Jesus e os Poderes – BTCast 657
28/07/2026
Jesus e os Poderes – BTCast 657
Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Rodrigo Bibo, Leonardo Cruz e Luiz Henrique conversam sobre "Jesus e os Poderes", livro de N. T. Wright e Michael F. Bird, que apresenta uma visão abrangente sobre a missão de Cristo diante das estruturas políticas, religiosas e espirituais que moldam o mundo.
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Preencha o formulário do lançamento do Igreja Sob Medida aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdl9Px6TVLC3rQrDBpK6gQ0Hcblc5xp-9FU18pbwfxJPO58bQ/viewform?usp=dialog
O que significa dizer que Jesus é Senhor em um mundo governado por impérios, ideologias e sistemas de poder? Como compreender a linguagem do Reino de Deus sem reduzi-la a um discurso meramente político ou exclusivamente espiritual? E de que forma a cruz e a ressurreição redefinem nossa relação com as autoridades, os principados e as potestades?
Ao longo da conversa, os participantes exploram a proposta de Wright e Bird, mostrando como o Novo Testamento apresenta Jesus como o verdadeiro Rei, cuja vitória confronta tanto os poderes visíveis quanto os invisíveis. Um episódio que passeia pela exegese bíblica, pela teologia paulina e pelas implicações práticas do evangelho para a vida da igreja em um tempo marcado por polarizações, idolatrias e disputas por poder.
Dê o play e descubra por que proclamar que "Jesus é Senhor" continua sendo uma das afirmações mais subversivas da história.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC de número 65757. Eu sou Rodrigo Bib, galera, o seguinte, tá marcado na Avenida Melk Zedec, na frente do da frente do templo não, né? Qual que era a rua do templo? [risadas] Será, né, mano? Meu Deus, ele veio todo, ele montou todo o plot na cabeça dele. A primeira esquina já caiu no plot. Exato. Primeira coisa já não se sustenta, né? Mas galera, tá marcada ali a nossa passeata, a nossa manifestação. Fora César. Fora César. Vamos lá. [risadas] Fora César. >> Não é só um candelabro, né? Não é só por um candelabro. >> Exato. Nossa. [risadas] >> Ai, mano. Meu Deus. >> Fora César. E aí, gente? Eu sou Léo Cruz e a minha funfake é que o João escreveu apocalipse ao som de Rage K the Machine. >> Nossa, total, total. Oi, eu sou o Luís Henrique e eu gostaria de dizer que todos os poderes são relativos ao grande poder. >> Olha aí, gente. Estamos aqui para falar sobre Jesus e os poderes. Eu ia falar inglês, mas não sei se é Jesus and Powers. É isso inglês. And the Pers. Jesus and the Powers. Jesus, Oses. Lançamento de Anity Wright e Michael Bird. E é um tema muito propício, porque estamos em ano de eleição 2026. Estamos aí para escolher a novos eh senadores, novo, o novo presidente da República. Um ano muito importante para nós brasileiros ou não, não sei como é que você encara essa relação com a política, mas é fato que eh Jesus ele estava eh aliás, o reino de Deus, né, sempre está aí eh nascendo, sendo falado, sendo o reino de Deus, ele nasceu entre os poderes deste mundo, né, os poderes dessa terra. E a gente tá aqui para discutir um pouquinho da relação de Jesus dos cristãos com os poderes deste mundo, que é o tema que o Enichity Wright e o Michael Bird irão estão trabalhando neste livro aqui, Jesus e os Poderes, lançamento da Thomas Nelson Brasil. Vale demais você dar uma conferida o link, inclusive está aqui na descrição deste episódio, tá bom? Mas simbora para os recados paroquiais. E nos recados paroquiais dessa semana seguinte, Luís, agora dia 1eo de agosto, eu sei que a gente tá aqui para falar do livro do Enity Wright, mas tem livro nosso aí de Rodrigo Bibo e Luís Henrique agora, dia primeiro. Dia primeiro, dia primeiro. O que que o pessoal tem que fazer? Quem é de São Paulo e vai no lançamento? Luiz, >> se você estiver em São Paulo, é, mora aos arredores, preencha, por favor, o formulário aqui embaixo para nós nos organizarmos para recebermos no dia 1eo de agosto na Igreja Cristã Conselheira. a vocês pro lançamento do livro Igreja Sob medida, né? Já tem algumas pessoas que confirmaram, né? Inclusive, e estamos muito felizes com isso, muito feliz mesmo, né, Bibo? Lançamento do livro, coisa boa. Eh, teremos um bate-papo lá, teremos também uma sessão de autógrafos, nós iremos estragar, danificar livros, né? >> Vamos, vamos. Aliás, [risadas] eu tenho que pensar como é que vai ser a minha assinatura agora desse novo livro, né? Que para cada livro eu tenho uma uma dedicatórizinha ali. Tenho que pensar agora. Eu já até fiz na Fefic umas dedicatórias e fiz duas. Não sei qual eu gostei menos, mas vamos lá. Tem, vamos lá. Vamos pensar, galera. Vai, segundo feito, o que estraga o livro não é o autógrafo, isso valoriza. É o carimbo de biblioteca, entendeu? >> Carimbo de biblioteca. É verdade. E tem o que estraga mais ainda, venda proibida. [risadas] >> Exatamente. >> O cara recebeu de brinde e vendeu, tá ligado? Ia ser ruim. Vamos lá. Ô, gente. Seguinte, dia primeiro de agosto, então, a partir das 19 horas, ó, 19:20, eu e o Luí, a gente começa o nosso bate-papo. 19:20. A gente começa, mas vai ter uma pipoquinha lá para você que chegou direto do serviço, vai ter um café, fechei agora com uma empresa de café que vai est lá dando uns copinhos de café de graça para vocês, cafezinho gourmet, tá bom? E 19:20 eu e o Luí a gente começa o nosso bate-papo e depois sessão de autógrafos para você que vai comprar o livro lá com a gente e tal, tá bom? Dia 1eiro de agosto, agora em São Paulo, dia 9 eu estarei em Balneário Camburiu, na igreja Meta no culto da manhã, tá bom? Dia 9 de agosto eu estarei na igreja meta no culto da manhã e eu também estarei na Bienal do livro em São Paulo junto com o Luiz. Olha só, dia 12 no sábado à tarde eu estarei na Bienal e no domingo, esqueci o horário, mas eu acho que à tarde também, vai est eu e o Luís lá na Bienal do Livro em São Paulo, tá bom? Lançamento lá pela Thomas Nelson Brasil. E você que é de Curitiba e região, aguarde, porque no dia 10 de outubro vai ter mais que um lançamento aí na cidade de Curitiba. Vai ter um treinamento. Fique de olho nas nossas redes sociais, tá bom? @bibotalk, @luí, não sei quem, não sei quem, Henrique, mas tá tudo aqui na [risadas] descrição deste e episódio. Simbora, simbora, simbora falar de Jesus and Powers do Enri Michael Bird. >> Tom e Mike é nome de personagem desenimado, né? de Tom e Mike no e Mike na sessão Tom e Mike na sessão da tarde. Tom Tom e Mike é como é? Tom e Mike se envolvem em altas aventuras, né? >> Contra os poderes imperiais de Roma. >> Exatamente. [risadas] Ô galera, mas vamos lá. esse lance aí do reino de Deus. É, a gente já tem Israel lá no Antigo Testamento e e a gente tem, né, a igreja no Novo, aliás, tem Israel no Novo Testamento também e a igreja ali no Novo Testamento e o discurso de Israel. E aqui agora eu vou me colocar bem como alguém que é de fora, OK? Então, a partir desse momento, eu quero que você, querido ouvinte, ou você que está vendo no YouTube, eh, [roncando] você eh me imagine como alguém de fora, ok? Não como alguém de dentro. E a e a pergunta que eu lanço para vocês, amigos, é a seguinte: vocês fazem parte aí de uma religião em que vocês eh fazem louvores e vocês eh ecoam, vocês bradam em alta voz, dizendo que o Deus de vocês é o Deus do universo, é o criador de todas as coisas e que ele é o verdadeiro rei, né? Inclusive os cristãos falam do rei Jesus. Mas como é que é que vocês defendem este rei se o povo de Israel, de onde veio o rei de vocês, sempre, né, na maior parte da sua história, escravo de alguém, né, ou se não escravo numa relação de vassalagem, né, de suzerania, sei lá como é que vocês vão chamar isso, mas sempre >> tendo uma liberdade eh permitida por outros, né, seja eh pelo pelos persas, seja por outros eh governos e tal. Depois os romanos, no tempo do Novo Testamento, eles nunca têm uma liberdade, né? E e tem os cristãos que falam também de Jesus como o grande rei, o, né, esse cordeiro que venceu, ah, que tem toda a autoridade, o próprio diálogo, né, do Jesus de vocês que fala para Pilatos, Pilatos tá ali, pode soltar o cara e ele fala assim, ó, todo o poder que tu tem foi dado pelo meu pai. alguma coisa assim que Jesus fala, mas na prática parece que é só um discurso, porque no fim, no fim Pilatos foi lá e matou Jesus, no caso, né? Autorizou a morte de Jesus. Então, como é que vocês lidam com isso? Com essa ideia de que vocês falam que existe o rei do universo, que Jesus Cristo é o rei dos reis, né? ou, enfim, o rei dos judeus, o rei dos reis, o senhor dos senhores, mas no fundo, como é que isso é na prática, na vida, tanto pra igreja primitiva lá e e depois a gente pode caminhar pro nosso tempo e tal, em que parece fazer menos sentido ainda. >> Eh, eu acho que assim, dá para começar essa resposta antes mesmo de de colocar Jesus em cena. Eh, porque se a gente olhar pro Antigo Testamento, especialmente ali na relação do povo com o próprio Deus, né, o o próprio nome de Deus já revela isso de que ele é incondicionado, né, no sentido de que se você olhar, pega aí uma coisa que a gente já falou aqui no Bibotal algumas vezes, a grande simbiose lá do John Walton, que a relação dos povos antigos com as suas divindades, que eram patronas, eh era de oferecer um determinado sacrifício, invocar um nome, porque o nome dessa divindade estava atrelado ao benefício que essa divindade eh se veria obrigada a conceder, uma vez que o sacrifício do qual a divindade depende já foi ofertado. Então aquele povo ali é beneficiado. Mas Deus, sendo quem é, eu sou o que sou, serei o que serei, ele é incondicionado inclusive em relação à a a ao vínculo que ele tem com o povo de Israel. Tanto que o próprio Deus diz em Deuteronome, né? Não vos escolhi pela força, pelo número, mas é porque eu quis. Eh, então, quando a gente fala da relação entre Deus, ser soberano e o povo o qual ele escolhe, eh, se vê peregrinando, se vê no exílio, eh o povo ele vira vao porque vacila. Porque a relação entre o o povo e Deus, ela não é condicionante. Ó, oferecemos o sacrifício, então Deus dá o império pra gente, dá as terras da Mesopotâmia, pra gente, dá as terras do Egito pra gente. É, nunca foi sobre isso, né? o tempo inteiro, eh, desde o êxodo, vocês serão libertos para adorar no deserto, para estar com o próprio Deus. Então, essa relação entre eh estar com o próprio Deus e isso significar, isso se traduzir no mecanismo de poder e império sobre outros, ela não acontece na maneira pela qual esse relacionamento tá previsto no próprio Antigo Testamento. Inclusive, quando o povo hebreu ele tenta usar do dos sacrifícios de toda a a de tudo aquilo que foi estipulado pro culto, pro culto hebreu, para se relacionar com Deus como mecanismo de troca, aí você tem uma vasta literatura no próprio Antigo Testamento sobre isso, mais explicitamente nos profetas, né? Eu estou cansado das suas festas solenes, estou cansado das assembleias, estou cansado do sacrifício, porque ninguém faz nada certo, né? Então, eh eh é bem por aí que as coisas elas se alinham. é menos sobre ter poder sobre outros, sobre um território e mais sobre estar com Deus e viver uma vida que espelha esse Deus, né? Eu tava dando aula sobre isso pro seº ano antes do recesso, inclusive, chama de monoteísmo ético em comparação aos outros povos. Isso é o distintivo de Israel, né? Israel não tem uma divindade para dominar outros povos, para viver corretamente. >> Só que paralelamente a isso, Léo, eh há de se concordar que nós, quando lemos a Bíblia podemos observar que os conceitos teológicos eles estão sendo formados sobre algumas pressões, né? Eh, trazendo também John Walton a ideia de Rio Cultural, quando nós observamos que determinados textos eles são escritos, eles são escritos dentro de um contexto em que o contexto e a e o fator material, que é esse fator da história, esse fator da das grandes revelias, da do trânsito cultural, entre outras coisas, acabam, querendo ou não, dando a forma para para algumas ideias e essas ideias acabam sendo geridas e sendo condicionadas a essa fé. é a Javé. Essa fé, aquele que se revelou no Monte Sinai, aquele que por sua vez faz uma aliança. Não à toa. Todo o processo que nós temos eh nos profetas, como você bem citou, é um retorno à lei que o Senhor deu, que Javé deu, mas um retorno também à esperança e à expectativa da da aliança. E um desses grandes conceitos teológicos é o conceito do Messias. é o conceito desse h ser que aparece ali em Daniel 7, que aparece bastante na segunda parte de Isaías, ah, que aparece sempre Isaías capítulo eh, 40 em diante, de um regente, uma figura. E aí existe uma diferença entre as teologias dos livros e dos profetas sobre qual tipo de personificação ah dessa dessa regência, se é realmente uma pessoa, se é um ser celestial. Mas essa essa cisão não é uma cisão que é muito comum aos autores do Antigo Testamento, mas tem uma figura ali que é a figura predominante do Messias. E essa figura é a figura pelo qual há, querendo ou não, uma resposta para resolução do problema da dominação. O Messias é aquela pessoa que irá, por sua vez, lidar com os outros dominadores ou os outros regentes ou já trazendo muito da linguagem do livro, os outros poderes e os sujeitará a fim de que o mundo, por sua vez, manifeste a glória de Deus através dessa regência como um todo. Então, quando nós olhamos para o Antigo Testamento e toda a expectativa messiânica, principalmente expectativa messiânica, que acaba sendo consolidada ali no período da dominação dos celeus e das dos Pitolomeus e tudo mais, nós conseguimos observar que os autores bíblicos e a tradição rabínica, ela está lidando com a questão dos poderes antes do nosso próprio século e respondendo e rearticulando isso de acordo com a própria concepção teológica que surge do seu próprio contexto. Então, a construção messiânica é uma construção que vai ganhando eh características com o passar do tempo, né? Então ele vai ganhando vários facetas, camadas e eh essa noção de que nós temos em Jesus de Nazaré, o verdadeiro Messias, né, ou em Jesus Cristo, o verdadeiro Messias que rege o mundo, ela vai sendo desenvolvida de maneira paulatina, progressiva e que com o passar do tempo, eh, algumas facetas e camadas elas vão se desdobrando em teologias específicas e dando respostas a teologas específicas. E >> a maior resposta que nós podemos observar no Antigo Testamento é a grande expectativa de que esse cara, essa pessoa, esse ser, seja divino, humano, divino humano, como os dois ao mesmo tempo, irá resolver o problema de maneira definitiva. E aí é onde nós entramos em um conceito teológico chamado escatologia ou ah e aí brincando um pouco também com a literatura profética, apocalíptica, né? Apocalíptica profética. A a escatologia é nada mais nada menos do que a revelação dos planos de Deus diante do que está acontecendo aqui de maneira visível. Então, como esses primeiros cristãos, na verdade, o povo de Deus, o povo de Israel conseguiu nutrir a noção de que Deus é soberano sobre tudo e a noção de que vocês estão sendo dominados a partir de uma expectativa que é oriunda de um pensamento escatológico de que o fim ainda não aconteceu. Este mundo irá ter um fim por si só. Aonde nós vemos isso? Na visão de Daniel, no capítulo 7, a gente observa ali a demonstração dos quatro grandes domínios, né, sobre o mundo. E aí passando desde assírios, babilônicos, Ptolomeus, Celeustas. Acredito que realmente ele esteja fazendo uma crítica aos Ptolomeus e celustas, não tanto aos romanos depois, mas ali nós vemos o embrião de que o problema das regências temporárias e o mal que ela nos causa será resolvido. E a promessa é: haverá um Messias que guiará a resolução disso de maneira definitiva. Isso na expectativa messiânica do período interbíblico. Quando nós vamos para o Novo Testamento, a figura muda, a situação muda um pouco e a figura muda um pouco porque nós temos os evangelhos para mudar e dar o tom de qual será eh o debate a partir de então. Léo, você quer continuar? Não é porque assim, eu continuaria, eu acho que nessa linha que você tá fazendo, porque a a pergunta do bíblo, né, como é que Cristo é rei se eu vejo o povo escravo, se eu vejo o povo sofrendo, ela também se estende pro Novo Testamento, porque eh, por exemplo, tem a aquela passagem de quando os discípulos de João Batista vão falar com Jesus, eu acho que eu imagino que você iria passar por ela em alguns minutos, Luís, eh, de que olha só, você é você é o Messias, mas >> o publicano ainda tá aqui cobrando imposto, o império ainda tá lá de pé. E aí o sinal que Jesus dá pro seu reinado se estabelecendo é os cegos são curados, os surdos ouvem, os demoniados são libertos, as boas novas são anunciadas, né? Então, eh, isso também mexe com algumas expectativas nossas de como o reino de Deus ele se estabelece, né? E aí a gente poderia até voltar pro pro Antigo Testamento, porque, por exemplo, se a gente for lá para Samuel, né, quando pedem um rei, queremos um rei como as outras nações para nos dirigirem em guerra. E aí a expressão como os outras nações deve acender uma luzinha na nossa cabeça, porque aí Deuteronômio 17 vai trazer o que que um rei eh poderia fazer em Israel e não é como as outras nações, né? Um rei e estudioso da palavra, um rei que não estenta, é um rei que busca sabedoria, é um rei que busca o participar do da da liturgia do tabernáculo e depois do templo. E não, >> que é um rei que não é um faraó, né? Um [limpando a garganta] rei que não é um faraó. Então assim, tem essa a da mesma forma, né, de maneira análoga, melhor dizendo, quando se pergunta, cadê o reino porque César ainda tá aí? Aí Jesus tá demonstrando que o reino dele não opera na lógica de César. Então isso faz com que a gente reinterprete a o significado de poder, de reino, que é o que você começou a responder, né? no sentido de que olha, tem um monte de coisas em comum ali no contexto que a revelação tá tentando responder, a Bíblia tá tentando responder e eles estão usando essas coisas do contexto para trabalhar aquilo que o eles, o povo hebreu e o Novo Testamento, cristãos do Novo Testamento, acreditam sobre o que Deus eh comunica para aquela comunidade ali, para aquele tempo e para todos os tempos também. É que nesse caso é, olha, reino existe, mas não é por meio de boots on the ground, como fala nos Estados Unidos, né? Por meio de militar pisando e rifle sendo apontado. >> Agora isso >> eu eu queria só fazer um adendo. >> Parou aí, par. >> Opa. Op. Pô, >> pô. >> Ah, cortou. Você fala, é, vai, vai, vai lá, Luiz. Vai lá, vai lá. Não, não. Eu só queria fazer um adendo porque eh quando nós olhamos para pro reino de Israel, né, ou a monarquia unificada ali com Davi e depois a sucessão dos reis em diante, nós observamos que quando a história ela é contada, há uma clara percepção de que a o reino de Israel e o status monárquico perde a sua característica principal do que o Messias deveria ser. E aí a gente tá falando do ungido. E mais uma vez, a cada crítica, uma camada vai sendo acrescentada para ressignificar e capturar a falha do dos reinados, das divisões e também do desenvolvimento das regências e fazer uma espécie de crítica a essa a essa ao status monárquico de que ele facilmente é corrompido. Então, quando nós vemos a figura do próprio Messias sendo e a expectativa messiânica sendo construída, principalmente no período e exílico e pós-esílico, nós temos também uma forma de crítica daqueles que observam a literatura. E aí a gente tá falando de Deuteronômio 27, nós estamos falando de >> literaturas eh sapienciais que criticam a monarquia, como você pode utilizar o próprio Eclesiastes, você pode utilizar Cantares, né, ou Cântico dos Cânticos, entre outras coisas. E a partir desse a dessa aproximação literária, eh, cobriram o Messias com mais um componente que volta os olhos para o passado e falou: "Ó, erramos nisso". E o Messias também será construído também dessa forma. É por isso que a a aqui o aspecto escatológico ele ganha um um uma ênfase maior. Eu não quis puxar muito pro Novo Testamento ainda, porque quando nós entramos no Novo Testamento, a gente precisa levar em consideração que a crítica aos poderes vigentes começa no no início do Evangelho de Marcos, quando Jesus de Nazaré fala sobre o reino de Deus está entre vós ou o reino de Deus chegou, nós estamos eh observando um profeta apocalíptico falando: "Esse mundo está por acabar e começa agora. Só que em cima de tudo aquilo que nós falamos sobre a expectativa messiânica e sobre os desdobramentos disso, né? >> OK. Vamos lá. Isso é uma parada bem da teologia bíblica e tal. Agora eu quero uma questão que é teologia bíblica e acho que a gente começa do Novo Testamento talvez vir paraa nossa realidade agora porque se Jesus agora, gente, eu não sou mais o personagem ateu eh que estava interrogando os meus amigos e agora voltei. Agora eu sou o Bíbo mesmo, tá bom? E é muito bom tudo o que eles falaram. E isso daí, [roncando] esse lance de Jesus, né? Quando ele fala que o meu, eu quero retomar um pouquinho que o Léo falou lá, né? Na conversa de Jesus com os discípulos de João Batista e toda essa ideia, né? o meu reino não é deste mundo. Ah, essa ideia de que essa revolução que Jesus ele começa então, por assim dizer, né, a partir da vida do ministério dele, esse reino, né? >> [roncando] >> Ah, como é que a gente lida com isso, com essa ideia de que a gente pertence ao novo reino e ao mesmo e Paulo vai falar sobre isso, o próprio Espírito Santo como selo, né, desse novo, dessa eternidade que nos invade, essa coisa toda. Mas ao mesmo tempo é um Paulo que vai falar pra gente respeitar as autoridades também. Como é que fica esse respeito às autoridades que são contra muitas vezes ao cristianismo e ao mesmo tempo como é que a gente é subversiva às autoridades tendo que respeitá-la muitas vezes? Ou seja, como é que a gente lida com esse poder que muitas vezes vai nos pedir coisas que não tem a ver com a nossa fé, mas a gente precisa respeitar as autoridades. É um discurso que acho que dá pra gente trazer aqui, apesar da gente já ter BTQ sobre isso, mas eu acho que passa também por esse tema agora, essa nossa relação com esses poderes, entendeu? Eh, ao mesmo tempo que Jesus fala para Pilatos que o reino dele não é deste mundo, Jesus se deixa morrer, né? se deixa ali eh ser julgado por Pilatos e sofrer a consequência desse julgamento. Ainda que o problema talvez nem seja seja Pilatos, né? Mas quem levou Jesus para Pilatos? Enfim, mas vocês entenderam a minha questão? Como é que a gente se relaciona com isso? >> Sim. Eu acho que era mais fácil pro pessoal da Bíblia do que pra gente. E isso o Anent Wright, o Mike Buddy, eles comentam muito bem. Eu acho que eles acertam nesse ponto, porque uma coisa que me incomoda bastante em livros sobre eh cristianismo, política, pelo menos aqueles que estão um pouquinho menos eh próximos da academia e mais próximos do que circula, no que a galera consome, é que o texto bíblico ele já é interpretado como se ele já falasse pro contexto de estado moderno. E a gente poderia falar aí do da construção do Estado moderno. E um adendo ainda mais importante é que esse estado moderno ele surge dentro de um contexto ocidental de cristandade, ou seja, ele é influenciado por uma circunstância em que a gente é maioria. A gente que eu digo cristãos são maioria na sociedade. Pro período do Antigo e do Novo Testamento, 90% dessa história bíblica o povo é marginal. Então é muito fácil você olhar pros poderes estabelecidos e dizer: "Eles não são, eles não fazem parte de nós, né? Eles não são como nós. Nós estamos aqui sendo oprimidos. A gente tá do lado contrário dessa relação de força. E quando Jael, como a gente com sinalizou aqui, né? quando Israel tenta ser essa força imperial, falha miseravelmente ali depois Salomão. Então é uma parte muito pequena dessa história. Então para eles era muito mais fácil nesse sentido eh da materialidade da história, olhar paraa situação imperial e dizer, Paulo pensar, eu não consigo mobilizar eh Filemon para ele se tornar um patrício romano no Senado e mandar acabar com a escravidão, porque ele não tem acesso a esse espaço. Ele não vai conseguir ter esse acesso a esse espaço por n razões. Então assim, era inviável para aquela época. Então, uma vez que nós estamos numa situação de não poder, estamos distantes do poder institucional, é mais fácil você tentar imaginar como você vai se comportar nesse espaço de marginalidade. E aí Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, tem a tem a visão genial de dizer o seguinte lá em Romanos 13, por exemplo, olha, paguem o tributo, mas devam o amor para com todos, porque enquanto vivemos à noite, o dia em breve virá. Então ele fala da nossa obediência, pelo menos pro bem comum, em dois sentidos. O primeiro é uma questão de testemunho. Então, eh se a gente tem poderes superiores a nós, nem sempre é aquilo que a gente concorda, mas Paulo fala: "Pague um tributo, ou seja, cumpra com suas obrigações." Uma vez que você cumpriu com suas obrigações civis, agora você pode trabalhar para pagar o seu débito maior, que é revelar o amor de Jesus pro máximo de pessoas possível. E a segunda coisa que ele fala é: "O dia está para arraiar". Ou seja, esse poder que hoje se impõe, por exemplo, esse poder chamado República Federativa do Brasil, que é um poder estatal, ele não existiu desde sempre e pode existir um momento que ele não existirá mais antes de Jesus retornar, né? Muito provavelmente não será enquanto ainda estivermos vivos. Precisa acontecer muita coisa pra República Brasileira ruir esse ponto, se fragmentar. Mas, por exemplo, existem nações que já passaram por guerras civis, que quase Estados Unidos passou por uma guerra civil que quase dividiu o país. Eh, tem a questão, por exemplo, na na Inglaterra, quando teve mais pra época moderna, revolução gloriosa, quase dividiu o país também, Guerra das Duas Rosas. Brasil não passou por isso porque bem, o poder central conseguiu suprimir várias revoltas locais aí ao longo do período colonial até o início da República. >> Sim, >> mas esses poderes passarão. Então se eu sei que esses poderes terão o seu fim e eu tenho a obrigação de testemunhar porque eu já recebi as boas novas dessa esperança escatológica que se materializará no futuro, então por que eu não me comporto como quem já sabe disso, né? E aí é um exemplo mais prático disso para além da escravidão, tá lá em Efésios 2, quando Paulo fala que o rasgar da carne de Cristo foi o que rasgou os muros de divisão entre os povos. Se a gente quisesse aplicar isso para um contexto de questões raciais, é se eu sei como cristão que eu viverei um tempo em que toda tribo, língua, povnação se dobrará diante do cordeiro, porque eu mantenho essa divisão hoje? >> Uhum. >> Essa é a lógica. Não é porque eu tenho um compromisso ideológico. Pode acontecer de pessoalmente termos os compromissos ideológicos. Eu eu acredito que essa é uma condição legítima, né? pode até entrar nesse detalhe depois, mas o ponto de partida, eu gosto que eles colocam isso logo no prefácio, eh o cristão quando ele tá pensando política, o ponto de partida dele não é o projeto, não é agenda, não é ideologia, mas é como discípulo. E aí como discípulo é: se eu vou lutar por uma, eu sou antiracista, não porque eu entendi a estruturação racial do capitalismo, etc, etc. Esse debate teórico fica para depois. Sou antirracista porque eu creio no Senhor que reunirá toda tribo, língua, povo e nação sobre seus pés e não faz sentido manter divisões sociais com base em raça hoje, porque isso será resolvido no futuro. >> Cara, aí de discípulo, né? Eh, eh, seguidores do cordeiro, né? >> Eh, que cultuam ao cordeiro e a apocalipse meio que mata pau. E eu acho que combina muito com a com a sua entrada, né, Léo? É, a gente aí entra num ponto assim que não sei se é uma discussão que talvez lá no último capítulo o W e o Bird eles vão trabalhar um pouco essa ideia de que do envolvimento do cristão com a política, né? O Léo arranha aí essa essa questão de que eu vou me envolver com a política, não a partir da ideologia, né, ou mas a partir de ser um discípulo de Cristo. Isso vai determinar a minha ação política, o meu agir político. E eu tenho muita dificuldade com isso, porque primeiro que a bancada evangélica, a gente tem poucos exemplos na bancada evangélica, grosso modo, a bancada evangélica sempre tá envolvida em muitos, muitas questões complicadas. Hoje em dia, confesso que tem anos que eu não acompanho mais isso, mas sei lá, nos últimos três anos >> não mudou muita coisa. É, mas há três anos atrás, assim, quando eu dava uma olhada, era sempre tinha muito rolo envolvido e tal. Eh, o Davi Lago já falou no Brasil polifônico, eu não sei que ano que o Davi Lago lançou esse livro. E o que eu gosto até hoje, >> 16, >> quando que foi? >> 16. 16. >> 2016. >> É, >> nossa, mano. Enfim, para mim parece que ele lançou ano passado assim, porque aí vê com a coisa mesmo, né? E ele falava já da bancada evangélica lá, do vácuo de poder, enfim, aquela coisa toda que no fundo é só mais uma bancada, como qualquer outra bancada parece ter interesses muito próprios e tal. E e a da bancada evangélica não parece ser o evangelho, né, ou interesse, enfim, >> mas desgosto a parte, >> mas é a bancada dos evangélicos. Eu acho que é importante fazer essa crítica, entendeu? >> Então, é a bancada dos evangélicos, o que, infelizmente não representa o evangelho, né? E e aí esse é o problema assim que eu vejo nessa no cristão que vai se envolver com a política, porque como que ele vai conseguir fazer o bem lá e como ele vai conseguir ser um discípulo diante de um meio que é muito corrompido, né? O próprio WBD falam disso, eles reconhecem que é do é é da vontade de Deus que a sua criação seja governada por seres humanos. Ou seja, então o próprio Jesus reconhece ali a autoridade de Pilatos e tal, né? Mas ao mesmo tempo ele diz: "Olha, mas nenhuma autoridade de você teria se não fosse dada do alto". Ou seja, Deus concede autoridade. É o governo de Deus que acontece mediante o governo humano. Mas é claro, nem sempre acontece assim. Gêneseis já vai mostrar isso, né? como os governos são corrompidos e tal, mas a diferente, né, dos outros povos em que só o rei, o sacerdote era direto de Deus e tal ou filho de Deus >> no na na religião ou no ah na Bíblia Sagrada, na teologia bíblica, é o ser humano todo empoderado para esse cuidado do jardim e da criação e por aí vai. OK, beleza? Mas hoje em dia, na realidade de hoje, sabe, tudo tão corrompido, como sempre foi em última análise, mas quando parece que a política se quando a igreja se envolveu com política, parece que deu ruim, entende? Parece que a história mostra isso um pouco para nós. A própria história bíblica em última análise, né? Os profetas palacianos, eh sabe o o a própria crítica de Oséias, né? Na pena de Oséias foi maior bucha esse lance aí se ter impedido um rei. Na pena de Oséias, isso foi bucha. Sabe, vocês quiseram um rei, cara, isso foi uma bucha para vocês, né? Obviamente que isso é na pena de Oséias, não é todos os profetas que concordam com isso, mas na história da igreja parece que foi isso, assim, quando a gente começa a se misturar ali com o estado, eh, dá ruim assim, né? Dá ruim. E será que esse é um caminho hoje? Que caminho seria hoje essa relação então nossa com os poderes de hoje? Sabe, é possível? E eu acredito que em primeiro lugar a relação da autocrítica, tá? O Zéias é um dos 12, do rolo dos 12. E o rolo dos 12, ele deve ser lido eh de maneira completa. A mensagem que ele traz sobre a questão do rei conflita a ou na verdade está sendo harmonizada ali na edição posterior com a outras mensagens que falam a respeito da grande salvação que vem por meio do Messias de Javé, daquele que irá coordenar todas as coisas. E aí eu volto para onde eu parei sobre a questão de da do anúncio de Jesus de Nazaré sobre o reino de Deus. E porque é importante nós classificarmos, pelo menos no começo do Ministério Público de Jesus, de que ele é um profeta apocalíptico. Porque quando ele tá falando sobre o reino de Deus, ele está falando a partir de um de um senso de autocrítica também, assim como João Batista também fazia. João Batista olhava, por exemplo, pra classe ah sacerdotal, pra classe religiosa, apontava o dedo e falava: "Nós fazemos parte do problema. Nós somos aqueles que alimentam essa máquina que nós chamamos de império dominante. Nós que compos uma bancada evangélica. Por isso que eu disse que o a bancada evangélica ela sim representa os evangélicos. Isso não significa que representa o evangelho de Jesus de Nazaré, morto e ressuscitado. E aí é onde entra o aspecto do envolvimento do cristão a partir do evangelho. Se o evangelho de Cristo Jesus e os evangelhos são a nada mais nada menos do que a história desse rei que é agora entronizado a partir de uma crucificação e de uma ressurreição, todos os outros poderes eles se tornam relativos ao grande poder. eles se tornam eh aqueles que orbitam um um cetro maior e que as mudanças ainda estão sendo implementadas. Quando Jesus de Nazaré, ele é frequentemente questionado nos evangelhos a respeito se ele é o Messias ou o que que é o reino de Deus e tudo mais, além de falar em parábolas, ele dava um alguns atestados de sinais, maravilhas, de mudanças de condição que aconteciam ali na no Ministério Público dele. E para além disso, ele capacita os próprios, os seus próprios discípulos e a igreja de Cristo Jesus com o mesmo espírito que desce sobre eles, dando na grande comissão o seguinte aviso: "Todo poder me foi dado nos céus e debaixo dos céus para que para que por sua vez, e aí a gente leva em consideração o final, o reino de Deus fosse estendido." E aí, por isso que ele fala: "Vão, façam discípulos, vão, batizem, vão, anunciem as boas novas". Quando Jesus de Nazaré tá fazendo isso, ele está finalizando o seu caráter de profeta apocalíptico e inaugurando o reino de Deus de maneira ampla, completa, no clímax. E que a igreja, por sua vez, ela através da sua ação ética, como o Léo já falou lá na frente, ela vai, por sua vez, implementando este reino. A igreja é o reino? Não, reino é um resultado da atuação da igreja. E a gente precisa levar em consideração, porque reino é a regência de Jahro como o cetro com o seu cetro de justiça. A partir do momento em que a justiça for pulverizada, florescer, ser semeada em um mundo de caos. Lembre-se que Jesus fala a respeito do valente que entra numa casa que tem que amarrar o dono, que por sua vez ele está completando isso e relega a igreja para que possa complementar. Só que mais uma vez profetas apocalípticos se se se colocam como parte do problema. A igreja precisa se colocar como parte do problema. A bancada evangélica existe como parte do problema que nós criamos. E aí resta o evangelho para que a partir da autocrítica nós olhemos para nossa própria conduta e falemos: "Isso daqui está não está uniforme. Isso daqui, essa ação não está coerente." E mais uma vez, se a gente parar para pensar na temporalidade dos reinos, por mais grandiosos, gigantescos que sejam os grandes impérios, reinos, governos, nada dura para sempre, né? Por mais forte que seja, o Léo até traz isso, né? Se nós pegamos, por exemplo, um século atrás a nossa geopolítica, a muita coisa mudou. Muita coisa mudou. Tínhamos uma União Soviética, por exemplo, >> a Tcoslováquia virou República Checa, que agora é Téquia. Se voltarmos para a participação das dos estado estado nações, estado nação, >> estado nação, [limpando a garganta] >> estados nação, >> estados nação. Na Copa você verá muitas mudanças por conta realmente dessa imprevisibilidade geopolítica. E essa imprevisibilidade geopolítica está harmonizada com o fato de que Deus continua reinando, de que Jesus é o rei, o verdadeiro Messias de Javé e de que a igreja, por sua vez, continua não alienada, mas em conflito, em diálogo também, em afastamento e aproximações. E essa dinâmica sempre será flexível para que o reino de Deus possa ser manifestado. Vamos lá. Devemos sempre lembrar de que a abolição da escravatura tem como um dos aspectos do tecido social de apoio a igreja. A igreja tá tava ali, a igreja acusou. A igreja promoveu, mas também a igreja acusou. E a igreja também promove a mudança em cima disso, claro, aliado a mais outros fatores, algo multifatorial. Mas isso elimina o problema da abolição? Não, porque rupturas sociais sempre existirão no nosso meio. Rupturas sociais sempre estarão na nossa marginalidade. E o reino de Deus é o é onde essas rupturas são parcialmente costuradas até a próxima. É um trabalho contínuo, pode ser um trabalho super cansativo, mas veja, nós só temos um século de vida. Nem isso dependendo de como anda a sua saúde. Mas a igreja de Cristo Jesus, ela é chamada a observar a realidade, criticá-la e a oferecer uma resposta para isso. >> Então, quando a gente olha pra questão das regências temporais, a gente não pode eh levar em consideração de que parece que nada muda. Muita coisa já mudou. O Léo tá aqui como um historiografo, um historiador, historiador, >> um historiador, um professor de história, historiador, >> ele misturou o que o vivo fala da galera que fica jogando teologia, teologastro com historiogastro aí, ó. >> E é exatamente isso, entendeu? Exatamente isso. Então, o o Léo tá aqui para para provar o quão muitas coisas mudaram no nosso tecido e que, por sua vez, tem como semente ou aconteceu paralelamente na sociedade eh discussões dentro das igrejas, sabe? [roncando] O o caráter profético, ele ainda é um caráter eh é é um é um caráter indispensável pra igreja. É, ô, ô, Luiz, >> o espírito não dinamiza is a isso, né? Eh, você falou de flexibilidade e é difícil porque a gente quer uma cartilha quando é impossível. É uma questão de postura, não é de ação necessariamente ação concreta. Isso antes de entrar nas questões sobre estado, sobre a própria obediência, aquilo que Deus fala, por exemplo, pega lá no decálogo, não matarás. Não matarás, não matarás. Você tá ali, Deus disse, não matarás. Mas, pô, como é que eu faço isso? E aí você vai ver questões do tipo, ah, se você construir um terraço e não colocar uma mureta, você é responsável se o seu vizinho, se o seu próximo tiver no terraço e cair. Ou seja, você tem um princípio ali, não matarás. E depois o povo, nesse caso, a gente tem que pensar em mecanismos para fazer com que isso se materialize, se concretize. Deus não deu a cartilha pronta. Ao mesmo tempo, isso vai, todas essas ações, elas são limitadas. Então, pera, mas o o a mureta é suficiente? Talvez não tem que colocar uma grade ou talvez não tem que colocar um sinal, quadro de aviso. E isso exige atenção e reflexão constante. Por isso que o caminho da o caminho da da Bíblia, o caminho cristão, a jornada cristã, ela é uma jornada de sabedoria. Eu gosto quando Paulo fala lá de as Sagradas Escrituras são inspiradas por Deus para ensinar, redarguia e todos aqueles verbos lá que dependendo da sua versão vai mudar bastante, mas todos eles indicam que tem alguma coisa errada no leitor que a gente sempre precisa ser corrigido. E ao final ele diz: "Porque são sabedoria para a salvação." Ou seja, >> exato. >> A gente para exercer sabedoria, discernimento, a gente precisa dessa dessa flexibilidade. E aí, tentando trazer essa questão para assunto até mais prático, [roncando] eh, eu acho que o erro está em confundir a a nossa dimensão espiritual do envolvimento com Cristo com a nossa dimensão pessoal de envolvimento institucional. Dá um exemplo aqui até minha camisa aqui, ó, do Jesus Quebrando Rifle, ela ela foi uma arte que circulou eh bastante com o movimento pacifista depois ali da Guerra Fria na Alemanha Oriental, especialmente ali entre cristãos que eram perseguidos pela igreja. E aí a pra igreja sobreviver a um regime socialista que limitava a atuação das instituições religiosas, qual foi a solução que as igrejas ali alemães eh eh tomaram a partir ali dos meados da década de 70? Vamos focar só na diaconia, serviço boca a boca. Então a gente não tá proibido de fazer prédica, vamos ajudar quem pode, ajudar quem ajudar quem precisa, perdão, entregar os mantimentos, entregar o dinheiro e dizer que a gente tá fazendo isso por conta de Jesus. a pessoa perguntar. E a partir desse movimento, as igrejas elas vão recebendo pessoas muito diversas que estão passando n situações de vulnerabilidade por conta da opressão de uma ditadura. E aí vai ter desde a pessoa conservadora pró ocidental até o socialista dissidente na igreja. E como é que essas pessoas se comportavam nessas igrejas, nessas igrejas da Lima Oriental? O que que elas faziam? A igreja ela falou assim: "Não, vamos apoiar o projeto liberal contra o socialismo não. Vamos fazer vigília de oração pela paz. Alguém foi morto inocentemente pelo Estado. Vamos falar isso de púlpito e vamos orar. as soluções pragmáticas, quem vai colocar a mureta, se vai ser mureta, se vai ser grade, fica aí pro conservador, para feminista discutir. Mas a postura de dizer isso está errado, e a gente precisa dizer que isso está errado pela convicção que nós temos pela revelação bíblica, é uma postura que transcende a própria limitação política. Então, quando esse movimento vai gerar o que ali no final do período da Guerra Feira a gente chama de revoluções pacíficas, porque pacíficas, né? junto um monte de gente com vela orando pela paz. O que que o exército soviético vai poder fazer com essas pessoas? Vai metralhar todo mundo? O escândalo que isso ia ser. Então, e isso veio do fato da igreja tá acolhendo gente que antes dessa postura de acolhimento tava todo mundo se brigando, dizendo que a culpa do regime eh ser mais opressor ou menos opressor era de uma ideologia X ou Y, quando as soluções pragmáticas, agenda política, projeto político, isso veio depois. Isso não foi discutido pela igreja institucionalmente, foi discutido pelos cristãos e quanto o corpo de Cristo. É ali cada um nas suas limitações ali ideológicas ou preferências estava ali discutindo o que que vai fazer depois que a ditadura passar. Mas a questão principal é qual é a postura que a gente tem diante da injustiça, qual é a postura que a gente tem diante da violência? É o que você falou da autocrítica profética, olhar para isso e denunciar, clamar sobre isso, clamar por isso publicamente, né? sendo essa presença fiel para que a ação fiel, como o WR e o Birds colocam, ação fiel, ela se manifeste nos espaços institucionais, porque aí sim a gente tá aberto à discussão, né? E aí para trazer mais o exemplo dessa abertura discussão, né? eh confundir esse espaço da da do alinhamento institucional com a dimensão espiritual eh gera às vezes estranhamentos, como por exemplo, eu me lembro do Cacau falando isso. A gente, pelo menos para esse lado de cá das Américas, até pela influência do lado evangélico que a gente recebe dos Estados Unidos, a gente tende a associar muito o cristianismo protestante com eh políticas ligadas ao espectro de direita. Mas se você olha para países europeus que são radicalmente católicos, ser de direita é ser católico, logo ser protestante é ser de esquerda, como é o caso de muitos partidos na França ou na Espanha ou em Portugal, que você vai encontrar mais >> Escócia também, né? >> Escócia também, dependendo do ramo do protestantismo, porque os mais tradicionais são eh royalistas, né? Vão defender a coroa, mas tem uma galera ali que é mais contra, que são das igrejas livres. Então assim, vai depender muito do contexto. Aí você vai dizer que essa escolha por um projeto para resolver uma situação contextual define o status espiritual da pessoa necessariamente. Êfase no advérbio, necessariamente. É difícil, cara. Então é isso, a questão da flexibilidade, ela existe e precisa vir justamente pelo ponto que tá norteando toda essa discussão que passa pelo livro ali do do Wght e do Bird, que é lembrar que Deus ele é transcendente, ele tá acima das nossas visões políticas, portanto ele é capaz de agir não só apesar delas, contra elas, mas também por meio delas. Mas para que ele aja por meio delas, >> a gente precisa distanciar a dimensão espiritual da institucional. E aqui distanciar não tô dizendo eh separar independentes, alienar. >> Alenar. Aham. >> Por quê? Eh, e o que é legal para eu encerrar aqui essa minha fala bem longa é de que isso é documentado, gente, na historiografia. Eu li isso na faculdade, no doutorado, um dos melhores textos que eu li na faculdade, história da justiça, Paulo Prod. O cara fala: "A gente só tem liberdade e democracia hoje porque a gente não virou um califado católico no século XI com inocência. Por quê? Existe uma distância cultural no Ocidente entre as questões judiciais civis e as questões de consciência que ficou na base dos reinos e da igreja. Essa briga que acontecia o tempo inteiro, os reinos tentando coptar a igreja, a igreja tentando coptar os reinos e as pessoas protestando contra tudo isso, primeiramente todo mundo sendo católico, depois protestante. Isso cria entre esses dois polos uma margem de ação que é possível ter disensão, é possível viver de maneira diferente, é possível criar mecanismos de bem comum. A ponto do de uma frase lá que eu gosto bastante do hermo de Rotterdan, clamor pela paz dele, que ele diz que o pior dos acordos é melhor de ser vivido do que a mais branda das guerras. >> Uhum. >> O que que ele vai chegar nesse nessa nessa questão? Porque vendo todo mundo ali brigando, tentando usar o poder para valorizar uma confissão religiosa ou o inverso, ele vai dizer: "Cara, é melhor a gente manter esse distanciamento e construir um chão comum, que é a postura que o Bird Wright vão ter no livro". Por quê? Cara, até até até um resumo aqui dessa postura dele, né? Essa ideia de que, por exemplo, a gente precisa ter o o cristão quando vai se envolver com essa com essa questão, ele precisa ter a seguinte eh ajudar a construir a narrativa, né? Ele tem que explicar, né? Ou seja, ele precisa de uma narrativa sobre porque a liberdade importa, ou seja, porque o cristão é importante ele lutar pela liberdade, eh, a questão dos direitos, porque as minorias devem ser protegidas, porque o poder deve ser limitado, né? Porque o adversário político continua continua sendo concidadão, que aqui eu acho que onde erra bastante o envolvimento de cristãos com a política, é que se demoniza demais o outro, né? E qual é o propósito do florescimento humano, né? Sem essa narrativa, a sociedade pode abandonar o bem comum e transformar a política em luta entre tribos, né? >> Ô Bibo, foi foi bom esse resumo. Eu eu ia caminhar para aí, mas eu ia dar mais volta. Foi bom que você me cortou. Eh, esse é o seu trabalho. Esse é o seu trabalho. [risadas] >> Exatamente. >> Obrigado, Bibo. Obrigado. >> Com Luiz eu não consegui fazer. Tentei pegar um gancho aqui, mas do Luiz ele foi quase esse esse esse foi bom porque assim, o o Wght ele não vai, se você espera que o Whtg ele vai defender uma democracia liberal, porque ele vai dizer que é bíblica, você vai ser frustrado por esse livro. Porque o que o Wght faz? E aí eu gosto bastante desse livro por conta disso. Ele vai construir uma teologia bíblica do poder e depois ele vai, a partir dessa reflexão, tentar justificar ele e o Budd porque uma democracia liberal é um regime político melhor. Ele está assumindo que faz uma escolha. E o nosso problema às vezes com bancada evangélica é porque a gente traduz escolhas que são nossos boss para assumir como Deus mandou. É batalha espiritual. >> Exato. >> É sacralizar o que o Deus não pede, né? É santificar melhor as hipóteses, né? Exato. >> E na melhor das hipóteses assim, é >> perí, pera aí, Luiz, pera aí, pera aí, ô Luiz, pera aí, pera aí, pera aí. Não, é porque o que o Léo fala agora é a gente tem que ser bem crente, né, Léo? A gente tem que, essa é a nossa tentativa, cara. É tombar o nome de Deus em vão mesmo. >> Eh, é um perigo muito grande que quem se envolve com >> Ah, obviamente que isso vale também para o o poder religioso. A gente não precisa nem não é o foco desse podcast agora. Todos esses casos de abuso que a gente fica sabendo é o nome de Deus, né? É tomar o nome de Deus em vão. É muito forte essa questão. É usar o nome de Deus para algo que Deus não aprova, né? Porque você coloca Deus num lugar que Deus não quer estar, né? É, é, é o uso do nome de Deus em vão. E o político ele corre muito nesse problema. E pastores que apoiam também de forma desmedida, eh, usam o nome de Deus para, ou seja, usar o nome de Deus é usar Deus. para uma coisa, para um ato, para uma atitude que Deus não aprova. E isso é usar o nome, isso é tornar o nome de Deus vazio, é esvaziar o nome de Deus, >> sabe? >> É muito sério isso aí, cara. Muito sério. >> Ex. E e quando a gente fala sobre esvaziar o nome de Deus, essa separação entre autoridade religiosa e autoridade autoridade política, ela pros autores bíblicos, o que nos dá uma base para uma crítica agora, né, elas não existem. Elas realmente não existem. Porque de certa maneira uma autoridade que se diz que é religiosa, mas tem com chaves e ganha determinado tipo de ã eh benfeitorias de uma sociedade que se compõe politicamente, ela é também uma autoridade política. E é por isso que quando você olha paraa dinâmica de lideranças do Novo Testamento, a dinâmica de lideranças do Novo Testamento, você não fala sobre ah líderes que mandam em outros, você fala sobre cooperadores do evangelho, >> tá? Humum. >> E aí, cooperadores do evangelho com as suas dinâmicas e interpretações específicas do evangelho em algumas coisas específicas, mas são cooperadores do evangelho. Isso significa o quê? que não existia eh liderança institucional na igreja primitiva. Óbvio que não. Isso eh acabou sendo feito até por por conta de uma questão de de auxílio para reconhecer quem são o os verdadeiros pregadores do evangelho e tudo mais. Só que a ali a relação de uma liderança, ela tem a sua questão política esvaziada e substituído por uma coisa que você fala bastante nos seus livros, que é a teologia da bacia. É a ideia do pano na mão e de se colocar em um lugar que não te pertence como regente desse século, como regente do cosmo, porque quem é regente de fato é Jesus de Nazaré. Paula Filemon também, né, daria para citar que é, embora eu tenha a autoridade para te mandar fazer, >> examente, >> eu não desejo fazer isso, né? O o Jaquelu, ele tem uma interpretação legal dessa dinâmica que ele fala do não poder, e isso é o distintivo do cristianismo na política, que é mesmo tendo privilégios e reconhecimento para agir de determinada forma que o mundo não vai nos condenar, nós escolhemos não fazer. Porque isso >> os evangélicos, eles são chamados para serem Messias e eles se recusam. >> Uhum. É. recusam aç. Outros texto bíblicos também vem agora a cabeça. O exército do cordeiro em Apocalipse 14, que é o texto polêmico lá, que diz: "Eles não se deitavam com mulheres." E o que que isso significa? O texto tá falando ali de usar mulheres como espo de guerra, que é uma questão convenção cultural. Se você vai pra guerra sendo homem, você pode usar a mulher do inimigo como esposo de guerra. E ali >> João usa essa linguagem para dizer: "O exército do cordeiro abre mão de direitos reconhecidos por serem contrários à natureza do cordeiro, mesmo quando ninguém o julgaria por isso." >> É isso, galera. Tem mais coisas que a gente poderia falar. Tá aí esse lançamento da Thomas Elson Brasil, Jesus e os poderes do Tom Wright e do Mike. São oito capítulos, na verdade, contando a conclusão. O reino de Jesus, a sombra do império, a igreja entre Jesus e César, o poder e os poderes no cristianismo primitivo, o reino de Deus como visão e vocação, a igreja entre a submissão e a subversão, a igreja resistindo aos poderes de hoje, liberalismo e amor em tempos de medo e fragmentação. E a conclusão, a Thomas Elson, ela tem uma série de livros do Enity Wright. Ela tem os mais parrudos, né? a teologia mais robusta do Enich Wright, que é tipo Jesus e o povo de eh o Novo Testamento e o povo de Deus. Aí é Jesus e a vitória de Deus. >> Vai ter depois a continuação. Ah, tem os livros dessa coleção aqui que tem e escatologia e história, autoridade bíblica, que eles tem a capinha vazada aqui, né? Tem todo esse detalhe aqui, ó. Olha aqui. Tá todo, ó. Tcharã. E tem aqueles mais eh populares que aí é tipo Paulo eh Paulo, a biografia de Paulo, né? Temidos pela >> pela esperança, simplesmente cristão, simplesmente Jesus e tal, que é a não sei se o simplesmente cristão veio ou só o simplesmente Jesus >> veio. Simplesmente cristão tá aqui, ó. >> Veio, tá aí, né? E tem o simplesmente Jesus também, né? Ótimo. Simplesmente cristão, simplesmente Jesus, que aí é a teologia mais popular do, aliás, um bom começo para você ler Enity Wright. Mas Jesus poderes também tá uma linguagem bem introdutória, bem bacana. Você vai gostar de pensar esse tema. Eu não li, não sei se o Léo leu ano passado retrasado, que é o Michael Bird tem um sobre liberdade religiosa. >> Sim, eu li o capítulo oito. É um basicamente um resumão desse livro do do Mike Bird, >> do Bard. Eh, eu gosto, eu gosto dele porque de novo é a mesma coisa que aparece nesse livro aí. Ele tá assumindo que faz uma escolha. Ele não tá dizendo que a democracia liberal é bíblica e etc, etc. Mas eu acho que é é muito legal a construção que ele faz de certos valores da teologia bíblica que depois se transformaram em agenda política que criaram uma democracia liberal e pluralista. Exato. >> Apesar de todos os defeitos, eh, concordo com ele nesse sentido, não, ele não é o primeiro a dizer isso, eh, que uma democracia liberal pluralista é o melhor regime pra gente conseguir testemunha, eh, se a gente, >> inclusive tem estatística sobre isso, né? Tem uma reportagem da Cristianity Today divulgando uma pesquisa de 2021 que você tem como medir a relação entre o privilégio estatal a o cristianismo e o crescimento. Então, quanto é quanto maior é o privilégio estatal, menos a igreja cresce. Eh, porque você tem aquela questão da substituição do da tarefa do testemunho por coisas que são do estado e aí essas coisas se perdem, né? Eu entre outros detalhes que daria para falar aqui. >> É, mas acho que a gente viu uma coisa esquisita hoje, cara, que às vezes e tá todo mundo sendo evangélico, né? Tá tudo, tá muito inchado o negócio. Enfim, é isso, galera. Ó, tem dê a sua opinião nos comentários aí. É um assunto que daria para esticar, tá? bastante mesmo. E fica aí nesse tempo de de é bom, é um bom presente para você dar pros seus pastores, líderes, tá aí Jesus e os poderes. Tá bom? Deus abençoe. Obrigado, Léo, por voltar aqui ao BTC. Estamos juntos, Luiz. Obrigado por ser obrigado estar aqui. Obrigado. [risadas] >> Mentira. Ó, deixa eu falar aqui porque já perguntaram para mim, você é realmente obrigado a estar em todos os episódios? >> E assim, eu sempre respondo mais ou menos. Brincadeira. O vio ele sempre, mano, >> é [limpando a garganta] bom que você esteja, sempre faz uma uma vivo não é esse carrasco não, tá gente? Não é esse >> é que tem esse episódio ele tinha que tá porque é um assunto que eu não gosto muito, entendeu? Então Luiz, você vai lá leva o assunto porque eu não curto muito essa pauta aí não, mas se vocês pensar o condizos cop ele não tava, mas foi convidado, cara. Se você quiser tá lá é bem-vindo, mas não é obrigado, gente. Aqui não é ob não é ele tem as obrigações que são de qualquer trabalho e tal, entendeu? Ó, vou vou falar que o M é um chefe maravilhoso, tá? Não é porque tá gravando, editando, mas ele é um chefe maravilhoso. Fica tranquilo, gente. >> Os poderes agora me vê mais poder, tal. Sei. Isso aí. Eu >> eu ia brincar que o Luís com Bibo é aquele louvor, né? Sua presença nos alegra. É. [risadas] >> É isso, gente. Voltamos a semana que vem com mais BTC. E é isso. Deus abençoe todos vocês e Deus abençoe a igreja aí em 2026. É isso. É. Não, eu tô imitando o Víor Fontana direto agora. Tô fazendo assim que o Víor Fontana que termina o vídeo dele, né? >> Esse canal pode ser um pouco seu também. >> É, e é isso. E a gente é um pouco do Víor Fontana também. É uma maravilha. Saudade de gravar com o Víor. A gente teve agora os episódios sobre Jesus com ele, né, que foi da nossa conferência, tal. Temos que renovar o estoque. Mas, ó, Igor Miguel voltou, Pedro Dut gravou recentemente também. tá voltando a pegar aí uma galera assim que gravava com eu tô voltando a me animar a gravar mais podcast, eu viu é que sabe que o pessoal não sabe que a pessoa que tem mais obrigação nessa história toda sou eu. Eu que muitas vezes não quero estar aqui e tô [risadas] >> que não pode estar, né? O que >> Exato. Eu tô aqui, ó, porque vocês gostam, vocês acompanham, vocês são edificados com esse podcast. É por isso que chega final de ano, eu falo: "Mano, acho que deu, mano, deu de podcast, vou ficar só com os livros". Aí começa a vir as retrospectivas do Spotify, do YouTube e a galera manda o testemunho. Não, e aqui eu tô falando sério mesmo, galera. Eh, >> é bom quando vocês eh de alguma forma falam do do do que é se isso aqui é importante ou não. Se você não gosta, não fala nada, já tem muita gente criticando, [risadas] né? Mas se você gosta, de vez em quando, não sempre, tá? Porque senão a vaidade também pode tomar conta aqui e aí a gente vai querer contar o povo, igual o Davi fez, né? Então assim, ó, eh, mas de vez em quando, se você é abençoado, e aqui eu digo por qualquer coisa, tá? Não precisa ser agente, nem precisa fazer aqui para nós, para dizer que eu tô aqui, mas você curte o trabalho de alguém, você curte a música de alguém, esse cantor tá vivo, essa cantora, cara, elogia lá, entendeu? Manda uma mensagem, faz um comentário público, obrigado pelo teu trabalho. Eu faço isso com alguns youtubers que eu acompanho, entendeu? Pô, obrigado, obrigado por esse vídeo, entendeu? por esse conteúdo. É isso, mano. É, é importante para quem tá produzindo saber que tá alcançando, que tá fazendo bem, entendeu? Então, se a gente te abençoa, né, divulgue, divulgue, não precisa vir aqui dizer, mas se você divulgar já é uma coisa boa. Beijo, acabou. Foi terapêutico isso. Obrigado. >> [risadas]