Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 17 | Pentecostalismo I | Luiz Sayão
29/07/2026
Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 17 | Pentecostalismo I | Luiz Sayão
Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"
Aula 17: Pentecostalismo I
Luiz Sayão
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เฮ [música] He. เฮ [música] [música] >> [música] [música] >> Olá, boa noite. Seja bem-vindo ao nosso curso Macários, prosseguindo aí estudando as diversas tradições históricas e tradições teológicas da fé cristã. Então fique aí sintonizado, já pode convidar os amigos aí para participarem dessa nossa aula que dá continuidade ao nosso curso aí, que é, digamos assim, o nível dois do Macaros. Você tem um curso completo aí do nível um, né? Você tem também muitos outros cursos que antecedem ao Macários na IBNU, no nosso canal e também aqui agora você tem a oportunidade, né, de participar com a gente nesse módulo que estuda as diversas tradições teológicas eclesiásticas ligadas à cristandade, pra gente, né, quando for omitir emitir alguma opinião, a gente saber do que está dizendo. Então vamos lá e se preparem. Daqui a pouco nós vamos ter aí oportunidade para ah conversar, né, fazer perguntas sobre isso. Então hoje a nossa aula tem a ver com o pentecostalismo, a tradição pentecostal. E nós vamos dividir essa aula em duas partes, né? Nós vamos ter a primeira parte agora e a segunda que será na quinta-feira, daqui a dois dias, quando eu vou dar continuidade. A primeira parte tem a ver com a questão da história pra gente entender esse movimento e e depois então nós vamos lidar propriamente com a parte doutrinária na sequência aí na próxima semana. Boa noite a todos. Sejam bem-vindos aí. Vários dos nossos alunos já estão sintonizados aqui no curso MACAR. Então, vamos lá, vamos ver o cenário histórico e contemporâneo. Quer dizer, o pentecostalismo como movimento, como nós, né, podemos assim defini-lo, é na história da igreja um movimento recente. Que quer dizer isso? que não havia, ainda que a gente possa dizer que em determinados momentos da história aconteceram certas movimentos, certas ações, né, certas, vamos dizer, comunidades que agiram a semelhança do que a gente vê no mundo e no ambiente pentecostal. Nunca houve um movimento como tal. Então se fala, por exemplo, dos montanistas aí na virada do segundo pro terceiro século. A gente eh tem alguns movimentos medievais, alguns profetas eh no ambiente europeu, em lugares diferentes, né, que parecem assim eh ter algo semelhante, mas não é o caso. Nós entendemos o movimento peculiar que se estabeleceu nos tempos recentes como um movimento que tem um pouco mais de 100 anos, né? Talvez no máximo aí uns 150, 160 anos. Já vamos explicar por esta conta. Então vamos lá. É importante a gente dar uma olhada aí na tradição ah protestante, a tradição protestante evangélica, né? Eu gosto de mostrar esse quadro pra gente ver os caminhos variados, né? Então nós temos, desde a reforma protestante, você tem uma tradição, digamos assim, da reforma que se divide, né, logo em dois, vamos dizer, duas correntes soteriológicas principais, uma que vai se chamar propriamente de tradição reformada, né, que envolveu assim, principalmente luteranos, calvinistas, presbiterianos, reformados e alguns batistas, né? e uma tradição arminiana, né, que tem a ver com a ênfase na responsabilidade humana, diferente da ênfase maior da tradição calvinista na soberania divina, aí você tem a tradição que envolveu metodistas, wesleianos, os chamados batistas do livre arbítrio. A gente não tem esse nome aqui no Brasil, no mundo de fala inglês, é chamado Freewill Baptists, né? E aí também ah os grupos que depois serão renovados, pentecostais e nazarenos. [suspirando] Então dessa eh base essencialmente arminiana, principalmente surge um movimento que a gente vai chamar de movimento pentecostal. Ao mesmo tempo, né? Eh, nós vamos ter teologicamente uma tradição fundamentalista, evangélica, muito conservadora, que vai influenciar também o pentecostalismo. E essa vertente pentecostal dá origem a uma tradição carismática, né, que são pentecostais e seus desdobramentos, né, isso mais tarde tem uma conexão entre os diversos grupos até formar o que a gente chama de tradição evangelical. E nos tempos mais recentes, nós temos uma influência do mundo pós-moderno no qual nós estamos inseridos hoje. E aí, prosseguindo, a gente então precisa dar uma olhada naquilo que tem a ver com o crescimento da igreja brasileira. Então, por que que isso é tão importante? Porque nós vamos observar aqui qual que é a repercussão, a influência, o desdobramento do contexto pentecostal no Brasil e não só no Brasil, em grande parte da América Latina e também na África, Ásia, em outros lugares também na Europa e na América do Norte também, mas não com talvez tanta intensidade como em outros ambientes. Que que a gente tem? Olha só, no Brasil calcula-se hoje uma população evangélica de mais ou menos 30% da população. E talvez você fala: "Mas o SA não tá um pouquinho evangelástico esse número? Talvez não são o censo não apontou lá 26.9, 27%. Pois é, mas acontece que o censo eh esse recenciamento que foi apresentado do público, ele ele coloca a população acima de 10 anos de idade. Isso quer dizer que as crianças elas não foram incluídas. E quando a gente olha para a população evangélica, população de mais expressão de fé, via de regra, elas têm mais eh filhos, mais família, né? Então, é muito provável que a avaliação mais exata esteja em torno de 30%, o que, né, dá aproximadamente um número de uns 60 bilhões de brasileiros. Pessoal, isso é muita gente. Isso é população da Itália, população da França, né? E o que que é interessante é que de 70 a 80% dessa população ah evangélica é de perfil pentecostal e neopentecostal. Quer dizer, são as igrejas que tiveram o grande crescimento numérico e marcaram aí a história eh que nós podemos observar no Brasil. E aí a gente então vamos dar uma olhada na questão histórica. Para entender o pentecostalismo, a gente precisa olhar o que que acontece antes. A gente tem uma herança, né, da reforma que se caracterizou por uma herança muito ligada a uma mudança teológica e eclesiológica. Então a gente sabe, né, a gente tem o os ambientes como Suíça, como Alemanha, eh, Holanda, eh, Reino Unido, Inglaterra, Escócia, país de Gales, os países da Escandinávia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Islândia, né, um pouco também na Hungria. Mas esses países tiveram um grande impacto da reforma protestante, a reforma calvinista, reforma luterana, a reforma anglicana e a reforma anabatista, medonita, batista, né? Os grupos diferentes assim dos outros reformados. Então, que que acontece? Essa essa esse enfoque foi muito forte na questão teológica e eclesiológica. Só que uma vez que essas igrejas protestantes se estabeleceram, não demora muito. Isso se torna um protestantismo também que vai adquirindo características eh de uma igreja, muitas vezes do estado e que acaba se tornando também uma eh tradição que favorece uma espécie de postura nominal. você nasce num país protestante, você é daquela igreja, né? E aí então começa a haver uma busca por uma espiritualidade em muitos movimentos e isso vai se tornar forte num ambiente efervescente dos milhares de imigrantes da Europa que vão paraas Américas, principalmente para a América do Norte, especialmente para os Estados Unidos. E aí, que que vai acontecer? O movimento pentecostal que chega ao Brasil, ele é de origem norte-americana. E nós temos nos Estados Unidos, no século XVI e X efervescência, vamos dizer, migratória, sociológica e ah religiosa. Então acontece o que são chamados dois grandes despertamentos, dois grandes avivamentos, muito estudado pelos, são muito estudados pelos estudiosos do assunto, né? Então aí você tem, por exemplo, o primeiro grande despertamento na Nova Inglaterra com Jonathan Edwards e George Wfield, né? Aí isso é no século XVI, né? E esse é um é um avivamento assim de perfil mais digamos calvinista, né? E aí um outro momento de grande despertamento é do Charles Grandson Finey, né? E e nesses ambientes, o Finey já mais de perfil mais arminiano, né? Ah, aí você vai ver a coisa de uma busca de intensa de oração, busca de santificação, eh busca da presença de Deus, cultos marcados por um forte tom emocional, cultos que tentavam sair desse ambiente ligado à maneira tradicional das igrejas eh consideradas históricas, né? E aí o que que a gente vai perceber é que aí você pode ter, né, uma visão do Jonathan Edwards e George Whitfield, o Edwards mais conhecido pelos seus escritos, porque ele também era um grande estudioso, né? e o Charles Finney, né, que é inclusive muito admirado, valorizado e lido por muitos da tradição pentecostal brasileira, principalmente, por exemplo, ah, pelos estudiosos das Assembleias de Deus, né? E aí outra situação interessante que merece um destaque especial foi o movimento que trouxe o avivamento metodista com os irmãos Wesley, né, particularmente mais John Wesley, mas também Charles Wesley, que era um grande músico, né, um grande compositor e sempre junto com o irmão. começam ali, né, fazer diferença na Inglaterra, mas o avivamento metodista vai eh também eh ter um impacto muito grande nos Estados Unidos. Inclusive o próprio Wesley, né, teve contato com o o George Whitfield, tinha uma certa eh proximidade, apesar de pensarem indiferente um do outro, né? E a gente sabe, né, o Wesley teve uma conversão forte, né? Ah, ele veio para os Estados Unidos, para as colônias, né, da na América e e queria converter os os indígenas nativos. E ele nem ele tinha uma convicção de fé, foi muito influenciado pelos irmãos moravianos. E então ele se converte, né, e passa a desenvolver todo uma proposta de caminhada de fé que não só, né, eh tem herança no grande avivamento, mas teve muito impacto social, eh teve muita preocupação com a santificação. é que você tinha lá entre os metodistas antigos o chamado clube santo, né, de origem à chamada tradição Holiness, né, e também foram muito ricos esses movimentos, eh, em termos de inódia, de composição de hinos, né, e, e também os outros movimentos avivalistas eram nessa direção. Então você percebe que quando a gente chega assim, primeiro no século XVI e mais fortemente no século XIX, essa busca de uma espiritualidade intensa, ela tava no horizonte eh do que se passava ali. E aí o que que a gente vai descobrir na sequência, né? Aí você vê o Wesley, né, viveu aí um 88 anos, né, pregador que pregou milhares de mensagens, sua ênfase em em santidade evangelista. A tradição esleana foi muito importante para confrontar a escravidão na sua época e e tiveram uma marca muito relevante, né, no mundo, não só na Inglaterra, mas no mundo de fala inglesa também. E aí o que acontece? Essa herança, né, a wesleyana e essa herança do Charles Finney no ambiente norteamericano, ela foi a raiz, a base, vamos dizer, eh, que permitiu assim a o surgimento do movimento pentecostal. Há alguns [roncando] grupos que surgiram, se fala, por exemplo, da igreja de Deus de Cleveland, que ela surge eh antes do movimento propriamente pentecostal que vai se espalhar. A gente tem indícios disso, mas o movimento pentecostal propriamente dito é na literatura eh considerado iniciando-se no começo do século XX. havia movimentos menores, precursores, que não tiveram tantos desdobramentos. E aí é muito interessante que que tá acontecendo. Os Estados Unidos nessa época recebia muitos imigrantes europeus por razões óbvias, né? A situação de dificuldade em vários países, depois você tem o momento logo em seguida da Primeira Guerra Mundial, né? Então tem muita instabilidade na Europa nesse contexto, na Primeira Guerra vai começar em 1914, né? E muitos desses imigrantes lutavam pela vida, eram imigrantes pobres, né? Passavam por muitas dificuldades, né? E e é também os Estados Unidos é o Estados Unidos antigo de tremenda separação racial, né? Então, nós temos toda uma situação em que as comunidades afro-americanas, elas vivem uma vida à parte em relação àquilo que tinha a ver com os eh americanos, principalmente de perfil anglossaxão, né, mais predominantemente vem da origem inglesa e e irlandesa. Muitos irlandeses também migraram, né? H, mas também muitos alemães, inclusive muitos escandinavos também foram pros Estados Unidos nesse período aí, né? Então essa situação é curiosa porque o movimento pentecostal vai ter origem por um homem que esse você vê na foto, esse de bigode aí, que é o Charles Parhan. E se fala que eles estavam reunidos, né, num momento ah numa localidade no Kansas, em Topica, né? E eles se reuniram numa casa lá velha, eh, que era pertencia a um homem chamado Senr. Stone e que a casa não terminou. E eles passaram a dizer: "Olha, nós temos que buscar a realidade da vida da igreja primitiva, né? a igreja ah que tinha ação do Espírito Santo. Então eles começaram a buscar o Espírito Santo, conforme o relato deles. Até que na virada do ano do 1900 para 1901 aí, ah, conduzidos aí pelo Charles Parhan, teve uma senhora chamada Agnes Hosman. E ela então se afirma que ela começa a falar em línguas e que isso é entendido como algo que tem a ver com aquilo que nós vemos em Atos 2, né, no Novo Testamento. E a partir daí esse movimento começa a crescer e vai eclodir em Los Angeles, que é o famoso movimento da rua Azuza. Interessante que esse movimento teve a liderança de um norte-americano que era um afro-americano, que era esse que vocês veem na foto junto do prédio da rua Azusa em 1906, eh, que era o o pastor William Seimor. Então, a partir daí, desse movimento da Rua Azus, as coisas começaram, vamos dizer, a se multiplicar, ah, de maneira impressionante, né? o que que vai acontecer. Ah, esse movimento fala de línguas, de interpretação de línguas, de profecias, de curas, de milagres. E como você pode ver ali, era uma o que era considerado um chamado a fé apostólica. E o movimento se espalhou com força por vários lugares. E é uma coisa impressionante que em menos de 10 anos, assim, na verdade até 5 anos, já tinha se espalhado por vários lugares eh do mundo, né? Uma coisa curiosa e interessante no movimento pentecostal raiz é que esse movimento pentecostal ele faz uma coisa muito interessante. Eh, primeiro que ele pela primeira vez consegue, até onde se sabe, reunir eh pessoas de contexto eh racial totalmente diferentes. Então, nesse primeiro movimento aqui, você vê afro-americanos e euro-americanos, né, pessoas diferentes, inclusive na maior parte dos casos, pessoas de condição social mais difícil, vulnerável. Então, desde o começo, o movimento tinha esse tom, né, de atingir pessoas numa condição de vulnerabilidade, pessoas de perfil, né, que sofriam essa condição discriminatória comum, né, nesse ambiente e que são irmanados por uma proposta dessa que tinha a ver com uma busca de uma espiritualidade intensa. Então, por exemplo, uma coisa que precisa ser compreendida é que esse movimento pentecostal como surge, ele vem com um elemento de influência cultural da maneira de ser dos afro-americanos. É por isso também esse tom mais, vamos dizer, cheio de emoção forte, de expressão externa, né, fora daquela postura mais cisuda encontrada nas congregações e comunidades e igrejas muito conectadas com a tradição europeia da época, né? E aí o que que vai acontecer na sequência? Esse movimento pentecostal chega do Brasil. E é interessante como ele chega e como é que isso vai acontecer, né? Nós temos dois grandes movimentos que vão marcar a presença pentecostal no Brasil, eh, que vão vir dos Estados Unidos, mas não, digamos assim, de grupos que a gente poderia imaginar. Ou seja, não foi uma missão pentecostal organizada que foi lá, se reuniu, fez um planejamento e mandou os missionários para cá. Nós temos duas eh vertentes, uma que vai dar origem à congregação cristã no Brasil e a outra asembleias de Deus. O que que é interessante, né, que o o fundador da congregação cristã no Brasil é um ítalo americano chamado Luig Francescon, um homem que na verdade era uma pessoa relativamente simples, né? Os estudiosos falam que a especialidade dele era lidar com pisos, com assim com ornamentação, né, de de construção. E e ao mesmo tempo, enquanto ele tá vindo para cá numa época próxima, dois outros eh imigrantes, né? O interessante que o Luigi Franciscon ele é um italiano americano, quer dizer, ele ele já faz parte de uma comunidade imigrante. Então isso chama atenção. E da mesma maneira o Daniel Berg e Gunnar Vingeres são suecos mais radicados nos Estados Unidos. Na época, muita gente da Escandinávia mudou para especialmente estados no centro norte dos Estados Unidos, particularmente a região de Minnesota, por exemplo, é um espaço muito marcado pela presença dos escandinavos e eles são suecos que também vem pro Brasil e eles vão então assim numa postura muito diferente, pessoas que sentiram, né, eh uma direção que eles compreenderam que vinha da parte de Deus e vieram para cá. Inclusive o próprio Daniel Berg e o Gunaving vieram, eles saíram da região que eles moravam ali perto de Chicagua, foram até Nova York e tinham com os quais eles pegaram um navio e desceram em Belém do Pará. Então vamos ver um pouco essa história eh mais de perto. O pentecostalismo, como nós vimos, pra gente não esquecer, né? O nascimento que a gente considera oficial é na passagem de ano de 1900, 1901 em Kansas, no movimento de Charles Bar. Agnes a primeira eh na, né, explicação eh pentecostal a receber o batismo no espírito nos tempos atuais, conforme o relato eh do grupo. O avivamento se espalha no Ze nos Estados Unidos, depois que houve do que houve na rua Zusa lá em Los Angeles em 1906. E aí que que acontece? Luind de Francescon, um ítalo-americano, vem para São Paulo e pro Paraná. Ele sai, ele a a Congregação Cristã no Brasil tecnicamente é a igreja, né, de perfil pentecostal primeira que é fundada em 1910. E a questão é interessante por São Paulo e Paraná receberam uma quantidade muito significativa de migrantes italianos. E em Santo Antônio da Platina, no Paraná, é para lá que ele vai. E depois ele vai também eh ter muito do seu trabalho feito em São Paulo. E a princípio, olha que coisa interessante, a congregação cristã no Brasil se desenvolve no ambiente dos imigrantes italianos, né? Nem todo mundo tem consciência disso, mas, por exemplo, estado de São Paulo nessa época, de cada dois imigrantes que entravam aqui, um era italiano. Inclusive, muito do jeito de ser, especialmente da cultura paulistana tem muita influência italiana, às vezes até mais do que portuguesa, né? E também isso é muito forte no Paraná e em outras áreas do Brasil. também nós temos um um contingente significativo em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, um pouco também no Rio de Janeiro e até outros estados, né? Então a a aqui se estabelece e talvez a gente entendendo agora um pouquinho disso, a gente percebe porque eh um um a Congregação Cristã no Brasil vai receber uma aula particular, específica aqui no nosso estudo, né? Mas a gente entende porque ela é um pouco diferente das outras tradições que estão presentes na nossa realidade, né? Já os dois, Gunarvinger e Danielberg, né? Que afirmam que tiveram um sonho, revelação com a palavra par, né? Eles, suecos radigados, radicados nos Estados Unidos, vão para o Brasil, chegam em Belém do Pará, né? E aí é interessante porque na época havia um missionário sueco batista lá, conhecido, famoso Eurico Nelson, muito celebrado pela tradição batista brasileira, né? E lá, eh, eles então recebem um acolhimento, acabam ficando na igreja, primeira igreja batista de Belém, mas assim que eles conseguem se expressar e dizer claramente o que estão pens que pensam, eles acabam então entrando num processo que divide a igreja. E essa divisão de opiniões vai dar origem às assembleias de Deus no Brasil, que vai surgir, vão surgir em junho de 1911, né? E é muito interessante porque eh também ali nós vamos ter a primeira brasileira, vamos dizer, eh assim, que tem a mesma experiência similar ao que aconteceu nos Estados Unidos, ah, que é a primeira assembleana, né, conhecida chamada Celina de Albuquerque, né? E aí as Assembleias de Deus, interessante, né? A Congregação Cristã no Brasil ficou inicialmente muito no ambiente italiano e com perfil próprio, mas as assembleias começaram a crescer e se expandir mais rapidamente. Uma das razões porque isso acontece é que além de ser uma comunidade, vamos dizer, no meu entendimento, muito capaz de interagir com o contexto brasileiro, né, diferente de missões estrangeiras que tinham uma maneira de ser bastante distanciada das classes mais populares do país. Logo asembleias de Deus desenvolveram líderes próprios brasileiros que trabalharam dentro do seu próprio contexto. E dois que merecem destaque nos dois principais ministérios das Assembleias de Deus são Paulo Macalão e Cícero de Lima, que foram importantíssimos na formação das Assembleias de Deus no Brasil. E aí então a gente, né, vê como é que isso se caracterizou, né? não vai ser o foco da nossa atenção hoje, eh, porque nós vamos falar de doutrina, interpretação, explicação, mas a gente precisa entender pelo menos quais são as características desse que a gente pode chamar de pentecostalismo clássico, marcado pelas Assembleias de Deus e pela Congregação Cristã. Algumas coisas marcam esse movimento. Primeiro, a ênfase em dons de palavra. Todo mundo sabe, né, que o a proposta pentecostal é que os dons carismáticos milagrosos descritos no Novo Testamento estão disponíveis hoje da mesma forma. Só que a ênfase muito nítida, né, na Congregação Cristã do Brasil se fala em receber a promessa, né? Nas assembleias de Deus se falava em batismo do Espírito Santo. Os dons muitas vezes presentes e marcantes eram línguas e profecias. Inclusive na própria Assembleia de Deus, a ideia de línguas como sinal desse batismo do Espírito Santo e a presença de profecias, de palavra na congregação cristã. Isso é muito forte também. a ideia de que a pessoa ali na liderança, né, da comunidade abre a Bíblia e fala uma palavra que é percebida como conteúdo de uma revelação peculiar que ajuda o indivíduo a entender a direção de Deus na sua vida. Nesse momento também essas igrejas, pelo seu perfil particular, elas têm um contexto de isolamento das igrejas tradicionais. Então, igrejas mais antigas, como metodista, Presbiteriana, batista, congregacional, assim, cada um no seu canto. Não existe uma relação de proximidade e, na verdade, nem de comunhão ou até mesmo de mútuo entendimento. Uma coisa que marcou essas comunidades foi o que é chamado, né? A gente, pessoal comenta muito, usa muito a expressão de usos e costumes, né? Mas uma proposta de rigidez de conduta, quer dizer o quê? Que as roupas, né, que não poderiam ser muito modernas, que não podiam ser extravagantes, que não poderiam ser sensuais, costumes, hábitos, né? Então, historicamente, essas igrejas mais assim, por exemplo, preferiam que os seus membros não usassem barba, vigode, andasse com o cabelo cortado. As mulheres deveriam ter o cabelo longo e não cortar, de preferência. No caso da Congregação Cristã do Brasil, o uso de véu, especialmente nos momentos eh propriamente cúticos, né? Então assim, esse essa atenção para elementos de conduta do que você pode ou não pode fazer, os usos e costumes específicos, foi muito marcante dentro desses eh contextos das igrejas pentecostais clássicas, né? E uma coisa interessante que essas igrejas tiveram um crescimento forte entre a população mais vulnerável, entre os mais simples da população. as igrejas históricas, tendo essa herança de um protestantismo, que a gente pode chamar de perfil mais influência intelectualista, mais iluminista, né, como consideram alguns autores, né, elas eh tinham um perfil que elas apelavam mais para classe média e média alta e até alguns casos classe alta, né, na época a ideia, né, né, que existia assim, ó, se você é de tradição protestante, você é a favor do progresso, você não tem um raciocínio medieval, você não tem uma mentalidade católica [limpando a garganta] e arcaica, antiga, né? Era assim que se entendia. Mas essas igrejas vêm com um perfil muito peculiar e diferente e elas crescem em ambientes muito simples. Então é muito comum você ver, né, eh lugares assim eh congregações em lugares muito necessitados, em em zonas simples, lugares distantes. É, e e atendendo classe mais desfavorecida da população. Aí o que que acontece? Esse movimento pentecostal cresce, se desenvolve com relativamente força, né, até a década de 50. E na década de 50 a gente vai ter uma mudança no cenário, porque vai chegar ou podemos chamar assim um outro tipo de pentecostalismo, um pentecostalismo que não vai ser do mesmo perfil das duas maiores tradições históricas. E na verdade, muita gente, inclusive sai especialmente das Assembleias de Deus e passa a fazer parte desses novos movimentos. Que que acontece? Ah, o Brasil tinha influência histórica, né, colonial de Portugal, né, desde o século XIX tinha aberto as portas paraa imigração estrangeira, com muita gente eh da Europa vindo para cá, não só de outros lugares também, mas a influência europeia era muito forte, a influência na educação brasileira francesa era forte, influência inglesa até certo ponto alemã também, muitos imigrantes aqui. E quando a gente chega no período pós-guerra, aumenta intensamente até pela condição europeia, né, a influência americana no Brasil depois da Segunda Guerra Mundial. Então, o que que acontece? Afervescência religiosa que a gente via nos Estados Unidos e os Estados Unidos passa a desempenhar um papel eh cada vez mais protagonista, principalmente nas Américas. Então, muitos, vamos dizer, representantes desse novo perfil começam a chegar aqui como missionários e vão ser fundadas igrejas diferentes e algumas delas merecem uma atenção especial. a que merece aí o nosso olhar aí é a igreja quadrangular, igreja do evangelho quadrangular, né, que é Marf Square Gospel, eh, que foi fundada, curiosamente por uma mulher, né, numa época em que a gente não imaginaria isso na década aí de 40 para 50, né, uma eh evangelista que inclusive se afirmava eh com um dom de cura, né? Ela era canadense, mas se fixou nos Estados Unidos e era uma pessoa curiosa porque além de ser mulher, ela era muito moderna paraa época. A Mimp Mcferson usava calças compridas, ela tinha amizade com pessoas que tinham ali a sua eh presença em Hollywood. era uma pessoa diferente e ao mesmo tempo, eh, muito empolgada e dedicada à proclamação do Evangelho. E os missionários da igreja quadrangular chegar ao Brasil em 1951, particularmente em São Paulo, né? Então nós tivemos aí ah indivíduos como William Boltri, né? Ah, e eles chegam e vão fundar uma igreja que é fundamentada, não só em línguas e profecias, mas também muito ligadas à questão de cura divina e exorcismo. E essa igreja chega, né? Então você tem porque a igreja quadrangular, Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e ele voltará. A igreja tem bastante impacto, né? Começa a crescer e abre um caminho que favorece a formação de novas igrejas, inclusive igrejas agora totalmente brasileiras. destaque para duas delas, a Igreja, O Brasil para Cristo, que teve um impacto enorme, fundado em São Paulo, ali na Pompeia, rua Carlos Vicari, 324, a Igreja Brasil para Cristo, fundada em 1955 pelo missionário Manuel de Melo, né, que fez, é muito interessante a história dele, bem diferente. Ele ao mesmo tempo tinha todo um contato com grupos religiosos muito variados. Ele visitou o Conselho Mundial de Igrejas. Ele foi um dos primeiros a fazer grandes reuniões evangélicas em estádio. Na época se dizia que um bom evangélico nem podia ir no estádio. Então, uma mudança muito grande. E também um pouco depois disso, um chamado missionário Davi Miranda em junho de 62, né? Davi Martins Miranda vai fundar uma das igrejas que também vai ter um impacto enorme, especialmente através do que eles fizeram pela rádio, né, que era a Igreja Pentecostal Deus e Amor. E nesse período, os anos 60, 70, surgem várias igrejas. Igreja Pentecostal da Bíblia no Brasil, igreja Nova Vida no Rio de Janeiro. Ah, e vários grupos, Igreja Avivamento Bíblico, é incontável. Começam a surgir uma série de mais nesse tom diferente, essas igrejas não têm mais aquele perfil das igrejas clássicas. Olha que coisa interessante. Essas igrejas, por exemplo, começaram a enfatizar cura divina e exorcismos nas tendas. Por quê? Porque nas igrejas antigas, numa congregação cristã no Brasil e numa nas Assembleias de Deus, você tem o templo da igreja. O templo é o santuário, o lugar sagrado. As pessoas, templos inclusive são construídos com esse enfoque e aí todos os cultos, as reuniões importantes são lá. É verdade que existem reuniões nos lares, existe cultos em lugares assim, mas ali é o lugar. Essas novas igrejas elas elas rompem com esse paradigma. Eles começam a fazer uma tenda como se fosse tenda de circo. E lá tem as suas reuniões de libertação, reuniões eh de cura, né? E a coisa é explícita. Olha, venha para aquela semana especial de cura, venha para noite da libertação. Então isso ganha muito espaço diferente, né? E como essas igrejas são de uma nova época, onde os costumes começam a mudar, né, com influências que chegam a especialmente do da sociedade norte-americana da época, então eh começa-se a ter uma flexibilidade maior quanto a usos e costumes. uma igreja quadrangular não se compara com uma igreja Assembleia de Deus antiga, mas ao mesmo tempo e curiosamente algumas igrejas se tornam mais fechadas ainda, como o caso da igreja de Deus em Amor, mas amplia-se, muda-se um pouco. Então você vai começar a ver pentecostais, mulheres que cortam o cabelo, que usam um roupa, não perfil mais antigo, que até às vezes utilizariam calças compridas e assim por diante. Esse perfil começa a mudar. E uma coisa interessante, né, como esse novo modelo pentecostal em algumas igrejas específicas começa a a ampliar os horizontes, começa a alcançar a classe média, que antes era uma coisa mais difícil no ambiente das igrejas históricas, né? E uma mudança significativa. Que que acontece? As igrejas antigas, né? Por exemplo, até hoje a Congregação Cristã no Brasil tem uma orquestra, tem uma banda, instrumentos assim que tocam hinos clássicos, Assembleia de Deus tradicional também, né? A famosa arpa cristã. Quando chega nesse momento, a gente vai ter uma inovação musical. Quer dizer, o pessoal começa a cantar que é chamado de corinhos, de cânticos, com batendo palmas em ritmo assim de marchinha, eh, totalmente diferente, né, e com um apelo muito mais popular, né, e aparece então um cenário de diversidade do louvor. E aí o que acontece? A gente não vai entrar nisso hoje porque não é o foco da nossa aula, mas é importante mencionar. Por quê? Porque quando a gente fala de pentecostal, muita gente fala assim de uma maneira genérica: "Ah, não, porque os pentecostais falam isso. Ah, não, porque aquela igreja lá é de perfil pentecostal". Pois é. Uma coisa é o pentecostalismo clássico histórico, que também passou por muitas modificações. Assembleias de Deus de 1920, 1930 não são a mesma coisa do que elas eram nos anos 80 e muito menos hoje. Assembleia de Deus hoje é uma denominação que tem diversos seminários, institutos bíblicos. Ela tem eh editoras que publica materiais teológicos. Elas estudam a Bíblia de uma maneira muito mais intensa do que no passado. A congregação cristã no Brasil também tem passado por momentos de reflexão em função de uma série de elementos que trazem, né, uma reflexão eh diante do novo cenário que nós nos encontramos, né? H, mas eh essas igrejas de qualquer maneira tem um perfil que é distinto do que acontece com o movimento pentecostal de cura divina, especialmente significativo na década de 60 e 70. Que que acontece antes dos anos 80? A data mais adequada do ponto de vista dos estudiosos é 1977. Nós temos o surgimento do neopentecostalismo. Neopentecostalismo, então, é um novo perfil, é um grupo de igrejas que vocês podem olhar aí, você tem a influência ah de alguns americanos, né, que eh marcaram a história, né? você tem aí o o Kenneth Haagen, né, que foi uma das referências de eh que marcou esse momento, né? Ah, e também aí as figuras que talvez sejam as mais marcantes, né, que nós temos na nossa história, que é a figura eh do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, né? Eh, exatamente. O bispo chamado Edi Macedo e também do RR Soares, da Igreja Internacional da Graça. São talvez os que marcam o movimento neopentecostal mais, vamos dizer, emblemático e marcante da realidade brasileira. E isso já se completa em torno de 50 anos, né? O movimento cresce muito, especialmente porque enquanto os pentecostais de cura divina tiveram impacto muito grande pelo rádio, esses movimentos tiveram um impacto enorme pela televisão. Aí você tem o Copeland e o Hegen, que são os dois principais influenciadores teológicos do neopentecostalismo, que entra num caminho diferente de teologia da prosperidade, confissão positiva e outras coisas que na aula específica vão ser trabalhadas aqui no nosso curso. E mais recentemente, né, pra gente completar, eu diria que a gente tem o que a gente chama de um de um pós um pós pentecostalismo. fragmentário digital pós-moderno. Ou seja, as igrejas que têm alguma raiz na tradição pentecostal hoje, elas entraram num caminho de extrema diversidade, com grupos muito diferentes, muito variados. E hoje nós temos esse contexto do mundo digital. Então, nós temos uma enormidade. Existe hoje centenas de denominações de grupos de igrejas, algumas autônomas, que um movimento meio diferente que tem a ver com a realidade pós-moderna, que a gente vai tratar quando for na aula específica. Mas muito bem, já deu paraa gente caminhar bastante aí para poder ter esse cenário do pano de fundo histórico para entender de onde saiu, como é que caminhou e onde chegou o neopentecostalismo. Então vamos agora passar para o momento de perguntas e respostas. Se eu vou pedir aqui hoje temos a assessoria especial da professora Suzi, professora não pôde estar conosco ao vivo hoje. Então, professora Suzi, boa noite. Bem-vinda à nossa aula. Boa noite. Bom estar aqui com vocês. Faz tempo que eu não, né, não apareço por aqui. Muito boa aula, saiu. E a Fê pergunta aqui, há poucos anos teve um movimento desse tipo dos Estados Unidos, seria uma segunda vez. Outra coisa, Pentecostes não foi exclusividade em Atos dois. Bom, a Felivi Felivveri, né? Eu não sei o que que ela quer dizer com há pouco tempo. Houve um outro movimento desse tipo, né? Então, porque na verdade assim, eh, depende, né, o que a gente chama de movimento, né? sempre tem coisa, vamos dizer, nova aparecendo, mas não necessariamente isso é um movimento. Os Estados Unidos é um ambiente de muita efervescência religiosa, né? Tá ligado com a história do país, com a história da imigração e com uma série de outros fatores. Então, assim, eu diria que não é que teve um segundo, tem vários, né? Então, a gente tem ondas eh de certas coisas que começam a acontecer em certas áreas dos Estados Unidos, não só. Por exemplo, surgiu um movimento uns anos atrás chamado Toronto Blessing, né, que seria uma dita unção que veio da cidade de Toronto, no Canadá, né? Mas tem coisas muito variadas, dependendo de onde. Nem sempre os movimentos chegam aqui, mas alguns chegam também. Agora veja, nós vamos falar com detalhe sobre isso. O Pentecoste não foi só Atos 2. Sim, foi só Atos 2. Mesmo nenhum pentecostal vai dizer que o que ele tá fazendo é tendo um outro Pentecoste igual Atos 2. O que ele quer dizer é que aquele Pentecoste é um padrão, né, de que o espírito foi derramado, mas que cada pessoa na sua vida para ter ação devida do espírito na sua vida, ele precisa passar por uma experiência poderosa com o Espírito Santo. Assim como o calvário é uma coisa só e mas todo mundo precisa crer e se converter, o Pentecoste é uma coisa só e a pessoa precisa passar por essa experiência. Essa é a base de explicação ah dessa doutrina do batismo do Espírito Santo, que na verdade é uma doutrina que antecede o pentecostalismo, mas o pentecostalismo ela vai ter um um contorno diferente. Então a conversa que a gente vai ter na quinta-feira é se esse tipo de formulação doutrinária é bastante clara no Novo Testamento. >> Tá certo? Eh, aqui o Marcos pergunta: "Professor, parabéns pela aula. Na sua opinião, por que os pentecostais são a grande maioria dos evangélicos no Brasil?" >> Muito bom, Marcos. Pergunta importante, né? O que que acontece? Às vezes a gente pensa o seguinte: "Ah, bom, se você perguntar para um pentecostal médio, né, porque as igrejas crescem?" Talvez muitos deles vão dizer o seguinte: "A cresce porque ela busca o poder de Deus". O poder do Espírito Santo é uma igreja consagrada, né? Só que você tem igrejas pentecostais antigas no Brasil e essas igrejas não cresceram. Não é o fato de que todas as igrejas pentecostais cresceram de maneira significativa. Eh, tem muita igreja antiga e pequena. E aí, por que as igrejas cresceram? Claro que quando você pega uma igreja pentecostal média, eh, pela própria proposta de chamada a consagração, a dedicação, ela com certeza deve ter mais desdobramentos. Então, as igrejas pentecostais, diferente de muitas igrejas históricas que o sujeito vai uma vez na igreja por semana, no domingo, e mesmo assim ele vai um, falta o outro, essas igrejas têm uma postura muito maior. Existe igrejas que tem tipo culto todo dia, né, e cultos diferentes. Então, o pessoal tem um dia que tem círculo de oração, outro dia tem eh culto de doutrina, o outro dia tem culto eh vamos dizer aberto evangelístico, né? Então, eh, isso é, mas na minha opinião, o que acontece é o seguinte, a maneira como as igrejas históricas eh acabaram chegando no Brasil eh teve a ver com os missionários estrangeiros, missionários principalmente americanos, mas também eh ingleses, alemães, suíços, de outros países, coceses, canadenses, né? E essas igrejas, elas tinham muito um perfil ligado à tradição de origem desses missionários. De modo que quando você pegava um brasileiro padrão, um Zé da Silva que gosta de um café preto, né, de ver a final do futebol e de contar causo com amigo e ele entrava naquele estilão dessas igrejas, principalmente na maioria do sul dos Estados Unidos. Aquilo não tem pertinência, a música, o jeito de ser. Então, o ponto de contato cultural era muito menor. Quando os assembleanos e depois os outros pentecostais entram no cenário, primeiro, a pregação deles não é uma aula complicada e difícil. Não tem uma sequência lógica que alguém precisa ter um pouco de treinamento intelectual para acompanhar. Pense no Brasil de 70, 60, 80 anos atrás, o grau de formação, educação das pessoas. Imagina um missionário estrangeiro falando com sotaque e explicando as coisas. Ponto um, ponto dois, conclusão. E compara isso com uma igreja pentecostal onde o cara ia lá na frente chorar, dando testemunho. Falou: "Meus irmãos, Jesus me livou da cachaça. Eu antes eu batia na minha mulher e eu brigava com meus filhos, mas agora, oh! Aleluia! Que coisa! Então isso teve muito mais impacto, muito mais conexão, mesmo que fosse um pessoal mais simples, sem grandes preocupações teológicas, a coisa ela até pela liderança brasileira do perfil comum que entrou no cenário, isso teve grande impacto. E você vai ver que as igrejas dos anos 50 e 60, elas deixaram aqueles hinos mais tradicionais e começaram cantar. Eu caminhando para a cidade santa, eu a minha alma está cheia de pai. P. Então você imagina, né? Então você percebe que teve pertinência e a coisa se avolumou e teve um impacto significativo. Bom, saião, agora a pergunta é: qual é o o maior problema da teologia pentecostal ao seu ver? Então, eh, veja, é um pouco difícil responder essa pergunta, como a gente tá dizendo, porque existe muitas igrejas pentecostais de perfil diferente, mas eu posso, de modo geral, dizer o seguinte: uma parte das igrejas de tradição pentecostal tem um problema achar eh que o estudo aprofundado teológico é um problema paraa espiritualidade. verdadeira. Sabe aquele negócio assim, a letra mata, o espírito, né, vivifica mal interpretado, achando que tem a ver com o estudo. Algumas comunidades no passado e algumas ainda no presente diz: "Olha, esse negócio de estudar, de aprender teologia, isso não tem nada a ver. Eu quero ver a joelho no chão, jejum e oração." Pois é, não precisa ser uma coisa contra outra. Então, algumas igrejas correm o risco de ir para um obscurantismo. Um outro grupo de igrejas, ah, tem um problema onde você tem um excesso de emocionalismo. E às vezes esse processo favorece a manipulação das pessoas por vias emocionais, porque as pessoas vão, né, entrando naquela esfera emocional mística muito acentuada, de modo que a pessoa pode realmente fazer loucuras, né? E eu vi igrejas muito desequilibradas onde de fato que até os próprios pentecostais mais, vamos dizer amadurecidos falavam: "Não, olha, professor Saão, pastor Saão, isso aí é uma profetada, isso nem é profecia de verdade, né? Então existe um pouco o perigo, né? E esse tipo de coisa favorece também o surgimento e o crescimento de heresias. Quando você tem um sujeito mal intencionado e vê o pessoal totalmente dominado pelas emoções, ele pode desencaminhar as pessoas de maneira indevida, né? E e finalmente aí não é todo o movimento pentecostal, mas mais esses grupos mais recentes que a gente corre o risco de entrar numa postura exagerada de eh, vamos dizer, eh, ter uma atitude assim próxima do jeito mágico de entender a vida. Então, olha, você precisa aqui passar o o o óleo ungido, se você não usar o avental abençoado, se você não levar a a flor da bênção para sua casa, a sua vida não vai melhorar. É difícil a gente imaginar que esse tipo de proposta seja muito promissora. Então, nesse caso, a há desequilíbrios que até mesmo eh causam, né, questionamento do próprio ambiente pentecostal. >> Bom, professor, e agora o senhor já teve alguma experiência pentecostal, como falar em línguas, sonhos, visão? >> Então, ah, eu não sei se eu poderia chamar isso de experiência pentecostal. Se você quiser perguntar se você já teve alguma experiência milagrosa, nossa, e muitas e muito impressionante. Eu já tive, já tive sonhos que se cumpriram uma pouco tempo depois. Eu tive uma ocasião em que eu tava tentando evangelizar um homem que tinha uma situação muito difícil, muito rebelde, difícil e eu precisava encontrar com ele para levá-lo, inclusive num ambiente que a gente ia orar por ele, tava numa situação muito complicada e eu dormi naquela noite eu dormi cansado e no sonho à noite uma voz falou bem alto: "São 5 horas e eu acordei, pessoal, sinceramente, Gente, eram quando eu peguei o relógio, fui ver, era 5:1 e eu acordei imediatamente, encontrei com o homem, saí na época, peguei um ônibus, fui encontrar com ele, fomos para um encontro especial de oração e naquele dia o homem se converteu. Eu já orei por pessoas possessas com demônios assim terríveis. Eu já orei por pessoas que foram curadas de uma maneira que eu mesmo levei um susto, né? não tinha entendido aquilo em muitas situações, aliás, com todo consideração, a gente não deve falar bem de se mesmo, mas assim, pessoal, a minha vida é um milagre do começo ao fim, é doideira. Eu não tenho nem razão para est vivo aqui falando com vocês. Então, eh, sim, né? Mas eu não vou dizer que essa experiência ela é exclusivamente pentecostal. experiência de Deus na minha vida, de muitas pessoas acontece isso e que são experiências da graça e do poder de Deus na vida da gente. Não que eu seja gente boa e nem que eu tenha feito nada para merecer. >> Eh, eu acho que não dá para fechar Deus em nenhuma caixinha, né? Deus vai agir de várias formas, inclusive através de sonhos e visões e outras coisas. Bom, aqui o Marcos pergunta, né? Eh, porque alguns pentecostais não gostam de estudar teologia. Tem alguns que dizem que se estudar muito, principalmente a filosofia, corre grande risco se de se desviar da fé. >> Então, de um lado eles têm razão, do outro lado eles não têm. Por que que de um lado eles têm razão? Porque é verdade. Você pega um indivíduo simples, que ama Deus, que recebeu Jesus na sua vida, que viu coisas maravilhosas da parte de Deus e de repente ele encontra um indivíduo lá que se apresenta como teólogo, alguém que se disse conhecedor e formador de opinião a partir do estudo técnico da teologia. Daí ele começa a ver as coisas que o indivíduo tá falando, o que ele tá fazendo e como é que muitos deles nessa caminhada intelectual perderam a fé. Ele diz: "Esse negócio não é de Deus, não". E de fato, muita gente que estuda teologia academicamente nunca teve experiência de fé e nem conhece Cristo Jesus na sua vida. Então, quando você vê alguns pentecostais, né, olhando para isso, ele fala: "Puxa, já que esse é o caminho, então é melhor não, né? Agora veja, você vai ter que ler a Bíblia. E a Bíblia é palavra de Deus e ela tá escrita com palavras que você precisa ler e entender. E se Deus deixou palavras pra gente, ele precisa ler e entender direitinho. E não dá para entender isso só na boa vontade. Você precisa saber se é isso mesmo que o texto diz. Então você tem que conhecer o o sentido do que tava escrito no original. Você tem que conhecer o contexto, senão você vai entender tudo errado. Imagina, muitas pessoas fizeram loucuras em nome de Deus porque entenderam um texto bíblico errado. Imagina, sujeito foi lá, bom, Jesus disse, se a tua mão faz pecar, corta. O cara vai lá e corta. Eu já conheci pessoas que fizeram loucuras porque leram um texto bíblico fora de contexto. Imagina o indivíduo recém-convertido abre o salmo e diz: "Feliz aquele que pegar os teus filhos e despedaçá-lo contra as pedras". Que que ele vai fazer com esse versículo? Então não tem como você fugir. Então, nesse sentido, aqueles que acham que o estudo bíblico teológico não é adequado, precisam repensar e precisam com o coração humilde, buscando Deus na sua vida, comprometidos com a missão, procurar entender o que Deus tem para nós. E para isso você precisa fazer esse estudo bíblico, teológico. Bom, mais uma pergunta do Marcos. As línguas estranhas de dos pentecostais têm a ver com a língua dos anjos mencionadas em Primeira Coríntios 13? >> Então, eh, aí é é uma conversa longa, né? E acho que teria mais pertinência na próxima aula. Se você perguntar para alguns pentecostais, nem todos, eles vão dizer: "Não, isso aí sim é língua dos anjos". Só que é o seguinte, quando você estuda tecnicamente a questão das línguas, você tem dois enfoques. Um é entender as línguas como idiomas milagrosamente, né, falados pelo poder do Espírito Santo. Como você vem atos, todo mundo começou a entender que estavam falando na sua língua materna ou uma língua que não é propriamente um idioma, mas a pessoa entra em êxtase dominado pelo espírito e fala coisas que podem ser interpretadas pelo poder do espírito. Nenhum texto diz claramente que qualquer uma dessas é língua de anjos. Primeira Coríntios 13:1, ele vai usar um termo que precisa ser visto com atenção, ainda que eu falasse a língua dos anjos, não tá nem dizendo que ninguém fala. Talvez seja somente uma hipótese. Ele diz: "Olha, se eu tivesse tão cheio do poder de Deus que eu fosse capaz de falar a língua dos anjos e então e eu não tivesse amor, nada seria". Então, quer dizer, não tem nenhum texto dizendo, ó, vocês devem falar a língua dos anjos. Nenhum texto dizendo que as línguas que estão sendo faladas são dos anjos. Só tem o texto que fala que é uma hipótese. Por isso, no meu entender, não é adequado ouvir o que nós ouvimos hoje de línguas em êxtase em ambientes de perfil pentecostal e dizer: "Olha, tá vendo? Isso aí é língua angelical". Bom, vamos aqui. Pera aí. A Rita pergunta: "Qual a influência do bispo Roberto McAlister no sentido de dons de cura divina que exercita universal e Igreja da Graça, além de outras com o mesmo perfil?" >> A influência e a importância é grande, né? Para quem não conhece, o bispo Robert McAllister, ele é um missionário que veio do Canadá, né, e chegou eh no Brasil e foi se radicar no Rio de Janeiro e deu início à igreja Nova Vida, que teve um impacto significativo aí nos anos 70, né, e que a gente pode encaixar como o que a gente chama de pentecostalismo, de cura divina. A coisa diferente do do da igreja Nova Vida, como ela se instala no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, ela teve um impacto significativo em gente de classe média e média alta, né? e teve um desdobramentozim. Então é verdade que o trabalho dele, né, que inclusive foi muito dedicado, ele vendeu a casa dele que ele tinha no Canadá, aplicou os recursos aqui, a aquilo que e eles começam a fazer, que é um trabalho forte de libertação, é que teve uma influência direta do trabalho inicial do bispo Edir Macedo, que começa a Igreja Universal em 1977, né? Então, teve sim impacto e tem até uma conexão também entre o bispo Ed Macedo e o missionário RR Soares, né? De modo que ah eles tiveram um impacto significativo. Mais tarde, posteriormente, né, a Igreja Nova Vida, ela acabou eh tendo o divisões, né, do do própria igreja em em grupos distintos. Inclusive, parte dessa igreja, ela eh caminhou na direção de uma ênfase mais teológica no seu caminho de reorganização depois ah do do novo momento que eles estavam vivendo aqui no Brasil. >> Bom, eh aí vamos voltar pro Marcos. O senhor já recebeu alguma revelação? seja uma profecia que algum irmão ou irmão profetizou na sua vida e aconteceu. >> Ah, sim, >> sim. Eu diria que a maior parte das coisas nesse sentido, eh, que, eh, eu vi na minha vida, eh, eu acho que uma boa parte é uma boa vontade da pessoa. A pessoa, ele fala algo que ele acha que é de Deus, não quer dizer que ele esteja enganando ninguém, não quer dizer que não tenha gente que faça isso, né? A pessoa tem uma intuição própria e apresenta como uma palavra divina, mas isso não acontece, né? Não tem nada a ver, né? E eu acho que tem que tomar cuidado, porque tem coisa que acontece com cara de sendo uma coisa milagrosa de Deus e tá longe disso. Pode ser até uma coisa negativa mesmo, ruim, né, até do mal, mas existe eh coisas que são dirigida por Deus, né? Muitos anos atrás eu conheci uma irmã, né? Eu poderia contar várias histórias aqui, mas conheci uma irmã muito dedicada de oração, que tava condenada à morte e ela eh teve uma experiência poderosa de cura sobrenatural na sua vida. Ela sentiu de fato o agir de Deus assim, ela tinha poucos dias de vida e ela foi uma pessoa muito simples, muito humilde, que fazia maior parte das coisas na sua casa e também na igreja que ela frequentava, né? E eu tive muitas oportunidades de vê-la aí sendo usada por Deus, libertando pessoas, né? E um belo dia eu fui numa reunião de oração lá e aí eu eu tinha na ocasião o quê? 18 anos de idade, não um pouco mais do que isso. Nessa época é talvez 20 anos, alguma coisa assim. E aí ela chegou e fez uma oração e falou: "Olha, você fique preparado porque um dia Deus vai te levar para fazer diferença no reino de Deus em diversos países do mundo." Eu ouvi isso naquele tempo, pessoal, naquele tempo eu tinha dinheiro para pegar o ônibus, né? E eu escutei aquilo, falei: "Bom, amém, que Deus abençoe, né?" Então, hoje, depois de uma jornada de vida, o Saião conhece 65 países, né? e aquilo que ela disse aí há mais de de 40 anos atrás. E aquilo que Deus eh trouxe através da minha eh trajetória hoje, de fato, tá se multiplicando em vários lugares do mundo. Naquele tempo, isso seria algo completamente fora da realidade. >> Amém. [risadas] Eh, Eduard, o que aconteceu com Cornélio e a família em Atos 10? É a mesma língua de Atos 2, Atos 19, quando Paulo pergunta aos discípulos eh de João que se já receberam o Espírito Santo. Eh, será que essa era o mesmo? >> Pessoal, vocês estão antecipando a próxima aula, né? Mas vamos lá. Ah, Atos 2 é o Pentecoste que atinge só judeus. E aí, lembre como é que a lógica de Atos 18, o Evangelho vai chegar onde? Em Jerusalém, em Judeia, Samaria, com fins da terra. Atos 2 atinge judeus, Jerusalém e Judeia. Atos 8, isso vai se cumprir com Samaria. E Atos 10 tem a ver com o Cornélio, que é o primeiro gentil alcançado. E aí você tem o Pentecoste. Esse Pentecostes é muito importante. Por quê? Porque ele mostra para aqueles discípulos de formação e mentalidade judaica restrita que Deus estava aceitando samaritanos e gentios no corpo de Cristo. E aí você tem a pergunta, mas e o Atos 19 que fala dos discípulos de João Batista ali é interessante. Aquele texto faz referência à aqueles que estão, né, entre a antiga e a nova aliança, como quem diz, quem tá no Antigo Testamento e não chegou no novo, porque eles conhecem só a mensagem de João Batista e nem entendem quem é Jesus e o que foi que aconteceu. Por isso é que vocês receberam o espírito, não nem ouvimos falar nada disso. Aí eles são batizados em nome do Senhor Jesus e acontece também o Pentecoste com eles. Então, tem toda uma razão de ser teológica e missionógica nos diferentes pentecostes de Atos, que são, na verdade, a ampliação do Pentecoste primeiro para cumprir essa proposta de atos de sair de Jerusalém e Judeia para alcançar o ah confins da terra. Tá bom, >> pessoal do Japão mandando abraço direto de lá. que joia. Obrigado. Um abração para você. Quem puder tá convidado aí na IBNU no próximo sábado aí, um grande evento aí voltado para Jesus no Japão. >> É, sábado e domingo tá recheadinho, né, IBN, né? Então, >> é, vai ser esse domingo também tem um encontro especial de casais com almoço, um grande momento. Entrem em contato aí para ver os detalhes, >> tá? Ótimo. Saí. >> Vamos orar pelo Japão, né? Japão teve um terremoto sério, né? A pouco >> sério >> vamos estar em oração pelo Japão. >> A Jude pergunta, eh, falou que tem uma amiga que fala: "Quem quem muito sabe, muito lhe será cobrado". Pensei, mas esta não é a interpretação certa. Estou certa? >> Ah, então veja, num certo sentido, eh, tem razão, né? Aquilo, meus irmãos, muitos de vocês não sejam mestres, né? porque os mestres vão receber uma cobrança maior, um juízo maior. E tem razão, né? Porque você como mestre, né, pensa no médico, né? O médico, o conhecimento dele vai influenciar muitos outros. Então, se você tá numa posição de quem ensina, seja muito responsável pelo que você faz, porque você tá afetando a vida das outras pessoas. Então isso faz sentido assim, né, a gente pensar na importância dessa realidade. >> Mas S, vamos chegar pro final só paraa última pergunta aí que >> só saludo desde Paraguai. Vem, >> graças, [risadas] Amém. Amém. >> Bom, Rodolfo, tem uma pergunta aqui, pode ser a última. Eh, por que os pentecostais buscam tanto dom de línguas, né? Então, eh, isso é uma coisa interessante, porque eu vai vou assustar alguns hoje, porque pro pentecostal o dom de línguas não é só o dom de línguas. Essa que é a questão. A teologia pentecostal raiz, né, e que ela predomina em muitos ambientes, ela diz o seguinte: uma coisa é só o dom de línguas, outra coisa é línguas como sinal do batismo do Espírito Santo então, na verdade, os pentecostais não estão só buscando o dom de língua, eles estão buscando esse chamado batismo do espírito. Por quê? Porque aí tem uma história longa que a gente vai ver na quinta-feira, é que a ideia é que e essa experiência profunda com o Espírito Santo garantiria eh uma um poder espiritual, uma capacidade de testemunhar e uma vida santificada. E aí eles entendiam que se a pessoa tivesse a experiência e o sinal do batismo do espírito, ele então tava num patamar de espiritualidade diferenciada. A essa pessoa poderia depois continuar com o dom ou não, mas o dom sozinho, ah, de fato, não é a única coisa que importa. Agora, é claro, a gente tem comunidades e comunidades, igrejas e igrejas e algumas delas podem, de fato, entrar numa caminhada mais desequilibrada e enfatizar demais só a prática de línguas mesmo. >> Bom, é isso aí, pessoal mandando muitas saudações, agradecendo muito pela aula, né? E o pessoal falando, ó, que tá esperando já a aula de quinta, [risadas] >> então apareçam aí, eh, porque a aula eh tem muita coisa para ser conversada, tá bom, pessoal? >> Então, é isso. Deus abençoe muito. Boa noite a todos. >> Obrigado. Bom descanso. Amém.