eu separei outra citação aqui
pra gente. Ouve só. O poder da liberdade
e das opções sem limites não parece
libertar nossa autoexpressão criativa
tanto quanto parece nos fazer desejar
que outra pessoa tomasse decisões a
respeito da vida em nosso lugar. Olha
só, né? Isso, isso é fruto dessa
exaustão que a gente acaba passando, né?
A gente fica exausto porque, embora a
rede pareça nos oferecer uma maneira de
viver, além das exigências e
expectativas de nossa família, igreja ou
comunidade, o que encontramos é que a
web simplesmente nos reposiciona para
sermos submissos às demandas dos outros.
A gente recorre às redes para fugir do
mundo real, para sermos livres. Mas quem
guia o nosso olhar e o nosso interesse é
o algoritmo. O que molda os nossos
interesses é a interação que nós temos,
as curtidas, os compartilhamentos, os
comentários. A gente busca liberdade,
mas a gente encontra prisão. E aí, o que
que a gente faz, Iago? Então, a gente a
gente abolha as telas. A fim da tela,
acabou, zero tela para todo mundo.
[risadas]
Não é porque as pessoas um dia viveram
sem telas que hoje a gente tem que abrir
mão delas. Assim como não é porque um
dia as pessoas viveram sem eletricidade,
sem água encanada, que a gente tem que
abandonar essas tecnologias que
facilitam a nossa vida e tornam a nossa
vida muito mais confortável. Muitas
vezes tecnologia é uma coisa boa. Deus
doou o ser humano com impulso criativo,
justamente por ter feito o ser humano a
sua imagem semelhança. O problema não é
engenharia e a arquitetura. O problema é
a torre de Babel. O problema não é a
habilidade criativa, é é como a gente se
relaciona com ela. Fazer bons usos da
criatividade que nós temos é uma forma
de expressar a nossa humanidade. Mas
temos que fazer isso de forma
responsável para que a tecnologia lance
luz, melhore a experiência de realidade
e não simplesmente substitua a
realidade. Jess e Lilpad conectam e
promovem a interação não somente de
Boney e Blaze, mas também de seus pais.
A tecnologia pode ser útil para tornar a
experiência humana muito melhor, desde
que a gente não a use para substituir a
experiência humana. Hoje nós podemos ter
Bíblias em nossos celulares para ler
elas em qualquer lugar, mas muitas vezes
a gente tá vendo notificação do
Instagram enquanto lê a Bíblia, né? A
gente pode ter inúmeros livros no
Kindle, mas muitas vezes a gente tem que
lutar contra o consumismo. Passa mais
tempo lá enchendo o Kindle de livro do
que lendo. A gente pode fazer pedidos no
supermercado pelo iFood, no caso de não
poder sair de casa, mas a gente muitas
vezes tem que lutar contra o desperdício
de dinheiro lá nos fast foods. O Mc
Lurhan já dizia, né, que o meio é a
mensagem e o nosso contato com a
tecnologia afeta o nosso contato com as
coisas. Quando a gente tem essa mediação
tecnológica no nossos relacionamentos,
sempre surgem alguns perigos
relacionados a isso. Ora, criancinhas
não conseguem ter a habilidade de
avaliar seu relacionamento com a
tecnologia da melhor forma possível. A
gente deveria fazer isso por elas, seja
no modo como a gente constrói
tecnologia, seja no modo como a gente
dispõe tecnologia pros nossos filhos.
Justamente porque a tecnologia muitas
vezes mente, né? Mente que nós somos
ilimitados. A gente perde a noção de
criaturidade, esquece que nós temos
limitações, porque a tecnologia não
permite tudo, né? Se a gente lembrar que
é criatura, isso vai fazer com que a
gente entenda que a gente não pode
realizar todos os nossos desejos, nem
fazer de nossas intuições, verdades
universais. Não somos nós que definimos
o nosso propósito. Nós não fomos criados
sem um, não é, para poder defini-los por
nós mesmos. Nós temos um propósito. Nós
não estamos vagando como quem não tem
onde chegar. Há um propósito nessa vida.
Há um propósito em ser alcançado em
Cristo. E é por isso que nós não somos
descartáveis. O valor dos
relacionamentos que a gente estabelece
não tá na utilidade que esses
relacionamentos têm. [música] O valor
dos relacionamentos está no processo em
que ferro afia o ferro. Em alguns
momentos, talvez a gente mude, talvez a
gente não tenha mais contato com quem a
gente outrora tinha contato. Mesmo
assim, os nossos relacionamentos podem
nos afiar, às vezes podem cegar a
lâmina, não é? Mas nos afiam
normalmente. A gente tem que ser sábio
nos relacionamentos, justamente porque
eles são muito úteis pro nosso
crescimento moral, humano, espiritual. É
por isso que To Story me lembra que a
narrativa da minha vida é forjada por
aquele que me deu vida. Se a gente se
apegar a Deus, a gente encontra nele o
amor que nós necessitamos e o fundamento
para relacionamentos que a gente
estabelece. Enquanto a gente vive meio
perdido, esperando algo que nos dê
propósito e sentido, achando que a gente
só existe e só tem propósito pela nossa
utilidade, Cristo olha para nós e nos
trata como úteis, como valiosos,
simplesmente pela imagem dele que ele
colocou em nós. Como diz o autor, nossos
relacionamentos importam porque Cristo
me chamou para amar e servir outras
pessoas, mas eles não nos definem.
Minhas experiências são importantes
porque Cristo é soberano sobre minha
vida e trabalha em todas as coisas para
o meu bem, mas elas não me definem. Nós
não precisamos estar confusos sobre quem
somos, porque em Cristo somos filhos de
Deus. Não precisamos andar exaustos,
porque em Cristo há descanso pros
cansados e sobrecarregados. A gente não
tem que ser levado pelos ventos das
trends e da tecnologia. Nós precisamos,
na verdade, é ser guiados pelo espírito
para usarmos as tecnologias para o nosso
bem, pro bem dos outros e paraa glória
do Deus vivo. Toy Story 5 é uma ótima
história para incultir em nós o que
significa ter um valor intrínseco em nós
mesmos para perceber o valor do outro e
entender um pouco sobre como a
tecnologia tem os seus perigos, mas
também pode ser útil para fazer da vida
uma experiência mais valorosa. E você,
que lições você tirou de Toy Story 5?
Não deixa de se inscrever no canal e
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desse tipo de vídeo e lá na Grove
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apoiar esse canal e esse tipo de
programa e voltar aqui diariamente que
tem vídeo aqui de segunda a sexta-feira
paraa sua edificação. Um cheiro no seu
cangote e até a próxima.

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