Como Deus Reordena meus Amores | Josemar Bessa | Domingo 19 de Julho de 2026
20/07/2026
Como Deus Reordena meus Amores | Josemar Bessa | Domingo 19 de Julho de 2026
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
E pela manhã olhamos em Mateus 6, não é? Jesus nos ensinando a entrar em oração dizendo: "Pai nosso que estás nos céus". Essa foi a nossa meditação. E vimos como essas palavras resumem todo o evangelho. De uma maneira muito profunda em que pode revelar toda a nossa relação suposta com Deus não passar de paganismo. Mas depois de colocar diante daquele que é pai e está nos céus, depois de levar a essa compreensão, ele nos manda começar eh não pelas nossas necessidades. Assim que você compreendeu eh as bases do Pai Nosso que estás nos céus, ele então começa a oração e nos ensinar a orar não começando pelas nossas necessidades. Não começa pela doença, nem pela dívida, nem pelo medo, nem pela culpa, que poderia ser algo que a gente acharia que devia entrar logo, não é? O perdão do pecado. A primeira petição é essa: "Santificado seja o teu nome". Isso parece estranho para um coração acostumado a orar apenas quando alguma coisa dói. Se alguém ora muito quando tem problemas, é óbvio que a primeira coisa na sua oração não é: "Santificado seja o seu nome". Hã. Para nós, urgente sempre é naturalmente o que está te ameaçando. Você olha para o mundo, você olha para a vida, você olha e você nunca acha que a a maior necessidade desse mundo é santificar o nome de Deus. E você não acha que na sua vida a sua maior necessidade é santificar o nome de Deus. Naturalmente não é isso que você pensa. O que está mais me ameaçando agora é por onde eu devo começar. é a minha maior necessidade, não é? Então, para Jesus, urgente é aquilo que ocupa o trono. Essa é a coisa mais urgente na nossa vida. Antes de pedir que a circunstância mude, que as circunstâncias mudem fora de nós ou mudem nos nossos corpos, a alma precisa pedir que Deus volte a ser visto por nós como Deus. Ser glorificado como Deus. Isso é a coisa mais urgente. Santificar o nome de Deus não significa torná-lo santo, é óbvio, não é? Deus não recebe santidade de nós. Nós recebemos santidade de Deus. Só Deus é santo. Da mesma maneira que nós estávamos falando há pouco sobre Deus tem todo o poder, a Bíblia diz só Deus é santo, ele é separado, não é? Ele e a criação. Tudo é criação, só Deus é Deus. Ele é santo antes da nossa oração, é santo antes de criar, durante a nossa oração e ainda que ninguém ore, ele é santo. Portanto, santificar o nome é reconhecer, amar, honrar e tratar ele como supremo é que ele é infinitamente. E Jesus está dizendo: "Essa é a sua maior necessidade. Você está com problema? Então, nisso a sua maior necessidade é santificar o nome de Deus". É dizer que teu nome pese mais do que o meu, que teu nome pese mais do que essa cidade, que teu nome pese mais que esse país, que esse mundo, que esse universo, que a tua glória seja mais preciosa para mim do que meu conforto, do que a sensação daquilo que está é me afligindo ou a minha dor, que a tua vontade seja mais bela que os meus planos, todos eles. Muito mais importante é o teu nome ser santificado do que um plano meu ser realizado. Que a tua aprovação seja mais decisiva para mim do que todo o aplauso humano, que nisso que eu vou fazer ou que em tudo que eu faça, a coisa mais alta que eu veja seja o teu nome ser santificado. Então uma palavra antiga, né, santificado precisa permanecer porque nenhuma palavra comum parece carregar toda a força dessa palavra. Santificar é separar como incomparável. Separado. Jesus disse: "Eu me santifico a mim mesmo, me separo para fazer o que fez por causa de nós". Então santificar é separar como incomparável, que nada seja comparável ao seu nome, nem as minhas aflições, nem os meus problemas, nem qualquer outra coisa no mundo. É tratar então como sagrado. Essa é a coisa mais sagrada que existe, mais sagrada que a minha vida, mais sagrada que qualquer coisa que eu ache importante, seu nome. Então é conceder a Deus o lugar que não pode ser dividido com nenhuma criatura ou com nada na criação. Então santificar o nome de Deus é realmente é ver que essa é a prioridade máxima em todas as coisas. Isso já reordena toda oração que vai vir depois. Nem o perdão do meu pecado deve ser por alguma razão que eu encontro em mim mesmo. Ah, eu não quero ir para o inferno, né? Eu não quero ser condenado. O perdão do meu pecado é antes de mais nada algo porque o meu pecado é o oposto de santificar o nome de Deus. Então aquilo que você considera supremo vai decidir o que você pedirá e aquilo que está subordinado como é subserviente ao que é mais importante. Isso vai decidir o que você temerá, o que você vai confessar na oração e como você vai reagir quando Deus disser não. Porque se o toda oração foi movida por santificar o nome de Deus, é óbvio que o não de Deus é o que mais santificará o seu nome, portanto isso me satisfaz, porque minha primeira preocupação era santificar o nome de Deus e não qualquer outra coisa que venha depois. Se o conforto for santificado, você vai pedir a Deus que proteja o seu conforto e se revoltará se ele não proteger o seu conforto. O que você santifica mais? O seu conforto, a sua saída de determinados problemas ou o nome dele? Se o nome dele é o que você santifica, se ele não tirar o a aflição, então você ainda vai entender que sua oração foi totalmente atendida. Ele fez o que santifica mais o seu nome. Quando Jesus diz que estava pronto na sua última oração e é pede ao pai que glorifique o seu nome, ah, é, o pai disse: "Eu tenho glorificado e glorificarei". Ou seja, Jesus tá dizendo que ele vai pra cruz pra santificar o o nome de Deus. Então se o sucesso for santificado, a oração se tornará uma ferramenta para preservar sua carreira. Você vai achar que como a sua carreira é a coisa mais santificada, consagrada pra você, a mais sagrada, então, ah, você só pode sair daquela oração grato e, é, é, é, pleno e, e, se a sua carreira for preservada, mas se o que é santificado e em vez de ser sua carreira é o nome de Deus, então você vai poder lidar com a perda da sua carreira. Se uma pessoa for santificada, Deus será procurado apenas pra impedir que essa pessoa se afaste, pra que ela, é, saia da minha vida. Eu não quero, oh, se eu santificar meu casamento, a única coisa que eu quero é que Deus proteja meu casamento. Se eu santificar, eh, eh, um filho, é a única coisa é Deus salvar o filho de, de eu perdê-lo. Mas quando o nome do pai é santificado, todas as outras coisas voltam para proporção correta. Minha carreira volta para o lugar certo, o relacionamento com meus filhos, com a minha esposa, com, com o esposo, não é? Então a necessidade continua real, a dor continua doendo. Ah, o pão continua sendo necessário, contudo, nada é Deus, nada é santificado. Eu não santifico o pão. Não santifico nada. O nome de Deus é santificado. É o que é sagrado. É o que é visto como o indispensável. Jesus começa a oração então restaurando o universo dentro da tua alma. Sem essa restauração, todo o resto da oração se tornou inútil e não é mais oração. Primeiro o pai, pai nosso. Depois o nome. Sabe? Primeiro o pai, o nome do pai, a glória do pai. É. Isso é o que vem primeiro, depois todas as demais coisas vão encontrar o seu lugar. Você já vai orar pelas outras coisas com elas no lugar certo. Nada é sagrado, nada é santificado na minha vida. Agora eu vou orar pela minha carreira, mas ela não é sagrada. Ah. Eu, eu já estou com o coração no lugar certo. Quando a Bíblia fala do nome de Deus, não está falando apenas da combinação de letras que formam o nome, não é? O nome revela a sua pessoa. Quando eu falo que seu nome seja, eh, santificado, estou falando a sua pessoa, o seu caráter, a sua beleza, quem tu és, a sua natureza. Então o nome carrega essa, essa, o próprio ser de Deus, né? O nome torna conhecida a glória daquele que se aproxima. Por isso, quando oramos "santificado seja o seu nome", não estamos apenas pedindo que as pessoas falem respeitosamente do teu nome. Que elas falem o teu nome com um temor, simplesmente. O que nós estamos pedindo é algo muito mais profundo. Pai, faz com que aquilo que tu és seja visto por todos. Através disso aqui, de todas essas coisas. Que aquilo que tu és seja amado e que aquilo que tu és seja tratado como a realidade suprema. Sobre todas as coisas. E que nada seja tratado como mais supremo, mais amado, o mais valioso. Que tua santidade não seja um conceito distante, porque se a sua santidade for um conceito distante, então teu nome não está sendo santificado. Que a tua misericórdia não seja uma palavra conhecida e pouco saboreada pelos corações, porque se for, teu nome não está sendo santificado. Que tua soberania não seja confessada pelos lábios, mas negada pela minha ansiedade. Porque senão não estou santificando o teu nome. Que tua beleza não seja eclipsada pelos pequenos brilhos daquilo que vai conter na minha oração, porque senão o seu nome não vai estar sendo santificado. Adoração, então, não é bajulação religiosa. Bajular alguém importante porque, é, eu posso ganhar vantagens bajulando quem é tão importante, tão poderoso. Adoração não é isso. Deus não é um governante inseguro que precisa ser elogiado para então cooperar conosco. Ele não se torna maior porque dizemos que ele é grande. Nós é que nos tornamos sãos quando finalmente enxergamos a grandeza de Deus. Quando finalmente enxergamos verdadeiramente que nossas carreiras são infinitamente menos importantes que ele, nossos relacionamentos, nossa saúde e nossa vida. Então o louvor não acrescenta a glória a Deus como quem acende uma lâmpada em um sol apagado, não é? O louvor abre os olhos para ver o sol e para ver tudo através do sol. É o que o louvor faz. Não é? Então por isso santificar o nome é um pedido por visão. Mostre-me quem tu és. E mostre quem tu és através disso que eu estou vivendo agora. Liberta-me das caricaturas que eu fiz de ti. Quebra a ideia de um Deus pequeno, manipulável pelas minhas, a gente viu, né, desde Jesus falando que a oração pagã acha que a causa de ser ouvido está em nós, porque oramos muito, porque obedecemos muito. Quebra a ideia de um Deus pequeno, manipulável, útil para os meus projetos, porque isso não é santificar o seu nome, isso é desprezar o seu nome quando eu acho que tu és útil, que tu és útil por causa que porque você tu vai salvar minha carreira. Como se a carreira minha fosse a coisa sagrada a ser santificada por mim. Faz-me contemplar tua majestade sem fugir e tua ternura sem abusar dela. Há uma adoração que usa palavras corretas e ainda não se rende, né? Podemos chamar Deus de santo e continuar justificando um pecado, dando nomes humanistas seculares para eles. Então por que que estamos chamando Deus de santo se a gente está justificando aquilo que é contra a sua santidade? Podemos chamá-lo de soberano e viver como se tudo dependesse de nós, que é a raiz da ansiedade, né? O que eu não controlo me desespera. Podemos chamá-lo de pai e nos aproximar dele como inquilinos que estão esperando receber pagamento, porque fizemos alguma coisa, supostamente. Jesus não nos ensina apenas uma frase aqui: "Santificado seja o seu nome". Ele nos ensina qual deve ser a posição da nossa alma quando oramos ao Pai Nosso. "Santificado seja o seu nome" significa: "Teu nome terá a última palavra contra meus sentimentos. Teu nome terá a última palavra contra as minhas necessidades. Teu nome terá a última palavra sobre todas as coisas nesta vida. Tua verdade é que vai interpretar a minha vida. Minha vida não vai interpretar a tua verdade. Teu caráter, porque isso tudo faz parte do nome de Deus, do ser. Teu caráter vai julgar minhas suspeitas. Tua glória vai ser o padrão pelo qual todas as outras glórias serão medidas. Há uma glória no casamento. Há uma glória no trabalho. Há uma glória na na na vida. Mas essas glórias vão ser julgadas pela tua glória. E a tua glória nunca vai ser julgada por essas coisas. Isso é rendição, mas também é liberdade. Porque o coração foi criado para possuir um centro absoluto. Quando coloca algo pequeno nesse centro, ele passa a exigir daquilo que é pequeno o que não pode dar. Se eu consagro, se eu faço sagrada a minha carreira, eu vou começar a exigir da minha carreira que ela me dê paz, tranquilidade, alegria, e ela não pode fazer isso, não é? Quando eu coloco algo pequeno nesse centro, tudo sai do lugar, exige eternidade do trabalho, salvação vindo da minha família. É segurança. Ah, eu fico me sinto seguro com o dinheiro. Ah, eu é a ressurreição para mim é o meu romance aqui ser consertado. É como se eu tivesse voltando à vida. Mas quando o nome de Deus é santificado, a criatura deixa de ser esmagada pelo peso de ser Deus. A carreira vira só carreira. A paternidade vira paternidade. Vira o que devia ser. Deus recebe o trono, as coisas recebem limites. Isso aqui é importante, mas tem um limite. Isso aqui é importante, mas logo eu vou sair do mundo deixando tudo isso para trás. Isso é importante, mas eu posso perder. E a alma então começa o quê, queridos? Respirar. É isso que é vencer a ansiedade. Por isso que a ansiedade nunca é algo não espiritual. Ah, não, porque eu fico com medo, ah, vai. Então. Algo está sendo feito, algo está sendo santificado que não é Deus, minha vida. Se a minha vida está ameaçada, tudo entra em colapso. Minha carreira, se ela está sendo ameaçada, tudo entra em colapso. Porque aquilo é a coisa mais sagrada, eu santifiquei aquilo. Talvez essa ordem nunca tenha sido, eh, escrita, talvez você nunca tenha dito em voz alta: "Isso, o dinheiro, é o que me dá segurança". Mas o pecado é muito mais esperto que isso. Você não precisa dizer que o dinheiro te dá segurança, basta ver como você age quando tem dinheiro e quando não tem. Ainda assim o coração, você vê, responde. É como o coração responde que é a verdade, não o que eu digo. Então o coração responde quando aquilo que é sagrado está ameaçado, como? Com ansiedade. Ou então é uma coisa que ele responde com sonhos de que vai ficar tudo bem se isso acontecer, ou então com raiva. Porque aquilo se foi. Ele responde com aquilo que ele não pode perder de jeito nenhum na sua vida. Ou seja, ele santificou aquilo. Jesus coloca santificado seja o teu nome no início da oração porque sabe que o problema fundamental do homem não é apenas desejar coisas erradas, é desejar as coisas boas como se elas devessem ser santificadas. O problema do homem não é desejar, desejar saúde não é desejar algo errado, mas se eu santifiquei minha saúde de tal maneira que se ela começar a ter, eu entro em completo colapso, não é? É a paz, não há mais Então, é, a coisa boa. Então, Jesus sabe, o trabalho é bom, a família é boa, o casamento é bom, o descanso é bom, a reputação, nosso nome, é, é útil, a saúde é uma dádiva de Deus. Mas tudo se torna destrutivo quando recebe o tipo de devoção que pertence ao ser de Deus. Ou seja, tudo passa a ser destrutivo quando é santificado por mim. Se eu santifico minha vida, então quando a morte estiver chegando perto, tudo está desabando. Se eu santifiquei meu casamento, se acontecer um problema ali, eu vou perder o chão. Então, o pecado não precisa nos convencer de que Deus não existe. Na verdade, a maior parte do tempo ele nem está tentando fazer isso. Basta nos convencer que alguma coisa existe de uma maneira mais decisiva na sua vida do que Deus. De que alguma maneira é mais, deve ser mais santificada do que Deus na sua vida. Se ele te convence disso, não importa mais o quanto você acredite em Deus. Basta tornar a promoção mais luminosa e produ, é, é, e que produz alegria em você do que o nome de Deus. É, é. A aprovação das outras pessoas mais necessária do que o ser de Deus. O prazer mais urgente não ser Deus, ser outra coisa. E o futuro se torna ameaçador. Por quê? Porque eu não vou ter isso. É, mas você não vai ter Deus. Vou ter Deus, mas eu não vou ter isso. Então, agora o a ansiedade está me comendo. É isso. Então, a oração se desordena porque o amor já está desordenado. Tudo que vier de um coração, de um amor desordenado, não será oração de verdade, não é? Pedimos demais por aquilo que adoramos. Nos desesperamos assim. Pedimos pouco por aquilo, você vê, nós pedimos muito por aquilo que adoramos, mas pedimos pouco por aquilo que deveríamos adorar. Deveríamos adorar Deus. Adorar o nome de Deus, o ser de Deus. Mas nós pedimos mais por aquilo que adoramos e não adoramos. Ou seja, nós não estamos santificando, tememos perder os ídolos mais do que tememos desonrar o nome de Deus. Quando as coisas boas se vão, tudo que nós devíamos pensar, Jesus está dizendo, é: "Eu não desonrarei o nome de Deus porque a saúde está indo embora, porque esse relacionamento está acabando, porque aquilo lá". A questão toda é a honra do nome dele, como eu vou agir nisso. Mas aí não é assim que acontece. Jesus nos ensina então a começar pedindo que o primeiro amor seja colocado no primeiro lugar. Para que toda oração fique ordenada. Seja realmente a verdadeira oração ao Pai nosso e que vimos a a como ele se tornou assim. Então, não é um protocolo litúrgico o que Jesus está fazendo aqui de como ordenar a oração. É cirurgia. Antes de tocar as circunstâncias, o Senhor toca o centro que interpreta as circunstâncias. Se o centro que interpreta as circunstâncias santificou algo que não é Deus, então toda oração já se foi. Quando Deus é pequeno aos nossos olhos, todo o problema é enorme. Quando Deus é periférico, toda ameaça ocupa todo nosso horizonte, não conseguimos ver mais nada, a não ser aquilo que está ameaçado. Quando o nome do Senhor não é santificado, o mundo fica fora de escala, ele parece tudo maior do que é, todas as coisas da nossa vida parecem ser maiores e mais importantes do que elas são, mas a adoração, a verdadeira adoração, é a restauração da proporção de todas as coisas. Isso é adoração. A montanha continua alta, mas já não é infinita, porque eu estou olhando para o inverso. A perda continua dolorosa, mas não é o fim de todas as coisas. O pecado continua terrível, mas já não é o maior do que o sangue que foi derramado. A morte continua inimiga, mas ela não possui a última palavra. Você vê, nada disso está sendo santificado se isso é verdade. Santificar o nome do pai é permitir que a realidade de Deus volte a ser maior do que a realidade sentida. A realidade de Deus seja maior do que a morte, do que a saúde, do que a carreira, do que o romance, do que a paternidade. Mas se outra coisa for mais real para nós do que Deus, ou seja, ela que vai ser consagrada e protegida. Então, a oração vai deixar de ser uma tentativa de fazer Deus servir aos nossos amores, porque no início da oração, os nossos amores foram ordenados. E os outros amores estão muito abaixo do amor. Então, nós nunca vamos orar para que Deus se seja subordinado aos nossos amores, nossos amores menores. A oração então deixa realmente de ser essa tentativa de fazer Deus servir aos meus amores. E se torna o lugar em que nossos amores são julgados. Esse amor está certo? Essa minha reação à perda disso é Deus me mostrando que esse amor está desordenado. Eu estou santificando isso. Eu estou consagrando isso. Então nossos amores são julgados, purificados e colocados em ordem na verdadeira oração. Não oramos apenas para receber aquilo que desejamos. Oramos para aprender a desejar aquilo que Deus ama, o que mais santifica o seu nome. Portanto, no fim, eu sempre sinto dependendo, independente de como Deus responda, que a minha oração foi atendida. Porque o que eu queria era que o nome dele fosse santificado. E os amores estavam ordenados. Não entramos no quarto apenas para apresentar pedidos. Entramos para que o pai volte a ser nosso tesouro. Tra, ser tratado como nosso tesouro. Isso é adoração. A primeira obra da oração não é mudar o mundo ao redor, então, não é? É devolver Deus ao centro do nosso mundo interior. Essa é a primeira é a primeira coisa que a oração faz. Se ela não faz isso, ela não faz mais nada. A primeira coisa essa é a maior necessidade. Isso precisa acontecer todo dia. Porque o seu coração não se mantém em ordem sozinho. Se não houver essa manutenção, as coisas começam a ficar maiores. E elas começam a perder por proporção. Qual a necessidade, então, da oração diária, contínua diante de Deus? É essa. É a ordem do no interior, não a realização das coisas no mundo exterior. O que foi colocado no lugar correto pela manhã, outra coisa pode estar começando a querer assumir o trono no meio-dia. À noite, uma notícia, uma palavra de elogio, uma ameaça, uma lembrança pode deslocar novamente o centro de Deus para outra coisa. Por isso repetimos a petição, não porque o nome tenha deixado de ser santo, mas porque nós deixamos de tratá-lo como santo. Por causa de uma coisa que nós ouvimos, por causa de uma notícia, por causa de algo algo que aconteceu. Então nós repetimos, a oração diária é esse retorno do universo interior à órbita da santidade do ser de Deus. E a alma está então pedindo ao pai que não permita que nenhuma criatura cresça tanto aos nossos olhos a ponto de eclipsá-lo. Que tudo fique na sua ordem correta e assim eu possa lidar com todas as coisas neste mundo caído. Essa é a primeira coisa. Jesus disse: "Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas que gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas a fim de serem vistos". Ele não condena a oração pública, o próprio Jesus orou eh várias vezes diante das outras pessoas, a igreja reunida. O problema não é ser visto enquanto se ora, o problema é orar para ser visto. Ser visto enquanto se ora não é nada demais. A oração pode ser dirigida a Deus eh eh na gramática e aos homens na intenção. Ou seja, na gramática parece que eu tô conversando com Deus, mas na verdade eu estou falando com as pessoas que estão ouvindo. Então a boca diz: "Senhor", mas meu coração está pensando: "Olhem para mim". A a frase parece estar subindo ao céu, mas o desejo está procurando o aplauso da sala. É sobre isso que Jesus está falando. Essa é a hipocrisia que Jesus está expondo. Não necessariamente uma vida cheia de crimes escondidos, mas qualquer relação tua com Deus que dependa dos olhos dos homens, que fique mais intensa, que fique mais, parece mais real quando tem olhos humanos olhando do que quando não tem. Ela floresce diante de uma plateia, mas murcha quando você está sozinho. É isso que ele está falando. O hipócrita ama o lugar onde sua espiritualidade, nem parece, é, é, é bem espiritual, né? Ele, o, o, o hipócrita, Jesus está dizendo, ele, ele ama o lugar onde sua espiritualidade pode ser percebida, ou seja, ele pode ser percebido como alguém espiritual. A sinagoga e as esquinas se tornam então um palco. E o corpo assume uma postura devota, as palavras parecem profundas. Ele, ele não vai falar nada, é, é, é, é inadequado, mas nem casa ele fala coisas inadequadas, mas ele não vai falar ali, não é? Mas não existe encontro, não é? Jesus disse que essas pessoas já receberam sua recompensa. Elas não queriam santificar o nome de Deus, não é? Elas queriam ser vistas, foram vistas, queriam admiração. Talvez muitas pessoas passaram a achar que ela é espiritual, queriam reputação espiritual, conseguiram. Então não receberam Deus, porque elas já começaram não querendo santificar o nome de Deus. Elas estavam colocando outras coisas, é, santificando outras coisas, não é? Totalmente, é, é, em torno do ego. Esse é o horror da recompensa completa. É como se o castigo de Deus fosse você receber o que você queria. Você não queria aparecer? Apareceu. Esse é o seu castigo. Você não queria ser visto como um importante? Então você já foi visto. Era isso que você queria? Então conseguiu. Não precisa mais que eu faça nada na sua vida. O que você realmente queria não era santificar o meu nome. Você recebe o que você queria. Você queria o aplauso? Então você recebeu. Coração humano é capaz de transformar até a oração então em alimento para o ego. Jesus só queria nos mostrar que até a coisa que me parece mais espiritual pode ser a santificação de algo que não tem nada a ver com Deus. Pode usar confissão para parecer humilde. Pode usar lágrimas para parecer sensível. Então Jesus conta a parábola que o fariseu orava: "Ó Deus, obrigado que eu não sou como os homens", tal, né? >> [roncando] >> Então, é, Jesus diz: "Esse homem não desceu para casa". Porque é óbvio que ele é, é, estava girando em torno do ego. Então ele mostra a oração lá do, do pecador que foi justificado: "Ó Deus, sê propício a mim, pecador". E ele foi justificado. Mas você tem que perceber que até aquela oração do homem lá, se você fizer ela agora para parecer humilde, você é igual ao fariseu. Se você orar: "Senhor, sê propício a mim, pecador". Não está sentindo o seu pecado, não está, é, é, é, desejando glorificar a Deus, mas quer que as pessoas vejam que você não, não parece com fariseu, né? Então você está sendo fariseu. Então você vê até as palavras podem estar tudo errado. Pode falar da glória de Deus enquanto secretamente procura algum tipo de glória. Por isso Jesus nos envia para o quarto. Entre no seu quarto, feche a porta e ore ao seu pai que está em secreto. O quarto não torna ninguém automaticamente santo. Não pense que toda vez que você vai para o quarto orar, então isso já é santo. Isso não é santo. O quarto não nos faz santo. O secreto não nos faz santo. Podemos levar a imaginação, eh, eh, eh, de plateia para dentro dele. Hã? Podemos orar sozinhos pensando, eh, no que outros diriam se soubessem que nós oramos só, sozinhos assim. Contudo, o segredo remove grande parte do combustível da performance, porque de qualquer maneira ali não vai haver aplauso, reputação. O que Jesus tá dizendo que a beleza dessa oração é porque ali resta só o pai. Que é o que você devia santificar na sua oração. Resta aquilo que nós somos diante dele. A oração secreta, então, é um teste, porque nela o benefício exterior desaparece. Se você nessa oração em segredo orar de fato santificado seja o seu nome. E ainda desejamos estar ali, talvez, eh, eh, seja a evidência de que realmente desejamos Deus. E mais nada. Se buscamos o pai quando ninguém sabe, quando ninguém elogia, quando nenhum prestígio é produzido, então pode ser uma, uma marca de uma raiz verdadeira da santificação do nome de Deus. Então, esse quarto, você vê, não é uma fuga do mundo, é o lugar onde a máscara pede, eh, eh, eh, perde, eh, oxigênio e ela começa a ser arrancada das nossas vidas e a alma aprende a dizer: "Pai, somente tu vês e só basta". Porque isso é para santificar o seu nome. Isso é o suficiente. Então, é uma frase penetrante, não é? De alguém, eu não sei mais quem disse isso, já tanta gente disse que tanta gente disse que, eh, eh, aquilo que fazemos com a nossa solidão é a nossa verdadeira religião. Aquilo que somos quando estamos assim sozinhos e quando não temos nenhum compromisso, o que que que que meu coração deseja fazer? Então é isso. Quando não há tarefa urgente, quando ninguém exige nossa atenção, quando a agenda está calma, é quando eu só estou sozinho, porque eu posso estar sozinho, mas ter coisas para fazer. Mas é quando eu não tenho nada assim, não tem nada me apertando e a porta se fecha, para o que eu corro? O que eu acho melhor fazer com esse tempo? É isso. E é você corre mais fácil se não tem nada te apertando para aquilo que você mais ama. Hã, talvez é às vezes nossos pensamentos começam a a a viajar, né? Aí eu começo a pensar na casa que eu desejo possuir, a conversa em que finalmente eu vou ter para receber isso e aquilo. Talvez eu contemple o corpo que eu gostaria de ter. Então, para onde você vai quando está sozinho, sem nada te apertando, é a sua verdadeira aquilo que você está aquilo que você realmente consagra, não é? Santifica. E a solidão não cria o Deus, ela revela o altar. O altar onde eu estou eh sacrificando, não é? Então Jesus mostra que o segredo é decisivo porque ali os amores podem parar de representar. Diante dos homens, a gente às vezes faz aquilo que esperam de nós. No segredo, a gente faz aquilo que nosso coração realmente mais se deleita. É mais quer. Isso não significa que todo pensamento espontâneo seja idolatria, nem que o cristão passe cada minuto livre eh em êxtase eh devocional. Significa que existe uma direção habitual do coração que, de maneira geral, é É que o coração É é é se relaciona com isso. Existe um lugar para onde a alma volta quando ela não está sendo conduzida por obrigações externas. Não quer dizer que todas as vezes são assim, mas de maneira geral é o que caracteriza, é o que alimenta a sua imaginação. Ahn ahn a sua imaginação algum dia já foi algum lugar fora desse mundo? Paulo diz assim: "Pensei nas coisas que são de cima". Ele diz: "Olha, a a nossa leve momentânea tribulação não são como comparar com a glória que Mas é porque ele pensava muito nessa glória". De tal maneira que ele conseguia colocar ela contra as coisas Essa essa glória que em nós há de ser revelada enchia a mente dele de tal maneira que ele podia comparar ela com as outras coisas e pensar: "Isso aqui é pequeno perto disso". Mas se a minha mente nunca tá indo para esses para esse para essa glória, como é que eu posso fazer isso? Como é que isso pode ser realidade? Então qual o cenário interior promete finalmente dizer: "A sua vida valeu a pena"? Ahn a sua vida vale a pena? Essa pergunta pode doer, mas a dor é misericórdia. Deus não revela ídolos para nos deixar sem seu amor. Ele nos revela Sempre que Deus falou de ídolos com Israel era para trazer Israel para a verdadeira adoração. A santificar o nome certo, a santificar a coisa certa. O problema do ídolo não é apenas ser proibido. É ser cruel, né? Ele exige devoção, mas não oferece descanso. Ele fala as mesmas coisas que Cristo: "Vinde a mim". "Você que está cansado, venha para cá". "Venha, eu, carreira, vou te dar". Mas é mentira. Ahn eu, romance, vou fazer isso com isso com a sua vida, mas é mentira. Todos os ídolos falam a mesma coisa que Deus: "Eu vou te dar paz. Eu vou te dar felicidade. Eu vou te dar descanso para sua alma. Eles falam a mesma coisa, mas isso é mentira. Então é uma, não é, quanto mais contemplamos, é, mais nós, é, dependemos dele, porque os ídolos exigem então devoção. Devoção. Você tem que santificá-los. E quanto mais dependemos deles, mais nós tememos perdê-lo. Mas nossa vida entra em colapso se eles forem embora. E quanto mais tememos, mais nos tornamos escravos do nosso ídolo. Você vê que algo realmente, é, que que tenta, é, como o pecado tenta substituir Deus. Isso é o oposto do santificado seja o seu nome. A adoração secreta ao sucesso produz o quê? Produz comparação. Eu começo a comparar se estou recebendo. Adoração secreta para beleza produz vergonha quando eu sinto que, é, eu estou perdendo para outras pessoas na beleza. Adoração secreta ao controle produz ansiedade. Porque eu começo a descobrir sempre que a coisa foge do meu controle, eu não consigo mais ter paz. Porque eu nunca descansei em, em Deus realmente ser Deus. Então a adoração secreta é a aprovação, não é, é, é, produz uma vida governada por rostos humanos ou, é, rostos de criaturas. Então Deus é procurado apenas quando esse ídolo ou algum ídolo perde, é, ou está em perigo. Eu sinto mais necessidade de orar. É óbvio que aquilo é mais santificado do que Deus na minha vida. Porque quando aquilo não estava ameaçado, eu sentia menos necessidade de orar. Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o seu nome. Oramos quando a carreira é ameaçada a desabar. Oramos quando o relacionamento se rompe, oramos quando a saúde falha, não porque desejamos Deus ou porque desejamos que o nome de Deus seja santificado no nosso casamento ou na nossa carreira ou na nossa saúde. Mas porque desejamos que Deus proteja aquilo que nós desejamos mais do que ele. Desejamos que Deus junto conosco santifique algo que não é ele. Que não é o nome dele. Nós convidamos Deus para o nosso pecado. Nós convidamos Deus para nossa idolatria e chamamos isso de oração. Jesus não nos condena por levar nossas dores ao pai. Ele nos vai mandar, ele vai mandar pedir o pão diário. O problema é se aproximar de Deus e santificar o pão. Se aproximar de Deus para que ele com você santifique o pão como a coisa mais importante. O problema é se aproximar dele como se ele fosse um guarda-costas dos nossos deuses. Santificado seja o teu nome é uma oração contra essa escravidão. É uma oração é verdadeiramente é eu vos farei livres. É pedir que o secreto seja ocupado por uma beleza maior do que do pão, relacionamento, romance, casamento, carreira, saúde, algo mais belo do que essas coisas seja aquilo que eu santifique. Não por obrigação vazia, mas porque você viu uma glória maior em Deus do que no pão. Do que na vida. Ter o amor é melhor do que a vida. É quando essa frase parou de ser só uma frase bonita. É verdade. Eu santifico o nome de Deus e não santifico a vida e peço para Deus santificar a vida junto com comigo. Então muitas pessoas que intensamente quando a vida está em crise. Hã, quando o exame chega, quando o emprego ameaça, se for, quando o casamento treme, quando o médico pronuncia uma palavra lá, sei lá qual, que seja de alguma maneira assustadora, quando o filho se afasta, então a Bíblia aberta, o quarto secreto volta a ser frequentado, as promessas são procuradas, a voz suplica com urgência. Depois que a tempestade passa, tudo volta ao comum. Todos, o que eu queria santificar, me parece mais seguro e Deus me parece menos útil. Não é errado que a dor nos acorde. Deus usa aflições como sinos, né? Muitos que estavam adormecidos voltam a clamar porque a casa começou a tremer, mas a questão é se quando isso aconteceu, eu voltei, Deus me mostra que o maior problema não era a casa tremendo, era que eu santificava a casa. Se a oração vive apenas enquanto determinado tesouro está ameaçado, talvez esse tesouro, e não Deus, seja o centro da minha oração. Eu esteja dizendo: "Santificado seja a minha carreira. Santificado seja o meu relacionamento. Santificado seja o meu dinheiro". Jesus disse que o pai vem em secreto. Ele vê não apenas as palavras, mas a causa delas. Ele sabe quando queremos sua face e quando queremos apenas suas mãos. Porque nós achamos mais útil a mão de Deus fazendo coisas, o poder, né? A mão de Deus fala disso, né? Eh, estenda as tuas mãos e opere, Deus. Ou seja, me dê tua força. Tua face eu não acho tão bonita, mas eu adoro tua mão, tua força. Então, ele tá dizendo isso, ele sabe quando queremos mais sua face, hã, mais sua mão do que sua face. Davi disse: "Olha, que eu possa habitar na no no no teu templo e contemplar a tua glória. Tá vendo? Ele quer mais a face de Deus. >> [roncando] >> A inconsistência da oração pode revelar na verdade revela a inconsistência da adoração. E não da oração simplesmente. Quem ama a Deus apenas como solução terá pouco interesse quando os seus deuses estão protegidos. Aquilo que você santifica não está correndo risco. Quem vê Deus como meio descansará da oração assim que alcançar o que você queria. As coisas santificadas parecem não estar mais ameaçadas como estavam. Há sempre motivo para adorar a Deus porque Deus não deixa de ser Deus quando essas coisas estão ameaçadas. Porque essas coisas existiam para santificar o nome dele. E elas podem, o nome dele pode ser santificado na minha relação com a perda dessas coisas. Então, sua santidade continua brilhando. Sua beleza não diminui. Sua misericórdia ainda se renova a cada manhã quando aquelas coisas se vão. Sua sabedoria continua intacta. Inescrutável. Cristo continua precioso. A cruz continua sendo a coisa mais espantosa. Me gloriarei em nada não ser na cruz de Cristo. Então, quando essas aquelas outras coisas estão ameaçadas, a cruz ainda continua sendo a, a única coisa em que eu me glorio. Então, a ressurreição continua sendo a minha única esperança e não a minha saúde e não viver 100 anos. Porque mesmo que eu viva 100 anos, eu vou morrer. Minha esperança é a ressurreição. Não é a vida que não termina aqui. É fruto de ter encontrado no próprio Deus o bem que não depende de nenhuma coisa criada. Isso também nos impede de criar uma nova justiça própria. Não devemos dizer: "Eu oro regularmente, logo sou superior". Porque se não isso, se isso acontecer, a tua constância virou um palco. O que está sendo santificado é a o seu senso de disciplina e constância. A pergunta não é apenas quantas vezes entramos no quarto, mas o que você busca quando entra ali. É o que Jesus está dizendo: é santificar o nome de Deus. Procuramos um argumento para nos sentirmos melhores. Procuramos cumprir uma obrigação para silenciar nossa consciência que nos acusa. Ou procuramos o pai. A face do pai. O nome do pai. É isso. A graça nos chama a ser honestos. Talvez descubramos que temos usado Deus. Que nossa oração cresce e diminui conforme os nossos pequenos deuses. Ou conforme as coisas que nós santificamos no lugar de Deus. E você não precisa esconder essa descoberta de Deus, porque Deus já sabe. Não há. Você precisa levar a ele mesmo e confessar. Confessar a verdade: "Senhor, eu te busquei apenas quando minha vida doeu". Eu te tratei como uma ferramenta, me perdoe. Perdoe o grande pecado de desejar tuas mãos, mas não tua face. Foi o que eu fiz. Perdoe-me. Santifica teu nome em mim até que eu deseje não somente por aquilo que tu podes consertar, mas pelo que tu és mesmo. É para ele mesmo que nós temos que levar a realidade, em vez de tentar fingir que não é assim. Essa oração pelo menos já é o começo da cura. Ó Deus, eu tô orando mais porque eu tô doente, me perdoe. Eu estou orando mais porque estou com problema, me perdoe. Eu não estou santificando o seu nome. Talvez o secreto, ainda, quando eu confesso isso, ainda está pobre, não é? Mas pelo menos, é, é, é, é, é. Eu estou começando a ser reorganizado em meus amores. Não transforme essa fraqueza em um motivo para abandonar o quarto, você vê? Se transforme ela no motivo de confissão. Deus, eu estou mais constante oração porque eu estou com problema, me perdoe. Reordene os meus amores. O pai não recebe filhos por desempenho devocional. Então vá a ele com a sua pobreza. Deus, eu fiz essas coisas maiores do que tu és. Eu fiz isso maior, eu fiz o meu controle maior do que a sua soberania, agora eu estou ansioso, me perdoe. Me perdoe porque eu santifiquei outra coisa no teu lugar. Diga a verdade sobre sua distração. Leia uma promessa lentamente, contemple a obra de Cristo, o secreto não floresce pela violência, simplesmente, é, é, é, da culpa, mas pela repetida descoberta. Eu descobri, Deus, que eu valorizo mais essa relação do que o teu nome. E é para aqui que eu vou começar confessando o meu pecado. A A constância nasce menos do medo de falhar e mais do prazer crescente que você vai encontrar no pai. A constância verdade da verdadeira, é, oração. Então depois de dizer "Pai nosso", Jesus disse "Santificado seja o seu nome". Só depois vem pão, perdão e livramento. Essa ordem não é uma fórmula mágica, não significa que Deus se recusará a ouvir a oração, é, que começou com lágrimas por alguma razão, por alguma dor, por alguma uma perda. Há momentos em que a alma apenas consegue gritar socorro, como Pedro afundando nas águas. O pai não rejeita o filho ferido porque ele não seguiu uma sequência, a sequência está errada, não vou ouvir. Contudo, a ordem de Jesus revela uma dinâmica espiritual e é isso que é, é, é importante aqui. Ele, o, o louvor deve enquadrar o pedido, a adoração deve envolver a confissão, a visão de Deus deve interpretar o mundo, as minhas perdas, o que está ameaçado. Se a visão de Deus, se ele ocupar o, o lugar certo no horizonte, todas as outras coisas vão ser muito pequenas perto dele. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia é a oração sobre nossa necessidade no mundo. Perdoa as nossas dívidas é a oração sobre nossos pecados e nossa relação conosco mesmo também. Então, antes de olhar para o mundo e antes de olhar para si, o que o pecado fez, Jesus mandou olhar para o pai. E aí você vai olhar para o pão e para o pecado em relação a ele, não em relação a você. Porque o mundo visto sem Deus é um mundo esmagador. E eu mesmo, o meu pecado, se eu ver ele sem ver Deus como meu pai, ele é esmagador. E eu visto sem Deus, se eu não, eu não sinto o esmagamento, então mostra a minha arrogância e a minha, a minha falta de contato com a realidade. O louvor é a luz na qual todas as outras coisas são vistas corretamente. O pão, o perdão, o livramento, pelo que começamos pelo pedido, a necessidade já definiu o tamanho de Deus na minha vida. Já definiu que eu prefiro a mão dele do que a face. Então entramos dizendo: "Este problema, Deus, é enorme. Talvez tu sejas capaz de me ajudar, mas eu tô meio em dúvida, até por isso que eu tô com muito medo e muito ansioso. Porque esse pro esse esse esse problema é enorme, tu não é tão grande assim, não é? Mas quem sabe". Quando começamos pela adoração, dizemos: "Deus, tu és infinito". Agora você pode olhar para esse problema insignificante para ti. Para essa coisa que é uma dádiva tua, mas eu posso viver sem ela. Quando começamos pela culpa, o pecado pode ocupar toda a paisagem. Entramos como se a escuridão do coração fosse a realidade final e o que Cristo fez fosse menor do que o pecado. Porque meio que santificamos o pecado. Quando começamos pela glória, confessamos diante daquele cuja santidade torna o pecado mais grave, mas cuja glória da sua graça é maior do que o pecado. Então o louvor não diminui o pedido. O louvor, a adoração purifica o meu pedido. Não elimina a confissão do meu pecado, mas torna a confissão verdadeira. O pecado é terrível porque não santifica o nome de Deus antes de ser algo que o pecado faça em mim. Não nos distrai do sofrimento, impede que o sofrimento na nossa vida santificar o nome de Deus, ou nos distrai do sofrimento, ou nos faz perder contato com ele, mas nos faz, nos impede de ver o sofrimento como um Deus. Por isso a adoração não é uma introdução educada, antes de pedir eu tenho que falar umas coisas agradáveis, de chegar ao assunto que realmente importa. Que é o que eu quero, mas eu tenho que adorar um pouco, falar umas coisas bonitas primeiro para criar o clima certo. Esse é o assunto que torna todos os outros compreensíveis. Deus, eu só posso compreender essa dor, o tamanho que ela tem, diante da tua glória. É o que Paulo está dizendo, nossa leve e momentânea, você vê, ele pegou a aflição dele que não era nada leve e comparou com a santificação do nome de Deus, a glória de Deus. Aí aquilo pareceu pequeno. Porque agora o amor dele estava ordenado. E aquilo realmente é pequeno diante da face de Deus. Mas se as coisas não estão ordenadas, aquilo é enorme, ocupa todo o horizonte. Deus não precisa ser aquecido pelo nosso elogio, quando a gente elogia a Deus para poder fazer pedir o que a gente realmente está querendo, então a gente está realmente bajulando Deus. A gente está realmente achando que pode bajular Deus como bajula um ser humano para poder tirar dele aquilo que nós queríamos de verdade. Nós precisamos ser aquecidos pela verdade sobre Deus para que quando a gente apresente nossas necessidades, elas sejam infinitamente menores do que Deus, menos importantes do que eles e não sejam santificadas, porque a única coisa santificada foi Deus. Então santificado seja o seu nome significa, antes que eu fale do que me falta, me lembre quem tu és, que aí o que me falta não será tão grande, tão importante. Mas se eu não lembrar quem tu és, o que me falta vai se tornar um imenso, vai se tornar um Deus, vai se tornar algo que eu santifico e que eu não posso perder. Antes que eu descreva o problema, deixe que eu veja ele a luz da sua face e do seu valor. Deixe-me contemplar muito antes disso que eu perca o que Cristo é, o que ele me deu, o que ele trouxe para minha vida. A oração madura não apenas leva o mundo a Deus. A oração madura ela aprende a enxergar o mundo a partir de Deus. Olho para esse problema a partir da cruz, a partir do ser de Deus. Suas misericórdias se renovaram esta manhã sobre minha vida. Tu se deste a mim teu filho. Quando eu vejo, quando eu santifico o nome de Deus, aí eu volto de novo para olhar para o problema, eles já estão bem pequenos. Agora eles só são, é, razões pelas quais eu posso santificar Deus tendo eles ou santificá-lo não tendo eles. Por isso os salmos frequentemente começam embaixo e terminam em cima, né? Começam num tom grave. O salmista sempre entra cercado, confuso, abatido e ele não falsifica o sofrimento, contudo enquanto ele fala com Deus, ele sempre começa a dizer: "Mas tu és grande, tu és o Deus eterno, teu reino não tem fim". Aí você vai vendo que o salmo vai mudando e no final o cara ainda tá orando. Não aconteceu nada. Os inimigos não foram vencidos, o problema não saiu, Absalão ainda tá querendo matar Davi, Davi ainda tá no deserto, mas ele está lá nas nuvens. O que que aconteceu? Ah, o que, o que aconteceu? A circunstância não mudou, mas o centro mudou. Ele realmente orou. Os amores foram reordenados. O inimigo já não interpreta Deus. Deus interpreta o inimigo. Eu não começo ver mais Deus pela enormidade do meu problema. Eu começo ver o meu problema pela enormidade de Deus. É isso que os Salmos fazem. A noite já não define a aliança. A A aliança define como eu atravesso a noite. Esse é um dos grandes milagres da verdadeira adoração, do santificado seja o seu nome. Antes de alterar a providência, né? Antes da da providência de Deus alterar as coisas, ela altera o lugar de onde a providência é contemplada. E isso muda tudo. Há pessoas que dizem: "Eu sei que Deus me perdoou". Já sei que vai falar bobagem. Porque quando a pessoa diz isso, vai falar algo como se algo fosse mais importante que o perdão de Deus em Cristo. Ah, pastor, o o senhor tem que entender isso. Eu sei que Deus me perdoou, mas o problema, pronto. Pronto, daí para frente não pode vir nada bom. Porque eu já disse que eu sei que Deus me perdoou como algo pequeno, insignificante. O problema é esse aqui, pastor. Deus me perdoar tá bom, ele me perdoou, eu sei, mas isso aí não é muito importante. Isso aqui é importante. Como é que eu vou fazer, então? Então, eu sei que Deus me perdoou. E mas eu não consigo lidar com isso e com aquilo. Então, a frase parece humilde, mas revela uma consciência eh completamente insensível ao dom de Deus. Jesus falou para a mulher samaritana: "Se você conhecesse o dom de Deus e sua graça, você ia pedir a ele água viva. Você não ia pedir o que você tá pedindo, não é? E eh é muito comum assim. A cruz, não é? A cruz mostra eh quão grande o pecado é. Mas ela exalta mais a graça do que o pecado. >> [roncando] >> Quando nós começamos ver qualquer coisa maior do que Deus, nós não estamos honrando a Deus. A cruz realmente mostra uma enormidade do pecado que nós é, costumávamos não dar ao pecado. Mas a cruz não faz isso para mostrar que o pecado é imenso, gigante, invencível. A cruz mostra a enormidade do pecado para que você enxergue como a graça de Deus é infinita. No fim, se a cruz só consegue me mostrar quão grande é o pecado, quão poderoso é o pecado, quão terrível é o pecado, eu acabei não vendo o que a cruz queria me mostrar, que o pecado foi vencido apesar de tudo isso. Por isso a alma precisa de mover do trono sabe? Qualquer coisa. Você, é, é só está adorando a Deus quando você as proporções começam a ficar adequadas. Jesus nos ensina a pedir: "Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia". Pão é o quê? Necessidade. É o suficiente para o caminho, é a dependência diária. Mas nosso coração facilmente transforma o pão em trono. Em a razão da nossa paz, o nosso sustento. Dizemos: "Eu preciso daquela promoção. Eu preciso, Deus, que essa pessoa me ame. Se ela me abandonar, minha vida acabou". Então eu santifiquei algo que não é Deus. Como a sua vida acabou? Se você tivesse começado com a cruz com a santificação do nome de Deus, aquilo doloroso, ia ter o seu próprio lugar. Mas ia ter um lugar proporcional. Ou quando você diz "Eu preciso que o diagnóstico seja favorável, eu preciso que meu plano dê certo". A palavra preciso está sendo duas vezes usada de maneira estranha, né? Porque pode significar duas coisas. Pai, isso é importante. Eu coloco diante de ti, eu preciso de pão pro meu corpo. Ou pode dizer o seguinte: "Sem isso, minha vida não vai ter paz, tranquilidade, eu vou ficar ansioso e não vou desfrutar de ti". Se é isso que você quer dizer com o "Eu preciso", então é óbvio que isso é o oposto de santificar o nome de Deus. No segundo caso, já não estamos nós pedindo pão, estamos adorando o pão. Estamos dizendo que ele é a fonte da nossa alegria, da nossa paz. E nenhum volume de pedidos são produtos pais quando o objeto pedido é exatamente aquilo que eu fiz ocupar o lugar de Deus. Podemos repetir o pedido 1.000 vezes, procurar novas promessas, pedir que outros orem junto conosco, jejuar, chorar e ainda assim a ansiedade permanece. É lógico. O pão não pode me dar paz. Você está exigindo a sobrevivência do seu ídolo e está dizendo "Senhor, eu não posso viver se meu ídolo não viver". Isso santifica o nome de Deus? Não é exatamente o oposto? A Bíblia diz: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo pela oração verdadeira e súplica e com gratidão". Antes de tudo, não aconteceu nada ainda. Apresentem os seus pedidos a Deus, porque eles são só pedidos, não são deuses. Não são coisas santificadas. Eu já tenho gratidão. Eu estou indo a ele porque ele é meu pai. Isso não é técnica para obrigar a mente a relaxar, não é uma técnica eh eh psicológica. Ações de graças e oração funciona quando Deus é santificado. Senão eu continuo sendo o mesmo. Ah, mas mas eu oro, oro, pastor, oro, oro, oro, oro, oro, mas eu continuo santificado pela tua própria oração é ansiedade. Por quê? Porque eu estou dizendo para Deus que sem isso aqui eu não vou viver, eu estou santificando aquilo. E exatamente porque aquilo está ameaçado, a minha vida está ameaçada. Então você não ora, ora, ora e continua ansioso, você não ora. Adorar antes de pedir não é tentar impressionar o pai, é lembrar o nosso próprio coração, mesmo sem determinada resposta, que o pai é o nosso tesouro. Teu nome, Deus, deve ser santificado. Tua face é mais importante para mim agora do que tuas mãos trabalhando. E esse pedido muda de textura. Pai, eu desejo um trabalho, mas teu nome vale mais do que minha carreira. Tu é a fonte da minha paz. Pai, eu desejo cura, mas tua presença é muito mais profunda e real para mim do que a saúde. Quer eu viva, quer eu morra, eu sou teu. Pai, eu desejo a reconciliação. Eu desejo que esse relacionamento não não se quebre, mas não vou transformar essa pessoa no meu salvador, na fonte da minha paz, na fonte do sentido da minha vida. Pai, me dá o pão, mas não permitas que eu chame pão aquilo que tomou o teu lugar. Porque aí já não é mais só pão. Eu estou orando por pão, estou orando pelo meu Deus. Pelo meu ídolo. Essa oração nos leva a descansar. Porque santificou o nome de Deus. Não porque recebeu garantia de que tudo vai acontecer como nós desejamos, mas porque repousa em alguém maior do que aquilo que seria o resultado da oração. Naquela oração eu santifiquei Deus. Não santifiquei as coisas. O coração ansioso diz: "Se Deus não me der isso, significa que ele não me me dará nada". Não é? A adoração responde: "Ele já me deu seu filho. Se ele me der isso ou não, isso é ah não mudou em nada a minha gratidão a ele. Ele já me deu seu filho amado. Ele já me deu sua justiça. Se ele não me der esse trabalho, essa saúde, esse relacionamento, isso não é nada perto do que ele me deu". O pedido continua sendo um pedido fervoroso. A criança pode pedir com lágrimas, pode insistir, pode voltar, mas já não precisa manipular, ameaçar ou interpretar a resposta de Deus como se ele me ama ou não me ama, se ele se importa ou se ele não se importa. Quando o nome de Deus é santificado, o pão é continua sendo algo bom e que eu posso pedir, mas pão voltou a ser pão. Relacionamento voltou a ser só relacionamento. Carreira voltou a ser só carreira. Nada disso é Deus e nada disso está sendo santificado por mim mais. Ou Ou é importante, é necessário, é recebido das mãos de Deus com gratidão, mas não é Deus. Não é santificado. Não é a fonte da minha vida. Não é a razão da minha existência. Não é objeto da minha adoração. >> [roncando] >> Não é Deus. Então, a adoração não muda o tamanho real de Deus, você vê, mas muda o tamanho de como eu percebo as coisas diante dele. Imagine entrar em um quarto escuro e ver uma sombra enorme na parede, assim. Parece um monstro. Ah, assustador. E quando a luz se move, o ambiente revela que aquilo era um era uma coisa pequena, mas era como a luz estava projetando na sombra, parecia um um monstro, mas não era monstro nada. É assim que acontece com a alma. Quando Deus é pouco contemplado, o problema se aproxima com uma luz, ele continua sendo o que ele é. Não é? Mas a luz fica errada e a sombra que a gente vê é monstruosa, não é? A opinião de uma pessoa parece decidir o nosso valor. A perda parece apagar todo o nosso futuro. Um relacionamento parece a razão da nossa existência. Um atraso parece provar que Deus falhou. Tá vendo? Parece um monstro, porque eu estou vendo com a luz errada. Santificado seja o seu nome é aquilo que vai colocar a luz no lugar certo. Aí eu vou ver, caramba, era um rato. Pensei que era um monstro. Não é? Pensei que aquilo ia me engolir vivo. Pensei que era um dinossauro. As pela sombra que eu tava vendo, mas agora que eu tô vendo com a luz certa, esse troço pode ser pisado por mim. É pequeno. Coloco o medo ao lado da soberania. Então a sombra. Vai lá para baixo. Coloca a morte ao lado da ressurreição. Então a morte não tem mais aquela sombra horrível. Tudo volta ao foco. Isso não é negar a realidade. O cristianismo não chama câncer de detalhe. Luto de ilusão ou injustiça de mal-entendido. O louvor bíblico pode mais ser entre lágrimas. Os salmos adoram em cavernas, em desertos, em noites sem resposta. Adorar não é fingir que aquilo não é um deserto. Que aquilo não é uma caverna. Que o meu filho não está querendo me matar, no caso de Absalão e Davi, por exemplo. É negar que aquilo seja uma escuridão absoluta. Que aquilo seja um monstro. Que aquilo seja realmente a perda de algo que eu santificava. A alma sem adoração, ela fica oscilando entre duas deformações. Ou absolutiza o sofrimento e se desespera. Ou minimiza o sofrimento e torna ele superficial. Ah, você deve passar por cima disso. As duas coisas estão erradas. A adoração permite dizer as duas coisas ao mesmo tempo. Isso é terrível e Deus é infinitamente maior. Eu não minimizo a dor. Mas eu não vejo ela maior do que ela é na comparação com o que Deus é. Você vê, eu não preciso dizer: "Ah, eu tô desesperado, essa dor é um monstro". Nem dizer: "Isso não é nada, vamos enfrentar, vamos fazer isso aí". É estoicismo, hã? Não, não, não. Eu posso dizer isso aqui é terrível. Um filho querer matar o pai, querer tomar o seu trono, é horrível. Mas Deus é infinitamente maior do que isso. Você vê, eu não preciso mentir. Não preciso fingir. Também cura a nossa relação com as coisas boas. Quando Deus é santificado, podemos desfrutar a criatura sem exigir da criatura nada eterno. Não exigimos do nosso cônjuge nada salvador da nossa alma, salvador da nossa alegria, salvador da nossa paz. Podemos então desfrutar do dom do casamento sem exigir que ele seja mais do que o que ele é. Uma pessoa, um pecador como eu. Recebemos o trabalho sem fazer dele a nossa identidade. Porque aí, para nos sentirmos cada vez mais importantes, precisamos que o trabalho cada vez vá mais longe, mas sempre tem pessoas em outros lugares. Amamos a família, mas a nossa família não é o Messias, não é o ungido. Cuidamos do corpo, mas não adoramos. A ideia de que eu vou, sabe, nós devemos cuidar do corpo, é, emagrecer quando tivermos que emagrecer, fazer os exercícios que as pessoas falam, mas não devemos esquecer que Jesus disse: "Quem pode acrescentar um dia de vida à sua vida?" Ninguém pode. Fazer todos os exercícios não quer dizer que eu vou viver mais do que eu ia viver. Somente quem possui um tesouro que não pode perder pode amar tesouros temporários sem se tornar Deus. Só se você tiver um tesouro, esse aqui é imperdível. Os outros tesouros podem ser coisas que podem ser amadas, mas perdidas. Então, se Deus é o seu tesouro, você pode dizer: "Minha esposa também é um tesouro. Meu esposo, minha carreira, minha saúde, o pão, mas não é o imperdível. A adoração, então, você vê, não empobrece a vida. Ela devolve sabor à vida. Nos faz nos relacionarmos eh e desfrutarmos do que Deus nos dá de maneira profunda. Quem tenta obter tudo de uma coisa acaba incapaz de desfrutá-la. Você não pode desfrutar uma carreira que é o seu Deus. O medo de perder acompanha cada prazer. Você não pode desfrutar o casamento que virou o seu Deus, porque cada vez você está mais velho, cada vez está mais perto da morte, cada vez está mais perto de disso e daquilo. Mas quem recebe a coisa das mãos do pai pode agradecer sem se agarrar como um condenado, como se aquilo fosse a sua vida. Quando Deus é pequeno, nada vai bastar, queridos. Tudo vai ser medo e ansiedade. Quando Deus é grande aos olhos do coração, até o pão diário se torna um milagre. Você recebe das mãos dele. O mundo não precisa ficar maior para que a alma tenha paz. Deus precisa ser visto como ele é para que a alma tenha paz. Essa é a paz de Deus. No princípio, o tentador não começou negando que Deus existia. O tentador começou interpretando o caráter de Deus. Entenda, todos os nossos pecados, toda a nossa idolatria flui do mesmo jeito. Nós julgamos o caráter de Deus. Havia um jardim, havia muitas dádivas. Havia uma quantidade enorme. Havia árvores agradáveis, havia alimento, beleza, trabalho, comunhão, presença, cheiros e sabores. Deus havia dito, em essência, tudo isso é de vocês. Apenas uma árvore não deve ser tocada. A serpente apontou para essa única proibição e disse: Sem isso vocês não vão ser felizes. E isso fez o o homem esquecer de toda bondade de Deus. Por causa de uma coisa. Está vendo aquilo que ele não deu? Então, essa é a prova de que ele não é bom. Ele deu tudo. Mas está vendo aquela única coisa que ele não deu? Essa é a prova de que ele não é bom para você. Se realmente amasse vocês, ele não colocaria nenhum limite. Ele se negou uma única coisa, no fundo ele quer negar tudo. Essa mentira atravessou a história e chegou intacta ao nosso peito. Deus concede 1000 misericórdias no dia, mas uma porta fechada acabou com a tua vida. Deus te dá 1000 bênçãos continuamente. A carreira se foi, acabou com a tua vida. Um único fruto, uma única coisa. Deus te deu o seu filho, mas se aquilo ali não aconteceu, então acabou com a sua vida. É a mesma coisa. Ele sustenta, ele perdoa, ele corrige, ele alimenta, ele preserva, ele promete glória, mas se uma oração tua não é respondida, ah, você entra em problema, você tem que parafuso. Como assim? Eu tenho o paraíso, mas não posso, não posso ter isso? É a velha voz do jardim. Por que ele não me deu tudo que eu queria? Eu sigo aquela lógica do de Satanás de que então ele não é bom. O pai disse: "Hoje não iremos ao lugar que você deseja, mas podemos fazer outra coisa". A criança responde: "Então eu não quero nada". Essa é basicamente o que o homem faz. Nossa oração frequentemente revela essa mesma imaturidade infantil. Não sabemos apenas pedir. Exigimos que o pai prove todo dia através disso a a bondade, mas diz: "Deus prova o seu amor para conosco, porque ele deu o seu filho para morrer quando nós éramos ímpios". É assim que ele prova. Ele não prova a cada coisa que eu achava e que certamente eu estou santificando e que acho que Deus tem que fazer. Então, isso não é adoração. Por isso a adoração é necessária antes de qualquer petição. Ela nos faz percorrer novamente o jardim e olhar para tudo que Deus nos deu. E então, aquela única coisa é insignificante. Obriga a alma a contar as misericórdias, aquelas que nós estamos esquecendo. E acima de tudo, nos leva ao calvário, onde a suspeita contra o coração de Deus é desmentida com o seu próprio sangue. Como ele não nos daria o que fosse bom para nós, se ele nos deu o seu filho, Paulo diz. Que O que é isso comparável com o seu filho? Se ele não negou o filho, ele não nega nada que seja realmente bom para nós. Então, aquele que não poupou o próprio filho, não pode ser mesquinho. Se você acha que ele é mesquinho, você não tem nenhuma visão do que ele ter dado o seu filho. A cruz não promete que receberemos tudo que imaginamos ser bom. Promete algo muito, muito maior. O pai não vai reter nada que seja necessário para nos conformar à imagem do seu filho. Nada. Às vezes o seu amor dá. Às vezes o seu amor nega. Às vezes o seu amor demora. Às vezes o seu amor arranca de nossas mãos algo que estávamos chamando de vida. Isso é minha vida. Isso é meu nome. Isso é minha identidade. Isso é minha paz. Mas o caráter do pai não muda com a forma da providência. Então, santificado seja o seu nome é responder à serpente que todo dia está falando conosco. Não vou interpretar Deus a partir da árvore que eu não posso tocar. Eu vou interpretar ele por todo o jardim do Éden. Eu vou interpretar a árvore que Deus disse para não tocar a partir do Deus que me deu seu filho. É assim que eu interpreto ele. Assim todas essas coisas que eu não posso ter ou que eu vou perder são insignificantes. A adoração cura a suspeita porque volta os olhos para a prova suprema, a prova sobre todas as provas. O pai pode esconder seus caminhos e não contar todas as coisas para o filho. Mas a cruz já revelou seu coração. Eu não tô tentando descobrir se o coração de Deus é por mim, se ele me ama, se ele é é é fará todas as coisas para me conformar à imagem. Eu não tenho nenhuma suspeita. Então o seu não não está imune àquilo que a serpente fez no Éden e continua fazendo. Interprete Deus por isso que você agora não não tem. Em vez de interpretar por tudo que ele é. Então há capítulos que só serão compreendidos na eternidade. Enquanto isso a cruz é suficiente. Porque nada é maior do que a cruz. Eu não consigo entender isso isso isso, mas o Deus provou seu amor para comigo em que seu filho foi entregue na cruz. Nada é maior. Ela não explica cada perda, mas proíbe qualquer conclusão de que Deus não está sendo infinitamente bom quando diz sim e quando diz não. Ela não responde todos os porquês, mas re- responde de uma vez por todas: ele nos amou até a cruz, até tomar o cálice da ira infinita. O filho entregue é a resposta. Meu coração não quer outra, não precisa de outra. Tudo o que eu preciso e sinto é que eu devo santificar o seu nome. Assim a fé pode chorar diante da árvore proibida e agradecer a Deus pelo jardim. Ou seja, você pode chorar por uma perda, mas você está infinitamente grato pelo jardim, começando pela cruz. Então a gratidão flui. A paz, o consolo, exatamente disso. Se não conseguimos confiar em Deus, acabamos incapazes de receber qualquer coisa como descanso. Se Deus te der um emprego, vai ser um tormento pensar em perdê-lo. Se Deus te der a saúde, vai dar um problema danado quando você ficar mais velho e a saúde tiver um problema, porque vai ter, né? >> [roncando] >> O prazer vem acompanhado da pergunta: quanto tempo durará? Todo prazer tem prazo. Casamento é bom, mas ou a esposa vai enterrar o marido ou ele vai enterrar ela. Ter filhos é bom, mas eles vão enterrar seus pais. Pior quando os pais têm que enterrar os filhos. Qualquer Você não é capaz mais de receber nada bom de Deus quando alguma coisa passou a ser maior que Deus. O prazer vem acompanhado dessa pergunta, quando O relacionamento vem acompanhado do medo: quando serei abandonado? Por outro ou pela morte, mas de qualquer maneira eu serei. A conquista vem acompanhada da ansiedade: e se eu perder isso? E se eu não conseguir manter? E se eu não for inteligente o suficiente? A alma vai tentar se proteger todo dia da decepção de perder. Então ela não tem como agradecer plenamente com ações de graças a Deus. Porque aquilo passou a possuir ela, mantém distância, começa a desconfiar de toda alegria, porque você sabe que ela tem prazo de validade disso. Começou bem, mas provavelmente vai acabar mal. Tá indo bem, então só pode agora ir para pior. A adoração cura essa visão sem nos tornar pessoas ingênuas. O cristão sabe que o mundo é caído. Sabe que as pessoas mentem, as instituições falham, corpos adoecem e promessas humanas podem ser quebradas. Ele sabe. Santificar o nome de Deus não significa santificar, é, é, é, que eu estou santificando tudo o que acontece. Eu estou santificando o próprio Deus diante de todas as coisas. Significa que acima de toda desordem há um pai cuja sabedoria não falha. Então podemos chamar o mal de mal sem concluir que minha vida está desgovernada, sem alguém no governo que fará todas as coisas adequadas para mim. Podemos reconhecer a beleza sem transformar ela em salvação. Podemos amar pessoas imperfeitas sem exigir delas divindade. Amar pessoas imperfeitas já contando com as suas imperfeições. Podemos receber hoje sem possuir garantia de amanhã, porque quem me deu hoje está garantido, apesar do amanhã não estar, né? Então a gratidão nasce quando a dádiva está ligada ao doador. Quando a própria dádiva começa a ter valor próprio, eu não posso santificar isso, porque eu já santifiquei outra coisa. Um copo d'água deixa de ser apenas água. Quando você vê as coisas certas, a gratidão nos flui, porque você não vê mais um copo d'água como um copo d'água. Você vê no copo d'água o cuidado de Deus. Uma refeição simples não é mais rotina, você vê nisso a providência de Deus. Quantas coisas foram necessárias para eu ter esse prato de comida? Tudo uma civilização funcionando. Uma amizade deixa de ser acidente, você vê como uma misericórdia temporária, falha, mas uma misericórdia para a vida. A pessoa que não santifica Deus ou despreza as dádivas ou as devora. Despreza porque nada é suficiente. A carreira não é suficiente, Deus dá o trabalho, mas não é suficiente. Deus dá a cara, mas ela não é suficiente. Ou então devora, porque tenta extrair eternidade daquilo que não pode dar. Então a adoração nos ensina a outra postura: receber, agradecer, desfrutar e soltar quando Deus disser para soltar. Isso é liberdade. É liberdade. É sermos livres, não a liberdade de sentir pouco, mas de amar profundamente sem transformar nenhum amor em desespero. O coração pode dizer: "Isso é precioso, mas não é meu Deus, não é santificado. Eu não vivo, não existo para santificar isso. Pode dizer: a perda vai doer, mas não vai mudar em nada tudo o que eu sou em Cristo, nada, absolutamente nada. Pode dizer: não compreendo a providência, mas conheço o pai por trás da providência. Quando o santificado seja o teu nome se torna verdade dentro de nós, o mundo volta a ser o que ele deve ser, a criação de Deus. Não é o céu. O céu não é a criação. Essas coisas que muitas pessoas pensam: "Ah, o céu vai ser maravilhoso porque não vai ter dor, não vai ter aflição, não vai ter morte". Você vê que tudo que a pessoa tá dizendo ainda é a criação. Ele não entendeu. Tudo que ele chama de céu ainda é a criação sem se degenerar. Ainda não é Deus. Ele só tá pensando numa criação que não sofra. Uma vida que não morre. Uma saúde que não vai. Uma beleza que não é destruída pela feiura. Mas isso tudo ainda é a criação. Isso tudo ainda não é Deus. Quando o santificado seja o teu nome se torna verdade dentro de nós, o mundo volta a ser sua criação. Não é o céu. Contém sinais do céu. Aponta para algo maior. Não é seguro em si, mas está nas mãos daquele que é a minha segurança. É isso. E assim o crente aprende a louvar não apenas apesar das coisas, mas através delas. A flor aponta para uma beleza maior, o pão aponta para um cuidado de de de de nutrição muito maior do que o pão realmente tem. O amor humano devia apontar para o amor que não morre. Meu verdadeiro marido. Meu verdadeiro pai. Minha verdadeira vida. Se não aponta, se virou a própria vida, então aquilo foi santificado. E como adorar? Jesus já colocou a resposta nas primeiras palavras da oração: "Pai nosso que estás nos céus". A adoração se move entre duas verdades que nunca podem ser separadas. Ele é pai e ele está nos céus. Se vemos apenas a paternidade, poderemos fabricar um Deus sentimental, né? Eh, indulgente, eh, moldando tudo para fazer o que nós desejamos, porque ele tem uma visão igual a gente de tudo. Um pai sem céu se torna uma projeção das nossas carências. Se vemos apenas o céu e não o pai, podemos imaginar aquela majestade fria que não tá interessada nas coisas pequenas da vida. Um céu sem pai para nós é um terror. Por melhor e mais santo que o céu seja, por muito mais santo que o céu seja, se não é nosso pai, é o nosso juiz, então estamos perdidos. É o maior terror da vida. Jesus une os dois. Ele é pai, o pai é celestial e Deus celestial é nosso pai. A adoração cresce como um pêndulo santo. Quanto mais contemplamos a altura de Deus, mais espantosa é o fato, mas espantoso é o fato de nos aproximarmos dele. Mas espantosa é a aproximação dele. E quanto mais contemplamos sua aproximação, mais bela se torna sua majestade. Ele é o altíssimo que sustenta o universo e ele chama os seus filhos pelo seu nome. Ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder e ele ouve a oração que mal consegue colocar as frases da maneira mais sábia. Lá, então os céus dos céus não pode contê-lo. E ainda assim, ele habita com o contrito, com os seus filhos. Quando pensamos na paternidade humana, percebemos, é, é, é, desejos profundos. Um pai amoroso deseja o bem do filho. Sofre com sua dor, se alegra com o seu crescimento, mas o pai humano é limitado. Não é um pai do céu, é um pai como nós, assim, um ser humano aqui. Pode amar, mas não consegue proteger. Pode desejar, mas não consegue realizar o que deseja, depende de mil coisas. Mas o nosso pai que está nos céus, seu amor não é impotente. Sua ternura não é frágil, sua vontade não está presa ao acaso e sua sabedoria não está limitada à terra. Isso torna a sua paternidade libertadora. Ao mesmo tempo, sua paternidade torna os céus não intimidadores, porque ele é o Deus altíssimo. Ele está em seu trono, mas ele é meu pai. O trono do universo é o trono daquele que nos recebeu em Cristo. O poder infinito não está contra nós, está a nosso favor. A majestade não é mais uma parede, é o nosso abrigo. A oração cristã não escolhe entre reverência e confiança. A reverência profunda e a profunda cada vez mais a confiança, porque nos mostra o poder infinito e o valor infinito do pai. E a confiança aprofunda a reverência, porque mostra que esse rei desceu para nos tornar filhos. Santificado seja o seu nome nasce desse movimento. A alma olha para cima e diz: "Quem é grande como tu? Tão grande tu és. Ela olha para a cruz e diz: "Quão perto tu chegaste, quão longe tu foste para me alcançar". Então o coração aquece entre a altura infinita de Deus e a proximidade dele na cruz. Duas coisas que pareciam irreconciliáveis. Esse movimento protege nosso coração da familiaridade irreverente, de tratar Deus não como Deus e do formalismo sem afeição. Podemos falar com liberdade, mas não com leviandade. Ele é nosso pai, ele é nosso Deus. E nós podemos então realmente diariamente santificar seu nome. Contém mais aqui. Eu precisaria de mais, sei lá, uns 40 minutos para, é, para colocar todas as peças do santificado seja o seu nome no lugar. Mas eu acho que nós temos a estrutura pela qual podemos olhar todas as coisas agora. Se oramos, o que santificamos e se realmente adoramos a Deus, não pelo que falamos, mas por como essas palavras são sondadoras da nossa vida e das realidades espirituais. Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o seu nome. Vamos ficar de pé. Vamos orar. Deus, obrigado. Ah, pai. Há muito mais maravilhas que não vemos. Mas então, Senhor pai, o que podemos fazer a não ser chegar diante de ti e orar como Davi dizer: "Abra os olhos do meu coração para ver as maravilhas da tua palavra". Abra, Deus. Tu, Senhor pai, não podes fazer o, é, é, não, o sol maior, porque Que sol é tu mesmo, é infinito. Abre os nossos olhos para ver mais luz, mais luz e ver todas as coisas através da luz que tu és. Para que o Senhor, Pai, que tudo em nós clame, anseie e deseje santificar apenas o seu nome e nós percebamos rapidamente quando estamos santificando outras coisas no teu lugar. O que será, Pai, é o empecilho à entrada na adoração, na hora verdadeira oração. E então, que nós possamos ser, ó Pai, ao perceber isso antes de fazer nossos pedidos, começarmos com a confissão: Deus, eu santifiquei isso em teu lugar. E só tu podes perdoar tão grande pecado. Reordena os meus amores para que eu ore de verdade. Em nome de Jesus. Amém.