ESPIRITUALIDADE VERDADEIRA x LEGALISMO – ALLEN PORTO
16/07/2026
ESPIRITUALIDADE VERDADEIRA x LEGALISMO – ALLEN PORTO
Ao ensinar sobre a oração, Jesus confrontou práticas marcadas pela aparência e pela busca de aprovação humana, denunciando uma verdadeira espiritualidade de espetáculo. Neste vídeo, Allen Porto reflete sobre como cultivar uma fé sincera diante de Deus, livre tanto do exibicionismo religioso quanto do formalismo vazio.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E afunilando agora um pouco nessas petições, nessa estrutura, já o início traz uma pergunta interessante, porque a oração começa dizendo: "Pai nosso". Só que Jesus acabou de dizer nos versos anteriores, no verso seis para ser mais exato: "Mas ao orar, entre no seu quarto e fechada a porta, ore ao seu pai que está em secreto e o seu pai que vem secreto lhe dará recompensa". E aí depois ele vai dizer: "E portanto, orem assim". E aí vem a oração do Pai Nosso. Mas pera aí, Jesus tá dizendo para a gente não ser como os hipócritas orando ali na frente de todos, ah, a gente tem que ir para o nosso quarto e orar, mas aí a oração é toda no plural. E aí como é que essas coisas se conciliam? Será que aquelas pessoas que acham que é proibido orar em público estão certas? Como a gente concilia essas coisas? >> Legal. Então, ah, tudo isso que Jesus trabalha antes tá contrastando uma espiritualidade verdadeira com uma espécie de caricatura, né, de espiritualidade. Então vocês vão ser diferentes dos dos fariseus. Eh, o primeiro capítulo desse livro é muito interessante porque o D. A. Carson eh, vai desenvolver todos esses elementos, né? De certa forma ele coloca assim: Eh, os judeus tinham as cha, ah, o que nós chamamos de disciplinas espirituais, eles tinham as disciplinas espirituais deles, né? E eram ah, três principalmente, né, que eram dar esmolas, fazer jejum e fazer as orações. Então Jesus toca esses três elementos, demonstrando que a forma adequada de fazer essas coisas eh, não era buscando o espetáculo como os judeus gostariam ou ou ou ou faziam, não é? Então o ponto de Jesus não é que a oração não pode ser pública, mas é que ela não deve se tornar um espetáculo performático como os fariseus faziam. Então, nesse sentido, ah, quando você der uma esmola, que a tua mão, eh, direita não saiba, que a tua mão esquerda não saiba o que a tua mão direita fez. Nesse sentido, quando você jejuar, em vez de você sair com a cara toda acabada por aí, lava o rosto, eh, segura a onda, né? Não precisa sair falando para todo mundo que você está jejuando. E quando você orar, não precisa fazer, pegar um megafone e fazer um pronunciamento no meio da da praça, né? Vai para o teu quarto em secreto, Deus está vendo. Agora, o contraste aí, então, é contra uma performatividade, né? E um, e uma ação genuína nesse sentido de quem busca relacionamento com Deus. Mas não é um contraste entre, eh, espiritualidade individual e espiritualidade comunitária. Porque o ponto agora é esse. Todo o Pai Nosso é apresentado para a gente em termos comunitários. O Young enfatiza bastante isso. Não tem nenhum trecho da oração do Pai Nosso em que Jesus coloca a coisa na primeira pessoa do singular. Não é meu pai, não é me dá o meu pão de cada dia, não é perdoa as minhas ofensas, não tem primeira pessoa do singular em nenhum momento. Isso não significa dizer que nós não devemos buscar a Deus individualmente, mas significa dizer que a nossa busca por Deus nunca deve desprezar a dimensão comunitária. Tá, talvez naquela época, a dimensão individual, eh, fosse menos, ah, enfatizada, né? Mas certamente na nossa época, a dimensão individual é o que está em evidência. Algumas pessoas até mesmo dirão que você não precisa ir para a igreja, contanto que você faça a sua oração e sua é meditação espiritual todos os dias sozinho no seu quarto. Mas a oração do Pai Nosso de maneira alguma é essa licença para um tipo de espiritualidade isolada e auto contemplativa. Ela sempre nos une aos nossos irmãos.