Inteligência Artificial revela NOVAS EVIDÊNCIAS sobre o Livro de Daniel com Rodrigo Silva
27/07/2026
Inteligência Artificial revela NOVAS EVIDÊNCIAS sobre o Livro de Daniel com Rodrigo Silva
O Livro de Daniel sempre despertou debates entre estudiosos da Bíblia e da História. Neste vídeo, analiso uma das perguntas mais importantes sobre o tema: Daniel previu o futuro ou tudo foi escrito depois?
A partir das principais críticas acadêmicas, das descobertas dos Manuscritos do Mar Morto, da datação por Carbono-14 e de pesquisas com Inteligência Artificial, compartilho evidências que ajudam a entender por que esse livro continua sendo um dos mais fascinantes das Escrituras. Se você se interessou pelo tema "Inteligência Artificial revela NOVAS EVIDÊNCIAS sobre o Livro de Daniel", este vídeo foi preparado para aprofundar essa discussão de forma séria e baseada em pesquisa.
Durante o vídeo, apresento também os principais pontos do artigo científico que publiquei sobre essas novas evidências e explico o que elas podem significar para a compreensão histórica e profética do Livro de Daniel.
Se você quiser conhecer a pesquisa completa, clique no link e leia o artigo na íntegra: https://revistas.est.edu.br/PR/article/view/4250/3988
Compartilhe também sua opinião nos comentários. Será uma alegria continuar essa conversa com você!
⏱️ Capítulos do Vídeo
00:00 A grande polêmica sobre o Livro de Daniel
07:33 O que é Vaticinium ex Eventu? (A teoria dos críticos)
13:00 O erro de lógica da crítica acadêmica
31:02 A Arqueologia provou que Rei Belsazar existiu?
38:32 As palavras em grego provam que Daniel é uma fraude?
43:02 O Aramaico de Daniel e os Papiros de Elefantina
49:20 Meu artigo científico: IA e Carbono-14 em Daniel
56:23 Como a Inteligência Artificial consegue datar a Bíblia?
01:09:22 Os Manuscritos de Qumran refutam a datação tardia?
📖 GLOSSÁRIO TÉCNICO
Vaticinium ex eventu: Expressão latina para "profecia após o evento".
Paleografia: Estudo de escritas antigas para determinar a datação e origem de documentos através da forma das letras.
Manuscritos do Mar Morto: Mais de 900 rolos antigos encontrados em Qumran que contêm as cópias bíblicas mais antigas do mundo.
Carbono-14: Método de datação radiométrica para medir a idade de materiais orgânicos.
Anacronismo: Erro cronológico de atribuir um elemento ou fato à época errada.
Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?
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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
#ExclusivoRodrigoSilva #rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia
Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Estamos aqui de volta com nosso bate-papo sobre teologia, religião, arqueologia. Aliás, eu acabei de chegar de Israel semana passada, né? Cheguei de viagem depois de um bom tempo no Oriente Médio escavando, encontrando coisas muito interessantes na cidade de Laquis. Em momento apropriado, eu vou contar para você como é que está sendo a nossa escavação no Oriente Médio, em Israel, as coisas que estamos descobrindo, tá certo? Muita coisa legal. Mas hoje eu quero falar sobre o livro de Daniel. Eu já tenho falado sobre Daniel alguns vídeos passados, você tem tem percebido e eu tenho colocado muita atenção na vida do profeta Daniel e nas suas profecias por várias razões. Daniel é um um dos livros proféticos mais importantes de toda a Bíblia. Eu já mencionei anteriormente noutra ocasião e vou repetir agora. Isaac Newton, o grande Isaac Newton, que é mais conhecido pela lei da gravidade, né, por ter descoberto a lei da gravidade, a teoria gravitacional. Ah, o grande Isaac Newton escreveu muito mais sobre teologia e Bíblia do que sobre ciências e física. Isso é curioso de imaginar. E mesmo sobre Bíblia, a ênfase dele maior foi sobre as profecias de Daniel. Pouca gente sabe disso. Então, se você é alguém que tá assistindo esse vídeo, mas já é alguém que gosta de ciência, não é muito ligado a coisa de religião, saiba que alguém de um grande prestígio científico, Sir Isaac Newton, levou a sério as profecias bíblicas e ele não era o idiota, pelo contrário, alguém de um calibre intelectual elevadíssimo. Então, será que eu também não posso crer na historicidade da Bíblia, na assertividade das suas profecias, mesmo sendo alguém acadêmico? Porque hoje criou-se uma cultura em muitos ambientes, eh, perdão, ambientes acadêmicos em que racionalismo ou razão, racionalismo é diferente de de razão, né, de racional, se razão e fé não podem estar juntas, ciência e religião não podem caminhar juntas. Então, o sujeito não pode ler a Bíblia de maneira acadêmica e ao mesmo tempo encontrar nela o sentido mais profundo da palavra de Deus. Ele tem que dividir as duas coisas. Será que isso é verdade? Hoje vamos falar sobre como a inteligência artificial foi um instrumento de grande auxílio para compreender o livro de Daniel, a inteligência artificial e o carbono 14. E eu publiquei isso num artigo científico e eu quero apresentar para vocês o nosso bate-papo de hoje. Então, está na hora de você chamar sua mãe, seu pai, seu vizinho, colocar no no WhatsApp da família ali no grupo da família. Olha, vamos assistir já pega o seu caderninho, anota, porque eu tenho muita coisa legal para você falar para você. Aliás, o que eu vou apresentar hoje, inclusive é um resumo de um artigo científico que eu acabei de publicar. Eu vou explicar o que que é o artigo científico, como é que a gente publica e com isso eu consigo consolidar perante vocês o meu compromisso com a academia e com a fé, com a divulgação científica e a pregação da palavra de Deus. Sem viés. Muita gente fala isso. Ele é uma pessoa de viés. Primeiro temos que ver viés é uma palavra muito feia. Viés é uma palavra muito feia. Mas vamos falar de cosmovisão. Eu reconheço que eu tenho a minha cosmovisão, uma cosmovisão bíblica, mas o ateu, o agnóstico também tem a cosmovisão dele. Então, se eu excluir do mundo acadêmico todos aqueles que possuem uma cosmovisão, então eu tenho que excluir praticamente 99,9% dos acadêmicos senão todos, tá certo? A questão não é se você tem uma cosmovisão, é se ela é viciada, aí sim o viés, ou se ela é autêntica com aquilo que eu estou descobrindo e a maneira honesta com a qual eu estou interpretando os dados, os elementos, as evidências que chegam à minha mão. E é isso que eu quero apresentar para você nesse momento. Bom, como eu falei, Daniel é um livro que ele ele é muito importante do ponto de vista bíblico, é o apocalipse do Antigo Testamento. poderia dizer assim, ele fala de muitas profecias assertivas em relação ao futuro, porém em que pese a fé que muitos cristãos e judeus mais comprometidos com a religião depositam no livro de Daniel, hoje existe uma leva muito grande de eruditos da área de teologia, tanto judeus como cristãos. E dentro dos cristãos, tanto católicos como protestantes ou ortodoxos de outras linhas anglicanos, que dizem que Daniel não foi um livro verdadeiramente histórico, como a Bíblia apresenta. Mas vamos com calma. Do ponto de vista bíblico, eu acho que seria redundante resumir para vocês, mas para benefício daqueles que talvez estão me assistindo e não conheçam Daniel, eu vou, em poucas palavras sumarizar o livro de acordo com o que a Bíblia apresenta. Com relação à sua história, a palavra de Deus diz que Daniel foi um jovem hebreu que, juntamente com três companheiros, foram como cativos do rei da Babilônia para o reino da Babilônia. Naboca do Nozô fez duas ou pelo menos três incursões militares em Jerusalém. Eh, nem todas, pessoalmente. Ele enviou exércitos. E numa dessas incursões, ele destruiu o templo de Jerusalém, 586 anes de. Crist. Noutra dessas incursões, ele levou vários jovens de da nobreza de Judá para serem a funcionários do seu palácio na Babilônia. Eles eram prisioneiros de guerra, mas trabalhariam como ministros do rei. Uma tática eh comum naquele tempo. E nessa leva foram Daniel e seus três companheiros. Eh, quando Daniel chegou na Babilônia, Daniel logo se destacou com seus companheiros, foi fiel a Deus, foi fiel ao judaísmo que ele professava. E ele começou a receber profecias e profecias tão acertadas a respeito eh do que iria acontecer nos seus dias, imediatamente depois dos seus dias e em dias muito distantes que alguns falam assim: "Uau!" Talvez é o livro de profecias e cumprimentos mais claro que nós temos em toda a Bíblia. Mas aí vem uma questão. Se tudo isso que a Bíblia apresenta for verdadeiro, Daniel viveu por volta do sexto século antes de Cristo, no finalzinho do so século, início do sexto século antes de Cristo. Porque Nabucudo nozouro, a primeira vinda a Jerusalém foi entre 605, 600, 606 e 605 anes de. Cristo. Nessa leva, Daniel teria sido levado para lá. Finalzinho do século VI, aí começa o século VI. Então, Daniel viveu a sob a corte de na boca do Nozor, os seus sucessores, e depois, na época que os medopersas atacaram a Babilônia, conquistaram a Babilônia, a Babilônia, e dominaram o mundo na época dos grandes reis da Pérsia e morreu já idoso, talvez uns 80, 90 anos ali naquele contexto agora medopea. Tudo bem até aí? Só que os críticos da Bíblia dizem assim: "Essa foi a visão bíblica, agora vem a visão dos críticos da Bíblia". Olha, essa história tá muito bonita para ser verdadeira. As profecias se acertam de maneira muito clara. Então isso aí não aconteceu de verdade. Não sabe qual que é o nome que eles dão para para essas profecias de Daniel? Eu vou ligar para você aqui, ó. Esse nome mágico aqui, Vaticinium Ex event Evento, que eu já falei em ocasiões anteriores. Vaticinio ex evento, literalmente seria profecia após o evento. Eu posso fazer uma uma tradução livre do latim assim, é uma profecia após o evento. O que que seria então uma profecia após o evento? Eu vou colocar para você como é que seria. Eles acreditam que na época da guerra dos Macabeus, o povo judeu precisava de um herói. Os Macabeus coincidem como a época em que os celeçdas estavam dominando o território dos judeus. E um homem específico chamado Antíoco Epifânio IV, ele foi terrível, ele foi quase que eh um dos maiores algozes do da história do judaísmo. Ele invadiu Jerusalém, ele profanou o templo de Jerusalém, eh mandou que sacrificassem um porco. Você sabe que judeu não come carne de porco de maneira nenhuma. Ele mandou sacrificar um porco no templo de Jerusalém, dessacralizou o templo de Jerusalém de maneira assim terrível. Eh, e houve até uma revolta judaica em virtude disso aí, na época dos asmoneus, dos Macabeus, toda essa batalha é para expulsar justamente os celeustas dali. E nessa época de opressão de um inimigo sobre os hebreus, eh, e isso aconteceu entre 167, 160 anes de. Cristo, aproximadamente, muito depois da época da Babilônia, os judeus precisavam de um herói. Então, um ou mais autores criaram um herói para os judeus. Esse herói chamava-se Daniel. E eles artificialmente, literariamente ambientam esse herói lá atrás na corte do rei Nabuca do Nozor. E lá atrás, nessa história fictícia, esse Daniel tinha profecias sobre o que estava acontecendo naquele momento. Perceberam? E essas profecias dariam alento ao povo. Só que na verdade não teve nenhum Daniel lá atrás, não teve nenhuma profecia, foram apenas coisas que estavam acontecendo que eles escreviam e atribuíam artificialmente isso a um profeta que teria vivido na época de Nabuco do Nzor. Seria a mesma coisa que hoje eh nós estamos vivendo num período de grande de grande conflito. Aliás, vou dar um exemplo histórico porque é mais fácil. Na época da Segunda Guerra Mundial, pós- Segunda Guerra Mundial e período da Guerra Fria, os Estados Unidos estavam vivendo grande tensão. Muitas pessoas ainda estavam assim assustadas com a com a descoberta do que foi a Segunda Guerra Mundial. Muitos americanos morreram em batalha e pouco depois da guerra da Segunda Guerra Mundial começou a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Então naquela época o povo precisava de um alento. Então o que que o DC Comics e o Marvel fizeram? começaram a criar personagens fictícios dos superheróis Marvel e do DC Comics, Super Homem, Homem-Aranha, Capitão América, Mulher Maravilha, para de certa forma levar pros jovens, através dos gibis um certo nacionalismo. Eles iam ler os heróis, iam se apaixonar pelos heróis, iam pegar aquele nacionalismo. Assim foi criada essa essa cultura dos dos das histórias em quadrinhos. Tanto é que os superheróis que eu mencionei, eles têm as cores da bandeira americana originalmente. Pode olhar o Capitão América, Capitão América, o nome já diz tudo, a Mulher Maravilha, o Superman, o Homem-Aranha, todos eles tinham cores predominantemente, azul, vermelho, branco e alguns até com as estrelinhas brancas ali, como o Capitão América e a Mulher Maravilha originalmente que tinha estrelinhas brancas no short dela. era uma maneira de colocar o nacionalismo americano acima de tudo. Assim teria sido feito o profeta Daniel foi criado por ah agentes literários, se eu posso usar essa expressão tanto anacrônica, na época dos Macabeus e criaram esse personagem e o entregaram ao povo por volta de 160 anes de. Cristo. OK? Muito bem. Sendo assim, aquelas profecias de Daniel eram apenas coisas que fizeram depois. Um exemplo claro de Vaticino Ex Evento. Imagine que eu crie agora um personagem chamado João Apocalipse e eu ambiento esse personagem no Brasil ah dos anos 1890. Aí eu coloco ele lá no Brasil 1890 e tudo mais. E eu falo que esse João Apocalipse teve visões. E numa das visões, João Apocalipse escreveu que ele viu dois pássaros de ferro batendo em duas torres enormes que ficariam na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. E isso traria grande medo nas pessoas. Ora, eh, muito interessante, porque isso parece muito com o ataque das Torres Gêmeas e seria uma profecia, sim. Só que não existiu nenhum João Apocalipse e nenhuma profecia de dois pássaros de ferro atacando torres. Eu criei isso posterior ao ataque das torres, atribuir a um personagem do passado e cri artificialmente eh uma uma profecia que nunca existiu. Assim é o livro de Daniel na visão desses críticos. Entenderam o que que é o vaticino exevento? Só que o meu primeiro problema com vaticino exevento é que ele é um argumento circular, tá certo? Matthel Conor e Peter Theed, que foram autores do livro I Witness to Jesus, Testemunhos Oculares de Jesus, eles colocaram um raciocínio muito interessante sobre o vacín ex Evevento, porque os eruditos, quem diz isso não é gente provinciana, não, são eruditos com PhD, professores em Harvard, Iale, Princeton, eh em grandes seminários da Europa, do Brasil, tanto de linha protestante como católico, como falei anglicano, São muito, muitos acadêmicos que dizem justamente essa história de que Daniel é apenas um, uma história fictícia ambientada na corte de Nabuco do Nzor, mas realmente produzida na época dos Macabeus. Então, o meu meu desafio aqui é, em primeiro lugar responder a esses eruditos que dizem essas coisas de maneira precisa e acadêmica, sem usar de, como eu diria para vocês, sem usar de argumento adomen, sem ficar chamando paraa briga. Vocês entenderam como muitas apologias que tem, apologéticas que tem na internet. É muito triste quando a pessoa vai discutir a ideia com o outro sem aprender as regras de discordar com classe e educação e nobreza. Eu acho que etiqueta não é algo só paraa mesa do jantar diante da rainha da Inglaterra ou ou quem sabe do do presidente de um país. Etiqueta é algo que eu tenho que ter durante a minha vida como um todo. Ser educado com as pessoas em todo sentido, inclusive na hora de debater uma ideia da qual eu discordo. Eu não quero ser melhor do que ninguém, longe disso, mas é triste como a internet virou agora uma rinha de de galos, principalmente quando a temática religiosa. E as e os crentes também não ajudam, porque eles ficam aplaudindo de um lado pro outro. Tem tem aqueles que torcem pelo campeão A, os que torcem pro campeão B e um cada um quer ver mais sangue, como se fosse uma luta de box, você entendeu? E se eu tô torcendo no lutador A, quando ele arrebenta com a cara do lutador B, eu comemoro, eu fico feliz, eu aposto nele. E não é bem assim. Eu acho que palavra de Deus deve ser falada com mais classe, mesmo que seja para discordar do meu do daquele que está apresentando uma ideia diferente da minha. Então, ainda que seja um erudito progressista, do qual discorde peremptoriamente, eu tenho que ter classe na hora de apresentar a minha refutação que ele está dizendo. Esse é o primeiro ponto. Sem querer desmerecer o trabalho dele ou achar que eu sei mais do que ele. Pelo contrário, os que estão apresentando essas ideias sobre Daniel, das quais eu discordo e talvez você também, se for um crente conservador, são pessoas que têm PhD, são pessoas formadas, professores das mais renomadas universidades ao redor do mundo. Então, não tô falando de gente provinciana. Em segundo lugar, eu tenho que explicar também de uma maneira que quem não é da área possa entender, divulgação científica. E eu tenho que ser honesto com os limites também da minha argumentação. E por fim, mostrar para você de uma maneira muito clara, intelectual, que a despeito da erudição daquele que nega a Bíblia, você pode sim continuar confiando na palavra de Deus. Não precisa ter medo disso, tá certo? Hoje criou-se a a o artifício de dizer que intelectuais de prestígio são pessoas que não creem na Bíblia de maneira de maneira fundamentalista, como eles dizem. Que até a palavra fundamentalista que tem um sentido tão bonito na sua na sua base eh de dicionário, a palavra fundamentalista agora virou sinônimo de louco, fanático, pessoa que não pensa. Ele é fundamentalista, é uma visão fundamentalista. Eu acho que não é bem por aí, tá certo? Eu acho que não é bem por aí. Então vamos lá com calma. Eu já apresentei para você sobre a questão do vacino ex evento. Pois é. Agora eu vou voltar ao argumento do Peter Ted e do Matthew the Con. Inclusive o Peter Ted era papirólogo, falecido alemão. E o Matthew de Conor, ele era inclusive ele foi formado por Oxford. O que que eles dizem? Esse vacino exevento é um argumento circular e eu concordo com isso. O que apresenta esse argumento sobre Daniel diz assim: Ele parte do pressuposto que profecias reais não existem. Ninguém pode prever o futuro, nem inspirado por Deus. Se profecias reais não existem e Daniel apresenta uma profecia assertiva, logo Daniel foi escrito depois que aqueles eventos aconteceram. Mas isso é é, como eu falei, é um argumento em círculos. Profecias reais não existem. Jesus eh fez uma profecia, então essa profecia foi escrita depois que aconteceu. Por quê? Porque profecias reais não existem. Não faz sentido isso. Não faz sentido isso. É como se eu dissesse para você, eh, não pode, não pode haver eh, vou dar um criar uma história, uma coisa bem absurda. É como se eu falasse com vocês assim: "Não existem eh ursos no Canadá". Aí você fala: "Mas eu vi um urso no Canadá". Aí eu respondo: "Alguém levou esse urso artificialmente para lá". Por quê? Porque não existem ursos no Canadá. É um argumento em círculos. Eu não, eu não tô provando a minha ideia. Eu só estou reafirmando o meu pressuposto não comprovado. E vou mais além. Antes que alguém fale assim: "É, Rodrigo, mas você é crente? Você acredita na Bíblia que você é crente?" Não. Mesmo que eu fosse um ateu, um agnóstico, eu seria obrigado a admitir que, pelo menos por coincidência alguns prognósticos se cumprem, né? Veja, Júlio Verne, leia a história lá do capitão Nemo, do submarino. Júlio Verne falava de submarino com detalhes assim impressionantes acerca de um instrumento, de um veículo que só seria criado ou inventado depois da morte de Júlio Verne. Como é que Júlio Então eu vou agora também falar que Júlio Verne quando ele falou do Nutilus, como é que Júlio Verne podia falar do Nutilus antes de existir o primeiro submarino humano? o primeiro submarino criado por seres humanos. Como é, que que eu faço com um romance? Eu tô tentando lembrar o nome dele agora. Se eu não me engano, é o afundamento do titã. É a história de um navio chamado Titã. Perceba o nome, titã. Um navio enorme, colossal. E esse navio tinha pessoas ricas e pobres dentro dele. E esse navio bateu contra o iceberg e afundou porque ele não atendeu aos aos aos as questões de de aos alarmes, aos aos alertas. Ele bateu contra um iceberg e afundou, matando várias pessoas e poucas sobrevivendo. Curioso que a história do naufrágio do titã que bateu sobre um iceberg foi escrita antes do naufrágio do Titanic, que também bateu contra o iceberg por não atender aos avisos de alerta. Aí eu vou falar, imagina que há 200 anos, 300 anos, alguém pegar a história do Titã e falar: "Não, essa história foi escrita depois, acho que 1912, se não me engano, o Titanic, ela foi escrita depois do Titanic, porque ela acerta tanto que é impossível que ela fosse escrita antes." Imagine alguém pegar a história ah das 20.000 no Legoas Submarinas de Júlio Verne falar: "Não, isso aqui foi escrito depois da invenção do submarino, porque seria impossível alguém falar sobre antes de ver pessoalmente um submarino inventado. Não faz sentido." Então, mesmo que você não acredite no sobrenatural, na inspiração divina, a história mostra que, pelo menos por coincidência, alguns casos aconteceram. Então, atribuir Daniel a uma época posterior a Daniel apenas por causa da ideia do fadin exevento é um argumento em ciclos. Eles ainda continuam com outra argumentação. Eles dizem assim: "As profecias de Daniel, elas tornam-se extremamente precisas até falar de antíco epifo 4, mas elas falham depois." Eh, eles querem dizer o seguinte, quando você pega Daniel capítulo 11, que realmente é um capítulo muito complicado da Bíblia, eles interpretam que Daniel vai falando sobre a Antíoco Epifânio. E por que que eles lemo Epifânio aqui? Por causa do livro de Macabeus. Primeiro e segundo Macabeus descrevem as atitudes de Antioco Epifânio numa linguagem muito parecida com a de Daniel. Então, o raciocínio deles é o seguinte: primeiro e segundo Macabeus. fizeram a descrição histórica de Antíoco e Daniel seria a descrição profética. Então, Daniel foi escrito na mesma época de Macabeus, por volta de 160 anes de Cristo. É isso que eles dizem, tá bom? E eles falam, veja bem, Daniel vai acertando sobre antíco epifânio até chegar aqui mais ou menos Daniel capítulo 11 versículo 40. Depois do verso 40 até o 45 ele erra porque não foi assim o fim de Antioco Epifânia. Ora, nós temos que entender duas coisas. Letra A. Se você olhar o livro de Daniel, não faz sentido atribuir tudo antíco epifâneo. Porque os que pegam isso aqui vão agora ler antigo epifânio em tudo de Daniel. Por exemplo, quando Daniel capítulo 78 falando de um pequeno chifre que luta contra o santuário de Deus e deita por terra a verdade e persegue o povo de Deus e quebra a lei de Deus e enfrenta os que estão no céu. Eles fala: "Antico epifâneo, antigo epifânio, antigo epifâneo." Só que quando você vê o todo do livro, não faz sentido isso. E vou até mais além. O fato do capítulo 11 versos 40 a 45 serem completamente discordantes com relação ao antigo epifânio, por exemplo, que aqui fala que esse ser, esse rei que fala aqui, o rei do sul, é, o rei do norte, que seria antigo epifâneo, fala que ele iria invadir o Egito. E antigo Epifânio não invadiu o Egito depois de ter atacado, antes de atacar Jerusalém. Depois ele também invadiria a terra prometida, a terra gloriosa. E fala aqui, ó, armará suas tendas palacianas entre o mar, mar Mediterrâneo, e o glorioso monte santo, o monte Sião. Então, entre Jerusalém e o mar Mediterrâneo, que isso não aconteceu. Claro. Por que que então, ao invés de eu dizer, significa que o que estava antes não era anticipâneo? E tem mais, quando você vê Daniel como um todo, você vê que não há espaço para Antioca Epifânia aqui, porque Daniel capítulo 2 fala de uma estátua representando vários reinos que haveria no mundo e fala de quatro grandes reinos e um último que seria um reino dividido. O primeiro, Babilônia, depois Medopérsia, Grécia e Roma e o quinto Roma dividido. Quando você vai para Daniel capítulo 7, de novo você tem os quatro reinos. O leão, Babilônia, o urso, Medopérsia, o leopardo, Grécia e obviamente o que vem em seguida é Roma, animal terrível espantoso, não epifnio. Se vai pro capítulo 8 de Daniel, a mesma coisa. Tem um carneiro representando a medopérsia, depois um bode representando a Grécia e depois o pequeno chifre, que obviamente só pode ser Roma porque vem na sequência. Não faz sentido ver ali antíco epifânio. Então eles jogam como sendo antíco epifânio por uma questão de pressuposto, não porque realmente foi assim. E vou mais além. Quem me diz que Macabeus de fato está apresentando a história de Antío Epifân de maneira real ou Macabeus adequou a história de Antío Epifânio a uma profecia antiga dos judeus só para dizer que foi daquele jeito? É uma possibilidade. Eu não posso provar esse pressuposto, mas ele está em pé de igualdade com o outro. que eles dizem assim: "As semelhanças entre Macabeus e Daniel significa que os dois foram escritos na mesma época. Isso é o primeiro pressuposto deles. As semelhanças entre Macabeus e Daniel significa que os dois foram escritos na mesma época. Como é que você prova isso? Eu posso fazer um sermão aqui com elementos muito parecidos com João Calvino. Eu posso pegar vários trechos de João Calvino e elaborar um sermão e pregar aqui no NASP. Aí no futuro, alguns vão pegar o meu sermão, se ele ficar famoso, e vão pegar a semelhança entre meu sermão e as institutas de Calvino, e vão dizer: "Olha, João Calvino não existiu no século X. As institutas foram foram escritas em 2026, porque Rodrigo, no seu sermão tem muito paralelo com as institutas de Calvino, logo elas foram escritas mais ou menos na época de Rodrigo Silva. Não faz sentido isso. Eu posso escrever hoje aludindo a coisas que vieram no passado. Segundo o pressuposto, as semelhanças entre o chifre pequeno de Daniel e o rei do norte de Daniel. E como Macabeus descreve a história de Antioco me faz supor que o chifre pequeno de Daniel era Antíoco. Não, eu posso ter outra entendimento. Eu posso entender que o autor ou autores de Macabeus interpretaram assim Daniel e não que Daniel em pessoa teria profetizado até o o Antiguo Epifânio. Entendeu? Aliás, para aqueles que aceitam Jesus como como uma referência básica, estou dizendo isso que há muitos cristãos também que defendem comentários bíblicos os mais diversos. Eu tenho vários aqui sobre Daniel, que o chifre pequeno, que o rei do norte, que tudo era antiúo epifâneo, que viveu mais ou menos 167 anos antes de Cristo. OK? Tudo bem? Só que quando eu vou para Mateus capítulo 24 verso 15, Jesus diz assim: "Quando, pois vocês virem situado no lugar santo o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, quem lê entenda". Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes, e quem estiver no terraço não deixa para tirar da casa coisa alguma. E quem estiver no campo, não volte para buscar a sua capa. Jesus está falando da destruição de Jerusalém no ano 70. E quando você vai para eh o abominável da desolação, que que diz aqui o o profeta Daniel, você tem Daniel 9:27, por exemplo, que fala a respeito disso. E Daniel 8 também. Daniel 9:27. Vou ler para vocês aqui. Olha, Daniel capítulo 9 versículo 27 diz assim: "Olha, hã, ele, esse ser contrário, inimigo do povo de Deus, ele fará aliança, aliança com muitos por uma semana. Na metade da semana fará cessar o sacrifício a oferta de cereais. Sobre asas da abominação virá aquele que causa desolação. Jesus pegou essa profecia e atribuiu pro futuro. Então, como é que poderia ser Antioco Epifo? Jesus disse que essa profecia iria se cumprir depois dele. Então, não pode ser antigo epifo que viveu 167 anos antes de Jesus. Jesus tá aqui, olha, antigo epifânio, tá aqui atrás, 167 anos antes de Jesus. Jesus falou que essa profecia de Daniel de se cumprir depois dele, como de fato se cumpriu no ano 70. Estaria Jesus errado? E mesmo para quem não acredita em Jesus como Messias, como autoridade divina, ainda assim o argumento é válido, porque me mostra que na época do do segundo templo, do primeiro século de nossa era, havia judeus, Jesus, que acreditavam que aquela profecia de Daniel era para tempos vindouros. E não somente isso, eu tenho outros documentos judaicos, como o quarto livro de Esdra, de Esdras, o segundo baru, que são do final do primeiro século. Esses livros mostram que Daniel era um uma um evento de consumação futura ainda. E Flávio Josefo tem hora que coloca que Daniel estaria falando de Antigo Epifo e noutros momentos ele diz que Daniel estava falando do império romano. Ou seja, Flávio José me mostra que havia pelo menos duas correntes no judaísmo. Uma interpretando Daniel como aludindo ao período dos Macabeus. Outro Daniel aludindo como a Roma imperial. E o livro dos Macabeus talvez seja dessa corrente que interpretou Daniel como nos seus tempos. Já ouviu falar da da festa do Hanucá que nós temos até hoje em Israel feliz Hanucá que alguns até confundem com o Natal cristão que é próximo uma da outra. Pois é, o Hanucá tem a ver com a festa dos Macabeus, com a rebelião dos Macabeus, com a época que o templo foi purificado. Então, não é uma um consenso eh que nós tínhamos na época que todo mundo interpretava Daniel como sendo automaticamente algo aludido à época dos Macabeus. Agora, que eu já falei para vocês também, Daniel, como sendo a hipótese, né? E eu quero agora pegar com vocês isso aqui, ó. Isso aqui me chama atenção. Daniel, de acordo com esses críticos da Bíblia, conhecia perfeitamente o segundo século, porque foi escrito para alguém que vivia no segundo século, mas ele apresenta dificuldades quanto ao século 6 anes de. Cristo. O que que eles estão dizendo aqui? que como quem escreveu Daniel vivia na época dos Macabeus, ele conhecia pouco da da Babilônia antiga. Então ele cometeu erros de coisas que não havia na Babilônia. Eh, a primeira coisa que me chama atenção é a arrogância de alguns historiadores modernos que querem saber mais a respeito do passado do que aqueles que viveram mais próximos dele. Você tá entendendo? Por exemplo, eh tem alguém que não que eu não possa corrigir nada dos autores passados, por exemplo, Heródoto exagerou muito com relação à muralhas da Babilônia. E por que que eu sei disso? Porque a arqueologia já viu que as muralhas eram bem menores do que Heródoto coloca, apresenta. Mas a partir daí eu dizer que eu sei mais sobre Alexandre o Grande do que Plutarco, que viveu mais próximo de Alexandro Grande do que eu. Ele estava séculos depois, porém estava mais próximo do que eu. Queria dizer que eu sei mais sobre ah Nero do que Suetônio, que viveu na época dos dos césares ou o ou tácito, autores romanos. É, eh lembrando que a história passada é feita feita de fragmentos e os fragmentos são cada vez menores quanto mais distante estamos dos acontecimentos que eles se referem. Então esse é um primeiro problema. Segundo, será que a Bíblia errou mesmo? Eu vou dar só um exemplo para vocês aqui. Eles falam que Daniel errou quando ele fala no capítulo 5 verso 1 que Belsar era rei da Babilônia. De fato, Daniel chama Belsazar de rei. Daniel capítulo 5 versículo 1. O rei Belsazar deu um grande banquete. Quando você vai também a Daniel capítulo 7 verso 1, diz: "No ano primeiro do reinado de Belsazar". Quando você vai Daniel capítulo 8 verso 1, no terceiro ano do reinado do rei Belsar. Então Belsazar não era rei, dizem os críticos da Bíblia. Belsazar era apenas um um príncipe irregente. Quando Daniel o chama de rei, está cometendo um erro, um anacronismo. Deixe me contar essa história melhor para você. Hoje a crítica que eles fazem à Bíblia é que Belsazar não era rei, mas um príncipe regente. Sabe qual que era a crítica feita no passado? Que Belsar não existiu. Porque quando eles pegavam a lista dos reis da Babilônia, que foram traduzidos a partir dos escritos comiformes acadianos que estavam lá no depósito do do Museu Britânico, ali tinha a lista dos reis da Babilônia. E o último rei da Babilônia, e logo depois disso foi o ataque dos peças, não tem outro rei, foi o rei Nabonido. Vou mostrar para vocês uma imagem de Nabonido. Essa imagem que está aqui à direita da tela, que você vê um homem com estandarte na mão diante da lua. Esse é o reino abonido, o último rei da Babilônia. E quando você pega a lista dos reis da Babilônia, não havia nenhum chamado Belsazar e não poderia ter nenhum depois de Nabonido, porque ele foi o último. Logo, a Bíblia estava errada. A Bíblia mentiu e essa era uma assertiva de muitos acadêmicos, especialmente na Alemanha e na Inglaterra. Até que William Tboltigas caixas de madeira que até hoje ele tem muitos materiais não traduzidos ainda nos porões do Museu Britânico e ele achou esse tablete com escrita comforme que está aí no meio da tela. Tão vendo? Esta é a crônica de Nabonido. E em duas ou três ocasiões das suas crônicas, tanto das suas crônicas como da oração de Nabonido, você tem o nome de Belsazar como sendo o filho de Nabonido que governava Babilônia na ausência do rei. Inclusive, de uma das traduções feitas, diz assim: "Ele, Nabonido, confiou o reinado a ele, a Belazar, Belchau, Bel Urucha, como diz em acadiano, e o nome aparece ali." Então, a primeira coisa é que existiu sim um Belazar na Babilônia. Existiu. E de fato ele era príncipe regente, mas não era errado chamá-lo de rei. Por quê? Nós temos casos na história, por exemplo, a Menenhhat e Cesósteris teve uma época de corregência deles, o pai e o filho. E tanto a Menenhat nessa época de corregência era chamado de faraó do Egito, como Tesósteris também era chamado de faraó do Egito. A mesma coisa na época de Tutmoses I e Hatsut. Os dois estavam reinando em corregência no mesma época. Hatchepsut era madrasta de tutimos. Perdão. Eh, Ratut era madrasta de Tutis i os dois seram chamados de faraó ao mesmo tempo em documentos egípcios. Hamsés II e Merempt, pai e filho. E os dois tiveram uma corregência e ambos eram chamados de faraó. Não era faraó pai e faraó regente. E você tem também na Assíria o mesmo fenômeno. Essahardon governou durante um tempo em corregência com a Surbanipal. E Esaron era chamado de de rei. A Surbanipo era chamado de rei ao mesmo tempo. E na Bíblia nós também temos o mesmo exemplo em Primeiro Reis capítulo 1. Salomão é ungido rei de Israel enquanto Davi ainda estava vivo. Davi estava na cama. E Salomão, a partir do dia que foi ungido, já era chamado rei, mesmo que tecnicamente ele fosse um rei corregente ou um príncipe regente, porque Davimba estava vivo. Mas essa distinção que nós temos hoje de maneira tão clara, não era tão nítida nos documentos antigos. Então, não constitui erro da Bíblia chamar Belsazar de rei. Aliás, uma coisa que me chama atenção é justamente o que eu sinalizei aí. Quando o rei Belsar promete a Daniel eh prêmios, se ele decifrasse aquela estranha escrita na parede, ele disse a Daniel: "Serás o terceiro governante do reino". Olha a precisão do texto bíblico. Serás o terceiro governante do reino. Por que que isso me chama atenção? Porque quando o rei da do Egito deu a a José o cargo de de governador do Egito, ele falou: "Você será o segundo". Por que que aqui então Belsazar oferece para Daniel o terceiro lugar? Muito simples, porque ele mesmo era o segundo em poder. Logo, ele só poderia ofertar ao profeta o terceiro lugar, não o segundo, porque ele era o segundo. O primeiro era Nabonido, que ele estava vivo. E de fato, outros textos dizem que textos fora da Bíblia, que o príncipe, o filho de Nabonido, morreu no palácio. E Nabonido não estava em Babilônia quando a cidade foi atacada, cumprindo exatamente, confirmando exatamente o que diz Daniel, capítulo 5, ao falar do rei na eh Belsazar, diz: "Naquela mesma noite, Belsazar, rei dos caldeus, foi morto e Dari Medo, se apoderou do reino quando tinha mais ou menos 62 anos. Então, a Bíblia é muito precisa ao dizer exatamente o que aconteceu. Então, não há anacronismo em Daniel como como as pessoas apresentam. Tem uma outra coisa que eu quero apresentar para vocês aqui, é que eles batem muito na tecla sobre um debate acadêmico de Daniel. Eles dizem assim: "Olha, Daniel tem palavras gregas que não são da época de Daniel. Por exemplo, a palavra gaiteros, que é arpa, a palavra psalterin, que é saltério, e a palavra sinfoneia, que a gente traduz como gaita de flição horrível, né? Porque fala gaita de fes, eu penso penso em algo escocês né? Eh, seria o justamente a sintoneia. Esses instrumentos são mencionados em Daniel capítulo 3, quando Dabuco Donzor fala dos músicos que estavam ali e eles tinham que tocar seus instrumentos para que ao som desses instrumentos todos pudessem se prostrar. O problema é que antes falava-se de seis, sete palavras gregas no livro de Daniel e para eles isso já é um argumento que Daniel é posterior, raciocina. Se essas são palavras gregas próprias da época de Antioco Epifânio, então logicamente Daniel não pode ter sido escrito na época porque ele não teria essas palavras. Vou explicar de uma maneira simples, você vai entender. É como se eu encontrasse nas cartas de Camões as palavras download, ah, WhatsApp, Instagram e YouTube. Se essas palavras aparecessem algum trecho da carta de Camões, eu já diria: "É impossível que Camões tenha escrito isso, porque essas palavras são próprias do século XX". Não havia essas palavras na época de Camões. Então, o fato de encontrar o nome grego desses instrumentos em Daniel levou muitos a dizerem: "Ora, isso aqui prova que Daniel é da época grega". Bom, a primeira dificuldade, se Daniel é da época grega, porque que ele não foi escrito em grego como muitos livros deuterocanônicos que foram escritos em grego? Por que que ele foi escrito em hebraico e aramaico? Em segundo lugar, eh, se o livro de Daniel é da época dos Macabeus, ele deveria estar repleto de termos gregos, como está repleto o livro de Macabeus. Ele deveria espelhar o estilo de Macabeus, mas hoje, reconhecidamente, só há três palavras gregas em todo o livro de Daniel. É muito pouco. Daquelas cinco, seis ou sete. Depois viram que aquela palavra não era tão grega assim. Aquela também não era tão grega. Hoje só tem três que eles falam que realmente era palavras gregas em Daniel. Mas eu pergunto, se Daniel é da época dos Macabeus, ele deveria ter tantos, tantas expressões helenísticas e tantas palavras gregas como Macabeus e não apenas três. E vou mais além. Como é que a gente pode explicar esses termos gregos em Daniel? Simples. A cultura entre os gregos e a Babilônia é mais antigo do que você imagina. Olha, vou mostrar para você uma coisa aqui. Pena que hoje o museu Pérgamo está fechado. Eu estive no Pérgamo, museum lá de de Berlim e lá foi construída a porta de estar da Babilônia. E de um lado e de outro eles construíram essa parede. Você tá vendo no centro aí a porta de estar e ali na parede um pedaço da parede do palácio do trono de Nabuco do Nozor, da área externa da sala do trono. E o que chamou atenção de muitos eruditos é que aqueles aqueles emblemas no lápis lazuli da parede de Nabucodonzor chamados de volut são o mesmo símbolo do grego clássico, só que adaptado à Babilônia. você tem essa forma assim mais arredondada das folhas e é exatamente o que encontramos no mundo grego. E a compreensão que alguns têm, por exemplo, do próprio Lloyd, que era arqueólogo britânico, ele escreveu justamente isso quando ele analisou esses panéis. Um painel alto recuperado de uma parede fora da sala do trono de Nabuco do Nozor é de interesse especial em que motivos clássicos são adaptados ao design, sugerindo que algum contato já existia entre Babilônia e Grécia. Então, o próprio artefato que está no museu Pérgamo desmente essa essa impossibilidade que alguns vem de Daniel ter sido escrito na época do do na época de Nabuco do Nozô, porque tem três palavras gregas ali. Essas palavras poderiam já estar em uso na época de Daniel. E vou mais além. E vou mais além. Durante muito tempo eles diziam que o aramaico de Daniel era um aramaico tardio na época do quarto século. Não era o estilo de aramaico usado na Babilônia no sexto século antes de Cristo. seria mais ou menos assim, é como se eu escrevesse ah, simulando Machado de Assis, mas falando assim, Machado de Assis escreveu: "Havia dois adolescentes na cidade e um falou com outro assim: "Pô, velho, que que nós vamos fazer hoje à noite?" Fechou aspas. Ora, na época de Machado de Assis, ninguém usava esse linguajar, pô, velho. Essa essa gía é posterior, não é? o tipo de português que se usava naquela época, concorda comigo? Eh, era senhora. De repente o o o padre era mais chamado de sacerdote de cura. Cura, eh, era um outro tipo de de linguagem que se usava. Você era vossa mê ou voz mê, não era você que se usava. Então aqui a gente consegue definir a diferença do português de hoje pro português do passado. Então eles pegavam o aramaico de Daniel e falavam: "Esse aramaico é muito tardio, muito posterior à época de Daniel. Não é o tipo de linguagem que se usava na época de Daniel. Só que nós temos dois achados arqueológicos que hoje eh nos ajudou a compreender que eles estavam equivocados. é o achado arqueológico encontrado em elefantina, que é esse papiro que está à direita de vocês, e também os manuscritos do Mar Morto que estão do outro lado. Bom, eu vou explicar para você o que que aconteceu, por que que eles diziam, deixa eu só chamar a Luna aqui que ela tá querendo entrar aqui no Vou ter que abrir para ela, senão ela não vai deixar eu gravar para vocês. Vem. Pronto. Agora ela vai ficar feliz. Quer participar com todo mundo lá, lá, ó. Então tá bom. Vamos participar lá quietinho, tá bom? Agora eu posso falar sobre Daniel para eles. Então vamos lá. Então o que que acontece? Opa, desculpa, perdão, perdão, perdão. Vamos lá. Então, o argumento do aramaico que eles usavam era justamente esse aqui, ó. Eles diziam que eles tinham encontrado alguns papiros do quinto e do quto século escritos em aramaico, tá bom? E eles então pegaram esse papiro e compararam com o de Daniel. E perceberam que esses papiros pareciam mais antigos que os de Daniel, porque eh Daniel era diferente deles. E depois eles encontraram também outros textos em aramaico do período Nabateu e de Palmira, que era uma cidade da Síria. E perceberam também que era diferente. Então eles criaram o seguinte cronograma da evolução do aramaico. Existia o aramaico oficial persa do e do quto século. Depois veio o de Daniel, que seria do segundo século antes de Cristo, e depois o o aramaico na bateu e palmirano que seria do segundo século depois de Cristo. Assim eles raciocinaram. Só que quando foram encontrados esses dois manuscritos aí, encontrado, o primeiro que tá na direita de vocês foi encontrado em Elefantina, no Egito, e datado com certeza no sexto século antes de Cristo. E esse papiro está no aramaico idêntico ao de Daniel. O outro texto, é o que está à esquerda de vocês, é o Gênesis apócrifo encontrado em Kumran. E esse Gênesis apócrifo, ele também está datado. Ele é aproximadamente do ano 250 de nossa era. E ele é muito diferente do aramaico de Daniel. O aramaico mais próximo que nós temos do de Daniel não é o Gênesis apócrifo, que é do ano 250, nem aquele de Palmira, nem aquele dos Nabateus, nem aquele outro aramaico tardio do período do quto século. É justamente o aramaico encontrado em Elefantina. Então isso agora já está fazendo os eruditos repensarem esse argumento de que o aramaico de Daniel é uma é um aramaico tardio para sua para sua época. Isso não faz sentido. Bom, com esses elementos, eu já queria apresentar para vocês como é que nós podemos ah responder ao que os críticos de Daniel apresentam sobre a data dele. Você vê que são argumentos eruditos, bem colocados, mas não são argumentos que estão isentos de serem refutados ou pelo menos contraargumentados para ser mais elegante. Agora nós temos um achado arqueológico mais recente que eu publiquei em forma de artigo e eu quero apresentar para vocês aqui que é muito importante para mim e eu vou resumir esse artigo para você. Mas antes de resumir esse artigo, eu quero saber se você gosta das coisas que eu apresento na internet, se você acha que é didático o ensino que eu apresento, se é educada a maneira como eu eu apresento a versão bíblica e se está dando para você argumentos suficientes para alicerçar sua fé. Se você gosta de tudo isso, então eu tenho um convite a fazer. Seja meu aluno na plataforma Bíblia comentada, porque tem muito mais esperando por você nas aulas da Bíblia comentada. Tudo que eu apresento aqui no canal do Rodrigo Silva Arqueologia, eu poderia dizer que é quase que uma amostra do que você tem na Bíblia comentada. E agora nós temos todos os dias um estudo bíblico que cabe na palma de sua mão e no seu tempo. São 8 minutos de estudo bíblico diários. Então você pode todos os dias ter um contato com a palavra de Deus que vai fortalecer a sua fé e além disso se aprofundar ainda mais nas outras aulas que tem ali. E se você já é aluno bíblico comentada, deixe seu comentário aqui, deixa as pessoas sabendo do seu testemunho, se ele tem ajudado a sua vida, se você já assinou a plataforma. E eu vou deixar também a na descrição do vídeo o link para você assinar a Bíblia comentada, tá bem? Você pode assinar, pode se tornar meu aluno, pode convidar outros também. E, aliás, já que eu falei de deixar comentário, se gostou do conteúdo, deixa o seu like, deixe também aqui a a sua inscrição no canal, isso é muito bem-vindo. Agora vou mostrar para você um resumo de um artigo que eu publiquei. Eu publiquei um artigo acadêmico recentemente, saiu agora há poucos meses, onde eu analiso eh esses títulos grandões que você vê aí. Não se assuste não, porque artigo acadêmico é a si mesmo. Revisitando a datação do livro de Daniel, uma abordagem integrada com rádio carbono, linguística. e inteligência artificial. Mas fica tranquilo que eu vou resumir tudo isso para você numa linguagem que você vai entender. Primeiro lugar, deixe me explicar o que que é um artigo acadêmico, o que que é um artigo publicado numa revista indexada. Quando você está na academia, você faz um mestrado, um doutorado, um pós-doutorado e você está como pesquisador, professor na academia, é muito importante que você tenha publicações acadêmicas. Não é um artigo publicado num blog, não é um vídeo postado no YouTube, não. São artigos que são referendados por pares chamados de pareceristas cegos. A revista tem vários níveis de revista aqui no Brasil. Tem a revista Qualis A, Qualis B. E essas revistas então elas recebem o artigo. Inclusive essa está numa das mais cotadas no ranking nacional. Elas recebem um artigo, elas mandam para especialistas da área sem dizer o nome do autor, esses especialistas leêem e eles dão a sua posição. O artigo foi aceito com observações, aceito sem observações ou foi rejeitado, tá certo? E graças a Deus esse artigo foi aceito sem observações. E assim você vai sustentando aquilo que nós chamamos de currículo látis no Brasil. Então é muito importante alguém que se diz acadêmico e que mas só vive de internet. É importante você procurar o currículo lápis para ver se o que aquela pessoa tá falando também tem uma base acadêmica ou se ela só está falando de maneira leiga e às vezes até com a forma meio arrogante de expor as coisas dela. E hoje até quero pedir uma coisa para vocês. Eh, antes era importante apenas você ter artigos publicados em revistas científicas, mas agora o Látis mudou. O o látis não, o o governo mudou os critérios de valorização de um artigo acadêmico. Hoje, quanto mais o artigo tem relevância, melhor é paraa pontuação do acadêmico. Antes você tinha um artigo publicado lá, não importa se cinco pessoas leram ou 10 pessoas leram, o que importa é que ele foi publicado. Então você colocava lá, já tava feito. Hoje é importante quantos links são dados naquele artigo. Então vou pedir a você, se você depois quiser visitar, eu vou deixar também aqui na descrição do vídeo o link desse artigo. Se você quiser dar uma clicada lá e dá uma lida no artigo, dá uma olhada nele, isso vai me ajudar bastante, porque aí eles vão perceber a os metadados eh do governo que o artigo foi relevante, porque o que eu estou fazendo aqui no YouTube é uma divulgação científica que hoje tem peso na academia. Nós estamos pegando o mundo acadêmico, tirando da sala de aula e levando esse mundo acadêmico para o ambiente extramuros. Isso é muito valorizado. Então, quanto mais pessoas clicam nesses artigos acadêmicos que nós publicamos e dão uma olhada nele lá, melhor pro autor. Então, se você acha que é importante o trabalho que eu faço, que ele deva ser conhecido por mais pessoas, então clique no link desse artigo, dê uma olhada nele lá, deixe um comentário, será muito bem-vindo, tá bom? Eu vou resumi-lo para você aqui para você ver o que te espera lá, mas depois você pode até mostrar esse artigo científico para um professor que duvida de Daniel em sala de aula. Você faz uma faculdade de história que um professor fala: "Não, Daniel é um vacino pox eh exevento". Você pode pegar? Não, professor, tem autores, tem acadêmicos que discordam disso aqui. Olha esse artigo aqui. Ou um colega que às vezes só ouviu o lado de lá da crítica Daniel, mas não ouviu o lado da defesa da Bíblia Sagrada, mostra esse artigo para ele, tá bom? Então, que que eu disse aqui nesse artigo? Primeiro, deixa eu mostrar para você o como é que foi o estudo de Daniel, ah, envolvendo inclusive carbono 14 e tudo mais. Nós não temos os originais da Bíblia, nós só temos cópia de cópia de cópia de cópia. E as cópias mais antigas da Bíblia que nós temos foram aquelas encontradas ali eh em 1947, 48, no deserto da Judeia, em Herbert Comeram, atual Israel, perto da criação do Estado de Israel. Então, 1947, quando os primeiros textos foram encontrados, eles foram analisados por Sukik, que foi um pioneiro da arqueologia israelense, e eles foram datados no período do segundo templo, tá bom? Ele ach o segundo templo seria primeiro século de nossa era, um pouquinho antes do do do primeiro século de nossa era, a época que que teve o segundo templo que Jesus conheceu, que foi destruído no ano 70. Suen que dat esses esses manuscritos são da época do segundo templo e ele acertou que são mesmo. Depois um consenso maior foi estabelecido entre os manuscritos que eles teriam sido copiados entre o fim do primeiro, do segundo século antes de Cristo e a Primeira Guerra Judaica que vai até o ano 70 de nossa era. Alguns colocam 73 porque manuscritos do Mar Morto envolve mais do que os manuscritos encontrados em Cumbran. Mas em 2025 houve um novo estudo envolvendo inteligência artificial e carbono 14 que nos deram mais detalhes sobre a data desses manuscritos e descobrimos que eles descobrimos que muitos deles são mais antigos do que nós imaginávamos. O sistema de de datação com inteligência artificial recebeu o nome de Enoque. Enoque é um dos manuscritos do Mar Morto. Então, por isso que eles chamaram o sistema Enoque de inteligência artificial. O que que eles eh descobriram com esse sistema? Eles pegaram a forma como os manuscritos eram datados e fizeram a mesma, só que era uma forma mais no olhômetro. Eu vou explicar daqui a pouquinho como ela era. E fizeram esse mesmo sistema com o a inteligência artificial. Um dos pesquisadores que está por detrás de toda essa investigação foi esse indivíduo. Ele gosta de tirar fotos assim em pos e mas ele é muito respeitado na academia. É o Miladin Popovit, que ele é da Universidade Gruningen, dos Países Baixos. E ele usou a, ele aperfeiçoou esse método de inteligência artificial, treinou a inteligência artificial para verificar o formato das letras dos manuscritos do Mar Morto a partir de fotografias em alta resolução que eram fornecidas pelo Museu de Jerusalém, onde a maior parte dos manuscritos, museu de Israel, corrigindo, onde a maior parte dos manuscritos está guardada. Então, a inteligência artificial começou a fazer uma varredura em todas as fotografias que tinha desses manuscritos para tentar fazer uma datação deles. Mas como é que faz isso, Rodrigo? Eu vou começar no passado. Quando os manuscritos foram encontrados, havia um jovem, bem jovem ainda, estudante de Harvard, que estava em Israel. Eu tive o privilégio de conhecer esse jovem quando evidentemente ele já era bem velhinho. Hoje ele faleceu. O seu nome Frank Cross, o maior professor especialista em epigrafia da Universidade de Harvard. E o Frank Ross, ele fez um um sistema de análise das letras hebraicas para perceber quando as letras foram escritas. Eu vou explicar isso para você. Eh, você sabe, quem conhece bem a língua portuguesa percebe que consegue ver a diferença de uma carta escrita no Brasil dos anos 1920 para uma carta escrita hoje, quando a gente usa tanto, tanto teclado que já perdeu a capacidade de fazer uma caligrafia bonita. Quem conhece muito o alemão sabe perceber a diferença entre uma letra gótica, um alemão gótico e um alemão pré-gótico. Você falou: "Esse, essa aqui foi escrito na época do alemão gótico." Seria mais ou menos isso que Frank Cross desenvolveu. Ele colocou assim, vou mostrar para vocês, ele começou a perceber vários manuscritos eh hebraicos de várias épocas, de vários lugares. por exemplo, o Estilo Oriental sefaradita que veio da da Espanha, o Asquenaz, o italiano, o bizantino, o do Yemen, algumas cópias em hebraico do Yemen. E ele começou a perceber diferentes tipos de escrita, eh, escrita semadrática, uma escrita cursiva. E a partir daí ele falou: "Será que isso também não valeria para os manuscritos do Mar Morto?" Então ele começou a desenvolver um estilo de escrita tudo feito à mão, gente. Isso em 1950, quando ainda não havia computador, IA, o homem era um gênio. Ele começou a copiar e perceber as diferenças entre as letras de vários períodos. Então ele falou: "Olha, eh, essas letras aqui parecem com um escrito da época da pedra de Roseta". Eh, e ele começou a perceber isso no grego. Aí ele percebeu, olha, veja bem, o grego, ao medida que o tempo vai passando, ele vai mudando a letra. E vários estudiosos de Novo Testamento grego fazem isso com os manuscritos gregos. Eles sabem a data do manuscrito pelo estilo do alfa, do beta, do gama, etc. Então, Frank Cross falou: "Isso também deve ser verdade em relação ao hebraico". E ele começou a perceber nos manuscritos usando apenas lupa, lupa e os textos originais, a diferença entre o ALF, como é que o ALF era produzido no terceiro século antes de Cristo, depois no período Herodiano, depois no segundo século da da era cristã, como é que o o rei era feito, como é que as letras eram produzidas. E ele começou a notar a diferença entre as letras. Aí o que que o sistema Enoque fez? Ele pegou toda a teoria do Frank Cross e ele então analisou as letras. Eles não mostraram a teoria do Frank Cross pro sistema de IA. Eles falaram o seguinte: "Com base na tipologia das letras desses manuscritos aqui, como é que você classificaria a origem deles?" Então, a inteligência artificial começou a pegar as mesmas letras e começou a pegar os mínimos detalhes, assim como Frank Cross fez. Olha aqui, isso aqui já é da do sistema do Enoc. Olha a letra ALF, que está mais atrás e a letra bait que tá mais aqui. Olha a diferença. Eu sei, eu também não sou experto em manuscritos antigos. Pra gente pode parecer que são todas iguais, mas tem diferença. Às vezes é uma é uma franjinha mais, uma franjinha menos, é uma uma se você olhar, por exemplo, nessa parte em destaque, você vê que tem às vezes uma uma escorregada de tinta para um lado que antes não tinha e isso é padronizável. Então, a partir desse momento, eles analisaram com o sistema Enoc e quando ele deu a data dos manuscritos, em 79% dos casos, a data que ele deu foi a mesma data que Frank Cross havia dado, a mesmíssima data. Então isso aqui é muito importante porque demonstra que Frank Cross acertou, mas e nas eh 21 eh 21% dos manuscritos em que o sistema Enoc discordou do sistema de Frank Cross, que que nós fazemos com ele? Bom, vamos com calma. Em primeiro lugar, eh vamos entender que se você tem um aluno, tá certo? que você coloca ele em sala de aula e você pede para ele calcular calcular eh uma série de de ambientes. Ele acerta em 79% dos cálculos dando a mesmo resultado de um professor. Você fala: "Esse é o bom aluno, tá aprovado. Ele tirou 79 na prova e os 21 que ele errou". Nesse caso específico da comparação de Frank Cross e do Eno quem errou foi Frank Cross. Mas calma, não jogue pedras no professor de Harvard. Eu vou explicar em sentido que Frank Ross errou. Lembra que ele dependia de uma lupa? Ele dependia de uma lupa e de muitas letras meio apagadas, mas a Iá conseguia em alta resolução ver traços de tinta que Frank Cross não percebia a olho nu. Então esses 21% de divergência são interessantes para nós. Até aqui o que que nós percebemos? E é isso que eu coloco no meu artigo, que a IA validou o método de comparação de letras de Frank Cross para saber qual é o manuscrito mais antigo, qual que é o mais novo. OK? E nos 21% que a Iá discordou de Frank Cross, na verdade ela não jogou fora a hipótese dele, apenas corrigiu aquilo onde ele errou dentro da sua própria hipótese por depender apenas de lupa, manuscritos meio apagados e um e um olho humano nu. Só isso. Agora, nesses 21% que a inteligência artificial eh mostrou modificações, nós temos algo muito relevante que foi a pesquisa com carbono 14. Você sabe que o carbono 14 ele é muito interessante para datar elementos antigos. Ah, a natureza, a atmosfera tem o carbono 14, que ele é absorvido pelas plantas. A, o animal come a planta, o ser humano come a planta. E nós não pegamos o carbono 14 da atmosfera como as plantas, mas ao comer as plantas, nós temos carbono 14 em nosso organismo e ele está eh em equilíbrio com o carbono 12. Mas quando nós morremos, o que que acontece? O carbono 14 começa a diminuir. Na verdade, para ser preciso com método, o carbono 14 ele diminui todos os dias em nosso organismo, tá certo? Todo dia vai diminuindo, vai diminuindo em relação ao carbono 12 que é estável. O 12 é estável, o 14 não, ele vai diminuindo, diminuindo, diminuindo. Mas quando você faz a próxima refeição, eles igualam de novo. Depois vai caindo, caindo, caindo, igualam de novo. Só que o que que acontece? Quando você morre, você para de consumir alimentos. Então, evidentemente que o decaimento do carbono 14 é muito grande em relação ao carbono 12. Eles fazem a a média dessa distância e consegue fazer a datação da morte de um elemento vivo. Então, o carbono 14 pode ser usado para datar árvores, ossos, material orgânico de uma maneira geral. Um tecido feito, por exemplo, de pele de animal, um papiro porque foi feito de uma planta. Só que aí você tem vários elementos que não vou entrar aqui no mérito, que é a questão da calibração do carbono 14, que ele teve que ser calibrado, tem a curva, mas seja como for, é um método muito bom para datarmos materiais arqueológicos. Eu sei que alguns devem estar perguntando: "Tá, mas e os milhões de anos? Carbono 14 não dá milhões de anos, tá bom? Esquece isso. Eh, carbono 14 vai chegar no máximo a 50.000 anos. Mas como é que compara isso com a data da Terra? Eu não vou entrar nesse mérito hoje por causa do tema, mas se você quiser que eu trate disso no futuro, é só você deixar um comentário, Rodrigo, fale então sobre método de datação e idade da Terra. Aí eu falo disso num outro vídeo, tá bom? É só você deixar no comentário aqui. Mas por hora, basta dizer que carbono 14 é um método muito válido na arqueologia, ok? Aí acontece o seguinte. No passado nós tínhamos vários problemas para datar o carbono 14. Primeiro, eh, você tinha que destruir um grande pedaço do material, porque ele destrutivo é uma técnica destrutiva. Então, eu tinha que destruir quase que um tamanho de uma folha como essa. Imagina, eu eu destruí uma folha como essa para poder obter carbono 14. Como é que eu vou destruir um manuscrito bíblico que eu só tenho um pedaço assim ou menor ainda do que esse? Você vai destruir isso para saber o carbon 14? Impossível. Então, como é que eles fizeram para datar as primeiras amostras de carbono 14? Eles pegaram aqui, deixa eu só voltar aqui para você. Olha, eles pegaram onde é que tá aqui que eu peguei. Eu tinha aqui o o que que eles fizeram para dar esse aqui, ó. Eles pegaram esse pano, foi a primeira medição de carbono 14, que estava enrolando o rolo de Isaías. O rolo de Isaías que foi encontrado em Cumbran, ele estava eh involuncrado por esse eh tecido de linho, como o linho também é orgânico. Então eles pegaram, destruíram uma parte desse tecido que envolvia Isaías e dataram o tecido. E a partir daí deram uma data de Isaías, se não me engano, 160 ou 170 anos de Cristo, uma coisa assim, com base no que estava em volta. Porque penso, se o tecido tinha a cidade, então obviamente Isaías deveria ter. Depois disso, houve nos anos 50 mais uma outra técnica ali com algum alguns pedaços de manuscritos em branco, mas ela também tinha um problema porque ela tinha, vou mostrar para vocês, eh alguns manuscritos estavam com cola. Então isso poderia prejudicar também as datações. Até que agora, em 2025 houve uma técnica mais refinada. E essa técnica mais refinada, ela é importante porque eu não preciso de grandes quantidades de de material. Hoje, se no passado eu precisava de uma folha inteira dessa para datar um manuscrito, eu tinha que destruir tudo isso aqui, hoje basta uma coisinha desse tamanho, ou menos do que isso ainda e você já obtém carbono. Então agora eu posso tirar um fragmento muito pequeno do manuscrito e datá-lo com menos material destrutivo e maior eficácia eficácia. E quando eles pegaram um conjunto de textos manuscritos do Mar Morto e fizeram a datação, descobriram uma coisa interessantíssima. Primeiro lugar, a data que o carbono 14 deu para aqueles manuscritos era mais antiga do que as datas que Frank Cross havia dado, entendeu? Ou seja, os manuscritos do Mar Morto, pelo menos aqueles que foram datados recentemente por Cabo 14, são mais antigos. do que Frank Cross acreditava. E em segundo lugar, alguns deles, não todos, alguns davam na mesma data de Frank Cross. Deixa me refinar aqui o argumento. Alguns confirmaram a data de Frank Cross, outros eram mais antigos do que ele havia imaginado. E por coincidência, alguns daqueles que eram mais antigos do que Frank Cross imaginava, foram também os que haviam sido submetidos à técnica de inteligência artificial do Eno que também tinha dado uma data mais antiga do que a Frino. Ou seja, a data do Enoque, da inteligência artificial, confirmou alguns manuscritos de Frank Cross e discordou de outros. e alguns dos quais ele discordou. O carbono 14 deu a data que a inteligência artificial havia dado. Legal, né? Mas onde é que entra o meu artigo? É que entre os textos datados estava esse fragmento aqui do livro de Daniel. E esse livro de Daniel foi datado entre 230 e 150 antes de Cristo. Ou seja, vou botar num gráfico aqui, vocês vão entender. O carbão de 14, ele trabalha com a margem de E, tá bom? Por isso que eles dizem que esse esse manuscrito que eu mostrei para vocês, ele foi escrito entre 230 e 160 anes de. Cristo. Aí eu tenho um problema, porque a linha pontilhada é a época de Antioco Epifâncabeus. Aí muitos falam: "Não, não, esse manuscrito de Daniel ele foi copiado então na época que o original estava sendo escrito." Hum. Mas por que a gente já vai de cara trabalhar com a data de 160, sendo que há possibilidade que esse texto foi copiado em 230 anes de. Cristo? O problema é que se esse texto foi copiado em 230 anes de Cristo ou em qualquer ano antes de 179 anes decoist, definitivamente eu tenho uma cópia de Daniel mais antiga do que a época dos Macabeus. Se a cópia de Daniel é mais antiga do que a época dos Macabeus, logo não faz sentido dizer que Daniel é um livro criado na época dos Macabeus. Os críticos vão ter que refinar a hipótese deles, porque Daniel pode ter sido copiado antes, sido produzido antes. É uma prova absoluta de que Daniel foi escrito na época de Nabuco Donzor? Não, mas é um argumento muito forte contra a teoria majoritária de que Daniel seria fruto da época dos Macabeus. E vou mais além. Ainda que essa cópia seja do ano 160, eu tenho uma dificuldade também. Sabe por quê? Porque nessa época Daniel estava sendo escrito, segundo a teoria dos teólogos liberais. OK? Daniel foi produzido na época dos Macabeus, eu tenho que trabalhar com um elemento diferente de hoje. Por quê? O anacronismo é o seguinte: hoje eu, Rodrigo, posso escrever um livro no mês de janeiro e em fevereiro ele estar já ele ser editado, corrigido em fevereiro e em abril ele já está na na nas livrarias sendo vendido, encadernado. Com três 4 meses depois de corrigido, editado, ele tá lá. Não tem dificuldade na época de Daniel, na época do da Bíblia, não. Se um livro é escrito hoje, para ter uma cópia dele feita à mão, demorariam meses. Então, para alguém ter um livro em autoestima a ponto de copiá-lo em várias cópias e espalhá-lo, demoraria muito tempo. Se Daniel foi produzido na época dos Macabeus, não tem como ter já uma cópia de Daniel em Curan na época dos Macabeus. Não faz sentido, porque para essa cópia chegar ali, você teria que ter pelo menos alguns anos de aceitação do livro, de consolidação do livro, para que cópias dele fossem feitas e espalhadas por outros lugares. E mais, em Cumbran encontraram oito cópias diferentes de Daniel. Todos os capítulos de Daniel você tem ali copiados só o capítulo 12 que não encontramos nenhum fragmento, mas temos comentário de Daniel no Florilégio de Kumran. Então eles conheciam Daniel. Percebeu a questão? Não faz sentido. Sem contar que eu posso trabalhar razoavelmente com a hipótese que esse que essa cópia de Daniel era de até 230 anes de. Crist, muito anterior à época dos Macabeus. Esse é o artigo que eu escrevi. Então, com isso, repito, nós temos uma maneira também acadêmica, igualmente acadêmica. É uma hipótese, é lógico, artigo científico trabalha com hipótese, uma hipótese razoável para afirmar que Daniel não é da época dos Macabeus, é anterior à época dos Macabeus. E se é anterior à época dos Macabeus, então eu tenho alguns desafios para os os críticos de Daniel. Letra A, eles têm que criar uma outra hipótese para justificar que Daniel é da época dos Macabeus. Não sei como. Talvez vão dizer que uma parte de Daniel seria antiga, outra parte mais recente. Não sei. Vão ter que refinar a hipótese, assim como mudaram a hipótese quando antes diziam que Bels Cazzar não existiu, que era uma invenção de Daniel. Aí depois descobriram um achado arqueológico que provava Belsar. Agora eles dizem: "Não, Bel Sazar existiu, mas ele não era rei, era o príncipe regente." Então, Daniel continua errado. Ou seja, vão aparecer novas ideias com o intuito de desmentir Daniel. É curioso que geralmente alguns acusam eh cristãos mais conservadores como eu de ter uma visão enviezada da arqueologia e da história. Ah, o Rodrigo Silva tem viés. Eu já ouvi isso de alguns. Ele tem viés por causa da Bíblia. Viés é uma palavra muito feia. Vamos trocar por cosmovisão. Eu tenho uma cosmovisão, como o ateu também tem a cosmovisão dele. O cético também tem a cosmovisão dele. E a gente costuma ler as coisas de acordo com a nossa cosmovisão. Viés é o vício, é a desonestidade intelectual. Agora, quando você trabalha honestamente com dados e chega a uma conclusão ainda que diferente do outro, isso não é viés. Isso é uma maneira honesta de lidar com os dados. E na maneira honesta de lidar com os dados, eu posso afirmar para você que Daniel não era da época dos Macabeus. Eu provei que é da época de Nabuco Donzour, não, mas eu tirei muitos dos argumentos que negam que Daniel pudesse ser da época de Nabuco Donzor. E esse é um elemento a mais. Leê o meu artigo lá no site, clica nele. Ah, e se gostar, deixa o seu comentário. Rodrigo, eu li seu artigo, muito interessante. Se discordar também, deixa a sua discordância com equilíbrio educação, é claro, e será muito bem-vindo o seu comentário. Muito obrigado pelo carinho. Espero que você tenha gostado desse conteúdo. Não esqueça de deixar o seu like se você gostou. Não deixe de se inscrever no canal e também se inscrever na Bíblia comentada e também para ler o meu artigo lá. O artigo é simples, é só clicar lá e você vai ver todo o seu conteúdo. Um grande abraço, beijo no coração, até o nosso próximo encontro.