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A fé vem pelo ouvir

ESPIRITUALIDADE VERDADEIRA x LEGALISMO – ALLEN PORTO

ESPIRITUALIDADE VERDADEIRA x LEGALISMO – ALLEN PORTO

ESPIRITUALIDADE VERDADEIRA x LEGALISMO – ALLEN PORTO

Ao ensinar sobre a oração, Jesus confrontou práticas marcadas pela aparência e pela busca de aprovação humana, denunciando uma verdadeira espiritualidade de espetáculo. Neste vídeo, Allen Porto reflete sobre como cultivar uma fé sincera diante de Deus, livre tanto do exibicionismo religioso quanto do formalismo vazio.

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E afunilando agora um pouco nessas
petições, nessa estrutura, já o início
traz uma pergunta interessante, porque a
oração começa dizendo: "Pai nosso".
Só que Jesus acabou de dizer nos versos
anteriores, no verso seis para ser mais
exato: "Mas ao orar, entre no seu quarto
e fechada a porta, ore ao seu pai que
está em secreto e o seu pai que vem
secreto lhe dará recompensa".
E aí depois ele vai dizer: "E portanto,
orem assim". E aí vem a oração do Pai
Nosso. Mas pera aí, Jesus tá dizendo
para a gente não ser como os hipócritas
orando ali na frente de todos, ah, a
gente tem que ir para o nosso quarto e
orar, mas aí a oração é toda no plural.
E aí como é que essas coisas se
conciliam? Será que aquelas pessoas que
acham que é proibido orar em público
estão certas? Como a gente concilia
essas coisas?
>> Legal.
Então, ah,
tudo isso que Jesus trabalha antes
tá contrastando uma espiritualidade
verdadeira com uma espécie de
caricatura, né, de espiritualidade.
Então vocês vão ser diferentes dos dos
fariseus.
Eh, o primeiro capítulo desse livro é
muito interessante porque o D. A. Carson
eh, vai desenvolver todos esses
elementos, né? De certa forma ele coloca
assim:
Eh, os judeus tinham as cha, ah, o que
nós chamamos de disciplinas espirituais,
eles tinham as disciplinas espirituais
deles, né? E eram ah, três
principalmente, né, que eram dar
esmolas, fazer jejum e fazer as orações.
Então Jesus toca esses três elementos,
demonstrando que a forma adequada de
fazer essas coisas eh, não era buscando
o
espetáculo
como os judeus gostariam ou ou ou ou
faziam, não é?
Então o ponto de Jesus não é que a
oração não pode ser pública, mas é que
ela não deve se tornar um espetáculo
performático como os fariseus faziam.
Então, nesse sentido, ah, quando você
der uma esmola, que a tua mão, eh,
direita não saiba, que a tua mão
esquerda não saiba o que a tua mão
direita fez. Nesse sentido, quando você
jejuar, em vez de você sair com a cara
toda acabada por aí, lava o rosto, eh,
segura a onda, né? Não precisa sair
falando para todo mundo que você está
jejuando.
E quando você orar, não precisa fazer,
pegar um megafone e fazer um
pronunciamento no meio da da praça, né?
Vai para o teu quarto em secreto, Deus
está vendo.
Agora, o contraste aí, então, é contra
uma
performatividade,
né? E um, e uma ação genuína nesse
sentido de quem busca relacionamento com
Deus. Mas não é um contraste entre,
eh, espiritualidade individual e
espiritualidade comunitária.
Porque o ponto agora é esse. Todo o Pai
Nosso é apresentado para a gente em
termos comunitários.
O Young enfatiza bastante isso. Não tem
nenhum trecho da oração do Pai Nosso em
que Jesus coloca a coisa na primeira
pessoa do singular.
Não é meu pai, não é me dá o meu pão de
cada dia, não é perdoa as minhas
ofensas, não tem primeira pessoa do
singular em nenhum momento.
Isso não significa dizer que nós não
devemos buscar a Deus individualmente,
mas significa dizer que a nossa busca
por Deus nunca deve desprezar a dimensão
comunitária.
Tá, talvez naquela época, a dimensão
individual,
eh, fosse menos,
ah,
enfatizada, né?
Mas certamente na nossa época, a
dimensão individual é o que está em
evidência. Algumas pessoas até mesmo
dirão
que você não precisa ir para a igreja,
contanto que você faça a sua oração e
sua é meditação espiritual todos os dias
sozinho no seu quarto.
Mas a oração do Pai Nosso de maneira
alguma é essa licença para um tipo de
espiritualidade
isolada e auto contemplativa. Ela sempre
nos une aos nossos irmãos.

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