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A fé vem pelo ouvir

O mundo lembra errado | Josemar Bessa

O mundo lembra errado   | Josemar Bessa

O mundo lembra errado | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

As pessoas são frustradas,
elas esperam coisas, esperam aquilo que
as coisas não podem dar. É óbvio que
isso traz frustração, mesmo se a coisa
da qual eu espero fosse perfeita. Nós
temos algo que é fundamental para a
vida, que é o sol.
O sol é maravilhoso, uma criação de
Deus. Mas se você quisesse que amanhã os
raios do sol falasse palavras de
conforto para você, você vai ficar
frustrado com o sol. O sol faz tudo que
ele tem para fazer, mas isso não inclui
confortar teu coração,
não é? Ele não foi feito para isso. Ele
não foi feito para fazer mais do que ele
mesmo faz brilhar.
Então, se você esperar dele, o que ele
faz é incrível, não é? por anos que nós
não podemos contar, mas se você esperar
dele mais do que ele pode amanhã, então
você vai se frustrar com o sol. Agora
imagina no mundo caído, nós esperamos
das pessoas coisas que elas não podem
dar: descanso, identidade,
eh alegria, paz.
Esperamos coisas. É óbvio que quando
nossas esperas são assim, elas são a a a
fábrica de frustração. E aí nós culpamos
todo mundo pela nossa frustração. Não,
não, não. Se eu espero amanhã palavras
de consolo do sol, eu não posso depois
que ficar frustrado para o sol, não é?
Porque eu eh pedir dele o que ele não
pode me dar, pedir da criação, isso,
qualquer coisa assim de qualquer parte
da criação, é uma máquina de frustração.
E então todo mundo é frustrado com o seu
trabalho, com o seu casamento, com seus
relacionamentos, com suas amizades, com
a igreja. O cara é frustrado com tudo.
Ele estava esperando de tudo algo que
aquelas coisas não podem dar a ele. Como
ele não tem, não é? Então ele atribui a
todo mundo, não é? A vida dele é assim
por causa da carreira, a vida é assim
por causa do trabalho, é assim por causa
disso, daquilo, daquilo outro. Agora
isso é tão eh eh
tecido no nosso ser, que até aquilo que
nós podíamos pensar ser uma frustração
boa, não é, que é o servir a Deus.
[roncando]
Ah, as pessoas são frustradas, são
frustradas com a sua vida espiritual.
Isso devia ser algo bom, né? Mas o
problema é que quase toda a frustração
espiritual é a mesma frustração com as
coisas. As pessoas esperavam do seu
ministério, do que fazem para Deus, que
dessem a ela aquelas coisas. E elas
esperavam que isso fosse de uma
determinada forma para ela tirar daquilo
uma satisfação.
Eh,
essas coisas também não podem dar.
Na verdade, nós vamos ver que se há há
alguma frustração espiritual em mim, a
única legítima seria fazer tudo, tudo,
tudo para a glória de Deus e depois
pensar, ainda assim, Deus merecia muito
mais.
Mas não é assim que é a frustração, né?
Então, a gente não vai falar sobre
frustração de maneira geral, não. Vamos
falar simplesmente que a vida espiritual
devia ser tudo o que ela tem que ser.
Não importa se nós vamos falar para um
milhão de pessoas, para uma,
se vamos ser relevantes para para o
mundo, para a história, porque tudo isso
são frustrações humanas, mundanas, mesmo
trazidas para o o reino de Deus.
O que Deus quer de nós, aquilo que
realmente a vida espiritual deve ser,
não é? Não tem nada a ver. E as
frustrações que há na vida espiritual
das pessoas não tem nada a ver com a
verdadeira relação com Deus, porque Deus
tem uma mente muito diferente da mente
do mundo e muitas vezes paraa nossa
vergonha da nossa. Então, em Mateus
26:13
temos um versículo que nos diz o que é
uma vida que não é frustrada
espiritualmente e o que você precisa
não e não é nada do que as pessoas dizem
que precisariam. Se eu tivesse isso, se
eu tivesse uma oportunidade, se eu
tivesse isso, se eu tivesse sido eh
reconhecido assim, então minha vida
espiritual ia ser assim, eu ia fazer
coisas para Deus. Diz assim: "Eu lhes
asseguro que onde quer que este
evangelho for anunciado em todo o mundo,
também o que ela fez será contado em sua
memória." Mateus 26:13. O mundo lembra,
queridos, mas o mundo lembra errado.
Querer ser lembrado como o mundo lembra
é um erro, porque o mundo lembra errado.
Nós lembramos o quê? De tronos,
guerras, impérios, nomes pesados. Mesmo
quando falamos do reino de Deus, estamos
pensando com essas categorias.
O mundo lembra que homens eh naqueles
homens que pisaram multidões
para deixar suas marcas gravadas na na
história. O mundo lembra errado, lembra
monumentos que prometiam eternidade, mas
que agora são apenas poeira organizada,
não é? Poeira decade.
As pirâmides do Egito feita para os
grandes faraóis. Não temos a menor ideia
do que ele, quem eles eram, tá aquilo
velho lá. O mundo lembra errado porque
mede grandeza pelo barulho.
Nós medimos vida espiritual assim
também. Portanto, essa frustração com a
vida espiritual nada mais é do que
mundana. Ah, o mundo mete as coisas pelo
tamanho, pelo brilho, pela quantidade de
olhos que enxergam, pela força
econômica, pela capacidade de
impressionar. Mas o céu lembra
diferente.
O céu tem outra balança. O céu tem outra
medida. Não tem nada a ver com as
balanças do mundo. O céu tem outro senso
de glória. Nada é mais glorioso para do
que a cruz para o céu. Mas o mundo acha
nada glorioso na cruz. O céu não
confunde ruído, barulho com peso, não
confunde visibilidade com valor.
A ideia de que a quanto mais
visibilidade, mais valor não confunde
aplauso. Com a eternidade os aplausos do
mundo acabam a cada geração, todos na
sepultura. O que foi aplaudido e os que
aplaudiram, então são totalmente
esquecidos. Por isso o evangelho é tão
estranho. Todos os evangelhos são
estranhos para a carne. Porque os
evangelhos eles não se comportam como os
outros livros que você escreveria,
que o homem escreveria.
Eles não colocam. Você vê que eles
tinham tinham um mundo incrível à sua
volta de acontecimentos.
Mas você não vê o evangelho gastar tempo
falando sobre César. Não coloca César no
centro, não fica contando a história de
César e as coisas incríveis que César
fazia, as multidões que cercavam César,
o seu poder que dominava um mundo
conhecido. Os evangelhos falava sobre
isso
até eh eh eh naturalmente os cristãos
querem falar sobre coisas que que estão
acontecendo como se elas fossem
grandiosas, coisas do nosso tempo. Mas
os evangelhos não fala nada sobre César.
Eh, o evangelho não tá deslumbrado com
Herodes, não fica descrevendo Herodes,
não gasta tempo eh contando como era os
palácios, descrevendo os salões do
poder. Eles passam por cima de tudo
isso, mas eles passam também por cima de
todas as cerimônias no templo, a sua
grandiosidade.
Eles vão passando por cima de todas
essas coisas, mas de repente o céu para
diante de uma viúva que tá colocando uma
moeda,
uma mulher pobre, uma duas pequenas
moedas, nenhum olho na economia humana
olharia para aquilo. Que importância.
quase nada aquilo é os olhos da religião
vaidosa ou das pessoas que acham que
importante e no mesmo na vida espiritual
é fazer coisas grand essa mulher grande
pro céu.
Em vez de ela viver uma vida frustrada,
só posso dar duas moedas, nunca pude
fazer nada grande. O céu chama atenção
para ela.
Ninguém viu, mas Cristo viu. viu que ela
não deu o que sobrava,
ela deu vida,
viu que no céu duas moedas podiam pesar
mais do que tesouros entregues, que não
faz nenhuma diferença na vida da pessoa,
não lhe custa nada de verdade. E agora,
novamente, o céu para diante de uma
mulher, igual com essa viúva. Ela entra,
atrás de um vaso, quebra o vaso, derrama
o perfume, de repente a casa se encheu
de um aroma, de um cheiro incrível. Mas
não apenas a casa. Você vê, ela encheu a
história com aquele perfume. Encheu a
história,
chegou até hoje. Que cheiro persistente
e maravilhoso. Cristo toma aquele gesto
e prende ele ao avanço do evangelho.
Aquele gesto parece muito com o
evangelho.
Ele eh eh não como um detalhe pequeno,
ah, uma coisinha que aconteceu, uma
curiosidade
no no evangelho. Não, não, mas como
memorial,
como algo importante,
como algo que deve ser chamado atenção.
Onde o evangelho for pregado, aquilo
também será contado
mais do que o que os 70 fizeram. Tá
vendo isso aqui? Ficou lá. Que frase,
né? Que frase. O filho de Deus liga a
memória daquela mulher a pregação do
evangelho mundial
para sempre.
O nome dela pode desaparecer da boca de
muitos, na verdade, né? Mas o ato dela
não desaparece. O perfume não ficou só
naquela sala.
Isso é grande. Um perfume que atravessa
os séculos, atravessa a história,
atravessou e ainda fala. E o que ele
fala às vezes não é bom a gente ouvir,
simplesmente é bom porque a gente
precisa. Mas o que ele fala acusa a
nossa frieza.
Não venha falar em eh frustração
espiritual quando o que está em nossas
mentes é o mesmo que o mundo tem como
grandeza.
Ainda mostra que o céu vê aquilo que a
terra despreza.
Mostra o que a vida espiritual
significativa é.
Isso precisa nos machucar, precisa nos
ferir.
Nós somos treinados a desejar uma
memória. Queríamos ser conhecidos,
mas queríamos ser conhecidos de uma
maneira errada. Porque fomos grande,
porque fomos grandes pregadores, porque
fomos grandes nisso, fomos grandes e eh
eh eh eh em alguma área da vida. Fizemos
coisas que as pessoas tiveram que notar,
porque o que nós fizemos eh era
impressionante. Queremos algo que alguém
perceba. Queremos ser percebidos.
Queremos que alguém confirme que a nossa
vida não foi uma coisa sem sentido, não
foi uma uma página em branco. Nós
deixamos nossa marca e essa fome por
reconhecimento é uma prisão. Ela é
elegante. Você vê que ela pode parecer
até espiritual. Ah, minha vida
espiritual ficou tão frustrada porque eu
senti que Deus queria coisas grandes
para mim. Queria essa mulher aqui é
grande. A mulher das moedinhas é grande.
Ele quer coisas grandes. O problema é
que a ideia dele de grande a tua é
totalmente diferente, porque não há
nenhum impedimento de você ser como
essas mulheres. Você não pode contar uma
história que diga que a você não pode
ser. E essa fome por reconhecimento,
então, é uma prisão elegante. Ela entra
na na no na na religião, no serviço, na
generosidade, na oração, na pregação e
até nas suas lágrimas.
Se nós achamos que as pessoas deviam ver
nossas lágrimas e pensar: "Olha só que
coração, podemos servir a Deus e ao
mesmo tempo, querer ser vistos servindo
a Deus. Não queremos bem servir a Deus.
Queremos que as pessoas nos vejam
servindo a Deus.
Se as pessoas não nos verem servindo a
Deus, de que adianta servir a Deus? Fico
frustrado.
Podemos falar da glória divina como uma
alma ainda viciada em glória humana.
Podemos falar de frustração quando nada
mais nossa frustração é pecado diante de
Deus.
O coração humano sabe transformar
devoção em espelho, sabe usar sacrifício
para construir sua reputação.
Sabe fazer obras
que tem um cheiro de si mesmo, um cheiro
de eu.
E essa mulher não aparece assim. Ela não
entra para ser vista. Ela não quer ser
vista. Ela não entra para construir uma
imagem que impressione, não entra para
disputar um lugar, ela entra por uma
razão. Ela ama, ela ama muito.
E o amor verdadeiro às vezes age antes
de preparar um discurso para ser ouvido.
Ama antes de calcular que efeito isso
vai ter. Se eu fizer isso, o que que que
as pessoas vão pensar? Como as pessoas
vão reconhecer? Será que elas vão
reconhecer isso?
Age, o amor age antes de pedir licença
ao medo.
As pessoas vão reagir mal.
Ela não parece preocupada em parecer
para as pessoas uma pessoa equilibrada.
Não parece preocupada em ser
compreendida, não parece preocupada em
proteger o próprio nome. O nome de
Cristo bastava. Se alguém vai achar que
eu sou desequilibrado, exagerado,
não importa. Ou seja, ela nem se
preocupava com as pessoas me viriam
positivamente, nem como as pessoas me
viiam negativamente. Isso é raro, porque
quase sempre queremos Cristo e mais
alguma coisa.
Servir a Cristo e mais o reconhecimento.
Servir a Cristo e mais aquilo que nós
chamaríamos de relevância. Não queremos
só servir a Cristo.
Cristo mais aprovação. Queremos Cristo
mais reputação. Queremos Cristo mais
controle dos efeitos do nosso servir a
Cristo. Queremos a garantia de que a
nossa entrega será bem interpretada
pelos outros. As pessoas não vão achar
que eu sou maluco,
que eu estou jogando minha vida no lixo.
Mas o amor daquela mulher rompe essa
lógica. Ela traz o que tem. Ela quebra
tudo que ela trouxe, ela derrama sobre
ele e aca aceita o risco de ser mal
entendida, mal interpretada.
A sala
e mede o vaso, mede o preço, mede essas
coisas. Nós vamos ver. Mas Cristo só
mediu uma coisa, o amor.
A sala calculava o preço. Quanto isso
valia, que absurdo esse esse gasto.
Cristo recebe a devoção do coração dela.
[roncando]
A sala enxerga então desperdício. Que
desperdício?
Desperdí, não era necessário. Cristo
enxergou beleza. Você vê que a sala e
Cristo vem coisas diferentes. O mundo e
Cristo. Infelizmente às vezes a igreja
em Cristo. Aqui está a diferença entre a
carne e o céu. A carne pergunta: "Quanto
custou o perfume?"
O céu pergunta: "De onde veio." Veio do
coração. Veio do amor desmedido?
A carne pergunta: "Quem viu?"
O céu não pergunta isso. Quem viu?
Pergunta para quem foi, para quem foi
derramado isso? A Carne pergunta: "Qual
foi a utilidade? É útil quebrar um vaso
de perfume caro no pé de alguém? Isso é
útil." O céu pergunta: "Havia amor por
Cristo ali?
Havia devoção?
Havia paixão?
[roncando] Isso não significa que Deus
despreza a sabedoria. Não significa que
zelo deve virar eh eh desordem, mas
significa algo que precisamos ouvir com
mais temor ou com todo temor. Há uma
prudência que é apenas covardia
batizada. Não, temos que ter cuidado
para as pessoas não acharem que nós
somos exagerados. Ou então a palavra que
as pessoas têm eh horror hoje fund vão
pensar que eu sou fundamentalista.
É um equilíbrio que é apenas amor frio
com boa educação. Queridos, a gente
gosta de botar nome melhor. Há uma
economia espiritual que parece madura,
mas é apenas um coração tentando
entregar pouco só para não parecer
ingrato,
mas não de uma alegria profunda do
coração. Eu não quero parecer ingrato,
mas também não quero exagerar. Cristo
vê, vê o que fazemos, mas vê mais do que
isso, muito mais do que fazemos. Você vê
que ele olhou paraa viúva com duas
moedas, olhou para essa mulher com um
perfume caríssimo. Ele vê porque
fazemos, vê para quem fazemos, vê se a
oferta é ou perfume da alma ou
propaganda.
Ele vê se o vaso foi quebrado ou o vaso
estava sendo exibido
antes de ser quebrado.
Isso deve nos fazer tremer, porque é
possível ter uma vida cheia de atos
espirituais, supostamente, né,
religiosos, mas nenhum perfume
[roncando]
para Jesus.
Jesus estava vendo outras coisas,
sentindo outros aromas. Aquela sala viu
o perfume, pensou no preço, pensou
nessas coisas. É possível frequentar
lugares certos e dizer palavras certas,
defender as doutrinas certas e
participar de todas as causas certas e
ainda assim ficar com um vaso inteiro
para você mesmo. Inteiro demais,
protegido demais, calculado demais,
prudente, entre aspas, demais. Essa
mulher, ela aparece como espelho para
nós
nesta noite, no pouco de vida que nos
resta. Não como um ornamento de uma
história bonita, um detalhe pitoresco
aqui. Ela aparece para nos perguntar sem
dizer uma palavra.
Essa mulher todo dia fala conosco. Ela
pergunta assim: "Onde está o seu vaso?
O que você vai quebrar diante de Deus?
Como você vai demonstrar seu amor por
ele hoje?
O que ainda é precioso demais, que você
não derramaria aos pés dele? Porque você
acha isso muito importante. Você não
pode perder isso. O que, o que é que
você não derramaria? Você acha que é
caro demais? Tem alguma coisa que você
acha caro demais para colocar os pés
dele?
Que parte da tua vida permanece intacta
e você nunca quebrou alegremente?
Enquanto sua boca canta, tudo
entregarei.
Quais coisas não foram quebradas, não
foram entreguas? O evangelho não produz
apenas pessoas informadas. O evangelho
produz adoradores,
não produz apenas gente correta. A, o
evangelho produz corações rendidos,
produz homens e mulheres que viram tanta
beleza e beleza suficiente em Cristo
para perderem a vergonha de amá-lo,
para perderem o medo de perder algo na
vida,
para parar de calcular o que poderiam
fazer se não quebrassem aquilo aos pés
dele.
E o gesto dela combina com o evangelho,
porque o evangelho também é uma história
de entrega, de alguém que entregou tudo.
O gesto dela
é chamado atenção, o mundo não
lembraria, mas porque ele parece muito
com o que o próprio Deus fez e faz, mas
com uma diferença infinita. Hã, ela
quebrou o vaso. Cristo quebrou o seu
próprio corpo. Partiu o seu corpo.
Ela derramou o perfume, ele derramou o
sangue,
seu precioso sangue.
Ela foi criticada porque amou demais,
gastou demais, desperdiçou demais.
Cristo seria esmagado por amar
até o fim, até o inferno.
Ah, criticado por amar demais. Ela
ofereceu algo precioso. Cristo ofereceu
ele mesmo.
O que pode ser mais precioso, queridos,
mesmo pro homem a sua própria vida. Mas
agora estamos falando sobre a o próprio
Deus.
Por isso, o amor dela é resposta
ao amor de Cristo. Por isso que quem é
perdoado muito ama, porque esse amor é
uma resposta ao amor.
O amor dela é só um eco. O amor
verdadeiro é dele.
O amor dela não é fonte. O amor dela é
fruto do amor de Cristo.
O amor dela não é a raiz. A graça veio
primeiro. Ele nos amou em Cristo e nos
predestinou para sermos conforme a sua
imagem. O amor dele é que é o a origem,
o original que derrama.
A graça veio primeiro, Cristo veio
primeiro. O amor eterno veio na
eternidade.
A cruz estava no centro antes que o vaso
dela fosse quebrado naquela sala.
Aquele vaso quebrado era só um pequeno
eco desse grande amor. Ninguém ama
Cristo assim sem antes ter sido
alcançado.
E muito ama porque muito foi amado.
Nós o amamos porque ele nos amou
primeiro.
Ninguém derrama perfume assim sem antes
ter sentido.
Por que que ela não achava precioso
demais, caro demais aquele perfume?
Porque ela já tinha sentindo o perfume
da graça. Ah, esse perfume, querido, faz
todos os perfumes da terra com seus
valores e significar o mundo não me ama.
E daí eu fui amado por Deus na
eternidade. Olha que perfume. Esse outro
perfume aí não é nada. barato.
Ninguém se entrega como ela se entregou
aqui, sem antes ter sido vencida pela
entrega de Deus, pela entrega do filho
de Deus, de si mesmo. Por isso, essa
memória permanece, não porque aquela
mulher fosse grande em si, mas porque
seu gesto mostra que a graça faz quando
ela atinge realmente o coração.
Você vê que todos podem viver uma vida
espiritual grande, queridos. Ela não tem
nada a ver com grande, como o mundo
lembra, como o mundo acha que as coisas
são grandes. Se não temos uma vida
espiritual assim, não foi falta de
oportunidades, porque não me
reconheceram, porque eu não tive, não
foi nada disso.
Mostra uma alma liberta de qualquer
cálculo pequeno. Ela não tava fazendo os
pequenos cálculos, era melhor, não era
melhor dar metade do perfume, porque a
coisa mais triste é quando as pessoas
pensam assim: "Quanto eu tenho que dar?"
Não dá mais nada.
Sabe se você tá contando os centavos
mais e menos, não dá nada.
É melhor ouvir assim, pegar como seu o
seu o versículo preferido, o que Pedro
falou paraa Ananias, não era teu
dinheiro. Você não podia ter ficado com
tudo.
Por que vocês vieram com essa mesquinha,
com esses cálculos? Vocês estavam
querendo outra coisa. Por que não
ficaram?
Por que não ficaram com o terreno? Por
que não ficaram? Porque vocês ficar.
Mostra uma alma liberta do cálculo
pequeno, liberta da necessidade do do
reconhecimento,
liberta também no medo da crítica,
porque quando nós queremos muito
reconhecimento, nós também nos
apavoramos com a crítica. Liberta da
tirania, do que que as pessoas vão
pensar. Muitas pessoas podem me criticar
por eu quebrar o vaso lá naquele dia.
Liberta para amar Cristo diante do mundo
frio que não o ama. diante de gente que
vai dizer: "Isso que tu tá fazendo é um
desperdício de vida". Mas você tá livre
para amar Jesus na frente de olhos frios
que não vão te aplaudir, que não vão
reconhecer, que vão achar que você tá
fazendo uma grande bobagem. Esse é o
tipo de memória que o céu guarda. O
mundo guardaria histórias do César, do
Herodes. Essa não é a memória inflada
do ego humano. Não é a memória que
constrói torres para si mesmo. Não é a
memória que faz até da sua vida
espiritual um palco e fica frustrado se
ela não é um bom palco. é a memória de
um amor
que se esqueceu de si por causa do amor
de Cristo. É isso. E talvez aqui esteja
uma das perguntas mais sérias que
podemos fazer.
O que o céu está guardando nossa vida?
Não é o que os homens comentam,
queridos. O céu lembra, mas não lembra o
que tá todo mundo lembrando de você e
que você acha tão importante que as
pessoas lembrem.
O céu não está guardando os números. Não
há uma lista lá com qu qual são os
números dessa pessoa com as
estatísticas.
O o score dela ele não lembra da
aparência, do que a aparência sugere, do
que a reputação protege. O céu só lembra
uma coisa, o que Cristo vê.
E Cristo vê coisas que as pessoas não
estão vendo. Ele vê o coração da mulher
das duas moedinhas e ele vê o coração
dessa mulher desse vaso caríssimo. Ele
vê. E é só isso que o céu lembra. O céu
não lembra do que a terra vê e registra.
Ele só lembra do que ele mesmo vê.
Ele quando ouve a entrega, ele a
pergunta é a perfume,
a entrega.
Há amor. O vaso foi quebrado.
Há alguma coisa feita por ele somente
por causa dele, sem necessidade de
plateia, reconhecimento e etc.
O mundo esquece o amor silencioso.
Cristo não esquece.
Ele diz: "Essa mulher nunca vai ser
esquecida. o mundo médio, o vaso, Cristo
sente o o perfume. Então,
se você me perguntar assim, eu tenho uma
religiidade eh eh fria,
uma das uma das coisas para você aferir
é isso. A relidade fria sempre faz
contas, sempre vê se aquilo ali vai ser
de mais, de menos, se eu tô perdendo, se
eu tô ganhando.
A religiosidade fria, ela conta moedas,
ela analisa riscos, ela vê perdas, ela
olha pra reputação, olha pro
reconhecimento,
olha pro que os outros vão pensar. a
a qualquer uma dessas coisas na sua
religiosidade, então ela é fria, ela é
calculista.
Conta quanto precisa entregar para ser
fiel sem
deixar de preservar tudo que pode.
Ela pergunta: "Eu sou obrigado a fazer
isso?
Essa mulher era obrigada. Ela tinha que
entrar lá, quebrar o vaso, beijar os pés
dele. Ela tinha que fazer isso para ir
pro céu. Tem que fazer isso. Tem que
entrar, beijar, quebrar o vaso, enxugar
com cabelo. Tem que fazer isso. Tá na
lei,
tá nas instruções.
O que que tá nas instruções para que eu
possa fazer certinho?
Isso tá. Isso não seria um exagero. Não
é um exagero. Não seria mais equilibrado
guardar um pouco daquele perfume.
E enquanto pergunta, enquanto você faz
essas perguntas, o teu amor esfria.
Quando eu devo orar para Deus não ficar
achando que eu não oro, então o teu amor
esfria.
Eh, enquanto você calcula, a ocasião
passa. Se ela ficasse dois meses
pensando, três meses pensando se ela ia
fazer isso ou não, Jesus já teria sido
crucificado.
O amor e eh e a religião filha, ela fica
sempre calculando, ela perde a
oportunidade, perde a ocasião.
Enquanto ela mede, o coração dela vai
endurecendo, enquanto procura garantias.
Se eu fizer isso, vai acontecer isso.
Cristo deixa de ser tratado como um
tesouro e ele passa a ser tratado como
uma despesa. Jesus entra no meu item de
despesa. Tá caro demais.
Eh, vai valer a pena? Não está meio
inflacionado esse troço? Essa é uma das
formas mais sutis de um cristianismo
incrédulo.
Não é a incredulidade que nega Cristo
com a boca.
É a incredulidade que chama retenção de
sabedoria,
cálculo de prudência,
chama frieza, sabe, de prudência, chama
covardia de equilíbrio.
Entrega a Cristo apenas aquilo que pode
perder sem que doa.
A mulher não fez assim, ela entrou na
casa com uma planilha, não,
ela não consultou a sala. Vocês acham
que é exagerado eu fazer isso? Vocês
acham que vai ser um desperdício? Vou
conversar com o pastor, vou conversar
com o pessoal da sinagoga, vou perguntar
os discípulos. Que que vocês acham? Vou
fazer isso. Vocês acham exagerado? Acho
que eu tô começando a ficar com medo de
ser exagerado. Ela não perguntou nada a
ninguém,
não perguntou a Judas. Mas se ela
pergunta a Judas, qual é o valor
adequado que eu devo dar? Judas ia ter
uma opinião. Ele deu a opinião mesmo sem
ninguém perguntar.
Ela
não procurou aprovação.
Ela veio, trouxe o vaso, quebrou o vaso,
derramou tudo.
Era o seu amor.
Mateus morta, uma mulher se aproximando
de Jesus com um frasco de alabastro,
contendo um perfume muito caro e
derramando sobre a cabeça dele enquanto
ele estava reclinado à mesa. Os
discípulos viram aquilo e ficaram
indignados.
Os cristãos não gostaram não. Exagerado.
Exagerado.
Que devoção é essa por Cristo? Que
exagero é esse? Seja madura. Para eles
aquilo era um desperdício.
Ela estava desperdiçando
para Cristo.
Era o bom perfume da verdadeira
adoração.
Você vê às vezes o conselho de Pedro não
é bom. Às vezes a indignação do crente é
só pecado mesmo.
Esse contraste atravessa toda essa cena.
Os discípulos olham para o custo igual o
mundo.
Cristo olha para o amor daquela mulher.
Os discípulos enxergam perda. Cristo
enxerga entrega. aqui os discípulos
ainda iam experimentar uma transformação
mais profunda.
Paulo disse assim: "Eu perdi tudo por
alguma coisa, eu quebrei o vaso todo e
para mim isso foi lucro". Então, mas
nessa época Paulo ainda era lá o fariseu
e os discípulos eles não gostaram. O
problema não é a razão. A fé cristã
nunca nos chamou para desligar nossa
inteligência. Deus santifica nossa
mente. A sabedoria é um dom de Deus. O
problema é quando o teu pensamento se
torna servo do teu egoísmo,
servo do eu, do do do egocentris, quando
a razão se torna advogada da
autopreservação, do cálculo,
quando Jesus quando a sabedoria começa a
colocar Jesus na planilha de despesa
da vida, o que que eu tô perdendo?
Quando a prudência vira uma desculpa
elegante para você esconder que você não
ama muito, não ama muito, há uma razão
santificada e há uma razão que só tá
vestida
de de de religiosidade. A razão
santificada pergunta: "Como posso honrar
Cristo da melhor maneira possível? Como
posso exaltá-lo da melhor forma
possível?
Como posso demonstrar meu amor da
maneira mais incrível possível? A razão
caída, ela pergunta: "Como posso
entregar menos sem parecer infiel? O que
eu devo fazer apenas para ir para o céu?
O que devo fazer apenas para Deus no
final do mês não achar que eu sou
ingrato?" A razão santificada, ela está
sempre organizando, mas não a planilha,
ela está organizando o amor. Como eu vou
demonstrar o meu amor? A razão caída
sufoca o amor. Nós conhecemos bem essa
segunda razão. Ela fala baixo, ela fala
com aparência de maturidade, diz que há
tempo. Tá bom, você quer fazer esse
negócio do vaso aí, mas espera um pouco.
Vamos com calma.
A razão não santificada diz que não é
necessário tanto, que essas coisas não
fazem diferença. Ah, diz que já fizemos
o suficiente. Ah, razão não santificada
diz que Deus entende. Deus entende. E
muitas vezes chamamos isso de
equilíbrio. E é apenas o ponto exato em
que nosso amor deixa de custar alguma
coisa. O nosso amor por Deus não nos
custa nada.
E é aqui que aquela mulher nos confronta
todo todo dia. Por isso que isso ficou
ali onde o evangelho for pregado, vai
ter que ver ela pregando para nós. Essa
mulher, ela não pergunta pelo mínimo.
Ela não tenta descobrir a menor medida
de perfume que já já seria bom. Ela não
derrama algumas gotas. Ela não vem com
contagotas, enfia no vaso e tu 10.
11 não, porque também já é um pouco
demais.
Sabe, uma vez eu vi alguém falando
assim, tava tomando chá
e tem as pedrinhas de açúcar, né? Aí a e
a pessoa pensou, eu quero duas pedras e
meia. Aí o cara que tava servindo ficou
assim. Era como se alguém pedisse: "Eu
quero cinco gotas e meia de de
adosante".
Que cara chato, né? Se calculista fosse
seis estragar e ela não faz isso. Ela
não preserva a metade, ela quebra. Esse
é um verbo pesado, que ela podia até
derramar, mas ela quebrou. Não vai
sobrar nada aqui, vai cair tudo. Quebrar
é atravessar o ponto de retorno. Porque
é, você pode começar a derramar algo e
de repente resolver parar
no meio do processo. Ah, já derramei
bastante, mas se tu quebrar não tem
volta. Quebrou. Quando os espanhóis
chegaram na América, o capitão lá do
navio, não é? mandou queimar os navios
porque ia ser terrível a luta, a batalha
e ele não queria que eles tivessem navio
para desistir.
Que meus navios agora vocês vão lutar ou
vão morrer? Lutem.
Ela quebrou o vaso, acabou. Não dá para
colar.
Quebrar é encerrar.
É, é, é, é encerrar as negociações
internas. O que eu faço, o que eu não
faço, tal, tal. Quebrou, acabou.
Não tem mais negociação. Quebrar é
tornar uma entrega irreversível. Não tem
mais vaso. Não posso guardar mais nada.
Enquanto o vaso está inteiro, ainda há
possibilidade de recol. Você ainda está
controlando ali quanto cai, quanto não
cai. Ainda há uma reserva, ainda há uma
parte de nós dizendo: "Até aqui tá bom,
não vale, hein? Não precisa, sabe?" Mas
ela quebrou. E talvez isso seja o que
nos assuste tanto.
Não gostamos de derramar. Nós gostamos
de derramar sem quebrar. Paulo diz: "Eu
quebrei,
perdi tudo." Nós não gostamos disso. Nós
gostamos de controlar as perdas. Então,
se você manter o vaso inteiro, você pode
fazer isso. Gostamos de oferecer, mas
sem perder o controle.
Ah, não gostamos muito dessa coisa. E a
vida que agora a tenho viva pela fé no
filho de Deus. Isso em parte. Gostamos
de servir sem nos expor. Gostamos de
consagrar sem que algo em nós fique
indisponível para o velho uso se nós
resolvermos voltar atrás.
Mas o amor santo sempre quebra alguma
coisa.
Quebra o orgulho,
quebra a reserva, quebra a necessidade
de aprovação do mundo e das pessoas,
quebra a falsa prudência, o falso
equilíbrio, quebra a ilusão de que nós
pertencemos a nós mesmos.
Por isso, Romanos 12:1 não nos chama a
oferecer uma parte decorativa da sua
vida, o que sobra depois de você guardar
o que vai precisar disso. Portanto,
irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de
Deus que se ofereçam
em sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus. Este é o culto racional de
sacrifício vivo. Isso é quase que dizer
uma coisa impossível, porque o
sacrifício era morto.
Não é uma visita, não é um gesto
simbólico, não tem sobra, é um
sacrifício. O cara não levava nada do
animal de volta.
A vida inteira era colocada diante de
Deus. O corpo, o tempo. A Bíblia diz que
esse é o sacrifício. O corpo, o tempo, a
mente, os afetos, os dons, os recursos,
as ambições, as relações, o futuro, a
reputação. Paulo colocou tudo. Perdeu
amigos, perdeu o nome, perdeu, perdeu
tudo.
Não tinha nada que ele fala: "Não, isso
aqui não, tudo tem um limite. Ele
quebrou
tudo." Mas observem a ordem pelas
misericórdias de Deus. Não é para Deus
ter misericórdia, mas é por causa das
misericórdias.
Como eu disse, o amor, o amor no coração
regenerado é um eco do amor.
A consagração verdadeira não é uma
tentativa de comprar misericórdia de
Deus. É o é o reconhecimento do da sua
misericórdia, do seu amor, da sua
bondade, da sua glória. É resposta de
quem já foi alcançada. A mulher não
derramou perfume para fazer Cristo
amá-la.
Ela derrama porque já foi vencida por
algo. Ela foi vencida pela beleza de
Cristo. Ela foi vencida. O amor dela não
é uma moeda,
não é um negócio, é fruto, não é
pagamento, é uma resposta. Ela não está
barganhando
para ganhar alguma coisa. É adoração. E
adoração é diferente de barganha.
A adoração não quer nada. Ela quer
desfrutar a grandeza daquilo que ela
adora.
Paulo diz: "Pois o amor de Cristo nos
constrange". Tá vendo? É isso. Porque
estamos convencidos, não estamos sendo
convencidos. Estamos convencidos de que
o morreu por todos, logo todos morreram
e ele morreu por todos para que aqueles
que vivem já não vivam mais para si
mesmos, mas por aquele que por eles
morreu e ressuscitou. O amor de Cristo
nos constrange. É por isso que essa
mulher não fez consultas, perguntas,
aconselhamentos. não apenas nos informa,
constrange. O amor de Deus não é uma
informação, é um constrangimento em
nossa alma.
>> [roncando]
>> aperta por dentro a imagem de um torno
que que vai apertando. Então, o amor
dele faz isso. E ao fazer isso, o amor
dele então destrona o eu, rompe nossa
neutralidade, rompe nossos cálculos, faz
a alma perceber
que continuar vivendo para si mesma
depois da cruz é uma contradição
monstruosa. Ele viveu por mim, ele
morreu por mim, ele ressuscitou por mim.
Como eu vou viver para mim mesmo?
É uma contradição monstruosa.
Cristo morreu, ressuscitou, ele me
comprou.
Cristo nos tirou de nós mesmos. Logo, os
que vivem não vivam mais para si mesmos.
Ele nos fez isso com amor, derramando
tudo, quebrando o vaso ou quebrando o
seu próprio corpo. Essa é a morte da da
religião, do cristianismo, da planilha.
Jesus como uma despesa. Quanto isso vai
entrar? Qual vai ser o lucro que isso
aqui vai dar? Quanto é de prejuízo?
Quanto é de lucro? Qual o resultado
desse investimento? Essa religião, esse
cristianismo de planilha, acabou.
Acabou. O amor de Cristo me constrange.
Uma parte, um horário, um gesto, uma
obediência limitada. Quanto mais eu
tenho que fazer para cumprir a minha
parte? Mas o evangelho diz outra coisa.
Você não é de si mesmo mais. Seu corpo
não é mais seu. Seu tempo não é mais
para você mesmo. O seu dinheiro não é
para si mesmo. Seu sexo não é para você
mesmo. Sua história não é sobre você
mesmo. Você foi comprado. O amor nos
constrange, você foi comprado por
sangue.
Então a pergunta muda. Não é mais quanto
eu preciso dar?
Eh, como assim eu estou retendo tanto?
Eu falei que essa é a única frustração
verdadeira. É a frustração que eu vi,
por exemplo, na lista de Schindler,
filmaço, né? História real, história
triste. Ele ali explorando os judeus,
né, durante a guerra, mas depois ele vai
se arrependendo, vai se arrependendo e
eles resolve tudo que tinha ganho com
aquela coisa horrorosa, ele resolve
salvar judeus.
Então, a lista é enorme, não é?
Mas uma das últimas cenas é incrível,
porque eles estão entrando no carro para
ir embora depois de ter salvado os seus
judeus, né, como ele chamou, gastando
tudo. Mas quando ele vai entrar no
carro, ele olha pro dedo e tem um anel,
um anel, e ele pensa, quantos mais eu
poderia ter salvado. O anel valia algo,
valia uma um tinha um valor. E quando
ele olhou pro anel, deu a ele uma
frustração.
Que esse anel tá fazendo aqui? Quantos
mais eu teria salvado se eu tivesse dado
esse anel? Essa é uma frustração
verdadeira. Você vê, porque ele fez tudo
que podia
antes dele morrer, né? E e sem saber,
convidaram ele para uma cerimônia. Ele
foi pra cerimônia e o lugar tava lotado
de gente assim, gente nova, gente jovem,
tal. E só no meio da cerimônia foi
falado que todas aquelas pessoas eram
descendentes daqueles judeus que ele
salvou.
Ele disse que nunca poderia ter se
alegrado mais.
Então aquela cena que ele olha pro anel
e diz: "Quantos mais?
Se eu tivesse começado a salvar antes,
quantos mais eu teria salvo?" Você vê
que há uma frustração, mas é uma
frustração de uma maneira oposta, não é
assim, gastei para caramba, né, para
salvar essas pessoas. Ele tá pensando,
cara, que eu podia ter feito mais.
Então,
é como eu posso reter tanto, não é mais
qual é o mínimo aceitável?
É que amor é esse que ainda negocia
diante de um como que eu possui diante
de Cristo crucificado com as suas
marcas, com o seu sangue e fica
negociando com ele? O que que eu vou
negociar com ele?
Muitos cristãos não pecam apenas por
fazer mal, pecam por nunca fazer nada
grande por Cristo. E grande por Cristo,
você vê, não é grande para o mundo.
Essas mulheres estão fazendo coisas
grandes.
Jesus disse, ela nunca vai ser
esquecida.
Mas ela não fez nada grande para as
pessoas que as pessoas tenham achado.
Nada,
sabe? Eh, então você vê que o pecado não
é atrair abertamente, mas também é não
entregar profundamente. É, não é negar a
doutrina, mas viver como se a doutrina
não tivesse incendiado o seu coração.
Cristo, eu só prego Cristo este
crucificado. Agora a questão é, Cristo
este crucificado incendeia meu coração
ou eu fico negociando? Vou lá pra cruz e
falo para ele assim: "O que que eu tenho
que dar? Quanto eu tenho que dar para
você ficar satisfeito? com ele lá
morrendo, com ele lá bebendo o cálice da
ira infinita. E eu tô falando qual
quanto tem que para mim ficar certo
contigo, o que que eu tenho que dar? Até
quando eu tenho que minha vida tem que
te servir, o que sobra para mim mesmo?
Como alguém pode aos pés do Calvário
ficar conversando?
Isso é uma ofensa pior do que a multidão
que estava xingando ele. Ir lá negociar
com ele.
É pior que o ladrão que estava ofendendo
ele e lá fazer um negócio aí. Ó,
enquanto você não morre aí pendurado na
cruz, enquanto o cálice não acaba, vamos
ver aqui o que que tem que dar. Sabe,
essa é uma miséria terrível.
Acostumar-se com a cruz, fazer dela algo
pequeno. Ela é a maior coisa que existe.
Ela é a única coisa que pregamos Cristo
e este crucificado. Fazer disso menor do
que é terrível. Ouvir sobre o filho de
Deus ferido, moído, traspassado,
abandonado. E ainda assim sair
perguntando quanto de perfume isso vale?
Quanto de perfume vale isso tudo que ele
fez para mim não acabar dando mais do
que eu devo dar?
Há algo profundamente doente em nós
quando a cruz não quebra os nossos
vasos.
Deus quebrou o seu próprio corpo.
Não fala de fazer coisas estranhas, não
é para porque eu quero ser radical,
quero parecer radical para as pessoas.
falam de um coração que não suporta
continuar inteiro diante de Cristo, tem
que quebrar-se.
Falo de uma vida que começa a perguntar:
"Senhor, o que está sendo retido na
minha vida para ti? No meu casamento? O
que é retido? Na minha vida de família,
o que é retido? No meu trabalho o que é
retido para ti? O que não é para sua
glória de verdade?
O que ainda estou protegendo?
Eu
estou derramando. Por que que eu não
quebrei o vaso? Eu sabe o que ainda está
escondido atrás da palavra prudência. A
mulher não sabia que sua ação seria
lembrada. Ela não pensou: "E vou fazer
isso, eu vou entrar lá, vou derramar
esse perfume caríssimo". E todo mundo
vai falar disso de mim e daqui a 1000
anos, 2000 anos, lá em Jardim da Luz
vamos estar falando disso. Vai ser
incrível. Ela não pensou nas
consequências o que iam dizer. negativo,
positivo. Ela não fez para ser um
memorial, ela fez para Cristo.
Só isso.
Esse é o ponto. O amor verdadeiro não
tenta construir um legado, uma história.
O amor verdadeiro tenta honrar o Senhor.
Por isso que Paulo diz: "Quer eu viva,
quero eu morra". Ah, mas se você viver,
você vai fazer grandes coisas, vai
pregar, quem sabe escrever mais umas
cartas.
Se eu vivo é para o Senhor. Se eu morro
é para o Senhor. De tal maneira que quer
eu viva, quer eu morra, eu sou do
Senhor. Você vê é isso. A grandeza vi
porque ela não buscou grandeza. Se você
busca grandeza fazendo algo para Deus,
você não está buscando Deus.
Se você busca um resultado para si
mesmo, não está buscando Deus. A memória
permaneceu porque ela não entrou lá
querendo que a sua memória permanecesse,
ser notada, reconhecida. Cristo exaltou
porque ela se esqueceu dela mesma diante
dele. É esse. São esses que Cristo ama
exaltar. Aqueles que olharam para ele de
tal maneira que se esqueceram de si
mesmos. Não vivemos mais para nós
mesmos. A religião formal quer saber
onde está a linha.
Deus nunca pergunta para você, onde eu
devo traçar a linha. Deus pergunta para
você em tudo que você faz, onde está meu
filho?
Onde está Cristo? no que você está
fazendo.
A religião formal quer saber o que é
permitido.
O amor pergunta: "Isso aqui é
permitido", mas é belo diante dele? É
belo.
A religião formal teme ser chamada de
exagerada. O amor teme amar pouco.
Aquele que entregou tudo,
Cristo.
A religião formal preserva o vaso. O
amor quebra o vaso. Não tem volta,
acabou. Não tem nada para ser guardado.
Eu não tenho mais o recipiente.
Nada dado a Cristo é perda. Tempo dado a
Cristo não é perda. Dinheiro dado a
Cristo não é perda. Força, saúde dada a
Cristo não é perda. Juventude dada a
Cristo não é perda.
Ah, querido, o grande padre dos
puritanos morreram com 29 anos, 26 anos,
20. Não é perda, não é perda. conforto
renunciado por Cristo. Como Paulo disse,
eu vou, eu recebi tantas chibatadas,
tantos naufratos, tanto, quanto conforto
ele perdeu. Não é perda. Vida derramada
para Cristo não é perda. Perda é
preservar o vaso e perder o perfume.
Perda é manter a aparência e perder o
seu amor.
Perda é ser considerado sensato pelos
homens.
Mas Deus te achar frio.
Cristo não nos comprou para uma vida
administrada, com pequenas concessões
daquilo que é possível
para que ele não fique aborrecido. Ele
nos comprou para Deus.
Quem foi comprado por sangue não pode
viver como se a consagração da sua vida
fosse uma gorgeta. Você foi comprado com
o sangue de Deus.
Ora, o que é a gorgeta perto disso? O
amor que só entrega o obrigatório ainda
não entendeu a cruz. Jesus não era
obrigado a entregar nada.
O que eu tenho que entregar para pai
ficar satisfeito, mas não não ir tão
longe. Não, não, não, não. Quem foi
comprado por sangue não vive, queridos,
esperando quanto vai ser o troco? O
troco que volta
a um tipo de serviço assim
que parece grande por fora, mas perdeu
todo o seu o seu centro.
Pode ter movimento, agenda, doutrina,
zelo, pode até produzir algum bem real
aos homens e ainda assim não ser para
Cristo.
Isso é terrível, porque o coração humano
consegue fazer coisas santas por motivos
tortos. Consegue fazer coisas santas por
motivos pecaminosos.
Consegue pregar para ser admirado,
servir para compensar a culpa.
trabalhar para construir sua identidade,
sua aceitação diante das pessoas,
defender a verdade porque quer vencer as
discussões, ajudar as os pobres para se
sentir mais justo.
E isso tudo, tudo isso Cristo pode ser
está sendo mencionado, mas ele não está
sendo amado. Não está sendo amado,
citado, mas ele não é buscado. Ele está
sendo colocado lá, mas não é adorado.
Essa é uma das doenças mais profundas
da religião.
Ela pode manter o vocabulário e perder
Cristo.
Pode falar do evangelho e usar o
evangelho como um instrumento da sua
própria reputação ou então fica
frustrado.
Pode falar da graça e transformar a
graça em um ornamento, numa vida
centrada em nós mesmos, que está sempre
preocupada com todos os trocos e todos
os limites da minha planilha. pode falar
que está em missão, mas fazendo a missão
a sua própria agenda. Mas aquela mulher
fez algo diferente. Ela não divide o
perfume, ela não administra
em pequenas parcelas, ela não o converte
numa moeda de reputação. Se for os
pouquinhos, as pessoas vão ver mais. Ela
não derrama sobre a sala para
impressionar a sala. Vou derramar na
cabeça de todo mundo.
Ela vai a Cristo. O perfume vai sobre
Cristo. A entrega é para Cristo. O gesto
todo tem uma só direção. Eu vou botar um
pouquinho na cabeça de cada discípulo
também para eles também se sentirem
homenageados.
Ela tem um alvo, ela tem um centro. É
para ele, para Cristo, somente para
Cristo. Isso é o que a beleza é,
>> né? Essa é o fluir da beleza nessa cena.
Não apenas o preço do perfume, não
apenas o rompimento do vaso, mas o
destino do amor. Todo o outro amor que
cairia sobre os outros seria só
transbordando de Cristo.
O centro é Cristo. Aqui precisamos
colocar a pergunta diante da alma.
Quando e quanto do que fazemos na vida
espiritual é realmente para Cristo? Não
é para o outro, é para o homem. Não é
porque o homem precisa para Cristo,
não para manter uma imagem, não para
cumprir uma função, não para sermos
vistos como pessoas sérias, piedosas e
espirituais, mas para Cristo.
Essa pergunta ela ela divide, ela corta,
porque nem todo serviço cristão nasce de
uma devoção cristocêntrica.
Nem todo culto nasce de uma
devoção crist às vezes nasce do medo de
ser inútil, nasce da pressão dos homens,
do hábito, da vaidade refinada, nasce da
culpa, nasce do medo de Deus não me
abençoar.
E Cristo não é honrado quando usamos o
serviço a ele para fugir dele.
Podemos estar ocupado demais com as
coisas cristãs para perceber que o
coração já não está sendo movido por
Cristo e para Cristo.
Podemos defender muito e adorar pouco.
Podemos trabalhar muito e depender
pouco. Podemos servir,
mas não vê a beleza.
Servir é belo. Misericórdia é eh eh eh
é mandamento. A a igreja precisa ser
edificada, a verdade precisa ser
ensinada, os necessitados, a igreja
precisa eh de sustento, tudo isso é
verdade, mas existe algo que não pode
ser perdido em tudo isso. Cristo não é
apenas a razão indireta do nosso
trabalho.
Ele é o alvo. Ele é o alvo, o centro, o
alvo do nosso amor. Todas as coisas que
você faz é por isso. Se servimos, eh,
ajudamos as outras pessoas, deve ser por
causa de Cristo.
Você viu o homem, porque o homem é muito
importante, porque é muito digno, isso é
humanismo.
Se ensinamos, deve ser por causa de
Cristo.
Se pregamos deve ser por causa de
Cristo. Se contribuímos financeiramente
deve ser por causa de Cristo.
Se permanecemos fiéis quando ninguém vê
o que estamos fazendo, dando, deve ser
por causa de Cristo. Tudo o que fizerem,
façam de todo coração. Paulo diz, como
para o Senhor e não para os homens.
Tudo, tudo é por causa dele. Essa
palavra é uma espada como para o Senhor.
Não para uma plateia, não para o
reconhecimento, não para a reputação,
para o Senhor. Façam para ele. Façam
como aquela mulher. Tudo que você vai
fazer amanhã, faça como derramando na
cabeça dele. Se não é digno de ser
derramado na cabeça dele, então não
faça. A mulher entendeu isso sem
precisar explicar.
Seu gesto era cheio de grande e boa
teologia. E talvez ela nunca tenha
escutado um sermão como você, como eu.
Não é teologia escrita simplesmente, é
uma teologia. Ela nos ensina a teologia
derramada em perfume,
teologia quebrada em alabastro, teologia
encarnada entrega. Ela estava dizendo
com aquele vaso, aquilo que muitos dizem
apenas com os lábios. Cristo, tu és
digno.
Eu não sei o que fazer para mostrar quão
digno tu és,
como eu te amo, como tu é o centro da
minha vida,
digno do do que custa, digno do que é
precioso. Tu é digno da minha vida,
digno de entregar tudo sem volta,
quebrar, digno de uma entrega
irreversível. Isso nos confronta porque
somos especialistas em oferecer a Cristo
aquilo que não ameaça o nosso centro.
>> Ele é digno, mas não de tudo, né?
Damos tempo, desde que não desorganize
demais nossas vidas. Damos dinheiro
desde que não interfira na nossa
segurança. E damos palavras desde que
não nos custem vergonha diante do mundo.
Depende da onde eu tô.
Dependendo da onde eu tô, não dou
palavras. Ele não é digno da minha
palavra porque vai criar problemas para
mim.
ou vai me envergonhar.
Damos obediência desde que não preciso
quebrar o vaso, eu posso voltar atrás.
Mas Cristo não nos amou assim, queridos.
Ele não nos deu a sobra da sua vida. Ele
nos deu a sua vida.
Ele não nos amou com amor administrado.
Não, não. Eu amo até aqui. Tudo tem um
limite. Qual é a pior coisa que existe?
A ira infinita do pai. Não, até aí não.
Você ser muito caro. Ah.
Ele não nos redimiu com cálculos.
Ele não se entregou simbolicamente
com palavras.
Ele não colocou apenas algumas gotas,
furou com uma agulha o dedo e pingou
três gotas de sangue. Disse: "Isso é
muito masso porque eles merecem". E era
mesmo
os uma gota do sangue de Cristo vale
mais que o universo.
Ele se deu, se deu inteiro, até a carne
ferida, até o sangue derramado, até a
vergonha, até a cruz, até a maldição
infinita, até o fim. Paulo entendeu isso
quando disse: "Fui crucificado com
Cristo. Assim já não sou eu quem vive,
mas Cristo vive em mim. A vida que agora
vivo no corpo, viva pela fé no filho de
Deus que me amou e se entregou por mim.
Tem cálculo aqui?
Se entregou.
Que frase que me amou e se você só
guardar essa frase todo dia, ele me amou
e se entregou por mim. Sempre que você
vier com um cálculo na tua mente, se
vale a pena, você pensa: "Ele me amou e
se entregou por mim". Não preciso
perguntar ninguém. Não preciso perguntar
ninguém se isso aqui é muito.
Qual o limite mínimo? Ele me amou e se
entregou por mim. Ele não só me ensinou,
ele se entregou por mim. Ele não só me
deu um exemplo, ele se entregou por mim.
Isso mata toda religião centrada no eu.
Mata meus cálculos do que eu recebo em
troca. Porque se ele se entregou por
mim, já não posso viver como se eu
pertencesse a mim.
Ele se entregou por mim, não posso
tratar minha vida. como uma propriedade
particular.
Se ele se entregou por mim, minha vida
inteira ficou debaixo da sua posta. Ele
entregou tudo por mim. Ele tem que ter
tudo.
Não sou eu quem vive. É a conclusão
óbvia do apóstolo Paulo. Essa é a morte
do centro antigo do ego, né? Cristo vive
em mim. Essa é a vida do novo centro. A
vida que agora eu vivo na carne agora,
não é no céu. Vivo pela fé no filho de
Deus. E quando Cristo se torna o centro,
tudo muda de direção, queridos. O
trabalho muda, a generosidade muda, a
oração muda, a renúncia muda, a
obediência muda. Não porque tudo fica
fácil, não fica, mas porque tudo passa a
ter um alvo maior do que nós mesmos.
A pergunta deixa de ser: o que isso fará
por mim?
A pergunta é: Cristo será honrado?
Será glorificado, quer pela minha vida e
também quer pela minha morte? Então tá
bom. A questão é se ele vai ser honrado
e passa a ser isso. Ele vai ser honrado.
A questão deixa de ser. Quem vai ver?
Ninguém estava quando Paulo foi
decaptado. Teve uma plateia. O grande
herói cristão agora morre para assinar.
Ele morreu sem ninguém ver.
Como João Batista, sabe? Alguém vai lá
na cela e cortou a cabeça do cara
[roncando]
e passa a ser, ele receberá. Deixa de
ser quanto eu perderei e passa a ser,
ele é digno de todas essas coisas. Ele é
digno? E essa pergunta que uma igreja
fria evita.
Ele é digno?
Não em tese, não no nosso cântico, não
no credo, mas na vida. Ele é digno do
seu tempo. Ah, eu tenho que fazer tempo.
Minha vidaada. Ele é digno. Ele é digno
da sua força. É digno da sua juventude.
Deus é digno. Cristo é digno do seu
dinheiro.
É digno da sua casa, da sua reputação.
É digno das decisões que você ainda
tenta manter fora
do sacrifício vivo. O sacrifício vivo é
teu mesmo. Tá tudo incluído. Não é? Se
eu sou o sacrifício vivo, meu casamento
tá incluído, eh, minha casa tá incluída,
minha família tá incluída, meu dinheiro
tem, tá tudo incluído. É eu que sou o
sacrifício.
Todos nós dizemos que ele é digno. Quem
aqui diria que ele não é digno?
Quem teria coragem de falar? Eu não acho
ele digno, não.
Mas o vaso mostra quando acreditamos
nisso. O vaso quebrado, o perfume é que
mostra, a entrega mostra. Aquela mulher
estava ali quebrando e mostrando o que
fazemos quando ninguém aplaude. Mostra.
Sempre haverá alguém para chamar amor de
desperdício, queridos, por não amar.
A gente acha estranho o que as pessoas
amam, que elas fazem. Eu falei há pouco
tempo que eu escutei mil, escuto sobre
alpinista de Everest eh eh K2, né?
Comecei a ficar especialista nisso.
Todos os feras morrem.
E você fica pensando, gente, por que que
as pessoas fazem isso? O lugar é alto
demais, é frio demais, o vento é vento
de furacão.
Lá não tem ar para respirar, as pessoas
morrem porque elas ficam meio loucas.
Tem gente que anda e pula anda pro
abismo, porque só com 303%
de ar, que é o que tem lá lá em cima,
né, na zona da morte, o cérebro entra em
colapso ou você está morrendo. O nome do
lugar é a zona da morte. Ou seja, o
seguinte, você tem que subir lá,
continuar subindo depois dos 7000 e
poucos metros, ir rápido no topo, ficar
10 minutos e descer rápido, quase todo
mundo morre na descida. Por quê? Porque
o cara já tá num bagaça. Ele fica muito
contente porque já atingiu o topo, faz
comemoração, tira foto, manda pra rede
social, todo mundo aplaude o cara e o
cara vai morrer. Todo mundo quase morre
na descida porque ele gastou tudo
subindo. Só que descer é difícil. Você
está sem ar, você está sem saúde, você
está na zona da morte. E a questão lá de
zona da morte não é porque você talvez
morra. Se você passar mais de ter tantas
horas lá, você vai morrer. Você já está
morrendo lá não tem coisas suficientes
para manter a vida. O corpo começou a
morrer quando você entrou na zona da
morte. Então, a questão é o seguinte:
suba rápido e desça rápido. Se começar
uma tempestade, se tiver neve, se tiver
um problema e você não puder descer,
mesmo que você fique paradinho com teu
casaco, você morre. Agora você pergunta,
então por que que as pessoas vão depois
que elas sobem? Elas querem subir os 14
picos acima de 8.000 que existe no
mundo. E elas fazem isso. Elas morrem
vez antes de no 14. Por que que elas
estão fazendo isso? Todo mundo sabe
depois que tu vai lá, quantas pessoas
vocês conhecem que fizeram isso?
Ninguém. Então, para que que elas
fizeram da vida delas, o amor delas, uma
coisa tão, tão louca, um lugar
desconfortável, 70º abaixo de zero ou
50º abaixo de zero, vento de furacão,
tudo pode dar errado, quase tudo dá
errado,
mas as pessoas vão, o amor sempre que
você fizer algo, porque você ama algo,
né? Isso aí é qualquer coisa, né? Não
estamos dizendo se a coisa amada é boa
ou ruim. Sempre alguém vai ver como
desperdício se ela não amar a mesma
coisa. Quem ama montanha entende. Eu
entendo. Quem ama subir montanha deve
achar, cara, que incrível, cara. O cara
subind na montanha, [risadas]
eu penso que loucura. Eu fico vendo aqui
na tela. Isso é tudo bom, né? Na tela eu
sempre falo isso. Adoro natureza. Na
tela não tem mosquito,
não tem. Porque a natureza mesmo tu tá
lá, vamos complicar, vamos, vamos, vamos
dizer qu esse mundo caído é espincardo
mesmo. É natureza te machuca, ter
carrapato, é complicado, mas na tela,
hum, na tela ainda mais hoje em dia, né,
4K assim, que natureza linda. Tudo tudo
é lindo,
mas sempre quem não ama vai achar
desperdício, vai dizer que você gasta
demais, entrega demais, zelo demais,
renuncia demais. Isso aí é dedicação
demais. É porque ele não ama. Se ele
amasse, não é? Então ele ia se dedicar,
ele ia ficar eh fica meses subindo uma
montanha, porque você não pode subir
não, porque se tu subir rápido, tu
morre. Tu tem que subir, ficar lá,
descer.
Aí depois subir mais, fica lá, descer.
Leva meses, às vezes dois meses, porque
o teu corpo tem que se aclimatar. Mesmo
assim, se tu não for rápido, morre. Mas
você tem que, o corpo tem que, você vai
até 6.000, fica em 6.000, aí desce para
4.000 de novo. Aí depois tu vai até
7.000, aí desce para 3.000 de novo. Até
o teu corpo se acostumando. Por quê?
Porque o coração tem que bater mais
rápido, porque o tem pouco oxigênio e
seu sangue fica grosso e o seu corpo se
não acostumasse, você vai morrer.
Então leva muito tempo. Mas as pessoas
vão dizer: "Isso é tempo demais. perder
dois dois meses de passar com a família
para ficar no morro, só tem neve lá.
Sempre haverá quem diga que você poderia
ter usado melhor a sua vida, poderia ter
pensado mais em si, poderia ter
preservado o vaso, mas o problema não
está no excesso do amor verdadeiro. A
Bíbl nunca vai dizer assim: "Olha,
cuidado com o amor, hein? Amar Deus
demais é problemático. Você pode passar
dos limites, pelo menos está na pobreza
da visão de quem não enxerga a dignidade
de Deus, a dignidade de Cristo. Quando
Cristo é pequeno, aos olhos da alma,
qualquer entrega é grande demais, dói
demais. Tem que ser muito cálculo.
Quando Cristo é um acessório religioso,
todo perfume derramado parece um
desperdício. Toda a vida parece está
sendo desperdiçada. Mas quando Cristo é
visto como ele é, nada dado parece
grande o suficiente. Paulo diz assim:
"Mas o que para mim era lucro, passei a
considerar perda por causa de Cristo.
Mais do que isso, considero tudo como
perda comparada a suprema grandeza do
conhecimento de Cristo Jesus, meu
Senhor.
Por quem eu perdi tudo, eu as considero
como esterco para que possa ganhar
Cristo." Isso não é poesia, querido.
Isso é uma nova contabilidade
espiritual,
sabe?
Antes de lucro, agora, antes era lucro,
agora é perda. Tudo que era lucro é
perda. Antes era troféu, agora é esterco
para mim. Agora você vê que são trocas
muito radicais, o que para mim era um
troféu, a coisa mais importante. Agora
para mim é esterco. Que que quem gosta
de esterco? Mosca.
Mas nada, né? Mas ninguém. Antes era
minha identidade. Eu era hebreu dos
hebreus. Eu, segundo a lei, fui fariseu.
Sou da tribo de Benjamim. A identidade
dele antes era isso. Agora nada diante
de Cristo. Eu sou o lixo do mundo. Paulo
não perdeu a razão. Ele ganhou uma visão
de Cristo. Ele realmente viu Cristo. Ele
realmente contemplou a beleza da glória
de Cristo. As antigas credenciais
perderam peso. As antigas glórias caíram
do trono. E é isso que falta a
cristianismo
nominal. Não falta apenas atividade,
falta uma visão de Cristo.
Porque ninguém precisa empurrar uma alma
fascinada por Cristo. Aquilo que mesmo
coisas estranhas como essas montanhas,
ninguém empurra as pessoas para lá, vão
porque elas querem. Elas querem.
E eu vi um dizendo assim: "Ele acabou
morrendo. Eh, não, quando eu vou pra
montanha eu já sei que eu posso morrer,
mas então eu já botei isso no cálculo.
O problema não é que Cristo exige
demais, o problema é que nós vemos muito
pouco de Cristo. Ele não parece uma
pérola de grande valor. Vemos pouco da
santidade de Cristo, vemos pouco da sua
glória, vemos pouco da sua majestade,
pouco do seu sangue, vemos pouco do seu
amor. Tudo é pouco para nós.
E porque vemos pouco, entregamos pouco.
Não perdemos tudo porque não vemos tudo.
Talvez não eh eh aquela mulher, se você
falasse com ela, ela ela viu o
suficiente para quebrar o vaso.
Talvez ela não soubesse explicar o que
você explica sobre Cristo.
Talvez ela não tivesse todos os termos,
mas sabia quem estava diante dela. Isso
bastava. Cristo estava diante dela. E se
Cristo estava ali, então todo o perfume
dela tinha um destino, Cristo. O vaso
tinha um propósito. A perda não era sem
sentido. Ela havia todo sentido. A
crítica podia vir e ela não se
importava. Há uma pureza nisso que quase
perdemos fazer algo para Cristo
simplesmente porque ele é digno,
sem transformar o ato no nosso
currículo, sem calcular qualquer tipo de
custo ou sem calcular qualquer retorno,
sem usar qualquer entrega como moeda na
próxima oração.
[roncando]
Somente para ele. Para ele. Essa é a
liberdade da adoração verdadeira, a
liberdade da verdadeira devoção.
Ela é livre, ela não é escrava de uma
plateia. Ela não é escrava de
reconhecimento.
Ela não é escrava da comparação. Ela não
é escrava do medo. Ela não olha pro lado
e eu vou fazer o que alguém já fez. Isso
que deu errado na análise de safira.
Eles só estavam querendo fazer o que o
outro tinha feito para também aparecer.
Eles não estavam fazendo por causa de
Cristo.
Ela é governada pela dignidade de
Cristo. E a dignidade de Cristo não é
que ela é grande. A dignidade de Cristo
é infinita. Uma vida finita não pode ser
digna, mesmo quando totalmente derramada
dele. Por isso, nada entregue a ele é um
desperdício. Mesmo que ninguém entenda,
mesmo que ninguém aprove,
mesmo que ninguém registre, mesmo que
pareça pequeno, mesmo que Judas começa a
fazer as contas de quantos pobres iam
ser alimentados.
Cristo sabe receber o que é feito para
ele. Isso basta. Cristo sabe que aquilo
foi feito totalmente para ele. Isso
basta. No fim, a pergunta permanece
sobre nós. Isso é para ele?
Sua doutrina é para ele. Seu trabalho é
para ele. Seu ministério é para ele. Seu
dinheiro é para ele. Sua casa é para
ele. Seu casamento é para ele.
Sua voz é para ele. Seu silêncio é para
ele, sua obediência é para ele. Ou
Cristo se tornou apenas um nome santo
que colocamos sobre uma vida ainda
centrada em si mesmo? sempre alguém
pronto a contabilizar o perfume dos
outros. Porque as pessoas não gostam só
de contabilizar os seus perfumes, não.
Elas querem também contabilizar dos
outros. Você vai dar isso? Você não
devia fazer isso não. Porque é assim que
todo mundo na sala começou a agir.
Alguém que não quebrou o próprio vaso, é
óbvio que vai dizer que todo mundo que
quebra o vaso tá fazendo algo demais.
[roncando]
Então ela começa a avaliar o vaso dos
outros. Alguém que não derramou nada
sabe calcular o que que o outro tá
derramando. Alguém que permanece frio
ainda encontra coragem para repreender o
coração que se expôs.
A cena
muda. O perfume ainda está no ar. O vaso
está sendo quebrado. Cristo está ali. É
algo que Cristo diz: "Ninguém jamais
deve esquecer. A mulher ainda está
diante dele." Mas já começou a
murmuração, queridos. Começou as pessoas
por quê? Olha a pergunta. Por que esse
desperdício?
Que ofensa a Cristo, né? Enquanto alguém
está homenageando Cristo da maneira mais
sublime, eh, começaram a ofender Cristo.
A pergunta parece sensata, parece até
madura, mas há perguntas que não nascem
da sabedoria, nascem da frieza, da
carnalidade.
Há perguntas que parecem defender os
pobres, mas estão incomodadas porque
alguém amou Cristo de uma maneira muito
livre,
de uma maneira que ela acha que não
vale. Nem toda crítica religiosa é zelo
pela verdade, nem toda prudência e
sabedoria. Às vezes a causa nobre é
apenas uma máscara, uma máscara.
Às vezes a indignação moral é a inveja
diante da devoção alheia. Judas começou
a fazer contas.
O perfume tinha um preço. A mulher não
pensou nisso, mas ele pensou.
O gesto tinha um custo. A mulher não
pensou no custo, mas ele pensou.
E Judas sabia fazer conta,
mas havia algo que Judas não sabia
fazer.
amar Cristo. Isso Judas nunca soube.
É por isso que ele foi capaz de dar um
beijo para traí-lo.
Ele sabia o preço do nardo, mas não
conhecia o valor de Cristo. Tem gente
que sabe o preço da sua vida, o preço da
sua felicidade, o preço da da sua do seu
conforto, mas não conhece o valor de
Cristo. Ele sabe avaliar o valor de
tudo, menos o valor de Cristo. E Judas
não sabia avaliar o valor de Cristo. Ele
avaliou um dia em 30 moedas.
Eh,
ele não sabia avaliar o valor de Cristo,
mas ele sabia avaliar tudo. Essa é a
tragédia possível dentro do
cristianismo. Saber avaliar as coisas e
não saber adorar. Saber administrar
recursos, mas não saber derramar o
coração. Saber falar dos pobres só para
desculpar o fato de que eu amo o
dinheiro.
A desculpa era bonita. Olha o que ela
foi dito. Este perfume poderia ter sido
vendido por um alto preço e o dinheiro
podia ter sido dado aos pobres. Bonito,
né? Dá até para abrir uma ong com essa
com essa coisa aqui. Mas a beleza da
frase não purifica a corrupção do
coração que não ama Cristo.
A causa nobre, né, mostra algo terrível.
pecado sabe usar coisas bonitas para
desvalorizar Cristo.
[roncando] O pecado sabe falar de
justiça, equilíbrio, responsabilidade,
sabe falar até de compaixão para com os
outros,
mas por baixo muitas vezes quer apenas
preservar aquilo que mais ama. É assim
que Judas está falando. [roncando]
A quem não entregue nada a Cristo e diga
que está apenas sendo responsável.
Há quem não evangeliza e diga que não
quer ser inconveniente. Olha só, são
palavras bonitas, não ser inconveniente.
Quem quer ser inconveniente, não é? Há
quem não sirva e diga que precisa se
preservar. Há quem critique o zelo dos
outros, porque o zelo dos outros
denuncia a sua própria alma. Quase todo
mundo diz isso. Ah, eu não posso
contribuir porque eu tenho que ajudar os
pobres. Pergunta quantos pobres a pessoa
ajudou.
A gente que usa intensidade como teatro,
mas essa não, né ponto aqui. Há uma
mulher que ama, uma mulher que entrega e
há homens religiosos que murmuram,
murmuram. Murmuram não com a entrega
deles, mas com a entrega do outro.
Imagina com a deles.
Então Cristo fala, sabe quando vozes
assim falam? Você tem que ouvir Cristo.
Ele diz assim: "Por que vocês estão
perturbando essa mulher?
Ela praticou uma boa ação para comigo.
Por que isso incomodou vocês?
Por que vocês estão se disfarçando isso
em bondade com os pobres? Por essa é a
primeira defesa. Ninguém ali, todo mundo
criticou ela. Só Cristo defendeu. Ela
praticou isso para mim. Foi a devoção
dela, foi o amor dela. Como vocês podem
se incomodar? Essas palavras p Jesus não
diz apenas ela teve uma boa intenção.
Ele não diz apenas, não sejam duro
demais, ela é infantil.
E Deus tá o seguinte: o que um homem faz
não é medido só pelo benefício que os
outros homens têm.
A medida de que o homem faz tem a ver
como ele fez isso para mim.
Ainda que você ache que isso não
beneficiou nenhum ser humano, os seres
humanos não são centro da vida, do
mundo.
Ela fez isso para mim.
Isso confronta a nossa maneira
empobrecida de avaliar o serviço
espiritual. Nós queremos medir tudo pela
utilidade
imediata,
por números, resultados, aprovação
pública, impacto nas pessoas.
Mas há atos que são belos simplesmente
porque são para Cristo.
Há uma oração que ninguém ouve, uma
renúncia que ninguém registrou, uma
oferta que ninguém notou, uma fidelidade
escondida. Os homens talvez perguntem:
"Que diferença isso fez?" Não fez
diferença nenhuma.
Que diferença isso fez? Nada. Eu fiz
para Cristo. Eu não queria fazer nenhuma
diferença no mundo, na vida, nas
pessoas. Eu só queria fazer algo para
Cristo.
Cristo pergunta: "Foi para mim? Ela fez
para mim. E se foi para ele, não é
inútil."
Portanto, meus amados irmãos,
mantenham-se firmes e que nada os
abalhe. Sejam sempre dedicados à obra do
Senhor, pois vocês sabem que no Senhor o
vosso trabalho não é inútil. Tudo que
você faz para o Senhor é útil. Por quê?
porque foi para ele.
No Senhor, essa expressão salva o
trabalho da vaidade e do desespero. Fora
do Senhor, até grandes obras são apenas
fumaça que eh eh eh polui no Senhor até
atos escondidos que ninguém vê são úteis
porque foram para ele. Cristo viu,
Cristo recebeu, Cristo nomeou, Cristo
defendeu. A segunda defesa vem logo
depois. Pois os pobres vocês têm sempre
com vocês, mas a mim não. Por que que as
pessoas sempre fazem isso? Ah, não, Deus
não. O pobre ele p uma coisa ou outra.
Por que que você não você só pode fazer
para o pobre se você
tiver alguma coisa que Deus não não
recebe? Jesus tá dizendo: "Os pobres
vocês sentem? Por que que vocês não
estão dando coisa para os pobres? Não é
por causa do do que ela está fazendo
para mim. Não é. Essa frase tem sido mal
compreendida, né, por corações duros.
Jesus é óbvio, não despreza os pobres.
Ele amou os pobres, marginalizados,
enfermos. Ele é generoso e nos faz
generosos. Ele não está colocando
adoração contra a misericórdia e nem
autorizando egoísmo, não é? Ele está
desmascarando uma falsa oposição.
Amor a Cristo e fazer outras coisas não
são incompatíveis.
O amor a Cristo dos faz mais generosos e
não menos
livres
e não presos. Mas usar os pobres como
desculpa para não entregar nada a Cristo
é perversão espiritual,
é encobrir o pecado, tentar fazer dele
algo belo. A mulher não estava negando
misericórdia.
Judas estava usando a linguagem da
misericórdia para atacar o amor dela por
Cristo.
Isso ainda acontece. O coração frio
adora e eh adora criar falsas escolhas.
Ou você faz isso para Deus ou para os
para não dá para fazer os dois.
Então eu ten que sempre escolher.
É tipo assim, eu amo a Deus, eu amo a
minha esposa. Eu não posso amar fazer as
duas coisas. como se o amor a Deus não
fosse ser derramado em amor pela esposa,
pelo esposo, ou pelas pessoas. Essas são
falsas escolhas. Ou Cristo ou os pobres,
ou a palavra de Cristo ou eu e eh e
ajuda a proclamar o evangelho, ajuda dos
pistas não posso fazer, né, na vida.
Então vou ter que escolher o que é mais
importante. Mas o evangelho não aceita
essas mutilações. Quem vê Cristo
corretamente aprende a amar a Cristo
e o que Cristo ama. Quem derrama o
perfume sobre Cristo não passa a
desprezar o faminto, mas ele não usa o
faminto como desculpa.
O problema não é amar o famino, o
problema é fingir amor a eles para
justificar a nossa falta de amor a
Cristo, ao evangelho.
Jesus disse que sempre haverá ocasião de
fazer essas coisas.
E essa frase também nos acusa, porque
muitos que criticam a entrega alheia
como dessa mulher não fazem nada.
Jesus disse: "Quem impediu você de fazer
o que você tá falando, Judas?" Você, né?
Você rouba o dinheiro.
Então ele não podia dizer: "Não derrame
o perfume, ajude os pobres". E Jesus tá
dizendo, "Quem disse que ela para
derramar o perfume não pode mais fazer
nada?
apenas
criticam quem serve. Cristo não deixa se
enganar por esse tipo de nobreza verbal.
Ele vê o coração. Então vem a terceira
defesa e a mais profunda. Quando ela
derramou esse perfume sobre o meu corpo,
ela fez a mim, ela ela o fez a mim para
me preparar para o meu sepultamento.
Estava poucos dias dele morrer.
Aqui a cena se abre. O gesto dela era
maior do que ela sabia. Quando você faz
algo realmente para Deus, você está
fazendo sempre algo maior do que você
acha que está fazendo. Ela não falou
isso. Vou ungir ele para o seu
sepultamento. Ela não pensou isso. Era
só adoração. Mas ela acabou fazendo
algo, Jesus tá dizendo, maior do que ela
mesmo podia imaginar.
Cristo viu a sombra da cruz. Ela não
podia ver, mas ele estava vendo sobre
ele. Ele pensou, está, ela pensou, está
entregando apenas uma devoção. Cristo
diz, há uma profecia no que ela está
fazendo.
Talvez ela não compreendesse,
certamente, mas Cristo compreendia. Isso
é precioso. Muitas vezes nossos atos de
obediência carregam mais significado do
que nós percebemos.
Nós vemos apenas o o gesto imediato.
Cristo vê a trama inteira. Nós vemos uma
oferta. Cristo vê a obra sustentada. Nós
vemos uma palavra, vê uma geração
tocada,
vê gente sendo salva. Ele vê o que a
gente não vê.
Não sabemos tudo que Cristo faz com
aquilo que entregamos a ele. Não
sabemos.
Esses dias quem tá conversando comigo,
eh, eu vi um ser como um se no no no
YouTube e eu estava decidido naquele dia
a me matar.
E a minha vida mudou completamente.
Você vê quando você bota esse celular,
você não imagina, você não sabe o que
vai acontecer, você não sabe, você não
sabe. Mas Cristo sabe. Aquela mulher
ungiu seus pés, ela não sabia, era só
devoção. Mas ele disse, ela está me
preparando para sepultura.
Ela está fazendo mais do que ela
imagina.
A nossa parte é obedecer. O que Deus faz
com essa obediência é problema dele.
A nossa parte é amar. A nossa parte é
fazer para ele. A interpretação final
pertence a ele mesmo. [roncando]
Isso consola quem se sente pequeno. Você
talvez não saiba o peso da sua
fidelidade. Você não precisa saber. Não
sabe o alcance da sua oração. Não sabe o
fruto da sua renúncia. Não sabe o que
Cristo fará com aquilo que hoje parece
simples. Mas ele sabe o que vai fazer.
Ele sabe que aquela mulher está fazendo
que nem ela sabe. E isso confronta quem
despreza a entrega alheia. Cuidado, você
pode estar chamando de desperdício
aquilo que Cristo ligou ao seu propósito
eterno.
Quem achava esse Saulo tá desperdiçando
a vida. Então estava contra o propósito
eterno de Deus, o que Deus decretou para
glorificar Cristo na vida de Paulo. Os
discípulos viram perfume derramado.
Cristo viu seu sepultamento.
Os discípulos viram perda. Cristo viu
uma preparação.
Os discípulos viram excesso. Porque não
foi só Judas, não, foi todo mundo.
Cristo viu o amor no lugar certo e agora
ele defende a mulher. Ela não fala nada,
ela não argumenta, ela não tenta se
defender das críticas,
ela não justifica o gesto dela. Cristo
responde por ela e isso é suficiente
para nós, que Cristo responda por nós.
Há momentos em que o amor verdadeiro não
precisa vencer uma discussão. Hum.
Precisa apenas permanecer diante de
Cristo. Foi o que aquela mulher fez.
vem do Senhor que sabe o que foi feito
para ele. Isso não significa que todos
os nossos atos eh estão certos só porque
alguém criticou, porque às vezes a gente
criticado porque fez as coisas erradas
mesmo, né? Não significa que teimosia
fidelidade, mas significa que quando
algo é feito por amor a Cristo,
com o coração rendido e submissão a sua
glória,
a palavra final não pertence aos
murmuradores,
nem que eles sejam discípulos de Cristo.
Pertence a Cristo. Quando Cristo chama
algo de belo, nada mais pode chamar de
feio sem ser pecado. Jesus disse: "O que
ela fez é maravilhoso".
Porque o perfume dela pertence a mim,
ela entregou para mim e a defesa dela
também. Então, a memória daquela mulher
não foi guardada apenas para ser
admirada, queridos. Como eu disse,
não está ali como uma história bonita e
distante. Vai ser a história da nossa
vida ou não. Deus nos livre. Que não
seja
uma pergunta que atravessa a sala,
atravessa os séculos, atravessa a
igreja. atravessa a minha e a sua
desculpa, atravessa a nossa teologia
correta e chega ao coração: "O que
fazemos é por Cristo."
Não é o que você sabe sobre Cristo,
canta sobre Cristo, defende o que você
faz, tudo é por ele. [roncando] Essa
pergunta pesa e deve. Cristo não está
distante de nós como mendigo de atenção.
Ele não precisa de um perfume derramado
na sua cabeça.
Ele não suplica por migalhas de devoção,
como se dependesse de nós. Ele é o
Senhor, é o Cordeiro, é o Rei, é o Deus
eterno, aquele diante de quem todo o
joelho se dobrará.
Mas esse Senhor comprou o seu povo com
seu sangue.
E aí que a pergunta se torna
insuportável. Imagine o crucificado
diante da consciência, não como uma
imagem eh fria,
um símbolo religioso, alguém distante.
Ele mostra suas mãos para nós.
Mãos rasgadas, mãos que tocaram
leprosos, mãos que partiram pão, mãos
abertas.
O seu coração foi furado por uma lança.
O lado aberto ele mostra a cruz. Não a
cruz como enfeite, não a cruz como
conceito, não a cruz como juízo, não a
cruz como nossa maldição, mas como a sua
maldição,
onde o justo sofreu pelos injustos.
Então a pergunta vem: "O que você faz é
para mim?"
Não porque sua resposta possa ser salvar
você. A tua resposta não pode te salvar.
Não porque sua entrega possa apagar seus
pecados, derramar todos os perfumes que
existem no mundo a um custo infinito,
não pagaria um pecado seu.
Não porque seu serviço acrescente algo,
à suficiência do sangue dele. Não, não
acrescenta nada.
Não acrescenta, mas porque quem foi
alcançado por tamanho amor não pode
continuar vivendo para si mesmo. É isso.
Essa é a questão. O evangelho não diz
apenas você foi perdoado. Diz também
você foi comprado. Não diz apenas você
escapou da condenação do inferno. Diz
você não pertence mais a si mesma. Esse
é o mesmo evangelho.
Não diz apenas eh Cristo morreu por
você. Ele morreu, ressuscitou, está
vivo.
E agora a vida que você vive, você vive
pela fé no filho de Deus, pois o amor de
Cristo nos constrange. É isso aí. Está o
amor de Cristo nos constrange não
apenas, ah, eu queria ser consolado pelo
amor, tá bom? É, a gente é consolado.
Não apenas informa. O amor dele nos
constrange
se ele nos consola, aperta a
consciência, quebra a neutralidade. Se
ele morreu por nós, então nós morremos
com ele.
Morremos para antiga posse. Morremos
para o eu. Morremos para a fantasia de
que Cristo pode receber apenas sobras da
nossa vida. Morremos e, no entanto,
olhamos para trás com honestidade.
Quantos anos de fé e tão pouco perfume
na nossa vida. Quantos cultos a gente
foi, quão pouca entrega. Quantas orações
e quão e quanta reserva para nós mesmos
ainda. Quantas doutrinas certas e com
pouco o coração quebrado. Quantas vezes
Deus sustentou quando tudo poderia ter
desabado. Quantas vezes Cristo foi
paciente com a nossa lentidão, com a
nossa lerdeza espiritual. Quantas vezes
a palavra nos feriu e nós cobrimos a
ferida com o remédio mundano para não
doer tanto.
Nós recebemos muito, muito. Graça sobre
graça. Da sua plenitude temos recebido
graça sobre graça. Perdão. Ah, se Deus
tivesse nos perdoado uma única vez seria
incrível, mas seria totalmente inútil.
Nós recebemos perdão sobre perdão sobre
perdão, paciência sobre paciência,
livramento sobre livramento.
Entregamos tão pouco. Essa devia ser
nossa única frustração. Não, quanto eu
devo entregar? Será que eu tô dando
muito? seria a nossa força tivesse eu
recebo tanto.
Mesmo quando entregamos muito, ainda é
pouco.
Mesmo quando trabalhamos ainda há tanta
mistura no nosso trabalho, há tanta
mistura na nossa oração, há tanta
mistura na nossa entrega. Mesmo quando
obedecemos, ainda há tanta demora. Tem
pessoas que pensam que demorar não é
desobedecer.
Ah, não sei que Deus quer isso, mas eu
eu estou esperando um tempo. Eu estou
esperando isso acontecer. Estou
esperando aquilo acontecer. Essa pessoa
está desobedecendo, não tá esperando
nada. Imagina se você falasse pro teu
filho assim: "Filho, vem cá, vai na
padaria e compra pão". Aí o filho
responde assim: "Pai, eu vou na semana
que vem. Você achar que ele te obedeceu?
Que isso, moleque? Que história é essa?
Vai na semana que vem? Você vai para dar
agora? As pessoas fazem isso com Deus.
Não, eu sinto, mas daqui um tempo eu tô
tô me preparando. Como se preparando?
Esse isso que a pessoa tá dizendo, tá se
preparando? Tá, tá, tá desobedecendo.
Meu filho não me obedece quando faz o
que eu falei para ele fazer daqui a um
mês. Ele só me obedece se fizer agora,
na hora que eu estou falando. Arruma o
seu quarto. Ah, mês que vem eu vou
arrumar. Como assim mês que vem você vai
arrumar? Não tá obedecendo não. Que eu
preciso de um tempo para me preparar.
Preciso preparar. Você precisa ir pro
quarto e arrumar ele. Tá bom. Uma
bagunça. Isso é obediência. Não deixar
para amanhã não é obedecer, não é adiar
obediência, é desobedecer.
Essa é talvez uma das maiores tragédias
da vida, sabe? Acostumar-se com tudo que
Deus é, com a cruz e achar que realmente
pode fazer essas coisas.
O que você está fazendo para derramar o
seu amor e eh aos pés de Cristo como
aquela mulher hoje? Não amanhã, não,
semana que vem, hoje, não quando houver
mais tempo, não quando todos aprovarem,
não quando o teu medo diminuir, não
quando tua fé se tornar uma montanha,
não agora, enquanto ela é uma um grão de
mostarda,
que vaso ainda está na sua mão. Pode ser
seu conforto, reputação, dinheiro, seu
tempo, sabe, né? Qualquer coisa não,
amanhã, depois da amanhã, isso é
desobedecer. Amanhã, amanhã é
desobediência.
Não pergunte: "Eu sou obrigado". Essa
pergunta já é uma ofensa para Deus. Eu
sou obrigado a amar a Deus.
Pergunte: Cristo é digno? e ele é digno.
E essa pergunta também deve cair sobre a
igreja, porque somos uma igreja com
muitos eh eh eh eh
recursos nos nossos dias e pouco sangue,
poucos, sabe, pouco ardor.
Nunca uma geração foi tão informada como
a nossa. Eh, muita análise, muito tudo.
Sabemos organizar, planejar, debater,
corrigir, sabemos defender tradições,
criticar quem está e derramando muito e
aquele zelo que não vive esperando com
condições per Se você esperar as
condições perfeitas para obedecer a
Deus, sabe quando você vai obedecer?
Nunca. Se você esperar que o seu
casamento fique perfeito para obedecer,
vai obedecer ele nunca. Se obedecer,
esperar que a sua vida esteja perfeita
para obedecer, não vai obedecer ele
nunca. Você tem que obedecer agora.
Obediência é sempre agora.
A igreja não precisa de menos verdade,
mas ela também precisa da verdade
incendiando o coração.
Só mais verdade não basta. Precisamos de
uma visão mais alta de quem, queridos?
De Cristo.
O céu canta diante de quem? E eles se
prostraram diante de Cristo. Cantaram
diante. É isso que você faz. Você vive
diante de Cristo. Tu és digno. Digno
porque foste morto. Você vê eh eh as as
razões que eles estão dando quando estão
cantando. Tu és digno porque foste morto
e com teu sangue compraste homens de
todas as tribos, línguas e nações. É por
isso que tu és digno. Tu és digno. Esse
é o cântico do céu. Não vai ser o nosso.
Tu és digno. Digno quando obedecer custa
muito. Digno quando ninguém vê. Tu é
digno quando criticam. Tu é digno quando
o vaso é precioso, digno quando a
entrega aparece uma perda aos olhos do
mundo, digno quando só tu entende,
ninguém mais entende. Todo mundo só
critica.
Mas o feixo não é a culpa seca, é graça.
Sempre graça, porque nosso amor nunca
nasce do nada. Ou ele nasce da cruz, ou
ele não nasce.
E a mulher quebrou
porque Cristo quebrou-se na morte. Ela
derramou o perfume porque ele derramou o
sangue. Ela deu o que tinha de precioso.
Cristo deu a si mesmo. Nada é
comparável. Ela foi defendida por ele.
Nós somos salvos por ele. Quem vai
testemunhar nosso favor no céu como
testemunhar a favor dela é ele. Não
porque mereçamos, mas porque ele pagou.
Por isso, não entregue por medo.
Não entregue por cálculo.
Não sirva para comprar favor. Não quebre
o vaso para ser visto, mas porque ele é
digno. Não pergunta qual o mínimo que
você deve fazer. Ele não é digno disso.
Agora a pergunta fica diante de nós. Não
diante de outra geração, não diante de
outra igreja, não diante de cristãos
mais fortes.
Ainda tem vasos inteiros demais na nossa
vida, queridos. E nós devemos
quebrá-los. Não amanhã, não daqui a um
mês, não quando estivermos prontos.
Agora qualquer coisa sem ser o agora é
desobediência. é dizer agora ele não é
digno.
E isso é dizer que ele é indigno daquilo
que devíamos estar derramando aos seus
pés. Vamos ficar de pé. Obrigado, Deus
por esta noite. Obrigado por esta manhã
que estivemos juntos. Leve-nos na tua
paz. nos dê a graça, Senhor Pai, de ter
um coração assim como dessa mulher,
como daquela outra mulher também na casa
de Simão, que tu que também quebrou um
vaso nos seus pés e molhou o seu o seu
os seus pés com lágrimas, enxugou com
seus cabelos. Tu disse que ela muito
amava porque muito tinha sido perdoada.
Que nós sejamos assim, Deus, que tudo em
nós seja muito, porque muito fomos
amados, perdoados,
muito temos recebido de uma visão cada
vez maior de Cristo. Que essa seja a
única razão e que essa seja a única
razão suficiente para mover tudo em
nossa vida. Em nome de Jesus.
Santo Deus, eu me aproximo [música]
sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
nos [música] pequenos pensamentos,
[canto]
nas palavras que eu soltei.
Teu espírito me [música][canto] chama,
confessa.
E eu confessei,
[música]
não escondo minha culpa,
não maquio [música][canto]
minha dor.
Contra ti eu pequei
contra [canto][música] o teu santo amor.
Mas que atos minha raiz,
um [música][canto] querer desalinhado.
Eu preciso de [música] limpeza. Eu
preciso ser [canto]
lavado.
Cordeiro, minha justiça, [música][canto]
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [canto]
me rendo ao teu final.
Jesus
[música]
tem misericórdia. [canto]
Jesus,
[música] vem me [canto] purificar.
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar.
[grito]
Minha [música] única defesa [canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
Eu [música] descanso [canto] no teu
amor.
>> Tua misericórdia [música]
é melhor.
[música] Tua misericórdia
é [canto] meu lar.
>> Rei dos reis, eu me [música] prostro.
Tu és [canto] luz e eu sou pó.
Quando eu [música] tento ser neudo, eu
não terco em mim só. [música]
Autonomia [canto] é mentira,
autossuficiência
[música]
também.
Tu és fonte, tu és vida.
Sem [música] ti nada me sustém.
Eu
não [música] venho com rico,
venho [canto]
com mãos sem [música] ter. Não confio no
meu choro, nem no meu [canto]
vencer. Eu confio na firmeza do [canto]
teu pacto, ó [música] Senhor.
Tua aliança é selada no cordeiro
[canto]
redentor.
[música]
Restaura minha alegria, [canto]
tua [música] salvação em mim.
Sustenta-me com espírito
[canto] pronto até o fim. [música]
Jesus
tem misericórdia. [música]
Jesus
vem me purificar.
Teu sangue fula mais alto que o [canto]
meu pecado a gritar.
A minha única [música]
defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça. [canto]
Eu descanso [música]
no teu amor.
Inclina [música][canto] o meu coração.
Ensina-me a obedecer.
>> [música]
>> Dá-me um espírito pronto, mais doce do
meu [canto] querer. Guarda-me na
tentação,
na rotina [música]
e na aflição.
Tua graça me carrega,
tua mão me põe [música]
de pé
no chão.
นี้ [música]

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