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A fé vem pelo ouvir

Tomé pediu provas e encontrou Deus | Matheus Bessa | Noite de Domingo 14 de Junho de 2026

Tomé pediu provas e encontrou Deus | Matheus Bessa | Noite de Domingo 14 de Junho de 2026

Tomé pediu provas e encontrou Deus | Matheus Bessa | Noite de Domingo 14 de Junho de 2026

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Legendas automáticas:

Irmãos,
bom, eu gostaria de começar essa
mensagem hoje, que é de uma sequência
que eu tenho feito. A última vez que a
gente falou foi sobre a humanidade de
Cristo.
E eu gostaria que cada um respondesse
aí, no seu lugar, mentalmente, uma
pergunta simples:
Quem é Jesus?
Se alguém chegasse para você hoje e
perguntasse quem é Jesus, o que é que
você responderia?
Muitas vezes as respostas que as pessoas
falam, geralmente é, geralmente é um
lugar
seguro para ela, confortável e sem muito
compromisso.
Elas dizem, por exemplo, que Jesus foi
um grande mestre.
E, de fato, temos que concordar, ninguém
ensinou como ele.
Dizem que ele foi, talvez, um exemplo
moral.
E, de fato, ninguém viveu com a pureza
como ele viveu.
Dizem que ele é um profeta, como diziam
já na época. E, de fato, ele falou
palavra de Deus com uma autoridade
perfeita ali.
Dizem que ele foi um revolucionário do
amor, um defensor dos pobres, o
consolador dos aflitos e o homem
incomparável. Esse daqui as pessoas de
hoje em dia adoram falar.
E a verdade é reconhecer a beleza
da sua vida humana, como nós vimos
anteriormente.
Mas os evangelhos não nos deixam parar
no ponto que nós paramos na última
mensagem.
A Bíblia não nos apresenta um Jesus como
alguém que simplesmente veio falar sobre
Deus.
Ele nos apresenta Jesus como aquele que
é, como aquele em que Deus veio até nós.
Ele não é apenas uma janela do céu
mostrando o que é que é, o céu está
querendo.
Ele é o próprio Senhor da glória
entrando na nossa história.
Ele é, não é apenas alguém que está
apontando o caminho.
Ele diz assim, em João 14:6:
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vem ao Pai
a não ser por mim. Ele não é apenas
alguém que ensina sobre a ressurreição.
Ele diz em João 11:25: "Eu sou a
ressurreição
e a vida".
Ele não é apenas alguém que fala de luz.
Ele diz o que em João 8:12: "Eu sou a
luz do mundo".
Perceba aí o peso disso. Jesus não cabe
em categoria de um mero conselheiro
espiritual para nós.
Ele não cabe na categoria de apenas um
mestre admirável.
Ele não cabe na categoria apenas de um
líder religioso entre outros líderes
religiosos que existem.
Ele fala, ele age, ele perdoa, ele
julga, ele salva, ele recebe adoração e
reivindica para si aquilo que pertence
unicamente
a Deus.
Por isso, a pergunta não é se nós é
gostamos de Jesus.
A pergunta é se nós nos curvamos diante
dele no final.
Não é se achamos Jesus interessante para
nós. A pergunta é: confessamos Jesus
como nosso Senhor no fim?
Não é se admiramos as suas palavras. A
pergunta é
se recebemos no final a sua identidade
como a escritura revela a nós.
E eu diria que talvez ninguém nos ajude
tanto a entrar nessa questão aqui do que
Tomé.
Tomé era discípulo de Jesus. Ele havia
caminhado com Jesus. Ele tinha ouvido
todos os ensinamentos dele, visto os
milagres, presenciado sua compaixão,
conhecia a sua autoridade.
Tomé não era um estranho a Jesus.
Ele não era um cético distante fazendo
críticas de fora ali.
Ele era um homem que havia deixado tudo,
todas as suas coisas para seguir Jesus.
Mas então veio o dia da cruz.
E a cruz despedaçou simplesmente todas
as expectativas de Tomé.
Nós às vezes lemos os discípulos, quando
nós estamos vendo essa parte, com uma
pré, com um pouco de pressa demais.
Esquecemos que eles não assistiram a
crucificação como alguém que já sabia de
tudo o que viria depois.
Eles não estavam sentados
confortavelmente dizendo assim: "Pode
ficar tranquilo, no domingo ele volta".
Eles viram o seu mestre ser preso,
humilhado, espancado e pregado numa
cruz.
Eles viram a aparente derrota daquele em
quem eles tinham colocado toda a sua
esperança.
E quando a dor bate na porta,
nem sempre a teologia do crente fica
organizada dentro
dos crentes.
Tomé não estava com os outros quando
Jesus apareceu ressuscitado.
Quando os discípulos disseram a ele:
"Vimos o Senhor", o que que ele
responde? João 20:25.
"Se eu não vir as marcas dos pregos nas
suas mãos, não colocar o meu dedo onde
estavam os pregos e não puser a minha
mão no seu lado,
não crerei".
É uma frase dura aqui que ele está
falando.
Mas vamos admitir,
é uma frase extremamente humana dele.
Tomé está dizendo: "Eu não consigo crer
apenas porque vocês estão dizendo.
Eu não consigo construir a minha
esperança em cima da empolgação de
vocês. Eu vi a morte, eu preciso ver a
vida. Eu vi as feridas, eu preciso tocar
as feridas. Eu vi o fim, eu preciso
atravessar o fim
por mim". Então, uma semana depois,
Jesus aparece.
As portas estavam trancadas, os
discípulos estavam reunidos e Cristo se
coloca no meio deles.
Ele não precisa que alguém abra a porta.
Ele não pede licença ao medo que eles
estavam passando ali.
Ele entra no ambiente fechado que eles
estavam e diz:
"Paz seja com vocês".
Aqui já é uma mensagem para a nossa
alma.
Cristo ressuscitado entra onde o medo
trancou a porta.
Ele vem ao encontro de discípulos
frágeis que estavam com medo e de portas
trancadas.
Ele não volta para se vingar por conta
da fraqueza deles de terem abandonado
ele.
Ele volta anunciando paz.
Então, Jesus se dirige diretamente a
Tomé.
Ele conhecia exatamente as palavras que
Tomé havia dito. Ele sabia da exigência
de Tomé, sabia da sua resistência, sabia
da ferida por trás da dúvida dele. E ele
diz assim, João 20:27: "Coloque o seu
dedo aqui, veja as minhas mãos, estenda
a mão e coloque-a no meu lado.
Para
de duvidar e creia".
Se você vê aqui,
Jesus não trata Tomé com desprezo,
mas também não deixa ele confortável na
incredulidade dele. Ele não diz: "Tomé,
tá tudo bem.
Continue duvidando sempre, mas eu te
provo que eu estava certo".
Ele vem com misericórdia para Tomé,
mas sua misericórdia chama a fé.
Ele mostra as feridas, mas também
confronta o coração de Tomé.
Então, Tomé responde com uma das maiores
confissões de toda a Bíblia.
João 20:28 diz assim: "Senhor meu
e Deus meu".
Pare aqui por um instante.
Pense. Tomé não diz apenas
"Meu Deus, você ressuscitou".
Ele não diz só "Agora eu acredito que
você está vivo".
Ele não diz "Meu mestre voltou".
O que ele diz é
"Senhor meu
e Deus meu".
O crucificado ressuscitado é confessado
aqui
como Deus. E Jesus
não corrige Tomé por ele ter falado como
se ele fosse Deus. Jesus não diz
"Cuidado, Tomé. Você está exagerando".
Jesus não diz "Não me chame assim. Adore
somente a Deus".
Ele recebe essa confissão de Tomé. E
isso é decisivo aqui.
Quando homens de Deus nas escrituras são
tratados como se fossem dignos de
adoração, eles sempre recusam.
Quando os anjos são tratados como se
fossem dignos de adoração,
eles também recusam.
Mas Jesus recebe aquela adoração.
Porque ele não é uma criatura apontando
para Deus como todos os outros eram.
Ele é o Deus vindo até a nós em carne
humana.
Essa é a verdade que sustenta
todo o nosso estudo hoje. Jesus Cristo é
o verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Ele é filho eterno que assumiu a nossa
humanidade sem deixar de ser Deus.
Ele é Deus conosco. Ele é o verbo que
foi feito carne.
Ele é o Senhor da aliança visitando o
seu povo.
Ele é o salvador que tem poder infinito
para redimir pecadores.
A fé cristã vive aqui
ou morre aqui.
Se Jesus não é Deus,
o cristianismo desmoronou.
Se Jesus não é Deus, a sua morte não tem
um valor infinito.
E se Jesus não é Deus, ele não pode, é,
revelar perfeitamente o Pai e a vontade
do pai.
Se Jesus não é Deus, ele não pode
carregar sobre si
a culpa de uma multidão
incontável que é culpada. Se Jesus não é
Deus, adorá-lo
seria idolatria ali.
Mas se Jesus é Deus, então ignorar ele é
loucura. Rejeitar ele é perdição certa e
diminuí-lo
é blasfêmia. Adorá-lo então tem que ser
o centro da nossa vida.
E o evangelho de João começa exatamente
neste lugar, antes de falar de Belém,
manjedoura, Maria, José, pastores,
magos, João nos leva para antes do
tempo. Ele diz João 1: "No princípio era
aquele que é a palavra. Ele estava com
Deus
e era Deus".
Essas palavras parecem simples
escutando, mas elas são profundas como
um oceano para nós.
No princípio nos leva a antes de tudo.
Mas João diz que quando tudo começou, a
palavra já era. Ele não diz: "No
princípio a palavra passou a existir".
Ele diz: "No princípio
era".
Antes da criação, antes do tempo, o
universo, anjos, matéria, história, o
filho já existia eternamente. E depois
João diz: "Ele estava com Deus", o que
mostra uma distinção dele do pai,
mostrando que o filho não é o pai.
Ele está com Deus. Há uma comunhão
eterna, uma relação eterna, amor eterno
entre filho
e pai. Mas ele continua: "E era Deus".
Isso mostra plenamente a divindade de
Cristo. O filho é distinto do pai, mas
ele não é inferior ao pai. Ele é Deus.
E aqui nós temos que caminhar eh é
cuidado, apesar de que a gente estudou
isso
na escola dominical o mês passado
inteiro sobre isso, a fé cristã não
ensina que existe três deuses.
A fé cristã também não ensina que Deus
apenas aparece de três modos diferentes,
como se o pai virasse o filho depois
virasse o espírito dependendo da
situação.
A Bíblia revela que há um só Deus,
eterno, infinito, perfeito, que subsiste
em três pessoas: pai, filho e Espírito
Santo. O filho é plenamente Deus, assim
como o pai é plenamente Deus e o
espírito é plenamente Deus.
Não há competição na Trindade, não há
divisão da essência divina, não há
hierarquia de valor, glória ou natureza.
Então, vem a notícia que simplesmente
muda
tudo.
João 1:14: "Aquele que é a palavra
tornou-se carne e viveu entre nós". O
Deus eterno entrou na nossa condição.
Aquele que não teve começo assumiu uma
vida humana no tempo.
Aquele que sustenta todas as coisas foi
carregado nos braços de uma mãe.
Aquele que criou a boca humana aprendeu
a falar como uma criança.
Aquele que dá pão às criaturas
sentiu fome aqui.
Aquele que é a fonte da água da vida
sentiu sede aqui.
Aquele que é vida chorou diante de um
túmulo de um amigo.
E isso não significa que Deus deixou de
ser Deus para isso, significa que o
filho eterno assumiu a verdadeira
humanidade.
Ele não fingiu ser um homem, ele não
vestiu um disfarce humano, ele não
apareceu como uma visão aqui, ele se fez
carne, carne real como cada um de nós,
uma alma humana real, emoções humanas
reais, um cansaço real, lágrimas reais,
sangue real e ainda assim
mesmo entrando na nossa condição
sem pecado.
A encarnação é um milagre
divino aqui.
Deus não nos salva gritando dos céus.
Deus não nos salva enviando apenas
instruções do céu.
Deus não nos salva entregando apenas uma
filosofia e fala: "Sigam ela".
O filho vem, ele entra na criação e ele
mesmo faz o que nós deveríamos fazer.
Ele assume a natureza humana daquele que
veio redimir cada um de nós.
Ele se aproxima tanto de nós que pode
ser tocado, ouvido, visto, ferido e por
fim crucificado.
Mas nunca deixa de ser quem ele é.
Por isso, João continua mostrando que ao
longo do evangelho, que Jesus age com
autoridade divina ali.
Em João 5, Jesus cura um homem no
sábado.
E a discussão ali cresce, porque ele
chama Deus de seu próprio pai de uma
maneira singular ali, a ponto das
pessoas que estão ao redor entenderem o
que ele estava dizendo.
O texto diz que os judeus procuravam
ainda mais matá-lo.
Pois, diz assim João 5:18: "Estava
dizendo que Deus era seu próprio pai
igualando-se a Deus".
Eles entenderam qual era a reivindicação
de Jesus. Jesus não estava apenas
dizendo que Deus era pai num sentido
geral.
Ele estava falando de uma relação única,
eterna, incomparável. Em João 10, Jesus
diz assim no versículo 30: "Eu e o pai
somos um".
Novamente, seus ouvintes pegam pedra
para pelejá-lo quando escutam isso. Por
que que eles faziam isso?
Porque eles percebem que ele estava
reivindicando uma unidade com Deus que
nenhum mero homem pode reivindicar.
Jesus não estava apenas dizendo: "Eu e
Deus temos os mesmos planos".
Ele estava afirmando uma unidade
profunda, essencial e divina
com o pai.
Então, chegamos de novo a Tomé, onde ele
diz, João 20:28: "Senhor meu
e Deus meu".
O evangelho começa dizendo que o verbo
era Deus. O evangelho termina conduzindo
um discípulo a confessar que Jesus
era Deus.
João está nos mostrando o caminho da fé.
A doutrina não fica apenas pendurada no
ar. Ela termina na boca do homem que é
rendido a Deus.
O que João afirma no início, Tomé está
confessando no fim.
E é isso que a sã doutrina faz conosco.
Ela não apenas organiza as nossas
ideias, ela nos leva, por fim, à
adoração. Uma doutrina eh de Cristo que
não termina em adoração a a ali,
ela não foi corretamente compreendida.
Se estudarmos a divindade de Jesus e
ficarmos apenas nos argumentos, falando
com as pessoas, mas sem reverência,
tem algo errado ali.
Se defendermos as verdades sobre Cristo,
mas não nos curvamos diante dele,
ainda estamos distantes do ponto
central.
A verdade sobre Jesus não é um troféu
intelectual
para vencermos debates no mundo.
Ela é a luz para os nossos olhos, um
alimento para nossa alma e um fogo santo
para o nosso coração.
Mas a Bíblia vai além
de afirmações diretas. Ela também
identifica Jesus como o próprio Senhor
revelado no Antigo Testamento. Em João
8, Jesus está discutindo com os líderes
religiosos e que se orgulhavam de serem
descendentes de Abraão.
Eles olham para Jesus e veem apenas um
homem jovem diante deles.
Então, ali, Jesus diz algo
impressionante em João 8:58: "Eu lhes
afirmo que antes de Abraão nascer
eu sou".
Ele não diz apenas: "Antes de Abraão eu
existia".
Não é isso que ele está dizendo. Ele diz
algo muito mais extraordinário. Ele diz:
"Eu sou".
Essa linguagem nos leva de volta ao que
Deus, ao Deus se revelando a Moisés. O
Deus da aliança, o Deus eterno, o Deus
que existe em si mesmo, o Deus que não
depende de ninguém, um Deus que não teve
começo e não terá fim.
A reação dos ouvintes confirma o peso da
afirmação de Jesus.
Que que eles fazem de novo?
Eles pegam pedras.
Eles não pensaram que Jesus estava
apenas fazendo uma poesia ali.
Eles entenderam que ele estava
reivindicando para si uma identidade
divina.
E aqui a igreja precisa recuperar o
espanto. Jesus não é um personagem do,
é, religioso domesticado que nós podemos
ter.
Ele é o grande
Eu sou.
Antes de Abraão, ele é. Antes de Moisés,
ele é. Antes de Davi, ele é. Antes de
Maria segurar ele no colo,
ele é. Antes de qualquer estrela no céu
brilhar, ele é. Ele não é apenas antigo.
Ele é eterno.
Ele não é apenas poderoso. ele é auto
existente.
Ele não recebe a vida, ele tem a vida em
si mesmo.
E esse senhor eterno é o mesmo que se
aproxima de Tomé e mostra as feridas.
E isso deve quebrar
as nossas
eh durezas e tristezas muitas vezes que
a gente carrega aqui nesse mundo. O eu
sou
tem cicatrizes.
O senhor da glória carrega marcas da
crucificação.
Aquele que não pode ser vencido pela
morte entrou voluntariamente na morte.
Aquele que é adorado no céu
foi rejeitado na terra. Aquele do qual
de quem os serafins cobrem o rosto
permitiu que pecadores cuspissem no seu
rosto.
Há uma beleza santa aqui que nenhuma
outra mensagem do mundo consegue
oferecer.
O Deus cristão não é distante, ele não é
frio e não é indiferente.
Ele é transcendente, sim,
soberano também, santo, sim, mas em
Cristo ele se aproxima.
Não para negociar com o pecado, não para
fingir que a nossa culpa não existe, ele
se aproxima para carregar em seu próprio
corpo aquilo que condenava cada um de
nós.
Os evangelhos também mostram que essa
identidade divina de Jesus quando
aplicam a as promessas do Antigo
Testamento sobre a vinda do Senhor.
João Batista vem preparar o caminho.
Mas preparar o caminho de quem?
A linguagem bíblica aponta para o Senhor
visitando o seu povo.
E quando João Batista aponta, ele não
aponta para um templo, um sistema, um
movimento ou uma ideia. Ele aponta para
Jesus e diz assim em João 1:29: "Vejam,
é o cordeiro de Deus
que tira o pecado do mundo. O Senhor vem
e ele vem como um cordeiro e isso é
surpreendente.
Nós esperaríamos, talvez, apenas uma
majestade visível, fogo, trovões, juízo
imediato.
Mas ele vem
em humanidade, como nós vimos na outra
mensagem. Vem para ser oferecido, vem
para tomar sobre si
a culpa que não era dele.
Vem para fazer aquilo que nenhum
sacerdote, nenhum rei, nenhum profeta,
nenhum sacrifício animal poderia fazer
de modo definitivo.
A divindade de Cristo não diminui a sua
mansidão.
A sua majestade não elimina a sua
compaixão e a sua soberania não impede a
sua ternura.
Nele agora infinita e a humildade
profunda
conseguem se encontrar.
O mesmo Cristo que sustenta o universo
se inclina para tocar o leproso. O mesmo
Cristo que conhece todos os corações
conversa com uma mulher samaritana à
beira de um poço.
O mesmo Cristo que é o Senhor dos anjos
permite que crianças se aproximem dele.
O mesmo Cristo que julgará
os vivos
e mortos chora diante do túmulo de
Lázaro.
Essa combinação
é incomparável.
Entre nós
o poder costuma normalmente afastar, dê
poder para uma pessoa que você começa a
ver ela se afastar. Quanto mais poder
alguém tem
mais inacessível ele se torna. Quanto
mais status, mais distância. Quanto mais
glória humana,
mais protocolos é para chegar naquela
pessoa.
Mas em Jesus, nós vemos o quê?
O contrário.
A glória infinita
se aproxima nos impuros. A santidade
perfeita
toca os quebrantados. A autoridade
absoluta lava os pés dos discípulos.
E você poderia perguntar: "E por que que
isso importa"?
Porque nós não precisamos apenas de um
Deus grande o suficiente para governar o
universo. Nós precisamos de um salvador
gracioso o suficiente
para nos receber.
E em Cristo, nós temos os dois.
Ele é grande demais para falhar e manso
demais para rejeitar quem vem a ele
quebrantado.
Os evangelhos continuam dando evidências
dessa divindade.
Uma das mais claras aparece quando Jesus
perdoa pecados.
Em Marcos 2, um paralítico é levado até
ele.
Os amigos abrem o teto e descem o homem
diante de Jesus.
Todos esperam ali uma cura física.
Mas Jesus olha para aquele homem e diz o
quê?
Marcos 2:5.
"Filho, os seus pecados estão
perdoados".
Os mestres da leis, da lei que estavam
ali, se incomodam e pensam:
"Quem pode perdoar pecados a não ser
somente Deus"?
E não se engane.
A pergunta deles estava correta.
Pecado é, antes de tudo,
contra Deus.
Todo pecado fere as pessoas, desorganiza
relações, destrói a alma, mas em sua
raiz
é uma rebelião contra Deus. Portanto,
somente Deus tem autoridade final de
perdoar os pecados.
O erro dos escribas não estava na
doutrina na doutrina de que só Deus
perdoa.
O erro estava em não reconhecer que Deus
estava diante deles em Cristo.
Então Jesus cura o homem para mostrar
que a autoridade na terra
que ele tem ali autoridade na terra para
perdoar pecados.
A cura visível confirma a autoridade
invisível que ele tinha.
O paralítico se levanta, mas um milagre
maior
já tinha acontecido. Seus pecados foram
perdoados pela palavra de Cristo.
Veja como isso fala com cada um de nós.
Muitas vezes chegamos a Jesus com
problemas reais, dores reais,
necessidades reais que nós temos
e ele se importa com o corpo, com a
família, com o pão, com a lágrima e com
o sofrimento.
Mas ele sabe que a nossa necessidade
mais profunda não é nada disso.
É a nossa reconciliação com Deus. O
maior problema do ser humano não é a sua
falta de autoestima,
a sua falta de oportunidade nesse mundo,
a falta de conforto que ele tem ou a
falta de reconhecimento das pessoas à
sua volta. O maior problema é que ele é
culpado diante de um Deus santo.
E se Jesus perdoa pecados,
então Jesus trata a raiz da nossa
miséria.
Outra evidência é que Jesus recebe
adoração.
Depois de andar sobre as águas e acalmar
o medo dos discípulos, os que estavam no
barco o adoram dizendo assim:
"Verdadeiramente
tu és o filho de Deus". Após a
ressurreição, as mulheres se aproximam,
abraçam seus pés e o adoram. Os
discípulos o adoram. Tomé o chama de
Deus.
Isso seria escandaloso se Jesus fosse
apenas uma criatura.
A Bíblia é ferozmente clara. Somente
Deus deve ser adorado.
Quando Satanás tenta Jesus oferecendo os
reinos do mundo em troca de adoração, o
que é que Jesus responde a ele?
Mateus 4:10: "Adore o Senhor, o seu
Deus, e só a ele
preste culto". E esse mesmo Jesus recebe
adoração
sem repreender os adoradores.
Por que ele faz isso?
Porque a adoração a Cristo não rouba a
glória de Deus.
Ela honra o filho e honrar o filho
é honrar o pai.
Também vemos a sua divindade na
autoridade sobre a criação que ele tem.
Ele transforma água
em vinho.
Ele multiplica pães. Ele acalma a
tempestade. Ele anda sobre o mar.
Esses milagres não são truques para
impressionar as multidões.
Eles são sinais sobre Jesus. Eles
apontam para a identidade que ele tem.
Quando Jesus repreende o vento e o mar,
os discípulos perguntam em Marcos 4:41:
"Quem é este que até o vento e o mar lhe
obedecem?"
Essa é a pergunta certa que nós temos
que ter.
Milagre não é apenas sobre o que
aconteceu. É sobre quem está ali.
O mar obedece porque reconhece a voz do
criador.
O vento se aquieta porque está diante
daquele por meio de quem todas as coisas
foram feitas.
João 1,
versículo 3, diz o seguinte: "Todas as
coisas foram feitas por intermédio dele.
Sem ele, nada do que existe teria sido
feito".
E isso significa que Jesus não pertence
à categoria das coisas criadas.
Tudo o que foi criado foi feito por meio
dele. Ele está do lado do criador, não
da criatura.
Ele não é
o primeiro ser criado, como você poderia
gostar de falar, se você pensasse um
pouco mais. Ele é aquele por meio de
quem todos os outros seres passaram a
existir.
Essa verdade limpa a nossa mente de
confusões perigosas para nós.
Jesus não é um anjo mais elevado.
Ele não é um ser intermediário entre
Deus e a criação. Ele não é uma criatura
mais próxima de Deus do que nós.
Ele é o criador encarnado. E quando o
criador entra na criação, a criação
responde à palavra dele.
Mas talvez a
evidência mais comovente seja a sua
autoridade sobre a morte. Diante do
túmulo de Lázaro, Jesus diz o quê?
João 11:25: "Eu sou a ressurreição
e a vida".
Ele não diz aqui: "Olha, eu ensino sobre
a ressurreição".
Ele não diz apenas: "Se eu pedir a Deus,
ele ressuscita um homem".
Ele diz: "Eu sou".
A ressurreição não é apenas um evento
futuro.
Ela é uma pessoa.
A vida não é
apenas uma benção, ela é Cristo.
Então, o que é que ele faz? Ele chama.
João 11:43: "Lázaro,
venha para fora". E o morto
sai.
Pense nisso por um instante.
Um cadáver ouve a voz de Jesus.
A decomposição que estava acontecendo no
corpo dele recua completamente. A morte
solta a sua presa e o túmulo entregam o
homem de volta.
Por que que isso acontece?
Porque a voz que chamou Lázaro é a voz
do próprio autor da vida.
E essa mesma voz, um dia, chamará a
todos os mortos.
Uma Uns ressuscitarão para a vida,
outros pro juízo.
O destino eterno da humanidade está nas
mãos de Cristo.
O pai
confiou o julgamento ao filho. E isso
não é uma função
pequena.
E você pode até tentar, no final, adiar
a resposta.
Pode tentar manter Jesus como uma figura
bonita na parede da cultura
aqui.
Pode tentar usar as suas palavras quando
convém, ignorar a autoridade dele quando
incomoda você.
Mas um dia todo joelho se dobrará, toda
a língua confessará que Jesus
é o Senhor.
Para a glória
de Deus Pai. A questão é se essa
confissão
será feita agora, com fé e alegria,
ou
depois, no fim, com terror e o
reconhecimento inevitável.
A Bíblia também mostra que Jesus revela
perfeitamente
o pai. Filipe diz assim, em João 14:8:
"Senhor, mostra-nos o pai e isso nos
basta". Que que Jesus responde?
"Quem me vê
vê o pai".
Isso não significa que o pai e o filho
sejam a mesma pessoa. Significa que o
filho revela perfeitamente a natureza, o
caráter, a glória, a santidade, o amor e
a verdade do pai.
Querem saber como Deus é?
Olhe para Cristo.
Querem saber se Deus é santo?
Olhe para Cristo denunciando a
hipocrisia e chamando pecadores ao
arrependimento.
Queremos saber se Deus é misericordioso?
Olhe para Cristo recebendo os
quebrantados.
Quer saber se Deus é justo?
Olhe para Cristo indo para a cruz.
Quer saber se Deus te ama? Olhe para o
filho entregando a si mesmo por pessoas
que eram suas inimigas.
Aqui
essa doutrina se torna um consolo para
nós.
Muita gente imagina Deus como uma força
distante, um juiz irritado, uma energia
impessoal ou um pai ausente.
Mas Deus se deu a conhecer em Jesus.
Cristo é revelação suprema de Deus.
Não há Deus é escondido atrás de Jesus
com outro coração, outra disposição,
outra vontade. O filho revela
o pai e o pai enviou o filho. A cruz não
é o filho tentando convencer o pai a nos
amar. Não é isso que está acontecendo
ali. A cruz é o amor do pai entregando o
filho e o amor do filho entregando a si
mesmo no poder do espírito para redimir
pecadores.
E isso nos protege de uma religião fria
que nós poderíamos ter.
Deus não é apenas uma ideia correta que
nós temos.
Deus não é apenas um conceito teológico
que serve só para vencer debates.
Deus se revelou em uma pessoa e essa
pessoa
é Jesus Cristo.
Mas precisamos falar aqui com clareza.
Crer na divindade de Cristo não é apenas
aceitar
uma frase doutrinária. É receber o
Cristo verdadeiro. Existe uma diferença
entre usar o nome de Jesus e crer no
nome de Jesus.
É possível falar
de Jesus e ainda assim reduzi-lo. É
possível você cantar sobre Jesus e não
se submeter a ele. É possível você
admirar aspectos de Jesus e rejeitar a
sua autoridade. O Jesus bíblico não nos
permite selecionar partes que nós
gostamos mais. Não podemos ficar com o
amor dele e rejeitar a santidade.
Não podemos escolher o seu perdão, mas
rejeitar o senhorio dele.
Não podemos ficar com a mansidão e
rejeitar a sua majestade.
Não podemos ficar com as suas bênçãos e
rejeitar a sua pessoa.
Tomé
não diz: "Meu ajudador, meu
conselheiro". Ele não diz isso.
Embora Jesus seja ajudador e conselheiro
de cada um de nós.
Ele não diz: "Meu exemplo, meu mestre".
Embora nós sabemos, Jesus é um exemplo
mestre para nós.
O que ele diz é: "Senhor meu,
Deus meu". Há uma rendição pessoal aqui
de Tomé. Ele diz:
"Meu Senhor". Há uma adoração pessoal
dele aqui: "Meu Deus".
Essa pequena palavra aqui que ele diz:
"Meu",
importa muito.
Tomé não está formulando uma tese
distante dele.
Ele está se entregando ali.
A teologia ali chegou ao coração dele. A
verdade se tornou confissão ali.
A glória de Cristo venceu a resistência
da alma.
E esse é o alvo da pregação. Não é
apenas que você saia dizendo por aí:
"Agora entendi melhor a doutrina da
divindade de Cristo". Isso é bom. É
ótimo que você entenda melhor.
Mas isso não é o suficiente para você.
O alvo é que você olhe para Cristo e
diga com fé, como Tomé:
"Senhor meu
e Deus meu".
Meu Senhor não é apenas o Senhor dos
outros. Meu Deus não é apenas uma
doutrina da igreja. Ele é meu Salvador,
minha vida, minha esperança, meu
tesouro, minha justiça diante do Pai.
E João nos diz o propósito do seu
evangelho, no finzinho aqui em João
20:31.
Estas
estes foram escritos para que vocês
creiam que Jesus é o Cristo, o filho de
Deus e crendo tenham vida em seu nome.
A Bíblia não revela a divindade de
Cristo para satisfazer a nossa
curiosidade.
Ela revela para chamar pecadores para a
vida.
A vida está no meio dele.
Não está na nossa moralidade.
Não está na nossa tradição familiar.
Não está na nossa sinceridade religiosa.
Não está no esforço que nós poderemos
ter. Não está na nossa capacidade de
melhorar. A vida está
em Cristo.
Porque Ele é Deus,
Ele pode nos salvar.
Porque Ele é homem, Ele pode nos
representar. Porque Ele é Deus e homem,
Ele é o único mediador possível entre
Deus
e os homens.
E aqui está a beleza da salvação.
Nós pecamos contra Deus. A nossa culpa é
real. A nossa dívida é impagável por
nós. Nenhum ser humano comum poderia
carregar os pesos do pecado de outro.
Muito menos uma multidão
que ninguém pode contar no fim.
Nenhuma criatura poderia oferecer a
satisfação infinita à justiça divina.
Nenhum homem, nenhum anjo poderia morrer
como representante dos homens. Nenhum
profeta poderia vencer a morte por seu
próprio, eh, poder.
Mas o filho eterno
veio até nós.
Ele assumiu a nossa natureza. Ele viveu
a obediência que nós não vivemos.
Amou o pai com todo o coração, toda a
alma dele, todo o entendimento e toda a
força.
Cumpriu a lei,
pe, eh, em perfeita justiça aqui.
Resistiu à tentação sem pecado.
Revelou o reino. Chamou pecadores. Tocou
impuros. Confrontou os soberbos. Consolo
os quebrantados e caminhou até a cruz.
Não como uma vítima de um acidente. Não
como alguém que foi surpreendido pelo
mal.
Não como um mártir impotente ali.
Ele mesmo disse que ele dava a sua vida
e que ninguém
a tirava dele.
O Senhor da glória
se entregou voluntariamente.
No Calvário, a divindade de Cristo não
desaparece atrás do sofrimento. Ela dá
ao sofrimento um significado infinito
ali.
Quem está pendurado naquela cruz não é
um homem comum.
É o filho eterno encarnado.
É aquele por meio de quem todas as
coisas foram criadas. Aquele que recebeu
a adoração dos anjos. Aquele que disse:
"Eu sou".
Aquele que perdoou pecados. É aquele que
chamou mortos à vida. Ele está ali.
Ferido, exposto, moído, carregando a
culpa que não era dele.
A cruz revela a gravidade do nosso
pecado.
Se fosse possível nos salvar com
conselhos,
a cruz era desnecessária.
Se fosse possível nos salvar por esforço
moral,
a cruz era um exagero do que tava
acontecendo ali.
Se fosse possível nos salvar por
religião,
Cristo não precisava morrer.
Ele podia só subir aos céus.
Mas o pecado é tão grave
que exigiu o sangue dele.
E o amor de Deus é tão profundo que o
filho derramou o seu próprio sangue.
No calvário, a justiça e a misericórdia
se encontram.
Deus não ignora o pecado. Ele julga o
pecado. Deus não abandona o pecador
eleito. Ele o resgata.
A pena cai,
mas cai sobre o substituto.
A ira
é satisfeita,
mas satisfeita no cordeiro
de Deus. A dívida é paga,
mas paga por aquele que não devia nada
ali.
Porque aquele que morreu é o Deus
encarnado e a sua obra é o suficiente.
Não falta nada a partir dali.
Não precisamos acrescentar
1 mm de mérito nosso.
Não precisamos completar o sacrifício
com penitências, desempenho, culpa
eterna ou tentativas desesperadas de
mostrar valor.
Que que Cristo disse na cruz? João
19:30.
Está consumado.
A obra foi concluída. O preço estava
pago. A redenção foi realizada, mas a
história não termina na morte no túmulo.
Ao terceiro dia, como vimos, ele
ressuscitou. E ao
que vai aparecer para Tomé.
Ele não esconde as suas feridas. Ele
apresenta as feridas. As marcas da cruz
permanecem como testemunha eterna do
amor redentor.
Tomé olha para aquelas feridas e
confessa a divindade de Cristo. E isso é
maravilhoso.
As feridas não impedem ele de ver Deus.
As feridas revelam que Deus veio
salvá-lo.
Muitos pensam que a glória de Deus
estaria apenas no brilho, no poder,
no trono, no juízo e na majestade
visível.
Tudo isso pertence a Deus, mas no
evangelho vemos a glória de Deus também
resplandece nas feridas de Cristo.
O amor santo de Deus brilha no sangue do
cordeiro.
A sabedoria de Deus brilha naquela cruz
que o mundo chama de loucura.
O poder de Deus brilha na aparente
fraqueza do crucificado. Então a
pergunta volta para nós, a pergunta lá
do início: como você responderia agora?
Quem é Jesus?
Como eu disse,
nunca responda depressa.
Não responda apenas com palavras
aprendidas que você tem que responder.
Olhe para as escrituras.
Veja o verbo eterno que era Deus. Veja o
filho que se fez carne.
Veja aquele que disse: "Eu sou". Veja
aquele que perdoa pecados. Aquele que
recebe adoração. Aquele que domina o
vento e o mar.
Que chama mortos para fora de túmulos.
Aquele que revela o pai. Aquele que
morre na cruz e aquele que ressuscita.
Aquele que se aproxima de Tomé e
transforma a dúvida de Tomé
em adoração.
Então responda, não com neutralidade,
não com uma curiosidade distante, não
com uma admiração superficial.
Responda com fé,
com arrependimento, com adoração.
Responda como Tomé naquele momento:
"Senhor meu
e Deus meu".
Talvez você tenha chegado até aqui como
Tomé,
com portas fechadas dentro da sua alma.
Talvez a dor tenha endurecido a sua fé.
Talvez decepções tenham tornado você
desconfiado.
Talvez você conheça as palavras certas a
serem ditas quando essa pergunta chega,
mas seu coração talvez esteja frio.
Talvez você tenha ouvido outros dizendo:
"Vimos o Senhor", mas talvez você ainda
se sinta distante.
O Cristo ressuscitado não é frágil
diante da dúvida, mas ele também não a
trata como um lugar para você morar. Ele
chame: "Pare de duvidar e creia".
Talvez você tenha
reduzido Jesus, um Jesus útil,
mas não um, eh, um Jesus soberano.
Um Jesus inspirador para você fazer as
coisas, mas não um Senhor.
Um Jesus que te consola,
mas que você não aceita o governo.
Um Jesus que perdoa,
mas que não manda em nada.
Esse Jesus reduzido não é
o Cristo da Bíblia.
O verdadeiro Cristo é paciente com os
fracos, mas absoluto em autoridade.
Ele acolhe pecadores,
mas não negocia a sua glória. Ele salva
gratuitamente,
mas não divide o trono do coração com os
ídolos que você possa ter.
E talvez
você precise hoje voltar ao centro.
Cristianismo não é, eh,
não é primeiro uma lista de tarefas que
você tem que seguir.
Não é primeiro uma cultura religiosa que
você vai seguir. Não é primeiro um
conjunto de hábitos familiares que você
vai seguir. O cristianismo
é Cristo.
O filho de Deus encarnado, crucificado,
ressuscitado, exaltado, voltando
voltando em glória. Se você tem Cristo,
então você tem sido vida.
Se você não tem Cristo,
você pode ter religião,
linguagem bíblica, você pode ter uma
tradição firme, uma moralidade que as
pessoas olhem para você e fiquem
impressionadas
e ainda assim você está morto.
Mas nele
há vida. Vida para o culpado, vida para
o cansado, vida para o quebrantado, vida
para o pecador que não consegue salvar a
si mesmo.
Vida para quem para de se esconder e cai
aos pés do Salvador. Vida em seu nome.
Por isso, a conclusão da doutrina da
divindade de Cristo não é apenas defenda
essa verdade para os outros, e sim
defenda essa verdade para os outros.
Não apenas explique essa verdade,
mas sim, explique ela.
Não é apenas proteja a igreja contra os
erros,
mas sim, você deve proteger a igreja
contra os erros. Mas antes e acima de
tudo isso,
adore a ele.
Curve-se a ele, confie nele, entregue-se
a ele. Porque no calvário, o Senhor da
glória foi levantado numa cruz.
Aquele que sustenta todas as coisas pelo
poder da sua palavra, sustentou sobre si
o peso da nossa culpa.
Aquele diante de quem os céus se dobram,
foi pregado por mãos humanas.
Aquele que é fonte da vida, entrou na
morte
é para que os mortos espirituais
pudessem viver.
Aquele que não conheceu pecado, foi
feito oferta pelo pecado
para que recebêssemos justiça diante de
Deus.
E no terceiro dia
ele ressuscitou.
O túmulo vazio declara que o sacrifício
de Jesus
foi aceito.
A morte vencida declara que Cristo
é o Senhor.
As feridas glorificadas declaram que o
preço
foi pago.
E a confissão de Tomé ecoa como um
chamado
da fé verdadeira. Senhor meu
e Deus meu.
Que essa seja a confissão da igreja.
Que essa seja a confissão na nossa casa.
Que essa seja a confissão da nossa alma
diante da cruz
e do túmulo vazio.
Jesus Cristo é Deus conosco, o Deus por
nós, Deus sobre nós e Deus Salvador.
E porque ele é quem ele é
todos os que creem nele
têm a vida em seu nome. Amém, irmãos.
Deus, nós te agradecemos por esse dia
poder estar aqui
para adorar a ti
escutar a sua palavra e meditar na sua
doutrina. Que nós possamos ver quem
Cristo era.
Que isso não seja apenas um detalhe para
nós, uma resposta rápida para nós.
Quando perguntarem quem é Jesus
que nós tenhamos perfeitamente quem ele
é. Ele é o Deus meu
e o meu Senhor.
É isso que ele é, meu Deus. Que eu possa
me voltar para ti a cada dia e ver isso
sempre. Não deixa a minha fé
ser fria e que eu possa sim
ver o que ele fez por mim
e que isso me leve a ele, que me leve a
ver o sacrifício que ele fez, ver como
ele recebeu tudo e que por isso agora eu
posso ir a ti porque ele pagou o preço e
que eu não posso fazer nada, Mas ele fez
tudo
para que eu pudesse ir a ti, meu Deus.
Que nós possamos ver a divindade de
Cristo e a humanidade de Cristo e ver
como isso perfeitamente faz ele o
perfeito representante da humanidade
e perfeitamente quem poderia pagar
o preço por nós. É isso que nós pedimos
que venha para o nosso coração, meu
Deus. Em nome de Jesus.
Amém.

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