O MAIOR VILÃO DE TOY STORY 5 NÃO É O QUE VOCÊ PENSA
18/06/2026
O MAIOR VILÃO DE TOY STORY 5 NÃO É O QUE VOCÊ PENSA
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Amigo, estou aqui. Amigo, estou aqui. Você pode, como é que é? Como é que é? Como é que é a letra? Como é que eu esque um crime, né? >> Você pode conhecer os outros brinquedos. Podem ser os outros. Isso. Muitos brinquedos são. É, amigo seu. É coisa séria. Opção do coração e [canto] vai passar. Os anos vão confirmar. [risadas] Cara, tua [limpando a garganta] história mexe com coração. Eu não sei o que é que pacto com quantas entidades foram feitas para tua história ser tão poderoso e falar o coração, principalmente masculino. Mas mas esse agora deu uma invertida nisso, mas bom, a gente chega já nisso aí. Toy Story 5 é um filme de terror para qualquer pai que tenha o mínimo de juízo na criação dos seus filhos. Eita! Tá dizendo que o filme é ruim? Não, não, mas o filme, o filme dá um faniquito em qualquer um que se esforce para não enfiar celular na cara de criança, entendeu? Você é desses que dá celular na cara de criança, bo em TikTok pro teu filho assistir? Ô, rapaz, Toy Story 5 tem uma mensagenzinha boa para você. Talvez o pessoal da Pixar tenha lido Jonathan HDE, geração ansiosa, sobre os perigos da tecnologia da internet na mão de criança. Mas bom, mas o filme não é uma demonização do uso da tecnologia, não. Eu queria que fosse uma demonização de tablet na mão de criança, mas o filme tem uma reflexão muito mais poderosa do que isso. Existe conexão pessoal em um mundo digital? Existe amizade verdadeira nas solicitações de adicionar amigo das redes sociais? Toy Story 5 traz essa discussão para as telas, como sempre, de forma bem divertida e com aquele momento impactante que a PXA é especialista em fazer. Esse quinto filme tem, no entanto, um diferencial dos demais, uma maior participação humana aqui nessa história. Ao fazer isso, nós somos impactados de uma forma um tanto diferente daquilo que Toy Story costuma fazer com a gente. Até o quarto filme, a reflexão vem em maior parte porque nós percebemos os nossos vícios e nossas virtudes por meio dos brinquedos. Os humanos existem, é claro, mas a história deles acontece meio que em segundo plano. Enquanto nós observamos a história dos brinquedos, nós não acompanhávamos várias etapas de mudança de endo filme. Nós não vemos como foi sua despedida dos seus amigos, não é, e como é que ele foi impactado por todas as suas mudanças. Nós não vemos os detalhes do seu crescimento, da sua infância, até a sua faculdade. Nós só sabemos que isso aconteceu por meio dos bonecos. Nós não sabemos muitas coisas até ele doar os brinquedos dele pra Bonnie e nos despedirmos do End. No quinto filme, no entanto, Bonnie e Jess dividem o protagonismo e o tempo de tela. O arco vivido pela Jess é tão importante quanto o arco de amadurecimento que é vivido pela Bonnie, de forma que o amadurecimento de uma está em paralelo com amadurecimento da outra. E a gente pode ver como ambas foram transformadas ao longo dessa história. Uma história de bonecos, Toy Story, mas uma história profundamente humana. Vem comigo nesse mundo cópia nosso quadro de análise de filmes, séries, animes e sua relação com a cosmovisão cristã. Se é sua primeira vez aqui nesse canal, nós temos vários programas diferentes aqui no Dois Dedos de Teologia. O mundo cópia é onde nós fazemos uma reflexão cristã a partir de algum elemento da cultura pop, mas nós temos vários outros formatos de vídeos aqui de exages bíblica, a reacts, a coisas que estão viralizando sobre Deus na internet, a temas teológicos, a sermões [música] e entrevistas. Se você gosta de aprender teologia, não deixa de se inscrever no canal e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. [música] O vídeo de hoje chega até você graças a Grove Suplementos. Usando o cupom Jesus lá na Grove Suplementos. Você patrocina a nossa produção de conteúdo aqui no YouTube. A gente tem vídeo quase todos os dias aqui nesse canal, sempre antes do almoço. Usando o nosso cupom na Grove, você apoia a nossa produção aqui. A Grove Suplementos tem tudo que você precisa pra sua vida fitness de roupa de treino, a creatina, pré-treino, wayen, tem tudo lá. Os caras estão investindo em roupa, estão investindo num way protein de melhor custo benefício do mercado. A GRF é a única empresa que pega grana dos marombeiro para colocar na boa popularização de teologia na internet. Então aproveita, usa Grow Suplementos e quando fizer isso, usa o cupom Jesus para contar para si mesmo e pro pessoal da GRF que você cuida da sua saúde pra glória do Deus vivo. Vai ter um link na descrição para você ir lá. Dito isso, simbora pro vídeo de hoje. Toy Story 5 foca na transformação de Jess e Bonnie. Aqui a Jess substitui o Uri como o brinquedo que guia a história. Eu vou chamar de Wood. Eu vou me recusar para ser o nome dele certo. Uri. Não, Uri. Não é Wood. Cresci chamando de Wood e vai ser o Wood aqui pra gente aqui, certo? Quem acha ruim vai fazer curso na Wizard, na no IASD, no Cambley, sei lá qual qual o curso de inglês que você faz. Bom, se a Jess é o wood e quem é que tá no lugar do Buzz aqui? O novo buz da história se chama Lily Pad. Você deve lembrar que no primeiro filme o Buzz era ameaça ao Wood, né? E aqui o brinquedo tecnológico, o Lilpadum tablet, perturba a ordem e se torna o novo preferido da criança. Eh, rapaz, uma cópia do primeiro filme. É, não deixe de ser. Mas, mas calma que tem mais do que isso. Bonnie não consegue socializar com outras crianças e por isso os pais tentam resolver esse problema comprando um tablet para ela. A Lily pede porque o aparelho prometia que a filha ia conseguir fazer novas amizades. Ótima ideia, né? Você dar um tablet pro seu filho para ver se filho fica mais sociável, né? Muito bem, muito bem. Ótima, ótima ideia. A atratividade dos jogos da Lil, as amizades virtuais e a vontade de pertencimento a um grupo fazem a Bonnie deixar de lado os seus brinquedos para agora dar toda a sua atenção às telas, né, do tablet. Uma história de terror para qualquer um que é pai, né? Do lado dos brinquedos, Lilped entra na história como uma antagonista que se opõe aos brinquedos por eles não serem tão atrativos quanto ela. Como é que você pode esperar que a imaginação seja muito mais legal do que o mundo da tela na cara de um de uma criança? Essa disputa de atenção vai gerar conflitos entre os brinquedos e a Lilpad, levando a uma separação de Jess e de bala no alvo, tá? Eu sei que isso também é bem semelhante ao primeiro filme, tá? [risadas] Lembra muito. Há inclusive uma busca por voltar para casa, né? Como a coisa mais comum do mundo é os brinquedos se perder nesse nessa nessa franquia, né? A saga de Jess é uma saga de autoconhecimento, né? Um uma saga de entender o propósito da existência. Quando Bonnie prefere a Liliped, ela se lembra da sua primeira dona e de como ela se sentiu abandonada quando a sua primeira dona cresceu. Não querendo passar por isso novamente, ela se revolta contra a Lilip, tentando fazer de tudo para que Bonnie ainda brinque com ela e com os outros brinquedos e faça amizades por meio da da criatividade dos brinquedos e não por meio do tablet. Isso faz com que ela seja separada da Bonnie, indo parar na casa onde a sua antiga dona morava e que no presente é habitada por Blaze e por sua família. Blaze ainda é uma criança, uma criança um pouco mais velha que a Bony e que não brinca mais com seus antigos brinquedos. E assim como Bonnie, Blaze tem dificuldade de fazer amizades. Blaze é alguém que já não brinca mais com seus brinquedos. uns estão esquecidos na sua antiga casa de bonecas e os seus cavalos agora são só um monstruáho. Na sua casa, Jess vai conhecer dispositivos eletrônicos não tão avançados quanto a Lilpad, mas que vão ajudar na sua caminhada de transformação. Jess vai perceber que amizades podem acabar e que novas amizades podem surgir, mas o que importa é o que foi vivido no tempo [música] da amizade. Amizades não são eternas. amizades, elas muitas vezes vêm e vão rapidamente, mas elas sempre deixam alguma coisa na gente. Toy Story sempre foi uma série sobre amizade. Talvez seja por isso que afeta tanto o imaginário masculino mais que o feminino, na minha percepção, na minha experiência anedótica. Mas perguntei pra muita gente sobre isso. Essa questão da da amizade, né, da perspectiva masculina é uma coisa que mexe muito com o nosso coração. To Story sempre falou aos meninos mais do que as meninas, justamente por falar profundamente sobre a ascensão e a queda da amizade, que é inclusive o tema da nossa resenha de Toy Story 4, que é talvez um dos vídeos mais vistos desse canal. Vale muito a pena se ir lá depois desse vídeo aqui. To Story nos lembra que pessoas podem mudar de casa, podem mudar de grupo, podem em última instância até mudar de plano material, não é? podem morrer. E isso não quer dizer que o tempo em que vivemos essa amizade com aquela pessoa não valeu de nada. Ao contrário, nossas interações sociais nos transformam profundamente, seja para o bem, seja para o mal. Existem más amizades também. Jess se deixou definir pelo trauma do abandono. Isso moldou a forma como ela se relacionava com Bonnie. Jess percebe corretamente que a interação virtual que Bonnie fazia com as outras crianças por meio da Lilpad não criava vínculos reais e pessoais, o que é uma crítica muito importante, muito verdadeira, muito válida aqui de Toy Story 5. Até quando Bonnie se reunia com outras crianças, elas interagiam por meio do tablet. As brincadeiras saíram do físico e foram pro virtual. O pega pega deixou de ser pelo jardim para ser numa tela. É um filme de terror. Toy Story 5 é um filme de terror para qualquer um que seja pai, certo? para pai e mãe, você fica, meu Deus, ah, transtornado com essas más decisões, não é, que são tomadas pelos pais vida da po da Bonnie. Parem de enfiar a cara do filho de vocês em telo, pelo amor de Deus. Agora, por trás disso, a Jess ante vê que Bonnie a abandonará porque a Lily Pad é muito mais atrativa, o que evoca a música tema, né, de Toy Story. Alguns brinquedos podem ser até bem melhores do que eu, muitos brinquedos são, não é? Então assim, surgiram brinquedos melhores e você às vezes fica para trás. Às vezes parece amigos melhores, né? Às vezes parece pretendentes melhores, às vezes parece igrejas melhores e os membros da sua vão paraa outra. Às vezes parece amigos melhores e quem ia na sua casa agora tá na casa dos outros. Aparecem outras pessoas que às vezes você se sente para trás, às vezes você parece que não é mais, sei lá, um pastor tão bom quanto poderia ser, porque o cara, aquele membro que você amava, foi para outra comunidade. Às vezes você acha que não é um amigo tão bom quanto poderia ser, porque aquele amigo que você tinha foi embora. Talvez você acha que não é um pai ou uma mãe tão bom quanto poderia ser, porque seus filhos preferiram um outro homem ou outra mulher, né? Casando com outra pessoa, seguir a própria vida e você ficou para trás, né? A gente às vezes sente que é um boneco de pano, enquanto os outros, não é? Os outros são tablets com memória RAM e processador Snapdragon e não sei o quê, né? Mas amigo seu, amigo seu é coisa séria, canta a música, né? É uma opção do coração, não é? A verdadeira amizade não é aquela amizade que é baseada em quem é melhor, quem é mais atrativo, no quem dá mais retorno, não é? Não é porque gera mais emoções. Amizades dizem respeito a decisões que são tomadas no coração, a uma escolha de permanência e de continuar. Não, não é como um emprego que você troca para aquele que pagar mais. Você não abandona um amigo de infância simplesmente porque você acredita que um outro amigo, uma outra pessoa pode te fornecer alguma coisa mais. Isso é ridículo. Aquele papo de coach, né? Ah, não, mas ah você tem que se cercar. de águia, águia, andra com águia e não sei o quê. Cara, amizade não pode virar networking, sabe? Amizade não pode ser uma coisa que a gente abandona e busca em nome daquilo que vai ser mais vantajoso pra gente. Amizade é uma opção do coração, é uma, não é simplesmente em busca daquele que é melhor ou do melhor brinquedo, não é? As pessoas não são brinquedos, são seres humanos criados à imagem de Deus. Se a gente não usar, abandona, não, não troca com facilidade. Agora a Jess, a Jess percebeu que ela falhou em ajudar a Bonnie a fazer novos amigos e que essas amizades que ela fez com o tablet agora por meio da Lilpad, por mais que fossem amizades bastante superficiais, ainda eram alguma coisa ainda, ainda era mais do que ela tinha antes. Jess tinha uma perspectiva bastante utilitarista de si mesmo e concluiu que perder utilidade era perder o seu propósito. Se a gente pensar como um brinquedo, né, se se que isso é possível, até faz sentido, né? Se brinquedos foram feitos para brincadeiras, quando a gente não brinca mais com eles, para que que eles servem? Ou será que já é uma mentalidade errada, que pensa se uma coisa não serve mais para mim, então ela não serve mais para nada, né? Então não servia para ser brincadeira, então ela tinha que ser descartada e muitas vezes nem é doada, né? Por pensarmos que não pode ter nem valor para ninguém, né? Tá quebrado demais, tá velho demais, vira é descartado, vira lixo mesmo. É uma mentalidade que acarreta pelo menos dois problemas, né? O primeiro problema é o de tratar as amizades como algo dispensável, quando a pessoa não cumpre mais a função que a gente designou que ela tinha que ter. a gente deixa de chamar alguém de amigo se passarmos a considerar que essa pessoa não é mais útil pra gente. O segundo problema é nos objetificarmos e assim todo o relacionamento que estabelecermos é guiado por uma dependência emocional ou por uma vontade exagerada de agradar o outro. Porque a gente pensa que se a gente não for útil a gente vai ser descartado. Conheci pessoas que viviam dando presente pros amigos porque acreditavam que era a única forma de manter aquela amizade, o que é uma coisa, uma forma muito triste, né, de viver a vida. A gente acaba aprendendo alguma coisa com a Jess, né? A gente aprende que o nosso valor não pode ser definido pela nossa utilidade. Mesmo inúteis, a gente ainda vale alguma coisa. É, é, é, é o que o pessoal do Twitter nunca vai entender, né? Quando defende eutanásia, quando defende que um idoso deveria ter o suporte vital e desligado, quando a pessoa fica paraplégica, tetraplégica, o que que seja e acham que era melhor que a pessoa tivesse morta do que viver naquela vida. As pessoas muitas vezes olham para as outras pessoas por uma ética utilitarista, como se caso elas não sejam úteis de alguma forma, elas não têm valor mais. Elas têm que ser descartadas e jogadas fora. Mas nosso valor não é definido pela nossa utilidade. Nosso valor é definido pela imagem de Deus em nós. Jess precisou de uma jornada de amadurecimento para entender isso. Não é exatamente isso, que ela não é imagem de Deus, ela é um boneco, um filme da da Pixa, entendeu? Mas mas você entendeu onde é que a gente tá querendo chegar, né? Bom, ele passa para uma jornada parecida, né? Ela também tem uma jornada de amadurecimento de aprendizado. Ela se entende como uma garota criativa e amorosa, uma garota divertida e alegre, mas ela fica triste por não conseguir fazer amizades e por isso ela se encanta com a promessa da do tablet, né, do Lilpad. Eu te darei amigos, mas a promessa veio com custos, não é? Se submeta aos meus meios. Os jogos da Lily Pad não são diferentes das trends do TikTok ou do Instagram. A promessa é que ela vai ter vários seguidores, vai ter várias curtidas ou publicação, desde que você faça essa dancinha, fale sobre X, não fale sobre Y. A promessa da conectividade das redes sociais molda a forma como nós pensamos e nos portamos, né? O Samuel James no livro Liturgias Digitais diz que a tecnologia não apenas encena o mundo, mas também nos ensina como o mundo deve ser encenado. Então é bem possível que estejamos nos tornando o tipo de pessoas que nem sabe quem é até que decida se autocompor. De acordo com ele, a gente está no meio de inúmeras narrativas que competem entre si, clamam por nossa atenção, moldam o nosso pensamento e o nosso comportamento. A internet tem um poder de transformar nossa identidade, o nosso propósito. Nós nos guiamos por trends, mas nunca sabemos ao certo onde é que a gente vai chegar com isso. Nós passamos de narrativa em narrativa sem nunca chegar a lugar nenhum. sem um fim definido, nós acabamos só nos autocompondo de acordo com o momento e assim somos moldados ainda mais rapidamente pelo espírito do tempo que sopra como um tipo de tempestade. Se nós não tivermos ao que nos agarrar, se não tivermos um abrigo para nos refugiar, a gente vai ser só levado pelas marés, seja como propagação de notícias envieszadas, fake news, trends, a internet só quer saber de nos confundir muitas vezes. Essa confusão vem porque são tantas informações o tempo todo que não dá tempo nem de processar adequadamente o que a gente vê, porque passando o dedo na tela, a gente já tem mais e mais informações, muitas delas completamente inúteis. Isso nos leva a conceder autoridade a essas narrativas. Bunnie queria brincar de pega-pega no jardim, mas a nova narrativa era que a nova forma de brincar de pega-pega era pelo Tablet. Ô Iago, que besteira, Iago, normal, coisa de criança. Será? O quanto da sua percepção sobre família, sobre política, sobre lazer, sobre uma boa vida, é moldada pelas coisas e pelas pessoas que você curte e segue. O quanto da sua percepção de tempo já é afetada pela ansiedade de ter tudo na mão, assim como você rola a tela do celular e já tem novidades. O quanto de silêncio você suporta em uma conversa presencial, hein? Você sabe me responder? quanto você consegue ficar, sabe, aquele aquele silêncio junto com alguém, batendo papo, olhando alguma coisa, contemplando algo, sem ter que pegar o celular para ver qualquer coisa que no fundo não vai acrescentar em nada na sua vida e vai só te separar daquele momento. Toda essa carga é demais pra gente suportar e consequentemente a gente acaba só só exausto. O esforço de acompanhar todas essas informações, todas essas formas de pensar e de agir promete que potencializaremos nosso eu, mas só entrega exaustão, tristeza, solidão. Samel James aponta que esse esforço autocativo é exaustivo porque se baseia no que é desconhecido. Qual é a linha de chegada para aquilo que a gente pode se tornar, não é? Qual é o objetivo final que a gente almeja conseguir? Se sempre há novos objetivos surgindo aos montes? Qual é a nossa real meta de vida? Se sempre podemos dobrar a meta? A gente não para muito para refletir sobre aquilo que a gente realmente quer e onde é que a gente quer chegar nessa vida. A gente passa mais tempo escolhendo um filme do que assistindo o filme no stream. E no fim e e muito frequentemente a gente só escolhe entre os recomendados para você. aquilo que é o primeiro lugar no Netflix ou o que quer que seja. A gente deixa os outros escolherem por nós. O algoritmo decide por nós. A tela é uma intermediação paraos nossos relacionamentos. Afinal, dá muito trabalho olhar pro próprio coração para tentar descobrir os próprios desejos. O autor diz o seguinte, eu separei outra citação aqui pra gente. Ouve só. O poder da liberdade e das opções sem limites não parece libertar nossa autoexpressão criativa tanto quanto parece nos fazer desejar que outra pessoa tomasse decisões a respeito da vida em nosso lugar. Olha só, né? Isso, isso é fruto dessa exaustão que a gente acaba passando, né? A gente fica exausto porque, embora a rede pareça nos oferecer uma maneira de viver, além das exigências e expectativas de nossa família, igreja ou comunidade, o que encontramos é que a web simplesmente nos reposiciona para sermos submissos às demandas dos outros. A gente recorre às redes para fugir do mundo real, para sermos livres. Mas quem guia o nosso olhar e o nosso interesse é o algoritmo. O que molda os nossos interesses é a interação que nós temos, as curtidas, os compartilhamentos, os comentários. A gente busca liberdade, mas a gente encontra prisão. E aí, o que que a gente faz, Iago? Então, a gente a gente abolha as telas. A fim da tela, acabou, zero tela para todo mundo. [risadas] Não é porque as pessoas um dia viveram sem telas que hoje a gente tem que abrir mão delas. Assim como não é porque um dia as pessoas viveram sem eletricidade, sem água encanada, que a gente tem que abandonar essas tecnologias que facilitam a nossa vida e tornam a nossa vida muito mais confortável. Muitas vezes tecnologia é uma coisa boa. Deus doou o ser humano com impulso criativo, justamente por ter feito o ser humano a sua imagem semelhança. O problema não é engenharia e a arquitetura. O problema é a torre de Babel. O problema não é a habilidade criativa, é é como a gente se relaciona com ela. Fazer bons usos da criatividade que nós temos é uma forma de expressar a nossa humanidade. Mas temos que fazer isso de forma responsável para que a tecnologia lance luz, melhore a experiência de realidade e não simplesmente substitua a realidade. Jess e Lilpad conectam e promovem a interação não somente de Boney e Blaze, mas também de seus pais. A tecnologia pode ser útil para tornar a experiência humana muito melhor, desde que a gente não a use para substituir a experiência humana. Hoje nós podemos ter Bíblias em nossos celulares para ler elas em qualquer lugar, mas muitas vezes a gente tá vendo notificação do Instagram enquanto lê a Bíblia, né? A gente pode ter inúmeros livros no Kindle, mas muitas vezes a gente tem que lutar contra o consumismo. Passa mais tempo lá enchendo o Kindle de livro do que lendo. A gente pode fazer pedidos no supermercado pelo iFood, no caso de não poder sair de casa, mas a gente muitas vezes tem que lutar contra o desperdício de dinheiro lá nos fast foods. O Mc Lurhan já dizia, né, que o meio é a mensagem e o nosso contato com a tecnologia afeta o nosso contato com as coisas. Quando a gente tem essa mediação tecnológica no nossos relacionamentos, sempre surgem alguns perigos relacionados a isso. Ora, criancinhas não conseguem ter a habilidade de avaliar seu relacionamento com a tecnologia da melhor forma possível. A gente deveria fazer isso por elas, seja no modo como a gente constrói tecnologia, seja no modo como a gente dispõe tecnologia pros nossos filhos. Justamente porque a tecnologia muitas vezes mente, né? Mente que nós somos ilimitados. A gente perde a noção de criaturidade, esquece que nós temos limitações, porque a tecnologia não permite tudo, né? Se a gente lembrar que é criatura, isso vai fazer com que a gente entenda que a gente não pode realizar todos os nossos desejos, nem fazer de nossas intuições, verdades universais. Não somos nós que definimos o nosso propósito. Nós não fomos criados sem um, não é, para poder defini-los por nós mesmos. Nós temos um propósito. Nós não estamos vagando como quem não tem onde chegar. Há um propósito nessa vida. Há um propósito em ser alcançado em Cristo. E é por isso que nós não somos descartáveis. O valor dos relacionamentos que a gente estabelece não tá na utilidade que esses relacionamentos têm. [música] O valor dos relacionamentos está no processo em que ferro afia o ferro. Em alguns momentos, talvez a gente mude, talvez a gente não tenha mais contato com quem a gente outrora tinha contato. Mesmo assim, os nossos relacionamentos podem nos afiar, às vezes podem cegar a lâmina, não é? Mas nos afiam normalmente. A gente tem que ser sábio nos relacionamentos, justamente porque eles são muito úteis pro nosso crescimento moral, humano, espiritual. É por isso que To Story me lembra que a narrativa da minha vida é forjada por aquele que me deu vida. Se a gente se apegar a Deus, a gente encontra nele o amor que nós necessitamos e o fundamento para relacionamentos que a gente estabelece. Enquanto a gente vive meio perdido, esperando algo que nos dê propósito e sentido, achando que a gente só existe e só tem propósito pela nossa utilidade, Cristo olha para nós e nos trata como úteis, como valiosos, simplesmente pela imagem dele que ele colocou em nós. Como diz o autor, nossos relacionamentos importam porque Cristo me chamou para amar e servir outras pessoas, mas eles não nos definem. Minhas experiências são importantes porque Cristo é soberano sobre minha vida e trabalha em todas as coisas para o meu bem, mas elas não me definem. Nós não precisamos estar confusos sobre quem somos, porque em Cristo somos filhos de Deus. Não precisamos andar exaustos, porque em Cristo há descanso pros cansados e sobrecarregados. A gente não tem que ser levado pelos ventos das trends e da tecnologia. Nós precisamos, na verdade, é ser guiados pelo espírito para usarmos as tecnologias para o nosso bem, pro bem dos outros e paraa glória do Deus vivo. Toy Story 5 é uma ótima história para incultir em nós o que significa ter um valor intrínseco em nós mesmos para perceber o valor do outro e entender um pouco sobre como a tecnologia tem os seus perigos, mas também pode ser útil para fazer da vida uma experiência mais valorosa. E você, que lições você tirou de Toy Story 5? 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