🔴AULIVE: A POLÍTICA DE NIETZSCHE A HEIDEGGER E SCHMITT – OS DONOS DO PODER
06/06/2026
🔴AULIVE: A POLÍTICA DE NIETZSCHE A HEIDEGGER E SCHMITT – OS DONOS DO PODER
pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] Boa tarde, tudo bem com vocês? Espero desejo que sim. Vá para mais um conteúdo totalmente excelente. Sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim. Boa tarde, minha gente. Cá estamos. sobrevivente sobrevivendo, ainda convalescentes, mas dispostos a procurar caçar assunto, arranjar treta. E vamos lá, então, para um conteúdo totalmente excelente numa sexta-feira, 5 de junho, do ano da graça de 2026 numa talvez emenda de feriado, a depender da pessoa. Fazer o watch já tá aqui no aguardo. Espero que aguardo tenha terminado. Fazer o watch. Boa tarde para você. Assim como para Rubens, bora. Bora meus monos, tudo bem com vocês? E diz Ederson, hoje é sexta e segunda e quarta. Que dia complicado é hoje, não? Bom fim de semana. Nós vamos viver uma semana inteira em apenas algumas horas. Sejam muito bem-vindos a mais uma livezinha aqui no nosso canalzinho. Hoje vamos direto ao assunto, dado o motivo de que eu não consigo ficar muito tempo aqui falando com vocês por questões da vida e me recuperando aqui de uma doença desagradável que acometeu a mim e minha família. Mas estamos sobrevivendo. Bora lá. Tudo bem com vocês? Vamos caçar assunto. Já treta, deixar o pessoal não muito satisfeito nem feliz, mas vai ser legal. O som tá bom? Tá chegando o som legal para vocês? Tá estourando? Tá de boa? Só para eu ajeitar aqui. Boa tarde, querida a, como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Espero, desejo que o papo seja massa hoje. E diz: "Finalmente consegui pegar ao vivo. Estamos junto. É raro mesmo. E foi sorte, porque se não fosse feriado estendido, eu deveria estar no estágio. Obrigado feriado estendido por roubar o estágio das pessoas. Ederson, boa tarde. O Google tá chovendo e em preto e branco. E se você pesquisar Spider no ar, malditos marqueteiros. Ainda bem que eu não fiz nada disso. Boa tarde, querido. Ederson. Esses marqueteiros são que são. Fala, Alexandre, como é que você tá, meu querido? Boa tarde, meus queridos baristas. Já vou pegar o meu café ali. Pega o seu café aí que eu pego o meu café aqui nessa xícara que guarda um desenho totalmente excelente da minha filha de quando ela tinha uns 3 anos de idade ou menos. Esculpa de dente. Tá bom. >> Tá bom. Dá uma olhadinha lá, senão depois eu pego. Tá bom, pilha tá aqui porque, né, final feriado prolongado. Que bom que o som tá bom. Estamos junto. Vamos lá. Vamos lá, gente. Se antes de qualquer coisa, né, eu preciso ir direto pro assunto, mas tem que fazer o Mersã. Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda, muito bem-vindo ao nosso canalzinho. Vamos para mais um conteúdo totalmente excelente aqui. Meu nome é Bruno Riquidal, doutor em economia política mundial, mestre em filosofia graduado em filosofia. Espero poder contribuir de alguma maneira adequada aqui no nosso canalzinho, produzindo conteúdo. Beleza? Considera aí ser membro, membra, membro, membresia desse canal, porque é quem sustenta aqui a nossa produção de trabalho, já que somos um canalzinho bem pequeno, não sei se vocês conseguiram reparar, e aí tem uma galera fiel e resistente que consegue sustentar a gente. Seja mandando um Pix, porque às vezes tá sobrando uma merreca aí, que manda aqui para este e-mail que está baixando, passando debaixo da sua tela. Tem a galera que manda dá um talento agradável para apagar a luz, pagar a internet, essas coisas. Assim como a galera que entra paraa membresia do canal e acessa os nossos cursos como Marx e Religião, evangélicos e política no Brasil, como fazer seu projeto de pesquisa, mas uma penca de coisas de leituras comentadas, conteúdos exclusivos, eh vários vídeos bem bacanas que ficaram legais contando causas ou fazendo pequenas reflexões, assim como a nossa rádio criticente, mais uma porrada de coisa e você ainda pode considerar entrar pro nosso pra nossa membresia do WhatsApp, porque se você se tornar membro aqui no nosso canalzinho, você ainda pode entrar pro zap. E você começa também a só basta você solicitar, né, mandando um e-mail aqui para este e-mail aqui. Você manda e-mail apresentando seu nickname, porque pode ser diferente do seu nome, o número de telefone, você entra ali no nosso grupinho do Zap que é muito saudável e eu acho que temos conversas totalmente excelentes por lá também. Tudo bem? Então são vantagens de você tentar apoiar o nosso canalzinho que é pequeno, além de espalhar a palavra por aí. Então você curte esse vídeo, comenta para engajar, convida coleguinhas, manda o link para coleguinhas, né? Se você quiser deixar um coleguinha pós-moderno com raiva, se você quiser deixar o coleguinha que não gosta de pósmoderno também com raiva. Se você quiser deixar todo mundo com raiva, você manda o nosso link, porque aqui a gente vai trazer um conteúdo totalmente excelente, que não agrada a ninguém, mas que consegue trazer de alguma maneira informações e reflexões minimamente adequadas, tá bom? Ai desquerido templário, pera aí, começou agora e ainda hoje estão tentando esconder essa live de mim de maneira nenhuma. Se você der uma olhada aí nas nossas últimas atualizações que o templário que está conosco no nosso canalzinho lá do da mimia, teve informações a respeito, foi meio do sopetão, foi, mas teve. papear hoje. Se você percebeu pela tamb desse vídeo ou pelo pela descrição, né, pelo título que a gente colocou aqui, nós vamos fazer uma crítica aí ao que eu provocativamente chamei de donos do poder, porque será uma crítica a uma concepção de poder que a gente tem na, perdão, que estabelece na filosofia, que se hegemoniza em nosso pensamento, o chamado ocidental, né, e do qual nós somos signatários por motivos de eis que a história nos impôs isso. E aí a gente vai fazer umas leiturinhas de uma crítica e a gente selecionou três autores que estão na tambia, né? Nós vamos fazer uma crítica a Niet. >> Tá tudo bem? >> Topando na boca. >> É, tô ligado. Mas nosso combinado, hein? >> Show. É, nós estamos junto. Eh, que que eu tava falando? Tamb. Tamb. Se você olhar tamb aqui, você vai encontrar três autores. Tem Heidegger, Carl Schmith e Niet. E é claro que alguém vai considerar, nossa, que coincidência, está falando desses três autores, né? Calchimit, Heidegger e Mit. Parece que tem uma galera que tem criticado e discutido esses temas por aí aqui nesse nessa bolha do YouTube. Sim, mas porém contudo, todavia para poder discutir isso, eu vou pegar um trampo que eu produzi no ano da graça de 2017 e que foi publicado em livro no ano da graça de 2018 e ele será a base da nossa conversa. Para isso, já vou até dar dica para vocês aqui. Tô abrindo o link para mostrar para vocês o que vocês vão fazer, tá? Vou fazer assim, ó. Prestem muita atenção. Vocês vão colocar editora fi Heikd no Google, tá? E aí eu vou mostrar para vocês para vocês poderem acessar o livrinho que a gente vai ler hoje. A gente vai ler um trecho do livrinho hoje para poder criticar aí a concepção de poder de Niet Heegger e Carl Schmith e fazer uma discussão legal. Mas ó, vocês vão dar no Google lá editora F Heikdal, vai aparecer aqui fetixização do poder como fundamento da corrupção. Então clicar. Quando vocês clicarem, vocês vão ver que tem um livro aqui. E aí vocês vão pensar: "Pô, tem que comprar o livro, tô sem grana". Não, você pode baixar gratuitamente, ó, baixar e você vai baixar o PDF. Ah, pago alguma coisa? Nada, porque o conhecimento aqui é para tá liberado. Você pode abaixar, mas você fala: "Não, eu gosto do livro físico". Aí você encomenda impresso unitariamente ou quantas você considerar adequado para você. É melhor a gente ir aqui na faixa, né? Então, ó. clicou, abriu o PDF e você tem todo o livrinho disponível para você. Esse livrinho aqui, por um acaso, é de minha autoria, que é fruto da minha pesquisa de mestrado, que no dia da defesa disseram que deveria ser uma uma pesquisa de doutorado, mas que porque no programa ainda não tinha doutorado, vai tinha que ser como mestrado mesmo. [risadas] Foi publicado em 2018 pela editora FI e a defesa foi em 2017. Então eu tô comentando isso, reforçando porque não é um papo que eu tô trazendo. Ah, tá indo na onda do papo aí que tá surgindo. Tem um papo rolando na internet que as pessoas querem ficar discutindo sobre init. Não estou trazendo coisa que eu trouxe de 2017. >> Qual spray? >> Então, pera que eu vou só salvar a criança aqui que ela precisa de um spray de cabelo e um uma escova porque ela quer se emperequetar. Um minutinho. Fiquem observando a beleza deste livrinho. Beleza. Show. Voltando, voltando, voltando. E aí o que acontece, né? Deixa eu parar de vocês vão clicar lá para baixar e no dia que vocês na momento que vocês clicarem para baixar o PDF lá, vai abrir esta telinha. Cadê? aqui esta telinha aqui. E aí vocês vão poder baixar o livrinho livrinho do ano da graça de 2018, mas a defesa de 2017, tá bom? Então, só aqui e só para dar aquela demonstração de que não é só ir na onda, a gente vai aproveitar, na verdade, para poder recuperar a discussão. E por que que é importante recuperar essa discussão, inclusive? pessoalmente falando, né, como um indivíduo humaninho nessa terra, eu sempre me autossaboto e coisa que eu tenho que tratar e nem sempre considero que, pô, o que eu escrevo, o que eu produzi são coisas boas e relevantes, né? Fal: "Não, pô, isso aqui é relevante, isso aqui é bom". Eh, mesmo que algumas pessoas digam para mim que não, cara, para com isso, acha que eu tô fazendo graça. Eu não tô, eu realmente me saboto, eu tenho problemas comigo mesmo. Mas beleza, isso é coisa para tratar na terapia. Mas aí eu tô percebendo alguns debates que estão tendo na interneta, como diria minha avó, interneta, né? Aqui na internet. E eu falo: "Cara, que pô, eu tenho tenho um bagulho para falar aí, ó. Eu pesquisei esse trem, pô, eu discuti esse tema. >> [risadas] >> E aí, acompanhando especialmente esses debates que tem tido aí desde, sei lá, ano passado, retrasado, não lembro quanto que é, que com os pós-modernos juntos com os modernos ou sei lá quem que o pessoal se autodenomina, como se denomina e fã sobre política, sobre Niets, sobre Heidegger, sobre Carl Schmidh, não sei o quê. E falou: "Pô, eu estudei esse trem, eu tenho coisa para para falar". E aí eu fiquei, né? Eu [risadas] fiquei fiquei incomodado. Eu falei: "Pô, preciso trazer esse tema". Aí hoje, curiosamente, estava pela manhã ouvindo o senhor Pedro Iv, eu falei: "Pô, eu acho que eu tenho tenho uns pitaco para dar que eu tô guardando há muito tempo e que tá no meu livrinho de pesquisa desde 2017, que foi publicado em 2018. E eu tô aqui não levando em consideração que talvez eu tenha algo que eu possa contribuir, então vou tentar contribuir. Falar, não, vamos papear, né? Vamos papear. Mas é isso, mas eu já vou abrir o livrinho aqui. Deixa eu só não me perder aqui. Dando salve pros nossos queridos. Boa tarde, querido ao esquerdos autorais. Um beijo para você, meu querido Ed. Tudo bem com você? Pergunta Rubens: "É dia de skincare de Pokémon?" Não, hoje é auto skincare, é autocuidado. A criança não está cuidando do Pokémon, tá cuidando de si mesma. Salve Kevin, como é que você tá meu bom? Kevin que me deu uma dica excelente, eu dou essa dica para vocês. A novelinha da Netflix, cinco episódios, maravilhoso. Novelinha da da saga do tricampeonato, Brasil 70, a saga do tri, cara. Muito bom, muito bom, muito bom. Eu eu vou me vou me conter aqui, senão eu vou fazer uma resenha. Maravilhoso, maravilhoso. Adorei. Novelinha totalmente excelente, com a caracterização incrível, com temas muito bem construídos, um presente para professores e professoras de história, tá? para discutir ditadura, para discutir o Brasil ali nos anos 60, 70. Muito bom, muito bom, muito bom. E os os jogadores de futebol, né, muito bem caracterizados. Paulo César Caju, Tostão, o próprio Pelé, como ele é apresentado, eh, escolha do João Saldanha ser o motor da história. Muito bom, muito bom. Então, gente, vale a pena assistir. Desgo, carapa. Eu cliquei e foi para uma tela de banco. É normal, você clicou na coisa errada, carapa. você tem que começar a ficar preocupado com os cookies do seu computador ou com o que os hackers têm feitos com o seu navegador. Então, eu trocaria de máquina, de equipamento e todos os dados pessoais porque aparentemente você foi tapeado. Diz querido Ederson do seu encarando o fundo da minha alma nessa capa. É o pior que é, né? [risadas] Pior queessa capa. É isso mesmo. Cadê se eu Onde é que eu compartilho esse trem aqui? Ah, pera aí. Pior que nessa ele olha ele olha profundamente pra gente nessa capinha aqui. Tá de cara com o Dussel olhando para você e te julgando, né? Por que que não tá aparecendo? Ah, apareceu. Ele te julgando, né? Você ele já tá aqui. Hum. Fala aí. Tá lendo coisas desagradáveis, né? Tá lendo europeu para justificar seu domínio sobre os demais. Não é [risadas] nosso querido Dussell, Henrique Dusschell, faz falta, venho. Faz falta. Perdão se eu der umas fungadinhas aqui que eu ainda tô me recuperando. Tô convalescente. Dizquitos, esquerdos autorais. Eh, não é porque assistimos a teu informe que pautamos certos temas, mas assistimos para a teu informa porque ele pauta temas que não são caros. Exato. Exatamente. Inclusive, foi assim que acabei me aproximpando de Pedro R. Fui naquele debate sobre a verdade porque é um debate que me interessa. Me interessa. Fal, pô, isso é bom, né? Isso é um tema bom. Desgido Gustavo Lopez, boa tarde. Boa tarde. 13 pessoas assistindo. São sinais. Sinais, apenas vir sinais. Então curtam aí esse videozinho, vocês que estão assistindo esse trem aqui. Querido Felipe. Felipe, primeira pessoa aqui beatificada em vida no nosso na nossa igreja barista. Nos deseja uma boa tarde. Boa tarde, irmãos em barismo. Boa tarde, Felipe. Boa tarde, irmões. Vamos lá. Mas vamos ler, né? Bora ler. Bora ler. Eu não sei se hoje eu vou conseguir fazer muito corte legal. Talvez não, mas a gente vai tentar fazer o que importa, que é um debate fortuito e frutífero, né? Eh, pergunta fazer o Ah, então quer você quer dizer que você acredita na verdade? Eu não preciso acreditar na verdade, né? Ela se impõe, [risadas] a realidade se impõe e aí eu não tenho o que fazer. Você tem que só conviver com isso, né? Ai, meu Deus. Mas é claro que alguém vai meter uma de Pôcio Pilatos aí, vai dizer o: "E o que é a verdade?" Ô meu Deus do céu, esse mundo tá perdido. Mas a gente vai superar. Mas, ó, vou ler o trechinho aqui e eu vou dando alguns toques eh de contexto, tá? O contexto da obra para iniciar, né, desse pequena pesquisa que eu fiz, eh, era discutindo o fundamento da corrupção, né? O ano que eu comecei a me interessar por isso era 2014, apliquei o projeto em 2015 e escrevi ele durante 2015, 2017, né? fiz a pesquisa sobre o fundamento da corrupção, eh, e isso porque obviamente entre 2014 e 2017, imagino que vocês lembram qual era o nosso contexto, né? Sim, não era um contexto muito agradável, né? Não sei se vocês estão se recordam disso, mas não era dos contextos mais interessantes e aprasíveis que nós tínhamos. Deu, deu o pau aí para vocês? Travou tudo? Porque para mim tá travando. Doideira. Que que tá acontecendo aqui? Deixa eu ver se eu ajeito aí. Agora foi. A minha musiquinha tinha sumido aqui. Então eu lembro, não sei se vocês lembram o que que aconteceu nesse período, né? Mas foi um período complicado, né? De Brasil. Então isso acabou motivando a pesquisa e o trabalho. E aí para discutir a política e o fundamento da corrupção, [roncando] como não daria para resolver os problemas do Brasil em algumas páginas de mestrado, eu fui discutir o tema do poder, o que é o raio do poder. E nisso acabei encontrando em Henrique Dúciel um trabalho totalmente excelente que me auxiliou consideravelmente, tá? e que serviu como meu crivo, né? Então assim, de 2017 para cá, eu só entendo, discuto e compreendo política a partir disso aqui. Me deu as bases para poder discutir ética posteriormente, apesar de ser o fundamento da da conversa aqui e de ampliar aí depois as minhas discussões no âmbito da economia. assim, eh, isso aqui para mim virou uma pedra fundamental, a discussão sobre a fetização do poder, mas eu não vou explicitar cada um dos meandros do debate. O que importa é dizer o seguinte e deixa eu já sair daqui, botar minha cara na tela para não ficar chato. Que importa dizer o seguinte, pro Dúel, de maneira muito simples e sintética, ele separa, né, aproveita a separação existente de poder em dois sentidos. Potência como potência, né, nos termos latinos, potência, potência, potência mesmo, poder em potência, e potestas, poder em execução, poder sendo realizado. Esta distinção é a base para ele poder trocar o resto das ideias. potência, poder em em potência como conteúdo que precisa de uma forma que vai realizá-lo, precisa daí da potestas, da execução do poder. Esta distinção importante. Para quê? para dizer que o que funda poder é uma comunidade de vida que precisa estipular os meios para poder desenvolver os projetos que consigam manter ela existindo. É assim que vão formar as instituições. As instituições surgem dentro de comunidades de vida vivas, viventes, que pretendem continuar vivos e que, portanto, criam as instituições. Só que o Dúcia não discute isso em abstrato. Ele faz um trabalho excelente, totalmente excelente de começar a discutir política, não pelos autores, mas pelo que nós compreendemos hoje do que é o ser humano, de como foi o processo de evolução do ser humano, como que a gente se deu enquanto vivente dentro de um cosmos específico, uma natureza específica, essa coisa toda. Eh, discutindo o processo de desenvolvimento do cérebro humano. é uma parada incrível para você fazer realmente uma filosofia materialista, o que é brilhante, e buscar uma ética materialista com princípios minimamente sustentados e muito consistentes. Então, não é simplesmente uma discussão conceitual abstrata. Quando eu falo já sobre potência e potestas, já tem um monte de coisa pressuposta, tá? O, esse essa discussão sobre o potência e potestas, poder em potência, poder em realização, né, em execução, só aparece no meu trabalho no terceiro capítulo efetivamente. Então, primeiro e segundo capítulo é para construir uma parada para dar condição para entender isso. Mas eu já tô antecipando a tese, já tô antecipando aqui com a estrutura básica para poder ter um contexto, tá bom? Mas isso já é o suficiente pra gente ficar três dias discutindo e falando porque ideia incrível, né? E qual que é o problema pro Dúciel de maneira muito sintética e objetiva? Quando a execução do poder para de cumprir com o objetivo de garantir as condições de produção e reprodução da vida da comunidade, ela tá corrompida, ela tá funcionando para ela mesma, ela perdeu sua função, aí ela precisa ser alterada. Simples assim e brilhante. Assim [risadas] é extremamente simples. E é extremamente brilhante. É extremamente brilhante. uma comunidade de vida cria os meios para poder continuar em vida. Esses meios em sua execução são limitados, resolvem um problema e daali pouco eles param de cumprir a resolução desse problema por n fatores. Então eles começam a não funcionar mais, a ser disfuncional. Com qual critério? Da comunidade que criou. Então a comunidade precisa daí alterar essas estruturas de execução de poder. E pronto. Aí começa um movimento da história. Só que isso é um movimento constante, não é? que tipo você criou uma instituição agora que ela vai funcionar para sempre. É para você entender que a dinâmica da vida é assim: bem-vindo, [risadas] bem-vindo. A vida é assim. Pessoas criam meios para continuar em vida. Esses meios uma hora atingem seus limites de funcionamento. Isso precisam ser alterados. Você precisa criar novos, tem novos problemas, novas, a vida tá em movimento, as coisas estão se transformando e a gente não pode ficar apegado a manter tudo como é. E também não é sair transformando tudo porque deu vontade, não é de acordo com as necessidades que se impõem da condição de produção e reprodução da vida da comunidade. É fantástico. E aí isso você aplica para de maneira abstrata, você aplica em muitos espaços, muitos ambientes. É genial, mas tá. E parece uma coisa tão simples, mas ela altera muito a sua percepção da realidade. É impressionante. Eh, e vai ajudar aqui a a gente conversar. Só para antes da gente ir. Rubens pergunta: "A potência é igual para todos?" Não. Então, em abstrato, né? Em termos abrangentes, a potência é a vontade de vida de uma comunidade, que é o que a gente vai ver agora, que [roncando] a gente vai falar sobre vontade, vontade de poder, vontade de vida, é a vontade de vida de uma comunidade que, na verdade, não é vontade porque ela quer, é porque ela necessita. Seres viventes, para continuarem viventes, necessitam criar os meios que garantam a subsistência, a permanência de sua vida. Então, a vontade de vida da comunidade é a potência, é o que dá condição para você fazer qualquer outra coisa. Só que a vontade de vida, por vontade de vida, por ter que atender as necessidades, ela não faz nada. Ela precisa criar os meios para que essa necessidade seja atendida. esses meios vão vir, nossa, como você tá linda. [risadas] >> Só que esses meios eles vão ter que ser, quando eles são criados, eles atingem seus limites. Então, a potestas como execução de poder, é ela que se corrompe, sim ou não. A necessidade, essa vontade de vida, essa necessidade de viver, não, ela permanece sempre em potência. Ela nunca é realizada. Ela vai ser realizada quando ela estipula um projeto, determina o que será feito e aí ela se reduz à execução. Ela não tem todas as possibilidades do mundo. Isso é genial. Então vai ser bala, vai ser legal, pô. Vai ser massa, vai ser massa. Papo legal. E aí, perguntas, Rubens, o que muda é só a execução dessa potência? O que a vontade ou a necessidade de vida, ela se altera de acordo com as condições? Mas ela enquanto vontade, enquanto necessidade de continuar viva, ela tá presente sempre. Mas a execução de poder, ela sempre varia, ela é sempre contingente. Então a gente vai ter essa tensão aí. Tinha escrito Ryan. Ryan, como é que você tá, mano? De boa? Espero desejo que sim. Rian, fala, Bruno. Fala, viu o dossiê que você tá organizando sobre o fascismo no século XX? Muito [ __ ] Ah, vai ficar massa isso aí, viu? Esse projetinho Tabala. Vai ficar legal. Doszinho bem bacana com o meu querido amigo e ex-orientador Daniel Pansarelli. Vai ficar legal, vai ficar bala. Beleza? Então assim, eu só dei, só falei isso para contextualizar. Aí a gente vai então pro textinho. Por quê? Porque a gente vai vir aqui, ó. Aqui tá o passo de falar sobre essa necessidade da potência, né? Da vida que emerge na história evolutiva. Ó, os subtítulos, né? A história evolutiva é emergência da vida humana. a vida humana como um modo de realidade. Esse modo de realidade, ele tem um conteúdo que é a corporalidade dos seres humanos. Essa corporalidade, ela exige um critério, né? O critério, princípio material, critério que você precisa para se manter em vida, garantir as condições de reprodução de vida. E que esse sujeito que precisa fazer isso, ele nunca faz sozinho, né? Porque nós evoluímos enquanto espécie, não enquanto indivíduos. Então, a ilusão do indivíduo te impede de perceber que faz parte do seu modo de realidade, do critério de produzir, reproduzir e desenvolver a sua vida e da sua corporalidade, a humanidade enquanto espécie, enquanto família, enquanto organização de grupo, essa parada toda. Isso aqui é o que vai dar a base para falar sobre potência lá na frente. Só que aí a gente vai falar sobre a potestas, o passo para você institucionalizar, para você sair dessa base material de necessidade de manter vivo, para você criar os meios para se manter vivo. a institucionalização. Simples assim. Só que essa institucionalização para discutir ela é o capítulo que eu menos gosto do livro, tá? Eu acho que eu reescreveria ele hoje de maneira completamente diferente, com português muito mais interessante e reorganizando a exposição, né? que acho que a exposição do conteúdo ficou inadequada, mas ainda assim ela tem sentido. Então eu vou ler, mas é o capítulo que eu menos gosto, mas é onde eu cito Niet, Heidegger e abro o campo para depois falar do Carshmith. E aí a gente vai poder falar um pouquinho. E por que que é importante falar sobre Niet, Heidegger e Carmit? Porque esses caras vão trazer a articulação entre a vontade de vida com o poder. Conectar esses dois elementos, vontade de vida e poder, tanto Niet quanto Heidegger. E depois Cmit que vai reduzir na verdade ao poder. Tem algum cobertor, uma toalha que você não usa porque tem que levar pra escola que as meninas grandes estão trabalhando sobre as pessoas pobres da rua. Aí elas vão lá e dão um jeitinho que entregam para eles. >> Temos. Depois a gente separa. Tá bom. Beleza. >> Só que não é muita coisa, >> tá? Não, aquilo que a gente puder, tá de boa. >> Não é nada de comida. Só as crianças pequenas trazem só eh objetos, não comida. >> Tá bom. >> Os grandes que os grandes que legam com >> combinado. Acabei de se chamar da Xa. Bora lá fazendo boa, praticando as boas ações. Bora lá. Ai, ai, [roncando] desculpem isso. Acho que alinha com o Conatus. Sim, podemos alinhar com isso. Essa necessidade de se manter vivo, sem dúvida. E na tradição alemã, né, vai vir com o Schopenhauer e depois o Niet que Mas o aí que tá Schopenhauer vai falar sobre vontade de vida, depois ele entra no na fase depressiva dele e fala só sobre vontade. Ele abandona a parte da vida. E o NIT transforma essa vontade de vida em vontade de poder ou vontade de potência, a depender como você traduz, né? Muito bom. Bora pro texto. Bora. Beleza. Então, estamos aqui passagem de passagem em passagem. Tá tá. Em nosso capítulo apresentamos isso. Piriri pororó. Aquilo que eu tava comentando. Ser humano pá pela parte que eu tô explicando o que que o cara tá falando. Por essa parte também. Chato para caraca. Pi pi pi pi pi pó. Não exporia dessa maneira. Faria uma coisa mais interessante hoje. Vontade de vida. Pronto. Vamos lá. De trechinho em trechinho, só para dar o contexto. Depois a gente vai direto pro negócio do Niet lá, [risadas] perdão. Da experiência real, concreta e material dos viventes a partir da peculiaridade do modo de realidade ou modo de vida humana, né? Porque eu gosto dessa expressão, inclusive eu recomendaria que vocês utilizassem falar sobre modo de realidade humana. Nós temos um modo de realidade, um modo de nos relacionarmos com a realidade que é distinto, diferente a depender de como a gente olhar, do modo de realidade de outros viventes, né? tem outros seres no mundo que t seus modos de realidade nesse mundo. Eu gosto muito dessa expressão. Ela vem de inclusive de um filósofo espanhol relativamente conservador que é o Xavier Zubirri. E vale a pena conhecer. É interessante. Da reconstituição histórica desde o processo evolutivo da vida, exposto até aqui, iniciamos a passagem para uma categorização filosófica estrita sobre o político junto a Henrique Dúciel, né? Então agora a gente vai sair da discussão da base material, essa parada toda, para falar sobre filosofia em termos mais abstratos. Então vamos lá, avançaremos para falar sobre a vontade de vida. Prestem atenção. Assim, tendo como primeiro plano de discussão a leitura que Heidegger faz da vontade de poder de Niet, e aqui eu já vou juntar as duas coisas, então por quê? Porque vai ter maluco que vai dizer não, mas o Niet, a vontade de poder do Niet, você não pode achar que ele tá fazendo uma proposta política, de organização política. Vai ter maluco que vai falar isso, porque claro que você vai limite, que você vai começar a orientar sua vida a partir de uma determinada filosofia, compreensão de mundo e conceito. E você vai separar, falar: "Não, não, mas isso é só paraa minha existência [roncando] eh pessoal, individual, separada do resto do mundo. Eu não trago isso pro ambiente eh político, não faço isso, não. Eh, vamos fazer de outra maneira". E aí não tem como. Você na verdade tá caindo num engodo, se enganando ou enganando os alheios. Mas dá para piorar, porque Heidegger tem um livraço dessa lapa que eu tenho ele aqui em casa, daqui a pouco eu pego ele até se vocês quiserem, chamado Niet, que é uma grande leitura de Heidegger sobre Niet. E o centro desta leitura está no conceito de vontade de poder ou vontade de potência. E vocês tão de sacanagem comigo vocês não me disserem que Nietzs e Heidegger são dois filósofos extremamente influentes durante o século XX e que agora a gente ainda pega a reverberação do século XX, por favor, né? Então, o que importa é: "Ah, não, mas eu leio de nit diferente. Eu acho que essa interpretação tá não sei o quê". aqui é pegar o que o conceito desses caras, como Niet é aprendido por Heidegger, como Niet apresenta o conceito de vontade de potência, como o Heideger traz o conceito da da vontade de potência de NIT e vê quais são os desdobramentos políticos disso. Ah, mas eles não queriam, a intenção deles não é fazer sobre política, Danis. Na realidade isso trouxe uma compreensão sobre a atuação política. trouxe, trouxe, ela tá embutida na prática, na história se dando. Então, não é o que a gente interpreta, o que o outro interpretem, não existem fatos, só existem interpretações. Dan, o que que você vai dizer agora? O ponto é a política em ato que se fundamenta ou o pessoal que vai discutir a filosofia existencial, ontológica, sei lá o que nome que vocês vão dar para essa birosca, tem efeitos práticos, tem embutido ali um modo de interpretar o mundo e um que que fazer com este mundo. E é isso que me interessa. No caso aqui é a vontade de poder eh de Niet e como ela é apropriada por Heidegger. E a gente vai ver e como isso inclusive vai aparecer depois em Schmith, como essas coisas se conectam para justificar um tipo, um um modo de entender o poder hoje. É isso que me interessa, o que nos interessa, tá bom? Então vamos lá. Assim tendo como primeiro plano de discussão a leitura que Heidegger faz da vontade e poder de Niet, do seu V ao fundo, o primeiro Schopenhauer, que é efetivamente quem tá ali influenciando os dois, né? ou pelo menos a ideia de vontade que vai para Nint depois será apropriada pro Heidegger. A partir desse intenso diálogo com a filosofia alemã, implementará em sua produção filosófica a vontade de vida como base para constituição das instituições do campo político. Então, não é que o a gente tá negando que a vontade de vida ou a vontade de poder ou essa vontade seja um motor histórico. E não, não se nega. Não é dizer então que esses caras estavam errados porque eles falaram sobre vontade. Não, não é fácil sobre a vontade, não. Eles estavam errados porque eles falam sobre a vontade de poder. Não, isso também não é um problema. O problema é como você compreende o que é vontade de poder e os efeitos práticos, políticos disso. É isso que nos interessa. E ao fazer isso, fazer uma crítica, levar até o limite, até o a crise, o máximo que essa proposição chega para ver onde é que ela chega e a gente assimilar aquilo que é bom e jogar fora aquilo que é ruim. Esse é o nosso objetivo aqui. Então, a vontade de viver, veja que é diferente de vontade de poder, vontade de viver é de Schopenhauer, né, da do primeiro Schopenhauer, porque depois ele ele fica depressivo e esquece a parte do Zun Leben, né, que é o de vida aqui. Vz Leben, o Vilz Leben, vontade de vida ou vontade de viverá Schopenhauer está na base de todo o querer, de toda a querer a gente quer. Por quê? que a gente quer viver de toda a motivação, de todo movimento. Todo o campo político é desenvolvido, em última instância desta primitiva vontade de viver do ser humano no longo e obscuro, mas apaixonante, misterioso, inovador, paleolítico. [risadas] Aqui a gente indo para além de Schopenhauer e trazendo questões de evolução da vida, né? Que ó, vontade de viver, cara, faz parte da gente. A gente, como seres vivos, viventes, nós queremos permanecer em vida e, portanto, cá estamos. É basicamente isso. E aí o o Dúciel aqui traz para ó, no fundo essa vontade de viver, essa querência, ela sim constitui o político como constitui toda organização de vida, mas não é uma vontade de poder pelo poder e nem o poder em sentido negativo, de necessidade de vida. Vamos discutir isso. Essa é a parte importante. Mas tem uma notinha aqui, né? Notinha. Vamos lá. Porque quando eu falei aqui, né, como Heidegger e a leitura, a leitura que Heidegger faz da vontade de poder de Niet, a questão que se nos apresenta é a redução do poder a seu caráter negativo, enquanto vontade de poder dominadora e violenta. Tudo bem? Então, vamos lá. Como é que o Dusel leu o Heidegger e o Niet? Da seguinte maneira. Por sua vez, Heidegger quando comenta a obra de Niet, vai introduzindo o problema do poder de uma maneira inadequada, redutiva. De fato, o poder é o momento da vontade, é a determinação da vontade, como querer viver. Essa já é a proposta do Dúciel, né, que põe as mediações para a reprodução da vida. Você quer viver, mas só o querer não dá, não dá conta. Você precisa mediar, você precisa criar os meios necessários para realizar o seu projeto. É a passagem da potência. enquanto poder constituinte, constitutivo, né, aquele fundamento do poder para potestas, que é a execução do poder. Então, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. São dois momentos de poder. O poder enquanto a vontade de vida e o poder enquanto a execução, né, das dos meios que garantam com que sua vida permaneça. Qual o problema? Heidegger e Nietz reduzem em geral esses dois momentos a um só, que é poder por poder, vontade de poder, e que cuja execução é sempre negativa, ela é sempre violenta de dominação, ela nunca é criativa, ela nunca é positiva no sentido de garantir as condições de produção e reprodução da vida de uma comunidade. de imediato, a reflexão se torna redutiva, toma por atalho a senda que se aparta do conceito pleno de poder. Mas esse poder não se exerce sobre eh mas este poder se exerce sobre outros seres humanos, né? Então é um poder exercido de dominação, não de criação dos meios. Nesse sentido, e aí agora já citando Heidegger diretamente do seu comentário sobre Niet, encontramos nos cursos sobre Niet de Heidegger o seguinte, que que o o Heidegger interpretou? Niet equipara frequentemente poder e força, a capacidade reunida em si e pronta para atuação, o estar em condições de, né? Então, para Heidegger em Niet, poder, e força, tá a mesma coisa. você tá em condição de de realizar, de executar. Contudo, pro Heidegger, o poder é igualmente o ser poderoso no sentido da realização do domínio, o estar em obra da força. Então você identificar poder e força, força como domínio e como ele vai apresentar depois e o próprio Niet faz como assenhorar-se, como tornar-se senhor, senhor sobre senhor dos outros, né, obviamente. Então o poder ele nesse momento tá sendo necessariamente a vontade. A vontade de quê? De dominação. A vontade de quê? De controle. A vontade de assenhorar-se, de tornar-se senhor. E a gente tá discutindo aqui que sim, há uma vontade, uma vontade de vida, que não é necessariamente, ou melhor, redutivamente, o assenhorar-se. Ela é criar meios para permanecer em vida, só que não em vida solitária e individual, porque isso não tem. é mais complexo, vamos ampliar essa brincadeira. Mas se você fica no labirinto de Nit, de Hegid, de Schmith, você só tá ali brincando para dominar, para ver quem é o mais bravo, quem soca a mão na cara do coleguinha. E aí você não tá entendendo o que é política, não tá entendendo o que que é isso. Aliás, aproveitando até, né, essa concepção, ela ela acaba dando naquela compreensão bem no sentido negativo aqui, mas não querendo ser injusto nem com Maquiavel, nem com Robs, mas sendo maquiavélica robesiana de que eh política é a arte da guerra. Não, não, aqui não, aqui no nosso cantinho não. Política a arte de evitar a guerra, porque quando começa a guerra você já abandonou qualquer possibilidade de relação e de estruturação política. Isso é completamente distinto. Percebe? Política como arte de evitar a guerra. A guerra já jogou a política para cá do chapéu. Então isso vai mudar bastante como a gente entende o que é poder. Diz: "Querido Jones Miguel, boa tarde. O de hoje tá pago?" O de hoje tá pago, querido Jon Miguel. Tudo bom, meu querido? [risadas] Pergunta Rubins. Bruno, eu não entendi muito bem como vontade leva o homem a subjulgar outro homem. Eu entendo subjugar a natureza para a sobrevivência do homem. Onde há a virada nisso disso para homem contra homem? Já chegaremos lá. Então, então vamos avançar isso. O assenhorar-se sobre sobre os outros, sobre os demais e sobre tudo que há na sua volta, incluindo a natureza. Mas vamos lá, vou continuar lendo aqui. Pera aí, deixa eu pular. Voltei. Continuando o comentário. A redução do poder ao exercício da dominação, da afirmação de si, do mesmo, dá força para senhorar-se sobre, sendo possível a oração ser completada por outra pessoa. Veja, Rubens, o assenhorar-se sobre, mas não há nenhuma restrição de que esse assenhorar-se seja sobre outra pessoa. Qual é a restrição? Não, não. Você não pode dominar outra pessoa em Niet ou em Heidegger. Aonde há essa restrição? não existe. Ela simplesmente não existe. Ela não existe. Inclusive em Heidegger, o ente que está aí, né, nesta clareira do ser no mundo, que vai vivenciar as coisas e que toma o mundo em suas mãos, que compreende, né, as coisas à sua volta. Heideger não distingue outra pessoa como outra pessoa. Ela é mais um ente a mão desse ser no mundo que tá aí. [roncando] Essa inclusive é a base da crítica do Emanuel Levinas pro Heidegger. Levinas diz: "O Heidegger é o filósofo mais importante do século XX. Isso tranquil tranquilamente. E inclusive foi muito influenciado por Heid até o momento que ele foi parar num campo de concentração, o Levinas, né, Stalag B11, o Stalag 11B, né, e ele quando tá lá começa a pensar, por que que esses caras olham para mim e não me vê quanto pessoa? Por que que eles não ouvem meu grito? Por que que eles não percebem minha existência? E aí ele faz uma crítica à ética existente em Heidegger, que alguém vai dizer: "Não, será que existe ética em Heidegger?" Existindo ou não existindo, qual o desdobramento? O desdobramento é que eu não distinguo neste mundo outro ente que não esteja à mão desse ser que tá aí vivendo essa clareira, não sei o quê, essa birosca toda que éxada para [ __ ] Eu não vejo. tá à mão, tá disponeg outra pessoa que seja outra que não seja extensão da sua existênciazinha aqui em último da sua compreensão desse mundo, que é uma discussão bem assim na na pelo lei de Heidegger, né, para ver se tem uma ética e tal, tem uns camaradas que estuda isso. de tirar onda com eles porque fala: "Meu irmão, vocês estão querendo tirar coelho de onde não tem, mano? Esse mata aí tem esse coelho não. Os desdobramento é horrível, é horrível. A consequência ética é desastrosa. Então asshorar-se sobre não existe nenhuma restrição que você não possa senhorar-se sobre alguém. Aí um problema é o que Dúcia denuncia e nós também estamos aqui já denunciando junto. Aceito sem a crítica devida. O poder é reduzido e fundamentado ao seu caráter negativo, entendido sempre como violência e dominação. O filósofo latino-americano lança-se, portanto, a refundar o poder desde seu caráter positivo para a produção, reprodução e desenvolvimento da vida humana em comunidade. Porque se você não fizer a crítica, o poder ele sempre aparece como dominação. E é por isso que essa galera morre de meio do poder, né? Gosta do poder individual, de dizer: "Eu tenho o meu poder, eu tenho minha vontade de potência, eu vou aqui me colocar no mundo". Aí fala: "Não, então vamos, né? Vamos em geral pessoal mais pós-moderno, não o pessoal que que assimila CRMIT, vamos no pós-moderno". [roncando] Eh, ah, vontade de poder meu porigo mesmo. Mas então vamos organizar aqui um estado, vamos organizar um partido, vamos organizar. Não, pera aí. Aí não, aí não, porque essa coisa de organizar é muito controladora, disciplinária, a gente não vai poder, porque o poder é negativo. Ou ainda a galera que faz a crítica do poder pelo poder e a gente tem medo de falar de poder, né? Aí fala sobre o estado ou fala sobre o governo, sobre se lá, isso é ruim. Por quê? Porque é estado e quer governo. Se é autoridade é ruim. Falou: "Não, meu irmão, a gente cria meios para garantir as condições de produção e reprodução da vida humana. Eles são limitados sempre porque eis a vida, né? Essa é história. Então, uma vontade que não é nem só minha e nem nossa em abstrato, como a gente junta que constrói essa brincadeira e cria os meios necessários para produzir a vida adequadamente. Exatamente. Fazer o traz a frase aqui, o poder corrompe. Aí você entende que o poder necessariamente é ruim, né? Falou: "Não, isso é a redução do poder ao seu caráter negativo. É redução à execução do poder, né? Só a execução pela execução, não por esse poder de querer, de vontade, de vida. você reduz a execução de poder e dentro da execução de poder você reduz a violência e a dominação. Não, os meios que a gente cria para permanecer em vida são poder em execução e é bom, senão a gente não vive. Tá de boa. Tá de boa. Maturidade. Bom, deixa eu pegar um outro trechinho aqui. Pronto. Só para não deixar o Só para deixar o Rubens feliz. Rubens, só para deixar você feliz, diz o Dúel, né? A humanidade demonstrou que podia permanecer, que podia existir vivente, racional e funcional. A contio esse conservante, punção de conservar o ser. Já que você falou da Conátio, era só para isso mesmo. Permitiu transitar a primeira história, o tempo originário da política, do começo da implementação das estruturas de protopoder, dos princípios implícitos fundamentais das instituições originárias, né? Essa possibilidade de criar os meios para permanecer em vida. Pô, daí para frente a gente começou a estruturar instituições, desenvolver poder, mas não poder em sentido negativo, tal qual NIT traz como poder de vontade de domínio. É vontade contra vontade. Quem for tiver mais vontade derrota o outro. É basicamente isso. E se nega quem disser que não é. Ou tá querendo enganar a gente. Perdão. Então vem cá. Pa pa pa pá. Agora eu vou criticar o Dussel nessa linha do que eu tô comentando. Pegar mais uma nota aqui. Em crítica à tradição que reduz e fundamenta o poder desde seu caráter negativo. Tu seu lançar CA toma essa mesóclise aí a um postulado que é eu odeio mesóclise, eu meto um monte, metia, né? Agora não po mais os meus textos. Um postulado que adianta em nota afirmando o quê? E aí o Dúcia falando isso e eu acho que o Dúciel tá errado, mas tô bem. Se a essência da política é a vontade de viver, não será uma vontade de guerra, senão uma vontade de paz. Você fala: "Pera aí que daí você também já cruzou uma linha que é bem idealista, né? Pera, pera, pera. A vontade de viver também da guerra, mas aí eu papo para outro momento. O que importa é distancia-se assim de NIT, porque para Niet, vamos citar NIT diretamente, a vida é uma consequência da guerra. E a própria sociedade é um meio para a guerra. Então, em um dos muitos tweets de Niet, eis um tweet bem esclarecedor. A vida é uma consequência da guerra. A própria sociedade é um meio para a guerra. Inclusive, em trechos como esse que o Heidegger vai se animar. A ideia de poder, a ideia de vida, né? Lembra que a gente começou aqui falando sobre o é que eu não estiquei muito o debate, mas o Schopenhauer falando sobre a V e Vzon Vzon Leben, né? Vontade de vida, vontade de viver. Some o Leben, depois fica só vil, que é a sua vontade e aí depois vai virar vontade de poder pro Niet. E a vontade de poder aqui, o poder ele tem caráter negativo em Niet, sim. Caráter destrutivo, caráter como assenhorar-se, como ter poder sobre. E aí a vida é compreendida, como acabamos de ler nesse tweet de Niets, a vida é uma consequência da guerra e a própria sociedade é um meio paraa guerra. Isso é uma consequência de você entender o poder de maneira negativa e achar que é tudo pela brabeza e pela força. E Heidegger tá certo na leitura dele de Niet, quando diz que poder e força é é equivalente no pensamento de Niet. É lógico que é. E não há nenhum limite sobre o senhorar se sobre o outro, pô. Não há, não há não, não há nenhum critério que você fala: "Tá, mas eu posso dominar o coleguinha?" Não, você pode, pode de acordo com o Twitch aqui pode, pô. Certo. Imagina qual o resultado disso, qual o resultado dessa postura beligerante? Não é muito bom, não é? [risadas] Diz aqui, querido Rubins, eu diria que a vontade de viver dá em guerra apenas na escassez. Sem escassez, eu concordo que a vontade de paz, sim. Tô com Dúcio, manda um e-mail para ele. Brincadeira. [risadas] Não, mas pode ser, cara. Acho que teria teria papo para a respeito. É que eu acho que é uma frase muito forte, a qual eu não abraçaria com tanta tranquilidade. A vida é mais complexa. Ryan, Ryan nos diz. Rian, Ryan. Eh, Twitter de Nit. Muito. É, ele escreve em Twitch, né? É embaçado. Diz que doido Ederson Niet, precisando de um café e um abraço. Precisava de amigos, né? Um amigo legal, uma amiga legal. Pessoal que fala assim: "Querido, calma aí, a vida é legal." [risadas] Dizinha, é um desdobramento lógico. É, faz parte do próprio, faz parte da organização das ideias ali. É um elemento básico desse pensamento. Não pode negar isso, né? Fal, não, mas veja bem, se a gente lê como se se a gente lê como se Niet estivesse falando e tendo uma arma nas nossas mãos, meu irmão, ele não tava, não tava. E a gente pensa, qual é o efeito disso na minha mão hoje? Eu ser quase um, eu ser maluco. Eu sou um maluco, é o máximo que dá, porque não dá para fazer muito com isso aqui. Mas beleza. Eh, o resultado com política, meu, o que que eu entendo de política? Como eu atuo nesse mundo? Se eu me apegar a essa compreensão de poder e de vontade sem passar pela crítica, eu vou fazer merda. E aí aqui eu tô negando que a vontade é um elemento fundamental. Não, tá, ela é. E a crítica dessa galera, o pessoal que reduziu tudo a consciência, a razão, não sei o quê, tá correta. Tem a vontade como elemento, mas é uma vontade de vida, de necessidade de manter sem vida. Não só a vontade beligerante, não só a vontade porque eu quis, não só a vontade pela força, não. Aí é bobagem, né? Aí é, aí é bobagem. Então assim, limites, limites, crianças, limites. Então, né, que a gente vai paraa além aqui, distanciamos-nos aqui, né, estamos distantes da leitura de Niet. Deixa eu ler mais o ler novamente o Twitch. A vida é um uma consequência da guerra e a própria sociedade é um meio pra guerra. Então, aqui já tá tudo errado. E da própria interpretação de Heidegger, né? Que que o Heidegger vai dizer a partir dessa leitura dele de Niet? A vida, isso é o ente na totalidade, é em sua essência fundamental e em seu próprio fundamento essencial vontade de poder. E nada além disso. A vida é vontade de poder. E lembrando aqui que ele já falou que vontade de poder e e é vontade de força é equivalente, é o acenhorar-se. A vida é vontade de poder. Aí no sentido negativo que a gente tá falando aqui. duplo e ao mesmo tempo singular vem à tona com essa sentença. Então o que que vem aí de singular e duplo, querido Heidegger? O ente na totalidade é vida. A essência da vida é a vontade de poder. Então o que aparecer na frente aqui tá nessa disputa de força, ver quem é mais forte. O ente tá na minha frente, vamos ver quem se assena, sobre quem. Aí a gente vê quem vale. É basicamente isso. E a política qual o desdobramento político disso? Far West, né? Far oeste tá com duas armas aí, vai para cima. Quem não tem se lasca. Vamos ver quem é novamente. É Madmax. [risadas] É toda e qualquer distopia que parte dessa bagaceira. Então assim, não tem muito o que fazer. Não tem muito o que fazer. É, é um desdobramento óbvio. Óbvio. Beleza. Faz sentido, né? Tão curtindo? Ai, ai, ai. Aí, é claro, né? Esses dias e esses dias, esses dias é eu porque eu fico fazendo essa zoeira, né? N é ruim e tal, tal. E eu também cao o assunto sem precisa. Tô caçando hoje, n? Talvez eu esteja me arrependendo de tá fazendo isso, mas o o vou caçando assunto. E aí o maluco apareceu lá comentando assim: "Mas você não gosta de nicho porque você é cristão." Pô, velho, eu li essa birosca. Estudei esse trem e aliás, o que não me falta é amigo, amiga, gente que eu conheço que é crente e que adora nit e que fica chateado quando eu falo mal do bigode. Não, mas é meu Deus do céu. Destreza, tristreza. Só para manter aqui, deixa eu ler mais um trechinho, mais uma nota. Por que que tá tudo em nota? Porque se imagina se eu colocasse todas essas citações no corpo do texto, o livrinho aqui já ficou com 232 páginas. Se tivesse tudo no corpo do texto e comentando cada uma delas, ia tá com 400 páginas. E aí o pessoal ia ficar bem chateado na hora de ler meu trabalho. Então eu preferi optar por deixar em nota de quapena. [risadas] Vamos lá novamente essa afirmação do filósofo argentino mexicano. Vou pular a afirmação. Eh, marc distanciamento crítico de Niets e da interpretação de Heidegger, né? O que Heidegger faz de NIT? Fica explícita a referência quando encontramos no trabalho de Heidegger sobre NIT o seguinte, que que o Heidegger diz sobre NIT novamente. O que significa vontade? O que significa vontade de poder? Essas duas perguntas são para Niet apenas uma. Pois vontade não é para ele outra coisa senão vontade de poder. E poder não é outra coisa senão essência da vontade. Aí vocês me quebram, né? Aí vocês me quebram. [risadas] Esse comentário é bom. Vou aproveitar ele aqui. Dizd. Pera aí, pera aí. E eu já respondo. Vou ter que ler aqui do Carlos. Carlos diz: "Estranha ser materialista religioso. Não gostar do bigas é fácil. Brincadeira Brunão. Tamo junto, cara. Para mim, mas eu já tenho tantos vídeo aqui explicando como para mim é muito tranquilo ser materialista religioso. É muito tranquilo. É muito tranquilo que materialista em última instância é lidar com os problemas que dá pra gente lidar. Considerar que todo problema que eu consigo enfrentar que dá para resolver é no âmbito material. O que aparece na minha frente tá no âmbito material. E eu vou li dar aí para resolver esse problema. Sim, o que tiver para além eu já não tenho controle. Aí deixa, deixa na conta do divino, [risadas] põe na conta do papa, mas eu não sou católico, então não sei. Diz querido Ran Bruno, eu achei Car Schmi muito fraco do ponto de vista filosófico. Procede? Eu só li errado. Eu também acho fraco, mas ele é tentador, ele é sedutor. E eu já vou fazer um comentário do porquê. Eu vou acelerar aqui a leitura desse trem para ir pro CMIT. Eu vou vou comentar já. Diz que do fazer o watch. Nota de rodapé no rodapé. Sempre bom frisar isso. Exato. Importante. [risadas] Deixa eu pegar aqui o outro trecho. Já falei bastante mal do do Niet e do e do outro lá, né? Deixa eu ver se tem mais algum aqui que me interessa. [suspirando] Vade de poder. Já falei sobre isso. Poder poder. Já contei isso, já falei sobre isso. Deixa eu pular esse trecho aqui também. Já li isso apagar ele aqui. Pô, essa aqui é boa, velho. Essa aqui é boa. Pera aí. Essa aqui é boa. Boa, boa, boa, boa. Ó, que acontece no início do meu trabalho, eu acompanho a argumentação de Dúciel. Então, a gente fala sobre o processo evolutivo da vida, né? Sobre o desenvolvimento dos seres humanos no processo evolutivo da vida. E aí eu tava lendo o livro do do do Heidegger, né, do o Heidegger comentando Niet. Vou até pegar. Vocês vão ver o tamanho dessa birosca. Deixa eu pegar ali um segundo. Que alguém poderia pensar, não, mas o Heg fez um comentariozinho para Nit, foi uma coisinha outra. É isso aqui, ó. Pesado para caramba. Quantas páginas são desse trem aqui? E uma letrinha miserenta, uma letrinha minúscula. São, cara, nem sei, 815 páginas. Eu ol li 815 páginas dessa desgraça de comentário do Heidegger Punite para fazer meu trabalho. Sem contar o que eu li do resto isso aqui. E eu li essa pirosaica toda para dar essas notas de rodaapé. Então assim, foi um trabalho do cão, me ajudem. [risadas] Eu não recebi quase nada para isso, a não ser a bolsa que eu tinha, bolsa caps para pesquisa, que era R$.200. Então assim, nessa birosca dá muito trampo, tá ligado? Então, [risadas] respeitem o suor gasto. Dito isso, no começo do meu do meu trabalho, eu eu acompanho a argumentação do Dúciel lá com o negócio da da construção do processo evolutivo da vida, piriri, pororó, tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal. E vocês não acreditam, né? Vocês não acreditam. E nesse comentário do Heidegger ao Niet, o bicho não faz um comentário dizendo que Niet tava criticando Darwin e o Darwinismo. E aí eu falei: "Não, isso vai ter que entrar na nota de rodapé. Desde a minha monografia do da do na minha monografia, no meu mestrado, no meu doutorado, eu faço alguma citação a Darwin, tá? Não porque eu queira, porque acaba tendo que citar, porque o pessoal discute às vezes as coisas sem considerar a vida como ela é, né? E o processo evolutivo da vida biológico, essas coisas que assim são importantes pra gente poder táar aqui nesse mundo. E mano, o maluco comentou, velho, ele comenta o Niet fazendo uma crítica a Darwin e o Darwinismo, não sei o quê. E aí eu falei, vou trazer para cá. Por quê? Porque mais um ponto que fortalece meu argumento da necessidade de recuperar como nós entendemos o que é o ser humano enquanto espécie que evolui, que conserva, que tenta permanecer em vida e que essas ideias de vontade não sei o que lá deêu chabu. Vamos lá, se liga. Eu isso, mas tava mesmo criticando Darvin. Tava. [risadas] É, é doideira. Vamos lá. Tal qual indicado nas notas. Não vou tpular essas notas aqui. Tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, não é isso aí do presente trabalho, né? No meu trabalho, então, tal qual o indicado nas notas, tal. A reconstituição histórica da emergência do vivente humano no processo evolutivo da vida, assim como a proposta do princípio de produção, reprodução, desenvolvimento da vida propostos por Dúciel, vão ao encontro da produção teórica de Darwin em seu origens das origem das espécies. O que não significa também, como já indicado, que haja concordância com o darwinismo ético ou determinados determinismos reducionistas, que é o que surge depois daquelas loucuras, né? Não é isso, mas assim, a gente considera a evolução das espécies, a biologia, essa coisa toda fundamental. Como notamos a ideia de luta pela vida, né? Porque Darwin comenta struggle of life, né? A luta pela vida, mas a luta pela vida em Darwin não é robesiana, né? Todos contra todos. A toda a relação de um vivente com o outro para permanecer em vida é uma luta pela vida. Então, quando eles se unem, quando eles se auxiliam, quando você cria condições em que um parasita o outro ou um completa o outro, isso é uma luta pela vida, mas não sentido de fight for life, né? Luta, é struggle of life, no sentido de que a gente tá ali, toda ação tá criando as condições para que você produza e reproduza a vida enquanto espécie. na sua relação entre a espécie com outras espécies. Então tem muita cooperação, tem muito auxílio, tem ajuda e isso faz parte. É a mesma ideia de luta de classes, né? Tem um comentário do do tem uma entrevista do do Marx, uma das últimas entrevistas de Marx a um a um jornalista inglês que tem essa discussão sobre Struggle of Life, que é muito interessante, inclusive sobre eh que ele fala, Marx fala o quanto Darwin influenciou o pensamento dele e que essa ideia de que luta de classes, né, como conceito, como conceito, um conceito de de interpretação pra realidade social. Não é para dizer que tá todo mundo em luta ou que você vai chamar as pessoas paraa luta. É que toda relação, ainda que seja uma relação de estabelecimento de um acordo, ele se dá numa tensão, numa tensão conflitiva para superar um conflito, condições externas e tal. Tudo bem? Então, incorpora a ideia de luta sobre de luta pela vida, mas não no sentido de de guerra, no sentido de qualquer relação para permanecer em vida. Não somente, nem primeiramente das disputas entre viventes, senão a codependência no esforço por conservação da vida. Assim como na capacidade de procriar, de originar e de garantir geração de vida. procreação também começa esforço, permanência, conservação e autoconservação. Então isso aqui dentro do âmbito de Darvin, essa coisa toda. Nesse sentido, aproximando-se do que se entende com o filósofo latino-americano, o Dúcielo, né, por caráter positivo do poder. Minutinho, minha gente, rapidinho. Acudir a criança. Ui! algo, voltei. Eh, então, pronto, desde a produção, reprodução e desenvolvimento da vida humana em comunidade, né, que é mais ou menos isso. Então esse lance de você olhar pra vida, reprodução da vida, essa parada toda entra em consonância com o que o Dúcio tava falando. Mas aí, por outro lado, na via oposta, indicando o caráter negativo do poder como fundamento contra o qual Dúciel se coloca, Heidegger afirma: "Que diz Heidegger?" Preste atenção, Heidegger lendo Niet no livraco que eu acabei de mostrar. Querer é querer ser mais forte. Niet também fala em oposição ao darvinismo. Elucidemos tal estado de coisas brevemente. A vida não tem apenas, como pensava Darwin, o ímpeto para a autoconservação, mas ela é mesma autoafirmação. Por quê? Porque ele quis, né? [risadas] Ela é autoafirmação. Afirmando para quem? Para quem? Não tá quem, Heidegger, que a vida tá se autoafirmando, [risadas] a entidade vida tá se autoafirmando para quem? Ou seja, querer permanecer em cima é constantemente um retornar à essência, à origem. A autoafirmação é que nós destacamos, né? Autoafirmação é afirmação originária da essência. Daí podemos dizer vontade de poder é sempre vontade essencial, vontade de querer ser mais forte, de afirmar-se. E a pergunta é: afirmar-se para quem? Mas ai é muito materialismo na minha vida mesmo, viu? né? [ __ ] Mas é isso, afirmar para quem é bonito, porque aí o cara que tá precisando de reconhecimento, querendo ser reconhecido, não é reconhecido, fica: "Eu também tô querendo me afirmar aqui, fazer uma tatuagem na cara". Pode fazer, mas [ __ ] tá de boa, faz você gosta, saca? [risadas] Ai, meus amigos, a vida é complicada. A vida é complicada. Deixa eu ver se tem mais algum paum trechinho interessante. Eu acho que não. Acho que já tá bom de falar disso aí. Deu para entender que o poder fica fica reduzido ao seu caráter negativo, dominador, né? E que simplesmente abandona a possibilidade de uma produção, reprodução da vida como critério, né? E como execução de poder, né? confunde tudo, confunde o poder com a execução do poder, confunde, ai é triste, confunde a poder só com o sentido de dominação e assenhoramento, né, redusto da dominação e assenhoramento. E aí eu fico triste porque tem uma esquerda nossa aqui que faz a mesma coisa. Ela entende poder como dominação, como assenhoramento e só isso, né? E aí, ou foge da política, que aí é é o lado que eu acho que a galera mais pós-moderna faz, foge da política e ele não quer saber de execução de poder. Ou ela entra na política e reproduz na política a posição de canalha de extrema direita, que é a política execução do poder sobre violência e dominação. E vamos para cima, então. E aí essa galera dá o passo, que é o passo perigoso de olhar pro calhit e falar: "Sim, sedutor é amigo inimigo e a gente vai eliminar o inimigo." Mas já é a galera que embebeu que poder é poder no sentido negativo exclusivamente, que assumiu essa concepção nitiana ou hi haidegeriana que eu tô criticando aqui. E aí fala: "É isso". E aí cai nos braços do Calchmit e acha que ao reproduzir Cmitt vai tá sendo sóbria, vai tá sendo madura, vai tá cumprindo com o seu papel e não tá. E aí eu vou fazer aqui um um salto na minha pesquisa, na minha meu trabalho aqui e apresentar para vocês inclusive uma tese minha. Por que que acontece na na quando eu tava na qualificação já tinha avançado bem? Já tava até nesse segundo capítulo aqui que a gente tá lendo. H, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê? E aí, o cara que tava na minha na minha pera aí, deixa eu só pegar aqui, ver se eu não tô no capítulo errado, cara. tava na minha banca, que é o Alípio Casali, queridíssimo, grandioso Alípio Casali, ele falou para mim: "Pô, Bruno, você você entendeu, Dúciel, cara? Você tá indo bem, você tá discutindo uma parada muito massa, deu para sacar, mas sabe o que que precisa fazer agora? Você precisa ir além do Dúciel. Eu acho que você consegue discutir uma parada aqui que é uma parada que ele não viu, perdão, que é, por exemplo, a possibilidade das elites também se tornarem rebeldes e quererem executar o poder e e fazer a verdade na na verdade fazer valer o poder que elas já executam sobre a revolta ou a rebelião do pessoal de baixo. Que que acontece? E aí eu vou fazer uma explicação simples a partir daquilo que a gente já tá conversando. Tem a potência, né, como esse conteúdo, a comunidade de vida que tem vontade de vida, tem o querer viver, a necessidade de vida e que precisa criar os meios para executar os seus projetos e continuar em vida. Apotestas. Então, a potência fundamenta a potestas, a execução do poder, né? comunidade de vida que tem vontade de vida, necessidade de vida, dá legitimidade, institui, mantém a execução de poder, as instituições criadas para isso. Só que essas instituições, com o tempo, elas vão ser limitadas, então elas param de atender as necessidades que fundamentaram essa comunidade ou mesmo as necessidades alteram e agora essa instituição tá atrapalhando as necessidades dessa comunidade. Então há um conflito. Só que quem tá executando o poder tende a querer continuar executando o poder. Então vai dobrar a aposta. E aí vai, na verdade, executar poder de maneira violenta e dominadora. E aí esta comunidade vai pretender a fazer o quê? Superar essa instituição. Aí você tem um grande conflito. E o Del fala: "Nesse conflito você tem a possibilidade da potência se tornar uma hiperpotência. Esse é um conceito que ele cria, hiperpotência, como uma vontade que se tenta valer ao máximo, uma vontade de a necessidade de vida que institui uma nova ordem e que, portanto, vai querer revolucionar ou transformar ou reformar as instituições. Então, essa vontade de vida vai começar a conflitar com a potestas e ela executa ou cria uma hiperpotente, uma comunidade que exige mais ainda. E aí a potestas tem que alterar e aí você precisa criar uma nova. Só que na cabeça do Dúcio, esse grande esquema, né, para entender o que tá acontecendo e para que a comunidade se perceba como exec como alguém que tem poder, né, comunidade que fundamenta poder, que se existe um poder executado é porque há uma comunidade que o legitima, porque senão ele não funcionaria. Essa comunidade entendendo que ela é o fundamento do poder e ela se levantando, ela transforma as instituições. O que que o Dúce não pensou? Pô, mas essas instituições elas não jogam parada, né? Elas podem querer revidar. Lembrando que a gente tava conversando isso no o ano de 2016, foi um pouquinho antes da minha um ano antes da minha defesa. Aí o Arip falou: "Por que será que não existe essa essa revolta das elites? Elas também reagem. E o que seria essa revolta aqui? Plano abstrato e geral. Aí ele sugeriu o termo uma hiperpotestas, né? Quando essas instituições, querendo valer-se sobre o movimento das comunidades em irrupção, também vão querer se rebelar contra a ordem, mas para manter-se em poder. E isso abriu uma janela na minha cabeça, porque nesse momento o que que a gente tava vendo? Trump. Nesse momento a gente tava vendo golpe, golpitman. Nesse momento a gente tava vendo uma transformação de elite para elite que muda a ordem para manter-se no poder. Então a elite rebelde dela mesma. E aí eu falei: "Poa, velho, acho que tem jogo". E aí eu escrevi sobre a hiperpotestas. Então essa abertura que eu chamei da rebelião das elites, né? Eh, a tem uma revolta das pessoas indignadas, a revolta da comunidade, a hiperpotência. E aí eu falei sobre a rebelião das elites como uma hipótese pra gente trabalhar, que é quando as elites daí já tendo o poder executado, elas não têm que refundar o poder, elas já estão com instrumento na mão, elas só pioram a coisa. Então, [risadas] ah, vai vir com voracidade. E aí eu comecei a refletir sobre isso. E o que que me ajudava a entender esta reação imediata de execução de poder das elites? Cal Schmith, Cmit era a chave. E aí eu falei: "Meu amigo, vamos para lá, vamos falar sobre a rebelião das elites." Então, falando disso, né? [risadas] Eu vou comentar então esse trechinho em que eu faço essa pequena tese, esse esforço de tese. Eu só preciso achar esse trem aqui. Pera aí, deixa eu ver onde é que tá esse bagulho. Onde é que tá a hiperprotestas? Aqui. Pronto. Vamos lá. Então, eu aqui acabei de comentar o que seria essa rebelião das elites, né? Então, hiperpotência do dúel. A hiperpotestas é meu conceitinho aqui modesto de 2017 para 2018 que eu tô tentando aqui trazer paraa brincadeira. Espero que seja útil para vocês. Vamos lá. E que ajuda a explicar muito sobre a realidade. Hum, que beijo gostoso. Eh, tá gelada. Põe uma blusinha tá gelada. >> Não tô com frio. >> Tudo bem. para não tá com fibra. Tua mão tá gelada, mano. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Vamos lá. Assim, né? Então, acabei de explicar tudo, então vou pular a parte que eu falo sobre isso. Seúce indica para a hiperpotência, né? Essa revolta das pessoas indignadas como orientação dos movimentos e sua em sua factibilidade, né? O que que ele pretende? Operar politicamente sempre de tal maneira que toda decisão, toda ação e toda organização ou das estruturas de instituição no exercício delegado do poder obedial, seja fruto de um processo de acordo por consenso, no qual possam de maneira plena, participar os afetados. Então aqui o esforço de uma hipotência é fazer com que a galera que tá sofrendo os efeitos da do poder corrompido em execução consiga participar do jogo. E o exercício do poder não seja mais um exercício eh de opressão e violência, mas seja um poder que se exerce de maneira delegada, né? Um poder delegado e que atende as necessidades da comunidade. Então tem uma rebelião das pessoas para poder fazer isso. Se por um lado do fala sobre isso, né? a revolta das pessoas indignadas, a hiperpotestas, que o que eu tô propondo diz o quê? A rebelião das elites, por sua vez, em um movimento radical e abrupto, atua para operar politicamente de tal maneira que toda decisão de toda ação, de toda organização ou das estruturas de uma instituição no exercício corrompido do poder seja fruto da imposição dos mandatários aos seus obedientes. Então, é exatamente o inverso. Isso não implica em uma organização clara e um programa efetivo de uma elite enquanto conjunto consciente e unitário de um grupo de pessoas que executam poder, senão o contrário, tá? Então não é que as pessoas o quem tá executando poder se senta e fala: "Vamos fazer um grande plano". Não, ele simplesmente vai reagir, porque ele não precisa de um grande plano, ele já tem os meios na mão. A rebelião das elites se apresenta como uma ação impulsiva, sem ordenação, mas não tem. Um minutinho. É >> por mas eu tô com Como é que você conseguindo? >> Aumentar o volume agora. >> Não, não, não. Lá. Deixa eu voltar aqui. Perdão, perdão, perdão, perdão, perdão, perdão. Eh, [risadas] rebelião das elites, né? Então, não é, não é uma organização com planejada, né? A rebelião das elites se apresenta como uma ação impulsiva, sem ordenação ou programa claro, que não seja a potencialização da execução de cada instituição em cada campo imediatamente, sem outra mediação que não ela mesma em seu funcionamento, que é o quê? Você tem o seu, é isso aqui, tá em um termo rebuscado, mas é você tem poder força para executar, tem os meios disponíveis, só potencializa, só vai para cima, só acelera, só pisa no acelerador, só faz acontecer. E aí quando isso acontece, a gente tem uma reação de uma elite que é não organizada, que só vai tentar impor com mais força ainda aquilo que ela já pôs. [risadas] E aí, eh, e pouco mais além dos, ou seja, ela vai utilizar os meios que ela já tem por ela mesma, impor-se mais ainda. Adivinha qual é a concepção de poder que legitima isso? falar, se você tem, você pode. Se você quer, você faz. Você não tem nenhum freio, nenhum limite, é só executar. A gente não acabou de ler a vida é guerra e a sociedade é o meio para guerra. A gente não acabou de ler que vontade de poder é força, o assenhorar-se sobre. Pô, se você aceitar que é isso, você tá dando de bandeja para quem já vai fazer isso, pô. Ah, não. E aí? Aí vem o que o Ran tá perguntando para mim se o Schimit é ruim. Filosoficamente ele é. Só só só que sabe qual o problema? É quando você olha paraa realidade e você vê um grupo que sem nenhum freio, executa poder pela força, pela violência, sem nenhum critério e vai para cima e esmaga porque quer e não sei o que lá, você fala: "A vida é assim, ó." Você encontra na realidade? >> Eu consigo ver. [risadas] >> Conseguiu mesmo. Você encontra na realidade um efeito dessa compreensão de poder. E aí você então identifica se esse cara faz, se aquele grupo realizou poder, é isso, violência é violência, é isso, é tal, não sei o que lá. E reduz toda a realidade a a esse critério, a essa posição. E aí a realidade reforça sua própria ideia, né? ou aquilo que está acontecendo e que a gente olha e tem que condenar, reforça a ideia de que não é, as coisas são assim. Só que essa moralidade, essa legitimação, essa compreensão de que as coisas são assim, então quem tem poder que execute, que faça acontecer, fortalece quem? A a os grupos e as elites que já t o poder em suas mãos, porque a gente não tem. E se a gente não tem, a gente ainda tem que construir. Eles já têm, é imediato. Aí a gente é esmagado. E tipo, hum, pô, não seja burro, né? Por isso que aqui eu gosto de de usar o termo execução da instituição em cada campo imediatamente. O que que significa imediatamente? Perdão, não coloquei na tela. Porque imediatamente? imediatamente, é porque não precisa criar a mediação. A gente que não tem estrutura de execução de poder tem que criar ainda. Quem já tem imediatamente executa. E isso é uma diferença material abismal de tempos distintos, de condições diferentes. Então, a gente não pode ser burro. [risadas] Então é sem sem outra mediação que não ela mesma, ela imediatamente funciona, né? Eh, bom, beleza. Tá. E aí até aqui nessa tese, né, falo sobre esse aspecto como categoria teórica constituída em contraposição à hiperpotência. A hiperpotência se apresenta semelhante ao movimento fascista, não enquanto partido, nem no uso corriqueiro do termo, senão como explica Mariáteg. Eu não vou explicar em em linhas mínimas, mas o que eu quis dizer é que não chamamos aqui o movimento hiperpotestas de fascista ofensivamente, né, ou em referência ao partido italiano, tipo, ah, que a galera hoje tudo é fascista, né, você ou não é como ofensa, é que o Mariáteg ele diz que o movimento fascista eh acho que não tá aqui, né? Tã ah, tá mais para baixo, tá? E o movimento ele é uma máquina de guerra, né? ele é um um processo contravolucionário, eh, que é um instrumento de guerra. Então, a máquina de guerra é um instrumento de guerra constante que não tem outro critério senão a sua contrrevolução constante. Então, é basicamente isso. Por isso que a gente vai chamar de fascista nesses termos ou nesses limites. E que para mim continua bem atual e funcional, tá? Assim, eu acho que eu a categoria ajuda a discutir. Parece que eu não não atirei muito longe não. Eu acho que eu acertei legal no que tava acontecendo [risadas] e no que tá acontecendo, né? Mas deixa eu procurar aqui onde é que tá o trechinho, porque a gente vai citar as coisas interessante. Pi pi pi po pó lá. Aqui. Pronto, achei. Pá. Pá. com movimento anticrítico em oposição ao bloco oprimido ou ainda na expressão de Mariateg contra revolucionário reativo. A rebelião das elites consegue estruturar coalizão e unir sobre a mesma ação séries de grupos mandatários ou executores de poder em diferentes instâncias e campos, né? Reúne uma galera toda aí para fazer merda. E aí simplesmente na reação. Então você vai juntar quem se dá bem com patriarcado, com esquema de misogenia, quem se dá bem na estrutura racista, quem se dá bem na estrutura de classes, quem se dá bem tudo quanto tem relação de dominação religiosa, essa galera se une imediatamente porque vê um movimento de comunidade ali surgindo, vê um movimento de reação e aí imediatamente pega as instituições disponíveis e vai para cima. Mesmo eles não se gostando, mesmo um não concordando com o outro e dá um movimento todo amorfo, todo mal feito, mas que o que importa é a vontade de poder e executar poder e ir para cima, porque a gente pode. E tem que reagir. Aí fal a rebelião das elites nesse caso. E agora sim, né? Por que que essa galera se une com essa facilidade? Aí vamos pra nota de rodapé. Nesse caso, seria a redução radical da diferença amigo e inimigo como critério último da política e do político, tal como propõe Schmith, que é por isso que essa galera se une rápido, cria o inimigo comum e junta todo mundo. Que que é o antipetismo? Que que é o anticomunismo? Que que é o o esse perigo do marxismo cultural? Essa bobagem toda que se une em última instância sobre a ideia de comunistas é esse essa estrutura de para juntar as elites de cada um dos campos da vida humana para que se unam e imediatamente reajam. E aí uma galera que não tem nada a ver com o rolê vai se lascando junto. Então a mina que começa a reclamar que tá sofrendo com babaca do vizinho, babaca do amigo, babaca do namorado. Isso aí é marxismo cultural. pai justifica a violência contra o cara começa a reclamar que tá sendo tratado que nem lixo porque uma estrutura racista ou xenófobo não sei o quê. Ah, isso aí é marxismo, é revolu e vai para cima e taca ali terror e daí paraa frente com tudo quanta coisa. E aí une a grupo o pessoal e criou esse grande inimigo, o inimigo a ser combatido, tal o qual o Car Schmit coloca. E aí, qual dado a compreensão de poder no se eu quero, eu faço, se eu posso, eu aconteço, eu não tenho nenhum limite que eu não possa me assenhorar sobre os demais. Sabe o que acontece como resultado? Essa galera massacra. Massacra. E é resultado da compreensão de poder, sim, que tá expressa, não só, mas em especial ali em Niet e em Heidegger, na organização imediata da Hiperprotestas, em especial para a ética. política da libertação, tomando como pressuposto conteúdo material formal e de factibilidade que desenvolvemos em nosso trabalho, torna-se grave a proposta de determinação do inimigo em Shimit, quando ele afirma que olha o que diz Schimit sobre a criação do inimigo. E aí, meus amigos, isso é sério. Eh, que que o Shimit diz? O inimigo não necessita ser moralmente mal, nem esteticamente feio. Não faz falta que se levante como competidor econômico e inclusive pode ter suas vantagens fazer negócios com ele. Simplesmente é o outro, o estranho. E para determinar sua essência, basta com que seja existencialmente distinto e estranho no sentido particularmente intenso. Você cria fictici o seu inimigo. Foca num aspecto de sua existência e trate-o como alheio, como outro, como aquilo que não é você e seu grupo. E aí tá liberado atacar. Nesse sentido, propomos em nossa tese esboçada sobre a rebelião das elites, que os que se unem na ação imediata tem como último critério a anulação do outro, do estranho, do que põe em risco a ordem vigente. ou na expressão de shimite, digamos shimite, se a alteridade do estranho representa no conflito concreto e atual a negação do próprio modo de existência e em consequência se há que rechaçá-lo ou combatê-lo para preservar a própria forma essencial de vida. tá legitimado massacrar e eliminar porque não está aqui identificado com a nossa essência, com aquilo que nós estipulamos o que somos. Limite é uma desgraça perigosíssima. Você solta isso aí, meu amigo, sabe o que que dá? Essa criação fictícia desse alheio. Sabe o que que dá? Vou até ler um outro trechinho aqui. Deixa eu ver se vai fazer falta na argumentação. Vai, não é importante ler aqui. Então, portanto, exposto o estado de exceção como manutenção da ordem vigente, né? que a ordem vigente cria o estado de exceção para ela se manter no poder, que é o que a gente tá falando da rebelião das elites, ou criticada a separação entre potestas e potência. Dá-se a hiperpotência como movimento crítico de excluídos que procuram construção de uma nova ordem. Beleza? Ah, e ao passo qu, né? Em reação a esse programa da crítica que as pessoas estão fazendo a ordem, as instituições fetixizadas potencializam seu exercício opressor, corrompido e violento. uma ação anticrítica sem programa que deixa de lado o esforço para manter o estado de exceção da potestas para impor uma ordem nova explicitamente separada de seu fundamento, procurando se colocar real e efetivamente por si mesmas, que não é só agora o estado de exceção, é a construção de uma nova ordem contra o inimigo, contra o inimigo colocado. Então, lançando mão e parafraseando a expressão de shimite, quando afirma que qual que é a expressão de shimite? O protego, ergo, obligo é o cognito, ergosum do estado, né? O protejo, né? Se eu protejo a instituição fetixizada, logo obrigo, logo submeto, logo me imponho, logo domino. Submissão ao exercício corrompido. É o cognito, gossum, fundamento e paradigma da rebelião das elites, né? Então o protejo a instituição, protejo a ordem, protejo o que a gente colocou, então obrigo, submeto, domino e vai. é essa posição que legitima uma rebelião de ordem da uma rebelião das elites. Beleza? Seria então essa posição do protege as instituições. Então a gente vai para cima também. Schimit. E aí vamos aqui para um momento mais filosófico. Afirma que para Hegel, a leitura de Schimit de Hegel, né, o inimigo é a diferença ética, diferença que constitui o alheio que deve ser negado em sua totalidade viva. O inimigo é a diferença ética. Ah, ele não tem a mesma critério ético que eu. Essa comunidade se organiza diferente. Eles têm, então, devem ser negados em sua totalidade viva. A ideia de constituição do inimigo a ser combatido e alimentar esta máquina tem como resultado nessa estrutura e nessa posição este elemento aí que não é uma proposta. Ah, isso aí é pode ser que aconteça no pensamento do Schimit. Não, não, não, não. O Shimit tá dizendo que a construção do inimigo, esse elemento, ele implica em você assumir a eliminação do outro, a eliminação do alheio. E o alheio é aquilo que Narciso não considera espelho. Beleza? Narciso acha feio aquilo que não é espelho. Então, se não é igual a gente, vai ser eliminado. Isso é a criação do inimigo de Schmith. E para Schmith isso é a política. Política isso e não é isso é eliminação da política. Isso é instauração de guerra. Isso é considerar que poder, poder é o elemento fundamental da vida e vida é guerra. E a sociedade é o meio paraa guerra. Isso é o que a gente viu lá no tweet do Niets, é o que a gente viu da interpretação do Heidegger, é o que tá explícito aqui na construção do inimigo do Schmid. O que essa galera faz com com interpretação de poder, reduzindo execução de poder, tudo a execução de poder e reduzindo a execução ao seu sentido negativo, implica nesse tipo de postura. E a comunidade viva que não tem meios para garantir sua execução de poder, que precisa criar ainda, que precisa revelar, precisa se organizar, ela se lasca se se apoiar nisso, mas se lasca assim grandão, porque você não tem meios para sustentar, não tem. Você é esmagado. Você tá legitimando que a gente organize tudo quanto é grupo humano assim, criando inimigo. E aí vamos ver quem é mais forte. Sabe quem é mais forte? dentro da sociedade capitalista, racista, misógena, estruturada num longa duração de colonialismo. Sabe quem se lasca? Bota você no mundo e vê quem quem que se lasca com esse tipo de postura. A mobilização popular, ela não vai se dar pelo ódio nesse sentido de vamos aí quebrar tudo. Ela se dá quando você percebe que você, enquanto comunidade viva, é sede do poder, que só existe alguém executando poder, porque nós enquanto comunidade damos legitimidade. Aí você tem conscientização de classe, aí você tem conscientização de política, de comunidade viva política. A criação do inimigo não te dá consciência de nada. Nada. É quando as pessoas olhamas para as outras e percebem, é a gente, se existe esse poder, é porque a gente criou e a gente legitima. Aí você se sente sediado de poder. A gente se organiza e tira a legitimidade se for necessário. Não é por essa estrutura aqui, meu amigo. Essa estrutura aqui que a gente tá lendo. Ah, meus amigos, essa estrutura aqui, ela fortalece a rebelião de elite e dá um poder bizarro para um bagulho maluco, meu irmão. Sem sacanagem. Deixa eu ver se tem mais algum trechinho que eu gostaria de ler. Acho que não. É, foi massa, né? Papinho bacana, papinho interessante. Deixa eu ver se determinado. Ah, é isso aqui é legal. Isso aqui é legal. Veja aí você tá falando, ah, então porque falar sobre as elites que se rebela, então alguém já vai falar, então eles vão acabar com a história. Ou se você fala da revolução do pessoal de baixo que lá, então eles também vão acabar com a história, o fim da história na ataraxia da sociedade futura, eh, ou sei lá o quem, né? Não, não é isso que eu tô falando. Então vamos lá. Só para finalizar, né? um pouquinho de esperança nesse mundo. Finalizando o esboço de nossa tese, não se trata de entender o tensionamento entre hiperpotente, a rebelião da revolta das pessoas indignadas, né, como irrompe o movimento crítico, revolta das pessoas indignadas ou das indignadas. E a hiperpotestas como movimento reativo do bloco histórico no poder da rebelião das elites, como luta ante um telos determinado, né? A grande batalha final da história entre os grandes, os dois sujeitos. Não, não tem nada disso. Nada disso. Como destino histórico do vencedor, do detentor da última palavra, daquele que toma definitivamente o poder e instaura uma nova ordem. Não, não estamos falando disso. Luna, Luna. Aí é perigoso. >> Beleza. >> Não, eu tô ligado. Mas é que é onde ela tá. É perigoso. É onde ela tá. Então, fechou. É, nós. Pelo contrário, propomos a abertura contingente desse tensionamento. As possibilidades de criação de uma outra ordem permanecem abertas a todo instante e estão, como toda mediação, sujeitas às transformações dinâmicas das interações e relações humanas. Então, é uma atenção própria da história. A instituição do poder, a crítica à instituição do poder, é um movimento próprio da história. O grande lance é que a gente tá reduzindo toda a complexidade da história em uma grande luta do bem contra o mal, de um grupo contra outro, do amigo inimigo e a gente tá perdendo a vida, né? Literalmente destruindo as condições de reprodução da vida. Mas vamos lá, lendo a nota aqui, propomos, portanto, que nem a hiperpotência, né, nem a revolta das pessoas indignadas e nem a hiperpotestas, a rebelião das elites, aparecem com o objetivo de cumprir o fim da história em uma disputa final pelo poder. Em outro sentido, o movimento de revolta das indignadas é resultado de um longo processo cumulativo, histórico, de organização e conscientização dos excluídos das instituições e das mediações executoras de poder. e que, por isso, sem os recursos disponíveis, precisam de mais tempo e determinações para tornar tornar possível uma articulação que exija desde abaixo a participação simétrica nas decisões institucionais. Ou seja, é um processo de média longa duração, né? As lutas populares elas demoram, elas não são fáceis no exercício do poder. Por outro lado, a própria hiperpotência não procura a realização de um projeto final, senão na radicalização do exercício de poder já disponível, dada a utilização imediata das estruturas eh da da potestas, né, postas, a poteste, na real. Nesse sentido, tomamos emprestada a crítica de Aníbal Kirano a respeito do fim da história, né? Que que o Kirano diz? Pese de Regila Fukuyama, não existe nenhuma eh entidade suprahistórica que predetermine o destino. É, pelo contrário, o momento de romper com as regras do eurocentrismo e de preparar outra história, a que resultará das grandes lutas que já estão à vista. Essa nova história pode ser a nossa história, é uma outra história. Desta feita também da interpretação de Schimit, dos movimentos críticos ou revolucionários que pretenderiam, do ponto de vista do Schimit, que que esses movimentos pretenderiam? concentrar todas as lutas da história universal em uma única luta final contra o último inimigo da humanidade. Não, não é isso que a gente tá fazendo e nem isso que deve ser feito ser um animal. Porque em última instância a apropriação do ponto de vista revolucionário dessa ideia do Schimit é isso, é imaginar que nós estamos concentrando todas as lutas de toda mobilização universal numa grande luta final contra o inimigo da humanidade. Isso é burrice. Saca? Ai, ai. Mas é isso que estamos aqui. E eu perdi um monte de mensagem legal aqui no caminho, mas eu vou ter que parar porque já tô há muito tempo aqui. Se a esquerda fizer igual, ela ganha vio sapato. É, não, não, não. Ele tá errado. Ele tá completamente errado, né? Completamente equivocado. Exato. Exato. Exato. Diz Ran. Isso é uma explícita prescrição. Schmit tá longe de uma neutralidade. [risadas] Que que será que ele tava justificando, né? Que que será que na Alemanha de 30 e que que será que o Shim tava justificando com essa postura dele? Que que será? É [ __ ] Que que será que ele tava justificando? Ai, mano, não posso, cara. Não posso, cara. Não posso. Tem toda a razão. Pequenas intervenções. Pequena tá aqui animadíssima. Esse hom é o deus ex máquina que eu não faço ideia, nunca assisti a taca titan. É, é isso aí, querido Leandro, espero que você curta o papo, mano. Chegou tarde, mas estamos junto, tamos junto. Espero que a reunião tenha sido boa também. É burrice pura. É lógico que é. Diz que Ran. Bruno, já leu a crítica de Rabber em um texto sobre a paz perpétua de Kant a essa concepção política do Timit? Não, não li. Teria indicações sobre a ideia de cosmopolitismo em um sentido não eurocêntrico. Caraca, cosmopolitismo, cara. Hum. Cara, tem, como é que é o nome desse autor, mano? Cara, como é que é o nome dele? Eu tem um texto humano, tá na minha cabeça aqui, que é para uma outra globalização. Tem um Milton Jones, tem um texto para uma outra globalização, mas não é esse. É uma globalização alternativa. É o Scanoni. Scanoni, eu não lembro. Eu preciso lembrar o nome do texto, mas o Scanoni tem um texto muito massa sobre isso, muito massa mesmo. Eu gosto bastante. Scanoni é escrever assim, Scan. É um texto bem legal, inclusive que ele faz uma metáfora muito bacana entre a coruja de Minerva e o Pardal que acorda a gente de manhã. Fala que a filosofia não deve ser a coruja de Minerva mesmo, não. É o pardalzinho que anuncia que o novo dia chegou. É bem legal. Pessoal trocando ideia aqui, pessoal sempre muito gentil. Cosmotécnica, eu não faço ideia que vocês estão falando. Ele trata da cosmopolítica contra os novos chemitianos chineses. Meu Deus, vocês estão avançados em lugares aí. Mas é isso, minha gente. Espero que vocês tenham curtido. Tem um excelente fim de semana. Excelente fim de semana. Aproveitem aí que tem jogo da seleção brasileira. Tá chegando jogo da seleção brasileira. completamente iludido o reino e assalto ganhe tudo. Seguimos por aqui mesmo. Seguimosos animados nos distraindo mundo trazendo a boa nova [música] todo dia até a vitória final. Seguimos trazendo [música] boa nova todo dia até a vitória final. Estamos juntos. Valeu. [música] O áudio bagunçou. Valeu, estamos juntos. >> [música]