COMO A PERSONALIDADE INFLUENCIA NA DEPRESSÃO? – ELENY VASSÃO
02/07/2026
COMO A PERSONALIDADE INFLUENCIA NA DEPRESSÃO? – ELENY VASSÃO
Embora nenhuma característica de personalidade determine, por si só, o surgimento da depressão, alguns padrões podem tornar determinadas pessoas mais vulneráveis a enfrentar sintomas profundos e constantes diante de situações difíceis. Eleny Vassão explica como personalidade, emoções e experiências se relacionam com a saúde mental, ajudando a compreender melhor a complexidade da depressão e a importância de um cuidado integral.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Ah, a gente percebe então que existem fatores importantes, não determinantes, como você classificou, e um outro que também pode ter a sua importância é a própria personalidade da pessoa, né? O livro ele inclusive vai falar um pouco sobre isso. E aí é uma pergunta relevante pra gente aqui, é como a personalidade pode contribuir ou não paraa depressão. >> Sim. A pessoa que tem uma personalidade obsessiva, compulsiva, né? Eh, ela vive em torno de si mesma, tem alterações drásticas de humor, às vezes um tumor, um humor eufórico, outras vezes cabisbaixa e em profunda tristeza. E ela está muito frágil, muito fragilizada. é um dos, né, um um dos tipos de personalidade, uma personalidade muito irada, iracível, uma pessoa que explode fácil também, eh, outra, uma pessoa que se sente nada na frente de qualquer situação, não enfrenta obstáculos, é outra também. a gente pode eh ver casos de depressão crônica, depressão que é chamada depressão maior. Então, as pessoas desenvolvem sintomas muito mais profundos e constantes. Eu escrevi um livro também chamado h sobre eh depressão chamado dor na alma, uma dor que ninguém compreende. falando justamente nisso, pessoas que estão se afundando e que estão cada vez mais naquele ritmo eh descendente e que não conseguem sair daquele buraco. E daí a gente vai vai falar em cima disso sobre a importância do tratamento médica medicamentoso, tratamento médico, né? Então, quando eu recebo uma pessoa para aconselhamento bíblico e ela me fala: "Eu estou deprimida", eu vou primeiro pedir que ela faça exames médicos, que ela passe por um clínico geral para avaliar o seu estado de saúde, se ela tem hiper hipertioidismo ou hipotiroidismo ou algumas disfunções glandulares, alguns outros problemas orgânicos. que podem levá-la a estar nesse estado. Se nada disso é fato ou se for, ela vai se tratar dessas coisas e vamos trabalhar em paralelo com o médico também o aconselhamento e o tratamento médico. Mas se ela não tiver nada disso, vamos perguntar então quando começou aquela depressão. E uma das pessoas que eu atendi em aconselhamento por 25 anos, ela teve coragem de se abrir pela primeira vez comigo quando ela estava com 20 anos. Ela havia sofrido um abuso sexual de um seminarista que era considerado filho do seu pai, pastor. Eh, ficava dentro de casa com as crianças, participava de tudo com eles e os pais enquanto em grande confiança, deixavam as duas meninas nas mãos dele para ele cuidar, enquanto eles faziam, ele e a esposa faziam as visitas pastorais. Só que nesse tempo ele abusava das meninas e ela começou com 6 anos e foi até os 10 anos sendo abusada. A irmã dela também. Ela tentou falar com os pais sobre isso, mas os pais falavam: "Imagina, isso é coisa da cabeça de criança. Este rapaz seria incapaz de fazer nada qualquer coisa desse tipo." Ele é como um filho pra gente. Ela enfrentou muitos problemas psiquiátricos. dentre os quais depressão, tomou muitos tipos de medicação. E o triste é que se você não trabalha aconselhamento bíblico e ah tratamento médico em paralelo, o tratamento médico, as medicações para a depressão, eh, perdem o valor ou perdem a ação depois de três ou 4 meses e daí vem uma troca e daí cada medicação demora mais ou menos 15 dias para alcançar uma ação mais efetiva. E daí depois de alguns meses perde novo. Então assim, se você não estiver tratando com aconselhamento bíblico, estimulando aquela pessoa o tempo todo e fazendo com que através da palavra ela tenha mais maturidade, ela lide com os seus conflitos, com a raiva, com o ódio que ela ficou dessa pessoa e também como ela culpou os pais por não acreditarem nela, né? Então ela vai, ela não vai sair disso. Então eu falo, fiquei 25 anos discipulando-a, sendo ela filha de pastor, atuante na igreja, conselheira, mas passando por tudo isso por causa de alguma coisa na infância. Então, tudo que acontece na infância é muito importante e a maneira como cuidamos dos nossos filhos, educamos os nossos filhos e damos a eles liberdade ou não de falar o que eles estão sentindo, ensinando-os que, OK, é autêntico, né? Eh, e você tem que saber lidar com isso. Como lidar com o bullying na escola? Como reagir a isso, né? Será que você é aquilo que eles estão dizendo que você é? Não, não é assim. Então, como é tudo isso é importante e e lidar com a culpa, com a culpa verdadeira, a culpa falsa, né? Aquela senhora que com 70 anos estava se sentindo culpada pela morte da irmã na frente dela aos 14 anos de idade. Uma culpa que não era legítima, mas que porque não foi tratada adequadamente pelos [música] pais. Isso tomou a vida dela quase que toda. >> [música]