O mundo lembra errado | Josemar Bessa
08/06/2026
O mundo lembra errado | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
As pessoas são frustradas, elas esperam coisas, esperam aquilo que as coisas não podem dar. É óbvio que isso traz frustração, mesmo se a coisa da qual eu espero fosse perfeita. Nós temos algo que é fundamental para a vida, que é o sol. O sol é maravilhoso, uma criação de Deus. Mas se você quisesse que amanhã os raios do sol falasse palavras de conforto para você, você vai ficar frustrado com o sol. O sol faz tudo que ele tem para fazer, mas isso não inclui confortar teu coração, não é? Ele não foi feito para isso. Ele não foi feito para fazer mais do que ele mesmo faz brilhar. Então, se você esperar dele, o que ele faz é incrível, não é? por anos que nós não podemos contar, mas se você esperar dele mais do que ele pode amanhã, então você vai se frustrar com o sol. Agora imagina no mundo caído, nós esperamos das pessoas coisas que elas não podem dar: descanso, identidade, eh alegria, paz. Esperamos coisas. É óbvio que quando nossas esperas são assim, elas são a a a fábrica de frustração. E aí nós culpamos todo mundo pela nossa frustração. Não, não, não. Se eu espero amanhã palavras de consolo do sol, eu não posso depois que ficar frustrado para o sol, não é? Porque eu eh pedir dele o que ele não pode me dar, pedir da criação, isso, qualquer coisa assim de qualquer parte da criação, é uma máquina de frustração. E então todo mundo é frustrado com o seu trabalho, com o seu casamento, com seus relacionamentos, com suas amizades, com a igreja. O cara é frustrado com tudo. Ele estava esperando de tudo algo que aquelas coisas não podem dar a ele. Como ele não tem, não é? Então ele atribui a todo mundo, não é? A vida dele é assim por causa da carreira, a vida é assim por causa do trabalho, é assim por causa disso, daquilo, daquilo outro. Agora isso é tão eh eh tecido no nosso ser, que até aquilo que nós podíamos pensar ser uma frustração boa, não é, que é o servir a Deus. [roncando] Ah, as pessoas são frustradas, são frustradas com a sua vida espiritual. Isso devia ser algo bom, né? Mas o problema é que quase toda a frustração espiritual é a mesma frustração com as coisas. As pessoas esperavam do seu ministério, do que fazem para Deus, que dessem a ela aquelas coisas. E elas esperavam que isso fosse de uma determinada forma para ela tirar daquilo uma satisfação. Eh, essas coisas também não podem dar. Na verdade, nós vamos ver que se há há alguma frustração espiritual em mim, a única legítima seria fazer tudo, tudo, tudo para a glória de Deus e depois pensar, ainda assim, Deus merecia muito mais. Mas não é assim que é a frustração, né? Então, a gente não vai falar sobre frustração de maneira geral, não. Vamos falar simplesmente que a vida espiritual devia ser tudo o que ela tem que ser. Não importa se nós vamos falar para um milhão de pessoas, para uma, se vamos ser relevantes para para o mundo, para a história, porque tudo isso são frustrações humanas, mundanas, mesmo trazidas para o o reino de Deus. O que Deus quer de nós, aquilo que realmente a vida espiritual deve ser, não é? Não tem nada a ver. E as frustrações que há na vida espiritual das pessoas não tem nada a ver com a verdadeira relação com Deus, porque Deus tem uma mente muito diferente da mente do mundo e muitas vezes paraa nossa vergonha da nossa. Então, em Mateus 26:13 temos um versículo que nos diz o que é uma vida que não é frustrada espiritualmente e o que você precisa não e não é nada do que as pessoas dizem que precisariam. Se eu tivesse isso, se eu tivesse uma oportunidade, se eu tivesse isso, se eu tivesse sido eh reconhecido assim, então minha vida espiritual ia ser assim, eu ia fazer coisas para Deus. Diz assim: "Eu lhes asseguro que onde quer que este evangelho for anunciado em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória." Mateus 26:13. O mundo lembra, queridos, mas o mundo lembra errado. Querer ser lembrado como o mundo lembra é um erro, porque o mundo lembra errado. Nós lembramos o quê? De tronos, guerras, impérios, nomes pesados. Mesmo quando falamos do reino de Deus, estamos pensando com essas categorias. O mundo lembra que homens eh naqueles homens que pisaram multidões para deixar suas marcas gravadas na na história. O mundo lembra errado, lembra monumentos que prometiam eternidade, mas que agora são apenas poeira organizada, não é? Poeira decade. As pirâmides do Egito feita para os grandes faraóis. Não temos a menor ideia do que ele, quem eles eram, tá aquilo velho lá. O mundo lembra errado porque mede grandeza pelo barulho. Nós medimos vida espiritual assim também. Portanto, essa frustração com a vida espiritual nada mais é do que mundana. Ah, o mundo mete as coisas pelo tamanho, pelo brilho, pela quantidade de olhos que enxergam, pela força econômica, pela capacidade de impressionar. Mas o céu lembra diferente. O céu tem outra balança. O céu tem outra medida. Não tem nada a ver com as balanças do mundo. O céu tem outro senso de glória. Nada é mais glorioso para do que a cruz para o céu. Mas o mundo acha nada glorioso na cruz. O céu não confunde ruído, barulho com peso, não confunde visibilidade com valor. A ideia de que a quanto mais visibilidade, mais valor não confunde aplauso. Com a eternidade os aplausos do mundo acabam a cada geração, todos na sepultura. O que foi aplaudido e os que aplaudiram, então são totalmente esquecidos. Por isso o evangelho é tão estranho. Todos os evangelhos são estranhos para a carne. Porque os evangelhos eles não se comportam como os outros livros que você escreveria, que o homem escreveria. Eles não colocam. Você vê que eles tinham tinham um mundo incrível à sua volta de acontecimentos. Mas você não vê o evangelho gastar tempo falando sobre César. Não coloca César no centro, não fica contando a história de César e as coisas incríveis que César fazia, as multidões que cercavam César, o seu poder que dominava um mundo conhecido. Os evangelhos falava sobre isso até eh eh eh naturalmente os cristãos querem falar sobre coisas que que estão acontecendo como se elas fossem grandiosas, coisas do nosso tempo. Mas os evangelhos não fala nada sobre César. Eh, o evangelho não tá deslumbrado com Herodes, não fica descrevendo Herodes, não gasta tempo eh contando como era os palácios, descrevendo os salões do poder. Eles passam por cima de tudo isso, mas eles passam também por cima de todas as cerimônias no templo, a sua grandiosidade. Eles vão passando por cima de todas essas coisas, mas de repente o céu para diante de uma viúva que tá colocando uma moeda, uma mulher pobre, uma duas pequenas moedas, nenhum olho na economia humana olharia para aquilo. Que importância. quase nada aquilo é os olhos da religião vaidosa ou das pessoas que acham que importante e no mesmo na vida espiritual é fazer coisas grand essa mulher grande pro céu. Em vez de ela viver uma vida frustrada, só posso dar duas moedas, nunca pude fazer nada grande. O céu chama atenção para ela. Ninguém viu, mas Cristo viu. viu que ela não deu o que sobrava, ela deu vida, viu que no céu duas moedas podiam pesar mais do que tesouros entregues, que não faz nenhuma diferença na vida da pessoa, não lhe custa nada de verdade. E agora, novamente, o céu para diante de uma mulher, igual com essa viúva. Ela entra, atrás de um vaso, quebra o vaso, derrama o perfume, de repente a casa se encheu de um aroma, de um cheiro incrível. Mas não apenas a casa. Você vê, ela encheu a história com aquele perfume. Encheu a história, chegou até hoje. Que cheiro persistente e maravilhoso. Cristo toma aquele gesto e prende ele ao avanço do evangelho. Aquele gesto parece muito com o evangelho. Ele eh eh não como um detalhe pequeno, ah, uma coisinha que aconteceu, uma curiosidade no no evangelho. Não, não, mas como memorial, como algo importante, como algo que deve ser chamado atenção. Onde o evangelho for pregado, aquilo também será contado mais do que o que os 70 fizeram. Tá vendo isso aqui? Ficou lá. Que frase, né? Que frase. O filho de Deus liga a memória daquela mulher a pregação do evangelho mundial para sempre. O nome dela pode desaparecer da boca de muitos, na verdade, né? Mas o ato dela não desaparece. O perfume não ficou só naquela sala. Isso é grande. Um perfume que atravessa os séculos, atravessa a história, atravessou e ainda fala. E o que ele fala às vezes não é bom a gente ouvir, simplesmente é bom porque a gente precisa. Mas o que ele fala acusa a nossa frieza. Não venha falar em eh frustração espiritual quando o que está em nossas mentes é o mesmo que o mundo tem como grandeza. Ainda mostra que o céu vê aquilo que a terra despreza. Mostra o que a vida espiritual significativa é. Isso precisa nos machucar, precisa nos ferir. Nós somos treinados a desejar uma memória. Queríamos ser conhecidos, mas queríamos ser conhecidos de uma maneira errada. Porque fomos grande, porque fomos grandes pregadores, porque fomos grandes nisso, fomos grandes e eh eh eh eh em alguma área da vida. Fizemos coisas que as pessoas tiveram que notar, porque o que nós fizemos eh era impressionante. Queremos algo que alguém perceba. Queremos ser percebidos. Queremos que alguém confirme que a nossa vida não foi uma coisa sem sentido, não foi uma uma página em branco. Nós deixamos nossa marca e essa fome por reconhecimento é uma prisão. Ela é elegante. Você vê que ela pode parecer até espiritual. Ah, minha vida espiritual ficou tão frustrada porque eu senti que Deus queria coisas grandes para mim. Queria essa mulher aqui é grande. A mulher das moedinhas é grande. Ele quer coisas grandes. O problema é que a ideia dele de grande a tua é totalmente diferente, porque não há nenhum impedimento de você ser como essas mulheres. Você não pode contar uma história que diga que a você não pode ser. E essa fome por reconhecimento, então, é uma prisão elegante. Ela entra na na no na na religião, no serviço, na generosidade, na oração, na pregação e até nas suas lágrimas. Se nós achamos que as pessoas deviam ver nossas lágrimas e pensar: "Olha só que coração, podemos servir a Deus e ao mesmo tempo, querer ser vistos servindo a Deus. Não queremos bem servir a Deus. Queremos que as pessoas nos vejam servindo a Deus. Se as pessoas não nos verem servindo a Deus, de que adianta servir a Deus? Fico frustrado. Podemos falar da glória divina como uma alma ainda viciada em glória humana. Podemos falar de frustração quando nada mais nossa frustração é pecado diante de Deus. O coração humano sabe transformar devoção em espelho, sabe usar sacrifício para construir sua reputação. Sabe fazer obras que tem um cheiro de si mesmo, um cheiro de eu. E essa mulher não aparece assim. Ela não entra para ser vista. Ela não quer ser vista. Ela não entra para construir uma imagem que impressione, não entra para disputar um lugar, ela entra por uma razão. Ela ama, ela ama muito. E o amor verdadeiro às vezes age antes de preparar um discurso para ser ouvido. Ama antes de calcular que efeito isso vai ter. Se eu fizer isso, o que que que as pessoas vão pensar? Como as pessoas vão reconhecer? Será que elas vão reconhecer isso? Age, o amor age antes de pedir licença ao medo. As pessoas vão reagir mal. Ela não parece preocupada em parecer para as pessoas uma pessoa equilibrada. Não parece preocupada em ser compreendida, não parece preocupada em proteger o próprio nome. O nome de Cristo bastava. Se alguém vai achar que eu sou desequilibrado, exagerado, não importa. Ou seja, ela nem se preocupava com as pessoas me viriam positivamente, nem como as pessoas me viiam negativamente. Isso é raro, porque quase sempre queremos Cristo e mais alguma coisa. Servir a Cristo e mais o reconhecimento. Servir a Cristo e mais aquilo que nós chamaríamos de relevância. Não queremos só servir a Cristo. Cristo mais aprovação. Queremos Cristo mais reputação. Queremos Cristo mais controle dos efeitos do nosso servir a Cristo. Queremos a garantia de que a nossa entrega será bem interpretada pelos outros. As pessoas não vão achar que eu sou maluco, que eu estou jogando minha vida no lixo. Mas o amor daquela mulher rompe essa lógica. Ela traz o que tem. Ela quebra tudo que ela trouxe, ela derrama sobre ele e aca aceita o risco de ser mal entendida, mal interpretada. A sala e mede o vaso, mede o preço, mede essas coisas. Nós vamos ver. Mas Cristo só mediu uma coisa, o amor. A sala calculava o preço. Quanto isso valia, que absurdo esse esse gasto. Cristo recebe a devoção do coração dela. [roncando] A sala enxerga então desperdício. Que desperdício? Desperdí, não era necessário. Cristo enxergou beleza. Você vê que a sala e Cristo vem coisas diferentes. O mundo e Cristo. Infelizmente às vezes a igreja em Cristo. Aqui está a diferença entre a carne e o céu. A carne pergunta: "Quanto custou o perfume?" O céu pergunta: "De onde veio." Veio do coração. Veio do amor desmedido? A carne pergunta: "Quem viu?" O céu não pergunta isso. Quem viu? Pergunta para quem foi, para quem foi derramado isso? A Carne pergunta: "Qual foi a utilidade? É útil quebrar um vaso de perfume caro no pé de alguém? Isso é útil." O céu pergunta: "Havia amor por Cristo ali? Havia devoção? Havia paixão? [roncando] Isso não significa que Deus despreza a sabedoria. Não significa que zelo deve virar eh eh desordem, mas significa algo que precisamos ouvir com mais temor ou com todo temor. Há uma prudência que é apenas covardia batizada. Não, temos que ter cuidado para as pessoas não acharem que nós somos exagerados. Ou então a palavra que as pessoas têm eh horror hoje fund vão pensar que eu sou fundamentalista. É um equilíbrio que é apenas amor frio com boa educação. Queridos, a gente gosta de botar nome melhor. Há uma economia espiritual que parece madura, mas é apenas um coração tentando entregar pouco só para não parecer ingrato, mas não de uma alegria profunda do coração. Eu não quero parecer ingrato, mas também não quero exagerar. Cristo vê, vê o que fazemos, mas vê mais do que isso, muito mais do que fazemos. Você vê que ele olhou paraa viúva com duas moedas, olhou para essa mulher com um perfume caríssimo. Ele vê porque fazemos, vê para quem fazemos, vê se a oferta é ou perfume da alma ou propaganda. Ele vê se o vaso foi quebrado ou o vaso estava sendo exibido antes de ser quebrado. Isso deve nos fazer tremer, porque é possível ter uma vida cheia de atos espirituais, supostamente, né, religiosos, mas nenhum perfume [roncando] para Jesus. Jesus estava vendo outras coisas, sentindo outros aromas. Aquela sala viu o perfume, pensou no preço, pensou nessas coisas. É possível frequentar lugares certos e dizer palavras certas, defender as doutrinas certas e participar de todas as causas certas e ainda assim ficar com um vaso inteiro para você mesmo. Inteiro demais, protegido demais, calculado demais, prudente, entre aspas, demais. Essa mulher, ela aparece como espelho para nós nesta noite, no pouco de vida que nos resta. Não como um ornamento de uma história bonita, um detalhe pitoresco aqui. Ela aparece para nos perguntar sem dizer uma palavra. Essa mulher todo dia fala conosco. Ela pergunta assim: "Onde está o seu vaso? O que você vai quebrar diante de Deus? Como você vai demonstrar seu amor por ele hoje? O que ainda é precioso demais, que você não derramaria aos pés dele? Porque você acha isso muito importante. Você não pode perder isso. O que, o que é que você não derramaria? Você acha que é caro demais? Tem alguma coisa que você acha caro demais para colocar os pés dele? Que parte da tua vida permanece intacta e você nunca quebrou alegremente? Enquanto sua boca canta, tudo entregarei. Quais coisas não foram quebradas, não foram entreguas? O evangelho não produz apenas pessoas informadas. O evangelho produz adoradores, não produz apenas gente correta. A, o evangelho produz corações rendidos, produz homens e mulheres que viram tanta beleza e beleza suficiente em Cristo para perderem a vergonha de amá-lo, para perderem o medo de perder algo na vida, para parar de calcular o que poderiam fazer se não quebrassem aquilo aos pés dele. E o gesto dela combina com o evangelho, porque o evangelho também é uma história de entrega, de alguém que entregou tudo. O gesto dela é chamado atenção, o mundo não lembraria, mas porque ele parece muito com o que o próprio Deus fez e faz, mas com uma diferença infinita. Hã, ela quebrou o vaso. Cristo quebrou o seu próprio corpo. Partiu o seu corpo. Ela derramou o perfume, ele derramou o sangue, seu precioso sangue. Ela foi criticada porque amou demais, gastou demais, desperdiçou demais. Cristo seria esmagado por amar até o fim, até o inferno. Ah, criticado por amar demais. Ela ofereceu algo precioso. Cristo ofereceu ele mesmo. O que pode ser mais precioso, queridos, mesmo pro homem a sua própria vida. Mas agora estamos falando sobre a o próprio Deus. Por isso, o amor dela é resposta ao amor de Cristo. Por isso que quem é perdoado muito ama, porque esse amor é uma resposta ao amor. O amor dela é só um eco. O amor verdadeiro é dele. O amor dela não é fonte. O amor dela é fruto do amor de Cristo. O amor dela não é a raiz. A graça veio primeiro. Ele nos amou em Cristo e nos predestinou para sermos conforme a sua imagem. O amor dele é que é o a origem, o original que derrama. A graça veio primeiro, Cristo veio primeiro. O amor eterno veio na eternidade. A cruz estava no centro antes que o vaso dela fosse quebrado naquela sala. Aquele vaso quebrado era só um pequeno eco desse grande amor. Ninguém ama Cristo assim sem antes ter sido alcançado. E muito ama porque muito foi amado. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. Ninguém derrama perfume assim sem antes ter sentido. Por que que ela não achava precioso demais, caro demais aquele perfume? Porque ela já tinha sentindo o perfume da graça. Ah, esse perfume, querido, faz todos os perfumes da terra com seus valores e significar o mundo não me ama. E daí eu fui amado por Deus na eternidade. Olha que perfume. Esse outro perfume aí não é nada. barato. Ninguém se entrega como ela se entregou aqui, sem antes ter sido vencida pela entrega de Deus, pela entrega do filho de Deus, de si mesmo. Por isso, essa memória permanece, não porque aquela mulher fosse grande em si, mas porque seu gesto mostra que a graça faz quando ela atinge realmente o coração. Você vê que todos podem viver uma vida espiritual grande, queridos. Ela não tem nada a ver com grande, como o mundo lembra, como o mundo acha que as coisas são grandes. Se não temos uma vida espiritual assim, não foi falta de oportunidades, porque não me reconheceram, porque eu não tive, não foi nada disso. Mostra uma alma liberta de qualquer cálculo pequeno. Ela não tava fazendo os pequenos cálculos, era melhor, não era melhor dar metade do perfume, porque a coisa mais triste é quando as pessoas pensam assim: "Quanto eu tenho que dar?" Não dá mais nada. Sabe se você tá contando os centavos mais e menos, não dá nada. É melhor ouvir assim, pegar como seu o seu o versículo preferido, o que Pedro falou paraa Ananias, não era teu dinheiro. Você não podia ter ficado com tudo. Por que vocês vieram com essa mesquinha, com esses cálculos? Vocês estavam querendo outra coisa. Por que não ficaram? Por que não ficaram com o terreno? Por que não ficaram? Porque vocês ficar. Mostra uma alma liberta do cálculo pequeno, liberta da necessidade do do reconhecimento, liberta também no medo da crítica, porque quando nós queremos muito reconhecimento, nós também nos apavoramos com a crítica. Liberta da tirania, do que que as pessoas vão pensar. Muitas pessoas podem me criticar por eu quebrar o vaso lá naquele dia. Liberta para amar Cristo diante do mundo frio que não o ama. diante de gente que vai dizer: "Isso que tu tá fazendo é um desperdício de vida". Mas você tá livre para amar Jesus na frente de olhos frios que não vão te aplaudir, que não vão reconhecer, que vão achar que você tá fazendo uma grande bobagem. Esse é o tipo de memória que o céu guarda. O mundo guardaria histórias do César, do Herodes. Essa não é a memória inflada do ego humano. Não é a memória que constrói torres para si mesmo. Não é a memória que faz até da sua vida espiritual um palco e fica frustrado se ela não é um bom palco. é a memória de um amor que se esqueceu de si por causa do amor de Cristo. É isso. E talvez aqui esteja uma das perguntas mais sérias que podemos fazer. O que o céu está guardando nossa vida? Não é o que os homens comentam, queridos. O céu lembra, mas não lembra o que tá todo mundo lembrando de você e que você acha tão importante que as pessoas lembrem. O céu não está guardando os números. Não há uma lista lá com qu qual são os números dessa pessoa com as estatísticas. O o score dela ele não lembra da aparência, do que a aparência sugere, do que a reputação protege. O céu só lembra uma coisa, o que Cristo vê. E Cristo vê coisas que as pessoas não estão vendo. Ele vê o coração da mulher das duas moedinhas e ele vê o coração dessa mulher desse vaso caríssimo. Ele vê. E é só isso que o céu lembra. O céu não lembra do que a terra vê e registra. Ele só lembra do que ele mesmo vê. Ele quando ouve a entrega, ele a pergunta é a perfume, a entrega. Há amor. O vaso foi quebrado. Há alguma coisa feita por ele somente por causa dele, sem necessidade de plateia, reconhecimento e etc. O mundo esquece o amor silencioso. Cristo não esquece. Ele diz: "Essa mulher nunca vai ser esquecida. o mundo médio, o vaso, Cristo sente o o perfume. Então, se você me perguntar assim, eu tenho uma religiidade eh eh fria, uma das uma das coisas para você aferir é isso. A relidade fria sempre faz contas, sempre vê se aquilo ali vai ser de mais, de menos, se eu tô perdendo, se eu tô ganhando. A religiosidade fria, ela conta moedas, ela analisa riscos, ela vê perdas, ela olha pra reputação, olha pro reconhecimento, olha pro que os outros vão pensar. a a qualquer uma dessas coisas na sua religiosidade, então ela é fria, ela é calculista. Conta quanto precisa entregar para ser fiel sem deixar de preservar tudo que pode. Ela pergunta: "Eu sou obrigado a fazer isso? Essa mulher era obrigada. Ela tinha que entrar lá, quebrar o vaso, beijar os pés dele. Ela tinha que fazer isso para ir pro céu. Tem que fazer isso. Tem que entrar, beijar, quebrar o vaso, enxugar com cabelo. Tem que fazer isso. Tá na lei, tá nas instruções. O que que tá nas instruções para que eu possa fazer certinho? Isso tá. Isso não seria um exagero. Não é um exagero. Não seria mais equilibrado guardar um pouco daquele perfume. E enquanto pergunta, enquanto você faz essas perguntas, o teu amor esfria. Quando eu devo orar para Deus não ficar achando que eu não oro, então o teu amor esfria. Eh, enquanto você calcula, a ocasião passa. Se ela ficasse dois meses pensando, três meses pensando se ela ia fazer isso ou não, Jesus já teria sido crucificado. O amor e eh e a religião filha, ela fica sempre calculando, ela perde a oportunidade, perde a ocasião. Enquanto ela mede, o coração dela vai endurecendo, enquanto procura garantias. Se eu fizer isso, vai acontecer isso. Cristo deixa de ser tratado como um tesouro e ele passa a ser tratado como uma despesa. Jesus entra no meu item de despesa. Tá caro demais. Eh, vai valer a pena? Não está meio inflacionado esse troço? Essa é uma das formas mais sutis de um cristianismo incrédulo. Não é a incredulidade que nega Cristo com a boca. É a incredulidade que chama retenção de sabedoria, cálculo de prudência, chama frieza, sabe, de prudência, chama covardia de equilíbrio. Entrega a Cristo apenas aquilo que pode perder sem que doa. A mulher não fez assim, ela entrou na casa com uma planilha, não, ela não consultou a sala. Vocês acham que é exagerado eu fazer isso? Vocês acham que vai ser um desperdício? Vou conversar com o pastor, vou conversar com o pessoal da sinagoga, vou perguntar os discípulos. Que que vocês acham? Vou fazer isso. Vocês acham exagerado? Acho que eu tô começando a ficar com medo de ser exagerado. Ela não perguntou nada a ninguém, não perguntou a Judas. Mas se ela pergunta a Judas, qual é o valor adequado que eu devo dar? Judas ia ter uma opinião. Ele deu a opinião mesmo sem ninguém perguntar. Ela não procurou aprovação. Ela veio, trouxe o vaso, quebrou o vaso, derramou tudo. Era o seu amor. Mateus morta, uma mulher se aproximando de Jesus com um frasco de alabastro, contendo um perfume muito caro e derramando sobre a cabeça dele enquanto ele estava reclinado à mesa. Os discípulos viram aquilo e ficaram indignados. Os cristãos não gostaram não. Exagerado. Exagerado. Que devoção é essa por Cristo? Que exagero é esse? Seja madura. Para eles aquilo era um desperdício. Ela estava desperdiçando para Cristo. Era o bom perfume da verdadeira adoração. Você vê às vezes o conselho de Pedro não é bom. Às vezes a indignação do crente é só pecado mesmo. Esse contraste atravessa toda essa cena. Os discípulos olham para o custo igual o mundo. Cristo olha para o amor daquela mulher. Os discípulos enxergam perda. Cristo enxerga entrega. aqui os discípulos ainda iam experimentar uma transformação mais profunda. Paulo disse assim: "Eu perdi tudo por alguma coisa, eu quebrei o vaso todo e para mim isso foi lucro". Então, mas nessa época Paulo ainda era lá o fariseu e os discípulos eles não gostaram. O problema não é a razão. A fé cristã nunca nos chamou para desligar nossa inteligência. Deus santifica nossa mente. A sabedoria é um dom de Deus. O problema é quando o teu pensamento se torna servo do teu egoísmo, servo do eu, do do do egocentris, quando a razão se torna advogada da autopreservação, do cálculo, quando Jesus quando a sabedoria começa a colocar Jesus na planilha de despesa da vida, o que que eu tô perdendo? Quando a prudência vira uma desculpa elegante para você esconder que você não ama muito, não ama muito, há uma razão santificada e há uma razão que só tá vestida de de de religiosidade. A razão santificada pergunta: "Como posso honrar Cristo da melhor maneira possível? Como posso exaltá-lo da melhor forma possível? Como posso demonstrar meu amor da maneira mais incrível possível? A razão caída, ela pergunta: "Como posso entregar menos sem parecer infiel? O que eu devo fazer apenas para ir para o céu? O que devo fazer apenas para Deus no final do mês não achar que eu sou ingrato?" A razão santificada, ela está sempre organizando, mas não a planilha, ela está organizando o amor. Como eu vou demonstrar o meu amor? A razão caída sufoca o amor. Nós conhecemos bem essa segunda razão. Ela fala baixo, ela fala com aparência de maturidade, diz que há tempo. Tá bom, você quer fazer esse negócio do vaso aí, mas espera um pouco. Vamos com calma. A razão não santificada diz que não é necessário tanto, que essas coisas não fazem diferença. Ah, diz que já fizemos o suficiente. Ah, razão não santificada diz que Deus entende. Deus entende. E muitas vezes chamamos isso de equilíbrio. E é apenas o ponto exato em que nosso amor deixa de custar alguma coisa. O nosso amor por Deus não nos custa nada. E é aqui que aquela mulher nos confronta todo todo dia. Por isso que isso ficou ali onde o evangelho for pregado, vai ter que ver ela pregando para nós. Essa mulher, ela não pergunta pelo mínimo. Ela não tenta descobrir a menor medida de perfume que já já seria bom. Ela não derrama algumas gotas. Ela não vem com contagotas, enfia no vaso e tu 10. 11 não, porque também já é um pouco demais. Sabe, uma vez eu vi alguém falando assim, tava tomando chá e tem as pedrinhas de açúcar, né? Aí a e a pessoa pensou, eu quero duas pedras e meia. Aí o cara que tava servindo ficou assim. Era como se alguém pedisse: "Eu quero cinco gotas e meia de de adosante". Que cara chato, né? Se calculista fosse seis estragar e ela não faz isso. Ela não preserva a metade, ela quebra. Esse é um verbo pesado, que ela podia até derramar, mas ela quebrou. Não vai sobrar nada aqui, vai cair tudo. Quebrar é atravessar o ponto de retorno. Porque é, você pode começar a derramar algo e de repente resolver parar no meio do processo. Ah, já derramei bastante, mas se tu quebrar não tem volta. Quebrou. Quando os espanhóis chegaram na América, o capitão lá do navio, não é? mandou queimar os navios porque ia ser terrível a luta, a batalha e ele não queria que eles tivessem navio para desistir. Que meus navios agora vocês vão lutar ou vão morrer? Lutem. Ela quebrou o vaso, acabou. Não dá para colar. Quebrar é encerrar. É, é, é, é encerrar as negociações internas. O que eu faço, o que eu não faço, tal, tal. Quebrou, acabou. Não tem mais negociação. Quebrar é tornar uma entrega irreversível. Não tem mais vaso. Não posso guardar mais nada. Enquanto o vaso está inteiro, ainda há possibilidade de recol. Você ainda está controlando ali quanto cai, quanto não cai. Ainda há uma reserva, ainda há uma parte de nós dizendo: "Até aqui tá bom, não vale, hein? Não precisa, sabe?" Mas ela quebrou. E talvez isso seja o que nos assuste tanto. Não gostamos de derramar. Nós gostamos de derramar sem quebrar. Paulo diz: "Eu quebrei, perdi tudo." Nós não gostamos disso. Nós gostamos de controlar as perdas. Então, se você manter o vaso inteiro, você pode fazer isso. Gostamos de oferecer, mas sem perder o controle. Ah, não gostamos muito dessa coisa. E a vida que agora a tenho viva pela fé no filho de Deus. Isso em parte. Gostamos de servir sem nos expor. Gostamos de consagrar sem que algo em nós fique indisponível para o velho uso se nós resolvermos voltar atrás. Mas o amor santo sempre quebra alguma coisa. Quebra o orgulho, quebra a reserva, quebra a necessidade de aprovação do mundo e das pessoas, quebra a falsa prudência, o falso equilíbrio, quebra a ilusão de que nós pertencemos a nós mesmos. Por isso, Romanos 12:1 não nos chama a oferecer uma parte decorativa da sua vida, o que sobra depois de você guardar o que vai precisar disso. Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de sacrifício vivo. Isso é quase que dizer uma coisa impossível, porque o sacrifício era morto. Não é uma visita, não é um gesto simbólico, não tem sobra, é um sacrifício. O cara não levava nada do animal de volta. A vida inteira era colocada diante de Deus. O corpo, o tempo. A Bíblia diz que esse é o sacrifício. O corpo, o tempo, a mente, os afetos, os dons, os recursos, as ambições, as relações, o futuro, a reputação. Paulo colocou tudo. Perdeu amigos, perdeu o nome, perdeu, perdeu tudo. Não tinha nada que ele fala: "Não, isso aqui não, tudo tem um limite. Ele quebrou tudo." Mas observem a ordem pelas misericórdias de Deus. Não é para Deus ter misericórdia, mas é por causa das misericórdias. Como eu disse, o amor, o amor no coração regenerado é um eco do amor. A consagração verdadeira não é uma tentativa de comprar misericórdia de Deus. É o é o reconhecimento do da sua misericórdia, do seu amor, da sua bondade, da sua glória. É resposta de quem já foi alcançada. A mulher não derramou perfume para fazer Cristo amá-la. Ela derrama porque já foi vencida por algo. Ela foi vencida pela beleza de Cristo. Ela foi vencida. O amor dela não é uma moeda, não é um negócio, é fruto, não é pagamento, é uma resposta. Ela não está barganhando para ganhar alguma coisa. É adoração. E adoração é diferente de barganha. A adoração não quer nada. Ela quer desfrutar a grandeza daquilo que ela adora. Paulo diz: "Pois o amor de Cristo nos constrange". Tá vendo? É isso. Porque estamos convencidos, não estamos sendo convencidos. Estamos convencidos de que o morreu por todos, logo todos morreram e ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas por aquele que por eles morreu e ressuscitou. O amor de Cristo nos constrange. É por isso que essa mulher não fez consultas, perguntas, aconselhamentos. não apenas nos informa, constrange. O amor de Deus não é uma informação, é um constrangimento em nossa alma. >> [roncando] >> aperta por dentro a imagem de um torno que que vai apertando. Então, o amor dele faz isso. E ao fazer isso, o amor dele então destrona o eu, rompe nossa neutralidade, rompe nossos cálculos, faz a alma perceber que continuar vivendo para si mesma depois da cruz é uma contradição monstruosa. Ele viveu por mim, ele morreu por mim, ele ressuscitou por mim. Como eu vou viver para mim mesmo? É uma contradição monstruosa. Cristo morreu, ressuscitou, ele me comprou. Cristo nos tirou de nós mesmos. Logo, os que vivem não vivam mais para si mesmos. Ele nos fez isso com amor, derramando tudo, quebrando o vaso ou quebrando o seu próprio corpo. Essa é a morte da da religião, do cristianismo, da planilha. Jesus como uma despesa. Quanto isso vai entrar? Qual vai ser o lucro que isso aqui vai dar? Quanto é de prejuízo? Quanto é de lucro? Qual o resultado desse investimento? Essa religião, esse cristianismo de planilha, acabou. Acabou. O amor de Cristo me constrange. Uma parte, um horário, um gesto, uma obediência limitada. Quanto mais eu tenho que fazer para cumprir a minha parte? Mas o evangelho diz outra coisa. Você não é de si mesmo mais. Seu corpo não é mais seu. Seu tempo não é mais para você mesmo. O seu dinheiro não é para si mesmo. Seu sexo não é para você mesmo. Sua história não é sobre você mesmo. Você foi comprado. O amor nos constrange, você foi comprado por sangue. Então a pergunta muda. Não é mais quanto eu preciso dar? Eh, como assim eu estou retendo tanto? Eu falei que essa é a única frustração verdadeira. É a frustração que eu vi, por exemplo, na lista de Schindler, filmaço, né? História real, história triste. Ele ali explorando os judeus, né, durante a guerra, mas depois ele vai se arrependendo, vai se arrependendo e eles resolve tudo que tinha ganho com aquela coisa horrorosa, ele resolve salvar judeus. Então, a lista é enorme, não é? Mas uma das últimas cenas é incrível, porque eles estão entrando no carro para ir embora depois de ter salvado os seus judeus, né, como ele chamou, gastando tudo. Mas quando ele vai entrar no carro, ele olha pro dedo e tem um anel, um anel, e ele pensa, quantos mais eu poderia ter salvado. O anel valia algo, valia uma um tinha um valor. E quando ele olhou pro anel, deu a ele uma frustração. Que esse anel tá fazendo aqui? Quantos mais eu teria salvado se eu tivesse dado esse anel? Essa é uma frustração verdadeira. Você vê, porque ele fez tudo que podia antes dele morrer, né? E e sem saber, convidaram ele para uma cerimônia. Ele foi pra cerimônia e o lugar tava lotado de gente assim, gente nova, gente jovem, tal. E só no meio da cerimônia foi falado que todas aquelas pessoas eram descendentes daqueles judeus que ele salvou. Ele disse que nunca poderia ter se alegrado mais. Então aquela cena que ele olha pro anel e diz: "Quantos mais? Se eu tivesse começado a salvar antes, quantos mais eu teria salvo?" Você vê que há uma frustração, mas é uma frustração de uma maneira oposta, não é assim, gastei para caramba, né, para salvar essas pessoas. Ele tá pensando, cara, que eu podia ter feito mais. Então, é como eu posso reter tanto, não é mais qual é o mínimo aceitável? É que amor é esse que ainda negocia diante de um como que eu possui diante de Cristo crucificado com as suas marcas, com o seu sangue e fica negociando com ele? O que que eu vou negociar com ele? Muitos cristãos não pecam apenas por fazer mal, pecam por nunca fazer nada grande por Cristo. E grande por Cristo, você vê, não é grande para o mundo. Essas mulheres estão fazendo coisas grandes. Jesus disse, ela nunca vai ser esquecida. Mas ela não fez nada grande para as pessoas que as pessoas tenham achado. Nada, sabe? Eh, então você vê que o pecado não é atrair abertamente, mas também é não entregar profundamente. É, não é negar a doutrina, mas viver como se a doutrina não tivesse incendiado o seu coração. Cristo, eu só prego Cristo este crucificado. Agora a questão é, Cristo este crucificado incendeia meu coração ou eu fico negociando? Vou lá pra cruz e falo para ele assim: "O que que eu tenho que dar? Quanto eu tenho que dar para você ficar satisfeito? com ele lá morrendo, com ele lá bebendo o cálice da ira infinita. E eu tô falando qual quanto tem que para mim ficar certo contigo, o que que eu tenho que dar? Até quando eu tenho que minha vida tem que te servir, o que sobra para mim mesmo? Como alguém pode aos pés do Calvário ficar conversando? Isso é uma ofensa pior do que a multidão que estava xingando ele. Ir lá negociar com ele. É pior que o ladrão que estava ofendendo ele e lá fazer um negócio aí. Ó, enquanto você não morre aí pendurado na cruz, enquanto o cálice não acaba, vamos ver aqui o que que tem que dar. Sabe, essa é uma miséria terrível. Acostumar-se com a cruz, fazer dela algo pequeno. Ela é a maior coisa que existe. Ela é a única coisa que pregamos Cristo e este crucificado. Fazer disso menor do que é terrível. Ouvir sobre o filho de Deus ferido, moído, traspassado, abandonado. E ainda assim sair perguntando quanto de perfume isso vale? Quanto de perfume vale isso tudo que ele fez para mim não acabar dando mais do que eu devo dar? Há algo profundamente doente em nós quando a cruz não quebra os nossos vasos. Deus quebrou o seu próprio corpo. Não fala de fazer coisas estranhas, não é para porque eu quero ser radical, quero parecer radical para as pessoas. falam de um coração que não suporta continuar inteiro diante de Cristo, tem que quebrar-se. Falo de uma vida que começa a perguntar: "Senhor, o que está sendo retido na minha vida para ti? No meu casamento? O que é retido? Na minha vida de família, o que é retido? No meu trabalho o que é retido para ti? O que não é para sua glória de verdade? O que ainda estou protegendo? Eu estou derramando. Por que que eu não quebrei o vaso? Eu sabe o que ainda está escondido atrás da palavra prudência. A mulher não sabia que sua ação seria lembrada. Ela não pensou: "E vou fazer isso, eu vou entrar lá, vou derramar esse perfume caríssimo". E todo mundo vai falar disso de mim e daqui a 1000 anos, 2000 anos, lá em Jardim da Luz vamos estar falando disso. Vai ser incrível. Ela não pensou nas consequências o que iam dizer. negativo, positivo. Ela não fez para ser um memorial, ela fez para Cristo. Só isso. Esse é o ponto. O amor verdadeiro não tenta construir um legado, uma história. O amor verdadeiro tenta honrar o Senhor. Por isso que Paulo diz: "Quer eu viva, quero eu morra". Ah, mas se você viver, você vai fazer grandes coisas, vai pregar, quem sabe escrever mais umas cartas. Se eu vivo é para o Senhor. Se eu morro é para o Senhor. De tal maneira que quer eu viva, quer eu morra, eu sou do Senhor. Você vê é isso. A grandeza vi porque ela não buscou grandeza. Se você busca grandeza fazendo algo para Deus, você não está buscando Deus. Se você busca um resultado para si mesmo, não está buscando Deus. A memória permaneceu porque ela não entrou lá querendo que a sua memória permanecesse, ser notada, reconhecida. Cristo exaltou porque ela se esqueceu dela mesma diante dele. É esse. São esses que Cristo ama exaltar. Aqueles que olharam para ele de tal maneira que se esqueceram de si mesmos. Não vivemos mais para nós mesmos. A religião formal quer saber onde está a linha. Deus nunca pergunta para você, onde eu devo traçar a linha. Deus pergunta para você em tudo que você faz, onde está meu filho? Onde está Cristo? no que você está fazendo. A religião formal quer saber o que é permitido. O amor pergunta: "Isso aqui é permitido", mas é belo diante dele? É belo. A religião formal teme ser chamada de exagerada. O amor teme amar pouco. Aquele que entregou tudo, Cristo. A religião formal preserva o vaso. O amor quebra o vaso. Não tem volta, acabou. Não tem nada para ser guardado. Eu não tenho mais o recipiente. Nada dado a Cristo é perda. Tempo dado a Cristo não é perda. Dinheiro dado a Cristo não é perda. Força, saúde dada a Cristo não é perda. Juventude dada a Cristo não é perda. Ah, querido, o grande padre dos puritanos morreram com 29 anos, 26 anos, 20. Não é perda, não é perda. conforto renunciado por Cristo. Como Paulo disse, eu vou, eu recebi tantas chibatadas, tantos naufratos, tanto, quanto conforto ele perdeu. Não é perda. Vida derramada para Cristo não é perda. Perda é preservar o vaso e perder o perfume. Perda é manter a aparência e perder o seu amor. Perda é ser considerado sensato pelos homens. Mas Deus te achar frio. Cristo não nos comprou para uma vida administrada, com pequenas concessões daquilo que é possível para que ele não fique aborrecido. Ele nos comprou para Deus. Quem foi comprado por sangue não pode viver como se a consagração da sua vida fosse uma gorgeta. Você foi comprado com o sangue de Deus. Ora, o que é a gorgeta perto disso? O amor que só entrega o obrigatório ainda não entendeu a cruz. Jesus não era obrigado a entregar nada. O que eu tenho que entregar para pai ficar satisfeito, mas não não ir tão longe. Não, não, não, não. Quem foi comprado por sangue não vive, queridos, esperando quanto vai ser o troco? O troco que volta a um tipo de serviço assim que parece grande por fora, mas perdeu todo o seu o seu centro. Pode ter movimento, agenda, doutrina, zelo, pode até produzir algum bem real aos homens e ainda assim não ser para Cristo. Isso é terrível, porque o coração humano consegue fazer coisas santas por motivos tortos. Consegue fazer coisas santas por motivos pecaminosos. Consegue pregar para ser admirado, servir para compensar a culpa. trabalhar para construir sua identidade, sua aceitação diante das pessoas, defender a verdade porque quer vencer as discussões, ajudar as os pobres para se sentir mais justo. E isso tudo, tudo isso Cristo pode ser está sendo mencionado, mas ele não está sendo amado. Não está sendo amado, citado, mas ele não é buscado. Ele está sendo colocado lá, mas não é adorado. Essa é uma das doenças mais profundas da religião. Ela pode manter o vocabulário e perder Cristo. Pode falar do evangelho e usar o evangelho como um instrumento da sua própria reputação ou então fica frustrado. Pode falar da graça e transformar a graça em um ornamento, numa vida centrada em nós mesmos, que está sempre preocupada com todos os trocos e todos os limites da minha planilha. pode falar que está em missão, mas fazendo a missão a sua própria agenda. Mas aquela mulher fez algo diferente. Ela não divide o perfume, ela não administra em pequenas parcelas, ela não o converte numa moeda de reputação. Se for os pouquinhos, as pessoas vão ver mais. Ela não derrama sobre a sala para impressionar a sala. Vou derramar na cabeça de todo mundo. Ela vai a Cristo. O perfume vai sobre Cristo. A entrega é para Cristo. O gesto todo tem uma só direção. Eu vou botar um pouquinho na cabeça de cada discípulo também para eles também se sentirem homenageados. Ela tem um alvo, ela tem um centro. É para ele, para Cristo, somente para Cristo. Isso é o que a beleza é, >> né? Essa é o fluir da beleza nessa cena. Não apenas o preço do perfume, não apenas o rompimento do vaso, mas o destino do amor. Todo o outro amor que cairia sobre os outros seria só transbordando de Cristo. O centro é Cristo. Aqui precisamos colocar a pergunta diante da alma. Quando e quanto do que fazemos na vida espiritual é realmente para Cristo? Não é para o outro, é para o homem. Não é porque o homem precisa para Cristo, não para manter uma imagem, não para cumprir uma função, não para sermos vistos como pessoas sérias, piedosas e espirituais, mas para Cristo. Essa pergunta ela ela divide, ela corta, porque nem todo serviço cristão nasce de uma devoção cristocêntrica. Nem todo culto nasce de uma devoção crist às vezes nasce do medo de ser inútil, nasce da pressão dos homens, do hábito, da vaidade refinada, nasce da culpa, nasce do medo de Deus não me abençoar. E Cristo não é honrado quando usamos o serviço a ele para fugir dele. Podemos estar ocupado demais com as coisas cristãs para perceber que o coração já não está sendo movido por Cristo e para Cristo. Podemos defender muito e adorar pouco. Podemos trabalhar muito e depender pouco. Podemos servir, mas não vê a beleza. Servir é belo. Misericórdia é eh eh eh é mandamento. A a igreja precisa ser edificada, a verdade precisa ser ensinada, os necessitados, a igreja precisa eh de sustento, tudo isso é verdade, mas existe algo que não pode ser perdido em tudo isso. Cristo não é apenas a razão indireta do nosso trabalho. Ele é o alvo. Ele é o alvo, o centro, o alvo do nosso amor. Todas as coisas que você faz é por isso. Se servimos, eh, ajudamos as outras pessoas, deve ser por causa de Cristo. Você viu o homem, porque o homem é muito importante, porque é muito digno, isso é humanismo. Se ensinamos, deve ser por causa de Cristo. Se pregamos deve ser por causa de Cristo. Se contribuímos financeiramente deve ser por causa de Cristo. Se permanecemos fiéis quando ninguém vê o que estamos fazendo, dando, deve ser por causa de Cristo. Tudo o que fizerem, façam de todo coração. Paulo diz, como para o Senhor e não para os homens. Tudo, tudo é por causa dele. Essa palavra é uma espada como para o Senhor. Não para uma plateia, não para o reconhecimento, não para a reputação, para o Senhor. Façam para ele. Façam como aquela mulher. Tudo que você vai fazer amanhã, faça como derramando na cabeça dele. Se não é digno de ser derramado na cabeça dele, então não faça. A mulher entendeu isso sem precisar explicar. Seu gesto era cheio de grande e boa teologia. E talvez ela nunca tenha escutado um sermão como você, como eu. Não é teologia escrita simplesmente, é uma teologia. Ela nos ensina a teologia derramada em perfume, teologia quebrada em alabastro, teologia encarnada entrega. Ela estava dizendo com aquele vaso, aquilo que muitos dizem apenas com os lábios. Cristo, tu és digno. Eu não sei o que fazer para mostrar quão digno tu és, como eu te amo, como tu é o centro da minha vida, digno do do que custa, digno do que é precioso. Tu é digno da minha vida, digno de entregar tudo sem volta, quebrar, digno de uma entrega irreversível. Isso nos confronta porque somos especialistas em oferecer a Cristo aquilo que não ameaça o nosso centro. >> Ele é digno, mas não de tudo, né? Damos tempo, desde que não desorganize demais nossas vidas. Damos dinheiro desde que não interfira na nossa segurança. E damos palavras desde que não nos custem vergonha diante do mundo. Depende da onde eu tô. Dependendo da onde eu tô, não dou palavras. Ele não é digno da minha palavra porque vai criar problemas para mim. ou vai me envergonhar. Damos obediência desde que não preciso quebrar o vaso, eu posso voltar atrás. Mas Cristo não nos amou assim, queridos. Ele não nos deu a sobra da sua vida. Ele nos deu a sua vida. Ele não nos amou com amor administrado. Não, não. Eu amo até aqui. Tudo tem um limite. Qual é a pior coisa que existe? A ira infinita do pai. Não, até aí não. Você ser muito caro. Ah. Ele não nos redimiu com cálculos. Ele não se entregou simbolicamente com palavras. Ele não colocou apenas algumas gotas, furou com uma agulha o dedo e pingou três gotas de sangue. Disse: "Isso é muito masso porque eles merecem". E era mesmo os uma gota do sangue de Cristo vale mais que o universo. Ele se deu, se deu inteiro, até a carne ferida, até o sangue derramado, até a vergonha, até a cruz, até a maldição infinita, até o fim. Paulo entendeu isso quando disse: "Fui crucificado com Cristo. Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, viva pela fé no filho de Deus que me amou e se entregou por mim. Tem cálculo aqui? Se entregou. Que frase que me amou e se você só guardar essa frase todo dia, ele me amou e se entregou por mim. Sempre que você vier com um cálculo na tua mente, se vale a pena, você pensa: "Ele me amou e se entregou por mim". Não preciso perguntar ninguém. Não preciso perguntar ninguém se isso aqui é muito. Qual o limite mínimo? Ele me amou e se entregou por mim. Ele não só me ensinou, ele se entregou por mim. Ele não só me deu um exemplo, ele se entregou por mim. Isso mata toda religião centrada no eu. Mata meus cálculos do que eu recebo em troca. Porque se ele se entregou por mim, já não posso viver como se eu pertencesse a mim. Ele se entregou por mim, não posso tratar minha vida. como uma propriedade particular. Se ele se entregou por mim, minha vida inteira ficou debaixo da sua posta. Ele entregou tudo por mim. Ele tem que ter tudo. Não sou eu quem vive. É a conclusão óbvia do apóstolo Paulo. Essa é a morte do centro antigo do ego, né? Cristo vive em mim. Essa é a vida do novo centro. A vida que agora eu vivo na carne agora, não é no céu. Vivo pela fé no filho de Deus. E quando Cristo se torna o centro, tudo muda de direção, queridos. O trabalho muda, a generosidade muda, a oração muda, a renúncia muda, a obediência muda. Não porque tudo fica fácil, não fica, mas porque tudo passa a ter um alvo maior do que nós mesmos. A pergunta deixa de ser: o que isso fará por mim? A pergunta é: Cristo será honrado? Será glorificado, quer pela minha vida e também quer pela minha morte? Então tá bom. A questão é se ele vai ser honrado e passa a ser isso. Ele vai ser honrado. A questão deixa de ser. Quem vai ver? Ninguém estava quando Paulo foi decaptado. Teve uma plateia. O grande herói cristão agora morre para assinar. Ele morreu sem ninguém ver. Como João Batista, sabe? Alguém vai lá na cela e cortou a cabeça do cara [roncando] e passa a ser, ele receberá. Deixa de ser quanto eu perderei e passa a ser, ele é digno de todas essas coisas. Ele é digno? E essa pergunta que uma igreja fria evita. Ele é digno? Não em tese, não no nosso cântico, não no credo, mas na vida. Ele é digno do seu tempo. Ah, eu tenho que fazer tempo. Minha vidaada. Ele é digno. Ele é digno da sua força. É digno da sua juventude. Deus é digno. Cristo é digno do seu dinheiro. É digno da sua casa, da sua reputação. É digno das decisões que você ainda tenta manter fora do sacrifício vivo. O sacrifício vivo é teu mesmo. Tá tudo incluído. Não é? Se eu sou o sacrifício vivo, meu casamento tá incluído, eh, minha casa tá incluída, minha família tá incluída, meu dinheiro tem, tá tudo incluído. É eu que sou o sacrifício. Todos nós dizemos que ele é digno. Quem aqui diria que ele não é digno? Quem teria coragem de falar? Eu não acho ele digno, não. Mas o vaso mostra quando acreditamos nisso. O vaso quebrado, o perfume é que mostra, a entrega mostra. Aquela mulher estava ali quebrando e mostrando o que fazemos quando ninguém aplaude. Mostra. Sempre haverá alguém para chamar amor de desperdício, queridos, por não amar. A gente acha estranho o que as pessoas amam, que elas fazem. Eu falei há pouco tempo que eu escutei mil, escuto sobre alpinista de Everest eh eh K2, né? Comecei a ficar especialista nisso. Todos os feras morrem. E você fica pensando, gente, por que que as pessoas fazem isso? O lugar é alto demais, é frio demais, o vento é vento de furacão. Lá não tem ar para respirar, as pessoas morrem porque elas ficam meio loucas. Tem gente que anda e pula anda pro abismo, porque só com 303% de ar, que é o que tem lá lá em cima, né, na zona da morte, o cérebro entra em colapso ou você está morrendo. O nome do lugar é a zona da morte. Ou seja, o seguinte, você tem que subir lá, continuar subindo depois dos 7000 e poucos metros, ir rápido no topo, ficar 10 minutos e descer rápido, quase todo mundo morre na descida. Por quê? Porque o cara já tá num bagaça. Ele fica muito contente porque já atingiu o topo, faz comemoração, tira foto, manda pra rede social, todo mundo aplaude o cara e o cara vai morrer. Todo mundo quase morre na descida porque ele gastou tudo subindo. Só que descer é difícil. Você está sem ar, você está sem saúde, você está na zona da morte. E a questão lá de zona da morte não é porque você talvez morra. Se você passar mais de ter tantas horas lá, você vai morrer. Você já está morrendo lá não tem coisas suficientes para manter a vida. O corpo começou a morrer quando você entrou na zona da morte. Então, a questão é o seguinte: suba rápido e desça rápido. Se começar uma tempestade, se tiver neve, se tiver um problema e você não puder descer, mesmo que você fique paradinho com teu casaco, você morre. Agora você pergunta, então por que que as pessoas vão depois que elas sobem? Elas querem subir os 14 picos acima de 8.000 que existe no mundo. E elas fazem isso. Elas morrem vez antes de no 14. Por que que elas estão fazendo isso? Todo mundo sabe depois que tu vai lá, quantas pessoas vocês conhecem que fizeram isso? Ninguém. Então, para que que elas fizeram da vida delas, o amor delas, uma coisa tão, tão louca, um lugar desconfortável, 70º abaixo de zero ou 50º abaixo de zero, vento de furacão, tudo pode dar errado, quase tudo dá errado, mas as pessoas vão, o amor sempre que você fizer algo, porque você ama algo, né? Isso aí é qualquer coisa, né? Não estamos dizendo se a coisa amada é boa ou ruim. Sempre alguém vai ver como desperdício se ela não amar a mesma coisa. Quem ama montanha entende. Eu entendo. Quem ama subir montanha deve achar, cara, que incrível, cara. O cara subind na montanha, [risadas] eu penso que loucura. Eu fico vendo aqui na tela. Isso é tudo bom, né? Na tela eu sempre falo isso. Adoro natureza. Na tela não tem mosquito, não tem. Porque a natureza mesmo tu tá lá, vamos complicar, vamos, vamos, vamos dizer qu esse mundo caído é espincardo mesmo. É natureza te machuca, ter carrapato, é complicado, mas na tela, hum, na tela ainda mais hoje em dia, né, 4K assim, que natureza linda. Tudo tudo é lindo, mas sempre quem não ama vai achar desperdício, vai dizer que você gasta demais, entrega demais, zelo demais, renuncia demais. Isso aí é dedicação demais. É porque ele não ama. Se ele amasse, não é? Então ele ia se dedicar, ele ia ficar eh fica meses subindo uma montanha, porque você não pode subir não, porque se tu subir rápido, tu morre. Tu tem que subir, ficar lá, descer. Aí depois subir mais, fica lá, descer. Leva meses, às vezes dois meses, porque o teu corpo tem que se aclimatar. Mesmo assim, se tu não for rápido, morre. Mas você tem que, o corpo tem que, você vai até 6.000, fica em 6.000, aí desce para 4.000 de novo. Aí depois tu vai até 7.000, aí desce para 3.000 de novo. Até o teu corpo se acostumando. Por quê? Porque o coração tem que bater mais rápido, porque o tem pouco oxigênio e seu sangue fica grosso e o seu corpo se não acostumasse, você vai morrer. Então leva muito tempo. Mas as pessoas vão dizer: "Isso é tempo demais. perder dois dois meses de passar com a família para ficar no morro, só tem neve lá. Sempre haverá quem diga que você poderia ter usado melhor a sua vida, poderia ter pensado mais em si, poderia ter preservado o vaso, mas o problema não está no excesso do amor verdadeiro. A Bíbl nunca vai dizer assim: "Olha, cuidado com o amor, hein? Amar Deus demais é problemático. Você pode passar dos limites, pelo menos está na pobreza da visão de quem não enxerga a dignidade de Deus, a dignidade de Cristo. Quando Cristo é pequeno, aos olhos da alma, qualquer entrega é grande demais, dói demais. Tem que ser muito cálculo. Quando Cristo é um acessório religioso, todo perfume derramado parece um desperdício. Toda a vida parece está sendo desperdiçada. Mas quando Cristo é visto como ele é, nada dado parece grande o suficiente. Paulo diz assim: "Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda comparada a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por quem eu perdi tudo, eu as considero como esterco para que possa ganhar Cristo." Isso não é poesia, querido. Isso é uma nova contabilidade espiritual, sabe? Antes de lucro, agora, antes era lucro, agora é perda. Tudo que era lucro é perda. Antes era troféu, agora é esterco para mim. Agora você vê que são trocas muito radicais, o que para mim era um troféu, a coisa mais importante. Agora para mim é esterco. Que que quem gosta de esterco? Mosca. Mas nada, né? Mas ninguém. Antes era minha identidade. Eu era hebreu dos hebreus. Eu, segundo a lei, fui fariseu. Sou da tribo de Benjamim. A identidade dele antes era isso. Agora nada diante de Cristo. Eu sou o lixo do mundo. Paulo não perdeu a razão. Ele ganhou uma visão de Cristo. Ele realmente viu Cristo. Ele realmente contemplou a beleza da glória de Cristo. As antigas credenciais perderam peso. As antigas glórias caíram do trono. E é isso que falta a cristianismo nominal. Não falta apenas atividade, falta uma visão de Cristo. Porque ninguém precisa empurrar uma alma fascinada por Cristo. Aquilo que mesmo coisas estranhas como essas montanhas, ninguém empurra as pessoas para lá, vão porque elas querem. Elas querem. E eu vi um dizendo assim: "Ele acabou morrendo. Eh, não, quando eu vou pra montanha eu já sei que eu posso morrer, mas então eu já botei isso no cálculo. O problema não é que Cristo exige demais, o problema é que nós vemos muito pouco de Cristo. Ele não parece uma pérola de grande valor. Vemos pouco da santidade de Cristo, vemos pouco da sua glória, vemos pouco da sua majestade, pouco do seu sangue, vemos pouco do seu amor. Tudo é pouco para nós. E porque vemos pouco, entregamos pouco. Não perdemos tudo porque não vemos tudo. Talvez não eh eh aquela mulher, se você falasse com ela, ela ela viu o suficiente para quebrar o vaso. Talvez ela não soubesse explicar o que você explica sobre Cristo. Talvez ela não tivesse todos os termos, mas sabia quem estava diante dela. Isso bastava. Cristo estava diante dela. E se Cristo estava ali, então todo o perfume dela tinha um destino, Cristo. O vaso tinha um propósito. A perda não era sem sentido. Ela havia todo sentido. A crítica podia vir e ela não se importava. Há uma pureza nisso que quase perdemos fazer algo para Cristo simplesmente porque ele é digno, sem transformar o ato no nosso currículo, sem calcular qualquer tipo de custo ou sem calcular qualquer retorno, sem usar qualquer entrega como moeda na próxima oração. [roncando] Somente para ele. Para ele. Essa é a liberdade da adoração verdadeira, a liberdade da verdadeira devoção. Ela é livre, ela não é escrava de uma plateia. Ela não é escrava de reconhecimento. Ela não é escrava da comparação. Ela não é escrava do medo. Ela não olha pro lado e eu vou fazer o que alguém já fez. Isso que deu errado na análise de safira. Eles só estavam querendo fazer o que o outro tinha feito para também aparecer. Eles não estavam fazendo por causa de Cristo. Ela é governada pela dignidade de Cristo. E a dignidade de Cristo não é que ela é grande. A dignidade de Cristo é infinita. Uma vida finita não pode ser digna, mesmo quando totalmente derramada dele. Por isso, nada entregue a ele é um desperdício. Mesmo que ninguém entenda, mesmo que ninguém aprove, mesmo que ninguém registre, mesmo que pareça pequeno, mesmo que Judas começa a fazer as contas de quantos pobres iam ser alimentados. Cristo sabe receber o que é feito para ele. Isso basta. Cristo sabe que aquilo foi feito totalmente para ele. Isso basta. No fim, a pergunta permanece sobre nós. Isso é para ele? Sua doutrina é para ele. Seu trabalho é para ele. Seu ministério é para ele. Seu dinheiro é para ele. Sua casa é para ele. Seu casamento é para ele. Sua voz é para ele. Seu silêncio é para ele, sua obediência é para ele. Ou Cristo se tornou apenas um nome santo que colocamos sobre uma vida ainda centrada em si mesmo? sempre alguém pronto a contabilizar o perfume dos outros. Porque as pessoas não gostam só de contabilizar os seus perfumes, não. Elas querem também contabilizar dos outros. Você vai dar isso? Você não devia fazer isso não. Porque é assim que todo mundo na sala começou a agir. Alguém que não quebrou o próprio vaso, é óbvio que vai dizer que todo mundo que quebra o vaso tá fazendo algo demais. [roncando] Então ela começa a avaliar o vaso dos outros. Alguém que não derramou nada sabe calcular o que que o outro tá derramando. Alguém que permanece frio ainda encontra coragem para repreender o coração que se expôs. A cena muda. O perfume ainda está no ar. O vaso está sendo quebrado. Cristo está ali. É algo que Cristo diz: "Ninguém jamais deve esquecer. A mulher ainda está diante dele." Mas já começou a murmuração, queridos. Começou as pessoas por quê? Olha a pergunta. Por que esse desperdício? Que ofensa a Cristo, né? Enquanto alguém está homenageando Cristo da maneira mais sublime, eh, começaram a ofender Cristo. A pergunta parece sensata, parece até madura, mas há perguntas que não nascem da sabedoria, nascem da frieza, da carnalidade. Há perguntas que parecem defender os pobres, mas estão incomodadas porque alguém amou Cristo de uma maneira muito livre, de uma maneira que ela acha que não vale. Nem toda crítica religiosa é zelo pela verdade, nem toda prudência e sabedoria. Às vezes a causa nobre é apenas uma máscara, uma máscara. Às vezes a indignação moral é a inveja diante da devoção alheia. Judas começou a fazer contas. O perfume tinha um preço. A mulher não pensou nisso, mas ele pensou. O gesto tinha um custo. A mulher não pensou no custo, mas ele pensou. E Judas sabia fazer conta, mas havia algo que Judas não sabia fazer. amar Cristo. Isso Judas nunca soube. É por isso que ele foi capaz de dar um beijo para traí-lo. Ele sabia o preço do nardo, mas não conhecia o valor de Cristo. Tem gente que sabe o preço da sua vida, o preço da sua felicidade, o preço da da sua do seu conforto, mas não conhece o valor de Cristo. Ele sabe avaliar o valor de tudo, menos o valor de Cristo. E Judas não sabia avaliar o valor de Cristo. Ele avaliou um dia em 30 moedas. Eh, ele não sabia avaliar o valor de Cristo, mas ele sabia avaliar tudo. Essa é a tragédia possível dentro do cristianismo. Saber avaliar as coisas e não saber adorar. Saber administrar recursos, mas não saber derramar o coração. Saber falar dos pobres só para desculpar o fato de que eu amo o dinheiro. A desculpa era bonita. Olha o que ela foi dito. Este perfume poderia ter sido vendido por um alto preço e o dinheiro podia ter sido dado aos pobres. Bonito, né? Dá até para abrir uma ong com essa com essa coisa aqui. Mas a beleza da frase não purifica a corrupção do coração que não ama Cristo. A causa nobre, né, mostra algo terrível. pecado sabe usar coisas bonitas para desvalorizar Cristo. [roncando] O pecado sabe falar de justiça, equilíbrio, responsabilidade, sabe falar até de compaixão para com os outros, mas por baixo muitas vezes quer apenas preservar aquilo que mais ama. É assim que Judas está falando. [roncando] A quem não entregue nada a Cristo e diga que está apenas sendo responsável. Há quem não evangeliza e diga que não quer ser inconveniente. Olha só, são palavras bonitas, não ser inconveniente. Quem quer ser inconveniente, não é? Há quem não sirva e diga que precisa se preservar. Há quem critique o zelo dos outros, porque o zelo dos outros denuncia a sua própria alma. Quase todo mundo diz isso. Ah, eu não posso contribuir porque eu tenho que ajudar os pobres. Pergunta quantos pobres a pessoa ajudou. A gente que usa intensidade como teatro, mas essa não, né ponto aqui. Há uma mulher que ama, uma mulher que entrega e há homens religiosos que murmuram, murmuram. Murmuram não com a entrega deles, mas com a entrega do outro. Imagina com a deles. Então Cristo fala, sabe quando vozes assim falam? Você tem que ouvir Cristo. Ele diz assim: "Por que vocês estão perturbando essa mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. Por que isso incomodou vocês? Por que vocês estão se disfarçando isso em bondade com os pobres? Por essa é a primeira defesa. Ninguém ali, todo mundo criticou ela. Só Cristo defendeu. Ela praticou isso para mim. Foi a devoção dela, foi o amor dela. Como vocês podem se incomodar? Essas palavras p Jesus não diz apenas ela teve uma boa intenção. Ele não diz apenas, não sejam duro demais, ela é infantil. E Deus tá o seguinte: o que um homem faz não é medido só pelo benefício que os outros homens têm. A medida de que o homem faz tem a ver como ele fez isso para mim. Ainda que você ache que isso não beneficiou nenhum ser humano, os seres humanos não são centro da vida, do mundo. Ela fez isso para mim. Isso confronta a nossa maneira empobrecida de avaliar o serviço espiritual. Nós queremos medir tudo pela utilidade imediata, por números, resultados, aprovação pública, impacto nas pessoas. Mas há atos que são belos simplesmente porque são para Cristo. Há uma oração que ninguém ouve, uma renúncia que ninguém registrou, uma oferta que ninguém notou, uma fidelidade escondida. Os homens talvez perguntem: "Que diferença isso fez?" Não fez diferença nenhuma. Que diferença isso fez? Nada. Eu fiz para Cristo. Eu não queria fazer nenhuma diferença no mundo, na vida, nas pessoas. Eu só queria fazer algo para Cristo. Cristo pergunta: "Foi para mim? Ela fez para mim. E se foi para ele, não é inútil." Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes e que nada os abalhe. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que no Senhor o vosso trabalho não é inútil. Tudo que você faz para o Senhor é útil. Por quê? porque foi para ele. No Senhor, essa expressão salva o trabalho da vaidade e do desespero. Fora do Senhor, até grandes obras são apenas fumaça que eh eh eh polui no Senhor até atos escondidos que ninguém vê são úteis porque foram para ele. Cristo viu, Cristo recebeu, Cristo nomeou, Cristo defendeu. A segunda defesa vem logo depois. Pois os pobres vocês têm sempre com vocês, mas a mim não. Por que que as pessoas sempre fazem isso? Ah, não, Deus não. O pobre ele p uma coisa ou outra. Por que que você não você só pode fazer para o pobre se você tiver alguma coisa que Deus não não recebe? Jesus tá dizendo: "Os pobres vocês sentem? Por que que vocês não estão dando coisa para os pobres? Não é por causa do do que ela está fazendo para mim. Não é. Essa frase tem sido mal compreendida, né, por corações duros. Jesus é óbvio, não despreza os pobres. Ele amou os pobres, marginalizados, enfermos. Ele é generoso e nos faz generosos. Ele não está colocando adoração contra a misericórdia e nem autorizando egoísmo, não é? Ele está desmascarando uma falsa oposição. Amor a Cristo e fazer outras coisas não são incompatíveis. O amor a Cristo dos faz mais generosos e não menos livres e não presos. Mas usar os pobres como desculpa para não entregar nada a Cristo é perversão espiritual, é encobrir o pecado, tentar fazer dele algo belo. A mulher não estava negando misericórdia. Judas estava usando a linguagem da misericórdia para atacar o amor dela por Cristo. Isso ainda acontece. O coração frio adora e eh adora criar falsas escolhas. Ou você faz isso para Deus ou para os para não dá para fazer os dois. Então eu ten que sempre escolher. É tipo assim, eu amo a Deus, eu amo a minha esposa. Eu não posso amar fazer as duas coisas. como se o amor a Deus não fosse ser derramado em amor pela esposa, pelo esposo, ou pelas pessoas. Essas são falsas escolhas. Ou Cristo ou os pobres, ou a palavra de Cristo ou eu e eh e ajuda a proclamar o evangelho, ajuda dos pistas não posso fazer, né, na vida. Então vou ter que escolher o que é mais importante. Mas o evangelho não aceita essas mutilações. Quem vê Cristo corretamente aprende a amar a Cristo e o que Cristo ama. Quem derrama o perfume sobre Cristo não passa a desprezar o faminto, mas ele não usa o faminto como desculpa. O problema não é amar o famino, o problema é fingir amor a eles para justificar a nossa falta de amor a Cristo, ao evangelho. Jesus disse que sempre haverá ocasião de fazer essas coisas. E essa frase também nos acusa, porque muitos que criticam a entrega alheia como dessa mulher não fazem nada. Jesus disse: "Quem impediu você de fazer o que você tá falando, Judas?" Você, né? Você rouba o dinheiro. Então ele não podia dizer: "Não derrame o perfume, ajude os pobres". E Jesus tá dizendo, "Quem disse que ela para derramar o perfume não pode mais fazer nada? apenas criticam quem serve. Cristo não deixa se enganar por esse tipo de nobreza verbal. Ele vê o coração. Então vem a terceira defesa e a mais profunda. Quando ela derramou esse perfume sobre o meu corpo, ela fez a mim, ela ela o fez a mim para me preparar para o meu sepultamento. Estava poucos dias dele morrer. Aqui a cena se abre. O gesto dela era maior do que ela sabia. Quando você faz algo realmente para Deus, você está fazendo sempre algo maior do que você acha que está fazendo. Ela não falou isso. Vou ungir ele para o seu sepultamento. Ela não pensou isso. Era só adoração. Mas ela acabou fazendo algo, Jesus tá dizendo, maior do que ela mesmo podia imaginar. Cristo viu a sombra da cruz. Ela não podia ver, mas ele estava vendo sobre ele. Ele pensou, está, ela pensou, está entregando apenas uma devoção. Cristo diz, há uma profecia no que ela está fazendo. Talvez ela não compreendesse, certamente, mas Cristo compreendia. Isso é precioso. Muitas vezes nossos atos de obediência carregam mais significado do que nós percebemos. Nós vemos apenas o o gesto imediato. Cristo vê a trama inteira. Nós vemos uma oferta. Cristo vê a obra sustentada. Nós vemos uma palavra, vê uma geração tocada, vê gente sendo salva. Ele vê o que a gente não vê. Não sabemos tudo que Cristo faz com aquilo que entregamos a ele. Não sabemos. Esses dias quem tá conversando comigo, eh, eu vi um ser como um se no no no YouTube e eu estava decidido naquele dia a me matar. E a minha vida mudou completamente. Você vê quando você bota esse celular, você não imagina, você não sabe o que vai acontecer, você não sabe, você não sabe. Mas Cristo sabe. Aquela mulher ungiu seus pés, ela não sabia, era só devoção. Mas ele disse, ela está me preparando para sepultura. Ela está fazendo mais do que ela imagina. A nossa parte é obedecer. O que Deus faz com essa obediência é problema dele. A nossa parte é amar. A nossa parte é fazer para ele. A interpretação final pertence a ele mesmo. [roncando] Isso consola quem se sente pequeno. Você talvez não saiba o peso da sua fidelidade. Você não precisa saber. Não sabe o alcance da sua oração. Não sabe o fruto da sua renúncia. Não sabe o que Cristo fará com aquilo que hoje parece simples. Mas ele sabe o que vai fazer. Ele sabe que aquela mulher está fazendo que nem ela sabe. E isso confronta quem despreza a entrega alheia. Cuidado, você pode estar chamando de desperdício aquilo que Cristo ligou ao seu propósito eterno. Quem achava esse Saulo tá desperdiçando a vida. Então estava contra o propósito eterno de Deus, o que Deus decretou para glorificar Cristo na vida de Paulo. Os discípulos viram perfume derramado. Cristo viu seu sepultamento. Os discípulos viram perda. Cristo viu uma preparação. Os discípulos viram excesso. Porque não foi só Judas, não, foi todo mundo. Cristo viu o amor no lugar certo e agora ele defende a mulher. Ela não fala nada, ela não argumenta, ela não tenta se defender das críticas, ela não justifica o gesto dela. Cristo responde por ela e isso é suficiente para nós, que Cristo responda por nós. Há momentos em que o amor verdadeiro não precisa vencer uma discussão. Hum. Precisa apenas permanecer diante de Cristo. Foi o que aquela mulher fez. vem do Senhor que sabe o que foi feito para ele. Isso não significa que todos os nossos atos eh estão certos só porque alguém criticou, porque às vezes a gente criticado porque fez as coisas erradas mesmo, né? Não significa que teimosia fidelidade, mas significa que quando algo é feito por amor a Cristo, com o coração rendido e submissão a sua glória, a palavra final não pertence aos murmuradores, nem que eles sejam discípulos de Cristo. Pertence a Cristo. Quando Cristo chama algo de belo, nada mais pode chamar de feio sem ser pecado. Jesus disse: "O que ela fez é maravilhoso". Porque o perfume dela pertence a mim, ela entregou para mim e a defesa dela também. Então, a memória daquela mulher não foi guardada apenas para ser admirada, queridos. Como eu disse, não está ali como uma história bonita e distante. Vai ser a história da nossa vida ou não. Deus nos livre. Que não seja uma pergunta que atravessa a sala, atravessa os séculos, atravessa a igreja. atravessa a minha e a sua desculpa, atravessa a nossa teologia correta e chega ao coração: "O que fazemos é por Cristo." Não é o que você sabe sobre Cristo, canta sobre Cristo, defende o que você faz, tudo é por ele. [roncando] Essa pergunta pesa e deve. Cristo não está distante de nós como mendigo de atenção. Ele não precisa de um perfume derramado na sua cabeça. Ele não suplica por migalhas de devoção, como se dependesse de nós. Ele é o Senhor, é o Cordeiro, é o Rei, é o Deus eterno, aquele diante de quem todo o joelho se dobrará. Mas esse Senhor comprou o seu povo com seu sangue. E aí que a pergunta se torna insuportável. Imagine o crucificado diante da consciência, não como uma imagem eh fria, um símbolo religioso, alguém distante. Ele mostra suas mãos para nós. Mãos rasgadas, mãos que tocaram leprosos, mãos que partiram pão, mãos abertas. O seu coração foi furado por uma lança. O lado aberto ele mostra a cruz. Não a cruz como enfeite, não a cruz como conceito, não a cruz como juízo, não a cruz como nossa maldição, mas como a sua maldição, onde o justo sofreu pelos injustos. Então a pergunta vem: "O que você faz é para mim?" Não porque sua resposta possa ser salvar você. A tua resposta não pode te salvar. Não porque sua entrega possa apagar seus pecados, derramar todos os perfumes que existem no mundo a um custo infinito, não pagaria um pecado seu. Não porque seu serviço acrescente algo, à suficiência do sangue dele. Não, não acrescenta nada. Não acrescenta, mas porque quem foi alcançado por tamanho amor não pode continuar vivendo para si mesmo. É isso. Essa é a questão. O evangelho não diz apenas você foi perdoado. Diz também você foi comprado. Não diz apenas você escapou da condenação do inferno. Diz você não pertence mais a si mesma. Esse é o mesmo evangelho. Não diz apenas eh Cristo morreu por você. Ele morreu, ressuscitou, está vivo. E agora a vida que você vive, você vive pela fé no filho de Deus, pois o amor de Cristo nos constrange. É isso aí. Está o amor de Cristo nos constrange não apenas, ah, eu queria ser consolado pelo amor, tá bom? É, a gente é consolado. Não apenas informa. O amor dele nos constrange se ele nos consola, aperta a consciência, quebra a neutralidade. Se ele morreu por nós, então nós morremos com ele. Morremos para antiga posse. Morremos para o eu. Morremos para a fantasia de que Cristo pode receber apenas sobras da nossa vida. Morremos e, no entanto, olhamos para trás com honestidade. Quantos anos de fé e tão pouco perfume na nossa vida. Quantos cultos a gente foi, quão pouca entrega. Quantas orações e quão e quanta reserva para nós mesmos ainda. Quantas doutrinas certas e com pouco o coração quebrado. Quantas vezes Deus sustentou quando tudo poderia ter desabado. Quantas vezes Cristo foi paciente com a nossa lentidão, com a nossa lerdeza espiritual. Quantas vezes a palavra nos feriu e nós cobrimos a ferida com o remédio mundano para não doer tanto. Nós recebemos muito, muito. Graça sobre graça. Da sua plenitude temos recebido graça sobre graça. Perdão. Ah, se Deus tivesse nos perdoado uma única vez seria incrível, mas seria totalmente inútil. Nós recebemos perdão sobre perdão sobre perdão, paciência sobre paciência, livramento sobre livramento. Entregamos tão pouco. Essa devia ser nossa única frustração. Não, quanto eu devo entregar? Será que eu tô dando muito? seria a nossa força tivesse eu recebo tanto. Mesmo quando entregamos muito, ainda é pouco. Mesmo quando trabalhamos ainda há tanta mistura no nosso trabalho, há tanta mistura na nossa oração, há tanta mistura na nossa entrega. Mesmo quando obedecemos, ainda há tanta demora. Tem pessoas que pensam que demorar não é desobedecer. Ah, não sei que Deus quer isso, mas eu eu estou esperando um tempo. Eu estou esperando isso acontecer. Estou esperando aquilo acontecer. Essa pessoa está desobedecendo, não tá esperando nada. Imagina se você falasse pro teu filho assim: "Filho, vem cá, vai na padaria e compra pão". Aí o filho responde assim: "Pai, eu vou na semana que vem. Você achar que ele te obedeceu? Que isso, moleque? Que história é essa? Vai na semana que vem? Você vai para dar agora? As pessoas fazem isso com Deus. Não, eu sinto, mas daqui um tempo eu tô tô me preparando. Como se preparando? Esse isso que a pessoa tá dizendo, tá se preparando? Tá, tá, tá desobedecendo. Meu filho não me obedece quando faz o que eu falei para ele fazer daqui a um mês. Ele só me obedece se fizer agora, na hora que eu estou falando. Arruma o seu quarto. Ah, mês que vem eu vou arrumar. Como assim mês que vem você vai arrumar? Não tá obedecendo não. Que eu preciso de um tempo para me preparar. Preciso preparar. Você precisa ir pro quarto e arrumar ele. Tá bom. Uma bagunça. Isso é obediência. Não deixar para amanhã não é obedecer, não é adiar obediência, é desobedecer. Essa é talvez uma das maiores tragédias da vida, sabe? Acostumar-se com tudo que Deus é, com a cruz e achar que realmente pode fazer essas coisas. O que você está fazendo para derramar o seu amor e eh aos pés de Cristo como aquela mulher hoje? Não amanhã, não, semana que vem, hoje, não quando houver mais tempo, não quando todos aprovarem, não quando o teu medo diminuir, não quando tua fé se tornar uma montanha, não agora, enquanto ela é uma um grão de mostarda, que vaso ainda está na sua mão. Pode ser seu conforto, reputação, dinheiro, seu tempo, sabe, né? Qualquer coisa não, amanhã, depois da amanhã, isso é desobedecer. Amanhã, amanhã é desobediência. Não pergunte: "Eu sou obrigado". Essa pergunta já é uma ofensa para Deus. Eu sou obrigado a amar a Deus. Pergunte: Cristo é digno? e ele é digno. E essa pergunta também deve cair sobre a igreja, porque somos uma igreja com muitos eh eh eh eh recursos nos nossos dias e pouco sangue, poucos, sabe, pouco ardor. Nunca uma geração foi tão informada como a nossa. Eh, muita análise, muito tudo. Sabemos organizar, planejar, debater, corrigir, sabemos defender tradições, criticar quem está e derramando muito e aquele zelo que não vive esperando com condições per Se você esperar as condições perfeitas para obedecer a Deus, sabe quando você vai obedecer? Nunca. Se você esperar que o seu casamento fique perfeito para obedecer, vai obedecer ele nunca. Se obedecer, esperar que a sua vida esteja perfeita para obedecer, não vai obedecer ele nunca. Você tem que obedecer agora. Obediência é sempre agora. A igreja não precisa de menos verdade, mas ela também precisa da verdade incendiando o coração. Só mais verdade não basta. Precisamos de uma visão mais alta de quem, queridos? De Cristo. O céu canta diante de quem? E eles se prostraram diante de Cristo. Cantaram diante. É isso que você faz. Você vive diante de Cristo. Tu és digno. Digno porque foste morto. Você vê eh eh as as razões que eles estão dando quando estão cantando. Tu és digno porque foste morto e com teu sangue compraste homens de todas as tribos, línguas e nações. É por isso que tu és digno. Tu és digno. Esse é o cântico do céu. Não vai ser o nosso. Tu és digno. Digno quando obedecer custa muito. Digno quando ninguém vê. Tu é digno quando criticam. Tu é digno quando o vaso é precioso, digno quando a entrega aparece uma perda aos olhos do mundo, digno quando só tu entende, ninguém mais entende. Todo mundo só critica. Mas o feixo não é a culpa seca, é graça. Sempre graça, porque nosso amor nunca nasce do nada. Ou ele nasce da cruz, ou ele não nasce. E a mulher quebrou porque Cristo quebrou-se na morte. Ela derramou o perfume porque ele derramou o sangue. Ela deu o que tinha de precioso. Cristo deu a si mesmo. Nada é comparável. Ela foi defendida por ele. Nós somos salvos por ele. Quem vai testemunhar nosso favor no céu como testemunhar a favor dela é ele. Não porque mereçamos, mas porque ele pagou. Por isso, não entregue por medo. Não entregue por cálculo. Não sirva para comprar favor. Não quebre o vaso para ser visto, mas porque ele é digno. Não pergunta qual o mínimo que você deve fazer. Ele não é digno disso. Agora a pergunta fica diante de nós. Não diante de outra geração, não diante de outra igreja, não diante de cristãos mais fortes. Ainda tem vasos inteiros demais na nossa vida, queridos. E nós devemos quebrá-los. Não amanhã, não daqui a um mês, não quando estivermos prontos. Agora qualquer coisa sem ser o agora é desobediência. é dizer agora ele não é digno. E isso é dizer que ele é indigno daquilo que devíamos estar derramando aos seus pés. Vamos ficar de pé. Obrigado, Deus por esta noite. Obrigado por esta manhã que estivemos juntos. Leve-nos na tua paz. nos dê a graça, Senhor Pai, de ter um coração assim como dessa mulher, como daquela outra mulher também na casa de Simão, que tu que também quebrou um vaso nos seus pés e molhou o seu o seu os seus pés com lágrimas, enxugou com seus cabelos. Tu disse que ela muito amava porque muito tinha sido perdoada. Que nós sejamos assim, Deus, que tudo em nós seja muito, porque muito fomos amados, perdoados, muito temos recebido de uma visão cada vez maior de Cristo. Que essa seja a única razão e que essa seja a única razão suficiente para mover tudo em nossa vida. Em nome de Jesus. Santo Deus, eu me aproximo [música] sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo do coração, nos [música] pequenos pensamentos, [canto] nas palavras que eu soltei. Teu espírito me [música][canto] chama, confessa. E eu confessei, [música] não escondo minha culpa, não maquio [música][canto] minha dor. Contra ti eu pequei contra [canto][música] o teu santo amor. Mas que atos minha raiz, um [música][canto] querer desalinhado. Eu preciso de [música] limpeza. Eu preciso ser [canto] lavado. Cordeiro, minha justiça, [música][canto] fim do meu tribunal. Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. Jesus [música] tem misericórdia. [canto] Jesus, [música] vem me [canto] purificar. Teu sangue fala mais alto que o meu pecado a gritar. [grito] Minha [música] única defesa [canto] é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. Eu [música] descanso [canto] no teu amor. >> Tua misericórdia [música] é melhor. [música] Tua misericórdia é [canto] meu lar. >> Rei dos reis, eu me [música] prostro. Tu és [canto] luz e eu sou pó. Quando eu [música] tento ser neudo, eu não terco em mim só. [música] Autonomia [canto] é mentira, autossuficiência [música] também. Tu és fonte, tu és vida. Sem [música] ti nada me sustém. Eu não [música] venho com rico, venho [canto] com mãos sem [música] ter. Não confio no meu choro, nem no meu [canto] vencer. Eu confio na firmeza do [canto] teu pacto, ó [música] Senhor. Tua aliança é selada no cordeiro [canto] redentor. [música] Restaura minha alegria, [canto] tua [música] salvação em mim. Sustenta-me com espírito [canto] pronto até o fim. [música] Jesus tem misericórdia. [música] Jesus vem me purificar. Teu sangue fula mais alto que o [canto] meu pecado a gritar. A minha única [música] defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] Eu descanso [música] no teu amor. Inclina [música][canto] o meu coração. Ensina-me a obedecer. >> [música] >> Dá-me um espírito pronto, mais doce do meu [canto] querer. Guarda-me na tentação, na rotina [música] e na aflição. Tua graça me carrega, tua mão me põe [música] de pé no chão. นี้ [música]