Uma conversa sobre Fracasso Pastoral com Jonas Madureira
22/06/2026
Uma conversa sobre Fracasso Pastoral com Jonas Madureira
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Fonte: Ministério Fiel
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Jonas, muito bom ter você aqui. Muito obrigado por estar aqui conosco. E nós publicamos agora este livro, é um um exerto da obra Charles Bridges, fracasso pastoral. Você faz aqui a apresentação do livro e eu queria que você falasse um pouco com a gente sobre a sua experiência como pastor. Você foi ordenado há muito tempo, já >> 28 anos, >> quase três décadas. É bastante tempo. >> Uhum. >> Faz uma reminiscência pra gente. >> Uhum. >> Tenta voltar nesses 28 anos passados. Vamos lá. 1998. >> Isso. Exatamente. Foi da minha ordenação. >> Chega em 1998. >> Uhum. Olha você hoje, o Jonas Madureira de agora, como se você pudesse se transportar para 1998 e à distância você visse aquele jovem pastor tá sendo ordenado naquele momento. Como que era esse pastor? Como foi isso? Que que que que quem ele era? >> Essa é uma boa pergunta. Se eu se eu entrasse no túnel do tempo, isso, eu não precisava falar com esse indivíduo, não, né? [risadas] Você precisasse falar com ele. Talvez, talvez. >> Eu daria alguns conselhos para ele. >> Que conselhos você daria pro Jonas Madureira de 1998? naquele dia que ele foi ordenado, que ele fez os seus juramentos, >> você sabe que ele colocou o seu coração diante de Deus, ele ele disse para Deus e para todos naquele naquela naquele concílio, provavelmente, né, em que você foi examinado, falei assim: "Eu eu sou o pastor". >> Isso. >> Eu sou o pastor Dr. Veles Jesus. >> Uhum. >> Eu vou cuidar desse rebanho. >> É. >> E aí? >> É, eu >> quem que é esse quem que é esse menino? >> O quê? um menino com muita vontade de servir, obviamente cresceu na igreja, né, praticamente, né, e que e que teve uma experiência muito bonita de formação, né? Acho que até até para chegar ali, Thago, e entender o que eu diria para esse Jonas de 28 anos atrás, eh eu estava na >> 28 anos atrás, não que ele tinha 28 anos de idade. >> Exatamente. [risadas] >> Essa conta não tava fechando para mim. Por favor, eu tive que botar o atrás justamente para não pra conta fechar. >> Eu tinha eh >> você tinha o quê? Você tinha 20 anos, mais ou menos. 21. >> 21. Exatamente. >> Não é? >> Exatamente. E eu e eu eu tive uma experiência muito boa na Escola Bíblica Dominical da igreja. >> É mesmo? foi eh, os professores eles eram muito bons e e especialmente uma das professoras que atuavam na Escola Bíblica Dominical e que se que que tinham as as funções ali de ensinar às vezes para as crianças e etc. Ela foi observando junto com o esposo dela, que também a atuava ali na igreja, né, todos atuando ali no ensino, né? >> Hum. foi eh viu que eu tinha alguma coisa com seminário, né, e que eu gostava das aulas e que e os seminários del >> Você tinha quantos anos você era adolescente? >> Ah, eu tinha uns 14 anos de idade. >> E ali já achou que você talvez tivesse uma inclinação? >> Isso foi me observando ali nas aulas, porque ela ela >> ela assistia as aulas, estava fazendo o seminário no Betel brasileiro. >> Sim. aqui em São Paulo, na época era a Durvalina Bezerra, que era coordenava ali o seminário, né? Sim. >> E aí ela fazendo, ela dando, observando ali o meu, minha participação nas aulas, né, e a vontade de aprender. E ela também estudando no seminário, ela disse para mim: "Porque você não estuda no seminário?" E assim, ah, eu acho legal. >> E o seu pai já era pastor? Meu pai já era pastor. E aí ela e o esposo dela falaram com o meu pai e meu pai me perguntar: "E aí filho, você quer mesmo fazer o seminário?", né? Eles falaram que você eu parei para falar assim: "Rapaz, eu é o que eu mais quero hoje". Interessante. Aí eu falei assim: "Então tá, se você quiser, vamos em frente". E me liberou para poder fazer a a entrevista. Fiz a entrevista na época. A Druvalina disse assim: "Mas você é muito novinha, não tá na la central do seminário não, você precisa de um pouquinho mais de >> Não, mas trajetória >> é você tá com 16 porque você não entra ano que vem um pouquinho mais >> que vai duro >> é um pouquinho, né? Aí eu disse: "Não, eu quero, eu quero". E ela disse: "Então vamos fazer o seguinte, vamos ter um ano de experiência". >> Eles me deixaram [limpando a garganta] um ano de experiência lá para saber se eu poderia fazer o seminário ou não. Os professores me observaram, né? Mas qual é a a o o a história dessa desse seminário? É que eh esse casal ah que viu que eu tinha alguma coisa com ensino na igreja, etc., disseram assim para mim, né? Olha, você não precisar se preocupar com nenhuma nenhuma questão relacionada aos pagamentos do seminário e eles pagaram os 4 anos de seminário para mim. >> Hum. Então não tive de eh pagar nenhum centavo do meu bolso para fazer o seminário. >> Um grande incentivo, né? >> Foi. E eles eram membros da igreja. Eles não não eram não eram liderança da igreja. Não tava atuando na liderança da igreja. Eles só me observaram. Ou seja, foram pessoas que viram em você talvez algumas das qualificações ou da pelo menos do potencial. >> Sim, >> para ser um um pastor. E aí você faz essa trajetória. É uma história bonita, né, de como uma EBD te leva agora pros estudos teológicos. Exatamente. Foi isso que aconteceu. >> E aí você passa aquele período lá no seminário. >> Em 96 eu termino o seminário e eu passo por dois anos de espera ali na igreja, de serviço, de observação. Tive nesses dois anos a oportunidade de ser discipulado eh por alguns pastores que foram fundamentais, não é? >> Ah, e que estiveram no dia da minha ordenação, não é? E depois de dois anos, a igreja decidiu que seria a adequado fazer a minha ordenação. Na época eu era solteiro, então por isso não foi uma uma decisão fácil de ser tomada na igreja, porque aí em geral eh se espera que sejam pastores já casados, né? Então eu fui ordenado já muito novo, >> não é? E e não casado. >> Hum. Então isso teve um dois anos ali de observação, de análise para ver se era isso mesmo, etc. Enfim, deram os dois anos, a igreja decidiu que sim, que viu, não é? Que de fato tinha, >> tá? Mas isso é como você chegou nesse dia de 1998, >> teve uma boa trajetória e Deus foi preparando o caminho para você. >> Ou seja, vontade não faltava, desejo não faltava e agora também teologia, os requisitos. Então, se tinha muitas coisas, tinham muitas coisas que não faltavam, ol, olhando hoje, 28 anos depois, faltava alguma coisa? Que que faltava? Faltava tudo, Thaago. Eu achava que tinha tudo. Tinha feito o seminário, me submeti ao processo na igreja de ordenação. >> Parece que é um uma síndrome, né, do seminarista, né? Exato. Achei que cumpri todas as minhas obrigações. Exato. Era isso. Eu já cumpri tudo que eu precisava. Ainda fui dois anos esperando para para chegar a ordenação. >> Tô pronto. >> Tava servindo em todas as áreas da igreja. Se me pedissem para para eh dirigir o louvor da igreja, dirigia. Se pedisse para servir na diaconia da igreja, servia. Não tinha. >> Você acha que o Jonas de hoje olhando esse menino dizendo: "Tô pronto, ia fazer assim". Olha, >> eu faria. >> É, >> eu diria assim: "Meu >> não, menino, você nunca." Eu diria, espera mais um pouco. Mas por outro lado, ah, eu acho que é aquela sensação que a gente tem quando a gente olha para os nossos filhos. >> Sim. >> E que a gente sabe que ainda são imaturos, mas como eles vão aprender se eles não derem o primeiro passo? Então tem um pouco daquele receio, porque é um risco muito grande, porque existem fracassos ao longo do da formação de um pastor, mas existem fracassos que são muito cruéis, >> né? >> E que eles não têm volta. Então quando você >> Mas aquele menino não sabia disso, >> não sabia. Por isso que ele não tem medo. Não tem medo. Thaago. >> É, é destemido, né? a gente que fica velho. E >> o que que aquele jovem achava que seria o ministério? Então, na cabeça dele, quando ele disse, "Eu tô pronto", o que que ele achava que esse ministério? Se eu pudesse voltar no tempo, eu diria assim: "Você tá olhando muito para você. Você tá Você tá achando que o ministério pastoral é seu, >> hum? >> Você tá achando que a igreja é sua? >> Hum. >> Você tá achando que os seus dons são seus? Você tá achando que o que você estudou veio de você? E desde o início, eu fiz questão de dizer isso, Thago, porque desde o início até os estudos não vieram do meu bolso, >> não é mesmo? >> Entendeu? >> Só que ele não tava vendo isso ainda. >> Ele não tava vendo, >> ele precisava enxergar isso, né? Conseguia enxergar >> o fator da graça conduzindo todas as coisas. Muito autônomo, muito confiante, com muitas certezas. Sabe? >> Sim. >> Com poucas dúvidas, aliás, nenhuma dúvida, só certezas. >> Muito seguro de si. >> Muito seguro de si. Os mais velhos não entendem a minha geração. >> Isso. >> A igreja precisa mudar. As pessoas precisam entender que a >> E eu sou o cara da mudança. >> Eu sou o cara da mudança. Eu sou o Messias. [risadas] Eu queria voltar no tempo para dizer: "Não, você não é, você não é [risadas] >> vontade de voltar com uma cinta na mão, dá uma vontade, dá vontade, dá vontade de puxar a orelha [risadas] e falar assim: "Não, você começou errado já, já começou errado." Mas é tão engraçado, Thago, porque se eu entrasse no túnel do tempo e fosse até aquele momento, a gente não encontraria ali eh um Jonas consciente disso, não. Ele é sem saber que é. >> Hum. >> Ele é sem notar que é. Então, ele acha que é piedoso. Ele não consegue ver que ele é orgulhoso. >> Interessante. >> Ele acha que é temente, ele não consegue perceber que ele não é temente a Deus. Ele teme os homens, entende? Veja, uma coisa é você temer os homens e ter consciência de que teme os homens. Pronto, acho que aí a gente já amadureceu uns 28 anos de ministério para chegar numa consciência dessa. >> Outra coisa é você temer os homens e nem sequer ter consciência de que teme os homens mais do que a Deus. Então eu eu eu vejo um jovem com muita vontade que >> ele queria validação, >> queria validação, não tem não >> dos pastores mais velhos, da igreja, né, da dos seus luminares, das referências que ele tinha >> de quem viu ele crescer e que não aguent. >> Eu cheguei lá, eu agora eu sou pastor. Exato. Não é? E vocês precisam eh reconhecer isto. >> Isso. Isso. >> E agora eu quero respeito de que me é devido, porque eu sou pastor. >> Exato. Então, com todas aquelas inseguranças também, né? Então, isso isso tudo eu acho que era o é o é o que caracteriza esse jovem que começa, que nunca imagina que um bom um bom ministro fiel, ele vai ser forjado nos seus fracassos. e não nos seus êxitos. Porque quando ele olhar paraos seus êxitos, ele vai perceber que todos eles não são dele. E eu gosto de pensar que esse é o cadinho de Deus. >> É >> que é onde ele derrete. >> Exato. Porque a gente vai dizer: "O meu êxito é obra de Deus, >> mas o meu fracasso não é obra dele, é minha". >> Hum. O fracasso é meu, melhor dizendo. Então, sobra, o que sobra pra gente trabalhar no nosso caráter, Thago, não são os nossos êxitos, são os nossos fracassos. >> Hum. Porque os nossos êxitos nos levam a louvar ao Senhor. Se a gente é crente, todo êxito, a gente sabe que no final isso é a graça de Deus e a gente sabe que foi mesmo. >> Então o fracasso precisa levar a gente pro joelho. >> Eu acho que aí é o que a gente faz com fracasso que leva a gente ou a aprender a ser pastor ou a ser um lobo. o fracasso ou vai te entregar pro caminho lupino e ser Não, eu sou isso aqui mesmo. Eu sou um >> predador. >> Mas ele se torna um devorador das ovelhas. >> É um devorador. Exatamente. Ou eu vou, eu não, eu não quero ser isso. Quero ser um pastor. E para ser pastor eu tenho que ser ovelha. >> Hum. Eu tenho um supremo pastor que que eu preciso prestar contas e eu tenho que dar conta disso aqui. >> É, pelo jeito o velho Jonas tem muito a ensinar pro jovem Jonas. >> Ah, eu acho que sim. Tem um pouco a aprender. >> Tem, né? >> Por que, e vou dizer o porquê? Porque a gente é mais jovem, falta sabedoria, certo? Mas tem muita garra. Então, o mais jovem, ele tem muita garra e peca na sabedoria. O mais velho, eu acho que corre o risco de ficar mais cínico. É. [risadas] E aí ele acaba ficando mais cômodo, ele acaba ficando mais eh acomodado. Então ele desenvolve um cinismo. E aí eu acho que o jovem pode também ajudar o ministro mais velho a olhar para ele e dizer assim: >> "E eu preciso dessa garra". >> Hum. Eu preciso dessas dessa vontade, desse desse fogo que que faz o sujeito amar Jesus, a igreja com verdade, com sabe e e tirar da gente aquele sinismo que faz a gente, >> né? As coisas não são assim, mas a gente faz de conta que elas são. >> Hum. >> Entende? Entendo. >> Então eu acho que eh os velhos também podem aprender um pouquinho. [risadas] Eu acho que eu posso aprender um pouquinho com aquele jovem Jonas, mas eu acho que numa balança, eu concordo com você, o jovem o jovem Jonas precisa aprender mais. >> Tem muito para aprender. >> Tem mais, tem mais para aprender. >> Ok. Muito bem. Então o velho Jonas tá olhando pro jovem Jonas, não é? Tá vendo um jovem que tem essa vontade de acertar, que quer servir Jesus, né? Meu coração tá em chamas eh por Cristo, pelo evangelho, pela obra, pela igreja. Uhum. >> Mas ao mesmo tempo ele tem essa autossuficiência, um pouco poeiril, né? Talvez normalmente toda a autossuficiência toda, mas >> é poeiril também, né? Ele não se conhece ainda, >> né? E e agora o velho Jonas tá olhando para ele dizendo: "Não, não, você precisa e entender que nada que você tem é seu mesmo. Você recebeu isso." >> Uhum. Uhum. >> Não é? E talvez os anos, né? Os primeiros anos em que eu sei como é isso. Poxa, o o pastor que é muito idealizado >> Uhum. E tem uma coisa que acontece com ele, é que a realidade vem, ela se impõe, >> com certeza >> ela se impõe e não tem jeito de você lutar contra a realidade, né? E ela vai, ela vai revelando algumas coisas, né? Tem uma frase famosa que diz que a situação faz o ladrão. Eu eu acho que a situação revela o ladrão. >> É isso aí. [risadas] >> E nesse caso, a realidade vai revelando >> aquelas, talvez os limites. >> Uhum. >> Não é? vai mostrando que aquela coisa às vezes mais romance, aquela visão, né, eh, >> romântica, né, >> é tal, que que vou conquistar o mundo inteiro, que não é assim, velho, né? E ele vai batendo a cara contra o muro, >> né, e vai se dando conta >> de que não é ele e não depende dele >> e não são as forças e os dons dele. >> Uhum. >> Né? E eu acredito que eh agora esse jovem pastor com os anos e com o exercício do ministério, com as pressões, >> né, que o ministério impõe, ele foi se dando conta disso, né? Quando que você acha que o jovem pastor Jonas se deu conta de que eh desse daquilo que a gente chama de fracasso pastoral aí, dessas desses limites, das suas imperfeições, não é, das eh quer dizer, da de não entender que realmente é o pastorado, >> quando que isso aconteceu? >> Ah, outra pergunta de Thiago, você tá muito hoje você tá torcendo hoje, você tá fazendo assim, né? [risadas] Olha, e é difícil responder essa pergunta porque acho que a gente vai ficando mais velho e vai o tempo todo descobrindo. >> É, não é? >> Você ainda vai descobrir coisas novas. Exato. >> Se Deus quiser. >> Eu eu espero. >> Mas lá atrás, >> mas lá atrás eu diria que o tempo de autoengano, ele é mais longo. Eu tenho a impressão de que ele é mais longo, porque ele me levou a 17 anos de um ministério pastoral com coração muito bom para para servir, mas pouco perspicaz. para perceber autossabotagem, vaidade, orgulho, presunção, sentimento de superioridade em relação aos outros, não é? Manipulação, eh, autoglorificação, demora muito. A, eh, a linha pode ser tén. Com certeza. Porque veja só, Thago, a gente vai nesses 17 anos pregar contra isso sem perceber que isso tá na nossa cara. >> Hum. >> Esse é o ponto. >> Não é que você nunca glorificou essas coisas. >> Nunca. Nunca. Você durante esses 17 anos, se você perguntasse para mim, eu diria que isso tudo presta, que isso tudo é ruim. Não faça isso com a sua vida. Não estrague sua vida sendo orgulhoso, vaidoso, manipulador. Não faça isso. >> Mas você não tava se dando conta que essas coisas estavam operando em você. Ponto. Eu eu eu gosto muito quando ah Thago, não é, na epístola, ele confronta aquele que ouve depois que ele faz a distinção entre aquele que é rápido para falar, não é, e muito lento para ouvir. Ele não seja rápido para ouvir e lento para falar, lento paraum. Então, passei no primeiro teste, eu sou rápido para ouvir. Aí, Thago, pronto, agora você vai pro segundo desafio. Já que você é rápido para ouvir, não pense que agora você tem de ser rápido para falar, >> agora você tem de ser rápido para praticar. >> Hum. >> Então, para você ser praticante da palavra e não somente ouvinte, você tem de dar o passo de praticar. E o que te impede? autoengano, porque aquele que ouve e não pratica é como aquele homem do espelho, o contemplador do espelho. >> Ele esquece a imagem dele, >> ele esquece daquilo que viu. Ou seja, o espelho é uma coisa importante, né? E ainda mais a gente pensar o espelho no contexto bíblico que não é tão translúcido. >> Hum. >> Ele, mas ele dá algum perfil de quem você é, embora não seja os espelhos de nossa época, mas é uma mediação, >> com certeza, >> que vai refletir sobre você >> a e a gente precisa porque a gente não se enxerga. >> Exato. Então, o convite de Thago é: reflita o seu rosto original, >> hum, >> real. Então ele vê o que ele realmente é e logo se esquece. E como que ele vê o que ele realmente é? Quando ele usa o espelho que palavra, nós somos plantados, a palavra de Deus foi plantada no nosso coração, Thago >> e ela se torna o espelho do nosso coração. Então quando a gente olha pro nosso coração pela palavra, nós não vemos o que nós aparentamos, >> mas o que somos. >> O que nós somos nossa origem. E aí, ou a gente muda ou a gente sai dali, esquece quem nós realmente somos e entramos mais uma vez na dança do autoengano, de eu não sou o que eu realmente vi, eu sou isso que eu pareço, eu gosto de par aquilo que eu acho que eu sou, aquilo que eu projeto. Aí eu acho que é o grande ponto do ministério pastoral e eu acho que também vale pro crente comum comum também, Thaago, mas eu acho que pro pastor aqui, como a gente tá falando para pastor, o pastor ele tem de estros à frente para que ele possa ser modelo e padrão para os fiéis. Então ele tem de ter essa experiência. >> Imagine que muitos pastores talvez até vivam essa mesma trajetória, não é? E não se dão conta. >> Uhum. >> Não é de quem são. Para você teve um momento de virada. Quer dizer, em algum momento em que você se deu conta >> Uhum, >> que você precisou fazer eh essa essa reflexão mais profunda, não é? Olhando para si mesmo no espelho das Escrituras, >> enxergando quem você realmente era. É claro que isso é graça, é o poder de Deus agindo, mas Deus usa meios. >> O que que Deus usou? Qual foi o seu momento de virada que você olhou e falou assim: "OK, >> é você e esse esse momento você já presenciou? Oi. >> Do que você tava junto. >> É, >> né? Então você pensa que há 10 anos, quando eu tinha aproximadamente 17 anos como pastor, >> Sim. >> meus minhas grandes ambições, Thago, era fazer o que é certo. Não tô falando de fazer o que é errado, não. Fazer o que é certo. >> Sim. Como desde o começo, aliás, >> como desde o começo. Pregar um sermão expositivo, pregar um sermão que ensine a igreja e etc. Mas onde tá o ponto? >> Sou eu, né? é sobre o que eu tô fazendo, o que eu estou trabalhando. Esse é o esse é o meu movimento. Então, eu tenho que cuidar desse ministério, eu tenho que cuidar do pastorado, um princípio de autonomia muito forte. Então, isso faz a gente pensar meios de crescimento de igreja. O que eu participei de conferências de plantação de igreja, não foi brincadeira. Então, a gente vai vendo, a igreja precisa de maquinaria, a igreja precisa de estrutura, a igreja precisa a fazer coisas para ela crescer. O mundo mudou, a igreja tem que acompanhar as mudanças. >> A gente tem de dizer uma uma linguagem que seja mais acessível. >> Então, veja, eu sou alguém que tô querendo, não é, com 17 anos de ministério fazer a coisa certa, mas ao mesmo tempo dizendo assim: "Precisamos ser contextualizados aqui". E e nada de errado com a questão da necessidade de contextualização. A contextualização é necessária. >> Hum. >> Mas o ponto é, eu estou querendo contextualizar a igreja por qual motivo? Qual é a motivação do coração? Que ela tem de ser contextual? Óbvio, a gente tem que alcançar o mundo de hoje. >> Mas qual >> qual o ponto, né? Então, o sujeito que quer ser relevante, pastor que quer ser relevante, o pastor que quer >> ter uma voz na sociedade reconhecida. >> Então aí você vai vendo, não, eu tenho que fazer isso, envolvendo os modelos, envolvendo, não. Eu tinha uma uma com 17 anos de ministério, eu cheguei a uma conclusão, Thaago. >> Hum. >> E a conclusão é: sem dinheiro você não faz igreja. >> Hum. a gente precisa de recursos financeiros, porque não dá para colocar toda essa parafernalha que hoje é a igreja para funcionar para o mundo de hoje, para alcançar a juventude hoje, não é? Com coisas muito simples. Eh, eh, não, né? A igreja precisa de maquinaria. Então, eu tava nesse contexto de, eu sei que muita gente tá indo usado a maquinaria pro mal. >> Eu quero usar. É isso. Você entendeu? Assim, o o jovem Jonas lá de 98 tava em operação ainda. >> Isso tava ali. Exatamente. Quer fazer a coisa certa, tá fazendo o coração, ele ele entende, tem temor da palavra de Deus, mas os meios são carnais. >> Hum. Não são meios ainda graciosos, suficientemente graciosos, de dependência absoluta da graça de Deus. Tem uma agenda oculta, Thago. >> É um pouco pragmático, né? >> Exato. E o mau pragmatismo >> é pragmatismo do da da do século XX, da década de X, ele veio aquela eh cunhou aquela frase mais ou menos assim que o meio é o fim. >> É o fim. Exatamente. Exata. Exato. Então, e e jun e juntou esse movimento, né, com o evangelicalismo, com seu pragmatismo e a sua sede de evangelização. Então, aquilo vai te empolgando e e você tem objetivos santos, mas os meios eh essa época foi interessante também porque tinham muitos movimentos em ação, né, nos Estados Unidos que vieram pro Brasil. né? Igreja missionária, igreja emergente, isso tudo vai impactando a >> Exato. Aí você vai falando: "Puxa, eu preciso fazer alguma coisa pela minha cidade, eu tô em São Paulo." >> É, >> entende? Eu eu eu tava envolvido com universidade, com as pelo menos duas principais universidades de São Paulo, a PUC de São Paulo e a USP. >> Você queria equacionar essas coisas? >> Eu queria equacionar isso tudo. Eu eu tava no meio desse dessa situação toda. >> E o que que aconteceu? Eu recebi um convite [risadas] de um amigo que do nada ele disse assim: "Senhor, você não tá fazendo nada mesmo? [risadas] Vamos pros Estados Unidos. Vai ter uma um grupo, eu tô montando um grupo aqui com alguns pastores para visitar a CBC. Você quer?" Eu falei: "Quero". Eu falei: "Quero, Thago, sem saber o que era nove marcas. Eu não tinha lido nada de nove marcas, não tinha lido nada sobre CBC e não tinha nada sobre Mark Dev. Eu fui completamente no escuro porque era o convite de um amigo. Eu falei: "Pô, é um amigo, ele vai me convidar e eu vou, eu vou cegamente. Confiei cegamente. Mas aqui dentro eu fale assim: "Pô, mas eu vou estar nos Estados Unidos, tem outros ministérios ali que são tão contemporâneos, arrojados. Acho que eu lembro que você queria ir um deles aproveitar. [risadas] Já que eu tô aqui, já que eu tô aqui, eu vou para pegar, vou aproveitar essa oportunidade, porque o que eu quero fazer aqui é Nova York. Isso. Em Nova York, exatamente. Imagina São Paulo, Nova York, você fala: "Ah, é isso que eu quero". E aí eu fui, >> eu lembro que esse amigo falou: "Olha, talvez seja melhor você se concentrar só nessa". >> Exato. Esse amigo falou assim, falou: "E engraçado, ele é como o Thiago, né? O Thiago da Bíblia, né? E o Thiago da Bíblia diz assim: "Para você não ter alma dividida, só tem um jeito. Você tem que escolher uma coisa só. Você tá escolhendo duas. >> Dipsicos. >> É o Dipsicos. Então, então ser sábio é escolher uma coisa só. Então esse amigo disse para mim: "Acho que você deveria escolher uma coisa só". E eu ouvi o meu amigo, não é? O sinal se chama Thaago. [risadas] E aí, Thago, quando você me disse, escolha uma coisa só, falei: "Bom, eu vou fazer isso mesmo". E aí eu entrei de cabeça naquela experiência, sem saber nada. Eu não sabia nada, Thaago. >> Eu não tinha lido nove marcas, nem a semana antes que você tinha dito: "Leia esses livros, não li nada. Não li nada. Eu fui zero. >> Foi zerado. Tá, tábula rasa. >> Zero, confiando no grupo que tava indo e sobretudo você. Foi um grupo muito bom ali. >> Foi um grupo muito bom. Muito bom. Franklin Ferreira. É, >> era, tava muita gente boa ali. Renato Vagens, Jud. Ah, Jud Cley. É. Aí quando a gente chegou e começou o intensivo, meu irmão, eu fiquei impressionado. A primeira coisa que eu eu disse, tem alguma coisa errada. Tá diferente isso. >> E eu vi que tem alguma, foi a primeira vez que eu de fato eu poderia ter visto outros erros, mas eu não via erro no meu procedimento pastoral. >> Hum. Eu não tinha visto fracasso estampado no meu trajeto pastoral até aquele momento. >> E ali foi uma igreja que tá assim na capital do país em Washington DC, talvez a cidade mais de maior concentração de poder no mundo hoje, né? >> Uhum. e uma igreja que tá ali muito próximo. É isso que isso que me chamou atenção. >> Só que uma igreja era uma igreja vibrante. >> Era uma igreja vibrante, simples, bíblica, uma exposição bíblica assim com cânticos. Eu eu entrei. Então, o que que eu eu vivi? uma infância, vendo da igreja cantando hinos, o hinário no fundo da igreja que você vai pega o inário que tem a bíblia ali, que tem banco, >> tem o lugar para você dobrar o seu joelho, >> genoflexólio, [limpando a garganta] você tem tudo ali, você tem uma ordem de culto, você tem >> tem gasofilácios, >> tem tudo, tem tudo em ordem ali. Então eu eu vi essas coisas e e de repente eu vi um um outras liturgias e eu não quero condenar essas liturgias porque não é sobre a forma meramente, é forma e conteúdo, as duas coisas juntas e não uma ou a outra. Então, eh, eu tava vendo que havia uma aposta muito na forma, dizendo: "A forma é culpada". >> Hum. >> A culpa é da forma. >> Hum. >> Nós temos um bom conteúdo, mas se a gente mudar a forma, a gente alcança mais gente. Então eu falei assim: "Éo não funciona mais hoje. Essa coisa de igreja que pratica disciplina, aí já era. A disciplina só afasta as pessoas, afasta as pessoas do evangelho, não demonstra amor, não demonstra cuidado. Bemia! que isso por que que eu tenho que controlar membresia, saber quantas pessoas tem na igreja, deixa pessoas livres, pastores no plural. Imagina, o que eu mais vejo é um pastor querendo puxar o tapete do outro. Vão querer tomar meu lugar. Eu gosto de puridade de presbíteros. Que coisa maluca. Pastor tem que ser um só. Pronto, ele tá ali e depois ele sai e acabou. Então você tem uma um uma um movimento ali que que que tem coisas muito boas, coisas que poderiam ser melhores. Mas a que mais me encantou foi chegar ali e dizer: "Meu Deus, parece que eu entrei no turno do tempo. Me disseram que isso aqui não funciona mais hoje. Eu acreditei e quem disse isso não foi só o autor do livro tal, o pastor da igreja tal. Eu também disse isso para mim. Eu preguei para mim durante 17 anos que isso aqui não dá certo, >> que isso aqui não funciona mais, que o conteúdo é bom, mas essa forma de fazer igreja não funciona. Não é assim que se faz igreja. Isso aqui tem cheiro de naftalina, não tem cheiro de coisa nova. E coisa nova é o que atrai as pessoas. Então eu tomei uma rasteira porque eu vi muitos jovens, >> hum, >> cantando hinos e falando sobre disciplina, engajados com a igreja, passando domingo na igreja, como eu passei com minha família, passava o dia inteiro no domingo na igreja >> e eles querem estar lá. >> E eu tava vendo isso acontecendo diante dos meus olhos e eu olhava para um, um tava estudando na universidade X, outro tava fazendo aquilo, outro. pessoas normais com todas as os as dificuldades que eu também tenho numa cidade grande, mas um culto muito simples. E aí, Thago, eu olhei para aquilo e disse assim: "Cara, para fazer isso não preciso de dinheiro". Essa foi o primeiro movimento assim que explodiu, Thago, na minha cabeça, porque toda a conferência que eu ia, eu olhava e dizia assim: "Pô, mano, só para ter essa essa luminária aqui, eu vou gastar uma grana, >> é >> só para ter esses esses instrumentos musicais, toda essa estrutura aqui, isso aqui vai grana para caramba. E se não puder ter grana para botar nisso aqui, eu vou fazer o pior, que é o pastiche." >> O que que é o pastiche? A coisa mal feita. Eu vou improvisar. Ah, o gelo seco é coisa linda. Bom, não dá para usar gelo seco. Então, pega lá uma caixa de papelão, acende um papelão alinho, faz alguém junto, um extintor. >> O pastiche é isso. O sujeito vai usar extintor [risadas] para fazer gelo seco, >> entende? Ele vai fazer o pastiche, que é aquela coisa medonha, >> que é o que, aliás, parece ser o normal das nossas igrejas. Exato. Porque o sujeito comprou que aquela forma é a única forma que vai >> ou ela é necessária, que pode atrair pessoas, >> que vai atrair pessoas. Então eu olhei para aquilo, disse: "Meu Deus, para fazer uma igreja". >> Ela até até até atrás, Jonas, o eu lembro que o próprio pastor Marc e na na no livro dele, ele diz que aquilo com o que a gente conquista a pessoa é para o que a gente conquista a pessoa. >> Exato. Exato. Eu concordo. >> É, >> eu concordo. E aquilo me impactou de uma tal maneira que eu parei tudo ali. Foram 10 dias, né? foram >> que eu eu repensei tudo a minha vida ali, eu não tava entendendo e eu comecei a perceber, foi a primeira vez que eu disse assim: "Cara, você fracassou. São seus 17 anos representa a história de um fracasso gigantesco. Só que eu queria entender onde estava o fracasso. >> E e era um fracasso que você precisava enfrentar também, né? >> É. E esse fracasso era o espelho. Eu a gente eu acho que tem a amnésia que é por conta de uma disfunção mesmo física e existe uma amnésia seletiva. Eu escolho esquecer. >> Hum. >> Entende? E o autoengano é isso. É uma escolha de esquecimento. >> É porque a pessoa às vezes não consegue suportar, >> não suporta. Então, eu sou isso aqui, mas eu quero ser isso aqui. Eu vou esquecer o que eu realmente sou >> e vou >> e vou focar no que eu pareço ser e que não é real, não é concreto. >> Acaba sendo um teatro, né? >> É um teatro. É um teatro. >> Ele é um ator. >> É o ator. É o ator. Exatamente. >> É. Então, o que que eu percebi que eu falei: "Senhor, eu isso aqui, isso aqui eu não tenho como voltar pro Brasil e voltar do mesmo jeito." Eu eu lembro que o que aconteceu é que pouco tempo depois aquilo mexeu muito com você. >> Foi foi muito, foi muito. >> E e aí você então começou a pensar a igreja de uma outra maneira, não é? E alguns meses depois teve a oportunidade de retornar a Washington, não foi isso? Foi. Eu eu orei inclusive no Kender e me lembrei que era dia da minha ordenação. >> É mesmo? Olha que interessante. Impressionante. E eu quando orei eu disse: "Senhor, tá tudo errado isso aqui, eu preciso [risadas] preciso fazer um documento aqui." [roncando] E voltei. Primeira coisa, falei pra Ju, né? Foi uma experiência maravilhosa e aquilo ficou remoendo, remoendo. E aí conversei com o pastor Saião na época, que é o era o pastor a quem eu auxiliava, e ele me encorajou, como ele faz sempre, né? Uhum. >> Encorajou, você tem que mesmo plantar na igreja. Acho que você tá na hora de você plantar a igreja. >> E eu falei que eu tinha um grupo já que eu poderia. Ele me autorizou, disse: "Não faça isso". Me ajudou inclusive depois a encontrar um lugar para pra gente poder ter lá na Mariana, né? na Vila Mariana, ajudou a gente a encontrar o lugar. Foi uma bênção ali, né? Mas eu lembro que a gente resolveu plantar a igreja. E o que é curioso, Thago, e e é tão interessante, né? Eh, a gente tá falando aqui especialmente de de um de um momento muito crucial, não é? 2015. >> Uhum. 2016, eu tô debruçado na de um lado no Inteligência humilhada para encerrar a inteligência humilhada. >> Uhum. >> E do outro lado >> com a experiência do internship. >> Sim, >> porque ali foi exatamente isso, né? Eu não sei, mas acho que eu tenho amigos que ficam dando com a língua nos dentes e aí de repente >> sabendo que eu tava querendo plantar a igreja, de repente o mar >> convida para fazer parte do internship. E eu, ah, eu falei: "Ah, eu vou conversar com minha esposa, vou conversar com a igreja, com a igreja, né, com as pessoas que querem plantar, conversar com o Saião, com a turma que tava ali e todo mundo foi favorável". É quase uma aventura, considerando todo o seu contexto lá em São Paulo, você deixar tudo >> Sim. pegar sua família com filhos pequenos. Acho que o Titi tinha acabado de nascer, né? >> Tinha acabado de nascer. Acabado. Isso com é >> bebezinho. Na época era época que muita coisa aconteceu. Tava escrevendo inteligência humilhada, terminando ali, né? >> Aí você pega, você pensou vamos embora daqui. >> Vamos. É isso, gente. [risadas] >> Dr. Shed na época tava vivo ainda, >> foi para quem eu falei também, apoiou Vá, face a igreja, os o pessoal da plantação disse: "Faça." E a gente resolveu passar esses seis meses lá. E esses seis meses foi a consolidação, porque eu ficava sempre assim, Thaago, >> depois que eu voltei, depois que eu voltei do Ikender, >> eu fiquei, entrei na luta, né? Eu falo toda hora o autoengano tá aqui dizendo aquilo ali para inglês ver bicho agora agora aquilo ali é sempre eu e o intensivo é maravilhoso porque não é só a gente não vai só no weekend a gente vai uma semana antes que você acaba vendo >> o normal ali. >> É. >> E eu falei: "Não, eles fizeram aquilo ali só para pra gente ver, para brasileiro ver e acreditar naquilo ali e mas no fundo não é possível". Eu ficava com aquilo. Aí de repente o Mark vai vem passar o inter falei ass tá andando com a língua no [risadas] Ah, eu passei e ali ali foi a a eu diria, a tampa na panela. >> É domingo após domingo. >> É domingo após e ali eu vi um pastor >> trabalhando incansavelmente por uma igreja. E como é possível ser um pastor altamente consciente de si. >> Hum. que vai o tempo todo está alerta com seu próprio coração. Como ele consegue fazer isso? Como Mark consegue fazer o que ele tá fazendo? Não é possível, tem que ter alguma coisa. Aí a gente recebe o programa do internship e descobre que tem que ler um livro chamado de Christian Ministry. E a gente tem que ler esse livro ao longo dos 5 meses. >> Charles Bridges. >> Charles Bridges. Esse é o autor. >> Pastor anglicano. >> Século XVI. >> 18. Que que é um homem do século XVI? >> Pois é, eu não tinha nenhuma expectativa de ler o livro, viu? Eu não conhecia nada dele, não sabia, nunca tinha visto quem era Charles Bridges. Expectativa zero. Primeira primeiras páginas eu já tava chorando. Falei: "Meu Deus, que que é isso?" E eu e eu eu acho que foi a primeira vez na minha vida que eu li a nota de rodapé, porque o livro ele é bem escrito, ainda tem notas de rodapé robustas >> em latim. Exato. E eu me pegava chorando, lendo uma nota de rodapé de um livro. Eu falei: "Meu Deus, o que tá acontecendo? Que tá acontecendo comigo?" E esse livro ele ele, eu acho, Thaago, que ele conseguiu eh mostrar e dizer o que eu não conseguia dizer depois dessa descoberta, ah, eu diria, tão fundamental, eh, de quem eu realmente era e quem eu precisava ser. Não o que eu queria, o pastor que eu queria ser, mas o pastor que Deus queria que eu fosse. >> Hum. >> E que não poderia me tornar sem antes assumir o pastor que eu realmente era e não o pastor que eu queria ser. >> Hum. >> E que eu ficava mergulhado nele, porque ele é maravilhoso, ele é esse aqui, mas o que eu realmente era e ali eu precisava buscar a transformação. Então foi uma sequência. começa lendo, né, a quando eh o o temor dos homens é maior do que o temor de Deus. É o grande tópico que abre as conversas lá no na no no intership, né? >> E lendo Charles Brides, aquilo ali começou a mexer comigo e a perceber >> que eu não poderia mais continuar meu ministério sem fazer uma revisão de vida. Então eu precisei fazer uma revisão e essa revisão significava voltar lá em 1998 com aquele jovem cheio de vontade e pouca sabedoria e dali em diante observar cada fracasso, cada erro que eu achava que era um sucesso e que eu contaria aquilo com muita felicidade. e que eu deveria agora nessa revisão dizer, não deveria ter ficado contente, porque isto aqui não foi um sucesso, isto foi um fracasso. Isto aqui não foi um sucesso, isto aqui foi um fracasso. E eu comecei a perceber que não era só um, eram vários fracassos e que eles não poderiam passar em vão na minha vida. >> Eles precisavam te ensinar alguma coisa. >> Eles precisavam me ensinar alguma coisa. Eu percebi que eu tava pronto para plantar uma igreja. Agora eu já tinha tido experiência de plantar uma igreja. Eu já tinha tido experiência de auxiliar pastores. Eu já tinha tido experiência de servir na igreja. Mas mesmo assim eu ainda não estava pronto para plantar uma igreja consciente do que é o ser, o pastor que a Bíblia quer que a gente seja. É porque talvez antes de plantar a igreja, Deus precisava plantar o pastorado no seu coração. >> É, exato. Exato. E E é isso, Thaago. Eu acho que os fracassos revisitados me fizeram ser primeiro, não menos exigente, mas menos negligente. me fizeram ser menos indulgente comigo mesmo. >> Hum. >> E me fez ser mais misericordioso com os mais jovens que querem entrar no ministério pastoral. E essa misericórdia, ela passa, não por chegar para um jovem que tá começando o ministério dizer assim para ele: "Eu sei, viu? Eu sei quem você é. Eu sei o que você vai fazer agora e sei quais são os seus próximos passos. Eh, não adianta, a gente vai dizer, os velhos vão dizer pra gente, eles já sab, eles sabem. Charles Bridges fez isso, ele diz, >> ele faz isso, isso que é maravil, >> ele fala das causas do fracasso. >> Exato. Por isso que eu eu mencionei logo de cara a questão dos filhos. >> É >> porque a gente vai poder dizer para eles, mas não vai adiantar, eles vão precisar viver o fracasso. Então o fracasso no ministério tem uma razão divina. Não teremos pastores sem fracasso. >> É o cadinho de Deus. Exato. Porque só um jamais fracassou e jamais fracassará. >> Amém. >> Porque a igreja só tem um único e supremo pastor >> das ovelhas. >> Exato. >> É Jesus. >> Todos os outros são diferentes do supremo pastor porque fracassam. E que bom que a gente fracassa, porque somos sombra de Jesus e não Jesus. Somos a sombra dele. >> Mas isso mesmo Jesus chama Pedro e diz assim: [risadas] >> "Apacenta as minhas ovelhas." >> Thaago, eu olho para essa passagem e eu fico escandalizado porque pensa pensa no no que você nessa lembrança que você fez, como ela é poderosa. Pedro negou Jesus três vezes. >> Três vezes >> quando Jesus disse: "Olha, hoje ferirão o pastor e o rebanho ficará disperso". Pedro, menos eu. >> É, [risadas] >> ele tá fracassando, mas com toda a vontade do mundo, dizendo >> ali, ele toda sinceridade, até amor por Jesus. >> Amor por Jesus. >> Eu jamais, >> jamais te negar três vezes >> hoje. >> Hoje, hoje >> sabe por quê? Porque o porque a negação já tava em operação ali. >> Já tava em operação. Agano já tá ali. Pedro não tinha enxergado isso. Eu olho para Pedro arrancando a orelha do sujeito desastrosamente, porque eu não consigo imaginar um sujeito que vai pegar uma espada e arrancar arrancar a cabeça. >> Vou acabar a cabeça e é ruim mesmo. Era [risadas] >> Mas no meio de tudo aquilo é um Pedro que demonstra uma coragem, uma força sem sabedoria nenhuma. O próprio Cristo, se eu quisesse mandaria os anjos todos me defenderem. >> Ele olhando Pedro com aquela aquela faquinha na mão. Faquinha, >> cara, >> você quer fazer com isso? >> É isso que você acha? >> É, >> é, é assim que o reino do Senhor vai ser estabelecido. Vejo força, garra, mas tá, ah, tá fracassando, >> tá fracassando. E aí Jesus já sabia >> e amou ele mesmo assim, né? E eu acho que essa cena de Jesus encontrar com ele depois, que curiosamente, né, para cada negação, uma >> um movimento de Jesus. Pedro, tu me amas? >> Três vezes ele pergunta. >> É um Pedro que agora >> Por isso Pedro ficou triste na terceira vez. Eu acho que ele lembrou. >> Eu acho. Eu acho. Sabe o que eu acho nessa passagem? Eu acho que Pedro tá assim, né? Eh, Jesus vai e pergunta: "Pedro, tu me amas? E aí Pedro disse: "Senhor, eu te amo do meu jeito, daquele jeito que o sen não sabe que eu amo". >> Com a espada na mão. >> E eu imagino Jesus perguntando: "Tu me amas do jeito que eu amo?" Eu imagino um Pedro dizendo: "Sim, Senhor, eu te amo desse jeito aqui." E parece por quê? Porque eu acho que Jesus na hora responde com a paz de alguém que não, agora você é confiável. >> Hum. Porque ele tá entregando aquilo pelo qual ele deu sua vida. Apacenta as minhas ovelhas. Cara, quem de nós entregaria a coisa mais valiosa pela qual damos nossa vida para um traidor, para um alguém que fracassou? Parece que agora Pedro está no ponto. Porque agora parece que Pedro sabe. Ele não consegue fazer muitas promessas grandiosas. Ele diz assim: "Senhor, tu sabes que eu te amo e pode deixar a ovelha aqui comigo que eu vou cuidar todo mundo. Eu vou resolver tudo. >> Fica tranquilo. Não, ele Tu sabes que eu te amo. Não é sobre o rebanho, não é sobre Pedro. Tu sabes que eu te amo. Ele, ah, apacenta as minhas ovelhas. Não é porque você ama as ovelhas, >> não é porque ama Jesus. >> É porque ama Jesus. >> Ele chega assim e diz assim: "Senhor, tu sabes todas as coisas. Tu sabes todas as coisas. Tu sabes que eu te amo. >> Eu te amo, Thago. Tenho para mim, hein? Parece que ali >> e eu tenho para mim que a igreja mais feliz deste planeta é a igreja que tem um pastor que ama mais a Jesus do que a própria igreja. E eu acho que quando você lembra essa passagem, você lembra essa experiência de 10 anos atrás. Eu não amava Jesus mais do que eu amava a igreja. >> Hum. Eu descobri que o meu coração desejava as coisas de Jesus mais do que >> o próprio Jesus. >> Jesus >> um ali acho que eu descobri que o o ministério de um pastor começa com amor por Jesus. Tem que amar Jesus. Isso. E amar Jesus significa fazer o ministério como Jesus quer que ele seja feito, não como você quer fazer. Então, não é dar para Jesus o que eu quero dar, não é dar para Jesus a igreja que eu quero dar, é dar para Jesus a igreja que ele quer que eu dê para ele. >> Hum. >> Como é que o Senhor quer que essa igreja seja apresentada pro Senhor, que é o noivo? Eu vou trabalhar para que a igreja >> seja como o senhor quer. >> Ela é sua. >> Porque ela é sua e não minha. Aí eu descobri que eu amava tanto a mim mesmo, que eu queria uma igreja para mim, uma igreja para me agradar, uma igreja que fosse aquela que corresponderia à minha perspectiva arrojada de cultura, de ciência, tecnologia, arte e tudo mais. A igreja que vai ser padrão estético. Para o que? Para mim é um padrão estético maravilhoso. E não a igreja que Jesus quer. Ele já deu as diretrizes, ele já disse, é assim que ela tem de ser. Meu Deus, eu eu por que que eu tô fazendo uma igreja para mim? Porque no fundo fundo eu me amo mais do que a Cristo. Então eu acho que ali Jesus usou uma igreja para tratar meu coração num final de semana e depois durante 5 meses para mostrar que sim é possível fazer uma igreja muito simples com a palavra, ensino da palavra, dedicação, amor. Isso não significa que você vai ser o pastor mais perfeito do mundo. Eu não cheguei à conclusão de que a partir de agora eu sou um padrão, um modelo e aqui você está diante de alguém completamente inerrante. >> Não, eu eu eu eu gosto de entender que a conversão é entre uma pessoa que fracassa e não sabe que fracassa, e uma pessoa que agora fracassa, sabendo que fracassa. E quando ela sabe que fracassa, ela sabe onde tá o antídoto. tem que correr pra cruz >> e ela corre pra cruz, vai para Jesus. E é e é isso, é assim que o pastor ensina a gente a ser crente, porque coloca seus fracassos na nos pés da cruz. Porque o que a gente quer ensinar pra igreja a ir para Jesus quando erra, a ir para Jesus quando peca, a ir para Jesus e confessar e trabalhar as os seus fracassos diante do Senhor. Isso é santidade. Então a gente vai aprender a santidade se a gente também observar os nossos fracassos e não permitir que eles eh sejam em vão. tem de ser o adubo onde vai ser plantada a nossa semente pro futuro, pra geração, paraas novas gerações. O legado que seja um legado de amor a Jesus e fidelidade a Jesus e não a nós mesmos. Então o Charles Bedes fala isso o tempo todo. O Charles Bridges nesse livro, ô ô Thiago, eu li esse livro e era cada soco na boca do estômago. Eu tava escrevendo inteligência humilhada e o livro dizia várias vezes: "Maior e maior evidência de fracasso ministério é a sua inteligência". [risadas] e dizia assim: "Tome cuidado, porque quanto mais você é inteligente, mais você tem propão à arrogância, mais você tem propão a vaidade. Eu tome". E eu falei: "É verdade, >> cara chicotada, né?" >> Era. Aí eu dizia assim, eu falei: "Vai, mói, Senhor, vai moendo". Então, para mim se tornou esse livro uma das experiências mais extraordinárias, porque eu tinha tido a experiência de ver um pastor e uma igreja, mas agora, como um homem de leitura, Deus não deixa nem o livro ficar à toa. Ele usa também um livro, talvez uma das peças mais concorrentes da minha idolatria para trabalhar a minha idolatria com os livros. Você ama seus livros? O cara vai perguntando para mim: "Sim, eu amo". E você ama Jesus? Você tá lendo mais porque você ama Jesus ou porque você ama mais o conhecimento, entende? Então, ah, não se mede um ministério pastoral pela quantidade de livros que você tem na sua biblioteca. Fábio, já disse que não há limite para se escrever livros e o muito estudo é enfado. É fado. [risadas] Então, eu pensava assim, como um livro pode transformar também a vida de um pastor? E esse essa é a história minha com esse livro. Seit aqui, Thiago. Esse é o é o livro que eu li. Olha como ele tá. >> Tá tudo marcado. >> Você olha aqui, tá tudo tá tudo rabiscado. Agora vou ter que rabiscar em português. >> É. [risadas] E olha que essa versão aqui ela é ainda é uma abreviação da obra principal. >> Exato. >> Que vai ser lançada também pela pela Fiel, né? >> Examente. Exatamente. >> Mas a gente preparou uma uma edição especial >> porque esse aqui é o o o Christian Minister, né? Com o fracasso pastoral. >> Fraco. Pastoral. É. >> Então >> a gente vai fazer os dois. >> Vai fazer os dois. Que bom, que bom. Excelente. Esse daqui que é a parte que vai tratar do fracasso, a outra parte vai tratar >> do ministério. >> Do ministério, não é? E eu acho que essa combinação explosiva. >> É >> explosiva. E o Bridges foi muito feliz em trabalhar pro ministério, em juntar na reflexão extraordinária que ele faz sobre o ministério cristão, a a avaliação do fracasso. >> Hum. Porque a gente quer falar sobre o ministério cristão, mas não quer falar sobre a ineficiência, >> né? >> Ou seja, somos ineficientes em muitos momentos da vida. E e é engraçado porque em várias várias várias várias horas no livro lendo, eu falo assim: "Senhor, eu sou uma farça". A sensação de que você é uma farça vai atravessando. Como isso é bom? Como isso vai trabalhando você? Como isso vai mexendo com você? E isso é bom porque você vai vai calibrando, você vai te tornando mais sensível. E aí um pastor sem sensibilidade pastoral muito ruim, né, Thaago? Acho que ele não vai saber. >> Ele vai ter um cabeção que vai ensinar as pessoas teologia, mas a sensibilidade pastoral é aquilo que faz a a teologia, que é um bisturi, ser bem usado. O bisturi sem sensibilidade você vai cortar, >> coloca ele na mão de um chimpanzé para ver que acontece. O >> o bistui é ótimo, mas o que que ele vai fazer? vai matar, vai, vai se machucar, vai machucar o outro, >> retalhar, vai retalhar. >> Exato. Vai talhar tudo, retalhar tudo. Então, eh, acessibilidade pastoral é que permite que pastores usem a teologia paraa glória de Deus, usem livros paraa glória de Deus, não fuja do conhecimento. O livro é maravilhoso, porque ele não tá dizendo assim: "Para de ler livro, não estude". Ele tá dizendo: "Que bom que você tem uma boa ferramenta, mas e o seu coração?" >> Hum. Como é que você vai usar essa ferramenta se coração não está sendo regado com oração, não tá sendo regado com a companhia de outros ministros que te supervisionam? Ele fala assim: "Você quer pregar no domingo, mas não quer supervisionar suas ovelhas? Você quer pregar no domingo e não quer ser supervisionado por outros pastores?" >> Hum. >> Como assim? Você quer ensinar para as pessoas que é importante se submeter, mas você não se submete. >> Hum. >> Como assim você quer ensinar para as pessoas que é importante estar na supervisão de um pastor? Mas você não é supervisionado por ninguém. É bom para as pessoas serem supervisionadas, mas isso não é bom para você. >> Como vai ser bom para elas se não é bom para você? >> Então, se você quer ensinar supervisão paraa sua igreja, tem que ser bom a supervisão para você também. Então ele vai moendo, ele vai mexendo com a gente. Acho hoje, Thaago, que a partir dessa primeira publicação do Bridges, a gente tem um baita livro para revisão de ministério. Eu aconselharia a todo pastor que chega aos seus 45 anos de idade, já viveu aí seus 10, 20 anos de ministério, tá na hora de fazer uma revisão, porque a gente vai desenvolvendo camadas, experiência, mas junto com elas vem o cinismo, junto com elas vem também a a a nossa acomodação. As coisas estão do jeito que estão, vamos deixar elas assim. Para que mexer nisso? >> É. esse comodismo que você falou lá atrás, né? Um pouco de introjeção de uma ideia que não reflete a realidade. É, talvez um livro assim ajude a gente >> a fazer aquele exercício de Thago. Eu tô muito feliz com a publicação desse livro, dos livros do Bridge que vem pela frente. Acho que eh para mim é leitura obrigatória na formação ministerial da nossa igreja. Não tem como qualquer um que esteja na nossa igreja e queer hoje eh ao mesmo pastoral e não só o pastoral, ministério em geral, né? Queira servir na igreja sem ler esse livro. Tem de ler esse livro, especialmente os pastores. >> Não comer, não dá para passar dessa vida para >> Não dá para esse se passar dessa vida para pra outra assim ler esse livro, tem que tem que tem que sofrer, >> tem que ter um sofrimento prévio aí >> ele vai entrar chamuscado, né? Você vai entrar chamuscar. Tem que ter um asterisco [risadas] >> para chegar no céu com asterisco. Vai pro céu. Mas que asterisco é esse? Você podia ter entrado mais inteligente, hein? [risadas] >> Tá bom. Deus abençoe você. Obrigado. Porque você tem sido um pastor. Acho que paraas suas ovelhas que são de Jesus e que ele confiou a você, pros seus amigos, paraa sua família, né? E e aí acho que Deus tem e nesse trabalho de mo >> Uhum. >> né? Ele também refaz, né? >> Refaz. É isto. Eu acho, Thago, e de toda essa experiência de 10 anos de reflexão sobre os outros 17, né, que virou 18 agora recentemente, é de que a maior descoberta de um pastor é de que não é sobre os nossos fracassos, ainda que os nossos fracassos sejam o grande tema da nossa reflexão, não é sobre os nossos fracassos, sobre o caráter de Deus. É o triunfo de Cristo. >> É sobre a santidade de Cristo. É porque ele é santo. É porque ele é o Senhor da igreja. E aqui não tem como não esquecer de um dos grandes pastores que eu tenho certeza que influenciou você e a gente compartilha da mesma admiração que é o RC Sp. Não é à toa que ele chama atenção >> pra santidade. >> Pra santidade de que Deus, a Bíblia, Isaías podia ter escolhido várias palavras para se referir a Deus, mas ele escolheu chamá-lo três vezes de santo. >> Hum. >> Poderia ter vários atributos sendo ditos ali, mas ele escolheu o atributo da santidade, porque eu entendo que é por causa da santidade de Jesus. >> Hum. >> E a igreja dele permanece. firme, inabalável. E é por causa da santidade de Jesus. E homens tão precários, >> fracassados, >> tão fracassados, podem ser uma bção na vida da igreja. >> Amém. >> Podem ser transformados. Um pastor pode ter a certeza de que se Deus o usa para pastorear uma igreja, Deus também costuma usar a igreja para pastorear. >> Os pastores. Amém.