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A fé vem pelo ouvir

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Legendas automáticas:

Muitas vezes, eu escuto as pessoas
falarem sobre o terrorismo cristão, os
cristãos terroristas, se os cristãos
pudessem, eles matariam todo mundo,
destruiriam todo mundo, e os os
terroristas cristãos, os traficantes
evangélicos e tal. Eu lembro em 2018, eu
acho que foi no primeira, antes do
primeiro turno da eleição do Bolsonaro,
ouvi gente dizendo: "Não, se esses
cristãos assumirem o poder, eles vão
fazer campos de concentração pros gays".
E a mais fina verdade é que essa, essa
faz parte da da grande dissonância
cognitiva das esquerdas modernas. A
gente tá em ano de eleição. Esses temas
políticos e ideológicos vão começar a
pipocar cada vez mais. E eu não sou um
grande comentarista eleitoral, não tô
aqui pra conversar sobre em quem você
vai votar, em quem deve votar, as
propostas dos candidatos, mas esses
homens sempre acabam entrando em alguma
coisa que comunica em algo com a nossa
fé. Sempre que surgir alguma coisa que
se relaciona de alguma forma com o
cristianismo, quero vir aqui contribuir
com alguma educação teológica. No vídeo
de hoje, eu vou lidar com alguns temas
extremamente difíceis, tá? É o tipo de
vídeo que só prejudica esse canal,
porque são temas que envolvem, né,
cenários muito complicados, mas que de
alguma forma eu sei que vai trazer algum
cenário educacional importante pra você
que é cristão. Então, ó, é importante
que você me ajude clicando em gostei, se
inscrevendo no canal, compartilhando,
indo ver os outros vídeos desse canal. A
gente tem muitos vídeos de teologia, a
gente tem teologia na estrada, em que a
gente fala sobre temas teológicos em
locais importantes do cristianismo. Não
tem, tem de tudo aqui. Dá uma olhada nos
vídeos que você ainda não assistiu, pra
que você possa ser edificado e
recompensar o nosso esforço educacional.
Aqui, você sai educado, o canal continua
relevante mesmo quando vídeos como esse
vão jogar o algoritmo do canal lá pra
baixo, provavelmente vai ter uma
restrição aí de idade, provavelmente não
vai poder ser monetizado e vai jogar aí
os próximos vídeos do canal numa vala,
porque o YouTube sempre pune a gente
quando a gente posta coisas que o
YouTube nem sempre quer que a gente
poste, mas eu acredito que é um um tema
importante pra gente discutir aqui hoje.
Se você clicou no vídeo, você sabe do
que é que eu tô falando, mas vai ser uma
coisa um pouco mais completa. Eu quero
conversar com vocês sobre o atentado que
houve na parada gay essa semana. Eu
quero falar sobre algumas das reações
acerca desse atentado. Eu quero falar
sobre Jones Manuel, nosso querido Jones
Manuel, né, o nosso querido comunista e
deu uma declaração extremamente terrível
em um debate
>> [música]
>> igualmente terrível recentemente. O que
é que uma coisa tem a ver com a outra,
já que era uma fala sobre Hamas. Quero
falar um pouco sobre perseguição a
cristãos na Nigéria e quero arrematar
isso tudo com algumas aplicações
práticas que eu acho que são
importantes, porque você sabe que esse
canal não é só um canal, não é um canal
de informação, de notícia, eu vou contar
aqui notícias sobre o mundo gospel, não,
não. A gente quer trazer alguma, algum
aprendizado. Esse é um vídeo
educacional, apesar do YouTube
não beneficiar muito conteúdos desse
tipo e provavelmente seu, esse vídeo,
esse vídeo, esse vídeo só vai me
prejudicar, certo? Até porque os
muçulmanos do Brasil, não é, já me
ameaçaram de processo, não sei se você
sabe, eu acho que nunca falei disso na
internet, mas a associação, eu não
lembro o nome agora, mas a associação
das mesquitas do Brasil, uma coisa
assim, já ameaçou me processar por causa
de alguma crítica que eu fiz há já
muitos anos, muitos anos atrás, sobre
algo da religião islâmica e é uma
galerinha que gosta dos processinhos,
não é? Jones Manuel também já ameaçou
processar pessoas que disserem por aí
"Ah, aquele disse aquilo que ele disse".
Então, esse é um vídeo bastante passível
de processo, mas, né, eu não sou doido,
não vou falar nada que seja criminoso
nem errado, eu vou simplesmente expor
alguns fatos e trazer algumas, algumas
declarações sobre esses fatos. Deixa eu
começar com essa triste notícia aqui.
"Ataque islâmico contra parada LGBT
deixa uma pessoa morta e dezenas de
feridos em Berlim". Tô abrindo aqui
notícia do Valor Econômico que diz
assim: "Alemanha classifica ataque na
parada LGBT como ato de terrorismo
islâmico". O ataque ocorreu no sábado,
25, uma semana depois da Alemanha elevar
o nível de alerta devido ao risco de
incidentes terroristas. Uma mulher
morreu e dezenas ficaram feridos. Isso
aconteceu no festival Pride de Berlim
[música] na noite de sábado, dia 25
agora. O terrorista, não é, que fez esse
atentado foi um homem chamado Abdul Balu
de 21 anos. Ele é nascido na Alemanha, a
mãe se naturalizou em 2002 após imigrar
do Líbano. O que é alegado é que Balu
dirigiu uma van branca contra a multidão
no parque Tiergarten em Berlim durante a
parada do orgulho LGBT. Ele matou uma
mulher, não é, pelo menos e feriu mais
29 pessoas. Além disso, ele saiu da van
e perseguiu algumas pessoas com um
facão, deixando várias pessoas feridas.
Segundo as autoridades da Alemanha, Balu
era conhecido por ter sido radicalizado
e por ter cometido crimes anteriormente.
Ele estava em liberdade condicional com
a pena suspensa de um ano e 10 meses. E
aí é isso que a gente tem, não é? Muitos
vão usar isso como uma forma,
obviamente, de trazer ataques
preconceituosos a todos os árabes, como
se todo árabe fosse um terrorista. Isso
vai ser, obviamente, usado dentro de
certas narrativas para falar contra toda
a comunidade árabe, como se todos os
árabes, não é, por causa de sua raça
fossem pessoas que apoiam de alguma
forma o terrorismo. Por outro lado,
alguns vão ignorar que existe um fator
profundamente religioso e
anti-civilizacional
nesse tipo de atentado terrorista. Por
quê? Eu vou abrir aqui uma notícia. Se
você for à página do Facebook da Al
Jazeera, você vai ver milhares de
reações de risada na postagem sobre esse
ataque terrorista. Você entra aqui, ó,
vários muçulmanos rindo, rindo. Aí você
vê aqui os comentários: "Salute", não é,
trazendo a saudação. Ah, será que o
carro tá bem?" Não é, um cara que
pergunta. "O carro também odeia eles".
Saudações à pessoa que fez isso. Isso
aqui na página da Al Jazeera rindo, não
é, rindo disso, como se fosse algo a ser
celebrado. Isso é terrível, obviamente,
isso é terrível. Mas quando isso
aconteceu, o que é que me chama atenção?
Mais um ataque terrorista na Europa.
Isso acontece em parte por um tipo de
cultura de fronteiras praticamente
abertas na comunidade europeia, que
recebem de forma extremamente aberta um
tipo de comunidade que nem sempre
representa os mesmos valores de
civilidade que, pelo menos,
via [roncando] de regra, de jure, não é,
baseia a formação da civilização
europeia. E a o recebimento, não é, da
comunidade islâmica de forma tão radical
como aconteceu na Europa, obviamente,
você vai receber parte dos radicais
islâmicos que vão se aproveitar do
espaço social que estão para cometer os
atos de terrorismo e de violência que
são tão comuns dentro das comunidades
muçulmanas. Isso é intrínseco do
islamismo, não é? Eu não sou um grande
especialista em islamismo, mas ao que
parece existe algo que vem diretamente
da fé islâmica, vem diretamente da
leitura que se faz do Alcorão para
justificar esse tipo de comportamento. O
cristianismo tem seus terroristas, não
é? Tem, tem também. No Brasil nós temos
traficantes evangélicos. A gente vai
dizer que que eles não existem? Eles
existem, existem traficantes evangélicos
no Brasil. Eles são pessoas que estão
sendo traficantes por causa da sua fé
evangélica? Não. São pessoas que estão
cometendo violências e cometendo crimes
em nome de Jesus, usando textos bíblicos
como base para esse tipo de
comportamento? Não. São pessoas
criminosas que estão usando um tipo de
espiritualismo cristão de forma
absolutamente deturpada para balizar,
não é, um tipo de consolo emocional. Mas
eles se identificam como evangélicos,
são traficantes, você vai ter aí no
sentido sociológico traficantes
evangélicos. Isso é muito diferente
quando você olha para o ambiente
muçulmano. Em que você tem pessoas
altamente relacionadas com a fé, um
traficante evangélico não frequenta
culto, eu lhe garanto, não é pastoreado
por ninguém, não faz discipulado, não
foi para o seminário teológico, enquanto
dentro do ambiente muçulmano você tem
pessoas com formação teológica, você tem
pessoas que frequentam intimamente a
vida da sua fé e construindo uma grande
teologia de validação dessa violência.
Qual é o livro teológico que baseia a
violência dos traficantes evangélicos?
Isso não existe. Mas você tem vários
materiais que balizam atos de violência
dentro da comunidade muçulmana. O que é
que isso deve fazer com o nosso
relacionamento com os muçulmanos, não é?
Deveríamos odiar e querer matar os
muçulmanos? De forma nenhuma. Mas
certamente, se a gente está lidando com
uma religião que possui dentro dela
instrumentais que têm sido usados para
violências terríveis, deve existir,
obviamente, um tipo de postura mais
sólida, mais inteligente no modo como se
recebe pessoas desse tipo de comunidade.
Isso é isso é preconceito? É apartheid?
Não, não, filho, isso é o mínimo senso
de autopreservação de quem tem dois
olhos e dois ouvidos. Uma coisa é você
ajudar pessoas em situações de refúgio
que precisam de ajuda, outra coisa é
você abrir as fronteiras do seu país de
forma razoavelmente indiscriminada ao
ponto de você trazer pessoas
terroristas, não é, junto daqueles que
realmente precisam de ajuda. Mas isso,
isso é o é o óbvio, isso é o bobo, isso
é o risível, isso aí qualquer jumento
com dois palitos de Tic Tac funcionando
consegue pensar. Devem ser abertas as
comunidades de pessoas em necessidade,
sejam elas árabes ou não, não são todos
os árabes que são muçulmanos e nem todos
os muçulmanos que são violentos, mas se
existe na fé islâmica um instrumental de
violência tão com tão comumente usado
para justificar as violências, isso
deve, né, ter cuidado ali na abertura de
fronteiras e tal. Isso é bobagem, se
você se você tem dois palitos de de
cérebro funcionando, você fala isso. O
que é que me chamou muito atenção nesse
atentado? É uma coisa que eu já tinha
visto acontecer no atentado terrorista
contra o Trump. Quando tentaram matar o
Donald Trump, o pessoal começou a dizer:
"Olha só, quem tentou foi um foi um o o
o cara chamado Thomas Matthew Crooks e o
Ryan Rolf em uma segunda tentativa
frustrada igualmente frustrada". Quando
aconteceu, muita gente começou a dizer:
"Ah, não, quem tentou matar o Trump foi
um cara de direita". Era um cristão
conservador, não sei o quê e tal. E aí o
que aconteceu? Descobriram que o o
Matthew Crooks, ele usava pronomes
neutros em perfis antigos de rede
social. Eles ele usava pronomes they e
them, que são pronomes usados para é é
um é um elo deles, sabe? Aquele pronome
neutro que se usa no Brasil? Nos Estados
Unidos eles usam pronomes neutros usando
o plural, né? Que era uma forma de fazer
isso, né, de usar um termo ah usar um
pronome sacamente neutro, né, em um
inglês antigo. O que indica, de certo
modo, que o aquele que tentou assassinar
o Trump era uma pessoa ligada de algum
modo a uma autoidentificação LGBT, no
caso, ou trans ou ou neutro ou o que
quer que seja. O tipo de coisa que até
hoje muita gente da comunidade
internacional não sabe, muita gente de
esquerda, não é, não não sabe. Diz que
ah não, quem tentou matar o Trump foi um
cara de direita, o conservador, não sei
o quê, e era um cara que usava
tecnologias trans para falar de si
próprio. E aí desde esse momento eu
fiquei pensando: "Rapaz, o pessoal não
consegue lidar com a realidade, né? Não
consegue lidar muito com o fato de que
muitas vezes aqueles que estão acusando
os outros de serem fascistas podem
também ser grandes fascistas, assassinos
violentos. E aí, dois vídeos apareceram
para mim recentemente. Um foi uma mulher
que estava na parada de Berlim que
alegou que foi um jovem homem branco que
foi o responsável pelo ataque de van,
apesar da polícia identificar como um
islamista. Deixa eu passar o vídeo aqui.
Eu estou realmente, realmente doente,
cansado disso, passando mal com isso.
Então hoje em Berlim teve um ataque, uma
van dirigiu e
atropelou a legada que estava celebrando
a parada de Berlim, parada do dia do
orgulho gay. E o suspeito é um islâmico
extremista. Esse é o suspeito deles
agora.
Então eu não vou dizer nada sobre isso,
sobre o resto da população muçulmana
por causa da ação de uma pessoa. O que
eu posso dizer é o seguinte, que as
pessoas que estavam celebrando
eram todos pessoas brancas, não é? As
pessoas que estavam celebrando o que
aconteceu eram todos homens brancos,
jovens homens brancos. Todos nós vimos
como vocês reagem e reagem diante de
pessoas gays e como vocês desejam que
nós sejamos ah, que seja, que eles sejam
feridos constantemente. Você não vai se
esconder atrás de outro grupo de bode
expiatório e fingir que eles são ah, os
violentos, quando ele é você, quando o
violento é você, não é? Olha que
loucura. Um cara árabe, não é um cara
branco, assassina pessoas na parada LGBT
e aí, olha só, não podemos julgar todos
os árabes por isso, todos os muçulmanos
por isso. Realmente não podemos, tá? Que
entre nós, realmente a gente não pode
julgar toda uma população pela ação de
uma pessoa, ainda que a gente possa
julgar a fonte, a base teórica que leva
a isso. É uma avaliação teológica do
islamismo e sociológica do islamismo,
que aí já é uma outra parada. Agora
diante disso, ela culpa os homens
brancos por esse assassinato, por essa
violência, que foi cometida por um homem
branco, não, por um árabe. Um árabe
comete uma violência, a culpa dessa
violência é dos homens brancos. Porque
isso está na cabeça dela, os homens
brancos estavam celebrando, não é? Mas
no Al Jazeera quem está celebrando são
outros muçulmanos, não são homens
brancos. É o velho a culpa é minha e
ponho em eu quiser, né? Eu lembro do
assassinato do Charles Kirk. Quando o
Charles Kirk foi assassinado por um
opositor político, por um cara de
esquerda, quando um cara de esquerda
assassinou o Charles Kirk, eu vi com
meus próprios olhos o nível de
celebração nas esquerdas brasileiras. As
esquerdas brasileiras fizeram festa,
festa, festa, soltaram fogos com o
assassinato de um ser humano. A gente
tem, poxa, Santinelli, aquele, aquele
humorista, para mim é um, um enviado do
diabo, um ser humano terrível, estava lá
celebrando, sorrindo, [música] feliz e
alegre com o assassinato violento de um
ser humano na frente de sua esposa,
sabe? Com um pai deixando criança órfã e
o diabo a quatro. Eu vou dizer que foi,
que foi, que é toda a esquerda é culpada
do assassinato? Não, um cara de esquerda
assassinou. Existem violências de
direita? Também existem. Eu tenho
condenado elas há muitos anos aqui. Mas
você consegue perceber como é terrível
que as pessoas já estejam torcendo por
um vilão? Eles estão torcendo por um
vilão específico. O vilão específico
parece ser o homem branco, parece ser o
cristão branco. Porque na cabeça
dualista e maluca desse pessoal, você
vai ter um problema na narrativa. Você
tem um problema de narrativa se o
assassino não for um homem branco, for
uma classe oprimida. Se o assassino for
de uma classe, de uma classe oprimida,
aí é o fim. Mas tem mais, tá? Fica pior.
Porque um dia após o ataque terrorista
que foi feito aqui em Berlim, matando
uma, uma mulher, ferindo 16 pessoas, uma
das organizadoras do evento apareceu
dizendo o seguinte: "Que a primeira
coisa que eu pensei foi: Espero que o
autor do ataque não seja um imigrante e
que seja uma pessoa cristã e branca".
Olha, olha que loucura. Olha a fala dela
aqui: "Acabei de receber notícia de que
um carro invadiu
a, o Cies dia, não sei o que é isso. Um
homem no carro e que também me chocou
foi que a primeira coisa que eu pensei
foi: Espero que não seja um imigrante.
Espero que seja uma pessoa cristã e
branca". Olha isso, ah, cara, é, é de
uma incivilidade absurda, assim,
absurda. Eu espero muito que o assassino
não seja, não seja um imigrante. Deus
nos livre que seja um imigrante. Tomara
que seja um cristão branco que seja o
assassino. Mas não foi, ela diz, mas não
foi. Ela termina dizendo: "Então o amor
é bom". Então o amor é bom. Eu me
pergunto como é que isso pode ser uma
expressão de amor genuíno, real. Então o
amor é bom. Como é que o amor é bom? Eu
torço que o assassino seja um cristão.
Por que um cristão faria isso? Por que
um cristão assassinaria gays na rua? Se
isso vai contra absolutamente toda a
ética cristã. Vai contra tudo que está
escrito no livro que dá base para os
cristãos. Eu não conheço cristãos que
assassinam cristãos na rua, não conheço
pastores que pregam assassinar cristãos
na rua, eu não conheço nenhuma
comunidade, olha que eu rodo o Brasil
inteiro, eu faço parte da comunidade
evangélica faz, faz quase 20 anos. Eu,
eu conheço quase todas as associações de
pastores do Brasil e eu lhe garanto, não
tem ninguém, ninguém pregando assassinar
cristãos na rua. Você vai ter uma galera
meio meio homofóbica, que tem uma visão
meio mais negativa, tal, uma galera meio
turrona, ah, vai ter. Vai ter. Também
somos frutos do meio em algum sentido,
mas até os piores de nós não chegam aos
pés daquilo que a gente encontra nesse
cenário de terrorismo. No Brasil, quando
foi a última vez que você viu um
terrorismo cristão, meu irmão?
Um grupo de crentes saindo para espancar
gay na rua. Já viu? Pastores pregando
assassinato de gays. Isso não existe,
não existe, já dizia o padre Quevedo.
Não existe, não existe. Isso não existe.
Isso existe na cabeça maluca, na cabeça
louca dessa esquerda woke radical. Onde
é que você encontra grupos religiosos
saindo para espancar gay? Dentro das
comunidades islâmicas. Onde é que você
encontra pregações dizendo que gays
precisam ser assassinados e mortos?
Dentro de comunidades islâmicas. São
todos os muçulmanos? Não, claro que não
são. Mas se houvesse uma concentração
muito menor de cristãos fazendo a mesma
coisa, o cristianismo já tinha sido
criminalizado no Brasil, tranquilamente.
A gente já estava apanhando na rua. Quem
ia estar apanhando na rua era a gente. E
o pessoal torce que os, que os
assassinos sejam a gente. O mundo torce
que nós sejamos os inimigos, torcem que
nós sejamos os culpados, mesmo quando
não somos e quando não somos ainda dão
um jeito de culpar a gente de algum
modo. Por quê? Porque de alguma forma as
comunidades islâmicas podem tudo, podem
o terrorismo. Isso lembra o caso do
Jones Manuel que aconteceu agora, agora,
aconteceu agora o caso do Jones Manuel.
Em um debate recente do Jones Manuel,
figura aí que é queridinha nas esquerdas
brasileiras, ele foi perguntado o que é
que ele pensa do estupro de mulheres,
assassinato de crianças que o Hamas, que
é um grupo terrorista, comete. Vou
mostrar um corte, mas eu vi o debate
completo, tá? Completo. Nada é tirado de
contexto aqui.
>> Olha aí a pergunta: "Você defende o
estupro de mulheres, o estupro grupal,
inclusive, de mulheres e de bebês, Jovem
Pan?"
>> Essa é a pergunta que foi feita acerca
do que o Hamas faz. "Iago, eu sou a
favor do povo palestino ter a
autodeterminação".
Show de bola. Você só não pode apoiar o
Hamas.
Entendeu? Assim, tique-teco, tá? "Iago,
eu acho que o que aquilo que Israel faz
é terrorismo". Tudo bem. Você ainda
assim não pode apoiar o Hamas.
Convenhamos? A gente pode combinar? O
Hamas é um grupo terrorista que arranca
cabeça de gente, que assassina bebês,
que estupra mulheres, faz estupros
grupais. Entendeu? Você entendeu? O que
que a gente tá conversando aqui? O Hamas
é um grupo terrorista que assassina bebê
e que faz estupro grupal de mulher.
Entendeu? Você entendeu o nível do que a
gente tá conversando aqui? De
desumanidade.
Você pode dizer o que você quiser de
Israel. Eu também acho que o que Israel
faz em Gaza não é justificável, de jeito
nenhum. Mas o Hamas é um grupo
terrorista que arranca cabeça das
pessoas, que comete estupros coletivos
de mulheres e que assassina bebês rindo
de alegria. Eles mesmos filmam, eles
mesmos liberam esses vídeos. Você
entendeu? O que que a gente tá falando?
E aí a pergunta é essa: "O que é que uma
pessoa que apoia, de alguma forma, o
povo palestino vai lhe responder a essa
pergunta?" Bom, existem alguns caminhos
humanos para isso. É dizer: "Eu acho que
o Hamas tá errado, é um grupo terrorista
terrível, mas o Hamas não representa a
luta do povo árabe". Legal, né? Você
sai. "O Hamas não representa a luta do
povo árabe, mas o povo de Gaza tem um
direito, que olha o que Israel faz, o
Hamas aparece como uma reação
desproporcional e tal". Aí você pode
dizer o que você quiser. Você condena o
Hamas, mas você luta pelo povo
palestino, certo? Você pode dizer: "Tudo
isso é mentira. Hamas não faz isso. Isso
é tudo propaganda golpista dos fascistas
frentistas taxistas". Aí, beleza. Eu
acho que você tá errado, mas há uma
resposta minimamente humana aí. Você
dizer: "Mas não, não, isso não é
verdade, isso não existe. O Hamas não
faz isso" ou "O povo árabe não é
representado pelo Hamas. Essa violência
terrível surge em um contexto de guerra
que a gente não concorda. O povo árabe
precisa ah ah de proteção". Aí você diz
o que quiser, tá? Existem muitos
caminhos para você apoiar o povo
palestino, sem você ter que apoiar
estupro coletivo de mulher e assassinato
de bebê. Podemos convir, podemos convir,
né? Qual é a resposta, linda resposta de
Jones Manuel? Essa aqui.
>> Acordos de conciliações com Israel, o
Hamas hegemonizou a resistência
palestina. E sim, meu amigo, a gente
apoia todas as formas de resistência do
povo palestino. Eu não sou sommelier de
resistência, não.
>> Sim, a gente apoia todas as formas de
resistência do povo palestino. Eu não
sou sommelier de resistência, não.
Então, a pergunta foi especificamente
sobre: você apoia estupro coletivo e
brutal de mulher e assassinato de bebê?
Qual é a resposta aqui do candidato? Eu
apoio todas as formas de resistência do
povo palestino. Não sou sommelier de
resistência. O que é que ele tá dizendo
com clareza, direto, sabe, de forma
completamente indireta? Se essa é a
resistência,
se a resistência do povo palestino é
estuprar mulher e matar criança, eu
apoio. Eu não vou ficar sendo sommelier
de resistência,
>> A forma que o povo palestino quiser
lutar pela sua libertação, ele lute.
>> A forma que o povo palestino quiser
lutar pela sua libertação, ele lute. Eu
achei isso tão aberrante que eu pensei:
poxa, o Jones Manuel já é um cara
conhecido pela sua violência política,
justificar assassinato em nome da
revolução, isso aí já tá muito bem
documentado. Eu tenho, acho que algumas
páginas sobre o Jones Manuel no capítulo
sobre violência política no meu livro
Idolatria Política, Como o Governo se
Tornam Deuses. Lá no Idolatria Política,
que é basicamente um livro contra a
esquerda, né, no Brasil e no mundo, em
que eu avalio vários autores e
pensadores de esquerda e tento explicar
o processo de idolatria política e como
existe essa divinização, né, das forças,
das entidades políticas, eu gasto bom,
bom tempo discutindo falas do Jones
Manuel, onde ele justifica as mais
variadas violências como se fossem
coisas boas em nome da revolução. Então,
quem conhece Jones Manuel não se
espanta, não se espanta. Claro que lá
pro fim do debate, veja, nada aqui tá
tirado de contexto, essa foi a resposta
dele diretamente para essa pergunta. Ele
fala mais coisas, mas tudo tá dentro
disso, nada, ele não se defende de nada.
Lá pro fim do debate, depois de muita
baixaria, briga e xingamento, ele solta
uma frasezinha para se remendar. Ele diz
assim, ó:
>> Eu volto aqui, veja, quem pratica
estupros, estupros em massa, violência
sexual é Israel, está comprovado, vários
matérias inclusive subiram nas minhas
redes. Então, não, ninguém apoia
eventuais violências sexuais do Hamas
não, mas a gente apoia a luta palestina
pela libertação.
>> Ninguém apoia eventuais violências
sexuais do Hamas não, mas a gente apoia
a luta palestina pela libertação. Isso
aqui, em certo sentido, contradiz o que
ele falou antes. Bom, se ele tá querendo
dizer que ele não apoia nenhuma
violência sexual do Hamas, eventuais
violências sexuais e tal, mas apoia a
luta palestina que não inclui a
violência sexual, as partes que não
incluem a violência sexual, aí você
teria uma contradição do que ele falou
agora, do que ele disse antes agora. Ou
talvez ele não interprete que a
violência sexual do Hamas, que é
eventual, né? É eventual, não é, não é
parte direta do que eles fazem, ele não
interpreta que isso exista fora de um
contexto de luta palestina e que se essa
violência sexual existe dentro do
contexto de uma luta pela libertação,
então seria de alguma forma justificada.
Não dá pra saber exatamente como é que
ele tá tentando se remendar aqui, pelo
menos não dentro desse contexto, não
dentro da, da fala do debate, mas
percebe como é terrível, como é
aberrante, como é desumano. Ah, Iago,
isso é o Jones Manuel, ele é um
excêntrico. Mas ele é um excêntrico que
tá num partido político, ele é um
excêntrico que fala na televisão, ele é
um excêntrico chamado pra dar
entrevista, é um excêntrico que é
elogiado por variados outros líderes
civis e não é só dele essa ideia, né?
Teve um debate, ah, lá no Inteligência
Limitada há um ano, que era um debate
com, com feministas. Deixa eu ver aqui,
ainda tá no ar? Tá no ar, tá aqui, é o
debate feminista versus o masculinista.
O Sardá, a Mandi, Sardá e Mandi versus
Jamile Saldanha. Não sei quem são
nenhuma dessas pessoas, nunca ouvi na
minha, não sei, não sei, faço a menor
ideia de quem seja. Mas esse corte aqui
me chamou muita atenção, que eu, eu
escuta, escuta esse corte.
>> Olá, o Hermanito, ele fala assim: "Na
opinião das feministas, por que a
esquerda feminista defende o Hamas?
Vocês feministas também são a favor de
que esse grupo terrorista fazem com as
mulheres?"
>> Pergunta pesada, né? Por que é que o
povo feminista apoia o Hamas? O Hamas
estupra mulher, mata mulher, assassina
mulher, o diabo a quatro. Não é? O que é
que as feministas vão dizer pra
argumentar sobre isso?
>> Gente, é,
primeiro, não existe a esquerda, não
existe a esquerda feminista, não existem
as feministas. Aqui eu falo por uma
leitura do feminismo marxista e
socialistas, oposição de esquerda ao
Lula. Eu não defendo o Hamas.
>> Aí ela vai falar que ah, não existe só
um tipo de feminismo, não é um só tipo
de esquerda, tal tal tal. Aí ela vai
falar sobre o Hamas.
>> do feminismo marxista e socialistas,
oposição de esquerda ao Lula. Eu não
defendo o Hamas. O Hamas é um partido
político da Palestina. Muita gente nem
sabe o que é isso, né? Porque a extrema
direita faz um caos na cabeça das
pessoas que fica parecendo
>> Que os palestinos são Hamas.
>> É. Diga. É um partido político. Tá?
Tanto quanto outros partidos políticos.
Eu não
Olha, essa é uma forma de você
interpretar
>> matar bebê e matar civil. Me parece um
partido
>> diante do que foi o
>> Mas eu não quero me intrometer nisso,
tá?
>> É que ela não parece falando de Israel.
>> Podemos falar de Israel e podemos falar
de Hamas.
>> Não, veja.
>> Ou o que um mata, o outro pode matar
também.
>> É. Não.
>> bebê civil condenado até agora.
>> Então, mas OK?
>> Olha, eu acho que tem uma guerra.
>> Mas vale matar
>> um genocídio, uma uma luta de
colonização
>> deliberadamente sendo levada
deliberadamente matar
>> Que é o que Israel faz.
>> Tô falando de Hamas primeiro, depois a
gente pode falar de Israel. Hamas não
faz isso.
>> O Hamas é um partido político que
>> Mas é é liberado fazer isso?
>> O Hamas é um partido
>> Não, tô perguntando.
>> O Hamas Não, é que você tá fazendo uma
série
>> Não, então você tá falando pode fazer
isso.
>> O pobre do Vilela se aguenta aqui. Se
aguenta.
>> Israel não.
>> Então você
>> Agora posso apresentar a posição sobre o
Hamas? O Hamas
conduziu uma operação política é de
enfrentamento ao que é o estado genocida
o estado genocida de Israel, tá?
>> Isso já foi desmentido por Israel.
>> É, que é uma guerra, um apartheid, uma
brutalização de uma
>> eu vou parar a discussão porque eu acho
um absurdo o que você tá falando e não é
o tema do
programa. Então vamos para outro
>> Eu defendo a Palestina livre do rio ao
mar.
>> Eu também defendo a Palestina. Palestina
acho um absurdo o que o governo de
Israel faz. Agora você falar aqui, matar
bebês, estuprar
>> eu não defendo, mas que é isso Vilela,
eu não defendo isso de forma alguma.
>> falou que foi um ato político gerado por
Israel, não, eles não entraram para
matar soldados, eles não entraram
soldado contra soldado,
eu vi o vídeo, tem um filme chamado de
Atrocity Film, eu acho que você deveria
ver.
As câmeras do próprio Hamas filmando e
comemorando, matando civis, crianças,
estuprando.
>> Eu não tenho acordo nenhum com isso.
>> Então, é só isso que eu queria que você
falasse, assim como é um absurdo que
Israel faz.
>> Não tenho acordo, mas é porque eu não
acho que é equivalente, essa é a
diferença.
>> Como assim?
>> É porque aqui
a gente vê uma política de Estado levada
adiante por décadas, assim.
>> Eu estive lá, eu vi o que eu vi e eu
duvido que você veja esse filme, eu
duvido que você não mude de opinião.
>> Claro que não.
>> Ela falou que foi um ato político, que
você falou para mim, você falou que 7 de
outubro foi o quê? 7 de outubro foi o
quê? Repete por favor, o que que foi?
Repete o que você falou.
O que que foi 7 de outubro? Foi uma
ação?
>> 7 de outubro é uma ação política levada
adiante.
>> Meu Deus, não é uma ação
>> Mas gente, eu posso terminar de
apresentar [risadas] o meu ponto de
vista?
>> Deixa ela terminar.
>> Só tentar entender o que que é a sua
política de Estado, uma ação militar.
>> Sangue de Jesus tem poder, o cara aqui
chamando por Jesus já.
>> Glória de Jeová.
>> Foi uma ação militar.
>> Com o intuito de?
>> Lutar contra o Estado de Israel.
>> Com o intuito de matar civis, eles não
foram lá para matar.
>> tenho acordo que você estupre etc,
Vilela,
>> Então é uma festa, não é uma ação
militar, eles saíram atirando nas
pessoas, eles estupraram,
>> Mas
o Estado de Israel faz a mesma
Não, outro, outro.
>> Sangue de Jesus tem poder.
>> Meu Deus, que absurdo, é por isso que eu
falo, eu fico
Eu fico muito puto com esse tipo de
defesa de parte da esquerda e não sabia
que vocês defendiam isso.
Portanto, vamos para outro assunto, que
isso eu não, eu não negocio, não se pode
matar civis.
>> defendo isso.
>> Você acabou de falar, me desculpa.
>> Pera, pera, como é, como é poderosa a
dissonância cognitiva da nossa esquerda?
Não, eu não defendo isso, eu não
defendo, não tenho parte nenhuma com
isso, mas Israel faz isso, Hamas faz
também. E é isso aí, entendeu? É uma
ação política, uma ação política.
Estuprar criança, estuprar, matar
criança, estuprar mulher uma ação
política contra o estado de Israel.
>> Desculpa gente, eu estou até assustado
aqui o Vilela como host se meteu no
debate para comentar.
Ela está tentando me desculpar, o que
ela está tentando explicar para mim,
Vilela.
>> Ela explicou três vezes.
>> Não, eu não consegui explicar
porque vocês ficaram todos
interrompendo.
>> Um ato político justifica você matar
civis, não sei o quê?
>> Não, não, não, não.
>> Então você é contra o Hamas?
>> Então você é contra, fala, eu sou
contra, vai.
>> Eu vou falar
uma coisa aqui.
>> Não, não é contra gente.
>> Eu
sou contra o Hamas.
>> Não, é só isso.
>> Eu sou contra o Hamas e eu sou contra
[risadas] Israel.
>> É que existe um existe um mecanismo de
palavras para usar e minimizar o que o
Hamas faz, assim como existe um conjunto
de palavras para minimizar o que o
estado de Israel e o Israel faz. Vamos
falar a verdade, é só isso. Não precisa
falar é uma ação, por isso não, foi
terrorismo que fizeram. Como é que
terrorismo, algumas coisas que o que o
Israel faz. Pronto, estou errado?
É ou não é? Portanto, os dois são
terroristas nessas ações.
Sim, você não consegue colocar o que
>> É muito é coisa de maluco isso aqui,
cara. Coisa de maluco assim, é é é
absurdo, é absurdo. O modo como por
causa de um tipo de narrativa política
você justifica o as maiores barbáries
possíveis, as maiores barbáries
possíveis que existem no mundo, cara. É
coisa de louco. Tem um terceiro vídeo
que eu acho que que vale a pena a gente
olhar para ele também. Que é uma
ex-refém do Hamas que confronta a
relatora especial da ONU cobrando o
reconhecimento da violência sexual. Isso
aqui é mais antigo, é de 7 de outubro de
2023, mas a Ilana Gritz Wesky,
Grizetsky,
Gri Gritz Wesky, é um nome meio difícil.
Ela relata sobre o que ela viveu,
não é? E aqui ela está acusando a
relatora especial da ONU, a Rin Ausalem,
de não reconhecer as denúncias de
violência sexual que são atribuídas a ao
pro
Ela diz o seguinte, em 7 de outubro,
terroristas invadiram o nosso kibutz,
assassinando, sequestrando e queimando.
Eles me tocaram e me abusaram
sexualmente.
Fui espancada e mutilada antes de
desmaiar. Eu acordei nua, com sete
terroristas em pé sobre mim, sem saber o
que aconteceu comigo naqueles momentos
perdidos. Eu passei por dias de dor e
horror no cativeiro. E mesmo agora, a
sensação de estar impotente e violada
ainda permanece. Voltei com o quadril
quebrado, uma mandíbula quebrada e uma
alma com cicatrizes. As pessoas veem o
meu rosto e pensam que eu estou livre,
mas a liberdade não é um interruptor. O
trauma não desaparece quando você é
libertado. Agora, cada sirene de ataque
aéreo e cada foguete do Irã me joga de
volta àquele inferno. Em 7 de outubro e
no cativeiro, mulheres judias foram
estupradas, abusadas e humilhadas. E
você, relatora especial, você escolhe o
silêncio e a negação. Senhora Al Salem,
você diz que não houve evidências de
violência sexual em 7 de outubro. Eu
estou de pé aqui hoje, não como um
relatório, não como uma estatística. Eu
sou uma mulher que sobreviveu. Eu sou a
prova viva da violência sexual pelo
Hamas. Quando eu, outra mulher
israelense, implorei para não ser
estuprada, por que você ficou em
silêncio? Por favor, olhe para mim. Você
acredita em nós agora? Você vai pedir
desculpas? E ela não diz nada. Ela fica
completamente muda e não responde. Aí é
ruim a gente chamar esse pessoal de
psicopata? Dizer que esse povo é
psicopata? Que esse pessoal tá
absolutamente tão enfiado na ideologia
que perdeu a humanidade? E aí, você tem
pessoas
Hamas. Você seria assassinado pelo
Hamas, se você fosse LGBTQIA+. Você tem
cristãos pro Hamas. Você seria
assassinado pelo Hamas, se você se
declarasse cristão no meio deles. Você
quer condenar atos, não é, de Israel? Dá
pra conversar sobre isso. Também condeno
vários atos de Israel. Mas isso pode ser
feito sem que a gente justifique o
assassinato violento, o estupro, a
decapitação de outras pessoas? Pra parte
da esquerda brasileira, não dá. Pra a
esquerda zoeira, absolutamente não dá.
Por que é que isso me me chama atenção,
né? Me chamou muita atenção porque você
tem um cenário de justificação da
violência política. A violência política
é uma desgraça, porque você consegue
justificar o mal mais radical possível
por meio de um discurso bonito, por meio
de um discurso violento. Você usa o
discurso político como uma forma de
validar certas mais terríveis barbáries,
as mais terríveis violências. Isso,
claro, sendo jogado na conta de
cristãos, até mesmo quando cristãos não
têm absolutamente nenhum envolvimento
com nada disso. O que explica boa parte
do processo de violência política contra
cristãos. O que que a gente tem hoje no
mundo? A gente tem cristãos terroristas,
cristãos cometendo violência? Não. A
gente tem, pelo contrário, cristãos
sendo alvo de terrorismo. Vou só citar
um caso recente, né, que é a notícia da
família do pastor Ezequiel da Shom que
foi brutalmente assassinada por
jihadistas na Nigéria, incluindo um bebê
de três meses e uma criança de três
anos. Notícia recente, tá? Notícia
recente. Eu vou, não vou ter coragem de
mostrar o vídeo aqui, certo? Da das
filmagens que foram feitas. Se você não
sabe o que está acontecendo na Nigéria,
suas fontes de mídia são péssimas. Você
vive num mundo olha, e eu repito, eu não
sou cristão. Pessoal, ele não é crente,
mas eles estão matando sistematicamente
os cristãos na Nigéria. Mataram mais de
100.000 desde 2009. Queimaram 18.000
igrejas. Isso é muito mais, são os
islamistas do Boko Haram. Isso é uma
tentativa de genocídio muito maior do
que o que está acontecendo em Gaza. Eles
estão, literalmente, tentando exterminar
a população cristã de um país inteiro.
Onde estão as crianças protestando
contra isso, certo? Onde é que estão?
Onde estão as crianças, né? E cadê, cadê
a Greta Thunberg no barco indo protestar
contra isso? E eu acho que isso diz
muito sobre o ambiente de violência
política que a gente vive. A gente viu
um exemplo aqui nesse vídeo, né? Até
mesmo um ato criminoso cometido por
radicais islâmicos são jogados na conta
de cristãos. Cristãos sendo
assassinados. Muitos falam que, ah, o
terrorismo cristão, o terrorismo
cristão. Os cristãos, se pudessem. Cara,
os cristãos estão morrendo, não estão
matando. Cristãos sendo assassinados,
não estão assassinando. Não se deixe
levar pela por uma ínfima parcela do
cristianismo que tem ali uns líderes
políticos ou bancada evangélica, como se
isso representasse a natureza do que é o
cristianismo. Primeiro que nem esses
são, esses violentos que tentam fazer
parecer, não é? A gente tá lidando com
violência genuína no mundo. Essa
violência genuína genuína não tá sendo
perpetrada por cristãos. Tá sendo
perpetrada por outros grupos religiosos
que não são a gente e são perpetradas
contra a gente, mas contra vocês que são
de esquerda e que seriam provavelmente
assassinados se fossem para esses
ambientes defender os grupos muçulmanos.
É um tipo de síndrome de Estocolmo, né?
Você tem um
uma pessoa LGBT ou mesmo cristão
defendendo o Hamas, não é muito
diferente de um judeu ir defender o
nazismo, certo? Você seria assassinado
pelo grupo que você tá defendendo. É
esse tipo de civilidade que a gente quer
construir? No fim das contas é tapar os
olhos para aquilo que existe de fato,
uma violência contínua e presente contra
cristãos no mundo. Os cristãos continuam
sendo o grupo mais perseguido do mundo.
Não é porque a gente vive em paz no
Brasil, não é porque a gente vive em paz
nos Estados Unidos que essa é a
realidade da vida cristã da maioria dos
cristãos do mundo. A maioria dos
cristãos do mundo vivem um contexto de
algum grau de perseguição. A maioria dos
cristãos do mundo não possui liberdade
hoje de exercer a sua fé de forma plena.
E muitos brasileiros não cristãos
adorariam que esse fosse o cenário que a
gente vive aqui. Esse ano de eleição,
certo? Evite dar moral para políticos
violentos. Evite dar moral para qualquer
ideologia violenta. Evite dar moral para
qualquer um que argumente positivamente
a favor da violência, porque se eles no
discurso, dentro de uma esfera pública
como essa e no mundo de redes sociais,
conseguem defender as coisas mais
radicais, mais violentas, o que é que
eles vão não vão fazer quando estiverem
no poder? Se depender de você, vote um
pouco melhor. Vote qualquer um que
estabeleça um discurso genuinamente de
paz, genuinamente de liberdade,
genuinamente de amor. As esquerdas
brasileiras infelizmente têm aceitado
gente extremamente violenta. No fim das
contas, quem paga o preço dessa
violência acaba sendo a gente. Mas bom,
o que é que você o que é que você acha,
não é, disso? Deixe seu comentário aí.
Vamos continuar conversando sobre isso
nos comentários desse vídeo. Se quiser
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