Rota 66 Português – Hebreus 4b-5a | Luiz Sayão | IBNU
27/07/2026
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Bem-vindo à Bíblia de estudo comentada [música] em áudio. Estudo [música] 175, baseado em Hebreus, capítulo 4b [música] e capítulo 5A. Não se preocupe, meu querido ouvinte, nós não estamos falando de internet nem de banda larga. chegou o acesso direto, porque conforme Hebreus vai nos mostrar e revelar, Jesus é o nosso grande sumo sacerdote que permite o acesso direto a Deus. Na verdade, é necessário olhar um pouquinho antes do capítulo 5, os últimos três versículos do capítulo 4, para poder estudar de maneira adequada o tema de hoje. Portanto, visto que temos um grande sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. Texto da nova versão internacional da Bíblia. Conforme pudemos observar aqui no texto que lemos, a Bíblia na carta aos Hebreus deixa claro que Jesus é o grande sumo sacerdote. O sacerdote é aquele indivíduo especial sobre o qual nós estudamos bastante, tanto no Êxodo como também no livro de Levítico, que apresentava o homem a Deus. Esse distanciamento entre o homem e Deus era mediado pelo sacerdote, que através dos rituais de ofertas e sacrifício possibilitava esta aproximação entre Deus e o homem. E o sumo sacerdote, que era o sacerdote da tribo de Levi e da família de Arão, ele entrava uma vez por ano lá no Santo dos Santos. Pois Jesus após a sua morte e adentrou céus, sendo, portanto, pleno sumo sacerdote, como nós vamos observar um pouco mais adiante. Mas a questão importantíssima ligado ao sacerdócio de Cristo é que Cristo, a semelhança do sacerdote do Antigo Testamento, ele podia também, ele pode também compadecer-se das nossas fraquezas, porque ele experimentou aquilo que acontece conosco. Aí está a grande importância e especial relevância da encarnação de Jesus como Deus homem. Jesus quando se manifestou entre nós, ele se manifestou plenamente como verdadeiro ser humano. Jesus não era uma miragem. Jesus não era um fantasma. Jesus não adotou um corpo humano de uma outra pessoa. Jesus sim é Deus encarnado e sofreu todo tipo de tentação, conforme diz o versículo 15, mas absolutamente sem pecado. Como Cristo pode identificar-se conosco por ter passado pelo mesmo tipo de experiência, ele tem plena condição de ser nosso sumo sacerdote. diante de tal realidade, do da sua obra ser plena, completa, por ele ter adentrado os céus e por poder identificar-se conosco, nós podemos chegar a Deus plenamente ao trono da graça, confiantes de receber misericórdia com toda completa e total confiança. E o texto do capítulo 5 vai prosseguir informando mais claramente o que realmente está por trás desta função especial de Cristo. Ele diz: "Todo sumo sacerdote é escolhido dentre os homens e designado para representá-los em questões relacionadas com Deus e apresentar ofertas e sacrifícios pelos pecados. Ele é capaz de se compadecer dos que não têm conhecimento e se desviam, visto que ele próprio está sujeito à fraqueza. Por isso, ele precisa oferecer sacrifício poros seus próprios pecados, bem como pelos pecados do povo. Vimos como Jesus é superior aos anjos, Jesus é superior a Moisés e Jesus como sumo sacerdote é superior ao sumo sacerdote aarônico ou levítico. Ele está numa posição diferenciada. Aqui o texto relaciona claramente a necessidade de expiação, de perdão do pecado que o sumo sacerdote tinha a função de fazer, mas ele estava numa situação de desvantagem porque precisava de fazer isso em favor de si mesmo. Ninguém toma esta honra para si mesmo, mas deve ser chamado por Deus como foi de fato Arão. Da mesma forma, Cristo não tomou para si a glória de se tornar sumo sacerdote, mas Deus lhe disse: "Tu és meu filho, hoje te gerei." E diz no outro lugar: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquizedequ". Então, Cristo, como sumo sacerdote, que faz a sua obra completa, aliás, o texto anterior mostra que havia a expiação pelo pecado que tinha sido feito de propósito ou por ignorância. Por isso, versículo dois fala os que não têm conhecimento. Fala a dos sacrifícios aqui que está em vista são as ofertas e sacrifícios que aparece de Levítico capítulo 1 até capítulo 7. E Cristo está numa situação muito extraordinária, como o sumo sacerdote, porque a semelhança de Arão, ele foi chamado por Deus para fazer isso. Ele é filho de Deus no sentido de ter a mesma natureza de Deus. E, portanto, a sua função é especialmente diferenciada e ele pertence a uma ordem diferenciada e superior. Essa ordem é a ordem de Melquizedec. Melquizedec, uma figura especialmente importante que aparece lá em Gênesis 14 e depois é mencionada aqui. Ah, aqui a citação é do Salmo 110, versículo 4. E nós vamos ver com atenção o que significa isso quando chegarmos ao capítulo 7. O sacerdócio de da ordem de Melquizedec é superior ao sacerdócio a arônico, porque esse sacerdócio é chamado de um sacerdócio eterno e não limitado temporalmente. O texto prossegue dizendo no versículo 7: "Durante os dias de sua vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas em alta voz e com lágrimas aquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão." A semelhança do salmista que clamava a Deus e era atendido. Jesus também clamou da mesma forma e foi atendido. E a pergunta é: como é que Jesus foi atendido? Foi salvo da morte se ele veio a morrer de fato? A resposta está no fato da grande vitória da ressurreição. Jesus venceu a morte através da sua ressurreição. E versículo 8 nos diz na NVI: "Embora sendo filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu e uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, sendo designado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquizedec". O texto então nos apresenta a realidade que Cristo aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu. A finalidade desse texto é mostrar para nós a realidade do sofrimento e da experiência de Cristo. Cristo, de fato, sofreu corporalmente. Isso mostra que o seu sacrifício como oferta perfeita, absoluta do nosso sumo sacerdote, que também é oferecido a Deus como oferta, é absolutamente aceitável e real, porque ele sofreu de fato. Se Cristo não tivesse sofrido corporal e fisicamente como sofreu, na verdade tudo que ele passou teria sido apenas uma experiência fictícia, mas isso não é verdade. E uma vez aperfeiçoado, como assim aperfeiçoado? Como é que Cristo, sendo Deus homem pode ter sido aperfeiçoado? O sentido é que ele cumpriu até o fim a sua tarefa. chegou de fato ondeia devia chegar e portanto como cumpriu como sacrifício perfeito, como adentrou os céus, como pode identificar-se conosco, ele tornou-se a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem, no sentido de ouvir esta palavra e de crer que o seu sacerdócio é absolutamente aceitável perante Deus e que ele é aquele que deveria trazer a salvação, a vida eterna. no caminho de volta para Deus. E, portanto, sendo assim, ele é designado sacerdote segundo a ordem de Melquizedec, o que nos apresenta a realidade de que esta ordem é superior à ordem temporária levítica, aarônica e conforme mencionamos vai ser discutido com bastante detalhe no capítulo de número sete, a grande alegria e felicidade que estes cristãos hebreus estão ouvindo neste momento é a realidade que por Cristo é este sumo sacerdote absoluto, chegou o acesso direto a Deus sem intermediação. Nós não precisamos de religiosos, nós não precisamos de outra figura humana para nos aproximar de Deus. Cristo está presente no meio do seu povo, por meio do seu espírito. Todos agora temos a condição de ser a casa de Deus como igreja. E mais do que isso, agora, entendendo a realidade do Antigo Testamento, podemos ver que não é necessário mais ficar do lado de fora do tabernáculo, não é necessário mais pedir nada para o sacerdote, não é necessário mais ficar de fora da tenda do encontro ou da revelação. Nós não precisamos temer atravessar o Santo dos Santos com o véu, com os querubins bordados que nos impedem de chegar ao lugar santíssimo. Não, porque Cristo, nosso sumo sacerdote nos aproxima plenamente de Deus. E o resumo de tudo aquilo que estamos falando neste dia sobre este assunto é: "Aproximemo-nos do trono da graça com toda confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. Graças a Deus, podemos chegar diretamente a ele, porque Jesus, nosso grande sumo sacerdote, nos trouxe o acesso direto. Hebreus [música] capítulo 5, lá no versículo 1, já começa a complicar. Na minha Bíblia aqui fala, tem uma frase que fala [música] sobre dons com sacrifícios. Como eu posso entender e relacionar dons com sacrifícios pelos pecados? Saão? >> Muito bem, pastor Alberto. É, de fato, essa pergunta é importante e aí a tradução fica um pouco difícil. Acho que os nossos leitores sabem que nós temos hoje várias traduções, versões da Bíblia em português. Ah, algumas delas antigas. Nós temos mais ou menos nove versões diferentes da Bíblia de Almeida. E a nova versão internacional, que uma tradução mais recente, mais exata, traduz essa palavra dons de maneira mais correta, que é a palavra ofertas, porque dom é aquilo que se dá, que se entrega. Você pode traduzir isso por dom, por dádiva ou por oferta, que nesse contexto a tradução mais correta é ofertas e sacrifícios. Por que que ele menciona ofertas e sacrifícios pelo pelos pecados? Essa é uma referência ao que nós encontramos no livro de Levítico. Nós temos lá as cinco grandes ofertas e sacrifícios que eram apresentadas ao Senhor. Nós vimos lá a oferta pela culpa, a oferta pelo pecado. Vimos lá a oferta ah de cereal, né, que era chamado também oferta ah de manjares, né, nas traduções eh antigas. Então, todas as ofertas que aparecem lá são eh englobadas aqui, resumidas nessa frase de ofertas e sacrifícios pelos pecados, mostrando que o sumo sacerdote, né, fazia esse papel de apresentá-las aqui. Então, a referência é isso, né? Porque Hebreus, como nós mencionamos, é uma espécie de comentário em grande parte do que aparece em Levítico. E aqui, especialmente referência do aos sete primeiros capítulos do livro de Levítico. >> Tá certo? Eh, Saão, o foco do capítulo 5 de Hebreus é a pessoa de Jesus. E o que dominou o assunto aqui são as tentações de Jesus, tudo aquilo que ele padeceu por nós, a sua identificação com o ser humano, com o homem. As tentações de Cristo foram aquelas que estão registradas em Mateus capítulo 4 ou Lucas 4. Em tudo ele foi tentado. Não é um exagero nisso. Em tudo ele experimentou. em tudo. Ele vivenciou aquilo que a a raça humana, o homem eh tem praticado, tem abusado. Pois é, Alberto, isso é muito importante, né? O foco do capítulo é mostrar a plena humanidade de Cristo no seu sofrimento e na experiência das tentações. Mas, ah, é importante destacar a a diferença entre dois aspectos que precisam ser mencionados aqui. Cristo era plenamente humano, mas Cristo, Jesus não tinha natureza pecaminosa. Ele não veio com a natureza decaída. Tanto é que ele é concebido pelo Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria. Portanto, Cristo não se encontrava na mesma posição de um ser humano que já nasce ah corrompido pelo pecado, já com o pecado original. Cristo estava numa posição semelhante a de Adão antes da queda. Então, ah, é diferente, eh, vermos a situação dele e de um ser humano comum nos dias de hoje. Mas, ao mesmo tempo, Cristo era plenamente humano no sentido físico do termo e passou por todo tipo de tentação. Todo tipo de tentação é uma frase genérica. Significa que Cristo sofreu a todo tipo de tentação que um ser humano passa, mas fica bem claro aqui que Cristo não passa por tentações que nós poderíamos chamar assim absurdas, né? O que significa isso? Significa que uma pessoa para ter determinados tipos de tentação de tentação, essa pessoa precisa passar por um processo de decadência pessoal muito aprofundado. Então, por exemplo, é claro que nós temos experiência de canibalismo na raça humana. Talvez alguém aí num grupo aí de algum lugar do mundo que praticou o canibalismo tem a tentação. Jesus não teve esse tipo de tentação, né? Ah, existem pessoas com problemas profundos de personalidade que são pedófilos. É absurdo dizer que Jesus, né, sofreu tentação de pedofilia ou qualquer tipo de, eu diria nem de pecado, de abominação absurda. Cristo sofreu o impacto, né, de estar no corpo humano e da tentação de fraquejar em relação à obra de Deus, ao sofrimento que ele passou, mas não que Cristo tivesse passado pelas experiências no sentido bem concreto e prático das atrocidades, né? Cristo não teve vontade de virar Hitler quando ele estava aqui. Eh, então isso tem que ser bem claro para que a pessoa não passe a compreender as coisas de maneira indevida. >> Ele não estava em estado de decadência absoluta ou corrompção, né? Qualquer um de nós tá livre de vários tipos de tentação de tentação que são problema para alguns tipos de pessoas que tem um histórico mais complicado. >> Falando aí no verso oito sobre esse mesmo assunto diz que Jesus foi aperfeiçoado. Então ele não era perfeito. Podemos concluir assim lá no verso 8. Sa. >> Pois é. Essa pergunta ela é muito importante porque o texto diz que ele, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna. O problema é o que nós entendemos por perfeição, né? A perfeição a às vezes ela é entendida como alguém ah no sentido ético, né? se a pessoa tem algum erro, alguma falha, algum pecado, alguma fragilidade. O sentido aqui não é esse. Por exemplo, nós quando nós dizemos que um fruto está perfeito, é que ele chegou ao seu grau completo de maturidade. Jesus foi aperfeiçoado no sentido teleológico, no sentido de completar aquilo que lhe estava proposto e não no sentido ah que nós temos de que Cristo tinha falhas, problemas, pecados e ele foi consertando com o tempo. Então a conotação na língua portuguesa da palavra é que é a problemática, mas não é de modo nenhum esse sentido, >> tá certo? Agora, para terminar nossa bateria aqui de perguntas, sacerdotes, essa palavra que nós tanto mencionamos na exposição desse estudo, existe hoje sacerdote, eh, quem seriam então estes sacerdotes hoje em dia? A função deles? Dá para fazer esse paralelo das escrituras? Sem dúvida, Alberto. Aqui a questão é muito importante e muito séria, porque nós temos às vezes uma compreensão inadequada disso. O sacerdote, ele aproximava a pessoa de Deus no Antigo Testamento. Quando nós temos a revelação a de Cristo no Novo Testamento, ele se torna o nosso sumo sacerdote e nos aproxima diante de Deus plenamente, completamente. Então, a grande verdade, né, sei que muita gente talvez vai até discordar, a grande verdade é que nós não temos nem precisamos de nenhum sacerdote humano hoje, porque nós temos, conforme nós já falamos no início do programa, livre acesso a Deus. Quando eu peço para um pastor ou para um líder religioso orar por mim, interceder por mim, é mais na condição de alguém que age fraternalmente no corpo de Cristo. Não é que ele tenha poder a mais um acesso a Deus diferenciado. Existe aqui no Novo Testamento a o sacerdócio universal de todos os cristãos. Ou seja, todas as barreiras foram tiradas e através de Cristo, o único grande sumo sacerdote, eu tenho acesso a Deus. Ninguém, portanto, intercede no sentido de mediador, né, por alguém aqui neste mundo. Só Cristo é o grande mediador. >> Nem anjo, nem outro ser angelical, espiritual, >> nem ser espiritual, nem líder eclesiástico, nem qualquer pessoa ah muito especialmente consagrada a Deus. Cristo é suficiente. Sai, obrigado pela explicação. Nosso tempo tá terminando, mas ainda temos um minutinho para você. [música] A grande verdade descoberta no capítulo 5 do livro de Hebreus, quando falamos sobre o tema chegou o acesso direto é que acabou a burocracia. Todo mundo sabe que uma das maiores dificuldades da vida é enfrentar a burocracia. Às vezes a pessoa precisa de um documento, resolver um problema e ele tem que fazer uma espécie de peregrinação atrás de detalhes insignificantes que complicam o processo. Pois é, na vida espiritual a coisa era mais ou menos assim. Para chegar a Deus era necessário ritualismo, é necessário passar pelo sacerdote humano. E infelizmente em grande parte da humanidade, muitas pessoas em diversos grupos religiosos seguem rituais, seguem pessoas, atravessam a barreiras assim complicadas. Em Cristo acabou a burocracia espiritual. Saiba agora você onde você está, você tem acesso direto a [música] Deus, porque Cristo, sumo sacerdote nos leva de volta à comunhão plena com o nosso criador. Então, vamos comemorar e vamos [música] nos aproximar de Deus, porque a burocracia já não existe mais.