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A fé vem pelo ouvir

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE A VISÃO PROTESTANTE E A VISÃO CATÓLICA SOBRE MARIA? – PEDRO DULCI

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE A VISÃO PROTESTANTE E A VISÃO CATÓLICA SOBRE MARIA? – PEDRO DULCI

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE A VISÃO PROTESTANTE E A VISÃO CATÓLICA SOBRE MARIA? – PEDRO DULCI

Enquanto no catolicismo Maria ocupa um lugar de grande destaque, essa devoção é frequentemente resumida pela ideia de que ela é admirada, não adorada. Pedro Dulci explica como cada tradição entende o papel de Maria e quais são as principais diferenças entre a perspectiva católica e protestante sobre esse tema.

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Legendas automáticas:

Agora vamos falar do assunto que é onde
o pessoal também faz a diferença. Tanto
o alguns protestantes, né, nos extremos,
tanto alguns protestantes têm o
preconceito quanto alguns católicos têm
o preconceito, que é qual é o papel de
Maria, né, para para muitos católicos, a
barreira com o protestantismo é: "Mas
vocês não gostam de Maria?" Que é isso
mesmo, a gente não gosta de Maria, o
protestante? Eh, a gente não acredita.
Eu já ouvi essa, né? Protestante não
acredita em Maria. o qual é a distinção
de maneira geral, né? A gente não tem
como descer aos detalhes, mas de maneira
geral entre a visão protestante de do
papel de Maria e a visão católica a
respeito dela.
>> Muito bom. Eh, eu acho que isso,
principalmente no contexto brasileiro,
que é muito eh centrado na devoção a
Maria, ele é ele isso é diferente em
outros contextos. Eu não, eu não sei se
vocês se lembrem, quem tá nos ouvindo
não se lembra, mas uma das primeiras
declarações do atual papa, eh, que
chamou muita atenção das pessoas, era
que era era sobre a não ênfase na
intervenção e na mediação de santos, mas
na exclusividade de Cristo. E eu lembro
que eu recebi isso muito de vários
amigos, assim, gente, gente católica,
tal, tá vendo? Eu falei primeira coisa,
eu falei assim, calma lá, não pense que
também o ensino oficial sobre Maria
caiu, porque não caiu
>> o papa se converteu. O papa se
converteu.
>> Eu falei: "Calma lá, vamos devagar".
Mas ele chamou atenção e isso é uma
distinção do catolicismo eh do norte do
catolicismo do sul. catolicismo do sul
muito idólatra nesse aspecto, enquanto
os os ingleses, os norte-americanos são
bem mais centrados em Cristo novamente.
Então, se a gente tá falando do ensino
oficial da igreja. No ensino oficial da
igreja, Maria é uma intercessora, ela
tem uma natureza divina também por ter
sido escolhida por Deus para ser a mãe
de Deus. E aqui tem uma expressão muito
forte
e que a gente precisa qualificá-la pra
gente não cair em dois extremos. a
expressão Teotópos, que é ah, Maria é
mãe de Deus. E aí, para isso ela precisa
de natureza divina também. Os
protestantes questionam, então primeira
coisa, os protestantes gostam da Maria,
não tem nada contra Maria, acreditam na
Maria, precisam que uma jovem chamada
Maria tenha existido ali por volta do
primeiro século, que tem engravidado,
que tenha dado a luz a Jesus, porque o a
nossa fé ela é histórica. A gente
precisa que o segundo Adão, da mesma
maneira que o primeiro Adão, seja um ser
humano histórico, concreto no tempo e no
espaço, como dizia o Shefer. Então,
Maria muito importante para nós quanto a
isso.
>> Nós admiramos, admiramos inclusive a fé
que ela teve, é a sua obediência, o
exis-me aqui, né? Então, exatamente, ela
é ela é junto, ela ela é um membro do
povo de Deus. A gente não crê que a
igreja surgiu no Novo Testamento. A
igreja sempre surgiu, ela era membro do
povo de Deus. Então, OK. Por outro lado,
a gente não crê que para ser mãe de
Deus, porque a gente não separa a dupla
natureza do redentor, isso é um ponto
que às vezes é difícil pra gente
entender, porque a gente não tem muitas
coisas na realidade que tem duas
naturezas sobre a mesma mesmo aspecto e
ao mesmo tempo, como Cristo. Cristo é
verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Eu
nem gosto do 100% homem, 100% Deus. É
verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
sobre o mesmo aspecto e ao mesmo tempo.
>> Uhum.
>> Eh, então, Maria, mãe de Jesus, ela, a
gente não tá errado em dizer que ela é
mãe de Deus por causa da natureza do
redentor e não da natureza dela. Porque
se a gente diz que não, que ela ela foi
a mãe do menino homem, Jesus, da
natureza humana, e depois de alguma
maneira a natureza divina veio para cima
de Jesus. Não. E isso isso é uma
heresia. E aí a importância de estudar a
história do dogma, isso é uma heresia
antiga chamada nestorianismo. Tinha um
cara chamado Nest que defendia
exatamente isso. Na teologia às vezes a
a gente tem que fazer essas concessões,
porque se a gente, por exemplo, nega
essa expressão porque ela parece
católica demais para nós, mãe de Deus, a
gente acaba caindo numa heresia muito
pior. É
>> melhor qualificá-la. A gente acredita
que Maria é a mãe de Deus. Sim. Não por
causa da natureza dela divina, mas por
causa da natureza divina do redentor.
>> Perfeito. E aqui eu só quero fazer esse
parêntese aqui, depois você pode
continuar, mas eh como aqui a gente vê
um um ponto em que nós respeitamos a
tradição e a sua relevância, né? Então
esse debate onde nós vemos o
nestorianismo ser condenado como heresia
ao ponto de até hoje nós entendermos que
não devemos fazer esse tipo de separação
entre a natureza humana e a divina de
Cristo. Isso é algo que foi aprendido,
né, ou desenvolvido a partir da
escritura, mas pela tradição, por homens
do Senhor e tudo mais. Então, eh nós nós
aprendemos, né, nós temos os concílios
ecumênicos no sentido de que tanto os
católicos quanto os protestantes
concordam, enfim, né? Então esse
parêntese é relevante pra gente dar um
exemplo claro, né, do que a gente citou
antes. Mas continue aí à vontade.
>> Veja a import. É isso. Eu também
concordo plenamente com você. Veja a
importância da gente saber, porque às
vezes a gente só defende e só nega,
porque a gente não quer parecer com
católico, mas como a gente não conhece a
história, aí a gente a gente fica
parecendo com here que é que é que é tão
tão ruim quanto. Então a gente tem que
tomar muito cuidado. Foi condenado, foi
condenado por um concílio ecumênico da
igreja que a gente acha que a condenação
foi correta, é uma heresia mesmo. Então
é preciso eh fazer essas qualificações.
Maria foi obediente. O aonde está o
valor de Maria? O próprio Senhor Jesus
diz quando quando o questionário sua mãe
tá aqui com seus irmãos e ele pergunta:
"Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?
Senão todos aqueles que ouvem a palavra
e obedecem?" Então a dignidade da Maria
não tá em ela ter sido escolhida como a
mãe do Messias, tá na fé dela.
Nissado.
>> O que a salvou foi isso, né? Que a
salvou foi isso. Ela não tem
>> a fé não foi o ter sido mãe, né? O o
parto não foi uma obra salvífica, mas a
fé em Cristo.
>> A fé. Exato. Então é aí que a gente vê a
dignidade dela, como a gente vê a
dignidade de todos aqueles que estão em
Cristo. E claro que vamos pensar do
ponto de vista histórico para pr paraa
Maria que era mãe de Jesus e pros irmãos
de Jesus que viram Jesus, que eh foram
reconhecendo o seu ministério depois e
depois crendo. Imagina, deve ter sido eh
uma experiência muito diferente daquelas
pessoas que simplesmente conheceram
Jesus já. pregando, fazendo milagres, eh
apresentando o reino de Deus. É muito
bonito quando Judas, por exemplo, que
era meio irmão de Jesus, e a gente
inclusive chama de meio irmão por causa
disso, né? Dessa a gente não crê que
Maria foi mãe só de Jesus, que ela se
tornou eh eh imaculada no sentido de que
foi só essa gestação messiânica. Não, a
tem pelo menos a notícia de quatro
outros outros irmãos de Jesus e tá no
plural a a os termos no ah a palavra
grega é prima, no uso ali primo prima,
no uso do canon, todo mundo tá falando
de irmãos. Para que que vai falar que é
primo? E aí a gente vê Judas, por
exemplo, falando assim, olha,
apresentando na epístola dele, eh,
Judas, servo de Cristo, irmão de Tiago.
Ele se apresenta assim, irmão de Jesus,
Judas, irmão, porque isso pra igreja
seria uma carterirada excelente, né? Eu
sou irmão do Messias,
>> não, servo de Cristo. Aonde que tá a
dignidade dele também? Na fé dele em
servo do Messias. E aí sim ele quer, ele
quer trazer credibilidade canônica pro
escrito bíblico dele. Eu tô ligado a uma
grande liderança da igreja. Eu sou irmão
de Thiago. Eu reconheço a liderança de
Thago. Veja como essas coisas estão lá
na escritura. A gente só precisa
adequadamente ter atenção quanto a isso.
>> [música]

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