Vai-te em paz (1 Samuel 1.9-18) | Rev. Alexander Lemos
01/06/2026
Vai-te em paz (1 Samuel 1.9-18) | Rev. Alexander Lemos
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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A graça e a paz do nosso único e suficiente Salvador Jesus Cristo. Abra a sua Bíblia. Primeiro livro de Samuel, capítulo 1, versículo 19. Primeiro livro de Samuel, capítulo 1, versículo 19. Diz assim a palavra do Senhor: "Levantaram-se de madrugada e adoraram perante o Senhor e voltaram e chegaram em sua casa a Ramá eucana desculpe versículo 9, não é o 19. Esse é outro sermão. Então, volte aí pro versículo 9. Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira junto a um pilar do templo do Senhor, levantou-se Ana e com amargura de alma orou ao Senhor e chorou abundantemente. Até aqui por enquanto, vamos orar mais uma vez. Senhor dos exércitos, se benignamente olhares, ó Deus, para o teu servo e para o teu povo que está aqui hoje, fale, ó Deus, a nosso coração através da tua palavra com poder e graça, em nome de Jesus. Amém. [roncando] Amém. Os irmãos, a maioria dos irmãos aqui conhecem essa essa história que primeiro livro de Samuel vai começar narrando o nascimento como Samuel nasceu. Personagem bíblico tão importante que ele está localizado aqui na transição, saindo do tempo dos juízes. E esse tempo dos juízes está se encerrando e encerrará com Samuel. E um fato novo, histórico na vida daquele povo mudará. Antes eles eram tribos que às vezes se reuniam, uma brigava com a outra, haviam problemas de pecado, idolatria, era um povo, mas um povo dividido em tribos. E esse tempo estava acabando e estava para iniciar um novo tempo na história de Israel, de um reino unificado e um rei. E esse é um ponto fundamental na história de Israel e em toda a narrativa bíblica. Então é um fato extremamente importante. E vocês sabem que naqueles dias eles tinham que se locomover até o sumo sacerdote, onde estava o templo, o tabernáculo, para pelo menos uma vez por ano para oferecerem sacrifícios e e ali estarem diante do Senhor, diante do sumo sacerdote e essa família aqui reunida que é Eucana, que é o o homem, Penina e Ana Eles foram então para o tabernáculo e essa família era uma família um pouco complicada. Primeiro porque Ocana tinha duas esposas, uma Penina, ela tinha filhos, já Ana não os tinha. Mas só que a questão não era só essa, não era só a tristeza de Ana de não poder ter filhos. Naqueles tempos, vocês sabem, meus irmãos, que uma mulher se casar e ela não ter filhos era terrível, era uma inutilidade total. Ela convivia com essa tristeza de não poder dar filhos. Isso era terrível. Mas o problema não era só esse, não era só o coração de Ana. O problema era Penina. Porque o texto diz que Penina a irritava constantemente. Eucana amava a Ana, mas Penina a amolava e perturbava, a humilhava constantemente. Por isso que a situação era mais grave ainda. Então, o texto que nós lemos diz que após terem comido e bebido em Siló, estando ali Eli e o sacerdote assentado numa cadeira junto a um pilar do templo do Senhor, levantou-se Ana e com amargura de alma orou ao Senhor. Chorou abundantemente. Diante desse clima todo, o que foi que Ana fez? Ela se levantou, saiu daquele lugar e mesmo com amargura de alma, com coração amargurado, ela se levantou e foi orar ao Senhor. E ela chorou abundantemente. Eu gostaria desse, desse breve sermão que nós teremos hoje. Queria dividir em três cenas. E essa é a primeira cena, a cena de uma mulher amargurada, mas que ela se levanta para orar. Mas ela não se levanta para orar de qualquer forma. Ela não foi lá somente para despejar a sua amargura diante de Deus. Ela não foi reclamar com Deus, mas uma mulher que ela foi orar ao Senhor com coração piedoso, humilde. Foi assim que ela se chegou diante de Deus. E aqui a gente pode tirar uma primeira lição para nós. Mesmo quando nós estamos sendo humilhados, perseguidos, nosso coração está angustiado, como ela mesma diz aqui nesse texto, cheia de ansiedade, mesmo com o coração assim, ela foi buscar o Senhor em oração. Um coração amargurado, cheio de amargura, ela orou e chorou abundantemente diante do Senhor. E no versículo 11, olha só as características da oração de Ana. E fez um voto dizendo: "Senhor, Senhor dos Exércitos". É a primeira vez que essa expressão aparece na Bíblia, Senhor dos Exércitos. Quando ela diz isso, ela está falando: "Senhor, eu conheço o Senhor, eu sei quem que o Senhor é. O Senhor é o Deus todo- poderoso e Yahé, e o Senhor é o Senhor dos Exércitos". maioria dos comentaristas afirmam que eh quando se fala isso a respeito de Deus, reconhece que ele é o Senhor dos exércitos celestiais, que o Senhor reina, que o Senhor tem poder e autoridade sobre as miriíades celestiais e que como ele tem esse poder sobre os anjos do céu, ele não terá sobre todos os exércitos da face da terra. Então aqui quando ela diz isso, ela fala: "Senhor, tu és o Deus todo poderoso e o Senhor pode fazer qualquer coisa porque o Senhor é o Senhor dos exércitos". É assim que ela se aproxima diante de Deus. E olha só como o coração dela é piedoso. Ela não é só sincera diante de Deus. Às vezes nós erramos nas nossas orações porque nós achamos que nós nós devemos ser sinceros em nossas orações, mas nós devemos nos aproximar de Deus com temor, com piedade, sabendo que ele é o Senhor dos exércitos, o Deus todo- poderoso. É assim que nós chegamos diante de Deus e assim que nós aprendemos com Ana. Olha só a oração dela. Diz assim: "Se benignamente atentares para a aflição da tua serva". Olha só, ela clamou pela misericórdia de Deus, pela bondade de Deus. Ele está dizendo: "Senhor, eu o que eu vou pedir pro Senhor, eu não mereço nada disso, mas eu estou clamando pela sua misericórdia, pela sua bondade. Senhor, olha para mim, porque eu sou tua serva". É com coração de servo que nós devemos correr para Deus nas nossas orações. Oramos como servos e não como donos de Deus, não como autoridade diante de Deus. Não com vitimismo diante de Deus. Ela poderia ter orado assim: "Senhor, Senhor está vendo tanto que eu estou sofrendo. Todo mundo está judiando de mim. Ninguém tem dó de mim. Olha só o que que tá acontecendo aqui." Não. Ela se apresentou diante de Deus como serva do Senhor dos Exércitos. Com humildade ela se aproximou diante de Deus. Olha só. E ela e ela ainda diz: "De mim te lembrares e da tua serva não esqueceres". Engraçado, parece que ela ela ela está repetindo, né, a mesma coisa. Mas aí ele tem dois verbos aqui diferentes, que é lembrar e não esquecer. E maioria dos comentaristas afirmam que ela ela está aqui se apropriando do pacto, da fidelidade pactual de Deus, daquilo que Deus fez no passado e daquilo que Deus prometeu que faria no futuro. D é um Deus que ele nos abençoa, que está no controle do nosso passado e do nosso futuro, porque é o Deus da aliança e ele é fiel à sua aliança. aliança que ele faz com o seu povo. E olha só o pedido que ela faz e lhe deres um filho varão. Ela não poderia ter pedido tantas outras coisas. Ela poderia ter pedido, Senhor, manda um raio na cabeça de Penina. Senhor, manda essa mulher para outra cidade. Senhor, eu quero ter muitos filhos. Eu quero ter mais filhos do que Penina. Ela não poderia ter orado assim, porque eu quero ganhar dela. Ela poderia ter orado tantas coisas, mas sabe o que que ela pediu? Senhor, Senhor dos Exércitos, se o Senhor me der um filho varão, era só o que ela queria. Ela já se alegraria. Ela saberia que o Senhor a ouviu, que o Senhor a abençoou. E olha só o coração dessa mulher, tanto que nós precisamos aprender. O que ela faria se Deus lhe desse um filho? O darei por todos os dias da sua vida e sobre a sua cabeça não passará navalha. um filho que ela tanto queria, que ela orou e de uma forma milagrosa, se Deus desse esse filho a Ana, sabe o que que ela faria? Devolveria o Senhor em adoração a Deus, em gratidão. A gratidão dela seria tão grande que ela daria o que ela teria de melhor. Sabe o que que ela tem de melhor? o filho que Deus deu. Gente, que coisa maravilhosa. Nós somos tão apegados às bênçãos que Deus nos dá. Deus nos dá bênçãos. Muitas vezes eles se tornam ídolos na nossa vida porque nós não o consagramos. Não consagramos essas bênçãos a Deus para a glória de Deus. E é isso que nós devemos fazer. Se a nossa vida é para a glória de Deus, tudo que Deus nos dá é para a glória dele. E nós devemos consagrar isso para a glória de Deus. É esse que é o voto de do nazireado aqui que ela propôs a Deus. Deus, eu não vou ele, o o cabelo dele não vai ver navalha. Eu não posso ser nazireu. Mas ela consagrou. o seu filho, aquilo que Deus poderia dar a ela, ela não ficaria com ele, não. Você, meu filho, você Deus me deu e agora você não sabe o que que ela fez? Consagrou a bênção que ela recebeu ao Senhor. Você consegue fazer isso? [risadas] Você que é mãe, você conseguiria fazer isso, mas nós podemos fazer. apresentando os nossos filhos em oração, trazendo-os à igreja, ensinando a palavra de Deus, sendo fala, sempre fala: "Meu filho, eu estou criando você." É para o Senhor, é para a glória dele. Acho linda uma frase que tem ali no IP que é educando filhos para educando filhos para Cristo. É isso que nós fazemos e esse que deve ser o propósito da nossa vida. E esse que deve ser o propósito final da nossa oração. A maravilha da nossa oração de pedirmos algo a Deus é a consciência de que nós podemos receber algo do Senhor e aquilo que nós recebemos, nós agora dedicamos a ele. Você acha que é uma atitude fácil essa que Ana teve? Não era. Ela veria ele uma vez por ano, mas ela fez isso. Então ela orou? Sim, ela orou com amargura de alma. Sim, mas vocês perceberam o conteúdo da oração dela? Piedade, humildade e adoração a Deus e gratidão. Precisamos aprender muito com ela a orar. Como nós devemos orar? Vamos aprender então com Ana. E aí surge agora uma segunda cena. No versículo 12, vamos ler. Demorando-se ela no orar perante o Senhor, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios. Porquanto Ana só no coração falava, seus lábios se moviam, porém não lhe ouvia voz nenhuma. Por isso, Eli a teve por embriagada e lhe disse: "Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse vinho." Gente, Eli, o sacerdote, o pastor, o responsável pela espiritualidade daquelas pessoas que estavam ali, ele estava sentado, né? algumas traduções, não é só cadeira, é um trono, era uma cadeira grande, porque Eli era grande, ele era farto. E ele ficou ali observando ela, orando sozinha e ela demorava. Outra coisa que nós aprendemos com Ana, ela demorava na sua oração e ele não entendia o que ela estava falando porque ela só balbuciava. Que que foi que ele pensou? É mais uma mulher embriagada aqui no tabernáculo. Por que mais uma mulher embriagada, meus irmãos? Porque Deus nos chama para a oração, mesmo independente do contexto que nós estamos, mesmo que o contexto seja uma barreira. E aqui é um contexto religioso, tudo contribuía contra. Sabe por Eli achou que ela estava embriagada? Porque isso estava sendo comum ali. Porque os seus filhos, que eram também sacerdotes, eles andavam longe de Deus e faziam coisas absurdas ali no templo. Não era estranho ter uma mulher embriagada ali no tabernáculo, porque o contexto não era compatível com o coração de Ana, mas mesmo assim ela orou demoradamente buscando a Deus. independente desse contexto, independente da frieza e da insensibilidade de Eli, independente disso, ela continuou orando e mesmo depois que Eli falou assim, ó, até quando você vai ficar bebendo? E mesmo diante dessa cena tão insensível, mesmo no contexto religioso, que nós podemos experimentar isso também. Agora entra uma outra cena. Olha só, versículo 15, a resposta de Ana. Porém Ana respondeu: "Não, Senhor meu, eu sou mulher atribulada de espírito. Não bebi nem vinho, nem bebida forte. Bebida forte era uma bebida que ela era eh e feita da fermentação de outras frutas, algumas verduras de outras outros cereais. Isso era uma bebida forte. Ela não bebeu nada. Porém, venho derramando a minha alma perante o Senhor. E olha só o que ela mais diz. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial, porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição, é que tenho falado até agora. Olha só o que que Ana está falando, falando assim: "Eli, não me tenhas por filha de Belial. Eu não faço turma do dos seus filhos. Porque os filhos de Eli foram chamados de filhos de Belial. Depois continue a leitura, né, do texto na sua casa. Ela falou: "Eu não faço parte dessa turma. Sabe por que eu estou aqui, Eli? Porque eu estou angustiada de alma. Porque eu estou com extrema ansiedade. Mas sabe o que que eu fiz? Eu estou aqui orando e buscando ao Senhor, derramando a minha alma perante ele. Olha a resposta que ela deu. Independente do contexto dos filhos de Belial, ela estava ali para buscar ao Senhor e se derramar na presença dele. Independe do contexto, meus irmãos. O que importa é se nós vamos buscar a Deus ou não em oração, com humildade, com devoção, com sinceridade também, mesmo com coração amargurado, mas sabendo que nós estamos orando para o Senhor dos Exércitos. E agora entra uma terceira cena, porque muda o clima. Se na segunda cena tivesse uma música de fundo, a gente poderia imaginar um drama, algo pesado. Mas agora muda, muda a cena, porque olha só o que versículo 17 nós lemos. Então lhe respondeu Eli: "Vai-te em paz e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste." Sabe o que que aconteceu aqui? Ele entendeu o papel dele naquele momento. Ele acordou, ele falou assim: "Olha, estou vendo uma mulher que está aqui com coração sincero se derramando diante de Deus e buscando o Senhor dos exércitos. aquilo mexeu com ele, deixou envergonhado, constrangido assim: "O que que eu falei para essa mulher?" E naquela hora ele lembrou do seu papel como sumo sacerdote, como sacerdote ali daquele lugar para abençoar a vida das pessoas. Então ele disse: "Vai-te em paz e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste". Olha o que que aconteceu agora nessa cena. E disse a ela: "Acha tua serva mercê diante de ti." Assim a mulher se foi no seu caminho e comeu. E o seu semblante já não era triste. No hebraico, ele termina assim: "E o seu semblante já não era, não era mais do jeito que estava, não era mais triste." Olha o que que aconteceu aqui. a o papel daquele sacerdote, o tanto que ele foi importante na vida dela como resposta da oração de Ana. Sabe por Deus estabeleceu na sua, na sua aliança que ele sempre usaria um mediador entre nós e Deus. E aqui nós encontramos E aqui nós encontramos uma mulher clamando a Deus em oração e um sacerdote que agora ele se colocou como mediador entre ela e o Senhor e a abençoou ali. Meus irmãos, não podemos nos aproximar de Deus sem o mediador. Todo ministério sacerdotal, todo sacerdote aponta para Cristo, o nosso sumo sacerdote. Nós encontramos isso de uma forma perfeita no livro de Hebreus. Agora, e os sacerdotes, eles apontam para Cristo, mas eles são tão imperfeitos, eles cometem tantos erros, tantos absurdos, mas aponta para Cristo, mas aponta o imperfeito apontando para o perfeito, aquele que viria agora. E como lá em Hebreus diz, aquele que se compadece, aquele que se compadece de nós, porque ele passou por todas as nossas aflições. Nós temos um sumo sacerdote perfeito que intercede por nós, que é o nosso mediador entre nós e Deus. E olha só o que que aconteceu no coração de Ana, que antes estava tomado pela ansiedade, pela depressão, que estava tomada por sentimento de angústia, de amargura, ela não conseguia comer. Ela depois dessa bênção sacerdotal, ela creu. Ela creu e pela fé a graça alcançou a graça. Porque Ana significa graça, mercou, a graça de Deus entrou no seu coração e ela creu. Meus irmãos, não há como a ter paz sem ter fé antes. Ela creu que Deus a ouviria. Ela creu que Deus daria um filho a ela. Por isso que ela saiu em paz, alegre. Seu rosto já não era triste. Ela até chegou para cano, falou: "Eucano, aquela comida que você guardava para mim, você ainda tem aí? Eu tô com fome agora. Eu quero comer porque Deus me ouviu. Deus atenderá a minha oração e o meu clamor. Nós vivemos um contexto assim de pressões, ansiedade, medo e nós adoecemos tanto por causa disso. Mas o que nós aprendemos hoje aqui? Nós temos que continuar orando. Temos que orar da forma certa, nos aproximando de Deus com humildade, com temor. Temos que orar corretamente, fazer com que o nosso pedido seja para a glória dele e entregar a ele tudo aquilo que nós recebemos dele. Mas o ponto fundamental que mudou todo esse contexto da cena dois para cena três, foi quando o mediador, o sacerdote entrou em ação. E assim é Cristo na nossa vida. Quando Cristo nos abençoa, nós encontramos uma paz que excede todo entendimento, porque a paz que ele nos dá não é a paz que o mundo pode nos dar. E quando nós cremos, nós então podemos descansar e ir em paz, assim como Eli disse a ela, vai-te em paz. É através de Jesus Cristo. Nenhum homem na face da terra pode encontrar a verdadeira paz sem que o mediador supremo diga: "Vai-te em paz". Que você encontre paz hoje no seu coração. Aqui nós lemos o exemplo de Penina. Mas o que é que tem te deixado angustiado, amargurado? O que é que tem tirado o seu sono com ansiedade? Saiba que em Cristo Jesus você encontra a verdadeira paz. Continue em oração a despeito dos contextos, continue em oração, porque Deus ele é fiel para cuidar do seu povo. Vamos orar. >> [música] >> เ