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COMO A PERSONALIDADE INFLUENCIA NA DEPRESSÃO? – ELENY VASSÃO

COMO A PERSONALIDADE INFLUENCIA NA DEPRESSÃO? – ELENY VASSÃO

COMO A PERSONALIDADE INFLUENCIA NA DEPRESSÃO? – ELENY VASSÃO

Embora nenhuma característica de personalidade determine, por si só, o surgimento da depressão, alguns padrões podem tornar determinadas pessoas mais vulneráveis a enfrentar sintomas profundos e constantes diante de situações difíceis. Eleny Vassão explica como personalidade, emoções e experiências se relacionam com a saúde mental, ajudando a compreender melhor a complexidade da depressão e a importância de um cuidado integral.

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Legendas automáticas:

Ah, a gente percebe então que existem
fatores importantes, não determinantes,
como você classificou, e um outro que
também pode ter a sua importância é a
própria personalidade da pessoa, né? O
livro ele inclusive vai falar um pouco
sobre isso. E aí é uma pergunta
relevante pra gente aqui, é como a
personalidade pode contribuir ou não
paraa depressão.
>> Sim. A pessoa que tem uma personalidade
obsessiva, compulsiva, né? Eh, ela vive
em torno de si mesma, tem alterações
drásticas de humor, às vezes um tumor,
um humor eufórico, outras vezes
cabisbaixa e em profunda tristeza. E ela
está muito frágil, muito fragilizada. é
um dos, né, um um dos tipos de
personalidade, uma personalidade muito
irada, iracível, uma pessoa que explode
fácil também, eh, outra, uma pessoa que
se sente nada na frente de qualquer
situação, não enfrenta obstáculos, é
outra também. a gente pode eh ver casos
de depressão crônica, depressão que é
chamada depressão maior. Então, as
pessoas desenvolvem sintomas muito mais
profundos e constantes.
Eu escrevi um livro também chamado h
sobre eh depressão chamado dor na alma,
uma dor que ninguém compreende. falando
justamente nisso, pessoas que estão se
afundando e que estão cada vez mais
naquele ritmo eh descendente e que não
conseguem sair daquele buraco. E daí a
gente vai vai falar em cima disso sobre
a importância do tratamento médica
medicamentoso,
tratamento médico, né? Então, quando eu
recebo uma pessoa para aconselhamento
bíblico e ela me fala: "Eu estou
deprimida", eu vou primeiro pedir que
ela faça exames médicos, que ela passe
por um clínico geral para avaliar o seu
estado de saúde, se ela tem hiper
hipertioidismo
ou hipotiroidismo ou algumas disfunções
glandulares,
alguns outros problemas orgânicos.
que podem levá-la a estar nesse estado.
Se nada disso é fato ou se for, ela vai
se tratar dessas coisas e vamos
trabalhar em paralelo com o médico
também o aconselhamento e o tratamento
médico. Mas se ela não tiver nada disso,
vamos perguntar então quando começou
aquela depressão. E uma das pessoas que
eu atendi em aconselhamento por 25 anos,
ela teve coragem de se abrir pela
primeira vez comigo quando ela estava
com 20 anos. Ela havia sofrido um abuso
sexual de um seminarista que era
considerado filho do seu pai, pastor.
Eh, ficava dentro de casa com as
crianças, participava de tudo com eles e
os pais enquanto em grande confiança,
deixavam as duas meninas nas mãos dele
para ele cuidar, enquanto eles faziam,
ele e a esposa faziam as visitas
pastorais.
Só que nesse tempo ele abusava das
meninas e ela começou com 6 anos e foi
até os 10 anos sendo abusada. A irmã
dela também. Ela tentou falar com os
pais sobre isso, mas os pais falavam:
"Imagina, isso é coisa da cabeça de
criança.
Este rapaz seria incapaz de fazer nada
qualquer coisa desse tipo." Ele é como
um filho pra gente. Ela enfrentou muitos
problemas psiquiátricos. dentre os quais
depressão, tomou muitos tipos de
medicação. E o triste é que se você não
trabalha aconselhamento bíblico e ah
tratamento médico em paralelo,
o tratamento médico, as medicações para
a depressão, eh, perdem o valor ou
perdem a ação depois de três ou 4 meses
e daí vem uma troca e daí cada medicação
demora mais ou menos 15 dias para
alcançar uma ação mais efetiva.
E daí depois de alguns meses perde novo.
Então assim, se você não estiver
tratando com aconselhamento bíblico,
estimulando aquela pessoa o tempo todo e
fazendo com que através da palavra ela
tenha mais maturidade, ela lide com os
seus conflitos, com a raiva, com o ódio
que ela ficou dessa pessoa e também como
ela culpou os pais por não acreditarem
nela, né? Então ela vai, ela não vai
sair disso. Então eu falo, fiquei 25
anos discipulando-a, sendo ela filha de
pastor, atuante na igreja, conselheira,
mas passando por tudo isso por causa de
alguma coisa na infância. Então, tudo
que acontece na infância é muito
importante e a maneira como cuidamos dos
nossos filhos, educamos os nossos filhos
e damos a eles liberdade ou não de falar
o que eles estão sentindo, ensinando-os
que, OK, é autêntico, né? Eh, e você tem
que saber lidar com isso. Como lidar com
o bullying na escola? Como reagir a
isso, né? Será que você é aquilo que
eles estão dizendo que você é? Não, não
é assim. Então, como é tudo isso é
importante e e lidar com a culpa, com a
culpa verdadeira, a culpa falsa, né?
Aquela senhora que com 70 anos estava se
sentindo culpada pela morte da irmã na
frente dela aos 14 anos de idade. Uma
culpa que não era legítima, mas que
porque não foi tratada adequadamente
pelos [música] pais. Isso tomou a vida
dela quase que toda.
>> [música]

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