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A fé vem pelo ouvir

Como Deus Reordena meus Amores | Josemar Bessa | Domingo 19 de Julho de 2026

Como Deus Reordena meus Amores | Josemar Bessa | Domingo 19 de Julho de 2026

Como Deus Reordena meus Amores | Josemar Bessa | Domingo 19 de Julho de 2026

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Legendas automáticas:

E pela manhã
olhamos
em Mateus 6, não é?
Jesus nos ensinando
a entrar em oração dizendo: "Pai nosso
que estás nos céus". Essa foi a nossa
meditação. E vimos como
essas palavras resumem todo o evangelho.
De uma maneira muito profunda
em que pode revelar toda a nossa relação
suposta com Deus não passar de
paganismo. Mas depois de colocar diante
daquele
que é pai e está nos céus, depois de
levar a essa compreensão, ele nos manda
começar
eh
não pelas nossas necessidades.
Assim que você compreendeu eh as bases
do Pai Nosso que estás nos céus,
ele então começa
a
oração e nos ensinar a orar não
começando pelas nossas necessidades. Não
começa pela doença, nem pela dívida, nem
pelo medo, nem pela culpa, que poderia
ser algo que a gente acharia que devia
entrar logo, não é? O perdão do pecado.
A primeira petição é essa: "Santificado
seja o teu nome".
Isso parece estranho para um coração
acostumado a orar apenas quando alguma
coisa dói.
Se alguém ora muito quando tem
problemas, é óbvio que a primeira coisa
na sua oração não é: "Santificado seja o
seu nome".
Hã.
Para nós, urgente sempre é naturalmente
o que está te ameaçando.
Você olha para o mundo, você olha para a
vida, você olha e você nunca acha que a
a maior necessidade desse mundo é
santificar o nome de Deus.
E você não acha que na sua vida a sua
maior necessidade é santificar o nome de
Deus. Naturalmente não é isso que você
pensa. O que está mais me ameaçando
agora é por onde eu devo começar. é a
minha maior necessidade, não é? Então,
para Jesus, urgente é aquilo que ocupa o
trono. Essa é a coisa mais urgente na
nossa vida. Antes de pedir que a
circunstância mude, que as
circunstâncias mudem fora de nós ou
mudem nos nossos corpos, a alma precisa
pedir que Deus volte a ser visto por nós
como Deus.
Ser glorificado como Deus. Isso é a
coisa mais urgente. Santificar o nome de
Deus não significa torná-lo santo, é
óbvio, não é?
Deus não recebe santidade de nós. Nós
recebemos santidade de Deus. Só Deus é
santo. Da mesma maneira que nós
estávamos
falando há pouco sobre
Deus tem todo o poder, a Bíblia diz só
Deus é santo, ele é separado, não é?
Ele e a criação.
Tudo é criação, só Deus é Deus. Ele é
santo antes da nossa oração, é santo
antes de criar,
durante a nossa oração e ainda que
ninguém ore, ele é santo. Portanto,
santificar o nome é reconhecer,
amar, honrar e tratar ele como supremo
é que ele é infinitamente.
E Jesus está dizendo: "Essa é a sua
maior necessidade. Você está com
problema? Então, nisso a sua maior
necessidade é santificar o nome de
Deus".
É dizer que
teu nome pese mais do que o meu,
que teu nome pese mais do que essa
cidade, que teu nome pese mais que esse
país, que esse mundo, que esse universo,
que a tua glória seja mais preciosa para
mim do que meu conforto,
do que a sensação daquilo que está é me
afligindo ou a minha dor, que a tua
vontade seja mais bela que os meus
planos,
todos eles. Muito mais importante é o
teu nome ser santificado do que um plano
meu ser realizado. Que a tua aprovação
seja mais decisiva para mim do que todo
o aplauso humano, que nisso que eu vou
fazer ou que em tudo que eu faça,
a coisa mais alta que eu veja
seja
o teu nome ser santificado.
Então uma palavra antiga, né,
santificado precisa permanecer porque
nenhuma palavra comum parece carregar
toda a força dessa palavra.
Santificar é separar como incomparável.
Separado.
Jesus disse: "Eu me santifico a mim
mesmo, me separo
para fazer o que fez por causa de nós".
Então santificar é separar como
incomparável, que nada seja comparável
ao seu nome, nem as minhas aflições, nem
os meus problemas, nem qualquer outra
coisa no mundo.
É tratar então como sagrado. Essa é a
coisa mais sagrada que existe, mais
sagrada que a minha vida, mais sagrada
que qualquer coisa que eu ache
importante, seu nome. Então é conceder a
Deus o lugar que não pode ser dividido
com nenhuma criatura ou com nada na
criação.
Então santificar o nome de Deus é
realmente é ver que essa é a prioridade
máxima em todas as coisas. Isso já
reordena toda oração que vai vir depois.
Nem o perdão do meu pecado deve ser por
alguma razão que eu encontro em mim
mesmo. Ah, eu não quero ir para o
inferno, né? Eu não quero ser condenado.
O perdão do meu pecado é antes de mais
nada algo porque o meu pecado é o oposto
de santificar o nome de Deus.
Então aquilo que você considera supremo
vai decidir o que você pedirá e aquilo
que está subordinado como é subserviente
ao que é mais importante. Isso vai
decidir o que você temerá, o que você
vai confessar na oração e como você vai
reagir quando Deus disser não.
Porque se o toda oração foi movida por
santificar o nome de Deus, é óbvio que o
não de Deus é o que mais santificará o
seu nome, portanto isso me satisfaz,
porque minha primeira preocupação era
santificar o nome de Deus e não qualquer
outra coisa que venha depois. Se o
conforto for santificado,
você vai pedir a Deus que proteja o seu
conforto e se revoltará se ele não
proteger o seu conforto.
O que você santifica mais? O seu
conforto,
a sua saída de determinados problemas ou
o nome dele? Se o nome dele é o que você
santifica, se ele não tirar o
a aflição, então você ainda vai
entender que sua oração foi totalmente
atendida.
Ele fez o que santifica mais o seu nome.
Quando Jesus diz que estava pronto na
sua última oração e é pede ao pai que
glorifique o seu nome,
ah,
é, o pai disse: "Eu tenho glorificado e
glorificarei". Ou seja, Jesus tá dizendo
que ele vai pra cruz pra
santificar o
o nome de Deus. Então se o sucesso for
santificado, a oração se tornará uma
ferramenta para preservar sua carreira.
Você vai achar que como a sua carreira é
a coisa mais santificada,
consagrada pra você, a mais sagrada,
então, ah, você só pode sair daquela
oração
grato
e,
é, é, é,
pleno e, e,
se a sua carreira for preservada, mas se
o que é santificado e em vez de ser sua
carreira é o nome de Deus, então você
vai poder lidar com a perda da sua
carreira. Se uma pessoa for santificada,
Deus será procurado apenas pra impedir
que essa pessoa se afaste,
pra que ela, é, saia da minha vida. Eu
não quero, oh, se eu santificar meu
casamento, a única coisa que eu quero é
que Deus proteja meu casamento. Se eu
santificar, eh, eh, um filho, é a única
coisa é Deus salvar o filho de, de eu
perdê-lo.
Mas quando o nome do pai é santificado,
todas as outras coisas voltam para
proporção correta. Minha carreira volta
para o lugar certo, o relacionamento com
meus filhos, com a minha esposa, com,
com o esposo, não é? Então a necessidade
continua real, a dor continua doendo.
Ah, o pão continua sendo necessário,
contudo,
nada é Deus, nada é santificado.
Eu não santifico o pão.
Não santifico nada.
O nome de Deus é santificado.
É o que é sagrado.
É o que é visto como o indispensável.
Jesus começa a oração então restaurando
o universo dentro da tua alma.
Sem essa restauração, todo o resto da
oração se tornou inútil e não é mais
oração. Primeiro o pai,
pai nosso. Depois o nome.
Sabe? Primeiro o pai, o nome do pai, a
glória do pai.
É.
Isso é o que vem primeiro, depois todas
as demais coisas vão encontrar o seu
lugar. Você já vai orar pelas outras
coisas com elas no lugar certo. Nada é
sagrado, nada é santificado na minha
vida.
Agora eu vou orar pela minha carreira,
mas ela não é
sagrada.
Ah.
Eu, eu já estou com o coração no lugar
certo. Quando a Bíblia fala do nome de
Deus, não está falando apenas da
combinação de letras que formam o nome,
não é? O nome revela a sua pessoa.
Quando eu falo que seu nome seja, eh,
santificado, estou falando a sua pessoa,
o seu caráter, a sua beleza, quem tu és,
a sua natureza. Então o nome carrega
essa,
essa, o próprio ser de Deus, né? O nome
torna conhecida a glória daquele que se
aproxima. Por isso, quando oramos
"santificado seja o seu nome", não
estamos apenas pedindo que as pessoas
falem respeitosamente do teu nome.
Que elas falem o teu nome com um temor,
simplesmente. O que nós estamos pedindo
é algo muito mais profundo. Pai, faz com
que aquilo que tu és seja visto por
todos.
Através disso aqui, de todas essas
coisas. Que aquilo que tu és seja amado
e que aquilo que tu és seja tratado como
a realidade suprema.
Sobre todas as coisas.
E que nada seja tratado como mais
supremo, mais amado,
o mais valioso. Que tua santidade não
seja um conceito distante, porque se a
sua santidade for um conceito distante,
então teu nome não está sendo
santificado. Que a tua misericórdia não
seja uma palavra conhecida e pouco
saboreada pelos corações, porque se for,
teu nome não está sendo santificado. Que
tua soberania não seja confessada pelos
lábios, mas negada pela minha ansiedade.
Porque senão não estou santificando o
teu nome.
Que tua beleza não seja eclipsada pelos
pequenos brilhos daquilo que vai conter
na minha oração, porque senão o seu nome
não vai estar sendo santificado.
Adoração, então, não é bajulação
religiosa.
Bajular alguém importante porque, é,
eu posso ganhar vantagens bajulando quem
é
tão importante, tão poderoso.
Adoração não é isso. Deus não é um
governante inseguro que precisa ser
elogiado para então cooperar conosco.
Ele não se torna maior porque dizemos
que ele é grande.
Nós é que nos tornamos sãos quando
finalmente enxergamos a grandeza de
Deus.
Quando finalmente enxergamos
verdadeiramente que nossas carreiras são
infinitamente menos importantes que ele,
nossos relacionamentos, nossa saúde e
nossa vida.
Então o louvor não acrescenta a glória a
Deus como quem acende uma lâmpada
em um sol apagado, não é? O louvor abre
os olhos para ver o sol
e para ver tudo através do sol. É o que
o louvor faz.
Não é? Então por isso santificar o nome
é um pedido por visão. Mostre-me quem tu
és.
E mostre quem tu és através disso que eu
estou vivendo agora.
Liberta-me das caricaturas que eu fiz de
ti.
Quebra a ideia de um Deus pequeno,
manipulável pelas minhas, a gente viu,
né, desde Jesus falando que a oração
pagã acha que a causa de ser ouvido está
em nós, porque oramos muito, porque
obedecemos muito.
Quebra a ideia de um Deus pequeno,
manipulável, útil para os meus projetos,
porque isso não é santificar o seu nome,
isso é desprezar o seu nome quando eu
acho que tu és útil, que tu és útil por
causa que porque você tu vai salvar
minha carreira.
Como se a carreira minha fosse a coisa
sagrada a ser santificada por mim.
Faz-me contemplar tua majestade
sem fugir
e tua ternura
sem abusar dela.
Há uma adoração que usa palavras
corretas e ainda não se rende, né?
Podemos chamar Deus de santo
e continuar justificando um pecado,
dando nomes humanistas seculares para
eles.
Então por que que estamos chamando Deus
de santo se a gente está justificando
aquilo que é contra a sua santidade?
Podemos chamá-lo de soberano e viver
como se tudo dependesse de nós, que é a
raiz da ansiedade, né? O que eu não
controlo me desespera.
Podemos chamá-lo de pai e nos aproximar
dele como inquilinos
que estão esperando receber pagamento,
porque fizemos alguma coisa,
supostamente. Jesus não nos ensina
apenas uma frase aqui: "Santificado seja
o seu nome". Ele nos ensina qual deve
ser a posição da nossa alma quando
oramos ao Pai Nosso.
"Santificado seja o seu nome" significa:
"Teu nome terá a última palavra contra
meus sentimentos. Teu nome terá a última
palavra contra as minhas necessidades.
Teu nome terá a última palavra sobre
todas as coisas
nesta vida.
Tua verdade é que vai interpretar a
minha vida. Minha vida não vai
interpretar a tua verdade. Teu caráter,
porque isso tudo faz parte do nome de
Deus, do ser. Teu caráter vai julgar
minhas suspeitas.
Tua glória vai ser o padrão pelo qual
todas as outras glórias serão medidas.
Há uma glória no casamento. Há uma
glória no trabalho. Há uma glória na na
na vida. Mas essas glórias vão ser
julgadas pela tua glória.
E a tua glória nunca vai ser julgada por
essas coisas.
Isso é rendição,
mas também é liberdade.
Porque o coração foi criado para possuir
um centro absoluto.
Quando coloca algo pequeno nesse centro,
ele passa a exigir
daquilo que é pequeno
o que não pode dar.
Se eu consagro, se eu faço sagrada a
minha carreira, eu vou começar a exigir
da minha carreira que ela me dê paz,
tranquilidade,
alegria, e ela não pode fazer isso, não
é?
Quando eu coloco algo pequeno nesse
centro, tudo sai do lugar, exige
eternidade do trabalho,
salvação
vindo da minha família.
É segurança. Ah, eu fico me sinto seguro
com o dinheiro.
Ah, eu é
a ressurreição para mim é o meu romance
aqui ser consertado.
É como se eu tivesse voltando à vida.
Mas quando o nome de Deus é santificado,
a criatura deixa de ser esmagada pelo
peso de ser Deus. A carreira vira só
carreira.
A paternidade vira paternidade.
Vira o que devia ser. Deus recebe o
trono, as coisas recebem limites.
Isso aqui é importante, mas tem um
limite. Isso aqui é importante, mas logo
eu vou sair do mundo deixando tudo isso
para trás. Isso é importante, mas eu
posso perder.
E a alma então começa o quê, queridos?
Respirar.
É isso que é vencer a ansiedade. Por
isso que a ansiedade nunca é algo não
espiritual. Ah, não, porque eu fico com
medo, ah, vai.
Então.
Algo está sendo feito,
algo está sendo santificado que não é
Deus, minha vida. Se a minha vida está
ameaçada, tudo entra em colapso. Minha
carreira, se ela está sendo ameaçada,
tudo entra em colapso. Porque aquilo é a
coisa mais sagrada, eu santifiquei
aquilo.
Talvez essa ordem nunca tenha sido, eh,
escrita, talvez você nunca tenha dito em
voz alta: "Isso, o dinheiro, é o que me
dá segurança". Mas o pecado é muito mais
esperto que isso. Você não precisa dizer
que o dinheiro te dá segurança, basta
ver como você age quando tem dinheiro e
quando não tem.
Ainda assim o coração,
você vê, responde.
É como o coração responde que é a
verdade, não o que eu digo. Então o
coração responde quando aquilo que é
sagrado está ameaçado, como?
Com ansiedade.
Ou então é uma coisa que ele responde
com sonhos
de que vai ficar tudo bem se isso
acontecer, ou então com raiva.
Porque aquilo se foi. Ele responde com
aquilo
que ele não pode perder de jeito nenhum
na sua vida.
Ou seja, ele
santificou aquilo.
Jesus coloca santificado seja o teu nome
no início da oração porque sabe que o
problema fundamental do homem não é
apenas desejar coisas erradas,
é desejar as coisas boas como se elas
devessem ser santificadas.
O problema do homem não é desejar,
desejar saúde não é desejar algo errado,
mas se eu santifiquei minha saúde
de tal maneira que se ela começar a ter,
eu entro em completo colapso, não é? É a
paz, não há mais
Então, é, a coisa boa. Então, Jesus
sabe, o trabalho é bom, a família é boa,
o casamento é bom, o descanso é bom, a
reputação,
nosso nome, é, é útil, a saúde é uma
dádiva de Deus.
Mas tudo se torna destrutivo quando
recebe o tipo de devoção que pertence ao
ser de Deus. Ou seja, tudo passa a ser
destrutivo quando é santificado por mim.
Se eu santifico minha vida, então quando
a morte estiver chegando perto, tudo
está desabando.
Se eu santifiquei meu casamento, se
acontecer um problema ali, eu vou perder
o chão. Então, o pecado não precisa nos
convencer de que Deus não existe.
Na verdade, a maior parte do tempo ele
nem está tentando fazer isso. Basta nos
convencer que alguma coisa existe de uma
maneira mais decisiva na sua vida do que
Deus.
De que alguma maneira é mais,
deve ser mais santificada do que Deus na
sua vida. Se ele te convence disso, não
importa mais o quanto você acredite em
Deus. Basta tornar a promoção mais
luminosa e produ, é, é, e que produz
alegria em você do que o nome de Deus.
É, é.
A aprovação das outras pessoas mais
necessária do que
o ser de Deus. O prazer mais urgente não
ser Deus, ser outra coisa.
E o futuro se torna ameaçador. Por quê?
Porque eu não vou ter isso. É, mas você
não vai ter Deus. Vou ter Deus, mas eu
não vou ter isso. Então, agora o
a ansiedade está me comendo.
É isso. Então, a oração se desordena
porque o amor já está desordenado.
Tudo que vier de um coração, de um amor
desordenado, não será oração de verdade,
não é? Pedimos demais por aquilo que
adoramos.
Nos desesperamos assim. Pedimos pouco
por aquilo, você vê, nós pedimos muito
por aquilo que adoramos, mas pedimos
pouco por aquilo que deveríamos adorar.
Deveríamos adorar
Deus.
Adorar o nome de Deus, o ser de Deus.
Mas nós pedimos mais por aquilo que
adoramos e não adoramos. Ou seja, nós
não estamos santificando, tememos perder
os ídolos mais do que tememos desonrar o
nome de Deus.
Quando as coisas boas se vão, tudo que
nós devíamos pensar, Jesus está dizendo,
é: "Eu não desonrarei o nome de Deus
porque a saúde está indo embora,
porque esse relacionamento está
acabando, porque aquilo lá". A questão
toda é a honra do nome dele, como eu vou
agir nisso.
Mas aí não é assim que acontece. Jesus
nos ensina então a começar pedindo que o
primeiro amor seja colocado no primeiro
lugar.
Para que toda oração fique ordenada.
Seja realmente a verdadeira oração ao
Pai nosso e que vimos a a como ele se
tornou assim. Então, não é um protocolo
litúrgico
o que Jesus está fazendo aqui de como
ordenar a oração. É cirurgia. Antes de
tocar as circunstâncias, o Senhor toca o
centro que interpreta as circunstâncias.
Se o centro que interpreta as
circunstâncias santificou algo que não é
Deus, então toda oração
já se foi. Quando Deus é pequeno aos
nossos olhos, todo o problema é enorme.
Quando Deus é periférico, toda ameaça
ocupa todo nosso horizonte, não
conseguimos ver mais nada, a não ser
aquilo que está ameaçado.
Quando o nome do Senhor não é
santificado,
o mundo fica fora de escala, ele parece
tudo maior do que é, todas as coisas da
nossa vida parecem ser maiores e mais
importantes do que elas são, mas a
adoração, a verdadeira adoração, é a
restauração da proporção de todas as
coisas.
Isso é adoração. A montanha continua
alta, mas já não é infinita, porque eu
estou olhando para o inverso.
A perda continua dolorosa, mas não é o
fim de todas as coisas. O pecado
continua terrível, mas já não é o maior
do que o sangue
que foi derramado.
A morte continua inimiga, mas ela não
possui a última palavra.
Você vê, nada disso está sendo
santificado se isso é verdade.
Santificar o nome do pai é permitir que
a realidade de Deus volte a ser maior do
que a realidade sentida.
A realidade de Deus seja maior do que a
morte,
do que a saúde,
do que a carreira,
do que o romance,
do que a paternidade.
Mas se outra coisa for mais real para
nós do que Deus, ou seja, ela que vai
ser consagrada
e protegida. Então, a oração vai deixar
de ser uma tentativa de fazer Deus
servir aos nossos amores, porque no
início da oração, os nossos amores foram
ordenados.
E os outros amores estão muito abaixo do
amor.
Então, nós nunca vamos orar para que
Deus se
seja subordinado aos nossos amores,
nossos amores menores. A oração então
deixa realmente de ser essa tentativa de
fazer Deus servir aos meus amores.
E se torna o lugar em que nossos amores
são julgados. Esse amor está certo?
Essa minha reação à perda disso
é Deus me mostrando que esse amor está
desordenado.
Eu estou santificando isso. Eu estou
consagrando isso.
Então nossos amores são julgados,
purificados e colocados em ordem na
verdadeira oração.
Não oramos apenas para receber aquilo
que desejamos. Oramos para aprender a
desejar aquilo que Deus ama, o que mais
santifica o seu nome.
Portanto, no fim, eu sempre sinto
dependendo, independente de como Deus
responda, que a minha oração foi
atendida.
Porque o que eu queria era que o nome
dele fosse santificado.
E os amores estavam ordenados.
Não entramos no quarto apenas para
apresentar pedidos. Entramos para que o
pai
volte a ser nosso tesouro.
Tra, ser tratado como nosso tesouro.
Isso é adoração. A primeira obra da
oração não é mudar
o mundo ao redor, então, não é?
É devolver Deus ao centro do nosso mundo
interior. Essa é a primeira
é a primeira coisa que a oração faz.
Se ela não faz isso, ela não faz mais
nada.
A primeira coisa
essa é a maior necessidade. Isso precisa
acontecer todo dia.
Porque o seu coração não se mantém em
ordem
sozinho.
Se não houver essa manutenção, as coisas
começam a ficar maiores.
E elas começam a perder por proporção.
Qual a necessidade, então, da oração
diária, contínua diante de Deus? É essa.
É a ordem do no interior, não a
realização das coisas no mundo exterior.
O que foi colocado no lugar correto pela
manhã,
outra coisa pode estar começando a
querer assumir o trono
no meio-dia.
À noite,
uma notícia, uma palavra de elogio, uma
ameaça, uma lembrança pode deslocar
novamente o centro de Deus para outra
coisa.
Por isso repetimos a petição, não porque
o nome tenha deixado de ser santo, mas
porque nós deixamos de tratá-lo como
santo.
Por causa de uma coisa que nós ouvimos,
por causa de uma notícia, por causa de
algo algo que aconteceu.
Então nós repetimos, a oração diária é
esse retorno do universo interior à
órbita da santidade do ser de Deus.
E a alma está então pedindo ao pai que
não permita que nenhuma criatura cresça
tanto aos nossos olhos a ponto de
eclipsá-lo.
Que tudo fique na sua ordem correta e
assim eu possa lidar com todas as coisas
neste mundo
caído. Essa é a primeira coisa. Jesus
disse: "Quando vocês orarem, não sejam
como os hipócritas que gostam de orar em
pé nas sinagogas e nas esquinas a fim de
serem vistos". Ele não condena a oração
pública, o próprio Jesus orou eh
várias vezes diante das outras pessoas,
a igreja reunida. O problema não é ser
visto enquanto se ora, o problema é orar
para ser visto. Ser visto enquanto se
ora não é nada demais.
A oração pode ser dirigida a Deus eh eh
na gramática e aos homens na intenção.
Ou seja, na gramática parece que eu tô
conversando com Deus, mas na verdade eu
estou falando
com as pessoas que estão ouvindo. Então
a boca diz: "Senhor", mas meu coração
está pensando: "Olhem para mim".
A a frase parece estar subindo ao céu,
mas o desejo está procurando o aplauso
da sala. É sobre isso que Jesus está
falando. Essa é a hipocrisia que Jesus
está expondo. Não necessariamente uma
vida cheia de crimes escondidos, mas
qualquer
relação tua com Deus que dependa dos
olhos dos homens, que fique mais
intensa,
que fique mais, parece mais real quando
tem olhos humanos olhando do que quando
não tem. Ela floresce diante de uma
plateia, mas murcha quando você está
sozinho. É isso que ele está falando. O
hipócrita ama o lugar onde sua
espiritualidade,
nem parece, é, é,
é bem espiritual, né? Ele, o, o, o
hipócrita, Jesus está dizendo, ele, ele
ama o lugar onde sua espiritualidade
pode ser percebida, ou seja, ele pode
ser percebido como alguém espiritual. A
sinagoga e as esquinas se tornam então
um palco.
E o corpo assume uma postura devota, as
palavras parecem profundas. Ele, ele não
vai falar nada, é, é, é, é inadequado,
mas nem casa ele fala coisas
inadequadas, mas ele não vai falar ali,
não é?
Mas não existe encontro, não é?
Jesus disse que essas pessoas já
receberam sua recompensa.
Elas não queriam santificar o nome de
Deus, não é?
Elas queriam ser vistas, foram vistas,
queriam admiração. Talvez muitas pessoas
passaram a achar que ela é espiritual,
queriam reputação espiritual,
conseguiram. Então não receberam Deus,
porque elas já começaram não querendo
santificar o nome de Deus.
Elas estavam colocando outras coisas,
é,
santificando outras coisas, não é?
Totalmente,
é, é, em torno do ego. Esse é o horror
da recompensa completa.
É como se o castigo de Deus fosse você
receber o que você queria. Você não
queria aparecer?
Apareceu.
Esse é o seu castigo.
Você não queria ser visto como um
importante? Então você já foi visto. Era
isso que você queria? Então conseguiu.
Não precisa mais que eu faça nada na sua
vida. O que você realmente queria
não era santificar o meu nome. Você
recebe o que você queria.
Você queria o aplauso? Então você
recebeu. Coração humano é capaz de
transformar até a oração então em
alimento para o ego. Jesus só queria nos
mostrar que até a coisa que me parece
mais espiritual pode ser a santificação
de algo que não tem nada a ver com Deus.
Pode usar confissão
para parecer humilde.
Pode usar lágrimas para parecer
sensível. Então Jesus conta a parábola
que o fariseu orava: "Ó Deus, obrigado
que eu não sou como os homens", tal, né?
>> [roncando]
>> Então, é, Jesus diz: "Esse homem não
desceu
para casa". Porque é óbvio que ele
é, é, estava girando em torno do ego.
Então ele mostra a oração lá do, do
pecador que foi justificado: "Ó Deus, sê
propício a mim, pecador".
E ele foi justificado. Mas você tem que
perceber que até aquela oração do homem
lá, se você fizer ela agora para parecer
humilde, você é igual ao fariseu.
Se você orar: "Senhor, sê propício a
mim, pecador". Não está sentindo o seu
pecado,
não está, é, é, é, desejando glorificar
a Deus, mas quer que as pessoas vejam
que você não, não parece com fariseu,
né? Então você está sendo fariseu.
Então você vê até as palavras podem
estar tudo errado. Pode falar da glória
de Deus enquanto secretamente procura
algum tipo de glória. Por isso Jesus nos
envia para o quarto. Entre no seu
quarto, feche a porta e ore ao seu pai
que está em secreto. O quarto não torna
ninguém automaticamente santo. Não pense
que toda vez que você vai para o quarto
orar, então isso já é santo.
Isso não é santo.
O quarto não nos faz santo. O secreto
não nos faz santo. Podemos levar a
imaginação,
eh, eh, eh, de plateia para dentro dele.
Hã? Podemos orar sozinhos pensando,
eh, no que outros diriam se soubessem
que nós oramos só, sozinhos assim.
Contudo, o segredo remove grande parte
do combustível da performance, porque de
qualquer maneira ali não vai haver
aplauso, reputação.
O que Jesus tá dizendo que a beleza
dessa oração é porque ali resta só o
pai.
Que é o que você devia santificar na sua
oração.
Resta aquilo
que nós somos diante dele. A oração
secreta, então, é um teste, porque nela
o benefício exterior desaparece.
Se você
nessa oração em segredo orar de fato
santificado seja o seu nome. E ainda
desejamos estar ali,
talvez,
eh, eh,
seja
a evidência de que realmente desejamos
Deus.
E mais nada. Se buscamos o pai quando
ninguém sabe, quando ninguém elogia,
quando nenhum prestígio é produzido,
então
pode ser uma, uma marca de uma raiz
verdadeira da santificação do nome de
Deus. Então, esse quarto, você vê, não é
uma fuga do mundo, é o lugar onde
a máscara pede, eh, eh, eh, perde, eh,
oxigênio e ela começa a ser arrancada
das nossas vidas e a alma aprende a
dizer: "Pai, somente tu vês
e só basta".
Porque isso é para santificar o seu
nome.
Isso é o suficiente. Então, é uma frase
penetrante, não é?
De alguém, eu não sei mais quem disse
isso, já tanta gente disse que tanta
gente disse que, eh,
eh,
aquilo que fazemos com a nossa solidão é
a nossa verdadeira religião. Aquilo que
somos quando estamos assim sozinhos e
quando não temos nenhum compromisso, o
que que que que meu coração deseja
fazer? Então é isso. Quando não há
tarefa urgente, quando ninguém exige
nossa atenção, quando a agenda está
calma, é quando eu só estou sozinho,
porque eu posso estar sozinho, mas ter
coisas para fazer. Mas é quando eu não
tenho nada assim, não tem nada me
apertando
e a porta se fecha,
para o que eu corro?
O que eu acho melhor fazer com esse
tempo? É isso. E é você corre mais fácil
se não tem nada te apertando para aquilo
que você mais ama.
Hã, talvez é
às vezes nossos pensamentos começam a a
a viajar, né? Aí eu começo a pensar na
casa que eu desejo possuir, a conversa
em que finalmente eu vou ter para
receber isso e aquilo. Talvez eu
contemple o corpo que eu gostaria de
ter. Então, para onde você vai quando
está sozinho, sem nada te apertando, é a
sua verdadeira
aquilo que você está aquilo que você
realmente consagra, não é? Santifica. E
a solidão não cria o Deus, ela revela o
altar.
O altar onde eu estou eh sacrificando,
não é? Então Jesus mostra que o segredo
é decisivo porque ali os amores
podem parar de representar.
Diante dos homens, a gente às vezes faz
aquilo que esperam de nós.
No segredo, a gente faz aquilo que nosso
coração realmente mais se deleita.
É mais quer. Isso não significa que todo
pensamento espontâneo seja idolatria,
nem que o cristão passe cada minuto
livre eh em êxtase eh
devocional. Significa que existe uma
direção habitual do coração
que, de maneira geral,
é É que o coração
É é é
se relaciona com isso. Existe um lugar
para onde a alma volta quando ela não
está sendo conduzida por obrigações
externas.
Não quer dizer que todas as vezes são
assim, mas de maneira geral é o que
caracteriza, é o que alimenta a sua
imaginação.
Ahn ahn a sua imaginação algum dia já
foi algum lugar fora desse mundo?
Paulo diz assim: "Pensei nas coisas que
são de cima". Ele diz: "Olha, a a nossa
leve momentânea tribulação não são como
comparar com a glória que Mas é porque
ele pensava muito nessa glória".
De tal maneira que ele conseguia colocar
ela contra as coisas Essa essa glória
que em nós há de ser revelada enchia a
mente dele de tal maneira que ele podia
comparar ela com as outras coisas e
pensar: "Isso aqui é pequeno perto
disso". Mas se a minha mente nunca tá
indo para esses para esse para essa
glória, como é que eu posso fazer isso?
Como é que isso pode ser realidade?
Então qual o cenário interior promete
finalmente dizer:
"A sua vida valeu a pena"?
Ahn a sua vida vale a pena? Essa
pergunta pode doer, mas a dor é
misericórdia. Deus não revela ídolos
para nos deixar sem seu amor.
Ele nos revela Sempre que Deus falou de
ídolos com Israel era para trazer Israel
para a verdadeira adoração.
A santificar o nome certo, a santificar
a coisa certa. O problema do ídolo não é
apenas ser proibido.
É ser cruel, né? Ele exige devoção,
mas não oferece descanso.
Ele fala as mesmas coisas que Cristo:
"Vinde a mim".
"Você que está cansado, venha para cá".
"Venha, eu, carreira, vou te dar". Mas é
mentira.
Ahn eu, romance, vou fazer isso com isso
com a sua vida, mas é mentira.
Todos os ídolos falam a mesma coisa que
Deus: "Eu vou te dar paz. Eu vou te dar
felicidade.
Eu vou te dar descanso para sua alma.
Eles falam a mesma coisa, mas isso é
mentira. Então é uma, não é, quanto mais
contemplamos,
é,
mais nós, é, dependemos dele, porque os
ídolos exigem então devoção.
Devoção. Você tem que santificá-los.
E quanto mais dependemos deles, mais nós
tememos perdê-lo. Mas nossa vida entra
em colapso se eles forem embora. E
quanto mais tememos, mais nos tornamos
escravos do nosso ídolo.
Você vê que algo realmente, é, que que
tenta, é, como o pecado tenta substituir
Deus. Isso é o oposto do santificado
seja o seu nome. A adoração secreta ao
sucesso produz o quê?
Produz comparação. Eu começo a comparar
se estou recebendo. Adoração secreta
para beleza produz vergonha quando eu
sinto que, é, eu estou perdendo para
outras pessoas na beleza. Adoração
secreta ao controle produz ansiedade.
Porque eu começo a descobrir sempre que
a coisa foge do meu controle, eu não
consigo mais ter paz.
Porque eu nunca descansei em, em Deus
realmente ser Deus. Então a adoração
secreta é a
aprovação, não é, é, é,
produz uma vida governada por rostos
humanos ou,
é, rostos
de criaturas. Então Deus é procurado
apenas quando esse ídolo ou algum ídolo
perde, é, ou está em perigo. Eu sinto
mais necessidade de orar.
É óbvio que aquilo é mais santificado do
que Deus na minha vida.
Porque quando aquilo não estava
ameaçado, eu sentia menos necessidade de
orar. Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o seu nome.
Oramos quando a carreira é ameaçada a
desabar. Oramos quando o relacionamento
se rompe, oramos quando a saúde falha,
não porque desejamos Deus ou porque
desejamos que o nome de Deus seja
santificado no nosso casamento ou na
nossa carreira
ou na nossa saúde.
Mas porque desejamos que Deus proteja
aquilo que nós desejamos mais do que
ele.
Desejamos que Deus junto conosco
santifique algo que não é ele.
Que não é o nome dele.
Nós convidamos Deus para o nosso pecado.
Nós convidamos Deus para nossa idolatria
e chamamos isso de oração.
Jesus não nos condena por levar nossas
dores ao pai.
Ele nos vai mandar, ele vai mandar pedir
o pão diário.
O problema é se aproximar de Deus e
santificar o pão.
Se aproximar de Deus para que ele com
você santifique o pão como a coisa mais
importante.
O problema é se aproximar dele como se
ele fosse um guarda-costas dos nossos
deuses.
Santificado seja o teu nome é uma oração
contra essa escravidão. É uma oração é
verdadeiramente é eu vos farei livres.
É pedir que o secreto seja ocupado por
uma beleza maior do que do pão,
relacionamento, romance, casamento,
carreira, saúde, algo mais belo do que
essas coisas seja
aquilo que eu santifique.
Não por obrigação vazia, mas porque você
viu uma glória maior em Deus do que no
pão.
Do que na vida.
Ter o amor é melhor do que a vida. É
quando essa frase parou de ser só uma
frase bonita.
É verdade. Eu santifico o nome de Deus
e não santifico a vida e peço para Deus
santificar a vida junto com
comigo. Então muitas pessoas que
intensamente quando a vida está em
crise. Hã,
quando o exame chega, quando o emprego
ameaça, se for, quando o casamento
treme, quando o médico pronuncia uma
palavra lá, sei lá qual, que seja de
alguma maneira assustadora, quando o
filho se afasta, então a Bíblia aberta,
o quarto secreto volta a ser
frequentado, as promessas são
procuradas, a voz suplica com urgência.
Depois que a tempestade passa, tudo
volta ao comum. Todos, o que eu queria
santificar, me parece mais seguro e Deus
me parece menos útil.
Não é errado que a dor nos acorde. Deus
usa aflições como sinos, né? Muitos que
estavam adormecidos voltam a clamar
porque a casa começou a tremer, mas a
questão é se quando isso aconteceu, eu
voltei, Deus me mostra que o maior
problema não era a casa tremendo, era
que eu santificava a casa.
Se a oração vive apenas enquanto
determinado tesouro está ameaçado,
talvez esse tesouro, e não Deus, seja o
centro da minha oração.
Eu esteja dizendo: "Santificado seja a
minha carreira.
Santificado seja o meu relacionamento.
Santificado seja o meu dinheiro".
Jesus disse que o pai vem em secreto.
Ele vê não apenas as palavras, mas a
causa delas.
Ele sabe quando queremos sua face e
quando queremos apenas suas mãos.
Porque nós achamos mais útil a mão de
Deus fazendo coisas, o poder, né? A mão
de Deus fala disso, né? Eh, estenda as
tuas mãos e opere, Deus. Ou seja, me dê
tua força.
Tua face eu não acho tão bonita, mas eu
adoro tua mão, tua força. Então, ele tá
dizendo isso, ele sabe quando queremos
mais sua face, hã, mais sua mão do que
sua face.
Davi disse: "Olha, que eu possa habitar
na no no no teu templo e contemplar a
tua glória. Tá vendo? Ele quer mais a
face de Deus.
>> [roncando]
>> A inconsistência da oração pode revelar
na verdade revela a inconsistência da
adoração.
E não da oração simplesmente. Quem ama a
Deus apenas como solução terá pouco
interesse
quando os seus deuses estão protegidos.
Aquilo que você santifica não está
correndo risco. Quem vê Deus como meio
descansará da oração assim que alcançar
o que você queria.
As coisas santificadas parecem não estar
mais ameaçadas como estavam. Há sempre
motivo para adorar a Deus porque Deus
não deixa de ser Deus quando essas
coisas estão ameaçadas.
Porque essas coisas existiam para
santificar o nome dele.
E elas podem, o nome dele pode ser
santificado na minha relação com a perda
dessas coisas.
Então, sua santidade continua brilhando.
Sua beleza não diminui.
Sua misericórdia ainda se renova a cada
manhã quando aquelas coisas se vão. Sua
sabedoria continua intacta.
Inescrutável.
Cristo continua precioso. A cruz
continua sendo a coisa mais espantosa.
Me gloriarei em nada não ser na cruz de
Cristo. Então, quando essas aquelas
outras coisas estão ameaçadas, a cruz
ainda continua sendo a, a única coisa em
que eu me glorio.
Então, a ressurreição continua sendo a
minha única esperança e não a minha
saúde e não viver 100 anos.
Porque
mesmo que eu viva 100 anos, eu vou
morrer.
Minha esperança é a ressurreição.
Não é a vida que não termina aqui.
É fruto de ter encontrado no próprio
Deus o bem que não depende de nenhuma
coisa criada.
Isso também nos impede de criar uma nova
justiça própria. Não devemos dizer: "Eu
oro regularmente, logo sou superior".
Porque se não isso, se isso acontecer, a
tua constância virou um palco.
O que está sendo santificado é a o seu
senso de disciplina e constância.
A pergunta não é apenas quantas vezes
entramos no quarto, mas o que você busca
quando entra ali. É o que Jesus está
dizendo: é santificar o nome de Deus.
Procuramos um argumento para nos
sentirmos melhores.
Procuramos cumprir uma obrigação para
silenciar nossa consciência que nos
acusa.
Ou procuramos o pai.
A face do pai.
O nome do pai.
É isso. A graça nos chama a ser
honestos. Talvez descubramos que temos
usado Deus.
Que nossa oração cresce e diminui
conforme os nossos pequenos deuses.
Ou conforme as coisas que nós
santificamos no lugar de Deus.
E você não precisa esconder essa
descoberta de Deus, porque Deus já sabe.
Não há.
Você precisa levar a ele mesmo e
confessar.
Confessar a verdade: "Senhor, eu te
busquei apenas quando minha vida doeu".
Eu
te tratei como uma ferramenta, me
perdoe.
Perdoe o grande pecado de desejar tuas
mãos, mas não tua face. Foi o que eu
fiz.
Perdoe-me. Santifica teu nome em mim até
que eu deseje não somente por aquilo que
tu podes consertar, mas pelo que tu és
mesmo.
É para ele mesmo que nós temos que levar
a realidade, em vez de tentar fingir que
não é assim. Essa oração
pelo menos já é o começo da cura.
Ó Deus, eu tô orando mais porque eu tô
doente, me perdoe.
Eu estou orando mais porque estou com
problema, me perdoe.
Eu não estou santificando o seu nome.
Talvez o secreto, ainda,
quando eu confesso isso, ainda está
pobre, não é?
Mas pelo menos, é, é, é, é, é.
Eu estou começando a ser reorganizado em
meus amores.
Não transforme essa fraqueza em um
motivo para abandonar o quarto, você vê?
Se transforme ela no motivo de
confissão.
Deus, eu estou mais constante oração
porque eu estou com problema, me perdoe.
Reordene os meus amores.
O pai não recebe filhos por desempenho
devocional.
Então vá a ele com a sua pobreza.
Deus, eu fiz essas coisas maiores do que
tu és.
Eu fiz isso maior, eu fiz o meu controle
maior do que a sua soberania, agora eu
estou ansioso, me perdoe.
Me perdoe porque eu santifiquei outra
coisa no teu lugar.
Diga a verdade sobre sua distração.
Leia uma promessa
lentamente, contemple a obra de Cristo,
o secreto não floresce pela violência,
simplesmente,
é, é, é, da culpa, mas pela
repetida descoberta. Eu descobri, Deus,
que eu valorizo mais essa relação do que
o teu nome. E é para aqui que eu vou
começar
confessando o meu pecado.
A
A constância nasce menos do medo de
falhar e mais do prazer crescente que
você vai encontrar no pai. A constância
verdade da verdadeira,
é,
oração.
Então depois de dizer "Pai nosso", Jesus
disse "Santificado seja o seu nome".
Só depois vem pão, perdão
e livramento.
Essa ordem não é uma fórmula mágica, não
significa que Deus se recusará a ouvir a
oração,
é,
que começou com lágrimas por alguma
razão, por alguma dor, por alguma uma
perda. Há momentos em que a alma apenas
consegue gritar socorro, como
Pedro afundando nas águas.
O pai não rejeita o filho ferido porque
ele não
seguiu uma sequência, a sequência está
errada, não vou ouvir. Contudo, a ordem
de Jesus revela uma dinâmica espiritual
e é isso que é, é, é importante aqui.
Ele, o, o louvor deve enquadrar o
pedido, a adoração deve envolver a
confissão, a visão de Deus deve
interpretar o mundo, as minhas perdas, o
que está ameaçado.
Se a visão de Deus, se ele ocupar o, o
lugar certo no horizonte, todas as
outras coisas vão ser muito pequenas
perto dele.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia é a
oração sobre nossa necessidade no mundo.
Perdoa as nossas dívidas é a oração
sobre nossos pecados e nossa relação
conosco mesmo também. Então, antes de
olhar para o mundo e antes de olhar para
si,
o que o pecado fez, Jesus mandou olhar
para o pai.
E aí você vai olhar para o pão e para o
pecado em relação a ele,
não em relação a você.
Porque o mundo visto sem Deus é um mundo
esmagador.
E eu mesmo, o meu pecado, se eu ver ele
sem ver Deus como meu pai, ele é
esmagador.
E eu visto sem Deus,
se eu não, eu não sinto o esmagamento,
então mostra a minha arrogância e a
minha, a minha falta de contato com a
realidade.
O louvor é a luz na qual todas as outras
coisas são vistas corretamente.
O pão,
o perdão, o livramento, pelo que
começamos pelo pedido, a necessidade já
definiu o tamanho de Deus na minha vida.
Já definiu que eu prefiro a mão dele do
que a face. Então entramos dizendo:
"Este problema, Deus, é enorme.
Talvez tu sejas capaz de me ajudar, mas
eu tô meio em dúvida, até por isso que
eu tô com muito medo
e muito ansioso.
Porque esse pro esse esse esse problema
é enorme, tu não é tão grande assim, não
é?
Mas quem sabe".
Quando começamos pela adoração, dizemos:
"Deus, tu és infinito".
Agora você pode olhar para esse problema
insignificante para ti.
Para essa coisa que é uma dádiva tua,
mas eu posso viver sem ela.
Quando começamos pela culpa, o pecado
pode ocupar toda a paisagem.
Entramos como se a escuridão do coração
fosse a realidade final e o que Cristo
fez fosse menor do que o pecado.
Porque meio que santificamos o pecado.
Quando começamos pela glória,
confessamos diante daquele cuja
santidade torna o pecado mais grave,
mas cuja glória da sua graça é maior do
que o pecado.
Então o louvor não diminui o pedido. O
louvor, a adoração
purifica o meu pedido.
Não elimina a confissão do meu pecado,
mas torna a confissão verdadeira. O
pecado é terrível porque não santifica o
nome de Deus
antes de ser algo que o pecado faça em
mim.
Não nos distrai do sofrimento, impede
que o sofrimento na nossa vida
santificar o nome de Deus, ou nos
distrai do sofrimento, ou nos faz perder
contato com ele, mas nos faz, nos impede
de ver o sofrimento como um Deus.
Por isso a adoração não é uma introdução
educada, antes de pedir eu tenho que
falar umas coisas agradáveis,
de chegar ao assunto que realmente
importa.
Que é o que eu quero, mas eu tenho que
adorar um pouco, falar umas coisas
bonitas primeiro para criar o clima
certo.
Esse é o assunto que torna todos os
outros compreensíveis. Deus, eu só posso
compreender essa dor, o tamanho que ela
tem, diante da tua glória.
É o que Paulo está dizendo, nossa leve e
momentânea, você vê, ele pegou a aflição
dele que não era nada leve e comparou
com
a santificação do nome de Deus, a glória
de Deus. Aí aquilo pareceu pequeno.
Porque agora o amor dele estava
ordenado.
E aquilo realmente é pequeno diante da
face de Deus.
Mas se
as coisas não estão ordenadas, aquilo é
enorme, ocupa todo o horizonte. Deus não
precisa ser aquecido pelo nosso elogio,
quando a gente elogia a Deus para poder
fazer pedir o que a gente realmente está
querendo, então a gente está realmente
bajulando Deus.
A gente está realmente achando que pode
bajular Deus como bajula um ser humano
para poder tirar dele aquilo que nós
queríamos de verdade.
Nós precisamos ser aquecidos pela
verdade sobre Deus para que quando a
gente apresente nossas necessidades,
elas sejam infinitamente menores do que
Deus, menos importantes do que eles e
não sejam santificadas, porque a única
coisa santificada
foi Deus. Então santificado seja o seu
nome significa, antes que eu fale do que
me falta,
me lembre quem tu és,
que aí o que me falta não será tão
grande,
tão importante.
Mas se eu não lembrar quem tu és, o que
me falta vai se tornar um imenso,
vai se tornar um Deus, vai se tornar
algo que eu santifico e que eu não posso
perder.
Antes que eu descreva
o problema,
deixe que eu veja ele a luz da sua face
e do seu valor.
Deixe-me contemplar muito antes disso
que eu perca o que Cristo é,
o que ele me deu,
o que ele trouxe para minha vida.
A oração madura não apenas leva o mundo
a Deus.
A oração madura ela aprende a enxergar o
mundo
a partir de Deus.
Olho para esse problema a partir da
cruz,
a partir do ser de Deus. Suas
misericórdias se renovaram esta manhã
sobre minha vida.
Tu
se deste a mim teu filho. Quando eu
vejo, quando eu santifico o nome de
Deus, aí eu volto de novo para olhar
para o problema, eles já estão bem
pequenos.
Agora eles só são,
é,
razões pelas quais eu posso santificar
Deus
tendo eles ou santificá-lo não tendo
eles. Por isso os salmos frequentemente
começam
embaixo e terminam em cima, né? Começam
num tom grave.
O salmista sempre entra cercado,
confuso, abatido
e ele não falsifica o sofrimento,
contudo enquanto ele fala com Deus, ele
sempre começa a dizer: "Mas tu és
grande,
tu és o Deus eterno,
teu reino não tem fim".
Aí você vai vendo que o salmo vai
mudando e no final o cara ainda tá
orando.
Não aconteceu nada.
Os inimigos não foram vencidos, o
problema não saiu, Absalão ainda tá
querendo matar Davi, Davi ainda tá no
deserto, mas ele está lá nas nuvens. O
que que aconteceu?
Ah, o que, o que aconteceu? A
circunstância não mudou,
mas o centro mudou.
Ele realmente orou.
Os amores foram reordenados.
O inimigo já não interpreta Deus.
Deus interpreta o inimigo. Eu não começo
ver mais Deus pela enormidade do meu
problema. Eu começo ver o meu problema
pela enormidade de Deus. É isso que os
Salmos fazem. A noite já não define a
aliança. A A aliança define como eu
atravesso a noite.
Esse é um dos grandes milagres da
verdadeira adoração, do santificado seja
o seu nome. Antes de alterar a
providência, né? Antes da da providência
de Deus alterar as coisas, ela altera o
lugar
de onde a providência é contemplada.
E isso muda tudo. Há pessoas que dizem:
"Eu sei que Deus me perdoou". Já sei que
vai falar bobagem.
Porque quando a pessoa diz isso, vai
falar algo como se algo fosse mais
importante que o perdão de Deus em
Cristo.
Ah, pastor, o o senhor tem que entender
isso. Eu sei que Deus me perdoou, mas o
problema, pronto.
Pronto, daí para frente não pode vir
nada bom. Porque eu já disse que eu sei
que Deus me perdoou como algo pequeno,
insignificante. O problema é esse aqui,
pastor. Deus me perdoar tá bom, ele me
perdoou, eu sei, mas isso aí não é muito
importante. Isso aqui é importante. Como
é que eu vou fazer, então?
Então,
eu sei que Deus me perdoou.
E
mas eu não consigo lidar com isso e com
aquilo.
Então, a frase parece humilde, mas
revela uma consciência eh completamente
insensível
ao dom de Deus. Jesus falou para a
mulher samaritana: "Se você conhecesse o
dom de Deus
e sua graça, você ia pedir a ele água
viva. Você não ia pedir o que você
tá pedindo, não é?
E
eh
é muito comum assim.
A cruz,
não é? A cruz mostra eh quão grande o
pecado é.
Mas
ela exalta mais a graça do que o pecado.
>> [roncando]
>> Quando nós começamos ver qualquer coisa
maior do que Deus, nós não estamos
honrando a Deus. A cruz realmente mostra
uma enormidade do pecado
que nós
é,
costumávamos não dar ao pecado. Mas a
cruz não faz isso para mostrar que o
pecado é imenso, gigante, invencível. A
cruz mostra a enormidade do pecado para
que você enxergue como a graça de Deus é
infinita.
No fim, se a cruz só consegue me mostrar
quão grande é o pecado, quão poderoso é
o pecado, quão terrível é o pecado, eu
acabei não vendo o que a cruz queria me
mostrar,
que o pecado foi vencido
apesar de tudo isso.
Por isso a alma precisa de mover do
trono
sabe?
Qualquer coisa.
Você, é,
é
só está adorando a Deus quando você as
proporções começam a ficar adequadas.
Jesus nos ensina a pedir: "Dá-nos hoje o
nosso pão de cada dia". Pão é o quê?
Necessidade.
É o suficiente para o caminho, é a
dependência diária. Mas nosso coração
facilmente transforma o pão em trono.
Em a razão da nossa paz, o nosso
sustento. Dizemos: "Eu preciso daquela
promoção.
Eu preciso, Deus, que essa pessoa me
ame. Se ela me abandonar, minha vida
acabou".
Então eu santifiquei algo que não é
Deus. Como a sua vida acabou?
Se você tivesse começado com a cruz
com
a santificação do nome de Deus, aquilo
doloroso, ia ter o seu próprio lugar.
Mas ia ter um lugar
proporcional.
Ou quando você diz "Eu preciso que o
diagnóstico seja favorável, eu preciso
que meu plano dê certo". A palavra
preciso
está sendo duas vezes usada de maneira
estranha, né?
Porque pode significar duas coisas. Pai,
isso é importante. Eu coloco diante de
ti, eu preciso de pão
pro meu corpo. Ou pode dizer o seguinte:
"Sem isso, minha vida não vai ter paz,
tranquilidade, eu vou ficar ansioso e
não vou desfrutar de ti".
Se é isso que você quer dizer com o "Eu
preciso", então é óbvio que isso é
o oposto de santificar o nome de Deus.
No segundo caso, já não estamos nós
pedindo pão, estamos adorando o pão.
Estamos dizendo que ele é a fonte da
nossa alegria, da nossa paz.
E nenhum volume de pedidos são produtos
pais quando o objeto pedido é exatamente
aquilo que eu fiz ocupar o lugar de
Deus.
Podemos repetir o pedido 1.000 vezes,
procurar novas promessas, pedir que
outros orem junto conosco, jejuar,
chorar e ainda assim a ansiedade
permanece. É lógico.
O pão não pode me dar paz.
Você está exigindo a sobrevivência do
seu ídolo e está dizendo "Senhor, eu não
posso viver se meu ídolo não viver".
Isso santifica o nome de Deus? Não é
exatamente o oposto? A Bíblia diz: "Não
andem ansiosos por coisa alguma, mas em
tudo pela oração
verdadeira e súplica
e com gratidão". Antes de tudo, não
aconteceu nada ainda. Apresentem os seus
pedidos a Deus, porque eles são só
pedidos, não são deuses.
Não são coisas santificadas.
Eu já tenho gratidão.
Eu estou indo a ele porque ele é meu
pai.
Isso não é técnica para obrigar a mente
a relaxar, não é uma técnica
eh eh
psicológica.
Ações de graças e oração funciona quando
Deus é santificado.
Senão eu continuo sendo o mesmo. Ah, mas
mas eu oro, oro, pastor, oro, oro, oro,
oro, oro, mas eu continuo santificado
pela tua própria oração
é ansiedade. Por quê? Porque eu estou
dizendo para Deus que sem isso aqui eu
não vou viver, eu estou santificando
aquilo.
E exatamente porque aquilo está
ameaçado, a minha vida está ameaçada.
Então você não ora, ora, ora e continua
ansioso, você não ora.
Adorar antes de pedir não é tentar
impressionar o pai, é lembrar o nosso
próprio coração, mesmo sem determinada
resposta, que o pai é o nosso tesouro.
Teu nome, Deus, deve ser santificado.
Tua face é mais importante para mim
agora do que tuas mãos trabalhando.
E esse pedido muda de textura.
Pai, eu desejo um trabalho, mas teu nome
vale mais do que minha carreira.
Tu é a fonte da minha paz.
Pai, eu desejo cura, mas tua presença é
muito mais profunda e real para mim do
que a saúde.
Quer eu viva, quer eu morra, eu sou teu.
Pai, eu desejo a reconciliação. Eu
desejo que esse relacionamento não não
se quebre, mas não vou transformar essa
pessoa no meu salvador,
na fonte da minha paz, na fonte do
sentido da minha vida.
Pai, me dá o pão, mas não permitas que
eu chame pão
aquilo que tomou o teu lugar.
Porque aí já não é mais só pão. Eu estou
orando por pão, estou orando pelo meu
Deus.
Pelo meu ídolo.
Essa oração
nos leva a descansar.
Porque santificou o nome de Deus.
Não porque recebeu garantia de que tudo
vai acontecer como nós desejamos, mas
porque repousa em alguém maior do que
aquilo que seria o resultado da oração.
Naquela oração eu santifiquei Deus. Não
santifiquei as coisas.
O coração ansioso diz: "Se Deus não me
der isso,
significa que ele não me me dará nada".
Não é?
A adoração responde: "Ele já me deu seu
filho. Se ele me der isso ou não, isso
é ah não mudou em nada a minha gratidão
a ele.
Ele já me deu seu filho amado.
Ele já me deu sua justiça.
Se ele não me der
esse trabalho, essa saúde, esse
relacionamento,
isso não é nada perto do que ele me
deu".
O pedido continua sendo um pedido
fervoroso.
A criança pode pedir com lágrimas, pode
insistir, pode voltar, mas já não
precisa manipular, ameaçar ou
interpretar
a resposta de Deus como se ele me ama ou
não me ama, se ele se importa ou se ele
não se importa.
Quando o nome de Deus é santificado, o
pão
é continua sendo algo bom e que eu posso
pedir, mas pão voltou a ser pão.
Relacionamento voltou a ser só
relacionamento.
Carreira voltou a ser só carreira.
Nada disso é Deus e nada disso está
sendo santificado por mim mais.
Ou Ou
é importante,
é necessário,
é recebido
das mãos de Deus com gratidão, mas não é
Deus.
Não é santificado.
Não é a fonte da minha vida.
Não é a razão da minha existência.
Não é objeto da minha adoração.
>> [roncando]
>> Não é Deus. Então, a adoração não muda o
tamanho real de Deus, você vê,
mas muda o tamanho
de como eu percebo as coisas diante
dele.
Imagine entrar em um quarto escuro e ver
uma sombra enorme na parede, assim.
Parece um monstro.
Ah,
assustador. E quando a luz se move, o
ambiente revela que aquilo era um era
uma coisa pequena, mas era como a luz
estava projetando na sombra, parecia um
um monstro, mas não era monstro nada. É
assim que acontece com a alma.
Quando Deus é pouco contemplado, o
problema se aproxima com uma luz, ele
continua sendo o que ele é.
Não é? Mas a luz fica errada e a sombra
que a gente vê é monstruosa, não é?
A opinião de uma pessoa parece decidir o
nosso valor.
A perda parece apagar todo o nosso
futuro.
Um relacionamento parece a razão da
nossa existência.
Um atraso parece provar que Deus falhou.
Tá vendo?
Parece um monstro,
porque eu estou vendo com a luz errada.
Santificado seja o seu nome é aquilo que
vai colocar a luz no lugar certo. Aí eu
vou ver, caramba, era um rato. Pensei
que era um monstro.
Não é? Pensei que aquilo ia me engolir
vivo. Pensei que era um dinossauro.
As pela sombra que eu tava vendo, mas
agora que eu tô vendo com a luz certa,
esse troço pode ser pisado por mim.
É pequeno.
Coloco o medo ao lado da soberania.
Então a sombra.
Vai lá para baixo. Coloca a morte ao
lado da ressurreição.
Então a morte não tem mais aquela sombra
horrível.
Tudo volta ao foco. Isso não é negar a
realidade. O cristianismo não chama
câncer de detalhe.
Luto de ilusão ou injustiça de
mal-entendido.
O louvor bíblico pode mais ser entre
lágrimas.
Os salmos adoram
em cavernas, em desertos, em noites sem
resposta. Adorar não é fingir que aquilo
não é um deserto.
Que aquilo não é uma caverna.
Que o meu filho não está querendo me
matar, no caso de Absalão e Davi, por
exemplo.
É negar que aquilo seja uma escuridão
absoluta.
Que aquilo seja um monstro. Que aquilo
seja realmente a perda de algo que eu
santificava.
A alma sem adoração, ela fica oscilando
entre duas deformações. Ou
absolutiza o sofrimento e se desespera.
Ou minimiza o sofrimento e torna ele
superficial. Ah, você deve passar por
cima disso. As duas coisas estão
erradas. A adoração permite dizer as
duas coisas ao mesmo tempo. Isso é
terrível e Deus é infinitamente maior.
Eu não minimizo a dor.
Mas eu não vejo ela maior do que ela é
na comparação com o que Deus é.
Você vê, eu não preciso dizer: "Ah, eu
tô desesperado, essa dor é um monstro".
Nem dizer: "Isso não é nada, vamos
enfrentar, vamos fazer isso aí". É
estoicismo, hã?
Não, não, não. Eu posso dizer isso aqui
é terrível. Um filho querer matar o pai,
querer tomar o seu trono, é horrível.
Mas Deus é infinitamente maior do que
isso.
Você vê, eu não preciso mentir.
Não preciso fingir.
Também cura a nossa relação com as
coisas boas. Quando Deus é santificado,
podemos desfrutar a criatura sem exigir
da criatura nada eterno. Não exigimos do
nosso cônjuge nada
salvador da nossa alma, salvador da
nossa alegria, salvador da nossa paz.
Podemos então desfrutar
do dom do casamento
sem exigir que ele seja mais do que o
que ele é.
Uma pessoa, um pecador como eu.
Recebemos o trabalho sem fazer dele a
nossa identidade.
Porque aí, para nos sentirmos cada vez
mais importantes, precisamos que o
trabalho cada vez vá mais longe, mas
sempre tem pessoas em outros lugares.
Amamos a família, mas a nossa família
não é o Messias, não é o ungido.
Cuidamos do corpo, mas não adoramos. A
ideia de que eu vou, sabe, nós devemos
cuidar do corpo, é, emagrecer quando
tivermos que emagrecer, fazer os
exercícios que as pessoas falam, mas não
devemos esquecer que Jesus disse: "Quem
pode acrescentar um dia de vida à sua
vida?" Ninguém pode.
Fazer todos os exercícios não quer dizer
que eu vou viver mais do que eu ia
viver.
Somente quem possui um tesouro que não
pode perder
pode amar tesouros temporários sem se
tornar Deus. Só se você tiver um
tesouro, esse aqui é imperdível.
Os outros tesouros podem ser coisas que
podem ser amadas, mas perdidas.
Então, se Deus é o seu tesouro, você
pode dizer: "Minha esposa também é um
tesouro.
Meu esposo, minha carreira, minha saúde,
o pão,
mas não é
o imperdível. A adoração, então, você
vê, não empobrece a vida. Ela devolve
sabor à vida. Nos faz nos relacionarmos
eh e desfrutarmos do que Deus nos dá de
maneira profunda. Quem tenta obter tudo
de uma coisa acaba incapaz de
desfrutá-la.
Você não pode desfrutar uma carreira que
é o seu Deus.
O medo de perder acompanha cada prazer.
Você não pode desfrutar o casamento que
virou o seu Deus, porque cada vez você
está mais velho, cada vez está mais
perto da morte, cada vez está mais perto
de disso e daquilo.
Mas quem recebe a coisa das mãos do pai
pode agradecer
sem se agarrar como um condenado, como
se aquilo fosse a sua vida.
Quando Deus é pequeno, nada vai bastar,
queridos.
Tudo vai ser medo
e ansiedade.
Quando Deus é grande aos olhos do
coração, até o pão diário se torna um
milagre.
Você recebe das mãos dele. O mundo não
precisa ficar maior para que a alma
tenha paz.
Deus precisa ser visto como ele é
para que a alma tenha paz.
Essa é a paz de Deus. No princípio, o
tentador não começou negando que Deus
existia.
O tentador começou interpretando o
caráter de Deus. Entenda, todos os
nossos pecados,
toda a nossa idolatria flui do mesmo
jeito. Nós
julgamos o caráter de Deus. Havia um
jardim,
havia muitas dádivas.
Havia uma quantidade enorme. Havia
árvores agradáveis, havia alimento,
beleza, trabalho, comunhão, presença,
cheiros e sabores.
Deus havia dito, em essência, tudo isso
é de vocês. Apenas uma árvore não deve
ser
tocada. A serpente apontou para essa
única proibição e disse:
Sem isso vocês não vão ser felizes.
E isso fez o o homem esquecer de toda
bondade de Deus.
Por causa de uma coisa.
Está vendo aquilo que ele não deu?
Então, essa é a prova de que ele não é
bom.
Ele deu tudo.
Mas está vendo aquela única coisa que
ele não deu? Essa é a prova de que ele
não é bom para você.
Se realmente amasse vocês, ele não
colocaria nenhum limite.
Ele se negou uma única coisa, no fundo
ele quer negar tudo.
Essa mentira atravessou a história e
chegou intacta ao nosso peito. Deus
concede 1000 misericórdias no dia, mas
uma porta fechada acabou com a tua vida.
Deus te dá 1000
bênçãos continuamente.
A carreira se foi, acabou com a tua
vida.
Um único fruto, uma única coisa.
Deus te deu o seu filho, mas se aquilo
ali não aconteceu, então acabou com a
sua vida.
É a mesma coisa. Ele sustenta, ele
perdoa, ele corrige, ele alimenta, ele
preserva, ele promete glória, mas se uma
oração tua não é respondida, ah, você
entra em problema, você tem que
parafuso. Como assim? Eu tenho o
paraíso, mas não posso, não posso ter
isso?
É a velha voz do jardim. Por que ele não
me deu tudo que eu queria?
Eu sigo aquela lógica do de Satanás de
que então ele não é bom.
O pai disse: "Hoje não iremos ao lugar
que você deseja, mas podemos fazer outra
coisa".
A criança responde: "Então eu não quero
nada". Essa é basicamente o que o homem
faz.
Nossa oração frequentemente revela essa
mesma imaturidade infantil.
Não sabemos apenas pedir.
Exigimos que o pai prove todo dia
através disso a a bondade, mas diz:
"Deus prova o seu amor para conosco,
porque ele deu o seu filho para morrer
quando nós éramos ímpios". É assim que
ele prova. Ele não prova
a cada coisa que eu achava e que
certamente eu estou santificando e que
acho que Deus tem que fazer. Então, isso
não é adoração. Por isso a adoração é
necessária antes de qualquer petição.
Ela nos faz percorrer novamente o jardim
e olhar para tudo que Deus nos deu.
E então, aquela única coisa é
insignificante.
Obriga a alma a contar as misericórdias,
aquelas que nós estamos esquecendo.
E acima de tudo, nos leva ao calvário,
onde a suspeita contra o coração de Deus
é desmentida com o seu próprio sangue.
Como ele não nos daria o que fosse bom
para nós, se ele nos deu o seu filho,
Paulo diz.
Que O que é isso comparável com o seu
filho?
Se ele não negou o filho, ele não nega
nada que seja realmente bom para nós.
Então, aquele que não poupou o próprio
filho, não pode ser mesquinho.
Se você acha que ele é mesquinho, você
não tem nenhuma visão do que ele ter
dado o seu filho.
A cruz não promete que receberemos tudo
que imaginamos ser bom.
Promete algo muito, muito maior. O pai
não vai reter nada que seja necessário
para nos conformar à imagem do seu
filho.
Nada.
Às vezes o seu amor dá.
Às vezes o seu amor nega.
Às vezes o seu amor demora.
Às vezes o seu amor arranca de nossas
mãos algo que estávamos chamando de
vida. Isso é minha vida. Isso é meu
nome. Isso é minha identidade. Isso é
minha paz.
Mas o caráter do pai não muda com a
forma da providência.
Então, santificado seja o seu nome
é responder à serpente que todo dia está
falando conosco.
Não vou interpretar Deus a partir da
árvore que eu não posso tocar.
Eu vou interpretar ele por todo o jardim
do Éden.
Eu vou interpretar a árvore que Deus
disse para não tocar
a partir do Deus que me deu seu filho.
É assim que eu interpreto ele. Assim
todas essas coisas que eu não posso ter
ou que eu vou perder são
insignificantes.
A adoração cura a suspeita porque volta
os olhos para a prova suprema, a prova
sobre todas as provas. O pai
pode esconder seus caminhos e não contar
todas as coisas para o filho.
Mas a cruz já revelou seu coração.
Eu não tô tentando descobrir se o
coração de Deus é por mim,
se ele me ama,
se ele
é é é
fará todas as coisas para me conformar à
imagem. Eu não tenho nenhuma suspeita.
Então o seu não
não
está imune
àquilo que a serpente fez no Éden e
continua fazendo.
Interprete Deus por isso que você
agora não não tem. Em vez de interpretar
por tudo que ele é.
Então há capítulos que só serão
compreendidos na eternidade. Enquanto
isso a cruz é suficiente.
Porque nada é maior do que a cruz.
Eu não consigo entender isso isso isso,
mas o Deus provou seu amor para comigo
em que seu filho foi entregue na cruz.
Nada é maior.
Ela não explica cada perda,
mas proíbe qualquer conclusão de que
Deus não está sendo infinitamente bom
quando diz sim e quando diz não.
Ela não responde todos os porquês, mas
re- responde de uma vez por todas: ele
nos amou até a cruz, até tomar o cálice
da ira infinita.
O filho entregue é a resposta. Meu
coração não quer outra, não precisa de
outra.
Tudo o que eu preciso e sinto é que eu
devo santificar o seu nome.
Assim a fé pode chorar diante da árvore
proibida
e agradecer a Deus pelo jardim.
Ou seja, você pode chorar por uma perda,
mas você está infinitamente grato pelo
jardim,
começando pela cruz.
Então a gratidão flui.
A paz,
o consolo,
exatamente
disso.
Se não conseguimos confiar em Deus,
acabamos incapazes
de receber qualquer coisa como descanso.
Se Deus te der um emprego, vai ser um
tormento pensar em perdê-lo.
Se Deus te der a saúde, vai dar um
problema danado quando você ficar mais
velho e a saúde tiver um problema,
porque vai ter, né?
>> [roncando]
>> O prazer vem acompanhado da pergunta:
quanto tempo durará? Todo prazer tem
prazo.
Casamento é bom, mas ou a esposa vai
enterrar o marido ou ele vai enterrar
ela.
Ter filhos é bom, mas eles vão enterrar
seus pais.
Pior quando os pais têm que enterrar os
filhos.
Qualquer Você não é capaz mais de
receber nada bom de Deus quando alguma
coisa passou a ser maior que Deus.
O prazer vem acompanhado dessa pergunta,
quando O relacionamento vem acompanhado
do medo: quando serei abandonado?
Por outro ou pela morte, mas de qualquer
maneira eu serei.
A conquista vem acompanhada da
ansiedade:
e se eu perder isso?
E se eu não conseguir manter?
E se eu não for inteligente o
suficiente? A alma vai tentar se
proteger todo dia da decepção de perder.
Então ela não tem como agradecer
plenamente
com ações de graças
a Deus.
Porque aquilo
passou a possuir ela, mantém
distância,
começa a desconfiar de toda alegria,
porque você sabe que ela tem prazo de
validade disso. Começou bem, mas
provavelmente vai acabar mal.
Tá indo bem, então só pode agora ir para
pior.
A adoração cura essa visão sem nos
tornar pessoas ingênuas. O cristão sabe
que o mundo é caído.
Sabe que as pessoas mentem, as
instituições falham, corpos adoecem e
promessas humanas podem ser quebradas.
Ele sabe.
Santificar o nome de Deus não significa
santificar, é, é, é, que eu estou
santificando tudo o que acontece. Eu
estou santificando o próprio Deus diante
de todas as coisas.
Significa que acima de
toda desordem
há um pai
cuja sabedoria não falha.
Então podemos chamar o mal de mal sem
concluir que minha vida está
desgovernada,
sem alguém no governo que fará todas as
coisas adequadas para mim. Podemos
reconhecer a beleza sem transformar ela
em salvação.
Podemos amar pessoas imperfeitas sem
exigir delas divindade.
Amar pessoas imperfeitas já contando com
as suas imperfeições.
Podemos receber hoje sem possuir
garantia de amanhã,
porque quem me deu hoje
está garantido, apesar do amanhã não
estar, né?
Então a gratidão nasce quando a dádiva
está ligada ao doador.
Quando a própria dádiva começa a ter
valor próprio, eu não posso santificar
isso, porque eu já santifiquei outra
coisa.
Um copo d'água deixa de ser apenas água.
Quando você vê as coisas certas, a
gratidão nos flui, porque você não vê
mais um copo d'água como um copo d'água.
Você vê no copo d'água o cuidado de
Deus.
Uma refeição simples não é mais rotina,
você vê nisso a providência de Deus.
Quantas coisas foram necessárias para eu
ter esse prato de comida?
Tudo uma civilização funcionando.
Uma amizade deixa de ser acidente, você
vê como uma misericórdia temporária,
falha,
mas uma misericórdia
para a vida. A pessoa que não santifica
Deus
ou despreza
as dádivas ou as devora.
Despreza porque nada é suficiente. A
carreira não é suficiente, Deus dá o
trabalho, mas não é suficiente.
Deus dá a cara, mas ela não é
suficiente.
Ou então devora, porque tenta extrair
eternidade daquilo que não pode dar.
Então a adoração nos ensina a outra
postura: receber, agradecer, desfrutar
e soltar quando Deus disser para soltar.
Isso
é liberdade.
É liberdade.
É sermos livres, não a liberdade de
sentir pouco, mas de amar profundamente
sem transformar nenhum amor em
desespero.
O coração pode dizer: "Isso é precioso,
mas não é meu Deus, não é santificado.
Eu não vivo, não existo para santificar
isso.
Pode dizer:
a perda vai doer,
mas não vai mudar em nada tudo o que eu
sou em Cristo, nada, absolutamente nada.
Pode dizer: não compreendo a
providência, mas conheço
o pai por trás da providência. Quando o
santificado seja o teu nome se torna
verdade dentro de nós, o mundo volta a
ser o que ele deve ser, a criação de
Deus.
Não é o céu.
O céu não é a criação. Essas coisas que
muitas pessoas pensam: "Ah, o céu vai
ser maravilhoso porque não vai ter dor,
não vai ter aflição, não vai ter morte".
Você vê que tudo que a pessoa tá dizendo
ainda é a criação.
Ele não entendeu.
Tudo que ele chama de céu ainda é a
criação sem se degenerar.
Ainda não é Deus.
Ele só tá pensando numa criação que não
sofra.
Uma vida que não morre.
Uma saúde que não vai.
Uma beleza que não é destruída pela
feiura.
Mas isso tudo ainda é a criação. Isso
tudo ainda não é Deus.
Quando o santificado seja o teu nome se
torna verdade dentro de nós, o mundo
volta a ser sua criação. Não é o céu.
Contém sinais do céu. Aponta para algo
maior.
Não é seguro em si,
mas está nas mãos daquele que é a minha
segurança.
É isso. E assim o crente aprende a
louvar não apenas apesar das coisas, mas
através delas.
A flor aponta para uma beleza maior, o
pão aponta para um cuidado de de de de
nutrição muito maior do que o pão
realmente tem. O amor humano devia
apontar para o amor que não morre.
Meu verdadeiro marido.
Meu verdadeiro pai.
Minha verdadeira vida.
Se não aponta, se virou a própria vida,
então aquilo foi santificado.
E
como adorar? Jesus já colocou a resposta
nas primeiras palavras da oração: "Pai
nosso que estás nos céus". A adoração se
move entre duas verdades
que nunca podem ser separadas.
Ele é pai
e ele está nos céus. Se vemos apenas a
paternidade, poderemos fabricar um Deus
sentimental, né?
Eh, indulgente,
eh, moldando tudo para fazer o que nós
desejamos, porque ele tem uma visão
igual a gente de tudo. Um pai sem céu
se torna uma projeção das nossas
carências.
Se vemos apenas o céu e não o pai,
podemos imaginar aquela majestade fria
que não tá interessada nas coisas
pequenas da vida.
Um céu sem pai
para nós é um terror.
Por melhor e mais santo que o céu seja,
por muito mais santo que o céu seja, se
não é nosso pai, é o nosso juiz, então
estamos perdidos. É o maior terror da
vida.
Jesus une os dois.
Ele é pai, o pai é celestial e Deus
celestial é nosso pai.
A adoração cresce como um pêndulo santo.
Quanto mais contemplamos a altura de
Deus, mais espantosa é o fato,
mas espantoso é o fato de nos
aproximarmos dele. Mas espantosa é a
aproximação dele. E quanto mais
contemplamos sua aproximação,
mais bela se torna sua majestade.
Ele é o altíssimo
que
sustenta o universo e ele chama os seus
filhos pelo seu nome.
Ele sustenta todas as coisas pela
palavra do seu poder e ele ouve a oração
que mal consegue colocar as frases da
maneira mais sábia. Lá, então os céus
dos céus não pode contê-lo.
E ainda assim, ele habita
com o contrito, com os seus filhos.
Quando pensamos na paternidade humana,
percebemos, é, é, é, desejos profundos.
Um pai amoroso deseja o bem do filho.
Sofre com sua dor, se alegra com o seu
crescimento, mas o pai humano é
limitado.
Não é um pai do céu, é um pai como nós,
assim, um ser humano aqui. Pode amar,
mas não consegue proteger.
Pode desejar, mas não consegue realizar
o que deseja, depende de mil coisas. Mas
o nosso pai que está nos céus, seu amor
não é impotente.
Sua ternura não é frágil, sua vontade
não está presa ao acaso e sua sabedoria
não está limitada à terra.
Isso torna a sua paternidade
libertadora. Ao mesmo tempo, sua
paternidade torna os céus não
intimidadores,
porque ele é o Deus altíssimo.
Ele está em seu trono,
mas ele é meu pai.
O trono do universo é o trono daquele
que nos recebeu em Cristo. O poder
infinito não está contra nós, está a
nosso favor.
A majestade não é mais uma parede, é o
nosso abrigo.
A oração cristã não escolhe entre
reverência e confiança.
A reverência profunda
e a profunda cada vez mais a confiança,
porque nos mostra o poder infinito e o
valor infinito do pai. E a confiança
aprofunda a reverência, porque mostra
que esse rei desceu
para nos tornar filhos. Santificado seja
o seu nome nasce desse movimento. A alma
olha para cima e diz:
"Quem é grande
como tu? Tão grande tu és.
Ela olha para a cruz e diz: "Quão perto
tu chegaste,
quão longe tu foste para me alcançar".
Então o coração
aquece entre a altura infinita de Deus e
a proximidade dele na cruz. Duas coisas
que pareciam irreconciliáveis. Esse
movimento protege nosso coração da
familiaridade irreverente,
de tratar Deus não como Deus e do
formalismo sem afeição. Podemos falar
com liberdade, mas não com leviandade.
Ele é nosso pai, ele é nosso Deus.
E
nós podemos então realmente diariamente
santificar seu nome. Contém mais aqui.
Eu precisaria de mais, sei lá, uns 40
minutos para, é, para colocar todas as
peças do santificado seja o seu nome no
lugar. Mas eu acho que nós temos a
estrutura
pela qual podemos olhar todas as coisas
agora. Se oramos,
o que santificamos
e se realmente adoramos
a Deus, não pelo que falamos, mas
por como
essas palavras são sondadoras da nossa
vida
e das realidades espirituais. Pai nosso
que estás nos céus,
santificado
seja o seu nome. Vamos ficar de pé.
Vamos orar. Deus, obrigado. Ah, pai.
Há muito mais maravilhas que não vemos.
Mas então, Senhor pai, o que podemos
fazer a não ser chegar diante de ti e
orar como Davi dizer: "Abra os olhos do
meu coração para ver as maravilhas da
tua palavra". Abra, Deus.
Tu, Senhor pai, não podes fazer o, é, é,
não, o sol maior, porque Que sol é tu
mesmo, é infinito. Abre os nossos olhos
para ver mais luz, mais luz e ver todas
as coisas através da luz que tu és.
Para que o Senhor, Pai, que
tudo em nós
clame, anseie e deseje santificar apenas
o seu nome e nós percebamos rapidamente
quando estamos santificando outras
coisas
no teu lugar.
O que será, Pai,
é o empecilho à entrada na adoração,
na hora verdadeira oração. E então, que
nós possamos ser, ó Pai, ao perceber
isso antes de fazer nossos pedidos,
começarmos com a confissão: Deus, eu
santifiquei isso em teu lugar.
E só tu podes perdoar tão grande pecado.
Reordena os meus amores
para que eu ore de verdade.
Em nome de Jesus.
Amém.

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