Até quando ficar numa igreja? – BTCast 655
21/07/2026
Até quando ficar numa igreja? – BTCast 655
Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Igor Miguel e Luiz Henrique para conversar sobre uma pergunta que muitos cristãos já fizeram em algum momento da caminhada: até quando vale a pena permanecer em uma igreja?
Compre o Igreja Sob Medida aqui: https://amzn.to/4dYXO74
Receba seu ebook gratuito aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdwizf1xMoF-WAO7DZuZpF3vXA6UO_kARKStPr9pCO6bon9cg/viewform?usp=header
Preencha o formulário do lançamento do Igreja Sob Medida aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdl9Px6TVLC3rQrDBpK6gQ0Hcblc5xp-9FU18pbwfxJPO58bQ/viewform?usp=dialog
Toda comunidade local terá problemas. Afinal, não existe igreja perfeita. Mas como discernir a diferença entre conflitos normais da vida em comunidade e situações que realmente justificam procurar outra igreja? Quando a perseverança é sinal de maturidade, e quando permanecer pode significar compactuar com erros graves?
Ao longo deste episódio, nossos convidados refletem sobre pertencimento, compromisso, unidade, liderança, disciplina e os limites da permanência em uma comunidade cristã. A conversa também aborda questões como divergências teológicas, abusos espirituais, desgastes relacionais e o perigo de transformar a troca de igreja em uma simples busca por conforto ou preferência pessoal.
Se você já pensou em sair da sua igreja, está enfrentando dificuldades na comunidade local ou deseja desenvolver uma visão mais bíblica sobre o assunto, este episódio é para você. Dê o play e participe dessa conversa!
Siga-nos nas redes:
Rodrigo Bibo: https://www.instagram.com/bibotalk/
Igor Miguel: https://www.instagram.com/igorpensar/
Luiz Henrique: https://www.instagram.com/henrique.osouzasantos/
Torne-se mantenedor ou mantenedora do Bibotalk: https://bibotalk.com/mantenedores/
Compre na Amazon pelo link do Bibotalk: https://bibotalk.com/amazon
Torne-se um Prime na Amazon: https://amzn.to/43cww5F
Vantagens de ser Prime: (1) frete grátis nos produtos enviados pela Amazon; (2) séries e filmes originais e um variado catálogo de outros filmes e séries; (3) descontos especiais; (4) tudo isso por cerca de R$20 mensais
Acompanhe as novidades nos nossos canais:
Instagram https://www.instagram.com/channel/AbZi28Coo0zurkY4/?igsh=MW0xeG1uaXRleXB2dw==
WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029Va9mh5j9Bb66vk6dFT1P
Playlists legais para você maratonar:
– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. >> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTQ de número >> 655. >> Eu sou Rodrigo Bibbo e já disse o pensador, a igreja é como a arca de Noé. A gente aguenta o cheiro dentro porque lá fora tem juízo. E aí, até que ponto a gente aguenta o cheiro, hein? Fica aí a reflexão. >> Pode ir. >> Vai. Ô, o Igor tá diz, tá enferrujado, né, Igor? >> [risadas] >> Vou te, vou te perguntar, eu vou te chamar mais vezes, Igor. Vou te chamar mais vezes, juro, prometo. >> Eu tô perdendo musculatura, velho. Musculatura. >> Exato. Exato. Vai lá, Igor. >> Muito bem, gente. Prazer estar aqui, Igor. Meu nome é Igor Miguel e você sabe, a igreja ela é santa, mas às vezes pecadora. >> Eita. Às vezes, >> às vezes é só. Eu sou Luís Henrique e cultura de igreja é como se fosse uma fumaça. Ela vai entrando, vai entrando. Se você estiver sufocando, acho que é hora de sair. >> Caramba. E quando e tem a fumaça positiva, não tem aquela fumaça [risadas] que dá só um uma brisa? >> Tem um odor, tem um tem um odor. Ok, ok, ok. Gente, estamos aqui. É, >> e mais um BTC falando de tema que nós amamos, que é a igreja. E trouxemos aí Igor Miguel, para quem é ouvinte das antigas, tava acostumado já com o Igor. Nossa, vários episódios. Igor que já lançou livro também aí com a nossa grande editora Thomas Nelson, a escola do Messias, a grande pastor. Igor, acho que cabe tu se apresentar aí, talvez tem gente nova que não te conhece. Por favor, Igor Miguel, apresente-se pra nossa audiência nova. >> Muito prazer tá aqui. Para quem ainda não nos conhece, né? Meu nome é Igor, eh, sou pastor aqui na Igreja Esperança em Belo Horizonte. Estamos aqui já caminhando para quase 19 anos de igreja, eh, uma comunidade de fé evangélica, reformada, carismática, né, mas com a vocação para servir a cidade e também participar da missão global de Deus, né? A gente tá aqui para tornar Jesus conhecido para as pessoas. É nossa missão básica, >> sensacional. E ele não falou que ele é mega inteligente, pedagogo, é o cara é é não plantador de não planta cafeína, mas o cara [risadas] torra o próprio grão, entendeu? O cara é mano, sensacional. O cara ao lado direito você pode ver um rádio, >> um rádio, brinca sobre esse rádio aí. >> Exato. Rádio amador. >> E para e para ressuscitar uma piada antiga, eu sou amigo do Igor por causa do apocalipse, entendeu? que no apocalípse eu vou lá pra Lagoa Santa que a gente vai ter comunicação pelo menos aqui. >> Cafezinho moído na hora, né? Café, ó. Café moído na hora. Tem um bunker aí tem a o rádio, né? O o como é que é o nome disso aí? Esqueci o nome agora. O rádio transdio amador. >> O rádio amador. A gente já continua, a gente continua o podcast, né, e tal. E é isso aí. Pronto. Tá tudo mantido. Home schooler, então vai educar nossos filhos. É uma delay. >> Exato. É hom schooler. Sensacional. Sensacional. Cabe mais um no bunker? Vamos embora. >> Sempre cabe. Sempre cabe. É isso, gente. Vamos bater um papo sobre igreja e tem muita experiência aqui que o Igor vai compartilhar com a gente. Mas antes, é claro, os nossos recados paroquiais. Fica aqui, gente. Ouve aí o recado paroquial, pelo amor de Deus. Fica aí. Fica aí. >> E nos recados paroquiais dessa semana, galera, vocês estão vendo que eu tô num estudio novo aqui. Olha só essa logo aqui. Tem podcast novo na área chegando aqui na família Bibotalk. Em breve vocês vão poder ouvir o Talk, conversa sobre textos de física. Aliás, eu estou aqui gravando esse recado paroquial e daqui a pouco Guilherme Nunes chega para nós gravarmos mais episódios do TD Talk. Galera, o seguinte, dia primeiro de agosto, em São Paulo, a gente vai ter o lançamento do livro Igreja Sob Medida. E eu espero muito você nesse episódio, nesse lançamento aqui, nesse episódio você tá ouvindo, no lançamento que eu espero você. Tá bom? Olha só, o livro já tá lançado, inclusive eu marquei touca, eu esqueci ele, eu já podia estar mostrando aqui para você. Ficou lindo o livro e você pode adquirir neste lançamento no dia 1eo de agosto aqui em São Paulo. Seguinte, se você vem nesse lançamento, eu preciso que você preencha um formulário simples, não tem custo. A gente ainda vai ter um carrinho de pipoca legal para você que vem direto do trabalho, porque vai ser dia primeiro às 19 horas, tá bom? Então vai ter ali um carrinho de pipoca para você dar, né, matar um pouquinho aquela fome, já que você não vai jantar, porque vai direto pro nosso lançamento. Mas eu preciso saber se você vai e você vai preencher um formulário. Por quê? Além de saber se você vai, tem a limitação de espaço da igreja que cabe mais 150 pessoas confortavelmente. Outra coisa, tanto eu quanto o Luiz que vamos comprar o livro para vender com preço promocional lá nesse lançamento e a gente precisa saber quantas pessoas irão pra gente não comprar livros a mais, entendeu? Então a gente conta com a colaboração de vocês. Você que não é de São Paulo, não pode vir no lançamento, tá? Quem sabe esse programa para vir na Bienal de São Paulo. 12 e 13 de setembro a gente vai estar na Bienal. Aliás, dia 12 eu estarei com os meus outros livros e dia 13 estarei com o Luís para o lançamento do Igreja Sob medida, beleza? E tem outros lugares ainda que a gente em breve vai anunciar para vocês. Você que é de Balneário Camburiú, estarei no dia 9 de agosto em Balneário Camburiu, no domingo, na igreja Meta. Tá lá, ela é um culto normal da igreja de dia dos pais e também vai ter o lançamento do Igreja Sob Medida, galera. É isso, tá bom? Você que é de São Paulo, dia primeiro, espero vocês nesse lançamento, mas tem que preencher o formulário que tá aqui na descrição deste podcast e também na minha bill do Instagram, @bibotal, você tem o link lá. E você que quer comprar o livro na pré-venda, olha aqui, vou chega aqui pertinho de mim. Você quer comprar o livro na pré-venda? Você ajuda muito a gente comprando na pré-venda da Amazon essa semana mesmo, tá bom? E é o que o que acontece, se você comprar na pré-venda, você pode preencher um formulário também e você vai receber um ebook extra e um capítulo extra pré-venda da Amazon. Bibo, como é que eu faço? Vai ter também um formulário aqui na descrição deste podcast e você preenche esse formulário com o seu e-mail certinho, que a gente vai mandar pro seu e-mail um e-book e também em setembro a gente vai mandar um capítulo extra para você. Esse capítulo que só vai ser entregue fisicamente para quem vier na Bienal de São Paulo, mas você que comprar na pré-venda da Amazon, a gente entrega para você esse PDF com capítulo extra, tá bom? Deus abençoe. Espero que você goste desse papo com o Igor Miguel, que inclusive a gente conversa sobre uma frase dele que é um dos resumos do Igreja Sob medida. Espero que você aprecie essa conversa. Deus abençoe, >> Igor. Ah, uma frase que você disse lá no no nosso BTC sobre igreja centrada até acho que eu ia falar isso na abertura do programa, acabei não falando. Ah, a gente fez, né, a gente passou por todo o livro do Tim Keller e tal e abrasileiramos, né, eh, o, o Igreja Centrada e num determinado episódio você fala uma frase e essa frase ela meio que se tornou uma espinha dorsal do livro que eu e o Luiz estamos lançando agora, O igreja Sob Medida. E essa frase, eh, Igor, diz o seguinte, de autoria sua, inclusive eu te mandei uma mensagem, né? Você lembra? >> Eh, para, ô, podemos usar e tal. E aí você segera aí, ô Luiz, essa frase foi dita no BTC ou tu pegou no Twitter? Eu, ele que ele disse algo parecido no podcast, né? >> Eu pego no Twitter e é um Twitter que eu não achei em lugar nenhum. Procurei, revirei o perfil do do Igor Miguel >> na época que ainda se chamava Twitter, tá? Não era exato. É muito antigo. Mas ele disse algo parecido também nos betecastes e igreja centrada. Eu tenho quase certeza. >> Eu me lembro que ele fala algo muito parecido quando ele vai falar sobre plantação de igrejas e ele até enfatiza um negócio sobre plantação de igreja onde tem igreja, porque nem toda igreja é saudável. Exato. É. E você pesca, você pesca no lodo, né? O lançodo ou pescar no aquário. >> É frase é o que falar, inclusive. [risadas] Exato. Teve teve meme e tudo e tal. E aí a frase que a gente pegou de você, Igor Miguel, é o seguinte: >> "Ah, existem três tipos de igreja: A saudável, a doente e a falsa. >> Uhum. >> A saudável você desfruta e fortalece. A doente você ajuda a restaurar e a falsa você precisa abandonar." uma frase forte, uma frase que sintetiza. E a gente queria explorar um pouquinho contigo a essa ideia eh da dessa frase, desse conceito que você traz, até porque o título do nosso episódio é, né, até que ponto permanecer numa igreja? É uma dúvida que muita gente tem. É, a minha abertura brinca com essa frase, né, clássica, né, que a igreja é como a arca de Noé, né, a gente aguenta o cheiro dentro porque lá fora tem juízo. E é claro que essa frase ela ela é um ela ela exagera um pouco, porque ainda bem que não é exatamente uma arca que a gente tem a opção de trocar de arca, né, hoje em dia e tal. Examente. >> Mas eu queria conversar um pouquinho contigo, então, Igor. Eh, quais critérios assim que você usa eh para fazer essa distinção desses três tipos de igreja, né? E quais critérios que você eh eh coloca, considera importante para qualificar uma igreja saudável, uma doente e uma falsa? >> Pois é, mano. Assim, então, eh, eu sempre digo que não é muito difícil você discernir uma igreja saudável no nível, digamos, primário, né? É claro que a gente pode ter dinâmicas institucionais, mas para mim as dinâmicas institucionais elas vão ser reflexo eh direto, né, de uma de uma igreja saudável. Quando falo igreja saudável, para quem já leu aí, né, a videira, a trícia videira, já sabe o que eu tô falando aqui, né, que e o Keller também fala isso na igreja centrada, que a igreja ela tem que ser mais organismo do que organização, né? Ela tem que ser mais orgânica do e tem que ter mais cara até de movimento do que eh estrutura, né? Mas ele fala que a estrutura inevitável, a gente sabe disso, né? Por mais que você seja uma igreja minimalista, eu costumo dizer assim, quando a igreja é minimalista, assim, ela é lindo, mas é basta as famílias terem um monte de filho que ela deixa de ser minimalista imediatamente, porque começa a ter que comprar material didático, organizar turminha, classe e aí começa institu institucionalizar. Então não é a resposta para uma igreja saudável não é ser uma igreja anti um espírito anti-institucional, né? É, primeiro a instituição ela tem que estar a serviço do que é orgânico, ela tem que estar a serviço da videira, né? A gente não trabalha pra treliça, a treliça que trabalha pra videira, né? Ela que dá condições à videira de florescer, dá frutos, etc. Mas o que torna a videira frutífera, né? Cumprindo aquilo que lhe foi designado em termos, no caso, biológicos, tá fazendo a metáfora aqui, né? É, é, é justamente é de onde ela vem, né? de do que que alimenta ela. E o que alimenta a igreja, a gente sabe disso, mano. Eh, e de onde vem toda a vitalidade da comunidade cristã, é uma uma mensagem insistente em Jesus de Nazaré. Mas observe, não é simplesmente uma descrição de Jesus como eh um modelo moral, porque assim, muita igreja que fala de Jesus, Jesus é um modelo moral, Jesus é empresário, Jesus é um meio para você alcançar um determinado fim, não é? É colocar Jesus como aquilo que Paulo vai dizer que ele é. Eh, então tudo foi feito por ele, para ele. Ele é o centro do universo. É a pedra angular que os construtores rejeitaram, mas veio se tornar a principal pedra para nós, né? Eh, é, é onde a igreja edificada. Ela pode ser pedra de tropeço para alguns, mas para aqueles que encontraram em Jesus aquilo que ele é, né? É dali que nasce toda a vitalidade. Eu costumo dizer que Jesus é uma fonte perene, né, de graça. E se os pastores, líderes, eh, pessoas da igreja tivessem uma consciência fresca sobre o que isso significa, né, eles descobririam, inclusive que a vida pastoral, a vida comunitária, a vida de igreja pode ser uma vida, inclusive muito feliz, muito alegre, sabe? Você pode ter eh vivências espirituais muito ricas, comunitárias muito ricas, né? Quando você entende que o maior interessado na igreja é o próprio Cristo, né? é o próprio Jesus. Então, acho que é basta, eu costumo dizer assim, você vai num púlpito, numa igreja, você assiste uma pregação, você assiste a segunda, foi no terceiro domingo e ficou claro o seu lugar e o lugar de Jesus ficou nítido quem ele é, você percebe que você tem escritura na mão, né? O o cheif falava: "Is você é indesculpável, você tem a Bíblia", né? Então você tem a Bíblia na mão, você lê a Bíblia, você olha paraa igreja, você vê que Cristo é o centro de gravidade daquela comunidade e não é a personalidade de ninguém, não é um projeto de poder, não é um projeto de resultados numéricos, nem nada disso. É Cristo tá ali dando vida para aquela comunidade. Esse é um bom critério. Ele é muito intuitivo, inclusive nesse sentido, sabe? Você bate o olho assim, você fala: "Cara, essa igreja tem cheiro de Jesus, né? Ela não tem, ela não é a cara do pastor, ela é a cara de Jesus, né? Então isso isso é um bom critério, mas eh mas é claro que tem comunidades que você entra, você tem uma sensação e não tô falando aqui de uma experiência meramente eh estética ou ou meramente afetiva, tá? Eu tô falando de um discernimento. A gente você chega no lugar, aquele lugar no final você saiu excitado, por exemplo, quanto a possibilidade do seu poder sobre a vida e não o poder de Deus. ou você saiu daquela igreja melancólico, aquilo não não reverberou o evangelho, o evangelho não foi pregado. Então você você já já pode suspeitar que aquele lugar ou é uma igreja disfuncional, que isso também pode acontecer, né? Uma igreja disfuncional, ou uma igreja que já não tem, já não prega o evangelho, já não vive pelo evangelho. >> Ô Igor, sabe o que ouvindo tu falar, o que me pega um pouco é o seguinte, talvez >> Uhum. >> E aqui eu tô falando bem no meu achismos assim, né? voices of my head. Ah, no sentido de acho que falta esse critério básico mesmo pras pessoas, né? Você tem a Bíblia na mão, vocês são indisculpáveis. É, a gente tem, mas a gente não sabe usar, a gente não lê. >> E eu acho que isso explica muita coisa, porque às vezes a pessoa ela não consegue ter esse discernimento básico, né? Ah, isso aqui tem cheiro de Jesus, isso a gente tá tão acostumado com algumas coisas, ainda mais que a mentalidade das pessoas é mais forjada pelo que elas veem na internet. >> Sim. E e às vezes nem toda Vamos lá, eu vou fazer um comentário bem com muita cautela aqui. Primeiro, eu quero fazer primeira ressalva. Nem toda igreja grande e mediática é ruim. >> A gente tem que colocar isso aqui. >> Nem [roncando] toda igreja grande e midiática é uma igreja ruim. Não, tem gente que é grande, midiático e é saudável. OK. Podemos até dar nome, >> é uma grande videira, é uma grande eh treliça, né? Exato. Então assim, então não é isso, mas a gente sabe também que tem muita gente que é grande, gigante e acaba à se determinando que é o que não é. Tipo, não, isso aqui é evangelho, assim que é um bom culto, assim que é uma boa igreja. E as pessoas não têm a medida do evangelho mesmo. Elas têm a medida do que determinado movimento faz, ó. E é assim que tem que ser uma igreja e tal, tal, tal. E aí eu acho que isso explica quando a pessoa vai vai sentir que é uma igreja falsa, por assim dizer, ou doente, mano, depois já tem um certo estrago acontecendo na própria alma dela, porque falta o básico para ela, o que é o critério da escritura ali para poder julgar alguma coisa, né? >> Complicado. Exatamente. Exatamente. Complicado. Exatamente isso. E assim, inclusive assim, é porque para muita gente pode parecer assim meio, é porque eu sempre falo isso, as pessoas escutam isso. Falei assim, tem um lado que é meio da obviedade disso, né? Mas tem um outro lado que que eu temo um pouco também, é tipo assim, é da banalização de uma afirmação como essa que eu fiz agora. Por quê? Porque quando eu falo assim, uma igreja centrada no evangelho, um monte de gente vai dizer: "Poxa, minha igreja fala de Jesus, canta sobre Jesus, fala de Jesus o tempo inteiro, tá? Como você você pode dizer que não é cristocêntrica, né? Não é centrada de >> Isso é uma coisa, gente, uma coisa você ter assim frases de efeito sobre Jesus. Jesus tá ali quase como slogan, né? Uma marca. Outra coisa é você tipo olhar para para Cristo. Eu eu gosto muito de usar uma metáfora lá na igreja que eu falo assim, imagine que a igreja é um é um grande mosaico, assim, mano, que cada um tem um componente de tem um aspecto de Jesus. Então, por exemplo, sei lá, tem um irmãozinho ali do meu lado que tem a generosidade de Jesus, outro tem a sabedoria, um pouquinho da sabedoria de Jesus, né? O outro tem um pouquinho da compaixão de Jesus, o outro tem, sei lá, da retórica de Jesus. Aí você, quando você junta essas pessoas no ambiente e Jesus é o centro, Jesus pela graça e pelo espírito, ele evoca, ele ele não é isso que Paulo fala lá, que ele subiu os lugares mais altos, desceu os lugares mais baixos da terra, levou cativo cativeiro, deu dons aos homens, né? Então, tipo assim, a gente chama isso da economia carismática da igreja. Então, cada pessoa trazendo sua riqueza de Cristo pra igreja, a igreja vai se tornando, ela vai se tornando com cristomórfica, né? Ela vai assumindo a a forma de Jesus. E só que pensa em pixels, tá bom? Tem tem igreja que ela é ela é e HD, tem igreja que é ultra HD, tem igreja que é 4K, tem igreja que é 8K, >> tá entendendo? E ou seja, quanto mais Cristo se torna presente e e mais Cristo evoca os dons que ele colocou na igreja, mais nitidez de Cristo a gente vê na igreja. Então é é por isso que a experiência da comunidade ela tem que ser cristomórfica. Eu o o Van Rusa falava, ela tem que ter, ela tem que ser cristforme, né? E eu, eu diria que a igreja ser cruciforme é o é o de onde ela nasce, né? A forma de cruz é de onde ela nasce. Mas a o cristomorfismo, né? Ela assumir a forma de Cristo é uma obra que Cristo faz na igreja, né? A partir que a igreja vai bebendo de Cristo, ela vai se tornando mais cristomórfica, sabe? se tornando mais a cara de Jesus mesmo, assim, na maneira como ela funciona. Mas não é uma experiência privada, não é um indivíduo da igreja somente, é uma coisa que se dá na comunidade, que se dá na comunidade. Só que você percebe isso, isso é prático, entendeu? Não tô falando de uma coisa assim romântica, é prático. Tipo, é uma igreja que se concentra nisso, ela é regulada a partir desse centro de gravidade. Isso se torna a realidade onde a igreja tá fundada. e os metabolismos da igreja, a maneira como a igreja funciona, as suas práticas comunitárias começam a refletir isso como uma realidade e ela vai realmente se tornando como Jesus, sabe? Na sua generosidade, na compaixão, hospitalidade, na maneira de ensinar, como as casas são abertas. Ah, mano, aí os desdobramentos são são inúmeros, né? >> Uhum. >> O Igor acabou de criar uma nova categoria agora. A sua igreja é VHS, HD, Full HD, 4K. [risadas] Muito bom, muito bom, muito bom. Mas eu acho mais interessante isso, Igor, porque eh você fala da cruciformidade, fala também da cruciorf É é isso mesmo. Cristorfismo, >> cristorfismo, né? Para porque a até mesmo as decisões que a igreja como um toda ela toma dentro das suas dos seus regimentos, da sua administração, podem se tornar também cristotélicas, né? >> Ela tem como finalidade isso, né? Então, além de ter a forma da da cruz, >> termos também a forma de Cristo e como finalidade o próprio Cristo, que é a manifestação desse próprio Cristo nessa sociedade, né? >> Perfeito, perfeito. Exatamente, mano. Esse telos, né, que a gente fala é o fim último, né, cara? Isso é legal. Esses dias eu tava pregando sermão, terminou uma série agora chamado O Evangelho segundo Satanás, né? Nós pregamos >> muito boas artes inclusive da muito legal. E a gente fez uma série só denunciando falsos evangelhos da cultura, né, e tal. E aí o o último sermão a gente falou um pouco sobre o futuro, né? O futuro depende de você. A gente pegou essas frases clichezonas assim e fomos mostrando que aqui não tem nada a ver com o evangelho, né? E aí essa frase o futuro depende de você? Que até se tem uns slogas lá da Nubank, da Mormai, Itaú, né? Tudo usa essas frases, né? Ou similares, né? E aí no final do sermão eu trabalho lá o sermão do monte Jesus falando, não estejais ansiosos, né? E tal. E ele fala: "Buscai em primeiro lugar o reino de Deus, né? E essas coisas vos serão acrescentadas". Que coisas, né? Alimento, roupa e etc. Aí eu, mas eu eu falei assim, >> eu brinquei, né? Fiz uma pegadinha com os irmãos. Irmãos, então vocês estão entendendo como é que você faz para você ter comida, ter roupa e ter água? Busca em primeiro lugar o reino de Deus. Amém. Aí o pessoal, amém. Não, gente, então vocês não entenderam o sermão nada. Isso já tá no final da pregação, viu? Então eu já eu falei assim, então o seguinte, não é isso que Jesus tá falando. Jesus tá falando para você buscar o reino, não é buscar comida e bebida e e transformar o reino no meio para você buscar comida e bebida. Não. >> Nossa, >> ele tá falando, ele tá falando para você buscar o reino. É esse é o fim, é o telos. Entendeu, Luiz? Que que você falou aí? É buscar o reino. É o telos. É o fim último. Agora, que que que Jesus tá dizendo? Se você buscar o reino, deixa que eu cuido do resto. Eu vou dar infraestrutura, vou dar os meios, vou dar o sustento para você continuar fazendo o que você tem que fazer, que é buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Não, não é usar o reino como meio, né? É porque eh então é porque muitos pastores, muita liderança e e alguém como teve no contexto de plantação, de revitalização, de contato com igrejas em plantação, a gente acaba caindo na tentação de nós precisamos fazer algo para garantir o reino. >> Perfeito. >> Tá? E aí a gente cai no nas nossas discussões administrativas às vezes que acabam eh acaba se desdobrando e em uma má percepção do povo de Deus como um todo eh em tribunais de minúsculas causas, sabe? >> A gente olha pra pra igreja, a gente olha pra missão, pro povo de Deus, a gente olha para para discussões e fala: "Nós precisamos comprar um telão de LED". >> Sim. >> E aí a existe um problema em comprar um telão de LED? Não, mas veja aonde tá a o cristotélico dessa ação, né? O oito, >> o aspecto cristotélico. Aonde está a finalidade da missão? um incentivo para a missão, para o desenvolvimento de pessoas que estarão em conformidade com Cristo. Não existe. >> É porque o vizinho está fazendo >> e se nós não fizermos, infelizmente as pessoas sairão daqui para ir para esse outro lugar, né? Então, é é uma tentação e e veja, eu não quero culpabilizar pastores que pensam assim, mas talvez se nós tenhamos e obserhamos o evangelho. E o evangelho é justamente esse lugar de onde surge todos os benefícios, é aquilo que você fala como manancial, né? e essa fonte eterna de de vida, >> possamos eh fazer um um pequeno uma pequena escavação que possa fazer florescer o caminho ao qual nós como liderança eh traçamos nas nossas nossas igrejas locais, né? >> Perfeito. Exatamente. >> É, a coisa vai desdobrando, né? Olha como a coisa vai desdobrando, né? É, é impressionante. Mas assim, >> então a igreja a igreja saudável, a gente vai percebendo por isso, né? a forma de Cristo, a finalidade é Cristo. Eh, e para isso, obviamente, a galera precisa ter o mínimo o básico, né, de Bíblia Sagrada, né? Se tiver um pouco de teologia, isso ajuda bastante também. >> Por isso, presta atenção, galera, presta atenção as coisas, porque às vezes a gente até se assusta um pouco aqui. Ah, eu eu sigo vocês e e vou na igreja tal. E eu às vezes eu pergunto, tá, mano, mas como é que tu segue a gente, lê as nossas coisas e e como é que é para ti a tua igreja? Às vezes a pessoa fala: "Não é, pois é, já percebi algumas coisas". Às vezes a pessoa: "Não, mas tá tudo bem aqui também". É bem que você falou: "Não, aqui Jesus também é citado. A gente ama Jesus, a gente adora Jesus e tal". Mas é tudo muito pasteorizado, é tudo muito superficial assim. Mas e a igreja doente, Igor? A gente não consegue às vezes numa primeira visita também às vezes pegar uma igreja doente, né? Ou dá para tem alguns sinais ou é algo que a gente vai percebendo na caminhada ao ponto de, galera, estamos doente, precisamos fazer alguma coisa. Isso. >> Quais seriam assim alguns sintomas então para nós observarmos que indica eh uma doença na igreja? É claro, a gente falou de saúde, o contrário de saúde talvez seja, né? É, é o que eu falei de igreja disfuncional, né? Porque quando você fala da a metáfora da doença e da saúde, né? Eh, quando você fala doença, como é que você identifica um órgão doente, né? Quando ele tá disfuncional, ele não tá cumprindo a função dele, né? Então, a igreja tem uma função, tem uma tarefa que já foi descrita aí pelo Luiz. Muito bem, né? a gente trabalhou isso junto, que é ela tem que ser crucife, tem que tem que ser cristomórfica, ela tem que ser cristotélica, né? Ou seja, ela tem que ter origem na cruz de Cristo, ela tem que ter a forma de Jesus e tem que apontar para ele, né? Então, se você começa a perceber, e eu não tô falando aqui de uma igreja, por exemplo, a gente tem isso lá nas sete igrejas do Apocalipse, né, da Ásia lá, >> diferentes perfis de igreja com diferentes desafios e pouquíssimas delas a gente vê que são igrejas perfeitas, vamos dizer assim, perfeitas assim, não tem que Jesus não admoesta em nada, né? Todas elas têm desafios. A gente vê as cartas de Paulo, todas Paulo eh elogia, reconhece, ele vai lá de moesta porque faz parte, né? Ela é por isso que eu comecei a minha frase aqui, a igreja ela é santa, mas eventualmente ela pode ser também pecadora, né? E e no sentido que às vezes eh ela erra a mão, lideranças erram mão, a equipe, a dinâmica da comunidade pode pode falhar e mas isso até parte, vamos dizer assim, digamos, de uma igreja saudável, né? que é essa negociação de de repente um irmão ofender o outro, vai lá e perdoa. Eh, uma igreja saudável é uma igreja que ninguém ofende ninguém. Não, claro que não. Uma igreja saudável é uma igreja que que como que a gente é como a talvez o discernimento venha disso, né? É como que essa igreja lida com a ofensa, como que ela trata a ofensa, como que ela trata o abuso, por exemplo, né? Ou como ela trata o sei lá, entendeu? Então você tem vários coisas que são da pecaminosidade humana que estão presentes na igreja, porque a igreja tá abraçando um monte de pecador, né? Mas isso >> a gente acabou de falar isso numa entrevista pra Folha de São Paulo, que não sabemos se foi publicado ou não, né? >> Mas porque teve duas perguntas que a gente não quis responder. Mas é exatamente o que a gente fala, né? Uma igreja saudável, ela não é uma igreja perfeita, mas é uma igreja que trabalha as suas imperfeições e não mascara essas imperfeições. Isso, entendeu? É isso aí. Não passa pano. Não passa pano. >> Exato. Não transfere o problema para outro setor. É, a autocrítica é um ferramental importante, >> perfeito. >> Porque sem essa autocrítica não consegue corrigir aquilo que precisa ser corrigido. >> Exatamente. Exatamente. E assim, a gente sabe pelo testemunho da própria Bíblia como isso era até quase inerente a dinâmica de várias igrejas que o apóstolo Paulo fundou. Ele teve que lidar. Imagina que a gente hoje no século XX, vamos ter um monte de igreja legalzinha funcionando. A gente tem um monte de problema, claro que a gente tem, mas é como que a gente lida, como que Cristo, né, ele funciona como disciplinador dessas disfunções. Isso é uma coisa. Outra coisa são igrejas que o metabolismo dela, a forma como ela funciona na sua na sua no seu ecossistema, na sua maneira de ser igreja, eh, e tudo, ela não tá ela não tá apontando para Cristo. Ela não tá nascendo de Cristo e nem tá apontando para Cristo. Cristo tá lá, mas ele tá lá como um instrumento, como uma como um meio, né? Mas ele não é o o centro de gravidade daquela comunidade. Sempre já falei isso em outros podcasts aí bem antigos. Eu cito aquela frase, eu amo aquela frase do Martin Buber, né, filósofo judeu, que ele chama lá da conversão, né, no ele fala que a conversão não é tirar o Deus falso e botar um Deus verdadeiro no lugar. Eh, ele fala: "E por que isso não é suficiente?" Porque se você só colocar o Deus verdadeiro no lugar do Deus falso, você pode continuar com os mesmos com a mesma maneira de cultuar o Deus falso, só que dirigindo ao Deus verdadeiro. Então ele fala: "A conversão não muda apenas o objeto de culto, mas a relação. A relação tem que mudar. Então não não é não é simplesmente fala assim: "Ah, agora o meu Deus, eu deixei o, sei lá, uma entidade tal e agora eu amo Jesus". E você opera com ele na mesma lógica de um deus pagão, né? Que o John Alton vai dizer que é que era aquela relação de que os deuses criaram no Oriente próximo, né? Os deuses criaram os homens para os homens trabalharem para eles, né? E e aí a relação desse adorador com Deus é de barganha moral, religiosa o tempo inteiro. Aí ele fala: "O que que é revolucionário na revelação do Deus de Israel?" É que ele não depende de ninguém. Todo mundo depende dele, né? E ele cria o mundo porque ele quer expandir o jardim de abundância dele pelo mundo. Ele não é um Deus carente, né? Então, quando você vê uma igreja que você vê que o dinâmica dela não reflete esse essa abundância do evangelho, sabe? Ela reflete a escassez. E vou te falar onde onde você é mais presente, ironicamente, são nas igrejas que falam de dinheiro. As igrejas, quando falo de dinheiro aqui, as igrejas da prosperidade, da teologia da prosperidade, elas são as igrejas mais escassas. Por quê? Porque toda compreensão da realidade é achatada em apenas uma riqueza que é o dinheiro. E e a Bíblia mostra um Deus riquíssimo em múltiplas dimensões, né? Riqueza moral, riqueza existencial, riqueza comunitária, relacional. Então eu costumo dizer que o problema da teologia da prosperidade que ela é medíocre demais, né? Ela ela é pobre demais. Esse é o problema. >> Ela é reducionista demais, né? Exatamente. E aí a gente tem essa explosão, cara, de forma, cor, espécies no mundo a partir de Deus, né? E o evangelho tá fazendo isso aí. Você olha para uma igreja, cara, e a dinâmica dela é assim, ela ela a escritura não é pregada de forma comprometida. Não existe uma preocupação de tornar Cristo, como a gente falou antes, evidente, o centro, o lugar de onde tudo tá saindo, né? Não existe uma preocupação, por exemplo, com eh real, com o cuidado pastoral, discipulado das pessoas a partir dessa realidade do evangelho. É uma igreja ansiosa em relação a resultados, né, mas pouco leal ao que o evangelho tá ofertando. Então você começa a perceber isso. Ou quando não, é uma igreja que por causa de diversas expressões. E aqui é por isso que eu gosto de sempre mencionar isso, né? Tipo, a gente fica muitas vezes neurótico assim, né? Ah, igreja progressista e não sei o quê. A igreja progressista é um problema, sem dúvida. é um problema por uma série de razões, mas não é diferente das mesmas razões que oprim muit das igrejas ditas no Brasil conservadoras, porque elas podem parecer conservadoras em valores éticos, mas não são teologicamente mais conservadoras. Por que não? Porque já abriram mão do evangelho há muito tempo pelo poder, né? Abriram a mão do evangelho por causa de uma metodologia, por causa de uma estratégia de crescimento secular, que não tem nada a ver com o cristianismo, né? Então, pera aí. O que que qual a diferença aqui? Nenhuma. Não tem diferença nenhuma. Ambos se abriram pro ambas, né, se abriram pro espírito do tempo, tão usando as regras do jogo cultural, né, e perderam esse esse esse centro de gravidade, né, que é o escândalo do evangelho de Jesus, né, que é é esse Cristo vivo, né, que venceu a morte e que fez tudo novo e reconciliou pessoas com pessoas porque reconciliou a gente com Deus, né? E e de repente isso abre um outro horizonte, inclusive de percepção de um monte de coisa. a gente muda a relação com dinheiro, com poder, relação comunitária. Então, eu acho que é por aqui que a gente percebe uma disfunção. Você entra e você fala assim: "Meu Deus, mas cadê vitalidade? Cadê a alegria da salvação? Cadê a disposição de amar o próximo, de evangelizar? Cadê, cadê essa vitalidade? Ela não tá lá, mano, >> porque tá tá tá disfuncional, né? E aqui eu tô falando de uma igreja doente, tá, gente? Não tô falando de uma igreja falsa, uma igreja doente. Essa igreja pode ser revitalizada, essa igreja pode passar por algum tipo de refunção, né? porque ela tá disfuncional, pode, mas aí é uma outra conversa, né? É uma outra conversa, mas ela pode. >> Não, mas >> e é uma conversa geralmente mais difícil, né? É, quando a gente fala sobre plantação, eh, os timings envolvidos com a plantação são ligeiramente mais rápidos se for uma boa plantação. Agora, um processo de revitalização é um pouquinho mais cuidadoso, >> porque a o problema da artificialidade de um ministério, da artificialidade de uma relação, da artificialidade de de uma vida que supostamente está debaixo do evangelho, é que ele muitas vezes já foi inculcado e cauterizou a mente das pessoas de que aquilo é o máximo que o evangelho poderia oferecer, quando não. Quando a tanto que Keller fala muito sobre isso, né, que o evangelho é para eh não evangélicos e para os evangélicos, porque todos nós precisamos do evangelho em doses constantes, porque a nossa tendência é buscarmos essa artificialidade dentro da igreja, dentro das comunidades locais, para fazer do nosso da nossa vida ou preencher um canto da nossa vida e deixá-lo como completo. A artificialidade, ela deixa esse aspecto, ah, tá tudo certinho aqui, nós fazemos isso, sempre foi assim. Tem esses e esses slogans que eles vão sendo eh que são trazidos nas conversas comuns assim do da igreja, que não sempre foi assim. Nós temos como regra isso, como prática isso. Olha, essa visão é um pouquinho mais complicada. E aí todas essas questões são um pouquinho mais complicadas de serem lidadas e levam mais tempos porque elas entram na cultura. Por isso que eu falei a na minha abertura que cultura é como fumaça. Você entra em um determinado ambiente, a cultura ela vai se instalando. E essa fumaça, essa fumaça que vai se instalando, ela pode deixar as pessoas que estão acomodadas com essa fumaça, mas ela vai repelir pessoas que se sentem incomodadas. E diante da disposição que o próprio Igor trouxe aqui no começo do episódio do crente tem a Bíblia na mão, ele compara e olha a realidade, se ele vai sendo afetado pelas escrituras, vai sendo afetado pela pela figura de Jesus de Nazaré, ele em algum momento vai observar essa fumaça querendo corrompê-lo, querendo eh eh tirar a a noção básica de de um ar respirável. E aí ele automaticamente vai afastar. Então, culturas t essa culturas eclesiásticas, elas têm essa capacidade de afastar, expelir pessoas se essa fumaça ou se essa cultura não estiver dentro do evangelho, principalmente. E é por isso que a gente fala, né, que existem igrejas que ficam ah muito fortes ou ou se reúnem pelos seus grupos de afinidades e ficam pelos grupos de afinidades porque de fato o interesse não está sendo no evangelho. De fato o evangelho não é algo a ser valorizado. >> E aí você tem uns recordes de igreja, são as igrejas da alta sociedade, são as igrejas somalmente dos pobres, são as igrejas. >> Tem aquelas igrejas de famílias, né, Luiz? aquelas igrejas que são, já viu aquelas igrejas que ficam assim, aquelas famílias, >> é, de clãs, fica ali aquelas famílias, ela não tem nenhuma. Aí quando vem alguém de fora, ela tem uma, ela tem uma tendência sem perceber de repelir quem tá chegando, >> né? Então e essa é uma igreja, por exemplo, que eu diria assim, e não vou dizer para você que não tem crente ali de verdade, tem. É isso que eu tô falando, a gente tá falando disso, uma igreja que é igreja ainda, ela é disfuncional, é doente, mas é igreja, >> né? Exatamente. É >> isso aí. >> É. Não. E aí você observa aí uma fal é não que agora eu tô eu tô pensando no Cleiton que mora em Osasco e tá ouvindo tudo isso e o que que ele faz? Tipo assim, eu percebi que a minha igreja tá doente, mas ele é um membro comum da comunidade, entendeu? Tipo, é porque aí vocês estão falando que na igreja doente vale a pena lutar por ela. Não é hora de eu sair, ela só tá doente. Que que o Cleiton faz? >> Boa. Então, eu acho que o Cleiton tem que procurar eh os meios possíveis, né? Eh, numa igreja nessa natureza. Eu costumo dizer que ele tem que como membro, né? Ele, eu entendo, eu tô, tô imaginando uma igreja, tem igrejas, igrejas no Brasil, né? Tem igrejas, por exemplo, que são eh no modelo, não vou dizer que toda igreja episcopal é assim, tá? Mas você entendeu, tem igreja, tem modelos que tendem a ser, não tô dizend porque isso é predominantemente um risco de igrejas episcopais, né? Eh, tende a ter lideranças mais centralizadoras. Então, eh, e por ter uma liderança mais centralizadora, que pode ser inclusive uma boa evidência de uma igreja disfuncional, na minha opinião, né? Porque você pode ter igrejas que são episcopais, mas que o o líder ele tem uma ele tem ele tem aquela visão de líder que eu falo líder, eu não gosto do termo líder, tá gente? Mas assim, é o quem fala isso é o Kell, chama do líder servo, né? Que é o modelo de liderança de Jesus, né? Mas então ele que se ele for um modelo de líder servo, eh, tá tudo bem, né? Porque ele tá ali, ele ele tem capacidade de ouvir, ele tem capacidade de admitir vulnerabilidades, ele tem capacidade de montar equipes, governança plural, né, para evitar concentração de poder. Ele suspeita de si mesmo. Falo que uma igreja saudável, pelo menos em termos de liderança, o líder tem que sempre ter suspeita de si mesmo. Ele fala: "Cara, eu não confio em mim não, eu confio em vocês todos aqui, menos em mim mesmo, né?" Tipo assim, e a gente trabalha aqui junto. Por quê? Porque um precisa olhar para pro outro e um precisa trabalhar na vulnerabilidade, cobrindo a vulnerabilidade do outro, né? Então assim, eu acho que isso, vamos dizer assim, é uma liderança saudável, pensando que talvez você tenha um pastor, um líder desse perfil, né? Eu não acho que você, uma pessoa dessa teria dificuldades, por exemplo, de falar: "Pastor, eu queria ter uma conversa". Mas eu acho que também precisa saber fazer essa conversa. As pessoas às vezes não sabem, ajuda muito, né? Então, fazer uma conversa humilde mesmo. Eu costumo dizer que toda conversa difícil tem uma estratégia muito simples, viu, gente? Eu ten estar me ouvindo aí, pastores, líderes, liderados, eu falo, toda conversa difícil, você tem que ter, ter uma estratégia muito básica, muito simples, muito simples. Você tem que entrar perdendo, você já entra perdendo. Você fala: "Ó, pastor, já tô pressupondo que eu posso estar errado, entendeu? Que eu posso estar equivocado na meu discernimento. Você não chega querendo vencer uma batalha porque você pode e pode dar errado. Então, chega, chega servo da conversa, entendeu? você tá, eu tô aqui para servir. E ali você vai ter uma conversa franca e vai dizer pra pessoa assim: "Olha, pastor, eu tô percebendo alguns traços, manda, indica uma literatura, indica esse podcast, né? Indica esse podcast, indica esse tenta criar meios de você oferecer um serviço de iluminação pro pastor de forma despretenciosa, mas honesta, humilde, né? Como uma pessoa que ama a igreja, >> né? E sofra por ela também. Eu acho que faz parte, sabe, do ser membro de uma igreja. Às vezes a gente sofre porque a gente ama a igreja, né? Eu sofro quando eu vejo uma disfunção no meu no corpo, né, um membro que não tá, a gente sofre, não é porque eu sou pastoral, porque eu sou membro daquela comunidade e a gente ama igreja, né, cara? Então, tipo assim, eu acho que esse é um caminho, sabe, mais prudente, assim, um caminho sábio. Agora, >> se chegar lá, né, vamos supor, chegou lá, teve uma reação muito estranha, eh, Deus nos livra, mas essas coisas podem acontecer desproporcional, desinteressada na igreja, aí eu acho que não sei se vale a pena, sabe, você ficar investindo energia e tal, mas é uma outra conversa, é um outro processo, >> não é essa conversa aqui, [risadas] outra conversa? É tudo outra conversa. É tudo outra conversa. Que papo é esse? É tudo com aí. Parte dois. A parte dois. Parte dois. Ô amigo, deixa eu só trazer a a metáfora da fumaça, porque eu acho que é uma distinção para fazer uma distinção bem clara aqui. >> Na igreja doente, a fumaça está começando a entrar no ambiente. Na igreja falsa, a fumaça já faz parte há muito tempo do ambiente. E eu acho que o que o Igor trouxe aqui nessa nessa dica já demonstra muito o que é uma igreja com uma cultura eh não guiada pelo evangelho e o que é uma igreja que é guiada pelo evangelho, mas tem a sua eh disfunção ou tem as suas disfunções. Quando alguém se apresenta diante de uma liderança com essa humildade, apresentando respostas, processos, querendo pensar junto com a liderança, uma resposta para esse problema que ele evidentemente observa e é recebido de braços abertos, meu irmão, minha irmã, graças a Deus por sua vida, vamos trabalhar junto e tudo mais. Isso é completamente diferente de >> então, meu querido, minha querida irmã, você não comeu 1 kg de sal para decidir algumas coisas. Eu acho que a sua visão, ela é uma visão que tá distorcida completamente. E veja, eh, sim, podemos cometer equívocos na avaliação da igreja. Nós temos uma interpretação de mundo que é falível também, mas se tá balizado no evangelho e se nós temos eh algumas corroborações daquilo que é o ideal e conseguimos enxergar no mundo ou em outras comunidades de fé, como outras comunidades de fé agem e se você percebe que é algo mais saudável e se esse tipo de proposta está sendo rejeitada e tá sendo rejeitada com uma certa petulância, uma certa posição passiva agressiva, então eh eh você não vai conseguir fazer muita coisa, é um esforço. >> Eu quero corrigir a tua metáfora, então eu quero eu quero corrigir a tua abertura. >> Então você fazer porque tu fala que a que a >> corrija, corrija. Eu estou humilde aqui, Bibo. Fique tranquilo. >> Aprendeu, aprendeu. [risadas] Não, você fala que a cultura é como fumaça, né? A cultura é como fumaça, não a cultura ruim, então no caso, né? a cultura tóxica, que a cultura pode ser, a igreja pode ter uma boa cultura, né? >> E aí acho que a cultura tóxica é como uma fumaça. OK. Não, sabe por que que eu não queria deixar muito que a cultura Não, brincadeira, eu ia refazer, >> não sabe porque eu não queria deixar um pouco pra próxima e talvez a gente ficar na igreja doente aqui porque talvez acho que é o caso da de muitos lugares, né? Mas, por exemplo, acho que aí entra a pergunta do episódio mesmo. Mas até que ponto então, né? Eu eu permaneço nessa igreja doente? Eu acho que vocês falaram ali, né? Tipo, quando a liderança não aceita, acho que esse é o grande ponto, né? Quando a liderança não aceita pensar novos caminhos, né? Agora eu quero me colocar no lugar do líder, eh, porque eu acho que isso é uma coisa que tem acontecido ultimamente. Eu quero, eu quero pensar positivamente do líder agora, porque a gente já tá, né, partindo um pouco do pressuposto de que talvez o líder seja arrogante e não aceite essa mudança. Mas e quando o Cleiton, Igor, ele chega lá pro líder e ele quer que o líder dele ou que a igreja dele agora é porque eu vejo lá na esperança, o pessoal usa uns aparatos, pastor, o senhor tinha que usar a gola clerical. Pastor, o senhor já ouviu John Piper? Já viu o Nicodemos pregar? Pastor, acho que o calvinismo, pastor, ele é o certo, hein, né? A nossa igreja, a gente sei lá o que a gente é, pastor. Eu acho que tem que ser calvinista. Você gosta de aceitar Jesus aí, entendeu? Você vai falar em línguas aí, tava vendo um vídeo lá agora do Nicodemos ou sei lá de quem. Macarto, Deus livre. Não, Macarto, não assista, por favor. Eu tava vendo o vídeo lá e não pode falar em línguas, pastor. E porque às vezes acontece um pouco isso também, não tem a percepção da pessoa que ela tem tem uma curva teológica que pode ser uma curva saudável, né? O calvinismo é saudável. Enfim, tem sensacionistas não são descrentes no último análise, né? >> Exatamente. Até porque creem no espírito, né? Exatamente. Tal, então assim, ele só não acredita na manifestação dos dons, tal, mas o cara tá numa igreja carismática saudável >> e aí ele quer esse tipo. Então acho que tem esse lado também que às vezes que mudança que você quer na sua igreja? Porque uma coisa, a gente tá falando de coisas doentes que isso aqui tá ferindo o evangelho. Outra coisa são distinções teológicas. Até porque >> acho que é legal a gente botar esse, >> é, até porque, por exemplo, se a gente usa o, eh, se a gente, tá, vamos, olha só como é que foi, eu eu gosto muito da, você sabe disso, a gente já caminhou fazendo projetos juntos nesse ponto, né, BO de sobre unidade e tudo e a gente sempre falou muito sobre isso, né, sobre como que, eh, essa questão da da identidade confia, né, eu eu sou da posição, você sabe disso, né? Eu gosto muito do Car Truman lá, o imperativo confessionional. Eu acho que a igreja ser confional, isso independente da tradição, ela ela é uma questão de honestidade com as pessoas que estão chegando numa igreja. Eh, porque tem muita igreja que não tem identidade confissional nenhuma. Quando você assusta a confissionalidade dela passa por um tribunal absoluto de um personagem que é o líder à vez daquela comunidade, o pastor, etc. E ele que vai dizer o que que é a doutrina da igreja ou não é, né? E tem gente que acha isso é uma bobeira, não é uma bobeira, uma questão de honestidade com a igreja, mas não é só por isso, né? ter outras razões, porque eu acho que confissões de fé são importantes. Eh, mas isso é um, não vou falar que é outra conversa, mas isso é um outro podcast, tá? [risadas] Mas assim, mas de de qualquer >> tudo é outro. >> É, de qualquer forma, de qualquer forma, eu entendo assim que vamos imaginar que é uma igreja pentecostal histórica, tá? Uma igreja eh arminiana clássica eh não continuísta, mas uma igreja pentecostal ou carismática continuista ou mesmo uma igreja reformada. Vamos pensar aqui, tá? Eh, o que que eu eu amo, gosto demais do conceito de evangelicalidade? O que que é ser evangélico no sentido histórico do termo, né? É, é o evangelho. Que que é o evangelho? São as ênfases que você Por que que Wesley conseguia andar junto com o George Whitefield e fazer pregar junto nas mesmas cruzadas sendo um calvinista arminiano? Porque ambos entendiam a que falar de Jesus já era assunto demais, já era assunto demais, já era um era um tema poderoso demais, sem precedentes demais, né? Afirmar Jesus como justificador, reconciliador, redentor, que abre o caminho da vida para as pessoas, leva as pessoas paraa eternidade, experimentar ressurreição. Isso é um tema caro demais. Então, é por isso que eu digo assim que e essa para mim desde o início é a régua de de comparação. Então, sei lá, se você tá numa igreja arminiana, um exemplo, você não tem que transformar uma igreja arminiiana numa igreja calvinista. Eu tenho caso na minha igreja, eu falei isso em outros podcasts, de irmãos queridos que falaram, chegaram conclusão assim: "Não, eu não sou reformado em termos soteriológicos e eu recomendei boas igrejas que são meus amigos armenianas, né? E e eu falei assim: "Vai lá, aquela é uma igreja boa para você ir, você mantendo as suas convicções." Por quê? Porque para mim isso é um ponto, eu entendo, né? dentro de uma estrutura teológica. Sou teológico. Essa para mim é uma faz sentido. Beleza. Mas eh será que o meu irmão arminiano eh não consegue falar do evangelho e pessoas serem transformadas pelo evangelho? Quando ele abre a escritura, ele vai falar da cruz, vai falar da ressurreição, vai falar da vitória de Cristo sobre o pecado, a morte, o diabo, etc. E as pessoas vão não podem ser impactadas por isso suas vidas mudarem serem membros integrais do corpo de Cristo. Claro que podem. Então tão estamos junto. Então acho que esse é um bom critério. Esse é o bom critério. O bom critério é: "Cara, Cristo tá sendo glorificado, tá? Eh, tá, tá sendo. Então, pera aí, estamos caminhando aqui. É uma boa igreja, uma igreja saudável. Eu já vi isso muito em igrejas, eu fui de uma igreja pentecostal histórica, né? Eh, nos anos 90, quando fui pro seminário, era era um metodista wesleano. E o metodismo wesleano, pelo menos a igreja que eu era, tinha desafios, mas eu eu tive o a graça de conhecer bispos da igreja wesleana, que eram homens absurdamente piedosos, cristãos, centrados no evangelho, pregações expositivas da Bíblia, apaixonadas, né, pela palavra de Deus, sabe? Então assim, não tem como você ignorar que isso tem impacto de transformação assim sem precedente na vida de um monte de gente, né? Não tem como você negar isso. Então acho assim que esse é o critério básico. Então o irmãozinho que tá lá que ah, o igreja transformar uma igreja saudável, transformar uma igreja, uma igreja numa igreja reformada, não necessariamente, entendeu? Então assim, não é esse o cam. Exato, exato, exato. É, é, é bom a gente fazer essa consideração porque eu já ouvi inúmeros casos assim, né, de pessoas que estão em igrejas boas e às vezes ele, né, ele ele quer mudar a igreja ou ele muda de igreja por conta de uma questão teológica. Claro que pode ser importante, mas às vezes você tá trocando uma igreja boa em grande medida. Por isso também, repito, desculpa eu te interromper, mas é porque você não perdi essa linha. É, é por isso, mano, que eu acho que é importante a identificação explícita de uma confissão de fé. Por quê? Porque evita esse problema. A pessoa [limpando a garganta] tá ali na igreja, fala assim: "Não, pastor, eu quero transformar a igreja com ó meu irmão, tá aqui a nossa declaração de fé, a gente é arminiano ou vice-versa, né? A gente é arminiano e tal, a gente tem convicções muito sérias sobre isso. Então, acho que você pode considerar, procurar uma boa igreja saudável e tal e por aí vai. Mas assim, eu mas eu acho que também tem esse outro lado. A igreja tem que ser um pouco mais clara, sabe, sobre o que que ela, quais são suas convicções e tudo. Inclusive para, por exemplo, pra gente tá aqui na esperança, você sabe, 19 anos, ô mano, a gente nesses 19 anos, não sei se isso vai acontecer amanhã, né? A gente nunca teve, por exemplo, rachas doutrinários na nossa comunidade de fé, nunca, né? E porque a gente teve pessoas que saíram porque, ah, mudaram a convicção teológica dela. Eh, mas não são muitas, inclusive, mas teve casos, né? Mas não foram grupos, blocos assim, sabe? tipo um bloco que saiu. Por que não? Porque a igreja tem, quem entra já entra assumindo compromissos confessionais explícitos, entendeu? Então, tipo assim, se ela tiver que sair, ela vai sair porque ela já não concorda com aquelas aquelas convicções, mas não porque ah, a igreja é incerta, sabe? Ela ela é ela é ela é fluida nas suas convicções, assim. E a pessoa chega ali, porque quando a igreja é fluida, a pessoa acha que pode, sei lá, transformar aquilo ali num lugar de disputa de ideias que ela vai falar: "Eu acho você tinham que por aqui, né?" Eu [risadas] acho que precisa, a gente precisa falar também pro liderado e pro líder nesse contexto em que há divergências eh teológicas, que tudo bem, tá? É circunstância, mas o reino de Deus é feito de várias circunstâncias. Enquanto o seu pastor pentecostal, enquanto o seu liderado, o seu ex-liderado eh virou um calvinista, ele vai procurar o reino de Deus e vai eh vai construir o mesmo reino de Deus que você constrói aqui ah em outra igreja, em outra denominação. eh liderado, seja franco com o seu pastor, para que ele também não crie ressentimento de que, pô, fiz tanto por essa pessoa e essa pessoa me abandona somente por uma questão doutrinar. Não coloque isso com bastante zelo, sabe? conversa, gente, a transparência e o eh por isso que é importante termos pastores, lideranças que estejam acessíveis aos liderados, a igreja como um todo, porque essa troca ela enriquece o corpo de Cristo, sabe? Enriquece muito e evita criar de maneira desnecessária sentimentos de ressentimento que podem se tornar uma grande pedra de tropeço no ministério de todas as pessoas aqui agora. Então, com clareza, transparência, objetividade, amor e continuando nas mesmas relações, agora cada um em um contexto eclesiástico diferente, né? >> Sensacional. Sensacional. Legal. E aí tem a igreja doente, né? Ou seja, essa a gente abandona mesmo. >> A igreja falsa >> doente não, a falsa. >> Ah, não. Essa é a falsa, né? A falsa a gente precisa falsa, gente, aband os critérios de falsidade, né? Os critérios de falsidade. >> Quais são esses? O próximo podcast ou pode ser nesse? Não, só para saber >> não pode ser [risadas] >> adquire o livro. Não, >> adquire o livro. [risadas] >> É, vamos saber os critérios adquir agora igreja sobre medida. Pô, é verdade. Sobre medida vaiar você. >> Vai, com certeza vai. Mas vamos lá. A gente quer te ouvir, Igor. Quais são esses critérios de de falsidade aí? Igreja Falciane. Vamos. A igreja Faciane. Mas então lá naquele no livro Igreja Sinfônica que a gente escreveu lá atrás, >> nossa, Mundo Cristão, Mundo Cristão, meu livro, no no meu capítulo desse livro, né, que é um dos últimos lá, eu falo sobre >> sobre apostolicidade. Não era apostolicidade da igreja, não >> não. Catolicidade eu escrevi foi no Unidade Perfeita. >> Ah, isso. Eu tô confundindo, eu tô confundindo. >> É no igreja, no igreja, no, no, no, no igreja sinfônica eu escrevi sobre discernindo as heresias, né? Igreja evangélica discernind heresias. Eu falo sobre os limites de igreja falsa, igreja que é um é um é um trabalho muito ordinário, né, a gente definir essas fronteiras, porque tem coisas que estão meio assim, né? Eu gosto muito de pensar ali em Apocalipse quando fala da igreja laudissé, porque ela é uma igreja que você fala assim, Jesus não chama de falsa, né? Ele ainda tá andando ali entre os candelabros e candelabros de laudé tá ali, mas ele fala: "Estou prestes a te vomitar da minha boca". Então, tipo assim, tá na tampa da beirada, né? Como diz o mineiro, né? Tá na tampa da beirada. Então, tem igrejas que estão na tampa da beirada e às vezes ela até dá um pulinho para fora, volta. É difícil você às vezes eh de assim, você pode, claro, demonstrar que algumas práticas daquela igreja são falsas, mas será que na totalidade ela entraria numa classificação de uma de uma igreja absolutamente aposta, uma falsa igreja? Porque quando eu falo falsa igreja, eu tô entendendo que é uma igreja cujas convicções não estão mais a serviço de Cristo. E de novo, isso não significa ter o nome de Jesus na fachada, né? Mas elas não estão mais a serviço de de Jesus e do evangelho. Eh, Jesus pode estar lá, mas não é o evangelho, né? E tem um monte de falsa religião, a gente sabe, vou dar um exemplo, não vou dizer que é uma falsa religião assim na perspectiva do cristianismo, é, mas a gente sabe por você pega um islã, o islã tá lá, tem o Alcorão, fala de Jesus, mas não é cristianismo, não é o evangelho, é outra coisa. >> Então é, então e eles também não fazem nenhuma questão de serem identificados como cristãos, naturalmente. Então, assim, já são autodeclarados. Outra coisa, o problema são essas comunidades que você olha e fala assim, elas são igrejas cristãs porque tem lá o nome de Jesus ou porque tem, parece que tem umas músicas que a gente canta também, mas aí quando você olha mais de perto você vê que, cara, já tem um monte de pilar que já foi implodido assim, eh, a autoridade das escrituras não tá não está mais lá, sabe? Ela não está mais. É outra coisa é autoridade. Às vezes isso não é declarado, mas outra coisa é autoridade. E a Bíblia tá sendo disciplinada, entre aspas, né? Interpretada a partir dessa outra autoridade. O a gente tem que se perguntar o que que é essa outra autoridade? É o poder, é o dinheiro, é a popularidade, é um >> é o lifestyle, >> é o lifestyle, bem lembrado, né? É o consumismo, sei lá. Então, de repente quando você olha, é aquilo que tá disciplinando, entre aspas, a leitura da escritura. Então a escritura tá subserviente, ela tá serva daquela autoridade. Então você é solo escriptora, não é não, não é não, não é não. Solo escrito não é não. É solo, grana, solo mamão, mam solo outra coisa. O o >> solamão >> o solamento, o solamento, >> solamento, >> solamento. Então assim, sei lá, mas não é só os cristos mais, entendeu? E tipo, não é só escríporo também. Então você olha e vê que tem uma deformidade evidente assim, tá? Sabe? E e e o sujeito recruta todos os recursos daquela comunidade em termos materiais e humanos para servir um projeto que Cristo não é mais o centro. Então não existe nada para falar do que Cristo é, do que ele fez. O culto inicia e termina. Nada é dito sobre a obra de Jesus para reconciliar pecadores com Deus, mano. Nada é dito. Nada é dito sobre o que Cristo realizou na sua cruz. Sabe? É sempre o que é dito é o que você tem que fazer para ser beneficiado ou que você tem que fazer para você ter um bom resultado na sua vida. Então, por e se isso é uma retórica recorrente e às vezes acidentalmente Jesus é mencionado, acidentalmente a Bíblia ela é responsavelmente lida, então você já tem que começar a suspeitar, porque essa essa igreja pode estar saindo de uma igreja doente para uma falsa igreja ou ela já é absolutamente um projeto de uma de uma falsa igreja, né? quando a toca em pontos que a gente pra gente é caro. Eu me lembro da, eu esqueci o nome da declaração agora que teve nos anos 90, 80 ou 90, que uma declaração que foi feita no Estados Unidos, não sei se é de Washington, Chicago, eu esqueci agora o nome, acho que é de Chicago, que foi uma declaração de fé que foi feita para retomar os cinco solas e fizeram uma aplicação dos cinco solas sobre a igreja contemporânea da época. E aí, por exemplo, e porque realmente ela bate em todos os problemas da igreja contemporânea hoje, que são as ameaças que podem tornar uma igreja falsa, né? Então, por no lugar de somente a Cristo, o que que você tem? Outra coisa no centro, poder, dinheiro, prosperidade, bem-estar, né? Ou a figura do pastor, né? Um tipo de de neosacerdotalismo, né? Então você pega ali no lugar da sola escríptora, um monte de gente dizendo que a Bíblia é no lugar da Bíblia ou dizendo outra profecia que não é da Bíblia, né? Aí você vai lá pro somente a Deus a glória. A glória é de outra coisa, não é? Não é de Deus a glória, a glória de outro alguém, né? Outro alguém tá disputando essa glória com Deus, né? Então, eh, você é o ponto fraco de Deus, esse tipo de coisa, né? Então você você começa a ter você começa a perceber que são disfunções que estão virando aí se aquilo começa a recrudecer, você tem uma outra religião, mano. Tem uma outra religião. E aí eu acho que você tem que ter esse bom senso >> de a pessoa que tá numa igreja dessa, eu acho que uma pessoa que tá numa igreja dessa, ela é indesculpável, porque se ela tem escritura na mão, gente, eu eu me lembro de eu adolescente. eu uns pregadores itinerantes da prosperidade na minha igreja e eu olhava para aquilo, tava todo mundo curtindo aquele negócio e eu olhando e eu lia a Bíblia, gente, eu lia a Bíblia, eu lia, eu lia Atos, lia a carta de Paulo, aí eu olhava para para Atos, olhava pra igreja, olhava pra carta de Paulo, as preocupações de Paulo e olhava pra igreja, eu falei assim: "Cara, isso aqui não tem nada a ver com a Bíblia, não tem. Paulo tá aqui preocupado com a devoção, com a fé das pessoas, se Jesus estava no centro delas, se elas estavam andando no espírito, se elas já eram generosas, se eram compassivas, eram hospitaleiras, né? Todas esses os temas paulinos eram esses. Se E aí eu olho para para aquilo, eu falo assim: "O cara tá ali, não, Deus te chamou para ser cabeça, não ser cauda e você campeão, é vencedor e não sei o que lá". E tá, tá, tá. E hoje tenho versões sofisticadas disso, né? Eu sei disso, porque eu tô descrevendo quase que uma teologia da prosperidade que já é demod, né? Hoje tem versões mais tem upgrades disso aí. Mas enfim, eh eu acho que essas são algumas ferramentas assim, sabe, de discernimento que você bate o olho, você fala assim: "Cara, se eu pegar a Bíblia e comparar assim, eu falo assim: "Nossa, tá muito esquisito. Não, não, não tá, não tá o que Jesus queria ou que os apóstolos e eles desejavam que a igreja fosse, sabe? Então, acho que isso dá para >> não orna com a leitura, né? com a minha leitura [risadas] >> é devocional, né? >> Exatamente. Exatamente, Luiz. Exatamente. >> Uhum. >> É >> boa, boa, gente. Ó, é, tem pano paraa manga aí, mas eh, Igor, acho que a gente podia terminar agora com uma palavra tua, >> eh, nesse sentido assim, talvez para uma palavra para quem está desanimado com a igreja. Aliás, aliás, é uma boa palavra pra gente terminar o podcast, mas antes eu queria te fazer uma pergunta que a gente que eu até falei para ti no off topic que eu faria essa pergunta, mas é que o pessoal já tá me contando para tomar café aqui. Eu já fiquei com vontade de tomar café, >> mas eu eu aqui ó, deixa eu só mandar uma pessoa aqui, ó. >> Ô, pera aí, eu tô terminando, eu vou fazer mais uma pergunta pro Igor Miguel aqui. Aí eu já volto, ó, eu consigo estar umas 15 paraas 5 lá no espaço café. Beijo. Vai lá pegar a mesa. É uns amigos aqui muito querido. Mas, Igor, eu ia pra gente não, eu queria te fazer essa pergunta porque você é um pastor de igreja e uma igreja que tem eh crescido aí na cidade de Belo Horizonte e vocês, eu imagino que vocês estão recebendo muitas pessoas que vem de outras denominações, né? >> Certeza, certeza. >> E cara, assim, se tu fosse elencar talvez três situações, assim, três motivos que t feito pessoas a trocar, abandonarem seus ministérios, né, pastor? tô vindo da comunidade tal porque lá, né, o pastor eh come eh muito tomate e peida fedida, sei lá, né? Ou seja, o que que o que que se tu fosse elencar três ou dois, enfim, né? Que que você elencaria assim, ó, principais motivos que t feito as pessoas migrarem paraa nossa comunidade. Tem aquele aspecto positivo, ah, a gente curte o o estilo, a gente curte também e a teologia de vocês e tal, tem um pouco isso, >> se identifica e tal. Ó, todo, era uma igreja boa, mas curto a pegada de vocês, já acompanhava pela internet, agora vim morar em BH, vim congregar aqui e tal, apesar de ter uma igreja da minha denominação aqui, mas quero congregar com vocês e tal. Então, tem esses casos, OK? Mas eu digo, tu entendeu a minha pergunta, né? Entendi. Entendi. Então assim, a gente, de fato, a gente a gente tá até vivendo uma fase, uma fase assim muito importante na igreja. A gente, ah, vem recebendo até uma convocação de Deus, assim espiritual, né, para os que acreditam nisso, de que a gente tinha que ser uma igreja mais evangelizadora, assim, no sentido de ser mais intencional na proclamação do evangelho. E a gente vem experimentando isso um ano e meio. A gente bateu um recorde da nossa igreja de batismos agora. Uma bênção. Foi muito bom ver um monte de gente nova chegando na igreja, pequenos grupos trabalhando com evangelização de forma bem intencional, estruturada. A gente montou formações para isso, mas eh a gente tá começando a ter muitos não crentes chegando na igreja agora, mas de fato a gente tem uma grande massa vem de migrações, né? E assim, em termos gerais, o que a gente ouve muito assim, em primeira instância, primeira instância é é uma insatisfação generalizada com o púlpito das igrejas, com as pregações, com a qualidade do que é ensinado, do que é pregado. Isso se deve, eu acho, em grande medida, acho até uma coisa boa. Já conversei sobre isso com o Iago Martins, né, em lives que eu fiz com ele, a gente já conversou sobre isso, sobre é que na verdade a teologia da internet que é eh que eu acho que é mais do que esporte, viu, Bigo? É mais do que esporte. Eu acho que ela, nesse sentido, ela presta um outro serviço. Ela presta um serviço, mano, assim, de criar, de subir a a barra mesmo, mano. A barra tem que subir mesmo. E eu acho que tem que subir mesmo. Por quê? Porque isso pressiona pastores a se aprofundar, se qualificar, a buscar uma espiritualidade mais consistente. E não é isso mesmo, tem que ser feito. Que bom, né? Que bom que a gente que a barra subiu, né? E as pessoas ao compararem muito do que escutam na internet com às vezes a igreja, eu não tô falando de performance, tá? Que isso também é um problema. Eu acho que tem pessoas que tm uma relação meio de consumo com o púlpito, assim, em que, ah, eu quero quero aquela experiência. Não, não é experiência, é às vezes você tem um pastor que ele não é um, não tem uma boa retórica, nenhum problema, mas ele ele é leal ao evangelho, ele é um, ele é da comunidade, OK? Então, tá tudo bem. Se ele é leal o evangelho, tá tudo bem. É leal à Bíblia, tá tudo bem. Agora veja se existe uma pobreza, porque às vezes o cara é um bom orador, mas é péssimo no compromisso entregar a verdade do evangelho. E aí as pessoas elas vão morrendo e elas vão percebendo que elas estão morrendo, que a família tá ficando fraca, né? E aí elas elas visitam a nossa igreja, acabam visitando porque eu escutou alguém que foi e tal, cara. Ela chega ali, aí ela escuta uma um bom sermão, aí ela volta para casa já mexida com aquele trem, como diz o mineiro. Aí ela volta, no outro domingo a palavra é a mesma. Ela falou: "Não, não foi um evento, não é é uma prática contínua do púpito." Então, a pessoa ela fala assim: "Ah, então pera aí, eu tô". É simplesmente um fato. É como se fosse uma terra seca que você joga a água, de repente começa a brotar um monte de coisa, a pessoa fala assim: "Nossa, é aqui mesmo que eu tenho que ficar?" É meio empírico, sabe? A pessoa percebe que tem vitalidade no no na no que tá acontecendo. E de novo, isso não é não é questão de a competência, sabe? Isso é uma questão da é é aquilo que eu falei antes, é um metabolismo da graça, né? eh e eh é como a comunidade tá funcionando. Mas aí o segundo ponto que o pessoal relata muito também são os abusos religiosos, mano. Isso eu não diria nem que é o top um, não, tá? Mas é o é o segundo nessa escala são os abusos religiosos. Aí tem um um cardápiozinho, né? Então tem aí os abusos financeiros, falta de transparência no uso de recursos, abuso de poder, eh eh lideranças centralizadoras, né? E e aí tem uma série de distorões que vem a reboque disso. E é isso. As pessoas também são pessoas que inclusive estão no limiar ali de uma, que a gente chama de um cinismo, né? Do tipo assim: "Ah, não existe nenhuma igreja que presta, Deus não sei o quê", sei lá. E aí a pessoa de repente ela redescobre eh que existem possibilidades de estar numa comunidade saudável, um lugar seguro, né? Lugar seguro. E isso é muito legal. Mas mas é, infelizmente, muita gente vende conta agora de falsa religião, falsos e eh igrejas falsas, tá? Agora v igrejas falsas. Realmente a gente tem recebe bastante pessoas de seitas mesmo assim, gente que vem, sei lá, igrejas unicistas, eh, igrejas neojudaes, igrejas com sinos muito esquisitos, mano, assim, que já saíram do do cristianismo. E a pessoa ela redescobre a fé cristã às vezes num contexto como a nossa igreja e outras aqui da cidade que também são muito boas nisso, né? Mas eh enfim, é por aí, >> ó. Legal, legal. É, acho que é um dos principais pontos mesmo assim, né? É púlpito fraco ou ensino fraco. Igreja não tem praticamente nada que de ensino e tal. Ou quando tem cobra, né? Como eu tava conversando com uma uma seguidora que é a igreja dela lá no Rio de Janeiro. Cobra tudo, mano. Cobra tudo. É tudo cobrado, tudo parado. Tem cobra tipo cobra mesmo. >> É. Ah, mas tem. [risadas] É, mas é mas é pastor cobra mesmo. É a serpente que governa lá. >> É tudo é tudo cobrado lá. Tudo cobrado. Enfim. E aí tem um púlpito fraco e tal. Eh, e pessoas que aí abuso de lideran abusos, né? mais variados. Acho que é bem essa tríade mesmo assim. E muitas pessoas que >> eh também, tipo, ao acompanharem trabalho, isso que você falou, eh Igor, a gente fala, a gente até abriu o livro, né, falando um pouco sobre isso, ou eu falo do meu outro livro agora, nem lembro mais onde é que eu falo. É, é esse sentido que >> nossa, não, não, nossa, cara. Nossa, >> não, eu não sei se é no igreja sobre medida ou se eu falei no comoar um cristão inútil ou no teologista frio crente, eu não lembro, mas é justamente isso, assim, esse trabalho que o Bibotal faz, o dois dedos, o escola do discípulo, até mesmo cop, entre outros, que eu eu só conheço esses, né? Ah, é, é, é um trabalho que assim, mano, eh, abre mesmo, né, a mente das pessoas assim, e a pessoa >> Paulo nossa, enfim, é, a pessoa ela começa, Víor Fontana, enfim, >> a galera que o Víor eu ponho dentro de nós, eu deixo dentro do Bibotal aqui, eh, apesar do canal dele ser maior que o nosso hoje, né? Então assim, eh, cara, é isso, assim, é uma baita responsabilidade. A gente sempre assumiu essa responsabilidade de de levar a sério mesmo, né, o que o conteúdo que a gente faz aqui, porque é isso, assim, acaba sendo uma ferramenta para muitas pessoas se perceberem nesses lugares assim, ah, igreja doente, dá para lutar, igreja falsa, hora de sair, liderança complicada, liderança, falta de transparência, liderança personalista, tudo isso é muito complicado. Igor, agora uma palavra então é para quem aí você falou até que inclusive às vezes a pessoa tá já beirando aquele cinismo, né? Gosto >> a pessoa ela tá anti anticrédo, ela está anticrédida. Ela não acredita na igreja. >> É, eu eu eu eu concordo com com o Cipriano de Cartago quando disse que salus extra eclesia é neste, né? Fora da igreja não há salvação. E é claro que ele não, muita gente, a igreja católica romana interpreta como se ele tivesse falando da instituição romana, né? E não era, não é o caso, porque ele é um teólogo do terceiro século, né? Você não tinha nem essa coisa do sumo pontificado ainda desenvolvido. Mas ele tá falando da igreja mesmo. A igreja de Jesus é um, não tem salvação fora dela mesmo, não. Não tem, não tem jeito, porque é o corpo de Jesus, né? É onde Jesus está, é onde você encontra com Jesus, né? É nessa, é nesse mosaico que eu descrevi aqui com pixels que vão se tornando mais definidos, né? Na medida que Deus vai enriquecendo a igreja, né? E e de fato assim, eu quero dizer para essas pessoas que estão vivendo essa experiência, né, de de eh à vez decepções, frustrações, experiências ruins de igreja ou mau ensino, eh não percam esperança. Eh Jesus ele ele não não criou a igreja, ele não pariu a igreja por acidente. Essa comunidade é uma comunidade que ele providenciou pro mundo, é o ambiente onde você vai encontrá-lo. Eh, ame a igreja, sabe? E não não vá pelo caminho da aposta cínica, de achar que tá todo mundo querendo ser oportunista, todo mundo tá querendo te explorar. Não peça a Deus na direção para que você vá a uma comunidade fé, mas tem discernimento, tem a palavra de Deus na mão como bom critério. Não vá só nesse critério sentimentalista, vá com a Bíblia na mão, olha, tá pregando a escritura. Às vezes uma igreja pequenininha de bairro, mas tem um pastor fiel ali ao evangelho. É um lugar bom para você estar com sua família, ouvindo a escritura, sendo edificado na palavra, servindo a comunidade, né? a gente também tem que chegar muito com essa disposição de colaborar, porque são pixels, né? Então, todo mundo contribui. Eu acredito muito em mutualidades, né? E igrejas não pastocêntricas, mas cristocêntricas e cristomórficas, como falamos antes. Então, acho que vale a pena você ter essa essa esperança, sabe? Assim, tipo, de de que Deus providenciou o corpo dele local, né? Então, às vezes não tá na sua cidade, tem, eu conheço pessoas que aqui na minha igreja tem vários casos, né? Pessoas que se deslocam de cidades longes, assim, que não tem uma igreja saudável. A gente, por isso que a gente fala de plantação, muito de igreja, né, Luiz? A gente fala muito, porque plantação a gente acha, ah, mas já cheio de igreja, mas que igreja que tem ali? Então, às vezes precisa ter uma igreja saudável. E foram igrejas que cumpriram papel num determinado tempo, não conseguiram calibrar, né, a igreja, então tem que plantar outras, porque tem um povo de Deus ali para ser eh acolhido, né? O as ovelhas do aprisco de Jesus estão ali naquela cidade. Então, eh, enfim, eu acho que é pedir essa providência. Às vezes dá trabalho, dá trabalho. Eu tenho irmãos aqui que vem, gente, eu tô aqui, eu tô falando de uma cidade que eu moro em Ouro Branco, Ouro Branco, a BH, é quase 2 horas de distância, né? Então é Sete Lagoas, as pessoas vêm para cá porque encontram aqui uma igreja saudável, às vezes lá na cidade delas com muita dificuldade para encontrar. E não é porque o critério é muito alto, é porque não tem mesmo. E aí a pessoa acaba tendo que se deslocar longas distâncias, mas tem gente que faz até um cálculo assim, nossa, acho que eu vou mudar paraa cidade para ficar mais perto da igreja. Porque ela entende que aquilo é uma componente importante da vida dela, não é um negócio dispensável, né, opcional. Ah, tem gente aqui na nossa igreja que opta em não ir para uma outra cidade, ganhar às vezes cinco vezes mais, sabe? Assim, é impressionante, cara. E por quê? Porque no cálculo que ela faz, ela fala assim: "O que minha cidade, minha família recebe nessa comunidade de fé e etc, é é de um valor, é de um capital que o dinheiro lá não vai me dar. Então eu prefiro ganhar o que eu ganhe." É isso acontece. Mas é por quê? Porque a pessoa entende como aquilo é formativo, aquilo enriquece a vida da família para além da grana, entendeu? Então não adianta ganhar cinco vezes mais e ter de repente uma rotina de espiritualidade empobrecida, né? E aquilo o custo às vezes é mais alto do que o que ela tá ganhando. Sei lá. Sensacional, sensacional. Igor, obrigado, mano, pelo teu tempo aí, por essa uma horinha, aliás, 1 hora meia, né? Meia hora foram de baixo, viu, Luiz? >> Que bom te ver. >> Coisa boa. Obrigado, >> enforme, Bibo. Fica com saudade, viu, mano? Beijo no coração. >> É nós. Temos que se ver, mano. Temos que se ver. Temos que fazer um lance. Cadê? Vamos marcar uma coisa [risadas] aí. Vamos fazer um labri de novo aí. Daquele. >> Cadê o pijama para ir embora de novo pra gente se reunir no labir lá? Saudade dele, viu? Bicho. >> Estamos junto. Obrigado, Igor. Deus abençoe, galera. Voltamos a semana que vem, se você me permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. >> [música]