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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: A POLÍTICA DE NIETZSCHE A HEIDEGGER E SCHMITT – OS DONOS DO PODER

🔴AULIVE: A POLÍTICA DE NIETZSCHE A HEIDEGGER E SCHMITT – OS DONOS DO PODER

🔴AULIVE: A POLÍTICA DE NIETZSCHE A HEIDEGGER E SCHMITT – OS DONOS DO PODER

pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
Boa tarde,
tudo bem com vocês? Espero desejo que
sim. Vá para mais um conteúdo totalmente
excelente. Sim, sim, sim, sim, sim, sim,
sim. Boa tarde, minha gente. Cá estamos.
sobrevivente sobrevivendo,
ainda convalescentes,
mas dispostos a procurar caçar assunto,
arranjar treta. E vamos lá, então, para
um conteúdo totalmente excelente numa
sexta-feira, 5 de junho, do ano da graça
de 2026 numa talvez emenda de feriado, a
depender da pessoa.
Fazer o watch já tá aqui no aguardo.
Espero que aguardo tenha terminado.
Fazer o watch. Boa tarde para você.
Assim como para Rubens, bora. Bora meus
monos, tudo bem com vocês? E diz
Ederson, hoje é sexta e segunda e
quarta. Que dia complicado é hoje, não?
Bom fim de semana. Nós vamos viver uma
semana inteira em apenas algumas horas.
Sejam muito bem-vindos a mais uma
livezinha aqui no nosso canalzinho. Hoje
vamos direto ao assunto, dado o motivo
de que eu não consigo ficar muito tempo
aqui falando com vocês por questões da
vida e me recuperando aqui de uma doença
desagradável que acometeu a mim e minha
família. Mas estamos sobrevivendo.
Bora lá. Tudo bem com vocês? Vamos caçar
assunto. Já treta, deixar o pessoal não
muito satisfeito nem feliz, mas vai ser
legal. O som tá bom? Tá chegando o som
legal para vocês? Tá estourando? Tá de
boa? Só para eu ajeitar aqui. Boa tarde,
querida a, como é que você tá? Tudo bem?
Espero desejo que sim. Espero, desejo
que o papo seja massa hoje. E diz:
"Finalmente consegui pegar ao vivo.
Estamos junto. É raro mesmo. E foi
sorte, porque se não fosse feriado
estendido, eu deveria estar no estágio.
Obrigado feriado estendido por roubar o
estágio das pessoas.
Ederson, boa tarde. O Google tá chovendo
e em preto e branco. E se você pesquisar
Spider no ar, malditos marqueteiros.
Ainda bem que eu não fiz nada disso. Boa
tarde, querido. Ederson.
Esses marqueteiros são que são. Fala,
Alexandre, como é que você tá, meu
querido? Boa tarde, meus queridos
baristas. Já vou pegar o meu café ali.
Pega o seu café aí que eu pego o meu
café aqui nessa xícara que guarda um
desenho totalmente excelente da minha
filha de quando ela tinha uns 3 anos de
idade ou menos.
Esculpa de dente.
Tá bom.
>> Tá bom. Dá uma olhadinha lá, senão
depois eu pego. Tá bom, pilha tá aqui
porque, né, final feriado prolongado.
Que bom que o som tá bom. Estamos junto.
Vamos lá. Vamos lá, gente. Se antes de
qualquer coisa, né, eu preciso ir direto
pro assunto, mas tem que fazer o Mersã.
Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda,
muito bem-vindo ao nosso canalzinho.
Vamos para mais um conteúdo totalmente
excelente aqui. Meu nome é Bruno
Riquidal, doutor em economia política
mundial, mestre em filosofia graduado em
filosofia. Espero poder contribuir de
alguma maneira adequada aqui no nosso
canalzinho, produzindo conteúdo. Beleza?
Considera aí ser membro, membra, membro,
membresia desse canal, porque é quem
sustenta aqui a nossa produção de
trabalho, já que somos um canalzinho bem
pequeno, não sei se vocês conseguiram
reparar, e aí tem uma galera fiel e
resistente que consegue sustentar a
gente. Seja mandando um Pix, porque às
vezes tá sobrando uma merreca aí, que
manda aqui para este e-mail que está
baixando, passando debaixo da sua tela.
Tem a galera que manda dá um talento
agradável para apagar a luz, pagar a
internet, essas coisas. Assim como a
galera que entra paraa membresia do
canal e acessa os nossos cursos como
Marx e Religião, evangélicos e política
no Brasil, como fazer seu projeto de
pesquisa, mas uma penca de coisas de
leituras comentadas, conteúdos
exclusivos, eh vários vídeos bem bacanas
que ficaram legais contando causas ou
fazendo pequenas reflexões, assim como a
nossa rádio criticente, mais uma porrada
de coisa e você ainda pode considerar
entrar pro nosso pra nossa membresia do
WhatsApp, porque se você se tornar
membro aqui no nosso canalzinho, você
ainda pode entrar pro zap. E você começa
também a só basta você solicitar, né,
mandando um e-mail aqui para este e-mail
aqui. Você manda e-mail apresentando seu
nickname, porque pode ser diferente do
seu nome, o número de telefone, você
entra ali no nosso grupinho do Zap que é
muito saudável e eu acho que temos
conversas totalmente excelentes por lá
também. Tudo bem? Então são vantagens de
você tentar apoiar o nosso canalzinho
que é pequeno, além de espalhar a
palavra por aí. Então você curte esse
vídeo, comenta para engajar, convida
coleguinhas, manda o link para
coleguinhas, né? Se você quiser deixar
um coleguinha pós-moderno com raiva, se
você quiser deixar o coleguinha que não
gosta de pósmoderno também com raiva. Se
você quiser deixar todo mundo com raiva,
você manda o nosso link, porque aqui a
gente vai trazer um conteúdo totalmente
excelente, que não agrada a ninguém, mas
que consegue trazer de alguma maneira
informações e reflexões minimamente
adequadas, tá bom?
Ai
desquerido templário, pera aí, começou
agora e ainda hoje estão tentando
esconder essa live de mim de maneira
nenhuma. Se você der uma olhada aí nas
nossas últimas atualizações que o
templário que está conosco no nosso
canalzinho lá do da mimia, teve
informações a respeito, foi meio do
sopetão, foi, mas teve.
papear hoje. Se você percebeu pela tamb
desse vídeo ou pelo
pela descrição, né, pelo título que a
gente colocou aqui, nós vamos fazer uma
crítica aí ao que eu provocativamente
chamei de donos do poder, porque será
uma crítica a uma concepção de poder que
a gente tem
na,
perdão,
que estabelece na filosofia, que se
hegemoniza em nosso pensamento, o
chamado ocidental, né, e do qual nós
somos signatários por motivos de eis que
a história nos impôs isso. E aí a gente
vai fazer umas leiturinhas de uma
crítica e a gente selecionou três
autores que estão na tambia, né? Nós
vamos fazer uma crítica a Niet.
>> Tá tudo bem?
>> Topando na boca.
>> É, tô ligado. Mas nosso combinado, hein?
>> Show. É, nós estamos junto. Eh, que que
eu tava falando? Tamb. Tamb. Se você
olhar tamb aqui, você vai encontrar três
autores. Tem Heidegger, Carl Schmith e
Niet. E é claro que alguém vai
considerar, nossa, que coincidência,
está falando desses três autores, né?
Calchimit, Heidegger e Mit. Parece que
tem uma galera que tem criticado e
discutido esses temas por aí aqui nesse
nessa bolha do YouTube. Sim, mas porém
contudo, todavia para poder discutir
isso, eu vou pegar um trampo que eu
produzi no ano da graça de 2017 e que
foi publicado em livro no ano da graça
de 2018 e ele será a base da nossa
conversa. Para isso, já vou até dar dica
para vocês aqui. Tô abrindo o link
para mostrar para vocês o que vocês vão
fazer, tá?
Vou fazer assim, ó. Prestem muita
atenção.
Vocês vão colocar editora fi Heikd no
Google, tá?
E aí eu vou mostrar para vocês para
vocês poderem acessar o livrinho que a
gente vai ler hoje. A gente vai ler um
trecho do livrinho hoje para poder
criticar aí a concepção de poder de Niet
Heegger e Carl Schmith e fazer uma
discussão legal. Mas ó, vocês vão dar no
Google lá editora F Heikdal,
vai aparecer aqui fetixização do poder
como fundamento da corrupção. Então
clicar. Quando vocês clicarem, vocês vão
ver que tem um livro aqui. E aí vocês
vão pensar: "Pô, tem que comprar o
livro, tô sem grana". Não, você pode
baixar gratuitamente, ó, baixar e você
vai baixar o PDF.
Ah, pago alguma coisa? Nada, porque o
conhecimento aqui é para tá liberado.
Você pode abaixar, mas você fala: "Não,
eu gosto do livro físico". Aí você
encomenda impresso unitariamente ou
quantas você considerar adequado para
você. É melhor a gente ir aqui na faixa,
né? Então, ó. clicou, abriu o PDF e você
tem todo o livrinho disponível para
você. Esse livrinho aqui, por um acaso,
é de minha autoria, que é fruto da minha
pesquisa de mestrado, que no dia da
defesa disseram que deveria ser uma uma
pesquisa de doutorado, mas que porque no
programa ainda não tinha doutorado, vai
tinha que ser como mestrado mesmo.
[risadas] Foi publicado em 2018 pela
editora FI e a defesa foi em 2017. Então
eu tô comentando isso, reforçando porque
não é um papo que eu tô trazendo. Ah, tá
indo na onda do papo aí que tá surgindo.
Tem um papo rolando na internet que as
pessoas querem ficar discutindo sobre
init. Não estou trazendo coisa que eu
trouxe de 2017.
>> Qual spray?
>> Então, pera que eu vou só salvar a
criança aqui que ela precisa de um spray
de cabelo e um uma escova porque ela
quer se emperequetar. Um minutinho.
Fiquem observando a beleza deste
livrinho.
Beleza.
Show.
Voltando, voltando, voltando. E aí o que
acontece, né? Deixa eu parar de
vocês vão clicar lá para baixar e no dia
que vocês na momento que vocês clicarem
para baixar o PDF lá, vai abrir esta
telinha.
Cadê? aqui
esta telinha aqui. E aí vocês vão poder
baixar o livrinho
livrinho
do ano da graça de 2018, mas a defesa de
2017, tá bom? Então, só aqui e só para
dar aquela demonstração
de que não é só ir na onda, a gente vai
aproveitar, na verdade, para poder
recuperar a discussão.
E por que que é importante recuperar
essa discussão, inclusive?
pessoalmente falando, né, como um
indivíduo humaninho nessa terra, eu
sempre me autossaboto
e coisa que eu tenho que tratar e nem
sempre considero que, pô, o que eu
escrevo, o que eu produzi são coisas
boas e relevantes, né? Fal: "Não, pô,
isso aqui é relevante, isso aqui é bom".
Eh, mesmo que algumas pessoas digam para
mim que não, cara, para com isso, acha
que eu tô fazendo graça. Eu não tô, eu
realmente me saboto, eu tenho problemas
comigo mesmo. Mas beleza, isso é coisa
para tratar na terapia. Mas aí eu tô
percebendo alguns debates que estão
tendo na interneta, como diria minha
avó, interneta, né? Aqui na internet. E
eu falo: "Cara, que pô, eu tenho tenho
um bagulho para falar aí, ó. Eu
pesquisei esse trem, pô, eu discuti esse
tema.
>> [risadas]
>> E aí, acompanhando especialmente esses
debates que tem tido aí desde, sei lá,
ano passado, retrasado, não lembro
quanto que é, que com os pós-modernos
juntos com os modernos ou sei lá quem
que o pessoal se autodenomina, como se
denomina e fã sobre política, sobre
Niets, sobre Heidegger, sobre Carl
Schmidh, não sei o quê. E falou: "Pô, eu
estudei esse trem, eu tenho coisa para
para falar". E aí eu fiquei,
né? Eu [risadas]
fiquei fiquei incomodado. Eu falei: "Pô,
preciso trazer esse tema". Aí hoje,
curiosamente, estava pela manhã ouvindo
o senhor Pedro Iv, eu falei: "Pô, eu
acho que eu tenho tenho uns pitaco para
dar que eu tô guardando há muito tempo e
que tá no meu livrinho de pesquisa desde
2017, que foi publicado em 2018. E eu tô
aqui
não levando em consideração que talvez
eu tenha algo que eu possa contribuir,
então vou tentar contribuir. Falar, não,
vamos papear, né? Vamos papear. Mas é
isso, mas eu já vou abrir o livrinho
aqui. Deixa eu só não me perder aqui.
Dando salve pros nossos queridos.
Boa tarde, querido ao esquerdos
autorais. Um beijo para você, meu
querido Ed. Tudo bem com você? Pergunta
Rubens: "É dia de skincare de Pokémon?"
Não, hoje é auto skincare, é
autocuidado. A criança não está cuidando
do Pokémon, tá cuidando de si mesma.
Salve Kevin, como é que você tá meu bom?
Kevin que me deu uma dica excelente, eu
dou essa dica para vocês. A novelinha da
Netflix, cinco episódios, maravilhoso.
Novelinha da da saga do tricampeonato,
Brasil 70, a saga do tri, cara. Muito
bom, muito bom, muito bom. Eu eu vou me
vou me conter aqui, senão eu vou fazer
uma resenha. Maravilhoso, maravilhoso.
Adorei. Novelinha totalmente excelente,
com a caracterização incrível, com temas
muito bem construídos, um presente para
professores e professoras de história,
tá? para discutir ditadura, para
discutir o Brasil ali nos anos 60, 70.
Muito bom, muito bom, muito bom. E os os
jogadores de futebol, né, muito bem
caracterizados. Paulo César Caju,
Tostão, o próprio Pelé, como ele é
apresentado, eh, escolha do João
Saldanha ser o motor da história. Muito
bom, muito bom. Então, gente, vale a
pena assistir. Desgo, carapa. Eu cliquei
e foi para uma tela de banco. É normal,
você clicou na coisa errada, carapa.
você tem que começar a ficar preocupado
com os cookies do seu computador ou com
o que os hackers têm feitos com o seu
navegador. Então, eu trocaria de
máquina, de equipamento e todos os dados
pessoais porque aparentemente você foi
tapeado.
Diz querido Ederson do seu encarando o
fundo da minha alma nessa capa. É o pior
que é, né? [risadas] Pior queessa capa.
É isso mesmo. Cadê se eu Onde é que eu
compartilho esse trem aqui? Ah, pera aí.
Pior que nessa ele olha ele olha
profundamente pra gente nessa capinha
aqui. Tá de cara com o Dussel olhando
para você e te julgando, né? Por que que
não tá aparecendo? Ah, apareceu. Ele te
julgando, né? Você ele já tá aqui. Hum.
Fala aí. Tá lendo coisas desagradáveis,
né? Tá lendo europeu para justificar seu
domínio sobre os demais. Não é [risadas]
nosso querido Dussell, Henrique
Dusschell, faz falta, venho. Faz falta.
Perdão se eu der umas fungadinhas aqui
que eu ainda tô me recuperando. Tô
convalescente.
Dizquitos, esquerdos autorais. Eh, não é
porque assistimos a teu informe que
pautamos certos temas, mas assistimos
para a teu informa porque ele pauta
temas que não são caros. Exato.
Exatamente. Inclusive, foi assim que
acabei me aproximpando de Pedro R. Fui
naquele debate sobre a verdade porque é
um debate que me interessa. Me
interessa. Fal, pô, isso é bom, né? Isso
é um tema bom. Desgido Gustavo Lopez,
boa tarde. Boa tarde. 13 pessoas
assistindo. São sinais. Sinais, apenas
vir sinais. Então curtam aí esse
videozinho, vocês que estão assistindo
esse trem aqui. Querido Felipe. Felipe,
primeira pessoa aqui beatificada em vida
no nosso na nossa igreja barista.
Nos deseja uma boa tarde. Boa tarde,
irmãos em barismo. Boa tarde, Felipe.
Boa tarde, irmões. Vamos lá. Mas vamos
ler, né? Bora ler. Bora ler.
Eu não sei se hoje eu vou conseguir
fazer muito corte legal. Talvez não, mas
a gente vai tentar fazer o que importa,
que é um debate fortuito e frutífero,
né? Eh, pergunta fazer o Ah, então quer
você quer dizer que você acredita na
verdade? Eu não preciso acreditar na
verdade, né? Ela se impõe,
[risadas]
a realidade se impõe e aí eu não tenho o
que fazer. Você tem que só conviver com
isso, né?
Ai, meu Deus. Mas é claro que alguém vai
meter uma de Pôcio Pilatos aí, vai dizer
o: "E o que é a verdade?" Ô meu Deus do
céu,
esse mundo tá perdido. Mas a gente vai
superar. Mas, ó, vou ler o trechinho
aqui e eu vou dando alguns toques
eh de contexto, tá? O contexto da obra
para iniciar, né, desse pequena pesquisa
que eu fiz,
eh, era discutindo o fundamento da
corrupção, né? O ano que eu comecei a me
interessar por isso era 2014, apliquei o
projeto em 2015 e escrevi ele durante
2015, 2017, né? fiz a pesquisa sobre o
fundamento da corrupção,
eh,
e isso porque obviamente entre 2014 e
2017, imagino que vocês lembram qual era
o nosso contexto, né? Sim, não era um
contexto muito
agradável, né? Não sei se vocês estão se
recordam disso, mas não era dos
contextos mais interessantes e
aprasíveis que nós tínhamos.
Deu, deu o pau aí para vocês? Travou
tudo? Porque para mim tá travando.
Doideira. Que que tá acontecendo aqui?
Deixa eu ver se eu ajeito
aí. Agora foi. A minha musiquinha tinha
sumido
aqui. Então eu lembro, não sei se vocês
lembram o que que aconteceu nesse
período, né? Mas foi um período
complicado, né?
De Brasil. Então isso acabou motivando a
pesquisa e o trabalho. E aí para
discutir a política e o fundamento da
corrupção,
[roncando] como não daria para resolver
os problemas do Brasil em algumas
páginas de mestrado, eu fui discutir o
tema do poder, o que é o raio do poder.
E nisso acabei encontrando em Henrique
Dúciel um trabalho totalmente excelente
que me auxiliou consideravelmente, tá?
e que
serviu como meu crivo, né? Então assim,
de 2017 para cá, eu só entendo, discuto
e compreendo política a partir disso
aqui. Me deu as bases para poder
discutir ética posteriormente,
apesar de ser o fundamento da da
conversa aqui e de ampliar aí depois as
minhas discussões no âmbito da economia.
assim, eh, isso aqui para mim virou uma
pedra fundamental, a discussão sobre a
fetização do poder, mas eu não vou
explicitar cada um dos meandros do
debate. O que importa é dizer o seguinte
e deixa eu já sair daqui, botar minha
cara na tela para não ficar chato. Que
importa dizer o seguinte, pro Dúel, de
maneira muito simples e sintética, ele
separa, né, aproveita a separação
existente de poder em dois sentidos.
Potência como potência, né, nos termos
latinos, potência, potência, potência
mesmo, poder em potência,
e potestas, poder em execução, poder
sendo realizado.
Esta distinção é a base para ele poder
trocar o resto das ideias.
potência, poder em em
potência
como conteúdo
que precisa de uma forma que vai
realizá-lo, precisa daí da potestas, da
execução do poder. Esta distinção
importante. Para quê? para dizer que o
que funda poder é uma comunidade de vida
que precisa estipular os meios para
poder desenvolver os projetos que
consigam manter ela existindo. É assim
que vão formar as instituições. As
instituições surgem dentro de
comunidades de vida vivas, viventes, que
pretendem continuar vivos e que,
portanto, criam as instituições. Só que
o Dúcia não discute isso em abstrato.
Ele faz um trabalho excelente,
totalmente excelente de começar a
discutir política, não pelos autores,
mas pelo que nós compreendemos hoje do
que é o ser humano, de como foi o
processo de evolução do ser humano, como
que a gente se deu enquanto vivente
dentro de um cosmos específico, uma
natureza específica, essa coisa toda.
Eh, discutindo o processo de
desenvolvimento do cérebro humano. é uma
parada incrível para você fazer
realmente uma filosofia materialista, o
que é brilhante, e buscar uma ética
materialista com princípios minimamente
sustentados
e muito consistentes. Então, não é
simplesmente uma discussão conceitual
abstrata. Quando eu falo já sobre
potência e potestas, já tem um monte de
coisa pressuposta, tá? O, esse essa
discussão sobre o potência e potestas,
poder em potência, poder em realização,
né, em execução, só aparece no meu
trabalho no terceiro capítulo
efetivamente. Então, primeiro e segundo
capítulo é para construir uma parada
para dar condição para entender isso.
Mas eu já tô antecipando a tese, já tô
antecipando aqui com a estrutura básica
para poder ter um contexto, tá bom?
Mas isso já é o suficiente pra gente
ficar três dias discutindo e falando
porque ideia incrível, né? E qual que é
o problema pro Dúciel de maneira muito
sintética e objetiva? Quando a execução
do poder para de cumprir com o objetivo
de garantir as condições de produção e
reprodução da vida da comunidade, ela tá
corrompida,
ela tá funcionando para ela mesma, ela
perdeu sua função, aí ela precisa ser
alterada. Simples assim e brilhante.
Assim [risadas] é extremamente simples.
E é extremamente brilhante. É
extremamente brilhante. uma comunidade
de vida cria os meios para poder
continuar em vida. Esses meios em sua
execução são limitados,
resolvem um problema e daali pouco eles
param de cumprir a resolução desse
problema por n fatores. Então eles
começam a não funcionar mais, a ser
disfuncional. Com qual critério? Da
comunidade que criou.
Então a comunidade precisa daí alterar
essas estruturas de execução de poder.
E pronto. Aí começa um movimento da
história. Só que isso é um movimento
constante, não é? que tipo você criou
uma instituição agora que ela vai
funcionar para sempre. É para você
entender que a dinâmica da vida é assim:
bem-vindo,
[risadas]
bem-vindo.
A vida é assim. Pessoas criam meios para
continuar em vida. Esses meios uma hora
atingem seus limites de funcionamento.
Isso precisam ser alterados. Você
precisa criar novos, tem novos
problemas, novas, a vida tá em
movimento, as coisas estão se
transformando e a gente não pode ficar
apegado a manter tudo como é. E também
não é sair transformando tudo porque deu
vontade, não é de acordo com as
necessidades que se impõem da condição
de produção e reprodução da vida da
comunidade. É fantástico. E aí isso você
aplica para de maneira abstrata, você
aplica em muitos espaços, muitos
ambientes. É genial, mas tá. E parece
uma coisa tão simples, mas ela altera
muito a sua percepção da realidade. É
impressionante. Eh, e vai ajudar aqui a
a gente conversar. Só para antes da
gente ir. Rubens pergunta: "A potência é
igual para todos?" Não. Então, em
abstrato, né? Em termos abrangentes, a
potência é a vontade de vida de uma
comunidade, que é o que a gente vai ver
agora, que [roncando] a gente vai falar
sobre vontade, vontade de poder, vontade
de vida, é a vontade de vida de uma
comunidade que, na verdade, não é
vontade porque ela quer, é porque ela
necessita.
Seres viventes, para continuarem
viventes, necessitam criar os meios que
garantam a subsistência, a permanência
de sua vida. Então, a vontade de vida da
comunidade é a potência, é o que dá
condição para você fazer qualquer outra
coisa. Só que a vontade de vida, por
vontade de vida, por ter que atender as
necessidades, ela não faz nada. Ela
precisa criar os meios para que essa
necessidade seja atendida. esses meios
vão vir, nossa, como você tá linda.
[risadas]
>> Só que esses meios eles vão ter que ser,
quando eles são criados, eles atingem
seus limites. Então, a potestas como
execução de poder, é ela que se
corrompe, sim ou não. A necessidade,
essa vontade de vida, essa necessidade
de viver, não, ela permanece sempre em
potência. Ela nunca é realizada. Ela vai
ser realizada quando ela estipula um
projeto, determina o que será feito e aí
ela se reduz à execução.
Ela não tem todas as possibilidades do
mundo. Isso é genial. Então
vai ser bala, vai ser legal, pô. Vai ser
massa, vai ser massa. Papo legal. E aí,
perguntas, Rubens, o que muda é só a
execução dessa potência? O que
a vontade ou a necessidade de vida, ela
se altera de acordo com as condições?
Mas ela enquanto vontade, enquanto
necessidade de continuar viva, ela tá
presente sempre. Mas a execução de
poder, ela sempre varia, ela é sempre
contingente.
Então a gente vai ter essa tensão aí.
Tinha escrito Ryan. Ryan, como é que
você tá, mano? De boa? Espero desejo que
sim. Rian,
fala, Bruno. Fala, viu o dossiê que você
tá organizando sobre o fascismo no
século XX? Muito [ __ ] Ah, vai ficar
massa isso aí, viu? Esse projetinho
Tabala. Vai ficar legal. Doszinho bem
bacana com o meu querido amigo e
ex-orientador Daniel Pansarelli. Vai
ficar legal, vai ficar bala. Beleza?
Então assim, eu só dei, só falei isso
para contextualizar. Aí a gente vai
então pro textinho. Por quê? Porque a
gente vai vir aqui, ó. Aqui tá o passo
de falar sobre essa necessidade da
potência, né? Da vida que emerge na
história evolutiva. Ó, os subtítulos,
né? A história evolutiva é emergência da
vida humana. a vida humana como um modo
de realidade. Esse modo de realidade,
ele tem um conteúdo que é a
corporalidade dos seres humanos. Essa
corporalidade, ela exige um critério,
né? O critério, princípio material,
critério que você precisa para se manter
em vida, garantir as condições de
reprodução de vida. E que esse sujeito
que precisa fazer isso, ele nunca faz
sozinho, né? Porque nós evoluímos
enquanto espécie, não enquanto
indivíduos.
Então, a ilusão do indivíduo te impede
de perceber que faz parte do seu modo de
realidade, do critério de produzir,
reproduzir e desenvolver a sua vida e da
sua corporalidade, a humanidade enquanto
espécie, enquanto família, enquanto
organização de grupo, essa parada toda.
Isso aqui é o que vai dar a base para
falar sobre potência lá na frente. Só
que aí a gente vai falar sobre a
potestas, o passo para você
institucionalizar, para você sair dessa
base material de necessidade de manter
vivo, para você criar os meios para se
manter vivo. a institucionalização.
Simples assim. Só que essa
institucionalização para discutir ela é
o capítulo que eu menos gosto do livro,
tá? Eu acho que eu reescreveria ele hoje
de maneira completamente diferente, com
português muito mais interessante e
reorganizando a exposição, né? que acho
que a exposição do conteúdo ficou
inadequada,
mas ainda assim ela tem sentido. Então
eu vou ler, mas é o capítulo que eu
menos gosto, mas é onde eu cito Niet,
Heidegger e abro o campo para depois
falar do Carshmith.
E aí a gente vai poder falar um
pouquinho. E por que que é importante
falar sobre Niet, Heidegger e Carmit?
Porque esses caras vão trazer a
articulação entre a vontade de vida
com o poder.
Conectar esses dois elementos, vontade
de vida e poder, tanto Niet quanto
Heidegger. E depois Cmit que vai reduzir
na verdade ao poder. Tem algum cobertor,
uma toalha que você não usa porque tem
que levar pra escola que as meninas
grandes estão trabalhando
sobre as pessoas pobres da rua. Aí elas
vão lá e dão um jeitinho que entregam
para eles.
>> Temos. Depois a gente separa. Tá bom.
Beleza.
>> Só que não é muita coisa,
>> tá? Não, aquilo que a gente puder, tá de
boa.
>> Não é nada de comida. Só as crianças
pequenas trazem
só
eh objetos, não comida.
>> Tá bom.
>> Os
grandes que os grandes que legam com
>> combinado. Acabei de se chamar da Xa.
Bora lá
fazendo boa, praticando as boas ações.
Bora lá.
Ai, ai, [roncando] desculpem isso. Acho
que alinha com o Conatus. Sim, podemos
alinhar com isso. Essa necessidade de se
manter vivo, sem dúvida. E na tradição
alemã, né, vai vir com o Schopenhauer e
depois o Niet que Mas o aí que tá
Schopenhauer vai falar sobre vontade de
vida, depois ele entra no na fase
depressiva dele e fala só sobre vontade.
Ele abandona a parte da vida. E o NIT
transforma essa vontade de vida em
vontade de poder ou vontade de potência,
a depender como você traduz, né? Muito
bom. Bora pro texto. Bora. Beleza.
Então, estamos aqui passagem de passagem
em passagem. Tá tá. Em nosso capítulo
apresentamos isso. Piriri pororó. Aquilo
que eu tava comentando. Ser humano pá
pela parte que eu tô explicando o que
que o cara tá falando. Por essa parte
também. Chato para caraca. Pi pi pi pi
pi pó. Não exporia dessa maneira. Faria
uma coisa mais interessante hoje.
Vontade de vida. Pronto. Vamos lá.
De trechinho em trechinho, só para dar o
contexto. Depois a gente vai direto pro
negócio do Niet lá,
[risadas]
perdão.
Da experiência real, concreta e material
dos viventes a partir da peculiaridade
do modo de realidade ou modo de vida
humana, né? Porque eu gosto dessa
expressão, inclusive eu recomendaria que
vocês utilizassem falar sobre modo de
realidade humana. Nós temos um modo de
realidade, um modo de nos relacionarmos
com a realidade que é distinto,
diferente a depender de como a gente
olhar, do modo de realidade de outros
viventes, né? tem outros seres no mundo
que t seus modos de realidade nesse
mundo. Eu gosto muito dessa expressão.
Ela vem de inclusive de um filósofo
espanhol relativamente conservador que é
o Xavier Zubirri. E vale a pena
conhecer. É interessante.
Da reconstituição histórica desde o
processo evolutivo da vida, exposto até
aqui, iniciamos a passagem para uma
categorização filosófica estrita sobre o
político junto a Henrique Dúciel, né?
Então agora a gente vai sair da
discussão da base material, essa parada
toda, para falar sobre filosofia em
termos mais abstratos.
Então vamos lá, avançaremos para falar
sobre a vontade de vida.
Prestem atenção.
Assim, tendo como primeiro plano de
discussão a leitura que Heidegger faz da
vontade de poder de Niet, e aqui eu já
vou juntar as duas coisas, então por
quê? Porque vai ter maluco que vai dizer
não, mas o Niet, a vontade de poder do
Niet, você não pode achar que ele tá
fazendo uma proposta política, de
organização política. Vai ter maluco que
vai falar isso, porque claro que você
vai limite, que você vai começar a
orientar sua vida a partir de uma
determinada filosofia, compreensão de
mundo e conceito. E você vai separar,
falar: "Não, não, mas isso é só paraa
minha existência [roncando] eh pessoal,
individual, separada do resto do mundo.
Eu não trago isso pro ambiente
eh político, não faço isso, não. Eh,
vamos fazer de outra maneira".
E aí não tem como. Você na verdade tá
caindo num engodo, se enganando ou
enganando os alheios. Mas dá para
piorar, porque Heidegger tem um livraço
dessa lapa que eu tenho ele aqui em
casa, daqui a pouco eu pego ele até se
vocês quiserem, chamado Niet, que é uma
grande leitura de Heidegger sobre Niet.
E o centro desta leitura está no
conceito de vontade de poder ou vontade
de potência.
E vocês tão de sacanagem comigo vocês
não me disserem que Nietzs e Heidegger
são dois filósofos extremamente
influentes durante o século XX e que
agora a gente ainda pega a reverberação
do século XX, por favor, né? Então, o
que importa é: "Ah, não, mas eu leio de
nit diferente.
Eu acho que essa interpretação tá não
sei o quê". aqui é pegar o que o
conceito desses caras, como Niet é
aprendido por Heidegger, como Niet
apresenta o conceito de vontade de
potência, como o Heideger traz o
conceito da da vontade de potência de
NIT e vê quais são os desdobramentos
políticos disso.
Ah, mas eles não queriam, a intenção
deles não é fazer sobre política, Danis.
Na realidade isso trouxe uma compreensão
sobre a atuação política. trouxe,
trouxe, ela tá embutida na prática, na
história se dando. Então, não é o que a
gente interpreta, o que o outro
interpretem,
não existem fatos, só existem
interpretações. Dan, o que que você vai
dizer agora? O ponto é a política em ato
que se fundamenta ou o pessoal que vai
discutir a filosofia existencial,
ontológica, sei lá o que nome que vocês
vão dar para essa birosca, tem efeitos
práticos, tem embutido ali um modo de
interpretar o mundo e um que que fazer
com este mundo. E é isso que me
interessa. No caso aqui é a vontade de
poder eh de Niet e como ela é apropriada
por Heidegger. E a gente vai ver e como
isso inclusive vai aparecer depois em
Schmith, como essas coisas se conectam
para justificar um tipo, um um modo de
entender o poder hoje. É isso que me
interessa, o que nos interessa, tá bom?
Então vamos lá. Assim tendo como
primeiro plano de discussão a leitura
que Heidegger faz da vontade e poder de
Niet, do seu V ao fundo, o primeiro
Schopenhauer, que é efetivamente quem tá
ali influenciando os dois, né? ou pelo
menos a ideia de vontade que vai para
Nint depois será apropriada pro
Heidegger. A partir desse intenso
diálogo com a filosofia alemã,
implementará em sua produção filosófica
a vontade de vida como base para
constituição das instituições do campo
político. Então, não é que o a gente tá
negando que a vontade de vida ou a
vontade de poder ou essa vontade seja um
motor histórico. E não, não se nega. Não
é dizer então que esses caras estavam
errados porque eles falaram sobre
vontade. Não, não é fácil sobre a
vontade, não. Eles estavam errados
porque eles falam sobre a vontade de
poder. Não, isso também não é um
problema. O problema é como você
compreende o que é vontade de poder e os
efeitos práticos, políticos disso. É
isso que nos interessa. E ao fazer isso,
fazer uma crítica, levar até o limite,
até o a crise, o máximo que essa
proposição chega para ver onde é que ela
chega e a gente assimilar aquilo que é
bom e jogar fora aquilo que é ruim. Esse
é o nosso objetivo aqui.
Então, a vontade de viver, veja que é
diferente de vontade de poder, vontade
de viver é de Schopenhauer, né, da do
primeiro Schopenhauer, porque depois ele
ele fica depressivo e esquece a parte do
Zun Leben, né, que é o de vida aqui. Vz
Leben, o Vilz Leben, vontade de vida ou
vontade de viverá Schopenhauer está na
base de todo o querer, de toda a querer
a gente quer. Por quê? que a gente quer
viver de toda a motivação, de todo
movimento. Todo o campo político é
desenvolvido, em última instância desta
primitiva vontade de viver do ser humano
no longo e obscuro, mas apaixonante,
misterioso, inovador, paleolítico.
[risadas]
Aqui a gente indo para além de
Schopenhauer e trazendo questões de
evolução da vida, né? Que ó, vontade de
viver, cara, faz parte da gente. A
gente, como seres vivos, viventes, nós
queremos permanecer em vida e, portanto,
cá estamos. É basicamente isso.
E aí o o Dúciel aqui traz para ó, no
fundo essa vontade de viver, essa
querência, ela sim constitui o político
como constitui toda organização de vida,
mas não é uma vontade de poder pelo
poder e nem o poder em sentido negativo,
de necessidade de vida. Vamos discutir
isso. Essa é a parte importante. Mas tem
uma notinha aqui, né? Notinha. Vamos lá.
Porque quando eu falei aqui, né, como
Heidegger e a leitura, a leitura que
Heidegger faz da vontade de poder de
Niet,
a questão que se nos apresenta é a
redução do poder a seu caráter negativo,
enquanto vontade de poder dominadora e
violenta.
Tudo bem? Então, vamos lá. Como é que o
Dusel leu o Heidegger e o Niet?
Da seguinte maneira.
Por sua vez, Heidegger quando comenta a
obra de Niet, vai introduzindo o
problema do poder de uma maneira
inadequada, redutiva. De fato, o poder é
o momento da vontade, é a determinação
da vontade, como querer viver. Essa já é
a proposta do Dúciel, né, que põe as
mediações para a reprodução da vida.
Você quer viver, mas só o querer não dá,
não dá conta. Você precisa mediar, você
precisa criar os meios necessários para
realizar o seu projeto. É a passagem da
potência. enquanto poder constituinte,
constitutivo, né, aquele fundamento do
poder para potestas, que é a execução do
poder. Então, uma coisa é uma coisa,
outra coisa é outra coisa. São dois
momentos de poder. O poder enquanto a
vontade de vida e o poder enquanto a
execução, né, das dos meios que garantam
com que sua vida permaneça.
Qual o problema? Heidegger e Nietz
reduzem em geral esses dois momentos a
um só, que é poder por poder, vontade de
poder, e que cuja execução é sempre
negativa, ela é sempre violenta de
dominação, ela nunca é criativa,
ela nunca é positiva no sentido de
garantir as condições de produção e
reprodução da vida de uma comunidade.
de imediato, a reflexão se torna
redutiva, toma por atalho a senda que se
aparta do conceito pleno de poder. Mas
esse poder não se exerce sobre eh mas
este poder se exerce sobre outros seres
humanos, né? Então é um poder exercido
de dominação, não de criação dos meios.
Nesse sentido, e aí agora já citando
Heidegger diretamente do seu comentário
sobre Niet, encontramos nos cursos sobre
Niet de Heidegger o seguinte, que que o
o Heidegger interpretou?
Niet equipara frequentemente poder e
força, a capacidade reunida em si e
pronta para atuação, o estar em
condições de, né? Então, para Heidegger
em Niet, poder, e força, tá a mesma
coisa. você tá em condição de de
realizar, de executar.
Contudo, pro Heidegger, o poder é
igualmente o ser poderoso no sentido da
realização do domínio, o estar em obra
da força. Então você identificar poder e
força, força como domínio e como ele vai
apresentar depois e o próprio Niet faz
como assenhorar-se, como tornar-se
senhor, senhor sobre senhor dos outros,
né, obviamente. Então o poder ele nesse
momento tá sendo necessariamente a
vontade. A vontade de quê? De dominação.
A vontade de quê? De controle. A vontade
de assenhorar-se,
de tornar-se senhor. E a gente tá
discutindo aqui que sim, há uma vontade,
uma vontade de vida, que não é
necessariamente, ou melhor,
redutivamente, o assenhorar-se. Ela é
criar meios para permanecer em vida, só
que não em vida solitária e individual,
porque isso não tem.
é mais complexo, vamos ampliar essa
brincadeira. Mas se você fica no
labirinto de Nit, de Hegid, de Schmith,
você só tá ali brincando para dominar,
para ver quem é o mais bravo, quem soca
a mão na cara do coleguinha.
E aí você não tá entendendo o que é
política, não tá entendendo o que que é
isso. Aliás, aproveitando até, né,
essa concepção, ela ela acaba dando
naquela compreensão bem
no sentido negativo aqui, mas não
querendo ser injusto nem com Maquiavel,
nem com Robs, mas sendo maquiavélica
robesiana de que
eh política é a arte da guerra. Não,
não, aqui não, aqui no nosso cantinho
não. Política a arte de evitar a guerra,
porque quando começa a guerra você já
abandonou qualquer possibilidade de
relação e de estruturação política. Isso
é completamente distinto.
Percebe?
Política como arte de evitar a guerra.
A guerra já jogou a política para cá do
chapéu.
Então isso vai mudar bastante como a
gente entende o que é poder.
Diz: "Querido Jones Miguel, boa tarde. O
de hoje tá pago?" O de hoje tá pago,
querido Jon Miguel. Tudo bom, meu
querido? [risadas]
Pergunta Rubins.
Bruno, eu não entendi muito bem como
vontade leva o homem a subjulgar outro
homem. Eu entendo subjugar a natureza
para a sobrevivência do homem. Onde há a
virada nisso disso para homem contra
homem? Já chegaremos lá. Então, então
vamos avançar isso. O assenhorar-se
sobre sobre os outros, sobre os demais e
sobre tudo que há na sua volta,
incluindo a natureza. Mas vamos lá, vou
continuar lendo aqui. Pera aí, deixa eu
pular.
Voltei.
Continuando o comentário. A redução do
poder ao exercício da dominação, da
afirmação de si, do mesmo, dá força para
senhorar-se sobre, sendo possível a
oração ser completada por outra pessoa.
Veja, Rubens, o assenhorar-se sobre,
mas não há nenhuma restrição de que esse
assenhorar-se seja sobre outra pessoa.
Qual é a restrição? Não, não. Você não
pode dominar outra pessoa
em Niet ou em Heidegger. Aonde há essa
restrição?
não existe.
Ela simplesmente
não existe.
Ela não existe. Inclusive em Heidegger,
o ente
que está aí, né, nesta clareira do ser
no mundo, que vai vivenciar as coisas e
que toma o mundo em suas mãos, que
compreende, né, as coisas à sua volta.
Heideger não distingue outra pessoa como
outra pessoa.
Ela é mais um ente
a mão desse ser no mundo
que tá aí.
[roncando] Essa inclusive é a base da
crítica do Emanuel Levinas pro
Heidegger. Levinas diz: "O Heidegger é o
filósofo mais importante do século XX.
Isso tranquil tranquilamente. E
inclusive foi muito influenciado por
Heid até o momento que ele foi parar num
campo de concentração, o Levinas, né,
Stalag B11, o Stalag 11B, né, e ele
quando tá lá começa a pensar, por que
que esses caras olham para mim e não me
vê quanto pessoa?
Por que que eles não ouvem meu grito?
Por que que eles não percebem minha
existência?
E aí ele faz uma crítica à ética
existente em Heidegger, que alguém vai
dizer: "Não, será que existe ética em
Heidegger?" Existindo ou não existindo,
qual o desdobramento? O desdobramento é
que eu não distinguo neste mundo outro
ente que não esteja à mão desse ser que
tá aí vivendo essa clareira, não sei o
quê, essa birosca toda que éxada para
[ __ ]
Eu não vejo. tá à mão, tá disponeg
outra pessoa que seja outra que não seja
extensão da sua existênciazinha aqui em
último da sua compreensão desse mundo,
que é uma discussão bem assim na na pelo
lei de Heidegger, né, para ver se tem
uma ética e tal, tem uns camaradas que
estuda isso. de tirar onda com eles
porque fala: "Meu irmão, vocês estão
querendo tirar coelho de onde não tem,
mano? Esse mata aí tem esse coelho não.
Os desdobramento é horrível, é horrível.
A consequência ética é desastrosa. Então
asshorar-se sobre não existe nenhuma
restrição que você não possa senhorar-se
sobre alguém. Aí um problema
é o que Dúcia denuncia e nós também
estamos aqui já denunciando junto.
Aceito sem a crítica devida. O poder é
reduzido e fundamentado ao seu caráter
negativo, entendido sempre como
violência e dominação. O filósofo
latino-americano lança-se, portanto, a
refundar o poder desde seu caráter
positivo para a produção, reprodução e
desenvolvimento da vida humana em
comunidade. Porque se você não fizer a
crítica, o poder ele sempre aparece como
dominação. E é por isso que essa galera
morre de meio do poder, né? Gosta do
poder individual, de dizer: "Eu tenho o
meu poder, eu tenho minha vontade de
potência, eu vou aqui me colocar no
mundo". Aí fala: "Não, então vamos, né?
Vamos em geral pessoal mais pós-moderno,
não o pessoal que que assimila CRMIT,
vamos no pós-moderno". [roncando] Eh,
ah, vontade de poder meu porigo mesmo.
Mas então vamos organizar aqui um
estado, vamos organizar um partido,
vamos organizar. Não, pera aí. Aí não,
aí não, porque essa coisa de organizar é
muito controladora, disciplinária, a
gente não vai poder, porque o poder é
negativo. Ou ainda a galera que faz a
crítica do poder pelo poder e a gente
tem medo de falar de poder, né? Aí fala
sobre o estado ou fala sobre o governo,
sobre se lá, isso é ruim. Por quê?
Porque é estado e quer governo. Se é
autoridade é ruim. Falou: "Não, meu
irmão, a gente cria meios para garantir
as condições de produção e reprodução da
vida humana. Eles são limitados sempre
porque eis a vida, né? Essa é história.
Então, uma vontade que não é nem só
minha e nem nossa em abstrato, como a
gente junta que constrói essa
brincadeira e cria os meios necessários
para produzir a vida adequadamente.
Exatamente. Fazer o traz a frase aqui, o
poder corrompe. Aí você entende que o
poder necessariamente é ruim, né? Falou:
"Não, isso é a redução do poder ao seu
caráter negativo. É redução à execução
do poder, né? Só a execução pela
execução, não por esse poder de querer,
de vontade, de vida. você reduz a
execução de poder e dentro da execução
de poder você reduz a violência e a
dominação.
Não, os meios que a gente cria para
permanecer em vida são poder em execução
e é bom, senão a gente não vive.
Tá de boa. Tá de boa. Maturidade.
Bom, deixa eu pegar um outro trechinho
aqui.
Pronto. Só para não deixar o Só para
deixar o Rubens feliz. Rubens, só para
deixar você feliz,
diz o Dúel, né? A humanidade demonstrou
que podia permanecer, que podia existir
vivente, racional e funcional. A contio
esse conservante, punção de conservar o
ser. Já que você falou da Conátio, era
só para isso mesmo. Permitiu transitar a
primeira história, o tempo originário da
política, do começo da implementação das
estruturas de protopoder, dos princípios
implícitos fundamentais das instituições
originárias, né? Essa possibilidade de
criar os meios para permanecer em vida.
Pô, daí para frente a gente começou a
estruturar instituições, desenvolver
poder, mas não poder em sentido
negativo, tal qual NIT traz como poder
de vontade de domínio. É vontade contra
vontade. Quem for tiver mais vontade
derrota o outro. É basicamente isso. E
se nega quem disser que não é. Ou tá
querendo enganar a gente.
Perdão.
Então vem cá. Pa pa pa pá. Agora eu vou
criticar o Dussel nessa linha do que eu
tô comentando. Pegar mais uma nota aqui.
Em crítica à tradição que reduz e
fundamenta o poder desde seu caráter
negativo. Tu seu lançar CA toma essa
mesóclise aí a um postulado que é eu
odeio mesóclise, eu meto um monte,
metia, né? Agora não po mais os meus
textos. Um postulado que adianta em nota
afirmando o quê? E aí o Dúcia falando
isso e eu acho que o Dúciel tá errado,
mas tô bem. Se a essência da política é
a vontade de viver, não será uma vontade
de guerra, senão uma vontade de paz.
Você fala: "Pera aí que daí você também
já cruzou uma linha que é bem idealista,
né? Pera, pera, pera. A vontade de viver
também da guerra, mas aí eu papo para
outro momento. O que importa é
distancia-se assim de NIT, porque para
Niet, vamos citar NIT diretamente,
a vida é uma consequência da guerra. E a
própria sociedade é um meio para a
guerra. Então, em um dos muitos tweets
de Niet, eis um tweet bem esclarecedor.
A vida é uma consequência da guerra. A
própria sociedade é um meio para a
guerra.
Inclusive, em trechos como esse que o
Heidegger vai se animar.
A ideia de poder, a ideia de vida, né?
Lembra que a gente começou aqui falando
sobre o é que eu não estiquei muito o
debate, mas o Schopenhauer falando sobre
a V e Vzon Vzon
Leben, né? Vontade de vida, vontade de
viver. Some o Leben, depois fica só vil,
que é a sua vontade e aí depois vai
virar vontade de poder pro Niet. E a
vontade de poder aqui, o poder ele tem
caráter negativo em Niet, sim. Caráter
destrutivo, caráter como assenhorar-se,
como ter poder sobre. E aí a vida é
compreendida, como acabamos de ler nesse
tweet de Niets, a vida é uma
consequência da guerra e a própria
sociedade é um meio paraa guerra.
Isso é uma consequência
de você entender o poder de maneira
negativa e achar que é tudo pela brabeza
e pela força. E Heidegger tá certo na
leitura dele de Niet, quando diz que
poder e força é é equivalente no
pensamento de Niet. É lógico que é. E
não há nenhum limite sobre o senhorar se
sobre o outro, pô.
Não há, não há não, não há nenhum
critério que você fala: "Tá, mas eu
posso dominar o coleguinha?" Não, você
pode,
pode
de acordo com o Twitch aqui pode, pô.
Certo.
Imagina qual o resultado disso, qual o
resultado dessa postura beligerante? Não
é muito bom, não é?
[risadas]
Diz aqui, querido Rubins, eu diria que a
vontade de viver dá em guerra apenas na
escassez. Sem escassez, eu concordo que
a vontade de paz, sim. Tô com Dúcio,
manda um e-mail para ele. Brincadeira.
[risadas] Não, mas pode ser, cara. Acho
que teria teria papo para a respeito. É
que eu acho que é uma frase muito forte,
a qual eu não abraçaria com tanta
tranquilidade.
A vida é mais complexa.
Ryan, Ryan nos diz. Rian, Ryan.
Eh, Twitter de Nit. Muito. É, ele
escreve em Twitch, né? É embaçado. Diz
que doido Ederson Niet, precisando de um
café e um abraço. Precisava de amigos,
né? Um amigo legal, uma amiga legal.
Pessoal que fala assim: "Querido,
calma aí,
a vida é legal." [risadas]
Dizinha, é um desdobramento lógico. É,
faz parte do próprio, faz parte da
organização das ideias ali. É um
elemento básico desse pensamento. Não
pode negar isso, né? Fal, não, mas veja
bem, se a gente lê como se se a gente lê
como se Niet estivesse falando e tendo
uma arma nas nossas mãos, meu irmão, ele
não tava, não tava. E a gente pensa,
qual é o efeito disso na minha mão hoje?
Eu ser quase um, eu ser maluco. Eu sou
um maluco, é o máximo que dá, porque não
dá para fazer muito com isso aqui. Mas
beleza.
Eh, o resultado com política, meu, o que
que eu entendo de política? Como eu atuo
nesse mundo? Se eu me apegar a essa
compreensão de poder e de vontade sem
passar pela crítica,
eu vou fazer merda. E aí aqui eu tô
negando que a vontade é um elemento
fundamental. Não, tá, ela é. E a crítica
dessa galera, o pessoal que reduziu tudo
a consciência, a razão, não sei o quê,
tá correta. Tem a vontade como elemento,
mas é uma vontade de vida, de
necessidade de manter sem vida. Não só a
vontade beligerante, não só a vontade
porque eu quis, não só a vontade pela
força, não. Aí é bobagem, né? Aí é, aí é
bobagem. Então assim, limites, limites,
crianças, limites.
Então, né, que a gente vai paraa além
aqui, distanciamos-nos aqui, né, estamos
distantes da leitura de Niet. Deixa eu
ler mais o ler novamente o Twitch. A
vida é um uma consequência da guerra e a
própria sociedade é um meio pra guerra.
Então, aqui já tá tudo errado. E da
própria interpretação de Heidegger, né?
Que que o Heidegger vai dizer a partir
dessa leitura dele de Niet?
A vida, isso é o ente na totalidade, é
em sua essência fundamental e em seu
próprio fundamento essencial vontade de
poder. E nada além disso. A vida é
vontade de poder. E lembrando aqui que
ele já falou que vontade de poder e e é
vontade de força é equivalente, é o
acenhorar-se. A vida é vontade de poder.
Aí no sentido negativo que a gente tá
falando aqui.
duplo e ao mesmo tempo singular vem à
tona com essa sentença. Então o que que
vem aí de singular e duplo, querido
Heidegger? O ente na totalidade é vida.
A essência da vida é a vontade de poder.
Então o que aparecer na frente aqui tá
nessa disputa de força, ver quem é mais
forte. O ente tá na minha frente, vamos
ver quem se assena, sobre quem. Aí a
gente vê quem vale. É basicamente isso.
E a política qual o desdobramento
político disso?
Far West, né? Far oeste
tá com duas armas aí, vai para cima.
Quem não tem se lasca. Vamos ver quem é
novamente. É Madmax.
[risadas]
É toda e qualquer distopia que parte
dessa bagaceira. Então assim, não tem
muito o que fazer.
Não tem muito o que fazer.
É, é um desdobramento óbvio. Óbvio.
Beleza. Faz sentido, né? Tão curtindo?
Ai, ai, ai. Aí, é claro, né? Esses dias
e esses dias,
esses dias é eu porque eu fico fazendo
essa zoeira, né? N é ruim e tal, tal. E
eu também cao o assunto sem precisa. Tô
caçando hoje, n? Talvez eu esteja me
arrependendo de tá fazendo isso, mas o o
vou caçando assunto. E aí o maluco
apareceu lá comentando assim: "Mas você
não gosta de nicho porque você é
cristão."
Pô, velho,
eu li essa birosca.
Estudei esse trem
e aliás, o que não me falta é amigo,
amiga, gente que eu conheço que é crente
e que adora nit e que fica chateado
quando eu falo mal do bigode.
Não, mas é meu Deus do céu. Destreza,
tristreza.
Só para manter aqui, deixa eu ler mais
um trechinho,
mais uma nota. Por que que tá tudo em
nota? Porque se imagina se eu colocasse
todas essas citações no corpo do texto,
o livrinho aqui já ficou com 232
páginas. Se tivesse tudo no corpo do
texto e comentando cada uma delas, ia tá
com 400 páginas. E aí o pessoal ia ficar
bem chateado na hora de ler meu
trabalho. Então eu preferi optar por
deixar em nota de quapena. [risadas]
Vamos lá
novamente essa afirmação do filósofo
argentino mexicano. Vou pular a
afirmação. Eh, marc distanciamento
crítico de Niets e da interpretação de
Heidegger, né? O que Heidegger faz de
NIT? Fica explícita a referência quando
encontramos no trabalho de Heidegger
sobre NIT o seguinte, que que o
Heidegger diz sobre NIT novamente.
O que significa vontade? O que significa
vontade de poder? Essas duas perguntas
são para Niet apenas uma. Pois vontade
não é para ele outra coisa senão vontade
de poder. E poder não é outra coisa
senão essência da vontade.
Aí vocês me quebram, né?
Aí vocês me quebram.
[risadas]
Esse comentário é bom. Vou aproveitar
ele aqui. Dizd.
Pera aí, pera aí. E eu já respondo. Vou
ter que ler aqui do Carlos. Carlos diz:
"Estranha ser materialista religioso.
Não gostar do bigas é fácil. Brincadeira
Brunão. Tamo junto, cara. Para mim, mas
eu já tenho tantos vídeo aqui explicando
como para mim é muito tranquilo ser
materialista religioso. É muito
tranquilo. É muito tranquilo que
materialista em última instância é lidar
com os problemas que dá pra gente lidar.
Considerar que todo problema que eu
consigo enfrentar que dá para resolver é
no âmbito material. O que aparece na
minha frente tá no âmbito material. E eu
vou li dar aí para resolver esse
problema. Sim, o que tiver para além eu
já não tenho controle. Aí deixa, deixa
na conta do divino,
[risadas]
põe na conta do papa, mas eu não sou
católico, então não sei. Diz querido Ran
Bruno, eu achei Car Schmi muito fraco do
ponto de vista filosófico. Procede? Eu
só li errado. Eu também acho fraco, mas
ele é tentador, ele é sedutor. E eu já
vou fazer um comentário do porquê. Eu
vou acelerar aqui a leitura desse trem
para ir pro CMIT.
Eu vou vou comentar já. Diz que do fazer
o watch. Nota de rodapé no rodapé.
Sempre bom frisar isso. Exato.
Importante. [risadas]
Deixa eu pegar aqui o outro trecho. Já
falei bastante mal do do Niet e do e do
outro lá, né?
Deixa eu ver se tem mais algum aqui que
me interessa.
[suspirando]
Vade de poder. Já falei sobre isso.
Poder poder.
Já contei isso, já falei sobre isso.
Deixa eu pular esse trecho aqui
também. Já li isso apagar ele aqui.
Pô, essa aqui é boa, velho. Essa aqui é
boa. Pera aí. Essa aqui é boa. Boa, boa,
boa, boa.
Ó, que acontece no início do meu
trabalho, eu
acompanho a argumentação de Dúciel.
Então, a gente fala sobre o processo
evolutivo da vida, né? Sobre o
desenvolvimento dos seres humanos no
processo evolutivo da vida.
E aí eu tava lendo o livro do do do
Heidegger, né, do o Heidegger comentando
Niet. Vou até pegar. Vocês vão ver o
tamanho dessa birosca. Deixa eu pegar
ali um segundo.
Que alguém poderia pensar, não, mas o
Heg fez um comentariozinho para Nit, foi
uma coisinha outra. É isso aqui, ó.
Pesado para caramba.
Quantas páginas são desse trem aqui?
E uma letrinha
miserenta, uma letrinha minúscula.
São,
cara, nem sei, 815
páginas. Eu ol li 815
páginas dessa desgraça de comentário do
Heidegger Punite para fazer meu
trabalho. Sem contar o que eu li do
resto isso aqui. E eu li essa pirosaica
toda para dar essas notas de rodaapé.
Então assim, foi um trabalho do cão, me
ajudem. [risadas] Eu não recebi quase
nada para isso, a não ser a bolsa que eu
tinha, bolsa caps para pesquisa, que era
R$.200. Então assim,
nessa birosca dá muito trampo, tá
ligado? Então, [risadas]
respeitem o suor gasto.
Dito isso, no começo do meu do meu
trabalho, eu eu acompanho a argumentação
do Dúciel lá com o negócio da da
construção do processo evolutivo da
vida, piriri, pororó, tal, tal, tal,
tal, tal, tal, tal. E vocês não
acreditam, né? Vocês não acreditam.
E nesse comentário do Heidegger ao Niet,
o bicho não faz um comentário dizendo
que Niet tava criticando Darwin e o
Darwinismo.
E aí eu falei: "Não,
isso vai ter que entrar na nota de
rodapé. Desde a minha monografia do da
do
na minha monografia, no meu mestrado, no
meu doutorado, eu faço alguma citação a
Darwin, tá? Não porque eu queira, porque
acaba tendo que citar, porque o pessoal
discute às vezes as coisas sem
considerar a vida como ela é, né? E o
processo evolutivo da vida biológico,
essas coisas que assim são importantes
pra gente poder táar aqui nesse mundo.
E mano, o maluco comentou, velho, ele
comenta o Niet fazendo uma crítica a
Darwin e o Darwinismo, não sei o quê. E
aí eu falei, vou trazer para cá. Por
quê? Porque mais um ponto que fortalece
meu argumento da necessidade de
recuperar como nós entendemos o que é o
ser humano enquanto espécie que evolui,
que conserva, que tenta permanecer em
vida e que essas ideias de vontade não
sei o que lá deêu chabu. Vamos lá, se
liga.
Eu isso, mas tava mesmo criticando
Darvin. Tava. [risadas]
É, é doideira. Vamos lá. Tal qual
indicado nas notas. Não vou tpular essas
notas aqui. Tal, tal, tal, tal, tal,
tal, tal, não é isso aí do presente
trabalho, né? No meu trabalho, então,
tal qual o indicado nas notas, tal. A
reconstituição histórica da emergência
do vivente humano no processo evolutivo
da vida, assim como a proposta do
princípio de produção, reprodução,
desenvolvimento da vida propostos por
Dúciel, vão ao encontro da produção
teórica de Darwin em seu origens das
origem das espécies. O que não significa
também, como já indicado, que haja
concordância com o darwinismo ético ou
determinados determinismos
reducionistas, que é o que surge depois
daquelas loucuras, né?
Não é isso, mas assim, a gente considera
a evolução das espécies, a biologia,
essa coisa toda fundamental.
Como notamos a ideia de luta pela vida,
né? Porque Darwin comenta struggle of
life, né? A luta pela vida, mas a luta
pela vida em Darwin não é robesiana, né?
Todos contra todos.
A
toda a relação de um vivente com o outro
para permanecer em vida é uma luta pela
vida. Então, quando eles se unem, quando
eles se auxiliam, quando você cria
condições em que um parasita o outro ou
um completa o outro, isso é uma luta
pela vida, mas não sentido de fight for
life, né? Luta, é struggle of life, no
sentido de que a gente tá ali, toda ação
tá criando as condições para que você
produza e reproduza a vida enquanto
espécie. na sua relação entre a espécie
com outras espécies. Então tem muita
cooperação, tem muito auxílio, tem ajuda
e isso faz parte. É a mesma ideia de
luta de classes, né? Tem um comentário
do do tem uma entrevista do do Marx, uma
das últimas entrevistas de Marx a um a
um jornalista inglês que tem essa
discussão sobre Struggle of Life, que é
muito interessante, inclusive sobre eh
que ele fala, Marx fala o quanto Darwin
influenciou o pensamento dele e que essa
ideia de que luta de classes, né, como
conceito, como conceito, um conceito de
de interpretação pra realidade social.
Não é para dizer que tá todo mundo em
luta ou que você vai chamar as pessoas
paraa luta. É que toda relação, ainda
que seja uma relação de estabelecimento
de um acordo, ele se dá numa tensão,
numa tensão conflitiva para superar um
conflito, condições externas e tal. Tudo
bem? Então, incorpora a ideia de luta
sobre de luta pela vida, mas não no
sentido de de guerra, no sentido de
qualquer relação para permanecer em
vida.
Não somente, nem primeiramente das
disputas entre viventes, senão a
codependência no esforço por conservação
da vida. Assim como na capacidade de
procriar, de originar e de garantir
geração de vida. procreação também
começa esforço, permanência, conservação
e autoconservação. Então isso aqui
dentro do âmbito de Darvin, essa coisa
toda. Nesse sentido, aproximando-se do
que se entende com o filósofo
latino-americano, o Dúcielo, né, por
caráter positivo do poder. Minutinho,
minha gente, rapidinho.
Acudir a criança. Ui!
algo,
voltei. Eh, então, pronto, desde a
produção, reprodução e desenvolvimento
da vida humana em comunidade, né, que é
mais ou menos isso. Então esse lance de
você olhar pra vida, reprodução da vida,
essa parada toda entra em consonância
com o que o Dúcio tava falando. Mas aí,
por outro lado, na via oposta, indicando
o caráter negativo do poder como
fundamento contra o qual Dúciel se
coloca, Heidegger afirma: "Que diz
Heidegger?" Preste atenção, Heidegger
lendo Niet no livraco que eu acabei de
mostrar.
Querer é querer ser mais forte.
Niet também fala em oposição ao
darvinismo.
Elucidemos tal estado de coisas
brevemente.
A vida não tem apenas, como pensava
Darwin, o ímpeto para a autoconservação,
mas ela é mesma autoafirmação. Por quê?
Porque ele quis, né?
[risadas]
Ela é autoafirmação. Afirmando para
quem? Para quem? Não tá quem, Heidegger,
que a vida tá se autoafirmando,
[risadas] a entidade vida tá se
autoafirmando para quem?
Ou seja, querer permanecer
em cima é constantemente um retornar à
essência, à origem.
A autoafirmação é que nós destacamos,
né? Autoafirmação é afirmação originária
da essência.
Daí podemos dizer vontade de poder é
sempre vontade essencial, vontade de
querer ser mais forte, de afirmar-se. E
a pergunta é: afirmar-se para quem?
Mas
ai é muito materialismo na minha vida
mesmo, viu?
né? [ __ ]
Mas é isso, afirmar para quem é bonito,
porque aí o cara que tá precisando de
reconhecimento, querendo ser
reconhecido, não é reconhecido, fica:
"Eu também tô querendo me afirmar aqui,
fazer uma tatuagem na cara".
Pode fazer, mas [ __ ] tá de boa, faz
você gosta,
saca? [risadas]
Ai, meus amigos, a vida é complicada. A
vida é complicada.
Deixa eu ver se tem mais algum paum
trechinho interessante. Eu acho que não.
Acho que já tá bom de falar disso aí.
Deu para entender que o poder fica fica
reduzido ao seu caráter negativo,
dominador, né? E que simplesmente
abandona a possibilidade de uma
produção, reprodução da vida como
critério, né? E como execução de poder,
né? confunde tudo, confunde o poder com
a execução do poder, confunde, ai é
triste, confunde a
poder só com o sentido de dominação e
assenhoramento, né, redusto da dominação
e assenhoramento.
E aí eu fico triste porque tem uma
esquerda nossa aqui que faz a mesma
coisa. Ela entende poder como dominação,
como assenhoramento e só isso, né? E aí,
ou foge da política, que aí é é o lado
que eu acho que a galera mais
pós-moderna faz, foge da política e ele
não quer saber de execução de poder. Ou
ela entra na política e reproduz na
política a posição de canalha de extrema
direita,
que é a política execução do poder sobre
violência e dominação. E vamos para
cima, então.
E aí essa galera dá o passo, que é o
passo perigoso de olhar pro calhit e
falar:
"Sim,
sedutor
é amigo inimigo e a gente vai eliminar o
inimigo."
Mas já é a galera que embebeu que poder
é poder no sentido negativo
exclusivamente,
que assumiu essa concepção nitiana ou hi
haidegeriana que eu tô criticando aqui.
E aí fala: "É isso". E aí cai nos braços
do Calchmit e acha que ao reproduzir
Cmitt vai tá sendo sóbria, vai tá sendo
madura, vai tá cumprindo com o seu papel
e não tá.
E aí eu vou fazer aqui um
um salto na minha pesquisa, na minha meu
trabalho aqui e apresentar para vocês
inclusive uma tese minha.
Por que que acontece na na quando eu
tava na qualificação
já tinha avançado bem? Já tava até nesse
segundo capítulo aqui que a gente tá
lendo.
H,
cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê,
cadê?
E aí, o cara que tava na minha
na minha
pera aí, deixa eu só pegar aqui, ver se
eu não tô no capítulo errado,
cara. tava na minha banca, que é o
Alípio Casali, queridíssimo, grandioso
Alípio Casali,
ele falou para mim: "Pô, Bruno, você
você entendeu, Dúciel, cara? Você tá
indo bem, você tá discutindo uma parada
muito massa, deu para sacar, mas sabe o
que que precisa fazer agora? Você
precisa ir além do Dúciel. Eu acho que
você consegue discutir uma parada aqui
que é uma parada que ele não viu,
perdão,
que é, por exemplo, a possibilidade das
elites
também se tornarem rebeldes e quererem
executar o poder e e fazer a verdade na
na verdade fazer valer o poder que elas
já executam sobre a revolta ou a
rebelião do pessoal de baixo. Que que
acontece? E aí eu vou fazer uma
explicação simples a partir daquilo que
a gente já tá conversando. Tem a
potência, né, como esse conteúdo, a
comunidade de vida que tem vontade de
vida, tem o querer viver, a necessidade
de vida e que precisa criar os meios
para executar os seus projetos e
continuar em vida. Apotestas. Então, a
potência fundamenta a potestas, a
execução do poder, né? comunidade de
vida que tem vontade de vida,
necessidade de vida, dá legitimidade,
institui, mantém a execução de poder, as
instituições criadas para isso. Só que
essas instituições, com o tempo, elas
vão ser limitadas, então elas param de
atender as necessidades que
fundamentaram essa comunidade ou mesmo
as necessidades alteram e agora essa
instituição tá atrapalhando as
necessidades dessa comunidade. Então há
um conflito. Só que quem tá executando o
poder tende a querer continuar
executando o poder. Então vai dobrar a
aposta. E aí vai, na verdade, executar
poder de maneira violenta e dominadora.
E aí esta comunidade vai pretender a
fazer o quê? Superar essa instituição.
Aí você tem um grande conflito. E o Del
fala: "Nesse conflito você tem a
possibilidade da potência se tornar uma
hiperpotência. Esse é um conceito que
ele cria, hiperpotência, como uma
vontade que se tenta valer ao máximo,
uma vontade de a necessidade de vida que
institui uma nova ordem e que, portanto,
vai querer revolucionar ou transformar
ou reformar as instituições. Então, essa
vontade de vida vai começar a conflitar
com a potestas e ela executa ou cria uma
hiperpotente, uma comunidade que exige
mais ainda. E aí a potestas tem que
alterar e aí você precisa criar uma
nova. Só que na cabeça do Dúcio, esse
grande esquema, né, para entender o que
tá acontecendo e para que a comunidade
se perceba como exec como alguém que tem
poder, né, comunidade que fundamenta
poder, que se existe um poder executado
é porque há uma comunidade que o
legitima, porque senão ele não
funcionaria. Essa comunidade entendendo
que ela é o fundamento do poder e ela se
levantando, ela transforma as
instituições. O que que o Dúce não
pensou? Pô, mas essas instituições elas
não jogam parada, né?
Elas podem querer revidar.
Lembrando que a gente tava conversando
isso no o ano de 2016, foi um pouquinho
antes da minha um ano antes da minha
defesa.
Aí o Arip falou: "Por que será que não
existe essa essa revolta das elites?
Elas também reagem. E o que seria essa
revolta aqui? Plano abstrato e geral. Aí
ele sugeriu o termo uma hiperpotestas,
né? Quando essas instituições,
querendo valer-se sobre o movimento das
comunidades em irrupção, também vão
querer se rebelar contra a ordem, mas
para manter-se em poder. E isso abriu
uma janela na minha cabeça, porque nesse
momento o que que a gente tava vendo?
Trump.
Nesse momento a gente tava vendo golpe,
golpitman.
Nesse momento a gente tava vendo uma
transformação de elite para elite
que muda a ordem para manter-se no
poder.
Então a elite rebelde dela mesma.
E aí eu falei: "Poa, velho, acho que tem
jogo". E aí eu escrevi sobre a
hiperpotestas.
Então essa abertura que eu chamei da
rebelião das elites, né?
Eh, a tem uma revolta das pessoas
indignadas, a revolta da comunidade, a
hiperpotência. E aí eu falei sobre a
rebelião das elites como uma hipótese
pra gente trabalhar, que é quando as
elites daí já tendo o poder executado,
elas não têm que refundar o poder, elas
já estão com instrumento na mão, elas só
pioram a coisa. Então, [risadas]
ah, vai vir com voracidade.
E aí eu comecei a refletir sobre isso. E
o que que me ajudava a entender esta
reação imediata de execução de poder das
elites? Cal Schmith,
Cmit era a chave. E aí eu falei: "Meu
amigo,
vamos para lá, vamos falar sobre a
rebelião das elites." Então, falando
disso, né? [risadas] Eu vou comentar
então esse trechinho em que eu faço essa
pequena tese, esse esforço de tese. Eu
só preciso achar esse trem aqui. Pera
aí, deixa eu ver onde é que tá esse
bagulho.
Onde é que tá a hiperprotestas? Aqui.
Pronto. Vamos lá. Então, eu aqui acabei
de comentar o que seria essa rebelião
das elites, né? Então, hiperpotência do
dúel. A hiperpotestas é meu conceitinho
aqui modesto de 2017 para 2018 que eu tô
tentando aqui trazer paraa brincadeira.
Espero que seja útil para vocês. Vamos
lá. E que ajuda a explicar muito sobre a
realidade.
Hum, que beijo gostoso.
Eh,
tá gelada. Põe uma blusinha tá gelada.
>> Não tô com frio.
>> Tudo bem. para não tá com fibra. Tua mão
tá gelada, mano.
Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
Vamos lá. Assim, né? Então, acabei de
explicar tudo, então vou pular a parte
que eu falo sobre isso. Seúce indica
para a hiperpotência, né? Essa
revolta das pessoas indignadas como
orientação dos movimentos e sua em sua
factibilidade, né? O que que ele
pretende? Operar politicamente sempre de
tal maneira que toda decisão, toda ação
e toda organização ou das estruturas de
instituição no exercício delegado do
poder obedial, seja fruto de um processo
de acordo por consenso, no qual possam
de maneira plena, participar os
afetados. Então aqui o esforço de uma
hipotência é fazer com que a galera que
tá sofrendo os efeitos da do poder
corrompido em execução consiga
participar do jogo. E o exercício do
poder não seja mais um exercício eh de
opressão e violência, mas seja um poder
que se exerce de maneira delegada, né?
Um poder delegado e que atende as
necessidades da comunidade. Então tem
uma rebelião das pessoas para poder
fazer isso.
Se por um lado do fala sobre isso, né? a
revolta das pessoas indignadas, a
hiperpotestas, que o que eu tô propondo
diz o quê? A rebelião das elites, por
sua vez, em um movimento radical e
abrupto, atua para operar politicamente
de tal maneira que toda decisão de toda
ação, de toda organização ou das
estruturas de uma instituição no
exercício corrompido do poder seja fruto
da imposição dos mandatários
aos seus obedientes. Então, é exatamente
o inverso.
Isso não implica em uma organização
clara e um programa efetivo de uma elite
enquanto conjunto consciente e unitário
de um grupo de pessoas que executam
poder, senão o contrário, tá? Então não
é que as pessoas o quem tá executando
poder se senta e fala: "Vamos fazer um
grande plano". Não, ele simplesmente vai
reagir, porque ele não precisa de um
grande plano, ele já tem os meios na
mão.
A rebelião das elites se apresenta como
uma ação impulsiva, sem ordenação,
mas não tem.
Um minutinho.
É
>> por mas eu tô com
Como é que você conseguindo?
>> Aumentar o volume agora.
>> Não, não, não. Lá. Deixa eu voltar aqui.
Perdão, perdão, perdão, perdão, perdão,
perdão. Eh,
[risadas]
rebelião das elites, né? Então, não é,
não é uma organização
com planejada, né? A rebelião das elites
se apresenta como uma ação impulsiva,
sem ordenação ou programa claro, que não
seja a potencialização da execução de
cada instituição em cada campo
imediatamente, sem outra mediação que
não ela mesma em seu funcionamento, que
é o quê? Você tem o seu, é isso aqui, tá
em um termo rebuscado, mas é você tem
poder força para executar, tem os meios
disponíveis, só potencializa, só vai
para cima, só acelera, só pisa no
acelerador, só faz acontecer. E aí
quando isso acontece,
a gente tem uma reação de uma elite que
é não organizada, que só vai tentar
impor com mais força ainda aquilo que
ela já pôs.
[risadas]
E aí,
eh, e pouco mais além dos, ou seja, ela
vai utilizar os meios que ela já tem por
ela mesma, impor-se mais ainda. Adivinha
qual é a concepção de poder que legitima
isso?
falar, se você tem, você pode.
Se você quer, você faz.
Você não tem nenhum freio, nenhum
limite, é só executar.
A gente não acabou de ler
a vida é guerra e a sociedade é o meio
para guerra.
A gente não acabou de ler que vontade de
poder é força, o assenhorar-se sobre.
Pô,
se você aceitar que é isso, você tá
dando de bandeja para quem já vai fazer
isso, pô. Ah, não. E aí? Aí vem o que o
Ran tá perguntando para mim se o Schimit
é ruim.
Filosoficamente ele é. Só só só que sabe
qual o problema? É quando você olha
paraa realidade e você vê um grupo que
sem nenhum freio, executa poder pela
força, pela violência, sem nenhum
critério e vai para cima e esmaga porque
quer e não sei o que lá, você fala: "A
vida é assim, ó." Você encontra na
realidade?
>> Eu consigo ver. [risadas]
>> Conseguiu mesmo.
Você encontra na realidade um efeito
dessa compreensão de poder. E aí você
então identifica se esse cara faz, se
aquele grupo realizou poder, é isso,
violência é violência, é isso, é tal,
não sei o que lá. E reduz toda a
realidade a a esse critério, a essa
posição.
E aí a realidade reforça sua própria
ideia, né? ou aquilo que está
acontecendo e que a gente olha e tem que
condenar, reforça a ideia de que não é,
as coisas são assim. Só que essa
moralidade, essa legitimação, essa
compreensão de que as coisas são assim,
então quem tem poder que execute, que
faça acontecer, fortalece quem? A a os
grupos e as elites que já t o poder em
suas mãos, porque a gente não tem. E se
a gente não tem, a gente ainda tem que
construir. Eles já têm, é imediato.
Aí a gente é esmagado.
E tipo, hum,
pô,
não seja burro, né? Por isso que aqui eu
gosto de de usar o termo execução da
instituição em cada campo imediatamente.
O que que significa imediatamente?
Perdão, não coloquei na tela. Porque
imediatamente? imediatamente, é porque
não precisa criar a mediação. A gente
que não tem estrutura de execução de
poder tem que criar ainda. Quem já tem
imediatamente executa. E isso é uma
diferença material abismal de tempos
distintos, de condições diferentes.
Então, a gente não pode ser burro.
[risadas]
Então é sem sem outra mediação que não
ela mesma, ela imediatamente funciona,
né?
Eh,
bom, beleza. Tá. E aí até aqui nessa
tese, né, falo sobre esse aspecto como
categoria teórica constituída em
contraposição à hiperpotência. A
hiperpotência se apresenta semelhante ao
movimento fascista, não enquanto
partido, nem no uso corriqueiro do
termo, senão como explica Mariáteg. Eu
não vou explicar em em linhas mínimas,
mas o que eu quis dizer é que não
chamamos aqui o movimento hiperpotestas
de fascista ofensivamente, né, ou em
referência ao partido italiano, tipo,
ah, que a galera hoje tudo é fascista,
né, você ou não é como ofensa, é que o
Mariáteg ele diz
que o movimento fascista eh acho que não
tá aqui, né? Tã
ah, tá mais para baixo, tá? E o
movimento ele é uma máquina de guerra,
né? ele é um um processo
contravolucionário,
eh,
que é um instrumento de guerra. Então, a
máquina de guerra é um instrumento de
guerra constante que não tem outro
critério senão a sua contrrevolução
constante. Então, é basicamente isso.
Por isso que a gente vai chamar de
fascista
nesses termos ou nesses limites. E que
para mim continua bem atual e funcional,
tá? Assim, eu acho que eu a categoria
ajuda a discutir. Parece que eu não não
atirei muito longe não. Eu acho que eu
acertei legal no que tava acontecendo
[risadas] e no que tá acontecendo, né?
Mas deixa eu procurar aqui onde é que tá
o trechinho, porque a gente vai citar as
coisas interessante. Pi pi pi po pó lá.
Aqui. Pronto, achei. Pá.
Pá.
com movimento anticrítico em oposição ao
bloco oprimido ou ainda na expressão de
Mariateg contra revolucionário reativo.
A rebelião das elites consegue
estruturar coalizão e unir sobre a mesma
ação séries de grupos mandatários ou
executores de poder em diferentes
instâncias e campos, né? Reúne uma
galera toda aí para fazer merda. E aí
simplesmente na reação. Então você vai
juntar quem se dá bem com patriarcado,
com esquema de misogenia, quem se dá bem
na estrutura racista,
quem se dá bem na estrutura de classes,
quem se dá bem tudo quanto tem relação
de dominação religiosa, essa galera se
une imediatamente porque vê um movimento
de comunidade ali surgindo, vê um
movimento de reação e aí imediatamente
pega as instituições disponíveis e vai
para cima. Mesmo eles não se gostando,
mesmo um não concordando com o outro e
dá um movimento todo amorfo, todo mal
feito, mas que o que importa é a vontade
de poder e executar poder e ir para
cima, porque a gente pode.
E tem que reagir. Aí fal a rebelião das
elites nesse caso. E agora sim, né? Por
que que essa galera se une com essa
facilidade? Aí vamos pra nota de rodapé.
Nesse caso, seria a redução radical da
diferença amigo e inimigo como critério
último da política e do político, tal
como propõe Schmith,
que é por isso que essa galera se une
rápido, cria o inimigo
comum e junta todo mundo. Que que é o
antipetismo?
Que que é o anticomunismo?
Que que é o o esse perigo do marxismo
cultural? Essa bobagem toda que se une
em última instância sobre a ideia de
comunistas é esse essa estrutura de para
juntar as elites de cada um dos campos
da vida humana para que se unam e
imediatamente reajam. E aí uma galera
que não tem nada a ver com o rolê vai se
lascando junto. Então a mina que começa
a reclamar que tá sofrendo com babaca do
vizinho, babaca do amigo, babaca do
namorado. Isso aí é marxismo cultural.
pai justifica a violência contra
o cara começa a reclamar que tá sendo
tratado que nem lixo porque uma
estrutura racista ou xenófobo não sei o
quê. Ah, isso aí é marxismo, é revolu e
vai para cima e taca ali terror e daí
paraa frente com tudo quanta coisa. E aí
une a grupo o pessoal e criou esse
grande inimigo, o inimigo a ser
combatido, tal o qual o Car Schmit
coloca. E aí, qual dado a compreensão de
poder no se eu quero, eu faço, se eu
posso, eu aconteço, eu não tenho nenhum
limite que eu não possa me assenhorar
sobre os demais. Sabe o que acontece
como resultado? Essa galera massacra.
Massacra.
E é resultado da compreensão de poder,
sim, que tá expressa, não só, mas em
especial ali em Niet e em Heidegger,
na organização imediata da
Hiperprotestas, em especial para a
ética. política da libertação, tomando
como pressuposto conteúdo material
formal e de factibilidade que
desenvolvemos em nosso trabalho,
torna-se grave a proposta de
determinação do inimigo em Shimit,
quando ele afirma que olha o que diz
Schimit sobre a criação do inimigo. E
aí, meus amigos, isso é sério.
Eh,
que que o Shimit diz? O inimigo
não necessita ser moralmente mal, nem
esteticamente feio. Não faz falta que se
levante como competidor econômico e
inclusive pode ter suas vantagens fazer
negócios com ele. Simplesmente é o
outro, o estranho. E para determinar sua
essência, basta com que seja
existencialmente distinto e estranho no
sentido particularmente intenso. Você
cria fictici o seu inimigo.
Foca num aspecto de sua existência e
trate-o como alheio, como outro, como
aquilo que não é você e seu grupo. E aí
tá liberado atacar.
Nesse sentido, propomos em nossa tese
esboçada sobre a rebelião das elites,
que os que se unem na ação imediata tem
como último critério a anulação do
outro, do estranho, do que põe em risco
a ordem vigente. ou na expressão de
shimite, digamos shimite, se a
alteridade do estranho representa no
conflito concreto e atual a negação do
próprio modo de existência e em
consequência se há que rechaçá-lo ou
combatê-lo para preservar a própria
forma essencial de vida. tá legitimado
massacrar e eliminar porque não está
aqui identificado com a nossa essência,
com aquilo que nós estipulamos o que
somos. Limite é uma desgraça
perigosíssima.
Você solta isso aí, meu amigo, sabe o
que que dá?
Essa criação fictícia desse alheio.
Sabe o que que dá?
Vou até ler um outro trechinho aqui.
Deixa eu ver se vai fazer falta na
argumentação. Vai, não é importante ler
aqui. Então,
portanto, exposto o estado de exceção
como manutenção da ordem vigente, né?
que a ordem vigente cria o estado de
exceção para ela se manter no poder, que
é o que a gente tá falando da rebelião
das elites, ou criticada a separação
entre potestas e potência. Dá-se a
hiperpotência como movimento crítico de
excluídos que procuram construção de uma
nova ordem. Beleza? Ah, e ao passo qu,
né? Em reação a esse programa da crítica
que as pessoas estão fazendo a ordem,
as instituições fetixizadas
potencializam seu exercício opressor,
corrompido e violento. uma ação
anticrítica sem programa que deixa de
lado o esforço para manter o estado de
exceção da potestas para impor uma ordem
nova explicitamente separada de seu
fundamento, procurando se colocar real e
efetivamente por si mesmas, que não é só
agora o estado de exceção, é a
construção de uma nova ordem contra o
inimigo, contra o inimigo colocado.
Então, lançando mão e parafraseando a
expressão de shimite, quando afirma que
qual que é a expressão de shimite? O
protego, ergo, obligo é o cognito,
ergosum do estado, né? O protejo, né? Se
eu protejo a instituição fetixizada,
logo obrigo, logo submeto, logo me
imponho, logo domino.
Submissão ao exercício corrompido. É o
cognito, gossum, fundamento e paradigma
da rebelião das elites, né? Então o
protejo a instituição, protejo a ordem,
protejo o que a gente colocou, então
obrigo, submeto, domino e vai. é essa
posição que legitima uma rebelião de
ordem da uma rebelião das elites.
Beleza?
Seria então essa posição do protege as
instituições. Então a gente vai para
cima também. Schimit. E aí vamos aqui
para um momento mais filosófico. Afirma
que para Hegel, a leitura de Schimit de
Hegel, né, o inimigo é a diferença
ética,
diferença que constitui o alheio que
deve ser negado em sua totalidade
viva. O inimigo é a diferença
ética.
Ah, ele não tem a mesma critério ético
que eu. Essa comunidade se organiza
diferente. Eles têm, então, devem ser
negados em sua totalidade viva.
A ideia de constituição do inimigo a ser
combatido e alimentar esta máquina tem
como resultado nessa estrutura e nessa
posição este elemento aí que não é uma
proposta. Ah, isso aí é pode ser que
aconteça no pensamento do Schimit. Não,
não, não, não. O Shimit tá dizendo que a
construção do inimigo,
esse elemento, ele implica em você
assumir a eliminação do outro, a
eliminação do alheio. E o alheio é
aquilo que Narciso não considera
espelho.
Beleza?
Narciso acha feio aquilo que não é
espelho. Então, se não é igual a gente,
vai ser eliminado.
Isso é a criação do inimigo de Schmith.
E para Schmith isso é a política.
Política isso e não é isso é eliminação
da política. Isso é instauração de
guerra. Isso é considerar que poder,
poder é o elemento fundamental da vida e
vida é guerra. E a sociedade é o meio
paraa guerra. Isso é o que a gente viu
lá no tweet do Niets, é o que a gente
viu da interpretação do Heidegger, é o
que tá explícito aqui na construção do
inimigo do Schmid.
O que essa galera faz com com
interpretação de poder, reduzindo
execução de poder, tudo a execução de
poder e reduzindo a execução ao seu
sentido negativo, implica nesse tipo de
postura.
E a comunidade viva que não tem meios
para garantir sua execução de poder, que
precisa criar ainda, que precisa
revelar, precisa se organizar, ela se
lasca se se apoiar nisso, mas se lasca
assim grandão, porque você não tem meios
para sustentar,
não tem. Você é esmagado. Você tá
legitimando que a gente organize tudo
quanto é grupo humano assim, criando
inimigo. E aí vamos ver quem é mais
forte. Sabe quem é mais forte? dentro da
sociedade capitalista, racista,
misógena, estruturada num longa duração
de colonialismo. Sabe quem se lasca?
Bota você no mundo e vê quem quem que se
lasca com esse tipo de postura.
A mobilização popular, ela não vai se
dar pelo ódio nesse sentido de vamos aí
quebrar tudo.
Ela se dá quando você percebe que você,
enquanto comunidade viva, é sede do
poder, que só existe alguém executando
poder, porque nós enquanto comunidade
damos legitimidade.
Aí você tem conscientização de classe,
aí você tem conscientização de política,
de comunidade viva política. A criação
do inimigo não te dá consciência de
nada.
Nada.
É quando as pessoas olhamas para as
outras e percebem, é a gente, se existe
esse poder, é porque a gente criou e a
gente legitima.
Aí você se sente sediado de poder. A
gente se organiza e tira a legitimidade
se for necessário.
Não é por essa estrutura aqui, meu
amigo. Essa estrutura aqui que a gente
tá lendo.
Ah, meus amigos, essa estrutura aqui,
ela fortalece a rebelião de elite e dá
um poder bizarro para um bagulho maluco,
meu irmão.
Sem sacanagem.
Deixa eu ver se tem mais algum trechinho
que eu gostaria de ler.
Acho que não.
É, foi massa, né? Papinho bacana,
papinho interessante.
Deixa eu ver se
determinado.
Ah, é isso aqui é legal. Isso aqui é
legal. Veja aí você tá falando, ah,
então porque falar sobre as elites que
se rebela, então alguém já vai falar,
então eles vão acabar com a história.
Ou se você fala da revolução do pessoal
de baixo que lá, então eles também vão
acabar com a história, o fim da história
na ataraxia da sociedade futura,
eh, ou sei lá o quem, né? Não, não é
isso que eu tô falando. Então vamos lá.
Só para finalizar, né?
um pouquinho de esperança nesse mundo.
Finalizando o esboço de nossa tese, não
se trata de entender o tensionamento
entre hiperpotente, a rebelião da
revolta das pessoas indignadas, né, como
irrompe o movimento crítico, revolta das
pessoas indignadas ou das indignadas. E
a hiperpotestas
como movimento reativo do bloco
histórico no poder da rebelião das
elites, como luta ante um telos
determinado, né? A grande batalha final
da história entre os grandes, os dois
sujeitos. Não, não tem nada disso.
Nada disso. Como destino histórico do
vencedor, do detentor da última palavra,
daquele que toma definitivamente o poder
e instaura uma nova ordem. Não, não
estamos falando disso. Luna, Luna. Aí é
perigoso.
>> Beleza.
>> Não, eu tô ligado. Mas é que é onde ela
tá. É perigoso. É onde ela tá. Então,
fechou.
É, nós. Pelo contrário, propomos a
abertura contingente desse
tensionamento. As possibilidades de
criação de uma outra ordem permanecem
abertas a todo instante e estão, como
toda mediação, sujeitas às
transformações dinâmicas das interações
e relações humanas. Então, é uma atenção
própria da história. A instituição do
poder, a crítica à instituição do poder,
é um movimento próprio da história. O
grande lance é que a gente tá reduzindo
toda a complexidade da história em uma
grande luta do bem contra o mal, de um
grupo contra outro, do amigo inimigo e a
gente tá perdendo a vida, né?
Literalmente destruindo as condições de
reprodução da vida. Mas vamos lá,
lendo a nota aqui, propomos, portanto,
que nem a hiperpotência, né, nem a
revolta das pessoas indignadas e nem a
hiperpotestas, a rebelião das elites,
aparecem com o objetivo de cumprir o fim
da história em uma disputa final pelo
poder. Em outro sentido, o movimento de
revolta das indignadas é resultado de um
longo processo cumulativo, histórico, de
organização e conscientização dos
excluídos das instituições e das
mediações executoras de poder. e que,
por isso, sem os recursos disponíveis,
precisam de mais tempo e determinações
para tornar tornar possível uma
articulação que exija desde abaixo a
participação simétrica nas decisões
institucionais. Ou seja, é um processo
de média longa duração, né? As lutas
populares elas demoram, elas não são
fáceis no exercício do poder. Por outro
lado, a própria hiperpotência não
procura a realização de um projeto
final, senão na radicalização do
exercício de poder já disponível, dada a
utilização imediata das estruturas eh da
da potestas, né, postas, a poteste, na
real. Nesse sentido, tomamos emprestada
a crítica de Aníbal Kirano a respeito do
fim da história, né? Que que o Kirano
diz? Pese de Regila Fukuyama, não existe
nenhuma eh entidade suprahistórica que
predetermine o destino. É, pelo
contrário, o momento de romper com as
regras do eurocentrismo e de preparar
outra história, a que resultará das
grandes lutas que já estão à vista. Essa
nova história pode ser a nossa história,
é uma outra história.
Desta feita também da interpretação de
Schimit, dos movimentos críticos ou
revolucionários que pretenderiam, do
ponto de vista do Schimit, que que esses
movimentos pretenderiam? concentrar
todas as lutas da história universal em
uma única luta final contra o último
inimigo da humanidade. Não, não é isso
que a gente tá fazendo e nem isso que
deve ser feito ser um animal. Porque em
última instância a apropriação do ponto
de vista revolucionário dessa ideia do
Schimit é isso, é imaginar que nós
estamos concentrando todas as lutas de
toda mobilização universal numa grande
luta final contra o inimigo da
humanidade. Isso é burrice.
Saca?
Ai, ai.
Mas é isso que estamos aqui. E eu perdi
um monte de mensagem legal aqui no
caminho,
mas eu vou ter que parar porque já tô há
muito tempo aqui.
Se a esquerda fizer igual, ela ganha vio
sapato. É, não, não, não. Ele tá errado.
Ele tá completamente errado, né?
Completamente equivocado.
Exato. Exato. Exato.
Diz Ran. Isso é uma explícita
prescrição. Schmit tá longe de uma
neutralidade. [risadas]
Que que será que ele tava justificando,
né? Que que será que na Alemanha de 30 e
que que será que o Shim tava
justificando
com essa postura dele?
Que que será?
É [ __ ]
Que que será que ele tava justificando?
Ai, mano, não posso, cara. Não posso,
cara. Não posso.
Tem toda a razão. Pequenas intervenções.
Pequena tá aqui animadíssima.
Esse hom é o deus ex máquina que eu não
faço ideia, nunca assisti a taca titan.
É, é isso aí, querido Leandro, espero
que você curta o papo, mano. Chegou
tarde, mas estamos junto, tamos junto.
Espero que a reunião tenha sido boa
também.
É burrice pura. É lógico que é. Diz que
Ran. Bruno, já leu a crítica de Rabber
em um texto sobre a paz perpétua de Kant
a essa concepção política do Timit? Não,
não li. Teria indicações sobre a ideia
de cosmopolitismo em um sentido não
eurocêntrico. Caraca, cosmopolitismo,
cara. Hum.
Cara, tem, como é que é o nome desse
autor, mano?
Cara, como é que é o nome dele?
Eu tem um texto humano, tá na minha
cabeça aqui, que é para uma outra
globalização. Tem um Milton Jones, tem
um texto para uma outra globalização,
mas não é esse. É uma globalização
alternativa. É o
Scanoni. Scanoni, eu não lembro. Eu
preciso lembrar o nome do texto, mas o
Scanoni tem um texto muito massa sobre
isso, muito massa mesmo. Eu gosto
bastante. Scanoni é escrever assim,
Scan.
É um texto bem legal, inclusive que ele
faz uma metáfora muito bacana entre a
coruja de Minerva e o Pardal que acorda
a gente de manhã. Fala que a filosofia
não deve ser a coruja de Minerva mesmo,
não. É o pardalzinho que anuncia que o
novo dia chegou.
É bem legal.
Pessoal trocando ideia aqui, pessoal
sempre muito gentil.
Cosmotécnica, eu não faço ideia que
vocês estão falando.
Ele trata da cosmopolítica contra os
novos chemitianos chineses. Meu Deus,
vocês estão avançados em lugares aí. Mas
é isso, minha gente. Espero que vocês
tenham curtido. Tem um excelente fim de
semana.
Excelente fim de semana. Aproveitem aí
que tem jogo da seleção brasileira. Tá
chegando jogo da seleção brasileira.
completamente iludido o reino
e assalto ganhe tudo.
Seguimos por aqui mesmo. Seguimosos
animados nos distraindo mundo trazendo a
boa nova [música]
todo dia até a vitória final.
Seguimos trazendo [música] boa nova todo
dia
até a vitória final.
Estamos juntos.
Valeu.
[música]
O áudio bagunçou.
Valeu, estamos juntos.
>> [música]

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