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A fé vem pelo ouvir

UMA COMUNIDADE DE AMOR I Cacau Marques I BTDay Lisboa

UMA COMUNIDADE DE AMOR I Cacau Marques I BTDay Lisboa

UMA COMUNIDADE DE AMOR I Cacau Marques I BTDay Lisboa

Palestra de Cacau Marques no BTDay Lisboa, gravado na igreja Casa da Cidade em Lisboa/Portugal.

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– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Olá, boa tarde, meus irmãos.
Que bom estarmos juntos aqui. Eu tô
muito feliz hoje. Mas não é, mas pode
ser também. Pode pôr aqui, não tem
problema. Pode pôr aqui,
>> tá? Ótimo. Tá. Não vai ser propaganda,
né?
>> É, [risadas]
mas é muito bom estar aqui com os
irmãos. Eu estou muito feliz hoje como
estou todos esses dias de convívio com
os irmãos.
E falei pro Rafa ontem, eu tenho
aprendido muito aqui e especialmente
eh
com essa experiência com essa igreja,
né? Tem sido realmente algo encorajador
e transformador, edificante.
E agradeço a Deus pelas oportunidades
todas que tive aqui com os pastores e
também com os irmãos em contextos
diversos. E amanhã teremos mais também.
Tô animado também para estar aqui
cultuando com os irmãos e animado hoje
para estar aqui com irmãos de tantos
lugares diferentes também, né? Muito
bom. Revendo alguns, vendo outros pela
primeira vez, conhecendo e isso é muito
bom. E comendo porque comer é bom, né?
Vocês almoçaram, gente? É, tomaram café?
Porque eles ficam me colocando para
palestrar depois do almoço e fica todo
mundo com sono, né? É. E eu não falo com
energia toda, né? Que você acha, Bíblia?
Você acha que eu devia subir o volume um
pouco ou tá bom?
>> Uns 10 minutos. Tá bom. Daqui uns 10
minutos eu vou subir então o volume. Se
você tiver dormindo, você vai dar um
[risadas]
Que bom, queridos. Vamos falar então da
minha igreja. Igreja perfeita.
Brincadeira, queridos. Não, [risadas]
[suspirando] a igreja que eu pastoreio
lá no Brasil chama-se Igreja Batista
Vida Nova. Eh, e ela, hã, é Batista
azul. Ela fica no interior de São Paulo,
uma cidade chamada Nova Odessa. Então,
quando estiverem por lá, nessa grande
metrópole Nova Odessa, que tem cerca de
50.000 habitantes, então você pode
aparecer lá, tá bom? Mas vamos falar
sobre esse tema, igreja perfeita. E
hoje você vai ter uma uma experiência
que eu não sei qual foi a última vez que
você teve. Você vai ler um livro inteiro
da Bíblia. Olha que beleza, né? Então,
hoje à noite você vai poder, quando for
orar, antes de dormir, você fala:
"Senhor, que dia bom, eu li um livro
inteiro da Bíblia", né? Não vai ser um
livro grande, vai ser segunda João.
[risadas]
Então, você pode abrir sua Bíblia aí em
segunda, na segunda epístola de João,
uma das chamadas epístolas gerais,
e nós vamos ler todos os seus 13 versos.
Segunda João,
capítulo único, de 1 a 13.
É fácil de achar, né? Tá ali pertinho de
Apocalipse. [risadas]
Amém. Vamos ler, queridos. Então,
acompanhe. Eu tô lendo aqui na NVI
eh 23, chama NVI2, a última que saiu no
Brasil.
Imagino que algumas palavras estejam
diferentes das bíblias PTPT, né,
[risadas] que ela estará em PTBR e
também
de outros aí, mas acho que vai dar para
acompanharmos todos juntos. Diz assim a
palavra de Deus: "O presbítero,
a senhora eleita e aos seus filhos, a
quem amo na verdade, não apenas eu, mas
também todos os que conhecem a verdade,
por causa da verdade que permanece em
nós e estará conosco para sempre". A
graça, a misericórdia e a paz de Deus
Pai e de Jesus Cristo, o seu filho,
estejam conosco em verdade e em amor.
Alegrei-me muito por ter encontrado
alguns dos seus filhos vivendo na
verdade, conforme o mandamento que
recebemos do Pai. E agora, senhora, peço
não como se estivesse escrevendo um
mandamento novo, mas o que já tínhamos
desde o princípio, que amemos uns aos
outros. Nisto consiste o amor, que
andemos em obediência aos seus
mandamentos. Como vocês já têm ouvido
desde o princípio, o mandamento é este:
andem em amor. Digo isso porque muitos
enganadores têm saído pelo mundo, os
quais não confessam que Jesus Cristo
veio em carne. Tal é o enganador e o
anticristo. Cuidem de vocês mesmos para
não perderem as coisas pelas quais
trabalhamos, mas recebam plena
recompensa. Todos aqueles que não, Todo
aquele que não permanece no ensino de
Cristo, mas vai além dele, não tem Deus.
Aquele que permanece no ensino tem o Pai
e também o Filho. Se alguém vier a vocês
e não trouxer este ensino, não receba em
casa, nem o saúdem, pois quem o saúda se
torna participante das suas obras
malignas. Tenho muito a escrever a
vocês, mas não é meu propósito fazê-lo
com papel e tinta. Em vez disso, espero
visitá-los e conversar com vocês face a
face, para que a nossa alegria seja
completa. Os filhos da sua irmã eleita
enviam saudações.
Vamos orar, meus irmãos.
Senhor nosso Deus, te agradecemos, ó
Pai, pela sua palavra
e pela comunhão com a qual nós lemos
esse texto, texto do Senhor enviado para
comunidades de fé. e uma comunidade de
fé o que nós somos em Jesus Cristo. Que
o Senhor, ó Deus, então, fale a nós para
que persigamos, ó Deus, a tua vontade.
Essa é a nossa oração em nome de Jesus
Cristo. Amém.
Eh, eu queria falar um pouquinho de
música com vocês antes da gente entrar
nesse texto aqui, que música é uma coisa
muito boa, né? E eu gosto muito de
música. Eu sempre fico pensando em
alguns temas musicais, assim, alguns
alguns assuntos das composições
contemporâneas, né? E não tem muita
coisa que presta às vezes, [risadas]
mas existe uma um gênero de letra de
música
que eu acho
muito eh eh
inspirador assim, que são músicas de
amor maduro, eu dei esse nome, [risadas]
que é música de casais ou de um amor de
casais que estão juntos há muito tempo.
Um exemplo para vocês, tem uma banda que
eu gosto muito, eu sei que ela é
polêmica, muita gente não gosta, pelo
menos no Brasil, mas uma banda que chama
Los Hermanos, né? E eles têm uma música
que chama Último Romance. E essa música
fala de um casal que se encontra na
velice, né? Depois de muito tempo, o
senhor se apaixona por essa senhora e é
um pouco cifrado a letra, mas quando
você descobre que é sobre isso, você
entende a letra toda, né? Eh, o Chico B
tem uma música que chama Valcinha, que
fala de um casal que tá muito tempo
junto, caiu na rotina, mas um dia ele
chegou tão diferente do seu jeito sempre
de chegar. E aí começa uma história de
um romance naquela noite que ele chega
em casa e por algum motivo a chama da
paixão se acendeu ali novamente. Mas eu
acho que a mais bonita de todas é aquela
famosíssima do roupa nova, né? Sapato
velho. Ah. Ah, né?
né? Aquela que diz do tempo que ele era
um herói, buscava flores para sua amada,
né? E depois ele diz: "Hoje eu já não
sou mais herói, não sou mais veloz, mas
talvez eu seja um sapato velho onde você
pode aquecer o frio dos seus pés, né?
Porque há uma beleza nessa ideia de que
nós vamos crescendo no conhecimento um
do outro, de maneira que o outro vai se
tornando de alguma forma parte de nós
mesmos". É claro que o ideal é que todo
casamento seja assim. O ideal bíblico é
que o casamento sejam os dois uma só
carne. Mas a gente também sabe que isso
não é passe de mágica, né? Isso também é
um desenvolvimento.
E que que isso tem a ver com o texto que
a gente leu? Muito pouco, mas um pouco
tem. [risadas]
É que esse texto o apóstolo João escreve
para uma igreja. recentemente surgiram
alguns algumas teses. Elas já existiram,
mas há uma tese renovada sobre a
possibilidade dessa carta de João não
ser para uma igreja, ser para uma
mulher. Eh, eu não fiquei convencido
dessa tese. Eu acho que ela não tá
[risadas] certa. Eu continuo achando que
aqui é uma igreja. Eu acho que faz mais
sentido, especialmente quando a gente
vai a carta até o final, que não é um
grande sacrifício, são 13 versículos só,
né? Mas é João escrevendo para uma
igreja que ele chama de senhora, a
senhora eleita, né? Só que João se
apresenta aqui como o ancião, o
presbítero. A palavra presbítero
significa o ancião. De alguma forma é
como um romance de senhores aqui, né? O
senhor João, o ancião, escrevendo a
senhora eleita, a qual ele ama na
verdade.
É o último romance de João. [risadas]
E isso é muito inspirador para mim,
porque João, ele é o último apóstolo na
tradição cristã, ele é o último apóstolo
a morrer, né? Todos os apóstolos
morreram. Não sei se vocês sabem disso.
Fica aqui a informação para vocês. Todos
os apóstolos morreram. E João foi o
último a morrer, ao ponto de que no
próprio evangelho de João tem lá até uma
uma um uma um esclarecimento lá que ele
coloca no final em que Jesus tá andando
com Pedro e Pedro fala assim: "Quanta
esse aponta para João, né?" Aí Jesus
fala: "Que que você tem com isso? Se eu
quiser que ele nunca morra, né?" E aí
João tem que escrever no evangelho. Foi
isso que ele disse. E se eu quiser que
ele nunca morra e não, ele nunca vai
morrer. Porque chegou um ponto que a
igreja achava que o João não ia morrer
mais, né? tá vivendo há tanto tempo que
achava que ele não ia morrer mais. E ele
fala: "Não, eu vou morrer, gente, calma,
né? Talvez já tivesse até com vontade
naquela hora, não sei". [risadas] Aí,
mas o que acontece é que toda a
literatura joanina, e isso inclui o
apocalipse, que a igreja aqui tem, né,
refletido aos domingos, toda ela é
escrita para uma igreja que não viu
Jesus encarnado. Toda ela. João tá
falando com uma geração de cristãos que
não tiveram a oportunidade que ele teve.
E ele faz questão de destacar isso em
todos os seus escritos, tá? Todos os
seus escritos. Vocês sabem muito bem,
especialmente aqui da casa da cidade,
que t refletido nesse texto, que
Apocalipse nada mais é do que a
revelação de Jesus Cristo, não é? Então,
Jesus Cristo se revelando no Evangelho
de João, esse apóstolo faz questão de
falar que ele viu o filho, ele viu a sua
glória como unigênito do pai, cheio de
graça e de verdade. Daqui a pouco eu
falo mais sobre isso. Em primeiro João,
ele fala do que os nossos olhos viram,
nossas mãos apalparam. É importante esse
testemunho ocular que João traz para uma
geração que não viu Jesus.
E ele vai trazer isso aqui também quando
ele fala sobre Jesus encarnado, né? Eh,
ali a partir do versículo 7. E isso é
muito importante para João,
a ideia de que Deus mesmo em Cristo se
fez presente entre nós,
o Deus conosco.
Mas
ele,
quando você olha o evangelho de João,
você percebe que ele vai trazendo esse
tema de várias formas. Primeiro, João é
o que vai dar muita ênfase na questão de
ver. Ele vai dar muita ênfase nisso. Ele
vai falar muito sobre isso. Por exemplo,
João é o único a evangelista que conta a
história de Tomé. É o único evangelista
que conta a história de Tomé. E ele diz
assim que Tomé tava lá e falou, né, que
ele eh só creria se visse, né? Se eu, se
eu não ver, se eu não tocar do seu lado,
eu não vou crer. E aí, que eu vou fazer,
vou abrir aqui um parênteses para fazer
a defesa de Tomé aqui, que eu acho que
já está na hora de nós absolvermos Tomé,
tá bom? Já está na hora. Porque em
primeiro lugar, Tomé não pediu nada que
os outros apóstolos não tiveram, tá?
Todos os outros tinham visto Jesus
ressurreto, tinham tocado nas suas
cicatrizes, todos os outros. Tomé só
pediu o que os outros tiveram. Talvez
Jesus considerou que Tomé deveria crer
sem ver. [risadas] Aos outros ele nem
deu essa chance. Falei: "Esse povo aí
não crê tanto. Talvez Tomé até cresce
mais, né?" E ficou pra história como o
que duvida, né? A segunda coisa sobre
Tomé é que Tomé é o primeiro a chamar
Jesus de Deus. Depois que ele vê Jesus
ressurreto, ele fala: "Meu Senhor e meu
Deus", né? faz uma afirmação de fé da
divindade de Jesus Cristo. Mas note que
é bem nessa parte que Jesus diz assim:
"Porque viste e creste? Bem-aventurados
são os que não viram e creram". De quem
Jesus tá falando? De nós e também dos
leitores do Evangelho de João, que
também não viram e criam. Mas isso é
maravilhoso, porque o que Jesus tá
falando que nós somos bem-aventurados em
comparação a Tomé e os outros apóstolos
significa que nós pela fé não estamos em
desvantagem em relação a eles. Entendeu?
Coisa maravilhosa. Pela fé nós temos
esse mesmo acesso.
O problema é que a nossa fé nem sempre é
tão forte assim, mas não tem problema. O
Senhor vai nos aperfeiçoando nisso
também. O Senhor vai nos aperfeiçoando
nisso, mas nós não estamos em
desvantagem. Jesus também em João faz a
sua oração sacerdotal. E lá na oração
sacerdotal ele diz o seguinte: "Eu oro
não somente por esse". Lá em João 17,
né? Eu oro não somente por esses, mas
por aqueles que crerão pelo que ouviram
desse. De novo, de quem que ele tá
falando? De nós e dos primeiros leitores
do Evangelho. Não viram, mas creram. É
por estes que Jesus está orando.
Há toda essa ênfase sobre ver e não ver.
E João traz, então ele tem essa
preocupação muito frequente no seu
evangelho.
Para encerrar essa parte aqui de ver e
não ver, João diz o seguinte também
nessa história de Tomé, quando ele
termina essa história, ele diz assim:
"Logo em seguida, em seguida dele fazer
essa narrativa e Jesus falar:
bem-aventurados, ele diz assim: "Eu
poderia escrever muito mais sobre o que
Jesus fez, mas essas coisas que eu
escrevi aqui são para que vocês creiam e
crendo ten a vida eterna". [roncando]
Essas, esses dois versículos eles andam
juntos. Jesus acabou de falar que os que
creem são bem-aventurados, né, sem ver.
E depois ele fala: "Essas palavras são
para vocês crerem". O que João tá nos
ensinando é que há um verdadeiro
encontro com Jesus Cristo na Escritura
para nós que não vimos Jesus encarnado
na escritura, no caso ali dele mesmo,
cujo evangelho ele tava terminando, mas
de toda a escritura apostólica, nós
estamos encontrando com Jesus. Nós
estamos nos encontrando com Jesus. Por
isso que em Primeira João ele vai falar
o que nós vimos, nossas mãos apalparam,
nossos ouvidos ouviram a respeito do
verbo da vida. E ele vai dizer que essa
é a palavra que ele nos evangeliza, é
esse verbo que ele nos traz.
Então há uma um encontro com Jesus
Cristo na palavra dele. É muito mais do
que só guardar na cabeça. É um encontro
com Jesus mesmo. E isso tá aqui também.
João tá já o idoso, o presbítero
dizendo: "Eu vou embora, né? Eu vou
embora agora. É necessário que a senhora
eleita continue aqui firme e forte, né?
Então ele vai trazer recomendações para
essa senhora eleita, para essa igreja.
E quando a gente pensa como é que João
fala sobre a presença de Jesus em nós
espiritualmente,
ele vai dizer algo muito interessante.
Ele vai centralizar essa ideia da
presença de Deus em nós no amor.
Ele vai centralizar no amor.
E eu quero pensar um pouquinho sobre
isso com vocês. Agora eu vou já
argumentar a respeito disso, tá? Deixaem
suspenso. Mas eu quero falar um
pouquinho com vocês agora sobre esse
amor e que amor é esse que João tá
trazendo aqui?
Eh, especialmente
porque nós somos semelhantes
a os leitores originais dessa carta. Não
vimos Jesus encarnado. E também porque
estamos falando de igreja perfeita. E
como o Bíbo bem falou, a igreja, a ideia
de perfeição é a ideia de maturidade. E
aqui a gente tá falando de um amor
maduro entre o idoso João e a senhora
eleita. Então, vamos pensar numa igreja
aperfeiçoada
pelo amor.
Nessa carta, João fala três coisas sobre
amor aqui. E aqui, como eu tô depois do
almoço, eu não posso me dar o luxo de
não ser muito didático, porque senão
vocês vão ficar sem nada. Então, vocês
vão esquecer tudo, vão dormir. Então,
vou falar logo os pontos que eu vou
trazer, você já anota e você pode dormir
depois, não tem problema, tá? Mas eu
vou, [risadas] você vai perder a a
argumentação. Mas eu vou falar que o
amor é a lei, o amor é a verdade e o
amor é presencial, tá bom? O amor é a
lei, o amor é a verdade e o amor é
presencial. Esses são os três pontos.
Olha que bonitinho que ficou, né? Ficou
até a frasezinha, tá, né? Já dá para
passar em homilética, né? [risadas]
[suspirando]
Então, vamos lá. João vai falar para
essa igreja sobre esse mandamento. Vocês
perceberam? Ele fala ali no versículo 5,
depois de todas as salvaç as saudações e
tal, depois ele fala, ah, tudo e da
alegria que ele tem de ouvir a respeito
dessa igreja, ele diz assim, eh, no
versículo 5: "E agora, Senhora, peço não
como se estivesse escrevendo um
mandamento novo, mas o que já tínhamos
desde o princípio." Aqui é muito
semelhante ao que ele fala na sua
primeira epístola também, tá?
É o que temos desde o princípio, que
amemos uns aos outros.
Nisto consiste um amor, que andemos em
obediência aos seus mandamentos. Como
vocês já têm ouvido desde o princípio, o
mandamento é este: andem em amor. Você
percebeu que construção curiosa é essa
que ele faz? Eu peço que vocês obedeçam
o mandamento que existe desde o
princípio. Ele não é novo, ele existe
desde o princípio, mas eu tô renovando
ele de alguma maneira. que vocês amem
uns aos outros. Simples, uma expressão
simples. Mas amor é algo muito, né,
complexo. Muita gente pode considerar
amor muitas coisas diferentes, né?
Então, o que que é o amor? Aí João deixa
bem claro, ele fala: "E o amor é este,
que andemos nos seus mandamentos, que
obedeçamos os mandamentos". Ou seja, o
amor é um mandamento.
É obedecer os mandamentos. Aí alguém
logo traria mais uma pergunta. Mas João,
quais são os mandamentos? E ele diz: "O
mandamento é esse, que amemos uns aos
outros.
O amor é o mandamento, o mandamento é o
amor. Olha que coisa curiosa. O amor é a
lei, a lei é o amor. Alguém pode dizer
que é circular, que não faz sentido, mas
claro que faz sentido, porque o amor é
um é uma palavra que tem muito mais
sentidos do que simplesmente um
mandamento.
O que significa, meus queridos, é que há
essa esse aperfeiçoamento, o gosto de
chamar de de da santificação pela
vivência do amor. Há uma santificação
pela vivência do amor. E de onde João
tirou essa ideia? De ninguém mais,
ninguém menos do seu mestre. E o seu
mestre é o nosso Senhor Jesus Cristo. O
nosso Senhor Jesus Cristo reunido com os
discípulos lá no Evangelho de João, a
partir do capítulo 13 até o capítulo 16,
é o último encontro de Jesus com os
discípulos antes da sua oração
sacerdotal, 17, e depois ele ser levado
para ser preso do 18 paraa frente. Ali
nesse meio entre o 13 e o 16, ele fala
muitas coisas para estes discípulos. E
uma coisa que ele fala lá é que eles
amariam a Jesus Cristo. Eles seriam
aqueles que amam a Jesus Cristo se
guardassem os seus mandamentos. Lembra
dessa parte? Aquele que tem os meus
mandamentos e os guarda, este é o que me
ama. Ou seja, guardar os mandamentos de
Cristo é amá-lo. Quer amar Jesus? Guarde
os mandamentos. Aquele que tem os meus
mandamentos os guarda. Este é o que me
ama. Aquele que me ama será amado por
meu pai. Opa. Quem que Deus ama? Os que
amam a Jesus. E quem ama Jesus? Quem
guarda os mandamentos. Então, guarda os
mandamentos. Você vai amar Jesus e o Pai
vai te amar. Mas ele completa. Não só o
Pai, eu também o amarei. Então, seremos
amados pelo Pai e pelo Filho. Que
maravilha, né? Mas tem o final ainda. E
me manifestarei a ele. Lembra que eu
falei que João tem a preocupação de ver
Jesus, né? Então, como que nós teremos a
revelação de Cristo em nós? Como nós
teremos a manifestação de Cristo em nós?
Amando a Cristo. E como amamos a Cristo?
Guardando os seus mandamentos. Aquele
que tem os meus mandamentos e os guarda,
este é o que me ama. Aquele que me ama
será amado por meu pai e eu também o
amarei e me manifestarei a ele. Às vezes
a gente acha que a maneira de Jesus se
manifestar no nosso meio é fazendo um
culto que eficazmente invoque a Jesus
Cristo, né? Eu
ah, eu eu ia gente, eu ia usar uma uma
figura do folclore brasileiro, mas vai
ficando brasileiro demais esse negócio.
Não vou usar não. Mas é como se a gente
começasse a cantar e Jesus aparece, né,
no nosso meio, né? É a caipora, né? Se a
suvia aparece. Se a suvia ela aparece,
você canta Jesus aparece. A gente até
canta isso, né? Inclusive numa
interpretação muito errada do do texto
bíblico, aquela música que fala: "No
meio dos louvores, Deus habita. E esse é
o prazer cumprir o que nos diz. Então é
só cantar a Cristo e exaltar e sua
glória encherá esse lugar. Cristo habita
no meio dos louvores. Não significa
isso. Significa que onde ele habita há
louvores. E não que quando há louvor
Cristo habita, né? Ele não aparece do
nada. Opa, eu vi que estavam cantando
meu nome, eu apareci aqui, né? Vim aqui
ver. Não, não. A maneira da verdadeira
manifestação de Cristo entre nós é o
cumprimento dos seus mandamentos. Quando
cumprimos os mandamentos de Cristo, ele
está no nosso meio.
Aí a Jesus eu faria a mesma pergunta que
faria a João. E na verdade a Jesus eu
acho que eu seria
muito mais prepotente e talvez eu fosse
tomar um uma invertida igual ele dava em
Pedro, né? [risadas] O irmão falou de
Pedro ali no nosso encontro ali, né? É
isso mesmo. Talvez fosse tomar uma
invertida de Jesus.
Porque Jesus perguntar assim: "Senhor,
mas quais qual o seu mandamento? Quais
são seus mandamentos?" No mesmo
encontro, Jesus diz: "Qual o seu
mandamento?" O que que ele diz? Um novo
mandamento vos dou, que vos ameis uns
aos outros. Aquele que tem os
mandamentos e os guarda, este é o que me
ama, o mandamento que vos ameis uns aos
outros. Tudo bem? Beleza? Aí eu seria
prepotente. Aí eu ia levantar a mão e
falar assim: "Senhor Jesus, desculpa te
corrigir na sua imensa sabedoria, mas
quem nunca não é meu senhor?
Esse mandamento não é novo.
Ele tá lá em Levítico. [risadas]
Amar o próximo como a ti mesmo. Não é
novo. Você tá dizendo que é novo, não é
novo. E deixa eu falar outra coisa,
senhor. Você esqueceu que esse é o
segundo maior mandamento. Faltou o
primeiro. [risadas]
Qual que é o primeiro? Amar a Deus acima
de todas as coisas. Faltou o amor maior.
Você falou só do amor secundário, do
amor ao próximo.
Às vezes a gente assim assim com Jesus,
né? Bastante a gente é assim com o
pastor, mas com Jesus, [risadas]
com Jesus e às vezes [roncando] a gente
quer ficar corrigindo Jesus, né? Mas a
verdade é que Jesus uniu esses dois
mandamentos um só. Porque a divisão
entre dois mandamentos, ele trazia um
problema. Esse é um problema que
acontece na igreja. Às vezes eu tenho
que amar a Deus acima de todas as coisas
e o próximo como ti mesmo. Mas em algum
momento esses amores vão estar em
concorrência. Eu vou ter que escolher ou
ama Deus ou amo o próximo, não é?
[suspirando]
Aí você pega, marca um ensaio aqui na
igreja e vem. Aí o irmão fala assim:
"Não vou poder ir porque eu tô doente".
Aí você fala: "Pô, mas toda vez que eu
ensaio dele, ele tá doente. Toda vez que
a escala dele, ele tá doente".
E o amor a Deus aí já manda para ele
assim: "Irmão, precisa de compromisso
com o Senhor.
Não pode ficar doente o tempo todo."
[risadas]
Com certeza no trabalho você não falta.
Aí é o negócio da gente transformar
Jesus em patrão em vez de Deus em pai,
né? É essa farada, né? Coisa que eu
aprendi com Rafa, né? A matriz familiar
e a matriz empresarial. A gente às vezes
olha Deus como patrão e não como pai,
né? [roncando]
Tá em concorrência o amor a Deus, o
vínculo com Deus e o amor ao próximo. Tá
em concorrência. Aí eu tenho que
escolher um aos dois. Jesus Cristo é um
exemplo disso. Quando ele lá em Mateus
chama a atenção dos filhos que não
cuidavam dos seus pais e davam todo o
dinheiro que seria para sustento dos
pais para o templo. Não tinha
previdência na época, né? Não tinha como
os pais viverem. Eles tinham que viver
com os filhos bancando, porque eles não
conseguiam trabalhar mais. Então os
filhos pegavam, juntavam o dinheiro e
davam como corban no templo e falava:
"Não tem mais nada com vocês".
Eles dizem que com isso ele estão amando
a Deus. E o que que Jesus fala? Vocês me
honram com os lábios, mas seu coração tá
distante de mim. Vocês não estão
cumprindo o que Moisés falou, porque
Moisés disse: "Honra o teu pai e tua
mãe". E vocês não estão honrando. Vocês
estão usando doutrinas de homens para ir
contra o mandamento.
Na nossa vida religiosa, frequentemente
a gente acha que precisa escolher entre
amar Deus e amar o próximo. Isso tem a
ver com o fato de que a gente não
entende muito bem o amor ao próximo, mas
eu já vou falar sobre isso.
Jesus resolve essa questão unindo os
dois mandamentos quando ele diz: "Quem
cumpre o meu mandamento é quem me ama".
E qual o mandamento? amar o próximo.
Então, como eu amo ao Senhor? Amando o
próximo. João deixa isso muito claro em
Primeira João, capítulo 4, quando ele
fala que quem diz que ama a Deus, mas
odeia o seu irmão, é mentiroso. Porque
como pode amar a Deus a quem não vê?
Lembra que eu falei da visão? E odiar ao
irmão a quem vê. Entendeu?
Quem não ama não conhece a Deus, porque
Deus é amor.
Então, João deixa muito claro, Jesus
deixa isso muito claro, de que cumprindo
o seu mandamento, que amar ao próximo,
nós então cumpriríamos o mandamento de
amar a Deus. E aí, deixa eu falar uma
coisa para vocês. Todos os escritores do
Novo Testamento entenderam isso. Todos.
Nós nem sempre. Todos eles. Quer ver?
O apóstolo Paulo fala tanto em Romanos
quanto em Gálatas que se nós amarmos o
próximo, nós cumprimos a lei. E ele
chega até a explicar um pouco mais isso,
né? Ele vai falar em Romanos que quem
ama não vai quebrar mandamentos do tipo,
eh, cobiçar o que é do próximo. Você tá
é feliz que o próximo tá bem, não é?
Você não vai cometer esses esses pecados
contra o próximo se você ama ele.
Pedro vai dizer que
se nós nos purificamos pela palavra da
verdade que nos leva ao amor fraternal,
então amemos uns aos outros sem
falsidade. Primeira Pedro, capítulo 1,
no finalzinho do capítulo,
ele tá querendo dizer que a palavra da
verdade ela tem por objetivo
nos levar a amar. Lembra que Jesus,
desculpa, lembra que Pedro também ouviu
o Senhor Jesus Cristo ensinando e orando
lá em João 17 e dizendo que queria que
eles fossem santificados na verdade? A
sua palavra é a verdade. E Pedro tá
dizendo, esse santificação na palavra
tem um objetivo de que nós amemos uns
aos outros de maneira fraternal e sem
falsidade. O objetivo da santificação é
amar o próximo. Olha que coisa. Tiago
vai dizer, Thago, hein? Ele não
necessariamente estava testemunhando
isso lá, né? Tiago vai dizer que se nós
cumprirmos
a lei real que é amar o próximo, então a
gente vai estar fazendo o que é certo.
Ele vai chamar de lei real ou lei do
reino. Lei do reino. A lei do reino é
amar o próximo para Tiago.
E aí quando chega em João, então não tem
não tem nem dúvida, né? João desenvolve
isso de maneira muito profunda. Agora, a
parte do "Eu me manifestarei a ele" tá
em João também. Porque João diz o
seguinte lá no Evangelho, capítulo 1,
versículo 18. Eu vou chutar aqui, eu
acho que é 18, depois vocês confirmam
aí. [roncando] Mas ele diz o seguinte:
"Ninguém jamais viu a Deus. O Deus
unigênito o revelou a nós." Lembra que
ele fala isso? Ninguém jamais viu a
Deus. O Deus unigênito o revelou a nós.
Texto maravilhoso, né? Ele tá dizendo,
ninguém viu a Deus, mas quando eu vi
Jesus Cristo, cheio de graça e de
verdade, como unigênito do Pai, eu vi
Deus.
A gente fala que João tem uma
cristologia alta. Ele fala de Jesus um
na divindade, nos aspectos da divindade
de Cristo. Cristologia alta de João.
Então ele tá dizendo que
Cristo revelou. Aí o leitor de João vai
falar assim: "Mas João, você viu? Não é
não?"
Então, em Primeira João, no capítulo 4,
ele fala: "Ninguém jamais viu a Deus".
Ele repete, só que ele completa de outra
maneira: "Se amamos uns aos outros, Deus
permanece em nós."
Entendeu, meus queridos?
A realidade da encarnação de Cristo, a
revelação do Cristo encarnado na igreja
se manifesta no amor que nós temos uns
pelos outros. E isso é maturidade da
igreja. Isso é maturidade da igreja. Por
isso que o mandamento é a lei e a lei é
o mandamento. Aí você pode procurar nos
escritores do Novo Testamento, você vai
encontrar muito pouco eles falando sobre
a necessidade de amar a Deus.
Por quê? Porque a nossa dificuldade é
amar quem vê. E amando quem vê, a gente
ama quem não vê, não é? Então essa é a
dificuldade. E é assim que a gente
desenvolve isso. Você quer ter mais de
Jesus na vida da igreja? Amem mais.
Quanto mais amamos uns aos outros,
Cristo está no nosso meio. Ninguém
jamais viu a Deus. Se amamos uns aos
outros, Deus permanece em nós. O amor é
a lei. O amor é a lei. E isso tem sido
um exercício
na minha vida e na vida da igreja.
Porque eu vou dizer uma coisa para você,
meu irmão.
Não há nenhum desafio
tão grande a sua carnalidade, ao seu
pecado, do que a necessidade de amar um
outro pecador. [risadas]
Por isso que casamentos cristãos são tão
bons para edificar as pessoas, porque
tem que amar radicalmente um pecador,
né? Mas a igreja também, quando você se
impõe
a tarefa, a missão, para usar uma
palavra bem teológica, né? Quando você
se impõe a missão de amar alguém como
Jesus amou, você é o tempo todo
confrontado com os limites do seu amor.
E o tempo todo você se vê na necessidade
de ir aos seus joelhos de coração
quebrantado, pedir perdão a Deus e pedir
para que, Senhor, não me deixa falhar de
novo, pisar na bola de novo com esse
irmão ou com outro irmão qualquer da
mesma maneira. Eu acho que tem uma de
vez em quando a gente tem que chegar a
Deus e fazer oração assim: "Senhor, me
faz pegar um pecado diferente, [risadas]
deixa eu pecar um pecado diferente. Tô
cansado de pecar o mesmo." Só que a
gente não vê muitos pecados que a gente
peca,
porque a gente dá pouco ouvido ao irmão
como imagem de Deus e não percebe que
quando a gente peca com o irmão, a gente
tá pecando com Deus.
O desafio de amar o irmão vai me
aperfeiçoando,
me amadurecendo, como fala lá em
Primeiro João 4 mesmo, né? O seu amor em
nós é aperfeiçoado. Quando ele tá
dizendo que Deus permanece em nós, esse
amor vai sendo aperfeiçoado de maneira
que eu também vou sendo aperfeiçoado e
santificado.
E assim eu dou conta de uma multidão de
pecados. Porque o amor cobre uma
multidão de pecados. Ele dá conta de uma
multidão de pecados. Tem muitos pecados
que eu não cometo quando eu amo,
entendeu?
Então, é um exercício de santificação,
um exercício de de aperfeiçoamento.
Se Pedro falou que a leit que a palavra
me santifica para amar o irmão, é assim
que eu vou à palavra.
Eu vou à palavra porque eu quero amar
melhor o meu irmão. E eu quero amar
melhor o meu irmão de acordo com a
palavra. E eu vou à palavra porque eu
sei que eu em mim mesmo não consigo amar
o meu irmão da maneira como eu devo
amar. Aí eu vou lá, me encontro com
Jesus. Aí Jesus através de mim ama o meu
irmão e aí ele é amado assim e se
manifesta a nós. É maravilhoso isso. O
amor é a lei, queridos. O amor é a lei.
Só o primeiro ponto. Vamos lá. Tem mais
ponto aqui. Aí eu falo essas coisas. Aí
alguém fala assim: "É, mas não é assim
também. Porque tem gente que tem medo da
gente exagerar o amor de Deus, né? Deus
ama, mas também não exagera. [risadas]
Deixa eu falar uma coisa, queridos. Eu
eu seria incapaz de exagerar o amor de
Deus, porque não tem o que eu possa
pensar, que Deus possa nos fornecer ou
fazer por amor a nós que valendo o que
ele já fez. [risadas]
Não tem como. Não tem como exagerar o
amor de Deus. Não tem como. O que dá é
para corromper o amor de Deus. Aí dá.
Mas não dá para exagerar. E qualquer
corrupção do amor de Deus é menos do que
o amor de Deus já é mesmo. É menos.
Então o que que acontece? E o segundo
ponto é que o amor é a verdade. Porque
João tá falando essa coisa maravilhosa
aqui, né? Ame um ao outro. Esse é um
mandamento. E o mandamento é que amemos.
Ah, que coisa linda, que maravilha, tal.
Aí a gente acha que esse amor, né? Igual
o Bruno falou outro dia, eu comentando a
mensagem dele, ele falou: "As pessoas
romantizam demais o amor, né, pastor?
romantizam demais o amor quando o amor é
prático. E é isso. E é isso mesmo.
Ele fala isso tudo. Mas aí depois, um
pouquinho mais à frente, lá no versículo
10, ele fala assim: "Dá uma olhadinha no
versículo 10. Veja que demonstração de
amor maravilhosa aqui. Ele fala assim:
"Se alguém vier a vocês e não trouxer
esse ensino, não o recebam em casa, nem
o saúdem. [risadas]
>> [suspirando]
>> ama o próximo, ama o outro, mas se vier
sem um sino, nem dá oi,
nem [risadas]
fecha a porta e deixa o cara lá fora,
não recebe em casa. Que coisa, né?
Os americanos diriam que esse é o tough
love, né? É o amor duro. [risadas]
Mas o que que significa isso? A questão,
meus irmãos, é que, de novo, nós não
somos capazes de amar como devemos a
partir de nós mesmos. Nós precisamos de
um ensino real do amor para amar como
Jesus.
Dietref, no livro que eu acho mais
maravilhoso dele, que é o vida em
comunhão, ele diz: "Apenas Cristo pela
sua palavra nos ensinará o que é o
amor". E é exatamente isso. Eu não sei
amar como Deus ama se eu não entendo
como Deus me ama. Eu não sei amar como
Deus ama se eu não entendo como Deus
molda o meu amor através da sua palavra.
E essa que é a questão do grande
problema doutrinário, que se nós não
tivermos a doutrina de uma maneira que
ela manifeste de fato o amor de Deus,
que ela seja saudável ao ponto de
manifestar o amor de Deus, eu não
viverei a plenitude da obra que Deus
quer realizar pelo seu amor na minha
vida.
Então, esse é esse é um problema de
amantes de teologia, como nós somos.
Nós pensamos que teologia é um um grande
conhecimento paraa interpretação da
vida.
Não. Teologia é uma tentativa de
apreensão da própria vida. [risadas]
[suspirando]
Tem a ver com viver. Não tem a ver com
compreender. A gente compreende, mas
compreende para viver. Não compreende
como só: "Olha, agora eu sei mais, eu
posso falar, posso ter um podcast, posso
ter." Não, eu tenho que viver. Eu tenho
que viver.
A teologia tem esse fruto prático. Um
exemplo disso o apóstolo Paulo
escrevendo aos Filipenses, carta super
[roncando] prática de Paulo.
As pessoas falam que tem pouquíssimo
conteúdo mais teológico. Ali tudo é
teológico, né? Mas assim
[limpando a garganta] de teologia mais
pesada. Mas nada, no capítulo dois ele
mete um kenosis lá no meio, né? E
querzes não é uma palavra em grego, não
é o desejo do esquilo, né? Que quer
noes. Não é isso. É horrível essa, né?
Horrível. Desculpa. Uma ruim tinha que
ter, né? Porque eu só tô acertando todas
hoje,
porque nós é o esvaziamento. Ele fala
assim: "Cristo se esvaziou".
Aí você fala: "Meu Deus, que que é
isso?" Aí fica debate, né? Que que é?
Cristo se esvaziou.
O que que significa? Significa que ele
perdeu todos os seus poderes. Ele é tipo
Superman com a criptonita agora, né? É
isso. Não, ele deixou tudo lá com Deus.
Não, ele continuou exercendo, né? Tem
aquela doutrina luterana da ubiquidade
do Cristo encarnado. Ele tá ao mesmo
tempo ali e no mundo inteiro, né?
[risadas]
Qual qual que é esses vazios? Aí a gente
fica debatendo, fica levantando um monte
de questões e tal e tal e tal. Quando
Paulo tá querendo dizer simplesmente o
seguinte: "Tende em vós a mesma atitude
que teve Cristo Jesus".
>> [risadas]
>> Quando o fim é prático, mas ele tá
trazendo a radicalidade. Inclusive o
mistério ali do Quenos é um pouco pra
gente também ficar um pouco, né,
transtornado por isso. É tão grande que
eu não compreendo ao ponto de que eu
devo amar de uma maneira que eu nunca
vou chegar lá, porque eu nunca vou abrir
mão de tantas coisas quanto Jesus abriu.
Então, não há limites para o que eu
posso fazer pelo irmão, segundo o que
Cristo ensina. É uma teologia que me
leva a um amor profundo,
entendeu? Então, a gente precisa disso.
Esse conhecimento bíblico me leva a um
amor profundo. Eu tenho dito, eu insisto
nisso, apesar de que às vezes algumas
pessoas
não acho que em geral as pessoas
entendem, mas eu eu eu gosto de deixar
desse jeito meio meio chocante assim. Às
vezes a gente acha que a gente vai
julgar a vida da igreja pela pregação da
igreja.
E a verdade é o contrário.
A gente julga a pregação da igreja pela
vida da igreja.
Que que eu quero dizer com isso? É, eu
quero dizer isso que eu isso que eu
disse, mas [risadas] para deixar para
tentar abrir um pouco, né? Eh, é muito
fácil às vezes quando a gente tá
julgando igrejas, né? [risadas]
Procurando igrejas ou coisas do tipo, a
gente ficar profundamente preocupado com
o tipo de doutrina que a gente se ensina
lá. Isso é absolutamente importante.
Mas a gente deve lembrar que
a hipocrisia
ela vem travestida de boas doutrinas.
O que não vem é a vida real. Porque se
tem vida real não é hipócrita mais, não
é fingimento de nada. Entendeu? Então,
posso encontrar obras que parecem muito
boas, fundamentadas em doutrinas ruins?
Posso, posso, mas isso quase eh se
sustenta por um brevíssimo tempo, não
dura muito.
Agora, muitas vezes nós usamos
ensinamentos
bons, verdadeiros,
para cobrir a nossa falta de compromisso
com eles e muitas vezes, inclusive para
servir até de meios para não exercermos
o amor. Vou tentar explicar isso melhor.
Rinou em um teólogo eh falecido que eu
gosto muito. Ele diz que os cristãos são
tão seduzidos pelo poder porque ele é um
excelente substituto para o mandamento
de amar.
Então, se eu tenho que amar, eu tenho
que amar. Mas se eu tiver poder, eu já
não tenho que amar, porque eu não tô
criando mais relações, eu tô criando
obrigações, entendeu? Então é fácil.
Então, como é mais muito difícil, às
vezes é bom ir pro poder.
Então, a tentação do poder está sempre
em associações humanas, inclusive
cristãs,
inclusive as igrejas, inclusive igrejas
cujo discurso é doutrinariamente
ortodoxo e correto. Mas muitas vezes nós
fazemos aquilo que, né, para citar aqui,
para parecer que eu sou intelectual, que
Foucault falava de um poder saber. Quem
detém o poder da teologia é quem
determina as coisas.
Esse e aí a gente vê gente de discurso
ortodoxo
exercendo abuso espiritual porque
submeteu a teologia ao poder e não ao
amor. Entendeu o problema? Paulo
escreveu nos Coríntios: "A verdade, ele
não falou que o conhecimento é a verdade
nos deixa inflados, orgulhosos, mas o
amor edifica". Então não adianta. Se eu
tiver conhecimento, mas não tiver amor,
não adianta. Tudo bem, gente? Beleza?
Então, mas essa verdade ela é parte do
amor, porque tem um outro problema e o
problema é esse. Se é a doutrina que vai
me levar ao amor como de Cristo, se eu
corrompo a doutrina, eu corrompo o amor.
Então, ser zeloso da fidelidade
doutrinária é ser zeloso do amor. Mas
mais do que isso, é ser zeloso das
pessoas.
Entendeu? Porque as pessoas que estão
aqui e que estão congregando com você,
onde elas estiverem, elas são alvos do
amor de Deus. Ah, isso que o que o Rafa
falou aqui e ele tava falando, eu
lembrando da minha igreja. Aí me bateu
uma saudade. Eu amo vocês, mas me bateu
uma saudade da minha igreja que ele
falou: "Igreja tem nome". E eu lembrando
de nomes.
Se a gente consegue amar as pessoas que
estão com a gente, imagina o quanto Deus
não ama essas pessoas.
E Deus deu a elas a graça da sua
palavra. E se eu corrompo essa palavra,
eu tô primeiro as alienando da verdade,
as separando da verdade,
mas eu também estou impedindo que elas
recebam um amor saudável através da
minha vida e de toda aquela comunidade
que é orientada na palavra de Deus.
Então, por isso que João vai dizer, ó,
se o cara não traz essa doutrina, nem
recebe ela em casa, porque senão não vai
dar para viver o amor que vocês precisam
viver, entendeu? Então vocês precisam de
uma doutrina correta para usar uma
ilustração aqui que eu acho que já tá
claro, mas eu vou usar porque eu
programei falar e agora eu vou falar.
Imagina que nós somos todos sedentos,
então alguém encontra uma fonte de água.
Alguém encontra uma fonte de água e vai
até essa fonte de água
e aí se purifica nessa fonte de água.
Depois de purificado, ele vai, enche um
balde e traz para as outras pessoas
sedentas e elas começam a beber.
E aí vem alguém que fala: "Eu também
quero ajudar nessa tarefa". Mas ela não
quer se purificar. Ela quer encher o
balde e levar o balde com a sua sujeira
tóxica para as pessoas. É isso que
acontece quando a gente quer viver um
amor de igreja. Mas essa água que jorra
da palavra de Deus é corrompida pela
nossa falta de zelo doutrinário.
É muito sério isso. Então João pega bem
pesado. Não deixe corromper o amor de
vocês pela corrupção da doutrina.
Apegue-se à verdade de Deus para viver
de maneira verdadeira. Enquanto eu
estava no meu grupo, estava prestando
muita atenção. Cadê o Víor? Ó lá. estava
prestando muita atenção no nosso grupo,
mas não pude deixar de ouvir o grupo da
irmã aqui, que inclusive falou uma coisa
que eu ouvi
e que disse, como é que é que o Douglas
falou, né? O Douglas falou, o Douglas
Gonçalves falou que
a verdade sem amor é crueldade. O amor
sem verdade é falsidade.
Ouvi bem. [risadas]
É isso. É isso. Sigamos a verdade em
amor. Apóstolo Paulo nos ensina. Sigamos
a verdade de amor. Agora para terminar,
eu já estendi o tempo todo aqui, né? Eu
não sei que hora que eu comecei. Então
vamos lá. [risadas] Para terminar,
queridos, último ponto. O amor é
presencial.
Meus irmãos,
às vezes dá raiva, né, desses escritores
bíblicos, João e Paulo, especialmente,
porque Paulo escrevendo a Timóteo, João
escrevendo esse epístola, eles chegam no
final e falam assim: "Eu tenho mais
coisa para falar, mas eu não quero falar
com papel e tinta não".
Aí a gente fica assim, tá? Você desejava
encontrar esses irmãos, né? Mas a mim
você não vai encontrar. [risadas]
Tudo que eu tenho de você, João, são
essas palavras. Tudo que eu tenho de
Paulo são as palavras que ele escreveu.
Não tem mais nada.
Não tem mais nada, só tenho isso. Eu
fico pensando o que que ele queria dizer
aqui, né? Eu tenho um amigo que ele
defendia umas ideias políticas meio
malucas e que a Bíblia tem um ponto lá
que que diz que essa a ideia dele tá
errado. Aí eu chegava para esse amigo e
falava assim: "Nosso amigo William
conhece ele, mas eu não vou expô-lo
aqui". Aí eu falava para ele assim: "Tá?
E o que Paulo fala lá em Romanos 13?" Aí
ele respondia assim: "Eu gostaria de
saber o que Apolo tinha a dizer sobre
isso. [risadas]
É aquilo que fala do do espaço negativo
e da narrativa, né, que o pessoal fala
de Star Wars, por exemplo, né, que tem
muito espaço negativo. É aquilo que é
mencionado e não é explicado e você fica
imaginando, né? Ele usa isso para
[risadas] para tentar distorcer o texto
bíblico. Deus tenha misericórdia dessa
pobre alma. Mas
aí o que que acontece? Ele escreve isso
aqui. Eu não quero falar com papel de
tinta.
As, hum, queria tanto saber, né? Queria
tanto saber, mas há um ensinamento muito
bonito aqui sobre isso,
de que existe um tipo de alegria
completa que só é possível no face a
face.
A gente vive uma época muito
privilegiada e muitos dos irmãos aqui
tem famílias em outros países e eu sei
que vocês colhem dessa beness
tecnológica.
A saudade é um pouquinho menor, porque
você não tá só lendo letras num papel
escrito com uma esferográfica, você tá
vendo e ouvindo, certo? Talvez você
tenha um pouquinho de saudade do cheiro,
um pouquinho de saudade do sabor ainda,
que aqui em Portugal é difícil ter
saudade de algum sabor, né? E tudo aqui
é delicioso, gente. Meu Deus.
Mas
pelo menos você vê, você fala: "Minha
sogra, meu cunhado mora fora do Brasil,
mora nos Estados Unidos, minha sogra e
meu sogro falam com ele constantemente.
Às vezes a gente tá no almoço de
família, toca o telefone, a ele, a gente
abre lá o vídeo e fica conversando com
ele ali um tempo.
É bom encontrá-lo, é melhor, mas é bom
falar assim. Agora a minha sogra teve um
irmão que muitas décadas atrás, na
década de 80, se eu não me engano, morou
na Inglaterra e a mãe dela só falava com
ele por carta ou por telefone quando
dava no no momento ali, no horário que
dava para não pagar muito, né?
E de modo que essa mãe da minha sogra,
né, avó da minha esposa, às vezes não
entende muito como que a minha sogra
sofre muito menos do que ela sofria.
[risadas]
A gente tá num momento muito bom. Nós
tivemos pandemia, tivemos que ficar cada
um em casa. A gente pode ainda assim ter
alguma comunhão, uma comunhão muito
maior do que se a gente tivesse só
falando por telefone, um a um. A gente
pode fazer uma chamada com várias
pessoas. Muito bom. Isso é uma é uma
coisa boa da tecnologia, mas ela tem
seus limites de comunhão e João sabe
disso. Ele tá usando uma tecnologia da
de ponta na época, papel e caneta,
[risadas]
que não é na verdade de ponta, mas era
caro, tá? Não era barato, não. Não era
barato e era difícil.
E aí ele falando com esses irmãos, ele
fala: "Eu quero encontrá-los para que a
minha alegria seja completa". Existe uma
alegria completa que só dá no
presencial, no face a face.
E essa alegria do presencial, do face a
face, ela tem a ver com a própria
doutrina que João acabou de defender.
Porque veja, João tá defendendo que o
amor é verdade. Sim, mas ele tá
defendendo uma doutrina específica. Você
percebeu qual? A doutrina da encarnação.
Ele defende a doutrina da encarnação.
Ele diz: "Porque existem alguns que
estão espalhando por aí que Cristo não
veio em corpo".
Na sua primeira epístola ele vai falar
que essas pessoas falam da parte do
diabo.
É pesado que ele fala lá. Então ele tá
dizendo, essas pessoas estão trazendo
essa mentira. Por que que é tão
importante essa doutrina numa carta que
ele fala tanto de amor? Porque amor é
encarnacional, amor é presencial.
Se eu tiro a história da encarnação de
Jesus Cristo, eu tiro também a minha
necessidade de estar nas condições de o
máximo que eu puder sentir a sua dor.
Entendeu? A ideia de Cristo que se fez
carne e habitou entre nós, tão
importante para João, é importante paraa
nossa, pro nosso vínculo de amor.
O amor é presencial.
Sim, queridos, usem todos os métodos que
você tiver para estar em contato com
seus irmãos, em comunhão com seus
irmãos, senão nós não tínhamos nenhuma
epístola. Que bom que nós temos. Mas não
esqueça de se fazer presente.
Os meios de comunicação, eles têm
limites da presença. E esses limites,
eles são limites que eh
acabam limitando também a nossa
correspondência em relação ao nosso
irmão. Eu sempre dou esse exemplo. Se
alguém tem algum problema
de saúde e bota lá em um grupo de
WhatsApp na igreja, bota lá no grupo,
irmãos, orem por mim e tal. Nós
abençoamos esse irmão orando. Ora, hein?
Espero que vocês orem quando alguém peça
oração, hein?
Mas também mandando um emoji assim,
né? Aquela mãozinha junto assim, né? É
resolvido. Tudo que eu podia fazer por
esse irmão é orar e mandar um emoji, né?
Às vezes a gente não, às vezes a gente
não manda o emoji
e manda. Então é esse que é o problema,
mandar o emoji não ora. Eu abri, eu, eu
aprendi com Víor Fontana que você não
escreve vou orar, você escreve orei.
[risadas]
Eu acho orei um pouco, um pouco
violento, então eu falo orando, né?
Então os irmãos podem colocar a orar,
né? Não sei se [risadas]
mas aí é é isso, certo? É isso. A gente
faz isso. Agora, se ele é meu vizinho,
eu tenho que botar ele no carro e levar
num posto [risadas] médico.
Eu tenho que fazer uma sopa e levar para
ele. Não dá para eu mandar só um emoji
para ele.
O presencial me impõe responsabilidades
maiores do que essa nossa vivência
online.
Vocês sabem qual que é a heresia que
João tá combatendo aqui? Ela ainda não
tava formada, mas anos depois, décadas
depois da vida de João, talvez um século
depois da vida de João, surge uma
heresia chamada docetismo.
Docetismo era a ideia de que Jesus não
encarnou em corpo, ele era apenas uma
imagem. É como se ele fosse um holograma
de Star Wars, né? Lembra lá quando a
princesa Leé aparece no holograma? Isso
aí, né? É um holograma ali, né? Ou um
fantasma do do caça fantasmas, né?
Como se fosse um holograma. Jesus só tem
imagem, docetismo.
Às vezes a gente vive como igreja um
docetismo eclesiástico
em que o corpo de Cristo encarnado, que
é a igreja, se amamos uns aos outros,
Deus permanece em nós, passa a ser só a
imagem. Não tem carne, não tem corpo,
não tem encarnação, não tem presença.
E é muito fácil ser uma igreja com
imagem. É muito fácil ser uma igreja com
imagem. Olha, lembrei agora de uma de
uma ilustração aqui. Não tinha
programado isso, mas ontem eu estava
tentando vencer o meu jet assistindo
alguns vídeos no YouTube e vi um vídeo
do Iago Martins em que ele tava reagindo
a um uma um culto, um culto não, um um
corte de um culto que tava no site de
uma igreja, numa parte de uma igreja. E
aí ele dizia e aí chegava uma hora que
ele falava assim: "Isso aqui é
inteligência artificial?"
Aí depois ele fala: "Não, acho que não é
não." "Hum, acho que é". ele ficou em
dúvida e e no final não resolveu. Eu não
sei até agora se era inteligência
artificial ou não.
A gente tá num ponto que já não dá mais
para diferenciar.
Ou seja, você pode ter uma igreja
lotada, cheia, com um monte de gente e
não tem igreja. Você [risadas]
pode literalmente ter uma igreja com a
sua imagem, literalmente.
E curiosamente não será a imagem de
Deus, porque não será renovada segundo a
imagem daquele que o criou, como fala lá
em Colossenses capítulo 3, revestida do
novo homem. Não será? Porque para ser
revestido do novo homem, a gente tem que
estar em relação, a gente tem que estar
em contato. Para viver o fruto do
espírito, a gente tem que estar em
contato.
A gente tem que estar em contato. Não
tem jeito. Tá entendendo? O amor é
presencial, meus queridos, porque ele
demonstra a continuidade da presença do
corpo de Cristo na terra, ainda que o
Cristo encarnado tenha ido ao céu. E
isso é o que a gente tá aqui para fazer.
[risadas]
E no final, meus queridos,
eu espero de coração que nós terminemos
os nossos dias bem velhinhos, mas
apaixonados por essa senhora que João
era apaixonado pela igreja de Cristo,
porque ela tem seus problemas, [risadas]
mas é o corpo de Cristo na terra e nós
amamos profundamente o nosso Senhor. E
nós amamos profundamente a sua igreja.
Como o Bibo falou aqui,
quando Jesus Cristo aparece a Paulo, que
não tinha crucificado Jesus, mas que era
perseguidor da igreja, Jesus não disse:
"Por que estais perseguindo os meus
irmãos?" Ele disse: "Saulo, porque me
persegues?"
Cristo se identifica radicalmente com a
sua igreja. Então, a gente ama a igreja
porque ama Jesus. Amém, meus queridos.
Então não esqueça aí, o amor é a lei, o
amor é verdade, o amor é presencial.
Amém. Vamos orar, queridos.
Senhor nosso Deus, obrigado, Pai, por
essa carta tão breve, mas tão rica.
Obrigado a Deus pela sua palavra tão
sábia, tão maravilhosa.
Obrigado, Senhor, porque o Senhor não
nos abandonou, não nos deixou, ó Deus,
na o império das trevas, mas nos
resgatou para o reino do filho amado, no
qual nós temos a redenção, a saber o
perdão dos pecados. Purifica-nos, ó
Deus, pela tua palavra, a tua verdade,
para que assim nós amemos como o Senhor
Jesus Cristo ama, que amemos os nossos
irmãos da maneira como aprendemos de
Jesus, que deu a sua vida por nós e nós
devemos dar a vida pelos nossos irmãos.
E que essa união mística e global da
igreja de Cristo, cheia do teu espírito,
brilhe o amor de Jesus em todos os
cantos desse planeta. E que assim o
Senhor seja exaltado e que muitos
aqueles que não viram Cristo encarnado
possam crer, porque vem a cidade sobre o
monte. Essa é a nossa oração em nome de
Jesus Cristo. Amém.
>> Amém. Yeah.

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