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A fé vem pelo ouvir

HISTÓRIAS E FANTASIAS COMO CAMINHO PARA DEUS

HISTÓRIAS E FANTASIAS COMO CAMINHO PARA DEUS

HISTÓRIAS E FANTASIAS COMO CAMINHO PARA DEUS

Rodrigo Bibo tem uma conversa com Sara Gusella, Cristina Bonfim e Phellp Willian sobre como nossas histórias promovem a glória de Deus!

Venha para a FEFIC

Legendas automáticas:

[música]
Muito bem, muito bem, muito bem. Sejam
bem-vindos a mais uma live aqui no canal
do Bibo Talk. Você está aqui porque você
gostou desse tema ou você está aqui
porque gosta da gente? Tudo que a gente
faz, você tá aqui assistindo. Muito
obrigado. Essa live é o seguinte, ela
atrasou um pouco. A gente pede perdão
pelo atraso. Então já vai comentando aí
o seu nome e a cidade de onde você está
falando. Beleza? Diga aí querendo saber
de onde você é. Se esse tema é sobre
fantasia, romances, escrita,
criatividade, literatura, tá? Se a arte
aí é algum conhece alguém que é desse
mundo, dis para ele vir assistir essa
live aqui que ficará salva no canal, ela
pode assistir em outro momento também,
tá? Então ela é nossa convidada, manda
esse link para alguém, tá? Comenta aí.
Temos 16 pessoas por enquanto nos
assistindo e a gente acabou de divulgar
também nas redes sociais. Aliás, deixa
eu botar no meu stories aqui também que
nós estamos ao vivo. Mere aqui, Ó aqui.
Beleza, adicionei ao story. Estamos ao
vivo. Pronto, botei no story. Você
também pode pegar esse link, tá bom? Não
esqueça de comentar, tá? Comente. A
Goiânia aqui. Boa tarde, pessoal. Boa
tarde, Goiânia. Ao, a Carol Carol
Merocha Arte. Olha aí, tem arte no @
dela aí. Tá bom. Mais alguém? Diga aí o
seu nome. Gente, hoje vamos falar um
pouquinho sobre criatividade, sobre
criar para a glória de Deus, histórias,
fantasias, dificuldades de ser crente e
artista. Gente da Bahia também aqui com
a gente, o Igor, ó. E para falar comigo,
eu trouxe aqui algumas pessoas. Quero
trazer primeiramente para o palco Sara
Guzela. Ela que é autora de romances,
fantasias agora. Terror também vai vir.
Terror já veio terror? Não. Ou é o esse
último que tu lançou agora é terror,
Sara? Agora fala comigo, Sara.
>> O
>> o terror tá vindo agora. E aí, pessoal?
>> Ah, o terror tá vindo. Sara, que então
que também é idealizadora da Fefic, está
com delay igual a Casé TV. Gente, hoje a
conversa com a Sara vai ser tipo
assistir jogo do Brasil na Casé TV. A
galera tá berrando o gol lá, mas depois
de 20 segundos a gente fica sabendo.
Sara, fala comigo, Sara. Mas tá com
delayzinho, eu acho. Sara,
comigo, Sara. Vai,
>> pessoal, vocês estão me ouvindo?
>> A gente ouve com delay. Isso.
>> Sim. Ai, que bom, gente. É sempre uma
uma batalha espiritual fortíssima aqui.
>> Olha, olha, olhaas lives, mas [risadas]
está dando tudo certo. Aprenderei e
melhorarei. Mas vivo, quero agradecer.
Obrigada, né, por estar aqui, né, ter me
convidado para estar aqui com você mais
uma vez. Então é isso aí, meu próximo
livro, eu sou autora de ficção cristã e
o próximo livro, ele é um terror, ele é
uma fantasia sombria. Então é um terror
mais leve, que é uma mistura aí entre
fantasia e terror.
>> Entendi. É esse do dragão agora que você
tá divulgando aí, que eu esqueci o nome
agora, é o que tem o dragão na capa?
Não,
>> eu não tô te ouvindo de novo essa luta.
>> Eita nós, gente. Gente, se a
>> antes deles entrar no ar, eu tava
ouvindo normal, agora eu
>> É, mas enfim, vou trazer o Felipe aqui.
Vamos ver, gente. Se a Sara sumir, vocês
já sabem, né? Porque a Sara deu deu deu
pau na com, como dizia aqui.
>> É, vamos lá, gente. Tá me ouvindo,
Felipe? Fala comigo.
>> Eu estou ouvindo. Você está me ouvindo?
Eu estou lhe ouvindo. Felipe William,
grande escritor, roteirista, coautor dos
meus dois livros infantis que lançamos
juntos, né, Quando o meu sorvete cai e o
dia em que o Hugo perdeu sua baleia.
Mas, né, autor de outros sucessos,
vencedor do prêmio Jabuti. É isso.
Lembrei, não?
>> Finalista do Jabuti.
>> Finalista. Ganhou para mim. Ganhou para
mim. Ganhou. Chegou, chegou na final. Já
é, já é meu vencedor. Já, já. Para mim
já, já ganhou. Já ganhou. Felipe
William, bem-vindo aqui nessa mais uma
live aqui no nosso canal. Obrigado,
mano.
>> Imagina, eu [roncando] que agradeço o
convite e tô muito feliz de estar aqui,
falar de coisas que são muito
importantes para mim. Então, bora.
>> Ah, que legal, que legal, gente. É isso.
Felipe, você fala um pouquinho qual foi
o livro que você chegou na final do
prêmio? O prêmio Jabuti não é um prêmio
evangélico, né? É um prêmio da
literatura nacional, né?
>> É, é talvez o maior prêmio de literatura
do país, assim, né? Eh, eu, eu e a
Melissa, antes da gente produzir para o
mercado cristão, nós fazíamos, eu,
Melissa é a minha esposa, né, Melissa
Garabell, eh, [roncando] nós fazíamos
quadrinhos para o mercado secular de
quadrinhos, né? Eh, e aí a gente foi,
fez um quadrinho independente chamado
Saudade e a gente fez por conta, fez uma
campanha no Catars, ganhou a grana, fez
o livro e a gente escreveu o livro e deu
certo. Ele foi finalista de abuti, daí
ele foi, saiu na França, na Espanha, nos
Estados Unidos. Lá nos Estados Unidos,
ele concorreu a Wisner Awards, que é o
maior prêmio de quadrinhos dos Estados
Unidos. Nossa,
>> então enfim, ele teve um impacto grande.
Daí, por conta disso, a gente começou a
ter mais contatos, as pessoas começaram
a olhar pra gente, né, até a gente
conhecer a Thomas Nelson e desde então a
gente montou a Pequeninho e estamos
nessa parceria.
>> E o Saudade saiu pela Thomas Nelson ou
eu tô viajando? Não, né?
>> Saiu pela Harper Kids, que é
>> pela Harper Kids, é que é o selo. A
Harper que é dona da Thomas Nelson, por
assim dizer, né? Muito bom. Ó, inclusive
eu falar na falar na Melissa, tô aqui
com a Bíblia que ela fez a capa, tá da
que eu não sei falar o nome dessa
coleção, cara. É muito difícil. Bíblia
Arts Collection. É difícil.
>> Artes. É, vocês são muito chique. Brilha
no escuro. Muito legal. A Mileninha,
amor, tem que voltar para casa. E também
com a gente aqui, autora, roteirista,
eh, diretora de cinema, Cris.
>> É, esqueci o teu sobrenome. Bom Fim. É
isso. Bom fim. Lembrei.
>> Bom, devia ter colocado sobrenome.
Esqueci.
>> Não, mas tá aqui, tá no @ Tá bom. Seja
bem-vinda, Cris, aqui e fala um
pouquinho aí. A Cris ama dragões, ama.
Como é que é, Cris? Fala um pouco para
nós aí das suas obras.
>> Eu sou apaixonada pelo universo
fantasia. Meu recente lançamento pela
Thomas Nelson é a Guardiã de Pedras e a
gente vai ter o lançamento da
continuação porque é uma duologia e e
vai sair esse ano. Então tô bem animada
também. Eh, eu queria até falar que eu
tenho essa bíblia, eu quero falar que eu
tenho essa Bíblia, mas uma coisa
bíblica, o meu é mais especial é que eu
tenho autógrafo.
Ah,
>> é verdade. É verdade. Também não,
>> não, não tem. O meu tem só um papelzinho
explicando. Olha, quando for falar,
fazer a propaganda, fale isso. E eu não,
já fiz a propaganda e não li isso aqui.
Foi mal, mas eu eu não, eu não tenho
autógrafo. Eu eu não levei lá pro, pro
evento que nós estivemos juntos e tal.
Perdi, perdi a chance. Ô Cris, e tu não
pode mostrar a capa do da continuação da
guardiã, como é que é o nome? Guardiã da
pedra. Como é que é? Não,
>> guardiã de pedras.
>> Isso.
>> Tu não pode mostrar a capa para nós?
>> Ah, eu teria que pedir autorização. Acho
que eu não posso não.
>> É o embargo até quando? Assim, tipo,
>> de quando vai lançar?
>> É,
>> a previsão é ali no segundo semestre, já
estamos, né, no segundo semestre. Então,
ó, gente, exclusivo da live, hein, que
eu não falei isso em mais nenhum lugar,
>> ó.
ali de setembro.
>> Legal. Ou seja, Bienal. Bienal de São
Paulo.
Bienal, mas setembro. [roncando]
>> Muito, muito legal. Muito legal. Ó,
então a Melissa diz que vai agilizar o
autógrafo para mim. Então, obrigado,
Melissa. Eu agora vou querer também.
Gente, vamos tentar trazer a Sara de
novo aqui para ver se a internet lá de
Minas Gerais funciona. Vamos lá. Sara,
você tá ouvindo? A gente [roncando]
tá na simpatia pelo menos, né?
Não, não estamos te ouvindo. Você tá
mutada, Sara. Na verdade, você tá
mutada.
>> Você tá me ouvindo agora?
>> Agora sim.
>> E você está?
>> Eu não vou causar mais, eu prometo.
>> Tá. Qualquer coisa, Sara, entra pelo
celular mesmo, entendeu? Só vira ele
aqui e entra pelo celular e dá tudo
certo.
>> Gente, vamos lá.
>> Vamos que vamos, né? Então, tá aqui. Ah,
Sara, uma pergunta que tu não respondeu
porque tu caiu é essa. Esse teu livro
que tem um pouco de terror é o da
colheita que eu de de sangue e fogo. Eu
não lembro agora.
Fogo e sangue
>> quase
>> isso. Ele vai lançar segunda-feira. Essa
segunda
>> ele já lança no site da Thomas. E ele é,
como eu falei, ele é a minha primeira
tentativa de trabalhar com o terror, que
é um gênero que eu gosto bastante.
Assim, ele ganhou meu coração nos
últimos 3 anos. Então é a minha primeira
tentativa de fazer algo que ainda é leve
comparado ao terror mesmo do, né, do
gênero em si, mas que ele tem alguns
toques ali, algumas
>> Mas o crente pode ler terror, isso não é
coisa do do demônio assim, por que que
você vai ler um gênero que que tem a
maldade, que tem onde tem muitas coisas
ruins e tal, uma carga negativa? Que
tipo de terror você anda lendo? Tipo,
como é que é, como é que isso pode
ganhar o coração de alguém que é temente
a Deus e tal. Faça uma pergunta pra
Sara, né, que eu acho que é uma pergunta
que alguém, mas como assim cristão lendo
terror? Porque até depois eu já emo
aquela pergunta que a gente conversava
nos bastidores aqui também, que já são
temas meio difí assim, como que é fazer
eh eh criar literatura ou histórias
fantásticas
que a fantasia deve abordar vários
temas, deve abordar todos os temas que
dizem respeito à vida humana. E aí, como
é que é fazer isso para crente que
muitas vezes é, né, enfim, tem uma
moralidade eh assim exacerbada e
complicada e que nada pode e tudo tá
errado. Como, por exemplo, como assim
terror para crente? Isso é um absurdo.
>> Eu faço a pergunta pra Sara começar a
responder, mas Felipe e Cris, quero
ouvir vocês depois também.
Então, eh, a minha experiência com o
terror começou há uns dois anos atrás,
quando eu comecei a ver filmes do
gênero, porque antes eu tinha muito essa
ideia de que você vai ver um filme de
terror, você não pode, você vai trazer
isso para dentro da sua casa e etc. Mas
para mim, o cristão e o que ele tem, que
ele pode tirar do gênero do terror é
realmente o fato de que essas são
histórias que mostram o efeito da queda
na humanidade. Então, a gente precisa de
histórias que mostrem que o homem não
pode salvar a si mesmo, que mostrem que
o nosso coração é enganoso e todos os
seus caminhos são maus. E não existe,
para mim melhor gênero para mostrar os
aspectos da queda, as consequências da
queda no coração humano do que o gênero
de terror. Então eu vou dar um um
exemplo aqui que eu só vou dar aqui na
live no meu no meu Instagram. Eu nem
indiquei muito pro pessoal porque eu
tenho um público mais jovem, mas por
exemplo, um filme que lançou esse ano,
que falou muito comigo é Obsessão. Não
sei se vocês f se vocês já ouviram
falar, fez muito sucesso. É um filme
horrível, gente. Ele não é um filme
bonito, ele não é um filme com final
feliz, ele não é, mas ele é um filme que
te faz refletir sobre o quão corrupto é
o seu coração e o quão mal nós somos,
sabe? Então eu vejo, eu sempre vi esse
potencial no terror e desde que eu
comecei a a entender que, cara, existe
sim um caminho. O cristão, ele não ele
pode se beneficiar muito dessas
histórias que não vão confortar o ego
dele, mas que vão confrontar ele às
vezes das piores formas que ele preferia
mesmo não ser confrontado. Então, a
minha ideia nesse nesse livro foi trazer
um pouco disso, assim, do horror, do
medo e principalmente dessa sensação de
impotência que o que o que o gênero do
terror muitas vezes traz e de mostrar
que o homem não é o herói da história e
o homem não pode salvar a si mesmo, mas
que, pelo contrário, ele é tão corrupto
quantra o mal que ele tenta lutar,
porque o mal tá dentro dele mesmo.
Então, para ser salvo, ele precisa de um
salvador externo, porque ele não
consegue encontrar essa salvação em si.
>> Mais alguém quer dar dois centavos sobre
essa resposta da Sara?
>> Queria só fazer um comentário que é tipo
além de tudo isso que a Sara disse, né,
que tem uma ordem, eh, se relaciona mais
com a espiritualidade, tem um aspecto
que talvez tenha a ver com
interpretação, assim, que talvez os
cristãos não estejam acostumados, que é
a ambiguidade da arte, né? A a arte ela
não representa ela representa coisas,
nem sempre ela é o que ela é. Então você
vai assistir lá Madrugada dos Mortos, lá
os primeiros filmes de zumbi, era uma
alegoria para o consumo.
>> Então as pessoas consumir coisa, eles
pegavam, puxavam roupas, joias. E aí a
gente não tá falando de zumbi, nós
estamos falando do consumismo humano e
isso para todas as outras obras de
terror que vão de alguma maneira trazer
um elemento ali que pode ser social,
pode ser, né, eh, mental, são coisas que
são simbólicas, né, só que a gente tá
tão acostumado a a consumir uma
literatura ou no caso o cinema, né, que
a a Sara citou, que às vezes é direto,
né, que é que é o que a maioria a maior
parte da ficção cristã no cinema cinema
costumava apresentar, né? Não que seja
errado, mas é meio que hegemônico assim.
Aí a gente tá não não, se não for uma
história real que me conta algo que
possa ser, né, que não tenha símbolos,
só tenha história acontecendo, né, aí eu
fico mais confortável. Então acho que às
vezes falta um pouquinho de letramento,
sabe, para poder pegar essas coisas
assim.
>> Só uma questão, alguém tá com, antes da
Cris falar, alguém tá vendo o desenho aí
perto de ti, Felipe? ou a TV ligada. Eu
escutei um tém tá vendo um desenho aí
aqui perto aí perto. Tá legal. Então
>> alguém tá uma divulgação de circo
passando aqui.
>> Sabia? Era coisa animada, viu? É uma
coisa animada. Ok. Faz
>> é bom um circo falando de terror assim,
acho que dá uma amenizada no clima, né?
>> Ok. Ok. Ok. Vai lá, Cris. Seus dois
centavos.
>> Ah, eu acho que falar de terror não é só
válido como muito importante, porque não
existe nada mais aterrorizante do que
ficar longe de Deus.
Então, mostrar a nossa vida como
cristãos
longe do Senhor, o que acontece, o
terror que vai ser a nossa vida
basicamente longe do Senhor. E eu acho
que as histórias de terror cristãs
contam isso, o que o pecado faz na nossa
vida, o terror que o pecado faz na nossa
vida quando nos afastamos de Deus.
Então, eu realmente não vejo isso como
um problema. Eu acho que a gente pode
abraçar. E na Bíblia mesmo até vi alguém
comentando isso, que tem coisas muito
apavorantes. Eu lembro quando eu era
adolescente, eu li um livro sobre
possessão demoníaca e tudo. Eu fiquei
assim, gente, que horror, fiquei
apavorada, mas muit ao mesmo tempo
fiquei muito interessada em saber mais.
Então, é algo que a gente precisa assim
conversar e falar de que sim, o mal é
aterrorizante.
>> Então, mas aí vem o lance também. Eh, o
Felipe até toca um pouco nisso ali, pelo
que eu entendi da fala dele, mas às
vezes eu vejo até tu, CR já teve que se
posicionar, porque a o público cristão
às vezes e muitas vezes não consegue
lidar com alguns temas. Então, por
exemplo, eu já vi vocês aí da, eu chamo
das meninas da ficção científica, né? Lá
na lá eu errei, né, na no IR Brasil, mas
as meninas da ficção, né? Ah, vocês
tendo que se se justificar porque no
livro de vocês eles tiveram relação
antes do casamento ou ah, meu Deus,
tipo, teve isso, teve uma atitude errada
eh do protagonista ou de um personagem
ali da do livro. E as pessoas, meu Deus,
que horror, teve adultério nesse livro.
Meu Deus, eles, ela engravidou antes do
casamento. Meu Deus, ele roubou dinheiro
da igreja. Tipo, aí será que tipo a
gente consegue ir mais além assim?
Porque até porque se a gente se vocês
têm que explicar o básico, né, pras
pessoas, gente, não é porque o o a
personagem engravidou antes do casamento
que eu estou dizendo para as meninas da
igreja aí, ó, vamos lá, galera,
engravidem antes do casamento. Então,
assim, a gente tem que ficar
justificando. E aí, qual é a dificuldade
que a gente vai que vocês sentem assim
em produzir para o cristão? Porque, por
exemplo, assim, a a questão da se você
quer trazer um drama, por exemplo, e às
vezes passa pela questão da sexualidade,
alguma coisa assim um pouco mais forte,
não tô dizendo hot, gente, não é isso
que eu tô dizendo. Acho que hotem livro
crente mesmo, não é isso que eu tô
defendendo. Mas sabe assim, quando a
coisa passa por esse viés, como você tem
na Bíblia, por exemplo, Juízes 19,
enfim, como é que a gente vai produzir
isso pro cristão se ele fica horrorizado
porque a protagonista beijou antes do
altar? Sabe, tipo, como que eh eh como é
que vocês lidam às vezes com as
limitações até assim com a timidez
cognitiva em relação à arte eh e
literatura do próprio do próprio povo
cristão, sendo como é que vocês vão
abordar vários temas e os pecados da
vida humana se às vezes a gente tem que
explicar coisas óbvias assim, como é que
vocês lidam com isso? Como é que vocês
enfrentam esse desafio? Eu
acho que a gente tá passando por um
processo de aprendizado justamente por
conta do crescimento da ficção cristã.
Então é algo ali novo que surgiu faz uns
dois, tr anos assim com força, né? que
ganhou força, realmente. Então, eu acho
que nós como autores, estamos num
processo de ensinar os leitores. E
quando a gente tá no começo, é assim
mesmo, a gente toma a bucha, a gente
toma ali as pancadas no começo, quem
começa é assim e tem que abraçar isso
basicamente. Então eu sinto que a gente
tem muito a ensinar realmente para os
leitores de mostrar de fato que most eh
que o personagem fazer algo ruim não
significa que nós como autores estamos
apoiando, mas às vezes mostrando a
realidade e mostrando acima de tudo que
apesar do erro do personagem, ele pode
ter redenção, ele pode ainda encontrar
Jesus. se esse for o objetivo da mostra
da história, né, que como a Sara já
disse algumas vezes, eh, os personagens
eles têm que ser redimidos e o mal
destruído. E eu acho que é isso que guia
as nossas histórias. O que é mal vai ser
destruído, mas as pessoas elas são
reais, elas têm vivências reais. E a
gente não é perfeito, a gente comete
erro o tempo todo. E é mostrar para as
pessoas que com as nossas histórias elas
podem ter acolhimento. Elas vão ler um
personagem que às vezes cometeu o mesmo
erro que ela e ele vai ser redimido.
Então as nossas histórias entregam isso.
Apoiamo. Eu espero que seja isso.
>> Mais alguém?
Felipe, tu deu uma os seus pitacos nos
bastidores.
>> Te joguei no fogo.
>> Não [risadas] é que assim, eu eu produzo
para o mercado cristão, mas é mais pro
no infantil, né? Agora que eu vou
começar a trabalhar com público mais
velho, assim. Eh, e eu sinto isso, né,
com nos infantis, às vezes as pessoas já
nos atacaram de colocar ideologia de
gênero, já nos atacaram de quebrar
mandamentos, porque numa das nossas
histórias Jesus aparece.
Eh, então assim, ainda há um, eu eu o
que eu acredito que é uma multiplicidade
muito grande de fés, né, dentro da fé
cristã, assim, eh, modos de interpretar
a Bíblia, doutrinas e tudo mais. Isso
faz com que às vezes dentro do meu
círculo as pessoas não tá tudo certo,
mas em outro círculo aquilo talvez não
case muito bem, né? É, mas a galera do
não pode desenhar Jesus, tu só ignora
mesmo assim, porque isso aí nem perde
tempo com essa galera assim.
>> É esse aí não, não, esse aí não. Não dá
liberdade para isso, [risadas]
>> não. Isso aí pessoal não perde tempo
não.
>> Mas assim, inclusive algumas coisas, as
pessoas às vezes eram meio agressivas
mesmo, né? Teve uma mulher que fez um
testão dizendo que era inadmissível a
gente fazer livros para as crianças se a
gente não era pai e mãe, né? Eu e a
Melissa. Daí eu fiquei assim, nossa, ela
não sabe a nossa história de vida, não
sabe por que a gente não tem uma
criança, né? Enfim, vários elementos que
eu fiquei pensando, é muito cruel, né?
Mas é isso, internet, né? E mas o que eu
também penso é como tem essa
multiplicidade, vão ter níveis de
leitura muito diferentes também. Eh, e é
ao mesmo tempo que a gente vai educar, e
eu concordo plenamente com a crise,
assim, é um processo educativo mesmo,
que é o que eu chamei de letramento, né?
Eh, letramento literário, né? estar
acostumado a ler literatura, entender o
que que é ficção, o que é um narrador,
né? Eu já fui numa irmã da igreja, uma
vez eu participei de uma antologia da
cidade, na verdade eu organizei a
antologia com vários escritores da
cidade e aí ela comprou feliz, né? Ah,
ela era toda envolvida com arte e aí
tinha um palavrão numa história. Eh, e
nem fui eu que escrevi, né? Mas ela
achou que fui eu, assim, e ela chegou
indignada com a tua história tinha um
palavrão, tal. Daí eu falei: "Olha, não
fui eu que escrevi a história, foi outro
autor e tal, né? Eh, eu não quis cortar
o texto das pessoas porque ele nunca
professa a mesma fé que eu e tal. Eh,
não era um livro feito para cristãos,
né? Somente, né? Cristãos podem ver. E
aí eu falei assim: "Mas você sabe que
aquilo é um narrador, né? Não é o
personagem que tá dizendo assim. Eh, daí
ela falou: "Porque ela veio me acusar de
de falar um palavrão." Eu fiquei, mesmo
que fosse eu que tivesse escrito o
conto, era um narrador dizendo: "Não sou
eu, né?" né? Então, até esse tipo de
distanciamento parece que ainda a gente
precisa ensinar assim, ó, um narrador é
uma entidade que a gente desenvolve,
entidade não, esse termo é problemático,
é uma figura que a gente queria para
poder contar essa história, né? Então,
tudo isso é um processo e também vão ter
pessoas que já estão acostumados com
esse processo. Eu fui muito relutante em
produzir pro mercado cristão durante um
bom tempo, porque eu achava que tinha
que ser óbvio e eu ficava, ah, não é o
que eu quero fazer assim, né? E aí
quando eu comecei a conhecer as meninas,
né, da ficção científica, como diz o
Biblo, que produziam [risadas]
eh materiais diferentes, eu fiquei cara,
acho que tem um lugar aí. E aí eu vi que
tinha público, só que eu não conhecia
esse público. E aí eu fiquei: "Ah, é
isso, né? Eu não conheço todo mundo que
é cristão no Brasil. Então tá na hora de
eu começar a entender que existe espaço,
existe mercado, existe formas de se
pensar isso, né? E aí me motivei um
pouquinho mais, além de outros aspectos
que a gente pode falar ao longo da da
live.
>> Muito bom. Sara, você quer falar sobre
isso? alguma coisa assim. Vamos para a
próxima.
>> É, não, eh, só concordar mesmo, sabe,
com os meninos. Eu acho que existe um
zelo da nossa parte. Eu acho que o zelo
ele não é ruim, né? Porque é muito de
público alvo. Por exemplo, se eu tô
escrevendo um livro para
pré-adolescentes,
eh, não é que eu não possa mostrar um
uma atitude errada, mas que eu tenho
essa responsabilidade, querendo ou não,
de mostrar aquela as consequências
daquela atitude, né? É um livro que a
Cris sempre gosta de trazer como como
exemplo, é Encarando a Verdade da
Tamires Marinho,
>> que ele ah, toda a história pautada na
mentira, né, nos hábitos de mentir da
personagem. Só que
que a história não não defende isso,
pelo contrário, ela mostra as
consequências aí, ó. Então, eu acho que
é basicamente isso, assim, é não é a
gente se fechar de falar de determinados
temas, mas é a gente mostrar o tema. mas
também mostrar a consequência. Porque
quando a gente só mostra o ato, né, a
ação, aquilo, o pecado, sem trazer um
desfecho, talvez
fique ambíguo. Só que mostrando a
consequência, é uma forma de educar, de,
poxa, isso aqui é forte, isso aqui é
chocante, mas ele tá na história para
ser chocante, ele tá para ser
desconfortável, porque ele não está eh
amenizando o ato, mas mostrando as
consequências dele.
>> Legal, gente. Vocês produzem então
literatura, né, romances, fantasias e
tal. A influência e como é que foi, na
verdade, a primeira pergunta assim, como
foi para vocês eh crescer no meio
evangélico? Se é que cresceram no meio
evangélico, né? Me conta um pouco sobre
isso. Se o meio evangélico ajudou vocês
a florescer esse talento ou não. Muitas
vezes tiveram que caminhar um pouco por
fora porque havia uma certa resistência
com isso dentro da igreja. Como é que
foi para vocês começarem a escrever
fantasia? Quem foi a influência de
vocês? O que que deu esse Gosto de fazer
isso, me apaixonei por isso e como foi
eh manifestar esse dom no meio cristão?
Ajudou?
Teve dificuldades? Como é que foi,
Cris? Conta para nós. Vamos começar com
a Cris. Cris, Felipe e Sara. Vamos lá.
Tô olhando pela ordem eh antihorária
aqui da minha tela. Olha, eu acho que eu
fui muito privilegiada porque eu cresci
num lar cristão com com pais que achavam
o máximo tudo que eu fazia. Então eles
me apoiavam muito. Eu sempre viajei
muito na maionese. Nossa, eu já escrevia
sobre animais falantes desde criança. E
quando eu fiz meus primeiros
personagens, na época eu desenhava
também, né? Então desenhei personagens
em quadrinhos quando eu tinha, sei lá,
11 anos. Minha mãe pegou os personagens,
foi na Biblioteca Nacional para
registrar eles. Eh, então eu não tive
resistência dentro da família, tive
muito apoio. Agora, quando a gente vai
tentar falar dessa arte na igreja, eu
acho que é uma arte mais difí demorou
para ser reconhecida realmente como
ministério, sabe? De que isso é o meu
louvor a Deus, porque os nossos livros
são isso, é o nosso louvor ao Senhor. Eu
vejo dessa forma. Eh, e a gente faz esse
louvor de várias formas, eh, para
pessoas diferentes. Tem gente que usa
música e a gente sabe que a música é o
ponto chave do meio evangélico, né? É a
força. Então, eh, ver finalmente a
literatura ganhando força também muito
reconfortante, realmente, mas demorou.
Eu acho realmente que levou um tempo,
foi algo assim que eu comecei a
trabalhar de verdade nisso recentemente,
quando eu tava na faculdade, eu tive uma
certa liberdade porque de eu pude
trabalhar com roteiro. Então foi onde
fortaleceu a minha paixão por por
escrever, porque eu já escrevia desde
sempre. E na faculdade eu consegui
trabalhar mais com isso. E aí com a
força da ficção cristã, realmente a
gente percebeu que a igreja estava
acolhendo isso, que as pessoas eh as
pessoas da nossa igreja, a comunidade
cristã estava querendo consumir
literatura cristã, literatura que não
que não fere seus princípios. Assim como
eles consomem música cristã e tudo, eles
queriam consumir literatura cristã.
>> Muito bom. E aí, Felipe?
Cara, então eu
eu posso dizer que eu escrevo porque eu
aprendi na igreja que
havia beleza nas palavras assim, né? Eh,
então, desde muito pequeno assim na
escola dominical e aí eu ouvi aquelas
coisas, olha gente, o significado disso
aqui. Aí tem aquela coisa de pegar às
vezes a tradução e mostrar como o texto
é mais complexo do que ele aparentava,
né? Isso me encantava muito assim, né?
Então eu eu aprendi a apreciar as
palavras, o jeito de de escrita, tudo
estudando a Bíblia quando eu era
criança, assim na igreja mesmo, né?
Tanto que eu comecei, eu quis escrever
quando eu tinha 11 anos de idade, teve
uma atividade da escola, acho que eu já
contei isso para algumas pessoas, né?
Eh, tinha uma atividade na escola e
tinha que fazer um poema, só que eu
tinha que fazer um poema inspirado no
desenho que eu fiz. Eu eu desenho um
galo.
E aí eu fiquei assim, como que eu vou
fazer um poema sobre um galo? Cara, daí
a primeira cena que me veio na cabeça,
Pedro. E o meu primeiro poema foi sobre
Pedro chorando. Assim, você decora até
hoje, assim, me marcou muito porque eu
escrevi.
>> A gente quer, a gente quer. Se for
curto, manda. A gente quer ouvir.
>> Se for curto, né? Se for ouvir de novo.
>> Ah, ela já ouviu. Aquele já ouvindo,
gente. E ele e ele sabe de cor, tá? Ele
tá se fazendo aqui, mas ele sabe de cor.
Não, ele falou, ele falou que sabe de
corpo, mas é que se for muito comprido
aí não quer. Aí aí depois você segue o
Felipe lá, ele vai recitar no stories
dele. No stories. Mas se for assim coisa
de um minuto, eu quero ouvir.
>> Não é curtinho, porque assim, eu era uma
criança, né, gente, 11 anos de idade,
então é, eu achava que tinha que ter
rima, então tem muita rima. Eu vou falar
para vocês.
>> O nome era galo.
Pássaro achado entre muitos engraçado
pelo seu canto. Engra ou melhor,
desculpa. Páso achado entre muitos pelo
seu canto engraçado, mas pessoas têm
acordado. Seu canto é sem valor, nem
guardam dele rancor. Mas na morte do
Santo Cristo, este canto que quando
cantou, tão triste esse canto soou que
até Pedro chorou.
>> Caramba, olha aí. Muito bom, hein?
Enfim.
>> E a primeira vez que eu escrevi, eu
escrevi e fiquei, cara, que legal fazer
isso, ó. Parece uma música. E eu ficava
lendo assim. Daí eu mostrei pra
professora, ela falou: "Nossa, você que
escreveu". Da. falei: "Não, ficou
legal". Daí ela ficou ficou muito bom. E
aí, tipo, ela publicou uns textos meus
no jornal, assim, foi a partir dali. Só
que eu eu noto hoje que eu sempre quis
falar dessa minha experiência lendo a
Bíblia, né? Então, ela sempre esteve
presente. Só que a a igreja nunca me
incentivou muito assim nesse sentido,
né? Eles me incentivavam a estudar, mas
quando eu chegava com o estudo, eles
ficavam meio preocupados assim, né?
Então, por exemplo, no ensino médio, eu
quis fazer filosofia na na faculdade
porque tinha ligação com essa essa coisa
de pensar e usar as palavras e tal.
Nossa, corrente de oração, meu Deus, tá
sendo desviado o menino, né? E tô super
preocupados. E eu falava para eles,
vocês que me incentivaram aí atrás
dessas coisas, né? Se hoje eu me
interesso para essas coisas, veio da
igreja assim, né? Eh, mas é assim, no
com o tempo foi dando certo. Eu sempre
tive oportunidade de servir a igreja em
alguma área. Então, já servi no
ministério infantil, já servi na na a
Sirv até hoje, né, no Ministério da
Música. Então, sempre servi em diversos
lugares e aí assim, a arte sempre esteve
presente, já fiz teatrinho, essas coisas
e tal, mas eh ficava meio que eh por
fora, né, a universidade que me
fortaleceu mais no sentido eh de
carreira assim, né? E aí eu tentei,
tentei conciliar, ah, mas já fiquei meio
de saco cheio assim no começo, porque é
isso que eu falei, né? As pessoas tinham
uma relutância entender as propostas,
né? E eu era um adolescente meio rebelde
assim. Hoje eu tenho mais maturidade
para entender que as pessoas pensam
diferentes e a gente tem que ouvir mais,
né? E aí, enfim, mas eu tive uma certa
resistência, por isso que eu fui para
fora do mercado cristão, assim, né? Mas
foi a igreja que me incentivou a ler e
escrever assim. Sempre foi lá que que
surgia as tanto que toda pregação é uma
ideia, né, cara? Tipo, eu fico lá putz,
um livro assim, daí eu anoto assim para
não parar de prestar atenção na
mensagem, né? Coloco no cantinho lá e às
vezes, ah, não, mais uma coisa. anoto
mais uma coisa e enfim, aí sempre vai
surgindo coisas nesse sentido. Eu acho
que é inevitável quando a gente a gente
ama a Deus e quer servir a igreja, é
inevitável não querer. Ah, eu faço isso,
eu trabalho nisso escrevendo e eu e essa
é a minha fé. Chega um momento que as
coisas vão a preciso falar disso, né? Eu
não vou conseguir. E aí, enfim,
começamos agora.
E Sara, uau.
Eh, a crescer na igreja, né, para mim
foi um, eu sempre sempre meus pais são,
meu pai é pastor, né? Então eu cresci
sempre amando histórias, mas eu
enfrentei muito desafio com o gênero
fantástico, porque a minha infância foi
bem à época das crônicas de Nárnia, eh,
e dos das igrejas falavam: "Ah, você não
pode ver porque é bruxaria".
Então assim, dentro da igreja, ao mesmo
tempo que eu tive muito essa influência
literária, né, como Falou, eh, eu via
muito
um coração fechado mesmo referente a
histórias e narrativas fantásticas. E
exatamente porque tava saindo ali dos
anos 90, onde tudo era do diabo, né? E e
tinha aquele misticismo um pouco dentro
da igreja também referente a esse tipo
de história. E eu cresci amando esse
tipo de história. Então eu lembro que
com quando eu tinha uns 11 anos, eu li o
sobrinho do mago, que eu sempre conto
essa história porque marcou o meu
relacionamento com Deus, né? E aí desde
os 11 anos eu falei: "Cara, não tem nada
a ver com que esse povo tá falando."
Tipo assim, um livro de fantasia marcou
o meu relacionamento com Deus. Eu tenho
certeza, eu não sei explicar, eu não
tinha as eh eu não tinha as bases, né,
para para discutir, para defender na
época, mas eu eu tinha isso muito claro
em mim, né, de que essas histórias eh
elas carregavam um valor mais profundo e
que era algo que eu queria fazer
também. Eu acho muito bonito eh o que a
Cris falou, né? Nosso trabalho como
escritores é o nosso louvor a Deus. É o
nosso louvor a Deus, né? O músico canta,
o pintor pinta e nós nós somos
missionários de palavras, né? Então o
Senhor nos deu isso. E é legal porque
quando, como a Cris comentou da música,
a gente vê que ah, a música, né, existe
o louvor relacionado à música desde o
Velho Testamento, desde Davi, mas a
gente vê também que as histórias elas
também têm um papel profético dentro da
narrativa bíblica, né? Então, as
histórias, as parábolas acompanham os
profetas desde o Velho Testamento, não
só com Cristo, mas antes mesmo os
profetas, eles sempre se comunicavam
através de histórias, né? E Cristo veio
para reforçar isso ainda mais. Então,
até crescendo na igreja, eu tive esse
trabalho de educar, né, os meus pais, o
o o a minha comunidade cristã, minha
comunidade, a minha igreja hoje, eles
apoiam muito a ficção cristã, mas antes
de mim era eles tinham uma outra visão,
sabe? Então, eu tive esse trabalho de
falar, cara, eh, o louvor, eh, o louvor
na Bíblia, ele tá a gente muito
relacionado à música, mas o profético
sempre esteve relacionado à história,
né? Então, contar histórias, contar
parábolas, eh, faz parte do nosso legado
como corpo de Cristo na terra também.
Então, [limpando a garganta] foi esse
processo,
né? E, mas eu queria comentar uma coisa
que a gente falou do terror, né? Ao
mesmo tempo que a igreja tinha esses
receios,
>> eh, o meu primeiro livro de terror,
gente, eu li, foi esse mundo tenebroso
[risadas]
>> do Frank Perete.
>> Perete,
>> né?
>> Uhum. É,
>> é, é, é terror. É. Aí, vamos ver. Isso é
um soft, né? Isso é um terror soft, né?
Terror
>> esprial, né?
>> Sombrio é sombrio. Acho que sombrio cabe
mais, né? É que terror é it, né? Ô,
desculpa, eu amo. Opa, eu falei alto. Eu
eu falei alto. Não. Oi. Cortou.
>> Tá travando. Tá travando.
>> Amo. Eu amo
>> isso.
>> Muito bom, gente. Ol aqui, ó. E vida
inclusive vai lançar.
F não, perdão. Vida vai lançar um livro
dele que
>> chama o Pacto, que o pessoal dizem que é
um terrozão assim, que é uma coisa.
>> Ó, legal, gente. Só só o seguinte, né?
Vamos lá, ó. E o é que o este mundo
tenebroso ele tem um ele tem um problema
tenebroso e aí volta de novo com o
letramento lá que o Felipe e a Cris
falaram no começo.
>> É porque, gente, esse livro aí ele a
galera utilizou em teologia nas igrejas,
né? Sim.
>> Então assim, assim como deixados para
trás, é, assim como deixados para trás,
moldou a mente escatológica
>> de uma geração de crente, né, assim, e
uma parada que não ficou só dos Estados
Unidos, mas os Estados Unidos importou
isso para muitos lugares do mundo. Este
mundo tenebroso também teve um papel aí
na teologia da batalha espiritual
complicadíssimo. Então, pessoal, eh,
legal, né, que um livro de ficção teve
tanto impacto assim, né? Isso é
interessante, é que um livro de ficção
teve tanto impacto teológico,
só que um impacto teológico complicado,
né?
>> Uhum.
>> E aí vem a palestra que eu dei na
Fefíica no passado, que foi justamente,
gente, vocês em ficção precisam de
teologia porque vocês ajudam a formar
cultura, né? Então vocês ajudam a formar
cultura. Então cuidado, né? Teologia é
importante na produção do conteúdo e
tal. Então [roncando] é isso, até a
pergunta que eu, pô, essa pergunta já me
leva para outra pergunta, mas Sara, quer
terminar o teu pensamento ou tu já
terminou? Eu posso emendar uma outra
pergunta aqui?
>> Já terminei. Pode emendar.
>> Eh, aqui até você comentou e a e uma
pessoa até replicou a sua fala, colocou
aqui, né, missionário das palavras, né,
enfim, que é o que nós que escrevemos
somos e tal. E aí vem a pergunta que até
o Felipe colocou com uma sugestão, né,
pra pauta desse nosso papo, é como como
vocês conseguem conciliar essa ideia de
que vocês são missionários das palavras,
ou seja, vocês entendem a arte de vocês
como uma expressão do reino de Deus,
como o cumprimento do ID de Cristo.
Vocês enxergam o trabalho de vocês como
o cumprimento desse chamado de ir e
pregar o evangelho a toda criatura.
Legal. E a arte faz parte desse mandato
divino de pregar a toda criatura. Como é
que vocês conciliam isso, né? Essa
missão e o mercado, que ao mesmo tempo
ver isso como um trabalho e aí como
negociar as coisas, sabe? Como não ficar
chateado com aquelas pessoas que pegam
PDF de vocês, né? Ah, inclusive eu faço
isso, tá, gente? Quando a pessoa me
marca e eu vejo que ela tá naquela tela
do tablet assim, eu pergunto: "Nossa,
eh, onde você comprou esse e-book?"
[risadas] Aí a pessoa: "Não, eu não
comprei, peguei em PDF no Telegram". Eu
falo: "Ah, poxa, você gostou do livro?"
"Gostei. Poxa, que bom. Fico feliz que
edificou sua vida. Pena que se você me
roubou, né, pessoa? Como assim? Tem
gente que acha que é que não é errado,
né, pegar PDF e tal, mas [roncando]
enfim, né? Depois eu falo, não, mas
obrigado pela leitura e tal, mas se
puder, né, compre o livro, ajude autores
nacionais e tal, mas muito obrigado por
por ler, tal.
Como é que vocês lidam com isso, né?
Missão e mercado, sabe? Como é que como
é que vocês lidam com essa com essa
questão assim de eh tratar isso como um
missão, mas ao mesmo tempo precisa ter o
cuidado de também ser um produto que
está no mercado, que precisa ser
divulgado, trabalhado, atender algumas
demandas do mercado. Como é que vocês
lidam com isso?
>> Nossa, era uma conversa que eu tive com
a Sara essa semana.
É, então tragam essa conversa para nós.
Exatamente.
>> Conversando justamente sobre atender a
expectativa do mercado, mas ao mesmo
tempo conseguir entregar a excelência
sem eh corromper quem a gente é para se
encaixar no no tema do momento ou se
encaixar nas exigências, né, que estão
acontecendo atualmente. Porque eu
acredito muito que algumas obras surgem
no momento que elas precisam surgir.
Então, eh, a gente veio o boom da
romantasia, da fantasia, o romance. E
daí a gente veio, viu assim várias
autoras também já publicando. Eu já
tinha publicado o meu livro de fantasia
e romance antes desse boom, inclusive
ele só foi dar certo, inclusive,
>> é, antes dos dragões. O boom dos dragões
tinha publicado um ano antes do do boom
>> e ele estourou
justamente agora.
Então eu acredito, tem muito a ver da
gente colocar na mão de Deus isso, de
que a gente não vai conseguir controlar
tudo. Eh, claro, tem, a gente precisa
sim eh entender as tendências do mercado
como profissional. a gente precisa saber
que que as pessoas estão lendo, o que
elas estão buscando. Mas eu penso também
que isso não pode deixar definir a forma
como eu escrevo, como eu trabalho.
Porque você pode estar escrevendo algo
hoje que não é necessariamente o assunto
do momento, mas daqui dois anos vai ser
e você precisa estar preparado
para daqui dois anos como se fosse
agora,
>> porque vai chegar, vai chegar o momento.
Então eu acho que é toda uma questão de
paciência, estudar o mercado, mas também
não deixar de ser quem você é por isso.
>> Sim.
E aí, pessoal?
>> E é isso, cai casou muito bem,
>> eh, porque a gente conversando, né,
Cris, eu eu tenho eu tenho algumas
crises exatamente nesse lugar de missão
e mercado. Eu gostei muito como que o
Bibo colocou, porque é uma missão, né? é
uma vocação. Então, às vezes eu me
cobro, eu falei assim: "Não, acho que eu
não tô crente o suficiente para escrever
esse livro, porque ele tem um tem um um
peso espiritual". Então, eu acho que é a
gente investir em ambas as áreas
necessárias, né? Se eu sei que eu
escrevo ficção cristã e se eu quero ser
intencional nisso, se eu tenho esse
entendimento, né, de de louvor mesmo,
como a Cris falou, de que isso aqui é o
meu louvor, eh, de que toda a cultura
que eu que eu produzo, ela cultua alguma
coisa, né? Eu assisti uma palestra do do
Rodolfo Amorim, que ele falou sobre
culto e cultura, que eu nunca esqueci.
Então, toda cultura que a gente cria,
que a gente produz ou que a gente
assiste, [limpando a garganta] ela tá
cultuando a algo. Então, eu não posso
louvar alguém que levar louvor ao Senhor
se eu não tenho o meu coração próximo
dele. Então eu acho que é uma é
realmente um uma um zelo, né, pelo um
zelo pelo pelo que a gente tá colocando
ali e uma maturidade também de não
romantizar e não espiritualizar no
sentido de eu não tô criando, eu não tô
escrevendo a Bíblia, sabe? o livro
perfeito, o único livro eterno, né, que
que passa gerações e é o livro base da
nossa vida, ele já está aqui, ele já tá
disponível a nós. Então, eu não vou
conseguir criar o livro mais crente e
perfeito e incorruptível de todos. E
esse nem é o meu propósito. Então, acho
que esse eh ter esse meio termo mesmo
como escritor, entendendo que eu quero
honrar a palavra da verdade, né? Eu
quero escrever uma história que de
alguma forma ela aponte para a grande
verdadeira história, mas entendendo que
eu sou falha e por isso a minha história
não vai ser perfeita, porque ela não
precisa ser perfeita, porque já tem um
livro perfeito. Então é um pouco dos
dois. Então assim, é dar o nosso melhor
e glorificar o Senhor no processo, mas
saber que o Senhor também é glorificado
na excelência, então no comprometimento,
no estudo, né?
Uhum. Muito bom, Felipe. Isso.
>> Eu só quero complementar porque eu
concordo com tudo que elas disseram, né?
Mas só para ir falar algo a mais. Eh,
tem uma um aquele livro chamados para
criar, né, que sai da Thomas com a
Pilgreen. Eh, acho que é Pilgreen.
>> Muito bom.
>> Jordan Reynard.
>> Isso. Eh, assim, ele tem uma visão mais
mercadológica, mas me fez pensar também
nessa união entre e entre a minha vida
criativa e o mercado, né? E tem uma uma
passagem que ele vai falar de um
restaurante lá nos Estados Unidos que é
bem conhecido. Até o Michael B. Jordan
foi depois do do Oscar lá e todo mundo
ficou em que lê.
>> É, eu não sei o nome. É, mas é
>> é o que ele fala no que ele é chamados
para criar é o Chicken Filê. Não sei se
é nesse
>> inen que ele fala nos chamados para
criar.
>> Não, que o Michael Jordan foi no Wi and.
>> Ah, tá. Então é outro. É, não, do o do
Jordan Rain é o Chicken Fil. Mas
tranquilo, mas esse do que o Jordan
cita, ele fala assim: "Olha, mas o que
que além de ter o versículo no nas
embalagens e tal, né? O que que os
funcionários dizem da empresa? Cara,
aqui eu tenho direitos trabalhistas.
Aqui eu saio no horário, quando meu
filho precisa, eles me liberam, aqui eu
recebo no dia, aqui eu recebo, eu sou
bem remunerado de acordo com o meu
trabalho. E ele fala que isso tá
mostrando muito da fé dos donos do
restaurante, né? E aí eu fico pensando
que uma parte que pode também contribuir
para isso que as meninas disseram é o
nosso comportamento como autores, né?
Tipo, por exemplo, uma coisa que difere
o nosso o nosso papel como autores de um
papel de um autor tradicional do mundo
secular, né, do da literatura secular.
É, eu não sou uma celebridade, sabe?
Tipo, só só essa essa mudança de
perspectiva acho que já contribui pra
gente falar: "Ó, nós somos diferentes
porque você não precisa passar mal
quando me encontra. Eu sou só um um
irmão em Cristo, né? Você não precisa,
meu Deus, você é incrível, maravilhoso,
tal". Não, eu sou um, eu sou um irmão em
Cristo, nós estamos juntos aqui, né?
Esse é o meu papel. O seu papel é outro
no, em algum ministério, serviu na
igreja de alguma forma. Então essa
mudança de perspectiva para mim já meio
que ajuda a gente a entender que, ó,
mercadologicamente as pessoas podem te
tratar de uma de determinada forma, mas
você precisa saber onde você tá, né? Um
pouco daquilo que o Jonas Madureira fala
no Inteligência Limitada, que é
reconhecer que
>> inteligência humilhada,
>> que que eu falei? Limitada.
>> Inteligência limitada.
>> É, é porque é um podcast,
>> né? Ah, pode isso. Podcast,
>> pode ser isso. É, mas que ele fala que a
nossa inteligência é limitada. Nós nunca
vamos conhecer tudo e a gente precisa
reconhecer a nossa necessidade de Deus,
né? Então isso também vale paraas outras
áreas, né? Eu não sou o autor perfeito,
como disse a Sara, né? Eh, eu preciso
reconhecer que eu preciso dessa ajuda.
Eu também preciso respeitar os meus
colegas de trabalho. Eu preciso ser eh
uma pessoa ética e talvez eh até
seguindo, né? Eh, tendo o fruto do
espírito em mim para quando eu tiver
trabalhando com o editor e ele mandar eu
cortar texto, eu saber lidar com ele
também, né? Tudo isso faz parte da de
como relacionar essas coisas, porque o
mercado vai te tentar te cortar, te
boicotar. Você também precisa aprender a
dialogar com esse com esse mercado, né,
sem abandonar, tá? Eu tenho um propósito
nisso, então vamos lá. Como que eu posso
ao mesmo tempo eh que o mercado exige
coisas, eu preciso que o mercado aprenda
coisas. Como que a gente pode ponderar
isso, né? Enfim, tendo uma vida, sem uma
vida devota, como ele fala no
inteligência humilhada, eh, não tem
como, né, a gente chegar nesse
equilíbrio, assim, em algum momento você
vai aprender por um lado, você vai ficar
indignado que você não tá ganhando o
suficiente, você tá bravo, que tem um
livro vendendo mais que o seu, eh, e
começa a ter essas picuinhas, você
precisa estar o tempo todo sondando seu
próprio coração para não entrar no jogo
do mercado somente, né?
>> Muito bom, gente. Olha, temos que
caminhar pro final do nosso papo aqui.
Sensacional, né? Sensacional. Eh, a Sara
até mandou várias perguntas muito
legais, Sara. Dá até para deixar para um
outro momento. Eh, tem várias perguntas
legais aqui que a Sara eh, que a Sara
fez.
>> Passou rápido, né? Ficou bem legal. Mas
eu acho que eu tenho que finalizar. É
uma pergunta que a Sara fez, o Felipe
também eh eh deu a ideia aqui e eu
tentar construir de uma de uma outra de
uma maneira geral. É, existe uma
contribui, qual é a contribuição, na
opinião de vocês, da arte cristã para a
arte de forma geral? Assim, qual seria a
contribuição que nós podemos dar para a
arte de forma geral, né? Ou como o Féli
colocou, né? Temos uma estética cristã,
né? Enfim, qual a contribuição da arte
cristã para o mundo?
>> Eu acho que a a arte cristã mostra o
quanto nós somos plurais. Nós não somos
uma coisa só, mas servimos ao mesmo
Deus. E eu acho que essa diversidade de
pensamento, de crenças, mesmo na mesma
fé, como a gente falou, né, eh, de
religiões diferentes, e como a gente
pode se amar, se respeitar e criar arte
juntos, eh, vivendo em harmonia como um
só corpo, com funções diferentes. Alguns
são a mão, outros são a perna, outros
são torço, o pescoço, outros com mais
funções de liderança são a cabeça, mas
no final somos todos um corpo só em
Cristo. Então eu acho que a arte cristã
tem esse enorme potencial de além de
ensinar, fazer todo tudo isso que a
gente já conversou, é dar o exemplo, é
mostrar que a gente não tá aqui para ser
uma coisa só de que esse é o jeito certo
de fazer arte, esse é o jeito certo de
escrever, esse é o jeito certo de fazer
música. Eh, esse é o jeito certo de
louvar ao Senhor cada um eh com a sua
própria individualidade, com a sua
própria cultura, com suas vivências, com
sua própria história. Nós somos muito
únicos. Então, eu acho que nós, como
pessoas únicas, temos muito agregar
agregar na comunidade em grupo.
>> Muito bom. E aí,
>> é muito bom. Eu eu acho assim que a arte
cristã ela é uma arte de esperança.
Então, eu acho que esse é o nosso
principal diferencial, assim, porque eh
tem um livro, acho que é Arte e Fé, do
Francis Shafer ou Arte a Bíblia, não sei
se vocês já ouviram falar, ele é um
livro bem pequenininho e ele é muito bom
e ele fala sobre como o produzir cultura
é um dom, é um dom, é uma graça comum,
né, do Senhor derramada sobre os homens.
Então, não é que a arte cristã ela é
mais bela, né? Ela é mais bonita ou mais
criativa do que outras artes que já tem
sido produzidas, né? Porque o ser humano
ele tem esse dom inerente a ele. Mas eu
vejo que o nosso diferencial é a
mensagem de esperança, é a beleza
redimida, né? São histórias que carregam
ali bondade, verdade e beleza.
E para mim é essa palavra, a esperança.
A arte cristã ela aponta para uma
esperança maior do que a nossa realidade
aqui. Então, é um é um é um norte que
nos guia e que diferencia as outras os
outros modelos de arte produzidos por
pessoas de fés diferentes ou até eh de
visões mundos diferentes onde a fé não
tá envolvida, porque a nossa fé ela muda
o nosso conceito de esperança pelo que
nós esperamos, né? Então eu acho que é
isso, assim, é esse olhar além que a
gente pode acrescentar a cultura, né?
Essa coisa transcendente que aponta para
Cristo.
>> Muito bom.
E aí, Felipe?
Eh, eu concordo novamente com elas, eh,
mas só para complementar algo a mais,
assim, eh, que não foi dito e que
poderia também estar na resposta. Eh,
eu, eu uma palavra que a que a Cris
disse foi comunidade, né? Eu acho que
tem uma coisa que eu fiquei pensando
esses dias, essa pergunta que eu sugeri,
né? O que que a gente pode contribuir
para mudar o jeito de escrever ou de,
né, enfim, pensar o que que vai alguém
vai falar e caramba, só um cristão
poderia escrever isso, né? Algo que a
gente sente às vezes, eu sinto muito
isso com algumas séries, né? Tem uma
série chamada Philbag, eu acho muito
boa. E eu sempre asso, eu falo: "Cara,
só uma mulher para escrever isso eu não
teria capacidade nunca de escrever
algumas coisas que ela escreve ali,
porque é a perspectiva, a subjetividade,
né?" E eu fiquei pensando que que a
gente pode contribuir. E aí tem uma
coisa que tava numa fala lá junto com a
Sara lá na escola em Sapiranga, lá no
Rio Grande do Sul. E aí uma coisa que
ela falou assim, eh, e eu fiquei, cara,
é isso, né? Eu acho que uma das coisas
que a gente pode trazer, que também tem
a ver com esperança, é a gente romper
com a gente ser contra cultura, sabe? no
sentido de apresentar um novo olhar para
as coisas, porque a gente tem uma
sociedade que tem uma tendência mais
meio tipo, ah, isso aqui que tá na moda,
vamos indo para cá, isso aqui que vai,
isso aqui, a gente tem a chance de
falar, olha, vou te mostrar uma coisa
aqui que talvez não seja o que tá na
moda, mas seja algo interessante para se
olhar, né? Eh, e é uma necessidade que a
gente tem hoje. O Biun Chuan fala muito
sobre eh algumas coisas que a gente tá
vivendo hoje, o cansaço e tal, e ao
mesmo tempo sobre a individualização,
né? De acordo com ele, essa questão
individual assim de a gente sempre
trazer para dentro e pessoalmente eh
impede a gente de viver bem, porque a
gente precisa do outro, a gente precisa
se ligar ao outro. Então, talvez a arte
cristã, né, a literatura cristã seja a
arte por excelência que vai tentar
procurar o outro também, sabe? tipo
pensar coletivamente, pensar como
comunidade, eh, enfim, pelo menos é algo
que eu tenho encontrado, sabe? Ó, pensar
num relacionamento, pensar em outras
outros tipos de relação dentro da igreja
ou na sociedade como um todo, talvez
esse sair um pouquinho de si e se
dedicar a outros, né? Seja uma coisa que
a gente pode contribuir com a sociedade
assim como um todo, não só entre os
cristãos, né?
>> Cara, essa pergunta é muito boa, né?
Porque eu tava, eu lembro da fala do
Denis Washington que viralizou aí anos
atrás, né? Por exemplo, ah, Stephen
Spielber poderia fazer o poder chefão,
poderia, mas Mar Corsesi fez, não, o
Copola fez melhor, tal. Eh, eh, fulano
de tal poderia dirigir a lista de
Schindler, poderia, né? Mas o Spiber com
certeza, por ser judeu, tem outras
percepções. Aí acho que é a pergunta de
algum filme deles lá, porque que tinha
que ser um diretor negro, né? E aí a
questão de, tipo, só o diretor negro vai
saber o que que é um pente aquecido, o
cheiro que tem um pente aquecido no
cabelo e tal, tal, tal, tal, essa
questão da cultura, como a cultura te
ajuda, né, a ler e a transmitir aquilo e
a pensar aquilo. E aí essa pergunta, o
que nós como cristãos, né, o que que só
nós cristãos poderíamos escrever, mano?
Que desafio para vocês aí, hein?
Parabéns para vocês, para mim não. Eh,
não é o que só nós poderíamos escrever?
Qual história só nós podíamos? Você não
escreve
>> não, não escrevo não. Quando eu escrevo
fantasia sempre com ajuda de gente que é
muito melhor que eu para escrever
fantasia, né? Que no caso é você,
Felipe. É. E o quadrinho que eu tô
produzindo, eu tô com o roteirista
também, que é o Jordan. Aliás, tá parado
o projeto. Jordan. Se você tiver vendo,
eu não respondi o seu último áudio já
tem 5 meses. Mas é que não dá para
pensar muita coisa, é que eu tenho as
ideias, mas como elaborar aquilo, né? Aí
eu preciso de pessoas que são da área,
né? A minha área é escrever livro. Eh,
eh, livro mesmo, né? Eh, didático, por
assim dizer. Qual é o livro que eu
escrevo? O que que é que eu escrevo?
Gente, você escreve em romance, eu
escrevo o quê? Livro. Livro, né? Escrevo
livro. Livro
>> didático.
>> Teológico.
>> É, acho que é didático, né?
>> Teológicó.
>> Teológico. É livro teológico. Exato. De
que, enfim, que não é uma história, né?
>> Na livraria tá na parte de devocionais.
Devionar. Olha, coloca onde quiser,
vendendo. Tô, tô dentro, né?
>> Então, assim, é, é, é um desafio mesmo.
O que só nós poderíamos escrever,
entendeu? Qual história só nós
poderíamos contar? Ou que releitura
poderíamos fazer? Gente, é isso. Tem um
mundo inteiro para vocês explorarem. É o
que a gente sempre fala aqui. Falamos
isso na outra live também que fizemos
com outras escritoras. Olha, ah, como é
que eu faço para começar? Comece, mano.
Olha, todos eles aí começaram a lançar
sozinho, entendeu? E o pessoal que já
quer ser lançado por editora e tal,
calma, vai lá, lança, faz, dá os teus
pulos, entendeu? [roncando]
E é isso. Muito legal. Essa pergunta
ficou martelando aqui, né? O que só eu
poderia, como um cristão poderia falar,
pensar, escrever, pregar, enfim, viver,
principalmente, né? Como alguém disse,
somos as bíblias que as pessoas leem.
Muito legal, gente. Sara, tem um lugar,
um lugar no Brasil onde autores lançados
por editoras e autores independentes que
estão lá ralando, gastaram poupanças
para lançar 1000 unidades do seu livro.
Mas estão lá, existe um espaço no Brasil
em que autores conhecidos e famosos,
renomados, servos de Cristo e também
autores que não são conhecidos, mas
estão lá, querem, né, produzir a sua
arte, viver até da sua arte. Existe um
espaço para conhecidos e desconhecidos
no Brasil que se chama a Fefic. Por
gentileza, Sara, fale pra gente da
Fefic, datas, horários, é o que
acontece, o que que a gente pode esperar
dessa FEFIC, por gentileza. Com certeza,
gente. A Fefic é a feira de ficção
cristã e cultura e ela é ela é esse
lugar, sabe, que incorpora muito do que
a gente falou aqui. O que que a
literatura tem a ver com a nossa fé? O
que que a cultura se relaciona, né, com
o nosso chamado missionário e o que nós,
como cristãos, temos a a adicionar,
temos a acrescentar a cultura em que a
gente tá vivendo. Então, a Fefique é
esse lugar onde a gente fomenta a
produção literária cristã, feita por
cristãos que carregam a cosmovisão
cristã e essa mensagem do evangelho.
Isso aí é o nosso site. Em todas as
histórias, em todos os mundos que a
gente escolhe. criar. Então, esse esse
ano a gente tem a quinta edição da Fefic
com o tema Todos os mundos em que ele
habita, que defende essa ideia de que
todos esses gêneros, né, é o terror, a
fantasia, a ficção científica que o Bíbo
tanto gosta, todos eles orbitam ao redor
de um único sol, que é a soberania de
Cristo sobre tudo criado pela nossa
imaginação. Se ele é o Senhor de nós,
ele é o dono da nossa imaginação. Então,
tudo que é formado pela nossa imaginação
também pertence a ele. E a entrada da
feira é gratuita. São quatro dias de
programação, dos dias 16 a 19 de julho.
E é gratuitos quatro dias. É um programa
cultural paraa família cristã, para
aquele que gosta de literatura cristã.
Estaremos todos nós lá em dias
diferentes, né? Mas estaremos todos nós
lá. Eu e o Fe estaremos todos os dias. O
Bibo vai tá, o Bibo vai estar na
sexta-feira, dia 17, e a Cris no
domingo, dia 19, né? Então você pode nos
encontrar ali e
>> retirar o seu ingresso pelo nosso site
fefic.com.br
e
>> na descrição aqui, tá na descrição.
Muito
>> legal, gente, ó. E e é um espaço, tá,
galera? É um espaço, ó, aqui, ó. Vá lá.
Eh, né, enfim, a as editoras estão por
lá, entendeu? Então assim, ó, muitos,
muita gente conseguiu conversar com
alguém da editora lá, entendeu? Oi, tudo
bem? Tá aqui o meu romance, olha só que
legal, pá. Entendeu? É isso, gente.
Fefique essa porta de entrada e para
muitos autores e é um lugar também para
você estar com pessoas que gostam das
mesmas coisas que você. Eh, é, é muito
legal estar na Fefic. Então, faça, é de
grátis, poxa vida, só que tem que tirar
o seu ingresso para ter um controle lá,
para não dar problema com o bombeiro,
tá? Então assim, é isso. Só retire o seu
ingresso e esteja lá com a gente, tá
bom? Vouar num pau com Felipe cantando
música para as crianças. Às vezes o meu
sorvete cai.
>> Tem que passar a letra de novo. E tem
que baixar um tom. Ô, ô, Felipe, tem que
baixar um tom. Eu não consigo. A, a
segunda parte lá eu tenho dificuldade.
>> Não, eu já tô baixando. Fique tranquilo.
Fique tranquilo. E vou fazer a do Hugo
também.
>> Cris. Ah, do Hugo. É, eu tô ansioso por
essa música do Hugo, hein. Quero a
música do Hugo. Eh, ô Cris, vai ser
revelada a capa do teu novo livro até
lá? Não.
>> Ai, acho que pergunta aprendi. Acho que
>> não. Ô, não é perguntar, Cris. Já tem
que soltar. Vazou, gente, vazou. Tem,
tem que não
>> posso fazer isso. Não tenho coragem. Não
ten essa coragem.
>> Manda para mim que eu vazo com
>> de boa. Eu encaro
>> não, eu encaro lá com a Bruna, eu
soltei, Bruno. Ah, o pessoal tá, eu tava
curiosa, minha filha tá curiosa. Eu
quero soltar. Solta lá.
>> Eu mostro só para você.
>> Então, [roncando] manda no meu whats
depois ali, por gentileza. Daí você vai
vazar.
>> Eu vou, eu vou vazar. Eu vou vazar,
entendeu? Fazer o quê? Eu vou, vou
vazar. Mas, ô, Felipe, você tá
escrevendo também coisa que vai ser
lançada também. Eh, começou a escrever
fantasia, né, Felipe? Agora você,
>> na verdade, eu tô eu tô escrevendo um
romance eh não é de fantasia, é mais uma
um a que a gente chama de é um beauty
roman, como é que é? Romance de
formação.
>> Coming of é
>> isso. É, no cinema a gente costuma usar
o coming of age, né, que é essa coisa da
ideia,
>> passagem de transição de alguma fase da
vida, assim, tipo, ah, aquele um
adolescente que se apaixonou e ele muda,
ele amadurece com isso, tal. Tô fazendo
um nessa pegada assim
>> lá em cinema. Tá aí, né? A Cris lançou
um filme, né, Cris? Foi roteirista,
diretora, não lembro agora,
>> que é o livro Amor entre instantes. Tá
muito legal, tá disponível gratuitamente
no YouTube. Não coloquei o link aqui,
esqueci desse detalhe, mas parabéns
pelos mais de 500.000 views. Deus
abençoe e que venha o próximo aí, tá
bom, gente? Tá,
>> procurem no YouTube, Amor entre
instantes, tá? Para toda a família
também. Deixa. Eu até tô para ver com a
com a Mileninha, mas confesso, minha
filha tá vendo, tá se empolgou com a
Copa. Cris, tá difícil, né? Hoje a gente
vai chegar em casa, é o jogo da
Argentina. Vou falar para ela como é que
se torce contra a Argentina, entendeu?
Então eu tenho, o pai tem que ensinar
algumas coisas pros filhos. Daí hoje eu
vou ter que nesse período da Copa aí
aportar que ela tá animada, a gente tá
vendo alguns jogos e tal e tem
>> para te animar para assistir o filme,
Bibo, aparece a o livro do É quando meu
sorvete cai. Olha aí
que legal, que legal. Poxa vida, fiquei
feliz. No próximo tem que ter podcast,
os clientes estão ouvindo BTC e tal. Tem
que botar o podcast, tem que botar o
meu, o como olha aí, tem que botar o o
Deus que Destrói Son. Até a mulher do
Léo Stronda tá lendo Deus que Destrói
Son. Então, olha, dá para colocar no
filme, né? O pessoal me marcou, gente,
eh, teve um jogo do Japão com com o
Brasil
>> e aí eu não sabia, né, que o Leo Stronda
era casado com uma japonesa, pelo que eu
entendi. Daí estava brigando, né, briga
de casal, porque ele é brasileiro, ela
japonesa, tal, ou descendente, enfim. Aí
ela tava na cama lá, lendo o Deus que
destrói sonho. A galera me marcando, meu
Deus, meu Deus, legal, show de bola.
Quem é que apareceu na Globo? Teve um
Não, foi, foi, foi, foi dos nossos ou
foi um outro? Ah, não, foi o outro um
outro podcast que eu ouço. Ou teve um
livro cristão que apareceu numa novela
da Globo. Teve não.
Acho que não teve, né? Acho que ainda
não. A profeta
>> ainda não. Amém. Não, até porque tem um
Não vai aparecer até porque tem gente
tem pastor cristão evangélico.
>> Livro cristão. Tem um livro cristão que
vai ser adaptado pela Globo.
>> Vai ter, né? Que é o círculo, já pode
falar isso aqui. Saiu, né? Que é os
círculos não são infinitos, né?
Círculos. Já postaram?
>> Já apostaram. É, esse vai sair pela pela
lá pela Globo Filme, se eu não me
engano. Não, mas eu acho que eu tô
confundindo os autores. Mas, ó, tem
pastor evangélico, crente de verdade,
trabalhando nesse núcleo da nova, das
novelas da Globo.
>> Daqui a pouco eu vou, eu vou mandar uma
mensagem para ele. Ô, mano, dá uma força
pra ficção cristã lá, põe um livro
evangélico na mão de
>> dirigir. É,
>> é, é exato. Eu vou eu vou mandar uma
mensagem. Eu não posso
>> mand filme da Cris para ele.
>> Eu vou eu vou eu vou mandar uma mensagem
para ele.
>> Faz isso, Bibo. Manda o meu filme para
ele.
>> Vou mandar. Manda o link para mim, Cris,
que daí eu já me me facilita aqui. Eu já
mando uma mensagem para ele. Eu não
posso falar o nome dele, mas
>> cara, já tem o portfólio, né? Mostra o
meu filme, fala, mostra que eu sei
fazer.
>> Caramba, mostra o meu filme.
Sensacional, gente. Obrigado, Felipe,
Sara, Cris, pelo tempo de vocês aqui,
por inspirarem tantas pessoas. Bom ver
vocês na Fefi. Não vou ver a crise,
infelizmente, mas que bom que a gente
vai est lá. A gente, se você puder ir na
Fefi, retire o seu ingresso. Ainda tem
vaga, tem espaço. E é isso. Voltamos eh
com mais lives, quem sabe. Essa live
talvez vire podcast também. Muito
obrigado pela audiência de vocês. E é
isso. Procure Felipe William, procure
Sara Guzela, procure Cris Bonfim aí nas
livrarias, lojas e sites e e-commerce e
valorize autores cristãos que querem,
né, eh, produzir para a glória de Deus,
viver da sua arte. Isso é sempre um
desafio. Deus abençoe todos vocês. Até a
próxima, se ele quiser, se permitir.
Fiquem todos na paz do Senhor Jesus.
Tchau, tchau, galera. Valeu.
>> Tchau.
>> Tchau. Tchau. Vamos finalizar a
transmissão.

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