HISTÓRIAS E FANTASIAS COMO CAMINHO PARA DEUS
02/07/2026
HISTÓRIAS E FANTASIAS COMO CAMINHO PARA DEUS
Rodrigo Bibo tem uma conversa com Sara Gusella, Cristina Bonfim e Phellp Willian sobre como nossas histórias promovem a glória de Deus!
Venha para a FEFIC
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
[música] Muito bem, muito bem, muito bem. Sejam bem-vindos a mais uma live aqui no canal do Bibo Talk. Você está aqui porque você gostou desse tema ou você está aqui porque gosta da gente? Tudo que a gente faz, você tá aqui assistindo. Muito obrigado. Essa live é o seguinte, ela atrasou um pouco. A gente pede perdão pelo atraso. Então já vai comentando aí o seu nome e a cidade de onde você está falando. Beleza? Diga aí querendo saber de onde você é. Se esse tema é sobre fantasia, romances, escrita, criatividade, literatura, tá? Se a arte aí é algum conhece alguém que é desse mundo, dis para ele vir assistir essa live aqui que ficará salva no canal, ela pode assistir em outro momento também, tá? Então ela é nossa convidada, manda esse link para alguém, tá? Comenta aí. Temos 16 pessoas por enquanto nos assistindo e a gente acabou de divulgar também nas redes sociais. Aliás, deixa eu botar no meu stories aqui também que nós estamos ao vivo. Mere aqui, Ó aqui. Beleza, adicionei ao story. Estamos ao vivo. Pronto, botei no story. Você também pode pegar esse link, tá bom? Não esqueça de comentar, tá? Comente. A Goiânia aqui. Boa tarde, pessoal. Boa tarde, Goiânia. Ao, a Carol Carol Merocha Arte. Olha aí, tem arte no @ dela aí. Tá bom. Mais alguém? Diga aí o seu nome. Gente, hoje vamos falar um pouquinho sobre criatividade, sobre criar para a glória de Deus, histórias, fantasias, dificuldades de ser crente e artista. Gente da Bahia também aqui com a gente, o Igor, ó. E para falar comigo, eu trouxe aqui algumas pessoas. Quero trazer primeiramente para o palco Sara Guzela. Ela que é autora de romances, fantasias agora. Terror também vai vir. Terror já veio terror? Não. Ou é o esse último que tu lançou agora é terror, Sara? Agora fala comigo, Sara. >> O >> o terror tá vindo agora. E aí, pessoal? >> Ah, o terror tá vindo. Sara, que então que também é idealizadora da Fefic, está com delay igual a Casé TV. Gente, hoje a conversa com a Sara vai ser tipo assistir jogo do Brasil na Casé TV. A galera tá berrando o gol lá, mas depois de 20 segundos a gente fica sabendo. Sara, fala comigo, Sara. Mas tá com delayzinho, eu acho. Sara, comigo, Sara. Vai, >> pessoal, vocês estão me ouvindo? >> A gente ouve com delay. Isso. >> Sim. Ai, que bom, gente. É sempre uma uma batalha espiritual fortíssima aqui. >> Olha, olha, olhaas lives, mas [risadas] está dando tudo certo. Aprenderei e melhorarei. Mas vivo, quero agradecer. Obrigada, né, por estar aqui, né, ter me convidado para estar aqui com você mais uma vez. Então é isso aí, meu próximo livro, eu sou autora de ficção cristã e o próximo livro, ele é um terror, ele é uma fantasia sombria. Então é um terror mais leve, que é uma mistura aí entre fantasia e terror. >> Entendi. É esse do dragão agora que você tá divulgando aí, que eu esqueci o nome agora, é o que tem o dragão na capa? Não, >> eu não tô te ouvindo de novo essa luta. >> Eita nós, gente. Gente, se a >> antes deles entrar no ar, eu tava ouvindo normal, agora eu >> É, mas enfim, vou trazer o Felipe aqui. Vamos ver, gente. Se a Sara sumir, vocês já sabem, né? Porque a Sara deu deu deu pau na com, como dizia aqui. >> É, vamos lá, gente. Tá me ouvindo, Felipe? Fala comigo. >> Eu estou ouvindo. Você está me ouvindo? Eu estou lhe ouvindo. Felipe William, grande escritor, roteirista, coautor dos meus dois livros infantis que lançamos juntos, né, Quando o meu sorvete cai e o dia em que o Hugo perdeu sua baleia. Mas, né, autor de outros sucessos, vencedor do prêmio Jabuti. É isso. Lembrei, não? >> Finalista do Jabuti. >> Finalista. Ganhou para mim. Ganhou para mim. Ganhou. Chegou, chegou na final. Já é, já é meu vencedor. Já, já. Para mim já, já ganhou. Já ganhou. Felipe William, bem-vindo aqui nessa mais uma live aqui no nosso canal. Obrigado, mano. >> Imagina, eu [roncando] que agradeço o convite e tô muito feliz de estar aqui, falar de coisas que são muito importantes para mim. Então, bora. >> Ah, que legal, que legal, gente. É isso. Felipe, você fala um pouquinho qual foi o livro que você chegou na final do prêmio? O prêmio Jabuti não é um prêmio evangélico, né? É um prêmio da literatura nacional, né? >> É, é talvez o maior prêmio de literatura do país, assim, né? Eh, eu, eu e a Melissa, antes da gente produzir para o mercado cristão, nós fazíamos, eu, Melissa é a minha esposa, né, Melissa Garabell, eh, [roncando] nós fazíamos quadrinhos para o mercado secular de quadrinhos, né? Eh, e aí a gente foi, fez um quadrinho independente chamado Saudade e a gente fez por conta, fez uma campanha no Catars, ganhou a grana, fez o livro e a gente escreveu o livro e deu certo. Ele foi finalista de abuti, daí ele foi, saiu na França, na Espanha, nos Estados Unidos. Lá nos Estados Unidos, ele concorreu a Wisner Awards, que é o maior prêmio de quadrinhos dos Estados Unidos. Nossa, >> então enfim, ele teve um impacto grande. Daí, por conta disso, a gente começou a ter mais contatos, as pessoas começaram a olhar pra gente, né, até a gente conhecer a Thomas Nelson e desde então a gente montou a Pequeninho e estamos nessa parceria. >> E o Saudade saiu pela Thomas Nelson ou eu tô viajando? Não, né? >> Saiu pela Harper Kids, que é >> pela Harper Kids, é que é o selo. A Harper que é dona da Thomas Nelson, por assim dizer, né? Muito bom. Ó, inclusive eu falar na falar na Melissa, tô aqui com a Bíblia que ela fez a capa, tá da que eu não sei falar o nome dessa coleção, cara. É muito difícil. Bíblia Arts Collection. É difícil. >> Artes. É, vocês são muito chique. Brilha no escuro. Muito legal. A Mileninha, amor, tem que voltar para casa. E também com a gente aqui, autora, roteirista, eh, diretora de cinema, Cris. >> É, esqueci o teu sobrenome. Bom Fim. É isso. Bom fim. Lembrei. >> Bom, devia ter colocado sobrenome. Esqueci. >> Não, mas tá aqui, tá no @ Tá bom. Seja bem-vinda, Cris, aqui e fala um pouquinho aí. A Cris ama dragões, ama. Como é que é, Cris? Fala um pouco para nós aí das suas obras. >> Eu sou apaixonada pelo universo fantasia. Meu recente lançamento pela Thomas Nelson é a Guardiã de Pedras e a gente vai ter o lançamento da continuação porque é uma duologia e e vai sair esse ano. Então tô bem animada também. Eh, eu queria até falar que eu tenho essa bíblia, eu quero falar que eu tenho essa Bíblia, mas uma coisa bíblica, o meu é mais especial é que eu tenho autógrafo. Ah, >> é verdade. É verdade. Também não, >> não, não tem. O meu tem só um papelzinho explicando. Olha, quando for falar, fazer a propaganda, fale isso. E eu não, já fiz a propaganda e não li isso aqui. Foi mal, mas eu eu não, eu não tenho autógrafo. Eu eu não levei lá pro, pro evento que nós estivemos juntos e tal. Perdi, perdi a chance. Ô Cris, e tu não pode mostrar a capa do da continuação da guardiã, como é que é o nome? Guardiã da pedra. Como é que é? Não, >> guardiã de pedras. >> Isso. >> Tu não pode mostrar a capa para nós? >> Ah, eu teria que pedir autorização. Acho que eu não posso não. >> É o embargo até quando? Assim, tipo, >> de quando vai lançar? >> É, >> a previsão é ali no segundo semestre, já estamos, né, no segundo semestre. Então, ó, gente, exclusivo da live, hein, que eu não falei isso em mais nenhum lugar, >> ó. ali de setembro. >> Legal. Ou seja, Bienal. Bienal de São Paulo. Bienal, mas setembro. [roncando] >> Muito, muito legal. Muito legal. Ó, então a Melissa diz que vai agilizar o autógrafo para mim. Então, obrigado, Melissa. Eu agora vou querer também. Gente, vamos tentar trazer a Sara de novo aqui para ver se a internet lá de Minas Gerais funciona. Vamos lá. Sara, você tá ouvindo? A gente [roncando] tá na simpatia pelo menos, né? Não, não estamos te ouvindo. Você tá mutada, Sara. Na verdade, você tá mutada. >> Você tá me ouvindo agora? >> Agora sim. >> E você está? >> Eu não vou causar mais, eu prometo. >> Tá. Qualquer coisa, Sara, entra pelo celular mesmo, entendeu? Só vira ele aqui e entra pelo celular e dá tudo certo. >> Gente, vamos lá. >> Vamos que vamos, né? Então, tá aqui. Ah, Sara, uma pergunta que tu não respondeu porque tu caiu é essa. Esse teu livro que tem um pouco de terror é o da colheita que eu de de sangue e fogo. Eu não lembro agora. Fogo e sangue >> quase >> isso. Ele vai lançar segunda-feira. Essa segunda >> ele já lança no site da Thomas. E ele é, como eu falei, ele é a minha primeira tentativa de trabalhar com o terror, que é um gênero que eu gosto bastante. Assim, ele ganhou meu coração nos últimos 3 anos. Então é a minha primeira tentativa de fazer algo que ainda é leve comparado ao terror mesmo do, né, do gênero em si, mas que ele tem alguns toques ali, algumas >> Mas o crente pode ler terror, isso não é coisa do do demônio assim, por que que você vai ler um gênero que que tem a maldade, que tem onde tem muitas coisas ruins e tal, uma carga negativa? Que tipo de terror você anda lendo? Tipo, como é que é, como é que isso pode ganhar o coração de alguém que é temente a Deus e tal. Faça uma pergunta pra Sara, né, que eu acho que é uma pergunta que alguém, mas como assim cristão lendo terror? Porque até depois eu já emo aquela pergunta que a gente conversava nos bastidores aqui também, que já são temas meio difí assim, como que é fazer eh eh criar literatura ou histórias fantásticas que a fantasia deve abordar vários temas, deve abordar todos os temas que dizem respeito à vida humana. E aí, como é que é fazer isso para crente que muitas vezes é, né, enfim, tem uma moralidade eh assim exacerbada e complicada e que nada pode e tudo tá errado. Como, por exemplo, como assim terror para crente? Isso é um absurdo. >> Eu faço a pergunta pra Sara começar a responder, mas Felipe e Cris, quero ouvir vocês depois também. Então, eh, a minha experiência com o terror começou há uns dois anos atrás, quando eu comecei a ver filmes do gênero, porque antes eu tinha muito essa ideia de que você vai ver um filme de terror, você não pode, você vai trazer isso para dentro da sua casa e etc. Mas para mim, o cristão e o que ele tem, que ele pode tirar do gênero do terror é realmente o fato de que essas são histórias que mostram o efeito da queda na humanidade. Então, a gente precisa de histórias que mostrem que o homem não pode salvar a si mesmo, que mostrem que o nosso coração é enganoso e todos os seus caminhos são maus. E não existe, para mim melhor gênero para mostrar os aspectos da queda, as consequências da queda no coração humano do que o gênero de terror. Então eu vou dar um um exemplo aqui que eu só vou dar aqui na live no meu no meu Instagram. Eu nem indiquei muito pro pessoal porque eu tenho um público mais jovem, mas por exemplo, um filme que lançou esse ano, que falou muito comigo é Obsessão. Não sei se vocês f se vocês já ouviram falar, fez muito sucesso. É um filme horrível, gente. Ele não é um filme bonito, ele não é um filme com final feliz, ele não é, mas ele é um filme que te faz refletir sobre o quão corrupto é o seu coração e o quão mal nós somos, sabe? Então eu vejo, eu sempre vi esse potencial no terror e desde que eu comecei a a entender que, cara, existe sim um caminho. O cristão, ele não ele pode se beneficiar muito dessas histórias que não vão confortar o ego dele, mas que vão confrontar ele às vezes das piores formas que ele preferia mesmo não ser confrontado. Então, a minha ideia nesse nesse livro foi trazer um pouco disso, assim, do horror, do medo e principalmente dessa sensação de impotência que o que o que o gênero do terror muitas vezes traz e de mostrar que o homem não é o herói da história e o homem não pode salvar a si mesmo, mas que, pelo contrário, ele é tão corrupto quantra o mal que ele tenta lutar, porque o mal tá dentro dele mesmo. Então, para ser salvo, ele precisa de um salvador externo, porque ele não consegue encontrar essa salvação em si. >> Mais alguém quer dar dois centavos sobre essa resposta da Sara? >> Queria só fazer um comentário que é tipo além de tudo isso que a Sara disse, né, que tem uma ordem, eh, se relaciona mais com a espiritualidade, tem um aspecto que talvez tenha a ver com interpretação, assim, que talvez os cristãos não estejam acostumados, que é a ambiguidade da arte, né? A a arte ela não representa ela representa coisas, nem sempre ela é o que ela é. Então você vai assistir lá Madrugada dos Mortos, lá os primeiros filmes de zumbi, era uma alegoria para o consumo. >> Então as pessoas consumir coisa, eles pegavam, puxavam roupas, joias. E aí a gente não tá falando de zumbi, nós estamos falando do consumismo humano e isso para todas as outras obras de terror que vão de alguma maneira trazer um elemento ali que pode ser social, pode ser, né, eh, mental, são coisas que são simbólicas, né, só que a gente tá tão acostumado a a consumir uma literatura ou no caso o cinema, né, que a a Sara citou, que às vezes é direto, né, que é que é o que a maioria a maior parte da ficção cristã no cinema cinema costumava apresentar, né? Não que seja errado, mas é meio que hegemônico assim. Aí a gente tá não não, se não for uma história real que me conta algo que possa ser, né, que não tenha símbolos, só tenha história acontecendo, né, aí eu fico mais confortável. Então acho que às vezes falta um pouquinho de letramento, sabe, para poder pegar essas coisas assim. >> Só uma questão, alguém tá com, antes da Cris falar, alguém tá vendo o desenho aí perto de ti, Felipe? ou a TV ligada. Eu escutei um tém tá vendo um desenho aí aqui perto aí perto. Tá legal. Então >> alguém tá uma divulgação de circo passando aqui. >> Sabia? Era coisa animada, viu? É uma coisa animada. Ok. Faz >> é bom um circo falando de terror assim, acho que dá uma amenizada no clima, né? >> Ok. Ok. Ok. Vai lá, Cris. Seus dois centavos. >> Ah, eu acho que falar de terror não é só válido como muito importante, porque não existe nada mais aterrorizante do que ficar longe de Deus. Então, mostrar a nossa vida como cristãos longe do Senhor, o que acontece, o terror que vai ser a nossa vida basicamente longe do Senhor. E eu acho que as histórias de terror cristãs contam isso, o que o pecado faz na nossa vida, o terror que o pecado faz na nossa vida quando nos afastamos de Deus. Então, eu realmente não vejo isso como um problema. Eu acho que a gente pode abraçar. E na Bíblia mesmo até vi alguém comentando isso, que tem coisas muito apavorantes. Eu lembro quando eu era adolescente, eu li um livro sobre possessão demoníaca e tudo. Eu fiquei assim, gente, que horror, fiquei apavorada, mas muit ao mesmo tempo fiquei muito interessada em saber mais. Então, é algo que a gente precisa assim conversar e falar de que sim, o mal é aterrorizante. >> Então, mas aí vem o lance também. Eh, o Felipe até toca um pouco nisso ali, pelo que eu entendi da fala dele, mas às vezes eu vejo até tu, CR já teve que se posicionar, porque a o público cristão às vezes e muitas vezes não consegue lidar com alguns temas. Então, por exemplo, eu já vi vocês aí da, eu chamo das meninas da ficção científica, né? Lá na lá eu errei, né, na no IR Brasil, mas as meninas da ficção, né? Ah, vocês tendo que se se justificar porque no livro de vocês eles tiveram relação antes do casamento ou ah, meu Deus, tipo, teve isso, teve uma atitude errada eh do protagonista ou de um personagem ali da do livro. E as pessoas, meu Deus, que horror, teve adultério nesse livro. Meu Deus, eles, ela engravidou antes do casamento. Meu Deus, ele roubou dinheiro da igreja. Tipo, aí será que tipo a gente consegue ir mais além assim? Porque até porque se a gente se vocês têm que explicar o básico, né, pras pessoas, gente, não é porque o o a personagem engravidou antes do casamento que eu estou dizendo para as meninas da igreja aí, ó, vamos lá, galera, engravidem antes do casamento. Então, assim, a gente tem que ficar justificando. E aí, qual é a dificuldade que a gente vai que vocês sentem assim em produzir para o cristão? Porque, por exemplo, assim, a a questão da se você quer trazer um drama, por exemplo, e às vezes passa pela questão da sexualidade, alguma coisa assim um pouco mais forte, não tô dizendo hot, gente, não é isso que eu tô dizendo. Acho que hotem livro crente mesmo, não é isso que eu tô defendendo. Mas sabe assim, quando a coisa passa por esse viés, como você tem na Bíblia, por exemplo, Juízes 19, enfim, como é que a gente vai produzir isso pro cristão se ele fica horrorizado porque a protagonista beijou antes do altar? Sabe, tipo, como que eh eh como é que vocês lidam às vezes com as limitações até assim com a timidez cognitiva em relação à arte eh e literatura do próprio do próprio povo cristão, sendo como é que vocês vão abordar vários temas e os pecados da vida humana se às vezes a gente tem que explicar coisas óbvias assim, como é que vocês lidam com isso? Como é que vocês enfrentam esse desafio? Eu acho que a gente tá passando por um processo de aprendizado justamente por conta do crescimento da ficção cristã. Então é algo ali novo que surgiu faz uns dois, tr anos assim com força, né? que ganhou força, realmente. Então, eu acho que nós como autores, estamos num processo de ensinar os leitores. E quando a gente tá no começo, é assim mesmo, a gente toma a bucha, a gente toma ali as pancadas no começo, quem começa é assim e tem que abraçar isso basicamente. Então eu sinto que a gente tem muito a ensinar realmente para os leitores de mostrar de fato que most eh que o personagem fazer algo ruim não significa que nós como autores estamos apoiando, mas às vezes mostrando a realidade e mostrando acima de tudo que apesar do erro do personagem, ele pode ter redenção, ele pode ainda encontrar Jesus. se esse for o objetivo da mostra da história, né, que como a Sara já disse algumas vezes, eh, os personagens eles têm que ser redimidos e o mal destruído. E eu acho que é isso que guia as nossas histórias. O que é mal vai ser destruído, mas as pessoas elas são reais, elas têm vivências reais. E a gente não é perfeito, a gente comete erro o tempo todo. E é mostrar para as pessoas que com as nossas histórias elas podem ter acolhimento. Elas vão ler um personagem que às vezes cometeu o mesmo erro que ela e ele vai ser redimido. Então as nossas histórias entregam isso. Apoiamo. Eu espero que seja isso. >> Mais alguém? Felipe, tu deu uma os seus pitacos nos bastidores. >> Te joguei no fogo. >> Não [risadas] é que assim, eu eu produzo para o mercado cristão, mas é mais pro no infantil, né? Agora que eu vou começar a trabalhar com público mais velho, assim. Eh, e eu sinto isso, né, com nos infantis, às vezes as pessoas já nos atacaram de colocar ideologia de gênero, já nos atacaram de quebrar mandamentos, porque numa das nossas histórias Jesus aparece. Eh, então assim, ainda há um, eu eu o que eu acredito que é uma multiplicidade muito grande de fés, né, dentro da fé cristã, assim, eh, modos de interpretar a Bíblia, doutrinas e tudo mais. Isso faz com que às vezes dentro do meu círculo as pessoas não tá tudo certo, mas em outro círculo aquilo talvez não case muito bem, né? É, mas a galera do não pode desenhar Jesus, tu só ignora mesmo assim, porque isso aí nem perde tempo com essa galera assim. >> É esse aí não, não, esse aí não. Não dá liberdade para isso, [risadas] >> não. Isso aí pessoal não perde tempo não. >> Mas assim, inclusive algumas coisas, as pessoas às vezes eram meio agressivas mesmo, né? Teve uma mulher que fez um testão dizendo que era inadmissível a gente fazer livros para as crianças se a gente não era pai e mãe, né? Eu e a Melissa. Daí eu fiquei assim, nossa, ela não sabe a nossa história de vida, não sabe por que a gente não tem uma criança, né? Enfim, vários elementos que eu fiquei pensando, é muito cruel, né? Mas é isso, internet, né? E mas o que eu também penso é como tem essa multiplicidade, vão ter níveis de leitura muito diferentes também. Eh, e é ao mesmo tempo que a gente vai educar, e eu concordo plenamente com a crise, assim, é um processo educativo mesmo, que é o que eu chamei de letramento, né? Eh, letramento literário, né? estar acostumado a ler literatura, entender o que que é ficção, o que é um narrador, né? Eu já fui numa irmã da igreja, uma vez eu participei de uma antologia da cidade, na verdade eu organizei a antologia com vários escritores da cidade e aí ela comprou feliz, né? Ah, ela era toda envolvida com arte e aí tinha um palavrão numa história. Eh, e nem fui eu que escrevi, né? Mas ela achou que fui eu, assim, e ela chegou indignada com a tua história tinha um palavrão, tal. Daí eu falei: "Olha, não fui eu que escrevi a história, foi outro autor e tal, né? Eh, eu não quis cortar o texto das pessoas porque ele nunca professa a mesma fé que eu e tal. Eh, não era um livro feito para cristãos, né? Somente, né? Cristãos podem ver. E aí eu falei assim: "Mas você sabe que aquilo é um narrador, né? Não é o personagem que tá dizendo assim. Eh, daí ela falou: "Porque ela veio me acusar de de falar um palavrão." Eu fiquei, mesmo que fosse eu que tivesse escrito o conto, era um narrador dizendo: "Não sou eu, né?" né? Então, até esse tipo de distanciamento parece que ainda a gente precisa ensinar assim, ó, um narrador é uma entidade que a gente desenvolve, entidade não, esse termo é problemático, é uma figura que a gente queria para poder contar essa história, né? Então, tudo isso é um processo e também vão ter pessoas que já estão acostumados com esse processo. Eu fui muito relutante em produzir pro mercado cristão durante um bom tempo, porque eu achava que tinha que ser óbvio e eu ficava, ah, não é o que eu quero fazer assim, né? E aí quando eu comecei a conhecer as meninas, né, da ficção científica, como diz o Biblo, que produziam [risadas] eh materiais diferentes, eu fiquei cara, acho que tem um lugar aí. E aí eu vi que tinha público, só que eu não conhecia esse público. E aí eu fiquei: "Ah, é isso, né? Eu não conheço todo mundo que é cristão no Brasil. Então tá na hora de eu começar a entender que existe espaço, existe mercado, existe formas de se pensar isso, né? E aí me motivei um pouquinho mais, além de outros aspectos que a gente pode falar ao longo da da live. >> Muito bom. Sara, você quer falar sobre isso? alguma coisa assim. Vamos para a próxima. >> É, não, eh, só concordar mesmo, sabe, com os meninos. Eu acho que existe um zelo da nossa parte. Eu acho que o zelo ele não é ruim, né? Porque é muito de público alvo. Por exemplo, se eu tô escrevendo um livro para pré-adolescentes, eh, não é que eu não possa mostrar um uma atitude errada, mas que eu tenho essa responsabilidade, querendo ou não, de mostrar aquela as consequências daquela atitude, né? É um livro que a Cris sempre gosta de trazer como como exemplo, é Encarando a Verdade da Tamires Marinho, >> que ele ah, toda a história pautada na mentira, né, nos hábitos de mentir da personagem. Só que que a história não não defende isso, pelo contrário, ela mostra as consequências aí, ó. Então, eu acho que é basicamente isso, assim, é não é a gente se fechar de falar de determinados temas, mas é a gente mostrar o tema. mas também mostrar a consequência. Porque quando a gente só mostra o ato, né, a ação, aquilo, o pecado, sem trazer um desfecho, talvez fique ambíguo. Só que mostrando a consequência, é uma forma de educar, de, poxa, isso aqui é forte, isso aqui é chocante, mas ele tá na história para ser chocante, ele tá para ser desconfortável, porque ele não está eh amenizando o ato, mas mostrando as consequências dele. >> Legal, gente. Vocês produzem então literatura, né, romances, fantasias e tal. A influência e como é que foi, na verdade, a primeira pergunta assim, como foi para vocês eh crescer no meio evangélico? Se é que cresceram no meio evangélico, né? Me conta um pouco sobre isso. Se o meio evangélico ajudou vocês a florescer esse talento ou não. Muitas vezes tiveram que caminhar um pouco por fora porque havia uma certa resistência com isso dentro da igreja. Como é que foi para vocês começarem a escrever fantasia? Quem foi a influência de vocês? O que que deu esse Gosto de fazer isso, me apaixonei por isso e como foi eh manifestar esse dom no meio cristão? Ajudou? Teve dificuldades? Como é que foi, Cris? Conta para nós. Vamos começar com a Cris. Cris, Felipe e Sara. Vamos lá. Tô olhando pela ordem eh antihorária aqui da minha tela. Olha, eu acho que eu fui muito privilegiada porque eu cresci num lar cristão com com pais que achavam o máximo tudo que eu fazia. Então eles me apoiavam muito. Eu sempre viajei muito na maionese. Nossa, eu já escrevia sobre animais falantes desde criança. E quando eu fiz meus primeiros personagens, na época eu desenhava também, né? Então desenhei personagens em quadrinhos quando eu tinha, sei lá, 11 anos. Minha mãe pegou os personagens, foi na Biblioteca Nacional para registrar eles. Eh, então eu não tive resistência dentro da família, tive muito apoio. Agora, quando a gente vai tentar falar dessa arte na igreja, eu acho que é uma arte mais difí demorou para ser reconhecida realmente como ministério, sabe? De que isso é o meu louvor a Deus, porque os nossos livros são isso, é o nosso louvor ao Senhor. Eu vejo dessa forma. Eh, e a gente faz esse louvor de várias formas, eh, para pessoas diferentes. Tem gente que usa música e a gente sabe que a música é o ponto chave do meio evangélico, né? É a força. Então, eh, ver finalmente a literatura ganhando força também muito reconfortante, realmente, mas demorou. Eu acho realmente que levou um tempo, foi algo assim que eu comecei a trabalhar de verdade nisso recentemente, quando eu tava na faculdade, eu tive uma certa liberdade porque de eu pude trabalhar com roteiro. Então foi onde fortaleceu a minha paixão por por escrever, porque eu já escrevia desde sempre. E na faculdade eu consegui trabalhar mais com isso. E aí com a força da ficção cristã, realmente a gente percebeu que a igreja estava acolhendo isso, que as pessoas eh as pessoas da nossa igreja, a comunidade cristã estava querendo consumir literatura cristã, literatura que não que não fere seus princípios. Assim como eles consomem música cristã e tudo, eles queriam consumir literatura cristã. >> Muito bom. E aí, Felipe? Cara, então eu eu posso dizer que eu escrevo porque eu aprendi na igreja que havia beleza nas palavras assim, né? Eh, então, desde muito pequeno assim na escola dominical e aí eu ouvi aquelas coisas, olha gente, o significado disso aqui. Aí tem aquela coisa de pegar às vezes a tradução e mostrar como o texto é mais complexo do que ele aparentava, né? Isso me encantava muito assim, né? Então eu eu aprendi a apreciar as palavras, o jeito de de escrita, tudo estudando a Bíblia quando eu era criança, assim na igreja mesmo, né? Tanto que eu comecei, eu quis escrever quando eu tinha 11 anos de idade, teve uma atividade da escola, acho que eu já contei isso para algumas pessoas, né? Eh, tinha uma atividade na escola e tinha que fazer um poema, só que eu tinha que fazer um poema inspirado no desenho que eu fiz. Eu eu desenho um galo. E aí eu fiquei assim, como que eu vou fazer um poema sobre um galo? Cara, daí a primeira cena que me veio na cabeça, Pedro. E o meu primeiro poema foi sobre Pedro chorando. Assim, você decora até hoje, assim, me marcou muito porque eu escrevi. >> A gente quer, a gente quer. Se for curto, manda. A gente quer ouvir. >> Se for curto, né? Se for ouvir de novo. >> Ah, ela já ouviu. Aquele já ouvindo, gente. E ele e ele sabe de cor, tá? Ele tá se fazendo aqui, mas ele sabe de cor. Não, ele falou, ele falou que sabe de corpo, mas é que se for muito comprido aí não quer. Aí aí depois você segue o Felipe lá, ele vai recitar no stories dele. No stories. Mas se for assim coisa de um minuto, eu quero ouvir. >> Não é curtinho, porque assim, eu era uma criança, né, gente, 11 anos de idade, então é, eu achava que tinha que ter rima, então tem muita rima. Eu vou falar para vocês. >> O nome era galo. Pássaro achado entre muitos engraçado pelo seu canto. Engra ou melhor, desculpa. Páso achado entre muitos pelo seu canto engraçado, mas pessoas têm acordado. Seu canto é sem valor, nem guardam dele rancor. Mas na morte do Santo Cristo, este canto que quando cantou, tão triste esse canto soou que até Pedro chorou. >> Caramba, olha aí. Muito bom, hein? Enfim. >> E a primeira vez que eu escrevi, eu escrevi e fiquei, cara, que legal fazer isso, ó. Parece uma música. E eu ficava lendo assim. Daí eu mostrei pra professora, ela falou: "Nossa, você que escreveu". Da. falei: "Não, ficou legal". Daí ela ficou ficou muito bom. E aí, tipo, ela publicou uns textos meus no jornal, assim, foi a partir dali. Só que eu eu noto hoje que eu sempre quis falar dessa minha experiência lendo a Bíblia, né? Então, ela sempre esteve presente. Só que a a igreja nunca me incentivou muito assim nesse sentido, né? Eles me incentivavam a estudar, mas quando eu chegava com o estudo, eles ficavam meio preocupados assim, né? Então, por exemplo, no ensino médio, eu quis fazer filosofia na na faculdade porque tinha ligação com essa essa coisa de pensar e usar as palavras e tal. Nossa, corrente de oração, meu Deus, tá sendo desviado o menino, né? E tô super preocupados. E eu falava para eles, vocês que me incentivaram aí atrás dessas coisas, né? Se hoje eu me interesso para essas coisas, veio da igreja assim, né? Eh, mas é assim, no com o tempo foi dando certo. Eu sempre tive oportunidade de servir a igreja em alguma área. Então, já servi no ministério infantil, já servi na na a Sirv até hoje, né, no Ministério da Música. Então, sempre servi em diversos lugares e aí assim, a arte sempre esteve presente, já fiz teatrinho, essas coisas e tal, mas eh ficava meio que eh por fora, né, a universidade que me fortaleceu mais no sentido eh de carreira assim, né? E aí eu tentei, tentei conciliar, ah, mas já fiquei meio de saco cheio assim no começo, porque é isso que eu falei, né? As pessoas tinham uma relutância entender as propostas, né? E eu era um adolescente meio rebelde assim. Hoje eu tenho mais maturidade para entender que as pessoas pensam diferentes e a gente tem que ouvir mais, né? E aí, enfim, mas eu tive uma certa resistência, por isso que eu fui para fora do mercado cristão, assim, né? Mas foi a igreja que me incentivou a ler e escrever assim. Sempre foi lá que que surgia as tanto que toda pregação é uma ideia, né, cara? Tipo, eu fico lá putz, um livro assim, daí eu anoto assim para não parar de prestar atenção na mensagem, né? Coloco no cantinho lá e às vezes, ah, não, mais uma coisa. anoto mais uma coisa e enfim, aí sempre vai surgindo coisas nesse sentido. Eu acho que é inevitável quando a gente a gente ama a Deus e quer servir a igreja, é inevitável não querer. Ah, eu faço isso, eu trabalho nisso escrevendo e eu e essa é a minha fé. Chega um momento que as coisas vão a preciso falar disso, né? Eu não vou conseguir. E aí, enfim, começamos agora. E Sara, uau. Eh, a crescer na igreja, né, para mim foi um, eu sempre sempre meus pais são, meu pai é pastor, né? Então eu cresci sempre amando histórias, mas eu enfrentei muito desafio com o gênero fantástico, porque a minha infância foi bem à época das crônicas de Nárnia, eh, e dos das igrejas falavam: "Ah, você não pode ver porque é bruxaria". Então assim, dentro da igreja, ao mesmo tempo que eu tive muito essa influência literária, né, como Falou, eh, eu via muito um coração fechado mesmo referente a histórias e narrativas fantásticas. E exatamente porque tava saindo ali dos anos 90, onde tudo era do diabo, né? E e tinha aquele misticismo um pouco dentro da igreja também referente a esse tipo de história. E eu cresci amando esse tipo de história. Então eu lembro que com quando eu tinha uns 11 anos, eu li o sobrinho do mago, que eu sempre conto essa história porque marcou o meu relacionamento com Deus, né? E aí desde os 11 anos eu falei: "Cara, não tem nada a ver com que esse povo tá falando." Tipo assim, um livro de fantasia marcou o meu relacionamento com Deus. Eu tenho certeza, eu não sei explicar, eu não tinha as eh eu não tinha as bases, né, para para discutir, para defender na época, mas eu eu tinha isso muito claro em mim, né, de que essas histórias eh elas carregavam um valor mais profundo e que era algo que eu queria fazer também. Eu acho muito bonito eh o que a Cris falou, né? Nosso trabalho como escritores é o nosso louvor a Deus. É o nosso louvor a Deus, né? O músico canta, o pintor pinta e nós nós somos missionários de palavras, né? Então o Senhor nos deu isso. E é legal porque quando, como a Cris comentou da música, a gente vê que ah, a música, né, existe o louvor relacionado à música desde o Velho Testamento, desde Davi, mas a gente vê também que as histórias elas também têm um papel profético dentro da narrativa bíblica, né? Então, as histórias, as parábolas acompanham os profetas desde o Velho Testamento, não só com Cristo, mas antes mesmo os profetas, eles sempre se comunicavam através de histórias, né? E Cristo veio para reforçar isso ainda mais. Então, até crescendo na igreja, eu tive esse trabalho de educar, né, os meus pais, o o o a minha comunidade cristã, minha comunidade, a minha igreja hoje, eles apoiam muito a ficção cristã, mas antes de mim era eles tinham uma outra visão, sabe? Então, eu tive esse trabalho de falar, cara, eh, o louvor, eh, o louvor na Bíblia, ele tá a gente muito relacionado à música, mas o profético sempre esteve relacionado à história, né? Então, contar histórias, contar parábolas, eh, faz parte do nosso legado como corpo de Cristo na terra também. Então, [limpando a garganta] foi esse processo, né? E, mas eu queria comentar uma coisa que a gente falou do terror, né? Ao mesmo tempo que a igreja tinha esses receios, >> eh, o meu primeiro livro de terror, gente, eu li, foi esse mundo tenebroso [risadas] >> do Frank Perete. >> Perete, >> né? >> Uhum. É, >> é, é, é terror. É. Aí, vamos ver. Isso é um soft, né? Isso é um terror soft, né? Terror >> esprial, né? >> Sombrio é sombrio. Acho que sombrio cabe mais, né? É que terror é it, né? Ô, desculpa, eu amo. Opa, eu falei alto. Eu eu falei alto. Não. Oi. Cortou. >> Tá travando. Tá travando. >> Amo. Eu amo >> isso. >> Muito bom, gente. Ol aqui, ó. E vida inclusive vai lançar. F não, perdão. Vida vai lançar um livro dele que >> chama o Pacto, que o pessoal dizem que é um terrozão assim, que é uma coisa. >> Ó, legal, gente. Só só o seguinte, né? Vamos lá, ó. E o é que o este mundo tenebroso ele tem um ele tem um problema tenebroso e aí volta de novo com o letramento lá que o Felipe e a Cris falaram no começo. >> É porque, gente, esse livro aí ele a galera utilizou em teologia nas igrejas, né? Sim. >> Então assim, assim como deixados para trás, é, assim como deixados para trás, moldou a mente escatológica >> de uma geração de crente, né, assim, e uma parada que não ficou só dos Estados Unidos, mas os Estados Unidos importou isso para muitos lugares do mundo. Este mundo tenebroso também teve um papel aí na teologia da batalha espiritual complicadíssimo. Então, pessoal, eh, legal, né, que um livro de ficção teve tanto impacto assim, né? Isso é interessante, é que um livro de ficção teve tanto impacto teológico, só que um impacto teológico complicado, né? >> Uhum. >> E aí vem a palestra que eu dei na Fefíica no passado, que foi justamente, gente, vocês em ficção precisam de teologia porque vocês ajudam a formar cultura, né? Então vocês ajudam a formar cultura. Então cuidado, né? Teologia é importante na produção do conteúdo e tal. Então [roncando] é isso, até a pergunta que eu, pô, essa pergunta já me leva para outra pergunta, mas Sara, quer terminar o teu pensamento ou tu já terminou? Eu posso emendar uma outra pergunta aqui? >> Já terminei. Pode emendar. >> Eh, aqui até você comentou e a e uma pessoa até replicou a sua fala, colocou aqui, né, missionário das palavras, né, enfim, que é o que nós que escrevemos somos e tal. E aí vem a pergunta que até o Felipe colocou com uma sugestão, né, pra pauta desse nosso papo, é como como vocês conseguem conciliar essa ideia de que vocês são missionários das palavras, ou seja, vocês entendem a arte de vocês como uma expressão do reino de Deus, como o cumprimento do ID de Cristo. Vocês enxergam o trabalho de vocês como o cumprimento desse chamado de ir e pregar o evangelho a toda criatura. Legal. E a arte faz parte desse mandato divino de pregar a toda criatura. Como é que vocês conciliam isso, né? Essa missão e o mercado, que ao mesmo tempo ver isso como um trabalho e aí como negociar as coisas, sabe? Como não ficar chateado com aquelas pessoas que pegam PDF de vocês, né? Ah, inclusive eu faço isso, tá, gente? Quando a pessoa me marca e eu vejo que ela tá naquela tela do tablet assim, eu pergunto: "Nossa, eh, onde você comprou esse e-book?" [risadas] Aí a pessoa: "Não, eu não comprei, peguei em PDF no Telegram". Eu falo: "Ah, poxa, você gostou do livro?" "Gostei. Poxa, que bom. Fico feliz que edificou sua vida. Pena que se você me roubou, né, pessoa? Como assim? Tem gente que acha que é que não é errado, né, pegar PDF e tal, mas [roncando] enfim, né? Depois eu falo, não, mas obrigado pela leitura e tal, mas se puder, né, compre o livro, ajude autores nacionais e tal, mas muito obrigado por por ler, tal. Como é que vocês lidam com isso, né? Missão e mercado, sabe? Como é que como é que vocês lidam com essa com essa questão assim de eh tratar isso como um missão, mas ao mesmo tempo precisa ter o cuidado de também ser um produto que está no mercado, que precisa ser divulgado, trabalhado, atender algumas demandas do mercado. Como é que vocês lidam com isso? >> Nossa, era uma conversa que eu tive com a Sara essa semana. É, então tragam essa conversa para nós. Exatamente. >> Conversando justamente sobre atender a expectativa do mercado, mas ao mesmo tempo conseguir entregar a excelência sem eh corromper quem a gente é para se encaixar no no tema do momento ou se encaixar nas exigências, né, que estão acontecendo atualmente. Porque eu acredito muito que algumas obras surgem no momento que elas precisam surgir. Então, eh, a gente veio o boom da romantasia, da fantasia, o romance. E daí a gente veio, viu assim várias autoras também já publicando. Eu já tinha publicado o meu livro de fantasia e romance antes desse boom, inclusive ele só foi dar certo, inclusive, >> é, antes dos dragões. O boom dos dragões tinha publicado um ano antes do do boom >> e ele estourou justamente agora. Então eu acredito, tem muito a ver da gente colocar na mão de Deus isso, de que a gente não vai conseguir controlar tudo. Eh, claro, tem, a gente precisa sim eh entender as tendências do mercado como profissional. a gente precisa saber que que as pessoas estão lendo, o que elas estão buscando. Mas eu penso também que isso não pode deixar definir a forma como eu escrevo, como eu trabalho. Porque você pode estar escrevendo algo hoje que não é necessariamente o assunto do momento, mas daqui dois anos vai ser e você precisa estar preparado para daqui dois anos como se fosse agora, >> porque vai chegar, vai chegar o momento. Então eu acho que é toda uma questão de paciência, estudar o mercado, mas também não deixar de ser quem você é por isso. >> Sim. E aí, pessoal? >> E é isso, cai casou muito bem, >> eh, porque a gente conversando, né, Cris, eu eu tenho eu tenho algumas crises exatamente nesse lugar de missão e mercado. Eu gostei muito como que o Bibo colocou, porque é uma missão, né? é uma vocação. Então, às vezes eu me cobro, eu falei assim: "Não, acho que eu não tô crente o suficiente para escrever esse livro, porque ele tem um tem um um peso espiritual". Então, eu acho que é a gente investir em ambas as áreas necessárias, né? Se eu sei que eu escrevo ficção cristã e se eu quero ser intencional nisso, se eu tenho esse entendimento, né, de de louvor mesmo, como a Cris falou, de que isso aqui é o meu louvor, eh, de que toda a cultura que eu que eu produzo, ela cultua alguma coisa, né? Eu assisti uma palestra do do Rodolfo Amorim, que ele falou sobre culto e cultura, que eu nunca esqueci. Então, toda cultura que a gente cria, que a gente produz ou que a gente assiste, [limpando a garganta] ela tá cultuando a algo. Então, eu não posso louvar alguém que levar louvor ao Senhor se eu não tenho o meu coração próximo dele. Então eu acho que é uma é realmente um uma um zelo, né, pelo um zelo pelo pelo que a gente tá colocando ali e uma maturidade também de não romantizar e não espiritualizar no sentido de eu não tô criando, eu não tô escrevendo a Bíblia, sabe? o livro perfeito, o único livro eterno, né, que que passa gerações e é o livro base da nossa vida, ele já está aqui, ele já tá disponível a nós. Então, eu não vou conseguir criar o livro mais crente e perfeito e incorruptível de todos. E esse nem é o meu propósito. Então, acho que esse eh ter esse meio termo mesmo como escritor, entendendo que eu quero honrar a palavra da verdade, né? Eu quero escrever uma história que de alguma forma ela aponte para a grande verdadeira história, mas entendendo que eu sou falha e por isso a minha história não vai ser perfeita, porque ela não precisa ser perfeita, porque já tem um livro perfeito. Então é um pouco dos dois. Então assim, é dar o nosso melhor e glorificar o Senhor no processo, mas saber que o Senhor também é glorificado na excelência, então no comprometimento, no estudo, né? Uhum. Muito bom, Felipe. Isso. >> Eu só quero complementar porque eu concordo com tudo que elas disseram, né? Mas só para ir falar algo a mais. Eh, tem uma um aquele livro chamados para criar, né, que sai da Thomas com a Pilgreen. Eh, acho que é Pilgreen. >> Muito bom. >> Jordan Reynard. >> Isso. Eh, assim, ele tem uma visão mais mercadológica, mas me fez pensar também nessa união entre e entre a minha vida criativa e o mercado, né? E tem uma uma passagem que ele vai falar de um restaurante lá nos Estados Unidos que é bem conhecido. Até o Michael B. Jordan foi depois do do Oscar lá e todo mundo ficou em que lê. >> É, eu não sei o nome. É, mas é >> é o que ele fala no que ele é chamados para criar é o Chicken Filê. Não sei se é nesse >> inen que ele fala nos chamados para criar. >> Não, que o Michael Jordan foi no Wi and. >> Ah, tá. Então é outro. É, não, do o do Jordan Rain é o Chicken Fil. Mas tranquilo, mas esse do que o Jordan cita, ele fala assim: "Olha, mas o que que além de ter o versículo no nas embalagens e tal, né? O que que os funcionários dizem da empresa? Cara, aqui eu tenho direitos trabalhistas. Aqui eu saio no horário, quando meu filho precisa, eles me liberam, aqui eu recebo no dia, aqui eu recebo, eu sou bem remunerado de acordo com o meu trabalho. E ele fala que isso tá mostrando muito da fé dos donos do restaurante, né? E aí eu fico pensando que uma parte que pode também contribuir para isso que as meninas disseram é o nosso comportamento como autores, né? Tipo, por exemplo, uma coisa que difere o nosso o nosso papel como autores de um papel de um autor tradicional do mundo secular, né, do da literatura secular. É, eu não sou uma celebridade, sabe? Tipo, só só essa essa mudança de perspectiva acho que já contribui pra gente falar: "Ó, nós somos diferentes porque você não precisa passar mal quando me encontra. Eu sou só um um irmão em Cristo, né? Você não precisa, meu Deus, você é incrível, maravilhoso, tal". Não, eu sou um, eu sou um irmão em Cristo, nós estamos juntos aqui, né? Esse é o meu papel. O seu papel é outro no, em algum ministério, serviu na igreja de alguma forma. Então essa mudança de perspectiva para mim já meio que ajuda a gente a entender que, ó, mercadologicamente as pessoas podem te tratar de uma de determinada forma, mas você precisa saber onde você tá, né? Um pouco daquilo que o Jonas Madureira fala no Inteligência Limitada, que é reconhecer que >> inteligência humilhada, >> que que eu falei? Limitada. >> Inteligência limitada. >> É, é porque é um podcast, >> né? Ah, pode isso. Podcast, >> pode ser isso. É, mas que ele fala que a nossa inteligência é limitada. Nós nunca vamos conhecer tudo e a gente precisa reconhecer a nossa necessidade de Deus, né? Então isso também vale paraas outras áreas, né? Eu não sou o autor perfeito, como disse a Sara, né? Eh, eu preciso reconhecer que eu preciso dessa ajuda. Eu também preciso respeitar os meus colegas de trabalho. Eu preciso ser eh uma pessoa ética e talvez eh até seguindo, né? Eh, tendo o fruto do espírito em mim para quando eu tiver trabalhando com o editor e ele mandar eu cortar texto, eu saber lidar com ele também, né? Tudo isso faz parte da de como relacionar essas coisas, porque o mercado vai te tentar te cortar, te boicotar. Você também precisa aprender a dialogar com esse com esse mercado, né, sem abandonar, tá? Eu tenho um propósito nisso, então vamos lá. Como que eu posso ao mesmo tempo eh que o mercado exige coisas, eu preciso que o mercado aprenda coisas. Como que a gente pode ponderar isso, né? Enfim, tendo uma vida, sem uma vida devota, como ele fala no inteligência humilhada, eh, não tem como, né, a gente chegar nesse equilíbrio, assim, em algum momento você vai aprender por um lado, você vai ficar indignado que você não tá ganhando o suficiente, você tá bravo, que tem um livro vendendo mais que o seu, eh, e começa a ter essas picuinhas, você precisa estar o tempo todo sondando seu próprio coração para não entrar no jogo do mercado somente, né? >> Muito bom, gente. Olha, temos que caminhar pro final do nosso papo aqui. Sensacional, né? Sensacional. Eh, a Sara até mandou várias perguntas muito legais, Sara. Dá até para deixar para um outro momento. Eh, tem várias perguntas legais aqui que a Sara eh, que a Sara fez. >> Passou rápido, né? Ficou bem legal. Mas eu acho que eu tenho que finalizar. É uma pergunta que a Sara fez, o Felipe também eh eh deu a ideia aqui e eu tentar construir de uma de uma outra de uma maneira geral. É, existe uma contribui, qual é a contribuição, na opinião de vocês, da arte cristã para a arte de forma geral? Assim, qual seria a contribuição que nós podemos dar para a arte de forma geral, né? Ou como o Féli colocou, né? Temos uma estética cristã, né? Enfim, qual a contribuição da arte cristã para o mundo? >> Eu acho que a a arte cristã mostra o quanto nós somos plurais. Nós não somos uma coisa só, mas servimos ao mesmo Deus. E eu acho que essa diversidade de pensamento, de crenças, mesmo na mesma fé, como a gente falou, né, eh, de religiões diferentes, e como a gente pode se amar, se respeitar e criar arte juntos, eh, vivendo em harmonia como um só corpo, com funções diferentes. Alguns são a mão, outros são a perna, outros são torço, o pescoço, outros com mais funções de liderança são a cabeça, mas no final somos todos um corpo só em Cristo. Então eu acho que a arte cristã tem esse enorme potencial de além de ensinar, fazer todo tudo isso que a gente já conversou, é dar o exemplo, é mostrar que a gente não tá aqui para ser uma coisa só de que esse é o jeito certo de fazer arte, esse é o jeito certo de escrever, esse é o jeito certo de fazer música. Eh, esse é o jeito certo de louvar ao Senhor cada um eh com a sua própria individualidade, com a sua própria cultura, com suas vivências, com sua própria história. Nós somos muito únicos. Então, eu acho que nós, como pessoas únicas, temos muito agregar agregar na comunidade em grupo. >> Muito bom. E aí, >> é muito bom. Eu eu acho assim que a arte cristã ela é uma arte de esperança. Então, eu acho que esse é o nosso principal diferencial, assim, porque eh tem um livro, acho que é Arte e Fé, do Francis Shafer ou Arte a Bíblia, não sei se vocês já ouviram falar, ele é um livro bem pequenininho e ele é muito bom e ele fala sobre como o produzir cultura é um dom, é um dom, é uma graça comum, né, do Senhor derramada sobre os homens. Então, não é que a arte cristã ela é mais bela, né? Ela é mais bonita ou mais criativa do que outras artes que já tem sido produzidas, né? Porque o ser humano ele tem esse dom inerente a ele. Mas eu vejo que o nosso diferencial é a mensagem de esperança, é a beleza redimida, né? São histórias que carregam ali bondade, verdade e beleza. E para mim é essa palavra, a esperança. A arte cristã ela aponta para uma esperança maior do que a nossa realidade aqui. Então, é um é um é um norte que nos guia e que diferencia as outras os outros modelos de arte produzidos por pessoas de fés diferentes ou até eh de visões mundos diferentes onde a fé não tá envolvida, porque a nossa fé ela muda o nosso conceito de esperança pelo que nós esperamos, né? Então eu acho que é isso, assim, é esse olhar além que a gente pode acrescentar a cultura, né? Essa coisa transcendente que aponta para Cristo. >> Muito bom. E aí, Felipe? Eh, eu concordo novamente com elas, eh, mas só para complementar algo a mais, assim, eh, que não foi dito e que poderia também estar na resposta. Eh, eu, eu uma palavra que a que a Cris disse foi comunidade, né? Eu acho que tem uma coisa que eu fiquei pensando esses dias, essa pergunta que eu sugeri, né? O que que a gente pode contribuir para mudar o jeito de escrever ou de, né, enfim, pensar o que que vai alguém vai falar e caramba, só um cristão poderia escrever isso, né? Algo que a gente sente às vezes, eu sinto muito isso com algumas séries, né? Tem uma série chamada Philbag, eu acho muito boa. E eu sempre asso, eu falo: "Cara, só uma mulher para escrever isso eu não teria capacidade nunca de escrever algumas coisas que ela escreve ali, porque é a perspectiva, a subjetividade, né?" E eu fiquei pensando que que a gente pode contribuir. E aí tem uma coisa que tava numa fala lá junto com a Sara lá na escola em Sapiranga, lá no Rio Grande do Sul. E aí uma coisa que ela falou assim, eh, e eu fiquei, cara, é isso, né? Eu acho que uma das coisas que a gente pode trazer, que também tem a ver com esperança, é a gente romper com a gente ser contra cultura, sabe? no sentido de apresentar um novo olhar para as coisas, porque a gente tem uma sociedade que tem uma tendência mais meio tipo, ah, isso aqui que tá na moda, vamos indo para cá, isso aqui que vai, isso aqui, a gente tem a chance de falar, olha, vou te mostrar uma coisa aqui que talvez não seja o que tá na moda, mas seja algo interessante para se olhar, né? Eh, e é uma necessidade que a gente tem hoje. O Biun Chuan fala muito sobre eh algumas coisas que a gente tá vivendo hoje, o cansaço e tal, e ao mesmo tempo sobre a individualização, né? De acordo com ele, essa questão individual assim de a gente sempre trazer para dentro e pessoalmente eh impede a gente de viver bem, porque a gente precisa do outro, a gente precisa se ligar ao outro. Então, talvez a arte cristã, né, a literatura cristã seja a arte por excelência que vai tentar procurar o outro também, sabe? tipo pensar coletivamente, pensar como comunidade, eh, enfim, pelo menos é algo que eu tenho encontrado, sabe? Ó, pensar num relacionamento, pensar em outras outros tipos de relação dentro da igreja ou na sociedade como um todo, talvez esse sair um pouquinho de si e se dedicar a outros, né? Seja uma coisa que a gente pode contribuir com a sociedade assim como um todo, não só entre os cristãos, né? >> Cara, essa pergunta é muito boa, né? Porque eu tava, eu lembro da fala do Denis Washington que viralizou aí anos atrás, né? Por exemplo, ah, Stephen Spielber poderia fazer o poder chefão, poderia, mas Mar Corsesi fez, não, o Copola fez melhor, tal. Eh, eh, fulano de tal poderia dirigir a lista de Schindler, poderia, né? Mas o Spiber com certeza, por ser judeu, tem outras percepções. Aí acho que é a pergunta de algum filme deles lá, porque que tinha que ser um diretor negro, né? E aí a questão de, tipo, só o diretor negro vai saber o que que é um pente aquecido, o cheiro que tem um pente aquecido no cabelo e tal, tal, tal, tal, essa questão da cultura, como a cultura te ajuda, né, a ler e a transmitir aquilo e a pensar aquilo. E aí essa pergunta, o que nós como cristãos, né, o que que só nós cristãos poderíamos escrever, mano? Que desafio para vocês aí, hein? Parabéns para vocês, para mim não. Eh, não é o que só nós poderíamos escrever? Qual história só nós podíamos? Você não escreve >> não, não escrevo não. Quando eu escrevo fantasia sempre com ajuda de gente que é muito melhor que eu para escrever fantasia, né? Que no caso é você, Felipe. É. E o quadrinho que eu tô produzindo, eu tô com o roteirista também, que é o Jordan. Aliás, tá parado o projeto. Jordan. Se você tiver vendo, eu não respondi o seu último áudio já tem 5 meses. Mas é que não dá para pensar muita coisa, é que eu tenho as ideias, mas como elaborar aquilo, né? Aí eu preciso de pessoas que são da área, né? A minha área é escrever livro. Eh, eh, livro mesmo, né? Eh, didático, por assim dizer. Qual é o livro que eu escrevo? O que que é que eu escrevo? Gente, você escreve em romance, eu escrevo o quê? Livro. Livro, né? Escrevo livro. Livro >> didático. >> Teológico. >> É, acho que é didático, né? >> Teológicó. >> Teológico. É livro teológico. Exato. De que, enfim, que não é uma história, né? >> Na livraria tá na parte de devocionais. Devionar. Olha, coloca onde quiser, vendendo. Tô, tô dentro, né? >> Então, assim, é, é, é um desafio mesmo. O que só nós poderíamos escrever, entendeu? Qual história só nós poderíamos contar? Ou que releitura poderíamos fazer? Gente, é isso. Tem um mundo inteiro para vocês explorarem. É o que a gente sempre fala aqui. Falamos isso na outra live também que fizemos com outras escritoras. Olha, ah, como é que eu faço para começar? Comece, mano. Olha, todos eles aí começaram a lançar sozinho, entendeu? E o pessoal que já quer ser lançado por editora e tal, calma, vai lá, lança, faz, dá os teus pulos, entendeu? [roncando] E é isso. Muito legal. Essa pergunta ficou martelando aqui, né? O que só eu poderia, como um cristão poderia falar, pensar, escrever, pregar, enfim, viver, principalmente, né? Como alguém disse, somos as bíblias que as pessoas leem. Muito legal, gente. Sara, tem um lugar, um lugar no Brasil onde autores lançados por editoras e autores independentes que estão lá ralando, gastaram poupanças para lançar 1000 unidades do seu livro. Mas estão lá, existe um espaço no Brasil em que autores conhecidos e famosos, renomados, servos de Cristo e também autores que não são conhecidos, mas estão lá, querem, né, produzir a sua arte, viver até da sua arte. Existe um espaço para conhecidos e desconhecidos no Brasil que se chama a Fefic. Por gentileza, Sara, fale pra gente da Fefic, datas, horários, é o que acontece, o que que a gente pode esperar dessa FEFIC, por gentileza. Com certeza, gente. A Fefic é a feira de ficção cristã e cultura e ela é ela é esse lugar, sabe, que incorpora muito do que a gente falou aqui. O que que a literatura tem a ver com a nossa fé? O que que a cultura se relaciona, né, com o nosso chamado missionário e o que nós, como cristãos, temos a a adicionar, temos a acrescentar a cultura em que a gente tá vivendo. Então, a Fefique é esse lugar onde a gente fomenta a produção literária cristã, feita por cristãos que carregam a cosmovisão cristã e essa mensagem do evangelho. Isso aí é o nosso site. Em todas as histórias, em todos os mundos que a gente escolhe. criar. Então, esse esse ano a gente tem a quinta edição da Fefic com o tema Todos os mundos em que ele habita, que defende essa ideia de que todos esses gêneros, né, é o terror, a fantasia, a ficção científica que o Bíbo tanto gosta, todos eles orbitam ao redor de um único sol, que é a soberania de Cristo sobre tudo criado pela nossa imaginação. Se ele é o Senhor de nós, ele é o dono da nossa imaginação. Então, tudo que é formado pela nossa imaginação também pertence a ele. E a entrada da feira é gratuita. São quatro dias de programação, dos dias 16 a 19 de julho. E é gratuitos quatro dias. É um programa cultural paraa família cristã, para aquele que gosta de literatura cristã. Estaremos todos nós lá em dias diferentes, né? Mas estaremos todos nós lá. Eu e o Fe estaremos todos os dias. O Bibo vai tá, o Bibo vai estar na sexta-feira, dia 17, e a Cris no domingo, dia 19, né? Então você pode nos encontrar ali e >> retirar o seu ingresso pelo nosso site fefic.com.br e >> na descrição aqui, tá na descrição. Muito >> legal, gente, ó. E e é um espaço, tá, galera? É um espaço, ó, aqui, ó. Vá lá. Eh, né, enfim, a as editoras estão por lá, entendeu? Então assim, ó, muitos, muita gente conseguiu conversar com alguém da editora lá, entendeu? Oi, tudo bem? Tá aqui o meu romance, olha só que legal, pá. Entendeu? É isso, gente. Fefique essa porta de entrada e para muitos autores e é um lugar também para você estar com pessoas que gostam das mesmas coisas que você. Eh, é, é muito legal estar na Fefic. Então, faça, é de grátis, poxa vida, só que tem que tirar o seu ingresso para ter um controle lá, para não dar problema com o bombeiro, tá? Então assim, é isso. Só retire o seu ingresso e esteja lá com a gente, tá bom? Vouar num pau com Felipe cantando música para as crianças. Às vezes o meu sorvete cai. >> Tem que passar a letra de novo. E tem que baixar um tom. Ô, ô, Felipe, tem que baixar um tom. Eu não consigo. A, a segunda parte lá eu tenho dificuldade. >> Não, eu já tô baixando. Fique tranquilo. Fique tranquilo. E vou fazer a do Hugo também. >> Cris. Ah, do Hugo. É, eu tô ansioso por essa música do Hugo, hein. Quero a música do Hugo. Eh, ô Cris, vai ser revelada a capa do teu novo livro até lá? Não. >> Ai, acho que pergunta aprendi. Acho que >> não. Ô, não é perguntar, Cris. Já tem que soltar. Vazou, gente, vazou. Tem, tem que não >> posso fazer isso. Não tenho coragem. Não ten essa coragem. >> Manda para mim que eu vazo com >> de boa. Eu encaro >> não, eu encaro lá com a Bruna, eu soltei, Bruno. Ah, o pessoal tá, eu tava curiosa, minha filha tá curiosa. Eu quero soltar. Solta lá. >> Eu mostro só para você. >> Então, [roncando] manda no meu whats depois ali, por gentileza. Daí você vai vazar. >> Eu vou, eu vou vazar. Eu vou vazar, entendeu? Fazer o quê? Eu vou, vou vazar. Mas, ô, Felipe, você tá escrevendo também coisa que vai ser lançada também. Eh, começou a escrever fantasia, né, Felipe? Agora você, >> na verdade, eu tô eu tô escrevendo um romance eh não é de fantasia, é mais uma um a que a gente chama de é um beauty roman, como é que é? Romance de formação. >> Coming of é >> isso. É, no cinema a gente costuma usar o coming of age, né, que é essa coisa da ideia, >> passagem de transição de alguma fase da vida, assim, tipo, ah, aquele um adolescente que se apaixonou e ele muda, ele amadurece com isso, tal. Tô fazendo um nessa pegada assim >> lá em cinema. Tá aí, né? A Cris lançou um filme, né, Cris? Foi roteirista, diretora, não lembro agora, >> que é o livro Amor entre instantes. Tá muito legal, tá disponível gratuitamente no YouTube. Não coloquei o link aqui, esqueci desse detalhe, mas parabéns pelos mais de 500.000 views. Deus abençoe e que venha o próximo aí, tá bom, gente? Tá, >> procurem no YouTube, Amor entre instantes, tá? Para toda a família também. Deixa. Eu até tô para ver com a com a Mileninha, mas confesso, minha filha tá vendo, tá se empolgou com a Copa. Cris, tá difícil, né? Hoje a gente vai chegar em casa, é o jogo da Argentina. Vou falar para ela como é que se torce contra a Argentina, entendeu? Então eu tenho, o pai tem que ensinar algumas coisas pros filhos. Daí hoje eu vou ter que nesse período da Copa aí aportar que ela tá animada, a gente tá vendo alguns jogos e tal e tem >> para te animar para assistir o filme, Bibo, aparece a o livro do É quando meu sorvete cai. Olha aí que legal, que legal. Poxa vida, fiquei feliz. No próximo tem que ter podcast, os clientes estão ouvindo BTC e tal. Tem que botar o podcast, tem que botar o meu, o como olha aí, tem que botar o o Deus que Destrói Son. Até a mulher do Léo Stronda tá lendo Deus que Destrói Son. Então, olha, dá para colocar no filme, né? O pessoal me marcou, gente, eh, teve um jogo do Japão com com o Brasil >> e aí eu não sabia, né, que o Leo Stronda era casado com uma japonesa, pelo que eu entendi. Daí estava brigando, né, briga de casal, porque ele é brasileiro, ela japonesa, tal, ou descendente, enfim. Aí ela tava na cama lá, lendo o Deus que destrói sonho. A galera me marcando, meu Deus, meu Deus, legal, show de bola. Quem é que apareceu na Globo? Teve um Não, foi, foi, foi, foi dos nossos ou foi um outro? Ah, não, foi o outro um outro podcast que eu ouço. Ou teve um livro cristão que apareceu numa novela da Globo. Teve não. Acho que não teve, né? Acho que ainda não. A profeta >> ainda não. Amém. Não, até porque tem um Não vai aparecer até porque tem gente tem pastor cristão evangélico. >> Livro cristão. Tem um livro cristão que vai ser adaptado pela Globo. >> Vai ter, né? Que é o círculo, já pode falar isso aqui. Saiu, né? Que é os círculos não são infinitos, né? Círculos. Já postaram? >> Já apostaram. É, esse vai sair pela pela lá pela Globo Filme, se eu não me engano. Não, mas eu acho que eu tô confundindo os autores. Mas, ó, tem pastor evangélico, crente de verdade, trabalhando nesse núcleo da nova, das novelas da Globo. >> Daqui a pouco eu vou, eu vou mandar uma mensagem para ele. Ô, mano, dá uma força pra ficção cristã lá, põe um livro evangélico na mão de >> dirigir. É, >> é, é exato. Eu vou eu vou mandar uma mensagem. Eu não posso >> mand filme da Cris para ele. >> Eu vou eu vou eu vou mandar uma mensagem para ele. >> Faz isso, Bibo. Manda o meu filme para ele. >> Vou mandar. Manda o link para mim, Cris, que daí eu já me me facilita aqui. Eu já mando uma mensagem para ele. Eu não posso falar o nome dele, mas >> cara, já tem o portfólio, né? Mostra o meu filme, fala, mostra que eu sei fazer. >> Caramba, mostra o meu filme. Sensacional, gente. Obrigado, Felipe, Sara, Cris, pelo tempo de vocês aqui, por inspirarem tantas pessoas. Bom ver vocês na Fefi. Não vou ver a crise, infelizmente, mas que bom que a gente vai est lá. A gente, se você puder ir na Fefi, retire o seu ingresso. Ainda tem vaga, tem espaço. E é isso. Voltamos eh com mais lives, quem sabe. Essa live talvez vire podcast também. Muito obrigado pela audiência de vocês. E é isso. Procure Felipe William, procure Sara Guzela, procure Cris Bonfim aí nas livrarias, lojas e sites e e-commerce e valorize autores cristãos que querem, né, eh, produzir para a glória de Deus, viver da sua arte. Isso é sempre um desafio. Deus abençoe todos vocês. Até a próxima, se ele quiser, se permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. Tchau, tchau, galera. Valeu. >> Tchau. >> Tchau. Tchau. Vamos finalizar a transmissão.