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SUICÍDIO É PECADO? – ELENY VASSÃO

SUICÍDIO É PECADO? – ELENY VASSÃO

SUICÍDIO É PECADO? – ELENY VASSÃO

Ao falar sobre prevenção, é importante reconhecer que existem três grupos que merecem atenção e cuidado especial, especialmente quando apresentam sinais de sofrimento emocional. Neste vídeo, Eleny Vassão aborda essa questão à luz da fé cristã, refletindo sobre a importância do acolhimento, da esperança e do cuidado com aqueles que enfrentam pensamentos suicidas ou profundas crises emocionais.

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E isso levanta uma outra pergunta que
pode ser relevante pra gente tratar
aqui, que é se o suicídio ele é pecado
ou não. Isso é uma pergunta que até um
tempo atrás a entrou em um grande
burburinho na internet com opiniões
divididas. Mas como é que nós podemos
falar sobre esse assunto? Como é que
você, por exemplo, entende essa questão
à luz das escrituras? Tenho estudado
bastante sobre suicídio, tenho lidado
com pessoas com ideação suicida e tenho
também aconselhado psiquiatras com
ideação suicida. Porque pensando nas eh
estatísticas, nós vemos que o primeiro
grupo que mais se suicida está entre os
militares e eles têm meios fáceis.
>> É mesmo,
>> cometer o suicídio.
>> Nossa. segundo grupo que são os médicos,
>> eh, e dentro das especialidades médicas,
e isso é importante dizer que os médicos
cometem suicídio duas vezes mais do que
a população em geral.
Dentro das especialidades médicas, em
primeiro lugar, estão os
oftalmologistas. E eu não entendi até
agora por
e
>> pois, essa é uma pergunta, né?
>> Então, em segundo lugar estão os
psiquiatras.
Estes também cometem muito suicídio. E
olhando o mapa mundial, a gente vê que a
cada 40 segundos existe pelo menos uma
tentativa de suicídio. E a cada 3
minutos uma pessoa comete suicídio. Isso
no mundo todo. E essa pessoa muitas
vezes, grande parte das vezes, eh, ela
deixa transparecer que ela está pensando
em suicídio. Existe uma ideação, em
alguns, existe um planejamento,
em alguns já passaram por várias
tentativas e essa é mais uma. Então, as
pessoas que estão próximas muitas vezes
conseguem identificar
e, se bem orientadas sobre isso, podem
ajudar e conversar com a pessoa
diretamente sobre isso. Então, eh, nos
hospitais nós atendemos pessoas que
estão pensando ou que já tentaram eh no
pronto socorro, estão chegando ali
também. E também eh na igreja nós vemos
alguns casos e é muito triste saber que
isso acontece e que muitas vezes eh nós
não pudemos fazer nada para ajudar. Ah,
algumas vezes a pessoa faz uma cara de
felicidade, ela disfarça muito bem, mas
quando você olha a pessoa, quando ela
não está conversando com alguém, não tem
que estar fingindo que está bem, você vê
o semblante caído, os movimentos mais
lentificados,
ela não consegue dar conta do trabalho
dela e é grande parte, em grande Parte
das vezes nós vemos pessoas muito
perfeccionistas
tentando dar conta de tudo, com um
fazendo um trabalho extremamente zeloso,
mas nem sempre tão necessário, mas
também eh eh que ficam eh tristes
consigo mesmas porque fizeram,
trabalharam demais e não deram conta
daquilo que elas se propunham a fazer
naquele nível. Sim, sim. Olha só, tem
até um aspecto então aí de uma visão
errada sobre as nossas próprias
capacidades, sobre o não entender as
nossas limitações, né? Eh, isso é
interessante porque, por exemplo, eu
como pastor, você como conselheira, nós
estamos sempre a partir da palavra e até
melhor como cristãos, nós estamos sempre
olhando pra palavra e lembrando que o
Senhor nos chama, né? Sede perfeitos
como perfeito é o vosso Pai Celeste.
Então, existe um alvo para nós, mas esse
alvo é um alvo que nós temos que
entender à luz também de quem nós somos,
lutando contra as nossas contra a nossa
antiga natureza, contra o pecado. Nós
não vamos alcançar esse nível de
perfeição aqui. Então, nós temos esse
alvo para que nós não nos acomodemos,
mas nós temos que lembrar que o único
que é perfeito é o nosso Senhor, é o
nosso Salvador. e que nós, inclusive
precisamos crescer pelas forças que ele
nos dá, pela capacidade que ele nos dá,
mas reconhecendo as nossas limitações,
reconhecendo as 24 horas que nós temos,
reconhecendo tantas outras questões, né?
Então, que coisa,
>> é verdade.
>> E
>> e quando nós pensamos em
[limpando a garganta] Paulo, no grande
apóstolo Paulo,
com toda a culpa que ele carregaria nos
ombros por ter sido um perseguidor dos
cristãos, ter feito de tudo para expor e
matar [risadas] os cristãos por ter
visto o próprio Estevão ser apedrejado
aos seus pés.
Então, se ele não tivesse conhecido a
graça de Deus através da pessoa de
Cristo Jesus, ele seria um potencial
suicida, portanto, a culpa acumulada,
né? Mas é interessante porque nesse
encontro com Cristo ele sabe que todos
os seus pecados estão perdoados, que
nenhuma condenação mais paira sobre ele
e ele é capaz de expor a sua fragilidade
também. Ele fala sobre o espinho na
carne,
>> onde ele é tentado até, né, muitas vezes
também. E Deus não explica isso para
ele. Mas também em Segunda Coríntios
capítulo um, ele fala sobre provações
tão graves, tão pesadas, que ele se vê a
ponto de morrer.
>> Mas ele fala sobre o poder do Deus que
ressuscita os mortos, que o sustentou
naquele tempo difícil. Então, é tão
lindo a gente ver na palavra de Deus que
o Senhor expõe a fragilidade humana
através de homens que são [música]
queridos dele, amados dele, mas ele
também mostra o seu poder, a sua
misericórdia, a sua compaixão, a sua
força para conosco.
>> [música]

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