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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: VIDA OU CAPITAL? VERDADEIRO DILEMA A SER ENFRENTADO

🔴AULIVE: VIDA OU CAPITAL?  VERDADEIRO DILEMA A SER ENFRENTADO

🔴AULIVE: VIDA OU CAPITAL? VERDADEIRO DILEMA A SER ENFRENTADO

pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
>> Bom dia.
Tudo bem com vocês?
Como é que vocês tão?
>> [música]
>> Ah, bom dia, bom dia, bom dia.
Não vai ter copa, pelo menos não agora,
neste momento, mas mais tarde sim.
Bom dia, como é que vocês estão, meus
queridos, minhas queridas?
Ajeitar o som aqui, para não ficar
demasiadamente alto em vossos ouvidos.
E vamos aqui de livezinha surpresa.
Livezinha semanal.
Que a semana não tinha dado para gravar,
mas agora vai dar.
Então, sem muito alarde, bora lá.
E já aproveitar
para convidá-los,
convidá-las,
convidá-les
para nossa live da semana que vem,
quarta-feira, né? Começar com esse
anúncio. Nós teremos uma live especial.
Uma live intitulada
Um Bruno versus cinco calvos brancos.
E vai ser bem interessante.
De verdade.
Convido vocês
a estarem conosco na semana que vem.
Também na na quarta-feira, nós teremos a
nossa live Um Bruno versus cinco calvos
brancos. Já fizemos a seleção dos cinco
calvos brancos.
E
será bem interessante. Quem quiser
tentar adivinhar quem são esses
que serão contestados,
criticados, pode tentar.
Pera aí que eu, deixa eu ajeitar as
coisas aqui.
Tô praticamente sem voz, que dei aula
essa semana inteira, no frio, à noite.
Aulas subsequentes.
E a voz fica daquele jeito, e ainda tava
no meio do mato, fica mais geladinho.
Ai, ai, pera aí, pera aí, pera aí, deixa
eu pegar os trem aqui. Vocês tão bem? O
áudio tá bom? Tá muito alto?
Tá atrapalhando vossa experiência
musical?
Deixa eu baixar aqui.
Se você não conhece nosso canalzinho,
seja muito bem-vindo, muito bem-vinda,
muito bem-vinde. Você que tá assistindo
aqui
sincronamente ou que vai assistir
depoismente, assincronamente. Meu nome é
Bruno Rickdal, sou doutor em economia
política mundial, mestre em filosofia,
graduado em filosofia, formado em
teologia e pretendo produzir algum
conteúdo aqui com relativa
qualidade e que também tenta ter um, um
mínimo de entretenimento ou um pouquinho
de humor. O humor é um pouco quebrado.
Esse canalzinho é um canalzinho pequeno,
mas totalmente excelente e que produz um
conteúdo aí relativamente qualificado.
Então,
considere ser membro, membra, membre e
membresia aqui do canal, porque é quem
sustenta esse canalzinho. Nós temos um
grupo pequeno, mas fiel e resistente de
pessoas que nos auxiliam a manter aqui
essas atividades com uma live semanal
e conteúdos exclusivos para você, para
você e para todas as outras pessoas que
forem membros, membras, membres e
membresia aqui do canalzinho, que são os
nossos cursos, como Marx e Religião,
Evangelicos e Política no Brasil, Como
Fazer o Seu Projeto de Pesquisa
e outras coisinhas que tão chegando cada
vez mais por aí. Em breve eu vou
adicionar algum outro curso que eu
gravei aqui no, na plataforma, para quem
é da membresia, que fala um pouquinho
sobre Fundamentos de Economia Política,
e acho que vai ficar bem bacana.
Então, chega mais com a gente, não
esquece de curtir esse vídeo aqui
também, de comentar para ajudar o
engajamento e de espalhar a palavra por
aí, compartilhando o vídeo pro o Então,
vale a pena, vale a pena. E não
esquecendo que se você virar membro,
membro, a membresia aqui do canalzinho,
você ainda pode participar da nossa, do
nosso grupo exclusivo do Zap. Nós temos
um grupo do WhatsApp, que é da primeira
igreja barista do WhatsApp. E aí você
pode estar lá com a gente conversando,
trocando ideia. É um grupo bem bacana,
com pessoal bastante saudável, bastante,
pessoal bastante gentil, assim como o
nosso chat, que está aqui. O nosso chat,
que não é um chatinho, é um chatão.
O chatão maravilhoso, com pessoas
incríveis, que trocam ideias com a
gente. Tudo bem?
Então,
é isso. Hoje não poderei me estender
demasiadamente,
mas cá estaremos. Bom dia, querido
Tiago, tudo bem com você? Como é que
você está? Espero desejo que bem.
Cadê as pessoas? As, eu, eu não planejei
essa live tão bem, né?
Eu não fiz na quarta-feira, que é o
nosso dia do culto adequado.
E
soltei meio de surpresa, né? Preparamos
aí apressadamente para poder cumprir os
nossos, nossas tarefas, nossas metas.
E além disso, é uma sexta-feira de
manhã, maior parte do sul, sudeste desse
país, que, onde está concentrado
consideravelmente as pessoas que
acompanham esse canal, tá frio,
né? É dia de jogo do Brasil.
Tudo se une para a gente, a gente não
esteja de pé às 8:30 da madrugada.
Então, tudo aí tá, todo mundo procurando
seu atestado médico para poder não ir ao
trabalho. Todo mundo buscando aí, de
alguma maneira,
perdão,
resolver esse problema, né? Então, cá
aí, cá estamos. Mas é isso. Bom dia,
querido Borduna, como é que você está,
meu querido? Espero desejo que bem,
espero desejo que o papo hoje seja
bacana.
Tudo bem com você?
Que isso, querido Tiago? O senhor estava
em situação de quilombo. Exatamente,
estava dando aula
lá no quilombo, na aldeia.
É,
foi, foi massa, foi massa. Só que é
longe, né? E aí tava frio.
E a aula é à noite e foram
alguns dias subsequentes e a minha
garganta foi pra casa do chapéu.
Pode ver que, né, parece ter um um
tem um Como é que é o nome daquele
negócio?
Tem um pedal aqui ligado, né?
Distorcendo minha garganta.
>> [risadas]
>> Não sei se a voz fica melhor ou pior
assim.
Às vezes melhora, vai saber.
Mas deixa eu ajeitar aqui que tem uns
trem pra gente ver hoje, que vai ser
bacana, né?
Peraí, espera aí. Um minutinho que eu
deixei meu café muito longe de mim.
Deixa eu pegar aqui.
Pecado, né? Deixar o café longe de mim.
Agora sim.
Pararam tam tum.
Sempre é. Sempre é. Sempre é bacana?
Talvez. Espero que Deus sim.
Tá bom?
É, meu povo, mas ó, vou dizer um negócio
pra vocês.
É, o vídeo que a gente gravou fazendo na
semana passada, né, fazendo react
daquele
péssimo debate
entre
os chamados relativistas e os
autodenominados
universalistas
rendeu, hein? Rendeu legal.
Não bem de views aqui no canalzinho, que
ele, né, não tô conseguindo
fazer conteúdos tão atrativos e menores,
é só as lives longas.
Mas no Instagram os cortezinho foram
bem, teve uns cortezinho legal. Chegou
bastante gente lá na nossa página.
O que é legal. Ficou bacana.
Parece que o pessoal gosta de treta.
>> [risadas]
>> Aparentemente
interessa às pessoas a treta.
>> [música]
>> Fazer react de vídeo
ofendendo gratuitamente. Aliás, eu tenho
recebido algumas
indicações de reacts
em vídeo, mas eu tô fugindo do react já
faz um, quase dois anos, né?
O canal começou como um canal de reacts,
dada a estratégia de angariar pessoas
rapidamente.
Mas eu tô fugindo um pouco dos reacts já
faz aí um tempinho.
Por alguns fatores.
Entre eles que eu não consigo fazer
cortes, né? Então.
Não tô conseguindo fazer os cortes de
react e aí não, não dá.
Eh, se tivesse mais tempo, quem sabe.
Mas semana que vem não vai ser bem
react, mas vai ser treta. A gente vai
ter aí um Bruno versus cinco calvos.
Cinco calvos brancos, é bom destacar
isso.
E quem quiser tentar acertar quem são os
cinco calvos brancos com antecipação,
boa sorte.
Mas [risadas] vai ficar legal.
Essa, esse conteúdo, essa ideia do, do
do vídeo do um Bruno versus cinco calvos
brancos que vai sair na semana que vem.
A gente vai fazer a live na semana que
vem, né? Um Bruno versus cinco calvos
brancos.
Surgiu numa conversa no trabalho.
A gente começou a perceber vários
produtores de conteúdo que influenciam
bastante as pessoas, sejam de esquerda,
de direita e tal.
E que tem certo espaço na mídia e na
internet, né? Na mídia tradicional e na
internet.
E que, cara, é muito ruim assim, muito
ruim mesmo. E aí a gente percebeu que
essas pessoas tinham um traço em comum.
Elas eram calvas,
homens e brancos.
Então quer dizer.
Algo não pode não ser uma necessidade,
todo homem calvo branco ser
problemático, mas
que tem a tendência aí,
vou combinar. Ó, rapaz, você acertou de
primeira.
Tiago já acertou dois aqui, Sapatil é um
deles, é um dos cinco. Pondé
é outro dos cinco, já somos, já são
dois. Link, não, o Link não tá no, na
nossa
lista de cinco homens calvos brancos.
Não tá, não tá.
Mas o Safatle e o Pondé estão, o que
significa que nós não estamos aqui
fazendo acepção de pessoas, de grupo,
de, de posições políticas distintas, né?
Gente de esquerda, de direita, a
calvície branca atinge qualquer pessoa.
A, qualquer espectro político. Calvície
branca não respeita espectros políticos.
Ela pode afetar muitas pessoas aí.
>> [risadas]
>> Cara,
tem muito conteúdo problemático assim
nessa, nessa parada, né? Meu pai amado.
Tem um em especial, dois em especial,
que já apareceram aqui no canal. O
Safatle nunca apareceu, o Pondé não
lembro.
Mas os outros dois já, os outros dois
estão na minha cabeça já.
Complicadinho, né?
Complicadinho para dizer o mínimo.
Deixa eu ajeitar aqui nosso texto de
hoje.
Hoje tem hect de texto.
E deixa eu pegar aqui.
Pronto. Cara, o, nosso papo de hoje,
inclusive afeta alguns dos calvos
brancos que serão criticados na semana
que vem,
é,
o nosso papo de hoje, ele para mim foi
uma,
uma das,
acho que foi uma das coisas mais
impactantes que eu tive na minha
trajetória.
Né? Eu tava
precisando pensar, pô, o que que a gente
pode discutir na, na livezinha na sexta,
na livezinha improvisada,
que não tá dentro do nosso cronograma
regular das quartas-feiras.
E,
é, e cara, foi, foi um, um, um dos temas
mais impactantes para mim, assim, na
minha trajetória.
Que foi quando eu
a bendita da frase, dessa frase, né? Ah,
o dilema que a gente tem que enfrentar
hoje é vida ou capital.
Isso me,
quando eu li essa frase, ela
acendeu tantos alertas, ligou tanta
coisa ao mesmo tempo, como diria a
famosa expressão de Kant diante da
crítica de Hume,
me despertou do meu sono dogmático.
Uma frase que me, me despertou do meu
sono dogmático.
E eu queria trazer ela para cá, porque
foi por,
como a gente vai dar essa, relativa
improvisada, acho que vai, vai auxiliar.
Olá, querido
Psilorenço Serpa,
ou Psilo
renço Serpa. Tudo bem com você, cara?
Espero, desejo que sim. Bom dia, meu
camarada.
Seja muito bem-vindo ao nosso chatão,
né, que é o nosso grande chat, que tá
aqui do lado, nosso chatão.
Nosso chat maravilhoso com pessoas
incríveis e muito gentis.
Bom, o, o, o,
e, e eu vi, cara, um texto, né, do
Franz, o Franz J. Hinkelammert,
nem era um texto dele, era uma
coletânea,
que tinha uma entrevista com ele. E
nessa coletânea, o título da coletânea
era vida ou capital.
E na entrevista o Franz fala isso, né?
Ele fala essa frase.
Ele fala, "Olha, o nosso verdadeiro
dilema hoje", isso eu, a entrevista foi
no
de ano, é uma coletânea que junta, que,
que,
conteúdo dos anos 90 e início dos anos
2000.
E o Franz utiliza essa frase, ele fala
assim, "Olha, nosso verdadeiro dilema
hoje é vida ou capital".
É isso, 40.
E para mim foi um despertar do sono
dogmático, né? Acordei, falei, "Meu
Deus, é verdade, não tinha me dado conta
disso". Porque até então parecia
que, na minha cabeça, o, chamada
polarização, né? Ah, nós vivemos numa
polarização, ah, as pessoas hoje não
sabem conversar, o problema é esquerda e
direita.
É o PT e o, sei lá.
Na época ainda existia o falecido PSDB,
mas ele já faleceu, né? Então,
não sei.
Bolsonarismo e petismo, e vai, sei lá
que nome mais que a gente vai dar. Só
que aí você vai olhando para o mundo e
tem vários desses polos, né?
Mas o Franz ele chama atenção de algo
muito mais im-
potente, né? Que ele falou assim: "Cara,
não, não, não, não, o nosso problema é
vida ou capital".
Ou a gente consegue reestruturar as
condições de produção e reprodução dessa
vida,
ou o capital vai comer a gente. Assim,
vai vai literalmente destruir a gente.
Seremos alimentados por essa bagaça.
E isso me despertou do meu sono
dogmático. Eu falei: "Caramba, velho, é
verdade. Peraí, é essa a o dilema, né? É
esse o polo fundamental. É ou você
mantém a reprodução de capital ou você
garante as condições de vida, porque o
capital destrói essas condições".
E é óbvio que quem faz uma crítica ao
capitalismo, às estruturas de mercado,
vai estar à esquerda ou à chamada
esquerda, sei lá que nome que a gente
vai dar para isso. Vai estar mais
conectado a movimentos ligados à crítica
do capitalismo.
Os movimentos anticoloniais, ah, os
anticoloniais, os movimentos, eh,
comunistas, os movimentos socialistas,
né? Que vão tentar pelo menos
intervenções sistemáticas no mercado.
E isso abre uma janelinha na cabeça.
Abre assim, impressionantemente. E aí eu
queria ler um
alguns textinhos e fazer alguns recortes
de texto em que a gente pudesse discutir
essa temática. O verdadeiro dilema que a
gente tem que enfrentar é vida ou
capital.
E daí sim a gente começar
a ter uma observação relativamente
pragmática no mundo, né? Quem é meu
aliado, quem é meu adversário, quem é
inimigo. Inimigo é diferente de
adversário,
diga-se de passagem.
Então, acho que é um um ponto bacana,
assim. Acho que esse é um um papo legal.
Fala, querido Filipe Souza. Filipe
Souza, primeira pessoa beatificada em
vida, santificada em nosso canal. Seja
muito bem-vindo. Bom dia, meu querido.
Tudo bem com você? Espero e desejo que
sim. Até daqui a pouco.
>> [risadas]
>> Então, é acho acho que é bacana esse
esse papo de
desse dilema, né? Trazer ele para cá.
Não sei se faz sentido para vocês, mas
para mim foi muito impactante. Muito
impactante mesmo. Você sacar e falar:
"Caraca, velho. Pode crer".
É vida ou capital? É isso que em última
instância está em jogo, né?
É isso que em última instância tem que
auxiliar a gente a tomar decisão.
Ah, já em um passo radicalizado, já
nessa coisa toda, isso realmente me me
despertou muito assim. Muito, muito,
muito, muito, muito, muito.
Então, a gente precisa
considerar esse esse elemento. Esse
elemento de
oposição efetiva. Vida ou capital. É
isso que estamos falando, é disso que
estamos tratando.
Não é Como é que é que fala?
Esquerda e direita.
Né? Esquerda e direita vem depois.
Primeiro é vida ou capital.
De que estamos falando? Bom dia, querida
Jéssica. Tudo bem com você? Espero e
desejo que sim. Seja muito bem-vinda a
mais um papo aqui pela manhã.
Espero que curta a nossa conversa de
hoje.
Espero que ela contribua de alguma
maneira relativamente significativa.
Tá bom?
Mas vai valer a pena. Vai vai ser massa.
Vai ser massa.
Ah, pegar até alguns textinhos aqui que
nós vamos fazer react de texto para a
gente poder papear.
Poder papear.
Vida ou capital. É esse o nosso grande
dilema.
Ah, e antes de eu ler até o texto, né?
Tem um um um elemento muito interessante
no no capital
chamado livro um, que para Marx era o
único, porque ele não publicou os outros
três os outros dois, né?
Então, é só um mesmo.
Então, [risadas]
o capital tem um um um texto muito
interessante, um trecho muito
interessante, que a gente vê se eu leio
para vocês aqui para o canal. Que Marx
diz assim: E é muito mal, muito pouco
utilizado pelos marxistas, diga-se de
passagem.
Marx diz assim:
O capital, né, o desenvolvimento das
forças produtivas sobre o capitalismo,
desenvolver a tecnologia, o uso da força
de trabalho, né, o desenvolvimento da
força produtiva,
no capitalismo ele só se dá, apenas se
dá,
destruindo,
frase de Marx, as duas fontes de
riqueza.
Ou seja, as duas condições fundamentais
para a produção de qualquer riqueza.
A terra
e o trabalhador.
Se quisermos atualizar, as pessoas
e a natureza.
Não tem como você desenvolver força
produtiva, desenvolver tecnologia,
aumentar sua produtividade,
sem
considerar que essas duas fontes são
fundamentais.
E Marx percebe algo relativamente óbvio,
é que sobre o capitalismo, essa, o
desenvolvimento das forças produtivas se
dá única e exclusivamente destruindo
essas fontes de riqueza.
Destruindo esses dois elementos.
Porque não calcula as condições de
produção e reprodução da terra ou, né,
da natureza,
se a gente for essa atualizadinha mais
ampla,
e nem das pessoas, não garante as
condições de produção e reprodução
da, de vida das pessoas.
E isso é muito interessante da gente
considerar. Marx no século XIX está
falando esse elemento, o que na cabeça
ou no, de um monte de gente vai soar
como se fosse,
é,
coisa de ecologia, né? Assim, ah, isso
aí foi recente, tal. Não, ele já tinha
isso. E se você levar a sério esse
critério,
possibilita dentro da própria teoria
marxista, você fazer uma crítica
importante
ao nosso planejamento de de
de forças produtivas
mesmo em propostas ou projetos
alternativos ao capitalismo.
Que é um risco que a gente corre.
No desespero pelo desenvolvimento, por
encontrar as forças os
caminhos para a gente poder desenvolver
as forças produtivas, nós reproduzirmos
a destruição das condições de produção e
reprodução da vida. Ou melhor, destruir
a terra e o trabalhador.
Então, quando se opõe vida ao capital,
é um freio muito importante, cara. Muito
importante. Para a gente sair de um das
ilusões, né? Acordar do sono dogmático.
Ah, não, a gente só precisa de
indústria, precisa de desenvolvimento,
[ __ ] Massa, verdade, fala, também
acho, sou dentro do negócio. Mas eu não
posso esquecer de uma coisa.
Esses recursos são limitados.
E ao não consi ao considerar apenas a
competição pelo desenvolvimento das
forças produtivas, aumento de
produtividade, não sei o quê, não sei o
quê, não sei o quê, sabe o que acontece?
A gente destrói junto as condições de
reprodução da vida dos seres humanos.
E eu não sei se já perceberam, a terra é
um planeta, ela é um globo, ela não é
plana,
é um sistema fechado e fumaça não
respeita fronteira.
Então,
há que se pensar.
Disse o querido Felipe: "Socialismo ou
barbárie". Exato, essa seria a oposição
clara colocada pela nossa querida Rosa,
Rosa Luxemburgo.
Socialismo ou barbárie.
Que está plenamente correto, diga-se de
passagem.
Com uma diferença
de que quando a gente olha socialismo ou
barbárie, entra no âmbito de uma
organização eh de civilização, né?
Organização mínima dos seres humanos ou
loucura e doideira. O que está correto.
Quando a gente coloca a oposição
vida ao capital,
a gente põe um elemento material mais
profundo que escapa das preferências.
É uma necessidade.
E isso eu acho tipo
É isso que me acorda do sono dogmático.
A vida não não é uma opção nesse
sentido, entendeu? É uma necessidade
material. Eu tenho que garantir as
condições de produção e reprodução da
vida. O socialismo ou barbárie passa por
alguma preferência ideológica. A vida ou
capital não.
Ela me força a ter que ter que Ela me
força a ter que assumir um critério que
é válido para todo mundo.
Potencialmente válido para todo mundo.
E aí eu acho massa porque aí dá conteúdo
para própria oposição entre socialismo e
barbárie. Não é qualquer socialismo.
É um que considere as condições de
produção e reprodução da vida.
Pode ser um socialismo que é o essas
maluquices acelera aceleracionista de
esquerda, né?
A famosa acelera aceleracionismo de
esquerda. Ah
Como é que é o o
ca comunismo automatizado, não sei o
quê, o luxurioso.
É vai desenvolvendo, desenvolvendo e não
percebe que está destruindo as condições
de produção e reprodução da vida.
Aí, meu amigo.
Aí a brincadeira fica outra.
Bom dia, querido Guilherme. Como é que
você tá? Bom dia, faiolosofeiros.
Faiolosofeiros. Como é que vocês estão,
faiolosofeiros? Nós somos aqui
faiolosophers.
Feiolosophers.
Feiolosopher também é legal, né? Tem
tipo um trocadilho até em português.
Fica bom. Feiolosophers.
Que bonitos não somos, mas tentamos.
>> [risadas]
>> Bom dia, querido Felipe. Como é que você
tá? E diz Felipe. Bom dia a todas as
pessoas presentes. As ausentes, vocês
que se lasquem. Não, né?
Bom dia, querido Felipe. Tudo bem, mano?
Borduna diz.
Socialismo ou extinção. Exatamente. Só
que nesse socialismo, novamente, a gente
vai ter que dar um um critério material
para ele.
Exatamente pelas muitas gamas de opções
que ele tem, né?
Se for o socialismo de aceleracionista
maluco, aí lascou-se.
Lascou-se.
Diz Felipe.
Endrick entrando aos 53 e fazendo dois
gols é o mínimo que eu espero.
É o mínimo que eu espero. Cara, eu vi
Vocês viram a entrevista do Ai, perdão
por cortar isso. Vocês viram a
entrevista do
Ancelotti Ancelotti Ancelotti
falando sobre
o Endrick.
Ai, cara, eu vi hoje de manhã o corte.
Que deprimente.
Que deprimente. Desculpa, Ancelotti. Com
todo o respeito aí, Ancelotti,
com o seu
todas as cinco Champions que você tem
nas costas.
Ele me mete um
"O Matheus Cunha é mais associativo".
Sim, verdade.
"O Thiago ele é um fixo, um centroavante
lá na frente, grande, forte". Sim. "O
Endrick é outra coisa". Sim. É E o o
motivo de eu querer o Endrick ali como
titular é porque ele é outra coisa.
Exatamente [risadas]
É exatamente esse o motivo. Só que na
cabeça dele ele é outra coisa, então ele
é reserva. Na minha cabeça ele é outra
coisa, então ele tem que estar lá.
É óbvio. É o maluco que faz a dife Ai,
que raiva.
Tomar um gole de café, velho.
Cara, como é que pode? Como é que pode
você ter um
Hum.
A gente só deu pedreira pro coitado do
Endrick também, né?
O moleque é um monstro, velho. É um
monstro.
Tudo bem.
Tias querido Felipe. "Vidal capital é
mais próximo daquele papo sobre ruptura
metabólica". Sim. Sim, sim, sim, sim,
sim.
Perfeitamente. É de saber o limite,
cara. Tem uma uma linha que não dá pra
cruzar e a gente já cruzou,
né? A Po- o O pior é isso. Tem uma linha
que não dá pra cruzar e a gente já
cruzou.
Tanto que a gente agora, nesse exato
momento, tá com esse papo aí que a gente
tá sofrendo com esse super El Niño, né?
Que era super Normalmente era pra ser
uma coisa boa, mas no nosso caso o super
ficou ruim.
Que [ __ ] O filho da bexiga que tá aqui,
mano. O inverno só começa semana que
vem. Faz duas, três semanas que eu tô
sofrendo.
É.
É complicado.
Deixem o like na live, deixem o like na
live, eu sempre esqueço disso. Deixem o
like na live, dá o seu like, eu falo uma
vez isso
e eu esqueço, né? Eu falo uma vez, like,
lá no comecinho, e depois eu paro de
pedir like.
Mendigo do like.
Pararam, pararam, pararam. Ga, diz
Gabriel, bom dia, Gabriel, como é que
você tá, meu querido? Tudo bem? Espero,
desejo que sim, seja muito bem-vindo.
Bom dia pra você.
Para você e todos os baristas do Brasil,
da América Latina e do mundo.
E de Cabo Verde em especial. Bom dia,
baristas de Cabo Verde.
Que tomam o café feito pela vovózinha.
Diz Guilherme, é outra coisa que tá
faltando.
Agora eu não lembro o que tá faltando.
Mas deve ser.
Muito obrigado, querido Psi Lourenço
Serpa, ou Psi Lourenço Serpa. Bom dia,
cara, obrigado, obrigado aí pelo
carinho, pelo apoio, pelo encontro
compartilhado. Deus abençoe.
É doideira, né?
Ai, meu Jeová.
O Endrick, exato, o Endrick é o, é uma
coisa que falta, falta pra gente.
Falta pra gente. E eu acho legal também
que a, o fato da gente querer o Endrick
e de que 90% da população brasileira
quer o Endrick, demonstra
que o problema com
o Neymar
não é uma questão de se o Neymar é de
direita ou bolsonarista. Porque o
Endrick, ele completa toda a tabela do
crente conservador, assim.
De A a Z.
Né? Isso já mostra que a nossa questão é
futebolística mesmo.
Futebolística.
>> [risadas]
>> É complicado isso.
Ai, Jeová, queremos Endrick, queremos,
queríamos. Cara, eu queria tanto um, ai,
desculpa, vou, antes de abrir o texto,
Alisson,
pode ser Danilo, pode ser qualquer poste
na direita.
Danilo,
Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas
Santos.
Tranquilo.
Eu preferia o Ederson, já que ele foi
convocado, mas pode ser Fabinho,
Bruno Guimarães, Danilo,
tá tranquilo,
tá de boa,
certo?
Aí você escolhe qual pontinha burra a
gente vai querer, se a gente vai querer
o Rafinha,
se a gente vai querer o Luiz Henrique, a
gente vai querer, não importa. Bota lá,
bota o Rafinha que ele gosta de voltar
para ser assistente a lateral.
E Vini Júnior do outro lado. E Endrick
na frente. Qual a dificuldade?
Ah, mas o Endrick não é um atacante fixo
forte que nem o Ti, o
o Igor Thiago. É exatamente por isso que
eu queria ele ali.
Exatamente por isso.
Ah, não, então pera aí, mas é que tem um
pontinha burro. Tira o pontinha burro
então, tira o pontinha burro.
Abre o End, um Endrick para direita,
Vini e Endrick abrindo,
Matheus Cunha na frente, e aí deixa o
Endrick de ponta para entrar em
diagonal, deixa o Endrick de ponta,
Matheus se associando mais com Endrick e
puxando a marcação para a entrada do
Danilo, que aparece ali como um quarto
do ataque, respeitando 4-4-2, o Danilo
chegando de trás.
É,
é difícil gostar de futebol, eu sofro.
Mas que é estamos.
E hype, não é difícil, ah,
mas a gente vai hoje com o Igor Thiago
mesmo, vai ser a escalação daqui a pouco
sai. Igor Thiago, Rafinha, ah,
sofrimento da bexiga. E o Endrick lá,
sozinho, solitário, esperando sua
oportunidade.
É,
é triste.
Mas vamos lá, vamos lá.
Deixa eu pegar o nosso textinho. Vou
começar com um texto de minha autoria e
depois vou pegar um outro texto.
Mas eu vou com um textinho de minha
autoria para poder
iniciar
o nosso tema.
É um um textinho
desse livrinho aqui.
Ah,
diz o que ele disse "Eu odeio o
Rafinha".
>> [risadas]
>> Eu gosto do Rafinha. É que na seleção é
ou Rafinha ou Vinícius, porque o Rafinha
rende na esquerda, jogando na posição
que o Vini joga.
Só que aí você tem que escolher se você
quer alguém ali para ser o o
a válvula de escape, de fazer, tentar
fazer mágica, que é o Vinícius, ou se
você quer alguém ali para cumprir tarefa
de pressão em cima,
pressionar muito a defesa adversária e
ter gatilho para atacar o espaço, né?
Então, para correr que nem um maluco ali
na na esquerda. Você escolhe.
Rafinha e Endrick não me não me irrita,
eu acho legal, porque o Rafinha faz o
trabalho que o Vini não faz. A gente
aceitou que o Vini não precisa voltar
para marcar, né? A gente aceitou que o
Vinícius pode fazer absolutamente nada
em com em taticamente. Nós aceitamos com
uma relativa facilidade.
O cara é um jovem, um touro e a gente
fala "Não, não, ele não precisa marcar,
não".
O Rafinha ali renderia mais
do ponto de vista tático. Aí eu
preferiria o Endrick como o cara que faz
a diferença.
Mas eu duvido que nosso querido
Ancelotti tenha cojones para poder fazer
isso. Ele não vai barrar o Vini nem
lascando.
Eu acho difícil que ele barre o
tartaruga do o jabuti, né? Chamar de
tartaruga é o Mbappé.
O jabuti Casemiro,
O volante mais lento da história.
E diz o Felipe "Hoje é 6 a 0 ou
barbárie".
Concordo. Não, o cara, no mínimo quatro,
de verdade. Se hoje não tiver uma
sacoladinha de quatro, 4 a 0, eu já falo
ó,
é crise,
tem que ter ônibus queimado,
brincadeira.
>> [risadas]
>> Tem
Invasão de CT com acabou a paz, né? Tem
que [risadas] ter esse tipo de coisa.
Já não é possível, não é possível.
Não é que eu esteja incentivando a
violência e agressividade, mas tô no
mínimo 4 a 0, no mínimo.
Não aceito menos que isso.
É crise, crise.
>> [risadas]
>> Ai, meu pai amado.
Deixa eu colocar aqui.
Ó, o nosso textinho hoje tá nesse nesse
livrinho aqui, ele é fácil de encontrar
na internet, porque eles foi
disponibilizado em PDF.
Mas se você for membro membro a me me
ver se é da
da nossa do nosso canalzinho aqui e
quiser fazer parte do grupo do zap, a
gente sempre solta os PDF lá no grupo do
zap, tá?
Então você pode chegar com a gente lá.
Que a gente faz essa.
A gente sempre faz essa, facilita aí o
acesso a livros.
Pra que a gente possa trocar ideias e
você também possa tê-los como
referência. Mas no caso aqui eu vou
pegar o
opa.
Um textinho como ponto de partida e
depois eu vou pegar outros pra gente
poder fazer uma paradinha aqui.
É, exatamente. Diz aqui Guilherme,
acabou o sossego, acabou, acabou a paz.
Se não for 4 a 0 hoje acabou a paz. Não
tem mais essa. Invadir a granja com
Maria. Não tem ninguém lá nesse exato
momento, mas é isso que a gente tem que
fazer.
>> [risadas]
>> Ah, e aí aqui, ó, dentro desse livrinho,
que é uma coletânea que a gente fez.
Que era recompensa. Do livro que a gente
publicou pela editora.
Pague 1.
A gente publicou um livro chamado
Antologia Antidolatria. Inclusive vai
ter um curso. Aliás, deixa eu já pegar
aqui pra mostrar pra vocês.
Acho que eu tenho que fazer isso também.
Tenho um dever moral aqui, pera aí.
Esqueci disso.
Tenho um dever moral de apresentar pra
vocês um negócio.
Tururu ruru tum.
>> Tenho o dever moral de mostrar para
vocês um trem aqui.
Aqui, ó.
O CEBI, Centro de Estudos Bíblicos de
Minas Gerais, está lançando um curso.
Um curso bem bacana. Tá lançando um
curso.
Hã.
Para quem se interessar sobre o tema, o
curso tá bem bom.
Vou dizer para vocês que o curso tá bem
bom.
Aqui, ó.
Aí, fala.
O curso tá bem bom, ó, no CEBI,
CEBI underline MG, você pode ver ele
pelo Instagram, que é o Centro de
Estudos Bíblicos de Minas Gerais, tá
lançando um curso
que é o curso, como é que eu tiro isso
aqui da
Ai. Aí, pronto.
Que é o curso Introdução
Latino-americana à Crítica da Religião,
que é um curso. E aí, quando você faz
esse curso, você ganha o livro, você
ganha o livro quando se inscrever. O
livro Antologia Anti-idolatria. Se
inscreveu, ganha o livro. Simples assim.
Se inscreveu no curso, ganha o livro.
E o curso, ele vai ser do dia 1º de
julho, ou seja, está chegando, até o dia
29 de julho,
é, sincronamente. Eu acho que é síncrono
e ainda fica um tempinho depois. Mas
sincronamente fica nesse período para
você acompanhar ao vivo, participar lá
do Zoom, debate junto com o pessoal que
tiver facilitando.
E aí, você se inscreve nesse, nesse
curso e ganha o livro, Antologia
Anti-idolatria, imediatamente.
E aí, a gente vai ter aula com quem? Com
a Nancy Cardoso,
a sumidade,
sumidade
da teologia feminista latino-americana.
Sumidade, né?
Eu, eu não tenho o que falar de Nancy.
Ela é uma lenda viva,
uma pessoa sagrada que estará entre nós
e vai dar a primeira aula no dia 1º de
julho. No dia 8 de julho com o nosso
querido André Castro, que está aí no
hype
dos corredores da USP e do pessoal da
teoria crítica brasileira, que tá aí
criticando a crítica crítica criticante,
que lançou um livro agora recente, bem
bacana.
Eh, eis aí o povo brasileiro, livro bem
massa, ele tá lançando esse livro nesse
exato momento, aí Brasil afora. André
vai tá com a gente e ele vai ver o texto
de Marx a Teologia da Libertação e fazer
uma análise crítica e propor a aula, né?
Porque cada um desse, tirando a primeira
aula da Nancy, que é um panorama e uma
discussão específica,
cada uma das aulas subsequentes é um
capítulo do livro do Antologia
Antidolatria, tá? Então você se
inscreve, ganha o livro e vai ter um
curso bem massa. O curso tá bem bom
mesmo.
O segundo, Lendo a Bíblia com Marx, que
é um outro artigo que a gente tem lá no
no texto, que vai falar um pouco sobre
Marx e seus comentários aos textos
bíblicos, que é bem massa, com o nosso
querido André Canaciro, editor e
fundador da revista Zelota.
Eh,
e que recentemente, inclusive, a Zelota
ganhou um prêmio internacional por seu
trabalho, ou seja, estamos aí, além de
tudo, premiados. Então o primeiro
encontro com o André Castro, segundo com
o nosso querido André Canaciro, editor e
fundador da revista Zelota, e também
conhecido como Jesus nipônico. É, se
você olhar aí, Jesus.
Nosso Jesus nipônico.
O nosso outro encontro, Marx e os
profetas, que a gente discutindo,
inclusive, um artigo do Henrique Dussel,
que tem original ali no nosso, na nossa
tradução, Antologia Antidolatria, com a
nossa querida Talita, Talita do Centro
de Estudos Bíblicos de Minas Gerais, que
recentemente fez a defesa de seu
mestrado totalmente excelente
sobre mulheres evangélicas, então
teremos ali o o papo com a Talita.
Depois com esse tal de Bruno Reikdal, na
o dia 29 de julho, falando sobre a
crítica marxista da religião e vendo o
último capítulo do livro, que é o livro,
o capítulo do
Franz Jinkelemert, em que há uma grande
introdução ao capital. Então, ficou
massa. E aí você faz o curso,
parceria ali da CEBIC com a editora
Boitempo, você ganha o livrinho, vale a
pena
e ainda tem uns uns bônus aqui que é uma
aula com o Michel Löwy
e
o magazine da Nancy Cardoso. Tá bom?
Então, o curso tá massa, tem bastante
coisa legal, vale a pena.
Estão todos, todos aí convidados
para poder participar. Vale, o curso tá
legal, curso tá legal. Beleza?
Não posso esquecer.
Dito isso, voltemos aqui para o nosso
texto, para o nosso react de texto.
E eu falei isso porque o outro texto lá
foi lançado pela revista, pela editora
Boitempo, que é esse livrinho aqui,
para a gente poder ler junto. Tá bom?
Então, fica aí a o convite para quem
quiser participar do curso. Custa bem
bom, cara.
Diz, Guilherme, esse Bruno Breakdown aí
é bom? É, às vezes ele acerta.
Normalmente às quartas-feiras. E aí eu
não sei que dia que é que é o curso.
Espero que seja uma quarta-feira.
Porque se não for,
corre risco de ficar ruim.
Ele normalmente acerta nas
quartas-feiras.
Dá para saber o que vai acontecer.
Tá bom?
Mas é isso, minha gente. Agora aqui, ó.
Tem um capítulo nesse livrinho, nesse
PDF,
que é
o
a vida, o capital e o suicídio coletivo.
E isso é onde a gente vai começar o
nosso papo de hoje. Depois vamos
avançar. E deixa eu ler um um trechinho
para vocês.
Ah,
vamos ler juntos, fazendo comentários, a
gente vai acabar passando sobre
reflexões filosóficas e de outros
âmbitos do conhecimento humano, né, das
das humanidades.
E o textinho tá massa.
A vida,
o capital
e aqui um conceito específico o suicídio
coletivo. Como esse livro é uma
coletânea, ele foi publicado
originalmente em 18 de março de 2020 no
GGN, tá? Um artigo que eu publiquei em
março de 2020 no GGN e a gente deu uma
atualizada, uma ajeitadinha para
publicar o livro posteriormente e cá
está.
Comecemos.
>> [limpando a garganta]
>> Desde a década de 1970, a partir de um
livro livro intitulado As armas
ideológicas da morte,
inclusive nós temos aqui no canal uma
playlist, uma playlist, vale a pena
depois você ver,
lendo o primeiro capítulo desse livro. A
gente leu, fez um uma leitura comentada
do primeiro capítulo inteiro.
E é excelente, com todo o respeito aqui
e falsa modéstia, o a playlist está
muito boa, lógico, porque o livro é
muito bom.
E vale a pena depois olhar. Então
procura aqui a playlist das armas
ideológicas da morte, porque vale muito
a pena, muito a pena. A gente fez uma
leitura comentada e é
sensacional.
Então fica fica a dica. Inclusive acho
que é do começo do ano passado essa
leitura comentada.
Linha a linha ali
do primeiro capítulo, né? Então desde a
década de 70, a partir do livro
intitulado As armas ideológicas da
morte,
a respeito do qual nós temos uma
playlist aqui exclusiva no nosso
canalzinho, fica a recomendação.
Escrito pouco depois do golpe de
Pinochet
e da necessária fuga do Chile após ser
ameaçado de morte, porque isso que
acontece, Franz Hinkelammert, né, o
autor referência aqui desse
dicotomia vida ou capital,
ele tá no Chile
no período
ele desde 1963
apoia a unidade popular, radicaliza
junto com o movimento do MAPU
e aí ele
dá o tem o golpe do Pinochet, ele recebe
um pouquinho antes do golpe ele recebe
uma carta
e a carta dizia assim: "A isso aqui vai
virar Jacarta",
que era em em
ao massacre que tinha acontecido na
Indonésia pouco tempo antes.
E ele já sacou: "Estamos sendo
ameaçados". Aí vem o golpe, no que vem o
golpe ele tenta fugir do Chile, vai para
o consulado. Aliás, tem uma história
interessantíssima.
História interessantíssima.
O Franz, quando ele tá lá no Chile e tem
o golpe do Pinochet,
ele sabe que ele tá em risco, ele tinha
recebido a carta, ele e um outro um
outro grupo de pessoas, né?
E ele então vai para o consulado alemão,
porque ele era alemão, para tentar
fugir.
E o responsável pelo consulado alemão na
época era um cara que tinha sido
apoiador
do partido nazista na Alemanha
na década de 30 e 40.
E quando o Franz vai para o consulado
buscar refúgio,
o
esse esse esse cara do consulado, ele
recebe o Franz, recebe o o
Andre Gunder Frank também, né, o um dos
pais aí da teoria da dependência e mais
uma galerinha ali que tava tava no Chile
nesse período buscando refúgio.
E ele o Franz conta que esse cara disse
para ele assim:
"Eu não vou cometer o mesmo erro que eu
cometi antes".
"Eu não vou cometer o mesmo erro que eu
cometi antes", em referência ao período
que ele apoiou
o partido
nacional socialista da Alemanha.
Considerando o que Pinochet estava
fazendo
como um
uma reprodução desse fascismo.
Então ele vê o que tá acontecendo, o
golpe no Chile, esse processo todo e ele
fala: "Não vou fazer a mesma coisa que
eu fiz antes".
E aí ele ele dá abrigo para o Franz, dá
abrigo para o para o Andre Gunder Frank.
E aí eles conseguem fugir, vão para a
Alemanha e depois cada um retoma seus
caminhos.
Mas é muito doido, né, cara? Tipo, o o
cara teve essa
percepção e consciência do que o que de
que o que estava acontecendo no Chile
ali
era um fascismo tal qual aquele que ele
tinha vivido 30, 40 anos antes.
Cara, é doideira. Eu quando eu eu tava
lendo esses documentos e também as
entrevistas e tal, falei: "Caramba,
mano, que loucura".
Que loucura.
É a história.
Então
é esse texto, né, esse livro As Armas
Ideológicas da Morte, ele é publicado em
74, quatro anos ah
depois ou três anos depois do golpe, né,
mais ou menos.
E inclusive a primeira edição desse
livro, ela vem com
uma dedicatória para alguns amigos do
Franz que tinham sido assassinados
durante o as ditad- eh na pelas
ditaduras.
Em especial alguns argentinos.
Então ele também faz essa marcação
histórica que é por isso que é legal de
ver até as primeiras edições, né, tem
esses detalhes importantes da gente ir
reconhecendo.
Franz Hinkelammert passa a discutir
sobre o núcleo irracional da
racionalidade que orienta o mercado
capitalista.
Então o Franz ali na década de 70, espe-
já nesse livro aqui As Armas Ideológicas
da Morte,
ele discute o que ele chama de núcleo
irracional da racionalidade que orienta
o mercado capitalista.
Então o ponto importante da gente ver
essa frase
é que
a análise do Franz
percebe
que a racionalidade capitalista, a
racionalidade de mercado, tem dentro
dela um núcleo irracional.
E essa frase é é muito massa, assim,
para você pensar.
Não é só uma crítica à racionalidade tal
qual um pós-moderno faz, né? A
pós-modernidade diante dos limites da
razão ou da racionalidade moderna, fala:
"Então isso aqui não serve para nada".
Aí joga fora e o que quer é vontade. Vai
vontade, chega de racionalidade, vai
vontade, vai desejos.
Vai desejos e vontades e não sei o quê.
Reproduzindo ainda essa dualidade, né?
Entre desejo de um lado e razão do
outro. Ou seja,
não ajudou em nada. O Franz já faz uma
crítica muito mais interessante, fala:
"Dentro da racionalidade há
irracional".
Então ele não reproduz a dualidade, ou é
vontade ou é racionalidade, ou é desejo
ou é razão, ou é sentimentos ou é razão,
não faz isso, não reproduz essa
dualidade,
senão que ele olha dentro da
racionalidade e percebe seus limites,
põe ela em crise e fala: "Ó, dentro
dessa própria racionalidade há um núcleo
irracional".
Só que ele precisa de um critério para
mostrar esse núcleo irracional.
E a solução dele não é buscar uma razão
melhor, né? Tipo um cálculo mais
adequado. É mostrar qual é o limite da
estrutura racional do mercado
capitalista que é hegemônico dentro da
modernidade.
Gênios operam de outra maneira na
história, né?
Então veja que é é sofisticado, são
poucos comentários aqui que eu tô
fazendo, mas é muito sofisticada essa
argumentação e esse modo de pensar.
Diz Guilherme:
"Racionalidade e irracional me parece um
bom nome para álbum de rap". Sim, álbum
de rap dos anos 80, 90, né?
Racionalidade e irracional. Aí a gente
pode meter um um um
um um
quase um bom bepzinho, né? Fazendo um
bom
Racionalidade e irracional, para vocês
aí, todos os mano aí da zona sul que tão
colando com a gente, todos os movimentos
sociais da quebrada.
Racionalidade e irracional, 15 pessoas
falando ao mesmo tempo, o microfone
longe, aí fica aquela voz que a gente
não sabe bem de quem tá falando, né?
Racionalidade e irracional.
Né?
Anos 80, 90, o rap tava nesse pique.
Massa.
>> [risadas]
>> Diz Guilherme, é uma crítica muito
melhor. Ah, sem dúvida, sem dúvida, sem
dúvida. É uma crítica muito mais
sofisticada, muito mais interessante,
muito mais interessante.
Diz querido Tiago, lembrei de um calvo,
Carnal. É, tá, hum,
será que Carnal está aqui? A grande
pergunta se Carnal é calvo ou ele é
careca.
Carnal é calvo ou ele é totalmente
careca?
Fica aqui um questionamento, que é uma
diferença substancial.
>> [risadas]
>> Ai, ai.
E agora eu não lembro se o Carnal tá
entre os cinco. Eu acho que não.
É o Pondé, que vocês já descobriram, né?
Porque semana que vem, para quem não
tava aqui antes, a gente vai ter uma
live, que é a live
é, um Bruno versus cinco calvos brancos.
E aí, já descobriram dois calvos, né?
Que é o, o
Pondé,
o Safatle,
o Tiago acabou de descobrir o outro,
Professor Roque. São três calvos
brancos. Já. Faltam dois para vocês
descobrirem.
Já chegou três. Eu não lembro se o
Carnal tá neles. Então, quer dizer,
talvez eu esteja [risadas] falhando
miseravelmente.
Mas tá aí, tá aí. Semana que vem tem
Bru, um Bruno versus cinco calvos
brancos.
Esses calvos brancos só atrapalham nós.
Diz querido Gabriel, e os calveludos? É,
calveludo é um conceito recente, né?
O Alisson, goleiro da seleção
brasileira, é um calveludo, né? Ele, ele
deixa o cabelo crescer para trás,
mas aqui tá ficando sem. Então, é uma
situação
particular, né?
Tem uma coisa
Cada um com seu estilo também, né? Quem
sou eu para ficar aqui dando pitaco.
Afinal, não sofro da calvície.
Sacanagem de minha parte ficar zoando o
calvo aí.
>> [risadas]
>> Ai, meu Deus. Não, então,
transpassa a discutir sobre o núcleo
irracional da racionalidade que orienta
o mercado capitalista. Crítica muito
mais adequada, como nós criamos também,
percebe.
E essa
racionalidade do que orienta o mercado
capitalista, ela é muito bem expressa
por nosso querido Max Weber,
em seu livro Economia e Sociedade, tá?
O Weber, ele sintetiza muito bem, por
isso que ele é uma referência muito boa.
Ele tem a capacidade de síntese
incrível, Max Weber.
Sintetizada por Weber,
essa racionalidade opera na coordenação
de meios para a obtenção de um fim, de
modo mais eficiente possível. Então, o
que que é o núcleo dessa racionalidade,
efetivamente? Qual o núcleo não, qual é
o o
a estrutura básica dela?
Coordenar meios para a obtenção de
maneira ótima de um fim. Você coordena
os meios para obter de maneira ótima o
fim. É isso que estrutura a ação
racional,
que muitas vezes em Weber é chamada de
ação racional
eh formal, né? Ou a gente chama de
instrumental.
E que o França percebeu o limite, o
núcleo irracional dela, né?
O uso ótimo de recursos, você conseguir
da maneira máxima, né?
Garante que o resultado desejado apareça
como racional. Porque se você utiliza de
maneira ótima os meios para obter o fim,
o fim vai ser atingido da maneira ótima,
economizando o máximo, a gente até
eh tornou
adjetivo, né? A gente a gente criou se
tornou sinônimo, economizar com o uso
ótimo de recursos. Se utilizar o menos
possível para obter o máximo. A gente
chama isso já de economia. A gente fala:
"Ah, você tá economizando?" Quer dizer,
você tá guardando para depois para
conseguir ter mais,
né? A gente já já até tornou
sinônimo esses dois movimentos. É isso
que uma racionalidade de mercado
capitalista pretende, utilizar o mínimo
possível para obter o máximo. Então, o
França percebe isso.
Essa essa racionalização, essa
otimização garante então que você seja
racional. Porque aparece, você percebe,
é meio óbvio, você utilizou o mínimo,
conseguiu obter da melhor maneira
possível o seu resultado e o obteve, ao
obter o seu resultado significa que você
con,
necessariamente foi racional.
Então se você obteve o seu, o seu
resultado, conseguiu ganhar a competição
e
olha para trás, nesse, o teu resultado
demonstra que você foi o, o mais
racional.
Isso inclusive dá um problema danado,
quer dizer a demonstração de que você tá
sendo racional
é a obtenção do resultado. Ao obter é
porque você foi racional, você é
racional porque você obtém esse
resultado.
Cria um ciclo quase fechado, que se auto
justifica.
E aí você não consegue perceber os
limites dessa racionalidade, ela cria um
circuito fechado, ela cria um, um modo
de perceber o mundo em que ao, se você
obteve significa que você foi mais
racional que os outros.
Então provavelmente você teve uma, um,
um uso ótimo de recursos, então você
obteve mais rápido que o outro. E ao
obter você demonstra ser racional, então
a racionalidade é utilizar os meios para
obter o fim, quando você obtém e ganha
dos demais na competição do mercado
significa que você foi mais racional que
os outros. Ela se auto demonstra por
obter o resultado que ela pretendia. É
um ciclo fechado.
Ela se fecha bonitinho ali.
Uso ótimo de recursos garante o
resultado desejado apareça como
racional, ele sempre vai aparecer como
racional, porque você atingiu ele, né?
Dessa forma, a ação é racional quando
coordena meios para obter fins.
E a realização do fim, seja ele qual
for, justifica a racionalidade da ação e
o uso de seus meios.
Ao obter o fim significa que você
conseguiu o que você queria. Se você
conseguiu é porque você foi racional,
então.
Realmente cria, como mostra Frans e
Kennett, uma estrutura tautológica. Ela
se auto resolve, de maneira simples.
Você bota todo mundo para competir.
Aquele que ganha a competição foi mais
racional.
E você tem como forma da ação racional,
use o ótimo dos meios para obter o fim.
Obter o fim demonstra que você foi mais
racional que os demais.
Independentemente do fim e
independentemente do caminho ali no
meio.
É uma doideira.
Tudo bem.
Por isso inclusive que a gente tem uma
loucura de imaginar que porque o cara é
rico, né? A pessoa tem dinheiro,
significa que ele tem alguma coisa mais
especial que a gente. Ele com certeza é
melhor do que nós. Ele conseguiu vencer,
então ele é mais inteligente. Aí vem
essas adoração a rico, né?
O Ah, o Elon Musk é um gênio. Por quê?
Porque ele tem dinheiro. Olha o tanto de
dinheiro que ele tem. O fato de ter
dinheiro parece que o cara tem uma
racionalidade especial. Ele tá ganhando
no mercado, ele tá cumprindo com esses
critérios.
E a gente reproduz isso para todo canto.
O cara é famoso, o cara tem grana, ele
deve ser bom. Ele deve ser inteligente.
Ele deve ter moralmente alguma coisa
especial.
>> [risadas]
>> A gente faz isso com relativa
frequência, o que é uma loucura.
No mercado capitalista, ademais, o fim
está determinado de antemão, o lucro,
né? Que aí é um outro problema. Aqui é o
segundo problema.
Ação racional,
ela é racional quando ela utiliza de
maneira ótima os meios, o melhor uso dos
meios para obter o fim. Só que o fim no
mercado já tá determinado, lucro.
Então você não tem outro fim. Qual é a
finalidade de uma ação no mercado?
Ganhar.
Ter mais que os outros.
Então o fim já tá determinado.
Você tem uma forma de ação racional, uso
ótimo dos meios para
obtenção do fim e o fim já é
pré-determinado, obtenção de lucro. Você
não quer outra coisa no mercado. Como
você queria outra coisa?
E quer ganhar mais?
Então,
além de ser um um circuito tautológico e
fechado, que se auto demonstra, a
finalidade não pode ser outra que não o
lucro, que não o ganho, o ganho com esse
mais valor, com esse excedente, com esse
ganhar mais que os outros.
Nem que seja contabilmente, né? Então,
já a forma da ação racional já tá
delimitada e a finalidade também.
Realmente você fechou a ação racional,
não dá para ser racional de outro jeito.
É uma loucura, mas a gente aceita isso
com relativa tranquilidade.
Faz sentido, né?
Nem a escolha do fim, ela também não é
possível.
Você só vai ser racional dentro da
relação de mercado se o fim for o lucro,
obtenção máxima.
Bom dia, querido Fazer o Ótimo, como é
que você tá? Diz Fazer o Ótimo. Bom dia
a todos os irmãos em barismo. Bom dia,
querido Fazer o Ótimo. Fazer o quê? Que
é ser Fazer o Ótimo. Bom dia, meu
querido, tudo bom? Você.
Então,
a gente vai encontrando
um uma racionalidade que é hegemonizada,
ela é muito intuitiva, muito simples,
num circuito fechado e que já determina
qual é o fim que você deve buscar.
Isso meio que determina as ações humanas
hoje no planeta.
O valor que se valoriza,
o capital, valor que se valoriza. Essa é
uma das definições de Marx. Valor que se
valoriza.
Valor que se valoriza, é uma das
definições de Marx.
Diz querido Guilherme, racionalidade,
fazer o ótimo é basicamente isso.
O seu uso ótimo dos recursos para
obtenção do fim. Melhor uso dos meios
para obter o fim. Isso é ser racional.
Só que o fim, ele, qualquer fim em
abstrato, você poderia eleger qualquer
fim. Só que o fim dentro de uma relação
de mercado é o lucro. Então, ele também
já tá determinado.
É racional obter o de maneira ótima o
fim desejado, obter de maneira ótima o
lucro. Ei, coisa doida.
Fazer o quê? Fazer o ótimo.
>> [risadas]
>> Excelente, excelente.
Fazer o quê? Fazer o ótimo. É ótimo,
ótimo. Gostei.
O valor que se valoriza, como definiu
Marx,
>> [roncando]
>> né?
Expropriado do trabalho não pago de
massas inteiras, estabelece qual o
objetivo de toda competitividade exigida
pelo mercado, né? Então, o capital
decide qual
é o objetivo. O objetivo é o lucro,
obviamente, né?
Então, e aqui, de propósito, o valor que
se valoriza. Capital é um valor que se
valoriza, como definiu Marx. Expropriado
do trabalho não pago de massas inteiras,
estabelece qual o objetivo de toda
competitividade exigida no mercado.
Dessa forma, não havendo outro critério
para orientar as ações dos sujeitos que
não a própria ação racional
que se basta na coordenação dos meios
para obtenção de um fim ótimo de um fim,
Toda vez que a ação resulta em lucro,
ela é racional,
válida.
Toda vez que ela atinge o fim, que é o
lucro, ela é racional. Ela se valida,
ela ela tá resolvida.
Então, não tem o que discutir.
E se a gente aceita isso sem fazer uma
crítica a essa estrutura de
racionalidade, ela vai passando.
Passa a boi e passa a boiada.
E, inclusive, boa parte dos nossos
limites enquanto esquerda é de não
discutir esses temas aqui, viu?
Diga-se de passagem.
Então, toda vez que ela atingiu o lucro,
né, resulta em lucro na competição de
mercado, ela é racional, válida e, sob
os critérios da ética burguesa, é muito
boa, porque é óbvio. Qual que é o
objetivo?
Gente, é mercado não tem ética. Não tem
o [ __ ] É lógico que tem.
Eu eu não gosto disso também.
Tem uma parte da esquerda
que faz essas divisões
estranhas, em que diz assim: "Não, mas o
capitalismo ele não não é ético, ele não
tem ética". Lógico que tem.
Lógico que tem, ele tem valores
orientadores para as ações humanas.
Valores altamente destrutivos.
Mas ele tem.
É bom, né? O que que é ética? Decidir
aquilo que é bom, o que que a gente vai
fazer, o que é que aceitar, o que é
justo, que deve ser realizado.
Você tem que competir.
Então, a competição é um valor
orientador. Então, todos se organizam
competindo.
E você
tem que
agir de maneira racional, ótima.
A competição utilizando o
os meios da maneira ótima para obter ter
o seu fim.
Essa racionalidade mais a
competitividade estruturam como deve se
comportar os seres humanos no mercado.
Conforme uma ética capitalista.
Que depois ainda vai ser
acrescida de respeito à propriedade
privada,
não deve ser questionada.
A mercantilização de tudo,
tudo pode ser comprado, trocado.
E aí esse combo organiza o modo como
deve ser realizado o mercado
capitalista.
Dito e feito.
E aí o pessoal: "Ah, não, não tem
ética". Tem, cara, e a gente tem que
expor. E é uma ética e é uma ética
merda, né?
Eu tenho que dizer. Por que que essa
ética é merda? É uma ética ruim. É uma
ética que não cumpre com as
necessidades, por exemplo, de garantir
as condições de produção e reprodução da
vida dos seres humanos. Ao contrário,
ela destrói essas condições. Exatamente
porque orienta como valor das ações
humanas a competição
e o uso ótimo dos recursos para obter
seu fim, sem nenhum critério para
decidir qual é o fim, porque o fim já
está dado que é lucro.
E pronto.
Daí para frente é só para trás, meus
amigos.
Então, do ponto de vista
da burguesia, de uma ética burguesa, de
um mercado, é ótimo, isso aqui tá ótimo,
é assim que se vive, é o bom viver.
Vive-se bem desta maneira e assim deve
ser realizado. E agora a gente tem que
criticar nesse âmbito também, né?
Mostrar essa operação, que ela tem um
núcleo irracional, ela não é racional.
E aí a gente começa a discutir o
elemento ético efetivo de orientação das
ações dos sujeitos.
Porque senão a gente cai numa ilusão
onde que o capitalismo, ele ele é
técnico, ele é puro, ele é neutro, ele
não.
Ele tem valor.
Ele tem ética, ele tem modo de conduta
dos seres humanos e tem que ser
criticado, pô.
Tem que ser criticado.
A fuga disso é aceitar que eles são mais
racionais.
A fuga da discussão dos elementos éticos
do
modo de vida capitalista, do mercado
capitalista, é a gente aceitar que eles
operam de maneira técnica e não, não
operam de maneira técnica, eles têm
valores, eles têm moral.
E esse valor, essa moral tem que ser
criticada.
Pô, mano.
Diz que ele ia fazer o ódio. Vai, Bruno,
bate na esquerda. Não
é, nem precisa muito, ela se bate
sozinha. Não sei se vocês já perceberam,
ela consegue se bater e se debater
sozinha.
Oh, Jesus Cristo.
É complicado.
Exato, exato, Gabriel. Chamam de
moralismo e acaba aí. É isso. Ah, não,
não, não, esse debate é moralista.
>> [risadas]
>> Então eu tenho que discutir ele.
Então eu tenho que botar ele pro jogo.
Ele continua orientando a vida dos seres
humanos. Eu vou aceitar que o mercado é
técnico?
Eu vou aceitar que o que o mercado é
é frio e calculista? Não, ele não é.
>> [risadas]
>> Mas não mesmo, não mesmo.
Não mesmo e esse é um dos problemas, ele
se finge neutro.
Perdão, não sei o que você tá pedindo
perdão, Thiago, mas perdão. Exagerei,
não sei o que você exagerou, mas tá
perdoado.
Diz
Gabriel Dias marxismos
ou Gabi El Dias marxismos. Tudo bem,
cara? Como é que você tá? Bate na
esquerda que ela tá merecendo. Ih, nem
precisa, né? Nem é por merecimento.
Ela já
nem nem é por merecimento. É por
limitação mesmo.
Diz, querido Gabriel.
Principalmente em quem colocou a
carapuça com a fala do Luletas.
Quem colocou a carapuça com a fala do
Luletas?
Eu não me lembro. Ah, mas a fala de que
ele não é de esquerda, que ele não é
esquerdista? Ele fala isso desde que o
mundo é mundo. Ai, eu não entendo porque
as pessoas ficam chateadas. O cara é
honesto. O Lula
>> [risadas]
>> Esse tipo de sempre foi muito honesto.
Você falou: "Cara, eu só queria que o
pessoal tivesse seu pãozinho, tivesse
sua comidinha, tivesse sua casinha".
Sempre no diminutivo.
É e é isso.
E tudo certo. Ele sempre falou isso. Não
sei quem espera mais também é muito auto
iludido, né?
Vai entender.
Diz, querido Guilherme.
Que é o que os pós modernos acabam
fazendo, aceitando que o capital é
técnico e toda técnica é ruim. Exato. E
aí são burros, né? São burros. Porque se
é seu
Se é essa crítica que você tem, você
simplesmente dá a faca e o queijo na mão
para os outros fazerem o que eles
querem, né?
É uma burrice sem limite. Porque você
diz assim: "Não, ó, o capitalismo, ele é
técnico. Capital, mercado, ele é
técnico, ele é ele é neutro, ele é frio
e calculista" e tal. O pessoal: "Pô, que
bom, né? Então significa que ele não tem
ideologia, que ele não tem moral, que
ele não tem ética".
[ __ ] velho. Se você Se você faz isso,
é burro. Porque você tem que falar:
"Não, o problema é que ele é
profundamente ideológico. O problema é
que ele tem ali falta ciência para o
mercado capitalista. Falta ciência para
o capitalismo. Falta, falta ciência,
falta critério material científico para
o planejamento da sociedade".
É isso que a gente tem que fazer. É isso
que Marx fez, inclusive. Mas aí também o
pós-moderno já não quer muito saber de
Marx, nem quer saber muito sobre
ciência. Ele só precisa
dançar.
Então, assim, eh
é uma burrice, porque a gente não pode
fazer isso. E e veja, não é uma abandono
Os o pós-modernismo, que na verdade é a
modernidade estendida, né, a modernidade
se debatendo em sua crise, ele tem uma
uma crítica correta
de observar a racionalidade moderna
e observar como ela estrutura sua
epistemologia
vê que ela separa o corpo o ser humano
em duas partes, corpo e alma, vê que eh
não dá para reduzir toda todas as ações
humanas a essa racionalidade moderna, tá
correto, que ela é extremamente
abstrata, tá correto, que ela tem
efeitos terri tá correto. Qual é o
problema?
O problema é que aí ao invés então de
fazer uma crítica
eles fazem o que vale então é a vontade.
Aí, de novo, cai de novo no dualismo.
Tudo é vontade, tudo é pulsão, tudo é
desejo, tudo não tem critério, não tem
verdade, não tem O que tem é força, o
que tem é poder, o que tem é desejos, o
que tem é libido, o que tem é impulsos,
o que tem é pulsões. Aí pronto, aí você
só tinha uma polaridade e foi para a
outra.
E e e perde qualquer critério. É bom
para porque auxilia quem tá querendo
fazer uma crítica decente, mas é ruim
para quem fica nessa bobagem. Então
não é jogar fora a crítica correta e o
elemento interessante do do nisso que é
o pós chamado pós-modernismo, né, a
pós-modernidade, que na verdade
a modernidade se debatendo em si mesmo
crítica correta
mas eu não posso dessa cri dessa
percepção dos limites cair numa loucura
do então isso aqui não serve para nada.
Não, não, animal.
Seja crítico, prático, pragmático,
observe o que que é útil, o que que não
é, critério para resolução de problema.
Nós precisamos de espaço de comunicação,
de racionalidade, de dar razões uns para
os outros, é importante.
Essas coisas, né?
Calcular, né? Fazer conta. Fazer conta é
importante. Aprender a fazer conta é
importante.
Disse o Gabriel: "E ainda te chamam de
tecnocrata". Exato.
>> [risadas]
>> Ainda te chamam de tecnocrata. Aí você
fala: "Gente, tem uma coisa para dizer
para vocês.
Não dá para deixar todo mundo feliz. Não
dá. Alguém vai sofrer".
"Ah, seu tecnocrata. Tem que aceitar os
desejos de todos". Aí não dá, meu
querido. Tem coisa que não dá, não dá.
Toda ação que você faz, você alimenta
outras, né? Todo Se você escolhe um
projeto, você elimina todos os outros
possíveis. A vida é assim.
"Ele só precisa dançar", diz Tiago.
Perdi tudo aqui.
>> [risadas]
>> É,
a vida tem dessas coisas.
Disse o Guilherme: "Não há nada mais
moderno que a pós-modernidade". Tipo
isso. Para mim é
Não tenho dúvida. O Franz fala isso. O
Franz, o Dussel percebe isso, né? Ele
fala assim:
"O chamado pós-modernismo ou
pós-modernidade é a modernidade tardia,
é a modernidade pós sua crise, né? Ela
tenta se manter viva de alguma maneira.
E aí fica se debatendo, né? Porque é uma
É uma produção europeia.
Aí o Dussel, em 1970 e
dois, quando ele publica
Filosofia de la liberación, né?
Filosofia da libertação, porque quando
ele acha que ele vai morrer, porque está
sendo perseguido e ele produz o projeto
de filosofia dele,
ele, naquele momento,
colocava a filosofia dele como
pós-moderna, mas ainda não existia esse
conceito de pós-moderno.
E depois ele ele corrige, quando ele vê
o que que o pessoal tá chamando de
pós-moderno. Ele fala: "Não, isso aí eu
não sou não. Pera aí.
Calma lá.
Calma lá que eu não sou isso não". E ele
fala: "Não, não, pós-moderno o cacete".
E aí ele corrige isso e tenta ajustar
falando: "Não, eu queria chamar de
pós-moderno porque eu estava tentando
superar os limites da modernidade, mas o
que o pessoal tá chamando de pós-moderno
aí é a modernidade se debatendo,
especialmente centrada no pensamento
europeu".
Ou produzido na Europa, né?
Na Europa Central, diga-se de passagem,
que também é uma uma abstração, Europa,
né?
Ninguém pensa o Europa como pensamento
ucraniano, pensamento búlgaro, né? Ah, o
que que o filósofo albanês disse? Não, é
três países, né? França, Alemanha,
Inglaterra e acabou.
E o o
o Dussel chama atenção para isso e ele
altera. O problema, a galera do
movimento chamado decolonial que surgiu
nos anos 90
vai beber só desse âmbito pós-moderno.
E aí tem muita gente que tá no movimento
crítico
que tá no movimento do Sul Global, que
tá no movimento de crítica ao
eurocentrismo, mas que é puro, puro suco
de pós-modernidade europeia.
Puro suco, é pegar aquilo e chamar de de
de sabor morango. E aí dá errado. E e a
gente precisa agora arrumar. Eu tô até
chateado com o pessoal aí do pensamento
chamado decolonial porque virou
Gente, vocês nem entenderam qual que era
o passo crítico, né? Ficou loucura, mas
a gente vai melhorar.
Diz querido Guilherme: "Vamos voltar ao
romantismo". Deus me livre.
>> [risadas]
>> Diz querido Borduna: "Ministros,
técnicos, Damares, técnicos, vai entrar
o técnicos". É, exatamente.
>> [risadas]
>> A vírgula no do medo e delírio para quem
não entendeu. É, pode crer.
>> [risadas]
>> Isso é bom.
Diz querido Fazer o Art: "Europa não
existe, é tudo Ásia". É, esse é um outro
debate importante, né? Aquela divisão de
continente ah não faz nenhum sentido.
Vamos combinar que não faz sentido
nenhum, mas
tá para o outro dia.
Ai, doideira.
Eu já consegui arranjar quantos inimigos
tem essa última frase que eu falei do
dos pós-modernos e dos modernos. É,
alguns, né? Mas como ninguém assiste o
nosso canalzinho, estamos safe. Vamos
lá.
>> [risadas]
[roncando]
>> Como nos lembra Hinckelammert
constantemente, qualquer princípio que
opere como valor limitante da ação
racional, sobre esses termos, é
descartado como irracional, ingênuo ou,
quando não, mítico e religioso,
antiquado,
e e é isso que acontece. Se você Porque
aí que acontece,
do ponto de vista dessa ação racional
que usa os meios de maneira ótima para
obter o fim, se você faz uma crítica ao
fim determinado ou aos meios, o que que
ela o que que essa racionalidade vai
fazer?
Ah,
isso aí que você tá fazendo é uma
preferência sua.
É ideologia.
Ah, isso que você tá fazendo é uma
crença sua.
Ah, você tá querendo limitar a ação
racional, você é ingênuo.
Ah, você tá achando que não é só a
coordenação dos meios para obter o fim,
você é um religioso aí que crê em crê em
em valores de fraternidade.
Por quê? Porque ela se apresenta como
neutra, como sem valores, como sem
critérios, né? Ela simplesmente é uma
operação.
E não é. Ela tem critérios, a gente já
falou da competitividade.
É um critério fundamental
dessa coordenação dos meios para obter o
fim. É um critério fundamental.
Respeitar a propriedade privada é um
critério fundamental. Ela Ela opera como
valores. Opera como valores orientadores
das ações humanas. Não é técnico,
diga-se de passagem.
Inclusive falta técnico, inclusive para
a seleção brasileira.
Mas esse é um outro problema.
Como o próprio Weber indicava, né? Que
que o Weber disse em alguns de seus
textos, para explicar o porquê os, abre
aspas, "homens modernos", fecha aspas,
preferiam deixar de lado as ações
racionais normativas em nome da ação
racional instrumental, a respeito da
qual estamos tratando aqui. Que é mais
ou menos isso que ele faz, né? O Weber
fala de o Weber diferencia numa ação
racional formal ou instrumental e uma
ação racional de conteúdo ou normativa.
Que a diferença é? Para você
limitar a ação racional, você pode criar
algum critério, seja ele critério
religioso, de preferência, não sei o
quê. Qualquer critério que você limite a
escolha de um fim,
qualquer critério que você limite o que
pode ou não pode ser feito, pro Weber,
ele percebe que do ponto de vista da
ação racional, esse critério vai ser
ideológico, vai ser de preferência, vai
ser externo àquilo que é puramente
racional, que é a coordenação dos meios
para obter o fim.
Tudo bem? É do ponto de vista
desta racionalidade. Importante
distinguir isso. Por quê? Porque o que o
Rickenbach vai chamar atenção é que
nesta racionalidade há um núcleo
irracional que ela não percebe.
Só isso. Porque o Frank está procurando
uma ação racional adequada.
Não está abandonando a racionalidade,
né?
O problema é que a redução da
racionalidade a uma operação que não tem
outro valor além de seu próprio
funcionamento,
muito bem apropriada pelo mercado
capitalista e sua estrutura competitiva,
resulta no absurdo de sermos capazes de
eliminar as condições que garantem
qualquer ação futura.
O sujeito pode, desse modo,
racionalmente destruir a base material
que torna possível a manutenção de sua
vida após a obtenção do fim estipulado.
Veja.
Você pode escolher um fim que, ao ser
realizado, impede qualquer outro projeto
futuro, porque destrói as condições de
reprodução da sua vida.
E esse fim não vai ser irracional.
Do ponto de vista da ação racional, se
você coordenou de maneira ótima e obteve
o fim, tá certo.
Só que se você faz isso, destrói as
condições de reprodução da vida,
qualquer outra pessoa vai dizer: "Mas
que burrice, hein?
Você também foi escolher um negócio que
te mata, pô?"
Só que esta racionalidade que tem como o
único critério a coordena a ação ótima,
a coordenação dos meios para obtenção do
fim, ela ela é incapaz de perceber sua
limitação, incapaz.
Significa que é uma racionalidade que
tem um núcleo que é irracional.
E é aí que o Franz brilha. É aí que o
Franz brilha.
É aí que a brincadeira fica legal.
Marx afirmava que o capitalismo em seu
funcionamento destrói as duas fontes de
riquezas possíveis, a vida humana e a
natureza, que é o que a gente falou.
Acho que é a passagem da mais-valia
relativa para mais-valia para mais-valia
absoluta ou mais-valia absoluta para
mais-valia relativa, eu já esqueci a
ordem dos fatores.
Mas nessa passagem o Marx fala, né?
>> [roncando]
>> O capital
só desenvolve as forças produtivas
destruindo as fontes de riqueza, terra e
trabalhador. Pessoas e natureza.
Não tem como produzir riqueza se você
abre mão de quem vai produzir, que é a
pessoa, quem vai consumir, que é a
pessoa, e o meio que ela utiliza, a
natureza.
Você destrói uma dessas duas coisas, não
tem economia possível.
Simples assim.
Mas a racionalidade do mercado
capitalista é incapaz de fazer esse
julgamento. Ela é incapaz, ela é
incapaz, ela é burra, ela é burra.
E aí você tem que falar: "É uma razão
burra, ela não é racional suficiente".
Em última instância é isso, não é dizer:
"Ai, a razão é limitada, então vamos
jogar fora a razão e vamos ficar apenas
com a vontade". Não, é dizer: "Esta
razão, ela é imbecil, ela é burra, eu
preciso de uma racionalidade melhor".
Eu preciso de critérios racionais mais
adequados.
Eu preciso de critérios racionais que
superem esse limite
irracional.
Então não é um abandono de razão, é uma
busca pela razão.
Uma racionalidade material mais
adequada.
Porque esta racionalidade formal de
coordenação de meios para obtenção de
fim é insuficiente.
Ai, cara, que raiva.
A gente não estuda essas coisas.
É triste.
É tão mais adequado, né?
Aí a gente fica falando sozinho aqui.
Que os outros tão tudo discutindo se
existe princípio universal ou não
existe.
Essas bobagens.
>> [risadas]
>> Vamos lá.
Em Kilomet, nessa discussão, apresenta a
seguinte anedota. E aí eu adoro essa
anedota, a gente já trouxe ela para o
canal.
Dois competidores racionais, né? Ou
seja, aqueles que vão coordenar os meios
de maneira ótima para obter o fim.
Escolhem como finalidade cortar os
galhos sobre os quais estão firmados.
Então tão sentado em determinados
galhos. Sentado no galho. Você já sentou
no galho? Fica a pergunta aí.
Eles tão sentados no galho e o objetivo
deles é
nesta madeira, neste galho, quem vai
cortar melhor o galho.
Né? Quem eles tão sentado cada um em seu
galho.
Eles vão cortar o galho. Eles escolheram
como fim cortar o galho.
Os dois escolhem suas ferramentas,
calculam o uso ótimo dos meios
disponíveis e competem para a obtenção
do fim.
São eficientes.
Um mais que o outro. Mas realizam a
tarefa, né? Os dois conseguem realizar.
Contudo caem junto com os galhos
cortados e morrem na queda. Um morre
primeiro e o outro morre depois. O que
morrer primeiro foi mais eficiente.
O que morrer primeiro foi mais
eficiente.
Faz sentido?
Você fala: "Nossa, será que eles foram
racionais?" Você fala: "Não, é que
burro, né? Por que que ele escolheu
cortar o galho sobre o qual ele tava
sentado? Ninguém faria isso. A gente faz
isso todo dia.
Tá esse frio da bexiga aqui com super El
Niño porque a gente escolhe todo dia
destruir os o cortar o galho sobre o
qual a gente tá sentado.
Todo dia.
Porque a limitação que a gente tem é o
raio da racionalidade.
[ __ ]
A razão do mercado capitalista é uma
bosta.
Porque ela não é racional suficiente.
Ela é incapaz de
ter outro fim que não obtenção de lucro.
Ela é incapaz. Ela é incapaz de ver os
limites.
Diz meu querido Renan Eduardons. Bom
dia, querido Renan Eduardons ou Re
nané Eduardons. Como é que você tá,
Renané Eduardons?
>> [risadas]
>> Bom, Bruno, essa discussão sobre a
racionalidade vai na esteira do que
Adorno discute em Dialética do
Esclarecimento, ela vai para além do que
Adorno discute na Dialética do
Esclarecimento. Para além dessa
dialética negativa, infinitamente
negativa, crítica, crítica, criticante,
crítica que não encontra limite na
crítica criticante da crítica.
O Adorno e o Horkheimer, né, o Adorno e
o Horkheimer, ambos, inclusive,
têm esse problema com a racionalidade
burguesa, né? Inclusive tem um um texto
interessantíssimo, eu acho que é do
Horkheimer.
Interessantíssimo sobre o iluminismo, a
burguesia e o renascimento. Ele faz uma
Eu esqueci o título do livro.
Interessantíssimo.
Em que ele fala sobre a formação dessa
racionalidade e tal. Qual que é o
problema? A galera da Escola de
Frankfurt, eles percebem a limitação da
razão.
Eles percebem
que a realização
da racionalidade moderna, sem nenhum
outro freio ou crítica ou sei lá o quê,
resulta num uso do cálculo ótimo, um uso
da industrialização, um uso dessas
coisas para uma guerra
totalmente destrutiva.
É a aplicação da guerra moderna, né? É
uma guerra industrial, primeira e
segunda grande guerra.
E o surgimento dos nazis.
Isso é um choque de realidade dentro da
da modernidade. Porque o final do século
XIX é um deslumbramento com a ciência,
especialmente nos âmbitos nos ambientes
acadêmicos, né? Os ambientes acadêmicos,
o ambiente de produção científica, ele
tá deslumbrado e fala:
"É só seguir produzindo que a gente vai
chegar no paraíso".
"É só seguir aqui com a razão que ela
resolve tudo. É só seguir aqui com a
ciência moderna que a gente vai chegar
nesse lugar incrível". É o
Júlio Verne, né?
A volta ao mundo em 80 dias, viagem ao
centro da terra, é o esses sonhos de
utopia
vitoriana, futurista, essas paradas
todas.
Ao mesmo tempo, ao mesmo tempo, final do
século XIX, começo do século XX, quando
você tem a Belle Époque rolando aí
nesses ambientes acadêmicos, você tem
uma super exploração bizarra do
trabalho.
As pessoas se lascando, a
industrialização tirando as condições de
vida, os meios de vida dos trabalhadores
que tão em choque, que tão em busca de
alguma solução para a sua vida.
E que vão apelar para algum freio. Uns
vão virar comunista, uns vão virar
socialista, os outros vão cair pro
facho.
Porque eles tão vendo que eles tão
lascados e vão tentar encontrar a culpa
e um movimento.
>> E na competição uns com os outros nos
estados nacionais, aquela loucura toda,
né? Que aí também tem o esse outro
âmbito.
É legal porque se você tem por um lado
esse surgimento dessa razão no século
XIX pro século XX,
você e esse deslumbramento nos ambientes
acadêmicos, essa coisa toda, se você vai
pra literatura, a gente vai ver da
passagem do século XIX pro século XX um
tipo de horror
que já tá assustado com essa
modernidade.
Frankenstein,
por exemplo.
Que que que que que que é o
Frankenstein?
Desespero com essa loucura dessa
ciência, né? Os efeitos negativos dela,
que não era percebido do do ambiente
acadêmico. Você vai ter os horrores
fantásticos, tipo Tururu, né? Tipo, eu
não sei falar isso, como é que ficou o
Tururu,
que isso cuspe que sai esse termo.
E essas essas coisas que que que essas
coisas cósmicas que estão para além
dessa ciência que é incapaz de dar conta
e que ela vai chegar e põe tudo em
risco.
Você vai ter uma outra percepção, né? Da
da realidade. Ambas constituem ali essa
modernidade. Esse horror e esse
deslumbramento. E esse deslumbramento
está mais no ambiente acadêmico, de
produção científica. O Adorno, o
Horkheimer, a Escola de Frankfurt, está
dentro desse ambiente acadêmico e eles
vivem esse choque. Eles vivem esse
choque.
E aí o que que eles observam? Os limites
dessa racionalidade. Só que eles se
prendem nela.
E aí eles viram um anti-razão, assim,
viram um negócio anti-ciência. Abre
margem para algo muito perigoso.
Que é uma perda de critérios para a ação
humana. Ao mesmo tempo, eles produzem um
conteúdo muito importante e central, que
é a tal da teoria crítica, do ponto de
vista da de de tentar buscar as
limitações desse projeto moderno. Então,
é uma abertura interessantíssima. O
Franz Fanon, por exemplo, ele é muito
influenciado pela teoria crítica
alemã. Mas como ele está na América
Latina, ele também percebe um outro lado
que na Europa o pessoal não via. Porque
na Europa era depressão, tristeza,
morte, frio, sangue, não sei o quê. Na
América Latina, vem os movimentos de
ebulição social.
A luta pela terra, a os trabalhadores se
organizando contra a industrialização.
Não era só pró-industrialização. Ao
contrário, a luta na América Latina
durante os anos 50, 60, 70, ela vem nos
trabalhadores como resistência ao
processo de industrialização capitalista
e busca de alternativas de
desenvolvimento socialistas.
Que vem de camponeses que estão sendo
expulsos do campo. Que vem de que que
organiza as ligas camponesas, vai
organizar depois o Movimento do sem
terra, por exemplo. Essa galera tá
surgindo como uma alternativa ao
desenvolvimento capitalista.
E aí apela para um desenvolvimento
socialista.
A teoria da dependência, a parada que
vai surgir nessa nessa ebulição, que é
outro pique, outro pique, tem nada a ver
com o que tá acontecendo lá, né? Então,
a teoria crítica, eh, da escola de
Frankfurt, é uma crise da modernidade
com ela mesma e a galera se debatendo
ali, que é o que a gente tava comentando
sobre os pós-modernos, eles tão
debatendo ali.
Então, eu tenho que saber esse limite e
esse recorte.
Ele tem influência para essa discussão
que a gente tá fazendo? Tem, mas ele não
se identifica com ela, porque a galera
ali vai entrar numa depressão profunda e
crítica da crítica, crítica, crítica,
anticriticosa, que não tem nenhum outro
critério para poder limitar esse passo e
propor algo de maneira positiva.
São incapazes de propor algo de maneira
positiva. E aí quando a galera aqui no
Brasil, hoje, século XXI, tá
reproduzindo teoria crítica como se a
gente tivesse na mesma condição, no
mesmo contexto e só traz aplicar aqui no
Brasil, dá bosta.
Tá errado, tá errado, dá errado assim,
erradíssimo, que é o que a gente vai ver
inclusive com um dos calvos brancos com
o qual nós vamos discutir semana que
vem, porque aí semana que vem a live é
um Bruno versus cinco calvos brancos. E
um deles é reprodutor de teoria crítica
sem mais. A gente vai vai criticar ele.
Tudo certo contigo, tá tudo bem aqui,
Renan. Tamo junto, tamo junto.
Diz querido Gabriel, dialética do
esclarecimento. Eh,
Tchutchuco, tchutchuco é um bom nome.
>> [risadas]
>> Eh, eu não sei falar Tuculo, Tucu,
é é um cuspe aquele nome. É o
tchutchuco, é esse mesmo.
E diz Guilherme, não à toa que a solução
dos caras vai ser vai virar crítico de
arte. É, eles não tem mais é mais ou
menos isso, cara.
Eh, eles vão perder um um um, eles vão
perder a noção mesmo, assim, vão perder,
eles não tem critério.
Entra numa depressão profunda ali
e tal.
Excelente, Bruno, muito obrigado, mas
não fui eu que fiz sozinho não.
Foi o
isso já vem desses estudos que eu faço
nos últimos anos, mas muito influenciado
pela percepção do Dussel, né? Que eu
sempre cito aqui, do Hinkelammert, que
ele também já fez essa percepção, traz
esses elementos, do Juan José Bautista
Segales, da Katia Colmenares.
Ah,
essa produção latino-americana que que
bebe muito da teoria crítica, mas
sabendo seus limites, saca?
Sabendo que ela não resolve josta
nenhuma.
E josta nenhuma, sozinha ela não
resolve. A gente tem que trazer para a
América Latina, você tem que trazer pro
pé do lugar que você tá e tem que buscar
o projeto alternativo, né? Senão você
vai ficar preso, ela te prende. Então
você tem que ter uma teoria crítica
mesmo, efetiva, com substância.
Tanto que o
o grupo de pesquisa que o Franz
Hinkelammert funda antes de falecer
chama Grupo do Pensamento Crítico
Latino-americano.
Em referência à teoria crítica,
claro, óbvio,
mas tentando pensar agora também a
partir da América Latina.
E aí são elementos legais de de trazer
pro debate, né?
E o que significa que a gente tem que
estudar esses caras, pô. Eu tô eu não
não entro na pilha do, "Ah, não lê esses
caras que não servem pra nada". Serve,
pô, serve pra caramba.
Eu
uso Benjamin pra caramba
em reflexões sobre o tempo, sobre,
eh,
não a narrativa da história, que aí eu
acho que tem um uma armadilha,
mas sobre a compreensão da história, que
eu acho legal,
né? Né? Transformar a história em
narrativas, aí é bobagem, mas
compreensão da história eu acho
interessante.
Então são coisas legais assim pra gente
ver. O próprio Adorno, Horkheimer, me
influenciam bastante. O Horkheimer tem
uma discussão de recuperação do âmbito
da teologia no âmbito secular que eu
acho muito legal, muito legal mesmo
assim.
Influencia bastante. O Marcuse tem umas
paradas muito interessantes que ele
tenta recuperar algum elemento de vida,
né? De critério material de vida,
que é muito importante pra a
né? Para você poder limitar essa
racionalidade, é legal, pô. Entendeu?
A gente não pode jogar fora. Tem que
receber com críticas.
Crítica da crítica, crítica criticante
crítica.
Diz querido Guilherme: "É tipo teoria
crítica se fosse boa".
>> [risadas]
>> É tipo isso, é tipo isso.
É tipo isso. Cara, mas é bom. A gente
sempre vai ter limitação, né? É que o fã
clube é complicado.
Fã clube é complicado. Leia de tudo.
Seja moderado.
>> [risadas]
>> Realizam, portanto, ah, é, ah, é aqui
tá. Então, se a gente
corta o galho sobre o qual a gente tá
sentado, o que a gente tá fazendo?
Realizam, portanto, um suicídio, que é
isso, né? A gente tá se matando,
racionalmente justificado.
Que hoje eu me preocupo até com o
pessoal aceleracionista de esquerda, que
faz a mesma coisa, né?
Realizam o suicídio coletivo
racionalmente justificado.
Mesmo que como efeito não intencional de
uma ação válida sobre os critérios
indicados anteriormente. Então, é, se eu
utilizo os critérios da ação racional,
coordenação dos meios para obter o fim,
destrói as condições de sua própria
vida, você tá realizando um suicídio
coletivo. Ah, mas eu não queria. É, mas
mesmo que você não quisesse, não é sobre
intenções, é sobre efeitos reais, né?
Efeitos objetivos e práticos. Se você
destrói as condições de reprodução da
sua vida, você falece.
É.
Ah, mas eu não queria. É,
mas eu não queria também, mas eu olho
para fora aqui o frio desgraçado que tá
por causa de um super El Niño do sul, de
aquecimento global,
de mudança climática no planeta. É, eu
não queria, mas [ __ ] se você fez,
acontece, né?
Todo o projeto futuro está
impossibilitado, pois as condições de
vida de ambos, né, dos que cortaram o
galho,
não foram garantidas no final da tarefa
racionalmente selecionada. Se realiza a
tarefa, mas aí você destruiu suas
condições de vida.
A partir daí vemos que, deixada por si,
sem nenhum valor orientador, a
racionalidade dominante do mercado
capitalista,
que opera com finalidades
pré-determinadas,
pode realizar a eliminação das condições
de produção, reprodução e manutenção da
vida das comunidades humanas.
Que é o critério que eu sempre vou
trazer aqui. Ah, Bruno, você fala isso
direto, mas é até colar no seu cérebro.
Se você age de modo a destruir as
condições de produção e reprodução da
vida humana em comunidade, você está
destruindo as condições de produção e
reprodução da sua própria vida e,
portanto, é burrice.
Então, é um critério para você limitar a
sua ação racional.
Ou melhor, para você agir racionalmente
do ponto de vista material, não do ponto
de vista formal.
E isso não tem a ver com preferência.
Ah, não, mas eu posso escolher. Não,
você não pode escolher. Se você destrói
as condições de reprodução da vida, você
morre. Não não tem escolha possível.
Não é uma preferência. Ah, não, não, eu
tava preferindo ali.
Mas você quer destruir sozinho? Se se
mata sozinho, você não precisa afetar os
outros, né?
>> [risadas]
>> Porque basicamente isso, quando a quando
a gente
produz as con
realiza uma sociedade inteira orientada
pelo mercado e as ações de todos os
sujeitos é coordenar meios para ter fim
e não tem nenhum critério para escolher
esse fim, os sujeitos agem, atuam
destruindo as condições de reprodução da
vida dos outros sujeitos. E aí o que
acontece como efeito? Todo mundo falece.
Boa, velho.
Racionalmente justificado.
Na novamente, racionalmente justificado.
>> [risadas]
>> Ai, meu Deus.
Esse absurdo é o que o Enrique Dussel
chama de irracionalidade
do racionalizado
ou núcleo irracional da racionalidade
moderna. Então,
o que que quando você critica a
irracionalidade do racionalizado ou o
núcleo irracional da racionalidade
moderna, o que que você tá querendo? Tá
querendo uma racionalidade melhor.
Tá querendo ser mais racional. Eu não
quero ser burro.
Eu quero agir de modo a garantir as
condições de produção e reprodução da
vida dos seres humanos, porque eu não
quero ser burro. Eu quero no final da
minha tarefa, quando eu realizar ela, eu
ter condições de continuar fazendo
outras.
O sujeito humano realizou seu objetivo,
quer continuar a manter vida. Se você
destrói essas condições, não tem como
ficar em vida, meu Jesus Cristo. Então é
burrice, né? Então, sendo burrice, eu
não quero ser burro.
Eu quero ser mais racional.
Quero continuar em racionalidade, né? Em
racionalidade. [limpando a garganta]
Viu como dá para criticar a modernidade
e a racionalidade moderna sem ser
pós-moderno? Sem ser burro? É.
Em um primeiro momento, a proposta do
germano-latino-americano, que é
coitado do Franz, ele é latino-americano
por por
foi outorgado a ele esse direito.
Parecia descolada do mundo de maravilhas
proposto pelo projeto institucional
liberal dos anos de 1990, tendo a
globalização capitalista e suas
prerrogativas como grande vencedora da
história, que encontraria seu fim.
Porque é isso, o Franz tá falando isso
nos anos 70 e isso entra em conflito com
a ideia de globalização capitalista que
vai vir depois.
Entretanto, depois de algumas voltas que
esse mundo ainda dá, né? A gente ainda
tá dando umas voltas.
Vemos frente às crises que se
intensificaram nos últimos anos
expressões cada vez mais claras do
absurdo, né? Cada vez mais óbvio que é
uma loucura isso que a gente tá fazendo,
de manter todas as relações sobre o
mercado, pô.
É basicamente isso.
Bom dia, querido Gabriel Montolese.
Querido Gabriel Montolese ou querido
Gabriel Montolese, tudo bem com você?
Espero, desejo que sim.
>> [risadas]
[roncando]
>> Diz querido Guilherme. Resumindo, galera
se convenceu de que é bonito ser feio.
É.
Pessoal achou que é legal ser feio.
De que é inteligente ser burro. Pessoal
con se convenceu de que é inteligente
ser burro. E aí é complicado.
Dos efeitos cada vez mais drásticos das
mudanças climáticas, de desastres
ambientais, até o modo como funcionaram
campanhas eleitorais e vitórias de
determinados projetos claramente
estúpidos. De quem será que eu estou
falando? Não é Ricardo Salles e
Bolsonaro. Um projeto claramente
estúpido, né? O que me irrita mais é que
é um projeto claramente estúpido que, ao
ser apoiado por pessoas em massa,
normalmente 1/4 da população, é mais ou
menos 1/4 da população que apoia essa
desgraça até hoje,
claramente estúpida, né? Então nós temos
1/4 da população que é claramente
estúpida, assim, claramente burra.
>> [risadas]
>> Desculpa, mas você é burro. E tem que
lembrar que o burro que ele é burro.
Você é burro.
Ah, mas o pessoal vai se ofender.
Assim você não convence essa pessoa. E
talvez eu não convença a ela mesmo, mas
eu quero que as o outro 75% perceba que
aquele 25% é burro. Não é eles que eu
quero convencer. É os outros 75. Falar:
"Gente, tá vendo isso aqui? Beber
detergente é burrice. Então assim, por
favor, não beba detergente. Não seja
burro". Olha, destruir as condições de
reprodução da vida, teu filho vai
sofrer. Então não seja burro, entendeu?
Não é os 25. É os 75. O que me interessa
é os 75. Falar: "Gente, nós aqui, 75.
Aqueles 25 ali é burro. Então não vamos
ficar com os burros. Vamos tentar
ajeitar aqui nossa vida de um jeito
bacana. Eles são minoria, beleza?"
A racionalidade é importante. Lembrar do
burro que ele é burro. Então e o daí os
outros 75, não seja burro como esse
burro.
É basicamente isso.
Assim como as primeiras reações de
governos frente à crise dos coronavírus,
né, porque lembra que o texto é de 2020,
e as exigências de mudanças de hábitos e
regras sociais que se fizeram
necessárias, né, era meio que
obrigatório.
A irracionalidade do mercado capitalista
e seus seu modus operandi estão cada vez
mais evidentes. É óbvio, né? É óbvio que
naquele período tá cada vez mais
evidente que se você não freia
e faz lockdown, ia dar merda.
Se você não garante vacina, dá merda.
É óbvio. Mas tem burro suficiente
tomando decisão.
Embaçado.
O resultado das operações hegemônicas
dessa desse totalitarismo de mercado,
que é uma expressão do Franz, né?
Ele chama de totalitarismo de mercado
para criticar o pessoal que fala de
totalitarismo do Estado, né? Ah, o
Estado totalitário. Fala, meu, o
totalitário é o mercado, que inclusive
quer transformar todas as ações da vida
humana
em
ações mediadas pelo mercado. E isso é
querer ser total.
Em referência a termos todas as
instituições e relações humanas
reduzidas aos critérios do mercado
capitalista, né? Eh, o que que o Correio
tem que fazer como objetivo? Que que os
Correios tem que fazer? Que que um
serviço de Correios e entregas tem que
fazer? Entregar em tudo quanto é lugar o
que foi enviado.
Dar lucro? Não.
Não.
Levar lá para o interior do sabe Deus
onde não dá lucro. De verdade. Mas o
negócio tem que chegar lá. Isso é o
função dos Correios é fazer chegar.
Mas aí vem um imbecil e faz assim: "Não,
mas não tá dando dinheiro. Isso aí não
tá dando lucro. Ó, os Correios não dão
lucro". Mas eles não foram feitos para
dar lucro. Eles foram feitos para fazer
as coisas chegar onde tem que chegar.
Aí o imbecil, que tá reduzido ao ao ao à
racionalidade de coordenação de meios
para obter fim no lucro, não entende a
função dos Correios.
E que ele não precisa dar lucro, ele
precisa cumprir o seu papel.
Se ficou no zero a zero, mas entregou
para todo mundo, tá show. É isso que ele
precisa fazer.
Mas o mercado se pretende total, ele
quer totalizar todas as relações e toda
mercadoria, ou transformar tudo em
mercadoria. Então vai transformar o caio
do Correio em mercadoria.
É simples.
É simples. Saúde, não é para dar lucro,
é para atender a necessidade das
pessoas. Pode ficar no zero a zero,
desde que todo mundo esteja bem.
Desde que a gente garanta as condições
de reprodução da vida das pessoas.
Inclusive vai ficar bem melhor, né?
Saúde preventiva, diminui fila no
hospital.
[ __ ] velho.
Mas é muita burrice mesmo.
Diz que ele é o Guilherme. Na época do
corona,
a gente viu a China preparando várias
fábricas de smartphones para produzir
respiradores e máscaras. Enquanto Hong
Kong, o preço de tudo aumentava 10
vezes. É isso.
Um tem uma racionalidade que faz mais
sentido, o outro é burrice.
Diz o Borduna: "1/4 da população atuaria
como quinta coluna em uma intervenção
dos EUA aqui". Tranquilamente. Tudo
maluco, bebendo detergente e feliz.
Diz o Guilherme: "Casar e fazer filho
não costuma dar lucro também, mas a
família tradicional tá lá". Exatamente.
[risadas]
Ai, ai, ai. Mas é um exemplo, cara,
assim, durante o período da do
coronavírus, eu creio que eu vi artigo
mostrando o raio de burri, o tanto de
burrice que tava acumulada é
impressionante. É isso. Já, já
chegaremos lá.
>> [suspirando]
>> Ah, então é isso, né? O mercado que quer
dominar tudo é o totalitarismo de
mercado para o França, que é uma
expressão muito boa e provocativa. É
para o Henk Lammert o chamado suicídio
coletivo, né?
As ações políticas submetidas ao capital
e seus donos trazem como resultado o
colapso, no qual as condições
necessárias para garantia da vida das
populações inteiras são eliminadas.
Sem intenção, ninguém tava ali querendo,
mas você destruiu.
No limite, a possibilidade de manutenção
da vida humana está ameaçada, enquanto
racionalmente é justificada.
Desse modo, aí vem a frase, "Vida ou
capital", título de um livro de Franz J.
Hinkelammert,
é o dilema humano que está em jogo. Vida
ou capital.
É esse o dilema. Não é esquerda ou
direita. Não é, não é, não é.
O nosso convencimento não é esquerda ou
direita. Não é PT ou bolsonarista. Não é
comunismo sei lá o quê. Eu
contar [limpando a garganta] uma parada
para vocês, para terminar aqui a nossa
base.
Eu sou um filiado a um partido
comunista.
Eu defendo o comunismo. Eu pretendo como
projeto alternativo
ao capitalismo.
E por quê?
Porque eu acredito? Não, é o que eu
acredito é porque eu sou crente, aí eu
vou na minha religião, é outra fita.
Porque historicamente,
realizado na história,
efetivamente, o projeto alternativo que
vinga, que vingou, que tem estofo e que
é capaz de mobilizar, é o projeto
comunista.
Ponto. Se tiver outro, eu abraço o
outro, mas o que a gente tem
é esse.
Sociedade moderna,
tal qual nós temos, com a organização de
mercado, instituições de estado moderno,
o que existe,
qual é o projeto alternativo ao
capitalismo? Comunismo.
É isso que eu vou.
Por quê?
Porque precisamos de uma sociedade que
entenda que destruir as condições de
produção e reprodução da vida é burrice.
Que o dilema é vida ou capital.
Buscando o fundamento desse dilema, ou
seja,
a
sou a
adepto, sou defensor, sou agente pró uma
sociedade comunista, porque imagino que
por meio dela a vida esteja garantida
contra o capital.
Mas o fundamento é porque eu pretendo
garantir condições de produção e
reprodução de vida.
A oposição é vida ou capital. O capital,
ele é inimigo da vida humana.
Ele em sua realização,
ele
mantendo e reproduzindo o seu
funcionamento, destrói a vida,
as condições de vida. E é por isso que
eu busco alternativa. Em busca de
alternativa que eu encontro na história
possível, viável e com estofo,
comunismo. Ótimo. Vamos por aí, mas o
meu objetivo é vida.
A partir disso, minha conversa com
qualquer outro camarada não é: "Veja
como é legal o sonho de uma sociedade
comunista". Falo: "Não, meu amigo, tem
que frear o capitalismo".
Por quê? Porque ele destrói as condições
de produção e reprodução da vida. A
gente quer vida, a gente quer viver. Tem
filho, tem filha? Eu quero que eles
possam viver. Tem sobrinho, tem
sobrinha? Tem gente que você ama, que
pretende que no futuro viva? Então, tem
que frear essa desgraça de capital. O
problema é o capital. O capital destrói
as condições de produção e reprodução da
vida. Não dá para transformar tudo em
mercado, não dá para sair privatizando.
E não é: "Ah, não vamos privatizar. Ai,
não vamos privatizar porque não é legal,
é feio, porque um socialista não gosta
de privatização". Não, a gente não
privatiza porque existem limites para
esse mercado. A gente não privatiza
porque se tudo virar relação de mercado,
destrói as condições da sua vida.
Você não vai ter condição de viver.
Teu filho não tem condição de viver.
É a vida o elemento.
É a vida o elemento fundamental.
Aí dá para trocar ideia com a galera.
Mas o pessoal não acha que é levantar
bandeira porque é legal. Ah, porque
somos trabalhadores. Sim, somos
trabalhadores, que precisamos estar
vivo.
>> [risadas]
>> E aí vem a brincadeira. O elemento é
isso, é estar vivo, pô.
É isso.
Agora a gente consegue papear.
Saca?
Ah, velho. Eu
É isso, cara. É defensor de vida mesmo.
Não,
tem que defender as condições de
produção e reprodução da vida. E o
capital tá comendo ela.
Tá acabando com ela.
E aí, a gente precisa recuperar, pô.
Hum.
E como respondemos a ele, né? A esse
dilema.
Capital vida ou capital é o dilema
humano que tá em jogo? Como respondemos
a ele cotidianamente determina a cada
instante o quão próximos estamos de
impedir a existência de futuras gerações
ou de abrir, de alguma maneira, uma
janela para a vida respirar.
E é isso.
Como a gente responde a esse dilema é o
que tá determinando nossas
possibilidades de futuro.
Não é ser comunista porque eu gosto da
bandeira vermelha atrás com a
estrela branca ou amarela.
Não é ser comunista porque eu
acho legal a União Soviética ou a China.
Não é ser É ser comunista
porque é um projeto viável e alternativo
ao capitalismo com estoque histórico e
realização recente
que possibilita a gente buscar meios
para frear o capitalismo. Frear o
capital.
Porque a reprodução do capital está
destruindo as condições de produção e
reprodução da nossa vida. E a gente tem
que escolher.
A gente quer viver ou a gente quer
capital?
E o capital nem tá com a gente.
Discurso do Gabriel.
Tem gente colocando a culpa na
peraí, tem gente colocando a culpa por
pessoas morrerem de infarto sendo eles
jovens por causa da vacina". Aí tem
gente culpando tanta coisa, meu amigo.
A irracionalidade dominou o mundo.
E aí você fica maluco.
Disse o querido Borduna: "Exato".
Disse o querido Guilherme: "Então quer
dizer que o problema não é estético,
doideira né?" É, não é estético. Não é
estético. Nem é de ódio, nem é de
mobilização dos sentimentos. Ai, ódio,
ódio. Mas isso fica o papo pra semana
que vem pra combater calvos, né?
Combater a calvície branca.
Calvície branca tá afetando a galera aí,
viu?
Tá.
Tá fazendo mal pra um pessoal.
>> [risadas]
>> Beleza, minha gente. Mas é isso, preciso
partir. Hoje tem jogo da seleção e
infelizmente não veremos Endrick de
titular. Infelizmente,
infelizmente.
Você vê como a irracionalidade atinge
até a seleção brasileira.
>> [risadas]
>> Mas vamos lá.
Minha gente,
sexta-feira,
sexta-feira, literalmente próximo ao fim
de semana,
tem jogo do Brasil.
Vamos ganhar? Não [música] sei. Não sei,
não sei, não sei. E exatamente, como
disse o Guilherme, é calvície não só de
cabelos, é calvície calvície de ideias e
soluções. Calvície branca, calvície
branca tem atingido muitas pessoas e a
gente vai tentar combater na semana que
vem. Semana que vem a live o Bruno
versus cinco calvos brancos. Fiquem
preparados que vai ser incrível. Beleza?
Minha gente,
preparem-se,
se ajeitem,
desfrutem do dia
e o Brasil hoje possa ganhar no mínimo
de 4 a 0, senão é
>> [música]
>> papo pra virar carro, botar fogo em
ônibus, mas dia a gente ri.
Piada, piada.
Mas a gente segue Seguimos trazendo
[música] a boa nova todo dia útil, todo
dia útil, até
até até a vitória final. Por isso que eu
não posso esquecer de colocar nossa
musiquinha e eu não achar ela.
>> [música]
>> E nós seguimos aqui.
>> [música]
>> Até a vitória final.
>> [música]
>> Até a vitória
Vocês dão um toque
no chat.
>> [música]
>> Seguimos aí. É, manda uma merreca aí no
pix ou vira membro do canal, convida a
gente para ser membro do canal
e seguimos. [música]
Um grande abraço, um grande beijo, se
cuidem. É menos.
Tchau.

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