Uma liberdade irrevogável – Rev. Lucas Previde
03/06/2026
Uma liberdade irrevogável – Rev. Lucas Previde
O que significa viver a verdadeira liberdade cristã?
Nesta exposição de Gálatas 5:1–12, aprendemos que a liberdade conquistada por Cristo na cruz não é apenas um benefício adicional da salvação, mas a própria realidade que define a vida do cristão.
O apóstolo Paulo combate o falso ensino dos judaizantes, que insistiam em acrescentar a circuncisão e outras práticas da lei como requisitos para a salvação. Sua resposta é clara: Cristo é plenamente suficiente. Qualquer tentativa de acrescentar algo à obra da cruz diminui, para nós, o valor daquilo que Jesus realizou.
Nesta mensagem, somos desafiados a refletir sobre o que realmente ocupa o centro da nossa fé. Será que estamos descansando totalmente em Cristo ou depositando nossa confiança em tradições, obras, ritos religiosos ou em nossa própria capacidade?
Uma exposição profunda sobre a suficiência de Cristo, a liberdade cristã, a ação do Espírito Santo e o verdadeiro valor da cruz.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Lucas Previde
Passagem: Gálatas 5.1-12
Série: A Justiça da Fé
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução à série: A Justiça da Fé
00:16 – Leitura de Gálatas 5:1–12
02:22 – Oração inicial
02:58 – O contexto da carta aos Gálatas
03:18 – A ameaça dos judaizantes
04:32 – A suficiência da obra de Cristo
04:50 – Escravidão da lei versus liberdade em Cristo
05:54 – A liberdade em Cristo é irrevogável
06:20 – A liberdade passa a definir nossa existência
06:49 – “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou”
07:13 – Libertos da condenação, do pecado e do poder do mundo
08:24 – O perigo de tratar Cristo como um complemento
09:21 – Práticas religiosas que negam a suficiência de Cristo
10:04 – Permaneçam firmes na liberdade
10:41 – Conhecer Cristo e permanecer em Cristo
11:00 – A diferença entre seguir Jesus e realmente crer nele
12:18 – Não retornem ao jugo da escravidão
13:11 – Qualquer coisa além de Cristo é escravidão
13:32 – A ilustração da criança que volta ao erro
14:20 – A liberdade expressa o valor da obra de Cristo
14:54 – Se Cristo não for suficiente, perde seu valor para nós
15:24 – O perigo dos acréscimos ao evangelho
15:55 – Ritos, tradições e práticas que competem com Cristo
16:36 – Até a frequência na igreja pode ocupar o lugar errado
17:15 – Cristo deve ocupar o centro absoluto da fé
17:51 – Jesus nunca ofereceu um meio-termo
18:42 – Quando definimos liberdade sem Deus, tudo dá errado
19:28 – O testemunho pessoal do apóstolo Paulo
20:06 – Qual é o valor da cruz para você?
21:06 – Nossa vida expressa o valor da cruz?
22:06 – Quem busca a lei permanece escravo
23:00 – Ninguém consegue cumprir a lei perfeitamente
24:07 – O significado de “cair da graça”
24:45 – O perigo de retornar constantemente à escravidão
25:17 – A liberdade produz participação na vida de Deus
25:46 – Experimentando a nova natureza em Cristo
26:17 – Cristo como refúgio nos dias difíceis
27:15 – Quando Cristo não é suficiente
28:00 – A liberdade que ninguém pode retirar
28:28 – A liberdade é assegurada pelo Espírito Santo
28:39 – A esperança da justiça pela fé
29:13 – O Espírito Santo como garantia da salvação
29:41 – Dependência diária do Espírito de Deus
30:24 – A suficiência de Cristo transforma nossos dias
31:24 – Alimentando a esperança em tempos difíceis
31:57 – Nem circuncisão nem incircuncisão têm valor
32:28 – O que importa é quem somos em Cristo
33:17 – Qual é o valor da cruz em sua vida?
33:45 – Primeira aplicação: o que está impedindo você?
34:21 – Obstáculos à satisfação em Cristo
35:18 – Um pouco de fermento leveda toda a massa
35:40 – Segunda aplicação: cuidado com quem você ouve
36:02 – O que é liberdade para você?
36:42 – Mentiras travestidas de verdade
37:20 – Terceira aplicação: confie no Senhor
37:52 – A importância das doutrinas bíblicas
38:32 – A liberdade definida por Deus e não por nós
38:48 – Paulo responde às acusações contra seu ministério
39:58 – O perigo dos falsos mestres
40:23 – A severidade de Paulo contra os que distorcem o evangelho
41:14 – Amor pela igreja e defesa da verdade
41:32 – “Como eu amo a mensagem da cruz”
41:51 – O que está impedindo sua satisfação em Cristo?
42:20 – Oração final
42:54 – A cruz como nosso maior tesouro
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Nessa noite, daremos continuidade à exposição da palavra de Deus na carta de Paulo aos Gálatas, na série intitulada A justiça da fé, na qual temos trabalhado e chegamos ao capítulo 5, aonde leremos essa noite os versos de 1 a 12. Gálatas capítulo 5 versos de 1 a 12. Acompanhem comigo atentamente e com reverência a palavra do nosso Deus. Assim diz a palavra de Deus. Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não submetam de novo ao julgo da de escravidão. Eu, Paulo, lhes digo que se vocês se deixarem circuncidar, Cristo não terá valor nenhum para vocês. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que o mesmo está obrigado a aguardar toda a lei. Vocês que procuram justificar-se pela lei estão separados de Cristo. Vocês caíram da graça de Deus porque nós pelo Espírito aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem valor algum, mas a fé que atua pelo amor. Vocês vinham correndo bem. Quem foi que os impediu de continuar a obedecer a verdade? Esta persuasão não vem daquele que os chamou. Um pouco de fermento leveda toda a massa. Tenho confiança no Senhor de que vocês não mudarão a sua forma de pensar. Mas aquele que está perturbando vocês, seja ele quem for, sofrerá a condenação. Mas, irmãos, se ainda prego à circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Nesse caso, estaria desfeito o escândalo da cruz. Quem dera até se mutilassem aqueles que estão perturbando vocês. Até aqui a palavra do nosso Deus. Vamos orar. Ó Senhor, nos colocamos diante de ti, pois [roncando] não temos condição, ó Pai, de compreender a tua vontade, a não ser que ela seja revelada por ti e aplicada aos nossos corações pelo seu Santo Espírito. Pedimos que isso aconteça neste momento, Senhor. Que teu Santo Espírito nos conduza à tua palavra e que molde o nosso coração e o nosso entendimento. Esta é a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Recordando um pouco do que já temos visto na carta de Paulo aos Gálatas, isso é muito importante para compreensão do contexto da passagem de hoje. Devemos lembrar que Paulo escreve as igrejas da Galácia com um propósito definido, que é defender o evangelho por ele pregado contra distorções que estavam acontecendo por um grupo de judaisantes. Judaisantes são aqueles que se diziam cristãos, mas que ainda estavam apegados aos ritos judaicos como necessário para se obter a salvação. Em outras palavras, eles diziam que apenas Cristo não era suficiente e principalmente pregavam a circuncisão como obrigatório a continuidade, Cristo mais a circuncisão. Provavelmente a igreja da Galácia foi uma das primeiras igrejas visitadas por Paulo. Ou quando ele retorna da sua viagem, logo recebe notícias do que está acontecendo, de que não só a sua palavra estava sendo desacreditada, como principalmente o evangelho por ele pregado estava sendo desqualificado. E essa era a maior preocupação do apóstolo Paulo. Nós vimos que Paulo não estava tão preocupado com o que as pessoas achavam dele, mas o que estavam respondendo ao evangelho por ele pregado. Paulo então defende a suficiência da obra de Cristo. Esse é o tema da carta aos Gálatas. Cristo é plenamente suficiente para a salvação e tudo que decorre dela está em Cristo Jesus. Nós vimos que Paulo faz o contraste entre a escravidão pela lei e a liberdade em Cristo Jesus. Quando ele compara, por exemplo, Agar e Sara, nós vimos isso na nossa última exposição que está disponível em nosso canal do YouTube, na da igreja, aonde ele coloca que aqueles que ainda estão apegados aos ritos nada mais vivem que uma vida de escravidão, mas que em Cristo Jesus agora nós estamos libertos deste peso da lei, pois a lei tinha como principal objetivo nos acusar do nosso pecado em dizer que não tínhamos capacidade de estar com Deus, mas em Cristo Jesus isso se finda. A lei tinha este propósito, acusar-nos do pecado e nos conduzir até Cristo Jesus para então desfrutarmos dessa liberdade em Cristo Jesus. E nessa noite, então, eu gostaria que à luz das escrituras nós relembrássemos o que ela nos ensina, que esta liberdade em Cristo Jesus é uma liberdade irrevogável. Ela não pode ser retirada, pois ela é um efeito concreto da obra de Cristo Jesus em nossa vida. Por isso, o primeiro ponto dessa noite é que a nossa liberdade em Cristo é algo que não pode ser alterado, anulado ou desfeito, mas que passa a definir a nossa existência. A nossa liberdade em Cristo, ela não pode ser retirada, mas ela começa a dar o tom ou a nortear a nossa própria existência. A partir disso, a partir de Cristo, a minha vida recebe uma nova perspectiva. O verso primeiro, logo no seu início, Paulo diz: "Para a liberdade foi que Cristo nos libertou". Há um propósito na ação de Cristo na cruz. Há um propósito definido de que agora nós estamos livres da nossa condenação, de que agora em Cristo nós estamos livres das amarras do diabo, do inimigo, que agora em Cristo nós estamos livres dos poderes e intentos deste mundo, de que em Cristo nós estamos livres de nós mesmos. de que em Cristo agora não se trata mais de mim mesmo. Como Paulo escreve aos Coríntios, que a nossa salvação nos foi dada não para que vivamos por nós mesmos, mas para Cristo, por Cristo. [limpando a garganta] Por isso Paulo deixa claro a estes irmãos neste contexto em que eles estavam deixando se levar pela distorção. Muitos estavam cedendo a circuncisão, muitos estavam cedendo a observância da lei como critério para a sua salvação. Muitos ainda achavam que tinham a condição de definir como o seu relacionamento com Deus seria estabelecido. E nós, nos dias de hoje corremos este mesmo risco de achar que a obra de Cristo está para nós como algo para compor, somar a nossa vida e não para defini-la. Muitas vezes, mesmo sem dizer, a forma com que vivemos, trata a obra de Cristo como um aditivo, como um anexo, como mais uma coisa que compõe a nossa vida. Quando ela deveria chegar para definir quem nós somos? Pois por meio da obra de Cristo recebemos a liberdade que não tínhamos e não poderíamos alcançar. escravos dos nossos delitos e pecados. Sem a obra de Cristo não há nada que poderíamos fazer para nos achegar a Deus. E muitas vezes nos dias de hoje, trazendo paraa nossa realidade, igrejas pregam algo completamente diferente. Trazem artifícios ou trazem práticas do Antigo Testamento para o culto solene, descaracterizando completamente a suficiência da obra de Cristo. Homens tomam para si o poder de serem chamados de apóstolos, de definirem o que é a verdade. E nós já vimos o apóstolo Paulo dizendo que isso não existe, porque em Cristo tudo é suficiente e por Cristo recebemos uma liberdade que é irrevogável. Então, dando esse tom na conversa, o apóstolo Paulo continua dizendo na parte segunda do verso ainda, por isso, ou seja, porque Cristo libertou vocês para que vocês vivessem essa nova vida. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam de novo ao julgo da escravidão. Não se submetam. Pela fé na obra de Cristo, experimentamos uma condição genuína de liberdade, uma condição que agora podemos permanecer firmes na suficiência de Cristo, não só conhecê-la, mas permanecer nela. Há uma grande diferença entre você conhecer e experimentar. Eu já disse isso em outras passagens. Toda vez que o Novo Testamento apresenta multidões seguindo a Cristo, logo em seguida você vai encontrar um ponto de distinção dentro dessa multidão. Todas as vezes nos Evangelhos que você olhar para que uma multidão seguia a Cristo, logo em seguida ou no contexto virá um texto mostrando a distinção dentro dessa multidão. Quando nosso Senhor Jesus Cristo foi, realizou milagres em Jerusalém por conta da sua chegada, o texto de João diz que muitos criam em Jesus por conta dos seus milagres. E logo em seguida o texto diz que Jesus não se deixava ser crido, pois conhecia o coração do homem. Quando uma multidão seguia Jesus e ele fez o milagre da multiplicação dos pães e peixes, logo em seguida essa multidão chegou a seguir a Cristo. Ele disse: "Vocês estão aqui porque querem encher a sua barriga". A grande questão é que agora esta liberdade nos foi dada para desfrutarmos da suficiência de Cristo, para permanecer, não somente conhecer a Cristo, mas permanecer em Cristo, permanecer nesta liberdade. Estamos pronto para não nos submetermos mais à nossa condição de escravos. Paulo deixa muito claro isso. Permaneçam firmes nesta fé e não voltem ou não se submetam de novo ao julgo da escravidão, de novo submissos. E vejam que aqui a igreja da Galácia não era uma igreja judaica ou de judeus. Eles não tinham menor lastro histórico com a cultura judaica. Por isso, de certa forma, foi fácil para os judaisantes impor esse tipo de preceito a eles, um novo conceito de religiosidade. Mas o que o apóstolo Paulo está dizendo é que tanto para aqueles que tinham a cultura judaica no seu histórico, como os pagãos que adoravam outros deuses, qualquer coisa que não seja a suficiência de Cristo é um retorno à escravidão. Seja a escravidão da lei judaica ou a escravidão aos falsos ídolos e deuses que os gentios poderiam a seguir. Qualquer coisa que não seja a suficiência em Cristo é um retorno à escravidão. Você já viu uma criança pequena quando tá fazendo alguma coisa errada e você pega a abençoada, tira ela do local, quando você coloca ela no chão, a primeira coisa que ela faz é retornar correndo para fazer a coisa errada. Até que você a discipline de uma forma mais incisiva, mas ela o testa. Isso acontece conosco quando Cristo não é suficiente em nossa vida prática cotidiana, quando constantemente Cristo não é suficiente, nós retornamos à condição de escravos ou pelo menos a experimentar os efeitos disso. Por isso, se o primeiro ponto que Paulo nos traz aqui é que a nossa liberdade foi dada em Cristo Jesus para permanecermos nela e sermos definidos por ela. O segundo ponto é que a nossa liberdade em Cristo expressa o valor da sua obra em nossa vida. A liberdade que recebemos em Cristo deve ser expressa por nós para que demonstremos o valor que ela tem em nossa vida. Qual o valor da obra de Cristo em nossa vida ou para nós? Paulo chega a esta conclusão no verso 2. Acompanhe quando ele diz: "Eu, Paulo, lhes digo, se vocês deixarem se circuncidar, Cristo não terá valor nenhum para vocês." É o apóstolo Paulo diz: "Olha, se vocês se apegarem a ritos, se Cristo não for suficiente, ele não tem valor nenhum. Pode parecer que não há mal nenhum a aderir a certas práticas. Os o os irmãos da galácia podiam dizer: "Não, mas não faz mal nenhum. É só a circuncisão ou é só alguma coisa a mais? Não tem problema, mal não vai fazer. Seja a circuncisão, seja o copo d'água do lado da TV, seja a penitência, seja a indulgência, seja qualquer outra coisa que não a suficiência de Cristo, retira completamente o valor da sua obra na cruz. Quantas vezes, mesmo sem pensar, nós temos feito isso em nossa vida, não de uma forma declarada, mas de alguma forma dando um valor a outras coisas que não a suficiência de Cristo, a repetição de orações. Certa vez um irmão disse para mim que a um membro da sua família estava passando por dificuldade e deram a ele para repetir várias vezes o mesmo a a mesma oração. Quantas vezes sem perceber nós fazemos isso, achamos naquilo que está mais próximo da nossa mão, aquilo que nós conseguimos garantir o êxito. Até o frequentar uma igreja pode estar tirando o valor da obra de Cristo quando depositamos nisso a suficiência, quando depositamos nisso a nossa segurança ou quando estabelecemos nisso o nosso relacionamento com Deus. Ah, eu faço parte de uma igreja, vou todo domingo, eu faço parte da sociedade interna. Mas se isso de alguma forma habita o seu coração como um como um aditivo, como uma segunda opção, a obra de Cristo não tem valor. Ou Cristo ocupa o centro da nossa fé como o único e suficiente Salvador, redentor e senhor, ou ele não é nada. Eu sei que as palavras são duras, mas graças a Deus foi Paulo que disse, instruído, inspirado pelo Espírito Santo, se vocês se deixarem circuncidar ou se vocês se deixarem levar por qualquer outra coisa que não há Cristo, Cristo não terá valor nenhum a vocês. Jesus nunca ofereceu meio termo ou uma autoridade compartilhada quando se trata da liberdade que ele conquistou na cruz. Jesus nunca ofereceu uma segunda opção, um plus. Jesus nunca ensinou que há uma outra possibilidade que não a sua morte na cruz para nos dar liberdade. Nós que buscamos ocupar um espaço que não nos pertence. Nós que muitas vezes buscamos definir como essa liberdade será usufruída. Desde Adão e Eva, quando nós tentamos dizer o que é liberdade, afastados daquilo que Deus diz, a coisa dá errada. O que restou a Adão e Eva foi suor, tristeza, distanciamento. Quando nós tomamos o lugar para definir o que é liberdade e não a liberdade que nos foi dada em Cristo, a obra de Cristo perde o seu valor, não pelo que ela é, mas pelo que ela representa para nós. A obra de Cristo nunca vai perder o seu valor. Mas sim deixamos de usufruir deste valor quando negamos a sua suficiência. Paulo é alguém que pode dizer isso com toda a certeza e a afirmação. E ele diz: "Eu, Paulo, lhes digo isso. Palavras de alguém que viveu sobre o julgo da lei, palavras de alguém que viveu sobre os ritos judaicos com todo fervor". Em determinada passagem, ele diz isso. Olha, se há alguém que poderia se orgulhar de ser judeu, esse seria eu, o mais zeloso dos zelosos, o mais estudioso. Mas em Cristo eu considero tudo isso como nada para achar tudo em Cristo. A grande pergunta que devemos fazer é se nós temos proclamado o poder, glória e valor da liberdade de Cristo a começar pela nossa vida. Será que realmente compreendemos o preço que foi pago? Será que quando dizemos que somos livres em Cristo compreendemos o peso e a glória? a pena paga por Cristo e ao mesmo tempo a glória concedida a nós. Ou achamos que fazer parte de uma igreja, frequentar a sala de catecúminos, realizar a pública profissão de fé e batismo, mas não ter Cristo como único e suficiente Salvador para nossa vida, de nada vale, de nada serve, pois tudo, tudo o que lhe foi dado para experimentar de sua liberdade retorna para a centralidade de Cristo. Nós precisamos responder a esta pergunta que a palavra de Deus nos faz. Qual é o valor da cruz para nós? Há um hino muito conhecido que diz: "Eu amo a mensagem da cruz". Amamos a mensagem da cruz. Amamos. Amamos sim, pastor. A sua vida expressa isso. Você pode se autoavaliar. Não, homens, nós já vimos isso em outras passagens, não estamos preocupados com a nossa condição diante de homens, mas de Deus. Pois aqueles que assim não fazem, aqueles que preferem definir como o seu relacionamento com Deus será conduzido, não conseguem expressar desta forma, mas continuam continuam escravos, escravos da sua condição. O apóstolo Paulo chega a essa conclusão, dizendo no verso 3: "De novo testifico a todo homem que se deixa circuncidar que o mesmo está obrigado a guardar toda a lei." Nós vimos isso, que o caráter da lei, como eu já disse, era apontar a nossa incapacidade e ao fazer isso, nos pegar pela mão e levar até Cristo. Aqueles que continuam achando que tem condições de definir a sua relação com Deus ou definir a sua própria liberdade pela sua própria opinião e não a de Deus, são esses que ficam somente com a parte de a da lei apontando a sua incapacidade, mas não se deixam conduzir para Cristo. Obrigado a guardar toda a lei, um fardo que não se pode carregar. A palavra nos ensina que ninguém conseguiu cumprir a lei, pois o mínimo pensar nós já transgredimos essa lei. Você e eu não temos capacidade de estabelecer comunhão com Deus se não for por meio de Cristo. Eu sei que muitas vezes nós não dizemos isso, mas por muitas vezes nós vivemos esta mentira de achar que podemos ou que temos alguma condição de estabelecer comunhão com Deus por meio da nossa percepção de mundo, por meio de ritos, por meio simplesmente de tarefas. E Paulo está dizendo: "Olha, não faça isso, porque fazendo isso você continua sendo aquele que está debaixo da lei e de alguma forma se satisfazendo com a condição de escravo, retornando a essa condição." E aí Paulo então introduz algo que pode ser um pouco complexo a o primeiro olhar no verso 4, quando diz que vocês que procuram justificar-se pela lei estão separados de Cristo. Vocês caíram da graça de Deus. Aqui Paulo não está tratando da hipótese da perda da salvação, mas da realidade de que ao manifestarmos a nossa fé em Cristo Jesus como único e suficiente autor e consumador, a nossa liberdade expressa a nossa condição em Cristo. Ele não está falando aqui de perder a salvação. Ele está dizendo que essa manifestação de retorno constante à condição de escravos, de retorno constante a fazer aquilo que a liberdade não quer mais que façamos ou que não precisamos mais estar sujeitos. Quando temos essa vida constante de retorno e retorno e retorno, a verdade é que nós ainda estamos separados da liberdade de Cristo e de certa forma não estamos aproveitando ou ainda não pertencemos à graça de Deus. Sim, a nossa fé, dizer que cremos em Cristo Jesus, compreendermos a liberdade que nos foi dada em Cristo Jesus para sermos agora escravos e servos de Deus e não de nós mesmos, produz isso. Produz participação. Participação. A segunda carta do apóstolo Pedro diz que todas as coisas nos foram dadas para termos uma vida de piedade. E ao andarmos nisso, experimentarmos da natureza divina. Você já parou para pensar isso? que em Cristo Jesus você recebeu a liberdade para experimentar da natureza divina em ser feito nova criatura, estar debaixo de uma nova condição e tudo isso ser expresso dia após dia, segunda, quarta, quinta, terça noite, sábado de manhã, constantemente experimentado por você e visto por outros de que Cristo é suficiente para você. a sua maior alegria. É nele que você deposita a sua alegria, a sua fé em dias difíceis, nublados de angústia, de medo, de dor. Você chorar, você se angustiar, você se deprimir, mas saber para onde pode correr e correr para lá, correr para a cruz de Cristo, pois ela define quem você é. E aí você entende o valor que ela tem para você. E o mundo pertence a esse mundo caído. Esse mundo caído pertence ao maligno, como Efésios nos lembra. Mas nós estamos aqui para mostrar que há um reino diferente. Vejam quanta coisa o apóstolo Paulo está colocando para esses irmãos que receberam o seu evangelho, mas que por algum motivo estão se apartando disso. Cristo não é suficiente. Logo, você será separado ou estará separado dos efeitos disso. Se Cristo não é suficiente na sua essência, você não experimentará desta realidade nos momentos difíceis ou nos momentos de alegria. Se antes ele não é a base, você não terá para onde correr. Se você acaba achando que pode definir o que é liberdade, você vai ficar como cachorro correndo atrás do rabo quando a coisa ficar difícil, sem saber para onde ir, perdido como cego, ou deixando se guiar por outros cegos. Portanto, nós devemos firmar a nossa condição nisso, de que a liberdade de Cristo nos foi dada e não será tirada por ninguém. Ela nos liberta de nós mesmos. que ela é o tesouro da nossa vida e que devemos, por meio do que [roncando] fazemos, falamos, pensamos e agimos, expressarmos o seu valor. E ela é revogável, pois ela é aplicada pelo Espírito Santo. E este é o terceiro ponto que o apóstolo Paulo nos diz aqui. A nossa liberdade é assegurada pelo Espírito de Deus que habita em nós. No verso 5, ele diz: "Porque nós, pelo espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. pelo espírito que nos foi dado em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo, nossa esperança é constituída pela fé na suficiência da obra de Cristo, mantida constantemente pelo seu espírito que habita em nós. Muitas vezes nós negligenciamos o papel do Espírito Santo em nossa vida. Muitas vezes nós nos esquecemos do que o apóstolo Paulo chama de penhor, ou seja, a garantia da nossa salvação em Cristo Jesus. É pelo poder do Espírito Santo de Deus que nos mantemos firmes. Não caia na ilusão de que você, pela sua própria força, conseguirá se manter firme. Veja como isso influencia até a forma com que oramos ou nos dirigimos a Deus. Quantas vezes na sua oração você diz: "Senhor, eu não consigo Senhor, neste ponto eu sou fraco, frágil, frouxo. Por isso, eu creio em Teu Santo Espírito e peço que o Senhor me guie nisso, pois eu creio que no teu Santo Espírito eu vou conseguir. Dá-me, Senhor, aquilo que me pede. Conceda-me, Senhor, capacidade. Busque constantemente. Se alimente da palavra, se alegre na palavra, exercite a sua satisfação em Cristo. Quantas vezes pela manhã poderíamos fazer o nosso dia completamente diferente ao lembrarmos a nossa suficiência ou da suficiência de Cristo em nossa vida? ou da nossa satisfação em Cristo, pelo poder do Espírito Santo, a sua instrução, somos lembrados disso. Paulo diz: "Porque nós, pelo espírito, pelo espírito, Paulo diz anteriormente, fiquem firmes". Agora ele diz, "Pelo espírito, guardem, guardemos a esperança da justiça que provém da fé. É no poder do espírito que podemos nos apropriar dessa liberdade que o mundo não conhece. Uma liberdade satisfatória mesmo em dias difíceis. É no poder do Espírito Santo ou por meio do Espírito Santo que podemos descansar na justiça da fé. Nós precisamos responder para nós mesmos: os dias são caóticos. Os dias são cada vez mais difíceis e continuarão sendo. Precisamos alimentar a nossa esperança das verdades que Deus revela a nós. Era isso que Paulo estava falando a esses irmãos. Nós vimos em exposições anteriores dizendo: "Olha, esse é o evangelho que eu preguei para vocês e vocês estão olhando para outras coisas que não apontam para Cristo". Porque em Cristo, ele diz, em Cristo Jesus, no verso 6, nem a circuncisão, nem a nem a circuncisão ou incircuncisão tem valor algum, mas a fé. Paulo está lembrando que aqueles que aquelas igrejas compostas de gentis que não tinham o histórico judaico em nada tinham a ver com o passado ou a lei. Mas os judaisantes também não importa sua condição antes de Cristo. O que importa agora é quem você é em Cristo. Como você define a sua vida em Cristo? a forma com que você desfruta da sua liberdade em Cristo, não mais voltando para práticas da escravidão, mas se satisfazendo em fazer a vontade. É esta fé que nos é aplicada pelo Espírito Santo, que opera em amor, amor da parte de Deus por nós, da parte de Cristo por nós, para que nós pudéssemos amar a Cristo. Nós não conseguimos amar a Deus e a Cristo antes do seu amor se achegar até nós. Nós apresentamos o evangelho porque amamos aqueles a quem proclamamos esta palavra. Qual tem sido o valor do evangelho à nossa vida? Ou qual tem sido o valor da cruz de Cristo? Ela tem nos definido, conseguimos experimentar nas nossas atitudes, pensamentos, conversas o valor e a suficiência da obra de Cristo. Paulo vai fazer essa essa primeira aplicação e eu gostaria de trazer nesta noite a estes irmãos. No verso 7, ele diz: "O que te impede de continuar? Vocês vinham correndo bem. Quem foi que os impediu de continuar a obedecer a verdade? E essa é a primeira aplicação que nós deveríamos buscar nessa noite. O que tem te impedido de se satisfazer na cruz de Cristo? O que tem te impedido de descansar completamente em quem Cristo é? O que tem te impedido? É a conta bancária, são os boletos para pagar, é uma condição de enfermidade sua ou de alguém na sua família? É o cenário político do nosso país? É a violência? É a falta de educação? O que tem te impedido de descansar na cruz de Cristo? ou que tem te impedido de desfrutar dela da forma com que ela foi nos dada. Será que não é o seu egoísmo? Será que não é o meu senso de que eu não sou tão mal assim? Ou de que há algo em mim que me faça valer diante de Deus? O meu orgulho, a minha prepotência, a minha arrogância? O que tem impedido? o que tem nos impedido de corrermos bem. Mas também Paulo nos lembra do cuidado que devemos ter quando diz que um pouco de fermento leveda toda a massa. Quando ele nos lembra que um pouquinho de fermento é o suficiente para fazer acontecer, um pouco de fermento leveda toda a massa. A segunda aplicação é essa. Cuidado a quem você tem dado ouvidos. Com quem você tem se aconselhado? Qual tem sido a sua fonte de respostas para questões primordiais da sua vida? Do que você tem se alimentado? O que você chama ou busca como liberdade? Responda isso. O que é liberdade para você? É não ter que dar satisfação a ninguém. Esse é um conceito mundano muito óbvio. Se você perguntar para alguém, o que é liberdade? É não ter que dar satisfação a ninguém. O que é liberdade? Eu poder fazer aquilo que me satisfaz. O que é liberdade? É o poder ir e vir. Mas a liberdade em Cristo é muito maior do que isso. Ela trata da nossa condição eterna. Ela trata da nossa condição além deste mundo, além desses governos, além dos boletos a pagar, além da enfermidade que pode nos circundar. Mas cuidado, pois mentiras [roncando] são travestidas de verdades suavemente dentro do nosso meio, dentro da sua própria vida. Cuidado com que você se alimenta, do que você se alimenta espiritualmente. Cuidado a quem você dá ouvidos. Cuidado na forma com que você estabelece o que é liberdade. O terceiro ponto é aplicação, na verdade que Paulo nos traz é: confie no Senhor. No verso 10, ele nos lembra: "Tenho confiança no Senhor de que vocês não mudarão o coração de vocês." Confie no Senhor. Confie que aquilo que ele lhe deu é o suficiente para você caminhar com ele. Peça ao Senhor e confie para que o seu coração permaneça firme. Não tenha medo. A confiança de que a sua palavra trará luz e discernimento à sua vida. Este é o valor que damos às doutrinas. Por isso que é tão importante estabelecer a razão da nossa fé. Por isso que é tão importante conhecer ao Deus que servimos. Por isto que esta igreja e qualquer igreja genuinamente cristã, será uma igreja que defenda a palavra de Deus acima de toda e qualquer circunstância. Será que esse tem sido o nosso modelo de cristianismo? Paulo está dizendo isso aos irmãos da Galáia e a nós aqui em Santo Amaro. Confie no Senhor. Não se trata da sua opinião a respeito de quem Deus é. Não se trata da sua opinião a respeito do que é liberdade, mas se trata do que Deus disse e do que ele realizou em Cristo Jesus. Paulo era condizente com o seu evangelho, mas ele deixou claro no verso 11, pois talvez alguém queria atacá-lo quando ele disse, mas irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Aqui muito provavelmente havia um burburinho, uma um bafafá na igreja ah da Galácia de que Paulo havia obrigado Timóteo a se circuncidar. E realmente em Atos 16 você vai ver que ele faz isso, pois Timóteo era filho, parte, né, pai, mãe, mãe judia e pai grego. E Paulo, então, faz com que Timóteo se circuncide para se achegar ou se aproximar dos judeus, mas isso não desqualificou a mensagem de Paulo, pois o centro dela era suficiente de Cristo. E ele termina esse ponto dizendo: "Olha, aqueles que querem contrapor isso, se eu fosse defensor da circun da circuncisão, porque eu estaria sendo perseguido ainda nos dias de hoje". E a palavra de Deus, o verdadeiro evangelho tem sido distorcido em verdades ou mentira, pois mentira é mentira, assim como falsos mestres são falsos mestres, têm adentrado o meio cristão e plantado mentiras. Paulo está falando aqui para uma igreja, como está falando para nós que nos dizemos cristãos. Respondamos qual é o valor da cruz de Cristo. E Paulo não alivia, ele termina num tom bem pesado, desejando aqui uma oração imprecatória, desejando que aqueles que estão distorcendo o evangelho sejam atingidos pelo seu próprio erro. Eu não sei se chamou a sua atenção quando foi lido. Quem dera até se mutilassem aqueles que estão perturbando vocês. Paulo está fazendo analogia aqui com aqueles que estão obrigando os gentios a fazerem a circuncisão. Ele diz: "Olha, tomar eles sofram o próprio dano daquilo que estão impondo a vocês." Paulo não está dizendo que esse é um modelo para tratar os membros da igreja. Pelo contrário, a carta de Paulo aos Gálatas é o manifesto de amor pela Igreja, mas da compreensão dos maus e dos perigos que a cercam. Nós, como líderes, devemos ter essa percepção e não aliviar, principalmente quando a defesa é a mensagem da cruz. Como eu amo a mensagem da cruz. Nela há gozo e triunfo. Como eu amo a mensagem da cruz, pois ela é o que me deu liberdade. Que esse seja o canto em nossa boca, dia após dia, que respondamos às perguntas que Paulo ou Deus nos faz por meio do apóstolo Paulo. O que nos impede? O que nos impede de nos satisfazermos na cruz de Cristo? Se você identificou o que está te impedindo, tire isso. Não retorne à condição. Não retorne à aquilo que lhe fazia como um escravo, pois é para a liberdade que Cristo o libertou. Vamos orar. Ó Senhor, diante de ti, pedimos que o Senhor molde o nosso coração. O Senhor conhece os nossos dias, o Senhor conhece o que está passando em nosso coração. O Senhor conhece os nossos dilemas e aquilo que temos colocado como obstáculo para desfrutar do que a obra de Cristo tem para nos dar. Não estamos falando de perda da salvação, mas estamos falando sim, Senhor, de desfrutarmos daquilo que Cristo nos deu. Que a cruz de Cristo seja o nosso maior tesouro. Que a cruz de Cristo, Senhor, seja aquilo que nos faz cantar nos dias da adversidade, que nos faz, Senhor, termos vigor em dias difíceis. Que a cruz de Cristo seja a nossa alegria para proclamarmos ela a todos aqueles que estão à nossa volta. Que o mundo veja, que o mundo perceba, que o mundo seja ensinado por meio da nossa vida, das nossas atitudes, que a cruz de Cristo é o nosso maior tesouro e é a nossa garantia. Que teu Santo Espírito aplique isso em nosso coração, que pelo poder do teu Santo Espírito possamos experimentar. Traga-nos a memória, ó Pai, as tuas palavras. Traga-nos à memória e ao coração, ó Pai, as tuas verdades. Este é o nosso desejo. Esta é a nossa confiança e esta é a nossa alegria. Em nome de Cristo Jesus. Amém. M.