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A fé vem pelo ouvir

O Que Importa, Mas Não Vale A Pena no Reino dos Céus – Romanos 14.1-12 | Ákilla Nascimento | IBNU

O Que Importa, Mas Não Vale A Pena no Reino dos Céus – Romanos 14.1-12 | Ákilla Nascimento | IBNU

O Que Importa, Mas Não Vale A Pena no Reino dos Céus – Romanos 14.1-12 | Ákilla Nascimento | IBNU

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Legendas automáticas:

O que importa, mas não vale a pena
dentro do reino dos céus. Eu convido
você a pensar sobre Romanos, capítulo
14, versículo 1 ao 12, [música]
nessa importante passagem que Paulo
trata daqueles que são fortes e fracos
na fé e a atitude que o próprio Cristo
exige de nós, sendo nós fortes ou fracos
na fé diante daquilo que Paulo nos
revela. Convido você a ouvir essa
reflexão.
[música]
Porque é sempre ou quase sempre mais
fácil destruir do que construir?
Porque é que a gente percebe que as
coisas ao nosso redor tendem muito mais
a desordem do que a ordem? Paulo em
Romanos capítulo 8 fala pra gente que a
criação foi submetida à inutilidade, à
vacuidade.
E a ciência fala algo muito semelhante
quando trata de entropia. Não sei se
você já ouviu falar desse conceito, mas
a entropia é uma medida que os
cientistas desenvolveram para verificar
e quantificar o fato de que os sistemas
eles tendem a desordem e a
desorganização, mesmo no mundo natural
do que a organização. Se você deixar o
seu quarto sem organizar as coisas em
seu devido lugar, a cama não vai se
arrumar sozinha. as coisas elas não vão
estar mais eh ordenadas espontaneamente
do que desordenadas.
Assim também acontece no próprio coração
do homem. Parece que a gente compartilha
em boa medida, não todas as pessoas, mas
muitas, essa sensação de mal-estar a
respeito do mundo dividido e do mundo
divisivo em que nós habitamos. A nossa
percepção é que com o passar do tempo,
pelo menos nessas últimas gerações,
muitas pessoas percebem que dentro do
coração humano surgiram fraturas. E fora
do coração humano, na relação da
sociedade entre os povos, da humanidade
como um todo, surgiram fraturas que se
multiplicaram e se aprofundaram. E por
isso essa sensação de mal-estar da
civilização moderna, as coisas não
parecem
tender a ordem, as coisas não parecem a
produzir unidade e harmonia. Isso é
muito importante porque a Bíblia
valoriza e enfatiza essas coisas como
fundamentais da fé e da realidade do
evangelho. A gente olha várias passagens
do Novo Testamento, em especial nas
cartas de Paulo, por exemplo, que
reforçam que a unidade é fundamental
para o povo de Deus. Outras passagens
que fala que é melhor sermos dois do que
um. Outras passagens que falam, como,
por exemplo, no começo da Bíblia, que
era necessário que a partir de dois se
fizés um. É preciso que homem e mulher
se torne uma só carne. É melhor que
sejam dois do que um, porque um pode
ajudar o outro, a fim de que dois possam
agir em unidade. É necessário que o
corpo de Cristo, de Cristo viva como um
só, porque uma só é a nossa fé.
Mas não é isso que a gente experimenta
pela espontaneidade
dos eventos. E não é isso que a gente
constrói pela intuição do nosso coração.
Por quê? Por que uma pessoa que é
entregue aos seus próprios desejos não
vai promover unidade e proximidade com
outros, mas ela vai se afastar, ela vai
se atomizar, se divorciar da relação de
outras pessoas pelos impulsos egoístas
do seu coração.
E mais especificamente pra nossa
reflexão de hoje, porque que uma
comunidade que é entregue aos seus
próprios impulsos e intuições, não
sobreviverá como comunidade? Porque uma
comunidade que segue os seus impulsos e
as suas intuições se fragmentará em
grupos divididos e em grupos opostos, em
grupos facciosos.
É isso que a gente encontra em várias
instituições que um determinado momento
decidiram se reunir em torno de uma
causa. E é isso que, infelizmente, a
gente encontra em vários capítulos da
história do povo de Deus, em comunidades
e em partes da igreja que tinham como
meta e objetivo viver como um só povo,
mas acabaram sucumbindo
a essas forças que tendem à desordem, à
fragmentação e a separação.
É a esse problema que Paulo se volta, é
esse problema que Paulo procura
solucionar e consequentemente essas
perguntas que ele tenta responder quando
ele escreve Romanos capítulo 14. Por
isso, eu vou convidar você para ler
Romanos capítulo 14 dos versículos 1 até
o versículo 12.
Romanos 14 1 a 12 diz assim: "Aceitem o
que é fraco na fé, sem discutir assuntos
controvertidos.
Um crê que pode comer de tudo. Já outro,
cuja fé é fraca, come apenas alimentos
vegetais. Aquele que come de tudo não
deve desprezar o que não come. E aquele
que não come de tudo não deve condenar
aquele que come, pois Deus o aceitou.
Quem é você para julgar o servo alheio?
É para o seu senhor que ele está em pé
ou cai? e ficará em pé, pois o Senhor é
capaz de o sustentar.
Há quem considere um dia mais sagrado
que outro. Há quem considere iguais
todos os dias. Cada um deve estar
plenamente convicto em sua própria
mente. Aquele que considera um dia como
especial para o Senhor, assim o faz.
Aquele que come carne come para o
Senhor, pois dá graças a Deus. E aquele
que se abstém para o Senhor, se abstém e
dá graças a Deus.
Pois nenhum de nós vive apenas para si.
E nenhum de nós morre apenas para si. Se
vivemos, vivemos para o Senhor. E se
morremos, morremos para o Senhor. Assim,
quer vivamos, quer morramos, pertencemos
ao Senhor. Por esta razão, Cristo morreu
e voltou a viver para ser senhor de
vivos e de mortos. Portanto, você por
que julga seu irmão? E por que despreza
seu irmão? Pois todos compareceremos
diante do tribunal de Deus, porque está
escrito: "Por mim mesmo jurei, diz o
Senhor, diante de mim todo o joelho se
dobrará e toda língua confessará que sou
Deus. Assim, cada um de nós prestará
contas de si mesmo a Deus."
Muitas pessoas que se deparam com o
texto de Romanos, não apenas o capítulo
14, quando se referem a carta a aos
Romanos, entendem que Romanos é o magno
opus, a grande obra que o apóstolo Paulo
escreveu. Depois de se cansar, de apagar
incêndio, de tratar do que é
circunstancial, Paulo senta e coloca no
papel, no pergaminho, em qualquer meio
material, seus pensamentos profundos a
respeito dessa central doutrina que nós
encontramos na justificação pela fé. E
de quebra, porque ele está ali tratando
de uma carta que será enviada pra
igreja, ele fala também de questões
práticas. Ele vai falar sobre essa
questão de judeus e gentios, vai falar
sobre esses que comem carne, o que comem
os que comem apenas vegetais, vai falar
sobre dias sagrados, pagar imposto ou
não, e algumas outras questões práticas
de natureza ética. Mas o que importa
dentro dessa perspectiva é o que está na
teologia profunda de Romanos capítulo 1
até Romanos capítulo 12, até Romanos
capítulo 11, perdão. E Romanos capítulo
12 a 16 não deixa de ser importante. São
orientações práticas que todos nós
precisamos também receber daquilo que é
a revelação de Deus. Mas o fundamental e
o essencial está em Romanos capítulo 1
até Romanos capítulo 11. essa teologia
profunda e fundamental que nós recebemos
de Paulo a respeito da justificação pela
fé. Esse é um problema. Essa é uma
divisão artificial que nós impomos sobre
Paulo. E essa é uma divisão que nós
carregamos também na nossa realidade da
igreja hoje, que nos custa muito caro,
que é a incoerência entre a reflexão e a
ação prática. Algumas pessoas gostam e
são inclinadas à reflexão, ao estudo, à
meditação nas escrituras. Outras pessoas
entendem que a Bíblia precisa ser
obedecida. Todas essas discussões e
aprofundamentos são para os teólogos e
muitas vezes eles se perdem e causam
mais mal do que bem. O que a gente
precisa fazer é obedecer diretamente a
palavra de Deus. Esse mundo cindido,
dividido entre pensar, refletir e agir,
obedecer,
é uma coisa que gera todo tipo de
desavença, desentendimento e discussão
que leva a mais uma fragmentação ou a
vários tipos diferentes de fragmentação
que nós constatamos, tanto na igreja
primitiva quanto na igreja
contemporânea. E o melhor antídoto para
isso, pelo menos no Novo Testamento, na
minha perspectiva, é o apóstolo Paulo.
São as cartas que o apóstolo Paulo nos
apresenta em que a reflexão, a meditação
sobre aquilo que foi a revelação das
Escrituras desde a antiguidade, aquilo
que acontece em Jesus e aquilo que há de
implicações práticas para a vida da
igreja, está completamente integrado. É
impossível saber o que significa
obedecer a Deus. Se nós não tivermos
compreendido aquilo que Deus nos
revelou. Por isso, teologia e ética não
fazem parte de mundos diferentes. Por
isso que refletir e fazer são duas
necessidades de todo discípulo de Jesus.
Não existe esse lance de ser mais
prático e concreto e ser simplesmente
abstrato e teórico. Essa divisão não faz
parte do reino dos céus e ela não é
percebida nas escrituras. Um exemplo
prático é o que encontramos em Romanos
capítulo 14. Romanos 14 tá nesse bloco
de orientações éticas. Nada mais
concreto do que falar sobre comer carne
ou comer apenas vegetais, guardar dias
sagrados ou considerar alguns dias mais
importantes que outros, ou não
considerar que todos os dias são iguais.
Essas eram disputas que estavam
acontecendo dentro da comunidade da
igreja em Roma. E Paulo está tratando
dessa divisão que se estabeleceu ali. E
quando ele faz isso, ele faz de uma
maneira muito especial. Se você olhar
para esses 12 versículos, você vai
perceber que a palavra kiros ou o verbo
cognato aquios aparece 10 vezes em 12
versículos. Você vai perceber que tudo o
que Paulo está falando tem a ver a
respeito de Deus como aquele que governa
por meio do Messias e do fato de que
esse Messias foi ressuscitado por Deus
dentre os mortos. Isso vai levar Paulo,
a afirmação que a gente encontra em
Romanos 14 versículo 9, de que Jesus ele
ressuscitou dentre os mortos para ser
rei e soberano Senhor sobre vivos e
mortos.
Isso está diretamente relacionado a toda
a discussão que Paulo fez, tanto no
capítulo 3 até o versículo até o
capítulo 5, quanto em Romanos capítulo 9
e capítulo 10. Também existem afirmações
que Paulo fala aqui que são muito
próximas a esse trecho entre Romanos
capítulo 3 a 5 e 9:10.
E também aquilo que Paulo vai falar um
pouco mais adiante, depois do versículo
9, a respeito desse julgamento final,
que é um assunto que ele trouxe lá no
capítulo dois, no início do capítulo 2
de Romanos. Todas essas referências que
eu fiz estão no primeiro bloco,
supostamente o bloco teológico de
Romanos, capítulo 1 até o capítulo 11.
E quando Paulo então vai falar sobre
esse quírios, esse Senhor que
ressuscitou
sobre os para se tornar Senhor sobre
vivos e mortos, a gente vai perceber que
tudo isso está ligado à fé daqueles que
são judeus e gentius, daqueles que são
fortes e fracos, mas que depositaram a
sua fé em Jesus.
Tudo aquilo que Paulo orienta em termos
concretos e práticos que aqueles irmãos,
em especial aqueles que fazem parte do
grupo dos fortes, deveriam fazer, está
amplamente e profundamente apoiados
naquilo que é a reflexão que Paulo
trouxe até o capítulo 11 de Romanos, até
essa discussão profunda que ele traz de
justificação pela fé, uma consequência
direta e uma consequência das mais
importantes. Talvez o ponto mais central
para isso que Paulo está trazendo aqui
na carta aos Romanos é: justificação
pela fé implica em comunhão pela fé.
Todos aqueles que foram justificados
pela fé tm agora a obrigação e a
responsabilidade de perceber que a
implicação de que nós somos justificados
pela fé é que nós temos comunhão pela
fé. Qual era o contexto do que Paulo tá
tratando aqui em Romanos capítulo 14?
Ele trata de dois grupos, os fortes e os
fracos. E ele começa essa passagem se
dirigindo em especial para o grupo dos
fortes. Ele diz o quê? Versículo um.
Aceitem o que é fraco na fé, sem
discutir assuntos controvertidos. Ele
claramente está se dirigindo a esse
grupo dos fortes. Quem eram os fortes e
quem eram os fracos na fé? Fica muito
claro que os fortes na fé eram aqueles
que acreditavam que podiam comer de
todos os alimentos. Eram aqueles que
acreditavam que todos os dias eram
igualmente especiais ou como aparece de
uma forma mais explícita na NVI,
acreditavam que todos os dias eram
igualmente sagrados.
Os fracos na fé acreditavam que eles
precisavam se abster do consumo de
carne, em especial no lugar em que eles
estavam. Lembre-se que Paulo está
escrevendo paraa igreja que se reunia em
Roma, a capital do império romano. Essas
pessoas também estavam entre aqueles que
consideravam que alguns dias eram mais
especiais do que outros. Pode ser uma
discussão sobre o Shabat, devemos nos
reunir no sábado ou no domingo. ou uma
discussão sobre os festivais judaicos,
os dias prescritos pela lei em que os
judeus deveriam separar para celebrar os
grandes atos de salvação e de
providência que Deus trouxe para o povo
de Israel, que nós encontramos na Torá,
e que alguns desses irmãos cristãos
também consideravam que deveriam ser
preservados pelos cristãos, independente
de serem judeus ou gentios.
Fortes e fracos eram esses dois grupos.
Perceba que Paulo não está fazendo a
divisão de gentios e judeus, porque
muito intuitivamente nós poderíamos
imaginar que os fortes eram gentios,
porque os gentios não tinham nenhum
problema de comer carne, inclusive carne
de porco, carne que não tinha sido
preparada de acordo com as leis do
Levítico ou qualquer outra coisa. E
também eram pessoas que não estavam
habituadas a considerar o sábado um dia
sagrado. E os judeus eram essas pessoas
que consideravam que nem todo o alimento
era puro, nem toda a forma de preparo
era permitida e que alguns dias eram
mais sagrados do que outros. Paulo não
fala sobre judeus e gentios, ele fala
sobre fortes e fracos. Por quê? Porque
muito provavelmente existiam judeus que
eram fortes e gentios que eram fracos. O
próprio Paulo é judeu e ele se considera
como forte. Ele afirma que ele não tem
nenhum problema de enxergar que esses
tabus alimentares não tinham mais
validade dentro do reino de Deus. E é
muito provável que existissem também
gentios fracos. Como é que a gente sabe
disso? Igreja da Galácia. Na igreja da
Galácia a gente tem Paulo tratando de
questões muito semelhantes, ainda que
não exatamente iguais. Assim como Paulo
vai tratar de questões semelhantes em
Primeira Coríntios,
em que ali na Galácia parecia haver
gentios que foram convencidos
a acreditar que eles também precisavam
eh respeitar as regras alimentares. Os
homens precisavam ser circuncidados e os
dias sagrados precisavam ser respeitados
ou alguns dias precisavam ser
interpretados como mais sagrados do que
outros. Então, o que a gente percebe é
que a discussão não é principalmente
entre judeus e gentios, mas aqueles que
entendiam que essas coisas precisavam
ser interpretadas dessa maneira e outras
pessoas que interpretavam as questões de
outra maneira.
Qual é o ponto dessas discussões sobre
alimentos e também sobre os dias
sagrados? O que a gente percebe é que
essa não é uma questão irrelevante, essa
não é uma questão simples e essa é uma
questão que tem profundas raízes
culturais, que tem um histórico muito
amplo até que ela chegasse nos contornos
que ela toma na igreja em Roma, que ela
chegasse ao ponto de poder dividir a
igreja
por assumir um peso tão elevado para
aquela comunidade, pelo menos para
algumas pessoas daquela comunidade. A
lógica daqueles que Paulo chama de
fracos da fé não parece ser uma lógica
tão frágil assim. Imagine que você é um
cristão, mas você é um cristão judeu.
Você cresceu, você nasceu, foi criado,
você cresceu nesse ambiente em que
imagina que você pode comer carne de
porco ou você pode comer uma carne que
foi vendida no mercado público, que não
foi tratada de acordo com as leis do
Levítico, não é? Carne coché. que foi
dedicada a um ídolo. Você vai lá no
mercado público, compra essa carne e
consome essa carne em sua casa, com a
sua família ou até mesmo na mesa com
outros irmãos na fé. Isso para a
mentalidade judaica habitual era
abominável.
E agora existe essa nova fé que eu
reconheço em Jesus Cristo, essa
fidelidade, essa declaração de lealdade
que eu fiz a Jesus.
Se eu acreditasse que o cristianismo era
ou fosse uma religião completamente
diferente ou fosse uma religião
propriamente dita
e é completamente distinta de tudo
aquilo que eu acreditava e vivi dentro
do judaísmo, vai lá, tudo bem. Eu
entendo que abraçar essa nova religião,
essa nova série de ritos e de convicções
implica em abandonar todas as práticas e
convicções antigas. Mas a mensagem que
foi pregada a respeito do evangelho para
mim não é essa. A mensagem que foi
pregada e que eu creio é que o Deus, o
Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus
de Jacó, o Deus de Israel, cumpriu
plenamente as suas promessas em Cristo
Jesus. E esse Jesus, que é o Messias,
governa sobre todos os povos e é o
Messias judeu. Então, o que fazer com
todas essas leis judaicas? com todas
essas leis que foram dadas para o povo
de Israel,
que regulamentam o que eu posso comer,
de que forma essa comida deve ser
preparada, com quem eu posso comer e em
que circunstâncias. Eu não posso
simplesmente abandonar essas coisas. E
Paulo reconhecia que essa era uma
questão importante e essa era uma
questão difícil.
Quando Paulo trata essas pessoas como
fracas na fé, ele não está dizendo que
essas pessoas não entenderam o
evangelho, porque Paulo está se
referindo aos fortes e aos fracos como
pertencentes à comunidade da fé,
pertencentes à comunidade de Cristo.
Isso significa que ele reconhece aquelas
pessoas como seus irmãos e irmãs. Elas
entenderam o evangelho e elas aceitaram
essa convocação. Depositaram a sua
confiança, a sua fé, a sua fidelidade, a
sua lealdade a Jesus. Não está em
questão se eles são irmãos ou não. O que
está em questão é se eles entenderam as
implicações dessa fé. É nesse sentido
que Paulo julga que aquelas pessoas são
fracas na fé, porque elas ainda não
pensaram o suficiente sobre aquelas
questões e não alcançaram as conclusões
que ele, Paulo, havia alcançado e que
vários outros irmãos que ele chama de
fortes na fé também haviam alcançado.
Então, o que Paulo está tratando aqui
novamente sobre uma questão que é
polêmica, difícil e importante, é
essa não é uma questão que deve ser
simplesmente esquecida e tratada como se
não tivesse nenhuma relevância,
mas essas pessoas não podem ser
pressionadas e cobradas a concordar
conosco sem que elas tenham o tempo, as
condições necessárias e um convencimento
autêntico de sua consciência de que elas
podem comer esses alimentos e de que
elas não precisam considerar esses dias
mais sagrados do que o outro. É preciso
dar tempo para que essas pessoas cheguem
a essa conclusão. E qual é a lógica dos
fortes na fé? O que é que levou a Paulo
se identificar com outra posição
e chegar a outra conclusão? é que a lei
tinha um propósito, a lei tinha uma
finalidade. A lei não era para ser
obedecida
eternamente em todas as suas
regulamentações, em todas as suas
instruções.
O objetivo da lei foi alcançado, foi
cumprido em Jesus. Eu não vim abolir a
lei, mas vim cumprir a lei e os
profetas. Essas são as palavras de Jesus
no sermão do monte. O que que ele tá
querendo dizer com isso? Que ele veio
obedecer a todas as regulamentações
muito mais do que isso. O que ele está
dizendo é o objetivo pelo qual a lei foi
dada está sendo cumprido em mim. E
quando Jesus cumpre a lei, alcança o
objetivo para o qual a lei foi
estabelecida, uma nova era inaugurada. E
nessa nova era, várias injunções, várias
exigências da lei caíram, foram
relativizadas, se tornaram irrelevantes.
Por quê? Porque aquelas regulamentações
tinham pertinência quando o povo de Deus
era constituído apenas a partir da nação
de Israel e dentro do contexto em que o
Messias ainda não via, não havia sido
enviado para cumprir os propósitos pelos
quais a lei havia sido dado. Então, a
lei, nas palavras de Paulo, em um outro
contexto, que serviu como um tutor do
povo de Deus até um determinado momento
da história, deixa de ser esse tutor,
deixa de ter a sua validade em todas
essas suas regulamentações e dá lugar a
uma nova era, dá lugar a um novo ato de
revelação de Deus, que não é
completamente
oposto a tudo aquilo que havia sido
dado, mas que também não pode ser
tratado como exatamente igual a tudo
aquilo que havia sido exigido e revelado
por Deus antes da chegada da vida, da
morte e da ressurreição do Messias.
Essas são questões que abrem muitas
outras perguntas e certamente você que
está me ouvindo agora, talvez se você já
não pensou sobre isso, esteja se fazendo
algumas perguntas sobre isso. E o meu
propósito não é discutir os objetivos
específicos da lei nessa mensagem, mas é
possível perceber no começo dessa
conversa como essa não é uma conversa
simples e como essa é uma questão que
exigia muito da consciência de todos os
cristãos, sejam cristãos judeus, sejam
cristãos gentios. E o que Paulo está
dizendo em especial para os fortes na fé
é: aceitem aqueles que são fracos na fé,
sem que isso se torne ocasião para que
vocês venham a discutir assuntos
polêmicos.
Isso porque nós não podemos exigir da
consciência de alguém mais do que ela
pode entregar. É preciso ter paciência,
é preciso ter amor por essas pessoas.
E mais do que isso, é preciso perceber
que você não é o juiz do seu irmão. Você
não está na posição de julgar aquele que
é escravo de outra pessoa. Ou será que
você não percebe que você também é
escravo? Essa palavra que aparece na
tradução como servo é apropriada
apropriadamente traduzida como servos,
como servo, mas o seu sentido mais
literal é escravo. E a gente precisa
recuperar essa percepção de que fortes e
fracos, judeus ou gentios, se nós somos
cristãos, estamos debaixo do domínio do
Messias, nós somos propriedades
do Messias. Nós somos escravos do mesmo
Senhor. E o que Paulo está dizendo é o
próprio Cristo julgará todas as coisas.
É isso que ele está falando aqui no fim
dos primeiros versículos do capítulo 14.
Aquele que come de tudo não deve
desprezar o que não come e aquele que
não come,
pois Deus o aceitou. Quem é você para
julgar? O servo ou o escravo alheio? É
para o seu Senhor que ele está em pé ou
cai e ficará em pé, pois o Senhor é
capaz de o sustentar. Apenas com esses
versículos, talvez não fique tão claro,
mas quando a gente chega no versículo 9
e certamente nos versículos 10 a 12, a
gente tem a percepção de que Paulo está
olhando para um momento muito posterior
àele momento que ele estava vivendo e
nas as condições nas quais ele estava
tratando o problema que existia na
igreja em Roma.
a gente não tem o detalhamento do
contexto e a gente não sabe exatamente
em que circunstâncias aquela igreja se
encontrava. E quando a gente olha, por
exemplo, pra carta aos Coríntios, a
gente tem a sensação que a coisa em
Corinto estava muito mais turbulenta do
que em Roma. Ou quando a gente olha pra
carta aos Gálatas, a gente tem a
sensação que a igreja também estava em
uma condição muito mais perigosa do que
a situação da igreja em Roma. Mas pode
ser que essa percepção seja equivocada.
Por quê? Porque a igreja ela se reunia
nas casas.
E o cenário que Paulo traça é: "Aquele
come de todas as coisas despreza aquele
que não come. E aquele que não come de
todas as coisas condena aquele que
come." É muito plausível que esses
grupos tenham em algum momento se eh
desintegrado como uma comunidade unida e
passado a se reunir em casas diferentes
sem ter absolutamente nada em comum. É
aquele lance de eh
a casa que está em briga, mas está
debaixo do mesmo teto, é ainda melhor do
que aquela casa que já se desintegrou
completamente e que o homem foi para um
lar, a mulher foi para uma casa
completamente diferente e eles não
brigam mais porque eles não convivem
mais. É bem possível que a igreja em
Roma não tivesse tantas discussões de
forma direta e acalorada, como a gente
encontra na discussão de Paulo com Pedro
em Antioquia e que Paulo relata na carta
aos Gálatas, porque elas aquelas pessoas
simplesmente já não conviviam mais.
Lembre-se das discussões que Paulo faz
alução sobre judeus e gentios, como
aparentemente os gentios estavam
desprezando os judeus como se a
realidade da salvação e da fé já não
tivesse nenhuma relação com o povo de
Deus, com a história que Deus construiu
a partir de Israel. E Paulo está
dizendo, "Cuidado, não aja com orgulho,
porque se Deus não poupou a aqueles que
eram naturais dessa oliveira, quanto
mais vocês que foram enxertados, cuidado
com a posição de orgulho." Olhando para
todos esses contextos, é bem possível
que a igreja estivesse muito mais
dividida do que a gente imagina numa
leitura inicial da da carta aos Romanos.
E Paulo, então, está tratando dessa
realidade aqui e dizendo para aquelas
pessoas: "Aceitem vocês que são fortes,
aqueles que são fracos na fé, sem
discutir assuntos controvertidos". E
essa talvez seja uma das questões mais
importantes pra nossa reflexão de hoje,
que é
o que é importante,
o que é controvertido, mas não é
essencial para nossa comunhão enquanto
irmãos.
Nem sempre é fácil responder a essa
pergunta, mas é necessário responder
essa questão. O que que é relevante? Tem
consequências práticas, é difícil de se
chegar a um consenso, mas que não é
essencial
paraa comunhão que temos um com o outro.
Paulo levanta essa eh essa questão ou
esse a natureza desse problema em
Romanos capítulo 14, falando de algo que
era caríssimo, que era muito eh
valorizado por irmãos daquela
comunidade, que era a questão das regras
alimentares, os tabus alimentares, as
questões ligadas à Torá e que os
cristãos deveriam ou não conservar e
dias sagrados também pra cabeça daqueles
que eram fracos na fé. Isso era uma
questão fundamental, uma questão talvez
central na fé. E Paulo está dizendo, não
é uma questão importante, é uma questão
que exige posicionamento de cada um.
Inclusive eu, Paulo, me considero forte
porque eu tenho posicionamento sobre
essas coisas. Eu não considero que é
proibido comer esses alimentos ou
considerar um dia mais sagrado do que o
outro. Mas isso não é essencial paraa
nossa comunhão. Se levantar essa bola,
se levantar essa discussão, vai promover
uma polêmica mais corrosiva do que
construtiva. Não discutam isso. Aceitem
o que é fraco na fé sem discutir essas
coisas. Aceitem como seus irmãos na fé,
sabendo que eles fazem essas coisas para
o Senhor. Ponto fundamental de Paulo
aqui em Romanos capítulo 14. Nós
nascemos e morremos. E fazemos todas as
coisas entre esses dois polos diante do
nosso Senhor. Nós pertencemos ao nosso
Senhor, fazemos todas as coisas diante
do Messias e seremos julgados pelo
Messias. Quem é você para julgar o servo
que não é seu? Aliás, você que também é
servo, você que também é escravo, não é
sua prerrogativa,
não é seu direito fazer isso que você
está fazendo ou ao desprezar o outro ou
ao condenar o outro, sem considerar o
fato de que ele faz essas coisas de boa
consciência.
Ele faz essas coisas porque ele
realmente acredita que ele está sendo
fiel a Jesus, está sendo fiel àquilo que
Deus exigiu dele. E ele faz essas coisas
apresentando graças a Deus. Seja aquele
que se abstém do consumo de carne, seja
aquele que come de todas as coisas. Os
dois grupos faziam isso de boa
consciência, apresentando graças a Deus,
o que para Paulo é um sinal muito forte
de que eles estavam fazendo essas
coisas.
a partir de um ato de fidelidade, de
obediência ao Senhor. O fato de que eles
estavam apresentando graças a Deus. Eles
não estavam agindo com displicência.
Eles não estavam fazendo qualquer tipo
de estavam fazendo pouco caso de algo
que Deus disse para eles que era
importante. Mas Paulo está dizendo que
mesmo essa questão importante,
relevante, não é essencial,
não é fundamental.
Nem sempre é fácil fazer essa distinção.
E Paulo faz essa distinção aqui sobre
essa questão de uma forma bastante
polêmica. Ele sabe que ele era, estava
sendo controvertido ao tratar um assunto
que para muitos era tão importante como
algo não essencial. Mas o que ele está
dizendo é esse tipo de discernimento é
necessário. Nós precisamos julgar esse
tipo de coisa. Romanos capítulo 14. a
continuidade desse assunto que se dá nos
13 primeiros versículos de Romanos,
capítulo 15,
mostra pra gente que eh
Paulo não está tratando de coisas que
todo mundo precisa entrar em consenso.
Ele não está tratando de homicídio, ele
não está tratando de adultério, ele não
está tratando de incesto, ele não está
tratando de furto, ele não está tratando
de várias coisas que a lei tinha
orientações claras que obviamente
permanecem válidas nessa nova criação
que foi inaugurada por Jesus. Essas
coisas continuavam valendo como
fundamentais na orientação desse novo
tipo de vida que há nesse novo reino
estabelecido por Jesus, o reino de Deus
sobre a terra. Então, eh tinham muitas
discussões que Paulo nem levantaria como
polêmica. A gente precisa concordar que
isso é absolutamente proibitivo dentro
da comunidade do povo de Deus. Isso é
assim que ele trata muitas questões em
Corinto. Sujeito se deitou com a própria
madrasta e vocês não fizeram nada sobre
isso. Isso se tornou um escândalo,
inclusive para aqueles que são de fora
da comunidade. É óbvio que não. Essa
pessoa precisa ser excluída da
convivência da comunidade entregue a
Satanás a fim de que talvez ele alcance
arrependimento e volte para a comunhão
dos santos. E muitas outras questões.
Será que a partir da afirmação de Paulo
de que todas as coisas nos foram dadas,
era possível justificar o furto? Porque
não, pera aí, tem propriedade privada,
mas agora que eu sou de Jesus e todas as
coisas me foram dadas como herança do
Messias, então eu posso pegar qualquer
coisa de qualquer pessoa? Não, óbvio que
não. Esses eram pontos fundamentais,
não eram pontos controvertidos e que não
se poderia abrir mão. Mas tem várias
outras coisas que são relevantes no
nosso tempo, no tempo de Paulo,
que tem implicações práticas que exigem
posicionamento pessoal e que não são
essenciais para nossa comunhão com o
corpo de Cristo. Eu entendo que muitas
das discussões políticas,
muitas das discussões identitárias, não
todas elas, algumas, ao meu ver, entram
nessa categoria de coisas essenciais,
mas muitas outras estão nessa categoria
de coisas que são importantes,
relevantes, exigem posicionamento
pessoal, mas não são essenciais,
não são centrais para determinar se você
é meu irmão na fé ou não. se nós podemos
manter a unidade ou não. Tem muitos
momentos que é muito melhor você se
calar
sobre a sua posição pessoal para
priorizar a unidade com seu irmão. fazer
aquilo que você sabe que você deve fazer
de boa consciência, em fidelidade a
Deus, mas preservar a unidade com seu
irmão, sabendo que se ele estiver
errado, Deus irá julgar a todos e Deus
irá revelar aquele que foi forte ou
fraco nesse assunto ou naquele. E quando
Paulo fala sobre esse momento em que
todos nós prestaremos contas, ele
finaliza essa sessão afirmando isso.
Assim, cada um de nós prestará contas de
si mesmo a Deus. O que ele está dizendo
é: "Calma, se você acha que isso é
importante, ao invés de desprezar ou
condenar o seu irmão, confie que o
Senhor revelará todas as coisas no dia
final. E confie que Deus trará justiça
sobre todas as pessoas, sobre toda sua
criação. Deus colocará todas as coisas
no seu devido lugar, mas é Deus que fará
todas essas coisas. É Cristo que julgará
os vivos e os mortos. É Cristo que é
soberano sobre os vivos e os mortos,
porque todas as coisas foram submetidas
debaixo do domínio de Deus.
Por isso que parece que Paulo está
tratando aqui, retomando questões muito
mais profundas do que ele precisava para
resolver essa polêmica de comer carne,
não comer carne, guardar um dia como se
fosse mais especial do que o outro.
Parece que ele tá evocando assim mais
teologia do que o necessário. Parece que
ele tá querendo matar uma mosca com uma
bala de canhão. Mas não é. Paulo não
está desperdiçando argumentos
teológicos. Ele está partindo de uma
questão prática importante, com várias
consequências, para tratar de uma outra
questão ainda mais relevante e ainda
mais fundamental, que é o testemunho que
nós, enquanto povo de Deus, damos por
meio da nossa unidade. É um dos aspectos
mais centrais da nossa fé. A nossa
capacidade de ter esse discernimento e
esse compromisso com o nosso próximo e
com Deus, a ponto de preservarmos a
unidade do corpo de Cristo sobre todo
tipo de barreira, étnica, cultural,
social, financeira, qualquer tipo de
impecílio, qualquer tipo de força que
tende à desorganização,
a superação de qualquer força que tende
ao caos, a frag fragmentação dentro do
povo de Deus. A superação disso por meio
da nossa lealdade a Jesus Cristo é o
testemunho que convence Roma de que
Cristo é o Senhor. Por isso César não é
o Senhor. a nossa unidade, a nossa
capacidade de priorizar
o nosso irmão e a vida do nosso irmão
que foi aceito por Deus,
percebendo que eu não posso condená-lo,
eu não posso desprezá-lo, porque o
próprio Deus o aceitou e por isso eu sou
um junto com ele. Eu tenho comunhão com
esse irmão. Esse testemunho é
profundamente poderoso e transformador.
É o que nenhum tirano, por mais poderoso
e aparentemente soberano que seja sobre
todos os outros reinos da terra, jamais
vai conseguir. Essa era uma afirmação de
César. Ele se vangloriava de constituir
uma unidade entre vários povos a partir
do seu domínio e poder soberano. E o que
Jesus está dizendo é que essa é uma paz
que é falsa. A minha paz vos dou. Essa é
a afirmação de Jesus para os seus
discípulos. A paz de Jesus é
completamente diferente, transformadora
e faz aquilo que César se vangloriava de
fazer, mas nunca foi capaz de fazer de
fato, que é a partir de muitos, a partir
de várias etnias, de várias línguas, de
vários povos, de vários contextos, de
várias culturas, constituir um só povo,
um só corpo a partir dessa mesma fé, a
unidade do corpo de Cristo.
É um testemunho para as potestades e os
poderes desse mundo que um novo reino
foi inaugurado. Esse reino é mais
poderoso do que todos os outros reinos
que nunca alcançaram aquilo que esse
reino alcançou. E por isso esse reino
está destinado a sobrepor, a superar, a
suplantar todos os outros reinos da
terra. Por isso, hoje eu convoco você a
refletir, a pensar e a se comprometer
com essa realidade que o reino de Deus
nos traz. Nós pertencemos ao Senhor,
fazemos todas as coisas diante dele,
temos certeza que fomos justificados
pela fé. Nós seremos vindicados no dia
final. receberemos o sim da parte de
Deus, de Cristo Jesus, quando fomos
julgados
no momento desse grande eh julgamento de
vivos e mortos que acontecerá no tempo
determinado por Deus.
Mas no tempo presente, o testemunho de
que nós já recebemos essa certeza da
parte de Deus e ele trouxe lá do final
para o tempo presente essa segurança
para mim e para você de que temos a paz
com Deus. O sinal concreto disso é
comunhão pela fé, é aceitação do meu
irmão, mesmo que ele seja muito
diferente de mim, mesmo que ele tenha
posições muito diferentes de mim. Mas se
eu tenho discernimento dado pela palavra
de Deus, pelo Espírito Santo, de que
essa não é uma questão fundamental à fé
e que eu posso de fato chamá-lo meu
irmão, porque ele depositou a sua fé em
Cristo Jesus e ele faz o que faz pela
sua convicção de que está sendo fiel às
exigências de Jesus, eu tenho a
obrigação
de me portar com ele da forma que o
mesmo Deus se portou com ele. Por isso,
minha convocação a você, da mesma forma
que Paulo fez aquela convocação
aos irmãos da igreja em Roma. Aceitem
aqueles que são fracos na fé sem
discutir assuntos controvertidos. Deem
esse testemunho poderoso para todo mundo
de que Jesus Cristo é o único Senhor.
Ele coniu constituiu um só povo e que
esse poder que tende a unidade, a
comunhão, irá superar todas as forças
que nos levam para a confusão, a divisão
e a fragmentação. que o amor de Cristo
Jesus nos dê essa sabedoria, esse
compromisso e essa confiança em Deus de
que ele fará a coisa certa no tempo
certo e por isso nós podemos viver em
paz um com o outro.
[música]

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