UMA COMUNIDADE DE AMOR I Cacau Marques I BTDay Lisboa
01/06/2026
UMA COMUNIDADE DE AMOR I Cacau Marques I BTDay Lisboa
Palestra de Cacau Marques no BTDay Lisboa, gravado na igreja Casa da Cidade em Lisboa/Portugal.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Olá, boa tarde, meus irmãos. Que bom estarmos juntos aqui. Eu tô muito feliz hoje. Mas não é, mas pode ser também. Pode pôr aqui, não tem problema. Pode pôr aqui, >> tá? Ótimo. Tá. Não vai ser propaganda, né? >> É, [risadas] mas é muito bom estar aqui com os irmãos. Eu estou muito feliz hoje como estou todos esses dias de convívio com os irmãos. E falei pro Rafa ontem, eu tenho aprendido muito aqui e especialmente eh com essa experiência com essa igreja, né? Tem sido realmente algo encorajador e transformador, edificante. E agradeço a Deus pelas oportunidades todas que tive aqui com os pastores e também com os irmãos em contextos diversos. E amanhã teremos mais também. Tô animado também para estar aqui cultuando com os irmãos e animado hoje para estar aqui com irmãos de tantos lugares diferentes também, né? Muito bom. Revendo alguns, vendo outros pela primeira vez, conhecendo e isso é muito bom. E comendo porque comer é bom, né? Vocês almoçaram, gente? É, tomaram café? Porque eles ficam me colocando para palestrar depois do almoço e fica todo mundo com sono, né? É. E eu não falo com energia toda, né? Que você acha, Bíblia? Você acha que eu devia subir o volume um pouco ou tá bom? >> Uns 10 minutos. Tá bom. Daqui uns 10 minutos eu vou subir então o volume. Se você tiver dormindo, você vai dar um [risadas] Que bom, queridos. Vamos falar então da minha igreja. Igreja perfeita. Brincadeira, queridos. Não, [risadas] [suspirando] a igreja que eu pastoreio lá no Brasil chama-se Igreja Batista Vida Nova. Eh, e ela, hã, é Batista azul. Ela fica no interior de São Paulo, uma cidade chamada Nova Odessa. Então, quando estiverem por lá, nessa grande metrópole Nova Odessa, que tem cerca de 50.000 habitantes, então você pode aparecer lá, tá bom? Mas vamos falar sobre esse tema, igreja perfeita. E hoje você vai ter uma uma experiência que eu não sei qual foi a última vez que você teve. Você vai ler um livro inteiro da Bíblia. Olha que beleza, né? Então, hoje à noite você vai poder, quando for orar, antes de dormir, você fala: "Senhor, que dia bom, eu li um livro inteiro da Bíblia", né? Não vai ser um livro grande, vai ser segunda João. [risadas] Então, você pode abrir sua Bíblia aí em segunda, na segunda epístola de João, uma das chamadas epístolas gerais, e nós vamos ler todos os seus 13 versos. Segunda João, capítulo único, de 1 a 13. É fácil de achar, né? Tá ali pertinho de Apocalipse. [risadas] Amém. Vamos ler, queridos. Então, acompanhe. Eu tô lendo aqui na NVI eh 23, chama NVI2, a última que saiu no Brasil. Imagino que algumas palavras estejam diferentes das bíblias PTPT, né, [risadas] que ela estará em PTBR e também de outros aí, mas acho que vai dar para acompanharmos todos juntos. Diz assim a palavra de Deus: "O presbítero, a senhora eleita e aos seus filhos, a quem amo na verdade, não apenas eu, mas também todos os que conhecem a verdade, por causa da verdade que permanece em nós e estará conosco para sempre". A graça, a misericórdia e a paz de Deus Pai e de Jesus Cristo, o seu filho, estejam conosco em verdade e em amor. Alegrei-me muito por ter encontrado alguns dos seus filhos vivendo na verdade, conforme o mandamento que recebemos do Pai. E agora, senhora, peço não como se estivesse escrevendo um mandamento novo, mas o que já tínhamos desde o princípio, que amemos uns aos outros. Nisto consiste o amor, que andemos em obediência aos seus mandamentos. Como vocês já têm ouvido desde o princípio, o mandamento é este: andem em amor. Digo isso porque muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo. Cuidem de vocês mesmos para não perderem as coisas pelas quais trabalhamos, mas recebam plena recompensa. Todos aqueles que não, Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus. Aquele que permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém vier a vocês e não trouxer este ensino, não receba em casa, nem o saúdem, pois quem o saúda se torna participante das suas obras malignas. Tenho muito a escrever a vocês, mas não é meu propósito fazê-lo com papel e tinta. Em vez disso, espero visitá-los e conversar com vocês face a face, para que a nossa alegria seja completa. Os filhos da sua irmã eleita enviam saudações. Vamos orar, meus irmãos. Senhor nosso Deus, te agradecemos, ó Pai, pela sua palavra e pela comunhão com a qual nós lemos esse texto, texto do Senhor enviado para comunidades de fé. e uma comunidade de fé o que nós somos em Jesus Cristo. Que o Senhor, ó Deus, então, fale a nós para que persigamos, ó Deus, a tua vontade. Essa é a nossa oração em nome de Jesus Cristo. Amém. Eh, eu queria falar um pouquinho de música com vocês antes da gente entrar nesse texto aqui, que música é uma coisa muito boa, né? E eu gosto muito de música. Eu sempre fico pensando em alguns temas musicais, assim, alguns alguns assuntos das composições contemporâneas, né? E não tem muita coisa que presta às vezes, [risadas] mas existe uma um gênero de letra de música que eu acho muito eh eh inspirador assim, que são músicas de amor maduro, eu dei esse nome, [risadas] que é música de casais ou de um amor de casais que estão juntos há muito tempo. Um exemplo para vocês, tem uma banda que eu gosto muito, eu sei que ela é polêmica, muita gente não gosta, pelo menos no Brasil, mas uma banda que chama Los Hermanos, né? E eles têm uma música que chama Último Romance. E essa música fala de um casal que se encontra na velice, né? Depois de muito tempo, o senhor se apaixona por essa senhora e é um pouco cifrado a letra, mas quando você descobre que é sobre isso, você entende a letra toda, né? Eh, o Chico B tem uma música que chama Valcinha, que fala de um casal que tá muito tempo junto, caiu na rotina, mas um dia ele chegou tão diferente do seu jeito sempre de chegar. E aí começa uma história de um romance naquela noite que ele chega em casa e por algum motivo a chama da paixão se acendeu ali novamente. Mas eu acho que a mais bonita de todas é aquela famosíssima do roupa nova, né? Sapato velho. Ah. Ah, né? né? Aquela que diz do tempo que ele era um herói, buscava flores para sua amada, né? E depois ele diz: "Hoje eu já não sou mais herói, não sou mais veloz, mas talvez eu seja um sapato velho onde você pode aquecer o frio dos seus pés, né? Porque há uma beleza nessa ideia de que nós vamos crescendo no conhecimento um do outro, de maneira que o outro vai se tornando de alguma forma parte de nós mesmos". É claro que o ideal é que todo casamento seja assim. O ideal bíblico é que o casamento sejam os dois uma só carne. Mas a gente também sabe que isso não é passe de mágica, né? Isso também é um desenvolvimento. E que que isso tem a ver com o texto que a gente leu? Muito pouco, mas um pouco tem. [risadas] É que esse texto o apóstolo João escreve para uma igreja. recentemente surgiram alguns algumas teses. Elas já existiram, mas há uma tese renovada sobre a possibilidade dessa carta de João não ser para uma igreja, ser para uma mulher. Eh, eu não fiquei convencido dessa tese. Eu acho que ela não tá [risadas] certa. Eu continuo achando que aqui é uma igreja. Eu acho que faz mais sentido, especialmente quando a gente vai a carta até o final, que não é um grande sacrifício, são 13 versículos só, né? Mas é João escrevendo para uma igreja que ele chama de senhora, a senhora eleita, né? Só que João se apresenta aqui como o ancião, o presbítero. A palavra presbítero significa o ancião. De alguma forma é como um romance de senhores aqui, né? O senhor João, o ancião, escrevendo a senhora eleita, a qual ele ama na verdade. É o último romance de João. [risadas] E isso é muito inspirador para mim, porque João, ele é o último apóstolo na tradição cristã, ele é o último apóstolo a morrer, né? Todos os apóstolos morreram. Não sei se vocês sabem disso. Fica aqui a informação para vocês. Todos os apóstolos morreram. E João foi o último a morrer, ao ponto de que no próprio evangelho de João tem lá até uma uma um uma um esclarecimento lá que ele coloca no final em que Jesus tá andando com Pedro e Pedro fala assim: "Quanta esse aponta para João, né?" Aí Jesus fala: "Que que você tem com isso? Se eu quiser que ele nunca morra, né?" E aí João tem que escrever no evangelho. Foi isso que ele disse. E se eu quiser que ele nunca morra e não, ele nunca vai morrer. Porque chegou um ponto que a igreja achava que o João não ia morrer mais, né? tá vivendo há tanto tempo que achava que ele não ia morrer mais. E ele fala: "Não, eu vou morrer, gente, calma, né? Talvez já tivesse até com vontade naquela hora, não sei". [risadas] Aí, mas o que acontece é que toda a literatura joanina, e isso inclui o apocalipse, que a igreja aqui tem, né, refletido aos domingos, toda ela é escrita para uma igreja que não viu Jesus encarnado. Toda ela. João tá falando com uma geração de cristãos que não tiveram a oportunidade que ele teve. E ele faz questão de destacar isso em todos os seus escritos, tá? Todos os seus escritos. Vocês sabem muito bem, especialmente aqui da casa da cidade, que t refletido nesse texto, que Apocalipse nada mais é do que a revelação de Jesus Cristo, não é? Então, Jesus Cristo se revelando no Evangelho de João, esse apóstolo faz questão de falar que ele viu o filho, ele viu a sua glória como unigênito do pai, cheio de graça e de verdade. Daqui a pouco eu falo mais sobre isso. Em primeiro João, ele fala do que os nossos olhos viram, nossas mãos apalparam. É importante esse testemunho ocular que João traz para uma geração que não viu Jesus. E ele vai trazer isso aqui também quando ele fala sobre Jesus encarnado, né? Eh, ali a partir do versículo 7. E isso é muito importante para João, a ideia de que Deus mesmo em Cristo se fez presente entre nós, o Deus conosco. Mas ele, quando você olha o evangelho de João, você percebe que ele vai trazendo esse tema de várias formas. Primeiro, João é o que vai dar muita ênfase na questão de ver. Ele vai dar muita ênfase nisso. Ele vai falar muito sobre isso. Por exemplo, João é o único a evangelista que conta a história de Tomé. É o único evangelista que conta a história de Tomé. E ele diz assim que Tomé tava lá e falou, né, que ele eh só creria se visse, né? Se eu, se eu não ver, se eu não tocar do seu lado, eu não vou crer. E aí, que eu vou fazer, vou abrir aqui um parênteses para fazer a defesa de Tomé aqui, que eu acho que já está na hora de nós absolvermos Tomé, tá bom? Já está na hora. Porque em primeiro lugar, Tomé não pediu nada que os outros apóstolos não tiveram, tá? Todos os outros tinham visto Jesus ressurreto, tinham tocado nas suas cicatrizes, todos os outros. Tomé só pediu o que os outros tiveram. Talvez Jesus considerou que Tomé deveria crer sem ver. [risadas] Aos outros ele nem deu essa chance. Falei: "Esse povo aí não crê tanto. Talvez Tomé até cresce mais, né?" E ficou pra história como o que duvida, né? A segunda coisa sobre Tomé é que Tomé é o primeiro a chamar Jesus de Deus. Depois que ele vê Jesus ressurreto, ele fala: "Meu Senhor e meu Deus", né? faz uma afirmação de fé da divindade de Jesus Cristo. Mas note que é bem nessa parte que Jesus diz assim: "Porque viste e creste? Bem-aventurados são os que não viram e creram". De quem Jesus tá falando? De nós e também dos leitores do Evangelho de João, que também não viram e criam. Mas isso é maravilhoso, porque o que Jesus tá falando que nós somos bem-aventurados em comparação a Tomé e os outros apóstolos significa que nós pela fé não estamos em desvantagem em relação a eles. Entendeu? Coisa maravilhosa. Pela fé nós temos esse mesmo acesso. O problema é que a nossa fé nem sempre é tão forte assim, mas não tem problema. O Senhor vai nos aperfeiçoando nisso também. O Senhor vai nos aperfeiçoando nisso, mas nós não estamos em desvantagem. Jesus também em João faz a sua oração sacerdotal. E lá na oração sacerdotal ele diz o seguinte: "Eu oro não somente por esse". Lá em João 17, né? Eu oro não somente por esses, mas por aqueles que crerão pelo que ouviram desse. De novo, de quem que ele tá falando? De nós e dos primeiros leitores do Evangelho. Não viram, mas creram. É por estes que Jesus está orando. Há toda essa ênfase sobre ver e não ver. E João traz, então ele tem essa preocupação muito frequente no seu evangelho. Para encerrar essa parte aqui de ver e não ver, João diz o seguinte também nessa história de Tomé, quando ele termina essa história, ele diz assim: "Logo em seguida, em seguida dele fazer essa narrativa e Jesus falar: bem-aventurados, ele diz assim: "Eu poderia escrever muito mais sobre o que Jesus fez, mas essas coisas que eu escrevi aqui são para que vocês creiam e crendo ten a vida eterna". [roncando] Essas, esses dois versículos eles andam juntos. Jesus acabou de falar que os que creem são bem-aventurados, né, sem ver. E depois ele fala: "Essas palavras são para vocês crerem". O que João tá nos ensinando é que há um verdadeiro encontro com Jesus Cristo na Escritura para nós que não vimos Jesus encarnado na escritura, no caso ali dele mesmo, cujo evangelho ele tava terminando, mas de toda a escritura apostólica, nós estamos encontrando com Jesus. Nós estamos nos encontrando com Jesus. Por isso que em Primeira João ele vai falar o que nós vimos, nossas mãos apalparam, nossos ouvidos ouviram a respeito do verbo da vida. E ele vai dizer que essa é a palavra que ele nos evangeliza, é esse verbo que ele nos traz. Então há uma um encontro com Jesus Cristo na palavra dele. É muito mais do que só guardar na cabeça. É um encontro com Jesus mesmo. E isso tá aqui também. João tá já o idoso, o presbítero dizendo: "Eu vou embora, né? Eu vou embora agora. É necessário que a senhora eleita continue aqui firme e forte, né? Então ele vai trazer recomendações para essa senhora eleita, para essa igreja. E quando a gente pensa como é que João fala sobre a presença de Jesus em nós espiritualmente, ele vai dizer algo muito interessante. Ele vai centralizar essa ideia da presença de Deus em nós no amor. Ele vai centralizar no amor. E eu quero pensar um pouquinho sobre isso com vocês. Agora eu vou já argumentar a respeito disso, tá? Deixaem suspenso. Mas eu quero falar um pouquinho com vocês agora sobre esse amor e que amor é esse que João tá trazendo aqui? Eh, especialmente porque nós somos semelhantes a os leitores originais dessa carta. Não vimos Jesus encarnado. E também porque estamos falando de igreja perfeita. E como o Bíbo bem falou, a igreja, a ideia de perfeição é a ideia de maturidade. E aqui a gente tá falando de um amor maduro entre o idoso João e a senhora eleita. Então, vamos pensar numa igreja aperfeiçoada pelo amor. Nessa carta, João fala três coisas sobre amor aqui. E aqui, como eu tô depois do almoço, eu não posso me dar o luxo de não ser muito didático, porque senão vocês vão ficar sem nada. Então, vocês vão esquecer tudo, vão dormir. Então, vou falar logo os pontos que eu vou trazer, você já anota e você pode dormir depois, não tem problema, tá? Mas eu vou, [risadas] você vai perder a a argumentação. Mas eu vou falar que o amor é a lei, o amor é a verdade e o amor é presencial, tá bom? O amor é a lei, o amor é a verdade e o amor é presencial. Esses são os três pontos. Olha que bonitinho que ficou, né? Ficou até a frasezinha, tá, né? Já dá para passar em homilética, né? [risadas] [suspirando] Então, vamos lá. João vai falar para essa igreja sobre esse mandamento. Vocês perceberam? Ele fala ali no versículo 5, depois de todas as salvaç as saudações e tal, depois ele fala, ah, tudo e da alegria que ele tem de ouvir a respeito dessa igreja, ele diz assim, eh, no versículo 5: "E agora, Senhora, peço não como se estivesse escrevendo um mandamento novo, mas o que já tínhamos desde o princípio." Aqui é muito semelhante ao que ele fala na sua primeira epístola também, tá? É o que temos desde o princípio, que amemos uns aos outros. Nisto consiste um amor, que andemos em obediência aos seus mandamentos. Como vocês já têm ouvido desde o princípio, o mandamento é este: andem em amor. Você percebeu que construção curiosa é essa que ele faz? Eu peço que vocês obedeçam o mandamento que existe desde o princípio. Ele não é novo, ele existe desde o princípio, mas eu tô renovando ele de alguma maneira. que vocês amem uns aos outros. Simples, uma expressão simples. Mas amor é algo muito, né, complexo. Muita gente pode considerar amor muitas coisas diferentes, né? Então, o que que é o amor? Aí João deixa bem claro, ele fala: "E o amor é este, que andemos nos seus mandamentos, que obedeçamos os mandamentos". Ou seja, o amor é um mandamento. É obedecer os mandamentos. Aí alguém logo traria mais uma pergunta. Mas João, quais são os mandamentos? E ele diz: "O mandamento é esse, que amemos uns aos outros. O amor é o mandamento, o mandamento é o amor. Olha que coisa curiosa. O amor é a lei, a lei é o amor. Alguém pode dizer que é circular, que não faz sentido, mas claro que faz sentido, porque o amor é um é uma palavra que tem muito mais sentidos do que simplesmente um mandamento. O que significa, meus queridos, é que há essa esse aperfeiçoamento, o gosto de chamar de de da santificação pela vivência do amor. Há uma santificação pela vivência do amor. E de onde João tirou essa ideia? De ninguém mais, ninguém menos do seu mestre. E o seu mestre é o nosso Senhor Jesus Cristo. O nosso Senhor Jesus Cristo reunido com os discípulos lá no Evangelho de João, a partir do capítulo 13 até o capítulo 16, é o último encontro de Jesus com os discípulos antes da sua oração sacerdotal, 17, e depois ele ser levado para ser preso do 18 paraa frente. Ali nesse meio entre o 13 e o 16, ele fala muitas coisas para estes discípulos. E uma coisa que ele fala lá é que eles amariam a Jesus Cristo. Eles seriam aqueles que amam a Jesus Cristo se guardassem os seus mandamentos. Lembra dessa parte? Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama. Ou seja, guardar os mandamentos de Cristo é amá-lo. Quer amar Jesus? Guarde os mandamentos. Aquele que tem os meus mandamentos os guarda. Este é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu pai. Opa. Quem que Deus ama? Os que amam a Jesus. E quem ama Jesus? Quem guarda os mandamentos. Então, guarda os mandamentos. Você vai amar Jesus e o Pai vai te amar. Mas ele completa. Não só o Pai, eu também o amarei. Então, seremos amados pelo Pai e pelo Filho. Que maravilha, né? Mas tem o final ainda. E me manifestarei a ele. Lembra que eu falei que João tem a preocupação de ver Jesus, né? Então, como que nós teremos a revelação de Cristo em nós? Como nós teremos a manifestação de Cristo em nós? Amando a Cristo. E como amamos a Cristo? Guardando os seus mandamentos. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu pai e eu também o amarei e me manifestarei a ele. Às vezes a gente acha que a maneira de Jesus se manifestar no nosso meio é fazendo um culto que eficazmente invoque a Jesus Cristo, né? Eu ah, eu eu ia gente, eu ia usar uma uma figura do folclore brasileiro, mas vai ficando brasileiro demais esse negócio. Não vou usar não. Mas é como se a gente começasse a cantar e Jesus aparece, né, no nosso meio, né? É a caipora, né? Se a suvia aparece. Se a suvia ela aparece, você canta Jesus aparece. A gente até canta isso, né? Inclusive numa interpretação muito errada do do texto bíblico, aquela música que fala: "No meio dos louvores, Deus habita. E esse é o prazer cumprir o que nos diz. Então é só cantar a Cristo e exaltar e sua glória encherá esse lugar. Cristo habita no meio dos louvores. Não significa isso. Significa que onde ele habita há louvores. E não que quando há louvor Cristo habita, né? Ele não aparece do nada. Opa, eu vi que estavam cantando meu nome, eu apareci aqui, né? Vim aqui ver. Não, não. A maneira da verdadeira manifestação de Cristo entre nós é o cumprimento dos seus mandamentos. Quando cumprimos os mandamentos de Cristo, ele está no nosso meio. Aí a Jesus eu faria a mesma pergunta que faria a João. E na verdade a Jesus eu acho que eu seria muito mais prepotente e talvez eu fosse tomar um uma invertida igual ele dava em Pedro, né? [risadas] O irmão falou de Pedro ali no nosso encontro ali, né? É isso mesmo. Talvez fosse tomar uma invertida de Jesus. Porque Jesus perguntar assim: "Senhor, mas quais qual o seu mandamento? Quais são seus mandamentos?" No mesmo encontro, Jesus diz: "Qual o seu mandamento?" O que que ele diz? Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros. Aquele que tem os mandamentos e os guarda, este é o que me ama, o mandamento que vos ameis uns aos outros. Tudo bem? Beleza? Aí eu seria prepotente. Aí eu ia levantar a mão e falar assim: "Senhor Jesus, desculpa te corrigir na sua imensa sabedoria, mas quem nunca não é meu senhor? Esse mandamento não é novo. Ele tá lá em Levítico. [risadas] Amar o próximo como a ti mesmo. Não é novo. Você tá dizendo que é novo, não é novo. E deixa eu falar outra coisa, senhor. Você esqueceu que esse é o segundo maior mandamento. Faltou o primeiro. [risadas] Qual que é o primeiro? Amar a Deus acima de todas as coisas. Faltou o amor maior. Você falou só do amor secundário, do amor ao próximo. Às vezes a gente assim assim com Jesus, né? Bastante a gente é assim com o pastor, mas com Jesus, [risadas] com Jesus e às vezes [roncando] a gente quer ficar corrigindo Jesus, né? Mas a verdade é que Jesus uniu esses dois mandamentos um só. Porque a divisão entre dois mandamentos, ele trazia um problema. Esse é um problema que acontece na igreja. Às vezes eu tenho que amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como ti mesmo. Mas em algum momento esses amores vão estar em concorrência. Eu vou ter que escolher ou ama Deus ou amo o próximo, não é? [suspirando] Aí você pega, marca um ensaio aqui na igreja e vem. Aí o irmão fala assim: "Não vou poder ir porque eu tô doente". Aí você fala: "Pô, mas toda vez que eu ensaio dele, ele tá doente. Toda vez que a escala dele, ele tá doente". E o amor a Deus aí já manda para ele assim: "Irmão, precisa de compromisso com o Senhor. Não pode ficar doente o tempo todo." [risadas] Com certeza no trabalho você não falta. Aí é o negócio da gente transformar Jesus em patrão em vez de Deus em pai, né? É essa farada, né? Coisa que eu aprendi com Rafa, né? A matriz familiar e a matriz empresarial. A gente às vezes olha Deus como patrão e não como pai, né? [roncando] Tá em concorrência o amor a Deus, o vínculo com Deus e o amor ao próximo. Tá em concorrência. Aí eu tenho que escolher um aos dois. Jesus Cristo é um exemplo disso. Quando ele lá em Mateus chama a atenção dos filhos que não cuidavam dos seus pais e davam todo o dinheiro que seria para sustento dos pais para o templo. Não tinha previdência na época, né? Não tinha como os pais viverem. Eles tinham que viver com os filhos bancando, porque eles não conseguiam trabalhar mais. Então os filhos pegavam, juntavam o dinheiro e davam como corban no templo e falava: "Não tem mais nada com vocês". Eles dizem que com isso ele estão amando a Deus. E o que que Jesus fala? Vocês me honram com os lábios, mas seu coração tá distante de mim. Vocês não estão cumprindo o que Moisés falou, porque Moisés disse: "Honra o teu pai e tua mãe". E vocês não estão honrando. Vocês estão usando doutrinas de homens para ir contra o mandamento. Na nossa vida religiosa, frequentemente a gente acha que precisa escolher entre amar Deus e amar o próximo. Isso tem a ver com o fato de que a gente não entende muito bem o amor ao próximo, mas eu já vou falar sobre isso. Jesus resolve essa questão unindo os dois mandamentos quando ele diz: "Quem cumpre o meu mandamento é quem me ama". E qual o mandamento? amar o próximo. Então, como eu amo ao Senhor? Amando o próximo. João deixa isso muito claro em Primeira João, capítulo 4, quando ele fala que quem diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Porque como pode amar a Deus a quem não vê? Lembra que eu falei da visão? E odiar ao irmão a quem vê. Entendeu? Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Então, João deixa muito claro, Jesus deixa isso muito claro, de que cumprindo o seu mandamento, que amar ao próximo, nós então cumpriríamos o mandamento de amar a Deus. E aí, deixa eu falar uma coisa para vocês. Todos os escritores do Novo Testamento entenderam isso. Todos. Nós nem sempre. Todos eles. Quer ver? O apóstolo Paulo fala tanto em Romanos quanto em Gálatas que se nós amarmos o próximo, nós cumprimos a lei. E ele chega até a explicar um pouco mais isso, né? Ele vai falar em Romanos que quem ama não vai quebrar mandamentos do tipo, eh, cobiçar o que é do próximo. Você tá é feliz que o próximo tá bem, não é? Você não vai cometer esses esses pecados contra o próximo se você ama ele. Pedro vai dizer que se nós nos purificamos pela palavra da verdade que nos leva ao amor fraternal, então amemos uns aos outros sem falsidade. Primeira Pedro, capítulo 1, no finalzinho do capítulo, ele tá querendo dizer que a palavra da verdade ela tem por objetivo nos levar a amar. Lembra que Jesus, desculpa, lembra que Pedro também ouviu o Senhor Jesus Cristo ensinando e orando lá em João 17 e dizendo que queria que eles fossem santificados na verdade? A sua palavra é a verdade. E Pedro tá dizendo, esse santificação na palavra tem um objetivo de que nós amemos uns aos outros de maneira fraternal e sem falsidade. O objetivo da santificação é amar o próximo. Olha que coisa. Tiago vai dizer, Thago, hein? Ele não necessariamente estava testemunhando isso lá, né? Tiago vai dizer que se nós cumprirmos a lei real que é amar o próximo, então a gente vai estar fazendo o que é certo. Ele vai chamar de lei real ou lei do reino. Lei do reino. A lei do reino é amar o próximo para Tiago. E aí quando chega em João, então não tem não tem nem dúvida, né? João desenvolve isso de maneira muito profunda. Agora, a parte do "Eu me manifestarei a ele" tá em João também. Porque João diz o seguinte lá no Evangelho, capítulo 1, versículo 18. Eu vou chutar aqui, eu acho que é 18, depois vocês confirmam aí. [roncando] Mas ele diz o seguinte: "Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito o revelou a nós." Lembra que ele fala isso? Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito o revelou a nós. Texto maravilhoso, né? Ele tá dizendo, ninguém viu a Deus, mas quando eu vi Jesus Cristo, cheio de graça e de verdade, como unigênito do Pai, eu vi Deus. A gente fala que João tem uma cristologia alta. Ele fala de Jesus um na divindade, nos aspectos da divindade de Cristo. Cristologia alta de João. Então ele tá dizendo que Cristo revelou. Aí o leitor de João vai falar assim: "Mas João, você viu? Não é não?" Então, em Primeira João, no capítulo 4, ele fala: "Ninguém jamais viu a Deus". Ele repete, só que ele completa de outra maneira: "Se amamos uns aos outros, Deus permanece em nós." Entendeu, meus queridos? A realidade da encarnação de Cristo, a revelação do Cristo encarnado na igreja se manifesta no amor que nós temos uns pelos outros. E isso é maturidade da igreja. Isso é maturidade da igreja. Por isso que o mandamento é a lei e a lei é o mandamento. Aí você pode procurar nos escritores do Novo Testamento, você vai encontrar muito pouco eles falando sobre a necessidade de amar a Deus. Por quê? Porque a nossa dificuldade é amar quem vê. E amando quem vê, a gente ama quem não vê, não é? Então essa é a dificuldade. E é assim que a gente desenvolve isso. Você quer ter mais de Jesus na vida da igreja? Amem mais. Quanto mais amamos uns aos outros, Cristo está no nosso meio. Ninguém jamais viu a Deus. Se amamos uns aos outros, Deus permanece em nós. O amor é a lei. O amor é a lei. E isso tem sido um exercício na minha vida e na vida da igreja. Porque eu vou dizer uma coisa para você, meu irmão. Não há nenhum desafio tão grande a sua carnalidade, ao seu pecado, do que a necessidade de amar um outro pecador. [risadas] Por isso que casamentos cristãos são tão bons para edificar as pessoas, porque tem que amar radicalmente um pecador, né? Mas a igreja também, quando você se impõe a tarefa, a missão, para usar uma palavra bem teológica, né? Quando você se impõe a missão de amar alguém como Jesus amou, você é o tempo todo confrontado com os limites do seu amor. E o tempo todo você se vê na necessidade de ir aos seus joelhos de coração quebrantado, pedir perdão a Deus e pedir para que, Senhor, não me deixa falhar de novo, pisar na bola de novo com esse irmão ou com outro irmão qualquer da mesma maneira. Eu acho que tem uma de vez em quando a gente tem que chegar a Deus e fazer oração assim: "Senhor, me faz pegar um pecado diferente, [risadas] deixa eu pecar um pecado diferente. Tô cansado de pecar o mesmo." Só que a gente não vê muitos pecados que a gente peca, porque a gente dá pouco ouvido ao irmão como imagem de Deus e não percebe que quando a gente peca com o irmão, a gente tá pecando com Deus. O desafio de amar o irmão vai me aperfeiçoando, me amadurecendo, como fala lá em Primeiro João 4 mesmo, né? O seu amor em nós é aperfeiçoado. Quando ele tá dizendo que Deus permanece em nós, esse amor vai sendo aperfeiçoado de maneira que eu também vou sendo aperfeiçoado e santificado. E assim eu dou conta de uma multidão de pecados. Porque o amor cobre uma multidão de pecados. Ele dá conta de uma multidão de pecados. Tem muitos pecados que eu não cometo quando eu amo, entendeu? Então, é um exercício de santificação, um exercício de de aperfeiçoamento. Se Pedro falou que a leit que a palavra me santifica para amar o irmão, é assim que eu vou à palavra. Eu vou à palavra porque eu quero amar melhor o meu irmão. E eu quero amar melhor o meu irmão de acordo com a palavra. E eu vou à palavra porque eu sei que eu em mim mesmo não consigo amar o meu irmão da maneira como eu devo amar. Aí eu vou lá, me encontro com Jesus. Aí Jesus através de mim ama o meu irmão e aí ele é amado assim e se manifesta a nós. É maravilhoso isso. O amor é a lei, queridos. O amor é a lei. Só o primeiro ponto. Vamos lá. Tem mais ponto aqui. Aí eu falo essas coisas. Aí alguém fala assim: "É, mas não é assim também. Porque tem gente que tem medo da gente exagerar o amor de Deus, né? Deus ama, mas também não exagera. [risadas] Deixa eu falar uma coisa, queridos. Eu eu seria incapaz de exagerar o amor de Deus, porque não tem o que eu possa pensar, que Deus possa nos fornecer ou fazer por amor a nós que valendo o que ele já fez. [risadas] Não tem como. Não tem como exagerar o amor de Deus. Não tem como. O que dá é para corromper o amor de Deus. Aí dá. Mas não dá para exagerar. E qualquer corrupção do amor de Deus é menos do que o amor de Deus já é mesmo. É menos. Então o que que acontece? E o segundo ponto é que o amor é a verdade. Porque João tá falando essa coisa maravilhosa aqui, né? Ame um ao outro. Esse é um mandamento. E o mandamento é que amemos. Ah, que coisa linda, que maravilha, tal. Aí a gente acha que esse amor, né? Igual o Bruno falou outro dia, eu comentando a mensagem dele, ele falou: "As pessoas romantizam demais o amor, né, pastor? romantizam demais o amor quando o amor é prático. E é isso. E é isso mesmo. Ele fala isso tudo. Mas aí depois, um pouquinho mais à frente, lá no versículo 10, ele fala assim: "Dá uma olhadinha no versículo 10. Veja que demonstração de amor maravilhosa aqui. Ele fala assim: "Se alguém vier a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa, nem o saúdem. [risadas] >> [suspirando] >> ama o próximo, ama o outro, mas se vier sem um sino, nem dá oi, nem [risadas] fecha a porta e deixa o cara lá fora, não recebe em casa. Que coisa, né? Os americanos diriam que esse é o tough love, né? É o amor duro. [risadas] Mas o que que significa isso? A questão, meus irmãos, é que, de novo, nós não somos capazes de amar como devemos a partir de nós mesmos. Nós precisamos de um ensino real do amor para amar como Jesus. Dietref, no livro que eu acho mais maravilhoso dele, que é o vida em comunhão, ele diz: "Apenas Cristo pela sua palavra nos ensinará o que é o amor". E é exatamente isso. Eu não sei amar como Deus ama se eu não entendo como Deus me ama. Eu não sei amar como Deus ama se eu não entendo como Deus molda o meu amor através da sua palavra. E essa que é a questão do grande problema doutrinário, que se nós não tivermos a doutrina de uma maneira que ela manifeste de fato o amor de Deus, que ela seja saudável ao ponto de manifestar o amor de Deus, eu não viverei a plenitude da obra que Deus quer realizar pelo seu amor na minha vida. Então, esse é esse é um problema de amantes de teologia, como nós somos. Nós pensamos que teologia é um um grande conhecimento paraa interpretação da vida. Não. Teologia é uma tentativa de apreensão da própria vida. [risadas] [suspirando] Tem a ver com viver. Não tem a ver com compreender. A gente compreende, mas compreende para viver. Não compreende como só: "Olha, agora eu sei mais, eu posso falar, posso ter um podcast, posso ter." Não, eu tenho que viver. Eu tenho que viver. A teologia tem esse fruto prático. Um exemplo disso o apóstolo Paulo escrevendo aos Filipenses, carta super [roncando] prática de Paulo. As pessoas falam que tem pouquíssimo conteúdo mais teológico. Ali tudo é teológico, né? Mas assim [limpando a garganta] de teologia mais pesada. Mas nada, no capítulo dois ele mete um kenosis lá no meio, né? E querzes não é uma palavra em grego, não é o desejo do esquilo, né? Que quer noes. Não é isso. É horrível essa, né? Horrível. Desculpa. Uma ruim tinha que ter, né? Porque eu só tô acertando todas hoje, porque nós é o esvaziamento. Ele fala assim: "Cristo se esvaziou". Aí você fala: "Meu Deus, que que é isso?" Aí fica debate, né? Que que é? Cristo se esvaziou. O que que significa? Significa que ele perdeu todos os seus poderes. Ele é tipo Superman com a criptonita agora, né? É isso. Não, ele deixou tudo lá com Deus. Não, ele continuou exercendo, né? Tem aquela doutrina luterana da ubiquidade do Cristo encarnado. Ele tá ao mesmo tempo ali e no mundo inteiro, né? [risadas] Qual qual que é esses vazios? Aí a gente fica debatendo, fica levantando um monte de questões e tal e tal e tal. Quando Paulo tá querendo dizer simplesmente o seguinte: "Tende em vós a mesma atitude que teve Cristo Jesus". >> [risadas] >> Quando o fim é prático, mas ele tá trazendo a radicalidade. Inclusive o mistério ali do Quenos é um pouco pra gente também ficar um pouco, né, transtornado por isso. É tão grande que eu não compreendo ao ponto de que eu devo amar de uma maneira que eu nunca vou chegar lá, porque eu nunca vou abrir mão de tantas coisas quanto Jesus abriu. Então, não há limites para o que eu posso fazer pelo irmão, segundo o que Cristo ensina. É uma teologia que me leva a um amor profundo, entendeu? Então, a gente precisa disso. Esse conhecimento bíblico me leva a um amor profundo. Eu tenho dito, eu insisto nisso, apesar de que às vezes algumas pessoas não acho que em geral as pessoas entendem, mas eu eu eu gosto de deixar desse jeito meio meio chocante assim. Às vezes a gente acha que a gente vai julgar a vida da igreja pela pregação da igreja. E a verdade é o contrário. A gente julga a pregação da igreja pela vida da igreja. Que que eu quero dizer com isso? É, eu quero dizer isso que eu isso que eu disse, mas [risadas] para deixar para tentar abrir um pouco, né? Eh, é muito fácil às vezes quando a gente tá julgando igrejas, né? [risadas] Procurando igrejas ou coisas do tipo, a gente ficar profundamente preocupado com o tipo de doutrina que a gente se ensina lá. Isso é absolutamente importante. Mas a gente deve lembrar que a hipocrisia ela vem travestida de boas doutrinas. O que não vem é a vida real. Porque se tem vida real não é hipócrita mais, não é fingimento de nada. Entendeu? Então, posso encontrar obras que parecem muito boas, fundamentadas em doutrinas ruins? Posso, posso, mas isso quase eh se sustenta por um brevíssimo tempo, não dura muito. Agora, muitas vezes nós usamos ensinamentos bons, verdadeiros, para cobrir a nossa falta de compromisso com eles e muitas vezes, inclusive para servir até de meios para não exercermos o amor. Vou tentar explicar isso melhor. Rinou em um teólogo eh falecido que eu gosto muito. Ele diz que os cristãos são tão seduzidos pelo poder porque ele é um excelente substituto para o mandamento de amar. Então, se eu tenho que amar, eu tenho que amar. Mas se eu tiver poder, eu já não tenho que amar, porque eu não tô criando mais relações, eu tô criando obrigações, entendeu? Então é fácil. Então, como é mais muito difícil, às vezes é bom ir pro poder. Então, a tentação do poder está sempre em associações humanas, inclusive cristãs, inclusive as igrejas, inclusive igrejas cujo discurso é doutrinariamente ortodoxo e correto. Mas muitas vezes nós fazemos aquilo que, né, para citar aqui, para parecer que eu sou intelectual, que Foucault falava de um poder saber. Quem detém o poder da teologia é quem determina as coisas. Esse e aí a gente vê gente de discurso ortodoxo exercendo abuso espiritual porque submeteu a teologia ao poder e não ao amor. Entendeu o problema? Paulo escreveu nos Coríntios: "A verdade, ele não falou que o conhecimento é a verdade nos deixa inflados, orgulhosos, mas o amor edifica". Então não adianta. Se eu tiver conhecimento, mas não tiver amor, não adianta. Tudo bem, gente? Beleza? Então, mas essa verdade ela é parte do amor, porque tem um outro problema e o problema é esse. Se é a doutrina que vai me levar ao amor como de Cristo, se eu corrompo a doutrina, eu corrompo o amor. Então, ser zeloso da fidelidade doutrinária é ser zeloso do amor. Mas mais do que isso, é ser zeloso das pessoas. Entendeu? Porque as pessoas que estão aqui e que estão congregando com você, onde elas estiverem, elas são alvos do amor de Deus. Ah, isso que o que o Rafa falou aqui e ele tava falando, eu lembrando da minha igreja. Aí me bateu uma saudade. Eu amo vocês, mas me bateu uma saudade da minha igreja que ele falou: "Igreja tem nome". E eu lembrando de nomes. Se a gente consegue amar as pessoas que estão com a gente, imagina o quanto Deus não ama essas pessoas. E Deus deu a elas a graça da sua palavra. E se eu corrompo essa palavra, eu tô primeiro as alienando da verdade, as separando da verdade, mas eu também estou impedindo que elas recebam um amor saudável através da minha vida e de toda aquela comunidade que é orientada na palavra de Deus. Então, por isso que João vai dizer, ó, se o cara não traz essa doutrina, nem recebe ela em casa, porque senão não vai dar para viver o amor que vocês precisam viver, entendeu? Então vocês precisam de uma doutrina correta para usar uma ilustração aqui que eu acho que já tá claro, mas eu vou usar porque eu programei falar e agora eu vou falar. Imagina que nós somos todos sedentos, então alguém encontra uma fonte de água. Alguém encontra uma fonte de água e vai até essa fonte de água e aí se purifica nessa fonte de água. Depois de purificado, ele vai, enche um balde e traz para as outras pessoas sedentas e elas começam a beber. E aí vem alguém que fala: "Eu também quero ajudar nessa tarefa". Mas ela não quer se purificar. Ela quer encher o balde e levar o balde com a sua sujeira tóxica para as pessoas. É isso que acontece quando a gente quer viver um amor de igreja. Mas essa água que jorra da palavra de Deus é corrompida pela nossa falta de zelo doutrinário. É muito sério isso. Então João pega bem pesado. Não deixe corromper o amor de vocês pela corrupção da doutrina. Apegue-se à verdade de Deus para viver de maneira verdadeira. Enquanto eu estava no meu grupo, estava prestando muita atenção. Cadê o Víor? Ó lá. estava prestando muita atenção no nosso grupo, mas não pude deixar de ouvir o grupo da irmã aqui, que inclusive falou uma coisa que eu ouvi e que disse, como é que é que o Douglas falou, né? O Douglas falou, o Douglas Gonçalves falou que a verdade sem amor é crueldade. O amor sem verdade é falsidade. Ouvi bem. [risadas] É isso. É isso. Sigamos a verdade em amor. Apóstolo Paulo nos ensina. Sigamos a verdade de amor. Agora para terminar, eu já estendi o tempo todo aqui, né? Eu não sei que hora que eu comecei. Então vamos lá. [risadas] Para terminar, queridos, último ponto. O amor é presencial. Meus irmãos, às vezes dá raiva, né, desses escritores bíblicos, João e Paulo, especialmente, porque Paulo escrevendo a Timóteo, João escrevendo esse epístola, eles chegam no final e falam assim: "Eu tenho mais coisa para falar, mas eu não quero falar com papel e tinta não". Aí a gente fica assim, tá? Você desejava encontrar esses irmãos, né? Mas a mim você não vai encontrar. [risadas] Tudo que eu tenho de você, João, são essas palavras. Tudo que eu tenho de Paulo são as palavras que ele escreveu. Não tem mais nada. Não tem mais nada, só tenho isso. Eu fico pensando o que que ele queria dizer aqui, né? Eu tenho um amigo que ele defendia umas ideias políticas meio malucas e que a Bíblia tem um ponto lá que que diz que essa a ideia dele tá errado. Aí eu chegava para esse amigo e falava assim: "Nosso amigo William conhece ele, mas eu não vou expô-lo aqui". Aí eu falava para ele assim: "Tá? E o que Paulo fala lá em Romanos 13?" Aí ele respondia assim: "Eu gostaria de saber o que Apolo tinha a dizer sobre isso. [risadas] É aquilo que fala do do espaço negativo e da narrativa, né, que o pessoal fala de Star Wars, por exemplo, né, que tem muito espaço negativo. É aquilo que é mencionado e não é explicado e você fica imaginando, né? Ele usa isso para [risadas] para tentar distorcer o texto bíblico. Deus tenha misericórdia dessa pobre alma. Mas aí o que que acontece? Ele escreve isso aqui. Eu não quero falar com papel de tinta. As, hum, queria tanto saber, né? Queria tanto saber, mas há um ensinamento muito bonito aqui sobre isso, de que existe um tipo de alegria completa que só é possível no face a face. A gente vive uma época muito privilegiada e muitos dos irmãos aqui tem famílias em outros países e eu sei que vocês colhem dessa beness tecnológica. A saudade é um pouquinho menor, porque você não tá só lendo letras num papel escrito com uma esferográfica, você tá vendo e ouvindo, certo? Talvez você tenha um pouquinho de saudade do cheiro, um pouquinho de saudade do sabor ainda, que aqui em Portugal é difícil ter saudade de algum sabor, né? E tudo aqui é delicioso, gente. Meu Deus. Mas pelo menos você vê, você fala: "Minha sogra, meu cunhado mora fora do Brasil, mora nos Estados Unidos, minha sogra e meu sogro falam com ele constantemente. Às vezes a gente tá no almoço de família, toca o telefone, a ele, a gente abre lá o vídeo e fica conversando com ele ali um tempo. É bom encontrá-lo, é melhor, mas é bom falar assim. Agora a minha sogra teve um irmão que muitas décadas atrás, na década de 80, se eu não me engano, morou na Inglaterra e a mãe dela só falava com ele por carta ou por telefone quando dava no no momento ali, no horário que dava para não pagar muito, né? E de modo que essa mãe da minha sogra, né, avó da minha esposa, às vezes não entende muito como que a minha sogra sofre muito menos do que ela sofria. [risadas] A gente tá num momento muito bom. Nós tivemos pandemia, tivemos que ficar cada um em casa. A gente pode ainda assim ter alguma comunhão, uma comunhão muito maior do que se a gente tivesse só falando por telefone, um a um. A gente pode fazer uma chamada com várias pessoas. Muito bom. Isso é uma é uma coisa boa da tecnologia, mas ela tem seus limites de comunhão e João sabe disso. Ele tá usando uma tecnologia da de ponta na época, papel e caneta, [risadas] que não é na verdade de ponta, mas era caro, tá? Não era barato, não. Não era barato e era difícil. E aí ele falando com esses irmãos, ele fala: "Eu quero encontrá-los para que a minha alegria seja completa". Existe uma alegria completa que só dá no presencial, no face a face. E essa alegria do presencial, do face a face, ela tem a ver com a própria doutrina que João acabou de defender. Porque veja, João tá defendendo que o amor é verdade. Sim, mas ele tá defendendo uma doutrina específica. Você percebeu qual? A doutrina da encarnação. Ele defende a doutrina da encarnação. Ele diz: "Porque existem alguns que estão espalhando por aí que Cristo não veio em corpo". Na sua primeira epístola ele vai falar que essas pessoas falam da parte do diabo. É pesado que ele fala lá. Então ele tá dizendo, essas pessoas estão trazendo essa mentira. Por que que é tão importante essa doutrina numa carta que ele fala tanto de amor? Porque amor é encarnacional, amor é presencial. Se eu tiro a história da encarnação de Jesus Cristo, eu tiro também a minha necessidade de estar nas condições de o máximo que eu puder sentir a sua dor. Entendeu? A ideia de Cristo que se fez carne e habitou entre nós, tão importante para João, é importante paraa nossa, pro nosso vínculo de amor. O amor é presencial. Sim, queridos, usem todos os métodos que você tiver para estar em contato com seus irmãos, em comunhão com seus irmãos, senão nós não tínhamos nenhuma epístola. Que bom que nós temos. Mas não esqueça de se fazer presente. Os meios de comunicação, eles têm limites da presença. E esses limites, eles são limites que eh acabam limitando também a nossa correspondência em relação ao nosso irmão. Eu sempre dou esse exemplo. Se alguém tem algum problema de saúde e bota lá em um grupo de WhatsApp na igreja, bota lá no grupo, irmãos, orem por mim e tal. Nós abençoamos esse irmão orando. Ora, hein? Espero que vocês orem quando alguém peça oração, hein? Mas também mandando um emoji assim, né? Aquela mãozinha junto assim, né? É resolvido. Tudo que eu podia fazer por esse irmão é orar e mandar um emoji, né? Às vezes a gente não, às vezes a gente não manda o emoji e manda. Então é esse que é o problema, mandar o emoji não ora. Eu abri, eu, eu aprendi com Víor Fontana que você não escreve vou orar, você escreve orei. [risadas] Eu acho orei um pouco, um pouco violento, então eu falo orando, né? Então os irmãos podem colocar a orar, né? Não sei se [risadas] mas aí é é isso, certo? É isso. A gente faz isso. Agora, se ele é meu vizinho, eu tenho que botar ele no carro e levar num posto [risadas] médico. Eu tenho que fazer uma sopa e levar para ele. Não dá para eu mandar só um emoji para ele. O presencial me impõe responsabilidades maiores do que essa nossa vivência online. Vocês sabem qual que é a heresia que João tá combatendo aqui? Ela ainda não tava formada, mas anos depois, décadas depois da vida de João, talvez um século depois da vida de João, surge uma heresia chamada docetismo. Docetismo era a ideia de que Jesus não encarnou em corpo, ele era apenas uma imagem. É como se ele fosse um holograma de Star Wars, né? Lembra lá quando a princesa Leé aparece no holograma? Isso aí, né? É um holograma ali, né? Ou um fantasma do do caça fantasmas, né? Como se fosse um holograma. Jesus só tem imagem, docetismo. Às vezes a gente vive como igreja um docetismo eclesiástico em que o corpo de Cristo encarnado, que é a igreja, se amamos uns aos outros, Deus permanece em nós, passa a ser só a imagem. Não tem carne, não tem corpo, não tem encarnação, não tem presença. E é muito fácil ser uma igreja com imagem. É muito fácil ser uma igreja com imagem. Olha, lembrei agora de uma de uma ilustração aqui. Não tinha programado isso, mas ontem eu estava tentando vencer o meu jet assistindo alguns vídeos no YouTube e vi um vídeo do Iago Martins em que ele tava reagindo a um uma um culto, um culto não, um um corte de um culto que tava no site de uma igreja, numa parte de uma igreja. E aí ele dizia e aí chegava uma hora que ele falava assim: "Isso aqui é inteligência artificial?" Aí depois ele fala: "Não, acho que não é não." "Hum, acho que é". ele ficou em dúvida e e no final não resolveu. Eu não sei até agora se era inteligência artificial ou não. A gente tá num ponto que já não dá mais para diferenciar. Ou seja, você pode ter uma igreja lotada, cheia, com um monte de gente e não tem igreja. Você [risadas] pode literalmente ter uma igreja com a sua imagem, literalmente. E curiosamente não será a imagem de Deus, porque não será renovada segundo a imagem daquele que o criou, como fala lá em Colossenses capítulo 3, revestida do novo homem. Não será? Porque para ser revestido do novo homem, a gente tem que estar em relação, a gente tem que estar em contato. Para viver o fruto do espírito, a gente tem que estar em contato. A gente tem que estar em contato. Não tem jeito. Tá entendendo? O amor é presencial, meus queridos, porque ele demonstra a continuidade da presença do corpo de Cristo na terra, ainda que o Cristo encarnado tenha ido ao céu. E isso é o que a gente tá aqui para fazer. [risadas] E no final, meus queridos, eu espero de coração que nós terminemos os nossos dias bem velhinhos, mas apaixonados por essa senhora que João era apaixonado pela igreja de Cristo, porque ela tem seus problemas, [risadas] mas é o corpo de Cristo na terra e nós amamos profundamente o nosso Senhor. E nós amamos profundamente a sua igreja. Como o Bibo falou aqui, quando Jesus Cristo aparece a Paulo, que não tinha crucificado Jesus, mas que era perseguidor da igreja, Jesus não disse: "Por que estais perseguindo os meus irmãos?" Ele disse: "Saulo, porque me persegues?" Cristo se identifica radicalmente com a sua igreja. Então, a gente ama a igreja porque ama Jesus. Amém, meus queridos. Então não esqueça aí, o amor é a lei, o amor é verdade, o amor é presencial. Amém. Vamos orar, queridos. Senhor nosso Deus, obrigado, Pai, por essa carta tão breve, mas tão rica. Obrigado a Deus pela sua palavra tão sábia, tão maravilhosa. Obrigado, Senhor, porque o Senhor não nos abandonou, não nos deixou, ó Deus, na o império das trevas, mas nos resgatou para o reino do filho amado, no qual nós temos a redenção, a saber o perdão dos pecados. Purifica-nos, ó Deus, pela tua palavra, a tua verdade, para que assim nós amemos como o Senhor Jesus Cristo ama, que amemos os nossos irmãos da maneira como aprendemos de Jesus, que deu a sua vida por nós e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos. E que essa união mística e global da igreja de Cristo, cheia do teu espírito, brilhe o amor de Jesus em todos os cantos desse planeta. E que assim o Senhor seja exaltado e que muitos aqueles que não viram Cristo encarnado possam crer, porque vem a cidade sobre o monte. Essa é a nossa oração em nome de Jesus Cristo. Amém. >> Amém. Yeah.